UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA PROJETO DE GRADUAÇÃO

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

RENATO BERTOLDI SIMÕES

VITÓRIA - ES Agosto/2008

RENATO BERTOLDI SIMÕES

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

Parte manuscrita do Projeto de Graduação do aluno Renato Bertoldi Simões, apresentado ao Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo, para obtenção do grau de Engenheiro Eletricista.

VITÓRIA – ES Agosto/2008

RENATO BERTOLDI SIMÕES

ESTUDO SOBRE ELABORAÇÃO DE PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL PREDIAL.

COMISSÃO EXAMINADORA:

Prof. Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. Orientador

Prof. Getúlio Vargas Loureiro Examinador

Prof. Carlos Caiado Barbosa Zago Examinador

Vitória - ES, Agosto de 2008.

Alcemy do Bom Jesus Simões. Thiago Negrelli e Thiago Zambom. Meus familiares e a todos os meus amigos da Engenharia que dividimos as alegrias e tristezas. em especial a Jelbener Vinícios dos Santos Azeredo. que se não fosse por eles. e a minha mãe.DEDICATÓRIA Ao meu pai. eu não teria conseguido terminar esse curso de Engenharia Elétrica. Anacir Maria Bertoldi Simões. Johnny Sperandio. i .

A todas as pessoas que contribuíram para que esse trabalho fosse realizado. ii . onde aprendi muito sobre projeto. A Prof. Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. Agradeço a Mauro Sergio Suaid Santos e Fernanda Juni Santos.AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus. Alcemy do Bom Jesus Simões e a Anacir Maria Bertoldi Simões. que me deu força para terminar esse difícil curso. que me ajudou a terminar este trabalho. pelo apoio e compreensão em todos esses anos de estudos. Agradeço aos meus pais. pela oportunidade de aprendizado e de crescimento na Powertech Engenharia. pela orientação.

............................................................................................LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Diagrama de Receita de Projetos ............................................................................................................................... 55 Figura 12 – Vista Interna do QM2 .......................................................................................................................................... 56 Figura 15 – Vista Interna do QGBT ......................................... 61 Figura 22 – Desenho 32 da NOR-TEC-01 ................................................. 79 Figura 31 – Bloco terminal suportado por canaleta .............................................................................. 53 Figura 10 – Detalhe das Barras......................................................... 54 Figura 11 – Vista Interna do QM1 ....... 60 Figura 21 – Desenho 31 da NOR-TEC-01 ................................................................................................. 38 Figura 6 – Esquema TN-C...................................................................... 59 Figura 19 – Detalhes Construtivos da Janela da Subestação ........................................................................................................................... 73 Figura 28 – Poço de Elevação .................... 67 Figura 26 – Blocos terminais ............ 37 Figura 5 – Esquema TN-S .........Lista de Circuitos do condomínio ................................... 52 Figura 8 – Vista Frontal do QM 2 ................................ 15 Figura 4 – Circuito Equivalente de uma falta de impedância desprezível ........ 71 Figura 27 – Exemplo de uma Caixa de Distribuição no andar.................... 13 Figura 3................ 58 Figura 18 – Exemplo de Planta Baixa de Subestação .................................................. 58 Figura 17 – Vista Frontal MS ...... 66 Figura 25– Lista de Material do Desenho 12 da NOR-TEC-01 .................................................................................................................................................................................................................... 79 iii ........ 55 Figura 13 – Lista de Material das Vistas Internas............................................... 7 Figura 2– Lista de Circuitos dos apartamentos tipo ................... 60 Figura 20– Detalhe 2 ....................................................................... 76 Figura 30 – Bloco terminal fixado diretamente à prancha de madeira .......... 63 Figura 24 – Desenho 12 da NOR-TEC-01 ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 57 Figura 16 – Identificação dos Materiais ......... 53 Figura 9 – Lista de Material das Vistas Frontais......................... 62 Figura 23 – Desenho 29 da NOR-TEC-01 .................. 56 Figura 14 – Vista Frontal do QGBT ............. 38 Figura 7– Vista Frontal do QM 1 ............... 75 Figura 29 – Tubulação Convencional .................................................................................................

...................................................................................... 100 Figura 54 – Ilustração do Sensor de Umidade no terreno............. 102 Figura 56 – Módulo de Controle ................................................ 92 Figura 44 – Cabo RG-6 ............. 105 Figura 60 – Lista de Circuitos de um Quadro no Excel....... ........................................................... 105 Figura 59 – Instalação Descentralizada .................................... 104 Figura 58..................................................... 81 Figura 34 – Anéis Guia .................................................. 91 Figura 43 – Sistema de automação integrado ...................................Representação da Terminação dos cabos no caso b................................................................. 82 Figura 37– Exemplo de Distribuidor Geral (DG) . com controle automático e manual ......................................... 103 Figura 57 – Diagrama da instalação dos componentes ................................................................................................. 108 Figura 61 ...... 98 Figura 53 – Exemplo de Sensor de Umidade do Solo.....................................Figura 32 – Detalhe de Bloco Terminal ............................ 94 Figura 48 – Patch Painel em um painel de distribuição ................ 83 Figura 38 – Representação da Terminação dos cabos no caso a........................... ....................................Simples acionador de lâmpada ao cair do sol............................................. 89 Figura 42 – Exemplo de organização com o cabeamento estruturado .......................................................................................................................... 95 Figura 49 – Painel de distribuição ............................. .................... 95 Figura 50 – Ambiente com controle de luminosidade....................... 81 Figura 35 – Foto Caixa de Distribuição ..................... 84 Figura 39 .. 93 Figura 46 – Cabo Par-Trançado Categoria 5 .... 109 iv ....................................... ...................................... 93 Figura 45 – Desenho Cabo RG-6 ..................................................... 94 Figura 47– Esquema Demonstrativo do Cabeamento Estruturado ......................................................................................................................................................Representação da Terminação dos cabos no caso c....... ......................Dimensionamento de disjuntores e alimentadores pelo Excel ...................................... 100 Figura 55– Diagrama de Entradas e Saídas em um Sistema Integrado ........ 85 Figura 40 ..............Instalação Centralizada........................ 80 Figura 33– Caixa de Distribuição ............ ...................................................................................................................................................................................................... 96 Figura 51 ....... 85 Figura 41 – Sistema Geral....... 97 Figura 52 – Esquemático de um dimer ................................... 82 Figura 36 – Foto Bloco Terminal dentro da Caixa de Distribuição ...............

