Materiais de Construção

Derivados de Madeira

série MATERIAIS

joão guerra martins antónio vieira
I

1.ª edição / 2004

Apresentação

Este texto resulta inicialmente do trabalho de aplicação realizado pelos alunos da disciplina de Materiais de Construção I do curso de Engenharia Civil, sendo baseado no esforço daqueles que frequentaram a disciplina no ano lectivo de 1999/2000, vindo a ser anualmente melhorado e actualizado pelos cursos seguintes.

No final do processo de pesquisa e compilação, o presente documento acaba por ser, genericamente, o repositório da
Monografia do Eng.º ANTÓNIO VIEIRA que, partindo do trabalho acima identificado, o reviu totalmente, reorganizando, contraindo e aumentando em função dos muitos acertos que o mesmo carecia.

Pretende, contudo, o seu teor evoluir permanentemente, no sentido de responder quer à especificidade dos cursos da UFP, como contrair-se ainda mais ao que se julga pertinente e alargarse ao que se pensa omitido.

Esta sebenta insere-se num conjunto que perfaz o total do programa da disciplina, existindo uma por cada um dos temas base do mesmo, ou seja:

I. II. III. IV. V. VI. VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII.

Metais Pedras naturais Ligantes Argamassas Betões Aglomerados Produtos cerâmicos Madeiras Derivados de Madeira Vidros Plásticos Tintas e vernizes Colas e mastiques

Embora o texto tenha sido revisto, esta versão não é considerada definitiva, sendo de supor a existência de erros e imprecisões. Conta-se não só com uma crítica atenta, como com todos os contributos técnicos que possam ser endereçados. Ambos se aceitam e agradecem.

João Guerra Martins II

Aglomerados de Madeira

ÍNDICE ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................... 6 ÍNDICE DE FIGURAS............................................................................................................ 7 SUMÁRIO................................................................................................................................. 9 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10 CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” ....... 12 1.1. - HISTORIAL DA MADEIRA...................................................................................................12 1.2. – CONCEITO DE MADEIRA ...................................................................................................13 1.3. – NOMENCLATURA DA MADEIRA......................................................................................14 1.3.1. – ÁRVORES RESINOSAS ................................................................................................14 1.3.2. – ÁRVORES FOLHOSAS..................................................................................................15 1.4. – ESTRUTURA DA MADEIRA................................................................................................17 CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA .............. 21 2.1. – PREÂMBULO.........................................................................................................................21 2.2. – PROPRIEDADES FÍSICAS....................................................................................................21 2.2.1. – HUMIDADE ....................................................................................................................22 2.2.2. – DENSIDADE ...................................................................................................................24 2.2.3. – RETRACTILIDADE .......................................................................................................24 2.2.4. – HETEROGENEIDADE ...................................................................................................25 2.2.5. – ANISOTROPIA ...............................................................................................................25 2.2.6. – HIGROMETRICIDADE..................................................................................................26 2.2.7. – POROSIDADE.................................................................................................................26 2.2.8. – DUREZA..........................................................................................................................26 2.2.9. – COR..................................................................................................................................27 2.2.10. – BRILHO .........................................................................................................................27 2.2.11. – ODOR E GOSTO...........................................................................................................28 2.2.12. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA, TÉRMICA E SONORA .................................28 2.3. – PROPRIEDADES MECÂNICAS ...........................................................................................28 2.3.1. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO, À TRACÇÃO E À FLEXÃO................................29 2.3.2. – ELASTICIDADE, FLUÊNCIA E FADIGA....................................................................29 2.3.3. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO...........................................29 CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS ........... 32 3.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................32 3.2. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO ...........................................................................................33 3.3. – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL .........................................36 CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA ................................................................ 38 4.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS...................................................................................................38 4.2. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA...............................................................................39 4.2.1. - AGLOMERADOS............................................................................................................40 4.2.1.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................40

3

Aglomerados de Madeira

4.2.1.2. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES .........................................42 4.2.2. – CONTRAPLACADOS ....................................................................................................63 4.2.2.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................63 4.2.2.2. - TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES ...................................66 4.2.2.3. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS...................................70 4.2.2.4. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS ...........................................................71 4.2.3. - FOLHEADOS...................................................................................................................73 4.2.3.1 - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO..............................................................73 4.2.4. – TERMOLAMINADOS....................................................................................................74 4.2.4.1. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO ............................................................74 4.2.4.2. - TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES...................................76 4.2.5. - PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) .........................................................78 4.2.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA.................................................................79 4.2.6.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO .............................................................79 4.2.6.2. - PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES .................80 4.2.7. – CORTIÇA ........................................................................................................................80 4.2.7.1. - DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO.............................................................80 4.2.7.2. - TIPOS DE CORTIÇA................................................................................................82 CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS ....... 84 5.1. - CONSIDERAÇÕES GERAIS..................................................................................................84 5.2. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS .....................85 5.3. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS.................................................87 5.4. – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA.........................................88 5.5. – PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA ..........................................89 6.1. – GENERALIDADES ................................................................................................................94 6.2. – PROCESSOS DE TRATAMENTO ........................................................................................95 6.2.1. – SECAGEM.......................................................................................................................95 6.2.2. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO....................................................................95 6.2.3. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA ..............................................................96 6.3. – AGENTES DETERIORADORES...........................................................................................96 6.3.1. - FUNGOS...........................................................................................................................97 6.3.2. – INSECTOS XILÓFAGOS ...............................................................................................97 6.3.3. – XILÓFAGOS MARINHOS.............................................................................................98 6.4. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS .....................................98 6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO .............................................................................................99 6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA) ...............................100 6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL).............................100 6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO ..................................................................................................100 6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE...........................................................................................101 CONCLUSÕES .................................................................................................................... 103 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 106 SITES DA INTERNET........................................................................................................ 108 ANEXOS ............................................................................................................................... 111

4

Aglomerados de Madeira

ANEXO I – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DOS PRINCIPAIS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 112 A. AGLOMERADOS.....................................................................................................................113 B. MDF............................................................................................................................................114 C. PLATEX.....................................................................................................................................115 D. CONTRAPLACADOS .............................................................................................................116 E. LAMELADOS............................................................................................................................117 F. TERMOLAMINADOS ..............................................................................................................118 ANEXO II – ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DE ALGUNS TIPOS DE AGLOMERADOS................................................................................................................ 120 1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO ...........................................................................121 2. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS ...............................................................................................................................122 3. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE, PARA USOS GERAIS ....................................................................................................................123 4. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS ...........................124 GAMA.............................................................................................................................................124 5. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM .....................................................................................................................................125 6. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL ..................................................................................................................................126 8. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS.........................128 9. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES, INCLUINDO MOBILIÁRIO, PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS.................................................................................................129 10. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................130 11. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS ..............................................................................................................................131 12. LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA.......................................................................132 13. LAMINADO PARA PAVIMENTOS .......................................................................................133 14. ISOPLY .....................................................................................................................................134 15. LAMÉPLY ................................................................................................................................136 16. TRIPLY .....................................................................................................................................138 ANEXO III – NORMALIZAÇÃO DE MADEIRAS E SEUS DERIVADOS................. 140

5

Aglomerados de Madeira

ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 – ÁREA DE ALGUMAS ESPÉCIES OCUPADAS EM TERRITÓRIO CONTINENTAL, NOS ANOS DE 1980 E 1992 ...................................................................................................................... 37 TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS ........................ 85 TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS ...... 88 TABELA 4 - PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS .......................................................................................................................................... 90 TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS............. 91 TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS ............................. 92 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL........................................... 92 TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS............ 93

6

.................. 65 FIGURA 41 – CORTE DE FOLHA (IN PATTON...... 32 FIGURA 9 . 76)........ 44 FIGURA 17 – MDF RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............................................................................................OBTENÇÃO DE UM CONTRAPLACADO (IN SANTOS......................................................................... 52 FIGURA 28 E FIGURA 29 – OSB 4 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)....... 60 FIGURA 38................................... 34 FIGURA 10 -TOROS DE MADEIRA DESFIADA (IN SANTOS....... 53 FIGURA 32 – OSB 4 LAMBRIM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .................................................. 1991.......................... 20 FIGURA 6.... P ................. 1991...........31 FIGURA 8 – PINUS PINASTER -PINHEIRO MARÍTIMO .. P................... 63) ... 43 FIGURA 15 – PAVIMENTO MDF (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ......Aglomerados de Madeira ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 1 – IMAGEM DE UM TIPO DE PINHO: “CASQUINHA”………………………………….... 1991..............................FORMAS DE CORTE DA MADEIRA (IN VALENTE... 58 FIGURA 36 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS RESISTENTE À HUMIDADE (MR) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...206)......................................................................... 53 FIGURA 33 – PISO LAMINADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............................................................................................ILUSTRAÇÃO DA TORAGEM........ 62).................... P.................................... 35 FIGURA 11 – CORTE ATRAVÉS DE UMA SERRA DE FITA SEM-FIM (CHARRIOT) (IN SANTOS...................................................................................................... 59 FIGURA 37 – AGLOMERADO PINTADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)........... 57 FIGURA 35 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS POSTFORMING (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).................... 53 FIGURA 30 E FIGURA 31 – OSB 4 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .......................... 52) ... 42 FIGURA 14 – MDF STANDARD ( IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .... 66 7 ............................ 1988......... 63) ............................... 50 FIGURA 24 – OSB 2 MACHEADO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).........IMAGEM DE UM INCÊNDIO………………………………………………………....... COM ANÉIS DE CRESCIMENTO DIFERENTES……………………………………………………………………………………26 FIGURA 7........................................................... 1991.......................... 46 FIGURA 20 – MDF MOLDÁVEL (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .......15 FIGURA 2 – EXEMPLO DE UMA ÁRVORE FOLHOSA: “FAIA”…………………………………........ P................................................. 35 FIGURA 12 – AGLOMERADOS (IN SANTOS....... 47 FIGURA 21 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ....................................................................... 64 FIGURA 40 – FOLHA DESENROLADA E FIGURA 36A – CORTE POR SERRA OU LÂMINA ..................... MOSTRANDO AS PRINCIPAIS COMPONENTES DO LENHO E DA CASCA (IN MOREY.......... 19 FIGURA 5 – DIRECÇÕES FUNDAMENTAIS DA MADEIRA ................... 1991................... 48 FIGURA 23 – AGLOMERADO OSB (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ................................................... 44 FIGURA 16 – MDF BAIXA DENSIDADE (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ........................................................ 51 FIGURA 26 E FIGURA 27 – OSB 3 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)............................................. 56 FIGURA 34 – AGLOMERADO PARTÍCULAS STANDARD (ST) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ......................... P.IMAGEM DE DUAS ÁRVORES DA MESMA ESPÉCIE.................................................... P......................... 48 FIGURA 22 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ... P. 63 FIGURA 39 .............. FALCAS E TOROS (IN SANTOS... 46 FIGURA 19 – MDF MOLDURAS E PERFIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).......................... 40 FIGURA 13 – AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .............. P.......... 1978.......... 66 FIGURA 42 – ALMA .............. 49) .......... 45 FIGURA 18 – MDF SUPERLAC (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA).............75) ......................... 50 FIGURA 25 – OSB 2 (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...................... 18 FIGURA 4 – DIAGRAMA DE SECTOR CIRCULAR DO CAULE DE CINCO ANOS DE IDADE DE UMA .....................17 FIGURA 3 –SECÇÃO TRANSVERSAL DO TRONCO DE UMA ÁRVORE..........................................

...... 82 FIGURA 54 – CORTIÇA EM FOLHA (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS).....................................................................TERMOLAMINADO PARA APLICAÇÕES HORIZONTAIS/VERTICAIS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ............. 75 FIGURA 47 – TERMOLAMINADO (IN SITE DASONAE INDÚSTRIA) .......................................................... 81 FIGURA 53 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS).......................................................... 78 FIGURA 52 – AGLOMERADO EXPANDIDO PURO (IN SITE DE AMORIM ISOLAMENTOS).................................................. 68 FIGURA 45 – MÉTODOS DE OBTENÇÃO DOS FOLHEADOS ................ 83 FIGURA 55 – IMAGEM DE MADEIRA EM DESPARASITAÇÃO……………………………………98 8 ................................................... 66 FIGURA 44 – USO DO CONTRAPLACADO DE RESINOSAS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA)...............Aglomerados de Madeira FIGURA 43 – CONTRAPLACADO COMUM (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...................... 76 FIGURA 49– TERMOLAMINADO METÁLICO (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) ...................................... 75 FIGURA 48 .... FIGURA 51 – PLACAS DE PLATEX...... ERRO! MARCADOR NÃO DEFINIDO................................................................................... 77 FIGURA 50 – TERMOLAMINADO DE ELEVADA RESISTÊNCIA-PAVIMENTOS (IN SITE DA SONAE INDÚSTRIA) .................................................. 73 FIGURA 46 -ESTRUTURA DOS TERMOLAMINADOS ......................................

com referência não só à sua nomenclatura. identificando os principais produtos deste grupo. Desenvolve-se o tema principal (Derivados de Madeira). Procura-se assim abordar. uma vez que a respectiva indústria dos produtos florestais. como também ao percurso habitualmente seguido na indústria desde a árvore até à obtenção dos derivados da madeira. sem esquecer o problema da sua conservação e manutenção. começa-se pelo historial da madeira como matéria-prima dos seus derivados. a variedade dos derivados de madeira que mais têm contribuído para o desenvolvimento da economia nacional. 9 . estrutura. embora não exaustiva. propriedades e características. que abrange a transformação da madeira e a produção dos seus derivados. bem como as suas principais aplicações. ainda. neste trabalho monográfico. conclui-se com a análise e estudos de mercado sobre a comparação entre a madeira e respectivos derivados. dois conjuntos de anexos: um visando uma extrema sintetização dos principais tipos de Derivados de Madeira. colocadas na forma de quadros resumo.Aglomerados de Madeira SUMÁRIO A floresta em Portugal tem um valor económico e social importantíssimo. caracterizando-os e apresentando o seu processo de fabrico. outro com algumas soluções comerciais. tem já um peso proporcional elevado na formação do produto interno e na balança comercial do País. Deste modo. de forma prolongada. Por último. nomeadamente no sector da construção civil e do mobiliário. Incluem-se.

As árvores. como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciado em Engenharia Civil na Universidade Fernando Pessoa. ou melhor. quer como matéria-prima da economia industrial. fez surgir uma série de derivados da madeira como alternativa à madeira maciça ou natural. têm características próprias que os distinguem entre si. tendo cerca de três milhões de hectares e possivelmente capacidade para o dobro. A madeira tem sido desde sempre um dos principais materiais utilizados na construção. Reconhece-se hoje o valor da árvore. Estes materiais. por sua vez. No entanto. A origem dessas diferenças reside sobretudo na sua estrutura fibrosa heterogénea e anisotrópica. sendo substituída primeiro pelo ferro e depois pelo betão armado. como os aglomerados e os contraplacados. 10 . muito delicadas enquanto jovens. atingindo algumas vezes dimensões colossais. Portugal apresenta a taxa mais elevada de floresta dos Países Europeus. perdeu o seu protagonismo a partir da Revolução industrial. A tecnologia. estruturalmente. são prodigiosos seres vivos que crescem vigorosamente quando as condições de solo e de ambiente são propícias. As madeiras constituem um material complexo com características muito diferentes dos outros materiais de construção. quer como elemento fundamental do espaço natural.Aglomerados de Madeira INTRODUÇÃO A presente monografia subordinada ao tema “Derivados da Madeira” circunscreve-se no âmbito de uma disciplina final demonstrativa de conhecimentos adquiridos e capacidades desenvolvidas pelo seu autor. materiais que constituem hoje em dia a estrutura da maior parte dos edifícios. daquele onde impera a vida em toda a sua complexidade de formas e relações.

os Termolaminados. inevitavelmente. No final deste trabalho são referidas as fontes de informação e a bibliografia. sendo que as resinosas secam mais depressa. cruzando o seu veio na vertical e na horizontal. Enquanto os “contraplacados” surgem através das colagens de finas folhas de madeira. A madeira. os Painéis de Madeira Reconstituída e a Cortiça. é cada vez mais substituída pelos seus derivados. quer pela sua beleza. não apresentando no final quaisquer veios. Necessita de um período de secagem alargado. um material melhor do que os seus derivados. O facto de a madeira que se adquire para trabalhos de marcenaria raramente estar bem seca. os “aglomerados" são fabricados a partir de pequenas aparas misturadas com uma resina sintética.Aglomerados de Madeira A madeira maciça. dos quais se salientam os Folheados. alternadamente. por vezes erradamente. por questões práticas e de orçamento. Tanto num caso como noutro. podendo vir a sofrer de diversas patologias e defeitos. alguma deformação. os Aglomerados e os Contraplacados. Para remediar essa tendência natural surgiram os dois grandes grupos de derivados de madeira estratificada. continua a ser um dos eleitos. a peça resultante é coberta com uma folha especificada desse material. o qual pode ser feita com madeira ou com laminados diversos. para lhes conferir a aparência atractiva da madeira. Durante este processo ocorre. as Placas de Fibras de Madeira (Platex). mesmo tendo sido substituída por outros materiais. a par de outros produtos seus sucedâneos existentes no mercado. os quais são hoje de capital importância para o sector da construção civil e do mobiliário De notar que se sentiu algumas dificuldades na obtenção de material de pesquisa. quer pela sua maleabilidade. sendo depois esta pasta prensada a alta temperatura. considerada. Contudo. 11 . leva-a a acusar os efeitos da humidade e da temperatura. é obtida do tronco da árvore através do corte circular transversal ou em quartos. chamando-se “folheado” a este processo de acabamento. dada a modesta existência de bibliografia neste domínio. umas sobre outras. entre um a dois anos.

mas a madeira e seus derivados continuam a ser usados em larga escala. o homem começa a utilizar a madeira para edificar as cabanas e choupanas. e na certeza de que fica ainda muito por dizer. A evolução consegue. de onde se destaca o papel como grande responsável pelo avanço da nossa Civilização. rebocados ou não. novos materiais. não só para sua defesa (como arma ou fazendo parte dela). etc. substitui as paredes com pedra ou tijolo cozido ao sol. A madeira esteve sempre ao alcance do homem desde os tempos remotos. Foi. 12 . Nos nossos dias. CAPÍTULO I – A MADEIRA COMO “MATÉRIA-PRIMA DOS DERIVADOS” 1. fazendo as paredes de ramos entrelaçados. além de material de grande utilidade que continua a ser. a madeira é também a fonte de muitos produtos usados na indústria. . como para se aquecer. aplicando a madeira não só na sua cobertura. até à vasta e engenhosa indústria moderna contemporânea. das primeiras jangadas e barcos. portanto. portas e janelas. Mais tarde. entretanto. o qual através da sua imaginação sempre soube tirar proveito dela para execução de inúmeros objectos e produtos.Aglomerados de Madeira Apesar das dificuldades referidas. a técnica e a arte de trabalhar a madeira tem evoluído desde o processo manual e primitivo. Com o decorrer dos tempos.1. com terra argilosa. tão diversificado como actual. para construção dos primeiros abrigos.HISTORIAL DA MADEIRA Desde o aparecimento do homem sobre a terra até aos nossos dias. bem como na decoração interna e externa. um dos primeiros materiais utilizados pelo homem. cozinhar e iluminar. perspectiva-se de algum modo contribuir para o enriquecimento pessoal de quem se interessar por este assunto.

enquanto tal. Mas este “câmbio” de raiz também pode dar madeira. página 841. assumindo três formas: . Recorrendo a uma noção de “enciclopédia”1.Aglomerados de Madeira 1. que se diz lenhosa. e em função da sua idade e localização vegetativa. A partir deste. a “lenha” e a “rama”. Devido ao crescimento do diâmetro do “cilindro central” do caule das gimnospérmicas e dicotiledóneas. passamos a ter a “lenha” até às formações terminais da árvore designadas por “rama”. para menos. aparece a partir do “eixo principal” da árvore. matéria-prima. O processo de produção da madeira. que compõe as raízes. É a parte mais importante para o desenvolvimento da árvore. é que se obtém a madeira em bruto. o tronco (fuste. Estas formas são variáveis no diâmetro que a árvore possui. haste ou caule) e os ramos de certos vegetais”. 1 Ver “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (GEPB)1. chamado de “câmbio”.2. sólida. É extremamente importante proceder-se à delimitação deste campo de estudo. propriamente dita. fibrosa. com os tecidos virados na direcção do interior (incluindo o “lenho” e os raios medulares). Em relação à “silvicultura”. Este processo de produção confina-se até ao diâmetro de 0. ao qual também se dá o nome de “fuste”. antes mesmo de se abordar o conceito de “derivados”. volume XV. a noção de “madeira” é apresentada como sendo a “substância compacta. 13 . Descrevem-se assim duas noções neste mesmo local: uma oriunda da “botânica” e outra da “silvicultura”.a madeira. O crescimento deste “cilindro central”. a madeira define-se como uma “porção de lenho de dimensões suficientes para poder ser transformada depois de trabalhada com qualquer objecto útil” (página 841). para ser utilizada nas mais variadas aplicações. – CONCEITO DE MADEIRA Um estudo desta natureza deve começar por fazer uma breve abordagem sobre o conceito de “madeira”. é uma zona que fica no meio do “líber” e do “lenho” das plantas gimnospérmicas e dicotiledóneas. Na noção oriunda da “botânica”. Para produzir madeira é importante o “câmbio”. a madeira é perspectivada como resultado da natureza.20 metros.

Obtém-se a partir do “pinheiro bravo”.Aglomerados de Madeira Parece que podemos. então. – NOMENCLATURA DA MADEIRA A nomenclatura existente sobre madeira corresponde à classificação das árvores de onde a obtemos.Também conhecida por “pinus pinaster”. A madeira de pinho existe praticamente em toda a parte do mundo. aquela que se extrai como matériaprima bruta da natureza. As árvores a partir das quais se obtém o pinho são os pinheiros bravos e os pinheiros mansos. com maior durabilidade. França e alguns países de África. Apodrecem facilmente se não forem devidamente tratadas. pertencem às melhores e mais apreciadas madeiras de construção pelas suas características de trabalho e resistência mecânica. possuindo forma em agulha. Espanha. muito embora não seja muito utilizada. Encontra-se na 14 . para além dos sectores do mobiliário e da construção naval.3. sendo usada nas obras públicas e construção civil.3. sendo as folhas do tipo persistente. São próprias das zonas frias e temperadas. resumindo-se. – ÁRVORES RESINOSAS As árvores resinosas têm naturalmente resina. Podemos referir alguns tipos particulares de “pinho”: • “Pinho bravo” . concluir que a madeira. 1.É uma árvore que dá madeira de boa qualidade. é uma árvore típica dos países mediterrânicos como Portugal. fundamentalmente. • “Pinho marítimo” . 1.1. Os tipos de árvores enquadradas neste grupo são o pinho e diversos tipos congéneres. a dois grandes grupos: as árvores resinosas (ou “coníferas”) e as árvores folhosas (ou “caducas”). é definida segundo estas duas perspectivas – a “botânica” e a associada à “silvicultura”.

3. sendo por isso mais indicadas para fins decorativos. – ÁRVORES FOLHOSAS As árvores folhosas são próprias de zonas temperadas tropicais. • “Casquinha” . FIGURA 1 – Imagem de um tipo de pinho: “casquinha” 1.Caracteriza-se por ter ramificações e nodos. produzindo madeiras desde as mais suaves e brandas até às duras.Encontra-se um pouco por toda a Europa. 15 .Aglomerados de Madeira Europa em altitudes médias (de 0 a 400 metros) e elevadas (de 400 a 900 metros). • “Pinho manso” . Pertencem às madeiras aptas também para a marcenaria devido ao seu aspecto. acabamento e qualidade. designadamente na Escandinávia.2. bem como em Portugal (Serra do Marão). bem como na África em alturas até 2000 metros.

