Materiais de Construção

Derivados de Madeira

série MATERIAIS

joão guerra martins antónio vieira
I

1.ª edição / 2004

Apresentação

Este texto resulta inicialmente do trabalho de aplicação realizado pelos alunos da disciplina de Materiais de Construção I do curso de Engenharia Civil, sendo baseado no esforço daqueles que frequentaram a disciplina no ano lectivo de 1999/2000, vindo a ser anualmente melhorado e actualizado pelos cursos seguintes.

No final do processo de pesquisa e compilação, o presente documento acaba por ser, genericamente, o repositório da
Monografia do Eng.º ANTÓNIO VIEIRA que, partindo do trabalho acima identificado, o reviu totalmente, reorganizando, contraindo e aumentando em função dos muitos acertos que o mesmo carecia.

Pretende, contudo, o seu teor evoluir permanentemente, no sentido de responder quer à especificidade dos cursos da UFP, como contrair-se ainda mais ao que se julga pertinente e alargarse ao que se pensa omitido.

Esta sebenta insere-se num conjunto que perfaz o total do programa da disciplina, existindo uma por cada um dos temas base do mesmo, ou seja:

I. II. III. IV. V. VI. VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII.

Metais Pedras naturais Ligantes Argamassas Betões Aglomerados Produtos cerâmicos Madeiras Derivados de Madeira Vidros Plásticos Tintas e vernizes Colas e mastiques

Embora o texto tenha sido revisto, esta versão não é considerada definitiva, sendo de supor a existência de erros e imprecisões. Conta-se não só com uma crítica atenta, como com todos os contributos técnicos que possam ser endereçados. Ambos se aceitam e agradecem.

João Guerra Martins II

Aglomerados de Madeira

ÍNDICE ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................... 6 ÍNDICE DE FIGURAS............................................................................................................ 7 SUMÁRIO................................................................................................................................. 9 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10 CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” ....... 12 1.1. - HISTORIAL DA MADEIRA...................................................................................................12 1.2. – CONCEITO DE MADEIRA ...................................................................................................13 1.3. – NOMENCLATURA DA MADEIRA......................................................................................14 1.3.1. – ÁRVORES RESINOSAS ................................................................................................14 1.3.2. – ÁRVORES FOLHOSAS..................................................................................................15 1.4. – ESTRUTURA DA MADEIRA................................................................................................17 CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA .............. 21 2.1. – PREÂMBULO.........................................................................................................................21 2.2. – PROPRIEDADES FÍSICAS....................................................................................................21 2.2.1. – HUMIDADE ....................................................................................................................22 2.2.2. – DENSIDADE ...................................................................................................................24 2.2.3. – RETRACTILIDADE .......................................................................................................24 2.2.4. – HETEROGENEIDADE ...................................................................................................25 2.2.5. – ANISOTROPIA ...............................................................................................................25 2.2.6. – HIGROMETRICIDADE..................................................................................................26 2.2.7. – POROSIDADE.................................................................................................................26 2.2.8. – DUREZA..........................................................................................................................26 2.2.9. – COR..................................................................................................................................27 2.2.10. – BRILHO .........................................................................................................................27 2.2.11. – ODOR E GOSTO...........................................................................................................28 2.2.12. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA, TÉRMICA E SONORA .................................28 2.3. – PROPRIEDADES MECÂNICAS ...........................................................................................28 2.3.1. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO, À TRACÇÃO E À FLEXÃO................................29 2.3.2. – ELASTICIDADE, FLUÊNCIA E FADIGA....................................................................29 2.3.3. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO...........................................29 CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS ........... 32 3.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................32 3.2. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO ...........................................................................................33 3.3. – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL .........................................36 CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA ................................................................ 38 4.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS...................................................................................................38 4.2. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA...............................................................................39 4.2.1. - AGLOMERADOS............................................................................................................40 4.2.1.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................40

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Aglomerados de Madeira

4.2.1.2. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES .........................................42 4.2.2. – CONTRAPLACADOS ....................................................................................................63 4.2.2.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................63 4.2.2.2. - TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES ...................................66 4.2.2.3. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS...................................70 4.2.2.4. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS ...........................................................71 4.2.3. - FOLHEADOS...................................................................................................................73 4.2.3.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................73 4.2.4. – TERMOLAMINADOS....................................................................................................74 4.2.4.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................74 4.2.4.2. - TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES...................................76 4.2.5. - PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) .........................................................78 4.2.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA.................................................................79 4.2.6.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO .............................................................79 4.2.6.2. - PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES .................80 4.2.7. – CORTIÇA ........................................................................................................................80 4.2.7.1. - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO.............................................................80 4.2.7.2. - TIPOS DE CORTIÇA................................................................................................82 CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS ....... 84 5.1. - CONSIDERAÇÕES GERAIS..................................................................................................84 5.2. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS .....................85 5.3. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS.................................................87 5.4. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA.........................................88 5.5. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA ..........................................89 6.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................94 6.2. – PROCESSOS DE TRATAMENTO ........................................................................................95 6.2.1. – SECAGEM.......................................................................................................................95 6.2.2. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO....................................................................95 6.2.3. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA ..............................................................96 6.3. – AGENTES DETERIORADORES...........................................................................................96 6.3.1. - FUNGOS...........................................................................................................................97 6.3.2. – INSECTOS XILÓFAGOS ...............................................................................................97 6.3.3. – XILÓFAGOS MARINHOS.............................................................................................98 6.4. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS .....................................98 6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO .............................................................................................99 6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA) ...............................100 6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL).............................100 6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO ..................................................................................................100 6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE...........................................................................................101 CONCLUSÕES .................................................................................................................... 103 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 106 SITES DA INTERNET........................................................................................................ 108 ANEXOS ............................................................................................................................... 111

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Aglomerados de Madeira

ANEXO I – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DOS PRINCIPAIS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 112 A. AGLOMERADOS.....................................................................................................................113 B. MDF............................................................................................................................................114 C. PLATEX.....................................................................................................................................115 D. CONTRAPLACADOS .............................................................................................................116 E. LAMELADOS............................................................................................................................117 F. TERMOLAMINADOS ..............................................................................................................118 ANEXO II – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DE ALGUNS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 120 1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO ...........................................................................121 2. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS ...............................................................................................................................122 3. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE, PARA USOS GERAIS ....................................................................................................................123 4. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS ...........................124 GAMA.............................................................................................................................................124 5. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM .....................................................................................................................................125 6. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL ..................................................................................................................................126 8. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS.........................128 9. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES, INCLUINDO MOBILIÁRIO, PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS.................................................................................................129 10. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................130 11. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................131 12. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA.......................................................................132 13. LAMINADO PARA PAVIMENTOS .......................................................................................133 14. ISOPLY .....................................................................................................................................134 15. LAMÉPLY ................................................................................................................................136 16. TRIPLY .....................................................................................................................................138 ANEXO III – NORMALIZAÇÃO DE MADEIRAS E SEUS DERIVADOS................. 140

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Aglomerados de Madeira

ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 – ÁREA DE ALGUMAS ESPÉCIES OCUPADAS EM TERRITÓRIO CONTINENTAL, NOS ANOS DE 1980 E 1992 ...................................................................................................................... 37 TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS ........................ 85 TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS ...... 88 TABELA 4 - PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS .......................................................................................................................................... 90 TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS............. 91 TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS ............................. 92 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL........................................... 92 TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS............ 93

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35 FIGURA 11 – CORTE ATRAVÉS DE UMA SERRA DE FITA SEM-FIM (CHARRIOT) (IN SANTOS.... 40 FIGURA 13 – AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .......................... P...........................75) .................. 18 FIGURA 4 – DIAGRAMA DE SECTOR CIRCULAR DO CAULE DE CINCO ANOS DE IDADE DE UMA .................................... 57 FIGURA 35 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS POSTFORMING (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)..................................... 1991............. 65 FIGURA 41 – CORTE DE FOLHA (IN PATTON.............................................................IMAGEM DE UM INCÊNDIO……………………………………………………….............................................................................................. 32 FIGURA 9 . 20 FIGURA 6......................................... 44 FIGURA 16 – MDF BAIXA DENSIDADE (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............. 47 FIGURA 21 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .......Aglomerados de Madeira ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 1 – IMAGEM DE UM TIPO DE PINHO: “CASQUINHA”…………………………………..........IMAGEM DE DUAS ÁRVORES DA MESMA ESPÉCIE................... P................................................................ 76)............................. 45 FIGURA 18 – MDF SUPERLAC (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)..................... 1978...........OBTENÇÃO DE UM CONTRAPLACADO (IN SANTOS......... COM ANÉIS DE CRESCIMENTO DIFERENTES……………………………………………………………………………………26 FIGURA 7........................................................................................................................................... P.31 FIGURA 8 – PINUS PINASTER -PINHEIRO MARÍTIMO .206).......... 64 FIGURA 40 – FOLHA DESENROLADA E FIGURA 36A – CORTE POR SERRA OU LÂMINA .......... 1991.................... 1991........................... 50 FIGURA 25 – OSB 2 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................. 42 FIGURA 14 – MDF STANDARD ( IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................. P................................ 53 FIGURA 33 – PISO LAMINADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)....................... 66 7 ............ 19 FIGURA 5 – DIRECÇÕES FUNDAMENTAIS DA MADEIRA ..... 56 FIGURA 34 – AGLOMERADO PARTÍCULAS STANDARD (ST) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............... P......................... 48 FIGURA 23 – AGLOMERADO OSB (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .. 60 FIGURA 38..............ILUSTRAÇÃO DA TORAGEM...... 1991... 52) ...................................................... P.17 FIGURA 3 –SECÇÃO TRANSVERSAL DO TRONCO DE UMA ÁRVORE... 63) ..................................................... 46 FIGURA 20 – MDF MOLDÁVEL (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............. 66 FIGURA 42 – ALMA ....... 59 FIGURA 37 – AGLOMERADO PINTADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)........................................... MOSTRANDO AS PRINCIPAIS COMPONENTES DO LENHO E DA CASCA (IN MOREY............................. 58 FIGURA 36 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .. 63) . 48 FIGURA 22 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .... P..................... 35 FIGURA 12 – AGLOMERADOS (IN SANTOS....FORMAS DE CORTE DA MADEIRA (IN VALENTE............... 49) .................... 51 FIGURA 26 E FIGURA 27 – OSB 3 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).................................................. P ................................ 1991.......................... 46 FIGURA 19 – MDF MOLDURAS E PERFIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).......... 43 FIGURA 15 – PAVIMENTO MDF (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ..... 34 FIGURA 10 -TOROS DE MADEIRA DESFIADA (IN SANTOS.............. 52 FIGURA 28 E FIGURA 29 – OSB 4 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)......................... 50 FIGURA 24 – OSB 2 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).......15 FIGURA 2 – EXEMPLO DE UMA ÁRVORE FOLHOSA: “FAIA”…………………………………........................................................... 63 FIGURA 39 ... 1988...................................... 53 FIGURA 32 – OSB 4 LAMBRIM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............................................................. 44 FIGURA 17 – MDF RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...................................... FALCAS E TOROS (IN SANTOS................................................................. 53 FIGURA 30 E FIGURA 31 – OSB 4 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........ 62)...................................

...... 68 FIGURA 45 – MÉTODOS DE OBTENÇÃO DOS FOLHEADOS .................TERMOLAMINADO PARA APLICAÇÕES HORIZONTAIS/VERTICAIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .......................................................................................................................................................................... FIGURA 51 – PLACAS DE PLATEX................. 81 FIGURA 53 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS). 77 FIGURA 50 – TERMOLAMINADO DE ELEVADA RESISTÊNCIA-PAVIMENTOS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .................... 75 FIGURA 47 – TERMOLAMINADO (IN SITE DASONAE INDÚSTRIA) ........Aglomerados de Madeira FIGURA 43 – CONTRAPLACADO COMUM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........... 76 FIGURA 49– TERMOLAMINADO METÁLICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............................................................................................................................. ERRO! MARCADOR NÃO DEFINIDO.......................... 75 FIGURA 48 ............................ 73 FIGURA 46 -ESTRUTURA DOS TERMOLAMINADOS . 82 FIGURA 54 – CORTIÇA EM FOLHA (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS).................... 83 FIGURA 55 – IMAGEM DE MADEIRA EM DESPARASITAÇÃO……………………………………98 8 ................... 78 FIGURA 52 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS).............................. 66 FIGURA 44 – USO DO CONTRAPLACADO DE RESINOSAS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)..............................................................................

como também ao percurso habitualmente seguido na indústria desde a árvore até à obtenção dos derivados da madeira. estrutura. Por último. sem esquecer o problema da sua conservação e manutenção. neste trabalho monográfico. que abrange a transformação da madeira e a produção dos seus derivados. Desenvolve-se o tema principal (Derivados de Madeira). nomeadamente no sector da construção civil e do mobiliário. com referência não só à sua nomenclatura. embora não exaustiva. dois conjuntos de anexos: um visando uma extrema sintetização dos principais tipos de Derivados de Madeira. de forma prolongada. começa-se pelo historial da madeira como matéria-prima dos seus derivados. uma vez que a respectiva indústria dos produtos florestais. bem como as suas principais aplicações.Aglomerados de Madeira SUMÁRIO A floresta em Portugal tem um valor económico e social importantíssimo. Incluem-se. outro com algumas soluções comerciais. colocadas na forma de quadros resumo. caracterizando-os e apresentando o seu processo de fabrico. ainda. Deste modo. a variedade dos derivados de madeira que mais têm contribuído para o desenvolvimento da economia nacional. identificando os principais produtos deste grupo. tem já um peso proporcional elevado na formação do produto interno e na balança comercial do País. conclui-se com a análise e estudos de mercado sobre a comparação entre a madeira e respectivos derivados. propriedades e características. Procura-se assim abordar. 9 .

como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciado em Engenharia Civil na Universidade Fernando Pessoa. No entanto. tendo cerca de três milhões de hectares e possivelmente capacidade para o dobro. A origem dessas diferenças reside sobretudo na sua estrutura fibrosa heterogénea e anisotrópica. por sua vez. quer como elemento fundamental do espaço natural. atingindo algumas vezes dimensões colossais.Aglomerados de Madeira INTRODUÇÃO A presente monografia subordinada ao tema “Derivados da Madeira” circunscreve-se no âmbito de uma disciplina final demonstrativa de conhecimentos adquiridos e capacidades desenvolvidas pelo seu autor. fez surgir uma série de derivados da madeira como alternativa à madeira maciça ou natural. como os aglomerados e os contraplacados. Portugal apresenta a taxa mais elevada de floresta dos Países Europeus. daquele onde impera a vida em toda a sua complexidade de formas e relações. A madeira tem sido desde sempre um dos principais materiais utilizados na construção. sendo substituída primeiro pelo ferro e depois pelo betão armado. Reconhece-se hoje o valor da árvore. ou melhor. têm características próprias que os distinguem entre si. são prodigiosos seres vivos que crescem vigorosamente quando as condições de solo e de ambiente são propícias. materiais que constituem hoje em dia a estrutura da maior parte dos edifícios. As madeiras constituem um material complexo com características muito diferentes dos outros materiais de construção. As árvores. estruturalmente. 10 . quer como matéria-prima da economia industrial. Estes materiais. perdeu o seu protagonismo a partir da Revolução industrial. muito delicadas enquanto jovens. A tecnologia.

podendo vir a sofrer de diversas patologias e defeitos. o qual pode ser feita com madeira ou com laminados diversos. é obtida do tronco da árvore através do corte circular transversal ou em quartos. dada a modesta existência de bibliografia neste domínio. No final deste trabalho são referidas as fontes de informação e a bibliografia. por vezes erradamente. Necessita de um período de secagem alargado. as Placas de Fibras de Madeira (Platex). alternadamente. os Aglomerados e os Contraplacados. inevitavelmente. leva-a a acusar os efeitos da humidade e da temperatura. os “aglomerados" são fabricados a partir de pequenas aparas misturadas com uma resina sintética. a par de outros produtos seus sucedâneos existentes no mercado. a peça resultante é coberta com uma folha especificada desse material. os Termolaminados. os Painéis de Madeira Reconstituída e a Cortiça. dos quais se salientam os Folheados. Tanto num caso como noutro. continua a ser um dos eleitos. mesmo tendo sido substituída por outros materiais. Contudo. por questões práticas e de orçamento. chamando-se “folheado” a este processo de acabamento. Enquanto os “contraplacados” surgem através das colagens de finas folhas de madeira. O facto de a madeira que se adquire para trabalhos de marcenaria raramente estar bem seca. é cada vez mais substituída pelos seus derivados. umas sobre outras. cruzando o seu veio na vertical e na horizontal. sendo que as resinosas secam mais depressa. não apresentando no final quaisquer veios. Para remediar essa tendência natural surgiram os dois grandes grupos de derivados de madeira estratificada. A madeira. Durante este processo ocorre. quer pela sua maleabilidade. alguma deformação. entre um a dois anos. 11 . quer pela sua beleza. considerada.Aglomerados de Madeira A madeira maciça. para lhes conferir a aparência atractiva da madeira. um material melhor do que os seus derivados. os quais são hoje de capital importância para o sector da construção civil e do mobiliário De notar que se sentiu algumas dificuldades na obtenção de material de pesquisa. sendo depois esta pasta prensada a alta temperatura.

perspectiva-se de algum modo contribuir para o enriquecimento pessoal de quem se interessar por este assunto. entretanto. para construção dos primeiros abrigos. como para se aquecer. tão diversificado como actual. além de material de grande utilidade que continua a ser. o homem começa a utilizar a madeira para edificar as cabanas e choupanas. portanto. rebocados ou não. 12 . não só para sua defesa (como arma ou fazendo parte dela).HISTORIAL DA MADEIRA Desde o aparecimento do homem sobre a terra até aos nossos dias. de onde se destaca o papel como grande responsável pelo avanço da nossa Civilização. o qual através da sua imaginação sempre soube tirar proveito dela para execução de inúmeros objectos e produtos. com terra argilosa.1. portas e janelas.Aglomerados de Madeira Apesar das dificuldades referidas. um dos primeiros materiais utilizados pelo homem. aplicando a madeira não só na sua cobertura. fazendo as paredes de ramos entrelaçados. e na certeza de que fica ainda muito por dizer. a técnica e a arte de trabalhar a madeira tem evoluído desde o processo manual e primitivo. mas a madeira e seus derivados continuam a ser usados em larga escala. das primeiras jangadas e barcos. novos materiais. Nos nossos dias. substitui as paredes com pedra ou tijolo cozido ao sol. A evolução consegue. CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” 1. Mais tarde. etc. até à vasta e engenhosa indústria moderna contemporânea. . a madeira é também a fonte de muitos produtos usados na indústria. Foi. cozinhar e iluminar. Com o decorrer dos tempos. bem como na decoração interna e externa. A madeira esteve sempre ao alcance do homem desde os tempos remotos.

Em relação à “silvicultura”. O processo de produção da madeira. Na noção oriunda da “botânica”. Estas formas são variáveis no diâmetro que a árvore possui. antes mesmo de se abordar o conceito de “derivados”.2. sólida. passamos a ter a “lenha” até às formações terminais da árvore designadas por “rama”. É extremamente importante proceder-se à delimitação deste campo de estudo. 13 . Recorrendo a uma noção de “enciclopédia”1. ao qual também se dá o nome de “fuste”. página 841. o tronco (fuste. É a parte mais importante para o desenvolvimento da árvore. propriamente dita. a madeira é perspectivada como resultado da natureza. e em função da sua idade e localização vegetativa.a madeira. fibrosa. Para produzir madeira é importante o “câmbio”.20 metros. é que se obtém a madeira em bruto. matéria-prima. Mas este “câmbio” de raiz também pode dar madeira. Descrevem-se assim duas noções neste mesmo local: uma oriunda da “botânica” e outra da “silvicultura”. 1 Ver “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (GEPB)1. assumindo três formas: . haste ou caule) e os ramos de certos vegetais”. que se diz lenhosa.Aglomerados de Madeira 1. volume XV. para menos. é uma zona que fica no meio do “líber” e do “lenho” das plantas gimnospérmicas e dicotiledóneas. com os tecidos virados na direcção do interior (incluindo o “lenho” e os raios medulares). enquanto tal. a noção de “madeira” é apresentada como sendo a “substância compacta. Este processo de produção confina-se até ao diâmetro de 0. que compõe as raízes. chamado de “câmbio”. para ser utilizada nas mais variadas aplicações. aparece a partir do “eixo principal” da árvore. Devido ao crescimento do diâmetro do “cilindro central” do caule das gimnospérmicas e dicotiledóneas. O crescimento deste “cilindro central”. A partir deste. a “lenha” e a “rama”. a madeira define-se como uma “porção de lenho de dimensões suficientes para poder ser transformada depois de trabalhada com qualquer objecto útil” (página 841). – CONCEITO DE MADEIRA Um estudo desta natureza deve começar por fazer uma breve abordagem sobre o conceito de “madeira”.

– NOMENCLATURA DA MADEIRA A nomenclatura existente sobre madeira corresponde à classificação das árvores de onde a obtemos. concluir que a madeira. A madeira de pinho existe praticamente em toda a parte do mundo. muito embora não seja muito utilizada. As árvores a partir das quais se obtém o pinho são os pinheiros bravos e os pinheiros mansos. Apodrecem facilmente se não forem devidamente tratadas. para além dos sectores do mobiliário e da construção naval. – ÁRVORES RESINOSAS As árvores resinosas têm naturalmente resina.3. sendo usada nas obras públicas e construção civil. fundamentalmente. é definida segundo estas duas perspectivas – a “botânica” e a associada à “silvicultura”. aquela que se extrai como matériaprima bruta da natureza. França e alguns países de África. 1. com maior durabilidade. Obtém-se a partir do “pinheiro bravo”. é uma árvore típica dos países mediterrânicos como Portugal. Os tipos de árvores enquadradas neste grupo são o pinho e diversos tipos congéneres. 1. pertencem às melhores e mais apreciadas madeiras de construção pelas suas características de trabalho e resistência mecânica. Podemos referir alguns tipos particulares de “pinho”: • “Pinho bravo” . sendo as folhas do tipo persistente.1. São próprias das zonas frias e temperadas. a dois grandes grupos: as árvores resinosas (ou “coníferas”) e as árvores folhosas (ou “caducas”). • “Pinho marítimo” .Também conhecida por “pinus pinaster”. então.É uma árvore que dá madeira de boa qualidade. resumindo-se. possuindo forma em agulha. Espanha.3. Encontra-se na 14 .Aglomerados de Madeira Parece que podemos.

FIGURA 1 – Imagem de um tipo de pinho: “casquinha” 1.2. bem como em Portugal (Serra do Marão).Caracteriza-se por ter ramificações e nodos. – ÁRVORES FOLHOSAS As árvores folhosas são próprias de zonas temperadas tropicais. designadamente na Escandinávia.Aglomerados de Madeira Europa em altitudes médias (de 0 a 400 metros) e elevadas (de 400 a 900 metros).3. sendo por isso mais indicadas para fins decorativos. acabamento e qualidade. • “Casquinha” . 15 . produzindo madeiras desde as mais suaves e brandas até às duras.Encontra-se um pouco por toda a Europa. Pertencem às madeiras aptas também para a marcenaria devido ao seu aspecto. • “Pinho manso” . bem como na África em alturas até 2000 metros.

