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SEBENTA 10º ANO - unidade 3 - RECURSOS DO SUBSOLO

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Sebenta da unidade "Recursos do Subsolo" (GEOGRAFIA-A de 10ºANO).
Apresenta uma selecção de textos breves, mapas e gráficos seleccionados para facilitar o domínio elementar das matérias.
Esta sebenta servirá para alunos medianos, para alunos de excelência é necessário considerar este documento como base de leitura de documentação sugerida - convirá ler o "Atlas do Ambiente" e "Atlas de Portugal" disponíveis neste SCRIBD
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Escola Secundária Fernão Mendes Pinto – Almada GEOGRAFIA-A NO 10º ANO SEBENTA DA UNIDADE DIDÁCTICA – SUBSOLO

SEBENTA DAS MATÉRIAS DE GEOGRAFIA-A DE 10ºANO OS RECURSOS DO SUBSOLO
inserido no tema “Os Recursos Naturais de que a população Dispõe: Usos, Limites e Potencialidades”

ÍNDICE DOS ASSUNTOS:

- Enquadramento no programa oficial da disciplina

- Resumos elementares

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RECURSOS DO SUBSOLO:
 Os principais recursos do subsolo em Portugal são: - Minerais metálicos - Minerais não metálicos - Rochas ornamentais e industriais - Águas minerais  Os recursos do subsolo podem contribuir para o desenvolvimento de algumas actividades económicas (agricultura, construção civil, joalharia, indústrias química, metalúrgica, siderúrgica, cerâmica...)  O contributo da exportação é importante para a economia do país          Problemas na exploração dos recursos do subsolo   Verificam-se desigualdades espaciais no que se refere à distribuição das áreas de exploração destes recursos As condições de acessibilidade das minas A dimensão das empresas O agravamento dos custos de exploração As dificuldades de exploração e de prospecção A paralisação de algumas explorações mineiras O aumento do desemprego A desestabilização dos mercados A concorrência de outros países O impacte ambiental das explorações Consumo:

Importância dos recursos do subsolo

Áreas de exploração dos recursos do subsolo

- Grande consumo de recursos energéticos importados - Aumento do consumo a um ritmo mais rápido do que o PIB - Deficiente grau de eficiência energética - Desigualdades espaciais  Necessidade de importação de combustíveis         Dependência face à oscilação dos preços Dificuldades de adaptação da política energética do país às exigências da UE Impacte ambiental da utilização de combustíveis fósseis, em especial do petróleo e derivados Aumento da inventariação e da avaliação dos recursos minerais Emprego de novas tecnologias Exploração de alguns recursos que antes não tinham aplicações Reestruturação das empresas Aproveitamento das águas minerais e de mesa: - Aumento da exportação - Incremento do turismo termal com o desenvolvimento das áreas onde se insere e expansão de outras actividades Recuperação de áreas mineiras abandonadas Utilização cada vez maior das energias renováveis
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Novas perspectivas de exploração e utilização dos recursos do subsolo: medidas para a potencialização desses recursos

