P. 1
MANUAL DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS ELETRICOS

MANUAL DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS ELETRICOS

|Views: 78|Likes:
Publicado porNei Barreto

More info:

Published by: Nei Barreto on Mar 23, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/03/2014

pdf

text

original

Sections

  • 1. INTRODUÇÃO
  • 1.1. Motivação
  • 1.2. Definição dos projetos
  • 1.3. Definição das Unidades Consumidoras
  • Quadro 1– Categorias de Fornecimento. [NOR-TEC-01]
  • Quadro 2– Restrições para as Categorias de Fornecimento
  • 2. RECEITA DE PROJETOS
  • Figura 1 – Diagrama de Receita de Projetos
  • 3. SEQÜÊNCIA DE PROJETOS
  • 3.1. Engenharia Básica
  • 3.1.1. Cálculo de Carga e Divisão de Circuitos nas Instalações
  • Quadro 4- Previsão de número de pontos e de carga para iluminação. [NBR-5410]
  • Figura 2– Lista de Circuitos dos apartamentos tipo
  • Quadro 7– Quadro de cargas dos apartamentos
  • Figura 3- Lista de Circuitos do condomínio
  • Quadro 8– Quadro de cargas do condomínio
  • 3.1.2. Demanda da Instalação
  • Quadro 9 – Quadro de Cargas Total da Instalação
  • Quadro 10– Demanda Aplicada nos Quadros de Medidores
  • Quadro 11– Demanda Aplicada no Medidor de Serviço
  • 3.1.3. Categoria de cada Unidade Consumidora
  • Quadro 12– Categoria de Fornecimento das Unidades Consumidoras
  • 3.1.4. Câmara de transformação, Barramento Geral e dos medidores
  • Quadro 13 - Caixas para medidores e disjuntores
  • consumidoras
  • 3.2.1. Princípios fundamentais
  • 3.2.2. Características gerais
  • Quadro 14- Esquema de distribuição
  • 3.2.3. Segurança da instalação elétrica das unidades consumidoras
  • Figura 4 – Circuito Equivalente de uma falta de impedância desprezível
  • Figura 5 – Esquema TN-S
  • Figura 6 – Esquema TN-C
  • 3.2.4. Projeto da instalação elétrica dos apartamentos
  • 3.2.5. Projeto da instalação elétrica do condomínio
  • 3.3. Trifilares dos quadros de distribuição
  • 3.3.1. Proteção contra sobrecorrentes
  • Quadro 16– Temperaturas características dos condutores
  • 3.3.2. Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas
  • Quadro 17– Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação
  • 3.3.3. Proteção contra quedas e faltas de tensão
  • 3.3.4. Proteção adicional contra choques elétricos
  • 3.4. Quadro de Carga da instalação
  • Quadro 18– Quadro de Carga do QM1
  • Quadro 19– Dimensionamento dos apartamentos e do QM1
  • Quadro 20 - Quadro de Carga do QM2
  • Quadro 21– Dimensionamento dos apartamentos e do QM2
  • Quadro 22 - Quadro de Carga do Condomínio
  • Quadro 23– Dimensionamento condomínio
  • 3.5. Unifilar Geral da instalação
  • 3.6. Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras
  • 3.6.1. Planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos
  • terra da instalação
  • 3.7. Esquema Vertical da instalação elétrica
  • 3.8. Planta de situação do edifício
  • 3.9. Vista de Medidores
  • Figura 7– Vista Frontal do QM 1
  • Figura 8 – Vista Frontal do QM 2
  • Figura 9 – Lista de Material das Vistas Frontais
  • Figura 10 – Detalhe das Barras
  • Figura 11 – Vista Interna do QM1
  • Figura 12 – Vista Interna do QM2
  • Figura 13 – Lista de Material das Vistas Internas
  • 3.10. Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e Medidor de Serviço (MS)
  • Figura 14 – Vista Frontal do QGBT
  • Figura 15 – Vista Interna do QGBT
  • Figura 16 – Identificação dos Materiais
  • Figura 17 – Vista Frontal MS
  • 3.11. Projeto da Subestação
  • Figura 18 – Exemplo de Planta Baixa de Subestação
  • Figura 19 – Detalhes Construtivos da Janela da Subestação
  • Figura 20– Detalhe 2
  • Figura 21 – Desenho 31 da NOR-TEC-01
  • Figura 22 – Desenho 32 da NOR-TEC-01
  • Figura 23 – Desenho 29 da NOR-TEC-01
  • Quadro 24– Tabela 8 da NOR-TEC-01 (ELOS FUSÍVEIS PRIMÁRIOS)
  • Figura 24 – Desenho 12 da NOR-TEC-01
  • Quadro 25 - Tabela 9 da NOR-TEC-01 (Dimensionamento de Postes)
  • 4. O PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA À ESCELSA
  • 5. PROJETO TELEFÔNICO
  • 5.2. Projeto da Rede de Cabos Secundários
  • Figura 27 – Exemplo de uma Caixa de Distribuição no andar
  • Quadro 26 – Quantificação de Pontos Telefônicos
  • 5.3. Projeto da Rede de Cabos Primários
  • Figura 28 – Poço de Elevação
  • Figura 29 – Tubulação Convencional
  • 5.4. Cabos de Entrada
  • 5.5. Blocos Terminais
  • Figura 30 – Bloco terminal fixado diretamente à prancha de madeira
  • Figura 32 – Detalhe de Bloco Terminal
  • 5.6. Disposição dos cabos e blocos terminais
  • Figura 33– Caixa de Distribuição
  • Figura 34 – Anéis Guia
  • Figura 35 – Foto Caixa de Distribuição
  • Figura 36 – Foto Bloco Terminal dentro da Caixa de Distribuição
  • Figura 37– Exemplo de Distribuidor Geral (DG)
  • 5.7. Comprimentos dos Cabos da Rede Interna
  • Figura 38 – Representação da Terminação dos cabos no caso a
  • Figura 39 - Representação da Terminação dos cabos no caso b
  • Figura 40 - Representação da Terminação dos cabos no caso c
  • Quadro 27 – Raios mínimos de Curvatura do cabo CI
  • 5.8. Distribuição dos cabos da rede interna
  • 5.9. Desenho do projeto
  • 6. ESTUDO SOBRE PROJETO DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL
  • 6.1. Introdução
  • Figura 41 – Sistema Geral
  • 6.2. Projeto de Cabeamento Estruturado
  • Figura 42 – Exemplo de organização com o cabeamento estruturado
  • Figura 43 – Sistema de automação integrado
  • Figura 44 – Cabo RG-6
  • Figura 45 – Desenho Cabo RG-6
  • Figura 46 – Cabo Par-Trançado Categoria 5
  • Figura 47– Esquema Demonstrativo do Cabeamento Estruturado
  • Figura 48 – Patch Painel em um painel de distribuição
  • 6.3. Algumas Aplicações
  • Figura 50 – Ambiente com controle de luminosidade
  • Figura 52 – Esquemático de um dimer
  • Figura 53 – Exemplo de Sensor de Umidade do Solo
  • Figura 54 – Ilustração do Sensor de Umidade no terreno
  • 6.4. Sistema de Integração
  • Figura 55– Diagrama de Entradas e Saídas em um Sistema Integrado
  • Figura 56 – Módulo de Controle
  • Figura 57 – Diagrama da instalação dos componentes
  • Figura 58- Instalação Centralizada
  • Figura 59 – Instalação Descentralizada
  • 7. TECNOLOGIA DE APOIO AO PROJETISTA
  • 7.1. Software para desenho
  • 7.2. Software para projetos
  • 7.3. Utilização do Excel para a Elaboração de Cálculos
  • Figura 60 – Lista de Circuitos de um Quadro no Excel
  • Quadro 28 - Relação cabo (mm2) e corrente (A)
  • Figura 61 - Dimensionamento de disjuntores e alimentadores pelo Excel
  • CONCLUSÕES
  • APÊNDICE A
  • APÊNDICE B
  • Quadro 32 - Competência das pessoas
  • Quadro 35 – Situações 1, 2 e 3
  • APÊNDICE C

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA PROJETO DE GRADUAÇÃO

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

RENATO BERTOLDI SIMÕES

VITÓRIA - ES Agosto/2008

RENATO BERTOLDI SIMÕES

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

Parte manuscrita do Projeto de Graduação do aluno Renato Bertoldi Simões, apresentado ao Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo, para obtenção do grau de Engenheiro Eletricista.

VITÓRIA – ES Agosto/2008

RENATO BERTOLDI SIMÕES

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

COMISSÃO EXAMINADORA:

Prof. Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. Orientador

Prof. Getúlio Vargas Loureiro Examinador

Prof. Carlos Caiado Barbosa Zago Examinador

Vitória - ES, Agosto de 2008.

eu não teria conseguido terminar esse curso de Engenharia Elétrica. e a minha mãe. que se não fosse por eles. Thiago Negrelli e Thiago Zambom. Anacir Maria Bertoldi Simões.DEDICATÓRIA Ao meu pai. Meus familiares e a todos os meus amigos da Engenharia que dividimos as alegrias e tristezas. em especial a Jelbener Vinícios dos Santos Azeredo. i . Johnny Sperandio. Alcemy do Bom Jesus Simões.

pelo apoio e compreensão em todos esses anos de estudos. onde aprendi muito sobre projeto. que me deu força para terminar esse difícil curso. Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. pela orientação. A todas as pessoas que contribuíram para que esse trabalho fosse realizado. Agradeço aos meus pais. Alcemy do Bom Jesus Simões e a Anacir Maria Bertoldi Simões. Agradeço a Mauro Sergio Suaid Santos e Fernanda Juni Santos. A Prof.AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus. que me ajudou a terminar este trabalho. ii . pela oportunidade de aprendizado e de crescimento na Powertech Engenharia.

..................... 53 Figura 10 – Detalhe das Barras............... 13 Figura 3.......................................................................................................................................................... 57 Figura 16 – Identificação dos Materiais .................................. 79 iii .......... 66 Figura 25– Lista de Material do Desenho 12 da NOR-TEC-01 ..................................................................Lista de Circuitos do condomínio ............................................................ 58 Figura 17 – Vista Frontal MS ....................................................... 15 Figura 4 – Circuito Equivalente de uma falta de impedância desprezível ............................................................................. 55 Figura 13 – Lista de Material das Vistas Internas.......................... 60 Figura 21 – Desenho 31 da NOR-TEC-01 ............................................................................................................. 37 Figura 5 – Esquema TN-S ........................................................................................................... 58 Figura 18 – Exemplo de Planta Baixa de Subestação ................................................................ 75 Figura 29 – Tubulação Convencional ............................................................................................................................................. 56 Figura 15 – Vista Interna do QGBT ....................................................... 52 Figura 8 – Vista Frontal do QM 2 .................. 55 Figura 12 – Vista Interna do QM2 .... 62 Figura 23 – Desenho 29 da NOR-TEC-01 ......................................................... 54 Figura 11 – Vista Interna do QM1 ................................... 60 Figura 20– Detalhe 2 .................................................................................................... 38 Figura 7– Vista Frontal do QM 1 ........................................................................................................................ 63 Figura 24 – Desenho 12 da NOR-TEC-01 ......... 61 Figura 22 – Desenho 32 da NOR-TEC-01 ............................................................................................... 7 Figura 2– Lista de Circuitos dos apartamentos tipo .................... 53 Figura 9 – Lista de Material das Vistas Frontais........................................LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Diagrama de Receita de Projetos ......................................................... 59 Figura 19 – Detalhes Construtivos da Janela da Subestação ................................... 73 Figura 28 – Poço de Elevação ................................................................................................................ 67 Figura 26 – Blocos terminais ..................................................................................... 71 Figura 27 – Exemplo de uma Caixa de Distribuição no andar............................... 38 Figura 6 – Esquema TN-C................................ 79 Figura 31 – Bloco terminal suportado por canaleta ........................................ 56 Figura 14 – Vista Frontal do QGBT ................................................................................................. 76 Figura 30 – Bloco terminal fixado diretamente à prancha de madeira ...........

........................................................................................................ 98 Figura 53 – Exemplo de Sensor de Umidade do Solo...................................................... 85 Figura 41 – Sistema Geral.......................................... 93 Figura 45 – Desenho Cabo RG-6 ............................... 92 Figura 44 – Cabo RG-6 ........................................................Representação da Terminação dos cabos no caso c................................................................................ 85 Figura 40 ........................................ 104 Figura 58............................. 81 Figura 35 – Foto Caixa de Distribuição .............. 81 Figura 34 – Anéis Guia ........................................................................ ........ 80 Figura 33– Caixa de Distribuição .......................... 100 Figura 55– Diagrama de Entradas e Saídas em um Sistema Integrado ....................................... 94 Figura 47– Esquema Demonstrativo do Cabeamento Estruturado ....................................................................................................................... 102 Figura 56 – Módulo de Controle ........................... 108 Figura 61 ....................... 93 Figura 46 – Cabo Par-Trançado Categoria 5 ................................................ 83 Figura 38 – Representação da Terminação dos cabos no caso a..................................... 95 Figura 50 – Ambiente com controle de luminosidade............ 105 Figura 60 – Lista de Circuitos de um Quadro no Excel.................................................. 96 Figura 51 ..................... ................................................................................................................... 94 Figura 48 – Patch Painel em um painel de distribuição ...................................................................................... 89 Figura 42 – Exemplo de organização com o cabeamento estruturado ....................................Figura 32 – Detalhe de Bloco Terminal ...... 95 Figura 49 – Painel de distribuição .................................. 91 Figura 43 – Sistema de automação integrado .................... 105 Figura 59 – Instalação Descentralizada ........................ 109 iv ...... 97 Figura 52 – Esquemático de um dimer ................................................................ 100 Figura 54 – Ilustração do Sensor de Umidade no terreno...................Instalação Centralizada..................... 82 Figura 37– Exemplo de Distribuidor Geral (DG) .......................... . 103 Figura 57 – Diagrama da instalação dos componentes ................ 84 Figura 39 ................... 82 Figura 36 – Foto Bloco Terminal dentro da Caixa de Distribuição .........Representação da Terminação dos cabos no caso b............................................................. com controle automático e manual ...Dimensionamento de disjuntores e alimentadores pelo Excel ...................... ................. ................................................... ................................................................................................Simples acionador de lâmpada ao cair do sol...

... 44 Quadro 18– Quadro de Carga do QM1 ................................................................................ [NBR-5410] ............................. 49 Quadro 21– Dimensionamento dos apartamentos e do QM2 ................. 29 Quadro 15 – Tempos de seccionamento máximos .................................... 4 Quadro 3........................................................................... 22 Quadro 13 ............ 43 Quadro 17– Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação .......... 14 Quadro 8– Quadro de cargas do condomínio...Esquema de distribuição .Cálculo da parcela de demanda de um apartamento em função da área útil.. 24 Quadro 14.............................................................................................................. 64 Quadro 25 ......Previsão de número de pontos e de carga para iluminação.. 50 Quadro 24– Tabela 8 da NOR-TEC-01 (ELOS FUSÍVEIS PRIMÁRIOS) ........................................... 17 Quadro 10– Demanda Aplicada nos Quadros de Medidores .............................................................................................................. 8 Quadro 5– Previsão de número de pontos e de carga para tomadas........ 68 Quadro 26 – Quantificação de Pontos Telefônicos ..Caixas para medidores e disjuntores ..................Quadro de Carga do QM2 .................................... [NBR-5410] ................... 48 Quadro 19– Dimensionamento dos apartamentos e do QM1 ............. 85 Quadro 28 ............ 18 Quadro 11– Demanda Aplicada no Medidor de Serviço............................................. 38 Quadro 16– Temperaturas características dos condutores .................Quadro de Carga do Condomínio . 74 Quadro 27 – Raios mínimos de Curvatura do cabo CI ........................................................... 3 Quadro 2– Restrições para as Categorias de Fornecimento ................................Receita de Projetos ................................................................................................... 10 Quadro 7– Quadro de cargas dos apartamentos ..............LISTA DE QUADROS Quadro 1– Categorias de Fornecimento...... .........Relação cabo (mm2) e corrente (A) ................................................................................. 50 Quadro 23– Dimensionamento condomínio ...... [NOR-TEC-01] .............................................. ....Tabela 9 da NOR-TEC-01 (Dimensionamento de Postes) ................................................ 9 Quadro 6 – Exigências para a Divisão da Instalação [NBR-5410] ................. 108 Quadro 29 ..................................................................................... 112 v .... 21 Quadro 12– Categoria de Fornecimento das Unidades Consumidoras ...... ........ 16 Quadro 9 – Quadro de Cargas Total da Instalação ...................... 6 Quadro 4..... 48 Quadro 20 ............. 49 Quadro 22 ...........................................................

..... 114 Quadro 32 ...Competência das pessoas .........Quadro 30 ..................... 113 Quadro 31 ..................................................... 116 Quadro 35 – Situações 1...... 117 vi ................ 116 Quadro 34 – Contato das pessoas com o potencial da terra .............................. 115 Quadro 33 – Resistência Elétrica do corpo humano ......................................Diversificação em função da quantidade de apartamentos .............Determinação da potência em função da quantidade de motores ...... 2 e 3 ......................................................

QL EMERGÊNCIA . QDL – Quadro de Luz.Comitê de Distribuição de Energia Elétrica. Usados preferencialmente redes telefônicas com cabo secundário e distribuição de vii . CCI – Cabo telefônico para uso interno. ESCELSA – Concessionária de Energia do Espírito Santo – Espírito Santo Centrais Elétricas S.GLOSSÁRIO CATV – Canal Aberto de TV. QFLS – Quadro de força e Luz de Serviço. isolados em PVC. DR – Dispositivo de proteção a corrente Diferencial-Residual. São constituídos por condutores de cobre estanhado. para instalações subterrâneas em dutos. CTP-APL-G . NOR-TEC-01 – Norma Técnica da ESCELSA – Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15 Kv. QM – Quadro de Medidores. CFTV – Canal Fechado de TV. MS – Medidor de Serviço. DPS – Dispositivo de Proteção contra Surto. DG – Distribuidor Geral do projeto Telefônico.Quadro de Luz de Emergência. FDG – Cabos de cobre para instalações telefônicas. QGBT – Quadro Geral de Baixa Tensão. QLE – Quadro de Luz dos elevadores. QLS – Quadro de Luz de Serviço. CI – Cabo telefônico para instalações internas.A. CODI . São indicados para uso interno em centrais telefônicas e demais edificações. CT-APL – Cabo Telefônico com isolamento termoplástico sólido indicado preferencialmente assinantes. São indicados para uso interno em centrais telefônicas e demais edificações.Cabo Telefônico com isolamento termoplástico expandido usados preferencialmente em redes telefônicas externas analógicas e/ ou digitais.

SPDA . mas que preenche. viii .Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas. UC – Unidade Consumidora. todos os requisitos de um SELV.PELV (do ingles “Protected extra-low voltage”) – Sistema de extrabaixa tensão que não é eletricamente separado da terra. SELV ( do inglês “Separated extra-low voltage”) – Sistema de extrabaixa tensão que é eletricamente separado da terra. de outros sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico. de modo equivalente.

