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ImplantNews_v8n3

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V.

8, N0 3 | Maio/Junho 2011 ISSN 1678-6661

Latino-americana

Implantodontia 2011
Bases científicas multidisciplinares para uma prática clínica de sucesso.

Nesta Edição:
Caderno Científico Eventos TrendMarking Mercado In

Os melhores implantodontistas da América Latina estarão aqui.

Vol. 8 • No 3 • Maio/Junho • 2011

Qualificação: Qualis Nacional B3 – Medicina I Qualis Nacional B4 - Odontologia e Interdisciplinar Qualis Nacional B5 - Medicina II e Engenharias II e III Indexação: BBO - Bibliografia Brasileira de Odontologia LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde

ImplantNews - Vol. 8, n.3 (maio/junho/2011) - São Paulo: VM Comunicações - Divisão Cultural, 2004 Periodicidade Bimestral ISSN - 1678-6661 1. Implantes dentários. 2. Cirurgia de implantes. 3. Prótese sobreimplantes. I. VM Comunicações - Divisão Cultural II. Título

CDD 617.6005 Black D74

Ponto de Vista

Gestão de Clínicas - Implantodontia

N

a atualidade, a Implantodontia, com todos os procedimentos implicados em sua execução, é a responsável pela maior parcela do faturamento de clínicas de Odontologia. Temos

de considerar, neste universo, aquelas que oferecem esses procedimentos em seu portfólio de produtos. As alternativas reabilitadoras, mesmo as mais complexas, têm se valido dos implantes como auxiliares importantes, muitas vezes essenciais, para atingir os resultados planejados. Com essa performance eficaz na parte técnica é de se esperar, igualmente, um alto desempenho no que diz respeito à receita por eles gerada. O retorno evidenciado vem balizado por uma gestão de excelência, em que o planejamento do tratamento deve ser cumprido à risca, com uma margem de erros mínima e com o tempo correto previsto para a execução do mesmo. Fala-se muito em concorrência, mas, muitas vezes, a maior delas está dentro de
C l O h Celso Orth

nossas próprias instalações, quando não se consegue enxergar uma equipe que não se comunica bem e, consequentemente, trabalha mal. Esses problemas podem ter início na agenda mal programada ou com tempos menores que o necessário e, às vezes, com encaixes de pacientes feitos sob pressão com rótulo de emergência. Isso, por sua vez, traz consigo vários vícios de origem no diagnóstico, em que variáveis são subdimensionadas também por escassez de tempo, tornando-se obstáculos para um planejamento correto. Essa falta de integração traz transtornos, gerando custos e despesas desnecessárias. A falta de tempo adequado aumenta as chances de retrabalho, um grande concorrente de nossos resultados e que está cada vez mais inserido nas organizações pela falta de objetividade e equilíbrio do responsável pela logística. Os nossos orçamentos podem vir com margem para algumas das possibilidades de complicações, mas, com certeza, não cobrem sempre todas as implicações originadas pelo não cumprimento do plano de tratamento. A falta de zelo em algumas questões burocráticas pode ser a causa da diminuição da receita da clínica. Vamos observar a integração, a comunicação e o entrosamento da equipe nas questões estratégicas do agendamento, do atendimento, do desperdício de materiais, de tempo e de retrabalhos. Teremos, se observadas e aprimoradas estas questões, motivos para comemorar melhores resultados.

Celso Orth é clínico em tempo integral, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e presidente do evento Estação Novo Horizonte.

REVISTA IMPLANTNEWS 2011;8(3):289

289

Editor Científico: Prof. Dr. Paulo Rossetti (editorcientifico.implantnews@vmcom.com.br) Conselho Científico: Profs. Drs. – Alemanha: Markus Hürzeler. Argentina: Guillermo Rafael Cagnone; Sergio Luis Gotta. Bolívia: Luis Guillermo Peredo-Paz. Brasil: Alberto Noriyuki Kojima (Unes-SJC/SP), Antônio Pinheiro (UFBA-Salvador/BA), Antônio Wilson Sallum (FOP-Unicamp/SP), Arthur Belém Novaes Jr. (Forp-USP-Ribeirão Preto/SP), Carlos dos Reis Pereira Araújo (FOB-Bauru/SP), Carlos Eduardo Francischone (FOB-Bauru/SP), Carlos Nelson Elias (IME/RJ), Cimara Fortes Ferreira (NSU College of Dental Medicine/USA), Cláudio Luiz Sendyk (Unisa/SP), Edevaldo Tadeu Camarini (UEM-Maringá/PR), Eduardo Saba Chujfi (SLMandic/SP), Elcio Marcantonio Jr. (Unesp-Araraquara/SP), Flavia Rabello de Mattos (Fapi/SP), Guaracilei Maciel Vidigal Junior (Unigranrio-Rio de Janeiro/RJ), Hugo Nary Filho (USC-Bauru/SP), Israel Chilvarquer (Fousp-São Paulo/SP), Jamil A. Shibli (UnG- Guarulhos/SP), Luciano Lauria Dib (Unip/SP), Marco Antonio Bottino (Unesp-São José dos Campos/SP), Marco Aurélio Bianchini (UFSC/SC), Marco Antônio Brandão Pontual (Ufes/ES), Maurício G. Araújo (UEM-Maringá/PR), Paulo Sérgio Perri de Carvalho (Unesp-Araçatuba/SP), Renato Mazzonetto (FOP-Unicamp/SP), Ronaldo Barcellos de Santana (UFF/RJ), Thomaz Wassall (SLMandic-Campinas/SP), Waldemar Daudt Polido (ABO-Porto Alegre/RS), Wellington Cardoso Bonachela (FOB-USPBauru/SP), Wilson Roberto Sendyk (Unisa/SP). EUA: Luiz A. Meirelles; Michael A. Pikos; Paulo G. Coelho; Sascha A. Jovanovic; Stephen J. Chu. França: Franck Renouard. Israel: Moshe Goldstein; Zvi Artzi. Itália: Luigi Canullo; Massimo Del Fabbro; Paolo Trisi. Suécia: Ann Elisabeth Wennerberg; Ingemar Abrahamsson; Tomas Albrektsson. Avaliadores: Profs. Drs. Alberto Noriyuki Kojima, Antônio Wilson Sallum, Carlos Nelson Elias, Cimara Fortes Ferreira, Edevaldo Tadeu Camarini, Elcio Marcantonio Jr., Flavia Rabello de Mattos, Guaracilei Maciel Vidigal Junior, Jamil A. Shibli, Marco Antonio Bottino, Marco Aurélio Bianchini, Marco Antônio Brandão Pontual, Renato Mazzonetto, Ronaldo Barcellos de Santana. Conselho Consultivo: Profs. Drs. Aldo Brugnera Junior (Univap/SP), Antonio Vicente de Souza Pinto (São Paulo/SP), Carlos Alberto Dotto (ABO-SP), César Arita (Aorp-Ribeirão Preto/SP), Fábio José Barboza Bezerra (ABO-BA), Fernando Santos Cauduro (PUC-Porto Alegre/RS), Francisco Fernando Todescan (Fundecto-USP/SP), Hamilton Navarro (Fousp-São Paulo/SP), Hiron Andreaza da Cunha (ABO-GO), Ivete Sartori (Ilapeo-Curitiba/PR), José Cícero Dinato (UFRGS/RS), Laércio W. Vasconcelos (P-I Brånemark Institute-Bauru/SP), Luiz Fernando Martins André (Unimes-Santos/SP), Luís Ronaldo Picosse (Fousp/ SP), Mário Groisman (SLMandic/RJ), Milton Miranda (SLMandic-Campinas/SP), Pedro Tortamano Neto (Fousp-São Paulo/SP), Rander Pereira Avelar (UNB/ DF), Ricardo Curcio (Hospital Heliópolis/SP), Sérgio Jayme (Instituto Sérgio Jayme-São Paulo/SP). Conselho de Tecnologia Aplicada: Profs. Drs. Adolfo Embacher Filho (Itu/SP), Ariel Lenharo (Inepo-São Paulo/SP), Aziz Constantino (São Paulo/SP), Cláudio Chedid (Ciodonto-São Paulo/SP), Dráuseo Speratti (Boston-EUA), Fernando Cosso (São Paulo/SP), Fernando Pastor (São Paulo/SP), Geninho Thomé (Ilapeo-Curitiba/PR), Jorge Mulatinho (APCD-São Paulo/SP), Luiz Antonio Gomes (São Paulo/SP), Maurício Motta (São Paulo/SP), Mauro Tosta (Cetao-São Paulo/SP), Nilton de Bortolli Jr. (Fundecto-São Paulo/SP), Paulo Zaidan Maluf (APCD/SP), Pedro Velasco Dias (Instituto Velasco-São Paulo/SP), Reginaldo Migliorança (ABO-Campinas/SP), Rodolfo Candia Alba Jr. (São Paulo/SP).

Capa: perspectiva artística que expressa visão multidisciplinar.

Publicação bimestral dirigida aos cirurgiões-dentistas, especialistas ou com interesse em Implantodontia clínica.

Compromisso com nossos leitores
Facilitar o acesso a conteúdos baseados em pesquisas clínicas testadas e comprovadas. Publicar conteúdos de vanguarda, visando trazer mais perto possibilidades futuras. Promover a discussão de temas polêmicos e fazer consenso para melhor orientar e proporcionar segurança nas várias práticas clínicas. Incentivar a produção científica de jovens talentos, criando prêmios de mérito para ampliar o número de pesquisadores no Brasil. Crescer continuamente o volume de artigos clínicos publicados por edição, buscando aumentar a base de informação. Disponibilizar canal on-line de consultas para solucionar eventuais dúvidas em práticas clínicas seguras. Garantir circulação da revista na data certa, evitando a quebra do fluxo regular de atualização científica neste campo.

www.implantnews.com.br

Editor Executivo: Haroldo J. Vieira (diretoria.haroldo@vmcom.com.br) Editora e Jornalista Responsável: Cecilia Felippe Nery MTb: 15.685 (jornalismo.cecilia@vmcom.com.br); Revisora: Vivian Arais Soares (jornalismo.vivian@vmcom.com.br); Assistente de Redação: Aline Souza (jornalismo.aline@vmcom.com.br); Diretora de Arte: Miriam Ribalta (criacao.miriam@vmcom.com.br); Assistentes de Arte: Cristina Sigaud (criacao.cris@vmcom.com.br) e Eduardo Kabello (criacao. kabello@vmcom.com.br); Webdesigner: Rodolfo Mustafe (web.mustafe@vmcom.com.br); Webmaster: Anderson Oliveira Magalhães (web.anderson@vmcom.com.br; Gerente Operacional: José dos Reis Fernandes (go.reis@vmcom.com.br); Circulação e Assinaturas: Alexandre Becsei (assinaturas.alexandre@vmcom.com.br); Gerente Nacional de Marketing e Vendas: Paulo César Raymundo (gerencia.pcraymundo@vmcom.com.br); Publicidade: Executivas de Contas: Cintia Helena Avila (atendimento.cintia@vmcom.com.br) e Erika de Carvalho (atendimento.erika@vmcom.com. br); Supervisora Comercial: Silvia Bruna; Administração: José Fernando Marino. Redação, Marketing e Publicidade: VM Comunicações – Rua Gandavo, 70 - 04023-000 - São Paulo - SP - Tel.: (11) 2168-3400 - Fax: (11) 2168-3422 - ww w.vmcom.com.br Impressão e Acabamento: Ipsis Gráfica e Editora. Responsabilidade Editorial: Todos os artigos assinados, bem como conteúdos publicitários inseridos na Revista ImplantNews e edições especiais, são de inteira responsabilidade dos respectivos autores, empresas e instituições. Só será permitida a reprodução total ou parcial de conteúdos desta edição com a autorização dos editores. Tiragem: 10.000 exemplares - auditada por Circulação nacional.
Revista filiada

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Importante: a revista ImplantNews só comercializa assinaturas através de telemarketing próprio. Não possui “vendedores” em domicílio.

sumário

289. Ponto de Vista
Gestão de Clínicas - Implantodontia

Celso Orth

295. Editorial
A Implantodontia sem fronteiras no IN 2011

297.

Caderno Científico
Um registro da produção dos autores nacionais

401. Temas em Debate
Preparo do leito receptor para os implantes: o que faz a diferença?

409

IN 2011 está pronto para o sucesso.

405. TrendMarking
Os lançamentos do mundo da Implantodontia

407.

A Vez dos Editores
Clássicos da década

412
Anthogyr inaugura filial brasileira.

408. Eventos
Com quase 4.000 pré-inscritos, IN 2011 será o maior do mundo

412. Mercado In • Anthogyr - dos Alpes franceses para o Brasil • Em junho acontece o II Congresso Internacional
da Neodent

• Livro mostra como obter melhores resultados
nas restaurações

419. Responsabilidade Civil
O consentimento informado

421. Normas de Publicação

417

Odontologia Restauradora é tema de livro.

CADERNO CIENTÍFICO
ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES
297. Peri-implantite: alternativas de tratamento Peri-implantitis: treatment alternatives – a literature review Stephania Kisser Furrer, Bella Luna Colombini-Ishikiriama, Thais Marchini de Oliveira, Ana Lúcia Pompéia Fraga de Almeida, Flávio Monteiro-Amado, Carlos Ferreira dos Santos, Caio Márcio Figueiredo 307. Influência das propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e formação de biofilme The influence of implant surface properties with soft tissue response and biofilm formation Martinna de Mendonça e Bertolini, Maristela Barbosa Portela, Daniel de Moraes Telles, Eduardo José Veras Lourenço 315. Tratamento periodontal ou implantes? Periodontal treatment or dental implants? Eleanor Mobley Scofield Sardenberg 323. Opção estética na reabilitação de dentes posteriores com coroas implantossuportadas parafusadas: fechamento do canal de acesso ao parafuso protético com incrustração de porcelana Esthetic option for posterior tooth replacement with screwretained implant-supported crowns: sealing of the screw access role with porcelain insets Daniel Afonso Hiramatsu, Paulo Fukash Yamaguti, Rafael Calçada Bastos Vasconcelos, Laércio Wonhrath Vasconcelos, Paloma Gomes de Azevedo 331. Uso da prototipagem para lateralização do nervo alveolar inferior Prototyping use for lateralization of the inferior alveolar nerve Leandro de Carvalho Cardoso, Luiz Gustavo Nascimento Melo, Egilson Rosa Oliveira, Ricardo Alexandre Zavanelli, Adérico Santana Guilherme, Adonai Peixoto Cheim Jr. 339. Aumento horizontal com osso xenógeno em bloco: alternativa viável ao uso do ósseo autógeno Horizontal augmentation with xenogenic bone: a viable alternative to autogenous bone Isis Carvalho Encarnação, Carolina Enith Medina Bullen, Maria Del Piñal Luna, Armando Rodrigues Lopes Pereira Neto, Ernesto Barquero Cordero, Alberto Eduardo Bullen Cabrera, Ricardo de Souza Magini 347. Osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional em Implantodontia Segmental Osteotomy with interpositional bone allograft in Implantology: clinical considerations Valdir Cabral Andrade, Cláudio Ferreira Nóia, Monokuame M’Petelo Vemba Cidade, Rafael Ortega Lopes, Henrique Duque de Miranda Chaves Netto, Renato Mazzonetto 355. Temporização imediata associada ao enxerto particulado – quatro anos de acompanhamento Immediate implant placement and loading associated with particulate bone graft – four-year follow-up results Euro Luiz Elerati, Mauricéa de Paula Assis 363. Pilar de zircônia em implante unitário imediato anterior Zirconia abutment for single-tooth immediate implant restoration: a case report Flávia Zardo Trindade, Gabriel Portela Paulo, Luis Gustavo Oliveira de Vasconcellos, José Renato Cavalcanti de Queiroz, Renato Sussumu Nishioca 371. Personalização de pilar em zircônia por meio de cerâmica injetada: alternativa para casos estéticos Customized zirconia abutment using pressable, injection-molded ceramics: an alternative for esthetic cases Ivan Doche Barreiros, Duílio de Souza, Guilherme Costa Carvalho Silva, Cláudia Silami de Magalhães, Allyson Nogueira Moreira 377. Avaliação da estabilidade secundária de 370 implantes consecutivos do Sistema Conexão Evaluation of secondary Stability of 370 dental implants – Conexão System Luciele Boiaski da Silva, Wilson Pogere, Estevo D`Agostini Derech, Marcelo Carlos Bortoluzzi, Rafael Manfro 383. Implantes temporários em caráter definitivo. Uma alternativa social Long-term use of temporary dental implants: a social alternative Marcelo Yoshimoto, Marcos Barbosa Salles, José Cássio de Almeida Magalhães, Gabriela Traldi Zaffalon 390. Avaliação clínica da integridade da superfície oclusal em próteses metalocerâmicas aparafusadas e cimentadas Clinical evaluation of occlusal surface integrity in screwed- and cemented, implant-supported fused-to-metal prostheses Paulo César Rodrigues Véo, Élton Gonçalvez Zenóbio, Antônio Henrique Corrêa Rodrigues, Paulo Roberto Gomes do Nascimento, Marcos Dias Lanza

Buscamos. assim. segurança e satisfação aos seus pacientes. Além disso. uma das áreas mais promissoras da Odontologia. com isso. abrindo fronteiras para promover a integração da reabilitação oral com implantes na América Latina. Serão quatro dias de uma programação científica de qualidade. Isto é fundamental para que os cirurgiões-dentistas possam dominar os vários tipos de procedimentos. O IN 2011 está pronto e preparado com muito carinho para você.Editorial A Implantodontia sem fronteiras no IN 2011 E Os melhores implantodontistas da América Latina estarão aqui. A constante evolução na Implantodontia. Dessa forma. m sua quarta edição.8(3):295 295 . Não deixe de fazer parte do evento que ficará na história da Implantodontia mundial. garantindo. o IN 2011 reunirá um time seleto de especialistas estrangeiros e brasileiros que discutirão a melhor prática clínica e as tendências da Implantodontia para os próximos anos. denominado este ano de IN 2011 – Latin American Osseointegration Congress. que oferecerá excelentes negócios. o Encontro Internacional de Leitores ImplantNews. Boa leitura! Os editores REVISTA IMPLANTNEWS 2011. está mais abrangente. na qual os participantes terão a oportunidade de compartilhar experiências e vivências clínicas de destacados professores e pesquisadores. requer acompanhamento e aprendizado permanentes. leitor. seguindo pedido e orientação do professor P-I Brånemark. poderão conferir as novidades tecnológicas que serão apresentadas na ExpoIN 2011. proporcionar uma padronização da especialidade no âmbito latino-americano.

além de diferentes tipos de laser. flap surgery. uso de antimicrobianos tópicos e/ou sistêmicos. besides different laser therapies. Therefore. Universidade de São Paulo. Ainda que não haja um consenso de tratamento a ser estabelecido. A seleção da terapia a ser aplicada depende do tipo e do tamanho do defeito ósseo apresentado. *Especialista em Periodontia – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. *******Professor de Implantodontia e Periodontia. Portanto. which can result in bone loss support and consequently in implant failure. Universidade de São Paulo. The selection of the therapeutic technique to be employed depends on bone defect type and size.8(3):297-304 297 . REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Due to the variety of peri-implant lesion morphology. ainda. ******Professor associado do Departamento de Ciências Biológicas. ***Professora doutora do Departamento de Odontopediatria. Universidade de São Paulo. Universidade de São Paulo.Dental implants. Disciplina de Prótese – Faculdade de Odontologia de Bauru. este trabalho teve como objetivo revisar na literatura as diversas alternativas utilizadas para o tratamento da peri-implantite. Ortodontia e Saúde Coletiva. Peri-implantitis. Peri-implantite. dentre as quais se incluem debridamento mecânico. nenhuma terapia foi estabelecida. Although there has not been a treatment consensus established. as terapias podem ser aplicadas visando o sucesso no tratamento das lesões peri-implantares. Diversas terapias têm sido propostas com esta finalidade. Treatment. Universidade de São Paulo. either individually or associated. dentro de suas limitações. The aim of this study was to review the literature on the several alternatives used for peri-implantitis treatment. todas as modalidades terapêuticas se mostram benéficas no tratamento da peri-implantite.Implantes dentários. conditioning with chemical agents. Universidade de São Paulo. Seção de Reabilitação Clínica Integrada – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. Key Words . The treatment for periimplantitis aims to eliminate the cause and to reestablish the original health condition. utilizadas de forma individual ou associadas. therapies could be applied aiming the treatment success of peri-implant lesions. measurement. Disciplina Farmacologia – Faculdade de Odontologia de Bauru. use of antiseptic agents. none of these therapies have been established as totally safe and efficient. *****Professor de Implantodontia. Diante disso. **Doutoranda do Departamento de Ciências Biológicas. como alternativa totalmente segura e eficaz. Universidade de São Paulo. No entanto. O tratamento da peri-implantite visa eliminar a causa e restabelecer a condição original de saúde dos tecidos peri-implantares. as well as topic and antibiotic systemic therapy. ****Professora doutora do Departamento de Prótese. Several therapies have been proposed to restore peri-implant tissues. ABSTRACT Peri-implantitis is an inflammatory process in the adjacent tissues of osseointegrated dental implants.Revisão da Literatura Caderno Científico Peri-implantite: alternativas de tratamento Peri-implantitis: treatment alternatives – a literature review Stephania Kisser Furrer* Bella Luna Colombini-Ishikiriama** Thaís Marchini Oliveira*** Ana Lúcia Pompéia Fraga Almeida**** Flávio Monteiro-Amado***** Carlos Ferreira Santos****** Caio Márcio Figueiredo******* RESUMO A peri-implantite é um processo inflamatório que ocorre nos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados e pode resultar em perda de suporte ósseo e consequentemente na perda do implante. among these mechanical debridement. Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de Bauru. em virtude da variedade de morfologia. extensão e severidade das lesões peri-implantares. Disciplina Farmacologia – Faculdade de Odontologia de Bauru. Unitermos . terapias cirúrgicas. bone regeneration procedures. Tratamento. and severity. Seção de Reabilitação Clínica Integrada – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. all therapeutic modalities showed benefits for peri-implantitis treatment within the limitations of each study.

após a instalação dos mesmos e das próteses.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM Introdução A utilização de implantes osseointegráveis revolucionou os procedimentos de reabilitação oral. em virtude da variedade de morfologia. Além disso. Uma delas considera o aumento progressivo da reabsorção óssea de Classe I a IV (Figuras 2)6. doença periodontal e padrão de higiene inadequado estão intimamente relacionados ao desenvolvimento da doença e são. resposta imune individual e qualidade e quantidade óssea ao redor do implante5. padrão oclusal. Figura 1a) e peri-implantite (processo inflamatório que ocorre nos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados e resulta em perda óssea. O risco de desenvolver peri-implantite é determinado por fatores específicos do paciente. No entanto. extensão e severidade das lesões peri-implantares. como microbiota patogênica presente. Figura 1b)2-4. a presença de outros fatores de risco. prevenção e tratamento de doenças peri-implantares3. intra e extraósseos (Figuras 3b a 3g)7. Figuras 1 Mucosite peri-implantar (A) e peri-implantite (B) são processos inflamatórios e infecciosos. a morfologia dos defeitos e os divide em dois tipos: defeitos fechados e defeitos abertos. Os defeitos fechados possuem paredes ósseas preservadas (Figura 3a) e defeitos abertos têm ausência de no mínimo uma parede óssea. fundamentais para diagnóstico. A seleção da terapia depende do tipo e do tamanho do defeito ósseo apresentado. diferentes propostas de classificação das peri-implantites foram realizadas por diversos autores para auxiliar na escolha do tratamento. portanto. patologias nos tecidos peri-implantares podem colocar em risco a osseointegração e o sucesso de alguns casos¹. preexistência de cárie. tais como tabagismo. 298 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. sendo que estes podem ser ainda subclassificados conforme o número de paredes ósseas remanescentes em: contato com o pescoço do implante em supra. Outra. Entretanto. Figuras 2 Classificação de Spiekermann de peri-implantites.8(3):297-304 . na qual o aumento progressivo da reabsorção óssea horizontal e/ou vertical é representado de Classe I a IV. As doenças peri-implantares são classificadas em: mucosite (reação inflamatória localizada e reversível na mucosa adjacente ao implante com ausência de perda óssea. Diferenciam-se principalmente pela presença de perda óssea.

Portanto. sendo as principais: debridamento mecânico. Por este motivo. diversas terapias têm sido propostas na literatura. E e F). deve-se considerar o papel etiológico da placa bacteriana aderida à superfície dos implantes nos quadros de peri-implantite3. é imprescindí- Figura 4 Raspagens mecânicas para remoção da placa bacteriana. terapias cirúrgicas. uso de antimicrobianos tópicos e/ou sistêmicos. ultrassônicos e jatos de bicarbonato têm se mostrado insuficientes na remoção completa da placa nas rugosidades dos implantes16. incluindo Agregatibacter actinomycetemcomitans. Debridamento mecânico das superfícies dos implantes A microbiota da peri-implantite assemelha-se a da doença periodontal crônica. a remoção desta placa por meio de raspagens é fundamental nos tratamentos peri-implantares cirúrgicos e não cirúrgicos (Figura 4)12. vel a descontaminação das superfícies implantares com soluções como soro fisiológico. peróxido de hidrogênio14 e ácido cítrico15. Porphyromonas gingivalis. para o tratamento das infecções dos tecidos peri-implantares. defeito aberto com parte do implante extraósseo (G). Após a raspagem. A descontaminação total destas superfícies é difícil de ser alcançada com qualquer método de debridamento mecânico individualmente13. D. O uso de curetas plásticas é importante para que não haja agressão às superfícies de titânio. Alguns autores compararam o debridamento mecânico realizado com ultrassom com as curetas de fibra de carbono e não observaram diferenças estatisticamente significantes entre os dois métodos17. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. na literatura. dentre outros microrganismos8. algumas alternativas associadas ao debridamento vêm sendo investigadas.Revisão da Literatura Caderno Científico Figuras 3 Classificação de Bogaerden: defeito ósseo fechado (A). Revisão da Literatura Diferentes terapias têm sido sugeridas.8(3):297-304 299 .12-13. Sem superioridade de um método sobre outro. além de diferentes tipos de lasers8-11. subtipos de defeitos abertos intraósseos (C. nos quais as setas vermelhas representam paredes ósseas em contato com pescoço do implante. defeito ósseo aberto supraósseo (B). Assim. instrumentos sônicos. Para o tratamento destas diferentes lesões periimplantares. o objetivo do presente trabalho consistiu na realização de uma revisão da literatura pertinente sobre as principais alternativas para o tratamento destes processos inflamatórios. O uso de curetas de plástico.

19. em irrigações e géis tópicos subgengivais nos sítios infectados4. Laser Diversos sistemas de luz laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) com diferentes comprimentos de onda têm sido experimentados na Odontologia. Suas propriedades terapêuticas estão relacionadas a essa composição e principalmente a intensidade da energia utilizada. Além do uso tópico.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM Antimicrobianos A utilização de antimicrobianos associados ao debridamento mecânico têm sido proposta no tratamento de peri-implantites4. Os vários sistemas de laser diferenciam-se pelo tipo de material que os compõem. Estudos com doxiciclina obtiveram ganhos do nível de inserção e diminuição da profundidade de sondagem em defeitos ósseos maiores que 50% do comprimento dos implantes15. como por exemplo. não apresentou melhoras clínicas e microbiológicas quando comparada ao debridamento utilizado sozinho18.2%. forsythia e P. ambas à 0. quando outros autores compararam a aplicação tópica subgengival de clorexidina a 1% com a de esferas de minociclina. Outros antibióticos tópicos também têm sido propostos para o emprego na terapia das peri-implantites. gingivalis são encontrados nas periodontites e peri-implantites. 300 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. No entanto. Segundo alguns trabalhos. Graças as suas propriedades bactericidas e de descontaminação da camada superficial dos implantes. a clorexidina é a mais usada como enxaguatório. A clorexidina associada ao debridamento mecânico foi efetiva no tratamento da mucosite. Sua utilização na forma de irrigação ou gel. nos primeiros seis meses de acompanhamento em estudo clínico10. mas não a profundidade de sondagem como a minociclina13. CO2. sendo o primeiro usado cirurgicamente e o último na laserterapia ou biomodulação. complementando o debridamento mecânico nos tratamentos peri-implantares (Figura 6)10-11. Tais terapias incluem uso de antissépticos e/ou antibióticos (Figura 5). as fibras contendo tetraciclina e a doxiciclina de liberação lenta. ambas associadas ao debridamento mecânico e instruções de higiene oral. o laser pode ser de alta ou de baixa potência. antibióticos sistêmicos também têm sido investigados para o tratamento das peri-implantites. como metronidazol e amoxicilina.8(3):297-304 .21. Considerando que microrganismos patogênicos como T. a utilização de laser de Figura 5 O laser como adjuvante ao debridamento mecânico no tratamento de peri-implantite. como GaAlAs. esta se mostrou capaz de reduzir o sangramento. estes sistemas funcionam como adjuvantes. Figura 6 Irrigação do sulco peri-implantar é uma das formas de utilização de compostos antimicrobianos no tratamento das peri-implantites.8-9. Assim. porém. dos quais fazem parte os utilizados no tratamento das peri-implantites22. Er:YAG. podem ser empregados por via sistêmica como adjuvantes da terapia mecânica com a finalidade de otimizar o resultado terapêutico20. Dentre os antissépticos disponíveis. reduziu a profundidade de sondagem e obteve ganhos nos níveis de inserção clínica. a administração de antibióticos específicos.

embora não estejam totalmente esclarecidos os efeitos biológicos em função dos diferentes comprimentos de onda e níveis de energia testados10-11. Quando aplicado sobre os implantes de titânio contaminados com S. A utilização do laser de CO2 também foi testada in vitro. CO2 e GaAlAs pode levar à melhores resultados clínicos como adjunto ao tratamento da peri-implantite. nem danos ao tecido conjuntivo ou inibição das células de adesão na área irradiada24. Uma das preocupações que o clínico deve ter com os diferentes tipos de laser é a possibilidade de danos gerados pelas diferentes potências nas irradiações. debridamento em campo aberto. enquanto os escores de SS aumentaram levemente do 6o ao 12o mês. dificultam a descontaminação efetiva da superfície implantar por meio de terapia não cirúrgica10. terapias cirúrgicas tornam-se necessárias dependendo da extensão e da morfologia da lesão peri-implantar. tendo sido considerado suficiente para descontaminação da superfície do metal21. o laser de Er:YAG foi testado em estudo clínico de lesões de peri-implantite moderadas e avançadas. Em muitas cirurgias ressectivas. que tendem a acumular placa bacteriana.16.23. gingivalis. mostraram. respectivamente23. Após 12 meses de acompanhamento. Em 2006. os valores de PS e NI para ambos os grupos não se alteraram significantemente quando comparados aos valores do primeiro semestre. aplicados em dois tipos de superfícies de implante muito utilizadas clinicamente. Portanto. indicando que quando há exposição das ros- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Após seis meses. torna-se mais uma alternativa no tratamento destes quadros inflamatórios. uma técnica na qual se realizam o alisamento e o polimento das roscas das superfícies implantares. o laser pulsátil de Er:YAG provocou alterações estruturais nas superfícies polida e de SLA com energias utilizadas por dez segundos acima de 500 mJ/10Hz e 300 mJ/10Hz. a posição final do retalho expõe as roscas do implante. quando submetidas à cirurgias ressectivas associadas a implantoplastia. a polida e a SLA (superfície tratada com jateamento e ataque ácido). após seis anos. a implantoplastia. Figura 8 Nivelamento ósseo com cinzel de Ochsenbein pode ser necessário em pequenos defeitos peri-implantares durante cirurgia a retalho após completa remoção de tecidos inflamados e agentes infecciosos. ou a terapia ressectiva isoladamente. sanguis e P. sobre microrganismos aeróbios e anaeróbios e observou que não houve crescimento de ambos microrganismos. Terapias cirúrgicas As perdas ósseas ao redor de implantes. em lesões avançadas. em forma de crateras. Ainda na tentativa de diminuir a contaminação superficial dos implantes. para o tratamento das peri-implantites. CO2 e Er:YAG). mostrou-se efetivo na eliminação dessas bactérias sem causar alterações na superfície do implante. dificultando a cicatrização e o tratamento da doença peri-implantar. Figura 7 Terapia cirúrgica a retalho. com bolsas maiores que 4 mm e evidências radiográficas de perda óssea. responder melhor a combinação das terapias. os resultados apontaram que ao contrário dos de onda contínua de diodo e de CO2.21. outro estudo avaliou o efeito do laser de XeCl. Técnicas ressectivas são caracterizadas por elimina- ção da bolsa.12. Em estudo in vitro com três tipos de laser (diodo. com exposição de roscas e colonização microbiológica.8(3):297-304 301 . nivelamento dos defeitos ósseos peri-implantares e/ou posicionamento apical do retalho quando necessário (Figuras 7 e 8). Desta forma. houve maior redução do sangramento a sondagem (SS) com o uso do laser em relação ao grupo controle. comparado ao debridamento com curetas plásticas associado com clorexidina a 0. ambos tratamentos foram eficazes na redução da profundidade de sondagem (PS) e ganho de nível clínico de inserção (NI). in vitro. Áreas de inflamação crônica peri-implantar.Revisão da Literatura Caderno Científico Er:YAG. Em contrapartida.2%. podendo ser de dois tipos: ressectivas e/ou regenerativas4. sugerindo que o laser teve sua eficácia limitada nos primeiros seis meses10. A conduta do debridamento mecânico dos tecidos afetados e das superfícies contaminadas dos implantes é primordial.

2%/ 10mL/ 30s) ou irrigação com gel de clorexidina 0. Segundo alguns autores. Terapia A + Terapia B + Terapia C + D: cirurgia ressectiva ou regenerativa (osso autógeno + membrana). a membrana reabsorvível sintética. também demonstraram redução na profundidade de sondagem (PS) e um ganho de preenchimento ósseo em lesões peri-implantares moderadas após um ano da enxertia14. algumas recomendações foram propostas na literatura. Em 2000.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM cas do implante ao ambiente da bolsa o alisamento destas pode ser uma terapia adjuvante efetiva a longo prazo6. Figura 9 Cirurgias ósseas regenerativas peri-implantares podem ser realizadas com membranas presas ao implante pelo parafuso de cobertura associadas ao material de preenchimento (enxerto) em determinadas situações. PS  5 mm. As técnicas de preenchimento do defeito ósseo podem ser realizadas utilizando osso autógeno ou material sintético. eliminação de bolsas e. posicionamento coronal do retalho para recobrimento dos defeitos (Figura 9)26. de defeitos peri-implantares preexistentes4.2% (duas vezes/dia – três a quatro semanas). respectivamente. o tratamento regenerativo com osso autógeno pode ser utilizado de forma satisfatória no preenchimento. como ilustrado na Tabela 16. proposto também pelo mesmo autor e citada na introdução deste trabalho. c/ placa e c/ sangramento PS  4 mm. c/ sangramento e c/ perda óssea  2 mm PS  5 mm. Ainda assim. Terapia antibiótica local: fibras de tetraciclina ou microesferas de minociclina. Protocolos de tratamento A padronização de protocolos de tratamento para as doenças peri-implantares é complexa devido à variedade de morfologia das lesões. Da mesma forma. ainda. TABELA 1 – PROTOCOLO DE TRATAMENTO PRECONIZADO BASEANDO-SE NA CLASSIFICAÇÃO DO TIPO DE DEFEITO ÓSSEO APRESENTADO Classificação do defeito peri-implantar Classe I Classes II. das realizações das enxertias28-29. Terapia inicial + cirurgias ressectivas e/ou regenerativas + terapia antibiótica sistêmica (tetraciclina e metronidazol). enxertos sintéticos como o de fluorhidroxiapatita associados. Como alternativa ao osso autógeno. em longo prazo.25. Vários estudos foram realizados na tentativa de se identificar o melhor tipo de material a ser utilizado neste tipo de terapia. c/ sangramento e s/ perda óssea Modalidade de tratamento Sem necessidade de tratamento. Terapia A + B: bochechos com Clorexidina (0.8(3):297-304 .000 mg/24h ou Metronidazol 250 mg/8h ou Amoxicilina 375 mg/8h + Metronidazol 250 mg/8h. também. c/ sangramento e c/ perda óssea > 2 mm 302 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Cirurgias ósseas regenerativas peri-implantares são aquelas que visam formação de novo tecido ósseo sadio. s/ placa e s/ sangramento PS  3 mm.27.2% / solução de clorexidina 0. um autor preconizou. A: debridamento mecânico das superfícies do implante + Polimento. um protocolo de tratamento baseado na classificação dos defeitos peri-implantares. Sem melhora do caso: terapia cirúrgica. ou não. III e IV Terapia sugerida Terapia inicial conservadora para eliminação dos fatores etiológicos. Terapia A + Terapia B + C: terapia antibiótica sistêmica por dez dias (Ornidazol 1. em seu livro. enxertos de hidroxiapatita nanocristalina ou ainda de osso mineral natural bovino associado a membrana absorvível. das terapias e de seus prognósticos. mostraram-se eficazes na redução da PS e no ganho de inserção clínica em lesões com defeitos ósseos apenas circunferenciais sem deiscências ósseas por vestibular e em lesões ósseas moderadas após seis meses e dois anos. TABELA 2 – CIST (TERAPIA DE SUPORTE CUMULATIVO E INTERCEPTIVO) Condição clínica dos implantes PS  3 mm.

As diferentes terapias descritas na literatura são fundamentadas em tratamentos periodontais que tentam deter a progressão da doença e nenhuma ainda foi estabelecida como padrão ouro.13. profundidade de sondagem e ganhos no nível de inserção foram obtidos em mucosites e peri-implantites incipientes. são preconizadas sucessivas irrigações e aplicações tópicas subgengivais em gel4.8(3):297-304 303 . A morfologia dos defeitos ósseos pode ou não favorecer os procedimentos regenerativos conforme a quantidade de paredes ósseas presentes7.18 e de algumas situações incipientes de peri-implantites13.27.8. provavelmente. Ambos diminuíram as profundidades das bolsas peri-implantares tratadas.29. a indicação de terapias antibióticas deve ser cuidadosa. pela capacidade reduzida de agir por tempo prolongado. Outra proposta terapêutica. Estudos têm avaliado os efeitos de tratamentos não cirúrgicos utilizando ultrassom ou curetas de fibra de carbono17.19 e mais recentemente com laser10. Contudo. de meses a poucos anos. a Cist (Terapia de Suporte Cumulativo e Interceptivo) foi publicada por outros autores. Nota-se ainda que os efeitos da clorexidina são melhores a curto prazo10. porém. devido a variação no tipo de antibiótico testado e suas ações far- macológicas.8.10. resultaram em vários graus de sucesso14. respectivamente. Reduções de sangramento. Até o momento. A seleção da terapia depende de tipo e tamanho do defeito ósseo6.18. Entretanto. uma vez que essa modalidade sempre vem associada à outras. O debridamento a campo aberto associado às implantoplastias pode ter influência positiva nas taxas de sobrevivência dos implantes com superfície rugosa e melhora parâmetros clínicos como supuração. alguns estudos podem ser tendenciosos quanto a seus resultados. tais terapias podem ser consideradas importantes alternativas de preenchimento dos defeitos ósseos11. diminuição do sangramento a sondagem e ganhos do nível de inserção. Os estudos apresentados mostraram períodos de controle variados. As antibioticoterapias sistêmica20 e tópica9 também podem ser usadas para erradicação de patógenos periimplantares8 e descontaminação das superfícies dos implantes. além da maioria dos trabalhos serem casos clínicos ou pesquisas sem grupo controle negativo de lesões tratadas com nenhuma medicação9. As diferentes terapias descritas na literatura são fundamentadas em tratamentos periodontais que tentam deter a progressão da doença e nenhuma ainda foi estabelecida como padrão ouro.4. apesar de não resolverem completamente a doença. Neste contexto. Por outro lado. não existem estudos que utilizam somente cirurgia a retalho para o tratamento da periimplantite30. Por outro lado. ainda que sem adicionar melhoras clínicas e microbiológicas ao debridamento mecânico utilizado sozinho18.Revisão da Literatura Caderno Científico O tratamento da peri-implantite visa eliminar as causas e restaurar a condição de saúde dos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados12-13. suficientes de acordo com a baixa ocorrência de peri-implantites e altas taxas de sucesso REVISTA IMPLANTNEWS 2011. além de enxaguatórios.29. Enxertos ósseos com e sem o uso de membranas. associação com terapias antimicrobianas10. O uso da clorexidina mostrou-se efetivo em mucosites. ainda que muitos tenham sido estatisticamente significantes mesmo com amostras pequenas de pacientes. ilustrado na Tabela 24. tem apresentado resultados pobres quanto à redução de sangramento e das profundidades de sondagem em lesões de peri-implantite de variados graus13. jatos de bicarbonato16. Esta proposta baseia-se em taxas de sobrevivência e complicações dos implantes e determina quatro modalidades de tratamento conforme extensão e morfologia das lesões. após debridamento a campo aberto.29. Os antibióticos tópicos subgengivais minociclina13 e doxiclina de liberação lenta19 promoveram. lesões de peri-implantites moderadas e avançadas não foram sensíveis a essas terapias conservadoras10. profundidade e sangramento a sondagem25. em 2004. A seleção da terapia depende de tipo e tamanho do defeito ósseo6. Todos esses tratamentos podem ser efetivos no tratamento de lesões de mucosite4. Portanto. Discussão O tratamento da peri-implantite visa eliminar as causas e restaurar a condição de saúde dos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados12-13.

