Materiais de Construção

Derivados de Madeira

série MATERIAIS

joão guerra martins antónio vieira
I

1.ª edição / 2004

Apresentação

Este texto resulta inicialmente do trabalho de aplicação realizado pelos alunos da disciplina de Materiais de Construção I do curso de Engenharia Civil, sendo baseado no esforço daqueles que frequentaram a disciplina no ano lectivo de 1999/2000, vindo a ser anualmente melhorado e actualizado pelos cursos seguintes.

No final do processo de pesquisa e compilação, o presente documento acaba por ser, genericamente, o repositório da
Monografia do Eng.º ANTÓNIO VIEIRA que, partindo do trabalho acima identificado, o reviu totalmente, reorganizando, contraindo e aumentando em função dos muitos acertos que o mesmo carecia.

Pretende, contudo, o seu teor evoluir permanentemente, no sentido de responder quer à especificidade dos cursos da UFP, como contrair-se ainda mais ao que se julga pertinente e alargarse ao que se pensa omitido.

Esta sebenta insere-se num conjunto que perfaz o total do programa da disciplina, existindo uma por cada um dos temas base do mesmo, ou seja:

I. II. III. IV. V. VI. VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII.

Metais Pedras naturais Ligantes Argamassas Betões Aglomerados Produtos cerâmicos Madeiras Derivados de Madeira Vidros Plásticos Tintas e vernizes Colas e mastiques

Embora o texto tenha sido revisto, esta versão não é considerada definitiva, sendo de supor a existência de erros e imprecisões. Conta-se não só com uma crítica atenta, como com todos os contributos técnicos que possam ser endereçados. Ambos se aceitam e agradecem.

João Guerra Martins II

Aglomerados de Madeira

ÍNDICE ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................... 6 ÍNDICE DE FIGURAS............................................................................................................ 7 SUMÁRIO................................................................................................................................. 9 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10 CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” ....... 12 1.1. - HISTORIAL DA MADEIRA...................................................................................................12 1.2. – CONCEITO DE MADEIRA ...................................................................................................13 1.3. – NOMENCLATURA DA MADEIRA......................................................................................14 1.3.1. – ÁRVORES RESINOSAS ................................................................................................14 1.3.2. – ÁRVORES FOLHOSAS..................................................................................................15 1.4. – ESTRUTURA DA MADEIRA................................................................................................17 CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA .............. 21 2.1. – PREÂMBULO.........................................................................................................................21 2.2. – PROPRIEDADES FÍSICAS....................................................................................................21 2.2.1. – HUMIDADE ....................................................................................................................22 2.2.2. – DENSIDADE ...................................................................................................................24 2.2.3. – RETRACTILIDADE .......................................................................................................24 2.2.4. – HETEROGENEIDADE ...................................................................................................25 2.2.5. – ANISOTROPIA ...............................................................................................................25 2.2.6. – HIGROMETRICIDADE..................................................................................................26 2.2.7. – POROSIDADE.................................................................................................................26 2.2.8. – DUREZA..........................................................................................................................26 2.2.9. – COR..................................................................................................................................27 2.2.10. – BRILHO .........................................................................................................................27 2.2.11. – ODOR E GOSTO...........................................................................................................28 2.2.12. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA, TÉRMICA E SONORA .................................28 2.3. – PROPRIEDADES MECÂNICAS ...........................................................................................28 2.3.1. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO, À TRACÇÃO E À FLEXÃO................................29 2.3.2. – ELASTICIDADE, FLUÊNCIA E FADIGA....................................................................29 2.3.3. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO...........................................29 CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS ........... 32 3.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................32 3.2. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO ...........................................................................................33 3.3. – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL .........................................36 CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA ................................................................ 38 4.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS...................................................................................................38 4.2. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA...............................................................................39 4.2.1. - AGLOMERADOS............................................................................................................40 4.2.1.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................40

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Aglomerados de Madeira

4.2.1.2. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES .........................................42 4.2.2. – CONTRAPLACADOS ....................................................................................................63 4.2.2.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................63 4.2.2.2. - TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES ...................................66 4.2.2.3. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS...................................70 4.2.2.4. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS ...........................................................71 4.2.3. - FOLHEADOS...................................................................................................................73 4.2.3.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................73 4.2.4. – TERMOLAMINADOS....................................................................................................74 4.2.4.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................74 4.2.4.2. - TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES...................................76 4.2.5. - PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) .........................................................78 4.2.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA.................................................................79 4.2.6.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO .............................................................79 4.2.6.2. - PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES .................80 4.2.7. – CORTIÇA ........................................................................................................................80 4.2.7.1. - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO.............................................................80 4.2.7.2. - TIPOS DE CORTIÇA................................................................................................82 CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS ....... 84 5.1. - CONSIDERAÇÕES GERAIS..................................................................................................84 5.2. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS .....................85 5.3. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS.................................................87 5.4. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA.........................................88 5.5. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA ..........................................89 6.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................94 6.2. – PROCESSOS DE TRATAMENTO ........................................................................................95 6.2.1. – SECAGEM.......................................................................................................................95 6.2.2. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO....................................................................95 6.2.3. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA ..............................................................96 6.3. – AGENTES DETERIORADORES...........................................................................................96 6.3.1. - FUNGOS...........................................................................................................................97 6.3.2. – INSECTOS XILÓFAGOS ...............................................................................................97 6.3.3. – XILÓFAGOS MARINHOS.............................................................................................98 6.4. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS .....................................98 6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO .............................................................................................99 6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA) ...............................100 6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL).............................100 6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO ..................................................................................................100 6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE...........................................................................................101 CONCLUSÕES .................................................................................................................... 103 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 106 SITES DA INTERNET........................................................................................................ 108 ANEXOS ............................................................................................................................... 111

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Aglomerados de Madeira

ANEXO I – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DOS PRINCIPAIS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 112 A. AGLOMERADOS.....................................................................................................................113 B. MDF............................................................................................................................................114 C. PLATEX.....................................................................................................................................115 D. CONTRAPLACADOS .............................................................................................................116 E. LAMELADOS............................................................................................................................117 F. TERMOLAMINADOS ..............................................................................................................118 ANEXO II – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DE ALGUNS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 120 1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO ...........................................................................121 2. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS ...............................................................................................................................122 3. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE, PARA USOS GERAIS ....................................................................................................................123 4. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS ...........................124 GAMA.............................................................................................................................................124 5. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM .....................................................................................................................................125 6. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL ..................................................................................................................................126 8. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS.........................128 9. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES, INCLUINDO MOBILIÁRIO, PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS.................................................................................................129 10. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................130 11. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................131 12. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA.......................................................................132 13. LAMINADO PARA PAVIMENTOS .......................................................................................133 14. ISOPLY .....................................................................................................................................134 15. LAMÉPLY ................................................................................................................................136 16. TRIPLY .....................................................................................................................................138 ANEXO III – NORMALIZAÇÃO DE MADEIRAS E SEUS DERIVADOS................. 140

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Aglomerados de Madeira

ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 – ÁREA DE ALGUMAS ESPÉCIES OCUPADAS EM TERRITÓRIO CONTINENTAL, NOS ANOS DE 1980 E 1992 ...................................................................................................................... 37 TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS ........................ 85 TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS ...... 88 TABELA 4 - PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS .......................................................................................................................................... 90 TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS............. 91 TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS ............................. 92 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL........................................... 92 TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS............ 93

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.................. 50 FIGURA 25 – OSB 2 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............ 56 FIGURA 34 – AGLOMERADO PARTÍCULAS STANDARD (ST) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............. 46 FIGURA 19 – MDF MOLDURAS E PERFIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)......................................... 46 FIGURA 20 – MDF MOLDÁVEL (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ......... FALCAS E TOROS (IN SANTOS..................17 FIGURA 3 –SECÇÃO TRANSVERSAL DO TRONCO DE UMA ÁRVORE...........................................................................................................................................................................Aglomerados de Madeira ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 1 – IMAGEM DE UM TIPO DE PINHO: “CASQUINHA”…………………………………............... 43 FIGURA 15 – PAVIMENTO MDF (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..... 52 FIGURA 28 E FIGURA 29 – OSB 4 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).........OBTENÇÃO DE UM CONTRAPLACADO (IN SANTOS............. P................................................................................. P............................................................................................. 20 FIGURA 6................................................................... 35 FIGURA 11 – CORTE ATRAVÉS DE UMA SERRA DE FITA SEM-FIM (CHARRIOT) (IN SANTOS................................IMAGEM DE UM INCÊNDIO………………………………………………………... 63) ......... 49) ..... 45 FIGURA 18 – MDF SUPERLAC (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)..... 35 FIGURA 12 – AGLOMERADOS (IN SANTOS.. 66 7 ....................... 63 FIGURA 39 .................................................... 1991...................... 1988......................................................... 1991......... 48 FIGURA 23 – AGLOMERADO OSB (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................ P......... 65 FIGURA 41 – CORTE DE FOLHA (IN PATTON.. 53 FIGURA 30 E FIGURA 31 – OSB 4 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) . 62)............. 44 FIGURA 16 – MDF BAIXA DENSIDADE (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...... 42 FIGURA 14 – MDF STANDARD ( IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..................... P............. 63) ..........FORMAS DE CORTE DA MADEIRA (IN VALENTE................................................IMAGEM DE DUAS ÁRVORES DA MESMA ESPÉCIE.................................. P............ 53 FIGURA 32 – OSB 4 LAMBRIM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........................... COM ANÉIS DE CRESCIMENTO DIFERENTES……………………………………………………………………………………26 FIGURA 7..........ILUSTRAÇÃO DA TORAGEM............................. 18 FIGURA 4 – DIAGRAMA DE SECTOR CIRCULAR DO CAULE DE CINCO ANOS DE IDADE DE UMA ..................................31 FIGURA 8 – PINUS PINASTER -PINHEIRO MARÍTIMO .......... 40 FIGURA 13 – AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........ 60 FIGURA 38........ 48 FIGURA 22 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ......... 1978... 51 FIGURA 26 E FIGURA 27 – OSB 3 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).......................... P ............................. 76)............ 19 FIGURA 5 – DIRECÇÕES FUNDAMENTAIS DA MADEIRA ... 1991.15 FIGURA 2 – EXEMPLO DE UMA ÁRVORE FOLHOSA: “FAIA”…………………………………......... 52) ......................... 50 FIGURA 24 – OSB 2 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............. 1991............ 64 FIGURA 40 – FOLHA DESENROLADA E FIGURA 36A – CORTE POR SERRA OU LÂMINA ............................ 44 FIGURA 17 – MDF RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............................................................................................................................ 66 FIGURA 42 – ALMA ............ 32 FIGURA 9 ...... 57 FIGURA 35 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS POSTFORMING (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............. 34 FIGURA 10 -TOROS DE MADEIRA DESFIADA (IN SANTOS......... 58 FIGURA 36 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........................................75) ............ 53 FIGURA 33 – PISO LAMINADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............................... 1991...... 59 FIGURA 37 – AGLOMERADO PINTADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............. P................ P............................ MOSTRANDO AS PRINCIPAIS COMPONENTES DO LENHO E DA CASCA (IN MOREY.206).. 47 FIGURA 21 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..........................................................................................

....................................................................................... 66 FIGURA 44 – USO DO CONTRAPLACADO DE RESINOSAS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).................................................................................................................................................. 73 FIGURA 46 -ESTRUTURA DOS TERMOLAMINADOS ......... 78 FIGURA 52 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS).................................. 81 FIGURA 53 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS).... 83 FIGURA 55 – IMAGEM DE MADEIRA EM DESPARASITAÇÃO……………………………………98 8 .. 75 FIGURA 48 ........................................................................Aglomerados de Madeira FIGURA 43 – CONTRAPLACADO COMUM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .................................. ERRO! MARCADOR NÃO DEFINIDO......................................................................... 76 FIGURA 49– TERMOLAMINADO METÁLICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .... 75 FIGURA 47 – TERMOLAMINADO (IN SITE DASONAE INDÚSTRIA) .. 82 FIGURA 54 – CORTIÇA EM FOLHA (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)........................TERMOLAMINADO PARA APLICAÇÕES HORIZONTAIS/VERTICAIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................ 68 FIGURA 45 – MÉTODOS DE OBTENÇÃO DOS FOLHEADOS ........................... 77 FIGURA 50 – TERMOLAMINADO DE ELEVADA RESISTÊNCIA-PAVIMENTOS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .......... FIGURA 51 – PLACAS DE PLATEX.................

caracterizando-os e apresentando o seu processo de fabrico. propriedades e características. nomeadamente no sector da construção civil e do mobiliário. bem como as suas principais aplicações. embora não exaustiva. começa-se pelo historial da madeira como matéria-prima dos seus derivados. Desenvolve-se o tema principal (Derivados de Madeira). conclui-se com a análise e estudos de mercado sobre a comparação entre a madeira e respectivos derivados. estrutura. 9 . ainda. dois conjuntos de anexos: um visando uma extrema sintetização dos principais tipos de Derivados de Madeira. colocadas na forma de quadros resumo. sem esquecer o problema da sua conservação e manutenção. outro com algumas soluções comerciais. como também ao percurso habitualmente seguido na indústria desde a árvore até à obtenção dos derivados da madeira. Incluem-se. tem já um peso proporcional elevado na formação do produto interno e na balança comercial do País. neste trabalho monográfico. que abrange a transformação da madeira e a produção dos seus derivados. Deste modo. uma vez que a respectiva indústria dos produtos florestais. a variedade dos derivados de madeira que mais têm contribuído para o desenvolvimento da economia nacional. com referência não só à sua nomenclatura.Aglomerados de Madeira SUMÁRIO A floresta em Portugal tem um valor económico e social importantíssimo. Por último. Procura-se assim abordar. identificando os principais produtos deste grupo. de forma prolongada.

sendo substituída primeiro pelo ferro e depois pelo betão armado. por sua vez. No entanto. Portugal apresenta a taxa mais elevada de floresta dos Países Europeus. materiais que constituem hoje em dia a estrutura da maior parte dos edifícios. perdeu o seu protagonismo a partir da Revolução industrial. atingindo algumas vezes dimensões colossais. fez surgir uma série de derivados da madeira como alternativa à madeira maciça ou natural. A origem dessas diferenças reside sobretudo na sua estrutura fibrosa heterogénea e anisotrópica. são prodigiosos seres vivos que crescem vigorosamente quando as condições de solo e de ambiente são propícias. quer como elemento fundamental do espaço natural. 10 . As madeiras constituem um material complexo com características muito diferentes dos outros materiais de construção. como os aglomerados e os contraplacados. como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciado em Engenharia Civil na Universidade Fernando Pessoa. estruturalmente. daquele onde impera a vida em toda a sua complexidade de formas e relações. ou melhor. têm características próprias que os distinguem entre si. A tecnologia. Estes materiais. muito delicadas enquanto jovens. As árvores. quer como matéria-prima da economia industrial. Reconhece-se hoje o valor da árvore. tendo cerca de três milhões de hectares e possivelmente capacidade para o dobro.Aglomerados de Madeira INTRODUÇÃO A presente monografia subordinada ao tema “Derivados da Madeira” circunscreve-se no âmbito de uma disciplina final demonstrativa de conhecimentos adquiridos e capacidades desenvolvidas pelo seu autor. A madeira tem sido desde sempre um dos principais materiais utilizados na construção.

Para remediar essa tendência natural surgiram os dois grandes grupos de derivados de madeira estratificada. por questões práticas e de orçamento. quer pela sua maleabilidade.Aglomerados de Madeira A madeira maciça. sendo que as resinosas secam mais depressa. alguma deformação. dada a modesta existência de bibliografia neste domínio. quer pela sua beleza. umas sobre outras. não apresentando no final quaisquer veios. considerada. alternadamente. entre um a dois anos. inevitavelmente. O facto de a madeira que se adquire para trabalhos de marcenaria raramente estar bem seca. continua a ser um dos eleitos. é cada vez mais substituída pelos seus derivados. Necessita de um período de secagem alargado. mesmo tendo sido substituída por outros materiais. é obtida do tronco da árvore através do corte circular transversal ou em quartos. a peça resultante é coberta com uma folha especificada desse material. os Termolaminados. chamando-se “folheado” a este processo de acabamento. o qual pode ser feita com madeira ou com laminados diversos. cruzando o seu veio na vertical e na horizontal. os Painéis de Madeira Reconstituída e a Cortiça. a par de outros produtos seus sucedâneos existentes no mercado. um material melhor do que os seus derivados. para lhes conferir a aparência atractiva da madeira. leva-a a acusar os efeitos da humidade e da temperatura. Enquanto os “contraplacados” surgem através das colagens de finas folhas de madeira. No final deste trabalho são referidas as fontes de informação e a bibliografia. Tanto num caso como noutro. os “aglomerados" são fabricados a partir de pequenas aparas misturadas com uma resina sintética. A madeira. os quais são hoje de capital importância para o sector da construção civil e do mobiliário De notar que se sentiu algumas dificuldades na obtenção de material de pesquisa. os Aglomerados e os Contraplacados. dos quais se salientam os Folheados. sendo depois esta pasta prensada a alta temperatura. Durante este processo ocorre. as Placas de Fibras de Madeira (Platex). por vezes erradamente. Contudo. podendo vir a sofrer de diversas patologias e defeitos. 11 .

o qual através da sua imaginação sempre soube tirar proveito dela para execução de inúmeros objectos e produtos. novos materiais. mas a madeira e seus derivados continuam a ser usados em larga escala. rebocados ou não. portanto. tão diversificado como actual. . bem como na decoração interna e externa. Com o decorrer dos tempos. 12 . o homem começa a utilizar a madeira para edificar as cabanas e choupanas. Foi.HISTORIAL DA MADEIRA Desde o aparecimento do homem sobre a terra até aos nossos dias. com terra argilosa. não só para sua defesa (como arma ou fazendo parte dela). A evolução consegue. além de material de grande utilidade que continua a ser.1. a madeira é também a fonte de muitos produtos usados na indústria. fazendo as paredes de ramos entrelaçados. das primeiras jangadas e barcos. de onde se destaca o papel como grande responsável pelo avanço da nossa Civilização.Aglomerados de Madeira Apesar das dificuldades referidas. cozinhar e iluminar. um dos primeiros materiais utilizados pelo homem. substitui as paredes com pedra ou tijolo cozido ao sol. entretanto. A madeira esteve sempre ao alcance do homem desde os tempos remotos. Nos nossos dias. Mais tarde. portas e janelas. etc. a técnica e a arte de trabalhar a madeira tem evoluído desde o processo manual e primitivo. até à vasta e engenhosa indústria moderna contemporânea. e na certeza de que fica ainda muito por dizer. aplicando a madeira não só na sua cobertura. para construção dos primeiros abrigos. perspectiva-se de algum modo contribuir para o enriquecimento pessoal de quem se interessar por este assunto. CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” 1. como para se aquecer.

2. A partir deste. a “lenha” e a “rama”.20 metros. 13 . é uma zona que fica no meio do “líber” e do “lenho” das plantas gimnospérmicas e dicotiledóneas.Aglomerados de Madeira 1. passamos a ter a “lenha” até às formações terminais da árvore designadas por “rama”. enquanto tal. – CONCEITO DE MADEIRA Um estudo desta natureza deve começar por fazer uma breve abordagem sobre o conceito de “madeira”. Estas formas são variáveis no diâmetro que a árvore possui. matéria-prima. Na noção oriunda da “botânica”. É a parte mais importante para o desenvolvimento da árvore. assumindo três formas: . e em função da sua idade e localização vegetativa. ao qual também se dá o nome de “fuste”. volume XV. O crescimento deste “cilindro central”. O processo de produção da madeira. sólida. 1 Ver “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (GEPB)1. com os tecidos virados na direcção do interior (incluindo o “lenho” e os raios medulares). antes mesmo de se abordar o conceito de “derivados”. o tronco (fuste. propriamente dita. que se diz lenhosa. para ser utilizada nas mais variadas aplicações. que compõe as raízes. é que se obtém a madeira em bruto. Mas este “câmbio” de raiz também pode dar madeira. Este processo de produção confina-se até ao diâmetro de 0. Em relação à “silvicultura”. a madeira define-se como uma “porção de lenho de dimensões suficientes para poder ser transformada depois de trabalhada com qualquer objecto útil” (página 841). É extremamente importante proceder-se à delimitação deste campo de estudo. a noção de “madeira” é apresentada como sendo a “substância compacta. para menos. Descrevem-se assim duas noções neste mesmo local: uma oriunda da “botânica” e outra da “silvicultura”. página 841.a madeira. Devido ao crescimento do diâmetro do “cilindro central” do caule das gimnospérmicas e dicotiledóneas. fibrosa. Recorrendo a uma noção de “enciclopédia”1. haste ou caule) e os ramos de certos vegetais”. chamado de “câmbio”. Para produzir madeira é importante o “câmbio”. aparece a partir do “eixo principal” da árvore. a madeira é perspectivada como resultado da natureza.

– ÁRVORES RESINOSAS As árvores resinosas têm naturalmente resina. resumindo-se. aquela que se extrai como matériaprima bruta da natureza.3. Os tipos de árvores enquadradas neste grupo são o pinho e diversos tipos congéneres. sendo as folhas do tipo persistente. A madeira de pinho existe praticamente em toda a parte do mundo. concluir que a madeira. fundamentalmente.3.1.Também conhecida por “pinus pinaster”. é definida segundo estas duas perspectivas – a “botânica” e a associada à “silvicultura”. Espanha. possuindo forma em agulha. São próprias das zonas frias e temperadas. Encontra-se na 14 . então. As árvores a partir das quais se obtém o pinho são os pinheiros bravos e os pinheiros mansos. sendo usada nas obras públicas e construção civil. muito embora não seja muito utilizada. • “Pinho marítimo” . para além dos sectores do mobiliário e da construção naval. a dois grandes grupos: as árvores resinosas (ou “coníferas”) e as árvores folhosas (ou “caducas”). França e alguns países de África.É uma árvore que dá madeira de boa qualidade. com maior durabilidade. pertencem às melhores e mais apreciadas madeiras de construção pelas suas características de trabalho e resistência mecânica. 1. é uma árvore típica dos países mediterrânicos como Portugal. – NOMENCLATURA DA MADEIRA A nomenclatura existente sobre madeira corresponde à classificação das árvores de onde a obtemos. Obtém-se a partir do “pinheiro bravo”.Aglomerados de Madeira Parece que podemos. Podemos referir alguns tipos particulares de “pinho”: • “Pinho bravo” . Apodrecem facilmente se não forem devidamente tratadas. 1.

• “Pinho manso” . bem como na África em alturas até 2000 metros. bem como em Portugal (Serra do Marão). FIGURA 1 – Imagem de um tipo de pinho: “casquinha” 1.Encontra-se um pouco por toda a Europa. sendo por isso mais indicadas para fins decorativos. Pertencem às madeiras aptas também para a marcenaria devido ao seu aspecto. produzindo madeiras desde as mais suaves e brandas até às duras. designadamente na Escandinávia. acabamento e qualidade. • “Casquinha” .2.3.Aglomerados de Madeira Europa em altitudes médias (de 0 a 400 metros) e elevadas (de 400 a 900 metros). 15 . – ÁRVORES FOLHOSAS As árvores folhosas são próprias de zonas temperadas tropicais.Caracteriza-se por ter ramificações e nodos.