• A “nogueira” . • O “álamo” .Trata-se de uma espécie de choupo. • A “faia” . tem aquilo que se designa por “amentilhos masculinos delgados interrompidos. Aplica-se na tanoaria. é possível extrair desta árvore boa madeira.É uma árvore de altura elevada. é muito usado para produzir carvão. assim caracterizada por morrer no Outono mas cair só na Primavera seguinte) e de folha persistente. com cerca de 30 metros de altura. É utilizada na produção de 16 . Já o carvalho de folha persistente. quando atinge grandes dimensões. são diferentes não tendo um padrão próprio.É uma árvore da família das “mirtáceas”. O carvalho de folha caduca.Aglomerados de Madeira São na sua maioria de folha caduca e entre os seus vários tipos temos: • O “carvalho” . p. destina-se a ser utilizado preferencialmente no fabrico da aduela e na marcenaria. existindo uns delgados e outros com maior largura. Existem 230 espécies diferentes. • O “eucalipto” . os raios medulares são diferentes quanto à sua espessura. e uma considerável densidade. para além das decorações de casas e construção civil.Caracteriza-se por possuir um porte esbelto. 67). pendentes com uma flor na axila de cada bráctea”. Na madeira extraída desta árvore. • O “castanho” . Quanto à espessura e comprimento.É geralmente um tipo de árvore que. Estas árvores caracterizam-se pela sua altura e crescimento rápido. A sua madeira utiliza-se muito na marcenaria. tendo a casca acinzentada e a copa grande com folhas de 7 a 9 folíolos. podendo ter os destinos mais diversos. na marcenaria e na construção civil. as folhas arredondadas. Quanto ao tipo de folha. segundo GEPB (2000. de maior densidade. muito embora algumas apenas sejam “arbustos”.É o nome porque é conhecido a madeira do castanheiro. Existem 200 espécies de árvores com este nome. Nos de folha caduca os vasos possuem maior diâmetro do que os de folha persistente. Porém. os carvalhos resumem-se a dois tipos: de folha caduca (ou folha marcescente.

de córtex liso. da família das fagáceas. 17 . caixas de ressonância de pianos. cuja madeira branca. vão os mais antigos sendo substituídos pelos mais novos. se identifica com o armazenamento e transporte das substâncias químicas que alimentam a árvore. Geralmente. basicamente. utensílios de desporto e também em objectos de maior requinte e precisão. qualquer que seja o tipo de árvore. resistente e flexível é muito empregada em marcenaria. A “faia” é um exemplo de árvore das florestas dos climas temperados.Aglomerados de Madeira carruagens. Durante o seu processo de evolução os “anéis de crescimento”. deixando os primeiros de participar na evolução fisiológica que. FIGURA 2 – Exemplo de árvore folhosa: “faia” 1. o crescimento dá-se sempre pela sobreposição de camadas sucessivas. à medida que se desnvolvem. Este crescimento designa-se por “anel de crescimento” e varia conforme a localização das árvores nas várias regiões do globo. provenientes do “câmbio” (zona geratriz compreendida entre o “líber” e o “lenho”). – ESTRUTURA DA MADEIRA No que respeita à estrutura da “madeira”.4. concêntricas e periféricas. existem também diferenças consoante a origem das árvores.

designada por “alburno”. sendo a principal função das suas células contribuir para a alimentação da árvore. a camada concêntrica da árvore situada entre a parte interna designada por “medula”. segundo três direcções possíveis: a “direcção tangencial” (ou direcção transversal tangencial). sob a casca. 1978. e a parte mais nova situada na periferia. A avaliação da qualidade da madeira pode ser feita através da “performance” física e mecânica dos “anéis de crescimento”. constituída pelas últimas camadas anuais de madeira ainda vivas. p. conjunto dos anéis de crescimento.Aglomerados de Madeira Nesta modificação aparece-nos o “cerne”. A parte designada por “alburno” tem a cor mais clara do que o “cerne”. a “direcção radial” (ou direcção transversal radial) e a “direcção axial” (no sentido das fibra e longitudinal ao caule). ou seja. mostrando as principais componentes do lenho e da casca (in Morey. desempenhando funções estruturais. tal como se representa na figura 3. Lenho Casca FIGURA 3 – Secção transversal do tronco de uma árvore. 18 . mais seco e duro que as restantes camadas da árvore. 49) Importa referir ainda que os “anéis de crescimento” permitem conhecer não só a idade de uma árvore como também estudar a característica da anisotropia da madeira. O “cerne” é de cor escura. propriedade física que depende da direcção segundo a qual é avaliada.

a madeira possui várias espécies que se encontram relacionadas com o “lenho”. Se este aspecto não for tido em conta. no primeiro caso. dá origem a que se reduza significativamente a resistência da madeira. As figuras seguintes (1 e 2) representam duma forma esquemática. a secção tranversal do tronco de uma árvore e os aspectos principais da sua estrutura lenhosa. não sendo também visíveis a “olho nu”. p. A diferença entre os dois está em que. respectivamente. Os “veios” são de dois tipos: os “abertos” e os “fechados”.Aglomerados de Madeira A estrutura celular das árvores possui “veios”. Do ponto de vista “anatómico”. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa (in Rendle. os poros da árvore cobrem toda a superfície exposta. sendo o primeiro aquele que aparece na fase de nascimento e o segundo na fase terminal. isso já não sucede. o que torna praticamente impossível obter uma peça de dimensão e qualidade aceitáveis. O “lenho” pode ser de dois tipos: um “inicial” e outro mais “tardio”. visto que estas operações deverão ser efectuadas de maneira a que os “veios” fiquem sempre paralelos ao plano do corte. As diferenças principais estão na fase do processo de crescimento do “lenho”. FIGURA 4 – Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. 1937. e no segundo. 49) 19 . que são de toda a importância na extracção e serração das madeiras.

p. 1996. 29) 20 .Aglomerados de Madeira FIGURA 5 – Direcções fundamentais da madeira (In Carvalho.

ao passo que as mecânicas encontram-se associadas às diversas qualificações da madeira para as respectivas finalidades ou utilizações. para além das suas características químicas. o que faz com que a madeira não tenha as mesmas propriedades em qualquer direcção. no entanto. e o seu desempenho.1. verifica-se que a sua estrutura é fibrosa. – PREÂMBULO As madeiras e seus derivados. Cada variedade apresenta propriedades específicas. a Densidade e a Retractilidade. Como é heterogénea a constituição celular das árvores no seu processo de crescimento. 2. sendo mais fácil separar as fibras umas das outras no sentido dos veios do que no sentido perpendicular a eles. independentemente da sua utilização.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO II – PROPRIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA 2. As fibras estão orientadas segundo uma direcção determinada. havendo. cuja diferença básica reside no facto de as físicas serem características intrínsecas da madeira. possuem importantes propriedades físicas e mecânicas. – PROPRIEDADES FÍSICAS As propriedades físicas essenciais na madeira são a Humidade. Nem toda a madeira é igual. não é de estranhar que o comportamento físico e mecânico da madeira que se extrai das árvores. pelo que se referenciam as seguintes: 21 . Pegando num pouco de madeira. sejam díspares. ou seja. outras que se encontram de certa forma relacionadas com elas. Há madeiras muito duras e resistentes e outras mais brandas e menos resistentes. formada por fibras. de um modo geral. Esta particularidade que a madeira nos oferece exige que se tenha atenção ao projectar e ao trabalhar com ela.2.

Aglomerados de Madeira • A Heterogeneidade. designadamente.2. • “Madeira comercialmente seca” – se o teor de água for de 18 a 22%. Se apenas as paredes das fibras possuírem água. 22 . Se forem as próprias fibras que possuem a água. podendo variar o seu grau de humidade entre 5% a 10% na passagem da madeira do tipo “seco” para madeira do tipo “saturada”. • “Madeira verde” – com o teor de água entre 30 e 70%. o Brilho. A quantidade de água absorvida pela madeira afecta o seu crescimento. a Higrometricidade. a Dureza. a Porosidade. sendo esta substância sobejamente conhecida pelo facto de necessitar de muita água para crescer. a Cor. 40).1. Segundo Carvalho (1996. A maior parte da madeira é constituída por celulose. o Odor e o Gosto. • “Madeira semi-seca” – com o teor de água entre 23 e 30%. Após a extracção da madeira da árvore. empenamentos. são de dimensões não regulares. térmica e sonora. então dizemos que este tipo de água é de “impregnação”. quanto ao teor de água a madeira pode classificar-se em: • “Madeira saturada” – com o teor de água (humidade) acima dos 70%. de um ponto de vista técnico. p. 2. na retracção da madeira do tipo “transversal tangencial”. podem advir complicações devido ao seu grau de humidade. diz-se que a árvore não possui humidade. Se apenas o “lenho” possuir água. etc. Sem a água não é possível haver madeira. bem como as Condutibilidades eléctrica. a Anisotropia. esta designa-se de água “livre”. – HUMIDADE A humidade é o teor de água existente na madeira. Os “anéis de crescimento”. fissuras.

Ainda no respeitante à humidade temos a considerar a presença da água na madeira sob três formas: a água que faz parte intrínseca da matéria lenhosa da madeira e cuja eliminação só é possível com a destruição da própria madeira. e P2 o peso seco da amostra obtido por secagem em estufa a uma temperatura de 1030 C ± 20 C. O teor de humidade da madeira nas árvores é de cerca de 50%. dizendo-se neste caso que o teor em humidade é nulo. • “Madeira muito seca” – com o teor de água entre 8 e 12%. esta definição resulta equivalente se utilizarmos o peso em vez da massa. e que existe naturalmente na madeira verde. pelo que temos: H= P1 − P 2 × 100 P2 Sendo P1 o peso inicial da amostra. Se a madeira estiver sob imersão. • “Madeira completamente seca” – com 0% de teor de água. 23 . a água retida nas próprias paredes das fibras que é designada por água de impregnação ou água de saturação. A madeira recém-cortada tem um conteúdo de humidade compreendido entre 50 e 110%. O conteúdo de humidade “H” da madeira define-se também como sendo a massa de água contida na madeira expressa como percentagem da massa seca. reduzindo-se a valores entre 16 e 18% por secagem ao ar livre. e finalmente a água no interior das fibras que aparece quando as suas paredes já se encontram saturadas. Para se conseguir conteúdos de humidade inferiores a 16 e 18%.Aglomerados de Madeira • “Madeira seca ao ar (sob coberto)” – se o teor de água for de 13 a 17%. chamada água livre. temos de recorrer à secagem artificial. Dado que a massa se determina mediante pesagens. o teor em humidade pode chegar aos 200%.

Este indicador permite determinar o peso que a madeira tem por cada unidade de volume aparente. e contrai-se ao perdê-la.Aglomerados de Madeira 2. Com o fim de identificação.3. apresenta a seguinte classificação respeitante ao “coeficiente de retractilidade”: 24 . ou seja.2. 55). não só devido às condições climáticas do ambiente de crescimento. (1996.2. Carvalho. e pode ser classificada em dois tipos: • Retracção transversal – a que respeita ao atravessamento do diâmetro da árvore. mas também pela humidade ou teor de água que apresentam e ainda pela quantidade de infiltrações no lenho cerneiro.2. a maior ou menor concentração do tecido lenhoso por unidade de volume. • Retracção longitudinal – a que respeita ao comprimento (altura) da árvore. Esta importante propriedade física da madeira é muito variável nas espécies comerciais. Ela expande-se ao absorver água. – RETRACTILIDADE A retractilidade é a propriedade da madeira que consiste em variar de dimensões quando o seu teor de água se modifica. podendo ser uma “retracção transversal tangencial” ou “retracção transversal radial”. – DENSIDADE A densidade é uma propriedade que está relacionada com a humidade da madeira. traduzindo também a compacidade da madeira. p. 2. a partir do teor de humidade que serve de base ao cálculo do mesmo. Define-se coeficiente de retractilidade como a variação de volume da madeira em função da variação de 1% do seu teor em humidade. através do indicador “Massa Específica Aparente” (MEA). a densidade é apreciada por sopesagem comparativa de peças de madeira de idênticas dimensões e estados de humidade.

a questões que se prendem com a composição das 25 . Os tecidos em questão são aqueles que dizem respeito aos “anéis de crescimento”.4.75% e 1%. por conseguinte. • “Madeira pouco nervosa” – se o valor variar entre 0. uma diferente densidade e uma cor diferente. 2.2. – ANISOTROPIA A anisotropia tem a ver com o facto de as propriedades físicas e químicas da madeira variarem conforme as direcções ou sentidos que a árvore conheceu ao longo do seu processo de crescimento natural.55%.5.55 e 0. tem como consequência o facto de a madeira ter também uma diferente dureza.Aglomerados de Madeira • “Madeira muito nervosa” – se o valor do coeficiente variar entre 0.15 e 0. • “Madeira nervosa” – se o valor variar entre 0. ou seja.35 e 0. • “Madeira medianamente nervosa” – se o valor variar entre 0. ainda que sejam da mesma árvore. Estes apresentam diferenças conforme respeitarem à Primavera ou ao Outono. de igual modo. Esta heterogeneidade. também diferenças a nível dos tecidos.75%.2. conjugada com outras características (a referir mais à frente). Esta diferenciação da madeira resulta do facto de as células das árvores serem diferentes. No que diz respeito ao “cerne” nota-se. pelo que a madeira também é necessariamente diferente. – HETEROGENEIDADE A heterogeneidade consiste no facto de duas peças extraídas da mesma madeira nunca serem iguais uma à outra. a madeira é um material orgânico.35%. FIGURA 6 – Imagem de duas árvores da mesma espécie com anéis de crescimento diferentes 2. Liga-se.

2. para que não venha a sofrer alterações dimensionais da sua estrutura. denominado humidade de equilíbrio higroscópico. – POROSIDADE A porosidade é uma característica da madeira que permite deixar passar mais ou menos organismos ou elementos voláteis na sua constituição material.2. e varia com a sua idade e duração. Como noutros materiais.7. A madeira é um material orgânico e higroscópico. sendo também diferente conforme se trate do “cerne” ou do “borne” da madeira.8.2. 20) procede à apresentação de uma classificação dos vários tipos de madeira segundo esta propriedade. 2. consoante assuma os valores de menor de 1.5 a 2 e maior do que 2. – DUREZA A dureza é uma propriedade intimamente associada à ideia da resistência que a madeira possui. o mesmo é dizer do seu volume. 2.Aglomerados de Madeira fibras e a sua disposição formal. “média” e “alta”. em “baixa”. em percentagem. de tal forma que a cada par de valores higrotérmicos do ar (temperatura e humidade relativa) lhe corresponde um determinado valor de humidade. também está ligada à maior ou menor aptência para absorver água. entre 1.6. Este valor deverá ser indicativo para a humidade de serviço da madeira em função da sua utilização. 26 . como tal muito sensível à influência da variação do grau de humidade ambiente. Carvalho (1996. p. – HIGROMETRICIDADE A higrometricidade é uma característica que a madeira possui de absorver a água e de a perder por evaporação. 2.5.

É possível ter uma ideia aproximada da dureza pela dificuldade de riscar com um bico metálico. – BRILHO O brilho é a propriedade que os corpos têm de reflectir luz incidente. ou seja. A cor da madeira varia não apenas com as espécies lenhosas. associada ao conceito de deformabilidade. nomeadamente quando são de natureza oleosa ou gomosa. mas com indivíduos da mesma população. ou mesmo com uma unha. também possam contribuir para a tonalidade do tecido lenhoso exposto por corte.9. A mais importante causa do brilho é a natureza das infiltrações no lenho. A cor da madeira é devida aos denominados extractivos. a propriedade de exibirem lustro. – COR A cor é a propriedade característica da tonalidade que apresenta cada tipo de madeira (branca. avermelhada. A dureza também surge. em conjugação com certas singularidades características.2. rosada.2. 27 . com excepção da celulose. inclusive em zonas ou áreas da árvore.Aglomerados de Madeira A dureza da madeira é um indicador corrente das suas propriedades físicas. valorizando-o em qualidades decorativas. em virtude de naturais oxidações. classificando-se por isso em baças ou lustrosas. com a densidade. uma madeira possui mais ou menos brilho consoante a sua capacidade de refletância. portanto. variando. Contudo. acastanhada. embora os principais componentes da parede celular. amarelada). pelo que o cerne é mais lustroso que o borne. A sua rigorosa determinação requer equipamento e metodologia próprias. há madeiras com modesta quantidade de extractivos e lustrosas. uma vez que depende sobretudo da espessura das paredes celulares ou do tamanho do lúmen (espaço interno entre as suas paredes). uma superfície longitudinal da peça de madeira. consequentemente. Consequentemente.10. 2. tais como o fio e o veio da madeira. 2. sendo variável de acordo com a idade da madeira. confere uma imagem específica a cada peça deste material. Este facto.

inclusive o pinho bravo. em virtude da sua maior assimilabilidade de substâncias aí contidas. mais frequente no borne. 2. que pode considerar-se como um material anisotrópico formado por tubos ocos com uma estrutura especificamente desenhada para resistir a tensões paralelas à fibra. o que permite melhorar as condições acústicas dos locais públicos em que se use a madeira ou seus derivados. Acresce referir a sua capacidade de absorção sonora. térmica e sonora são propriedades que identificam a madeira como sendo boa isoladora da electricidade. Claro que nem todos os cheiros são aromáticos. desigandamente. As resistências e os módulos de elasticidade. Nas madeiras portuguesas são particularmente aromáticos certos pinhos. 2. de ter uma baixa condutividade térmica devido à escassez de electrões livres e à sua porosidade. – ODOR E GOSTO O odor depende da presença. e o pinho manso com característico cheiro a pinhão. e os metabolitos resultantes do desenvolvimento nos tecidos lenhosos. É também um bom isolante acústico. como os amidos. de produtos infiltrados de diversa origem. com pronunciado cheiro a resina.12. ressalvando que.2. – PROPRIEDADES MECÂNICAS Para se compreender o comportamento mecânico da madeira é preciso ter presente a sua constituição anatómica. na direcção paralela à da fibra. para além da sua compactação.3.11.2. são sempre muito mais elevados que na direcção perpendicular. mas este apenas pode ter verdadeiro interesse diagnóstico. TÉRMICA E SONORA As condutibilidades eléctrica. – CONDUTIBILIDADES ELÉCTRICA. Associa-se o odor ao gosto. os extractivos ou de metabolismo no cerne. sobretudo no borne. neste caso. de microflora. é mais ou menos isolante conforme a quantidade de ar que ela é capaz de ter no seu interior. 28 . depende dos extractivos.Aglomerados de Madeira 2. reduzindo o efeito da reverberação.

concluise que a sua resistência é dupla da resistência à compressão.3. maior é a vulnerabilidade da madeira e.3. e de forma a diminuir o seu comprimento. assim o efeito e as reacções da madeira também serão diferentes. menor a sua resistência à compressão.3. ou em pontos variados e isolados uns dos outros. ou perpendicular. – ELASTICIDADE. entrarem em acção forças iguais mas opostas. A resistência à flexão consiste na capacidade de reacção às cargas uniformemente distribuídas em todo o comprimento da madeira. Com temperaturas inferiores a 00 C. A fluência e fadiga correspondem à deformação ou redução da resistência com o tempo (caso da fluência) às solicitações que se efectuam sobre a madeira.1. portanto.Aglomerados de Madeira 2. 2. 2. – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO. A madeira submetida a temperaturas muito elevadas pode 29 . Também quanto maior for o grau de humidade. ou quando a mesma é sujeita de forma cíclica (caso da fadiga) a solicitações.2. A resistência à tracção relaciona-se com o facto de nos seus topos. os valores característicos da resistência à flexão e compressão são ligeiramente maiores que à temperatura normal. FLUÊNCIA E FADIGA A elasticidade consiste na sua resistência à deformação por alongamento ou por encurtamento da madeira sob tracção ou compressão uniformes. – A MADEIRA PERANTE A TEMPERATURA E O FOGO O efeito da temperatura na resistência da madeira é muito pequeno. cujo objectivo é o de tentar fazer com que o seu comprimento aumente.3. ou ainda oblíqua. À TRACÇÃO E À FLEXÃO A resistência à compressão tem a ver com o comportamento da madeira quando está exposta a pressões a partir das suas extremidades. Se o esforço de tracção incidir no sentido paralelo ao das fibras. Conforme a direcção da compressão for paralela às fibras. e segundo o seu eixo.

Apesar da madeira ser um material inflamável a temperaturas mais baixas relativamente às que se produzem num incêndio.Aglomerados de Madeira sofrer uma perda de resistência. principalmente pelas seguintes razões: 1. está provado que a sua resistência não é afectada. Um incêndio é uma combustão incontrolada que se desenvolve no espaço e no tempo. Acima desta temperatura (500 C) a resistência tenderá a reduzir-se. e que necessita para a sua evolução de uma acumulação de materiais combustíveis. da humidade e da sua própria espécie. É por isso que a legislação sobre a matéria pretende limitar a quantidade e a natureza dos materiais combustíveis existentes nos locais dos edifícios. sabe-se que a reacção ao fogo da madeira e seus derivados depende muito da sua espessura. quando está submetida de forma contínua a temperaturas de 370 C. A baixa condutibilidade térmica da madeira faz com que a temperatura diminua até ao seu interior. FIGURA 7 – Imagem de um incêndio Quanto ao comportamento da madeira perante o fogo. é menos perigoso do que se julga. alcançando ocasionalmente os 500 C. 30 . já que a sua estrutura. contribui muito pouco para o desenvolvimento do fogo. porém. propriamente dita.

por ter uma condutibilidade térmica ainda menor que a própria madeira.Aglomerados de Madeira 2. A sua dilatação térmica não provoca deformações perigosas. 3. A carbonização superficial que se produz dificulta por um lado a saída dos gases e por outro a penetração do calor. 31 .

folha de madeira natural.1. folheado. A semente utilizada deve ser oriunda de uma área com características ecológicas similares àquela onde vai ser lançada. a qual se poderá transformar depois num seu produto derivado (aglomerado.pinheiro marítimo 32 . embora não seja este o único método.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO III – PERCURSO DA MADEIRA ATÉ AOS SEUS DERIVADOS 3. FIGURA 8 – Pinus pinaster . são as que possuem climas e solos que não sejam de extremos.) As zonas mais apropriadas para plantar árvores que permitam extrair madeira. a árvore nasce através do lançamento da semente à terra. termolaminado. lamelado. Tudo começa com a escolha do solo que reúna as condições apropriadas para uma árvore ser plantada. proporcionado por um solo que não possua quaisquer outros tipos de plantas que consumam a água e os nutrientes necessários ao desenvolvimento das árvores que se pretendem. como se pode ver na figura 4. Geralmente. crescer e dar madeira. A melhor forma de a semente florescer é a existência de um bom meio ambiente. placas de fibra de madeira “platex”. etc. contraplacado. madeira reconstituída. a madeira é extraída a partir de várias espécies de árvores. – GENERALIDADES Como referimos anteriormente.

realizar industrialmente diversos tipos de painéis que são constituídos. consoante a orientação considerada. O ar que é fundamental para as trocas gasosas da função respiratória da árvore. o ar e a forma de povoamento. p. o solo. Para satisfazer as exigências postas pelos construtores e fabricantes de mobiliário. porque está intimamente relacionado com a quantidade de água das chuvas e com o sol. por aparas ou partículas aglomeradas por meio de resinas sintéticas sob pressão e temperatura elevadas. os derivado da madeira. mas também os desperdícios de madeira. desde 1950.Aglomerados de Madeira 3. As árvores ao crescerem desenvolvem-se naturalmente devido à existência de quatro factores primordiais: o clima. “uma distribuição equilibrada do número de árvores por uma determinada superfície conduz a um aproveitamento mais racional dos elementos do solo e da luz solar”. pelo processo indicado. desde que a semente é lançada à terra até que se possa extrair a madeira da árvore. uma vez que se destruiu. Por exemplo. no caso do sobreiro de onde se 33 . desenvolveu-se um novo tipo de material. – CRESCIMENTO E PRODUÇÃO O crescimento das árvores não pode ser acelerado e. Por último. ainda que a produção possa ser aumentada por meio de repovoamentos florestais. O tempo necessário. as aparas e as serraduras provenientes das serrações. etc. os fosfatos. O clima. segundo Santos (1991. o potássio. Diferentes técnicas de fabrico permitiram. essencialmente. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzidos pelas matas. que permitem utilizar quase integralmente não só os ramos. designadamente. a forma de povoamento florestal. 35). sobretudo. é variável de árvore para árvore. não é possível abastecer com madeira natural todas as necessidades cada vez maiores da indústria. a organização natural do material lenhoso que conferia a este desiguais retracções e propriedades mecânicas. Este sistema permite obter placas dotadas de grande estabilidade dimensional em qualquer direcção. O solo porque é dele que as árvores retiram os sais minerais imprescindíveis à alimentação.2. visto que. o calcário.

p. e. Fabião (1996. à execução de “cortes” ou “fios longitudinais” (figura 6). 71). desrama. ou são submetidas a diversas operações tais como. com uma só face completa. A “desrama” consiste no corte de todos os ramos com folhas. a “toragem” é o corte do tronco em comprimentos standardizados (12 palmos equivalentes a 2. tal como se pode ver na figura 5. por imperativo legal o tempo de “descortiçamento” é de 9 anos. com destino à indústria de transformação no caso de grandes quantidades. isto é. a “desponta” é a denominação do corte dos ramos mais grossos. obtendo-se uma só peça esquadriada (denominada no jargão técnico de “falca”). depois de descascado.64 metros). toragem (ou traçagem) e falquejamento (ou falqueamento). Esta “falca” pode ser de dois tipos: aresta viva ou meia quadra. quatro peças de madeira.Ilustração da toragem. Após abate. 62) Após a obtenção dos toros. sendo de admitir outras dimensões de acordo com o diâmetro e a sua utilização. numa mesma árvore. FIGURA 9 . 34 . o falquejamento que consiste em retirar da parte exterior do toro. por fim.Aglomerados de Madeira extrai a cortiça. procede-se ao seu desfiamento. 1991. desponta. p. falcas e toros (in Santos. as árvores de qualquer natureza são limpas no local onde floresceram.

FIGURA 11 – Corte Através de uma Serra de Fita Sem-Fim (Charriot) (in Santos. p. 1991. seja na indústria onde vai ser utilizado. holandesa. No caso destas últimas. com falquejamento. 1991. p. então os toros são transportados até às serrações para aqui serem serrados com recurso a serras manuais ou serras mecânicas. então. primitiva. 63) Para que se possa retirar o máximo aproveitamento do toro é. etc. circulares e as serras de fita sem-fim (figura 7). o corte do toro é mais rápido e rigoroso. se o destino for a sua utilização em quantidades de retalho. havendo também menor desperdício. como por exemplo as serras de lâminas oscilantes. 63) Porém. “cantibay”.Aglomerados de Madeira FIGURA 10 -Toros de Madeira Desfiada (in Santos. pois permite escolher o melhor corte de entre os vários tipos possíveis: radial. É essencial este aspecto. 35 . seja no tipo de produto final. “moreau”. primordial conhecerse o destino a dar ao mesmo.

pelo que era muito difícil conhecer-se a madeira que era possível extrair. bem como a qualidade das mesmas. e que se consubstancia no carácter profundamente artificial da floresta portuguesa.3. principalmente. 127). O eucalipto. p. p. ditado por razões que têm a ver com os interesses de quem decide nas diversas localidades florestais do território. do ano de 1980 para o ano de 1992. mais aquele do que esta. 122). Nas décadas mais recentes. De acordo com Fabião (1996. Esta ideia insere-se no crescimento desorganizado. e a azinheira. Segundo Fabião (1996. pouco ou nada se conhecia quanto à quantidade de árvores. pode-se observar que há um aumento célere da superfície plantada de eucalipto com diminuição constante e ténue da superfície do azinho. p. as espécies de árvores que vem a ser as mais plantadas são o “carvalho”. pela informação disponível até à actualidade. o “castanheiro” e o “eucalipto”. que é hoje a nossa principal produtora de madeira”. conheceram uma evolução ascendente no período considerado. desde o século XIX até à actualidade. a evolução da ocupação em termos de floresta do Continente. 36 . diminuíram no que se refere à área florestal ocupada. o sobreiro e as demais árvores referidas no quadro. há uma ideia base que é possível retirar. Não obstante. tipos de árvores e suas características. – EVOLUÇÃO DO SECTOR DAS MADEIRAS EM PORTUGAL No território de Portugal continental. as características mais importantes da evolução deste domínio podem ser traduzidas pela “progressiva ocupação de terrenos incultos sem vocação agrícola e na prodigiosa expansão da área de pinheiro bravo. casuístico e não planeado da nossa floresta. 123). o pinheiro bravo. desde 1980 até ao ano de 1992 (o mais recente disponível) é a constante na tabela 1. Como se pode constatar. Na opinião de Fabião (1996.Aglomerados de Madeira 3. até ao século XIX.

