Materiais de Construção

Derivados de Madeira

série MATERIAIS

joão guerra martins antónio vieira
I

1.ª edição / 2004

Apresentação

Este texto resulta inicialmente do trabalho de aplicação realizado pelos alunos da disciplina de Materiais de Construção I do curso de Engenharia Civil, sendo baseado no esforço daqueles que frequentaram a disciplina no ano lectivo de 1999/2000, vindo a ser anualmente melhorado e actualizado pelos cursos seguintes.

No final do processo de pesquisa e compilação, o presente documento acaba por ser, genericamente, o repositório da
Monografia do Eng.º ANTÓNIO VIEIRA que, partindo do trabalho acima identificado, o reviu totalmente, reorganizando, contraindo e aumentando em função dos muitos acertos que o mesmo carecia.

Pretende, contudo, o seu teor evoluir permanentemente, no sentido de responder quer à especificidade dos cursos da UFP, como contrair-se ainda mais ao que se julga pertinente e alargarse ao que se pensa omitido.

Esta sebenta insere-se num conjunto que perfaz o total do programa da disciplina, existindo uma por cada um dos temas base do mesmo, ou seja:

I. II. III. IV. V. VI. VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII.

Metais Pedras naturais Ligantes Argamassas Betões Aglomerados Produtos cerâmicos Madeiras Derivados de Madeira Vidros Plásticos Tintas e vernizes Colas e mastiques

Embora o texto tenha sido revisto, esta versão não é considerada definitiva, sendo de supor a existência de erros e imprecisões. Conta-se não só com uma crítica atenta, como com todos os contributos técnicos que possam ser endereçados. Ambos se aceitam e agradecem.

João Guerra Martins II

Aglomerados de Madeira

ÍNDICE ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................... 6 ÍNDICE DE FIGURAS............................................................................................................ 7 SUMÁRIO................................................................................................................................. 9 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10 CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” ....... 12 1.1. - HISTORIAL DA MADEIRA...................................................................................................12 1.2. – CONCEITO DE MADEIRA ...................................................................................................13 1.3. – NOMENCLATURA DA MADEIRA......................................................................................14 1.3.1. – ÁRVORES RESINOSAS ................................................................................................14 1.3.2. – ÁRVORES FOLHOSAS..................................................................................................15 1.4. – ESTRUTURA DA MADEIRA................................................................................................17 CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA .............. 21 2.1. – PREÂMBULO.........................................................................................................................21 2.2. – PROPRIEDADES FÍSICAS....................................................................................................21 2.2.1. – HUMIDADE ....................................................................................................................22 2.2.2. – DENSIDADE ...................................................................................................................24 2.2.3. – RETRACTILIDADE .......................................................................................................24 2.2.4. – HETEROGENEIDADE ...................................................................................................25 2.2.5. – ANISOTROPIA ...............................................................................................................25 2.2.6. – HIGROMETRICIDADE..................................................................................................26 2.2.7. – POROSIDADE.................................................................................................................26 2.2.8. – DUREZA..........................................................................................................................26 2.2.9. – COR..................................................................................................................................27 2.2.10. – BRILHO .........................................................................................................................27 2.2.11. – ODOR E GOSTO...........................................................................................................28 2.2.12. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA, TÉRMICA E SONORA .................................28 2.3. – PROPRIEDADES MECÂNICAS ...........................................................................................28 2.3.1. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO, À TRACÇÃO E À FLEXÃO................................29 2.3.2. – ELASTICIDADE, FLUÊNCIA E FADIGA....................................................................29 2.3.3. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO...........................................29 CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS ........... 32 3.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................32 3.2. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO ...........................................................................................33 3.3. – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL .........................................36 CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA ................................................................ 38 4.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS...................................................................................................38 4.2. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA...............................................................................39 4.2.1. - AGLOMERADOS............................................................................................................40 4.2.1.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................40

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Aglomerados de Madeira

4.2.1.2. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES .........................................42 4.2.2. – CONTRAPLACADOS ....................................................................................................63 4.2.2.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................63 4.2.2.2. - TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES ...................................66 4.2.2.3. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS...................................70 4.2.2.4. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS ...........................................................71 4.2.3. - FOLHEADOS...................................................................................................................73 4.2.3.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................73 4.2.4. – TERMOLAMINADOS....................................................................................................74 4.2.4.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................74 4.2.4.2. - TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES...................................76 4.2.5. - PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) .........................................................78 4.2.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA.................................................................79 4.2.6.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO .............................................................79 4.2.6.2. - PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES .................80 4.2.7. – CORTIÇA ........................................................................................................................80 4.2.7.1. - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO.............................................................80 4.2.7.2. - TIPOS DE CORTIÇA................................................................................................82 CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS ....... 84 5.1. - CONSIDERAÇÕES GERAIS..................................................................................................84 5.2. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS .....................85 5.3. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS.................................................87 5.4. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA.........................................88 5.5. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA ..........................................89 6.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................94 6.2. – PROCESSOS DE TRATAMENTO ........................................................................................95 6.2.1. – SECAGEM.......................................................................................................................95 6.2.2. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO....................................................................95 6.2.3. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA ..............................................................96 6.3. – AGENTES DETERIORADORES...........................................................................................96 6.3.1. - FUNGOS...........................................................................................................................97 6.3.2. – INSECTOS XILÓFAGOS ...............................................................................................97 6.3.3. – XILÓFAGOS MARINHOS.............................................................................................98 6.4. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS .....................................98 6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO .............................................................................................99 6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA) ...............................100 6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL).............................100 6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO ..................................................................................................100 6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE...........................................................................................101 CONCLUSÕES .................................................................................................................... 103 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 106 SITES DA INTERNET........................................................................................................ 108 ANEXOS ............................................................................................................................... 111

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Aglomerados de Madeira

ANEXO I – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DOS PRINCIPAIS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 112 A. AGLOMERADOS.....................................................................................................................113 B. MDF............................................................................................................................................114 C. PLATEX.....................................................................................................................................115 D. CONTRAPLACADOS .............................................................................................................116 E. LAMELADOS............................................................................................................................117 F. TERMOLAMINADOS ..............................................................................................................118 ANEXO II – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DE ALGUNS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 120 1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO ...........................................................................121 2. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS ...............................................................................................................................122 3. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE, PARA USOS GERAIS ....................................................................................................................123 4. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS ...........................124 GAMA.............................................................................................................................................124 5. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM .....................................................................................................................................125 6. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL ..................................................................................................................................126 8. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS.........................128 9. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES, INCLUINDO MOBILIÁRIO, PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS.................................................................................................129 10. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................130 11. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................131 12. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA.......................................................................132 13. LAMINADO PARA PAVIMENTOS .......................................................................................133 14. ISOPLY .....................................................................................................................................134 15. LAMÉPLY ................................................................................................................................136 16. TRIPLY .....................................................................................................................................138 ANEXO III – NORMALIZAÇÃO DE MADEIRAS E SEUS DERIVADOS................. 140

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Aglomerados de Madeira

ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 – ÁREA DE ALGUMAS ESPÉCIES OCUPADAS EM TERRITÓRIO CONTINENTAL, NOS ANOS DE 1980 E 1992 ...................................................................................................................... 37 TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS ........................ 85 TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS ...... 88 TABELA 4 - PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS .......................................................................................................................................... 90 TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS............. 91 TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS ............................. 92 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL........................................... 92 TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS............ 93

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....75) .......................................................................... 18 FIGURA 4 – DIAGRAMA DE SECTOR CIRCULAR DO CAULE DE CINCO ANOS DE IDADE DE UMA .....IMAGEM DE UM INCÊNDIO……………………………………………………….........................................OBTENÇÃO DE UM CONTRAPLACADO (IN SANTOS........................... 43 FIGURA 15 – PAVIMENTO MDF (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ....................... FALCAS E TOROS (IN SANTOS.......................... 1978.........17 FIGURA 3 –SECÇÃO TRANSVERSAL DO TRONCO DE UMA ÁRVORE................................ 58 FIGURA 36 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................................FORMAS DE CORTE DA MADEIRA (IN VALENTE.................. P........ 66 7 ..................................................................................... 52) ................................................... COM ANÉIS DE CRESCIMENTO DIFERENTES……………………………………………………………………………………26 FIGURA 7................................... 46 FIGURA 20 – MDF MOLDÁVEL (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........... 53 FIGURA 33 – PISO LAMINADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)................................................. P....................... 50 FIGURA 24 – OSB 2 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)........................................... 42 FIGURA 14 – MDF STANDARD ( IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..................................... 59 FIGURA 37 – AGLOMERADO PINTADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............. 65 FIGURA 41 – CORTE DE FOLHA (IN PATTON... 52 FIGURA 28 E FIGURA 29 – OSB 4 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)...................................... 57 FIGURA 35 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS POSTFORMING (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)...... MOSTRANDO AS PRINCIPAIS COMPONENTES DO LENHO E DA CASCA (IN MOREY................. 46 FIGURA 19 – MDF MOLDURAS E PERFIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).......................................................... 64 FIGURA 40 – FOLHA DESENROLADA E FIGURA 36A – CORTE POR SERRA OU LÂMINA ............................... 63) .............. 76)...IMAGEM DE DUAS ÁRVORES DA MESMA ESPÉCIE................................... P.......... 53 FIGURA 30 E FIGURA 31 – OSB 4 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............................ 1988........... 50 FIGURA 25 – OSB 2 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) . 19 FIGURA 5 – DIRECÇÕES FUNDAMENTAIS DA MADEIRA .. 34 FIGURA 10 -TOROS DE MADEIRA DESFIADA (IN SANTOS...................................... 47 FIGURA 21 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ......... 66 FIGURA 42 – ALMA ....... 48 FIGURA 23 – AGLOMERADO OSB (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............. 1991.................. P ................................ 53 FIGURA 32 – OSB 4 LAMBRIM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............. 63) .............................. 40 FIGURA 13 – AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ......................................... 44 FIGURA 16 – MDF BAIXA DENSIDADE (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ......Aglomerados de Madeira ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 1 – IMAGEM DE UM TIPO DE PINHO: “CASQUINHA”…………………………………............................ 62).............. 63 FIGURA 39 ......................................................15 FIGURA 2 – EXEMPLO DE UMA ÁRVORE FOLHOSA: “FAIA”…………………………………............... P.. 32 FIGURA 9 ......................................... 1991...................ILUSTRAÇÃO DA TORAGEM.............................................................................................................. P.......31 FIGURA 8 – PINUS PINASTER -PINHEIRO MARÍTIMO ........... P.............. 35 FIGURA 12 – AGLOMERADOS (IN SANTOS... 44 FIGURA 17 – MDF RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................. 1991. 20 FIGURA 6..... 35 FIGURA 11 – CORTE ATRAVÉS DE UMA SERRA DE FITA SEM-FIM (CHARRIOT) (IN SANTOS.. 45 FIGURA 18 – MDF SUPERLAC (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)...................206)...................... 56 FIGURA 34 – AGLOMERADO PARTÍCULAS STANDARD (ST) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................ 48 FIGURA 22 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................. 51 FIGURA 26 E FIGURA 27 – OSB 3 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)........ 60 FIGURA 38......................... 49) ....................... P.................... 1991.................................... 1991............................

.. 78 FIGURA 52 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)................. 76 FIGURA 49– TERMOLAMINADO METÁLICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................................. ERRO! MARCADOR NÃO DEFINIDO.......... FIGURA 51 – PLACAS DE PLATEX................................................................ 75 FIGURA 48 ...................... 75 FIGURA 47 – TERMOLAMINADO (IN SITE DASONAE INDÚSTRIA) ..................... 83 FIGURA 55 – IMAGEM DE MADEIRA EM DESPARASITAÇÃO……………………………………98 8 ........... 68 FIGURA 45 – MÉTODOS DE OBTENÇÃO DOS FOLHEADOS ............................................Aglomerados de Madeira FIGURA 43 – CONTRAPLACADO COMUM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .......................TERMOLAMINADO PARA APLICAÇÕES HORIZONTAIS/VERTICAIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ... 81 FIGURA 53 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS).............................................................................................................................................................. 77 FIGURA 50 – TERMOLAMINADO DE ELEVADA RESISTÊNCIA-PAVIMENTOS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .................................................... 82 FIGURA 54 – CORTIÇA EM FOLHA (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS)........ 73 FIGURA 46 -ESTRUTURA DOS TERMOLAMINADOS .......................................................... 66 FIGURA 44 – USO DO CONTRAPLACADO DE RESINOSAS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)...................................

nomeadamente no sector da construção civil e do mobiliário. colocadas na forma de quadros resumo. com referência não só à sua nomenclatura. como também ao percurso habitualmente seguido na indústria desde a árvore até à obtenção dos derivados da madeira. neste trabalho monográfico.Aglomerados de Madeira SUMÁRIO A floresta em Portugal tem um valor económico e social importantíssimo. propriedades e características. dois conjuntos de anexos: um visando uma extrema sintetização dos principais tipos de Derivados de Madeira. conclui-se com a análise e estudos de mercado sobre a comparação entre a madeira e respectivos derivados. Deste modo. 9 . que abrange a transformação da madeira e a produção dos seus derivados. sem esquecer o problema da sua conservação e manutenção. começa-se pelo historial da madeira como matéria-prima dos seus derivados. estrutura. tem já um peso proporcional elevado na formação do produto interno e na balança comercial do País. caracterizando-os e apresentando o seu processo de fabrico. ainda. embora não exaustiva. bem como as suas principais aplicações. Procura-se assim abordar. Incluem-se. Por último. a variedade dos derivados de madeira que mais têm contribuído para o desenvolvimento da economia nacional. uma vez que a respectiva indústria dos produtos florestais. de forma prolongada. identificando os principais produtos deste grupo. Desenvolve-se o tema principal (Derivados de Madeira). outro com algumas soluções comerciais.

atingindo algumas vezes dimensões colossais. daquele onde impera a vida em toda a sua complexidade de formas e relações. As árvores. como os aglomerados e os contraplacados. sendo substituída primeiro pelo ferro e depois pelo betão armado. têm características próprias que os distinguem entre si. As madeiras constituem um material complexo com características muito diferentes dos outros materiais de construção. por sua vez.Aglomerados de Madeira INTRODUÇÃO A presente monografia subordinada ao tema “Derivados da Madeira” circunscreve-se no âmbito de uma disciplina final demonstrativa de conhecimentos adquiridos e capacidades desenvolvidas pelo seu autor. quer como matéria-prima da economia industrial. Reconhece-se hoje o valor da árvore. fez surgir uma série de derivados da madeira como alternativa à madeira maciça ou natural. perdeu o seu protagonismo a partir da Revolução industrial. A tecnologia. No entanto. A origem dessas diferenças reside sobretudo na sua estrutura fibrosa heterogénea e anisotrópica. ou melhor. Estes materiais. A madeira tem sido desde sempre um dos principais materiais utilizados na construção. materiais que constituem hoje em dia a estrutura da maior parte dos edifícios. estruturalmente. muito delicadas enquanto jovens. como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciado em Engenharia Civil na Universidade Fernando Pessoa. são prodigiosos seres vivos que crescem vigorosamente quando as condições de solo e de ambiente são propícias. 10 . tendo cerca de três milhões de hectares e possivelmente capacidade para o dobro. Portugal apresenta a taxa mais elevada de floresta dos Países Europeus. quer como elemento fundamental do espaço natural.

quer pela sua beleza. o qual pode ser feita com madeira ou com laminados diversos. os Aglomerados e os Contraplacados. inevitavelmente. Contudo. os Painéis de Madeira Reconstituída e a Cortiça. A madeira. as Placas de Fibras de Madeira (Platex). mesmo tendo sido substituída por outros materiais. O facto de a madeira que se adquire para trabalhos de marcenaria raramente estar bem seca. dos quais se salientam os Folheados. Durante este processo ocorre. umas sobre outras. os quais são hoje de capital importância para o sector da construção civil e do mobiliário De notar que se sentiu algumas dificuldades na obtenção de material de pesquisa. Tanto num caso como noutro. é cada vez mais substituída pelos seus derivados. podendo vir a sofrer de diversas patologias e defeitos. Necessita de um período de secagem alargado. Enquanto os “contraplacados” surgem através das colagens de finas folhas de madeira.Aglomerados de Madeira A madeira maciça. chamando-se “folheado” a este processo de acabamento. 11 . entre um a dois anos. a par de outros produtos seus sucedâneos existentes no mercado. alternadamente. dada a modesta existência de bibliografia neste domínio. sendo que as resinosas secam mais depressa. considerada. um material melhor do que os seus derivados. quer pela sua maleabilidade. sendo depois esta pasta prensada a alta temperatura. No final deste trabalho são referidas as fontes de informação e a bibliografia. por questões práticas e de orçamento. a peça resultante é coberta com uma folha especificada desse material. os Termolaminados. por vezes erradamente. para lhes conferir a aparência atractiva da madeira. não apresentando no final quaisquer veios. alguma deformação. Para remediar essa tendência natural surgiram os dois grandes grupos de derivados de madeira estratificada. continua a ser um dos eleitos. os “aglomerados" são fabricados a partir de pequenas aparas misturadas com uma resina sintética. leva-a a acusar os efeitos da humidade e da temperatura. é obtida do tronco da árvore através do corte circular transversal ou em quartos. cruzando o seu veio na vertical e na horizontal.

bem como na decoração interna e externa. Nos nossos dias. etc.1. com terra argilosa. até à vasta e engenhosa indústria moderna contemporânea. A evolução consegue. aplicando a madeira não só na sua cobertura. o homem começa a utilizar a madeira para edificar as cabanas e choupanas. A madeira esteve sempre ao alcance do homem desde os tempos remotos. portas e janelas. rebocados ou não. não só para sua defesa (como arma ou fazendo parte dela).Aglomerados de Madeira Apesar das dificuldades referidas. a técnica e a arte de trabalhar a madeira tem evoluído desde o processo manual e primitivo. substitui as paredes com pedra ou tijolo cozido ao sol. como para se aquecer.HISTORIAL DA MADEIRA Desde o aparecimento do homem sobre a terra até aos nossos dias. 12 . Foi. tão diversificado como actual. para construção dos primeiros abrigos. Mais tarde. novos materiais. cozinhar e iluminar. . a madeira é também a fonte de muitos produtos usados na indústria. perspectiva-se de algum modo contribuir para o enriquecimento pessoal de quem se interessar por este assunto. além de material de grande utilidade que continua a ser. de onde se destaca o papel como grande responsável pelo avanço da nossa Civilização. um dos primeiros materiais utilizados pelo homem. portanto. Com o decorrer dos tempos. entretanto. CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” 1. fazendo as paredes de ramos entrelaçados. e na certeza de que fica ainda muito por dizer. o qual através da sua imaginação sempre soube tirar proveito dela para execução de inúmeros objectos e produtos. das primeiras jangadas e barcos. mas a madeira e seus derivados continuam a ser usados em larga escala.

O processo de produção da madeira.20 metros. Recorrendo a uma noção de “enciclopédia”1. fibrosa. Em relação à “silvicultura”. É extremamente importante proceder-se à delimitação deste campo de estudo. Este processo de produção confina-se até ao diâmetro de 0. chamado de “câmbio”.a madeira. passamos a ter a “lenha” até às formações terminais da árvore designadas por “rama”.Aglomerados de Madeira 1. aparece a partir do “eixo principal” da árvore. a “lenha” e a “rama”. Estas formas são variáveis no diâmetro que a árvore possui. propriamente dita. a madeira é perspectivada como resultado da natureza. a noção de “madeira” é apresentada como sendo a “substância compacta. para menos. antes mesmo de se abordar o conceito de “derivados”. enquanto tal. para ser utilizada nas mais variadas aplicações. que compõe as raízes. Na noção oriunda da “botânica”. matéria-prima. – CONCEITO DE MADEIRA Um estudo desta natureza deve começar por fazer uma breve abordagem sobre o conceito de “madeira”. a madeira define-se como uma “porção de lenho de dimensões suficientes para poder ser transformada depois de trabalhada com qualquer objecto útil” (página 841). volume XV. é uma zona que fica no meio do “líber” e do “lenho” das plantas gimnospérmicas e dicotiledóneas. Mas este “câmbio” de raiz também pode dar madeira. Devido ao crescimento do diâmetro do “cilindro central” do caule das gimnospérmicas e dicotiledóneas. 13 . e em função da sua idade e localização vegetativa. Para produzir madeira é importante o “câmbio”. O crescimento deste “cilindro central”. ao qual também se dá o nome de “fuste”. é que se obtém a madeira em bruto. A partir deste. haste ou caule) e os ramos de certos vegetais”. sólida. Descrevem-se assim duas noções neste mesmo local: uma oriunda da “botânica” e outra da “silvicultura”. com os tecidos virados na direcção do interior (incluindo o “lenho” e os raios medulares). o tronco (fuste. assumindo três formas: .2. 1 Ver “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (GEPB)1. página 841. que se diz lenhosa. É a parte mais importante para o desenvolvimento da árvore.

Aglomerados de Madeira Parece que podemos. Podemos referir alguns tipos particulares de “pinho”: • “Pinho bravo” . para além dos sectores do mobiliário e da construção naval. Obtém-se a partir do “pinheiro bravo”. aquela que se extrai como matériaprima bruta da natureza. 1. com maior durabilidade. é definida segundo estas duas perspectivas – a “botânica” e a associada à “silvicultura”. muito embora não seja muito utilizada. A madeira de pinho existe praticamente em toda a parte do mundo.Também conhecida por “pinus pinaster”. a dois grandes grupos: as árvores resinosas (ou “coníferas”) e as árvores folhosas (ou “caducas”). Os tipos de árvores enquadradas neste grupo são o pinho e diversos tipos congéneres. sendo as folhas do tipo persistente. é uma árvore típica dos países mediterrânicos como Portugal. França e alguns países de África. então. • “Pinho marítimo” . resumindo-se.É uma árvore que dá madeira de boa qualidade.3.3. pertencem às melhores e mais apreciadas madeiras de construção pelas suas características de trabalho e resistência mecânica. São próprias das zonas frias e temperadas. Apodrecem facilmente se não forem devidamente tratadas. possuindo forma em agulha. As árvores a partir das quais se obtém o pinho são os pinheiros bravos e os pinheiros mansos. – ÁRVORES RESINOSAS As árvores resinosas têm naturalmente resina. sendo usada nas obras públicas e construção civil. Encontra-se na 14 . 1.1. concluir que a madeira. fundamentalmente. – NOMENCLATURA DA MADEIRA A nomenclatura existente sobre madeira corresponde à classificação das árvores de onde a obtemos. Espanha.

Aglomerados de Madeira Europa em altitudes médias (de 0 a 400 metros) e elevadas (de 400 a 900 metros). Pertencem às madeiras aptas também para a marcenaria devido ao seu aspecto. • “Pinho manso” . bem como em Portugal (Serra do Marão). bem como na África em alturas até 2000 metros.Encontra-se um pouco por toda a Europa. – ÁRVORES FOLHOSAS As árvores folhosas são próprias de zonas temperadas tropicais. produzindo madeiras desde as mais suaves e brandas até às duras. FIGURA 1 – Imagem de um tipo de pinho: “casquinha” 1.3.2. acabamento e qualidade. 15 .Caracteriza-se por ter ramificações e nodos. • “Casquinha” . sendo por isso mais indicadas para fins decorativos. designadamente na Escandinávia.