é possível extrair desta árvore boa madeira.Aglomerados de Madeira São na sua maioria de folha caduca e entre os seus vários tipos temos: • O “carvalho” . quando atinge grandes dimensões.Trata-se de uma espécie de choupo. • O “castanho” . O carvalho de folha caduca. é muito usado para produzir carvão. Estas árvores caracterizam-se pela sua altura e crescimento rápido. p. • A “nogueira” .É uma árvore de altura elevada. É utilizada na produção de 16 . os raios medulares são diferentes quanto à sua espessura. • O “álamo” . tendo a casca acinzentada e a copa grande com folhas de 7 a 9 folíolos. Existem 200 espécies de árvores com este nome.É geralmente um tipo de árvore que. Nos de folha caduca os vasos possuem maior diâmetro do que os de folha persistente. Porém. existindo uns delgados e outros com maior largura. os carvalhos resumem-se a dois tipos: de folha caduca (ou folha marcescente. • O “eucalipto” . de maior densidade.É o nome porque é conhecido a madeira do castanheiro. • A “faia” . A sua madeira utiliza-se muito na marcenaria. Já o carvalho de folha persistente. e uma considerável densidade. são diferentes não tendo um padrão próprio. Aplica-se na tanoaria.Caracteriza-se por possuir um porte esbelto.É uma árvore da família das “mirtáceas”. Quanto ao tipo de folha. Quanto à espessura e comprimento. na marcenaria e na construção civil. destina-se a ser utilizado preferencialmente no fabrico da aduela e na marcenaria. pendentes com uma flor na axila de cada bráctea”. tem aquilo que se designa por “amentilhos masculinos delgados interrompidos. muito embora algumas apenas sejam “arbustos”. para além das decorações de casas e construção civil. as folhas arredondadas. podendo ter os destinos mais diversos. com cerca de 30 metros de altura. 67). assim caracterizada por morrer no Outono mas cair só na Primavera seguinte) e de folha persistente. Existem 230 espécies diferentes. Na madeira extraída desta árvore. segundo GEPB (2000.

Aglomerados de Madeira carruagens. vão os mais antigos sendo substituídos pelos mais novos. deixando os primeiros de participar na evolução fisiológica que. se identifica com o armazenamento e transporte das substâncias químicas que alimentam a árvore. caixas de ressonância de pianos. à medida que se desnvolvem. Durante o seu processo de evolução os “anéis de crescimento”. resistente e flexível é muito empregada em marcenaria. cuja madeira branca. da família das fagáceas. Geralmente. Este crescimento designa-se por “anel de crescimento” e varia conforme a localização das árvores nas várias regiões do globo. qualquer que seja o tipo de árvore. concêntricas e periféricas. – ESTRUTURA DA MADEIRA No que respeita à estrutura da “madeira”. existem também diferenças consoante a origem das árvores. 17 .4. basicamente. provenientes do “câmbio” (zona geratriz compreendida entre o “líber” e o “lenho”). A “faia” é um exemplo de árvore das florestas dos climas temperados. de córtex liso. FIGURA 2 – Exemplo de árvore folhosa: “faia” 1. o crescimento dá-se sempre pela sobreposição de camadas sucessivas. utensílios de desporto e também em objectos de maior requinte e precisão.

tal como se representa na figura 3. mais seco e duro que as restantes camadas da árvore. A parte designada por “alburno” tem a cor mais clara do que o “cerne”.Aglomerados de Madeira Nesta modificação aparece-nos o “cerne”. sob a casca. constituída pelas últimas camadas anuais de madeira ainda vivas. 18 . p. 49) Importa referir ainda que os “anéis de crescimento” permitem conhecer não só a idade de uma árvore como também estudar a característica da anisotropia da madeira. sendo a principal função das suas células contribuir para a alimentação da árvore. a camada concêntrica da árvore situada entre a parte interna designada por “medula”. 1978. Lenho Casca FIGURA 3 – Secção transversal do tronco de uma árvore. O “cerne” é de cor escura. propriedade física que depende da direcção segundo a qual é avaliada. designada por “alburno”. a “direcção radial” (ou direcção transversal radial) e a “direcção axial” (no sentido das fibra e longitudinal ao caule). A avaliação da qualidade da madeira pode ser feita através da “performance” física e mecânica dos “anéis de crescimento”. mostrando as principais componentes do lenho e da casca (in Morey. e a parte mais nova situada na periferia. conjunto dos anéis de crescimento. segundo três direcções possíveis: a “direcção tangencial” (ou direcção transversal tangencial). desempenhando funções estruturais. ou seja.

isso já não sucede. Do ponto de vista “anatómico”. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa (in Rendle. p. o que torna praticamente impossível obter uma peça de dimensão e qualidade aceitáveis. O “lenho” pode ser de dois tipos: um “inicial” e outro mais “tardio”. os poros da árvore cobrem toda a superfície exposta. As diferenças principais estão na fase do processo de crescimento do “lenho”. Os “veios” são de dois tipos: os “abertos” e os “fechados”. que são de toda a importância na extracção e serração das madeiras. 49) 19 . a madeira possui várias espécies que se encontram relacionadas com o “lenho”. não sendo também visíveis a “olho nu”. A diferença entre os dois está em que. Se este aspecto não for tido em conta.Aglomerados de Madeira A estrutura celular das árvores possui “veios”. a secção tranversal do tronco de uma árvore e os aspectos principais da sua estrutura lenhosa. visto que estas operações deverão ser efectuadas de maneira a que os “veios” fiquem sempre paralelos ao plano do corte. e no segundo. sendo o primeiro aquele que aparece na fase de nascimento e o segundo na fase terminal. dá origem a que se reduza significativamente a resistência da madeira. 1937. FIGURA 4 – Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. no primeiro caso. respectivamente. As figuras seguintes (1 e 2) representam duma forma esquemática.

1996. 29) 20 .Aglomerados de Madeira FIGURA 5 – Direcções fundamentais da madeira (In Carvalho. p.

Cada variedade apresenta propriedades específicas.2. Pegando num pouco de madeira. ou seja. de um modo geral. cuja diferença básica reside no facto de as físicas serem características intrínsecas da madeira. havendo.1. a Densidade e a Retractilidade. 2. Como é heterogénea a constituição celular das árvores no seu processo de crescimento. sendo mais fácil separar as fibras umas das outras no sentido dos veios do que no sentido perpendicular a eles. não é de estranhar que o comportamento físico e mecânico da madeira que se extrai das árvores. pelo que se referenciam as seguintes: 21 . possuem importantes propriedades físicas e mecânicas.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA 2. – PREÂMBULO As madeiras e seus derivados. As fibras estão orientadas segundo uma direcção determinada. independentemente da sua utilização. Esta particularidade que a madeira nos oferece exige que se tenha atenção ao projectar e ao trabalhar com ela. Há madeiras muito duras e resistentes e outras mais brandas e menos resistentes. o que faz com que a madeira não tenha as mesmas propriedades em qualquer direcção. ao passo que as mecânicas encontram-se associadas às diversas qualificações da madeira para as respectivas finalidades ou utilizações. e o seu desempenho. no entanto. verifica-se que a sua estrutura é fibrosa. sejam díspares. para além das suas características químicas. Nem toda a madeira é igual. outras que se encontram de certa forma relacionadas com elas. – PROPRIEDADES FÍSICAS As propriedades físicas essenciais na madeira são a Humidade. formada por fibras.

bem como as Condutibilidades eléctrica. designadamente. são de dimensões não regulares.Aglomerados de Madeira • A Heterogeneidade. diz-se que a árvore não possui humidade. sendo esta substância sobejamente conhecida pelo facto de necessitar de muita água para crescer. térmica e sonora. podem advir complicações devido ao seu grau de humidade. quanto ao teor de água a madeira pode classificar-se em: • “Madeira saturada” – com o teor de água (humidade) acima dos 70%. • “Madeira semi-seca” – com o teor de água entre 23 e 30%. a Porosidade. então dizemos que este tipo de água é de “impregnação”. A maior parte da madeira é constituída por celulose. esta designa-se de água “livre”. Segundo Carvalho (1996. p. de um ponto de vista técnico. • “Madeira verde” – com o teor de água entre 30 e 70%.1. Se apenas o “lenho” possuir água. a Higrometricidade.2. Os “anéis de crescimento”. • “Madeira comercialmente seca” – se o teor de água for de 18 a 22%. fissuras. 40). o Odor e o Gosto. a Anisotropia. podendo variar o seu grau de humidade entre 5% a 10% na passagem da madeira do tipo “seco” para madeira do tipo “saturada”. a Cor. 22 . Sem a água não é possível haver madeira. 2. a Dureza. etc. na retracção da madeira do tipo “transversal tangencial”. Se apenas as paredes das fibras possuírem água. – HUMIDADE A humidade é o teor de água existente na madeira. Após a extracção da madeira da árvore. A quantidade de água absorvida pela madeira afecta o seu crescimento. o Brilho. empenamentos. Se forem as próprias fibras que possuem a água.

chamada água livre. dizendo-se neste caso que o teor em humidade é nulo. 23 . Para se conseguir conteúdos de humidade inferiores a 16 e 18%. A madeira recém-cortada tem um conteúdo de humidade compreendido entre 50 e 110%. esta definição resulta equivalente se utilizarmos o peso em vez da massa. • “Madeira completamente seca” – com 0% de teor de água. O conteúdo de humidade “H” da madeira define-se também como sendo a massa de água contida na madeira expressa como percentagem da massa seca. e P2 o peso seco da amostra obtido por secagem em estufa a uma temperatura de 1030 C ± 20 C. reduzindo-se a valores entre 16 e 18% por secagem ao ar livre. e que existe naturalmente na madeira verde. a água retida nas próprias paredes das fibras que é designada por água de impregnação ou água de saturação. Dado que a massa se determina mediante pesagens. e finalmente a água no interior das fibras que aparece quando as suas paredes já se encontram saturadas. temos de recorrer à secagem artificial. Se a madeira estiver sob imersão. o teor em humidade pode chegar aos 200%. Ainda no respeitante à humidade temos a considerar a presença da água na madeira sob três formas: a água que faz parte intrínseca da matéria lenhosa da madeira e cuja eliminação só é possível com a destruição da própria madeira. pelo que temos: H= P1 − P 2 × 100 P2 Sendo P1 o peso inicial da amostra.Aglomerados de Madeira • “Madeira seca ao ar (sob coberto)” – se o teor de água for de 13 a 17%. O teor de humidade da madeira nas árvores é de cerca de 50%. • “Madeira muito seca” – com o teor de água entre 8 e 12%.

Carvalho.2. a maior ou menor concentração do tecido lenhoso por unidade de volume. e pode ser classificada em dois tipos: • Retracção transversal – a que respeita ao atravessamento do diâmetro da árvore. p. Esta importante propriedade física da madeira é muito variável nas espécies comerciais. (1996. Com o fim de identificação. 2.2. Ela expande-se ao absorver água.Aglomerados de Madeira 2.2. mas também pela humidade ou teor de água que apresentam e ainda pela quantidade de infiltrações no lenho cerneiro. podendo ser uma “retracção transversal tangencial” ou “retracção transversal radial”. traduzindo também a compacidade da madeira. através do indicador “Massa Específica Aparente” (MEA). – DENSIDADE A densidade é uma propriedade que está relacionada com a humidade da madeira. a partir do teor de humidade que serve de base ao cálculo do mesmo. ou seja. Define-se coeficiente de retractilidade como a variação de volume da madeira em função da variação de 1% do seu teor em humidade. e contrai-se ao perdê-la. apresenta a seguinte classificação respeitante ao “coeficiente de retractilidade”: 24 . – RETRACTILIDADE A retractilidade é a propriedade da madeira que consiste em variar de dimensões quando o seu teor de água se modifica. a densidade é apreciada por sopesagem comparativa de peças de madeira de idênticas dimensões e estados de humidade.3. não só devido às condições climáticas do ambiente de crescimento. 55). • Retracção longitudinal – a que respeita ao comprimento (altura) da árvore. Este indicador permite determinar o peso que a madeira tem por cada unidade de volume aparente.

35%. a madeira é um material orgânico.55 e 0.35 e 0. Esta heterogeneidade.75%. Liga-se. ainda que sejam da mesma árvore.Aglomerados de Madeira • “Madeira muito nervosa” – se o valor do coeficiente variar entre 0.4. – ANISOTROPIA A anisotropia tem a ver com o facto de as propriedades físicas e químicas da madeira variarem conforme as direcções ou sentidos que a árvore conheceu ao longo do seu processo de crescimento natural. também diferenças a nível dos tecidos. – HETEROGENEIDADE A heterogeneidade consiste no facto de duas peças extraídas da mesma madeira nunca serem iguais uma à outra. Esta diferenciação da madeira resulta do facto de as células das árvores serem diferentes. • “Madeira nervosa” – se o valor variar entre 0. Estes apresentam diferenças conforme respeitarem à Primavera ou ao Outono. uma diferente densidade e uma cor diferente.55%. ou seja.75% e 1%.2. • “Madeira medianamente nervosa” – se o valor variar entre 0. No que diz respeito ao “cerne” nota-se. 2. pelo que a madeira também é necessariamente diferente. a questões que se prendem com a composição das 25 . por conseguinte. tem como consequência o facto de a madeira ter também uma diferente dureza.15 e 0. FIGURA 6 – Imagem de duas árvores da mesma espécie com anéis de crescimento diferentes 2. • “Madeira pouco nervosa” – se o valor variar entre 0. de igual modo.2. Os tecidos em questão são aqueles que dizem respeito aos “anéis de crescimento”.5. conjugada com outras características (a referir mais à frente).

Aglomerados de Madeira fibras e a sua disposição formal. Este valor deverá ser indicativo para a humidade de serviço da madeira em função da sua utilização. A madeira é um material orgânico e higroscópico.7. o mesmo é dizer do seu volume. denominado humidade de equilíbrio higroscópico. de tal forma que a cada par de valores higrotérmicos do ar (temperatura e humidade relativa) lhe corresponde um determinado valor de humidade. “média” e “alta”.2. e varia com a sua idade e duração.8. entre 1. consoante assuma os valores de menor de 1. como tal muito sensível à influência da variação do grau de humidade ambiente. em “baixa”. 20) procede à apresentação de uma classificação dos vários tipos de madeira segundo esta propriedade. – HIGROMETRICIDADE A higrometricidade é uma característica que a madeira possui de absorver a água e de a perder por evaporação. – DUREZA A dureza é uma propriedade intimamente associada à ideia da resistência que a madeira possui. Como noutros materiais. 26 . 2. sendo também diferente conforme se trate do “cerne” ou do “borne” da madeira. para que não venha a sofrer alterações dimensionais da sua estrutura. Carvalho (1996.2.5.6. p.2. – POROSIDADE A porosidade é uma característica da madeira que permite deixar passar mais ou menos organismos ou elementos voláteis na sua constituição material.5 a 2 e maior do que 2. também está ligada à maior ou menor aptência para absorver água. 2. em percentagem. 2.

em conjugação com certas singularidades características. A mais importante causa do brilho é a natureza das infiltrações no lenho. com a densidade. 2. 2. amarelada). inclusive em zonas ou áreas da árvore. embora os principais componentes da parede celular. Contudo. a propriedade de exibirem lustro. 27 . A cor da madeira é devida aos denominados extractivos.Aglomerados de Madeira A dureza da madeira é um indicador corrente das suas propriedades físicas. há madeiras com modesta quantidade de extractivos e lustrosas. uma madeira possui mais ou menos brilho consoante a sua capacidade de refletância. portanto. avermelhada. sendo variável de acordo com a idade da madeira. classificando-se por isso em baças ou lustrosas.10. confere uma imagem específica a cada peça deste material. A sua rigorosa determinação requer equipamento e metodologia próprias. A dureza também surge. variando. uma superfície longitudinal da peça de madeira. em virtude de naturais oxidações.2. nomeadamente quando são de natureza oleosa ou gomosa. mas com indivíduos da mesma população. Consequentemente.9. Este facto. acastanhada. A cor da madeira varia não apenas com as espécies lenhosas. É possível ter uma ideia aproximada da dureza pela dificuldade de riscar com um bico metálico. consequentemente. pelo que o cerne é mais lustroso que o borne. ou mesmo com uma unha. com excepção da celulose. uma vez que depende sobretudo da espessura das paredes celulares ou do tamanho do lúmen (espaço interno entre as suas paredes). rosada. – BRILHO O brilho é a propriedade que os corpos têm de reflectir luz incidente. – COR A cor é a propriedade característica da tonalidade que apresenta cada tipo de madeira (branca. ou seja.2. também possam contribuir para a tonalidade do tecido lenhoso exposto por corte. valorizando-o em qualidades decorativas. tais como o fio e o veio da madeira. associada ao conceito de deformabilidade.

é mais ou menos isolante conforme a quantidade de ar que ela é capaz de ter no seu interior.2. em virtude da sua maior assimilabilidade de substâncias aí contidas. Claro que nem todos os cheiros são aromáticos. com pronunciado cheiro a resina. e os metabolitos resultantes do desenvolvimento nos tecidos lenhosos. 2. são sempre muito mais elevados que na direcção perpendicular.3.Aglomerados de Madeira 2. mais frequente no borne. neste caso. de microflora. como os amidos. 28 . térmica e sonora são propriedades que identificam a madeira como sendo boa isoladora da electricidade. mas este apenas pode ter verdadeiro interesse diagnóstico. inclusive o pinho bravo. na direcção paralela à da fibra. reduzindo o efeito da reverberação.2. TÉRMICA E SONORA As condutibilidades eléctrica. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA. ressalvando que. Nas madeiras portuguesas são particularmente aromáticos certos pinhos. para além da sua compactação. – PROPRIEDADES MECÂNICAS Para se compreender o comportamento mecânico da madeira é preciso ter presente a sua constituição anatómica. de ter uma baixa condutividade térmica devido à escassez de electrões livres e à sua porosidade. – ODOR E GOSTO O odor depende da presença. os extractivos ou de metabolismo no cerne. Acresce referir a sua capacidade de absorção sonora. e o pinho manso com característico cheiro a pinhão. de produtos infiltrados de diversa origem. É também um bom isolante acústico. que pode considerar-se como um material anisotrópico formado por tubos ocos com uma estrutura especificamente desenhada para resistir a tensões paralelas à fibra. depende dos extractivos.11. 2. desigandamente. As resistências e os módulos de elasticidade.12. sobretudo no borne. o que permite melhorar as condições acústicas dos locais públicos em que se use a madeira ou seus derivados. Associa-se o odor ao gosto.

e de forma a diminuir o seu comprimento. ou quando a mesma é sujeita de forma cíclica (caso da fadiga) a solicitações. A fluência e fadiga correspondem à deformação ou redução da resistência com o tempo (caso da fluência) às solicitações que se efectuam sobre a madeira. – ELASTICIDADE.3.3. maior é a vulnerabilidade da madeira e. portanto. 2. ou em pontos variados e isolados uns dos outros. Também quanto maior for o grau de humidade.2. menor a sua resistência à compressão.Aglomerados de Madeira 2. e segundo o seu eixo. A resistência à tracção relaciona-se com o facto de nos seus topos. Conforme a direcção da compressão for paralela às fibras. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO. A resistência à flexão consiste na capacidade de reacção às cargas uniformemente distribuídas em todo o comprimento da madeira. Com temperaturas inferiores a 00 C. A madeira submetida a temperaturas muito elevadas pode 29 . – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO O efeito da temperatura na resistência da madeira é muito pequeno.1. cujo objectivo é o de tentar fazer com que o seu comprimento aumente. concluise que a sua resistência é dupla da resistência à compressão. FLUÊNCIA E FADIGA A elasticidade consiste na sua resistência à deformação por alongamento ou por encurtamento da madeira sob tracção ou compressão uniformes.3. À TRACÇÃO E À FLEXÃO A resistência à compressão tem a ver com o comportamento da madeira quando está exposta a pressões a partir das suas extremidades. ou perpendicular.3. entrarem em acção forças iguais mas opostas. 2. Se o esforço de tracção incidir no sentido paralelo ao das fibras. assim o efeito e as reacções da madeira também serão diferentes. ou ainda oblíqua. os valores característicos da resistência à flexão e compressão são ligeiramente maiores que à temperatura normal.

30 . principalmente pelas seguintes razões: 1.Aglomerados de Madeira sofrer uma perda de resistência. Acima desta temperatura (500 C) a resistência tenderá a reduzir-se. É por isso que a legislação sobre a matéria pretende limitar a quantidade e a natureza dos materiais combustíveis existentes nos locais dos edifícios. é menos perigoso do que se julga. alcançando ocasionalmente os 500 C. Apesar da madeira ser um material inflamável a temperaturas mais baixas relativamente às que se produzem num incêndio. e que necessita para a sua evolução de uma acumulação de materiais combustíveis. sabe-se que a reacção ao fogo da madeira e seus derivados depende muito da sua espessura. porém. A baixa condutibilidade térmica da madeira faz com que a temperatura diminua até ao seu interior. propriamente dita. contribui muito pouco para o desenvolvimento do fogo. está provado que a sua resistência não é afectada. já que a sua estrutura. da humidade e da sua própria espécie. FIGURA 7 – Imagem de um incêndio Quanto ao comportamento da madeira perante o fogo. quando está submetida de forma contínua a temperaturas de 370 C. Um incêndio é uma combustão incontrolada que se desenvolve no espaço e no tempo.

31 . por ter uma condutibilidade térmica ainda menor que a própria madeira. 3.Aglomerados de Madeira 2. A sua dilatação térmica não provoca deformações perigosas. A carbonização superficial que se produz dificulta por um lado a saída dos gases e por outro a penetração do calor.

como se pode ver na figura 4. proporcionado por um solo que não possua quaisquer outros tipos de plantas que consumam a água e os nutrientes necessários ao desenvolvimento das árvores que se pretendem. lamelado. A melhor forma de a semente florescer é a existência de um bom meio ambiente. a árvore nasce através do lançamento da semente à terra.pinheiro marítimo 32 .1. etc. A semente utilizada deve ser oriunda de uma área com características ecológicas similares àquela onde vai ser lançada. folheado. Tudo começa com a escolha do solo que reúna as condições apropriadas para uma árvore ser plantada. embora não seja este o único método. madeira reconstituída. a qual se poderá transformar depois num seu produto derivado (aglomerado. são as que possuem climas e solos que não sejam de extremos.) As zonas mais apropriadas para plantar árvores que permitam extrair madeira. – GENERALIDADES Como referimos anteriormente. placas de fibra de madeira “platex”. Geralmente. termolaminado. crescer e dar madeira. folha de madeira natural. FIGURA 8 – Pinus pinaster . a madeira é extraída a partir de várias espécies de árvores.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS 3. contraplacado.

designadamente. Diferentes técnicas de fabrico permitiram. Para satisfazer as exigências postas pelos construtores e fabricantes de mobiliário. Por último. porque está intimamente relacionado com a quantidade de água das chuvas e com o sol. por aparas ou partículas aglomeradas por meio de resinas sintéticas sob pressão e temperatura elevadas. pelo processo indicado. o potássio. que permitem utilizar quase integralmente não só os ramos. O solo porque é dele que as árvores retiram os sais minerais imprescindíveis à alimentação. desde que a semente é lançada à terra até que se possa extrair a madeira da árvore. 35). visto que. realizar industrialmente diversos tipos de painéis que são constituídos. o ar e a forma de povoamento. as aparas e as serraduras provenientes das serrações. p. é variável de árvore para árvore. sobretudo. essencialmente. desenvolveu-se um novo tipo de material. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzidos pelas matas. os derivado da madeira.2. As árvores ao crescerem desenvolvem-se naturalmente devido à existência de quatro factores primordiais: o clima. o calcário. o solo. ainda que a produção possa ser aumentada por meio de repovoamentos florestais. segundo Santos (1991.Aglomerados de Madeira 3. “uma distribuição equilibrada do número de árvores por uma determinada superfície conduz a um aproveitamento mais racional dos elementos do solo e da luz solar”. a organização natural do material lenhoso que conferia a este desiguais retracções e propriedades mecânicas. mas também os desperdícios de madeira. O clima. no caso do sobreiro de onde se 33 . os fosfatos. a forma de povoamento florestal. O ar que é fundamental para as trocas gasosas da função respiratória da árvore. desde 1950. Este sistema permite obter placas dotadas de grande estabilidade dimensional em qualquer direcção. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO O crescimento das árvores não pode ser acelerado e. etc. O tempo necessário. Por exemplo. não é possível abastecer com madeira natural todas as necessidades cada vez maiores da indústria. uma vez que se destruiu. consoante a orientação considerada.

falcas e toros (in Santos. depois de descascado. tal como se pode ver na figura 5. com uma só face completa.Ilustração da toragem. numa mesma árvore. 62) Após a obtenção dos toros. e. FIGURA 9 . Esta “falca” pode ser de dois tipos: aresta viva ou meia quadra.Aglomerados de Madeira extrai a cortiça. p. as árvores de qualquer natureza são limpas no local onde floresceram. Após abate. sendo de admitir outras dimensões de acordo com o diâmetro e a sua utilização. A “desrama” consiste no corte de todos os ramos com folhas. procede-se ao seu desfiamento. isto é. toragem (ou traçagem) e falquejamento (ou falqueamento). 1991. quatro peças de madeira. com destino à indústria de transformação no caso de grandes quantidades. o falquejamento que consiste em retirar da parte exterior do toro.64 metros). a “desponta” é a denominação do corte dos ramos mais grossos. Fabião (1996. a “toragem” é o corte do tronco em comprimentos standardizados (12 palmos equivalentes a 2. p. desponta. por fim. ou são submetidas a diversas operações tais como. 71). por imperativo legal o tempo de “descortiçamento” é de 9 anos. obtendo-se uma só peça esquadriada (denominada no jargão técnico de “falca”). desrama. à execução de “cortes” ou “fios longitudinais” (figura 6). 34 .