.......... 4 Quadro 3................ 17 Quadro 10– Demanda Aplicada nos Quadros de Medidores .........................................Tabela 9 da NOR-TEC-01 (Dimensionamento de Postes) ...................................................................................... 18 Quadro 11– Demanda Aplicada no Medidor de Serviço...................... 9 Quadro 6 – Exigências para a Divisão da Instalação [NBR-5410] ............................................................................ 49 Quadro 21– Dimensionamento dos apartamentos e do QM2 ....................................................... . 3 Quadro 2– Restrições para as Categorias de Fornecimento ............................................................................................... 112 v ....... 43 Quadro 17– Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação ..................... 22 Quadro 13 ................ 85 Quadro 28 ... 8 Quadro 5– Previsão de número de pontos e de carga para tomadas..................... 38 Quadro 16– Temperaturas características dos condutores ........................................................................................... [NBR-5410] .................................... 74 Quadro 27 – Raios mínimos de Curvatura do cabo CI ........................................... .................................... 48 Quadro 20 ............... 21 Quadro 12– Categoria de Fornecimento das Unidades Consumidoras ............................ 49 Quadro 22 ............................... 10 Quadro 7– Quadro de cargas dos apartamentos ......LISTA DE QUADROS Quadro 1– Categorias de Fornecimento............. 29 Quadro 15 – Tempos de seccionamento máximos ......................Receita de Projetos . 24 Quadro 14......... 64 Quadro 25 ..................Previsão de número de pontos e de carga para iluminação.......Quadro de Carga do QM2 .Caixas para medidores e disjuntores ... 108 Quadro 29 .........Cálculo da parcela de demanda de um apartamento em função da área útil..................... 68 Quadro 26 – Quantificação de Pontos Telefônicos ........................................................ 6 Quadro 4.....................................................Quadro de Carga do Condomínio .....................................................Esquema de distribuição ................ 50 Quadro 24– Tabela 8 da NOR-TEC-01 (ELOS FUSÍVEIS PRIMÁRIOS) ...... 14 Quadro 8– Quadro de cargas do condomínio.... 16 Quadro 9 – Quadro de Cargas Total da Instalação .............................. [NOR-TEC-01] ........ 44 Quadro 18– Quadro de Carga do QM1 .......................................................................... 50 Quadro 23– Dimensionamento condomínio ........ [NBR-5410] .................................................................... 48 Quadro 19– Dimensionamento dos apartamentos e do QM1 ...................... .....................................................Relação cabo (mm2) e corrente (A) ......................

........ 2 e 3 ...Diversificação em função da quantidade de apartamentos .... 117 vi ...........Determinação da potência em função da quantidade de motores ............................. 115 Quadro 33 – Resistência Elétrica do corpo humano ...........Quadro 30 ..................................... 116 Quadro 34 – Contato das pessoas com o potencial da terra ............................................................. 116 Quadro 35 – Situações 1.................................................. 114 Quadro 32 .............. 113 Quadro 31 ....Competência das pessoas ......................

São indicados para uso interno em centrais telefônicas e demais edificações. QGBT – Quadro Geral de Baixa Tensão. isolados em PVC.Quadro de Luz de Emergência. FDG – Cabos de cobre para instalações telefônicas. QLE – Quadro de Luz dos elevadores. CCI – Cabo telefônico para uso interno.Comitê de Distribuição de Energia Elétrica. QL EMERGÊNCIA . QFLS – Quadro de força e Luz de Serviço. CODI . NOR-TEC-01 – Norma Técnica da ESCELSA – Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15 Kv.GLOSSÁRIO CATV – Canal Aberto de TV. DPS – Dispositivo de Proteção contra Surto. CTP-APL-G . Usados preferencialmente redes telefônicas com cabo secundário e distribuição de vii .Cabo Telefônico com isolamento termoplástico expandido usados preferencialmente em redes telefônicas externas analógicas e/ ou digitais. CFTV – Canal Fechado de TV. QDL – Quadro de Luz. São indicados para uso interno em centrais telefônicas e demais edificações. São constituídos por condutores de cobre estanhado. ESCELSA – Concessionária de Energia do Espírito Santo – Espírito Santo Centrais Elétricas S. DR – Dispositivo de proteção a corrente Diferencial-Residual. DG – Distribuidor Geral do projeto Telefônico. CI – Cabo telefônico para instalações internas.A. para instalações subterrâneas em dutos. MS – Medidor de Serviço. QLS – Quadro de Luz de Serviço. CT-APL – Cabo Telefônico com isolamento termoplástico sólido indicado preferencialmente assinantes. QM – Quadro de Medidores.

Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas. de outros sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico.PELV (do ingles “Protected extra-low voltage”) – Sistema de extrabaixa tensão que não é eletricamente separado da terra. mas que preenche. SPDA . viii . de modo equivalente. SELV ( do inglês “Separated extra-low voltage”) – Sistema de extrabaixa tensão que é eletricamente separado da terra. UC – Unidade Consumidora. todos os requisitos de um SELV.