Estas árvores caracterizam-se pela sua altura e crescimento rápido. Existem 200 espécies de árvores com este nome. Nos de folha caduca os vasos possuem maior diâmetro do que os de folha persistente. Porém. O carvalho de folha caduca. é muito usado para produzir carvão. • O “álamo” . segundo GEPB (2000. 67). p. podendo ter os destinos mais diversos.É uma árvore de altura elevada. • O “castanho” .Aglomerados de Madeira São na sua maioria de folha caduca e entre os seus vários tipos temos: • O “carvalho” . as folhas arredondadas. A sua madeira utiliza-se muito na marcenaria. Na madeira extraída desta árvore.É geralmente um tipo de árvore que. assim caracterizada por morrer no Outono mas cair só na Primavera seguinte) e de folha persistente. na marcenaria e na construção civil. É utilizada na produção de 16 . é possível extrair desta árvore boa madeira. de maior densidade.Caracteriza-se por possuir um porte esbelto. Já o carvalho de folha persistente. destina-se a ser utilizado preferencialmente no fabrico da aduela e na marcenaria. os raios medulares são diferentes quanto à sua espessura. • A “nogueira” . Quanto à espessura e comprimento. Aplica-se na tanoaria. tem aquilo que se designa por “amentilhos masculinos delgados interrompidos. pendentes com uma flor na axila de cada bráctea”. existindo uns delgados e outros com maior largura. Quanto ao tipo de folha. muito embora algumas apenas sejam “arbustos”. Existem 230 espécies diferentes. para além das decorações de casas e construção civil. com cerca de 30 metros de altura. quando atinge grandes dimensões. tendo a casca acinzentada e a copa grande com folhas de 7 a 9 folíolos. são diferentes não tendo um padrão próprio. • A “faia” . • O “eucalipto” . os carvalhos resumem-se a dois tipos: de folha caduca (ou folha marcescente. e uma considerável densidade.É uma árvore da família das “mirtáceas”.É o nome porque é conhecido a madeira do castanheiro.Trata-se de uma espécie de choupo.

da família das fagáceas. provenientes do “câmbio” (zona geratriz compreendida entre o “líber” e o “lenho”). se identifica com o armazenamento e transporte das substâncias químicas que alimentam a árvore. à medida que se desnvolvem. Geralmente. Este crescimento designa-se por “anel de crescimento” e varia conforme a localização das árvores nas várias regiões do globo. utensílios de desporto e também em objectos de maior requinte e precisão. o crescimento dá-se sempre pela sobreposição de camadas sucessivas. FIGURA 2 – Exemplo de árvore folhosa: “faia” 1. qualquer que seja o tipo de árvore. cuja madeira branca. resistente e flexível é muito empregada em marcenaria. A “faia” é um exemplo de árvore das florestas dos climas temperados. caixas de ressonância de pianos. existem também diferenças consoante a origem das árvores. deixando os primeiros de participar na evolução fisiológica que. 17 . de córtex liso. – ESTRUTURA DA MADEIRA No que respeita à estrutura da “madeira”.Aglomerados de Madeira carruagens. basicamente. vão os mais antigos sendo substituídos pelos mais novos. Durante o seu processo de evolução os “anéis de crescimento”. concêntricas e periféricas.4.

A avaliação da qualidade da madeira pode ser feita através da “performance” física e mecânica dos “anéis de crescimento”. 49) Importa referir ainda que os “anéis de crescimento” permitem conhecer não só a idade de uma árvore como também estudar a característica da anisotropia da madeira. a “direcção radial” (ou direcção transversal radial) e a “direcção axial” (no sentido das fibra e longitudinal ao caule). A parte designada por “alburno” tem a cor mais clara do que o “cerne”. e a parte mais nova situada na periferia. 18 . mais seco e duro que as restantes camadas da árvore. a camada concêntrica da árvore situada entre a parte interna designada por “medula”. p. sendo a principal função das suas células contribuir para a alimentação da árvore.Aglomerados de Madeira Nesta modificação aparece-nos o “cerne”. 1978. ou seja. desempenhando funções estruturais. sob a casca. tal como se representa na figura 3. O “cerne” é de cor escura. designada por “alburno”. constituída pelas últimas camadas anuais de madeira ainda vivas. Lenho Casca FIGURA 3 – Secção transversal do tronco de uma árvore. mostrando as principais componentes do lenho e da casca (in Morey. segundo três direcções possíveis: a “direcção tangencial” (ou direcção transversal tangencial). propriedade física que depende da direcção segundo a qual é avaliada. conjunto dos anéis de crescimento.

FIGURA 4 – Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. sendo o primeiro aquele que aparece na fase de nascimento e o segundo na fase terminal. os poros da árvore cobrem toda a superfície exposta. dá origem a que se reduza significativamente a resistência da madeira. no primeiro caso. As diferenças principais estão na fase do processo de crescimento do “lenho”. visto que estas operações deverão ser efectuadas de maneira a que os “veios” fiquem sempre paralelos ao plano do corte.Aglomerados de Madeira A estrutura celular das árvores possui “veios”. Se este aspecto não for tido em conta. A diferença entre os dois está em que. As figuras seguintes (1 e 2) representam duma forma esquemática. não sendo também visíveis a “olho nu”. isso já não sucede. Os “veios” são de dois tipos: os “abertos” e os “fechados”. a secção tranversal do tronco de uma árvore e os aspectos principais da sua estrutura lenhosa. Do ponto de vista “anatómico”. que são de toda a importância na extracção e serração das madeiras. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa (in Rendle. O “lenho” pode ser de dois tipos: um “inicial” e outro mais “tardio”. 1937. 49) 19 . a madeira possui várias espécies que se encontram relacionadas com o “lenho”. o que torna praticamente impossível obter uma peça de dimensão e qualidade aceitáveis. respectivamente. p. e no segundo.

29) 20 . 1996.Aglomerados de Madeira FIGURA 5 – Direcções fundamentais da madeira (In Carvalho. p.

ou seja. Esta particularidade que a madeira nos oferece exige que se tenha atenção ao projectar e ao trabalhar com ela. independentemente da sua utilização. havendo. formada por fibras. Como é heterogénea a constituição celular das árvores no seu processo de crescimento. Nem toda a madeira é igual. – PROPRIEDADES FÍSICAS As propriedades físicas essenciais na madeira são a Humidade. Há madeiras muito duras e resistentes e outras mais brandas e menos resistentes.1. de um modo geral. sejam díspares. ao passo que as mecânicas encontram-se associadas às diversas qualificações da madeira para as respectivas finalidades ou utilizações. a Densidade e a Retractilidade. possuem importantes propriedades físicas e mecânicas. pelo que se referenciam as seguintes: 21 . As fibras estão orientadas segundo uma direcção determinada. no entanto. Pegando num pouco de madeira. verifica-se que a sua estrutura é fibrosa. para além das suas características químicas.2. – PREÂMBULO As madeiras e seus derivados. cuja diferença básica reside no facto de as físicas serem características intrínsecas da madeira. e o seu desempenho. outras que se encontram de certa forma relacionadas com elas. 2.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA 2. não é de estranhar que o comportamento físico e mecânico da madeira que se extrai das árvores. sendo mais fácil separar as fibras umas das outras no sentido dos veios do que no sentido perpendicular a eles. Cada variedade apresenta propriedades específicas. o que faz com que a madeira não tenha as mesmas propriedades em qualquer direcção.

Após a extracção da madeira da árvore. etc. • “Madeira semi-seca” – com o teor de água entre 23 e 30%. o Brilho. A quantidade de água absorvida pela madeira afecta o seu crescimento. então dizemos que este tipo de água é de “impregnação”. esta designa-se de água “livre”.2. 2. Se forem as próprias fibras que possuem a água. 22 . podem advir complicações devido ao seu grau de humidade. • “Madeira verde” – com o teor de água entre 30 e 70%. são de dimensões não regulares. quanto ao teor de água a madeira pode classificar-se em: • “Madeira saturada” – com o teor de água (humidade) acima dos 70%. sendo esta substância sobejamente conhecida pelo facto de necessitar de muita água para crescer.Aglomerados de Madeira • A Heterogeneidade. – HUMIDADE A humidade é o teor de água existente na madeira. diz-se que a árvore não possui humidade. fissuras. a Dureza. Segundo Carvalho (1996. de um ponto de vista técnico. Sem a água não é possível haver madeira. Os “anéis de crescimento”. A maior parte da madeira é constituída por celulose. térmica e sonora. designadamente. Se apenas as paredes das fibras possuírem água. empenamentos. a Anisotropia. a Higrometricidade. bem como as Condutibilidades eléctrica. a Porosidade. a Cor.1. • “Madeira comercialmente seca” – se o teor de água for de 18 a 22%. na retracção da madeira do tipo “transversal tangencial”. p. 40). Se apenas o “lenho” possuir água. o Odor e o Gosto. podendo variar o seu grau de humidade entre 5% a 10% na passagem da madeira do tipo “seco” para madeira do tipo “saturada”.

Para se conseguir conteúdos de humidade inferiores a 16 e 18%. A madeira recém-cortada tem um conteúdo de humidade compreendido entre 50 e 110%. a água retida nas próprias paredes das fibras que é designada por água de impregnação ou água de saturação. • “Madeira muito seca” – com o teor de água entre 8 e 12%. Ainda no respeitante à humidade temos a considerar a presença da água na madeira sob três formas: a água que faz parte intrínseca da matéria lenhosa da madeira e cuja eliminação só é possível com a destruição da própria madeira. esta definição resulta equivalente se utilizarmos o peso em vez da massa. pelo que temos: H= P1 − P 2 × 100 P2 Sendo P1 o peso inicial da amostra. O conteúdo de humidade “H” da madeira define-se também como sendo a massa de água contida na madeira expressa como percentagem da massa seca.Aglomerados de Madeira • “Madeira seca ao ar (sob coberto)” – se o teor de água for de 13 a 17%. chamada água livre. e que existe naturalmente na madeira verde. 23 . temos de recorrer à secagem artificial. O teor de humidade da madeira nas árvores é de cerca de 50%. e P2 o peso seco da amostra obtido por secagem em estufa a uma temperatura de 1030 C ± 20 C. o teor em humidade pode chegar aos 200%. e finalmente a água no interior das fibras que aparece quando as suas paredes já se encontram saturadas. Dado que a massa se determina mediante pesagens. reduzindo-se a valores entre 16 e 18% por secagem ao ar livre. Se a madeira estiver sob imersão. dizendo-se neste caso que o teor em humidade é nulo. • “Madeira completamente seca” – com 0% de teor de água.

Carvalho. Ela expande-se ao absorver água. ou seja. 55). e pode ser classificada em dois tipos: • Retracção transversal – a que respeita ao atravessamento do diâmetro da árvore. e contrai-se ao perdê-la. (1996. não só devido às condições climáticas do ambiente de crescimento. Este indicador permite determinar o peso que a madeira tem por cada unidade de volume aparente. a maior ou menor concentração do tecido lenhoso por unidade de volume. Define-se coeficiente de retractilidade como a variação de volume da madeira em função da variação de 1% do seu teor em humidade. a densidade é apreciada por sopesagem comparativa de peças de madeira de idênticas dimensões e estados de humidade. traduzindo também a compacidade da madeira. – DENSIDADE A densidade é uma propriedade que está relacionada com a humidade da madeira. a partir do teor de humidade que serve de base ao cálculo do mesmo.Aglomerados de Madeira 2. • Retracção longitudinal – a que respeita ao comprimento (altura) da árvore. p. mas também pela humidade ou teor de água que apresentam e ainda pela quantidade de infiltrações no lenho cerneiro.3. Com o fim de identificação. 2. através do indicador “Massa Específica Aparente” (MEA). apresenta a seguinte classificação respeitante ao “coeficiente de retractilidade”: 24 . podendo ser uma “retracção transversal tangencial” ou “retracção transversal radial”.2. Esta importante propriedade física da madeira é muito variável nas espécies comerciais. – RETRACTILIDADE A retractilidade é a propriedade da madeira que consiste em variar de dimensões quando o seu teor de água se modifica.2.2.

5.2. pelo que a madeira também é necessariamente diferente. FIGURA 6 – Imagem de duas árvores da mesma espécie com anéis de crescimento diferentes 2.4.75% e 1%. tem como consequência o facto de a madeira ter também uma diferente dureza. conjugada com outras características (a referir mais à frente).Aglomerados de Madeira • “Madeira muito nervosa” – se o valor do coeficiente variar entre 0. Os tecidos em questão são aqueles que dizem respeito aos “anéis de crescimento”. Estes apresentam diferenças conforme respeitarem à Primavera ou ao Outono.15 e 0. de igual modo. a questões que se prendem com a composição das 25 .55 e 0. • “Madeira pouco nervosa” – se o valor variar entre 0. • “Madeira nervosa” – se o valor variar entre 0.2.75%. ou seja. uma diferente densidade e uma cor diferente. Esta diferenciação da madeira resulta do facto de as células das árvores serem diferentes. por conseguinte.55%. a madeira é um material orgânico. – HETEROGENEIDADE A heterogeneidade consiste no facto de duas peças extraídas da mesma madeira nunca serem iguais uma à outra. No que diz respeito ao “cerne” nota-se. Liga-se. – ANISOTROPIA A anisotropia tem a ver com o facto de as propriedades físicas e químicas da madeira variarem conforme as direcções ou sentidos que a árvore conheceu ao longo do seu processo de crescimento natural. 2. • “Madeira medianamente nervosa” – se o valor variar entre 0. ainda que sejam da mesma árvore. Esta heterogeneidade. também diferenças a nível dos tecidos.35%.35 e 0.

como tal muito sensível à influência da variação do grau de humidade ambiente. p. em percentagem.Aglomerados de Madeira fibras e a sua disposição formal. 26 .2. Este valor deverá ser indicativo para a humidade de serviço da madeira em função da sua utilização. 2.2. denominado humidade de equilíbrio higroscópico. 2.8. – HIGROMETRICIDADE A higrometricidade é uma característica que a madeira possui de absorver a água e de a perder por evaporação. e varia com a sua idade e duração. – POROSIDADE A porosidade é uma característica da madeira que permite deixar passar mais ou menos organismos ou elementos voláteis na sua constituição material. também está ligada à maior ou menor aptência para absorver água. em “baixa”.2. 20) procede à apresentação de uma classificação dos vários tipos de madeira segundo esta propriedade. A madeira é um material orgânico e higroscópico. 2. “média” e “alta”.5 a 2 e maior do que 2. de tal forma que a cada par de valores higrotérmicos do ar (temperatura e humidade relativa) lhe corresponde um determinado valor de humidade. Como noutros materiais. – DUREZA A dureza é uma propriedade intimamente associada à ideia da resistência que a madeira possui. o mesmo é dizer do seu volume. entre 1.7.5. Carvalho (1996. para que não venha a sofrer alterações dimensionais da sua estrutura. consoante assuma os valores de menor de 1.6. sendo também diferente conforme se trate do “cerne” ou do “borne” da madeira.

Aglomerados de Madeira A dureza da madeira é um indicador corrente das suas propriedades físicas. mas com indivíduos da mesma população. embora os principais componentes da parede celular. 27 . Contudo. amarelada).2. Este facto. ou mesmo com uma unha.2. associada ao conceito de deformabilidade. variando. avermelhada. rosada. classificando-se por isso em baças ou lustrosas. 2. uma madeira possui mais ou menos brilho consoante a sua capacidade de refletância. – COR A cor é a propriedade característica da tonalidade que apresenta cada tipo de madeira (branca. com a densidade. com excepção da celulose. também possam contribuir para a tonalidade do tecido lenhoso exposto por corte. a propriedade de exibirem lustro. uma vez que depende sobretudo da espessura das paredes celulares ou do tamanho do lúmen (espaço interno entre as suas paredes). sendo variável de acordo com a idade da madeira. A sua rigorosa determinação requer equipamento e metodologia próprias. consequentemente. A dureza também surge. nomeadamente quando são de natureza oleosa ou gomosa.10. A cor da madeira varia não apenas com as espécies lenhosas. confere uma imagem específica a cada peça deste material. A cor da madeira é devida aos denominados extractivos. Consequentemente.9. pelo que o cerne é mais lustroso que o borne. há madeiras com modesta quantidade de extractivos e lustrosas. A mais importante causa do brilho é a natureza das infiltrações no lenho. ou seja. valorizando-o em qualidades decorativas. inclusive em zonas ou áreas da árvore. portanto. – BRILHO O brilho é a propriedade que os corpos têm de reflectir luz incidente. acastanhada. tais como o fio e o veio da madeira. É possível ter uma ideia aproximada da dureza pela dificuldade de riscar com um bico metálico. em virtude de naturais oxidações. 2. em conjugação com certas singularidades características. uma superfície longitudinal da peça de madeira.

TÉRMICA E SONORA As condutibilidades eléctrica. é mais ou menos isolante conforme a quantidade de ar que ela é capaz de ter no seu interior. mas este apenas pode ter verdadeiro interesse diagnóstico. sobretudo no borne.Aglomerados de Madeira 2. – ODOR E GOSTO O odor depende da presença. com pronunciado cheiro a resina. Associa-se o odor ao gosto. Nas madeiras portuguesas são particularmente aromáticos certos pinhos. inclusive o pinho bravo. É também um bom isolante acústico. os extractivos ou de metabolismo no cerne. como os amidos. o que permite melhorar as condições acústicas dos locais públicos em que se use a madeira ou seus derivados. ressalvando que. As resistências e os módulos de elasticidade. para além da sua compactação. – PROPRIEDADES MECÂNICAS Para se compreender o comportamento mecânico da madeira é preciso ter presente a sua constituição anatómica. depende dos extractivos. 2. Acresce referir a sua capacidade de absorção sonora. em virtude da sua maior assimilabilidade de substâncias aí contidas. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA. e os metabolitos resultantes do desenvolvimento nos tecidos lenhosos. e o pinho manso com característico cheiro a pinhão. que pode considerar-se como um material anisotrópico formado por tubos ocos com uma estrutura especificamente desenhada para resistir a tensões paralelas à fibra. reduzindo o efeito da reverberação.2.12. desigandamente.3. na direcção paralela à da fibra.2. de ter uma baixa condutividade térmica devido à escassez de electrões livres e à sua porosidade. 28 . mais frequente no borne. são sempre muito mais elevados que na direcção perpendicular. térmica e sonora são propriedades que identificam a madeira como sendo boa isoladora da electricidade. neste caso. de microflora. Claro que nem todos os cheiros são aromáticos.11. 2. de produtos infiltrados de diversa origem.

1. Também quanto maior for o grau de humidade. A fluência e fadiga correspondem à deformação ou redução da resistência com o tempo (caso da fluência) às solicitações que se efectuam sobre a madeira. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO. Conforme a direcção da compressão for paralela às fibras. A resistência à tracção relaciona-se com o facto de nos seus topos. assim o efeito e as reacções da madeira também serão diferentes. menor a sua resistência à compressão. Se o esforço de tracção incidir no sentido paralelo ao das fibras. ou ainda oblíqua. FLUÊNCIA E FADIGA A elasticidade consiste na sua resistência à deformação por alongamento ou por encurtamento da madeira sob tracção ou compressão uniformes. 2. – ELASTICIDADE.2. ou perpendicular. portanto. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO O efeito da temperatura na resistência da madeira é muito pequeno. A resistência à flexão consiste na capacidade de reacção às cargas uniformemente distribuídas em todo o comprimento da madeira. ou em pontos variados e isolados uns dos outros. maior é a vulnerabilidade da madeira e.3. Com temperaturas inferiores a 00 C. cujo objectivo é o de tentar fazer com que o seu comprimento aumente. os valores característicos da resistência à flexão e compressão são ligeiramente maiores que à temperatura normal. e de forma a diminuir o seu comprimento. entrarem em acção forças iguais mas opostas.3. 2. A madeira submetida a temperaturas muito elevadas pode 29 .Aglomerados de Madeira 2. concluise que a sua resistência é dupla da resistência à compressão.3.3. À TRACÇÃO E À FLEXÃO A resistência à compressão tem a ver com o comportamento da madeira quando está exposta a pressões a partir das suas extremidades. ou quando a mesma é sujeita de forma cíclica (caso da fadiga) a solicitações. e segundo o seu eixo.

Um incêndio é uma combustão incontrolada que se desenvolve no espaço e no tempo. já que a sua estrutura. alcançando ocasionalmente os 500 C. Apesar da madeira ser um material inflamável a temperaturas mais baixas relativamente às que se produzem num incêndio. quando está submetida de forma contínua a temperaturas de 370 C. A baixa condutibilidade térmica da madeira faz com que a temperatura diminua até ao seu interior. é menos perigoso do que se julga. sabe-se que a reacção ao fogo da madeira e seus derivados depende muito da sua espessura. É por isso que a legislação sobre a matéria pretende limitar a quantidade e a natureza dos materiais combustíveis existentes nos locais dos edifícios. contribui muito pouco para o desenvolvimento do fogo. da humidade e da sua própria espécie. Acima desta temperatura (500 C) a resistência tenderá a reduzir-se. propriamente dita. FIGURA 7 – Imagem de um incêndio Quanto ao comportamento da madeira perante o fogo. 30 . porém. está provado que a sua resistência não é afectada. e que necessita para a sua evolução de uma acumulação de materiais combustíveis.Aglomerados de Madeira sofrer uma perda de resistência. principalmente pelas seguintes razões: 1.

A sua dilatação térmica não provoca deformações perigosas. por ter uma condutibilidade térmica ainda menor que a própria madeira.Aglomerados de Madeira 2. 3. 31 . A carbonização superficial que se produz dificulta por um lado a saída dos gases e por outro a penetração do calor.

contraplacado. etc. são as que possuem climas e solos que não sejam de extremos. a madeira é extraída a partir de várias espécies de árvores. folheado. A semente utilizada deve ser oriunda de uma área com características ecológicas similares àquela onde vai ser lançada. folha de madeira natural. lamelado.1. Geralmente. placas de fibra de madeira “platex”. A melhor forma de a semente florescer é a existência de um bom meio ambiente. termolaminado. Tudo começa com a escolha do solo que reúna as condições apropriadas para uma árvore ser plantada. a qual se poderá transformar depois num seu produto derivado (aglomerado. embora não seja este o único método. a árvore nasce através do lançamento da semente à terra.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS 3. FIGURA 8 – Pinus pinaster . como se pode ver na figura 4. – GENERALIDADES Como referimos anteriormente. proporcionado por um solo que não possua quaisquer outros tipos de plantas que consumam a água e os nutrientes necessários ao desenvolvimento das árvores que se pretendem.) As zonas mais apropriadas para plantar árvores que permitam extrair madeira. madeira reconstituída.pinheiro marítimo 32 . crescer e dar madeira.

o potássio. as aparas e as serraduras provenientes das serrações. no caso do sobreiro de onde se 33 . p. o ar e a forma de povoamento. realizar industrialmente diversos tipos de painéis que são constituídos. O solo porque é dele que as árvores retiram os sais minerais imprescindíveis à alimentação. O ar que é fundamental para as trocas gasosas da função respiratória da árvore. que permitem utilizar quase integralmente não só os ramos. As árvores ao crescerem desenvolvem-se naturalmente devido à existência de quatro factores primordiais: o clima. os fosfatos. O tempo necessário.2. a forma de povoamento florestal. desde que a semente é lançada à terra até que se possa extrair a madeira da árvore. os derivado da madeira. o calcário. uma vez que se destruiu. etc. Por último. ainda que a produção possa ser aumentada por meio de repovoamentos florestais. por aparas ou partículas aglomeradas por meio de resinas sintéticas sob pressão e temperatura elevadas. 35). consoante a orientação considerada. desde 1950. porque está intimamente relacionado com a quantidade de água das chuvas e com o sol. o solo. é variável de árvore para árvore. desenvolveu-se um novo tipo de material. sobretudo. O clima. não é possível abastecer com madeira natural todas as necessidades cada vez maiores da indústria. visto que. pelo processo indicado.Aglomerados de Madeira 3. Por exemplo. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzidos pelas matas. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO O crescimento das árvores não pode ser acelerado e. Diferentes técnicas de fabrico permitiram. segundo Santos (1991. mas também os desperdícios de madeira. designadamente. Este sistema permite obter placas dotadas de grande estabilidade dimensional em qualquer direcção. a organização natural do material lenhoso que conferia a este desiguais retracções e propriedades mecânicas. essencialmente. “uma distribuição equilibrada do número de árvores por uma determinada superfície conduz a um aproveitamento mais racional dos elementos do solo e da luz solar”. Para satisfazer as exigências postas pelos construtores e fabricantes de mobiliário.