• A “nogueira” . • A “faia” . na marcenaria e na construção civil. Na madeira extraída desta árvore. com cerca de 30 metros de altura. e uma considerável densidade. existindo uns delgados e outros com maior largura. é possível extrair desta árvore boa madeira. A sua madeira utiliza-se muito na marcenaria. • O “castanho” . p. É utilizada na produção de 16 .Aglomerados de Madeira São na sua maioria de folha caduca e entre os seus vários tipos temos: • O “carvalho” . pendentes com uma flor na axila de cada bráctea”. • O “álamo” . Quanto à espessura e comprimento.Trata-se de uma espécie de choupo. as folhas arredondadas. Aplica-se na tanoaria. para além das decorações de casas e construção civil. • O “eucalipto” . são diferentes não tendo um padrão próprio. quando atinge grandes dimensões. os carvalhos resumem-se a dois tipos: de folha caduca (ou folha marcescente.É geralmente um tipo de árvore que. segundo GEPB (2000. Existem 200 espécies de árvores com este nome. Quanto ao tipo de folha. tem aquilo que se designa por “amentilhos masculinos delgados interrompidos. de maior densidade. 67). Estas árvores caracterizam-se pela sua altura e crescimento rápido. Nos de folha caduca os vasos possuem maior diâmetro do que os de folha persistente. os raios medulares são diferentes quanto à sua espessura. destina-se a ser utilizado preferencialmente no fabrico da aduela e na marcenaria. Porém.É uma árvore de altura elevada. Já o carvalho de folha persistente. tendo a casca acinzentada e a copa grande com folhas de 7 a 9 folíolos.Caracteriza-se por possuir um porte esbelto. é muito usado para produzir carvão.É o nome porque é conhecido a madeira do castanheiro. Existem 230 espécies diferentes. assim caracterizada por morrer no Outono mas cair só na Primavera seguinte) e de folha persistente. podendo ter os destinos mais diversos.É uma árvore da família das “mirtáceas”. O carvalho de folha caduca. muito embora algumas apenas sejam “arbustos”.

– ESTRUTURA DA MADEIRA No que respeita à estrutura da “madeira”. concêntricas e periféricas. Durante o seu processo de evolução os “anéis de crescimento”. Este crescimento designa-se por “anel de crescimento” e varia conforme a localização das árvores nas várias regiões do globo. qualquer que seja o tipo de árvore. A “faia” é um exemplo de árvore das florestas dos climas temperados. Geralmente. utensílios de desporto e também em objectos de maior requinte e precisão. cuja madeira branca. basicamente. existem também diferenças consoante a origem das árvores. de córtex liso. se identifica com o armazenamento e transporte das substâncias químicas que alimentam a árvore.Aglomerados de Madeira carruagens.4. provenientes do “câmbio” (zona geratriz compreendida entre o “líber” e o “lenho”). vão os mais antigos sendo substituídos pelos mais novos. à medida que se desnvolvem. o crescimento dá-se sempre pela sobreposição de camadas sucessivas. da família das fagáceas. FIGURA 2 – Exemplo de árvore folhosa: “faia” 1. caixas de ressonância de pianos. 17 . resistente e flexível é muito empregada em marcenaria. deixando os primeiros de participar na evolução fisiológica que.

1978. conjunto dos anéis de crescimento. designada por “alburno”. sob a casca. A avaliação da qualidade da madeira pode ser feita através da “performance” física e mecânica dos “anéis de crescimento”. 18 . 49) Importa referir ainda que os “anéis de crescimento” permitem conhecer não só a idade de uma árvore como também estudar a característica da anisotropia da madeira.Aglomerados de Madeira Nesta modificação aparece-nos o “cerne”. segundo três direcções possíveis: a “direcção tangencial” (ou direcção transversal tangencial). Lenho Casca FIGURA 3 – Secção transversal do tronco de uma árvore. propriedade física que depende da direcção segundo a qual é avaliada. p. ou seja. A parte designada por “alburno” tem a cor mais clara do que o “cerne”. a “direcção radial” (ou direcção transversal radial) e a “direcção axial” (no sentido das fibra e longitudinal ao caule). tal como se representa na figura 3. sendo a principal função das suas células contribuir para a alimentação da árvore. mostrando as principais componentes do lenho e da casca (in Morey. O “cerne” é de cor escura. desempenhando funções estruturais. a camada concêntrica da árvore situada entre a parte interna designada por “medula”. mais seco e duro que as restantes camadas da árvore. e a parte mais nova situada na periferia. constituída pelas últimas camadas anuais de madeira ainda vivas.

visto que estas operações deverão ser efectuadas de maneira a que os “veios” fiquem sempre paralelos ao plano do corte. 49) 19 . o que torna praticamente impossível obter uma peça de dimensão e qualidade aceitáveis. isso já não sucede. dá origem a que se reduza significativamente a resistência da madeira. não sendo também visíveis a “olho nu”. As figuras seguintes (1 e 2) representam duma forma esquemática. p. que são de toda a importância na extracção e serração das madeiras. Se este aspecto não for tido em conta. FIGURA 4 – Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. a secção tranversal do tronco de uma árvore e os aspectos principais da sua estrutura lenhosa. Os “veios” são de dois tipos: os “abertos” e os “fechados”. A diferença entre os dois está em que. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa (in Rendle. no primeiro caso. e no segundo. os poros da árvore cobrem toda a superfície exposta. a madeira possui várias espécies que se encontram relacionadas com o “lenho”. Do ponto de vista “anatómico”. 1937. O “lenho” pode ser de dois tipos: um “inicial” e outro mais “tardio”. respectivamente. As diferenças principais estão na fase do processo de crescimento do “lenho”.Aglomerados de Madeira A estrutura celular das árvores possui “veios”. sendo o primeiro aquele que aparece na fase de nascimento e o segundo na fase terminal.

Aglomerados de Madeira FIGURA 5 – Direcções fundamentais da madeira (In Carvalho. 1996. p. 29) 20 .

2. pelo que se referenciam as seguintes: 21 . não é de estranhar que o comportamento físico e mecânico da madeira que se extrai das árvores. havendo. – PREÂMBULO As madeiras e seus derivados. Cada variedade apresenta propriedades específicas. sendo mais fácil separar as fibras umas das outras no sentido dos veios do que no sentido perpendicular a eles. e o seu desempenho. de um modo geral. independentemente da sua utilização. Há madeiras muito duras e resistentes e outras mais brandas e menos resistentes. – PROPRIEDADES FÍSICAS As propriedades físicas essenciais na madeira são a Humidade. outras que se encontram de certa forma relacionadas com elas.1. ao passo que as mecânicas encontram-se associadas às diversas qualificações da madeira para as respectivas finalidades ou utilizações. ou seja. cuja diferença básica reside no facto de as físicas serem características intrínsecas da madeira.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA 2. Esta particularidade que a madeira nos oferece exige que se tenha atenção ao projectar e ao trabalhar com ela. sejam díspares. no entanto. Pegando num pouco de madeira. possuem importantes propriedades físicas e mecânicas. o que faz com que a madeira não tenha as mesmas propriedades em qualquer direcção. formada por fibras. Nem toda a madeira é igual. Como é heterogénea a constituição celular das árvores no seu processo de crescimento. a Densidade e a Retractilidade. As fibras estão orientadas segundo uma direcção determinada. verifica-se que a sua estrutura é fibrosa. para além das suas características químicas. 2.

• “Madeira verde” – com o teor de água entre 30 e 70%. • “Madeira semi-seca” – com o teor de água entre 23 e 30%. Se apenas o “lenho” possuir água. sendo esta substância sobejamente conhecida pelo facto de necessitar de muita água para crescer. Sem a água não é possível haver madeira. etc. o Brilho. 2. a Anisotropia. esta designa-se de água “livre”. diz-se que a árvore não possui humidade. são de dimensões não regulares. então dizemos que este tipo de água é de “impregnação”. a Dureza. A maior parte da madeira é constituída por celulose. na retracção da madeira do tipo “transversal tangencial”. designadamente. • “Madeira comercialmente seca” – se o teor de água for de 18 a 22%. quanto ao teor de água a madeira pode classificar-se em: • “Madeira saturada” – com o teor de água (humidade) acima dos 70%. Se forem as próprias fibras que possuem a água. Os “anéis de crescimento”. a Cor. a Higrometricidade. de um ponto de vista técnico. a Porosidade.2. Após a extracção da madeira da árvore. 22 . fissuras. o Odor e o Gosto. Segundo Carvalho (1996. A quantidade de água absorvida pela madeira afecta o seu crescimento. podendo variar o seu grau de humidade entre 5% a 10% na passagem da madeira do tipo “seco” para madeira do tipo “saturada”. empenamentos. Se apenas as paredes das fibras possuírem água.Aglomerados de Madeira • A Heterogeneidade. térmica e sonora. – HUMIDADE A humidade é o teor de água existente na madeira.1. bem como as Condutibilidades eléctrica. podem advir complicações devido ao seu grau de humidade. p. 40).

e que existe naturalmente na madeira verde. O conteúdo de humidade “H” da madeira define-se também como sendo a massa de água contida na madeira expressa como percentagem da massa seca. reduzindo-se a valores entre 16 e 18% por secagem ao ar livre. O teor de humidade da madeira nas árvores é de cerca de 50%. • “Madeira muito seca” – com o teor de água entre 8 e 12%. e finalmente a água no interior das fibras que aparece quando as suas paredes já se encontram saturadas. Dado que a massa se determina mediante pesagens. chamada água livre. Se a madeira estiver sob imersão. A madeira recém-cortada tem um conteúdo de humidade compreendido entre 50 e 110%.Aglomerados de Madeira • “Madeira seca ao ar (sob coberto)” – se o teor de água for de 13 a 17%. e P2 o peso seco da amostra obtido por secagem em estufa a uma temperatura de 1030 C ± 20 C. a água retida nas próprias paredes das fibras que é designada por água de impregnação ou água de saturação. esta definição resulta equivalente se utilizarmos o peso em vez da massa. • “Madeira completamente seca” – com 0% de teor de água. Ainda no respeitante à humidade temos a considerar a presença da água na madeira sob três formas: a água que faz parte intrínseca da matéria lenhosa da madeira e cuja eliminação só é possível com a destruição da própria madeira. dizendo-se neste caso que o teor em humidade é nulo. pelo que temos: H= P1 − P 2 × 100 P2 Sendo P1 o peso inicial da amostra. o teor em humidade pode chegar aos 200%. 23 . temos de recorrer à secagem artificial. Para se conseguir conteúdos de humidade inferiores a 16 e 18%.

2. (1996. através do indicador “Massa Específica Aparente” (MEA). a maior ou menor concentração do tecido lenhoso por unidade de volume. Este indicador permite determinar o peso que a madeira tem por cada unidade de volume aparente. não só devido às condições climáticas do ambiente de crescimento. ou seja. apresenta a seguinte classificação respeitante ao “coeficiente de retractilidade”: 24 . e contrai-se ao perdê-la. podendo ser uma “retracção transversal tangencial” ou “retracção transversal radial”. p.Aglomerados de Madeira 2. e pode ser classificada em dois tipos: • Retracção transversal – a que respeita ao atravessamento do diâmetro da árvore. Define-se coeficiente de retractilidade como a variação de volume da madeira em função da variação de 1% do seu teor em humidade.2. Carvalho. • Retracção longitudinal – a que respeita ao comprimento (altura) da árvore. – RETRACTILIDADE A retractilidade é a propriedade da madeira que consiste em variar de dimensões quando o seu teor de água se modifica. 55). Com o fim de identificação. a densidade é apreciada por sopesagem comparativa de peças de madeira de idênticas dimensões e estados de humidade.2.3. 2. traduzindo também a compacidade da madeira. Esta importante propriedade física da madeira é muito variável nas espécies comerciais. a partir do teor de humidade que serve de base ao cálculo do mesmo. Ela expande-se ao absorver água. – DENSIDADE A densidade é uma propriedade que está relacionada com a humidade da madeira. mas também pela humidade ou teor de água que apresentam e ainda pela quantidade de infiltrações no lenho cerneiro.

Os tecidos em questão são aqueles que dizem respeito aos “anéis de crescimento”. Esta diferenciação da madeira resulta do facto de as células das árvores serem diferentes. – ANISOTROPIA A anisotropia tem a ver com o facto de as propriedades físicas e químicas da madeira variarem conforme as direcções ou sentidos que a árvore conheceu ao longo do seu processo de crescimento natural. • “Madeira medianamente nervosa” – se o valor variar entre 0. Estes apresentam diferenças conforme respeitarem à Primavera ou ao Outono.Aglomerados de Madeira • “Madeira muito nervosa” – se o valor do coeficiente variar entre 0.35 e 0.35%. de igual modo. tem como consequência o facto de a madeira ter também uma diferente dureza. conjugada com outras características (a referir mais à frente). ou seja.4. também diferenças a nível dos tecidos.75%. por conseguinte. Esta heterogeneidade.2. • “Madeira nervosa” – se o valor variar entre 0. – HETEROGENEIDADE A heterogeneidade consiste no facto de duas peças extraídas da mesma madeira nunca serem iguais uma à outra. pelo que a madeira também é necessariamente diferente. uma diferente densidade e uma cor diferente.15 e 0.2.55 e 0. 2.5.75% e 1%. Liga-se. No que diz respeito ao “cerne” nota-se.55%. ainda que sejam da mesma árvore. a madeira é um material orgânico. a questões que se prendem com a composição das 25 . • “Madeira pouco nervosa” – se o valor variar entre 0. FIGURA 6 – Imagem de duas árvores da mesma espécie com anéis de crescimento diferentes 2.

denominado humidade de equilíbrio higroscópico. 20) procede à apresentação de uma classificação dos vários tipos de madeira segundo esta propriedade. 2.5. p. – DUREZA A dureza é uma propriedade intimamente associada à ideia da resistência que a madeira possui. em percentagem. e varia com a sua idade e duração. como tal muito sensível à influência da variação do grau de humidade ambiente. o mesmo é dizer do seu volume. – POROSIDADE A porosidade é uma característica da madeira que permite deixar passar mais ou menos organismos ou elementos voláteis na sua constituição material. Carvalho (1996. – HIGROMETRICIDADE A higrometricidade é uma característica que a madeira possui de absorver a água e de a perder por evaporação. Este valor deverá ser indicativo para a humidade de serviço da madeira em função da sua utilização.5 a 2 e maior do que 2. de tal forma que a cada par de valores higrotérmicos do ar (temperatura e humidade relativa) lhe corresponde um determinado valor de humidade. Como noutros materiais. sendo também diferente conforme se trate do “cerne” ou do “borne” da madeira. consoante assuma os valores de menor de 1. A madeira é um material orgânico e higroscópico. “média” e “alta”.2. também está ligada à maior ou menor aptência para absorver água. 2.2.8.7. 2. para que não venha a sofrer alterações dimensionais da sua estrutura. em “baixa”. 26 .2.Aglomerados de Madeira fibras e a sua disposição formal. entre 1.6.

A dureza também surge. 2. há madeiras com modesta quantidade de extractivos e lustrosas. variando. valorizando-o em qualidades decorativas. inclusive em zonas ou áreas da árvore. mas com indivíduos da mesma população.10. 2. em conjugação com certas singularidades características. avermelhada.2. A cor da madeira é devida aos denominados extractivos. portanto. A mais importante causa do brilho é a natureza das infiltrações no lenho. confere uma imagem específica a cada peça deste material. em virtude de naturais oxidações. uma madeira possui mais ou menos brilho consoante a sua capacidade de refletância. rosada. uma vez que depende sobretudo da espessura das paredes celulares ou do tamanho do lúmen (espaço interno entre as suas paredes). embora os principais componentes da parede celular. com a densidade. associada ao conceito de deformabilidade. A sua rigorosa determinação requer equipamento e metodologia próprias. A cor da madeira varia não apenas com as espécies lenhosas. tais como o fio e o veio da madeira.9. também possam contribuir para a tonalidade do tecido lenhoso exposto por corte. pelo que o cerne é mais lustroso que o borne. nomeadamente quando são de natureza oleosa ou gomosa. sendo variável de acordo com a idade da madeira. ou seja.Aglomerados de Madeira A dureza da madeira é um indicador corrente das suas propriedades físicas.2. uma superfície longitudinal da peça de madeira. amarelada). Este facto. com excepção da celulose. – BRILHO O brilho é a propriedade que os corpos têm de reflectir luz incidente. ou mesmo com uma unha. acastanhada. Consequentemente. – COR A cor é a propriedade característica da tonalidade que apresenta cada tipo de madeira (branca. Contudo. consequentemente. É possível ter uma ideia aproximada da dureza pela dificuldade de riscar com um bico metálico. a propriedade de exibirem lustro. classificando-se por isso em baças ou lustrosas. 27 .

Acresce referir a sua capacidade de absorção sonora.12. reduzindo o efeito da reverberação. 2. – PROPRIEDADES MECÂNICAS Para se compreender o comportamento mecânico da madeira é preciso ter presente a sua constituição anatómica. É também um bom isolante acústico. de microflora. que pode considerar-se como um material anisotrópico formado por tubos ocos com uma estrutura especificamente desenhada para resistir a tensões paralelas à fibra. térmica e sonora são propriedades que identificam a madeira como sendo boa isoladora da electricidade.Aglomerados de Madeira 2. Associa-se o odor ao gosto. o que permite melhorar as condições acústicas dos locais públicos em que se use a madeira ou seus derivados. 28 . em virtude da sua maior assimilabilidade de substâncias aí contidas. Claro que nem todos os cheiros são aromáticos. e o pinho manso com característico cheiro a pinhão. mais frequente no borne. 2. para além da sua compactação. Nas madeiras portuguesas são particularmente aromáticos certos pinhos.2.2. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA.3. os extractivos ou de metabolismo no cerne. As resistências e os módulos de elasticidade. neste caso. são sempre muito mais elevados que na direcção perpendicular. e os metabolitos resultantes do desenvolvimento nos tecidos lenhosos. com pronunciado cheiro a resina. ressalvando que. na direcção paralela à da fibra.11. é mais ou menos isolante conforme a quantidade de ar que ela é capaz de ter no seu interior. desigandamente. mas este apenas pode ter verdadeiro interesse diagnóstico. – ODOR E GOSTO O odor depende da presença. depende dos extractivos. sobretudo no borne. TÉRMICA E SONORA As condutibilidades eléctrica. de ter uma baixa condutividade térmica devido à escassez de electrões livres e à sua porosidade. de produtos infiltrados de diversa origem. inclusive o pinho bravo. como os amidos.

menor a sua resistência à compressão. concluise que a sua resistência é dupla da resistência à compressão. 2. A fluência e fadiga correspondem à deformação ou redução da resistência com o tempo (caso da fluência) às solicitações que se efectuam sobre a madeira. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO O efeito da temperatura na resistência da madeira é muito pequeno. portanto. maior é a vulnerabilidade da madeira e.1.Aglomerados de Madeira 2. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO. 2. ou em pontos variados e isolados uns dos outros. os valores característicos da resistência à flexão e compressão são ligeiramente maiores que à temperatura normal. ou ainda oblíqua. ou perpendicular.3. – ELASTICIDADE. Com temperaturas inferiores a 00 C. e segundo o seu eixo.3. ou quando a mesma é sujeita de forma cíclica (caso da fadiga) a solicitações. A resistência à flexão consiste na capacidade de reacção às cargas uniformemente distribuídas em todo o comprimento da madeira. A madeira submetida a temperaturas muito elevadas pode 29 . Se o esforço de tracção incidir no sentido paralelo ao das fibras. cujo objectivo é o de tentar fazer com que o seu comprimento aumente. A resistência à tracção relaciona-se com o facto de nos seus topos.2.3. À TRACÇÃO E À FLEXÃO A resistência à compressão tem a ver com o comportamento da madeira quando está exposta a pressões a partir das suas extremidades. entrarem em acção forças iguais mas opostas. FLUÊNCIA E FADIGA A elasticidade consiste na sua resistência à deformação por alongamento ou por encurtamento da madeira sob tracção ou compressão uniformes. Também quanto maior for o grau de humidade.3. assim o efeito e as reacções da madeira também serão diferentes. e de forma a diminuir o seu comprimento. Conforme a direcção da compressão for paralela às fibras.

e que necessita para a sua evolução de uma acumulação de materiais combustíveis. principalmente pelas seguintes razões: 1. FIGURA 7 – Imagem de um incêndio Quanto ao comportamento da madeira perante o fogo. propriamente dita. Apesar da madeira ser um material inflamável a temperaturas mais baixas relativamente às que se produzem num incêndio. É por isso que a legislação sobre a matéria pretende limitar a quantidade e a natureza dos materiais combustíveis existentes nos locais dos edifícios. alcançando ocasionalmente os 500 C. já que a sua estrutura. está provado que a sua resistência não é afectada. quando está submetida de forma contínua a temperaturas de 370 C. 30 . A baixa condutibilidade térmica da madeira faz com que a temperatura diminua até ao seu interior. contribui muito pouco para o desenvolvimento do fogo. porém. Acima desta temperatura (500 C) a resistência tenderá a reduzir-se.Aglomerados de Madeira sofrer uma perda de resistência. Um incêndio é uma combustão incontrolada que se desenvolve no espaço e no tempo. sabe-se que a reacção ao fogo da madeira e seus derivados depende muito da sua espessura. da humidade e da sua própria espécie. é menos perigoso do que se julga.

Aglomerados de Madeira 2. 31 . 3. A sua dilatação térmica não provoca deformações perigosas. por ter uma condutibilidade térmica ainda menor que a própria madeira. A carbonização superficial que se produz dificulta por um lado a saída dos gases e por outro a penetração do calor.

folha de madeira natural. placas de fibra de madeira “platex”. lamelado. embora não seja este o único método. madeira reconstituída. folheado. a qual se poderá transformar depois num seu produto derivado (aglomerado. Geralmente.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS 3. crescer e dar madeira. etc. – GENERALIDADES Como referimos anteriormente.pinheiro marítimo 32 . a árvore nasce através do lançamento da semente à terra. A semente utilizada deve ser oriunda de uma área com características ecológicas similares àquela onde vai ser lançada. Tudo começa com a escolha do solo que reúna as condições apropriadas para uma árvore ser plantada. como se pode ver na figura 4. FIGURA 8 – Pinus pinaster . a madeira é extraída a partir de várias espécies de árvores.1. são as que possuem climas e solos que não sejam de extremos. A melhor forma de a semente florescer é a existência de um bom meio ambiente. contraplacado. proporcionado por um solo que não possua quaisquer outros tipos de plantas que consumam a água e os nutrientes necessários ao desenvolvimento das árvores que se pretendem. termolaminado.) As zonas mais apropriadas para plantar árvores que permitam extrair madeira.

mas também os desperdícios de madeira. etc. as aparas e as serraduras provenientes das serrações. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO O crescimento das árvores não pode ser acelerado e. Para satisfazer as exigências postas pelos construtores e fabricantes de mobiliário. o solo. segundo Santos (1991. Por último. p. desde que a semente é lançada à terra até que se possa extrair a madeira da árvore. desenvolveu-se um novo tipo de material. pelo processo indicado. consoante a orientação considerada. Diferentes técnicas de fabrico permitiram. os derivado da madeira. que permitem utilizar quase integralmente não só os ramos. essencialmente. a organização natural do material lenhoso que conferia a este desiguais retracções e propriedades mecânicas. uma vez que se destruiu. o ar e a forma de povoamento.Aglomerados de Madeira 3. Por exemplo. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzidos pelas matas. os fosfatos. realizar industrialmente diversos tipos de painéis que são constituídos. não é possível abastecer com madeira natural todas as necessidades cada vez maiores da indústria. por aparas ou partículas aglomeradas por meio de resinas sintéticas sob pressão e temperatura elevadas. no caso do sobreiro de onde se 33 . sobretudo. é variável de árvore para árvore. visto que. O tempo necessário. porque está intimamente relacionado com a quantidade de água das chuvas e com o sol. o potássio. a forma de povoamento florestal. designadamente. O ar que é fundamental para as trocas gasosas da função respiratória da árvore. ainda que a produção possa ser aumentada por meio de repovoamentos florestais. o calcário. O solo porque é dele que as árvores retiram os sais minerais imprescindíveis à alimentação. As árvores ao crescerem desenvolvem-se naturalmente devido à existência de quatro factores primordiais: o clima.2. “uma distribuição equilibrada do número de árvores por uma determinada superfície conduz a um aproveitamento mais racional dos elementos do solo e da luz solar”. Este sistema permite obter placas dotadas de grande estabilidade dimensional em qualquer direcção. O clima. 35). desde 1950.

depois de descascado. por fim. falcas e toros (in Santos. obtendo-se uma só peça esquadriada (denominada no jargão técnico de “falca”). a “desponta” é a denominação do corte dos ramos mais grossos. 62) Após a obtenção dos toros. p.Aglomerados de Madeira extrai a cortiça. com uma só face completa. com destino à indústria de transformação no caso de grandes quantidades. Fabião (1996. Esta “falca” pode ser de dois tipos: aresta viva ou meia quadra. 71). Após abate. procede-se ao seu desfiamento. tal como se pode ver na figura 5.64 metros). desrama. sendo de admitir outras dimensões de acordo com o diâmetro e a sua utilização. desponta. a “toragem” é o corte do tronco em comprimentos standardizados (12 palmos equivalentes a 2. à execução de “cortes” ou “fios longitudinais” (figura 6). A “desrama” consiste no corte de todos os ramos com folhas. o falquejamento que consiste em retirar da parte exterior do toro. ou são submetidas a diversas operações tais como. 1991. FIGURA 9 . 34 . por imperativo legal o tempo de “descortiçamento” é de 9 anos. numa mesma árvore.Ilustração da toragem. p. quatro peças de madeira. toragem (ou traçagem) e falquejamento (ou falqueamento). as árvores de qualquer natureza são limpas no local onde floresceram. isto é. e.