....................... 43 Proteção contra quedas e faltas de tensão ... III LISTA DE QUADROS .............. 47 consumidoras ................. 46 Quadro de Carga da instalação .......3.... I 1.................................................................................. 26 Características gerais ..5........................1.............2...........................1........................2..................................................... 8 Cálculo de Carga e Divisão de Circuitos nas Instalações.........................3.............SUMÁRIO DEDICATÓRIA ...........................................2...3.................... I AGRADECIMENTOS .................................................. 3.................. INTRODUÇÃO ........................... 3...........................2... 1............... 40 Projeto da instalação elétrica do condomínio .... 29 Segurança da instalação elétrica das unidades consumidoras ..... 26 ix ..............................4................... 41 Proteção contra sobrecorrentes ...........3.........1.............................3...1.........................................................................1........................................ 16 Categoria de cada Unidade Consumidora ....................... .......2.......1............................................................................................... 3............... 3..... 3...2....4........... 2 Definição das Unidades Consumidoras ......................................... 22 Câmara de transformação....................... 3.......... 45 Proteção adicional contra choques elétricos ....................................................2..........3.............. 8 3................. 3....................... 3. 3 2.................... 3....... Engenharia Básica ................ 1............1....... 3........................................ 3.................... IX RESUMO ............................................ 41 Trifilares dos quadros de distribuição ....................................2.. 3.. 41 Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas.......................... 3........................ 22 Planta Baixa das Instalações Elétricas internas das unidades Princípios fundamentais . 3.......................................................... II LISTA DE FIGURAS ...................................... RECEITA DE PROJETOS ........... V GLOSSÁRIO ......................................... SEQÜÊNCIA DE PROJETOS ........ 2 1..................1..................3..........................2.. Motivação .................................................... 2 Definição dos projetos .......................... 3.... Barramento Geral e dos medidores .............. 5 3...........................4.. 33 Projeto da instalação elétrica dos apartamentos ......................................................................................................................3...... 8 Demanda da Instalação .......3.........................1.......................................................... ................. 3.....2................. VII SUMÁRIO ..............................................4.......................................

....................................... 3.... TECNOLOGIA DE APOIO AO PROJETISTA ..........1.............................................................. ................................................... 5........................................................................4..............................3.... 3.... 110 APÊNDICE A .............. 96 Sistema de Integração ....................................................................................... 51 4...................... 106 CONCLUSÕES .......... 50 Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras ........ 70 5....... 3.........................8..................... 3............. 5...3. 51 Planta de alimentadores dos quadros do condomínio e a malha de Esquema Vertical da instalação elétrica........ 5...................................................9................................................. 59 terra da instalação............................................... 51 Planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos..............5.... 71 6... 90 Algumas Aplicações...... 7.................4........................................ 112 x ........................ 3..... 73 Projeto da Rede de Cabos Primários........8..........5.............. 6........................ 107 em edifícios ............. PROJETO TELEFÔNICO ............ 6................6............... 5...... 5............ ESTUDO SOBRE PROJETO DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL ....... Unifilar Geral da instalação .....7.................... 68 5...7...................... 7.....................9..........................................................................................2....................2.............1........................................ 74 Cabos de Entrada .1........... 51 Vista de Medidores .................................. O PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA À ESCELSA ..2....... 102 Software para desenho ............ 5....... 3............... .......11.................................. ....................................................................... 84 Distribuição dos cabos da rede interna ....... 5.... 80 Comprimentos dos Cabos da Rede Interna .........10.................... Seqüência Básica para elaboração de projetos de redes telefônicas Projeto da Rede de Cabos Secundários .. 52 Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e Medidor de Serviço (MS)..................................... 51 Planta de situação do edifício.......6..... 78 Blocos Terminais . 86 Desenho do projeto. 78 Disposição dos cabos e blocos terminais ................. 5..3....2............................ 6.. 88 7. 3. 86 Introdução ... 6........................................................................................6... 106 Software para projetos ... 7...........6..................................................................... 56 Projeto da Subestação.......................................................... 3.......... 107 Utilização do Excel para a Elaboração de Cálculos ..............................3.....1............ 88 Projeto de Cabeamento Estruturado...................................................................................................... .......................

..........................APÊNDICE B ....... 118 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 115 APÊNDICE C ...................................................................................................................................................... 120 xi .....................

i . Este foi organizado de maneira a seguir a ordem de execução real utilizada na Powertech Engenharia para um projeto elétrico. foram estudados alguns critérios que devem ser observados na elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios.RESUMO Este trabalho visa a desenvolver um estudo sobre elaboração de um projeto de instalações elétricas em edifícios residenciais. com o objetivo de dar ao leitor algumas noções básicas. foi feito um estudo sobre Automação Residencial com o objetivo de mostrar ao leitor algumas tecnologias e a importância desse ramo para um futuro bem próximo. e deixando sempre claro a importância da segurança no projeto. E por fim. Depois. Este trabalho não visa a transformar o leitor em um projetista pronto para trabalhar. procurando explicar cada uma de suas etapas. mas ajudá-lo na sua preparação inicial.

o projeto de automação e o projeto do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Este trabalho se propõe também a sugerir propostas de planilhas que possam ser usadas durante a elaboração do projeto com intuito de facilitar os cálculos necessários. o esquema vertical da construção.2. mas é necessário também o conhecimento de normas regulamentadoras e ter a experiência para encontrar sempre a melhor solução possível. o projeto de cabeamento estruturado.1. Este trabalho visa a ajudar quem está iniciando sua carreira como Engenheiro Projetista. . precisa-se fornecer informações para tudo que for relacionado à elétrica. INTRODUÇÃO 1. Os projetos em geral são feitos em folhas A1 ou A0.2 1. e isso inclui além das instalações elétricas. mas sim ter experiência e confiança adquiridas com anos de trabalho e com a supervisão de alguém mais experiente. Motivação Para se fazer um projeto elétrico não é suficiente ter o título de Engenheiro Eletricista. e entregues aos clientes em várias folhas diferentes com as plantas de cada pavimento. os trifilares. o projeto da subestação. as vistas dos medidores e do Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT). também o projeto telefônico. Ele fornecerá as informações principais que são necessárias para se concluir um projeto elétrico residencial. Não basta ter os conhecimentos técnicos adquiridos na faculdade. e quando houver. e mostrará um fluxograma com todos os passos a serem seguidos. Definição dos projetos Na elaboração de um projeto elétrico completo. os cálculos necessários. 1.