FIGURA 9 .Aglomerados de Madeira extrai a cortiça. 62) Após a obtenção dos toros. toragem (ou traçagem) e falquejamento (ou falqueamento). desrama. a “toragem” é o corte do tronco em comprimentos standardizados (12 palmos equivalentes a 2. 34 . com destino à indústria de transformação no caso de grandes quantidades. isto é. por fim. falcas e toros (in Santos. e. por imperativo legal o tempo de “descortiçamento” é de 9 anos. as árvores de qualquer natureza são limpas no local onde floresceram. Esta “falca” pode ser de dois tipos: aresta viva ou meia quadra. numa mesma árvore. 1991. a “desponta” é a denominação do corte dos ramos mais grossos. sendo de admitir outras dimensões de acordo com o diâmetro e a sua utilização.64 metros). o falquejamento que consiste em retirar da parte exterior do toro. com uma só face completa. procede-se ao seu desfiamento. depois de descascado.Ilustração da toragem. 71). quatro peças de madeira. p. ou são submetidas a diversas operações tais como. obtendo-se uma só peça esquadriada (denominada no jargão técnico de “falca”). p. Após abate. desponta. A “desrama” consiste no corte de todos os ramos com folhas. tal como se pode ver na figura 5. à execução de “cortes” ou “fios longitudinais” (figura 6). Fabião (1996.

É essencial este aspecto. com falquejamento. seja no tipo de produto final. se o destino for a sua utilização em quantidades de retalho. primitiva. então os toros são transportados até às serrações para aqui serem serrados com recurso a serras manuais ou serras mecânicas. o corte do toro é mais rápido e rigoroso. p. seja na indústria onde vai ser utilizado. holandesa. 1991. “moreau”. “cantibay”.Aglomerados de Madeira FIGURA 10 -Toros de Madeira Desfiada (in Santos. 35 . circulares e as serras de fita sem-fim (figura 7). etc. p. então. como por exemplo as serras de lâminas oscilantes. 1991. No caso destas últimas. FIGURA 11 – Corte Através de uma Serra de Fita Sem-Fim (Charriot) (in Santos. 63) Porém. primordial conhecerse o destino a dar ao mesmo. pois permite escolher o melhor corte de entre os vários tipos possíveis: radial. 63) Para que se possa retirar o máximo aproveitamento do toro é. havendo também menor desperdício.

127). e a azinheira. Esta ideia insere-se no crescimento desorganizado. as características mais importantes da evolução deste domínio podem ser traduzidas pela “progressiva ocupação de terrenos incultos sem vocação agrícola e na prodigiosa expansão da área de pinheiro bravo. diminuíram no que se refere à área florestal ocupada. p. bem como a qualidade das mesmas. p. há uma ideia base que é possível retirar. Nas décadas mais recentes. desde 1980 até ao ano de 1992 (o mais recente disponível) é a constante na tabela 1.Aglomerados de Madeira 3. até ao século XIX. conheceram uma evolução ascendente no período considerado. o pinheiro bravo. Na opinião de Fabião (1996. Como se pode constatar. mais aquele do que esta. 123). – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL No território de Portugal continental. do ano de 1980 para o ano de 1992. De acordo com Fabião (1996. pela informação disponível até à actualidade. o “castanheiro” e o “eucalipto”. pelo que era muito difícil conhecer-se a madeira que era possível extrair. desde o século XIX até à actualidade. as espécies de árvores que vem a ser as mais plantadas são o “carvalho”. que é hoje a nossa principal produtora de madeira”. pode-se observar que há um aumento célere da superfície plantada de eucalipto com diminuição constante e ténue da superfície do azinho. o sobreiro e as demais árvores referidas no quadro. ditado por razões que têm a ver com os interesses de quem decide nas diversas localidades florestais do território. principalmente. Segundo Fabião (1996. 36 . O eucalipto.3. 122). tipos de árvores e suas características. pouco ou nada se conhecia quanto à quantidade de árvores. p. Não obstante. e que se consubstancia no carácter profundamente artificial da floresta portuguesa. casuístico e não planeado da nossa floresta. a evolução da ocupação em termos de floresta do Continente.

2 MILHARES DE HECTARES 845 6 91 438 664 465 112 31 77 1992 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 30.3 15. POR TIPOS DE ÁRVORES.9 24.7 na 3. nos anos de 1980 e 1992 (in Fabião. EM HECTARES E PERCENTAGEM OCUPADA DE ÁREA FLORESTAL EM PORTUGAL CONTINENTAL (1980 e 1992) TABELA 1 – Área de algumas espécies ocupadas em território continental.8 37 .1 16. 123) 1980 MILHARES DE HECTARES PINHEIRO BRAVO PINHEIRO MANSO OUTRAS RESINOSAS EUCALIPTO SOBREIRO AZINHEIRA CARVALHOS CASTANHEIRO OUTRAS FOLHOSAS 1300 35 35 295 655 536 66 30 68 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 42.1 2.7 1.9 4.5 17.1 9.6 2.7 21. p.1 1. 1996.Aglomerados de Madeira FLORESTA.1 1.0 2.2 1.

A conversão posterior destas pranchas ou tabuados permite a obtenção de peças com diferentes secções e comprimentos. A ideia é obter. visem melhorar estes aspectos e/ou atenuar as condições sub-óptimas de quantidades de madeira. após transformação das estruturas de raiz da madeira. Por conseguinte. a partir da divisão dos toros em pranchas ou tabuados cujas faces apresentam aspectos distintos consoante o plano de corte efectuado se aproxima da medula (corte radial) ou se afasta bastante desta (corte tangencial). em termos de qualidade. Surge então a técnica da conversão da madeira. essencialmente os seguintes benefícios: 38 .CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira natural. então podemos contar com a existência de madeira não só em maior quantidade como também de melhor qualidade. Assim. pois as deformações podem tornar-se importantes e prejudicar o aspecto da obra e até a sua função de utilização. é pouco aconselhável utilizar a madeira natural em grandes superfícies. por via de específicas operações de transformação. do seu volume. Tais alterações de volume são geralmente acompanhadas de empenos no plano normal às fibras. quando exposto a variações de temperatura e de humidade ambientes. portanto sujeito a variações dimensionais da sua estrutura e. na sua forma maciça. consequentemente. Assim. que não são mais do que uma forma de rearranjar as fibras existentes. se obtivermos outros materiais que. resistência e duração. era outrora aplicada em todos os tipos de trabalhos de construção e mobiliário sem ter em conta que se tratava de um material orgânico e higroscópico. Estas específicas operações de transformação dão origem àquilo a que se designa por “derivados da madeira”.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA 4. especialmente do tecido do “lenho”.1 . quando uma madeira perde humidade sofre fenómenos de retracção e quando absorve água fica sujeita a um entumecimento.

2. “placas de fibras de madeira (platex)”. pretende-se efectuar uma caracterização dos aspectos principais de alguns deles. como sejam a retractilidade e a massa específica. Homogeneidade de composição e razoável isotropia no comportamento físico e • Maiores possibilidades de secagem e tratamento de preservação e ignifugação. “termolaminados”. “painéis de madeira reconstituída” e ”cortiça”. quando o material. • Melhoria de algumas características físicas.Aglomerados de Madeira • mecânico. simultaneamente. mais economias na utilização da madeira como “matéria-prima” dos seus derivados. subdividindo-se depois os outros produtos derivados. • Possibilitarem um aproveitamento praticamente integral de todo o material lenhoso que se consegue extrair das árvores e. • Fabricação de produtos novos. e também de características mecânicas em relação à madeira natural. No âmbito desta Monografia. os “aglomerados” e os “contraplacados”. salientam-se os dois grandes grupos de estratificados de madeira. por meio de alternativas nos processoa de fabrico. em“folheados”. 39 . – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Existem vários tipos de derivados de madeira. Assim sendo. antes da aglomeração. 4. entre outros aspectos). em especial dos que se consideram ser mais importantes no actual panorama nacional. com dimensões que a natureza não produz e melhores características (adequadas à tecnologia moderna de pré-fabricação modulada. está reduzido a lâminas finas ou pequenos fragmentos. seus sucedâneos mais correntes.

p.1. construídas a partir de pequenas árvores e ramos. os aglomerados “são placas especiais de madeira. Posteriormente. e transportados em tapetes rolantes a secadores rotativos para eliminação de toda a sua humidade. p . Após esta fase. . sendo depois reduzidos a pequenas partículas através de máquinas desfibradoras. sendo por isso utilizadas nos mais diversos fins dos quais podemos destacar o revestimento de tectos. as partículas são conduzidas a máquinas misturadoras que procedem à impregnação de resina.AGLOMERADOS 4. paredes e mobiliário.1.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Segundo Santos (1991. provenientes de abates florestais”. passando depois para tabuleiros apropriados em camadas previamente estabelecidas.1 . Após serem descascados e cortados em reduzidas dimensões. FIGURA 12 – Aglomerados (in Santos. De entre 40 . 75).Aglomerados de Madeira 4. são objecto de um tratamento adequado em câmaras apropriadas para a sua “humidificação”.75) Estas placas possuem resistência e durabilidade.2. 1991. para serem prensadas a uma temperatura que ascende aos 200º centígrados e uma pressão de 200 toneladas. Um exemplo do produto final pode ser observado na figura 8. afim de obterem a resistência e a forma final. são levadas para máquinas de acabamento de forma a serem esquadriadas e polidas para o aglomerado ficar com as medidas standardizadas.2.

utilizando a lenhina da própria madeira como aglutinante. indústria do mobiliário e decoração de quaisquer domínios. não possui qualquer revestimento nas faces. ♦ Painéis folheados – de constituição análoga e revestidos nas suas duas faces por folhas decorativas. como revestido a papel ou a folha de madeira. sendo por isso adequado para o fabrico de mobiliário a colocar em ambientes húmidos e para a construção civil. em que a central é formada por partículas de maiores dimensões e as superficiais por material mais fino. Este tipo de aglomerado é especialmente talhado para a construção civil. este é também um painel de partículas de madeira de pinho sem revestimento nas faces. mas fabricado com resinas especiais (não químicas) de tal forma que possa resistir à humidade. segundo o seu fabrico. as placas ou painéis de fibra que são constituídos por partículas obtidas por cocção de madeira fragmentada mecanicamente. também designados por homogéneos por serem constituídos por partículas sensivelmente das mesmas dimensões em toda a espessura ou por várias camadas. ligada sob fortes pressões e altas temperaturas. Cabem também na designação de aglomerados de madeira. Os painéis de partículas. geralmente. No referente ao aglomerado hidrófugo. geralmente três. A forma de utilização tanto pode ser em bruto (ou em cru).Aglomerados de Madeira os vários tipos de aglomerados que existem salientam-se dois tipos: “o aglomerado standard” e o “aglomerado hidrófugo”. Também pode ser utilizado no seu estado bruto para efeitos de lacagem ou de revestimento. Os painéis de espessura superior a 30 mm podem ser obtidos por 41 . podem classificar-se em: ♦ Painéis comuns – formados por uma só camada. Em relação ao aglomerado standard é de referir que se trata de um painel de partículas de madeira de pinho aglomeradas com resina química e que.

80m. sendo perfeitamente adequado para responder aos requisitos das aplicações de mobiliário ou pavimentos. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES 4. de que resulta uma diminuição do seu peso. com larguras e comprimentos variáveis entre 1. de elevada maquinabilidade e homogeneidade. Os painéis de partículas apresentam-se com uma larga gama de dimensões.2.2.com/port/produtos_gama1. de baixa densidade ou moldabilidade ou mesmo para utilizações na construção.2.Aglomerados de Madeira outros processos de fabrico que deixam perfurações tubulares no seu interior. falar em produtos derivados de madeira é falar de MDF – Aglomerados de fibras de densidade média ou “Médium Density Fibreboard”. respectivamente.asp?id_prodnivel1=2> em 26/01/2004.2. o seu consumo mundial tem vindo a aumentar continuamente. 2 42 .00m e 2.13m por 2. Apresentando-se como o produto derivado de madeira com melhores condições para substituir de facto a madeira maciça.AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) Hoje em dia. O MDF apresenta uma superfície macia ideal para lacagem. tal como se vê na figura 9.sonae-industriatafisa.00m e 2.1. 4. a necessidades de resistência à humidade ou ao fogo.1.1 . São conhecidos no mercado por painéis extrudidos. tendo espessuras geralmente de 4 a 30 mm. FIGURA 13 – Aglomerado de Fibras (MDF) (in site da Sonae Indústria2) Retirado do site da Internet da “Sonae Indústria” <http://www.

Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.sonae-industriatafisa. As suas superfícies macias e uniformes permitem o revestimento com qualquer tipo de material para pavimentos (ver figura 11). sem descontinuidades e uma estrutura que o torna extremamente fácil de trabalhar.com/port/produtos_gama2.5 -3 -4 -5 -6 -8 -10 -12 -15 -16 -18 -19 -22 -25 -28 -30 Dimensões: 1220 / 2440 x 3660 Espessuras standard: 8 – 10 – 12 – 15 – 16 – 18 – 19 – 22 – 25 – 28 . 3 43 .Aglomerados de Madeira Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de Fibras MDF existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ MDF “Standard (ST)”: Com uma superfície macia. tendo sido concebido especialmente para o fabrico de móveis e componentes com exigências elevadas de maquinabilidade e acabamento. A sua ampla gama de espessuras assegura uma excelente cobertura das necessidades da indústria de mobiliário (ver figura 10). O MDF standard é muito versátil. FIGURA 14 – MDF Standard ( in site da Sonae Indústria3) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220 / 1830 x 2440 Espessuras standard: 2.30 ♦ MDF “Pavimentos”: A estrutura e densidade deste tipo de MDF tornam-no na solução adequada para aplicações que exigem características de resistência mecânica e que estão sujeitas a elevado desgaste.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11> em 26/01/2004. como é o caso dos pavimentos.

especialmente em situações em que é necessária uma qualidade elevada e consistente do material (ver figura 12). É muito utilizado na montagem e decoração de lojas. FIGURA 16 – MDF Baixa Densidade (in site da Sonae Indústria5) Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama2. é a solução ideal para a fabricação de portas de guarda-roupa de grandes dimensões ou para todas as situações em que é necessária a performance mecânica e física de um MDF. mesmo quando são especificados sistemas especiais de fixação dos painéis.7 . Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 6 . mas com restrições especiais de peso.8 ♦ MDF “Baixa densidade”: Aglomerado de fibras leve mas muito resistente.sonae-industriatafisa. 4 44 .asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12> em 26/01/2004. este tipo de MDF é uma solução acertada para aplicações de pavimento em áreas mais sensíveis a humidades ocasionais.Aglomerados de Madeira FIGURA 15 – Pavimento MDF (in site da Sonae Indústria4) MDF “Pavimentos resistentes à humidade (MR)”: Combinando a estrutura e densidade típicas de um produto para pavimentos com características especiais de resistência à humidade.

asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16> em 26/01/2004. lixagem e acabamento.15 .sonae-industriatafisa. uma excelente qualidade da superfície (ver figura 14).com/port/produtos_gama2. este MDF resistente à humidade.19 – 22 ♦ MDF “Resistente à humidade (MR)”: Combinando um excelente desempenho em termos de maquinagem com a sua elevada resistência à humidade. permite uma redução bastante significativa nos tempos de acabamento e no consumo de lacas. por exemplo. pela sua excepcional aptidão para operações de maquinagem. portas de cozinha lacadas. garantindo. 6 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. é uma solução ideal para designs especiais de mobiliário de cozinha e casa de banho. 5 45 . Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.30 ♦ MDF “Superlac”: Para situações especiais como.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .19 . ao mesmo tempo. é um material de referência para a fabricação de caixilhos de portas e janelas.sonae-industriatafisa. lambrins e outros componentes para a construção (ver figura 13).16 .16 . Além disso.18 . FIGURA 17 – MDF resistente à humidade (MR) (in site da Sonae Indústria6) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 . com características especiais de aptidão da superfície à lacagem.com/port/produtos_gama2.25 . o MDF superlac.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15> em 26/01/2004.

asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23> em 26/01/2004. permitindo a execução de formas mais ousadas. FIGURA 19 – MDF Molduras e Perfis (in site da Sonae Indústria8) ♦ MDF “Moldável”: Este tipo de MDF apresenta-se com uma das faces ranhurada para utilização em aplicações que exijam a flexibilidade do material.16 . 8 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. 7 46 . quer para a produção de certos elementos integrantes do mobiliário (ver figura 15).sonae-industriatafisa.19 . inexequíveis com outro tipo de material.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira FIGURA 18 – MDF Superlac (in site da Sonae Indústria7) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 . Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24> em 26/01/2204.com/port/produtos_gama2.22 ♦ MDF “Molduras e perfis”: No âmbito dos acabamentos existe este MDF com determinados tipos cuja utilização se destina à aplicação em molduras e perfis. como é o caso de curvas. ondulações e desenhos arredondados (ver figura 16). quer como complemento na indústria da construção. para portas e pavimentos.sonae-industriatafisa.

1. brilhos. padrões. com a possibilidade de serem impressos com qualquer tipo de grafismo. são bem conhecidos como materiais para aplicações de mobiliário de cozinha e casa de banho. com garantias de uma elevada resistência à abrasão e a outros agentes mecânicos.2.2. o MDF e mesmo o aglomerado de fibras duro. valorizados pelo revestimento com papel melamínico decorativo. revestimento de paredes e outras utilizações na decoração doméstica ou de áreas públicas.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25> em 26/01/2004. no que respeita a cores. bem como portas. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. 9 47 . com várias opções de cores. O aglomerado de partículas. 16). Os revestimentos melamínicos atingiram hoje uma qualidade e durabilidade que já os permite utilizar em tampos de mesa e balcões em hotelaria. texturas e tamanhos disponíveis.sonae-industriatafisa.2.com/port/produtos_gama2. – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO Os aglomerados revestidos com papéis melamínicos oferecem uma variada gama de soluções para o mobiliário e decoração de interiores. casa e escritório.Aglomerados de Madeira FIGURA 20 – MDF Moldável (in site da Sonae Indústria9) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2800 x 1030 Espessuras standard: 8 – 10 4. padrões e texturas (fig. divisórias.

versátil e esteticamente incomparável painel revestido a folha de madeira (ver figura 18). O aglomerado de partículas de madeira ou o MDF foram os materiais escolhidos como os melhores substratos para este produto de elevada qualidade. dada a facilidade de transformação e versatilidade dos mesmos.2. 11 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=8> em 26/01/2004. resultando num fiável.com/port/produtos_gama1. FIGURA 22 – Aglomerados Revestidos com Folha de Madeira (in site da Sonae Indústria11) 10 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. disponível em painéis de variados tamanhos e espessuras. em painéis de belos e nobres padrões e dimensões adequadas.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=9> em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira FIGURA 21 – Aglomerados Revestidos com Papel Melamínico (in site da Sonae Indústria10) 4. Técnicas controladas de prensagem e acabamento complementam a qualidade superior das matérias-primas. recriando a madeira na sua forma natural.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1. possibilitam a concretização dos conceitos mais tradicionais ou o desenvolvimento do design mais arrojado para mobiliário ou decoração da casa ou do escritório.2.3. 48 . – AGMOLERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA A personalidade e beleza da madeira natural. A qualidade ímpar deste produto advém da própria madeira. nascida da selecção criteriosa da folha e da sua junção precisa.1.

4. quer se trate de condições secas ou húmidas. A sobreposição de três camadas de lâminas de madeira longas. Os formatos do OSB asseguram uma grande versatilidade na construção de paredes. leveza. e disponibilidade em grandes dimensões. na indústria de construção. são especialmente adequados para o uso em situações estruturais ou não-estruturais.Aglomerados de Madeira 4. dada a sua resistência.2. o OSB permite uma maior rentabilização do custo-benefício. desde o seu uso em condições domésticas secas até ao uso em condições de humidade na indústria pesada. – AGLOMERADOS DE PARTÍCULAS LONGAS E ORIENTADAS (OSB) Os painéis de OSB. forma um painel com excelentes valores no Módulo de Elasticidade e de Resistência à Flexão.1. dado o seu padrão natural de madeira e a sua facilidade de envernizamento e de adopção de outras texturas. apresentando-se com o sistema macho-fêmea de 2 ou 4 extremidades para pavimentos fixos ou piso flutuante.2. Os painéis condicionados têm uma maior estabilidade e resistência. para além de se tornarem económicos e de fácil utilização. tijoleira e telhas. orientadas de forma perpendicular umas em relação às outras. A sua característica de resistência à humidade significa que o OSB pode ser usado em tectos quentes ou frios. Na indústria da embalagem. O OSB é ainda um óptimo material para pavimentos. torna a construção pesada mais económica e simples. Este produto suporta praticamente todos os tipos de cobertura incluindo betumes. aglomerado de partículas de madeira longas e orientadas ou “Oriented Strand Board”. O OSB oferece um vasto leque de opções decorativas. Combinado com madeira maciça para formar junções em I. 49 .

em 26/01/2004. FIGURA 23 – Aglomerado OSB (in site da Sonae Indústria12) Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado OSB existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ OSB 2 macheado: Com as características técnicas de uma placa standard. tornando-o adequado para a utilização em aplicações como pavimentos. o OSB é de facto uma opção eco-eficiente com um excelente comportamento mecânico utilizando como sua matéria-prima rolaria de pequena dimensão proveniente de espécies de madeira de rápido crescimento (ver figura 19).asp?id_prodnivel1=5>. (figura 20). mas não menos importante.sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira Por último.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40> em 26/01/2204. estruturas e vigas.sonae-industriatafisa. o OSB 2 macheado está preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea. etc. ♦ FIGURA 24 – OSB 2 Macheado (in site da Sonae Indústria13) 12 Ver site de “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama2. 50 . 13 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.