...................................2.......................... II LISTA DE FIGURAS ........4....... 46 Quadro de Carga da instalação ..........1....1..........................................................3................. 41 Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas.......................3................................................... 16 Categoria de cada Unidade Consumidora ............... 3..................2....................... 5 3..................3.................................. 2 Definição das Unidades Consumidoras ........................1..................................3......2............... 47 consumidoras ..................................... .............. 40 Projeto da instalação elétrica do condomínio ............................... 43 Proteção contra quedas e faltas de tensão .......................................... 3....................... .... 29 Segurança da instalação elétrica das unidades consumidoras .......... 3......................1.......................... 3.................................. 41 Proteção contra sobrecorrentes .................. 22 Câmara de transformação.................. 22 Planta Baixa das Instalações Elétricas internas das unidades Princípios fundamentais ..................3.............................. 26 ix .......................... 8 3................3... Motivação .... IX RESUMO ................................................. I 1...... 2 1. 3...................................... I AGRADECIMENTOS .......4......2.....................2................ Barramento Geral e dos medidores ...................................3.............. 8 Demanda da Instalação .......... 3............. 3.............. III LISTA DE QUADROS ....4...1..... 33 Projeto da instalação elétrica dos apartamentos .................................2.................. 45 Proteção adicional contra choques elétricos ............................. 2 Definição dos projetos ............4.......................................................................................................................... 41 Trifilares dos quadros de distribuição .......................1................................ 3................................2.................................................................... 3........................................ 1...........................2.........1................................................ Engenharia Básica ....... SEQÜÊNCIA DE PROJETOS ..................................................................... 3..........................1....................... 26 Características gerais ......................................2........... 3...........2...3..... V GLOSSÁRIO ................... 8 Cálculo de Carga e Divisão de Circuitos nas Instalações........... VII SUMÁRIO ............................................3................. 3........................................................................... 3.............................................. 3................ 1.........SUMÁRIO DEDICATÓRIA ......1............... RECEITA DE PROJETOS ........ 3........... INTRODUÇÃO .........5..................... 3...... 3 2..................

................................................................................................6..................................... 3.......9................................................ 6.. O PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA À ESCELSA ........................................ 80 Comprimentos dos Cabos da Rede Interna ...........1............... 84 Distribuição dos cabos da rede interna .........7.................. 86 Introdução ..........................4................................... 7..............................5..... 88 7.............................. 5...... PROJETO TELEFÔNICO .......................................... 71 6............................... 3..........9.............. 5.................. ...... 5.10................................................. Unifilar Geral da instalação .......... 5................................. 3..........3. 68 5............2...................................................... TECNOLOGIA DE APOIO AO PROJETISTA ............ ................................ Seqüência Básica para elaboração de projetos de redes telefônicas Projeto da Rede de Cabos Secundários ................2......... 74 Cabos de Entrada .......... 5..............1.......... 102 Software para desenho ........1..............11..... 5.................................................. 3........................... 51 Planta de alimentadores dos quadros do condomínio e a malha de Esquema Vertical da instalação elétrica. 3...... 107 em edifícios ........................3....... 7......................2............................. 3.......................... 112 x ...............1........................................................3....6......... 88 Projeto de Cabeamento Estruturado........................................3............ 59 terra da instalação............ 5........... 50 Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras ............................6.. 6................................... 70 5................. 106 CONCLUSÕES ....... 86 Desenho do projeto...........................2. 51 Vista de Medidores ............................. 107 Utilização do Excel para a Elaboração de Cálculos ................... 51 4....................................... 51 Planta de situação do edifício.......................................... 51 Planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos.......... ........................7.................... 106 Software para projetos .................. 110 APÊNDICE A ................ 73 Projeto da Rede de Cabos Primários...... 56 Projeto da Subestação.....................................................8..........4.......... 90 Algumas Aplicações.. 6.... 52 Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e Medidor de Serviço (MS)....................... 78 Disposição dos cabos e blocos terminais ........ .........................6.......... 5................................................... 6....5............................... 3...................... 96 Sistema de Integração ................... 7...........8.............................. 3.................... ESTUDO SOBRE PROJETO DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL .................. 78 Blocos Terminais ..............

............................................... 120 xi ........... 115 APÊNDICE C .................................................APÊNDICE B .................................... 118 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................................................................

RESUMO Este trabalho visa a desenvolver um estudo sobre elaboração de um projeto de instalações elétricas em edifícios residenciais. com o objetivo de dar ao leitor algumas noções básicas. Depois. procurando explicar cada uma de suas etapas. i . foram estudados alguns critérios que devem ser observados na elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios. foi feito um estudo sobre Automação Residencial com o objetivo de mostrar ao leitor algumas tecnologias e a importância desse ramo para um futuro bem próximo. Este trabalho não visa a transformar o leitor em um projetista pronto para trabalhar. Este foi organizado de maneira a seguir a ordem de execução real utilizada na Powertech Engenharia para um projeto elétrico. mas ajudá-lo na sua preparação inicial. e deixando sempre claro a importância da segurança no projeto. E por fim.

também o projeto telefônico. Os projetos em geral são feitos em folhas A1 ou A0. o projeto de cabeamento estruturado. e entregues aos clientes em várias folhas diferentes com as plantas de cada pavimento.2 1. Ele fornecerá as informações principais que são necessárias para se concluir um projeto elétrico residencial. e quando houver.1. mas é necessário também o conhecimento de normas regulamentadoras e ter a experiência para encontrar sempre a melhor solução possível. INTRODUÇÃO 1. Este trabalho se propõe também a sugerir propostas de planilhas que possam ser usadas durante a elaboração do projeto com intuito de facilitar os cálculos necessários. os cálculos necessários. e isso inclui além das instalações elétricas. o esquema vertical da construção. mas sim ter experiência e confiança adquiridas com anos de trabalho e com a supervisão de alguém mais experiente.2. os trifilares. e mostrará um fluxograma com todos os passos a serem seguidos. o projeto de automação e o projeto do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Este trabalho visa a ajudar quem está iniciando sua carreira como Engenheiro Projetista. Motivação Para se fazer um projeto elétrico não é suficiente ter o título de Engenheiro Eletricista. o projeto da subestação. precisa-se fornecer informações para tudo que for relacionado à elétrica. Não basta ter os conhecimentos técnicos adquiridos na faculdade. as vistas dos medidores e do Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT). . Definição dos projetos Na elaboração de um projeto elétrico completo. 1.

500kW Instalação com mais de uma unidade V consumidora com carga total instalada: Residencial: até 600 kW Comercial: até 250 kW Instalação com mais de uma unidade VI consumidora com carga máxima maior que o indicado na categoria V.000W e até 75. VII Instalação com mais de uma unidade consumidora com carga Superior a 750 kW trifásica trifásica trifásica trifásica Ligação Monofásica bifásica trifásica Fornecimento a: 2 fios 3 fios 4 fios Através de Subestação Particular Direta da Rede de Distribuição Secundária Através de Câmara de transformação Através de Câmara de transformação Fonte: NOR-TEC-01 A Norma Técnica da ESCELSA sobre “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15kV” (NOR-TEC-01) em seu .3 Com tantas informações.3. [NOR-TEC-01] Categoria de fornecimento I II III Carga Uma unidade consumidora com carga total instalada até 9. é preciso organização e uma seqüência padronizada de projetos.000W Uma unidade consumidora com carga total instalada superior a 9. Definição das Unidades Consumidoras Quadro 1– Categorias de Fornecimento. quando tiver terminado completamente o anterior. é importante seguir fielmente a receita de projetos. Pelo menos no início. quando se estiver fazendo os primeiros projetos. Essa seqüência foi criada por pessoas com muita experiência nessa área.000W e até 15.000W Uma unidade consumidora com carga total IV instalada superior a 75kW e demanda máxima até 2. Dessa forma o projetista não correrá o risco de ficar perdido durante a execução do seu trabalho. Só começar um passo. 1.000W Uma unidade consumidora com carga total instalada superior a 15.

Cada categoria possui algumas restrições que são mostradas no quadro 2. com potência superior a 3CV. b) motor monofásico. com potência superior a 40CV. Quadro 2– Restrições para as Categorias de Fornecimento Categoria de fornecimento Não conste: a) motor monofásico. I b) máquina de solda a transformador de 120V. com potência superior a 40kVA. II b) motor monofásico. d) aparelho que necessite de três fases. ligação V.4 capítulo 5 classifica as instalações consumidoras em 7 categorias. a três fases. 220V. com potência superior a 2kVA. Área Máxima: Residencial: 7. com potência superior a 15kVA. c) máquina de solda a transformador. 120V. com potência superior a 40CV. 120V. 220V. III d) máquina de solda a transformador. com potência superior a 2kVA ou 220V. com potência superior a 4CV. IV Unidades Consumidoras com carga menor que 75kW. com potência superior a 2CV. 120V. a duas fases ou 220V. Restrições . 220V. com potência superior a 2CV. que estão mostradas no quadro 1. Não conste: a) motor monofásico. Não conste: a) motor trifásico. grupo motor-gerador. com retificação em fonte trifásica. f) máquina de solda. classe de 120V.000m2 Comercial: 3. Nenhuma unidade consumidora poderá conter os equipamentos vetados na categoria III. c) motor monofásico. com potência superior a 8kVA.v invertida. a três fases. desde que possuam qualquer dos equipamentos vetados na Categoria III. A carga total instalada em qualquer unidade consumidora não poderá ser superior a 75 kW. e) máquina de solda a transformador. 220V.000m2 Em edificações residenciais e comerciais a demanda máxima calculada não deverá V ultrapassar 230 kW. c) aparelho que necessite de duas ou três fases. com potência superior a 2CV.

em qualquer unidade consumidora.000m2 VII .5 Categoria de fornecimento Restrições 1) a carga total instalada em qualquer unidade consumidora não poderá ser superior VI a 75 kW. Cálculos. chamada de Planta Baixa das Instalações Internas das Unidades . Antes de começar realmente um projeto. demonstrada no Quadro 3. Essa parte é muito importante para o sucesso do projeto. Necessita prévia consulta Fonte: NOR-TEC-01 2. isso poderá ocasionar um retrabalho enorme para o projetista. Esses passos serão definidos em uma receita de projetos. uma engenharia básica bem feita pode prevenir vários inconvenientes no futuro. Portanto. será feita a engenharia básica do projeto. Planta Baixa das Instalações Internas das Unidades Consumidoras (Planta Baixa 1). que geralmente. pode-se seguir para a segunda Fase. pois se for descoberto um erro de cálculo numa fase mais adiante. Como pode-se verificar essa receita está dividida em Fases e Etapas. Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras (Planta Baixa 2) e Detalhamento. chamada cálculos iniciais.carga total instalada superior a 75kW. ou da qual conste qualquer dos equipamentos vetados na categoria III. é necessária uma análise básica de engenharia onde definem-se todas as suas características.área bruta total construída superior a 10. 2) nenhuma unidade consumidora poderá conter os equipamentos vetados na categoria III . RECEITA DE PROJETOS Na execução de um projeto predial residencial devem-se seguir alguns passos importantes. Depois de concluída a primeira Fase. precisará voltar ao início do projeto para acertar tudo relacionado ao erro. As Fases estão divididas em Cálculos Iniciais. Na Primeira Fase.

Fases CÁLCULOS Quadro 3. com as informações de todas as unidades consumidoras. mostrando a carga instalada e o cálculo de demanda Fazer o unifilar geral da instalação PLANTA BAIXA 2 7 8 Fazer a planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos. 9 DETALHAMENTO 10 11 12 Fazer o esquema vertical da instalação elétrica. Então . Em cada Unidade Consumidora. Fazer a planta de alimentadores dos quadros do condomínio. das salas.6 Consumidoras. Depois definem-se o percurso dos eletrodutos e a identificação dos condutores. pode-se dimensionar todos os quadros de distribuição. Nessa Fase é projetada toda a instalação elétrica dos apartamentos e do condomínio (e se houver. será primeiro definida a posição dos pontos de tomada. CÁLCULOS 4 5 6 Fazer os trifilares de todos os quadros de distribuição Fazer o quadro de carga de toda instalação. de iluminação e do quadro de distribuição. Fazer a vista de medidores Fazer a vista dos Quadros Gerais de Baixa Tensão (QGBTs) Fazer a planta da Subestação. Fonte: Powertech Engenharia Na terceira Fase (Cálculos). dos escritórios e das lojas). suas vistas e seus detalhes.Receita de Projetos Etapas INICIAIS 1 Fazer Engenharia Básica PLANTA BAIXA 1 2 3 Fazer a instalação elétrica do pavimento-tipo dos apartamentos Fazer a instalação elétrica dos pavimentos relacionados ao condomínio.

Figura 1 – Diagrama de Receita de Projetos . Todas essas Fases e suas etapas serão explicadas mais detalhadamente nos próximos itens. No Detalhamento (quinta Fase) desenham-se o esquema vertical. desenha-se o quadro de cargas e o unifilar geral. Na Fase de plantas baixas da alimentação das unidades consumidoras. Nessas plantas há todo o percurso dos alimentadores que vêm da ESCELSA e vão a cada Unidade Consumidora. os disjuntores. os Disjuntores Diferencial-Residual (DRs). e todo o tipo de proteção necessária. a vista de medidores. será mostrada a parte de alimentadores. mostrando a listagem dos circuitos e suas cargas. a vista do QGBT e o projeto da subestação.7 desenham-se todos os seus trifilares. os Dispositivos de Proteção contra Surto (DPSs). Depois dos trifilares.

e não a absorvida. a demanda de carga a ser considerada para um equipamento de utilização é a potência aparente nominal por ele absorvida (VA). Isso deverá ser baseado no item 9. Engenharia Básica Na Engenharia Básica será feita uma análise crítica do projeto arquitetônico. começando com um estudo sobre as Unidades Consumidoras. individualmente. dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal.1.5 da ABNT NBR 5410. Depois definem-se a potência do transformador a ser usado. calculando a carga total do sistema e sua demanda. No caso em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento (potência de saída). comandado por interruptor • Previsão de número de pontos e de carga para tomadas: O número de pontos de tomada deve ser determinado em função da destinação do local e dos equipamentos elétricos que podem ser aí utilizados. da corrente nominal e do fator de potência. que contém prescrições específicas a locais utilizados como habitação. com diretrizes para a realização da previsão de carga e a divisão da instalação. Para calcular a carga total da instalação. necessita-se estudar cada unidade consumidora e somar suas cargas.1. [NBR-5410] Área do cômodo Potência Nº de pontos ou dependência Até 6m2 Acima de 6m2 Fonte: NBR-5410 carga mínima de 100VA Acrescentar 60VA para cada aumento de 4 m inteiros 2 Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto.1. 3. deve ser considerado o seu rendimento. Cálculo de Carga e Divisão de Circuitos nas Instalações. Quadro 4.Previsão de número de pontos e de carga para iluminação. a localização do QGBT e a dos medidores. SEQÜÊNCIA DE PROJETOS 3. e a potência a ser atribuída a . No geral.8 3. a localização da câmara de transformação e suas dimensões.

de perímetro no mínimo 100VA por ponto de tomada. [NBR-5410] Local/ função Nº de Pontos Potência deve ser previsto pelo menos Em banheiros Em cozinhas. no mínimo 600VA por ponto de tomada.25 m2 devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada. salas de manutenção e salas de equipamentos. cozinha-área de serviço. barriletes e locais análogos Os pontos de tomada de uso especifico devem ser para uso especifico localizados no máximo a 1. (**) . deve ser a ele atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados no mínimo 100VA por ponto de tomada. Quadro 5– Previsão de número de pontos e de carga para tomadas. próximo ao lavatório deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3. 1000 VA um ponto de tomada. no mínimo 100VA por ponto de tomada. ou fração de perímetro. até três pontos. no mínimo. salas de bombas. e 100VA por ponto para os excedentes. se a área do cômodo ou dependência for superior a 2. ou fração.5 m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado Em varandas deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada deve ser previsto pelo menos Em salas e dormitórios um ponto de tomada para cada 5 m. copas. no mínimo 100VA por ponto de tomada.9 cada ponto de tomada é função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar. lavanderias e locais análogos Em áreas de serviço. tais como casas de máquinas. observando-se no mínimo os critérios mostrados no quadro 5.25 m2 e igual ou inferior a 6 no mínimo 100VA por ponto de tomada.5 m. áreas de serviço. copascozinhas. se a área do cômodo ou dependência for igual ou demais cômodos e dependências de habitação inferior a 2. deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral circuitos terminais respectivos deve ser atribuída uma potência de. devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada.

mas também na taxa de ocupação dos condutos e dos quadros de distribuição. . Para a divisão da instalação: A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários. Funcionais Manutenção Fonte: NBR-5410 viabilizando a criação de diferentes ambientes. de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de outros (por exemplo. A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender. como os necessários em recintos de lazer. devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida por meio de outro circuito. às exigências mostradas no quadro 6. Exigências Segurança Conservação de energia Quadro 6 – Exigências para a Divisão da Instalação [NBR-5410] Exemplo evitando que a falha em um circuito prive de alimentação toda uma área. de perímetro. se a área do cômodo ou dependência for superior a 6 m2 Fonte: NBR-5410 no mínimo 100VA por ponto de tomada. etc facilitando ou possibilitando ações de inspeção e de reparo. possibilitando que cargas de iluminação e/ou de climatização sejam acionadas na justa medida das necessidades.10 Local/ função Nº de Pontos m 2 Potência Um ponto de tomada para cada 5 m. entre outras. circuitos de supervisão predial). ou fração. Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades futuras. Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram controle específico. As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de alimentação.

no interior de quadros. etc.75A. salvo as seguintes exceções: o Circuitos de sinalização e comando. com elementos de outra alimentação. por um só circuito.) . Em particular. quadros de distribuição e linhas. devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada. caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas). o Os pontos de tomadas. Em particular. o Os pontos de iluminação não sejam alimentados. em sua totalidade. a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais. áreas de serviço. o Conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das fontes de alimentação. Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam. admitindo exceção a essa regra. não sejam alimentados. e portanto corrente de 15. geração local. incluindo as caixas dessas linhas.). desde que não sejam os pontos de tomada considerados no parágrafo anterior e que as seguintes condições sejam simultaneamente atendidas: o A corrente de projeto do circuito comum (iluminação mais tomadas) não deve ser superior a 16A. Todo ponto de utilização previsto para alimentar. o Linhas abertas e nas quais os condutos de uma e de outra alimentação sejam adequadamente identificados. de modo a obter-se o maior equilíbrio possível. de modo exclusivo ou virtualmente dedicado. equipamento com corrente nominal superior a 10A deve constituir um circuito independente.11 Os pontos de tomada de cozinha. por um só circuito. (Por exemplo: Secadora de roupa que possui carga de 2000W em um circuito monofásico. não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem. copas. copas-cozinhas. caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas). Quando a instalação comportar mais de uma alimentação (rede pública. lavanderias e locais análogos devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais. As cargas devem ser distribuídas entre as fases. em sua totalidade.

Determinando os circuitos e suas respectivas cargas.1. Carga dos Apartamentos Será analisada cada unidade residencial da edificação. obtém-se a carga total de cada apartamento de acordo com a figura 2. e saber do cliente algumas características do projeto. Existem algumas definições importantes a serem decididas antes de relacionar os circuitos e suas cargas.1. fazendo a previsão da sua carga. Pode-se então já definir quais serão os circuitos a serem utilizados em cada apartamento e suas respectivas cargas. No apartamento haverá: • • • • Chuveiro Elétrico? Máquina de lavar louça? Secadora de roupa? Ar condicionado SPLIT ou de janela? As respostas a essas perguntam influenciarão significativamente na carga e na elaboração do projeto. .1.12 3.

poderá ser feito o quadro 7 (Quadro de cargas dos apartamentos). . Assim.13 Figura 2– Lista de Circuitos dos apartamentos tipo Com a separação dos circuitos e a previsão de carga feita para cada apartamento deve-se somar a carga para saber toda a carga instalada referente aos apartamentos.

e com as diretrizes dadas no item 3. A figura 3 com uma lista de circuitos e cargas serve como exemplo. num total de dez andares. Os medidores desses apartamentos foram separados em dois grupos (Quadro de medidores 1 e o Quadro de medidores 2). nesse exemplo. sendo dois apartamentos por andar. . pode-se estimar a carga do condomínio e fazer a sua divisão em circuitos.14 Quadro 7– Quadro de cargas dos apartamentos Portanto.2. O dimensionamento dos Quadros de medidores será melhor explicado no item 3.1. o número total de apartamentos é igual a vinte.1.9 (Vista de Medidores).1. Carga do Condomínio Estudando a arquitetura do condomínio. 3.

se define a carga total do condomínio. que pode ser separada de acordo com a finalidade..).. alimentando primeiramente o QLFS (“Quadro de Luz e Força de Serviço”). Elevador 2. QLS1. onde existirá um disjuntor para cada um dos itens especificados no Quadro de Cargas acima (Elevador 1. Recalque. O Medidor de serviço atenderá toda a carga referente ao condomínio. como mostrado no Quadro 8.Lista de Circuitos do condomínio Com essa listagem de circuitos. Esses circuitos foram divididos nesses dois quadros (QLS1 e QLS2) de forma a facilitar a distribuição de circuitos no edifício. O QLE é o Quadro .. B.15 Figura 3. Os quadros QLS1 E QLS2 (“Quadro de Luz de Serviço 1 e 2”) possuem os circuitos de iluminação e tomadas mostrados na Figura 3.

