Materiais de Construção

Derivados de Madeira

série MATERIAIS

joão guerra martins antónio vieira
I

1.ª edição / 2004

Apresentação

Este texto resulta inicialmente do trabalho de aplicação realizado pelos alunos da disciplina de Materiais de Construção I do curso de Engenharia Civil, sendo baseado no esforço daqueles que frequentaram a disciplina no ano lectivo de 1999/2000, vindo a ser anualmente melhorado e actualizado pelos cursos seguintes.

No final do processo de pesquisa e compilação, o presente documento acaba por ser, genericamente, o repositório da
Monografia do Eng.º ANTÓNIO VIEIRA que, partindo do trabalho acima identificado, o reviu totalmente, reorganizando, contraindo e aumentando em função dos muitos acertos que o mesmo carecia.

Pretende, contudo, o seu teor evoluir permanentemente, no sentido de responder quer à especificidade dos cursos da UFP, como contrair-se ainda mais ao que se julga pertinente e alargarse ao que se pensa omitido.

Esta sebenta insere-se num conjunto que perfaz o total do programa da disciplina, existindo uma por cada um dos temas base do mesmo, ou seja:

I. II. III. IV. V. VI. VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII.

Metais Pedras naturais Ligantes Argamassas Betões Aglomerados Produtos cerâmicos Madeiras Derivados de Madeira Vidros Plásticos Tintas e vernizes Colas e mastiques

Embora o texto tenha sido revisto, esta versão não é considerada definitiva, sendo de supor a existência de erros e imprecisões. Conta-se não só com uma crítica atenta, como com todos os contributos técnicos que possam ser endereçados. Ambos se aceitam e agradecem.

João Guerra Martins II

Aglomerados de Madeira

ÍNDICE ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................... 6 ÍNDICE DE FIGURAS............................................................................................................ 7 SUMÁRIO................................................................................................................................. 9 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10 CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” ....... 12 1.1. - HISTORIAL DA MADEIRA...................................................................................................12 1.2. – CONCEITO DE MADEIRA ...................................................................................................13 1.3. – NOMENCLATURA DA MADEIRA......................................................................................14 1.3.1. – ÁRVORES RESINOSAS ................................................................................................14 1.3.2. – ÁRVORES FOLHOSAS..................................................................................................15 1.4. – ESTRUTURA DA MADEIRA................................................................................................17 CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA .............. 21 2.1. – PREÂMBULO.........................................................................................................................21 2.2. – PROPRIEDADES FÍSICAS....................................................................................................21 2.2.1. – HUMIDADE ....................................................................................................................22 2.2.2. – DENSIDADE ...................................................................................................................24 2.2.3. – RETRACTILIDADE .......................................................................................................24 2.2.4. – HETEROGENEIDADE ...................................................................................................25 2.2.5. – ANISOTROPIA ...............................................................................................................25 2.2.6. – HIGROMETRICIDADE..................................................................................................26 2.2.7. – POROSIDADE.................................................................................................................26 2.2.8. – DUREZA..........................................................................................................................26 2.2.9. – COR..................................................................................................................................27 2.2.10. – BRILHO .........................................................................................................................27 2.2.11. – ODOR E GOSTO...........................................................................................................28 2.2.12. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA, TÉRMICA E SONORA .................................28 2.3. – PROPRIEDADES MECÂNICAS ...........................................................................................28 2.3.1. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO, À TRACÇÃO E À FLEXÃO................................29 2.3.2. – ELASTICIDADE, FLUÊNCIA E FADIGA....................................................................29 2.3.3. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO...........................................29 CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS ........... 32 3.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................32 3.2. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO ...........................................................................................33 3.3. – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL .........................................36 CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA ................................................................ 38 4.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS...................................................................................................38 4.2. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA...............................................................................39 4.2.1. - AGLOMERADOS............................................................................................................40 4.2.1.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................40

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Aglomerados de Madeira

4.2.1.2. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES .........................................42 4.2.2. – CONTRAPLACADOS ....................................................................................................63 4.2.2.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................63 4.2.2.2. - TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES ...................................66 4.2.2.3. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS...................................70 4.2.2.4. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS ...........................................................71 4.2.3. - FOLHEADOS...................................................................................................................73 4.2.3.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................73 4.2.4. – TERMOLAMINADOS....................................................................................................74 4.2.4.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................74 4.2.4.2. - TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES...................................76 4.2.5. - PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) .........................................................78 4.2.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA.................................................................79 4.2.6.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO .............................................................79 4.2.6.2. - PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES .................80 4.2.7. – CORTIÇA ........................................................................................................................80 4.2.7.1. - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO.............................................................80 4.2.7.2. - TIPOS DE CORTIÇA................................................................................................82 CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS ....... 84 5.1. - CONSIDERAÇÕES GERAIS..................................................................................................84 5.2. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS .....................85 5.3. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS.................................................87 5.4. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA.........................................88 5.5. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA ..........................................89 6.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................94 6.2. – PROCESSOS DE TRATAMENTO ........................................................................................95 6.2.1. – SECAGEM.......................................................................................................................95 6.2.2. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO....................................................................95 6.2.3. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA ..............................................................96 6.3. – AGENTES DETERIORADORES...........................................................................................96 6.3.1. - FUNGOS...........................................................................................................................97 6.3.2. – INSECTOS XILÓFAGOS ...............................................................................................97 6.3.3. – XILÓFAGOS MARINHOS.............................................................................................98 6.4. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS .....................................98 6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO .............................................................................................99 6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA) ...............................100 6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL).............................100 6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO ..................................................................................................100 6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE...........................................................................................101 CONCLUSÕES .................................................................................................................... 103 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 106 SITES DA INTERNET........................................................................................................ 108 ANEXOS ............................................................................................................................... 111

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Aglomerados de Madeira

ANEXO I – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DOS PRINCIPAIS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 112 A. AGLOMERADOS.....................................................................................................................113 B. MDF............................................................................................................................................114 C. PLATEX.....................................................................................................................................115 D. CONTRAPLACADOS .............................................................................................................116 E. LAMELADOS............................................................................................................................117 F. TERMOLAMINADOS ..............................................................................................................118 ANEXO II – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DE ALGUNS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 120 1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO ...........................................................................121 2. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS ...............................................................................................................................122 3. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE, PARA USOS GERAIS ....................................................................................................................123 4. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS ...........................124 GAMA.............................................................................................................................................124 5. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM .....................................................................................................................................125 6. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL ..................................................................................................................................126 8. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS.........................128 9. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES, INCLUINDO MOBILIÁRIO, PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS.................................................................................................129 10. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................130 11. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................131 12. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA.......................................................................132 13. LAMINADO PARA PAVIMENTOS .......................................................................................133 14. ISOPLY .....................................................................................................................................134 15. LAMÉPLY ................................................................................................................................136 16. TRIPLY .....................................................................................................................................138 ANEXO III – NORMALIZAÇÃO DE MADEIRAS E SEUS DERIVADOS................. 140

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Aglomerados de Madeira

ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 – ÁREA DE ALGUMAS ESPÉCIES OCUPADAS EM TERRITÓRIO CONTINENTAL, NOS ANOS DE 1980 E 1992 ...................................................................................................................... 37 TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS ........................ 85 TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS ...... 88 TABELA 4 - PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS .......................................................................................................................................... 90 TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS............. 91 TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS ............................. 92 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL........................................... 92 TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS............ 93

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P......... 35 FIGURA 11 – CORTE ATRAVÉS DE UMA SERRA DE FITA SEM-FIM (CHARRIOT) (IN SANTOS.............................................IMAGEM DE UM INCÊNDIO………………………………………………………............... 1978............... 43 FIGURA 15 – PAVIMENTO MDF (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ....................... 63 FIGURA 39 ............ 32 FIGURA 9 ...................... 59 FIGURA 37 – AGLOMERADO PINTADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)................................ 66 FIGURA 42 – ALMA . COM ANÉIS DE CRESCIMENTO DIFERENTES……………………………………………………………………………………26 FIGURA 7..... P.................................................................................................. 19 FIGURA 5 – DIRECÇÕES FUNDAMENTAIS DA MADEIRA .................... 46 FIGURA 19 – MDF MOLDURAS E PERFIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA). 18 FIGURA 4 – DIAGRAMA DE SECTOR CIRCULAR DO CAULE DE CINCO ANOS DE IDADE DE UMA ............................ 34 FIGURA 10 -TOROS DE MADEIRA DESFIADA (IN SANTOS.......... 52) ..FORMAS DE CORTE DA MADEIRA (IN VALENTE........ 44 FIGURA 17 – MDF RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................ 63) .................................................. P................................ 45 FIGURA 18 – MDF SUPERLAC (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)..................................... 20 FIGURA 6.....................IMAGEM DE DUAS ÁRVORES DA MESMA ESPÉCIE................................. 1991..... 44 FIGURA 16 – MDF BAIXA DENSIDADE (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........... 51 FIGURA 26 E FIGURA 27 – OSB 3 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)..................... 53 FIGURA 32 – OSB 4 LAMBRIM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...............75) .................................................................... 65 FIGURA 41 – CORTE DE FOLHA (IN PATTON........17 FIGURA 3 –SECÇÃO TRANSVERSAL DO TRONCO DE UMA ÁRVORE..................... FALCAS E TOROS (IN SANTOS...... 49) ........ 76).......................................................................... 52 FIGURA 28 E FIGURA 29 – OSB 4 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............... 46 FIGURA 20 – MDF MOLDÁVEL (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............................. 60 FIGURA 38....15 FIGURA 2 – EXEMPLO DE UMA ÁRVORE FOLHOSA: “FAIA”…………………………………........................ 47 FIGURA 21 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .......31 FIGURA 8 – PINUS PINASTER -PINHEIRO MARÍTIMO .............. 35 FIGURA 12 – AGLOMERADOS (IN SANTOS............. 50 FIGURA 24 – OSB 2 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)........................................................................................... 1991..................................................... 53 FIGURA 30 E FIGURA 31 – OSB 4 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................ 1991.......... P........... P ................... 48 FIGURA 22 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................. 1991............206)....................... 53 FIGURA 33 – PISO LAMINADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)........................OBTENÇÃO DE UM CONTRAPLACADO (IN SANTOS............... 63) ........ 42 FIGURA 14 – MDF STANDARD ( IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............. MOSTRANDO AS PRINCIPAIS COMPONENTES DO LENHO E DA CASCA (IN MOREY.... 1991........................................... P................... 48 FIGURA 23 – AGLOMERADO OSB (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...................Aglomerados de Madeira ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 1 – IMAGEM DE UM TIPO DE PINHO: “CASQUINHA”…………………………………............................ 58 FIGURA 36 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..................... P............. 64 FIGURA 40 – FOLHA DESENROLADA E FIGURA 36A – CORTE POR SERRA OU LÂMINA ............. 50 FIGURA 25 – OSB 2 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..................................... 62)................................. P....... 56 FIGURA 34 – AGLOMERADO PARTÍCULAS STANDARD (ST) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................ 40 FIGURA 13 – AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............................................................................. 66 7 .......................................................................................... 57 FIGURA 35 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS POSTFORMING (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).. 1988....ILUSTRAÇÃO DA TORAGEM.

.............................................................................................................................................................. 66 FIGURA 44 – USO DO CONTRAPLACADO DE RESINOSAS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............................................ ERRO! MARCADOR NÃO DEFINIDO.......... 77 FIGURA 50 – TERMOLAMINADO DE ELEVADA RESISTÊNCIA-PAVIMENTOS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................................. 73 FIGURA 46 -ESTRUTURA DOS TERMOLAMINADOS ............................................................................. 68 FIGURA 45 – MÉTODOS DE OBTENÇÃO DOS FOLHEADOS .......................... 75 FIGURA 47 – TERMOLAMINADO (IN SITE DASONAE INDÚSTRIA) . 82 FIGURA 54 – CORTIÇA EM FOLHA (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)...Aglomerados de Madeira FIGURA 43 – CONTRAPLACADO COMUM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .... 83 FIGURA 55 – IMAGEM DE MADEIRA EM DESPARASITAÇÃO……………………………………98 8 .................................................................................................................... 76 FIGURA 49– TERMOLAMINADO METÁLICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .................. 81 FIGURA 53 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)............... 75 FIGURA 48 ... 78 FIGURA 52 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)........................TERMOLAMINADO PARA APLICAÇÕES HORIZONTAIS/VERTICAIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................ FIGURA 51 – PLACAS DE PLATEX.............

sem esquecer o problema da sua conservação e manutenção. como também ao percurso habitualmente seguido na indústria desde a árvore até à obtenção dos derivados da madeira. Incluem-se. outro com algumas soluções comerciais. propriedades e características. Deste modo. tem já um peso proporcional elevado na formação do produto interno e na balança comercial do País. Por último. estrutura.Aglomerados de Madeira SUMÁRIO A floresta em Portugal tem um valor económico e social importantíssimo. nomeadamente no sector da construção civil e do mobiliário. de forma prolongada. caracterizando-os e apresentando o seu processo de fabrico. 9 . bem como as suas principais aplicações. Procura-se assim abordar. colocadas na forma de quadros resumo. com referência não só à sua nomenclatura. embora não exaustiva. uma vez que a respectiva indústria dos produtos florestais. neste trabalho monográfico. identificando os principais produtos deste grupo. que abrange a transformação da madeira e a produção dos seus derivados. a variedade dos derivados de madeira que mais têm contribuído para o desenvolvimento da economia nacional. conclui-se com a análise e estudos de mercado sobre a comparação entre a madeira e respectivos derivados. Desenvolve-se o tema principal (Derivados de Madeira). dois conjuntos de anexos: um visando uma extrema sintetização dos principais tipos de Derivados de Madeira. ainda. começa-se pelo historial da madeira como matéria-prima dos seus derivados.

Portugal apresenta a taxa mais elevada de floresta dos Países Europeus. têm características próprias que os distinguem entre si. são prodigiosos seres vivos que crescem vigorosamente quando as condições de solo e de ambiente são propícias. Reconhece-se hoje o valor da árvore. como os aglomerados e os contraplacados. As madeiras constituem um material complexo com características muito diferentes dos outros materiais de construção. 10 . materiais que constituem hoje em dia a estrutura da maior parte dos edifícios. perdeu o seu protagonismo a partir da Revolução industrial. A tecnologia. ou melhor. As árvores. A madeira tem sido desde sempre um dos principais materiais utilizados na construção. No entanto. sendo substituída primeiro pelo ferro e depois pelo betão armado. fez surgir uma série de derivados da madeira como alternativa à madeira maciça ou natural.Aglomerados de Madeira INTRODUÇÃO A presente monografia subordinada ao tema “Derivados da Madeira” circunscreve-se no âmbito de uma disciplina final demonstrativa de conhecimentos adquiridos e capacidades desenvolvidas pelo seu autor. estruturalmente. A origem dessas diferenças reside sobretudo na sua estrutura fibrosa heterogénea e anisotrópica. muito delicadas enquanto jovens. quer como elemento fundamental do espaço natural. como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciado em Engenharia Civil na Universidade Fernando Pessoa. quer como matéria-prima da economia industrial. daquele onde impera a vida em toda a sua complexidade de formas e relações. Estes materiais. atingindo algumas vezes dimensões colossais. por sua vez. tendo cerca de três milhões de hectares e possivelmente capacidade para o dobro.

para lhes conferir a aparência atractiva da madeira. O facto de a madeira que se adquire para trabalhos de marcenaria raramente estar bem seca. é obtida do tronco da árvore através do corte circular transversal ou em quartos. por vezes erradamente. inevitavelmente. entre um a dois anos. Enquanto os “contraplacados” surgem através das colagens de finas folhas de madeira. 11 . podendo vir a sofrer de diversas patologias e defeitos. um material melhor do que os seus derivados. os Painéis de Madeira Reconstituída e a Cortiça. considerada. Necessita de um período de secagem alargado. a peça resultante é coberta com uma folha especificada desse material. mesmo tendo sido substituída por outros materiais. os Termolaminados. os “aglomerados" são fabricados a partir de pequenas aparas misturadas com uma resina sintética. não apresentando no final quaisquer veios. Durante este processo ocorre. Para remediar essa tendência natural surgiram os dois grandes grupos de derivados de madeira estratificada. alternadamente. No final deste trabalho são referidas as fontes de informação e a bibliografia. chamando-se “folheado” a este processo de acabamento. A madeira. Tanto num caso como noutro. os Aglomerados e os Contraplacados. sendo depois esta pasta prensada a alta temperatura. alguma deformação. o qual pode ser feita com madeira ou com laminados diversos. quer pela sua maleabilidade. os quais são hoje de capital importância para o sector da construção civil e do mobiliário De notar que se sentiu algumas dificuldades na obtenção de material de pesquisa. a par de outros produtos seus sucedâneos existentes no mercado. quer pela sua beleza.Aglomerados de Madeira A madeira maciça. por questões práticas e de orçamento. leva-a a acusar os efeitos da humidade e da temperatura. cruzando o seu veio na vertical e na horizontal. dos quais se salientam os Folheados. sendo que as resinosas secam mais depressa. continua a ser um dos eleitos. Contudo. dada a modesta existência de bibliografia neste domínio. as Placas de Fibras de Madeira (Platex). é cada vez mais substituída pelos seus derivados. umas sobre outras.

a madeira é também a fonte de muitos produtos usados na indústria. a técnica e a arte de trabalhar a madeira tem evoluído desde o processo manual e primitivo. . rebocados ou não. perspectiva-se de algum modo contribuir para o enriquecimento pessoal de quem se interessar por este assunto. e na certeza de que fica ainda muito por dizer. Mais tarde. Com o decorrer dos tempos. fazendo as paredes de ramos entrelaçados. mas a madeira e seus derivados continuam a ser usados em larga escala. entretanto. das primeiras jangadas e barcos. além de material de grande utilidade que continua a ser. Nos nossos dias. o qual através da sua imaginação sempre soube tirar proveito dela para execução de inúmeros objectos e produtos. bem como na decoração interna e externa. etc.HISTORIAL DA MADEIRA Desde o aparecimento do homem sobre a terra até aos nossos dias. A evolução consegue. de onde se destaca o papel como grande responsável pelo avanço da nossa Civilização. tão diversificado como actual. 12 . CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” 1. não só para sua defesa (como arma ou fazendo parte dela). aplicando a madeira não só na sua cobertura. o homem começa a utilizar a madeira para edificar as cabanas e choupanas. A madeira esteve sempre ao alcance do homem desde os tempos remotos. para construção dos primeiros abrigos. portas e janelas. Foi. como para se aquecer. com terra argilosa. até à vasta e engenhosa indústria moderna contemporânea. novos materiais. portanto.1. um dos primeiros materiais utilizados pelo homem.Aglomerados de Madeira Apesar das dificuldades referidas. cozinhar e iluminar. substitui as paredes com pedra ou tijolo cozido ao sol.

Para produzir madeira é importante o “câmbio”. a noção de “madeira” é apresentada como sendo a “substância compacta. que se diz lenhosa. assumindo três formas: . matéria-prima. fibrosa. passamos a ter a “lenha” até às formações terminais da árvore designadas por “rama”. que compõe as raízes. O crescimento deste “cilindro central”. antes mesmo de se abordar o conceito de “derivados”. É a parte mais importante para o desenvolvimento da árvore.2. É extremamente importante proceder-se à delimitação deste campo de estudo. Na noção oriunda da “botânica”.20 metros. para menos. – CONCEITO DE MADEIRA Um estudo desta natureza deve começar por fazer uma breve abordagem sobre o conceito de “madeira”. é que se obtém a madeira em bruto. ao qual também se dá o nome de “fuste”. a madeira define-se como uma “porção de lenho de dimensões suficientes para poder ser transformada depois de trabalhada com qualquer objecto útil” (página 841). chamado de “câmbio”. Este processo de produção confina-se até ao diâmetro de 0. para ser utilizada nas mais variadas aplicações. Recorrendo a uma noção de “enciclopédia”1. Em relação à “silvicultura”.a madeira. o tronco (fuste. O processo de produção da madeira. página 841. e em função da sua idade e localização vegetativa. 13 . Estas formas são variáveis no diâmetro que a árvore possui. 1 Ver “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (GEPB)1. Mas este “câmbio” de raiz também pode dar madeira. propriamente dita. a madeira é perspectivada como resultado da natureza. a “lenha” e a “rama”. Descrevem-se assim duas noções neste mesmo local: uma oriunda da “botânica” e outra da “silvicultura”. aparece a partir do “eixo principal” da árvore. com os tecidos virados na direcção do interior (incluindo o “lenho” e os raios medulares). Devido ao crescimento do diâmetro do “cilindro central” do caule das gimnospérmicas e dicotiledóneas. volume XV. enquanto tal. haste ou caule) e os ramos de certos vegetais”. é uma zona que fica no meio do “líber” e do “lenho” das plantas gimnospérmicas e dicotiledóneas.Aglomerados de Madeira 1. A partir deste. sólida.

Espanha. Encontra-se na 14 . muito embora não seja muito utilizada.1. 1. sendo usada nas obras públicas e construção civil. resumindo-se. aquela que se extrai como matériaprima bruta da natureza. sendo as folhas do tipo persistente. para além dos sectores do mobiliário e da construção naval. é definida segundo estas duas perspectivas – a “botânica” e a associada à “silvicultura”. possuindo forma em agulha.Aglomerados de Madeira Parece que podemos. • “Pinho marítimo” . então. com maior durabilidade. pertencem às melhores e mais apreciadas madeiras de construção pelas suas características de trabalho e resistência mecânica.3. a dois grandes grupos: as árvores resinosas (ou “coníferas”) e as árvores folhosas (ou “caducas”). França e alguns países de África. – NOMENCLATURA DA MADEIRA A nomenclatura existente sobre madeira corresponde à classificação das árvores de onde a obtemos. fundamentalmente. As árvores a partir das quais se obtém o pinho são os pinheiros bravos e os pinheiros mansos. Os tipos de árvores enquadradas neste grupo são o pinho e diversos tipos congéneres. concluir que a madeira. é uma árvore típica dos países mediterrânicos como Portugal. São próprias das zonas frias e temperadas.Também conhecida por “pinus pinaster”. Podemos referir alguns tipos particulares de “pinho”: • “Pinho bravo” . A madeira de pinho existe praticamente em toda a parte do mundo.É uma árvore que dá madeira de boa qualidade. 1. – ÁRVORES RESINOSAS As árvores resinosas têm naturalmente resina. Apodrecem facilmente se não forem devidamente tratadas.3. Obtém-se a partir do “pinheiro bravo”.

15 .Caracteriza-se por ter ramificações e nodos. Pertencem às madeiras aptas também para a marcenaria devido ao seu aspecto.2.Encontra-se um pouco por toda a Europa. • “Pinho manso” .3. designadamente na Escandinávia. • “Casquinha” . acabamento e qualidade. sendo por isso mais indicadas para fins decorativos. bem como na África em alturas até 2000 metros. bem como em Portugal (Serra do Marão). FIGURA 1 – Imagem de um tipo de pinho: “casquinha” 1.Aglomerados de Madeira Europa em altitudes médias (de 0 a 400 metros) e elevadas (de 400 a 900 metros). produzindo madeiras desde as mais suaves e brandas até às duras. – ÁRVORES FOLHOSAS As árvores folhosas são próprias de zonas temperadas tropicais.

