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Derivados de Madeira

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Materiais de Construção

Derivados de Madeira

série MATERIAIS

joão guerra martins antónio vieira
I

1.ª edição / 2004

Apresentação

Este texto resulta inicialmente do trabalho de aplicação realizado pelos alunos da disciplina de Materiais de Construção I do curso de Engenharia Civil, sendo baseado no esforço daqueles que frequentaram a disciplina no ano lectivo de 1999/2000, vindo a ser anualmente melhorado e actualizado pelos cursos seguintes.

No final do processo de pesquisa e compilação, o presente documento acaba por ser, genericamente, o repositório da
Monografia do Eng.º ANTÓNIO VIEIRA que, partindo do trabalho acima identificado, o reviu totalmente, reorganizando, contraindo e aumentando em função dos muitos acertos que o mesmo carecia.

Pretende, contudo, o seu teor evoluir permanentemente, no sentido de responder quer à especificidade dos cursos da UFP, como contrair-se ainda mais ao que se julga pertinente e alargarse ao que se pensa omitido.

Esta sebenta insere-se num conjunto que perfaz o total do programa da disciplina, existindo uma por cada um dos temas base do mesmo, ou seja:

I. II. III. IV. V. VI. VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII.

Metais Pedras naturais Ligantes Argamassas Betões Aglomerados Produtos cerâmicos Madeiras Derivados de Madeira Vidros Plásticos Tintas e vernizes Colas e mastiques

Embora o texto tenha sido revisto, esta versão não é considerada definitiva, sendo de supor a existência de erros e imprecisões. Conta-se não só com uma crítica atenta, como com todos os contributos técnicos que possam ser endereçados. Ambos se aceitam e agradecem.

João Guerra Martins II

Aglomerados de Madeira

ÍNDICE ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................... 6 ÍNDICE DE FIGURAS............................................................................................................ 7 SUMÁRIO................................................................................................................................. 9 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10 CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” ....... 12 1.1. - HISTORIAL DA MADEIRA...................................................................................................12 1.2. – CONCEITO DE MADEIRA ...................................................................................................13 1.3. – NOMENCLATURA DA MADEIRA......................................................................................14 1.3.1. – ÁRVORES RESINOSAS ................................................................................................14 1.3.2. – ÁRVORES FOLHOSAS..................................................................................................15 1.4. – ESTRUTURA DA MADEIRA................................................................................................17 CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA .............. 21 2.1. – PREÂMBULO.........................................................................................................................21 2.2. – PROPRIEDADES FÍSICAS....................................................................................................21 2.2.1. – HUMIDADE ....................................................................................................................22 2.2.2. – DENSIDADE ...................................................................................................................24 2.2.3. – RETRACTILIDADE .......................................................................................................24 2.2.4. – HETEROGENEIDADE ...................................................................................................25 2.2.5. – ANISOTROPIA ...............................................................................................................25 2.2.6. – HIGROMETRICIDADE..................................................................................................26 2.2.7. – POROSIDADE.................................................................................................................26 2.2.8. – DUREZA..........................................................................................................................26 2.2.9. – COR..................................................................................................................................27 2.2.10. – BRILHO .........................................................................................................................27 2.2.11. – ODOR E GOSTO...........................................................................................................28 2.2.12. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA, TÉRMICA E SONORA .................................28 2.3. – PROPRIEDADES MECÂNICAS ...........................................................................................28 2.3.1. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO, À TRACÇÃO E À FLEXÃO................................29 2.3.2. – ELASTICIDADE, FLUÊNCIA E FADIGA....................................................................29 2.3.3. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO...........................................29 CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS ........... 32 3.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................32 3.2. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO ...........................................................................................33 3.3. – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL .........................................36 CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA ................................................................ 38 4.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS...................................................................................................38 4.2. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA...............................................................................39 4.2.1. - AGLOMERADOS............................................................................................................40 4.2.1.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................40

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4.2.1.2. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES .........................................42 4.2.2. – CONTRAPLACADOS ....................................................................................................63 4.2.2.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................63 4.2.2.2. - TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES ...................................66 4.2.2.3. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS...................................70 4.2.2.4. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS ...........................................................71 4.2.3. - FOLHEADOS...................................................................................................................73 4.2.3.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................73 4.2.4. – TERMOLAMINADOS....................................................................................................74 4.2.4.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................74 4.2.4.2. - TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES...................................76 4.2.5. - PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) .........................................................78 4.2.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA.................................................................79 4.2.6.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO .............................................................79 4.2.6.2. - PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES .................80 4.2.7. – CORTIÇA ........................................................................................................................80 4.2.7.1. - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO.............................................................80 4.2.7.2. - TIPOS DE CORTIÇA................................................................................................82 CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS ....... 84 5.1. - CONSIDERAÇÕES GERAIS..................................................................................................84 5.2. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS .....................85 5.3. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS.................................................87 5.4. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA.........................................88 5.5. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA ..........................................89 6.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................94 6.2. – PROCESSOS DE TRATAMENTO ........................................................................................95 6.2.1. – SECAGEM.......................................................................................................................95 6.2.2. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO....................................................................95 6.2.3. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA ..............................................................96 6.3. – AGENTES DETERIORADORES...........................................................................................96 6.3.1. - FUNGOS...........................................................................................................................97 6.3.2. – INSECTOS XILÓFAGOS ...............................................................................................97 6.3.3. – XILÓFAGOS MARINHOS.............................................................................................98 6.4. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS .....................................98 6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO .............................................................................................99 6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA) ...............................100 6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL).............................100 6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO ..................................................................................................100 6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE...........................................................................................101 CONCLUSÕES .................................................................................................................... 103 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 106 SITES DA INTERNET........................................................................................................ 108 ANEXOS ............................................................................................................................... 111

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ANEXO I – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DOS PRINCIPAIS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 112 A. AGLOMERADOS.....................................................................................................................113 B. MDF............................................................................................................................................114 C. PLATEX.....................................................................................................................................115 D. CONTRAPLACADOS .............................................................................................................116 E. LAMELADOS............................................................................................................................117 F. TERMOLAMINADOS ..............................................................................................................118 ANEXO II – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DE ALGUNS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 120 1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO ...........................................................................121 2. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS ...............................................................................................................................122 3. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE, PARA USOS GERAIS ....................................................................................................................123 4. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS ...........................124 GAMA.............................................................................................................................................124 5. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM .....................................................................................................................................125 6. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL ..................................................................................................................................126 8. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS.........................128 9. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES, INCLUINDO MOBILIÁRIO, PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS.................................................................................................129 10. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................130 11. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................131 12. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA.......................................................................132 13. LAMINADO PARA PAVIMENTOS .......................................................................................133 14. ISOPLY .....................................................................................................................................134 15. LAMÉPLY ................................................................................................................................136 16. TRIPLY .....................................................................................................................................138 ANEXO III – NORMALIZAÇÃO DE MADEIRAS E SEUS DERIVADOS................. 140

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ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 – ÁREA DE ALGUMAS ESPÉCIES OCUPADAS EM TERRITÓRIO CONTINENTAL, NOS ANOS DE 1980 E 1992 ...................................................................................................................... 37 TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS ........................ 85 TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS ...... 88 TABELA 4 - PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS .......................................................................................................................................... 90 TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS............. 91 TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS ............................. 92 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL........................................... 92 TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS............ 93

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.......... P.............. P ................................................................... 50 FIGURA 24 – OSB 2 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)................ 53 FIGURA 33 – PISO LAMINADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).............. 44 FIGURA 16 – MDF BAIXA DENSIDADE (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............................................. 46 FIGURA 20 – MDF MOLDÁVEL (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........................................... 48 FIGURA 23 – AGLOMERADO OSB (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............................... 76)................ COM ANÉIS DE CRESCIMENTO DIFERENTES……………………………………………………………………………………26 FIGURA 7.................. P............................................................................................................................ P..... 60 FIGURA 38............ 53 FIGURA 30 E FIGURA 31 – OSB 4 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..... P............. 56 FIGURA 34 – AGLOMERADO PARTÍCULAS STANDARD (ST) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............................................. 66 FIGURA 42 – ALMA ....................... 1991... 32 FIGURA 9 ........ MOSTRANDO AS PRINCIPAIS COMPONENTES DO LENHO E DA CASCA (IN MOREY........... 51 FIGURA 26 E FIGURA 27 – OSB 3 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)....................................................................... 1991........... 63) ........................... 40 FIGURA 13 – AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...........Aglomerados de Madeira ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 1 – IMAGEM DE UM TIPO DE PINHO: “CASQUINHA”…………………………………............................................................................................................................. 18 FIGURA 4 – DIAGRAMA DE SECTOR CIRCULAR DO CAULE DE CINCO ANOS DE IDADE DE UMA .................75) ............................................ FALCAS E TOROS (IN SANTOS.. 44 FIGURA 17 – MDF RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............................31 FIGURA 8 – PINUS PINASTER -PINHEIRO MARÍTIMO ........ P............... 64 FIGURA 40 – FOLHA DESENROLADA E FIGURA 36A – CORTE POR SERRA OU LÂMINA ........... 53 FIGURA 32 – OSB 4 LAMBRIM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..................IMAGEM DE DUAS ÁRVORES DA MESMA ESPÉCIE......................... 1991......................... 34 FIGURA 10 -TOROS DE MADEIRA DESFIADA (IN SANTOS............. 62)...........................IMAGEM DE UM INCÊNDIO………………………………………………………............OBTENÇÃO DE UM CONTRAPLACADO (IN SANTOS...... P....... 59 FIGURA 37 – AGLOMERADO PINTADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).....206)........ 50 FIGURA 25 – OSB 2 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................ P..................................... 1991. 1988............ILUSTRAÇÃO DA TORAGEM....................... 43 FIGURA 15 – PAVIMENTO MDF (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .... 42 FIGURA 14 – MDF STANDARD ( IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ....... 1978............... 63) .......... 35 FIGURA 11 – CORTE ATRAVÉS DE UMA SERRA DE FITA SEM-FIM (CHARRIOT) (IN SANTOS.............................17 FIGURA 3 –SECÇÃO TRANSVERSAL DO TRONCO DE UMA ÁRVORE................................................... 52) ............................................................... 49) .................. 63 FIGURA 39 ... 45 FIGURA 18 – MDF SUPERLAC (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)... 58 FIGURA 36 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........................... 57 FIGURA 35 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS POSTFORMING (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............................................. 1991...... 66 7 ......FORMAS DE CORTE DA MADEIRA (IN VALENTE........ 35 FIGURA 12 – AGLOMERADOS (IN SANTOS... 52 FIGURA 28 E FIGURA 29 – OSB 4 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).............. 20 FIGURA 6................................. 46 FIGURA 19 – MDF MOLDURAS E PERFIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)....... 47 FIGURA 21 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .................... 48 FIGURA 22 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..................................... 65 FIGURA 41 – CORTE DE FOLHA (IN PATTON............15 FIGURA 2 – EXEMPLO DE UMA ÁRVORE FOLHOSA: “FAIA”…………………………………............. 19 FIGURA 5 – DIRECÇÕES FUNDAMENTAIS DA MADEIRA ........................................................................................................

.................. 66 FIGURA 44 – USO DO CONTRAPLACADO DE RESINOSAS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)......... 78 FIGURA 52 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)...........................................Aglomerados de Madeira FIGURA 43 – CONTRAPLACADO COMUM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ....................... ERRO! MARCADOR NÃO DEFINIDO.................... FIGURA 51 – PLACAS DE PLATEX................................... 76 FIGURA 49– TERMOLAMINADO METÁLICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............. 77 FIGURA 50 – TERMOLAMINADO DE ELEVADA RESISTÊNCIA-PAVIMENTOS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............................................................................... 82 FIGURA 54 – CORTIÇA EM FOLHA (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)............ 83 FIGURA 55 – IMAGEM DE MADEIRA EM DESPARASITAÇÃO……………………………………98 8 .......................TERMOLAMINADO PARA APLICAÇÕES HORIZONTAIS/VERTICAIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............................................................................... 81 FIGURA 53 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)................................................. 75 FIGURA 48 ........... 68 FIGURA 45 – MÉTODOS DE OBTENÇÃO DOS FOLHEADOS ........ 75 FIGURA 47 – TERMOLAMINADO (IN SITE DASONAE INDÚSTRIA) ..................................................................... 73 FIGURA 46 -ESTRUTURA DOS TERMOLAMINADOS .....................................................................................

Aglomerados de Madeira SUMÁRIO A floresta em Portugal tem um valor económico e social importantíssimo. que abrange a transformação da madeira e a produção dos seus derivados. como também ao percurso habitualmente seguido na indústria desde a árvore até à obtenção dos derivados da madeira. uma vez que a respectiva indústria dos produtos florestais. conclui-se com a análise e estudos de mercado sobre a comparação entre a madeira e respectivos derivados. tem já um peso proporcional elevado na formação do produto interno e na balança comercial do País. identificando os principais produtos deste grupo. estrutura. nomeadamente no sector da construção civil e do mobiliário. dois conjuntos de anexos: um visando uma extrema sintetização dos principais tipos de Derivados de Madeira. de forma prolongada. a variedade dos derivados de madeira que mais têm contribuído para o desenvolvimento da economia nacional. bem como as suas principais aplicações. caracterizando-os e apresentando o seu processo de fabrico. propriedades e características. sem esquecer o problema da sua conservação e manutenção. ainda. começa-se pelo historial da madeira como matéria-prima dos seus derivados. Incluem-se. outro com algumas soluções comerciais. Desenvolve-se o tema principal (Derivados de Madeira). embora não exaustiva. Deste modo. colocadas na forma de quadros resumo. com referência não só à sua nomenclatura. neste trabalho monográfico. Procura-se assim abordar. 9 . Por último.

A madeira tem sido desde sempre um dos principais materiais utilizados na construção. como os aglomerados e os contraplacados. A tecnologia. materiais que constituem hoje em dia a estrutura da maior parte dos edifícios. estruturalmente. As madeiras constituem um material complexo com características muito diferentes dos outros materiais de construção. têm características próprias que os distinguem entre si. atingindo algumas vezes dimensões colossais. como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciado em Engenharia Civil na Universidade Fernando Pessoa. A origem dessas diferenças reside sobretudo na sua estrutura fibrosa heterogénea e anisotrópica. 10 . Estes materiais. fez surgir uma série de derivados da madeira como alternativa à madeira maciça ou natural. sendo substituída primeiro pelo ferro e depois pelo betão armado. Reconhece-se hoje o valor da árvore. muito delicadas enquanto jovens. ou melhor. tendo cerca de três milhões de hectares e possivelmente capacidade para o dobro. As árvores. quer como matéria-prima da economia industrial. perdeu o seu protagonismo a partir da Revolução industrial. por sua vez. Portugal apresenta a taxa mais elevada de floresta dos Países Europeus.Aglomerados de Madeira INTRODUÇÃO A presente monografia subordinada ao tema “Derivados da Madeira” circunscreve-se no âmbito de uma disciplina final demonstrativa de conhecimentos adquiridos e capacidades desenvolvidas pelo seu autor. quer como elemento fundamental do espaço natural. daquele onde impera a vida em toda a sua complexidade de formas e relações. são prodigiosos seres vivos que crescem vigorosamente quando as condições de solo e de ambiente são propícias. No entanto.

alternadamente. é cada vez mais substituída pelos seus derivados. quer pela sua beleza. Para remediar essa tendência natural surgiram os dois grandes grupos de derivados de madeira estratificada. para lhes conferir a aparência atractiva da madeira. chamando-se “folheado” a este processo de acabamento. alguma deformação. Necessita de um período de secagem alargado. dada a modesta existência de bibliografia neste domínio. considerada. os quais são hoje de capital importância para o sector da construção civil e do mobiliário De notar que se sentiu algumas dificuldades na obtenção de material de pesquisa. podendo vir a sofrer de diversas patologias e defeitos. cruzando o seu veio na vertical e na horizontal. Tanto num caso como noutro. os “aglomerados" são fabricados a partir de pequenas aparas misturadas com uma resina sintética. por vezes erradamente. o qual pode ser feita com madeira ou com laminados diversos. a par de outros produtos seus sucedâneos existentes no mercado. sendo depois esta pasta prensada a alta temperatura. A madeira. leva-a a acusar os efeitos da humidade e da temperatura. sendo que as resinosas secam mais depressa. No final deste trabalho são referidas as fontes de informação e a bibliografia. entre um a dois anos. Enquanto os “contraplacados” surgem através das colagens de finas folhas de madeira. as Placas de Fibras de Madeira (Platex). é obtida do tronco da árvore através do corte circular transversal ou em quartos. O facto de a madeira que se adquire para trabalhos de marcenaria raramente estar bem seca. continua a ser um dos eleitos. dos quais se salientam os Folheados. Contudo. umas sobre outras. um material melhor do que os seus derivados. os Painéis de Madeira Reconstituída e a Cortiça. inevitavelmente. os Termolaminados. Durante este processo ocorre. a peça resultante é coberta com uma folha especificada desse material. não apresentando no final quaisquer veios. os Aglomerados e os Contraplacados. mesmo tendo sido substituída por outros materiais. quer pela sua maleabilidade. 11 .Aglomerados de Madeira A madeira maciça. por questões práticas e de orçamento.

rebocados ou não.Aglomerados de Madeira Apesar das dificuldades referidas. Mais tarde. um dos primeiros materiais utilizados pelo homem. Com o decorrer dos tempos. como para se aquecer. novos materiais.1. . bem como na decoração interna e externa. a madeira é também a fonte de muitos produtos usados na indústria. a técnica e a arte de trabalhar a madeira tem evoluído desde o processo manual e primitivo. até à vasta e engenhosa indústria moderna contemporânea. para construção dos primeiros abrigos. além de material de grande utilidade que continua a ser. cozinhar e iluminar. com terra argilosa. Nos nossos dias.HISTORIAL DA MADEIRA Desde o aparecimento do homem sobre a terra até aos nossos dias. perspectiva-se de algum modo contribuir para o enriquecimento pessoal de quem se interessar por este assunto. A evolução consegue. CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” 1. Foi. tão diversificado como actual. o qual através da sua imaginação sempre soube tirar proveito dela para execução de inúmeros objectos e produtos. o homem começa a utilizar a madeira para edificar as cabanas e choupanas. A madeira esteve sempre ao alcance do homem desde os tempos remotos. entretanto. mas a madeira e seus derivados continuam a ser usados em larga escala. etc. das primeiras jangadas e barcos. 12 . aplicando a madeira não só na sua cobertura. de onde se destaca o papel como grande responsável pelo avanço da nossa Civilização. não só para sua defesa (como arma ou fazendo parte dela). portanto. e na certeza de que fica ainda muito por dizer. substitui as paredes com pedra ou tijolo cozido ao sol. portas e janelas. fazendo as paredes de ramos entrelaçados.

Em relação à “silvicultura”. passamos a ter a “lenha” até às formações terminais da árvore designadas por “rama”. para ser utilizada nas mais variadas aplicações. é que se obtém a madeira em bruto. O crescimento deste “cilindro central”. 1 Ver “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (GEPB)1. Recorrendo a uma noção de “enciclopédia”1. aparece a partir do “eixo principal” da árvore. A partir deste. O processo de produção da madeira. com os tecidos virados na direcção do interior (incluindo o “lenho” e os raios medulares). matéria-prima. É extremamente importante proceder-se à delimitação deste campo de estudo. haste ou caule) e os ramos de certos vegetais”. Mas este “câmbio” de raiz também pode dar madeira. assumindo três formas: . Descrevem-se assim duas noções neste mesmo local: uma oriunda da “botânica” e outra da “silvicultura”. Este processo de produção confina-se até ao diâmetro de 0. o tronco (fuste. chamado de “câmbio”. a madeira define-se como uma “porção de lenho de dimensões suficientes para poder ser transformada depois de trabalhada com qualquer objecto útil” (página 841). Devido ao crescimento do diâmetro do “cilindro central” do caule das gimnospérmicas e dicotiledóneas. é uma zona que fica no meio do “líber” e do “lenho” das plantas gimnospérmicas e dicotiledóneas. a noção de “madeira” é apresentada como sendo a “substância compacta. para menos. a “lenha” e a “rama”. ao qual também se dá o nome de “fuste”. propriamente dita.Aglomerados de Madeira 1. e em função da sua idade e localização vegetativa. – CONCEITO DE MADEIRA Um estudo desta natureza deve começar por fazer uma breve abordagem sobre o conceito de “madeira”. a madeira é perspectivada como resultado da natureza.2. Estas formas são variáveis no diâmetro que a árvore possui. página 841. 13 . enquanto tal.a madeira. Para produzir madeira é importante o “câmbio”. antes mesmo de se abordar o conceito de “derivados”.20 metros. Na noção oriunda da “botânica”. É a parte mais importante para o desenvolvimento da árvore. que se diz lenhosa. que compõe as raízes. volume XV. sólida. fibrosa.

possuindo forma em agulha. A madeira de pinho existe praticamente em toda a parte do mundo.Aglomerados de Madeira Parece que podemos. 1. então. com maior durabilidade. Obtém-se a partir do “pinheiro bravo”. França e alguns países de África.1. Podemos referir alguns tipos particulares de “pinho”: • “Pinho bravo” . São próprias das zonas frias e temperadas. aquela que se extrai como matériaprima bruta da natureza. resumindo-se. Encontra-se na 14 .Também conhecida por “pinus pinaster”.3. é definida segundo estas duas perspectivas – a “botânica” e a associada à “silvicultura”. Apodrecem facilmente se não forem devidamente tratadas. • “Pinho marítimo” . sendo as folhas do tipo persistente. sendo usada nas obras públicas e construção civil. para além dos sectores do mobiliário e da construção naval.3. é uma árvore típica dos países mediterrânicos como Portugal. As árvores a partir das quais se obtém o pinho são os pinheiros bravos e os pinheiros mansos. Os tipos de árvores enquadradas neste grupo são o pinho e diversos tipos congéneres. fundamentalmente. pertencem às melhores e mais apreciadas madeiras de construção pelas suas características de trabalho e resistência mecânica. concluir que a madeira. Espanha. a dois grandes grupos: as árvores resinosas (ou “coníferas”) e as árvores folhosas (ou “caducas”). muito embora não seja muito utilizada. – ÁRVORES RESINOSAS As árvores resinosas têm naturalmente resina.É uma árvore que dá madeira de boa qualidade. – NOMENCLATURA DA MADEIRA A nomenclatura existente sobre madeira corresponde à classificação das árvores de onde a obtemos. 1.

• “Casquinha” .Encontra-se um pouco por toda a Europa. sendo por isso mais indicadas para fins decorativos. acabamento e qualidade. bem como em Portugal (Serra do Marão).Caracteriza-se por ter ramificações e nodos. • “Pinho manso” . 15 . produzindo madeiras desde as mais suaves e brandas até às duras.Aglomerados de Madeira Europa em altitudes médias (de 0 a 400 metros) e elevadas (de 400 a 900 metros). bem como na África em alturas até 2000 metros. designadamente na Escandinávia.3.2. FIGURA 1 – Imagem de um tipo de pinho: “casquinha” 1. Pertencem às madeiras aptas também para a marcenaria devido ao seu aspecto. – ÁRVORES FOLHOSAS As árvores folhosas são próprias de zonas temperadas tropicais.