1.000W Uma unidade consumidora com carga total instalada superior a 9. Dessa forma o projetista não correrá o risco de ficar perdido durante a execução do seu trabalho. Pelo menos no início. é preciso organização e uma seqüência padronizada de projetos.3. VII Instalação com mais de uma unidade consumidora com carga Superior a 750 kW trifásica trifásica trifásica trifásica Ligação Monofásica bifásica trifásica Fornecimento a: 2 fios 3 fios 4 fios Através de Subestação Particular Direta da Rede de Distribuição Secundária Através de Câmara de transformação Através de Câmara de transformação Fonte: NOR-TEC-01 A Norma Técnica da ESCELSA sobre “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15kV” (NOR-TEC-01) em seu .500kW Instalação com mais de uma unidade V consumidora com carga total instalada: Residencial: até 600 kW Comercial: até 250 kW Instalação com mais de uma unidade VI consumidora com carga máxima maior que o indicado na categoria V.000W Uma unidade consumidora com carga total IV instalada superior a 75kW e demanda máxima até 2. [NOR-TEC-01] Categoria de fornecimento I II III Carga Uma unidade consumidora com carga total instalada até 9.000W e até 15.000W e até 75. quando tiver terminado completamente o anterior. quando se estiver fazendo os primeiros projetos. é importante seguir fielmente a receita de projetos. Essa seqüência foi criada por pessoas com muita experiência nessa área.3 Com tantas informações. Definição das Unidades Consumidoras Quadro 1– Categorias de Fornecimento. Só começar um passo.000W Uma unidade consumidora com carga total instalada superior a 15.

que estão mostradas no quadro 1. Restrições . 220V. b) motor monofásico. I b) máquina de solda a transformador de 120V. III d) máquina de solda a transformador. 120V. Nenhuma unidade consumidora poderá conter os equipamentos vetados na categoria III. com potência superior a 4CV. 220V.000m2 Comercial: 3. c) motor monofásico. a duas fases ou 220V. classe de 120V. e) máquina de solda a transformador. 120V. grupo motor-gerador.v invertida. Cada categoria possui algumas restrições que são mostradas no quadro 2. a três fases. 120V. desde que possuam qualquer dos equipamentos vetados na Categoria III.4 capítulo 5 classifica as instalações consumidoras em 7 categorias. II b) motor monofásico. f) máquina de solda.000m2 Em edificações residenciais e comerciais a demanda máxima calculada não deverá V ultrapassar 230 kW. Não conste: a) motor trifásico. IV Unidades Consumidoras com carga menor que 75kW. com potência superior a 2CV. 220V. d) aparelho que necessite de três fases. com potência superior a 2CV. c) máquina de solda a transformador. com potência superior a 8kVA. com potência superior a 15kVA. com potência superior a 40CV. c) aparelho que necessite de duas ou três fases. ligação V. Quadro 2– Restrições para as Categorias de Fornecimento Categoria de fornecimento Não conste: a) motor monofásico. com potência superior a 40CV. Não conste: a) motor monofásico. 220V. a três fases. com potência superior a 2kVA. com potência superior a 3CV. com retificação em fonte trifásica. com potência superior a 2kVA ou 220V. com potência superior a 40kVA. com potência superior a 2CV. Área Máxima: Residencial: 7. A carga total instalada em qualquer unidade consumidora não poderá ser superior a 75 kW.

pois se for descoberto um erro de cálculo numa fase mais adiante. Planta Baixa das Instalações Internas das Unidades Consumidoras (Planta Baixa 1). em qualquer unidade consumidora. Antes de começar realmente um projeto. demonstrada no Quadro 3.000m2 VII . Essa parte é muito importante para o sucesso do projeto. isso poderá ocasionar um retrabalho enorme para o projetista. Como pode-se verificar essa receita está dividida em Fases e Etapas.carga total instalada superior a 75kW.área bruta total construída superior a 10. ou da qual conste qualquer dos equipamentos vetados na categoria III. precisará voltar ao início do projeto para acertar tudo relacionado ao erro. que geralmente. Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras (Planta Baixa 2) e Detalhamento. chamada de Planta Baixa das Instalações Internas das Unidades . Cálculos. será feita a engenharia básica do projeto. As Fases estão divididas em Cálculos Iniciais. Esses passos serão definidos em uma receita de projetos. Na Primeira Fase. chamada cálculos iniciais. RECEITA DE PROJETOS Na execução de um projeto predial residencial devem-se seguir alguns passos importantes. Depois de concluída a primeira Fase.5 Categoria de fornecimento Restrições 1) a carga total instalada em qualquer unidade consumidora não poderá ser superior VI a 75 kW. uma engenharia básica bem feita pode prevenir vários inconvenientes no futuro. Necessita prévia consulta Fonte: NOR-TEC-01 2. Portanto. pode-se seguir para a segunda Fase. é necessária uma análise básica de engenharia onde definem-se todas as suas características. 2) nenhuma unidade consumidora poderá conter os equipamentos vetados na categoria III .

CÁLCULOS 4 5 6 Fazer os trifilares de todos os quadros de distribuição Fazer o quadro de carga de toda instalação. Depois definem-se o percurso dos eletrodutos e a identificação dos condutores. dos escritórios e das lojas). Fazer a vista de medidores Fazer a vista dos Quadros Gerais de Baixa Tensão (QGBTs) Fazer a planta da Subestação. Fases CÁLCULOS Quadro 3. de iluminação e do quadro de distribuição. será primeiro definida a posição dos pontos de tomada. Então . Em cada Unidade Consumidora. 9 DETALHAMENTO 10 11 12 Fazer o esquema vertical da instalação elétrica. das salas.Receita de Projetos Etapas INICIAIS 1 Fazer Engenharia Básica PLANTA BAIXA 1 2 3 Fazer a instalação elétrica do pavimento-tipo dos apartamentos Fazer a instalação elétrica dos pavimentos relacionados ao condomínio. pode-se dimensionar todos os quadros de distribuição. Fonte: Powertech Engenharia Na terceira Fase (Cálculos). suas vistas e seus detalhes. Fazer a planta de alimentadores dos quadros do condomínio. com as informações de todas as unidades consumidoras.6 Consumidoras. Nessa Fase é projetada toda a instalação elétrica dos apartamentos e do condomínio (e se houver. mostrando a carga instalada e o cálculo de demanda Fazer o unifilar geral da instalação PLANTA BAIXA 2 7 8 Fazer a planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos.