Aglomerados de Madeira FIGURA 10 -Toros de Madeira Desfiada (in Santos. como por exemplo as serras de lâminas oscilantes. 63) Para que se possa retirar o máximo aproveitamento do toro é. com falquejamento. etc. então. se o destino for a sua utilização em quantidades de retalho. 35 . É essencial este aspecto. pois permite escolher o melhor corte de entre os vários tipos possíveis: radial. p. primordial conhecerse o destino a dar ao mesmo. seja na indústria onde vai ser utilizado. 1991. circulares e as serras de fita sem-fim (figura 7). holandesa. “moreau”. o corte do toro é mais rápido e rigoroso. 63) Porém. 1991. seja no tipo de produto final. havendo também menor desperdício. então os toros são transportados até às serrações para aqui serem serrados com recurso a serras manuais ou serras mecânicas. No caso destas últimas. p. primitiva. FIGURA 11 – Corte Através de uma Serra de Fita Sem-Fim (Charriot) (in Santos. “cantibay”.

a evolução da ocupação em termos de floresta do Continente. De acordo com Fabião (1996. diminuíram no que se refere à área florestal ocupada. pode-se observar que há um aumento célere da superfície plantada de eucalipto com diminuição constante e ténue da superfície do azinho. e a azinheira. do ano de 1980 para o ano de 1992. Não obstante. o “castanheiro” e o “eucalipto”. pouco ou nada se conhecia quanto à quantidade de árvores. Como se pode constatar. O eucalipto. e que se consubstancia no carácter profundamente artificial da floresta portuguesa. que é hoje a nossa principal produtora de madeira”. 127). Nas décadas mais recentes. principalmente. pelo que era muito difícil conhecer-se a madeira que era possível extrair. mais aquele do que esta. conheceram uma evolução ascendente no período considerado. desde 1980 até ao ano de 1992 (o mais recente disponível) é a constante na tabela 1. 36 . – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL No território de Portugal continental. as características mais importantes da evolução deste domínio podem ser traduzidas pela “progressiva ocupação de terrenos incultos sem vocação agrícola e na prodigiosa expansão da área de pinheiro bravo. o sobreiro e as demais árvores referidas no quadro. ditado por razões que têm a ver com os interesses de quem decide nas diversas localidades florestais do território.Aglomerados de Madeira 3. p. tipos de árvores e suas características. p. pela informação disponível até à actualidade. 122). Esta ideia insere-se no crescimento desorganizado. há uma ideia base que é possível retirar.3. Na opinião de Fabião (1996. as espécies de árvores que vem a ser as mais plantadas são o “carvalho”. p. bem como a qualidade das mesmas. Segundo Fabião (1996. desde o século XIX até à actualidade. casuístico e não planeado da nossa floresta. até ao século XIX. o pinheiro bravo. 123).

0 2.1 1.1 1. EM HECTARES E PERCENTAGEM OCUPADA DE ÁREA FLORESTAL EM PORTUGAL CONTINENTAL (1980 e 1992) TABELA 1 – Área de algumas espécies ocupadas em território continental.1 16.9 4. 123) 1980 MILHARES DE HECTARES PINHEIRO BRAVO PINHEIRO MANSO OUTRAS RESINOSAS EUCALIPTO SOBREIRO AZINHEIRA CARVALHOS CASTANHEIRO OUTRAS FOLHOSAS 1300 35 35 295 655 536 66 30 68 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 42.2 1.1 2.6 2.7 21.9 24.1 9.3 15. POR TIPOS DE ÁRVORES.7 1.7 na 3.Aglomerados de Madeira FLORESTA. p.8 37 .5 17. 1996. nos anos de 1980 e 1992 (in Fabião.2 MILHARES DE HECTARES 845 6 91 438 664 465 112 31 77 1992 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 30.

que não são mais do que uma forma de rearranjar as fibras existentes. portanto sujeito a variações dimensionais da sua estrutura e. A conversão posterior destas pranchas ou tabuados permite a obtenção de peças com diferentes secções e comprimentos. do seu volume. era outrora aplicada em todos os tipos de trabalhos de construção e mobiliário sem ter em conta que se tratava de um material orgânico e higroscópico.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA 4. quando exposto a variações de temperatura e de humidade ambientes. Surge então a técnica da conversão da madeira. consequentemente. quando uma madeira perde humidade sofre fenómenos de retracção e quando absorve água fica sujeita a um entumecimento. Por conseguinte. após transformação das estruturas de raiz da madeira. essencialmente os seguintes benefícios: 38 . especialmente do tecido do “lenho”. visem melhorar estes aspectos e/ou atenuar as condições sub-óptimas de quantidades de madeira. então podemos contar com a existência de madeira não só em maior quantidade como também de melhor qualidade. resistência e duração. a partir da divisão dos toros em pranchas ou tabuados cujas faces apresentam aspectos distintos consoante o plano de corte efectuado se aproxima da medula (corte radial) ou se afasta bastante desta (corte tangencial). Assim. é pouco aconselhável utilizar a madeira natural em grandes superfícies. Estas específicas operações de transformação dão origem àquilo a que se designa por “derivados da madeira”.1 . na sua forma maciça. Assim. por via de específicas operações de transformação. em termos de qualidade.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira natural. Tais alterações de volume são geralmente acompanhadas de empenos no plano normal às fibras. A ideia é obter. pois as deformações podem tornar-se importantes e prejudicar o aspecto da obra e até a sua função de utilização. se obtivermos outros materiais que.

pretende-se efectuar uma caracterização dos aspectos principais de alguns deles. por meio de alternativas nos processoa de fabrico. Homogeneidade de composição e razoável isotropia no comportamento físico e • Maiores possibilidades de secagem e tratamento de preservação e ignifugação. “placas de fibras de madeira (platex)”.Aglomerados de Madeira • mecânico. em especial dos que se consideram ser mais importantes no actual panorama nacional. com dimensões que a natureza não produz e melhores características (adequadas à tecnologia moderna de pré-fabricação modulada. antes da aglomeração. 4. em“folheados”. • Fabricação de produtos novos. simultaneamente. entre outros aspectos). 39 . e também de características mecânicas em relação à madeira natural. seus sucedâneos mais correntes. • Possibilitarem um aproveitamento praticamente integral de todo o material lenhoso que se consegue extrair das árvores e. Assim sendo.2. subdividindo-se depois os outros produtos derivados. quando o material. “painéis de madeira reconstituída” e ”cortiça”. como sejam a retractilidade e a massa específica. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Existem vários tipos de derivados de madeira. está reduzido a lâminas finas ou pequenos fragmentos. No âmbito desta Monografia. os “aglomerados” e os “contraplacados”. mais economias na utilização da madeira como “matéria-prima” dos seus derivados. “termolaminados”. • Melhoria de algumas características físicas. salientam-se os dois grandes grupos de estratificados de madeira.

1 . Posteriormente. sendo depois reduzidos a pequenas partículas através de máquinas desfibradoras. 75).Aglomerados de Madeira 4. Um exemplo do produto final pode ser observado na figura 8. 1991. FIGURA 12 – Aglomerados (in Santos.2. os aglomerados “são placas especiais de madeira. para serem prensadas a uma temperatura que ascende aos 200º centígrados e uma pressão de 200 toneladas. Após serem descascados e cortados em reduzidas dimensões.1. provenientes de abates florestais”. De entre 40 . as partículas são conduzidas a máquinas misturadoras que procedem à impregnação de resina. afim de obterem a resistência e a forma final. construídas a partir de pequenas árvores e ramos.1. p . e transportados em tapetes rolantes a secadores rotativos para eliminação de toda a sua humidade.AGLOMERADOS 4. paredes e mobiliário. p. são objecto de um tratamento adequado em câmaras apropriadas para a sua “humidificação”. Após esta fase.75) Estas placas possuem resistência e durabilidade.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Segundo Santos (1991. são levadas para máquinas de acabamento de forma a serem esquadriadas e polidas para o aglomerado ficar com as medidas standardizadas.2. . passando depois para tabuleiros apropriados em camadas previamente estabelecidas. sendo por isso utilizadas nos mais diversos fins dos quais podemos destacar o revestimento de tectos.

podem classificar-se em: ♦ Painéis comuns – formados por uma só camada. as placas ou painéis de fibra que são constituídos por partículas obtidas por cocção de madeira fragmentada mecanicamente. ligada sob fortes pressões e altas temperaturas. ♦ Painéis folheados – de constituição análoga e revestidos nas suas duas faces por folhas decorativas. Este tipo de aglomerado é especialmente talhado para a construção civil. sendo por isso adequado para o fabrico de mobiliário a colocar em ambientes húmidos e para a construção civil. em que a central é formada por partículas de maiores dimensões e as superficiais por material mais fino. não possui qualquer revestimento nas faces. Cabem também na designação de aglomerados de madeira. A forma de utilização tanto pode ser em bruto (ou em cru). segundo o seu fabrico. mas fabricado com resinas especiais (não químicas) de tal forma que possa resistir à humidade. No referente ao aglomerado hidrófugo. Em relação ao aglomerado standard é de referir que se trata de um painel de partículas de madeira de pinho aglomeradas com resina química e que. Também pode ser utilizado no seu estado bruto para efeitos de lacagem ou de revestimento. geralmente três. também designados por homogéneos por serem constituídos por partículas sensivelmente das mesmas dimensões em toda a espessura ou por várias camadas. este é também um painel de partículas de madeira de pinho sem revestimento nas faces. utilizando a lenhina da própria madeira como aglutinante.Aglomerados de Madeira os vários tipos de aglomerados que existem salientam-se dois tipos: “o aglomerado standard” e o “aglomerado hidrófugo”. geralmente. Os painéis de espessura superior a 30 mm podem ser obtidos por 41 . Os painéis de partículas. como revestido a papel ou a folha de madeira. indústria do mobiliário e decoração de quaisquer domínios.

2 42 .2.80m. tendo espessuras geralmente de 4 a 30 mm.2. falar em produtos derivados de madeira é falar de MDF – Aglomerados de fibras de densidade média ou “Médium Density Fibreboard”.1.2. O MDF apresenta uma superfície macia ideal para lacagem. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES 4. de elevada maquinabilidade e homogeneidade. de baixa densidade ou moldabilidade ou mesmo para utilizações na construção. Apresentando-se como o produto derivado de madeira com melhores condições para substituir de facto a madeira maciça.AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) Hoje em dia.00m e 2.Aglomerados de Madeira outros processos de fabrico que deixam perfurações tubulares no seu interior. com larguras e comprimentos variáveis entre 1.13m por 2. respectivamente.1.1 . sendo perfeitamente adequado para responder aos requisitos das aplicações de mobiliário ou pavimentos.com/port/produtos_gama1. de que resulta uma diminuição do seu peso. FIGURA 13 – Aglomerado de Fibras (MDF) (in site da Sonae Indústria2) Retirado do site da Internet da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=2> em 26/01/2004.sonae-industriatafisa.2. 4. Os painéis de partículas apresentam-se com uma larga gama de dimensões. o seu consumo mundial tem vindo a aumentar continuamente. tal como se vê na figura 9. a necessidades de resistência à humidade ou ao fogo.00m e 2. São conhecidos no mercado por painéis extrudidos.

Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. 3 43 .sonae-industriatafisa.30 ♦ MDF “Pavimentos”: A estrutura e densidade deste tipo de MDF tornam-no na solução adequada para aplicações que exigem características de resistência mecânica e que estão sujeitas a elevado desgaste. O MDF standard é muito versátil. A sua ampla gama de espessuras assegura uma excelente cobertura das necessidades da indústria de mobiliário (ver figura 10).asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11> em 26/01/2004. FIGURA 14 – MDF Standard ( in site da Sonae Indústria3) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220 / 1830 x 2440 Espessuras standard: 2. tendo sido concebido especialmente para o fabrico de móveis e componentes com exigências elevadas de maquinabilidade e acabamento.com/port/produtos_gama2. As suas superfícies macias e uniformes permitem o revestimento com qualquer tipo de material para pavimentos (ver figura 11).5 -3 -4 -5 -6 -8 -10 -12 -15 -16 -18 -19 -22 -25 -28 -30 Dimensões: 1220 / 2440 x 3660 Espessuras standard: 8 – 10 – 12 – 15 – 16 – 18 – 19 – 22 – 25 – 28 . sem descontinuidades e uma estrutura que o torna extremamente fácil de trabalhar.Aglomerados de Madeira Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de Fibras MDF existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ MDF “Standard (ST)”: Com uma superfície macia. como é o caso dos pavimentos.

é a solução ideal para a fabricação de portas de guarda-roupa de grandes dimensões ou para todas as situações em que é necessária a performance mecânica e física de um MDF.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12> em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira FIGURA 15 – Pavimento MDF (in site da Sonae Indústria4) MDF “Pavimentos resistentes à humidade (MR)”: Combinando a estrutura e densidade típicas de um produto para pavimentos com características especiais de resistência à humidade. FIGURA 16 – MDF Baixa Densidade (in site da Sonae Indústria5) Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.7 . especialmente em situações em que é necessária uma qualidade elevada e consistente do material (ver figura 12). este tipo de MDF é uma solução acertada para aplicações de pavimento em áreas mais sensíveis a humidades ocasionais.8 ♦ MDF “Baixa densidade”: Aglomerado de fibras leve mas muito resistente.com/port/produtos_gama2. mas com restrições especiais de peso. mesmo quando são especificados sistemas especiais de fixação dos painéis. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 6 . 4 44 .sonae-industriatafisa. É muito utilizado na montagem e decoração de lojas.

Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.18 .Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 . permite uma redução bastante significativa nos tempos de acabamento e no consumo de lacas. com características especiais de aptidão da superfície à lacagem.com/port/produtos_gama2. ao mesmo tempo. 5 45 .19 . garantindo. o MDF superlac. este MDF resistente à humidade. portas de cozinha lacadas.30 ♦ MDF “Superlac”: Para situações especiais como. é uma solução ideal para designs especiais de mobiliário de cozinha e casa de banho.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15> em 26/01/2004.25 .asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16> em 26/01/2004. por exemplo.sonae-industriatafisa. lambrins e outros componentes para a construção (ver figura 13). é um material de referência para a fabricação de caixilhos de portas e janelas. lixagem e acabamento. pela sua excepcional aptidão para operações de maquinagem.16 .sonae-industriatafisa.15 .16 .19 – 22 ♦ MDF “Resistente à humidade (MR)”: Combinando um excelente desempenho em termos de maquinagem com a sua elevada resistência à humidade. uma excelente qualidade da superfície (ver figura 14).com/port/produtos_gama2. Além disso. 6 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. FIGURA 17 – MDF resistente à humidade (MR) (in site da Sonae Indústria6) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .

19 . quer para a produção de certos elementos integrantes do mobiliário (ver figura 15). para portas e pavimentos.22 ♦ MDF “Molduras e perfis”: No âmbito dos acabamentos existe este MDF com determinados tipos cuja utilização se destina à aplicação em molduras e perfis. FIGURA 19 – MDF Molduras e Perfis (in site da Sonae Indústria8) ♦ MDF “Moldável”: Este tipo de MDF apresenta-se com uma das faces ranhurada para utilização em aplicações que exijam a flexibilidade do material.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24> em 26/01/2204. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. como é o caso de curvas. 7 46 .sonae-industriatafisa. ondulações e desenhos arredondados (ver figura 16). quer como complemento na indústria da construção.Aglomerados de Madeira FIGURA 18 – MDF Superlac (in site da Sonae Indústria7) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .16 . 8 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. inexequíveis com outro tipo de material.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23> em 26/01/2004. permitindo a execução de formas mais ousadas.com/port/produtos_gama2.

com/port/produtos_gama2. valorizados pelo revestimento com papel melamínico decorativo. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. com várias opções de cores. com garantias de uma elevada resistência à abrasão e a outros agentes mecânicos.2.1. 16). 9 47 .2. O aglomerado de partículas. são bem conhecidos como materiais para aplicações de mobiliário de cozinha e casa de banho.2. padrões e texturas (fig. o MDF e mesmo o aglomerado de fibras duro. – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO Os aglomerados revestidos com papéis melamínicos oferecem uma variada gama de soluções para o mobiliário e decoração de interiores. brilhos. texturas e tamanhos disponíveis.Aglomerados de Madeira FIGURA 20 – MDF Moldável (in site da Sonae Indústria9) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2800 x 1030 Espessuras standard: 8 – 10 4. com a possibilidade de serem impressos com qualquer tipo de grafismo. divisórias. no que respeita a cores. Os revestimentos melamínicos atingiram hoje uma qualidade e durabilidade que já os permite utilizar em tampos de mesa e balcões em hotelaria. bem como portas. casa e escritório.sonae-industriatafisa. revestimento de paredes e outras utilizações na decoração doméstica ou de áreas públicas. padrões.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25> em 26/01/2004.

asp?id_prodnivel1=8> em 26/01/2004. FIGURA 22 – Aglomerados Revestidos com Folha de Madeira (in site da Sonae Indústria11) 10 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. nascida da selecção criteriosa da folha e da sua junção precisa. O aglomerado de partículas de madeira ou o MDF foram os materiais escolhidos como os melhores substratos para este produto de elevada qualidade. possibilitam a concretização dos conceitos mais tradicionais ou o desenvolvimento do design mais arrojado para mobiliário ou decoração da casa ou do escritório.3. em painéis de belos e nobres padrões e dimensões adequadas. – AGMOLERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA A personalidade e beleza da madeira natural.asp?id_prodnivel1=9> em 26/01/2004. resultando num fiável. dada a facilidade de transformação e versatilidade dos mesmos. recriando a madeira na sua forma natural. 11 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. disponível em painéis de variados tamanhos e espessuras.com/port/produtos_gama1.2.sonae-industria-tafisa. 48 . Técnicas controladas de prensagem e acabamento complementam a qualidade superior das matérias-primas.com/port/produtos_gama1.1.sonae-industriatafisa.2.Aglomerados de Madeira FIGURA 21 – Aglomerados Revestidos com Papel Melamínico (in site da Sonae Indústria10) 4. versátil e esteticamente incomparável painel revestido a folha de madeira (ver figura 18). A qualidade ímpar deste produto advém da própria madeira.

orientadas de forma perpendicular umas em relação às outras.4. Este produto suporta praticamente todos os tipos de cobertura incluindo betumes. forma um painel com excelentes valores no Módulo de Elasticidade e de Resistência à Flexão. – AGLOMERADOS DE PARTÍCULAS LONGAS E ORIENTADAS (OSB) Os painéis de OSB. O OSB oferece um vasto leque de opções decorativas. desde o seu uso em condições domésticas secas até ao uso em condições de humidade na indústria pesada.2. na indústria de construção.Aglomerados de Madeira 4. dado o seu padrão natural de madeira e a sua facilidade de envernizamento e de adopção de outras texturas. torna a construção pesada mais económica e simples. tijoleira e telhas.2. e disponibilidade em grandes dimensões. A sobreposição de três camadas de lâminas de madeira longas.1. 49 . para além de se tornarem económicos e de fácil utilização. apresentando-se com o sistema macho-fêmea de 2 ou 4 extremidades para pavimentos fixos ou piso flutuante. A sua característica de resistência à humidade significa que o OSB pode ser usado em tectos quentes ou frios. Combinado com madeira maciça para formar junções em I. quer se trate de condições secas ou húmidas. O OSB é ainda um óptimo material para pavimentos. Na indústria da embalagem. Os painéis condicionados têm uma maior estabilidade e resistência. aglomerado de partículas de madeira longas e orientadas ou “Oriented Strand Board”. são especialmente adequados para o uso em situações estruturais ou não-estruturais. leveza. Os formatos do OSB asseguram uma grande versatilidade na construção de paredes. o OSB permite uma maior rentabilização do custo-benefício. dada a sua resistência.

com/port/produtos_gama1. 50 . tornando-o adequado para a utilização em aplicações como pavimentos.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40> em 26/01/2204. (figura 20). etc. o OSB 2 macheado está preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea. FIGURA 23 – Aglomerado OSB (in site da Sonae Indústria12) Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado OSB existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ OSB 2 macheado: Com as características técnicas de uma placa standard.com/port/produtos_gama2. estruturas e vigas.sonae-industriatafisa. 13 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. em 26/01/2004.sonae-industriatafisa. mas não menos importante.Aglomerados de Madeira Por último. o OSB é de facto uma opção eco-eficiente com um excelente comportamento mecânico utilizando como sua matéria-prima rolaria de pequena dimensão proveniente de espécies de madeira de rápido crescimento (ver figura 19). ♦ FIGURA 24 – OSB 2 Macheado (in site da Sonae Indústria13) 12 Ver site de “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=5>.

pelas suas características mecânicas. É também usual a sua utilização em pavimentos e arquitectura de interiores (figura 21).asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2500 / 5000 x 1250 / 5000 x 2500 Espessuras standard: 6 .22 ♦ OSB 2: O OSB 2 é aconselhado para usos gerais em condições secas. o OSB 3 deve ser usado em condições normais de humidade.8 – 10 – 12 – 15 – 18 . ser aplicado em ambientes exteriores expostos às intempéries. em condições de humidade normais (ver figuras 22 e 23). por isso.com/port/produtos_gama2. especialmente para embalagens de curta duração ou não sujeitas à exposição à humidade. 14 Ver site da “Sonae Insdústria” http://www. sendo considerado. 51 . Não deve. tornando-o adequado para a utilização em pavimentos. É especialmente indicado para utilização no domínio da embalagem. estruturas e vigas. Existe também na forma OSB 3 macheado com o sistema de encaixe macho-fêmea. um dos derivados de madeira com melhor desempenho. FIGURA 25 – OSB 2 (in site da Sonae Indústria14) ♦ OSB 3: Utilizado em aplicações interiores para paredes ou pavimentos.sonae-industriatafisa.

encontrando-se também casos de aplicações em armações de telhados como suporte directo da impermeabilidade. juntamente com madeira maciça. 15 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. em paredes e pavimentos. Excelente resistência à humidade. carpintaria e decoração (ver figuras 24 e 25). para fazer traves e pórticos.com/port/produtos_gama2. em condições húmidas. decorativo com ranhura arredondada para remates (ver figura 28).sonae-industriatafisa. É utilizado em estruturas de madeira. 52 . pressão e impacto fazem do OSB 4 a escolha ideal para aplicações com necessidade de suporte de cargas elevadas. tornando-o adequado para a utilização em aplicações estruturais na construção em madeira. e também na versão OSB 4 lambrim.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43> em 26/01/2004. Existe ainda nas versões OSB 4 macheado.Aglomerados de Madeira FIGURA 26 e FIGURA 27 – OSB 3 (in site da Sonae Indústria15) ♦ OSB 4: O OSB 4 é um painel de elevada performance que ultrapassa largamente muitos dos requisitos da respectiva norma europeia. nomeadamente pavimentos sujeitos a cargas (ver figuras 26 e 27). preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea.

em 26/01/2004. em 26/01/2004.sonae-industriatafisa. 18 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.sonae-industriatafisa. 53 .sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2. 17 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.Aglomerados de Madeira FIGURA 28 e FIGURA 29 – OSB 4 (in site da Sonae Indústria16) FIGURA 30 e FIGURA 31 – OSB 4 Macheado (in site da Sonae Indústria17) FIGURA 32 – OSB 4 Lambrim (in site da Sonae Indústria18) 16 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45> em 26/01/2004.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44>.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46>.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.

a sua facilidade de manutenção e a sua fácil instalação. que se distinguem os laminados entre si. O objectivo era fabricar um sistema de revestimento leve. durável e mais fácil de manter que os revestimentos empregados até então (carpete. embora tenham surgido no mercado sistemas de encaixe autoblocantes que não necessitam de utilização de adesivos.2. entre os quais se destaca a versatilidade dos desenhos a imitar diferentes tipos de madeira.Aglomerados de Madeira 4. termo-endurecidas (normalmente melaminas). em toda a sua área. tal como segue: 54 . apoiado unicamente sobre uma espuma de polietileno de 2 ou 3mm de espessura de maneira analógica. adiante caracterizado. pousando como piso flutuante. O conjunto assim formado vai encaixando em todo o seu perímetro. As dimensões padrões dos laminados são 1200mm de comprimento por 200mm de largura e 8mm de espessura. como as suas excelentes qualidades mecânicas.1. Os laminados são colados entre si. Combinam vários factores. cortiça). Os pisos laminados são um revestimento de piso formado por uma camada superficial consistente em uma ou mais lâminas finas de um material fibroso (normalmente papel) impregnado com resinas aminoplásticas. ou de painéis aglomerados também de alta densidade. isto é. PVC. Através da acção combinada de calor e pressão. de fibras de alta densidade (HDF). madeira. sem fixar de nenhuma forma ao suporte. tal como se coloca o parquet flutuante. Mas é segundo a técnica de pressão do revestimento plástico.5 – PAVIMENTOS LAMINADOS A produção de pavimentos laminados nasceu há aproximadamente duas décadas na Suécia. as lâminas são prensadas em conjunto e coladas com colas de melamina sobre um substracto de painel de fibras de densidade média (MDF).2.