8 – 10 – 12 – 15 – 18 . estruturas e vigas. em condições de humidade normais (ver figuras 22 e 23).asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 em 26/01/2004. 51 .22 ♦ OSB 2: O OSB 2 é aconselhado para usos gerais em condições secas. sendo considerado. tornando-o adequado para a utilização em pavimentos. FIGURA 25 – OSB 2 (in site da Sonae Indústria14) ♦ OSB 3: Utilizado em aplicações interiores para paredes ou pavimentos. 14 Ver site da “Sonae Insdústria” http://www.sonae-industriatafisa. pelas suas características mecânicas. o OSB 3 deve ser usado em condições normais de humidade. por isso. ser aplicado em ambientes exteriores expostos às intempéries. um dos derivados de madeira com melhor desempenho. É também usual a sua utilização em pavimentos e arquitectura de interiores (figura 21). Existe também na forma OSB 3 macheado com o sistema de encaixe macho-fêmea. especialmente para embalagens de curta duração ou não sujeitas à exposição à humidade. Não deve. É especialmente indicado para utilização no domínio da embalagem.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2500 / 5000 x 1250 / 5000 x 2500 Espessuras standard: 6 .

tornando-o adequado para a utilização em aplicações estruturais na construção em madeira. Existe ainda nas versões OSB 4 macheado. em condições húmidas. preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea. 52 . decorativo com ranhura arredondada para remates (ver figura 28).Aglomerados de Madeira FIGURA 26 e FIGURA 27 – OSB 3 (in site da Sonae Indústria15) ♦ OSB 4: O OSB 4 é um painel de elevada performance que ultrapassa largamente muitos dos requisitos da respectiva norma europeia. para fazer traves e pórticos.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43> em 26/01/2004. pressão e impacto fazem do OSB 4 a escolha ideal para aplicações com necessidade de suporte de cargas elevadas. carpintaria e decoração (ver figuras 24 e 25). em paredes e pavimentos. e também na versão OSB 4 lambrim. nomeadamente pavimentos sujeitos a cargas (ver figuras 26 e 27). juntamente com madeira maciça. 15 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. encontrando-se também casos de aplicações em armações de telhados como suporte directo da impermeabilidade. Excelente resistência à humidade. É utilizado em estruturas de madeira.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.

asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46>.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira FIGURA 28 e FIGURA 29 – OSB 4 (in site da Sonae Indústria16) FIGURA 30 e FIGURA 31 – OSB 4 Macheado (in site da Sonae Indústria17) FIGURA 32 – OSB 4 Lambrim (in site da Sonae Indústria18) 16 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44>.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45> em 26/01/2004. em 26/01/2004. em 26/01/2004.sonae-industriatafisa. 17 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. 53 .sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2. 18 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.

as lâminas são prensadas em conjunto e coladas com colas de melamina sobre um substracto de painel de fibras de densidade média (MDF). PVC. termo-endurecidas (normalmente melaminas). madeira.5 – PAVIMENTOS LAMINADOS A produção de pavimentos laminados nasceu há aproximadamente duas décadas na Suécia. tal como segue: 54 . que se distinguem os laminados entre si. Mas é segundo a técnica de pressão do revestimento plástico. embora tenham surgido no mercado sistemas de encaixe autoblocantes que não necessitam de utilização de adesivos.Aglomerados de Madeira 4.2. durável e mais fácil de manter que os revestimentos empregados até então (carpete. a sua facilidade de manutenção e a sua fácil instalação. O conjunto assim formado vai encaixando em todo o seu perímetro. As dimensões padrões dos laminados são 1200mm de comprimento por 200mm de largura e 8mm de espessura. Através da acção combinada de calor e pressão. cortiça). em toda a sua área. tal como se coloca o parquet flutuante. de fibras de alta densidade (HDF). adiante caracterizado. ou de painéis aglomerados também de alta densidade. Combinam vários factores. Os laminados são colados entre si. pousando como piso flutuante. O objectivo era fabricar um sistema de revestimento leve. entre os quais se destaca a versatilidade dos desenhos a imitar diferentes tipos de madeira. Os pisos laminados são um revestimento de piso formado por uma camada superficial consistente em uma ou mais lâminas finas de um material fibroso (normalmente papel) impregnado com resinas aminoplásticas. como as suas excelentes qualidades mecânicas. isto é.2. apoiado unicamente sobre uma espuma de polietileno de 2 ou 3mm de espessura de maneira analógica. sem fixar de nenhuma forma ao suporte.1.

Papel decorativo com o desenho impresso através da tinta que penetra por capilaridade no papel. Lâmina transparente (Overlay). tons e texturas. ficando somente uma 55 . DPL . até à finalização sobre um equipamento especial (gravadora rotativa). para compensar as tensões que são produzidas por todas as camadas juntas e evitar a deformação do laminado. Camada de contrabalanço (normalmente de papel). em todas as suas diversas espécies.laminados de pressão directa. 3. para reforço mecânico e resistência ao impacto. os fabricantes utilizam nos seus desenhos imitações dos materiais tradicionais de revestimento de pisos.Aglomerados de Madeira • HPL . basicamente a madeira. 2. tendo cada uma delas uma função específica. manchas. para proteger o desenho impresso da camada inferior contra a abrasão.laminados de baixa pressão em contínuo. a saber: 1. constituídos por várias camadas de material fibroso (normalmente papel) impregnadas por resinas termo-estáveis e unidas por calor e pressão. etc. Uma ou mais camadas de papel Kraff impregnado de melamina. trazendo a camada superficial impresso um desenho ou motivo decorativo.laminados de alta pressão. culminando um processo de gravação que vai desde a transformação da imagem real num arquivo informático. O referido revestimento plástico é caracterizado por incluir na sua estrutura as seguintes camadas. enquanto que nos laminados de pressão directa (DPL) as camadas de papel Kraff foram suprimidas. • • CPL . Na prática. Esta estrutura é a apresentada normalmente pelos laminados de alta pressão (HPL) e também pelos laminados de baixa pressão em contínuo (CPL). 4. raiado.

em geral.Aglomerados de Madeira estrutura com overlay e papel decorativo. Esta opção torna-o mais frágil.6 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS Sendo provavelmente o mais comum dos produtos derivados de madeira. 56 .sonae-industriatafisa. uniforme e plana. com uma superfície macia. o aglomerado de partículas é muito versátil no respeitante às suas potenciais aplicações.com/port/produtos_gama1.1. Na utilização dos painéis de partículas deve adoptar-se algumas precauções para obtermos resultados satisfatórios. estes materiais têm mau comportamento ao contacto com água no estado líquido ou atmosfera com elevados valores de humidade (excepção que deverá ser feita ao Aglomerado de Partículas do tipo MR). Em Portugal existem já hoje unidades industriais equipadas com a tecnologia mais avançada do sector. portanto. Contudo. FIGURA 33 – Piso laminado (in site da Sonae Indústria19) 4. com uma gama completa de pavimentos laminados para os segmentos comercial e residencial adequados aos vários níveis de utilização (ver figura 29).asp?id_prodnivel1=14>. em 26/01/2004. Os diversos tipos de aglomerado garantem um comportamento equilibrado. Adequado para uma utilização generalizada em mobiliário e na construção. perante as necessidades mecânicas e resistência ao impacto. tanto em condições secas como quando existe o risco de humidade ou eventuais exigências de resistência ao fogo. As ligações utilizadas para a colocação dos painéis não devem 19 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.2.2. o aglomerado de partículas é um painel de três camadas.

asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1>. etc. Fabricado de acordo com os requisitos e procedimentos das Normas Europeias.com/port/produtos_gama2. lixagem e acabamento (ver figura 30). folheado ou estratificado exigem que este trabalho se efectue nas duas faces para que o painel fique equilibrado e não venha a empenar ao secar. fresagem. que deverá ser feita de preferência por parafusos especiais filtrados até à cabeça e com o maior comprimento possível. papel. Se a ligação tiver de suportar grandes esforços deve incrustar-se no painel uma peça de madeira dura ou de nylon para receber os parafusos. sendo de destacar o seu excelente comportamento ao corte. PVC. Quando se trata de realizar ligações empregando colas. Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de partículas existentes no mercado e suas principais aplicações: Standard (ST): Adequado para as utilizações mais diversas no fabrico de mobiliário. em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira ser realizadas demasiado próximas dos seus bordos ou das suas extremidades. deve forrar-se os cantos de cada painel com ripas de madeira maciça. as suas características permitem a utilização generalizada em aplicações interiores e mobiliário. pode ser utilizado em cru ou revestido com folha de madeira.sonae-industriatafisa. Deve evitar-se o uso de pregos para a fixação. 57 . Disponível numa gama alargada de tamanhos e espessuras standard. FIGURA 34 – Aglomerado de Partículas Standard (ST) (in site da Sonae Indústria20) 20 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. o aglomerado de partículas de madeira standard apresenta uma superfície macia e muito uniforme. Os acabamentos com pintura. a fim de não diminuir a sua resistência.

é aconselhável a utilização de aglomerado de partículas postforming. 58 . nomeadamente no caso da fabricação de tampos com bordos arredondados. A sua estrutura de elevada densidade garante também um excelente desempenho quando utilizado em aplicações especiais como portas de cozinha ou como núcleo para painéis de soft e postforming. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 3660 Espessuras standard: 10/12/13/15/16/18/19/22/25/30 Postforming: Para aplicações que necessitem de operações especiais de maquinagem. em 26/01/2004.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3>. escritório e na decoração de interiores (ver figura 31) FIGURA 35 – Aglomerado de Partículas Postforming (in site da Sonae Indústria21) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 21 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2130/1830x2750/1830x3660/1830x4880 / 1830x5700/1880x2500/2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 8/10/12/13/15/16/18/19/22/25/28/30/32/35/40 Compacto: Para algumas aplicações de mobiliário em que são necessários altos ou baixos-relevos ou qualquer outro tipo de formas arredondadas. é um produto normalmente utilizado em mobiliário de cozinha. o aglomerado compacto é uma óptima solução. Dotado de características técnicas adequadas à maquinagem. banho.

dada a sua excelente maquinabilidade. com o revestimento adequado. em 26/01/2004. como as facilmente verificadas em aplicações de mobiliário de cozinha ou casa de banho. a escolha certa para a utilização em portas interiores ou em superfícies arredondadas em mobiliário. seguramente. FIGURA 36 – Aglomerado de Partículas Resistente à Humidade (MR) (in site da Sonae Indústria22) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 22 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 / 2100 x 3660 Espessuras standard: 10/12/14/15/16/18/19/20/22/25/28/30/35/38/40 Homogéneo: O aglomerado de partículas de madeira homogéneo é.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6>. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 Resistente à humidade (MR): O aglomerado de partículas resistente à humidade garante um comportamento adequado de resistência a situações de humidade ambiente ou humedecimento ocasional.32). 59 . A sua performance em aplicações de construção é também elevada. podendo.com/port/produtos_gama2. apainelamento de paredes ou outras aplicações (fig. sendo a sua superfície também adequada para qualquer tipo de revestimento.sonae-industriatafisa. ser utilizado em cofragens.

sonae-industriatafisa. perfeitamente combinada e integrada com produtos decorativos (fig. 60 . revestimento de paredes e divisórias. Os painéis pintados.8 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FINISH-FOIL O revestimento de aglomerado de madeira ou MDF com papéis especiais (FF ou "finishfoil") permite obter uma superfície decorativa com uma textura agradável e um "toque" muito natural. O revestimento de MDF fino com papéis "finish-foil" origina um produto adequado à aplicação em superfícies curvas ou nas partes traseiras de armários.1. Tratando-se de um produto claramente vocacionado para aplicações decorativas não submetidas a grande desgaste. ou para portas. estão disponíveis na indústria do ramo em várias dimensões e contam com uma superfície unicolor ou impressa com padrões de madeira.2.1. é muito utilizado em mobiliário. esta é a solução adequada para traseiras de mobiliário.2.2. resistentes e flexíveis. leves.com/port/produtos_gama1. com a vantagem adicional de poder ser obtido exactamente no mesmo padrão dos papéis melamínicos.asp?id_prodnivel1=13>. adiante apresentado. fundos de gavetas.7 – AGLOMERADOS PINTADOS Com uma base MDF ou aglomerado de fibras duro.2. 23 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.33). FIGURA 37 – Aglomerado Pintado (in site da Sonae Indústria23) 4.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2750/1830x3660/1830x4880/1830x5700 / 2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 4. em 26/01/2004.

tampos e muitas outras aplicações. que lhes conferem maior ou menor densidade consoante aquelas são mais altas ou mais baixas. Embora sejam pouco deformáveis. revestimento de portas. garantindo. revestido ou lacado.10 – AGLOMERADOS DE FIBRAS DURO Fazendo parte da gama de painéis de fibras.2. Os painéis de fibras são constituídos por fibras de madeira obtidas por cocção e aglomeradas sob fortes pressões e elevadas temperaturas sem o emprego de cola. O aglomerado de fibras duro também é produzido com pinho marítimo para algumas aplicações. com bom acabamento e com espessuras que oscilam entre 2. para fundos de gavetas. quando apresentam espessuras reduzidas podem encurvar-se para se adaptarem a um armação ou estrutura de suporte arredondado. Os painéis de faces esmaltadas ou estratificadas podem ser utilizados como revestimento mural. ao mesmo tempo.2.1. um bom acabamento da obra. permite uma desmoldagem fácil e rápida e aumenta o número de reutilizações dos painéis. 4. suavidade da superfície e elevada resistência mecânica fazem deste aglomerado o material ideal no domínio das aplicações de placas finas. Isento de emissões de formaldeído e disponível numa diversidade de espessuras.2.1. tendo a vantagem de as suas superfícies não necessitarem de lixa nem de preparação antes de serem pintadas ou lacadas. sendo uma óptima solução para as partes traseiras de elementos de mobiliário. a sua alta densidade. Segundo o processo de fabrico utilizado pode obter-se painéis duros e painéis destinados ao isolamento termoacústico (painéis isolantes).9 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FENÓLICO Para aplicações exteriores especiais. nomeadamente para cofragens.2. o aglomerado de fibras duro mais utilizado é de eucalipto. Apresentam-se com uma face lisa e outra rugosa. o revestimento de aglomerado ou contraplacado com papel fenólico. tal como se referencia a seguir: Painéis Duros: São obtidos sob elevadas pressões. incluindo pavimentos. mesmo em dependências 61 .5 mm e 10 mm.Aglomerados de Madeira 4.

Se estas não existirem. Existem painéis de diferentes dimensões com espessuras que variam entre 10 mm e 30 mm. são utilizados sob parquetes e soalhos. como revestimentos interiores de paredes divisórias antes da colocação de um material decorativo. devido ao seu aspecto pouco decorativo. Porém. o que lhes confere melhor apresentação. Este processo permite desmontar os painéis. 62 . que podem assim ser recuperados e utilizados em qualquer outro local. podemos ver que o seu preço é superior. Os painéis isolantes podem ser utilizados como revestimento mural. a fim de dissimular as irregularidades de uma parede ou de um parquet antigo. é preferível colocá-los por baixo de outros materiais. No entanto. a ligação pode realizar-se com grampos aplicados sobre uma armadura de perfis metálicos previamente aparafusada à parede. são suficientemente rígidos para poderem ser trabalhados com as ferramentas tradicionais.Aglomerados de Madeira húmidas como as casas de banho. Assim. consequentemente. a título meramente ilustrativo. Como se pode observar. à medida que aumenta a espessura da madeira. como solução económica para os problemas de isolamento acústico e térmico. Tal prendese com o carácter mais refinado dos aglomerados. Os preços em termos de produto final dos aglomerados podem ser vistos na tabela 4 do Capítulo 5. ou com uma impressão decorativa que imita diferentes tipos de madeira. e como isolantes de telhados e tectos. pelo que os seus custos de produção são superiores e. É frequente revestir as paredes ou um pavimento com painéis duros. como era de esperar. o seu preço também como produto final. Painéis Isolantes: São produzidos utilizando uma fraca compressão das fibras de madeira previamente misturadas com o feltro. apresentando para o efeito uma das faces revestida com um estratificado. Este processo de fabrico permite obter painéis com uma estrutura porosa e de baixa densidade que lhes confere boas características de isolamento. Estes painéis dispõem nos bordos de ranhuras que permitem encaixá-los uns nos outros.

na posição rotativa. 52) 63 . A “alma” é. painéis de fibras.2. 53). A figura 34 permite visualizar esta forma de corte. – CONTRAPLACADOS 4. 1988.Formas de Corte da madeira (in Valente.1. e que é formada por painéis de blocos. A “folha” que se aplica na obtenção dos contraplacados pode obter-se para utilização mediante o chamado “desenrolamento” de um pedaço de madeira (normalmente um toro).Aglomerados de Madeira 4. segundo Valente (1991. É formado por três elementos constitutivos: a “folha”.2. a “cola” é o “ligante utilizado para unir as folhas de madeira entre si ou à alma”.2. FIGURA 38 .”. p. prensadas.2. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Designa-se por “contraplacado”. p. etc. desperdícios de cortiça. na definição que é proposta por Valente (1991. Também segundo o mesmo autor Valente (1991. p. p. Este corte pode ser feito segundo duas técnicas: “plano longitudinal” ou por “serragem”. a “alma” e a “cola”. 52).53). conferindo-lhe uma certa rigidez. após se ter feito um “corte” do mesmo pedaço da madeira com uma lâmina. a “camada central do contraplacado. de espessura superior à das folhas que a revestem. o “painel constituído por um número ímpar de folhas coladas umas sobre as outras. lã de vidro.

as aparas e as serraduras provenientes das serrações”. como refere Santos (1991.Aglomerados de Madeira Os contraplacados são placas que se constroem a partir de folhas de madeira natural fina. de forma a serem coladas com resinas sintéticas e sob fortes pressões. como também os desperdícios de madeira. o objectivo é satisfazer não só as necessidades da procura por parte dos seus utilizadores.Obtenção de um Contraplacado (in Santos. 76) Quando se obtém ou se constrói um “contraplacado”. cortam-se camadas finas que se designam por folhas. 74). p. em prensas especiais. de se “utilizar quase integralmente não só os ramos. Estas são cortadas em determinadas dimensões e sobrepostas com o fio alternadamente cruzado. A partir dos toros de madeira. no caso do “contraplacado”. existe a possibilidade. para ir de encontro às necessidades do sector produtivo. mas também ter um outro tipo de material substituto da madeira. por via de processos que evitem deformações. 64 . FIGURA 39 . 1991. sendo o número de camadas sempre ímpar para se obter uma estrutura simétrica de cada um dos lados (ver figura 35). Por outro lado. o que contribui positivamente para a economia e meio ambiente. p. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzido pelas matas.

denominada alma (ver figura 38). p. uma delgada camada de material lenhoso (fig. 65 .206) Em qualquer dos casos as folhas obtidas são cortadas segundo determinadas dimensões e sobrepostas de cada um dos lados da camada central. estes são cortados com máquinas especiais – desenroladoras – em que uma lâmina de corte ataca a madeira tangencialmente às camadas de crescimento de forma a destacar do toro. 36A e37): FIGURA 40 – Folha desenrolada FIGURA 16A – Corte por Serra ou lâmina FIGURA 41 – Corte de folha (in Patton.Aglomerados de Madeira Para evitar as possíveis deformações da madeira natural e conseguir o maior aproveitamento dos toros. por rotação contínua. como se referiu.36.

39). devido à disposição cruzada das fibras de camada para camada.sonae-industriatafisa. devendo esta em qualquer caso ser uniforme para todas as folhas componentes de uma mesma placa.2. em 26/01/2004.2.2.asp?id_prodnivel1=13>. FIGURA 43 – Contraplacado comum (in site da Sonae Indústria24) 24 Ver site da “Sonae Indústria” < Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.CONTRAPLACADOS COMUNS São contraplacados normais (três folhas) ou múltiplos. . . que se caracterizam pela sua grande resistência à flexão e às deformações por empenamento. Existem placas de 3mm a 25mm de espessura.2.1.com/port/produtos_gama1.2. com dimensões que podem variar de 900mm a 1830mm para a largura e de 1220mm a 3100mm para o comprimento.>. em 26/01/2004. 4. Estes painéis são fáceis de trabalhar e tornam-se muito mais económicos do que a madeira maciça.TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES 4.2. 66 .Aglomerados de Madeira FIGURA 42 – Alma Desta maneira se obtém os painéis ou placas de contraplacado. compostos por folhas de 1mm a 3mm de espessura. sendo no entanto a dimensão mais frequente 1220 x 2440mm (fig.

define os tipos de utilização (para interiores ou para exteriores). bem como a espécie de madeira empregue no fabrico. sendo também resistente à humidade mas por acção da pressão e da temperatura. o contraplacado marítimo “desk” é constituído por placas de folhas cruzadas de madeira natural com uma resistência mecânica elevada. o freixo. coladas com resina resistente à humidade em geral. por conseguinte. com as mesmas características do “contraplacado desenrolado”. a tola. o carvalho. O primeiro pode definir-se como sendo constituído por folhas cruzadas de madeira natural e. mas as faces são em folha de madeira listada. em geral. O “contraplacado decorativo/listado” é também formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. As suas faces caracterizam-se por serem revestidas com filme fenólico de ambos os lados e topos selados com resina acrílica. temos o “contraplacado desenrolado” e o “contraplacado decorativo/listado”. Os primeiros dois tipos de contraplacado são apropriados para o sector produtor de 67 . e também ao envelhecimento.Aglomerados de Madeira Geralmente a sua qualidade é indicada por uma denominação ou simbologia que caracteriza a natureza da cola empregue e. temos essencialmente três tipos de contraplacados: o “contraplacado marítimo”. Por fim. designada por “corte contínuo”. No caso dos contraplacados cuja utilização é para o exterior das habitações. sendo as mais usuais o mogno. consequentemente. designada de “corte plano”. Quanto ao “contraplacado marítimo form” é constituído por partículas de pinho marítimo que se encontram aglomeradas com resina química. o “contraplacado marítimo form” e o “contraplacado marítimo desk”. sendo as faces em “folha” de madeira desenrolada. No caso dos contraplacados que se destinam para o interior das habitações. a faia e o castanho. O “contraplacado desenrolado” é formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. É resistente à água. tendo de igual modo as faces em “folha” de madeira desenrolada.

Faia ou Bétula para aplicações em ambientes secos ou húmidos com topos protegidos. etc.Aglomerados de Madeira carroçarias. de moldagem. construção civil e embarcações. na decoração de interiores de autocarros e transportes ferroviários. FIGURA 44 – Uso do Contraplacado de Resinosas (in site da Sonae Indústria25) Contraplacado de resinosas decorativo – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e em exteriores. embalagens e edifícios (figura 40). em 26/01/2004. Contraplacado de folhosas temperadas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão ou de exigências elevadas em termos mecânicos. Contraplacado de folhosas temperadas – Painéis em Choupo. Resumindo.sonae-industriatafisa. apresenta-se a seguir alguns produtos existentes no mercado: Contraplacado de resinosas – Contraplacado utilitário para uso exterior em cofragens.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127>. O terceiro tipo é muito utilizado em cofragens.com/port/produtos_gama2. 25 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. para aplicar em ambientes caracterizados por exposição a grande humidade. 68 . conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida.

formando alvéolos que são recobertos de ambos os lados por placas de contraplacados decorativos. não superior a 25 mm. geralmente. Placas alveoladas – que apresentam uma alma constituída por uma estrutura de réguas de pequena espessura feitas de madeira. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. revestimentos. etc.). temos: Placas engradadas – formadas por alma de grande espessura constituída por sarrafos ou ripas de secção quadrada ou rectangular dispostas em grade. etc. São utilizadas geralmente para fabrico de portas planas. Contraplacado de folhosas exóticas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão. colocadas lado a lado e coladas umas às outras. pista de skate e outras. Contraplacado decorativo de folhosas exóticas – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e exteriores. Placas moldadas – que são fabricadas utilizando moldes contra os quais se aperta por prensagem as folhas de madeira com cola e afim de se obter perfis encurvados de formas diversas destinados ao fabrico de móveis. ou painel com superfície destinada a ser revestido com acabamento transparente (verniz. laca. 69 . As suas faces externas são revestidas com folhas de madeira mais rica e com acabamento mais cuidado que o contraplacado comum. Conforme as folhas que se podem colocar sobre a “alma” do contraplacado. cercas. de painéis de fibra ou até de cartão leve.Aglomerados de Madeira Contraplacado de folhosas exóticas – Painéis com superfície em madeira exótica (Okoumé) especialmente adaptados para organização de espaços interiores ou exteriores. construção naval. As suas faces externas são revestidas com placas de contraplacado comum. pavimentos. Placas lameladas – nas quais a alma do painel é constituída por lamelas de espessura variável.

Com frequência.Aglomerados de Madeira Placas decorativas – formadas por contraplacados revestidos exteriormente por madeira fina. sempre que o suporte seja plano. aplica-se cola novamente no suporte e no painel. 4.2. Para esse efeito.3. a cola diluída no seu dissolvente numa percentagem de 30%. não tenha manchas de humidade e se apresente com o acabamento cuidado. Coloca-se.2. A natureza do suporte deve ser compatível com a cola utilizada.2. A armação é composta por pequenas fasquias de 70 . então. – COLOCAÇÃO POR COLAGEM As placas ou painéis podem ser directamente colocados sobre a parede por meio de colas de neoprene ou borracha natural. de forma a apresentar relevos discretos. aplica-se com um rolo. pelo que é aconselhável seguir as indicações do fabricante.2.3. quando os dissolventes contidos na cola se evaporarem. Entre as suas variedades figuram painéis em que uma das faces é sulcada ou esculpida. no paramento a revestir e na contraface do painel.3. 4. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS 4. ou seja. Este sistema permite obter uma superfície lisa sem marcas de pregos. Para evitar que a face do painel se deteriore interpõe-se um pedaço de madeira entre aquele e o martelo. torna-se necessário realizar uma aplicação prévia de cola nas superfícies que vão contactar.2.2.1. – COLOCAÇÃO POR PREGAGEM Neste processo de colocação é necessário preparar uma armação de madeira e fixá-la à parede para receber o painel de revestimento. Decorrido o tempo de secagem.2. sem desta vez utilizar diluente. o painel na posição exacta e martela-se toda a sua superfície a fim de se obter uma completa aderência.