é muito usado para produzir carvão. • O “eucalipto” . pendentes com uma flor na axila de cada bráctea”. • A “faia” . existindo uns delgados e outros com maior largura.Trata-se de uma espécie de choupo. Existem 230 espécies diferentes. tendo a casca acinzentada e a copa grande com folhas de 7 a 9 folíolos.É geralmente um tipo de árvore que. e uma considerável densidade.Aglomerados de Madeira São na sua maioria de folha caduca e entre os seus vários tipos temos: • O “carvalho” . segundo GEPB (2000. tem aquilo que se designa por “amentilhos masculinos delgados interrompidos. os carvalhos resumem-se a dois tipos: de folha caduca (ou folha marcescente. para além das decorações de casas e construção civil. é possível extrair desta árvore boa madeira. Existem 200 espécies de árvores com este nome. as folhas arredondadas. O carvalho de folha caduca. Aplica-se na tanoaria. com cerca de 30 metros de altura. p. 67). • O “castanho” . Porém. muito embora algumas apenas sejam “arbustos”. são diferentes não tendo um padrão próprio.Caracteriza-se por possuir um porte esbelto. quando atinge grandes dimensões. destina-se a ser utilizado preferencialmente no fabrico da aduela e na marcenaria.É o nome porque é conhecido a madeira do castanheiro. os raios medulares são diferentes quanto à sua espessura. • O “álamo” . Nos de folha caduca os vasos possuem maior diâmetro do que os de folha persistente. Estas árvores caracterizam-se pela sua altura e crescimento rápido. assim caracterizada por morrer no Outono mas cair só na Primavera seguinte) e de folha persistente. Quanto à espessura e comprimento. É utilizada na produção de 16 . Quanto ao tipo de folha. Já o carvalho de folha persistente. na marcenaria e na construção civil.É uma árvore da família das “mirtáceas”. podendo ter os destinos mais diversos. Na madeira extraída desta árvore. A sua madeira utiliza-se muito na marcenaria. de maior densidade. • A “nogueira” .É uma árvore de altura elevada.

basicamente. deixando os primeiros de participar na evolução fisiológica que. provenientes do “câmbio” (zona geratriz compreendida entre o “líber” e o “lenho”). de córtex liso. FIGURA 2 – Exemplo de árvore folhosa: “faia” 1. – ESTRUTURA DA MADEIRA No que respeita à estrutura da “madeira”. qualquer que seja o tipo de árvore. A “faia” é um exemplo de árvore das florestas dos climas temperados. o crescimento dá-se sempre pela sobreposição de camadas sucessivas. 17 . se identifica com o armazenamento e transporte das substâncias químicas que alimentam a árvore.Aglomerados de Madeira carruagens. Durante o seu processo de evolução os “anéis de crescimento”. utensílios de desporto e também em objectos de maior requinte e precisão. existem também diferenças consoante a origem das árvores. resistente e flexível é muito empregada em marcenaria. concêntricas e periféricas. à medida que se desnvolvem. caixas de ressonância de pianos. Este crescimento designa-se por “anel de crescimento” e varia conforme a localização das árvores nas várias regiões do globo. cuja madeira branca. vão os mais antigos sendo substituídos pelos mais novos.4. Geralmente. da família das fagáceas.

a camada concêntrica da árvore situada entre a parte interna designada por “medula”. ou seja. conjunto dos anéis de crescimento. Lenho Casca FIGURA 3 – Secção transversal do tronco de uma árvore. constituída pelas últimas camadas anuais de madeira ainda vivas. tal como se representa na figura 3. a “direcção radial” (ou direcção transversal radial) e a “direcção axial” (no sentido das fibra e longitudinal ao caule). sendo a principal função das suas células contribuir para a alimentação da árvore. 49) Importa referir ainda que os “anéis de crescimento” permitem conhecer não só a idade de uma árvore como também estudar a característica da anisotropia da madeira. desempenhando funções estruturais. e a parte mais nova situada na periferia. 18 . propriedade física que depende da direcção segundo a qual é avaliada. mostrando as principais componentes do lenho e da casca (in Morey. designada por “alburno”. segundo três direcções possíveis: a “direcção tangencial” (ou direcção transversal tangencial). p. sob a casca. A parte designada por “alburno” tem a cor mais clara do que o “cerne”. 1978. mais seco e duro que as restantes camadas da árvore. A avaliação da qualidade da madeira pode ser feita através da “performance” física e mecânica dos “anéis de crescimento”.Aglomerados de Madeira Nesta modificação aparece-nos o “cerne”. O “cerne” é de cor escura.

A diferença entre os dois está em que. 49) 19 . isso já não sucede. As diferenças principais estão na fase do processo de crescimento do “lenho”. As figuras seguintes (1 e 2) representam duma forma esquemática. FIGURA 4 – Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. visto que estas operações deverão ser efectuadas de maneira a que os “veios” fiquem sempre paralelos ao plano do corte. respectivamente. a secção tranversal do tronco de uma árvore e os aspectos principais da sua estrutura lenhosa. a madeira possui várias espécies que se encontram relacionadas com o “lenho”. os poros da árvore cobrem toda a superfície exposta.Aglomerados de Madeira A estrutura celular das árvores possui “veios”. Se este aspecto não for tido em conta. sendo o primeiro aquele que aparece na fase de nascimento e o segundo na fase terminal. dá origem a que se reduza significativamente a resistência da madeira. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa (in Rendle. Os “veios” são de dois tipos: os “abertos” e os “fechados”. no primeiro caso. p. que são de toda a importância na extracção e serração das madeiras. e no segundo. 1937. Do ponto de vista “anatómico”. O “lenho” pode ser de dois tipos: um “inicial” e outro mais “tardio”. não sendo também visíveis a “olho nu”. o que torna praticamente impossível obter uma peça de dimensão e qualidade aceitáveis.

p.Aglomerados de Madeira FIGURA 5 – Direcções fundamentais da madeira (In Carvalho. 1996. 29) 20 .

As fibras estão orientadas segundo uma direcção determinada. Cada variedade apresenta propriedades específicas. pelo que se referenciam as seguintes: 21 . sejam díspares. Pegando num pouco de madeira. a Densidade e a Retractilidade. independentemente da sua utilização. verifica-se que a sua estrutura é fibrosa. e o seu desempenho. para além das suas características químicas. não é de estranhar que o comportamento físico e mecânico da madeira que se extrai das árvores. – PROPRIEDADES FÍSICAS As propriedades físicas essenciais na madeira são a Humidade. Esta particularidade que a madeira nos oferece exige que se tenha atenção ao projectar e ao trabalhar com ela. Como é heterogénea a constituição celular das árvores no seu processo de crescimento. no entanto. havendo. possuem importantes propriedades físicas e mecânicas. ou seja.2. ao passo que as mecânicas encontram-se associadas às diversas qualificações da madeira para as respectivas finalidades ou utilizações. cuja diferença básica reside no facto de as físicas serem características intrínsecas da madeira. outras que se encontram de certa forma relacionadas com elas. Há madeiras muito duras e resistentes e outras mais brandas e menos resistentes. sendo mais fácil separar as fibras umas das outras no sentido dos veios do que no sentido perpendicular a eles. o que faz com que a madeira não tenha as mesmas propriedades em qualquer direcção.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA 2. Nem toda a madeira é igual. 2.1. – PREÂMBULO As madeiras e seus derivados. de um modo geral. formada por fibras.

etc. são de dimensões não regulares. quanto ao teor de água a madeira pode classificar-se em: • “Madeira saturada” – com o teor de água (humidade) acima dos 70%. podem advir complicações devido ao seu grau de humidade. Após a extracção da madeira da árvore.1. designadamente. térmica e sonora. A maior parte da madeira é constituída por celulose. • “Madeira comercialmente seca” – se o teor de água for de 18 a 22%. Se apenas as paredes das fibras possuírem água. sendo esta substância sobejamente conhecida pelo facto de necessitar de muita água para crescer. 2. na retracção da madeira do tipo “transversal tangencial”. bem como as Condutibilidades eléctrica. Se forem as próprias fibras que possuem a água. então dizemos que este tipo de água é de “impregnação”. de um ponto de vista técnico. Segundo Carvalho (1996. empenamentos. – HUMIDADE A humidade é o teor de água existente na madeira. p. podendo variar o seu grau de humidade entre 5% a 10% na passagem da madeira do tipo “seco” para madeira do tipo “saturada”. diz-se que a árvore não possui humidade. Os “anéis de crescimento”. fissuras.Aglomerados de Madeira • A Heterogeneidade. a Dureza. esta designa-se de água “livre”. o Odor e o Gosto. o Brilho. • “Madeira semi-seca” – com o teor de água entre 23 e 30%. Se apenas o “lenho” possuir água. • “Madeira verde” – com o teor de água entre 30 e 70%. a Cor.2. A quantidade de água absorvida pela madeira afecta o seu crescimento. a Anisotropia. a Porosidade. Sem a água não é possível haver madeira. 40). a Higrometricidade. 22 .

Dado que a massa se determina mediante pesagens. 23 . pelo que temos: H= P1 − P 2 × 100 P2 Sendo P1 o peso inicial da amostra.Aglomerados de Madeira • “Madeira seca ao ar (sob coberto)” – se o teor de água for de 13 a 17%. Para se conseguir conteúdos de humidade inferiores a 16 e 18%. • “Madeira muito seca” – com o teor de água entre 8 e 12%. Se a madeira estiver sob imersão. e P2 o peso seco da amostra obtido por secagem em estufa a uma temperatura de 1030 C ± 20 C. reduzindo-se a valores entre 16 e 18% por secagem ao ar livre. A madeira recém-cortada tem um conteúdo de humidade compreendido entre 50 e 110%. temos de recorrer à secagem artificial. dizendo-se neste caso que o teor em humidade é nulo. Ainda no respeitante à humidade temos a considerar a presença da água na madeira sob três formas: a água que faz parte intrínseca da matéria lenhosa da madeira e cuja eliminação só é possível com a destruição da própria madeira. • “Madeira completamente seca” – com 0% de teor de água. e finalmente a água no interior das fibras que aparece quando as suas paredes já se encontram saturadas. O teor de humidade da madeira nas árvores é de cerca de 50%. e que existe naturalmente na madeira verde. chamada água livre. o teor em humidade pode chegar aos 200%. O conteúdo de humidade “H” da madeira define-se também como sendo a massa de água contida na madeira expressa como percentagem da massa seca. a água retida nas próprias paredes das fibras que é designada por água de impregnação ou água de saturação. esta definição resulta equivalente se utilizarmos o peso em vez da massa.

traduzindo também a compacidade da madeira. ou seja.2.Aglomerados de Madeira 2. mas também pela humidade ou teor de água que apresentam e ainda pela quantidade de infiltrações no lenho cerneiro. e contrai-se ao perdê-la.2. e pode ser classificada em dois tipos: • Retracção transversal – a que respeita ao atravessamento do diâmetro da árvore.2. Ela expande-se ao absorver água. Define-se coeficiente de retractilidade como a variação de volume da madeira em função da variação de 1% do seu teor em humidade. – RETRACTILIDADE A retractilidade é a propriedade da madeira que consiste em variar de dimensões quando o seu teor de água se modifica.3. através do indicador “Massa Específica Aparente” (MEA). Carvalho. p. a maior ou menor concentração do tecido lenhoso por unidade de volume. • Retracção longitudinal – a que respeita ao comprimento (altura) da árvore. (1996. 2. Com o fim de identificação. podendo ser uma “retracção transversal tangencial” ou “retracção transversal radial”. não só devido às condições climáticas do ambiente de crescimento. Esta importante propriedade física da madeira é muito variável nas espécies comerciais. – DENSIDADE A densidade é uma propriedade que está relacionada com a humidade da madeira. apresenta a seguinte classificação respeitante ao “coeficiente de retractilidade”: 24 . a densidade é apreciada por sopesagem comparativa de peças de madeira de idênticas dimensões e estados de humidade. a partir do teor de humidade que serve de base ao cálculo do mesmo. 55). Este indicador permite determinar o peso que a madeira tem por cada unidade de volume aparente.

Estes apresentam diferenças conforme respeitarem à Primavera ou ao Outono. por conseguinte. • “Madeira nervosa” – se o valor variar entre 0. • “Madeira medianamente nervosa” – se o valor variar entre 0. • “Madeira pouco nervosa” – se o valor variar entre 0. Liga-se. – HETEROGENEIDADE A heterogeneidade consiste no facto de duas peças extraídas da mesma madeira nunca serem iguais uma à outra.75%.15 e 0.75% e 1%. Esta diferenciação da madeira resulta do facto de as células das árvores serem diferentes. No que diz respeito ao “cerne” nota-se.2.35 e 0. Os tecidos em questão são aqueles que dizem respeito aos “anéis de crescimento”.55%.35%. conjugada com outras características (a referir mais à frente).4. tem como consequência o facto de a madeira ter também uma diferente dureza.2. FIGURA 6 – Imagem de duas árvores da mesma espécie com anéis de crescimento diferentes 2. ainda que sejam da mesma árvore. uma diferente densidade e uma cor diferente. – ANISOTROPIA A anisotropia tem a ver com o facto de as propriedades físicas e químicas da madeira variarem conforme as direcções ou sentidos que a árvore conheceu ao longo do seu processo de crescimento natural.5. Esta heterogeneidade. a madeira é um material orgânico.55 e 0. pelo que a madeira também é necessariamente diferente. 2.Aglomerados de Madeira • “Madeira muito nervosa” – se o valor do coeficiente variar entre 0. a questões que se prendem com a composição das 25 . também diferenças a nível dos tecidos. ou seja. de igual modo.

em percentagem.7. denominado humidade de equilíbrio higroscópico. 2.Aglomerados de Madeira fibras e a sua disposição formal. “média” e “alta”. 2. como tal muito sensível à influência da variação do grau de humidade ambiente. também está ligada à maior ou menor aptência para absorver água.5. para que não venha a sofrer alterações dimensionais da sua estrutura. em “baixa”.2. consoante assuma os valores de menor de 1. entre 1. – POROSIDADE A porosidade é uma característica da madeira que permite deixar passar mais ou menos organismos ou elementos voláteis na sua constituição material. Este valor deverá ser indicativo para a humidade de serviço da madeira em função da sua utilização. A madeira é um material orgânico e higroscópico. – HIGROMETRICIDADE A higrometricidade é uma característica que a madeira possui de absorver a água e de a perder por evaporação. e varia com a sua idade e duração. – DUREZA A dureza é uma propriedade intimamente associada à ideia da resistência que a madeira possui. Carvalho (1996.2.8. de tal forma que a cada par de valores higrotérmicos do ar (temperatura e humidade relativa) lhe corresponde um determinado valor de humidade. p.5 a 2 e maior do que 2. 2. sendo também diferente conforme se trate do “cerne” ou do “borne” da madeira.6. 20) procede à apresentação de uma classificação dos vários tipos de madeira segundo esta propriedade. o mesmo é dizer do seu volume. 26 . Como noutros materiais.2.

A mais importante causa do brilho é a natureza das infiltrações no lenho. uma vez que depende sobretudo da espessura das paredes celulares ou do tamanho do lúmen (espaço interno entre as suas paredes). Contudo. portanto. em conjugação com certas singularidades características. A dureza também surge. a propriedade de exibirem lustro. uma superfície longitudinal da peça de madeira.Aglomerados de Madeira A dureza da madeira é um indicador corrente das suas propriedades físicas. confere uma imagem específica a cada peça deste material. A cor da madeira é devida aos denominados extractivos. com a densidade. uma madeira possui mais ou menos brilho consoante a sua capacidade de refletância. tais como o fio e o veio da madeira. embora os principais componentes da parede celular.10. em virtude de naturais oxidações. – COR A cor é a propriedade característica da tonalidade que apresenta cada tipo de madeira (branca. Consequentemente. – BRILHO O brilho é a propriedade que os corpos têm de reflectir luz incidente. variando. valorizando-o em qualidades decorativas. há madeiras com modesta quantidade de extractivos e lustrosas. ou seja. com excepção da celulose. A sua rigorosa determinação requer equipamento e metodologia próprias. Este facto. sendo variável de acordo com a idade da madeira. A cor da madeira varia não apenas com as espécies lenhosas.9. É possível ter uma ideia aproximada da dureza pela dificuldade de riscar com um bico metálico. consequentemente. 2. inclusive em zonas ou áreas da árvore. rosada.2. mas com indivíduos da mesma população. avermelhada. ou mesmo com uma unha. 2. também possam contribuir para a tonalidade do tecido lenhoso exposto por corte. 27 .2. nomeadamente quando são de natureza oleosa ou gomosa. pelo que o cerne é mais lustroso que o borne. associada ao conceito de deformabilidade. classificando-se por isso em baças ou lustrosas. amarelada). acastanhada.

de produtos infiltrados de diversa origem. em virtude da sua maior assimilabilidade de substâncias aí contidas.3. ressalvando que. é mais ou menos isolante conforme a quantidade de ar que ela é capaz de ter no seu interior. Acresce referir a sua capacidade de absorção sonora. inclusive o pinho bravo. depende dos extractivos. 2. o que permite melhorar as condições acústicas dos locais públicos em que se use a madeira ou seus derivados. são sempre muito mais elevados que na direcção perpendicular. desigandamente. 28 . – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA. reduzindo o efeito da reverberação.2. e os metabolitos resultantes do desenvolvimento nos tecidos lenhosos.11. sobretudo no borne. Associa-se o odor ao gosto. – PROPRIEDADES MECÂNICAS Para se compreender o comportamento mecânico da madeira é preciso ter presente a sua constituição anatómica. na direcção paralela à da fibra. É também um bom isolante acústico. Nas madeiras portuguesas são particularmente aromáticos certos pinhos. com pronunciado cheiro a resina. os extractivos ou de metabolismo no cerne. neste caso. Claro que nem todos os cheiros são aromáticos. mas este apenas pode ter verdadeiro interesse diagnóstico. – ODOR E GOSTO O odor depende da presença.12. que pode considerar-se como um material anisotrópico formado por tubos ocos com uma estrutura especificamente desenhada para resistir a tensões paralelas à fibra.2. para além da sua compactação. como os amidos. térmica e sonora são propriedades que identificam a madeira como sendo boa isoladora da electricidade. de ter uma baixa condutividade térmica devido à escassez de electrões livres e à sua porosidade. TÉRMICA E SONORA As condutibilidades eléctrica. As resistências e os módulos de elasticidade.Aglomerados de Madeira 2. e o pinho manso com característico cheiro a pinhão. mais frequente no borne. 2. de microflora.

FLUÊNCIA E FADIGA A elasticidade consiste na sua resistência à deformação por alongamento ou por encurtamento da madeira sob tracção ou compressão uniformes. e segundo o seu eixo. ou quando a mesma é sujeita de forma cíclica (caso da fadiga) a solicitações. – ELASTICIDADE. ou ainda oblíqua.3. Conforme a direcção da compressão for paralela às fibras. Também quanto maior for o grau de humidade. ou perpendicular. A fluência e fadiga correspondem à deformação ou redução da resistência com o tempo (caso da fluência) às solicitações que se efectuam sobre a madeira. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO. maior é a vulnerabilidade da madeira e.Aglomerados de Madeira 2. À TRACÇÃO E À FLEXÃO A resistência à compressão tem a ver com o comportamento da madeira quando está exposta a pressões a partir das suas extremidades.3. A resistência à flexão consiste na capacidade de reacção às cargas uniformemente distribuídas em todo o comprimento da madeira. menor a sua resistência à compressão.3. ou em pontos variados e isolados uns dos outros. os valores característicos da resistência à flexão e compressão são ligeiramente maiores que à temperatura normal. A madeira submetida a temperaturas muito elevadas pode 29 .3. assim o efeito e as reacções da madeira também serão diferentes. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO O efeito da temperatura na resistência da madeira é muito pequeno. e de forma a diminuir o seu comprimento. entrarem em acção forças iguais mas opostas. portanto. 2.2. Se o esforço de tracção incidir no sentido paralelo ao das fibras. cujo objectivo é o de tentar fazer com que o seu comprimento aumente. A resistência à tracção relaciona-se com o facto de nos seus topos. concluise que a sua resistência é dupla da resistência à compressão.1. Com temperaturas inferiores a 00 C. 2.

30 . Acima desta temperatura (500 C) a resistência tenderá a reduzir-se. da humidade e da sua própria espécie. sabe-se que a reacção ao fogo da madeira e seus derivados depende muito da sua espessura. principalmente pelas seguintes razões: 1. é menos perigoso do que se julga. Apesar da madeira ser um material inflamável a temperaturas mais baixas relativamente às que se produzem num incêndio. FIGURA 7 – Imagem de um incêndio Quanto ao comportamento da madeira perante o fogo. está provado que a sua resistência não é afectada. contribui muito pouco para o desenvolvimento do fogo. e que necessita para a sua evolução de uma acumulação de materiais combustíveis.Aglomerados de Madeira sofrer uma perda de resistência. quando está submetida de forma contínua a temperaturas de 370 C. porém. propriamente dita. É por isso que a legislação sobre a matéria pretende limitar a quantidade e a natureza dos materiais combustíveis existentes nos locais dos edifícios. Um incêndio é uma combustão incontrolada que se desenvolve no espaço e no tempo. A baixa condutibilidade térmica da madeira faz com que a temperatura diminua até ao seu interior. já que a sua estrutura. alcançando ocasionalmente os 500 C.

A sua dilatação térmica não provoca deformações perigosas. 3. 31 .Aglomerados de Madeira 2. por ter uma condutibilidade térmica ainda menor que a própria madeira. A carbonização superficial que se produz dificulta por um lado a saída dos gases e por outro a penetração do calor.

Aglomerados de Madeira CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS 3. proporcionado por um solo que não possua quaisquer outros tipos de plantas que consumam a água e os nutrientes necessários ao desenvolvimento das árvores que se pretendem. embora não seja este o único método. termolaminado. folha de madeira natural. como se pode ver na figura 4. crescer e dar madeira. lamelado. folheado. contraplacado. placas de fibra de madeira “platex”. Geralmente.1. madeira reconstituída. FIGURA 8 – Pinus pinaster . – GENERALIDADES Como referimos anteriormente.pinheiro marítimo 32 . A semente utilizada deve ser oriunda de uma área com características ecológicas similares àquela onde vai ser lançada. etc. a madeira é extraída a partir de várias espécies de árvores.) As zonas mais apropriadas para plantar árvores que permitam extrair madeira. A melhor forma de a semente florescer é a existência de um bom meio ambiente. são as que possuem climas e solos que não sejam de extremos. Tudo começa com a escolha do solo que reúna as condições apropriadas para uma árvore ser plantada. a qual se poderá transformar depois num seu produto derivado (aglomerado. a árvore nasce através do lançamento da semente à terra.