Spiekermann H. Kusakari H. Karoussis IK. 22. Mombelli A. Persson LG. 2. 20. Albrektsson T. Latz T.17:63-76. Clínica Odontológica Integrada – Biodonto 2004. Clin Oral Invest 2006. Karring ES. Laserterapia na odontologia. Karring T. Treatment of peri-implantitis by the Vector system. todas se mostram benéficas. J Biomed Mater Res 2006. Trejo PM. Joos U. Ellegaard B. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2004. Berglundh T. Becker J. Submerged healing following surgical treatment of peri-implantitis: a case series. 3-20 17012-900 – Bauru – SP Tel. Lops D. p. Schwarz F. Sanz M. Renvert H.10:279-88. Rothamel D. Ho:YAG.365-9. Almeida-Lopes L. Part II: radiographic outcome. Becker J. Romeo E. Götz H. Int J of Oral Maxillofac Implants 2000. Consensus report of session IV. Papanicolau P.29(Suppl 3):213-25. Lindhe J. Sustained release of doxycycline for the treatment of peri-implantitis: randomised controlled trial. Implant Dent 1992. Schwarz K. Hoedt B.9. Narendran S. Int J Periodontics Restorative Dent 2004. 3. Effect of Nd:YAH. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 30. Bone regeneration around titanium dental implants in dehisced defect sites: a clinical study. Clin Oral Implants Res 2007. os resultados dos estudos revistos no presente trabalho devem ser considerados no planejamento de tratamentos. Clin Oral Impl Res 2005. 6. Clin Oral Implants Res 2001. Klinge B. J Clin Periodontol 2007. 14. Fourmousis I. 24. Lang N. J Clin Periodontol 2008. extensão e severidade das lesões peri-implantares. Deppe H. outros estudos clínicos e histológicos são necessários para determinar o sucesso. J Clin Periodontol 2007. Chiapasco M. Jovanovic SA. Ferrari D. 26. Treatment of Peri-implantitis defects with autogenous bone grafts: six-month to 3-year results of a prospective study in 17 patients. Surgical treatment of peri-implantitis. Clarke E.69(Suppl 9):63-74. Porras R. Roos-Jansaker AM. Hoshino E.42(5):439-44. Vitussi TRC. 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In summary. ***Professor adjunto do departamento de Prótese Dentária – FO-Uerj. orientation. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura que buscasse relacionar as diferentes propriedades de superfícies dos implantes e suas características com as respostas dos tecidos moles peri-implantares.Superfícies de implantes. nota-se que a otimização das superfícies dos implantes ainda é necessária. In vitro and in vivo studies indicated that the roughness and texture of the implant surface influences the adhesion. Estudos in vitro e in vivo indicaram que a rugosidade e a textura de superfície do implante influenciam em adesão.8(3):307-12 307 . Key Words . Thus. Doutorado em Ciências.Revisão da Literatura Caderno Científico Influência das propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e formação de biofilme The influence of implant surface properties with soft tissue response and biofilm formation Martinna de Mendonça e Bertolini* Maristela Barbosa Portela** Daniel de Moraes Telles*** Eduardo José Veras Lourenço**** RESUMO Uma conexão estável entre a superfície de titânio do implante e os tecidos bucais a sua volta é um importante pré-requisito para o seu sucesso a longo prazo. orientação. tal superfície deve possuir propriedades que minimizem a colonização por microrganismos patogênicos da cavidade oral ao mesmo tempo em que permita boa adesão dos tecidos bucais. Microbiologia – UFRJ. Soft tissue integration. **Professora do Departamento de Odontoclínica. Biofilm. Mestre e doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP. The aim of this study was to review the literature and to relate the properties of implant surfaces and their characteristics with the responses of oral soft tissues around implants. Assim. proliferação. ****Professor adjunto do departamento de Prótese Dentária – FO-Uerj. Disciplina de Odontopediatria – FO-UFF. and metabolism of epithelial cells and connective tissue. Mestranda em Prótese Dentária – FO-Uerj. *Especialista em Prótese Dentária – FO-Uerj. sendo que a influência da rugosidade foi dita como sendo mais significativa do que a molhabilidade. Sendo assim. Biofilme. avaliando o desempenho biológico dos diferentes tratamentos de superfícies e as propriedades químicas que eles promovem na superfície dos implantes dentários. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Surfaces implants. this surface should minimize the bacterial colonization while allowing a good adhesion of the oral tissues. bem como com a formação de biofilme sobre sua superfície. ABSTRACT A stable connection between the titanium surface and the oral tissue around them is an important prerequisite for long-term dental implant success. metabolismo das células epiteliais e células de tecido conjuntivo. It is therefore important to systematically evaluate the role of different surface properties (chemical composition as well as microstructure) and to assess the biological performance of different implant materials. it appears that an optimization of implant surfaces is still necessary. Unitermos . Foi descrito também que a rugosidade superficial e a molhabilidade têm um impacto significativo na formação de biofilme. proliferation. Integração de tecido mole. as well as the biofilm formation on its surface. but the influence of roughness was said to be more significant than the wettability. Tornando-se importante analisar o papel das propriedades de diferentes superfícies com relação à composição química e à microestrutura. It was also described that the surface roughness and wettability. have a significant impact on the biofilm formation. Mestre e doutor em Periodontia – FOB-USP.

mais relatado nos implantes maxilares em relação aos mandibulares6. um aumento de atenção tem sido dado aos problemas que. Pode-se considerar que uma textura superficial rugosa do implante promove maior acúmulo de biofilme. quando apresenta certa rugosidade de superfície. Visto que isto pode levar à pesquisas futuras. é importante analisar o papel das propriedades de diferentes superfícies com relação à composição química e à microestrutura. mas ao mesmo tempo permitir uma adesão estável dos tecidos epitelial e conjuntivo8. demonstrou-se que o tratamento de superfície dos materiais de implantes têm influência significativa na resposta dos tecidos moles peri-implantares. jateamento ou anodizado) e áspero Ra > 2. tanto para a estrutura dos implantes como também para as abordagens clínicas em Implantodontia. Os diferentes tratamentos de superfície removem as camadas de óxido presentes na superfície e causam diferentes distribuições de carga abaixo da fina camada de óxido recém-formada9. há evidências consideráveis suportando uma relação de causa e efeito entre a colonização microbiana e a patogênese das falhas dos implantes1. em investigações sobre as respostas teciduais aos implantes dentários. as propriedades de superfície de um implante. moderadamente áspera Ra 1. geralmente. presumivelmente. assim. em grande parte. A topografia está relacionada a rugosidade média de superfície. Uma superfície hidrofílica apresenta maior molhabilidade superficial. Uma superfície minimamente áspera é aquela definida no intervalo de Ra 0. responsável pela excelente biocompatibilidade dos implantes de titânio. Portanto.5 à 1. Visto isso. Por outro lado. influenciando na adesão dos fibroblastos orais4 bem como das células epiteliais5. a chamada superfície SLA active. as propriedades superficiais dos implantes passaram a ser cada vez mais estudadas. por outro lado. topografia. energia livre de superfície (relacionada a molhabilidade) e características químicas do material. Já a molhabilidade está relacionada com a hidrofilia do material. Assim. Portanto. molhabilidade e composição química10. A película de óxido é. como resultado de baixo nível de condutividade elétrica. As propriedades de superfícies dos implantes mais citadas na literatura como sendo as que mais influenciam nas respostas teciduais e acúmulo de biofilme são: rugosidade de superfície. trabalhos vêm sendo desenvolvidos para investigar a adesão dos tecidos moles à diferentes tipos de materiais e rugosidades dos implantes dentários e a influência destas sobre a colonização microbiana nestas superfícies. possam surgir após as suas instalações. interação célula/superfície e desenvolvimento celular e tecidual na interface entre o organismo e o biomaterial7. Objetiva-se.0 à 2. os implantes dentários estão ganhando mais importância como um método bem-sucedido para a reabilitação oral. tais como adsorção de proteínas. elas estão relacionadas com processos relevantes para a funcionalidade do implante. nos últimos anos.Bertolini MM • Portela MB • Telles DM • Lourenço EJV Introdução Atualmente. realizar uma revisão da literatura que vise relacionar as propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e com a formação de biofilme. representada por Ra. uma superfície transmucosa do implante ideal deve não só minimizar a adesão de microrganismos. vez que. enquanto materiais altamente polidos e com reduzida rugosidade superficial limitam a formação inicial de biofilme in vivo. Considerando-se estas características supracitadas. Em particular. avaliando o desempenho biológico de diferentes materiais utilizados para a fabricação dos implantes dentários9. atualmente. que é reconstruído em milésimos de segundos após qualquer dano. alta resistência à corrosão e estado termodinamicamente estável em valores de pH fisiológico9.0 µm (implantes com superfície condicionada por ácido. portanto. tal rugosidade tende a ajudar na adesão microbiana e subsequente formação de biofilme. tende a promover melhor adaptação entre o material e os tecidos peri-implantares.0 µm (implantes tradados com spray de plasma)12. geralmente. tais como. Uma vez que a adesão celular ao titânio é influenciada pelas propriedades do material como um todo. ela também é influenciada pelas propriedades de sua superfície. as superfícies mais hidrofílicas permitem Revisão da Literatura A previsibilidade dos implantes dentários tem sido variável em diferentes pacientes e em diferentes áreas da cavidade oral. A partir disso. Assim. a interface entre os tecidos ósseo e conjuntivo com a superfície do implante é. Principais propriedades de superfície dos implantes O titânio é normalmente coberto por uma fina película protetora de óxido. por ter um ângulo de contato inicial com a água próximo a 0°. Com relação à integração com os tecidos moles.0 µm (implantes torneados). Um exemplo disso é o menor índice de sucesso. sugere-se que uma otimização das superfícies dos implantes ainda é necessária. uma 308 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. tem sido relatado que diferentes materiais e tratamentos de superfícies de implantes promovem uma adesão seletiva durante a formação do biofilme precoce3. este é o parâmetro que tem sido mais amplamente investigado11. com este estudo. Ela determina. presente na superfície SLA hidroxilada e hidratada. a parte transmucosa do implante. Deste modo. por ventura.8(3):307-12 . porosa ou microtexturizada para auxiliar na osseointegração2.

é formada pelo epitélio juncional e pelo tecido conjuntivo15. células e microrganismos em sua estrutura1. elas não se inserem na superfície implantar. ao redor dos implantes. de fato. sendo diferentes em aspectos como composição do tecido conjuntivo. Em comparação com os dentes naturais. a cicatrização do tecido conjuntivo envolve quatro processos distintos: formação e adesão de um coágulo de fibrina a superfície do implante. Em outras palavras. similarmente ao tecido dentogengival. conforme foi mostrada anteriormente. Estudos recentes apontam a existência de um espaço biológico. é formada pelo epitélio juncional e pelo tecido conjuntivo15. adsorção de proteínas de matriz extracelular e subsequentemente de células de tecido conjuntivo para a superfície do implante. Com a maturação do epitélio juncional. deste modo. dando origem ao epitélio juncional.8(3):307-12 309 . A interface da superfície do implante e do tecido mole supracrestal. Com relação à composição química do material utilizado para fabricar os implantes. possibilidades de tratamento e acabamento do implante. E.Revisão da Literatura Caderno Científico A interface da superfície do implante e do tecido mole supracrestal. então. similarmente ao tecido dentogengival. que o tecido gengival e a mucosa peri-implantar apresentam algumas características comuns. transformação do coágulo em tecido de granulação. é dita como sendo pobre em células e estruturas vasculares. como é chamada nos dentes naturais. têm a orientação das fibras colágenas anexadas ao tecido conjuntivo supracrestal paralela a superfície do implante e. provavelmente desempenha o papel de manutenção de um vedamento apropriado entre o ambiente oral e o tecido ósseo peri-implantar. como as dos dentes naturais fazem no cemento18. Uma vez que as células do epitélio chegam à superfície do implante. a gengiva no implante pode dificilmente ser classificada como gengiva aderida19. assim como pela facilidade para procedimentos de esterilização. Estes podem se formar durante um período de dois a três dias16. implantes. a adesão do tecido conjuntivo ao implante apresenta pobre resistência mecânica quando comparada à do dente natural. ele se move em direção coronoapical. onde as fibras se encontram. Isso se deve. aderidas ao cemento. da molhabilidade e da composição química do biomaterial10. Após a instalação do componente transmucoso. Relação da formação de biofilme com as superfícies dos implantes A adesão inicial e a colonização microbiana à superfície do implante são consideradas como responsáveis por desempenhar um papel-chave na patogênese de infecções relacionadas aos biomateriais2. com cerca de 2 mm de comprimento15. migração de células epiteliais na superfície do coágulo de fibrina/tecido de granulação5. a porção de tecido conjuntivo. mas rica em fibras de colágeno. localizada entre a barreira epitelial e a crista óssea. esta adesão é dependente da topografia. observa-se que a conexão dos tecidos moles à parte transmucosa é de crucial importância no que se refere à estabilidade dos tecidos peri-implantares14. dentre outros fatores. Esta fina barreira com fibroblastos. mais importante. maior adsorção de proteínas. direcionamento das fibras colágenas e número de vasos sanguíneos20. Relação dos tecidos moles com as superfícies dos implantes Uma vez que a superfície transmucosa do implante estabelece uma ligação entre o meio bucal e os tecidos subjacentes. Isso se deve ao fato de que o acúmulo de biofilme microbiano na superfície implan- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Sugerindo. constituído por uma unidade fisiológica estável semelhante àquela encontrada ao redor dos dentes. Como consequência. ele atravessa a ponte do coágulo de fibrina/tecido de granulação que rapidamente começa a se formar após a instalação do implante/pilar. próxima a superfície de titânio. Essa camada de tecido conjuntivo é estruturalmente semelhante a um tecido de cicatrização17. Autores enfatizam que os métodos de preparação da superfície do implante durante a fabricação e esterilização podem afetar de forma significativa as propriedades da superfície e posteriormente as respostas biológicas necessárias para o sucesso que se iniciam em sua superfície13. alumínio e vanádio (Ti6Al4V) são os mais utilizados atualmente. por não possuírem cemento. um pré-requisito para o sucesso a longo prazo dos implantes dentários. às suas propriedades biomecânicas. o titânio comercialmente puro (titânio CP) e o de liga de titânio. Ao atingir a superfície do componente implantado. O epitélio juncional origina-se a partir do epitélio encontrado na borda da incisão cirúrgica para a instalação do implante. Devido à sua capacidade de proliferar e se mover em superfícies. sua união ocorre diretamente via lâmina basal (< 200 nm) e a formação dos hemidesmossomos. A adesão dos tecidos moles à superfície do material é.

Com relação à topografia de superfície e sua molhabilidade. expondo diferentes materiais de implantes a comunidade microbiana oral. Com isso. a interação molecular e física que governam a adesão microbiana aos biomateriais ainda não foi entendida detalhadamente21. Os autores observaram que os resultados corroboraram com achados anteriores. De forma análoga. Todavia. que na presença de uma superfície lisa forma-se um sistema predominantemente circular de fibras colágenas ao redor do abutment. mudança morfológica. a adesão de microrganismos à superfície do biomaterial é um passo crucial para a patogênese da infecção. esse resultado pode estar relacionado ao fato de que a superfície utilizada neste estudo era polida. mostrou que o Streptococcus é o microrganismo colonizador predominante. porcelana dental e óxi- Discussão O estudo da interação das células do hospedeiro ao titânio.0 e 2. Um estudo in vitro. a topografia da superfície dos biomateriais têm um impacto significativo na formação de um biofilme precoce. moderadamente rugosas e rugosas. é necessário que a sua superfície estimule uma resposta desejável das células humanas que formam os tecidos que circundam os implantes. o nível de rugosidade deve ser controlado. não poderão se fixar25. Dentre os colonizadores tardios destacam-se as seguintes bactérias: Fusobacterium sp. Isso foi demonstrado. na maioria dos artigos analisados. algumas vezes responsáveis pela perda do mesmo. quando estas características de superfície foram analisadas separadamente. In vitro. Em contrapartida.8(3):307-12 . Caso esta apresentasse diferentes graus de rugosidade.8. quando comparadas às superfícies lisas ou rugosas. a influência da molhabilidade. tende-se a observar que os abutments feitos de titânio CP ou cerâmica de Al2O3 altamente sintetizada induzem a formação de um tecido firmemente aderido que inclui porção epitelial e porção de tecido conjuntivo26. de forma geral. alteração funcional e proliferação estão extremamente associados as propriedades físicas da superfície do implante como morfologia. dentre as superfícies lisas (usinadas). autores mostraram. Nos casos onde a superfície apresenta rugosidade muito aquém do tamanho celular. Com relação à composição química dos implantes. as superfícies moderadamente rugosas (Ra entre 1. liga de ouro dental. e com condicionamento ácido (superfície SLA). é de suma importância para melhorar o entendimento do comportamento dos implantes dentários nos diferentes pacientes. representada pela energia livre de superfície não mostrou relevância estatística na indução à formação de um biofilme sobre estas superfícies23. utilizado como material de primeira escolha para 310 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. tal disposição das fibras colágenas ligadas ao titânio poderia assumir um sentido radial17. um recente estudo demonstrou in vivo e in vitro a formação de biofilme sobre titânio polido e sobre titânio jateado. após biópsia local. para alguns autores. através de uma revisão da literatura. já que as células peri-implantares necessitam de pontos de ancoragem na superfície do implante para iniciar sua proliferação e garantir a biofixação. igualmente. relacionado a sua topografia.2 mm e/ou a energia livre de superfície facilitam a formação de biofilme em materiais restauradores. mostrou que. se o implante possuir superfícies com relevo muito acidentado ou com grande extensão de superfície lisa. Propriedades de superfície versus resposta tecidual Com relação a rugosidade de superfície e a resposta tecidual apresentada pelo tecido conjuntivo. Assim. pesquisadores observaram que células epiteliais se aderiram a superfície de cinco materiais dentários com diferentes composições químicas (titânio CP liga de . e também são conhecidos por estarem envolvidos em infecções periodontais e serem capazes de colonizar superfícies de implantes8. há autores que demonstram que o aumento na rugosidade da superfície. que se ligam ao Streptococcus. especialmente. a rugosidade foi considerada como tendo maior influência na formação do biofilme2. as células. poderá ocorrer ausência de sítios de fixação. Para que os implantes dentários produzam resultados positivos. Comportamentos celulares como adesão ao biomaterial. No entanto. Um estudo que buscou relacionar a topografia do implante com as respostas teciduais geradas in vivo.0 µm) foram descritas como sendo as que apresentam maior vantagem clínica. titânio Ti6Al4V. Porém. é sabido que o gênero Streptococcus e algumas espécies de Actinomyces são considerados os colonizadores primários de preparar o ambiente para receber os colonizadores ditos tardios que exigem condições de crescimento mais específicas22.22 mostraram que parâmetros como molhabilidade e. Prevotella sp e Capnocytophaga sp. indicando que a adesão in vitro e in vivo de bactérias ao titânio com diferentes tratamentos de superfícies da sua superfície é principalmente influenciada pelo grau de rugosidade da superfície. Por outro lado. Muitos autores3. através de cortes histológicos e da construção de um modelo gráfico em três dimensões da orientação das fibras em relação à superfície do abutment. No entanto. Adicionalmente.Bertolini MM • Portela MB • Telles DM • Lourenço EJV tar pode levar a reações inflamatórias no tecido ao redor do implante. aspereza e energia livre24. a fabricação de implantes. acima do limiar de Ra de 0. embora não tenha havido significância estatística12. em humanos. ao comparar estes resultados com a formação de biofilme na superfície de dentes naturais. sugere-se a necessidade da formulação de materiais específicos para implantes que promovam adesão mais seletiva durante a formação do biofilme precoce menos patogênico3.

ouSendo assim. polido. visto que o epitélio estudo que mostrou que a ligação e a proliferação dessas formado apresentava menor adesão focal no titânio áspero. os resultados mostraram perfícies hidrofílicas do que nas superfícies hidrofóbicas. polido. aumentando o número de microrfoi avaliada in vitro e in vivo. com saliva e todos receberam culturas bacterianas de dental) do que em superfícies cerâmicas (porcelana dental Streptococcus mutans e Streptococcus sanguis. as células epiteliais animais diferentes topografias de superfícies. jateado com partículas grossas. um estudo in vivo cesso de adesão do implante aos fibroblastos foi avaliada realizado três anos depois pelos mesmos autores29. tem impacto importante na A adesão bacteriana ao titânio liso e ao titânio rugoso formação do biofilme. porém. proliferacobertas por titânio. onde foi utilizado o método de polymerase chain reaction (PCR) em um estudo que mostrou que a ligação e a proliferação para analisar a adesão bacteriana em diferentes superfícies dessas células foram significativamente maiores nas sude implantes na cavidade oral. que o aumento da molhabilidade inde vidro cobertas com TiN e ZrN foram aparentemente fluencia de modo positivo na adesão e no espalhamento menores do que a atividade bacteriana nas superfícies de fibroblastos28. No entanto. Propriedades de superfície versus formação de biofilme associadas a molhabilidade.1 µm). Concluiue óxido de alumínio). onde se concluiu que a rugosidade da superhumanos se aderem mais a pilares de óxido de alumínio fície tem impacto significativo na formação de biofilme. independente de terem sido cobertos ou não e de óxido de alumínio27. autores avaliaram adesão.8(3):307-12 311 . Esses variam em REVISTA IMPLANTNEWS 2011. consequentemente. Foram utilizados titânio microbiana de sua estrutura29 e. e mostrou ganismos bem como a área coberta por este2. 8 Um estudo in vitro utilizou discos de titânio com disponíveis para implantes dentários. assim. enquanto de biofilme. recentemente. A influência da molhabilidade da superfície no proCorroborando com estes resultados. Em contraste. nesta formação. mostraram maior taxa de proliferação em A composição do biomaterial poderia também influenciar Al2O3 rugoso4. positivo na adesão e no espalhamento de fibroblastos28. Concluindo. com película de saliva. a influência da energia livre Há grande variedade de tratamentos de superfície de superfície mostrou-se menos importante23. que essa adesão é primariamente influenciada pela rugoConclusão sidade da superfície em diferentes superfícies de titânio texturizadas. Isso mostra que o tratamento da sução e crescimento de células epiteliais sobre titânio com perfície do implante influencia diretamente na colonização diferentes topografias superficiais. fato esse não observado nas superfícies de porcelana bacteriana. onde o Ra variou interagiram e proliferaram mais avidamente em superfícies entre 0. no seu sucesso clínico. autores avaliaram os efeitos das caractetro grupo de pesquisadores observou que houve inibição da rísticas do material e/ou da topografia no desenvolvimento aderência e disseminação das células epiteliais.00 µm.14 e 1. Seus dados mostraram que o aumento da rugosidade da superfície e da superfície livre de energia. Com relação à adesão e proliferação dos fibroblastos.Revisão da Literatura Caderno Científico do de alumínio). epiteliais em superfícies ruassim. Alguns dos discos foram cobertos metálicas (titânio CP liga de titânio Ti6Al4V. nos materiais metálicos se que alguns dos tratamentos de superfície (coberturas foram encontrados pré-hemidesmossomos bem organizade TiN e ZrN) resultam em clara redução da aderência dos. também. liga de ouro . Recentemente. Os resultados demonstraram um efeito negativo do titânio A influência da molhabilidade da superfície no processo rugoso sobre crescimento e espalhamento das células de adesão do implante aos fibroblastos foi avaliada em um epiteliais. células foram significativamente maiores nas superfícies o que sugere que as células hidrofílicas do que nas superfícies hidrofóbicas. condicionamento com ácido e jateado e. que a atividade metabólica das bactérias nas superfícies Concluindo. Além disso. Nesse estudo in vivo foi comparada a formação que para os fibroblastos tais características foram reforçade biofilme em superfícies rugosa (Ra = 2 µm) e lisa (Ra das5. um outro estudo mostrou que os fibroblastos gengivais = 0. que o aumento da molhabilidade influencia de modo gosas são mais suscetíveis à remoção mecânica25. Já ao comparar a aderência de células epiteliais e fibroblastos as superfícies de titânio jateadas com areia. condicionamento ácido (SLA).

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Tratamento periodontal. durante a fase do planejamento. periimplantitis. and on the ethical positioning of periodontology still prevail. em relação à perda óssea. Especialista em Implantodontia – IBPG/Funorte. a reabilitação em pacientes desdentados parciais ou totais passou a ser uma realidade dentro dos consultórios. à peri-implantite e quanto ao posicionamento ético dos periodontistas. during the treatment planning phase. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Dental implants. a lot of issues on the peri-implant microbiota in relation to bone loss.Revisão da Literatura Caderno Científico Tratamento periodontal ou implantes? Periodontal treatment or dental implants? Eleanor Mobley Scofield Sardenberg* RESUMO Com o advento dos implantes dentários. Entretanto. *Especialista em Periodontia – Odontoclínica Central do Exército – OCEx. Unitermos . Key Words . assessing the principles and results of rehabilitation of periodontally compromised patients with dental implants.Periodontal treatment. clinicians are faced with a challenging question: when should we use implants in patients with periodontal disease? How is the long-term implant behavior in periodontally compromised patients? Also. This paper aims to discuss these issues. avaliando os princípios e os resultados do tratamento reabilitador com implantes em pacientes periodontalmente comprometidos. Implantes. rehabilitation of partially and/or totally edentulous patients has become a reality.8(3):315-9 315 . nos confrontamos com um questionamento: quando devemos optar por implantes em pacientes com doença periodontal? Como se comportam os implantes a longo prazo em pacientes periodontalmente comprometidos? A dúvida paira também em relação à microbiota peri-implantar. ABSTRACT With the advent of dental implants. However. O presente trabalho teve como objetivo discutir estas questões.

intermedia. A dúvida paira também em relação à microbiota peri-implantar9-11. possibilita aos periodontistas habilidade para prover um tratamento da mais alta qualidade a seus pacientes através. Dentes afetados periodontalmente possuem perdas ósseas acentuadas e contorno gengival alterado. quando comparado às cirurgias de hemissecção de raízes. gingivalis e F. a opção por implantes se faz devido à remuneração financeira1. Além disso. as áreas com insucesso aparecem com grande proporção de Gram-negativos anaeróbicos. Com isso.6-7. porém. aumento dos espaços interdentais com perdas de papilas. A combinação de conhecimentos biológicos.6. faz-se necessário tratamentos regenerativos ósseos e enxertos gengivais para um resultado mais satisfatório7. o paciente precisa estar emocionalmente estável e consciente da importância do controle da higiene oral e da manutenção do tratamento. periodontistas com ideais de não iniciar uma geração de exterminadores de dentes. A maioria dos periodontistas já pratica/indica o tratamento com implantes. Em relação à microbiota peri-implantar. também.Sardenberg EMS • Introdução O sucesso dos implantes osseointegrados representa a grande revolução da Odontologia. como qualquer outro procedimento protético ou periodontal. muitas vezes. muitas vezes com a condenação de elementos dentários.11-12. porém. muitas vezes. onde a solução através da colocação de implantes parece ser mais objetiva e com resultados mais rápidos. do posicionamento dos periodontistas. no dia a dia. pois. com potencial de comprometer forma. ele executa. quais sejam inflamação. pacientes fumantes. Apesar de mencionarem a aparência estética e o fator funcional como critérios de seleção. colocados em pacientes periodontalmente comprometidos. A falha nos implantes tem sido atribuída em diabetes descompensado. passam a ser um grande questionamento do paciente. da opção de reabilitação por implantes dentários4. A doença periodontal e a idade não aparecem como empecilho para tratamento com implantes. facilmente transmitidos aos implantes11. nucleatum associados aos casos de peri-implantite com perda dos implantes4. formação de bolsa periodontal. tratamento com radioterapias e higiene oral deficiente. Foi relatado que o sucesso e a satisfação do paciente alcançam grau de 90% e poderia ser um tratamento mais interessante. Entretanto. antes aceitáveis para a preservação dos dentes. De um lado. em longo prazo. justamente. Os achados microbiológicos demonstram a presença de P. Contudo. consequências. Para evitar uso de próteses fixas ou removíveis. redução na função mastigatória3-5? Do outro lado. associada a bactérias patogênicas específicas. não seja a melhor indicação4. permaneceram com alto índice de patógenos anaeróbicos10. peri-implantite e também quanto aos resultados estéticos. na etapa do planejamento é que vem o grande questionamento: quando condenar um dente periodontalmente comprometido e optar por implante? Essa questão é frequentemente debatida e a desconfiança gera em torno de como se comportam os implantes. pois a prática dos implantes. o que deve ser bem avaliado previamente ao tratamento reabilitador com implantes. desencadeando mecanismos que conduzem o tecido periodontal a manifestar lesões características da doença.8(3):315-9 .13-14. comparados aos pacientes considerados periodontalmente saudáveis5. vem aumentando a previsibilidade em resultados estéticos e funcionais.15-16. o retorno financeiro tem pesado na decisão pela eleição dos implantes. A possibilidade de reabilitar pacientes total ou parcialmente desdentados.8. procedimentos heroicos são oferecidos na tentativa de reter dentes periodontalmente comprometidos por um período mais longo4. Revisão da Literatura A doença periodontal é uma doença inflamatória. ao longo das últimas três décadas. Concluiu-se que pacientes submetidos ao tratamento periodontal convencional antes da avaliação para os procedimentos com implantes. Junto com o advento dos implantes dentários surgem muitas dúvidas em torno. principalmente Fusobacterium spp e Bacteroides spp10. ainda nos confrontamos com um grande paradigma. perda de tecido conjuntivo de inserção e perda de tecido ósseo alveolar de suporte9. Muitos profissionais demonstraram contradição entre o que consideram como fator determinante e o que. função e estética do paciente2. Como contornar os efeitos pós-tratamento como aparecimento de sensibilidade radicular. nenhum Aa foi 316 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. na prática. pois a flora bacteriana peri-implantar é semelhante à localizada ao redor dos dentes de pacientes parcialmente edêntulos. A peri-implantite é uma infecção específica e pode estar relacionada à perda dos implantes. afeta drasticamente a filosofia da terapia periodontal1-2. gerando também uma frustração para o profissional.8-9. muitas vezes. mesmo que. associados com larga experiência cirúrgica reconstrutiva e regenerativa. bolsas residuais ao redor dos dentes adjacentes ao implante podem funcionar como depósitos ativos de microrganismos. Mesmo quando a opção é a exodontia do elemento dentário há a necessidade do tratamento periodontal prévio. P. diminuição da estética. Mas. A Academia Americana de Periodontia publicou um artigo com a intenção de orientar e informar os periodontistas sobre a utilização dos implantes. o paciente submetido a um tratamento periodontal severo que necessita passar por várias modalidades de procedimentos ressectivos e regenerativos. Essas desconfianças sempre interferem na decisão final nas opções de tratamento de um periodontista2. perda óssea.

faz-se necessário realizar cirurgias prévias de levantamento de seio. não em inserção conjuntiva. O índice de sucesso ainda pode ser considerado satisfatório no grupo periodontalmente comprometido (100% nos pacientes saudáveis contra 83. A opção por implantes. Estudos mostram que. mesmo depois de finalizado o tratamento. nas peri- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. devido ao advento dos implantes curtos. houve um aumento na profundidade de bolsa e perda óssea após o terceiro ano22. em relação à perda óssea peri-implantar. a condição peri-implantar nos pacientes periodontalmente comprometidos aparece com um aumento significativo de peri-implantite. também são bastante satisfatórios nos pacientes comprometidos3. comumente utilizados em terapia periodontal. Porém. peri-implantites e perda óssea periimplantar quando comparados a um paciente periodontalmente saudável. em alguns casos. Em regiões maxilares posteriores. em alguns casos. penicilina G. sugerindo que o uso de antibioticoterapia poderia ser um recurso a mais para controle e tratamento das peri-implantites16. gingivalis e P. Estudo longitudinal em pacientes com histórico de doença periodontal. estando relacionado diretamente à perda de implantes dentários24-25. É frequente a questão se pacientes que perderam dentes por doença periodontal correm risco maior de perda de implantes. Avaliando os resultados com implantes nesses pacientes comprometidos. amoxicilina. sem muita carga de oclusão. Diferente do que aconteceu no primeiro estudo. P. O fumo é citado como grande fator de risco. até que mais estudos comprovem sua eficácia. intermédia. sim em perda óssea) do grupo de doença periodontal teve maior taxa de perda. Esse mesmo estudo foi acompanhado por mais cinco anos. A perda óssea nos implantes (implantes. esses índices se apresentam significativamente maiores nos pacientes que perderam dentes por doença periodontal5. a osseointegração pode ser observada em 95% dos pacientes com histórico de periodontite nos estudos em longo prazo e os autores afirmam que a doença periodontal (tratada) não pode ser considerada contraindicação para terapia com implantes19. onde apresentou maior número de cocos e motile rods e filamentos. A maioria das falhas ocorreu em pacientes periodontais fumantes associados com implantes curtos (8-9 mm)3. detectado11. a reabilitação protética deverá ser bem planejada. a quantidade de osso não inviabilizou a instalação dos implantes. Não devemos esquecer-nos do controle rigoroso de manutenção periodontal aos quais todos os pacientes foram submetidos21. se dá em pacientes com periodontite recalcitrante. a reabilitação protética deverá ser bem planejada. ou seja.20.21.8(3):315-9 317 . porém. Avaliando em longo prazo. mesmo depois de finalizado o tratamento. porém. acompanhado por 3-5 anos. afetadas pela doença periodontal. assim como a profundidade de bolsa quando comparada ao grupo saudável. ou seja. nucleatum. no que diz respeito à perda óssea marginal e à peri-implantites. Entretanto. porém. a quantidade de osso não inviabilizou a instalação dos implantes. principalmente quando associados aos implantes curtos25-26. houve maior incidência de peri-implantites e perda óssea peri-implantar entre os pacientes com perda dentária associada à doença periodontal10.24-25. Avaliando os antibióticos. se dá em pacientes com periodontite recalcitrante. Aliás. Sua influência é significativa na perda óssea marginal peri-implantar. assim como nos dados microbiológicos. Isso porque. devido ao advento dos implantes curtos. demonstraram saúde peri-implantar. não há estudos com caso-controle e as reações adversas dos medicamentos também não foram consideradas nos estudos anteriores17. com total de dez anos de avaliação. porém. Avaliando os resultados com implantes nesses pacientes comprometidos. muitas vezes. amoxicilina com clavulanato e amoxicilina-metronidazol apareceram como eficientes para diminuição de microrganismos como F. que não respondem ao tratamento periodontal tradicional e que continuam evoluindo o percurso da doença. Não há diferença significativa quanto às falhas dos implantes em ambos os grupos24-25. que não respondem ao tratamento periodontal tradicional e que continuam evoluindo o percurso da doença.33% nos pacientes periodontalmente comprometidos) sendo um tratamento reabilitador possível de ser executado23. os resultados não apresentaram diferenças signi- ficativas. A osseointegração aparece presente em todos os casos estudados18. A causa-efeito do acúmulo de placa mostrou-se igualmente danoso em estudos experimentais para o tecido peri-implantar com aparecimento clínico de gengivites e mucositis12. à formação de bolsas periodontais e ao índice de sangramento.Revisão da Literatura Caderno Científico A opção por implantes. sem muita carga de oclusão. o uso deve ser limitado.

efetivamente. Para incentivar os periodontistas é relatado que sunos pacientes periodontalmente comprometidos aparece cesso e satisfação do paciente alcançam um grau de 90%. apesar das questões estéticas e funcionais serem consideradas como critérios para em relação à sobrevida dos implantes em até dez anos5. que se deparam com o conflito da quebra de paradigmas Considerando a doença periodontal como fator de e dos questionamentos em relação a uma situação desarisco para o sucesso dos implantes. apesar dos resultados também mostrarem que o sucesso a recomendação de implantes. um comportamento crorganismos16. tamento periodontal satisfatório.7.16. os procedimentos com implantes como parte integrante da 4 A longo prazo.20. Porém.26. os resultados apontaram para um maior índice de insucesso entre os pacientes fumantes comparados aos não fumantes2. A microbiota peri-implantar Fumo. 318 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. à perda óssea peri-implantar5.14.26. Embora a implantites e na própria sobrevida dos implantes quando instalados em pacientes comprometidos periodontalmente24-25. com a chegada dos implantes.20. A doença periodontal é uma pacientes fumantes O uso de antibioticoterapia poderia doença inflamatória que promove comparados aos não ser um recurso a mais para controle destruição dos tecidos de supor2 das peri-implantites. não existem trabalhos suficientes com grupo controle que comprovem a eficácia da antibiotiincongruente. a microflora dos e os pacientes Discussão pacientes com histórico de doença periodontal permanece com alto periodontalmente A proposta desta revisão foi índice de patógenos anaeróbisaudáveis. Fumo.25. pois penicilina te9. Analisando a região atingida. diabetes e subgengival é caracterizada pela periodontite foram mesma colônia indígena anterior avaliados quanto a ao tratamento16 e não há diferenças significantes na distribuição entre poderem. Para obtenção de um trafumantes . o profissional dos implantes em pacientes com histórico da doença é faz a escolha pela condição financeira do paciente15 e. efetivamente. Inclusive. paira entre os periodontistas.8(3):315-9 . A placa bacteriana mostrou-se fatores de risco igualmente prejudicial. como satisfatória3-4. coterapia.16.10. reforçando a possibilidade resultados apontaram da peri-implantite estar inter-reladurante a fase do planejamento cionada com a perda dos implande um paciente periodontalmente para um maior índice tes4-5. eficientes na diminuição desses miPorém. amoxicilina. parece não haver diferenças significativas terapêutica adotada . pois os microrganismos os pacientes diabéticos nelas depositados poderiam ser e não diabéticos.27.20-23 mesmo tratando-se de casos com periodontite recalcitrante (periodontite refratária)18 ou motivando esses profissionais para que passem a incluir nos casos em que a perda do dente deu-se pela doença20. dentes e implantes nos pacientes ser considerados com periodontite após longo prazo22.7-8. contudo. P. G. os esclarecer dúvidas que surgem cos11. tanto ao para tratamentos redor dos dentes remanescentes quanto ao redor dos implantes12. nuhistória de periodontite cleatum. a osseointegração fiadora1. Nenhuma diferença foi apresentada entre os pacientes diabéticos e não diabéticos. uma dúvida. diabetes e periodontite foram avaliados quanto a poderem. Porém. aparecem associados seria o tratamento com implantes.10-11. ser considerados fatores de risco para tratamentos com implantes. devido à remuneração financeira alcançada que inferior quando comparado aos saudáveis23. Porém. a maxila posterior aparece como área mais comprometida pela perda do implante e a região anterior da mandíbula como área de maior sucesso26. transmitidos aos implantes11. gengivalis e F. Os patógenos presentes com mais assim como entre frequência nos pacientes portaos pacientes com dores de peri-implantites foram P.22. com implantes.Sardenberg EMS • mais periodontistas tem realizado este tipo de tratamento1. comprometido e se a melhor opção de insucesso entre os geralmente. amoxicilina com muitos procedimentos arrojados são clavulanato e amoxicilina associada oferecidos para manutenção dos com metronidazol têm-se mostrado elementos dentários na arcada6. Nesses casos.8. bolsas residuais nos eleNenhuma diferença mentos dentários adjacentes aos implantes devem receber redobrada foi apresentada entre atenção.13-14. assim como entre os pacientes com história de periodontite e os pacientes periodontalmente saudáveis. na prática. também. ou seja.16. intermedia. além dos efeitos adversos dessas medicações17.27.3.

Dibart C. Flores-De-Jacoby L. frequency and associated risk factors.59:390-3.19(Suppl. Hoogstraten J. Mombelli A. • Detectar os fatores de risco como fumo e má higiene previamente ao tratamento e modificá-los poderá aumentar a sobrevida dos implantes. Peri-implant conditions in periodontally compromised patients following maxillary sinus augmentation. J Periodontol 1995. Tj. Oral Microbial Immunol 1987. Kahn S. Dental implants in periodontal therapy. Osseointegrated implants in patients treated for generalized chronic periodontitis and generalized aggressive periodontitis: 3-5 year results of a prospective long term study. Nevins M. A judgment analysis. Gaberthüel T. 22. Schroder T. Outcome of implant therapy in relation to experienced loss of periodontal bone support.8:180-8. Karoussis S. A comprehensive and critical review of dental implant prognosis in periodontally compromised partially edentulous patients. Bouwsma O. 19. Kloury F. Carnevale G. Karring T. 21. nucleatum. 1):9-12. 15. Journal of the Zealand society of Periodontology 1996. Klokkevold P. • A manutenção e o controle de placa devem fazer parte integrante do tratamento para aumento da sobrevida dos implantes. Mombelli A. Journal of Oral & Maxillofacial Implants 2000. Clin Oral Impl Res 1999. gingivalis e F. Cohen R. Ellegaard B. Schou S. Moy PK. Haffajee AD. Kolsen-Petersen J. clinical implications and the future directions. J Periodontal 2001.81:476-80.2:145-51. Sbordone L. long term cohort study . Mengel R. Advances in the pathogenis of periodontitis: summary of developments. E. Dodson T. Schroeder HE. Faust C. pois bolsas residuais ao redor dos dentes adjacentes ao implante podem funcionar como depósitos ativos de microrganismos. 2. 12. Wennstrom Jl.22:124-30. Fourmousis I. Recebido em: set/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Eleanor Mobley Scofield Sardenberg Condomínio Solar de Athenas – Módulo G – Casa 5 – Grande Colorado – Sobradinho 73105-903 – Brasília – DF Tel. • A maioria dos profissionais opta pelo tratamento por questões financeiras. 11. consequência de uma doença periodontal e que necessita de levantamento de seio prévio à reabilitação com implantes. 25. Bain CA. Newman M. P. The association between the failure of dental implants and cigarettes smoking . Mengel R. podendo ser um indício no comprometimento à longevidade dos implantes. Implant treatment in periodontitis susceptible patients: a systematic review. Iacono V. Holmstrup P. 26. Clin Oral Implants Res 1997. Behie M. sendo que a osseointegração mostrou-se satisfatória nos pacientes envolvidos pela doença. os resultados também aparecem animadores. Buchamnn R. Sardenberg E.8:609-15. 27. J Periodontol Guest Editorial 1996.80.67:636-9.78:2229-37. Nyman SR. J Periodontol 2007. Karoussis I. How do smoking. 6. Flores-De-Jacoby L.75:1402-4. Clin Oral Implants Res 2002.13:488-94. Mombelli A. Periodontology 2000 1999. J Periodontol 2004. Complications of dental implants: identification. Han. facilmente transmitidos aos implantes. Relation of counts of microbial species to clinical status at sampled site.18:766-75.72:977-89. Alves J. A clorexidina no controle de placa dos pacientes internados: estudo piloto. Antimicromial susceptibility os periodontopathic bacteria associated with failing implants.18:660-79. • Nenhum trabalho avaliou a questão psicológica do paciente em substituir seu dente por implante. Schürch Jr. Journal of Periodontology 1991.10:103-10. A clinical study in humans. 23. The microbiota associated with successful or failing osseointegrated titanium implants. Antimicrobial treatment of peri-implant diseases . Pontoriero R. and periodontites affect outcomes os implants treatment? Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Implant survival in periodontally compromised patients. Epstein S. com alto índice de anaeróbicos entre os pacientes com doença periodontal. estando geralmente envolvido nos casos estudados com perdas de implantes2. Komman KS. Socransky SS. Mcdermont N.24. Lekholm U. intermedia. 17.8:305-15. Machado WAS. Mayfield H. Chair D. Klokkevold Pr. 20. Baelum V. Referências 1. 13.266:69-74. Implant therapy in periodontally compromised patients. • A microflora peri-implantar é constituída pelos mesmos patógenos indígenas. Ellegaard B. J Prosthet Dent 1999. Iacono V. The microbiota of osteointegrated implants in pacients with a history of periodontal disease. Grondahl K. Langer B.66:150-7. 10. Schou S. Offenbacher S. Damoulis P et al.17:106-23. 16.15:1. 3. Implant Therapy involving maxillary sinus lift in periodontally compromised patients.):128-39. 7. Clin Oral Impl Res 1997.14:216-48.br Conclusão • A doença periodontal tratada não aparece como contraindicação para tratamentos com implantes dentários. Woo VV. Lang N.22(Suppl):173-98. Seymour GJ. J Periodontol 1995.com. Ellegaard B.26-27. principalmente P.21. Outcome of implant therapy in pacients with previous tooth loss due to periodontitis. J Periodontol 2000. não contraindicando este recurso nos pacientes com história de periodontite3. Barone A. Page RC. Experimentally induced peri-implant mucositis. Determinants of dentists` decisions to iniciate dental implant treatment. Ramaglia L. • A peri-implantite é uma situação frequente nos pacientes com histórico de doença periodontal. o índice de sucesso ainda é bastante elevado. Hardt CR. • O fumo aparece como principal fator de risco. o que justificaria sua utilização com acompanhamento e manutenção periodontal7-8.18:848-55. Sinclair G. Lisa JA.71:19-34-42.J Clin Periodontol 1995. Tonelli MP. Ciaglia R. 14. Van Oosten MAC. Journal of Oral Rehabilitation 2008. Grunder U. • Mais trabalhos em longo prazo são necessários para avaliarem a sobrevida dos implantes nos pacientes periodontalmente comprometidos. Smith C. Periodontal treatment options or implants? A discussion illustrated by four cases. Chuang S. Revista Brasileira de Odontologia 2002.year results of prospective. Osseointegrated implants in subjects treated for generalized aggressive periodontitis: 10.Int J Oral MaxxiloFac Implants 2004. Baelum V.5:254-9. Worthington HV. Lang NP. Intern.Revisão da Literatura Caderno Científico peri-implantite seja frequente. Int J Oral Maxillofac Surg 1993.8(3):315-9 319 . 4. 5. Quando o paciente apresenta perda óssea acentuada. Blieden T. Lange DE. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. A influência do fumo aparece como fator de risco diretamente ligado a longevidade dos implantes. Lang NP et al. 8. Clin Oral Impl Res 2007. 9. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. 18. Baelum V. Esposito M. diabetes. 24. Clin Oral Implants Ver 1994. The successful use of osseointegrated implants for the treatment of the recalcitrant periodontal patients.Clin Impl Res 2006. Periodontists and implants.39 (Suppl. Current Status of Dental Implants: a Periodontal Perspective. Koele P. Maxer M. Lang LP.: (61) 3297-7022 esardenberg@yahoo. estando relacionado diretamente à perda dos implantes. A restrospective 5-year study.

****Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – Universidade Estadual do Rio de Janeiro/RJ. Dental prosthesis. those are sealed with composite resins with color changes over time due to marginal leakage resulting in poor outcomes. Its influence is significant because the screw hole diameter reaches 3 mm corresponding to 50% of the molar occlusal table and more than 50% for lower premolars. Prótese dentária. ***Especialista em Implantodontia – Impar/Londrina-PR. Dental esthetics.0 mm cujo diâmetro do parafuso protético é ainda maior. the use of porcelain insets to seal the accesses represents a good option in cases of high esthetic demands. Doutor em Implantodontia – Unesp/ Araçatuba-SP.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Opção estética na reabilitação de dentes posteriores com coroas implantossuportadas parafusadas: fechamento do canal de acesso ao parafuso protético com incrustração de porcelana Esthetic option for posterior tooth replacement with screw-retained implant-supported crowns: sealing of the screw access role with porcelain insets Daniel Afonso Hiramatsu* Paulo Fukash Yamaguti** Rafael Calçada Bastos Vasconcelos*** Laércio Wonhrath Vasconcelos**** Paloma Gomes de Azevedo***** RESUMO Em próteses sobreimplantes. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. **Mestre em Prótese Dentária – Unesp/Araçatuba-SP. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. gerando prejuízos à estética nessas regiões. a fact aggravated by the abutment screw of wide-platform implants (WD). um grande problema relacionado às coroas parafusadas é a presença do orifício de acesso ao parafuso protético que compromete a estética dessas coroas. The clinical cases presented here ilustrate an esthetic way of sealing the access hole with ceramic inlay insets to reestablish occlusal anatomic characteristics. Thus. Diretor do Brånemark Osseointegration Center São Paulo. Key Words – Implant-supported dental prosthesis. the screw-access hole (SAH) is an issue that compromises esthetic results. implant-supported prostheses. Estética dentária. apresentam-se fechados com resinas compostas cuja coloração se altera com o passar do tempo devido à infiltrações. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. Unitermos – Prótese dentária fixada por implante. This problem is more evident in the mandibular arch with occlusal surfaces exposed on smiling. fato que se agrava quando se utiliza implantes de plataforma larga (WP) de 5. ABSTRACT For screw-retained. Frequently. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. frequentemente. Esses orifícios. Doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP/Bauru-SP. *****Especialista em Prótese – Inepo/São Paulo-SP.8(3):323-8 323 . Os orifícios de acesso ao parafuso protético em coroas parafusadas sobreimplante influem grandemente na estética dessas coroas porque seu diâmetro mínimo mede 3 mm e corresponde a aproximadamente 50% da mesa oclusal de um molar e mais de 50% da mesa oclusal de um pré-molar inferior. Os casos clínicos a seguir mostram uma opção estética para o fechamento dos orifícios de acesso aos parafusos protéticos de coroas parafusadas com a cimentação de incrustrações (inlays) em cerâmica restabelecendo a anatomia oclusal. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. *Mestre em Reabilitação Oral – FOB-USP/Bauru-SP. Por isso. Esse problema é ainda mais frequente na arcada inferior onde a oclusal dos dentes é mais evidente durante o sorriso. a utilização de incrustrações de porcelana para o fechamento desses canais representa uma boa alternativa para casos de grande exigência estética.

Notar a pigmentação das bordas da restauração com resina composta utilizada no fechamento do orifício oclusal.Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG Introdução Nas próteses sobreimplantes. a escolha do sistema de retenção (cimentada ou parafusada) está relacionada a vários fatores. a utilização de incrustrações de porcelana para o fechamento desses canais representa boa alternativa para casos de grande exigência estética1. quando se trata de casos onde a estética é uma prioridade. muitas vezes. como no caso dos elementos 22 e 23. Relato de Caso Clínico Caso 1 – coroas múltiplas parafusadas sobreimplantes (moldagem dos orifícios para confecção das inlays sobre o modelo de gesso). Quando a incrustração não é confeccionada juntamente com as coroas sobreimplantes. Por isso. gerando prejuízos à estética nessas regiões (Figuras 1 e 2). é insuficiente dependendo da exigência do caso. mas também na região de pré-molaress e molares. principalmente na arcada inferior que é a mais visível durante o sorriso. Porém. oclusão e estética relacionada à presença do orifício de acesso ao parafuso nas coroas parafusadas. restabelecendo a anatomia oclusal dessas coroas. que deixa transparecer o metal da infraestrutura e do parafuso protético.8(3):323-8 . essas incrustrações podem oferecer vantagens mecânicas pois ajudam a reforçar a porcelana nos locais mais frágeis da incisal de coroas anteriores. em alguns casos não é possível a confecção de coroas cimentadas. sem a necessidade de removê-las. reversibilidade. Assim. A ausência desses orifícios é uma grande vantagem quando se utilizam próteses cimentadas. além da função estética. Figura 1 Deficiência estética em coroas parafusadas de molares. quando o orifício localiza-se muito próximo à vestibular desses dentes. restaurações unitárias têm sido utilizadas principalmente para manter a aparência e a função em pacientes que possuem espaços protéticos com dentes adjacentes íntegros. opta-se pelas coroas parafusadas cuja estética. o apelo estético que recai sobre as reabilitações protéticas. Os casos clínicos a seguir mostram uma opção estética para o fechamento dos orifícios de acesso aos parafusos protéticos de coroas parafusadas com a cimentação de incrustrações (inlays) em cerâmica. uma atenção maior deve ser dada às reabilitações com coroas parafusadas sobreimplantes nas regiões posteriores. os orifícios de acesso ao parafuso protético frequentemente apresentam-se fechados com resinas compostas cuja coloração se altera com o passar do tempo devido à infiltrações. Sobre o modelo de gesso é então confeccionado o fragmento (Figura 5) que posteriormente é cimentado sobre o orifício (Figura 6). Além disso. atinge também as reabilitações sobreimplantes não só na região anterior. Nestes casos (Figura 3). principalmente. 324 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Figura 3 Reabilitação de maxila com coroas sobredentes individualizadas e prótese fixa parafusada sobre os implantes 22 a 26. Por essa razão. tais como: passividade de assentamento. existe a opção de fazê-la mesmo estando as coroas já instaladas. especialmente devido ao espaço interoclusal insuficiente na região de molares e pré-molares. Assim. o material que preenche o orifício é removido (Figura 4) e é feita uma moldagem com um material de boa precisão. Atualmente. de maneira geral. como as siliconas de adição. Neste caso. Figura 2 Escurecimento da oclusal de coroas parafusadas devido a opacidade insuficiente do material utilizado. normalmente.

Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 4 Fragmentos de porcelana confeccionados sobre o modelo após moldagem dos orifícios das coroas – notar os orifícios oclusais nos dentes posteriores e posicionamento quase incisal do orifício das coroas 22 e 23. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Observar o maior diâmetro do parafuso em função da utilização de implantes de plataforma larga 5. o maior diâmetro do parafuso protético exige um orifício maior na oclusal da coroa. a adaptação do fragmento à coroa é favorecida já que ele é feito diretamente sobre o local onde será cimentado. uma opção para otimizar a estética em coroas parafusadas é a confecção de uma infraestrutura em Zircônia (Zirkonzahn) para eliminar a possibilidade de escurecimento da oclusal da coroa pela coloração do metal da infraestrutura e translucidez da porcelana (Figuras 9). sendo ainda mais indicado o fechamento com incrustração (Figuras 7 e 8). Figura 7 Coroa após instalação. mesmo após a cimentação do fragmento. Figura 5 Proteção dos parafusos protéticos com fita de teflon previamente à cimentação. o parafuso protético da coroa fica muito próximo à superfície oclusal. acabamento e polimento. Nestes casos. Assim. em casos onde a altura interoclusal é pequena. É necessário ter a certeza de boa adaptação da coroa aos tecidos adjacentes antes de proceder com a cimentação do fragmento. Caso 2 – coroa unitária parafusada sobre o implante (segundo molar inferior). recomenda-se que a cimentação não seja feita no mesmo dia da instalação da coroa. Nesses casos. Outra opção é confeccionar a incrustração junto com a coroa do dente. quando se utiliza implantes de plataforma larga (5. Em algumas situações (como no Caso 2).0 mm). consegue-se perceber um escurecimento dessa região através da translucidez da porcelana que não é suficiente para esconder a coloração do metal da infraestrutura e do parafuso protético. Na região de molares.0 mm (WP). Ainda assim. Figura 6 Vista oclusal dsa coroas após cimentação dos fragmentos com cimento resinoso (Variolink). podendo ficar aparente mesmo após a cimentação do fragmento. torque e proteção do parafuso. Figura 8 Vista oclusal após cimentação adesiva do fragmento. Caso 3 – coroa unitária parafusada com infraestrutura em Zircônia (primeiro molar inferior).8(3):323-8 325 .

Como no caso clínico a seguir. do posicionamento do orifício na oclusal da coroa. geralmente. Observar o detalhe da cabeça dos parafusos que foram jateados para melhor adesão do opaco. por isso. Figura 11 Fragmento em posição na coroa. sobre a cabeça do parafuso é aplicada uma fina camada de opacificador. devemos tomar alguns cuidados durante a cimentação. então. aplicação de silano e cimentação com cimento resinoso. no modelo. Observar a uniformidade de forma e cor do fragmento e a continuidade dos sulcos na oclusal da coroa. muito cuidado deve ser dado no ajuste oclusal para que se evite contatos excessivos nas áreas de união entre o fragmento e a coroa que são as regiões mais frágeis da restauração. Diante dessa situação. 326 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. a incrustração tem pouca espessura (Figura 11).Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG A B Figuras 9 Coroas parafusadas com estrutura em zircônia (Zirkonzahn) e inlays de porcelana. Depois procede-se o condicionamento da porcelana na parte interna do orifício e no fragmento com ácido fluorídrico. Após a instalação e o torque final da coroa na boca. Nesses casos.8(3):323-8 . onde a cabeça do parafuso foi jateada com óxido de alumínio para criar rugosidades em sua superfície (Figura 10). o hexágono central do parafuso protético é protegido com algum material de fácil remoção e. Figura 10 Vista.

a ausência de orifícios de acesso ao parafuso é uma grande vantagem quando se utiliza próteses cimentadas sobreimplante5. ao mesmo tempo que mantém as vantagens desse tipo de prótese. Neste caso. Isto levou os cirur- A B Figuras 12 Análise do sorriso. Esse custo pode variar de 20% a 30% do valor total da coroa. Assim. o que já diminui os custos da Discussão Os implantes osseointegrados do sistema Brånemark foram originalmente utilizados para prover retenção de próteses dentais em pacientes edêntulos. Uma das limitações da técnica apresentada neste artigo é o custo laboratorial adicional advindo da confecção dessas inlays de porcelana.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Caso 4 – coroas unitárias parafusadas múltiplas na região de pré-molaress e molares inferiores. normalmente. a que mais mostra a oclusal dos dentes e por ser um caso de várias coroas nos dois quadrantes da mandíbula. a restauração para o vedamento do orifício de acesso ao parafuso com porcelana representa uma solução para a deficiência estética das coroas parafusadas. aumentando-se então as indicações para o uso de implantes. foto oclusal das coroas parafusadas (B). notar o completo mascaramento dos orifícios e naturalidade das coroas (A). REVISTA IMPLANTNEWS 2011. porque são feitas diretamente sobre a plataforma do implante. Casos de coroas unitárias multiplas parafusadas também podem ser bem resolvidas através das incrustrações de porcelana. A B Figuras 13 Sorriso após a cimentação das inlays. deixando-as muito semelhantes aos dentes naturais e imperceptíveis durante o sorriso (Figuras 13). Quando se trata de casos onde a estética é uma prioridade. giões-dentistas a se encorajarem no sentido de utilizar este meio de suporte no edentulismo parcial e até mesmo unitário em outras regiões da cavidade bucal2-6. notar a anatomia oclusal restabelecida e a continuidade dos sulcos oclusais (B). especialmente por se tratar da arcada inferior. A cimentação das inlays favorece a estética considerando que dá às coroas um aspecto de naturalidade.8(3):323-8 327 . orifícios das coroas evidenciados durante o sorriso e a fala (A). vista oclusal. Outro fator a ser considerado é que normalmente as coroas parafusadas unitárias já possuem um custo reduzido em relação às coroas cimentadas. a deficiência estética causada pelos orifícios das coroas fica evidente quando fazemos uma análise do sorriso (Figuras 12). acréscimo que se justifica pelo aperfeiçoamento estético trazido pela técnica e por possibilitar estética semelhante ao das coroas cimentadas. Pesquisas sobre implantes nesta região estão bem documentadas e seu prognóstico a longo prazo tem se mostrado seguro2-4. sem a necessidade de confecção de um munhão. especialmente na região anterior de mandíbula.

Rio de Janeiro: Pedro primeiro. a condição dos dentes vizinhos e da boca como um todo. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área. Vogiatzi T. cimentada ou parafusada. a opção entre o tipo de coroa Referências 1. 7. também. Além disso. Quando se compara as próteses implantossuportadas com relação aos seus sistemas de retenção (cimentada ou parafusada) observa-se que a presença do orifício de acesso ao parafuso possibilita maior incidência de fraturas da porcelana2. Caputo AA. depende de vários fatores. Di Martino E. Fracture resistance of implantsupported screw. Cement-retained implant-supported fixed partial dentures: a 6-month to 3-year follow-up. As desvantagens relacionadas às coroas retidas por cimentação baseiam-se no fato de que elas não proporcionam a possibilidade de recuperação da restauração em casos de fraturas ou falhas e.97:137-40.8(3):323-8 .11:448-57. Além disso. 2. Os orifícios de acesso ao parafuso protético em coroas parafusadas sobreimplantes. Int J Oral Maxillofac Implants 2000. Agradecimentos: Uriel de Andrade (TPD) e Francisco Farias (TPD). Gionso L. Graef F. Sorensen JA. 3. Miller BH. Higginbottom FL. The effect of load cycling on metal ceramic screw-retained implant restorations with unrestored and restored screw access holes. Int J Oral Maxillofac Implants 1996.14:369-78. Felton DA. Graser GN. o ajuste desse tipo de coroa deve ser criterioso.11:645-9. Cemented versus screw-retained implant prostheses: which is better? Int J Oral Maxillofac Implants 1999. que a impossibilidade de remoção sem destruição da coroa dificulta a manutenção no consultório visto que. 10. Bezerra FJB RP. Int J Oral Maxillofac Implants 2000. influem grandemente na estética dessas coroas porque seu diâmetro mínimo mede 3 mm e corresponde a aproximadamente 50% da mesa oclusal de um molar e mais de 50% da mesa oclusal de um pré-molar inferior7. Nós. fato que se agrava quando se utiliza implantes de plataforma larga (WP) de 5. 5. Ercoli C. a deficiência estética das coroas parafusadas causadas pelo orifício de acesso ao parafuso não deve mais ser um fator de contraindicação das coroas parafusadas. Gajjar RC. 1999. 11. J Prosthet Dent 2008. Caputi S. A comparison of the porcelain fracture resistance of screw-retained and cement-retained implant-supported metal-ceramic crowns.8-10. Marginal discrepancy of screwretained and cemented metal-ceramic crowns on implants abutments. muitos profissionais optam por realizar uma prótese unitária cimentada em vez de parafusada. existe o risco de fratura do fragmento de porcelana utilizado no fechamento do orifício. Fato este que não ocorre quando se utiliza os métodos e materiais descritos neste artigo. Sullivan DY. Wichmann MG. Al Mardini M. 328 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Zarone F. Nota de esclarecimento Nós. Di lorio D.23:296-301.13. alguns autores2. de estética inferior. Implant prosthodontics: current perspective and future directions.3:6-10. justamente porque consideravam que o orifício de acesso ao parafuso protético das coroas parafusadas comprometia a estética devido ao material. se o paciente já possuir outras restaurações metálicas que não o incomodem talvez não faça diferença a utilização das inlays.br 8. 65 – Vila Rica 11055-050 – Santos – SP daniel@branemark. Passivity of fit and marginal opening in screw. Johnson PF. J Prosthet Dent 2007. já que além do risco de fratura da coroa. Recebido em: fev/2011 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Daniel Afonso Hiramatsu Rua Azevedo Sodré. 13. Agar JR.or cement-retained implant fixed partial denture designs. Próteses parafusadas x próteses cimentadas: uso de incrustração em cerâmica para obturação do canal de acesso do parafuso de retenção oclusal. nem trabalhamos como testemunha especializada. Guichet DL. 3i Innovations Journal 1999.11-13. J Prosthet Dent 2004. 6.0 mm cujo diâmetro do parafuso protético é ainda maior.77:28-35. a indicação deve levar em conta a exigência estética de cada caso.99:19-24. Tallents RH.12 citam como uma vantagem das coroas cimentadas um menor comprometimento estético e oclusal. Cement-retained versus screw-retained implant restorations: a ser utilizado. Quaglini V. Heckmann SM.15:239-46. silanização e cimentação resinosa do fragmento para que não haja bolhas ou espaços vazios que possam fragilizar a restauração durante a oclusão. Taylor TD. Francischone CEIS. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties. Graef F. achieving optimal occlusion and esthetics in implant dentistry. Em vista disso. ou os membros de nossas famílias. Conclusão Com a técnica descrita no presente trabalho. Chee W. Torrado E. 9. An in vitro study on compensation of mismatch of screw versus cement-retained implant supported fixed prostheses. Odontologia Integrada: Atualização multidisciplinas para o clínico e o especialista.6.Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG confecção desse tipo de coroa.versus cement-retained porcelain fused to metal single crowns: SEM fractographic analysis. J Prosthet Dent 1997.91:532-7. por exemplo. Em prótese sobreimplante. Choi H. Simion M. Pietrabissa R. Clin Oral Implants Res 2000. Karl M. Taylor TD. Por isso. Karl M.com.and screw-retained implant restorations.15:66-75. Dent Mater 2007. Serfaty V. 4. Singer A. Vasconcelos L. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. os autores deste trabalho. Alguns autores descrevem que as próteses parafusadas apresentariam maior dificuldade para obtenção de resultados estéticos6. Cordaro L. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Traini T. Sorrentino R. Int J Oral Maxillofac Implants 1999. 12. Heckmann SM. Cada uma possui vantagens e desvantagens que devem ser consideradas de acordo com cada situação clínica para que a escolha seja a mais adequada possível. Ou mesmo os anseios de cada paciente irão servir como parâmetro para o uso da técnica descrita. não pode ser removida para a realização de uma profilaxia mais apurada ou uma sondagem dos tecidos peri-implantares7. utilizado para o seu vedamento. Keith SE. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. até o condicionamento da porcelana. Hebel KS.14:137-41. In vitro effect of load cycling on metal-ceramic cement. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Woody RD. por exemplo. Próteses parafusadas x próteses cimentadas sobre implantes osseointegrados: vantagens e desvantagens. Daí a importância de se realizar uma cimentação adequada que envolve desde o forramento adequado do conduto e proteção do parafuso protético.

***Professores do Curso de Especialização em Implantodontia – FO/UFG. Cirurgia bucal.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Uso da prototipagem para lateralização do nervo alveolar inferior Prototyping use for lateralization of the inferior alveolar nerve Leandro de Carvalho Cardoso* Luiz Gustavo Nascimento Melo* Egilson Rosa Oliveira** Ricardo Alexandre Zavanelli*** Adérico Santana Guilherme*** Adonai Peixoto Cheim Jr. planejamento e execução da técnica de lateralização do NAI para colocação de implante e permite ao operador ter segurança e previsibilidade à intervenção cirúrgica. *Professores do Curso de Especialização em Implantodontia – EAP/Goiás. to perform the Lian technique.Dental implants. **Especialista em Implantodontia – EAP/Goiás. ****Estagiário do Curso de Especialização Implantodontia – EAP/Goiás.**** RESUMO A reabilitação bucal com implantes osseointegrados na região posterior de mandíbula. and execution. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Uma das formas de contornar esta limitação é a realização da técnica de lateralização do nervo alveolar inferior previamente à colocação dos implantes. The aim of this paper was to report a clinical case using prototyping technique. Oral surgery. Nervo mandibular. It allows the operator to manage fixtures with safe and predictability on surgical intervention. ABSTRACT Rehabilitation with dental implants at posterior quadrants in patients with bone height atrophy is complicated due to the presence of the inferior alveolar nerve canal. O propósito deste trabalho foi de relatar um caso clínico de lateralização do nervo alveolar inferior para a colocação dos implantes com auxílio do recurso da prototipagem. Conclui-se que a utilização do recurso da prototipagem é um exame auxiliar de importância para diagnóstico. Unitermos . Lateralization of the inferior alveolar nerve.8(3):331-6 331 . Mandibular nerve. It was concluded that.Implantes dentários. torna-se limitada ou dificultada devido à presença do nervo alveolar inferior. the use of tomographic and prototyping techniques are essential for correct diagnosis. planning. Key Words . One possible solution is the lateralization of the inferior alveolar nerve (Lian). em pacientes com atrofia óssea em altura.

42 anos. com presença de pouco osso em altura (Figura 2).Cardoso LC • Melo LGN • Oliveira ER • Zavanelli RA • Guilherme AS • Cheim Jr. com vantagens e desvantagens das opções. proporcionando assim boa estabilidade primária. foi solicitada tomografia computadorizada (cone-bean). Figura 2 Aspecto radiográfico da região posterior esquerda. ágeis e seguros. tais como: utilização de implantes curtos ou orientação de posicionamento do implante ao lado do nervo alveolar inferior. torna-se uma operação complicada ou mesmo limitada pela presença do nervo alveolar inferior1.8(3):331-6 . Para a reabilitação bucal com implantes nestas áreas. principalmente nos casos de atrofias ósseas severas. que inclui localização e mapeamento do NAI e a relação deste com a crista óssea alveolar1. panorâmicas e tomografias computadorizadas são essenciais para diagnóstico e planejamento cirúrgico da técnica de lateralização de nervo. Após explanações. 332 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. algumas opções de tratamentos são relatadas na literatura. Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino. Dentre estas opções. Figura 3 Aspecto do mapeamento sobre o protótipo. planejamento e execução da técnica. produzindo os chamados biomodelos. procurou o consultório odontológico queixando-se da ausência dos dentes 35 e 36 (Figura 1). Um importante recurso auxiliar nesta técnica é a prototipagem. Exames complementares. a paciente optou pela técnica de lateralização do NAI. AP Introdução A colocação de implantes na região posterior de mandíbula atrófica. utilizando-se do recurso da prototipagem. como um exame complementar para diagnóstico. a lateralização do NAI permite a colocação de implantes longos e com travamento bicortical. fator este essencial para a osseointegração4-5. O objetivo deste trabalho foi de relatar um caso clínico de lateralização do NAI para a colocação de implantes osseointegráveis. realização de enxertos ósseos para aumentar a altura do osso mandibular e a lateralização do nervo alveolar inferior (NAI)2-3. A utilização dos biomodelos torna o planejamento e a execução de cirurgias de implantes osseointegráveis mais precisos. Diante da atrofia. Para realização do completo planejamento. No exame clínico e radiográfico a paciente apresentava atrofia óssea da região. em pacientes com reabsorção óssea muito acentuada no sentido vertical. obtidas por meio de exames como tomografia computadorizada (TC). que revelou 6 mm em altura na região do 35 e 5 mm na região do 36. evitando ou diminuindo eventuais complicações durante o procedimento cirúrgico6. tais como radiografias periapicais. Foi proposto para a paciente duas possibilidades de reabilitação da área com implantes: enxerto ósseo em altura ou lateralização do NAI. cuja tecnologia possibilita a duplicação morfológica de estruturas anatômicas em escala real de 1:1. foi solicitada prototipagem mandibular a partir da tomografia computadorizada (Figura 3). Figura 1 Aspecto clínico da ausência do dente 35 e 36. incluindo localização e mapeamento do forâmen mentoniano e do canal mandibular. Através dos protótipos é possível a análise da condição anatômica do paciente e a simulação real do procedimento.

Através da fita cardíaca. A paciente apresentou parestesia referente à área de inervação do NAI esquerdo (Figura 8). houve Figura 5 Mensuração da janela óssea osteotomizada. Após 30 dias. São Carlos. A parestesia foi tratada com laserterapia (DMC. tais como: implante curto (Figura 4b) e implante inclinado (Figura 4c). comprimidos ao dia durante 15 dias. Osteotomias monocorticais foram realizadas iniciando-se da área distal do forâmen mentoniano. permitindo-se fresagem do osso e instalação de dois implantes da marca 3i de medidas 3. devido o travamento bicortical. seccionamento da peça (Figura 4a) e simulações de algumas opções terapêuticas para colocação de implantes. O feixe neurovascular foi exposto em toda extensão da janela. A cortical externa (retangular) foi removida (Figura 5) e o osso esponjoso que recobre o canal foi cuidadosamente removido. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. por 15 dias. tornando-se possível a sua liberação sem tensão. após a anestesia infiltrativa local e troncular do NAI.75 por 13 mm (Figuras 5 a 7). realizou-se duas osteotomias horizontais. Primeiramente. estendendo-se até a região do segundo molar. Posteriormente. uma 2 mm acima e a outra 2 mm abaixo do canal mandibular. Neste protótipo foi realizado estudo. Os implantes colocados apresentaram boa estabilidade primária. formando um retângulo ou uma janela óssea. Brasil) vermelha e infravermelha. realizou-se uma incisão sobre a crista do rebordo com uma relaxante na região do canino e deslocamento do retalho com exposição do forâmen mentoniano.8(3):331-6 333 . com auxílio de curetas. Figura 6 Exposição e lateralização do nervo com fita cardíaca. mensurações. Na fase cirúrgica. a estrutura neurovascular foi delicadamente manipulada para a região vestibular. associado ao medicamento núcleo CMP quatro . com aplicações de 48 em 48 horas.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 4a Mensuração da quantidade óssea em altura após seccionamento sagital do protótipo. A cortical externa removida foi triturada e utilizada para o preenchimento do espaço entre os implantes e o nervo. Ambas osteotomias foram unidas com osteotomias monocorticais verticais.75-10 mm. Figura 4c Simulação da colocação de um implante 3.75-13 mm inclinado.75 por 15 mm e 3. lateralizada. a janela óssea com a estrutura do feixe neurovascular vestibularizado foi recoberta com membrana de colágeno e o retalho mucoperiosteal suturado. Figura 4b Simulação da colocação de um implante 3.

Implantes com tamanhos inferiores. Figura 7 Aspecto transcirúrgico após a instalação do implante e o reposicionamento do nervo alveolar inferior. moldagem e instalação de duas coroas metalocerâmicas parafusadas (Figuras 10 a 13).Cardoso LC • Melo LGN • Oliveira ER • Zavanelli RA • Guilherme AS • Cheim Jr. estes relatos restringemse a implantes de 8. sem estudo longitudinal. grande inclinação do implante e impossibilidade de reabilitação protética (Figura 4c).8(3):331-6 . Outra opção para área posterior atrófica é a vestibularização ou a inclinação dos implantes em relação ao nervo. de 5 a 4 mm.75 por 15 mm e 3. Decorrido o período de cicatrização gengival.75 por 13 mm após três meses. iniciou-se os passos protéticos: instalação dos componentes protéticos. Neste caso relatado. todavia. Discussão Existem três diferentes abordagens terapêuticas com implantes que podem evitar a cirurgia de lateralização do feixe neurovascular na região posterior de mandíbula com deficiência em altura óssea. implantes curtos não foram apresentados. 334 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Esta opção não foi considerada no caso citado. Após três meses realizou-se a reabertura e a instalação de cicatrizadores. 3. exigindo. 7 e 6 mm de comprimentos8-9. considerada segura somente quando há utilização da cirurgia virtual guiada através dos programas de computadores e guias cirúrgicos específicos para tal. Figura 10 Aspecto radiográfico dos implantes 3i. No entanto. considerada a opção mais conservadora e relatada na literatura com grande sucesso7. dentre as opções de planejamento. conforme planejamento prévio no protótipo. Figura 9 Mapeamento da parestesia após 30 dias. pois o nervo alveolar inferior posicionava-se na porção média do corpo mandibular. A primeira opção é o uso de implantes curtos. AP melhora significativa do quadro de parestesia (Figura 9) e após 55 dias a paciente não sentia mais os sinais e os sintomas da parestesia. Figura 8 Mapeamento da parestesia no pós-operatório de três dias. têm sido apresentados por algumas empresas de implantes. pois no período de realização da cirurgia não havia no mercado de Implantodontia implantes curtos de 5 mm.

O uso da prototipagem associado à tomografia computadorizada é uma grande vantagem para planejamento20 e execução da técnica cirúrgica. ao índice de sucesso baixo.8(3):331-6 335 . planejamento e execução da técnica de lateralização do NAI para colocação de implante e permite ao operador segurança e previsibilidade à intervenção cirúrgica. Figura 11 Vista lateral das coroas definitivas. porque se pode conhecer com fidelidade de imagem.21-23. o cirurgião pode simular o procedimento cirúrgico a ser realizado. perda de implantes. distúrbios neurossensitivos prolongados2. com frequentes deiscências de sutura e exposição dos enxertos no pós-operatório. como hemorragia intensa2.11-15 apesar das possíveis complicações. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. viável e de aprovação pelos pacientes2. opção escolhida pela paciente neste trabalho.Relato de Caso Clínico Caderno Científico A terceira opção. densidade do osso medular e medidas precisas da posição do canal mandibular em todo seu trajeto. devido à morbidade pós-operatória. Figura 12 Vista oclusal das coroas definitivas. a lateralização do nervo pode ser considerada um procedimento seguro. Logo. Nas tomografias podem ser avaliadas espessura das corticais. Conclusão Baseando-se no desenvolvimento do caso clínico. o que condiz com a abordagem do caso apresentado neste artigo. Através do estudo dos protótipos. concluiu-se que a prototipagem é um exame auxiliar de importância para diagnóstico. A melhor forma de prevenir complicações é a realização de um planejamento ideal do caso com auxílio de exames específicos como tomografia computadorizada e prototipagem. que é a utilização de enxertos ósseos autógenos para ganho em altura. A técnica de lateralização do NAI. osteomielite. com indicação correta. como também relatado neste caso.com Figura 13 Aspecto radiográfico final após dois anos. foi descrita pela primeira vez na década de 198010 e tem se apresentado como alternativa viável para reabilitação em regiões posteriores de mandíbulas atróficas1-2. 691 – Setor Oeste 74115-050 – Goiânia – GO leandroccardoso@hotmail. vivenciando de maneira antecipada grande parte das complicações cirúrgicas6. nem sempre é a opção mais aceita pelo paciente. o curso do canal mandibular19. A tomografia computadorizada facilita o planejamento e reduz as injúrias ao NAI.15-16 e fraturas mandibulares11-18. como apresentado neste caso. bom planejamento e execução da técnica cirúrgica. Recebido em: nov/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Leandro de Carvalho Cardoso Rua 3. Em vários estudos têm sido reportadas taxas de recuperações neurossensitivas de quase 100%.

Endosseous implant placement in conjunction with inferior alveolar nerve transposition: a report of an unusual complication and surgical management. 336 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Custódio AL. Int J Oral Maxillofac Implants 1997.21(2):275-82. Borri ML. Hanisch O. Arlin ML. Martins MT. Matsumoto M.39(5):452-6. Lekhom U. Ivanoff CJ. Int J Oral Maxillofac Implants 2006. Ajzen S. Influence of prosthetic parameters on the survival and complication rates of short implants. Oshiro M.63:263-8. Pereira LJ. 19. Briaux JM. Lateralização de nervo alveolar inferior em implantodontia: relato de caso clínico. 22.13(11):722-5. Dias SC.20(4):610-20. 16.9:522-31. Kaneko K. Int J Oral Maxillofac Implants 2008. 8. Smiler DG. Inferior Alveolar Repositioning in Conjuntion With Placement of Osseointegrated Implants: A case report. Jornal Brasileiro de Clínica Odontológica Integrada 1999. Cardoso LC. Implant placement in combination with nerve transposition: Experience with the first 100 cases. 15. Aboujaoude N. Luna AH. Nedir R. Neurosensory function following mandibular nerve lateralization for placement of implants.52(7):662-70. Computer Tomographic Analysis of the Position and Course of the Mandibular Canal: Relevance to the Sagittal Split Ramus Osteotomy. Endosseous implant placement in conjunction with inferior alveolar nerve transposition: a report of an unusual complication and surgical management. Bischof M. J Oral Sci 2001. J Oral Maxillofac Surg 1994. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2008. AP Referências 1.biomaterials and esthetics 2008. 7. 11.24(5):859-65. Int J Oral Maxillofac Implants 2005. Innovations Implant Journal 2006. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1987. transposition with involvement of the mental forâmenn for implant placement. Nock D. Laureti M. Beyer S. Neurosensory function and implant survival rate following implant placement with nerve transpositioning: a case study.12(6):440-9 Hashemi HM. Use of models in surgical predictability of oral rehabilitations. Tawil G. Short dental implants as a treatment option: results from an observational study in a single private practice. Int J Oral Maxillofac Implants 1994. Vestibularização da estrutura neurovascular para colocação de implantes dentias. Vasconcelos JA.12:463-71.13(4):213-9. Kawakami J. Tsuji Y. Garcia Júnior IR.8(2):145-50. Davis WH.43(2):139-44. Yoshimoto M. Rodrigues TS. Avila GB. Ten Eyck GR. Nerve transposition and implant placement in the atrophic posterior mandibular alveolar ridge. Passeri LA. Chrcanovic BR.23(1):133-6. Innovations Implant Journal . A 7-year life table analysis from a prospective study on ITI implants with special emphasis on the use of short implants. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Perin GL. Endosseous implant placement in conjuction with inferior alveolar nerve transposition: an evaluation of neurosensory disturbance. Ferrigno N. Inferior alveolar nerve 14. Acta Cir Bras 2007. de Moraes M. Sarmento V. Jensen O.3(17):53-7. Reiche-Fischel O.23(1):133-6. 5. Int J Oral Maxillofac Implants 2008. Ribeiro JC. 9. Clin Oral Implants Res 2004. Int J Oral Maxillofac Implants 1993.1(1):71-5. Szmukler-Moncler S. S. Lamberti P. 10.22(5):387-95. 3. 4. Aplicação da prototipagem rápida em implantodontia. Jensen J. Younan R. Oral Maxillofac Surg 2009. Revista brasileira de cirurgia e implantodontia. Bernard JP. 21. J Oral Maxillofac Surg 2005. 2. Reposicionamento do nervo alveolar inferior em implantes dentários. Curci R. Salles MB. 17.8(3):331-6 . Menezes PDF. Yoshimoto M. Rosenquist B. Moreira RW. 23. Muto T. Chilvarquer I. BCI 2000. Takeda S. 20. Int J Oral Maxillofac Implants 2006. Kan JYK. 13. Rigato JL. Moreira RW. de Moraes M. Sindet-Pedersen S.Cardoso LC • Melo LGN • Oliveira ER • Zavanelli RA • Guilherme AS • Cheim Jr.21(5):769-76. Teixeira V. 18. Microstructural and ultrastructural assessment of inferior alveolar nerve damage following nerve lateralization and implant placement: an experimental study in rabbits. Allrgrini Jr.3(6):39-44. Inferior Alveolar Nerve Transposition in Combination With Branemark Implant Treatment.7:249-54. Repositioning the inferior alveolar nerve for placement of endosseous implants: technical note. Watanabe IS. Luna AH. Passeri LA. Hori M. Int J Oral Maxillofac Surg 2010. Int J Periodontics Restorative Dent 1992.15(2):150-7. Sato H et al.34:243-46. Results from a private practice. Inferior alveolar nerve lateral transposition. Friberg B. Sato T. Goodacre CJ. Okaue M. Fanali S. Magro-Filho O. Coelho PG. 6. 12. Inferior alveolar nerve transposition in conjunction with implant placement. Lozada JL.

o objetivo desta revisão da literatura é avaliar e discutir os resultados encontrados com esse biomaterial para o aumento ósseo horizontal. the purpose of this review is to evaluate and discuss the results with this biomaterial for horizontal bone augmentation.8(3):339-43 339 . *Especialista em Implantodontia – ABO/SP. *****Mestre e doutorando em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Xenogenic bone. Coordenador do Programa da Pós-graduação em Odontologia – Universidade Federal de Santa Catarina. and maintenance of peri-implant tissues. *******Mestre e doutor em Periodontia – FOB-USP. implant installation.Enxerto ósseo. Doutor em Implantodontia – Universidade Sagrado Coração. but an extended healing period must be respected. pesquisas têm demonstrado bons resultados clínicos. ***Mestranda em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. porém. Among the studies reviewed. um período de reparo maior deve ser respeitado. Given the advantages of this material. Horizontal augmentation.Bone grafting. Diante das vantagens desse material. a instalação dos implantes e a manutenção dos tecidos peri-implantares. Implante. o enxerto ósseo xenógeno mineral em bloco mostra-se uma alternativa viável para a reconstrução horizontal dos rebordos alveolares. Aumento horizontal. ABSTRACT New presentation of xenogenic graft is available in block form for bone reconstruction at alveolar ridges. **Mestranda em Prótese – Universidade Federal de Santa Catarina. Entre os estudos analisados. ******Especialista em Periodontia – Funbeo. Mestre e doutorando em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. A respeito dessa técnica. Unitermos . Osso xenógeno. como a integração do enxerto. the xenogenic bone graft mineral block appears to be a viable alternative for horizontal reconstruction of alveolar ridges. ****Especialista em Periodontia – FOB-USP. Research has demonstrated good clinical results such as graft integration. Mestranda em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre em Reabilitação Oral – Faculdade de Odontologia de Bauru. Dental implants.Revisão da Literatura Caderno Científico Aumento horizontal com osso xenógeno em bloco: alternativa viável ao uso do ósseo autógeno Horizontal augmentation with xenogenic bone: a viable alternative to autogenous bone Isis Carvalho Encarnação* Carolina Enith Medina Bullen** Maria Del Piñal Luna*** Armando Rodrigues Lopes Pereira Neto**** Ernesto Barquero Cordero***** Alberto Eduardo Bullen Cabrera****** Ricardo de Souza Magini******* RESUMO Uma nova apresentação do osso xenógeno está disponível na forma de bloco para reconstruções ósseas dos rebordos alveolares. Key Words .

aguardou-se um período de cicatrização de seis meses previamente à instalação do implante. eliminação do defeito ósseo e integração do enxerto até o nível ósseo dos dentes adjacentes com excelente integração às margens da área receptora. Geistlich Biomaterials.8(3):339-43 . Inicialmente. tendo-se aguardado também seis meses para a cirurgia de segundo estágio e reabilitação protética. empregando osso bovino inorgânico em bloco para aumento ósseo vertical e comparando a formação óssea com ou sem o uso de barreiras de membrana. normalmente. Revisão da Literatura O uso de materiais inorgânicos. que vão desde aloplásticos particulados até blocos autógenos de áreas intrabucais. Além disso.5 mm2. além de ser um material de custo reduzido7-8. aliam-se suas propriedades biológicas anteriormente citadas à redução do tempo operatório. adesão e proliferação de células osteoprogenitoras e à maturação destas em osteoblastos para a produção de matriz extracelular11. a partir de resultados promissores. Wolhusen. dos riscos de contaminação. Diversas pesquisas têm demonstrado. Quando incorporado ao tecido ósseo. O enxerto ósseo autógeno é o mais utilizado e tido como padrão ouro. devido a suas vantagens biológicas e potencial osteogênico. mas. A propriedade de osteocondução refere-se à habilidade de servir como arcabouço para migração. esses blocos não mostraram alterações dimensionais. motivos pelos quais se tem procurado alternativas de substitutos ósseos como os enxertos alógenos. possuem diferentes propriedades mecânicas e biológicas3. Com um ano de controle após a instalação dos implantes. pois o prognóstico no longo prazo é afetado negativamente por um volume ósseo inadequado1. morbidade e susceptibilidade a infecções no sítio doador e reabsorção progressiva e contínua. as amostras histológicas demonstraram que houve pouca formação de novo osso e que sua formação estava entre o parafuso de fixação e a base do osso receptor. em dois anos de função. Wolhusen. A configuração do osso bovino inorgânico em bloco. Em um relato de caso em humanos observou-se a formação de novo osso em contato íntimo com as partículas residuais do substituto. Várias técnicas têm sido sugeridas para preparar o local para receber os implantes osseointegrados. Geistlich Biomaterials). em altura ou em ambos. Geistlich Biomaterials.Encarnação IC • Bullen CEM • Luna MDP • Pereira Neto ARL • Cordero EB • Cabrera AEB • Magini RS Introdução O sucesso do tratamento com implantes depende de volume ósseo adequado para a sua instalação. Aumento ósseo horizontal é qualquer procedimento que tem como objetivo aumentar a espessura do rebordo alveolar para receber implantes de diâmetro adequado. disponibilidade em grande quantidade e custos acessíveis5. particulados para levantamento do assoalho do seio maxilar e regeneração tecidual guiada está bem documentado e utilizado6. Suíça) e recobrimento com membrana de colágeno (Bio-Guide. aguardaram-se entre nove e dez 340 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. mas. Durante a instalação do implante foi observada. embora algumas pesquisas já demonstrem bons resultados4-5. Geistlich Biomaterials). Ante as vantagens desse material em bloco e de seus resultados promissores. seja em espessura. quando utilizadas para técnica de enxerto horizontal onlay sem o uso de membranas. a parte mais externa do material enxertado estava preenchida com tecido conjuntivo14. Além disso. Ao utilizar esse tipo de material em bloco para aumento ósseo horizontal. que o enxerto xenógeno é uma alternativa a ser considerada em procedimentos reconstrutivos para reabilitação de defeitos ósseos4-5. pouco se sabe sobre o potencial desse tipo de material como enxerto em bloco. obviamente. a variedade de procedimentos e produtos disponíveis constitui um problema para o cirurgião/implantodontista. xenógenos e aloplásticos. Esses materiais. com 15 áreas receptoras utilizando bloco de osso mineral bovino (Bio-oss spongiosa block. Estudos experimentais em cães. o objetivo desta revisão da literatura foi avaliar e discutir os estudos realizados com esse biomaterial para o aumento ósseo horizontal. clinicamente. servindo como arcabouço osteocondutor9-10. apresenta desvantagens. Porém. Porém. de origem bovina. em contraste. como maior período de convalescência. houve perda óssea marginal menor que 1 mm. Em um estudo in vivo.13. por suas propriedades osteocondutoras e biocompatibilidade6. do trauma causado na área doadora. estavam principalmente preenchidos por tecido conjuntivo e somente uma quantidade mínima (26%) de novo osso formado era observada na base do enxerto8. que tem a responsabilidade de recomendar a técnica cirúrgica mais indicada e com baixos riscos de complicações e morbidade ao paciente. maior que 3. Em um relato de 12 casos. Suíça) e recobrimento com membrana de colágeno (Bio-Guide. Em um relato de caso com a utilização de bloco de osso mineral bovino (Bio-oss spongiosa block. o osso bovino inorgânico é mantido como material de preenchimento inativo e é reabsorvido quando o tecido passa por uma extensa remodelação12. o material apresenta vantagens como fácil manuseio intraoperatório. mostraram que houve maior formação de osso naqueles grupos nos quais foram recobertos com membrana. não foram observadas modificações adicionais5. As técnicas reconstrutivas estão relacionadas ao volume ósseo perdido. tem menores propriedades osteocondutoras quando aplicada para reconstrução lateral8 ou vertical13. o enxerto de osso bovino mineral desproteinizado particulado foi muito utilizado e estudado para regeneração tecidual guiada com o uso de membranas e levantamento de seio maxilar.

Figura 2 Osso bovino mineral desproteinizado em bloco (OrthoGen. Figura 1 Osso bovino mineral desproteinizado particulado (Bio-oss Spongiosa small granules. já fixados em posição e preenchido com osso particulado na região de 22 a 12. O uso de membranas absorvíveis evita uma nova exposição cirúrgica para remoção de membranas não absorvíveis e também os riscos de deiscências e contaminações. Geistlich Biomaterials. que poderiam comprometer o enxerto4.8(3):339-43 341 . Figura 3 Defeito ósseo horizontal na região de 22 a 12. A hidroxiapatita é integrada ao novo osso formado.Revisão da Literatura Caderno Científico meses previamente à instalação do implante e quatro meses para a cirurgia de segundo estágio. Genius Biomaterials. Baumer). Genius Biomaterials. necessitando de reconstrução para a futura instalação dos implantes. Um comportamento semelhante é observado no material com configuração em bloco17. Switzerland). REVISTA IMPLANTNEWS 2011. observe a espessura do rebordo alveolar. com contato íntimo do osso lamelar à superfície das partículas16. O uso do osso bovino desproteinizado mineral particulado utilizado isolado ou associado a osso autógeno e/ou membranas tem mostrado baixas taxas de reabsorção. Baumer). Os resultados deste estudo mostram que a combinação deste biomaterial e a membrana de colágeno é uma opção de tratamento efetivo para aumento ósseo horizontal previamente a instalação de implantes com redução da morbidade ao paciente15. Figura 4 Reconstrução com dois blocos de osso bovino mineral desproteinizado em bloco (OrthoGen.

Essa manutenção pode ser a responsável por maior previsibilidade nos tecidos peri-implantares. o osso é reabsorvido em uma porcentagem considerável. remove praticamente qualquer príon que porventura exista na amostra27. a antigenicidade se torna mais crítica10. tempo de carregamento dos implantes. Uma característica dos biomateriais xenogênicos é ter sua estrutura tridimensional semelhante à do osso. A capacidade dos enxertos autógenos em manter seu volume original é variável.Encarnação IC • Bullen CEM • Luna MDP • Pereira Neto ARL • Cordero EB • Cabrera AEB • Magini RS Discussão Dentre as técnicas disponíveis para o aumento da espessura do rebordo alveolar. a utilização de blocos de osso autógeno com ou sem membranas resulta em maiores ganhos em largura de crista e menores taxas de complicações que o uso de materiais particulados com ou sem membrana3.5. principalmente em áreas estéticas20.15. suas partículas devem estar ausentes de proteínas. o que justifica a manutenção do volume do enxerto. está baseado no fato de isolar a área de reparo (enxerto) para evitar a migração e proliferação de células indesejadas (nesse caso. em algumas amostras pesquisadas10. saúde e estética ao paciente26. permitindo o povoamento do enxerto com células ósseas30. Uma preocupação com respeito ao uso desse tipo de material era o contágio de encefalopatia espongiforme (doença da vaca-louca). A instalação dos implantes parece inibir a reabsorção do osso residual.18. área doadora escolhida23. já que poderia ocasionar uma reação imune às proteínas bovinas em indivíduos sensíveis a elas20. existem dados que indicam a presença desses fatores bioativos. como: tipo e local de reconstrução. As taxas de sobrevivência de implantes colocados em regiões que receberam reconstruções horizontais são elevadas2-3. como TGFb e BMP-2. em último caso. entretanto. Esse substituto sofre um processo lento de remodelação ao longo do tempo e se torna incorporado ao osso nativo29. Uma reabsorção relativamente rápida dos enxertos ósseos autógenos tem levado à procura por substitutos ósseos mais estáveis ao longo do tempo21. remove praticamente qualquer príon que porventura exista na amostra27. entretanto. 342 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. crônica. que é crítica em áreas estéticas e defeitos ósseos extensos. O sucesso do aumento ósseo horizontal pode também ser baseado na taxa de sucesso/sobrevivência dos implantes instalados nesses locais. até que os implantes recebam cargas e a remodelação natural aconteça5. o que pode comprometer sua utilização. mas comprovou-se que um tratamento acima de 300ºC ou com álcalis. O recobrimento dos enxertos com membranas. consequentemente. Porém. os estudos que avaliam essa variação mostram resultados contraditórios devido aos fatores relevantes nos períodos em que as áreas enxertadas são observadas. Porém. A presença dessas proteínas pode explicar a impressão clínica de que esse material é mais efetivo do que os substitutos que apresentam somente a estrutura tridimensional semelhante à do osso10. seguido de neutralização. assim como do osso enxertado24. o resultado do tratamento. células do tecido conjuntivo). mas comprovou-se que um tratamento acima de 300ºC ou com álcalis. O comportamento ideal dos materiais de enxerto é que ocorra sua reabsorção e completa remodelação para o novo osso. seguido de neutralização. nenhum dos biomateriais disponíveis comercialmente combina todas as características definidas como ideais para os materiais de enxerto22. osteoindução e osteocondução promovem rápida integração do material enxertado. O osso bovino inorgânico é um osso natural desproteinizado com alto grau de biocompatibilidade28. Existem dados que reportam variação da reabsorção óssea horizontal do enxerto de 10% a 50%24-25. Suas propriedades de osteogênese. a taxa de reabsorção varia de um material para outro. a quantidade da área doadora é limitada e há maiores riscos de complicações20.8(3):339-43 . Apesar de não provocar resposta imunológica Uma preocupação com respeito ao uso desse tipo de material era o contágio de encefalopatia espongiforme (doença da vaca-louca). Enxertos ósseos autógenos em bloco são a escolha mais comum para reconstruir rebordos deficientes para futura reabilitação com implantes osseointegrados19. absorvíveis ou não. porque reflete. promovendo maior estabilidade da altura do osso interproximal. uso ou não de próteses totais sobre as áreas reconstruídas. que inclui função mastigatória. o número de procedimentos e exposição a esse tipo de material tem aumentado.

Lindhe J. demanda tempo de reparo maior previamente a instalação dos implantes em relação aos enxertos autógenos. 24. Orsini G.27:799-805. Healing of bone defects by guided tissue regeneration. Int J Oral Maxillofac Implants 1999.11(3):209-15. Hammerle CHF. Int J Periodontics Rest Dent 2008. mais pesquisas devem ser realizadas em relação ao papel das membranas absorvíveis associadas ao enxerto.24(Suppl):218-36. Steigmann M. Fontana F.23:123-8. S. Orthodontic movement in bone defects augmented with Bio-oss: an experimental study in dogs. Yaman D. As pesquisas apresentadas mostram resultados promissores. J Clin Periodontol 2002. Cestari TM. Hayacibara R. Dellavia C. 12. Cardaropoli G. Bone healing around implants placed in a jaw defect augmented with Bio-Oss: an experimental study in dogs. Carmagnola D. porém. J Appl Oral Sci 2003. 9. Horst M. Belser U. Taga EM. Buzalaf MA.47:172-92.25:19-25. 8. 6. Int J Oral and Maxillofac Implants 2004. 3. 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Esposito MGG. Lang NP. Int J Periodontics Rest Dent 2005.13:558-62.16:210-9.

There are several treatment options for alveolar ridge augmentation. being this technique safe and predicable to treat vertical bone defects. or aloplastic materials have been described. Segmental osteotomy. com índice alto de sucesso. One of the techniques for bone reconstruction is the segmental osteotomy with interposition bone graft. Apesar da necessidade de sítio doador e mobilidade cirúrgica.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional em Implantodontia Segmental Osteotomy with interpositional bone allograft in Implantology: clinical considerations Valdir Cabral Andrade* Cláudio Ferreira Nóia* Monokuame M’Petelo Vemba Cidade* Rafael Ortega Lopes** Henrique Duque de Miranda Chaves Netto*** Renato Mazzonetto**** RESUMO A insuficiência óssea.8(3):347-52 347 . Têm sido relatadas inúmeras técnicas para aumento do rebordo alveolar. This paper reports a case of segmental osteotomy with interpositional autogenous bone graft from mandibular ramus to vertically reconstruct the posterior mandibular body. ABSTRACT Horizontal or vertical alveolar ridge deficiencies are a problem for placing dental implants. Esta condição que normalmente ocorre após a perda dentária. O uso de materiais autógeno. proporciona uma reabsorção local que impossibilita a reabilitação com implantes endósseos. Key Words . tanto em altura como em espessura. No presente trabalho. é apresentada com uma dificuldade para reabilitações com implantes dentários osseointegráveis. Unitermos . que tem se tornado uma opção viável de tratamento para a obtenção de altura óssea adequada.Bone graft. Ela constitui um procedimento seguro. Entre os procedimentos de reconstrução temos a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional. allogenic. The use of autologous. These conditions usually are seen after tooth extraction. autologous bone grafts remain the most predictable material available. Vertical augmentation.Enxerto ósseo. traumas e outros. *Mestrandos em CTBMF – FOP-Unicamp. Pós-doutorado em CTBMF – Carolina do Norte/USA. periodontitis. providing compromised sites for implant placement. or dental traumas. por problemas periodontais. utilizando enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula. relatou-se um caso clínico mostrando a técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar da região posterior de mandíbula. o enxerto ósseo autógeno continua sendo o mais previsível e com maiores índices de sucessos. Aumento vertical. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Osteotomia segmentar. ***Mestre e doutor em CTBMF – FOP-Unicamp. alógeno e aloplástico e regeneração óssea guiada tem sido frequentemente descrito. cáries. Despite the need of a donor site. onde as deficiências verticais moderadas podem ser corrigidas. **Especialista em Implantodontia e mestrando em CTBMF – FOP-Unicamp. ****Professor titular em CTBMF – FOP.Unicamp.

foi realizada. com altura da crista do rebordo à cortical superior do canal mandibular de 8 mm e reabsorção do processo alveolar de aproximadamente 7 mm (Figura 1). procurando-se realizar um corte linear e contínuo. mas. utilização de materiais aloplásticos. preservando-se a aderência por lingual. a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional vem ganhando destaque entre os enxertos realizados em Implantodontia3-4. mediante a utilização de lidocaína a 2% com vasoconstritor 1:100 000. procurou a Faculdade de Odontologia de Piracicaba. 348 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Em seguida. podemos citar o custo mais baixo e a ausência da haste de ativação do distrator na cavidade bucal durante o período de tratamento. apresentava perda dentária posterior bilateral de mandíbula. utilizando enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula. Dentre as vantagens. da Universidade Estadual de Campinas (FOP-Unicamp). Uma incisão linear localizada aproximadamente a 3 mm abaixo da linha mucogengival. queixando-se de perda dentária na região posterior e dificuldade mastigatória. Para a resolução deste problema existe uma diversidade de tratamentos propostos na literatura. O descolamento deverá ser executado somente no aspecto vestibular. Relato de Caso Clínico Paciente DG. como regeneração óssea guiada.8(3):347-52 . relatamos um caso clínico demonstrando a técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar da região posterior de mandíbula. Figura 1 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando a deficiência em altura na região posterior direita de mandíbula. Esta condição ocorre após a perda dentária. 58 anos. fresa carbide esférica n° 5 ou troncocônica n° 701. Inicialmente descrita por Schettler em 1976. assim como do nervo bucal. além de evitar o desprendimento do disco de transporte (Figura 2). A osteotomia deve ter um formato quadrangular com leve divergência dos lados verticais. tanto em altura como em espessura. permitindo a elevação do segmento de uma forma passiva (Figura 3).Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R Introdução e Revisão da Literatura Um dos problemas mais comumente encontrados na reabilitação de pacientes parcial e totalmente desdentados é a quantidade insuficiente de tecido ósseo. com a utilização de uma lâmina de bisturi n° 15. Sua indicação inclui pacientes com reabsorções verticais moderadas (entre 4 e 8 mm) que impossibilite a reabilitação protética ou a inserção de implantes em locais edêntulos da região anterior da maxila e anterior ou posterior da mandíbula. Foi realizada anestesia local do nervo alveolar inferior e lingual. leucoderma. Esta técnica relativamente simples apresenta vantagens e desvantagens sobre a distração osteogênica. a osteotomia deve ser realizada com serra sagital. podendo ainda ser utilizada para a correção de implantes mal posicionados e correção de deformidades dentofaciais. No presente trabalho. Cuidado especial nesse caso é com um sensível descolamento e manipulação do nervo mentual. enxertos ósseos autógenos e vascularizados1-2. proporcionando local inadequado para a instalação de implantes endósseos. Idealmente. distração osteogênica alveolar. em contrapartida. principalmente as isoladas da arcada superior5-6. O procedimento planejado para este caso foi o enxerto interposicional. evitando o descolamento na região lingual para que a vascularização do segmento osteotomizado oriunda da mucosa lingual fosse preservada. com a finalidade de aumentar a retenção de uma prótese total inferior. disco diamantado. tem como desvantagem a necessidade de uma área doadora do próprio paciente para se obter o enxerto que ficará interposto. Ao exame clínico. gênero feminino. Figura 2 Incisão vestibular para acesso ao corpo mandibular. (prémolares a molares). tendo como área doadora a região do ramo ascendente da mandíbula. realizou-se o descolamento mucoperiosteal da região. O procedimento exige a presença de pelo menos 4 mm de osso acima do nervo alveolar inferior para que a osteotomia possa ser realizada3-6. para permitir a instalação de implantes osseointegráveis.

Depois da mobilização do segmento ósseo. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. caso contrário.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 3 Osteotomia composta por um componente horizontal e dois verticais. Este bloco córtico-medular foi inserido com a porção Figura 6 Enxerto ósseo autógeno posicionado.8(3):347-52 349 . o enxerto deverá ser dividido em dois segmentos. A espessura do enxerto deve ser aproximadamente ao ganho ósseo planejado. podendo ser utilizados dois blocos quando necessário. Cuidado especial em manter uma distância segura de 2 mm da raiz do dente adjacente ao defeito. realizada no sentido de mobilizar o segmento ósseo no sentido cervical. tendo-se o cuidado de posicionar a porção cortical para vestibular. com cautela. Uma vez terminadas as osteotomias com brocas na cortical vestibular. para evitar a laceração da mucosa lingual (Figura 4). Figuras 5 Enxerto ósseo autógeno removido do ramo mandibular do mesmo lado da área a ser reconstruída. a complementação foi realizada com a utilização dos cinzeis de Wagner em todo o contorno osteotomizado até a região lingual. Neste caso foi utilizado somente um bloco ósseo. Figura 4 Segmento ósseo mobilizado com cinzel e somente mantido por adesão do tecido mole lingual. adaptou-se o bloco ósseo previamente obtido do ramo mandibular do lado contralateral (Figuras 5).

Dentisply-Friadent) de acordo com o guia cirúrgico e o planejamento reverso (Figuras 11 e 12). Para finalizar o procedimento realizouse a colocação de uma membrana de colágeno absorvível (Figura 8) e sutura por meio de pontos simples com fio de sutura reabsorvível. A presença da cortical nessa direção diminui a reabsorção do enxerto e a porção medular interposta entre eles permite vascularização e incorporação adequada (Figura 6). O sistema de fixação foi removido e procedeuse com a instalação de três implantes dentários (Ankylos. Após cuidadoso descolamento mucoperiosteal. Estes permitem estabilidade suficiente ao conjunto para que ocorra reparo ósseo adequado e incorporação do enxerto (Figura 7). momento este onde serão inseridos os implantes. recomenda-se a utilização de placas e parafusos de titânio dos sistemas 1.2 mm. foi evidenciado o sistema de Figura 10 Pós-operatório de cinco meses. 350 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Nota-se a incorporação do enxerto nos segmentos ósseos nativos. Após 15 dias. Decorrido o período de cinco meses da cirurgia. estando a área apta para ser suturada. dando estabilidade ao conjunto. Depois da adaptação do enxerto ósseo procedeu-se sua fixação.Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R fixação em posição. a paciente retornou com uma radiografia panorâmica. Figura 8 Aspecto clínico após a colocação de uma membrana de colágeno reabsorvível. Figura 7 Conjunto contendo o enxerto ósseo autógeno e o segmento ósseo mobilizado foram fixados por meio de placas e parafusos do sistema 1. Figura 11 Implantes já instalados na região enxertada.5 ou 1.8(3):347-52 . onde se evidenciou um excelente ganho em altura (Figura 9). bem como uma incorporação do bloco ósseo interposto e o excelente ganho em altura alcançado (Figura 10).5 mm. em um pós-operatório de 15 dias. cortical voltada para vestibular. a paciente foi submetida a novo procedimento cirúrgico visando a instalação dos implantes dentários. Figura 9 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando o enxerto interposicional fixado com placas e parafusos.

além de permitir o uso da prótese por parte do paciente no período pós-operatório3. Esta técnica permitiu ganho vertical satisfatório que possibilitou a instalação dos implantes osseointegráveis. Porém. pois a mesma apresenta menor incidência de infecções e deiscência de sutura. como a necessidade de uma área doadora. No entanto.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 12 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando os implantes posicionados sobre a área previamente enxertada. além do comprometimento estético devido a projeção gengival4.7.9-10. podendo estes serem confirmados4 em estudo com dez pacientes.: (19) 2106-5325 valdirandrade@fop. foi inicialmente proposta com o intuito de aumentar a retenção de uma prótese total inferior. descrita por Schettler em 1976. Conclusão 1. apresentando resultados satisfatórios em termos de estética e estabilidade4. O procedimento cirúrgico deve ser realizado respeitando os limites biológicos. com o uso de instrumentais adequados de modo a evitar lesões as estruturas nobres. possibilitaram o manejo desta técnica em Implantodontia para os pacientes com defeitos ósseos verticais1. 901 – Caixa Postal 52 13414-903 – Piracicaba – SP Tel.br REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Para a região anterior de maxila. De acordo com estudos realizados com a presente técnica.8. Deslocamentos maiores possuem risco de prejudicar a fonte de suprimento sanguíneo periosteal interferindo no suprimento vascular. uma vez que o osso autógeno é usado como material interposicional11-12. planejamento e execução da técnica da osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional como forma de tratamento.8(3):347-52 351 . os quais foram acompanhados em um período de cinco anos. teríamos implantes colocados apicalmente e dentes com coroas clínicas longas. bem como a reabilitação do paciente. utilizando um enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula com a finalidade de restabelecer a dimensão vertical e possibilitar a instalação de implantes osseointegrados5. uma vez que a fonte do suprimento sanguíneo é mantida.unicamp. Este procedimento cirúrgico tem sua utilização indicada tanto na região anterior da maxila como na região anterior/posterior da mandíbula. 3. o movimento vertical máximo para o enxerto interposicional é de aproximadamente 5 mm. mas com o passar dos anos. 2.3. Diante disso. o que acarretaria problemas estéticos e biomecânicos da futura reabilitação. há maior fonte vascular quando comparada ao enxerto inlay/onlay. Discussão As atrofias que acometem o rebordo alveolar em pacientes desdentados é uma situação clínica corriqueira na prática implantodôntica. a principal vantagem desta técnica ocorre em relação à distração osteogênica. onde sem a realização desta técnica. entretanto. ressalta-se a importância de planejamento adequado para maior previsibilidade quando a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional está indicada3-5. Os exames radiográficos são fundamentais para avaliação. Recebido em: ago/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Valdir Cabral Andrade Avenida Limeira. sua principal indicação é a região anterior da maxila. o avanço das tecnologias e principalmente os bons resultados obtidos com essa técnica. existem algumas desvantagens relatadas na literatura em relação a esta técnica. Outra intercorrência é a possibilidade do paciente ficar com um vestíbulo raso e de ocorrer injúrias ao nervo alveolar inferior. A técnica da osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional. No presente relato apresentamos uma técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar. Estudos demonstram que a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional tem apresentado resultados clínicos previsíveis.

Whitaker LA. Lewinstein I. Chiapasco M. 5. 6. Reconstruction of the extremely resorbed mandible whith interposed bone grafs and placement endosseous implants. Batenburg RHK. Choi BH. Boisco M. Misch CM. Misch CE. White D. 12. Augmentation procedures for the rehabilitation of deficient edentulous ridges with oral implants. J Oral Maxillofac Surg 2006. 3. Interpositional bone grafting technique to widen narrow maxillary ridge. Ridge augmentation using mandibular ramus bone graft for the placement of dental implants: pretesentation of a technique. 8. Kuhlke L. Pract Periodontics Aesthet Dent 1996.17:136-59.250-66. São Paulo: Napoleão. 4. Localized alveolar sandwich osteotomy for vertical augmentation of the anterior maxilla. The influence of the recipient site on bone grafts to the face. J Oral Maxillofac Surg 1999. Use of the sandwich osteotomy plus an interpositional allograft for vertical augmentation of the alveolar ridge. Bedard JF. Zaniboni M. Autologous bone grafts and endosseous implants: complementary techniques. Schow SR. 2008.57:1380-2.p. Politi M.36:290-5.64:290-6. Lustmann J. Reconstruções em Implantodontia: Protocolos clínicos para o sucesso e previsibilidade. Raghoebar GM. Meijer HJA.Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R Referências 1. Zins JE.73:371-81.4:261-7.10:568.8:127-35. The repair of localized severe defects for implant displacement using mandibular bone graft.32:51-4. Clin Oral Implant Res 2006. 352 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. J Oral Maxillofac Surg 2006.64:471-5. J CranioMaxillofac Surg 2004. Triplett RG.8(3):347-52 . J Oral Maxillofac Surg 1996. 10. Alveolar segmental sandwich osteotomy for anterior maxillary vertical augmentation prior to implant placement. Alveolar segmental “sandwich” osteotomies for posterior edentulous mandibular sites for dental implants. Jensen OT. 11. 9. Implant Dent 1995. Robiony M. Mazzonetto R. Stellingsma C.54:486-94. Br J Oral Maxillofac Surg 1998. 2. 7. Plast Reconstr Surg 1984. Lee SHR. Kusiak JF. Jensen OT. Misch CM. Han SG. Huh JY. Int J Oral Maxillofac Implants 1995.

Immediate placement. This paper demonstrates the four-year follow-up results of a case where the implant was placed in a fresh extraction socket with a bone graft and immediate loaded. Carga imediata. Enxerto ósseo. com controle clínico de quatro anos. We conclude that surgical and prosthetic procedures can be simultaneous successfully through proper planning and accurate surgical technique. sem prejuízo no resultado final da restauração. Bone grafting. mediante correto planejamento e técnica cirúrgica apurada. Unitermos – Implantes dentários. without jeopardizing the final result provided that proper planning is made. Este trabalho demonstra um caso clínico onde a implantação em alvéolo fresco é utilizada seguida de enxerto ósseo e carga imediata. com melhora na estética e redução do tempo de tratamento graças ao protocolo de instalação e carregamento imediato. Key Words – Dental implants. Conclui-se que os procedimentos cirúrgicos e protéticos podem ser realizados simultaneamente com sucesso. improving aesthetics and reducing treatment under immediate placement and loading.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Temporização imediata associada ao enxerto particulado – quatro anos de acompanhamento Immediate implant placement and loading associated with particulate bone graft – four-year follow-up results Euro Luiz Elerati* Mauricéa de Paula Assis** RESUMO A reabilitação unitária com implantes é hoje uma realidade. ABSTRACT Single-tooth implant rehabilitation is a reality. Immediate loading.8(3):355-60 355 . **Aluna de graduação em Odontologia – Universidade Federal de Juiz de Fora/MG. desde que o planejamento adequado seja realizado. *Mestre em Reabilitação Oral e especialista em Implantodontia – Universidade Veiga de Almeida/RJ. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.

buscou atendimento para reposição de coroa no elemento 14 (Figuras 1 Figura 2 Radiografia inicial. com osso removido com coletor da região de fossa canina (Figuras 7.Elerati EL • Assis MP Introdução Na Odontologia atual busca-se a simplificação dos protocolos clínicos. com carregamento imediato. parafusada sobre o implante (Figuras 10 e 11). Estes protocolos beneficiam os pacientes através da redução de procedimentos cirúrgicos e do período de cura. Com a seleção cuidadosa do paciente e o planejamento adequado do tratamento. apesar da ausência da tábua óssea vestibular. O grau de estabilidade primária alcançada depende de vários fatores. Assim. O objetivo do presente estudo foi discutir a colocação de implante imediato em alvéolo fresco. 356 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. 47 anos. inclusive em locais onde a perda dentária decorreu de complicação endodôntica e fratura radicular3. A reabsorção óssea marginal nos implantes carregados imediatamente. os níveis ósseos marginais de implantes carregados imediatamente são melhores que dos convencionais6. imediatamente após a extração do dente. 8. geralmente. Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino. a coroa sobreimplante em Empress foi cimentada sobre pilar de zircônia preparado (Figuras 18 e 19). Em ossos macios. os resultados publicados indicam que o desempenho global pode ser semelhante ao documentado para o implante tradicional1. evitando a condição de desdentado e aumentando a aceitação do paciente quanto a reabilitação após a extração do dente7. o estabelecimento de uma boa estabilidade primária do implante é fundamental. instalação de coroa provisória em resina acrílica. mostrando boas condições funcionais. para redução do número de intervenções cirúrgicas e da duração total do tempo de tratamento. Figura 1 Caso inicial. coberto por membrana de colágeno (Figuras 13 e 14). onde foi realizado enxerto ósseo autógeno particulado. sendo este portador de tratamento endodôntico e núcleo metálico fundido intrarradicular (Figuras 3 e 4). Após um ano de função. melhorando assim a aceitação do paciente. onde a perda dentária foi decorrente de fratura radicular. Para protocolos de carga imediata. é igual ou ligeiramente reduzida quando comparado às mudanças do nível ósseo ao redor de implantes com carregamento tardio5. foi constatada fratura longitudinal da raiz do primeiro pré-molar superior direito. A colocação de implantes em alvéolos frescos. Procedeuse a exodontia da raiz fraturada e a fixação de implante imediato de desenho cônico. a forma. 9 e 12). estéticas e de saúde peri-implantar (Figuras 20 e 21). além da técnica cirúrgica4. plataforma 4.3. Em geral. Para otimizar a estética. hexágono interno Conexão Sistemas de Prótese (Figuras 5 e 6).8(3):355-60 . Ao exame clínico-radiográfico. a colocação de implantes e/ou restauração imediata têm mostrado resultados promissores na prestação de reconstrução do complexo dentoalveolar em uma abordagem de estágio único. numerosos estudos têm demonstrado a viabilidade e a previsibilidade dos implantes imediatos com carga ou restauração imediatas. incluindo a densidade e a qualidade óssea. e ilustrar um caso clínico onde estes procedimentos foram realizados. a aplicação imediata de carga através de implante cônico com superfície tratada é um tratamento bem-sucedido a longo prazo1. especialmente na Implantodontia. é considerada um tratamento previsível e aceitável2. sobre pilar do tipo Ucla. O retalho foi suturado (Figura 15) e a paciente acompanhada periodicamente por oito meses (Figuras 16 e 17). Uma excelente estabilidade primária foi alcançada. Anteriormente ao enxerto. o que pode ser um problema para a colocação do implante futuro. o padrão natural de reabsorção óssea geralmente resulta em cristas deficientes. e 2). o design e as características da superfície do implante. momento em que a restauração definitiva foi confeccionada. O caso está em conrole clínico semestral há cinco anos. Após a exodontia.

Figura 5 Preparo do sítio. Figura 10 Coroa provisória imediata. Figura 4 Fratura longitudinal da raiz. Figura 8 Coleta do enxerto. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):355-60 357 . Figura 6 Implante colocado.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 3 Raiz fraturada. Figura 9 Osso autógeno congelado. Figura 7 Coletor de osso.

Figuras 13 e 14 Cobertura com membrana de colágeno.8(3):355-60 . Figura 16 Controle após três meses. Figura 12 Enxerto colocado. Figura 15 Sutura.Elerati EL • Assis MP Figura 11 Coroa provisória parafusada instalada. Figura 17 Controle após oito meses. 358 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.

evitando maior invasão cirúrgica. Para a correção de defeitos ósseos em cirurgias de implantes imediatos. A instalação de implantes imediatos em sítios frescos de extração com uma lesão perirradicular e defeito ósseo pode ser bem-sucedida. A colocação de um implante imediatamente após a extração dentária modifica o padrão da remodelação ao nível da crista óssea e a instalação de restauração provisória imediata favorece a manutenção da papila e do contorno da margem gengival. segue-se a colocação de um implante. Em casos onde há fratura radicular é recomendada a instalação de implante imediato. pela proximidade do local da cirurgia. Implantes cilíndricos parecem ser contraindicados para protocolos de carga imediata. a carga imediata pode ser realizada com sucesso6. elas tendem a induzir a formação de uma espessa camada de tecido conjuntivo abaixo da barreira e acima da regeneração óssea. ocorre remodelação óssea e consequente mudança no contorno do tecido gengival9. devido à diminuição da estabilidade primária e menor resistência para movimento vertical e REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 18 Pilar estético. Figura 20 Controle de cinco anos. As características do implante podem influenciar na aquisição de estabilidade primária e na tensão na crista óssea peri-implantar4. a colocação imediata de um implante dentário após a extração mantém a dimensão horizontal e vertical do tecido ósseo e mantém os implantes na angulação do dente natural preexistente12. quando um dente é extraído. não comprometendo o resultado final14. Figura 19 Caso finalizado. Figura 21 Radiografia de controle de cinco anos. o osso autógeno promove melhores resultados que o osso sintético2. pois o alvéolo fresco é rico em células periodontais. Discussão O tratamento com implantes dentários objetiva reabilitar o paciente de forma segura e previsível8. dificultando o posicionamento do implante10. a fossa canina foi utilizada como área doadora. após um período de cura. A membrana de colágeno pode ser utilizada com sucesso para cobertura de material de enxertia. otimizando os resultados estéticos da reabilitação11.8(3):355-60 359 . Além disso. Tradicionalmente. diminui o risco de necrose óssea e favorece a cicatrização. durante este período. Há uma resposta biológica significativa pelos tecidos moles e duros para o carregamento imediato de implantes dentários. além da vantagem de ser reabsorvível e não necessitar de ato cirúrgico para remoção. Porém. É evidente que a questão central para observar é o estabelecimento de boa estabilidade primária do implante4. No caso ilustrado. desde que seja realizado desbridamento e limpeza completa13.15. Em alvéolos frescos. Relata-se a perda de 40% a 60% do osso alveolar remanescente e afinamento da crista óssea.

The long term efficacy of currently used dental implants: A review and proposed criteria of success. No caso apresentado. Andreaza H. Lozada J. Hassan KS. Sul Y. Ulm C.38:612-20. Mercante DE. Pecora G.D. Zembic A.8:388-99. Vieira IB. Rapid implant therapies: immediate implant placement and immediate restoration. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties. Assim. assim como a aplicação de carga imediata. Muller CA. Immediate provisionalization of singletooth implants in fresh-extraction sites at themaxillary esthetic zone: up to 6 yearsof follow-up. e maior vantagem das próteses parafusadas21. que pode favorecer a estética pela manutenção do contorno do tecido gengival. além de apresentarem melhor assentamento passivo. The role of primary stability for successful immediate loading of dental implants. Immediately loaded titanium implants with a porous anodized surface with at least 36 months of follow-up. Zarb G. 15.1(1):11-25. Götenborg University. Rev ImplantNews 2007. journal of dentistry 2010. Dent Clin N Am 2006. Oliveira CA. ou os membros de nossas famílias. Meredith N. mediante correto planejamento e técnica cirúrgica apurada.: (32) 3215-3763 euro@euroelerati. 13. O’Sullivan D.213-328. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Sennerby L. Kleinman A. Andreana S. Materiais Cerâmicos. 19.Kao SY. Worthington P. Covani U.8(3):355-60 .22(3):135-9.107:197-203. 4. Implant Dentistry 2009. Lai YL. para instalação logo após a extração do dente. Miyashita E.p. os autores deste trabalho.1:1234-42. Influence of implant taper on the primary and secondary stability of osseointegrated titanium implants. Oshidab Y. a prótese cimentada pode ser a opção de escolha em casos onde a estética é relevante. nem trabalhamos como testemunha especializada. 2002. Histologic and histomorphometric analysis of three types of dental implants following 18 months of occlusal loading: a preliminary study in baboons. Estes fornecem maior grau de compactação do osso cortical em regiões de osso pobre17. Proussaefs P. de Leonardis D.91:228-33. Lirette D. Lozada J. 6. Int J Oral Maxillofac Implants 1986. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Schifferle RE.15:474-80. Bottino Ma. Degidi M. 5. Chang SW. The Immediate Placement of Endosseous Dental Implants in Fresh Extraction Sites. 21. New Directions in Surgical Endodontics: Immediate Implantation into an Extraction Socket.wettability and morphology) of titanium and dental implant removal torque. Nós. o osso autógeno pode ser utilizado com melhor prognóstico. Gianini V. Effects of immediate loading with threaded hydroxyapatite-coated root-form implants on single premolar replacements: a preliminary report. A comparative evaluation of immediate dental implant with autogenous versus synthetic guided bone regeneration. Schifferle RE. Glauser R. uma coroa metal free no sistema Empress foi cimentada sobre pilar estético em zirconia. Ruhstaller P.br Referências 1. Mardinger O. melhorias consideráveis têm ocorrido na retenção dos parafusos dos intermediários e das coroas. No presente caso.50:375-89. Journal of the Mechanical Behavior of Biomedical Materials 2008. Elias CN. Thesis. Journal of endodontics 1996. Conclusão De acordo com o caso apresentado e a literatura consultada. Shin SY. Barão do Rio Branco. em detrimento da reversibilidade. 18. immediate implantation into an extraction site.Elerati EL • Assis MP tensão de cisalhamento16. Five-year results of implants with na oxidized surface placed predominantly in soft quality bone and subjected to immediate occlusal loading. 7. 9. Quinta Saf. Kan J.4(1):1-6. ZechnerW. 20. 2001.588 – Sala 1405 – Centro 36016-311 – Juiz de Fora – MG Tel. especialmente nos implantes de hexágono interno. A literature review. Immediate implant placement into infected and noninfectedextraction sockets: a pilot study. Cruz RM. Prótese parafusada versus prótese cimentada. Chaushu G.16:408-16. 360 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. O tratamento de superfície dado ao implante minimiza o tempo de mineralização19 e melhora o contato entre osso e implante. Mazor Z. 17. Ph. Com a evolução do design das fixações. Beagle JR. Gelb DA. In: Estética em Reabilitação Oral Metal Free. Covani U. Ryser M. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. 16.4(2):193-7. 3. Clinical Oral Implants Research 2005. A utilização das cerâmicas odontológicas livres de metal em procedimentos restauradores apresenta uma excelente alternativa à infraestrutura metálica por suas propriedades estéticas e mecânicas20. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2009. New directions in surgical endodontics. principalmente. Clin Implant Dent Rel Res 2006. 10.97:59-68. favorecendo a estabilidade1. Nota de esclarecimento: Nós.Lee SY.106:8-15. J Endod 1996. Park DS et al. J Prosthet Dent 2004. 2. 12. Int J Oral Maxillofac Implants 2002.com. A osseointegração ocorre pela mineralização gradual do tecido ósseo em torno do titânio18. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área. Andreana S. Os implantes cônicos foram inicialmente projetados. Albrektsson T. Yoo YM. Os procedimentos cirúrgicos e protéticos podem ser realizados simultaneamente com sucesso. Clinical Oral Implant Research 2004. Mohamed W. Immediate implant surgery: a three-year retrospective evaluation of 50 consecutive cases. Recebido em: fev/2011 Aprovado em: fev/2011 Endereço para correspondência: Euro Luiz Elerati Av. 2. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2008. Mijiritsky E. J Prosthet Dent 2007. De Leonardis D. Proussaefs P. Prospective Evaluation of Immediate and Delayed Provisional Single Tooth Restorations. 14. Hong JR. Perotti V. Ericksson AR. Ogaly AURA. Tangl S.22:135-9. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Javed F. J Oral Maxillofac Surg 2009.Yeung TC. Romanos GE. 11.67(3):89-107. o implante cônico com superfície tratada foi utilizado com a aquisição de excelente padrão de estabilidade primária. Kassim A. São Paulo: Editora Artes Médicas. Watzak G. Yang SM. On the bone response to oxidized titanium implants. Pecora G.Watzek G. 8. Quando há necessidade de enxerto ósseo simultâneo.8:169-77. Relationship between surface properties (roughness. Int J Oral Maxillofac Implants 1993.17:567-72. podemos concluir que a instalação de implantes em alvéolos frescos é um procedimento viável e previsível. Block MS. Farnos A. Tepper G. J Dent Sci 2009. Immediate loading of hydroxyapatite-coated implants in the maxillary premolar area: Three-year results of a pilot study. Windisch S. favorecendo a estética final da prótese. Castellon P.18:326-33. Piatelli A. Lima JHC.

**Mestrando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . Dental prosthesis. pode-se constatar que em condições clínicas favoráveis a instalação de implante imediato. which combines factors such as resistance and aesthetics. Em seguida.Dental esthetics. ***Mestre e doutorando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . using the In-Ceram alumina system. ABSTRACT With the increasing quest for aesthetics. ****Doutorando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . Prótese dentária. que permite ao cirurgião-dentista realizar reabilitações protéticas totalmente cerâmicas. pilar protético e coroa. adjunto da disciplina de Prótese Parcial Fixa – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Unesp. dental implant. and restorations have been the challenge of current Implant Dentistry. representa uma opção de tratamento viável. Além disso. seguido de instalação de coroa provisória imediata na região. *Mestre em Reabilitação Oral – Faculdade de Odontologia de Araraquara – Universidade Estadual Paulista – Araraquara/SP. a perfect integration between tissue. Key Words . utilizando-se o sistema In-ceram Alumina. o tratamento protético foi realizado por meio da confecção de coroa unitária implantossuportada sobre pilar de zircônia. além de adequada performance mecânica. Este artigo relata um caso clínico na região anterossuperior. Estética. excelente estética e satisfação do paciente. seguida de instalação de coroa provisória imediata. combinando fatores como resistência. uma integração final invisível entre tecido. Unitermos . envolvendo o dente 22. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. followed by immediate temporary implantsupported zirconia abutment. Implant-supported dental prosthesis. *****Prof. implante e coroa tem sido um dos principais desafios da Implantodontia atual. no qual uma fratura radicular inviabilizou a manutenção do dente na arcada dentária. An alternative is the use of high-strength ceramic abutments. Clinicamente. Ceramics. observou-se que o uso do pilar de zircônia associado a coroa também livre de metal permitiu ao cirurgiãodentista alcançar o resultado estético e funcional desejado. Cerâmica. This article reports a clinical case in where an anterior tooth loss was reestablished with an immediate implant.8(3):363-9 363 . Doutoranda em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP .Implante dentário. such as zirconia. The authors observed that treatment with zirconia abutment provided the desired functional and aesthetic outcomes.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Pilar de zircônia em implante unitário imediato anterior Zirconia abutment for single-tooth immediate implant restoration: a case report Flávia Zardo Trindade* Gabriel Portela Paulo** Luis Gustavo Oliveira de Vasconcellos*** José Renato Cavalcanti de Queiroz**** Renato Sussumu Nishioca***** RESUMO Com a crescente busca pela estética. com perfeita integração entre tecido gengival e coroa. O tratamento reabilitador consistiu na realização da cirurgia de extração do dente 22 e de colocação de implante imediato. Uma alternativa recente é a utilização do pilar protético de zircônia.

tem sido uma abordagem amplamente empregada5-9. deve-se ressaltar que os pilares de titânio. constatando-se a fratura e indicando a remoção desse elemento dentário (Figuras 1). a zircônia é uma excelente alternativa para a confecção de pilares em cerâmica pura15. leva a colorações azulada ou acinzentada dos tecidos circundantes. possíveis recessões dos tecidos moles peri-implantares podem conduzir à exposição do pilar de metal. apesar de propiciarem subestruturas biocompatíveis. 364 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. comprometendo seriamente a aparência esteticamente agradável da restauração6. Recentemente. Visando contornar tais problemas inerentes aos pilares metálicos e obter melhores resultados estéticos das restau- rações implantossuportadas. Estudos clínicos têm relatado excelentes taxas de sobrevivência para os pilares de zircônia após um16. 35 anos. Além disso.8(3):363-9 . pilares protéticos cerâmicos foram introduzidos no mercado13. poucos são os casos clínicos publicados17-18. implante e coroa tornou-se um dos principais desafios para implantodontistas e protesistas4. pois exibe maior resistência a fratura dentre as cerâmicas dentais13. seguido de colocação de coroa provisória imediata e coroa unitária implantossu- B A C Figuras 1 Exame clínico e radiográfico demonstrando a fratura do elemento 22. pois sua cor cinza metálico. Para a reposição do elemento 22. Além disso. oferecendo a combinação de resistência adequada a estética ideal13. Esta conduta oferece ao paciente não só uma redução do tempo de tratamento e do número de abordagens cirúrgicas.Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS Introdução A ocorrência de fraturas radiculares representa uma das principais causas das perdas dentárias1. Dentre os materiais cerâmicos. próteses parciais fixas e pilares de implante8. Nesses casos. Considerando a estética como um dos aspectos mais importantes para a obtenção da satisfação do paciente. entretanto. a instalação de implantes unitários imediatamente após a exodontia associada a colocação de coroa provisória imediata tem sido uma modalidade de tratamento viável10-11. foi planejada a instalação de implante imediato na região. a realização de uma réplica exata da dentição natural para a reposição de um único elemento dentário. três9 e quatro anos de função8. Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino. podem prejudicar a estética em regiões anteriores. Exames clínico e radiográfico foram realizados. exodontia e posterior reposição do elemento dentário por meio de implante. muitas vezes. apresentou-se com suspeita de fratura radicular no elemento 22. tais como coroa total. sua biocompatibilidade e capacidade de proporcionar excelente estética tem feito da zircônia um material cerâmico popular. a cerâmica apresenta características inerentes de translucidez com melhores propriedades óticas e capacidade de mimetização com os dentes naturais14. a promessa de boa performance clínica da zircônia como material para confecção de pilares protéticos em reabilitações implantossuportadas tem sido suportada por alguns estudos13. com manutenção de uma arquitetura harmoniosa dos tecidos2-3 e uma integração final invisível entre tecido. Por apresentar propriedades mecânicas superiores. Dessa forma. Este artigo relatou um caso clínico em que a perda de um dente anterior foi restabelecida com a instalação de implante imediato associado ao uso de pilar de zircônia e coroa livre de metal. Com a crescente busca pela estética. São confiáveis6 e apresentam excelente estabilidade e resistência9. em que o dente não oferece mais condições para permanecer em função. a zircônia permite ampla variedade de aplicações clínicas. Em contraste às ligas metálicas. como também condição estética e funcional mais satisfatória durante a execução do tratamento e na finalização do caso12.

sendo ela parafusada. a qual foi aferida por meio de uma sonda periodontal e de curetas (Figuras 2). durante a exodontia do dente 22. observou-se que a gengiva ao redor do implante apresentava-se com um contorno adequado. foi realizada a aplicação da cerâmica de cobertura. Após a instalação do implante. O resultado final pode ser observado nas Figuras 8. um pilar provisório Ucla Hex. usinado e posicionado sobre o implante. Zhermack).8(3):363-9 365 . consequentemente. sendo utilizada uma infraestrutura de In-Ceram Alumina (Figuras 6). e sobre ele foram realizadas todas as fases laboratoriais necessárias para a obtenção da coroa definitiva. Dessa forma. A B Figuras 3 Implante hexágono externo (15 mm x 3. o modelo de trabalho foi obtido. As provas funcionais e os ajustes oclusais foram realizados previamente a cimentação convencional da coroa. MS 3. Devido a angulação do implante e. Sendo assim. utilizando-se o sistema InCeram Alumina. portada sobre pilar de zircônia. Sobre este.75 mm) instalado no alvéolo em vista frontal (A) e oclusal (B). por meio de moldagem com moldeira aberta associada a silicone de adição (Elite H-D. As provas funcionais do pilar de Zircônia (Conexão Sistema de Prótese) e da infraestrutura de In-Ceram Alumina foram realizadas.75 mm de diâmetro (Máster Porous. para que os procedimentos de moldagem fossem realizados (Figuras 5). por 3. foi confeccionada uma coroa provisória pela técnica do dente de estoque. conforme as Figuras 7. Conexão Sistema de Prótese). que foi inserido com auxílio de catraca manual e obtendo-se torque acima de 45 Ncm (Figuras 3).Relato de Caso Clínico Caderno Científico A B Figuras 2 Integridade do alvéolo demonstrada em vista frontal e oclusal. Após um período de seis meses para cicatrização e osseointegração do implante. pelo orifício de entrada do parafuso de retenção. tomou-se o cuidado de manter a integridade do alvéolo. o pilar de Zircônia (Conexão Sistema de Prótese) selecionado foi usinado. uma loja cirúrgica foi realizada no alvéolo com a finalidade de instalar um implante hexágono externo de 15 mm de comprimento. e contatos oclusais uniformes foram estabelecidos (Figuras 4). em seguida. Após a seleção da cor. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.75 (Conexão Sistema de Prótese) foi selecionado. Em seguida. optou-se pela confecção de coroa cimentada. com torque de 20 Ncm.

MS 3. Coroa provisória instalada em vista frontal (C) e oclusal (D) e exame radiográfico com a provisória em posição (E). C D E E A B Figuras 5 Coroa provisória posicionada (A e B) e removida (C e D). Observe a saúde periodontal periimplantar após seis meses de cicatrização.Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS A B Figuras 4 Pilar provisório Ucla Hex. C D 366 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):363-9 .75 posicionado sobre o implante em vista frontal (A) e oclusal (B).

Relato de Caso Clínico Caderno Científico A B C D Figuras 6 Modelo de trabalho obtido (A) e pilar de Zircônia selecionado (B) e usinado (C). Infraestrutura de In-Ceram Alumina confeccionada sobre o pilar (D).8(3):363-9 367 . REVISTA IMPLANTNEWS 2011. A B C D Figuras 7 Provas funcionais do pilar de Zircônia e da infraestrutura de In-Ceram Alumina.

estudos clínicos têm demonstrado relataram uma taxa de sobrevivência de 100% dos implanque a zircônia apresenta bom sucesso clínico. Além disto. outro estudo prospectivo (três a cinco anos). demonstrou excelente taxa de sobrevivência de 97. boa higiene bucal e disso. com presença de cortical vestibular e de boa estabilidade inicial do implante propiciam um prognóstico A instalação de implantes imediatamente após a exfavorável para o restabelecimento da função e da estética24. juntamente com a cor semelhante a dos dentes natucarga imediata (carga oclusal aplicada em coroas provirais. promovem uma performance estética excelente nos sórias posicionadas imediatamente após a inserção do casos de reabilitações unitárias24. subsequente. ópticas favoráveis da cerâmica. verificar a presença de alvéolo intacto. tais como a transmissão de em alvéolos onde os dentes foram recém-extraídos. para que a instalação de imsobreimplantes8-9. Outra vantagem observada observados. tração de dentes tem apresentado alto índice de sucesso Outro aspecto a ser considerado para ideal restafuncional e estético19. utiliausência do hábito de fumar são os principais aspectos a zando a zircônia como infraestrutura de próteses fixas. Pilares cerâmicos asduro e mole20. alguns autores7. Além disto.21-22 têm proposto implantes imediatos. quando comperfil estético dos tecidos ao redor da prótese sobreimplanparados aos pilares de titânio. e com luz. visto que as propriedades te. pois apresenta uma resposta favorável dos tecidos estabilidade inicial do implante propiciam um prognóstico moles.Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS A B Figuras 8 Aspecto final da infraestrutura de zircônia e da coroa de In-Ceram Alumina.8(3):363-9 . Quanto ao desempenho implante) na região de pré-molar a pré-molar. podendo tes com resultados clínicos e radiográficos semelhantes ao ser utilizada tanto em infraestrutura sobredentes como protocolo padrão. Dessa forma. Observe a mimetização desse tipo de restauração com os dentes adjacentes. alguns de pré-molares demonstrou total ausência de fratura nesses fatores devem ser considerados no diagnóstico e no plano pilares durante um período de quatro anos de uso8. Estes autores mecânico da cerâmica. para preservar o nível ósseo sociados a coroas em cerâmica pura têm contribuído para durante o processo de cicatrização e manter um excelente a obtenção de um melhor resultado estético. boa higiene bucal e ausência comprovando o excelente desemdo hábito de fumar são os principais aspectos a serem penho mecânico da zircônia. com presença de cortical vestibular e de boa compatibilidade. A extração dentária induz reabsorção belecimento da estética e da função no tratamento com de 23% da crista óssea. Entretanto. Um estudo recente mostrou que a orientação das fibras colágenas Discussão 368 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. verificar a presença de alvéolo na zircônia refere-se a sua biointacto. serem observados. implantes refere-se à seleção adequada do pilar protético ocorrendo severa modificação da arquitetura dos tecidos e da. após um período de seis meses. favorável para o restabelecimento da função e da estética24. Um estudo prospectivo utilizando pilares plantes unitários imediatamente após a exodontia seja uma de zircônia em implantes unitários nas regiões anterior e modalidade de tratamento com sucesso previsível23. coroa protética. Ausência de infecção. Ausência de infecção. Além de tratamento. semelhante a do titânio8.8% a 100%9 das restaurações.

25(4):343-9. J Oral Maxillofac Surg 2009. Part II. Single-tooth zirconia implant located in anterior maxilla. 16. 20. Bianchi A. Zirconia abutments for single-tooth implants-rationale and clinical guidelines. 21. Entretanto. 2. por propiciar menor acúmulo de placa sobre os mesmos6. 10.Relato de Caso Clínico Caderno Científico ao redor do pilar de titânio e de zircônia é semelhante25. Int J Periodontics Restorative Dent 1999. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2008. A localização adequada dos implantes nem sempre é possível e as coroas quando cimentadas proporcionam maior liberdade para localização e alinhamento do implante. Sadan A. Grenthe B. 23. 19. Scheller H. Conclusão Pode-se concluir que a estratégia de instalação de implante imediato. Cornelini R. J Periodontol 2006. promovendo excelente resultado estético. Sorensen JA. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. Covani U. A reabilitação com implantes imediatos associados a pilares e coroas protéticas livres de metal apresentam algumas vantagens estéticas. Isidor F. 5. Block MS. A clinical report. Int J Prosthodont 2004. Blatz MB. Cornelini R. material comprovadamente biocompatível. Int J Oral Maxillofac Implants 1996. Immediate placement of implants into extraction sockets: implant survival. 3. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Wilson TG. Siegenthaler D. seguido de colocação de coroa provisória imediata. Cappare P. Wohlwend A. Franchi M. Lee CY. Taylor A. 12. Barone A. 6. Zembic A. Sailer I. Oliva J. Jung RE. Zizzari V. Rosenquist B. Dessa forma. 13. além de ser facilmente fixada ao implante. 2005. One-year follow-up of first consecutive 100 zirconia dental implants in humans: a comparison of 2 different rough surfaces. Oates TW. Immediate load and esthetic zone considerations to replace maxillary incisor teeth using a new zirconia implant abutment in the bone grafted anterior maxilla. no que se refere a biocompatibilidade. 25. 15.126(3):319-25.13(9):691-8. Contudo.14(5):432-8.76(1):30-3.19(4):314-20. An histologic and histomorphometric study of bone reactions to unloaded and loaded non-submerged single implants in monkeys: a pilot study.74(2):268-73. Bucco-lingual bone remodeling around implants placed into immediate extraction sockets: a case series. Montero J.35(Suppl 1):33-43.22(3):430-5. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. 18. 22. 7. Oliva JD. Salehrabi R. Hasegawa H.33(4):303-10. 24. tais vantagens não garantem que uma estética ideal seja alcançada no resultado final. Aydin C. J Periodontol 2010. Experimental zirconia abutments for implant-supported single-tooth restorations in esthetically demanding regions: 4-year results of a prospective clinical study. 14. Covani U. devido a posição e angulação do implante não estar adequada para a realização de coroa parafusada.20(8):802-8. Kois JC. Quaranta A.22(4):623-30. Além disso. Hammerle CH. o mal posicionamento do implante não irá interferir no resultado estético final. Int J Periodontics Restorative Dent 2005. Oliva X. treatment planning and treatment steps/or successful outcomes. Holderegger C.81(3):378-83. Hurzeler MB. Tete S. Bechor R. Covani U. Tais aspectos comprovam que a zircônia se equipara ao titânio. J Oral Implantol 2008. Immediate restoration of implants placed into fresh extraction sockets for single-tooth replacement: a prospective clinical study. Ruggeri A. Sandler V. quando coroas cimentadas são a opção de tratamento.25(5):439-47. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. quiz 700. os autores observaram semelhante adesão do tecido conjuntivo tanto para a superfície de titânio quanto a de zircônia. Vozza I. Int J Periodontics Restorative Dent. Scarano A. associado a coroa também livre de metal. um protocolo de tratamento apropriado e adequado domínio de técnica são importantes fatores a serem considerados para que o emprego da técnica seja bem-sucedida. Gherlone E. como anteriormente relatado. Scharer P. Identification of stability changes for immediately placed dental implants. Randomized controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for canine and posterior single-tooth implant reconstructions: preliminary results at 1 year of function. Sailer I. Entretanto. 21-2.24(1):52-8. 11. Andersson B. No presente caso clínico. Recebido em: ago/2010 Aprovado em: nov/2010 Endereço para correspondência: Flávia Zardo Trindade Rua Engenheiro Franscisco José Longo. Predictable peri-implant gingival aesthetics: surgical and prosthodontic rationales. West JD.11(2):205-9. Yilmaz H. Gomes AL. Studer S. este tipo de retenção pode interferir no resultado estético e no esquema oclusal devido a presença do orifício de entrada do parafuso de retenção16. Para isso. Analysis of factors related to extraction of endodontically treated teeth. Hammerle CH. Jung RE. Randomized-controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for single-tooth implants in canine and posterior regions: 3-year results. 777 – Jardim São Dimas 12245-000 – São José dos Campos – SP Tel. Mastrangelo F. Becker W.br Referências 1. et al. Além dos aspectos já relatados para a realização de reabilitações implantossuportadas com o resultado desejado. Glauser R.19(4):395-406. Schropp L. a seleção do tipo de retenção da coroa ao implante também é um importante fator a ser considerado. J Oral Implantol 1993. J Esthet Dent 1993. Ata SO. N Y State Dent J 2010. J Oral Rehabil 2008. Clinical considerations for densely sintered alumina and zirconia restorations: part 2. Trisi P. Cangini F. Scharer P.34(5):259-67. Clin Oral Implants Res 2009. Reconstruction of the lost interproximal papilla-presentation of surgical and nonsurgical approaches. Já a prótese implantossuportada parafusada possui a vantagem de reversibilidade da restauração. Immediate implant placement: diagnosis. Blatz MB. Romasco N. Bergler M. Além disso. Ingber A.17(3):285-90. Strub JR. 4. Collagen fiber orientation around machined titanium and zirconia dental implant necks: an animal study. o uso do pilar de zircônia. Piattelli A. Alumina ceramic implant abutments used for single-tooth replacement: a prospective 1. J Am Dent Assoc 1995.5(2):63-8. 2010. J Calif Dent Assoc 2005. optou-se pela retenção por cimentação da coroa sobre o pilar protético de zircônia.unesp. Int J Prosthodont 2001. 9. Holst S. a zircônia apresenta-se superior ao titânio quanto a formação de placa bacteriana na superfície dos pilares protéticos. Barone A. Schibli M. Garber DA. pôde proporcionar a excelente estética e a função desejada. Rispoli L. Int J Oral Maxillofac Implants 2007.to 3-year multicenter study. Crespi R. Prestipino V. Immediate restoration of single implants placed immediately after tooth extraction. Lang BR.trindade@fosjc. Sailer I.20(3):219-25. Zadik Y. The esthetic dental implant: letting restoration be the guide. pois pode ser um aspecto determinante na estética final.: (12) 3307-7753 flavia. Clin Oral Implants Res 2009. Lang B. Jr.8(3):363-9 369 . Pract Proced Aesthet Dent 2001. 8. Blatz MB. Fresh-socket implants in periapical infected sites in humans. Zembic A. Zirconia implant abutments: A review. J Periodontol 2003.67(11 Suppl):74-81. representa uma opção de tratamento viável em áreas em que a estética é exigida. 17.77(11):1914-20.106(5):31-5. Esthetic high-strength implant abutments. Timing of implant placement relative to tooth extraction. Kan JY.

Professora associada do Departamento de Odontologia Restauradora – FO-UFMG. Patologia e Cirurgia – FO-UFMG. and the biological. Cerâmica prensada. os princípios biológicos. *****Especialista em Dentística – FOB-USP. Implantes dentários. considerable costs of such custom zirconia abutments may limit their daily clinical use. and esthetic principles reached. Zirconia. No entanto.Prótese dentária suportada por implantes.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Personalização de pilar em zircônia por meio de cerâmica injetada: alternativa para casos estéticos Customized zirconia abutment using pressable. mecânicos e estético foram alcançados para a resolução do caso. **Professor convidado do Curso de Aperfeiçoamento em Prótese sobre Implantes – FO-UFMG. Dental implants. Professor associado do Departamento de Odontologia Restauradora – FO-UFMG.Implant-supported prosthesis. O objetivo do presente estudo foi relatar um caso clínico onde a reanatomização de um pilar préfabricado em zircônia foi realizado por meio de cerâmica injetada. injection-molded ceramics: an alternative for esthetic cases Ivan Doche Barreiros* Duílio de Souza** Guilherme Costa Carvalho Silva*** Cláudia Silami de Magalhães**** Allyson Nogueira Moreira***** RESUMO A utilização de pilares personalizados em zircônia permite a possibilidade da reabilitação implantossuportada funcional e estética. a standard zirconia abutment was waxed-up and then pressed with fluorapatite glass-ceramic ingot. However. Unitermos . Zircônia. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):371-5 371 . um pilar em zircônia foi sobre-encerado e posteriormente incluído para injeção de cerâmica prensada. injection-molded ceramic. Aiming for an adequate emergence profile and finishing margins that provide hygiene access. Pressable ceramics. Professor adjunto. ****Mestre e doutora em Clínica Odontológica – FOP-Unicamp. Com isto. the clinical case could be finalized. Buscando perfil emergente adequado e margens subgengivais que permitissem acesso à higienização. Key Words . ABSTRACT The use of zirconia customized abutments allows the possibility of the esthetic rehabilitation on implant-supported restorations. Doutorando em Clínica Odontológica – FO-UFMG. o custo de tais pilares protéticos pode limitar sua aplicação rotineira na clínica. Doutor em Periodontia – Universidad de Buenos Aires. com custo reduzido. The aim of this paper was to report a clinical case in which recontouring of a standard zirconia abutment was performed using pressable. mechanical. principalmente na região anterior. Departamento de Clínica. ***Especialista e mestre em Implantodontia – FO-PUC-MG. Then. *Mestre e doutor em Dentística – FOB-USP. Major do Quadro da Saúde da Polícia Militar de Minas Gerais.

pode ser dificultada pelo pilar protético metálico. sendo passíveis de adequação ao caso por desgaste por meio de fresas ou abrasivos. muitas vezes a reabilitação com componentes metálicos acaba sendo a escolhida por motivos financeiros. algumas vezes. Em seguida. o uso de um pilar personalizado. diversos sistemas emergiram. tornando-se uma alternativa viável aos pilares tradicionais em ligas metálicas. resultando em uma estrutura com alta resistência mecânica. os objetivos funcional. Os pilares em zircônia apresentam alta resistência mecânica. revestido diretamente por resina acrílica autopolimerizável. desenvolvimento e utilização de pilares cerâmicos para confecção de próteses implantossuportadas livres de metal são uma realidade atual4-7. pode ser um fator limitante ao seu uso. sendo esta desenvolvida para a injeção sobre as estruturas em zircônia. estando pronto para inclusão e injeção da cerâmica. onde a estética é fator primordial. Após cirurgia para reabertura e instalação do pilar cicatrizador. com custo reduzido. Entretanto. por desgaste.8(3):371-5 . o objetivo deste trabalho foi relatar um caso de personalização de pilar pré-fabricado em zircônia.. que se deu em quatro meses. Apesar de indicado para restaurações implantossuportadas anteriores. permanecendo submerso durante o processo cicatricial por quatro meses. obteve-se um pilar personalizado em zircônia (Figuras 5 e 6) respeitando todos os princípios biológicos e mecânicos. observou-se que o término do pilar encontrava-se em posição extremamente subgengival (Figura 3) demandando.3 mm de diâmetro (Master Porous. são disponibilizados pelos fabricantes em dimensões estandardizadas. Inicialmente. realizou-se a moldagem de transferência para obtenção do modelo de trabalho. apresentou-se na Faculdade de Odontologia da UFMG para reabilitação protética sobre um implante de conexão externa e plataforma estreita de 3. A presença da estrutura metálica interna à prótese pode deixar evidente um sombreado cinza em pacientes com fenótipo gengival fino. como também compatibilidade biológica excelente6-7. No modelo de trabalho. verificou-se a necessidade da utilização de uma coroa do tipo cimentada. Relato de Caso Clínico Paciente do gênero feminino. sendo este reanatomizado com acréscimo de cerâmica prensada/injetada. a fim de se obter a precisa reprodução da gengiva peri-implantar. principalmente nos casos unitários anteriores11. São Paulo/SP) se adequava às propriedades físico-químicas da zircônia do pilar. Após estabilização e manutenção do contorno gengival. O implante fora instalado previamente na mesma instituição. São Paulo/ SP) que permite a personalização. o custo dos pilares em zircônia. Utilizou-se a coroa provisória como o transferente. confeccionados de acordo com a especificidade de cada caso por meio das tecnologias CAD-CAM (computer aided design – computer aided manufacturing) ou MAD-MAM (manually aided design – manually aided manufacturing). aguardou-se três semanas para o início do procedimento restaurador (Figura 1). ou seja.Barreiros ID • de Souza D • Silva GCC • de Magalhães CS • Moreira AN Introdução A exigência estética dos pacientes que buscam a reprodução fiel das estruturas dentais e gengivais faz com que a reabilitação da região anterior com o uso de implantes osseointegrados seja desafiadora. Sobre o mesmo. SP) na região do dente 22. normalmente. o que deixaria a cerâmica na região sem suporte adequado no caso da opção por uma prótese aparafusada. Opções de pilares protéticos personalizados fabricados por meio de CAD-CAM ou MAD-MAM foram descartadas pela paciente por questões de custo. Como alternativa. 28 anos. adequando-se aos princípios biológicos e mecânicos dos preparos cavitários.max ZirPress. portanto. considerou-se a personalização do pilar pré-fabricado em zircônia utilizando-se a injeção de uma cerâmica pela técnica da cera perdida. foi preparada uma restauração provisória parafusada (Figura 2). uma vez que o acesso ao parafuso de fixação da coroa se posicionaria próximo à região incisal.10. propriedades ópticas adequadas. Na oportunidade. São Paulo. adaptou-se ao modelo um pilar estético pré-fabricado em zircônia (Conexão Sistemas de Próteses Ltda.. Tais pilares protéticos podem ser pré-fabricados. Suécia)8 no início dos anos 1990. A pastilha vitro/cerâmica de fluorapatita selecionada (IPS e. Devido a isto. Gotemburgo. Por fim.. O pilar em zircônia foi então preparado por desgaste na região incisal e sobre-encerado (Figura 4). Conexão Sistemas de Próteses Ltda. estético e biológico da restauração foram alcançados. Planejou-se a confecção de uma coroa livre de metal. A integração harmônica da estrutura protética junto aos tecidos mole e duro. uma coroa cerâmica livre de metal estratificada foi confeccionada e cimentada (Figura 7). visando o condicionamento dos tecidos moles peri-implantares. Também estão disponíveis os pilares personalizados. Com isto.9. Um pilar cicatrizador foi aparafusado ao implante durante o período de presa do gesso. buscado a máxima mimetização dos dentes adjacentes da jovem paciente. Desde a disponibilização do pilar em alumina CerAdapt (Nobel Biocare. Ivoclar Vivadent Ltda. Sucessivos acréscimos de resina acrílica na região do perfil emergente da coroa foram realizados até se alcançar uma arquitetura gengival satisfatória. 372 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.. especialmente dos personalizados. utilizando-se de pilar em titânio preparável tipo Ucla (Conexão Sistemas de Próteses Ltda. São Paulo/SP). sendo ultimamente os pilares em zircônia (óxido ou dióxido de zircônio estabilizado por ítrio) os mais populares6. Portanto. como também dificulta a reprodução na prótese de translucidez e opalescência natural do dente1-3.

evidenciando adequada posição do término. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Notar suave isquemia na margem gengival. preparado para inclusão e prensagem. desrespeitando princípios biológicos. que deve cessar em até cinco minutos. Figura 2 Condicionamento gengival por meio de restauração provisória em resina acrílica. Figura 4 Pilar desgastado e término reanatomizado com cera. com as paredes interproximais acompanhando a anatomia das papilas. Figura 6 Pilar personalizado em boca.8(3):371-5 373 . Figura 7 Coroa cerâmica livre de metal cimentada sobre o pilar personalizado. Figura 5 Pilar personalizado.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 1 Aspecto clínico do tecido mole peri-implantar após remoção de pilar cicatrizador. Figura 3 Término do pilar pré-fabricado em posição muito subgengival.

Se necessário o prótese. Entretanto. Tensões externas podem causar trincas na estrutura a transformação da plataforma do implante circular em cerâmica. com margens em posições biologicamente com acréscimo de uma cerâmica feldspática de cobertura. Portanto. sobretudo. que preferencialmente estará mais para resistência à fratura do material4. optou-se pela personalização percepção estética possa parecer subjetiva. A reabilitação de perdas dentárias na região anterior com resultados satisfatórios. não se mensura a taxa de sucesso apenas pela sofoi observada ótima saúde gengival peri-implantar11. como também mente. Do ponto de vista riais demonstraram resistência à fratura superior às forças estético. modificando a estrutura cristalina tetragonal um perfil emergente natural será estabelecido pelo pilar parcialmente estabilizada em uma forma monoclínica.17-18.Barreiros ID • de Souza D • Silva GCC • de Magalhães CS • Moreira AN minimizar estes fatores complicadores à estética. Portanto. uma vez que o atrito gerado entre implantes osseointegrados tem se mostrado altamente previsível a superfície de zircônia e a em longo prazo12. brevivência do complexo implante/prótese. sobre importante é a necessidade de se mimetizar cor e textura pilares metálicos. pontas diamantadas com altíssimo poder Do ponto de vista estético. como também se consideram os aspectos estéticos13. A da restauração é o perfil emergente. gerando uma tensão de compressão que retarda respeitando a arquitetura gengival e atentando-se à gengia propagação das trincas.19. Entretanto. Embora esta volumes. Esta ou pela coroa protética. não reportaram fraturas.7. cujos valores de resistência mecânica são superiores implantossuportadas livres de metal apresentaram cor mais aos da cerâmica feldspática. Contudo. Outro aspecto estético Trata-se de prática relativamente comum. devido à homogeneidade semelhante aos dentes adjacentes quando comparadas às 2 e baixíssima porosidade em sua forma de pastilha. Os pilares em zircônia personalizados têm sido utilizados largamente nos casos em que a estética é fundamental. Este perfil começa a se desenhar nova forma monoclínica possui uma expansão volumétrica logo na plataforma do implante.15-16. em algumas situações. favoráveis nas próteses cimentadas.5 paciente. Um restaurações metalocerâmicas . Como os níveis da zircônia apresenta uma característica única descrita como plataforma do implante e da junção amelocementária dos active crack resistance (resistência à propagação de trindentes adjacentes diferem em relação à margem gengival. Estudos clínicos avaliando cocom uso de implantes osseointegrados tem se mostrado 12 roas sobre pilares personalizados em zircônia. o término do preparo do tomados na utilização e na personalização de pilares em pilar protético deve se posicionar em uma profundidade zircônia. mas também com relatos de personalidos dentes adjacentes na coroa protética.7 mm. Com isto. um estudo por meio do acréscimo de cerâmica prensada de fluorapaclínico controlado randomizado concluiu que restaurações tita. cas). também possibilitando a remoção dos excessos e 0. para resistir ao assentamento e ao torque do parafuso7. como também pode afetar para agir como base de pilar quando aplicada em grandes as propriedades ópticas da restauração1. atualregiões posteriores. preferencialmente naturalidade da restauração é o perfil emergente. a personalimitante para o uso de um pilar personalizado em zircôlização do pilar torna-se obrigatória para se alcançar um nia. um pilar protétiestudo revelou que pilares metálicos personalizados com co não metálico e da cor do dente seria interessante para Discussão 374 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. No presente relato. e com intensa irrigação devem ser utilizadas20. desgaste. (3% a 5%). em posição subgengival. Em próteses cimentadas. As paredes axiais e ao redor do orifício de acesso gengival compatível com a capacidade de higienização do ao parafuso devem apresentar espessura mínima entre 0. a metálico pode provocar sombras na gengiva marginal em cerâmica feldspática possui resistência flexural limitada pacientes com fenótipo fino. O custo pode ser um de cimento14. Cuidados devem ser coronal. um fator crucial para se alcançar a de corte. há um aumento na va interproximal. como também Em termos de propriedades mecânicas. Um pilar protético zação em pilares de zircônia pré-fabricada21.10. com micropartículas de diamante fundidas à base metálica. O torque recomendado do parafusamento A reabilitação de perdas dentárias na região anterior com uso de deve ser respeitado. um fator crucial para se alcançar a naturalidade fisiológicas da mastigação na região anterior5. Uma alternativa simples para a personalização seria perfil adequado. ensaios laboratose consideram os aspectos estéticos13. inclusive em altamente previsível em longo prazo . atualmente. não se mensura a taxa plataforma metálica do implante pode induzir trincas de sucesso apenas pela sobrevivência do complexo implante/ no pilar19.8(3):371-5 .

Int J Prosthodont 2010. Knauber AW. 2008. Zirconia implant abutment fracture: clinical case reports and precautions for use. Pilares estéticos cerâmicos. Are ceramic and metal implant abutments performance similar? Evid Based Dent 2010. Nothdurft FP. Canullo L. Thompson G. 9. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área. Influence of artificial aging on the load-bearing capability of straight or angulated zirconia abutments in implant/tooth-supported fixed partial dentures. Milleding P. Jung RE.67:74-8. por exemplo. 10. Prestipino V. Salienta-se ainda que alguns sistemas CAD-CAM necessitam de uma base (adaptador) metálica que é silicatizada e cimentada adesivamente ao pilar cerâmico. Romberg EE.35:819-26. 13. 20. J Prosthet Dent 2006. Zirconia abutments for single-tooth implantsrationale and clinical guidelines. o planejamento cirúrgico-protético de cada caso ainda é o fator mais fundamental para o sucesso clínico e estético na terapia com implantes. The effect of all-ceramic and porcelain-fused-to-metal restorations on marginal peri-implant soft tissue color: a randomized controlled clinical trial. Erdelt KJ. Experimental zirconia abutments for implant-supported single-tooth restorations in esthetically demanding regions: 4-year results of a prospective clinical study. Bottino MA.com. Gais. Bergler M. Conclusão A personalização do pilar pré-fabricado em zircônia por meio de acréscimo de cerâmica prensada proporcionou a resolução protética do presente caso clínico.90:325-31. Sailer I.Relato de Caso Clínico Caderno Científico cerâmica prensada alcançaram níveis de resistência à fratura significativamente maiores que pilares em zircônia. Esthetic index for anterior maxillary implant-supported restorations. Clin Oral Implants Res 2008.81:34-42. A systematic review of the 5-year survival and complication rates of implant-supported single crowns. 3. Zembic A.2:296-310. Park SW.101:226-30. Mattiola A. Rossi Iommetti P. Cooper LF. 2. Schibli M. Int J Prosthodont 2004. 17. Pjetursson BE. chega-se a um valor aproximadamente 40% e 25% menor quando comparado. Int J Periodontics Restorative Dent 2008. os autores deste trabalho. Pospiech P. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Kim HI. 11. Studer S. Sumaré/ SP) ou MAD-MAM Zirkonzahn (Zirkonzahn GmbH. Próese sobre implantes – planejamento. In: Francischone CE. 8. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Hämmerle CH. Edelhoff D. Schärer P. Antonio Carlos. Juodzbalys G.: (31) 3409-2456 dangelogatil@terra.627 31270-901 – Belo Horizonte – MG Tel. Raffaelli L. Ceramic implant abutments: cutting efficiency and resultant surface finish by diamond rotary cutting instruments. com custo reduzido quando comparado aos pilares personalizados pelo sistema CAD-CAM.91:215-8. Glauser R. Pospiech PR.. Jung RE. 7. Bayne SC. Nakamura K. Yildirim M. sobre-enceramento e injeção da cerâmica. Nothdurft F. Nós. 19. ou os membros de nossas famílias. Thompson JY. Ortengren U. Fischer H. Manicone PF. Salameh Z. 4.8(3):371-5 375 . Adatia ND. J Periodontol 2009. Clin Oral Implants Res 2010. Holst S. 6. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. 15.20:489-93.20:802-8. Clinical outcome study of customized zirconia abutments for single-implant restorations. Randomized-controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for single-tooth implants in canine and posterior regions: 3-year results. Levenson D. Sailer I. Brewer JD. a um pilar personalizado pelo sistema CAD-CAM Lava (3M Espe do Brasil Ltda.18:17-22. Comparison of fracture resistance of pressable metal ceramic custom implant abutments with CAD/CAM commercially fabricated zirconia implant abutments. J Prosthet Dent 2004.br Referências 1.80:1388-92. Wohlwend A. J Prosthet Dent 2009.23:299-309. Keenan AV. Block MS. Single-tooth implant reconstructions: esthetic factors influencing the decision between titanium and zirconia abutments in anterior regions. Eur J Esthet Dent 2007. J Dent 2007. Zembic A. Esthetic high-strength implant abutments . Fracture resistance of yttria-stabilized zirconia dental implant abutments. J Prosthet Dent 2003.95:444-9. Holderegger C. Tan PL.86. Suter A. J Oral Maxillofac Surg 2009. Sailer I. Aboushelib MN. Blatz MB. sendo que em nenhum espécime houve fratura prematura entre o metal e a cerâmica injetada22. Doppler KE. respeitando os princípios mecânicos. Dunne JT Jr. Jung RE. Driscoll CF. Thomas GW.p. Kim S. Itália). Siegel S. Faria R. An esthetic comparison of a metal ceramic crown and cast metal abutment with an all-ceramic crown and zirconia abutment: a clinical report. 14. Monaco EA Jr.19:119-30. J Esthet Dent 1993. biológicos e de estética. nem trabalhamos como testemunha especializada. Sailer I. Prefabricated zirconium dioxide implant abutments for singletooth replacement in the posterior region: evaluation of peri-implant tissues and superstructures after 12 months of function.25:991-8. Clin Oral Implants Res 2009. An overview of zirconia ceramics: basic properties and clinical applications. Int J Oral Maxillofac Implants 2010. Recebido em: jan/2011 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Allyson Nogueira Moreira (Faculdade de Odontologia UFMG) Av. São Paulo: Editora Santos. Wang HL.22:616-9. previsibilidade e estética. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties. Ingber A. The positive relationship between excess cement and peri-implant disease: a prospective clinical endoscopic study. Zwahlen M. Int J Prosthodont 2007. Marx R. Lang NP. de Carvalho PSP. Somando-se o custo do pilar pré-fabricado ao procedimento laboratorial de desgaste. 12. Hämmerle CH. Glauser R.28:357-65. Kanno T.17:285-90. In vivo fracture resistance of implantsupported all-ceramic restorations. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Apesar dos pilares personalizados em zircônia apresentarem vantagens estéticas sobre os pilares protéticos metálicos.5:29-36. J Periodontol 2010. Nota de esclarecimento Nós. J Prosthodont 2009. Khraisat A. Jung RE. 16. Zirconia as a dental implant abutment material: a systematic review. sendo dependente de qualidade e treinamento do técnico. 6. 21. respectivamente.Part I.11:68-9. Hämmerle CH. 22. 18. Int J Prosthodont 2009. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Zembic A.21:857-65. 5. O sistema MAD-MAM é extremamente sensível à técnica.

Osseointegração. Dos 370 implantes. Secondary stability. Success evaluation was made through the counter-torque movement of 25 Ncm. Unoesc/ Joaçaba/SC and Funorte-Soebrás/Passo Fundo/RS. Unitermos – Implantes osseointegrados. *Especialista em Implantodontia – Funorte/Soebrás/Passo Fundo/RS. nove apresentaram ausência de osseointegração resultando em um índice de sucesso de 97. ABSTRACT Dental implant stabilization at the time of surgical placement. Osseointegration. Mestre em Implantodontia – Unisa/SP. called primary stability. O presente trabalho visou avaliar a presença de estabilidade secundária em 370 implantes instalados nos Cursos de Especialização em Implantodontia (Unoesc/JBA e Soebrás-Funorte/Passo Fundo). REVISTA IMPLANTNEWS 2011. seja alcançada a osseointegração. ****Coordenador das disciplinas de Cirurgia Bucomaxilofacial e Patologia Bucal do Curso de Graduação em Odontologia – Unoesc/SC.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Avaliação da estabilidade secundária de 370 implantes consecutivos do Sistema Conexão Evaluation of secondary Stability of 370 dental implants – Conexão System Luciele Boiaski da Silva* Wilson Pogere** Estevo D`Agostini Derech*** Marcelo Carlos Bortoluzzi**** Rafael Manfro***** RESUMO A estabilização dos implantes osseointegrados no momento de instalação cirúrgica. The implants that could stand the movement were considered osseointegrated. Doutorando em Implantodontia – SLMandic/SP. Key Words – Dental implants. Nine of the 370 implants showed no osteointegration resulting in a success rate of 97. alcançando-se assim a estabilidade secundária e. representa um dos mais importantes fatores para que os mecanismos de reparação óssea sejam processados. Professor dos cursos de especialização em Implantodontia – Soebrás Funorte/Florianópolis/SC. This study aimed to evaluate the presence of secondary stability of 370 implants placed in the postgraduation course of Implantology. represents one of the most important factors for bone repair mechanism. Doutor em Estomatologia – PUC/RS. através de contratorque de 25 Ncm2 no momento da cirurgia de reabertura para colocação de cicatrizadores.57%.57%. **Especialista em Implantodontia – Unoesc/Joaçaba/SC. denominada de estabilidade primária. Lages/SC e Passo Fundo/RS. *****Coordenador dos cursos de especialização em Implantodontia – Soebrás Funorte/Florianópolis/SC. Lages/ SC e Passo Fundo/RS.8(3):377-80 377 . ***Especialista em Implantodontia – PUC/RS. thereby later achieving the secondary stability as a consequence of the osseointegration process. como consequência desse processo. Estabilidade secundária.

seguida da análise de resíduos. 46 implantes foram instalados com auxílio de técnicas de levantamento de seio maxilar e 32 foram instalados após reconstruções com enxerto em bloco. Nenhum destes implantes foi perdidos. portanto.Impladent . utilizando o Teste do Qui-quadrado Partição. Os implantes foram selecionados baseados na disponibilidade óssea de cada caso e no espaço mésiodistal para realizar a reabilitação. localização da instalação para a realização das fixações. Metodologia Seleção dos pacientes Entre março de 2007 e fevereiro de 2010. portanto. Isto se Dos pacientes deve ao fato que este osso permite menor estabilidade primária. Após este período foi realizada a reabertura e os implantes submetidos a um contratorque de 25 Ncm2. Especialização em um deles realizado na Unoesc em Joaçaba/SC Implantodontia. os implantes. Após enceramento progressivo foi realizado um planejamento cirúrgico-protético. Sinais clínicos como dor e infecção relacionadas ao implante também foram avaliadas. Implantes que suportaram a força foram considerados portadores de estabilidade secundária e.4-7. da técnica cirúrgica e do implante1-3. A qualidade óssea parece ser o principal. Estes pacientes foram submetidos a 370 implantes. núcleo Passo Fundo. clinicamente. qualidade óssea e suas repercussões nos resultados. Os que não suportaram o torque foram removidos e submetidos a um novo tratamento de acordo com as necessidades de cada caso. Destes pacientes. com sucesso. portanto. 151 retornaram para a realização das próteses sobre os implantes. da remodelação óssea e da superfície dos implantes1.9-10. Resultados Dos pacientes que realizaram cirurgia para colocação de implantes nos Cursos de Especialização em Implantodontia. O paciente mais idoso apresentava 77 anos e o mais jovem 19 anos. e o Curso de Especialização em Implantodontia da Unoesc/Joaçaba/ SC e que apresentavam perdas dentárias com indicação para reabilitação com implantes osseointegrados foram incluídos no estudo. Os implantes aguardaram o período de osseointegração que variou de 60 a 180 dias dependendo da superfície do implante. Diversos fatores devem ser levados em consideração para obtenção do sucesso destas fases de tratamento8. A estabilidade primária depende fundamentalmente da qualidade óssea. Cerca de 32% dos implantes que realizaram que mostraram estabilidade inicial baixa não cirurgia para apresentaram osseointegração.EUA) como material 378 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.da Silva LB • Pogere W • Derech ED • Bortoluzzi MC • Manfro R Introdução A estabilidade primária e a secundária são resultados da primeira fase do tratamento com implantes osseointegrados e. Análise estatística Os resultados foram avaliados com o programa Bioestat 5-0. já que diversos trabalhos mostram índices de sucesso inferiores em osso Tipo IV1-2. sete ocorreram em pacientes do Procedimentos cirúrgicos e protéticos Após avaliação sistêmica foram requisitados modelos e exames por imagens. Para avaliar esta estabilidade. Este trabalho teve como objetivo avaliar a de implantes estabilidade secundária dos implantes do Sisnos Cursos de tema Conexão instalados pelos alunos de dois cursos de especialização em Implantodontia.8(3):377-80 . fundamentais para a realização da reabilitação protética1. Das nove perdas. Avaliação dos resultados Os resultados tiveram como objetivo avaliar a estabilidade secundária dos implantes osseointegrados. da região a ser reabilitada e da estabilidade primária. pacientes que procuraram o Curso de Especialização em Implantodontia no Instituto da Ciência e da Saúde – ICS – Funorte/Soebrás. A secundária depende da estabilidade primária. 108 eram do sexo feminino e 43 do masculino. fumantes de mais de 20 cigarros/dia e diabéticos descompensados foram excluídos da pesquisa. Pacientes que apresentavam contraindicação absoluta ao tratamento.4. observou-se presença ou ausência de mobilidade do implante através de torque de 25 Ncm2 com torquímetro protético e chave de catraca para instalação dos implantes. ausêncolocação cia de estabilidade secundária11. Casos que necessitavam reconstrução em bloco foram realizados com enxertos autógenos e casos que necessitavam de levantamento de seio maxilar foi utilizado hidroxiapatita reabsorvível (Osteogen . e outro na Funorte/Soebrás em Passo Fundo/RS. Foram realizadas radiografias periapicais de todos os implantes previamente a reabertura. das próteses sobre de preenchimento. além de discutir fatores como comprimento e 151 retornaram diâmetro dos implantes. sendo que nove não apresentaram osseointegração durante a reabertura.

Atualmente. foram classificados também em curtos (8. seguida da análise de resíduos).3 3.84% 98.5 mm de comprimento com apenas uma perda. região de instalação e qualidade óssea. Quanto à localização. A Tabela 1 apresenta a descrição dos implantes referentes ao diâmetro e seus respectivos números de perdas.8(3):377-80 379 . seguida da análise de resíduos).3 5. Os implantes avaliados apresentavam superfície tratada por ataque ácido e por anodização (Poruos e Vulcano Active. há diâmetros pequeno (3. SEPARADOS PELO DIÂMETRO DOS IMPLANTES TABELA 2 – DESCRIÇÃO DOS IMPLANTES POR QUALIDADE ÓSSEA E SEU RESPECTIVO ÍNDICE DE SUCESSO Tipo I Tipo II Tipo III Tipo IV 24 179 147 20 370 1 2 2 4 9 95. Este critério foi utilizado.0 4.4. que pode aumentar a interface osso/implante1. os implantes foram classificados pelas regiões de instalação (maxila anterior.6. 11.78% Total 100% 100% Diferença significativa do osso Tipo IV em relação aos demais grupos (Teste do Qui-quadrado Partição p < 0. A estabilidade secundária. A Tabela 3 apresenta os resultados de acordo com o local de instalação dos implantes. A Tabela 2 apresenta os resultados referentes aos implantes e a qualidade óssea durante a instalação cirúrgica. A estabilidade primária. mandíbula anterior e mandíbula posterior).75. TABELA 3 – IMPLANTES LOCALIZADOS POR REGIÃO E SEUS ÍNDICES DE SUCESSO gênero feminino e duas no gênero masculino.57% R iã t i d Região posterior da maxila apresentou perda significantemente maior que as d i regiões il t d i ifi t t i demais iõ (Teste do Qui-quadrado Partição p = 0. Foram também classificados quanto a qualidade óssea em Tipo I. técnica cirúrgica e desenho do implante1-4. hexágono interno.3 mm) e largo (5. regular (3. Vários autores afirmam que para se obter estabilidade secundária é determinante que se tenha estabilidade primária e o sucesso de ambas é a condição necessária para a realização da reabilitação protética1-2. tinham conexões de hexágono externo. Os implantes convencionais e longos apresentaram índice de sucesso de 97. que por sua vez é influenciada pelos fatores locais e sistêmicos inerentes ao paciente. enquanto que os implantes foram classificados por diâmetro e comprimento. 151 retornaram para realizar a prótese permitindo assim a avaliação da osseointegração secundária durante a reabertura.0 Colocados 5 256 90 8 11 Perdidos 0 7 2 0 0 Índice de sucesso 100% 97. Discussão Com relação aos pacientes atendidos. Quanto a idade. resultando em índice de sucesso de 95. Este fato deve-se principalmente a evolução da geometria e da superfície dos implantes.57% Diâmetro do implante 3. maxila posterior. No momento em que foi analisado o diâmetro dos implantes.25% 97. cone-morse.0 e 4. é dependente da qualidade óssea. A ausência de dor e infecção.75 4. III e IV. Maxila anterior Maxila posterior Mandíbula anterior Mandíbula posterior Total 98 94 46 132 370 1 7 0 1 9 98.57%. implantes de diâmetro reduzido foram apenas cinco. formatos cilíndricos e cônicos e apresentaram sucesso de 97. pois se o implante resiste a um torque dessa magnitude ele poderá receber uma reabilitação protética. convencionais (10. Neste trabalho foram instalados 23 implantes de 8. tanto os de diâmetro reduzido quanto de diâmetro largo apresentaram 100% de sucesso.00% 97. O principal critério para avaliação da estabilidade secundaria foi a aplicação de um contratorque de 25 Ncm2 com auxílio de torquímetro protético.87%. além de radiolucidez peri-implantar. que é exclusivamente mecânica4.56% 100% 99.27% 97. é determinada pela formação. A estabilidade primária e a secundária são o resultado da primeira fase do tratamento com implantes osseointegrados.0 mm). A li- REVISTA IMPLANTNEWS 2011.001.4.89% 98. respectivamente). a literatura apresenta implantes curtos com índice de sucesso semelhante aos de maior comprimento12-16. Deve-se levar em consideração o pequeno número instalado em cada um dos diâmetros. enquanto que os de diâmetro largo foram 11. que é composta por uma sucessão de eventos biológicos.66%.5 e 13 mm) e longos (15 e 18 mm).005.5 mm de comprimento). 4. II.64% 80.6. Em relação aos tamanhos. todos os implantes que falharam foram instalados em pacientes entre 37 e 43 anos.98% 92. e pela superfície do implante.3 mm). também foram utilizadas como critérios de sucesso. Os pacientes foram classificados quanto a idade e o gênero. calcificação e remodelação óssea.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico TABELA 1 – DESCRIÇÃO DOS IMPLANTES POR TAMANHO E DIÂMETRO ALÉM DO NÚMERO DE PERDAS.

11:1-9.com Referências 1. Clin.7:241256. Wennerberg A. Challas A. J Periodontol 2008. Ann Periodontol 2000.da Silva LB • Pogere W • Derech ED • Bortoluzzi MC • Manfro R teratura demonstra índices de sucesso entre 97 e 99%17-20. Aracil L.22:743-54. Jaffin RA. Degidi M. J Oral Maxillofac Surg 2009. Piatelli A. Outcomes of placing short dental implants in the posterior mandible: A retrospective study of 124 cases. Sennerby L. histomorphometrical. QuirynenM. machined-surface implants followed for 12 to 92 months. State of the art of oral implants. J Periodontol 2007. Grossmann Y.79:49-54.: (49) 3521-3080 manfroimplante@hotmail. Tawil G. bastante inferior quando comparado com os de melhor qualidade.62:2-4.77:2080-3.8(3):377-80 . pois na maioria das vezes as perdas são multifatoriais.21:296-307. Clin. Implantes instalados em osso Tipo IV apresentaram índice de sucesso de 80%. Lekovic V.13:373-85. J Periodontol 2006. os índices de sucesso teriam mudado. Lekholm U. 8. Kraut RA. Olate S. J Oral Maxilofac Surg 2010. Arisan V. Elias CN. Lekholm U. Nicol A. Histological. Res 2010. Lindh C. Conclusão Este estudo permitiu concluir que os implantes Conexão permitiram um índice de osseointegração semelhante aos descritos na literatura.21-22. Sanz M. Evaluation of 316 narrow diameter implants followed for 5–10 years: a clinical and radiographic retrospective study. Elias CN. J Periodontol 1991. Jemt T. Lewis E. Implant Dent 2004.79:42-8.5:22-31. Bone density at implant sites and relationship to assessment of bone quality and treatment outcome. 14. Ogawa T. Berman CL.24:1083-92. Vermeiren S. Bardyn T.24:1006-14. Oral Impl. Sahlholm S. Estes resultados são compatíveis com os relatados por outros autores8. Res 2010. Hallermann W. Kourtis SG. Lekholm V. Oral Impl. Five-year clinical evaluation of short dental implants placed in posterior areas: A retrospective study. Sader P. Quantifying the influence of bone density and thickness on resonance frequency analysis: An in vitro study of biomechanical test materials. Bergkvist G.6:142-6. Oral Impl. The excessive loss of Branemark fixtures in type IV bone: a 5. Beagle JR. Ozdemir T. Vandamme K et al. Clinical Implant Dentistry and Related Research 2009. 5. Carinci F. 21. Friberg B. 17.67:713-7. Moreira RWF. Andía I.24(Suppl):28-38. Early failures in 4641 consecutively placed Branemark dental implants: a study from stage I surgery to the connection of completed prostheses.68:414-9. 2. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Ganeles J. Hirsch JM. Grant BT. Também permitiu concluir que tamanho e diâmetro dos implantes não influenciam no sucesso. The effects of superficial roughness and design on the primary stability of dental implants. Int J Oral Maxillofac Implants 2010. Local risk factors for implant therapy.18:894-904. Ochi S. 18. Jemt T. Int J Oral Maxillofac Implants 1989. fatores individuais pertencentes ao paciente podem ter interferido no resultado. Int J Oral Maxillofac Implants 1991. 9. 6.47:15-26. Berg KHL. 25. A retrospective evaluation of 1387 single-tooth implants: A 6 year follow-up. Lyrio MCN. enquanto que outros trabalhos relatam que implantes de diâmetro largo apresentam índices entre 73% e 99%19.84%. Corpas L. Rodrigo D. 7. Multicenter retrospective analysis of wide-neck dental implants for single molar replacement. Private practice results of dental implants. Martin W. 19.78:52-8. 13. 10. Clem DS. enquanto que osso de baixa qualidade apresentou o maior índice de perda. Carinci F. Neugebauer J. Piatelli A Lezzi G. Keller W. Diagnosis of implant stability and its impact on implant survival: a prospective case series study. principalmente no que se refere a qualidade óssea e a localização. Analisando os dados pode-se observar que se o paciente em que foi perdido três implantes fosse descon- siderado do estudo. Esposito M. Voliotis S.44%.21:255-61.25:321-8. 12. Thomsen P. Clin. Bolukbasi N. Mazzonetto R. 24. Além do pequeno número de implantes. J Periodontol 2008. o índice de sucesso foi de 95. Influence of diameter and length of implant on early dental implant failure. Definir com precisão as causas das perdas é quase impossível. Eur J Oral Sci 1998. Clinical evaluation of short. Lima JHC. Implant survival to 36 months as related to length and diameter. and radiological evaluation of an experimental implant design with a high insertion torque. A qualidade óssea também demonstrou resultados semelhantes aos observados na literatura. 371-1. 16. Orive G. Buchler P. Degedi M.4:211-7. Park SH. Biological factors contributing to failures of osseointegated oral implants.22:736-42. Morris HF. Koh KJ. Santos MV. Osseointegrated implants in the treatment of partially edentulous patients: a preliminary report study on 876 consecutively placed fixtures. Younan R. Meirelles L. Gedet P. Wang HL Methods used to assess implant stability: current status. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Klintstrom E. Estes implantes apresentaram estabilidade primária entre 10 e 15 Ncm2. Wide-diameter implants: Anlysis of clinical outcome of 304 fixtures. A região posterior da maxila apresentou índice de sucesso menor que as demais regiões. Albrekson T. Ersanli S. Mechanical stability of immediately loaded implants with various surfaces and designs: A pilot study in dogs. 380 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. na maxila. Martin C. Esse fato deve-se a uma qualidade óssea inferior nesta região. Periodontology 2000 2008.23-25. Aguirre JJ. Anitua E. Pancko FX. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Apesar da pequena estabilidade inicial obtida durante a instalação dos implantes. Winkler S. 4.106:527-51. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Jaffin. Levine RA. 11. Adell R. Expert Rev Med Devices 2010. Clinical of narrow diameter implants: A retrospective study of 510 implants. Moraes M. 20. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. enquanto que na mandíbula foi de 99. Se compararmos os maxilares. 15.year analysis. XV de novembro. Improving osseointegration of dental implants.21:877-84. Levin L. deve-se considerar que três dos quatro implantes perdidos foram no mesmo paciente e na mesma região posterior da maxila.001 89600-000 – Joaçaba – SC Tel. Duyck J. Res 2010. Recebido em: set/2010 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Rafael Manfro Av. 3. Zoeller JE. Sotiriadou S. Atsumi M. 22. Weinlander M. 23.

o procedimento cirúrgico em si continua cirurgicamente traumático e economicamente inacessível para certas camadas da população. São Leopoldo Mandic e Unib/SP. implantes zigomáticos.8(3):383-7 383 . Carga imediata. new methodologies as immediate loading. reestablishing confidence to completely edentulous patients immediately after the implant placement. São Leopoldo Mandic e Unib/SP. Edentulismo. ****Mestre em Periodontia – SLMandic. Immediate loading. Professor coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo/SP.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Implantes temporários em caráter definitivo. Atraumatic surgery. However. the “All-on-four” concept. Key Words – Temporary dental implants. diminishing surgical trauma and treatment costs. Professor do Mestrado em Bioodontologia – Unib. Cirurgia atraumática. observou-se novas metodologias como carga imediata. Neste contexto. Mestre e doutor em Ciências – ICB/USP. Professor coordenador dos cursos de Especialização em Implantodontia – Unicastelo. all on four. Edentulous patients. *Pós-doutorado em Biomateriais – Centro de Ciências e Tecnologia de Materiais do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Ipen-USP. Unitermos – Implantes dentais temporários. ABSTRACT Implantology has experienced a great technological advance in the latest 40 years since Professor Brånemark oriented the first surgical procedure in a patient defining the concept of Osseointegration. **Mestre e doutor em Ciências – ICB/USP. definindo o conceito da Osseointegração. Since then. computer-guided surgery and other innovations have been presented. This article aims to relate three clinical situations with temporary implants used as long-term implants for immediate stabilization of inferior full denture prostheses. diminuindo o trauma cirúrgico e o custo do tratamento. ***Doutor em Radiologia – Fousp. zygomatic fixations. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. cirurgias guiadas por computador e outras inovações. Professora de Periodontia – Unicastelo e Universidade São Francisco/Bragança Paulista. Professor do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo. este trabalho objetivou relatar três casos clínicos com a utilização de implantes temporários em caráter definitivo para estabilização imediata de prótese total inferior. the surgical procedure itself remains traumatic and economically not available to certain patients. Professora Coordenadora do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo/SP. Entretanto. Desde então. Uma alternativa social Long-term use of temporary dental implants: a social alternative Marcelo Yoshimoto* Marcos Barbosa Salles** José Cássio de Almeida Magalhães*** Gabriela Traldi Zaffalon**** RESUMO A Implantodontia experimentou grandes avanços ao longo de mais de 40 anos quando o professor Brånemark orientou a primeira cirurgia em paciente. devolvendo a segurança e a confiança de pacientes totalmente edêntulos imediatamente após a instalação dos implantes.

em protocolo de carga tardia. como o uso de adesivos e caráter definitivo pelo menor trauma cirúrgico. pois na maior parte das vezes não Nesta figura observam-se os mini-implantes instalados requer incisões no tecido mole e seu diâmetro na cavidade oral da paciente.5 mm x 13. foram consultórios1. 81 anos. consequentemente. Este trabalho obedece às normas do Comitê de Ética em pesquisas da Unicastelo segundo o protocolo Nº 2130-2350/08. por se tratar de um implante de corpo único. prótese total inferior da paciente. Desta forma. Entretanto. lados cinco implantes MDL (Intra-lock) medindo Ø 2. Após avaliação clínica e radiográfica.Yoshimoto M • Salles MB • Magalhães JCA • Zaffalon GT Introdução e Proposição Relato de Caso Clínico No contexto atual da Implantodontia. portadora de edentulismo total superior e tratamento1-3. O objetivo deste trabalho foi apresentar três casos clínicos onde os mini-implantes temporários foram utilizados em caráter definitivo Figura 2 como pilares de estabilização de sobredentaRadiografia panorâmica de cinco implantes MDL (Intra-lock) medindo duras inferiores. fixas ou removíveis. Os implantes temporários desenvolvidos na década de 19907 têm recebido a autorização de entidades reguladoras de biomateriais para serem utilizados em períodos mais prolongados2. sendo desnecessária a utilização de componentes protéticos e consequentemente não requer uma supraestrutura metálica. dificuldades enfrentadas pelos pacientes continuam sencom saúde estável de acordo com anamnese e exames do a morbidade do procedimento cirúrgico e o custo do complementares. tornando este tipo de implante extremamente atrativo à população de baixa renda. 384 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. sexo feminino.0 mm de comprimento entre os forâmenes mentuais tes é a utilização de implantes que vão assegurar maior e (Figuras 1 e 2). conferindo estabilidade imediata da prótese melhor estabilidade das reabilitações protéticas. se depara com a falta de estabilidade que o leva a buscar A paciente fez opção pelos implantes temporários em alternativas pouco eficazes. diminuindo o número de inferior. protocolo ou uma sobredentadura. descontente com a estabilidade de sua prótese total perspectiva para os pacientes. impossibilitando o acesso ao paciente. Foram instasegurança na utilização de sua prótese3. aumentando o índice de satisfação da paciente.0 mm de comprimento entre os forâmenes mentuais. a satisfação da paciente.8(3):383-7 . Ø 2.5 mm A melhor opção para o quadro clínico destes pacienx 13. estes implantes se apresentam como uma alternativa menos Figura 1 invasiva. 3) implantes temporários O paciente totalmente edêntulo. é menor do que a maioria dos implantes disponíveis no mercado. O custo de sua execução é menor. mas tal procedimento continua apresentando ofertadas à paciente três possibilidades de tratamento: 1) certo grau de morbidade e é financeiramente inacessível implantes em protocolo de carga imediata. o que torna o procedimento mais traumático e o custo dos implantes e da estrutura protética são igualmente elevadas. Os implantes de carga imediata4 trouxeram uma nova inferior. compareceu a clínica munida de uma radiografia consultas e consequentemente o tempo de espera nos panorâmica. Notar o bom aspecto do tecido mole ao redor dos implantes. menor custo reembasamentos na tentativa de obter maior conforto e e rapidez em se obter estabilização da prótese. a instalação de implantes O pós-operatório transcorreu satisfatoriamente sem dor ou para a reabilitação oral por meio de uma prótese fixa tipo edema. 2) implantes para as camadas mais pobres da população. especialmente aqueem caráter definitivo oferecendo estabilidade imediata à le portador de uma prótese total mucossuportada inferior. as maiores Caso clínico 1 Paciente AGO. sejam elas total inferior e. na maior parte das vezes. leucoderma. requer a abertura de retalho5-6. especialmente se este for idoso e aposentado.

é agendado o procedimento cirúrgico. Procede-se a confecção do nicho cirúrgico dos implantes. em primeiro lugar pelo menor custo.5 mm x 13. em segundo pelo fato de ser menos invasivo pela não necessidade de incisões e suturas. utilizando articaína 4% com epinefrina 1:100. o que se mostra de fundamental importância para garantir a manutenção do eixo de inserção da prótese e a axialidade das forças mastigatórias.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Caso clínico 2 Paciente DP 82 anos. exame clínico auxiliado por radiografias panorâmicas. por ser um procedimento rápido com a utilização de uma única fresa de Ø 1. Os nichos são realizados inicialmente pelos implantes distais. ansiosa com relação aos tratamentos Odontológicos.2 mm (Sistema MDL. com saúde estável. com saúde estável.2 mm. Os implantes apresentam corpo único maciço com Figura 4 Quatro implantes instalados de Ø 2. descontente com a estabilidade de sua prótese total inferior. seguidos pelos implantes medianos. leucoderma. Figura 3 Segundo caso. b) protocolo inferior com carga tardia. onde lhe foram apresentadas as possibilidades de tratamento: a) protocolo de carga imediata inferior. em segundo pelo fato de ser menos traumático pela não necessidade de incisões e suturas. descontente com a estabilidade de sua prótese total inferior. compareceu com uma radiografia panorâmica (Figura 3) à clínica.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock). REVISTA IMPLANTNEWS 2011. porém. transmucoso a “céu fechado” (sem incisão). infiltrações complementares em vestíbulo e sobre a crista da margem óssea.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock). satisfeita com sua prótese total superior. por meio de uma fresa única Ø 1. confecção de novas próteses totais superiores e inferiores e medicação pré-operatória dos pacientes.5 mm x 13. com carga imediata. satisfeita com sua prótese total superior. Radiografia Panorâmica inicial da paciente denotando boa altura óssea.8(3):383-7 385 . as possibilidades de tratamento: a) protocolo de carga imediata inferior.5 mm x 13. leucoderma. com carga imediata. em primeiro lugar pelo menor custo.000 (DFL). realiza-se a técnica anestésica de bloqueio na emergência dos forâmenes mentuais. para uma melhor distribuição dos mesmos entre os forâmenes mentuais. ansiosa com relação aos tratamentos Odontológicos. compareceu à clínica munida de radiografia panorâmica. sexo feminino. c) implantes temporários em caráter definitivo. . Descrição da técnica Após anamnese. porém.5 mm x 13. sexo feminino. sempre observando o paralelismo entre os pilares. para a instalação de quatro implantes (Figura 5) de Ø 2. c) implantes temporários em caráter definitivo. Figura 5 Instalação de quatro implantes de Ø 2.2 mm. b) protocolo inferior com carga tardia. A paciente optou pelos implantes temporários em caráter definitivo.0 mm de comprimento MDL(Intra-lock). em terceiro. Intra-lock). A opção da paciente foi pelos implantes temporários em caráter definitivo. onde lhe foram apresentadas Caso clínico 3 Paciente EMGF. procedimento rápido com a utilização de uma única fresa de Ø 1. 60 anos. Após a antissepsia. para a instalação de quatro implantes (Figura 4) de Ø 2.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock).

Yoshimoto M • Salles MB • Magalhães JCA • Zaffalon GT tratamento de superfície e conexão protética do tipo “bola” para próteses removíveis com retenção em o’rings. O fato de ser um implante de corpo único com uma cabeça portando uma conexão tipo attachment bola dispensa o uso de outros componentes protéticos e a confecção de uma estrutura de prótese. por meio de resina acrílica quimicamente ativada. diminuindo o tempo de permanência na cadeira do cirurgião-dentista4. todas as cirurgias foram realizadas sem maiores intercorrências. na captura. para que não haja extravasamento da resina para a ferida cirúrgica que muito embora não tenha sido incisada ainda assim apresenta uma solução de continuidade. relatado pelos pacientes. conferindo uma topografia de superfície dos implantes que propiciam melhor e mais rápida interação do tecido ósseo em relação à superfície dos implantes8-10. Discussão A Implantodontia tem caminhado a passos largos em termos de desenvolvimento tecnológico e científico. que oferece vantagens sobre as outras técnicas por dispensar retalhos cirúrgicos6. não apresenta bom Figura 6 Captura das cápsulas metálicas contendo os o’ rings. O caso supracitado tem acompanhamento médio de três anos onde os pacientes têm apresentado boa evolução clínica com a manutenção da estabilidade de suas próteses. o correto posicionamento em oclusão de ambas as próteses (Figura 7). devolvendo maior confiança ao paciente. A simplicidade da técnica deste tipo de implantes resulta em pós-operatório tranquilo. É importante ressaltar que a maior indicação para este tipo de terapia se dá na região anterior da mandíbula sendo que a experiência obtida. verificada a estabilidade inicial dos mesmos. de forma a permitir a inserção dos implantes e a captura das cápsulas metálicas contendo os anéis de borracha. Inovações têm ocorrido em termos de tratamentos de superfície. Na instalação dos implantes dos casos ilustrados. Neste aspecto. Figura 7 Estética obtida pela prótese. o’rings. os mini-implantes temporários podem ser apresentados como uma alternativa segura11. estes procedimentos são caros e estão fora do alcance socioeconômico de pacientes das classes mais pobres que são. na maior parte das vezes. Outro passo importante durante a captura das cápsulas metálicas é a utilização da prótese superior para garantir.8(3):383-7 . em casos de maxilas edêntulas. sem edema ou ocorrência de hemorragias. As cirurgias guiadas por programas de computador6 conferem maior precisão na instalação de implantes. de estabilização da prótese. 386 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. barateando desta forma o tratamento do paciente. mas muito embora algumas técnicas preconizem a não necessidade de se realizar um retalho6. retida por implantes. Todos os implantes tiveram boa estabilidade clínica durante sua instalação. realiza-se a prova da prótese inferior para se verificar a posição exata dos implantes e desgaste da área chapeável da prótese total. porém. sem dor. A captura das cápsulas pode ser realizada por meio de resina acrílica quimicamente ativada do tipo Duralay (Figura 6). aqueles que mais sofrem com próteses totais sem estabilidade. É importante que durante a captura das cápsulas seja realizado um isolamento da mucosa por meio de lençol de borracha. Uma vez instalados os implantes e.

11. Komatsu J. Quintessence Editora. 4. Coelho PG. 5. 6. Res. Dentistry Today 2001.4(5):537-41. custo quando comparados com alternativas de tratamento do edentulismo inferior. Olshanska N.000 per year! Dental Economics.8(3):383-7 387 . Optimização da energia livre da superfície e da hidrofilia através da modificação química das superfícies de implante miscroestruturadas de titânio. Mini dental implants: Enhancing Patient Satisfaction and Practice Income. Steflik DE. Maluf PSZ.28:223-7. Revista ImplantNews 2007. 2001. Full team approach for provisional stabilization of the edentulous implant patients. 3. de Wild M.5(1):67-72. One case per day can equal $625. Uma perspective global. oferecem boa retenção e estabilidade de próteses totais acrílicas na mandíbula. Marechal Fiúza de Castro.20(7):1-4. 280 – Jd.com Conclusão Conclui-se através deste trabalho que os mini-implantes temporários. Histomorphologic evaluation of Ti13nb-13Zr alloys processed via powder metallurgy. Gottehrer NR. Bottino MC.Relato de Caso Clínico Caderno Científico índice de sucesso devido à menor densidade óssea. Bulard RA. Brånemark Novum. Journal of Oral Implantology 2001. The Richards Report 2002. The use of a computadorized tomagraphy-based software program with a flapless surgical technique in Implant Dentistry: a case report. V 2008. Geisgerstorfer J. 7. quando utilizados em caráter definitivo. Recebido em: jun/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência Marcelo Yoshimoto Av. A study in rabbits. Mini dental implant insertion with the auto-advance technique for ongoing applications. 8.: (11) 3735-8390 marcelo. 2. W. PI. Singer G.76(2):323-34. Dentistry Today 1996.27(1):32-7. Rupp F. 9. B.15(1):1-4. Terzioglu H.24:137-42. 2000. Arcangeli P. 10. Scremin EI. Protocolo para reabilitação bucal com carga imediata (Same Day teeth). Rodrigues MR. Scheideler L. Henriques VAR. Brånemark. de acordo com o consenso do grupo. Prótese protocolo imediata sem barra . Vantagens do tratamento de superfície a laser em implantes dentais osseointegráveis. Yoshimoto M. Materials Science and Engineering C. Madow MI. Balkin BE. por apresentar menor Referências 1. König Jr. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. ImplantNews 2008. Gillespie ES. e se apresentam como uma alternativa socialmente viável. Wieland M.. Marotti J. Naval F. Pinheiros 05596-000 – São Paulo – SP Tel.Relato de caso clínico. Bressiani AHA et al. Adventures in Dentures. Trevisan Jr. devolvendo confiança e segurança para pacientes totalmente edêntulos. Okabayashi S. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. J. A 2006. Ozan O.10(1):1-3. How to profit from implants. Akkaya M.yoshimoto@gmail. Biomed Mater.

Mestre em Materiais Dentários – FO/UFMG. Próteses e implantes. clear divergence between our results and those presented in vitro studies reviewed. não haver correlação entre localização do OAPP tipo de contato oclusal e tipo de material da superfície do antagonista com a ocorrência . the type of occlusal contact and the type of surface material antagonist with the occurrence of changes in screwed prostheses. determinar se houve alguma relação entre a localização do orifício de acesso ao parafuso protético(OAPP) e o tipo de contato oclusal no que se refere à resistência da coroa. ***** Doutor em Reabilitação Oral – USP/Bauru. especially regarding its resistance to fracture. although some authors report in in vitro studies the superiority of cemented prosthesis. comparar os achados clínicos com os resultados dos testes laboratoriais revisados. **** Professor coordenador do Curso de Especialização em Prótese Dentária – PUC/MG. ** Professor adjunto III e coordenador do Mestrado em Implantodontia – PUC/MG. Retenção em prótese dentária.8(3):390-9 . implant-supported fused-to-metal prostheses Paulo César Rodrigues Véo* Élton Gonçalvez Zenóbio** Antônio Henrique Corrêa Rodrigues*** Paulo Roberto Gomes do Nascimento**** Marcos Dias Lanza***** RESUMO Clinicamente. Professor adjunto II – PUC/MG. 390 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. screwed and cemented prostheses have their proven success. determinar se o tipo de material existente na superfície oclusal do antagonista influenciou na ocorrência de alterações das próteses aparafusadas. a médio e longo prazos. no que diz respeito à resistência a fratura. This study evaluated 43 patients with a total of 116 prostheses (54 screwed and 62 cemented) during a period of 4 months to 9 years. compare ours clinical findings with the results of laboratory tests. determine whether the type of occlusal material surface of the antagonist had any influence on the occurrence of changes in the occlusal surface of the screwedprosthesis. Necessitam-se investigações futuras para determinarmos se a presença de irregularidades na superfície oclusal das próteses aparafusadas poderiam evoluir para alterações maiores comprometendo a longevidade dessas restaurações. Unitermos – Implantes dentários. no correlation between the location of AHPS. ABSTRACT Clinically.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD Avaliação clínica da integridade da superfície oclusal em próteses metalocerâmicas aparafusadas e cimentadas Clinical evaluation of occlusal surface integrity in screwed. Dental prostheses retention. sobretudo. clara divergência entre os resultados deste estudo e aqueles apresentados em estudos in vitro revisados. de alterações oclusais em próteses aparafusadas. determine if there was any relationship between the location of the accesses hole of prosthetic screw (AHPS) and type of occlusal contact regarding the strength of the crown. Os resultados obtidos nesta investigação indicaram: não haver diferença estatística entre as alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas. determinando se existe concordância entre os mesmos. and determine if there is agreement among those questions. tanto as próteses aparafusadas quanto as cimentadas apresentam sucesso comprovado. The results of this investigation indicated: no statistical difference between the changes in the occlusal surfaces of the analyzed prostheses. Prostheses and implants.and cemented. Key Words – Dental implants. *** Mestrado em Odontologia – Boston University/USA. embora trabalhos in vitro demonstrem a superioridade das próteses cimentadas. Future investigations are necessary to determine whether the presence of irregularities in the occlusal surface of screwed implant-supported restorations could evolve to greater changes and compromise the longevity of these restorations at medium or long-term periods. * Mestrando em Implantodontia – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Este estudo avaliou 43 pacientes com um total de 116 próteses sobreimplantes (54 aparafusadas e 62 cimentadas) por um período de quatro meses a nove anos. Professor adjunto de Pós-graduação – FO-PUC/MG. objetivando-se: identificar a prevalência (número e tipo) de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses analisadas. aiming to: identify and compare the prevalence (number and type) of changes in the occlusal surfaces of the analyzed prostheses.

no qual a ponta da cúspide do dente antagonista pode vir a ocluir no bordo do OAPP causando . no ano de 19659. um dos principais problemas relacionados às próteses aparafusadas passa a ser o orifício de acesso ao parafuso protético já que. Este trabalho teve os seguintes objetivos: identificar e comparar a prevalência (número e tipo) de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas. Desde então. Essas características explicam a grande preocupação com o padrão oclusal. culminaram com a comprovação histológica da osseointegração e tornaram a utilização de implantes em titânio cientificamente aceitável10. baixa resistência a forças de tração e cisalhamento e isso. Sendo assim. Apesar dos resultados dos testes laboratoriais mencionados acima. Autores9 afirmam também que a apresentação do sistema de retenção por parafusos em reuniões científicas mundialmente reconhecidas. pois pode influenciar de forma significativa os conceitos básicos de indicações e contraindicações. determinar se o tipo de material existente na superfície oclusal do dente antagonista influenciou ou não na ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas. já que esse era o sistema de retenção preferencialmente demonstrado em cursos oferecidos por empresas pioneiras dos principais centros de pesquisa europeus (Nobelpharma e IMZ)9. maior sucesso clínico em pacientes totalmente edêntulos11. estudos in vivo demonstram um desempenho similar quanto aos dois tipos de próteses1-2. alta resistência à compressão. Todavia. A partir de então. Mass) no mercado norte-americano e dos componentes tipo cera-one produzidos pela companhia sueca Nobel Biocare. Contudo. Com sucesso clínico comprovado. como a Conferência de Toronto no Canadá em 1982. fratura nessa região. novos desafios apresentavam-se relacionados à necessidade de reabilitação protética em Implantodontia.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Introdução Os altos índices de sucesso e previsibilidade das próteses aparafusadas e cimentadas1-2 fizeram da utilização desses dois tipos de restaurações opções confiáveis para a substituição de dentes ausentes. Estudos pioneiros realizados na Suíça. Tal superioridade. seja em próteses convencionais ou sobreimplantes. resultados de estudos in vitro3-5 indicam a superioridade das próteses cimentadas quando comparadas com as aparafusadas. a despeito de todos esses argumentos. tornouse necessário o conhecimento microscópico da interface osso/implante capaz de elucidar a efetividade da técnica. historicamente. até a década de 1980. dois sistemas de união protética sobreimplantes encontravam-se disponíveis no mercado. determinar se houve alguma relação entre a localização do OAPP e o tipo de contato oclusal existen- te entre o dente antagonista e a prótese aparafusada no que refere à resistência da coroa. fica clara a presença de divergência entre resultados de testes laboratoriais e as análises de estudos clínicos. acredita-se que somente a presença do OAPP pode não ser o suficiente para ocasionar problemas na integridade da superfície oclusal das próteses aparafusadas. comparar os achados clínicos dessa avaliação com os resultados dos testes laboratoriais revisados neste estudo e determinar se existe concordância ou divergência entre os mesmos. boa estabilidade química e biocompatibilidade7. novos conceitos restauradores REVISTA IMPLANTNEWS 2011. O primeiro ser humano recebeu implantes na clínica do professor Per Ingvar Brånemark em Gotemburgo. com a introdução dos implantes ITI (Straumann. na Suécia. segundo alguns autores6. Porcelanas odontológicas são utilizadas como materiais restauradores em Odontologia devido à excelente qualidade estética.8(3):390-9 391 . vantagens e desvantagens das próteses aparafusadas e cimentadas. com particularidades relacionadas a indicações. contribuiu sumariamente para a utilização majoritária desses componentes durante longo período. ao passo que a presença do orifício de acesso ao parafuso protético (OAPP) na superfície oclusal das aparafusadas tem sido associada a fraturas e considerada como um ponto fraco dessa modalidade. deve-se ao fato de próteses cimentadas terem a superfície oclusal íntegra. contraindicações. esse material apresenta. associado a presença de irregularidades (frinchas) na superfície. Embora ambas as formas de retenção apresentassem bom desempenho. ainda segundo os autores mencionados anteriormente. A utilização de próteses retidas por parafusos apresenta. como principal desvantagem. vantagens e desvantagens pertinentes a cada tipo9. em meados de 1970. as fraturas em próteses metalocerâmicas apresentam-se como a segunda maior causa de complicações pós-reabilitação protética em Implantodontia. A partir da comprovação da viabilidade dos implantes osseointegráveis. Sabe-se que são vários os motivos que podem contribuir para a fratura da porcelana no sistema metalocerâmica em geral. No início dos anos 1990. Esse aspecto é de grande relevância clínica. em contraposição ao único sistema de retenção existente até esse momento (retenção por parafusos). teve início a utilização de implantes dentários para suporte de próteses totais inferiores. Com o passar dos anos e mediante a necessidade de reabilitações orais em pacientes parcialmente desdentados. As características químicas e físicas da metalocerâmica são amplamente conhecidas. encontramos as primeiras alternativas de retenção por cimentação no mercado mundial. houve grande opção por próteses implantossuportadas do tipo aparafusada. Waltham. acelera o processo de fratura7. Revisão da Literatura O uso de implantes dentários em titânio foi descrito inicialmente em 1969 através de estudo realizado em cães8. Evolutivamente. Por esse motivo.

através de análises clínicas. Devido as necessidades estéticas e as vantagens relacionadas à integridade da superfície oclusal. Como melhores contatos oclusais vantagens do e melhor estética12. o que pode comprometer grandemente o sucesso de tal sistema. dessa forma. Assim. Após a promoção dos ciclos. confirma-se grande superioridade das próteses cimentadas. Por fim. a utilização de próteses cimentadas12-13. Cada grupo foi submetido à carga axial e os valores máximos no momento da fratura protética foram obtidos. o segundo. por proporcionarem menor desconforto ao paciente. Tendo em vista os resultados. agindo de forma a anular as melhores discrepâncias entre as superfícies protéticas superpostas. segundo trabalhos in vitro. contatos também são citados como oclusais pontos positivos em próteses e melhor cimentadas. já que esses chegam a ocupar dimensão superior a 50% de toda superfície oclusal3. mantém-se uma correta distribuição de forças paralelas ao longo do eixo do implante. os pesquisadores concluíram que os grupos 1 e 2 (próteses aparafusadas) apresentaram valores máximos de fratura muito menores do que aqueles encontrados nos grupos 3 e 4 (próteses cimentadas). além facilidade de de melhor passividade de fabricação de encaixe3. suavizando problemas biológicos na interface osso/implante3. pesquisadores afirmam que a capacidade de remoção encontrada nos sistemas protéticos retidos por parafusos proporciona grande vantagem no processo de manutenção das subestruturas.8(3):390-9 . cimentação. monstraram a capacidade de absorção de tensões pela camada de cimento em que os abutments cimentados apresentavam melhor capacidade de dissipação de forças axiais através do longo eixo do implante. quando comparadas às próteses aparafusadas1. em detrimento das próteses aparafusadas. Pesquisas laboratoriais avaliaram o desempenho das duas modalidades protéticas no que se refere à integridade oclusal. a presença do orifício de acesso é um ponto de fragilidade oclusal e está diretamente correlacionado com o maior número de fratura ocorrido em próteses aparafusadas. observouse a interferência ocorrida nos contatos cêntricos. proporcionando retenção ideal sem comprometimento dos princípios oclusais. sobretudo. presença de custos compodemos citar: parativamente menores na obtenção de elementos. Outras pesquisas5 testaram dois grupos de próteses parciais fixas (PPF) com cinco elementos suportados por três implantes (um grupo de dez próteses utilizando retenção por parafusos e o outro retido por cimentação). Devido à introdução posterior do sistema de retenção por cimentação. Cada PPF foi submetida a 20 mil ciclos de carga axial. relatam a dificuldade na manutenção dos contatos oclusais ideais em próteses aparafusadas devido ao desgaste dos compósitos utilizados no selamento do OAPP especialmente . Como resultado.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD sobreimplante foram implementados. a utilização de próteses cimentadas vem crescendo e tornando-se. é responsável pelo decréscimo na resistência estrutural da prótese aparafusada causando dúvidas quanto à durabilidade e confiabilidade clínica relativa à utilização deste tipo de retenção protética em Implantodontia4-5. pesquisadores utilizaram 40 espécimes divididos em quatro grupos. foram claramente observados maiores índices de fratura em espécimes cuja retenção era realizada por parafusos. comprometendo grandemente o bom prognóstico3. tais como menor núsistema de mero de consultas clínicas. Como vantagens do sistema de cimentação. a falta de passividade entre os componentes e a presença do orifício de acesso podem causar problemas estéticos. mecânicos e oclusais. Não houve correlação significativa entre a posição do orifício e o diâmetro protético com a resistência à fratura dos dois sistemas de retenção. po demos citar: facilidade de fabricação de componentes. Em estudo auxiliado por técnicas de computação foi demonstrada a grande interferência na mesa oclusal causada pela presença dos orifícios dos parafusos protéticos. O primeiro grupo possuía próteses aparafusadas com orifício de acesso localizado na fossa central. o terceiro apresentava próteses cimentadas e coroa com mesa oclusal de 5 mm. Nesse estudo. o último grupo. 392 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. tendenciosamente. próteses cimentadas e mesa oclusal de 4 mm. como afirmam os autores dessas pesquisas. opção de reabilitação de elementos unitários. pela presença da película de cimento componentes. quando a porcelana é o material de contato oposto. No entanto. os espécimes foram analisados através de observação microscópica e de forma tátil mediante o uso de sonda exploradora. Outros fatores. próteses aparafusadas com orifício de acesso ao parafuso 1 mm lingualmente a essa fossa. Além de interferências oclusais. Em estudo laboratorial4. as próteses cimentadas apresentam documentação científica relativamente pequena. As próteses aparafusadas seriam preferíveis ao se reabilitarem arcos totais. caso seja necessária a sua remoção16. incluindo. a presença do OAPP . Estudos in vitro 14 de12 estética . porém. alguns autores12 salientam que a dificuldade de remoção da prótese para possíveis reparos representa a principal desvantagem. Sobre esse aspecto. Dessa forma. Outros autores15. laterais e protrusivos quando estão presentes irregularidades na superfície oclusal em razão da existência dos orifícios de acesso ao parafuso.

Avaliação dos pacientes e suas respectivas próteses Tomando como base os critérios de inclusão e exclusão citados anteriormente. 2 . tratados com próteses sobreimplantes. 43 pacientes (17 homens e 26 mulheres). Os pacientes foram cadastrados (dados referentes a sexo e a idade) e numerados de acordo com a sequência com que foram examinados e classificados. Na eventualidade de uma prótese parcial apresentar diferenças na análise dos dados clínicos (localização do orifício de acesso ao parafuso protético. dupla face. 6 . na eventualidade de um mesmo paciente ter mais de uma restauração no mesmo arco e/ou restaurações tanto no arco superior como no inferior. para carbono e espelho clínico. NY. Consideraram-se somente as restaurações cujos OAPP foram obturados com resina composta fotopolimerizável encontradas na região posterior da boca (molares e prémolares) e. SP Brasil).Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Material e Métodos Os pacientes do Departamento de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG). 4 .Critérios utilizados para inclusão de pacientes Pacientes com pelo menos um arco na região posterior da boca parcialmente edêntulo. RJ. Todas as próteses foram numeradas e avaliadas individualmente.Parâmetros utilizados para exame e avaliação dos pacientes Os seguintes parâmetros foram utilizados para exame e avaliação dos pacientes: • Arco tratado: as próteses existentes foram classificadas de acordo com o arco na qual as mesmas foram instaladas (superior ou inferior). 3 . conforme o número de próteses existentes. as informações foram coletadas individualmente para cada prótese. sendo que uma cópia ficou de posse do paciente e outra com o pesquisador. padrão oclusal e/ou material da superfície dos antagonistas) entre seus elementos. somente as posteriores foram incluídas na avaliação.USA). SP Brasil) . todos os esclarecimentos relativos a esta pesquisa. pinça Müller (Golgran. • Modalidade protética: os seguintes critérios foram utilizados para a classificação da modalidade protética: prótese unitária e prótese parcial fixa (PPF). Nesse termo constaram. de forma clara. Os seguintes critérios foram adotados para a seleção desses pacientes e de suas respectivas próteses: 1 . portadores de próteses de arco completo. foram chamados para terem a integridade da superfície oclusal de suas próteses avaliadas. Parkell. a saber: molares e/ou pré-molares. • Modalidade de retenção da prótese: a modalidade de retenção foi identificada como sendo aparafusada ou cimentada. fio-dental (Johnson-Johnson. • Localização da(s) prótese(s) no(s) arco(s): a localização das próteses no arco foi determinada de acordo com a região na qual se encontravam. tratados com próteses implantossuportadas fixas em metalocerâmica (unitárias e/ou parciais) e retidas por meio de parafuso e/ou cimento. pacientes apresentando três próteses (CL3) e assim por diante.Critérios utilizados para a seleção das próteses Foram selecionadas próteses fixas (unitária e/ou parcial). Brasil). com idade variando entre 29 e 66 anos. as informações eram coletadas individualmente para cada prótese. na eventualidade das próteses parciais englobarem coroas no quadrante anterior. O exame dos pacientes foi realizado na clínica de mestrado em Implantodontia do Departamento de Odontologia da PUC/MG.8(3):390-9 393 . sendo conduzido por meio de avaliação clínica intraoral e preenchimento de formulário. da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. ou seja. Todos os pacientes receberam um termo de consentimento livre. esclarecido de acordo com a aprovação prévia do Comitê de Ética em Pesquisa – CEP (CAAE00380213000009). • Material clínico: papel carbono interoclusal. Todo o processo de avaliação foi feito por um único avaliador e os seguintes materiais foram utilizados: • Instrumental clínico: sonda exploradora nº 5 (SSWhite/ Duflex.Critérios utilizados para exclusão de pacientes Pacientes apresentando arco(s) totalmente edêntulo(s) (superior e/ou inferior). pacientes apresentando duas próteses (CL2). Caso um mesmo paciente possuísse mais de uma prótese. sendo que elas poderiam estar no mesmo arco ou em arcos opostos. 5 . • Padrão de contato oclusal: a localização dos contatos oclusais foi avaliada com base nos seguintes critérios: cúspide antagonista ocluindo diretamente sobre o ori- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. • Localização do orifício de acesso ao parafuso protético: a localização do OAPP foi classificada de acordo com o seguinte critério: coincidindo com o sulco central (Figura 1) ou fora do sulco central (Figura 2). foram triados para terem suas próteses avaliadas. . com ausência de dente(s) antagonista(s) ou apresentando perda da osseointegração não foram consideradas.inc. essa prótese será considerada e desmembrada em elementos unitários.Critérios utilizados para a exclusão de próteses Todas as restaurações que tiveram instabilidade na interface implante/intermediário (afrouxamento de parafusos). 21 micra de espessura (AccuFilm. A classificação dos pacientes adotou o seguinte critério: pacientes apresentando uma prótese (CL1).

as mesmas foram classificadas como: presença de irregularidades (critério utilizado somente para a avaliação das próteses aparafusadas) e presença de fratura (próteses aparafusadas e cimentadas).8(3):390-9 .Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD Figura 1 Prótese aparafusada com orifício de acesso ao parafuso protético no sulco central. fício de acesso ao parafuso protético (Tipo 1 – Figura 3) e cúspide do dente antagonista ocluindo fora do orifício de acesso ao parafuso protético (Tipo 2 – Figura 4). esse foi considerado como Tipo 1. Na eventualidade do ponto de contato encontrar-se no limite de transição porcelana/material selador (resina). • Integridade da superfície oclusal da prótese: a avaliação da integridade da superfície oclusal das próteses foi feita deslizando-se a ponta da sonda exploradora sobre a superfície oclusal das mesmas e os seguintes critérios foram adotados para a coleta das informações: superfície inalterada (situação na qual a ponta da sonda desliza livremente sobre a interface porcelana/resina). Alterações na cor ou percolação não foram consideradas como irregularidades. Figura 6. superfície alterada (situação na qual a ponta da sonda detecta um desnível entre a superfície da porcelana e a superfície da resina e/ou qualquer tipo de alteração sugerindo modificação na anatomia da coroa). 394 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. quando comparado com o restante da superfície oclusal (Figura 7). Figura 2 Prótese aparafusada com orifício de acesso ao parafuso protético fora do sulco central. Na ocorrência de alterações. dentro do OAPP (Figura 5). utilizado para vedar o orifício de acesso ao parafuso protético. ou alterações que provoquem um desnível (afundamento) do material Figura 5 Padrão de contato oclusal na transição porcelana/resina. Figura 4 Padrão de contato oclusal fora do orifício de acesso ao parafuso protético. Figura 6 Orifício de acesso ao parafuso protético apresentando abrasão na superfície da resina seladora. ou seja. Figura 3 Padrão de contato oclusal sobre o orifício de acesso ao parafuso protético. a) Presença de irregularidades: foram classificadas como irregularidades a presença de qualquer tipo de desgaste (abrasão).

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b) Presença de fratura: entendeu-se por fraturas as alterações da anatomia da coroa devido ao desprendimento de material que reveste a superfície oclusal. Para as próteses aparafusadas foi especificada a região de ocorrência das fraturas, a saber: associada ao orifício de acesso ao parafuso (F1 – Figura 8), fora do orifício de acesso ao parafuso (F2 – Figura 9). liados quanto à presença de hábitos parafuncionais. Aqueles que apresentaram parafunção foram divididos em dois grupos: paciente utilizando placa (G1) e pacientes sem placa miorrelaxante (G2). 7 - Análise estatística O teste Exato de Fischer foi utilizado para se avaliar a existência de diferença em relação à presença ou ausência de fratura entre os grupos (prótese parafusada versus prótese cimentada). O teste G foi utilizado para avaliar a existência de diferença em relação à presença ou ausência de alterações na superfície oclusal entre os subgrupos de próteses aparafusadas, divididos de acordo com o material da superfície oclusal do antagonista e respectivos pontos de contato oclusal. Os testes estatísticos foram executados pelo software BioEstat versão 5.0 (Belém, Brasil).

Figura 7 Orifício de acesso ao parafuso protético apresentando perda parcial de material selador.

Resultados
Foram examinados 43 pacientes, com 120 próteses em função, por um período variando entre quatro meses e nove anos. Quatro próteses foram excluídas por não possuírem dente antagonista. Um total de 116 próteses (54 aparafusadas e 62 cimentadas) foi avaliado. Alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas Do total das 116 próteses examinadas, 105 tiveram a superfície oclusal sem modificações e 11 próteses (dez aparafusadas e uma cimentada), apresentaram alterações na superfície oclusal (Tabela 1). Das dez próteses aparafusadas com alterações, sete foram classificadas como sendo do tipo irregularidade (três coroas com abrasão e quatro com perda de parte do material obturador ou afundamento do mesmo) e três apresentaram fraturas. Nenhuma das fraturas estava relacionada com o OAPP Apenas uma prótese cimentada . teve fratura em sua superfície oclusal (Tabela 2). Todas as fraturas identificadas, tanto nas próteses aparafusadas como nas cimentadas, ocorreram na porcelana em si e em nenhum caso a estrutura metálica foi exposta. Influência da localização do orifício de acesso ao parafuso protético e padrão de contato oclusal na resistência das próteses aparafusadas A avaliação da localização do orifício de acesso ao parafuso protético na superfície oclusal das próteses aparafusadas mostrou que, das 54 próteses aparafusadas, 39 possuíam o orifício de acesso localizado no sulco central e 15 apresentaram esse orifício fora da região central da coroa. Já no que se refere ao padrão oclusal, das 54 próteses aparafusadas, dez apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no OAPP) e 44 do Tipo 2 (contatos fora do OAPP).

Figura 8 Fratura relacionada com o orifício de acesso ao parafuso protético.

Figura 9 Fratura fora do orifício de acesso ao parafuso protético.

Para o registro de fraturas nas próteses cimentadas foi adotado o código F3. • Material presente na superfície oclusal do antagonista: o tipo de material presente na superfície oclusal do antagonista foi classificado da seguinte forma: dente natural (1), metal (2), porcelana (3), resina acrílica (4) e outros (5). • Tempo de utilização da prótese (data de inserção da prótese): o tempo foi especificado de acordo com o número de meses em que as próteses se encontravam em função. • Presença de parafunção: todos os pacientes foram ava-

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TABELA 1 – MODALIDADE PROTÉTICA E CARACTERÍSTICA DA SUPERFÍCIE OCLUSAL

TABELA 2 - MODALIDADE PROTÉTICA E TIPO DE ALTERAÇÃO OCLUSAL

Tipo de alteração oclusal Modalidade protética Fraturas Irregularidades F1 F2 3 F3 1 Aparafusadas (10) 7 0 -

Superfície oclusal Modalidade protética Inalterada (105) Aparafusadas (54) Cimentadas (62)
* Teste Exato de Fischer p > 0,05.

Alterada (11) 10 1 Cimentadas (1)

44 61

F1: fratura relacionada ao orifício de acesso ao parafuso protético; F2: fratura não relacionada ao orifício de acesso ao parafuso protético; F3: fratura ocorrida em qualquer região da superfície oclusal de próteses cimentadas.

TABELA 3 – PRÓTESES APARAFUSADAS / LOCALIZAÇÃO OAPP E PADRÃO DE CONTATO OCLUSAL

Padrão de contato oclusal Localização do OAPP Tipo 1 (10) Cêntrico (39) Excêntrico (15) 8 – alterações ocorridas: uma 2 – alterações ocorridas: zero Tipo 2 (44) 31 – alterações ocorridas: seis 13 – alterações ocorridas: três

TABELA 4 – MATERIAL DA SUPERFÍCIE OCLUSAL DO DENTE ANTAGONISTA E ALTERAÇÕES NA SUPERFÍCIE OCLUSAL DAS PRÓTESES APARAFUSADAS E CIMENTADAS

Tipo de prótese e material da superfície oclusal Prótese aparafusada Dente natural Metal Porcelana Outros Prótese cimentada 10 2 5 3 0 1 0 0 1 0

Alterações oclusais

Ausência de alterações oclusais 44 8 24 14 1 61 8 26 25 0

OAPP: orifício de acesso ao parafuso protético; Tipo 1: padrão de contato oclusal diretamente sobre o OAPP; Tipo 2: padrão de contato oclusal fora do OAPP. * Valor de p obtido através do teste exato de Fisher; p > 0,05.

Das 39 próteses cujo orifício de acesso localizava-se no sulco central, oito apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no orifício) e nessa categoria ocorreu apenas uma alteração (irregularidade) na superfície oclusal. Nas 31 próteses restantes com OAPP centralizado e padrão oclusal Tipo 2 (contatos fora do orifício) foram observadas seis alterações (quatro do tipo irregularidade e duas do tipo fratura). Nas 15 próteses em que o orifício de acesso estava localizado fora do sulco central, duas apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no orifício) e não foi observada nenhuma alteração nessa categoria. Nas 13 próteses restantes com padrão oclusal Tipo 2 (fora do OAPP) foram observadas três alterações (duas alterações do tipo irregularidade e uma fratura). Conforme mencionado anteriormente, não foi observada irregularidade do tipo fratura associada ao OAPP em nenhuma das próteses aparafusadas (Tabela 3). Estatisticamente, não houve diferença entre os grupos, confirmando, dessa forma, a inexistência de correlação entre a localização do OAPP e o padrão de contato oclusal com a presença de alteração de superfície protética. Influência do tipo de material existente na superfície oclusal do dente antagonista e as alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas A Tabela 4 resume os tipos de próteses avaliadas e as características da superfície oclusal dos dentes antago-

Dente natural Metal Porcelana Outros
* Valor de p obtido através do teste G.

nistas juntamente com o número de alterações ocorridas nas próteses aparafusadas e cimentadas. Observa-se uma ausência de correlação estatisticamente significativa entre o número de alterações oclusais e os materiais presentes na superfície dos dentes antagonistas. Desempenho das próteses aparafusadas avaliadas nesta investigação quando comparadas com os resultados de testes laboratoriais Ao se comparar o desempenho (presença de fraturas associadas ao OAPP) das próteses aparafusadas avaliadas nesta investigação com os resultados de estudos laboratoriais, pode-se constatar clara divergência entre os resultados deste estudo com os referidos testes laboratoriais. Tal fato pode ser explicado pela ausência de fraturas relacionadas ao OAPP .

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A ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas tem sido uma das principais preocupações dessa modalidade protética. Sabe-se que a presença de fraturas na porcelana que reveste a estrutura metálica no sistema metalocerâmica está relacionada com três fatores: características relacionadas ao processo de produção da porcelana17-20; diferenças no módulo de expansão do material de suporte (metal)21; presença de forças externas incidentes.

Discussão
A ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas tem sido uma das principais preocupações dessa modalidade protética. Sabe-se que a presença de fraturas na porcelana que reveste a estrutura metálica no sistema metalocerâmica está relacionada com três fatores: características relacionadas ao processo de produção da porcelana17-20; diferenças no módulo de expansão do material de suporte (metal)21; presença de forças externas incidentes. Além desses fatores, o desenho da estrutura metálica também exerce grande influência na resistência do sistema como um todo, pois a porcelana apresenta baixa resistência às forças de cisalhamento e, caso o desenho não proporcione suporte adequado para a cerâmica, as chances de fratura desse material aumentam significativamente. Diante desses fatos, é compreensível a grande apreensão com o OAPP sobretudo, quando o material utilizado , para vedar este acesso não resiste às forças da mastigação ocasionando, assim, um desnível entre a superfície oclusal e o material obturador. Tal situação faz com que a porcelana na borda do orifício oclusal fique vulnerável e com risco de ser fraturada quando as forças da mastigação incidirem nessa região. Esse aspecto torna-se bastante relevante principalmente devido à carência de estudos clínicos nas regiões posteriores da boca22, onde forças oclusais podem atingir níveis máximos de até 652 N23. Justamente por esse motivo, foi dada uma ênfase especial na avaliação das próteses localizadas nas regiões posteriores da cavidade bucal. Além das forças oclusais normais, são também motivo de preocupação aqueles pacientes que apresentam parafunção. Sabe-se que a presença desse hábito pode influir na incidência de fraturas na porcelana devido ao possível

aumento da intensidade de forças oclusais24. Pesquisadores24 analisaram 2.181 próteses metalocerâmicas por um período de sete anos e constataram falha em 2,38% na amostra avaliada, com maiores taxas de insucesso concentradas no primeiro ano após a instalação da prótese. O bruxismo foi o fator de maior importância relacionado ao fracasso protético, correspondendo ao insucesso de 42% de todas as falhas encontradas. Outras comparações25 entre próteses parciais fixas (PPF) metalocerâmicas convencionais (dentossuportadas), PPF mistas (dentoimplantossuportadas) e PPF implantossuportadas demonstraram índices de fracasso semelhantes, sendo o bruxismo, novamente, correlacionado com o maior índice de fraturas. Além de hábitos parafuncionais, o gênero também deve ser considerado, já que existem diferenças na aplicação de forças oclusais entre homens e mulheres, sendo que o sexo masculino apresenta valores maiores23,26. Nesta pesquisa, o período de tempo decorrido entre a instalação da prótese e o exame clínico no qual as próteses foram avaliadas parece não ter influenciado o número de alterações ocorridas. Sabe-se que as maiores taxas de insucesso concentram-se, sobretudo, no primeiro ano após a instalação da prótese24. No corrente trabalho, 75% das próteses analisadas tiveram tempo de estresse clínico superior a 12 meses. Com base nos resultados obtidos nesta investigação, observou-se que, do total de 54 próteses aparafusadas, dez coroas (18,5%) apresentaram alterações em suas superfícies oclusais. Embora o procedimento adotado para a avaliação de irregularidades na superfície oclusal (utilização da sonda exploradora) possa ser considerado um tanto quanto subjetivo, o fato de toda a avaliação ter sido conduzida por apenas um investigador facilita a padronização desse procedimento. Cabe também salientar que

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Logo. Em relação à ocorrência de fraturas. Neste trabalho não houve correlação estatisticamente significativa entre este fator e a presença de alterações na superfície de próteses aparafusadas e cimentadas. Entretanto. Ao se avaliar a possível influência da localização do OAPP e o tipo de padrão oclusal na resistência das coroas aparafusadas. a longevidade dessas restaurações a médio e longo prazos. Ao se comparar esta investigação clínica com testes laboratoriais4-5 fica bastante evidente a divergência existente entre os resultados das duas modalidades de estudo. observou-se que. os contatos oclusais foram direcionados para fora dessa região. pode-se observar ainda a ausência de correlação entre bruxismo e alterações na superfície oclusal. sendo que o maior número de alterações encontradas possuía metal (cinco próteses). ou seja.8(3):390-9 . Tornam-se necessárias investigações futuras para determinar se a presença de irregularidades na superfície oclusal das próteses aparafusadas pode vir a evoluir para alterações maiores comprometendo. difícil prever como essas irregularidades se comportariam a médio e longo prazos e. assim. como antagônico. principalmente quando a camada de glaze superficial é removida.: (31) 3379-1123 pauloveo@yahoo. Ficou evidente a divergência entre os resultados deste estudo e aqueles apresentados em estudos in vitro revisados. O motivo da menor ocorrência do padrão oclusal Tipo 1 pode estar relacionado à influência que os resultados de trabalhos in vitro4-5 exercem sobre os profissionais em geral. Por esse motivo. caso todos os outros fatores estejam sob controle. o número de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas foi maior quando comparado com as cimentadas. todos os orifícios foram obturados com resina composta obedecendo aos critérios estabelecidos pelo departamento de dentística da PUC/MG. No corrente estudo. de forma que houvesse uma cinta metálica na borda. o ponto fraco das próteses aparafusadas concentra-se na interface porcelana e material obturador. Conclusão Dentro das limitações deste estudo. na tentativa de não causar danos à porcelana na borda do orifício.br 398 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. maiores serão as chances de sucesso clínico. quanto mais eficaz for a técnica utilizada para o vedamento do orifício oclusal. 5. Recebido em: out/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Paulo César Rodrigues Véo Rua Timbiras. a técnica e a resistência dos materiais utilizados para o vedamento do orifício oclusal passam a desempenhar um papel extremamente importante. das 54 próteses aparafusadas. Outro fator de grande importância no estudo da resistência em próteses metalocerâmicas aparafusadas tem relação com o material presente na superfície do dente antagonista. De forma geral. também. Os dados obtidos nessa avaliação indicam a ocorrência de maior número de alterações em situações de padrão oclusal Tipo 2 e sugerem. pode-se concluir que: 1. até que ponto a longevidade das próteses aparafusadas ficaria comprometida. 703 – Funcionários 30140-061 – Belo Horizonte – MG Tel. não sendo observada nenhuma fratura associada ao OAPP . 44 possuíam padrão oclusal do Tipo 2 (contato oclusal não coincidente com o OAPP). no que se refere à resistência das próteses aparafusadas. apesar de não terem sido observadas fraturas associadas ao OAPP fica . fato que poderia explicar a maior quantidade das alterações ocorridas. pois nesta investigação não foi constatada nenhuma diferença entre o desempenho das próteses aparafusadas e cimentadas. inclusive em pacientes que apresentavam parafunção. Embora não tenha sido objetivo principal deste trabalho.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD não foi constatada a presença de fraturas associadas ao OAPP em nenhuma das próteses. que a localização do orifício no sulco central não foi um fator determinante para a resistência das coroas metalocerâmicas. recomenda-se cautela na extrapolação direta de resultados obtidos em estudos in vitro4-5 já que em algumas situações tais resultados podem não refletir o desempenho observado clinicamente.163 – Apto. 2. ambas modalidades tiveram desempenho similar. também. Esse tipo de preocupação fez com que alguns autores28 recomendassem a utilização da superfície metálica nas próteses aparafusadas ou a modificação do desenho da estrutura no local do orifício. 2. seguido de porcelana (quatro próteses) e dentes naturais (duas próteses). superfície do antagonista. O maior número de dentes antagônicos analisados apresentava metal em sua superfície (55 dentes). 4. Não foi possível estabelecer uma relação direta entre localização do OAPP tipo de padrão oclusal e material da . pois. Esse fato pode ocorrer na presença de irregularidades ou microabrasões ocorridas na borda do orifício durante a incidência de forças da mastigação. 3. Estudos27 relatam enfraquecimento da porcelana dental no meio úmido.com. De acordo com essas considerações.

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Concluíram que a resistência ao corte na mandíbula foi. Lindén U.6:164-71. Johansson P.6:142-6. Matsuki M. Referências 1. esta técnica requer experiência clínica significante para não gerar forças compressivas excessivas no osso adjacente ao implante. International Journal of Oral and Maxillofacial Implants 1991. Kallus T.11:491-501. 1/3 maior em comparação à maxila e que havia a tendência de diminuir a resistência ao corte. A retrospective multicenter evaluation of osseointegrated implants supporting overdentures. Jemt T. Lekholm U. determinar a dimensão do implante e o período de reparo necessário para a osseointegração3. a sensibilidade do profissional durante a fresagem é soberana para a definição da sequência de fresas do desenho do implante e. 5.unesp.641 consecutively placed Branemark dental implants: a study from stage 1 to the connection of completed prostheses. como também: otimizar a estabilidade inicial. Strid CG. Assesment of implant stability as a prognostic determinant. Muito embora os exames de imagem possam oferecer dados para a determinação da qualidade óssea e a literatura científica mostre resultados de estudos relacionando didaticamente as diferentes regiões da cavidade bucal com a densidade óssea. a diferença que faz um adequado preparo do leito receptor associado à seleção do design e do tratamento superficial do implante é otimizar a estabilidade primária. na seleção do tipo de tratamento superficial. tanto na mandíbula como na maxila. An study in pig ribs. Bergendal T. Relationship between insertion torque and removal torque analysed in fresh temporal bone. Friberg B.Temas em Debate Preparo do leito receptor para os implantes: o que faz a diferença? Dois professores especialistas em Implantodontia e Periodontia falam de suas experiências e seus conhecimentos no assunto. Evaluation of bone density using resistance measurements and microradiography. Int J Prosthodont 1998. Nos casos de osso de baixa densidade é preconizado usar a técnica da subfresagem4. Early failures in 4.2:129-34.6:442-7. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Tjellstrom A. Engquist B. Ueda M. psperri@foa. Clin Oral Impl Res 1995.br Para que a técnica cirúrgica de preparo do leito receptor para a instalação de implantes osseointegráveis seja adequada. Paulo Sérgio Perri de Carvalho Professor titular – Unesp/Araçatuba e USP/Bauru. Tanto a alta como a baixa densidade. têm sido duas possíveis razões de perda de implantes1-2. até mesmo. Jacobsson M. International Journal os Oral and Maxillofacial Implants 1991. é importante que haja o diagnóstico da qualidade óssea antes de definir a sequência de fresagem. Sennerby L. International Journal of Oral and Maxillofacial Implants 1988. 3.8(3):401-2 401 . Roos J. autores3 avaliaram em mandíbulas e maxilas de cadáveres a resistência que as fresas tinham ao corte em várias regiões de mandíbula e maxila. o que poderá provocar osteocompressão e necrose óssea4. Assim. 2. Meredith N. em média. Com relação a densidade óssea. Lekholm U. Entretanto. Friberg B. que é um dos pré-requisitos para a obtenção da osseointegração5. 4. Coordenador do Mestrado Profissionalizante em Implantodontia – Faculdade São Leopoldo Mandic de Campinas. à medida que a osteotomia era realizada nas regiões posteriores. O objetivo de identificar a qualidade óssea antes da fresagem tem por objetivo avaliar o risco do paciente. informadas pela radiografia/tomografia ou pela clínica.

assim como ter alternativas às dificuldades inerentes ao procedimento. densidade) do processo alveolar ou rebordo residual. A utilização das brocas novas deve-se ao fato de encontrar-se na literatura – evidências de que mesmo com irrigação profusa e constante. enfatizarmos o papel da estabilidade inicial.Paulo Martins Ferreira Mestre em Periodontia – Boston University. vários são os fatores a serem considerados para se fazer a diferença que se traduz em sucesso. A primeira consideração de relevância é a utilização do recurso de tomografia computadorizada que auxilia o cirurgião e o protesista à visualização das imagens dos cortes vestíbulo-linguais de maxila e mandíbula. Encontram-se no mercado implantes com alto travamento que requerem a utilização. As radiografias periapicais e panorâmicas não oferecem informações relativas à anatomia interna (altura. Partindo-se do suposto que todo o planejamento multidisciplinar foi minuciosamente estudado. precaução deve ser tomada. é um dos fatores onde talvez se encontre bom número de respostas aos problemas decorrentes da não estabilidade inicial e de perdas precoces. as células morrem em função do aquecimento. Adicionalmente. ou seja. no entanto. osso com osteoplastos (cavidades que abrigam os osteócitos) vazios. consultp. se o plano de tratamento protético é compatível com o osso residual da maxila ou mandíbula. nas porções mais apicais a histologia – mostras em experimentos com animais. específicas ao formato do implante e ao sistema. que pode ser utilizado como guia cirúrgico no momento da instalação do implante. O profissional deve ter conhecimento não somente específico da técnica cirúrgica. mais pesquisas são necessárias para se tornar uma rotina na clínica diária. a novidade é a cirurgia ultrassônica. Há sistemas que suprimem certos passos. para a sua remoção (reverso). Isto possibilita verificar a disponibilidade óssea para seleção adequada de diâmetro e comprimento do implante a ser instalado.martins@uol. deve-se ter o cuidado de reduzir a velocidade indicada. pode-se então partir especificamente para o preparo do leito cirúrgico. por recomendação técnica do macho de rosca. assim. que não podem ser generalizados aos outros sistemas. o implante deve estar posicionado em uma quantidade de osso para promover estabilidade durante a cicatrização e. Quando da sua utilização. Para que a osseointegração ocorra.com. 402 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.br No preparo do leito receptor para os implantes. evitamos torque elevado de instalação. Para evitar o superaquecimento.8(3):401-2 . permitindo que o mesmo saia espontaneamente para não romper as roscas feitas. A sequência de brocas utilizadas no preparo do leito cirúrgico (receptor) para implantes. FOB-USP . com isto. Professor adjunto – Departamento de Prótese. Essas imagens são perpendiculares ao longo eixo do rebordo alveolar com uma precisão de 95%. As brocas utilizadas devem ser novas. Estes cuidados são importantes para instalação dos implantes que sabemos que são de alto travamento. O que acontece é que temos no mercado opções que não são adequadas àquele sistema que estamos utilizando. considerando-se inclusive as expectativas do paciente. estas radiografias não permitem um posicionamento preciso tridimensional de uma matriz radiopaca. Doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP.

Seu design sem fio. ergonômico e leve torna fácil o manuseio. Ainda. Disponível em: DiaDent Group International. travando magneticamente o feixe de raios X na fonte de aquisição.idixray. O Dia-pen possui três intervalos de temperatura: baixa. Fornece excelente tenacidade e alta resistência à fratura. Este produto realmente pode substituir o uso do lençol de borracha e do rolete de algodão.com. Possui um sistema LED lase para alinhamento. O material oferece cinco matizes luminescentes. acompanha um iluminador e uma ponta para manutenção do campo seco. A diferença está na colimação retangular.solutions. Protemp plus temporization material É um material resinoso com nanotecnologia que inclui uma nova geração de cargas sofisticadas. reduzindo os tempos operatórios em até 30%. As pontas codificadas por cores estão disponíveis em cinco tamanhos.3m. eliminando halos e repetições. Ainda.isolitesystems. oferecendo fácil manuseio e eliminando a necessidade de polimento. Disponível em: http://www. Disponível em: http://www. estética otimizada e estabilidade de cor. incluindo os canais laterais. permite que a placa seja facilmente removida auxiliando na higiene bucal e oferece bastante conforto aos pacientes contra o desgaste. Disponível em: http://www. a limpeza e o armazenamento.com. 200oC e 220oC) e um ponto que atinge aquecimento rápido em um segundo. média. Dia-pen cordless warm vertical compaction instrument Este é um dispositivo desenhado para compactar e selar todos os canais. reduzindo a exposição à radiação em até 60-70%. Tru-align É um dispositivo criado para auxiliar na realização de radiografias. Isolite Sistema de isolamento para realização de restaurações em ambos os quadrantes.com.8(3):405 405 . alta (170oC. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.TrendMarking Os lançamentos do mundo da Implantodontia Orientações de mercado para a melhor prática da Implantodontia. Possui cinco tamanhos de isolamento que são muito flexíveis.

os autores adicionaram implantes com mesmo formato e diâmetro e. Lindhe J.0 mm) tipo parafuso oco e superfície tratada com plasma de titânio. o nível ósseo estava na primeira rosca. um grupo sem tratamento superficial (usinado). Atualmente. os dentes não mais exercem esta função. Na segunda parte. Gotfredsen K.8(3):407 407 . apresentamos dois trabalhos pioneiros envolvendo o problema das forças laterais e a perda óssea peri-implantar. desde aquela época. na maioria dos casos. Berglundh T. Aqui. na qual. colocando quatro implantes (diâmetro 3. também.2 mm a cada quatro semanas. Bone reactions adjacent to titanium implants subjected to static load. extraindo o terceiro e o quarto pré-molares inferiores. não existem estudos em seres humanos. As análises histológicas mostraram que o nível ósseo nos implantes tratados estava próximo da área de transição lisa/rugosa. Bone reactions adjacent to titanium implants with different surface characteristics subjected to static load. as densidades ósseas foram de 73% para os implantes tratados e 63% para os implantes usinados. com amostras consideráveis. Gotfredsen K. induzindo sobrecarga nos implantes e verificando as possíveis reações (em grande parte pela necessidade de um comitê de ética que aprove estes estudos).3 mm x comprimento 8. sugerindo uma adaptação estrutural do osso peri-implantar e não a perda óssea catastrófica como se esperava. ativados sequencialmente em incrementos de 0.A Vez dos Editores Clássicos da década Esta coluna tem como objetivo apresentar aos leitores mais novos (e fazer com que os mais experientes recordem) os princípios que consagraram a Implantodontia como ciência que melhora a qualidade de vida dos nossos pacientes. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. utilizando o mesmo modelo em cães labradores. A study in the dog (II). os pesquisadores ainda não têm a explicação exata sobre os mecanismos que levam à perda óssea pós-osseointegração. concluíram que a densidade óssea e o contato osso/implante foram maiores em áreas adjacentes aos implantes com carga lateral estática do que nos sítios controle não ativados. Nesta edição. Ainda. As coroas definitivas sobre os implantes foram esplintadas por meio de parafusos expansores. Clin Oral Implants Res 2001. Os implantes possuíam distância de 10 mm entre si. Clin Oral Implants Res 2001. Entretanto. posteriormente. Lindhe J. apenas os implantes usinados mostraram defeitos ósseos angulares quando submetidos às forças de expansão lateral.12:2-8. Após análise dos cortes histológicos. A study in the dog (I). já nos implantes usinados. Na primeira parte. Berglundh T. aguardando 12 semanas para cicatrização e. os autores selecionaram cães beagle. trazendo a hipótese da sobrecarga como o motivo principal de falha do implante após o período de osseointegração. Ao final do experimento. parte deste mecanismo de remodelagem óssea é usado para ancoragem ortodôntica.12:196-201.

CPP – Centro de Planejamento Protético e 80 estandes na ExpoIN 2011. que está estruturado para receber até 6. e depois os 20 anos da Osseointegração no Brasil. já haviam registrado a participação no IN 2011. de 27 estados do Brasil e de outros nove países. que acontece de 2 a 5 de julho próximo. em 2005. Em 30 de março. 100 painéis clínicos e científicos. com 70 atividades. a maior realização sobre Implantodontia no âmbito da América Latina. no Expo Center Norte. mesas-redondas e minicursos sobre Tecnologia Aplicada. Seguindo orientação do professor Per Ingvar Brånemark para a integração de protocolos no campo latino-americano. O evento. Corporate Session – ciclo de palestras. Prof.Com quase 4.000 pré-inscritos.000 especialistas. que se iniciou com os 40 anos da Osseointegração. Dr. 19 cursos nacionais de imersão. oito mesas-redondas consensus. trará a visão internacional e nacional de grandes mestres para a melhor prática da Implantodontia.8(3):408-11 . IN 2011 será o maior do mundo Julho está chegando e. P-I Brånemark Presidente de Honra 408 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. workshops. em São Paulo. cerca de 4. o IN 2011 – Latin American Osseointegration Congress. é o terceiro da trilogia orientada por Brånemark.000 participantes. A grandiosidade do evento pode ser expressa pelos números do IN 2011. 70 conferências especiais. A programação contará com 16 cursos internacionais de imersão. com ele. em 2009.

e que terá lugar no Buffet Rosa Rosarum. entre nacionais e internacionais.br/in2011. no Auditório Expo Center Norte. A comissão organizadora do evento é composta por Hugo Nary Filho (presidente). cuja renda será destinada à assistência de moradores de rua da Aliança de Misericórdia.br.Eventos Expo Center Norte . Implacil De Bortoli. reunindo alguns dos principais pesquisadores e clínicos do país (veja no box da página a seguir. atividades essenciais com 4 h/aula cada.com. No evento – e com o apoio da Driller – haverá um espaço destinado à degustação de vinhos produzidos com a uva Carmenère. São 35 cursos. Driller.com. Sascha Jovanovic (EUA) e Tomas Albrektsson (Suécia).8(3):408-11 409 .sede do IN 2011. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Carlos Eduardo Francischone e Paulo Perri de Carvalho (coordenadores de mesas-redondas). é outro destaque da programação.com. encontram-se importantes expoentes de pesquisa na área. No dia 4 de julho será realizado o Jantar Oficial IN 2011. Dentoflex. que mostrará como as empresas pensam e formatam produtos e quais as indicações clínicas ideais de seus sistemas cirúrgico-protéticos. de autoria de Zulene Alves Ferreira e colaboradores. Elcio Marcantonio Jr. pela primeira vez. o congressista poderá também participar de palestras sobre enologia e comprar embalagens de vinhos por preço de atacado. ITI. Vasconcelos (presidente da comissão científica). que cobrem os mais diversos campos da Implantodontia. Dos palestrantes internacionais. Entre os nacionais. Intra-Lock. . Mais informações e adesões: VM Eventos – Tel. OUTRAS ATIVIDADES O Corporate Session – Ciclo de Conferências sobre Tecnologia Aplicada.: (11) 2168-3400 – www. Emfils.implantnews. INP Dabi Atlante. entre eles Biomanipulação tecidual – procedimentos estéticos reconstrutivos em Periodontia e Implantodontia. seguida de um coquetel de confraternização. um momento de integração e congraçamento entre os participantes. Neodent. (coordenador da programação científica nacional). Baumer. um grupo de especialistas que passarão em detalhes o fruto de suas experiências clínicas. Esta atividade acontecerá no primeiro dia do evento e terá apresentações com três.implantnews. o evento já conta com mais de 90 ministradores confirmados. Waldyr Janson (patrono). Confira no site do evento a programação completa por empresa: www. Joseph Kan (EUA). em Pinheiros. Dentsply e SIN. Laércio W. como Ann Wennerberg (Suécia). No IN 2011 serão lançados mais de 15 livros de autores. Nobel Biocare. Conexão. quatro e oito horas de programação. os ministradores confirmados). Paulo Rossetti (coordenador da programação científica internacional). A solenidade de abertura oficial acontecerá no dia 2 de julho. O Corporate Session contará com apresentações da Biomet 3i.br/in2011 – secretariain2011@implantnews. Sérgio Jayme (coordenador de conferências especiais) e Frederico Nigro (coordenador de atividades paralelas). O grande destaque da edição são os cursos de imersão. Franck Renouard (França). Eles reúnem. No local. da vinícula Mayu do Chile. P-I Brånemark Philosophy.

Miranda • Nilton de Bortoli Jr. Vasco • Marco Antonio Bottino • Marco Antonio Compagnoni • Marco Aurélio Bianchini • Marcos Alexandre Fadanelli • Marcos Motta • Mário Francisco Real Gabrielli • Mário Groisman • Maurício Motta • Mauro Pedrine Santamaria • Milton E. Jayme • Valdir A. • Hiron Andreaza • Humberto Schwartz • Israel Chilvarquer • Jamil A. Sendyk • Zulene Alves Ferreira REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Barbara • Alberto Consolaro • André Luís Vilela • André Luís Zétola • André Vilela • Antonio Carlos Cardoso • Antonio Vicente S. Bonachela • Wilson R. Ayub • Eduardo Dias de Andrade • Eduardo Hochuli Vieira • Eduardo Miyashita • Eduardo Piza Pellizzer • Élcio Marcantonio • Élcio Marcantonio Junior • Elton G. Pinto • Antonio Wilson Sallum • Arthur Belém Novaes Júnior • Aziz Constantino • Carlos Eduardo de Almeida Ferreira • Carlos Eduardo Francischone • Carlos Nelson Elias • Carolina Martinelli • Cassiano Kuchenbecker Rösing • Cássio Edvard Sverzut • César A. Torezan • José Geraldo Malaguti • José Ranali • Julio César Joly • Julio Cezar Sá Ferreira • Laura Guimarães P Paleckis • Leopoldino Capelozza . Arita • Cintia Mussi Milani Contar • Clarindo Mitiyoshi Yao • Cláudio Luiz Sendyk • Daniel Afonso Hiramatsu • Daniela Palioto • Darceny Zanetta Barbosa • Darcymar Martins da Rosa • Dario Augusto O. Miranda • Eduardo A.Velasco • Ronaldo Hirata • Rubens Spin Neto • Samy Tunchel • Sebastião Alves Ribeiro Filho • Sérgio J. • Oswaldo Scopin • Paulo Fukashi Yamaguti • Paulo Martins Ferreira • Pedro Velasco • Reginaldo Migliorança • Renata Faria • Ricardo Magini • Roberto Elias Villela Miguel • Roberto Sales e Pessoa • Rogério G. Shibli • Jan Peter Ilg • José Alfredo Gomes de Mendonça • José Carlos Martins da Rosa • José Cícero Dinato • José Flávio R.Ministradores nacionais 410 • Adilson dos Santos Torreão • Alber B. Zenóbio • Enilson Antonio Sallum • Estevam Augusto Bonfante • Fábio Gastaldo • Glécio Vaz de Campos • Guaracilei Maciel Vidigal Jr. Muglia • Vitório Campos da Silva • Wagner de Oliveira • Waldemar Daudt Polido • Wellington C.8(3):408-11 . Filho • Luís Antonio Violin • Luís Guilherme Scavone de Macedo • Luiz Antonio Salata • Luiz Fernando Martins André • Marcelo Abla • Márcio Borges Rosa • Marco A.

Pikos (EUA) • Moshe Goldstein (Israel) • Paolo Trisi (Itália) • Paulo G.8(3):408-11 411 . Jovanovic (EUA) • Sergio Luis Gotta (Argentina) • Stephen J. Chu (EUA) • Tomas Albrektsson (Suécia) • Ulf Wikesjö (EUA) • Zvi Artzi (Israel) • 3M ESPE • Activeware • Anthogyr • Arti-Dente • Baumer • Bicon • Bio Art • Biomet 3i • Bitufo • Colgate • Conexão • Cubo • Dental Aragão • Dental Press • Dent-Flex • Dentoflex • Dentscler • Dentsply • DFL • DMC • Durr Dental • Eionco Bio • Emfils • ERO Prótese • Geistlich Biomateriais • Globtek • Hospital de Ensino e Pesquisa Centrinho – USP • ICE • Implacil De Bortoli • INP • Instituto Velasco • Intra-Lock System • Ivoclar Vivadent • JHS Laboratório Químico • Komet • Kopp • Kota • Labordental • Lafaiete Decorações • Lumindent • M Plus Surgical • Maximus-DhPro • Micro Imagem • Nacional Ossos • Neodent • Nobel Biocare • Norbi • Nova IM3 • Odonto Atual • Olsen • Osseocon • Pec Lab • P-I Brånemark Philosophy • Pross-Dabi Atlante • Q2 Tec • Sedcare Fashion • Serson Implant • Signo Vinces • SIN • Sirona • Sispack • SP Odonto • Straumann Brasil • Systhex • Talladium Internacional Implantologia • Titaniumfix • Tri Hawk • Unioss • VK Driller • Welfare • Wilcos • Zimmer REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Coelho (EUA) • Sascha A.Caderno Científico Eventos Ministradores internacionais Empresas (confirmados) (confirmadas) • Alejandro Maddalena (Argentina) • Ann Wennerberg (Suécia) • Arturo Meijueiro (México) • Carlos Aparício Magallón (Espanha) • César Guerrero (Venezuela) • Drauseo Speratti (EUA) • Esther Flores Mubarak (Peru) • Franck Renouard (França) • Guilhermo Cagnone (Argentina) • Héctor Cantoni (Argentina) • John Schulte (EUA) • Jorge Luis Garcia (Argentina) • José Luis Calvo (Espanha) • José Valdívia (Chile) • Joseph Kan (EUA) • Juan Carlos Abarno (Uruguai) • Julio Garcia (Argentina) • Luigi Canullo (Itália) • Luis Guillermo Peredo-Paz (Bolívia) • Luiz A. Meirelles (EUA) • Mario Roccuzzo (Itália) • Markus Hürzeler (Alemanha) • Massimo Del Fabbro (Itália) • Maurício Tinajero (Equador) • Michael A.

linhas de produção. onde funcionam os departamentos estratégicos.000 metros quadrados. o primeiro implante nestas dimensões já fabricado no planeta). A Anthogyr. departamento de marketing e um centro de formação para profissionais.8 mm (segundo a empresa. design de produto.8(3):412-7 Fotos: Divulgação. industriais e operacionais.000 metros quadrados. a mais alta montanha dos Alpes franceses e um dos picos mais altos da Europa. ideais para a região de incisivos inferiores e laterais superiores. em Sallanches na França. sala limpa de esterilização. Vista panorâmica do parque industrial da Anthogyr. Empresa familiar e independente. vem apresentando crescimento contínuo que culminou com a implantação de uma nova e moderna planta industrial. fabricação e comercialização de soluções para implantes dentários há mais de 60 anos. cujo destaque são os implantes de diâmetro 2. em breve. inaugura filial brasileira e traz o seu sistema de implantes Axiom. com 8. a Anthogyr foi fun- dada em 1947. a Anthogyr deverá lançar toda a sua linha de implantes Axiom no Brasil. departamentos científicos e clínicos. consolidando assim a participação em 85 países. na grande São Paulo. pesquisa e desenvolvimento. E. empresa especialista em design. no sudeste da França.Anthogyr: dos Alpes franceses para o Brasil A Anthogyr. E. . desde então. No início deste ano foi inaugurada a filial brasileira na cidade de São Bernardo do Campo. fabricante dos contra-ângulos Mont Blanc. A fábrica atual possui 8. em Sallanches. aos pés do Mont Blanc. 412 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. chegou ao Brasil. No local trabalham 220 funcionários.

5 mm de comprimento. ideais para regiões de pouca altura óssea. Em Sallanches é feito um treinamento on-site.Caderno Científico Mercado In Treinamentos A empresa organiza continuamente trainning sessions na França e em todo o mundo. por meio do Anthogyr Implants Institute.8(3):412-7 413 . A preocupação com o controle de qualidade dos produtos Anthogyr é prioridade na empresa. da Universidade de Genebra. Alta tecnologia e máquinas de última geração presentes no processo de fabricação dos produtos. Jean-Pierre Bernard. garantindo aos clientes atingir a excelência em suas práticas. simples e de alta previsibilidade cirúrgico-protética. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Dentro da linha de implantes Axiom. que podem comportar 50 pessoas. o instituto conta com o apoio da CITC – Clinical Implant Training Concept – e o trabalho do Pr. recepção e sala de relaxamento.8 mm. Com uma abordagem inovadora. composto por sala de reuniões. dois consultórios. Na linha de produtos. Equipe da filial brasileira: Filemon Oliveira (coordenador de vendas). com infraestrutura adequada. com apenas três fresas para a instalação do implante. Valéria Roma (consultora comercial) e João Bosco (gerente comercial). na Suíça. que trata-se de uma filosofia inteligente. casos clássicos e exemplares curtos de 6. encontra-se o sistema Axiom. Vista panorâmica interna da fábrica de implantes e equipamentos da Anthogyr. O corpo docente internacional do Anthogyr Implants Institute é composto por 40 especialistas em Implantodontia. sala de aula. há também implantes para alvéolos frescos. projetada especificamente para os iniciantes em Implantodontia. além dos implantes de diâmetro 2.

“Além do mais. que também está chegando ao Brasil. por isso. A abertura da filial brasileira é reflexo dessa vivência que vem se intensificando no decorrer dos anos. a começar pelo kit cirúrgico compacto (um dos menores do mercado). Acreditamos no Brasil. como os primeiros implantologistas da América Latina. Veja opiniões sobre a Anthogyr: Para Éric Genève. hoje mundial. Devido às suas características geométricas. ressaltando sua alta qualidade e.8 mm. Nós. a nossa equipe está desenvolvida por meio de um RH estratégico para ser líder do mercado nacional e latino-americano nos próximos cinco anos. “a equipe Francischone sente-se honrada em participar e trabalhar. professor titular de Dentística. Nos últimos dois anos. com o sistema. garantindo uma Osseointegração segura e previsível. destaca que a empresa conta com mais de 20 anos de experiência na fabricação de implantes e todos os seus componentes. “Isso possibilita maturidade para inovar com segurança e responsabilidade. nas pessoas e no trabalho que desenvolvemos ao longo dos últimos 15 anos com presença marcante.Qualidade comprovada A Anthogyr acumula uma experiência de mais de 60 anos na fabricação de instrumentais para Odontologia e 25 anos em Implantodontia. ressalta. temos muito orgulho em estar presente em um país como o Brasil”. até o momento. casos clássicos e exemplares curtos de 6. CEO da Anthogyr. Universidade de São Paulo – e professor titular de Implantologia – Universidade Sagrado Coração/Bauru. Vitor Troncoso. Endodontia e Materiais Dentários – FOB. simples e de alta previsibilidade cirúrgicoprotética. apenas três fresas possibilitam a instalação do implante. além de equipamentos para Odontologia. que certamente premiará os cirurgiões-dentistas e os pacientes com mais uma opção de implantes de procedência séria e de ótima qualidade”.5 mm de comprimento.8(3):412-7 . Dentro da linha de implantes Axiom encontramos os de diâmetros 2. oferecendo o que chamamos de Solução Global. acreditamos no país como um futuro promissor para o nosso negócio de implantes. Conforme Carlos Eduardo Francischone. há quase dois anos. diretor geral da filial Brasil e consultor científico nacional e internacional da Anthogyr. A visão da empresa prima por qualidade e respeito ao cliente. ideais para a região de incisivos inferiores e laterais superiores. proporciona estabilidade inicial elevada. afirma. pudemos realizar vários tratamentos baseados na filosofia Axiom. sempre respaldada por investigações científicas e clínicas de altíssimo nível. Segundo Carlos Eduardo Francischone Junior. Desejamos sucesso nessa nova empreitada. consagrada principalmente pela excelência dos instrumentos e motores utilizados na Endodontia. Uma frase resume nosso empreendimento: Anthogyr do Brasil – nós entendemos nossos clientes e buscamos as melhores soluções!”. Iniciou há pouco a fabricação de implantes osseointegráveis. reforça. ideais para regiões de pouca altura óssea. com índices de sucesso de 100%”. mestre e doutor em Implantologia USC/Bauru e consultor técnico nacional e internacional da Anthogyr. “a Anthogyr é uma empresa francesa de renome internacional. investir no Brasil é acompanhar uma tendência. acrescenta. 414 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Podemos ainda encontrar implantes para alvéolos frescos. da Anthogyr. Trata-se de uma filosofia inteligente.

5 mm cone-morse e o implante de 2. os maiores atrativos foram. destaca as qualidades do Sistema Axiom: roscas de implante retangulares e progressivas. mestre em Implantodontia e professor do curso de Implantodontia – SL Mandic/RJ e Clínica Integrada-UFF/RJ. Já Glauco Velloso. como em incisivos inferiores e incisivos laterais superiores. Equipe de 40 funcionários. a utilização de implantes de dois estágios com diâmetros reduzidos.000 metros quadrados industrial. Marcelo Abla. “Entretanto. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Aniversário dos 60 anos: novo site de 8. Simplicidade. pondera. lembra que o grande desafio das reabilitações orais com implantes osseointegrados. o projeto dos implantes da Anthogyr da linha Axiom representa uma ferramenta muito importante nesta busca pela excelência estética. garante. a partir de cooperação e intercâmbio de nossa equipe junto à Anthogyr – empresa consagrada na Implantologia mundial pelos ideais de modernidade e qualidade – adquirimos a certeza de que este sistema muito acrescentará à Odontologia. permitindo melhores resultados em casos limítrofes”.8 mm locker tapped. hoje é fazer com que estas reabilitações tenham caráter estético e fun- 1947 1980 Criação da empresa e a fabricação do primeiro contra-ângulo. Lançamento do primeiro implante sob a marca Anthogyr. para mim. Linha do tempo da Anthogyr 1995 2000 2007 2009 2010 2011 Lançamento da linha Axiom. conexão morse e componentes protéticos que permitem trabalhar de forma simplificada. exporta para 20 países.anthogyr. sentese satisfeito de ter participado do desenvolvimento de um produto como o novo implante Axiom. Cirurgia Avançada e Pós em Implantodontia pelo Cetao. cional assemelhando estas à dentição natural.com. especialista. mestre e doutor em Implantologia – USP/ Bauru – e professor – Universidade Sagrado Coração USC/Bauru. Mais informações sobre a empresa em: www. “Dentro do estágio atual da ciência. que outrora era obter e criar protocolos definidos e reprodutíveis para se alcançar a osseointegração. mestre e doutorando em Implantodontia e coordenador dos cursos de Especialização em Implantodontia. Lançamento do Axiom 2. Chegada oficial ao Brasil com equipe de vendas local própria e com sua linha de implantes Axiom. Isso comprova a capacidade da empresa em desenvolver usinagens de precisão. segurança e credibilidade alicerçam este novo e surpreendente conceito de reabilitação implantossuportada”. Primeiro centro de formação Anthogyr Implant Institute.8.8(3):412-7 415 . “Nos últimos anos.Mercado In Para Renato Savi de Carvalho.br. um investimento de 20 milhões de euros. presença em 85 países. Finalmente. finaliza. como o Axiom 2. característica presente em seus produtos desde 1947”. dois produtos que dificilmente vemos em linhas comerciais de empresas: o implante de 6. Mais de 220 funcionários. representa um grande avanço. Em casos onde a limitação de espaço fica mais evidente.8 mm.

foi um grande sucesso. presi50 Neodent Experience. Outro diferencial tológico. De acordo com Ivete Sartori. realizado em é que estamos cuidando para que o 2009. a pera receber 2. 65 conferências preocupação de oferecer aos congressistas maior nacionais. destaca.5 mil participantes para a segunda grade científica reúne profissionais edição do seu Congresso Internacional.8(3):412-7 417 . vários casos clínicos e situações no dia a dia do consultório são evidenciadas com fotografias coloridas de alta definição. a Neodent espresidente da Comissão Científica. ”Selecionamos temas que são científica. o livro é direcionado ao clínico geral e aos especialistas em prótese e tem como objetivo principal relatar as principais dificuldades encontradas pelos clínicos nas etapas (preparos. atividades teórica e prática. Também. de autoria de Luzi Ramos Junior e Milton Edson Miranda. tendo como meta a obtenção de resultados previsíveis e trabalhos duradouros. Complexo Industrial”. 12 workshops. atividade gicos atuais na Odontologia”. Estamos trabalhando congressista tenha um atendimento para que esta edição seja ainda melhor. que será do mais alto gabarito e que estão realizado no Expo Unimed. Com 244 páginas e ricamente ilustrado. comodidade e entretenimento. informa Geninho Thomé. quisador. 15 plantões de dúvidas teórico. tivemos a cias internacionais. 30 painéis científicos. Geninho Thomé: abordar os temas mais atuais da Odontologia. moldagens. além de uma feira comercial reunindo relevantes. em Estão previstas nove conferên“edição ainda melhor”. para secretárias e Simpósio Neoortho. O fazendo a tecnologia de ponta aconevento terá extensa e diversificada programação tecer.Mercado In Em junho acontece o II Congresso Internacional da Neodent Entre os dias 16 e 18 de junho. dez atividades para TPD. em Curitiba/PR. 50 Programas de Apoio ao Pesdente do grupo Neodent. confecção de provisórios e escolha de cor) e como contornar estes problemas. O tema central do Congresso será “Recursos tecnolódez atividades para graduandos em Odontologia. quatro OBC (Odontologia Baseada em Evidência jantar festivo de confraternização terá como cenário o Científica). que considero bastante importante “O nosso primeiro Congresso. Livro mostra como obter melhores resultados nas restaurações A Editora Santos/Grupo Gen lançou o livro Restaurações cerâmicas e metalocerâmicas – detalhes para obtenção da estética e previsibilidade. mas que fazem parte da algumas das principais empresas do setor odonrotina profissional. duas mesasconforto. Como é um livro voltado para a clínica de Odontologia Restauradora. Um requintado redondas. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Renomavoltado para sua comodidade e condos conferencistas nacionais e internacionais vão forto”. três simpósios.

A ciência. assessoramento e defesa dos cirurgiõesdentistas nas questões profissionais de ordem judicial. migração do pino para o seio maxilar. Considerando que qualquer procedimento envolve riscos. Aspecto que deve ser considerado. Ainda na linha do texto anterior.Responsabilidade Civil O consentimento informado Dra. como também é extensa a literatura relacionada a eventuais intercorrências clínicas que poderão advir dos procedimentos. é a clareza do conteúdo. não se pode afastar a sua relevância nas demais especialidades. a fim de orientar o paciente. Dúvidas e orientações enviar e-mail à dra. embora lido e assinado. Outro aspecto de grande importância a ser ressaltado é que não se pode atribuir valor absoluto ao termo. comunicação bucosinusal. sintomatologia dolorosa. em linguagem clara e objetiva a ele acessível. Nossa casuística tem apontado que o fundamento primordial das discussões judiciais relacionadas às reabilitações dessa natureza diz respeito à falta de osseointegração dos implantes. seguido dos mais variados questionamentos. De indiscutível importância para a área odontológica. fratura. edema etc. o termo tem. é extremamente dinâmica. o objetivo de dar conhecimento ao paciente sobre a indicação e a natureza do tratamento e os riscos a ele inerentes. em síntese. o termo deve conter informações que permitam ao paciente entender quais os procedimentos em que será submetido. Regina Célia Dalle Nogare é advogada e atua há mais de 19 anos em orientação. envolvendo especialmente implantes. já que não afasta o dever profissional de diligência. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):419 419 . no qual discorremos sobre a questão da documentação odontológica. conquanto expressa manifestação de vontade do paciente relativamente quanto à terapêutica a ser utilizada. Comumente utilizado na área de atuação médica. exposição das espiras. não só do ponto de vista legal.br). com relação ao termo propriamente dito.com. visto ser dirigido ao paciente quase sempre leigo. cuidaremos em específico do termo de consentimento informado. sem o uso de expressões altamente técnicas que possam levar a eventual alegação de que. mas também ético. em particular cirúrgica. como dever de cuidado ético do profissional. como parestesia. daí reputar-se relevante o termo. Regina Célia Dalle Nogare (dallenogare@terra. em particular nos dias de hoje. Assim. o paciente não entendeu o real sentido do que estava escrito.

Em caso de dúvida. agências de fomento (citando número do processo). Material e métodos: apresente detalhes suficientes para permitir a confirmação das observações. por meio deste suficiente instrumento. Agradecimentos: pessoas com contribuições substanciais ao trabalho. em formato DOC ou RTF (Word for Windows). Os nomes dos relatores/avaliadores permanecerão em sigilo e estes não terão ciência dos autores do trabalho analisado. as referências são de inteira responsabilidade dos autores. de ofício específico para esse fim. Cecilia Felippe Nery (Editora) Rua Gandavo.9. autor(es) do trabalho intitulado [título do trabalho]. relatos de casos clínicos e revisão da literatura na área de Implantodontia e de especialidades multidisciplinares que a envolvam.Normas de Publicação Como enviar seus trabalhos Os trabalhos enviados que não seguirem rigorosamente as Normas de Publicação serão devolvidos automaticamente. trabalhou como testemunha especializada. 2. especialista na área do artigo. em sua face não gravável.3. introdução e/ou proposição. Não repita em detalhes dados ou outro material fornecido na Introdução ou nos Resultados. telefone e e-mail do autor responsável). Inclua uma declaração se existe ou não interesse ou vínculo comercial dos autores com o trabalho. essa cessão de direitos autorais será automaticamente revogada após a devolução definitiva do citado trabalho. de periodicidade bimestral. A revista ImplantNews receberá para publicação trabalhos Aderência às Normas de Publicação: trabalhos não preparados de acordo com as normas serão devolvidos aos autores antes do processo de revisão. entre em contato com a redação: (11) 2168-3400 – <secretaria@implantnews. com informações para contato (endereço. destina-se à publicação de trabalhos inéditos de pesquisa aplicada.7. quando necessário. fornecendo apenas as referências pertinentes. tabela e ilustrações. Para a publicação deverão ser observados os itens das “Normas de Publicação”. sendo vedada qualquer reprodução.5. Desde janeiro de 2011. 2. Os trabalhos deverão ser enviados exclusivamente via correio. gravados em CD. Especifique patrocinadores. aponte as implicações e limitações. 2. Conclusão: faça de forma a reforçar ou refutar a hipótese. visando à padronização universal de expressões científicas nos trabalhos publicados.com. com etiqueta ou caneta retroprojetor (própria para escrever na superfície do CD). [nome(s) do(s) autor(es)]. em qualquer outra parte ou meio de divulgação de qualquer natureza. impresso completo do trabalho a ser submetido. O autor deverá enviar o Termo de Cessão de Direitos Autorais de acordo com o item 2. material que passa a fazer parte do Termo de Cessão de Direitos Autorais.7. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. As informações contidas nos trabalhos enviados são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores. O editor se reserva o direito de editar os trabalhos para melhorar a clareza e compreensão dos leitores. como Nota de Esclarecimento. Indique os métodos estatísticos. A revista ImplantNews submeterá os originais à apreciação do Conselho Científico. em forma de texto. Contendo CD identificado (com todo o material do artigo).4. 2. NORMAS DE PUBLICAÇÃO 1.br>. o qual submeto(emos) à apreciação da revista ImplantNews para nela ser publicado. NORMAS 2. 2. unitermos/key words. O CD deve estar com a identificação do autor responsável. A revista ImplantNews é um periódico científico que adota o sistema de revisão por pares para seleção dos trabalhos a serem publicados e segue em suas normas de publicação o estilo de Vancouver (Sistema Numérico de Citação). 2. Importante: Envie seu trabalho apenas pelo correio. não sendo permitida a sua apresentação simultânea em outro periódico. Os trabalhos desenvolvidos em instituições oficiais de ensino e/ou pesquisa deverão conter no texto referências à aprovação pelo Comitê de Ética. acompanhados de uma cópia em papel. que decidirá sobre a sua aceitação. discussão. declaro(amos) concordar. Revisão/edição: os trabalhos serão revisados pelo editor científico e um parecerista do Conselho Científico. Referências bibliográficas: siga rigorosamente as normas de citação numérica Vancouver. uma tabela pequena e 5 referências bibliográficas.6. total ou parcial. uma vez publicado o trabalho. não será devolvido. Introdução: resumir o princípio e o propósito do estudo. [Assinatura(s)] Conflito de Interesse Sim Eu recebi apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu. Resultados: apresente em ordem sequencial no texto. O material enviado. enfatize apenas observações importantes. Mostre claramente a hipótese testada. por parte do autor. no máximo. para: ImplantNews Att. Não repita no texto todos os dados das tabelas e ilustrações.8(3):421-2 421 . mediante o recebimento. 5. conclusão e referências bibliográficas. Métodos publicados deverão ser referenciados e discutidos brevemente. bem como artigos de atualização. ou os membros da minha família. material e métodos. Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais: [Local e data] Eu (nós).1. 2.1. Termo de Cessão de Direitos Autorais/Formulário de Conflito de Interesse NOTAS PRÉVIAS devidamente preenchidos e Termo de Consentimento do Paciente. assinado pelo(s) autor(es) ou pelo autor responsável.2. No caso de não aceitação para publicação. resumo/abstract. à menos que hajam modificações. Discussão: enfatize os aspectos novos e importantes e as conclusões que se seguem. ou realizou atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área? (forneça uma descrição resumida) Não [Assinatura] Importante: autores e coautores deverão preencher individualmente o formulário com informações próprias. 70 – Vila Clementino 04023-000 – São Paulo – SP ATENÇÃO: para o envio de Notas Prévias. 2.1. 2. nome(s) e titulação do(s) autor(es). ou os membros da minha família. Os trabalhos enviados para publicação devem ser inéditos. todos os trabalhos deverão ser enviados com o formulário de Conflito de Interesse preenchido. OBJETIVO A revista ImplantNews. possuímos ações ou investimentos em organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu recebi honorários de apresentações vindos de organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Você está empregado pela entidade comercial que patrocinou o estudo? Você possui patentes ou royalties. O trabalho deverá ser entregue juntamente com o Termo de Cessão de Direitos Autorais. sem que a prévia e necessária autorização seja solicitada e obtida junto à revista ImplantNews. Estas deverão ser acrescentadas ao final do artigo. recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu.000 caracteres (com espaços). APRESENTAÇÃO A Nota Prévia deverá conter: título em português e inglês. 3 imagens com legendas concisas. Limites: texto com. Declaro(amos) serem verdadeiras as informações do formulário de Conflito de Interesse. 2.2.1. 2. que os direitos autorais referentes ao citado trabalho tornem-se propriedade exclusiva da revista ImplantNews a partir da data de sua submissão. redigidos em português.8. quando aplicável. A revista ImplantNews reserva todos os direitos autorais do trabalho publicado. indique por fora do envelope “Seção Nota Prévia”. Compare suas observações com outros estudos relevantes.7.

no máximo. em seguida.7.43(4):419-22. 35. 1998:88-95. Bergstrom J.7. 269-73. In: 3º Congresso Internacional de Osseointegração: 2002. resumo. APRESENTAÇÃO 3. em arquivo à parte. Editor(es) ou compilador(es) como autor(es): Brånemark P-I. 25. nome(s) do(s) autor(es). relato do(s) caso(s) clínico(s). 2 gráficos e 32 figuras. título em inglês. Scan J Plastic Rec Surg 1977. Não devem. Formatação de página: a. Deve-se evitar a citação de comunicações pessoais.” Correto: “Vários autores1. Na in vitro test model for investigation of desinfection of dentinal tubules infected whith enterococcus faecalis. 3.65:545-50. as informações não devem ser incluídas na lista de referências. proposição. nome(s) do(s) autor(es). Consultar Descritores em Ciências da Saúde – Bireme (www.1. lábios. 4. Artigo em periódico on-line/internet: Tanriverdi et al. resumo em inglês (abstract). 21).4.1. citam-se os seis primeiros e. Revisão da literatura – Deverão conter título em português. volume. Oral pathogens: from dental plaque to cardiace disease. deve-se evitar o uso de iniciais. dentes. conclusão.000 caracteres (com espaços). discussão.1. Meyer DH. A behavioral courses in dental school. citados no corpo do texto na ordem de sua numeração. título em inglês. unitermos.17(1/2):183-9.usp. Influence of a composite resin restoration on the gengival. Illinois: Quintessence. 2002. editores de texto (Word for Windows) ou planilhas eletrônicas (Excel). Capítulo de livro: Baron. Absenteísmo odontológico. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas. Relato de caso(s) clínico(s) – Deverão conter título em português. Os títulos de periódicos devem ser abreviados de acordo com o “List of Journals Indexed in Index Medicus” (www. Breine U. Não citar os nomes dos autores e o ano de publicação. 5. Cure opin microbial. 422 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. SP [tese]. “Outros autores1-3 concordam. [cited 30-6-1998]. Devem.html) e impressos sem negrito. obrigatoriamente. No texto. TABELAS OU QUADROS 5. na forma sobrescrita. 4.1.1. com identificação ou não. curva ou outra forma gráfica devem vir acompanhadas dos respectivos valores numéricos para permitir sua reprodução com precisão. Tipo de fonte: times new roman b. 3. editors.2. Todos os trabalhos com imagens de pacientes.org) no “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals”. 3. Braz Dent J 1997. Devem constar sob a denominação “Figura” e ser numeradas com algarismos arábicos. Sá JR. Mechanics and regulation on ostoclastic boné resorption.6. Resumos em português e inglês: máximo de 250 palavras cada f. [Online] Available from Internet <http://www.gov/tsd/serials/lji. Números sequenciais devem ser separados por hífen (ex. 6. Tamanho do papel: carta d.br/decs/) 3.28:402-4. 4 tabelas ou quadros. trabalhos em andamento e os não publicados. ser citadas no corpo do texto na ordem de sua numeração. introdução e/ou revisão da literatura. resumo em inglês (abstract).8(3):421-2 . Burstone CJ. são indicados no texto. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em sua legenda.6. Marginal adaptation of composite restoration with and without flowable liner [resumo]. 5.: 7. Tamanho da fonte: 12 c. Devem constar sob as denominações “Tabela” ou “Quadro” no arquivo eletrônico e ser numerados em algarismos arábicos. J Dent Educ 1977. 4. Experience form a 10-year period.html>. Preber H. b. deverão conter cópia do Formulário de Consentimento do Paciente.1.1997. 4. Adell R. Clin Res Assoc Newsletter 1993.4. discussão. Exemplos 4. Estrutura 3.72.7. Margens superior e inferior: 2. O paciente não poderá ser identificado ou estar reconhecível em fotografias. Craniofacial prostheses: anaplastology and osseointegration.6. Artigo de periódico: Diacov NL.7. com resolução mínima de 300dpi. discussão. em hipótese alguma. 6. J Periodontal 1994. citados no corpo do texto. 4.41:735-37 apud Dent Abstr 1978. 7. R. 4. p. Oliveira MF.4. LA. Fives-Taylor PM. Organização ou sociedade como autor: Clinical Research Associates.3.São Paulo.7. Quantidade máxima de 30 referências bibliográficas por trabalho.2. Tobaco use as a risk factor. Margens esquerda e direita: 3 cm c. mas citadas em notas de rodapé. seguir o Sistema Numérico de Citação. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em nota colocada abaixo do corpo da tabela/quadro ou em sua legenda. itálico ou grifo/sublinhado. p.5. 7. Dissertação e tese: Molina SMG. Rev Odont Unesp 1988. et al. Devem ser enviadas gravadas em CD. 18.3. Sinais ou siglas devem estar traduzidos em sua legenda.8(2):67. no máximo.25 cm f.7. nota de esclarecimento.. Glass ionomer-resin: state of art. Artigo sem indicação de autor: Fracture strenght of human teeth with cavity preparations. Espaçamento entre linhas: 1. unitermos.3.8. números aleatórios devem ser separados por vírgula (ex.3. J Prosth Dent 1980. nota de esclarecimento.forp. preferencialmente.9. a menos que expresse por escrito o seu consentimento.16:1-13. As grandezas demonstradas na forma de barra. Prosthet Dent 1992. Devem constar sob a denominação “Gráfico”. As referências devem ser numeradas em ordem de entrada no texto pelos sobrenomes dos autores. nota de esclarecimento. assinado por este.” 4. 4.2. 6. nome(s) do(s) autor(es). Nas publicações com até seis autores. 5. Devem possuir boa qualidade técnica e artística. conclusão.5 linhas g.79:1002.1.4. A apresentação das referências bibliográficas deve seguir a normatização do estilo Vancouver.000 caracteres (com espaços). citam-se todos.2. FIGURAS/IMAGENS 6. titulação do(s) autor(es). 4. Devem ser. A exatidão das referências bibliográficas é de responsabilidade única e exclusiva dos autores.1.br/bdj/t0182.icmje.: 4-5). Na apresentação de imagens e texto. 2. no qual somente os números índices das referências. São Paulo: EVM. resumo em inglês (abstract). titulação do(s) autor(es). unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas.3. que devem ser seguidos pelos seus prenomes abreviados.2. Incluir ano. 7. na ordem de sua numeração. GRÁFICOS 7. The biology of tooth movement. Nas publicações com sete ou mais autores. artigos e teses) – Deverão conter título em português. numerados com algarismos arábicos e fornecidos. Hallen O. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 4. Devem ser autoexplicativos e.000 caracteres (com espaços). Estética em implantes de um ponto de vista cirúrgico. A legenda deve acompanhar a tabela ou o quadro e ser posicionada abaixo destes ou indicada de forma clara e objetiva no texto ou em documento anexo.5. 18. A(s) legenda(s) deve(m) ser fornecida(s) em arquivo ou folha impressa à parte. Florida: CRC. APCD .23(8):408-9. Titulação do(s) autor(es): citar até 2 títulos principais e. nome e número de registro de pacientes. In: Norton.. Formatação de texto: a. Preber H2 (1994). Campinas: Universidade Estadual de Campinas. 1989.2. 3.4. 4. ser enviadas incorporadas a arquivos de programas de apresentação (PowerPoint). A vírgula só deve ser usada entre os nomes dos diferentes autores.nlm. c. introdução e/ou proposição.. material(ais) e método(s).17:1-2. número (fascículo) e páginas do artigo logo após o título do periódico.10. 4.3. título em inglês..” 4.7. Alinhamento do texto: justificado e. o qual deve acompanhar o trabalho enviado.4 Citações de referências bibliográficas a. 4.1. 4 gráficos e 16 figuras/imagens.7. Avaliação do desenvolvimento físico de préescolares de Piracicaba. Trabalho apresentado em evento: Buser D.8 avaliaram que a saúde geral e local do paciente é necessária para o sucesso do tratamento”. a expressão latina et al.1. caso seja estritamente necessária sua citação.2. conforme orientações fornecidas pelo International Committee of Medical Journal Editors (www. ISSN 0103-6440.2.3. Lindstrom J.5. Anais. Artigo citado por outros autores apud: Sognnaes RF. revisão da literatura. obrigatoriamente. 5. Recuo especial da primeira linha dos parágrafos: 1. Resumo: Steet TC.5. no máximo.7. A legenda deve acompanhar o gráfico e ser posicionada abaixo deste.7.5 cm b. resultados. nos formatos TIF ou JPG e largura mínima de 10 cm. setor. utilizando o recurso de resolução máxima do equipamento/câmera fotográfica.bireme. 7. unitermos. 4. Exemplos: Errado: “Bergstrom J. nih. Lorato DC.10. faces etc. Livro: Brånemark P-I.8.7. 10 páginas de texto. 6.11. resumo. Limites: texto com. Trabalhos científicos (pesquisas. 4. Limites: texto com. obrigatoriamente. resumo. Título em português: máximo de 90 caracteres d. 6.1997. 4. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas.5. 4. com largura mínima de 10 cm. 6. introdução e/ou proposição.7. titulação do(s) autor(es). Hansson BO.1. 12. sem ponto ou vírgula.5. 4. Controle de linhas órfãs/viúvas: desabilitado h. 4 gráficos e 16 figuras. Limites: texto com. 4 tabelas ou quadros. J Dent Res 2000.7. conclusão. Unitermos e key words: máximo de cinco. 2 tabelas ou quadros.2. 7. 3. As páginas devem ser numeradas 3.. 6. Exemplo: “1.7. 6.5. 4.

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