É essencial este aspecto. havendo também menor desperdício. com falquejamento. 63) Porém. 1991. então. primordial conhecerse o destino a dar ao mesmo.Aglomerados de Madeira FIGURA 10 -Toros de Madeira Desfiada (in Santos. etc. FIGURA 11 – Corte Através de uma Serra de Fita Sem-Fim (Charriot) (in Santos. “cantibay”. então os toros são transportados até às serrações para aqui serem serrados com recurso a serras manuais ou serras mecânicas. 1991. No caso destas últimas. o corte do toro é mais rápido e rigoroso. circulares e as serras de fita sem-fim (figura 7). holandesa. seja na indústria onde vai ser utilizado. seja no tipo de produto final. como por exemplo as serras de lâminas oscilantes. 63) Para que se possa retirar o máximo aproveitamento do toro é. p. “moreau”. pois permite escolher o melhor corte de entre os vários tipos possíveis: radial. p. primitiva. se o destino for a sua utilização em quantidades de retalho. 35 .

casuístico e não planeado da nossa floresta. o “castanheiro” e o “eucalipto”. até ao século XIX. 123). as espécies de árvores que vem a ser as mais plantadas são o “carvalho”. desde o século XIX até à actualidade. as características mais importantes da evolução deste domínio podem ser traduzidas pela “progressiva ocupação de terrenos incultos sem vocação agrícola e na prodigiosa expansão da área de pinheiro bravo. e que se consubstancia no carácter profundamente artificial da floresta portuguesa. principalmente. pelo que era muito difícil conhecer-se a madeira que era possível extrair. 122). conheceram uma evolução ascendente no período considerado. Segundo Fabião (1996. ditado por razões que têm a ver com os interesses de quem decide nas diversas localidades florestais do território. pela informação disponível até à actualidade. Não obstante. há uma ideia base que é possível retirar. o pinheiro bravo.3. a evolução da ocupação em termos de floresta do Continente. e a azinheira. p. desde 1980 até ao ano de 1992 (o mais recente disponível) é a constante na tabela 1. mais aquele do que esta. que é hoje a nossa principal produtora de madeira”. O eucalipto. p. De acordo com Fabião (1996. bem como a qualidade das mesmas. Na opinião de Fabião (1996. Como se pode constatar. do ano de 1980 para o ano de 1992. Nas décadas mais recentes. p. Esta ideia insere-se no crescimento desorganizado. – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL No território de Portugal continental.Aglomerados de Madeira 3. pode-se observar que há um aumento célere da superfície plantada de eucalipto com diminuição constante e ténue da superfície do azinho. tipos de árvores e suas características. 127). pouco ou nada se conhecia quanto à quantidade de árvores. diminuíram no que se refere à área florestal ocupada. 36 . o sobreiro e as demais árvores referidas no quadro.

1 9. 123) 1980 MILHARES DE HECTARES PINHEIRO BRAVO PINHEIRO MANSO OUTRAS RESINOSAS EUCALIPTO SOBREIRO AZINHEIRA CARVALHOS CASTANHEIRO OUTRAS FOLHOSAS 1300 35 35 295 655 536 66 30 68 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 42.1 1.2 MILHARES DE HECTARES 845 6 91 438 664 465 112 31 77 1992 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 30.1 16.5 17. POR TIPOS DE ÁRVORES. nos anos de 1980 e 1992 (in Fabião.9 4.6 2. 1996.0 2.7 21.7 1.2 1.7 na 3.8 37 . p. EM HECTARES E PERCENTAGEM OCUPADA DE ÁREA FLORESTAL EM PORTUGAL CONTINENTAL (1980 e 1992) TABELA 1 – Área de algumas espécies ocupadas em território continental.9 24.1 2.1 1.3 15.Aglomerados de Madeira FLORESTA.

por via de específicas operações de transformação. especialmente do tecido do “lenho”. Estas específicas operações de transformação dão origem àquilo a que se designa por “derivados da madeira”. resistência e duração. A ideia é obter. que não são mais do que uma forma de rearranjar as fibras existentes. Por conseguinte. essencialmente os seguintes benefícios: 38 . pois as deformações podem tornar-se importantes e prejudicar o aspecto da obra e até a sua função de utilização. A conversão posterior destas pranchas ou tabuados permite a obtenção de peças com diferentes secções e comprimentos.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira natural. quando uma madeira perde humidade sofre fenómenos de retracção e quando absorve água fica sujeita a um entumecimento. do seu volume. se obtivermos outros materiais que. Surge então a técnica da conversão da madeira. é pouco aconselhável utilizar a madeira natural em grandes superfícies. era outrora aplicada em todos os tipos de trabalhos de construção e mobiliário sem ter em conta que se tratava de um material orgânico e higroscópico. após transformação das estruturas de raiz da madeira. Assim. visem melhorar estes aspectos e/ou atenuar as condições sub-óptimas de quantidades de madeira. em termos de qualidade. quando exposto a variações de temperatura e de humidade ambientes.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA 4. então podemos contar com a existência de madeira não só em maior quantidade como também de melhor qualidade.1 . Assim. a partir da divisão dos toros em pranchas ou tabuados cujas faces apresentam aspectos distintos consoante o plano de corte efectuado se aproxima da medula (corte radial) ou se afasta bastante desta (corte tangencial). consequentemente. Tais alterações de volume são geralmente acompanhadas de empenos no plano normal às fibras. na sua forma maciça. portanto sujeito a variações dimensionais da sua estrutura e.

4. • Possibilitarem um aproveitamento praticamente integral de todo o material lenhoso que se consegue extrair das árvores e. No âmbito desta Monografia. subdividindo-se depois os outros produtos derivados. salientam-se os dois grandes grupos de estratificados de madeira. em“folheados”. • Melhoria de algumas características físicas. entre outros aspectos). seus sucedâneos mais correntes. antes da aglomeração. Assim sendo. e também de características mecânicas em relação à madeira natural. como sejam a retractilidade e a massa específica. • Fabricação de produtos novos. “placas de fibras de madeira (platex)”.Aglomerados de Madeira • mecânico. quando o material. por meio de alternativas nos processoa de fabrico. os “aglomerados” e os “contraplacados”. mais economias na utilização da madeira como “matéria-prima” dos seus derivados. em especial dos que se consideram ser mais importantes no actual panorama nacional. Homogeneidade de composição e razoável isotropia no comportamento físico e • Maiores possibilidades de secagem e tratamento de preservação e ignifugação.2. pretende-se efectuar uma caracterização dos aspectos principais de alguns deles. 39 . simultaneamente. com dimensões que a natureza não produz e melhores características (adequadas à tecnologia moderna de pré-fabricação modulada. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Existem vários tipos de derivados de madeira. está reduzido a lâminas finas ou pequenos fragmentos. “painéis de madeira reconstituída” e ”cortiça”. “termolaminados”.

passando depois para tabuleiros apropriados em camadas previamente estabelecidas. . paredes e mobiliário. são objecto de um tratamento adequado em câmaras apropriadas para a sua “humidificação”.1 . Após serem descascados e cortados em reduzidas dimensões. os aglomerados “são placas especiais de madeira. Um exemplo do produto final pode ser observado na figura 8. e transportados em tapetes rolantes a secadores rotativos para eliminação de toda a sua humidade. De entre 40 .1. FIGURA 12 – Aglomerados (in Santos.75) Estas placas possuem resistência e durabilidade.2. sendo por isso utilizadas nos mais diversos fins dos quais podemos destacar o revestimento de tectos. 75). Posteriormente. construídas a partir de pequenas árvores e ramos. sendo depois reduzidos a pequenas partículas através de máquinas desfibradoras.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Segundo Santos (1991. provenientes de abates florestais”. para serem prensadas a uma temperatura que ascende aos 200º centígrados e uma pressão de 200 toneladas.2. p . afim de obterem a resistência e a forma final.Aglomerados de Madeira 4. p. são levadas para máquinas de acabamento de forma a serem esquadriadas e polidas para o aglomerado ficar com as medidas standardizadas.1.AGLOMERADOS 4. as partículas são conduzidas a máquinas misturadoras que procedem à impregnação de resina. 1991. Após esta fase.

Os painéis de espessura superior a 30 mm podem ser obtidos por 41 . No referente ao aglomerado hidrófugo. não possui qualquer revestimento nas faces. as placas ou painéis de fibra que são constituídos por partículas obtidas por cocção de madeira fragmentada mecanicamente. podem classificar-se em: ♦ Painéis comuns – formados por uma só camada. segundo o seu fabrico. Também pode ser utilizado no seu estado bruto para efeitos de lacagem ou de revestimento. sendo por isso adequado para o fabrico de mobiliário a colocar em ambientes húmidos e para a construção civil. utilizando a lenhina da própria madeira como aglutinante. este é também um painel de partículas de madeira de pinho sem revestimento nas faces. como revestido a papel ou a folha de madeira. Cabem também na designação de aglomerados de madeira. também designados por homogéneos por serem constituídos por partículas sensivelmente das mesmas dimensões em toda a espessura ou por várias camadas. Os painéis de partículas. Este tipo de aglomerado é especialmente talhado para a construção civil. ligada sob fortes pressões e altas temperaturas. ♦ Painéis folheados – de constituição análoga e revestidos nas suas duas faces por folhas decorativas. geralmente três. Em relação ao aglomerado standard é de referir que se trata de um painel de partículas de madeira de pinho aglomeradas com resina química e que. em que a central é formada por partículas de maiores dimensões e as superficiais por material mais fino. mas fabricado com resinas especiais (não químicas) de tal forma que possa resistir à humidade. geralmente. A forma de utilização tanto pode ser em bruto (ou em cru).Aglomerados de Madeira os vários tipos de aglomerados que existem salientam-se dois tipos: “o aglomerado standard” e o “aglomerado hidrófugo”. indústria do mobiliário e decoração de quaisquer domínios.

tal como se vê na figura 9. falar em produtos derivados de madeira é falar de MDF – Aglomerados de fibras de densidade média ou “Médium Density Fibreboard”.sonae-industriatafisa. O MDF apresenta uma superfície macia ideal para lacagem. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES 4.Aglomerados de Madeira outros processos de fabrico que deixam perfurações tubulares no seu interior.asp?id_prodnivel1=2> em 26/01/2004. de baixa densidade ou moldabilidade ou mesmo para utilizações na construção. FIGURA 13 – Aglomerado de Fibras (MDF) (in site da Sonae Indústria2) Retirado do site da Internet da “Sonae Indústria” <http://www.1 . sendo perfeitamente adequado para responder aos requisitos das aplicações de mobiliário ou pavimentos.2. de elevada maquinabilidade e homogeneidade.2. a necessidades de resistência à humidade ou ao fogo. tendo espessuras geralmente de 4 a 30 mm.com/port/produtos_gama1. de que resulta uma diminuição do seu peso.2. 4.00m e 2.1. respectivamente.13m por 2.80m.00m e 2. Apresentando-se como o produto derivado de madeira com melhores condições para substituir de facto a madeira maciça.AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) Hoje em dia. São conhecidos no mercado por painéis extrudidos.2. com larguras e comprimentos variáveis entre 1. Os painéis de partículas apresentam-se com uma larga gama de dimensões.1. o seu consumo mundial tem vindo a aumentar continuamente. 2 42 .

asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11> em 26/01/2004. A sua ampla gama de espessuras assegura uma excelente cobertura das necessidades da indústria de mobiliário (ver figura 10). Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. 3 43 .5 -3 -4 -5 -6 -8 -10 -12 -15 -16 -18 -19 -22 -25 -28 -30 Dimensões: 1220 / 2440 x 3660 Espessuras standard: 8 – 10 – 12 – 15 – 16 – 18 – 19 – 22 – 25 – 28 . FIGURA 14 – MDF Standard ( in site da Sonae Indústria3) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220 / 1830 x 2440 Espessuras standard: 2. como é o caso dos pavimentos.30 ♦ MDF “Pavimentos”: A estrutura e densidade deste tipo de MDF tornam-no na solução adequada para aplicações que exigem características de resistência mecânica e que estão sujeitas a elevado desgaste. tendo sido concebido especialmente para o fabrico de móveis e componentes com exigências elevadas de maquinabilidade e acabamento. As suas superfícies macias e uniformes permitem o revestimento com qualquer tipo de material para pavimentos (ver figura 11).com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa. O MDF standard é muito versátil. sem descontinuidades e uma estrutura que o torna extremamente fácil de trabalhar.Aglomerados de Madeira Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de Fibras MDF existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ MDF “Standard (ST)”: Com uma superfície macia.

sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.8 ♦ MDF “Baixa densidade”: Aglomerado de fibras leve mas muito resistente.Aglomerados de Madeira FIGURA 15 – Pavimento MDF (in site da Sonae Indústria4) MDF “Pavimentos resistentes à humidade (MR)”: Combinando a estrutura e densidade típicas de um produto para pavimentos com características especiais de resistência à humidade. mesmo quando são especificados sistemas especiais de fixação dos painéis. 4 44 . é a solução ideal para a fabricação de portas de guarda-roupa de grandes dimensões ou para todas as situações em que é necessária a performance mecânica e física de um MDF. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 6 .7 . especialmente em situações em que é necessária uma qualidade elevada e consistente do material (ver figura 12). É muito utilizado na montagem e decoração de lojas. este tipo de MDF é uma solução acertada para aplicações de pavimento em áreas mais sensíveis a humidades ocasionais. mas com restrições especiais de peso. FIGURA 16 – MDF Baixa Densidade (in site da Sonae Indústria5) Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12> em 26/01/2004.

5 45 . é um material de referência para a fabricação de caixilhos de portas e janelas.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16> em 26/01/2004. permite uma redução bastante significativa nos tempos de acabamento e no consumo de lacas. Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama2. Além disso. este MDF resistente à humidade. o MDF superlac. ao mesmo tempo.16 .18 . com características especiais de aptidão da superfície à lacagem.sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .25 .15 . pela sua excepcional aptidão para operações de maquinagem. por exemplo. é uma solução ideal para designs especiais de mobiliário de cozinha e casa de banho.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15> em 26/01/2004.sonae-industriatafisa. portas de cozinha lacadas. uma excelente qualidade da superfície (ver figura 14).30 ♦ MDF “Superlac”: Para situações especiais como.16 .com/port/produtos_gama2.19 – 22 ♦ MDF “Resistente à humidade (MR)”: Combinando um excelente desempenho em termos de maquinagem com a sua elevada resistência à humidade. 6 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. FIGURA 17 – MDF resistente à humidade (MR) (in site da Sonae Indústria6) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 . garantindo.19 . lambrins e outros componentes para a construção (ver figura 13). lixagem e acabamento.

16 .asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24> em 26/01/2204.Aglomerados de Madeira FIGURA 18 – MDF Superlac (in site da Sonae Indústria7) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .22 ♦ MDF “Molduras e perfis”: No âmbito dos acabamentos existe este MDF com determinados tipos cuja utilização se destina à aplicação em molduras e perfis.com/port/produtos_gama2. 7 46 .sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23> em 26/01/2004. para portas e pavimentos.com/port/produtos_gama2. 8 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. quer como complemento na indústria da construção. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. permitindo a execução de formas mais ousadas.19 . FIGURA 19 – MDF Molduras e Perfis (in site da Sonae Indústria8) ♦ MDF “Moldável”: Este tipo de MDF apresenta-se com uma das faces ranhurada para utilização em aplicações que exijam a flexibilidade do material. quer para a produção de certos elementos integrantes do mobiliário (ver figura 15).sonae-industriatafisa. como é o caso de curvas. inexequíveis com outro tipo de material. ondulações e desenhos arredondados (ver figura 16).

brilhos. Os revestimentos melamínicos atingiram hoje uma qualidade e durabilidade que já os permite utilizar em tampos de mesa e balcões em hotelaria. com várias opções de cores. 16). bem como portas.2. com a possibilidade de serem impressos com qualquer tipo de grafismo. 9 47 .2. padrões.2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25> em 26/01/2004.1. texturas e tamanhos disponíveis. divisórias.com/port/produtos_gama2. o MDF e mesmo o aglomerado de fibras duro. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. são bem conhecidos como materiais para aplicações de mobiliário de cozinha e casa de banho. casa e escritório. – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO Os aglomerados revestidos com papéis melamínicos oferecem uma variada gama de soluções para o mobiliário e decoração de interiores. valorizados pelo revestimento com papel melamínico decorativo.Aglomerados de Madeira FIGURA 20 – MDF Moldável (in site da Sonae Indústria9) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2800 x 1030 Espessuras standard: 8 – 10 4. revestimento de paredes e outras utilizações na decoração doméstica ou de áreas públicas.sonae-industriatafisa. O aglomerado de partículas. com garantias de uma elevada resistência à abrasão e a outros agentes mecânicos. no que respeita a cores. padrões e texturas (fig.

disponível em painéis de variados tamanhos e espessuras. 11 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama1. – AGMOLERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA A personalidade e beleza da madeira natural. versátil e esteticamente incomparável painel revestido a folha de madeira (ver figura 18). A qualidade ímpar deste produto advém da própria madeira. nascida da selecção criteriosa da folha e da sua junção precisa. FIGURA 22 – Aglomerados Revestidos com Folha de Madeira (in site da Sonae Indústria11) 10 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.2. dada a facilidade de transformação e versatilidade dos mesmos. possibilitam a concretização dos conceitos mais tradicionais ou o desenvolvimento do design mais arrojado para mobiliário ou decoração da casa ou do escritório. resultando num fiável.asp?id_prodnivel1=9> em 26/01/2004. em painéis de belos e nobres padrões e dimensões adequadas.1.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.2. 48 . O aglomerado de partículas de madeira ou o MDF foram os materiais escolhidos como os melhores substratos para este produto de elevada qualidade. Técnicas controladas de prensagem e acabamento complementam a qualidade superior das matérias-primas.sonae-industria-tafisa.Aglomerados de Madeira FIGURA 21 – Aglomerados Revestidos com Papel Melamínico (in site da Sonae Indústria10) 4.3. recriando a madeira na sua forma natural.asp?id_prodnivel1=8> em 26/01/2004.

aglomerado de partículas de madeira longas e orientadas ou “Oriented Strand Board”. O OSB é ainda um óptimo material para pavimentos. orientadas de forma perpendicular umas em relação às outras. dado o seu padrão natural de madeira e a sua facilidade de envernizamento e de adopção de outras texturas. o OSB permite uma maior rentabilização do custo-benefício. A sua característica de resistência à humidade significa que o OSB pode ser usado em tectos quentes ou frios. para além de se tornarem económicos e de fácil utilização. torna a construção pesada mais económica e simples. Os formatos do OSB asseguram uma grande versatilidade na construção de paredes. na indústria de construção.2. – AGLOMERADOS DE PARTÍCULAS LONGAS E ORIENTADAS (OSB) Os painéis de OSB. desde o seu uso em condições domésticas secas até ao uso em condições de humidade na indústria pesada. apresentando-se com o sistema macho-fêmea de 2 ou 4 extremidades para pavimentos fixos ou piso flutuante. quer se trate de condições secas ou húmidas. O OSB oferece um vasto leque de opções decorativas. Na indústria da embalagem. leveza.2. forma um painel com excelentes valores no Módulo de Elasticidade e de Resistência à Flexão. e disponibilidade em grandes dimensões. Este produto suporta praticamente todos os tipos de cobertura incluindo betumes.Aglomerados de Madeira 4. 49 . Os painéis condicionados têm uma maior estabilidade e resistência. são especialmente adequados para o uso em situações estruturais ou não-estruturais. Combinado com madeira maciça para formar junções em I. tijoleira e telhas.4.1. dada a sua resistência. A sobreposição de três camadas de lâminas de madeira longas.

em 26/01/2004. (figura 20). o OSB 2 macheado está preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea. 13 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. o OSB é de facto uma opção eco-eficiente com um excelente comportamento mecânico utilizando como sua matéria-prima rolaria de pequena dimensão proveniente de espécies de madeira de rápido crescimento (ver figura 19).Aglomerados de Madeira Por último. estruturas e vigas.asp?id_prodnivel1=5>.com/port/produtos_gama2. tornando-o adequado para a utilização em aplicações como pavimentos. etc.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40> em 26/01/2204. mas não menos importante.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa. FIGURA 23 – Aglomerado OSB (in site da Sonae Indústria12) Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado OSB existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ OSB 2 macheado: Com as características técnicas de uma placa standard. 50 . ♦ FIGURA 24 – OSB 2 Macheado (in site da Sonae Indústria13) 12 Ver site de “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama1.

o OSB 3 deve ser usado em condições normais de humidade. É especialmente indicado para utilização no domínio da embalagem. tornando-o adequado para a utilização em pavimentos. sendo considerado.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2500 / 5000 x 1250 / 5000 x 2500 Espessuras standard: 6 . FIGURA 25 – OSB 2 (in site da Sonae Indústria14) ♦ OSB 3: Utilizado em aplicações interiores para paredes ou pavimentos. 51 .8 – 10 – 12 – 15 – 18 . especialmente para embalagens de curta duração ou não sujeitas à exposição à humidade.22 ♦ OSB 2: O OSB 2 é aconselhado para usos gerais em condições secas. Existe também na forma OSB 3 macheado com o sistema de encaixe macho-fêmea. ser aplicado em ambientes exteriores expostos às intempéries. É também usual a sua utilização em pavimentos e arquitectura de interiores (figura 21). Não deve. pelas suas características mecânicas. um dos derivados de madeira com melhor desempenho. 14 Ver site da “Sonae Insdústria” http://www. estruturas e vigas. em condições de humidade normais (ver figuras 22 e 23).com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 em 26/01/2004. por isso.