No primeiro caso aconselha-se a praticar furos ou rasgos nas réguas para que se garanta o arejamento interior. o contraplacado pode ser utilizado em condições interiores secas ou exteriores húmidas.2. Produzido com resinas especiais é um produto aconselhado para a construção naval. 4. Os painéis de alta qualidade. acabamentos. cofragem. a escolha adequada para um sem número de aplicações. é possível pintá-los. revestimento exterior. são adquiridos inteiramente acabados. encerá-los. Os produtos acabados incluem elementos de carpintaria. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS O uso dos contraplacados tem consideráveis vantagens em relação às madeiras naturais. devido ao cruzamento das folhas segundo ângulos regulares. destacando-se as seguintes: 1. ou ser preenchido com material isolante. utilizando as mesmas técnicas aplicadas a qualquer outro tipo de madeira. Dependendo portanto do tipo de colagem e da espécie da folha de madeira. 71 .2. da indústria à arquitectura e construção.4. O contraplacado é. todo o tipo de aplicações de painéis em interior ou exterior. Os painéis de contraplacado tradicionais podem receber qualquer tipo de acabamento.Aglomerados de Madeira secção variável (40 x 15 mm ou 50 x 25 mm). Depois de bem acabados. Sobre esta estrutura prega-se o contraplacado. mobiliário. assim. atapetá-los ou envernizá-los. podendo o espaço entre as fasquias ficar vazio para permitir a circulação do ar. pavimentos para comboios e autocarros. sendo conveniente aplicar transversalmente peças de madeira com a mesma secção de forma a constituir uma grade. Quando revestido com folha de madeira ou outras superfícies decorativas é muito utilizado na indústria de caravanas.Diminuição da retracção e das deficiências mecânicas. aplicações em edifícios públicos com exigências de resistência ao fogo e. na generalidade. em geral. destinados para decorações murais. revestidos com folhas de madeira ricas de desenho e cor. presas verticalmente à parede e distanciadas entre si 40 a 50 cm.

fazer menos desperdícios de fabricação. 4. fabricação em séries industriais. 72 .Realização de superfícies de grande dimensões. preservação e endurecimento por impregnação. 6. sendo a ideia ventilada no período anterior meramente indicativa a título de balanço global do desempenho destes dois derivados de madeira natural. na ignifugação (que não arde). pelo facto de os planos de colagem impedir a penetração de humidade. 3. painéis de blocos. originando superfícies curvas.Criação de novos materiais por combinação dos folheados e das madeiras maciças (painéis de lâminas. devido à redução do peso (sem diminuir as propriedades mecânicas). a moldagem em forma. diminuindo não só o preço de fabrico como também as despesas de trabalho. designadamente. 7. com incorporação no interior do painel de produtos menos valiosos. 5. painéis de sarrafos).Diminuição da higroscopicidade.Facilidade em proceder a melhorias na madeira sob vários pontos de vista.Aglomerados de Madeira 2. por exemplo.Possibilidade de aplicar novas técnicas às madeiras. etc. De uma forma geral os contraplacados têm qualidades superiores às dos aglomerados. podendo ser usados em situações de emprego mais severo. as comparações devem ser realizadas caso a caso. Contudo.Possibilidade de fazer baixar o preço dos objectos acabados.

2. onde uma máquina de corte corta a madeira tangencialmente às camadas de crescimento.Aglomerados de Madeira 4.2. de forma a destacar do toro e por rotação contínua. geralmente utilizados em revestimentos decorativos e derivados de madeira. São extraídos de toros de madeira de várias espécies.3. a folha (ver figura 41). preparados e escolhidos para se conseguir um maior aproveitamento da madeira. com faces revestidas a folha de madeira natural. FIGURA 45 – Métodos de obtenção dos folheados Conforme atrás exposto. . uma delgada camada de material lenhoso. sendo depois colocados em máquinas especiais desenroladoras.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Os folheados são folhas finas de madeira natural. os folheados tiveram um desenvolvimento notável com a fabricação dos contraplacados e aglomerados. o painel aglomerado folheado é constituído por um conjunto de partículas de madeira aglomeradas (standard ou hidrófugo). tal 73 . com a mecanização da indústria da madeira. formando ainda embutidos e figuras em relevo.3. confeccionados com madeira reduzida a lâminas finas. O uso dos folheados data do tempo dos romanos. Nas duas últimas décadas. existindo mesmo algumas peças tais como cofres e arcas do tempo dos Faraós.1 . As aplicações do aglomerado folheado são a indústria do mobiliário e decoração.FOLHEADOS 4.

Depois de secas. hotéis. como balcões de cozinha e tampos de secretária. madeiras e outros fazem do termolaminado decorativo uma alternativa perfeita aos acabamentos em madeira maciça e às aplicações de minerais (ver figura 43). 4. afim de poderem ser postos no mercado por preços relativamente baixos. que exerce uma pressão de 100 kg/cm2 durante uma hora e meia. para aplicação em mobiliário de elevado desgaste de escolas.1. È conveniente que as madeiras para os folheados atrás mencionados sejam de preço pouco elevado para não encarecerem os produtos finais. mecânicas e químicas. são empilhadas e metidas sob uma prensa a quente. normalmente como revestimento de substratos. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO De um modo genérico. 74 . A temperatura dos pratos quentes sobe a 150º durante 30 minutos. Especialmente concebido para uso generalizado nas mais exigentes condições de desgaste e impacto.4. O laminado decorativo de alta pressão (HPL – High Pressure Laminate) é a solução indicada para superfícies horizontais de mobiliário. permitindolhe responder adequadamente a elegantes soluções de mobiliário e decoração. – TERMOLAMINADOS 4. restaurantes e. para aplicações decorativas horizontais ou verticais que requeiram elevadas performances físicas. o termolaminado tem uma excelente capacidade decorativa e uma elevada versatilidade de padrões e texturas.4. termolaminados são folhas de papel Kraft impregnadas de resinas sintéticas termo-endurecíveis. tornando-se depois irregular à superfície de colagem (figura 42). em geral. Uma colecção moderna e com tendências de unicolores fortes ou mais suaves e padrões de imitação de granitos. mármores.Aglomerados de Madeira como foi já referido atrás nos itens próprios.2. As placas são em seguida cortadas em comprimento e largura.2.

sonae-industriatafisa.Aglomerados de Madeira FIGURA 46 -Estrutura dos termolaminados FIGURA 47 – Termolaminado (in site daSonae Indústria26) 26 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. 75 .com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=7> em 26/01/2004.

2.TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES Apresenta-se a seguir alguns produtos de Termolaminados existentes no mercado e suas principais aplicações: Termolaminado para aplicações horizontais e verticais: Normalmente usado como revestimento de substratos de derivados de madeira.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2. O termolaminado é uma excelente alternativa económica ao acabamento em madeira maciça.2. tampos de alguns tipos de electrodomésticos. padrões. permite a obtenção de soluções atractivas em termos de mobiliário. ou no interior de autocarros e transportes ferroviários.sonae-industriatafisa. . 76 . FIGURA 48 . o termolaminado para aplicações horizontais e verticais é normalmente utilizado em superfícies de trabalho de mobiliário de cozinha. Está disponível no tipo standard para aplicações com bordo plano e no tipo postforming para aplicações com bordo arredondado (ver figura 44). na decoração de interiores de caravanas. mármore ou granito.Termolaminado para aplicações horizontais/verticais (in site da Sonae Indústria27) 27 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.Aglomerados de Madeira 4. bem como diversas texturas. além da sua extraordinária resistência física e química. apresenta uma colecção moderna de variadas cores.4. para aplicações com perfil rectilíneo ou do tipo “post-forming”. pois. estabilidade dimensional e facilidade de limpeza. Devido à sua resistência. tampos de secretária.

centros comerciais. 29 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. etc. criado para aplicação em situações especiais de decoração de interiores (ver figura 45).sonae-industriatafisa. salas de jantar e de estar e corredores. lojas. No que diz respeito aos pavimentos flutuantes. FIGURA 49 – Termolaminado Metálico (in site da Sonae Indústria28) Termolaminado de Elevada resistência – Pavimentos: Uma utilização cada vez mais frequente e muito decorativa do termolaminado é a produção de pavimentos flutuantes e sobreelevados (access flooring). Nos pavimentos sobrelevados.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54> em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira Termolaminado Metálico: É um termolaminado revestido com folha de alumínio ou cobre. FIGURA 50 – Termolaminado de Elevada Resistência-Pavimentos (in site da Sonae Indústria29) Com características adicionais de resistência.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53> em 26/01/2004. tais como escolas.com/port/produtos_gama2. o 28 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. jardinsde-infância. associados à enorme facilidade de limpeza e manutenção. escritórios. a aplicação do termolaminado sobre MDF ou aglomerado de fibras duro é uma solução esteticamente muito agradável em quartos. aos riscos e ao impacto. este tipo de termolaminado é igualmente adequado a espaços públicos de grande circulação e desgaste. 77 .sonae-industriatafisa. principalmente devido à sua excelente resistência ao desgaste.

. aplica-se no revestimento de tectos.5. Antes de o platex ser utilizado deve ser humedecido. Apesar da sua pouca durabilidade e resistência..2. São constituídas por fibras celulósicas cujas propriedades adesivas e de empastamento permitem uma boa ligação dos materiais. num local arejado. As placas devem ser sempre aplicadas entre as 24 e 48 horas a seguir ao seu humedecimento. salas de “hardware” informático e edifícios públicos (ver figura 46). Normalmente aparecem no mercado com cor castanha. O seu armazenamento é feito sobre uma superfície plana. e com as placas na posição horizontal. tendo uma superfície lisa e outra rugosa.Aglomerados de Madeira substrato utilizado é usualmente o aglomerado de partículas. espalhando água na face rugosa. na construção de pavilhões publicitários. cujo grau de humidade deverá ser superior àquele a que possam vir a estar sujeitas depois de fixadas. FIGURA 51 – Placas de Platex 78 . 4. nas variedades compacta e perfurada. sendo um produto ideal para escritórios. evitando que a água molhe a face lisa. etc. tratadas e climatizadas em câmaras especiais. sempre com a face rugosa contra face rugosa (ver figura 47).PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) As placas de platex são fabricadas a partir das fibras de madeira resinosa comprimidas a alta temperatura e elevadas pressões. mobiliário económico.

6.16 g/dm3). de dimensões e espessuras diversas. A reaglomeração das fibras. 79 . No primeiro procedimento. peneiradas e esparramadas. onde o súbito relaxamento da pressão na autoclave ocasiona a expansão (explosão) do vapor contido no tecido lenhoso e o seu consequente desfibramento. para actuar como aglomerante. lavadas. São denominados de painéis de madeira reconstituída os painéis que utilizam madeira sob a forma de cavacos como matéria-prima mais relevante. pela passagem em moendas.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO São assim denominadas as chapas obtidas pela aglomeração das fibras celulósicas – separadas e dispersas – extraídas do lenho das madeiras. sobras de serração). último estágio de fragmentação física do tecido lenhoso. No processo Mason. de explosão. é realizada em prensas ou rolos aquecidos. sob largo espectro de pressões.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA 4. Na prensagem de chapas de madeira reconstituída.2. ainda denominadas softboards. obtém-se materiais de peso e características diferentes. O desfibramento. As mais leves (desde 0. pode ser conduzido por procedimentos mecânicos ou pelo processo Mason. Os aglomerantes são resinas sintéticas fenólicas ou a própria resina natural da madeira (a lignina) remanescente na matéria-prima e preservada. ou mesmo reactivada. é reduzida.Aglomerados de Madeira 4. alterando-se as condições de pressão e aquecimento. depois de saturada e amolecida com água fervente. os fragmentos de madeira são autoclavados em vapor de água sob alta pressão. têm aplicação em revestimentos. a uma polpa de fibras dispersas. a matéria-prima (cavacos. forros e entre pisos.2.

em definição. divisórias. portas. pisos.7.6. 80 . à dos aglomerados. Esta constituição determina uma grande impermeabilidade e uma forte capacidade isoladora. São empregados.2. extraída da casca do sobreiro. existindo os aglomerados expandidos puros e os aglomerados compostos. tanto no aspecto térmico como acústico. 4. Os aglomerados expandidos puros. Esta cortiça “amadia”.2.Aglomerados de Madeira 4.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO A cortiça.) e. elementos estruturais de casas. tanto na fabricação de móveis como na indústria da construção (rodapés. oferecem vantagens e desvantagens quando comparados com a madeira maciça. “secundeira” (extraída 9 anos depois) e “amadia” (extraída cerca de 18 anos depois).2. é utilizada para fins industriais. . é um produto natural. podem alguns destes produtos ser indistintamente classificados com as duas designações (caso do MDF). tal como o aglomerado. – CORTIÇA 4. Na verdade. em graus diversos de associação. dada a sua génese ser bastante sobreponível. neste tipo de derivados de madeira.2. de acordo com as suas características específicas.cortiça extraída dos troncos dos sobreiros proveniente das podas). usualmente. Os aglomerados provêm do tratamento industrial da cortiça. etc. . o MDF (medium density fiberboard) e as chapas de fibra ou chapas duras (hardboard). A cortiça natural pode ser “virgem” (a primeira a ser extraída).PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES Os principais tipos de painéis de madeira reconstituída existentes no mercado são os painéis de madeira aglomerada (particle board). cuja matéria-prima (Falca . leve e com uma infinidade de espaços ocos internos microscópicos.7. são primeiramente reduzidos a grânulos.1.

formando os aglomerados expandidos puros. FIGURA 52 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos30) Nos aglomerados compostos a cortiça granulada é aglutinada por substâncias estranhas ao sobreiro. aprovados pelas normas internacionais da FDA (Food and Drugs Administration). 30 Ver site da Corticeira Amorim http://www. e graças à própria resina da cortiça. plástico. um excelente material de isolamento térmico. imputrescível. gesso.pt/corticaindustria. daí se obtendo uma grande diversidade de produtos. 81 . colas e químicos.Aglomerados de Madeira Posteriormente. tais como borracha. asfalto. visto em 27/01/2004. caseína.amorim. por efeito de temperatura e pressão. engarrafamento. etc. resistente à compressão e de grande estabilidade dimensional (ver figura 48). revestimentos de solos.html. juntas para motores. cimento. acústico e anti-vibrático. (ver figura 49). resinas naturais e sintéticas. para múltiplos fins: juntas para as estruturas de edifícios. componentes para calçado. artigos decorativos. paredes e tectos. os grânulos aglutinam-se.

• Ladrilhos – de cortiça triturada e ligada por diferentes tipos de cimento – para construção de tabiques. 31 Ver site da Corticeira Amorim <http://www. revestimentos de câmaras frigoríficas e cabinas telefónicas. de cortiça natural ou aglomerada com asfalto.html> visto em 27/01/2004.Aglomerados de Madeira FIGURA 53 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos31) 4.pt/corticanatural. • Papel dourado e em cores – para revestimentos de paredes. .TIPOS DE CORTIÇA A cortiça apresenta-se sob diferentes formas comerciais conforme o fim a que se destine.7.2. cartão alcatroado e outros produtos. destacando-se as seguintes: • Painéis e placas – para pavimentos e tectos lisos.2. 82 . com uma espessura máxima de 15mm e superfície de 30 x 30 cm a 50 x 50 cm.amorim. • Tacos – rectangulares ou quadrados. colofónio.

apara e serradura – para preencher cavidades em paredes e divisórias. FIGURA 54 – Cortiça em folha (in site de Amorim Isolamentos32) 32 Ver site da Corticeira Amorim http://www. Também usada como sub-pavimento. em 27/01/2004. A cortiça é. produz uma sensação de calor que aumenta as suas possibilidades de aplicação como elemento decorativo. um bom isolador térmico e acústico. com grande capacidade de isolamento acústico.pt/corticanatural. Por outro lado. em forma de folha (ver figura 50).html.amorim. a cortiça aglomerada reduz significativamente os ruídos de impacto e contribui para uma significativa poupança de energia. sem dúvida alguma. 83 . destinados a revestirem canalizações para amortecer os ruídos produzidos pela água ou pelos gases de circulação.Aglomerados de Madeira • Semicilindros – de cortiça aglomerada. • Lã. • Cortiça granulada – para fazer betões leves e com qualidades isoladoras. um bem global a defender.

que poderá garantir a perenidade das nossas reservas florestais. 84 . além de não provocarem prejuízo ao meio ambiente. É importante lembrar também que o crescimento. comerciais. . industriais). Ao mesmo tempo. linhas de transmissão (energia eléctrica. com a madeira isso já não acontece. telefonia). sempre relacionados com a insuficiente divulgação das informações sobre projectos específicos já desenvolvidos por profissionais habilitados. são produzidos por processos altamente poluentes e antecedidos por diversas agressões ambientais. a extracção e a transformação das árvores envolvem baixo consumo de energia.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira é empregada com frequência para fins estruturais. Não quer isto dizer que se defenda aqui a exploração irracional e predatória. como a que associa o uso da madeira à devastação de florestas. passarelas). Embora se reconheça que tem sido substituída em muitas destas funções. sendo hoje em dia mais usada como revestimento. Contudo em algumas áreas o seu emprego tem sido crescente. apesar dos conhecidos preconceitos inerentes à madeira. travessia de obstáculos (pontes. na solução de problemas relacionados com coberturas (residenciais. cimbramentos para estruturas de betão armado. como o aço e o betão. Trata-se apenas de um procedimento largamente difundido nos chamados países de Primeiro Mundo. viadutos. Os referidos processos requerem alto consumo energético e a matériaprima retirada da natureza jamais será reposta. outras ideias erróneas são divulgadas. entre outros. Outros materiais estruturais. O que se almeja é a aplicação de um manejo silvicultural inteligente. fazendo parecer que o referido uso constitui uma perigosa ameaça ecológica. armazenamento (silos verticais e horizontais). benfeitorias rurais.1. visto que se renova mesmo sob rigorosas condições climáticas. desde que providenciada a respectiva reposição.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS 5. Porém. Os problemas daí decorrentes incentivam a formação de um mentalidade distorcida por parte dos utilizadores. fundamentado em técnicas há muito tempo dominadas por engenheiros florestais e profissionais de áreas correlacionadas. no que toca à construção civil.

33 1667 9 630 90. para a madeira são os valores médios da resistência à compressão paralela às fibras. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS Apresenta-se a seguir alguns dados comparativos de materiais estruturais (tabela 2): TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS A Densidade B Energia consumida C Resistência D Módulo Elasticidade E Relação Energia/ Resistência B/C F Relação Resistência/ Densidade C/A G Relação Módulo Elasticidade/ Densidade D/A KN/m3 BETÃO MJ/m3 MPa KN/m3 MATERIAL 24 1920 20. MPa (para o betão o valor citado refere-se à resistência característica à compressão. referida à humidade de 12%).4 21000 936 3.3 2000 96 0.5 10000 12 8. produto fabricado.5 25000 7 10 2778 Sendo: A: Densidade do material. B: Energia consumida na produção. valor referente à humidade de 12%).2. 85 . MJ/m³.21 2692 MADEIRA RESINOSA MADEIRA FOLHOSA 6 600 50. para o aço trata-se da tensão de escoamento do tipo ASTM A-36. kN/m³ (na madeira.Aglomerados de Madeira 5.83 833 AÇO 78 234000 250. C: Resistência.

MPa (a mesma descrição da coluna C). a temperatura interna cresce mais lentamente. Além disso. é tratada com substâncias que possibilitam a manutenção. Apesar da sua inflamabilidade¸ as peças estruturais de madeira evidenciam um conveniente desempenho ou performance a altas temperaturas. Conforme consta desta tabela. um aspecto que favorece as madeiras é a sua resistência em relação à densidade. o que viabiliza a definição de diversificadas formas e dimensões. mesmo não sendo um material inflamável. não provocando maior comprometimento da região central das peças que. previamente. a madeira apresenta um aspecto visual muito interessante e pode ser trabalhada sem maiores dificuldades. Mais ainda. nas madeiras. melhor que o de outros materiais em condições severas de exposição. G: Razão entre os valores do módulo de elasticidade e da densidade. sabendo que o valor da densidade.Aglomerados de Madeira D: Módulo de elasticidade. a madeira 86 . Na realidade. respectivamente. Embora susceptível ao apodrecimento e ao ataque de organismo xilófagos em circunstâncias específicas. a madeira tem a sua durabilidade natural prolongada quando. F: Razão entre os valores da resistência e da densidade. deste modo. sendo essa razão cerca de três e dez vezes superior ao aço e ao betão. Sendo a madeira um mau condutor de calor. já teria entrado em colapso. por exemplo. as quais são limitadas apenas pela geometria dos toros a desdobrar. é referente à humidade de 12%. a carbonatação superficial das peças transforma-se numa espécie de “barreira de isolação térmica”. E: Razão entre os valores da energia consumida na produção e da resistência. podem manter-se em serviço nas condições onde o aço.

neste ponto. Deve ser salientada. bem como aquela própria dos apoios em alvenaria de pedra. Como será óbvio. particularmente na construção de estruturas. Diante do exposto é possível concluir que a madeira tem significativo potencial para o emprego na construção civil. de uma forma geral. como é o caso da utilização para construção de habitações. barrotes. 87 .3. pode ser utilizada nas mais diversas finalidades. a importância do projecto estrutural ser desenvolvido de modo a serem previstos pormenores construtivos que garantam maior durabilidade à madeira impregnada. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS A madeira. 5. seja no âmbito de uma actividade produtiva seja no contexto de proporcionar conforto.Aglomerados de Madeira tratada requer cuidados de manutenção menos intensos. A madeira propriamente dita tem como destino principal as indústrias de transformação. ripas. a sua aplicação. já adaptados para as estruturas de aço e de betão armado. Dependendo em larga medida das espécies consideradas. bem como do respectivo diâmetro. Todavia. É evidente que a disseminação das estruturas de madeira está condicionada à garantia da sua competitividade com outros materiais. esgota-se não só nas indústrias de celulose e de derivados de madeiras (primordialmente os aglomerados). evitando-se a exposição excessiva aos raios solares e à humidade proveniente da água da chuva. etc. bem como qualquer outro dos seus derivados. sendo uma das suas principais fraquezas a sua significativa deformabilidade no tempo (uma equivalência à fluência no betão e ao relaxamento no aço). isto poderá ser obtido com a elaboração de projectos adequadamente fundamentados e com a construção segundo critérios de qualidade envolvendo material e mãode-obra. nem tudo são vantagens no emprego da madeira. como também nas serrações para produção de tábuas.

o seu destino mais frequente é o da construção civil e estacaria. 66). considerando os diferentes painéis de madeira reconstituída existentes. 88 .4. razão porque analisaremos neste domínio da produção e consumo apenas os aglomerados. p. TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS MÓVEIS BASES DO CHÃO CONTRAPLACADOS BASES E COBERTURA DIVISÕES INTERIORES REVESTIMENTOS PRODUÇÃO DE VIGAS ESTRUTURAL PORTAS × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × AGLOMERADOS FOLHEADOS × × × LAMELADOS × × × × FOLHA DE MADEIRA NATURAL TERMOLAMINADOS × × × × × × × × × × × PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) MADEIRA RECONSTITUÍDA 5.Aglomerados de Madeira Os toros. são em geral destinados “a material de queima (aquecimento)”. após serem colocados em condições de ser utilizados. citando Santos (1991. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA De entre todos os derivados da madeira. os painéis de madeira aglomerada (ou simplesmente aglomerado. sendo de reduzidas dimensões e de valor económico baixo. como é mais conhecido) são os mais largamente consumidos no mundo. segundo o destino de utilização mais frequente. Se considerarmos os pequenos troncos de madeira. Apresenta-se a seguir na tabela 3 uma síntese das aplicações dos vários tipos de madeira e seus derivados.