Quadro 8– Quadro de cargas do condomínio. Com essa carga do condomínio junto com a carga total calculada para os apartamentos. não serão necessários um ou mais transformadores para atender a essa carga. Deve-se aplicar a demanda nas cargas dessas unidades consumidoras. 3.RTD-CODI-06.9). e o QL Emergência é o quadro que carrega as baterias que alimentam o circuito de iluminação de emergência do condomínio. obtém-se a carga instalada total do prédio que será mostrada no próximo item. aplica-se um critério desenvolvido pelo CODI (Comitê de Distribuição de Energia Elétrica) na Recomendação Técnica de Distribuição .1. considerando o fator de potência de projeto igual a 0.16 de Luz dos Elevadores. para encontrar a verdadeira carga (menor que a total da instalação) que será usada simultaneamente pelos consumidores.122 W (851. somando-se a carga total dos apartamentos e a carga do condomínio. 3. Para calcular a demanda de edifícios residenciais de uso coletivo.2.1. O . Carga Total da Instalação O Quadro 9 mostra a carga total da instalação.1.246.67VA.01 (Ver Apêndice A).3. Demanda da Instalação Apesar da carga total da instalação ter dado 766.

e a demanda do condomínio nas cargas efetivamente instaladas. a demanda total deve ficar entre 25 a 30% da carga total instalada. .Determinação da demanda dos apartamentos. A demanda dos apartamentos é calculada com base no total de sua área útil. De acordo com estudos. .17 critério é baseado em dados de medições e de pesquisas realizadas em edifícios residenciais variados.Determinação da demanda do condomínio. Quadro 9 – Quadro de Cargas Total da Instalação O cálculo da demanda total do edifício constitui-se das seguintes etapas: . de diferentes cidades do país e é composto de duas partes distintas: uma referente à demanda dos apartamentos e outra à demanda do condomínio.

conforme pode ser observado na Quadro 27 do Apêndice A. Demanda dos Apartamentos Pelo critério do CODI. o valor da demanda de 45.9). por um fator igual a 2. O critério permite o cálculo da demanda dos apartamentos para unidades com área útil a partir de 20 m2.2.35%). a critério do projetista. deverá ser adotado o valor de 1. a demanda dos apartamentos deve ser determinada em função da área útil e da quantidade de apartamentos do edifício. fp=0. Quadro 10– Demanda Aplicada nos Quadros de Medidores Para uma carga total instalada de 363. tais como chuveiros elétricos. Para obter o Fator de multiplicação em função da quantidade de apartamentos. aparelhos de ar condicionado.Determinação da demanda total do edifício através da soma da demanda dos apartamentos e da demanda do condomínio.1. Aplica-se a demanda somente sobre os Quadro de Medidores (1 e 2) e não sobre o apartamento individualmente.15%) da carga total instalada nos . aquecedores e outras.2 VA (28.559. que é aplicável a edifícios com até 300 apartamentos.790 VA calculada ficou muito pequeno (11.48 para chegar na demanda aplicada de 113.333 VA.1. saunas. Para calcular a demanda dos apartamentos deve-se multiplicar os dois valores encontrados nos Quadros 27 e 28 do Apêndice A. Além disso. para apartamentos com área útil de 20 a 42 m2. 3.0 kVA por apartamento.000 W por QM (403.18 . portanto esse valor foi multiplicado. No método proposto. Obtém-se o quadro 10. deve-se usar a Quadro 28 do Apêndice A. já está considerada a instalação de cargas específicas.

sauna. por um fator igual a 2.840 VA calculada ficou muito pequeno (10. .400 W. Lembrar que o ideal para edifícios residenciais é que a demanda fique entre 25 a 30% da carga total instalada.100% para os primeiros 10 kW . individualmente.4 kW restantes (= 11. Cálculo da parcela de demanda referente às cargas de iluminação: a . .600W). . 3.Tomadas. Desse valor dividimos pelo fator de potência. deve ser aplicado o fator de potência específico considerado no projeto.1.16%).Ao valor encontrado em kW.2.Devem ser aplicados os seguintes percentuais à carga total instalada em kW: .19 apartamentos.958 VA (25. o valor da demanda de 82. aquecedores e equipamentos para piscina. portanto esse valor também foi multiplicado.600/0.Motores de elevadores e bombas d'água.Outras cargas.888. fp=0. observa-se que carga total de Iluminação do condomínio é igual a 16. Será usado como exemplo o condomínio especificado anteriormente pelas Figura 3 (Lista de Circuitos) e Quadro 8 (Quadro de Carga).90 = 12.Iluminação. Demanda do condomínio A demanda do condomínio deve ser determinada considerando-se. Demanda da iluminação igual a 12. Exemplo: Consultando a Quadro 8.27%).888. Para uma carga total instalada aplicada nos QMs 1 e 2 (806.2.666VA.9). a) Cargas de iluminação.90 ( 11. tais como aparelhos de ar condicionado.45 para chegar na demanda aplicada de 202. portanto aplica-se 100% para 10 kW e 25% para os 6. as seguintes cargas: . para calcular a demanda.89).25% para o que exceder a 10 kW b . . a critério do projetista.89 VA. que nesse projeto foi considerado de 0.

portanto a demanda é igual a 20% desse valor dividido por 0. aplicando-se às mesmas.732 W (5HP) – Quadro 29 – Demanda de 6.200W.5HP) – Quadro 29 – Demanda de 12.Cargas não motrizes Estas cargas deverão ser analisadas em particular. deverá ser considerado o fator de .980 VA d) Outras cargas do condomínio. deve ser aplicado o fator de potência específico considerado no projeto.2 Elevadores de 5. Exemplo: De acordo com a lista de circuito do condomínio.1 Bomba de recalque de 3. sendo constituída de: .020 VA Demanda de acordo com o Quadro 29: 12. fator de demanda em função das suas características de utilização definidas no projeto.67 W.980 + 6. adotando-se o fator de diversidade 1. b .0 para estes grupos. Sobre a demanda calculada para estas cargas.90 (o fator de potência considerado no projeto). separadamente. para os grupos de motores de elevadores e de bombas d'água.Ao valor encontrado em kW. tem-se 9. Demanda igual a 4. c) Elevadores e bombas d’água.266. Cálculo das parcelas de demanda referentes a outras cargas do condomínio: a . Cálculo da parcela de demanda referente a elevadores e bombas d'água: Deve ser aplicada a Quadro 29 do Apêndice A. adotando-se o fator de diversidade 1.020 + 980 = 19. observa-se que a carga em tomadas no condomínio foi de igual a 19.980 VA .Cargas motrizes Deve ser aplicada a Quadro 29 do Apêndice A para cada tipo de carga.327 W de carga de motores para elevadores e bombas d’água.0 a cada grupo destas cargas. Exemplo: Consultando o Quadro 8.Deve ser aplicado o percentual de 20% à carga total instalada em kW. b . Cálculo da parcela de demanda referente às cargas de tomadas: a .595 W (7.20 b) Cargas de tomadas.

0 = 257.21 diversidade 1.000VA. Exemplo: . Quadro 11– Demanda Aplicada no Medidor de Serviço.0. para essa instalação. Demanda total da instalação = Demanda total dos apartamentos + Demanda do condomínio Demanda total da instalação = 82. A esse valor pode-se ainda aplicar algum fator de multiplicação.976 x 2.Cargas não motrizes – Sauna elétrica com carga de 9. a critério do projetista. previsto no projeto.136 VA (Ver Quadro 11). . A essa carga será aplicada demanda total e um fator de potência igual a um.000 W. Demanda aplicada total = 128. um transformador de 300kVA. . deve ser adotado o fator de potência específico. Para estas cargas. Demanda 9.2 motores para portões de garagem 600 W (1/3HP) – Quadro 29 – Demanda de 980 VA.952 VA Recomenda-se.136 = 128.976 VA. Portanto a demanda do condomínio é de 46.840 + 46.Cargas motrizes .

4.1. porém é dever do projetista eletricista ratificar essa localização ou sugerir modificações. maior que os 750kW limitantes da categoria VI.300 36.1. barramento geral e medidores. consultando esse mesmo item. caso a pré-definida pelo arquiteto não atenda algum item das normas vigentes. 3. no projeto arquitetônico já está definida a sua localização. e não possuem nenhuma das características de restrição.4.1. pois ela possui uma carga total instalada de 766. verifica-se que a edificação como um todo.300 60. Câmara de transformação. No capítulo 10 da Norma da ESCELSA (“NOR-TEC-01”) há as diretrizes para se projetar uma câmara de transformação ou cabina. E.000 e 75. Geralmente.122 766. Quadro 12– Categoria de Fornecimento das Unidades Consumidoras Unidade Consumidora Apartamento Tipo1 Apartamento Tipo2 Condomínio A instalação geral Carga Instalada (W) 36.000 W. Barramento Geral e dos medidores Estudando o projeto arquitetônico deve ser escolhida a melhor localização para: subestação. Nesse momento será mostrado apenas sobre a escolha da localização e das suas dimensões: .122 Categoria de Fornecimento III III III VII 3.1. está na categoria VII. Consultando o item 5 da Norma da Escelsa (“NOR-TEC-01”). verifica-se que todas as unidades consumidoras deste prédio estão na categoria III. Categoria de cada Unidade Consumidora Com a lista de circuitos e suas respectivas cargas de todas as unidades consumidoras já definidas. define-se em que categoria se encontra cada unidade consumidora desta edificação. visto que elas possuem carga entre 15.122 W. e conseqüentemente de toda a instalação.3.22 3. Câmara de transformação O fornecimento de energia elétrica às instalações das Categorias VI e VII deverá ser feito por meio de câmara de transformação ou cabina.

80m x 2.câmara de transformação ou cabina com dois transformadores de até 300kVA. dimensões mínimas: 3.80m (pé direito) . deverá ser construída câmara de transformação. Se o limite da edificação. não devendo ser utilizada em locais passíveis de inundação. em que isto se torne necessário. colunas.80m (pé direito) . a câmara de transformação ou cabina deverá ser dimensionada de acordo com o(s) equipamento(s) a ser(em) instalado(s). A escolha da melhor localização será em função das facilidades de acesso.00m x 3. O trecho que exceder a 10 metros será de responsabilidade do interessado/ incorporador. rebaixos.90m x 2. a qualquer hora do dia ou da noite. tais como. Deverá obedecer às seguintes dimensões mínimas. b) Dimensões De acordo com a NOR-TEC-01. Qualquer localização diferente da prevista deverá ser motivo de prévia consulta à ESCELSA. até 6m da via pública.60m x 3. vigas. A ESCELSA responsabilizar-se-á pelo fornecimento do cabo classe 15kV desde que a câmara diste até 10 metros medidos a partir da caixa de inspeção no passeio. etc: . para os funcionários da ESCELSA ou pessoas autorizadas e para circular equipamentos com dimensões mínimas de 1. de preferência na parte frontal da edificação.500 Kgf de peso. dimensões mínimas: 6. livres de obstáculos. A câmara de transformação ou cabina deverá permitir fácil acesso a partir da via pública.90m x 2.23 a) Localização De acordo com a NOR-TEC-01. Sempre que o compartimento for isolado da edificação deverá ser construída cabina que deverá ser localizada no recuo da edificação. estiver a mais de 6 metros da via pública. localizada no térreo. com dimensões de 80 x 80 x 100 cm. no máximo a 6m da via pública de construção normal sobre o solo.00 e 2. ventilação e outros fatores de projeto.20m x 1. onde está localizada a cabina. de modo a oferecer facilidade de operação e circulação.câmara de transformação ou cabina com transformador único de até 300kVA. bem como as necessárias condições mínimas de segurança. sempre que o compartimento for parte integrante da edificação. deverá ser construída uma caixa de passagem.

5 metros será de responsabilidade do interessado / incorporador.3. quando houver). as dimensões mínimas serão estabelecidas em função das características técnicas de cada edificação. Localização do Barramento Geral O barramento geral em tensão secundária (QGBT) não deverá distar mais de 2. medidos a partir do perímetro da câmara de transformação.24 . Primeiramente define-se o tamanho dos medidores e conseqüentemente o tamanho dos quadros de medidores. com barramento) e a localização do Medidor de Serviço (Equipamento destinado a medição das cargas de uso comum da edificação e também dos equipamentos de combate a incêndio.4. 3.000 W Até 41.000 W Dimensões mínimas internas (mm) Largura 270 95 370 500 660 Altura 170 170 245 260 440 Profundidade 140 100 180 180 200 . Quadro 13 .para as edificações da categoria VII (carga instalada superior a 750kW ou área superior a 10.1. mediante prévia consulta à ESCELSA (antes do início da construção).Caixas para medidores e disjuntores Caixas Medidor Monofásico Disjuntor Monofásico Medidor Polifásico Restrições Até 9. Nesse item será definida a localização dos Quadros de Medições (conjunto de caixas destinadas à instalação de equipamentos de medição em condomínios horizontal ou vertical.2.001 até 57. No desenho Nº1 da NOR-TEC-01. 3.000m2).000 W 41. a ESCELSA define as dimensões mínimas das caixas para medidores de kWh.000 W Até 9. TC e disjuntores. kVArh. A ESCELSA responsabilizar-se-á pelo fornecimento e instalação dos condutores em tensão secundária. Localização dos medidores.4.000 W 57. O trecho que exceder a 2.1.001 até 75.5 metros.

a localização da medição depende da categoria de fornecimento da instalação elétrica. transformadores de corrente e de potencial e seus condutores serão previstos e instalados pela ESCELSA. define-se o tamanho dos quadros de medidores (QMs). nos casos das categorias serem I. poeira. ou para o fornecimento às instalações da categoria V. por ocasião da ligação da subestação. Nas unidades consumidoras das categorias V. Dependências sanitárias. De acordo com o capítulo 9 da NOR-TEC-01. não devendo ser instaladas em locais tais como: • • • • Escadarias e rampas. Para as unidades consumidoras da categoria IV. em um quadro único de medições. b) Edificações horizontais com carga instalada até 180 kW. Proximidades de máquinas. tanques e reservatórios. Locais sujeitos a gases corrosivos. em local de fácil e permanente acesso. poste ou na parede externa do prédio. . inundações. VI e VII. II e III. respeitadas as seguintes limitações: máximo de 3 pavimentos e até 6 medidores e demanda diversificada máxima de 60kW. bombas. nos seguintes casos: a) Edificações verticais com carga total instalada até 75kW. em um quadro único de medições. A medição deverá ser instalada na divisa da propriedade com a via pública com a caixa do medidor voltada para a via pública. trepidação excessiva ou abalroamento de veículos. de acordo com a arquitetura do projeto e a quantidade de medidores de apartamentos. dotado de boa iluminação natural ou artificial. cujos medidores. podendo ser instalada em muro. as caixas para instalação dos medidores deverão ser instaladas no interior da propriedade particular. a NOR-TEC-01 apresenta vários padrões mostrando detalhes da medição de energia elétrica.25 Disjuntor Polifásico Fonte: NOR-TEC-01 Até 100 A Maior que 100 até 200 A 125 670 185 345 100 200 Depois de definido o tamanho dos medidores.80 kW. respeitadas as seguintes limitações: máximo de 16 unidades monofásicas ou 12 polifásicas e demanda máxima diversificada igual a 118.

deverá ser. o projetista eletricista deverá dimensionar e definir o espaço necessário para suportar os cabos dimensionados previamente. O disjuntor deverá ser instalado em caixa específica junto à caixa do medidor. Em prédios com até dois quadros de medições. e caso seja necessário. Geralmente o projeto arquitetônico já define um espaço para a subida dos cabos alimentadores dos apartamentos e de cargas dos condomínios. respeitadas as disposições do parágrafo anterior. porém.2. Planta Baixa das Instalações Elétricas internas das unidades consumidoras 3.4. A queda de tensão nos condutores onde circula energia não medida. calculada para uma carga igual ao limite superior da faixa da respectiva categoria. 1% ( um porcento). será permitida a instalação de quadros de medições.26 Em prédios de até 4 pavimentos ou sem elevador. distribuídos em diferentes pavimentos. os quadros de medições deverão estar localizados no pavimento térreo.1. Quando um quadro contiver 7 (sete) ou mais medidores.4. Princípios fundamentais Durante a elaboração de um projeto elétrico. Esses princípios orientam os objetivos e . ou no 1º mezanino.1. existem alguns princípios fundamentais que precisam ser respeitados. desde que cada quadro tenha um mínimo de 06 (seis) medições. a partir do ponto de entrega de energia. estes deverão situar-se junto ao barramento geral. Em prédios com mais de 4 pavimentos com elevador e com mais de 24 (vinte e quatro) medições. Localização da prumada elétrica.2. a caixa de derivação geral deverá conter barramento. no máximo. solicitar uma mudança no projeto arquitetônico. 3. 3.

Além disso. como faltas entre partes vivas de circuitos sob diferentes tensões. localização de defeitos e reparos. verificação. c) As pessoas. facilmente identificáveis e rapidamente manobráveis. os animais e os bens devem ser protegidos contra as conseqüências prejudiciais de ocorrências que possam resultar em sobretensões. como incêndios. de seus circuitos e de seus equipamentos deve poder ser seccionada para fins de manutenção. não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais. em serviço normal. Esses princípios são: a) As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques elétricos. e) As pessoas. e estão relacionados nos itens 4.1. seja o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa. i) A instalação elétrica deve ser concebida e construída livre de qualquer influência mútua prejudicial entre instalações elétricas e não elétricas. f) Equipamentos destinados a funcionar em situações de emergência.1. d) Condutores que não os condutores vivos e outras partes destinadas a escoar correntes de falta devem poder suportar essas correntes sem atingir temperaturas excessivas. fenômenos atmosféricos e manobras. j) Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir espaço suficiente tanto para a instalação inicial quanto para a substituição . seja a falhas que possam colocar uma massa acidentalmente sob tensão. devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos.15 da Norma. os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicitações eletromecânicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam se submetidos.1 a 4. g) Sempre que forem previstas situações de perigo em que se faça necessário desernergizar um circuito. devem ter seu funcionamento assegurado a tempo e pelo tempo julgado necessário. h) A alimentação da instalação elétrica.27 as prescrições da Norma ABNT NBR 5410. b) A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis. devem ser providos dispositivos de desligamento de emergência.

com vista a assegurar que elas foram executadas de acordo com a NBR 5410. n) O projeto. em serviço normal (incluindo operações de manobra). Entre as características e fenômenos suscetíveis de gerar perturbações ou comprometer o desempenho satisfatório da instalação podem ser citados: o O fator de potência. sobre outros componentes ou na rede de alimentação. e os condutores em particular. a execução. l) Toda instalação elétrica requer uma cuidadosa execução por pessoas qualificadas. o contato seja seguro e confiável. manutenção e reparos. o Nas conexões. o Os componentes da instalação suscetíveis de produzir temperaturas elevadas ou arcos elétricos fiquem dispostos ou abrigados de modo a eliminar o risco de ignição de materiais inflamáveis. bem como após cada reforma. que: o As características dos componentes da instalação não sejam comprometidas durante sua montagem. devem ser levados em consideração os efeitos danosos ou indesejados que o componente possa apresentar. m) As instalações elétricas devem ser inspecionadas e ensaiadas antes de sua entrada em funcionamento. a verificação e a manutenção das instalações elétricas devem ser confiados somente a pessoas qualificadas a conceber e executar os trabalhos em conformidade com a NBR 5410. o O desequilíbrio de fases. bem como acessibilidade para fins de operação. o As harmônicas. e o As partes externas de componentes sujeitas a atingir temperaturas capazes de lesionar pessoas fiquem dispostas ou abrigadas de modo a garantir que as pessoas não corram risco de contatos acidentais com essas partes. o Os componentes sejam instalados preservando-se as condições de resfriamento previstas. fiquem adequadamente identificados. o Os componentes da instalação. k) Na seleção dos componentes. entre outros objetivos. de forma a assegurar. o As correntes iniciais ou de energização.28 posterior de partes. verificação. .

já foram definidas no item da engenharia básica. • Esquema TN-S. c) Alimentações disponíveis. e) Exigências quanto à divisão da instalação. assim como a divisão da instalação (item e). Características gerais De acordo com a NBR 5410.2.2. Corrente alternada Esquema de condutores vivos • Bifásico a três condutores. • Trifásico a quatro condutores. 3.Esquema de distribuição • Monofásico a dois condutores. b) Esquema de distribuição. • Trifásico a três condutores. • Três condutores. Quadro 14. A utilização prevista e a demanda (item a). Agora serão definidos os itens restantes das características gerais. • Monofásico a três condutores.2.1. Corrente contínua • Dois condutores. g) Riscos de incompatibilidade e de interferências h) Requisitos de manutenção. f) Influências externas às quais a instalação for submetida.2. na concepção de uma instalação elétrica devem ser determinadas as seguintes características: a) Utilização prevista e demanda. Esquema TN Esquema de aterramento Esquema TT Esquema IT Fonte: NBR-5410 • Esquema TN-C-S. pois não é o propósito deste trabalho. Os requisitos de manutenção (item h) também não serão mencionados. Esquema de distribuição O esquema de distribuição pode ser classificado de acordo com os critérios do quadro 14. d) Necessidade de serviços de segurança e de fontes apropriadas. . • Esquema TN-C.29 3.