2. mas também os desperdícios de madeira. “uma distribuição equilibrada do número de árvores por uma determinada superfície conduz a um aproveitamento mais racional dos elementos do solo e da luz solar”. o ar e a forma de povoamento. Por último. O tempo necessário. visto que. As árvores ao crescerem desenvolvem-se naturalmente devido à existência de quatro factores primordiais: o clima. uma vez que se destruiu. é variável de árvore para árvore. Este sistema permite obter placas dotadas de grande estabilidade dimensional em qualquer direcção. O clima. O solo porque é dele que as árvores retiram os sais minerais imprescindíveis à alimentação. 35). o solo. designadamente. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO O crescimento das árvores não pode ser acelerado e. essencialmente. os fosfatos. que permitem utilizar quase integralmente não só os ramos. por aparas ou partículas aglomeradas por meio de resinas sintéticas sob pressão e temperatura elevadas. o potássio. etc. o calcário. Diferentes técnicas de fabrico permitiram. O ar que é fundamental para as trocas gasosas da função respiratória da árvore. Por exemplo. desde 1950. pelo processo indicado. no caso do sobreiro de onde se 33 . a organização natural do material lenhoso que conferia a este desiguais retracções e propriedades mecânicas.Aglomerados de Madeira 3. ainda que a produção possa ser aumentada por meio de repovoamentos florestais. porque está intimamente relacionado com a quantidade de água das chuvas e com o sol. sobretudo. desde que a semente é lançada à terra até que se possa extrair a madeira da árvore. consoante a orientação considerada. Para satisfazer as exigências postas pelos construtores e fabricantes de mobiliário. realizar industrialmente diversos tipos de painéis que são constituídos. p. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzidos pelas matas. as aparas e as serraduras provenientes das serrações. desenvolveu-se um novo tipo de material. não é possível abastecer com madeira natural todas as necessidades cada vez maiores da indústria. a forma de povoamento florestal. os derivado da madeira. segundo Santos (1991.

por imperativo legal o tempo de “descortiçamento” é de 9 anos. com uma só face completa. A “desrama” consiste no corte de todos os ramos com folhas. tal como se pode ver na figura 5. desrama. numa mesma árvore. Após abate. as árvores de qualquer natureza são limpas no local onde floresceram. ou são submetidas a diversas operações tais como.Ilustração da toragem. procede-se ao seu desfiamento. desponta. p. a “desponta” é a denominação do corte dos ramos mais grossos. e. falcas e toros (in Santos. com destino à indústria de transformação no caso de grandes quantidades. 1991. a “toragem” é o corte do tronco em comprimentos standardizados (12 palmos equivalentes a 2. à execução de “cortes” ou “fios longitudinais” (figura 6). depois de descascado. isto é.64 metros). quatro peças de madeira. toragem (ou traçagem) e falquejamento (ou falqueamento). 34 . por fim. Fabião (1996. o falquejamento que consiste em retirar da parte exterior do toro. 62) Após a obtenção dos toros. FIGURA 9 . sendo de admitir outras dimensões de acordo com o diâmetro e a sua utilização. p. 71).Aglomerados de Madeira extrai a cortiça. obtendo-se uma só peça esquadriada (denominada no jargão técnico de “falca”). Esta “falca” pode ser de dois tipos: aresta viva ou meia quadra.

pois permite escolher o melhor corte de entre os vários tipos possíveis: radial. 63) Para que se possa retirar o máximo aproveitamento do toro é.Aglomerados de Madeira FIGURA 10 -Toros de Madeira Desfiada (in Santos. É essencial este aspecto. seja na indústria onde vai ser utilizado. havendo também menor desperdício. etc. p. o corte do toro é mais rápido e rigoroso. “moreau”. 35 . p. FIGURA 11 – Corte Através de uma Serra de Fita Sem-Fim (Charriot) (in Santos. seja no tipo de produto final. No caso destas últimas. então. com falquejamento. se o destino for a sua utilização em quantidades de retalho. circulares e as serras de fita sem-fim (figura 7). holandesa. 1991. como por exemplo as serras de lâminas oscilantes. “cantibay”. então os toros são transportados até às serrações para aqui serem serrados com recurso a serras manuais ou serras mecânicas. 1991. primordial conhecerse o destino a dar ao mesmo. 63) Porém. primitiva.

principalmente. a evolução da ocupação em termos de floresta do Continente. até ao século XIX. 36 . diminuíram no que se refere à área florestal ocupada. bem como a qualidade das mesmas. do ano de 1980 para o ano de 1992. Nas décadas mais recentes. as espécies de árvores que vem a ser as mais plantadas são o “carvalho”. pouco ou nada se conhecia quanto à quantidade de árvores. e a azinheira. p.3. o “castanheiro” e o “eucalipto”. De acordo com Fabião (1996. conheceram uma evolução ascendente no período considerado. desde 1980 até ao ano de 1992 (o mais recente disponível) é a constante na tabela 1. pelo que era muito difícil conhecer-se a madeira que era possível extrair. o sobreiro e as demais árvores referidas no quadro. casuístico e não planeado da nossa floresta.Aglomerados de Madeira 3. desde o século XIX até à actualidade. 122). pode-se observar que há um aumento célere da superfície plantada de eucalipto com diminuição constante e ténue da superfície do azinho. que é hoje a nossa principal produtora de madeira”. mais aquele do que esta. Esta ideia insere-se no crescimento desorganizado. O eucalipto. Como se pode constatar. Não obstante. 123). – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL No território de Portugal continental. tipos de árvores e suas características. pela informação disponível até à actualidade. p. Na opinião de Fabião (1996. p. as características mais importantes da evolução deste domínio podem ser traduzidas pela “progressiva ocupação de terrenos incultos sem vocação agrícola e na prodigiosa expansão da área de pinheiro bravo. há uma ideia base que é possível retirar. e que se consubstancia no carácter profundamente artificial da floresta portuguesa. Segundo Fabião (1996. o pinheiro bravo. 127). ditado por razões que têm a ver com os interesses de quem decide nas diversas localidades florestais do território.

3 15.Aglomerados de Madeira FLORESTA.1 1.9 24. 123) 1980 MILHARES DE HECTARES PINHEIRO BRAVO PINHEIRO MANSO OUTRAS RESINOSAS EUCALIPTO SOBREIRO AZINHEIRA CARVALHOS CASTANHEIRO OUTRAS FOLHOSAS 1300 35 35 295 655 536 66 30 68 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 42.1 1.2 MILHARES DE HECTARES 845 6 91 438 664 465 112 31 77 1992 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 30.0 2.5 17.1 16.7 na 3. 1996. POR TIPOS DE ÁRVORES.8 37 .1 2. p.7 21. nos anos de 1980 e 1992 (in Fabião.2 1.1 9. EM HECTARES E PERCENTAGEM OCUPADA DE ÁREA FLORESTAL EM PORTUGAL CONTINENTAL (1980 e 1992) TABELA 1 – Área de algumas espécies ocupadas em território continental.7 1.6 2.9 4.

Por conseguinte. Assim. portanto sujeito a variações dimensionais da sua estrutura e. então podemos contar com a existência de madeira não só em maior quantidade como também de melhor qualidade. Assim. é pouco aconselhável utilizar a madeira natural em grandes superfícies. se obtivermos outros materiais que.1 . por via de específicas operações de transformação. Tais alterações de volume são geralmente acompanhadas de empenos no plano normal às fibras. resistência e duração.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA 4. era outrora aplicada em todos os tipos de trabalhos de construção e mobiliário sem ter em conta que se tratava de um material orgânico e higroscópico. em termos de qualidade. consequentemente. Surge então a técnica da conversão da madeira. visem melhorar estes aspectos e/ou atenuar as condições sub-óptimas de quantidades de madeira. pois as deformações podem tornar-se importantes e prejudicar o aspecto da obra e até a sua função de utilização. que não são mais do que uma forma de rearranjar as fibras existentes. Estas específicas operações de transformação dão origem àquilo a que se designa por “derivados da madeira”. na sua forma maciça. quando exposto a variações de temperatura e de humidade ambientes. A conversão posterior destas pranchas ou tabuados permite a obtenção de peças com diferentes secções e comprimentos. após transformação das estruturas de raiz da madeira. quando uma madeira perde humidade sofre fenómenos de retracção e quando absorve água fica sujeita a um entumecimento. essencialmente os seguintes benefícios: 38 . A ideia é obter. do seu volume.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira natural. a partir da divisão dos toros em pranchas ou tabuados cujas faces apresentam aspectos distintos consoante o plano de corte efectuado se aproxima da medula (corte radial) ou se afasta bastante desta (corte tangencial). especialmente do tecido do “lenho”.

com dimensões que a natureza não produz e melhores características (adequadas à tecnologia moderna de pré-fabricação modulada. simultaneamente.Aglomerados de Madeira • mecânico. 39 . salientam-se os dois grandes grupos de estratificados de madeira. Homogeneidade de composição e razoável isotropia no comportamento físico e • Maiores possibilidades de secagem e tratamento de preservação e ignifugação. em“folheados”. por meio de alternativas nos processoa de fabrico. entre outros aspectos). • Melhoria de algumas características físicas. seus sucedâneos mais correntes. os “aglomerados” e os “contraplacados”. pretende-se efectuar uma caracterização dos aspectos principais de alguns deles. “termolaminados”. subdividindo-se depois os outros produtos derivados. como sejam a retractilidade e a massa específica.2. “placas de fibras de madeira (platex)”. quando o material. está reduzido a lâminas finas ou pequenos fragmentos. • Possibilitarem um aproveitamento praticamente integral de todo o material lenhoso que se consegue extrair das árvores e. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Existem vários tipos de derivados de madeira. No âmbito desta Monografia. e também de características mecânicas em relação à madeira natural. “painéis de madeira reconstituída” e ”cortiça”. • Fabricação de produtos novos. mais economias na utilização da madeira como “matéria-prima” dos seus derivados. Assim sendo. antes da aglomeração. em especial dos que se consideram ser mais importantes no actual panorama nacional. 4.

sendo por isso utilizadas nos mais diversos fins dos quais podemos destacar o revestimento de tectos. passando depois para tabuleiros apropriados em camadas previamente estabelecidas. os aglomerados “são placas especiais de madeira.75) Estas placas possuem resistência e durabilidade. construídas a partir de pequenas árvores e ramos.2. FIGURA 12 – Aglomerados (in Santos. Após esta fase. são levadas para máquinas de acabamento de forma a serem esquadriadas e polidas para o aglomerado ficar com as medidas standardizadas. . são objecto de um tratamento adequado em câmaras apropriadas para a sua “humidificação”.1. provenientes de abates florestais”.1 . Após serem descascados e cortados em reduzidas dimensões. para serem prensadas a uma temperatura que ascende aos 200º centígrados e uma pressão de 200 toneladas. 75). e transportados em tapetes rolantes a secadores rotativos para eliminação de toda a sua humidade. De entre 40 . sendo depois reduzidos a pequenas partículas através de máquinas desfibradoras. 1991. as partículas são conduzidas a máquinas misturadoras que procedem à impregnação de resina. Um exemplo do produto final pode ser observado na figura 8.2. Posteriormente.Aglomerados de Madeira 4. afim de obterem a resistência e a forma final. p. p . paredes e mobiliário.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Segundo Santos (1991.1.AGLOMERADOS 4.

utilizando a lenhina da própria madeira como aglutinante. ♦ Painéis folheados – de constituição análoga e revestidos nas suas duas faces por folhas decorativas. sendo por isso adequado para o fabrico de mobiliário a colocar em ambientes húmidos e para a construção civil. indústria do mobiliário e decoração de quaisquer domínios. em que a central é formada por partículas de maiores dimensões e as superficiais por material mais fino. Este tipo de aglomerado é especialmente talhado para a construção civil. Os painéis de partículas.Aglomerados de Madeira os vários tipos de aglomerados que existem salientam-se dois tipos: “o aglomerado standard” e o “aglomerado hidrófugo”. as placas ou painéis de fibra que são constituídos por partículas obtidas por cocção de madeira fragmentada mecanicamente. podem classificar-se em: ♦ Painéis comuns – formados por uma só camada. geralmente três. geralmente. segundo o seu fabrico. Cabem também na designação de aglomerados de madeira. A forma de utilização tanto pode ser em bruto (ou em cru). como revestido a papel ou a folha de madeira. Em relação ao aglomerado standard é de referir que se trata de um painel de partículas de madeira de pinho aglomeradas com resina química e que. Também pode ser utilizado no seu estado bruto para efeitos de lacagem ou de revestimento. também designados por homogéneos por serem constituídos por partículas sensivelmente das mesmas dimensões em toda a espessura ou por várias camadas. não possui qualquer revestimento nas faces. No referente ao aglomerado hidrófugo. mas fabricado com resinas especiais (não químicas) de tal forma que possa resistir à humidade. este é também um painel de partículas de madeira de pinho sem revestimento nas faces. ligada sob fortes pressões e altas temperaturas. Os painéis de espessura superior a 30 mm podem ser obtidos por 41 .

2.com/port/produtos_gama1. o seu consumo mundial tem vindo a aumentar continuamente. Os painéis de partículas apresentam-se com uma larga gama de dimensões. respectivamente. sendo perfeitamente adequado para responder aos requisitos das aplicações de mobiliário ou pavimentos.2. 2 42 .sonae-industriatafisa.00m e 2.Aglomerados de Madeira outros processos de fabrico que deixam perfurações tubulares no seu interior. de baixa densidade ou moldabilidade ou mesmo para utilizações na construção.13m por 2. São conhecidos no mercado por painéis extrudidos.asp?id_prodnivel1=2> em 26/01/2004. falar em produtos derivados de madeira é falar de MDF – Aglomerados de fibras de densidade média ou “Médium Density Fibreboard”.1.80m. tal como se vê na figura 9. de que resulta uma diminuição do seu peso. Apresentando-se como o produto derivado de madeira com melhores condições para substituir de facto a madeira maciça.1 . FIGURA 13 – Aglomerado de Fibras (MDF) (in site da Sonae Indústria2) Retirado do site da Internet da “Sonae Indústria” <http://www. O MDF apresenta uma superfície macia ideal para lacagem.1. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES 4.00m e 2. tendo espessuras geralmente de 4 a 30 mm.2.AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) Hoje em dia. de elevada maquinabilidade e homogeneidade. 4.2. a necessidades de resistência à humidade ou ao fogo. com larguras e comprimentos variáveis entre 1.

5 -3 -4 -5 -6 -8 -10 -12 -15 -16 -18 -19 -22 -25 -28 -30 Dimensões: 1220 / 2440 x 3660 Espessuras standard: 8 – 10 – 12 – 15 – 16 – 18 – 19 – 22 – 25 – 28 . tendo sido concebido especialmente para o fabrico de móveis e componentes com exigências elevadas de maquinabilidade e acabamento. As suas superfícies macias e uniformes permitem o revestimento com qualquer tipo de material para pavimentos (ver figura 11). 3 43 .Aglomerados de Madeira Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de Fibras MDF existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ MDF “Standard (ST)”: Com uma superfície macia.30 ♦ MDF “Pavimentos”: A estrutura e densidade deste tipo de MDF tornam-no na solução adequada para aplicações que exigem características de resistência mecânica e que estão sujeitas a elevado desgaste. FIGURA 14 – MDF Standard ( in site da Sonae Indústria3) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220 / 1830 x 2440 Espessuras standard: 2.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11> em 26/01/2004. sem descontinuidades e uma estrutura que o torna extremamente fácil de trabalhar. Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. A sua ampla gama de espessuras assegura uma excelente cobertura das necessidades da indústria de mobiliário (ver figura 10).sonae-industriatafisa. como é o caso dos pavimentos. O MDF standard é muito versátil.

mesmo quando são especificados sistemas especiais de fixação dos painéis. este tipo de MDF é uma solução acertada para aplicações de pavimento em áreas mais sensíveis a humidades ocasionais. especialmente em situações em que é necessária uma qualidade elevada e consistente do material (ver figura 12).sonae-industriatafisa. É muito utilizado na montagem e decoração de lojas. 4 44 . é a solução ideal para a fabricação de portas de guarda-roupa de grandes dimensões ou para todas as situações em que é necessária a performance mecânica e física de um MDF.Aglomerados de Madeira FIGURA 15 – Pavimento MDF (in site da Sonae Indústria4) MDF “Pavimentos resistentes à humidade (MR)”: Combinando a estrutura e densidade típicas de um produto para pavimentos com características especiais de resistência à humidade. mas com restrições especiais de peso.com/port/produtos_gama2. FIGURA 16 – MDF Baixa Densidade (in site da Sonae Indústria5) Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12> em 26/01/2004.7 . Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 6 .8 ♦ MDF “Baixa densidade”: Aglomerado de fibras leve mas muito resistente.

é uma solução ideal para designs especiais de mobiliário de cozinha e casa de banho. 5 45 .18 . ao mesmo tempo.15 . lixagem e acabamento. este MDF resistente à humidade. por exemplo.sonae-industriatafisa. o MDF superlac. Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2. 6 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.30 ♦ MDF “Superlac”: Para situações especiais como. com características especiais de aptidão da superfície à lacagem. lambrins e outros componentes para a construção (ver figura 13). uma excelente qualidade da superfície (ver figura 14).16 . permite uma redução bastante significativa nos tempos de acabamento e no consumo de lacas. é um material de referência para a fabricação de caixilhos de portas e janelas.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16> em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 . portas de cozinha lacadas. FIGURA 17 – MDF resistente à humidade (MR) (in site da Sonae Indústria6) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .16 .19 . garantindo.19 – 22 ♦ MDF “Resistente à humidade (MR)”: Combinando um excelente desempenho em termos de maquinagem com a sua elevada resistência à humidade. pela sua excepcional aptidão para operações de maquinagem.25 . Além disso.

com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2. 7 46 . como é o caso de curvas. permitindo a execução de formas mais ousadas.16 . FIGURA 19 – MDF Molduras e Perfis (in site da Sonae Indústria8) ♦ MDF “Moldável”: Este tipo de MDF apresenta-se com uma das faces ranhurada para utilização em aplicações que exijam a flexibilidade do material.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa. inexequíveis com outro tipo de material. quer para a produção de certos elementos integrantes do mobiliário (ver figura 15).asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23> em 26/01/2004. quer como complemento na indústria da construção.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24> em 26/01/2204. para portas e pavimentos.22 ♦ MDF “Molduras e perfis”: No âmbito dos acabamentos existe este MDF com determinados tipos cuja utilização se destina à aplicação em molduras e perfis. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. 8 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. ondulações e desenhos arredondados (ver figura 16).Aglomerados de Madeira FIGURA 18 – MDF Superlac (in site da Sonae Indústria7) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .19 .

sonae-industriatafisa. 9 47 . brilhos.2. padrões. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.Aglomerados de Madeira FIGURA 20 – MDF Moldável (in site da Sonae Indústria9) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2800 x 1030 Espessuras standard: 8 – 10 4. padrões e texturas (fig.1.com/port/produtos_gama2. com a possibilidade de serem impressos com qualquer tipo de grafismo. o MDF e mesmo o aglomerado de fibras duro. com várias opções de cores.2. texturas e tamanhos disponíveis. divisórias. – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO Os aglomerados revestidos com papéis melamínicos oferecem uma variada gama de soluções para o mobiliário e decoração de interiores. são bem conhecidos como materiais para aplicações de mobiliário de cozinha e casa de banho. 16).asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25> em 26/01/2004. revestimento de paredes e outras utilizações na decoração doméstica ou de áreas públicas. bem como portas. com garantias de uma elevada resistência à abrasão e a outros agentes mecânicos. O aglomerado de partículas. valorizados pelo revestimento com papel melamínico decorativo. casa e escritório. no que respeita a cores. Os revestimentos melamínicos atingiram hoje uma qualidade e durabilidade que já os permite utilizar em tampos de mesa e balcões em hotelaria.2.

recriando a madeira na sua forma natural.2.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=8> em 26/01/2004. 11 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. versátil e esteticamente incomparável painel revestido a folha de madeira (ver figura 18). possibilitam a concretização dos conceitos mais tradicionais ou o desenvolvimento do design mais arrojado para mobiliário ou decoração da casa ou do escritório.1.asp?id_prodnivel1=9> em 26/01/2004. dada a facilidade de transformação e versatilidade dos mesmos. O aglomerado de partículas de madeira ou o MDF foram os materiais escolhidos como os melhores substratos para este produto de elevada qualidade.3. A qualidade ímpar deste produto advém da própria madeira. Técnicas controladas de prensagem e acabamento complementam a qualidade superior das matérias-primas.sonae-industriatafisa. FIGURA 22 – Aglomerados Revestidos com Folha de Madeira (in site da Sonae Indústria11) 10 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.Aglomerados de Madeira FIGURA 21 – Aglomerados Revestidos com Papel Melamínico (in site da Sonae Indústria10) 4.com/port/produtos_gama1. em painéis de belos e nobres padrões e dimensões adequadas. nascida da selecção criteriosa da folha e da sua junção precisa. – AGMOLERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA A personalidade e beleza da madeira natural.2. 48 . resultando num fiável. disponível em painéis de variados tamanhos e espessuras.

4. aglomerado de partículas de madeira longas e orientadas ou “Oriented Strand Board”. apresentando-se com o sistema macho-fêmea de 2 ou 4 extremidades para pavimentos fixos ou piso flutuante. Na indústria da embalagem. torna a construção pesada mais económica e simples.Aglomerados de Madeira 4. Combinado com madeira maciça para formar junções em I. dado o seu padrão natural de madeira e a sua facilidade de envernizamento e de adopção de outras texturas. para além de se tornarem económicos e de fácil utilização. – AGLOMERADOS DE PARTÍCULAS LONGAS E ORIENTADAS (OSB) Os painéis de OSB. quer se trate de condições secas ou húmidas. Este produto suporta praticamente todos os tipos de cobertura incluindo betumes.2. A sobreposição de três camadas de lâminas de madeira longas. leveza. Os painéis condicionados têm uma maior estabilidade e resistência. A sua característica de resistência à humidade significa que o OSB pode ser usado em tectos quentes ou frios. dada a sua resistência. Os formatos do OSB asseguram uma grande versatilidade na construção de paredes. orientadas de forma perpendicular umas em relação às outras.2. O OSB é ainda um óptimo material para pavimentos. desde o seu uso em condições domésticas secas até ao uso em condições de humidade na indústria pesada. O OSB oferece um vasto leque de opções decorativas. são especialmente adequados para o uso em situações estruturais ou não-estruturais.1. o OSB permite uma maior rentabilização do custo-benefício. e disponibilidade em grandes dimensões. forma um painel com excelentes valores no Módulo de Elasticidade e de Resistência à Flexão. na indústria de construção. tijoleira e telhas. 49 .

o OSB 2 macheado está preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea. ♦ FIGURA 24 – OSB 2 Macheado (in site da Sonae Indústria13) 12 Ver site de “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama1. tornando-o adequado para a utilização em aplicações como pavimentos. estruturas e vigas.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40> em 26/01/2204.sonae-industriatafisa. FIGURA 23 – Aglomerado OSB (in site da Sonae Indústria12) Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado OSB existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ OSB 2 macheado: Com as características técnicas de uma placa standard.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5>. o OSB é de facto uma opção eco-eficiente com um excelente comportamento mecânico utilizando como sua matéria-prima rolaria de pequena dimensão proveniente de espécies de madeira de rápido crescimento (ver figura 19).com/port/produtos_gama2. mas não menos importante. etc. 50 .Aglomerados de Madeira Por último. 13 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. em 26/01/2004. (figura 20).

em condições de humidade normais (ver figuras 22 e 23). tornando-o adequado para a utilização em pavimentos.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2500 / 5000 x 1250 / 5000 x 2500 Espessuras standard: 6 . Não deve.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 em 26/01/2004. pelas suas características mecânicas. 51 . por isso. É também usual a sua utilização em pavimentos e arquitectura de interiores (figura 21).22 ♦ OSB 2: O OSB 2 é aconselhado para usos gerais em condições secas.8 – 10 – 12 – 15 – 18 . FIGURA 25 – OSB 2 (in site da Sonae Indústria14) ♦ OSB 3: Utilizado em aplicações interiores para paredes ou pavimentos. ser aplicado em ambientes exteriores expostos às intempéries. o OSB 3 deve ser usado em condições normais de humidade. sendo considerado. especialmente para embalagens de curta duração ou não sujeitas à exposição à humidade. um dos derivados de madeira com melhor desempenho. estruturas e vigas. 14 Ver site da “Sonae Insdústria” http://www. Existe também na forma OSB 3 macheado com o sistema de encaixe macho-fêmea. É especialmente indicado para utilização no domínio da embalagem.