Na prática. os fabricantes utilizam nos seus desenhos imitações dos materiais tradicionais de revestimento de pisos. 4.laminados de baixa pressão em contínuo. DPL . em todas as suas diversas espécies. manchas. • • CPL . O referido revestimento plástico é caracterizado por incluir na sua estrutura as seguintes camadas.laminados de pressão directa. Uma ou mais camadas de papel Kraff impregnado de melamina. até à finalização sobre um equipamento especial (gravadora rotativa). 2. enquanto que nos laminados de pressão directa (DPL) as camadas de papel Kraff foram suprimidas. tendo cada uma delas uma função específica. Camada de contrabalanço (normalmente de papel). Esta estrutura é a apresentada normalmente pelos laminados de alta pressão (HPL) e também pelos laminados de baixa pressão em contínuo (CPL). para proteger o desenho impresso da camada inferior contra a abrasão. raiado. ficando somente uma 55 . 3. culminando um processo de gravação que vai desde a transformação da imagem real num arquivo informático. a saber: 1. trazendo a camada superficial impresso um desenho ou motivo decorativo. para reforço mecânico e resistência ao impacto. para compensar as tensões que são produzidas por todas as camadas juntas e evitar a deformação do laminado. etc.laminados de alta pressão. tons e texturas. basicamente a madeira.Aglomerados de Madeira • HPL . constituídos por várias camadas de material fibroso (normalmente papel) impregnadas por resinas termo-estáveis e unidas por calor e pressão. Papel decorativo com o desenho impresso através da tinta que penetra por capilaridade no papel. Lâmina transparente (Overlay).

em 26/01/2004. uniforme e plana.Aglomerados de Madeira estrutura com overlay e papel decorativo. As ligações utilizadas para a colocação dos painéis não devem 19 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.2. 56 .asp?id_prodnivel1=14>. Na utilização dos painéis de partículas deve adoptar-se algumas precauções para obtermos resultados satisfatórios. Contudo.1.2. o aglomerado de partículas é muito versátil no respeitante às suas potenciais aplicações.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1. estes materiais têm mau comportamento ao contacto com água no estado líquido ou atmosfera com elevados valores de humidade (excepção que deverá ser feita ao Aglomerado de Partículas do tipo MR). Adequado para uma utilização generalizada em mobiliário e na construção. com uma gama completa de pavimentos laminados para os segmentos comercial e residencial adequados aos vários níveis de utilização (ver figura 29). Em Portugal existem já hoje unidades industriais equipadas com a tecnologia mais avançada do sector.6 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS Sendo provavelmente o mais comum dos produtos derivados de madeira. perante as necessidades mecânicas e resistência ao impacto. tanto em condições secas como quando existe o risco de humidade ou eventuais exigências de resistência ao fogo. portanto. Os diversos tipos de aglomerado garantem um comportamento equilibrado. FIGURA 33 – Piso laminado (in site da Sonae Indústria19) 4. o aglomerado de partículas é um painel de três camadas. com uma superfície macia. Esta opção torna-o mais frágil. em geral.

em 26/01/2004. Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de partículas existentes no mercado e suas principais aplicações: Standard (ST): Adequado para as utilizações mais diversas no fabrico de mobiliário. a fim de não diminuir a sua resistência. FIGURA 34 – Aglomerado de Partículas Standard (ST) (in site da Sonae Indústria20) 20 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.com/port/produtos_gama2. folheado ou estratificado exigem que este trabalho se efectue nas duas faces para que o painel fique equilibrado e não venha a empenar ao secar.Aglomerados de Madeira ser realizadas demasiado próximas dos seus bordos ou das suas extremidades. o aglomerado de partículas de madeira standard apresenta uma superfície macia e muito uniforme. lixagem e acabamento (ver figura 30). Quando se trata de realizar ligações empregando colas. deve forrar-se os cantos de cada painel com ripas de madeira maciça. sendo de destacar o seu excelente comportamento ao corte. que deverá ser feita de preferência por parafusos especiais filtrados até à cabeça e com o maior comprimento possível. Os acabamentos com pintura. Fabricado de acordo com os requisitos e procedimentos das Normas Europeias. Deve evitar-se o uso de pregos para a fixação. 57 . pode ser utilizado em cru ou revestido com folha de madeira. PVC.sonae-industriatafisa. fresagem. Disponível numa gama alargada de tamanhos e espessuras standard. etc. Se a ligação tiver de suportar grandes esforços deve incrustar-se no painel uma peça de madeira dura ou de nylon para receber os parafusos. papel.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1>. as suas características permitem a utilização generalizada em aplicações interiores e mobiliário.

escritório e na decoração de interiores (ver figura 31) FIGURA 35 – Aglomerado de Partículas Postforming (in site da Sonae Indústria21) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 21 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. é aconselhável a utilização de aglomerado de partículas postforming. em 26/01/2004. é um produto normalmente utilizado em mobiliário de cozinha.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2130/1830x2750/1830x3660/1830x4880 / 1830x5700/1880x2500/2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 8/10/12/13/15/16/18/19/22/25/28/30/32/35/40 Compacto: Para algumas aplicações de mobiliário em que são necessários altos ou baixos-relevos ou qualquer outro tipo de formas arredondadas.sonae-industriatafisa. A sua estrutura de elevada densidade garante também um excelente desempenho quando utilizado em aplicações especiais como portas de cozinha ou como núcleo para painéis de soft e postforming. nomeadamente no caso da fabricação de tampos com bordos arredondados.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3>. 58 . banho. o aglomerado compacto é uma óptima solução. Dotado de características técnicas adequadas à maquinagem. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 3660 Espessuras standard: 10/12/13/15/16/18/19/22/25/30 Postforming: Para aplicações que necessitem de operações especiais de maquinagem.

Aglomerados de Madeira Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 / 2100 x 3660 Espessuras standard: 10/12/14/15/16/18/19/20/22/25/28/30/35/38/40 Homogéneo: O aglomerado de partículas de madeira homogéneo é. com o revestimento adequado. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 Resistente à humidade (MR): O aglomerado de partículas resistente à humidade garante um comportamento adequado de resistência a situações de humidade ambiente ou humedecimento ocasional. como as facilmente verificadas em aplicações de mobiliário de cozinha ou casa de banho. A sua performance em aplicações de construção é também elevada. a escolha certa para a utilização em portas interiores ou em superfícies arredondadas em mobiliário. apainelamento de paredes ou outras aplicações (fig. 59 . FIGURA 36 – Aglomerado de Partículas Resistente à Humidade (MR) (in site da Sonae Indústria22) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 22 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. sendo a sua superfície também adequada para qualquer tipo de revestimento. em 26/01/2004. podendo.32). seguramente.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6>. ser utilizado em cofragens. dada a sua excelente maquinabilidade.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.

8 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FINISH-FOIL O revestimento de aglomerado de madeira ou MDF com papéis especiais (FF ou "finishfoil") permite obter uma superfície decorativa com uma textura agradável e um "toque" muito natural.sonae-industriatafisa. leves. 23 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.7 – AGLOMERADOS PINTADOS Com uma base MDF ou aglomerado de fibras duro. resistentes e flexíveis. O revestimento de MDF fino com papéis "finish-foil" origina um produto adequado à aplicação em superfícies curvas ou nas partes traseiras de armários. esta é a solução adequada para traseiras de mobiliário.com/port/produtos_gama1.2.33).2. perfeitamente combinada e integrada com produtos decorativos (fig. com a vantagem adicional de poder ser obtido exactamente no mesmo padrão dos papéis melamínicos. adiante apresentado. revestimento de paredes e divisórias. em 26/01/2004. FIGURA 37 – Aglomerado Pintado (in site da Sonae Indústria23) 4. estão disponíveis na indústria do ramo em várias dimensões e contam com uma superfície unicolor ou impressa com padrões de madeira.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2750/1830x3660/1830x4880/1830x5700 / 2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 4. Os painéis pintados. ou para portas. é muito utilizado em mobiliário.2.1.2.1. Tratando-se de um produto claramente vocacionado para aplicações decorativas não submetidas a grande desgaste.asp?id_prodnivel1=13>. fundos de gavetas. 60 .

garantindo.1. O aglomerado de fibras duro também é produzido com pinho marítimo para algumas aplicações. permite uma desmoldagem fácil e rápida e aumenta o número de reutilizações dos painéis. mesmo em dependências 61 . tendo a vantagem de as suas superfícies não necessitarem de lixa nem de preparação antes de serem pintadas ou lacadas. um bom acabamento da obra. Os painéis de fibras são constituídos por fibras de madeira obtidas por cocção e aglomeradas sob fortes pressões e elevadas temperaturas sem o emprego de cola. tal como se referencia a seguir: Painéis Duros: São obtidos sob elevadas pressões.5 mm e 10 mm.1. Isento de emissões de formaldeído e disponível numa diversidade de espessuras. Embora sejam pouco deformáveis. o aglomerado de fibras duro mais utilizado é de eucalipto. sendo uma óptima solução para as partes traseiras de elementos de mobiliário. incluindo pavimentos. com bom acabamento e com espessuras que oscilam entre 2. para fundos de gavetas.2.2. nomeadamente para cofragens. Apresentam-se com uma face lisa e outra rugosa. revestimento de portas. revestido ou lacado. que lhes conferem maior ou menor densidade consoante aquelas são mais altas ou mais baixas. suavidade da superfície e elevada resistência mecânica fazem deste aglomerado o material ideal no domínio das aplicações de placas finas.2. 4. Os painéis de faces esmaltadas ou estratificadas podem ser utilizados como revestimento mural. quando apresentam espessuras reduzidas podem encurvar-se para se adaptarem a um armação ou estrutura de suporte arredondado. tampos e muitas outras aplicações.2. Segundo o processo de fabrico utilizado pode obter-se painéis duros e painéis destinados ao isolamento termoacústico (painéis isolantes).Aglomerados de Madeira 4. ao mesmo tempo. o revestimento de aglomerado ou contraplacado com papel fenólico.10 – AGLOMERADOS DE FIBRAS DURO Fazendo parte da gama de painéis de fibras. a sua alta densidade.9 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FENÓLICO Para aplicações exteriores especiais.

Aglomerados de Madeira húmidas como as casas de banho. são utilizados sob parquetes e soalhos. 62 . a fim de dissimular as irregularidades de uma parede ou de um parquet antigo. Como se pode observar. como revestimentos interiores de paredes divisórias antes da colocação de um material decorativo. pelo que os seus custos de produção são superiores e. Existem painéis de diferentes dimensões com espessuras que variam entre 10 mm e 30 mm. Tal prendese com o carácter mais refinado dos aglomerados. devido ao seu aspecto pouco decorativo. Assim. Os preços em termos de produto final dos aglomerados podem ser vistos na tabela 4 do Capítulo 5. e como isolantes de telhados e tectos. à medida que aumenta a espessura da madeira. consequentemente. Estes painéis dispõem nos bordos de ranhuras que permitem encaixá-los uns nos outros. Se estas não existirem. ou com uma impressão decorativa que imita diferentes tipos de madeira. a título meramente ilustrativo. o que lhes confere melhor apresentação. que podem assim ser recuperados e utilizados em qualquer outro local. como era de esperar. Este processo de fabrico permite obter painéis com uma estrutura porosa e de baixa densidade que lhes confere boas características de isolamento. a ligação pode realizar-se com grampos aplicados sobre uma armadura de perfis metálicos previamente aparafusada à parede. como solução económica para os problemas de isolamento acústico e térmico. No entanto. Os painéis isolantes podem ser utilizados como revestimento mural. apresentando para o efeito uma das faces revestida com um estratificado. é preferível colocá-los por baixo de outros materiais. Este processo permite desmontar os painéis. É frequente revestir as paredes ou um pavimento com painéis duros. o seu preço também como produto final. são suficientemente rígidos para poderem ser trabalhados com as ferramentas tradicionais. Painéis Isolantes: São produzidos utilizando uma fraca compressão das fibras de madeira previamente misturadas com o feltro. podemos ver que o seu preço é superior. Porém.

p. o “painel constituído por um número ímpar de folhas coladas umas sobre as outras. a “alma” e a “cola”. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Designa-se por “contraplacado”. conferindo-lhe uma certa rigidez.1. Também segundo o mesmo autor Valente (1991. Este corte pode ser feito segundo duas técnicas: “plano longitudinal” ou por “serragem”. A “folha” que se aplica na obtenção dos contraplacados pode obter-se para utilização mediante o chamado “desenrolamento” de um pedaço de madeira (normalmente um toro). painéis de fibras. – CONTRAPLACADOS 4. a “cola” é o “ligante utilizado para unir as folhas de madeira entre si ou à alma”. e que é formada por painéis de blocos. A figura 34 permite visualizar esta forma de corte.2. segundo Valente (1991. desperdícios de cortiça. 52) 63 . p. FIGURA 38 .Aglomerados de Madeira 4. na posição rotativa.2. É formado por três elementos constitutivos: a “folha”. prensadas.53). etc. na definição que é proposta por Valente (1991. lã de vidro. após se ter feito um “corte” do mesmo pedaço da madeira com uma lâmina. p.Formas de Corte da madeira (in Valente. de espessura superior à das folhas que a revestem.2.”. A “alma” é. 1988.2. 53). p. 52). a “camada central do contraplacado.

no caso do “contraplacado”. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzido pelas matas. FIGURA 39 . de se “utilizar quase integralmente não só os ramos. 64 . o que contribui positivamente para a economia e meio ambiente.Obtenção de um Contraplacado (in Santos. p. por via de processos que evitem deformações. para ir de encontro às necessidades do sector produtivo. em prensas especiais.Aglomerados de Madeira Os contraplacados são placas que se constroem a partir de folhas de madeira natural fina. como refere Santos (1991. existe a possibilidade. Estas são cortadas em determinadas dimensões e sobrepostas com o fio alternadamente cruzado. 1991. as aparas e as serraduras provenientes das serrações”. como também os desperdícios de madeira. A partir dos toros de madeira. sendo o número de camadas sempre ímpar para se obter uma estrutura simétrica de cada um dos lados (ver figura 35). o objectivo é satisfazer não só as necessidades da procura por parte dos seus utilizadores. de forma a serem coladas com resinas sintéticas e sob fortes pressões. 76) Quando se obtém ou se constrói um “contraplacado”. Por outro lado. p. mas também ter um outro tipo de material substituto da madeira. 74). cortam-se camadas finas que se designam por folhas.

Aglomerados de Madeira Para evitar as possíveis deformações da madeira natural e conseguir o maior aproveitamento dos toros. 65 . uma delgada camada de material lenhoso (fig. por rotação contínua. estes são cortados com máquinas especiais – desenroladoras – em que uma lâmina de corte ataca a madeira tangencialmente às camadas de crescimento de forma a destacar do toro.36. como se referiu. denominada alma (ver figura 38). p.206) Em qualquer dos casos as folhas obtidas são cortadas segundo determinadas dimensões e sobrepostas de cada um dos lados da camada central. 36A e37): FIGURA 40 – Folha desenrolada FIGURA 16A – Corte por Serra ou lâmina FIGURA 41 – Corte de folha (in Patton.

sonae-industriatafisa. Estes painéis são fáceis de trabalhar e tornam-se muito mais económicos do que a madeira maciça. 4.asp?id_prodnivel1=13>. FIGURA 43 – Contraplacado comum (in site da Sonae Indústria24) 24 Ver site da “Sonae Indústria” < Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.>.Aglomerados de Madeira FIGURA 42 – Alma Desta maneira se obtém os painéis ou placas de contraplacado. que se caracterizam pela sua grande resistência à flexão e às deformações por empenamento. devendo esta em qualquer caso ser uniforme para todas as folhas componentes de uma mesma placa. compostos por folhas de 1mm a 3mm de espessura. Existem placas de 3mm a 25mm de espessura.com/port/produtos_gama1. devido à disposição cruzada das fibras de camada para camada. .CONTRAPLACADOS COMUNS São contraplacados normais (três folhas) ou múltiplos.2. em 26/01/2004.2.2.1. em 26/01/2004.39).2. 66 .2. sendo no entanto a dimensão mais frequente 1220 x 2440mm (fig.TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES 4. com dimensões que podem variar de 900mm a 1830mm para a largura e de 1220mm a 3100mm para o comprimento.2. .

As suas faces caracterizam-se por serem revestidas com filme fenólico de ambos os lados e topos selados com resina acrílica. Por fim. tendo de igual modo as faces em “folha” de madeira desenrolada. No caso dos contraplacados que se destinam para o interior das habitações. o “contraplacado marítimo form” e o “contraplacado marítimo desk”. consequentemente. sendo as faces em “folha” de madeira desenrolada. mas as faces são em folha de madeira listada. a tola. sendo também resistente à humidade mas por acção da pressão e da temperatura. designada por “corte contínuo”. o carvalho. bem como a espécie de madeira empregue no fabrico. O primeiro pode definir-se como sendo constituído por folhas cruzadas de madeira natural e. a faia e o castanho. coladas com resina resistente à humidade em geral. Os primeiros dois tipos de contraplacado são apropriados para o sector produtor de 67 . e também ao envelhecimento. define os tipos de utilização (para interiores ou para exteriores). por conseguinte. em geral. Quanto ao “contraplacado marítimo form” é constituído por partículas de pinho marítimo que se encontram aglomeradas com resina química. o contraplacado marítimo “desk” é constituído por placas de folhas cruzadas de madeira natural com uma resistência mecânica elevada.Aglomerados de Madeira Geralmente a sua qualidade é indicada por uma denominação ou simbologia que caracteriza a natureza da cola empregue e. designada de “corte plano”. No caso dos contraplacados cuja utilização é para o exterior das habitações. com as mesmas características do “contraplacado desenrolado”. sendo as mais usuais o mogno. o freixo. É resistente à água. temos o “contraplacado desenrolado” e o “contraplacado decorativo/listado”. temos essencialmente três tipos de contraplacados: o “contraplacado marítimo”. O “contraplacado desenrolado” é formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. O “contraplacado decorativo/listado” é também formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química.

68 .com/port/produtos_gama2. 25 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.Aglomerados de Madeira carroçarias. Resumindo. Faia ou Bétula para aplicações em ambientes secos ou húmidos com topos protegidos. etc. para aplicar em ambientes caracterizados por exposição a grande humidade.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127>. FIGURA 44 – Uso do Contraplacado de Resinosas (in site da Sonae Indústria25) Contraplacado de resinosas decorativo – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e em exteriores. de moldagem. Contraplacado de folhosas temperadas – Painéis em Choupo. apresenta-se a seguir alguns produtos existentes no mercado: Contraplacado de resinosas – Contraplacado utilitário para uso exterior em cofragens. na decoração de interiores de autocarros e transportes ferroviários. embalagens e edifícios (figura 40).sonae-industriatafisa. construção civil e embarcações. O terceiro tipo é muito utilizado em cofragens. em 26/01/2004. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. Contraplacado de folhosas temperadas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão ou de exigências elevadas em termos mecânicos.

revestimentos. Placas alveoladas – que apresentam uma alma constituída por uma estrutura de réguas de pequena espessura feitas de madeira. colocadas lado a lado e coladas umas às outras. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. As suas faces externas são revestidas com placas de contraplacado comum.Aglomerados de Madeira Contraplacado de folhosas exóticas – Painéis com superfície em madeira exótica (Okoumé) especialmente adaptados para organização de espaços interiores ou exteriores. geralmente. cercas. temos: Placas engradadas – formadas por alma de grande espessura constituída por sarrafos ou ripas de secção quadrada ou rectangular dispostas em grade. etc. construção naval. de painéis de fibra ou até de cartão leve. ou painel com superfície destinada a ser revestido com acabamento transparente (verniz. São utilizadas geralmente para fabrico de portas planas. Conforme as folhas que se podem colocar sobre a “alma” do contraplacado. laca. Contraplacado decorativo de folhosas exóticas – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e exteriores. não superior a 25 mm. Placas lameladas – nas quais a alma do painel é constituída por lamelas de espessura variável.). pavimentos. etc. 69 . As suas faces externas são revestidas com folhas de madeira mais rica e com acabamento mais cuidado que o contraplacado comum. Placas moldadas – que são fabricadas utilizando moldes contra os quais se aperta por prensagem as folhas de madeira com cola e afim de se obter perfis encurvados de formas diversas destinados ao fabrico de móveis. formando alvéolos que são recobertos de ambos os lados por placas de contraplacados decorativos. Contraplacado de folhosas exóticas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão. pista de skate e outras.