7 1.5 17.2 MILHARES DE HECTARES 845 6 91 438 664 465 112 31 77 1992 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 30.7 21.1 1.9 4.Aglomerados de Madeira FLORESTA. nos anos de 1980 e 1992 (in Fabião.7 na 3.9 24.8 37 .1 9. 1996. p.3 15.1 16.6 2. POR TIPOS DE ÁRVORES.0 2. 123) 1980 MILHARES DE HECTARES PINHEIRO BRAVO PINHEIRO MANSO OUTRAS RESINOSAS EUCALIPTO SOBREIRO AZINHEIRA CARVALHOS CASTANHEIRO OUTRAS FOLHOSAS 1300 35 35 295 655 536 66 30 68 PERCENTAGEM DE ÁREA FLORESTAL 42. EM HECTARES E PERCENTAGEM OCUPADA DE ÁREA FLORESTAL EM PORTUGAL CONTINENTAL (1980 e 1992) TABELA 1 – Área de algumas espécies ocupadas em território continental.1 2.2 1.1 1.

em termos de qualidade. na sua forma maciça. a partir da divisão dos toros em pranchas ou tabuados cujas faces apresentam aspectos distintos consoante o plano de corte efectuado se aproxima da medula (corte radial) ou se afasta bastante desta (corte tangencial). era outrora aplicada em todos os tipos de trabalhos de construção e mobiliário sem ter em conta que se tratava de um material orgânico e higroscópico. do seu volume.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira natural. Tais alterações de volume são geralmente acompanhadas de empenos no plano normal às fibras. A conversão posterior destas pranchas ou tabuados permite a obtenção de peças com diferentes secções e comprimentos. Assim. especialmente do tecido do “lenho”. que não são mais do que uma forma de rearranjar as fibras existentes.1 . resistência e duração. pois as deformações podem tornar-se importantes e prejudicar o aspecto da obra e até a sua função de utilização. Estas específicas operações de transformação dão origem àquilo a que se designa por “derivados da madeira”. Por conseguinte. visem melhorar estes aspectos e/ou atenuar as condições sub-óptimas de quantidades de madeira. A ideia é obter. então podemos contar com a existência de madeira não só em maior quantidade como também de melhor qualidade. é pouco aconselhável utilizar a madeira natural em grandes superfícies. quando uma madeira perde humidade sofre fenómenos de retracção e quando absorve água fica sujeita a um entumecimento. Assim. consequentemente. essencialmente os seguintes benefícios: 38 . após transformação das estruturas de raiz da madeira. portanto sujeito a variações dimensionais da sua estrutura e.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO IV – DERIVADOS DA MADEIRA 4. por via de específicas operações de transformação. Surge então a técnica da conversão da madeira. quando exposto a variações de temperatura e de humidade ambientes. se obtivermos outros materiais que.

2. • Fabricação de produtos novos. subdividindo-se depois os outros produtos derivados. salientam-se os dois grandes grupos de estratificados de madeira.Aglomerados de Madeira • mecânico. “painéis de madeira reconstituída” e ”cortiça”. por meio de alternativas nos processoa de fabrico. • Possibilitarem um aproveitamento praticamente integral de todo o material lenhoso que se consegue extrair das árvores e. 4. antes da aglomeração. está reduzido a lâminas finas ou pequenos fragmentos. 39 . com dimensões que a natureza não produz e melhores características (adequadas à tecnologia moderna de pré-fabricação modulada. “termolaminados”. os “aglomerados” e os “contraplacados”. em especial dos que se consideram ser mais importantes no actual panorama nacional. pretende-se efectuar uma caracterização dos aspectos principais de alguns deles. No âmbito desta Monografia. – TIPOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Existem vários tipos de derivados de madeira. quando o material. seus sucedâneos mais correntes. mais economias na utilização da madeira como “matéria-prima” dos seus derivados. entre outros aspectos). Homogeneidade de composição e razoável isotropia no comportamento físico e • Maiores possibilidades de secagem e tratamento de preservação e ignifugação. em“folheados”. e também de características mecânicas em relação à madeira natural. simultaneamente. “placas de fibras de madeira (platex)”. • Melhoria de algumas características físicas. como sejam a retractilidade e a massa específica. Assim sendo.

as partículas são conduzidas a máquinas misturadoras que procedem à impregnação de resina.75) Estas placas possuem resistência e durabilidade. provenientes de abates florestais”.2. paredes e mobiliário. Posteriormente.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Segundo Santos (1991. construídas a partir de pequenas árvores e ramos. 1991.1.1. Após serem descascados e cortados em reduzidas dimensões. são levadas para máquinas de acabamento de forma a serem esquadriadas e polidas para o aglomerado ficar com as medidas standardizadas. . para serem prensadas a uma temperatura que ascende aos 200º centígrados e uma pressão de 200 toneladas. FIGURA 12 – Aglomerados (in Santos. afim de obterem a resistência e a forma final. e transportados em tapetes rolantes a secadores rotativos para eliminação de toda a sua humidade. sendo depois reduzidos a pequenas partículas através de máquinas desfibradoras. sendo por isso utilizadas nos mais diversos fins dos quais podemos destacar o revestimento de tectos. De entre 40 . p. são objecto de um tratamento adequado em câmaras apropriadas para a sua “humidificação”. p . Um exemplo do produto final pode ser observado na figura 8. os aglomerados “são placas especiais de madeira. passando depois para tabuleiros apropriados em camadas previamente estabelecidas. Após esta fase.2. 75).1 .AGLOMERADOS 4.Aglomerados de Madeira 4.

em que a central é formada por partículas de maiores dimensões e as superficiais por material mais fino. sendo por isso adequado para o fabrico de mobiliário a colocar em ambientes húmidos e para a construção civil. Em relação ao aglomerado standard é de referir que se trata de um painel de partículas de madeira de pinho aglomeradas com resina química e que. como revestido a papel ou a folha de madeira. Os painéis de espessura superior a 30 mm podem ser obtidos por 41 . No referente ao aglomerado hidrófugo. Os painéis de partículas. ♦ Painéis folheados – de constituição análoga e revestidos nas suas duas faces por folhas decorativas. também designados por homogéneos por serem constituídos por partículas sensivelmente das mesmas dimensões em toda a espessura ou por várias camadas. A forma de utilização tanto pode ser em bruto (ou em cru). Cabem também na designação de aglomerados de madeira. Também pode ser utilizado no seu estado bruto para efeitos de lacagem ou de revestimento. geralmente três. ligada sob fortes pressões e altas temperaturas. não possui qualquer revestimento nas faces. este é também um painel de partículas de madeira de pinho sem revestimento nas faces. podem classificar-se em: ♦ Painéis comuns – formados por uma só camada. utilizando a lenhina da própria madeira como aglutinante. segundo o seu fabrico. geralmente.Aglomerados de Madeira os vários tipos de aglomerados que existem salientam-se dois tipos: “o aglomerado standard” e o “aglomerado hidrófugo”. Este tipo de aglomerado é especialmente talhado para a construção civil. indústria do mobiliário e decoração de quaisquer domínios. as placas ou painéis de fibra que são constituídos por partículas obtidas por cocção de madeira fragmentada mecanicamente. mas fabricado com resinas especiais (não químicas) de tal forma que possa resistir à humidade.

1.1 .80m. Os painéis de partículas apresentam-se com uma larga gama de dimensões. de baixa densidade ou moldabilidade ou mesmo para utilizações na construção. tendo espessuras geralmente de 4 a 30 mm.2. de elevada maquinabilidade e homogeneidade. – TIPOS DE AGLOMERADOS E SUAS APLICAÇÕES 4.Aglomerados de Madeira outros processos de fabrico que deixam perfurações tubulares no seu interior.13m por 2. Apresentando-se como o produto derivado de madeira com melhores condições para substituir de facto a madeira maciça.asp?id_prodnivel1=2> em 26/01/2004.00m e 2. sendo perfeitamente adequado para responder aos requisitos das aplicações de mobiliário ou pavimentos. de que resulta uma diminuição do seu peso. o seu consumo mundial tem vindo a aumentar continuamente. São conhecidos no mercado por painéis extrudidos.1. O MDF apresenta uma superfície macia ideal para lacagem.00m e 2.2. 4.2. respectivamente. 2 42 .2.AGLOMERADO DE FIBRAS (MDF) Hoje em dia.sonae-industriatafisa. tal como se vê na figura 9. com larguras e comprimentos variáveis entre 1. falar em produtos derivados de madeira é falar de MDF – Aglomerados de fibras de densidade média ou “Médium Density Fibreboard”.com/port/produtos_gama1. FIGURA 13 – Aglomerado de Fibras (MDF) (in site da Sonae Indústria2) Retirado do site da Internet da “Sonae Indústria” <http://www. a necessidades de resistência à humidade ou ao fogo.

sonae-industriatafisa. Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. O MDF standard é muito versátil.30 ♦ MDF “Pavimentos”: A estrutura e densidade deste tipo de MDF tornam-no na solução adequada para aplicações que exigem características de resistência mecânica e que estão sujeitas a elevado desgaste. como é o caso dos pavimentos. A sua ampla gama de espessuras assegura uma excelente cobertura das necessidades da indústria de mobiliário (ver figura 10).com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11> em 26/01/2004. sem descontinuidades e uma estrutura que o torna extremamente fácil de trabalhar. tendo sido concebido especialmente para o fabrico de móveis e componentes com exigências elevadas de maquinabilidade e acabamento. FIGURA 14 – MDF Standard ( in site da Sonae Indústria3) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220 / 1830 x 2440 Espessuras standard: 2. 3 43 .Aglomerados de Madeira Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de Fibras MDF existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ MDF “Standard (ST)”: Com uma superfície macia. As suas superfícies macias e uniformes permitem o revestimento com qualquer tipo de material para pavimentos (ver figura 11).5 -3 -4 -5 -6 -8 -10 -12 -15 -16 -18 -19 -22 -25 -28 -30 Dimensões: 1220 / 2440 x 3660 Espessuras standard: 8 – 10 – 12 – 15 – 16 – 18 – 19 – 22 – 25 – 28 .

7 . Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 6 . 4 44 .asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12> em 26/01/2004.sonae-industriatafisa.8 ♦ MDF “Baixa densidade”: Aglomerado de fibras leve mas muito resistente.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira FIGURA 15 – Pavimento MDF (in site da Sonae Indústria4) MDF “Pavimentos resistentes à humidade (MR)”: Combinando a estrutura e densidade típicas de um produto para pavimentos com características especiais de resistência à humidade. este tipo de MDF é uma solução acertada para aplicações de pavimento em áreas mais sensíveis a humidades ocasionais. mas com restrições especiais de peso. especialmente em situações em que é necessária uma qualidade elevada e consistente do material (ver figura 12). É muito utilizado na montagem e decoração de lojas. FIGURA 16 – MDF Baixa Densidade (in site da Sonae Indústria5) Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. mesmo quando são especificados sistemas especiais de fixação dos painéis. é a solução ideal para a fabricação de portas de guarda-roupa de grandes dimensões ou para todas as situações em que é necessária a performance mecânica e física de um MDF.

portas de cozinha lacadas. por exemplo. com características especiais de aptidão da superfície à lacagem. o MDF superlac.sonae-industriatafisa.16 .asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15> em 26/01/2004.15 . uma excelente qualidade da superfície (ver figura 14). é uma solução ideal para designs especiais de mobiliário de cozinha e casa de banho.19 – 22 ♦ MDF “Resistente à humidade (MR)”: Combinando um excelente desempenho em termos de maquinagem com a sua elevada resistência à humidade.com/port/produtos_gama2. 6 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.30 ♦ MDF “Superlac”: Para situações especiais como.25 .asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16> em 26/01/2004. Além disso. 5 45 .18 . permite uma redução bastante significativa nos tempos de acabamento e no consumo de lacas. lixagem e acabamento. lambrins e outros componentes para a construção (ver figura 13). Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. garantindo. é um material de referência para a fabricação de caixilhos de portas e janelas.19 .Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 . ao mesmo tempo. pela sua excepcional aptidão para operações de maquinagem. este MDF resistente à humidade.sonae-industriatafisa. FIGURA 17 – MDF resistente à humidade (MR) (in site da Sonae Indústria6) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 .com/port/produtos_gama2.16 .

com/port/produtos_gama2. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.22 ♦ MDF “Molduras e perfis”: No âmbito dos acabamentos existe este MDF com determinados tipos cuja utilização se destina à aplicação em molduras e perfis. permitindo a execução de formas mais ousadas.sonae-industriatafisa.19 . para portas e pavimentos.16 . FIGURA 19 – MDF Molduras e Perfis (in site da Sonae Indústria8) ♦ MDF “Moldável”: Este tipo de MDF apresenta-se com uma das faces ranhurada para utilização em aplicações que exijam a flexibilidade do material. quer para a produção de certos elementos integrantes do mobiliário (ver figura 15).com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24> em 26/01/2204. inexequíveis com outro tipo de material.sonae-industriatafisa. ondulações e desenhos arredondados (ver figura 16). 8 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. como é o caso de curvas.Aglomerados de Madeira FIGURA 18 – MDF Superlac (in site da Sonae Indústria7) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2440 Espessuras standard: 12 . quer como complemento na indústria da construção.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23> em 26/01/2004. 7 46 .

Os revestimentos melamínicos atingiram hoje uma qualidade e durabilidade que já os permite utilizar em tampos de mesa e balcões em hotelaria. – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL MELAMÍNICO Os aglomerados revestidos com papéis melamínicos oferecem uma variada gama de soluções para o mobiliário e decoração de interiores. texturas e tamanhos disponíveis.com/port/produtos_gama2. O aglomerado de partículas. 16). casa e escritório. padrões e texturas (fig. no que respeita a cores. brilhos. valorizados pelo revestimento com papel melamínico decorativo. 9 47 . o MDF e mesmo o aglomerado de fibras duro. com várias opções de cores. são bem conhecidos como materiais para aplicações de mobiliário de cozinha e casa de banho. revestimento de paredes e outras utilizações na decoração doméstica ou de áreas públicas.2. Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. padrões. com a possibilidade de serem impressos com qualquer tipo de grafismo. divisórias.sonae-industriatafisa.2.Aglomerados de Madeira FIGURA 20 – MDF Moldável (in site da Sonae Indústria9) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2800 x 1030 Espessuras standard: 8 – 10 4.1. bem como portas. com garantias de uma elevada resistência à abrasão e a outros agentes mecânicos.2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25> em 26/01/2004.

2. dada a facilidade de transformação e versatilidade dos mesmos.com/port/produtos_gama1. 48 .sonae-industria-tafisa. possibilitam a concretização dos conceitos mais tradicionais ou o desenvolvimento do design mais arrojado para mobiliário ou decoração da casa ou do escritório. resultando num fiável. A qualidade ímpar deste produto advém da própria madeira. versátil e esteticamente incomparável painel revestido a folha de madeira (ver figura 18). 11 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. – AGMOLERADOS REVESTIDOS COM FOLHA DE MADEIRA A personalidade e beleza da madeira natural. em painéis de belos e nobres padrões e dimensões adequadas. Técnicas controladas de prensagem e acabamento complementam a qualidade superior das matérias-primas.asp?id_prodnivel1=9> em 26/01/2004.1.2.sonae-industriatafisa. recriando a madeira na sua forma natural.3.asp?id_prodnivel1=8> em 26/01/2004. nascida da selecção criteriosa da folha e da sua junção precisa.Aglomerados de Madeira FIGURA 21 – Aglomerados Revestidos com Papel Melamínico (in site da Sonae Indústria10) 4. O aglomerado de partículas de madeira ou o MDF foram os materiais escolhidos como os melhores substratos para este produto de elevada qualidade. disponível em painéis de variados tamanhos e espessuras.com/port/produtos_gama1. FIGURA 22 – Aglomerados Revestidos com Folha de Madeira (in site da Sonae Indústria11) 10 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

apresentando-se com o sistema macho-fêmea de 2 ou 4 extremidades para pavimentos fixos ou piso flutuante. forma um painel com excelentes valores no Módulo de Elasticidade e de Resistência à Flexão. Este produto suporta praticamente todos os tipos de cobertura incluindo betumes.2.2. O OSB oferece um vasto leque de opções decorativas. quer se trate de condições secas ou húmidas. Na indústria da embalagem. para além de se tornarem económicos e de fácil utilização. Combinado com madeira maciça para formar junções em I.4. torna a construção pesada mais económica e simples. A sua característica de resistência à humidade significa que o OSB pode ser usado em tectos quentes ou frios. aglomerado de partículas de madeira longas e orientadas ou “Oriented Strand Board”. – AGLOMERADOS DE PARTÍCULAS LONGAS E ORIENTADAS (OSB) Os painéis de OSB. na indústria de construção. dado o seu padrão natural de madeira e a sua facilidade de envernizamento e de adopção de outras texturas. Os formatos do OSB asseguram uma grande versatilidade na construção de paredes. tijoleira e telhas. dada a sua resistência. leveza.Aglomerados de Madeira 4. e disponibilidade em grandes dimensões. O OSB é ainda um óptimo material para pavimentos. o OSB permite uma maior rentabilização do custo-benefício. 49 . Os painéis condicionados têm uma maior estabilidade e resistência.1. orientadas de forma perpendicular umas em relação às outras. A sobreposição de três camadas de lâminas de madeira longas. são especialmente adequados para o uso em situações estruturais ou não-estruturais. desde o seu uso em condições domésticas secas até ao uso em condições de humidade na indústria pesada.

o OSB é de facto uma opção eco-eficiente com um excelente comportamento mecânico utilizando como sua matéria-prima rolaria de pequena dimensão proveniente de espécies de madeira de rápido crescimento (ver figura 19).sonae-industriatafisa. FIGURA 23 – Aglomerado OSB (in site da Sonae Indústria12) Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado OSB existentes no mercado e suas principais aplicações: ♦ OSB 2 macheado: Com as características técnicas de uma placa standard. (figura 20). 13 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=5>. em 26/01/2004. o OSB 2 macheado está preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira Por último. ♦ FIGURA 24 – OSB 2 Macheado (in site da Sonae Indústria13) 12 Ver site de “Sonae Indústria” <http://www.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40> em 26/01/2204. 50 .sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1. etc. mas não menos importante. estruturas e vigas. tornando-o adequado para a utilização em aplicações como pavimentos.

sonae-industriatafisa.22 ♦ OSB 2: O OSB 2 é aconselhado para usos gerais em condições secas. especialmente para embalagens de curta duração ou não sujeitas à exposição à humidade.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 2500 / 5000 x 1250 / 5000 x 2500 Espessuras standard: 6 .com/port/produtos_gama2. Não deve. FIGURA 25 – OSB 2 (in site da Sonae Indústria14) ♦ OSB 3: Utilizado em aplicações interiores para paredes ou pavimentos. o OSB 3 deve ser usado em condições normais de humidade. sendo considerado. um dos derivados de madeira com melhor desempenho. pelas suas características mecânicas.8 – 10 – 12 – 15 – 18 . É especialmente indicado para utilização no domínio da embalagem. tornando-o adequado para a utilização em pavimentos. Existe também na forma OSB 3 macheado com o sistema de encaixe macho-fêmea.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 em 26/01/2004. É também usual a sua utilização em pavimentos e arquitectura de interiores (figura 21). em condições de humidade normais (ver figuras 22 e 23). ser aplicado em ambientes exteriores expostos às intempéries. por isso. estruturas e vigas. 51 . 14 Ver site da “Sonae Insdústria” http://www.

Aglomerados de Madeira FIGURA 26 e FIGURA 27 – OSB 3 (in site da Sonae Indústria15) ♦ OSB 4: O OSB 4 é um painel de elevada performance que ultrapassa largamente muitos dos requisitos da respectiva norma europeia. É utilizado em estruturas de madeira. 52 . em condições húmidas. para fazer traves e pórticos. e também na versão OSB 4 lambrim.sonae-industriatafisa. nomeadamente pavimentos sujeitos a cargas (ver figuras 26 e 27). Excelente resistência à humidade. em paredes e pavimentos. preparado com o sistema de encaixe macho-fêmea.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43> em 26/01/2004. juntamente com madeira maciça. tornando-o adequado para a utilização em aplicações estruturais na construção em madeira. 15 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. carpintaria e decoração (ver figuras 24 e 25). Existe ainda nas versões OSB 4 macheado. encontrando-se também casos de aplicações em armações de telhados como suporte directo da impermeabilidade. pressão e impacto fazem do OSB 4 a escolha ideal para aplicações com necessidade de suporte de cargas elevadas. decorativo com ranhura arredondada para remates (ver figura 28).com/port/produtos_gama2.

com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45> em 26/01/2004.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46>. 18 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira FIGURA 28 e FIGURA 29 – OSB 4 (in site da Sonae Indústria16) FIGURA 30 e FIGURA 31 – OSB 4 Macheado (in site da Sonae Indústria17) FIGURA 32 – OSB 4 Lambrim (in site da Sonae Indústria18) 16 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. em 26/01/2004.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44>. 17 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www. 53 . em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2.

As dimensões padrões dos laminados são 1200mm de comprimento por 200mm de largura e 8mm de espessura.2.2. cortiça).5 – PAVIMENTOS LAMINADOS A produção de pavimentos laminados nasceu há aproximadamente duas décadas na Suécia. adiante caracterizado. embora tenham surgido no mercado sistemas de encaixe autoblocantes que não necessitam de utilização de adesivos. PVC. que se distinguem os laminados entre si. madeira. em toda a sua área. tal como segue: 54 . O conjunto assim formado vai encaixando em todo o seu perímetro. sem fixar de nenhuma forma ao suporte. Combinam vários factores. O objectivo era fabricar um sistema de revestimento leve. termo-endurecidas (normalmente melaminas). a sua facilidade de manutenção e a sua fácil instalação.Aglomerados de Madeira 4. entre os quais se destaca a versatilidade dos desenhos a imitar diferentes tipos de madeira. Através da acção combinada de calor e pressão. tal como se coloca o parquet flutuante. durável e mais fácil de manter que os revestimentos empregados até então (carpete. Os pisos laminados são um revestimento de piso formado por uma camada superficial consistente em uma ou mais lâminas finas de um material fibroso (normalmente papel) impregnado com resinas aminoplásticas.1. Mas é segundo a técnica de pressão do revestimento plástico. como as suas excelentes qualidades mecânicas. Os laminados são colados entre si. de fibras de alta densidade (HDF). pousando como piso flutuante. ou de painéis aglomerados também de alta densidade. as lâminas são prensadas em conjunto e coladas com colas de melamina sobre um substracto de painel de fibras de densidade média (MDF). apoiado unicamente sobre uma espuma de polietileno de 2 ou 3mm de espessura de maneira analógica. isto é.

Esta estrutura é a apresentada normalmente pelos laminados de alta pressão (HPL) e também pelos laminados de baixa pressão em contínuo (CPL).laminados de pressão directa. 2. DPL .laminados de baixa pressão em contínuo. a saber: 1. culminando um processo de gravação que vai desde a transformação da imagem real num arquivo informático. os fabricantes utilizam nos seus desenhos imitações dos materiais tradicionais de revestimento de pisos. 3. tendo cada uma delas uma função específica. O referido revestimento plástico é caracterizado por incluir na sua estrutura as seguintes camadas. enquanto que nos laminados de pressão directa (DPL) as camadas de papel Kraff foram suprimidas. etc. basicamente a madeira.laminados de alta pressão. manchas. para compensar as tensões que são produzidas por todas as camadas juntas e evitar a deformação do laminado.Aglomerados de Madeira • HPL . ficando somente uma 55 . Camada de contrabalanço (normalmente de papel). 4. constituídos por várias camadas de material fibroso (normalmente papel) impregnadas por resinas termo-estáveis e unidas por calor e pressão. trazendo a camada superficial impresso um desenho ou motivo decorativo. Na prática. para proteger o desenho impresso da camada inferior contra a abrasão. Papel decorativo com o desenho impresso através da tinta que penetra por capilaridade no papel. raiado. Lâmina transparente (Overlay). para reforço mecânico e resistência ao impacto. até à finalização sobre um equipamento especial (gravadora rotativa). • • CPL . em todas as suas diversas espécies. Uma ou mais camadas de papel Kraff impregnado de melamina. tons e texturas.