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SEBENTA DA UNIDADE DIDÁCTICA: 2.1 – OS RECURSOS DO SUBSOLO

REVER CONCEITOS E NOÇÕES BÁSICAS: RECURSOS NATURAIS DO SUBSOLO
Aguas nascente - Águas subterrâneas consideradas próprias para beber. Aguas minerais - Águas subterrâneas. Naturais, gaseificadas ou não, ricas em determinados sais minerais, com propriedades terapêuticas ou com efeitos benéficos para a saúde. Aguas termais - Águas muito ricas em determinados sais minerais, usadas com fins medicinais e que podem aparecer à superfície a temperaturas muito elevadas. Combustíveis fósseis - Fontes de energia como o carvão, o petróleo ou o gás natural que resultaram da decomposição, há milhões de anos, de matéria orgânica. Energia geotérmica - Energia resultante do aproveitamento do calor do interior da Terra. Jazida - Área de grande concentração de substâncias minerais. Mineral energético — Mineral explorado como fonte de energia (carvão, petróleo, gás natural ou urânio). Mineral metálico - Mineral constituído por substâncias metálicas (ferro, cobre, alumínio, zinco, chumbo, estanho, ouro, platina, prata ou volfrâmio). Mineral não metálico — Mineral constituído por substâncias não metálicas (quartzo, caulino ou sal-gema). Recurso endógeno - Recurso de um país ou região. Recurso exógeno — Recurso disponível noutros países ou regiões. Recurso não renovável - Recurso esgotável, finito, como, por exemplo o petróleo, o carvão e o ferro. Recurso renovável - Recurso que não se esgota, como por exemplo a energia solar, eólica e geotérmica. Rochas industrais - Rochas destinadas à indústria e à construção civil (calcário ou margas). Rochas ornamentais - Rochas utilizadas para fins decorativos em edifícios ou ruas (granito ou mármore). Turismo termal - Turismo que se desenvolve em torno da exploração de águas termais.
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ENQUADRAMENTO: RECURSOS NATURAIS
RECURSOS NATURAIS são elementos da Natureza que o Homem utiliza directamente ou que transforma para obter outros bens de que necessita . TIPOLOGIA BREVE DOS RECURSOS NATURAIS: Recursos do subsolo; recursos climáticos; recursos hídricos (incluindo recursos marítimos); pedológicos (não estudados no 10º ano); biológicos (não estudados no 10º ano) TIPOLOGIA BREVE DOS RECURSOS DO SUBSOLO: Explorados através da indústria extractiva são constituídos, regra geral, por recursos energéticos para a produção de energia e por matérias-primas para uso na indústria; as matérias-primas são usualmente agrupadas nas seguintes categorias: a) minerais metálicos, b) minerais não metálicos, c) rochas industriais e ornamentais, d) águas minerais.
Nota: A classificação dos recursos do subsolo em Portugal é definida pelo Decreto-Lei nº 90/90, de 16 de Março

TIPOLOGIA BREVE DOS RECURSOS NATURAIS QUANTO À SUA DISPONIBILIDADE: • Recursos Renováveis - são aqueles que estão em renovação permanente, embora devam ser usados de forma sustentável para permitir que se regenerem - a água, a energia geotérmica, a energia eólica, as espécies animais e vegetais, etc. • Recursos Não Renováveis - são aqueles que se esgotam após utilização e cuja renovação não é feita à escala humana - combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), recursos minerais e rochas industriais ou ornamentais (cobre, ferro, mármores, etc.).

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2.1.1 - AS ÁREAS DE EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS MINEIRAIS

LOCALIZAR: RECURSOS DO SUBSOLO (PORTUGAL)

Em Portugal continental existem 3 unidades geomorfológicas :
1- Maciço Antigo ou Maciço Hespérico [Pré Câmbrico e Paleozóico: ≥250 Milhões anos]: É a unidade mais antiga do território, constituída fundamentalmente por granitos e xistos. É nesta unidade que se localizam as jazidas mais importantes de minerais metálicos (cobre, volfrâmio, ferro e estanho), energéticos (carvão e urânio) e de rochas ornamentais (mármore e granito).

2- Orlas sedimentares (ocidental e meridional) [Mesozóico: de 250 a 50 Milhões anos]: Constituídas essencialmente por rochas sedimentares, os recursos mais explorados são as rochas industriais (calcário, areias, argilas, arenitos).

3- Bacias do Tejo e do Sado: [Cenozóico: ≤50 Milhões anos]: Correspondem à unidade geomorfológica mais recente do território, formada pela deposição de sedimentos de origem marinha e fluvial. Os recursos mais explorados são rochas industriais (areias e argilas).