Com frequência. aplica-se com um rolo. A armação é composta por pequenas fasquias de 70 . pelo que é aconselhável seguir as indicações do fabricante. – COLOCAÇÃO POR COLAGEM As placas ou painéis podem ser directamente colocados sobre a parede por meio de colas de neoprene ou borracha natural.2. de forma a apresentar relevos discretos. ou seja.Aglomerados de Madeira Placas decorativas – formadas por contraplacados revestidos exteriormente por madeira fina. – COLOCAÇÃO POR PREGAGEM Neste processo de colocação é necessário preparar uma armação de madeira e fixá-la à parede para receber o painel de revestimento.2.2.3. Para evitar que a face do painel se deteriore interpõe-se um pedaço de madeira entre aquele e o martelo.2. Entre as suas variedades figuram painéis em que uma das faces é sulcada ou esculpida. sem desta vez utilizar diluente.1. A natureza do suporte deve ser compatível com a cola utilizada. Para esse efeito. Coloca-se. 4.2.2.3. sempre que o suporte seja plano. quando os dissolventes contidos na cola se evaporarem.2. então. o painel na posição exacta e martela-se toda a sua superfície a fim de se obter uma completa aderência. 4. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS 4.3. torna-se necessário realizar uma aplicação prévia de cola nas superfícies que vão contactar. Decorrido o tempo de secagem. no paramento a revestir e na contraface do painel. não tenha manchas de humidade e se apresente com o acabamento cuidado. a cola diluída no seu dissolvente numa percentagem de 30%. aplica-se cola novamente no suporte e no painel. Este sistema permite obter uma superfície lisa sem marcas de pregos.

ou ser preenchido com material isolante. Os painéis de alta qualidade. em geral. Dependendo portanto do tipo de colagem e da espécie da folha de madeira. assim. presas verticalmente à parede e distanciadas entre si 40 a 50 cm. utilizando as mesmas técnicas aplicadas a qualquer outro tipo de madeira. destacando-se as seguintes: 1. No primeiro caso aconselha-se a praticar furos ou rasgos nas réguas para que se garanta o arejamento interior. são adquiridos inteiramente acabados. devido ao cruzamento das folhas segundo ângulos regulares. Os produtos acabados incluem elementos de carpintaria. 4. o contraplacado pode ser utilizado em condições interiores secas ou exteriores húmidas. cofragem.Aglomerados de Madeira secção variável (40 x 15 mm ou 50 x 25 mm). Os painéis de contraplacado tradicionais podem receber qualquer tipo de acabamento. Quando revestido com folha de madeira ou outras superfícies decorativas é muito utilizado na indústria de caravanas. a escolha adequada para um sem número de aplicações.2. podendo o espaço entre as fasquias ficar vazio para permitir a circulação do ar. revestidos com folhas de madeira ricas de desenho e cor. 71 . na generalidade.2.4. é possível pintá-los. destinados para decorações murais. sendo conveniente aplicar transversalmente peças de madeira com a mesma secção de forma a constituir uma grade. pavimentos para comboios e autocarros. todo o tipo de aplicações de painéis em interior ou exterior. atapetá-los ou envernizá-los. O contraplacado é. revestimento exterior. aplicações em edifícios públicos com exigências de resistência ao fogo e. Produzido com resinas especiais é um produto aconselhado para a construção naval. da indústria à arquitectura e construção. mobiliário. acabamentos. Depois de bem acabados. encerá-los.Diminuição da retracção e das deficiências mecânicas. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS O uso dos contraplacados tem consideráveis vantagens em relação às madeiras naturais. Sobre esta estrutura prega-se o contraplacado.

por exemplo. na ignifugação (que não arde). 7. originando superfícies curvas.Aglomerados de Madeira 2. Contudo.Realização de superfícies de grande dimensões.Possibilidade de fazer baixar o preço dos objectos acabados.Facilidade em proceder a melhorias na madeira sob vários pontos de vista. De uma forma geral os contraplacados têm qualidades superiores às dos aglomerados. com incorporação no interior do painel de produtos menos valiosos. etc. fazer menos desperdícios de fabricação. as comparações devem ser realizadas caso a caso.Possibilidade de aplicar novas técnicas às madeiras. pelo facto de os planos de colagem impedir a penetração de humidade.Criação de novos materiais por combinação dos folheados e das madeiras maciças (painéis de lâminas. preservação e endurecimento por impregnação. 6. a moldagem em forma. 5. painéis de sarrafos). designadamente.Diminuição da higroscopicidade. fabricação em séries industriais. podendo ser usados em situações de emprego mais severo. devido à redução do peso (sem diminuir as propriedades mecânicas). 3. painéis de blocos. 72 . diminuindo não só o preço de fabrico como também as despesas de trabalho. 4. sendo a ideia ventilada no período anterior meramente indicativa a título de balanço global do desempenho destes dois derivados de madeira natural.

3. uma delgada camada de material lenhoso.Aglomerados de Madeira 4. geralmente utilizados em revestimentos decorativos e derivados de madeira.2. os folheados tiveram um desenvolvimento notável com a fabricação dos contraplacados e aglomerados. sendo depois colocados em máquinas especiais desenroladoras. com faces revestidas a folha de madeira natural. formando ainda embutidos e figuras em relevo. O uso dos folheados data do tempo dos romanos.2. a folha (ver figura 41). com a mecanização da indústria da madeira. FIGURA 45 – Métodos de obtenção dos folheados Conforme atrás exposto. onde uma máquina de corte corta a madeira tangencialmente às camadas de crescimento.3. . tal 73 . o painel aglomerado folheado é constituído por um conjunto de partículas de madeira aglomeradas (standard ou hidrófugo). de forma a destacar do toro e por rotação contínua. Nas duas últimas décadas. existindo mesmo algumas peças tais como cofres e arcas do tempo dos Faraós. confeccionados com madeira reduzida a lâminas finas.1 .FOLHEADOS 4. As aplicações do aglomerado folheado são a indústria do mobiliário e decoração.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Os folheados são folhas finas de madeira natural. preparados e escolhidos para se conseguir um maior aproveitamento da madeira. São extraídos de toros de madeira de várias espécies.

Especialmente concebido para uso generalizado nas mais exigentes condições de desgaste e impacto. o termolaminado tem uma excelente capacidade decorativa e uma elevada versatilidade de padrões e texturas. para aplicação em mobiliário de elevado desgaste de escolas. O laminado decorativo de alta pressão (HPL – High Pressure Laminate) é a solução indicada para superfícies horizontais de mobiliário. em geral. que exerce uma pressão de 100 kg/cm2 durante uma hora e meia. como balcões de cozinha e tampos de secretária. As placas são em seguida cortadas em comprimento e largura. A temperatura dos pratos quentes sobe a 150º durante 30 minutos. 4. são empilhadas e metidas sob uma prensa a quente.Aglomerados de Madeira como foi já referido atrás nos itens próprios. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO De um modo genérico. normalmente como revestimento de substratos. termolaminados são folhas de papel Kraft impregnadas de resinas sintéticas termo-endurecíveis. madeiras e outros fazem do termolaminado decorativo uma alternativa perfeita aos acabamentos em madeira maciça e às aplicações de minerais (ver figura 43).1. Uma colecção moderna e com tendências de unicolores fortes ou mais suaves e padrões de imitação de granitos. mecânicas e químicas. hotéis. È conveniente que as madeiras para os folheados atrás mencionados sejam de preço pouco elevado para não encarecerem os produtos finais. mármores. tornando-se depois irregular à superfície de colagem (figura 42). – TERMOLAMINADOS 4.4. 74 . afim de poderem ser postos no mercado por preços relativamente baixos. Depois de secas. permitindolhe responder adequadamente a elegantes soluções de mobiliário e decoração.2. para aplicações decorativas horizontais ou verticais que requeiram elevadas performances físicas. restaurantes e.4.2.

Aglomerados de Madeira FIGURA 46 -Estrutura dos termolaminados FIGURA 47 – Termolaminado (in site daSonae Indústria26) 26 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=7> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama1. 75 .

além da sua extraordinária resistência física e química. FIGURA 48 .Termolaminado para aplicações horizontais/verticais (in site da Sonae Indústria27) 27 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. O termolaminado é uma excelente alternativa económica ao acabamento em madeira maciça. bem como diversas texturas. para aplicações com perfil rectilíneo ou do tipo “post-forming”.4. na decoração de interiores de caravanas. mármore ou granito.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa. o termolaminado para aplicações horizontais e verticais é normalmente utilizado em superfícies de trabalho de mobiliário de cozinha. estabilidade dimensional e facilidade de limpeza. tampos de secretária.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51> em 26/01/2004. pois. apresenta uma colecção moderna de variadas cores. 76 . permite a obtenção de soluções atractivas em termos de mobiliário.TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES Apresenta-se a seguir alguns produtos de Termolaminados existentes no mercado e suas principais aplicações: Termolaminado para aplicações horizontais e verticais: Normalmente usado como revestimento de substratos de derivados de madeira.2.2. Está disponível no tipo standard para aplicações com bordo plano e no tipo postforming para aplicações com bordo arredondado (ver figura 44). tampos de alguns tipos de electrodomésticos. padrões. Devido à sua resistência.Aglomerados de Madeira 4. ou no interior de autocarros e transportes ferroviários. .

asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54> em 26/01/2004. o 28 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. FIGURA 49 – Termolaminado Metálico (in site da Sonae Indústria28) Termolaminado de Elevada resistência – Pavimentos: Uma utilização cada vez mais frequente e muito decorativa do termolaminado é a produção de pavimentos flutuantes e sobreelevados (access flooring).sonae-industriatafisa. escritórios. aos riscos e ao impacto. No que diz respeito aos pavimentos flutuantes. salas de jantar e de estar e corredores. a aplicação do termolaminado sobre MDF ou aglomerado de fibras duro é uma solução esteticamente muito agradável em quartos. este tipo de termolaminado é igualmente adequado a espaços públicos de grande circulação e desgaste. associados à enorme facilidade de limpeza e manutenção. 29 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53> em 26/01/2004. tais como escolas. 77 .Aglomerados de Madeira Termolaminado Metálico: É um termolaminado revestido com folha de alumínio ou cobre.sonae-industriatafisa. centros comerciais. FIGURA 50 – Termolaminado de Elevada Resistência-Pavimentos (in site da Sonae Indústria29) Com características adicionais de resistência. Nos pavimentos sobrelevados. principalmente devido à sua excelente resistência ao desgaste. criado para aplicação em situações especiais de decoração de interiores (ver figura 45). jardinsde-infância. etc. lojas.

São constituídas por fibras celulósicas cujas propriedades adesivas e de empastamento permitem uma boa ligação dos materiais. 4. na construção de pavilhões publicitários. .. sempre com a face rugosa contra face rugosa (ver figura 47). Normalmente aparecem no mercado com cor castanha.5.2. num local arejado. As placas devem ser sempre aplicadas entre as 24 e 48 horas a seguir ao seu humedecimento. tendo uma superfície lisa e outra rugosa. tratadas e climatizadas em câmaras especiais.PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) As placas de platex são fabricadas a partir das fibras de madeira resinosa comprimidas a alta temperatura e elevadas pressões. cujo grau de humidade deverá ser superior àquele a que possam vir a estar sujeitas depois de fixadas. espalhando água na face rugosa. evitando que a água molhe a face lisa. nas variedades compacta e perfurada. Apesar da sua pouca durabilidade e resistência. O seu armazenamento é feito sobre uma superfície plana. salas de “hardware” informático e edifícios públicos (ver figura 46). sendo um produto ideal para escritórios. Antes de o platex ser utilizado deve ser humedecido. e com as placas na posição horizontal. etc. mobiliário económico. aplica-se no revestimento de tectos.Aglomerados de Madeira substrato utilizado é usualmente o aglomerado de partículas. FIGURA 51 – Placas de Platex 78 .

sobras de serração).2. ainda denominadas softboards. forros e entre pisos. ou mesmo reactivada. sob largo espectro de pressões. No processo Mason. Na prensagem de chapas de madeira reconstituída.16 g/dm3).6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA 4. obtém-se materiais de peso e características diferentes. a matéria-prima (cavacos. O desfibramento. alterando-se as condições de pressão e aquecimento. A reaglomeração das fibras. peneiradas e esparramadas. a uma polpa de fibras dispersas. é realizada em prensas ou rolos aquecidos. os fragmentos de madeira são autoclavados em vapor de água sob alta pressão. depois de saturada e amolecida com água fervente. Os aglomerantes são resinas sintéticas fenólicas ou a própria resina natural da madeira (a lignina) remanescente na matéria-prima e preservada. São denominados de painéis de madeira reconstituída os painéis que utilizam madeira sob a forma de cavacos como matéria-prima mais relevante.2.6. último estágio de fragmentação física do tecido lenhoso. têm aplicação em revestimentos. de explosão.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO São assim denominadas as chapas obtidas pela aglomeração das fibras celulósicas – separadas e dispersas – extraídas do lenho das madeiras. onde o súbito relaxamento da pressão na autoclave ocasiona a expansão (explosão) do vapor contido no tecido lenhoso e o seu consequente desfibramento. pela passagem em moendas.Aglomerados de Madeira 4. 79 . lavadas. No primeiro procedimento. As mais leves (desde 0. de dimensões e espessuras diversas. é reduzida. para actuar como aglomerante. pode ser conduzido por procedimentos mecânicos ou pelo processo Mason.

Na verdade. etc.7. tanto na fabricação de móveis como na indústria da construção (rodapés. tanto no aspecto térmico como acústico.7. cuja matéria-prima (Falca . dada a sua génese ser bastante sobreponível.1. Esta constituição determina uma grande impermeabilidade e uma forte capacidade isoladora. pisos. divisórias.) e. neste tipo de derivados de madeira. tal como o aglomerado. são primeiramente reduzidos a grânulos.PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES Os principais tipos de painéis de madeira reconstituída existentes no mercado são os painéis de madeira aglomerada (particle board). é um produto natural.2. em definição. . – CORTIÇA 4. à dos aglomerados. existindo os aglomerados expandidos puros e os aglomerados compostos.2. Esta cortiça “amadia”. leve e com uma infinidade de espaços ocos internos microscópicos. 80 . oferecem vantagens e desvantagens quando comparados com a madeira maciça.6.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO A cortiça. elementos estruturais de casas. portas. usualmente. 4.2.cortiça extraída dos troncos dos sobreiros proveniente das podas). Os aglomerados provêm do tratamento industrial da cortiça.Aglomerados de Madeira 4.2. “secundeira” (extraída 9 anos depois) e “amadia” (extraída cerca de 18 anos depois). extraída da casca do sobreiro. em graus diversos de associação. podem alguns destes produtos ser indistintamente classificados com as duas designações (caso do MDF). o MDF (medium density fiberboard) e as chapas de fibra ou chapas duras (hardboard). de acordo com as suas características específicas. é utilizada para fins industriais. Os aglomerados expandidos puros. São empregados. . A cortiça natural pode ser “virgem” (a primeira a ser extraída).

cimento. FIGURA 52 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos30) Nos aglomerados compostos a cortiça granulada é aglutinada por substâncias estranhas ao sobreiro. colas e químicos. 81 .html. revestimentos de solos. os grânulos aglutinam-se. resistente à compressão e de grande estabilidade dimensional (ver figura 48). componentes para calçado. tais como borracha. etc.pt/corticaindustria. aprovados pelas normas internacionais da FDA (Food and Drugs Administration). um excelente material de isolamento térmico. engarrafamento. e graças à própria resina da cortiça. visto em 27/01/2004. caseína. acústico e anti-vibrático.Aglomerados de Madeira Posteriormente.amorim. daí se obtendo uma grande diversidade de produtos. por efeito de temperatura e pressão. paredes e tectos. asfalto. (ver figura 49). para múltiplos fins: juntas para as estruturas de edifícios. plástico. 30 Ver site da Corticeira Amorim http://www. gesso. formando os aglomerados expandidos puros. artigos decorativos. juntas para motores. resinas naturais e sintéticas. imputrescível.

2. • Tacos – rectangulares ou quadrados. de cortiça natural ou aglomerada com asfalto.TIPOS DE CORTIÇA A cortiça apresenta-se sob diferentes formas comerciais conforme o fim a que se destine.amorim.7. revestimentos de câmaras frigoríficas e cabinas telefónicas.2. .Aglomerados de Madeira FIGURA 53 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos31) 4.pt/corticanatural. 31 Ver site da Corticeira Amorim <http://www. colofónio. • Papel dourado e em cores – para revestimentos de paredes. • Ladrilhos – de cortiça triturada e ligada por diferentes tipos de cimento – para construção de tabiques. destacando-se as seguintes: • Painéis e placas – para pavimentos e tectos lisos. cartão alcatroado e outros produtos. 82 .html> visto em 27/01/2004. com uma espessura máxima de 15mm e superfície de 30 x 30 cm a 50 x 50 cm.

um bom isolador térmico e acústico.amorim. produz uma sensação de calor que aumenta as suas possibilidades de aplicação como elemento decorativo.Aglomerados de Madeira • Semicilindros – de cortiça aglomerada. Por outro lado. FIGURA 54 – Cortiça em folha (in site de Amorim Isolamentos32) 32 Ver site da Corticeira Amorim http://www. • Lã.pt/corticanatural.html. apara e serradura – para preencher cavidades em paredes e divisórias. Também usada como sub-pavimento. a cortiça aglomerada reduz significativamente os ruídos de impacto e contribui para uma significativa poupança de energia. • Cortiça granulada – para fazer betões leves e com qualidades isoladoras. 83 . A cortiça é. com grande capacidade de isolamento acústico. sem dúvida alguma. em forma de folha (ver figura 50). em 27/01/2004. destinados a revestirem canalizações para amortecer os ruídos produzidos pela água ou pelos gases de circulação. um bem global a defender.

entre outros. sempre relacionados com a insuficiente divulgação das informações sobre projectos específicos já desenvolvidos por profissionais habilitados. Outros materiais estruturais. com a madeira isso já não acontece. O que se almeja é a aplicação de um manejo silvicultural inteligente. Os referidos processos requerem alto consumo energético e a matériaprima retirada da natureza jamais será reposta. a extracção e a transformação das árvores envolvem baixo consumo de energia. linhas de transmissão (energia eléctrica. Os problemas daí decorrentes incentivam a formação de um mentalidade distorcida por parte dos utilizadores. sendo hoje em dia mais usada como revestimento. passarelas). como a que associa o uso da madeira à devastação de florestas. travessia de obstáculos (pontes. comerciais. Não quer isto dizer que se defenda aqui a exploração irracional e predatória. apesar dos conhecidos preconceitos inerentes à madeira. na solução de problemas relacionados com coberturas (residenciais. outras ideias erróneas são divulgadas. viadutos. além de não provocarem prejuízo ao meio ambiente. Ao mesmo tempo. . armazenamento (silos verticais e horizontais). que poderá garantir a perenidade das nossas reservas florestais.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS 5. no que toca à construção civil. fundamentado em técnicas há muito tempo dominadas por engenheiros florestais e profissionais de áreas correlacionadas. industriais). telefonia). Porém. É importante lembrar também que o crescimento. 84 . Trata-se apenas de um procedimento largamente difundido nos chamados países de Primeiro Mundo. visto que se renova mesmo sob rigorosas condições climáticas.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira é empregada com frequência para fins estruturais. Contudo em algumas áreas o seu emprego tem sido crescente.1. Embora se reconheça que tem sido substituída em muitas destas funções. cimbramentos para estruturas de betão armado. são produzidos por processos altamente poluentes e antecedidos por diversas agressões ambientais. desde que providenciada a respectiva reposição. como o aço e o betão. benfeitorias rurais. fazendo parecer que o referido uso constitui uma perigosa ameaça ecológica.

para o aço trata-se da tensão de escoamento do tipo ASTM A-36. kN/m³ (na madeira. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS Apresenta-se a seguir alguns dados comparativos de materiais estruturais (tabela 2): TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS A Densidade B Energia consumida C Resistência D Módulo Elasticidade E Relação Energia/ Resistência B/C F Relação Resistência/ Densidade C/A G Relação Módulo Elasticidade/ Densidade D/A KN/m3 BETÃO MJ/m3 MPa KN/m3 MATERIAL 24 1920 20. referida à humidade de 12%). 85 . para a madeira são os valores médios da resistência à compressão paralela às fibras. produto fabricado.83 833 AÇO 78 234000 250.4 21000 936 3.5 25000 7 10 2778 Sendo: A: Densidade do material.Aglomerados de Madeira 5. B: Energia consumida na produção.33 1667 9 630 90. C: Resistência.3 2000 96 0. valor referente à humidade de 12%). MPa (para o betão o valor citado refere-se à resistência característica à compressão.2.5 10000 12 8.21 2692 MADEIRA RESINOSA MADEIRA FOLHOSA 6 600 50. MJ/m³.

nas madeiras. por exemplo. o que viabiliza a definição de diversificadas formas e dimensões. E: Razão entre os valores da energia consumida na produção e da resistência. sabendo que o valor da densidade.Aglomerados de Madeira D: Módulo de elasticidade. Embora susceptível ao apodrecimento e ao ataque de organismo xilófagos em circunstâncias específicas. a madeira 86 . MPa (a mesma descrição da coluna C). deste modo. a carbonatação superficial das peças transforma-se numa espécie de “barreira de isolação térmica”. as quais são limitadas apenas pela geometria dos toros a desdobrar. Mais ainda. previamente. um aspecto que favorece as madeiras é a sua resistência em relação à densidade. Na realidade. F: Razão entre os valores da resistência e da densidade. mesmo não sendo um material inflamável. a madeira apresenta um aspecto visual muito interessante e pode ser trabalhada sem maiores dificuldades. a madeira tem a sua durabilidade natural prolongada quando. Apesar da sua inflamabilidade¸ as peças estruturais de madeira evidenciam um conveniente desempenho ou performance a altas temperaturas. podem manter-se em serviço nas condições onde o aço. não provocando maior comprometimento da região central das peças que. Além disso. é tratada com substâncias que possibilitam a manutenção. sendo essa razão cerca de três e dez vezes superior ao aço e ao betão. respectivamente. já teria entrado em colapso. é referente à humidade de 12%. melhor que o de outros materiais em condições severas de exposição. Sendo a madeira um mau condutor de calor. a temperatura interna cresce mais lentamente. Conforme consta desta tabela. G: Razão entre os valores do módulo de elasticidade e da densidade.

bem como qualquer outro dos seus derivados. Como será óbvio. 87 . pode ser utilizada nas mais diversas finalidades. esgota-se não só nas indústrias de celulose e de derivados de madeiras (primordialmente os aglomerados). – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS A madeira. a importância do projecto estrutural ser desenvolvido de modo a serem previstos pormenores construtivos que garantam maior durabilidade à madeira impregnada. bem como aquela própria dos apoios em alvenaria de pedra. ripas. etc. de uma forma geral. evitando-se a exposição excessiva aos raios solares e à humidade proveniente da água da chuva.3. Deve ser salientada. É evidente que a disseminação das estruturas de madeira está condicionada à garantia da sua competitividade com outros materiais. neste ponto. Todavia. particularmente na construção de estruturas. já adaptados para as estruturas de aço e de betão armado. bem como do respectivo diâmetro. como também nas serrações para produção de tábuas. barrotes. 5. nem tudo são vantagens no emprego da madeira. como é o caso da utilização para construção de habitações.Aglomerados de Madeira tratada requer cuidados de manutenção menos intensos. A madeira propriamente dita tem como destino principal as indústrias de transformação. sendo uma das suas principais fraquezas a sua significativa deformabilidade no tempo (uma equivalência à fluência no betão e ao relaxamento no aço). seja no âmbito de uma actividade produtiva seja no contexto de proporcionar conforto. isto poderá ser obtido com a elaboração de projectos adequadamente fundamentados e com a construção segundo critérios de qualidade envolvendo material e mãode-obra. Diante do exposto é possível concluir que a madeira tem significativo potencial para o emprego na construção civil. a sua aplicação. Dependendo em larga medida das espécies consideradas.

são em geral destinados “a material de queima (aquecimento)”.4. Se considerarmos os pequenos troncos de madeira. como é mais conhecido) são os mais largamente consumidos no mundo. p. o seu destino mais frequente é o da construção civil e estacaria. segundo o destino de utilização mais frequente. razão porque analisaremos neste domínio da produção e consumo apenas os aglomerados. Apresenta-se a seguir na tabela 3 uma síntese das aplicações dos vários tipos de madeira e seus derivados. citando Santos (1991. considerando os diferentes painéis de madeira reconstituída existentes. os painéis de madeira aglomerada (ou simplesmente aglomerado. 88 . – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA De entre todos os derivados da madeira. 66).Aglomerados de Madeira Os toros. TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS MÓVEIS BASES DO CHÃO CONTRAPLACADOS BASES E COBERTURA DIVISÕES INTERIORES REVESTIMENTOS PRODUÇÃO DE VIGAS ESTRUTURAL PORTAS × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × AGLOMERADOS FOLHEADOS × × × LAMELADOS × × × × FOLHA DE MADEIRA NATURAL TERMOLAMINADOS × × × × × × × × × × × PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) MADEIRA RECONSTITUÍDA 5. após serem colocados em condições de ser utilizados. sendo de reduzidas dimensões e de valor económico baixo.

destacando-se como maior fabricante os Estados Unidos. em tabelas obtidas por pesquisa no mercado respectivo (tendo como referência o ano de 2003): 89 . GRÁFICO 1 – Produção Mundial de Aglomerado: 2000 (construção a partir de diversos dados) Produção: 84 milhões m3 5. apesar do forte crescimento da indústria nos últimos 10 anos. Portugal integra o grupo de “Outros” com 38% no total. Neste gráfico. a produção mundial de aglomerados alcançou 84 milhões de m3 em 2000. último ano conhecido.Aglomerados de Madeira Assim. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Do ponto de vista económico. posicionando-se com uma produção muito reduzida à escala mundial. indicam-se a seguir os preços médios de alguns derivados de madeira mais correntes.5. responsável por 25% desse volume (Gráfico 1).