Excelente resistência à humidade.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2. em paredes e pavimentos. e também na versão OSB 4 lambrim. tornando-o adequado para a utilização em aplicações estruturais na construção em madeira. em condições húmidas. encontrando-se também casos de aplicações em armações de telhados como suporte directo da impermeabilidade. 52 .Aglomerados de Madeira FIGURA 26 e FIGURA 27 – OSB 3 (in site da Sonae Indústria15) ♦ OSB 4: O OSB 4 é um painel de elevada performance que ultrapassa largamente muitos dos requisitos da respectiva norma europeia. nomeadamente pavimentos sujeitos a cargas (ver figuras 26 e 27). Existe ainda nas versões OSB 4 macheado. pressão e impacto fazem do OSB 4 a escolha ideal para aplicações com necessidade de suporte de cargas elevadas. carpintaria e decoração (ver figuras 24 e 25).sonae-industriatafisa. 15 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. juntamente com madeira maciça. decorativo com ranhura arredondada para remates (ver figura 28). É utilizado em estruturas de madeira. preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea. para fazer traves e pórticos.

com/port/produtos_gama2. 53 .asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46>. em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2. em 26/01/2004. 18 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45> em 26/01/2004.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44>.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa. 17 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.Aglomerados de Madeira FIGURA 28 e FIGURA 29 – OSB 4 (in site da Sonae Indústria16) FIGURA 30 e FIGURA 31 – OSB 4 Macheado (in site da Sonae Indústria17) FIGURA 32 – OSB 4 Lambrim (in site da Sonae Indústria18) 16 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.

ou de painéis aglomerados também de alta densidade. Os pisos laminados são um revestimento de piso formado por uma camada superficial consistente em uma ou mais lâminas finas de um material fibroso (normalmente papel) impregnado com resinas aminoplásticas. como as suas excelentes qualidades mecânicas. pousando como piso flutuante. cortiça).1. tal como segue: 54 . Mas é segundo a técnica de pressão do revestimento plástico. tal como se coloca o parquet flutuante.Aglomerados de Madeira 4. O conjunto assim formado vai encaixando em todo o seu perímetro. sem fixar de nenhuma forma ao suporte. as lâminas são prensadas em conjunto e coladas com colas de melamina sobre um substracto de painel de fibras de densidade média (MDF). Combinam vários factores. madeira.2. embora tenham surgido no mercado sistemas de encaixe autoblocantes que não necessitam de utilização de adesivos. termo-endurecidas (normalmente melaminas). PVC. durável e mais fácil de manter que os revestimentos empregados até então (carpete.2. Através da acção combinada de calor e pressão. As dimensões padrões dos laminados são 1200mm de comprimento por 200mm de largura e 8mm de espessura. isto é. a sua facilidade de manutenção e a sua fácil instalação. de fibras de alta densidade (HDF). entre os quais se destaca a versatilidade dos desenhos a imitar diferentes tipos de madeira.5 – PAVIMENTOS LAMINADOS A produção de pavimentos laminados nasceu há aproximadamente duas décadas na Suécia. apoiado unicamente sobre uma espuma de polietileno de 2 ou 3mm de espessura de maneira analógica. que se distinguem os laminados entre si. Os laminados são colados entre si. O objectivo era fabricar um sistema de revestimento leve. em toda a sua área. adiante caracterizado.

Esta estrutura é a apresentada normalmente pelos laminados de alta pressão (HPL) e também pelos laminados de baixa pressão em contínuo (CPL). os fabricantes utilizam nos seus desenhos imitações dos materiais tradicionais de revestimento de pisos. basicamente a madeira. constituídos por várias camadas de material fibroso (normalmente papel) impregnadas por resinas termo-estáveis e unidas por calor e pressão.laminados de pressão directa. • • CPL . 2. etc. Lâmina transparente (Overlay).Aglomerados de Madeira • HPL . Uma ou mais camadas de papel Kraff impregnado de melamina. Papel decorativo com o desenho impresso através da tinta que penetra por capilaridade no papel. Camada de contrabalanço (normalmente de papel).laminados de alta pressão. em todas as suas diversas espécies. para reforço mecânico e resistência ao impacto. ficando somente uma 55 . culminando um processo de gravação que vai desde a transformação da imagem real num arquivo informático. manchas. enquanto que nos laminados de pressão directa (DPL) as camadas de papel Kraff foram suprimidas. DPL . 4. 3.laminados de baixa pressão em contínuo. O referido revestimento plástico é caracterizado por incluir na sua estrutura as seguintes camadas. a saber: 1. até à finalização sobre um equipamento especial (gravadora rotativa). raiado. Na prática. para compensar as tensões que são produzidas por todas as camadas juntas e evitar a deformação do laminado. para proteger o desenho impresso da camada inferior contra a abrasão. tons e texturas. tendo cada uma delas uma função específica. trazendo a camada superficial impresso um desenho ou motivo decorativo.

uniforme e plana. Esta opção torna-o mais frágil. tanto em condições secas como quando existe o risco de humidade ou eventuais exigências de resistência ao fogo. perante as necessidades mecânicas e resistência ao impacto.Aglomerados de Madeira estrutura com overlay e papel decorativo.sonae-industriatafisa.2. portanto. Adequado para uma utilização generalizada em mobiliário e na construção. com uma gama completa de pavimentos laminados para os segmentos comercial e residencial adequados aos vários níveis de utilização (ver figura 29). em geral. o aglomerado de partículas é um painel de três camadas. em 26/01/2004. o aglomerado de partículas é muito versátil no respeitante às suas potenciais aplicações.1. 56 . Na utilização dos painéis de partículas deve adoptar-se algumas precauções para obtermos resultados satisfatórios. As ligações utilizadas para a colocação dos painéis não devem 19 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. Contudo. estes materiais têm mau comportamento ao contacto com água no estado líquido ou atmosfera com elevados valores de humidade (excepção que deverá ser feita ao Aglomerado de Partículas do tipo MR).6 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS Sendo provavelmente o mais comum dos produtos derivados de madeira.com/port/produtos_gama1. com uma superfície macia.asp?id_prodnivel1=14>.2. FIGURA 33 – Piso laminado (in site da Sonae Indústria19) 4. Em Portugal existem já hoje unidades industriais equipadas com a tecnologia mais avançada do sector. Os diversos tipos de aglomerado garantem um comportamento equilibrado.

lixagem e acabamento (ver figura 30). Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de partículas existentes no mercado e suas principais aplicações: Standard (ST): Adequado para as utilizações mais diversas no fabrico de mobiliário.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1>. sendo de destacar o seu excelente comportamento ao corte. a fim de não diminuir a sua resistência. que deverá ser feita de preferência por parafusos especiais filtrados até à cabeça e com o maior comprimento possível. 57 . Quando se trata de realizar ligações empregando colas. as suas características permitem a utilização generalizada em aplicações interiores e mobiliário. Disponível numa gama alargada de tamanhos e espessuras standard. Fabricado de acordo com os requisitos e procedimentos das Normas Europeias. Os acabamentos com pintura. Deve evitar-se o uso de pregos para a fixação. PVC. papel. deve forrar-se os cantos de cada painel com ripas de madeira maciça. o aglomerado de partículas de madeira standard apresenta uma superfície macia e muito uniforme.sonae-industriatafisa. folheado ou estratificado exigem que este trabalho se efectue nas duas faces para que o painel fique equilibrado e não venha a empenar ao secar. fresagem. Se a ligação tiver de suportar grandes esforços deve incrustar-se no painel uma peça de madeira dura ou de nylon para receber os parafusos. em 26/01/2004. etc.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira ser realizadas demasiado próximas dos seus bordos ou das suas extremidades. pode ser utilizado em cru ou revestido com folha de madeira. FIGURA 34 – Aglomerado de Partículas Standard (ST) (in site da Sonae Indústria20) 20 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2130/1830x2750/1830x3660/1830x4880 / 1830x5700/1880x2500/2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 8/10/12/13/15/16/18/19/22/25/28/30/32/35/40 Compacto: Para algumas aplicações de mobiliário em que são necessários altos ou baixos-relevos ou qualquer outro tipo de formas arredondadas.sonae-industriatafisa. Dotado de características técnicas adequadas à maquinagem. banho. o aglomerado compacto é uma óptima solução. 58 . Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 3660 Espessuras standard: 10/12/13/15/16/18/19/22/25/30 Postforming: Para aplicações que necessitem de operações especiais de maquinagem. é aconselhável a utilização de aglomerado de partículas postforming. é um produto normalmente utilizado em mobiliário de cozinha. escritório e na decoração de interiores (ver figura 31) FIGURA 35 – Aglomerado de Partículas Postforming (in site da Sonae Indústria21) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 21 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. A sua estrutura de elevada densidade garante também um excelente desempenho quando utilizado em aplicações especiais como portas de cozinha ou como núcleo para painéis de soft e postforming. nomeadamente no caso da fabricação de tampos com bordos arredondados.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3>. em 26/01/2004.

ser utilizado em cofragens. apainelamento de paredes ou outras aplicações (fig. seguramente.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6>.com/port/produtos_gama2. com o revestimento adequado.32).Aglomerados de Madeira Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 / 2100 x 3660 Espessuras standard: 10/12/14/15/16/18/19/20/22/25/28/30/35/38/40 Homogéneo: O aglomerado de partículas de madeira homogéneo é. podendo. A sua performance em aplicações de construção é também elevada. como as facilmente verificadas em aplicações de mobiliário de cozinha ou casa de banho. em 26/01/2004. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 Resistente à humidade (MR): O aglomerado de partículas resistente à humidade garante um comportamento adequado de resistência a situações de humidade ambiente ou humedecimento ocasional.sonae-industriatafisa. sendo a sua superfície também adequada para qualquer tipo de revestimento. dada a sua excelente maquinabilidade. 59 . a escolha certa para a utilização em portas interiores ou em superfícies arredondadas em mobiliário. FIGURA 36 – Aglomerado de Partículas Resistente à Humidade (MR) (in site da Sonae Indústria22) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 22 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

Tratando-se de um produto claramente vocacionado para aplicações decorativas não submetidas a grande desgaste. 60 . resistentes e flexíveis.2.2.2.1. Os painéis pintados.2. FIGURA 37 – Aglomerado Pintado (in site da Sonae Indústria23) 4.sonae-industriatafisa. adiante apresentado. ou para portas. O revestimento de MDF fino com papéis "finish-foil" origina um produto adequado à aplicação em superfícies curvas ou nas partes traseiras de armários.com/port/produtos_gama1. fundos de gavetas. leves. perfeitamente combinada e integrada com produtos decorativos (fig. revestimento de paredes e divisórias. esta é a solução adequada para traseiras de mobiliário.asp?id_prodnivel1=13>.33).1. com a vantagem adicional de poder ser obtido exactamente no mesmo padrão dos papéis melamínicos. é muito utilizado em mobiliário.7 – AGLOMERADOS PINTADOS Com uma base MDF ou aglomerado de fibras duro.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2750/1830x3660/1830x4880/1830x5700 / 2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 4.8 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FINISH-FOIL O revestimento de aglomerado de madeira ou MDF com papéis especiais (FF ou "finishfoil") permite obter uma superfície decorativa com uma textura agradável e um "toque" muito natural. estão disponíveis na indústria do ramo em várias dimensões e contam com uma superfície unicolor ou impressa com padrões de madeira. em 26/01/2004. 23 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

o aglomerado de fibras duro mais utilizado é de eucalipto.2. garantindo. que lhes conferem maior ou menor densidade consoante aquelas são mais altas ou mais baixas. suavidade da superfície e elevada resistência mecânica fazem deste aglomerado o material ideal no domínio das aplicações de placas finas. revestimento de portas.2. Segundo o processo de fabrico utilizado pode obter-se painéis duros e painéis destinados ao isolamento termoacústico (painéis isolantes). tampos e muitas outras aplicações. quando apresentam espessuras reduzidas podem encurvar-se para se adaptarem a um armação ou estrutura de suporte arredondado.9 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FENÓLICO Para aplicações exteriores especiais.10 – AGLOMERADOS DE FIBRAS DURO Fazendo parte da gama de painéis de fibras.1.2. ao mesmo tempo. sendo uma óptima solução para as partes traseiras de elementos de mobiliário.2. mesmo em dependências 61 . o revestimento de aglomerado ou contraplacado com papel fenólico. Os painéis de fibras são constituídos por fibras de madeira obtidas por cocção e aglomeradas sob fortes pressões e elevadas temperaturas sem o emprego de cola. tendo a vantagem de as suas superfícies não necessitarem de lixa nem de preparação antes de serem pintadas ou lacadas. permite uma desmoldagem fácil e rápida e aumenta o número de reutilizações dos painéis. Apresentam-se com uma face lisa e outra rugosa.1.5 mm e 10 mm. 4. tal como se referencia a seguir: Painéis Duros: São obtidos sob elevadas pressões.Aglomerados de Madeira 4. revestido ou lacado. nomeadamente para cofragens. Os painéis de faces esmaltadas ou estratificadas podem ser utilizados como revestimento mural. um bom acabamento da obra. incluindo pavimentos. com bom acabamento e com espessuras que oscilam entre 2. para fundos de gavetas. Embora sejam pouco deformáveis. a sua alta densidade. Isento de emissões de formaldeído e disponível numa diversidade de espessuras. O aglomerado de fibras duro também é produzido com pinho marítimo para algumas aplicações.

como era de esperar. o que lhes confere melhor apresentação. Tal prendese com o carácter mais refinado dos aglomerados. É frequente revestir as paredes ou um pavimento com painéis duros. à medida que aumenta a espessura da madeira. o seu preço também como produto final.Aglomerados de Madeira húmidas como as casas de banho. a título meramente ilustrativo. que podem assim ser recuperados e utilizados em qualquer outro local. Estes painéis dispõem nos bordos de ranhuras que permitem encaixá-los uns nos outros. devido ao seu aspecto pouco decorativo. Se estas não existirem. Painéis Isolantes: São produzidos utilizando uma fraca compressão das fibras de madeira previamente misturadas com o feltro. a fim de dissimular as irregularidades de uma parede ou de um parquet antigo. No entanto. 62 . e como isolantes de telhados e tectos. consequentemente. apresentando para o efeito uma das faces revestida com um estratificado. Este processo permite desmontar os painéis. a ligação pode realizar-se com grampos aplicados sobre uma armadura de perfis metálicos previamente aparafusada à parede. são utilizados sob parquetes e soalhos. ou com uma impressão decorativa que imita diferentes tipos de madeira. Porém. Como se pode observar. Assim. são suficientemente rígidos para poderem ser trabalhados com as ferramentas tradicionais. Este processo de fabrico permite obter painéis com uma estrutura porosa e de baixa densidade que lhes confere boas características de isolamento. como solução económica para os problemas de isolamento acústico e térmico. podemos ver que o seu preço é superior. Os preços em termos de produto final dos aglomerados podem ser vistos na tabela 4 do Capítulo 5. Os painéis isolantes podem ser utilizados como revestimento mural. é preferível colocá-los por baixo de outros materiais. Existem painéis de diferentes dimensões com espessuras que variam entre 10 mm e 30 mm. como revestimentos interiores de paredes divisórias antes da colocação de um material decorativo. pelo que os seus custos de produção são superiores e.

p. o “painel constituído por um número ímpar de folhas coladas umas sobre as outras. 52). É formado por três elementos constitutivos: a “folha”. a “camada central do contraplacado. 1988. Também segundo o mesmo autor Valente (1991. 53).53). p. A figura 34 permite visualizar esta forma de corte. p. de espessura superior à das folhas que a revestem. 52) 63 . p. A “folha” que se aplica na obtenção dos contraplacados pode obter-se para utilização mediante o chamado “desenrolamento” de um pedaço de madeira (normalmente um toro).1.2. etc. a “cola” é o “ligante utilizado para unir as folhas de madeira entre si ou à alma”. e que é formada por painéis de blocos.2.Aglomerados de Madeira 4.2. – CONTRAPLACADOS 4.Formas de Corte da madeira (in Valente.”. lã de vidro. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Designa-se por “contraplacado”. FIGURA 38 . após se ter feito um “corte” do mesmo pedaço da madeira com uma lâmina. a “alma” e a “cola”. na posição rotativa. A “alma” é. Este corte pode ser feito segundo duas técnicas: “plano longitudinal” ou por “serragem”. conferindo-lhe uma certa rigidez. desperdícios de cortiça.2. prensadas. segundo Valente (1991. painéis de fibras. na definição que é proposta por Valente (1991.

para ir de encontro às necessidades do sector produtivo. 1991. p. A partir dos toros de madeira. p.Aglomerados de Madeira Os contraplacados são placas que se constroem a partir de folhas de madeira natural fina. sendo o número de camadas sempre ímpar para se obter uma estrutura simétrica de cada um dos lados (ver figura 35). de forma a serem coladas com resinas sintéticas e sob fortes pressões. como também os desperdícios de madeira. em prensas especiais. Por outro lado. Estas são cortadas em determinadas dimensões e sobrepostas com o fio alternadamente cruzado. FIGURA 39 . mas também ter um outro tipo de material substituto da madeira. 74). as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzido pelas matas. como refere Santos (1991. 64 . as aparas e as serraduras provenientes das serrações”. cortam-se camadas finas que se designam por folhas. o que contribui positivamente para a economia e meio ambiente.Obtenção de um Contraplacado (in Santos. de se “utilizar quase integralmente não só os ramos. no caso do “contraplacado”. existe a possibilidade. o objectivo é satisfazer não só as necessidades da procura por parte dos seus utilizadores. 76) Quando se obtém ou se constrói um “contraplacado”. por via de processos que evitem deformações.

206) Em qualquer dos casos as folhas obtidas são cortadas segundo determinadas dimensões e sobrepostas de cada um dos lados da camada central.36. 36A e37): FIGURA 40 – Folha desenrolada FIGURA 16A – Corte por Serra ou lâmina FIGURA 41 – Corte de folha (in Patton. uma delgada camada de material lenhoso (fig.Aglomerados de Madeira Para evitar as possíveis deformações da madeira natural e conseguir o maior aproveitamento dos toros. estes são cortados com máquinas especiais – desenroladoras – em que uma lâmina de corte ataca a madeira tangencialmente às camadas de crescimento de forma a destacar do toro. como se referiu. 65 . por rotação contínua. p. denominada alma (ver figura 38).

66 .Aglomerados de Madeira FIGURA 42 – Alma Desta maneira se obtém os painéis ou placas de contraplacado. Existem placas de 3mm a 25mm de espessura. em 26/01/2004. em 26/01/2004. .39). que se caracterizam pela sua grande resistência à flexão e às deformações por empenamento.2. sendo no entanto a dimensão mais frequente 1220 x 2440mm (fig. FIGURA 43 – Contraplacado comum (in site da Sonae Indústria24) 24 Ver site da “Sonae Indústria” < Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.2.2. 4.CONTRAPLACADOS COMUNS São contraplacados normais (três folhas) ou múltiplos.1. Estes painéis são fáceis de trabalhar e tornam-se muito mais económicos do que a madeira maciça.2.>.asp?id_prodnivel1=13>. com dimensões que podem variar de 900mm a 1830mm para a largura e de 1220mm a 3100mm para o comprimento.sonae-industriatafisa.2. .com/port/produtos_gama1. devido à disposição cruzada das fibras de camada para camada. compostos por folhas de 1mm a 3mm de espessura. devendo esta em qualquer caso ser uniforme para todas as folhas componentes de uma mesma placa.2.TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES 4.

em geral. a faia e o castanho. O “contraplacado desenrolado” é formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. As suas faces caracterizam-se por serem revestidas com filme fenólico de ambos os lados e topos selados com resina acrílica. por conseguinte. consequentemente.Aglomerados de Madeira Geralmente a sua qualidade é indicada por uma denominação ou simbologia que caracteriza a natureza da cola empregue e. sendo as faces em “folha” de madeira desenrolada. tendo de igual modo as faces em “folha” de madeira desenrolada. e também ao envelhecimento. No caso dos contraplacados que se destinam para o interior das habitações. Quanto ao “contraplacado marítimo form” é constituído por partículas de pinho marítimo que se encontram aglomeradas com resina química. sendo as mais usuais o mogno. define os tipos de utilização (para interiores ou para exteriores). O “contraplacado decorativo/listado” é também formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. sendo também resistente à humidade mas por acção da pressão e da temperatura. temos essencialmente três tipos de contraplacados: o “contraplacado marítimo”. É resistente à água. mas as faces são em folha de madeira listada. com as mesmas características do “contraplacado desenrolado”. o “contraplacado marítimo form” e o “contraplacado marítimo desk”. o carvalho. No caso dos contraplacados cuja utilização é para o exterior das habitações. temos o “contraplacado desenrolado” e o “contraplacado decorativo/listado”. coladas com resina resistente à humidade em geral. designada de “corte plano”. bem como a espécie de madeira empregue no fabrico. designada por “corte contínuo”. o contraplacado marítimo “desk” é constituído por placas de folhas cruzadas de madeira natural com uma resistência mecânica elevada. o freixo. O primeiro pode definir-se como sendo constituído por folhas cruzadas de madeira natural e. Os primeiros dois tipos de contraplacado são apropriados para o sector produtor de 67 . a tola. Por fim.

construção civil e embarcações. O terceiro tipo é muito utilizado em cofragens. etc.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127>. em 26/01/2004. Contraplacado de folhosas temperadas – Painéis em Choupo. de moldagem. Faia ou Bétula para aplicações em ambientes secos ou húmidos com topos protegidos. para aplicar em ambientes caracterizados por exposição a grande humidade. embalagens e edifícios (figura 40). FIGURA 44 – Uso do Contraplacado de Resinosas (in site da Sonae Indústria25) Contraplacado de resinosas decorativo – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e em exteriores. 68 .Aglomerados de Madeira carroçarias. na decoração de interiores de autocarros e transportes ferroviários. apresenta-se a seguir alguns produtos existentes no mercado: Contraplacado de resinosas – Contraplacado utilitário para uso exterior em cofragens. 25 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.sonae-industriatafisa. Resumindo. Contraplacado de folhosas temperadas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão ou de exigências elevadas em termos mecânicos. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida.com/port/produtos_gama2.