Esquema de distribuição nos edifícios residenciais. porém a partir do ponto de entrega. As massas da instalação são aterradas. ele será convertido em um esquema TN-S. Esquema TN-C. e Massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento próprio(s). no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor. . portanto a edificação será um esquema TN-C-S.2.30 O esquema TN possui um ponto de alimentação diretamente aterrado. seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente do eletrodo de aterramento da alimentação. seja porque não há eletrodo de aterramento da alimentação. em parte do qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor. verificando-se as seguintes possibilidades: • • Massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação. No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de impedância. 3. Esquema TN-C-S. São considerados três variante de esquema TN.1. estando as massas da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação. se existente.1. na totalidade do esquema. O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção: • • • Esquema TN-S. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos. sendo as massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. O esquema de aterramento utilizado na ESCELSA é o esquema TN-C.2.

127 Volts em sistemas monofásicos. além das acima citadas. Excepcionalmente nas localidades de Alegre.2. localizadas em municípios atendidos pela Espírito Santo Centrais Elétricas S.400 e 13. Rive. 3. incluindo a demanda de potência. c) Valor da corrente de curto-circuito presumida no ponto de suprimento. 380/220 Volts. Alimentações De acordo com a NBR 5410 devem ser determinadas as seguintes características das fontes de suprimento de energia com as quais a instalação for provida: a) Natureza da corrente e da freqüência. com neutro aterrado.2. as fontes de alimentação para tais serviços devem possuir capacidade.2. Essas características devem ser obtidas junto à empresa distribuidora de energia elétrica. no que se refere ao suprimento via rede pública de distribuição.2.31 3.A – ESCELSA. Serviços de segurança Quando for imposta a necessidade de serviços de segurança. as tensões poderão ser. confiabilidade e disponibilidade adequadas ao funcionamento especificado. nas seguintes tensões padronizadas: a) Tensões secundárias • • 220/127Volts em sistemas trifásicos. quando se tratar de fonte própria. Guaçui e Celina. em sistema com neutro aterrado. em sistemas trifásicos e 220 Volts em sistemas monofásicos (fase-neutro). b) Tensões primárias As tensões de fornecimento primárias nominais (média tensão) poderão variar entre 11.2.800 Volts entre fases. O fornecimento de energia elétrica às unidades consumidoras. ambas com neutro aterrado. será feito em corrente alternada na freqüência de 60 hertz. com neutro aterrado. b) Valor da tensão nominal. e devem ser determinadas. .3. d) Possibilidade de atendimento dos requisitos da instalação.

a: • • • • • • • Sobretensões transitórias. Correntes harmônicas. Cada condição de influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e um número. c) O número indica a classe de cada influência externa.32 3. em outros serviços ou ao bom funcionamento da fonte de alimentação.2.4.2.2. Componentes contínuas. Para exemplos. Correntes de partida. Correntes de fuga.2.5. . b) A segunda letra indica a natureza da influência externa. B = utilização. Oscilações de alta freqüência. Influências externas Na concepção e na execução das instalações elétricas devem ser consideradas a classificação e a codificação das influências externas estabelecidas na NBR 5410. 31 e 32 no Apêndice B. 3. como descrito a seguir: a) A primeira letra indica a categoria geral da influência externa: • • • A = meio ambiente. verificar Quadros 30. Variações rápidas de potência. Compatibilidade Devem ser tomadas medidas apropriadas quando quaisquer características dos componentes da instalação forem suscetíveis de produzir efeitos prejudiciais em outros componentes. Essas características dizem respeito. por exemplo. C = construção das edificações.

2.33 Todos os componentes da instalação elétrica devem atender às exigências de compatibilidade eletromagnética e ser conforme o que as normas aplicáveis prescrevem. Considerações da NBR 5410 3. deve-se tomar medidas de proteção para garantir segurança. Isso não dispensa. d) Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas. porém. a observância de medidas a reduzir os efeitos das sobretensões induzidas e das perturbações eletromagnéticas em geral.3. b) Proteção contra efeitos térmicos.2.3. As proteções são: a) Proteção contra choques elétricos. Proteção contra choques elétricos O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques especificadas na NBR 5410 pode ser assim resumido: • • Partes vivas perigosas não devem ser acessíveis. e) Proteção contra quedas e faltas de tensão. dois tipos de proteção: . seja em condições normais. Segurança da instalação elétrica das unidades consumidoras Ao se projetar a instalação elétrica interna das unidades consumidoras. neste particular.2. e Massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo. Essa Norma define todos os tipos de proteção necessária e as medidas a serem tomadas.3.1. são descritas todas as informações necessárias para essas medidas. seja.1. Deste modo. em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas. em particular. No capítulo 5 da NBR 5410. a proteção contra choques elétricos compreende. 3.1. c) Proteção contra sobrecorrentes. 3. em caráter geral.

simultaneamente. A medida de caráter geral a ser utilizada na proteção contra choques elétricos é a equipotencialização e seccionamento automático da alimentação. b. mediante combinação de meios independentes ou mediante aplicação de uma medida capaz de prover ambas as proteções. As outras medidas de proteção contra choques elétricos descritas na NBR 5410 são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais. visando obter a eqüipotencialidade necessária para os fins desejados. pelo provimento conjunto de proteção básica e de proteção supletiva. a. aos conceitos de “proteção contra contatos diretos” e de “proteção contra contatos indiretos”. As medidas de proteção contra choques elétricos são apresentadas a seguir: a. para compensar dificuldades no provimento da medida de caráter geral ou para compensar sua insuficiência em locais ou situações em que os riscos de choque elétrico são maiores ou suas conseqüências mais perigosas. d. e por isso focaremos nosso trabalho nelas. Equipontencialização e seccionamento automático da alimentação A equipotencialização é um procedimento que consiste na interligação de elementos especificados. Equipontencialização e seccionamento automático da alimentação. a própria rede de elementos interligados resultante. Isolação dupla ou reforçada. Diferentes medidas de proteção contra choques elétricos podem ser aplicadas e coexistir numa mesma instalação. Uso de separação elétrica individual.34 • • Proteção básica Proteção supletiva Os conceitos de “proteção básica” e de “proteção supletiva” correspondem. no mínimo. Uso de extrabaixa tensão: SELV (“Separated extra-low voltage”) e PELV (“Protected extra-low voltage”). . c. Por extensão. respectivamente. A regra geral da proteção contra choques elétricos é que o principio enunciado anteriormente seja assegurado.

conjuntamente. para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética. • Selecionada com base na maior seção de condutor de fase desses circuitos. Postes de concreto armado em que a armadura não é acessível. para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética. e todas aquelas situadas numa mesma edificação ou simultaneamente acessíveis devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento. sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias. . Massas que. desde que a ligação a um condutor de proteção seja difícil ou pouco confiável. sendo que um condutor de proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos. A proteção básica nessa medida de proteção deve ser assegurada por isolação das partes vivas e/ou pelo uso de barreiras ou invólucros. em toda sua extensão. dentro das regras da proteção por seccionamento automático da alimentação. por suas reduzidas dimensões ou por sua disposição. Massas protegidas contra choques elétricos por um mesmo dispositivo. devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento. Todo o circuito deve dispor de condutor de proteção. por equipotencialização e pelo seccionamento automático da alimentação. sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias. não possam ser agarradas ou estabelecer contato significativo com parte do corpo humano. Admite-se • • • que os seguintes elementos sejam excluídos das equipotencializações: Suportes metálicos de isoladores de linhas aéreas fixados à edificação que estiverem fora da zona de alcance normal.35 Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção. desde que esteja instalado no mesmo conduto que os respectivos condutores de fase e sua seção seja dimensionada conforme as seguintes opções: ƒ Calculada para a mais severa corrente de falta presumida e o mais longo tempo de atuação do dispositivo de seccionamento automático verificados nesses circuitos. E a proteção supletiva deve ser assegurada.

em volts. • Recomenda-se o aterramento dos condutores de proteção em tantos pontos quanto possível. geralmente o neutro. Uo é a tensão nominal. até o ponto de ocorrência da falta. do condutor vivo. tais como edifícios de grande altura.36 O princípio do seccionamento automático é que um dispositivo deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele protegido sempre que uma falta (entre parte viva e massa ou entre parte viva e condutor de proteção) no circuito ou equipamento der origem a uma tensão de contato superior ao valor pertinente da tensão de contato limite UL. envolvendo todas as massas da instalação. do percurso da corrente de falta. ocorrendo em qualquer ponto uma falta de impedância desprezível entre um condutor de fase e o condutor de proteção ou uma massa. • As características do dispositivo de proteção e a impedância do circuito devem ser tais que. e do condutor de proteção (do ponto de ocorrência da falta até a fonte). No esquema TN. Em construções de porte. . que é o geralmente usado. entre condutores de proteção e elementos condutivos da edificação. Ia é a corrente. e deve ser interligada com o ponto da alimentação aterrado. em ohms. valor eficaz em corrente alternada. Ia ≤ Uo Onde : Zs é a impedância. entre fase e neutro. a realização de equipotencializações locais. em ampères. cumpre o papel de aterramento múltiplo do condutor de proteção. devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir: • A equipotencialização via condutores de proteção deve ser única e geral. Considera-se a prescrição atendida se a seguinte condição for satisfeita: Zs . composto da fonte. que assegura a atuação do dispositivo de proteção num tempo no máximo igual ao especificado na Quadro 15. o seccionamento automático se efetue em um tempo no máximo igual ao especificado na Quadro 15.

o condutor Neutro e o Terra. mesmo que ocorresse uma falta. no esquema TN-S. Se a soma vetorial que passa por ele for igual a zero. o dispositivo não conseguiria percebê-la. não há corrente de fuga. Conforme podemos ver na figura 5. passariam pelo dispositivo DR. essa diferença será percebida pelo dispositivo DR que irá atuar e seccionará o circuito. na variante TN-C do esquema TN. observado o que estabelece a alínea seguinte • Não se admite. o Dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual (dispositivos DR). portanto. Na variante TN-C. . podem ser usados os seguintes dispositivos de proteção: o Dispositivos de proteção a sobrecorrente. e mesmo uma pequena corrente de fuga aparecer no condutor Terra. o DR funciona. no mesmo condutor. que a função de seccionamento automático. e aparecesse uma corrente de fuga it.37 Figura 4 – Circuito Equivalente de uma falta de impedância desprezível • No esquema TN. visando à proteção contra choques elétricos. conforme podemos ver na figura 6. no seccionamento automático visando à proteção contra choques elétricos. Isso porque. passa pelo DR trifásico as correntes das fases e do neutro. A corrente do terra não passa pelo dispositivo DR. Se ocorrer uma falta de um circuito na massa da carga. seja atribuída aos dispositivos DR. verificando o soma vetorial das correntes que passam por ele.

120.2 1 Uo é a tensão nominal entre fase e neutro. 127 220 254 277 400 Notas: 0.38 Figura 5 – Esquema TN-S Figura 6 – Esquema TN-C Quadro 15 – Tempos de seccionamento máximos no esquema TN.8 0.4 0.2 0. Uo (V) Tempo de seccionamento (s) Situação 1 Situação 2 0.2 0.35 0.4 0.2 0.4 0. valor eficaz em corrente alternada 2 As situações 1 e 2 estão definidas no Apêndice B deste trabalho Fonte: NBR-5410 .05 115.

em operação normal. Comprometimento da segurança de funcionamento dos componentes instalados. aliado à utilização de materiais de baixa condutividade térmica. fixo ou estacionário. ou c. . Combustão ou degradação dos materiais. Risco de queimaduras.2. Montado a uma distância suficiente dos elementos construtivos sobre os quais os arcos possam ter efeitos térmicos prejudiciais. Os materiais resistentes a arcos mencionados devem ser incombustíveis. ele deve ser: a. ou b. devem ser protegidos contra os efeitos térmicos prejudiciais que possam ser produzidos por esses componentes. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. c. Totalmente envolvido por material resistente a arcos.39 3. Separados dos elementos construtivos da edificação por materiais que suportem tais temperaturas e sejam de baixa condutividade térmica. bem como os equipamentos e materiais fixos adjacentes a componentes da instalação elétrica. de modo a permitir a segura extinção do arco. for suscetível de produzir. Devem ser observadas.2. Os componentes fixos cujas superfícies externas possam atingir temperaturas suscetíveis de provocar incêndio nos materiais adjacentes devem ser: a.1.3. b. Separado. apresentar baixa condutividade térmica e possuir espessura capaz de assegurar estabilidade mecânica. além das prescrições da NBR 5410. tais como: a. Os componentes da instalação não devem representar perigo de incêndio para os materiais adjacentes. Montados sobre ou envolvidos por materiais que suportem tais temperaturas e seja de baixa condutividade térmica. Montados de modo a guardar afastamento suficiente de qualquer material cuja integridade possa ser prejudicada por tais temperaturas e garantir uma segura dissipação de calor. as respectivas instruções dos fabricantes. ou b. ou c. Quando um componente da instalação. por materiais resistentes a arcos. arcos ou centelhamento. de elementos construtivos da edificação sobre os quais os arcos possam ter efeitos térmicos prejudiciais.

2. por exemplo: a. Definir posições de pontos de luz e respectivos interruptores. 5. Definir comandos de iluminação dos interruptores. em caso de incêndio. ou de difícil combustão.4.40 Os componentes fixos que apresentem efeito de concentração de calor devem estar suficientemente afastados de qualquer objeto fixo ou elemento construtivo. Definir caminho dos eletrodutos e quais fios passarão em cada eletroduto. . o líquido inflamado. Desenhar carimbo e margens. Os materiais de invólucros aplicados a componentes da instalação durante a execução da obra devem suportar a maior temperatura que o componente possa vir a atingir. Colocar Simbologia. 7. a fumaça e gases tóxicos se propaguem para outras partes da edificação. 6. Construção de um fosso de drenagem. de modo a não submetê-lo. Só se admitem invólucros de material combustível se forem tomadas medidas preventivas contra o risco de ignição. 3. Instalação dos componentes numa câmara resistente ao fogo. Componentes da instalação que contenham líquidos inflamáveis em volume significativo devem ser objeto de precauções para evitar que. Definir posições de tomadas de energia. a uma temperatura perigosa. para coletar vazamentos do liquido e assegurar a extinção das chamas. Definir posição do quadro do apartamento. Projeto da instalação elétrica dos apartamentos Para a elaboração do projeto elétrico dos apartamentos.2. tais como revestimento com material incombustível. para evitar que o liquido inflamado se propague para outras partes da edificação. e baixa condutividade térmica. em condições normais. ventilada apenas por atmosfera externa. b. Desenhar detalhes construtivos necessários. em caso de incêndio. 8. 3. Tais precauções podem ser. e previsão de soleira. pode-se seguir a seguinte seqüência: 1. ou outros meios. 4.

portanto não deverão ser usados. deve-se dar início ao projeto do condomínio. Trifilares dos quadros de distribuição Depois de já ter preparado as plantas baixas. pois a proteção básica é feita por isolação das partes vivas. Proteção contra sobrecorrentes Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por dispositivo que assegura o seccionamento simultâneo de todos os condutores de fase. Por meio das características de cada circuito.2. 3. Definir posições de pontos de luz de emergência. 6. Definir posições de pontos de luz e respectivos interruptores. Colocar Simbologia. 9. Dispositivos unipolares montados lado a lado. Projeto da instalação elétrica do condomínio Depois que os apartamentos já estiverem todos prontos. 4. . 2. Desenhar carimbo e margens. será dimensionado o dispositivo que irá fazer o seccionamento automático da alimentação. Definir posições de tomadas de energia.41 3. apenas com suas alavancas de manobra acopladas. Definir posição do(s) quadro(s) do condomínio. 7. 3. Desenhar detalhes construtivos necessários. 5. Definir caminho dos eletrodutos e quais fios passarão em cada eletroduto. Definir comandos de iluminação dos interruptores. 3. com os pontos de carga. quando o circuito for constituído de mais de uma fase.5. e todos os quadros localizados. A seqüência é a mesma da feita para os apartamentos: 1. os eletrodutos. Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar.3. 8. Nos trifilares será dimensionada a proteção supletiva (contra “contatos indiretos”). os circuitos definidos. não são considerados dispositivos multipolares.3.1. os fios já passados. deve-se fazer os trifilares dos quadros.

não precisando. para disjuntores. às terminações e à circunvizinhança dos condutores.45 IZ Onde: IB é a corrente de projeto do circuito. provocar o seccionamento dos outros condutores vivos. nas condições previstas para sua instalação. Quando isso não ocorrer. ou resultem em uma elevação de temperatura prejudicial à isolação. Esses dispositivos destinam-se a interromper sobrecorrentes antes que elas se tornem perigosas. ou por 500h ao longo da vida útil do condutor. isso se for possível assumir que a temperatura limite de sobrecarga dos condutores (ver Quadro 16) não venha a ser mantida por um tempo superior a 100h durante 12 meses consecutivos. às conexões. a condição da alínea b) deve ser substituída por: I2 ≤ IZ . IB ≤ In ≤ IZ. Esses dispositivos de proteção contra sobrecargas devem ser localizados em todos os pontos onde uma mudança (por exemplo. No caso de projetos prediais residenciais em que o condutor neutro será sempre da mesma seção dos condutores de fase. In é a corrente nominal do dispositivo de proteção nas condições previstas para sua instalação. necessariamente. I2 é a corrente convencional de atuação. de seção. nem dispositivo de seccionamento nesse condutor.42 Os condutores vivos devem se protegidos. as características de atuação do dispositivo destinado a provê-la devem ser tais que: a. e b. I2 ≤ 1. de . Para que a proteção dos condutores contra sobrecargas fique assegurada. ou corrente convencional de fusão. de natureza. Iz é a capacidade de condução de corrente dos condutores. A detecção de sobrecorrentes deve ser prevista em todos os condutores de fase e deve provocar o seccionamento do condutor em que a sobrecorrente for detectada. devido aos seus efeitos térmicos e mecânicos. não é necessário prever detecção de sobrecorrente no condutor neutro. para fusíveis. por um ou mais dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e contra curtos-circuitos.