4. Nas Regiões Autónomas [Miocénico: ≤8 Milhões anos]: dominam as rochas magmáticas vulcânicas (basalto e pedra-pomes), mas a sua exploração não tem relevância económica.
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LOCALIZAR: RECURSOS DO SUBSOLO (PORTUGAL)

Fonte: Boletim de Minas Vol. 45, Nº 2 (Direcção Geral de Energia e Geologia, 2010). 9

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LOCALIZAR: RECURSOS DO SUBSOLO (PORTUGAL)

Fonte: Atlas de Portugal (Instituto Geográfico de Portugal 2005) 10

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LOCALIZAR: RECURSOS DO SUBSOLO (PORTUGAL NUTS II)

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LOCALIZAR: ASSIMETRIAS REGIONAIS E OS RECURSOS MINERAIS A nível regional existem grandes contrastes. O Alentejo é a região com maior valor de produção. Algarve e regiões autónomas têm os menores valores. O Alentejo destaca-se quer pela exploração de jazidas de minerais metálicos (cobre e estanho e, também, o ferro, respectivamente nas minas de Neves Corvo e na do Cercal), quer pela exploração de rochas ornamentais, como o mármore e o granito, em numerosas pedreiras. Nas regiões Norte e Centro, a exploração de águas minerais e a extracção de rochas ornamentais (granito e xisto) têm o maior valor da produção. Na região de Lisboa e Vale do Tejo as rochas industrias têm o maior valor da produção. O

Nota: Este sector representa apenas 0,5%-08% do PIB
Distribuição Regional da Produção em 1998 (INE)

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A EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS MINERAIS METÁLICOS Em 2009 o sector dos minerais metálicos gerou um valor de exploração de cerca de 265 milhões de euros. O seu peso económico na indústria extractiva é cerca de 46%. Actualmente os principais minerais metálicos extraídos: O COBRE é extraído nas minas de Neves Corvo, no Alentejo (descoberta em 1977).
Portugal possui as maiores reservas de cobre da UE e é o maior produtor na União Europeia. A principal aplicação deste recurso é na indústria de componentes eléctricos (é um bom condutor).

O VOLFRÂMIO é extraído unicamente nas minas da Panasqueira, Beira Alta.
Portugal possui reservas abundantes e é o maior produtor na União Europeia. A principal aplicação deste recurso é no fabrico de ligas metálicas e de filamentos para lâmpadas incandescentes.

O ESTANHO provem, na sua maior parte, da mina de Neves Corvo, Alentejo, tendo a sua exploração
tido início em 1990. A principal aplicação deste recurso é na composição de variadas ligas metálicas.

O FERRO utilizado fundamentalmente na indústria siderúrgica, é actualmente explorado no Cercal,
Alentejo.

A EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS MINERAIS NÃO METÁLICOS Reservas pouco significativas. Em 2009 mantiveram um valor de produção diminuto.
São responsáveis principalmente pelo abastecimento das indústrias cerâmicas, do barro vermelho, do vidro e da química, que geram grande valor acrescentado e incorporam essencialmente matérias-primas nacionais.

Actualmente os principais minerais não metálicos:
O SAL-GEMA é utilizado fundamentalmente na indústria química e agro-alimentar, Explorado em três minas dos distritos de Leiria, de Lisboa e de Faro. O QUARTZO e FELDSPATO destinam-se à indústria de vidro e cerâmica. Explorado em vários locais do país, no Norte, no Centro e no Alentejo. O CAULINO, matéria-prima para a indústria cerâmica. Explorado em vários locais, próximos do litoral, com especial destaque para o Norte.

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A EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS ROCHAS INDUSTRIAIS E ORNAMENTAIS
Sector em crescimento quer em número de explorações, quer em valor de produção.

AS ROCHAS INDUSTRIAIS: têm o maior valor de produção deste sector. As mais exploradas são as areias comuns, o calcário e as argilas.
Constituem importantes matérias-primas para a indústria do vidro, da cerâmica, da construção civil e obras públicas e das cimenteiras. Exploram-se um pouco por todo o país, tendo como referência as características geológicas do território.