Contraplacado decorativo de folhosas exóticas – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e exteriores. cercas. As suas faces externas são revestidas com placas de contraplacado comum. etc. laca. geralmente. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. Placas alveoladas – que apresentam uma alma constituída por uma estrutura de réguas de pequena espessura feitas de madeira. pavimentos. Placas moldadas – que são fabricadas utilizando moldes contra os quais se aperta por prensagem as folhas de madeira com cola e afim de se obter perfis encurvados de formas diversas destinados ao fabrico de móveis. pista de skate e outras. ou painel com superfície destinada a ser revestido com acabamento transparente (verniz. revestimentos. de painéis de fibra ou até de cartão leve. etc. Conforme as folhas que se podem colocar sobre a “alma” do contraplacado. As suas faces externas são revestidas com folhas de madeira mais rica e com acabamento mais cuidado que o contraplacado comum.Aglomerados de Madeira Contraplacado de folhosas exóticas – Painéis com superfície em madeira exótica (Okoumé) especialmente adaptados para organização de espaços interiores ou exteriores. colocadas lado a lado e coladas umas às outras. temos: Placas engradadas – formadas por alma de grande espessura constituída por sarrafos ou ripas de secção quadrada ou rectangular dispostas em grade. construção naval. 69 .). formando alvéolos que são recobertos de ambos os lados por placas de contraplacados decorativos. não superior a 25 mm. Placas lameladas – nas quais a alma do painel é constituída por lamelas de espessura variável. Contraplacado de folhosas exóticas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão. São utilizadas geralmente para fabrico de portas planas.

de forma a apresentar relevos discretos. Para esse efeito. A natureza do suporte deve ser compatível com a cola utilizada.2. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS 4. no paramento a revestir e na contraface do painel. o painel na posição exacta e martela-se toda a sua superfície a fim de se obter uma completa aderência. – COLOCAÇÃO POR COLAGEM As placas ou painéis podem ser directamente colocados sobre a parede por meio de colas de neoprene ou borracha natural. a cola diluída no seu dissolvente numa percentagem de 30%. sempre que o suporte seja plano.2. ou seja.3. pelo que é aconselhável seguir as indicações do fabricante.1. então. Decorrido o tempo de secagem.2. Entre as suas variedades figuram painéis em que uma das faces é sulcada ou esculpida.2.2.3. A armação é composta por pequenas fasquias de 70 . não tenha manchas de humidade e se apresente com o acabamento cuidado. aplica-se com um rolo. Para evitar que a face do painel se deteriore interpõe-se um pedaço de madeira entre aquele e o martelo. aplica-se cola novamente no suporte e no painel.2. Coloca-se. 4.2. Este sistema permite obter uma superfície lisa sem marcas de pregos. quando os dissolventes contidos na cola se evaporarem. torna-se necessário realizar uma aplicação prévia de cola nas superfícies que vão contactar. – COLOCAÇÃO POR PREGAGEM Neste processo de colocação é necessário preparar uma armação de madeira e fixá-la à parede para receber o painel de revestimento.3. 4.Aglomerados de Madeira Placas decorativas – formadas por contraplacados revestidos exteriormente por madeira fina. sem desta vez utilizar diluente. Com frequência.

revestimento exterior. utilizando as mesmas técnicas aplicadas a qualquer outro tipo de madeira. aplicações em edifícios públicos com exigências de resistência ao fogo e. Os produtos acabados incluem elementos de carpintaria. sendo conveniente aplicar transversalmente peças de madeira com a mesma secção de forma a constituir uma grade. são adquiridos inteiramente acabados. 4. da indústria à arquitectura e construção. é possível pintá-los. Os painéis de alta qualidade. o contraplacado pode ser utilizado em condições interiores secas ou exteriores húmidas. encerá-los. Quando revestido com folha de madeira ou outras superfícies decorativas é muito utilizado na indústria de caravanas. acabamentos. Depois de bem acabados. mobiliário. todo o tipo de aplicações de painéis em interior ou exterior. No primeiro caso aconselha-se a praticar furos ou rasgos nas réguas para que se garanta o arejamento interior.Aglomerados de Madeira secção variável (40 x 15 mm ou 50 x 25 mm). na generalidade. Produzido com resinas especiais é um produto aconselhado para a construção naval.Diminuição da retracção e das deficiências mecânicas. em geral. ou ser preenchido com material isolante. O contraplacado é. Dependendo portanto do tipo de colagem e da espécie da folha de madeira.4. cofragem. Sobre esta estrutura prega-se o contraplacado.2. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS O uso dos contraplacados tem consideráveis vantagens em relação às madeiras naturais. a escolha adequada para um sem número de aplicações. Os painéis de contraplacado tradicionais podem receber qualquer tipo de acabamento. pavimentos para comboios e autocarros. podendo o espaço entre as fasquias ficar vazio para permitir a circulação do ar. atapetá-los ou envernizá-los. destacando-se as seguintes: 1. devido ao cruzamento das folhas segundo ângulos regulares. 71 . assim. revestidos com folhas de madeira ricas de desenho e cor. presas verticalmente à parede e distanciadas entre si 40 a 50 cm.2. destinados para decorações murais.

3.Facilidade em proceder a melhorias na madeira sob vários pontos de vista. painéis de sarrafos).Possibilidade de fazer baixar o preço dos objectos acabados. na ignifugação (que não arde). etc.Criação de novos materiais por combinação dos folheados e das madeiras maciças (painéis de lâminas. fazer menos desperdícios de fabricação. designadamente.Possibilidade de aplicar novas técnicas às madeiras. 4. Contudo. De uma forma geral os contraplacados têm qualidades superiores às dos aglomerados. diminuindo não só o preço de fabrico como também as despesas de trabalho. 6. 5. 72 . devido à redução do peso (sem diminuir as propriedades mecânicas).Realização de superfícies de grande dimensões. painéis de blocos.Aglomerados de Madeira 2. originando superfícies curvas. sendo a ideia ventilada no período anterior meramente indicativa a título de balanço global do desempenho destes dois derivados de madeira natural. podendo ser usados em situações de emprego mais severo. pelo facto de os planos de colagem impedir a penetração de humidade. por exemplo. a moldagem em forma.Diminuição da higroscopicidade. as comparações devem ser realizadas caso a caso. com incorporação no interior do painel de produtos menos valiosos. preservação e endurecimento por impregnação. fabricação em séries industriais. 7.

FIGURA 45 – Métodos de obtenção dos folheados Conforme atrás exposto.3.1 . a folha (ver figura 41). formando ainda embutidos e figuras em relevo. os folheados tiveram um desenvolvimento notável com a fabricação dos contraplacados e aglomerados.2. com a mecanização da indústria da madeira. confeccionados com madeira reduzida a lâminas finas. São extraídos de toros de madeira de várias espécies.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Os folheados são folhas finas de madeira natural. existindo mesmo algumas peças tais como cofres e arcas do tempo dos Faraós. sendo depois colocados em máquinas especiais desenroladoras. As aplicações do aglomerado folheado são a indústria do mobiliário e decoração. o painel aglomerado folheado é constituído por um conjunto de partículas de madeira aglomeradas (standard ou hidrófugo).2.3. Nas duas últimas décadas. O uso dos folheados data do tempo dos romanos.Aglomerados de Madeira 4. geralmente utilizados em revestimentos decorativos e derivados de madeira. com faces revestidas a folha de madeira natural. onde uma máquina de corte corta a madeira tangencialmente às camadas de crescimento. preparados e escolhidos para se conseguir um maior aproveitamento da madeira. de forma a destacar do toro e por rotação contínua. tal 73 . .FOLHEADOS 4. uma delgada camada de material lenhoso.

O laminado decorativo de alta pressão (HPL – High Pressure Laminate) é a solução indicada para superfícies horizontais de mobiliário. mármores. em geral. Especialmente concebido para uso generalizado nas mais exigentes condições de desgaste e impacto. que exerce uma pressão de 100 kg/cm2 durante uma hora e meia.1. A temperatura dos pratos quentes sobe a 150º durante 30 minutos. o termolaminado tem uma excelente capacidade decorativa e uma elevada versatilidade de padrões e texturas.Aglomerados de Madeira como foi já referido atrás nos itens próprios. termolaminados são folhas de papel Kraft impregnadas de resinas sintéticas termo-endurecíveis. hotéis. afim de poderem ser postos no mercado por preços relativamente baixos. permitindolhe responder adequadamente a elegantes soluções de mobiliário e decoração. normalmente como revestimento de substratos. 74 . Depois de secas. 4. – TERMOLAMINADOS 4. madeiras e outros fazem do termolaminado decorativo uma alternativa perfeita aos acabamentos em madeira maciça e às aplicações de minerais (ver figura 43). restaurantes e. As placas são em seguida cortadas em comprimento e largura. como balcões de cozinha e tampos de secretária. para aplicações decorativas horizontais ou verticais que requeiram elevadas performances físicas.4.2. Uma colecção moderna e com tendências de unicolores fortes ou mais suaves e padrões de imitação de granitos. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO De um modo genérico.2.4. para aplicação em mobiliário de elevado desgaste de escolas. mecânicas e químicas. são empilhadas e metidas sob uma prensa a quente. È conveniente que as madeiras para os folheados atrás mencionados sejam de preço pouco elevado para não encarecerem os produtos finais. tornando-se depois irregular à superfície de colagem (figura 42).

75 .com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=7> em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira FIGURA 46 -Estrutura dos termolaminados FIGURA 47 – Termolaminado (in site daSonae Indústria26) 26 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

Aglomerados de Madeira 4. pois. Devido à sua resistência. na decoração de interiores de caravanas.Termolaminado para aplicações horizontais/verticais (in site da Sonae Indústria27) 27 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. O termolaminado é uma excelente alternativa económica ao acabamento em madeira maciça. tampos de secretária. FIGURA 48 . mármore ou granito.com/port/produtos_gama2.2. permite a obtenção de soluções atractivas em termos de mobiliário.TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES Apresenta-se a seguir alguns produtos de Termolaminados existentes no mercado e suas principais aplicações: Termolaminado para aplicações horizontais e verticais: Normalmente usado como revestimento de substratos de derivados de madeira. Está disponível no tipo standard para aplicações com bordo plano e no tipo postforming para aplicações com bordo arredondado (ver figura 44). . o termolaminado para aplicações horizontais e verticais é normalmente utilizado em superfícies de trabalho de mobiliário de cozinha. tampos de alguns tipos de electrodomésticos.4.2. padrões. além da sua extraordinária resistência física e química.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51> em 26/01/2004. estabilidade dimensional e facilidade de limpeza. apresenta uma colecção moderna de variadas cores. bem como diversas texturas. ou no interior de autocarros e transportes ferroviários. para aplicações com perfil rectilíneo ou do tipo “post-forming”.sonae-industriatafisa. 76 .

29 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. este tipo de termolaminado é igualmente adequado a espaços públicos de grande circulação e desgaste. o 28 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. associados à enorme facilidade de limpeza e manutenção. jardinsde-infância.Aglomerados de Madeira Termolaminado Metálico: É um termolaminado revestido com folha de alumínio ou cobre. 77 . Nos pavimentos sobrelevados. FIGURA 49 – Termolaminado Metálico (in site da Sonae Indústria28) Termolaminado de Elevada resistência – Pavimentos: Uma utilização cada vez mais frequente e muito decorativa do termolaminado é a produção de pavimentos flutuantes e sobreelevados (access flooring). escritórios. a aplicação do termolaminado sobre MDF ou aglomerado de fibras duro é uma solução esteticamente muito agradável em quartos. principalmente devido à sua excelente resistência ao desgaste. lojas.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa. centros comerciais. FIGURA 50 – Termolaminado de Elevada Resistência-Pavimentos (in site da Sonae Indústria29) Com características adicionais de resistência.com/port/produtos_gama2. tais como escolas. salas de jantar e de estar e corredores. No que diz respeito aos pavimentos flutuantes.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54> em 26/01/2004.sonae-industriatafisa. etc. criado para aplicação em situações especiais de decoração de interiores (ver figura 45). aos riscos e ao impacto.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53> em 26/01/2004.

As placas devem ser sempre aplicadas entre as 24 e 48 horas a seguir ao seu humedecimento. e com as placas na posição horizontal. O seu armazenamento é feito sobre uma superfície plana. Apesar da sua pouca durabilidade e resistência. cujo grau de humidade deverá ser superior àquele a que possam vir a estar sujeitas depois de fixadas. Antes de o platex ser utilizado deve ser humedecido. na construção de pavilhões publicitários. FIGURA 51 – Placas de Platex 78 .Aglomerados de Madeira substrato utilizado é usualmente o aglomerado de partículas. Normalmente aparecem no mercado com cor castanha.2. salas de “hardware” informático e edifícios públicos (ver figura 46).PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) As placas de platex são fabricadas a partir das fibras de madeira resinosa comprimidas a alta temperatura e elevadas pressões.5. 4. espalhando água na face rugosa. São constituídas por fibras celulósicas cujas propriedades adesivas e de empastamento permitem uma boa ligação dos materiais. num local arejado. sendo um produto ideal para escritórios. mobiliário económico. sempre com a face rugosa contra face rugosa (ver figura 47). tendo uma superfície lisa e outra rugosa. nas variedades compacta e perfurada. aplica-se no revestimento de tectos. tratadas e climatizadas em câmaras especiais. .. evitando que a água molhe a face lisa. etc.

16 g/dm3). pode ser conduzido por procedimentos mecânicos ou pelo processo Mason. 79 .1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO São assim denominadas as chapas obtidas pela aglomeração das fibras celulósicas – separadas e dispersas – extraídas do lenho das madeiras. pela passagem em moendas. São denominados de painéis de madeira reconstituída os painéis que utilizam madeira sob a forma de cavacos como matéria-prima mais relevante. sob largo espectro de pressões.Aglomerados de Madeira 4. As mais leves (desde 0. A reaglomeração das fibras. para actuar como aglomerante. peneiradas e esparramadas. último estágio de fragmentação física do tecido lenhoso. obtém-se materiais de peso e características diferentes. é realizada em prensas ou rolos aquecidos. é reduzida.6. lavadas. os fragmentos de madeira são autoclavados em vapor de água sob alta pressão. ainda denominadas softboards. No processo Mason.2. têm aplicação em revestimentos. a uma polpa de fibras dispersas. onde o súbito relaxamento da pressão na autoclave ocasiona a expansão (explosão) do vapor contido no tecido lenhoso e o seu consequente desfibramento. de explosão. Na prensagem de chapas de madeira reconstituída. Os aglomerantes são resinas sintéticas fenólicas ou a própria resina natural da madeira (a lignina) remanescente na matéria-prima e preservada. alterando-se as condições de pressão e aquecimento. ou mesmo reactivada. forros e entre pisos. a matéria-prima (cavacos. sobras de serração). depois de saturada e amolecida com água fervente.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA 4. O desfibramento.2. de dimensões e espessuras diversas. No primeiro procedimento.

oferecem vantagens e desvantagens quando comparados com a madeira maciça. existindo os aglomerados expandidos puros e os aglomerados compostos.2.2. Os aglomerados expandidos puros. Na verdade. .) e. tanto na fabricação de móveis como na indústria da construção (rodapés. A cortiça natural pode ser “virgem” (a primeira a ser extraída). é utilizada para fins industriais. pisos. tal como o aglomerado. Esta constituição determina uma grande impermeabilidade e uma forte capacidade isoladora. Esta cortiça “amadia”. elementos estruturais de casas. divisórias. extraída da casca do sobreiro.2. neste tipo de derivados de madeira. 4. São empregados. dada a sua génese ser bastante sobreponível. leve e com uma infinidade de espaços ocos internos microscópicos. “secundeira” (extraída 9 anos depois) e “amadia” (extraída cerca de 18 anos depois).DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO A cortiça. cuja matéria-prima (Falca .2. de acordo com as suas características específicas. à dos aglomerados. Os aglomerados provêm do tratamento industrial da cortiça. em graus diversos de associação. podem alguns destes produtos ser indistintamente classificados com as duas designações (caso do MDF). 80 .PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES Os principais tipos de painéis de madeira reconstituída existentes no mercado são os painéis de madeira aglomerada (particle board). são primeiramente reduzidos a grânulos. etc.6. em definição. usualmente. tanto no aspecto térmico como acústico. é um produto natural.1.7. – CORTIÇA 4. portas.7.Aglomerados de Madeira 4. .cortiça extraída dos troncos dos sobreiros proveniente das podas). o MDF (medium density fiberboard) e as chapas de fibra ou chapas duras (hardboard).

para múltiplos fins: juntas para as estruturas de edifícios. plástico. componentes para calçado. (ver figura 49). imputrescível. revestimentos de solos.Aglomerados de Madeira Posteriormente. formando os aglomerados expandidos puros. gesso. os grânulos aglutinam-se. 81 . daí se obtendo uma grande diversidade de produtos. por efeito de temperatura e pressão.html. juntas para motores. caseína. artigos decorativos. cimento. tais como borracha. etc. 30 Ver site da Corticeira Amorim http://www. resinas naturais e sintéticas.amorim. aprovados pelas normas internacionais da FDA (Food and Drugs Administration).pt/corticaindustria. paredes e tectos. resistente à compressão e de grande estabilidade dimensional (ver figura 48). engarrafamento. colas e químicos. visto em 27/01/2004. um excelente material de isolamento térmico. acústico e anti-vibrático. asfalto. e graças à própria resina da cortiça. FIGURA 52 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos30) Nos aglomerados compostos a cortiça granulada é aglutinada por substâncias estranhas ao sobreiro.

de cortiça natural ou aglomerada com asfalto. • Ladrilhos – de cortiça triturada e ligada por diferentes tipos de cimento – para construção de tabiques.2. revestimentos de câmaras frigoríficas e cabinas telefónicas. 31 Ver site da Corticeira Amorim <http://www.amorim. .7. cartão alcatroado e outros produtos. colofónio. com uma espessura máxima de 15mm e superfície de 30 x 30 cm a 50 x 50 cm.pt/corticanatural.TIPOS DE CORTIÇA A cortiça apresenta-se sob diferentes formas comerciais conforme o fim a que se destine. 82 . • Papel dourado e em cores – para revestimentos de paredes. • Tacos – rectangulares ou quadrados. destacando-se as seguintes: • Painéis e placas – para pavimentos e tectos lisos.Aglomerados de Madeira FIGURA 53 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos31) 4.2.html> visto em 27/01/2004.

Por outro lado. a cortiça aglomerada reduz significativamente os ruídos de impacto e contribui para uma significativa poupança de energia. apara e serradura – para preencher cavidades em paredes e divisórias. em 27/01/2004. produz uma sensação de calor que aumenta as suas possibilidades de aplicação como elemento decorativo.pt/corticanatural. A cortiça é. • Lã. em forma de folha (ver figura 50). destinados a revestirem canalizações para amortecer os ruídos produzidos pela água ou pelos gases de circulação. Também usada como sub-pavimento. • Cortiça granulada – para fazer betões leves e com qualidades isoladoras. FIGURA 54 – Cortiça em folha (in site de Amorim Isolamentos32) 32 Ver site da Corticeira Amorim http://www.html. com grande capacidade de isolamento acústico. um bom isolador térmico e acústico. 83 . sem dúvida alguma.amorim.Aglomerados de Madeira • Semicilindros – de cortiça aglomerada. um bem global a defender.

apesar dos conhecidos preconceitos inerentes à madeira. visto que se renova mesmo sob rigorosas condições climáticas. comerciais. fundamentado em técnicas há muito tempo dominadas por engenheiros florestais e profissionais de áreas correlacionadas. como a que associa o uso da madeira à devastação de florestas. na solução de problemas relacionados com coberturas (residenciais. como o aço e o betão.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira é empregada com frequência para fins estruturais. 84 . Porém. são produzidos por processos altamente poluentes e antecedidos por diversas agressões ambientais.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS 5. sempre relacionados com a insuficiente divulgação das informações sobre projectos específicos já desenvolvidos por profissionais habilitados. benfeitorias rurais. linhas de transmissão (energia eléctrica. sendo hoje em dia mais usada como revestimento.1. entre outros. cimbramentos para estruturas de betão armado. telefonia). no que toca à construção civil. fazendo parecer que o referido uso constitui uma perigosa ameaça ecológica. travessia de obstáculos (pontes. viadutos. desde que providenciada a respectiva reposição. outras ideias erróneas são divulgadas. Os referidos processos requerem alto consumo energético e a matériaprima retirada da natureza jamais será reposta. Outros materiais estruturais. Não quer isto dizer que se defenda aqui a exploração irracional e predatória. Os problemas daí decorrentes incentivam a formação de um mentalidade distorcida por parte dos utilizadores. com a madeira isso já não acontece. passarelas). a extracção e a transformação das árvores envolvem baixo consumo de energia. que poderá garantir a perenidade das nossas reservas florestais. É importante lembrar também que o crescimento. armazenamento (silos verticais e horizontais). além de não provocarem prejuízo ao meio ambiente. Contudo em algumas áreas o seu emprego tem sido crescente. industriais). Embora se reconheça que tem sido substituída em muitas destas funções. Ao mesmo tempo. Trata-se apenas de um procedimento largamente difundido nos chamados países de Primeiro Mundo. O que se almeja é a aplicação de um manejo silvicultural inteligente. .

valor referente à humidade de 12%). B: Energia consumida na produção. produto fabricado. para a madeira são os valores médios da resistência à compressão paralela às fibras. C: Resistência.33 1667 9 630 90.83 833 AÇO 78 234000 250.Aglomerados de Madeira 5.5 10000 12 8. kN/m³ (na madeira. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS Apresenta-se a seguir alguns dados comparativos de materiais estruturais (tabela 2): TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS A Densidade B Energia consumida C Resistência D Módulo Elasticidade E Relação Energia/ Resistência B/C F Relação Resistência/ Densidade C/A G Relação Módulo Elasticidade/ Densidade D/A KN/m3 BETÃO MJ/m3 MPa KN/m3 MATERIAL 24 1920 20. 85 .4 21000 936 3.5 25000 7 10 2778 Sendo: A: Densidade do material. MJ/m³. para o aço trata-se da tensão de escoamento do tipo ASTM A-36. MPa (para o betão o valor citado refere-se à resistência característica à compressão.21 2692 MADEIRA RESINOSA MADEIRA FOLHOSA 6 600 50. referida à humidade de 12%).2.3 2000 96 0.

deste modo. respectivamente. Embora susceptível ao apodrecimento e ao ataque de organismo xilófagos em circunstâncias específicas. sendo essa razão cerca de três e dez vezes superior ao aço e ao betão. a temperatura interna cresce mais lentamente. previamente. F: Razão entre os valores da resistência e da densidade. não provocando maior comprometimento da região central das peças que. por exemplo. a carbonatação superficial das peças transforma-se numa espécie de “barreira de isolação térmica”. MPa (a mesma descrição da coluna C). Na realidade. melhor que o de outros materiais em condições severas de exposição. Mais ainda. Sendo a madeira um mau condutor de calor. as quais são limitadas apenas pela geometria dos toros a desdobrar. é tratada com substâncias que possibilitam a manutenção. um aspecto que favorece as madeiras é a sua resistência em relação à densidade. G: Razão entre os valores do módulo de elasticidade e da densidade. sabendo que o valor da densidade. é referente à humidade de 12%. a madeira apresenta um aspecto visual muito interessante e pode ser trabalhada sem maiores dificuldades. a madeira 86 . a madeira tem a sua durabilidade natural prolongada quando. o que viabiliza a definição de diversificadas formas e dimensões. podem manter-se em serviço nas condições onde o aço. Conforme consta desta tabela. Apesar da sua inflamabilidade¸ as peças estruturais de madeira evidenciam um conveniente desempenho ou performance a altas temperaturas.Aglomerados de Madeira D: Módulo de elasticidade. E: Razão entre os valores da energia consumida na produção e da resistência. Além disso. já teria entrado em colapso. nas madeiras. mesmo não sendo um material inflamável.