71 4. Dentro do mesmo raciocínio.38 6.98 5.º 4 e 5) de aglomerados e contraplacados.º 6. 90 .79 2.50 4. como também ao tipo de matéria-prima utilizada em cada caso.Aglomerados de Madeira TABELA 4 .04 4.39 3.18 7. podemos concluir também pelas tabelas seguintes de folheados (n.89 3.16 2. devido não só ao ao respectivo processo de fabrico.PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS Aglomerados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros Standard Hidrófugo Dimensões 4 5 6 8 10 12 14 15 16 19 22 25 28 30 1.13 6.33 8.46 6. dependendo no entanto da espécie de madeira utilizada nas folhas.25 3660*1830 2750*1830 2500*1880 2150*1500 Comparando as duas tabelas anteriores (n. 7 e 8).61 5.42 10.09 3.95 7.54 3.91 4. verifica-se que o preço médio dos aglomerados é naturalmente inferior ao preço correspondente dos contraplacados.64 3. já bastante diversificado. que o preço médio destes derivados é ainda mais elevado. tal como foi já referido nos capítulos em apreço. e daí o maior crescimento da indústria neste último ramo dos derivados de madeira (contraplacados).

12 11.22 35.71 19.78 8.65 34.53 7.68 6.18 30.96 15.45 31.11 15.23 8.02 25.80 5.96 18.51 38.74 QUE O TOLA B/C DESENROLADA 16.68 6.88 18.26 20.96 38.17 14.5 POR M2 1.32 10.28 7.99 25.50 POR MILÍMETRO Marítimo WBP DAF (int DAF) B/C Pinho (int Pinho) B/C Mogno B/C Tola B/C Form STD Cofragem Deck STD Carroçarias Dimensões mais usadas: 5.82 10.96 14.63 8.89 12.91 15.00 14.90 23.70 10.59 37.96 27.42 12.26 Faia A/C – Mutene A/C 12.74 QUE O MOGNO B/C DESENROLADO +1.Aglomerados de Madeira TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Contraplacados (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em mm 4 5 6 8 10 12 15 18 21 24 27 30 Desenrolado 5.22 35.2500*1500 91 .76 19.22 12.65 Mogno B/C Listado 7.16 16.01 20.69 27.88 9.90 23.91 15.71 28.35 Afizélia A/C – Cerejeira A/C Face A/A +2.51 Freijó/Kambala A/C 11.98 8.80 Div.23 10.11 15.33 31.96 18.86 7.61 19.92 22.01 12.37 13.04 38.34 15.62 10.73 19.74 13.27 13.40 Pinho B/C 4.45 31.12 11.46 15.00 23.87 11.62 9.74 13.32 13.98 8.37 9.83 6.32 10.08 28.23 30.74 +1.90 Tola B/C 6.73 8.05 35.58 31.04 38.25 24.13 29.05 34.35 43.23 7.52 13.95 21.07 35.94 24.51 15.69 27.63 8. Africanos B/C 6.98 28.71 16.67 27.37 22.71 38.33 5.45 30.85 Eucalipto B/C 5.15 20.61 19.97 13.23 18.47 Desenrolado:2500*1250-2500*1500 Listado:2500*1250 Marítimo WBP: 2500*1250 .44 Castanho/Carvalho A/C 8.32 35.27 22.

49 14.26 14.27 12.61 15.60 10.16 15.39 12.92 11.83 16.13 Castanho A/C – Carvalho A/C 11.79 10.37 10.81 16.67 11.83 16.91 15.30 Cerejeira A/B – Sucupira A/B 15.20 17.25 9.67 9.60 7.51 12.10 18.31 15.91 16.63 6. 2500*1880 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL Folha de Madeira Natural (Preços em Euros/m2 sem IVA) Folha Mogno – Tola Pinho – Câmbala Faia – Mutene Carvalho – Castanho Preço 1.10 10.91 Faia A/B – Mutene A/B .92 10.87 12.32 12.72 9.20 9.89 13.16 Mogno A/B 6.09 Castanho A/B – Carvalho A/B 14.26 14.97 12.97 11.46 17.51 17.85 7.13 Câmbala A/B 9.24 Tola A/B – Freijó A/B 10.Aglomerados de Madeira TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Folheados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros 8 10 12 14 16 19 22 25 30 11.46 15.52 12.32 Eucalipto A/B 10.78 8.46 14.44 13.16 15.78 8.52 9.76 14.20 7.50 92 .20 7.17 10.72 11.01 16.95 10.40 7.57 10.52 8.07 9.33 6.96 14.88 7.35 9.81 14.51 12.89 13.80 Hidrófugo Observações A/A + 10% Dimensões mais usadas: 2750*1830.52 9.02 10.05 7.95 Afizélia A/B 6.10 8.16 13.85 2.69 12.49 11.80 8.97 12.29 11.80 18.57 11.80 3.02 13.+1.49 14.30 8.89 Pinho A/B 7.32 12.69 12.20 2.

2 5 93 . TABELA 9 – PREÇOS DE PLATEX POR ESPESSURAS E TIPOS Platex (Preços em Euros/m2 sem IVA Espessuras em mm 2.64 Branco 2750 * 1250 3.20 6.79 Moviplac 2750 * 1220 2 0 1 5 * 5 8 0 / 6 3 0 / 6 8 0 / 7 3 0 / 7 8 0 / 8 3 0 1.50 + 2.25 Quanto ao platex (tabela 9).99 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 2130 * 1700/1830 1.00 + 1.99 2440 * 1700/1830 Euca 2750 * 1700/1830 1.25 7.00 9.20 3.64 Portas 2.40 12.0.50 .34 Retalho 1700 * Vários 2.25 + 2.90 + 3.05 6.Aglomerados de Madeira TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS Folha MDF Folheado Fino (Preços em Euros/m2 sem IVA) 3 mm 5mm 2 faces 1 face A/C A/C A/A A 5.5 Tipo Dimensões mais usadas Preço 1.68 Acabados B r a n c o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.60 .49 Acabados B r a n c o P e r f u r a d o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.60 -0.00 7.60 Mogno Pinho Kambala – Tola Faia Cerejeira .Castanho – Carvalho Dimensões mais usadas:2500* 1880 11. continua a ser o derivado da madeira mais económico.60 .0.00 + 1.99 2440 * 1700/1830 Euca 1.84 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 3.0.59 Perfurado 2440 * 1700 2.54 2440 * 1700 Euca 4.20 9.60 .0.

os seus derivados não estão de tal isentos. CAPÍTULO VI – MANUTENÇÃO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS 6. devido ao ataque dos fungos. o maior volume de “alburno” em relação ao “cerne”. uma humidade interna alta (superior a 20% ponto de saturação das fibras) e o contacto com a terra. a temperatura ambiente entre 20 e 30º centígrados. sendo os biológicos. A selecção destes produtos é fundamental para conferir uma protecção válida e aumentar a durabilidade natural destes materiais. Os critérios de selecção dos produtos de manutenção e métodos de aplicação exigem. químicos e físicos.Aglomerados de Madeira Pelo facto de ser mais económico. bem como na construção de menor qualidade. Nenhum produto poderá conferir protecção satisfatória se não for correctamente aplicado. através de diversos tratamentos e posterior aplicação de produtos preservantes. pelo que se acha pertinente a abordagem 94 . obrigatoriamente.5 e 5. o Platex é assim mais usado em forros e fundos de mobiliário. – GENERALIDADES Fazer a manutenção ou conservação das madeiras e dos derivados significa proporcionar o aumento da sua resistência perante os diversos agentes deterioradores. desde que as condições lhes sejam favoráveis.1. onde o PH se situa entre 4. o conhecimento real das condições de agressividade biológica a que a madeira e seus derivados estão expostos. a madeira ou qualquer outro seu derivado estão sujeitos a ser utilizados como fonte de alimentação dos agentes deterioradores.5. Os factores de degradação da madeira podem dividir-se em biológicos. As condições mais adequadas ao ataque destes agentes são a presença de oxigénio (os agentes são aeróbicos). Se bem que a madeira no estado natural é mais propícia a estar sujeita a este tipo de deteriorações. Sendo um material orgânico. os mais importantes. água ou a humidade. naturalmente. insectos e bactérias da madeira.

ainda que significativamente comprimida e incompleta (um desenvolvimento superior terá o seu lugar no estudo da própria madeira aplicada na forma serrada).2. a fim de aumentar significativamente a sua vida útil. após ser descascada. o que permite aumentar a sua resistência. evitando-se assim fermentações que favoreceriam o desenvolvimento dos insectos.É feita em estufas de 30º a 50º centígrados onde a seiva solidifica: a madeira é depois colocada em armazém para adquirir humidade.2. o do desenseivamento ou lixiviação e o da conservação da madeira aplicada em obras em qualquer utilização ou acabamentos. tal como segue: • Secagem natural (evaporação da seiva) . – SECAGEM A secagem faz-se normalmente por evaporação ou solidificação da seiva. 6.2.A madeira. é empilhada em ambiente ventilado.1. O tempo de secagem natural é de 1 a 2 anos. afastadas. livre da acção do calor e de fortes correntes de ar. Fundamentalmente. – PROCESSOS DE TRATAMENTO Logo após o abate das árvores. embora fique mais difícil de trabalhar e de mais fácil empeno. toda a madeira deverá ser objecto de tratamento específico para a sua conservação. • Secagem artificial (solidificação da seiva) . existem três métodos de conservação: o da secagem. a saber: 95 . – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO São conhecidos dois métodos. sendo por isso mais desvantajosa em relação à secagem natural. voltando-se a madeira de tempos a tempos. 6. em camadas sobrepostas e cruzadas.2.Aglomerados de Madeira desta temática. 6.

ou seja. insectos xilófagos e animais marinhos. tinta de óleo ou verniz.Quando a madeira é imersa em água cerca de 4 meses. sendo depois também seca em lugar abrigado de correntes de ar. e com as demãos necessárias em função do melhor acabamento. agentes químicos como produtos ácidos alcalinos ou oxidantes. – AGENTES DETERIORADORES Além da modificação da sua constituição anatómica. Injecção de produtos antisépticos – Principalmente em madeiras expostas às intempéries. além de não se terem abordado todos os processos de tratamento. Carbonização – Usada em peças que tenham de ficar enterradas. pois que todos são efémeros.3. a madeira pode transformar-se pela acção de agentes mecânicos como o impacto e o atrito. apenas com mais ou menos duração no seu efeito.Aglomerados de Madeira O natural (diluição da seiva) . visto que mata os organismos deterioradores e forma uma camada incorruptível. óleo de linhaça.3. se deve realçar a caducidade dos mesmos. De notar que. sendo depois seca em lugar abrigado de correntes de ar. agentes físicos como o fogo. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA Usualmente. abaixo referidos.2. não há métodos definitivos e irreversíveis. e em especial pelos agentes biológicos denominados fungos. 96 . 6. 6. a conservação é feita da seguinte forma: Aplicação de revestimentos – Pintura a alcatrão. O artificial – Quando a madeira é sujeita à acção de vapor de água.

deixando a madeira ou qualquer outro seu derivado com aspecto esbranquiçado.Aglomerados de Madeira 6. os quais eclodem e viram larvas conhecidas por brocas. deixando como sinal um resíduo de pó fino. modificando seriamente a sua resistência mecânica. pois não costumam atingir a sua parede celular. A presença dos fungos superficiais e manchadores não chega a comprometer o valor comercial da madeira. que se alimentam de celulose. oxigénio. – INSECTOS XILÓFAGOS Os insectos furadores da madeira e derivados dividem-se em coleópteros. himenópteros e isópteros. conhecidos por “podridão branca” e “podridão parda”. deixando túneis no interior da 97 .1. . Já os fungos xilófagos são destruidores. Os coleópteros (mais conhecidos por besouros) depositam os ovos na madeira. FIGURA 55 – Imagem de madeira em desparasitação 6. Os himenópteros correspondem às formigas carpinteiras.2. Os primeiros digerem a celulose e decompõem a lignina. produzem filamentos denominados hifas. em cujas extremidades se desenvolvem enzimas que atacam a parede celular. manchadores e fungos xilófagos ou destruidores.3. humidade e temperatura favoráveis. Há dois tipos de fungos xilófagos que originam a destruição das células.3. que utilizam a madeira como habitação e não como alimentação.FUNGOS Os fungos podem ser agrupados em mofos ou bolores (fungos superficiais). Desde que disponham de substrato.

não alterar negativamente as propriedades físicas e mecânicas da madeira e apresentar custos razoáveis a fim de assegurar a competitividade da madeira preservada em relação a outros materiais. Os mais temíveis de todos os insectos são os cupins (existem em toda a parte). e.Aglomerados de Madeira madeira.4. pelo que se sabe. penetra na madeira e cria nova colónia com cupins de três castas: reprodutores. ser aplicado com a abrangência que teria no caso de madeira natural. 6. O siriri faz o seu voo nupcial. – XILÓFAGOS MARINHOS Estes agentes biológicos enquadram-se na categoria dos moluscos e crustáceos. 98 . só o óleo creosoto preserva eficazmente a madeira do ataque destes xilófagos. Os moluscos e as suas larvas atacam a madeira submersa. conhecido na sua forma alada por aleluia ou siriri. 6. não ser de utilização perigosa no momento do tratamento.3. soldados e operários. para derivados de madeira. depois perde as asas. não deixa de ser apropriada a sua inclusão. ter efeito residual alto na madeira. ser quimicamente estável e resistir a perdas por evaporação e/ou lixiviação.3. Um produto químico só poderá ser eficaz na manutenção das madeira e derivados se apresentar as seguintes características: • Características Essenciais – Ser tóxico aos organismo xilófagos como fungos e insectos. fecundado. visto que. isto é. pelo que fica imprestável. um tipo de insecto social. fazendo pequenos buracos onde se prendem os crustáceos. Não existe madeira que seja imune à incidência de xilófagos marinhos. reproduz-se com enorme facilidade. que perfuram e destroem a madeira e derivados em contacto com a água salgada ou salubre. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Embora esta tema não possa.

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Características Acessórias – Não conferir à madeira preservada toxidade em

relação ao Homem (condição imperativa); não aumentar a inflamabilidade e a combustibilidade da madeira; não deixar odores persistentes na madeira nem alterar a sua aparência natural, impossibilitando-a de receber o acabamento desejado.

É por isso que a escolha de um produto de manutenção se torna uma tarefa complicada, visto que é muito difícil qualquer produto reunir todas as características mencionadas, porém, o conhecimento da literatura disponível, a experiência e o bom senso são factores muito importantes a considerar.

Os produtos de manutenção de madeira podem ser agrupados em três categorias:

Oleosos - produtos essencialmente representados pelos derivados do alcatrão de

hulha, como por exêmplo o óleo creosoto, com uma acção longa e resistente.

Oleossolúveis - produtos contendo misturas complexas de agentes fungicidas e

insecticidas, à base de compostos de natureza orgânica e/ou organometálicas.

Hidrossolúveis - produtos contendo misturas mais ou menos complexas de sais

orgânicos metálicos e não metálicos, como por exêmplo o “Arseniato de Cobre Cromado” (CCA) e o “Borato de Cobre Cromado” (CCB).

6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO

A aplicação dos produtos de manutenção das madeiras e derivados depende sempre das condições de agressividade biológica a que está sujeito o material, podendo ser efectuada com base nos seguintes processos:

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Aglomerados de Madeira

6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA)

Consiste na aplicação dos produtos de tratamento através da utilização de equipamentos especiais (autoclaves), sob o efeito de vácuo e pressão, sendo um processo bastante complexo, pelo que não será desenvolvido neste trabalho (muito embora seja o mais durável, eficiente e recomendável).

6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL)

Refere-se à aplicação dos produtos de tratamento através de métodos caseiros, mais simples e práticos, como o pincelamento, aspersão ou imersão do material, seja por absorção ou por capilaridade, tal como se refere a seguir:

6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO

O que ocorre quando a madeira a tratar está com baixo teor de humidade, praticamente seca. Nessas condições, torna-se mais higroscópica e absorve a solução preservadora até ao ponto de saturação.

Inicialmente a absorção é bastante rápida, diminuindo até atingir o equilíbrio.

Os principais factores que afectam a absorção são a humidade inicial da madeira – quanto menor a humidade inicial da madeira, maior e melhor será a absorção da solução preservativa; a natureza da madeira – espécie, idade, densidade, forma, relação cerne/alburno; dimensões das peças – quanto maior o comprimento e diâmetro das peças, mais demorado é o tratamento; a viscosidade da solução – quanto mais fluida a solução, mais rápida a absorção; a tensão superficial – ela dificulta a penetração da solução preservadora; e a temperatura – quanto mais elevada for, maior e mais rápida será a absorção.

Este método utiliza normalmente óleos contendo creosoto e alcatrão, sendo aplicado por:

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Aglomerados de Madeira

Pincelamento – consiste na pintura das peças a preservar, sendo porém um método

deficiente, visto que penetra pouco no material (cerca de 5mm de profundidade), limitando-se o seu emprego à madeira não exposta à luz solar, sendo necessário 3 a 6 demãos, no mínimo espaçadas de 12 horas entre elas.

Imersão rápida e imersão prolongada a frio – a solução deve ser colocada num

tanque ou tambor. É um banho frio e toda a madeira deve receber o produto. Na imersão rápida a madeira permanece submersa por algumas horas. Já no método de imersão prolongada, a madeira deve ficar submersa com auxílio de pedras ou pedaços de ferro, permanecendo nessas condições por maior período de tempo, entre 2 a 15 dias. Evidentemente, quanto maior o período de imersão, maior será a profundidade de penetração do produto.

Imersão em banho quente e frio – consiste em submeter a madeira a imersões

sucessivas e consecutivas, em produtos de manutenção quentes e frios, respectivamente. As peças de madeira a tratar devem estar descascadas e com teor de humidade abaixo de 30%.

6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE

Esse processo (mais conhecido por substituição de seiva) é empregado no tratamento de peças roliças obtidas de árvores vivas (mourões) até 2,50 m de comprimento e diâmetro variável, utilizando-se para tal produtos Hidrossolúveis em qualquer recipiente.

No caso de se utilizar tambores de 200 litros de capacidade, convém proteger sua parede interna, pintando-a com Neutrol.

As soluções são preparadas nesses recipientes em concentrações recomendadas pelos fabricantes (normalmente 3 a 5% de concentração), devendo o nível da solução inicialmente

101

Para o tratamento. por questões de funcionalidade e segurança. ventilado e coberto. os mourões devem ter o topo cortado em bisel e a base de preferência chanfrada. o qual deverá ser efectuado sempre em local aberto. É importante saber que os mourões devem ser tratados ainda verdes. protegido do sol. no máximo 24 horas após o abate da árvore. bem como as peças postas a secar.Aglomerados de Madeira preparada nunca ultrapassar 2/3 da altura do recipiente. e descascados exactamente na hora de serem submetidos ao tratamento. 102 .

comercialização e exportação dos derivados da madeira. 103 . com variações dimensionais significativas e empenamentos. mas também para o desenvolvimento de um importante sector da economia nacional. Grande sensibilidade à humidade. Menor durabilidade para serem eventual alvo de insectos xilófagos. o que só por si já seria altamente meritório. é a diversidade de vantagens que advém da transformação da madeira natural. contribuindo assim de uma forma muito significativa não só para a preservação do nosso meio ambiente.Aglomerados de Madeira CONCLUSÕES O tema desenvolvido pelo autor tem subjacente um objectivo principal que é dar a conhecer a importância dos derivados da madeira no contexto da indústria nacional do mobiliário e da construção civil. que se julga ter ficado bem vincada. líquida e vapor. procurando e conseguindo-se melhorar substancialmente algumas das suas características menos meritórias. Defeitos próprios da sua génese como material orgânico. consubstanciado no fabrico. Apesar de o tema não se esgotar com este trabalho. o verdadeiro “berço” da madeira como matéria-prima dos seus derivados. e que têm um percurso na sua fabricação todo virado ao aproveitamento dos seus resíduos em geral. procurou-se fundamentalmente mostrar que os derivados da madeira têm uma ligação natural à floresta. como: Heterogeneidade das suas propriedades mecânicas em função da orientação das suas fibras. fungos e outras pragas. Outra importante vertente.

dado o progresso imparável das transformações tecnológicas 104 . principalmente no que concerne à sua vertente prática. Ao apresentar neste trabalho as diversas variedades de derivados da madeira que já se fabricam em Portugal. Como forma de sistematizar e comparar os diversos tipos de derivados de madeira apresentado. pretende-se também transmitir a ideia do bom gosto que anda associado a todos os acabamentos e utilizações que se desenhem para este tipo de material. porquanto condicionadas pelas da própria árvore de origem. Limitações das dimensões a que as peças de madeira serrada estão sujeitas. como na constatação do aumento do conforto e da qualidade dos empreendimentos onde os derivados da madeira se aplicam já em larga escala. junta-se anexo com as suas principais características. bem como à incidência da radiação solar. seja na do mobiliário.Aglomerados de Madeira Alterabilidade em ambientes exteriores. inadequada em termos da geometria correntemente mais usada em construção e mobiliário (paralelepípedo). transformação e exploração do produto final. Baixo rendimento económico e de aproveitamento. seja na indústria construção civil. Acresce o facto de se ter aprofundado com este trabalho vários conhecimentos sobre o tema. tanto nos domínios da produção. atendendo à forma circular própria do toro. a tendência em todo o mundo empresarial é competir de forma a tornar-se superior ao seu concorrente mais directo. e isso consegue-se com a modernização e a automação dos respectivos processos de fabrico. nomeadamente em alternâncias de situações de tempo seco e húmido. Hoje. Fica porém o desafio para continuarmos interessados e atentos a todas as novidades de fabrico e aplicação destes materiais. não esquecendo a importância da sua manutenção e conservação. desde a origem da respectiva matéria-prima até à embalagem do produto acabado.