15 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. juntamente com madeira maciça. É utilizado em estruturas de madeira. em condições húmidas. pressão e impacto fazem do OSB 4 a escolha ideal para aplicações com necessidade de suporte de cargas elevadas. em paredes e pavimentos.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43> em 26/01/2004. e também na versão OSB 4 lambrim. 52 .sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira FIGURA 26 e FIGURA 27 – OSB 3 (in site da Sonae Indústria15) ♦ OSB 4: O OSB 4 é um painel de elevada performance que ultrapassa largamente muitos dos requisitos da respectiva norma europeia. para fazer traves e pórticos.com/port/produtos_gama2. decorativo com ranhura arredondada para remates (ver figura 28). tornando-o adequado para a utilização em aplicações estruturais na construção em madeira. Excelente resistência à humidade. nomeadamente pavimentos sujeitos a cargas (ver figuras 26 e 27). carpintaria e decoração (ver figuras 24 e 25). preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea. Existe ainda nas versões OSB 4 macheado. encontrando-se também casos de aplicações em armações de telhados como suporte directo da impermeabilidade.

sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45> em 26/01/2004.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44>. em 26/01/2004.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46>.sonae-industriatafisa. 18 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama2. 53 .com/port/produtos_gama2. em 26/01/2004.sonae-industriatafisa. 17 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.Aglomerados de Madeira FIGURA 28 e FIGURA 29 – OSB 4 (in site da Sonae Indústria16) FIGURA 30 e FIGURA 31 – OSB 4 Macheado (in site da Sonae Indústria17) FIGURA 32 – OSB 4 Lambrim (in site da Sonae Indústria18) 16 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama2.

As dimensões padrões dos laminados são 1200mm de comprimento por 200mm de largura e 8mm de espessura. pousando como piso flutuante. apoiado unicamente sobre uma espuma de polietileno de 2 ou 3mm de espessura de maneira analógica. de fibras de alta densidade (HDF). as lâminas são prensadas em conjunto e coladas com colas de melamina sobre um substracto de painel de fibras de densidade média (MDF). como as suas excelentes qualidades mecânicas.Aglomerados de Madeira 4.2. Através da acção combinada de calor e pressão. embora tenham surgido no mercado sistemas de encaixe autoblocantes que não necessitam de utilização de adesivos. Os pisos laminados são um revestimento de piso formado por uma camada superficial consistente em uma ou mais lâminas finas de um material fibroso (normalmente papel) impregnado com resinas aminoplásticas. madeira. sem fixar de nenhuma forma ao suporte. durável e mais fácil de manter que os revestimentos empregados até então (carpete. tal como se coloca o parquet flutuante. entre os quais se destaca a versatilidade dos desenhos a imitar diferentes tipos de madeira. cortiça). PVC. O objectivo era fabricar um sistema de revestimento leve. termo-endurecidas (normalmente melaminas).5 – PAVIMENTOS LAMINADOS A produção de pavimentos laminados nasceu há aproximadamente duas décadas na Suécia. tal como segue: 54 .2. Os laminados são colados entre si. a sua facilidade de manutenção e a sua fácil instalação.1. Mas é segundo a técnica de pressão do revestimento plástico. que se distinguem os laminados entre si. adiante caracterizado. isto é. Combinam vários factores. em toda a sua área. O conjunto assim formado vai encaixando em todo o seu perímetro. ou de painéis aglomerados também de alta densidade.

DPL . • • CPL . 4. enquanto que nos laminados de pressão directa (DPL) as camadas de papel Kraff foram suprimidas. manchas. ficando somente uma 55 .laminados de baixa pressão em contínuo. 2. para compensar as tensões que são produzidas por todas as camadas juntas e evitar a deformação do laminado. etc. Camada de contrabalanço (normalmente de papel). Uma ou mais camadas de papel Kraff impregnado de melamina.laminados de alta pressão. trazendo a camada superficial impresso um desenho ou motivo decorativo. culminando um processo de gravação que vai desde a transformação da imagem real num arquivo informático. a saber: 1. tons e texturas. O referido revestimento plástico é caracterizado por incluir na sua estrutura as seguintes camadas. para proteger o desenho impresso da camada inferior contra a abrasão. tendo cada uma delas uma função específica.Aglomerados de Madeira • HPL . Papel decorativo com o desenho impresso através da tinta que penetra por capilaridade no papel. Lâmina transparente (Overlay). até à finalização sobre um equipamento especial (gravadora rotativa). os fabricantes utilizam nos seus desenhos imitações dos materiais tradicionais de revestimento de pisos. 3. em todas as suas diversas espécies. raiado. para reforço mecânico e resistência ao impacto.laminados de pressão directa. Na prática. Esta estrutura é a apresentada normalmente pelos laminados de alta pressão (HPL) e também pelos laminados de baixa pressão em contínuo (CPL). constituídos por várias camadas de material fibroso (normalmente papel) impregnadas por resinas termo-estáveis e unidas por calor e pressão. basicamente a madeira.

estes materiais têm mau comportamento ao contacto com água no estado líquido ou atmosfera com elevados valores de humidade (excepção que deverá ser feita ao Aglomerado de Partículas do tipo MR). Esta opção torna-o mais frágil. perante as necessidades mecânicas e resistência ao impacto. Na utilização dos painéis de partículas deve adoptar-se algumas precauções para obtermos resultados satisfatórios. em geral. o aglomerado de partículas é um painel de três camadas. Em Portugal existem já hoje unidades industriais equipadas com a tecnologia mais avançada do sector. As ligações utilizadas para a colocação dos painéis não devem 19 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.2.2. 56 .1.asp?id_prodnivel1=14>.sonae-industriatafisa. uniforme e plana. com uma superfície macia. FIGURA 33 – Piso laminado (in site da Sonae Indústria19) 4. o aglomerado de partículas é muito versátil no respeitante às suas potenciais aplicações.Aglomerados de Madeira estrutura com overlay e papel decorativo. Adequado para uma utilização generalizada em mobiliário e na construção.6 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS Sendo provavelmente o mais comum dos produtos derivados de madeira. com uma gama completa de pavimentos laminados para os segmentos comercial e residencial adequados aos vários níveis de utilização (ver figura 29). tanto em condições secas como quando existe o risco de humidade ou eventuais exigências de resistência ao fogo. Os diversos tipos de aglomerado garantem um comportamento equilibrado. Contudo. em 26/01/2004. portanto.com/port/produtos_gama1.

etc. Deve evitar-se o uso de pregos para a fixação. Quando se trata de realizar ligações empregando colas. Fabricado de acordo com os requisitos e procedimentos das Normas Europeias. folheado ou estratificado exigem que este trabalho se efectue nas duas faces para que o painel fique equilibrado e não venha a empenar ao secar. em 26/01/2004. o aglomerado de partículas de madeira standard apresenta uma superfície macia e muito uniforme. sendo de destacar o seu excelente comportamento ao corte. Os acabamentos com pintura. 57 .asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1>. lixagem e acabamento (ver figura 30).sonae-industriatafisa. papel. Disponível numa gama alargada de tamanhos e espessuras standard. deve forrar-se os cantos de cada painel com ripas de madeira maciça. pode ser utilizado em cru ou revestido com folha de madeira. Se a ligação tiver de suportar grandes esforços deve incrustar-se no painel uma peça de madeira dura ou de nylon para receber os parafusos. FIGURA 34 – Aglomerado de Partículas Standard (ST) (in site da Sonae Indústria20) 20 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.Aglomerados de Madeira ser realizadas demasiado próximas dos seus bordos ou das suas extremidades. que deverá ser feita de preferência por parafusos especiais filtrados até à cabeça e com o maior comprimento possível. PVC. a fim de não diminuir a sua resistência. Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de partículas existentes no mercado e suas principais aplicações: Standard (ST): Adequado para as utilizações mais diversas no fabrico de mobiliário.com/port/produtos_gama2. fresagem. as suas características permitem a utilização generalizada em aplicações interiores e mobiliário.

Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2130/1830x2750/1830x3660/1830x4880 / 1830x5700/1880x2500/2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 8/10/12/13/15/16/18/19/22/25/28/30/32/35/40 Compacto: Para algumas aplicações de mobiliário em que são necessários altos ou baixos-relevos ou qualquer outro tipo de formas arredondadas. Dotado de características técnicas adequadas à maquinagem.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3>. 58 . é aconselhável a utilização de aglomerado de partículas postforming. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 3660 Espessuras standard: 10/12/13/15/16/18/19/22/25/30 Postforming: Para aplicações que necessitem de operações especiais de maquinagem.com/port/produtos_gama2. é um produto normalmente utilizado em mobiliário de cozinha. nomeadamente no caso da fabricação de tampos com bordos arredondados. escritório e na decoração de interiores (ver figura 31) FIGURA 35 – Aglomerado de Partículas Postforming (in site da Sonae Indústria21) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 21 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. o aglomerado compacto é uma óptima solução. A sua estrutura de elevada densidade garante também um excelente desempenho quando utilizado em aplicações especiais como portas de cozinha ou como núcleo para painéis de soft e postforming.sonae-industriatafisa. em 26/01/2004. banho.

ser utilizado em cofragens. como as facilmente verificadas em aplicações de mobiliário de cozinha ou casa de banho.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 / 2100 x 3660 Espessuras standard: 10/12/14/15/16/18/19/20/22/25/28/30/35/38/40 Homogéneo: O aglomerado de partículas de madeira homogéneo é. A sua performance em aplicações de construção é também elevada. podendo. sendo a sua superfície também adequada para qualquer tipo de revestimento. 59 . seguramente. dada a sua excelente maquinabilidade.32).sonae-industriatafisa. FIGURA 36 – Aglomerado de Partículas Resistente à Humidade (MR) (in site da Sonae Indústria22) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 22 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. a escolha certa para a utilização em portas interiores ou em superfícies arredondadas em mobiliário. em 26/01/2004. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 Resistente à humidade (MR): O aglomerado de partículas resistente à humidade garante um comportamento adequado de resistência a situações de humidade ambiente ou humedecimento ocasional.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6>. apainelamento de paredes ou outras aplicações (fig.com/port/produtos_gama2. com o revestimento adequado.

resistentes e flexíveis. 23 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. leves. esta é a solução adequada para traseiras de mobiliário.sonae-industriatafisa.2.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2750/1830x3660/1830x4880/1830x5700 / 2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 4. adiante apresentado. perfeitamente combinada e integrada com produtos decorativos (fig.33).2.1.2. O revestimento de MDF fino com papéis "finish-foil" origina um produto adequado à aplicação em superfícies curvas ou nas partes traseiras de armários. Tratando-se de um produto claramente vocacionado para aplicações decorativas não submetidas a grande desgaste.asp?id_prodnivel1=13>.1. FIGURA 37 – Aglomerado Pintado (in site da Sonae Indústria23) 4. em 26/01/2004. revestimento de paredes e divisórias. 60 .2.7 – AGLOMERADOS PINTADOS Com uma base MDF ou aglomerado de fibras duro. estão disponíveis na indústria do ramo em várias dimensões e contam com uma superfície unicolor ou impressa com padrões de madeira. Os painéis pintados.com/port/produtos_gama1. ou para portas. com a vantagem adicional de poder ser obtido exactamente no mesmo padrão dos papéis melamínicos. é muito utilizado em mobiliário.8 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FINISH-FOIL O revestimento de aglomerado de madeira ou MDF com papéis especiais (FF ou "finishfoil") permite obter uma superfície decorativa com uma textura agradável e um "toque" muito natural. fundos de gavetas.

sendo uma óptima solução para as partes traseiras de elementos de mobiliário. Embora sejam pouco deformáveis. permite uma desmoldagem fácil e rápida e aumenta o número de reutilizações dos painéis. mesmo em dependências 61 .2. a sua alta densidade. incluindo pavimentos.2. revestido ou lacado. Segundo o processo de fabrico utilizado pode obter-se painéis duros e painéis destinados ao isolamento termoacústico (painéis isolantes). o aglomerado de fibras duro mais utilizado é de eucalipto. Apresentam-se com uma face lisa e outra rugosa. tendo a vantagem de as suas superfícies não necessitarem de lixa nem de preparação antes de serem pintadas ou lacadas. ao mesmo tempo. tampos e muitas outras aplicações. que lhes conferem maior ou menor densidade consoante aquelas são mais altas ou mais baixas. 4. revestimento de portas. para fundos de gavetas. suavidade da superfície e elevada resistência mecânica fazem deste aglomerado o material ideal no domínio das aplicações de placas finas. nomeadamente para cofragens.5 mm e 10 mm. garantindo.9 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FENÓLICO Para aplicações exteriores especiais.2. um bom acabamento da obra. Os painéis de faces esmaltadas ou estratificadas podem ser utilizados como revestimento mural.2. tal como se referencia a seguir: Painéis Duros: São obtidos sob elevadas pressões. Isento de emissões de formaldeído e disponível numa diversidade de espessuras. O aglomerado de fibras duro também é produzido com pinho marítimo para algumas aplicações. Os painéis de fibras são constituídos por fibras de madeira obtidas por cocção e aglomeradas sob fortes pressões e elevadas temperaturas sem o emprego de cola. com bom acabamento e com espessuras que oscilam entre 2. quando apresentam espessuras reduzidas podem encurvar-se para se adaptarem a um armação ou estrutura de suporte arredondado. o revestimento de aglomerado ou contraplacado com papel fenólico.1.1.Aglomerados de Madeira 4.10 – AGLOMERADOS DE FIBRAS DURO Fazendo parte da gama de painéis de fibras.

é preferível colocá-los por baixo de outros materiais. podemos ver que o seu preço é superior. são utilizados sob parquetes e soalhos. pelo que os seus custos de produção são superiores e.Aglomerados de Madeira húmidas como as casas de banho. Como se pode observar. e como isolantes de telhados e tectos. a título meramente ilustrativo. o seu preço também como produto final. Assim. que podem assim ser recuperados e utilizados em qualquer outro local. Estes painéis dispõem nos bordos de ranhuras que permitem encaixá-los uns nos outros. Os painéis isolantes podem ser utilizados como revestimento mural. apresentando para o efeito uma das faces revestida com um estratificado. como era de esperar. à medida que aumenta a espessura da madeira. Tal prendese com o carácter mais refinado dos aglomerados. Existem painéis de diferentes dimensões com espessuras que variam entre 10 mm e 30 mm. Este processo de fabrico permite obter painéis com uma estrutura porosa e de baixa densidade que lhes confere boas características de isolamento. É frequente revestir as paredes ou um pavimento com painéis duros. são suficientemente rígidos para poderem ser trabalhados com as ferramentas tradicionais. ou com uma impressão decorativa que imita diferentes tipos de madeira. Se estas não existirem. 62 . a fim de dissimular as irregularidades de uma parede ou de um parquet antigo. Porém. No entanto. a ligação pode realizar-se com grampos aplicados sobre uma armadura de perfis metálicos previamente aparafusada à parede. o que lhes confere melhor apresentação. Este processo permite desmontar os painéis. consequentemente. como solução económica para os problemas de isolamento acústico e térmico. Painéis Isolantes: São produzidos utilizando uma fraca compressão das fibras de madeira previamente misturadas com o feltro. Os preços em termos de produto final dos aglomerados podem ser vistos na tabela 4 do Capítulo 5. como revestimentos interiores de paredes divisórias antes da colocação de um material decorativo. devido ao seu aspecto pouco decorativo.

FIGURA 38 . desperdícios de cortiça. prensadas. p. o “painel constituído por um número ímpar de folhas coladas umas sobre as outras.”.2. painéis de fibras. Este corte pode ser feito segundo duas técnicas: “plano longitudinal” ou por “serragem”. na posição rotativa. após se ter feito um “corte” do mesmo pedaço da madeira com uma lâmina. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Designa-se por “contraplacado”.2. a “alma” e a “cola”. 1988. p. – CONTRAPLACADOS 4. conferindo-lhe uma certa rigidez. a “camada central do contraplacado.2. p. a “cola” é o “ligante utilizado para unir as folhas de madeira entre si ou à alma”. segundo Valente (1991. A figura 34 permite visualizar esta forma de corte. Também segundo o mesmo autor Valente (1991. na definição que é proposta por Valente (1991. p. 52). de espessura superior à das folhas que a revestem.2. A “folha” que se aplica na obtenção dos contraplacados pode obter-se para utilização mediante o chamado “desenrolamento” de um pedaço de madeira (normalmente um toro). etc. A “alma” é. 53).Formas de Corte da madeira (in Valente. lã de vidro.53). 52) 63 .Aglomerados de Madeira 4. É formado por três elementos constitutivos: a “folha”. e que é formada por painéis de blocos.1.

mas também ter um outro tipo de material substituto da madeira. cortam-se camadas finas que se designam por folhas. como também os desperdícios de madeira.Obtenção de um Contraplacado (in Santos. p. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzido pelas matas. Estas são cortadas em determinadas dimensões e sobrepostas com o fio alternadamente cruzado. em prensas especiais. o objectivo é satisfazer não só as necessidades da procura por parte dos seus utilizadores. 76) Quando se obtém ou se constrói um “contraplacado”. para ir de encontro às necessidades do sector produtivo. de forma a serem coladas com resinas sintéticas e sob fortes pressões. no caso do “contraplacado”. o que contribui positivamente para a economia e meio ambiente.Aglomerados de Madeira Os contraplacados são placas que se constroem a partir de folhas de madeira natural fina. as aparas e as serraduras provenientes das serrações”. existe a possibilidade. 74). p. FIGURA 39 . 1991. de se “utilizar quase integralmente não só os ramos. por via de processos que evitem deformações. sendo o número de camadas sempre ímpar para se obter uma estrutura simétrica de cada um dos lados (ver figura 35). 64 . A partir dos toros de madeira. como refere Santos (1991. Por outro lado.

206) Em qualquer dos casos as folhas obtidas são cortadas segundo determinadas dimensões e sobrepostas de cada um dos lados da camada central.Aglomerados de Madeira Para evitar as possíveis deformações da madeira natural e conseguir o maior aproveitamento dos toros. 36A e37): FIGURA 40 – Folha desenrolada FIGURA 16A – Corte por Serra ou lâmina FIGURA 41 – Corte de folha (in Patton.36. como se referiu. uma delgada camada de material lenhoso (fig. 65 . estes são cortados com máquinas especiais – desenroladoras – em que uma lâmina de corte ataca a madeira tangencialmente às camadas de crescimento de forma a destacar do toro. p. denominada alma (ver figura 38). por rotação contínua.

39).asp?id_prodnivel1=13>.2. em 26/01/2004. devido à disposição cruzada das fibras de camada para camada. em 26/01/2004.>. Estes painéis são fáceis de trabalhar e tornam-se muito mais económicos do que a madeira maciça. Existem placas de 3mm a 25mm de espessura.com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa. compostos por folhas de 1mm a 3mm de espessura. . FIGURA 43 – Contraplacado comum (in site da Sonae Indústria24) 24 Ver site da “Sonae Indústria” < Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES 4. 4. 66 .2.2.Aglomerados de Madeira FIGURA 42 – Alma Desta maneira se obtém os painéis ou placas de contraplacado. que se caracterizam pela sua grande resistência à flexão e às deformações por empenamento.CONTRAPLACADOS COMUNS São contraplacados normais (três folhas) ou múltiplos. .2.2. devendo esta em qualquer caso ser uniforme para todas as folhas componentes de uma mesma placa.1. sendo no entanto a dimensão mais frequente 1220 x 2440mm (fig.2. com dimensões que podem variar de 900mm a 1830mm para a largura e de 1220mm a 3100mm para o comprimento.

As suas faces caracterizam-se por serem revestidas com filme fenólico de ambos os lados e topos selados com resina acrílica. o freixo. em geral. Quanto ao “contraplacado marítimo form” é constituído por partículas de pinho marítimo que se encontram aglomeradas com resina química. temos essencialmente três tipos de contraplacados: o “contraplacado marítimo”. a faia e o castanho. define os tipos de utilização (para interiores ou para exteriores). o contraplacado marítimo “desk” é constituído por placas de folhas cruzadas de madeira natural com uma resistência mecânica elevada. sendo as mais usuais o mogno. No caso dos contraplacados que se destinam para o interior das habitações. coladas com resina resistente à humidade em geral. o “contraplacado marítimo form” e o “contraplacado marítimo desk”. No caso dos contraplacados cuja utilização é para o exterior das habitações. designada de “corte plano”. temos o “contraplacado desenrolado” e o “contraplacado decorativo/listado”. consequentemente. a tola. Os primeiros dois tipos de contraplacado são apropriados para o sector produtor de 67 . tendo de igual modo as faces em “folha” de madeira desenrolada. bem como a espécie de madeira empregue no fabrico. sendo também resistente à humidade mas por acção da pressão e da temperatura. e também ao envelhecimento.Aglomerados de Madeira Geralmente a sua qualidade é indicada por uma denominação ou simbologia que caracteriza a natureza da cola empregue e. sendo as faces em “folha” de madeira desenrolada. mas as faces são em folha de madeira listada. É resistente à água. Por fim. O primeiro pode definir-se como sendo constituído por folhas cruzadas de madeira natural e. O “contraplacado decorativo/listado” é também formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. com as mesmas características do “contraplacado desenrolado”. O “contraplacado desenrolado” é formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. o carvalho. por conseguinte. designada por “corte contínuo”.