As ROCHAS ORNAMENTAIS: Os mármores e os granitos são os mais importantes.
Portugal possui reservas importantes e está entre os grandes produtores de rochas ornamentais do mundo, sendo actualmente a 9ª potência mundial. O mármore português tem a reputação de ser uma das mais belas rochas ornamentais do mundo

Em 2009 as rochas ornamentais tiveram um valor de produção foi cerca de 268 milhões de euros
Os MÁRMORES são rochas carbonatadas, localizando-se a principal área de exploração no Alentejo, na faixa Estremoz - Borba -Vila Viçosa. Os GRANITOS pertencem ao grupo de rochas siliciosas e as principais áreas de exploração localizam-se no Alentejo, nos distritos de Portalegre e Évora. (algumas explorações no Norte comecem a ganhar, cada vez mais, expressão relevante)

A EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Sector em crescimento quer em valor de produção quer no número de explorações dedicadas ao engarrafamento.

As ÁGUAS MINERAIS (naturais, gaseificadas ou não) caracterizam-se pela sua riqueza em
determinados sais minerais, o que lhe confere propriedades terapêuticas.

As ÁGUAS DE NASCENTE, sem qualidades particulares para fins terapêuticos, destinam-se ao
consumo diário (sem qualquer restrição). Distribuindo-se por todo o território, sobretudo no Norte e no Centro do país. Em 2009 as águas minerais naturais e de nascente alcançaram tiveram um valor de produção foi cerca de 14,6 milhões de Euros

As ÁGUAS TERMAIS, ricas em minerais e utilizadas para os mais variados fins terapêuticos,
constituem um subsector com tendência a aumentar. Com um território muito rico em nascentes termais, é no Norte e no Centro do país que se regista a maior concentração.

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2.1.2 - A EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS ENERGÉTICOS

RECURSOS ENERGÉTICOS
É possível classificar os recursos energéticos em: RECURSOS ENERGÉTICOS NÃO RENOVÁVEIS: Os combustíveis fósseis: carvão, petróleo e gás natural Os minérios radioactivos: urânio RECURSOS ENERGÉTICOS RENOVÁVEIS: radiação solar, vento, água, plantas e calor interno da terra

CARACTERIZAÇÃO NACIONAL DOS RECURSOS ENERGÉTICOS NA PRODUÇÃO:
O território nacional é pobre em recursos energéticos A fonte energética com maior produção é a hídrica (centrais hidroeléctricas) seguida pela eólica.
FER: fontes de energias renováveis

NO CONSUMO:
PORTUGAL CONSOME MAIS DO QUE PRODUZ. - A indústria e os transportes são os maiores consumidores. Existem fortes contrastes regionais: O litoral tem os maiores valores de consumo de energia (possui uma maior concentração populacional e industrial). Consumimos sobretudo: petróleo, gás natural e carvão (que não produzimos). A balança comercial é negativa: as exportações são inferiores às exportações.

Sem grandes oscilações (2000-2007) Portugal pouco produz. A energia produzida nas hidroeléctricas (fonte energética mais importante) tem pouco peso nos consumos nacionais. Portugal tem uma forte dependência externa (82,9% em 2007) Importa assim aumentar a contribuição das energias renováveis: hídrica, eólica, solar, geotérmica, biogás e lenhas e resíduos.
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CARACTERIZAÇÃO DOS CONSUMOS ENERGÉTICOS
Portugal tem os menores consumos per capita da UE27: em 2006 foi 4799 kWh/hab (corresponde ao 21º lugar). Só a Bulgária, Hungria, Polónia, Lituânia, Letónia e a Roménia têm valores menores Até 2005 Portugal registou um aumento de consumo de energia. O litoral tem os maiores valores de consumo de energia (possui uma maior concentração populacional e industrial.

EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DO CARVÃO
Combustível fóssil, não renovável.