Aglomerados de Madeira em curso. razão mais que suficiente para que o seu estudo seja enriquecido com outras iniciativas e preocupações específicas. 105 . a par da inerente problemática ambiental.

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Materiais de Construção E.º Ano de Escolaridade. Sousa. Segurado. Educação Tecnológica. Histoire de L’Habitation Humaine. Manuel E. ATA Ediciones. João Emílio dos Santos. Sousa. Orlando de Almeida e (1955).U. V. 16. Eugénio Manuel (1945). 13. 22. Orlando de Almeida e (1956). 14. Porto Editora. (1991).Aglomerados de Madeira 12.. José Saporiti (1990). Volume XXIII – Tomo II. 107 . Separata da Direcção dos Serviços Florestais e Aquícolas.P. 15. Materiais de Construção. Volume XXI – Tomo II. Paulo – 1ª Reimpressão (Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa – Porto). Editorial Víctor Leru. L. E. Buenos Aires. S. 19. Santos. -Editora Pedagógica e Universitária. W. Novas Aplicações da Madeira – O Problema dos Subprodutos das Matas e Desperdícios de Material Lenhoso. Livraria Bertrand. Patton. Madeiras – 7. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa.º e 8. Morey (1978). Areal Editores. Biblioteca de Instrução Profissional.º (sem data).ª. 18. Eng. 8. Secção transversal do tronco de uma árvore. 17. Versão Castelhana adaptada por Dominguez. 2ª Edição do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Rendle (1937). 21. (1982). mostrando as principais componentes do lenho e da casca. Época de Corte e Secagem das Madeiras Nacionais – Conservação das Madeiras. Monografias da Arquitectura. Tecnologia Y Construcción (sem data). Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. Machado. Revista Tectónica. Valente. Madeiras. Madeiras de Folhosas e Resinosas – Nomenclatura Profissional. 20. J. Madrid (Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa).º Anos. (1991). 6ª Edição. Separata da Direcção dos Serviços Florestais e Aquícolas. Viollet-Le-Duc.

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sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.com/port/produtos_gama1.sonae-industria-tafisa.sonae-industriatafisa.pt/corticaindustria.asp?id_prodnivel1=7 http://www.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3 http://www.asp?id_prodnivel1=13 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54 http://www.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6 http://www.Aglomerados de Madeira http://www.amorim.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=13 http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127 http://www.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51 http://www.sonae-industria-tafisa.html 110 .sonae-industria-tafisa.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53 http://www.

Aglomerados de Madeira ANEXOS 111 .

Aglomerados de Madeira ANEXO I – Especificações comerciais dos principais tipos de aglomerados 112 .

Aplicação: Indústria Mobiliário.Aglomerados de Madeira A.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. DIMENSÕES (correntes): • • • • 2440x1220 mm 3660x1830 mm 2500x1880 mm 2750x1830 mm Espessuras de 8 mm a 40 mm. Interiores e Decoração. 113 . AGLOMERADOS Painel produzido à base de partículas de Pinho marítimo aglomeradas com resina ureiaformol sob acção de pressão e temperatura. FOLHEADO . REVESTIDO MELAMINA . Aplicação: Indústria de Mobiliário e Decoração de Interiores. Carpintaria.Várias cores e imitação das madeiras.

Aplicação: Indústria Mobiliário. HIDRÓFUGO . Aplicação: Decoração de Interiores.5 mm a 60 mm.Várias cores e imitação das madeiras. MDF Painel de média densidade produzido à base de fibras de madeira aglomeradas com resina ureia-formol por processos a seco e acção de pressão e temperatura. FOLHEADO . Interiores e Decoração. DIMENSÕES (correntes): • • • 2440x1830 mm 2500x1850 mm 2750x1830 mm Espessuras de 2. 114 . REVESTIDO MELAMINA .Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta.Aglomerados de Madeira B.Resistente à humidade. Carpintaria.

2 mm a 5 mm. 115 . Aplicação: Indústria Mobiliário. DIMENSÕES (correntes): • • • 2750x1250 mm 2440x1830 mm 2750x1830 mm Espessuras de 3.Aglomerados de Madeira C. PLATEX Placas de fibras de madeira de alta densidade tipo S-1-S produzidas por via húmida a partir de 100% de materiais lignocelulósicos sem adição de reservas ou outro tipo de aditivos.

Carpintarias e Interiores. 116 . coladas com resina ureia-formol. Contraplacados Cofragem (revestido a filme fenólico): Construção Civil. Contraplacados Marítimos (colado c/ resinas sintéticas altamente resistentes à humidade aos fungos e ao tempo): Indústria Naval. DIMENSÕES (correntes): • • 2500x1500 mm 2500x1250 mm Espessuras de 4 mm a 30 mm.Aglomerados de Madeira D. Carpintarias exterior. Contraplacados Anti-derrapantes (revestido a filme fenólico anti-derrapante): Carroçarias e indústria automóvel. CONTRAPLACADOS Placas formadas por folhas de madeira seleccionadas e colocadas com direcção de veio alternadamente cruzada. Aplicações: Contraplacados Decorativos e Desenrolados (em algumas espécies): Industria Mobiliário. As faces são de folha de madeira seleccionada e podem ser de diferentes espécies: • • • • • • • Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Outras sob consulta.

Aglomerados de Madeira

E. LAMELADOS Painel de lamelas de madeira de baixa densidade coladas e revestidas nas diversas folhas de madeira listada ou desenrolada (em algumas espécies). Podem ser produzidos em diferentes espécies de madeira:
• • • • • • • •

Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Kambala Outras sob consulta.

Aplicações: Carpintaria interior e Indústria de mobiliário.

DIMENSÕES (correntes):

2500x1250 mm

Espessuras de 16 mm a 30 mm.

117

Aglomerados de Madeira

F. TERMOLAMINADOS Várias camadas de papel kraft impregnado com resinas termo-endurecíveis, ligadas entre si por acção do calor e pressão. DIMENSÕES (correntes):
• • • •

250x125 305x130 366x161 420x161

Espessuras de 0,65 mm a 30 mm. Aplicações: Revestimentos de interiores, exteriores e decoração. ABET LAMINATI (marca exemplo) Séries para decoração e revestimentos:

STANDARD - Para revestimento de interiores , com diferentes padrões. DECORI SERIGRAFIA - O cliente pode desenhar seu próprio padrão de papel decorativo, o que torna este padrão exclusivo do cliente. DIAFOS - Termolaminados translúcido. POSTFORMING - Pode ser post-formado com curvas côncavas ou convexas, devido ao facto de suportar temperaturas ente os 160 e 220 ºC. METALLI - Termolaminado com superfície metálica. STRATICOLOR - Termolaminado compacto com várias camadas de papel Kraft colorido revestido nas duas faces com papel decorativo. Produz um excelente efeito visual. MEG - Usado para revestimentos de exteriores, o

118

Aglomerados de Madeira

resistente ao tempo.

LIMIPHOS - Termolaminado verde Florescente.

119

Aglomerados de Madeira ANEXO II – Especificações comerciais de alguns tipos de aglomerados 120 .

5 3-4 5-6 GAMA GAMA GAMA GAMA +/2.0 +/0.40 150 6 0.60 10 150 0.2.90 35 30 N. N.60 15 150 0.60 8 25 2100 4A 11 +/.7 20-30 0. 1200 720 +/30 1000 750 1200 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÁX.7 0. ESPESSURA MÍNIMO NAS DUAS FACES 0.65 12 30 2500 4 A 11 +/.5 +/2. N.A.5 3-4 5-6 0.0. 1200 780 +/30 N.2 +/2.90 45 30 N.A.A.5 20-30 +/.0 +/0.3 +/.0 +/0.05 0.0 +/1.05 0.05 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2 +/.40 8 150 0. 4A 11 +/.05 EN 318 EN 382 – 1 ISO – 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0 +/1.60 15 150 0.90 30 30 2700 4A 11 +/.A. 1200 860 +/30 N.2 +/2.5 3-4 5-6 7-9 10-12 13-19 20-30 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO 860 +/30 N.0 +/.2.5 10-12 +/.0 +/0.A. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 2. N.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 2.A.0 +/. 121 .0 +/1.A.7 7-9 0.A. 1200 820 +/30 N. 1200 750 +/30 1000 800.1.0 +/1.A.05 0.0.5 7-9 +/2.60 12 150 0. N.60 10 28 2200 4A 11 +/.0 +/1.A.2.2 +/2.A.Aglomerados de Madeira 1.1.2.05 0.7 0.65 15 30 2700 4A 11 +/.2 +/2.7 10-12 0.5 13-19 +/2.A. 1200 770 +/30 N.2 +/2.5 +/2. 4A 11 +/.7 13-19 0. EM COMPRIMENTO MÁX.7 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEROR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) 2 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 40 40 40 40 40 40 40 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 2.0 +/0.0 +/.60 15 150 0.0 +/. N.05 0.

2.0 +/.30 0.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.0 +/. 122 .1.Aglomerados de Madeira 2.1.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA MÁXIMO 880 +/.0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2.2.0.5 +/.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR CE SÍLICA (%) MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISSO 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0 +/. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.05 880 +/.7 40 1.2 +/.0 +/.30 0.7 15 50 4000 4 A 11 +/.2 +/.7 25 50 4000 4 A 11 +/.2.

1.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE SÍLICA (%) GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISO .7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 610 +/.5 22 +/.2.05 22 610 +/.0.30 0.7 40 0.2.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.1. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2.0.5 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 0.0 +/. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE.0 +/.2.Aglomerados de Madeira 3.30 0.65 16 30 2200 4 A 11 +/.0. PARA USOS GERAIS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.30 0. 123 .60 13 28 2200 4 A 11 +/.0 +/.0 +/.7 40 22 0.05 610 +/.60 11 25 2200 4 A 11 +/.0 +/.2 +/.2 +/.2 +/.2.2.1.0 +/.

20 15 32 0.30 N.40 6.1.2.0 +/.30 1000 800 1200 0.30 1000 750 1200 0.2.05 730 +/ .00 7 0.2 +/.25 16 37 2700 4 A 11 +/ . 1200 0.0 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 MÉTODO DE ENSAIO +/.15 15 30 2200 4 A 11 +/ .3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0 150 0.7 40 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 12 DENSIDADE (KG/M ) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) 3 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 800 +/ . AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS TOLERÂNCIAS (MM) 12 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) GAMA ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS 12 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO – TESTE CÍCLICO (N/MM2) INCHAMENTO – TESTE CÍCLICO (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.90 EN 319 7 6 EN 317 0. 124 .Aglomerados de Madeira 4.2 +/.2.7 40 GAMA GAMA GAMA +/.5 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 +/.05 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .2.40 6.0 +/.30 5.05 GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO 770 +/ .5 +/.A.7 40 EN 321 EN 321 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 2700 4 A 11 +/ .2.5 +/.1.90 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0 +/.2.0 EN 324-1 13-19 ESPESSURAS (MM) 20-30 MÉTODO DE ENSAIO 0.0 150 0. N.A.0.0.0 150 0.2 +/.0 +/.1.0.

5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1. N.5 +/.0 +/.7 40 1.2.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0 +/.2 +/.05 800 +/ .40 6 180 0.2.00 10 28 20700 4 A 11 +/ .1.05 22 720 +/ . 1200 0.0 +/.0 +/. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0.7 40 22 1.Aglomerados de Madeira 5.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 2 MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 ESPESSURAS (MM) 12 16-19 770 +/ .2.A.30 N.1.0 +/.30 1000 800 1200 0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.2.0.2 +/.30 1000 850 1200 0.1.40 7 180 0.2.0. 125 .05 12 30 2500 4 A 11 +/ .0 +/.3 +/.2.00 9 25 2000 4 A 11 +/ .05 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .30 5 180 0.A.5 22 +/.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2 EN 324-1 +/. EN 320 N.2 EN 324-2 +/.A N. 4 A 11 +/ .A EN 311 N. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL TOLERÂNCIAS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DA DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) * VALOR PARA PLACA NÃO ACABADA OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS MÍNIMO MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA GAMA MÁXIMO (MÉDIA ANUAL) MÁXIMO MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 5 EN 324-1 +/.A EN 382-1 0.A EN 318 N.A.A. N.A.5 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 0.1.Aglomerados de Madeira 6.5 EN 120 EN 310 EN 310 EN 322 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÉDIA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 770 EN 323 N.785 EN 319 15* EN 317 N.A. 126 .2 EN 324-1 +/.0. N.05 ISO – 3340 MÁXIMO TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.30 6.

0.5 28-32 +/.3 2 1.3 2 1. TEOR DE FORMALDEÍDO (CLASSE 1) – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE 1.0.8 13.5 +/.0 1350 0.35 0.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 14.0. NOMEDAMENTE MOBILIÁRIO.3 2 1. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA PARA APLICAÇÕES INTERIORES.5 +/.38 0.0.0 1200 0.5 +/.5 +/.5 +/.0.0 1600 0.8 35 11.3 2 1.5 +/.27 0. 127 .5 1500 0.3 2 1.Aglomerados de Madeira 7.5 +/.8 28-32 12.40 0.5 +/.25 0.5 +/.8 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÍNIMO MÍNIMA MÍNIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 311 GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÁXIMO CLASSE 1 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 EN 322 10 8 10 8 10 8 10 8 10 8 EN 120 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.5 +/. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA GAMA GAMA +/.5 +/.5 +/.0 1800 0.5 35 +/.8 12.

0.5 +/.5 +/. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) PROPRIEDADES E TOLERÂNCIAS ADICIONAIS ESQUADRIA (MM) MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÉDIA GAMA MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 +/.0.65 4 18 660 5 A 13 20 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 2 2 21-25 2 26-30 2 128 .5 +/.65 4 20 720 5 A 13 20 4 20 720 5 A 13 20 21-25 +/.3 +/.3 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 0.0.5 +/.3 21-25 0.5 +/.5 +/.Aglomerados de Madeira 8.5 +/.3 26-30 +/.65 0.0.65 4 18 700 5 A 13 20 26-30 0.5 +/.

5 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 19.20 6 10 5 A 13 30 28-32 14.0.3 2 1.0 2550 0.0.15 6 10 5 A 13 30 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO (%) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÁXIMA MÍNIMO MÍNIMO APÓS TESTE CÍCLICO MÁXIMO APÓS TESTE CÍCLICO GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 321 EN 317 EN 321 EN 322 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.5 28-32 +/.0 1900 0. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA MÁXIMO MÁXIMO +/.0 2150 0.0. 129 .5 +/.50 0.5 +/.0 2400 0.5 +/.3 2 1.5 +/.5 +/.25 7 11 5 A 13 30 18.5 +/.Aglomerados de Madeira 9.5 +/.5 +/.5 +/. INCLUINDO MOBILIÁRIO. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES.50 0.3 2 1.25 6 11 5 A 13 30 16.5 +/.45 0.3 2 1.40 0.0.

º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA </=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1.15 2.0. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.6 – 0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 1.35 </=0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.0 -0 / +10 +/. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1.2 +/. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.10 MÁXIMO DESVIO 1.Aglomerados de Madeira 10.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.05 G / CM3 UNIDADE N.55 </=1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO 0.0.8 – 1. 130 .

8 >/= 1. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO1183.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL FORMABILIDADE RAIO RESISTÊNCIA ÀS BORBULHAS DENSIDADE TEMPO DE FORMAÇÃO DE BOLHAS DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/. 131 .º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA >/=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=5 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191.0.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL ESPESSURA <0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.Aglomerados de Madeira 11.05 >/=10 >/=15 >/=10 >/=15 MM SEG G / CM3 >/=1.8 ESPESSURA >0.10 MÁXIMO DESVIO 1.35 </=0.35 3. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1.15 2.0.55 </=1.

5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.4 2.10 MÁXIMO DESVIO 1.Aglomerados de Madeira 12.05 G / CM3 UNIDADE GRAU GRAU GRAU GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO >/=4 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >/=3 >/=5 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.15 1.55 </=1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/.35 </=0. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA AO ASPECTO CIGARRO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=30 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.0.0. 132 . LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA 1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/.

DE ACORDO COM A NORMA EN 316.3 MM E DENSIDADE 850+/-50KG/M3.5 >/=30 OUTRAS MM MM >/=1. TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.000 N.35 </=0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.15 G / CM3 3. 133 .65 </=1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 2.Aglomerados de Madeira 13. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA (ESFERA DE GRANDE MARCA DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO 0. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 MÁXIMO DESVIO 1.000 W5 33 >15. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.600 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE (CLASSES DE ABRASÃO) (CLASSES DE UTILIZAÇÃO – EN 685) RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À PONTO INICIAL – IP ABRSÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA À LIZ CONTRASTE ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO ASPECTO UNIDADE ESPECIFICAÇÃO W3 23 31 >6000 >/=3 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >/=5 >/=3 W4 32 >10.º DE VOLTAS N GRAU GRAU GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU >/=3 * O LAMINADO É ENCOLADO COM PVAC EM MDF DE ESPESSURA 6+/-0. LAMINADO PARA PAVIMENTOS 1.

NÃO EXCEDENDO OS 65% DE HUMIDADE RELATIVA. COMPRIDAS E ORIENTADAS. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS.Aglomerados de Madeira 14. REVESTIMENTO INTERIOR DE PAREDES. TIPO 2. APRESENTAÇÃO: ISOPLY ISOPLY RL 2 TOPOS: ISOPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. 134 . SUPERFÍCIE TOTALMENTE PLANA. É POSSÍVEL UM AUMENTO PASSAGEIRO DE HUMIDADE DO AR DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. DECORAÇÃO. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. PAVIMENTO RESISTENTE A CARGAS A PARTIR DE 15 A 18 MM DE ESPESSURA. PAINEL DE COR CLARA. EMBALAGENS. PRATELEIRAS E ESTANTES. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE SECO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. ISOPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: ISOPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. DESDE QUE ESTA NÃO ULTRAPASSE OS 85%. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). MEDIANTE PEDIDO.

2 8 +/-2 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 319 EN 317 EN 120 MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: TRACÇÃO: RESISTÊNCIA INICIAL: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: >/=4200 >/=4200 >/=4200 >/=1500 >/=1500 >/=1500 >/=26 >/=24 >/=22 >/=11 >/=10 >/=9 >/=0. 135 .34 >/=0.2 +/.8 +/. O ISOPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL).0. PERPENDICULAR AOS APOIOS.2 8 +/-2 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/.8 +/.0.32 >/=0. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.8 +/. O ISOPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83).2 +/. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO ISOPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA % MG/100 G 6-8-10 620 +/40 +/.2 8 +/-2 18-22 580 +/40 +/.2 +/.30 </= 20 </= 20 </= 20 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER.0.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O ISOPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 2 SEGUNDO A NORMA EN 300. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.

PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. APRESENTAÇÃO: LAMÉPLY LAMÉPLY RL 2 TOPOS: LAMÉPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. MEDIANTE PEDIDO. REVESTIMENTOS DE PAVIMENTO. REVESTIMENTOS MURAIS. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS RESISTENTES OU FLUTUTANTES. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. VERNIZ. TIPO 3.. PRATELEIRAS E ESTANTES. NÃO EXCEDENDO OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. PINTURA. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. DECORAÇÃO. O LAMÉPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. COMPATIBILIDADE COM OS ACABAMENTOS MAIS COMUNS: LACA. PAVILHÕES DE EXPOSIÇÃO. CERCAS ABRIGADAS. 136 .. REFORÇO DE VIGAS. LAMÉPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O LAMÉPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. COMPRIDAS E ORIENTADAS. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. TECTOS. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. PAINEL DE COR CLARA.Aglomerados de Madeira 15.

2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=26 >/=13 >/=11 >/=0.15 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/.8 +/. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO LAMÉPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.8 +/.18 >/=0. PERPENDICULAR AOS APOIOS. O LAMÉPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83). O LAMÉPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL).2 +/. 137 .0.45 >/=0.40 >/=0.0.12 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120 TRACÇÃO: MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: % MG/100 G </= 15 </= 12 </= 12 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=24 >/=12 >/=10 >/=0.13 >/=0.2 +/.50 >/=0. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O LAMÉPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 3 SEGUNDO A NORMA EN 300.15 >/=0.8 +/. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=28 >/=14 >/=12 >/=0. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER.0.2 +/.13 18-22 580 +/40 +/. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 620 +/40 +/.

138 . ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. TIPO 4. PODENDO EXCEDER OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. GRANDES FORMATOS. DE FORMA PERMANENTE. PARTICULARIDADES RESISTÊNCIA MECÂNICA ELEVADA. ALPENDRES. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. COMPRIDAS E ORIENTADAS. PRATELEIRAS E ESTANTES. O TRIPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. APLICAÇÕES: ESTRUTURAS DE MADEIRA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD).Aglomerados de Madeira 16. MEDIANTE PEDIDO. EMBALAGEM. VIGAS EM L. ESTE PAINEL É ADEQUADO PARA UTILIZAÇÕES SUJEITAS A EXIGÊNCIAS MUITO ELEVADAS. DECORAÇÃO. PAVIMENTOS. CERCAS ABRIGADAS. TRIPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O TRIPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. COBERTURAS DE VIGAS. APRESENTAÇÃO: TRIPLY TRIPLY RL 2 TOPOS: TRIPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA.

Aglomerados de Madeira

REDUZIDAS VARIAÇÕES DIMENSIONIAS. POSSIBILIDADE DE CLASSIFICAÇÃO M2, MEDIANTE APLICAÇÃO DE VERNIZ. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM CONTRAVENTAMENTOS, COM ESPESSURAS A PARTIR DE 8 MM. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM COBERTURAS INCLINADAS. CERTIFICADO DE RÓTULO ECOLÓGICO EXCELL.
CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS

O TRIPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 4 SEGUNDO A NORMA EN 300. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O TRIPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83) QUE GARANTE, PARA A MAIORIA DAS CARACTERÍSTICAS, VALORES QUE ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.
CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 720 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=38 >/=17 >/=19 >/=0,60 >/=0,21 >/=0,17 ESPESSURA 12-15 700 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=36 >/=16 >/=18 >/=0,58 >/=0,17 >/=0,15 18-22 670 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=34 >/=15 >/=17 >/=0,55 >/=0,15 >/=0,13 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120

TRACÇÃO:

MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100:

INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO:

% MG/100 G

</= 10

</= 9 </= 8 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3

PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO, O TRIPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL), PERPENDICULAR AOS APOIOS. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

139

Aglomerados de Madeira

ANEXO III – Normalização de Madeiras e seus Derivados

140

Aglomerados de Madeira

I. NORMAS PORTUGUESAS (NP, NPEN) E PROJECTOS DE NORMAS PORTUGUESAS (prNP) NO DOMINIO DA MADEIRA

I.1- MADEIRA – GERAL

⇒ NP 180: 1962 - Anomalias e defeitos da madeira. ⇒ NP 480: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Termos e definições. ⇒ NP 481: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Métodos de medição. ⇒ NP 482: 1988 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões nominais. ⇒ NP 486:1983 - Madeira serrada de resinosas - Tolerância nas dimensões. ⇒ NP 614: 1973 - Madeiras - Determinação do teor em água. ⇒ NP 615:1973 - Madeiras - Determinação da retracção. ⇒ NP 616:1973 - Madeiras - Determinação da massa volúmica. ⇒ NP 617: 1973 - Madeiras - Determinação da dureza. ⇒ NP 618:1973 - Madeiras - Ensaio de compressão axial. ⇒ NP 619: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão estática. ⇒ NP 620: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão dinâmica. ⇒ NP 621: 1973 - Madeiras - Ensaio de tracção transversal. ⇒ NP 622: 1973 - Madeiras - Ensaio de fendimento. ⇒ NP 623: 1973 - Madeiras - Ensaio de corte. ⇒ NP 890: 1972 - Madeiras resinosas - Nomenclatura comercial. ⇒ NP 987:1973 - Madeiras serradas - Medição de defeitos. ⇒ NP 1877: 1990 - Madeiras redondas - Classificação por dimensões. ⇒ NP 1881: 1982 - Madeiras redondas - Métodos de medição. ⇒ NP 3229: 1988 - Madeiras redondas de resinosas - Classificação por qualidade.