desenha-se o quadro de cargas e o unifilar geral. e todo o tipo de proteção necessária. Figura 1 – Diagrama de Receita de Projetos . a vista de medidores. mostrando a listagem dos circuitos e suas cargas.7 desenham-se todos os seus trifilares. No Detalhamento (quinta Fase) desenham-se o esquema vertical. Todas essas Fases e suas etapas serão explicadas mais detalhadamente nos próximos itens. Nessas plantas há todo o percurso dos alimentadores que vêm da ESCELSA e vão a cada Unidade Consumidora. os Dispositivos de Proteção contra Surto (DPSs). os Disjuntores Diferencial-Residual (DRs). a vista do QGBT e o projeto da subestação. Depois dos trifilares. Na Fase de plantas baixas da alimentação das unidades consumidoras. os disjuntores. será mostrada a parte de alimentadores.

e não a absorvida.5 da ABNT NBR 5410. No geral. Engenharia Básica Na Engenharia Básica será feita uma análise crítica do projeto arquitetônico. e a potência a ser atribuída a . começando com um estudo sobre as Unidades Consumidoras. Isso deverá ser baseado no item 9. que contém prescrições específicas a locais utilizados como habitação.1. comandado por interruptor • Previsão de número de pontos e de carga para tomadas: O número de pontos de tomada deve ser determinado em função da destinação do local e dos equipamentos elétricos que podem ser aí utilizados.8 3. Quadro 4. Para calcular a carga total da instalação. calculando a carga total do sistema e sua demanda. SEQÜÊNCIA DE PROJETOS 3. dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal.1. [NBR-5410] Área do cômodo Potência Nº de pontos ou dependência Até 6m2 Acima de 6m2 Fonte: NBR-5410 carga mínima de 100VA Acrescentar 60VA para cada aumento de 4 m inteiros 2 Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto.1. No caso em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento (potência de saída). a demanda de carga a ser considerada para um equipamento de utilização é a potência aparente nominal por ele absorvida (VA). deve ser considerado o seu rendimento. individualmente. Cálculo de Carga e Divisão de Circuitos nas Instalações. da corrente nominal e do fator de potência. com diretrizes para a realização da previsão de carga e a divisão da instalação. Depois definem-se a potência do transformador a ser usado. a localização da câmara de transformação e suas dimensões. necessita-se estudar cada unidade consumidora e somar suas cargas. 3.Previsão de número de pontos e de carga para iluminação. a localização do QGBT e a dos medidores.

se a área do cômodo ou dependência for igual ou demais cômodos e dependências de habitação inferior a 2.5 m. deve ser a ele atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados no mínimo 100VA por ponto de tomada. próximo ao lavatório deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3.9 cada ponto de tomada é função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar. observando-se no mínimo os critérios mostrados no quadro 5. se a área do cômodo ou dependência for superior a 2. no mínimo 100VA por ponto de tomada. tais como casas de máquinas. salas de manutenção e salas de equipamentos. barriletes e locais análogos Os pontos de tomada de uso especifico devem ser para uso especifico localizados no máximo a 1. até três pontos. ou fração. cozinha-área de serviço. copascozinhas.5 m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado Em varandas deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada deve ser previsto pelo menos Em salas e dormitórios um ponto de tomada para cada 5 m. no mínimo 600VA por ponto de tomada. de perímetro no mínimo 100VA por ponto de tomada. lavanderias e locais análogos Em áreas de serviço. no mínimo. copas. salas de bombas. (**) . ou fração de perímetro. devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada. áreas de serviço.25 m2 devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada. Quadro 5– Previsão de número de pontos e de carga para tomadas. [NBR-5410] Local/ função Nº de Pontos Potência deve ser previsto pelo menos Em banheiros Em cozinhas. e 100VA por ponto para os excedentes. 1000 VA um ponto de tomada.25 m2 e igual ou inferior a 6 no mínimo 100VA por ponto de tomada. deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral circuitos terminais respectivos deve ser atribuída uma potência de. no mínimo 100VA por ponto de tomada.

As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de alimentação. circuitos de supervisão predial). A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender. possibilitando que cargas de iluminação e/ou de climatização sejam acionadas na justa medida das necessidades. Exigências Segurança Conservação de energia Quadro 6 – Exigências para a Divisão da Instalação [NBR-5410] Exemplo evitando que a falha em um circuito prive de alimentação toda uma área. mas também na taxa de ocupação dos condutos e dos quadros de distribuição. Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades futuras. se a área do cômodo ou dependência for superior a 6 m2 Fonte: NBR-5410 no mínimo 100VA por ponto de tomada. entre outras. Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram controle específico. como os necessários em recintos de lazer. de perímetro. devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida por meio de outro circuito.10 Local/ função Nº de Pontos m 2 Potência Um ponto de tomada para cada 5 m. de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de outros (por exemplo. etc facilitando ou possibilitando ações de inspeção e de reparo. Funcionais Manutenção Fonte: NBR-5410 viabilizando a criação de diferentes ambientes. . Para a divisão da instalação: A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários. ou fração. às exigências mostradas no quadro 6.

incluindo as caixas dessas linhas. devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada. não sejam alimentados. o Linhas abertas e nas quais os condutos de uma e de outra alimentação sejam adequadamente identificados.75A. Todo ponto de utilização previsto para alimentar. copas-cozinhas. etc. com elementos de outra alimentação. de modo exclusivo ou virtualmente dedicado. não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem. Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam.). salvo as seguintes exceções: o Circuitos de sinalização e comando. admitindo exceção a essa regra. por um só circuito. equipamento com corrente nominal superior a 10A deve constituir um circuito independente. desde que não sejam os pontos de tomada considerados no parágrafo anterior e que as seguintes condições sejam simultaneamente atendidas: o A corrente de projeto do circuito comum (iluminação mais tomadas) não deve ser superior a 16A. lavanderias e locais análogos devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais. geração local. copas. o Os pontos de tomadas. caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas). no interior de quadros. por um só circuito. de modo a obter-se o maior equilíbrio possível. em sua totalidade. caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas). áreas de serviço. Quando a instalação comportar mais de uma alimentação (rede pública. a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais. As cargas devem ser distribuídas entre as fases. o Os pontos de iluminação não sejam alimentados. (Por exemplo: Secadora de roupa que possui carga de 2000W em um circuito monofásico. quadros de distribuição e linhas. em sua totalidade. Em particular. o Conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das fontes de alimentação. Em particular.11 Os pontos de tomada de cozinha. e portanto corrente de 15.) .