bem como qualquer outro dos seus derivados. já adaptados para as estruturas de aço e de betão armado. A madeira propriamente dita tem como destino principal as indústrias de transformação.Aglomerados de Madeira tratada requer cuidados de manutenção menos intensos. É evidente que a disseminação das estruturas de madeira está condicionada à garantia da sua competitividade com outros materiais. bem como aquela própria dos apoios em alvenaria de pedra. barrotes. como também nas serrações para produção de tábuas. 5.3. Dependendo em larga medida das espécies consideradas. neste ponto. evitando-se a exposição excessiva aos raios solares e à humidade proveniente da água da chuva. Como será óbvio. a importância do projecto estrutural ser desenvolvido de modo a serem previstos pormenores construtivos que garantam maior durabilidade à madeira impregnada. bem como do respectivo diâmetro. particularmente na construção de estruturas. 87 . – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS A madeira. etc. seja no âmbito de uma actividade produtiva seja no contexto de proporcionar conforto. de uma forma geral. esgota-se não só nas indústrias de celulose e de derivados de madeiras (primordialmente os aglomerados). como é o caso da utilização para construção de habitações. Diante do exposto é possível concluir que a madeira tem significativo potencial para o emprego na construção civil. Todavia. ripas. isto poderá ser obtido com a elaboração de projectos adequadamente fundamentados e com a construção segundo critérios de qualidade envolvendo material e mãode-obra. pode ser utilizada nas mais diversas finalidades. a sua aplicação. sendo uma das suas principais fraquezas a sua significativa deformabilidade no tempo (uma equivalência à fluência no betão e ao relaxamento no aço). Deve ser salientada. nem tudo são vantagens no emprego da madeira.

citando Santos (1991. segundo o destino de utilização mais frequente.4. Apresenta-se a seguir na tabela 3 uma síntese das aplicações dos vários tipos de madeira e seus derivados. considerando os diferentes painéis de madeira reconstituída existentes. após serem colocados em condições de ser utilizados. p. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA De entre todos os derivados da madeira. 88 . o seu destino mais frequente é o da construção civil e estacaria. sendo de reduzidas dimensões e de valor económico baixo. os painéis de madeira aglomerada (ou simplesmente aglomerado. são em geral destinados “a material de queima (aquecimento)”. razão porque analisaremos neste domínio da produção e consumo apenas os aglomerados. 66). como é mais conhecido) são os mais largamente consumidos no mundo.Aglomerados de Madeira Os toros. TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS MÓVEIS BASES DO CHÃO CONTRAPLACADOS BASES E COBERTURA DIVISÕES INTERIORES REVESTIMENTOS PRODUÇÃO DE VIGAS ESTRUTURAL PORTAS × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × AGLOMERADOS FOLHEADOS × × × LAMELADOS × × × × FOLHA DE MADEIRA NATURAL TERMOLAMINADOS × × × × × × × × × × × PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) MADEIRA RECONSTITUÍDA 5. Se considerarmos os pequenos troncos de madeira.

responsável por 25% desse volume (Gráfico 1).5. GRÁFICO 1 – Produção Mundial de Aglomerado: 2000 (construção a partir de diversos dados) Produção: 84 milhões m3 5. último ano conhecido. Neste gráfico. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Do ponto de vista económico. Portugal integra o grupo de “Outros” com 38% no total. em tabelas obtidas por pesquisa no mercado respectivo (tendo como referência o ano de 2003): 89 . destacando-se como maior fabricante os Estados Unidos. a produção mundial de aglomerados alcançou 84 milhões de m3 em 2000. posicionando-se com uma produção muito reduzida à escala mundial.Aglomerados de Madeira Assim. indicam-se a seguir os preços médios de alguns derivados de madeira mais correntes. apesar do forte crescimento da indústria nos últimos 10 anos.

que o preço médio destes derivados é ainda mais elevado. como também ao tipo de matéria-prima utilizada em cada caso. tal como foi já referido nos capítulos em apreço.Aglomerados de Madeira TABELA 4 .09 3.71 4.13 6.PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS Aglomerados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros Standard Hidrófugo Dimensões 4 5 6 8 10 12 14 15 16 19 22 25 28 30 1.64 3. verifica-se que o preço médio dos aglomerados é naturalmente inferior ao preço correspondente dos contraplacados.33 8. dependendo no entanto da espécie de madeira utilizada nas folhas.61 5.42 10.91 4. Dentro do mesmo raciocínio.46 6. já bastante diversificado.39 3.95 7. podemos concluir também pelas tabelas seguintes de folheados (n.18 7.16 2.98 5.89 3. 7 e 8).54 3. e daí o maior crescimento da indústria neste último ramo dos derivados de madeira (contraplacados).º 6. 90 . devido não só ao ao respectivo processo de fabrico.25 3660*1830 2750*1830 2500*1880 2150*1500 Comparando as duas tabelas anteriores (n.º 4 e 5) de aglomerados e contraplacados.38 6.79 2.50 4.04 4.

32 10.61 19.73 19.32 13.53 7.92 22.08 28.35 Afizélia A/C – Cerejeira A/C Face A/A +2.22 12.74 QUE O TOLA B/C DESENROLADA 16.32 10.90 23.67 27.96 27.40 Pinho B/C 4.80 5.27 13.33 31.96 14.88 9.46 15.42 12.26 Faia A/C – Mutene A/C 12.96 18.71 16.04 38.00 23.51 38.12 11.87 11.52 13.37 13.90 Tola B/C 6.01 20.91 15.70 10.99 25.65 34.73 8.80 Div.22 35.16 16.50 POR MILÍMETRO Marítimo WBP DAF (int DAF) B/C Pinho (int Pinho) B/C Mogno B/C Tola B/C Form STD Cofragem Deck STD Carroçarias Dimensões mais usadas: 5.26 20.47 Desenrolado:2500*1250-2500*1500 Listado:2500*1250 Marítimo WBP: 2500*1250 .2500*1500 91 .88 18.94 24.85 Eucalipto B/C 5.11 15.76 19.02 25.74 13.34 15.23 10.82 10. Africanos B/C 6.28 7.98 28.78 8.33 5.17 14.44 Castanho/Carvalho A/C 8.15 20.74 QUE O MOGNO B/C DESENROLADO +1.35 43.45 31.27 22.22 35.37 9.65 Mogno B/C Listado 7.23 7.98 8.74 13.71 38.37 22.18 30.01 12.71 28.61 19.69 27.11 15.12 11.63 8.23 8.91 15.05 35.51 Freijó/Kambala A/C 11.23 18.13 29.95 21.89 12.04 38.32 35.05 34.68 6.68 6.25 24.97 13.90 23.98 8.45 30.86 7.71 19.62 10.00 14.74 +1.62 9.Aglomerados de Madeira TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Contraplacados (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em mm 4 5 6 8 10 12 15 18 21 24 27 30 Desenrolado 5.96 18.96 38.63 8.96 15.83 6.59 37.58 31.5 POR M2 1.51 15.23 30.07 35.45 31.69 27.

16 Mogno A/B 6.16 13.49 11.60 10.05 7.67 9.89 13.10 8.09 Castanho A/B – Carvalho A/B 14.51 17.80 Hidrófugo Observações A/A + 10% Dimensões mais usadas: 2750*1830.97 12.02 13.57 11.87 12.97 11.78 8.63 6.97 12.29 11.32 12.91 16.76 14.52 9.25 9.35 9.26 14.88 7.16 15.37 10.85 2.32 12.89 13.32 Eucalipto A/B 10.89 Pinho A/B 7.13 Câmbala A/B 9.49 14.46 15.39 12.Aglomerados de Madeira TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Folheados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros 8 10 12 14 16 19 22 25 30 11.80 18.26 14.96 14.95 10.10 18.46 17.13 Castanho A/C – Carvalho A/C 11.69 12.83 16.92 10.51 12.31 15.78 8.30 Cerejeira A/B – Sucupira A/B 15.20 9.91 Faia A/B – Mutene A/B .81 16.44 13.60 7.30 8.24 Tola A/B – Freijó A/B 10.83 16.20 2.81 14.49 14.52 9.+1.79 10.51 12.85 7.01 16. 2500*1880 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL Folha de Madeira Natural (Preços em Euros/m2 sem IVA) Folha Mogno – Tola Pinho – Câmbala Faia – Mutene Carvalho – Castanho Preço 1.07 9.61 15.20 7.52 12.16 15.10 10.52 8.80 3.17 10.02 10.33 6.69 12.57 10.67 11.95 Afizélia A/B 6.72 11.92 11.72 9.20 7.40 7.46 14.80 8.27 12.20 17.50 92 .91 15.

continua a ser o derivado da madeira mais económico.64 Portas 2.59 Perfurado 2440 * 1700 2.0.68 Acabados B r a n c o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.20 3.79 Moviplac 2750 * 1220 2 0 1 5 * 5 8 0 / 6 3 0 / 6 8 0 / 7 3 0 / 7 8 0 / 8 3 0 1.20 9.54 2440 * 1700 Euca 4.40 12.50 .2 5 93 .0.0.84 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 3.00 7.49 Acabados B r a n c o P e r f u r a d o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.99 2440 * 1700/1830 Euca 2750 * 1700/1830 1. TABELA 9 – PREÇOS DE PLATEX POR ESPESSURAS E TIPOS Platex (Preços em Euros/m2 sem IVA Espessuras em mm 2.00 + 1.20 6.60 .99 2440 * 1700/1830 Euca 1.60 .50 + 2.Castanho – Carvalho Dimensões mais usadas:2500* 1880 11.5 Tipo Dimensões mais usadas Preço 1.00 9.34 Retalho 1700 * Vários 2.60 -0.64 Branco 2750 * 1250 3.00 + 1.05 6.25 Quanto ao platex (tabela 9).Aglomerados de Madeira TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS Folha MDF Folheado Fino (Preços em Euros/m2 sem IVA) 3 mm 5mm 2 faces 1 face A/C A/C A/A A 5.99 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 2130 * 1700/1830 1.25 7.60 .60 Mogno Pinho Kambala – Tola Faia Cerejeira .90 + 3.25 + 2.0.

5.1. a madeira ou qualquer outro seu derivado estão sujeitos a ser utilizados como fonte de alimentação dos agentes deterioradores. Sendo um material orgânico. Os factores de degradação da madeira podem dividir-se em biológicos. obrigatoriamente. desde que as condições lhes sejam favoráveis. As condições mais adequadas ao ataque destes agentes são a presença de oxigénio (os agentes são aeróbicos). pelo que se acha pertinente a abordagem 94 . uma humidade interna alta (superior a 20% ponto de saturação das fibras) e o contacto com a terra. Os critérios de selecção dos produtos de manutenção e métodos de aplicação exigem. – GENERALIDADES Fazer a manutenção ou conservação das madeiras e dos derivados significa proporcionar o aumento da sua resistência perante os diversos agentes deterioradores. bem como na construção de menor qualidade. os mais importantes. o Platex é assim mais usado em forros e fundos de mobiliário. CAPÍTULO VI – MANUTENÇÃO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS 6. naturalmente. através de diversos tratamentos e posterior aplicação de produtos preservantes. A selecção destes produtos é fundamental para conferir uma protecção válida e aumentar a durabilidade natural destes materiais. sendo os biológicos. o maior volume de “alburno” em relação ao “cerne”. a temperatura ambiente entre 20 e 30º centígrados. onde o PH se situa entre 4. químicos e físicos. Se bem que a madeira no estado natural é mais propícia a estar sujeita a este tipo de deteriorações. água ou a humidade.5 e 5.Aglomerados de Madeira Pelo facto de ser mais económico. os seus derivados não estão de tal isentos. insectos e bactérias da madeira. o conhecimento real das condições de agressividade biológica a que a madeira e seus derivados estão expostos. Nenhum produto poderá conferir protecção satisfatória se não for correctamente aplicado. devido ao ataque dos fungos.

2.2. Fundamentalmente. livre da acção do calor e de fortes correntes de ar. sendo por isso mais desvantajosa em relação à secagem natural. O tempo de secagem natural é de 1 a 2 anos.1.É feita em estufas de 30º a 50º centígrados onde a seiva solidifica: a madeira é depois colocada em armazém para adquirir humidade. toda a madeira deverá ser objecto de tratamento específico para a sua conservação. é empilhada em ambiente ventilado. afastadas.Aglomerados de Madeira desta temática. tal como segue: • Secagem natural (evaporação da seiva) . 6. existem três métodos de conservação: o da secagem.2. embora fique mais difícil de trabalhar e de mais fácil empeno.2. voltando-se a madeira de tempos a tempos. a saber: 95 . a fim de aumentar significativamente a sua vida útil. em camadas sobrepostas e cruzadas.A madeira. 6. – SECAGEM A secagem faz-se normalmente por evaporação ou solidificação da seiva. – PROCESSOS DE TRATAMENTO Logo após o abate das árvores. • Secagem artificial (solidificação da seiva) . 6. ainda que significativamente comprimida e incompleta (um desenvolvimento superior terá o seu lugar no estudo da própria madeira aplicada na forma serrada). evitando-se assim fermentações que favoreceriam o desenvolvimento dos insectos. após ser descascada. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO São conhecidos dois métodos. o do desenseivamento ou lixiviação e o da conservação da madeira aplicada em obras em qualquer utilização ou acabamentos. o que permite aumentar a sua resistência.

a madeira pode transformar-se pela acção de agentes mecânicos como o impacto e o atrito. 6. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA Usualmente.3.3. insectos xilófagos e animais marinhos. sendo depois também seca em lugar abrigado de correntes de ar. visto que mata os organismos deterioradores e forma uma camada incorruptível. 6. De notar que. apenas com mais ou menos duração no seu efeito.Quando a madeira é imersa em água cerca de 4 meses.2. óleo de linhaça. O artificial – Quando a madeira é sujeita à acção de vapor de água. não há métodos definitivos e irreversíveis. Injecção de produtos antisépticos – Principalmente em madeiras expostas às intempéries. – AGENTES DETERIORADORES Além da modificação da sua constituição anatómica. tinta de óleo ou verniz. e em especial pelos agentes biológicos denominados fungos. e com as demãos necessárias em função do melhor acabamento. abaixo referidos. ou seja. além de não se terem abordado todos os processos de tratamento. sendo depois seca em lugar abrigado de correntes de ar. a conservação é feita da seguinte forma: Aplicação de revestimentos – Pintura a alcatrão. 96 . se deve realçar a caducidade dos mesmos.Aglomerados de Madeira O natural (diluição da seiva) . pois que todos são efémeros. agentes físicos como o fogo. agentes químicos como produtos ácidos alcalinos ou oxidantes. Carbonização – Usada em peças que tenham de ficar enterradas.

deixando a madeira ou qualquer outro seu derivado com aspecto esbranquiçado. Desde que disponham de substrato. oxigénio. – INSECTOS XILÓFAGOS Os insectos furadores da madeira e derivados dividem-se em coleópteros. . Há dois tipos de fungos xilófagos que originam a destruição das células. que utilizam a madeira como habitação e não como alimentação. himenópteros e isópteros.3. A presença dos fungos superficiais e manchadores não chega a comprometer o valor comercial da madeira. humidade e temperatura favoráveis. que se alimentam de celulose. conhecidos por “podridão branca” e “podridão parda”. Os primeiros digerem a celulose e decompõem a lignina. Os coleópteros (mais conhecidos por besouros) depositam os ovos na madeira.3.1. FIGURA 55 – Imagem de madeira em desparasitação 6. Já os fungos xilófagos são destruidores. modificando seriamente a sua resistência mecânica.Aglomerados de Madeira 6. deixando túneis no interior da 97 . pois não costumam atingir a sua parede celular. em cujas extremidades se desenvolvem enzimas que atacam a parede celular. deixando como sinal um resíduo de pó fino. Os himenópteros correspondem às formigas carpinteiras. produzem filamentos denominados hifas.2. manchadores e fungos xilófagos ou destruidores. os quais eclodem e viram larvas conhecidas por brocas.FUNGOS Os fungos podem ser agrupados em mofos ou bolores (fungos superficiais).

6. Não existe madeira que seja imune à incidência de xilófagos marinhos. 98 . que perfuram e destroem a madeira e derivados em contacto com a água salgada ou salubre. soldados e operários. fecundado. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Embora esta tema não possa. pelo que fica imprestável. não ser de utilização perigosa no momento do tratamento. não alterar negativamente as propriedades físicas e mecânicas da madeira e apresentar custos razoáveis a fim de assegurar a competitividade da madeira preservada em relação a outros materiais. e. ter efeito residual alto na madeira. ser quimicamente estável e resistir a perdas por evaporação e/ou lixiviação.3. – XILÓFAGOS MARINHOS Estes agentes biológicos enquadram-se na categoria dos moluscos e crustáceos. um tipo de insecto social. 6.3. isto é. Os moluscos e as suas larvas atacam a madeira submersa. reproduz-se com enorme facilidade. ser aplicado com a abrangência que teria no caso de madeira natural.Aglomerados de Madeira madeira. O siriri faz o seu voo nupcial. só o óleo creosoto preserva eficazmente a madeira do ataque destes xilófagos.4. Um produto químico só poderá ser eficaz na manutenção das madeira e derivados se apresentar as seguintes características: • Características Essenciais – Ser tóxico aos organismo xilófagos como fungos e insectos. para derivados de madeira. penetra na madeira e cria nova colónia com cupins de três castas: reprodutores. pelo que se sabe. visto que. não deixa de ser apropriada a sua inclusão. depois perde as asas. fazendo pequenos buracos onde se prendem os crustáceos. conhecido na sua forma alada por aleluia ou siriri. Os mais temíveis de todos os insectos são os cupins (existem em toda a parte).

Aglomerados de Madeira

Características Acessórias – Não conferir à madeira preservada toxidade em

relação ao Homem (condição imperativa); não aumentar a inflamabilidade e a combustibilidade da madeira; não deixar odores persistentes na madeira nem alterar a sua aparência natural, impossibilitando-a de receber o acabamento desejado.

É por isso que a escolha de um produto de manutenção se torna uma tarefa complicada, visto que é muito difícil qualquer produto reunir todas as características mencionadas, porém, o conhecimento da literatura disponível, a experiência e o bom senso são factores muito importantes a considerar.

Os produtos de manutenção de madeira podem ser agrupados em três categorias:

Oleosos - produtos essencialmente representados pelos derivados do alcatrão de

hulha, como por exêmplo o óleo creosoto, com uma acção longa e resistente.

Oleossolúveis - produtos contendo misturas complexas de agentes fungicidas e

insecticidas, à base de compostos de natureza orgânica e/ou organometálicas.

Hidrossolúveis - produtos contendo misturas mais ou menos complexas de sais

orgânicos metálicos e não metálicos, como por exêmplo o “Arseniato de Cobre Cromado” (CCA) e o “Borato de Cobre Cromado” (CCB).

6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO

A aplicação dos produtos de manutenção das madeiras e derivados depende sempre das condições de agressividade biológica a que está sujeito o material, podendo ser efectuada com base nos seguintes processos:

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Aglomerados de Madeira

6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA)

Consiste na aplicação dos produtos de tratamento através da utilização de equipamentos especiais (autoclaves), sob o efeito de vácuo e pressão, sendo um processo bastante complexo, pelo que não será desenvolvido neste trabalho (muito embora seja o mais durável, eficiente e recomendável).

6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL)

Refere-se à aplicação dos produtos de tratamento através de métodos caseiros, mais simples e práticos, como o pincelamento, aspersão ou imersão do material, seja por absorção ou por capilaridade, tal como se refere a seguir:

6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO

O que ocorre quando a madeira a tratar está com baixo teor de humidade, praticamente seca. Nessas condições, torna-se mais higroscópica e absorve a solução preservadora até ao ponto de saturação.

Inicialmente a absorção é bastante rápida, diminuindo até atingir o equilíbrio.

Os principais factores que afectam a absorção são a humidade inicial da madeira – quanto menor a humidade inicial da madeira, maior e melhor será a absorção da solução preservativa; a natureza da madeira – espécie, idade, densidade, forma, relação cerne/alburno; dimensões das peças – quanto maior o comprimento e diâmetro das peças, mais demorado é o tratamento; a viscosidade da solução – quanto mais fluida a solução, mais rápida a absorção; a tensão superficial – ela dificulta a penetração da solução preservadora; e a temperatura – quanto mais elevada for, maior e mais rápida será a absorção.

Este método utiliza normalmente óleos contendo creosoto e alcatrão, sendo aplicado por:

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Aglomerados de Madeira

Pincelamento – consiste na pintura das peças a preservar, sendo porém um método

deficiente, visto que penetra pouco no material (cerca de 5mm de profundidade), limitando-se o seu emprego à madeira não exposta à luz solar, sendo necessário 3 a 6 demãos, no mínimo espaçadas de 12 horas entre elas.

Imersão rápida e imersão prolongada a frio – a solução deve ser colocada num

tanque ou tambor. É um banho frio e toda a madeira deve receber o produto. Na imersão rápida a madeira permanece submersa por algumas horas. Já no método de imersão prolongada, a madeira deve ficar submersa com auxílio de pedras ou pedaços de ferro, permanecendo nessas condições por maior período de tempo, entre 2 a 15 dias. Evidentemente, quanto maior o período de imersão, maior será a profundidade de penetração do produto.

Imersão em banho quente e frio – consiste em submeter a madeira a imersões

sucessivas e consecutivas, em produtos de manutenção quentes e frios, respectivamente. As peças de madeira a tratar devem estar descascadas e com teor de humidade abaixo de 30%.

6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE

Esse processo (mais conhecido por substituição de seiva) é empregado no tratamento de peças roliças obtidas de árvores vivas (mourões) até 2,50 m de comprimento e diâmetro variável, utilizando-se para tal produtos Hidrossolúveis em qualquer recipiente.

No caso de se utilizar tambores de 200 litros de capacidade, convém proteger sua parede interna, pintando-a com Neutrol.

As soluções são preparadas nesses recipientes em concentrações recomendadas pelos fabricantes (normalmente 3 a 5% de concentração), devendo o nível da solução inicialmente

101

protegido do sol. É importante saber que os mourões devem ser tratados ainda verdes. bem como as peças postas a secar. por questões de funcionalidade e segurança. ventilado e coberto. os mourões devem ter o topo cortado em bisel e a base de preferência chanfrada. e descascados exactamente na hora de serem submetidos ao tratamento. o qual deverá ser efectuado sempre em local aberto. no máximo 24 horas após o abate da árvore.Aglomerados de Madeira preparada nunca ultrapassar 2/3 da altura do recipiente. Para o tratamento. 102 .

como: Heterogeneidade das suas propriedades mecânicas em função da orientação das suas fibras. Outra importante vertente. procurou-se fundamentalmente mostrar que os derivados da madeira têm uma ligação natural à floresta. fungos e outras pragas. que se julga ter ficado bem vincada. Defeitos próprios da sua génese como material orgânico. e que têm um percurso na sua fabricação todo virado ao aproveitamento dos seus resíduos em geral. Menor durabilidade para serem eventual alvo de insectos xilófagos. Apesar de o tema não se esgotar com este trabalho. é a diversidade de vantagens que advém da transformação da madeira natural. procurando e conseguindo-se melhorar substancialmente algumas das suas características menos meritórias. o verdadeiro “berço” da madeira como matéria-prima dos seus derivados. contribuindo assim de uma forma muito significativa não só para a preservação do nosso meio ambiente. o que só por si já seria altamente meritório. com variações dimensionais significativas e empenamentos. mas também para o desenvolvimento de um importante sector da economia nacional.Aglomerados de Madeira CONCLUSÕES O tema desenvolvido pelo autor tem subjacente um objectivo principal que é dar a conhecer a importância dos derivados da madeira no contexto da indústria nacional do mobiliário e da construção civil. Grande sensibilidade à humidade. consubstanciado no fabrico. comercialização e exportação dos derivados da madeira. 103 . líquida e vapor.