As ligações utilizadas para a colocação dos painéis não devem 19 Ver site da “Sonae Indústria” <http://www.Aglomerados de Madeira estrutura com overlay e papel decorativo.1. FIGURA 33 – Piso laminado (in site da Sonae Indústria19) 4. Contudo. em geral. perante as necessidades mecânicas e resistência ao impacto. com uma superfície macia. o aglomerado de partículas é muito versátil no respeitante às suas potenciais aplicações. Esta opção torna-o mais frágil. Na utilização dos painéis de partículas deve adoptar-se algumas precauções para obtermos resultados satisfatórios.6 – AGLOMERADO DE PARTÍCULAS Sendo provavelmente o mais comum dos produtos derivados de madeira. Em Portugal existem já hoje unidades industriais equipadas com a tecnologia mais avançada do sector. uniforme e plana. com uma gama completa de pavimentos laminados para os segmentos comercial e residencial adequados aos vários níveis de utilização (ver figura 29). Adequado para uma utilização generalizada em mobiliário e na construção. Os diversos tipos de aglomerado garantem um comportamento equilibrado.sonae-industriatafisa. 56 .asp?id_prodnivel1=14>. estes materiais têm mau comportamento ao contacto com água no estado líquido ou atmosfera com elevados valores de humidade (excepção que deverá ser feita ao Aglomerado de Partículas do tipo MR).2. o aglomerado de partículas é um painel de três camadas. em 26/01/2004.2. portanto.com/port/produtos_gama1. tanto em condições secas como quando existe o risco de humidade ou eventuais exigências de resistência ao fogo.

pode ser utilizado em cru ou revestido com folha de madeira. etc. a fim de não diminuir a sua resistência. fresagem. o aglomerado de partículas de madeira standard apresenta uma superfície macia e muito uniforme. 57 . em 26/01/2004. Deve evitar-se o uso de pregos para a fixação.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1>. folheado ou estratificado exigem que este trabalho se efectue nas duas faces para que o painel fique equilibrado e não venha a empenar ao secar. FIGURA 34 – Aglomerado de Partículas Standard (ST) (in site da Sonae Indústria20) 20 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. Disponível numa gama alargada de tamanhos e espessuras standard.sonae-industriatafisa. Os acabamentos com pintura. lixagem e acabamento (ver figura 30). papel. deve forrar-se os cantos de cada painel com ripas de madeira maciça. Fabricado de acordo com os requisitos e procedimentos das Normas Europeias.Aglomerados de Madeira ser realizadas demasiado próximas dos seus bordos ou das suas extremidades. Apresenta-se a seguir alguns produtos de Aglomerado de partículas existentes no mercado e suas principais aplicações: Standard (ST): Adequado para as utilizações mais diversas no fabrico de mobiliário. as suas características permitem a utilização generalizada em aplicações interiores e mobiliário.com/port/produtos_gama2. sendo de destacar o seu excelente comportamento ao corte. PVC. Quando se trata de realizar ligações empregando colas. Se a ligação tiver de suportar grandes esforços deve incrustar-se no painel uma peça de madeira dura ou de nylon para receber os parafusos. que deverá ser feita de preferência por parafusos especiais filtrados até à cabeça e com o maior comprimento possível.

é um produto normalmente utilizado em mobiliário de cozinha.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3>. o aglomerado compacto é uma óptima solução.Aglomerados de Madeira Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2130/1830x2750/1830x3660/1830x4880 / 1830x5700/1880x2500/2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 8/10/12/13/15/16/18/19/22/25/28/30/32/35/40 Compacto: Para algumas aplicações de mobiliário em que são necessários altos ou baixos-relevos ou qualquer outro tipo de formas arredondadas. A sua estrutura de elevada densidade garante também um excelente desempenho quando utilizado em aplicações especiais como portas de cozinha ou como núcleo para painéis de soft e postforming. banho. nomeadamente no caso da fabricação de tampos com bordos arredondados. é aconselhável a utilização de aglomerado de partículas postforming. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 3660 Espessuras standard: 10/12/13/15/16/18/19/22/25/30 Postforming: Para aplicações que necessitem de operações especiais de maquinagem.sonae-industriatafisa. Dotado de características técnicas adequadas à maquinagem.com/port/produtos_gama2. 58 . em 26/01/2004. escritório e na decoração de interiores (ver figura 31) FIGURA 35 – Aglomerado de Partículas Postforming (in site da Sonae Indústria21) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 21 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.

em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 / 2100 x 3660 Espessuras standard: 10/12/14/15/16/18/19/20/22/25/28/30/35/38/40 Homogéneo: O aglomerado de partículas de madeira homogéneo é. com o revestimento adequado. Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): Dimensões: 1830 x 2750 / 2100 x 2750 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 Resistente à humidade (MR): O aglomerado de partículas resistente à humidade garante um comportamento adequado de resistência a situações de humidade ambiente ou humedecimento ocasional. podendo. a escolha certa para a utilização em portas interiores ou em superfícies arredondadas em mobiliário. ser utilizado em cofragens. 59 . dada a sua excelente maquinabilidade. seguramente.32).sonae-industriatafisa. sendo a sua superfície também adequada para qualquer tipo de revestimento.com/port/produtos_gama2. apainelamento de paredes ou outras aplicações (fig.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6>. FIGURA 36 – Aglomerado de Partículas Resistente à Humidade (MR) (in site da Sonae Indústria22) Dimensões e espessuras existentes no mercado (mm): 22 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. A sua performance em aplicações de construção é também elevada. como as facilmente verificadas em aplicações de mobiliário de cozinha ou casa de banho.

Os painéis pintados.asp?id_prodnivel1=13>. perfeitamente combinada e integrada com produtos decorativos (fig.com/port/produtos_gama1. O revestimento de MDF fino com papéis "finish-foil" origina um produto adequado à aplicação em superfícies curvas ou nas partes traseiras de armários. Tratando-se de um produto claramente vocacionado para aplicações decorativas não submetidas a grande desgaste.7 – AGLOMERADOS PINTADOS Com uma base MDF ou aglomerado de fibras duro.1.Aglomerados de Madeira Dimensões: 1220x2440/1830x2440/1830x2750/1830x3660/1830x4880/1830x5700 / 2100x2440/2100x2750/2100x3660/2100x4880/2100x5700 Espessuras standard: 10/12/15/16/18/19/22/25/28/30/32 4.33). em 26/01/2004. FIGURA 37 – Aglomerado Pintado (in site da Sonae Indústria23) 4.sonae-industriatafisa.1. fundos de gavetas. 60 .8 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FINISH-FOIL O revestimento de aglomerado de madeira ou MDF com papéis especiais (FF ou "finishfoil") permite obter uma superfície decorativa com uma textura agradável e um "toque" muito natural. ou para portas.2. leves.2. adiante apresentado. com a vantagem adicional de poder ser obtido exactamente no mesmo padrão dos papéis melamínicos.2. 23 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. esta é a solução adequada para traseiras de mobiliário.2. resistentes e flexíveis. revestimento de paredes e divisórias. estão disponíveis na indústria do ramo em várias dimensões e contam com uma superfície unicolor ou impressa com padrões de madeira. é muito utilizado em mobiliário.

incluindo pavimentos. tampos e muitas outras aplicações. para fundos de gavetas.5 mm e 10 mm. Embora sejam pouco deformáveis. ao mesmo tempo. Os painéis de faces esmaltadas ou estratificadas podem ser utilizados como revestimento mural. O aglomerado de fibras duro também é produzido com pinho marítimo para algumas aplicações. 4.Aglomerados de Madeira 4. revestido ou lacado. o aglomerado de fibras duro mais utilizado é de eucalipto.1. tendo a vantagem de as suas superfícies não necessitarem de lixa nem de preparação antes de serem pintadas ou lacadas. sendo uma óptima solução para as partes traseiras de elementos de mobiliário. a sua alta densidade.2. Apresentam-se com uma face lisa e outra rugosa. quando apresentam espessuras reduzidas podem encurvar-se para se adaptarem a um armação ou estrutura de suporte arredondado.2. Segundo o processo de fabrico utilizado pode obter-se painéis duros e painéis destinados ao isolamento termoacústico (painéis isolantes). com bom acabamento e com espessuras que oscilam entre 2. revestimento de portas. permite uma desmoldagem fácil e rápida e aumenta o número de reutilizações dos painéis.2. mesmo em dependências 61 . nomeadamente para cofragens. que lhes conferem maior ou menor densidade consoante aquelas são mais altas ou mais baixas. o revestimento de aglomerado ou contraplacado com papel fenólico.2.1. um bom acabamento da obra.9 – AGLOMERADOS REVESTIDOS COM PAPEL FENÓLICO Para aplicações exteriores especiais. Isento de emissões de formaldeído e disponível numa diversidade de espessuras. tal como se referencia a seguir: Painéis Duros: São obtidos sob elevadas pressões.10 – AGLOMERADOS DE FIBRAS DURO Fazendo parte da gama de painéis de fibras. garantindo. suavidade da superfície e elevada resistência mecânica fazem deste aglomerado o material ideal no domínio das aplicações de placas finas. Os painéis de fibras são constituídos por fibras de madeira obtidas por cocção e aglomeradas sob fortes pressões e elevadas temperaturas sem o emprego de cola.

Como se pode observar. como solução económica para os problemas de isolamento acústico e térmico. a ligação pode realizar-se com grampos aplicados sobre uma armadura de perfis metálicos previamente aparafusada à parede. devido ao seu aspecto pouco decorativo. a fim de dissimular as irregularidades de uma parede ou de um parquet antigo. apresentando para o efeito uma das faces revestida com um estratificado. consequentemente. podemos ver que o seu preço é superior. pelo que os seus custos de produção são superiores e. No entanto.Aglomerados de Madeira húmidas como as casas de banho. são utilizados sob parquetes e soalhos. à medida que aumenta a espessura da madeira. são suficientemente rígidos para poderem ser trabalhados com as ferramentas tradicionais. que podem assim ser recuperados e utilizados em qualquer outro local. Painéis Isolantes: São produzidos utilizando uma fraca compressão das fibras de madeira previamente misturadas com o feltro. Assim. 62 . ou com uma impressão decorativa que imita diferentes tipos de madeira. Este processo permite desmontar os painéis. como revestimentos interiores de paredes divisórias antes da colocação de um material decorativo. é preferível colocá-los por baixo de outros materiais. e como isolantes de telhados e tectos. como era de esperar. Tal prendese com o carácter mais refinado dos aglomerados. Porém. Os preços em termos de produto final dos aglomerados podem ser vistos na tabela 4 do Capítulo 5. Existem painéis de diferentes dimensões com espessuras que variam entre 10 mm e 30 mm. Os painéis isolantes podem ser utilizados como revestimento mural. Este processo de fabrico permite obter painéis com uma estrutura porosa e de baixa densidade que lhes confere boas características de isolamento. a título meramente ilustrativo. o que lhes confere melhor apresentação. Estes painéis dispõem nos bordos de ranhuras que permitem encaixá-los uns nos outros. o seu preço também como produto final. Se estas não existirem. É frequente revestir as paredes ou um pavimento com painéis duros.

p. conferindo-lhe uma certa rigidez.2. a “cola” é o “ligante utilizado para unir as folhas de madeira entre si ou à alma”. Este corte pode ser feito segundo duas técnicas: “plano longitudinal” ou por “serragem”. prensadas.53). A “folha” que se aplica na obtenção dos contraplacados pode obter-se para utilização mediante o chamado “desenrolamento” de um pedaço de madeira (normalmente um toro). É formado por três elementos constitutivos: a “folha”. A figura 34 permite visualizar esta forma de corte. desperdícios de cortiça. de espessura superior à das folhas que a revestem.Formas de Corte da madeira (in Valente. na definição que é proposta por Valente (1991. FIGURA 38 . na posição rotativa.2. p.Aglomerados de Madeira 4. painéis de fibras. 53). 52) 63 . 52). e que é formada por painéis de blocos. a “alma” e a “cola”.”.2. o “painel constituído por um número ímpar de folhas coladas umas sobre as outras. – CONTRAPLACADOS 4.2. A “alma” é. a “camada central do contraplacado. p. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Designa-se por “contraplacado”. Também segundo o mesmo autor Valente (1991. segundo Valente (1991. etc. 1988. lã de vidro. p.1. após se ter feito um “corte” do mesmo pedaço da madeira com uma lâmina.

76) Quando se obtém ou se constrói um “contraplacado”. para ir de encontro às necessidades do sector produtivo.Obtenção de um Contraplacado (in Santos. as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzido pelas matas. em prensas especiais. como também os desperdícios de madeira. no caso do “contraplacado”. 1991. A partir dos toros de madeira. de se “utilizar quase integralmente não só os ramos. cortam-se camadas finas que se designam por folhas. o objectivo é satisfazer não só as necessidades da procura por parte dos seus utilizadores.Aglomerados de Madeira Os contraplacados são placas que se constroem a partir de folhas de madeira natural fina. FIGURA 39 . o que contribui positivamente para a economia e meio ambiente. existe a possibilidade. p. Estas são cortadas em determinadas dimensões e sobrepostas com o fio alternadamente cruzado. as aparas e as serraduras provenientes das serrações”. de forma a serem coladas com resinas sintéticas e sob fortes pressões. mas também ter um outro tipo de material substituto da madeira. 74). 64 . Por outro lado. como refere Santos (1991. p. sendo o número de camadas sempre ímpar para se obter uma estrutura simétrica de cada um dos lados (ver figura 35). por via de processos que evitem deformações.

Aglomerados de Madeira Para evitar as possíveis deformações da madeira natural e conseguir o maior aproveitamento dos toros. 36A e37): FIGURA 40 – Folha desenrolada FIGURA 16A – Corte por Serra ou lâmina FIGURA 41 – Corte de folha (in Patton. uma delgada camada de material lenhoso (fig.36. denominada alma (ver figura 38). estes são cortados com máquinas especiais – desenroladoras – em que uma lâmina de corte ataca a madeira tangencialmente às camadas de crescimento de forma a destacar do toro.206) Em qualquer dos casos as folhas obtidas são cortadas segundo determinadas dimensões e sobrepostas de cada um dos lados da camada central. 65 . por rotação contínua. p. como se referiu.

CONTRAPLACADOS COMUNS São contraplacados normais (três folhas) ou múltiplos.sonae-industriatafisa. que se caracterizam pela sua grande resistência à flexão e às deformações por empenamento. devido à disposição cruzada das fibras de camada para camada.2. 4.2.2.TIPOS DE CONTRAPLACADOS E SUAS APLICAÇÕES 4. sendo no entanto a dimensão mais frequente 1220 x 2440mm (fig. . em 26/01/2004.2. Existem placas de 3mm a 25mm de espessura. devendo esta em qualquer caso ser uniforme para todas as folhas componentes de uma mesma placa.asp?id_prodnivel1=13>.com/port/produtos_gama1. 66 . compostos por folhas de 1mm a 3mm de espessura.1. com dimensões que podem variar de 900mm a 1830mm para a largura e de 1220mm a 3100mm para o comprimento.2.39).>. FIGURA 43 – Contraplacado comum (in site da Sonae Indústria24) 24 Ver site da “Sonae Indústria” < Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. . Estes painéis são fáceis de trabalhar e tornam-se muito mais económicos do que a madeira maciça.Aglomerados de Madeira FIGURA 42 – Alma Desta maneira se obtém os painéis ou placas de contraplacado. em 26/01/2004.2.

o “contraplacado marítimo form” e o “contraplacado marítimo desk”. por conseguinte. temos essencialmente três tipos de contraplacados: o “contraplacado marítimo”. mas as faces são em folha de madeira listada. define os tipos de utilização (para interiores ou para exteriores). O primeiro pode definir-se como sendo constituído por folhas cruzadas de madeira natural e. No caso dos contraplacados cuja utilização é para o exterior das habitações. O “contraplacado desenrolado” é formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. bem como a espécie de madeira empregue no fabrico. sendo também resistente à humidade mas por acção da pressão e da temperatura. em geral. O “contraplacado decorativo/listado” é também formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química. No caso dos contraplacados que se destinam para o interior das habitações. o carvalho. sendo as mais usuais o mogno. o freixo. a faia e o castanho. designada de “corte plano”. As suas faces caracterizam-se por serem revestidas com filme fenólico de ambos os lados e topos selados com resina acrílica. É resistente à água. Quanto ao “contraplacado marítimo form” é constituído por partículas de pinho marítimo que se encontram aglomeradas com resina química. e também ao envelhecimento. sendo as faces em “folha” de madeira desenrolada. temos o “contraplacado desenrolado” e o “contraplacado decorativo/listado”. a tola.Aglomerados de Madeira Geralmente a sua qualidade é indicada por uma denominação ou simbologia que caracteriza a natureza da cola empregue e. o contraplacado marítimo “desk” é constituído por placas de folhas cruzadas de madeira natural com uma resistência mecânica elevada. consequentemente. coladas com resina resistente à humidade em geral. designada por “corte contínuo”. com as mesmas características do “contraplacado desenrolado”. Os primeiros dois tipos de contraplacado são apropriados para o sector produtor de 67 . Por fim. tendo de igual modo as faces em “folha” de madeira desenrolada.

na decoração de interiores de autocarros e transportes ferroviários. FIGURA 44 – Uso do Contraplacado de Resinosas (in site da Sonae Indústria25) Contraplacado de resinosas decorativo – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e em exteriores. Contraplacado de folhosas temperadas – Painéis em Choupo.sonae-industriatafisa. embalagens e edifícios (figura 40). conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. apresenta-se a seguir alguns produtos existentes no mercado: Contraplacado de resinosas – Contraplacado utilitário para uso exterior em cofragens. 68 .asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127>. para aplicar em ambientes caracterizados por exposição a grande humidade. de moldagem.Aglomerados de Madeira carroçarias. Faia ou Bétula para aplicações em ambientes secos ou húmidos com topos protegidos. em 26/01/2004.com/port/produtos_gama2. O terceiro tipo é muito utilizado em cofragens. Resumindo. 25 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. construção civil e embarcações. etc. Contraplacado de folhosas temperadas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão ou de exigências elevadas em termos mecânicos.

construção naval. pavimentos. de painéis de fibra ou até de cartão leve. ou painel com superfície destinada a ser revestido com acabamento transparente (verniz. Contraplacado decorativo de folhosas exóticas – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e exteriores.). cercas. Placas alveoladas – que apresentam uma alma constituída por uma estrutura de réguas de pequena espessura feitas de madeira. pista de skate e outras. São utilizadas geralmente para fabrico de portas planas. etc. Placas moldadas – que são fabricadas utilizando moldes contra os quais se aperta por prensagem as folhas de madeira com cola e afim de se obter perfis encurvados de formas diversas destinados ao fabrico de móveis.Aglomerados de Madeira Contraplacado de folhosas exóticas – Painéis com superfície em madeira exótica (Okoumé) especialmente adaptados para organização de espaços interiores ou exteriores. formando alvéolos que são recobertos de ambos os lados por placas de contraplacados decorativos. conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida. temos: Placas engradadas – formadas por alma de grande espessura constituída por sarrafos ou ripas de secção quadrada ou rectangular dispostas em grade. revestimentos. Conforme as folhas que se podem colocar sobre a “alma” do contraplacado. Placas lameladas – nas quais a alma do painel é constituída por lamelas de espessura variável. As suas faces externas são revestidas com placas de contraplacado comum. colocadas lado a lado e coladas umas às outras. Contraplacado de folhosas exóticas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão. geralmente. As suas faces externas são revestidas com folhas de madeira mais rica e com acabamento mais cuidado que o contraplacado comum. 69 . laca. etc. não superior a 25 mm.

no paramento a revestir e na contraface do painel. A armação é composta por pequenas fasquias de 70 .2.1.2. – COLOCAÇÃO POR PREGAGEM Neste processo de colocação é necessário preparar uma armação de madeira e fixá-la à parede para receber o painel de revestimento.3. quando os dissolventes contidos na cola se evaporarem. então.2. o painel na posição exacta e martela-se toda a sua superfície a fim de se obter uma completa aderência. 4. sempre que o suporte seja plano. Este sistema permite obter uma superfície lisa sem marcas de pregos. aplica-se com um rolo.2. ou seja.3.Aglomerados de Madeira Placas decorativas – formadas por contraplacados revestidos exteriormente por madeira fina. aplica-se cola novamente no suporte e no painel. Decorrido o tempo de secagem. – COLOCAÇÃO POR COLAGEM As placas ou painéis podem ser directamente colocados sobre a parede por meio de colas de neoprene ou borracha natural. torna-se necessário realizar uma aplicação prévia de cola nas superfícies que vão contactar. a cola diluída no seu dissolvente numa percentagem de 30%. – FORMAS DE COLOCAÇÃO DOS CONTRAPLACADOS 4.2. Coloca-se. pelo que é aconselhável seguir as indicações do fabricante.2. Para esse efeito.2. de forma a apresentar relevos discretos. Com frequência. Entre as suas variedades figuram painéis em que uma das faces é sulcada ou esculpida. sem desta vez utilizar diluente. não tenha manchas de humidade e se apresente com o acabamento cuidado. 4.3. Para evitar que a face do painel se deteriore interpõe-se um pedaço de madeira entre aquele e o martelo. A natureza do suporte deve ser compatível com a cola utilizada.

podendo o espaço entre as fasquias ficar vazio para permitir a circulação do ar. encerá-los. Os painéis de alta qualidade. ou ser preenchido com material isolante. é possível pintá-los. assim. No primeiro caso aconselha-se a praticar furos ou rasgos nas réguas para que se garanta o arejamento interior. destinados para decorações murais. Sobre esta estrutura prega-se o contraplacado. 71 . Depois de bem acabados. a escolha adequada para um sem número de aplicações. Os painéis de contraplacado tradicionais podem receber qualquer tipo de acabamento. revestidos com folhas de madeira ricas de desenho e cor. Os produtos acabados incluem elementos de carpintaria.2. utilizando as mesmas técnicas aplicadas a qualquer outro tipo de madeira. todo o tipo de aplicações de painéis em interior ou exterior. O contraplacado é.2. sendo conveniente aplicar transversalmente peças de madeira com a mesma secção de forma a constituir uma grade. na generalidade. o contraplacado pode ser utilizado em condições interiores secas ou exteriores húmidas. presas verticalmente à parede e distanciadas entre si 40 a 50 cm. Dependendo portanto do tipo de colagem e da espécie da folha de madeira. destacando-se as seguintes: 1.4. acabamentos. atapetá-los ou envernizá-los.Diminuição da retracção e das deficiências mecânicas. em geral. são adquiridos inteiramente acabados. revestimento exterior. pavimentos para comboios e autocarros. devido ao cruzamento das folhas segundo ângulos regulares. aplicações em edifícios públicos com exigências de resistência ao fogo e. – VANTAGENS DOS CONTRAPLACADOS O uso dos contraplacados tem consideráveis vantagens em relação às madeiras naturais. da indústria à arquitectura e construção. Quando revestido com folha de madeira ou outras superfícies decorativas é muito utilizado na indústria de caravanas. Produzido com resinas especiais é um produto aconselhado para a construção naval. cofragem. mobiliário. 4.Aglomerados de Madeira secção variável (40 x 15 mm ou 50 x 25 mm).

com incorporação no interior do painel de produtos menos valiosos. sendo a ideia ventilada no período anterior meramente indicativa a título de balanço global do desempenho destes dois derivados de madeira natural.Diminuição da higroscopicidade. a moldagem em forma.Criação de novos materiais por combinação dos folheados e das madeiras maciças (painéis de lâminas. devido à redução do peso (sem diminuir as propriedades mecânicas). na ignifugação (que não arde). 5. 4.Realização de superfícies de grande dimensões. De uma forma geral os contraplacados têm qualidades superiores às dos aglomerados. originando superfícies curvas.Possibilidade de aplicar novas técnicas às madeiras. 3. podendo ser usados em situações de emprego mais severo.Possibilidade de fazer baixar o preço dos objectos acabados. 7. painéis de sarrafos). designadamente. painéis de blocos.Aglomerados de Madeira 2. 6.Facilidade em proceder a melhorias na madeira sob vários pontos de vista. diminuindo não só o preço de fabrico como também as despesas de trabalho. fazer menos desperdícios de fabricação. preservação e endurecimento por impregnação. fabricação em séries industriais. Contudo. pelo facto de os planos de colagem impedir a penetração de humidade. 72 . etc. as comparações devem ser realizadas caso a caso. por exemplo.

formando ainda embutidos e figuras em relevo. São extraídos de toros de madeira de várias espécies. tal 73 . a folha (ver figura 41).1 . FIGURA 45 – Métodos de obtenção dos folheados Conforme atrás exposto. As aplicações do aglomerado folheado são a indústria do mobiliário e decoração. confeccionados com madeira reduzida a lâminas finas. existindo mesmo algumas peças tais como cofres e arcas do tempo dos Faraós. Nas duas últimas décadas. com faces revestidas a folha de madeira natural. os folheados tiveram um desenvolvimento notável com a fabricação dos contraplacados e aglomerados.2. O uso dos folheados data do tempo dos romanos. . preparados e escolhidos para se conseguir um maior aproveitamento da madeira.3.3. com a mecanização da indústria da madeira.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO Os folheados são folhas finas de madeira natural. geralmente utilizados em revestimentos decorativos e derivados de madeira. o painel aglomerado folheado é constituído por um conjunto de partículas de madeira aglomeradas (standard ou hidrófugo). onde uma máquina de corte corta a madeira tangencialmente às camadas de crescimento.Aglomerados de Madeira 4. sendo depois colocados em máquinas especiais desenroladoras. de forma a destacar do toro e por rotação contínua.FOLHEADOS 4.2. uma delgada camada de material lenhoso.

