MANUAL DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS ELETRICOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA PROJETO DE GRADUAÇÃO

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

RENATO BERTOLDI SIMÕES

VITÓRIA - ES Agosto/2008

RENATO BERTOLDI SIMÕES

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

Parte manuscrita do Projeto de Graduação do aluno Renato Bertoldi Simões, apresentado ao Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo, para obtenção do grau de Engenheiro Eletricista.

VITÓRIA – ES Agosto/2008

RENATO BERTOLDI SIMÕES

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

COMISSÃO EXAMINADORA:

Prof. Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. Orientador

Prof. Getúlio Vargas Loureiro Examinador

Prof. Carlos Caiado Barbosa Zago Examinador

Vitória - ES, Agosto de 2008.

Alcemy do Bom Jesus Simões. Meus familiares e a todos os meus amigos da Engenharia que dividimos as alegrias e tristezas.DEDICATÓRIA Ao meu pai. e a minha mãe. i . que se não fosse por eles. em especial a Jelbener Vinícios dos Santos Azeredo. Anacir Maria Bertoldi Simões. Thiago Negrelli e Thiago Zambom. Johnny Sperandio. eu não teria conseguido terminar esse curso de Engenharia Elétrica.

pela oportunidade de aprendizado e de crescimento na Powertech Engenharia.AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus. A todas as pessoas que contribuíram para que esse trabalho fosse realizado. Agradeço a Mauro Sergio Suaid Santos e Fernanda Juni Santos. Alcemy do Bom Jesus Simões e a Anacir Maria Bertoldi Simões. Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. pela orientação. que me deu força para terminar esse difícil curso. ii . A Prof. pelo apoio e compreensão em todos esses anos de estudos. Agradeço aos meus pais. que me ajudou a terminar este trabalho. onde aprendi muito sobre projeto.

.......................................................................... 7 Figura 2– Lista de Circuitos dos apartamentos tipo ...... 55 Figura 13 – Lista de Material das Vistas Internas.......................... 58 Figura 17 – Vista Frontal MS ............................. 62 Figura 23 – Desenho 29 da NOR-TEC-01 ................................................................................. 58 Figura 18 – Exemplo de Planta Baixa de Subestação ............................................................................................................................................................ 61 Figura 22 – Desenho 32 da NOR-TEC-01 ............................................... 59 Figura 19 – Detalhes Construtivos da Janela da Subestação ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 71 Figura 27 – Exemplo de uma Caixa de Distribuição no andar...................................... 76 Figura 30 – Bloco terminal fixado diretamente à prancha de madeira ......................................................... 57 Figura 16 – Identificação dos Materiais .. 63 Figura 24 – Desenho 12 da NOR-TEC-01 .......................................... 66 Figura 25– Lista de Material do Desenho 12 da NOR-TEC-01 ......................... 73 Figura 28 – Poço de Elevação ...................................................................................................... 60 Figura 20– Detalhe 2 ................ 79 Figura 31 – Bloco terminal suportado por canaleta .................. 13 Figura 3.................................................. 38 Figura 6 – Esquema TN-C....................................................................................... 79 iii ............... 53 Figura 9 – Lista de Material das Vistas Frontais.................Lista de Circuitos do condomínio ............... 56 Figura 14 – Vista Frontal do QGBT ........................................................................................................................................................................... 53 Figura 10 – Detalhe das Barras........................................................................................................LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Diagrama de Receita de Projetos ............................... 55 Figura 12 – Vista Interna do QM2 .................................................................................................. 37 Figura 5 – Esquema TN-S ............................................... 56 Figura 15 – Vista Interna do QGBT ............. 60 Figura 21 – Desenho 31 da NOR-TEC-01 .... 75 Figura 29 – Tubulação Convencional ................................................................ 54 Figura 11 – Vista Interna do QM1 ........................... 38 Figura 7– Vista Frontal do QM 1 ......................... 15 Figura 4 – Circuito Equivalente de uma falta de impedância desprezível ...................................................................................................................... 52 Figura 8 – Vista Frontal do QM 2 .................................. 67 Figura 26 – Blocos terminais ................................

...................... 102 Figura 56 – Módulo de Controle ...... 97 Figura 52 – Esquemático de um dimer ......................... 84 Figura 39 ..................................... 104 Figura 58. 105 Figura 59 – Instalação Descentralizada ........ 108 Figura 61 . com controle automático e manual ..................................................Representação da Terminação dos cabos no caso b..................... 85 Figura 41 – Sistema Geral.................. 93 Figura 46 – Cabo Par-Trançado Categoria 5 ................................................................................................. 103 Figura 57 – Diagrama da instalação dos componentes ............ 94 Figura 47– Esquema Demonstrativo do Cabeamento Estruturado ....Dimensionamento de disjuntores e alimentadores pelo Excel ..................................................... 92 Figura 44 – Cabo RG-6 ....... 98 Figura 53 – Exemplo de Sensor de Umidade do Solo............................................. ................................. 100 Figura 54 – Ilustração do Sensor de Umidade no terreno.............................................................................................................Instalação Centralizada........................................................................................ 105 Figura 60 – Lista de Circuitos de um Quadro no Excel.................................................................................................. ...................... 81 Figura 35 – Foto Caixa de Distribuição ............................................. 109 iv . 95 Figura 50 – Ambiente com controle de luminosidade............................................ 80 Figura 33– Caixa de Distribuição ........ ........... 100 Figura 55– Diagrama de Entradas e Saídas em um Sistema Integrado .......................... 94 Figura 48 – Patch Painel em um painel de distribuição .......... ................................................. 83 Figura 38 – Representação da Terminação dos cabos no caso a.............. 93 Figura 45 – Desenho Cabo RG-6 .......................Simples acionador de lâmpada ao cair do sol........ .. 96 Figura 51 ............................................................................................................................................... 89 Figura 42 – Exemplo de organização com o cabeamento estruturado ................. 82 Figura 37– Exemplo de Distribuidor Geral (DG) .................................................... 95 Figura 49 – Painel de distribuição ........Representação da Terminação dos cabos no caso c.............................................................................................................................................................................................................. 85 Figura 40 ........................................ 82 Figura 36 – Foto Bloco Terminal dentro da Caixa de Distribuição .. 81 Figura 34 – Anéis Guia . ...................................................Figura 32 – Detalhe de Bloco Terminal .............................................................................................................................................. 91 Figura 43 – Sistema de automação integrado ...........................

............................ 43 Quadro 17– Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação ................................................................................... 14 Quadro 8– Quadro de cargas do condomínio..............................Relação cabo (mm2) e corrente (A) ........................................................................... 108 Quadro 29 ...................... 48 Quadro 19– Dimensionamento dos apartamentos e do QM1 ........... 49 Quadro 22 .............................. .... 8 Quadro 5– Previsão de número de pontos e de carga para tomadas. 112 v ................................ 49 Quadro 21– Dimensionamento dos apartamentos e do QM2 .................. 24 Quadro 14......................................................................Caixas para medidores e disjuntores .............Quadro de Carga do QM2 . 50 Quadro 23– Dimensionamento condomínio ..............Esquema de distribuição .... 21 Quadro 12– Categoria de Fornecimento das Unidades Consumidoras ................................Quadro de Carga do Condomínio . 29 Quadro 15 – Tempos de seccionamento máximos .......Receita de Projetos ............................................................................ 48 Quadro 20 .................................................................. 64 Quadro 25 .................. 10 Quadro 7– Quadro de cargas dos apartamentos ........... 3 Quadro 2– Restrições para as Categorias de Fornecimento .................... 9 Quadro 6 – Exigências para a Divisão da Instalação [NBR-5410] ... 44 Quadro 18– Quadro de Carga do QM1 ... [NOR-TEC-01] ......................Cálculo da parcela de demanda de um apartamento em função da área útil....... [NBR-5410] ............................. 74 Quadro 27 – Raios mínimos de Curvatura do cabo CI ......... ............... 85 Quadro 28 ...................................................................................................................... [NBR-5410] ..............Previsão de número de pontos e de carga para iluminação.......................... 68 Quadro 26 – Quantificação de Pontos Telefônicos .........................LISTA DE QUADROS Quadro 1– Categorias de Fornecimento........................................................................................................... 6 Quadro 4............................... 4 Quadro 3....................................... 22 Quadro 13 ..... 50 Quadro 24– Tabela 8 da NOR-TEC-01 (ELOS FUSÍVEIS PRIMÁRIOS) ....................................... 17 Quadro 10– Demanda Aplicada nos Quadros de Medidores ....................................... 16 Quadro 9 – Quadro de Cargas Total da Instalação ... 18 Quadro 11– Demanda Aplicada no Medidor de Serviço....................................Tabela 9 da NOR-TEC-01 (Dimensionamento de Postes) ............. 38 Quadro 16– Temperaturas características dos condutores ........................................................... ........................

...... 116 Quadro 34 – Contato das pessoas com o potencial da terra .................................................. 114 Quadro 32 ............................ 2 e 3 ...................... 116 Quadro 35 – Situações 1....................Determinação da potência em função da quantidade de motores ...........................Competência das pessoas ...............Quadro 30 ............... 115 Quadro 33 – Resistência Elétrica do corpo humano .... 117 vi ................................................Diversificação em função da quantidade de apartamentos .......... 113 Quadro 31 .........

GLOSSÁRIO CATV – Canal Aberto de TV. QLE – Quadro de Luz dos elevadores. QL EMERGÊNCIA . DG – Distribuidor Geral do projeto Telefônico. CI – Cabo telefônico para instalações internas. CT-APL – Cabo Telefônico com isolamento termoplástico sólido indicado preferencialmente assinantes. ESCELSA – Concessionária de Energia do Espírito Santo – Espírito Santo Centrais Elétricas S. FDG – Cabos de cobre para instalações telefônicas. São constituídos por condutores de cobre estanhado. QLS – Quadro de Luz de Serviço. CODI . CFTV – Canal Fechado de TV. DR – Dispositivo de proteção a corrente Diferencial-Residual. MS – Medidor de Serviço.Comitê de Distribuição de Energia Elétrica. para instalações subterrâneas em dutos. QFLS – Quadro de força e Luz de Serviço. NOR-TEC-01 – Norma Técnica da ESCELSA – Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15 Kv. isolados em PVC. CCI – Cabo telefônico para uso interno.Quadro de Luz de Emergência. QDL – Quadro de Luz.Cabo Telefônico com isolamento termoplástico expandido usados preferencialmente em redes telefônicas externas analógicas e/ ou digitais. QGBT – Quadro Geral de Baixa Tensão. São indicados para uso interno em centrais telefônicas e demais edificações. QM – Quadro de Medidores. São indicados para uso interno em centrais telefônicas e demais edificações. Usados preferencialmente redes telefônicas com cabo secundário e distribuição de vii . CTP-APL-G . DPS – Dispositivo de Proteção contra Surto.A.

PELV (do ingles “Protected extra-low voltage”) – Sistema de extrabaixa tensão que não é eletricamente separado da terra. UC – Unidade Consumidora. de outros sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico. todos os requisitos de um SELV. viii . mas que preenche.Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas. de modo equivalente. SELV ( do inglês “Separated extra-low voltage”) – Sistema de extrabaixa tensão que é eletricamente separado da terra. SPDA .

.. 2 1......... 3..................3.......................1.................... 33 Projeto da instalação elétrica dos apartamentos .....................2...........4.................. 43 Proteção contra quedas e faltas de tensão .... 1...............................1...................................................................2.. 2 Definição das Unidades Consumidoras .......................................... INTRODUÇÃO .............................................................2................ 3....1...3.................................1.... 46 Quadro de Carga da instalação ........... 26 Características gerais .................. 3...2............................................................................................................3......3........... 3.........................................................1........................5............................................................ SEQÜÊNCIA DE PROJETOS ...... 22 Planta Baixa das Instalações Elétricas internas das unidades Princípios fundamentais ......... 3..........................................3............ .......................................................... 40 Projeto da instalação elétrica do condomínio ...... 26 ix ........................ 2 Definição dos projetos ............................................................................ 5 3. 47 consumidoras .............................2.................................................................. VII SUMÁRIO ....... 3................................................................. 3........................................... III LISTA DE QUADROS ...............1......2..................................1.....................................2...................4...............4. 22 Câmara de transformação.... 45 Proteção adicional contra choques elétricos ................... I AGRADECIMENTOS ................. 3.... Motivação ............................................................ 3........................................................................... IX RESUMO ...SUMÁRIO DEDICATÓRIA .. 16 Categoria de cada Unidade Consumidora ...................................... 8 3.......................2. V GLOSSÁRIO ...... 3...............................................3.. 3....... II LISTA DE FIGURAS ...........3...... 3 2.......... RECEITA DE PROJETOS ........ Engenharia Básica ............ 41 Trifilares dos quadros de distribuição ......................................................................4................................. 3................. 29 Segurança da instalação elétrica das unidades consumidoras ................... 1.3....................... 3........................... 3.......3...... .. Barramento Geral e dos medidores ........................... 41 Proteção contra sobrecorrentes ....................2.................... 3... 41 Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas................................................... 8 Cálculo de Carga e Divisão de Circuitos nas Instalações............................. I 1............ 8 Demanda da Instalação .....1.....................................................2....1................. 3..

.......................... TECNOLOGIA DE APOIO AO PROJETISTA ... 112 x ...................... 78 Disposição dos cabos e blocos terminais .............................................4.........................5........................................ 5.... 50 Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras .............................8.... 80 Comprimentos dos Cabos da Rede Interna .. 110 APÊNDICE A .................8.......................... 3............................... 88 Projeto de Cabeamento Estruturado.....................2................ 88 7......................1... 106 CONCLUSÕES ........... 96 Sistema de Integração ...................... 5...................... 68 5..... 107 Utilização do Excel para a Elaboração de Cálculos ................................6.................. 86 Introdução . 86 Desenho do projeto............... 3......... 6..11..........................................1.................. 106 Software para projetos ............................... 6................................ ESTUDO SOBRE PROJETO DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL ............. 70 5..........7........... 6......................6................. 59 terra da instalação... 52 Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e Medidor de Serviço (MS).............10........................................... 51 Vista de Medidores .....................................................2........................................................ 7......3... 74 Cabos de Entrada ............2........ 5............ 90 Algumas Aplicações.. 7..................... 7...... 73 Projeto da Rede de Cabos Primários.. 3......................................................................7....... 71 6.....................................................................................4....... 51 Planta de situação do edifício.........................6... .......... 51 4. 3.................................................................................. 6.......................................... Seqüência Básica para elaboração de projetos de redes telefônicas Projeto da Rede de Cabos Secundários ......................... 102 Software para desenho .... 78 Blocos Terminais ........................3........ 5....................... 5................. PROJETO TELEFÔNICO .............. ...........3............ 5.......................................................... O PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA À ESCELSA ..................6.............. 107 em edifícios ............... 3. ..1................................................................. ..................... 5........................................5......................... 3.........................9.....................2........................................9.. 3................. 5.................... 3...1.................... 51 Planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos. Unifilar Geral da instalação ....................... 51 Planta de alimentadores dos quadros do condomínio e a malha de Esquema Vertical da instalação elétrica.................... 84 Distribuição dos cabos da rede interna ........3.................................................... 56 Projeto da Subestação..

........................................................................................................................... 118 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................APÊNDICE B .................................... 120 xi .................................................. 115 APÊNDICE C ......................................

foram estudados alguns critérios que devem ser observados na elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios.RESUMO Este trabalho visa a desenvolver um estudo sobre elaboração de um projeto de instalações elétricas em edifícios residenciais. Este foi organizado de maneira a seguir a ordem de execução real utilizada na Powertech Engenharia para um projeto elétrico. mas ajudá-lo na sua preparação inicial. E por fim. Depois. Este trabalho não visa a transformar o leitor em um projetista pronto para trabalhar. i . e deixando sempre claro a importância da segurança no projeto. com o objetivo de dar ao leitor algumas noções básicas. procurando explicar cada uma de suas etapas. foi feito um estudo sobre Automação Residencial com o objetivo de mostrar ao leitor algumas tecnologias e a importância desse ramo para um futuro bem próximo.

Os projetos em geral são feitos em folhas A1 ou A0. o projeto de automação e o projeto do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). e isso inclui além das instalações elétricas. e entregues aos clientes em várias folhas diferentes com as plantas de cada pavimento. o esquema vertical da construção. INTRODUÇÃO 1.2. as vistas dos medidores e do Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT). Motivação Para se fazer um projeto elétrico não é suficiente ter o título de Engenheiro Eletricista. e quando houver. Este trabalho visa a ajudar quem está iniciando sua carreira como Engenheiro Projetista. os trifilares.2 1. os cálculos necessários. mas sim ter experiência e confiança adquiridas com anos de trabalho e com a supervisão de alguém mais experiente. e mostrará um fluxograma com todos os passos a serem seguidos. 1.1. o projeto de cabeamento estruturado. mas é necessário também o conhecimento de normas regulamentadoras e ter a experiência para encontrar sempre a melhor solução possível. Não basta ter os conhecimentos técnicos adquiridos na faculdade. Definição dos projetos Na elaboração de um projeto elétrico completo. precisa-se fornecer informações para tudo que for relacionado à elétrica. . o projeto da subestação. também o projeto telefônico. Ele fornecerá as informações principais que são necessárias para se concluir um projeto elétrico residencial. Este trabalho se propõe também a sugerir propostas de planilhas que possam ser usadas durante a elaboração do projeto com intuito de facilitar os cálculos necessários.

é preciso organização e uma seqüência padronizada de projetos. VII Instalação com mais de uma unidade consumidora com carga Superior a 750 kW trifásica trifásica trifásica trifásica Ligação Monofásica bifásica trifásica Fornecimento a: 2 fios 3 fios 4 fios Através de Subestação Particular Direta da Rede de Distribuição Secundária Através de Câmara de transformação Através de Câmara de transformação Fonte: NOR-TEC-01 A Norma Técnica da ESCELSA sobre “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15kV” (NOR-TEC-01) em seu . Só começar um passo. é importante seguir fielmente a receita de projetos.000W Uma unidade consumidora com carga total instalada superior a 9. Pelo menos no início.000W e até 15.000W Uma unidade consumidora com carga total IV instalada superior a 75kW e demanda máxima até 2.3 Com tantas informações.000W Uma unidade consumidora com carga total instalada superior a 15.3. Essa seqüência foi criada por pessoas com muita experiência nessa área. Dessa forma o projetista não correrá o risco de ficar perdido durante a execução do seu trabalho. quando tiver terminado completamente o anterior. 1. Definição das Unidades Consumidoras Quadro 1– Categorias de Fornecimento. quando se estiver fazendo os primeiros projetos. [NOR-TEC-01] Categoria de fornecimento I II III Carga Uma unidade consumidora com carga total instalada até 9.500kW Instalação com mais de uma unidade V consumidora com carga total instalada: Residencial: até 600 kW Comercial: até 250 kW Instalação com mais de uma unidade VI consumidora com carga máxima maior que o indicado na categoria V.000W e até 75.

Nenhuma unidade consumidora poderá conter os equipamentos vetados na categoria III. IV Unidades Consumidoras com carga menor que 75kW. com potência superior a 4CV. Não conste: a) motor monofásico. com potência superior a 2CV. classe de 120V. com potência superior a 40kVA.000m2 Comercial: 3. com potência superior a 2CV. f) máquina de solda. II b) motor monofásico.4 capítulo 5 classifica as instalações consumidoras em 7 categorias. b) motor monofásico. I b) máquina de solda a transformador de 120V. 220V. com potência superior a 40CV. Não conste: a) motor trifásico. com retificação em fonte trifásica. c) máquina de solda a transformador. 220V. a três fases. 120V. com potência superior a 15kVA. c) motor monofásico. 220V. 120V.000m2 Em edificações residenciais e comerciais a demanda máxima calculada não deverá V ultrapassar 230 kW. ligação V. a duas fases ou 220V. e) máquina de solda a transformador. com potência superior a 40CV. 220V. A carga total instalada em qualquer unidade consumidora não poderá ser superior a 75 kW.v invertida. 120V. III d) máquina de solda a transformador. Quadro 2– Restrições para as Categorias de Fornecimento Categoria de fornecimento Não conste: a) motor monofásico. com potência superior a 3CV. Restrições . d) aparelho que necessite de três fases. c) aparelho que necessite de duas ou três fases. Área Máxima: Residencial: 7. com potência superior a 8kVA. com potência superior a 2CV. Cada categoria possui algumas restrições que são mostradas no quadro 2. que estão mostradas no quadro 1. grupo motor-gerador. com potência superior a 2kVA. a três fases. desde que possuam qualquer dos equipamentos vetados na Categoria III. com potência superior a 2kVA ou 220V.

ou da qual conste qualquer dos equipamentos vetados na categoria III. 2) nenhuma unidade consumidora poderá conter os equipamentos vetados na categoria III . demonstrada no Quadro 3. Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras (Planta Baixa 2) e Detalhamento. é necessária uma análise básica de engenharia onde definem-se todas as suas características. Como pode-se verificar essa receita está dividida em Fases e Etapas. Essa parte é muito importante para o sucesso do projeto. pode-se seguir para a segunda Fase. precisará voltar ao início do projeto para acertar tudo relacionado ao erro. em qualquer unidade consumidora.área bruta total construída superior a 10. chamada cálculos iniciais. Planta Baixa das Instalações Internas das Unidades Consumidoras (Planta Baixa 1). Necessita prévia consulta Fonte: NOR-TEC-01 2. uma engenharia básica bem feita pode prevenir vários inconvenientes no futuro.5 Categoria de fornecimento Restrições 1) a carga total instalada em qualquer unidade consumidora não poderá ser superior VI a 75 kW. Antes de começar realmente um projeto. RECEITA DE PROJETOS Na execução de um projeto predial residencial devem-se seguir alguns passos importantes. Na Primeira Fase. será feita a engenharia básica do projeto. Portanto. Cálculos. isso poderá ocasionar um retrabalho enorme para o projetista. Depois de concluída a primeira Fase. pois se for descoberto um erro de cálculo numa fase mais adiante. As Fases estão divididas em Cálculos Iniciais.carga total instalada superior a 75kW. Esses passos serão definidos em uma receita de projetos. que geralmente. chamada de Planta Baixa das Instalações Internas das Unidades .000m2 VII .

Receita de Projetos Etapas INICIAIS 1 Fazer Engenharia Básica PLANTA BAIXA 1 2 3 Fazer a instalação elétrica do pavimento-tipo dos apartamentos Fazer a instalação elétrica dos pavimentos relacionados ao condomínio. CÁLCULOS 4 5 6 Fazer os trifilares de todos os quadros de distribuição Fazer o quadro de carga de toda instalação. Fonte: Powertech Engenharia Na terceira Fase (Cálculos). mostrando a carga instalada e o cálculo de demanda Fazer o unifilar geral da instalação PLANTA BAIXA 2 7 8 Fazer a planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos. pode-se dimensionar todos os quadros de distribuição. Fazer a vista de medidores Fazer a vista dos Quadros Gerais de Baixa Tensão (QGBTs) Fazer a planta da Subestação. dos escritórios e das lojas). Nessa Fase é projetada toda a instalação elétrica dos apartamentos e do condomínio (e se houver. Então . suas vistas e seus detalhes. Fases CÁLCULOS Quadro 3. com as informações de todas as unidades consumidoras. 9 DETALHAMENTO 10 11 12 Fazer o esquema vertical da instalação elétrica. Depois definem-se o percurso dos eletrodutos e a identificação dos condutores. Em cada Unidade Consumidora.6 Consumidoras. de iluminação e do quadro de distribuição. será primeiro definida a posição dos pontos de tomada. Fazer a planta de alimentadores dos quadros do condomínio. das salas.

7 desenham-se todos os seus trifilares. a vista de medidores. será mostrada a parte de alimentadores. e todo o tipo de proteção necessária. desenha-se o quadro de cargas e o unifilar geral. Nessas plantas há todo o percurso dos alimentadores que vêm da ESCELSA e vão a cada Unidade Consumidora. mostrando a listagem dos circuitos e suas cargas. Figura 1 – Diagrama de Receita de Projetos . os Dispositivos de Proteção contra Surto (DPSs). os Disjuntores Diferencial-Residual (DRs). Depois dos trifilares. Todas essas Fases e suas etapas serão explicadas mais detalhadamente nos próximos itens. os disjuntores. Na Fase de plantas baixas da alimentação das unidades consumidoras. No Detalhamento (quinta Fase) desenham-se o esquema vertical. a vista do QGBT e o projeto da subestação.

5 da ABNT NBR 5410. necessita-se estudar cada unidade consumidora e somar suas cargas. Cálculo de Carga e Divisão de Circuitos nas Instalações. comandado por interruptor • Previsão de número de pontos e de carga para tomadas: O número de pontos de tomada deve ser determinado em função da destinação do local e dos equipamentos elétricos que podem ser aí utilizados. a localização da câmara de transformação e suas dimensões.1. com diretrizes para a realização da previsão de carga e a divisão da instalação. SEQÜÊNCIA DE PROJETOS 3. dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal. No geral. deve ser considerado o seu rendimento. calculando a carga total do sistema e sua demanda. e a potência a ser atribuída a . Depois definem-se a potência do transformador a ser usado. Quadro 4. Para calcular a carga total da instalação. a localização do QGBT e a dos medidores. Isso deverá ser baseado no item 9. No caso em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento (potência de saída).1.Previsão de número de pontos e de carga para iluminação. começando com um estudo sobre as Unidades Consumidoras.1. individualmente. Engenharia Básica Na Engenharia Básica será feita uma análise crítica do projeto arquitetônico. [NBR-5410] Área do cômodo Potência Nº de pontos ou dependência Até 6m2 Acima de 6m2 Fonte: NBR-5410 carga mínima de 100VA Acrescentar 60VA para cada aumento de 4 m inteiros 2 Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto.8 3. da corrente nominal e do fator de potência. que contém prescrições específicas a locais utilizados como habitação. 3. e não a absorvida. a demanda de carga a ser considerada para um equipamento de utilização é a potência aparente nominal por ele absorvida (VA).

devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada. no mínimo 100VA por ponto de tomada. no mínimo 100VA por ponto de tomada. até três pontos. se a área do cômodo ou dependência for igual ou demais cômodos e dependências de habitação inferior a 2. cozinha-área de serviço. [NBR-5410] Local/ função Nº de Pontos Potência deve ser previsto pelo menos Em banheiros Em cozinhas. copas. e 100VA por ponto para os excedentes. deve ser a ele atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados no mínimo 100VA por ponto de tomada. salas de bombas.25 m2 devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada. ou fração. Quadro 5– Previsão de número de pontos e de carga para tomadas.5 m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado Em varandas deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada deve ser previsto pelo menos Em salas e dormitórios um ponto de tomada para cada 5 m. se a área do cômodo ou dependência for superior a 2. ou fração de perímetro.5 m. no mínimo 600VA por ponto de tomada.25 m2 e igual ou inferior a 6 no mínimo 100VA por ponto de tomada. áreas de serviço. salas de manutenção e salas de equipamentos.9 cada ponto de tomada é função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar. no mínimo. deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral circuitos terminais respectivos deve ser atribuída uma potência de. copascozinhas. observando-se no mínimo os critérios mostrados no quadro 5. 1000 VA um ponto de tomada. (**) . de perímetro no mínimo 100VA por ponto de tomada. próximo ao lavatório deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3. tais como casas de máquinas. barriletes e locais análogos Os pontos de tomada de uso especifico devem ser para uso especifico localizados no máximo a 1. lavanderias e locais análogos Em áreas de serviço.

de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de outros (por exemplo. devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida por meio de outro circuito. Para a divisão da instalação: A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários. se a área do cômodo ou dependência for superior a 6 m2 Fonte: NBR-5410 no mínimo 100VA por ponto de tomada. Exigências Segurança Conservação de energia Quadro 6 – Exigências para a Divisão da Instalação [NBR-5410] Exemplo evitando que a falha em um circuito prive de alimentação toda uma área. de perímetro. Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram controle específico. às exigências mostradas no quadro 6. As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de alimentação. como os necessários em recintos de lazer. circuitos de supervisão predial). Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades futuras. ou fração.10 Local/ função Nº de Pontos m 2 Potência Um ponto de tomada para cada 5 m. etc facilitando ou possibilitando ações de inspeção e de reparo. mas também na taxa de ocupação dos condutos e dos quadros de distribuição. Funcionais Manutenção Fonte: NBR-5410 viabilizando a criação de diferentes ambientes. entre outras. A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender. . possibilitando que cargas de iluminação e/ou de climatização sejam acionadas na justa medida das necessidades.

Quando a instalação comportar mais de uma alimentação (rede pública. o Os pontos de iluminação não sejam alimentados. a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais.) . admitindo exceção a essa regra. quadros de distribuição e linhas. Em particular.). em sua totalidade. o Conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das fontes de alimentação. no interior de quadros. copas-cozinhas. o Linhas abertas e nas quais os condutos de uma e de outra alimentação sejam adequadamente identificados. de modo exclusivo ou virtualmente dedicado.75A. etc. áreas de serviço. devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada. Em particular. caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas). de modo a obter-se o maior equilíbrio possível. salvo as seguintes exceções: o Circuitos de sinalização e comando. por um só circuito. não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem. e portanto corrente de 15. lavanderias e locais análogos devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais.11 Os pontos de tomada de cozinha. não sejam alimentados. incluindo as caixas dessas linhas. por um só circuito. copas. equipamento com corrente nominal superior a 10A deve constituir um circuito independente. (Por exemplo: Secadora de roupa que possui carga de 2000W em um circuito monofásico. caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas). desde que não sejam os pontos de tomada considerados no parágrafo anterior e que as seguintes condições sejam simultaneamente atendidas: o A corrente de projeto do circuito comum (iluminação mais tomadas) não deve ser superior a 16A. com elementos de outra alimentação. em sua totalidade. o Os pontos de tomadas. Todo ponto de utilização previsto para alimentar. As cargas devem ser distribuídas entre as fases. geração local. Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam.

1. obtém-se a carga total de cada apartamento de acordo com a figura 2.12 3.1. fazendo a previsão da sua carga. Carga dos Apartamentos Será analisada cada unidade residencial da edificação. . Determinando os circuitos e suas respectivas cargas. Pode-se então já definir quais serão os circuitos a serem utilizados em cada apartamento e suas respectivas cargas. No apartamento haverá: • • • • Chuveiro Elétrico? Máquina de lavar louça? Secadora de roupa? Ar condicionado SPLIT ou de janela? As respostas a essas perguntam influenciarão significativamente na carga e na elaboração do projeto.1. e saber do cliente algumas características do projeto. Existem algumas definições importantes a serem decididas antes de relacionar os circuitos e suas cargas.

13 Figura 2– Lista de Circuitos dos apartamentos tipo Com a separação dos circuitos e a previsão de carga feita para cada apartamento deve-se somar a carga para saber toda a carga instalada referente aos apartamentos. poderá ser feito o quadro 7 (Quadro de cargas dos apartamentos). . Assim.

1. Carga do Condomínio Estudando a arquitetura do condomínio. 3. num total de dez andares. o número total de apartamentos é igual a vinte. A figura 3 com uma lista de circuitos e cargas serve como exemplo. sendo dois apartamentos por andar. Os medidores desses apartamentos foram separados em dois grupos (Quadro de medidores 1 e o Quadro de medidores 2). nesse exemplo. pode-se estimar a carga do condomínio e fazer a sua divisão em circuitos.2.14 Quadro 7– Quadro de cargas dos apartamentos Portanto. . e com as diretrizes dadas no item 3. O dimensionamento dos Quadros de medidores será melhor explicado no item 3.9 (Vista de Medidores).1.1.

onde existirá um disjuntor para cada um dos itens especificados no Quadro de Cargas acima (Elevador 1. que pode ser separada de acordo com a finalidade. Esses circuitos foram divididos nesses dois quadros (QLS1 e QLS2) de forma a facilitar a distribuição de circuitos no edifício. Elevador 2. QLS1. Recalque. alimentando primeiramente o QLFS (“Quadro de Luz e Força de Serviço”). se define a carga total do condomínio.Lista de Circuitos do condomínio Com essa listagem de circuitos. O QLE é o Quadro .. Os quadros QLS1 E QLS2 (“Quadro de Luz de Serviço 1 e 2”) possuem os circuitos de iluminação e tomadas mostrados na Figura 3. como mostrado no Quadro 8.). B... O Medidor de serviço atenderá toda a carga referente ao condomínio.15 Figura 3.

Para calcular a demanda de edifícios residenciais de uso coletivo.246.9). Demanda da Instalação Apesar da carga total da instalação ter dado 766.1. Com essa carga do condomínio junto com a carga total calculada para os apartamentos. Carga Total da Instalação O Quadro 9 mostra a carga total da instalação. 3.RTD-CODI-06. Quadro 8– Quadro de cargas do condomínio. para encontrar a verdadeira carga (menor que a total da instalação) que será usada simultaneamente pelos consumidores.67VA. considerando o fator de potência de projeto igual a 0. não serão necessários um ou mais transformadores para atender a essa carga.1.122 W (851. e o QL Emergência é o quadro que carrega as baterias que alimentam o circuito de iluminação de emergência do condomínio. aplica-se um critério desenvolvido pelo CODI (Comitê de Distribuição de Energia Elétrica) na Recomendação Técnica de Distribuição . 3. obtém-se a carga instalada total do prédio que será mostrada no próximo item.1. O .2.01 (Ver Apêndice A).3.16 de Luz dos Elevadores. Deve-se aplicar a demanda nas cargas dessas unidades consumidoras. somando-se a carga total dos apartamentos e a carga do condomínio.

17 critério é baseado em dados de medições e de pesquisas realizadas em edifícios residenciais variados.Determinação da demanda do condomínio.Determinação da demanda dos apartamentos. e a demanda do condomínio nas cargas efetivamente instaladas. . De acordo com estudos. Quadro 9 – Quadro de Cargas Total da Instalação O cálculo da demanda total do edifício constitui-se das seguintes etapas: . de diferentes cidades do país e é composto de duas partes distintas: uma referente à demanda dos apartamentos e outra à demanda do condomínio. . A demanda dos apartamentos é calculada com base no total de sua área útil. a demanda total deve ficar entre 25 a 30% da carga total instalada.

conforme pode ser observado na Quadro 27 do Apêndice A. saunas. já está considerada a instalação de cargas específicas. Obtém-se o quadro 10. aparelhos de ar condicionado. Para calcular a demanda dos apartamentos deve-se multiplicar os dois valores encontrados nos Quadros 27 e 28 do Apêndice A. portanto esse valor foi multiplicado. a critério do projetista.2.2 VA (28. O critério permite o cálculo da demanda dos apartamentos para unidades com área útil a partir de 20 m2. Além disso.0 kVA por apartamento.Determinação da demanda total do edifício através da soma da demanda dos apartamentos e da demanda do condomínio. fp=0.35%). por um fator igual a 2. Quadro 10– Demanda Aplicada nos Quadros de Medidores Para uma carga total instalada de 363.790 VA calculada ficou muito pequeno (11.18 . o valor da demanda de 45. que é aplicável a edifícios com até 300 apartamentos. deve-se usar a Quadro 28 do Apêndice A. Demanda dos Apartamentos Pelo critério do CODI. deverá ser adotado o valor de 1. a demanda dos apartamentos deve ser determinada em função da área útil e da quantidade de apartamentos do edifício.559.000 W por QM (403.1. Para obter o Fator de multiplicação em função da quantidade de apartamentos. 3. Aplica-se a demanda somente sobre os Quadro de Medidores (1 e 2) e não sobre o apartamento individualmente.1. para apartamentos com área útil de 20 a 42 m2. aquecedores e outras.48 para chegar na demanda aplicada de 113. tais como chuveiros elétricos.15%) da carga total instalada nos .333 VA. No método proposto.9).

portanto esse valor também foi multiplicado. por um fator igual a 2.90 = 12. para calcular a demanda.45 para chegar na demanda aplicada de 202. . individualmente. .888. Será usado como exemplo o condomínio especificado anteriormente pelas Figura 3 (Lista de Circuitos) e Quadro 8 (Quadro de Carga).9). a) Cargas de iluminação.666VA. Cálculo da parcela de demanda referente às cargas de iluminação: a . sauna.600/0. Exemplo: Consultando a Quadro 8.2. Demanda do condomínio A demanda do condomínio deve ser determinada considerando-se.25% para o que exceder a 10 kW b .840 VA calculada ficou muito pequeno (10.400 W.16%). .Devem ser aplicados os seguintes percentuais à carga total instalada em kW: .1. a critério do projetista. que nesse projeto foi considerado de 0. .89). portanto aplica-se 100% para 10 kW e 25% para os 6. Desse valor dividimos pelo fator de potência.27%). Demanda da iluminação igual a 12.958 VA (25. Lembrar que o ideal para edifícios residenciais é que a demanda fique entre 25 a 30% da carga total instalada.4 kW restantes (= 11. aquecedores e equipamentos para piscina.100% para os primeiros 10 kW .Iluminação.2.888.Motores de elevadores e bombas d'água. tais como aparelhos de ar condicionado.Tomadas. as seguintes cargas: . observa-se que carga total de Iluminação do condomínio é igual a 16. o valor da demanda de 82. deve ser aplicado o fator de potência específico considerado no projeto. Para uma carga total instalada aplicada nos QMs 1 e 2 (806. fp=0. 3.19 apartamentos.Outras cargas.90 ( 11.Ao valor encontrado em kW.600W).89 VA.

90 (o fator de potência considerado no projeto).266.0 a cada grupo destas cargas.980 VA . Demanda igual a 4.200W.980 + 6.Cargas não motrizes Estas cargas deverão ser analisadas em particular. separadamente.0 para estes grupos. observa-se que a carga em tomadas no condomínio foi de igual a 19. c) Elevadores e bombas d’água. fator de demanda em função das suas características de utilização definidas no projeto.1 Bomba de recalque de 3.Cargas motrizes Deve ser aplicada a Quadro 29 do Apêndice A para cada tipo de carga. b .67 W.732 W (5HP) – Quadro 29 – Demanda de 6.020 VA Demanda de acordo com o Quadro 29: 12. adotando-se o fator de diversidade 1.Ao valor encontrado em kW. deverá ser considerado o fator de . deve ser aplicado o fator de potência específico considerado no projeto.2 Elevadores de 5. b . tem-se 9.20 b) Cargas de tomadas.980 VA d) Outras cargas do condomínio. Cálculo da parcela de demanda referente às cargas de tomadas: a .327 W de carga de motores para elevadores e bombas d’água.020 + 980 = 19. adotando-se o fator de diversidade 1. Exemplo: Consultando o Quadro 8.5HP) – Quadro 29 – Demanda de 12. aplicando-se às mesmas. Sobre a demanda calculada para estas cargas. portanto a demanda é igual a 20% desse valor dividido por 0. Cálculo das parcelas de demanda referentes a outras cargas do condomínio: a . Exemplo: De acordo com a lista de circuito do condomínio.Deve ser aplicado o percentual de 20% à carga total instalada em kW. Cálculo da parcela de demanda referente a elevadores e bombas d'água: Deve ser aplicada a Quadro 29 do Apêndice A. para os grupos de motores de elevadores e de bombas d'água. sendo constituída de: .595 W (7.

000VA. Demanda 9.21 diversidade 1.976 VA.840 + 46.Cargas motrizes . Demanda aplicada total = 128.0.2 motores para portões de garagem 600 W (1/3HP) – Quadro 29 – Demanda de 980 VA. Demanda total da instalação = Demanda total dos apartamentos + Demanda do condomínio Demanda total da instalação = 82. A essa carga será aplicada demanda total e um fator de potência igual a um. previsto no projeto. Para estas cargas.976 x 2.952 VA Recomenda-se.0 = 257. Quadro 11– Demanda Aplicada no Medidor de Serviço.Cargas não motrizes – Sauna elétrica com carga de 9. a critério do projetista. .000 W. Exemplo: . A esse valor pode-se ainda aplicar algum fator de multiplicação. deve ser adotado o fator de potência específico. . um transformador de 300kVA. para essa instalação.136 = 128. Portanto a demanda do condomínio é de 46.136 VA (Ver Quadro 11).

Câmara de transformação. porém é dever do projetista eletricista ratificar essa localização ou sugerir modificações. 3.122 W. consultando esse mesmo item.1. maior que os 750kW limitantes da categoria VI. e conseqüentemente de toda a instalação. barramento geral e medidores. verifica-se que a edificação como um todo. Nesse momento será mostrado apenas sobre a escolha da localização e das suas dimensões: . Consultando o item 5 da Norma da Escelsa (“NOR-TEC-01”). no projeto arquitetônico já está definida a sua localização. Câmara de transformação O fornecimento de energia elétrica às instalações das Categorias VI e VII deverá ser feito por meio de câmara de transformação ou cabina. caso a pré-definida pelo arquiteto não atenda algum item das normas vigentes. define-se em que categoria se encontra cada unidade consumidora desta edificação.4. No capítulo 10 da Norma da ESCELSA (“NOR-TEC-01”) há as diretrizes para se projetar uma câmara de transformação ou cabina.300 60. e não possuem nenhuma das características de restrição.1.122 766.1. verifica-se que todas as unidades consumidoras deste prédio estão na categoria III. visto que elas possuem carga entre 15.3. Quadro 12– Categoria de Fornecimento das Unidades Consumidoras Unidade Consumidora Apartamento Tipo1 Apartamento Tipo2 Condomínio A instalação geral Carga Instalada (W) 36. Geralmente.122 Categoria de Fornecimento III III III VII 3. Barramento Geral e dos medidores Estudando o projeto arquitetônico deve ser escolhida a melhor localização para: subestação.300 36.22 3.000 e 75. está na categoria VII. E. Categoria de cada Unidade Consumidora Com a lista de circuitos e suas respectivas cargas de todas as unidades consumidoras já definidas. pois ela possui uma carga total instalada de 766.4.000 W.1.

rebaixos. Sempre que o compartimento for isolado da edificação deverá ser construída cabina que deverá ser localizada no recuo da edificação. estiver a mais de 6 metros da via pública.câmara de transformação ou cabina com transformador único de até 300kVA. deverá ser construída câmara de transformação. b) Dimensões De acordo com a NOR-TEC-01. até 6m da via pública. no máximo a 6m da via pública de construção normal sobre o solo. localizada no térreo.80m (pé direito) . colunas. bem como as necessárias condições mínimas de segurança. Se o limite da edificação. A ESCELSA responsabilizar-se-á pelo fornecimento do cabo classe 15kV desde que a câmara diste até 10 metros medidos a partir da caixa de inspeção no passeio.60m x 3. dimensões mínimas: 6.500 Kgf de peso. não devendo ser utilizada em locais passíveis de inundação. etc: .80m (pé direito) .23 a) Localização De acordo com a NOR-TEC-01. para os funcionários da ESCELSA ou pessoas autorizadas e para circular equipamentos com dimensões mínimas de 1.20m x 1. O trecho que exceder a 10 metros será de responsabilidade do interessado/ incorporador. ventilação e outros fatores de projeto. A escolha da melhor localização será em função das facilidades de acesso. a qualquer hora do dia ou da noite.90m x 2.00m x 3. livres de obstáculos. de preferência na parte frontal da edificação. vigas. Qualquer localização diferente da prevista deverá ser motivo de prévia consulta à ESCELSA. de modo a oferecer facilidade de operação e circulação. sempre que o compartimento for parte integrante da edificação. a câmara de transformação ou cabina deverá ser dimensionada de acordo com o(s) equipamento(s) a ser(em) instalado(s). em que isto se torne necessário. tais como. com dimensões de 80 x 80 x 100 cm. deverá ser construída uma caixa de passagem.80m x 2. dimensões mínimas: 3.00 e 2. onde está localizada a cabina. A câmara de transformação ou cabina deverá permitir fácil acesso a partir da via pública.90m x 2. Deverá obedecer às seguintes dimensões mínimas.câmara de transformação ou cabina com dois transformadores de até 300kVA.

000 W Até 9. No desenho Nº1 da NOR-TEC-01.Caixas para medidores e disjuntores Caixas Medidor Monofásico Disjuntor Monofásico Medidor Polifásico Restrições Até 9.000 W Dimensões mínimas internas (mm) Largura 270 95 370 500 660 Altura 170 170 245 260 440 Profundidade 140 100 180 180 200 .5 metros será de responsabilidade do interessado / incorporador.000 W 57.1.para as edificações da categoria VII (carga instalada superior a 750kW ou área superior a 10. com barramento) e a localização do Medidor de Serviço (Equipamento destinado a medição das cargas de uso comum da edificação e também dos equipamentos de combate a incêndio. TC e disjuntores.000 W Até 41. medidos a partir do perímetro da câmara de transformação.3.001 até 57. Primeiramente define-se o tamanho dos medidores e conseqüentemente o tamanho dos quadros de medidores. A ESCELSA responsabilizar-se-á pelo fornecimento e instalação dos condutores em tensão secundária. Localização do Barramento Geral O barramento geral em tensão secundária (QGBT) não deverá distar mais de 2.2. kVArh.000 W 41. Quadro 13 .24 . Nesse item será definida a localização dos Quadros de Medições (conjunto de caixas destinadas à instalação de equipamentos de medição em condomínios horizontal ou vertical. O trecho que exceder a 2. mediante prévia consulta à ESCELSA (antes do início da construção). 3.000m2). Localização dos medidores. quando houver).5 metros.1. as dimensões mínimas serão estabelecidas em função das características técnicas de cada edificação. a ESCELSA define as dimensões mínimas das caixas para medidores de kWh.4. 3.001 até 75.4.

por ocasião da ligação da subestação. cujos medidores. a NOR-TEC-01 apresenta vários padrões mostrando detalhes da medição de energia elétrica. tanques e reservatórios. de acordo com a arquitetura do projeto e a quantidade de medidores de apartamentos. . em local de fácil e permanente acesso. nos seguintes casos: a) Edificações verticais com carga total instalada até 75kW.25 Disjuntor Polifásico Fonte: NOR-TEC-01 Até 100 A Maior que 100 até 200 A 125 670 185 345 100 200 Depois de definido o tamanho dos medidores. em um quadro único de medições. as caixas para instalação dos medidores deverão ser instaladas no interior da propriedade particular. VI e VII. A medição deverá ser instalada na divisa da propriedade com a via pública com a caixa do medidor voltada para a via pública. II e III. inundações. podendo ser instalada em muro. Para as unidades consumidoras da categoria IV. nos casos das categorias serem I. em um quadro único de medições. bombas. Nas unidades consumidoras das categorias V. Proximidades de máquinas. a localização da medição depende da categoria de fornecimento da instalação elétrica. poste ou na parede externa do prédio. respeitadas as seguintes limitações: máximo de 16 unidades monofásicas ou 12 polifásicas e demanda máxima diversificada igual a 118. De acordo com o capítulo 9 da NOR-TEC-01.80 kW. ou para o fornecimento às instalações da categoria V. Dependências sanitárias. respeitadas as seguintes limitações: máximo de 3 pavimentos e até 6 medidores e demanda diversificada máxima de 60kW. define-se o tamanho dos quadros de medidores (QMs). transformadores de corrente e de potencial e seus condutores serão previstos e instalados pela ESCELSA. Locais sujeitos a gases corrosivos. não devendo ser instaladas em locais tais como: • • • • Escadarias e rampas. dotado de boa iluminação natural ou artificial. b) Edificações horizontais com carga instalada até 180 kW. trepidação excessiva ou abalroamento de veículos. poeira.

desde que cada quadro tenha um mínimo de 06 (seis) medições. Geralmente o projeto arquitetônico já define um espaço para a subida dos cabos alimentadores dos apartamentos e de cargas dos condomínios. Planta Baixa das Instalações Elétricas internas das unidades consumidoras 3. será permitida a instalação de quadros de medições. o projetista eletricista deverá dimensionar e definir o espaço necessário para suportar os cabos dimensionados previamente. A queda de tensão nos condutores onde circula energia não medida. a caixa de derivação geral deverá conter barramento. 3. existem alguns princípios fundamentais que precisam ser respeitados. solicitar uma mudança no projeto arquitetônico. calculada para uma carga igual ao limite superior da faixa da respectiva categoria. Em prédios com mais de 4 pavimentos com elevador e com mais de 24 (vinte e quatro) medições. Esses princípios orientam os objetivos e . Localização da prumada elétrica. Em prédios com até dois quadros de medições.1.4.2. 1% ( um porcento). estes deverão situar-se junto ao barramento geral. a partir do ponto de entrega de energia. e caso seja necessário. respeitadas as disposições do parágrafo anterior. Quando um quadro contiver 7 (sete) ou mais medidores.1.26 Em prédios de até 4 pavimentos ou sem elevador. distribuídos em diferentes pavimentos.4. porém. os quadros de medições deverão estar localizados no pavimento térreo. deverá ser. Princípios fundamentais Durante a elaboração de um projeto elétrico. O disjuntor deverá ser instalado em caixa específica junto à caixa do medidor. no máximo.2. 3. ou no 1º mezanino.

c) As pessoas. Além disso. j) Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir espaço suficiente tanto para a instalação inicial quanto para a substituição . fenômenos atmosféricos e manobras. os animais e os bens devem ser protegidos contra as conseqüências prejudiciais de ocorrências que possam resultar em sobretensões. os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicitações eletromecânicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam se submetidos.1. b) A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis. f) Equipamentos destinados a funcionar em situações de emergência. verificação.15 da Norma. i) A instalação elétrica deve ser concebida e construída livre de qualquer influência mútua prejudicial entre instalações elétricas e não elétricas.27 as prescrições da Norma ABNT NBR 5410. não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais. seja a falhas que possam colocar uma massa acidentalmente sob tensão. devem ter seu funcionamento assegurado a tempo e pelo tempo julgado necessário. d) Condutores que não os condutores vivos e outras partes destinadas a escoar correntes de falta devem poder suportar essas correntes sem atingir temperaturas excessivas.1. devem ser providos dispositivos de desligamento de emergência. em serviço normal. como incêndios. facilmente identificáveis e rapidamente manobráveis.1 a 4. e) As pessoas. localização de defeitos e reparos. e estão relacionados nos itens 4. g) Sempre que forem previstas situações de perigo em que se faça necessário desernergizar um circuito. Esses princípios são: a) As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques elétricos. como faltas entre partes vivas de circuitos sob diferentes tensões. devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos. de seus circuitos e de seus equipamentos deve poder ser seccionada para fins de manutenção. h) A alimentação da instalação elétrica. seja o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa.

em serviço normal (incluindo operações de manobra). com vista a assegurar que elas foram executadas de acordo com a NBR 5410. l) Toda instalação elétrica requer uma cuidadosa execução por pessoas qualificadas. a execução. a verificação e a manutenção das instalações elétricas devem ser confiados somente a pessoas qualificadas a conceber e executar os trabalhos em conformidade com a NBR 5410. e os condutores em particular. Entre as características e fenômenos suscetíveis de gerar perturbações ou comprometer o desempenho satisfatório da instalação podem ser citados: o O fator de potência. bem como acessibilidade para fins de operação. o Os componentes da instalação. o Os componentes da instalação suscetíveis de produzir temperaturas elevadas ou arcos elétricos fiquem dispostos ou abrigados de modo a eliminar o risco de ignição de materiais inflamáveis. o O desequilíbrio de fases. devem ser levados em consideração os efeitos danosos ou indesejados que o componente possa apresentar. bem como após cada reforma. o Nas conexões. verificação.28 posterior de partes. de forma a assegurar. sobre outros componentes ou na rede de alimentação. o As harmônicas. o As correntes iniciais ou de energização. entre outros objetivos. o contato seja seguro e confiável. m) As instalações elétricas devem ser inspecionadas e ensaiadas antes de sua entrada em funcionamento. e o As partes externas de componentes sujeitas a atingir temperaturas capazes de lesionar pessoas fiquem dispostas ou abrigadas de modo a garantir que as pessoas não corram risco de contatos acidentais com essas partes. manutenção e reparos. k) Na seleção dos componentes. que: o As características dos componentes da instalação não sejam comprometidas durante sua montagem. n) O projeto. o Os componentes sejam instalados preservando-se as condições de resfriamento previstas. fiquem adequadamente identificados. .

2. assim como a divisão da instalação (item e). Características gerais De acordo com a NBR 5410.2. • Esquema TN-C. b) Esquema de distribuição. f) Influências externas às quais a instalação for submetida. A utilização prevista e a demanda (item a). g) Riscos de incompatibilidade e de interferências h) Requisitos de manutenção. e) Exigências quanto à divisão da instalação. • Monofásico a três condutores. já foram definidas no item da engenharia básica. 3. .Esquema de distribuição • Monofásico a dois condutores.29 3. • Trifásico a quatro condutores. Corrente alternada Esquema de condutores vivos • Bifásico a três condutores. na concepção de uma instalação elétrica devem ser determinadas as seguintes características: a) Utilização prevista e demanda. pois não é o propósito deste trabalho. Os requisitos de manutenção (item h) também não serão mencionados. Esquema TN Esquema de aterramento Esquema TT Esquema IT Fonte: NBR-5410 • Esquema TN-C-S. Esquema de distribuição O esquema de distribuição pode ser classificado de acordo com os critérios do quadro 14. Corrente contínua • Dois condutores. d) Necessidade de serviços de segurança e de fontes apropriadas.1. Quadro 14. Agora serão definidos os itens restantes das características gerais.2. c) Alimentações disponíveis.2. • Trifásico a três condutores. • Três condutores. • Esquema TN-S.

porém a partir do ponto de entrega. No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de impedância.2. seja porque não há eletrodo de aterramento da alimentação.2. sendo as massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. São considerados três variante de esquema TN. se existente.1. no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor. em parte do qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor. seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente do eletrodo de aterramento da alimentação. Esquema de distribuição nos edifícios residenciais. estando as massas da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação. . de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção: • • • Esquema TN-S. e Massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento próprio(s). portanto a edificação será um esquema TN-C-S. Esquema TN-C. O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. As massas da instalação são aterradas. O esquema de aterramento utilizado na ESCELSA é o esquema TN-C.1. na totalidade do esquema. Esquema TN-C-S. ele será convertido em um esquema TN-S. verificando-se as seguintes possibilidades: • • Massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos. 3.30 O esquema TN possui um ponto de alimentação diretamente aterrado.

incluindo a demanda de potência.A – ESCELSA. no que se refere ao suprimento via rede pública de distribuição.3. em sistema com neutro aterrado. Essas características devem ser obtidas junto à empresa distribuidora de energia elétrica. . b) Tensões primárias As tensões de fornecimento primárias nominais (média tensão) poderão variar entre 11. O fornecimento de energia elétrica às unidades consumidoras. Alimentações De acordo com a NBR 5410 devem ser determinadas as seguintes características das fontes de suprimento de energia com as quais a instalação for provida: a) Natureza da corrente e da freqüência.2. nas seguintes tensões padronizadas: a) Tensões secundárias • • 220/127Volts em sistemas trifásicos. confiabilidade e disponibilidade adequadas ao funcionamento especificado.2. 3.400 e 13. com neutro aterrado. d) Possibilidade de atendimento dos requisitos da instalação. e devem ser determinadas. localizadas em municípios atendidos pela Espírito Santo Centrais Elétricas S. quando se tratar de fonte própria.2. 380/220 Volts. ambas com neutro aterrado. em sistemas trifásicos e 220 Volts em sistemas monofásicos (fase-neutro). b) Valor da tensão nominal.2. Excepcionalmente nas localidades de Alegre.800 Volts entre fases. com neutro aterrado. Guaçui e Celina.2. c) Valor da corrente de curto-circuito presumida no ponto de suprimento. além das acima citadas. Rive. Serviços de segurança Quando for imposta a necessidade de serviços de segurança. as tensões poderão ser. 127 Volts em sistemas monofásicos. as fontes de alimentação para tais serviços devem possuir capacidade.31 3. será feito em corrente alternada na freqüência de 60 hertz.

Cada condição de influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e um número.2. como descrito a seguir: a) A primeira letra indica a categoria geral da influência externa: • • • A = meio ambiente.2. Para exemplos. 3. . Correntes de partida. b) A segunda letra indica a natureza da influência externa.5. por exemplo.2.32 3. Influências externas Na concepção e na execução das instalações elétricas devem ser consideradas a classificação e a codificação das influências externas estabelecidas na NBR 5410. Variações rápidas de potência. verificar Quadros 30.2. Correntes de fuga. Oscilações de alta freqüência. Componentes contínuas. Correntes harmônicas.4. a: • • • • • • • Sobretensões transitórias. Compatibilidade Devem ser tomadas medidas apropriadas quando quaisquer características dos componentes da instalação forem suscetíveis de produzir efeitos prejudiciais em outros componentes. Essas características dizem respeito. C = construção das edificações. em outros serviços ou ao bom funcionamento da fonte de alimentação. B = utilização. 31 e 32 no Apêndice B. c) O número indica a classe de cada influência externa.

em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas.1. e) Proteção contra quedas e faltas de tensão. 3. 3. c) Proteção contra sobrecorrentes. deve-se tomar medidas de proteção para garantir segurança.33 Todos os componentes da instalação elétrica devem atender às exigências de compatibilidade eletromagnética e ser conforme o que as normas aplicáveis prescrevem. Essa Norma define todos os tipos de proteção necessária e as medidas a serem tomadas. a proteção contra choques elétricos compreende. Segurança da instalação elétrica das unidades consumidoras Ao se projetar a instalação elétrica interna das unidades consumidoras. As proteções são: a) Proteção contra choques elétricos. b) Proteção contra efeitos térmicos.2. são descritas todas as informações necessárias para essas medidas.2. seja em condições normais. No capítulo 5 da NBR 5410.1. em particular. dois tipos de proteção: . seja. Deste modo. Considerações da NBR 5410 3. d) Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas.3. porém. em caráter geral.2. Isso não dispensa.1.3. e Massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo. neste particular.3. Proteção contra choques elétricos O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques especificadas na NBR 5410 pode ser assim resumido: • • Partes vivas perigosas não devem ser acessíveis. a observância de medidas a reduzir os efeitos das sobretensões induzidas e das perturbações eletromagnéticas em geral.

. no mínimo. d. As outras medidas de proteção contra choques elétricos descritas na NBR 5410 são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais. Diferentes medidas de proteção contra choques elétricos podem ser aplicadas e coexistir numa mesma instalação. Por extensão. c. A medida de caráter geral a ser utilizada na proteção contra choques elétricos é a equipotencialização e seccionamento automático da alimentação. visando obter a eqüipotencialidade necessária para os fins desejados. pelo provimento conjunto de proteção básica e de proteção supletiva. As medidas de proteção contra choques elétricos são apresentadas a seguir: a. a própria rede de elementos interligados resultante. Uso de separação elétrica individual. respectivamente. Equipontencialização e seccionamento automático da alimentação. Uso de extrabaixa tensão: SELV (“Separated extra-low voltage”) e PELV (“Protected extra-low voltage”). A regra geral da proteção contra choques elétricos é que o principio enunciado anteriormente seja assegurado. a. b. para compensar dificuldades no provimento da medida de caráter geral ou para compensar sua insuficiência em locais ou situações em que os riscos de choque elétrico são maiores ou suas conseqüências mais perigosas.34 • • Proteção básica Proteção supletiva Os conceitos de “proteção básica” e de “proteção supletiva” correspondem. mediante combinação de meios independentes ou mediante aplicação de uma medida capaz de prover ambas as proteções. Isolação dupla ou reforçada. aos conceitos de “proteção contra contatos diretos” e de “proteção contra contatos indiretos”. Equipontencialização e seccionamento automático da alimentação A equipotencialização é um procedimento que consiste na interligação de elementos especificados. e por isso focaremos nosso trabalho nelas. simultaneamente.

devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento. dentro das regras da proteção por seccionamento automático da alimentação. A proteção básica nessa medida de proteção deve ser assegurada por isolação das partes vivas e/ou pelo uso de barreiras ou invólucros. para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética. por suas reduzidas dimensões ou por sua disposição. conjuntamente. • Selecionada com base na maior seção de condutor de fase desses circuitos. E a proteção supletiva deve ser assegurada. para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética. Todo o circuito deve dispor de condutor de proteção. desde que esteja instalado no mesmo conduto que os respectivos condutores de fase e sua seção seja dimensionada conforme as seguintes opções: ƒ Calculada para a mais severa corrente de falta presumida e o mais longo tempo de atuação do dispositivo de seccionamento automático verificados nesses circuitos. e todas aquelas situadas numa mesma edificação ou simultaneamente acessíveis devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento. . Admite-se • • • que os seguintes elementos sejam excluídos das equipotencializações: Suportes metálicos de isoladores de linhas aéreas fixados à edificação que estiverem fora da zona de alcance normal. em toda sua extensão.35 Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção. Postes de concreto armado em que a armadura não é acessível. Massas protegidas contra choques elétricos por um mesmo dispositivo. sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias. Massas que. por equipotencialização e pelo seccionamento automático da alimentação. sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias. não possam ser agarradas ou estabelecer contato significativo com parte do corpo humano. desde que a ligação a um condutor de proteção seja difícil ou pouco confiável. sendo que um condutor de proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos.

em volts. entre condutores de proteção e elementos condutivos da edificação. que é o geralmente usado. do condutor vivo. do percurso da corrente de falta. . envolvendo todas as massas da instalação. Ia é a corrente. e do condutor de proteção (do ponto de ocorrência da falta até a fonte). • As características do dispositivo de proteção e a impedância do circuito devem ser tais que. em ohms. valor eficaz em corrente alternada. e deve ser interligada com o ponto da alimentação aterrado. • Recomenda-se o aterramento dos condutores de proteção em tantos pontos quanto possível. No esquema TN. em ampères. Em construções de porte. até o ponto de ocorrência da falta. Ia ≤ Uo Onde : Zs é a impedância. tais como edifícios de grande altura. devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir: • A equipotencialização via condutores de proteção deve ser única e geral. Considera-se a prescrição atendida se a seguinte condição for satisfeita: Zs . entre fase e neutro. geralmente o neutro. o seccionamento automático se efetue em um tempo no máximo igual ao especificado na Quadro 15. a realização de equipotencializações locais. que assegura a atuação do dispositivo de proteção num tempo no máximo igual ao especificado na Quadro 15. ocorrendo em qualquer ponto uma falta de impedância desprezível entre um condutor de fase e o condutor de proteção ou uma massa. composto da fonte. cumpre o papel de aterramento múltiplo do condutor de proteção. Uo é a tensão nominal.36 O princípio do seccionamento automático é que um dispositivo deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele protegido sempre que uma falta (entre parte viva e massa ou entre parte viva e condutor de proteção) no circuito ou equipamento der origem a uma tensão de contato superior ao valor pertinente da tensão de contato limite UL.

Na variante TN-C. A corrente do terra não passa pelo dispositivo DR. no seccionamento automático visando à proteção contra choques elétricos. passa pelo DR trifásico as correntes das fases e do neutro. portanto. na variante TN-C do esquema TN. Se a soma vetorial que passa por ele for igual a zero. o Dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual (dispositivos DR). conforme podemos ver na figura 6. o dispositivo não conseguiria percebê-la. e mesmo uma pequena corrente de fuga aparecer no condutor Terra. observado o que estabelece a alínea seguinte • Não se admite. o DR funciona. no esquema TN-S. não há corrente de fuga. Isso porque. o condutor Neutro e o Terra.37 Figura 4 – Circuito Equivalente de uma falta de impedância desprezível • No esquema TN. passariam pelo dispositivo DR. seja atribuída aos dispositivos DR. Conforme podemos ver na figura 5. verificando o soma vetorial das correntes que passam por ele. no mesmo condutor. visando à proteção contra choques elétricos. mesmo que ocorresse uma falta. essa diferença será percebida pelo dispositivo DR que irá atuar e seccionará o circuito. Se ocorrer uma falta de um circuito na massa da carga. . e aparecesse uma corrente de fuga it. que a função de seccionamento automático. podem ser usados os seguintes dispositivos de proteção: o Dispositivos de proteção a sobrecorrente.

35 0. valor eficaz em corrente alternada 2 As situações 1 e 2 estão definidas no Apêndice B deste trabalho Fonte: NBR-5410 .2 0.4 0. Uo (V) Tempo de seccionamento (s) Situação 1 Situação 2 0.4 0.2 0.8 0. 127 220 254 277 400 Notas: 0. 120.05 115.4 0.2 0.2 1 Uo é a tensão nominal entre fase e neutro.38 Figura 5 – Esquema TN-S Figura 6 – Esquema TN-C Quadro 15 – Tempos de seccionamento máximos no esquema TN.

Montados de modo a guardar afastamento suficiente de qualquer material cuja integridade possa ser prejudicada por tais temperaturas e garantir uma segura dissipação de calor. tais como: a. . Comprometimento da segurança de funcionamento dos componentes instalados. apresentar baixa condutividade térmica e possuir espessura capaz de assegurar estabilidade mecânica. c.3. além das prescrições da NBR 5410. em operação normal. Montado a uma distância suficiente dos elementos construtivos sobre os quais os arcos possam ter efeitos térmicos prejudiciais. Combustão ou degradação dos materiais. Risco de queimaduras. bem como os equipamentos e materiais fixos adjacentes a componentes da instalação elétrica. ou b. Os materiais resistentes a arcos mencionados devem ser incombustíveis. Os componentes fixos cujas superfícies externas possam atingir temperaturas suscetíveis de provocar incêndio nos materiais adjacentes devem ser: a. as respectivas instruções dos fabricantes. por materiais resistentes a arcos. arcos ou centelhamento. ou c. b.1. Montados sobre ou envolvidos por materiais que suportem tais temperaturas e seja de baixa condutividade térmica. de elementos construtivos da edificação sobre os quais os arcos possam ter efeitos térmicos prejudiciais.39 3. ou c. Os componentes da instalação não devem representar perigo de incêndio para os materiais adjacentes. Devem ser observadas. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. aliado à utilização de materiais de baixa condutividade térmica. de modo a permitir a segura extinção do arco. fixo ou estacionário. devem ser protegidos contra os efeitos térmicos prejudiciais que possam ser produzidos por esses componentes. Quando um componente da instalação. for suscetível de produzir. Separado. ou b. Separados dos elementos construtivos da edificação por materiais que suportem tais temperaturas e sejam de baixa condutividade térmica.2. Totalmente envolvido por material resistente a arcos. ele deve ser: a.2.

Componentes da instalação que contenham líquidos inflamáveis em volume significativo devem ser objeto de precauções para evitar que. 3. Os materiais de invólucros aplicados a componentes da instalação durante a execução da obra devem suportar a maior temperatura que o componente possa vir a atingir. b. 2. de modo a não submetê-lo. o líquido inflamado. Definir posições de pontos de luz e respectivos interruptores. Desenhar detalhes construtivos necessários. a uma temperatura perigosa. tais como revestimento com material incombustível. Definir posição do quadro do apartamento. 6. Definir posições de tomadas de energia. 8. pode-se seguir a seguinte seqüência: 1.4. Definir caminho dos eletrodutos e quais fios passarão em cada eletroduto. Projeto da instalação elétrica dos apartamentos Para a elaboração do projeto elétrico dos apartamentos. Tais precauções podem ser.40 Os componentes fixos que apresentem efeito de concentração de calor devem estar suficientemente afastados de qualquer objeto fixo ou elemento construtivo. Definir comandos de iluminação dos interruptores. em caso de incêndio. Desenhar carimbo e margens. Construção de um fosso de drenagem. para evitar que o liquido inflamado se propague para outras partes da edificação. ou outros meios. 5. Instalação dos componentes numa câmara resistente ao fogo. ventilada apenas por atmosfera externa. em condições normais. em caso de incêndio. 3. a fumaça e gases tóxicos se propaguem para outras partes da edificação. 4. e previsão de soleira. para coletar vazamentos do liquido e assegurar a extinção das chamas. Só se admitem invólucros de material combustível se forem tomadas medidas preventivas contra o risco de ignição. Colocar Simbologia. e baixa condutividade térmica. 7. ou de difícil combustão. .2. por exemplo: a.

Dispositivos unipolares montados lado a lado. Desenhar carimbo e margens. Definir posições de tomadas de energia. Definir posição do(s) quadro(s) do condomínio. 9. os fios já passados. e todos os quadros localizados. deve-se fazer os trifilares dos quadros.3. Definir caminho dos eletrodutos e quais fios passarão em cada eletroduto. 6.2. 7. quando o circuito for constituído de mais de uma fase. deve-se dar início ao projeto do condomínio. Por meio das características de cada circuito. 3. 8. A seqüência é a mesma da feita para os apartamentos: 1. Definir posições de pontos de luz e respectivos interruptores. os eletrodutos. 5. . 3.3.5. Proteção contra sobrecorrentes Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por dispositivo que assegura o seccionamento simultâneo de todos os condutores de fase. portanto não deverão ser usados.41 3. Nos trifilares será dimensionada a proteção supletiva (contra “contatos indiretos”). Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar.1. pois a proteção básica é feita por isolação das partes vivas. não são considerados dispositivos multipolares. Projeto da instalação elétrica do condomínio Depois que os apartamentos já estiverem todos prontos. 3. 4. Trifilares dos quadros de distribuição Depois de já ter preparado as plantas baixas. os circuitos definidos. 2. Definir posições de pontos de luz de emergência. Colocar Simbologia. será dimensionado o dispositivo que irá fazer o seccionamento automático da alimentação. Desenhar detalhes construtivos necessários. apenas com suas alavancas de manobra acopladas. Definir comandos de iluminação dos interruptores. com os pontos de carga.

Esses dispositivos de proteção contra sobrecargas devem ser localizados em todos os pontos onde uma mudança (por exemplo. devido aos seus efeitos térmicos e mecânicos. a condição da alínea b) deve ser substituída por: I2 ≤ IZ . às conexões. Para que a proteção dos condutores contra sobrecargas fique assegurada. ou resultem em uma elevação de temperatura prejudicial à isolação. I2 é a corrente convencional de atuação. não é necessário prever detecção de sobrecorrente no condutor neutro. ou por 500h ao longo da vida útil do condutor. de . para disjuntores. por um ou mais dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e contra curtos-circuitos. provocar o seccionamento dos outros condutores vivos. I2 ≤ 1. No caso de projetos prediais residenciais em que o condutor neutro será sempre da mesma seção dos condutores de fase.45 IZ Onde: IB é a corrente de projeto do circuito. às terminações e à circunvizinhança dos condutores. as características de atuação do dispositivo destinado a provê-la devem ser tais que: a. não precisando. Quando isso não ocorrer. In é a corrente nominal do dispositivo de proteção nas condições previstas para sua instalação. de natureza.42 Os condutores vivos devem se protegidos. ou corrente convencional de fusão. e b. A detecção de sobrecorrentes deve ser prevista em todos os condutores de fase e deve provocar o seccionamento do condutor em que a sobrecorrente for detectada. para fusíveis. de seção. IB ≤ In ≤ IZ. nem dispositivo de seccionamento nesse condutor. nas condições previstas para sua instalação. Esses dispositivos destinam-se a interromper sobrecorrentes antes que elas se tornem perigosas. isso se for possível assumir que a temperatura limite de sobrecarga dos condutores (ver Quadro 16) não venha a ser mantida por um tempo superior a 100h durante 12 meses consecutivos. necessariamente. Iz é a capacidade de condução de corrente dos condutores.

Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas.2. Quadro 16– Temperaturas características dos condutores Temperatura Temperatura limite máxima para serviço de sobrecarga Tipo de isolação contínuo (condutor) (condutor) °C °C Policloreto de vinila (PVC) até 300 mm2 Policloreto de vinila (PVC) maior que 300 mm2 Borracha etileno-propileno (EPR) Polietileno reticulado (XLPE) Fonte: NBR-5410 70 70 90 90 100 100 130 130 Temperatura limite de curto-circuito (condutor) °C 160 140 250 250 Para se fazer a proteção contra curto-circuito. Os circuitos deverão ser protegidos contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas. devem ser providos dispositivos que assegurem proteção contra curtos-circuitos em todos os pontos onde uma mudança (por exemplo. Determinadas ocorrências podem fazer com que os circuitos fase- . b. for realizada de modo a reduzir ao mínimo o risco de um curto-circuito e não estiver situada nas proximidades de materiais combustíveis.3. admitindo-se exceções caso a parte da linha compreendida entre a redução de seção ou outra mudança e a localização cogitada para o dispositivo atender a uma das duas condições seguintes: a.43 maneira de instalar ou de constituição) resulte em redução do valor da capacidade de condução de corrente dos condutores. Essa determinação pode ser efetuada por cálculo ou por medição. E assim como para os dispositivos de proteção contra sobrecarga. as correntes de curto-circuito presumidas devem ser determinadas em todos os pontos da instalação julgados necessários. 3. redução de seção) resulte em alteração do valor da capacidade de condução de corrente dos condutores. Não exceder 3 metros de comprimento. Estiver protegida contra curtos-circuitos por um dispositivo de proteção localizado a montante.

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neutro sejam submetidos a sobretensões que podem atingir o valor da tensão entre fases. Essas ocorrências são: a. Perda do condutor neutro em esquemas TN e TT, em sistemas trifásicos com neutro, bifásicos com neutro e monofásicos a três condutores; b. Falta à terra envolvendo qualquer dos condutores de fase em um esquema IT. No caso b, os componentes da instalação elétrica devem ser selecionados de forma a que sua tensão nominal de isolamento seja pelo menos igual ao valor da tensão nominal entre fases da instalação. No caso a, deve-se adotar idêntica providência quando tais sobretensões, associadas à probabilidade de ocorrência, constituírem um risco inaceitável. Deve ser provida proteção contra sobretensões transitórias, por meio de Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPSs) ou por outros meios que garantam uma atenuação das sobretensões no mínimo equivalente aos DPSs, e quando a instalação for alimentada por linha total ou parcialmente aérea, ou incluir ela própria linha, e se situar em região sob condições de influências externas AQ2 (mais de 25 dias de trovoadas por ano).
Quadro 17– Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação Tensão nominal da instalação Tensão de impulso suportável requerida (kV) (V) Produto a Sistemas trifásicos Sistemas monofásicos com neutro ser utilizado na entrada da instalação Categoria de produto Produto a ser utilizado em circuitos de distribuição e circuitos terminais Categoria de suportabilidade a impulsos IV 120/208 127/220 220/380, 230/400, 277/480 400/690 Fonte: NBR-5410 8 6 4 2,5 6 4 2,5 1,5 115-230 120-240 127-254 4 2,5 1,5 0,8 III II I Equipamentos de utilização Produtos especialmente protegidos

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Os componentes da instalação devem ser selecionados de modo que o valor nominal de sua tensão de impulso suportável não seja inferior àqueles indicados no Quadro 17. As blindagens, armações, coberturas e capas metálicas das linhas externas, bem como os condutos de tais linhas, quando metálicos, devem ser incluídos na eqüipotencialização principal. Em toda edificação alimentada por linha elétrica em esquema TN-C, o condutor PEN deve ser separado, a partir do ponto de entrada da linha na edificação, ou a partir do quadro de distribuição principal, em condutores distintos para as funções de neutro e de condutor de proteção. A alimentação elétrica, até aí TN-C, passa então a um esquema TN-S (globalmente, o esquema é TN-C-S).

3.3.3. Proteção contra quedas e faltas de tensão Devem ser tomadas precauções para evitar que uma queda de tensão ou uma falta total de tensão, associada ou não ao posterior restabelecimento desta tensão, venha a causar perigo para as pessoas ou danos a uma parte da instalação, a equipamentos de utilização ou aos bens em geral. O uso de dispositivos de proteção contra quedas e faltas de tensão pode não ser necessário se os danos a que a instalação e os equipamentos estão sujeitos, nesse particular, representarem um risco aceitável e desde que não haja perigo para pessoas. Para proteção contra quedas e faltas de tensão podem ser usados, por exemplo: a. Relés ou disparadores de subtensão atuando sobre contatores ou disjuntores; b. Contatores providos de contato auxiliar de auto-alimentação A atuação dos dispositivos de proteção contra quedas e faltas de tensão pode ser temporizada, se o equipamento protegido puder admitir, sem inconvenientes, uma falta ou queda de tensão de curta duração. Se forem utilizados contatores, a temporização na abertura ou no fechamento não deve, em nenhuma circunstância, impedir o seccionamento instantâneo imposto pela atuação de outros dispositivos de comando e proteção. Quando o religamento de um dispositivo de proteção for suscetível de causar uma situação de perigo, esse religamento não deve ser automático.

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3.3.4. Proteção adicional contra choques elétricos O uso de dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal I∆n igual ou inferior a 30 mA é reconhecido como proteção adicional contra choques elétricos. A proteção adicional provida pelo uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade visa casos como os de falha de outros meios de proteção e de descuido ou imprudência do usuário. A utilização de tais dispositivos não é reconhecida como constituindo em si uma medida de proteção completa e não dispensa, em absoluto, o emprego de uma das medidas de proteção estabelecidas anteriormente. Qualquer que seja o esquema de aterramento, devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial residual nominal I∆n igual ou inferior a 30 mA: a. Os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro; b. Os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação; c. Os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior; d. Os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens; e. Os circuitos que, em edificações não residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. No que se refere a tomadas de corrente, a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32A. Admite-se a exclusão, na alínea d, dos pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 2,5m. A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente, por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos.

a carga total e a demanda geral do sistema. define-se a carga de cada unidade consumidora. Define-se também os quadros de medidores (QMs). para os apartamentos. e para o quadro de medidores.300 W (Trifásico) Corrente = 95. Na engenharia básica. deverá ser apresentada a planilha de cargas agrupadas por circuitos alimentadores dos quadros de medição e por circuitos alimentadores gerais.Cabos de cobre 4#185 mm2 PVC 70°. será usada a demanda calculada. O dimensionamento dos cabos alimentadores. . É mostrado também nestes quadros. tem-se o seguinte quadro 18.47 3. dos eletrodutos e da proteção de seus circuitos é feito baseado na carga total. Usando o exemplo utilizado na engenharia básica. Eletroduto – 60 mm (2 pol) Quadro de medidores: Demanda: 113. condutores. dispositivos e materiais das instalações elétricas.2 VA Corrente: 298. 20 e 22 com as cargas de todos os consumidores agrupados por QMs e pelo Medidor de Serviço. será usada a carga instalada. para os QMs. dimensiona-se os equipamentos. Condutores de aterramento – Cobre nu 16 mm2. condutores e equilíbrio de fases. a demanda desses QMs e do Medidor de Serviço. Aqui. eletrodutos.4. Para os apartamentos. e baseado na demanda calculada.06 A Disjuntor = 300 A Condutores fase e neutro . proteções. Com os quadros 18.559. bem como suas demandas. Portanto: Apartamentos tipos: Carga = 36.27 A Disjuntor = 100 A Condutores fase e neutro – Cabos de cobre 4#35 mm2 PVC 70°. As informações mais importantes estão nesse quadro. Quadro de Carga da instalação No quadro de carga é onde se pode ter uma visão geral de todo o projeto. 20 e 21.

Outra parte será em eletrocalha 30x10cm lacrada. Uma parte do percurso em Eletroduto de 110 mm (4 pol).Cobre nu 25 mm2.48 Condutores de aterramento . Para maiores detalhes ver o projeto exemplo. Quadro 18– Quadro de Carga do QM1 Quadro 19– Dimensionamento dos apartamentos e do QM1 .

49 Quadro 20 .Quadro de Carga do QM2 Quadro 21– Dimensionamento dos apartamentos e do QM2 .

desde a entrada de energia da ESCELSA. até os cabos chegando aos medidores das unidades consumidoras e os cabos de saídas desses medidores para os quadros nos apartamentos.Quadro de Carga do Condomínio Quadro 23– Dimensionamento condomínio 3.50 Quadro 22 . Unifilar Geral da instalação Depois que estiverem os trifilares e o quadro de carga do edifício prontos. pode-se desenhar o unifilar geral. O unifilar geral mostra as informações. No unifilar geral serão mostradas as informações dos cabos .5.

8. . Então. Quais os quadros existentes. 3. usa-se o quadro de cargas para nos servir de guia. Planta de alimentadores dos quadros do condomínio e a malha de terra da instalação.51 durante todo o percurso descrito. Para fazer a alimentação dos quadros dos apartamentos.6. Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras 3. Planta de situação do edifício. QGBT. 3. A sua presença no projeto é requisitada pela ESCELSA. Ela serve para facilitar para quem for executar o projeto localizar todos os quadros dos apartamentos e do condomínio. primeiramente. mostrando os valores das proteções dimensionadas.7. subestação e sua seqüência de ligação 3. devem-se localizar na planta todos os quadros e em seguida interligar os quadros com a seqüência que melhor atende ao projeto.1. o cabo de alimentação desse quadro e o eletroduto que leva essa alimentação. A carga das unidades consumidoras.6. No quadro de cargas há todas as informações necessárias para o entendimento do projeto.2. o transformador a ser usado. desenha-se na planta do tipo o caminho que o eletroduto com os fios irá percorrer até chegar ao quadro. Para fazer a alimentação dos quadros dos condomínios. localizar a posição dos QMs. Esquema Vertical da instalação elétrica. A planta de situação do edifício mostra a localização deste na cidade.6. 3. O esquema vertical representa toda a instalação elétrica do edifício. Planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos.

o seu tamanho. Figura 7– Vista Frontal do QM 1 . A caixa do barramento será em chapa metálica de aço galvanizado de 1. Essa tampa deverá ter punhos para facilitar a sua retirada. Acima deste valor a caixa deverá ter duas ou mais tampas de mesmo tamanho.52 3. Na caixa também se deve colocar dispositivos de lacre e de segurança para garantir a inviolabilidade do barramento e para garantir a proteção à vida. a posição dos medidores dos apartamentos com a identificação de cada unidade consumidora (número do apartamento). A sua tampa deverá ter no máximo 1.30m. a identificação dos eletrodutos que saem dos medidores. Vista de Medidores A vista de medidores será feita baseada na forma já pré-definida na engenharia básica. o eletroduto de alimentação de todo o barramento. e posta no quadro de carga.9 mm de espessura. Será feita uma vista frontal. mostrando a forma como o quadro de medidores será instalado na parede.9.

53 Figura 8 – Vista Frontal do QM 2 Figura 9 – Lista de Material das Vistas Frontais .

e serão usados para cada dois medidores. há um quadro de medidores com 10 medidores. cujos cabos de alimentação são de 35 mm2. Para cabos superiores a 35 mm2 a barra deverá ter furo de 3/8”. Para cabos de alimentadores até 35 mm2 a barra deverá ter furo de 1/4”. Os furos de conexão dos cabos à barra de cobre deverão ter uma distância mínima de 10 cm entre si e entre os isoladores.54 Será mostrada também uma vista interna do barramento. . E como tem-se um cabo de 185 mm2 de alimentação do QM. A vista interna do QM irá mostrar a disposição da barra de cobre e a localização das entradas dos cabos de alimentação. precisa-se de um furo de 3/8” nessa barra para a conexão desse cabo. No exemplo usado. a chegada do cabo alimentador nessas barras e o detalhe de conexão desses cabos nas barras. Figura 10 – Detalhe das Barras O tamanho das barras de cobre será de acordo com o número de medidores. detalhando a posição das barras de cobre. portanto será preciso de uma barra com 5 furos de 1/4” cada.

55 Figura 11 – Vista Interna do QM1 Figura 12 – Vista Interna do QM2 .

10. Ele é o primeiro quadro depois da Subestação. Deverão ser mostrados os detalhes construtivos . e seguirá para os medidores das suas Unidades consumidoras (Apartamentos + Condomínio).56 Figura 13 – Lista de Material das Vistas Internas 3. Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e Medidor de Serviço (MS). A partir desse quadro que saíra todas as outras alimentações do edifício. Figura 14 – Vista Frontal do QGBT O QGBT é a entrada principal de energia de um edifício.

serão mostrado os detalhes construtivos. Para o Medidor de Serviço.57 desse quadro. por meio de vistas frontal e interna. Figura 15 – Vista Interna do QGBT . usando-se a sua vista frontal.

58 Figura 16 – Identificação dos Materiais Figura 17 – Vista Frontal MS .

. sendo para tal constituída de chapas duplas e alma de amianto. que está representada na figura 18. devendo a chave ficar em poder da ESCELSA.00 x 0. com duas folhas abrindo para fora.11. quando nela estiverem instalados equipamentos de sua propriedade. Projeto da Subestação.59 A lista de material do Medidor de Serviço está especificada juntamente com a lista do QGBT na figura 16. com dimensões mínimas 2. Na fase de Engenharia Básica foi definida a localização e o tamanho da câmara de transformação do edifício. Figura 18 – Exemplo de Planta Baixa de Subestação A câmara de transformação deverá ser provida de uma porta exterior. 3. A NOR-TEC-01 possui desenhos que definem a configuração interna da câmara.90m por folha e possuir dispositivo para fechamento à cadeado. Para câmara onde será instalado um único transformador de até 300 kVA pode-se usar a configuração do desenho 27 desta Norma. Sua construção será de modo a resistir a fogo interno durante um mínimo de 3 horas.

60 A câmara de transformação deverá ter pelo menos duas aberturas para claridade e circulação de ar e sua instalação deve obedecer aos critérios abaixo indicados: a) as aberturas para entrada e saída de ar deverão ter uma área livre de no mínimo 0. Figura 19 – Detalhes Construtivos da Janela da Subestação Figura 20– Detalhe 2 b) as aberturas destinadas à entrada e saída de ar deverão se localizadas preferencialmente com acesso direto para o ar livre. no caso das aberturas estarem ao alcance de pessoas. Quando não tiver acesso .07m2 por m3 de volume da câmara de transformação e possuir grade de proteção com malha mínima de 30mm e veneziana do tipo chicana.

as aberturas deverão ter abafadores com fechamento automático em caso de fogo no seu interior.20m. evitando-se a sua passagem para outros recintos da edificação. O Piso da câmara de transformação deverá ser de concreto armado com espessura mínima de 0. Neste caso. se necessário. de tal maneira a resistir ao peso dos equipamentos a serem instalados.61 direto ao ar livre torna-se necessária a instalação de dutos de ventilação de modo a obter ventilação natural e adequada. Deverá ser construído dreno para coleta de óleo do transformador em caso de troca ou vazamento de acordo com os desenhos básicos de 31 e 32 da NOR-TEC-01. inclusive com ventiladores comandados por relé térmico. c) no caso de câmara de transformação. será permitida a abertura para o interior da edificação desde que seja área de garagem ou outra área ampla. Figura 21 – Desenho 31 da NOR-TEC-01 .

alimentada com energia medida com comando externo próximo à porta da câmara de transformação.62 Figura 22 – Desenho 32 da NOR-TEC-01 O sistema de confinamento do óleo do trafo mais comumente usado é o do desenho 32. para qualquer potência de transformador até o limite previsto por esta Norma. o uso de tijolos maciços na espessura de 15cm.5m das partes . Os pontos de luz deverão ser colocados a uma distância mínima de 1. A câmara de transformação não deverá ser construída junto aos pilares de edificação. com a finalidade de não se permitir o vazamento de óleo para área externa da câmara de transformação. na parte inferior interna da porta. de forma a suportar pressões de ate 6kPA. o mesmo deverá ser recalculado. Deverá ser prevista iluminação artificial. Deverá ser construída. a prova de explosão. As paredes externas e o teto deverão ser construídos em concreto armado com espessura mínima de 20cm. permitindose para as paredes internas. Caso isto não possa ser evitado. uma soleira de 102mm de concreto.

63
energizadas, preferencialmente na parede lateral, de livre acesso da câmara de transformação ou cabina. A instalação deverá ser dotada de uma caixa de derivação situada na calçada, no limite de propriedade do consumidor com a via pública, que deverá ter dimensões mínimas de 0,80m x 0,80m x 0,80m, e poderá ser construída de alvenaria com tampa de concreto armado ou ferro antiderrapante, devendo ser apropriada para perfeita drenagem. Essa caixa deverá ser ligada à câmara de transformação através de dois eletrodutos de PVC rígido ou de aço galvanizado com diâmetro interno de 102mm e espessura de parede de 5mm (mínimo).

Figura 23 – Desenho 29 da NOR-TEC-01

64
Ponto de entrega: Ponto de conexão do sistema elétrico da ESCELSA com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade de fornecimento. Ramal de ligação: Conjunto de condutores elétricos e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede de distribuição da ESCELSA e o ponto de entrega. Nos casos de prédios de múltiplas unidades, em que a transformação pertença à concessionária e esteja localizada no interior do imóvel, o ponto de entrega situar-se-á na entrada do barramento geral (QGBT). O ramal de ligação poderá ser aéreo ou subterrâneo (no caso de câmara de transformação). Ele precisa partir de um poste de rede de distribuição aérea da ESCELSA, não deve cortar terreno de terceiros, entrar, preferencialmente, pela frente principal da edificação, e respeitar as posturas municipais e demais órgãos, especialmente quando atravessar vias públicas, ferrovias e rodovias.
Quadro 24– Tabela 8 da NOR-TEC-01 (ELOS FUSÍVEIS PRIMÁRIOS)

Fonte: NOR-TEC-01

No caso de edifícios que possuem câmara de transformação, o ramal de ligação deverá ser subterrâneo e seguir as seguintes prescrições: a) ser de cabo próprio para instalação subterrânea, com isolamento para 15kV; b) é obrigatório o emprego de quatro cabos unipolares, onde um deles, será reserva;

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c) no tubo de aço galvanizado de descida do ramal de ligação, deverá ser identificado o nome do edifício e a numeração do mesmo com tinta esmalte preta. d) Ter o invólucro metálico do cabo e as muflas terminais ligadas à malha de terra; e) Dispor de uma caixa de passagem no limite da propriedade com a via pública e/ou em curvas acentuadas do cabo, com dimensões mínimas de 0,80 x 0,80 x 0,80m, com tampa de aço e/ou concreto armado dispensando nos casos em que o poste de derivação da ESCELSA estiver frontal e do mesmo lado da rua em relação à edificação, e não havendo curvas acentuadas; f) Não fazer curvas de raio inferior a 10 vezes o diâmetro do cabo, salvo indicação contrária do fabricante; g) Ser instalado dentro dos dutos de aço galvanizado, de diâmetro externo mínimo de 107mm, a uma profundidade mínima de 0,60m. A sua instalação em kanaflex ou PVC rígido será possível desde que o mesmo seja envelopado por uma camada de concreto de espessura mínima de 10cm, devendo ser inspecionados pela ESCELSA antes de serem cobertos; h) Dentro desses dutos deverá passar o condutor neutro que será de cabo de cobre nu, seção mínima 25mm2; i) Dispor de pára-raios, instalados pela ESCELSA, na estrutura de derivação de ramal; j) Derivar da rede através de três chaves fusíveis, de classe 15kV, sendo os elos fusíveis dimensionados pala tabela 8 da NOR-TEC-01 (Quadro 24), ou três chaves seccionadoras unipolares, quando não houver coordenação do fusível com a proteção da ESCELSA; k) Não serão permitidas emendas nos condutores do ramal subterrâneo, salvo quando em manutenção, nos casos devidamente autorizados pela ESCELSA. A conexão deve ser feita com luva de compressão e emenda com material apropriado, devendo a mesma ser feita somente em caixa de passagem.

concreto ou madeira. apresente os afastamentos mínimos em relação ao solo. e os pontaletes de aço galvanizado ou concreto.66 Figura 24 – Desenho 12 da NOR-TEC-01 Os postes para sustentação dos ramais de ligação poderão ser de aço galvanizado. . Os postes ou pontaletes deverão ter alturas suficientes para permitir que o condutor mais baixo.

os cabos subterrâneos para 15kV serão unipolares próprios para instalação em locais não abrigados e sujeitos a umidade. 3 e 4.40m e ferragens para fixação Condutor unipolar subterrâneo com isolamento 15kV. gravados em placa de alumínio (30 x 20 mm). Não é permitida a instalação de cabos com isolamento de papel impregnado. presas aos respectivos cabos nas suas extremidades. junto as muflas internas e externas. . 3 3 v 2 v v 4 2 v 6 v 1 1 As especificações para os postes e pontaletes são mostradas na tabela 9 da NOR-TEC-01 (Quadro 25). Para instalações em Tensão Primária de 15 kV.67 Lista de Material Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Chave fusível 15kV Condutor de cobre nu 25mm2 Haste de terra comprimento mínimo 2000mm Fio de cobre nu bitola mínima de 16mm Condutor de cobre nu 35mm2 Mufla unipolar ou terminais adequados com isolamento 15kV e com dispositivo para fixação em cruzeta Cruzeta de madeira de 2. A fixação da placa deverá ser feita com arame galvanizado nº 12 BWG. A identificação dos cabos de 15 kV deverá ser feita pelos números 1. em baixo relevo ou tinta de esmalte preta. 2. Tubo de aço galvanizado φ externo mínimo 107mm Arame de aço galvanizado Curva de aço galvanizado de 90° Placa de identificação Figura 25– Lista de Material do Desenho 12 da NOR-TEC-01 Descrição Pára-raios para sistema aterrado tensão nominal 12 kV Un pç pç m pç m m pç pç m m m pç pç Quant.

descrita no item 6 da NOR-TEC-01. O interessado deverá fornecer à ESCELSA todos os elementos necessários ao estudo das condições de fornecimento.Tabela 9 da NOR-TEC-01 (Dimensionamento de Postes) Fonte: NOR-TEC-01 4. Em resposta ao pedido de fornecimento. inclusive os destinados a propiciar sua correta classificação como consumidor. que varia de acordo com a classificação da unidade consumidora (definida no item 5 da NORTEC-01) a ser atendida.68 Quadro 25 . a ESCELSA informará sobre a eventual necessidade de: . O PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA À ESCELSA O pedido de fornecimento de energia elétrica a ESCELSA deverá ser feito seguindo as suas exigências.

i) Localização e detalhamento da malha de terra. b) Planta de situação do edifício. as bitolas dos condutores e eletrodutos. proteções. destacando os quadros de medidores da ESCELSA. VI e VII. em escala. c) Área bruta total da edificação. b) recolhimento das contribuições a que for obrigado o interessado. na forma da legislação específica. aparelhos. g) Diagrama unifilar da instalação. etc). indicando as proteções. . assim como o detalhamento dos mesmos. Após a conclusão das instalações das categorias V. conforme a carga e a tensão de fornecimento.. do ponto de entrega e da câmara de transformação. e) Relação de carga instalada (pontos de luz. h) Planta baixa indicando a localização dos quadros de medição de energia. c) contrato específico de fornecimento de energia Para o fornecimento às instalações da categoria VI. f) Planilha de cargas agrupadas por circuito alimentadores dos quadros de medição e por circuitos alimentadores gerais. para análise e elaboração do projeto da câmara de transformação pela ESCELSA. bem como suas demandas. etc. em corte. com indicação de locais propostos à instalação de equipamentos da ESCELSA (medidores. motores. condutores e equilíbrio de fases. com as respectivas saídas de alimentação.. tomadas. desde o ponto de entrega até as medições. j) Anotação de responsabilidade técnica.69 a) execução de serviços nas redes e/ou instalação interna do equipamento de transformação pela ESCELSA ou pelo interessado. eletrodutos. d) Projeto civil e elétrico da câmara de transformação. os seguintes elementos: a) Plantas de arquitetura. endereço completo e ponto de referência. câmaras de transformação. os interessados deverão efetuar seus pedidos de ligação individuais. deverão ser encaminhados através de carta conforme Apêndice C da NOR-TEC-01.) por unidade consumidora.

deve-se entregar as seguintes plantas à ESCELSA: • • • • • • • • • • Planta 05 – Trifilares Planta 06 – Quadro de Cargas Planta 07 – Unifilar Geral Planta 08 – Alimentadores Planta 09 – Alimentadores Planta 10 – Esquema Vertical Planta 11 – Vista de Medidores Planta 12 – Vista do QGBT e MS Planta 13 – Subestação Planta 14 – Entrada de MT As plantas acima citadas possuem todas as informações pedidas pela ESCELSA nos itens anteriormente mencionados. 5. deverá ser apresentado em papel ofício. Pelo projeto elétrico exemplo. sendo as pranchas de formato mínimo A-2. Caso o projeto esteja em desacordo com a NOR-TEC-01 as duas vias serão entregue ao projetista/ incorporador/ interessado para que sejam feitas as correções necessárias. devidamente encadernadas. a outra via ficará de posse da ESCELSA. PROJETO TELEFÔNICO As redes telefônicas em edifícios constituem-se em complementos ou extensões da rede externa e. Não deverá ser apresentado junto aos elementos solicitados. devem merecer um tratamento semelhante .70 O projeto elétrico com os elementos solicitados para análise pela ESCELSA deverá ser apresentado em 2 (duas) vias. O memorial descritivo. anexada à orientação de como o cliente deve proceder com relação à solicitação de fornecimento de entrada. projeto das instalações internas da edificação (após a medição). como tal. Quando o projeto for liberado para a ligação. quando necessário. uma via será entregue ao projetista/ incorporador/ interessado. anexado neste trabalho.

Figura 26 – Blocos terminais . Os projetos de redes telefônicas em edifícios têm por finalidade dimensionar essas três partes que compõem a rede interna. Seqüência Básica para elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios As redes telefônicas em edifícios.1. c) Cabos Secundários ou Cabos de Distribuição – cabos que interligam duas caixas de distribuição ou que interligam uma caixa de distribuição a uma caixa de saída. 5. são divididas em três partes: a) Cabos de Entrada – cabos que interligam a rede externa aos Distribuidores Gerais dos edifícios. bem como determinar a quantidade necessária de blocos terminais internos. b) Cabos Primários ou Cabos da Prumada – cabos que se estendem desde o Distribuidor Geral até a última caixa de distribuição da prumada de um edifício. a Telebrás desenvolveu uma documento com o objetivo de estabelecer os critérios que devem ser observados na elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios.71 ao que normalmente é dispensado àquela rede no que diz respeito a seu dimensionamento e seu projeto. Sendo assim. de modo a prover um sistema de comunicação adequado ao porte e finalidade do prédio. independentemente da finalidade a que se destina a edificação. e esse documento faz parte de um sistema de prática da TELEBRÁS. Essa é a prática de número 235-510-600.

além de outros elementos retirados do projeto de tubulação do edifício. c) Diâmetros e Comprimentos das Tubulações d) Localização das Caixas de Saída. os detalhes da disposição dos blocos na caixa de distribuição geral. b) Projeto da Rede de Cabos Primários. e) Características da Tubulação de Entrada. num desenho específico. contendo o esquema da rede em corte vertical. e) Determinação dos Comprimentos dos Cabos da Rede Interna. h) Desenho do Projeto. b) Dimensões das Caixas da Rede Interna. ao se elaborar um projeto de rede interna deve-se dispor de um desenho da tubulação telefônica do edifício que contenha. as capacidades. g) Elaboração da Tabela de Materiais. pelo menos. O projeto de uma rede telefônica em edifícios está intimamente relacionado com a tubulação telefônica prevista ou construída para o prédio. distribuições e comprimentos dos cabos.72 Um projeto de rede telefônica interna é elaborado mediante a seguinte seqüência básica de atividades. as quantidades de blocos terminais que devem ser instaladas em cada caixa. f) Distribuição dos Cabos da Rede Interna. como o esquema dessas tubulações. a tabela de materiais relativa ao projeto elaborado. Assim. portanto. d) Determinação da Quantidade de Blocos Terminais Necessários nas Caixas da Rede Interna. as dimensões e características das mesmas e outros detalhes que possam interessar ao executor da rede interna. qualquer que seja o tipo de edifício para o qual a rede está sendo projetada: a) Projeto da Rede de Cabos Secundários. O projeto de uma rede telefônica em edifícios deve resultar. c) Projeto dos Cabos de Entrada. os seguintes elementos: a) Números de Pontos Telefônicos do Edifício. .

necessariamente. O número ideal de pares terminados não representa. A carga assim determinada deve ser corrigida para se obter o número ideal de Pares Terminados (PT) necessários para atender a carga prevista. Figura 27 – Exemplo de uma Caixa de Distribuição no andar A caixa acima possui dois blocos terminais (BLI . justamente. sendo estes com 0. Projeto da Rede de Cabos Secundários O primeiro passo para elaboração do projeto da rede de cabos secundários de um edifício é determinar a carga de cada caixa de distribuição em todos os andares. o número real de pares que efetivamente serão terminados na caixa. O número efetivo de pares terminados depende das capacidades dos cabos que serão utilizados enquanto que o número ideal de pares terminados é um artifício de projeto que tem por finalidade. que significa um cabo de capacidade de 20 pares terminados de condutores. .10) e um cabo CI50-20.73 5. determinar a capacidade dos cabos que serão utilizados. O tamanho da caixa e o número de blocos terminais dependerão da carga prevista para ser atendida no andar. A carga de cada caixa de distribuição é a soma de todos os pontos telefônicos atendidos por ela.50 mm de diâmetro.2.

Caso o prédio tenha oito apartamentos de dois quartos por andar. Esse tipo de configuração de rede de cabos primários permite o uso de cabos de baixa capacidade e proporciona mais flexibilidade às modificações futuras que possam ser necessárias. com a chegada de um cabo CI50-10. cada andar deve ser atendido diretamente por um cabo de capacidade adequada que parte do Distribuidor Geral do edifício e termina naquela caixa de distribuição. Edifícios com Poço de Elevação Nos edifícios com poços de elevação.3.1.74 Para um prédio que possua dois apartamentos de três quartos por andar. escolhendo-se cabos de capacidades adequadas.3. Esses cabos devem ser dimensionados em função do número de pares terminados em cada caixa de distribuição ligada à prumada. este precisará de dois pontos telefônicos para cada apartamento (Ver Quadro 26 abaixo). Quadro 26 – Quantificação de Pontos Telefônicos Fonte: Manual de procedimentos de Rede Interna de Telecomunicações da CTBC (Companhia de Telecomunicações do Brasil Central) Em função do número ideal de pares terminados devem ser determinadas as capacidades dos cabos CCI necessários para interligar as caixas de distribuição às caixas de saída. Ou seja: a soma das capacidades dos cabos escolhidos deve ser igual ou superior ao número ideal de pares terminados determinados. ou seja. quatro pares por andar. 5. será necessário na caixa de distribuição do andar pelo menos 8 pares terminados. . A quantidade de pares terminados por apartamento pode ser obtido pelo Quadro 26. Projeto da Rede de Cabos Primários 5. Dessa forma. a Caixa de Distribuição no andar poderá conter um bloco terminal (BLI-10 – que possui a capacidade de 10 pares).

sendo então preferível instalar os blocos terminais nessas caixas ao invés de instalá-los nos cubículos. portanto.75 Os cabos que atendem aos andares não devem. terminar diretamente nos cubículos dos andares. Figura 28 – Poço de Elevação Em edifícios com poço de elevação. Estes devem ser deixados apenas para a passagem e emenda dos cabos. são os seguintes os passos necessários à elaboração do projeto da rede de cabos primários: . sempre que possível. em geral comportam várias caixas de distribuição por andar. Os prédios que possuem poço de elevação.

5. respeitando-se os critérios estabelecidos para este fim. c) Determina-se a capacidade de cada cabo previsto em função do número ideal de pares terminados em cada andar ou em cada caixa de distribuição ligada à prumada. Edifícios com Tubulação Convencional Figura 29 – Tubulação Convencional .76 a) Determina-se a Carga nas caixas de distribuição de cada andar e determina-se o número ideal de pares terminados necessários para atendê-la.3.2. b) Determina-se a configuração da rede da prumada dentro do poço de elevação.

tem capacidade igual ou superior ao número acumulado ideal de pares terminados naquela caixa. Em edifícios com tubulação convencional com único cabo ramificando-se pelos andares. ou seja. o primeiro passo do projeto é calcular o número acumulado ideal de pares terminados nas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar. c) Determina-se a capacidade de cada cabo ou de cada trecho de cabo previsto em função do número acumulado ideal de pares terminados em cada caixa de distribuição que atende a mais de um andar e da configuração da rede da prumada. Cada trecho de cabo que chega numa determinada caixa de distribuição que atende a mais de um andar. portanto. Em função deste número. b) Determina-se o número acumulado ideal de pares terminados nas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar.77 Os cabos da rede da prumada em edifícios com tubulação convencional devem ser dispostos em configurações semelhantes àquelas descritas para prédios com poços de elevação. determina-se a capacidade de cada trecho da rede da prumada entre duas emendas. mais a somatória dos números acumulados ideais de pares terminados das caixas do mesmo tipo imediatamente superiores. . Qualquer que seja a configuração adotada para a rede da prumada em qualquer tipo de edifício o cabo a ser utilizado é o do tipo CI com condutores com 0. Neste caso. é a seguinte a seqüência de atividades para elaboração do projeto de rede de cabos primários: a) Determina-se a Carga nas caixas de distribuição em cada andar e determina-se o número ideal de pares terminados necessários para atendê-la. Em edifícios com tubulação convencional. entre duas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar.50mm de diâmetro. A determinação da capacidade desses trechos de cabos deve ser iniciada pela caixa da prumada mais distante do Distribuidor Geral do edifício. a configuração usual é aquela em que três andares contíguos são atendidos de um mesmo ponto. a partir do Distribuidor Geral. no entanto.

de vez que os cabos CI são sempre fabricados em capacidades múltiplas daquele número. deve-se arredondar o numerador da divisão para o valor superior mais próximo. Em alguns casos podem também ser utilizados cabos tipo CTP-APL-G. inteiro e múltiplo de dez. como cada bloco terminal possui a capacidade de dez pares terminados. haverá quatro pares reservas. através de parafusos. quando são utilizados cabos CCI. Blocos Terminais 5. Nas caixas de distribuição da prumada em qualquer configuração da rede. o número de pares efetivamente terminados será sempre múltiplo de dez. Portanto.78 5. A capacidade do cabo de entrada deve ser determinada em função da quantidade ideal de pares terminados no Distribuidor Geral do edifício do lado da rede interna. Como cada bloco terminal tem capacidade para a terminação de dez pares. houver um andar com uma caixa de distribuição atendendo dezesseis linhas telefônicas. Como serão necessários dezesseis pares. Caixas de Distribuição Nas caixas de distribuição. Dessa forma. a caixa de distribuição poderá atender até vinte pares. se em um edifício. à prancha de madeira existente no fundo da caixa. o número de pares efetivamente terminados pode não ser múltiplo de dez. a quantidade necessária de blocos terminais é obtida dividindo-se o número de pares efetivamente terminados na caixa por dez.5. Nas caixas de distribuição não pertencentes à prumada. serão necessários dois blocos terminais nessa caixa. A capacidade do cabo de entrada pode ser menor que a soma das capacidades dos cabos que constituem a rede da prumada. Os blocos terminais são suportados por canaletas ou fixados diretamente. Cada canaleta pode suportar até cinco blocos e as canaletas devem ser obrigatoriamente utilizadas quando a quantidade a ser instalada de blocos terminais for igual ou .4. 5.1. CT-APL ou CTP-APL.5. Os cabos a serem utilizados nessa parte da rede podem ser dos tipos CT. Cabos de Entrada Os cabos de entrada de um edifício são os cabos que estendem da caixa de distribuição geral do prédio até a caixa subterrânea ou o poste mais próximo.

o número de canaletas será igual a dois. se forem instalados oito blocos terminais numa caixa de distribuição. Assim. Figura 30 – Bloco terminal fixado diretamente à prancha de madeira Figura 31 – Bloco terminal suportado por canaleta .79 superior a dois. O número de canaletas é determinado dividindo-se o número de blocos terminais por cinco e arredondando-se o quociente desta divisão para o número inteiro superior mais próximo.

5. mas. A quantidade total de canaletas será. a quantidade de blocos terminais normalmente não ultrapassa a cinco.1. 11.80 Figura 32 – Detalhe de Bloco Terminal 5. A quantidade necessária de canaletas deve ser determinada separadamente para o lado da rede interna e para o lado da rede externa. serão necessárias 4 canaletas. 32 blocos terminais.6. O quociente desta divisão será sempre um múltiplo inteiro de dez. Caixas de Distribuição Nas caixas de distribuição. a soma dessas duas quantidades obtidas em separado. em tais . ou seja.2. se no lado da rede externa forem instalados 20 blocos. Quantidades maiores podem ser encontradas. Caixas de Distribuição Geral As caixas de Distribuição Geral são divididas no meio por uma linha horizontal imaginária.6. A quantidade necessária de blocos terminais do lado da rede interna é calculada dividindo-se a capacidade dos cabos tipo CI que saem da caixa de distribuição geral por dez. serão necessárias 7 canaletas neste lado. Assim. se do lado da rede interna forem instalados. Na parte superior dessa linha são instalados os blocos terminais correspondentes ao lado da rede interna. portanto. 5. por exemplo. Disposição dos cabos e blocos terminais 5.

iniciando-se a ocupação de cima para baixo. Os cabos CI que contornam as caixas de distribuição ou terminam na mesma. a disposição dos cabos e blocos pode ser determinada por analogia com as caixas que contenham quantidades menores de blocos. . Os blocos devem ser dispostos em seqüência. Devem ser previstos três anéis por canaleta sendo que os anéis devem ficar na direção da linha central horizontal da canaleta. Os blocos devem ser dispostos com maior comprimento na horizontal. devem ser instalados anéis de guia com rosca soberba que servem para orientar a passagem dos cabos CCI. Figura 33– Caixa de Distribuição Figura 34 – Anéis Guia Ao lado de cada fileira de blocos e a 4 centímetros destas.81 casos. devem ser fixados através de suportes para cabo.

.6. Esta disposição é válida tanto para os blocos da rede interna como para os blocos da rede externa.2. Caixas de Distribuição Geral Nas caixas de distribuição geral os blocos terminais devem ser instalados a partir da linha imaginária que divide a caixa ao meio.82 Figura 35 – Foto Caixa de Distribuição Figura 36 – Foto Bloco Terminal dentro da Caixa de Distribuição 5.

a partir da linha horizontal imaginária e a 5 centímetros desta. sobre a linha horizontal imaginária. os blocos devem ser instalados de cima para baixo e da esquerda para a direita. Os cabos da rede interna que saem da caixa de distribuição geral e os cabos da rede externa que entram na caixa devem ser fixados através de suportes para cabo de tamanho adequado. devem ser colocados anéis de guia com rosca soberba para servirem de guia para a passagem de fios tipo FDG.83 Figura 37– Exemplo de Distribuidor Geral (DG) No lado da rede externa os blocos devem ser instalados de baixo para cima e da esquerda para a direita. a partir da linha horizontal e imaginária e a 5 centímetros desta. . Ao lado de cada fileira de blocos e a 4 centímetros destas devem ser instalados anéis de guia com rosca soberba. Entre os dois conjuntos de blocos. Os blocos terminais devem ser instalados com seu maior comprimento na horizontal. No lado da rede interna.

No entanto. desde que ofereça melhores condições para a execução da emenda e para melhor aproveitamento do cabo e do espaço interno da caixa. O cabo deve estar na posição definitiva da forma. dependendo da tubulação e do tipo de emenda a ser executada. Figura 38 – Representação da Terminação dos cabos no caso a. Comprimentos dos Cabos da Rede Interna Nas caixas de distribuição. Esta alça deve ter um comprimento igual à altura da caixa e deve ficar do lado esquerdo da mesma. sempre que possível. O comprimento total do cabo necessário à execução da forma deve ser igual ao comprimento total dos blocos instalados mais 40 centímetros. . a emenda dos cabos CI deve ficar. o lado escolhido pode ser o outro. O pedaço de cabo que vai desde a emenda até os blocos terminais deve ter um comprimento tal que permita que o mesmo percorra toda a extensão ocupada pelos blocos. deve ser prevista uma alça de folga para facilitar a retirada dos pares terminados. A forma inicia-se logo após a curvatura do cabo e a 10 centímetros da fileira mais próxima de blocos terminais. encostada na parede da caixa e no lado esquerdo da mesma. b) O cabo tem alguns pares terminados na caixa e muda de capacidade. Na terminação dos cabos nas caixas de distribuição podem ocorrer os seguintes casos: a) O cabo tem alguns pares terminados na caixa de distribuição e continua a subir com a mesma capacidade Neste caso. quando esta é olhada de frente. deixando-se um comprimento de cabo suficiente para a execução das formas de terminação.7.84 5.

quer do lado da rede interna. no lado esquerdo da caixa. Quadro 27 – Raios mínimos de Curvatura do cabo CI Número de Pares do cabo 10 20 30 50 100 200 Fonte: Prática Telebrás 01012 Raio de curvatura (mm) 70 91 105 130 172 238 .Representação da Terminação dos cabos no caso b. c) O cabo termina na caixa. Figura 40 . de modo que os cabos a serem emendados se cruzem neste ponto. terminam nela. comprimento esse igual a pelo menos três vezes a altura da caixa. Portanto. cada cabo que entra nesta caixa deve ser previsto com um comprimento igual a pelo menos três vezes a altura da caixa.85 Neste caso. o local da emenda. Todos os cabos que entram na caixa de distribuição geral. O comprimento do cabo é definido determinando-se. Figura 39 .Representação da Terminação dos cabos no caso c. deve ser previsto um comprimento de cabo suficiente para que ele dê a volta na caixa. quer do lado da rede externa. deve ser prevista uma emenda completa. Neste caso.

o cabo de contagem 1-20 será distribuído em dois blocos terminais. A determinação da distribuição dos cabos é feita partindo-se da última caixa de distribuição ou cubículo será designada a contagem de pares mais baixa. ocupando o primeiro a distribuição 1-10 e o segundo. designando-se contagens contínuas. no canto inferior direito. grupos de pares) de um cabo para atender permanentemente às previsões de demanda de serviços em pontos definidos de uma rede de cabos telefônicos.8.86 Os cabos da rede interna (cabo CI) devem obedecer aos raios mínimos de curvatura apontados no Quadro 27. ao se determinar o comprimento dos cabos da rede interna. Desenho do projeto Todo e qualquer projeto de rede telefônica interna deve conter os elementos necessários ao completo entendimento dos serviços a serem executados. cujos campos devem ser preenchidos com os seguintes elementos. uma legenda. Assim. . esses mesmos pares devem ser distribuídos nos blocos terminais de dez pares instalados nas caixas de distribuição. A contagem irá crescendo à medida que as caixas de distribuição se aproximam da caixa de distribuição geral. Depois de distribuídos os pares na rede da prumada. No caso de uma rede de cabos internos em edifícios. a distribuição consiste em designar os grupos de pares que serão ligados aos blocos terminais a serem instalados nas caixas de distribuição. esses raios mínimos de curvatura devem ser considerados. a distribuição 11-20. Dessa forma. 5. de modo a identificar perfeitamente o edifício e o responsável pelo projeto da rede telefônica interna: a) Construtor: nome ou razão social do responsável pela construção do edifício. Distribuição dos cabos da rede interna Chama-se “distribuição” a designação de camadas (ou seja. 5. Todos os desenhos devem possuir.9.

e) A tabela de materiais relativa ao projeto. pelo menos. as capacidades. . f) Desenho: número do desenho. a tubulação telefônica do prédio com todas as suas dimensões e o esquema da rede telefônica. e) Título: identificação do desenho (planta de localização. d) Responsável pelo projeto: nome. mostrando a configuração da rede. data (dia. g) Outros detalhes que se façam necessários para o completo entendimento do serviço a ser executado. os seguintes elementos: a) Corte vertical do edifício.87 b) Edifício e Endereço: nome e endereço completo do edifício para o qual foi projetada a rede interna. f) A legenda padronizada devidamente preenchida. O desenho do projeto deve conter um desenho esquemático detalhado do distribuidor geral do edifício. a posição da emendas. mostrando a disposição dos blocos do lado da rede interna e do lado da rede externa. diâmetros e distribuições dos cabos da rede interna. planta da rede secundaria. c) Planta baixa do andar tipo mostrando o trajeto e distribuição da rede secundária. os comprimentos desses cabos e a quantidade e localização dos blocos terminais internos. ao lado desta tubulação. planta da rede primaria. c) Escala: escala do desenho do projeto. b) O esquema da rede telefônica. mostrando em forma esquemática os andares. etc. mostrando a disposição dos blocos do lado da rede interna e do lado da rede externa. d) O detalhe do distribuidor geral do edifício.). número de registro do CREA ou no DENTEL. mês e ano) e assinatura do responsável pelo projeto da rede interna. Um desenho completo de projeto de rede interna deve conter.

áudio. da segurança. praticidade. que não se comunicam entre si. dispositivos e software de controle. voz. telecomunicações. Quais são os sistemas residenciais modernos que se deve incluir num projeto integrado? A seguir os principais: . com valorização da imagem do empreendimento e de seus usuários. Agora a automação residencial. CFTV). som ambiente. tv por assinatura. Primeiramente foi a automação industrial. depois a de edifícios comerciais mais voltada às áreas patrimonial e institucional. além de total integração da rede de dados. Trata-se de novas tecnologias que procuram oferecer conforto. os benefícios da integração não estão sendo levados aos usuários. Introdução A automação residencial é um sistema capaz de melhorar o estilo de vida aumentando o conforto.controle de iluminação. . ligada ao controle e à supervisão das linhas de produção. imagem e multimídia. com otimização dos negócios. . Isso é obtido através de um projeto único que envolve infra-estrutura. ESTUDO SOBRE PROJETO DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL 6. Engloba iluminação. As soluções tradicionais utilizam sistemas autônomos. temperatura ambiente. entretenimento.telefonia. segurança e eficiência de uma residência. produtividade. Com a automação residencial o que se objetiva é a integração de tecnologias de acesso à informação e entretenimento. monitoramento. controle de utilidades e de equipamentos diversos com a possibilidade de ser centralizado em um único sistema de controle. segurança. . chega com soluções interessantes e diferenciadas voltadas aos serviços para o usuário.segurança (alarmes.88 6. vídeo. .1. um mercado emergente que já é realidade em todo o Brasil. da Internet. Desta forma. economia. eficiência e rentabilidade.

. o uso da residência como complemento do escritório e o aumento do número de profissionais que trabalham em casa criaram uma demanda de serviços de telecomunicações de maior capacidade.ar condicionado e aquecimento. aspiração central. . fax. . Figura 41 – Sistema Geral As casas do futuro terão vários computadores. . Além destes fatores.89 .gerenciamento de energia. scanners.utilidades (irrigar.redes de dados e informática. . impressoras e telefones interligados (intranet) e compartilhados através de conexão em banda larga (Internet) com o mundo exterior.persianas e cortinas automáticas.eletrodomésticos inteligentes. gás). . bombas.

d) Inflexibilidade para mudanças. g) Aumento de custo. canaletas e outros suportes de cabeamento. b) Infra-estrutura de telefonia privada inadequada para novas tecnologias. sistemas de controle. dados. com produtos de fornecedores distintos. eletricidade. segurança. alguns problemas surgiram para desestimular essa forma de cabeamento não estruturado: a) Mudança rápida de tecnologia: Microcomputadores mais velozes.2. Eram fios e cabos por toda parte. No final dos anos 80. b) Estruturar um sistema de cabeamento intra e inter-predial.90 6. par trançado. c) Estabelecer critérios técnicos de desempenho para sistemas distintos de cabeamento tradicional. Projeto de Cabeamento Estruturado Com o crescimento do uso das redes locais de computadores e a agregação de novos serviços e mídias como voz. as companhias dos setores de telecomunicações e informática estavam preocupadas com a falta de padronização para os sistemas de cabos de telecomunicações. baseado em aplicações. Assim. Em 1991. cada qual com uma padronização proprietária. Neste cenário. dados. internet e multimídia. . os prédios possuíam cabeamento para voz. denominada de EIA/TIA-568 cujo objetivo básico era: a) Implementar um padrão genérico de cabeamento de telecomunicações a ser seguido por fornecedores diferentes. e) Cabeamento não reaproveitável com novas tecnologias. surgiu a necessidade de se estabelecer critérios para ordenar e estruturar o cabeamento. c) Rápida saturação de dutos. a associação EIA/TIA (Eletronic Industries Association / Telecommunications Industry Association) propôs a primeira versão de uma norma de padronização de fios e cabos para telecomunicações em prédios comerciais. cabo blindado. redes locais de alta velocidade. cabo coaxial. f) Suporte técnico dependente de fabricantes. serviços integrados de voz e dados. teleconferência.

telefonia. Decorrente da necessidade de padronização na distribuição dos dados e largura de banda nas comunicações. Internet e compartilhamento de dados e recursos em geral. deve-se levar em consideração a instalação de cabeamento estruturado que permite a utilização de uma mídia unificada. mais bem arrumada e elaborada para o transporte de sinais de TV. .91 Figura 42 – Exemplo de organização com o cabeamento estruturado A demanda futura para o mercado SoHo (Small Office/Home Office) traz a necessidade de se dispor de uma infra-estrutura de cabeamento capaz de suportar todas as aplicações.

O termo RG-6 é um rótulo genérico que pode ser . TV cabo/satélite. unidos num único cabo para maior facilidade de instalação. upgrades e mudanças. CFTV) podem ser centralizados em um gabinete e a partir deste ponto os cabos são lançados diretamente às tomadas de serviços. capaz de acomodar tecnologias presentes e futuras é sinônimo de prevenção à obsolescência técnica e prematura do seu investimento. Todos os serviços de telecomunicações de entrada (telefonia. O cabo RG-6 é um dos mais comuns tipos de cabos coaxiais utilizados para fins comerciais e domésticos. Além de aumentar sensivelmente a confiabilidade e performance da instalação. O conjunto de cabos consiste normalmente em dois pares de Coaxiais RG6 e dois pares de cabos Par-Trançado categoria 5. espalhadas pela residência/escritório. CATV. Estes sistemas de cabeamento compreendem cabos de alta velocidade e painéis de distribuição. internet. Uma casa pré-cabeada. o cabeamento estruturado ainda torna simples e fáceis as adições.92 Figura 43 – Sistema de automação integrado Há muito tempo os sistemas de cabeamento estruturado é a infra-estrutura padrão de comunicações para edifícios de escritórios.

Testado para uma largura de banda de 100 MHz. RG significa Radio Guide e é um termo utilizado no envio de sinais de Rádio Freqüência (RF) através de cabos coaxiais. esse cabo é capaz de transportar um sinal de dados a 100 megabits por segundo sob determinadas condições. O cabo da Categoria 5 é um meio de alta qualidade cada vez mais usado em aplicações voltadas para a transmissão de imagens e dados em grandes velocidades.93 usada para descrever todo um conjunto de desenhos de cabos. . Figura 44 – Cabo RG-6 Figura 45 – Desenho Cabo RG-6 O cabo categoria 5 trata-se de um cabo de fios de pares trançados sem blindagem 22 ou 24 AWG com uma impedância de 100 ohms.

vídeo e dados para múltiplos . cabos telefônicos Categoria 5 transportam dados 10 vezes mais rápido que os cabos de cobre comuns. Porém velocidade e capacidade são apenas parte da equação. pois.94 Figura 46 – Cabo Par-Trançado Categoria 5 Figura 47– Esquema Demonstrativo do Cabeamento Estruturado Os cabos RG-6 e Categoria 5 são ideais para as condições atuais. Os cabos RG-6 oferecem uma boa largura de banda para transportar sinais de TV de alta definição. A distribuição de som.

TV's. caixas acústicas e telefones são importantes elementos dos sistemas de cabeamento estruturado. Figura 48 – Patch Painel em um painel de distribuição Figura 49 – Painel de distribuição .95 computadores. Esta é a tarefa dos painéis de distribuição.

3. Algumas já se tornaram mandatórias em todos os tipos de ambientes. Algumas Aplicações 6. fornecendo potência total à carga. como os sistemas para controle de iluminação.96 6. . apartamentos e escritórios.3. teatros.1. Seu papel fundamental é proporcionar mais conforto. o usuário fecha um contato que permite ou impede a passagem de corrente. Figura 50 – Ambiente com controle de luminosidade A forma mais simples de se controlar lâmpadas é através de um interruptor. economia e segurança. hotéis e hospitais. Ao apertá-lo. presentes em casas. Sistemas para controle de iluminação Muitas tecnologias vêm se desenvolvendo dentro do vasto leque de opções que compreende a automação residencial. além de grandes empresas.

Com os avanços da eletrônica.Simples acionador de lâmpada ao cair do sol.97 Figura 51 . foi possível desenvolver dimmers com semicondutores. dicróicas (com transformadores) e até fluorescentes. de uma forma segura e prática. Eram grandes. podendo substituir interruptores sem qualquer necessidade de obra ou instalação especial. pouco eficientes e não eram confiáveis. já que podiam superaquecer e causar incêndios. As maiores vantagens obtidas com o uso de dimmers com semicondutores são o aumento da vida útil da lâmpada e a economia de energia elétrica resultantes da atenuação da potência. Os dimmers atuais conseguem reduzir a intensidade luminosa de lâmpadas de naturezas diferentes. cabendo facilmente em uma caixa de parede padrão 4x2. Os dimmers antigos não passavam de reostatos ligados em série com a lâmpada. que funcionam como interruptores de alta velocidade. com controle automático e manual Sofisticando um pouco mais. ligando e desligando 120 vezes por segundo. que possibilitam diminuir a quantidade de potência da carga através de limitadores de tensão elétrica. podemos controlar lâmpadas com dimmers (atenuadores). . como incandescentes. Eles são menores e mais eficientes que dimmers de reostato.

2. museus e casas de espetáculo. são necessárias cenas diferentes para cada tipo de ocupação. ajustar os níveis de todas as luminárias de acordo com o evento. A irrigação é feita de maneira uniforme e pulverizada ("spray"). 6. Uma cena específica para o jantar deve acender o circuito de lâmpadas sobre a mesa e atenuar os circuitos das cortinas. Na sala de uma casa. os detalhes corretos são iluminados adequadamente e o efeito desejado é atingido.3. Utilizando este artifício é possível. O uso racional e econômico da água. permitindo assim que residências.98 Figura 52 – Esquemático de um dimer O controle de iluminação apresenta benefícios estéticos imediatos: as cenas de iluminação são amplamente usadas em salas de reuniões e convenções. a iluminação indireta é atenuada. Se quiser assistir TV. consultórios. As interfaces são amigáveis e adequadas para a finalidade principal do sistema. Desta forma. De olho no crescente mercado de pequeno porte. por exemplo. Já em uma festa. trazendo economia e segurança principalmente em sistemas de gerenciamento predial e acionamento mediante ocupação. os fabricantes de sistemas para controle de cenas de iluminação vêm lançando produtos modulares e de menor custo. bem . Sistema inteligente para irrigação de jardins As vantagens desse sistema são inúmeras. restaurantes e lojas também possam se beneficiar com as cenas. com o toque de um único botão. as demais são desligadas. escritórios. tempo livre para outras atividades de lazer e a valorização da sua propriedade. quadros e lavabos ficam acesos enquanto os corredores são apagados. O usuário tem fácil acesso às funções do seu sistema através de controles variados.

para que se possa fornecer as quantidades adequadas de água. Assim. Com ele é possível programar os horários de irrigação. dependendo da estação do ano. é a peça que completa a irrigação automática. O controlador. ligando e desligando os diversos setores em tempos determinados em uma simples operação. Irrigar durante a noite tem a vantagem da menor evaporação e maior absorção da água. mais barato será o metro quadrado de implantação. O custo da instalação varia conforme o tamanho e formato do jardim. válvulas e controlador. que é a água efetivamente utilizada pela planta. o cérebro do sistema.99 diferente dos jatos d'água das mangueiras. vazão total necessária e o clima local determinado pelo índice de evapo-transpiração. Deve-se prever também um circuito de energia elétrica para alimentação da bomba. que acabam estragando as plantas e flores mais delicadas. Além disso. o dimensionamento do sistema leva em consideração a área a ser irrigada (se está em local ensolarado ou com sombra). que irá bloquear o comando elétrico de acionamento da bomba e válvulas. O período de instalação de um sistema gira em torno de uma semana e o seu custo de manutenção é muito baixo. o sistema pode ser programado para funcionar diariamente ou a cada 2. devendo-se escolher os horários mais adequados para cada tipo de planta ou localização no jardim. Projeta-se a irrigação em diversos setores. . A irrigação pode ser programada para ser executada várias vezes num dia. se existir. E se chover? O sistema tem um sensor de umidade no solo. e a conexão com o sistema de automação residencial. 3 ou 5 dias. tipos de plantas e aspersores. Quanto mais regular e ampla for a área. caso não haja a necessidade de irrigação. Esse índice mede a água perdida por evaporação no solo e por sua superfície e pela transpiração. tipos de aspersores utilizados e tipos de plantas.

6. decorrente do barateamento dos custos dos recursos de informática e do aumento significativo do poder de processamento dos computadores. que é essencial para uma boa performance do sistema. Figura 54 – Ilustração do Sensor de Umidade no terreno.3.3. Reconhecimento de Voz A possibilidade de utilizar sistemas de reconhecimento de voz na automação residencial tem aumentado substancialmente a cada dia.100 Figura 53 – Exemplo de Sensor de Umidade do Solo. Muitos produtos já foram lançados no mercado. crianças e idosos. Estes produtos baseiam-se em ditados e precisam de um pré-treinamento do usuário para que o sistema reconheça o seu padrão de voz. principalmente para utilização por pessoas com deficiência física. o problema é que sistema necessita de microfones o mais perto possível para garantir melhor qualidade no reconhecimento .

uma vez que o sensor capte a vazão.3. ou. Fumaça e Incêndio Consistem em dispositivos para alertar e resolver imprevistos. um dispositivo automaticamente fecha a saída de gás. . corta a energia elétrica da casa e ainda levanta as cortinas para a ventilação. seja um controle remoto sem fio.101 e os ruídos.4. ou seja. dispondo de sensores para detecção de fumaça e incêndio. sensores. Para que um sistema de reconhecimento de voz seja implantado. Deve operar eficientemente mesmo com o barulho normal de um ambiente. é preciso analisar os seguintes itens: • • • O reconhecimento dos comandos de voz deve ser confiável. 6. O sistema deve operar totalmente livre do uso das mãos. ecos e falta de nitidez atrapalham consideravelmente o reconhecimento da fala. • O sistema de reconhecimento de voz deve ser um opcional nos sistemas automatizados. sensor de vazamento de gás. para os usuários impossibilitados de falar deverá haver os comandos normais através de interruptores. que captam todo som ambiente incluindo os comandos de voz que devem ser reconhecidos e interpretados. • Deve operar usando microfones ativos distribuídos pela casa. • • Deve se integrar a múltiplos controladores para permitir uma abordagem de sistema aberto. Não deve ser necessário que o usuário porte qualquer tipo adicional de hardware. controle remoto e painéis de controle. Deve permitir a possibilidade de um feedback sonoro opcional para que seja confirmado para o usuário o recebimento do comando de automação. Sistema de Alarme Vazamentos de Gás. que podem emitir sinais sonoros de alerta e até acionar esguichos de emergência. telefone ou microfone.

podemos citar a utilização de controles remotos sem fio (IR) e a possibilidade de instalar sensores de chuva e de sol que acionam o fechamento e abertura das persianas. Cortinas Automatizadas A motorização de cortinas e persianas proporciona uma grande conveniência. Figura 55– Diagrama de Entradas e Saídas em um Sistema Integrado .5. A Schneider Eletric. principalmente quando integrada aos controles domésticos de iluminação e aos sistemas de entretenimento (Home Theaters). Ainda podemos citar nas persianas.4. Como principais características. algumas empresas no ramo de instalações elétricas desenvolveram equipamentos que facilitam a vida dos projetistas.102 6. 6. por exemplo. Para isso. a opção para blackout. Sistema de Integração Um projeto de automação residencial deve integrar todos os subsistemas em um só sistema.3. possui uma linha de produtos específica para automação residencial (linha IHC – Intelligent Home Control).

detectores. etc. O integrador é um profissional especializado que trabalha em conjunto com o arquiteto e que. Há também um Módulo Modem. Os módulos de saída 230 V controlam até 8 cargas de 230 V. Este é o cérebro do sistema.103 Para ser instalado o IHC necessita de um projeto específico de infraestrutura (tubulações e fiação) e mão de obra treinada. sirenes. Desses módulos o principal é o módulo de controle. A linha de produtos da IHC consiste em vários módulos que permitem a integração de vários sistemas. sensores. Quem realiza o projeto. Serve para transmitir alarmes para um telefone pré-determinado. etc. controlando os dispositivos de uma casa/ apartamento. . Figura 56 – Módulo de Controle Entre os outros módulos estão os de entrada e saída. via software. motores. As informações recebidas por ele são transmitida ao módulo de controle. Com ele é possível consultar estados ou fazer o controle forçado do IHC. como iluminação. Há módulos de entrada 24V que recebe sinais de pulsadores. e é programado a partir de um computador. luzes de outro ambiente. a programação e a instalação do IHC é o integrador de sistemas residenciais. está presente desde a concepção do projeto até o fim da instalação. que é um modem telefônico para tons e pulsos com comunicação bidirecional e protegido por senha. Os módulos de saída se dividem em saída 24 V e 230 V. etc. Os de 24 V se destinam a ativar LEDs de confirmação nos pulsadores para confirmar estado de carga de calefação.

é que a instalação do sistema IHC pode ser centralizada ou descentralizada. O comando que sai a central chega ao módulo de saída. por sua vez. pulsadores e detectores podem se comunicar com a central. está programada para ligar determinada saída neste momento. Esta. Quando uma das entradas é acionada. Na figura. A centralizada concentra todos os módulos do sistema em um só quadro da casa. . mas os principais são esses para que se possa entender o sistema. Figura 57 – Diagrama da instalação dos componentes Outro fato importante a destacar. Na figura 57 abaixo é mostrado um diagrama de instalação dos componentes do sistema IHC. que ativa o equipamento de saída. A ligação dos equipamentos de saídas e os sensores distribuídos pela casa são ligados todos aos módulos dentro desse quadro. o módulo de entrada comunica a central. pode-se observar que um sensor de presença. que é o módulo de entrada 24 V. Por meio desse módulos os sensores. o pulsador e o detector de gás estão ligados ao IHC Input 24.104 Há outros módulos.

105 Figura 58. Há um quadro principal com o módulo de controle.Instalação Centralizada Já a descentralizada possui módulos espalhados pela casa de acordo com o seu local de utilização. Figura 59 – Instalação Descentralizada . porém os módulos de entradas e saídas ficam espalhados pela casa.

existem cerca de uma dezena de programas de CAD. que é uma linguagem programação produzida pela empresa Microsoft.1. O AutoCAD substituiu a antiga prancheta. ele pode abrir o arquivo e fazer as alterações desejadas.com/products/ O AutoCAD é a ferramenta principal da maioria dos escritórios de projetos. dependendo de como a pessoa programou essa macro. o AutoCAD além de facilitar. seja de projeto elétrico. permite também que o usuário utilize do Visual Basic. Portanto. e que facilita tanto a vida do projetista. e também em outros produtos de terceiros. hidráulico. precisava fazer alguma revisão no desenho. . nem mesmo os projetistas mais experientes conhecem todas as disponibilidades de comando que o AutoCAD oferece. TECNOLOGIA DE APOIO AO PROJETISTA 7.. O AutoCAD permite além dos seus recursos mais comuns de desenho. da Bentley: http://www.106 7. No mercado brasileiro. Eis os endereços na Internet em que se pode obter mais informações sobre eles: • • Programa AutoCAD.com Programa MicroStation. As Macros são rotinas que executam automaticamente num documento. fazer um cálculo. seguido pelo Microstation. No computador. O AutoCAD é uma ferramenta muito poderosa de desenho. como por exemplo. por exemplo. etc. Não havia a tecnologia que é disponível hoje. abrir um arquivo.bentley. Isso facilitou muito o trabalho do projetista quando. ele agiliza o trabalho. Software para desenho Há cerca de vinte anos a elaboração de projetos era feita exclusivamente nas pranchetas. e está integrado em todos os produtos da família de produtos Microsoft Office. mas atualmente predomina o AutoCAD e suas versões especializadas. Os projetos eram desenhados a mão. selecionar um campo. da Autodesk: http://www. No caso da velha prancheta ele precisaria começar o desenho do zero. etc. arquitetônico.autodesk. e era um processo muito trabalhoso. estrutural. A ferramenta principal de um projetista são os programas de desenhos auxiliados por computador (CAD – Computer Aided Design). Provavelmente. que permite a criação de macros.

pode ler o livro do professor Luís Alberto Gómez. Primeiramente ele explica os fundamentos básicos da programação em VBA. há muitos cálculos e é necessário constantemente consultar tabelas de normas e catálogos de produtos. Evitando o trabalho repetitivo de algumas ações.3. no lançamento dos condutos e da fiação e fazem a lista de material. 7. Com a ajuda do Excel. Com essas informações podem-se criar fórmulas para o cálculo da corrente do circuito. Quem quiser pesquisar sobre a criação de rotinas no AutoCAD.107 No AutoCAD. a descrição do circuito. os dois principais são o CADDPROJ da HIGHLIGHT Computação Gráfica. Software para projetos Há também no mercado programas que se disponibilizam a fazer praticamente um projeto completo no AutoCAD. . São programas que se propõem a auxiliar no lançamento de pontos. podem-se organizar esses circuitos em uma tabela com colunas para o número do circuito. Depois demonstra uma aplicação a ser usada na engenharia elétrica como a determinação de cargas elétricas. seus elementos e a integração do VBA e o AutoCAD. Utilização do Excel para a Elaboração de Cálculos Durante a elaboração de um projeto. Por exemplo. ao se separar os circuitos e definir suas cargas. podem-se criar rotinas para desenhos e cálculos. para determinar qual disjuntor e o cabo a serem usados em cada circuito. a carga e o número de fases. “VBA para AutoCAD” da editora Visual Books. e o lumine. no dimensionamento de um quadro de distribuição de uma unidade consumidora. usando VBA. Na área da elétrica. precisamos calcular a sua corrente. 7.2.v4 da AltoQi. na definição de circuitos.

uma base de dados para que o programa possa buscá-las. formando. assim.Relação cabo (mm2) e corrente (A) Fonte: NOR-TEC-01 . colocam-se em forma de tabela algumas informações de normas e catálogos. Quadro 28 .108 Figura 60 – Lista de Circuitos de um Quadro no Excel. No mesmo arquivo.

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Por exemplo, coloca-se em uma tabela a capacidade dos disjuntores usados de acordo com o catálogo dos fabricantes. Colocam-se também em forma de tabela os cabos definidos em norma e suas respectivas capacidades de condução de corrente.

Figura 61 - Dimensionamento de disjuntores e alimentadores pelo Excel

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CONCLUSÕES Este trabalho visou principalmente o estudo da elaboração de um projeto da instalação elétrica de um edifício residencial. No capítulo 2, foi passada uma receita de projetos com os passos principais a serem seguidos no desenvolvimento de um projeto. Foi vista a importância para um projetista iniciante de seguir fielmente esta seqüência descrita. No capítulo 3, a seqüência foi descrita passo a passo, procurando dar uma visão clara de cada processo. Neste capítulo pode-se ver a importância de se fazer inicialmente uma boa engenharia básica, calculando cargas, demandas e definindo os circuitos e alguns aspectos importantes antes de se iniciar o projeto. Assim, evitam-se retrabalhos no futuro. Neste capítulo, foram estudados os princípios fundamentais e as características gerais de uma instalação elétrica. Foi vista a importância da segurança e determinada as formas de proteções que se tem em uma instalação. No capítulo 4, foi descrito, baseado na NOR-TEC-01, um procedimento para a preparação de um pedido a Escelsa para o fornecimento de energia elétrica de um edifício. No Apêndice C, há o modelo de carta que deve ser encaminhada para a Escelsa com as informações requisitadas. No capítulo 5, foi mostrada uma seqüência básica de passos para a elaboração de um projeto telefônico de acordo com a prática da Telebrás. Foram vistos os pontos mais importantes neste tipo de projeto, como o dimensionamento dos cabos secundários, primários e os de entrada, a definição dos quadros de distribuição e a quantidade e a disposição dos blocos terminais nestes quadros. Foi feita uma introdução a automação residencial no capítulo 6. Para descrever sobre esse assunto, foi necessária pesquisas basicamente na internet através de sites como da AURESIDE (Associação Brasileira de Automação Residencial). Através desse site foi possível estudar artigos sobre a área, que contribuíram para o desenvolvimento deste capítulo. Foi destinado um subitem neste capítulo para falar sobre cabeamento estruturado, visto a importância deste para um projeto de automação e a integração de vários sistemas. Um outro subitem foi destinado para falar sobre a linha IHC (Intelligent Home Control), que é um conjunto de produtos da Prime – Schneider destinado para se fazer um sistema integrado em

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residências. Foram faladas também neste capítulo algumas aplicações mais usadas na automação residencial. No capítulo 7, comentou-se da importância do Auto-Cad para o desenvolvimento de um projeto, e sobre a existência de softwares no mercado que se propõem a facilitar o trabalho de um projetista em vários aspectos, tanto como desenhos quanto cálculos. Foi falado também sobre a possibilidade de se utilizar o Excel como ferramenta de cálculos. Fica como sugestão para trabalhos futuros o desenvolvimento de uma pesquisa mais aprofundada para o projeto telefônico ou o de automação, visto que são duas áreas muito ricas em assunto, e o presente trabalho se limitou dar apenas uma introdução nesses assuntos.

Fonte: CODI .112 APÊNDICE A Quadro 29 .Cálculo da parcela de demanda de um apartamento em função da área útil.

Diversificação em função da quantidade de apartamentos Fonte: CODI .113 Quadro 30 .

114 Quadro 31 .Determinação da potência (kVA) em função da quantidade de motores a) Motores Trifásicos b) Motores monofásicos Fonte: CODI .

doentes) Pessoas suficientemente informadas ou supervisonadas por pessoas qualificadas. escolas Casas de repouso. unidades de saúde Locais de serviço elétrico Qualificadas experiência tal que lhes permite evitar os perigos da eletricidade (engenheiro e técnicos) Locais de serviço elétrico fechados Esta classificação não se aplica necessariamente a locais de habitação. Fonte: NBR-5410 .115 APÊNDICE B Influências externas determinantes No quadro da proteção contra choques elétricos. as seguintes condições de influências externas são determinantes: BA = Competência das pessoas. BC = Contato das pessoas com o potencial da terra. Quadro 32 . BB = Resistência elétrica do corpo humano. de tal BA4 Advertidas forma que lhes permite evitar os perigos da eletricidade (pessoal de manutenção e/ou operação) Pessoas com conhecimento técnico ou BA5 1) Código BA1 BA2 Classificação Comuns Crianças Creches.Competência das pessoas Características Aplicações e exemplos Pessoas inadvertida Crianças em locais a elas destinados 1) Pessoas que não dispõem de completa BA3 Incapacitadas capacidade física ou intelectual (idosos.

sendo a superfície de contato significativa Passagem da corrente elétrica entre as duas BB3 Baixa Condições molhadas mãos e os dois pés. com elementos condutivos em pequena quantidade ou de pequenas dimensões e de tal forma a probabilidade de contato possa ser desprezada Locais cujo piso e paredes sejam condutivos ou que possuam elementos condutivos em quantidade ou de dimensões consideráveis Locais como cladeiras ou vasos metálicos.116 Código BB1 Classificação Alta Quadro 33 – Resistência Elétrica do corpo humano Características Aplicações e exemplos Condições secas Circunstâncias nas quais a pele está seca (nenhuma umidade. com pele úmida de suor. inclusive suor) Passagem da corrente elétrica de um mão à BB2 Normal Condições úmidas outra ou de uma mão a um pé. Fonte: NBR-5410 Código BC1 Classificação Nulo Em condições habituais. cujas dimensões sejam tais que as pessoas que Pessoas em contato permanente BC4 Contínuo com paredes metálicas e com pequena possibilidade de poder interromper o contato neles penetrem estejam continamente em contato com as paredes. A redução da liberdade de movimentos das pessoas pode. por exemplo em banheiras ou piscinas Fonte: NBR-5410 Quadro 34 – Contato das pessoas com o potencial da terra Características Aplicações e exemplos Locais não-condutivos Locais cujo piso e paredes sejam isolantes e que não possuam nenhum elemento condutivo Locais cujo piso e paredes sejam isolantes. por um lado. estando as pessoas com os pés molhados ao ponto de se poder desprezar a resistência da pele e dos pés BB4 Muito Baixa Condições imersas Pessoas imersas na água. impedi-las de romper voluntariamente o contato e por outro aumentar os riscos de contato involuntário. as pessoas BC2 Raro não estão em contato com elementos condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas Pessoas em contato com elementos BC3 Freqüente condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas .

. . Fonte: NBR-5410 Situação Situação 1 Situação 1 Situação 2 Situação 2 Situação 3 .117 Situações 1. BB2 BC1. 2 e 3 caracterizadas no Quadro 33. 2 e 3 Definem-se.estabelecimentos agropecuários.dependência interiores molhadas em uso normal. as situações 1. etc).canteiro de obras. em função das influências externas BB (Quadro 31) e BC (Quadro 32). Quadro 35 – Situações 1. 2 Um exemplo da situação 3. feiras.áreas de acampamento e de estacionamento de veículos especiais e reboques . Para uma combinação de influências externas BB e BC. BC2. BC3 BB3 BC4 BB4 Notas 1 Alguns exemplos de situação 2: . que corresponde aos casos de corpo imerso. a situação a ser considerada é a mais severa ditada por qualquer das influências externas (BB ou BC) isoladamente. . é o interior de banheiras e piscinas.áreas externas (jardins. 2 e 3 Condição de influência externa BB1.

(NOME DA FIRMA).. .....através de seu Eng...º abaixo assinado e caracterizado responsável pela execução do projeto elétrico das instalações elétricas do edifício no local abaixo mencionado..7) DATA À Espírito Santo Centrais Elétricas S...118 APÊNDICE C MODELO DE CARTA DE PRÉVIA CONSULTA DE PROJETOS (CATEGORIA IV – CARGAS CONFORME ITEM 6. ÁREA DE OCUPAÇÃO DAS UNIDADES CONSUMIDORAS Condomínios ( Apartamentos ( Lojas ( Salas ( Escritórios ( Outros (especificar) ( )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 4. vem..as......A.... por meio.5 E CATEGORIA VII – CONFORME ITEM 5. RELAÇÃO ESTIMATIVA DAS CARGAS .. encaminhar a V..S.. desta..com sede em ..... LOCALIZAÇÃO DO IMÓVEL Rua/Avenida ( Bairro ( Localidade ( ) ) ) Município ( ) 2.. ASSUNTO: Prévia Consulta de Projeto Elétrico para definição de Atendimento Prezados Senhores..... as informações abaixo relacionadas: 1.. ÁREA BRUTA TOTAL DA EDIFICAÇÃO ( 5... QUANTIDADE DE UNIDADES CONSUMIDORAS (os dados deverão ser fornecidos por unidades consumidoras típicas) no de condomínios ( no de apartamentos ( no de lojas ( no de salas ( ( no de escritórios Outros (especificar) ( ) ) ) ) ) ) 3....

câmara de transformação.2.total ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) 5.119 5. que tenham locais destinados à instalações de equipamentos da ESCELSA (medidores. 5.1 .2 .Em anexo apresentamos: 5. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Potência por unidade . .Elétrico Motores Elétricos Outros (especificar) Quant.2. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Pot.Plantas de arquitetura dos pisos do edifício.3 .2.Início da obra ___/___/___ Término da obra ___/___/___ Atenciosamente.Endereço para correspondência e telefone para contato. etc).1 .Planta de situação do edifício e da câmara de transformação. 5.4 .2. 5.2 .Carga Total a ser instalada Especificação Iluminação e Tomadas Ar Condicionado Aquecedor/Chuv.

asp [Capturado em maio de 2008] [5] Por dentro da Casa inteligente.asp [Capturado em maio de 2008] [8] Casa “inteligente” precisa ter um cérebro. [4] Desmistificando a Domótica.asp [Capturado em maio de 2008] [7] A busca pelo foco do mercado. Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15kV. Associação Brasileira de Normas Técnicas [2] ABNT NBR 5419.asp?file=all.120 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] ABNT NBR 5410.br/artigos/default.Concessionária de Energia do Espírito Santo – Espírito Santo Centrais Elétricas S.asp [Capturado em maio de 2008] .asp?file=all.org. Disponível em http://www.org. Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Disponível em http://www. Associação Brasileira de Normas Técnicas [3] NOR-TEC-01.aureside.org. Disponível em http://www.br/artigos/default.asp?file=all.aureside. 2001. 2007. Proteção de Estruturas contra descargas atmosféricas.br/artigos/default. Disponível em http://www.A.asp?file=all. 2004.org.aureside.aureside.org.br/artigos/default.br/artigos/default.aureside.asp?file=all. Disponível em http://www. Escelsa .asp [Capturado em maio de 2008] [6] Proteja sua casa com tecnologia.

Disponível em http://www.aureside.br/artigos/default. Disponível em http://www.ufsm.br/desp/geomar/instalacao/index.121 [9] Edifícios Inteligentes: Inovação por Demanda.Procedimento de Projeto de Tubulações Telefônicas em Edifícios – “Telebras_01015. “Manual 5 pontos.asp [Capturado em Maio de 2008] [13] Manual de práticas CTBC (até 5 pontos telefônicos).br/prime/ [Capturado em Junho de 2008] [12] Temas Técnicos de Automação Residencial.Procedimento de Projeto de Tubulação Telefônica em unidades – “Telebras_01014.ufsm. 2004 – Segurança em Instalações e serviços em Eletricidade.htm [Capturado em Abril de 2008] [13] Práticas TELEBRAS . [11] Automação residencial – Linha IHC.asp [Capturado em maio de 2008] [10] Norma Regulamentadora Nº10.com.schneider-electric.aureside.br/desp/geomar/instalacao/index. Site AURESIDE – Associação Brasileira de Automação Residencial.ufsm.org.htm [Capturado em Abril de 2008] [13] Práticas TELEBRAS .br/default.htm [Capturado em Abril de 2008] . Disponível em http://www.asp?file=all.pdf” Disponível em http://www.br/desp/geomar/instalacao/index.org.pdf” Disponível em http://www.pdf” Disponível em http://www.

ufsm.122 [14] Práticas TELEBRAS .br/desp/geomar/instalacao/index.pdf” Disponível em http://www.Projetos de Redes telefônicas em Edifícios – “Telebras_01012.htm [Capturado em Abril de 2008] .

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