O terceiro tipo é muito utilizado em cofragens. FIGURA 44 – Uso do Contraplacado de Resinosas (in site da Sonae Indústria25) Contraplacado de resinosas decorativo – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e em exteriores. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127>. embalagens e edifícios (figura 40).com/port/produtos_gama2. em 26/01/2004. 68 . etc. 25 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.Aglomerados de Madeira carroçarias. de moldagem. na decoração de interiores de autocarros e transportes ferroviários. apresenta-se a seguir alguns produtos existentes no mercado: Contraplacado de resinosas – Contraplacado utilitário para uso exterior em cofragens. construção civil e embarcações. Faia ou Bétula para aplicações em ambientes secos ou húmidos com topos protegidos. Contraplacado de folhosas temperadas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão ou de exigências elevadas em termos mecânicos.sonae-industriatafisa. Resumindo. para aplicar em ambientes caracterizados por exposição a grande humidade. Contraplacado de folhosas temperadas – Painéis em Choupo.

formando alvéolos que são recobertos de ambos os lados por placas de contraplacados decorativos.Aglomerados de Madeira Contraplacado de folhosas exóticas – Painéis com superfície em madeira exótica (Okoumé) especialmente adaptados para organização de espaços interiores ou exteriores. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. São utilizadas geralmente para fabrico de portas planas. não superior a 25 mm. Contraplacado de folhosas exóticas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão. Conforme as folhas que se podem colocar sobre a “alma” do contraplacado. geralmente. cercas. laca. Placas lameladas – nas quais a alma do painel é constituída por lamelas de espessura variável.). colocadas lado a lado e coladas umas às outras. etc. As suas faces externas são revestidas com folhas de madeira mais rica e com acabamento mais cuidado que o contraplacado comum. temos: Placas engradadas – formadas por alma de grande espessura constituída por sarrafos ou ripas de secção quadrada ou rectangular dispostas em grade. Placas alveoladas – que apresentam uma alma constituída por uma estrutura de réguas de pequena espessura feitas de madeira. ou painel com superfície destinada a ser revestido com acabamento transparente (verniz. revestimentos. Placas moldadas – que são fabricadas utilizando moldes contra os quais se aperta por prensagem as folhas de madeira com cola e afim de se obter perfis encurvados de formas diversas destinados ao fabrico de móveis. Contraplacado decorativo de folhosas exóticas – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e exteriores. pavimentos. etc. As suas faces externas são revestidas com placas de contraplacado comum. de painéis de fibra ou até de cartão leve. 69 . pista de skate e outras. construção naval.

não tenha manchas de humidade e se apresente com o acabamento cuidado.3. A armação é composta por pequenas fasquias de 70 .Aglomerados de Madeira Placas decorativas – formadas por contraplacados revestidos exteriormente por madeira fina. a cola diluída no seu dissolvente numa percentagem de 30%. ou seja. 4.2. Este sistema permite obter uma superfície lisa sem marcas de pregos. 4. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS 4.1. quando os dissolventes contidos na cola se evaporarem.2. – COLOCAÇÃO POR PREGAGEM Neste processo de colocação é necessário preparar uma armação de madeira e fixá-la à parede para receber o painel de revestimento. no paramento a revestir e na contraface do painel.3. sempre que o suporte seja plano.3. Para evitar que a face do painel se deteriore interpõe-se um pedaço de madeira entre aquele e o martelo.2. de forma a apresentar relevos discretos. A natureza do suporte deve ser compatível com a cola utilizada. Entre as suas variedades figuram painéis em que uma das faces é sulcada ou esculpida. Para esse efeito. aplica-se cola novamente no suporte e no painel. então. Decorrido o tempo de secagem.2.2. pelo que é aconselhável seguir as indicações do fabricante. Coloca-se.2. torna-se necessário realizar uma aplicação prévia de cola nas superfícies que vão contactar. aplica-se com um rolo. Com frequência. o painel na posição exacta e martela-se toda a sua superfície a fim de se obter uma completa aderência.2. – COLOCAÇÃO POR COLAGEM As placas ou painéis podem ser directamente colocados sobre a parede por meio de colas de neoprene ou borracha natural. sem desta vez utilizar diluente.

– VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS O uso dos contraplacados tem consideráveis vantagens em relação às madeiras naturais. O contraplacado é. o contraplacado pode ser utilizado em condições interiores secas ou exteriores húmidas. é possível pintá-los. 4. assim. podendo o espaço entre as fasquias ficar vazio para permitir a circulação do ar. atapetá-los ou envernizá-los. pavimentos para comboios e autocarros. todo o tipo de aplicações de painéis em interior ou exterior. Dependendo portanto do tipo de colagem e da espécie da folha de madeira. Os painéis de contraplacado tradicionais podem receber qualquer tipo de acabamento. cofragem. mobiliário. Quando revestido com folha de madeira ou outras superfícies decorativas é muito utilizado na indústria de caravanas. encerá-los. Sobre esta estrutura prega-se o contraplacado.2. a escolha adequada para um sem número de aplicações. Depois de bem acabados.Aglomerados de Madeira secção variável (40 x 15 mm ou 50 x 25 mm). aplicações em edifícios públicos com exigências de resistência ao fogo e. na generalidade. Os painéis de alta qualidade. destinados para decorações murais. devido ao cruzamento das folhas segundo ângulos regulares. Produzido com resinas especiais é um produto aconselhado para a construção naval.2. sendo conveniente aplicar transversalmente peças de madeira com a mesma secção de forma a constituir uma grade. utilizando as mesmas técnicas aplicadas a qualquer outro tipo de madeira. acabamentos. No primeiro caso aconselha-se a praticar furos ou rasgos nas réguas para que se garanta o arejamento interior.4. presas verticalmente à parede e distanciadas entre si 40 a 50 cm. 71 . são adquiridos inteiramente acabados. da indústria à arquitectura e construção. ou ser preenchido com material isolante.Diminuição da retracção e das deficiências mecânicas. em geral. revestimento exterior. revestidos com folhas de madeira ricas de desenho e cor. destacando-se as seguintes: 1. Os produtos acabados incluem elementos de carpintaria.

devido à redução do peso (sem diminuir as propriedades mecânicas). pelo facto de os planos de colagem impedir a penetração de humidade. com incorporação no interior do painel de produtos menos valiosos. designadamente. Contudo. preservação e endurecimento por impregnação.Possibilidade de fazer baixar o preço dos objectos acabados. 4.Possibilidade de aplicar novas técnicas às madeiras. sendo a ideia ventilada no período anterior meramente indicativa a título de balanço global do desempenho destes dois derivados de madeira natural. podendo ser usados em situações de emprego mais severo. etc. 3. painéis de sarrafos). na ignifugação (que não arde). painéis de blocos. a moldagem em forma.Aglomerados de Madeira 2. fabricação em séries industriais. originando superfícies curvas. De uma forma geral os contraplacados têm qualidades superiores às dos aglomerados.Criação de novos materiais por combinação dos folheados e das madeiras maciças (painéis de lâminas. por exemplo. 72 .Facilidade em proceder a melhorias na madeira sob vários pontos de vista. 6. fazer menos desperdícios de fabricação. as comparações devem ser realizadas caso a caso. 7.Realização de superfícies de grande dimensões. diminuindo não só o preço de fabrico como também as despesas de trabalho.Diminuição da higroscopicidade. 5.

tal 73 .Aglomerados de Madeira 4.1 . com faces revestidas a folha de madeira natural. confeccionados com madeira reduzida a lâminas finas. FIGURA 45 – Métodos de obtenção dos folheados Conforme atrás exposto. preparados e escolhidos para se conseguir um maior aproveitamento da madeira. uma delgada camada de material lenhoso. de forma a destacar do toro e por rotação contínua.2.2.3. As aplicações do aglomerado folheado são a indústria do mobiliário e decoração. sendo depois colocados em máquinas especiais desenroladoras.3. com a mecanização da indústria da madeira. geralmente utilizados em revestimentos decorativos e derivados de madeira.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Os folheados são folhas finas de madeira natural.FOLHEADOS 4. formando ainda embutidos e figuras em relevo. São extraídos de toros de madeira de várias espécies. Nas duas últimas décadas. onde uma máquina de corte corta a madeira tangencialmente às camadas de crescimento. a folha (ver figura 41). existindo mesmo algumas peças tais como cofres e arcas do tempo dos Faraós. O uso dos folheados data do tempo dos romanos. os folheados tiveram um desenvolvimento notável com a fabricação dos contraplacados e aglomerados. . o painel aglomerado folheado é constituído por um conjunto de partículas de madeira aglomeradas (standard ou hidrófugo).

tornando-se depois irregular à superfície de colagem (figura 42). 74 . permitindolhe responder adequadamente a elegantes soluções de mobiliário e decoração. o termolaminado tem uma excelente capacidade decorativa e uma elevada versatilidade de padrões e texturas. mármores. para aplicações decorativas horizontais ou verticais que requeiram elevadas performances físicas. Depois de secas. termolaminados são folhas de papel Kraft impregnadas de resinas sintéticas termo-endurecíveis. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO De um modo genérico. 4.4. afim de poderem ser postos no mercado por preços relativamente baixos. – TERMOLAMINADOS 4. normalmente como revestimento de substratos.2.1. que exerce uma pressão de 100 kg/cm2 durante uma hora e meia. As placas são em seguida cortadas em comprimento e largura. mecânicas e químicas.Aglomerados de Madeira como foi já referido atrás nos itens próprios. como balcões de cozinha e tampos de secretária. A temperatura dos pratos quentes sobe a 150º durante 30 minutos. para aplicação em mobiliário de elevado desgaste de escolas. O laminado decorativo de alta pressão (HPL – High Pressure Laminate) é a solução indicada para superfícies horizontais de mobiliário.2. em geral. Especialmente concebido para uso generalizado nas mais exigentes condições de desgaste e impacto. hotéis. são empilhadas e metidas sob uma prensa a quente. È conveniente que as madeiras para os folheados atrás mencionados sejam de preço pouco elevado para não encarecerem os produtos finais. Uma colecção moderna e com tendências de unicolores fortes ou mais suaves e padrões de imitação de granitos. restaurantes e.4. madeiras e outros fazem do termolaminado decorativo uma alternativa perfeita aos acabamentos em madeira maciça e às aplicações de minerais (ver figura 43).

75 .sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=7> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama1.Aglomerados de Madeira FIGURA 46 -Estrutura dos termolaminados FIGURA 47 – Termolaminado (in site daSonae Indústria26) 26 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

estabilidade dimensional e facilidade de limpeza. permite a obtenção de soluções atractivas em termos de mobiliário. Está disponível no tipo standard para aplicações com bordo plano e no tipo postforming para aplicações com bordo arredondado (ver figura 44). FIGURA 48 . apresenta uma colecção moderna de variadas cores.Termolaminado para aplicações horizontais/verticais (in site da Sonae Indústria27) 27 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.com/port/produtos_gama2. o termolaminado para aplicações horizontais e verticais é normalmente utilizado em superfícies de trabalho de mobiliário de cozinha.sonae-industriatafisa.TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES Apresenta-se a seguir alguns produtos de Termolaminados existentes no mercado e suas principais aplicações: Termolaminado para aplicações horizontais e verticais: Normalmente usado como revestimento de substratos de derivados de madeira. tampos de secretária. para aplicações com perfil rectilíneo ou do tipo “post-forming”.2. bem como diversas texturas. O termolaminado é uma excelente alternativa económica ao acabamento em madeira maciça.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51> em 26/01/2004. 76 . ou no interior de autocarros e transportes ferroviários. na decoração de interiores de caravanas.4. padrões. . pois.2. tampos de alguns tipos de electrodomésticos. mármore ou granito.Aglomerados de Madeira 4. além da sua extraordinária resistência física e química. Devido à sua resistência.

a aplicação do termolaminado sobre MDF ou aglomerado de fibras duro é uma solução esteticamente muito agradável em quartos. 77 . No que diz respeito aos pavimentos flutuantes. este tipo de termolaminado é igualmente adequado a espaços públicos de grande circulação e desgaste. etc.Aglomerados de Madeira Termolaminado Metálico: É um termolaminado revestido com folha de alumínio ou cobre.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54> em 26/01/2004. escritórios. aos riscos e ao impacto. 29 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. centros comerciais. salas de jantar e de estar e corredores. criado para aplicação em situações especiais de decoração de interiores (ver figura 45). FIGURA 49 – Termolaminado Metálico (in site da Sonae Indústria28) Termolaminado de Elevada resistência – Pavimentos: Uma utilização cada vez mais frequente e muito decorativa do termolaminado é a produção de pavimentos flutuantes e sobreelevados (access flooring).sonae-industriatafisa. Nos pavimentos sobrelevados. jardinsde-infância. o 28 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53> em 26/01/2004. FIGURA 50 – Termolaminado de Elevada Resistência-Pavimentos (in site da Sonae Indústria29) Com características adicionais de resistência. tais como escolas. principalmente devido à sua excelente resistência ao desgaste.sonae-industriatafisa. lojas. associados à enorme facilidade de limpeza e manutenção.com/port/produtos_gama2.

Antes de o platex ser utilizado deve ser humedecido.2. Normalmente aparecem no mercado com cor castanha. e com as placas na posição horizontal.PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) As placas de platex são fabricadas a partir das fibras de madeira resinosa comprimidas a alta temperatura e elevadas pressões. 4. O seu armazenamento é feito sobre uma superfície plana. na construção de pavilhões publicitários. São constituídas por fibras celulósicas cujas propriedades adesivas e de empastamento permitem uma boa ligação dos materiais. etc. nas variedades compacta e perfurada. salas de “hardware” informático e edifícios públicos (ver figura 46). cujo grau de humidade deverá ser superior àquele a que possam vir a estar sujeitas depois de fixadas. tendo uma superfície lisa e outra rugosa. espalhando água na face rugosa.Aglomerados de Madeira substrato utilizado é usualmente o aglomerado de partículas. tratadas e climatizadas em câmaras especiais. mobiliário económico. Apesar da sua pouca durabilidade e resistência. evitando que a água molhe a face lisa.5. As placas devem ser sempre aplicadas entre as 24 e 48 horas a seguir ao seu humedecimento. sendo um produto ideal para escritórios. aplica-se no revestimento de tectos. sempre com a face rugosa contra face rugosa (ver figura 47). num local arejado. FIGURA 51 – Placas de Platex 78 . ..

Na prensagem de chapas de madeira reconstituída. último estágio de fragmentação física do tecido lenhoso.Aglomerados de Madeira 4.2.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO São assim denominadas as chapas obtidas pela aglomeração das fibras celulósicas – separadas e dispersas – extraídas do lenho das madeiras. sob largo espectro de pressões. de dimensões e espessuras diversas.6. As mais leves (desde 0. é realizada em prensas ou rolos aquecidos. é reduzida. pode ser conduzido por procedimentos mecânicos ou pelo processo Mason. a uma polpa de fibras dispersas. O desfibramento.16 g/dm3).2. A reaglomeração das fibras. onde o súbito relaxamento da pressão na autoclave ocasiona a expansão (explosão) do vapor contido no tecido lenhoso e o seu consequente desfibramento. No primeiro procedimento. peneiradas e esparramadas. pela passagem em moendas. ou mesmo reactivada. depois de saturada e amolecida com água fervente. Os aglomerantes são resinas sintéticas fenólicas ou a própria resina natural da madeira (a lignina) remanescente na matéria-prima e preservada. São denominados de painéis de madeira reconstituída os painéis que utilizam madeira sob a forma de cavacos como matéria-prima mais relevante. ainda denominadas softboards. sobras de serração). os fragmentos de madeira são autoclavados em vapor de água sob alta pressão. de explosão. para actuar como aglomerante. alterando-se as condições de pressão e aquecimento. obtém-se materiais de peso e características diferentes. têm aplicação em revestimentos. lavadas. No processo Mason.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA 4. 79 . a matéria-prima (cavacos. forros e entre pisos.

4. Os aglomerados provêm do tratamento industrial da cortiça. dada a sua génese ser bastante sobreponível.2. tanto no aspecto térmico como acústico. .2. Os aglomerados expandidos puros. portas. é um produto natural.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO A cortiça.7. são primeiramente reduzidos a grânulos.2. de acordo com as suas características específicas.cortiça extraída dos troncos dos sobreiros proveniente das podas). leve e com uma infinidade de espaços ocos internos microscópicos. divisórias. – CORTIÇA 4. . Esta cortiça “amadia”.Aglomerados de Madeira 4. elementos estruturais de casas. tal como o aglomerado. Esta constituição determina uma grande impermeabilidade e uma forte capacidade isoladora. é utilizada para fins industriais.7. oferecem vantagens e desvantagens quando comparados com a madeira maciça. tanto na fabricação de móveis como na indústria da construção (rodapés. extraída da casca do sobreiro.1.PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES Os principais tipos de painéis de madeira reconstituída existentes no mercado são os painéis de madeira aglomerada (particle board). 80 .2. em definição. “secundeira” (extraída 9 anos depois) e “amadia” (extraída cerca de 18 anos depois). São empregados. à dos aglomerados. existindo os aglomerados expandidos puros e os aglomerados compostos. cuja matéria-prima (Falca . em graus diversos de associação. etc. pisos.6. podem alguns destes produtos ser indistintamente classificados com as duas designações (caso do MDF). usualmente.) e. A cortiça natural pode ser “virgem” (a primeira a ser extraída). o MDF (medium density fiberboard) e as chapas de fibra ou chapas duras (hardboard). neste tipo de derivados de madeira. Na verdade.

tais como borracha. e graças à própria resina da cortiça. (ver figura 49). componentes para calçado. os grânulos aglutinam-se. cimento. acústico e anti-vibrático. 30 Ver site da Corticeira Amorim http://www. revestimentos de solos. um excelente material de isolamento térmico. por efeito de temperatura e pressão. asfalto. paredes e tectos.pt/corticaindustria. imputrescível. resinas naturais e sintéticas.html. engarrafamento. aprovados pelas normas internacionais da FDA (Food and Drugs Administration). caseína. 81 .amorim. visto em 27/01/2004. gesso. colas e químicos. juntas para motores. formando os aglomerados expandidos puros.Aglomerados de Madeira Posteriormente. daí se obtendo uma grande diversidade de produtos. plástico. etc. artigos decorativos. resistente à compressão e de grande estabilidade dimensional (ver figura 48). para múltiplos fins: juntas para as estruturas de edifícios. FIGURA 52 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos30) Nos aglomerados compostos a cortiça granulada é aglutinada por substâncias estranhas ao sobreiro.

colofónio. de cortiça natural ou aglomerada com asfalto.TIPOS DE CORTIÇA A cortiça apresenta-se sob diferentes formas comerciais conforme o fim a que se destine. • Ladrilhos – de cortiça triturada e ligada por diferentes tipos de cimento – para construção de tabiques.pt/corticanatural. 82 . com uma espessura máxima de 15mm e superfície de 30 x 30 cm a 50 x 50 cm. revestimentos de câmaras frigoríficas e cabinas telefónicas.2. . • Tacos – rectangulares ou quadrados.2. 31 Ver site da Corticeira Amorim <http://www.amorim.html> visto em 27/01/2004. cartão alcatroado e outros produtos. destacando-se as seguintes: • Painéis e placas – para pavimentos e tectos lisos. • Papel dourado e em cores – para revestimentos de paredes.7.Aglomerados de Madeira FIGURA 53 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos31) 4.

amorim.html. • Cortiça granulada – para fazer betões leves e com qualidades isoladoras. em 27/01/2004. um bem global a defender. FIGURA 54 – Cortiça em folha (in site de Amorim Isolamentos32) 32 Ver site da Corticeira Amorim http://www. com grande capacidade de isolamento acústico. destinados a revestirem canalizações para amortecer os ruídos produzidos pela água ou pelos gases de circulação. em forma de folha (ver figura 50). produz uma sensação de calor que aumenta as suas possibilidades de aplicação como elemento decorativo.Aglomerados de Madeira • Semicilindros – de cortiça aglomerada. Também usada como sub-pavimento. apara e serradura – para preencher cavidades em paredes e divisórias. • Lã. sem dúvida alguma.pt/corticanatural. um bom isolador térmico e acústico. a cortiça aglomerada reduz significativamente os ruídos de impacto e contribui para uma significativa poupança de energia. Por outro lado. 83 . A cortiça é.

. Os problemas daí decorrentes incentivam a formação de um mentalidade distorcida por parte dos utilizadores. benfeitorias rurais. industriais). fazendo parecer que o referido uso constitui uma perigosa ameaça ecológica. sendo hoje em dia mais usada como revestimento. Ao mesmo tempo. Porém. comerciais. outras ideias erróneas são divulgadas. entre outros. Não quer isto dizer que se defenda aqui a exploração irracional e predatória. Contudo em algumas áreas o seu emprego tem sido crescente. com a madeira isso já não acontece. O que se almeja é a aplicação de um manejo silvicultural inteligente. além de não provocarem prejuízo ao meio ambiente. são produzidos por processos altamente poluentes e antecedidos por diversas agressões ambientais.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira é empregada com frequência para fins estruturais. armazenamento (silos verticais e horizontais). 84 . como a que associa o uso da madeira à devastação de florestas. telefonia). Outros materiais estruturais. travessia de obstáculos (pontes. na solução de problemas relacionados com coberturas (residenciais. Os referidos processos requerem alto consumo energético e a matériaprima retirada da natureza jamais será reposta. viadutos.1. que poderá garantir a perenidade das nossas reservas florestais. no que toca à construção civil. linhas de transmissão (energia eléctrica. Trata-se apenas de um procedimento largamente difundido nos chamados países de Primeiro Mundo. sempre relacionados com a insuficiente divulgação das informações sobre projectos específicos já desenvolvidos por profissionais habilitados. fundamentado em técnicas há muito tempo dominadas por engenheiros florestais e profissionais de áreas correlacionadas. a extracção e a transformação das árvores envolvem baixo consumo de energia. apesar dos conhecidos preconceitos inerentes à madeira. Embora se reconheça que tem sido substituída em muitas destas funções. como o aço e o betão. desde que providenciada a respectiva reposição. visto que se renova mesmo sob rigorosas condições climáticas. passarelas).Aglomerados de Madeira CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS 5. É importante lembrar também que o crescimento. cimbramentos para estruturas de betão armado.

para a madeira são os valores médios da resistência à compressão paralela às fibras. B: Energia consumida na produção. referida à humidade de 12%). MPa (para o betão o valor citado refere-se à resistência característica à compressão. para o aço trata-se da tensão de escoamento do tipo ASTM A-36. 85 . valor referente à humidade de 12%). – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS Apresenta-se a seguir alguns dados comparativos de materiais estruturais (tabela 2): TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS A Densidade B Energia consumida C Resistência D Módulo Elasticidade E Relação Energia/ Resistência B/C F Relação Resistência/ Densidade C/A G Relação Módulo Elasticidade/ Densidade D/A KN/m3 BETÃO MJ/m3 MPa KN/m3 MATERIAL 24 1920 20. MJ/m³.5 25000 7 10 2778 Sendo: A: Densidade do material.83 833 AÇO 78 234000 250.21 2692 MADEIRA RESINOSA MADEIRA FOLHOSA 6 600 50.2. C: Resistência. kN/m³ (na madeira.Aglomerados de Madeira 5.5 10000 12 8.33 1667 9 630 90.3 2000 96 0.4 21000 936 3. produto fabricado.

Na realidade.Aglomerados de Madeira D: Módulo de elasticidade. a carbonatação superficial das peças transforma-se numa espécie de “barreira de isolação térmica”. sabendo que o valor da densidade. a temperatura interna cresce mais lentamente. um aspecto que favorece as madeiras é a sua resistência em relação à densidade. é referente à humidade de 12%. Apesar da sua inflamabilidade¸ as peças estruturais de madeira evidenciam um conveniente desempenho ou performance a altas temperaturas. deste modo. é tratada com substâncias que possibilitam a manutenção. Embora susceptível ao apodrecimento e ao ataque de organismo xilófagos em circunstâncias específicas. a madeira tem a sua durabilidade natural prolongada quando. Sendo a madeira um mau condutor de calor. mesmo não sendo um material inflamável. melhor que o de outros materiais em condições severas de exposição. não provocando maior comprometimento da região central das peças que. por exemplo. já teria entrado em colapso. nas madeiras. a madeira apresenta um aspecto visual muito interessante e pode ser trabalhada sem maiores dificuldades. a madeira 86 . F: Razão entre os valores da resistência e da densidade. respectivamente. podem manter-se em serviço nas condições onde o aço. previamente. Conforme consta desta tabela. MPa (a mesma descrição da coluna C). G: Razão entre os valores do módulo de elasticidade e da densidade. Mais ainda. as quais são limitadas apenas pela geometria dos toros a desdobrar. E: Razão entre os valores da energia consumida na produção e da resistência. sendo essa razão cerca de três e dez vezes superior ao aço e ao betão. Além disso. o que viabiliza a definição de diversificadas formas e dimensões.