A temperatura dos pratos quentes sobe a 150º durante 30 minutos. Especialmente concebido para uso generalizado nas mais exigentes condições de desgaste e impacto. mármores. 4. o termolaminado tem uma excelente capacidade decorativa e uma elevada versatilidade de padrões e texturas. O laminado decorativo de alta pressão (HPL – High Pressure Laminate) é a solução indicada para superfícies horizontais de mobiliário. hotéis. para aplicações decorativas horizontais ou verticais que requeiram elevadas performances físicas. afim de poderem ser postos no mercado por preços relativamente baixos. termolaminados são folhas de papel Kraft impregnadas de resinas sintéticas termo-endurecíveis. As placas são em seguida cortadas em comprimento e largura. È conveniente que as madeiras para os folheados atrás mencionados sejam de preço pouco elevado para não encarecerem os produtos finais. – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO De um modo genérico. como balcões de cozinha e tampos de secretária. em geral. mecânicas e químicas. Uma colecção moderna e com tendências de unicolores fortes ou mais suaves e padrões de imitação de granitos. são empilhadas e metidas sob uma prensa a quente. tornando-se depois irregular à superfície de colagem (figura 42).1. para aplicação em mobiliário de elevado desgaste de escolas.Aglomerados de Madeira como foi já referido atrás nos itens próprios. 74 .2. que exerce uma pressão de 100 kg/cm2 durante uma hora e meia. normalmente como revestimento de substratos. – TERMOLAMINADOS 4.4. restaurantes e. Depois de secas.4. permitindolhe responder adequadamente a elegantes soluções de mobiliário e decoração. madeiras e outros fazem do termolaminado decorativo uma alternativa perfeita aos acabamentos em madeira maciça e às aplicações de minerais (ver figura 43).2.

asp?id_prodnivel1=7> em 26/01/2004.Aglomerados de Madeira FIGURA 46 -Estrutura dos termolaminados FIGURA 47 – Termolaminado (in site daSonae Indústria26) 26 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. 75 .com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.

FIGURA 48 .2.sonae-industriatafisa.2. para aplicações com perfil rectilíneo ou do tipo “post-forming”. tampos de secretária.Aglomerados de Madeira 4. tampos de alguns tipos de electrodomésticos. Está disponível no tipo standard para aplicações com bordo plano e no tipo postforming para aplicações com bordo arredondado (ver figura 44). apresenta uma colecção moderna de variadas cores. O termolaminado é uma excelente alternativa económica ao acabamento em madeira maciça. ou no interior de autocarros e transportes ferroviários. . estabilidade dimensional e facilidade de limpeza. Devido à sua resistência.TIPOS DE TERMOLAMINADOS E SUAS APLICAÇÕES Apresenta-se a seguir alguns produtos de Termolaminados existentes no mercado e suas principais aplicações: Termolaminado para aplicações horizontais e verticais: Normalmente usado como revestimento de substratos de derivados de madeira.Termolaminado para aplicações horizontais/verticais (in site da Sonae Indústria27) 27 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. bem como diversas texturas.4. permite a obtenção de soluções atractivas em termos de mobiliário.com/port/produtos_gama2. o termolaminado para aplicações horizontais e verticais é normalmente utilizado em superfícies de trabalho de mobiliário de cozinha. mármore ou granito. além da sua extraordinária resistência física e química. padrões.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51> em 26/01/2004. pois. na decoração de interiores de caravanas. 76 .

Aglomerados de Madeira Termolaminado Metálico: É um termolaminado revestido com folha de alumínio ou cobre. etc. aos riscos e ao impacto.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53> em 26/01/2004. escritórios. FIGURA 49 – Termolaminado Metálico (in site da Sonae Indústria28) Termolaminado de Elevada resistência – Pavimentos: Uma utilização cada vez mais frequente e muito decorativa do termolaminado é a produção de pavimentos flutuantes e sobreelevados (access flooring). principalmente devido à sua excelente resistência ao desgaste. 77 . associados à enorme facilidade de limpeza e manutenção. FIGURA 50 – Termolaminado de Elevada Resistência-Pavimentos (in site da Sonae Indústria29) Com características adicionais de resistência. No que diz respeito aos pavimentos flutuantes. salas de jantar e de estar e corredores. o 28 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www.com/port/produtos_gama2. tais como escolas. 29 Ver site da “Sonae Indústria” < http://www. jardinsde-infância. Nos pavimentos sobrelevados. lojas.sonae-industriatafisa. a aplicação do termolaminado sobre MDF ou aglomerado de fibras duro é uma solução esteticamente muito agradável em quartos.com/port/produtos_gama2. este tipo de termolaminado é igualmente adequado a espaços públicos de grande circulação e desgaste. centros comerciais.sonae-industriatafisa. criado para aplicação em situações especiais de decoração de interiores (ver figura 45).asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54> em 26/01/2004.

tratadas e climatizadas em câmaras especiais. Antes de o platex ser utilizado deve ser humedecido.PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) As placas de platex são fabricadas a partir das fibras de madeira resinosa comprimidas a alta temperatura e elevadas pressões. nas variedades compacta e perfurada.5. 4. sendo um produto ideal para escritórios. num local arejado. e com as placas na posição horizontal.Aglomerados de Madeira substrato utilizado é usualmente o aglomerado de partículas. . FIGURA 51 – Placas de Platex 78 . cujo grau de humidade deverá ser superior àquele a que possam vir a estar sujeitas depois de fixadas. evitando que a água molhe a face lisa. O seu armazenamento é feito sobre uma superfície plana. São constituídas por fibras celulósicas cujas propriedades adesivas e de empastamento permitem uma boa ligação dos materiais. etc. As placas devem ser sempre aplicadas entre as 24 e 48 horas a seguir ao seu humedecimento.. sempre com a face rugosa contra face rugosa (ver figura 47). Apesar da sua pouca durabilidade e resistência. na construção de pavilhões publicitários. mobiliário económico. aplica-se no revestimento de tectos. Normalmente aparecem no mercado com cor castanha.2. salas de “hardware” informático e edifícios públicos (ver figura 46). tendo uma superfície lisa e outra rugosa. espalhando água na face rugosa.

para actuar como aglomerante. lavadas. alterando-se as condições de pressão e aquecimento.1 – DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO São assim denominadas as chapas obtidas pela aglomeração das fibras celulósicas – separadas e dispersas – extraídas do lenho das madeiras. peneiradas e esparramadas. forros e entre pisos. Na prensagem de chapas de madeira reconstituída. é realizada em prensas ou rolos aquecidos. No primeiro procedimento. têm aplicação em revestimentos. sobras de serração). último estágio de fragmentação física do tecido lenhoso.6 – PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA 4. ainda denominadas softboards. obtém-se materiais de peso e características diferentes. pode ser conduzido por procedimentos mecânicos ou pelo processo Mason. 79 .16 g/dm3). a matéria-prima (cavacos. de explosão.6.2. No processo Mason. pela passagem em moendas. os fragmentos de madeira são autoclavados em vapor de água sob alta pressão. Os aglomerantes são resinas sintéticas fenólicas ou a própria resina natural da madeira (a lignina) remanescente na matéria-prima e preservada. de dimensões e espessuras diversas. depois de saturada e amolecida com água fervente. sob largo espectro de pressões. é reduzida. São denominados de painéis de madeira reconstituída os painéis que utilizam madeira sob a forma de cavacos como matéria-prima mais relevante.Aglomerados de Madeira 4.2. A reaglomeração das fibras. onde o súbito relaxamento da pressão na autoclave ocasiona a expansão (explosão) do vapor contido no tecido lenhoso e o seu consequente desfibramento. O desfibramento. a uma polpa de fibras dispersas. ou mesmo reactivada. As mais leves (desde 0.

tal como o aglomerado. em graus diversos de associação. o MDF (medium density fiberboard) e as chapas de fibra ou chapas duras (hardboard). Os aglomerados provêm do tratamento industrial da cortiça. 4. tanto no aspecto térmico como acústico.cortiça extraída dos troncos dos sobreiros proveniente das podas).PAINÉIS DE MADEIRA RECONSTITUÍDA E SUAS APLICAÇÕES Os principais tipos de painéis de madeira reconstituída existentes no mercado são os painéis de madeira aglomerada (particle board). A cortiça natural pode ser “virgem” (a primeira a ser extraída). oferecem vantagens e desvantagens quando comparados com a madeira maciça. leve e com uma infinidade de espaços ocos internos microscópicos. são primeiramente reduzidos a grânulos. . neste tipo de derivados de madeira. .1. à dos aglomerados. usualmente.2. cuja matéria-prima (Falca . São empregados.2.) e. pisos. Na verdade. portas. Os aglomerados expandidos puros. “secundeira” (extraída 9 anos depois) e “amadia” (extraída cerca de 18 anos depois). – CORTIÇA 4. 80 . tanto na fabricação de móveis como na indústria da construção (rodapés.7. dada a sua génese ser bastante sobreponível. podem alguns destes produtos ser indistintamente classificados com as duas designações (caso do MDF). em definição.2. divisórias. existindo os aglomerados expandidos puros e os aglomerados compostos. é utilizada para fins industriais. extraída da casca do sobreiro.7. Esta constituição determina uma grande impermeabilidade e uma forte capacidade isoladora.6.DEFINIÇÃO E PROCESSO DE FABRICO A cortiça.Aglomerados de Madeira 4.2. é um produto natural. de acordo com as suas características específicas. Esta cortiça “amadia”. etc. elementos estruturais de casas.

30 Ver site da Corticeira Amorim http://www. por efeito de temperatura e pressão. e graças à própria resina da cortiça. colas e químicos. engarrafamento. paredes e tectos. os grânulos aglutinam-se. um excelente material de isolamento térmico. 81 . etc.html. caseína. (ver figura 49). asfalto.amorim. daí se obtendo uma grande diversidade de produtos. imputrescível. formando os aglomerados expandidos puros. plástico. artigos decorativos.Aglomerados de Madeira Posteriormente. FIGURA 52 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos30) Nos aglomerados compostos a cortiça granulada é aglutinada por substâncias estranhas ao sobreiro. cimento. visto em 27/01/2004. componentes para calçado. tais como borracha. aprovados pelas normas internacionais da FDA (Food and Drugs Administration). acústico e anti-vibrático. juntas para motores. resistente à compressão e de grande estabilidade dimensional (ver figura 48). resinas naturais e sintéticas. gesso.pt/corticaindustria. para múltiplos fins: juntas para as estruturas de edifícios. revestimentos de solos.

amorim. 31 Ver site da Corticeira Amorim <http://www. • Ladrilhos – de cortiça triturada e ligada por diferentes tipos de cimento – para construção de tabiques. • Papel dourado e em cores – para revestimentos de paredes. • Tacos – rectangulares ou quadrados. com uma espessura máxima de 15mm e superfície de 30 x 30 cm a 50 x 50 cm.7.pt/corticanatural. cartão alcatroado e outros produtos. revestimentos de câmaras frigoríficas e cabinas telefónicas.2.2. 82 .html> visto em 27/01/2004. destacando-se as seguintes: • Painéis e placas – para pavimentos e tectos lisos.Aglomerados de Madeira FIGURA 53 – Aglomerado expandido puro (in site de Amorim Isolamentos31) 4.TIPOS DE CORTIÇA A cortiça apresenta-se sob diferentes formas comerciais conforme o fim a que se destine. de cortiça natural ou aglomerada com asfalto. colofónio. .

produz uma sensação de calor que aumenta as suas possibilidades de aplicação como elemento decorativo.pt/corticanatural. com grande capacidade de isolamento acústico. Também usada como sub-pavimento.Aglomerados de Madeira • Semicilindros – de cortiça aglomerada. • Cortiça granulada – para fazer betões leves e com qualidades isoladoras. um bom isolador térmico e acústico. A cortiça é. sem dúvida alguma.html. a cortiça aglomerada reduz significativamente os ruídos de impacto e contribui para uma significativa poupança de energia.amorim. um bem global a defender. apara e serradura – para preencher cavidades em paredes e divisórias. • Lã. Por outro lado. em 27/01/2004. destinados a revestirem canalizações para amortecer os ruídos produzidos pela água ou pelos gases de circulação. FIGURA 54 – Cortiça em folha (in site de Amorim Isolamentos32) 32 Ver site da Corticeira Amorim http://www. em forma de folha (ver figura 50). 83 .

outras ideias erróneas são divulgadas. que poderá garantir a perenidade das nossas reservas florestais. 84 . linhas de transmissão (energia eléctrica. armazenamento (silos verticais e horizontais). Ao mesmo tempo. telefonia). comerciais. fundamentado em técnicas há muito tempo dominadas por engenheiros florestais e profissionais de áreas correlacionadas. Porém. travessia de obstáculos (pontes. O que se almeja é a aplicação de um manejo silvicultural inteligente. passarelas). sempre relacionados com a insuficiente divulgação das informações sobre projectos específicos já desenvolvidos por profissionais habilitados. desde que providenciada a respectiva reposição. no que toca à construção civil.CONSIDERAÇÕES GERAIS A madeira é empregada com frequência para fins estruturais. a extracção e a transformação das árvores envolvem baixo consumo de energia. viadutos.1. industriais). benfeitorias rurais. Contudo em algumas áreas o seu emprego tem sido crescente. Outros materiais estruturais. com a madeira isso já não acontece. cimbramentos para estruturas de betão armado. Trata-se apenas de um procedimento largamente difundido nos chamados países de Primeiro Mundo. É importante lembrar também que o crescimento. apesar dos conhecidos preconceitos inerentes à madeira. entre outros. . Os referidos processos requerem alto consumo energético e a matériaprima retirada da natureza jamais será reposta. Os problemas daí decorrentes incentivam a formação de um mentalidade distorcida por parte dos utilizadores. Embora se reconheça que tem sido substituída em muitas destas funções. Não quer isto dizer que se defenda aqui a exploração irracional e predatória. na solução de problemas relacionados com coberturas (residenciais. sendo hoje em dia mais usada como revestimento. como a que associa o uso da madeira à devastação de florestas. fazendo parecer que o referido uso constitui uma perigosa ameaça ecológica. são produzidos por processos altamente poluentes e antecedidos por diversas agressões ambientais. além de não provocarem prejuízo ao meio ambiente. visto que se renova mesmo sob rigorosas condições climáticas.Aglomerados de Madeira CAPÍTULO V – A MADEIRA E DERIVADOS FACE A OUTROS MATERIAIS 5. como o aço e o betão.

33 1667 9 630 90. para a madeira são os valores médios da resistência à compressão paralela às fibras. referida à humidade de 12%). 85 . para o aço trata-se da tensão de escoamento do tipo ASTM A-36. B: Energia consumida na produção.3 2000 96 0.5 10000 12 8. MJ/m³.4 21000 936 3.Aglomerados de Madeira 5.2.21 2692 MADEIRA RESINOSA MADEIRA FOLHOSA 6 600 50. valor referente à humidade de 12%). kN/m³ (na madeira. C: Resistência. produto fabricado.83 833 AÇO 78 234000 250.5 25000 7 10 2778 Sendo: A: Densidade do material. MPa (para o betão o valor citado refere-se à resistência característica à compressão. – A MADEIRA NATURAL FACE A OUTROS MATERIAIS ESTRUTURAIS Apresenta-se a seguir alguns dados comparativos de materiais estruturais (tabela 2): TABELA 2 – MATERIAIS ESTRUTURAIS – DADOS COMPARATIVOS A Densidade B Energia consumida C Resistência D Módulo Elasticidade E Relação Energia/ Resistência B/C F Relação Resistência/ Densidade C/A G Relação Módulo Elasticidade/ Densidade D/A KN/m3 BETÃO MJ/m3 MPa KN/m3 MATERIAL 24 1920 20.

previamente. o que viabiliza a definição de diversificadas formas e dimensões. as quais são limitadas apenas pela geometria dos toros a desdobrar. G: Razão entre os valores do módulo de elasticidade e da densidade. Conforme consta desta tabela.Aglomerados de Madeira D: Módulo de elasticidade. a madeira apresenta um aspecto visual muito interessante e pode ser trabalhada sem maiores dificuldades. a madeira tem a sua durabilidade natural prolongada quando. Na realidade. é referente à humidade de 12%. a temperatura interna cresce mais lentamente. podem manter-se em serviço nas condições onde o aço. Além disso. Mais ainda. já teria entrado em colapso. respectivamente. a madeira 86 . é tratada com substâncias que possibilitam a manutenção. um aspecto que favorece as madeiras é a sua resistência em relação à densidade. Apesar da sua inflamabilidade¸ as peças estruturais de madeira evidenciam um conveniente desempenho ou performance a altas temperaturas. melhor que o de outros materiais em condições severas de exposição. a carbonatação superficial das peças transforma-se numa espécie de “barreira de isolação térmica”. E: Razão entre os valores da energia consumida na produção e da resistência. mesmo não sendo um material inflamável. Sendo a madeira um mau condutor de calor. nas madeiras. MPa (a mesma descrição da coluna C). sendo essa razão cerca de três e dez vezes superior ao aço e ao betão. por exemplo. F: Razão entre os valores da resistência e da densidade. deste modo. não provocando maior comprometimento da região central das peças que. Embora susceptível ao apodrecimento e ao ataque de organismo xilófagos em circunstâncias específicas. sabendo que o valor da densidade.

Aglomerados de Madeira tratada requer cuidados de manutenção menos intensos. Diante do exposto é possível concluir que a madeira tem significativo potencial para o emprego na construção civil. bem como qualquer outro dos seus derivados. A madeira propriamente dita tem como destino principal as indústrias de transformação. Deve ser salientada. particularmente na construção de estruturas. 87 . a importância do projecto estrutural ser desenvolvido de modo a serem previstos pormenores construtivos que garantam maior durabilidade à madeira impregnada. – A MADEIRA NATURAL FACE AOS SEUS DERIVADOS A madeira. neste ponto. Como será óbvio. Dependendo em larga medida das espécies consideradas. pode ser utilizada nas mais diversas finalidades. nem tudo são vantagens no emprego da madeira.3. 5. bem como aquela própria dos apoios em alvenaria de pedra. evitando-se a exposição excessiva aos raios solares e à humidade proveniente da água da chuva. como também nas serrações para produção de tábuas. Todavia. seja no âmbito de uma actividade produtiva seja no contexto de proporcionar conforto. bem como do respectivo diâmetro. já adaptados para as estruturas de aço e de betão armado. como é o caso da utilização para construção de habitações. ripas. esgota-se não só nas indústrias de celulose e de derivados de madeiras (primordialmente os aglomerados). barrotes. sendo uma das suas principais fraquezas a sua significativa deformabilidade no tempo (uma equivalência à fluência no betão e ao relaxamento no aço). de uma forma geral. etc. a sua aplicação. É evidente que a disseminação das estruturas de madeira está condicionada à garantia da sua competitividade com outros materiais. isto poderá ser obtido com a elaboração de projectos adequadamente fundamentados e com a construção segundo critérios de qualidade envolvendo material e mãode-obra.

sendo de reduzidas dimensões e de valor económico baixo. após serem colocados em condições de ser utilizados. Apresenta-se a seguir na tabela 3 uma síntese das aplicações dos vários tipos de madeira e seus derivados.Aglomerados de Madeira Os toros. considerando os diferentes painéis de madeira reconstituída existentes. 66). razão porque analisaremos neste domínio da produção e consumo apenas os aglomerados. p. os painéis de madeira aglomerada (ou simplesmente aglomerado. Se considerarmos os pequenos troncos de madeira. como é mais conhecido) são os mais largamente consumidos no mundo. citando Santos (1991. TABELA 3 – APLICAÇÕES DOS TIPOS DE MADEIRA E DOS SEUS DERIVADOS MÓVEIS BASES DO CHÃO CONTRAPLACADOS BASES E COBERTURA DIVISÕES INTERIORES REVESTIMENTOS PRODUÇÃO DE VIGAS ESTRUTURAL PORTAS × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × AGLOMERADOS FOLHEADOS × × × LAMELADOS × × × × FOLHA DE MADEIRA NATURAL TERMOLAMINADOS × × × × × × × × × × × PLACAS DE FIBRAS DE MADEIRA (PLATEX) MADEIRA RECONSTITUÍDA 5. o seu destino mais frequente é o da construção civil e estacaria. 88 . – PRODUÇÃO E CONSUMO DOS DERIVADOS DA MADEIRA De entre todos os derivados da madeira.4. são em geral destinados “a material de queima (aquecimento)”. segundo o destino de utilização mais frequente.

– PREÇOS COMPARATIVOS DE DERIVADOS DE MADEIRA Do ponto de vista económico.Aglomerados de Madeira Assim. Portugal integra o grupo de “Outros” com 38% no total. apesar do forte crescimento da indústria nos últimos 10 anos. posicionando-se com uma produção muito reduzida à escala mundial. destacando-se como maior fabricante os Estados Unidos. Neste gráfico. a produção mundial de aglomerados alcançou 84 milhões de m3 em 2000.5. em tabelas obtidas por pesquisa no mercado respectivo (tendo como referência o ano de 2003): 89 . GRÁFICO 1 – Produção Mundial de Aglomerado: 2000 (construção a partir de diversos dados) Produção: 84 milhões m3 5. responsável por 25% desse volume (Gráfico 1). indicam-se a seguir os preços médios de alguns derivados de madeira mais correntes. último ano conhecido.

dependendo no entanto da espécie de madeira utilizada nas folhas.13 6. como também ao tipo de matéria-prima utilizada em cada caso.79 2.89 3. já bastante diversificado. Dentro do mesmo raciocínio. 90 . podemos concluir também pelas tabelas seguintes de folheados (n.25 3660*1830 2750*1830 2500*1880 2150*1500 Comparando as duas tabelas anteriores (n. verifica-se que o preço médio dos aglomerados é naturalmente inferior ao preço correspondente dos contraplacados.71 4.61 5.Aglomerados de Madeira TABELA 4 .64 3.33 8.42 10.95 7.16 2. que o preço médio destes derivados é ainda mais elevado.18 7.39 3. 7 e 8).91 4. tal como foi já referido nos capítulos em apreço.38 6.54 3. devido não só ao ao respectivo processo de fabrico.98 5. e daí o maior crescimento da indústria neste último ramo dos derivados de madeira (contraplacados).04 4.º 6.º 4 e 5) de aglomerados e contraplacados.PREÇOS DOS AGLOMERADOS DE MADEIRA POR ESPESSURAS E TIPOS Aglomerados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros Standard Hidrófugo Dimensões 4 5 6 8 10 12 14 15 16 19 22 25 28 30 1.50 4.09 3.46 6.

27 22.87 11.65 34.74 13.96 15.13 29.01 12.96 38.32 10.23 8.04 38.88 18.94 24.74 +1.23 30.15 20.62 9.71 16.45 31.71 19.23 7.90 23.62 10.11 15.91 15.68 6.80 Div.32 13.91 15.86 7.26 Faia A/C – Mutene A/C 12.46 15.63 8.70 10.51 15.12 11.90 Tola B/C 6.73 19.00 14.02 25.35 43.25 24.96 14.01 20.2500*1500 91 .07 35.85 Eucalipto B/C 5.05 34.40 Pinho B/C 4.28 7.98 8.32 35.96 18.26 20.42 12.59 37.37 9.47 Desenrolado:2500*1250-2500*1500 Listado:2500*1250 Marítimo WBP: 2500*1250 .74 13.50 POR MILÍMETRO Marítimo WBP DAF (int DAF) B/C Pinho (int Pinho) B/C Mogno B/C Tola B/C Form STD Cofragem Deck STD Carroçarias Dimensões mais usadas: 5.76 19.68 6.17 14.45 31.69 27.61 19.52 13.27 13.69 27.05 35.11 15.37 22.23 10.71 28.51 38.96 18.92 22.22 12.44 Castanho/Carvalho A/C 8.98 28.22 35.58 31.80 5.78 8.32 10.18 30.34 15.33 5.45 30.04 38.74 QUE O MOGNO B/C DESENROLADO +1.16 16.95 21.83 6.97 13.23 18.74 QUE O TOLA B/C DESENROLADA 16.53 7.37 13.89 12.90 23.Aglomerados de Madeira TABELA 5 – PREÇOS DOS CONTRAPLACADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Contraplacados (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em mm 4 5 6 8 10 12 15 18 21 24 27 30 Desenrolado 5.82 10.67 27.98 8.33 31. Africanos B/C 6.71 38.73 8.35 Afizélia A/C – Cerejeira A/C Face A/A +2.88 9.51 Freijó/Kambala A/C 11.5 POR M2 1.12 11.65 Mogno B/C Listado 7.00 23.99 25.22 35.63 8.08 28.96 27.61 19.

29 11.24 Tola A/B – Freijó A/B 10.91 16. 2500*1880 TABELA 7 – PREÇOS DE FOLHA DE MADEIRA NATURAL Folha de Madeira Natural (Preços em Euros/m2 sem IVA) Folha Mogno – Tola Pinho – Câmbala Faia – Mutene Carvalho – Castanho Preço 1.16 Mogno A/B 6.52 9.26 14.16 15.35 9.20 7.60 7.97 12.95 10.16 13.44 13.89 Pinho A/B 7.76 14.89 13.79 10.83 16.89 13.80 3.16 15.13 Câmbala A/B 9.02 10.81 16.57 11.80 18.50 92 .37 10.40 7.91 15.92 11.80 8.85 2.39 12.20 2.49 14.67 9.30 Cerejeira A/B – Sucupira A/B 15.91 Faia A/B – Mutene A/B .78 8.80 Hidrófugo Observações A/A + 10% Dimensões mais usadas: 2750*1830.51 12.97 11.46 17.95 Afizélia A/B 6.63 6.26 14.51 12.72 11.17 10.46 15.52 9.85 7.Aglomerados de Madeira TABELA 6 – PREÇOS DE FOLHEADOS POR ESPESSURAS E TIPOS Folheados de Madeira (Preços em Euros/m2 sem IVA) Espessuras em milímetros 8 10 12 14 16 19 22 25 30 11.52 8.51 17.83 16.10 8.13 Castanho A/C – Carvalho A/C 11.10 18.61 15.33 6.09 Castanho A/B – Carvalho A/B 14.20 9.32 Eucalipto A/B 10.25 9.57 10.27 12.05 7.60 10.02 13.20 7.87 12.07 9.81 14.01 16.88 7.49 14.72 9.+1.69 12.30 8.69 12.67 11.46 14.32 12.92 10.97 12.32 12.20 17.31 15.52 12.78 8.10 10.49 11.96 14.