último ano conhecido. indicam-se a seguir os preços médios de alguns derivados de madeira mais correntes. apesar do forte crescimento da indústria nos últimos 10 anos. a produção mundial de aglomerados alcançou 84 milhões de m3 em 2000. Neste gráfico.5. em tabelas obtidas por pesquisa no mercado respectivo (tendo como referência o ano de 2003): 89 . – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Do ponto de vista económico. posicionando-se com uma produção muito reduzida à escala mundial.Aglomerados de Madeira Assim. destacando-se como maior fabricante os Estados Unidos. responsável por 25% desse volume (Gráfico 1). Portugal integra o grupo de “Outros” com 38% no total. GRÁFICO 1 – Produção Mundial de Aglomerado: 2000 (construção a partir de diversos dados) Produção: 84 milhões m3 5.

91 4.98 5.33 8.04 4.50 4. 7 e 8).54 3. dependendo no entanto da espécie de madeira utilizada nas folhas.16 2.38 6. 90 .64 3.18 7.º 6. já bastante diversificado.95 7.39 3. que o preço médio destes derivados é ainda mais elevado. verifica-se que o preço médio dos aglomerados é naturalmente inferior ao preço correspondente dos contraplacados. Dentro do mesmo raciocínio.25 3660*1830 2750*1830 2500*1880 2150*1500 Comparando as duas tabelas anteriores (n. devido não só ao ao respectivo processo de fabrico.46 6.89 3. como também ao tipo de matéria-prima utilizada em cada caso. tal como foi já referido nos capítulos em apreço.º 4 e 5) de aglomerados e contraplacados.42 10.61 5. e daí o maior crescimento da indústria neste último ramo dos derivados de madeira (contraplacados).13 6. podemos concluir também pelas tabelas seguintes de folheados (n.71 4.09 3.Aglomerados de Madeira TABELA 4 .79 2.PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS Aglomerados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros Standard Hidrófugo Dimensões 4 5 6 8 10 12 14 15 16 19 22 25 28 30 1.

45 30.32 13.78 8.22 35.12 11.01 20.26 20.42 12.Aglomerados de Madeira TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Contraplacados (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em mm 4 5 6 8 10 12 15 18 21 24 27 30 Desenrolado 5.74 13.34 15.04 38.61 19.73 19.2500*1500 91 .00 23.94 24.35 Afizélia A/C – Cerejeira A/C Face A/A +2.01 12.45 31.16 16.08 28.15 20.74 +1.88 9.27 13.67 27.82 10.86 7.59 37.22 35.00 14.33 31.35 43.92 22.87 11.23 10.37 13.37 9.74 QUE O TOLA B/C DESENROLADA 16.63 8.63 8.07 35.52 13.85 Eucalipto B/C 5.51 Freijó/Kambala A/C 11.58 31.98 8.51 15.22 12.05 34.90 23.89 12.71 16.90 23.25 24.71 38.95 21.40 Pinho B/C 4.88 18.91 15.74 QUE O MOGNO B/C DESENROLADO +1.90 Tola B/C 6.32 10.70 10.23 18.37 22.28 7.50 POR MILÍMETRO Marítimo WBP DAF (int DAF) B/C Pinho (int Pinho) B/C Mogno B/C Tola B/C Form STD Cofragem Deck STD Carroçarias Dimensões mais usadas: 5.47 Desenrolado:2500*1250-2500*1500 Listado:2500*1250 Marítimo WBP: 2500*1250 .46 15.65 Mogno B/C Listado 7.91 15.23 8.05 35. Africanos B/C 6.23 7.71 19.32 10.68 6.33 5.74 13.99 25.62 10.68 6.02 25.26 Faia A/C – Mutene A/C 12.11 15.73 8.53 7.61 19.80 Div.96 38.80 5.83 6.62 9.96 18.04 38.51 38.76 19.96 15.69 27.5 POR M2 1.11 15.98 8.12 11.17 14.65 34.44 Castanho/Carvalho A/C 8.27 22.18 30.69 27.23 30.45 31.71 28.96 18.32 35.96 27.98 28.96 14.97 13.13 29.

91 15.81 16.51 12.91 Faia A/B – Mutene A/B .35 9.97 12.27 12.05 7.67 9.07 9.96 14.33 6.51 17.09 Castanho A/B – Carvalho A/B 14.40 7.16 15.24 Tola A/B – Freijó A/B 10.13 Castanho A/C – Carvalho A/C 11.51 12.46 15.50 92 .25 9.69 12.92 10.61 15. 2500*1880 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL Folha de Madeira Natural (Preços em Euros/m2 sem IVA) Folha Mogno – Tola Pinho – Câmbala Faia – Mutene Carvalho – Castanho Preço 1.63 6.+1.92 11.85 2.67 11.80 3.60 10.46 14.95 10.89 13.69 12.97 12.26 14.30 8.49 11.20 17.76 14.52 9.80 Hidrófugo Observações A/A + 10% Dimensões mais usadas: 2750*1830.57 11.01 16.44 13.20 7.02 10.85 7.91 16.72 9.49 14.72 11.02 13.17 10.83 16.79 10.80 8.32 12.87 12.29 11.60 7.30 Cerejeira A/B – Sucupira A/B 15.16 13.20 9.52 12.97 11.10 8.37 10.81 14.20 7.95 Afizélia A/B 6.89 Pinho A/B 7.89 13.16 Mogno A/B 6.10 18.88 7.Aglomerados de Madeira TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Folheados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros 8 10 12 14 16 19 22 25 30 11.32 12.52 9.20 2.10 10.49 14.26 14.57 10.31 15.52 8.39 12.32 Eucalipto A/B 10.13 Câmbala A/B 9.80 18.83 16.78 8.46 17.16 15.78 8.

60 .25 + 2.99 2440 * 1700/1830 Euca 1.Castanho – Carvalho Dimensões mais usadas:2500* 1880 11. TABELA 9 – PREÇOS DE PLATEX POR ESPESSURAS E TIPOS Platex (Preços em Euros/m2 sem IVA Espessuras em mm 2.0.20 9.59 Perfurado 2440 * 1700 2.60 -0.68 Acabados B r a n c o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.00 7.60 Mogno Pinho Kambala – Tola Faia Cerejeira .5 Tipo Dimensões mais usadas Preço 1.25 7.54 2440 * 1700 Euca 4.0.2 5 93 .99 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 2130 * 1700/1830 1.79 Moviplac 2750 * 1220 2 0 1 5 * 5 8 0 / 6 3 0 / 6 8 0 / 7 3 0 / 7 8 0 / 8 3 0 1.05 6.0.49 Acabados B r a n c o P e r f u r a d o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.99 2440 * 1700/1830 Euca 2750 * 1700/1830 1.34 Retalho 1700 * Vários 2.60 .64 Branco 2750 * 1250 3.00 9.50 .50 + 2.25 Quanto ao platex (tabela 9).0.Aglomerados de Madeira TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS Folha MDF Folheado Fino (Preços em Euros/m2 sem IVA) 3 mm 5mm 2 faces 1 face A/C A/C A/A A 5.20 6.40 12.00 + 1. continua a ser o derivado da madeira mais económico.60 .20 3.64 Portas 2.00 + 1.84 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 3.90 + 3.

químicos e físicos. o conhecimento real das condições de agressividade biológica a que a madeira e seus derivados estão expostos. através de diversos tratamentos e posterior aplicação de produtos preservantes. uma humidade interna alta (superior a 20% ponto de saturação das fibras) e o contacto com a terra. naturalmente. onde o PH se situa entre 4. os mais importantes. As condições mais adequadas ao ataque destes agentes são a presença de oxigénio (os agentes são aeróbicos). devido ao ataque dos fungos. os seus derivados não estão de tal isentos. Os critérios de selecção dos produtos de manutenção e métodos de aplicação exigem. o maior volume de “alburno” em relação ao “cerne”. Sendo um material orgânico. bem como na construção de menor qualidade.1. desde que as condições lhes sejam favoráveis. pelo que se acha pertinente a abordagem 94 . sendo os biológicos.5.Aglomerados de Madeira Pelo facto de ser mais económico. Se bem que a madeira no estado natural é mais propícia a estar sujeita a este tipo de deteriorações. Os factores de degradação da madeira podem dividir-se em biológicos. CAPÍTULO VI – MANUTENÇÃO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS 6.5 e 5. o Platex é assim mais usado em forros e fundos de mobiliário. A selecção destes produtos é fundamental para conferir uma protecção válida e aumentar a durabilidade natural destes materiais. água ou a humidade. – GENERALIDADES Fazer a manutenção ou conservação das madeiras e dos derivados significa proporcionar o aumento da sua resistência perante os diversos agentes deterioradores. a madeira ou qualquer outro seu derivado estão sujeitos a ser utilizados como fonte de alimentação dos agentes deterioradores. a temperatura ambiente entre 20 e 30º centígrados. Nenhum produto poderá conferir protecção satisfatória se não for correctamente aplicado. obrigatoriamente. insectos e bactérias da madeira.

livre da acção do calor e de fortes correntes de ar. afastadas. sendo por isso mais desvantajosa em relação à secagem natural.A madeira. voltando-se a madeira de tempos a tempos. é empilhada em ambiente ventilado.1. 6. em camadas sobrepostas e cruzadas.2.É feita em estufas de 30º a 50º centígrados onde a seiva solidifica: a madeira é depois colocada em armazém para adquirir humidade.2. a fim de aumentar significativamente a sua vida útil. O tempo de secagem natural é de 1 a 2 anos. ainda que significativamente comprimida e incompleta (um desenvolvimento superior terá o seu lugar no estudo da própria madeira aplicada na forma serrada). o do desenseivamento ou lixiviação e o da conservação da madeira aplicada em obras em qualquer utilização ou acabamentos. embora fique mais difícil de trabalhar e de mais fácil empeno.Aglomerados de Madeira desta temática. – PROCESSOS DE TRATAMENTO Logo após o abate das árvores.2. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO São conhecidos dois métodos. • Secagem artificial (solidificação da seiva) . o que permite aumentar a sua resistência. tal como segue: • Secagem natural (evaporação da seiva) . 6. após ser descascada. toda a madeira deverá ser objecto de tratamento específico para a sua conservação. existem três métodos de conservação: o da secagem. Fundamentalmente. evitando-se assim fermentações que favoreceriam o desenvolvimento dos insectos. a saber: 95 .2. 6. – SECAGEM A secagem faz-se normalmente por evaporação ou solidificação da seiva.

– AGENTES DETERIORADORES Além da modificação da sua constituição anatómica. agentes físicos como o fogo.2. Injecção de produtos antisépticos – Principalmente em madeiras expostas às intempéries. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA Usualmente. e em especial pelos agentes biológicos denominados fungos. a conservação é feita da seguinte forma: Aplicação de revestimentos – Pintura a alcatrão.Quando a madeira é imersa em água cerca de 4 meses. tinta de óleo ou verniz. sendo depois seca em lugar abrigado de correntes de ar. não há métodos definitivos e irreversíveis. Carbonização – Usada em peças que tenham de ficar enterradas. insectos xilófagos e animais marinhos. sendo depois também seca em lugar abrigado de correntes de ar.3. óleo de linhaça. visto que mata os organismos deterioradores e forma uma camada incorruptível. apenas com mais ou menos duração no seu efeito. pois que todos são efémeros. a madeira pode transformar-se pela acção de agentes mecânicos como o impacto e o atrito. ou seja. e com as demãos necessárias em função do melhor acabamento. se deve realçar a caducidade dos mesmos. 6. 96 .3.Aglomerados de Madeira O natural (diluição da seiva) . De notar que. O artificial – Quando a madeira é sujeita à acção de vapor de água. além de não se terem abordado todos os processos de tratamento. agentes químicos como produtos ácidos alcalinos ou oxidantes. 6. abaixo referidos.

manchadores e fungos xilófagos ou destruidores.1. que se alimentam de celulose. A presença dos fungos superficiais e manchadores não chega a comprometer o valor comercial da madeira.3. que utilizam a madeira como habitação e não como alimentação. – INSECTOS XILÓFAGOS Os insectos furadores da madeira e derivados dividem-se em coleópteros. modificando seriamente a sua resistência mecânica. em cujas extremidades se desenvolvem enzimas que atacam a parede celular. deixando túneis no interior da 97 . Já os fungos xilófagos são destruidores. deixando como sinal um resíduo de pó fino. Os primeiros digerem a celulose e decompõem a lignina. produzem filamentos denominados hifas. FIGURA 55 – Imagem de madeira em desparasitação 6. conhecidos por “podridão branca” e “podridão parda”. himenópteros e isópteros. humidade e temperatura favoráveis. oxigénio.2. Desde que disponham de substrato. pois não costumam atingir a sua parede celular.3. . Há dois tipos de fungos xilófagos que originam a destruição das células. deixando a madeira ou qualquer outro seu derivado com aspecto esbranquiçado.FUNGOS Os fungos podem ser agrupados em mofos ou bolores (fungos superficiais). Os himenópteros correspondem às formigas carpinteiras. os quais eclodem e viram larvas conhecidas por brocas. Os coleópteros (mais conhecidos por besouros) depositam os ovos na madeira.Aglomerados de Madeira 6.

não deixa de ser apropriada a sua inclusão. não alterar negativamente as propriedades físicas e mecânicas da madeira e apresentar custos razoáveis a fim de assegurar a competitividade da madeira preservada em relação a outros materiais. ser aplicado com a abrangência que teria no caso de madeira natural. e.Aglomerados de Madeira madeira. – XILÓFAGOS MARINHOS Estes agentes biológicos enquadram-se na categoria dos moluscos e crustáceos. 98 . 6. pelo que fica imprestável. para derivados de madeira. ter efeito residual alto na madeira.4. fecundado. isto é.3. soldados e operários. pelo que se sabe. 6. visto que. penetra na madeira e cria nova colónia com cupins de três castas: reprodutores. fazendo pequenos buracos onde se prendem os crustáceos. O siriri faz o seu voo nupcial. não ser de utilização perigosa no momento do tratamento. depois perde as asas. ser quimicamente estável e resistir a perdas por evaporação e/ou lixiviação. Os mais temíveis de todos os insectos são os cupins (existem em toda a parte). que perfuram e destroem a madeira e derivados em contacto com a água salgada ou salubre.3. Não existe madeira que seja imune à incidência de xilófagos marinhos. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Embora esta tema não possa. reproduz-se com enorme facilidade. conhecido na sua forma alada por aleluia ou siriri. um tipo de insecto social. só o óleo creosoto preserva eficazmente a madeira do ataque destes xilófagos. Um produto químico só poderá ser eficaz na manutenção das madeira e derivados se apresentar as seguintes características: • Características Essenciais – Ser tóxico aos organismo xilófagos como fungos e insectos. Os moluscos e as suas larvas atacam a madeira submersa.

Aglomerados de Madeira

Características Acessórias – Não conferir à madeira preservada toxidade em

relação ao Homem (condição imperativa); não aumentar a inflamabilidade e a combustibilidade da madeira; não deixar odores persistentes na madeira nem alterar a sua aparência natural, impossibilitando-a de receber o acabamento desejado.

É por isso que a escolha de um produto de manutenção se torna uma tarefa complicada, visto que é muito difícil qualquer produto reunir todas as características mencionadas, porém, o conhecimento da literatura disponível, a experiência e o bom senso são factores muito importantes a considerar.

Os produtos de manutenção de madeira podem ser agrupados em três categorias:

Oleosos - produtos essencialmente representados pelos derivados do alcatrão de

hulha, como por exêmplo o óleo creosoto, com uma acção longa e resistente.

Oleossolúveis - produtos contendo misturas complexas de agentes fungicidas e

insecticidas, à base de compostos de natureza orgânica e/ou organometálicas.

Hidrossolúveis - produtos contendo misturas mais ou menos complexas de sais

orgânicos metálicos e não metálicos, como por exêmplo o “Arseniato de Cobre Cromado” (CCA) e o “Borato de Cobre Cromado” (CCB).

6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO

A aplicação dos produtos de manutenção das madeiras e derivados depende sempre das condições de agressividade biológica a que está sujeito o material, podendo ser efectuada com base nos seguintes processos:

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Aglomerados de Madeira

6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA)

Consiste na aplicação dos produtos de tratamento através da utilização de equipamentos especiais (autoclaves), sob o efeito de vácuo e pressão, sendo um processo bastante complexo, pelo que não será desenvolvido neste trabalho (muito embora seja o mais durável, eficiente e recomendável).

6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL)

Refere-se à aplicação dos produtos de tratamento através de métodos caseiros, mais simples e práticos, como o pincelamento, aspersão ou imersão do material, seja por absorção ou por capilaridade, tal como se refere a seguir:

6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO

O que ocorre quando a madeira a tratar está com baixo teor de humidade, praticamente seca. Nessas condições, torna-se mais higroscópica e absorve a solução preservadora até ao ponto de saturação.

Inicialmente a absorção é bastante rápida, diminuindo até atingir o equilíbrio.

Os principais factores que afectam a absorção são a humidade inicial da madeira – quanto menor a humidade inicial da madeira, maior e melhor será a absorção da solução preservativa; a natureza da madeira – espécie, idade, densidade, forma, relação cerne/alburno; dimensões das peças – quanto maior o comprimento e diâmetro das peças, mais demorado é o tratamento; a viscosidade da solução – quanto mais fluida a solução, mais rápida a absorção; a tensão superficial – ela dificulta a penetração da solução preservadora; e a temperatura – quanto mais elevada for, maior e mais rápida será a absorção.

Este método utiliza normalmente óleos contendo creosoto e alcatrão, sendo aplicado por:

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Aglomerados de Madeira

Pincelamento – consiste na pintura das peças a preservar, sendo porém um método

deficiente, visto que penetra pouco no material (cerca de 5mm de profundidade), limitando-se o seu emprego à madeira não exposta à luz solar, sendo necessário 3 a 6 demãos, no mínimo espaçadas de 12 horas entre elas.

Imersão rápida e imersão prolongada a frio – a solução deve ser colocada num

tanque ou tambor. É um banho frio e toda a madeira deve receber o produto. Na imersão rápida a madeira permanece submersa por algumas horas. Já no método de imersão prolongada, a madeira deve ficar submersa com auxílio de pedras ou pedaços de ferro, permanecendo nessas condições por maior período de tempo, entre 2 a 15 dias. Evidentemente, quanto maior o período de imersão, maior será a profundidade de penetração do produto.

Imersão em banho quente e frio – consiste em submeter a madeira a imersões

sucessivas e consecutivas, em produtos de manutenção quentes e frios, respectivamente. As peças de madeira a tratar devem estar descascadas e com teor de humidade abaixo de 30%.

6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE

Esse processo (mais conhecido por substituição de seiva) é empregado no tratamento de peças roliças obtidas de árvores vivas (mourões) até 2,50 m de comprimento e diâmetro variável, utilizando-se para tal produtos Hidrossolúveis em qualquer recipiente.

No caso de se utilizar tambores de 200 litros de capacidade, convém proteger sua parede interna, pintando-a com Neutrol.

As soluções são preparadas nesses recipientes em concentrações recomendadas pelos fabricantes (normalmente 3 a 5% de concentração), devendo o nível da solução inicialmente

101

e descascados exactamente na hora de serem submetidos ao tratamento. os mourões devem ter o topo cortado em bisel e a base de preferência chanfrada. É importante saber que os mourões devem ser tratados ainda verdes. 102 . o qual deverá ser efectuado sempre em local aberto. por questões de funcionalidade e segurança. ventilado e coberto. Para o tratamento. protegido do sol. bem como as peças postas a secar.Aglomerados de Madeira preparada nunca ultrapassar 2/3 da altura do recipiente. no máximo 24 horas após o abate da árvore.

Grande sensibilidade à humidade. comercialização e exportação dos derivados da madeira. o que só por si já seria altamente meritório. Defeitos próprios da sua génese como material orgânico. contribuindo assim de uma forma muito significativa não só para a preservação do nosso meio ambiente. Apesar de o tema não se esgotar com este trabalho. mas também para o desenvolvimento de um importante sector da economia nacional. procurando e conseguindo-se melhorar substancialmente algumas das suas características menos meritórias. consubstanciado no fabrico. que se julga ter ficado bem vincada.Aglomerados de Madeira CONCLUSÕES O tema desenvolvido pelo autor tem subjacente um objectivo principal que é dar a conhecer a importância dos derivados da madeira no contexto da indústria nacional do mobiliário e da construção civil. procurou-se fundamentalmente mostrar que os derivados da madeira têm uma ligação natural à floresta. como: Heterogeneidade das suas propriedades mecânicas em função da orientação das suas fibras. fungos e outras pragas. com variações dimensionais significativas e empenamentos. Menor durabilidade para serem eventual alvo de insectos xilófagos. Outra importante vertente. o verdadeiro “berço” da madeira como matéria-prima dos seus derivados. líquida e vapor. é a diversidade de vantagens que advém da transformação da madeira natural. 103 . e que têm um percurso na sua fabricação todo virado ao aproveitamento dos seus resíduos em geral.

bem como à incidência da radiação solar. Hoje. pretende-se também transmitir a ideia do bom gosto que anda associado a todos os acabamentos e utilizações que se desenhem para este tipo de material. nomeadamente em alternâncias de situações de tempo seco e húmido. tanto nos domínios da produção.Aglomerados de Madeira Alterabilidade em ambientes exteriores. Acresce o facto de se ter aprofundado com este trabalho vários conhecimentos sobre o tema. a tendência em todo o mundo empresarial é competir de forma a tornar-se superior ao seu concorrente mais directo. seja na do mobiliário. dado o progresso imparável das transformações tecnológicas 104 . e isso consegue-se com a modernização e a automação dos respectivos processos de fabrico. não esquecendo a importância da sua manutenção e conservação. atendendo à forma circular própria do toro. Limitações das dimensões a que as peças de madeira serrada estão sujeitas. desde a origem da respectiva matéria-prima até à embalagem do produto acabado. principalmente no que concerne à sua vertente prática. Baixo rendimento económico e de aproveitamento. junta-se anexo com as suas principais características. como na constatação do aumento do conforto e da qualidade dos empreendimentos onde os derivados da madeira se aplicam já em larga escala. transformação e exploração do produto final. porquanto condicionadas pelas da própria árvore de origem. inadequada em termos da geometria correntemente mais usada em construção e mobiliário (paralelepípedo). seja na indústria construção civil. Ao apresentar neste trabalho as diversas variedades de derivados da madeira que já se fabricam em Portugal. Fica porém o desafio para continuarmos interessados e atentos a todas as novidades de fabrico e aplicação destes materiais. Como forma de sistematizar e comparar os diversos tipos de derivados de madeira apresentado.

105 .Aglomerados de Madeira em curso. a par da inerente problemática ambiental. razão mais que suficiente para que o seu estudo seja enriquecido com outras iniciativas e preocupações específicas.

Lisboa.ª Edição. Livre 1 – Titre II – 3ª Partie: Matériaux – Chapitre I. Carvalho. (sem data). Materiais e Equipamentos. 2. Lisboa. A Árvore em Portugal. 1100-548 Lisboa.Nicolau. Empresa: TRIA – Serviços. R2. 106 . LDA (sem data). Rua de S. 8. Editorial Enciclopédia. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. 4. Empresa: SOPREM NORTE. Vila Nova de Famalicão. Volume I. Utilizações. A. 9. Publicações Europa-América. Lisboa. Madeiras Portuguesas – Estrutura Anatómica. Segurança Passiva Contra Incêndio. Fabião. Cabral. Livraria Clássica Editora. 119. Empresa: DIRUP (sem data). 2. 3. 11. Les Bois de Construction – Caractéristiques Phisiques et Mécaniques. 5. Xilofene S. Guía de la Madera en la Construcción. 6.Aglomerados de Madeira BIBLIOGRAFIA 1. Rio de Janeiro. Lda. Empresa: DA MADEIRA (sem data). Cubagem de Árvores. Colecção Euroagro. (1996). Tratamento Preventivo das Madeiras. Árvores e Florestas. Enciclopédie Pratique de la Construction et du Bâtiment (1959). 4º. Madeiras e Derivados. Mortágua. Póvoa de Varzim. Jaime Rebelo (1941). O. Volume XV. Hespanha. Propriedades. Francisco Caldeira (1999). Instituto Florestal. Edição Assírio e Alvim. Lda. 7. Lenhas e Madeiras. Limitada. A (1996). 10.