87 . Diante do exposto é possível concluir que a madeira tem significativo potencial para o emprego na construção civil.Aglomerados de Madeira tratada requer cuidados de manutenção menos intensos. ripas. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS A madeira. bem como qualquer outro dos seus derivados. nem tudo são vantagens no emprego da madeira. A madeira propriamente dita tem como destino principal as indústrias de transformação. neste ponto. barrotes. Dependendo em larga medida das espécies consideradas. 5. pode ser utilizada nas mais diversas finalidades. esgota-se não só nas indústrias de celulose e de derivados de madeiras (primordialmente os aglomerados). bem como do respectivo diâmetro. seja no âmbito de uma actividade produtiva seja no contexto de proporcionar conforto. sendo uma das suas principais fraquezas a sua significativa deformabilidade no tempo (uma equivalência à fluência no betão e ao relaxamento no aço). como é o caso da utilização para construção de habitações. como também nas serrações para produção de tábuas.3. particularmente na construção de estruturas. isto poderá ser obtido com a elaboração de projectos adequadamente fundamentados e com a construção segundo critérios de qualidade envolvendo material e mãode-obra. evitando-se a exposição excessiva aos raios solares e à humidade proveniente da água da chuva. Deve ser salientada. de uma forma geral. etc. já adaptados para as estruturas de aço e de betão armado. É evidente que a disseminação das estruturas de madeira está condicionada à garantia da sua competitividade com outros materiais. a sua aplicação. Todavia. Como será óbvio. bem como aquela própria dos apoios em alvenaria de pedra. a importância do projecto estrutural ser desenvolvido de modo a serem previstos pormenores construtivos que garantam maior durabilidade à madeira impregnada.

considerando os diferentes painéis de madeira reconstituída existentes.4. são em geral destinados “a material de queima (aquecimento)”. o seu destino mais frequente é o da construção civil e estacaria. após serem colocados em condições de ser utilizados. 88 . Se considerarmos os pequenos troncos de madeira. razão porque analisaremos neste domínio da produção e consumo apenas os aglomerados. p. como é mais conhecido) são os mais largamente consumidos no mundo. citando Santos (1991. 66). TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS MÓVEIS BASES DO CHÃO CONTRAPLACADOS BASES E COBERTURA DIVISÕES INTERIORES REVESTIMENTOS PRODUÇÃO DE VIGAS ESTRUTURAL PORTAS × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × AGLOMERADOS FOLHEADOS × × × LAMELADOS × × × × FOLHA DE MADEIRA NATURAL TERMOLAMINADOS × × × × × × × × × × × PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) MADEIRA RECONSTITUÍDA 5. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA De entre todos os derivados da madeira. segundo o destino de utilização mais frequente.Aglomerados de Madeira Os toros. sendo de reduzidas dimensões e de valor económico baixo. Apresenta-se a seguir na tabela 3 uma síntese das aplicações dos vários tipos de madeira e seus derivados. os painéis de madeira aglomerada (ou simplesmente aglomerado.

apesar do forte crescimento da indústria nos últimos 10 anos. Portugal integra o grupo de “Outros” com 38% no total.5. em tabelas obtidas por pesquisa no mercado respectivo (tendo como referência o ano de 2003): 89 . Neste gráfico. indicam-se a seguir os preços médios de alguns derivados de madeira mais correntes. posicionando-se com uma produção muito reduzida à escala mundial.Aglomerados de Madeira Assim. a produção mundial de aglomerados alcançou 84 milhões de m3 em 2000. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Do ponto de vista económico. último ano conhecido. destacando-se como maior fabricante os Estados Unidos. GRÁFICO 1 – Produção Mundial de Aglomerado: 2000 (construção a partir de diversos dados) Produção: 84 milhões m3 5. responsável por 25% desse volume (Gráfico 1).

39 3. verifica-se que o preço médio dos aglomerados é naturalmente inferior ao preço correspondente dos contraplacados.16 2.13 6. Dentro do mesmo raciocínio.04 4. que o preço médio destes derivados é ainda mais elevado.42 10.PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS Aglomerados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros Standard Hidrófugo Dimensões 4 5 6 8 10 12 14 15 16 19 22 25 28 30 1.89 3.38 6.95 7. 90 .54 3. e daí o maior crescimento da indústria neste último ramo dos derivados de madeira (contraplacados).91 4. já bastante diversificado. como também ao tipo de matéria-prima utilizada em cada caso. dependendo no entanto da espécie de madeira utilizada nas folhas. 7 e 8).64 3.61 5.79 2.º 4 e 5) de aglomerados e contraplacados. devido não só ao ao respectivo processo de fabrico.50 4.18 7.98 5.º 6.71 4.09 3.Aglomerados de Madeira TABELA 4 .33 8. podemos concluir também pelas tabelas seguintes de folheados (n.46 6.25 3660*1830 2750*1830 2500*1880 2150*1500 Comparando as duas tabelas anteriores (n. tal como foi já referido nos capítulos em apreço.

04 38.74 QUE O MOGNO B/C DESENROLADO +1.51 38.78 8.44 Castanho/Carvalho A/C 8.69 27.32 35.87 11.22 35.22 12.83 6.98 8.2500*1500 91 .96 18.51 Freijó/Kambala A/C 11.27 22.27 13.71 16.15 20.74 +1.52 13.40 Pinho B/C 4.85 Eucalipto B/C 5.37 9.01 12.33 31.67 27.02 25.80 5.88 18.45 31.05 35.01 20.74 QUE O TOLA B/C DESENROLADA 16.76 19.17 14.32 10.94 24.98 8.58 31.37 22.90 Tola B/C 6.91 15.13 29.96 15.97 13.71 19.89 12.73 19.00 14.47 Desenrolado:2500*1250-2500*1500 Listado:2500*1250 Marítimo WBP: 2500*1250 .92 22.68 6.61 19.61 19.05 34.70 10.99 25.28 7.25 24.07 35.34 15.26 20.82 10.88 9.73 8.45 30.96 14.45 31.33 5.95 21.23 30.63 8.32 10.69 27.59 37.80 Div.50 POR MILÍMETRO Marítimo WBP DAF (int DAF) B/C Pinho (int Pinho) B/C Mogno B/C Tola B/C Form STD Cofragem Deck STD Carroçarias Dimensões mais usadas: 5.00 23.11 15.18 30.96 27.91 15.12 11.53 7.16 16.96 18.63 8.35 43.12 11.23 8.35 Afizélia A/C – Cerejeira A/C Face A/A +2.68 6.71 38.71 28.74 13.62 10.23 10.86 7.65 Mogno B/C Listado 7.Aglomerados de Madeira TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Contraplacados (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em mm 4 5 6 8 10 12 15 18 21 24 27 30 Desenrolado 5.26 Faia A/C – Mutene A/C 12.08 28.98 28.23 7.5 POR M2 1.62 9.04 38.90 23.96 38.22 35.65 34.90 23.32 13.42 12.51 15. Africanos B/C 6.37 13.46 15.74 13.23 18.11 15.

91 16.92 11.10 10.44 13.97 12.40 7.81 14.97 12.95 10.16 15.80 Hidrófugo Observações A/A + 10% Dimensões mais usadas: 2750*1830.35 9.91 15. 2500*1880 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL Folha de Madeira Natural (Preços em Euros/m2 sem IVA) Folha Mogno – Tola Pinho – Câmbala Faia – Mutene Carvalho – Castanho Preço 1.80 3.24 Tola A/B – Freijó A/B 10.67 11.52 9.91 Faia A/B – Mutene A/B .20 9.02 10.89 Pinho A/B 7.07 9.79 10.01 16.80 8.60 7.10 18.26 14.16 15.Aglomerados de Madeira TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Folheados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros 8 10 12 14 16 19 22 25 30 11.60 10.78 8.95 Afizélia A/B 6.85 2.02 13.46 17.69 12.52 9.92 10.72 9.61 15.63 6.32 12.83 16.69 12.67 9.96 14.72 11.46 15.89 13.51 17.88 7.85 7.30 8.76 14.87 12.46 14.49 14.20 7.29 11.09 Castanho A/B – Carvalho A/B 14.39 12.27 12.25 9.57 11.13 Castanho A/C – Carvalho A/C 11.33 6.49 14.97 11.37 10.31 15.05 7.81 16.51 12.80 18.89 13.+1.16 13.20 2.32 Eucalipto A/B 10.78 8.52 12.13 Câmbala A/B 9.49 11.17 10.10 8.50 92 .32 12.57 10.16 Mogno A/B 6.26 14.51 12.83 16.20 17.30 Cerejeira A/B – Sucupira A/B 15.20 7.52 8.

5 Tipo Dimensões mais usadas Preço 1.84 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 3.Castanho – Carvalho Dimensões mais usadas:2500* 1880 11. TABELA 9 – PREÇOS DE PLATEX POR ESPESSURAS E TIPOS Platex (Preços em Euros/m2 sem IVA Espessuras em mm 2.00 7.79 Moviplac 2750 * 1220 2 0 1 5 * 5 8 0 / 6 3 0 / 6 8 0 / 7 3 0 / 7 8 0 / 8 3 0 1.60 Mogno Pinho Kambala – Tola Faia Cerejeira .99 2440 * 1700/1830 Euca 1.00 9.60 .05 6.00 + 1.20 9.54 2440 * 1700 Euca 4.25 Quanto ao platex (tabela 9).60 -0.20 6.99 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 2130 * 1700/1830 1.Aglomerados de Madeira TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS Folha MDF Folheado Fino (Preços em Euros/m2 sem IVA) 3 mm 5mm 2 faces 1 face A/C A/C A/A A 5.50 + 2.25 7.0.60 .50 .00 + 1.64 Portas 2.99 2440 * 1700/1830 Euca 2750 * 1700/1830 1.25 + 2.59 Perfurado 2440 * 1700 2.40 12.20 3.2 5 93 .0.68 Acabados B r a n c o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3. continua a ser o derivado da madeira mais económico.60 .34 Retalho 1700 * Vários 2.64 Branco 2750 * 1250 3.0.49 Acabados B r a n c o P e r f u r a d o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.0.90 + 3.

insectos e bactérias da madeira. – GENERALIDADES Fazer a manutenção ou conservação das madeiras e dos derivados significa proporcionar o aumento da sua resistência perante os diversos agentes deterioradores. a madeira ou qualquer outro seu derivado estão sujeitos a ser utilizados como fonte de alimentação dos agentes deterioradores. A selecção destes produtos é fundamental para conferir uma protecção válida e aumentar a durabilidade natural destes materiais. Os critérios de selecção dos produtos de manutenção e métodos de aplicação exigem. Nenhum produto poderá conferir protecção satisfatória se não for correctamente aplicado. químicos e físicos. o maior volume de “alburno” em relação ao “cerne”. As condições mais adequadas ao ataque destes agentes são a presença de oxigénio (os agentes são aeróbicos). CAPÍTULO VI – MANUTENÇÃO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS 6.1. os seus derivados não estão de tal isentos. obrigatoriamente. onde o PH se situa entre 4. uma humidade interna alta (superior a 20% ponto de saturação das fibras) e o contacto com a terra. os mais importantes. a temperatura ambiente entre 20 e 30º centígrados. naturalmente. devido ao ataque dos fungos. o conhecimento real das condições de agressividade biológica a que a madeira e seus derivados estão expostos.Aglomerados de Madeira Pelo facto de ser mais económico. Se bem que a madeira no estado natural é mais propícia a estar sujeita a este tipo de deteriorações.5 e 5. água ou a humidade. desde que as condições lhes sejam favoráveis.5. Sendo um material orgânico. o Platex é assim mais usado em forros e fundos de mobiliário. pelo que se acha pertinente a abordagem 94 . sendo os biológicos. bem como na construção de menor qualidade. através de diversos tratamentos e posterior aplicação de produtos preservantes. Os factores de degradação da madeira podem dividir-se em biológicos.

6. voltando-se a madeira de tempos a tempos.2. – PROCESSOS DE TRATAMENTO Logo após o abate das árvores. sendo por isso mais desvantajosa em relação à secagem natural. – SECAGEM A secagem faz-se normalmente por evaporação ou solidificação da seiva. em camadas sobrepostas e cruzadas. é empilhada em ambiente ventilado. toda a madeira deverá ser objecto de tratamento específico para a sua conservação. livre da acção do calor e de fortes correntes de ar.É feita em estufas de 30º a 50º centígrados onde a seiva solidifica: a madeira é depois colocada em armazém para adquirir humidade.2. o do desenseivamento ou lixiviação e o da conservação da madeira aplicada em obras em qualquer utilização ou acabamentos.Aglomerados de Madeira desta temática. a fim de aumentar significativamente a sua vida útil. O tempo de secagem natural é de 1 a 2 anos.2. existem três métodos de conservação: o da secagem. embora fique mais difícil de trabalhar e de mais fácil empeno. 6.2. Fundamentalmente.A madeira. o que permite aumentar a sua resistência. a saber: 95 . evitando-se assim fermentações que favoreceriam o desenvolvimento dos insectos. tal como segue: • Secagem natural (evaporação da seiva) . 6. ainda que significativamente comprimida e incompleta (um desenvolvimento superior terá o seu lugar no estudo da própria madeira aplicada na forma serrada). • Secagem artificial (solidificação da seiva) . após ser descascada. afastadas. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO São conhecidos dois métodos.1.

apenas com mais ou menos duração no seu efeito. Carbonização – Usada em peças que tenham de ficar enterradas.3.3. não há métodos definitivos e irreversíveis. tinta de óleo ou verniz. pois que todos são efémeros. se deve realçar a caducidade dos mesmos. Injecção de produtos antisépticos – Principalmente em madeiras expostas às intempéries. 6. sendo depois seca em lugar abrigado de correntes de ar. a conservação é feita da seguinte forma: Aplicação de revestimentos – Pintura a alcatrão. óleo de linhaça. e com as demãos necessárias em função do melhor acabamento.Quando a madeira é imersa em água cerca de 4 meses. agentes físicos como o fogo. 6. De notar que. visto que mata os organismos deterioradores e forma uma camada incorruptível. e em especial pelos agentes biológicos denominados fungos. insectos xilófagos e animais marinhos. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA Usualmente. a madeira pode transformar-se pela acção de agentes mecânicos como o impacto e o atrito.Aglomerados de Madeira O natural (diluição da seiva) . além de não se terem abordado todos os processos de tratamento. O artificial – Quando a madeira é sujeita à acção de vapor de água. sendo depois também seca em lugar abrigado de correntes de ar.2. agentes químicos como produtos ácidos alcalinos ou oxidantes. – AGENTES DETERIORADORES Além da modificação da sua constituição anatómica. ou seja. 96 . abaixo referidos.

Já os fungos xilófagos são destruidores. himenópteros e isópteros.1. que utilizam a madeira como habitação e não como alimentação. A presença dos fungos superficiais e manchadores não chega a comprometer o valor comercial da madeira. FIGURA 55 – Imagem de madeira em desparasitação 6. em cujas extremidades se desenvolvem enzimas que atacam a parede celular. deixando como sinal um resíduo de pó fino. – INSECTOS XILÓFAGOS Os insectos furadores da madeira e derivados dividem-se em coleópteros. manchadores e fungos xilófagos ou destruidores. deixando túneis no interior da 97 . modificando seriamente a sua resistência mecânica. Os coleópteros (mais conhecidos por besouros) depositam os ovos na madeira. Os himenópteros correspondem às formigas carpinteiras. . oxigénio. produzem filamentos denominados hifas. deixando a madeira ou qualquer outro seu derivado com aspecto esbranquiçado. humidade e temperatura favoráveis. conhecidos por “podridão branca” e “podridão parda”. Há dois tipos de fungos xilófagos que originam a destruição das células. os quais eclodem e viram larvas conhecidas por brocas.2.Aglomerados de Madeira 6.3. que se alimentam de celulose. Os primeiros digerem a celulose e decompõem a lignina.3. pois não costumam atingir a sua parede celular.FUNGOS Os fungos podem ser agrupados em mofos ou bolores (fungos superficiais). Desde que disponham de substrato.

que perfuram e destroem a madeira e derivados em contacto com a água salgada ou salubre. um tipo de insecto social. e. Os mais temíveis de todos os insectos são os cupins (existem em toda a parte). ter efeito residual alto na madeira. fecundado. não deixa de ser apropriada a sua inclusão. depois perde as asas. conhecido na sua forma alada por aleluia ou siriri. 98 . Um produto químico só poderá ser eficaz na manutenção das madeira e derivados se apresentar as seguintes características: • Características Essenciais – Ser tóxico aos organismo xilófagos como fungos e insectos. isto é.Aglomerados de Madeira madeira. só o óleo creosoto preserva eficazmente a madeira do ataque destes xilófagos. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Embora esta tema não possa. soldados e operários. O siriri faz o seu voo nupcial. Os moluscos e as suas larvas atacam a madeira submersa. reproduz-se com enorme facilidade. 6. não alterar negativamente as propriedades físicas e mecânicas da madeira e apresentar custos razoáveis a fim de assegurar a competitividade da madeira preservada em relação a outros materiais. fazendo pequenos buracos onde se prendem os crustáceos. – XILÓFAGOS MARINHOS Estes agentes biológicos enquadram-se na categoria dos moluscos e crustáceos. para derivados de madeira. 6. ser aplicado com a abrangência que teria no caso de madeira natural.3. penetra na madeira e cria nova colónia com cupins de três castas: reprodutores. não ser de utilização perigosa no momento do tratamento.3. pelo que se sabe. visto que. pelo que fica imprestável. ser quimicamente estável e resistir a perdas por evaporação e/ou lixiviação. Não existe madeira que seja imune à incidência de xilófagos marinhos.4.

Aglomerados de Madeira

Características Acessórias – Não conferir à madeira preservada toxidade em

relação ao Homem (condição imperativa); não aumentar a inflamabilidade e a combustibilidade da madeira; não deixar odores persistentes na madeira nem alterar a sua aparência natural, impossibilitando-a de receber o acabamento desejado.

É por isso que a escolha de um produto de manutenção se torna uma tarefa complicada, visto que é muito difícil qualquer produto reunir todas as características mencionadas, porém, o conhecimento da literatura disponível, a experiência e o bom senso são factores muito importantes a considerar.

Os produtos de manutenção de madeira podem ser agrupados em três categorias:

Oleosos - produtos essencialmente representados pelos derivados do alcatrão de

hulha, como por exêmplo o óleo creosoto, com uma acção longa e resistente.

Oleossolúveis - produtos contendo misturas complexas de agentes fungicidas e

insecticidas, à base de compostos de natureza orgânica e/ou organometálicas.

Hidrossolúveis - produtos contendo misturas mais ou menos complexas de sais

orgânicos metálicos e não metálicos, como por exêmplo o “Arseniato de Cobre Cromado” (CCA) e o “Borato de Cobre Cromado” (CCB).

6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO

A aplicação dos produtos de manutenção das madeiras e derivados depende sempre das condições de agressividade biológica a que está sujeito o material, podendo ser efectuada com base nos seguintes processos:

99

Aglomerados de Madeira

6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA)

Consiste na aplicação dos produtos de tratamento através da utilização de equipamentos especiais (autoclaves), sob o efeito de vácuo e pressão, sendo um processo bastante complexo, pelo que não será desenvolvido neste trabalho (muito embora seja o mais durável, eficiente e recomendável).

6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL)

Refere-se à aplicação dos produtos de tratamento através de métodos caseiros, mais simples e práticos, como o pincelamento, aspersão ou imersão do material, seja por absorção ou por capilaridade, tal como se refere a seguir:

6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO

O que ocorre quando a madeira a tratar está com baixo teor de humidade, praticamente seca. Nessas condições, torna-se mais higroscópica e absorve a solução preservadora até ao ponto de saturação.

Inicialmente a absorção é bastante rápida, diminuindo até atingir o equilíbrio.

Os principais factores que afectam a absorção são a humidade inicial da madeira – quanto menor a humidade inicial da madeira, maior e melhor será a absorção da solução preservativa; a natureza da madeira – espécie, idade, densidade, forma, relação cerne/alburno; dimensões das peças – quanto maior o comprimento e diâmetro das peças, mais demorado é o tratamento; a viscosidade da solução – quanto mais fluida a solução, mais rápida a absorção; a tensão superficial – ela dificulta a penetração da solução preservadora; e a temperatura – quanto mais elevada for, maior e mais rápida será a absorção.

Este método utiliza normalmente óleos contendo creosoto e alcatrão, sendo aplicado por:

100

Aglomerados de Madeira

Pincelamento – consiste na pintura das peças a preservar, sendo porém um método

deficiente, visto que penetra pouco no material (cerca de 5mm de profundidade), limitando-se o seu emprego à madeira não exposta à luz solar, sendo necessário 3 a 6 demãos, no mínimo espaçadas de 12 horas entre elas.

Imersão rápida e imersão prolongada a frio – a solução deve ser colocada num

tanque ou tambor. É um banho frio e toda a madeira deve receber o produto. Na imersão rápida a madeira permanece submersa por algumas horas. Já no método de imersão prolongada, a madeira deve ficar submersa com auxílio de pedras ou pedaços de ferro, permanecendo nessas condições por maior período de tempo, entre 2 a 15 dias. Evidentemente, quanto maior o período de imersão, maior será a profundidade de penetração do produto.

Imersão em banho quente e frio – consiste em submeter a madeira a imersões

sucessivas e consecutivas, em produtos de manutenção quentes e frios, respectivamente. As peças de madeira a tratar devem estar descascadas e com teor de humidade abaixo de 30%.

6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE

Esse processo (mais conhecido por substituição de seiva) é empregado no tratamento de peças roliças obtidas de árvores vivas (mourões) até 2,50 m de comprimento e diâmetro variável, utilizando-se para tal produtos Hidrossolúveis em qualquer recipiente.

No caso de se utilizar tambores de 200 litros de capacidade, convém proteger sua parede interna, pintando-a com Neutrol.