Pode-se então já definir quais serão os circuitos a serem utilizados em cada apartamento e suas respectivas cargas.1. Determinando os circuitos e suas respectivas cargas.12 3. e saber do cliente algumas características do projeto. Existem algumas definições importantes a serem decididas antes de relacionar os circuitos e suas cargas. fazendo a previsão da sua carga. Carga dos Apartamentos Será analisada cada unidade residencial da edificação. . obtém-se a carga total de cada apartamento de acordo com a figura 2.1. No apartamento haverá: • • • • Chuveiro Elétrico? Máquina de lavar louça? Secadora de roupa? Ar condicionado SPLIT ou de janela? As respostas a essas perguntam influenciarão significativamente na carga e na elaboração do projeto.1.

.13 Figura 2– Lista de Circuitos dos apartamentos tipo Com a separação dos circuitos e a previsão de carga feita para cada apartamento deve-se somar a carga para saber toda a carga instalada referente aos apartamentos. poderá ser feito o quadro 7 (Quadro de cargas dos apartamentos). Assim.

3. A figura 3 com uma lista de circuitos e cargas serve como exemplo. sendo dois apartamentos por andar.1.2. o número total de apartamentos é igual a vinte.1. num total de dez andares. Os medidores desses apartamentos foram separados em dois grupos (Quadro de medidores 1 e o Quadro de medidores 2). . Carga do Condomínio Estudando a arquitetura do condomínio.1. pode-se estimar a carga do condomínio e fazer a sua divisão em circuitos. e com as diretrizes dadas no item 3.9 (Vista de Medidores).14 Quadro 7– Quadro de cargas dos apartamentos Portanto. O dimensionamento dos Quadros de medidores será melhor explicado no item 3. nesse exemplo.

15 Figura 3. onde existirá um disjuntor para cada um dos itens especificados no Quadro de Cargas acima (Elevador 1. como mostrado no Quadro 8.. O QLE é o Quadro . Elevador 2. alimentando primeiramente o QLFS (“Quadro de Luz e Força de Serviço”). QLS1. Esses circuitos foram divididos nesses dois quadros (QLS1 e QLS2) de forma a facilitar a distribuição de circuitos no edifício. Recalque..Lista de Circuitos do condomínio Com essa listagem de circuitos.. O Medidor de serviço atenderá toda a carga referente ao condomínio.). que pode ser separada de acordo com a finalidade. B. se define a carga total do condomínio. Os quadros QLS1 E QLS2 (“Quadro de Luz de Serviço 1 e 2”) possuem os circuitos de iluminação e tomadas mostrados na Figura 3.

2.1.01 (Ver Apêndice A). Deve-se aplicar a demanda nas cargas dessas unidades consumidoras. Demanda da Instalação Apesar da carga total da instalação ter dado 766.1. considerando o fator de potência de projeto igual a 0.1. não serão necessários um ou mais transformadores para atender a essa carga. O .3.122 W (851. Quadro 8– Quadro de cargas do condomínio. somando-se a carga total dos apartamentos e a carga do condomínio. e o QL Emergência é o quadro que carrega as baterias que alimentam o circuito de iluminação de emergência do condomínio.RTD-CODI-06.16 de Luz dos Elevadores. 3. 3.9).246.67VA. Com essa carga do condomínio junto com a carga total calculada para os apartamentos. Para calcular a demanda de edifícios residenciais de uso coletivo. para encontrar a verdadeira carga (menor que a total da instalação) que será usada simultaneamente pelos consumidores. Carga Total da Instalação O Quadro 9 mostra a carga total da instalação. obtém-se a carga instalada total do prédio que será mostrada no próximo item. aplica-se um critério desenvolvido pelo CODI (Comitê de Distribuição de Energia Elétrica) na Recomendação Técnica de Distribuição .

de diferentes cidades do país e é composto de duas partes distintas: uma referente à demanda dos apartamentos e outra à demanda do condomínio. . e a demanda do condomínio nas cargas efetivamente instaladas.Determinação da demanda dos apartamentos. . De acordo com estudos.17 critério é baseado em dados de medições e de pesquisas realizadas em edifícios residenciais variados. Quadro 9 – Quadro de Cargas Total da Instalação O cálculo da demanda total do edifício constitui-se das seguintes etapas: . a demanda total deve ficar entre 25 a 30% da carga total instalada.Determinação da demanda do condomínio. A demanda dos apartamentos é calculada com base no total de sua área útil.

559. por um fator igual a 2.Determinação da demanda total do edifício através da soma da demanda dos apartamentos e da demanda do condomínio.15%) da carga total instalada nos .2.18 . Aplica-se a demanda somente sobre os Quadro de Medidores (1 e 2) e não sobre o apartamento individualmente. deverá ser adotado o valor de 1. tais como chuveiros elétricos.790 VA calculada ficou muito pequeno (11.2 VA (28. No método proposto. conforme pode ser observado na Quadro 27 do Apêndice A.1. portanto esse valor foi multiplicado.48 para chegar na demanda aplicada de 113. para apartamentos com área útil de 20 a 42 m2. já está considerada a instalação de cargas específicas.0 kVA por apartamento. a demanda dos apartamentos deve ser determinada em função da área útil e da quantidade de apartamentos do edifício. Além disso. 3. Para obter o Fator de multiplicação em função da quantidade de apartamentos.000 W por QM (403. o valor da demanda de 45.9). saunas. a critério do projetista.333 VA. Demanda dos Apartamentos Pelo critério do CODI. Para calcular a demanda dos apartamentos deve-se multiplicar os dois valores encontrados nos Quadros 27 e 28 do Apêndice A. aquecedores e outras. Obtém-se o quadro 10. fp=0. aparelhos de ar condicionado.35%). deve-se usar a Quadro 28 do Apêndice A.1. Quadro 10– Demanda Aplicada nos Quadros de Medidores Para uma carga total instalada de 363. O critério permite o cálculo da demanda dos apartamentos para unidades com área útil a partir de 20 m2. que é aplicável a edifícios com até 300 apartamentos.