20 3.25 + 2.49 Acabados B r a n c o P e r f u r a d o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.0.59 Perfurado 2440 * 1700 2.64 Branco 2750 * 1250 3.54 2440 * 1700 Euca 4.90 + 3.05 6.50 + 2.50 .00 7.79 Moviplac 2750 * 1220 2 0 1 5 * 5 8 0 / 6 3 0 / 6 8 0 / 7 3 0 / 7 8 0 / 8 3 0 1.60 .5 Tipo Dimensões mais usadas Preço 1.00 9. TABELA 9 – PREÇOS DE PLATEX POR ESPESSURAS E TIPOS Platex (Preços em Euros/m2 sem IVA Espessuras em mm 2.84 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 3.0.0.99 2440 * 1700/1830 Euca 1.64 Portas 2.00 + 1.68 Acabados B r a n c o 2 7 5 0 * 1 2 5 0 3.34 Retalho 1700 * Vários 2.25 7.20 6.60 . continua a ser o derivado da madeira mais económico.Castanho – Carvalho Dimensões mais usadas:2500* 1880 11.60 Mogno Pinho Kambala – Tola Faia Cerejeira .0.00 + 1.40 12.25 Quanto ao platex (tabela 9).60 .Aglomerados de Madeira TABELA 8 – PREÇOS DE MDF FOLHEADO FINO POR ESPESSURAS E TIPOS Folha MDF Folheado Fino (Preços em Euros/m2 sem IVA) 3 mm 5mm 2 faces 1 face A/C A/C A/A A 5.99 Standard 2 7 5 0 * 1 2 5 0 / 1 2 2 0 2130 * 1700/1830 1.20 9.99 2440 * 1700/1830 Euca 2750 * 1700/1830 1.2 5 93 .60 -0.

naturalmente. sendo os biológicos.Aglomerados de Madeira Pelo facto de ser mais económico. através de diversos tratamentos e posterior aplicação de produtos preservantes. Sendo um material orgânico. os seus derivados não estão de tal isentos. Nenhum produto poderá conferir protecção satisfatória se não for correctamente aplicado. o conhecimento real das condições de agressividade biológica a que a madeira e seus derivados estão expostos. onde o PH se situa entre 4. químicos e físicos. Se bem que a madeira no estado natural é mais propícia a estar sujeita a este tipo de deteriorações. água ou a humidade. As condições mais adequadas ao ataque destes agentes são a presença de oxigénio (os agentes são aeróbicos). Os critérios de selecção dos produtos de manutenção e métodos de aplicação exigem. – GENERALIDADES Fazer a manutenção ou conservação das madeiras e dos derivados significa proporcionar o aumento da sua resistência perante os diversos agentes deterioradores. a madeira ou qualquer outro seu derivado estão sujeitos a ser utilizados como fonte de alimentação dos agentes deterioradores. bem como na construção de menor qualidade.5. insectos e bactérias da madeira.1.5 e 5. A selecção destes produtos é fundamental para conferir uma protecção válida e aumentar a durabilidade natural destes materiais. pelo que se acha pertinente a abordagem 94 . uma humidade interna alta (superior a 20% ponto de saturação das fibras) e o contacto com a terra. o Platex é assim mais usado em forros e fundos de mobiliário. Os factores de degradação da madeira podem dividir-se em biológicos. devido ao ataque dos fungos. desde que as condições lhes sejam favoráveis. CAPÍTULO VI – MANUTENÇÃO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS 6. o maior volume de “alburno” em relação ao “cerne”. os mais importantes. obrigatoriamente. a temperatura ambiente entre 20 e 30º centígrados.

• Secagem artificial (solidificação da seiva) . 6. ainda que significativamente comprimida e incompleta (um desenvolvimento superior terá o seu lugar no estudo da própria madeira aplicada na forma serrada).2. a saber: 95 . afastadas. em camadas sobrepostas e cruzadas. 6.1. Fundamentalmente.É feita em estufas de 30º a 50º centígrados onde a seiva solidifica: a madeira é depois colocada em armazém para adquirir humidade. evitando-se assim fermentações que favoreceriam o desenvolvimento dos insectos. – SECAGEM A secagem faz-se normalmente por evaporação ou solidificação da seiva. o do desenseivamento ou lixiviação e o da conservação da madeira aplicada em obras em qualquer utilização ou acabamentos. sendo por isso mais desvantajosa em relação à secagem natural. toda a madeira deverá ser objecto de tratamento específico para a sua conservação. embora fique mais difícil de trabalhar e de mais fácil empeno. livre da acção do calor e de fortes correntes de ar. é empilhada em ambiente ventilado. tal como segue: • Secagem natural (evaporação da seiva) . O tempo de secagem natural é de 1 a 2 anos. – PROCESSOS DE TRATAMENTO Logo após o abate das árvores. após ser descascada. existem três métodos de conservação: o da secagem. – DESENSEIVAMENTO OU LIXIVIAÇÃO São conhecidos dois métodos.2. 6. o que permite aumentar a sua resistência. a fim de aumentar significativamente a sua vida útil.Aglomerados de Madeira desta temática.2.2. voltando-se a madeira de tempos a tempos.A madeira.

se deve realçar a caducidade dos mesmos.Quando a madeira é imersa em água cerca de 4 meses. sendo depois seca em lugar abrigado de correntes de ar. abaixo referidos. De notar que. agentes físicos como o fogo.Aglomerados de Madeira O natural (diluição da seiva) . insectos xilófagos e animais marinhos.2. sendo depois também seca em lugar abrigado de correntes de ar. Carbonização – Usada em peças que tenham de ficar enterradas. visto que mata os organismos deterioradores e forma uma camada incorruptível. 6. 96 . tinta de óleo ou verniz. e em especial pelos agentes biológicos denominados fungos. apenas com mais ou menos duração no seu efeito. agentes químicos como produtos ácidos alcalinos ou oxidantes. não há métodos definitivos e irreversíveis. além de não se terem abordado todos os processos de tratamento. a conservação é feita da seguinte forma: Aplicação de revestimentos – Pintura a alcatrão. O artificial – Quando a madeira é sujeita à acção de vapor de água. 6. ou seja. – AGENTES DETERIORADORES Além da modificação da sua constituição anatómica. óleo de linhaça.3. – CONSERVAÇÃO DA MADEIRA EM OBRA Usualmente. e com as demãos necessárias em função do melhor acabamento.3. Injecção de produtos antisépticos – Principalmente em madeiras expostas às intempéries. a madeira pode transformar-se pela acção de agentes mecânicos como o impacto e o atrito. pois que todos são efémeros.

3. em cujas extremidades se desenvolvem enzimas que atacam a parede celular. deixando como sinal um resíduo de pó fino. A presença dos fungos superficiais e manchadores não chega a comprometer o valor comercial da madeira. Os primeiros digerem a celulose e decompõem a lignina.3. deixando túneis no interior da 97 . manchadores e fungos xilófagos ou destruidores. . FIGURA 55 – Imagem de madeira em desparasitação 6.1. que utilizam a madeira como habitação e não como alimentação. Há dois tipos de fungos xilófagos que originam a destruição das células. modificando seriamente a sua resistência mecânica.FUNGOS Os fungos podem ser agrupados em mofos ou bolores (fungos superficiais). produzem filamentos denominados hifas. Os coleópteros (mais conhecidos por besouros) depositam os ovos na madeira. himenópteros e isópteros.2. os quais eclodem e viram larvas conhecidas por brocas. deixando a madeira ou qualquer outro seu derivado com aspecto esbranquiçado.Aglomerados de Madeira 6. – INSECTOS XILÓFAGOS Os insectos furadores da madeira e derivados dividem-se em coleópteros. Os himenópteros correspondem às formigas carpinteiras. oxigénio. humidade e temperatura favoráveis. que se alimentam de celulose. conhecidos por “podridão branca” e “podridão parda”. Desde que disponham de substrato. pois não costumam atingir a sua parede celular. Já os fungos xilófagos são destruidores.

Aglomerados de Madeira madeira. 6. não deixa de ser apropriada a sua inclusão. fazendo pequenos buracos onde se prendem os crustáceos. Não existe madeira que seja imune à incidência de xilófagos marinhos. fecundado. e. ser aplicado com a abrangência que teria no caso de madeira natural. Os moluscos e as suas larvas atacam a madeira submersa. pelo que fica imprestável. O siriri faz o seu voo nupcial. Os mais temíveis de todos os insectos são os cupins (existem em toda a parte). não ser de utilização perigosa no momento do tratamento. um tipo de insecto social. isto é. pelo que se sabe.4. ser quimicamente estável e resistir a perdas por evaporação e/ou lixiviação. Um produto químico só poderá ser eficaz na manutenção das madeira e derivados se apresentar as seguintes características: • Características Essenciais – Ser tóxico aos organismo xilófagos como fungos e insectos. 6. 98 . depois perde as asas. reproduz-se com enorme facilidade. conhecido na sua forma alada por aleluia ou siriri. – XILÓFAGOS MARINHOS Estes agentes biológicos enquadram-se na categoria dos moluscos e crustáceos.3. visto que. penetra na madeira e cria nova colónia com cupins de três castas: reprodutores. não alterar negativamente as propriedades físicas e mecânicas da madeira e apresentar custos razoáveis a fim de assegurar a competitividade da madeira preservada em relação a outros materiais. – PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Embora esta tema não possa. só o óleo creosoto preserva eficazmente a madeira do ataque destes xilófagos. soldados e operários. para derivados de madeira.3. que perfuram e destroem a madeira e derivados em contacto com a água salgada ou salubre. ter efeito residual alto na madeira.

Aglomerados de Madeira

Características Acessórias – Não conferir à madeira preservada toxidade em

relação ao Homem (condição imperativa); não aumentar a inflamabilidade e a combustibilidade da madeira; não deixar odores persistentes na madeira nem alterar a sua aparência natural, impossibilitando-a de receber o acabamento desejado.

É por isso que a escolha de um produto de manutenção se torna uma tarefa complicada, visto que é muito difícil qualquer produto reunir todas as características mencionadas, porém, o conhecimento da literatura disponível, a experiência e o bom senso são factores muito importantes a considerar.

Os produtos de manutenção de madeira podem ser agrupados em três categorias:

Oleosos - produtos essencialmente representados pelos derivados do alcatrão de

hulha, como por exêmplo o óleo creosoto, com uma acção longa e resistente.

Oleossolúveis - produtos contendo misturas complexas de agentes fungicidas e

insecticidas, à base de compostos de natureza orgânica e/ou organometálicas.

Hidrossolúveis - produtos contendo misturas mais ou menos complexas de sais

orgânicos metálicos e não metálicos, como por exêmplo o “Arseniato de Cobre Cromado” (CCA) e o “Borato de Cobre Cromado” (CCB).

6.5. – PROCESSOS DE APLICAÇÃO

A aplicação dos produtos de manutenção das madeiras e derivados depende sempre das condições de agressividade biológica a que está sujeito o material, podendo ser efectuada com base nos seguintes processos:

99

Aglomerados de Madeira

6.5.1. – PROCESSO COM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO PROFUNDA)

Consiste na aplicação dos produtos de tratamento através da utilização de equipamentos especiais (autoclaves), sob o efeito de vácuo e pressão, sendo um processo bastante complexo, pelo que não será desenvolvido neste trabalho (muito embora seja o mais durável, eficiente e recomendável).

6.5.2. – PROCESSO SEM PRESSÃO (IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL)

Refere-se à aplicação dos produtos de tratamento através de métodos caseiros, mais simples e práticos, como o pincelamento, aspersão ou imersão do material, seja por absorção ou por capilaridade, tal como se refere a seguir:

6.5.2.1. – POR ABSORÇÃO

O que ocorre quando a madeira a tratar está com baixo teor de humidade, praticamente seca. Nessas condições, torna-se mais higroscópica e absorve a solução preservadora até ao ponto de saturação.

Inicialmente a absorção é bastante rápida, diminuindo até atingir o equilíbrio.

Os principais factores que afectam a absorção são a humidade inicial da madeira – quanto menor a humidade inicial da madeira, maior e melhor será a absorção da solução preservativa; a natureza da madeira – espécie, idade, densidade, forma, relação cerne/alburno; dimensões das peças – quanto maior o comprimento e diâmetro das peças, mais demorado é o tratamento; a viscosidade da solução – quanto mais fluida a solução, mais rápida a absorção; a tensão superficial – ela dificulta a penetração da solução preservadora; e a temperatura – quanto mais elevada for, maior e mais rápida será a absorção.

Este método utiliza normalmente óleos contendo creosoto e alcatrão, sendo aplicado por:

100

Aglomerados de Madeira

Pincelamento – consiste na pintura das peças a preservar, sendo porém um método

deficiente, visto que penetra pouco no material (cerca de 5mm de profundidade), limitando-se o seu emprego à madeira não exposta à luz solar, sendo necessário 3 a 6 demãos, no mínimo espaçadas de 12 horas entre elas.

Imersão rápida e imersão prolongada a frio – a solução deve ser colocada num

tanque ou tambor. É um banho frio e toda a madeira deve receber o produto. Na imersão rápida a madeira permanece submersa por algumas horas. Já no método de imersão prolongada, a madeira deve ficar submersa com auxílio de pedras ou pedaços de ferro, permanecendo nessas condições por maior período de tempo, entre 2 a 15 dias. Evidentemente, quanto maior o período de imersão, maior será a profundidade de penetração do produto.

Imersão em banho quente e frio – consiste em submeter a madeira a imersões

sucessivas e consecutivas, em produtos de manutenção quentes e frios, respectivamente. As peças de madeira a tratar devem estar descascadas e com teor de humidade abaixo de 30%.

6.5.2.2. – POR CAPILARIDADE

Esse processo (mais conhecido por substituição de seiva) é empregado no tratamento de peças roliças obtidas de árvores vivas (mourões) até 2,50 m de comprimento e diâmetro variável, utilizando-se para tal produtos Hidrossolúveis em qualquer recipiente.

No caso de se utilizar tambores de 200 litros de capacidade, convém proteger sua parede interna, pintando-a com Neutrol.

As soluções são preparadas nesses recipientes em concentrações recomendadas pelos fabricantes (normalmente 3 a 5% de concentração), devendo o nível da solução inicialmente

101

102 . protegido do sol. no máximo 24 horas após o abate da árvore. o qual deverá ser efectuado sempre em local aberto. por questões de funcionalidade e segurança. ventilado e coberto.Aglomerados de Madeira preparada nunca ultrapassar 2/3 da altura do recipiente. bem como as peças postas a secar. É importante saber que os mourões devem ser tratados ainda verdes. os mourões devem ter o topo cortado em bisel e a base de preferência chanfrada. Para o tratamento. e descascados exactamente na hora de serem submetidos ao tratamento.

e que têm um percurso na sua fabricação todo virado ao aproveitamento dos seus resíduos em geral. Outra importante vertente. é a diversidade de vantagens que advém da transformação da madeira natural. Grande sensibilidade à humidade. o que só por si já seria altamente meritório. que se julga ter ficado bem vincada. Menor durabilidade para serem eventual alvo de insectos xilófagos. procurou-se fundamentalmente mostrar que os derivados da madeira têm uma ligação natural à floresta. consubstanciado no fabrico. Defeitos próprios da sua génese como material orgânico. comercialização e exportação dos derivados da madeira. contribuindo assim de uma forma muito significativa não só para a preservação do nosso meio ambiente. procurando e conseguindo-se melhorar substancialmente algumas das suas características menos meritórias. mas também para o desenvolvimento de um importante sector da economia nacional. fungos e outras pragas. com variações dimensionais significativas e empenamentos. como: Heterogeneidade das suas propriedades mecânicas em função da orientação das suas fibras. líquida e vapor. 103 . o verdadeiro “berço” da madeira como matéria-prima dos seus derivados.Aglomerados de Madeira CONCLUSÕES O tema desenvolvido pelo autor tem subjacente um objectivo principal que é dar a conhecer a importância dos derivados da madeira no contexto da indústria nacional do mobiliário e da construção civil. Apesar de o tema não se esgotar com este trabalho.

desde a origem da respectiva matéria-prima até à embalagem do produto acabado. e isso consegue-se com a modernização e a automação dos respectivos processos de fabrico. tanto nos domínios da produção. Limitações das dimensões a que as peças de madeira serrada estão sujeitas. Hoje. dado o progresso imparável das transformações tecnológicas 104 . transformação e exploração do produto final. junta-se anexo com as suas principais características.Aglomerados de Madeira Alterabilidade em ambientes exteriores. atendendo à forma circular própria do toro. porquanto condicionadas pelas da própria árvore de origem. como na constatação do aumento do conforto e da qualidade dos empreendimentos onde os derivados da madeira se aplicam já em larga escala. seja na do mobiliário. pretende-se também transmitir a ideia do bom gosto que anda associado a todos os acabamentos e utilizações que se desenhem para este tipo de material. a tendência em todo o mundo empresarial é competir de forma a tornar-se superior ao seu concorrente mais directo. principalmente no que concerne à sua vertente prática. seja na indústria construção civil. nomeadamente em alternâncias de situações de tempo seco e húmido. Baixo rendimento económico e de aproveitamento. Fica porém o desafio para continuarmos interessados e atentos a todas as novidades de fabrico e aplicação destes materiais. não esquecendo a importância da sua manutenção e conservação. Acresce o facto de se ter aprofundado com este trabalho vários conhecimentos sobre o tema. Como forma de sistematizar e comparar os diversos tipos de derivados de madeira apresentado. bem como à incidência da radiação solar. Ao apresentar neste trabalho as diversas variedades de derivados da madeira que já se fabricam em Portugal. inadequada em termos da geometria correntemente mais usada em construção e mobiliário (paralelepípedo).

105 .Aglomerados de Madeira em curso. razão mais que suficiente para que o seu estudo seja enriquecido com outras iniciativas e preocupações específicas. a par da inerente problemática ambiental.

11. Les Bois de Construction – Caractéristiques Phisiques et Mécaniques. Francisco Caldeira (1999). Livraria Clássica Editora. Árvores e Florestas. Xilofene S. Volume I.ª Edição. Instituto Florestal. Rua de S. Empresa: DIRUP (sem data).Aglomerados de Madeira BIBLIOGRAFIA 1. A Árvore em Portugal. Rio de Janeiro. 6. Propriedades. (1996). Madeiras Portuguesas – Estrutura Anatómica. 4º. (sem data). Madeiras e Derivados. Guía de la Madera en la Construcción. Empresa: SOPREM NORTE. LDA (sem data). 10. Fabião. Colecção Euroagro.Nicolau. Empresa: DA MADEIRA (sem data). Volume XV. Empresa: TRIA – Serviços. Tratamento Preventivo das Madeiras. Lenhas e Madeiras. Materiais e Equipamentos. 7. Lda. Póvoa de Varzim. Segurança Passiva Contra Incêndio. 8. Enciclopédie Pratique de la Construction et du Bâtiment (1959). 2. Lisboa. Lda. O. Limitada. 106 . Lisboa. 2. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. 3. Lisboa. 9. Cabral. 5. 4. Hespanha. Mortágua. Edição Assírio e Alvim. Editorial Enciclopédia. R2. Publicações Europa-América. Cubagem de Árvores. Carvalho. Livre 1 – Titre II – 3ª Partie: Matériaux – Chapitre I. Vila Nova de Famalicão. Utilizações. 119. 1100-548 Lisboa. A (1996). Jaime Rebelo (1941). A.

Porto Editora. Época de Corte e Secagem das Madeiras Nacionais – Conservação das Madeiras. Volume XXIII – Tomo II. 21. 107 . João Emílio dos Santos. V. Patton.º e 8.ª. J.º (sem data). Paulo – 1ª Reimpressão (Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa – Porto)..Aglomerados de Madeira 12. Orlando de Almeida e (1956). Separata da Direcção dos Serviços Florestais e Aquícolas. ATA Ediciones. Rendle (1937). Viollet-Le-Duc. 8. 6ª Edição. Madeiras – 7. W. Volume XXI – Tomo II. mostrando as principais componentes do lenho e da casca. Biblioteca de Instrução Profissional. Versão Castelhana adaptada por Dominguez. Santos. S. 18. Segurado. Educação Tecnológica.U. Editorial Víctor Leru. Areal Editores. José Saporiti (1990). Tecnologia Y Construcción (sem data). 16. Buenos Aires. Novas Aplicações da Madeira – O Problema dos Subprodutos das Matas e Desperdícios de Material Lenhoso. Madeiras de Folhosas e Resinosas – Nomenclatura Profissional. E. 19. indicando os aspectos principais da estrutura lenhosa. Separata da Direcção dos Serviços Florestais e Aquícolas. 22. Revista Tectónica. Sousa. 17. Madrid (Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa). Machado. L. 15. Livraria Bertrand. (1982). Valente. Materiais de Construção. Materiais de Construção E.P. (1991). 2ª Edição do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil. (1991). Diagrama de sector circular do caule de cinco anos de idade de uma Folhosa. Histoire de L’Habitation Humaine. -Editora Pedagógica e Universitária. Orlando de Almeida e (1955). 13. Morey (1978). Secção transversal do tronco de uma árvore.º Anos. Madeiras. Eng. Eugénio Manuel (1945). Manuel E. 20. Sousa. Monografias da Arquitectura.º Ano de Escolaridade. 14.

sonae-industriatafisa.estv.de/conifers/pi/pin/pinaster.sonae-industriatafisa.htm http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=24 108 .sonae-industria-tafisa.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/Madeira%20Ens%20Mecanicos.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=15 http://www.com/port/produtos_gama2.botanik.sonae-industriatafisa.ipv.com/port/produtos_gama2.pdf http://www.com/port/produtos_gama2.pdf retirei o ficheiro pdf “madeira e água” http://www.uni-bonn.estv.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=16 http://www.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/tim3_TP1_Na2.estv.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=23 http://www.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/Tim3/Madeira%20e%20Agua.pdf http://www.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.ipv.Aglomerados de Madeira SITES DA INTERNET http://www.ipv.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=12 http://www.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=11 http://www.asp?id_prodnivel1=2 http://www.

asp?id_prodnivel1=8 http://www.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=46 http://www.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=43 http://www.sonae-industriatafisa.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=5 http://www.com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=45 http://www.Aglomerados de Madeira http://www.com/port/produtos_gama2.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=14 http://www.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=2&id_prodnivel23=25 http://www.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=44 http://www.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=1 109 .com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=40 http://www.sonae-industria-tafisa.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=9 http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.asp?id_prodnivel1=5&id_prodnivel23=41 http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.

com/port/produtos_gama2.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama1.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=3 http://www.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=7 http://www.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.sonae-industriatafisa.html 110 .com/port/produtos_gama2.com/port/produtos_gama2.Aglomerados de Madeira http://www.sonae-industria-tafisa.asp?id_prodnivel1=4&id_prodnivel23=127 http://www.pt/corticaindustria.com/port/produtos_gama1.amorim.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=54 http://www.sonae-industriatafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=13 http://www.sonae-industria-tafisa.com/port/produtos_gama2.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=51 http://www.asp?id_prodnivel1=7&id_prodnivel23=53 http://www.asp?id_prodnivel1=1&id_prodnivel23=6 http://www.com/port/produtos_gama1.asp?id_prodnivel1=13 http://www.

Aglomerados de Madeira ANEXOS 111 .

Aglomerados de Madeira ANEXO I – Especificações comerciais dos principais tipos de aglomerados 112 .

Carpintaria.Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta. Aplicação: Indústria de Mobiliário e Decoração de Interiores.Várias cores e imitação das madeiras. 113 . REVESTIDO MELAMINA . FOLHEADO . Interiores e Decoração.Aglomerados de Madeira A. AGLOMERADOS Painel produzido à base de partículas de Pinho marítimo aglomeradas com resina ureiaformol sob acção de pressão e temperatura. DIMENSÕES (correntes): • • • • 2440x1220 mm 3660x1830 mm 2500x1880 mm 2750x1830 mm Espessuras de 8 mm a 40 mm. Aplicação: Indústria Mobiliário.

DIMENSÕES (correntes): • • • 2440x1830 mm 2500x1850 mm 2750x1830 mm Espessuras de 2. Carpintaria. REVESTIDO MELAMINA . Aplicação: Indústria Mobiliário.Várias cores e imitação das madeiras. MDF Painel de média densidade produzido à base de fibras de madeira aglomeradas com resina ureia-formol por processos a seco e acção de pressão e temperatura.Resistente à humidade. Interiores e Decoração. 114 . Aplicação: Decoração de Interiores. HIDRÓFUGO .Aglomerados de Madeira B. FOLHEADO .Nas várias espécies de madeira: • • • • • • • • • Mogno Tola Pinho Kambala Castanho Carvalho Faia Eucalipto Outras sob consulta.5 mm a 60 mm.

DIMENSÕES (correntes): • • • 2750x1250 mm 2440x1830 mm 2750x1830 mm Espessuras de 3.2 mm a 5 mm. PLATEX Placas de fibras de madeira de alta densidade tipo S-1-S produzidas por via húmida a partir de 100% de materiais lignocelulósicos sem adição de reservas ou outro tipo de aditivos. 115 .Aglomerados de Madeira C. Aplicação: Indústria Mobiliário.

CONTRAPLACADOS Placas formadas por folhas de madeira seleccionadas e colocadas com direcção de veio alternadamente cruzada. Aplicações: Contraplacados Decorativos e Desenrolados (em algumas espécies): Industria Mobiliário. As faces são de folha de madeira seleccionada e podem ser de diferentes espécies: • • • • • • • Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Outras sob consulta. Carpintarias exterior. coladas com resina ureia-formol.Aglomerados de Madeira D. Carpintarias e Interiores. Contraplacados Marítimos (colado c/ resinas sintéticas altamente resistentes à humidade aos fungos e ao tempo): Indústria Naval. Contraplacados Cofragem (revestido a filme fenólico): Construção Civil. Contraplacados Anti-derrapantes (revestido a filme fenólico anti-derrapante): Carroçarias e indústria automóvel. DIMENSÕES (correntes): • • 2500x1500 mm 2500x1250 mm Espessuras de 4 mm a 30 mm. 116 .