As soluções são preparadas nesses recipientes em concentrações recomendadas pelos fabricantes (normalmente 3 a 5% de concentração), devendo o nível da solução inicialmente

101

o qual deverá ser efectuado sempre em local aberto. protegido do sol. por questões de funcionalidade e segurança. bem como as peças postas a secar. no máximo 24 horas após o abate da árvore.Aglomerados de Madeira preparada nunca ultrapassar 2/3 da altura do recipiente. ventilado e coberto. É importante saber que os mourões devem ser tratados ainda verdes. Para o tratamento. os mourões devem ter o topo cortado em bisel e a base de preferência chanfrada. e descascados exactamente na hora de serem submetidos ao tratamento. 102 .

que se julga ter ficado bem vincada. é a diversidade de vantagens que advém da transformação da madeira natural. consubstanciado no fabrico. líquida e vapor. o que só por si já seria altamente meritório. mas também para o desenvolvimento de um importante sector da economia nacional. 103 . comercialização e exportação dos derivados da madeira. contribuindo assim de uma forma muito significativa não só para a preservação do nosso meio ambiente. Apesar de o tema não se esgotar com este trabalho. Menor durabilidade para serem eventual alvo de insectos xilófagos. Grande sensibilidade à humidade. fungos e outras pragas. e que têm um percurso na sua fabricação todo virado ao aproveitamento dos seus resíduos em geral. procurou-se fundamentalmente mostrar que os derivados da madeira têm uma ligação natural à floresta. Outra importante vertente. como: Heterogeneidade das suas propriedades mecânicas em função da orientação das suas fibras. o verdadeiro “berço” da madeira como matéria-prima dos seus derivados. com variações dimensionais significativas e empenamentos.Aglomerados de Madeira CONCLUSÕES O tema desenvolvido pelo autor tem subjacente um objectivo principal que é dar a conhecer a importância dos derivados da madeira no contexto da indústria nacional do mobiliário e da construção civil. Defeitos próprios da sua génese como material orgânico. procurando e conseguindo-se melhorar substancialmente algumas das suas características menos meritórias.

e isso consegue-se com a modernização e a automação dos respectivos processos de fabrico. atendendo à forma circular própria do toro. seja na do mobiliário. pretende-se também transmitir a ideia do bom gosto que anda associado a todos os acabamentos e utilizações que se desenhem para este tipo de material. Como forma de sistematizar e comparar os diversos tipos de derivados de madeira apresentado. não esquecendo a importância da sua manutenção e conservação. Limitações das dimensões a que as peças de madeira serrada estão sujeitas. como na constatação do aumento do conforto e da qualidade dos empreendimentos onde os derivados da madeira se aplicam já em larga escala. Fica porém o desafio para continuarmos interessados e atentos a todas as novidades de fabrico e aplicação destes materiais. transformação e exploração do produto final. dado o progresso imparável das transformações tecnológicas 104 . junta-se anexo com as suas principais características. inadequada em termos da geometria correntemente mais usada em construção e mobiliário (paralelepípedo). Hoje. Baixo rendimento económico e de aproveitamento. bem como à incidência da radiação solar. porquanto condicionadas pelas da própria árvore de origem. a tendência em todo o mundo empresarial é competir de forma a tornar-se superior ao seu concorrente mais directo. seja na indústria construção civil. Acresce o facto de se ter aprofundado com este trabalho vários conhecimentos sobre o tema. Ao apresentar neste trabalho as diversas variedades de derivados da madeira que já se fabricam em Portugal. nomeadamente em alternâncias de situações de tempo seco e húmido. tanto nos domínios da produção.Aglomerados de Madeira Alterabilidade em ambientes exteriores. principalmente no que concerne à sua vertente prática. desde a origem da respectiva matéria-prima até à embalagem do produto acabado.

a par da inerente problemática ambiental. razão mais que suficiente para que o seu estudo seja enriquecido com outras iniciativas e preocupações específicas.Aglomerados de Madeira em curso. 105 .

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sonae-industriatafisa.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama1.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43 http://www.Aglomerados de Madeira http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44 http://www.com/port/produtos_gama1.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=14 http://www.com/port/produtos_gama1.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25 http://www.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=8 http://www.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45 http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 http://www.asp?id_prodnivel1=5 http://www.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40 http://www.com/port/produtos_gama2.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1 109 .asp?id_prodnivel1=9 http://www.

sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.html 110 .com/port/produtos_gama1.amorim.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=7 http://www.sonae-industriatafisa.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53 http://www.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54 http://www.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=13 http://www.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.pt/corticaindustria.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3 http://www.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127 http://www.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51 http://www.asp?id_prodnivel1=13 http://www.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6 http://www.Aglomerados de Madeira http://www.

Aglomerados de Madeira ANEXOS 111 .

Aglomerados de Madeira ANEXO I – Especificações comerciais dos principais tipos de aglomerados 112 .

Várias cores e imitação das madeiras. DIMENSÕES (correntes): • • • • 2440x1220 mm 3660x1830 mm 2500x1880 mm 2750x1830 mm Espessuras de 8 mm a 40 mm. FOLHEADO . 113 .Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. REVESTIDO MELAMINA . Interiores e Decoração. Carpintaria. Aplicação: Indústria Mobiliário.Aglomerados de Madeira A. AGLOMERADOS Painel produzido à base de partículas de Pinho marítimo aglomeradas com resina ureiaformol sob acção de pressão e temperatura. Aplicação: Indústria de Mobiliário e Decoração de Interiores.

MDF Painel de média densidade produzido à base de fibras de madeira aglomeradas com resina ureia-formol por processos a seco e acção de pressão e temperatura.Resistente à humidade. REVESTIDO MELAMINA .Aglomerados de Madeira B. FOLHEADO . HIDRÓFUGO . Aplicação: Decoração de Interiores. 114 .Várias cores e imitação das madeiras. Interiores e Decoração. Aplicação: Indústria Mobiliário. DIMENSÕES (correntes): • • • 2440x1830 mm 2500x1850 mm 2750x1830 mm Espessuras de 2.5 mm a 60 mm. Carpintaria.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta.

115 .Aglomerados de Madeira C.2 mm a 5 mm. DIMENSÕES (correntes): • • • 2750x1250 mm 2440x1830 mm 2750x1830 mm Espessuras de 3. PLATEX Placas de fibras de madeira de alta densidade tipo S-1-S produzidas por via húmida a partir de 100% de materiais lignocelulósicos sem adição de reservas ou outro tipo de aditivos. Aplicação: Indústria Mobiliário.

coladas com resina ureia-formol. Contraplacados Marítimos (colado c/ resinas sintéticas altamente resistentes à humidade aos fungos e ao tempo): Indústria Naval. CONTRAPLACADOS Placas formadas por folhas de madeira seleccionadas e colocadas com direcção de veio alternadamente cruzada. Carpintarias exterior. Carpintarias e Interiores.Aglomerados de Madeira D. 116 . As faces são de folha de madeira seleccionada e podem ser de diferentes espécies: • • • • • • • Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Outras sob consulta. Contraplacados Anti-derrapantes (revestido a filme fenólico anti-derrapante): Carroçarias e indústria automóvel. Contraplacados Cofragem (revestido a filme fenólico): Construção Civil. Aplicações: Contraplacados Decorativos e Desenrolados (em algumas espécies): Industria Mobiliário. DIMENSÕES (correntes): • • 2500x1500 mm 2500x1250 mm Espessuras de 4 mm a 30 mm.

Aglomerados de Madeira

E. LAMELADOS Painel de lamelas de madeira de baixa densidade coladas e revestidas nas diversas folhas de madeira listada ou desenrolada (em algumas espécies). Podem ser produzidos em diferentes espécies de madeira:
• • • • • • • •

Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Kambala Outras sob consulta.

Aplicações: Carpintaria interior e Indústria de mobiliário.

DIMENSÕES (correntes):

2500x1250 mm

Espessuras de 16 mm a 30 mm.

117

Aglomerados de Madeira

F. TERMOLAMINADOS Várias camadas de papel kraft impregnado com resinas termo-endurecíveis, ligadas entre si por acção do calor e pressão. DIMENSÕES (correntes):
• • • •

250x125 305x130 366x161 420x161

Espessuras de 0,65 mm a 30 mm. Aplicações: Revestimentos de interiores, exteriores e decoração. ABET LAMINATI (marca exemplo) Séries para decoração e revestimentos:

STANDARD - Para revestimento de interiores , com diferentes padrões. DECORI SERIGRAFIA - O cliente pode desenhar seu próprio padrão de papel decorativo, o que torna este padrão exclusivo do cliente. DIAFOS - Termolaminados translúcido. POSTFORMING - Pode ser post-formado com curvas côncavas ou convexas, devido ao facto de suportar temperaturas ente os 160 e 220 ºC. METALLI - Termolaminado com superfície metálica. STRATICOLOR - Termolaminado compacto com várias camadas de papel Kraft colorido revestido nas duas faces com papel decorativo. Produz um excelente efeito visual. MEG - Usado para revestimentos de exteriores, o

118

Aglomerados de Madeira

resistente ao tempo.

LIMIPHOS - Termolaminado verde Florescente.

119

Aglomerados de Madeira ANEXO II – Especificações comerciais de alguns tipos de aglomerados 120 .

A.2.1.60 10 28 2200 4A 11 +/.A.5 3-4 5-6 GAMA GAMA GAMA GAMA +/2.05 0.0 +/1.05 0.5 7-9 +/2. N.0 +/0.40 150 6 0.5 +/2. N.A.2. EM COMPRIMENTO MÁX.0 +/1.A. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2 +/2.5 20-30 +/.05 0.A. ESPESSURA MÍNIMO NAS DUAS FACES 0. 1200 720 +/30 1000 750 1200 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÁX.A.40 8 150 0.2 +/2.7 13-19 0.2 +/. N.05 0.65 12 30 2500 4 A 11 +/.0 +/0.0 +/.90 35 30 N.7 0.60 12 150 0.5 +/2.7 20-30 0.90 30 30 2700 4A 11 +/.0 +/1.5 13-19 +/2.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 2. 4A 11 +/.Aglomerados de Madeira 1. 1200 750 +/30 1000 800.A.A.0. 1200 860 +/30 N.65 15 30 2700 4A 11 +/. 1200 820 +/30 N.05 0.3 +/.7 0.60 15 150 0.90 45 30 N. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 2. 4A 11 +/.A.60 15 150 0.2.7 10-12 0.5 10-12 +/.A.2 +/2. 1200 770 +/30 N.0 +/0.0 +/1.7 7-9 0. 121 .0 +/.2 +/2.7 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEROR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) 2 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 40 40 40 40 40 40 40 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 2.A.0 +/.05 0.5 3-4 5-6 7-9 10-12 13-19 20-30 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO 860 +/30 N.2 +/2. 1200 780 +/30 N.0.0 +/0.1.05 EN 318 EN 382 – 1 ISO – 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0 +/1. N.60 8 25 2100 4A 11 +/. N.A.0 +/0.0 +/.2.60 10 150 0.5 3-4 5-6 0.60 15 150 0.

05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR CE SÍLICA (%) MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISSO 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.2. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.2 +/.0 +/.30 0.0.7 15 50 4000 4 A 11 +/.30 0.2.05 880 +/.0 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.1.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA MÁXIMO 880 +/.2. 122 .0 +/.7 25 50 4000 4 A 11 +/.2 +/.1.Aglomerados de Madeira 2. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.7 40 1.5 +/.2.0 +/.0.

05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE SÍLICA (%) GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISO .2.2 +/.2 +/.1.60 11 25 2200 4 A 11 +/.5 +/.1.05 22 610 +/. 123 .2.0 +/.30 0.7 40 0.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 0.0.60 13 28 2200 4 A 11 +/.0.1.2.05 610 +/. PARA USOS GERAIS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.0.0 +/.0 +/.30 0.7 40 22 0.2.0 +/.5 22 +/.Aglomerados de Madeira 3.0 +/. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE.2.2.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 610 +/.2 +/.0 +/.30 0.65 16 30 2200 4 A 11 +/.

40 6.0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS TOLERÂNCIAS (MM) 12 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) GAMA ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS 12 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO – TESTE CÍCLICO (N/MM2) INCHAMENTO – TESTE CÍCLICO (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.15 15 30 2200 4 A 11 +/ .20 15 32 0.0 EN 324-1 13-19 ESPESSURAS (MM) 20-30 MÉTODO DE ENSAIO 0.0 +/.1.05 730 +/ .25 16 37 2700 4 A 11 +/ .05 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .A.1.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A. 1200 0.2.40 6.Aglomerados de Madeira 4.A.0 +/.2 +/.2.0 +/.7 40 EN 321 EN 321 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 2700 4 A 11 +/ .0 150 0.7 40 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 12 DENSIDADE (KG/M ) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) 3 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 800 +/ . 124 .30 N.05 GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO 770 +/ .2 +/.0 +/.30 1000 800 1200 0.5 +/.0 150 0.0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.30 1000 750 1200 0.2 +/. N.1.5 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 +/.2.00 7 0.7 40 GAMA GAMA GAMA +/.0.90 0.30 5.2.0 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 MÉTODO DE ENSAIO +/.2.0 150 0.2.90 EN 319 7 6 EN 317 0.5 +/.

0 +/.2.00 9 25 2000 4 A 11 +/ .0 +/.Aglomerados de Madeira 5.2 +/. 1200 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0 +/.7 40 1.00 10 28 20700 4 A 11 +/ .5 +/.A.1.A.40 7 180 0.05 800 +/ .2.0.0.2.2.2.05 22 720 +/ .7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 2 MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 ESPESSURAS (MM) 12 16-19 770 +/ . N.1.0 +/.1.05 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .5 22 +/.30 5 180 0.2. 125 .3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.2 +/.3 +/.0 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.30 1000 850 1200 0.30 N.30 1000 800 1200 0.40 6 180 0.7 40 22 1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.05 12 30 2500 4 A 11 +/ .0 +/.0.

A EN 382-1 0.2 EN 324-1 +/. N.A.785 EN 319 15* EN 317 N.30 6.Aglomerados de Madeira 6.A.0.A EN 311 N.A.A.5 EN 120 EN 310 EN 310 EN 322 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÉDIA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 770 EN 323 N.1.A EN 318 N. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL TOLERÂNCIAS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DA DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) * VALOR PARA PLACA NÃO ACABADA OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS MÍNIMO MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA GAMA MÁXIMO (MÉDIA ANUAL) MÁXIMO MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 5 EN 324-1 +/. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2 EN 324-2 +/. N.2 EN 324-1 +/.A N.5 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 0. 126 .05 ISO – 3340 MÁXIMO TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A. 4 A 11 +/ . EN 320 N.

5 +/.25 0.0.0.40 0.5 28-32 +/.5 1500 0.5 +/.0 1600 0.0 1350 0.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 14.0.3 2 1.35 0.5 +/.8 35 11.27 0.3 2 1. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA PARA APLICAÇÕES INTERIORES.5 +/. 127 .3 2 1.8 12.38 0.0 1800 0.8 28-32 12.5 +/.Aglomerados de Madeira 7.0.0.5 +/.5 +/.3 2 1.8 13. TEOR DE FORMALDEÍDO (CLASSE 1) – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE 1.5 +/. NOMEDAMENTE MOBILIÁRIO.5 +/.5 35 +/.3 2 1.5 +/.0 1200 0. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA GAMA GAMA +/.8 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÍNIMO MÍNIMA MÍNIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 311 GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÁXIMO CLASSE 1 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 EN 322 10 8 10 8 10 8 10 8 10 8 EN 120 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.5 +/.5 +/.

5 +/.5 +/.5 +/.65 0.65 4 20 720 5 A 13 20 4 20 720 5 A 13 20 21-25 +/.5 +/.0.5 +/.0. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) PROPRIEDADES E TOLERÂNCIAS ADICIONAIS ESQUADRIA (MM) MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÉDIA GAMA MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 +/.65 4 18 660 5 A 13 20 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 2 2 21-25 2 26-30 2 128 .3 21-25 0.5 +/.5 +/.3 +/.3 26-30 +/.0.3 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 0.65 4 18 700 5 A 13 20 26-30 0.Aglomerados de Madeira 8.0.5 +/.

25 7 11 5 A 13 30 18.40 0.25 6 11 5 A 13 30 16.0.5 +/.5 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 19.5 +/.45 0.5 28-32 +/.5 +/.50 0.0 1900 0.0 2400 0.20 6 10 5 A 13 30 28-32 14.3 2 1.0.5 +/.5 +/. 129 . INCLUINDO MOBILIÁRIO.0.0 2550 0.0.50 0.5 +/. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES.5 +/.5 +/.5 +/.Aglomerados de Madeira 9.0 2150 0.15 6 10 5 A 13 30 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO (%) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÁXIMA MÍNIMO MÍNIMO APÓS TESTE CÍCLICO MÁXIMO APÓS TESTE CÍCLICO GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 321 EN 317 EN 321 EN 322 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.5 +/.3 2 1.3 2 1. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA MÁXIMO MÁXIMO +/.3 2 1.

35 </=0.0.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA </=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191.8 – 1. 130 .10 MÁXIMO DESVIO 1.2 +/.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.0 -0 / +10 +/.6 – 0.15 2. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1.Aglomerados de Madeira 10. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO 0. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.55 </=1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 1.0.05 G / CM3 UNIDADE N.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.

TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.8 ESPESSURA >0.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL ESPESSURA <0. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1. 131 .35 </=0.0.15 2.05 >/=10 >/=15 >/=10 >/=15 MM SEG G / CM3 >/=1.10 MÁXIMO DESVIO 1.0.55 </=1.35 3. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL FORMABILIDADE RAIO RESISTÊNCIA ÀS BORBULHAS DENSIDADE TEMPO DE FORMAÇÃO DE BOLHAS DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1.8 >/= 1.Aglomerados de Madeira 11. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO1183.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA >/=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=5 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191.

35 </=0.0.05 G / CM3 UNIDADE GRAU GRAU GRAU GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO >/=4 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >/=3 >/=5 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.0. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.55 </=1.Aglomerados de Madeira 12.15 1.4 2. 132 .5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA AO ASPECTO CIGARRO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=30 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.10 MÁXIMO DESVIO 1. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA 1.

Aglomerados de Madeira 13.000 W5 33 >15.º DE VOLTAS N GRAU GRAU GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU >/=3 * O LAMINADO É ENCOLADO COM PVAC EM MDF DE ESPESSURA 6+/-0.65 </=1.600 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1. LAMINADO PARA PAVIMENTOS 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.5 >/=30 OUTRAS MM MM >/=1.000 N. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA (ESFERA DE GRANDE MARCA DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO 0. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE (CLASSES DE ABRASÃO) (CLASSES DE UTILIZAÇÃO – EN 685) RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À PONTO INICIAL – IP ABRSÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA À LIZ CONTRASTE ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO ASPECTO UNIDADE ESPECIFICAÇÃO W3 23 31 >6000 >/=3 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >/=5 >/=3 W4 32 >10. 133 .35 </=0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 2.3 MM E DENSIDADE 850+/-50KG/M3. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 MÁXIMO DESVIO 1. TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191. DE ACORDO COM A NORMA EN 316.15 G / CM3 3.

CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. PRATELEIRAS E ESTANTES. DECORAÇÃO.Aglomerados de Madeira 14. MEDIANTE PEDIDO. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE SECO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. TIPO 2. SUPERFÍCIE TOTALMENTE PLANA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). NÃO EXCEDENDO OS 65% DE HUMIDADE RELATIVA. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. PAINEL DE COR CLARA. COMPRIDAS E ORIENTADAS. 134 . EMBALAGENS. PAVIMENTO RESISTENTE A CARGAS A PARTIR DE 15 A 18 MM DE ESPESSURA. ISOPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: ISOPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. DESDE QUE ESTA NÃO ULTRAPASSE OS 85%. APRESENTAÇÃO: ISOPLY ISOPLY RL 2 TOPOS: ISOPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS. REVESTIMENTO INTERIOR DE PAREDES. É POSSÍVEL UM AUMENTO PASSAGEIRO DE HUMIDADE DO AR DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO.

PERPENDICULAR AOS APOIOS.8 +/. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.2 +/.8 +/.2 8 +/-2 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO ISOPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA. 135 .0.34 >/=0.32 >/=0.30 </= 20 </= 20 </= 20 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER.0.2 +/.2 8 +/-2 18-22 580 +/40 +/.0. O ISOPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83). O ISOPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL). EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O ISOPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 2 SEGUNDO A NORMA EN 300. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA % MG/100 G 6-8-10 620 +/40 +/.2 8 +/-2 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 319 EN 317 EN 120 MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: TRACÇÃO: RESISTÊNCIA INICIAL: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: >/=4200 >/=4200 >/=4200 >/=1500 >/=1500 >/=1500 >/=26 >/=24 >/=22 >/=11 >/=10 >/=9 >/=0.8 +/.2 +/.

PRATELEIRAS E ESTANTES. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. CERCAS ABRIGADAS.Aglomerados de Madeira 15. NÃO EXCEDENDO OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. TIPO 3. DECORAÇÃO. APRESENTAÇÃO: LAMÉPLY LAMÉPLY RL 2 TOPOS: LAMÉPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. PAVILHÕES DE EXPOSIÇÃO. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. VERNIZ.. LAMÉPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O LAMÉPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. PINTURA. O LAMÉPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. COMPRIDAS E ORIENTADAS. 136 . MEDIANTE PEDIDO. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. REFORÇO DE VIGAS. REVESTIMENTOS DE PAVIMENTO.. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). COMPATIBILIDADE COM OS ACABAMENTOS MAIS COMUNS: LACA. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS RESISTENTES OU FLUTUTANTES. PAINEL DE COR CLARA. REVESTIMENTOS MURAIS. TECTOS.

EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.2 +/.0.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=24 >/=12 >/=10 >/=0. PERPENDICULAR AOS APOIOS.15 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/.8 +/.8 +/. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 620 +/40 +/.8 +/. 137 .45 >/=0.0.12 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120 TRACÇÃO: MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: % MG/100 G </= 15 </= 12 </= 12 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO.13 >/=0. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO LAMÉPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.2 +/.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=28 >/=14 >/=12 >/=0.0.13 18-22 580 +/40 +/.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=26 >/=13 >/=11 >/=0. O LAMÉPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL).Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O LAMÉPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 3 SEGUNDO A NORMA EN 300.40 >/=0. O LAMÉPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83). ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER.15 >/=0.2 +/.50 >/=0.18 >/=0. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

DECORAÇÃO. APRESENTAÇÃO: TRIPLY TRIPLY RL 2 TOPOS: TRIPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. GRANDES FORMATOS. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). PAVIMENTOS. TRIPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O TRIPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. EMBALAGEM. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. DE FORMA PERMANENTE. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. VIGAS EM L. O TRIPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. ALPENDRES. APLICAÇÕES: ESTRUTURAS DE MADEIRA. PODENDO EXCEDER OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. PRATELEIRAS E ESTANTES. ESTE PAINEL É ADEQUADO PARA UTILIZAÇÕES SUJEITAS A EXIGÊNCIAS MUITO ELEVADAS.Aglomerados de Madeira 16. 138 . COMPRIDAS E ORIENTADAS. MEDIANTE PEDIDO. COBERTURAS DE VIGAS. CERCAS ABRIGADAS. TIPO 4. PARTICULARIDADES RESISTÊNCIA MECÂNICA ELEVADA.

Aglomerados de Madeira

REDUZIDAS VARIAÇÕES DIMENSIONIAS. POSSIBILIDADE DE CLASSIFICAÇÃO M2, MEDIANTE APLICAÇÃO DE VERNIZ. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM CONTRAVENTAMENTOS, COM ESPESSURAS A PARTIR DE 8 MM. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM COBERTURAS INCLINADAS. CERTIFICADO DE RÓTULO ECOLÓGICO EXCELL.
CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS

O TRIPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 4 SEGUNDO A NORMA EN 300. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O TRIPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83) QUE GARANTE, PARA A MAIORIA DAS CARACTERÍSTICAS, VALORES QUE ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.
CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 720 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=38 >/=17 >/=19 >/=0,60 >/=0,21 >/=0,17 ESPESSURA 12-15 700 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=36 >/=16 >/=18 >/=0,58 >/=0,17 >/=0,15 18-22 670 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=34 >/=15 >/=17 >/=0,55 >/=0,15 >/=0,13 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120

TRACÇÃO:

MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100:

INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO:

% MG/100 G

</= 10

</= 9 </= 8 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3

PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO, O TRIPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL), PERPENDICULAR AOS APOIOS. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

139

Aglomerados de Madeira

ANEXO III – Normalização de Madeiras e seus Derivados

140

Aglomerados de Madeira

I. NORMAS PORTUGUESAS (NP, NPEN) E PROJECTOS DE NORMAS PORTUGUESAS (prNP) NO DOMINIO DA MADEIRA

I.1- MADEIRA – GERAL

⇒ NP 180: 1962 - Anomalias e defeitos da madeira. ⇒ NP 480: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Termos e definições. ⇒ NP 481: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Métodos de medição. ⇒ NP 482: 1988 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões nominais. ⇒ NP 486:1983 - Madeira serrada de resinosas - Tolerância nas dimensões. ⇒ NP 614: 1973 - Madeiras - Determinação do teor em água. ⇒ NP 615:1973 - Madeiras - Determinação da retracção. ⇒ NP 616:1973 - Madeiras - Determinação da massa volúmica. ⇒ NP 617: 1973 - Madeiras - Determinação da dureza. ⇒ NP 618:1973 - Madeiras - Ensaio de compressão axial. ⇒ NP 619: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão estática. ⇒ NP 620: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão dinâmica. ⇒ NP 621: 1973 - Madeiras - Ensaio de tracção transversal. ⇒ NP 622: 1973 - Madeiras - Ensaio de fendimento. ⇒ NP 623: 1973 - Madeiras - Ensaio de corte. ⇒ NP 890: 1972 - Madeiras resinosas - Nomenclatura comercial. ⇒ NP 987:1973 - Madeiras serradas - Medição de defeitos. ⇒ NP 1877: 1990 - Madeiras redondas - Classificação por dimensões. ⇒ NP 1881: 1982 - Madeiras redondas - Métodos de medição. ⇒ NP 3229: 1988 - Madeiras redondas de resinosas - Classificação por qualidade.