Quadro 16– Temperaturas características dos condutores Temperatura Temperatura limite máxima para serviço de sobrecarga Tipo de isolação contínuo (condutor) (condutor) °C °C Policloreto de vinila (PVC) até 300 mm2 Policloreto de vinila (PVC) maior que 300 mm2 Borracha etileno-propileno (EPR) Polietileno reticulado (XLPE) Fonte: NBR-5410 70 70 90 90 100 100 130 130 Temperatura limite de curto-circuito (condutor) °C 160 140 250 250 Para se fazer a proteção contra curto-circuito. E assim como para os dispositivos de proteção contra sobrecarga. Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas. Determinadas ocorrências podem fazer com que os circuitos fase- . b. for realizada de modo a reduzir ao mínimo o risco de um curto-circuito e não estiver situada nas proximidades de materiais combustíveis. admitindo-se exceções caso a parte da linha compreendida entre a redução de seção ou outra mudança e a localização cogitada para o dispositivo atender a uma das duas condições seguintes: a.2. redução de seção) resulte em alteração do valor da capacidade de condução de corrente dos condutores. Essa determinação pode ser efetuada por cálculo ou por medição. devem ser providos dispositivos que assegurem proteção contra curtos-circuitos em todos os pontos onde uma mudança (por exemplo. Estiver protegida contra curtos-circuitos por um dispositivo de proteção localizado a montante. 3.3.43 maneira de instalar ou de constituição) resulte em redução do valor da capacidade de condução de corrente dos condutores. as correntes de curto-circuito presumidas devem ser determinadas em todos os pontos da instalação julgados necessários. Não exceder 3 metros de comprimento. Os circuitos deverão ser protegidos contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas.

44
neutro sejam submetidos a sobretensões que podem atingir o valor da tensão entre fases. Essas ocorrências são: a. Perda do condutor neutro em esquemas TN e TT, em sistemas trifásicos com neutro, bifásicos com neutro e monofásicos a três condutores; b. Falta à terra envolvendo qualquer dos condutores de fase em um esquema IT. No caso b, os componentes da instalação elétrica devem ser selecionados de forma a que sua tensão nominal de isolamento seja pelo menos igual ao valor da tensão nominal entre fases da instalação. No caso a, deve-se adotar idêntica providência quando tais sobretensões, associadas à probabilidade de ocorrência, constituírem um risco inaceitável. Deve ser provida proteção contra sobretensões transitórias, por meio de Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPSs) ou por outros meios que garantam uma atenuação das sobretensões no mínimo equivalente aos DPSs, e quando a instalação for alimentada por linha total ou parcialmente aérea, ou incluir ela própria linha, e se situar em região sob condições de influências externas AQ2 (mais de 25 dias de trovoadas por ano).
Quadro 17– Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação Tensão nominal da instalação Tensão de impulso suportável requerida (kV) (V) Produto a Sistemas trifásicos Sistemas monofásicos com neutro ser utilizado na entrada da instalação Categoria de produto Produto a ser utilizado em circuitos de distribuição e circuitos terminais Categoria de suportabilidade a impulsos IV 120/208 127/220 220/380, 230/400, 277/480 400/690 Fonte: NBR-5410 8 6 4 2,5 6 4 2,5 1,5 115-230 120-240 127-254 4 2,5 1,5 0,8 III II I Equipamentos de utilização Produtos especialmente protegidos

45
Os componentes da instalação devem ser selecionados de modo que o valor nominal de sua tensão de impulso suportável não seja inferior àqueles indicados no Quadro 17. As blindagens, armações, coberturas e capas metálicas das linhas externas, bem como os condutos de tais linhas, quando metálicos, devem ser incluídos na eqüipotencialização principal. Em toda edificação alimentada por linha elétrica em esquema TN-C, o condutor PEN deve ser separado, a partir do ponto de entrada da linha na edificação, ou a partir do quadro de distribuição principal, em condutores distintos para as funções de neutro e de condutor de proteção. A alimentação elétrica, até aí TN-C, passa então a um esquema TN-S (globalmente, o esquema é TN-C-S).

3.3.3. Proteção contra quedas e faltas de tensão Devem ser tomadas precauções para evitar que uma queda de tensão ou uma falta total de tensão, associada ou não ao posterior restabelecimento desta tensão, venha a causar perigo para as pessoas ou danos a uma parte da instalação, a equipamentos de utilização ou aos bens em geral. O uso de dispositivos de proteção contra quedas e faltas de tensão pode não ser necessário se os danos a que a instalação e os equipamentos estão sujeitos, nesse particular, representarem um risco aceitável e desde que não haja perigo para pessoas. Para proteção contra quedas e faltas de tensão podem ser usados, por exemplo: a. Relés ou disparadores de subtensão atuando sobre contatores ou disjuntores; b. Contatores providos de contato auxiliar de auto-alimentação A atuação dos dispositivos de proteção contra quedas e faltas de tensão pode ser temporizada, se o equipamento protegido puder admitir, sem inconvenientes, uma falta ou queda de tensão de curta duração. Se forem utilizados contatores, a temporização na abertura ou no fechamento não deve, em nenhuma circunstância, impedir o seccionamento instantâneo imposto pela atuação de outros dispositivos de comando e proteção. Quando o religamento de um dispositivo de proteção for suscetível de causar uma situação de perigo, esse religamento não deve ser automático.

46
3.3.4. Proteção adicional contra choques elétricos O uso de dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal I∆n igual ou inferior a 30 mA é reconhecido como proteção adicional contra choques elétricos. A proteção adicional provida pelo uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade visa casos como os de falha de outros meios de proteção e de descuido ou imprudência do usuário. A utilização de tais dispositivos não é reconhecida como constituindo em si uma medida de proteção completa e não dispensa, em absoluto, o emprego de uma das medidas de proteção estabelecidas anteriormente. Qualquer que seja o esquema de aterramento, devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial residual nominal I∆n igual ou inferior a 30 mA: a. Os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro; b. Os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação; c. Os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior; d. Os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens; e. Os circuitos que, em edificações não residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. No que se refere a tomadas de corrente, a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32A. Admite-se a exclusão, na alínea d, dos pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 2,5m. A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente, por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos.

20 e 22 com as cargas de todos os consumidores agrupados por QMs e pelo Medidor de Serviço. eletrodutos.06 A Disjuntor = 300 A Condutores fase e neutro . condutores e equilíbrio de fases. As informações mais importantes estão nesse quadro. dos eletrodutos e da proteção de seus circuitos é feito baseado na carga total. define-se a carga de cada unidade consumidora. deverá ser apresentada a planilha de cargas agrupadas por circuitos alimentadores dos quadros de medição e por circuitos alimentadores gerais. para os QMs. . será usada a demanda calculada. Condutores de aterramento – Cobre nu 16 mm2. proteções. a demanda desses QMs e do Medidor de Serviço. 20 e 21.Cabos de cobre 4#185 mm2 PVC 70°. Na engenharia básica. Usando o exemplo utilizado na engenharia básica. condutores. para os apartamentos. e para o quadro de medidores. e baseado na demanda calculada. será usada a carga instalada. É mostrado também nestes quadros. Eletroduto – 60 mm (2 pol) Quadro de medidores: Demanda: 113. O dimensionamento dos cabos alimentadores.4.2 VA Corrente: 298. dimensiona-se os equipamentos. a carga total e a demanda geral do sistema. Aqui. bem como suas demandas. Quadro de Carga da instalação No quadro de carga é onde se pode ter uma visão geral de todo o projeto.47 3.300 W (Trifásico) Corrente = 95. Para os apartamentos.27 A Disjuntor = 100 A Condutores fase e neutro – Cabos de cobre 4#35 mm2 PVC 70°. dispositivos e materiais das instalações elétricas.559. Com os quadros 18. tem-se o seguinte quadro 18. Define-se também os quadros de medidores (QMs). Portanto: Apartamentos tipos: Carga = 36.

48 Condutores de aterramento . Para maiores detalhes ver o projeto exemplo. Quadro 18– Quadro de Carga do QM1 Quadro 19– Dimensionamento dos apartamentos e do QM1 . Uma parte do percurso em Eletroduto de 110 mm (4 pol). Outra parte será em eletrocalha 30x10cm lacrada.Cobre nu 25 mm2.

Quadro de Carga do QM2 Quadro 21– Dimensionamento dos apartamentos e do QM2 .49 Quadro 20 .

No unifilar geral serão mostradas as informações dos cabos . até os cabos chegando aos medidores das unidades consumidoras e os cabos de saídas desses medidores para os quadros nos apartamentos. pode-se desenhar o unifilar geral.50 Quadro 22 .5. O unifilar geral mostra as informações.Quadro de Carga do Condomínio Quadro 23– Dimensionamento condomínio 3. Unifilar Geral da instalação Depois que estiverem os trifilares e o quadro de carga do edifício prontos. desde a entrada de energia da ESCELSA.

No quadro de cargas há todas as informações necessárias para o entendimento do projeto. primeiramente. Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras 3.1. localizar a posição dos QMs. A sua presença no projeto é requisitada pela ESCELSA.8. O esquema vertical representa toda a instalação elétrica do edifício.51 durante todo o percurso descrito. mostrando os valores das proteções dimensionadas. devem-se localizar na planta todos os quadros e em seguida interligar os quadros com a seqüência que melhor atende ao projeto. 3. .6. A planta de situação do edifício mostra a localização deste na cidade. Então. Planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos. usa-se o quadro de cargas para nos servir de guia. 3.6. Quais os quadros existentes. Planta de alimentadores dos quadros do condomínio e a malha de terra da instalação. QGBT. Para fazer a alimentação dos quadros dos apartamentos. o cabo de alimentação desse quadro e o eletroduto que leva essa alimentação. Esquema Vertical da instalação elétrica. Para fazer a alimentação dos quadros dos condomínios.2. Ela serve para facilitar para quem for executar o projeto localizar todos os quadros dos apartamentos e do condomínio. 3. A carga das unidades consumidoras. o transformador a ser usado. desenha-se na planta do tipo o caminho que o eletroduto com os fios irá percorrer até chegar ao quadro.7. subestação e sua seqüência de ligação 3.6. Planta de situação do edifício.

52 3. o eletroduto de alimentação de todo o barramento. Acima deste valor a caixa deverá ter duas ou mais tampas de mesmo tamanho. A sua tampa deverá ter no máximo 1.9 mm de espessura. a posição dos medidores dos apartamentos com a identificação de cada unidade consumidora (número do apartamento). A caixa do barramento será em chapa metálica de aço galvanizado de 1. Na caixa também se deve colocar dispositivos de lacre e de segurança para garantir a inviolabilidade do barramento e para garantir a proteção à vida. Será feita uma vista frontal. Vista de Medidores A vista de medidores será feita baseada na forma já pré-definida na engenharia básica.9. Essa tampa deverá ter punhos para facilitar a sua retirada. Figura 7– Vista Frontal do QM 1 . o seu tamanho.30m. e posta no quadro de carga. a identificação dos eletrodutos que saem dos medidores. mostrando a forma como o quadro de medidores será instalado na parede.

53 Figura 8 – Vista Frontal do QM 2 Figura 9 – Lista de Material das Vistas Frontais .

Para cabos superiores a 35 mm2 a barra deverá ter furo de 3/8”. Figura 10 – Detalhe das Barras O tamanho das barras de cobre será de acordo com o número de medidores. a chegada do cabo alimentador nessas barras e o detalhe de conexão desses cabos nas barras. A vista interna do QM irá mostrar a disposição da barra de cobre e a localização das entradas dos cabos de alimentação. No exemplo usado. Para cabos de alimentadores até 35 mm2 a barra deverá ter furo de 1/4”. cujos cabos de alimentação são de 35 mm2. precisa-se de um furo de 3/8” nessa barra para a conexão desse cabo. . Os furos de conexão dos cabos à barra de cobre deverão ter uma distância mínima de 10 cm entre si e entre os isoladores.54 Será mostrada também uma vista interna do barramento. E como tem-se um cabo de 185 mm2 de alimentação do QM. portanto será preciso de uma barra com 5 furos de 1/4” cada. há um quadro de medidores com 10 medidores. e serão usados para cada dois medidores. detalhando a posição das barras de cobre.

55 Figura 11 – Vista Interna do QM1 Figura 12 – Vista Interna do QM2 .

56 Figura 13 – Lista de Material das Vistas Internas 3. Ele é o primeiro quadro depois da Subestação. e seguirá para os medidores das suas Unidades consumidoras (Apartamentos + Condomínio). Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e Medidor de Serviço (MS). Deverão ser mostrados os detalhes construtivos . A partir desse quadro que saíra todas as outras alimentações do edifício. Figura 14 – Vista Frontal do QGBT O QGBT é a entrada principal de energia de um edifício.10.

57 desse quadro. serão mostrado os detalhes construtivos. usando-se a sua vista frontal. Figura 15 – Vista Interna do QGBT . por meio de vistas frontal e interna. Para o Medidor de Serviço.

58 Figura 16 – Identificação dos Materiais Figura 17 – Vista Frontal MS .

A NOR-TEC-01 possui desenhos que definem a configuração interna da câmara. Sua construção será de modo a resistir a fogo interno durante um mínimo de 3 horas. . Figura 18 – Exemplo de Planta Baixa de Subestação A câmara de transformação deverá ser provida de uma porta exterior. Projeto da Subestação.90m por folha e possuir dispositivo para fechamento à cadeado.59 A lista de material do Medidor de Serviço está especificada juntamente com a lista do QGBT na figura 16. quando nela estiverem instalados equipamentos de sua propriedade. Para câmara onde será instalado um único transformador de até 300 kVA pode-se usar a configuração do desenho 27 desta Norma. que está representada na figura 18. devendo a chave ficar em poder da ESCELSA.11. sendo para tal constituída de chapas duplas e alma de amianto. 3. com duas folhas abrindo para fora. Na fase de Engenharia Básica foi definida a localização e o tamanho da câmara de transformação do edifício. com dimensões mínimas 2.00 x 0.

no caso das aberturas estarem ao alcance de pessoas. Quando não tiver acesso .07m2 por m3 de volume da câmara de transformação e possuir grade de proteção com malha mínima de 30mm e veneziana do tipo chicana.60 A câmara de transformação deverá ter pelo menos duas aberturas para claridade e circulação de ar e sua instalação deve obedecer aos critérios abaixo indicados: a) as aberturas para entrada e saída de ar deverão ter uma área livre de no mínimo 0. Figura 19 – Detalhes Construtivos da Janela da Subestação Figura 20– Detalhe 2 b) as aberturas destinadas à entrada e saída de ar deverão se localizadas preferencialmente com acesso direto para o ar livre.

se necessário. de tal maneira a resistir ao peso dos equipamentos a serem instalados.20m.61 direto ao ar livre torna-se necessária a instalação de dutos de ventilação de modo a obter ventilação natural e adequada. Neste caso. inclusive com ventiladores comandados por relé térmico. c) no caso de câmara de transformação. O Piso da câmara de transformação deverá ser de concreto armado com espessura mínima de 0. Deverá ser construído dreno para coleta de óleo do transformador em caso de troca ou vazamento de acordo com os desenhos básicos de 31 e 32 da NOR-TEC-01. será permitida a abertura para o interior da edificação desde que seja área de garagem ou outra área ampla. Figura 21 – Desenho 31 da NOR-TEC-01 . as aberturas deverão ter abafadores com fechamento automático em caso de fogo no seu interior. evitando-se a sua passagem para outros recintos da edificação.

o mesmo deverá ser recalculado. Deverá ser construída. A câmara de transformação não deverá ser construída junto aos pilares de edificação. o uso de tijolos maciços na espessura de 15cm. Deverá ser prevista iluminação artificial. para qualquer potência de transformador até o limite previsto por esta Norma. permitindose para as paredes internas.62 Figura 22 – Desenho 32 da NOR-TEC-01 O sistema de confinamento do óleo do trafo mais comumente usado é o do desenho 32. na parte inferior interna da porta. com a finalidade de não se permitir o vazamento de óleo para área externa da câmara de transformação.5m das partes . a prova de explosão. alimentada com energia medida com comando externo próximo à porta da câmara de transformação. de forma a suportar pressões de ate 6kPA. uma soleira de 102mm de concreto. Os pontos de luz deverão ser colocados a uma distância mínima de 1. As paredes externas e o teto deverão ser construídos em concreto armado com espessura mínima de 20cm. Caso isto não possa ser evitado.

63
energizadas, preferencialmente na parede lateral, de livre acesso da câmara de transformação ou cabina. A instalação deverá ser dotada de uma caixa de derivação situada na calçada, no limite de propriedade do consumidor com a via pública, que deverá ter dimensões mínimas de 0,80m x 0,80m x 0,80m, e poderá ser construída de alvenaria com tampa de concreto armado ou ferro antiderrapante, devendo ser apropriada para perfeita drenagem. Essa caixa deverá ser ligada à câmara de transformação através de dois eletrodutos de PVC rígido ou de aço galvanizado com diâmetro interno de 102mm e espessura de parede de 5mm (mínimo).

Figura 23 – Desenho 29 da NOR-TEC-01

64
Ponto de entrega: Ponto de conexão do sistema elétrico da ESCELSA com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade de fornecimento. Ramal de ligação: Conjunto de condutores elétricos e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede de distribuição da ESCELSA e o ponto de entrega. Nos casos de prédios de múltiplas unidades, em que a transformação pertença à concessionária e esteja localizada no interior do imóvel, o ponto de entrega situar-se-á na entrada do barramento geral (QGBT). O ramal de ligação poderá ser aéreo ou subterrâneo (no caso de câmara de transformação). Ele precisa partir de um poste de rede de distribuição aérea da ESCELSA, não deve cortar terreno de terceiros, entrar, preferencialmente, pela frente principal da edificação, e respeitar as posturas municipais e demais órgãos, especialmente quando atravessar vias públicas, ferrovias e rodovias.
Quadro 24– Tabela 8 da NOR-TEC-01 (ELOS FUSÍVEIS PRIMÁRIOS)

Fonte: NOR-TEC-01

No caso de edifícios que possuem câmara de transformação, o ramal de ligação deverá ser subterrâneo e seguir as seguintes prescrições: a) ser de cabo próprio para instalação subterrânea, com isolamento para 15kV; b) é obrigatório o emprego de quatro cabos unipolares, onde um deles, será reserva;

65
c) no tubo de aço galvanizado de descida do ramal de ligação, deverá ser identificado o nome do edifício e a numeração do mesmo com tinta esmalte preta. d) Ter o invólucro metálico do cabo e as muflas terminais ligadas à malha de terra; e) Dispor de uma caixa de passagem no limite da propriedade com a via pública e/ou em curvas acentuadas do cabo, com dimensões mínimas de 0,80 x 0,80 x 0,80m, com tampa de aço e/ou concreto armado dispensando nos casos em que o poste de derivação da ESCELSA estiver frontal e do mesmo lado da rua em relação à edificação, e não havendo curvas acentuadas; f) Não fazer curvas de raio inferior a 10 vezes o diâmetro do cabo, salvo indicação contrária do fabricante; g) Ser instalado dentro dos dutos de aço galvanizado, de diâmetro externo mínimo de 107mm, a uma profundidade mínima de 0,60m. A sua instalação em kanaflex ou PVC rígido será possível desde que o mesmo seja envelopado por uma camada de concreto de espessura mínima de 10cm, devendo ser inspecionados pela ESCELSA antes de serem cobertos; h) Dentro desses dutos deverá passar o condutor neutro que será de cabo de cobre nu, seção mínima 25mm2; i) Dispor de pára-raios, instalados pela ESCELSA, na estrutura de derivação de ramal; j) Derivar da rede através de três chaves fusíveis, de classe 15kV, sendo os elos fusíveis dimensionados pala tabela 8 da NOR-TEC-01 (Quadro 24), ou três chaves seccionadoras unipolares, quando não houver coordenação do fusível com a proteção da ESCELSA; k) Não serão permitidas emendas nos condutores do ramal subterrâneo, salvo quando em manutenção, nos casos devidamente autorizados pela ESCELSA. A conexão deve ser feita com luva de compressão e emenda com material apropriado, devendo a mesma ser feita somente em caixa de passagem.