Os recursos carboníferos em Portugal são escassos. Face à dificuldade de extracção do carvão
e à fraca qualidade do mesmo, a última mina, localizada no Pejão, Aveiro, encerrou, em 1994. Desde então, todo o carvão consumido (centrais termoeléctricas, indústrias siderúrgica e cimenteira) é importado da Colômbia, África do Sul e EUA.

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EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DO PETRÓLEO
Combustível fóssil, não renovável.

É o recurso energético mais utilizado em Portugal (tal como no mundo). Serve, como
matéria-prima de muitas indústrias químicas.

Não existe em Portugal. Ainda não foi encontrada nenhuma jazida petrolífera cuja exploração fosse
viável economicamente. O petróleo que chega a Portugal por via marítima é descarregado nos Portos de Leixões e de Sines, onde é refinado.

EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DO GÁS NATURAL
Combustível fóssil, não renovável.

Mais vantajoso do que o carvão ou petróleo porque mais barato, mais fácil de transportar, menos poluente e as reservas mundiais são mais do que as de petróleo.

Não existe em Portugal. Totalmente importado. Distribuído em Portugal em 1997.
Usado em centrais termoeléctricas, transportes e no abastecimento doméstico. Importado da Argélia e transportado até ao nosso país através do gasoduto do Magrebe. Importado da Nigéria, por barco metaneiro, que transporta o gás liquefeito, que é regaseificado no porto de Sines, onde é descarregado e introduzido na rede de gasodutos nacional.

EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DO URÂNIO
Mineral energético radioactivo, não renovável.

Existe em Portugal (importantes reservas). Não é consumido. A extracção, na mina da Urgeiriça, Viseu, tem diminuído e destina-se totalmente à exportação.

EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA ENERGIA GEOTÉRMICA
Energia renovável. Utiliza o calor libertado pelo interior da Terra.

Produzida nos Açores, na ilha de São Miguel, para produção de energia eléctrica (onde 50% da energia eléctrica consumida tem esta origem)

Irrelevante à escala nacional mas com potencialidades. No território continental esta forma de
energia está associada a nascentes de águas termais o que tem conduzido à dinamização de vários projectos piloto.

EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS FER – FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEL:
Energia renovável. Em Portugal predomina a hídrica e eólica e fotovoltaica.

A produção de energia em Portugal tem origem maioritária nas renováveis. A energia hídrica (grande hídrica: >10 MW; mini hídrica: <10MW) e a energia eólica tem valores próximos dos 45% do total produzido. Hídrica: A região Norte e Centro têm a maior potência instalada. Eólica: A região Norte tem a maior potência instalada.

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2.1.3 - OS PROBLEMAS NA EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS DO SUBSOLO

A ECONOMIA NACIONAL E OS RECURSOS MINERAIS
Exportações da indústria extractiva em 2010. Fonte: Boletim de Minas Vol. 45, Nº 2 (Direcção Geral de Energia e Geologia, 2010).

O subsector das rochas ornamentais, rochas industriais e das águas minerais tem aumentado. O subsector dos minerais não metálicos é insignificante relativamente aos restantes. O subsector dos minerais metálicos é o mais importante (54%) mas não tem crescido.

Fonte: Estatística Rápida. Indústria Extractiva Nº 12 (Direcção Geral de Energia e Geologia, 2008).

VALOR DE PRODUÇÃO: Apesar da indústria extractiva ter pouca importância na economia nacional (menos de 1% do PIB) o valor total da produção tem aumentado.

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PROBLEMAS NA EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS DO SUBSOLO 1 - DEPENDÊNCIA EXTERNA

A dependência externa de Portugal face aos recursos energéticos é muito elevada. No sector dos recursos energéticos a dependência externa é total (os recursos de origem fóssil, os mais consumidos, não são produzidos). Na energia a balança comercial é negativa.