• O “castanho” . Existem 230 espécies diferentes. Aplica-se na tanoaria. os raios medulares são diferentes quanto à sua espessura.Aglomerados de Madeira São na sua maioria de folha caduca e entre os seus vários tipos temos: • O “carvalho” . p. A sua madeira utiliza-se muito na marcenaria. Existem 200 espécies de árvores com este nome. é possível extrair desta árvore boa madeira. é muito usado para produzir carvão. são diferentes não tendo um padrão próprio. Quanto ao tipo de folha. • A “faia” .É o nome porque é conhecido a madeira do castanheiro. quando atinge grandes dimensões. • A “nogueira” .Caracteriza-se por possuir um porte esbelto.É geralmente um tipo de árvore que. tendo a casca acinzentada e a copa grande com folhas de 7 a 9 folíolos. podendo ter os destinos mais diversos. destina-se a ser utilizado preferencialmente no fabrico da aduela e na marcenaria. • O “álamo” . na marcenaria e na construção civil.É uma árvore de altura elevada.É uma árvore da família das “mirtáceas”. • O “eucalipto” . 67).Trata-se de uma espécie de choupo. Estas árvores caracterizam-se pela sua altura e crescimento rápido. pendentes com uma flor na axila de cada bráctea”. com cerca de 30 metros de altura. as folhas arredondadas. tem aquilo que se designa por “amentilhos masculinos delgados interrompidos. Nos de folha caduca os vasos possuem maior diâmetro do que os de folha persistente. e uma considerável densidade. assim caracterizada por morrer no Outono mas cair só na Primavera seguinte) e de folha persistente. Porém. segundo GEPB (2000. É utilizada na produção de 16 . de maior densidade. Já o carvalho de folha persistente. Na madeira extraída desta árvore. os carvalhos resumem-se a dois tipos: de folha caduca (ou folha marcescente. existindo uns delgados e outros com maior largura. muito embora algumas apenas sejam “arbustos”. para além das decorações de casas e construção civil. Quanto à espessura e comprimento. O carvalho de folha caduca.

resistente e flexível é muito empregada em marcenaria. concêntricas e periféricas. à medida que se desnvolvem. – ESTRUTURA DA MADEIRA No que respeita à estrutura da “madeira”. provenientes do “câmbio” (zona geratriz compreendida entre o “líber” e o “lenho”). deixando os primeiros de participar na evolução fisiológica que.4. o crescimento dá-se sempre pela sobreposição de camadas sucessivas. cuja madeira branca. existem também diferenças consoante a origem das árvores. A “faia” é um exemplo de árvore das florestas dos climas temperados. de córtex liso. basicamente. qualquer que seja o tipo de árvore. Este crescimento designa-se por “anel de crescimento” e varia conforme a localização das árvores nas várias regiões do globo. 17 . utensílios de desporto e também em objectos de maior requinte e precisão. Durante o seu processo de evolução os “anéis de crescimento”. caixas de ressonância de pianos. da família das fagáceas. FIGURA 2 – Exemplo de árvore folhosa: “faia” 1.Aglomerados de Madeira carruagens. vão os mais antigos sendo substituídos pelos mais novos. se identifica com o armazenamento e transporte das substâncias químicas que alimentam a árvore. Geralmente.

a camada concêntrica da árvore situada entre a parte interna designada por “medula”. 18 . sob a casca. Lenho Casca FIGURA 3 – Secção transversal do tronco de uma árvore. constituída pelas últimas camadas anuais de madeira ainda vivas. conjunto dos anéis de crescimento. sendo a principal função das suas células contribuir para a alimentação da árvore. p. 49) Importa referir ainda que os “anéis de crescimento” permitem conhecer não só a idade de uma árvore como também estudar a característica da anisotropia da madeira. mais seco e duro que as restantes camadas da árvore. designada por “alburno”.Aglomerados de Madeira Nesta modificação aparece-nos o “cerne”. mostrando as principais componentes do lenho e da casca (in Morey. e a parte mais nova situada na periferia. O “cerne” é de cor escura. A parte designada por “alburno” tem a cor mais clara do que o “cerne”. ou seja. 1978. tal como se representa na figura 3. a “direcção radial” (ou direcção transversal radial) e a “direcção axial” (no sentido das fibra e longitudinal ao caule). propriedade física que depende da direcção segundo a qual é avaliada. A avaliação da qualidade da madeira pode ser feita através da “performance” física e mecânica dos “anéis de crescimento”. desempenhando funções estruturais. segundo três direcções possíveis: a “direcção tangencial” (ou direcção transversal tangencial).

49) 19 . respectivamente. 1937. isso já não sucede. dá origem a que se reduza significativamente a resistência da madeira. visto que estas operações deverão ser efectuadas de maneira a que os “veios” fiquem sempre paralelos ao plano do corte.Aglomerados de Madeira A estrutura celular das árvores possui “veios”. no primeiro caso. a secção tranversal do tronco de uma árvore e os aspectos principais da sua estrutura lenhosa. Do ponto de vista “anatómico”. FIGURA 4 – Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. O “lenho” pode ser de dois tipos: um “inicial” e outro mais “tardio”. As diferenças principais estão na fase do processo de crescimento do “lenho”. A diferença entre os dois está em que. não sendo também visíveis a “olho nu”. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa (in Rendle. As figuras seguintes (1 e 2) representam duma forma esquemática. e no segundo. que são de toda a importância na extracção e serração das madeiras. p. Se este aspecto não for tido em conta. o que torna praticamente impossível obter uma peça de dimensão e qualidade aceitáveis. os poros da árvore cobrem toda a superfície exposta. a madeira possui várias espécies que se encontram relacionadas com o “lenho”. sendo o primeiro aquele que aparece na fase de nascimento e o segundo na fase terminal. Os “veios” são de dois tipos: os “abertos” e os “fechados”.

Aglomerados de Madeira FIGURA 5 – Direcções fundamentais da madeira (In Carvalho. 1996. p. 29) 20 .

havendo. formada por fibras. sejam díspares. sendo mais fácil separar as fibras umas das outras no sentido dos veios do que no sentido perpendicular a eles. para além das suas características químicas. outras que se encontram de certa forma relacionadas com elas. ao passo que as mecânicas encontram-se associadas às diversas qualificações da madeira para as respectivas finalidades ou utilizações. – PREÂMBULO As madeiras e seus derivados. o que faz com que a madeira não tenha as mesmas propriedades em qualquer direcção. Esta particularidade que a madeira nos oferece exige que se tenha atenção ao projectar e ao trabalhar com ela. Como é heterogénea a constituição celular das árvores no seu processo de crescimento. As fibras estão orientadas segundo uma direcção determinada. não é de estranhar que o comportamento físico e mecânico da madeira que se extrai das árvores. pelo que se referenciam as seguintes: 21 . verifica-se que a sua estrutura é fibrosa. 2. Pegando num pouco de madeira.1. ou seja. Nem toda a madeira é igual. – PROPRIEDADES FÍSICAS As propriedades físicas essenciais na madeira são a Humidade. cuja diferença básica reside no facto de as físicas serem características intrínsecas da madeira. Há madeiras muito duras e resistentes e outras mais brandas e menos resistentes.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA 2.2. a Densidade e a Retractilidade. no entanto. e o seu desempenho. Cada variedade apresenta propriedades específicas. possuem importantes propriedades físicas e mecânicas. de um modo geral. independentemente da sua utilização.

térmica e sonora. 22 . a Porosidade. podem advir complicações devido ao seu grau de humidade.1.Aglomerados de Madeira • A Heterogeneidade. são de dimensões não regulares. bem como as Condutibilidades eléctrica. • “Madeira semi-seca” – com o teor de água entre 23 e 30%. Os “anéis de crescimento”. de um ponto de vista técnico. • “Madeira comercialmente seca” – se o teor de água for de 18 a 22%. A maior parte da madeira é constituída por celulose. fissuras. a Cor. etc.2. 2. A quantidade de água absorvida pela madeira afecta o seu crescimento. a Anisotropia. a Higrometricidade. designadamente. esta designa-se de água “livre”. Se apenas as paredes das fibras possuírem água. Segundo Carvalho (1996. a Dureza. quanto ao teor de água a madeira pode classificar-se em: • “Madeira saturada” – com o teor de água (humidade) acima dos 70%. então dizemos que este tipo de água é de “impregnação”. o Brilho. diz-se que a árvore não possui humidade. Sem a água não é possível haver madeira. na retracção da madeira do tipo “transversal tangencial”. – HUMIDADE A humidade é o teor de água existente na madeira. sendo esta substância sobejamente conhecida pelo facto de necessitar de muita água para crescer. empenamentos. Se apenas o “lenho” possuir água. podendo variar o seu grau de humidade entre 5% a 10% na passagem da madeira do tipo “seco” para madeira do tipo “saturada”. Se forem as próprias fibras que possuem a água. 40). p. Após a extracção da madeira da árvore. o Odor e o Gosto. • “Madeira verde” – com o teor de água entre 30 e 70%.

e finalmente a água no interior das fibras que aparece quando as suas paredes já se encontram saturadas. Dado que a massa se determina mediante pesagens. A madeira recém-cortada tem um conteúdo de humidade compreendido entre 50 e 110%. dizendo-se neste caso que o teor em humidade é nulo. 23 . o teor em humidade pode chegar aos 200%. a água retida nas próprias paredes das fibras que é designada por água de impregnação ou água de saturação. e P2 o peso seco da amostra obtido por secagem em estufa a uma temperatura de 1030 C ± 20 C. O teor de humidade da madeira nas árvores é de cerca de 50%. chamada água livre. • “Madeira completamente seca” – com 0% de teor de água. reduzindo-se a valores entre 16 e 18% por secagem ao ar livre. Ainda no respeitante à humidade temos a considerar a presença da água na madeira sob três formas: a água que faz parte intrínseca da matéria lenhosa da madeira e cuja eliminação só é possível com a destruição da própria madeira. temos de recorrer à secagem artificial. esta definição resulta equivalente se utilizarmos o peso em vez da massa. O conteúdo de humidade “H” da madeira define-se também como sendo a massa de água contida na madeira expressa como percentagem da massa seca. Se a madeira estiver sob imersão. e que existe naturalmente na madeira verde.Aglomerados de Madeira • “Madeira seca ao ar (sob coberto)” – se o teor de água for de 13 a 17%. pelo que temos: H= P1 − P 2 × 100 P2 Sendo P1 o peso inicial da amostra. Para se conseguir conteúdos de humidade inferiores a 16 e 18%. • “Madeira muito seca” – com o teor de água entre 8 e 12%.

55). e contrai-se ao perdê-la.2. Esta importante propriedade física da madeira é muito variável nas espécies comerciais. mas também pela humidade ou teor de água que apresentam e ainda pela quantidade de infiltrações no lenho cerneiro. Define-se coeficiente de retractilidade como a variação de volume da madeira em função da variação de 1% do seu teor em humidade. Com o fim de identificação. Este indicador permite determinar o peso que a madeira tem por cada unidade de volume aparente. traduzindo também a compacidade da madeira. • Retracção longitudinal – a que respeita ao comprimento (altura) da árvore. e pode ser classificada em dois tipos: • Retracção transversal – a que respeita ao atravessamento do diâmetro da árvore. a densidade é apreciada por sopesagem comparativa de peças de madeira de idênticas dimensões e estados de humidade.2. podendo ser uma “retracção transversal tangencial” ou “retracção transversal radial”. não só devido às condições climáticas do ambiente de crescimento.3. Ela expande-se ao absorver água.Aglomerados de Madeira 2. – RETRACTILIDADE A retractilidade é a propriedade da madeira que consiste em variar de dimensões quando o seu teor de água se modifica.2. (1996. ou seja. Carvalho. 2. a maior ou menor concentração do tecido lenhoso por unidade de volume. – DENSIDADE A densidade é uma propriedade que está relacionada com a humidade da madeira. a partir do teor de humidade que serve de base ao cálculo do mesmo. através do indicador “Massa Específica Aparente” (MEA). p. apresenta a seguinte classificação respeitante ao “coeficiente de retractilidade”: 24 .

Esta heterogeneidade.2. Esta diferenciação da madeira resulta do facto de as células das árvores serem diferentes.55%.55 e 0. tem como consequência o facto de a madeira ter também uma diferente dureza. ou seja.5. – ANISOTROPIA A anisotropia tem a ver com o facto de as propriedades físicas e químicas da madeira variarem conforme as direcções ou sentidos que a árvore conheceu ao longo do seu processo de crescimento natural. por conseguinte. de igual modo.35%. uma diferente densidade e uma cor diferente. • “Madeira pouco nervosa” – se o valor variar entre 0. Estes apresentam diferenças conforme respeitarem à Primavera ou ao Outono. também diferenças a nível dos tecidos.15 e 0. 2.35 e 0. Liga-se.2. Os tecidos em questão são aqueles que dizem respeito aos “anéis de crescimento”. FIGURA 6 – Imagem de duas árvores da mesma espécie com anéis de crescimento diferentes 2. • “Madeira medianamente nervosa” – se o valor variar entre 0. a questões que se prendem com a composição das 25 . • “Madeira nervosa” – se o valor variar entre 0. pelo que a madeira também é necessariamente diferente.75% e 1%.4. ainda que sejam da mesma árvore.Aglomerados de Madeira • “Madeira muito nervosa” – se o valor do coeficiente variar entre 0. – HETEROGENEIDADE A heterogeneidade consiste no facto de duas peças extraídas da mesma madeira nunca serem iguais uma à outra. No que diz respeito ao “cerne” nota-se. conjugada com outras características (a referir mais à frente).75%. a madeira é um material orgânico.

– POROSIDADE A porosidade é uma característica da madeira que permite deixar passar mais ou menos organismos ou elementos voláteis na sua constituição material. consoante assuma os valores de menor de 1. o mesmo é dizer do seu volume. A madeira é um material orgânico e higroscópico. e varia com a sua idade e duração. como tal muito sensível à influência da variação do grau de humidade ambiente. de tal forma que a cada par de valores higrotérmicos do ar (temperatura e humidade relativa) lhe corresponde um determinado valor de humidade. Carvalho (1996.2.5 a 2 e maior do que 2. Este valor deverá ser indicativo para a humidade de serviço da madeira em função da sua utilização.2. – DUREZA A dureza é uma propriedade intimamente associada à ideia da resistência que a madeira possui. p. 26 . sendo também diferente conforme se trate do “cerne” ou do “borne” da madeira. entre 1. denominado humidade de equilíbrio higroscópico. 2. 20) procede à apresentação de uma classificação dos vários tipos de madeira segundo esta propriedade. “média” e “alta”.Aglomerados de Madeira fibras e a sua disposição formal.2. 2.7. Como noutros materiais. para que não venha a sofrer alterações dimensionais da sua estrutura.8.6. em “baixa”. 2.5. em percentagem. também está ligada à maior ou menor aptência para absorver água. – HIGROMETRICIDADE A higrometricidade é uma característica que a madeira possui de absorver a água e de a perder por evaporação.

em virtude de naturais oxidações. consequentemente. a propriedade de exibirem lustro. variando. com excepção da celulose. A mais importante causa do brilho é a natureza das infiltrações no lenho. há madeiras com modesta quantidade de extractivos e lustrosas. também possam contribuir para a tonalidade do tecido lenhoso exposto por corte. ou mesmo com uma unha. uma madeira possui mais ou menos brilho consoante a sua capacidade de refletância. nomeadamente quando são de natureza oleosa ou gomosa. com a densidade. – COR A cor é a propriedade característica da tonalidade que apresenta cada tipo de madeira (branca. Este facto. inclusive em zonas ou áreas da árvore. Consequentemente. associada ao conceito de deformabilidade. tais como o fio e o veio da madeira. uma vez que depende sobretudo da espessura das paredes celulares ou do tamanho do lúmen (espaço interno entre as suas paredes). ou seja. A sua rigorosa determinação requer equipamento e metodologia próprias. valorizando-o em qualidades decorativas. mas com indivíduos da mesma população. avermelhada. pelo que o cerne é mais lustroso que o borne.Aglomerados de Madeira A dureza da madeira é um indicador corrente das suas propriedades físicas.9. classificando-se por isso em baças ou lustrosas. – BRILHO O brilho é a propriedade que os corpos têm de reflectir luz incidente. portanto. sendo variável de acordo com a idade da madeira. em conjugação com certas singularidades características. 2. confere uma imagem específica a cada peça deste material. A cor da madeira varia não apenas com as espécies lenhosas. rosada. acastanhada.10.2. 2. A cor da madeira é devida aos denominados extractivos. amarelada). uma superfície longitudinal da peça de madeira. 27 . embora os principais componentes da parede celular. É possível ter uma ideia aproximada da dureza pela dificuldade de riscar com um bico metálico. Contudo. A dureza também surge.2.

neste caso.3.2. 28 . de microflora. de ter uma baixa condutividade térmica devido à escassez de electrões livres e à sua porosidade. reduzindo o efeito da reverberação. na direcção paralela à da fibra. sobretudo no borne. e os metabolitos resultantes do desenvolvimento nos tecidos lenhosos. com pronunciado cheiro a resina.11. 2. é mais ou menos isolante conforme a quantidade de ar que ela é capaz de ter no seu interior. – ODOR E GOSTO O odor depende da presença. Nas madeiras portuguesas são particularmente aromáticos certos pinhos. Associa-se o odor ao gosto. de produtos infiltrados de diversa origem.Aglomerados de Madeira 2. em virtude da sua maior assimilabilidade de substâncias aí contidas.12. depende dos extractivos. Acresce referir a sua capacidade de absorção sonora. que pode considerar-se como um material anisotrópico formado por tubos ocos com uma estrutura especificamente desenhada para resistir a tensões paralelas à fibra. TÉRMICA E SONORA As condutibilidades eléctrica. o que permite melhorar as condições acústicas dos locais públicos em que se use a madeira ou seus derivados. – PROPRIEDADES MECÂNICAS Para se compreender o comportamento mecânico da madeira é preciso ter presente a sua constituição anatómica. mais frequente no borne. ressalvando que. como os amidos.2. As resistências e os módulos de elasticidade. e o pinho manso com característico cheiro a pinhão. 2. mas este apenas pode ter verdadeiro interesse diagnóstico. É também um bom isolante acústico. inclusive o pinho bravo. para além da sua compactação. desigandamente. térmica e sonora são propriedades que identificam a madeira como sendo boa isoladora da electricidade. são sempre muito mais elevados que na direcção perpendicular. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA. Claro que nem todos os cheiros são aromáticos. os extractivos ou de metabolismo no cerne.

maior é a vulnerabilidade da madeira e. portanto. os valores característicos da resistência à flexão e compressão são ligeiramente maiores que à temperatura normal. A madeira submetida a temperaturas muito elevadas pode 29 . A fluência e fadiga correspondem à deformação ou redução da resistência com o tempo (caso da fluência) às solicitações que se efectuam sobre a madeira. 2. concluise que a sua resistência é dupla da resistência à compressão. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO. FLUÊNCIA E FADIGA A elasticidade consiste na sua resistência à deformação por alongamento ou por encurtamento da madeira sob tracção ou compressão uniformes. À TRACÇÃO E À FLEXÃO A resistência à compressão tem a ver com o comportamento da madeira quando está exposta a pressões a partir das suas extremidades. e segundo o seu eixo. A resistência à tracção relaciona-se com o facto de nos seus topos. 2. assim o efeito e as reacções da madeira também serão diferentes. entrarem em acção forças iguais mas opostas. Se o esforço de tracção incidir no sentido paralelo ao das fibras.Aglomerados de Madeira 2.2. Com temperaturas inferiores a 00 C. ou quando a mesma é sujeita de forma cíclica (caso da fadiga) a solicitações. ou perpendicular. Conforme a direcção da compressão for paralela às fibras. – ELASTICIDADE. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO O efeito da temperatura na resistência da madeira é muito pequeno.3. Também quanto maior for o grau de humidade.1.3. e de forma a diminuir o seu comprimento. ou ainda oblíqua. ou em pontos variados e isolados uns dos outros. menor a sua resistência à compressão.3. A resistência à flexão consiste na capacidade de reacção às cargas uniformemente distribuídas em todo o comprimento da madeira.3. cujo objectivo é o de tentar fazer com que o seu comprimento aumente.

30 . e que necessita para a sua evolução de uma acumulação de materiais combustíveis. propriamente dita. Um incêndio é uma combustão incontrolada que se desenvolve no espaço e no tempo. FIGURA 7 – Imagem de um incêndio Quanto ao comportamento da madeira perante o fogo. está provado que a sua resistência não é afectada. quando está submetida de forma contínua a temperaturas de 370 C.Aglomerados de Madeira sofrer uma perda de resistência. porém. já que a sua estrutura. Apesar da madeira ser um material inflamável a temperaturas mais baixas relativamente às que se produzem num incêndio. sabe-se que a reacção ao fogo da madeira e seus derivados depende muito da sua espessura. alcançando ocasionalmente os 500 C. A baixa condutibilidade térmica da madeira faz com que a temperatura diminua até ao seu interior. é menos perigoso do que se julga. Acima desta temperatura (500 C) a resistência tenderá a reduzir-se. da humidade e da sua própria espécie. principalmente pelas seguintes razões: 1. É por isso que a legislação sobre a matéria pretende limitar a quantidade e a natureza dos materiais combustíveis existentes nos locais dos edifícios. contribui muito pouco para o desenvolvimento do fogo.

por ter uma condutibilidade térmica ainda menor que a própria madeira. 3. A carbonização superficial que se produz dificulta por um lado a saída dos gases e por outro a penetração do calor. 31 .Aglomerados de Madeira 2. A sua dilatação térmica não provoca deformações perigosas.

a madeira é extraída a partir de várias espécies de árvores. embora não seja este o único método.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS 3. folha de madeira natural. Tudo começa com a escolha do solo que reúna as condições apropriadas para uma árvore ser plantada. crescer e dar madeira. FIGURA 8 – Pinus pinaster . a qual se poderá transformar depois num seu produto derivado (aglomerado.1. Geralmente. placas de fibra de madeira “platex”. contraplacado.pinheiro marítimo 32 . são as que possuem climas e solos que não sejam de extremos. – GENERALIDADES Como referimos anteriormente. como se pode ver na figura 4.) As zonas mais apropriadas para plantar árvores que permitam extrair madeira. a árvore nasce através do lançamento da semente à terra. termolaminado. lamelado. folheado. A semente utilizada deve ser oriunda de uma área com características ecológicas similares àquela onde vai ser lançada. madeira reconstituída. A melhor forma de a semente florescer é a existência de um bom meio ambiente. etc. proporcionado por um solo que não possua quaisquer outros tipos de plantas que consumam a água e os nutrientes necessários ao desenvolvimento das árvores que se pretendem.