Os postes ou pontaletes deverão ter alturas suficientes para permitir que o condutor mais baixo. concreto ou madeira. .66 Figura 24 – Desenho 12 da NOR-TEC-01 Os postes para sustentação dos ramais de ligação poderão ser de aço galvanizado. apresente os afastamentos mínimos em relação ao solo. e os pontaletes de aço galvanizado ou concreto.

2. A identificação dos cabos de 15 kV deverá ser feita pelos números 1. A fixação da placa deverá ser feita com arame galvanizado nº 12 BWG. presas aos respectivos cabos nas suas extremidades. 3 3 v 2 v v 4 2 v 6 v 1 1 As especificações para os postes e pontaletes são mostradas na tabela 9 da NOR-TEC-01 (Quadro 25). Não é permitida a instalação de cabos com isolamento de papel impregnado.40m e ferragens para fixação Condutor unipolar subterrâneo com isolamento 15kV. Tubo de aço galvanizado φ externo mínimo 107mm Arame de aço galvanizado Curva de aço galvanizado de 90° Placa de identificação Figura 25– Lista de Material do Desenho 12 da NOR-TEC-01 Descrição Pára-raios para sistema aterrado tensão nominal 12 kV Un pç pç m pç m m pç pç m m m pç pç Quant. gravados em placa de alumínio (30 x 20 mm). 3 e 4. junto as muflas internas e externas.67 Lista de Material Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Chave fusível 15kV Condutor de cobre nu 25mm2 Haste de terra comprimento mínimo 2000mm Fio de cobre nu bitola mínima de 16mm Condutor de cobre nu 35mm2 Mufla unipolar ou terminais adequados com isolamento 15kV e com dispositivo para fixação em cruzeta Cruzeta de madeira de 2. Para instalações em Tensão Primária de 15 kV. os cabos subterrâneos para 15kV serão unipolares próprios para instalação em locais não abrigados e sujeitos a umidade. . em baixo relevo ou tinta de esmalte preta.

O PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA À ESCELSA O pedido de fornecimento de energia elétrica a ESCELSA deverá ser feito seguindo as suas exigências. O interessado deverá fornecer à ESCELSA todos os elementos necessários ao estudo das condições de fornecimento. Em resposta ao pedido de fornecimento. descrita no item 6 da NOR-TEC-01.Tabela 9 da NOR-TEC-01 (Dimensionamento de Postes) Fonte: NOR-TEC-01 4. inclusive os destinados a propiciar sua correta classificação como consumidor.68 Quadro 25 . a ESCELSA informará sobre a eventual necessidade de: . que varia de acordo com a classificação da unidade consumidora (definida no item 5 da NORTEC-01) a ser atendida.

c) Área bruta total da edificação. d) Projeto civil e elétrico da câmara de transformação. bem como suas demandas. e) Relação de carga instalada (pontos de luz. desde o ponto de entrega até as medições. eletrodutos.. com as respectivas saídas de alimentação. destacando os quadros de medidores da ESCELSA. .) por unidade consumidora. motores. os seguintes elementos: a) Plantas de arquitetura. Após a conclusão das instalações das categorias V. indicando as proteções. b) Planta de situação do edifício. na forma da legislação específica. condutores e equilíbrio de fases. etc). conforme a carga e a tensão de fornecimento. b) recolhimento das contribuições a que for obrigado o interessado. proteções. h) Planta baixa indicando a localização dos quadros de medição de energia. tomadas. f) Planilha de cargas agrupadas por circuito alimentadores dos quadros de medição e por circuitos alimentadores gerais. etc. para análise e elaboração do projeto da câmara de transformação pela ESCELSA. do ponto de entrega e da câmara de transformação. com indicação de locais propostos à instalação de equipamentos da ESCELSA (medidores. VI e VII. em corte. câmaras de transformação. endereço completo e ponto de referência. assim como o detalhamento dos mesmos.69 a) execução de serviços nas redes e/ou instalação interna do equipamento de transformação pela ESCELSA ou pelo interessado. c) contrato específico de fornecimento de energia Para o fornecimento às instalações da categoria VI. i) Localização e detalhamento da malha de terra. em escala. deverão ser encaminhados através de carta conforme Apêndice C da NOR-TEC-01.. g) Diagrama unifilar da instalação. os interessados deverão efetuar seus pedidos de ligação individuais. as bitolas dos condutores e eletrodutos. aparelhos. j) Anotação de responsabilidade técnica.

a outra via ficará de posse da ESCELSA. anexado neste trabalho. projeto das instalações internas da edificação (após a medição). 5. PROJETO TELEFÔNICO As redes telefônicas em edifícios constituem-se em complementos ou extensões da rede externa e. anexada à orientação de como o cliente deve proceder com relação à solicitação de fornecimento de entrada. devem merecer um tratamento semelhante . como tal. deve-se entregar as seguintes plantas à ESCELSA: • • • • • • • • • • Planta 05 – Trifilares Planta 06 – Quadro de Cargas Planta 07 – Unifilar Geral Planta 08 – Alimentadores Planta 09 – Alimentadores Planta 10 – Esquema Vertical Planta 11 – Vista de Medidores Planta 12 – Vista do QGBT e MS Planta 13 – Subestação Planta 14 – Entrada de MT As plantas acima citadas possuem todas as informações pedidas pela ESCELSA nos itens anteriormente mencionados. Não deverá ser apresentado junto aos elementos solicitados. uma via será entregue ao projetista/ incorporador/ interessado. O memorial descritivo. deverá ser apresentado em papel ofício. sendo as pranchas de formato mínimo A-2. quando necessário. Caso o projeto esteja em desacordo com a NOR-TEC-01 as duas vias serão entregue ao projetista/ incorporador/ interessado para que sejam feitas as correções necessárias.70 O projeto elétrico com os elementos solicitados para análise pela ESCELSA deverá ser apresentado em 2 (duas) vias. devidamente encadernadas. Quando o projeto for liberado para a ligação. Pelo projeto elétrico exemplo.

bem como determinar a quantidade necessária de blocos terminais internos. são divididas em três partes: a) Cabos de Entrada – cabos que interligam a rede externa aos Distribuidores Gerais dos edifícios. Sendo assim. a Telebrás desenvolveu uma documento com o objetivo de estabelecer os critérios que devem ser observados na elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios.1. c) Cabos Secundários ou Cabos de Distribuição – cabos que interligam duas caixas de distribuição ou que interligam uma caixa de distribuição a uma caixa de saída. Seqüência Básica para elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios As redes telefônicas em edifícios. b) Cabos Primários ou Cabos da Prumada – cabos que se estendem desde o Distribuidor Geral até a última caixa de distribuição da prumada de um edifício. Figura 26 – Blocos terminais . independentemente da finalidade a que se destina a edificação. Os projetos de redes telefônicas em edifícios têm por finalidade dimensionar essas três partes que compõem a rede interna. de modo a prover um sistema de comunicação adequado ao porte e finalidade do prédio. Essa é a prática de número 235-510-600. 5. e esse documento faz parte de um sistema de prática da TELEBRÁS.71 ao que normalmente é dispensado àquela rede no que diz respeito a seu dimensionamento e seu projeto.

g) Elaboração da Tabela de Materiais. portanto. O projeto de uma rede telefônica em edifícios deve resultar. b) Projeto da Rede de Cabos Primários. b) Dimensões das Caixas da Rede Interna. e) Determinação dos Comprimentos dos Cabos da Rede Interna. c) Projeto dos Cabos de Entrada. f) Distribuição dos Cabos da Rede Interna. pelo menos. e) Características da Tubulação de Entrada. além de outros elementos retirados do projeto de tubulação do edifício. as quantidades de blocos terminais que devem ser instaladas em cada caixa. . Assim. como o esquema dessas tubulações. os seguintes elementos: a) Números de Pontos Telefônicos do Edifício. as capacidades. c) Diâmetros e Comprimentos das Tubulações d) Localização das Caixas de Saída. num desenho específico.72 Um projeto de rede telefônica interna é elaborado mediante a seguinte seqüência básica de atividades. as dimensões e características das mesmas e outros detalhes que possam interessar ao executor da rede interna. h) Desenho do Projeto. os detalhes da disposição dos blocos na caixa de distribuição geral. a tabela de materiais relativa ao projeto elaborado. O projeto de uma rede telefônica em edifícios está intimamente relacionado com a tubulação telefônica prevista ou construída para o prédio. ao se elaborar um projeto de rede interna deve-se dispor de um desenho da tubulação telefônica do edifício que contenha. contendo o esquema da rede em corte vertical. distribuições e comprimentos dos cabos. d) Determinação da Quantidade de Blocos Terminais Necessários nas Caixas da Rede Interna. qualquer que seja o tipo de edifício para o qual a rede está sendo projetada: a) Projeto da Rede de Cabos Secundários.

Projeto da Rede de Cabos Secundários O primeiro passo para elaboração do projeto da rede de cabos secundários de um edifício é determinar a carga de cada caixa de distribuição em todos os andares. A carga de cada caixa de distribuição é a soma de todos os pontos telefônicos atendidos por ela. .2.50 mm de diâmetro. determinar a capacidade dos cabos que serão utilizados. o número real de pares que efetivamente serão terminados na caixa. que significa um cabo de capacidade de 20 pares terminados de condutores.10) e um cabo CI50-20.73 5. necessariamente. justamente. Figura 27 – Exemplo de uma Caixa de Distribuição no andar A caixa acima possui dois blocos terminais (BLI . A carga assim determinada deve ser corrigida para se obter o número ideal de Pares Terminados (PT) necessários para atender a carga prevista. O número ideal de pares terminados não representa. sendo estes com 0. O tamanho da caixa e o número de blocos terminais dependerão da carga prevista para ser atendida no andar. O número efetivo de pares terminados depende das capacidades dos cabos que serão utilizados enquanto que o número ideal de pares terminados é um artifício de projeto que tem por finalidade.

Edifícios com Poço de Elevação Nos edifícios com poços de elevação. este precisará de dois pontos telefônicos para cada apartamento (Ver Quadro 26 abaixo). com a chegada de um cabo CI50-10. Caso o prédio tenha oito apartamentos de dois quartos por andar. a Caixa de Distribuição no andar poderá conter um bloco terminal (BLI-10 – que possui a capacidade de 10 pares). Quadro 26 – Quantificação de Pontos Telefônicos Fonte: Manual de procedimentos de Rede Interna de Telecomunicações da CTBC (Companhia de Telecomunicações do Brasil Central) Em função do número ideal de pares terminados devem ser determinadas as capacidades dos cabos CCI necessários para interligar as caixas de distribuição às caixas de saída.3. Dessa forma.1. Projeto da Rede de Cabos Primários 5. Ou seja: a soma das capacidades dos cabos escolhidos deve ser igual ou superior ao número ideal de pares terminados determinados. . Esse tipo de configuração de rede de cabos primários permite o uso de cabos de baixa capacidade e proporciona mais flexibilidade às modificações futuras que possam ser necessárias. escolhendo-se cabos de capacidades adequadas. 5.3. será necessário na caixa de distribuição do andar pelo menos 8 pares terminados. Esses cabos devem ser dimensionados em função do número de pares terminados em cada caixa de distribuição ligada à prumada. quatro pares por andar. A quantidade de pares terminados por apartamento pode ser obtido pelo Quadro 26. ou seja. cada andar deve ser atendido diretamente por um cabo de capacidade adequada que parte do Distribuidor Geral do edifício e termina naquela caixa de distribuição.74 Para um prédio que possua dois apartamentos de três quartos por andar.

sendo então preferível instalar os blocos terminais nessas caixas ao invés de instalá-los nos cubículos. sempre que possível. Os prédios que possuem poço de elevação. são os seguintes os passos necessários à elaboração do projeto da rede de cabos primários: . em geral comportam várias caixas de distribuição por andar. terminar diretamente nos cubículos dos andares. Estes devem ser deixados apenas para a passagem e emenda dos cabos. portanto.75 Os cabos que atendem aos andares não devem. Figura 28 – Poço de Elevação Em edifícios com poço de elevação.

2. respeitando-se os critérios estabelecidos para este fim. c) Determina-se a capacidade de cada cabo previsto em função do número ideal de pares terminados em cada andar ou em cada caixa de distribuição ligada à prumada. 5.3. b) Determina-se a configuração da rede da prumada dentro do poço de elevação. Edifícios com Tubulação Convencional Figura 29 – Tubulação Convencional .76 a) Determina-se a Carga nas caixas de distribuição de cada andar e determina-se o número ideal de pares terminados necessários para atendê-la.

no entanto. c) Determina-se a capacidade de cada cabo ou de cada trecho de cabo previsto em função do número acumulado ideal de pares terminados em cada caixa de distribuição que atende a mais de um andar e da configuração da rede da prumada. mais a somatória dos números acumulados ideais de pares terminados das caixas do mesmo tipo imediatamente superiores. é a seguinte a seqüência de atividades para elaboração do projeto de rede de cabos primários: a) Determina-se a Carga nas caixas de distribuição em cada andar e determina-se o número ideal de pares terminados necessários para atendê-la. Neste caso. entre duas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar. A determinação da capacidade desses trechos de cabos deve ser iniciada pela caixa da prumada mais distante do Distribuidor Geral do edifício.50mm de diâmetro. . portanto. a configuração usual é aquela em que três andares contíguos são atendidos de um mesmo ponto.77 Os cabos da rede da prumada em edifícios com tubulação convencional devem ser dispostos em configurações semelhantes àquelas descritas para prédios com poços de elevação. Cada trecho de cabo que chega numa determinada caixa de distribuição que atende a mais de um andar. ou seja. Qualquer que seja a configuração adotada para a rede da prumada em qualquer tipo de edifício o cabo a ser utilizado é o do tipo CI com condutores com 0. b) Determina-se o número acumulado ideal de pares terminados nas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar. determina-se a capacidade de cada trecho da rede da prumada entre duas emendas. Em função deste número. Em edifícios com tubulação convencional com único cabo ramificando-se pelos andares. tem capacidade igual ou superior ao número acumulado ideal de pares terminados naquela caixa. Em edifícios com tubulação convencional. a partir do Distribuidor Geral. o primeiro passo do projeto é calcular o número acumulado ideal de pares terminados nas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar.

Blocos Terminais 5. Caixas de Distribuição Nas caixas de distribuição. Nas caixas de distribuição não pertencentes à prumada. Cada canaleta pode suportar até cinco blocos e as canaletas devem ser obrigatoriamente utilizadas quando a quantidade a ser instalada de blocos terminais for igual ou .78 5. CT-APL ou CTP-APL. 5. haverá quatro pares reservas. Como cada bloco terminal tem capacidade para a terminação de dez pares. através de parafusos. como cada bloco terminal possui a capacidade de dez pares terminados.5. Portanto. deve-se arredondar o numerador da divisão para o valor superior mais próximo. o número de pares efetivamente terminados será sempre múltiplo de dez. quando são utilizados cabos CCI. serão necessários dois blocos terminais nessa caixa. se em um edifício. à prancha de madeira existente no fundo da caixa. A capacidade do cabo de entrada deve ser determinada em função da quantidade ideal de pares terminados no Distribuidor Geral do edifício do lado da rede interna.5. Em alguns casos podem também ser utilizados cabos tipo CTP-APL-G. de vez que os cabos CI são sempre fabricados em capacidades múltiplas daquele número. a caixa de distribuição poderá atender até vinte pares. Dessa forma. houver um andar com uma caixa de distribuição atendendo dezesseis linhas telefônicas. Os blocos terminais são suportados por canaletas ou fixados diretamente. a quantidade necessária de blocos terminais é obtida dividindo-se o número de pares efetivamente terminados na caixa por dez.1. A capacidade do cabo de entrada pode ser menor que a soma das capacidades dos cabos que constituem a rede da prumada. o número de pares efetivamente terminados pode não ser múltiplo de dez. Os cabos a serem utilizados nessa parte da rede podem ser dos tipos CT.4. inteiro e múltiplo de dez. Cabos de Entrada Os cabos de entrada de um edifício são os cabos que estendem da caixa de distribuição geral do prédio até a caixa subterrânea ou o poste mais próximo. Como serão necessários dezesseis pares. Nas caixas de distribuição da prumada em qualquer configuração da rede.

Assim. O número de canaletas é determinado dividindo-se o número de blocos terminais por cinco e arredondando-se o quociente desta divisão para o número inteiro superior mais próximo. se forem instalados oito blocos terminais numa caixa de distribuição. o número de canaletas será igual a dois.79 superior a dois. Figura 30 – Bloco terminal fixado diretamente à prancha de madeira Figura 31 – Bloco terminal suportado por canaleta .

Caixas de Distribuição Nas caixas de distribuição.5.1. se do lado da rede interna forem instalados. em tais . por exemplo. Assim. A quantidade necessária de canaletas deve ser determinada separadamente para o lado da rede interna e para o lado da rede externa. A quantidade total de canaletas será. se no lado da rede externa forem instalados 20 blocos. A quantidade necessária de blocos terminais do lado da rede interna é calculada dividindo-se a capacidade dos cabos tipo CI que saem da caixa de distribuição geral por dez.2. Caixas de Distribuição Geral As caixas de Distribuição Geral são divididas no meio por uma linha horizontal imaginária. serão necessárias 4 canaletas.80 Figura 32 – Detalhe de Bloco Terminal 5. 5. mas. a soma dessas duas quantidades obtidas em separado. Quantidades maiores podem ser encontradas.6. Na parte superior dessa linha são instalados os blocos terminais correspondentes ao lado da rede interna. portanto.6. Disposição dos cabos e blocos terminais 5. O quociente desta divisão será sempre um múltiplo inteiro de dez. ou seja. a quantidade de blocos terminais normalmente não ultrapassa a cinco. serão necessárias 7 canaletas neste lado. 11. 32 blocos terminais.

.81 casos. devem ser instalados anéis de guia com rosca soberba que servem para orientar a passagem dos cabos CCI. Os blocos devem ser dispostos com maior comprimento na horizontal. iniciando-se a ocupação de cima para baixo. devem ser fixados através de suportes para cabo. Os cabos CI que contornam as caixas de distribuição ou terminam na mesma. a disposição dos cabos e blocos pode ser determinada por analogia com as caixas que contenham quantidades menores de blocos. Os blocos devem ser dispostos em seqüência. Devem ser previstos três anéis por canaleta sendo que os anéis devem ficar na direção da linha central horizontal da canaleta. Figura 33– Caixa de Distribuição Figura 34 – Anéis Guia Ao lado de cada fileira de blocos e a 4 centímetros destas.

2.6. .82 Figura 35 – Foto Caixa de Distribuição Figura 36 – Foto Bloco Terminal dentro da Caixa de Distribuição 5. Esta disposição é válida tanto para os blocos da rede interna como para os blocos da rede externa. Caixas de Distribuição Geral Nas caixas de distribuição geral os blocos terminais devem ser instalados a partir da linha imaginária que divide a caixa ao meio.

os blocos devem ser instalados de cima para baixo e da esquerda para a direita. devem ser colocados anéis de guia com rosca soberba para servirem de guia para a passagem de fios tipo FDG. No lado da rede interna. Os cabos da rede interna que saem da caixa de distribuição geral e os cabos da rede externa que entram na caixa devem ser fixados através de suportes para cabo de tamanho adequado. Entre os dois conjuntos de blocos. . Os blocos terminais devem ser instalados com seu maior comprimento na horizontal. a partir da linha horizontal e imaginária e a 5 centímetros desta. Ao lado de cada fileira de blocos e a 4 centímetros destas devem ser instalados anéis de guia com rosca soberba. sobre a linha horizontal imaginária. a partir da linha horizontal imaginária e a 5 centímetros desta.83 Figura 37– Exemplo de Distribuidor Geral (DG) No lado da rede externa os blocos devem ser instalados de baixo para cima e da esquerda para a direita.