17. (1991).ª. 107 . Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. 13. Editorial Víctor Leru. W. Viollet-Le-Duc. Orlando de Almeida e (1955). 2ª Edição do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil. ATA Ediciones. Segurado. mostrando as principais componentes do lenho e da casca.º Anos. V. Biblioteca de Instrução Profissional. Buenos Aires. Novas Aplicações da Madeira – O Problema dos Subprodutos das Matas e Desperdícios de Material Lenhoso. Época de Corte e Secagem das Madeiras Nacionais – Conservação das Madeiras. Madeiras – 7. Versão Castelhana adaptada por Dominguez. Valente. 16. Eugénio Manuel (1945). Secção transversal do tronco de uma árvore. Educação Tecnológica. Histoire de L’Habitation Humaine. Orlando de Almeida e (1956). Madeiras de Folhosas e Resinosas – Nomenclatura Profissional. Sousa. João Emílio dos Santos. Eng. Volume XXI – Tomo II. 14. L. Volume XXIII – Tomo II. Materiais de Construção. 21. Patton. Sousa. -Editora Pedagógica e Universitária. Monografias da Arquitectura.º e 8.Aglomerados de Madeira 12. Machado. Separata da Direcção dos Serviços Florestais e Aquícolas. Revista Tectónica. 22. S. (1991). Livraria Bertrand. J. Manuel E. Rendle (1937). Tecnologia Y Construcción (sem data).. Paulo – 1ª Reimpressão (Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa – Porto).º (sem data). indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa. Madeiras. (1982). 6ª Edição. Separata da Direcção dos Serviços Florestais e Aquícolas. 19. 18. Santos. 20. 8. Madrid (Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa). José Saporiti (1990). Materiais de Construção E.U.P. 15.º Ano de Escolaridade. E. Porto Editora. Areal Editores. Morey (1978).

asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11 http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12 http://www.Aglomerados de Madeira SITES DA INTERNET http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24 108 .asp?id_prodnivel1=2 http://www.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/Madeira%20Ens%20Mecanicos.estv.com/port/produtos_gama2.pdf retirei o ficheiro pdf “madeira e água” http://www.estv.com/port/produtos_gama2.pdf http://www.sonae-industriatafisa.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/Madeira%20e%20Agua.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23 http://www.com/port/produtos_gama2.de/conifers/pi/pin/pinaster.com/port/produtos_gama2.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15 http://www.sonae-industriatafisa.botanik.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.estv.uni-bonn.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/tim3_TP1_Na2.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.ipv.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16 http://www.pdf http://www.ipv.sonae-industriatafisa.ipv.htm http://www.

asp?id_prodnivel1=5 http://www.Aglomerados de Madeira http://www.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45 http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43 http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44 http://www.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=9 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 http://www.asp?id_prodnivel1=14 http://www.sonae-industriatafisa.sonae-industria-tafisa.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama1.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1 109 .sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=8 http://www.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46 http://www.

sonae-industriatafisa.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.sonae-industria-tafisa.Aglomerados de Madeira http://www.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6 http://www.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=13 http://www.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51 http://www.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53 http://www.pt/corticaindustria.com/port/produtos_gama1.html 110 .sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=7 http://www.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=13 http://www.amorim.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54 http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.

Aglomerados de Madeira ANEXOS 111 .

Aglomerados de Madeira ANEXO I – Especificações comerciais dos principais tipos de aglomerados 112 .

Aplicação: Indústria Mobiliário. Aplicação: Indústria de Mobiliário e Decoração de Interiores. FOLHEADO . Interiores e Decoração. AGLOMERADOS Painel produzido à base de partículas de Pinho marítimo aglomeradas com resina ureiaformol sob acção de pressão e temperatura. Carpintaria.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. REVESTIDO MELAMINA . DIMENSÕES (correntes): • • • • 2440x1220 mm 3660x1830 mm 2500x1880 mm 2750x1830 mm Espessuras de 8 mm a 40 mm.Várias cores e imitação das madeiras. 113 .Aglomerados de Madeira A.

Resistente à humidade.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. Aplicação: Decoração de Interiores. MDF Painel de média densidade produzido à base de fibras de madeira aglomeradas com resina ureia-formol por processos a seco e acção de pressão e temperatura. FOLHEADO . Interiores e Decoração.5 mm a 60 mm. REVESTIDO MELAMINA . 114 .Aglomerados de Madeira B. Aplicação: Indústria Mobiliário.Várias cores e imitação das madeiras. HIDRÓFUGO . Carpintaria. DIMENSÕES (correntes): • • • 2440x1830 mm 2500x1850 mm 2750x1830 mm Espessuras de 2.

DIMENSÕES (correntes): • • • 2750x1250 mm 2440x1830 mm 2750x1830 mm Espessuras de 3. Aplicação: Indústria Mobiliário. PLATEX Placas de fibras de madeira de alta densidade tipo S-1-S produzidas por via húmida a partir de 100% de materiais lignocelulósicos sem adição de reservas ou outro tipo de aditivos.Aglomerados de Madeira C. 115 .2 mm a 5 mm.

As faces são de folha de madeira seleccionada e podem ser de diferentes espécies: • • • • • • • Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Outras sob consulta. Aplicações: Contraplacados Decorativos e Desenrolados (em algumas espécies): Industria Mobiliário. Contraplacados Marítimos (colado c/ resinas sintéticas altamente resistentes à humidade aos fungos e ao tempo): Indústria Naval. CONTRAPLACADOS Placas formadas por folhas de madeira seleccionadas e colocadas com direcção de veio alternadamente cruzada. Carpintarias e Interiores. coladas com resina ureia-formol. DIMENSÕES (correntes): • • 2500x1500 mm 2500x1250 mm Espessuras de 4 mm a 30 mm. 116 . Contraplacados Anti-derrapantes (revestido a filme fenólico anti-derrapante): Carroçarias e indústria automóvel. Contraplacados Cofragem (revestido a filme fenólico): Construção Civil.Aglomerados de Madeira D. Carpintarias exterior.

Aglomerados de Madeira

E. LAMELADOS Painel de lamelas de madeira de baixa densidade coladas e revestidas nas diversas folhas de madeira listada ou desenrolada (em algumas espécies). Podem ser produzidos em diferentes espécies de madeira:
• • • • • • • •

Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Kambala Outras sob consulta.

Aplicações: Carpintaria interior e Indústria de mobiliário.

DIMENSÕES (correntes):

2500x1250 mm

Espessuras de 16 mm a 30 mm.

117

Aglomerados de Madeira

F. TERMOLAMINADOS Várias camadas de papel kraft impregnado com resinas termo-endurecíveis, ligadas entre si por acção do calor e pressão. DIMENSÕES (correntes):
• • • •

250x125 305x130 366x161 420x161

Espessuras de 0,65 mm a 30 mm. Aplicações: Revestimentos de interiores, exteriores e decoração. ABET LAMINATI (marca exemplo) Séries para decoração e revestimentos:

STANDARD - Para revestimento de interiores , com diferentes padrões. DECORI SERIGRAFIA - O cliente pode desenhar seu próprio padrão de papel decorativo, o que torna este padrão exclusivo do cliente. DIAFOS - Termolaminados translúcido. POSTFORMING - Pode ser post-formado com curvas côncavas ou convexas, devido ao facto de suportar temperaturas ente os 160 e 220 ºC. METALLI - Termolaminado com superfície metálica. STRATICOLOR - Termolaminado compacto com várias camadas de papel Kraft colorido revestido nas duas faces com papel decorativo. Produz um excelente efeito visual. MEG - Usado para revestimentos de exteriores, o

118

Aglomerados de Madeira

resistente ao tempo.

LIMIPHOS - Termolaminado verde Florescente.

119

Aglomerados de Madeira ANEXO II – Especificações comerciais de alguns tipos de aglomerados 120 .

40 8 150 0.05 0.5 3-4 5-6 0.0 +/.A.0 +/1.0 +/0.A. N.05 0. N.7 13-19 0. 1200 820 +/30 N.05 EN 318 EN 382 – 1 ISO – 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0.65 12 30 2500 4 A 11 +/.0 +/.2.05 0.7 0.A.05 0.2 +/2.05 0.5 +/2.60 10 150 0.7 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEROR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) 2 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 40 40 40 40 40 40 40 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 2.0 +/0.3 +/.2 +/2.40 150 6 0.2.A.0 +/. 1200 750 +/30 1000 800.1. N.5 3-4 5-6 GAMA GAMA GAMA GAMA +/2.0 +/0. 121 .60 8 25 2100 4A 11 +/.5 7-9 +/2. 1200 720 +/30 1000 750 1200 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÁX.7 20-30 0. N.A.0 +/0.90 30 30 2700 4A 11 +/. 1200 860 +/30 N. EM COMPRIMENTO MÁX.0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 2.0 +/1.0 +/1.A. 4A 11 +/.60 10 28 2200 4A 11 +/.A. 1200 780 +/30 N.7 10-12 0.1.A.5 20-30 +/.2 +/.Aglomerados de Madeira 1.7 7-9 0.2 +/2.2.7 0.2 +/2.5 3-4 5-6 7-9 10-12 13-19 20-30 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO 860 +/30 N.90 45 30 N.A.0 +/1. 4A 11 +/.5 13-19 +/2.2.60 15 150 0.0 +/0. N.A.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 2.0 +/.60 12 150 0.0 +/1.A.05 0.65 15 30 2700 4A 11 +/. 1200 770 +/30 N.2 +/2.A. ESPESSURA MÍNIMO NAS DUAS FACES 0.5 10-12 +/.60 15 150 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.60 15 150 0.90 35 30 N.5 +/2.

0.30 0.05 880 +/.2.0 +/.1.7 15 50 4000 4 A 11 +/.30 0.0 +/.1.7 40 1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA GAMA GAMA GAMA +/. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.7 25 50 4000 4 A 11 +/.0 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.2.Aglomerados de Madeira 2. 122 .05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR CE SÍLICA (%) MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISSO 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.5 +/.2 +/.2 +/.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA MÁXIMO 880 +/.0 +/.2.0.2.

0.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 610 +/.7 40 22 0.5 +/. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0 +/.0.0.65 16 30 2200 4 A 11 +/.05 610 +/.0 +/.2 +/.60 13 28 2200 4 A 11 +/.2 +/.0 +/. PARA USOS GERAIS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.5 22 +/.0 +/.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.60 11 25 2200 4 A 11 +/. 123 .05 22 610 +/. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE.2.2.30 0.0 +/.0 +/.30 0.1.2.1.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 0.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE SÍLICA (%) GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISO .Aglomerados de Madeira 3.2.30 0.2.2.1.7 40 0.2 +/.

2 +/.90 EN 319 7 6 EN 317 0.7 40 GAMA GAMA GAMA +/.5 +/. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0.2 +/.30 N.A.30 1000 750 1200 0.2.2.1.15 15 30 2200 4 A 11 +/ .30 1000 800 1200 0.5 +/. N.1. 124 .90 0.1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS TOLERÂNCIAS (MM) 12 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) GAMA ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS 12 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO – TESTE CÍCLICO (N/MM2) INCHAMENTO – TESTE CÍCLICO (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.0 150 0.2.A.0 150 0.0.2.0 +/.25 16 37 2700 4 A 11 +/ .7 40 EN 321 EN 321 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 2700 4 A 11 +/ .Aglomerados de Madeira 4.0 +/.0 +/.0 150 0.2.20 15 32 0.40 6.05 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .0 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 MÉTODO DE ENSAIO +/.05 GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO 770 +/ .2.0 EN 324-1 13-19 ESPESSURAS (MM) 20-30 MÉTODO DE ENSAIO 0.00 7 0.40 6.30 5.2 +/.7 40 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 12 DENSIDADE (KG/M ) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) 3 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 800 +/ .0.05 730 +/ .3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.0 +/.5 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 +/. 1200 0.

0.2.1.5 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.2.40 6 180 0.A.05 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .0 +/.05 12 30 2500 4 A 11 +/ .A.05 22 720 +/ . 1200 0.0 +/.5 22 +/.2.0 +/.7 40 1. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.30 5 180 0.2 +/.00 10 28 20700 4 A 11 +/ .40 7 180 0.0 +/.1.2.0 +/.0.2 +/.7 40 22 1. 125 .Aglomerados de Madeira 5. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.1.3 +/.0.30 N.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.2.30 1000 850 1200 0. N.0 +/.30 1000 800 1200 0.00 9 25 2000 4 A 11 +/ .2.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 2 MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 ESPESSURAS (MM) 12 16-19 770 +/ .05 800 +/ .

N.A N.2 EN 324-1 +/.A EN 382-1 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.A EN 311 N.A.A.785 EN 319 15* EN 317 N.1. EN 320 N.30 6. N.0.2 EN 324-1 +/.05 ISO – 3340 MÁXIMO TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.5 EN 120 EN 310 EN 310 EN 322 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÉDIA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 770 EN 323 N. 126 .A EN 318 N.5 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 0.2 EN 324-2 +/. 4 A 11 +/ .A.A. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL TOLERÂNCIAS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DA DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) * VALOR PARA PLACA NÃO ACABADA OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS MÍNIMO MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA GAMA MÁXIMO (MÉDIA ANUAL) MÁXIMO MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 5 EN 324-1 +/.Aglomerados de Madeira 6.

8 35 11.8 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÍNIMO MÍNIMA MÍNIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 311 GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÁXIMO CLASSE 1 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 EN 322 10 8 10 8 10 8 10 8 10 8 EN 120 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA GAMA GAMA +/.0. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA PARA APLICAÇÕES INTERIORES.3 2 1.5 +/.3 2 1.25 0.0.0 1350 0.0.38 0.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 14.3 2 1.5 1500 0.27 0.0 1600 0.5 28-32 +/.40 0.Aglomerados de Madeira 7.5 +/.5 +/.5 +/.5 +/.5 +/.3 2 1.5 +/.0 1800 0.3 2 1.5 +/.5 +/. 127 .8 28-32 12.0 1200 0.5 +/.0.5 +/.5 35 +/.8 12.35 0. NOMEDAMENTE MOBILIÁRIO. TEOR DE FORMALDEÍDO (CLASSE 1) – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE 1.8 13.0.5 +/.

3 21-25 0.5 +/.5 +/.65 4 20 720 5 A 13 20 4 20 720 5 A 13 20 21-25 +/.0.Aglomerados de Madeira 8.0.3 26-30 +/.3 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 0.5 +/.65 0.3 +/.65 4 18 700 5 A 13 20 26-30 0.65 4 18 660 5 A 13 20 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 2 2 21-25 2 26-30 2 128 .5 +/.0.0.5 +/. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) PROPRIEDADES E TOLERÂNCIAS ADICIONAIS ESQUADRIA (MM) MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÉDIA GAMA MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 +/.5 +/.5 +/.5 +/.

129 .0.3 2 1.0 1900 0.5 +/. INCLUINDO MOBILIÁRIO.5 +/.5 +/.5 +/.3 2 1.40 0.25 6 11 5 A 13 30 16.5 +/.0 2400 0.3 2 1.20 6 10 5 A 13 30 28-32 14.5 28-32 +/.5 +/.0.50 0.0.0 2550 0. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA MÁXIMO MÁXIMO +/. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES.0 2150 0.25 7 11 5 A 13 30 18.15 6 10 5 A 13 30 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO (%) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÁXIMA MÍNIMO MÍNIMO APÓS TESTE CÍCLICO MÁXIMO APÓS TESTE CÍCLICO GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 321 EN 317 EN 321 EN 322 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.Aglomerados de Madeira 9.45 0.5 +/.0.5 +/.5 +/.5 +/.50 0.3 2 1.5 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 19.

35 </=0.10 MÁXIMO DESVIO 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 1.8 – 1.05 G / CM3 UNIDADE N.0.2 +/. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1.0 -0 / +10 +/.Aglomerados de Madeira 10.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA </=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO 0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1. 130 .6 – 0.0.15 2. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.55 </=1.

5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.10 MÁXIMO DESVIO 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/.35 </=0.05 >/=10 >/=15 >/=10 >/=15 MM SEG G / CM3 >/=1. 131 .35 3.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA >/=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=5 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191.15 2. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO1183. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/.0.55 </=1.8 >/= 1. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1.Aglomerados de Madeira 11.8 ESPESSURA >0.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL ESPESSURA <0. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL FORMABILIDADE RAIO RESISTÊNCIA ÀS BORBULHAS DENSIDADE TEMPO DE FORMAÇÃO DE BOLHAS DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1.0.

EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/.0.4 2. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA AO ASPECTO CIGARRO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=30 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.05 G / CM3 UNIDADE GRAU GRAU GRAU GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO >/=4 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >/=3 >/=5 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.55 </=1.0. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA 1. 132 .35 </=0.15 1.Aglomerados de Madeira 12.10 MÁXIMO DESVIO 1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/.

º DE VOLTAS N GRAU GRAU GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU >/=3 * O LAMINADO É ENCOLADO COM PVAC EM MDF DE ESPESSURA 6+/-0.35 </=0.5 >/=30 OUTRAS MM MM >/=1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 MÁXIMO DESVIO 1. LAMINADO PARA PAVIMENTOS 1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA (ESFERA DE GRANDE MARCA DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO 0. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE (CLASSES DE ABRASÃO) (CLASSES DE UTILIZAÇÃO – EN 685) RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À PONTO INICIAL – IP ABRSÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA À LIZ CONTRASTE ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO ASPECTO UNIDADE ESPECIFICAÇÃO W3 23 31 >6000 >/=3 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >/=5 >/=3 W4 32 >10. TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.3 MM E DENSIDADE 850+/-50KG/M3. DE ACORDO COM A NORMA EN 316.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 2.600 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.000 N.Aglomerados de Madeira 13.15 G / CM3 3. 133 .000 W5 33 >15. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.65 </=1.

É POSSÍVEL UM AUMENTO PASSAGEIRO DE HUMIDADE DO AR DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. TIPO 2. PAVIMENTO RESISTENTE A CARGAS A PARTIR DE 15 A 18 MM DE ESPESSURA. 134 . APLICAÇÕES: PAVIMENTOS. PAINEL DE COR CLARA. REVESTIMENTO INTERIOR DE PAREDES. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). APRESENTAÇÃO: ISOPLY ISOPLY RL 2 TOPOS: ISOPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. ISOPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: ISOPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. MEDIANTE PEDIDO. SUPERFÍCIE TOTALMENTE PLANA.Aglomerados de Madeira 14. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE SECO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. NÃO EXCEDENDO OS 65% DE HUMIDADE RELATIVA. COMPRIDAS E ORIENTADAS. DESDE QUE ESTA NÃO ULTRAPASSE OS 85%. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. DECORAÇÃO. PRATELEIRAS E ESTANTES. EMBALAGENS.

Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O ISOPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 2 SEGUNDO A NORMA EN 300. PERPENDICULAR AOS APOIOS.8 +/.2 +/.8 +/.32 >/=0. 135 .0. O ISOPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL). O ISOPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83).0.2 +/.2 8 +/-2 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 319 EN 317 EN 120 MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: TRACÇÃO: RESISTÊNCIA INICIAL: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: >/=4200 >/=4200 >/=4200 >/=1500 >/=1500 >/=1500 >/=26 >/=24 >/=22 >/=11 >/=10 >/=9 >/=0. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER.8 +/. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA % MG/100 G 6-8-10 620 +/40 +/.2 8 +/-2 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/.0.2 +/. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO ISOPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.2 8 +/-2 18-22 580 +/40 +/. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.30 </= 20 </= 20 </= 20 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO.34 >/=0.

APRESENTAÇÃO: LAMÉPLY LAMÉPLY RL 2 TOPOS: LAMÉPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. PAINEL DE COR CLARA. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. MEDIANTE PEDIDO. COMPATIBILIDADE COM OS ACABAMENTOS MAIS COMUNS: LACA. PRATELEIRAS E ESTANTES. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. REVESTIMENTOS DE PAVIMENTO. VERNIZ. TIPO 3. DECORAÇÃO. PINTURA. REVESTIMENTOS MURAIS. CERCAS ABRIGADAS. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA.Aglomerados de Madeira 15. NÃO EXCEDENDO OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). 136 . EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. TECTOS. O LAMÉPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. PAVILHÕES DE EXPOSIÇÃO. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS.. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS RESISTENTES OU FLUTUTANTES.. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. REFORÇO DE VIGAS. LAMÉPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O LAMÉPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. COMPRIDAS E ORIENTADAS.

13 >/=0. PERPENDICULAR AOS APOIOS.8 +/.45 >/=0.2 +/. O LAMÉPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL). É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.13 18-22 580 +/40 +/.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=24 >/=12 >/=10 >/=0.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O LAMÉPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 3 SEGUNDO A NORMA EN 300.2 +/.50 >/=0.8 +/.0.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=26 >/=13 >/=11 >/=0. 137 .8 +/. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO. O LAMÉPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83).0.12 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120 TRACÇÃO: MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: % MG/100 G </= 15 </= 12 </= 12 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO.15 >/=0.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=28 >/=14 >/=12 >/=0. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO LAMÉPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.0. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 620 +/40 +/.2 +/. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER.18 >/=0.40 >/=0.15 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/.

OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. DECORAÇÃO. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. PAVIMENTOS. PODENDO EXCEDER OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. ALPENDRES. TIPO 4. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). TRIPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O TRIPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. PARTICULARIDADES RESISTÊNCIA MECÂNICA ELEVADA. O TRIPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. COMPRIDAS E ORIENTADAS. APLICAÇÕES: ESTRUTURAS DE MADEIRA. DE FORMA PERMANENTE. PRATELEIRAS E ESTANTES. MEDIANTE PEDIDO. ESTE PAINEL É ADEQUADO PARA UTILIZAÇÕES SUJEITAS A EXIGÊNCIAS MUITO ELEVADAS. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. APRESENTAÇÃO: TRIPLY TRIPLY RL 2 TOPOS: TRIPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA.Aglomerados de Madeira 16. COBERTURAS DE VIGAS. VIGAS EM L. EMBALAGEM. CERCAS ABRIGADAS. GRANDES FORMATOS. 138 .