– CRESCIMENTO E PRODUÇÃO O crescimento das árvores não pode ser acelerado e. sobretudo. desenvolveu-se um novo tipo de material. no caso do sobreiro de onde se 33 . designadamente. O clima. Por último. Diferentes técnicas de fabrico permitiram. Para satisfazer as exigências postas pelos construtores e fabricantes de mobiliário. 35). p. o calcário. essencialmente. uma vez que se destruiu. “uma distribuição equilibrada do número de árvores por uma determinada superfície conduz a um aproveitamento mais racional dos elementos do solo e da luz solar”. As árvores ao crescerem desenvolvem-se naturalmente devido à existência de quatro factores primordiais: o clima. o solo. a forma de povoamento florestal. que permitem utilizar quase integralmente não só os ramos. a organização natural do material lenhoso que conferia a este desiguais retracções e propriedades mecânicas. desde que a semente é lançada à terra até que se possa extrair a madeira da árvore. Por exemplo. por aparas ou partículas aglomeradas por meio de resinas sintéticas sob pressão e temperatura elevadas. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzidos pelas matas. as aparas e as serraduras provenientes das serrações. visto que. consoante a orientação considerada. o potássio. não é possível abastecer com madeira natural todas as necessidades cada vez maiores da indústria. os derivado da madeira. desde 1950. realizar industrialmente diversos tipos de painéis que são constituídos. porque está intimamente relacionado com a quantidade de água das chuvas e com o sol. o ar e a forma de povoamento. ainda que a produção possa ser aumentada por meio de repovoamentos florestais. mas também os desperdícios de madeira. O solo porque é dele que as árvores retiram os sais minerais imprescindíveis à alimentação. pelo processo indicado. Este sistema permite obter placas dotadas de grande estabilidade dimensional em qualquer direcção. os fosfatos. O tempo necessário. etc. segundo Santos (1991. O ar que é fundamental para as trocas gasosas da função respiratória da árvore. é variável de árvore para árvore.2.Aglomerados de Madeira 3.

a “desponta” é a denominação do corte dos ramos mais grossos. desrama. toragem (ou traçagem) e falquejamento (ou falqueamento). sendo de admitir outras dimensões de acordo com o diâmetro e a sua utilização. por imperativo legal o tempo de “descortiçamento” é de 9 anos. 62) Após a obtenção dos toros. com destino à indústria de transformação no caso de grandes quantidades. FIGURA 9 .Ilustração da toragem. Após abate. por fim.Aglomerados de Madeira extrai a cortiça. isto é. e. com uma só face completa. numa mesma árvore. as árvores de qualquer natureza são limpas no local onde floresceram. p. depois de descascado. ou são submetidas a diversas operações tais como. 1991. à execução de “cortes” ou “fios longitudinais” (figura 6). tal como se pode ver na figura 5. o falquejamento que consiste em retirar da parte exterior do toro. Fabião (1996. falcas e toros (in Santos. 34 . quatro peças de madeira. A “desrama” consiste no corte de todos os ramos com folhas. desponta.64 metros). Esta “falca” pode ser de dois tipos: aresta viva ou meia quadra. procede-se ao seu desfiamento. a “toragem” é o corte do tronco em comprimentos standardizados (12 palmos equivalentes a 2. p. obtendo-se uma só peça esquadriada (denominada no jargão técnico de “falca”). 71).

35 . pois permite escolher o melhor corte de entre os vários tipos possíveis: radial. FIGURA 11 – Corte Através de uma Serra de Fita Sem-Fim (Charriot) (in Santos. p. 1991. como por exemplo as serras de lâminas oscilantes. circulares e as serras de fita sem-fim (figura 7). o corte do toro é mais rápido e rigoroso. com falquejamento. No caso destas últimas. p. etc. havendo também menor desperdício. 63) Para que se possa retirar o máximo aproveitamento do toro é.Aglomerados de Madeira FIGURA 10 -Toros de Madeira Desfiada (in Santos. “cantibay”. se o destino for a sua utilização em quantidades de retalho. holandesa. primitiva. primordial conhecerse o destino a dar ao mesmo. “moreau”. seja na indústria onde vai ser utilizado. então. É essencial este aspecto. 63) Porém. então os toros são transportados até às serrações para aqui serem serrados com recurso a serras manuais ou serras mecânicas. 1991. seja no tipo de produto final.

De acordo com Fabião (1996. Como se pode constatar. Não obstante. 123). conheceram uma evolução ascendente no período considerado. o “castanheiro” e o “eucalipto”. pode-se observar que há um aumento célere da superfície plantada de eucalipto com diminuição constante e ténue da superfície do azinho. há uma ideia base que é possível retirar. Na opinião de Fabião (1996. diminuíram no que se refere à área florestal ocupada. desde 1980 até ao ano de 1992 (o mais recente disponível) é a constante na tabela 1. desde o século XIX até à actualidade. Segundo Fabião (1996. Nas décadas mais recentes. p. 127). – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL No território de Portugal continental. 122). tipos de árvores e suas características.3. a evolução da ocupação em termos de floresta do Continente. e a azinheira. até ao século XIX. mais aquele do que esta. p. casuístico e não planeado da nossa floresta. 36 . que é hoje a nossa principal produtora de madeira”. as características mais importantes da evolução deste domínio podem ser traduzidas pela “progressiva ocupação de terrenos incultos sem vocação agrícola e na prodigiosa expansão da área de pinheiro bravo. principalmente. o sobreiro e as demais árvores referidas no quadro. pelo que era muito difícil conhecer-se a madeira que era possível extrair. as espécies de árvores que vem a ser as mais plantadas são o “carvalho”. Esta ideia insere-se no crescimento desorganizado. do ano de 1980 para o ano de 1992. p. e que se consubstancia no carácter profundamente artificial da floresta portuguesa. ditado por razões que têm a ver com os interesses de quem decide nas diversas localidades florestais do território. O eucalipto. o pinheiro bravo. pouco ou nada se conhecia quanto à quantidade de árvores. pela informação disponível até à actualidade. bem como a qualidade das mesmas.Aglomerados de Madeira 3.

7 21.1 16.0 2.7 1.6 2. EM HECTARES E PERCENTAGEM OCUPADA DE ÁREA FLORESTAL EM PORTUGAL CONTINENTAL (1980 e 1992) TABELA 1 – Área de algumas espécies ocupadas em território continental.1 9.9 24. 1996.7 na 3.1 2.1 1.2 MILHARES DE HECTARES 845 6 91 438 664 465 112 31 77 1992 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 30.3 15. POR TIPOS DE ÁRVORES. nos anos de 1980 e 1992 (in Fabião.5 17.9 4.1 1.8 37 .Aglomerados de Madeira FLORESTA.2 1. p. 123) 1980 MILHARES DE HECTARES PINHEIRO BRAVO PINHEIRO MANSO OUTRAS RESINOSAS EUCALIPTO SOBREIRO AZINHEIRA CARVALHOS CASTANHEIRO OUTRAS FOLHOSAS 1300 35 35 295 655 536 66 30 68 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 42.

visem melhorar estes aspectos e/ou atenuar as condições sub-óptimas de quantidades de madeira. então podemos contar com a existência de madeira não só em maior quantidade como também de melhor qualidade.1 . após transformação das estruturas de raiz da madeira. Estas específicas operações de transformação dão origem àquilo a que se designa por “derivados da madeira”. quando uma madeira perde humidade sofre fenómenos de retracção e quando absorve água fica sujeita a um entumecimento. do seu volume. Assim. Assim. se obtivermos outros materiais que.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira natural. A conversão posterior destas pranchas ou tabuados permite a obtenção de peças com diferentes secções e comprimentos. resistência e duração. portanto sujeito a variações dimensionais da sua estrutura e. em termos de qualidade. Surge então a técnica da conversão da madeira. por via de específicas operações de transformação. a partir da divisão dos toros em pranchas ou tabuados cujas faces apresentam aspectos distintos consoante o plano de corte efectuado se aproxima da medula (corte radial) ou se afasta bastante desta (corte tangencial). consequentemente. essencialmente os seguintes benefícios: 38 . A ideia é obter. quando exposto a variações de temperatura e de humidade ambientes. é pouco aconselhável utilizar a madeira natural em grandes superfícies. na sua forma maciça. que não são mais do que uma forma de rearranjar as fibras existentes.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA 4. pois as deformações podem tornar-se importantes e prejudicar o aspecto da obra e até a sua função de utilização. Por conseguinte. Tais alterações de volume são geralmente acompanhadas de empenos no plano normal às fibras. especialmente do tecido do “lenho”. era outrora aplicada em todos os tipos de trabalhos de construção e mobiliário sem ter em conta que se tratava de um material orgânico e higroscópico.

seus sucedâneos mais correntes. No âmbito desta Monografia. entre outros aspectos). os “aglomerados” e os “contraplacados”. 4. com dimensões que a natureza não produz e melhores características (adequadas à tecnologia moderna de pré-fabricação modulada. salientam-se os dois grandes grupos de estratificados de madeira. “termolaminados”. mais economias na utilização da madeira como “matéria-prima” dos seus derivados. • Possibilitarem um aproveitamento praticamente integral de todo o material lenhoso que se consegue extrair das árvores e. em especial dos que se consideram ser mais importantes no actual panorama nacional. por meio de alternativas nos processoa de fabrico. quando o material. subdividindo-se depois os outros produtos derivados. como sejam a retractilidade e a massa específica. simultaneamente. pretende-se efectuar uma caracterização dos aspectos principais de alguns deles. • Melhoria de algumas características físicas.2. “painéis de madeira reconstituída” e ”cortiça”. e também de características mecânicas em relação à madeira natural. antes da aglomeração. • Fabricação de produtos novos.Aglomerados de Madeira • mecânico. em“folheados”. “placas de fibras de madeira (platex)”. Assim sendo. está reduzido a lâminas finas ou pequenos fragmentos. 39 . Homogeneidade de composição e razoável isotropia no comportamento físico e • Maiores possibilidades de secagem e tratamento de preservação e ignifugação. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Existem vários tipos de derivados de madeira.

1 .1. afim de obterem a resistência e a forma final. p. sendo depois reduzidos a pequenas partículas através de máquinas desfibradoras.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Segundo Santos (1991. para serem prensadas a uma temperatura que ascende aos 200º centígrados e uma pressão de 200 toneladas.2. são levadas para máquinas de acabamento de forma a serem esquadriadas e polidas para o aglomerado ficar com as medidas standardizadas. e transportados em tapetes rolantes a secadores rotativos para eliminação de toda a sua humidade.AGLOMERADOS 4. Um exemplo do produto final pode ser observado na figura 8. 1991. . os aglomerados “são placas especiais de madeira. construídas a partir de pequenas árvores e ramos. Posteriormente. Após esta fase. são objecto de um tratamento adequado em câmaras apropriadas para a sua “humidificação”. passando depois para tabuleiros apropriados em camadas previamente estabelecidas. paredes e mobiliário. FIGURA 12 – Aglomerados (in Santos.Aglomerados de Madeira 4. De entre 40 . provenientes de abates florestais”. 75). p .1. sendo por isso utilizadas nos mais diversos fins dos quais podemos destacar o revestimento de tectos. Após serem descascados e cortados em reduzidas dimensões.75) Estas placas possuem resistência e durabilidade. as partículas são conduzidas a máquinas misturadoras que procedem à impregnação de resina.2.

Aglomerados de Madeira os vários tipos de aglomerados que existem salientam-se dois tipos: “o aglomerado standard” e o “aglomerado hidrófugo”. este é também um painel de partículas de madeira de pinho sem revestimento nas faces. geralmente três. mas fabricado com resinas especiais (não químicas) de tal forma que possa resistir à humidade. Em relação ao aglomerado standard é de referir que se trata de um painel de partículas de madeira de pinho aglomeradas com resina química e que. indústria do mobiliário e decoração de quaisquer domínios. segundo o seu fabrico. como revestido a papel ou a folha de madeira. ♦ Painéis folheados – de constituição análoga e revestidos nas suas duas faces por folhas decorativas. Os painéis de partículas. A forma de utilização tanto pode ser em bruto (ou em cru). em que a central é formada por partículas de maiores dimensões e as superficiais por material mais fino. sendo por isso adequado para o fabrico de mobiliário a colocar em ambientes húmidos e para a construção civil. Cabem também na designação de aglomerados de madeira. não possui qualquer revestimento nas faces. ligada sob fortes pressões e altas temperaturas. as placas ou painéis de fibra que são constituídos por partículas obtidas por cocção de madeira fragmentada mecanicamente. Os painéis de espessura superior a 30 mm podem ser obtidos por 41 . geralmente. Também pode ser utilizado no seu estado bruto para efeitos de lacagem ou de revestimento. utilizando a lenhina da própria madeira como aglutinante. Este tipo de aglomerado é especialmente talhado para a construção civil. No referente ao aglomerado hidrófugo. também designados por homogéneos por serem constituídos por partículas sensivelmente das mesmas dimensões em toda a espessura ou por várias camadas. podem classificar-se em: ♦ Painéis comuns – formados por uma só camada.

sendo perfeitamente adequado para responder aos requisitos das aplicações de mobiliário ou pavimentos. respectivamente.2. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES 4.2. Apresentando-se como o produto derivado de madeira com melhores condições para substituir de facto a madeira maciça.Aglomerados de Madeira outros processos de fabrico que deixam perfurações tubulares no seu interior. a necessidades de resistência à humidade ou ao fogo. de baixa densidade ou moldabilidade ou mesmo para utilizações na construção.00m e 2.1.1.com/port/produtos_gama1. FIGURA 13 – Aglomerado de Fibras (MDF) (in site da Sonae Indústria2) Retirado do site da Internet da “Sonae Indústria” <http://www. São conhecidos no mercado por painéis extrudidos.sonae-industriatafisa. 2 42 . tendo espessuras geralmente de 4 a 30 mm.1 .13m por 2. de elevada maquinabilidade e homogeneidade. tal como se vê na figura 9. de que resulta uma diminuição do seu peso.80m. Os painéis de partículas apresentam-se com uma larga gama de dimensões.2. o seu consumo mundial tem vindo a aumentar continuamente. com larguras e comprimentos variáveis entre 1. O MDF apresenta uma superfície macia ideal para lacagem.00m e 2.2. 4.asp?id_prodnivel1=2> em 26/01/2004.AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) Hoje em dia. falar em produtos derivados de madeira é falar de MDF – Aglomerados de fibras de densidade média ou “Médium Density Fibreboard”.

A sua ampla gama de espessuras assegura uma excelente cobertura das necessidades da indústria de mobiliário (ver figura 10). tendo sido concebido especialmente para o fabrico de móveis e componentes com exigências elevadas de maquinabilidade e acabamento. O MDF standard é muito versátil. Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11> em 26/01/2004. As suas superfícies macias e uniformes permitem o revestimento com qualquer tipo de material para pavimentos (ver figura 11). como é o caso dos pavimentos.5 -3 -4 -5 -6 -8 -10 -12 -15 -16 -18 -19 -22 -25 -28 -30 Dimensões: 1220 / 2440 x 3660 Espessuras standard: 8 – 10 – 12 – 15 – 16 – 18 – 19 – 22 – 25 – 28 . sem descontinuidades e uma estrutura que o torna extremamente fácil de trabalhar.Aglomerados de Madeira Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de Fibras MDF existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ MDF “Standard (ST)”: Com uma superfície macia. FIGURA 14 – MDF Standard ( in site da Sonae Indústria3) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220 / 1830 x 2440 Espessuras standard: 2.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.30 ♦ MDF “Pavimentos”: A estrutura e densidade deste tipo de MDF tornam-no na solução adequada para aplicações que exigem características de resistência mecânica e que estão sujeitas a elevado desgaste. 3 43 .

especialmente em situações em que é necessária uma qualidade elevada e consistente do material (ver figura 12).asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12> em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira FIGURA 15 – Pavimento MDF (in site da Sonae Indústria4) MDF “Pavimentos resistentes à humidade (MR)”: Combinando a estrutura e densidade típicas de um produto para pavimentos com características especiais de resistência à humidade. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 6 . mesmo quando são especificados sistemas especiais de fixação dos painéis. 4 44 .7 . FIGURA 16 – MDF Baixa Densidade (in site da Sonae Indústria5) Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. É muito utilizado na montagem e decoração de lojas.sonae-industriatafisa.8 ♦ MDF “Baixa densidade”: Aglomerado de fibras leve mas muito resistente. mas com restrições especiais de peso. este tipo de MDF é uma solução acertada para aplicações de pavimento em áreas mais sensíveis a humidades ocasionais.com/port/produtos_gama2. é a solução ideal para a fabricação de portas de guarda-roupa de grandes dimensões ou para todas as situações em que é necessária a performance mecânica e física de um MDF.

pela sua excepcional aptidão para operações de maquinagem. 6 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. é um material de referência para a fabricação de caixilhos de portas e janelas. lixagem e acabamento.19 . uma excelente qualidade da superfície (ver figura 14). este MDF resistente à humidade.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa. é uma solução ideal para designs especiais de mobiliário de cozinha e casa de banho. FIGURA 17 – MDF resistente à humidade (MR) (in site da Sonae Indústria6) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .com/port/produtos_gama2. com características especiais de aptidão da superfície à lacagem.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16> em 26/01/2004.16 . portas de cozinha lacadas. o MDF superlac.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 . Além disso. ao mesmo tempo. lambrins e outros componentes para a construção (ver figura 13).16 . Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. garantindo.19 – 22 ♦ MDF “Resistente à humidade (MR)”: Combinando um excelente desempenho em termos de maquinagem com a sua elevada resistência à humidade. por exemplo.30 ♦ MDF “Superlac”: Para situações especiais como.sonae-industriatafisa.25 . permite uma redução bastante significativa nos tempos de acabamento e no consumo de lacas.15 .18 . 5 45 .

quer para a produção de certos elementos integrantes do mobiliário (ver figura 15). como é o caso de curvas.Aglomerados de Madeira FIGURA 18 – MDF Superlac (in site da Sonae Indústria7) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .sonae-industriatafisa. quer como complemento na indústria da construção. permitindo a execução de formas mais ousadas. para portas e pavimentos.16 .sonae-industriatafisa. 8 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.22 ♦ MDF “Molduras e perfis”: No âmbito dos acabamentos existe este MDF com determinados tipos cuja utilização se destina à aplicação em molduras e perfis.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23> em 26/01/2004. 7 46 .com/port/produtos_gama2. inexequíveis com outro tipo de material.com/port/produtos_gama2.19 . FIGURA 19 – MDF Molduras e Perfis (in site da Sonae Indústria8) ♦ MDF “Moldável”: Este tipo de MDF apresenta-se com uma das faces ranhurada para utilização em aplicações que exijam a flexibilidade do material. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24> em 26/01/2204. ondulações e desenhos arredondados (ver figura 16).

– AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO Os aglomerados revestidos com papéis melamínicos oferecem uma variada gama de soluções para o mobiliário e decoração de interiores. revestimento de paredes e outras utilizações na decoração doméstica ou de áreas públicas. O aglomerado de partículas. 9 47 . bem como portas.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25> em 26/01/2004. com a possibilidade de serem impressos com qualquer tipo de grafismo.2. divisórias. 16). com garantias de uma elevada resistência à abrasão e a outros agentes mecânicos.sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira FIGURA 20 – MDF Moldável (in site da Sonae Indústria9) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2800 x 1030 Espessuras standard: 8 – 10 4. no que respeita a cores. o MDF e mesmo o aglomerado de fibras duro. Os revestimentos melamínicos atingiram hoje uma qualidade e durabilidade que já os permite utilizar em tampos de mesa e balcões em hotelaria. casa e escritório.com/port/produtos_gama2. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.2. brilhos. valorizados pelo revestimento com papel melamínico decorativo. com várias opções de cores. texturas e tamanhos disponíveis.1.2. padrões. padrões e texturas (fig. são bem conhecidos como materiais para aplicações de mobiliário de cozinha e casa de banho.

A qualidade ímpar deste produto advém da própria madeira.com/port/produtos_gama1.1.2. O aglomerado de partículas de madeira ou o MDF foram os materiais escolhidos como os melhores substratos para este produto de elevada qualidade. Técnicas controladas de prensagem e acabamento complementam a qualidade superior das matérias-primas. nascida da selecção criteriosa da folha e da sua junção precisa. 11 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. possibilitam a concretização dos conceitos mais tradicionais ou o desenvolvimento do design mais arrojado para mobiliário ou decoração da casa ou do escritório. – AGMOLERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA A personalidade e beleza da madeira natural. versátil e esteticamente incomparável painel revestido a folha de madeira (ver figura 18).com/port/produtos_gama1.sonae-industria-tafisa. FIGURA 22 – Aglomerados Revestidos com Folha de Madeira (in site da Sonae Indústria11) 10 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.2. dada a facilidade de transformação e versatilidade dos mesmos.Aglomerados de Madeira FIGURA 21 – Aglomerados Revestidos com Papel Melamínico (in site da Sonae Indústria10) 4. disponível em painéis de variados tamanhos e espessuras. em painéis de belos e nobres padrões e dimensões adequadas. 48 .sonae-industriatafisa. resultando num fiável.asp?id_prodnivel1=8> em 26/01/2004.3.asp?id_prodnivel1=9> em 26/01/2004. recriando a madeira na sua forma natural.

quer se trate de condições secas ou húmidas.4.2. torna a construção pesada mais económica e simples.Aglomerados de Madeira 4. orientadas de forma perpendicular umas em relação às outras. o OSB permite uma maior rentabilização do custo-benefício. A sobreposição de três camadas de lâminas de madeira longas. Combinado com madeira maciça para formar junções em I. Este produto suporta praticamente todos os tipos de cobertura incluindo betumes. O OSB oferece um vasto leque de opções decorativas. 49 . Na indústria da embalagem. dado o seu padrão natural de madeira e a sua facilidade de envernizamento e de adopção de outras texturas.1. aglomerado de partículas de madeira longas e orientadas ou “Oriented Strand Board”. são especialmente adequados para o uso em situações estruturais ou não-estruturais. Os formatos do OSB asseguram uma grande versatilidade na construção de paredes. desde o seu uso em condições domésticas secas até ao uso em condições de humidade na indústria pesada. tijoleira e telhas. O OSB é ainda um óptimo material para pavimentos.2. forma um painel com excelentes valores no Módulo de Elasticidade e de Resistência à Flexão. e disponibilidade em grandes dimensões. na indústria de construção. Os painéis condicionados têm uma maior estabilidade e resistência. A sua característica de resistência à humidade significa que o OSB pode ser usado em tectos quentes ou frios. apresentando-se com o sistema macho-fêmea de 2 ou 4 extremidades para pavimentos fixos ou piso flutuante. – AGLOMERADOS DE PARTÍCULAS LONGAS E ORIENTADAS (OSB) Os painéis de OSB. para além de se tornarem económicos e de fácil utilização. leveza. dada a sua resistência.

etc.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1. o OSB é de facto uma opção eco-eficiente com um excelente comportamento mecânico utilizando como sua matéria-prima rolaria de pequena dimensão proveniente de espécies de madeira de rápido crescimento (ver figura 19). (figura 20).asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40> em 26/01/2204. FIGURA 23 – Aglomerado OSB (in site da Sonae Indústria12) Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado OSB existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ OSB 2 macheado: Com as características técnicas de uma placa standard.sonae-industriatafisa. 13 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.Aglomerados de Madeira Por último. mas não menos importante. 50 . tornando-o adequado para a utilização em aplicações como pavimentos. o OSB 2 macheado está preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea.asp?id_prodnivel1=5>.com/port/produtos_gama2. estruturas e vigas. em 26/01/2004. ♦ FIGURA 24 – OSB 2 Macheado (in site da Sonae Indústria13) 12 Ver site de “Sonae Indústria” <http://www.

por isso. FIGURA 25 – OSB 2 (in site da Sonae Indústria14) ♦ OSB 3: Utilizado em aplicações interiores para paredes ou pavimentos.22 ♦ OSB 2: O OSB 2 é aconselhado para usos gerais em condições secas. em condições de humidade normais (ver figuras 22 e 23). estruturas e vigas.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2. É especialmente indicado para utilização no domínio da embalagem. Não deve. um dos derivados de madeira com melhor desempenho. especialmente para embalagens de curta duração ou não sujeitas à exposição à humidade. tornando-o adequado para a utilização em pavimentos. pelas suas características mecânicas.sonae-industriatafisa. 51 . sendo considerado. 14 Ver site da “Sonae Insdústria” http://www. É também usual a sua utilização em pavimentos e arquitectura de interiores (figura 21).Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2500 / 5000 x 1250 / 5000 x 2500 Espessuras standard: 6 .8 – 10 – 12 – 15 – 18 . o OSB 3 deve ser usado em condições normais de humidade. ser aplicado em ambientes exteriores expostos às intempéries. Existe também na forma OSB 3 macheado com o sistema de encaixe macho-fêmea.

Excelente resistência à humidade.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43> em 26/01/2004. decorativo com ranhura arredondada para remates (ver figura 28). É utilizado em estruturas de madeira. em condições húmidas. 52 . em paredes e pavimentos. para fazer traves e pórticos. carpintaria e decoração (ver figuras 24 e 25). nomeadamente pavimentos sujeitos a cargas (ver figuras 26 e 27). 15 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. e também na versão OSB 4 lambrim. encontrando-se também casos de aplicações em armações de telhados como suporte directo da impermeabilidade. Existe ainda nas versões OSB 4 macheado. tornando-o adequado para a utilização em aplicações estruturais na construção em madeira. juntamente com madeira maciça.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira FIGURA 26 e FIGURA 27 – OSB 3 (in site da Sonae Indústria15) ♦ OSB 4: O OSB 4 é um painel de elevada performance que ultrapassa largamente muitos dos requisitos da respectiva norma europeia. preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea. pressão e impacto fazem do OSB 4 a escolha ideal para aplicações com necessidade de suporte de cargas elevadas.sonae-industriatafisa.

asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45> em 26/01/2004. 53 .com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira FIGURA 28 e FIGURA 29 – OSB 4 (in site da Sonae Indústria16) FIGURA 30 e FIGURA 31 – OSB 4 Macheado (in site da Sonae Indústria17) FIGURA 32 – OSB 4 Lambrim (in site da Sonae Indústria18) 16 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.sonae-industriatafisa. 17 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46>. 18 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. em 26/01/2004.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44>.com/port/produtos_gama2. em 26/01/2004.

PVC. entre os quais se destaca a versatilidade dos desenhos a imitar diferentes tipos de madeira. ou de painéis aglomerados também de alta densidade. como as suas excelentes qualidades mecânicas. madeira. pousando como piso flutuante. Os pisos laminados são um revestimento de piso formado por uma camada superficial consistente em uma ou mais lâminas finas de um material fibroso (normalmente papel) impregnado com resinas aminoplásticas.1. as lâminas são prensadas em conjunto e coladas com colas de melamina sobre um substracto de painel de fibras de densidade média (MDF). Mas é segundo a técnica de pressão do revestimento plástico. Combinam vários factores. sem fixar de nenhuma forma ao suporte.2. a sua facilidade de manutenção e a sua fácil instalação. tal como se coloca o parquet flutuante. de fibras de alta densidade (HDF).Aglomerados de Madeira 4. que se distinguem os laminados entre si. Os laminados são colados entre si. tal como segue: 54 . Através da acção combinada de calor e pressão. durável e mais fácil de manter que os revestimentos empregados até então (carpete. As dimensões padrões dos laminados são 1200mm de comprimento por 200mm de largura e 8mm de espessura. apoiado unicamente sobre uma espuma de polietileno de 2 ou 3mm de espessura de maneira analógica. embora tenham surgido no mercado sistemas de encaixe autoblocantes que não necessitam de utilização de adesivos. adiante caracterizado. termo-endurecidas (normalmente melaminas). cortiça). isto é. em toda a sua área.5 – PAVIMENTOS LAMINADOS A produção de pavimentos laminados nasceu há aproximadamente duas décadas na Suécia. O objectivo era fabricar um sistema de revestimento leve. O conjunto assim formado vai encaixando em todo o seu perímetro.2.

tons e texturas. 2. O referido revestimento plástico é caracterizado por incluir na sua estrutura as seguintes camadas. para compensar as tensões que são produzidas por todas as camadas juntas e evitar a deformação do laminado. Camada de contrabalanço (normalmente de papel). basicamente a madeira. Esta estrutura é a apresentada normalmente pelos laminados de alta pressão (HPL) e também pelos laminados de baixa pressão em contínuo (CPL). os fabricantes utilizam nos seus desenhos imitações dos materiais tradicionais de revestimento de pisos.laminados de baixa pressão em contínuo. Papel decorativo com o desenho impresso através da tinta que penetra por capilaridade no papel. culminando um processo de gravação que vai desde a transformação da imagem real num arquivo informático. para reforço mecânico e resistência ao impacto. manchas. para proteger o desenho impresso da camada inferior contra a abrasão.laminados de pressão directa. a saber: 1. 4. etc. • • CPL . raiado. Uma ou mais camadas de papel Kraff impregnado de melamina. até à finalização sobre um equipamento especial (gravadora rotativa). Lâmina transparente (Overlay). constituídos por várias camadas de material fibroso (normalmente papel) impregnadas por resinas termo-estáveis e unidas por calor e pressão. ficando somente uma 55 .laminados de alta pressão. em todas as suas diversas espécies. DPL . tendo cada uma delas uma função específica. trazendo a camada superficial impresso um desenho ou motivo decorativo.Aglomerados de Madeira • HPL . Na prática. enquanto que nos laminados de pressão directa (DPL) as camadas de papel Kraff foram suprimidas. 3.

2. estes materiais têm mau comportamento ao contacto com água no estado líquido ou atmosfera com elevados valores de humidade (excepção que deverá ser feita ao Aglomerado de Partículas do tipo MR). FIGURA 33 – Piso laminado (in site da Sonae Indústria19) 4. perante as necessidades mecânicas e resistência ao impacto. portanto. Os diversos tipos de aglomerado garantem um comportamento equilibrado. Na utilização dos painéis de partículas deve adoptar-se algumas precauções para obtermos resultados satisfatórios.com/port/produtos_gama1. o aglomerado de partículas é um painel de três camadas.asp?id_prodnivel1=14>. Contudo.6 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS Sendo provavelmente o mais comum dos produtos derivados de madeira. uniforme e plana. em geral. As ligações utilizadas para a colocação dos painéis não devem 19 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. Adequado para uma utilização generalizada em mobiliário e na construção. com uma superfície macia. Em Portugal existem já hoje unidades industriais equipadas com a tecnologia mais avançada do sector. 56 . o aglomerado de partículas é muito versátil no respeitante às suas potenciais aplicações. tanto em condições secas como quando existe o risco de humidade ou eventuais exigências de resistência ao fogo. com uma gama completa de pavimentos laminados para os segmentos comercial e residencial adequados aos vários níveis de utilização (ver figura 29).sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira estrutura com overlay e papel decorativo.1.2. Esta opção torna-o mais frágil. em 26/01/2004.

Se a ligação tiver de suportar grandes esforços deve incrustar-se no painel uma peça de madeira dura ou de nylon para receber os parafusos. a fim de não diminuir a sua resistência. papel. as suas características permitem a utilização generalizada em aplicações interiores e mobiliário. 57 .sonae-industriatafisa. Fabricado de acordo com os requisitos e procedimentos das Normas Europeias. etc. Os acabamentos com pintura. Disponível numa gama alargada de tamanhos e espessuras standard. Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de partículas existentes no mercado e suas principais aplicações: Standard (ST): Adequado para as utilizações mais diversas no fabrico de mobiliário. que deverá ser feita de preferência por parafusos especiais filtrados até à cabeça e com o maior comprimento possível. pode ser utilizado em cru ou revestido com folha de madeira. sendo de destacar o seu excelente comportamento ao corte. folheado ou estratificado exigem que este trabalho se efectue nas duas faces para que o painel fique equilibrado e não venha a empenar ao secar. lixagem e acabamento (ver figura 30). o aglomerado de partículas de madeira standard apresenta uma superfície macia e muito uniforme. deve forrar-se os cantos de cada painel com ripas de madeira maciça. Quando se trata de realizar ligações empregando colas. Deve evitar-se o uso de pregos para a fixação.com/port/produtos_gama2. FIGURA 34 – Aglomerado de Partículas Standard (ST) (in site da Sonae Indústria20) 20 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. fresagem. PVC.Aglomerados de Madeira ser realizadas demasiado próximas dos seus bordos ou das suas extremidades. em 26/01/2004.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1>.

A sua estrutura de elevada densidade garante também um excelente desempenho quando utilizado em aplicações especiais como portas de cozinha ou como núcleo para painéis de soft e postforming.com/port/produtos_gama2. nomeadamente no caso da fabricação de tampos com bordos arredondados. o aglomerado compacto é uma óptima solução. é um produto normalmente utilizado em mobiliário de cozinha.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2130/1830x2750/1830x3660/1830x4880 / 1830x5700/1880x2500/2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 8/10/12/13/15/16/18/19/22/25/28/30/32/35/40 Compacto: Para algumas aplicações de mobiliário em que são necessários altos ou baixos-relevos ou qualquer outro tipo de formas arredondadas. é aconselhável a utilização de aglomerado de partículas postforming. Dotado de características técnicas adequadas à maquinagem.sonae-industriatafisa. em 26/01/2004. 58 .asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3>. escritório e na decoração de interiores (ver figura 31) FIGURA 35 – Aglomerado de Partículas Postforming (in site da Sonae Indústria21) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 21 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. banho. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 3660 Espessuras standard: 10/12/13/15/16/18/19/22/25/30 Postforming: Para aplicações que necessitem de operações especiais de maquinagem.

59 .com/port/produtos_gama2. ser utilizado em cofragens. como as facilmente verificadas em aplicações de mobiliário de cozinha ou casa de banho. sendo a sua superfície também adequada para qualquer tipo de revestimento.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6>. apainelamento de paredes ou outras aplicações (fig. dada a sua excelente maquinabilidade. FIGURA 36 – Aglomerado de Partículas Resistente à Humidade (MR) (in site da Sonae Indústria22) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 22 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. seguramente. podendo.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 / 2100 x 3660 Espessuras standard: 10/12/14/15/16/18/19/20/22/25/28/30/35/38/40 Homogéneo: O aglomerado de partículas de madeira homogéneo é.32). Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 Resistente à humidade (MR): O aglomerado de partículas resistente à humidade garante um comportamento adequado de resistência a situações de humidade ambiente ou humedecimento ocasional. com o revestimento adequado. a escolha certa para a utilização em portas interiores ou em superfícies arredondadas em mobiliário. em 26/01/2004. A sua performance em aplicações de construção é também elevada.sonae-industriatafisa.

resistentes e flexíveis. com a vantagem adicional de poder ser obtido exactamente no mesmo padrão dos papéis melamínicos.2. FIGURA 37 – Aglomerado Pintado (in site da Sonae Indústria23) 4.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2750/1830x3660/1830x4880/1830x5700 / 2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 4.1.33).2. adiante apresentado.2. estão disponíveis na indústria do ramo em várias dimensões e contam com uma superfície unicolor ou impressa com padrões de madeira. Os painéis pintados.1.asp?id_prodnivel1=13>. esta é a solução adequada para traseiras de mobiliário. Tratando-se de um produto claramente vocacionado para aplicações decorativas não submetidas a grande desgaste.sonae-industriatafisa. fundos de gavetas. leves.7 – AGLOMERADOS PINTADOS Com uma base MDF ou aglomerado de fibras duro. ou para portas. perfeitamente combinada e integrada com produtos decorativos (fig. em 26/01/2004. 23 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.com/port/produtos_gama1.2. é muito utilizado em mobiliário. revestimento de paredes e divisórias. 60 .8 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FINISH-FOIL O revestimento de aglomerado de madeira ou MDF com papéis especiais (FF ou "finishfoil") permite obter uma superfície decorativa com uma textura agradável e um "toque" muito natural. O revestimento de MDF fino com papéis "finish-foil" origina um produto adequado à aplicação em superfícies curvas ou nas partes traseiras de armários.

tal como se referencia a seguir: Painéis Duros: São obtidos sob elevadas pressões. tendo a vantagem de as suas superfícies não necessitarem de lixa nem de preparação antes de serem pintadas ou lacadas. com bom acabamento e com espessuras que oscilam entre 2.2. Embora sejam pouco deformáveis. Apresentam-se com uma face lisa e outra rugosa.Aglomerados de Madeira 4. Isento de emissões de formaldeído e disponível numa diversidade de espessuras. sendo uma óptima solução para as partes traseiras de elementos de mobiliário. quando apresentam espessuras reduzidas podem encurvar-se para se adaptarem a um armação ou estrutura de suporte arredondado. garantindo. permite uma desmoldagem fácil e rápida e aumenta o número de reutilizações dos painéis. Os painéis de faces esmaltadas ou estratificadas podem ser utilizados como revestimento mural. revestido ou lacado. nomeadamente para cofragens. um bom acabamento da obra. suavidade da superfície e elevada resistência mecânica fazem deste aglomerado o material ideal no domínio das aplicações de placas finas.2. a sua alta densidade. O aglomerado de fibras duro também é produzido com pinho marítimo para algumas aplicações. incluindo pavimentos. Segundo o processo de fabrico utilizado pode obter-se painéis duros e painéis destinados ao isolamento termoacústico (painéis isolantes). para fundos de gavetas. 4. ao mesmo tempo.1.2.9 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FENÓLICO Para aplicações exteriores especiais. o revestimento de aglomerado ou contraplacado com papel fenólico. mesmo em dependências 61 .5 mm e 10 mm.10 – AGLOMERADOS DE FIBRAS DURO Fazendo parte da gama de painéis de fibras. o aglomerado de fibras duro mais utilizado é de eucalipto.2. Os painéis de fibras são constituídos por fibras de madeira obtidas por cocção e aglomeradas sob fortes pressões e elevadas temperaturas sem o emprego de cola. tampos e muitas outras aplicações. que lhes conferem maior ou menor densidade consoante aquelas são mais altas ou mais baixas. revestimento de portas.1.

pelo que os seus custos de produção são superiores e. consequentemente. No entanto. apresentando para o efeito uma das faces revestida com um estratificado. a ligação pode realizar-se com grampos aplicados sobre uma armadura de perfis metálicos previamente aparafusada à parede. são utilizados sob parquetes e soalhos. Se estas não existirem. Existem painéis de diferentes dimensões com espessuras que variam entre 10 mm e 30 mm. podemos ver que o seu preço é superior. devido ao seu aspecto pouco decorativo. a título meramente ilustrativo. Como se pode observar. à medida que aumenta a espessura da madeira. ou com uma impressão decorativa que imita diferentes tipos de madeira. Este processo de fabrico permite obter painéis com uma estrutura porosa e de baixa densidade que lhes confere boas características de isolamento. são suficientemente rígidos para poderem ser trabalhados com as ferramentas tradicionais. Os preços em termos de produto final dos aglomerados podem ser vistos na tabela 4 do Capítulo 5. a fim de dissimular as irregularidades de uma parede ou de um parquet antigo. 62 . Painéis Isolantes: São produzidos utilizando uma fraca compressão das fibras de madeira previamente misturadas com o feltro. É frequente revestir as paredes ou um pavimento com painéis duros. Assim.Aglomerados de Madeira húmidas como as casas de banho. que podem assim ser recuperados e utilizados em qualquer outro local. o que lhes confere melhor apresentação. o seu preço também como produto final. como era de esperar. é preferível colocá-los por baixo de outros materiais. Este processo permite desmontar os painéis. como revestimentos interiores de paredes divisórias antes da colocação de um material decorativo. Estes painéis dispõem nos bordos de ranhuras que permitem encaixá-los uns nos outros. Os painéis isolantes podem ser utilizados como revestimento mural. como solução económica para os problemas de isolamento acústico e térmico. e como isolantes de telhados e tectos. Tal prendese com o carácter mais refinado dos aglomerados. Porém.

p. p. e que é formada por painéis de blocos. lã de vidro.Formas de Corte da madeira (in Valente. A “alma” é. na definição que é proposta por Valente (1991. FIGURA 38 . Este corte pode ser feito segundo duas técnicas: “plano longitudinal” ou por “serragem”. a “camada central do contraplacado. 52).”.2. na posição rotativa. desperdícios de cortiça.2. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Designa-se por “contraplacado”. após se ter feito um “corte” do mesmo pedaço da madeira com uma lâmina. p. prensadas. de espessura superior à das folhas que a revestem.1. a “alma” e a “cola”. p. segundo Valente (1991.2.2. conferindo-lhe uma certa rigidez. A “folha” que se aplica na obtenção dos contraplacados pode obter-se para utilização mediante o chamado “desenrolamento” de um pedaço de madeira (normalmente um toro). É formado por três elementos constitutivos: a “folha”.Aglomerados de Madeira 4. o “painel constituído por um número ímpar de folhas coladas umas sobre as outras. – CONTRAPLACADOS 4. etc.53). A figura 34 permite visualizar esta forma de corte. 1988. 53). a “cola” é o “ligante utilizado para unir as folhas de madeira entre si ou à alma”. 52) 63 . Também segundo o mesmo autor Valente (1991. painéis de fibras.

1991. em prensas especiais. no caso do “contraplacado”. p. 74). o que contribui positivamente para a economia e meio ambiente. o objectivo é satisfazer não só as necessidades da procura por parte dos seus utilizadores. existe a possibilidade. de forma a serem coladas com resinas sintéticas e sob fortes pressões. de se “utilizar quase integralmente não só os ramos.Obtenção de um Contraplacado (in Santos. p. as aparas e as serraduras provenientes das serrações”. 64 . Por outro lado. FIGURA 39 . sendo o número de camadas sempre ímpar para se obter uma estrutura simétrica de cada um dos lados (ver figura 35). por via de processos que evitem deformações. cortam-se camadas finas que se designam por folhas. como refere Santos (1991. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzido pelas matas. 76) Quando se obtém ou se constrói um “contraplacado”. Estas são cortadas em determinadas dimensões e sobrepostas com o fio alternadamente cruzado. para ir de encontro às necessidades do sector produtivo.Aglomerados de Madeira Os contraplacados são placas que se constroem a partir de folhas de madeira natural fina. como também os desperdícios de madeira. A partir dos toros de madeira. mas também ter um outro tipo de material substituto da madeira.

206) Em qualquer dos casos as folhas obtidas são cortadas segundo determinadas dimensões e sobrepostas de cada um dos lados da camada central. estes são cortados com máquinas especiais – desenroladoras – em que uma lâmina de corte ataca a madeira tangencialmente às camadas de crescimento de forma a destacar do toro. por rotação contínua.36.Aglomerados de Madeira Para evitar as possíveis deformações da madeira natural e conseguir o maior aproveitamento dos toros. 36A e37): FIGURA 40 – Folha desenrolada FIGURA 16A – Corte por Serra ou lâmina FIGURA 41 – Corte de folha (in Patton. p. 65 . como se referiu. denominada alma (ver figura 38). uma delgada camada de material lenhoso (fig.

que se caracterizam pela sua grande resistência à flexão e às deformações por empenamento.2.com/port/produtos_gama1.2. em 26/01/2004.asp?id_prodnivel1=13>. compostos por folhas de 1mm a 3mm de espessura. Estes painéis são fáceis de trabalhar e tornam-se muito mais económicos do que a madeira maciça.>. 4.CONTRAPLACADOS COMUNS São contraplacados normais (três folhas) ou múltiplos. com dimensões que podem variar de 900mm a 1830mm para a largura e de 1220mm a 3100mm para o comprimento. .Aglomerados de Madeira FIGURA 42 – Alma Desta maneira se obtém os painéis ou placas de contraplacado. FIGURA 43 – Contraplacado comum (in site da Sonae Indústria24) 24 Ver site da “Sonae Indústria” < Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. devendo esta em qualquer caso ser uniforme para todas as folhas componentes de uma mesma placa. em 26/01/2004. Existem placas de 3mm a 25mm de espessura. 66 .2.2. sendo no entanto a dimensão mais frequente 1220 x 2440mm (fig.2.TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES 4.1.sonae-industriatafisa.39). devido à disposição cruzada das fibras de camada para camada. .2.

O “contraplacado desenrolado” é formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. o “contraplacado marítimo form” e o “contraplacado marítimo desk”. consequentemente. mas as faces são em folha de madeira listada. o carvalho. em geral. É resistente à água. o contraplacado marítimo “desk” é constituído por placas de folhas cruzadas de madeira natural com uma resistência mecânica elevada. a tola. temos essencialmente três tipos de contraplacados: o “contraplacado marítimo”. As suas faces caracterizam-se por serem revestidas com filme fenólico de ambos os lados e topos selados com resina acrílica. Por fim. designada de “corte plano”.Aglomerados de Madeira Geralmente a sua qualidade é indicada por uma denominação ou simbologia que caracteriza a natureza da cola empregue e. com as mesmas características do “contraplacado desenrolado”. sendo as mais usuais o mogno. coladas com resina resistente à humidade em geral. e também ao envelhecimento. define os tipos de utilização (para interiores ou para exteriores). sendo as faces em “folha” de madeira desenrolada. o freixo. No caso dos contraplacados cuja utilização é para o exterior das habitações. designada por “corte contínuo”. tendo de igual modo as faces em “folha” de madeira desenrolada. por conseguinte. temos o “contraplacado desenrolado” e o “contraplacado decorativo/listado”. a faia e o castanho. O primeiro pode definir-se como sendo constituído por folhas cruzadas de madeira natural e. sendo também resistente à humidade mas por acção da pressão e da temperatura. Quanto ao “contraplacado marítimo form” é constituído por partículas de pinho marítimo que se encontram aglomeradas com resina química. O “contraplacado decorativo/listado” é também formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. Os primeiros dois tipos de contraplacado são apropriados para o sector produtor de 67 . bem como a espécie de madeira empregue no fabrico. No caso dos contraplacados que se destinam para o interior das habitações.

68 . na decoração de interiores de autocarros e transportes ferroviários. embalagens e edifícios (figura 40).sonae-industriatafisa. Faia ou Bétula para aplicações em ambientes secos ou húmidos com topos protegidos.com/port/produtos_gama2. 25 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. em 26/01/2004. para aplicar em ambientes caracterizados por exposição a grande humidade. etc. construção civil e embarcações.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127>. Contraplacado de folhosas temperadas – Painéis em Choupo. Resumindo.Aglomerados de Madeira carroçarias. FIGURA 44 – Uso do Contraplacado de Resinosas (in site da Sonae Indústria25) Contraplacado de resinosas decorativo – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e em exteriores. Contraplacado de folhosas temperadas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão ou de exigências elevadas em termos mecânicos. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. de moldagem. apresenta-se a seguir alguns produtos existentes no mercado: Contraplacado de resinosas – Contraplacado utilitário para uso exterior em cofragens. O terceiro tipo é muito utilizado em cofragens.

pavimentos. Placas alveoladas – que apresentam uma alma constituída por uma estrutura de réguas de pequena espessura feitas de madeira. ou painel com superfície destinada a ser revestido com acabamento transparente (verniz. de painéis de fibra ou até de cartão leve. Conforme as folhas que se podem colocar sobre a “alma” do contraplacado. etc. Contraplacado de folhosas exóticas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão.). pista de skate e outras. geralmente. revestimentos. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. As suas faces externas são revestidas com placas de contraplacado comum. São utilizadas geralmente para fabrico de portas planas. Placas lameladas – nas quais a alma do painel é constituída por lamelas de espessura variável. temos: Placas engradadas – formadas por alma de grande espessura constituída por sarrafos ou ripas de secção quadrada ou rectangular dispostas em grade. etc. As suas faces externas são revestidas com folhas de madeira mais rica e com acabamento mais cuidado que o contraplacado comum.Aglomerados de Madeira Contraplacado de folhosas exóticas – Painéis com superfície em madeira exótica (Okoumé) especialmente adaptados para organização de espaços interiores ou exteriores. cercas. Placas moldadas – que são fabricadas utilizando moldes contra os quais se aperta por prensagem as folhas de madeira com cola e afim de se obter perfis encurvados de formas diversas destinados ao fabrico de móveis. 69 . Contraplacado decorativo de folhosas exóticas – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e exteriores. laca. não superior a 25 mm. formando alvéolos que são recobertos de ambos os lados por placas de contraplacados decorativos. construção naval. colocadas lado a lado e coladas umas às outras.

2.2. Para evitar que a face do painel se deteriore interpõe-se um pedaço de madeira entre aquele e o martelo. 4. então.1. 4.3. Para esse efeito.2.2. de forma a apresentar relevos discretos. Este sistema permite obter uma superfície lisa sem marcas de pregos.Aglomerados de Madeira Placas decorativas – formadas por contraplacados revestidos exteriormente por madeira fina. o painel na posição exacta e martela-se toda a sua superfície a fim de se obter uma completa aderência.3. ou seja. Entre as suas variedades figuram painéis em que uma das faces é sulcada ou esculpida. pelo que é aconselhável seguir as indicações do fabricante. – COLOCAÇÃO POR PREGAGEM Neste processo de colocação é necessário preparar uma armação de madeira e fixá-la à parede para receber o painel de revestimento. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS 4. A natureza do suporte deve ser compatível com a cola utilizada. a cola diluída no seu dissolvente numa percentagem de 30%. não tenha manchas de humidade e se apresente com o acabamento cuidado. quando os dissolventes contidos na cola se evaporarem. no paramento a revestir e na contraface do painel. aplica-se cola novamente no suporte e no painel.2. torna-se necessário realizar uma aplicação prévia de cola nas superfícies que vão contactar.2. Coloca-se.3. – COLOCAÇÃO POR COLAGEM As placas ou painéis podem ser directamente colocados sobre a parede por meio de colas de neoprene ou borracha natural. Decorrido o tempo de secagem. Com frequência. A armação é composta por pequenas fasquias de 70 . sem desta vez utilizar diluente. aplica-se com um rolo. sempre que o suporte seja plano.2.

Produzido com resinas especiais é um produto aconselhado para a construção naval. sendo conveniente aplicar transversalmente peças de madeira com a mesma secção de forma a constituir uma grade. Sobre esta estrutura prega-se o contraplacado. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS O uso dos contraplacados tem consideráveis vantagens em relação às madeiras naturais. em geral. o contraplacado pode ser utilizado em condições interiores secas ou exteriores húmidas. O contraplacado é. Os painéis de alta qualidade. acabamentos.Aglomerados de Madeira secção variável (40 x 15 mm ou 50 x 25 mm).2. assim. 71 . presas verticalmente à parede e distanciadas entre si 40 a 50 cm. podendo o espaço entre as fasquias ficar vazio para permitir a circulação do ar. a escolha adequada para um sem número de aplicações. atapetá-los ou envernizá-los. é possível pintá-los. pavimentos para comboios e autocarros.4. são adquiridos inteiramente acabados. destacando-se as seguintes: 1. 4. da indústria à arquitectura e construção. Dependendo portanto do tipo de colagem e da espécie da folha de madeira. todo o tipo de aplicações de painéis em interior ou exterior. aplicações em edifícios públicos com exigências de resistência ao fogo e.2. Os painéis de contraplacado tradicionais podem receber qualquer tipo de acabamento. revestidos com folhas de madeira ricas de desenho e cor.Diminuição da retracção e das deficiências mecânicas. destinados para decorações murais. No primeiro caso aconselha-se a praticar furos ou rasgos nas réguas para que se garanta o arejamento interior. encerá-los. Quando revestido com folha de madeira ou outras superfícies decorativas é muito utilizado na indústria de caravanas. utilizando as mesmas técnicas aplicadas a qualquer outro tipo de madeira. revestimento exterior. cofragem. na generalidade. Depois de bem acabados. mobiliário. Os produtos acabados incluem elementos de carpintaria. ou ser preenchido com material isolante. devido ao cruzamento das folhas segundo ângulos regulares.

sendo a ideia ventilada no período anterior meramente indicativa a título de balanço global do desempenho destes dois derivados de madeira natural. na ignifugação (que não arde). a moldagem em forma. Contudo. preservação e endurecimento por impregnação. 4.Aglomerados de Madeira 2. com incorporação no interior do painel de produtos menos valiosos.Diminuição da higroscopicidade. podendo ser usados em situações de emprego mais severo. as comparações devem ser realizadas caso a caso. por exemplo. designadamente. diminuindo não só o preço de fabrico como também as despesas de trabalho.Criação de novos materiais por combinação dos folheados e das madeiras maciças (painéis de lâminas. 7. 3. fabricação em séries industriais.Possibilidade de aplicar novas técnicas às madeiras. originando superfícies curvas. 6. 5. painéis de sarrafos). 72 . etc. De uma forma geral os contraplacados têm qualidades superiores às dos aglomerados.Possibilidade de fazer baixar o preço dos objectos acabados.Realização de superfícies de grande dimensões. painéis de blocos. pelo facto de os planos de colagem impedir a penetração de humidade. devido à redução do peso (sem diminuir as propriedades mecânicas). fazer menos desperdícios de fabricação.Facilidade em proceder a melhorias na madeira sob vários pontos de vista.

confeccionados com madeira reduzida a lâminas finas.2. São extraídos de toros de madeira de várias espécies. o painel aglomerado folheado é constituído por um conjunto de partículas de madeira aglomeradas (standard ou hidrófugo). os folheados tiveram um desenvolvimento notável com a fabricação dos contraplacados e aglomerados. FIGURA 45 – Métodos de obtenção dos folheados Conforme atrás exposto.2. a folha (ver figura 41).DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Os folheados são folhas finas de madeira natural.3. de forma a destacar do toro e por rotação contínua. existindo mesmo algumas peças tais como cofres e arcas do tempo dos Faraós. com a mecanização da indústria da madeira. tal 73 . O uso dos folheados data do tempo dos romanos.3.FOLHEADOS 4. com faces revestidas a folha de madeira natural. uma delgada camada de material lenhoso.1 . formando ainda embutidos e figuras em relevo. geralmente utilizados em revestimentos decorativos e derivados de madeira. onde uma máquina de corte corta a madeira tangencialmente às camadas de crescimento. As aplicações do aglomerado folheado são a indústria do mobiliário e decoração. preparados e escolhidos para se conseguir um maior aproveitamento da madeira.Aglomerados de Madeira 4. sendo depois colocados em máquinas especiais desenroladoras. Nas duas últimas décadas. .

normalmente como revestimento de substratos. termolaminados são folhas de papel Kraft impregnadas de resinas sintéticas termo-endurecíveis. que exerce uma pressão de 100 kg/cm2 durante uma hora e meia. hotéis.4. tornando-se depois irregular à superfície de colagem (figura 42).1. permitindolhe responder adequadamente a elegantes soluções de mobiliário e decoração. são empilhadas e metidas sob uma prensa a quente. afim de poderem ser postos no mercado por preços relativamente baixos. As placas são em seguida cortadas em comprimento e largura. mecânicas e químicas. em geral.2. – TERMOLAMINADOS 4. O laminado decorativo de alta pressão (HPL – High Pressure Laminate) é a solução indicada para superfícies horizontais de mobiliário. para aplicação em mobiliário de elevado desgaste de escolas. madeiras e outros fazem do termolaminado decorativo uma alternativa perfeita aos acabamentos em madeira maciça e às aplicações de minerais (ver figura 43). como balcões de cozinha e tampos de secretária. Especialmente concebido para uso generalizado nas mais exigentes condições de desgaste e impacto. para aplicações decorativas horizontais ou verticais que requeiram elevadas performances físicas. 74 . mármores. È conveniente que as madeiras para os folheados atrás mencionados sejam de preço pouco elevado para não encarecerem os produtos finais. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO De um modo genérico. Depois de secas.Aglomerados de Madeira como foi já referido atrás nos itens próprios. Uma colecção moderna e com tendências de unicolores fortes ou mais suaves e padrões de imitação de granitos. 4. o termolaminado tem uma excelente capacidade decorativa e uma elevada versatilidade de padrões e texturas.2. A temperatura dos pratos quentes sobe a 150º durante 30 minutos.4. restaurantes e.

75 .asp?id_prodnivel1=7> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira FIGURA 46 -Estrutura dos termolaminados FIGURA 47 – Termolaminado (in site daSonae Indústria26) 26 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

Aglomerados de Madeira 4.TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES Apresenta-se a seguir alguns produtos de Termolaminados existentes no mercado e suas principais aplicações: Termolaminado para aplicações horizontais e verticais: Normalmente usado como revestimento de substratos de derivados de madeira.Termolaminado para aplicações horizontais/verticais (in site da Sonae Indústria27) 27 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. na decoração de interiores de caravanas. apresenta uma colecção moderna de variadas cores. pois. .2.2. Está disponível no tipo standard para aplicações com bordo plano e no tipo postforming para aplicações com bordo arredondado (ver figura 44). permite a obtenção de soluções atractivas em termos de mobiliário. 76 . padrões. ou no interior de autocarros e transportes ferroviários. mármore ou granito. O termolaminado é uma excelente alternativa económica ao acabamento em madeira maciça. o termolaminado para aplicações horizontais e verticais é normalmente utilizado em superfícies de trabalho de mobiliário de cozinha. estabilidade dimensional e facilidade de limpeza. tampos de secretária. FIGURA 48 . além da sua extraordinária resistência física e química.4.sonae-industriatafisa. para aplicações com perfil rectilíneo ou do tipo “post-forming”. Devido à sua resistência.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51> em 26/01/2004. bem como diversas texturas. tampos de alguns tipos de electrodomésticos.com/port/produtos_gama2.

29 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. salas de jantar e de estar e corredores. centros comerciais. FIGURA 50 – Termolaminado de Elevada Resistência-Pavimentos (in site da Sonae Indústria29) Com características adicionais de resistência. aos riscos e ao impacto. FIGURA 49 – Termolaminado Metálico (in site da Sonae Indústria28) Termolaminado de Elevada resistência – Pavimentos: Uma utilização cada vez mais frequente e muito decorativa do termolaminado é a produção de pavimentos flutuantes e sobreelevados (access flooring). lojas.com/port/produtos_gama2. este tipo de termolaminado é igualmente adequado a espaços públicos de grande circulação e desgaste. etc. Nos pavimentos sobrelevados.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2. criado para aplicação em situações especiais de decoração de interiores (ver figura 45). jardinsde-infância.sonae-industriatafisa. principalmente devido à sua excelente resistência ao desgaste. No que diz respeito aos pavimentos flutuantes.Aglomerados de Madeira Termolaminado Metálico: É um termolaminado revestido com folha de alumínio ou cobre. tais como escolas.sonae-industriatafisa. associados à enorme facilidade de limpeza e manutenção.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53> em 26/01/2004. a aplicação do termolaminado sobre MDF ou aglomerado de fibras duro é uma solução esteticamente muito agradável em quartos. escritórios. 77 . o 28 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

cujo grau de humidade deverá ser superior àquele a que possam vir a estar sujeitas depois de fixadas. salas de “hardware” informático e edifícios públicos (ver figura 46). sempre com a face rugosa contra face rugosa (ver figura 47). Antes de o platex ser utilizado deve ser humedecido.PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) As placas de platex são fabricadas a partir das fibras de madeira resinosa comprimidas a alta temperatura e elevadas pressões. Normalmente aparecem no mercado com cor castanha. num local arejado. evitando que a água molhe a face lisa. 4. aplica-se no revestimento de tectos. etc. Apesar da sua pouca durabilidade e resistência. São constituídas por fibras celulósicas cujas propriedades adesivas e de empastamento permitem uma boa ligação dos materiais.5.2. e com as placas na posição horizontal. mobiliário económico. tendo uma superfície lisa e outra rugosa. espalhando água na face rugosa. FIGURA 51 – Placas de Platex 78 . O seu armazenamento é feito sobre uma superfície plana. na construção de pavilhões publicitários. tratadas e climatizadas em câmaras especiais. sendo um produto ideal para escritórios.. . nas variedades compacta e perfurada.Aglomerados de Madeira substrato utilizado é usualmente o aglomerado de partículas. As placas devem ser sempre aplicadas entre as 24 e 48 horas a seguir ao seu humedecimento.

alterando-se as condições de pressão e aquecimento. último estágio de fragmentação física do tecido lenhoso.16 g/dm3). de explosão. de dimensões e espessuras diversas. O desfibramento. peneiradas e esparramadas.6.Aglomerados de Madeira 4. para actuar como aglomerante. onde o súbito relaxamento da pressão na autoclave ocasiona a expansão (explosão) do vapor contido no tecido lenhoso e o seu consequente desfibramento. é realizada em prensas ou rolos aquecidos. sob largo espectro de pressões. depois de saturada e amolecida com água fervente. pode ser conduzido por procedimentos mecânicos ou pelo processo Mason. ainda denominadas softboards.2. Os aglomerantes são resinas sintéticas fenólicas ou a própria resina natural da madeira (a lignina) remanescente na matéria-prima e preservada. obtém-se materiais de peso e características diferentes. Na prensagem de chapas de madeira reconstituída. São denominados de painéis de madeira reconstituída os painéis que utilizam madeira sob a forma de cavacos como matéria-prima mais relevante. ou mesmo reactivada. sobras de serração). forros e entre pisos. 79 .2. é reduzida. No processo Mason.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA 4. a matéria-prima (cavacos. No primeiro procedimento. A reaglomeração das fibras. As mais leves (desde 0. a uma polpa de fibras dispersas.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO São assim denominadas as chapas obtidas pela aglomeração das fibras celulósicas – separadas e dispersas – extraídas do lenho das madeiras. os fragmentos de madeira são autoclavados em vapor de água sob alta pressão. têm aplicação em revestimentos. pela passagem em moendas. lavadas.

2. A cortiça natural pode ser “virgem” (a primeira a ser extraída). 4. Esta cortiça “amadia”.7.cortiça extraída dos troncos dos sobreiros proveniente das podas). é utilizada para fins industriais.2. é um produto natural. Na verdade. de acordo com as suas características específicas. “secundeira” (extraída 9 anos depois) e “amadia” (extraída cerca de 18 anos depois). à dos aglomerados. tal como o aglomerado.7. neste tipo de derivados de madeira. elementos estruturais de casas. podem alguns destes produtos ser indistintamente classificados com as duas designações (caso do MDF).) e. Os aglomerados provêm do tratamento industrial da cortiça. tanto na fabricação de móveis como na indústria da construção (rodapés. em definição. . o MDF (medium density fiberboard) e as chapas de fibra ou chapas duras (hardboard).DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO A cortiça. leve e com uma infinidade de espaços ocos internos microscópicos.Aglomerados de Madeira 4. Esta constituição determina uma grande impermeabilidade e uma forte capacidade isoladora. oferecem vantagens e desvantagens quando comparados com a madeira maciça. são primeiramente reduzidos a grânulos.PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES Os principais tipos de painéis de madeira reconstituída existentes no mercado são os painéis de madeira aglomerada (particle board). dada a sua génese ser bastante sobreponível.1.2. cuja matéria-prima (Falca . .2. portas.6. etc. usualmente. existindo os aglomerados expandidos puros e os aglomerados compostos. 80 . divisórias. Os aglomerados expandidos puros. – CORTIÇA 4. pisos. tanto no aspecto térmico como acústico. em graus diversos de associação. extraída da casca do sobreiro. São empregados.

Aglomerados de Madeira Posteriormente. componentes para calçado. formando os aglomerados expandidos puros. acústico e anti-vibrático. gesso. revestimentos de solos. cimento. os grânulos aglutinam-se. para múltiplos fins: juntas para as estruturas de edifícios. por efeito de temperatura e pressão. e graças à própria resina da cortiça. artigos decorativos. colas e químicos. visto em 27/01/2004. plástico. aprovados pelas normas internacionais da FDA (Food and Drugs Administration). resinas naturais e sintéticas.amorim.html. caseína. resistente à compressão e de grande estabilidade dimensional (ver figura 48). 30 Ver site da Corticeira Amorim http://www. tais como borracha. juntas para motores. imputrescível. daí se obtendo uma grande diversidade de produtos. engarrafamento. (ver figura 49). etc. um excelente material de isolamento térmico. FIGURA 52 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos30) Nos aglomerados compostos a cortiça granulada é aglutinada por substâncias estranhas ao sobreiro. paredes e tectos.pt/corticaindustria. 81 . asfalto.

cartão alcatroado e outros produtos. com uma espessura máxima de 15mm e superfície de 30 x 30 cm a 50 x 50 cm. revestimentos de câmaras frigoríficas e cabinas telefónicas. 31 Ver site da Corticeira Amorim <http://www. 82 .Aglomerados de Madeira FIGURA 53 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos31) 4. destacando-se as seguintes: • Painéis e placas – para pavimentos e tectos lisos. • Tacos – rectangulares ou quadrados. • Ladrilhos – de cortiça triturada e ligada por diferentes tipos de cimento – para construção de tabiques.amorim.pt/corticanatural.2.2. de cortiça natural ou aglomerada com asfalto. • Papel dourado e em cores – para revestimentos de paredes.TIPOS DE CORTIÇA A cortiça apresenta-se sob diferentes formas comerciais conforme o fim a que se destine. colofónio.html> visto em 27/01/2004. .7.

• Lã. Também usada como sub-pavimento.html. um bom isolador térmico e acústico. produz uma sensação de calor que aumenta as suas possibilidades de aplicação como elemento decorativo.pt/corticanatural. a cortiça aglomerada reduz significativamente os ruídos de impacto e contribui para uma significativa poupança de energia. em 27/01/2004. com grande capacidade de isolamento acústico. em forma de folha (ver figura 50).Aglomerados de Madeira • Semicilindros – de cortiça aglomerada. Por outro lado. FIGURA 54 – Cortiça em folha (in site de Amorim Isolamentos32) 32 Ver site da Corticeira Amorim http://www. destinados a revestirem canalizações para amortecer os ruídos produzidos pela água ou pelos gases de circulação. apara e serradura – para preencher cavidades em paredes e divisórias. • Cortiça granulada – para fazer betões leves e com qualidades isoladoras. um bem global a defender.amorim. 83 . sem dúvida alguma. A cortiça é.

Porém.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira é empregada com frequência para fins estruturais. Os problemas daí decorrentes incentivam a formação de um mentalidade distorcida por parte dos utilizadores. desde que providenciada a respectiva reposição. outras ideias erróneas são divulgadas. industriais). travessia de obstáculos (pontes. Trata-se apenas de um procedimento largamente difundido nos chamados países de Primeiro Mundo. que poderá garantir a perenidade das nossas reservas florestais. Outros materiais estruturais. na solução de problemas relacionados com coberturas (residenciais. cimbramentos para estruturas de betão armado. .Aglomerados de Madeira CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS 5. armazenamento (silos verticais e horizontais). É importante lembrar também que o crescimento. além de não provocarem prejuízo ao meio ambiente. como o aço e o betão. apesar dos conhecidos preconceitos inerentes à madeira. fundamentado em técnicas há muito tempo dominadas por engenheiros florestais e profissionais de áreas correlacionadas. Os referidos processos requerem alto consumo energético e a matériaprima retirada da natureza jamais será reposta. como a que associa o uso da madeira à devastação de florestas. Contudo em algumas áreas o seu emprego tem sido crescente. sempre relacionados com a insuficiente divulgação das informações sobre projectos específicos já desenvolvidos por profissionais habilitados. passarelas). sendo hoje em dia mais usada como revestimento. a extracção e a transformação das árvores envolvem baixo consumo de energia. comerciais. são produzidos por processos altamente poluentes e antecedidos por diversas agressões ambientais. 84 . O que se almeja é a aplicação de um manejo silvicultural inteligente. Embora se reconheça que tem sido substituída em muitas destas funções. entre outros. telefonia). com a madeira isso já não acontece. fazendo parecer que o referido uso constitui uma perigosa ameaça ecológica. viadutos. Não quer isto dizer que se defenda aqui a exploração irracional e predatória. Ao mesmo tempo. benfeitorias rurais. no que toca à construção civil. visto que se renova mesmo sob rigorosas condições climáticas. linhas de transmissão (energia eléctrica.1.

MJ/m³. C: Resistência. MPa (para o betão o valor citado refere-se à resistência característica à compressão.5 25000 7 10 2778 Sendo: A: Densidade do material.Aglomerados de Madeira 5.83 833 AÇO 78 234000 250. para a madeira são os valores médios da resistência à compressão paralela às fibras.21 2692 MADEIRA RESINOSA MADEIRA FOLHOSA 6 600 50.33 1667 9 630 90. 85 .2. produto fabricado. kN/m³ (na madeira. valor referente à humidade de 12%).5 10000 12 8. para o aço trata-se da tensão de escoamento do tipo ASTM A-36. B: Energia consumida na produção. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS Apresenta-se a seguir alguns dados comparativos de materiais estruturais (tabela 2): TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS A Densidade B Energia consumida C Resistência D Módulo Elasticidade E Relação Energia/ Resistência B/C F Relação Resistência/ Densidade C/A G Relação Módulo Elasticidade/ Densidade D/A KN/m3 BETÃO MJ/m3 MPa KN/m3 MATERIAL 24 1920 20.4 21000 936 3. referida à humidade de 12%).3 2000 96 0.

por exemplo. F: Razão entre os valores da resistência e da densidade. Sendo a madeira um mau condutor de calor.Aglomerados de Madeira D: Módulo de elasticidade. a madeira tem a sua durabilidade natural prolongada quando. as quais são limitadas apenas pela geometria dos toros a desdobrar. Apesar da sua inflamabilidade¸ as peças estruturais de madeira evidenciam um conveniente desempenho ou performance a altas temperaturas. deste modo. E: Razão entre os valores da energia consumida na produção e da resistência. um aspecto que favorece as madeiras é a sua resistência em relação à densidade. sendo essa razão cerca de três e dez vezes superior ao aço e ao betão. sabendo que o valor da densidade. é tratada com substâncias que possibilitam a manutenção. Embora susceptível ao apodrecimento e ao ataque de organismo xilófagos em circunstâncias específicas. Mais ainda. Além disso. MPa (a mesma descrição da coluna C). é referente à humidade de 12%. mesmo não sendo um material inflamável. melhor que o de outros materiais em condições severas de exposição. o que viabiliza a definição de diversificadas formas e dimensões. G: Razão entre os valores do módulo de elasticidade e da densidade. a madeira apresenta um aspecto visual muito interessante e pode ser trabalhada sem maiores dificuldades. previamente. Conforme consta desta tabela. não provocando maior comprometimento da região central das peças que. a carbonatação superficial das peças transforma-se numa espécie de “barreira de isolação térmica”. podem manter-se em serviço nas condições onde o aço. Na realidade. já teria entrado em colapso. a madeira 86 . a temperatura interna cresce mais lentamente. nas madeiras. respectivamente.

pode ser utilizada nas mais diversas finalidades. esgota-se não só nas indústrias de celulose e de derivados de madeiras (primordialmente os aglomerados). bem como qualquer outro dos seus derivados. particularmente na construção de estruturas. 87 . Como será óbvio. seja no âmbito de uma actividade produtiva seja no contexto de proporcionar conforto. a sua aplicação. como também nas serrações para produção de tábuas. É evidente que a disseminação das estruturas de madeira está condicionada à garantia da sua competitividade com outros materiais. Deve ser salientada. evitando-se a exposição excessiva aos raios solares e à humidade proveniente da água da chuva. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS A madeira. etc. Todavia. isto poderá ser obtido com a elaboração de projectos adequadamente fundamentados e com a construção segundo critérios de qualidade envolvendo material e mãode-obra. neste ponto. bem como aquela própria dos apoios em alvenaria de pedra. de uma forma geral. bem como do respectivo diâmetro. A madeira propriamente dita tem como destino principal as indústrias de transformação. ripas. como é o caso da utilização para construção de habitações.3.Aglomerados de Madeira tratada requer cuidados de manutenção menos intensos. Dependendo em larga medida das espécies consideradas. já adaptados para as estruturas de aço e de betão armado. a importância do projecto estrutural ser desenvolvido de modo a serem previstos pormenores construtivos que garantam maior durabilidade à madeira impregnada. barrotes. nem tudo são vantagens no emprego da madeira. Diante do exposto é possível concluir que a madeira tem significativo potencial para o emprego na construção civil. 5. sendo uma das suas principais fraquezas a sua significativa deformabilidade no tempo (uma equivalência à fluência no betão e ao relaxamento no aço).

sendo de reduzidas dimensões e de valor económico baixo. como é mais conhecido) são os mais largamente consumidos no mundo. citando Santos (1991. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA De entre todos os derivados da madeira. os painéis de madeira aglomerada (ou simplesmente aglomerado. 88 . o seu destino mais frequente é o da construção civil e estacaria. razão porque analisaremos neste domínio da produção e consumo apenas os aglomerados.4.Aglomerados de Madeira Os toros. TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS MÓVEIS BASES DO CHÃO CONTRAPLACADOS BASES E COBERTURA DIVISÕES INTERIORES REVESTIMENTOS PRODUÇÃO DE VIGAS ESTRUTURAL PORTAS × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × AGLOMERADOS FOLHEADOS × × × LAMELADOS × × × × FOLHA DE MADEIRA NATURAL TERMOLAMINADOS × × × × × × × × × × × PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) MADEIRA RECONSTITUÍDA 5. considerando os diferentes painéis de madeira reconstituída existentes. após serem colocados em condições de ser utilizados. são em geral destinados “a material de queima (aquecimento)”. Apresenta-se a seguir na tabela 3 uma síntese das aplicações dos vários tipos de madeira e seus derivados. 66). p. segundo o destino de utilização mais frequente. Se considerarmos os pequenos troncos de madeira.

último ano conhecido. Neste gráfico. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Do ponto de vista económico. responsável por 25% desse volume (Gráfico 1).5. apesar do forte crescimento da indústria nos últimos 10 anos. destacando-se como maior fabricante os Estados Unidos. em tabelas obtidas por pesquisa no mercado respectivo (tendo como referência o ano de 2003): 89 . Portugal integra o grupo de “Outros” com 38% no total. GRÁFICO 1 – Produção Mundial de Aglomerado: 2000 (construção a partir de diversos dados) Produção: 84 milhões m3 5. posicionando-se com uma produção muito reduzida à escala mundial. a produção mundial de aglomerados alcançou 84 milhões de m3 em 2000.Aglomerados de Madeira Assim. indicam-se a seguir os preços médios de alguns derivados de madeira mais correntes.

devido não só ao ao respectivo processo de fabrico.54 3.91 4. 7 e 8).71 4. que o preço médio destes derivados é ainda mais elevado.04 4.º 4 e 5) de aglomerados e contraplacados.Aglomerados de Madeira TABELA 4 .33 8.95 7.38 6. podemos concluir também pelas tabelas seguintes de folheados (n.64 3.61 5. Dentro do mesmo raciocínio.79 2.25 3660*1830 2750*1830 2500*1880 2150*1500 Comparando as duas tabelas anteriores (n.18 7. como também ao tipo de matéria-prima utilizada em cada caso. 90 .13 6. tal como foi já referido nos capítulos em apreço.89 3.PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS Aglomerados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros Standard Hidrófugo Dimensões 4 5 6 8 10 12 14 15 16 19 22 25 28 30 1. dependendo no entanto da espécie de madeira utilizada nas folhas.42 10.º 6.46 6.98 5.39 3. e daí o maior crescimento da indústria neste último ramo dos derivados de madeira (contraplacados).50 4. já bastante diversificado. verifica-se que o preço médio dos aglomerados é naturalmente inferior ao preço correspondente dos contraplacados.09 3.16 2.

85 Eucalipto B/C 5.35 43.22 35.45 30.74 QUE O TOLA B/C DESENROLADA 16.23 30.45 31.32 10.80 Div.44 Castanho/Carvalho A/C 8.27 13.32 10.95 21.86 7.71 16.96 18.51 38.50 POR MILÍMETRO Marítimo WBP DAF (int DAF) B/C Pinho (int Pinho) B/C Mogno B/C Tola B/C Form STD Cofragem Deck STD Carroçarias Dimensões mais usadas: 5.65 34.23 7.04 38.23 18.98 8.71 28.46 15.04 38.74 QUE O MOGNO B/C DESENROLADO +1.91 15. Africanos B/C 6.Aglomerados de Madeira TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Contraplacados (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em mm 4 5 6 8 10 12 15 18 21 24 27 30 Desenrolado 5.96 38.58 31.68 6.26 20.22 35.05 34.52 13.91 15.00 14.16 16.73 8.74 13.33 5.90 23.92 22.23 10.65 Mogno B/C Listado 7.87 11.96 14.01 20.17 14.02 25.18 30.12 11.11 15.61 19.83 6.51 Freijó/Kambala A/C 11.96 18.98 28.37 9.71 19.63 8.26 Faia A/C – Mutene A/C 12.40 Pinho B/C 4.01 12.98 8.07 35.74 13.11 15.47 Desenrolado:2500*1250-2500*1500 Listado:2500*1250 Marítimo WBP: 2500*1250 .71 38.27 22.88 18.25 24.13 29.90 23.63 8.28 7.51 15.97 13.99 25.94 24.37 22.34 15.69 27.88 9.42 12.62 9.2500*1500 91 .32 13.69 27.62 10.15 20.80 5.74 +1.90 Tola B/C 6.00 23.96 15.67 27.35 Afizélia A/C – Cerejeira A/C Face A/A +2.32 35.33 31.22 12.82 10.68 6.76 19.70 10.78 8.05 35.61 19.37 13.23 8.89 12.08 28.12 11.45 31.5 POR M2 1.96 27.53 7.59 37.73 19.

16 15.40 7.80 18.81 16.17 10.83 16.35 9.85 7.25 9.20 7.10 18.78 8.51 12.57 11.80 3.51 17.07 9.85 2.60 7.44 13.72 11.67 11.30 Cerejeira A/B – Sucupira A/B 15.+1.72 9.69 12.97 12.92 10.95 Afizélia A/B 6.76 14.32 12.10 8.83 16.20 2.87 12.89 13.57 10.52 8.46 14.63 6.52 12.10 10.92 11.13 Castanho A/C – Carvalho A/C 11.91 Faia A/B – Mutene A/B .49 14.29 11.52 9.32 12.50 92 .80 Hidrófugo Observações A/A + 10% Dimensões mais usadas: 2750*1830.02 10.78 8.60 10.26 14.31 15.09 Castanho A/B – Carvalho A/B 14.20 17.61 15.39 12.52 9.95 10.01 16.16 Mogno A/B 6.67 9.37 10.91 15.97 12.24 Tola A/B – Freijó A/B 10.51 12.69 12.33 6.97 11.Aglomerados de Madeira TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Folheados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros 8 10 12 14 16 19 22 25 30 11.05 7.96 14. 2500*1880 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL Folha de Madeira Natural (Preços em Euros/m2 sem IVA) Folha Mogno – Tola Pinho – Câmbala Faia – Mutene Carvalho – Castanho Preço 1.16 15.80 8.32 Eucalipto A/B 10.91 16.27 12.49 11.20 7.46 17.26 14.89 Pinho A/B 7.02 13.49 14.20 9.89 13.16 13.13 Câmbala A/B 9.88 7.81 14.30 8.79 10.46 15.

00 + 1.0.40 12.0.00 + 1.60 Mogno Pinho Kambala – Tola Faia Cerejeira .0.Aglomerados de Madeira TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS Folha MDF Folheado Fino (Preços em Euros/m2 sem IVA) 3 mm 5mm 2 faces 1 face A/C A/C A/A A 5.60 .5 Tipo Dimensões mais usadas Preço 1.05 6.60 . continua a ser o derivado da madeira mais económico.34 Retalho 1700 * Vários 2.00 7.59 Perfurado 2440 * 1700 2.64 Branco 2750 * 1250 3.Castanho – Carvalho Dimensões mais usadas:2500* 1880 11.0.64 Portas 2.54 2440 * 1700 Euca 4. TABELA 9 – PREÇOS DE PLATEX POR ESPESSURAS E TIPOS Platex (Preços em Euros/m2 sem IVA Espessuras em mm 2.99 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 2130 * 1700/1830 1.90 + 3.99 2440 * 1700/1830 Euca 2750 * 1700/1830 1.25 + 2.25 7.2 5 93 .79 Moviplac 2750 * 1220 2 0 1 5 * 5 8 0 / 6 3 0 / 6 8 0 / 7 3 0 / 7 8 0 / 8 3 0 1.99 2440 * 1700/1830 Euca 1.49 Acabados B r a n c o P e r f u r a d o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.20 3.50 + 2.68 Acabados B r a n c o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.25 Quanto ao platex (tabela 9).00 9.84 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 3.20 9.50 .60 -0.20 6.60 .

Aglomerados de Madeira Pelo facto de ser mais económico. naturalmente. desde que as condições lhes sejam favoráveis. A selecção destes produtos é fundamental para conferir uma protecção válida e aumentar a durabilidade natural destes materiais. devido ao ataque dos fungos.5 e 5. químicos e físicos. onde o PH se situa entre 4. Sendo um material orgânico. CAPÍTULO VI – MANUTENÇÃO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS 6. os seus derivados não estão de tal isentos. As condições mais adequadas ao ataque destes agentes são a presença de oxigénio (os agentes são aeróbicos). insectos e bactérias da madeira.5. através de diversos tratamentos e posterior aplicação de produtos preservantes. sendo os biológicos. Os critérios de selecção dos produtos de manutenção e métodos de aplicação exigem. pelo que se acha pertinente a abordagem 94 . Se bem que a madeira no estado natural é mais propícia a estar sujeita a este tipo de deteriorações. o conhecimento real das condições de agressividade biológica a que a madeira e seus derivados estão expostos. Os factores de degradação da madeira podem dividir-se em biológicos. o maior volume de “alburno” em relação ao “cerne”. os mais importantes. bem como na construção de menor qualidade. água ou a humidade. a madeira ou qualquer outro seu derivado estão sujeitos a ser utilizados como fonte de alimentação dos agentes deterioradores.1. Nenhum produto poderá conferir protecção satisfatória se não for correctamente aplicado. uma humidade interna alta (superior a 20% ponto de saturação das fibras) e o contacto com a terra. a temperatura ambiente entre 20 e 30º centígrados. – GENERALIDADES Fazer a manutenção ou conservação das madeiras e dos derivados significa proporcionar o aumento da sua resistência perante os diversos agentes deterioradores. obrigatoriamente. o Platex é assim mais usado em forros e fundos de mobiliário.

2.2. voltando-se a madeira de tempos a tempos. tal como segue: • Secagem natural (evaporação da seiva) . Fundamentalmente. embora fique mais difícil de trabalhar e de mais fácil empeno. – PROCESSOS DE TRATAMENTO Logo após o abate das árvores.2. 6.É feita em estufas de 30º a 50º centígrados onde a seiva solidifica: a madeira é depois colocada em armazém para adquirir humidade. afastadas. sendo por isso mais desvantajosa em relação à secagem natural. existem três métodos de conservação: o da secagem. ainda que significativamente comprimida e incompleta (um desenvolvimento superior terá o seu lugar no estudo da própria madeira aplicada na forma serrada).1. o que permite aumentar a sua resistência.Aglomerados de Madeira desta temática. em camadas sobrepostas e cruzadas. • Secagem artificial (solidificação da seiva) . O tempo de secagem natural é de 1 a 2 anos. toda a madeira deverá ser objecto de tratamento específico para a sua conservação. 6. 6. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO São conhecidos dois métodos. após ser descascada. é empilhada em ambiente ventilado. livre da acção do calor e de fortes correntes de ar. a saber: 95 .2. a fim de aumentar significativamente a sua vida útil. – SECAGEM A secagem faz-se normalmente por evaporação ou solidificação da seiva. o do desenseivamento ou lixiviação e o da conservação da madeira aplicada em obras em qualquer utilização ou acabamentos.A madeira. evitando-se assim fermentações que favoreceriam o desenvolvimento dos insectos.

agentes químicos como produtos ácidos alcalinos ou oxidantes. Injecção de produtos antisépticos – Principalmente em madeiras expostas às intempéries. a madeira pode transformar-se pela acção de agentes mecânicos como o impacto e o atrito. 96 . abaixo referidos. apenas com mais ou menos duração no seu efeito. O artificial – Quando a madeira é sujeita à acção de vapor de água. e com as demãos necessárias em função do melhor acabamento. além de não se terem abordado todos os processos de tratamento. pois que todos são efémeros. sendo depois também seca em lugar abrigado de correntes de ar.3. 6.3. sendo depois seca em lugar abrigado de correntes de ar.2. e em especial pelos agentes biológicos denominados fungos. visto que mata os organismos deterioradores e forma uma camada incorruptível. tinta de óleo ou verniz.Quando a madeira é imersa em água cerca de 4 meses.Aglomerados de Madeira O natural (diluição da seiva) . insectos xilófagos e animais marinhos. ou seja. não há métodos definitivos e irreversíveis. se deve realçar a caducidade dos mesmos. óleo de linhaça. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA Usualmente. Carbonização – Usada em peças que tenham de ficar enterradas. agentes físicos como o fogo. a conservação é feita da seguinte forma: Aplicação de revestimentos – Pintura a alcatrão. 6. De notar que. – AGENTES DETERIORADORES Além da modificação da sua constituição anatómica.

modificando seriamente a sua resistência mecânica.Aglomerados de Madeira 6. A presença dos fungos superficiais e manchadores não chega a comprometer o valor comercial da madeira.1. deixando a madeira ou qualquer outro seu derivado com aspecto esbranquiçado. Os primeiros digerem a celulose e decompõem a lignina. himenópteros e isópteros. Os coleópteros (mais conhecidos por besouros) depositam os ovos na madeira. produzem filamentos denominados hifas.2.3. que se alimentam de celulose. . deixando como sinal um resíduo de pó fino. Há dois tipos de fungos xilófagos que originam a destruição das células. em cujas extremidades se desenvolvem enzimas que atacam a parede celular. os quais eclodem e viram larvas conhecidas por brocas. manchadores e fungos xilófagos ou destruidores.3. deixando túneis no interior da 97 . FIGURA 55 – Imagem de madeira em desparasitação 6. Já os fungos xilófagos são destruidores.FUNGOS Os fungos podem ser agrupados em mofos ou bolores (fungos superficiais). Os himenópteros correspondem às formigas carpinteiras. humidade e temperatura favoráveis. pois não costumam atingir a sua parede celular. conhecidos por “podridão branca” e “podridão parda”. Desde que disponham de substrato. que utilizam a madeira como habitação e não como alimentação. oxigénio. – INSECTOS XILÓFAGOS Os insectos furadores da madeira e derivados dividem-se em coleópteros.

– XILÓFAGOS MARINHOS Estes agentes biológicos enquadram-se na categoria dos moluscos e crustáceos. penetra na madeira e cria nova colónia com cupins de três castas: reprodutores.3. pelo que se sabe. pelo que fica imprestável.Aglomerados de Madeira madeira. só o óleo creosoto preserva eficazmente a madeira do ataque destes xilófagos. para derivados de madeira. fazendo pequenos buracos onde se prendem os crustáceos. isto é. Os moluscos e as suas larvas atacam a madeira submersa. reproduz-se com enorme facilidade. um tipo de insecto social. O siriri faz o seu voo nupcial. não deixa de ser apropriada a sua inclusão. Não existe madeira que seja imune à incidência de xilófagos marinhos. não ser de utilização perigosa no momento do tratamento. ser aplicado com a abrangência que teria no caso de madeira natural. 6.3. não alterar negativamente as propriedades físicas e mecânicas da madeira e apresentar custos razoáveis a fim de assegurar a competitividade da madeira preservada em relação a outros materiais. e. ser quimicamente estável e resistir a perdas por evaporação e/ou lixiviação. fecundado.4. 98 . 6. Os mais temíveis de todos os insectos são os cupins (existem em toda a parte). que perfuram e destroem a madeira e derivados em contacto com a água salgada ou salubre. Um produto químico só poderá ser eficaz na manutenção das madeira e derivados se apresentar as seguintes características: • Características Essenciais – Ser tóxico aos organismo xilófagos como fungos e insectos. depois perde as asas. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Embora esta tema não possa. soldados e operários. ter efeito residual alto na madeira. conhecido na sua forma alada por aleluia ou siriri. visto que.

Aglomerados de Madeira

Características Acessórias – Não conferir à madeira preservada toxidade em

relação ao Homem (condição imperativa); não aumentar a inflamabilidade e a combustibilidade da madeira; não deixar odores persistentes na madeira nem alterar a sua aparência natural, impossibilitando-a de receber o acabamento desejado.

É por isso que a escolha de um produto de manutenção se torna uma tarefa complicada, visto que é muito difícil qualquer produto reunir todas as características mencionadas, porém, o conhecimento da literatura disponível, a experiência e o bom senso são factores muito importantes a considerar.

Os produtos de manutenção de madeira podem ser agrupados em três categorias:

Oleosos - produtos essencialmente representados pelos derivados do alcatrão de

hulha, como por exêmplo o óleo creosoto, com uma acção longa e resistente.

Oleossolúveis - produtos contendo misturas complexas de agentes fungicidas e

insecticidas, à base de compostos de natureza orgânica e/ou organometálicas.

Hidrossolúveis - produtos contendo misturas mais ou menos complexas de sais

orgânicos metálicos e não metálicos, como por exêmplo o “Arseniato de Cobre Cromado” (CCA) e o “Borato de Cobre Cromado” (CCB).

6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO

A aplicação dos produtos de manutenção das madeiras e derivados depende sempre das condições de agressividade biológica a que está sujeito o material, podendo ser efectuada com base nos seguintes processos:

99

Aglomerados de Madeira

6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA)

Consiste na aplicação dos produtos de tratamento através da utilização de equipamentos especiais (autoclaves), sob o efeito de vácuo e pressão, sendo um processo bastante complexo, pelo que não será desenvolvido neste trabalho (muito embora seja o mais durável, eficiente e recomendável).

6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL)

Refere-se à aplicação dos produtos de tratamento através de métodos caseiros, mais simples e práticos, como o pincelamento, aspersão ou imersão do material, seja por absorção ou por capilaridade, tal como se refere a seguir:

6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO

O que ocorre quando a madeira a tratar está com baixo teor de humidade, praticamente seca. Nessas condições, torna-se mais higroscópica e absorve a solução preservadora até ao ponto de saturação.

Inicialmente a absorção é bastante rápida, diminuindo até atingir o equilíbrio.

Os principais factores que afectam a absorção são a humidade inicial da madeira – quanto menor a humidade inicial da madeira, maior e melhor será a absorção da solução preservativa; a natureza da madeira – espécie, idade, densidade, forma, relação cerne/alburno; dimensões das peças – quanto maior o comprimento e diâmetro das peças, mais demorado é o tratamento; a viscosidade da solução – quanto mais fluida a solução, mais rápida a absorção; a tensão superficial – ela dificulta a penetração da solução preservadora; e a temperatura – quanto mais elevada for, maior e mais rápida será a absorção.

Este método utiliza normalmente óleos contendo creosoto e alcatrão, sendo aplicado por:

100

Aglomerados de Madeira

Pincelamento – consiste na pintura das peças a preservar, sendo porém um método

deficiente, visto que penetra pouco no material (cerca de 5mm de profundidade), limitando-se o seu emprego à madeira não exposta à luz solar, sendo necessário 3 a 6 demãos, no mínimo espaçadas de 12 horas entre elas.

Imersão rápida e imersão prolongada a frio – a solução deve ser colocada num

tanque ou tambor. É um banho frio e toda a madeira deve receber o produto. Na imersão rápida a madeira permanece submersa por algumas horas. Já no método de imersão prolongada, a madeira deve ficar submersa com auxílio de pedras ou pedaços de ferro, permanecendo nessas condições por maior período de tempo, entre 2 a 15 dias. Evidentemente, quanto maior o período de imersão, maior será a profundidade de penetração do produto.

Imersão em banho quente e frio – consiste em submeter a madeira a imersões

sucessivas e consecutivas, em produtos de manutenção quentes e frios, respectivamente. As peças de madeira a tratar devem estar descascadas e com teor de humidade abaixo de 30%.

6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE

Esse processo (mais conhecido por substituição de seiva) é empregado no tratamento de peças roliças obtidas de árvores vivas (mourões) até 2,50 m de comprimento e diâmetro variável, utilizando-se para tal produtos Hidrossolúveis em qualquer recipiente.

No caso de se utilizar tambores de 200 litros de capacidade, convém proteger sua parede interna, pintando-a com Neutrol.

As soluções são preparadas nesses recipientes em concentrações recomendadas pelos fabricantes (normalmente 3 a 5% de concentração), devendo o nível da solução inicialmente

101

bem como as peças postas a secar. o qual deverá ser efectuado sempre em local aberto. e descascados exactamente na hora de serem submetidos ao tratamento. os mourões devem ter o topo cortado em bisel e a base de preferência chanfrada. É importante saber que os mourões devem ser tratados ainda verdes. Para o tratamento.Aglomerados de Madeira preparada nunca ultrapassar 2/3 da altura do recipiente. protegido do sol. por questões de funcionalidade e segurança. ventilado e coberto. 102 . no máximo 24 horas após o abate da árvore.

líquida e vapor.Aglomerados de Madeira CONCLUSÕES O tema desenvolvido pelo autor tem subjacente um objectivo principal que é dar a conhecer a importância dos derivados da madeira no contexto da indústria nacional do mobiliário e da construção civil. mas também para o desenvolvimento de um importante sector da economia nacional. Apesar de o tema não se esgotar com este trabalho. com variações dimensionais significativas e empenamentos. como: Heterogeneidade das suas propriedades mecânicas em função da orientação das suas fibras. Defeitos próprios da sua génese como material orgânico. Outra importante vertente. procurou-se fundamentalmente mostrar que os derivados da madeira têm uma ligação natural à floresta. procurando e conseguindo-se melhorar substancialmente algumas das suas características menos meritórias. o verdadeiro “berço” da madeira como matéria-prima dos seus derivados. o que só por si já seria altamente meritório. fungos e outras pragas. consubstanciado no fabrico. 103 . Grande sensibilidade à humidade. Menor durabilidade para serem eventual alvo de insectos xilófagos. é a diversidade de vantagens que advém da transformação da madeira natural. que se julga ter ficado bem vincada. e que têm um percurso na sua fabricação todo virado ao aproveitamento dos seus resíduos em geral. contribuindo assim de uma forma muito significativa não só para a preservação do nosso meio ambiente. comercialização e exportação dos derivados da madeira.

Limitações das dimensões a que as peças de madeira serrada estão sujeitas. seja na do mobiliário. desde a origem da respectiva matéria-prima até à embalagem do produto acabado. Acresce o facto de se ter aprofundado com este trabalho vários conhecimentos sobre o tema. Ao apresentar neste trabalho as diversas variedades de derivados da madeira que já se fabricam em Portugal. inadequada em termos da geometria correntemente mais usada em construção e mobiliário (paralelepípedo). a tendência em todo o mundo empresarial é competir de forma a tornar-se superior ao seu concorrente mais directo. atendendo à forma circular própria do toro. nomeadamente em alternâncias de situações de tempo seco e húmido. Fica porém o desafio para continuarmos interessados e atentos a todas as novidades de fabrico e aplicação destes materiais. Como forma de sistematizar e comparar os diversos tipos de derivados de madeira apresentado. não esquecendo a importância da sua manutenção e conservação. e isso consegue-se com a modernização e a automação dos respectivos processos de fabrico. transformação e exploração do produto final. principalmente no que concerne à sua vertente prática. Baixo rendimento económico e de aproveitamento. porquanto condicionadas pelas da própria árvore de origem. pretende-se também transmitir a ideia do bom gosto que anda associado a todos os acabamentos e utilizações que se desenhem para este tipo de material. seja na indústria construção civil. tanto nos domínios da produção. bem como à incidência da radiação solar. junta-se anexo com as suas principais características. dado o progresso imparável das transformações tecnológicas 104 . como na constatação do aumento do conforto e da qualidade dos empreendimentos onde os derivados da madeira se aplicam já em larga escala. Hoje.Aglomerados de Madeira Alterabilidade em ambientes exteriores.

Aglomerados de Madeira em curso. razão mais que suficiente para que o seu estudo seja enriquecido com outras iniciativas e preocupações específicas. 105 . a par da inerente problemática ambiental.

2. 2. Madeiras Portuguesas – Estrutura Anatómica. Rua de S. Empresa: TRIA – Serviços. Propriedades. Carvalho. (1996). A Árvore em Portugal. 5. Edição Assírio e Alvim. Utilizações. 3. A (1996). Lisboa. Colecção Euroagro. Volume XV. Cabral. Lda. Rio de Janeiro. Materiais e Equipamentos. Editorial Enciclopédia. 11. Lisboa. Instituto Florestal. Hespanha. Póvoa de Varzim. 1100-548 Lisboa. Livre 1 – Titre II – 3ª Partie: Matériaux – Chapitre I. Mortágua. 10.ª Edição. Vila Nova de Famalicão. Empresa: DA MADEIRA (sem data). R2. 6. Árvores e Florestas. Lenhas e Madeiras. Madeiras e Derivados. Empresa: DIRUP (sem data). 106 . A. Guía de la Madera en la Construcción. Francisco Caldeira (1999). Fabião.Nicolau. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. O. Publicações Europa-América. Cubagem de Árvores. Lisboa. Xilofene S. Les Bois de Construction – Caractéristiques Phisiques et Mécaniques. (sem data). Limitada. LDA (sem data). 4. Lda. 8.Aglomerados de Madeira BIBLIOGRAFIA 1. 119. Empresa: SOPREM NORTE. Volume I. Enciclopédie Pratique de la Construction et du Bâtiment (1959). Tratamento Preventivo das Madeiras. 4º. 7. 9. Segurança Passiva Contra Incêndio. Jaime Rebelo (1941). Livraria Clássica Editora.

Valente. Educação Tecnológica.º Ano de Escolaridade. Viollet-Le-Duc. Revista Tectónica. Separata da Direcção dos Serviços Florestais e Aquícolas. Machado. 13. 18. 19. Livraria Bertrand. mostrando as principais componentes do lenho e da casca. Tecnologia Y Construcción (sem data). (1982). (1991). Volume XXI – Tomo II. ATA Ediciones. Editorial Víctor Leru. Sousa. Secção transversal do tronco de uma árvore. Porto Editora. E. Buenos Aires. Rendle (1937).º Anos. Areal Editores.P. V. Paulo – 1ª Reimpressão (Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa – Porto).U. Madrid (Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa). 15. -Editora Pedagógica e Universitária. L. Novas Aplicações da Madeira – O Problema dos Subprodutos das Matas e Desperdícios de Material Lenhoso. Madeiras de Folhosas e Resinosas – Nomenclatura Profissional. Materiais de Construção. Santos. S. Sousa. Eng. Materiais de Construção E. 22. 16. Madeiras. Versão Castelhana adaptada por Dominguez. Separata da Direcção dos Serviços Florestais e Aquícolas. José Saporiti (1990). 6ª Edição. 20. Histoire de L’Habitation Humaine. 17. Monografias da Arquitectura. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa. Volume XXIII – Tomo II.º e 8.. Madeiras – 7. W. Morey (1978). (1991). Orlando de Almeida e (1956). João Emílio dos Santos. Segurado. 2ª Edição do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Orlando de Almeida e (1955).º (sem data). 21. J. 14. Patton.ª.Aglomerados de Madeira 12. Eugénio Manuel (1945). 8. Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. 107 . Época de Corte e Secagem das Madeiras Nacionais – Conservação das Madeiras. Biblioteca de Instrução Profissional. Manuel E.

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com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.amorim.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=13 http://www.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51 http://www.pt/corticaindustria.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53 http://www.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127 http://www.com/port/produtos_gama1.Aglomerados de Madeira http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industria-tafisa.html 110 .sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3 http://www.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=7 http://www.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=13 http://www.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54 http://www.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama1.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6 http://www.

Aglomerados de Madeira ANEXOS 111 .

Aglomerados de Madeira ANEXO I – Especificações comerciais dos principais tipos de aglomerados 112 .

REVESTIDO MELAMINA . 113 . FOLHEADO . Carpintaria. DIMENSÕES (correntes): • • • • 2440x1220 mm 3660x1830 mm 2500x1880 mm 2750x1830 mm Espessuras de 8 mm a 40 mm.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. AGLOMERADOS Painel produzido à base de partículas de Pinho marítimo aglomeradas com resina ureiaformol sob acção de pressão e temperatura.Aglomerados de Madeira A. Aplicação: Indústria de Mobiliário e Decoração de Interiores.Várias cores e imitação das madeiras. Interiores e Decoração. Aplicação: Indústria Mobiliário.

MDF Painel de média densidade produzido à base de fibras de madeira aglomeradas com resina ureia-formol por processos a seco e acção de pressão e temperatura. REVESTIDO MELAMINA . Aplicação: Decoração de Interiores. FOLHEADO . HIDRÓFUGO . Interiores e Decoração. Aplicação: Indústria Mobiliário.5 mm a 60 mm. Carpintaria. 114 .Várias cores e imitação das madeiras.Aglomerados de Madeira B.Resistente à humidade.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. DIMENSÕES (correntes): • • • 2440x1830 mm 2500x1850 mm 2750x1830 mm Espessuras de 2.

Aglomerados de Madeira C. PLATEX Placas de fibras de madeira de alta densidade tipo S-1-S produzidas por via húmida a partir de 100% de materiais lignocelulósicos sem adição de reservas ou outro tipo de aditivos.2 mm a 5 mm. 115 . Aplicação: Indústria Mobiliário. DIMENSÕES (correntes): • • • 2750x1250 mm 2440x1830 mm 2750x1830 mm Espessuras de 3.

Aplicações: Contraplacados Decorativos e Desenrolados (em algumas espécies): Industria Mobiliário. Carpintarias exterior.Aglomerados de Madeira D. CONTRAPLACADOS Placas formadas por folhas de madeira seleccionadas e colocadas com direcção de veio alternadamente cruzada. coladas com resina ureia-formol. DIMENSÕES (correntes): • • 2500x1500 mm 2500x1250 mm Espessuras de 4 mm a 30 mm. 116 . Contraplacados Cofragem (revestido a filme fenólico): Construção Civil. Carpintarias e Interiores. Contraplacados Anti-derrapantes (revestido a filme fenólico anti-derrapante): Carroçarias e indústria automóvel. Contraplacados Marítimos (colado c/ resinas sintéticas altamente resistentes à humidade aos fungos e ao tempo): Indústria Naval. As faces são de folha de madeira seleccionada e podem ser de diferentes espécies: • • • • • • • Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Outras sob consulta.

Aglomerados de Madeira

E. LAMELADOS Painel de lamelas de madeira de baixa densidade coladas e revestidas nas diversas folhas de madeira listada ou desenrolada (em algumas espécies). Podem ser produzidos em diferentes espécies de madeira:
• • • • • • • •

Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Kambala Outras sob consulta.

Aplicações: Carpintaria interior e Indústria de mobiliário.

DIMENSÕES (correntes):

2500x1250 mm

Espessuras de 16 mm a 30 mm.

117

Aglomerados de Madeira

F. TERMOLAMINADOS Várias camadas de papel kraft impregnado com resinas termo-endurecíveis, ligadas entre si por acção do calor e pressão. DIMENSÕES (correntes):
• • • •

250x125 305x130 366x161 420x161

Espessuras de 0,65 mm a 30 mm. Aplicações: Revestimentos de interiores, exteriores e decoração. ABET LAMINATI (marca exemplo) Séries para decoração e revestimentos:

STANDARD - Para revestimento de interiores , com diferentes padrões. DECORI SERIGRAFIA - O cliente pode desenhar seu próprio padrão de papel decorativo, o que torna este padrão exclusivo do cliente. DIAFOS - Termolaminados translúcido. POSTFORMING - Pode ser post-formado com curvas côncavas ou convexas, devido ao facto de suportar temperaturas ente os 160 e 220 ºC. METALLI - Termolaminado com superfície metálica. STRATICOLOR - Termolaminado compacto com várias camadas de papel Kraft colorido revestido nas duas faces com papel decorativo. Produz um excelente efeito visual. MEG - Usado para revestimentos de exteriores, o

118

Aglomerados de Madeira

resistente ao tempo.

LIMIPHOS - Termolaminado verde Florescente.

119

Aglomerados de Madeira ANEXO II – Especificações comerciais de alguns tipos de aglomerados 120 .

60 12 150 0.5 7-9 +/2.5 13-19 +/2. 1200 860 +/30 N.65 15 30 2700 4A 11 +/.40 150 6 0.0 +/0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO. 1200 750 +/30 1000 800.40 8 150 0.3 +/. N.5 3-4 5-6 GAMA GAMA GAMA GAMA +/2. 1200 780 +/30 N.5 +/2.0 +/1.5 +/2.5 10-12 +/.A.2 +/2.A.05 0.A.05 EN 318 EN 382 – 1 ISO – 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0 +/.2 +/2.0.60 10 150 0.60 8 25 2100 4A 11 +/.05 0. EM COMPRIMENTO MÁX.0. 4A 11 +/.5 20-30 +/.0 +/0.5 3-4 5-6 7-9 10-12 13-19 20-30 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO 860 +/30 N.65 12 30 2500 4 A 11 +/. 1200 770 +/30 N.05 0.7 7-9 0.A.60 15 150 0.05 0.1. N.5 3-4 5-6 0.2 +/2.A.A.0 +/1.2. ESPESSURA MÍNIMO NAS DUAS FACES 0.A.0 +/0.0 +/1.2. N.7 13-19 0.90 35 30 N.2 +/. 121 .05 0.A.A.2.0 +/.A. N.Aglomerados de Madeira 1.60 15 150 0.05 0.60 15 150 0.7 0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 2.7 0.60 10 28 2200 4A 11 +/.A.90 30 30 2700 4A 11 +/.0 +/0.7 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEROR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) 2 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 40 40 40 40 40 40 40 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 2.0 +/.0 +/1. 4A 11 +/.A.0 +/1.7 10-12 0.1.2 +/2.2 +/2. 1200 720 +/30 1000 750 1200 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÁX.7 20-30 0. N. 1200 820 +/30 N.0 +/.0 +/0.90 45 30 N.2.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 2.

AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.2.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.2.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA MÁXIMO 880 +/. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.7 40 1.7 15 50 4000 4 A 11 +/.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR CE SÍLICA (%) MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISSO 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0.1.2.0 +/.1. 122 .30 0.2 +/.5 +/.7 25 50 4000 4 A 11 +/.2 +/.2.Aglomerados de Madeira 2.0 +/.0.30 0.05 880 +/.0 +/.0 +/.

2.2.0 +/.60 11 25 2200 4 A 11 +/.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.2.0.2. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.1.2 +/.7 40 22 0. PARA USOS GERAIS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.30 0.0 +/.7 40 0.2 +/.0 +/.05 22 610 +/.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 610 +/.2 +/.5 22 +/.0 +/.2.0.Aglomerados de Madeira 3.0 +/.05 610 +/.30 0. 123 . AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE.65 16 30 2200 4 A 11 +/.0 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 0.30 0.1.0.5 +/.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE SÍLICA (%) GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISO .2.60 13 28 2200 4 A 11 +/.1.

0 +/.30 1000 800 1200 0.2.0 +/.2. 1200 0.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.7 40 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 12 DENSIDADE (KG/M ) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) 3 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 800 +/ .0 +/.05 GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO 770 +/ .90 0.0.5 +/.20 15 32 0.40 6.7 40 GAMA GAMA GAMA +/.5 +/.2.A.2 +/.0 150 0.90 EN 319 7 6 EN 317 0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS TOLERÂNCIAS (MM) 12 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) GAMA ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS 12 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO – TESTE CÍCLICO (N/MM2) INCHAMENTO – TESTE CÍCLICO (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.0 +/.30 5.1.2.2 +/.0.30 1000 750 1200 0.2.7 40 EN 321 EN 321 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 2700 4 A 11 +/ .05 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .0 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 MÉTODO DE ENSAIO +/. N.15 15 30 2200 4 A 11 +/ .40 6.5 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 +/.00 7 0.2 +/. 124 .0 EN 324-1 13-19 ESPESSURAS (MM) 20-30 MÉTODO DE ENSAIO 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0 150 0.05 730 +/ .1.A.2.1.25 16 37 2700 4 A 11 +/ .0 150 0.Aglomerados de Madeira 4.0.30 N.

A.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 2 MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 ESPESSURAS (MM) 12 16-19 770 +/ .40 6 180 0.0.00 10 28 20700 4 A 11 +/ .0 +/.2 +/.1.7 40 22 1.05 22 720 +/ .2.40 7 180 0.0 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.00 9 25 2000 4 A 11 +/ .05 12 30 2500 4 A 11 +/ .30 1000 800 1200 0. 125 .2 +/.2.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.2. N.0.0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.Aglomerados de Madeira 5.2.0 +/.0 +/.0 +/.3 +/. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.7 40 1.05 800 +/ .A.05 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO . 1200 0.1.30 1000 850 1200 0.1.0 +/.30 5 180 0.5 +/.2.5 22 +/.30 N.2.

A EN 311 N.0.A N. EN 320 N. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.A EN 382-1 0.2 EN 324-2 +/.1. 126 .785 EN 319 15* EN 317 N.A.30 6.5 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 0.5 EN 120 EN 310 EN 310 EN 322 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÉDIA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 770 EN 323 N.2 EN 324-1 +/. 4 A 11 +/ .A.2 EN 324-1 +/.A.05 ISO – 3340 MÁXIMO TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.A.Aglomerados de Madeira 6. N.A EN 318 N. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL TOLERÂNCIAS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DA DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) * VALOR PARA PLACA NÃO ACABADA OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS MÍNIMO MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA GAMA MÁXIMO (MÉDIA ANUAL) MÁXIMO MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 5 EN 324-1 +/. N.

5 28-32 +/.0.3 2 1.0 1600 0.0. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA GAMA GAMA +/.3 2 1.5 +/.5 +/.5 +/.Aglomerados de Madeira 7.3 2 1.5 +/. 127 .0 1200 0.25 0. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA PARA APLICAÇÕES INTERIORES.8 35 11.5 +/.5 +/.0.27 0. TEOR DE FORMALDEÍDO (CLASSE 1) – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE 1.5 1500 0.3 2 1.5 +/.5 +/.8 28-32 12.5 +/.5 +/.5 35 +/.8 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÍNIMO MÍNIMA MÍNIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 311 GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÁXIMO CLASSE 1 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 EN 322 10 8 10 8 10 8 10 8 10 8 EN 120 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.5 +/.8 12.35 0.5 +/.0.0 1800 0.0.3 2 1.8 13.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 14.38 0.0 1350 0.40 0. NOMEDAMENTE MOBILIÁRIO.

5 +/.3 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 0.3 +/.5 +/.0.3 26-30 +/.0.65 4 18 660 5 A 13 20 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 2 2 21-25 2 26-30 2 128 .5 +/.65 4 20 720 5 A 13 20 4 20 720 5 A 13 20 21-25 +/.0.0.5 +/.5 +/. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) PROPRIEDADES E TOLERÂNCIAS ADICIONAIS ESQUADRIA (MM) MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÉDIA GAMA MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 +/.65 4 18 700 5 A 13 20 26-30 0.5 +/.3 21-25 0.65 0.Aglomerados de Madeira 8.5 +/.5 +/.

0. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA MÁXIMO MÁXIMO +/.3 2 1.20 6 10 5 A 13 30 28-32 14.5 +/.50 0. 129 .5 28-32 +/.3 2 1.5 +/.5 +/.25 6 11 5 A 13 30 16.50 0.3 2 1.5 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 19.5 +/.0 1900 0.40 0.Aglomerados de Madeira 9.5 +/. INCLUINDO MOBILIÁRIO.0 2150 0.5 +/.15 6 10 5 A 13 30 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO (%) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÁXIMA MÍNIMO MÍNIMO APÓS TESTE CÍCLICO MÁXIMO APÓS TESTE CÍCLICO GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 321 EN 317 EN 321 EN 322 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.25 7 11 5 A 13 30 18.0.5 +/.5 +/.0 2400 0.45 0.5 +/.3 2 1. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES.5 +/.0.0 2550 0.0.

5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 1.15 2.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.6 – 0. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.35 </=0. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.0 -0 / +10 +/. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1.10 MÁXIMO DESVIO 1.2 +/.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA </=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO 0. 130 .Aglomerados de Madeira 10.05 G / CM3 UNIDADE N.0. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1.0.8 – 1.55 </=1.

5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/.8 ESPESSURA >0.05 >/=10 >/=15 >/=10 >/=15 MM SEG G / CM3 >/=1. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL FORMABILIDADE RAIO RESISTÊNCIA ÀS BORBULHAS DENSIDADE TEMPO DE FORMAÇÃO DE BOLHAS DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/.10 MÁXIMO DESVIO 1.8 >/= 1.0.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL ESPESSURA <0.35 3.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA >/=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=5 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191.0. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO1183.55 </=1.35 </=0.Aglomerados de Madeira 11.15 2.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1. 131 . CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N.

05 G / CM3 UNIDADE GRAU GRAU GRAU GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO >/=4 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >/=3 >/=5 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.10 MÁXIMO DESVIO 1.4 2. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA AO ASPECTO CIGARRO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=30 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.Aglomerados de Madeira 12.35 </=0.0. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA 1. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/.15 1.55 </=1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.0. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/. 132 .

CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE (CLASSES DE ABRASÃO) (CLASSES DE UTILIZAÇÃO – EN 685) RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À PONTO INICIAL – IP ABRSÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA À LIZ CONTRASTE ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO ASPECTO UNIDADE ESPECIFICAÇÃO W3 23 31 >6000 >/=3 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >/=5 >/=3 W4 32 >10.5 >/=30 OUTRAS MM MM >/=1. TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.15 G / CM3 3.000 W5 33 >15.º DE VOLTAS N GRAU GRAU GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU >/=3 * O LAMINADO É ENCOLADO COM PVAC EM MDF DE ESPESSURA 6+/-0.35 </=0.Aglomerados de Madeira 13.000 N. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.3 MM E DENSIDADE 850+/-50KG/M3.65 </=1. DE ACORDO COM A NORMA EN 316.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 2. LAMINADO PARA PAVIMENTOS 1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 MÁXIMO DESVIO 1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA (ESFERA DE GRANDE MARCA DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO 0.600 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1. 133 .

ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. APRESENTAÇÃO: ISOPLY ISOPLY RL 2 TOPOS: ISOPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. PAVIMENTO RESISTENTE A CARGAS A PARTIR DE 15 A 18 MM DE ESPESSURA. COMPRIDAS E ORIENTADAS. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE SECO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. DECORAÇÃO. TIPO 2. EMBALAGENS. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. ISOPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: ISOPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. É POSSÍVEL UM AUMENTO PASSAGEIRO DE HUMIDADE DO AR DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. PRATELEIRAS E ESTANTES. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. DESDE QUE ESTA NÃO ULTRAPASSE OS 85%. REVESTIMENTO INTERIOR DE PAREDES. 134 . PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS.Aglomerados de Madeira 14. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. PAINEL DE COR CLARA. MEDIANTE PEDIDO. NÃO EXCEDENDO OS 65% DE HUMIDADE RELATIVA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). APLICAÇÕES: PAVIMENTOS. SUPERFÍCIE TOTALMENTE PLANA.

8 +/. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O ISOPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83).2 +/.34 >/=0. O ISOPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL).2 8 +/-2 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 319 EN 317 EN 120 MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: TRACÇÃO: RESISTÊNCIA INICIAL: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: >/=4200 >/=4200 >/=4200 >/=1500 >/=1500 >/=1500 >/=26 >/=24 >/=22 >/=11 >/=10 >/=9 >/=0.8 +/.8 +/.2 8 +/-2 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/. 135 . CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA % MG/100 G 6-8-10 620 +/40 +/.2 8 +/-2 18-22 580 +/40 +/.0.30 </= 20 </= 20 </= 20 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO ISOPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.32 >/=0.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O ISOPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 2 SEGUNDO A NORMA EN 300.0.0.2 +/.2 +/. PERPENDICULAR AOS APOIOS. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS RESISTENTES OU FLUTUTANTES. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. COMPRIDAS E ORIENTADAS. VERNIZ. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. PINTURA. LAMÉPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O LAMÉPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). DECORAÇÃO.. PRATELEIRAS E ESTANTES. NÃO EXCEDENDO OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. MEDIANTE PEDIDO. REVESTIMENTOS MURAIS. CERCAS ABRIGADAS. PAINEL DE COR CLARA. TIPO 3. REFORÇO DE VIGAS. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. REVESTIMENTOS DE PAVIMENTO.Aglomerados de Madeira 15. APRESENTAÇÃO: LAMÉPLY LAMÉPLY RL 2 TOPOS: LAMÉPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. COMPATIBILIDADE COM OS ACABAMENTOS MAIS COMUNS: LACA. 136 . PAVILHÕES DE EXPOSIÇÃO. O LAMÉPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. TECTOS.

2 +/.2 +/.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O LAMÉPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 3 SEGUNDO A NORMA EN 300.15 >/=0. 137 .2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=26 >/=13 >/=11 >/=0.45 >/=0. O LAMÉPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL). PERPENDICULAR AOS APOIOS.8 +/. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER.13 18-22 580 +/40 +/.0.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=28 >/=14 >/=12 >/=0.2 +/.18 >/=0. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO LAMÉPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.40 >/=0.13 >/=0.8 +/. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 620 +/40 +/.8 +/. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=24 >/=12 >/=10 >/=0. O LAMÉPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83).50 >/=0.0.12 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120 TRACÇÃO: MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: % MG/100 G </= 15 </= 12 </= 12 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO.0.15 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

PODENDO EXCEDER OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. GRANDES FORMATOS. CERCAS ABRIGADAS. 138 . DECORAÇÃO.Aglomerados de Madeira 16. COMPRIDAS E ORIENTADAS. APRESENTAÇÃO: TRIPLY TRIPLY RL 2 TOPOS: TRIPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. DE FORMA PERMANENTE. VIGAS EM L. ESTE PAINEL É ADEQUADO PARA UTILIZAÇÕES SUJEITAS A EXIGÊNCIAS MUITO ELEVADAS. TIPO 4. EMBALAGEM. PARTICULARIDADES RESISTÊNCIA MECÂNICA ELEVADA. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. COBERTURAS DE VIGAS. ALPENDRES. O TRIPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. TRIPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O TRIPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. PRATELEIRAS E ESTANTES. MEDIANTE PEDIDO. APLICAÇÕES: ESTRUTURAS DE MADEIRA. PAVIMENTOS. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC.