600W). .666VA. a critério do projetista.888. Demanda da iluminação igual a 12.4 kW restantes (= 11. deve ser aplicado o fator de potência específico considerado no projeto.90 = 12.2. as seguintes cargas: . individualmente. Desse valor dividimos pelo fator de potência. . aquecedores e equipamentos para piscina.9).25% para o que exceder a 10 kW b . a) Cargas de iluminação. .Motores de elevadores e bombas d'água. sauna. . Para uma carga total instalada aplicada nos QMs 1 e 2 (806.400 W.840 VA calculada ficou muito pequeno (10. Cálculo da parcela de demanda referente às cargas de iluminação: a . Demanda do condomínio A demanda do condomínio deve ser determinada considerando-se.16%). Será usado como exemplo o condomínio especificado anteriormente pelas Figura 3 (Lista de Circuitos) e Quadro 8 (Quadro de Carga).Tomadas. Lembrar que o ideal para edifícios residenciais é que a demanda fique entre 25 a 30% da carga total instalada.89 VA.Outras cargas. Exemplo: Consultando a Quadro 8. 3.45 para chegar na demanda aplicada de 202. para calcular a demanda. portanto aplica-se 100% para 10 kW e 25% para os 6. tais como aparelhos de ar condicionado.Ao valor encontrado em kW.90 ( 11. que nesse projeto foi considerado de 0. portanto esse valor também foi multiplicado.Devem ser aplicados os seguintes percentuais à carga total instalada em kW: .600/0. o valor da demanda de 82.2.958 VA (25.Iluminação. fp=0. observa-se que carga total de Iluminação do condomínio é igual a 16.89).888.1.27%). por um fator igual a 2.19 apartamentos.100% para os primeiros 10 kW .

980 + 6.1 Bomba de recalque de 3.732 W (5HP) – Quadro 29 – Demanda de 6. deve ser aplicado o fator de potência específico considerado no projeto.200W.327 W de carga de motores para elevadores e bombas d’água. separadamente. Exemplo: De acordo com a lista de circuito do condomínio.0 a cada grupo destas cargas. Cálculo das parcelas de demanda referentes a outras cargas do condomínio: a . portanto a demanda é igual a 20% desse valor dividido por 0. adotando-se o fator de diversidade 1. aplicando-se às mesmas.980 VA d) Outras cargas do condomínio. observa-se que a carga em tomadas no condomínio foi de igual a 19.266. Cálculo da parcela de demanda referente às cargas de tomadas: a . Demanda igual a 4.020 + 980 = 19. Sobre a demanda calculada para estas cargas.Cargas não motrizes Estas cargas deverão ser analisadas em particular. tem-se 9.67 W. para os grupos de motores de elevadores e de bombas d'água. fator de demanda em função das suas características de utilização definidas no projeto.Deve ser aplicado o percentual de 20% à carga total instalada em kW. deverá ser considerado o fator de . sendo constituída de: . Exemplo: Consultando o Quadro 8.980 VA . adotando-se o fator de diversidade 1. c) Elevadores e bombas d’água.Cargas motrizes Deve ser aplicada a Quadro 29 do Apêndice A para cada tipo de carga.Ao valor encontrado em kW. b .20 b) Cargas de tomadas.90 (o fator de potência considerado no projeto).020 VA Demanda de acordo com o Quadro 29: 12.2 Elevadores de 5.595 W (7.5HP) – Quadro 29 – Demanda de 12. Cálculo da parcela de demanda referente a elevadores e bombas d'água: Deve ser aplicada a Quadro 29 do Apêndice A. b .0 para estes grupos.

Cargas motrizes . a critério do projetista. Exemplo: . deve ser adotado o fator de potência específico. A essa carga será aplicada demanda total e um fator de potência igual a um. para essa instalação. Para estas cargas.2 motores para portões de garagem 600 W (1/3HP) – Quadro 29 – Demanda de 980 VA. A esse valor pode-se ainda aplicar algum fator de multiplicação.000 W. .000VA. Portanto a demanda do condomínio é de 46. um transformador de 300kVA.840 + 46. .952 VA Recomenda-se.976 x 2. Demanda aplicada total = 128. Demanda total da instalação = Demanda total dos apartamentos + Demanda do condomínio Demanda total da instalação = 82.136 = 128. Quadro 11– Demanda Aplicada no Medidor de Serviço.21 diversidade 1. previsto no projeto.136 VA (Ver Quadro 11).0.Cargas não motrizes – Sauna elétrica com carga de 9.976 VA. Demanda 9.0 = 257.

122 766.300 60.1. Nesse momento será mostrado apenas sobre a escolha da localização e das suas dimensões: . Geralmente.122 Categoria de Fornecimento III III III VII 3. Câmara de transformação.000 e 75.4. Consultando o item 5 da Norma da Escelsa (“NOR-TEC-01”). barramento geral e medidores.1. maior que os 750kW limitantes da categoria VI. e conseqüentemente de toda a instalação. pois ela possui uma carga total instalada de 766. visto que elas possuem carga entre 15.000 W.22 3. está na categoria VII. e não possuem nenhuma das características de restrição. consultando esse mesmo item. No capítulo 10 da Norma da ESCELSA (“NOR-TEC-01”) há as diretrizes para se projetar uma câmara de transformação ou cabina. porém é dever do projetista eletricista ratificar essa localização ou sugerir modificações. caso a pré-definida pelo arquiteto não atenda algum item das normas vigentes.122 W. E.3. verifica-se que todas as unidades consumidoras deste prédio estão na categoria III.1. Categoria de cada Unidade Consumidora Com a lista de circuitos e suas respectivas cargas de todas as unidades consumidoras já definidas. Barramento Geral e dos medidores Estudando o projeto arquitetônico deve ser escolhida a melhor localização para: subestação.1. no projeto arquitetônico já está definida a sua localização.300 36. define-se em que categoria se encontra cada unidade consumidora desta edificação. 3. verifica-se que a edificação como um todo. Câmara de transformação O fornecimento de energia elétrica às instalações das Categorias VI e VII deverá ser feito por meio de câmara de transformação ou cabina. Quadro 12– Categoria de Fornecimento das Unidades Consumidoras Unidade Consumidora Apartamento Tipo1 Apartamento Tipo2 Condomínio A instalação geral Carga Instalada (W) 36.4.