2 - IMPACTE AMBIENTAL O sector extractivo é muito poluente, quer a exploração se faça ao ar livre ou no interior do subsolo. Contaminação dos solos e das águas superficiais ou subterrâneas, uma vez que na extracção são utilizados produtos químicos, por vezes altamente tóxicos. Destruição de solos agrícolas e florestais. Degradação das paisagens, acompanhada da alteração do relevo. 3 - CUSTOS DE EXPLORAÇÃO Apesar da relativa riqueza do subsolo português em recursos minerais a sua exploração nem sempre se revela fácil e viável economicamente devido aos seus custos. 4 - FRACA ACESSIBILIDADE DAS JAZIDAS Muitas jazidas encontram-se em áreas de difícil acesso, que elevam os custos de transporte e portanto os custos finais do produto, o qual perde, assim, competitividade. Em algumas áreas, a inexistência até de infra-estruturas viárias impossibilita a própria exploração das jazidas. 5 - QUALIDADE DO MINÉRIO O baixo teor de muitos minérios, associado à difícil extracção, devido à elevada profundidade das jazidas, aumenta os custos de exploração e tem conduzido ao encerramento de muitas explorações.

6 - DIMENSÃO DAS EMPRESAS A maioria do sector extractivo são empresas de pequena dimensão (dimensão familiar). Nestes casos, a capacidade financeira das empresas é insuficiente para garantir investimentos na área da modernização tecnológica e na qualificação da mão-de-obra,
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entrando em colapso económico por falta de competitividade com outras empresas, nomeadamente estrangeiras.
7 – ARTICULAÇÃO ENTRE INDÚSTRIA TRANSFORMADORA E INDÚSTRIA EXTRACTIVA A deficiente articulação da actividade extractiva com o sector da indústria transformadora conduz à exportação dos produtos em bruto. Nessa situação, o seu valor comercial é baixo, não se tornando rentável a sua comercialização. 8 – NOVOS PRODUTOS Inovações tecnológicas têm conduzido à substituição de muitos produtos minerais por novos materiais, que se revelam mais eficazes e com menores custos. Originando uma redução da procura de recursos minerais. 9 – FALTA DE SEGURANÇA A falta de segurança para os trabalhadores em geral e para a população que vive próximo das explorações. As pedreiras que estão na origem de elevados níveis de poluição sonora, pela utilização de máquinas perfuradoras muito ruidosas e de explosivos, e de poluição atmosférica, pelas enormes quantidades de poeiras que originam, que acabam por afectar a saúde e o bem-estar das pessoas). As minas abandonadas com contaminação dos aquíferos ou a destruição da paisagem e tendo por vezes como poços sem vedação e sem sinalização que constituem autênticas armadilhas e situações de grande perigo

NOVAS PERSPECTIVAS DE EXPLORAÇÃO E UTILIZAÇÃO SO SUBSOLO
1- TÉCNICAS DE PROSPECÇÃO Adoptar técnicas de prospecção que permitam um conhecimento mais rigoroso dos recursos do subsolo. 2 – REDIMENSIONAR Fazer o redimensionamento das empresas, a fim de atingirem capacidade económica que permita a introdução de técnicas e tecnologias mais modernas e mais rentáveis. 3 – EVITAR AS EXPORTAÇÕES EM BRUTO Desenvolvimento da indústria transformadora a jusante da extracção, que evita a exportação em bruto. 4 – REQUALIFICAÇÃO AMBIENTAL Implementação de medidas de requalificação ambiental e a valorização económica de áreas recuperadas. 5 – APOSTAR NAS ROCHAS E ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Investimento nos sectores com mais potencialidades, como é o caso das rochas e das águas, minerais e termais. 6 – APOSTAR NAS ENERGIAS RENOVÁVEIS Aumento da produção de energias renováveis (solar, eólica, hidráulica, ondas e marés, biomassa e geotérmica) a fim de diminuir a dependência externa energética 7 – REDUÇÃO DE CONSUMOS Racionalização do consumo de energia, a fim de melhorar a eficiência energética.

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