Aglomerados de Madeira

E. LAMELADOS Painel de lamelas de madeira de baixa densidade coladas e revestidas nas diversas folhas de madeira listada ou desenrolada (em algumas espécies). Podem ser produzidos em diferentes espécies de madeira:
• • • • • • • •

Mogno Tola Pinho Castanho Carvalho Eucalipto Kambala Outras sob consulta.

Aplicações: Carpintaria interior e Indústria de mobiliário.

DIMENSÕES (correntes):

2500x1250 mm

Espessuras de 16 mm a 30 mm.

117

Aglomerados de Madeira

F. TERMOLAMINADOS Várias camadas de papel kraft impregnado com resinas termo-endurecíveis, ligadas entre si por acção do calor e pressão. DIMENSÕES (correntes):
• • • •

250x125 305x130 366x161 420x161

Espessuras de 0,65 mm a 30 mm. Aplicações: Revestimentos de interiores, exteriores e decoração. ABET LAMINATI (marca exemplo) Séries para decoração e revestimentos:

STANDARD - Para revestimento de interiores , com diferentes padrões. DECORI SERIGRAFIA - O cliente pode desenhar seu próprio padrão de papel decorativo, o que torna este padrão exclusivo do cliente. DIAFOS - Termolaminados translúcido. POSTFORMING - Pode ser post-formado com curvas côncavas ou convexas, devido ao facto de suportar temperaturas ente os 160 e 220 ºC. METALLI - Termolaminado com superfície metálica. STRATICOLOR - Termolaminado compacto com várias camadas de papel Kraft colorido revestido nas duas faces com papel decorativo. Produz um excelente efeito visual. MEG - Usado para revestimentos de exteriores, o

118

Aglomerados de Madeira

resistente ao tempo.

LIMIPHOS - Termolaminado verde Florescente.

119

Aglomerados de Madeira ANEXO II – Especificações comerciais de alguns tipos de aglomerados 120 .

A.2 +/.5 +/2.0 +/1.A.2. 1200 720 +/30 1000 750 1200 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÁX.60 15 150 0. EM COMPRIMENTO MÁX.5 3-4 5-6 7-9 10-12 13-19 20-30 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO 860 +/30 N.2 +/2.7 10-12 0.5 10-12 +/.60 10 28 2200 4A 11 +/.A.5 3-4 5-6 GAMA GAMA GAMA GAMA +/2.2.0 +/1.0 +/1.90 45 30 N. 1200 860 +/30 N. N.05 0.05 0.2 +/2.05 0.5 20-30 +/.5 13-19 +/2.05 0. N.60 15 150 0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTE SECO TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 2.0 +/0.5 7-9 +/2.0 +/0.Aglomerados de Madeira 1.0 +/1.A.2.40 150 6 0.A. ESPESSURA MÍNIMO NAS DUAS FACES 0. 1200 780 +/30 N.0.A.60 15 150 0.5 +/2. 1200 770 +/30 N.2 +/2.7 20-30 0.65 12 30 2500 4 A 11 +/.7 7-9 0. 121 .A.60 10 150 0. N.0 +/0.7 0. 4A 11 +/.A.0 +/1. 1200 820 +/30 N.A.0 +/.60 12 150 0.0 +/. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.A.2.05 0.0 +/0.0 +/.7 0.7 13-19 0.3 +/.40 8 150 0.1.05 0.0 +/.5 3-4 5-6 0.2 +/2. N.90 30 30 2700 4A 11 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 2. 1200 750 +/30 1000 800.60 8 25 2100 4A 11 +/.65 15 30 2700 4A 11 +/.0. N. 4A 11 +/.2 +/2.1.0 +/0.A.05 EN 318 EN 382 – 1 ISO – 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.90 35 30 N.7 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEROR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) 2 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 40 40 40 40 40 40 40 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 2.A.

1. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2 +/.0.1. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA PAVIMENTOS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.7 25 50 4000 4 A 11 +/.0 +/.2.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR CE SÍLICA (%) MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISSO 3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.Aglomerados de Madeira 2.2.7 15 50 4000 4 A 11 +/.30 0.0.2.0 +/. 122 .2.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 6 7E8 GAMA MÁXIMO 880 +/.5 +/.2 +/.05 880 +/.7 40 1.30 0.0 +/.0 +/.

7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 610 +/.0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) LEVE.0 +/.0 +/.30 0.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURA (MM) COMPRIMENTO/LARGURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 0.2.2 +/.5 22 +/.65 16 30 2200 4 A 11 +/.2.05 22 610 +/.2 +/.30 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2.0 +/.5 +/.Aglomerados de Madeira 3. 123 .2.0.60 13 28 2200 4 A 11 +/.7 40 0. PARA USOS GERAIS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.0 +/.05 610 +/.2.60 11 25 2200 4 A 11 +/.0 +/.1.0.2 +/.30 0.2.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.1.1.05 DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE SÍLICA (%) GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 ISO .0 +/.7 40 22 0.

124 . AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM AMBIENTES OCASIONALMENTE HÚMIDOS TOLERÂNCIAS (MM) 12 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) GAMA ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS 12 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO – TESTE CÍCLICO (N/MM2) INCHAMENTO – TESTE CÍCLICO (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.2.2.40 6. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.2.7 40 EN 321 EN 321 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 2700 4 A 11 +/ .90 0.0 +/. 1200 0.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO DEST PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.5 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 +/.1.25 16 37 2700 4 A 11 +/ .2 +/.0 +/.2.2 +/.0 +/.7 40 GAMA GAMA GAMA +/.0 EN 324-1 13-19 ESPESSURAS (MM) 20-30 MÉTODO DE ENSAIO 0.0.5 +/.20 15 32 0.0 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 MÉTODO DE ENSAIO +/.00 7 0.30 N.0 150 0.0 +/.A.40 6.7 40 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 12 DENSIDADE (KG/M ) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) 3 ESPESSURAS (MM) 13-19 20-30 800 +/ .05 GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO 770 +/ .A.1.05 730 +/ .1.2.0 150 0.90 EN 319 7 6 EN 317 0.15 15 30 2200 4 A 11 +/ .30 1000 800 1200 0.0.0 150 0.2.0.30 5.Aglomerados de Madeira 4.5 +/.05 MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO . N.30 1000 750 1200 0.2 +/.

2 +/.2.A.A.40 7 180 0.7 40 RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM ) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DE DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS 2 MÉTODO DE ENSAIO EN 319 EN 317 EN 310 EN 310 EN 322 EN 323 EN 120 ESPESSURAS (MM) 12 16-19 770 +/ .0 +/. N.00 9 25 2000 4 A 11 +/ .3 +/. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) PARA LACAGEM TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 12 16-19 GAMA GAMA GAMA GAMA +/.40 6 180 0.2.05 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) GAMA MÍNIMA FACE MÍNIMO TOPO MÍNIMO MÁXIMO EM COMPRIMENTO MÁXIMO EM ESPESSURA MÁXIMO NAS DUAS FACES MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 323 EN 320 EN 311 EN 318 ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) EN 382-1 ISO .0 +/.05 22 720 +/ .1.5 22 +/.30 N.3340 TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.30 1000 800 1200 0. 1200 0. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0 +/.00 10 28 20700 4 A 11 +/ .05 12 30 2500 4 A 11 +/ .Aglomerados de Madeira 5.7 40 22 1.0.2.2.2.05 800 +/ .2 +/.30 1000 850 1200 0.0 +/.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA/COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 12 16-19 MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÍNIMO GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO 1.1.7 40 1.0 +/.30 5 180 0.0.0. 125 .1.5 +/.0 +/.2.

5 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 0.A EN 382-1 0.A.0. AGLOMERADO DE FIBRAS DE MADEIRA DE DENSIDADE MÉDIA (MDF) MOLDÁVEL TOLERÂNCIAS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) INCHAMENTO (24 H) (%) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) VARIAÇÃO DA DENSIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) * VALOR PARA PLACA NÃO ACABADA OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS MÍNIMO MÁXIMO MÍNIMO MÍNIMO GAMA GAMA MÁXIMO (MÉDIA ANUAL) MÁXIMO MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 5 EN 324-1 +/.2 EN 324-1 +/.A EN 311 N.A N. EN 320 N.5 EN 120 EN 310 EN 310 EN 322 DENSIDADE (KG/M3) RESISTÊNCIA AO ARRANQUE DE PARAFUSO (N) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM/2) VARIAÇÃO DIMENSIONAL (%) ABSORÇÃO SUPERFICIAL (MM) TEOR DE SÍLICA (%) MÉDIA ESPESSURAS (MM) 8-10 MÉTODO DE ENSAIO 770 EN 323 N.05 ISO – 3340 MÁXIMO TEOR DE FORMALDEÍDO – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE A.A. OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.1. N.A.A EN 318 N.2 EN 324-2 +/. 126 .Aglomerados de Madeira 6.785 EN 319 15* EN 317 N.A. N.30 6. 4 A 11 +/ .2 EN 324-1 +/.

127 .5 +/.5 35 +/.8 12.5 +/.5 +/.8 28-32 12.8 35 11.5 +/. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS (MM) ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA GAMA GAMA +/.0. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA PARA APLICAÇÕES INTERIORES.25 0.5 +/.38 0.5 +/.3 2 1.0.3 2 1.27 0.0.5 1500 0.8 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) RESISTÊNCIA DA CAMADA EXTERNA (N/MM2) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÍNIMA MÍNIMO MÍNIMA MÍNIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 311 GAMA NA MESMA PLACA MÁXIMO MÁXIMO CLASSE 1 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 5 A 13 EN 322 10 8 10 8 10 8 10 8 10 8 EN 120 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0 1200 0.5 MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 14. TEOR DE FORMALDEÍDO (CLASSE 1) – A PEDIDO ESTE PRODUTO PODE SER FORNECIDO COM BAIXO TEOR DE FORMALDEÍDO CLASSE 1.0.5 +/.0.40 0.8 13.5 +/.5 +/.Aglomerados de Madeira 7.5 +/.3 2 1.5 28-32 +/.3 2 1.5 +/.35 0.5 +/.3 2 1. NOMEDAMENTE MOBILIÁRIO.0 1600 0.0 1800 0.0 1350 0.

0. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES DE SOFT E POSTFORMING E USO EM CONDIÇÕES SECAS TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS (MM) LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) DENSIDADE (KG/M3) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) PROPRIEDADES E TOLERÂNCIAS ADICIONAIS ESQUADRIA (MM) MÁXIMO MÍNIMA MÁXIMO MÍNIMA MÉDIA GAMA MÁXIMO GAMA GAMA GAMA ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 +/.65 4 18 700 5 A 13 20 26-30 0.3 26-30 +/.5 +/.65 0.5 +/.3 21-25 0.3 +/.5 +/.0.Aglomerados de Madeira 8.3 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 0.5 +/.5 +/.5 +/.0.0.65 4 20 720 5 A 13 20 4 20 720 5 A 13 20 21-25 +/.65 4 18 660 5 A 13 20 ESPESSURAS (MM) 10-12 13-20 2 2 21-25 2 26-30 2 128 .5 +/.5 +/.

5 +/.5 +/.5 +/.5 28-32 +/.50 0.5 +/.5 +/. PARA UTILIZAÇÃO EM CONDIÇÕES OCASIONALMENTE HÚMIDAS TOLERÂNCIAS ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 GAMA GAMA GAMA MÁXIMO MÁXIMO +/.5 +/.25 6 11 5 A 13 30 16.15 6 10 5 A 13 30 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (N/MM2) MÓDULO DE ELASTICIDADE (N/MM2) RESISTÊNCIA À TRACÇÃO (N/MM2) LINCHAMENTO (%) TEOR DE HUMIDADE (%) TEOR DE FORMALDAÍDO (MG/100G) MÁXIMA MÍNIMO MÍNIMO APÓS TESTE CÍCLICO MÁXIMO APÓS TESTE CÍCLICO GAMA MÁXIMO MÉTODO DE ENSAIO EN 310 EN 310 EN 319 EN 321 EN 317 EN 321 EN 322 EN 120 OUTRAS CARACTERÍSTICAS E TOLERÂNCIAS – INFORMAÇÃO SOBRE OUTRAS CARACTERÍSTICAS SERÁ FORNECIDA A PEDIDO.0.0. AGLOMERADO DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COMPACTO PARA APLICAÇÕES INTERIORES.20 6 10 5 A 13 30 28-32 14.3 2 1.5 LARGURA (MM) COMPRIMENTO (MM) ESPESSURA (MM) ESQUADRIA (MM/M) RECTILINIDADE DOS BORDOS (MM/M) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÉTODO DE ENSAIO EN 324-1 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 324-2 ESPESSURAS (MM) 8-13 15-19 22-25 19.Aglomerados de Madeira 9.5 +/.40 0. INCLUINDO MOBILIÁRIO.3 2 1.0.0 1900 0.0.5 +/.3 2 1.25 7 11 5 A 13 30 18. 129 .0 2150 0.0 2550 0.5 +/.45 0.3 2 1.0 2400 0.50 0.5 +/.

55 </=1. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.0 -0 / +10 +/.2 +/.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1. LAMINADO STANDARD PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 1.35 </=0. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO 0.15 2.Aglomerados de Madeira 10.0.05 G / CM3 UNIDADE N. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1.6 – 0. 130 .000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.0.10 MÁXIMO DESVIO 1.º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA </=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.8 – 1.

5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/.15 2.8 >/= 1.0.8 ESPESSURA >0. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS MANCHAS RESISTÊNCIA À LUZ ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO RESISTÊNCIA À FISSURAÇÃO ASPECTO UNIDADE N. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA MARCA (ESFERA DE GRANDE DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL FORMABILIDADE RAIO RESISTÊNCIA ÀS BORBULHAS DENSIDADE TEMPO DE FORMAÇÃO DE BOLHAS DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=20 MM MM >/=1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/. 131 .º DE VOLTAS N GRAU GRAU ASPECTO GRAU ASPECTO CONTRASTE GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO PONTO INICIAL – IP ABRASÃO MÉDIA >/=2 ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS ACABAMENTO BRILHANTE OUTROS ACABAMENTOS GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >150 >350 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=3 >/=4 >/=5 >/=4 ASPECTO ASPECTO >/=3 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN438-2:191.55 </=1.35 </=0.0. LAMINADO “POST-FORMÁVEL” PARA UTILIZAÇÃO GERAL EM APLICAÇÕES HORIZONTAIS 1.05 >/=10 >/=15 >/=10 >/=15 MM SEG G / CM3 >/=1.000 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL ESPESSURA <0. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO1183.35 3.10 MÁXIMO DESVIO 1.Aglomerados de Madeira 11.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.

LAMINADO COM SUPERFÍCIE METÁLICA 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M +/.Aglomerados de Madeira 12. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA À IMERSÃO ASPECTO EM ÁGUA EM EBULIÇÃO RESIST~ENCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA AO ASPECTO CIGARRO UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO >/=30 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1.05 G / CM3 UNIDADE GRAU GRAU GRAU GRAU GRAU ESPECIFICAÇÃO >/=4 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >/=3 >/=5 >/=4 TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.15 1.55 </=1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 +/. 132 .4 2.0. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE 3.35 </=0.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.10 MÁXIMO DESVIO 1. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.0.

65 </=1. 133 . DE ACORDO COM A NORMA EN 316.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 1.5 MM/M MÁXIMO DESVIO 60 MM/M 2.Aglomerados de Madeira 13. TODAS AS CARACTERÍSTICAS SÃO ANALISADAS DE ACORDO COM OS MÉTODOS DE ENSAIO EN 438-2:191.35 </=0. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) RESISTÊNCIA AO FORÇA IMPACTO (ESFERA DE PEQUENO DIÂMETRO) RESISTÊNCIA AO ALTURA IMPACTO DIÂMETRO DA (ESFERA DE GRANDE MARCA DIÂMETRO) ESTABILIDADE SOMATÓRIO DA DIMENSIONAL A VARIAÇÃO TEMPERATURA ELEVADA DIMENSIONAL DENSIDADE DENSIDADE UNIDADE N ESPECIFICAÇÃO 0.600 </=10 % LONGITUDINAL TRANSVERSAL >/=1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE ESPESSURA (MM) DIMENSÕES LARGURA E COMPRIMENTO ESPESSURA RECTILINIDADE DOS BORDOS ESQUADRIA EMPENO UNIDADE MM MM MM MM MM ESPECIFICAÇÃO -0 / +10 MÁXIMO DESVIO 1.3 MM E DENSIDADE 850+/-50KG/M3.5 >/=30 OUTRAS MM MM >/=1.15 G / CM3 3.000 W5 33 >15. EXCEPTO A DENSIDADE – ISO 1183.º DE VOLTAS N GRAU GRAU GRAU ESCALA DE CINZAS ESCALA DE CINZAS GRAU >/=3 * O LAMINADO É ENCOLADO COM PVAC EM MDF DE ESPESSURA 6+/-0. CARACTERÍSTICAS DA SUPERFÍCIE CARACTERÍSTICA PROPRIEDADE (CLASSES DE ABRASÃO) (CLASSES DE UTILIZAÇÃO – EN 685) RESISTÊNCIA À ABRASÃO RESISTÊNCIA À PONTO INICIAL – IP ABRSÃO RESISTÊNCIA AO RISCO FORÇA RESISTÊNCIA AO CALOR ASPECTO SECO (180º) RESISTÊNCIA AO VAPOR ASPECTO DE ÁGUA RESISTÊNCIAS ÀS ASPECTO MANCHAS RESISTÊNCIA À LIZ CONTRASTE ARTIFICIAL (ARCO DE XENON) RESISTÊNCIA AO CIGARRO ASPECTO UNIDADE ESPECIFICAÇÃO W3 23 31 >6000 >/=3 >/=4 >/=4 GRUPOS 1 & 2 GRUPOS 3 & 4 >6 >4 >/=5 >/=3 W4 32 >10. LAMINADO PARA PAVIMENTOS 1.000 N.

COMPRIDAS E ORIENTADAS. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). 134 . ISOPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: ISOPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. APRESENTAÇÃO: ISOPLY ISOPLY RL 2 TOPOS: ISOPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. MEDIANTE PEDIDO. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. PAINEL DE COR CLARA. DESDE QUE ESTA NÃO ULTRAPASSE OS 85%. REVESTIMENTO INTERIOR DE PAREDES. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. PAVIMENTO RESISTENTE A CARGAS A PARTIR DE 15 A 18 MM DE ESPESSURA. EMBALAGENS. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. É POSSÍVEL UM AUMENTO PASSAGEIRO DE HUMIDADE DO AR DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS. NÃO EXCEDENDO OS 65% DE HUMIDADE RELATIVA. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. PRATELEIRAS E ESTANTES. SUPERFÍCIE TOTALMENTE PLANA. DECORAÇÃO. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. TIPO 2. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE SECO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC.Aglomerados de Madeira 14.

8 +/.8 +/.30 </= 20 </= 20 </= 20 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO.0.34 >/=0. EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O ISOPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL).32 >/=0.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O ISOPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 2 SEGUNDO A NORMA EN 300.2 +/. O ISOPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83). É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.2 8 +/-2 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/. PERPENDICULAR AOS APOIOS.0.2 +/.0. 135 . CERTAS CARACTERÍSTICAS DO ISOPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.8 +/. CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA % MG/100 G 6-8-10 620 +/40 +/.2 8 +/-2 18-22 580 +/40 +/.2 8 +/-2 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 319 EN 317 EN 120 MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: TRACÇÃO: RESISTÊNCIA INICIAL: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: >/=4200 >/=4200 >/=4200 >/=1500 >/=1500 >/=1500 >/=26 >/=24 >/=22 >/=11 >/=10 >/=9 >/=0.2 +/.

REVESTIMENTOS DE PAVIMENTO. DECORAÇÃO. COLAGEM INCOLOR E NEUTRA. COMPATIBILIDADE COM OS ACABAMENTOS MAIS COMUNS: LACA. COMPRIDAS E ORIENTADAS. NÃO EXCEDENDO OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. REVESTIMENTOS MURAIS. TECTOS. APLICAÇÕES: PAVIMENTOS RESISTENTES OU FLUTUTANTES. 136 . PRATELEIRAS E ESTANTES. VERNIZ. PARTICULARIDADES GRANDES FORMATOS. O LAMÉPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR.. PAVILHÕES DE EXPOSIÇÃO. OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. TIPO 3. PAINEL DE COR CLARA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD).Aglomerados de Madeira 15. APRESENTAÇÃO: LAMÉPLY LAMÉPLY RL 2 TOPOS: LAMÉPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS.. PINTURA. LAMÉPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O LAMÉPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. MEDIANTE PEDIDO. CERCAS ABRIGADAS. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. REFORÇO DE VIGAS.

CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 620 +/40 +/.0. O LAMÉPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL).12 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120 TRACÇÃO: MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100: INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO: % MG/100 G </= 15 </= 12 </= 12 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3 PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO.2 +/.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=24 >/=12 >/=10 >/=0.8 +/.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=28 >/=14 >/=12 >/=0.45 >/=0. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.2 9 +/-2 >/=4600 >/=1900 >/=26 >/=13 >/=11 >/=0. 137 .13 >/=0.Aglomerados de Madeira CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS O LAMÉPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 3 SEGUNDO A NORMA EN 300.18 >/=0. PERPENDICULAR AOS APOIOS.50 >/=0. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER.2 +/.40 >/=0.15 >/=0.8 +/.13 18-22 580 +/40 +/.0.15 ESPESSURA 12-15 600 +/40 +/. O LAMÉPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83). EM TERMOS DOS VALORES MÉDIOS DE PRODUÇÃO. CERTAS CARACTERÍSTICAS DO LAMÉPLY ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.8 +/.2 +/.0.

O TRIPLY NÃO PODE SER UTILIZADO NO EXTERIOR. APLICAÇÕES: ESTRUTURAS DE MADEIRA. ALPENDRES. ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS. COBERTURAS DE VIGAS. PARTICULARIDADES RESISTÊNCIA MECÂNICA ELEVADA. PERTENCE À FAMÍLIA DO OSB (ORIENTED STRAND BOARD). OS PAINÉIS PODEM SER POLIDOS E REDIMENSIONADOS. TRIPLY DESCRIÇÃO DEFINIÇÃO: O TRIPLY É UM PAINEL À BASE DE MADEIRAS RESINOSAS. VIGAS EM L. 138 . PRATELEIRAS E ESTANTES. APRESENTAÇÃO: TRIPLY TRIPLY RL 2 TOPOS: TRIPLY RL 4 TOPOS: PAINEL DE FORMATO SIMPLES PAINEL COM ENCAIXES DE MACHO E FÊMEA. PAVIMENTOS. DE FORMA PERMANENTE. TIPO 4. DECORAÇÃO. PODENDO EXCEDER OS 85% DE HUMIDADE RELATIVA DURANTE ALGUMAS SEMANAS POR ANO. COMPRIDAS E ORIENTADAS. CERCAS ABRIGADAS. EMBALAGEM. ESTE PAINEL É ADEQUADO PARA UTILIZAÇÕES SUJEITAS A EXIGÊNCIAS MUITO ELEVADAS. GRANDES FORMATOS. EXPOSTO ÀS INTEMPÉRIES. ÁREA DE UTILIZAÇÃO AMBIENTE HÚMIDO: ESTE AMBIENTE CARACTERIZA-SE POR UMA HUMIDADE INTERNA DO PAINEL CORRESPONDENTE A UMA TEMPERATURA AMBIENTE DE 20ºC. CONSTITUÍDO POR LAMELAS FINAS. MEDIANTE PEDIDO.Aglomerados de Madeira 16.

Aglomerados de Madeira

REDUZIDAS VARIAÇÕES DIMENSIONIAS. POSSIBILIDADE DE CLASSIFICAÇÃO M2, MEDIANTE APLICAÇÃO DE VERNIZ. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM CONTRAVENTAMENTOS, COM ESPESSURAS A PARTIR DE 8 MM. APROVADO TECNICAMENTE PARA UTILIZAÇÃO EM COBERTURAS INCLINADAS. CERTIFICADO DE RÓTULO ECOLÓGICO EXCELL.
CARACTERÍSTICAS FÍSICO-MECÂNICAS

O TRIPLY PERTENCE À CLASSE DO OSB 4 SEGUNDO A NORMA EN 300. ESTA DEFINE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÂNICAS MÍNIMAS A SATISFAZER. O TRIPLY POSSUI TAMBÉM UMA CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE INDIVIDUAL (CTBA MQ 83) QUE GARANTE, PARA A MAIORIA DAS CARACTERÍSTICAS, VALORES QUE ULTRAPASSAM AS EXIGÊNCIAS DA NORMA.
CARACTERÍSTICAS MASSA VOLÚMICA: TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS: HUMIDADE INTERNA: FLEXÃO ESPESSURA: COMPRIMENTO/LARGURA: ESQUADRIA: UNIDADES KG/M3 MM MM MM/M % MPA MPA MPA MPA MPA MPA 6-8-10 720 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=38 >/=17 >/=19 >/=0,60 >/=0,21 >/=0,17 ESPESSURA 12-15 700 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=36 >/=16 >/=18 >/=0,58 >/=0,17 >/=0,15 18-22 670 +/40 +/- 0,8 +/- 2 +/- 2 9 +/-3 >/=5200 >/=2100 >/=34 >/=15 >/=17 >/=0,55 >/=0,15 >/=0,13 MÉTODOS DE ENSAIO EN 323 EN 324-1 EN 324-1 EN 324-2 EN 322 EN 310 EN 310 EN 321 + EN 310 EN 319 EN 321 + EN 319 EN 1087-1 + EN 319 EN 317 EN 120

TRACÇÃO:

MÓDULO LONGITUDINAL: TRASNVERSAL: RESISTÊNCIA INICIAL LONGIT: TRANSVERSAL: RESISTÊNCIA APÓS V313 (LONGIT) RESISTÊNCIA INICIAL RESISTÊNCIA APÓS V313: OU RESISTÊNCIA APÓS V100:

INCHAMENTO APÓS 24 HORAS DE IMERSÃO: TEOR DE FORMALÍDEO: REACÇÃO AO FOGO:

% MG/100 G

</= 10

</= 9 </= 8 E 1 E TEOR >/= 5 M4 M4 M3

PARA TODAS AS UTILIZAÇÕES EM QUE SEJA NECESSÁRIO SUBMETER O PAINEL A ESFORÇOS DE FLEXÃO, O TRIPLY DEVE SER POSICIONADO LONGITUDINALMENTE (NO SENTIDO DO COMPRIMENTO DO PAINEL), PERPENDICULAR AOS APOIOS. É ACONSELHÁVEL RESPEITAR ESTE SENTIDO DE UTILIZAÇÃO EM PARTICULAR APÓS O CORTE.