Aglomerados de Madeira

REDUZIDAS VARIAÇÕES DIMENSIONIAS. POSSIBILIDADE DE CLASSIFICAÇÃO M2, MEDIANTE APLICAÇÃO DE VERNIZ. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM CONTRAVENTAMENTOS, COM ESPESSURAS A PARTIR DE 8 MM. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM COBERTURAS INCLINADAS. CERTIFICADO DE RÓTULO ECOLÓGICO EXCELL.
CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS

O TRIPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 4 SEGUNDO A NORMA EN 300. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O TRIPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83) QUE GARANTE, PARA A MAIORIA DAS CARACTERÍSTICAS, VALORES QUE ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.
CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 720 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=38 >/=17 >/=19 >/=0,60 >/=0,21 >/=0,17 ESPESSURA 12-15 700 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=36 >/=16 >/=18 >/=0,58 >/=0,17 >/=0,15 18-22 670 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=34 >/=15 >/=17 >/=0,55 >/=0,15 >/=0,13 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120

TRACÇÃO:

MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100:

INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO:

% MG/100 G

</= 10

</= 9 </= 8 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3

PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO, O TRIPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL), PERPENDICULAR AOS APOIOS. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

139

Aglomerados de Madeira

ANEXO III – Normalização de Madeiras e seus Derivados

140

Aglomerados de Madeira

I. NORMAS PORTUGUESAS (NP, NPEN) E PROJECTOS DE NORMAS PORTUGUESAS (prNP) NO DOMINIO DA MADEIRA

I.1- MADEIRA – GERAL

⇒ NP 180: 1962 - Anomalias e defeitos da madeira. ⇒ NP 480: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Termos e definições. ⇒ NP 481: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Métodos de medição. ⇒ NP 482: 1988 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões nominais. ⇒ NP 486:1983 - Madeira serrada de resinosas - Tolerância nas dimensões. ⇒ NP 614: 1973 - Madeiras - Determinação do teor em água. ⇒ NP 615:1973 - Madeiras - Determinação da retracção. ⇒ NP 616:1973 - Madeiras - Determinação da massa volúmica. ⇒ NP 617: 1973 - Madeiras - Determinação da dureza. ⇒ NP 618:1973 - Madeiras - Ensaio de compressão axial. ⇒ NP 619: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão estática. ⇒ NP 620: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão dinâmica. ⇒ NP 621: 1973 - Madeiras - Ensaio de tracção transversal. ⇒ NP 622: 1973 - Madeiras - Ensaio de fendimento. ⇒ NP 623: 1973 - Madeiras - Ensaio de corte. ⇒ NP 890: 1972 - Madeiras resinosas - Nomenclatura comercial. ⇒ NP 987:1973 - Madeiras serradas - Medição de defeitos. ⇒ NP 1877: 1990 - Madeiras redondas - Classificação por dimensões. ⇒ NP 1881: 1982 - Madeiras redondas - Métodos de medição. ⇒ NP 3229: 1988 - Madeiras redondas de resinosas - Classificação por qualidade.

I.2 - MADEIRA – EMBALAGENS

⇒ NP 710: 1968 - Embalagens de madeira - Classificação e terminologia.

141

Tacos de azinho . dimensionamento. I.Tacos de castanho . ⇒ NP 892: 1972 .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Anobium punetatum (De Geer) .MADEIRA .Preservação de madeiras .Método laboratorial.Pavimentos de edifícios .5 .Tacos de madeira .Madeira serrada de pinheiro bravo para estruturas .Madeiras .MADEIRA – PAVIMENTOS ⇒ NP 747: 1969 .6 . ⇒ NP 2080: 1985 .Aglomerados de Madeira ⇒ NP 3226:1987 . I.Pavimentos de edifícios .Características Conservação.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ NP EN 48:1992 .Características e classificação.Definições e características gerais ⇒ NP 748:1969 .Método laboratorial.Classificação visual.Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP 750:1969 .Características e classificação.Pavimentos de edifícios .Tacos de eucalipto comum . ⇒ prNP 3153: 1986 .Pavimentos de edifícios . I.Madeiras .Madeiras para embalagens em contacto com géneros alimentícios sólidos .Produtos preservadores de madeiras .Tratamento de madeiras para construção.Símbolos das espécies de madeiras a utilizar no revestimento de pavimentos.Características e classificação.Peças serradas de pinho bravo para embalagens . preparação e tratamento. ⇒ NP 749: 1987 .Classificação.Tacos de madeiras tropicais para pavimentos .Postes de madeira de pinheiro bravo para linhas eléctricas . ⇒ NP 969:1973 . ⇒ NP 752:1969 . ⇒ NP 751: 1969 . ⇒ NP 4099: 1991 .4 .MADEIRA PARA ESTRUTURAS ⇒ NP 4305: 1995 .Pavimentos de edifícios .Características e classificação.Tacos de pinho bravo .Características.POSTES ⇒ NP 267: 1986 .Painéis de parquete mosaico. 142 .3 .Determinação da eficácia preventiva contra Lyctus brunneus (Stephens) . I.Características e classificação.

terminologia.Durabilidade natural da madeira maciça Guia de exigências de durabilidade das madeiras na sua utilização segundo as classes de risco.Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .Parte 2: Aplicação à madeira maciça.Método laboratorial ⇒ NP EN 47:1992 .Produtos preservadores de madeiras .Durabilidade da madeira e de produtos derivados . ⇒ NP EN 73:1991 .Método laboratorial. ⇒ NP EN 460: 1994 .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .Guia de amostragem e preparação para análise de produtos preservadores de madeira tratada. ⇒ NP EN 335-1:1994 .Determinação da eficácia preventiva contra larvas recentemente eclodidas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) . ⇒ NP EN 252: 1992 . ⇒ NP EN 21: 1991 .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial.Parte 1: Generalidades.Determinação da eficácia preventiva contra Reticulitermes santonensis de Feytaud .Aglomerados de Madeira ⇒ prNP 3164: 1986 .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Hylotrupes bajulus .prova de deslavagem.Métodos de ensaio dos produtos preservadores de madeiras .Produtos preservadores de madeiras .Determinação do limite de eficácia contra Reticulitermes santonensis de Feytaud . ⇒ NP EN 152-1: 1993 .Método laboratorial.Definição das classes de risco de ataque biológico .Método laboratorial.Produtos preservadores de madeiras .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Determinação do limite de eficácia contra Anobium punctatum (De Geer) por transferência lavar . ⇒ NP EN 335-2:1994 . ⇒ NP EN 11 7: 1992 . ⇒ NP EN 46: 1989 . ⇒ NP EN 118: 1992 .Produtos preservadores de madeiras .Prova de evaporação.Método laboratorial.Preservação da madeira .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial para determinação da eficácia preventiva de um tratamento de madeira aplicada contra o azulamento Parte 1: Aplicação por pincelagem.Produtos preservadores de madeiras . ⇒ prNP 3928: 1989 .Produtos preservadores de madeiras .Definição das classes de risco de ataque biológico .Determinação do limite de eficácia contra larvas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) . 143 .Ensaio de campo para determinação da eficácia protectora de um produto preservador de madeiras em contacto com o solo.Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 84: 1992 . ⇒ NP EN 212: 1988 .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .

⇒ EN 844-11:1997 .Round and sawn timber .Terminology .Round and sawn timber .Part 2: General terms relating to round timber.Method of measurement of dimensions .Part 3: General terms relating to sawn timber. ⇒ EN 1313-1: 1997 .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-7:1997 .Part 11: Terms relating to degrade by insects.Round and sawn timber .Terminology . ⇒ prEN 844-12:1998 .Determination of the batch volume of sawn timber. PRÉ-NORMAS EUROPEIAS (ENV) E PROJECTOS DE NORMAS EUROPEIAS (prEN) NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS.Part 8: Terms relating to features of round timber. ⇒ prEN 1309: 1998 .Aglomerados de Madeira II .Part 10: Terms relating to stain and fungal attack.Round and sawn timber – Terminology .Round and sawn timber . II.Terminology .Part 7: Terms relating to biological structure of timber. ⇒ EN 844-8: 1997 .MADEIRA – GERAL ⇒ EN 844-1: 1995 .NORMAS EUROPEIAS (EN).Wood .Round and sawn timber .Terminology .Round and sawn timber .Terminology . ⇒ EN 844-2: 1997 .Round and sawn timber . 144 .Hardwood sawn timber . ⇒ EN 1309: 1997 . ⇒ EN 844-4: 1997 .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-10:1997 . ⇒ EN 844-9:1997 . ⇒ EN 1310: 1997 .Part 9: Terms relating to features of sawn timber.1.Part 2: Round timber.Round and sawn timber .Permitted deviations and preferred sizes. ⇒ EN 844-3:1995 .Round and sawn timber .Terminology .Part 1: Softwood sawn timber.Part 12: Additional terms and general index.Terminology .Part 4: Terms relating to moisture content.Terminology .Dimensional classification . ⇒ EN 1312: 1997 .Terminology .Round and sawn timber.Part 6: Terms relating to dimensions of sawn timber. ⇒ EN 1315-1: 1997 .Terminology .Method of biological degradations.Round and sawn timber.Method of measurement of features.Terminology .Visual grading . ⇒ EN 844-5:1997 .Part 1: Hardwood rounds timber.Round and sawn timber .Part 1: Oak and beech.Part 5: Terms relating to dimensions of round timber.Part 1: General terms common to round timber and sawn timber. ⇒ EN 1311: 1997 .Round and sawn timber . .Round and sawn timber . ⇒ EN 975-1: 1995 . ⇒ EN 844-6:1997 .Round and sawn timber .Method of measurement of dimensions: Part 1: Saw timber.

Aglomerados de Madeira ⇒ EN 1315-2:1997 .Part 3: Quality grading for European pines. ⇒ EN 1438:1998 . II. Part2: Pines. ⇒ EN 1316-2: 1997 .Method of measurement of moisture content .Oaks. ⇒ prEN 1747-1: 1994 . ⇒ prEN 1611-1: 1994 .MADEIRA .Criteria for acceptance of a batch of sawn timber.Part 1: Oale and beech. ⇒ EN 1611-3:1995 . Part3: Larehes and Douglas fus.MADEIRA .Part 2: Softwood rounds timber.Sawn softwood .Qualitative classification .2 .PAVIMENTOS.Qualitative classification . Firs.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . ⇒ EN 1316-3:1997 . REVESTIMENTOS ⇒ prEN 1357:1993 .General characteristics.Qualitative Classification of Softwood round timber.Classification of standing timber .Hardwood round timber .Part 1: Dimensional classification.Symbols for use in documentation of timber and wood based products.Part 2: Qualitative classification .Hardwood round timber . ⇒ prEN 1358:1993 . ⇒ prEN 1927-3:1996 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Sawn timber .Qualitative Classification of Softwood round timber. ⇒ prEN 1314: 1994 .Hardwood round timber . Part I: Spruces and firs. ⇒ EN 1316-1: 1997 .Part 2: Method for estimating moisture content of a piece of sawn timber (Electrical method) II.Part 2: Poplar.Timber in joinery .Softwood saw timber visual grading . ⇒ prEN 1747-2:1994 .Classification of timber quality.General acceptance Marking and delivery roles.Part 1: European Spruces. ⇒ prEN 13183-2: 1998 .Part 3: Ash and maples. beech.Timber joinery .Appearance grading of softwood Visual . ⇒ prEN 1927-2:1996 . ⇒ prEN 1927-1:1996 .ROlU1d and sawn timber . 145 . ⇒ prEN 12169:1997 . poplar and ash.Dimensional classification . ⇒ EN 1611-2:1995 .CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ EN 942:1996 .Visual grading .Qualitative Classification of Softwood round timber.Requirements for workmanship. Pines and Douglas firs.Wood .Part 2: Quality grading.Qualitative classification .3 .Classification of standing timber .

Solid lamparquet and solid large lamparquet. Bonding quality. ⇒ prEN 13228: 1994 . ⇒ prEN 13226:1994 .Solid Wood Panels.Determination of the quality of timber in industrial packaging.Determination of the quality of sawn timber in pallets. ⇒ prEN 13629: 1994 . 146 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling . ⇒ prEN 13647:1994 . ⇒ prEN 13442:1994 . ⇒ prEN 13446: 1994 . and wood panelling and cladding. Permitted deviations and guidelines for dimensions.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .Test method . ⇒ prEN 13227:1994 . Test method. ⇒ prEN 13489:1994 . Determination of the resistance to chemical agents (including water detergent).Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1368:1993 .Guidelines for general conditions of testing.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . ⇒ prEN 1910:1997 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling .Wood flooring (including parquet) .Wood flooring (including parquet) .Solid parquet & other products without tongue and groove inc.Wood and parquet flooring.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding.4 MADEIRAS: PALETES E EMBALAGENS ⇒ prEN 12246 . Determination of with areaway capacity of fasteners. ⇒ prEN 1533:1994 .Typica1 test assembly to determine bending properties. ⇒ prEN 1535:1994 .Wood flooring (including parquet) product standard. Product standard.Method of test for dimensional stability. II. Parquet strip with groove(s) and/or tongue.Mosaic Parquet.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding – Appearance General characteristics.Wood based panels. Multi-Layer parquet. ⇒ prEN 1534:1994 . ⇒ prEN 13488:1994. ⇒ prEN 12247 . Solid hardwood flooring boards.Resistance to indentation. ⇒ prEN 13354:1994 .Wood flooring (including parquet).Wood flooring (including parquet) . parquet blocks. ⇒ prEN 12248 . Determination of geometrical characteristic.Sawn Timber used in pallets.Wood flooring.

Permitted deviations and preferential sizes. ⇒ EN 392: 1995 .Glued laminated timber .Timber structures . ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ EN 301: 1992 .Glued laminated timber .Determination of some physical and mechanical properties. ⇒ EN 408: 1995 .Strength classes.Timber structures . 147 . ⇒ EN 383:1993 .Finger jointed structural timber .Determination of characteristics values of mechanical properties and density. ⇒ EN 518: 1995 . ⇒ EN 391: 1995 .Structural timber . II.Requirements for visual strength grading standards.Performance requirements and minimum production requirements.Structural timber .Timber structures .Performance requirements and minimum production requirements.Adhesives. ⇒ EN 390: 1994 .Test methods .Test methods. ⇒ EN 380: 1993 .Sizes permissible deviations.Timber structures . ⇒ EN 385:1995 .Grading .Test methods . ⇒ EN 519:1995 .Test methods . ⇒ EN 409:1993 .Permissible deviations.General principles for static load testing.Racking strength and stiffness of timber frame wall panels.Requirements for machine strength.Glued laminated timber .Determination of the yield moment of dowel type fasteners Nails.Timber structures .Structural timber .Sawn Timber used in pallets.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12249 .Determination of embedding strength and foundation values for dowel type fasteners.MADEIRA PARA ESTRUTURAS.Timber structures .5 .Delimitation test of glue lines.Structural timber .Glued laminated timber . ⇒ ENV 387:1999 . ⇒ EN 336: 1995 . phenolic and aminoplastic for load-bearing timber structures: Classification and performance requirements.Large finger joints .Performance requirements and minimum production requirements. ⇒ EN 594:1995 . ⇒ EN 386: 1995 . ⇒ EN 595:1995 .Coniferous and poplar .Grading .Test methods . graded timber and grading machines.Test of trusses for the determination of strength and deformation behaviour.Sizes .Structural timber .Shear test of glue lines. ⇒ EN 384:1995 .Structural timber and glued laminated timber .Glued laminated timber . ⇒ EN 338:1995 .

⇒ EN 1193: 1997 . ⇒ prEN 1383:1994 .Eurocode 5 .Load bearing stapled joints.Timber structures .Timber structures .Withdrawal capacity of timber fasteners.Test methods . ⇒ prEN 912:1992 .Determination of mechanical properties of wood based panels.Testing of joints made with mechanical fasteners .Test methods . ⇒ EN 28970:1991 .Determination of shear strength and mechanical properties perpendicular to the grain.Timber structures .Design of timber structures .Structural tire design.Timber structures .Soft body impact test of timber framed walls.Part l-I: General rules and rules for buildings.Pull through testing of timber fasteners.Wood based panels .Design of timber structures . ⇒ prEN 1059: 1993 .Part 1-2: General rules .Performance of structural floor decking.Test methods . ⇒ ENV 1995-1-2: 1995 . ⇒ EN 1195: 1997 . ⇒ EN 26891: 1991 .Timber structures .Design of timber structures . 148 .technica1 delivery conditions.Strength classes . ⇒ EN 1058: 1995 . ⇒ ENV 1995-1-1: 1995 .Specifications for connects for timber.Timber structures .Joints made of punched metal plate fasteners.Timber structures .Load bearing nailed joints. ⇒ prEN 1380: 1994 .Eurocode 5 .Part 2: Bridges ⇒ EN 10147:1994 . ⇒ EN 789:1995 .Assignment of visual grades and species.Timber structures .Timber structures . ⇒ prEN 1382:1994 .Structural timber and glued laminated timber .Timber fasteners .General principles for the determination of strength and deformation characteristics.Timber structures .Test methods .Strength classes and determinations of characteristic properties.Production requirements for fabricated trusses using punched metal plate fasteners.Timber structures . ⇒ EN 1912: 1998 .Determination of characteristic values of mechanical properties and density. ⇒ prEN 13271: 1998 Timber fasteners characteristic load-carrying capacities and slip module.Test methods .Joints made with mechanical fasteners .Structural timber .Test methods . ⇒ EN 1194: 1998 -Glued laminated timber .Timber structures .Continuously hot-dip zinc coated structural steel sheet and strip .Test methods .Aglomerados de Madeira ⇒ EN 596:1995 . ⇒ prEN 1381: 1994 .Requirements for wood density. ⇒ ENV 1995-2:1995 .Eurocode 5 . ⇒ prEN 1075:1993 .Test methods .

Specifications . ⇒ EN 310: 1993 . ⇒ EN 313-2: 1995 .Part 4: Requirement for load-bearing boards for use in dry conditions.Specifications .Part 3: Requirement for boards for interior fitments (including furniture) for use in dry conditions.Particleboards .Plywood . ⇒ EN 314-1: 1993 . ⇒ EN 312-3:1996 .Surface soundness of particleboards .Particleboards .Oriented strand boards (OSB).Wood particleboards .Plywood .Aglomerados de Madeira II.Wood-based panels .Particleboards .Characteristic values for structural design.Part 1: General requirements for all board types. ⇒ EN 312-6: 1996 .Part 2: Requirements.Part 7: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in humid conditions. ⇒ EN 312-4:1996 . ⇒ EN 300:1997 .Wood based panels . ⇒ EN 312-1: 1996 . ⇒ EN 12369: 1993 . ⇒ EN 312-2:1996 .Plywood .Specifications . ⇒ EN 314-2:1993 . ⇒ EN 309: 1992 . ⇒ EN 312-5:1997 .Extraction method called the perforator method.Part 1: Classification.Test method.Part 2: Terminology.Wood-based panels .Part 1: Test methods.Specifications .Specifications .Particleboards .Specifications . ⇒ EN 311: 1992 . ⇒ EN 312-7: 1997 .Structural floor decking on joists .Part 6: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in dry conditions. 149 .Classification and terminology . ⇒ prEN 12869-2:1993 .Particleboards .Part 2: Performance requirements.Part 5: Requirements for load-bearing boards for use in humid conditions.Determination of formaldehyde content .Wood Based Panels .Plywood .Definition and classification.6 . ⇒ prEN 12775 .PLACAS DE DERIVADOS DE MADEIRA ⇒ EN 120:1992 .Particleboards .Classification and terminology .Bonding quality .Particleboards . ⇒ EN 313-1: 1996 .Part 2: Requirement for general purpose boards for use in dry conditions.Particleboards .Particleboards .Solid wood panels .Classification and terminology.Determination of modulus of elasticity in bending and of bending strength.Specifications .Bonding quality .

Structural roof decking on joists .Solid wood Panels .Laboratory method.Creosote and creosoted timber.Specifications .Part 1: Application by surface treatment .Part 2: Walls.Part 3: Roofing.Wood-based panels . ⇒ prEN 13353-3:1993 .Solid wood Panels .Wood-based panels . ⇒ prEN 13353-2:1993 .Structural wall sheathing on studs . 150 .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12870-1: 1993 .Classification by surface appearance .Guidance for structural panel installation . ⇒ prEN 13353-1:1993 .Part I: Requirements for use in exterior conditions.Wood-based panels .Specifications . ⇒ EN 22:1974 . ⇒ prEN 12871-3:1993 .Wood-based panels . ⇒ prEN 12872-1: 1993 .PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ EN 20-1: 1992 .Structural roof decking on joists .Laboratory method. ⇒ prEN 12870-2:1993 . ⇒ EN 20-2:1993 .Structural roof decking on joists .Part 1: Performance specifications.Part 1: Requirements for use in dry conditions.Part 3: Performance test method.Wood preservatives . ⇒ prEN 12872-2: 1993 .Wood preservation.Part I: Performance specifications. ⇒ EN 49-1: 1992 .Solid wood Panels .Part 1: Application by surface treatment Laboratory method.Part 1: Flooring.Wood preservatives .Part 1: Softwood.Wood-based panels .Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Part 2: Hardwood. ⇒ prEN 12872-3:1993 .7 .Part 2: Procedure for obtaining a sample of creosote from creosoted timber for subsequent analysis. ⇒ EN 1014-2:1995 .Specifications .Determination of eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae . ⇒ prEN 12871-1:1993 . ⇒ prEN 13017-'2:1997 .Wood-based panels . II. ⇒ prEN 13017-1: 1997 .Guidance for struck panel installation .W ood preservatives .Part 1: Requirements for use in humid conditions.Part 2: Performance requirements. ⇒ prEN 12871-2:1993 .Part 2: Performance requirements.Methods of sampling and analysis .Classification by surface appearance .Wood-based panels .Wood-based panels .Guidance for structural panel installation .Solid wood Panels .Determination of the protective effectiveness against Anobium punetatum (De Geer) by egg-laying and larval survival .Wood preservatives .Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Solid wood Panels .Structural wall Sheathing on studs .Part 2: Application by impregnation .Laboratory method.

⇒ TC 175.Softwood.Laboratory method. III. ⇒ ENV 1250-2:1994 . REVESTIMENTOS ⇒ TC 175.Methods of sampling and analysis Part 4: Determination of the water-extractable phenols content of creosote.Wood flooring .Timber in doors .Wood preservatives .Wood preservatives . ⇒ TC 175.Wood flooring . EMBALAGENS 151 . DOCUMENTOS DE TRABALHO (TC.l. Wood-based panels .Creosote and creosoted timber .Methods of sampling and analysis Part 3: Determination of the benzopyrene content of creosote.Hardwoods.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1014-3:1997 .3 .CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ TC 175.General timber requirements. ⇒ TC 175.Wood preservatives .335.337.Determination of the eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae .General timber requirements.GERAL III. ⇒ ENV 1250-1: 1994 .02 .Laminated wood flooring.Part 2: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by leaching into water or synthetic sea water.End grain blocks.Wood flooring .PAVIMENTOS. ⇒ TC 175.MADEIRA ..32.32.MADEIRA .4 .04 .PALETES.Methods for measuring losses of active ingredients and other preservative ingredients iron treated timber . ⇒ prEN 1014-4:1995 . ⇒ ENV 1390: 1994 .01 .Flooring boards .Wood preservation .MADEIRA .Wood preservatives .2 .Method of test for determining the resistance against wood-destroying beside omits.Wood flooring (include parquet) .Methods for measuring losses of active ingredients from treated timber .Creosote and creosoted timber .01 .Part 1: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by evaporation to air.Timber in windows .Durability of wood and wood-based products. III.Flooring boards .MADEIRA .03 . ⇒ ENV 13038 . III.) QUE PROVAVELMENTE DARÃO ORIGEM A NORMAS EUROPEIAS RELEVANTES NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS III..335.03 .335.

Timber fasteners .7-PLACASDEDERNADOSDEMADEIRA ⇒ TC 112.418-1 .Part 3: Performance test method.Durability requirements. ⇒ TC 124. III.Timber poles for overhead lines .5 .212 .MADEIRA .Characteristic values for established products.Wood-based panels .01 . ⇒ TC 112.Methods softest.ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ TC 124.Structural floor decking on joists .Structural floor decking on joists .Grading and strength classes.418-3 . IIL6 .406 .Part 1: Performance speciation.Wood-based panels .344.01 .213 .343. IIL.Characteristic load-carrying and slip-module.Wood-based panels .211 .Determination of characteristic values.Wood-based panels .Timber poles for overhead lines .Structural wall sheathing studs .Timber poles for overhead lines .419-3 .Timber poles for overhead lines .Timber poles for overhead lines .Aglomerados de Madeira ⇒ TC 175.402 . 152 . ⇒ TC 175. ⇒ TC 124.Guidelines for the dimension of sawn timber used in industrial packaging.Part 3: Performance test method. ⇒ TC 124. ⇒ TC 112.210 .POSTES ⇒ TC 124.Guidelines for the dimension of sawn timber used in pallets. ⇒ TC 124. ⇒ TC 112.209 .Sizes.

Aglomerados de Madeira 153 .

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