Como forma de sistematizar e comparar os diversos tipos de derivados de madeira apresentado. principalmente no que concerne à sua vertente prática. transformação e exploração do produto final. desde a origem da respectiva matéria-prima até à embalagem do produto acabado. Limitações das dimensões a que as peças de madeira serrada estão sujeitas. bem como à incidência da radiação solar. dado o progresso imparável das transformações tecnológicas 104 . Baixo rendimento económico e de aproveitamento. atendendo à forma circular própria do toro. seja na do mobiliário. tanto nos domínios da produção. não esquecendo a importância da sua manutenção e conservação. porquanto condicionadas pelas da própria árvore de origem. Fica porém o desafio para continuarmos interessados e atentos a todas as novidades de fabrico e aplicação destes materiais. Ao apresentar neste trabalho as diversas variedades de derivados da madeira que já se fabricam em Portugal. Acresce o facto de se ter aprofundado com este trabalho vários conhecimentos sobre o tema. seja na indústria construção civil. Hoje. a tendência em todo o mundo empresarial é competir de forma a tornar-se superior ao seu concorrente mais directo. junta-se anexo com as suas principais características. como na constatação do aumento do conforto e da qualidade dos empreendimentos onde os derivados da madeira se aplicam já em larga escala.Aglomerados de Madeira Alterabilidade em ambientes exteriores. e isso consegue-se com a modernização e a automação dos respectivos processos de fabrico. pretende-se também transmitir a ideia do bom gosto que anda associado a todos os acabamentos e utilizações que se desenhem para este tipo de material. inadequada em termos da geometria correntemente mais usada em construção e mobiliário (paralelepípedo). nomeadamente em alternâncias de situações de tempo seco e húmido.

razão mais que suficiente para que o seu estudo seja enriquecido com outras iniciativas e preocupações específicas.Aglomerados de Madeira em curso. a par da inerente problemática ambiental. 105 .

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estv.Aglomerados de Madeira SITES DA INTERNET http://www.de/conifers/pi/pin/pinaster.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16 http://www.pdf retirei o ficheiro pdf “madeira e água” http://www.ipv.ipv.asp?id_prodnivel1=2 http://www.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/Madeira%20Ens%20Mecanicos.sonae-industriatafisa.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/Madeira%20e%20Agua.com/port/produtos_gama2.estv.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23 http://www.uni-bonn.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.botanik.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11 http://www.estv.pdf http://www.ipv.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24 108 .com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.pdf http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15 http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12 http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.htm http://www.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/tim3_TP1_Na2.

com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=8 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25 http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1 109 .sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=9 http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46 http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43 http://www.com/port/produtos_gama1.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40 http://www.asp?id_prodnivel1=5 http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44 http://www.com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=14 http://www.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45 http://www.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.sonae-industria-tafisa.sonae-industria-tafisa.

asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54 http://www.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3 http://www.com/port/produtos_gama1.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51 http://www.asp?id_prodnivel1=7 http://www.Aglomerados de Madeira http://www.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53 http://www.html 110 .asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6 http://www.com/port/produtos_gama1.sonae-industria-tafisa.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=13 http://www.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127 http://www.amorim.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=13 http://www.sonae-industriatafisa.pt/corticaindustria.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.

Aglomerados de Madeira ANEXOS 111 .

Aglomerados de Madeira ANEXO I – Especificações comerciais dos principais tipos de aglomerados 112 .

REVESTIDO MELAMINA . AGLOMERADOS Painel produzido à base de partículas de Pinho marítimo aglomeradas com resina ureiaformol sob acção de pressão e temperatura. FOLHEADO . 113 . Carpintaria. Aplicação: Indústria Mobiliário.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. DIMENSÕES (correntes): • • • • 2440x1220 mm 3660x1830 mm 2500x1880 mm 2750x1830 mm Espessuras de 8 mm a 40 mm.Várias cores e imitação das madeiras.Aglomerados de Madeira A. Aplicação: Indústria de Mobiliário e Decoração de Interiores. Interiores e Decoração.

5 mm a 60 mm. FOLHEADO . 114 .Várias cores e imitação das madeiras.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. HIDRÓFUGO . Interiores e Decoração. Aplicação: Indústria Mobiliário.Resistente à humidade. Carpintaria. Aplicação: Decoração de Interiores. REVESTIDO MELAMINA . MDF Painel de média densidade produzido à base de fibras de madeira aglomeradas com resina ureia-formol por processos a seco e acção de pressão e temperatura. DIMENSÕES (correntes): • • • 2440x1830 mm 2500x1850 mm 2750x1830 mm Espessuras de 2.Aglomerados de Madeira B.

Aglomerados de Madeira C.2 mm a 5 mm. PLATEX Placas de fibras de madeira de alta densidade tipo S-1-S produzidas por via húmida a partir de 100% de materiais lignocelulósicos sem adição de reservas ou outro tipo de aditivos. 115 . DIMENSÕES (correntes): • • • 2750x1250 mm 2440x1830 mm 2750x1830 mm Espessuras de 3. Aplicação: Indústria Mobiliário.

Contraplacados Anti-derrapantes (revestido a filme fenólico anti-derrapante): Carroçarias e indústria automóvel. Contraplacados Cofragem (revestido a filme fenólico): Construção Civil. Aplicações: Contraplacados Decorativos e Desenrolados (em algumas espécies): Industria Mobiliário. Carpintarias e Interiores. coladas com resina ureia-formol. 116 . Carpintarias exterior. DIMENSÕES (correntes): • • 2500x1500 mm 2500x1250 mm Espessuras de 4 mm a 30 mm. As faces são de folha de madeira seleccionada e podem ser de diferentes espécies: • • • • • • • Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Outras sob consulta. CONTRAPLACADOS Placas formadas por folhas de madeira seleccionadas e colocadas com direcção de veio alternadamente cruzada.Aglomerados de Madeira D. Contraplacados Marítimos (colado c/ resinas sintéticas altamente resistentes à humidade aos fungos e ao tempo): Indústria Naval.

Aglomerados de Madeira

E. LAMELADOS Painel de lamelas de madeira de baixa densidade coladas e revestidas nas diversas folhas de madeira listada ou desenrolada (em algumas espécies). Podem ser produzidos em diferentes espécies de madeira:
• • • • • • • •

Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Kambala Outras sob consulta.

Aplicações: Carpintaria interior e Indústria de mobiliário.

DIMENSÕES (correntes):

2500x1250 mm

Espessuras de 16 mm a 30 mm.

117

Aglomerados de Madeira

F. TERMOLAMINADOS Várias camadas de papel kraft impregnado com resinas termo-endurecíveis, ligadas entre si por acção do calor e pressão. DIMENSÕES (correntes):
• • • •

250x125 305x130 366x161 420x161

Espessuras de 0,65 mm a 30 mm. Aplicações: Revestimentos de interiores, exteriores e decoração. ABET LAMINATI (marca exemplo) Séries para decoração e revestimentos:

STANDARD - Para revestimento de interiores , com diferentes padrões. DECORI SERIGRAFIA - O cliente pode desenhar seu próprio padrão de papel decorativo, o que torna este padrão exclusivo do cliente. DIAFOS - Termolaminados translúcido. POSTFORMING - Pode ser post-formado com curvas côncavas ou convexas, devido ao facto de suportar temperaturas ente os 160 e 220 ºC. METALLI - Termolaminado com superfície metálica. STRATICOLOR - Termolaminado compacto com várias camadas de papel Kraft colorido revestido nas duas faces com papel decorativo. Produz um excelente efeito visual. MEG - Usado para revestimentos de exteriores, o

118

Aglomerados de Madeira

resistente ao tempo.

LIMIPHOS - Termolaminado verde Florescente.

119

Aglomerados de Madeira ANEXO II – Especificações comerciais de alguns tipos de aglomerados 120 .

2 +/2.A.40 150 6 0.2 +/2.60 8 25 2100 4A 11 +/.90 30 30 2700 4A 11 +/.A.0 +/1.60 15 150 0.A.65 12 30 2500 4 A 11 +/.A.3 +/.90 35 30 N.5 7-9 +/2. N.05 0.0 +/0.60 15 150 0.2. 1200 860 +/30 N.0.A.7 20-30 0.A. 1200 780 +/30 N.2.40 8 150 0. N.7 0. 1200 720 +/30 1000 750 1200 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÁX.5 3-4 5-6 7-9 10-12 13-19 20-30 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO 860 +/30 N. 4A 11 +/. N.0 +/.60 12 150 0.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 2.A.Aglomerados de Madeira 1.5 3-4 5-6 0. EM COMPRIMENTO MÁX.0.0 +/0.7 7-9 0.0 +/1.5 +/2. 1200 750 +/30 1000 800.7 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEROR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) 2 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 40 40 40 40 40 40 40 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 2.5 20-30 +/.05 EN 318 EN 382 – 1 ISO – 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.2.05 0.7 0.1.A.0 +/0.A. 121 .5 +/2.0 +/1.7 10-12 0.2 +/2.0 +/1.05 0.0 +/.60 15 150 0.1.5 10-12 +/. ESPESSURA MÍNIMO NAS DUAS FACES 0.60 10 150 0.05 0. 1200 770 +/30 N.90 45 30 N.7 13-19 0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 2.60 10 28 2200 4A 11 +/.0 +/1.2.2 +/2.2 +/2.A.5 3-4 5-6 GAMA GAMA GAMA GAMA +/2.2 +/. 1200 820 +/30 N. N. 4A 11 +/.05 0. N.0 +/0.65 15 30 2700 4A 11 +/.0 +/.0 +/0.05 0.A. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.5 13-19 +/2.0 +/.A.

0 +/.1.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.7 15 50 4000 4 A 11 +/.2.0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.7 40 1.0 +/.2 +/.30 0.7 25 50 4000 4 A 11 +/.2.0 +/.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA MÁXIMO 880 +/. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.0 +/.2.Aglomerados de Madeira 2.2.0.30 0.5 +/.05 880 +/. 122 .1.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR CE SÍLICA (%) MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISSO 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.2 +/.

60 11 25 2200 4 A 11 +/.7 40 22 0.30 0.7 40 0.0 +/.0 +/.1. PARA USOS GERAIS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.0 +/.2.2 +/.Aglomerados de Madeira 3. 123 .0 +/.65 16 30 2200 4 A 11 +/.2 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 0.1.05 22 610 +/.0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.30 0.2.2.0.0.2.1.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.5 +/.60 13 28 2200 4 A 11 +/.2 +/.05 610 +/. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE.2.5 22 +/.0 +/.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE SÍLICA (%) GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISO .7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 610 +/.30 0.0 +/.2.

30 1000 750 1200 0.2.05 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .0.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.15 15 30 2200 4 A 11 +/ .A.2.0 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 MÉTODO DE ENSAIO +/.1.40 6.0 +/.0 150 0.2.7 40 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 12 DENSIDADE (KG/M ) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) 3 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 800 +/ .00 7 0.0 +/.0 150 0.5 +/.25 16 37 2700 4 A 11 +/ .2.1.40 6.90 EN 319 7 6 EN 317 0.1.2 +/.0.30 5.90 0. 1200 0. N.2.7 40 GAMA GAMA GAMA +/.2 +/.0 150 0.5 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 +/.30 N. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS TOLERÂNCIAS (MM) 12 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) GAMA ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS 12 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO – TESTE CÍCLICO (N/MM2) INCHAMENTO – TESTE CÍCLICO (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.0 +/.20 15 32 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.Aglomerados de Madeira 4.30 1000 800 1200 0. 124 .0 EN 324-1 13-19 ESPESSURAS (MM) 20-30 MÉTODO DE ENSAIO 0.05 730 +/ .0 +/.5 +/.05 GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO 770 +/ .A.2 +/.7 40 EN 321 EN 321 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 2700 4 A 11 +/ .0.2.

0 +/.05 800 +/ .A.Aglomerados de Madeira 5.05 22 720 +/ .7 40 22 1.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.3 +/.5 22 +/.2.0 +/.5 +/.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.00 10 28 20700 4 A 11 +/ .30 1000 850 1200 0.00 9 25 2000 4 A 11 +/ .7 40 1.A.0 +/.40 6 180 0.2.40 7 180 0. N.2.05 12 30 2500 4 A 11 +/ .0.0.2.0 +/.30 N.2. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO. 1200 0.30 5 180 0. 125 .7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 2 MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 ESPESSURAS (MM) 12 16-19 770 +/ .0.1.0 +/.0 +/.2 +/.30 1000 800 1200 0.05 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO . AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.1.1.2.2 +/.

2 EN 324-1 +/.5 EN 120 EN 310 EN 310 EN 322 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÉDIA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 770 EN 323 N. 126 .A.A EN 382-1 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2 EN 324-2 +/.785 EN 319 15* EN 317 N.30 6. N. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL TOLERÂNCIAS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DA DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) * VALOR PARA PLACA NÃO ACABADA OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS MÍNIMO MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA GAMA MÁXIMO (MÉDIA ANUAL) MÁXIMO MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 5 EN 324-1 +/.1.0. EN 320 N.A EN 318 N.A.A N.A.5 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 0.A EN 311 N.05 ISO – 3340 MÁXIMO TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A. 4 A 11 +/ .A.2 EN 324-1 +/. N.Aglomerados de Madeira 6.

5 +/.3 2 1.5 1500 0.Aglomerados de Madeira 7.5 35 +/.0 1350 0.5 +/.5 +/.5 +/. 127 . NOMEDAMENTE MOBILIÁRIO.5 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 14.5 +/.0.5 +/.5 +/.35 0.0 1600 0.0 1800 0. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA PARA APLICAÇÕES INTERIORES.0.8 12.40 0.5 +/.0.8 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÍNIMO MÍNIMA MÍNIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 311 GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÁXIMO CLASSE 1 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 EN 322 10 8 10 8 10 8 10 8 10 8 EN 120 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.3 2 1. TEOR DE FORMALDEÍDO (CLASSE 1) – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE 1.5 +/.0.3 2 1.0 1200 0.3 2 1.5 +/.8 35 11. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA GAMA GAMA +/.38 0.5 +/.8 13.8 28-32 12.0.25 0.5 28-32 +/.27 0.3 2 1.

65 0.Aglomerados de Madeira 8.3 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 0.5 +/.5 +/.65 4 20 720 5 A 13 20 4 20 720 5 A 13 20 21-25 +/.5 +/.5 +/.65 4 18 700 5 A 13 20 26-30 0.65 4 18 660 5 A 13 20 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 2 2 21-25 2 26-30 2 128 .3 +/.5 +/.5 +/.3 21-25 0.0.5 +/.0.3 26-30 +/.0.0. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) PROPRIEDADES E TOLERÂNCIAS ADICIONAIS ESQUADRIA (MM) MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÉDIA GAMA MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 +/.5 +/.

3 2 1.5 +/.3 2 1.5 28-32 +/.0.3 2 1.0 1900 0.50 0.0 2400 0. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA MÁXIMO MÁXIMO +/.5 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 19.5 +/.5 +/. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES.15 6 10 5 A 13 30 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO (%) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÁXIMA MÍNIMO MÍNIMO APÓS TESTE CÍCLICO MÁXIMO APÓS TESTE CÍCLICO GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 321 EN 317 EN 321 EN 322 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.Aglomerados de Madeira 9.0 2150 0.5 +/.3 2 1.25 6 11 5 A 13 30 16.5 +/.40 0.5 +/. INCLUINDO MOBILIÁRIO.25 7 11 5 A 13 30 18.5 +/.0.0.5 +/.5 +/.5 +/. 129 .45 0.20 6 10 5 A 13 30 28-32 14.0 2550 0.0.50 0.

CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1.0 -0 / +10 +/.2 +/.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 1.8 – 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.55 </=1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.10 MÁXIMO DESVIO 1.05 G / CM3 UNIDADE N.0.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA </=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.35 </=0.6 – 0. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO 0.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.15 2. 130 .Aglomerados de Madeira 10.0.

05 >/=10 >/=15 >/=10 >/=15 MM SEG G / CM3 >/=1.10 MÁXIMO DESVIO 1.0. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO1183.55 </=1. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N.Aglomerados de Madeira 11.35 </=0.35 3. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/.8 >/= 1.0.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL ESPESSURA <0. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL FORMABILIDADE RAIO RESISTÊNCIA ÀS BORBULHAS DENSIDADE TEMPO DE FORMAÇÃO DE BOLHAS DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1. 131 .15 2.8 ESPESSURA >0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA >/=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=5 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA 1.10 MÁXIMO DESVIO 1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/.0.05 G / CM3 UNIDADE GRAU GRAU GRAU GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO >/=4 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >/=3 >/=5 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA AO ASPECTO CIGARRO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=30 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1. 132 .15 1. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.Aglomerados de Madeira 12.35 </=0.55 </=1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.4 2.

15 G / CM3 3. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA (ESFERA DE GRANDE MARCA DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO 0. LAMINADO PARA PAVIMENTOS 1.3 MM E DENSIDADE 850+/-50KG/M3.35 </=0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 2.Aglomerados de Madeira 13.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.000 W5 33 >15. TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.65 </=1. 133 .5 >/=30 OUTRAS MM MM >/=1.º DE VOLTAS N GRAU GRAU GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU >/=3 * O LAMINADO É ENCOLADO COM PVAC EM MDF DE ESPESSURA 6+/-0. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 MÁXIMO DESVIO 1.600 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183. DE ACORDO COM A NORMA EN 316.000 N. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE (CLASSES DE ABRASÃO) (CLASSES DE UTILIZAÇÃO – EN 685) RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À PONTO INICIAL – IP ABRSÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA À LIZ CONTRASTE ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO ASPECTO UNIDADE ESPECIFICAÇÃO W3 23 31 >6000 >/=3 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >/=5 >/=3 W4 32 >10.

PAVIMENTO RESISTENTE A CARGAS A PARTIR DE 15 A 18 MM DE ESPESSURA. APRESENTAÇÃO: ISOPLY ISOPLY RL 2 TOPOS: ISOPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. DECORAÇÃO. PRATELEIRAS E ESTANTES. DESDE QUE ESTA NÃO ULTRAPASSE OS 85%. SUPERFÍCIE TOTALMENTE PLANA. PAINEL DE COR CLARA. EMBALAGENS. REVESTIMENTO INTERIOR DE PAREDES. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). ISOPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: ISOPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. É POSSÍVEL UM AUMENTO PASSAGEIRO DE HUMIDADE DO AR DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. TIPO 2. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. NÃO EXCEDENDO OS 65% DE HUMIDADE RELATIVA. COMPRIDAS E ORIENTADAS. 134 .Aglomerados de Madeira 14. MEDIANTE PEDIDO. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE SECO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC.

0.2 +/.2 +/. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO ISOPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA. 135 .8 +/. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.8 +/.2 8 +/-2 18-22 580 +/40 +/.2 8 +/-2 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O ISOPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 2 SEGUNDO A NORMA EN 300.2 8 +/-2 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 319 EN 317 EN 120 MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: TRACÇÃO: RESISTÊNCIA INICIAL: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: >/=4200 >/=4200 >/=4200 >/=1500 >/=1500 >/=1500 >/=26 >/=24 >/=22 >/=11 >/=10 >/=9 >/=0. PERPENDICULAR AOS APOIOS.30 </= 20 </= 20 </= 20 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO.34 >/=0. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA % MG/100 G 6-8-10 620 +/40 +/.0.32 >/=0. O ISOPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL).0. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.2 +/.8 +/. O ISOPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83).

MEDIANTE PEDIDO. APRESENTAÇÃO: LAMÉPLY LAMÉPLY RL 2 TOPOS: LAMÉPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. TIPO 3. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. DECORAÇÃO. PAINEL DE COR CLARA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). TECTOS. COMPRIDAS E ORIENTADAS. O LAMÉPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. PINTURA. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. VERNIZ. PAVILHÕES DE EXPOSIÇÃO. COMPATIBILIDADE COM OS ACABAMENTOS MAIS COMUNS: LACA. REFORÇO DE VIGAS. REVESTIMENTOS MURAIS. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. PRATELEIRAS E ESTANTES.. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS.. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS RESISTENTES OU FLUTUTANTES. 136 . LAMÉPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O LAMÉPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. NÃO EXCEDENDO OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. REVESTIMENTOS DE PAVIMENTO. CERCAS ABRIGADAS.Aglomerados de Madeira 15. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA.

0.18 >/=0.50 >/=0.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=26 >/=13 >/=11 >/=0.15 >/=0.8 +/.8 +/. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 620 +/40 +/.2 +/.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=24 >/=12 >/=10 >/=0.0.0.40 >/=0.8 +/. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O LAMÉPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83). É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=28 >/=14 >/=12 >/=0.13 >/=0.12 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120 TRACÇÃO: MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: % MG/100 G </= 15 </= 12 </= 12 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO.2 +/. O LAMÉPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL). CERTAS CARACTERÍSTICAS DO LAMÉPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA. 137 .2 +/. PERPENDICULAR AOS APOIOS.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O LAMÉPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 3 SEGUNDO A NORMA EN 300. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.45 >/=0.13 18-22 580 +/40 +/.15 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/.

ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. PAVIMENTOS. CERCAS ABRIGADAS. PODENDO EXCEDER OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. ESTE PAINEL É ADEQUADO PARA UTILIZAÇÕES SUJEITAS A EXIGÊNCIAS MUITO ELEVADAS. COBERTURAS DE VIGAS. COMPRIDAS E ORIENTADAS. ALPENDRES. DECORAÇÃO. VIGAS EM L. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. EMBALAGEM. 138 . APRESENTAÇÃO: TRIPLY TRIPLY RL 2 TOPOS: TRIPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. APLICAÇÕES: ESTRUTURAS DE MADEIRA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD).Aglomerados de Madeira 16. DE FORMA PERMANENTE. O TRIPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. PARTICULARIDADES RESISTÊNCIA MECÂNICA ELEVADA. MEDIANTE PEDIDO. PRATELEIRAS E ESTANTES. GRANDES FORMATOS. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. TRIPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O TRIPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. TIPO 4.

Aglomerados de Madeira

REDUZIDAS VARIAÇÕES DIMENSIONIAS. POSSIBILIDADE DE CLASSIFICAÇÃO M2, MEDIANTE APLICAÇÃO DE VERNIZ. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM CONTRAVENTAMENTOS, COM ESPESSURAS A PARTIR DE 8 MM. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM COBERTURAS INCLINADAS. CERTIFICADO DE RÓTULO ECOLÓGICO EXCELL.
CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS

O TRIPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 4 SEGUNDO A NORMA EN 300. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O TRIPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83) QUE GARANTE, PARA A MAIORIA DAS CARACTERÍSTICAS, VALORES QUE ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.
CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 720 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=38 >/=17 >/=19 >/=0,60 >/=0,21 >/=0,17 ESPESSURA 12-15 700 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=36 >/=16 >/=18 >/=0,58 >/=0,17 >/=0,15 18-22 670 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=34 >/=15 >/=17 >/=0,55 >/=0,15 >/=0,13 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120

TRACÇÃO:

MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100:

INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO:

% MG/100 G

</= 10

</= 9 </= 8 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3

PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO, O TRIPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL), PERPENDICULAR AOS APOIOS. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

139

Aglomerados de Madeira

ANEXO III – Normalização de Madeiras e seus Derivados

140

Aglomerados de Madeira

I. NORMAS PORTUGUESAS (NP, NPEN) E PROJECTOS DE NORMAS PORTUGUESAS (prNP) NO DOMINIO DA MADEIRA

I.1- MADEIRA – GERAL

⇒ NP 180: 1962 - Anomalias e defeitos da madeira. ⇒ NP 480: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Termos e definições. ⇒ NP 481: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Métodos de medição. ⇒ NP 482: 1988 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões nominais. ⇒ NP 486:1983 - Madeira serrada de resinosas - Tolerância nas dimensões. ⇒ NP 614: 1973 - Madeiras - Determinação do teor em água. ⇒ NP 615:1973 - Madeiras - Determinação da retracção. ⇒ NP 616:1973 - Madeiras - Determinação da massa volúmica. ⇒ NP 617: 1973 - Madeiras - Determinação da dureza. ⇒ NP 618:1973 - Madeiras - Ensaio de compressão axial. ⇒ NP 619: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão estática. ⇒ NP 620: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão dinâmica. ⇒ NP 621: 1973 - Madeiras - Ensaio de tracção transversal. ⇒ NP 622: 1973 - Madeiras - Ensaio de fendimento. ⇒ NP 623: 1973 - Madeiras - Ensaio de corte. ⇒ NP 890: 1972 - Madeiras resinosas - Nomenclatura comercial. ⇒ NP 987:1973 - Madeiras serradas - Medição de defeitos. ⇒ NP 1877: 1990 - Madeiras redondas - Classificação por dimensões. ⇒ NP 1881: 1982 - Madeiras redondas - Métodos de medição. ⇒ NP 3229: 1988 - Madeiras redondas de resinosas - Classificação por qualidade.