139

Aglomerados de Madeira

ANEXO III – Normalização de Madeiras e seus Derivados

140

Aglomerados de Madeira

I. NORMAS PORTUGUESAS (NP, NPEN) E PROJECTOS DE NORMAS PORTUGUESAS (prNP) NO DOMINIO DA MADEIRA

I.1- MADEIRA – GERAL

⇒ NP 180: 1962 - Anomalias e defeitos da madeira. ⇒ NP 480: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Termos e definições. ⇒ NP 481: 1983 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões - Métodos de medição. ⇒ NP 482: 1988 - Madeira serrada de resinosas - Dimensões nominais. ⇒ NP 486:1983 - Madeira serrada de resinosas - Tolerância nas dimensões. ⇒ NP 614: 1973 - Madeiras - Determinação do teor em água. ⇒ NP 615:1973 - Madeiras - Determinação da retracção. ⇒ NP 616:1973 - Madeiras - Determinação da massa volúmica. ⇒ NP 617: 1973 - Madeiras - Determinação da dureza. ⇒ NP 618:1973 - Madeiras - Ensaio de compressão axial. ⇒ NP 619: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão estática. ⇒ NP 620: 1973 - Madeiras - Ensaio de flexão dinâmica. ⇒ NP 621: 1973 - Madeiras - Ensaio de tracção transversal. ⇒ NP 622: 1973 - Madeiras - Ensaio de fendimento. ⇒ NP 623: 1973 - Madeiras - Ensaio de corte. ⇒ NP 890: 1972 - Madeiras resinosas - Nomenclatura comercial. ⇒ NP 987:1973 - Madeiras serradas - Medição de defeitos. ⇒ NP 1877: 1990 - Madeiras redondas - Classificação por dimensões. ⇒ NP 1881: 1982 - Madeiras redondas - Métodos de medição. ⇒ NP 3229: 1988 - Madeiras redondas de resinosas - Classificação por qualidade.

I.2 - MADEIRA – EMBALAGENS

⇒ NP 710: 1968 - Embalagens de madeira - Classificação e terminologia.

141

Tacos de madeiras tropicais para pavimentos .Madeiras .MADEIRA PARA ESTRUTURAS ⇒ NP 4305: 1995 . ⇒ prNP 3153: 1986 .Método laboratorial.Pavimentos de edifícios . I.Madeira serrada de pinheiro bravo para estruturas .Tacos de pinho bravo .Peças serradas de pinho bravo para embalagens .Classificação.Aglomerados de Madeira ⇒ NP 3226:1987 .Painéis de parquete mosaico.3 .MADEIRA – PAVIMENTOS ⇒ NP 747: 1969 . preparação e tratamento.Pavimentos de edifícios .Madeiras . I.Classificação visual. ⇒ NP 751: 1969 .MADEIRA .Características Conservação. I.Pavimentos de edifícios . ⇒ NP 4099: 1991 . dimensionamento. ⇒ NP 892: 1972 .Características e classificação.Características e classificação.Tacos de azinho .Símbolos das espécies de madeiras a utilizar no revestimento de pavimentos. I. ⇒ NP 2080: 1985 .Características e classificação.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ NP EN 48:1992 .Preservação de madeiras . ⇒ NP 750:1969 .Método laboratorial.Tacos de eucalipto comum .Tratamento de madeiras para construção.Determinação da eficácia preventiva contra Lyctus brunneus (Stephens) .Características e classificação.4 .Tacos de castanho .5 .6 .Produtos preservadores de madeiras .Características e classificação.Pavimentos de edifícios .Definições e características gerais ⇒ NP 748:1969 . ⇒ NP 749: 1987 .Tacos de madeira .POSTES ⇒ NP 267: 1986 . ⇒ NP 969:1973 .Características. ⇒ NP 752:1969 .Produtos preservadores de madeiras .Madeiras para embalagens em contacto com géneros alimentícios sólidos .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Anobium punetatum (De Geer) . 142 .Postes de madeira de pinheiro bravo para linhas eléctricas .Pavimentos de edifícios .

⇒ NP EN 11 7: 1992 .Preservação da madeira .Parte 1: Generalidades.Método laboratorial.Método laboratorial ⇒ NP EN 47:1992 . ⇒ NP EN 460: 1994 .terminologia.prova de deslavagem.Método laboratorial.Método laboratorial.Produtos preservadores de madeiras .Determinação da eficácia curativa contra larvas de Hylotrupes bajulus .Parte 2: Aplicação à madeira maciça. ⇒ NP EN 335-2:1994 .Métodos de ensaio dos produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 118: 1992 .Determinação da eficácia preventiva contra Reticulitermes santonensis de Feytaud . ⇒ NP EN 212: 1988 .Produtos preservadores de madeiras .Durabilidade da madeira e de produtos derivados .Durabilidade da madeira e de produtos derivados . ⇒ NP EN 46: 1989 . ⇒ NP EN 252: 1992 .Definição das classes de risco de ataque biológico .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos . ⇒ NP EN 335-1:1994 .Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial.Produtos preservadores de madeiras .Método laboratorial para determinação da eficácia preventiva de um tratamento de madeira aplicada contra o azulamento Parte 1: Aplicação por pincelagem.Produtos preservadores de madeiras .Aglomerados de Madeira ⇒ prNP 3164: 1986 .Determinação do limite de eficácia contra Anobium punctatum (De Geer) por transferência lavar .Método laboratorial. ⇒ NP EN 152-1: 1993 .Durabilidade natural da madeira maciça Guia de exigências de durabilidade das madeiras na sua utilização segundo as classes de risco.Prova de evaporação.Durabilidade da madeira e de produtos derivados . ⇒ prNP 3928: 1989 .Determinação do limite de eficácia contra Reticulitermes santonensis de Feytaud . ⇒ NP EN 73:1991 . 143 .Ensaio de campo para determinação da eficácia protectora de um produto preservador de madeiras em contacto com o solo.Determinação do limite de eficácia contra larvas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) .Guia de amostragem e preparação para análise de produtos preservadores de madeira tratada.Produtos preservadores de madeiras .Prova de envelhecimento acelerado de madeiras tratadas antes dos ensaios biológicos .Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 21: 1991 .Produtos preservadores de madeiras . ⇒ NP EN 84: 1992 .Produtos preservadores de madeiras .Definição das classes de risco de ataque biológico .Determinação da eficácia preventiva contra larvas recentemente eclodidas de Hylotrupes bajulus (Linnaeus) .

Round and sawn timber . ⇒ EN 1313-1: 1997 . ⇒ EN 1315-1: 1997 .Dimensional classification .Part 5: Terms relating to dimensions of round timber.Round and sawn timber .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Part 11: Terms relating to degrade by insects.Part 4: Terms relating to moisture content.Part 12: Additional terms and general index.Permitted deviations and preferred sizes.Round and sawn timber – Terminology .Round and sawn timber.Part 10: Terms relating to stain and fungal attack. .Terminology . ⇒ EN 844-8: 1997 .Part 3: General terms relating to sawn timber.MADEIRA – GERAL ⇒ EN 844-1: 1995 .Terminology .Terminology .Part 9: Terms relating to features of sawn timber.Round and sawn timber .Terminology . ⇒ EN 844-3:1995 .Round and sawn timber . ⇒ EN 844-11:1997 .Method of biological degradations. ⇒ EN 844-6:1997 .Terminology .Part 1: Oak and beech. ⇒ EN 844-9:1997 .Aglomerados de Madeira II . ⇒ EN 844-2: 1997 .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Method of measurement of features.Terminology .1.Round and sawn timber .Method of measurement of dimensions . ⇒ EN 1312: 1997 . ⇒ EN 844-7:1997 .Part 2: Round timber. ⇒ EN 1310: 1997 .Part 8: Terms relating to features of round timber. ⇒ EN 1311: 1997 .Part 1: Softwood sawn timber.Round and sawn timber .Method of measurement of dimensions: Part 1: Saw timber.Part 7: Terms relating to biological structure of timber. ⇒ prEN 844-12:1998 .Terminology .Round and sawn timber. ⇒ EN 844-10:1997 .Part 6: Terms relating to dimensions of sawn timber.Part 1: General terms common to round timber and sawn timber. ⇒ EN 1309: 1997 . II.Terminology . 144 .Terminology .Round and sawn timber .Round and sawn timber .Terminology .Part 2: General terms relating to round timber.Terminology .Round and sawn timber . ⇒ EN 975-1: 1995 .Determination of the batch volume of sawn timber. ⇒ prEN 1309: 1998 .Visual grading . ⇒ EN 844-4: 1997 .Wood .Part 1: Hardwood rounds timber. ⇒ EN 844-5:1997 .Round and sawn timber .Hardwood sawn timber . PRÉ-NORMAS EUROPEIAS (ENV) E PROJECTOS DE NORMAS EUROPEIAS (prEN) NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS.NORMAS EUROPEIAS (EN).

145 .Part 2: Poplar. ⇒ prEN 1927-2:1996 .Part 2: Softwood rounds timber. Firs.Hardwood round timber .Classification of standing timber . ⇒ EN 1316-1: 1997 .Dimensional classification . ⇒ prEN 1747-1: 1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding .CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ EN 942:1996 .Hardwood round timber . ⇒ prEN 1358:1993 .Part 1: Oale and beech.MADEIRA .Qualitative classification .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . ⇒ prEN 12169:1997 . ⇒ EN 1611-3:1995 .Classification of standing timber .Part 2: Qualitative classification .Oaks.Visual grading .Requirements for workmanship.Softwood saw timber visual grading .Part 3: Ash and maples.2 . II. Part2: Pines.Qualitative Classification of Softwood round timber.Appearance grading of softwood Visual .Part 1: European Spruces.PAVIMENTOS. beech.Part 1: Dimensional classification.Qualitative classification .Qualitative Classification of Softwood round timber. ⇒ prEN 1747-2:1994 . REVESTIMENTOS ⇒ prEN 1357:1993 .Classification of timber quality.Part 2: Quality grading. ⇒ prEN 13183-2: 1998 .Part 3: Quality grading for European pines.Wood . Pines and Douglas firs. ⇒ prEN 1927-3:1996 . ⇒ prEN 1314: 1994 . ⇒ EN 1316-3:1997 .Timber in joinery .General acceptance Marking and delivery roles.General characteristics.Qualitative classification . ⇒ EN 1611-2:1995 .Sawn softwood . poplar and ash.Criteria for acceptance of a batch of sawn timber.Qualitative Classification of Softwood round timber.Part 2: Method for estimating moisture content of a piece of sawn timber (Electrical method) II.Aglomerados de Madeira ⇒ EN 1315-2:1997 .Sawn timber . ⇒ prEN 1611-1: 1994 .3 .ROlU1d and sawn timber .MADEIRA .Symbols for use in documentation of timber and wood based products. Part I: Spruces and firs. ⇒ EN 1316-2: 1997 . Part3: Larehes and Douglas fus.Method of measurement of moisture content .Timber joinery .Hardwood round timber . ⇒ prEN 1927-1:1996 . ⇒ EN 1438:1998 .

Sawn Timber used in pallets. ⇒ prEN 13647:1994 . 146 .Wood flooring (including parquet). Product standard. ⇒ prEN 13489:1994 . Determination of the resistance to chemical agents (including water detergent). Solid hardwood flooring boards. Bonding quality. ⇒ prEN 1533:1994 . ⇒ prEN 12247 .Mosaic Parquet.Typica1 test assembly to determine bending properties.Wood flooring (including parquet) product standard.Wood based panels. ⇒ prEN 1534:1994 . Determination of with areaway capacity of fasteners. Test method.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1368:1993 . ⇒ prEN 13629: 1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding.Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding – Appearance General characteristics.Wood flooring (including parquet) and wood panelling . Permitted deviations and guidelines for dimensions. ⇒ prEN 1910:1997 . ⇒ prEN 13354:1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . ⇒ prEN 13227:1994 .Wood and parquet flooring. Parquet strip with groove(s) and/or tongue.4 MADEIRAS: PALETES E EMBALAGENS ⇒ prEN 12246 .Determination of the quality of sawn timber in pallets. ⇒ prEN 13226:1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling and cladding . and wood panelling and cladding. ⇒ prEN 13228: 1994 .Solid parquet & other products without tongue and groove inc. ⇒ prEN 1535:1994 .Wood flooring (including parquet) and wood panelling .Wood flooring (including parquet) . II.Solid Wood Panels.Solid lamparquet and solid large lamparquet. Determination of geometrical characteristic.Wood flooring.Guidelines for general conditions of testing. ⇒ prEN 13442:1994 .Wood flooring (including parquet) . ⇒ prEN 13488:1994. Multi-Layer parquet. parquet blocks.Method of test for dimensional stability.Resistance to indentation. ⇒ prEN 12248 .Test method .Wood flooring (including parquet) . ⇒ prEN 13446: 1994 .Determination of the quality of timber in industrial packaging.

Large finger joints .Test methods .Performance requirements and minimum production requirements.Sizes permissible deviations.MADEIRA PARA ESTRUTURAS.Timber structures .Determination of some physical and mechanical properties.Structural timber . ⇒ EN 595:1995 . ⇒ EN 386: 1995 .Racking strength and stiffness of timber frame wall panels. ⇒ ENV 387:1999 .General principles for static load testing. ⇒ EN 392: 1995 .5 .Glued laminated timber . ⇒ EN 519:1995 .Glued laminated timber .Structural timber .Determination of the yield moment of dowel type fasteners Nails.Grading .Timber structures .Structural timber .Determination of characteristics values of mechanical properties and density.Glued laminated timber . ⇒ EN 390: 1994 .Performance requirements and minimum production requirements.Performance requirements and minimum production requirements. 147 . ⇒ EN 409:1993 . phenolic and aminoplastic for load-bearing timber structures: Classification and performance requirements. ⇒ EN 338:1995 .Timber structures . ⇒ EN 383:1993 .Determination of embedding strength and foundation values for dowel type fasteners.Test methods . ⇒ EN 336: 1995 . ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ EN 301: 1992 .Sizes .Requirements for machine strength.Structural timber . ⇒ EN 518: 1995 .Glued laminated timber .Timber structures . graded timber and grading machines.Glued laminated timber . ⇒ EN 408: 1995 .Structural timber and glued laminated timber .Test methods .Test of trusses for the determination of strength and deformation behaviour.Shear test of glue lines.Timber structures .Test methods.Delimitation test of glue lines. ⇒ EN 384:1995 .Timber structures . ⇒ EN 594:1995 .Adhesives. ⇒ EN 380: 1993 .Requirements for visual strength grading standards.Test methods . Permitted deviations and preferential sizes. ⇒ EN 385:1995 .Sawn Timber used in pallets. II.Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12249 .Finger jointed structural timber .Structural timber .Grading .Permissible deviations.Strength classes. ⇒ EN 391: 1995 .Coniferous and poplar .

Timber structures .Requirements for wood density. ⇒ prEN 912:1992 .Strength classes and determinations of characteristic properties.Performance of structural floor decking.Aglomerados de Madeira ⇒ EN 596:1995 .Test methods .Timber structures .Test methods .Strength classes .Joints made with mechanical fasteners .Timber structures . ⇒ prEN 13271: 1998 Timber fasteners characteristic load-carrying capacities and slip module.Timber structures . ⇒ ENV 1995-1-2: 1995 .Test methods . ⇒ prEN 1382:1994 . ⇒ EN 26891: 1991 .Timber structures . ⇒ EN 1195: 1997 .Wood based panels .Assignment of visual grades and species.Timber structures .Eurocode 5 .Continuously hot-dip zinc coated structural steel sheet and strip . ⇒ EN 1194: 1998 -Glued laminated timber .Timber structures .Timber fasteners .Timber structures . ⇒ ENV 1995-1-1: 1995 . ⇒ EN 1058: 1995 .Determination of shear strength and mechanical properties perpendicular to the grain.Test methods .Part l-I: General rules and rules for buildings.Production requirements for fabricated trusses using punched metal plate fasteners.Timber structures . ⇒ prEN 1059: 1993 .Load bearing nailed joints.Part 1-2: General rules .Timber structures .technica1 delivery conditions. ⇒ EN 1193: 1997 .Test methods . ⇒ prEN 1380: 1994 .Pull through testing of timber fasteners.Testing of joints made with mechanical fasteners .Joints made of punched metal plate fasteners.Determination of mechanical properties of wood based panels.Soft body impact test of timber framed walls.General principles for the determination of strength and deformation characteristics.Structural timber and glued laminated timber .Determination of characteristic values of mechanical properties and density. ⇒ EN 28970:1991 .Design of timber structures .Eurocode 5 . ⇒ prEN 1383:1994 .Structural timber .Design of timber structures . ⇒ prEN 1381: 1994 .Withdrawal capacity of timber fasteners. 148 .Test methods . ⇒ EN 789:1995 .Structural tire design.Part 2: Bridges ⇒ EN 10147:1994 .Specifications for connects for timber.Load bearing stapled joints.Eurocode 5 .Timber structures . ⇒ prEN 1075:1993 . ⇒ EN 1912: 1998 .Design of timber structures . ⇒ ENV 1995-2:1995 .Timber structures .Test methods .Test methods .

Solid wood panels .Specifications . ⇒ EN 311: 1992 .Classification and terminology . ⇒ EN 314-2:1993 .Part 6: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in dry conditions. ⇒ EN 312-4:1996 .Bonding quality .Part 2: Performance requirements.Part 1: Test methods.Determination of formaldehyde content .Specifications .Classification and terminology.Wood based panels .Part 3: Requirement for boards for interior fitments (including furniture) for use in dry conditions.Particleboards . ⇒ EN 310: 1993 .Part 4: Requirement for load-bearing boards for use in dry conditions. ⇒ EN 300:1997 .Extraction method called the perforator method.Oriented strand boards (OSB). ⇒ EN 312-5:1997 .Wood-based panels .Specifications .Particleboards . ⇒ EN 313-1: 1996 .Classification and terminology .Part 2: Requirements.Particleboards .Particleboards .Particleboards . ⇒ EN 312-2:1996 .Plywood .Part 7: Requirements for heavy duty load-bearing boards for use in humid conditions.Specifications .Part 1: General requirements for all board types.Surface soundness of particleboards .Particleboards . 149 . ⇒ prEN 12869-2:1993 .Part 2: Requirement for general purpose boards for use in dry conditions. ⇒ EN 312-1: 1996 .Wood-based panels .Plywood .Characteristic values for structural design.Part 1: Classification. ⇒ EN 309: 1992 . ⇒ EN 12369: 1993 .Particleboards . ⇒ EN 312-7: 1997 .Plywood .Wood Based Panels .Wood particleboards .Specifications .Test method.Structural floor decking on joists . ⇒ prEN 12775 . ⇒ EN 312-3:1996 .Definition and classification.Particleboards .Aglomerados de Madeira II.Specifications .Determination of modulus of elasticity in bending and of bending strength.Part 2: Terminology.Bonding quality .6 .Plywood .Specifications . ⇒ EN 314-1: 1993 . ⇒ EN 312-6: 1996 .PLACAS DE DERIVADOS DE MADEIRA ⇒ EN 120:1992 . ⇒ EN 313-2: 1995 .Part 5: Requirements for load-bearing boards for use in humid conditions.Particleboards .

Part 1: Flooring.Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Structural wall sheathing on studs . ⇒ prEN 13017-1: 1997 . ⇒ prEN 12871-3:1993 . ⇒ EN 49-1: 1992 .Part 3: Performance test method.Solid wood Panels .Classification by surface appearance .Part 2: Performance requirements.Wood-based panels .Solid wood Panels .Wood preservatives . ⇒ prEN 13353-2:1993 .Part 1: Performance specifications.Part 2: Walls.Solid wood Panels . ⇒ prEN 13017-'2:1997 .Creosote and creosoted timber. 150 .Part 1: Requirements for use in humid conditions.Classification by surface appearance .Guidance for struck panel installation .Part I: Requirements for use in exterior conditions. ⇒ prEN 12871-2:1993 .Methods of sampling and analysis .Wood-based panels . ⇒ prEN 12870-2:1993 .7 .Solid wood Panels .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 12870-1: 1993 .Specifications . ⇒ EN 20-2:1993 .Wood-based panels . ⇒ prEN 13353-1:1993 .Specifications .Part I: Performance specifications.Wood-based panels .Part 1: Requirements for use in dry conditions.Guidance for structural panel installation . ⇒ prEN 12872-1: 1993 .W ood preservatives .Part 1: Application by surface treatment Laboratory method.Part 2: Procedure for obtaining a sample of creosote from creosoted timber for subsequent analysis.Determination of eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae .Laboratory method.Determination of the protective effectiveness against Lyetus brunneus (Stephens) .Determination of the protective effectiveness against Anobium punetatum (De Geer) by egg-laying and larval survival .Solid wood Panels . ⇒ EN 22:1974 .Laboratory method. ⇒ prEN 12872-2: 1993 .Wood-based panels .Structural roof decking on joists .Specifications .Part 2: Application by impregnation .Part 1: Softwood.Wood-based panels . ⇒ prEN 13353-3:1993 .Part 3: Roofing.PRESERVAÇÃO DE MADEIRA ⇒ EN 20-1: 1992 .Structural wall Sheathing on studs .Laboratory method.Wood-based panels .Structural roof decking on joists . II. ⇒ prEN 12871-1:1993 .Wood-based panels .Wood preservatives .Part 1: Application by surface treatment . ⇒ prEN 12872-3:1993 .Part 2: Hardwood.Part 2: Performance requirements.Wood preservation. ⇒ EN 1014-2:1995 .Guidance for structural panel installation .Wood preservatives .Structural roof decking on joists .

Wood flooring (include parquet) .03 .Part 2: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by leaching into water or synthetic sea water.Wood preservatives .2 . III.Wood preservatives .) QUE PROVAVELMENTE DARÃO ORIGEM A NORMAS EUROPEIAS RELEVANTES NO DOMINIO DA MADEIRA E SEUS DERIVADOS III..Methods of sampling and analysis Part 3: Determination of the benzopyrene content of creosote.PALETES.General timber requirements.Durability of wood and wood-based products.Creosote and creosoted timber .Laboratory method. ⇒ TC 175.Methods of sampling and analysis Part 4: Determination of the water-extractable phenols content of creosote.32.MADEIRA .Flooring boards .Creosote and creosoted timber .01 . EMBALAGENS 151 .Determination of the eradicate action against Hylotrupes bajulus (Linnaeus) larvae . ⇒ ENV 1250-1: 1994 .Aglomerados de Madeira ⇒ prEN 1014-3:1997 . ⇒ TC 175.335. ⇒ TC 175. ⇒ prEN 1014-4:1995 .Method of test for determining the resistance against wood-destroying beside omits.337. ⇒ ENV 1250-2:1994 . III.Timber in doors .Methods for measuring losses of active ingredients from treated timber .Flooring boards .335.End grain blocks.Wood preservatives . ⇒ TC 175.General timber requirements. DOCUMENTOS DE TRABALHO (TC.Wood preservatives . Wood-based panels .Softwood.Part 1: Laboratory method for obtaining samples for analysis to measure losses by evaporation to air.03 . ⇒ ENV 13038 .PAVIMENTOS. ⇒ ENV 1390: 1994 .335.MADEIRA .MADEIRA .l.Wood flooring .MADEIRA .4 .Laminated wood flooring.Hardwoods.CARPINTARIA DE LIMPOS ⇒ TC 175. III.GERAL III.32.04 .Timber in windows . REVESTIMENTOS ⇒ TC 175.02 .Methods for measuring losses of active ingredients and other preservative ingredients iron treated timber .3 .Wood flooring .01 .Wood preservation ..Wood flooring .

212 .Characteristic load-carrying and slip-module.406 .402 .Part 3: Performance test method.Durability requirements.Wood-based panels .418-1 . ⇒ TC 112.Characteristic values for established products.Guidelines for the dimension of sawn timber used in industrial packaging.213 .Timber poles for overhead lines .Structural wall sheathing studs .419-3 .210 .POSTES ⇒ TC 124.Wood-based panels .Timber fasteners . ⇒ TC 112. ⇒ TC 124.Determination of characteristic values. ⇒ TC 124.Guidelines for the dimension of sawn timber used in pallets.Structural floor decking on joists . 152 . ⇒ TC 124.ESTRUTURAS DE MADEIRA ⇒ TC 124.MADEIRA . III.01 .Aglomerados de Madeira ⇒ TC 175.Wood-based panels . ⇒ TC 124.Timber poles for overhead lines .01 .Grading and strength classes.Timber poles for overhead lines .Structural floor decking on joists .5 .Part 3: Performance test method. IIL6 . ⇒ TC 112.344.211 .418-3 . IIL.209 .Timber poles for overhead lines .7-PLACASDEDERNADOSDEMADEIRA ⇒ TC 112.Part 1: Performance speciation. ⇒ TC 175.Methods softest.Wood-based panels .343.Timber poles for overhead lines .Sizes.

Aglomerados de Madeira 153 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful