METROLOGIA DIMENSIONAL

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METROLOGIA DIMENSIONAL

Salvador 2006

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APRESENTAÇÃO

Este material didático tem por objetivo apresentar os principais instrumentos da metrologia dimensional, suas características técnicas, modo de operação, leitura e cuidados especiais de utilização. Os conteúdos abordados neste módulo foram selecionados de forma que todos tenham os conhecimentos básicos imprescindíveis a profissionais da área industrial ou para pessoas que desejam profissionalizar-se visando inserir-se no mercado de trabalho. Portanto, requer de você uma dedicação para que sejam aproveitados da melhor forma possível. Ao colocar este material à sua disposição, esperamos que você possa explorá-lo de forma ampla e tenha o melhor aproveitamento possível. Cuide bem deste módulo. O mesmo lhe será útil, em toda sua vida profissional e também servirá de material de consulta para tirar dúvidas que por acaso venham aparecer após este curso.

Bons Estudos!

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SUMÁRIO

1. CONCEITOS BÁSICOS ....................................................................................................... 5 2. TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES ................................................................................... 7 3. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO ....................................................................................... 10 3.1 PAQUÍMETRO.................................................................................................................. 10 3.2 MICRÔMETRO ................................................................................................................. 19 3.3 RELÓGIO COMPARADOR ................................................................................................. 26 3.4 RELÓGIO APALPADOR ..................................................................................................... 31 3.5 PASSÔMETRO E ANEL PADRÃO ........................................................................................ 33 3.6 GONIÔMETRO ................................................................................................................. 35 3.7 TORQUÍMETROS .............................................................................................................. 38 3.7.1 TIPOS DE UNIÕES PARAFUSADAS E CONDIÇÕES DE JUNTAS EM FUNÇÃO DO TORQUE ....... 38 3.7.2 CONSEQÜÊNCIAS QUE DEVEM SER CONSIDERADAS........................................................ 39 3.7.3 POR QUE UTILIZAR UM TORQUÍMETRO? ......................................................................... 39 3.7.4 UNIDADES DE TORQUE: ................................................................................................ 40 3.7.5 O QUE SÃO TORQUÍMETROS: ........................................................................................ 40 3.7.5.1 CLASSIFICAÇÃO DOS TORQUÍMETROS: ....................................................................... 40
3.7.5.1.1 - Torquímetro de indicação de torque: ...................................................................................... 40 3.7.5.1.2 - Torquímetro de limitação de torque: ....................................................................................... 40 3.7.5.1.3 Torquímetros de sinalização de torque: ................................................................................... 41

3.7.5.2 MANUSEIO DE UM TORQUÍMETRO: .............................................................................. 41 3.7.5.3 CUIDADOS PARA COM O TORQUÍMETRO ...................................................................... 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................... 44

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O milímetro é igual à milésima parte do metro. em geral numérico. É aplicável a ensaios. das unidades e dos padrões envolvidos na representação de grandezas físicas. dos erros e sua propagação.001 m A polegada é uma unidade de medida antiga. isto é. ou seja. UNIDADE DE MEDIDA: Grandeza especifica definida e adotada por convenção. é uma seqüência de ações que permitem efetuar a medida propriamente dita. Bom trabalho! Termos técnicos extraídos do VIM – Vocabulário de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia (INMETRO). medido. CONCEITOS BÁSICOS Atenção – Os conceitos básicos são importantes para você.1. é um valor observado. Leia com cuidado e atenção. O resultado da medição. uma fração deste. etc. cujo símbolo é o m. Exemplos: Comprimento de um tubo. testes. Sua utilização na mecânica está sendo gradativamente substituída pelo metro e seus submúltiplos. Trata dos conceitos básicos. RESULTADO DA MEDIÇÃO: Valor atribuído a um mensurando obtido por medição MENSURANDO: Objeto da medição. Grandeza específica submetida à medição. Diâmetro de um furo. 5 . Pratique a leitura dos instrumentos nos exercícios da apostila e depois pratique na sala de aula. A distância entre os centros de dois furos. Notas: Metro é uma unidade de medida (unidade de comprimento). MEDIÇÃO: É a atividade que visa determinar o valor do mensurando. 1 mm = 0. bem como da caracterização do comportamento estático e dinâmico dos sistemas de medição. com a qual outras grandezas de mesma natureza são comparadas para expressar seu tamanho em relação àquela grandeza. etc. análises ou processos equivalentes. lido. Não pertence ao Sistema Internacional de Unidades que é legalmente adotado no Brasil. O milímetro é um submúltiplo do metro. dos métodos de medição. METROLOGIA: É a ciência da medição.

Este guia foi traduzido e é distribuído no Brasil pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. A tarefa de regular o instrumento de medição com o objetivo de diminuir os erros de medição é agora chamada de ajustagem. CALIBRAÇÃO: Conjunto de operações que estabelece. Nenhuma medição pode ser realizada sem que existam erros associados. O termo precisão está em desuso. umidade. Para facilitar o entendimento com outros países. Normalização e Qualidade Industrial). utiliza-se o termo calibração em lugar de aferição. onde há grande preocupação para com o resultado (medições críticas) é necessário avaliar a incerteza de medição. ao operador e ao procedimento utilizado. associado ao resultado de uma medição. vibração e outros. a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição e os valores correspondentes das grandezas estabelecidos por padrões.ERRO DE MEDIÇÃO: Em geral são gerados devido a imperfeições nos instrumentos de medição ou imperfeições no método de medição e ainda devido a influências externas. 6 . EXATIDÃO DE MEDIÇÃO: Grau de concordância entre o resultado de uma medição e o seu valor verdadeiro. que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser atribuídos a um mensurando. sob condições especificadas. Nota: O termo aferição não é mais utilizado pelo INMETRO e sua rede de laboratórios de calibração (RBC). Notas: Quando se diz “O instrumento possui boa exatidão” significa que o mesmo possui pequenos erros de medição para a sua função. È aquilo que queremos. Incerteza de medição é uma dúvida. alguma dúvida ainda existe quando efetuamos uma medição. como temperatura. que significa “de acordo com o padrão”. Nota: A incerteza de medição é a dúvida quanto ao resultado ao efetuar uma medição. DICA!!! Não confundir incerteza de medição com tolerância. Em seu lugar prefira exatidão. um valor duvidoso que não desejamos. Tolerância é uma característica construtiva determinada no projeto de uma peça. devidos a imperfeição do instrumento. mas que está sempre presente. Portanto. INCERTEZA DE MEDIÇÃO: Parâmetro. é utilizado um documento internacional denominado “Guia para Expressão da Incerteza de Medição”. Em certos tipos de medição. Para tanto.

Ex.2. multiplica-se 25. (25.4 * 7 = = 44.3/4” em milímetros. inicialmente se transforma o número em uma fração imprópria e. opera-se como no 2º caso.2 mm 2º caso: Transformar fração da polegada em milímetro. multiplica-se 25.4 mm pelo numerador da fração e divide-se pelo denominador. a seguir.: Transformar 1.4 x 4) ÷ 8 = 15.: Transformar 3” em milímetros 25. Quando o número for misto. Ex.875 mm 3º caso: Transformar polegada inteira e fracionária em milímetros.: Transformar 5/8” em milímetros.4 mm pelo valor em polegadas a transformar. Ex. 3 4 3 7 1 = + = 4 4 4 4 7 25.4 x 3 = 76.45 4 4 mm 7 . TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES 1º caso: Transformar polegadas inteiras em milímetros: Para se transformar polegadas inteiras em milímetros. Quando o número for fracionário.

multiplica-se o valor em decimal da polegada por 25.4 Ex.225 mm 6º caso: Transformar milímetro em polegada milésimal. divide-se o numerador da fração pelo denominador.875” em milímetro.4 0.: Transformar 9.4.: Transformar 7/8” em decimal. 8 . Para se transformar polegada decimal em milímetro.175 : 25.525 : 25. Para se transformar milímetro em polegada fracionária. 3. Divide-se o valor em milímetro por 25.525 mm em polegadas.: Transformar 0. divide-se o valor em milímetros por 25.875 2º transformação: Transformar sistema inglês decimal em ordinário.4 = 22.4 = 0.875 x 25. 0. faremos transformações para expressar o valor em polegada ordinária ou decimal. Ex. Ex. Para se transformar sistema inglês ordinário em decimal.4º caso: Transformar milímetros em polegada fracionária. para terminar.375 *128 48 = = 128 128 128 Simplificando a fração: 5º caso: 48 24 12 6 3 = = = = ” 128 64 32 16 8 Transformar polegada milésimal em milímetro.175 mm em polegada decimal. Ex.: Transformar 3. 7 : 8 = 0.4 e multiplica-se o resultado por uma das frações ordinárias da polegada (menor divisão do instrumento). 9.125” Agora. 1º transformação: Transformar sistema inglês ordinário em decimal.

multiplica-se o valor em decimal por uma das divisões da polegada.375” = Transforme em polegada decimal: 6. Transforme em milímetros: 5/32” = 1 5/8” = Transforme em polegada ordinária: 1. 0.5875 mm = 19. dando-se para denominador a mesma divisão tomada e simplificando-se a fração quando necessário.35 mm = 60.325 mm = Transforme em milímetros: 0 .3125 *128 40 = 128 128 40 20 10 5 = = = Simplificando a fração teremos: 128 64 32 16 ” Exercite transformação de unidades.05 mm = Transforme em polegada decimal: 5/64” = 1 7/8” = Transforme em polegada ordinária: .Para se transformar do sistema inglês decimal para ordinário.001” = 2.3125” em sistema inglês ordinário.: Transformar 0.125” = 1. Ex.625” = 9 .

Figura 1 – elementos construtivos do paquímetro Figura 2 – recursos de acesso ao mensurando 10 . Não perca tempo! Procure um paquímetro no seu lugar de trabalho e leia a apostila com ele ao seu lado. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO Vamos agora estudar três importantes instrumentos de medição. compacto. Desta forma. Não deixe de fazer os exercícios! 3.1 Paquímetro O paquímetro associa uma escala.3. como meio de transporte de medidas. Estudaremos o paquímetro. a seguir. sendo um ligado à escala e o outro ao cursor e a um nônio (escala menor). você pode acompanhar a explicação mais facilmente. A figura 1. o micrômetro e o relógio comparador. como padrão de comprimento a dois bicos de medição. mostra um paquímetro com seus elementos constituintes. robusto e fácil de utilizar. O paquímetro é um instrumento simples. como interpolador para leitura entre traços da escala principal.

O nônio foi inventado por um matemático Francês Pierre Vernier (1580-1673). Some os valores obtidos na escala principal e no Nônio.05 mm. Cada traço menor do nônio equivale a menor divisão que o paquímetro indica. Utilizando-se o nônio.01 mm no sistema métrico e 0. etc. vamos aprender a medir corretamente. Este é o resultado da medida. Vamos aprender a usar o paquímetro! Acompanhe cuidadosamente os exemplos abaixo. paquímetro para engrenagens.. Verifique qual dos traços do Nônio coincide com outro qualquer da escala principal. Uma vez o paquímetro corretamente posicionado na peça a ser medida e travado.025” no paquímetro em polegada. pode-se dividir a menor divisão da escala principal do paquímetro a até 0.1 mm.02 mm ou 0. tais como traçadores de altura.001” ou 1/128”no sistema inglês (polegada). nos instrumentos mais comuns. paquímetros de profundidade. Lembre-se que cada traço menor da escala principal equivale a 1 mm no paquímetro em mm e a . Fique atento aos passos abaixo e acompanhe os exemplos das próximas figuras. que fica acima da escala principal. A operação de leitura é muito simples e se realiza da seguinte maneira: Tomando como referência o primeiro traço do Nônio (traço zero) conte todos os traços da escala principal que ficam à direita e anote. 0. Antes de efetuar a medida procure identificar qual é a leitura do paquímetro que está em uso.ATENÇÃO! Para se fazer medidas com menores divisões utiliza-se o nônio. Sempre haverá um que fica melhor alinhado do que os restantes.. 0.05 mm (1/20 mm) 11 . toma-se uma parte da leitura na escala principal e o seu complemento no Nônio. A trava. O princípio do nônio é aplicado a muitos outros instrumentos. garante que a leitura não vai se modificar até que o operador faça a leitura. Leitura do nônio de 0. Agora.02 mm. LEMBRE-SE SEMPRE! Os paquímetro podem fornecer resultado de medição com leituras de 0.

02 mm (1/50 mm) ATENÇÃO! Lembre-se que 0. que é o valor da menor divisão no nônio.ATENÇÃO! Lembre-se que 0. que é o valor da menor divisão no nônio.02 mm. b) Leitura do nônio 0.45 mm é igual nove espaços no nônio multiplicado por 0.05 mm. Leitura do nônio 1/128” (nônio com oito divisões em polegada ordinária) 12 .62 mm é igual trinta e um espaços no nônio multiplicado por 0.

02 mm. somar e simplificar frações. como no caso acima onde somamos primeiramente 1” com 1/16” e depois ainda adicionamos 4/128” do nônio. Lenbre-se: cada divisão da escala principal é igual a 1 mm e cada divisão do nônio é igual a 0. 13 .001” (nônio com 25 divisões em polegada fracionária) Agora tente fazer os exercícios da página a seguir (Paquímetros com medidas em milímetros)! Verifique os resultados no final da apostila. é importante saber ler. Somando tudo e simplificando temos: 1+ 1 16 1 17 = + = 16 16 16 16 (1a parte – escala principal) 17 4 (17 * 8) + 4 140 = + = 16 128 128 128 (agora devemos simplificar) 140 35 32 3 3 = = + =1 128 32 32 32 32 Leitura do nônio 0.No paquímetro com leitura em polegada ordinária.

Exercício: Leia a medida indicada no paquímetro e anote: 14 .

025” e cada traço do nônio é igual a .Agora tente fazer os exercícios a seguir (paquímetros com medidas em polegadas decimais)! Verifique os resultados no final da apostila. 15 .001”. Lembre-se: cada traço da escala principal é igual a .

Agora tente fazer os exercícios a seguir (paquímetros com medidas em polegadas fracionários)! Lembre-se: cada traço da escala principal é igual a 1/16” e cada traço do nônio é igual a 1/128”. 16 .

Verifique se o paquímetro está apoiando perpendicularmente ao furo em todo sentido.. Tome cuidado com a haste de profundidade! Posicione corretamente a vareta de profundidade. Acompanhe a bolinha correta. Isso evitará erros por folgas do cursor e o desgaste prematuro das pontas onde a área de contato é menor. Antes de fazer a leitura.... Posicione os bicos na medição externa aproximando o máximo possível à peça da escala graduada.Tenha muito cuidado. Verifique também o perfeito apoio das faces de medição como mostra a parte inferior da figura abaixo. 17 .

em direção perpendicular à escala e ao nônio.Preste muita atenção! Posicione corretamente as orelhas para medição internas Cuidado com o erro de leitura! Evite o erro de paralaxe ao fazer a leitura. pois isto evitará erros consideráveis de leitura 18 . Posicione sua vista.

é dividida em 50 partes iguais (ou 25 partes nos instrumentos de polegada). O princípio de funcionamento do micrômetro baseia-se no deslocamento axial de um parafuso micrométrico com passo de elevada exatidão dentro de uma porca ajustável. Para atender as mais diversas necessidades da indústria de mecânica de precisão. Girando-se o parafuso micrométrico. possibilitando leituras de 0.2 Micrômetro Agora vamos estudar o micrômetro! Abaixo temos uma leitura interessante sobre o micrômetro e suas características.Agora observe os principais tipos de Paquímetros e suas características principais. foram desenvolvidos diversos tipos de paquímetros. este avança proporcionalmente ao passo que normalmente é de 0.001”. pois a medição é executada no mesmo eixo da peça a ser medida. 3.5 mm (0. por exemplo. uma volta completa do tambor corresponde ao passo da rosca. A circunferência da rosca (que corresponde ao tambor. meia volta cor19 . Assim. Os micrômetros foram os primeiros instrumentos que atenderam ao princípio de Enerst Abbé.01 mm ou . a medição de profundidade. sempre procurando tornar mais fácil tanto o acesso ao lugar de medição como seu manuseio e leitura.025”). pois este é fixado firmemente ao parafuso por encaixe cônico). como. Lembre-se que há tipos especiais de paquímetros para medições específicas.

O tambor graduado está fixado ao fuso micrométrico. limita o torque transmitido ao fuso. é possível efetuar a leitura diretamente com resolução de 0.0001”. quando o traço do limite inferior da faixa de medição coincidir com o traço zero do cilindro. Os parafusos micrométricos são retificados.responde à metade do passo da rosca e assim por diante. Na parte dianteira do tambor acha-se gravada uma escala que subdivide a rotação (deslocamento de 0. mas por outro lado. o micrômetro está apto a fazer medições.001 mm ou . Freqüentemente. com os sensores de medição se tocando ou com haste padrão entre eles. Estando o micrômetro ajustado.01 mm.002 mm em micrômetros de mm sem nônio. Os materiais empregados na fabricação do parafuso micrométrico são o aço liga ou aço inoxidável. as duas faces deslizam e o parafuso não mais se move. Quando a força ultrapassar certo limite. Nos micrômetros com indicação digital a indicação em geral é 0.5 mm) em cinqüenta partes. Quando o micrômetro possui nônio. isto é. Se a força de medição for superior à resistência da catraca. Atenção! O elemento que garante uniformidade na aplicação da força de medição nos micrômetros é geralmente a catraca.001 mm ou . A catraca é ligada ao parafuso micrométrico. adota-se a resolução de 0. a mesma gira em falso sobre o parafuso.0001”. A catraca em suma. 20 . sua dureza é menor quando comparada a um fuso de aço liga. O deslocamento de uma divisão de tambor corresponde a um avanço de 0. temperados e estabilizados com dureza de aproximadamente 63HRC para garantia de alta qualidade do mesmo. O tubo graduado possui duas outras escalas lineares que indicam os milímetros e os meios milímetros. O aço inoxidável confere maior resistência á oxidação. Uma outra forma comum de controlar a força de medição é a utilização de um elemento de fricção ligado ao parafuso micrométrico.

a) Adicionar a leitura acima à fração lida no tambor (50 divisões). b) Caso o micrômetro tenha nônio.37 mm 7.87 mm 21 .. a leitura seria: Bainha Tambor Leitura do micrômetro 7. tendo cuidado especial com a divisão da escala. Acompanhe com seu micrômetro..Vamos agora fazer leituras no micrômetro! Para ler as medidas no micrômetro procede-se da seguinte forma: Verificam-se quantos traços da bainha estão descobertos pelo tambor (traços de cima representam o milímetro inteiro e traços de baixo representam à metade do milímetro). adicionando esta fração às leituras anteriores. Agora que você já conhece um pouco do micrômetro. vamos executar algumas medições em milímetro e polegada. LEMBRE-SE! Se no caso acima a bainha mostrasse mais um traço inferior.50 mm 0. procede-se de forma semelhante ao paquímetro. Para efetuar a leitura em polegada executa-se o mesmo procedimento.

cada traço inferior da bainha equivale a .025” e cada traço do tambor equivale a .001”. 22 .NÃO ESQUEÇA! No caso do micrômetro em polegada.

. O micrômetro é um instrumento de elevada exatidão e necessita de uma força de medição constante para não causar grandes erros.. CUIDADO ONDE OLHA! Leia o instrumento na posição correta. pois o mesmo arrasta para dentro da rosca micrométrica muita sujeira. 23 . Somente aplique óleo extra fino quando o instrumento for sofrer manutenção. CUIDADOS ADICIONAIS: Mantenha seu micrômetro sempre limpo. Lembre-se do paquímetro. Não deixe que ele caia ou sirva de ferramenta.ATENÇÂO! Nunca esqueça de utilizar a catraca para efetuar a medição. Evite adicionar óleo ao instrumento.

VAMOS TRABALHAR? Faça a leitura e verifique o resultado no final da apostila. São todos micrômetros em mm. TOME CUIDADO! 24 . Alguns possuem escalas um pouco diferentes.

.Agora vamos trabalhar com polegadas. 25 ..

levando em consideração seu curso máximo e a menor divisão de escala que ele apresenta. conicidade e para alinhamentos diversos. A fração da volta deve ser lida através do ponteiro grande.5 – 5 0. Qualquer travamento ou dificuldade de avanço ou retorno do fuso indicam a necessidade de manutenção e calibração urgentes. Os relógios mais comuns possuem as seguintes características: Leitura (mm) 0. Os relógios comparadores são muito utilizados para medir características geométricas específicas das peças. VAMOS MEDIR? Para medir com um relógio comparador é muito fácil.50 1. isto é.16 – 1 – 2 – 5 0. mas causadores de elevados erros de medição.25 – 3.1 – 0. umidade. ou mesmo ser indicado diretamente em um indicador digital.01 0.005 0. Em seguida siga posicione a escala corretamente para sua referência inicial (zeragem).002 0. para que este possa ser aplicado ao mensurando. Lembre-se o relógio comparador mede de forma relativa.3 Relógio Comparador Agora trabalharemos um pouco com o relógio comparador. Acompanhe.06 A seguir deve-se fixar o relógio cuidadosamente numa mesa de medição ou base magnética. Choques mecânicos. Isto significa que o instrumento mede a diferença entre duas referências quaisquer. Os medidores de deslocamentos transformam um pequeno deslocamento captado por um sensor de medição em um deslocamento amplificado num ponteiro.5 – 1 0. a diferença entre duas posições (inicial e final)..2 – 0.. Primeiramente escolha o relógio adequado. CUIDADO! O relógio comparador é um instrumento muito delicado. Finalmente leia diretamente sobre a escala ou indicador digital a diferença entre suas duas referências da seguinte forma: Número de voltas – O ponteiro pequeno marca o número de voltas. que possa ser lido numa escala. Cada volta abrange 100 ou 200 divisões da escala do relógio. Também podem ser utilizados de forma ampla para medição de peças associado a um padrão de comprimento. ovalização. O relógio comparador é um medidor de deslocamentos lineares por medição diferencial. ambientes ácidos e temperaturas elevadas podem causar danos invisíveis a olho nu.3. tais como cilindricidade. Sempre aplique alguma deformação ao relógio (deixe o fuso levantar um pouco) no momento de fixar o instrumento.0005 Curso máximo (mm) 1 – 5 – 10 – 20 – 30 . 26 .001 0.

.01 mm ATENÇÃO! Vamos ler alguns exemplos. 27 ..Relógio típico com curso de 10 mm e resolução de 0.

na marcação de zero da escala. O operador fixou o relógio na quinta volta. que indica 76 divisões.076 = 0.O operador fixou o relógio na marcação de 0 mm. Como neste relógio cada divisão é igual a 0. O deslocamento foi no sentido horário. e na marcação de zero voltas. temos um deslocamento positivo em relação a referência inicial. Primeiramente devemos observar o número de voltas. observamos o ponteiro maior. Neste exemplo.01 mm = 0. A seguir. Como o sentido de deslocamento foi horário. Portanto.076 mm Somando: 0.2 mm 76 divisões = 76 x 0. Verifique que o relógio se deslocou a partir da referência zero menos de duas voltas.2 + 0. temos menos de uma volta de deslocamento em relação ao ponto inicial. Desta forma temos o seguinte: 37 divisões a menos que a medida inicial = 37 * 0. 28 . o deslocamento se deu no sentido anti horário.276 mm. Também podemos constatar que o ponteiro grande indica 37 divisões neste sentido.001 mm temos a seguinte situação: 1 volta completa = 200 divisões = 200 x 0.001 mm = 0.37 mm.001 mm = 0.

temos 7 + 0.54= 7.54 mm Vamos exercítar? Referência inicial: Posicionamos o relógio no início de sua primeira volta sobre o zero da escala.01 mm = 0. Portanto. Deflexão à direita a partir da sua referência zero. temos: 7 voltas completas = 7 * 100 = 700 divisões = 700 * 0.01 = 7 mm 54 divisões = 54 * 0.O operador fixou o relógio na marcação de voltas zero e na marcação zero da escala. temos mais de 7 voltas completas e observamos a indicação de 54 divisões da escala.54 mm Somando. Neste caso. 29 . Aconteceu um deslocamento no sentido horário.

Existe um acessório específico para levantar o fuso. Deflexão à esquerda a partir da sua referência zero.Referência inicial: Posicionamos o relógio no mensurando na sua segunda volta no ponto zero. que evita contato desnecessário do operador com a ponta de contato. 30 . ESTEJA ATENTO! Cuidado com a forma como o relógio é posicionado.

OLHA A POSTURA!!! Muito cuidado com a fixação do relógio comparador. o instrumento mede pequenos deslocamentos. Porque utilizamos o relógio apalpador e não o comparador? O relógio apalpador pode ser utilizado fixo. como um relógio comparador. Na verdade. mas mostra-se bastante versátil. O movimento da alavanca é tido ao ponteiro. O relógio apalpador possui um mecanismo de elevada exatidão apoiado em mancais de rubis. O relógio apalpador é utilizado para medição em movimento. que está associado a uma escala giratória. O sensor de dição é geralmente de cromo duro. Este deve permanecer com o fuso perpendicular com o plano da peça a ser medida. Se isso não for observado. inclusive na medição em movimento limitado. ocorrem erros substanciais. quando a sua maior flexibilidade se mostrar vantajosa. O eixo da alavanca (transmissor do movimento) é montado sobre dois rolamentos de esferas. chamados erros de cosseno. O relógio apalpador pode ser fixado em várias posições diferentes e alcança locais de difícil acesso. podendo ser facilmente substituído por outros com comprimentos e diâmetros da ponta os mais diversos sem modificação na relação entre o comprimento da alavanca e o valor lido. muito parecido com o relógio comparador.4 Relógio apalpador Agora vamos estudar um pouco o relógio apalpador. Acompanhe! O relógio apalpador é um tipo específico de medidor de deslocamentos diferencial. 3. 31 . como mostra a figura ao lado. Um sistema de dupla alavanca garante inversão no sentido de medição de forma imediata em alguns modelos.

deve-se observar o sentido correto do movimento. sendo diretamente identificada na escala. Isto evita a introdução de erros de cosseno. São muito utilizados em associação com traçadores de altura e mesas de medição. Quando utilizado em movimento. São oferecidos com curso de medição de até 0. conicidade. Cuidado especial deve ser observado durante o posicionamento do relógio (ver figura imediatamente acima e à direita). suporte entre pontas. A leitura é realizada como no relógio comparador (medição diferencial). onde se destacam: verificação de planicidade. A limpeza é indispensável. pois a alavanca deve ser posicionada proximamente paralela à superfície a ser medida. e diretamente sobre máquinas operatrizes. além de ser utilizado como transferidor de medidas em controles dimensionais. deve-se ter um cuidado especial com o acondicionamento do mesmo.002 mm.01 mm ou 0. Choques e operação indevida podem danificar seriamente as características do instrumento. Vamos medir? Os relógios apalpadores mais comuns possuem leitura de 0. inclusive com dedicação especial à alavanca e ao protetor da escala (vidro). bases magnéticas. retilineidade. excentricidade.0315 in. como ilustrado na segunda figura da página.Os relógios apalpadores executam um grande número de tarefas distintas. ATENÇÃO!!! O relógio apalpador é um instrumento extremamente sensível. batimento. 32 . Por ser um equipamento pequeno.

No caso específico do passômetro. na verdade. O sensor do passômetro pode ser facilmente substituído. O elemento padrão ideal para medição com o passômetro é o anel padrão. o acompanhamento de um padrão. Na realidade. torna-se necessário. Para medições corriqueiras.3. de forma a possibilitar a medição em faixas amplas. Os passômetros são. A centragem no furo é realizada por duas sapatas munidas de discos retificados. transmite o movimento até o elemento de transdução. tratando-se de um medidor de deslocamentos diferencial. O valor efetivo do seu diâmetro interno possui baixa incerteza de medição. O anel padrão é um padrão de diâmetro interno fabricado em aço.5 Passômetro e anel padrão Agora o passômetro! Nada mais é que um relógio comparador associado a uma haste de medição com função específica O passômetro ou súbito é um medidor de diâmetros internos de furos que podem variar entre φ 4.5 mm. com superfície interna retificada e tratada termicamente. A ponta móvel. o curso máximo do sensor não ultrapassa 1. sensor de medição. ver figura ao lado. a união entre um relógio comparador comum e uma haste de medição com características próprias. uma fixa e a outra móvel. A haste transmite o movimento do sensor até o fuso do relógio através de um came. 33 . para medições absolutas. O instrumento mede apoiado por duas pontas. pode-se utilizar um micrômetro para transferir a medida padrão ao passômetro (efetuar a zeragem).5 a 550 mm.

Sugere-se ainda evitar a desmontagem do equipamento. Além de medir diâmetros internos em associação com um padrão. Lembre-se: o curso total do passômetro não passa de 1.CUIDADO NA MEDIÇÃO!!! A medição com passômetro deve ser realizada com máximo cuidado no momento da apalpação. a figura acima e à direita mostra a relação entre indicação da escala e variação da medida do furo. o passômetro pode medir conicidade e ovalização em cilindros. Anéis padrão ATENÇÃO – Cuidados especiais! Os cuidados com o passômetro são basicamente os mesmos do relógio comparador.. A leitura com o passômetro segue as regras do relógio comparador.. 34 . Para facilitar a vida do operador. principalmente após a sua calibração. evitando-se a contribuição de erros de cosseno.5 mm. Vamos medir com o passômetro? Preste atenção à referência.

minutos e segundos. minutos e segundos. a divisão de escala é 1º.. precisa-se conhecer o sistema de contagem sexagesimal. O medidor de ângulos chama-se goniômetro. O grau é dividido em minutos e segundos. como também exemplos de diferentes medições de ângulos. pode-se ler até 0. ATENÇÃO!!! Aprenda a operar com o sistema sexagesimal. 35 . a unidade de ângulo é o grau.25º 12’ = 64º 48’ Deve-se operar da mesma forma quando se tem as unidades graus. indicados pelo traço 0 da referência e aproxima-se a leitura para a posição mais próxima dentro da variação de 0. O goniômetro simples. Portanto. minuto (’). O grau divide-se em 60 minutos e o minuto divide-se em 60 segundos.. teremos: 90º = 89º 59’ 60” 89º 59’ 60” – 10º 15’ 20” = 79º 44’ 40” Vamos agora trabalhar com o goniômetro.3. Lê-se os graus inteiros na graduação do disco fixo. Para somarmos ou subtrairmos no sistema sexagesimal.10º 15’ 20” Convertendo 90º em graus.5º nos transferidores simples por interpolação na escala. devemos colocar as unidades iguais umas sobre as outras..5º. Nas figuras da página seguinte. mostrando várias posições distintas da lâmina do transferidor. 90º = 89º 60’ 89º 60’ .6 Goniômetro Vamos contar igual aos antigos. segundo (”). Portanto. encontram-se exemplos de transferidores de graus. Exemplo: 90° . também chamado de transferidor de graus é utilizado para medidas onde não há preocupação com a exatidão do resultado. Para medir ângulos.. Este sistema divide uma circunferência em 360 graus. Nos transferidores simples. Os símbolos utilizados são: grau (º).25º 12’ A primeira operação a fazer é converter 90° em graus e minutos. Exemplo: 90º .

E QUANDO TIVER NÔNIO? Nos goniômetros que possuem nônio (ou vernier) a leitura no disco graduado nos dará variações de 1º. 36 . Manter sempre os goniômetros limpos e acondicionados em estojos próprios.ATENÇÃO!!! Fazer a leitura do ângulo sempre com o goniômetro aplicado à peça. Nas páginas seguintes. Isto significa que a menor divisão possível é 5º. Alguns goniômetros de melhor exatidão possuem uma pequena lupa associada ao nônio. enquanto que o nônio dividirá o grau em 12 partes iguais. encontra-se a ilustração descritiva de um goniômetro com nônio.

37 .

a maioria das juntas fica entre esses dois extremos (juntas semi-flexíveis). Compare as duas juntas mostradas abaixo. mas considere as duas juntas mostradas abaixo. De acordo com a norma ISO 5393. T = f x d ⇒ T = Torque F = Força D = Distancia 3. Uma junta é flexível quando o torque final é alcançado após um giro no parafuso de aproximadamente de 720º a partir do encosto.1 Tipos de uniões parafusadas e condições de juntas em função do torque A característica mais comum pela qual se classifica uma junta é a sua rigidez. Esta variável não tem sido classificada exatamente como rigidez da junta.7. uma junta é rígida quando o torque final é alcançado com um giro no parafuso de aproximadamente 30º a partir do encosto. A outra característica a ser considerada é a resistência à torção das juntas. Na prática. Junta de torção rígida Junta de torção fraca 38 .3.7 Torquímetros Antes de falarmos nos torquímetros vamos entender um pouco do que vem a ser torque? O que é torque? É uma força aplicada em um determinado ponto através de uma alavanca descrevendo um movimento de giro.

Um exemplo de junta elástica seria. o mesmo se torna tenso e a força de união aumenta. O alongamento se fará mais e mais pronunciado até que se produza a ruptura do parafuso. a mangueira do radiador. formada por um parafuso longo e fino é flexível. já que isto é uma necessidade para um funcionamento confiável do motor.3 Por que utilizar um torquímetro? A resposta é SEGURANÇA. pois dependendo das condições que os elementos fixados são solicitados (vibração. rotação. Ao apertar o parafuso proporcionalmente ao ângulo de giro. até que se alcança o limite elástico do parafuso (PONTO CRÍTICO). Ex.: A montagem de um volante ao virabrequim requer uma junta rígida. A junta à direita. impacto. que é formada por um parafuso curto e grosso pode ser considerada rígida. possibilitando ainda desprendimento da junta e possíveis acidentes. 39 . elástica ou intermediária. Uma junta poderá ser rígida. Se continuarmos apertando.7. 3. O limite elástico do parafuso se alcança no ponto onde começa a diminuir a relação entre a FORÇA DE UNIÃO e o ÂNGULO DE GIRO.2 Conseqüências que devem ser consideradas Pouco aperto Este item é de grande importância. que une a bomba d'água ao bloco do motor. Um parafuso ou porca mal apertado se soltará e não garantirá valores como: vedação e fixação. Muito aperto O aperto exagerado do parafuso pode comprometer as peças a serem unidas. Estes dois fatores em especial levaram à construção de uma ferramenta que possibilitasse o controle desta força: O TORQUÍMETRO (que veremos a seguir).7.A junta mostrada à esquerda. que ocasionam a fadiga prematura e uma possível ruptura nos momentos de maior solicitação das uniões. comprometendo a qualidade final do produto. Um parafuso ou porca com aperto excessivo sofrem ação de duas forças destrutivas: o excesso de torque e as vibrações. não conseguiremos aumentar a força de união e provocaremos o alongamento do parafuso no sentido axial. 3. Este processo é de fácil demonstração sobre um gráfico. etc) eles podem se soltar ao longo do tempo.

facilidade e qualidade para o seu trabalho. Torquímetro Digitais. 3. . O Torquímetro digital é um instrumento de fácil leitura do torque aplicado. Teremos assim para a expressão do valor do torque a unidade Newton . Torquímetro com Sinal Luminoso. O Torquímetro tipo relógio axial é um torquímetro próprio para a aplicação de torques de baixo valor. Muito útil nas linhas de montagem. Devido a sua sensibilidade são também chamados de calibres de torque. Torquímetro Tipo Vareta. rapidez.7. Radial Quando o torque é alcançado. digital: O Torquímetro tipo vareta é uma ferramenta universal. 3.metro (Nm).7. Torquímetro Tipo Giro Livre.Torquímetro de limitação de torque: Este dispositivo possibilita limitação do torque a ser aplicado. o torquímetro passa a girar em falso e o soquete acoplado ao torquímetro e ao parafuso passa a não girar mais. pois desarmam após alcançar o torque limite. tipo relógio axial.4 Unidades de torque: Como estamos lidando com uma força.3.1. Torquímetro Tipo Relógio. 3. Por convenção internacional (S. Torquímetro tipo vareta. A escolha correta da ferramenta para o aperto significa segurança.7. Cada torquímetro é desenvolvido para uma diferente aplicação. Os principais torquímetros encontrados no mercado são: Coleta de dados.5.5 O que são torquímetros: São ferramentas que se destinam a aplicar Momentos de Torque em porcas e parafusos a partir de uma pré-carga estabelecida no projeto. necessitamos de uma unidade para expressar este valor.7. 3.5.Sistema Internacional de Unidade) utiliza-se o sistema métrico para a expressão de valores lineares e a unidade Newton para a expressão dos valores de forças. Torquímetro tipo giro livre: 1.I. 40 .5.1 . Axial 2.7.2 .1 Classificação dos torquímetros: Como existem diversas situações em que se utilizam parafusos ou porcas torqueadas desenvolveram-se diversos tipos de torquímetros.1. ou valor do torque que já foi aplicado. Torquímetro Tipo Estalo.Torquímetro de indicação de torque: Estes torquímetros são geralmente usados em manutenções e inspeções por possibilitarem a visualização do valor do torque que se está aplicando.

O movimento de aperto com o torquímetro deve ser lento e constante. Você deverá instruir o operador sobre o tipo de torquímetro.3 Torquímetros de sinalização de torque: Este tipo de torquímetro possibilita uma dinamização da aplicação do torque uma vez que alcançado.5.1. 41 . devemos alertá-lo sobre as seguintes fases: 1º FASE: Escolha (Qual o torquímetro ideal para a fixação?).). 2º FASE: Manuseio (Posicionar corretamente o torquímetro). Radial Os Torquímetros de estalo são dotados de mola helicoidal com desligamento por came ou alavanca. você deverá verificar se está regulada para o trabalho (70% do M. No caso de parafusadeira pneumática. Observar se o torquímetro não está encostado em nenhuma parte da peça a ser fixada. pois isto provocará um erro na quantidade de aperto que realmente estamos aplicando.7.7. o torque alvo. 3. para maior precisão na aplicação do valor do aperto final desejado. Axial 2.2 Manuseio de um torquímetro: Ao instruir um operador sobre o manuseio de um torquímetro. Quando o torque alvo é alcançado o mecanismo interno é acionado produzindo o sinal acústico (estalo).3. soquete com chave de catraca ou outras chaves).A. CUIDADO! Observar se os parafusos ou porcas não estão danificados ou deformados. Torquímetro tipo estalo (sinalização sonora). indicador de torque ângulo alcançado. CUIDADO! Verificar que o operador tenha condições de dar o aperto inicial um pouco menor que o aperto final. são úteis em locais onde o índice de ruído inviabilize o uso de torquímetros de estalos. O operador deverá encaixar corretamente a boca da chave ou soquete do torquímetro na cabeça do parafuso ou porca. Os Torquímetros de sinal luminoso. emitem um sinal (luminoso ou sonoro) que avisa ao operador tal fato. 3º FASE: Postura (Movimento do torquímetro para o aperto final). O parafuso deve ser rosqueado perpendicularmente a porca. que aperto inicial deve ser dado com urna ferramenta adequada (chave pneumática. o torque utilizado. Torquímetro com sinal luminoso: 1.5.

porém sua repetibilidade tem de ser exata. para eliminar a tensão da mola. após dar a torque normal devemos verificar se o rasgo da porca está coincidindo com o furo do parafuso. 42 • • • • • • • . é porque uma ou mais peças internas se encontram com desgaste. Só parar o aperto quando ouvir o estalo do torquímetro. O torquímetro não deve ser usado como chave para aperto inicial. pois isto acarretará danos às peças envolvidas na fixação. Porque o líquido penetrará eliminando a lubrificação interna.7. Um defeito do torquímetro pode significar um item de segurança apertado de forma errada (pouco ou muito). Caso não esteja. Não jogue o torquímetro. clorotene.5. O torquímetro não deve ser colocado em banho ou lavado com água solvente (thinner. Você deve orientar o operador para segurar o torquímetro no manípulo. ele “escamotear” completamente. pois assim estará realizando o seu trabalho corretamente e com menor esforço. pois esta não é a ferramenta adequada para esta operação. podendo danificar seus componentes internos. o que pode significar um acidente com o veículo por você montado. não o use como martelo e nem como apoio. 4º FASE: Apertar até "Estalar ou Quebrar" • • • • • Ao aplicar o momento de aperto final temos que observar o seguinte: Girar 1/4 de volta e ou 30% para completar o aperto. 3. O torquímetro só deve ser usado para o aperto final. chave estrela ou apertadeira. álcool. uma mola e um sistema de alavanca. Ao apertar uma porca do tipo “castelo”.3 Cuidados para com o torquímetro • • • O torquímetro é uma ferramenta complexa. Quando o torquímetro não estiver em uso por tempo prolongado (acima de 3 dias). ou em caso do mesmo ser de quebra. Nos torquímetros de quebra / estalo podemos ter um desvio de até 5% do valor especificado na escala. etc.CUIDADO! Nunca devem ser dados trancos no movimento de aperto. que tem dentro do corpo. portanto muito cuidado ao manuseá-lo. Caso ocorram danos no torquímetro. sua repetibilidade se altera.). Quando um torquímetro varia para mais ou menos. localizado na sua extremidade. O torquímetro não deve ser usado para desapertar peças já fixadas. entregar imediatamente ao responsável do processo (encarregado). Não forçar após o estalo ou quebra do equipamento. O aperto inicial deve ser feito normalmente com chave de boca. ou seja. deve-se apertar com ferramenta manual até coincidir com o rasgo mais próximo. este deverá ser descarregado até o ponto inicial da escala.

• O montador. 43 . Caso contrário o desequilíbrio provocará a perda da sensibilidade prejudicando o processo. antes de começar a aplicar o torque deve observar a posição de equilíbrio do corpo para que no momento da finalização (estalo ou quebra) o mesmo não se apóie no torquímetro.

SOISSON. manutenção e cuidados. TESA S/A. 16. SCHOELER. Nelson . 1996. Harold.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS TELECURSO. 1986. GONÇALVES JR. Qualificação e Certificação de Instrumentos de Medição. Nelson. Armando A. 1980. Florianópolis.017. Aulas 4. Mitutoyo do Brasil. Medir 100 Erros. INMETRO. São Paulo. Mitutoyo Corporation. 1995. Tókio. p. Fundação Roberto Marinho. 256 p. Instrumentação Industrial. TESA. Rio de Janeiro. Instrumentos para o Controle Dimensional. 1992. São Paulo. MITUTOYO. 29 de 10 de março de 1995. Fundação CERTI. 10. Helmus. Instrumentos para Metrologia Dimensional: Catálogo de utilização. 1995. Florianópolis. Mitutoyo Catalog. Fundação CERTI/LABMETRO. SCHOELER. 153 p. 5. Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia.: Catálogo nº. 11. 15. 102. MITUTOYO. 44 . Curso Profissionalizante. 49 – 192.Suíça. Portaria nº.

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