O cabo deve estar na posição definitiva da forma.84 5. Esta alça deve ter um comprimento igual à altura da caixa e deve ficar do lado esquerdo da mesma. deixando-se um comprimento de cabo suficiente para a execução das formas de terminação. b) O cabo tem alguns pares terminados na caixa e muda de capacidade. quando esta é olhada de frente. dependendo da tubulação e do tipo de emenda a ser executada. Figura 38 – Representação da Terminação dos cabos no caso a. O pedaço de cabo que vai desde a emenda até os blocos terminais deve ter um comprimento tal que permita que o mesmo percorra toda a extensão ocupada pelos blocos. A forma inicia-se logo após a curvatura do cabo e a 10 centímetros da fileira mais próxima de blocos terminais. . O comprimento total do cabo necessário à execução da forma deve ser igual ao comprimento total dos blocos instalados mais 40 centímetros. No entanto. Comprimentos dos Cabos da Rede Interna Nas caixas de distribuição. encostada na parede da caixa e no lado esquerdo da mesma. Na terminação dos cabos nas caixas de distribuição podem ocorrer os seguintes casos: a) O cabo tem alguns pares terminados na caixa de distribuição e continua a subir com a mesma capacidade Neste caso.7. deve ser prevista uma alça de folga para facilitar a retirada dos pares terminados. a emenda dos cabos CI deve ficar. desde que ofereça melhores condições para a execução da emenda e para melhor aproveitamento do cabo e do espaço interno da caixa. o lado escolhido pode ser o outro. sempre que possível.

o local da emenda. terminam nela. c) O cabo termina na caixa. quer do lado da rede interna.Representação da Terminação dos cabos no caso b. deve ser previsto um comprimento de cabo suficiente para que ele dê a volta na caixa. Portanto. Figura 40 . de modo que os cabos a serem emendados se cruzem neste ponto. cada cabo que entra nesta caixa deve ser previsto com um comprimento igual a pelo menos três vezes a altura da caixa. Neste caso. Figura 39 . O comprimento do cabo é definido determinando-se. no lado esquerdo da caixa. comprimento esse igual a pelo menos três vezes a altura da caixa. quer do lado da rede externa.85 Neste caso. deve ser prevista uma emenda completa. Todos os cabos que entram na caixa de distribuição geral.Representação da Terminação dos cabos no caso c. Quadro 27 – Raios mínimos de Curvatura do cabo CI Número de Pares do cabo 10 20 30 50 100 200 Fonte: Prática Telebrás 01012 Raio de curvatura (mm) 70 91 105 130 172 238 .

5.86 Os cabos da rede interna (cabo CI) devem obedecer aos raios mínimos de curvatura apontados no Quadro 27. 5. A determinação da distribuição dos cabos é feita partindo-se da última caixa de distribuição ou cubículo será designada a contagem de pares mais baixa. A contagem irá crescendo à medida que as caixas de distribuição se aproximam da caixa de distribuição geral. Depois de distribuídos os pares na rede da prumada. no canto inferior direito. ao se determinar o comprimento dos cabos da rede interna. No caso de uma rede de cabos internos em edifícios. designando-se contagens contínuas. grupos de pares) de um cabo para atender permanentemente às previsões de demanda de serviços em pontos definidos de uma rede de cabos telefônicos. o cabo de contagem 1-20 será distribuído em dois blocos terminais. a distribuição consiste em designar os grupos de pares que serão ligados aos blocos terminais a serem instalados nas caixas de distribuição. Dessa forma. esses mesmos pares devem ser distribuídos nos blocos terminais de dez pares instalados nas caixas de distribuição. Distribuição dos cabos da rede interna Chama-se “distribuição” a designação de camadas (ou seja. uma legenda. cujos campos devem ser preenchidos com os seguintes elementos. . esses raios mínimos de curvatura devem ser considerados. Todos os desenhos devem possuir.8. a distribuição 11-20. Desenho do projeto Todo e qualquer projeto de rede telefônica interna deve conter os elementos necessários ao completo entendimento dos serviços a serem executados. ocupando o primeiro a distribuição 1-10 e o segundo. de modo a identificar perfeitamente o edifício e o responsável pelo projeto da rede telefônica interna: a) Construtor: nome ou razão social do responsável pela construção do edifício.9. Assim.

b) O esquema da rede telefônica. planta da rede primaria. mostrando em forma esquemática os andares. mostrando a disposição dos blocos do lado da rede interna e do lado da rede externa. a posição da emendas. O desenho do projeto deve conter um desenho esquemático detalhado do distribuidor geral do edifício. mostrando a configuração da rede. e) A tabela de materiais relativa ao projeto. número de registro do CREA ou no DENTEL. c) Planta baixa do andar tipo mostrando o trajeto e distribuição da rede secundária. mostrando a disposição dos blocos do lado da rede interna e do lado da rede externa. os seguintes elementos: a) Corte vertical do edifício. data (dia. f) Desenho: número do desenho. . mês e ano) e assinatura do responsável pelo projeto da rede interna. d) Responsável pelo projeto: nome. Um desenho completo de projeto de rede interna deve conter. f) A legenda padronizada devidamente preenchida. c) Escala: escala do desenho do projeto. e) Título: identificação do desenho (planta de localização. ao lado desta tubulação. planta da rede secundaria.). etc. g) Outros detalhes que se façam necessários para o completo entendimento do serviço a ser executado. diâmetros e distribuições dos cabos da rede interna. pelo menos. a tubulação telefônica do prédio com todas as suas dimensões e o esquema da rede telefônica. d) O detalhe do distribuidor geral do edifício. os comprimentos desses cabos e a quantidade e localização dos blocos terminais internos. as capacidades.87 b) Edifício e Endereço: nome e endereço completo do edifício para o qual foi projetada a rede interna.

som ambiente. dispositivos e software de controle. economia.88 6. segurança e eficiência de uma residência. segurança. voz. produtividade. da Internet. vídeo. da segurança. controle de utilidades e de equipamentos diversos com a possibilidade de ser centralizado em um único sistema de controle. entretenimento. Introdução A automação residencial é um sistema capaz de melhorar o estilo de vida aumentando o conforto.áudio. temperatura ambiente. ligada ao controle e à supervisão das linhas de produção.telefonia.segurança (alarmes. Isso é obtido através de um projeto único que envolve infra-estrutura. ESTUDO SOBRE PROJETO DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL 6. CFTV). além de total integração da rede de dados. . Quais são os sistemas residenciais modernos que se deve incluir num projeto integrado? A seguir os principais: . monitoramento. que não se comunicam entre si. com valorização da imagem do empreendimento e de seus usuários. tv por assinatura.controle de iluminação. . .1. Engloba iluminação. telecomunicações. praticidade. com otimização dos negócios. Primeiramente foi a automação industrial. chega com soluções interessantes e diferenciadas voltadas aos serviços para o usuário. . As soluções tradicionais utilizam sistemas autônomos. Desta forma. Agora a automação residencial. um mercado emergente que já é realidade em todo o Brasil. eficiência e rentabilidade. os benefícios da integração não estão sendo levados aos usuários. Trata-se de novas tecnologias que procuram oferecer conforto. depois a de edifícios comerciais mais voltada às áreas patrimonial e institucional. imagem e multimídia. Com a automação residencial o que se objetiva é a integração de tecnologias de acesso à informação e entretenimento.

redes de dados e informática. .ar condicionado e aquecimento. aspiração central. . fax. gás). Figura 41 – Sistema Geral As casas do futuro terão vários computadores. . bombas.eletrodomésticos inteligentes. . .utilidades (irrigar.persianas e cortinas automáticas. . Além destes fatores. scanners.gerenciamento de energia. impressoras e telefones interligados (intranet) e compartilhados através de conexão em banda larga (Internet) com o mundo exterior.89 . o uso da residência como complemento do escritório e o aumento do número de profissionais que trabalham em casa criaram uma demanda de serviços de telecomunicações de maior capacidade.

g) Aumento de custo. Assim. as companhias dos setores de telecomunicações e informática estavam preocupadas com a falta de padronização para os sistemas de cabos de telecomunicações. c) Rápida saturação de dutos. c) Estabelecer critérios técnicos de desempenho para sistemas distintos de cabeamento tradicional. b) Infra-estrutura de telefonia privada inadequada para novas tecnologias. canaletas e outros suportes de cabeamento. d) Inflexibilidade para mudanças. f) Suporte técnico dependente de fabricantes. eletricidade. dados. sistemas de controle. cabo coaxial. segurança. dados. Neste cenário.2. No final dos anos 80. b) Estruturar um sistema de cabeamento intra e inter-predial. cada qual com uma padronização proprietária. par trançado. internet e multimídia. os prédios possuíam cabeamento para voz. Em 1991. serviços integrados de voz e dados. Projeto de Cabeamento Estruturado Com o crescimento do uso das redes locais de computadores e a agregação de novos serviços e mídias como voz. redes locais de alta velocidade. teleconferência. e) Cabeamento não reaproveitável com novas tecnologias.90 6. com produtos de fornecedores distintos. . Eram fios e cabos por toda parte. cabo blindado. alguns problemas surgiram para desestimular essa forma de cabeamento não estruturado: a) Mudança rápida de tecnologia: Microcomputadores mais velozes. a associação EIA/TIA (Eletronic Industries Association / Telecommunications Industry Association) propôs a primeira versão de uma norma de padronização de fios e cabos para telecomunicações em prédios comerciais. surgiu a necessidade de se estabelecer critérios para ordenar e estruturar o cabeamento. denominada de EIA/TIA-568 cujo objetivo básico era: a) Implementar um padrão genérico de cabeamento de telecomunicações a ser seguido por fornecedores diferentes. baseado em aplicações.

Internet e compartilhamento de dados e recursos em geral.91 Figura 42 – Exemplo de organização com o cabeamento estruturado A demanda futura para o mercado SoHo (Small Office/Home Office) traz a necessidade de se dispor de uma infra-estrutura de cabeamento capaz de suportar todas as aplicações. mais bem arrumada e elaborada para o transporte de sinais de TV. . Decorrente da necessidade de padronização na distribuição dos dados e largura de banda nas comunicações. deve-se levar em consideração a instalação de cabeamento estruturado que permite a utilização de uma mídia unificada. telefonia.

Além de aumentar sensivelmente a confiabilidade e performance da instalação. o cabeamento estruturado ainda torna simples e fáceis as adições. upgrades e mudanças. espalhadas pela residência/escritório. O cabo RG-6 é um dos mais comuns tipos de cabos coaxiais utilizados para fins comerciais e domésticos. CFTV) podem ser centralizados em um gabinete e a partir deste ponto os cabos são lançados diretamente às tomadas de serviços. O conjunto de cabos consiste normalmente em dois pares de Coaxiais RG6 e dois pares de cabos Par-Trançado categoria 5. O termo RG-6 é um rótulo genérico que pode ser . unidos num único cabo para maior facilidade de instalação. internet. CATV. Todos os serviços de telecomunicações de entrada (telefonia. Estes sistemas de cabeamento compreendem cabos de alta velocidade e painéis de distribuição.92 Figura 43 – Sistema de automação integrado Há muito tempo os sistemas de cabeamento estruturado é a infra-estrutura padrão de comunicações para edifícios de escritórios. TV cabo/satélite. Uma casa pré-cabeada. capaz de acomodar tecnologias presentes e futuras é sinônimo de prevenção à obsolescência técnica e prematura do seu investimento.

93 usada para descrever todo um conjunto de desenhos de cabos. Figura 44 – Cabo RG-6 Figura 45 – Desenho Cabo RG-6 O cabo categoria 5 trata-se de um cabo de fios de pares trançados sem blindagem 22 ou 24 AWG com uma impedância de 100 ohms. Testado para uma largura de banda de 100 MHz. . RG significa Radio Guide e é um termo utilizado no envio de sinais de Rádio Freqüência (RF) através de cabos coaxiais. O cabo da Categoria 5 é um meio de alta qualidade cada vez mais usado em aplicações voltadas para a transmissão de imagens e dados em grandes velocidades. esse cabo é capaz de transportar um sinal de dados a 100 megabits por segundo sob determinadas condições.

A distribuição de som. pois.94 Figura 46 – Cabo Par-Trançado Categoria 5 Figura 47– Esquema Demonstrativo do Cabeamento Estruturado Os cabos RG-6 e Categoria 5 são ideais para as condições atuais. cabos telefônicos Categoria 5 transportam dados 10 vezes mais rápido que os cabos de cobre comuns. Os cabos RG-6 oferecem uma boa largura de banda para transportar sinais de TV de alta definição. Porém velocidade e capacidade são apenas parte da equação. vídeo e dados para múltiplos .

Esta é a tarefa dos painéis de distribuição. caixas acústicas e telefones são importantes elementos dos sistemas de cabeamento estruturado.95 computadores. Figura 48 – Patch Painel em um painel de distribuição Figura 49 – Painel de distribuição . TV's.

Sistemas para controle de iluminação Muitas tecnologias vêm se desenvolvendo dentro do vasto leque de opções que compreende a automação residencial. economia e segurança. Ao apertá-lo. fornecendo potência total à carga. o usuário fecha um contato que permite ou impede a passagem de corrente. Algumas Aplicações 6. teatros. presentes em casas.96 6. Figura 50 – Ambiente com controle de luminosidade A forma mais simples de se controlar lâmpadas é através de um interruptor. além de grandes empresas. . hotéis e hospitais. Algumas já se tornaram mandatórias em todos os tipos de ambientes.1. como os sistemas para controle de iluminação.3. apartamentos e escritórios.3. Seu papel fundamental é proporcionar mais conforto.

Os dimmers atuais conseguem reduzir a intensidade luminosa de lâmpadas de naturezas diferentes. podemos controlar lâmpadas com dimmers (atenuadores). pouco eficientes e não eram confiáveis. de uma forma segura e prática. podendo substituir interruptores sem qualquer necessidade de obra ou instalação especial. Com os avanços da eletrônica. foi possível desenvolver dimmers com semicondutores. As maiores vantagens obtidas com o uso de dimmers com semicondutores são o aumento da vida útil da lâmpada e a economia de energia elétrica resultantes da atenuação da potência.Simples acionador de lâmpada ao cair do sol. como incandescentes. que possibilitam diminuir a quantidade de potência da carga através de limitadores de tensão elétrica. Eram grandes. . com controle automático e manual Sofisticando um pouco mais. cabendo facilmente em uma caixa de parede padrão 4x2. Os dimmers antigos não passavam de reostatos ligados em série com a lâmpada. já que podiam superaquecer e causar incêndios. que funcionam como interruptores de alta velocidade. Eles são menores e mais eficientes que dimmers de reostato. ligando e desligando 120 vezes por segundo.97 Figura 51 . dicróicas (com transformadores) e até fluorescentes.

98 Figura 52 – Esquemático de um dimer O controle de iluminação apresenta benefícios estéticos imediatos: as cenas de iluminação são amplamente usadas em salas de reuniões e convenções. Já em uma festa. A irrigação é feita de maneira uniforme e pulverizada ("spray"). Uma cena específica para o jantar deve acender o circuito de lâmpadas sobre a mesa e atenuar os circuitos das cortinas. com o toque de um único botão.2. O uso racional e econômico da água. Utilizando este artifício é possível. O usuário tem fácil acesso às funções do seu sistema através de controles variados. quadros e lavabos ficam acesos enquanto os corredores são apagados. museus e casas de espetáculo. são necessárias cenas diferentes para cada tipo de ocupação. por exemplo. tempo livre para outras atividades de lazer e a valorização da sua propriedade. Desta forma.3. bem . Sistema inteligente para irrigação de jardins As vantagens desse sistema são inúmeras. As interfaces são amigáveis e adequadas para a finalidade principal do sistema. ajustar os níveis de todas as luminárias de acordo com o evento. consultórios. 6. De olho no crescente mercado de pequeno porte. Se quiser assistir TV. a iluminação indireta é atenuada. permitindo assim que residências. Na sala de uma casa. restaurantes e lojas também possam se beneficiar com as cenas. os fabricantes de sistemas para controle de cenas de iluminação vêm lançando produtos modulares e de menor custo. escritórios. as demais são desligadas. os detalhes corretos são iluminados adequadamente e o efeito desejado é atingido. trazendo economia e segurança principalmente em sistemas de gerenciamento predial e acionamento mediante ocupação.

caso não haja a necessidade de irrigação. tipos de plantas e aspersores. . mais barato será o metro quadrado de implantação. para que se possa fornecer as quantidades adequadas de água. válvulas e controlador. A irrigação pode ser programada para ser executada várias vezes num dia. Projeta-se a irrigação em diversos setores. O custo da instalação varia conforme o tamanho e formato do jardim. que acabam estragando as plantas e flores mais delicadas. e a conexão com o sistema de automação residencial. vazão total necessária e o clima local determinado pelo índice de evapo-transpiração. é a peça que completa a irrigação automática.99 diferente dos jatos d'água das mangueiras. devendo-se escolher os horários mais adequados para cada tipo de planta ou localização no jardim. o sistema pode ser programado para funcionar diariamente ou a cada 2. que é a água efetivamente utilizada pela planta. Irrigar durante a noite tem a vantagem da menor evaporação e maior absorção da água. O controlador. Deve-se prever também um circuito de energia elétrica para alimentação da bomba. ligando e desligando os diversos setores em tempos determinados em uma simples operação. Assim. o cérebro do sistema. dependendo da estação do ano. O período de instalação de um sistema gira em torno de uma semana e o seu custo de manutenção é muito baixo. Esse índice mede a água perdida por evaporação no solo e por sua superfície e pela transpiração. 3 ou 5 dias. se existir. Além disso. E se chover? O sistema tem um sensor de umidade no solo. tipos de aspersores utilizados e tipos de plantas. Quanto mais regular e ampla for a área. que irá bloquear o comando elétrico de acionamento da bomba e válvulas. Com ele é possível programar os horários de irrigação. o dimensionamento do sistema leva em consideração a área a ser irrigada (se está em local ensolarado ou com sombra).

Reconhecimento de Voz A possibilidade de utilizar sistemas de reconhecimento de voz na automação residencial tem aumentado substancialmente a cada dia. o problema é que sistema necessita de microfones o mais perto possível para garantir melhor qualidade no reconhecimento . principalmente para utilização por pessoas com deficiência física. 6. Estes produtos baseiam-se em ditados e precisam de um pré-treinamento do usuário para que o sistema reconheça o seu padrão de voz.3. Figura 54 – Ilustração do Sensor de Umidade no terreno.100 Figura 53 – Exemplo de Sensor de Umidade do Solo. Muitos produtos já foram lançados no mercado. crianças e idosos. decorrente do barateamento dos custos dos recursos de informática e do aumento significativo do poder de processamento dos computadores. que é essencial para uma boa performance do sistema.3.

sensores. • Deve operar usando microfones ativos distribuídos pela casa.101 e os ruídos. Não deve ser necessário que o usuário porte qualquer tipo adicional de hardware. seja um controle remoto sem fio. dispondo de sensores para detecção de fumaça e incêndio.3. uma vez que o sensor capte a vazão. que captam todo som ambiente incluindo os comandos de voz que devem ser reconhecidos e interpretados. Deve operar eficientemente mesmo com o barulho normal de um ambiente. para os usuários impossibilitados de falar deverá haver os comandos normais através de interruptores. Sistema de Alarme Vazamentos de Gás. Deve permitir a possibilidade de um feedback sonoro opcional para que seja confirmado para o usuário o recebimento do comando de automação. que podem emitir sinais sonoros de alerta e até acionar esguichos de emergência. ou. controle remoto e painéis de controle. • • Deve se integrar a múltiplos controladores para permitir uma abordagem de sistema aberto. Fumaça e Incêndio Consistem em dispositivos para alertar e resolver imprevistos. um dispositivo automaticamente fecha a saída de gás. • O sistema de reconhecimento de voz deve ser um opcional nos sistemas automatizados. corta a energia elétrica da casa e ainda levanta as cortinas para a ventilação. ecos e falta de nitidez atrapalham consideravelmente o reconhecimento da fala. é preciso analisar os seguintes itens: • • • O reconhecimento dos comandos de voz deve ser confiável. sensor de vazamento de gás. ou seja. Para que um sistema de reconhecimento de voz seja implantado.4. 6. O sistema deve operar totalmente livre do uso das mãos. telefone ou microfone. .

Como principais características.102 6. a opção para blackout. Figura 55– Diagrama de Entradas e Saídas em um Sistema Integrado . Para isso. Ainda podemos citar nas persianas.4. 6. principalmente quando integrada aos controles domésticos de iluminação e aos sistemas de entretenimento (Home Theaters).3. Cortinas Automatizadas A motorização de cortinas e persianas proporciona uma grande conveniência. possui uma linha de produtos específica para automação residencial (linha IHC – Intelligent Home Control). por exemplo. podemos citar a utilização de controles remotos sem fio (IR) e a possibilidade de instalar sensores de chuva e de sol que acionam o fechamento e abertura das persianas.5. Sistema de Integração Um projeto de automação residencial deve integrar todos os subsistemas em um só sistema. algumas empresas no ramo de instalações elétricas desenvolveram equipamentos que facilitam a vida dos projetistas. A Schneider Eletric.

etc. como iluminação. Há módulos de entrada 24V que recebe sinais de pulsadores. Este é o cérebro do sistema. Serve para transmitir alarmes para um telefone pré-determinado. Com ele é possível consultar estados ou fazer o controle forçado do IHC. via software. sensores. Os módulos de saída se dividem em saída 24 V e 230 V. sirenes. luzes de outro ambiente. a programação e a instalação do IHC é o integrador de sistemas residenciais. Os de 24 V se destinam a ativar LEDs de confirmação nos pulsadores para confirmar estado de carga de calefação. Os módulos de saída 230 V controlam até 8 cargas de 230 V. . Desses módulos o principal é o módulo de controle.103 Para ser instalado o IHC necessita de um projeto específico de infraestrutura (tubulações e fiação) e mão de obra treinada. que é um modem telefônico para tons e pulsos com comunicação bidirecional e protegido por senha. detectores. Há também um Módulo Modem. A linha de produtos da IHC consiste em vários módulos que permitem a integração de vários sistemas. etc. está presente desde a concepção do projeto até o fim da instalação. As informações recebidas por ele são transmitida ao módulo de controle. controlando os dispositivos de uma casa/ apartamento. e é programado a partir de um computador. motores. Figura 56 – Módulo de Controle Entre os outros módulos estão os de entrada e saída. etc. O integrador é um profissional especializado que trabalha em conjunto com o arquiteto e que. Quem realiza o projeto.

o módulo de entrada comunica a central. O comando que sai a central chega ao módulo de saída. é que a instalação do sistema IHC pode ser centralizada ou descentralizada. Por meio desse módulos os sensores. A centralizada concentra todos os módulos do sistema em um só quadro da casa. Na figura 57 abaixo é mostrado um diagrama de instalação dos componentes do sistema IHC. pode-se observar que um sensor de presença. A ligação dos equipamentos de saídas e os sensores distribuídos pela casa são ligados todos aos módulos dentro desse quadro. pulsadores e detectores podem se comunicar com a central. que ativa o equipamento de saída. Quando uma das entradas é acionada. está programada para ligar determinada saída neste momento. Figura 57 – Diagrama da instalação dos componentes Outro fato importante a destacar. por sua vez. o pulsador e o detector de gás estão ligados ao IHC Input 24. que é o módulo de entrada 24 V. .104 Há outros módulos. mas os principais são esses para que se possa entender o sistema. Na figura. Esta.

Há um quadro principal com o módulo de controle.Instalação Centralizada Já a descentralizada possui módulos espalhados pela casa de acordo com o seu local de utilização. Figura 59 – Instalação Descentralizada . porém os módulos de entradas e saídas ficam espalhados pela casa.105 Figura 58.

No computador. precisava fazer alguma revisão no desenho. que permite a criação de macros. Eis os endereços na Internet em que se pode obter mais informações sobre eles: • • Programa AutoCAD. nem mesmo os projetistas mais experientes conhecem todas as disponibilidades de comando que o AutoCAD oferece. ele pode abrir o arquivo e fazer as alterações desejadas. que é uma linguagem programação produzida pela empresa Microsoft. da Autodesk: http://www. ele agiliza o trabalho. fazer um cálculo. O AutoCAD é uma ferramenta muito poderosa de desenho.. como por exemplo. abrir um arquivo. A ferramenta principal de um projetista são os programas de desenhos auxiliados por computador (CAD – Computer Aided Design). TECNOLOGIA DE APOIO AO PROJETISTA 7. Não havia a tecnologia que é disponível hoje. da Bentley: http://www.autodesk. por exemplo.com/products/ O AutoCAD é a ferramenta principal da maioria dos escritórios de projetos. Portanto. As Macros são rotinas que executam automaticamente num documento. hidráulico. selecionar um campo. etc. Os projetos eram desenhados a mão. O AutoCAD substituiu a antiga prancheta.1. existem cerca de uma dezena de programas de CAD. dependendo de como a pessoa programou essa macro. e está integrado em todos os produtos da família de produtos Microsoft Office. seguido pelo Microstation. . Provavelmente. No mercado brasileiro. No caso da velha prancheta ele precisaria começar o desenho do zero. etc. e era um processo muito trabalhoso. mas atualmente predomina o AutoCAD e suas versões especializadas.com Programa MicroStation. Isso facilitou muito o trabalho do projetista quando.bentley. estrutural. e que facilita tanto a vida do projetista. arquitetônico. seja de projeto elétrico. o AutoCAD além de facilitar.106 7. O AutoCAD permite além dos seus recursos mais comuns de desenho. e também em outros produtos de terceiros. permite também que o usuário utilize do Visual Basic. Software para desenho Há cerca de vinte anos a elaboração de projetos era feita exclusivamente nas pranchetas.

107 No AutoCAD.v4 da AltoQi. no lançamento dos condutos e da fiação e fazem a lista de material. pode ler o livro do professor Luís Alberto Gómez. precisamos calcular a sua corrente. podem-se organizar esses circuitos em uma tabela com colunas para o número do circuito. a descrição do circuito. ao se separar os circuitos e definir suas cargas. Com essas informações podem-se criar fórmulas para o cálculo da corrente do circuito. usando VBA. Primeiramente ele explica os fundamentos básicos da programação em VBA. e o lumine. Na área da elétrica.3. Por exemplo. no dimensionamento de um quadro de distribuição de uma unidade consumidora. Com a ajuda do Excel. podem-se criar rotinas para desenhos e cálculos. a carga e o número de fases. na definição de circuitos. São programas que se propõem a auxiliar no lançamento de pontos. Utilização do Excel para a Elaboração de Cálculos Durante a elaboração de um projeto. . há muitos cálculos e é necessário constantemente consultar tabelas de normas e catálogos de produtos. Quem quiser pesquisar sobre a criação de rotinas no AutoCAD. para determinar qual disjuntor e o cabo a serem usados em cada circuito. Evitando o trabalho repetitivo de algumas ações. 7. seus elementos e a integração do VBA e o AutoCAD. Depois demonstra uma aplicação a ser usada na engenharia elétrica como a determinação de cargas elétricas. Software para projetos Há também no mercado programas que se disponibilizam a fazer praticamente um projeto completo no AutoCAD. os dois principais são o CADDPROJ da HIGHLIGHT Computação Gráfica. 7. “VBA para AutoCAD” da editora Visual Books.2.

No mesmo arquivo. Quadro 28 . formando.108 Figura 60 – Lista de Circuitos de um Quadro no Excel. uma base de dados para que o programa possa buscá-las. colocam-se em forma de tabela algumas informações de normas e catálogos. assim.Relação cabo (mm2) e corrente (A) Fonte: NOR-TEC-01 .

109
Por exemplo, coloca-se em uma tabela a capacidade dos disjuntores usados de acordo com o catálogo dos fabricantes. Colocam-se também em forma de tabela os cabos definidos em norma e suas respectivas capacidades de condução de corrente.

Figura 61 - Dimensionamento de disjuntores e alimentadores pelo Excel

110
CONCLUSÕES Este trabalho visou principalmente o estudo da elaboração de um projeto da instalação elétrica de um edifício residencial. No capítulo 2, foi passada uma receita de projetos com os passos principais a serem seguidos no desenvolvimento de um projeto. Foi vista a importância para um projetista iniciante de seguir fielmente esta seqüência descrita. No capítulo 3, a seqüência foi descrita passo a passo, procurando dar uma visão clara de cada processo. Neste capítulo pode-se ver a importância de se fazer inicialmente uma boa engenharia básica, calculando cargas, demandas e definindo os circuitos e alguns aspectos importantes antes de se iniciar o projeto. Assim, evitam-se retrabalhos no futuro. Neste capítulo, foram estudados os princípios fundamentais e as características gerais de uma instalação elétrica. Foi vista a importância da segurança e determinada as formas de proteções que se tem em uma instalação. No capítulo 4, foi descrito, baseado na NOR-TEC-01, um procedimento para a preparação de um pedido a Escelsa para o fornecimento de energia elétrica de um edifício. No Apêndice C, há o modelo de carta que deve ser encaminhada para a Escelsa com as informações requisitadas. No capítulo 5, foi mostrada uma seqüência básica de passos para a elaboração de um projeto telefônico de acordo com a prática da Telebrás. Foram vistos os pontos mais importantes neste tipo de projeto, como o dimensionamento dos cabos secundários, primários e os de entrada, a definição dos quadros de distribuição e a quantidade e a disposição dos blocos terminais nestes quadros. Foi feita uma introdução a automação residencial no capítulo 6. Para descrever sobre esse assunto, foi necessária pesquisas basicamente na internet através de sites como da AURESIDE (Associação Brasileira de Automação Residencial). Através desse site foi possível estudar artigos sobre a área, que contribuíram para o desenvolvimento deste capítulo. Foi destinado um subitem neste capítulo para falar sobre cabeamento estruturado, visto a importância deste para um projeto de automação e a integração de vários sistemas. Um outro subitem foi destinado para falar sobre a linha IHC (Intelligent Home Control), que é um conjunto de produtos da Prime – Schneider destinado para se fazer um sistema integrado em

111
residências. Foram faladas também neste capítulo algumas aplicações mais usadas na automação residencial. No capítulo 7, comentou-se da importância do Auto-Cad para o desenvolvimento de um projeto, e sobre a existência de softwares no mercado que se propõem a facilitar o trabalho de um projetista em vários aspectos, tanto como desenhos quanto cálculos. Foi falado também sobre a possibilidade de se utilizar o Excel como ferramenta de cálculos. Fica como sugestão para trabalhos futuros o desenvolvimento de uma pesquisa mais aprofundada para o projeto telefônico ou o de automação, visto que são duas áreas muito ricas em assunto, e o presente trabalho se limitou dar apenas uma introdução nesses assuntos.

Cálculo da parcela de demanda de um apartamento em função da área útil. Fonte: CODI .112 APÊNDICE A Quadro 29 .

Diversificação em função da quantidade de apartamentos Fonte: CODI .113 Quadro 30 .

Determinação da potência (kVA) em função da quantidade de motores a) Motores Trifásicos b) Motores monofásicos Fonte: CODI .114 Quadro 31 .

BB = Resistência elétrica do corpo humano. Fonte: NBR-5410 . doentes) Pessoas suficientemente informadas ou supervisonadas por pessoas qualificadas. BC = Contato das pessoas com o potencial da terra. Quadro 32 . de tal BA4 Advertidas forma que lhes permite evitar os perigos da eletricidade (pessoal de manutenção e/ou operação) Pessoas com conhecimento técnico ou BA5 1) Código BA1 BA2 Classificação Comuns Crianças Creches.Competência das pessoas Características Aplicações e exemplos Pessoas inadvertida Crianças em locais a elas destinados 1) Pessoas que não dispõem de completa BA3 Incapacitadas capacidade física ou intelectual (idosos.115 APÊNDICE B Influências externas determinantes No quadro da proteção contra choques elétricos. unidades de saúde Locais de serviço elétrico Qualificadas experiência tal que lhes permite evitar os perigos da eletricidade (engenheiro e técnicos) Locais de serviço elétrico fechados Esta classificação não se aplica necessariamente a locais de habitação. as seguintes condições de influências externas são determinantes: BA = Competência das pessoas. escolas Casas de repouso.

Fonte: NBR-5410 Código BC1 Classificação Nulo Em condições habituais. impedi-las de romper voluntariamente o contato e por outro aumentar os riscos de contato involuntário.116 Código BB1 Classificação Alta Quadro 33 – Resistência Elétrica do corpo humano Características Aplicações e exemplos Condições secas Circunstâncias nas quais a pele está seca (nenhuma umidade. as pessoas BC2 Raro não estão em contato com elementos condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas Pessoas em contato com elementos BC3 Freqüente condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas . estando as pessoas com os pés molhados ao ponto de se poder desprezar a resistência da pele e dos pés BB4 Muito Baixa Condições imersas Pessoas imersas na água. cujas dimensões sejam tais que as pessoas que Pessoas em contato permanente BC4 Contínuo com paredes metálicas e com pequena possibilidade de poder interromper o contato neles penetrem estejam continamente em contato com as paredes. sendo a superfície de contato significativa Passagem da corrente elétrica entre as duas BB3 Baixa Condições molhadas mãos e os dois pés. por um lado. A redução da liberdade de movimentos das pessoas pode. por exemplo em banheiras ou piscinas Fonte: NBR-5410 Quadro 34 – Contato das pessoas com o potencial da terra Características Aplicações e exemplos Locais não-condutivos Locais cujo piso e paredes sejam isolantes e que não possuam nenhum elemento condutivo Locais cujo piso e paredes sejam isolantes. com pele úmida de suor. inclusive suor) Passagem da corrente elétrica de um mão à BB2 Normal Condições úmidas outra ou de uma mão a um pé. com elementos condutivos em pequena quantidade ou de pequenas dimensões e de tal forma a probabilidade de contato possa ser desprezada Locais cujo piso e paredes sejam condutivos ou que possuam elementos condutivos em quantidade ou de dimensões consideráveis Locais como cladeiras ou vasos metálicos.

que corresponde aos casos de corpo imerso.áreas de acampamento e de estacionamento de veículos especiais e reboques . . Quadro 35 – Situações 1.áreas externas (jardins. 2 Um exemplo da situação 3. 2 e 3 Definem-se.estabelecimentos agropecuários. BC3 BB3 BC4 BB4 Notas 1 Alguns exemplos de situação 2: . em função das influências externas BB (Quadro 31) e BC (Quadro 32). as situações 1. feiras. Para uma combinação de influências externas BB e BC. etc). Fonte: NBR-5410 Situação Situação 1 Situação 1 Situação 2 Situação 2 Situação 3 . é o interior de banheiras e piscinas.canteiro de obras. 2 e 3 caracterizadas no Quadro 33. .dependência interiores molhadas em uso normal. BB2 BC1.117 Situações 1. BC2. 2 e 3 Condição de influência externa BB1. a situação a ser considerada é a mais severa ditada por qualquer das influências externas (BB ou BC) isoladamente. .

.. ÁREA DE OCUPAÇÃO DAS UNIDADES CONSUMIDORAS Condomínios ( Apartamentos ( Lojas ( Salas ( Escritórios ( Outros (especificar) ( )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 4....5 E CATEGORIA VII – CONFORME ITEM 5.com sede em .......º abaixo assinado e caracterizado responsável pela execução do projeto elétrico das instalações elétricas do edifício no local abaixo mencionado... vem.S. as informações abaixo relacionadas: 1... QUANTIDADE DE UNIDADES CONSUMIDORAS (os dados deverão ser fornecidos por unidades consumidoras típicas) no de condomínios ( no de apartamentos ( no de lojas ( no de salas ( ( no de escritórios Outros (especificar) ( ) ) ) ) ) ) 3..A.....(NOME DA FIRMA). encaminhar a V.. RELAÇÃO ESTIMATIVA DAS CARGAS .. por meio.. ASSUNTO: Prévia Consulta de Projeto Elétrico para definição de Atendimento Prezados Senhores. LOCALIZAÇÃO DO IMÓVEL Rua/Avenida ( Bairro ( Localidade ( ) ) ) Município ( ) 2.7) DATA À Espírito Santo Centrais Elétricas S.. ...... ÁREA BRUTA TOTAL DA EDIFICAÇÃO ( 5.......118 APÊNDICE C MODELO DE CARTA DE PRÉVIA CONSULTA DE PROJETOS (CATEGORIA IV – CARGAS CONFORME ITEM 6.através de seu Eng.as... desta..

2.Carga Total a ser instalada Especificação Iluminação e Tomadas Ar Condicionado Aquecedor/Chuv.2 .Elétrico Motores Elétricos Outros (especificar) Quant.119 5. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Pot.1 . que tenham locais destinados à instalações de equipamentos da ESCELSA (medidores. etc).2.Endereço para correspondência e telefone para contato.1 . ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Potência por unidade .Planta de situação do edifício e da câmara de transformação. .4 . 5. 5.Início da obra ___/___/___ Término da obra ___/___/___ Atenciosamente. câmara de transformação. 5.2 .2.Plantas de arquitetura dos pisos do edifício.2.Em anexo apresentamos: 5.total ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) 5.3 .

org.br/artigos/default.org.asp [Capturado em maio de 2008] [7] A busca pelo foco do mercado. Escelsa . Disponível em http://www.aureside. 2004.br/artigos/default. 2001. Associação Brasileira de Normas Técnicas [3] NOR-TEC-01. Disponível em http://www. 2007.asp?file=all.Concessionária de Energia do Espírito Santo – Espírito Santo Centrais Elétricas S.br/artigos/default. Instalações Elétricas de Baixa Tensão.asp [Capturado em maio de 2008] [8] Casa “inteligente” precisa ter um cérebro.aureside.asp?file=all.org. [4] Desmistificando a Domótica.asp [Capturado em maio de 2008] [6] Proteja sua casa com tecnologia.br/artigos/default.asp [Capturado em maio de 2008] .aureside. Associação Brasileira de Normas Técnicas [2] ABNT NBR 5419.aureside.120 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] ABNT NBR 5410. Disponível em http://www. Proteção de Estruturas contra descargas atmosféricas. Disponível em http://www.asp [Capturado em maio de 2008] [5] Por dentro da Casa inteligente.aureside. Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15kV.asp?file=all. Disponível em http://www.A.org.br/artigos/default.asp?file=all.org.asp?file=all.

pdf” Disponível em http://www.br/prime/ [Capturado em Junho de 2008] [12] Temas Técnicos de Automação Residencial.asp [Capturado em maio de 2008] [10] Norma Regulamentadora Nº10.br/desp/geomar/instalacao/index. Disponível em http://www.br/desp/geomar/instalacao/index.ufsm.com.br/default.org.schneider-electric.aureside.asp [Capturado em Maio de 2008] [13] Manual de práticas CTBC (até 5 pontos telefônicos). “Manual 5 pontos.121 [9] Edifícios Inteligentes: Inovação por Demanda. 2004 – Segurança em Instalações e serviços em Eletricidade.Procedimento de Projeto de Tubulações Telefônicas em Edifícios – “Telebras_01015.br/artigos/default. [11] Automação residencial – Linha IHC.htm [Capturado em Abril de 2008] .Procedimento de Projeto de Tubulação Telefônica em unidades – “Telebras_01014.pdf” Disponível em http://www.ufsm.htm [Capturado em Abril de 2008] [13] Práticas TELEBRAS .pdf” Disponível em http://www. Disponível em http://www.asp?file=all.br/desp/geomar/instalacao/index.ufsm. Disponível em http://www.htm [Capturado em Abril de 2008] [13] Práticas TELEBRAS .org. Site AURESIDE – Associação Brasileira de Automação Residencial.aureside.

pdf” Disponível em http://www.Projetos de Redes telefônicas em Edifícios – “Telebras_01012.ufsm.br/desp/geomar/instalacao/index.122 [14] Práticas TELEBRAS .htm [Capturado em Abril de 2008] .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->