I.2 - MADEIRA – EMBALAGENS

⇒ NP 710: 1968 - Embalagens de madeira - Classificação e terminologia.

141

Método laboratorial.Características e classificação.Características Conservação. ⇒ NP 969:1973 .5 .Painéis de parquete mosaico.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ NP EN 48:1992 . ⇒ NP 4099: 1991 .Características e classificação. ⇒ NP 752:1969 .Madeiras para embalagens em contacto com géneros alimentícios sólidos . ⇒ NP 750:1969 .MADEIRA PARA ESTRUTURAS ⇒ NP 4305: 1995 . I.Símbolos das espécies de madeiras a utilizar no revestimento de pavimentos.Madeira serrada de pinheiro bravo para estruturas .Madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial.POSTES ⇒ NP 267: 1986 .Peças serradas de pinho bravo para embalagens .Postes de madeira de pinheiro bravo para linhas eléctricas .Tacos de eucalipto comum . I.Tacos de madeiras tropicais para pavimentos . I.Definições e características gerais ⇒ NP 748:1969 . 142 .Características.Tacos de castanho .Tratamento de madeiras para construção. ⇒ prNP 3153: 1986 .6 . dimensionamento. preparação e tratamento. I.3 .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Anobium punetatum (De Geer) .Características e classificação.Classificação.Características e classificação.Determinação da eficácia preventiva contra Lyctus brunneus (Stephens) .Pavimentos de edifícios .Classificação visual.Madeiras .4 . ⇒ NP 2080: 1985 .Características e classificação.Tacos de madeira . ⇒ NP 749: 1987 .Pavimentos de edifícios . ⇒ NP 751: 1969 .Pavimentos de edifícios .Tacos de pinho bravo .MADEIRA .Produtos preservadores de madeiras .Tacos de azinho .MADEIRA – PAVIMENTOS ⇒ NP 747: 1969 . ⇒ NP 892: 1972 .Pavimentos de edifícios .Aglomerados de Madeira ⇒ NP 3226:1987 .Preservação de madeiras .Pavimentos de edifícios .

⇒ NP EN 21: 1991 . ⇒ NP EN 118: 1992 .Produtos preservadores de madeiras .Parte 2: Aplicação à madeira maciça.Determinação do limite de eficácia contra larvas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) .Preservação da madeira .Produtos preservadores de madeiras .Determinação do limite de eficácia contra Reticulitermes santonensis de Feytaud . ⇒ NP EN 460: 1994 .Métodos de ensaio dos produtos preservadores de madeiras .Definição das classes de risco de ataque biológico .Ensaio de campo para determinação da eficácia protectora de um produto preservador de madeiras em contacto com o solo.Método laboratorial.Aglomerados de Madeira ⇒ prNP 3164: 1986 . ⇒ NP EN 46: 1989 . ⇒ NP EN 335-1:1994 .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Produtos preservadores de madeiras .Parte 1: Generalidades.Produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial. ⇒ NP EN 11 7: 1992 . ⇒ NP EN 212: 1988 .Produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial para determinação da eficácia preventiva de um tratamento de madeira aplicada contra o azulamento Parte 1: Aplicação por pincelagem.Definição das classes de risco de ataque biológico .Determinação da eficácia preventiva contra larvas recentemente eclodidas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) .Prova de evaporação. ⇒ NP EN 73:1991 .Método laboratorial.Guia de amostragem e preparação para análise de produtos preservadores de madeira tratada.Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Hylotrupes bajulus .Durabilidade da madeira e de produtos derivados . ⇒ prNP 3928: 1989 . 143 .Método laboratorial ⇒ NP EN 47:1992 . ⇒ NP EN 152-1: 1993 .Determinação da eficácia preventiva contra Reticulitermes santonensis de Feytaud .Método laboratorial.Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .Durabilidade natural da madeira maciça Guia de exigências de durabilidade das madeiras na sua utilização segundo as classes de risco.Determinação do limite de eficácia contra Anobium punctatum (De Geer) por transferência lavar . ⇒ NP EN 252: 1992 . ⇒ NP EN 84: 1992 .Produtos preservadores de madeiras .prova de deslavagem.terminologia. ⇒ NP EN 335-2:1994 .Método laboratorial.

Round and sawn timber .Round and sawn timber .Terminology .Terminology . PRÉ-NORMAS EUROPEIAS (ENV) E PROJECTOS DE NORMAS EUROPEIAS (prEN) NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS. ⇒ EN 1313-1: 1997 .Part 4: Terms relating to moisture content.Round and sawn timber.Part 10: Terms relating to stain and fungal attack.Part 1: Hardwood rounds timber.Terminology .Terminology .Hardwood sawn timber .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-7:1997 . ⇒ EN 844-5:1997 . ⇒ EN 1311: 1997 .Part 1: General terms common to round timber and sawn timber.Part 1: Oak and beech. ⇒ EN 1315-1: 1997 . .Method of measurement of features. ⇒ EN 1310: 1997 .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Part 2: Round timber. ⇒ EN 844-9:1997 . ⇒ EN 975-1: 1995 .Visual grading .Method of biological degradations. ⇒ EN 844-11:1997 .Dimensional classification . ⇒ EN 844-4: 1997 .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Terminology .Part 6: Terms relating to dimensions of sawn timber.Part 11: Terms relating to degrade by insects.Part 9: Terms relating to features of sawn timber.Round and sawn timber .Method of measurement of dimensions . ⇒ EN 844-6:1997 . ⇒ EN 1309: 1997 .1.Round and sawn timber – Terminology .Round and sawn timber . ⇒ prEN 1309: 1998 .Determination of the batch volume of sawn timber.Terminology . ⇒ prEN 844-12:1998 .Terminology .NORMAS EUROPEIAS (EN).Part 2: General terms relating to round timber.Method of measurement of dimensions: Part 1: Saw timber.Part 8: Terms relating to features of round timber.Round and sawn timber.Terminology . ⇒ EN 844-3:1995 .Round and sawn timber .Part 7: Terms relating to biological structure of timber.Terminology .Wood .Part 3: General terms relating to sawn timber.Part 1: Softwood sawn timber.Aglomerados de Madeira II . II.Part 5: Terms relating to dimensions of round timber.Terminology .Terminology . ⇒ EN 844-10:1997 . ⇒ EN 844-2: 1997 .Round and sawn timber . ⇒ EN 1312: 1997 .Permitted deviations and preferred sizes.Round and sawn timber .Part 12: Additional terms and general index.Round and sawn timber .MADEIRA – GERAL ⇒ EN 844-1: 1995 . 144 . ⇒ EN 844-8: 1997 .

Aglomerados de Madeira ⇒ EN 1315-2:1997 .Qualitative Classification of Softwood round timber. ⇒ prEN 1611-1: 1994 .Oaks.Classification of standing timber . beech. REVESTIMENTOS ⇒ prEN 1357:1993 . ⇒ prEN 1747-1: 1994 .Qualitative Classification of Softwood round timber.Qualitative classification .Symbols for use in documentation of timber and wood based products.Part 2: Qualitative classification .Part 2: Softwood rounds timber. Pines and Douglas firs. poplar and ash. ⇒ EN 1611-2:1995 .Timber in joinery .2 . ⇒ prEN 1747-2:1994 .Hardwood round timber .Part 2: Method for estimating moisture content of a piece of sawn timber (Electrical method) II.Timber joinery .CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ EN 942:1996 . ⇒ EN 1316-1: 1997 .Part 3: Quality grading for European pines. Part3: Larehes and Douglas fus. ⇒ prEN 12169:1997 . ⇒ prEN 1927-3:1996 .Qualitative classification .Appearance grading of softwood Visual . ⇒ EN 1316-2: 1997 . ⇒ prEN 1314: 1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Part 1: Dimensional classification.Part 2: Poplar. ⇒ prEN 13183-2: 1998 .Qualitative classification .Part 2: Quality grading. Part2: Pines.Requirements for workmanship. Firs.Softwood saw timber visual grading .Part 1: European Spruces.General characteristics.Wood .Qualitative Classification of Softwood round timber. ⇒ EN 1316-3:1997 . 145 .Classification of timber quality. Part I: Spruces and firs.Sawn softwood . ⇒ prEN 1927-2:1996 .General acceptance Marking and delivery roles.MADEIRA . ⇒ EN 1611-3:1995 . ⇒ EN 1438:1998 .Visual grading . ⇒ prEN 1358:1993 .MADEIRA .Classification of standing timber .Part 1: Oale and beech.Dimensional classification .Criteria for acceptance of a batch of sawn timber.Part 3: Ash and maples.ROlU1d and sawn timber .Method of measurement of moisture content .Sawn timber .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Hardwood round timber . II.Hardwood round timber . ⇒ prEN 1927-1:1996 .PAVIMENTOS.3 .

Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding.Wood and parquet flooring.Solid Wood Panels. Solid hardwood flooring boards. ⇒ prEN 1533:1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling . ⇒ prEN 13227:1994 .Wood flooring (including parquet).Determination of the quality of timber in industrial packaging. Determination of the resistance to chemical agents (including water detergent). ⇒ prEN 13647:1994 .Solid parquet & other products without tongue and groove inc.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Wood based panels. ⇒ prEN 1910:1997 . ⇒ prEN 13489:1994 .Wood flooring (including parquet) .Typica1 test assembly to determine bending properties.Test method .Sawn Timber used in pallets. Test method. ⇒ prEN 13228: 1994 .Guidelines for general conditions of testing. ⇒ prEN 13354:1994 . Determination of with areaway capacity of fasteners. ⇒ prEN 13226:1994 . Product standard.Method of test for dimensional stability. ⇒ prEN 13446: 1994 .Mosaic Parquet.4 MADEIRAS: PALETES E EMBALAGENS ⇒ prEN 12246 .Wood flooring.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . ⇒ prEN 12247 .Wood flooring (including parquet) . ⇒ prEN 1535:1994 . Determination of geometrical characteristic.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1368:1993 .Solid lamparquet and solid large lamparquet.Wood flooring (including parquet) .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding – Appearance General characteristics.Wood flooring (including parquet) and wood panelling . Parquet strip with groove(s) and/or tongue. Multi-Layer parquet. ⇒ prEN 1534:1994 . ⇒ prEN 13629: 1994 . parquet blocks. ⇒ prEN 13442:1994 . ⇒ prEN 13488:1994. Bonding quality.Determination of the quality of sawn timber in pallets. and wood panelling and cladding. Permitted deviations and guidelines for dimensions. 146 . ⇒ prEN 12248 .Wood flooring (including parquet) product standard.Resistance to indentation. II.

Grading .Sizes .Determination of some physical and mechanical properties.Timber structures . ⇒ EN 409:1993 .Strength classes.Timber structures . ⇒ EN 519:1995 .Timber structures .Sawn Timber used in pallets.Glued laminated timber . ⇒ EN 392: 1995 . II.Timber structures .Test of trusses for the determination of strength and deformation behaviour.Requirements for machine strength. graded timber and grading machines.Performance requirements and minimum production requirements. ⇒ EN 338:1995 . ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ EN 301: 1992 .MADEIRA PARA ESTRUTURAS.Timber structures .Performance requirements and minimum production requirements.Permissible deviations.Test methods .Performance requirements and minimum production requirements.Structural timber .5 .Delimitation test of glue lines.Coniferous and poplar .Grading .Structural timber .Determination of characteristics values of mechanical properties and density.Large finger joints .Racking strength and stiffness of timber frame wall panels. ⇒ EN 386: 1995 .Test methods .Structural timber .Finger jointed structural timber .Structural timber and glued laminated timber .Glued laminated timber .Timber structures .Determination of embedding strength and foundation values for dowel type fasteners. ⇒ EN 391: 1995 . ⇒ EN 390: 1994 .Glued laminated timber . ⇒ EN 518: 1995 .Test methods .Structural timber .Adhesives. phenolic and aminoplastic for load-bearing timber structures: Classification and performance requirements.Test methods .Structural timber .Glued laminated timber .General principles for static load testing. 147 . ⇒ EN 385:1995 .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12249 .Requirements for visual strength grading standards.Shear test of glue lines. ⇒ EN 384:1995 .Glued laminated timber . ⇒ EN 383:1993 . Permitted deviations and preferential sizes. ⇒ EN 408: 1995 . ⇒ EN 380: 1993 . ⇒ EN 594:1995 . ⇒ EN 336: 1995 .Test methods.Determination of the yield moment of dowel type fasteners Nails.Sizes permissible deviations. ⇒ ENV 387:1999 . ⇒ EN 595:1995 .

Withdrawal capacity of timber fasteners.Aglomerados de Madeira ⇒ EN 596:1995 .Test methods .Testing of joints made with mechanical fasteners . ⇒ EN 1194: 1998 -Glued laminated timber .Timber structures . ⇒ prEN 1059: 1993 .Test methods .Timber structures .Structural tire design.Continuously hot-dip zinc coated structural steel sheet and strip . ⇒ EN 1912: 1998 .Pull through testing of timber fasteners.Timber structures .Timber structures .Structural timber .Test methods .Timber fasteners .Timber structures .Timber structures .Load bearing stapled joints. ⇒ prEN 1075:1993 .Test methods .Eurocode 5 .Test methods .Joints made with mechanical fasteners .Timber structures .Soft body impact test of timber framed walls. ⇒ EN 1193: 1997 .Wood based panels .Part 1-2: General rules .Determination of mechanical properties of wood based panels.General principles for the determination of strength and deformation characteristics.technica1 delivery conditions.Load bearing nailed joints.Design of timber structures .Specifications for connects for timber.Determination of characteristic values of mechanical properties and density. ⇒ EN 28970:1991 .Production requirements for fabricated trusses using punched metal plate fasteners. ⇒ prEN 1383:1994 . 148 . ⇒ EN 1195: 1997 . ⇒ EN 1058: 1995 . ⇒ EN 789:1995 .Design of timber structures . ⇒ prEN 1382:1994 .Strength classes . ⇒ prEN 13271: 1998 Timber fasteners characteristic load-carrying capacities and slip module.Eurocode 5 .Part 2: Bridges ⇒ EN 10147:1994 .Joints made of punched metal plate fasteners.Design of timber structures .Timber structures .Part l-I: General rules and rules for buildings.Test methods .Determination of shear strength and mechanical properties perpendicular to the grain. ⇒ prEN 1381: 1994 .Strength classes and determinations of characteristic properties.Requirements for wood density. ⇒ ENV 1995-1-1: 1995 .Test methods .Structural timber and glued laminated timber .Test methods . ⇒ EN 26891: 1991 . ⇒ ENV 1995-2:1995 .Eurocode 5 .Timber structures .Assignment of visual grades and species. ⇒ ENV 1995-1-2: 1995 .Performance of structural floor decking. ⇒ prEN 912:1992 . ⇒ prEN 1380: 1994 .Timber structures .Timber structures .Timber structures .

⇒ prEN 12869-2:1993 .Plywood .Particleboards .Wood-based panels . ⇒ EN 312-2:1996 . ⇒ EN 313-2: 1995 .Wood based panels .Particleboards . ⇒ EN 314-2:1993 .Part 4: Requirement for load-bearing boards for use in dry conditions.6 . ⇒ EN 312-3:1996 . ⇒ EN 313-1: 1996 .Particleboards . ⇒ EN 312-1: 1996 .Specifications .Plywood .Part 2: Requirement for general purpose boards for use in dry conditions.Particleboards . ⇒ EN 311: 1992 . ⇒ EN 314-1: 1993 .Wood particleboards .PLACAS DE DERIVADOS DE MADEIRA ⇒ EN 120:1992 .Part 1: Classification.Bonding quality .Characteristic values for structural design.Specifications .Particleboards .Solid wood panels . ⇒ EN 312-5:1997 .Part 7: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in humid conditions.Particleboards .Wood Based Panels .Extraction method called the perforator method.Part 2: Terminology.Determination of formaldehyde content .Part 1: Test methods.Part 2: Performance requirements. ⇒ EN 310: 1993 .Part 2: Requirements.Specifications .Specifications .Part 1: General requirements for all board types.Structural floor decking on joists . ⇒ EN 312-7: 1997 .Plywood . ⇒ prEN 12775 .Classification and terminology .Classification and terminology.Particleboards . ⇒ EN 312-4:1996 .Part 6: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in dry conditions.Classification and terminology .Wood-based panels .Definition and classification.Specifications .Plywood . ⇒ EN 300:1997 .Aglomerados de Madeira II. ⇒ EN 312-6: 1996 .Determination of modulus of elasticity in bending and of bending strength.Part 3: Requirement for boards for interior fitments (including furniture) for use in dry conditions.Bonding quality .Test method. ⇒ EN 309: 1992 .Particleboards .Surface soundness of particleboards .Specifications . ⇒ EN 12369: 1993 . 149 .Part 5: Requirements for load-bearing boards for use in humid conditions.Particleboards .Oriented strand boards (OSB).Specifications .

Part 2: Procedure for obtaining a sample of creosote from creosoted timber for subsequent analysis.Laboratory method.Methods of sampling and analysis .Part 2: Performance requirements.Part 2: Application by impregnation .Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Wood preservatives .Wood preservatives .Part 1: Flooring.Structural wall sheathing on studs .Wood-based panels .Part I: Performance specifications. II.Wood preservation.Classification by surface appearance .Solid wood Panels .Guidance for structural panel installation .Specifications .Solid wood Panels .Wood-based panels . ⇒ prEN 13017-1: 1997 .Structural roof decking on joists .Part 1: Application by surface treatment .Specifications .Part 2: Walls.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12870-1: 1993 .Wood-based panels .Solid wood Panels . ⇒ prEN 12872-2: 1993 .Determination of eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae . ⇒ prEN 13017-'2:1997 .Solid wood Panels .Part 1: Performance specifications.Part I: Requirements for use in exterior conditions. 150 . ⇒ prEN 12872-1: 1993 .Wood-based panels .Wood-based panels .Guidance for struck panel installation .Laboratory method.Creosote and creosoted timber.Classification by surface appearance .Structural roof decking on joists .Part 1: Requirements for use in humid conditions.Part 2: Hardwood. ⇒ prEN 12871-2:1993 .Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) . ⇒ EN 20-2:1993 .Structural wall Sheathing on studs .Guidance for structural panel installation . ⇒ prEN 13353-2:1993 .PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ EN 20-1: 1992 .Laboratory method.Determination of the protective effectiveness against Anobium punetatum (De Geer) by egg-laying and larval survival .Part 1: Softwood. ⇒ EN 1014-2:1995 .Wood-based panels .Part 2: Performance requirements.Specifications .Wood-based panels .Part 3: Roofing.Solid wood Panels . ⇒ EN 49-1: 1992 . ⇒ prEN 12870-2:1993 . ⇒ prEN 12872-3:1993 . ⇒ prEN 13353-1:1993 .Part 1: Requirements for use in dry conditions. ⇒ prEN 13353-3:1993 . ⇒ prEN 12871-1:1993 . ⇒ EN 22:1974 .7 .W ood preservatives .Part 3: Performance test method.Part 1: Application by surface treatment Laboratory method. ⇒ prEN 12871-3:1993 .Structural roof decking on joists .Wood preservatives .Wood-based panels .

III.Laboratory method.General timber requirements.335.Flooring boards .GERAL III.03 .PAVIMENTOS. ⇒ ENV 1250-1: 1994 . ⇒ ENV 13038 . III. ⇒ prEN 1014-4:1995 .01 .. III.Wood preservatives .02 .Flooring boards .Wood preservatives .MADEIRA .3 .Creosote and creosoted timber .32. Wood-based panels .MADEIRA .Laminated wood flooring.General timber requirements.Wood preservatives .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1014-3:1997 .End grain blocks.Method of test for determining the resistance against wood-destroying beside omits.Part 2: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by leaching into water or synthetic sea water.l. REVESTIMENTOS ⇒ TC 175.Methods for measuring losses of active ingredients from treated timber .Methods of sampling and analysis Part 3: Determination of the benzopyrene content of creosote.Determination of the eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae .04 .Methods for measuring losses of active ingredients and other preservative ingredients iron treated timber .. DOCUMENTOS DE TRABALHO (TC.Durability of wood and wood-based products. ⇒ TC 175.Wood preservation .32.Timber in windows . ⇒ TC 175.Hardwoods.Creosote and creosoted timber .Timber in doors .PALETES.) QUE PROVAVELMENTE DARÃO ORIGEM A NORMAS EUROPEIAS RELEVANTES NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS III.01 .2 .335. ⇒ ENV 1390: 1994 .MADEIRA .335.Wood flooring . ⇒ TC 175.337.MADEIRA . EMBALAGENS 151 .Wood flooring . ⇒ ENV 1250-2:1994 .Wood flooring .4 .Softwood.Wood flooring (include parquet) .03 .Wood preservatives .Part 1: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by evaporation to air.CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ TC 175.Methods of sampling and analysis Part 4: Determination of the water-extractable phenols content of creosote. ⇒ TC 175.

418-1 .418-3 .5 . III.01 .Timber fasteners .Guidelines for the dimension of sawn timber used in pallets.Structural floor decking on joists .Sizes.211 .Timber poles for overhead lines .Timber poles for overhead lines .Characteristic values for established products. IIL6 .Wood-based panels .Grading and strength classes.Wood-based panels .210 .343.212 .Timber poles for overhead lines .Timber poles for overhead lines . ⇒ TC 124.POSTES ⇒ TC 124. ⇒ TC 112.Guidelines for the dimension of sawn timber used in industrial packaging.Characteristic load-carrying and slip-module. IIL.Wood-based panels .Structural wall sheathing studs .Structural floor decking on joists .213 . ⇒ TC 112.Part 3: Performance test method.Determination of characteristic values.209 .Methods softest. ⇒ TC 124.Aglomerados de Madeira ⇒ TC 175. ⇒ TC 124.Durability requirements.406 .419-3 . ⇒ TC 175. 152 .402 .Part 3: Performance test method.Wood-based panels .Part 1: Performance speciation.MADEIRA .344.01 . ⇒ TC 112.Timber poles for overhead lines . ⇒ TC 124.ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ TC 124.7-PLACASDEDERNADOSDEMADEIRA ⇒ TC 112.

Aglomerados de Madeira 153 .

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