I.2 - MADEIRA – EMBALAGENS

⇒ NP 710: 1968 - Embalagens de madeira - Classificação e terminologia.

141

⇒ NP 752:1969 .Postes de madeira de pinheiro bravo para linhas eléctricas . ⇒ NP 751: 1969 .Pavimentos de edifícios . ⇒ NP 749: 1987 .5 .Determinação da eficácia preventiva contra Lyctus brunneus (Stephens) .MADEIRA – PAVIMENTOS ⇒ NP 747: 1969 .Tratamento de madeiras para construção.Tacos de eucalipto comum . ⇒ NP 750:1969 .4 .Madeiras .6 . 142 . ⇒ NP 2080: 1985 .Pavimentos de edifícios .Método laboratorial.Símbolos das espécies de madeiras a utilizar no revestimento de pavimentos.Peças serradas de pinho bravo para embalagens .Madeiras para embalagens em contacto com géneros alimentícios sólidos .Painéis de parquete mosaico.Características Conservação.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ NP EN 48:1992 .Tacos de madeiras tropicais para pavimentos .Produtos preservadores de madeiras .MADEIRA PARA ESTRUTURAS ⇒ NP 4305: 1995 . ⇒ NP 892: 1972 .Madeira serrada de pinheiro bravo para estruturas . I.Pavimentos de edifícios .Classificação.Tacos de castanho .Preservação de madeiras .Características e classificação.Características e classificação.Tacos de azinho . ⇒ NP 4099: 1991 .POSTES ⇒ NP 267: 1986 .Pavimentos de edifícios .Tacos de pinho bravo . dimensionamento.Características e classificação. preparação e tratamento.Método laboratorial.Classificação visual.Aglomerados de Madeira ⇒ NP 3226:1987 .Produtos preservadores de madeiras .Características.Tacos de madeira .MADEIRA . I.Definições e características gerais ⇒ NP 748:1969 .3 .Pavimentos de edifícios .Madeiras . I. ⇒ prNP 3153: 1986 .Características e classificação.Determinação da eficácia curativa contra larvas de Anobium punetatum (De Geer) .Características e classificação. I. ⇒ NP 969:1973 .

Método laboratorial.Método laboratorial.Método laboratorial.Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 335-2:1994 .Métodos de ensaio dos produtos preservadores de madeiras .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Determinação do limite de eficácia contra Reticulitermes santonensis de Feytaud .Prova de evaporação.Determinação da eficácia preventiva contra Reticulitermes santonensis de Feytaud .Método laboratorial para determinação da eficácia preventiva de um tratamento de madeira aplicada contra o azulamento Parte 1: Aplicação por pincelagem. ⇒ NP EN 11 7: 1992 .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .Método laboratorial.Guia de amostragem e preparação para análise de produtos preservadores de madeira tratada.terminologia.Determinação da eficácia curativa contra larvas de Hylotrupes bajulus . ⇒ NP EN 73:1991 .Parte 2: Aplicação à madeira maciça. ⇒ NP EN 335-1:1994 .Definição das classes de risco de ataque biológico .Aglomerados de Madeira ⇒ prNP 3164: 1986 .Produtos preservadores de madeiras .Durabilidade natural da madeira maciça Guia de exigências de durabilidade das madeiras na sua utilização segundo as classes de risco. ⇒ NP EN 21: 1991 .Determinação do limite de eficácia contra Anobium punctatum (De Geer) por transferência lavar . ⇒ NP EN 460: 1994 . ⇒ NP EN 152-1: 1993 .Definição das classes de risco de ataque biológico .Método laboratorial ⇒ NP EN 47:1992 . 143 .Produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Parte 1: Generalidades.Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Determinação da eficácia preventiva contra larvas recentemente eclodidas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) . ⇒ prNP 3928: 1989 . ⇒ NP EN 212: 1988 .Método laboratorial. ⇒ NP EN 84: 1992 .Ensaio de campo para determinação da eficácia protectora de um produto preservador de madeiras em contacto com o solo. ⇒ NP EN 46: 1989 .Produtos preservadores de madeiras .Determinação do limite de eficácia contra larvas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) . ⇒ NP EN 252: 1992 . ⇒ NP EN 118: 1992 .Produtos preservadores de madeiras .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Produtos preservadores de madeiras .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .prova de deslavagem.Produtos preservadores de madeiras .Preservação da madeira .

Terminology . ⇒ EN 1313-1: 1997 . ⇒ EN 1309: 1997 .Part 1: General terms common to round timber and sawn timber.Part 5: Terms relating to dimensions of round timber.Terminology .NORMAS EUROPEIAS (EN). ⇒ prEN 844-12:1998 .Part 1: Softwood sawn timber.Part 11: Terms relating to degrade by insects. ⇒ EN 844-9:1997 . ⇒ EN 844-4: 1997 .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-8: 1997 .Method of measurement of dimensions: Part 1: Saw timber. ⇒ EN 1310: 1997 .Round and sawn timber .Part 10: Terms relating to stain and fungal attack.Part 6: Terms relating to dimensions of sawn timber. ⇒ EN 1312: 1997 .Terminology .Visual grading .Determination of the batch volume of sawn timber. ⇒ EN 844-5:1997 .Terminology . II.Round and sawn timber – Terminology . ⇒ EN 844-10:1997 .Terminology . ⇒ EN 844-2: 1997 . ⇒ EN 975-1: 1995 .Part 12: Additional terms and general index. ⇒ EN 1315-1: 1997 .Part 7: Terms relating to biological structure of timber. PRÉ-NORMAS EUROPEIAS (ENV) E PROJECTOS DE NORMAS EUROPEIAS (prEN) NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS.Round and sawn timber . ⇒ EN 844-11:1997 . ⇒ EN 844-7:1997 .Terminology .Terminology .Round and sawn timber .Part 2: General terms relating to round timber.Terminology .Aglomerados de Madeira II .Round and sawn timber .1.Round and sawn timber .Part 1: Oak and beech.Round and sawn timber .Permitted deviations and preferred sizes. ⇒ EN 1311: 1997 .Terminology .Part 9: Terms relating to features of sawn timber. 144 .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Wood .Terminology . .Round and sawn timber .Method of measurement of dimensions .Part 8: Terms relating to features of round timber.Method of biological degradations.Round and sawn timber .MADEIRA – GERAL ⇒ EN 844-1: 1995 .Round and sawn timber .Part 3: General terms relating to sawn timber.Round and sawn timber.Round and sawn timber .Hardwood sawn timber .Round and sawn timber.Round and sawn timber . ⇒ EN 844-3:1995 .Part 2: Round timber.Part 1: Hardwood rounds timber.Round and sawn timber .Terminology .Dimensional classification .Method of measurement of features. ⇒ EN 844-6:1997 .Part 4: Terms relating to moisture content. ⇒ prEN 1309: 1998 .

PAVIMENTOS.Classification of timber quality.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . 145 .MADEIRA . ⇒ prEN 1927-1:1996 .General characteristics. ⇒ prEN 1927-2:1996 . Part3: Larehes and Douglas fus.Part 1: European Spruces.Visual grading .2 .ROlU1d and sawn timber . ⇒ EN 1316-2: 1997 .3 .Part 2: Softwood rounds timber.Hardwood round timber .Part 1: Oale and beech.Appearance grading of softwood Visual . ⇒ prEN 1747-2:1994 .Qualitative classification .Part 2: Qualitative classification .Method of measurement of moisture content .Classification of standing timber . ⇒ prEN 13183-2: 1998 . ⇒ prEN 1747-1: 1994 . ⇒ EN 1316-1: 1997 . Part2: Pines.General acceptance Marking and delivery roles.Qualitative classification . Pines and Douglas firs.Wood .Part 2: Method for estimating moisture content of a piece of sawn timber (Electrical method) II. ⇒ EN 1438:1998 .MADEIRA . Firs.CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ EN 942:1996 .Qualitative classification .Symbols for use in documentation of timber and wood based products. Part I: Spruces and firs. ⇒ prEN 1611-1: 1994 . ⇒ EN 1316-3:1997 . ⇒ prEN 1927-3:1996 . beech.Criteria for acceptance of a batch of sawn timber. ⇒ prEN 12169:1997 .Timber in joinery .Requirements for workmanship. II.Sawn softwood .Part 3: Quality grading for European pines. ⇒ EN 1611-3:1995 .Hardwood round timber . REVESTIMENTOS ⇒ prEN 1357:1993 .Qualitative Classification of Softwood round timber.Qualitative Classification of Softwood round timber. ⇒ prEN 1358:1993 .Sawn timber .Part 1: Dimensional classification.Oaks.Softwood saw timber visual grading . ⇒ EN 1611-2:1995 .Classification of standing timber .Part 2: Poplar.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Qualitative Classification of Softwood round timber.Part 2: Quality grading.Part 3: Ash and maples.Timber joinery .Hardwood round timber .Aglomerados de Madeira ⇒ EN 1315-2:1997 . ⇒ prEN 1314: 1994 .Dimensional classification . poplar and ash.

Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1368:1993 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling .Wood flooring (including parquet) . ⇒ prEN 13354:1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding – Appearance General characteristics.Test method . 146 . ⇒ prEN 13489:1994 . ⇒ prEN 12247 .Wood based panels.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . ⇒ prEN 13488:1994.Determination of the quality of timber in industrial packaging. Product standard. ⇒ prEN 1534:1994 . ⇒ prEN 13442:1994 .Solid Wood Panels.Wood and parquet flooring. II. Determination of the resistance to chemical agents (including water detergent).Wood flooring (including parquet) .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding. ⇒ prEN 1910:1997 . Determination of geometrical characteristic. ⇒ prEN 13446: 1994 . Determination of with areaway capacity of fasteners. ⇒ prEN 1535:1994 .4 MADEIRAS: PALETES E EMBALAGENS ⇒ prEN 12246 .Typica1 test assembly to determine bending properties. Parquet strip with groove(s) and/or tongue. Solid hardwood flooring boards. Multi-Layer parquet.Sawn Timber used in pallets.Method of test for dimensional stability.Determination of the quality of sawn timber in pallets. ⇒ prEN 12248 .Wood flooring (including parquet).Guidelines for general conditions of testing. ⇒ prEN 1533:1994 . ⇒ prEN 13647:1994 . parquet blocks. and wood panelling and cladding.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Wood flooring.Wood flooring (including parquet) and wood panelling . ⇒ prEN 13629: 1994 .Solid lamparquet and solid large lamparquet. ⇒ prEN 13228: 1994 .Wood flooring (including parquet) product standard. Permitted deviations and guidelines for dimensions. ⇒ prEN 13227:1994 .Mosaic Parquet.Solid parquet & other products without tongue and groove inc.Resistance to indentation. ⇒ prEN 13226:1994 . Test method.Wood flooring (including parquet) . Bonding quality.

Determination of embedding strength and foundation values for dowel type fasteners.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12249 .Delimitation test of glue lines.Test methods .Structural timber .Racking strength and stiffness of timber frame wall panels.Requirements for machine strength.Timber structures .Timber structures .MADEIRA PARA ESTRUTURAS.Strength classes.Structural timber .Test methods . ⇒ EN 383:1993 .Sizes . ⇒ EN 384:1995 . ⇒ EN 519:1995 .Structural timber .Coniferous and poplar .Test of trusses for the determination of strength and deformation behaviour.Sawn Timber used in pallets. ⇒ EN 409:1993 . ⇒ EN 595:1995 .Grading . ⇒ EN 336: 1995 . ⇒ EN 518: 1995 .Timber structures . II.Structural timber and glued laminated timber . ⇒ EN 392: 1995 .Determination of some physical and mechanical properties.Performance requirements and minimum production requirements. phenolic and aminoplastic for load-bearing timber structures: Classification and performance requirements.Timber structures . ⇒ EN 391: 1995 . ⇒ EN 380: 1993 .Glued laminated timber . ⇒ EN 338:1995 . ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ EN 301: 1992 . Permitted deviations and preferential sizes.Glued laminated timber .Structural timber .Determination of the yield moment of dowel type fasteners Nails.Timber structures .Performance requirements and minimum production requirements.Structural timber .Grading .General principles for static load testing. ⇒ ENV 387:1999 . ⇒ EN 385:1995 .Performance requirements and minimum production requirements.Requirements for visual strength grading standards.Test methods .Timber structures .Test methods .Determination of characteristics values of mechanical properties and density. graded timber and grading machines. 147 . ⇒ EN 594:1995 .5 .Shear test of glue lines.Finger jointed structural timber .Sizes permissible deviations.Glued laminated timber .Large finger joints .Test methods.Adhesives. ⇒ EN 408: 1995 .Glued laminated timber . ⇒ EN 390: 1994 .Permissible deviations.Glued laminated timber . ⇒ EN 386: 1995 .

⇒ ENV 1995-2:1995 .Structural tire design.Timber structures .Part 1-2: General rules .General principles for the determination of strength and deformation characteristics. ⇒ EN 1912: 1998 .Timber structures .Test methods . ⇒ EN 1058: 1995 . ⇒ prEN 13271: 1998 Timber fasteners characteristic load-carrying capacities and slip module.Soft body impact test of timber framed walls.Timber structures .Test methods .Timber structures .Eurocode 5 .Withdrawal capacity of timber fasteners.Aglomerados de Madeira ⇒ EN 596:1995 . 148 .Assignment of visual grades and species.Determination of characteristic values of mechanical properties and density.Specifications for connects for timber.Determination of mechanical properties of wood based panels.Design of timber structures .Structural timber .Joints made of punched metal plate fasteners. ⇒ EN 1195: 1997 . ⇒ prEN 1075:1993 .Timber structures .Timber structures .Wood based panels . ⇒ EN 789:1995 .Test methods .Timber structures .Strength classes and determinations of characteristic properties.Timber fasteners . ⇒ prEN 912:1992 .Load bearing stapled joints. ⇒ prEN 1382:1994 . ⇒ ENV 1995-1-1: 1995 .Determination of shear strength and mechanical properties perpendicular to the grain.Test methods . ⇒ prEN 1059: 1993 . ⇒ EN 26891: 1991 .Design of timber structures .Eurocode 5 .Structural timber and glued laminated timber .Eurocode 5 .Pull through testing of timber fasteners.Test methods .Design of timber structures . ⇒ prEN 1383:1994 .Test methods .Timber structures .Test methods .Strength classes .Timber structures .Part 2: Bridges ⇒ EN 10147:1994 .Part l-I: General rules and rules for buildings.Testing of joints made with mechanical fasteners . ⇒ prEN 1380: 1994 .Timber structures .Timber structures . ⇒ EN 28970:1991 .Joints made with mechanical fasteners .Test methods .technica1 delivery conditions.Performance of structural floor decking.Production requirements for fabricated trusses using punched metal plate fasteners.Continuously hot-dip zinc coated structural steel sheet and strip .Load bearing nailed joints. ⇒ ENV 1995-1-2: 1995 . ⇒ prEN 1381: 1994 . ⇒ EN 1193: 1997 .Timber structures . ⇒ EN 1194: 1998 -Glued laminated timber .Requirements for wood density.

Part 5: Requirements for load-bearing boards for use in humid conditions.Particleboards . ⇒ EN 300:1997 .Test method. 149 .Particleboards .Part 1: General requirements for all board types.Plywood . ⇒ EN 313-1: 1996 .Part 4: Requirement for load-bearing boards for use in dry conditions.Aglomerados de Madeira II.Wood-based panels . ⇒ EN 309: 1992 .Part 2: Requirement for general purpose boards for use in dry conditions.Particleboards .Wood particleboards . ⇒ EN 312-5:1997 .Particleboards .Definition and classification. ⇒ EN 312-7: 1997 .Part 3: Requirement for boards for interior fitments (including furniture) for use in dry conditions.Determination of formaldehyde content .Part 2: Performance requirements. ⇒ EN 312-4:1996 .Structural floor decking on joists .Particleboards .Part 7: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in humid conditions.Bonding quality .PLACAS DE DERIVADOS DE MADEIRA ⇒ EN 120:1992 .Plywood .Solid wood panels .Particleboards .Particleboards . ⇒ EN 311: 1992 .Wood based panels .Part 2: Requirements.Specifications . ⇒ EN 312-6: 1996 .Plywood .Plywood .6 .Classification and terminology.Specifications .Extraction method called the perforator method. ⇒ EN 310: 1993 .Part 2: Terminology.Specifications . ⇒ EN 312-2:1996 .Specifications .Specifications . ⇒ EN 12369: 1993 .Part 1: Test methods. ⇒ EN 312-3:1996 .Classification and terminology . ⇒ prEN 12775 . ⇒ EN 312-1: 1996 . ⇒ prEN 12869-2:1993 .Particleboards . ⇒ EN 314-2:1993 .Wood-based panels .Surface soundness of particleboards .Characteristic values for structural design. ⇒ EN 313-2: 1995 .Classification and terminology . ⇒ EN 314-1: 1993 .Bonding quality .Part 1: Classification.Wood Based Panels .Part 6: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in dry conditions.Particleboards .Specifications .Oriented strand boards (OSB).Specifications .Determination of modulus of elasticity in bending and of bending strength.

⇒ prEN 13017-'2:1997 .PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ EN 20-1: 1992 .Part 1: Flooring. ⇒ prEN 12871-2:1993 .Part 1: Application by surface treatment Laboratory method.Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12870-1: 1993 . ⇒ prEN 12872-2: 1993 . ⇒ EN 20-2:1993 .Part 1: Performance specifications.Specifications . II. ⇒ EN 22:1974 .Part 2: Performance requirements.Creosote and creosoted timber.Determination of eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae .Solid wood Panels .Wood-based panels . 150 .Wood preservatives . ⇒ prEN 12871-3:1993 .Laboratory method.Structural roof decking on joists .Part 1: Requirements for use in humid conditions. ⇒ prEN 12870-2:1993 .Wood-based panels . ⇒ prEN 13353-1:1993 .Part 2: Hardwood.Part 2: Application by impregnation .Structural roof decking on joists .Wood-based panels .Wood-based panels .Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Specifications .Wood-based panels .W ood preservatives .Part I: Requirements for use in exterior conditions.Solid wood Panels .Classification by surface appearance .Part 3: Roofing.Part 1: Softwood.Guidance for structural panel installation .Part I: Performance specifications.Guidance for struck panel installation .Part 2: Performance requirements.Specifications .Guidance for structural panel installation .Part 2: Walls.Wood-based panels .Part 1: Requirements for use in dry conditions. ⇒ prEN 13353-3:1993 .7 . ⇒ EN 49-1: 1992 .Wood-based panels .Structural roof decking on joists .Wood preservatives . ⇒ prEN 13017-1: 1997 .Part 1: Application by surface treatment .Methods of sampling and analysis .Wood-based panels .Solid wood Panels .Laboratory method.Solid wood Panels . ⇒ prEN 12872-3:1993 . ⇒ prEN 13353-2:1993 . ⇒ EN 1014-2:1995 . ⇒ prEN 12872-1: 1993 .Structural wall sheathing on studs .Wood preservation.Structural wall Sheathing on studs .Wood preservatives .Solid wood Panels .Determination of the protective effectiveness against Anobium punetatum (De Geer) by egg-laying and larval survival . ⇒ prEN 12871-1:1993 .Part 3: Performance test method.Laboratory method.Classification by surface appearance .Part 2: Procedure for obtaining a sample of creosote from creosoted timber for subsequent analysis.

Laboratory method.Method of test for determining the resistance against wood-destroying beside omits.Part 2: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by leaching into water or synthetic sea water. ⇒ ENV 13038 .Wood flooring (include parquet) .Hardwoods.01 . DOCUMENTOS DE TRABALHO (TC. EMBALAGENS 151 .Durability of wood and wood-based products.MADEIRA .CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ TC 175.GERAL III.MADEIRA .Flooring boards .l.337..Timber in doors .Wood preservation .32.MADEIRA . ⇒ TC 175.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1014-3:1997 .2 .335.03 .32.Wood flooring .Wood flooring .Wood preservatives .01 .Wood preservatives . Wood-based panels .Wood preservatives .335. III. ⇒ ENV 1250-1: 1994 .General timber requirements. III.PAVIMENTOS.335.4 . ⇒ prEN 1014-4:1995 . ⇒ ENV 1250-2:1994 .Methods of sampling and analysis Part 3: Determination of the benzopyrene content of creosote. ⇒ TC 175..Wood preservatives .Methods for measuring losses of active ingredients from treated timber .Methods of sampling and analysis Part 4: Determination of the water-extractable phenols content of creosote.Softwood.Timber in windows .Part 1: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by evaporation to air.Flooring boards .End grain blocks.General timber requirements.Methods for measuring losses of active ingredients and other preservative ingredients iron treated timber . ⇒ ENV 1390: 1994 . ⇒ TC 175.Determination of the eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae . REVESTIMENTOS ⇒ TC 175.Creosote and creosoted timber .02 .Creosote and creosoted timber . III.Wood flooring .04 .) QUE PROVAVELMENTE DARÃO ORIGEM A NORMAS EUROPEIAS RELEVANTES NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS III.PALETES.Laminated wood flooring.3 .03 . ⇒ TC 175.MADEIRA .

⇒ TC 112.ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ TC 124. ⇒ TC 112.Sizes. III.406 .Timber poles for overhead lines .Timber poles for overhead lines .Part 3: Performance test method.418-3 .Wood-based panels .402 .212 .Part 1: Performance speciation. ⇒ TC 124.343.Methods softest.01 .Wood-based panels .209 .211 .Determination of characteristic values.Timber poles for overhead lines .Guidelines for the dimension of sawn timber used in industrial packaging.Structural floor decking on joists .7-PLACASDEDERNADOSDEMADEIRA ⇒ TC 112.419-3 .Wood-based panels . 152 .Part 3: Performance test method.Wood-based panels .210 .418-1 . ⇒ TC 112.MADEIRA .Durability requirements.Timber poles for overhead lines . ⇒ TC 175.Structural wall sheathing studs .Aglomerados de Madeira ⇒ TC 175.Characteristic load-carrying and slip-module.01 .5 .POSTES ⇒ TC 124.Guidelines for the dimension of sawn timber used in pallets. IIL.Timber poles for overhead lines .344.Structural floor decking on joists . ⇒ TC 124.Grading and strength classes. ⇒ TC 124.Timber fasteners .Characteristic values for established products.213 . IIL6 . ⇒ TC 124.

Aglomerados de Madeira 153 .