I.2 - MADEIRA – EMBALAGENS

⇒ NP 710: 1968 - Embalagens de madeira - Classificação e terminologia.

141

Painéis de parquete mosaico.Definições e características gerais ⇒ NP 748:1969 .Tacos de madeira . ⇒ NP 752:1969 .Madeiras .Classificação.Pavimentos de edifícios .Características e classificação.Tratamento de madeiras para construção. I.Preservação de madeiras .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Anobium punetatum (De Geer) .Madeiras . preparação e tratamento. 142 .MADEIRA PARA ESTRUTURAS ⇒ NP 4305: 1995 . I. ⇒ NP 892: 1972 .Pavimentos de edifícios .Tacos de azinho .Tacos de eucalipto comum . ⇒ NP 751: 1969 .Pavimentos de edifícios .Produtos preservadores de madeiras .6 .Classificação visual.Características e classificação.Tacos de pinho bravo .Madeira serrada de pinheiro bravo para estruturas .Características e classificação.Método laboratorial. ⇒ NP 749: 1987 . I.Tacos de castanho .Madeiras para embalagens em contacto com géneros alimentícios sólidos .Características.Método laboratorial.Pavimentos de edifícios .Características e classificação.Símbolos das espécies de madeiras a utilizar no revestimento de pavimentos. ⇒ NP 750:1969 .POSTES ⇒ NP 267: 1986 .5 . I.3 .Aglomerados de Madeira ⇒ NP 3226:1987 . ⇒ prNP 3153: 1986 .Determinação da eficácia preventiva contra Lyctus brunneus (Stephens) .Tacos de madeiras tropicais para pavimentos . ⇒ NP 4099: 1991 . ⇒ NP 2080: 1985 . dimensionamento.Pavimentos de edifícios .Características e classificação.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ NP EN 48:1992 .Características Conservação.4 . ⇒ NP 969:1973 .Produtos preservadores de madeiras .Peças serradas de pinho bravo para embalagens .MADEIRA – PAVIMENTOS ⇒ NP 747: 1969 .MADEIRA .Postes de madeira de pinheiro bravo para linhas eléctricas .

⇒ NP EN 460: 1994 .Produtos preservadores de madeiras .Determinação do limite de eficácia contra Reticulitermes santonensis de Feytaud .Determinação do limite de eficácia contra Anobium punctatum (De Geer) por transferência lavar .Preservação da madeira . ⇒ NP EN 335-1:1994 .Método laboratorial. ⇒ NP EN 152-1: 1993 . 143 .Método laboratorial. ⇒ NP EN 46: 1989 .Aglomerados de Madeira ⇒ prNP 3164: 1986 .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .Determinação da eficácia preventiva contra larvas recentemente eclodidas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) .Método laboratorial.Produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial ⇒ NP EN 47:1992 .Definição das classes de risco de ataque biológico .Parte 1: Generalidades. ⇒ NP EN 118: 1992 . ⇒ NP EN 11 7: 1992 .prova de deslavagem.Ensaio de campo para determinação da eficácia protectora de um produto preservador de madeiras em contacto com o solo.Produtos preservadores de madeiras .Determinação do limite de eficácia contra larvas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Produtos preservadores de madeiras .Parte 2: Aplicação à madeira maciça. ⇒ NP EN 21: 1991 .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Método laboratorial para determinação da eficácia preventiva de um tratamento de madeira aplicada contra o azulamento Parte 1: Aplicação por pincelagem.Prova de evaporação. ⇒ NP EN 73:1991 .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial.Determinação da eficácia curativa contra larvas de Hylotrupes bajulus . ⇒ NP EN 84: 1992 . ⇒ NP EN 335-2:1994 .Método laboratorial. ⇒ NP EN 212: 1988 .Produtos preservadores de madeiras .Guia de amostragem e preparação para análise de produtos preservadores de madeira tratada.terminologia.Definição das classes de risco de ataque biológico .Determinação da eficácia preventiva contra Reticulitermes santonensis de Feytaud .Durabilidade natural da madeira maciça Guia de exigências de durabilidade das madeiras na sua utilização segundo as classes de risco.Métodos de ensaio dos produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 252: 1992 .Produtos preservadores de madeiras . ⇒ prNP 3928: 1989 .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .

⇒ prEN 1309: 1998 .Round and sawn timber .Terminology .Part 10: Terms relating to stain and fungal attack.Part 7: Terms relating to biological structure of timber. .Part 2: General terms relating to round timber.Part 1: Oak and beech. ⇒ EN 1310: 1997 .Terminology . ⇒ EN 844-2: 1997 .Terminology . ⇒ EN 1311: 1997 .Part 4: Terms relating to moisture content.Round and sawn timber .Round and sawn timber . ⇒ EN 1315-1: 1997 .Round and sawn timber .Method of measurement of dimensions .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-6:1997 .Hardwood sawn timber .Determination of the batch volume of sawn timber.Round and sawn timber .Terminology .Round and sawn timber.Wood .Terminology . 144 .Terminology . ⇒ EN 844-3:1995 .Part 8: Terms relating to features of round timber.Method of biological degradations.Terminology . ⇒ EN 1313-1: 1997 .Terminology .1.Part 1: Softwood sawn timber.Part 1: General terms common to round timber and sawn timber. ⇒ EN 844-11:1997 .Round and sawn timber .Permitted deviations and preferred sizes. ⇒ EN 844-8: 1997 .Round and sawn timber .Method of measurement of features. ⇒ EN 975-1: 1995 .Terminology .Round and sawn timber .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-7:1997 .Method of measurement of dimensions: Part 1: Saw timber. ⇒ EN 844-4: 1997 . ⇒ EN 844-5:1997 .Part 5: Terms relating to dimensions of round timber.Round and sawn timber . ⇒ prEN 844-12:1998 .Dimensional classification .MADEIRA – GERAL ⇒ EN 844-1: 1995 .Visual grading .Terminology .Part 1: Hardwood rounds timber.Part 3: General terms relating to sawn timber.Round and sawn timber .Part 6: Terms relating to dimensions of sawn timber.Round and sawn timber .Round and sawn timber .Part 11: Terms relating to degrade by insects. ⇒ EN 844-9:1997 .Aglomerados de Madeira II .Part 9: Terms relating to features of sawn timber. PRÉ-NORMAS EUROPEIAS (ENV) E PROJECTOS DE NORMAS EUROPEIAS (prEN) NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS.Round and sawn timber – Terminology .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-10:1997 .Round and sawn timber.Terminology .NORMAS EUROPEIAS (EN).Part 12: Additional terms and general index. ⇒ EN 1312: 1997 .Part 2: Round timber. II. ⇒ EN 1309: 1997 .

Part 2: Quality grading.Part 3: Quality grading for European pines. ⇒ EN 1316-3:1997 .Aglomerados de Madeira ⇒ EN 1315-2:1997 .MADEIRA .Timber in joinery .Part 3: Ash and maples.Qualitative classification .Part 2: Softwood rounds timber.Qualitative classification .Requirements for workmanship.Classification of timber quality. ⇒ EN 1316-1: 1997 . ⇒ prEN 1927-3:1996 .Visual grading .2 .Softwood saw timber visual grading .Hardwood round timber . Pines and Douglas firs.Part 1: European Spruces.Sawn timber .Qualitative Classification of Softwood round timber. 145 .CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ EN 942:1996 . ⇒ prEN 12169:1997 .MADEIRA .3 . ⇒ prEN 1747-2:1994 .Method of measurement of moisture content .Timber joinery .Oaks. ⇒ prEN 1747-1: 1994 .General characteristics.Qualitative classification . ⇒ EN 1438:1998 .Appearance grading of softwood Visual .Part 1: Oale and beech.Dimensional classification .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .General acceptance Marking and delivery roles. beech.Sawn softwood .Classification of standing timber . poplar and ash. ⇒ prEN 1611-1: 1994 .Criteria for acceptance of a batch of sawn timber. ⇒ prEN 13183-2: 1998 . REVESTIMENTOS ⇒ prEN 1357:1993 .Qualitative Classification of Softwood round timber.Part 2: Method for estimating moisture content of a piece of sawn timber (Electrical method) II.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .PAVIMENTOS. Part2: Pines. Firs.Part 2: Poplar. ⇒ prEN 1358:1993 . Part I: Spruces and firs. ⇒ prEN 1927-2:1996 .ROlU1d and sawn timber . ⇒ prEN 1927-1:1996 . ⇒ EN 1611-3:1995 . ⇒ EN 1611-2:1995 .Part 2: Qualitative classification . ⇒ prEN 1314: 1994 .Classification of standing timber .Symbols for use in documentation of timber and wood based products.Wood .Hardwood round timber . ⇒ EN 1316-2: 1997 .Hardwood round timber .Qualitative Classification of Softwood round timber.Part 1: Dimensional classification. II. Part3: Larehes and Douglas fus.

Permitted deviations and guidelines for dimensions.Wood based panels.Sawn Timber used in pallets. II. ⇒ prEN 13226:1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .4 MADEIRAS: PALETES E EMBALAGENS ⇒ prEN 12246 . Determination of the resistance to chemical agents (including water detergent).Wood flooring. and wood panelling and cladding.Determination of the quality of sawn timber in pallets. ⇒ prEN 12247 .Determination of the quality of timber in industrial packaging. Determination of geometrical characteristic. Solid hardwood flooring boards. ⇒ prEN 13489:1994 . ⇒ prEN 1910:1997 . parquet blocks. ⇒ prEN 13647:1994 . Bonding quality. Test method. ⇒ prEN 1535:1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding.Wood flooring (including parquet) product standard.Wood flooring (including parquet).Wood flooring (including parquet) .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1368:1993 .Solid Wood Panels. Multi-Layer parquet. Determination of with areaway capacity of fasteners.Resistance to indentation. ⇒ prEN 12248 . Parquet strip with groove(s) and/or tongue. ⇒ prEN 13446: 1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . ⇒ prEN 13354:1994 . ⇒ prEN 1533:1994 .Solid lamparquet and solid large lamparquet. Product standard.Wood flooring (including parquet) and wood panelling .Mosaic Parquet.Guidelines for general conditions of testing.Solid parquet & other products without tongue and groove inc.Wood flooring (including parquet) and wood panelling .Method of test for dimensional stability.Test method . ⇒ prEN 13228: 1994 . ⇒ prEN 13629: 1994 . 146 .Wood flooring (including parquet) .Wood and parquet flooring. ⇒ prEN 13227:1994 . ⇒ prEN 13442:1994 . ⇒ prEN 13488:1994.Wood flooring (including parquet) .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding – Appearance General characteristics. ⇒ prEN 1534:1994 .Typica1 test assembly to determine bending properties.

Timber structures . graded timber and grading machines. II. ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ EN 301: 1992 . ⇒ EN 383:1993 . ⇒ ENV 387:1999 .Finger jointed structural timber .Test methods .Sizes permissible deviations.General principles for static load testing.Determination of the yield moment of dowel type fasteners Nails. ⇒ EN 338:1995 .Determination of some physical and mechanical properties. ⇒ EN 408: 1995 . ⇒ EN 595:1995 .Requirements for visual strength grading standards.Glued laminated timber .Large finger joints .MADEIRA PARA ESTRUTURAS.Structural timber and glued laminated timber . ⇒ EN 336: 1995 .Performance requirements and minimum production requirements.Strength classes.Test of trusses for the determination of strength and deformation behaviour.Structural timber .Glued laminated timber .Timber structures .Requirements for machine strength. Permitted deviations and preferential sizes.Shear test of glue lines.Timber structures .Timber structures .Test methods.Structural timber . ⇒ EN 385:1995 . ⇒ EN 392: 1995 .Performance requirements and minimum production requirements.Racking strength and stiffness of timber frame wall panels.Delimitation test of glue lines.Grading . ⇒ EN 594:1995 .Timber structures . ⇒ EN 409:1993 .Grading .Structural timber . ⇒ EN 380: 1993 .Test methods . ⇒ EN 386: 1995 . phenolic and aminoplastic for load-bearing timber structures: Classification and performance requirements. ⇒ EN 384:1995 .Structural timber .Glued laminated timber .Sizes .Test methods .Adhesives.Determination of embedding strength and foundation values for dowel type fasteners. 147 .Structural timber . ⇒ EN 519:1995 .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12249 .Glued laminated timber .Determination of characteristics values of mechanical properties and density.Timber structures .Sawn Timber used in pallets. ⇒ EN 391: 1995 .Coniferous and poplar . ⇒ EN 390: 1994 .5 . ⇒ EN 518: 1995 .Permissible deviations.Performance requirements and minimum production requirements.Glued laminated timber .Test methods .

Requirements for wood density.Design of timber structures . ⇒ EN 1194: 1998 -Glued laminated timber . ⇒ prEN 1383:1994 . ⇒ prEN 1382:1994 .Determination of characteristic values of mechanical properties and density. ⇒ EN 1058: 1995 .technica1 delivery conditions.Joints made of punched metal plate fasteners.Strength classes . ⇒ prEN 1059: 1993 .Design of timber structures . ⇒ prEN 912:1992 .Timber structures .Design of timber structures . ⇒ EN 1195: 1997 .Test methods .Test methods . ⇒ EN 1193: 1997 . ⇒ EN 26891: 1991 .Pull through testing of timber fasteners.Test methods . ⇒ prEN 1380: 1994 .Production requirements for fabricated trusses using punched metal plate fasteners.Determination of mechanical properties of wood based panels.Wood based panels .Joints made with mechanical fasteners .Timber structures .Continuously hot-dip zinc coated structural steel sheet and strip .Structural timber and glued laminated timber .Determination of shear strength and mechanical properties perpendicular to the grain.Part 2: Bridges ⇒ EN 10147:1994 .Timber structures . ⇒ prEN 13271: 1998 Timber fasteners characteristic load-carrying capacities and slip module.Load bearing nailed joints.Withdrawal capacity of timber fasteners.Timber structures . ⇒ EN 28970:1991 . ⇒ prEN 1075:1993 .Eurocode 5 .Part l-I: General rules and rules for buildings.Test methods .Timber structures .Performance of structural floor decking.Timber structures .Eurocode 5 .Specifications for connects for timber.Test methods .Assignment of visual grades and species.Test methods .Timber structures .Strength classes and determinations of characteristic properties. ⇒ ENV 1995-1-1: 1995 .Structural tire design.Timber structures . ⇒ ENV 1995-2:1995 .Structural timber . ⇒ EN 789:1995 . ⇒ ENV 1995-1-2: 1995 .Timber fasteners .Timber structures . ⇒ prEN 1381: 1994 .Aglomerados de Madeira ⇒ EN 596:1995 .Soft body impact test of timber framed walls.Load bearing stapled joints. 148 .Testing of joints made with mechanical fasteners . ⇒ EN 1912: 1998 .Eurocode 5 .Timber structures .General principles for the determination of strength and deformation characteristics.Test methods .Timber structures .Part 1-2: General rules .Test methods .Timber structures .

Particleboards .Structural floor decking on joists .Bonding quality .Part 1: General requirements for all board types.Plywood .Plywood .Specifications .Specifications .Determination of modulus of elasticity in bending and of bending strength.Solid wood panels .Part 2: Performance requirements.Particleboards .Extraction method called the perforator method. 149 .Wood-based panels .Particleboards . ⇒ EN 312-3:1996 .Plywood .Particleboards . ⇒ prEN 12869-2:1993 . ⇒ EN 309: 1992 .Determination of formaldehyde content .Test method.Particleboards .Specifications . ⇒ EN 312-1: 1996 . ⇒ EN 312-6: 1996 . ⇒ EN 312-5:1997 .Part 7: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in humid conditions. ⇒ EN 312-7: 1997 .Classification and terminology .Surface soundness of particleboards . ⇒ EN 300:1997 .Specifications . ⇒ EN 314-2:1993 .PLACAS DE DERIVADOS DE MADEIRA ⇒ EN 120:1992 . ⇒ EN 314-1: 1993 .Classification and terminology.Characteristic values for structural design.Wood-based panels .Particleboards . ⇒ EN 311: 1992 .Particleboards .Part 2: Terminology.Wood based panels .Part 5: Requirements for load-bearing boards for use in humid conditions.Particleboards .Wood particleboards .Plywood . ⇒ EN 312-4:1996 .Specifications .Part 1: Classification.Bonding quality .Definition and classification.Particleboards .Wood Based Panels .Specifications . ⇒ EN 312-2:1996 .Part 2: Requirements.Part 6: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in dry conditions.Oriented strand boards (OSB). ⇒ EN 313-1: 1996 .Part 4: Requirement for load-bearing boards for use in dry conditions.Aglomerados de Madeira II. ⇒ EN 310: 1993 .Part 1: Test methods.Specifications .6 . ⇒ prEN 12775 .Classification and terminology . ⇒ EN 313-2: 1995 . ⇒ EN 12369: 1993 .Part 2: Requirement for general purpose boards for use in dry conditions.Part 3: Requirement for boards for interior fitments (including furniture) for use in dry conditions.

⇒ prEN 13017-'2:1997 .7 .Part 1: Requirements for use in dry conditions.Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .W ood preservatives . ⇒ prEN 13353-2:1993 . ⇒ prEN 12871-3:1993 .Wood-based panels .Part 1: Requirements for use in humid conditions.Classification by surface appearance . ⇒ EN 22:1974 .Structural wall Sheathing on studs . ⇒ prEN 12871-2:1993 . ⇒ prEN 12872-1: 1993 . 150 .Structural roof decking on joists .Structural roof decking on joists .Part 2: Hardwood.Wood preservatives .Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Determination of the protective effectiveness against Anobium punetatum (De Geer) by egg-laying and larval survival .Methods of sampling and analysis .Part I: Performance specifications.Determination of eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae .Guidance for structural panel installation .Solid wood Panels .Solid wood Panels .Wood-based panels .Part 2: Performance requirements.Wood-based panels .Wood preservatives . ⇒ prEN 13017-1: 1997 .Guidance for struck panel installation .Classification by surface appearance .Wood preservatives .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12870-1: 1993 .Part 2: Walls.Wood-based panels .Part 1: Flooring. ⇒ EN 20-2:1993 .Part 1: Softwood.Part I: Requirements for use in exterior conditions. II.Part 2: Application by impregnation . ⇒ prEN 12871-1:1993 .Part 2: Performance requirements.Part 1: Performance specifications.Wood preservation.Specifications .Part 1: Application by surface treatment .Creosote and creosoted timber.Wood-based panels .Solid wood Panels .Solid wood Panels .Part 3: Roofing.Part 3: Performance test method. ⇒ EN 1014-2:1995 .Part 2: Procedure for obtaining a sample of creosote from creosoted timber for subsequent analysis.Structural wall sheathing on studs . ⇒ prEN 13353-3:1993 .Structural roof decking on joists . ⇒ prEN 12872-3:1993 .Part 1: Application by surface treatment Laboratory method.Specifications .Wood-based panels .Laboratory method.Guidance for structural panel installation . ⇒ prEN 13353-1:1993 . ⇒ prEN 12870-2:1993 .Wood-based panels .Wood-based panels . ⇒ EN 49-1: 1992 .Laboratory method.Specifications .Solid wood Panels .Laboratory method.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ EN 20-1: 1992 . ⇒ prEN 12872-2: 1993 .

3 .Timber in doors .Laminated wood flooring.Timber in windows .Methods of sampling and analysis Part 3: Determination of the benzopyrene content of creosote.Creosote and creosoted timber .Hardwoods.Wood preservatives . ⇒ TC 175. III.End grain blocks.MADEIRA .03 .Flooring boards . ⇒ TC 175.01 . Wood-based panels . ⇒ TC 175.PALETES.Wood flooring .02 .Method of test for determining the resistance against wood-destroying beside omits.Part 2: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by leaching into water or synthetic sea water.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1014-3:1997 .335.01 .PAVIMENTOS.Methods for measuring losses of active ingredients from treated timber .MADEIRA .Durability of wood and wood-based products.03 .Part 1: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by evaporation to air.Creosote and creosoted timber .32.) QUE PROVAVELMENTE DARÃO ORIGEM A NORMAS EUROPEIAS RELEVANTES NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS III.Wood flooring .Wood preservatives .335.Wood preservation .General timber requirements.Determination of the eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae .2 .Methods for measuring losses of active ingredients and other preservative ingredients iron treated timber . ⇒ ENV 1250-1: 1994 . EMBALAGENS 151 .MADEIRA .Wood flooring (include parquet) .Wood preservatives . ⇒ ENV 1390: 1994 . REVESTIMENTOS ⇒ TC 175.CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ TC 175. ⇒ TC 175.Laboratory method.337.4 .335.Softwood.MADEIRA .Wood preservatives .General timber requirements..04 . ⇒ ENV 1250-2:1994 .Methods of sampling and analysis Part 4: Determination of the water-extractable phenols content of creosote.Wood flooring . III..32. DOCUMENTOS DE TRABALHO (TC.l. III. ⇒ prEN 1014-4:1995 . ⇒ ENV 13038 .Flooring boards .GERAL III.

Part 1: Performance speciation.212 .Timber fasteners . ⇒ TC 124.5 .01 . III.Methods softest. IIL6 .211 .213 .Characteristic load-carrying and slip-module.ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ TC 124.Guidelines for the dimension of sawn timber used in industrial packaging.406 .Structural floor decking on joists . ⇒ TC 124. ⇒ TC 112. ⇒ TC 112.Timber poles for overhead lines . ⇒ TC 175.418-3 .210 .Timber poles for overhead lines . ⇒ TC 124. 152 .Timber poles for overhead lines .Characteristic values for established products.Wood-based panels .Grading and strength classes.Durability requirements.209 .343.402 .Wood-based panels .Wood-based panels .POSTES ⇒ TC 124. ⇒ TC 112.Guidelines for the dimension of sawn timber used in pallets.Timber poles for overhead lines .418-1 . ⇒ TC 124.344.Part 3: Performance test method.Aglomerados de Madeira ⇒ TC 175.Timber poles for overhead lines .Determination of characteristic values.419-3 .Part 3: Performance test method.Structural wall sheathing studs .Sizes.Structural floor decking on joists . IIL.7-PLACASDEDERNADOSDEMADEIRA ⇒ TC 112.01 .MADEIRA .Wood-based panels .

Aglomerados de Madeira 153 .

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