Aglomerados de Madeira

REDUZIDAS VARIAÇÕES DIMENSIONIAS. POSSIBILIDADE DE CLASSIFICAÇÃO M2, MEDIANTE APLICAÇÃO DE VERNIZ. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM CONTRAVENTAMENTOS, COM ESPESSURAS A PARTIR DE 8 MM. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM COBERTURAS INCLINADAS. CERTIFICADO DE RÓTULO ECOLÓGICO EXCELL.
CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS

O TRIPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 4 SEGUNDO A NORMA EN 300. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O TRIPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83) QUE GARANTE, PARA A MAIORIA DAS CARACTERÍSTICAS, VALORES QUE ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.
CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 720 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=38 >/=17 >/=19 >/=0,60 >/=0,21 >/=0,17 ESPESSURA 12-15 700 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=36 >/=16 >/=18 >/=0,58 >/=0,17 >/=0,15 18-22 670 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=34 >/=15 >/=17 >/=0,55 >/=0,15 >/=0,13 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120

TRACÇÃO:

MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100:

INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO:

% MG/100 G

</= 10

</= 9 </= 8 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3

PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO, O TRIPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL), PERPENDICULAR AOS APOIOS. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

139

Aglomerados de Madeira

ANEXO III – Normalização de Madeiras e seus Derivados

140

Aglomerados de Madeira

I. NORMAS PORTUGUESAS (NP, NPEN) E PROJECTOS DE NORMAS PORTUGUESAS (prNP) NO DOMINIO DA MADEIRA

I.1- MADEIRA – GERAL

⇒ NP 180: 1962 - Anomalias e defeitos da madeira. ⇒ NP 480: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Termos e definições. ⇒ NP 481: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Métodos de medição. ⇒ NP 482: 1988 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões nominais. ⇒ NP 486:1983 - Madeira serrada de resinosas - Tolerância nas dimensões. ⇒ NP 614: 1973 - Madeiras - Determinação do teor em água. ⇒ NP 615:1973 - Madeiras - Determinação da retracção. ⇒ NP 616:1973 - Madeiras - Determinação da massa volúmica. ⇒ NP 617: 1973 - Madeiras - Determinação da dureza. ⇒ NP 618:1973 - Madeiras - Ensaio de compressão axial. ⇒ NP 619: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão estática. ⇒ NP 620: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão dinâmica. ⇒ NP 621: 1973 - Madeiras - Ensaio de tracção transversal. ⇒ NP 622: 1973 - Madeiras - Ensaio de fendimento. ⇒ NP 623: 1973 - Madeiras - Ensaio de corte. ⇒ NP 890: 1972 - Madeiras resinosas - Nomenclatura comercial. ⇒ NP 987:1973 - Madeiras serradas - Medição de defeitos. ⇒ NP 1877: 1990 - Madeiras redondas - Classificação por dimensões. ⇒ NP 1881: 1982 - Madeiras redondas - Métodos de medição. ⇒ NP 3229: 1988 - Madeiras redondas de resinosas - Classificação por qualidade.

I.2 - MADEIRA – EMBALAGENS

⇒ NP 710: 1968 - Embalagens de madeira - Classificação e terminologia.

141

⇒ NP 969:1973 .Postes de madeira de pinheiro bravo para linhas eléctricas .Características.Produtos preservadores de madeiras . dimensionamento.Pavimentos de edifícios .Pavimentos de edifícios .Características e classificação.Painéis de parquete mosaico.Definições e características gerais ⇒ NP 748:1969 . I.Peças serradas de pinho bravo para embalagens .Símbolos das espécies de madeiras a utilizar no revestimento de pavimentos.MADEIRA . ⇒ NP 751: 1969 .Pavimentos de edifícios .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Anobium punetatum (De Geer) .Pavimentos de edifícios . 142 .MADEIRA – PAVIMENTOS ⇒ NP 747: 1969 .4 . ⇒ NP 749: 1987 .Tratamento de madeiras para construção. ⇒ NP 752:1969 .Tacos de castanho .Madeiras . I.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ NP EN 48:1992 .6 .Tacos de azinho .Madeira serrada de pinheiro bravo para estruturas .Pavimentos de edifícios .POSTES ⇒ NP 267: 1986 .Preservação de madeiras .Características e classificação. ⇒ NP 750:1969 .Tacos de madeiras tropicais para pavimentos . ⇒ prNP 3153: 1986 .Características e classificação. preparação e tratamento.Aglomerados de Madeira ⇒ NP 3226:1987 .Características Conservação.Classificação visual.Características e classificação.3 .Características e classificação.5 .Produtos preservadores de madeiras .Madeiras .Método laboratorial.Determinação da eficácia preventiva contra Lyctus brunneus (Stephens) . ⇒ NP 892: 1972 .MADEIRA PARA ESTRUTURAS ⇒ NP 4305: 1995 .Madeiras para embalagens em contacto com géneros alimentícios sólidos . I. I. ⇒ NP 4099: 1991 .Classificação.Tacos de madeira .Tacos de eucalipto comum .Tacos de pinho bravo . ⇒ NP 2080: 1985 .Método laboratorial.

Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 460: 1994 .Produtos preservadores de madeiras .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Hylotrupes bajulus .Método laboratorial ⇒ NP EN 47:1992 .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial.Método laboratorial.Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 335-1:1994 .Método laboratorial.Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos . ⇒ NP EN 46: 1989 .Determinação do limite de eficácia contra Anobium punctatum (De Geer) por transferência lavar .Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 212: 1988 .Definição das classes de risco de ataque biológico .Produtos preservadores de madeiras .Determinação do limite de eficácia contra larvas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) .Definição das classes de risco de ataque biológico .terminologia.Durabilidade da madeira e de produtos derivados . ⇒ NP EN 252: 1992 .Ensaio de campo para determinação da eficácia protectora de um produto preservador de madeiras em contacto com o solo.Método laboratorial.Determinação da eficácia preventiva contra Reticulitermes santonensis de Feytaud .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos . 143 .Produtos preservadores de madeiras .prova de deslavagem. ⇒ NP EN 21: 1991 .Prova de evaporação. ⇒ prNP 3928: 1989 .Determinação da eficácia preventiva contra larvas recentemente eclodidas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) .Durabilidade natural da madeira maciça Guia de exigências de durabilidade das madeiras na sua utilização segundo as classes de risco.Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Método laboratorial para determinação da eficácia preventiva de um tratamento de madeira aplicada contra o azulamento Parte 1: Aplicação por pincelagem. ⇒ NP EN 118: 1992 .Preservação da madeira .Método laboratorial.Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Parte 1: Generalidades.Parte 2: Aplicação à madeira maciça. ⇒ NP EN 335-2:1994 . ⇒ NP EN 11 7: 1992 .Produtos preservadores de madeiras .Determinação do limite de eficácia contra Reticulitermes santonensis de Feytaud .Guia de amostragem e preparação para análise de produtos preservadores de madeira tratada. ⇒ NP EN 73:1991 .Aglomerados de Madeira ⇒ prNP 3164: 1986 .Métodos de ensaio dos produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 152-1: 1993 . ⇒ NP EN 84: 1992 .

NORMAS EUROPEIAS (EN).Round and sawn timber .Part 1: General terms common to round timber and sawn timber.Part 9: Terms relating to features of sawn timber.Terminology .Round and sawn timber .1. ⇒ EN 844-11:1997 .Terminology .Part 2: General terms relating to round timber. ⇒ EN 1315-1: 1997 .Terminology .Round and sawn timber .Part 8: Terms relating to features of round timber.Method of measurement of dimensions .Part 1: Oak and beech.Round and sawn timber . ⇒ prEN 844-12:1998 . ⇒ EN 844-7:1997 . II.Round and sawn timber .Permitted deviations and preferred sizes.Terminology . ⇒ EN 844-4: 1997 . ⇒ EN 1310: 1997 . ⇒ EN 1311: 1997 .Terminology . PRÉ-NORMAS EUROPEIAS (ENV) E PROJECTOS DE NORMAS EUROPEIAS (prEN) NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS. ⇒ EN 975-1: 1995 .Terminology .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Terminology .Part 11: Terms relating to degrade by insects.Part 2: Round timber.Round and sawn timber.Part 3: General terms relating to sawn timber.Round and sawn timber .Terminology .Wood .Method of measurement of features. ⇒ EN 844-5:1997 . ⇒ EN 844-6:1997 .Part 7: Terms relating to biological structure of timber.Method of biological degradations.Round and sawn timber . ⇒ EN 844-3:1995 .Part 1: Softwood sawn timber.Dimensional classification . .Terminology .Round and sawn timber.Determination of the batch volume of sawn timber.Part 6: Terms relating to dimensions of sawn timber.Round and sawn timber . ⇒ EN 1312: 1997 .Round and sawn timber .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-2: 1997 . ⇒ EN 844-8: 1997 .Terminology .Part 5: Terms relating to dimensions of round timber.Part 10: Terms relating to stain and fungal attack.MADEIRA – GERAL ⇒ EN 844-1: 1995 .Part 4: Terms relating to moisture content. ⇒ EN 1309: 1997 . ⇒ EN 1313-1: 1997 .Round and sawn timber .Terminology .Part 1: Hardwood rounds timber. ⇒ EN 844-9:1997 .Method of measurement of dimensions: Part 1: Saw timber.Round and sawn timber .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-10:1997 .Aglomerados de Madeira II . ⇒ prEN 1309: 1998 .Part 12: Additional terms and general index.Hardwood sawn timber .Round and sawn timber – Terminology . 144 .Visual grading .

⇒ prEN 1747-1: 1994 .Dimensional classification . beech. ⇒ prEN 1927-2:1996 .Sawn softwood .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Classification of timber quality.Criteria for acceptance of a batch of sawn timber.Part 2: Quality grading.Classification of standing timber .Hardwood round timber .Part 2: Softwood rounds timber. Pines and Douglas firs. ⇒ EN 1316-1: 1997 . ⇒ EN 1438:1998 .Part 3: Ash and maples.ROlU1d and sawn timber . ⇒ prEN 12169:1997 .3 . ⇒ prEN 13183-2: 1998 .Qualitative classification .PAVIMENTOS. 145 . ⇒ EN 1611-2:1995 .Qualitative Classification of Softwood round timber.Timber joinery . ⇒ prEN 1927-3:1996 .2 .General acceptance Marking and delivery roles. ⇒ prEN 1747-2:1994 .Classification of standing timber . Part I: Spruces and firs.Wood . Part2: Pines.Sawn timber . ⇒ prEN 1927-1:1996 .Part 3: Quality grading for European pines.Aglomerados de Madeira ⇒ EN 1315-2:1997 .Qualitative Classification of Softwood round timber.Qualitative Classification of Softwood round timber.Hardwood round timber .General characteristics. Part3: Larehes and Douglas fus. poplar and ash.Part 2: Poplar.Part 2: Qualitative classification . REVESTIMENTOS ⇒ prEN 1357:1993 .Hardwood round timber .Appearance grading of softwood Visual .Part 1: Dimensional classification.Symbols for use in documentation of timber and wood based products.Timber in joinery .Method of measurement of moisture content .Oaks.Part 2: Method for estimating moisture content of a piece of sawn timber (Electrical method) II. Firs.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . II.Visual grading .Requirements for workmanship. ⇒ EN 1316-3:1997 .Qualitative classification .MADEIRA . ⇒ EN 1316-2: 1997 .Qualitative classification .MADEIRA .Softwood saw timber visual grading . ⇒ EN 1611-3:1995 . ⇒ prEN 1314: 1994 .Part 1: Oale and beech.CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ EN 942:1996 .Part 1: European Spruces. ⇒ prEN 1611-1: 1994 . ⇒ prEN 1358:1993 .

Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Determination of the quality of sawn timber in pallets. ⇒ prEN 1535:1994 .Wood flooring (including parquet) . Multi-Layer parquet.Test method .Wood flooring (including parquet) product standard. ⇒ prEN 12248 .Sawn Timber used in pallets.Wood and parquet flooring.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . Solid hardwood flooring boards.Typica1 test assembly to determine bending properties. ⇒ prEN 13629: 1994 .Resistance to indentation. Product standard. Test method.Mosaic Parquet.Wood based panels. ⇒ prEN 13228: 1994 . ⇒ prEN 13442:1994 .Solid Wood Panels. Bonding quality.Wood flooring (including parquet) . Parquet strip with groove(s) and/or tongue.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding – Appearance General characteristics. Permitted deviations and guidelines for dimensions. ⇒ prEN 13354:1994 . and wood panelling and cladding. ⇒ prEN 1534:1994 . ⇒ prEN 13227:1994 .Wood flooring.Guidelines for general conditions of testing. Determination of geometrical characteristic.Determination of the quality of timber in industrial packaging. ⇒ prEN 13489:1994 . ⇒ prEN 1533:1994 .Wood flooring (including parquet) . 146 . ⇒ prEN 13647:1994 . ⇒ prEN 1910:1997 . Determination of the resistance to chemical agents (including water detergent).Solid lamparquet and solid large lamparquet. II.4 MADEIRAS: PALETES E EMBALAGENS ⇒ prEN 12246 .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1368:1993 . ⇒ prEN 13488:1994. ⇒ prEN 13226:1994 . ⇒ prEN 13446: 1994 . ⇒ prEN 12247 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding. parquet blocks.Wood flooring (including parquet) and wood panelling .Method of test for dimensional stability. Determination of with areaway capacity of fasteners.Solid parquet & other products without tongue and groove inc.Wood flooring (including parquet).Wood flooring (including parquet) and wood panelling .

Glued laminated timber .Timber structures .Sizes .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12249 .Structural timber and glued laminated timber .Large finger joints .Test methods.Grading .Performance requirements and minimum production requirements.Delimitation test of glue lines. ⇒ EN 385:1995 . ⇒ EN 409:1993 . ⇒ EN 380: 1993 . ⇒ EN 383:1993 . ⇒ EN 390: 1994 . ⇒ EN 595:1995 .Test methods . ⇒ EN 336: 1995 . ⇒ EN 594:1995 . graded timber and grading machines. ⇒ EN 384:1995 .Sawn Timber used in pallets.Requirements for visual strength grading standards. II.Determination of characteristics values of mechanical properties and density. phenolic and aminoplastic for load-bearing timber structures: Classification and performance requirements. ⇒ EN 392: 1995 .Determination of some physical and mechanical properties.Racking strength and stiffness of timber frame wall panels.Glued laminated timber .Timber structures .Strength classes.General principles for static load testing.5 .Finger jointed structural timber .Determination of the yield moment of dowel type fasteners Nails.Requirements for machine strength. ⇒ EN 408: 1995 .Test methods .Timber structures .Determination of embedding strength and foundation values for dowel type fasteners.Sizes permissible deviations.Structural timber .Glued laminated timber . ⇒ EN 391: 1995 .Adhesives. ⇒ EN 386: 1995 .Performance requirements and minimum production requirements.Glued laminated timber . ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ EN 301: 1992 .Structural timber .Timber structures .Glued laminated timber . ⇒ EN 519:1995 . 147 .Performance requirements and minimum production requirements. ⇒ EN 338:1995 . Permitted deviations and preferential sizes.Coniferous and poplar .Structural timber .Grading .Structural timber .MADEIRA PARA ESTRUTURAS.Shear test of glue lines.Structural timber .Test methods . ⇒ ENV 387:1999 .Permissible deviations.Timber structures .Timber structures .Test of trusses for the determination of strength and deformation behaviour.Test methods . ⇒ EN 518: 1995 .

Strength classes .Pull through testing of timber fasteners.Strength classes and determinations of characteristic properties.General principles for the determination of strength and deformation characteristics.Test methods .Withdrawal capacity of timber fasteners.Joints made with mechanical fasteners .Timber structures . ⇒ prEN 1381: 1994 .Eurocode 5 .Timber structures .Eurocode 5 .Timber structures .Timber structures . ⇒ EN 28970:1991 .Wood based panels .Timber structures . ⇒ EN 26891: 1991 .Performance of structural floor decking. ⇒ EN 1058: 1995 . ⇒ prEN 1382:1994 .Timber structures .Structural timber .Timber structures . 148 .Design of timber structures .Determination of characteristic values of mechanical properties and density. ⇒ prEN 1383:1994 .Test methods .Timber structures . ⇒ prEN 1059: 1993 .Test methods .Test methods . ⇒ prEN 1075:1993 .Eurocode 5 . ⇒ ENV 1995-1-1: 1995 .Timber fasteners . ⇒ EN 1912: 1998 .Determination of mechanical properties of wood based panels.Test methods .Structural tire design.Soft body impact test of timber framed walls.Determination of shear strength and mechanical properties perpendicular to the grain.Test methods . ⇒ ENV 1995-2:1995 .Structural timber and glued laminated timber .Specifications for connects for timber. ⇒ prEN 912:1992 .technica1 delivery conditions.Requirements for wood density.Part 1-2: General rules .Load bearing stapled joints.Assignment of visual grades and species.Timber structures .Test methods .Part l-I: General rules and rules for buildings.Continuously hot-dip zinc coated structural steel sheet and strip . ⇒ EN 789:1995 .Part 2: Bridges ⇒ EN 10147:1994 .Testing of joints made with mechanical fasteners .Timber structures .Test methods . ⇒ EN 1193: 1997 .Timber structures .Joints made of punched metal plate fasteners.Production requirements for fabricated trusses using punched metal plate fasteners.Design of timber structures . ⇒ EN 1195: 1997 . ⇒ ENV 1995-1-2: 1995 .Timber structures . ⇒ EN 1194: 1998 -Glued laminated timber .Design of timber structures . ⇒ prEN 1380: 1994 .Load bearing nailed joints. ⇒ prEN 13271: 1998 Timber fasteners characteristic load-carrying capacities and slip module.Aglomerados de Madeira ⇒ EN 596:1995 .

Plywood .Test method. ⇒ EN 12369: 1993 .Determination of formaldehyde content . 149 . ⇒ EN 314-2:1993 .Particleboards . ⇒ EN 309: 1992 . ⇒ EN 313-1: 1996 .Particleboards .PLACAS DE DERIVADOS DE MADEIRA ⇒ EN 120:1992 .Part 1: Classification. ⇒ EN 312-1: 1996 .Specifications .Oriented strand boards (OSB).Classification and terminology.Extraction method called the perforator method.Part 4: Requirement for load-bearing boards for use in dry conditions.Specifications . ⇒ EN 312-4:1996 .Surface soundness of particleboards .Part 6: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in dry conditions. ⇒ EN 310: 1993 . ⇒ EN 312-6: 1996 .Particleboards .Bonding quality . ⇒ EN 312-5:1997 .Classification and terminology .Specifications . ⇒ EN 300:1997 .Classification and terminology .Wood-based panels .Specifications .Plywood .Bonding quality .Particleboards . ⇒ EN 311: 1992 . ⇒ EN 312-2:1996 .Plywood .Particleboards .Particleboards . ⇒ prEN 12775 .Particleboards .Particleboards .Solid wood panels .Wood Based Panels .Part 1: General requirements for all board types.Part 2: Requirements.Wood based panels . ⇒ EN 314-1: 1993 .Part 2: Requirement for general purpose boards for use in dry conditions.Definition and classification.Aglomerados de Madeira II. ⇒ EN 313-2: 1995 .Determination of modulus of elasticity in bending and of bending strength.Characteristic values for structural design.Part 5: Requirements for load-bearing boards for use in humid conditions. ⇒ EN 312-7: 1997 .Wood-based panels .Part 7: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in humid conditions.Structural floor decking on joists .Specifications .6 .Wood particleboards .Specifications .Specifications . ⇒ EN 312-3:1996 .Part 2: Performance requirements.Plywood .Part 2: Terminology.Part 3: Requirement for boards for interior fitments (including furniture) for use in dry conditions.Part 1: Test methods. ⇒ prEN 12869-2:1993 .Particleboards .

⇒ prEN 12870-2:1993 .Specifications . ⇒ prEN 12872-2: 1993 .Wood-based panels . 150 . ⇒ prEN 12871-1:1993 .Laboratory method.Solid wood Panels .Classification by surface appearance .Part 2: Performance requirements.Solid wood Panels . ⇒ prEN 13353-2:1993 .Part 1: Requirements for use in humid conditions.Part 1: Softwood.Part I: Performance specifications.Classification by surface appearance .Part 3: Roofing.Wood-based panels .Part 1: Application by surface treatment .7 .Solid wood Panels .Part 1: Performance specifications.Creosote and creosoted timber.W ood preservatives .Part 2: Hardwood.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ EN 20-1: 1992 .Solid wood Panels . ⇒ prEN 13017-1: 1997 .Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Guidance for structural panel installation .Wood-based panels .Methods of sampling and analysis .Specifications .Guidance for structural panel installation .Laboratory method.Wood-based panels .Wood preservation. ⇒ EN 1014-2:1995 .Part 3: Performance test method.Part I: Requirements for use in exterior conditions.Solid wood Panels . ⇒ EN 20-2:1993 .Wood-based panels .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12870-1: 1993 .Wood-based panels .Part 2: Procedure for obtaining a sample of creosote from creosoted timber for subsequent analysis.Part 1: Flooring. ⇒ prEN 12872-1: 1993 .Wood-based panels .Guidance for struck panel installation . ⇒ prEN 13353-3:1993 .Structural wall Sheathing on studs .Wood preservatives . ⇒ prEN 13353-1:1993 . ⇒ prEN 13017-'2:1997 .Determination of the protective effectiveness against Anobium punetatum (De Geer) by egg-laying and larval survival .Wood preservatives . ⇒ prEN 12871-2:1993 . ⇒ prEN 12872-3:1993 .Part 2: Performance requirements.Structural roof decking on joists . ⇒ EN 22:1974 .Structural roof decking on joists .Structural roof decking on joists . II.Part 1: Requirements for use in dry conditions. ⇒ EN 49-1: 1992 . ⇒ prEN 12871-3:1993 .Part 2: Application by impregnation .Part 1: Application by surface treatment Laboratory method.Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Structural wall sheathing on studs .Part 2: Walls.Wood-based panels .Specifications .Laboratory method.Wood preservatives .Determination of eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae .

REVESTIMENTOS ⇒ TC 175.MADEIRA . ⇒ TC 175.Part 1: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by evaporation to air.Laboratory method.Wood preservation . ⇒ ENV 1250-2:1994 . III.Laminated wood flooring.MADEIRA .Wood flooring (include parquet) .2 .Timber in windows . ⇒ ENV 1250-1: 1994 .Creosote and creosoted timber .4 .General timber requirements. ⇒ TC 175.32.03 .Durability of wood and wood-based products. III.Methods for measuring losses of active ingredients from treated timber .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1014-3:1997 .MADEIRA .Wood preservatives .Wood preservatives .MADEIRA .Methods of sampling and analysis Part 4: Determination of the water-extractable phenols content of creosote.l... ⇒ ENV 13038 . ⇒ prEN 1014-4:1995 .End grain blocks.337. ⇒ TC 175.PAVIMENTOS.Method of test for determining the resistance against wood-destroying beside omits. EMBALAGENS 151 .Part 2: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by leaching into water or synthetic sea water.3 .Determination of the eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae . Wood-based panels .32.01 .GERAL III.335.Flooring boards .Wood flooring .03 .02 .04 .Hardwoods.Creosote and creosoted timber .01 .Wood preservatives .Wood flooring .Wood preservatives .Wood flooring .Methods of sampling and analysis Part 3: Determination of the benzopyrene content of creosote. III.335.General timber requirements.PALETES. ⇒ TC 175.Methods for measuring losses of active ingredients and other preservative ingredients iron treated timber . DOCUMENTOS DE TRABALHO (TC.) QUE PROVAVELMENTE DARÃO ORIGEM A NORMAS EUROPEIAS RELEVANTES NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS III.Softwood.Flooring boards . ⇒ ENV 1390: 1994 .335.CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ TC 175.Timber in doors .

7-PLACASDEDERNADOSDEMADEIRA ⇒ TC 112.418-3 . ⇒ TC 112. ⇒ TC 112.MADEIRA . IIL6 .Wood-based panels .Timber poles for overhead lines .Characteristic load-carrying and slip-module. ⇒ TC 112.Timber poles for overhead lines . 152 .Grading and strength classes. ⇒ TC 124.Guidelines for the dimension of sawn timber used in pallets.Methods softest.Durability requirements.01 .Sizes.343.213 .Structural floor decking on joists .ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ TC 124.Determination of characteristic values.Timber poles for overhead lines . ⇒ TC 175.402 . III.Aglomerados de Madeira ⇒ TC 175. ⇒ TC 124.Characteristic values for established products.Part 1: Performance speciation.Structural wall sheathing studs .Timber fasteners .Wood-based panels .344.POSTES ⇒ TC 124.212 .5 .211 .Timber poles for overhead lines .209 .Structural floor decking on joists .210 .418-1 .Wood-based panels .Part 3: Performance test method.Timber poles for overhead lines . ⇒ TC 124.Part 3: Performance test method.Guidelines for the dimension of sawn timber used in industrial packaging.406 . IIL.419-3 .01 . ⇒ TC 124.Wood-based panels .

Aglomerados de Madeira 153 .

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