A escolha da melhor localização será em função das facilidades de acesso.00m x 3.23 a) Localização De acordo com a NOR-TEC-01. sempre que o compartimento for parte integrante da edificação. estiver a mais de 6 metros da via pública.20m x 1. deverá ser construída uma caixa de passagem.00 e 2.80m x 2. a câmara de transformação ou cabina deverá ser dimensionada de acordo com o(s) equipamento(s) a ser(em) instalado(s). de modo a oferecer facilidade de operação e circulação. colunas.80m (pé direito) . etc: .câmara de transformação ou cabina com dois transformadores de até 300kVA. em que isto se torne necessário. ventilação e outros fatores de projeto. dimensões mínimas: 6. Deverá obedecer às seguintes dimensões mínimas. Se o limite da edificação. a qualquer hora do dia ou da noite. bem como as necessárias condições mínimas de segurança. deverá ser construída câmara de transformação.câmara de transformação ou cabina com transformador único de até 300kVA. rebaixos. para os funcionários da ESCELSA ou pessoas autorizadas e para circular equipamentos com dimensões mínimas de 1. A ESCELSA responsabilizar-se-á pelo fornecimento do cabo classe 15kV desde que a câmara diste até 10 metros medidos a partir da caixa de inspeção no passeio. vigas.60m x 3.90m x 2. O trecho que exceder a 10 metros será de responsabilidade do interessado/ incorporador. tais como. Qualquer localização diferente da prevista deverá ser motivo de prévia consulta à ESCELSA.500 Kgf de peso. não devendo ser utilizada em locais passíveis de inundação. de preferência na parte frontal da edificação. dimensões mínimas: 3. b) Dimensões De acordo com a NOR-TEC-01. livres de obstáculos. A câmara de transformação ou cabina deverá permitir fácil acesso a partir da via pública.80m (pé direito) . onde está localizada a cabina. Sempre que o compartimento for isolado da edificação deverá ser construída cabina que deverá ser localizada no recuo da edificação. localizada no térreo. até 6m da via pública. com dimensões de 80 x 80 x 100 cm. no máximo a 6m da via pública de construção normal sobre o solo.90m x 2.

Primeiramente define-se o tamanho dos medidores e conseqüentemente o tamanho dos quadros de medidores.001 até 75.000 W 41.Caixas para medidores e disjuntores Caixas Medidor Monofásico Disjuntor Monofásico Medidor Polifásico Restrições Até 9. No desenho Nº1 da NOR-TEC-01. medidos a partir do perímetro da câmara de transformação.1. Quadro 13 . TC e disjuntores.5 metros será de responsabilidade do interessado / incorporador. com barramento) e a localização do Medidor de Serviço (Equipamento destinado a medição das cargas de uso comum da edificação e também dos equipamentos de combate a incêndio. mediante prévia consulta à ESCELSA (antes do início da construção).000 W Até 41.4. kVArh. 3.para as edificações da categoria VII (carga instalada superior a 750kW ou área superior a 10.000 W Até 9. a ESCELSA define as dimensões mínimas das caixas para medidores de kWh. Localização do Barramento Geral O barramento geral em tensão secundária (QGBT) não deverá distar mais de 2. 3.2.3. Localização dos medidores.000 W 57.1. O trecho que exceder a 2.001 até 57. as dimensões mínimas serão estabelecidas em função das características técnicas de cada edificação.5 metros.000 W Dimensões mínimas internas (mm) Largura 270 95 370 500 660 Altura 170 170 245 260 440 Profundidade 140 100 180 180 200 . quando houver).000m2).4. A ESCELSA responsabilizar-se-á pelo fornecimento e instalação dos condutores em tensão secundária. Nesse item será definida a localização dos Quadros de Medições (conjunto de caixas destinadas à instalação de equipamentos de medição em condomínios horizontal ou vertical.24 .

não devendo ser instaladas em locais tais como: • • • • Escadarias e rampas. a NOR-TEC-01 apresenta vários padrões mostrando detalhes da medição de energia elétrica. tanques e reservatórios. de acordo com a arquitetura do projeto e a quantidade de medidores de apartamentos. Para as unidades consumidoras da categoria IV. trepidação excessiva ou abalroamento de veículos. II e III. as caixas para instalação dos medidores deverão ser instaladas no interior da propriedade particular. A medição deverá ser instalada na divisa da propriedade com a via pública com a caixa do medidor voltada para a via pública.25 Disjuntor Polifásico Fonte: NOR-TEC-01 Até 100 A Maior que 100 até 200 A 125 670 185 345 100 200 Depois de definido o tamanho dos medidores. Locais sujeitos a gases corrosivos. poeira. respeitadas as seguintes limitações: máximo de 16 unidades monofásicas ou 12 polifásicas e demanda máxima diversificada igual a 118. De acordo com o capítulo 9 da NOR-TEC-01. inundações. Dependências sanitárias. Nas unidades consumidoras das categorias V. dotado de boa iluminação natural ou artificial. VI e VII. respeitadas as seguintes limitações: máximo de 3 pavimentos e até 6 medidores e demanda diversificada máxima de 60kW. b) Edificações horizontais com carga instalada até 180 kW. em local de fácil e permanente acesso. nos seguintes casos: a) Edificações verticais com carga total instalada até 75kW. transformadores de corrente e de potencial e seus condutores serão previstos e instalados pela ESCELSA. podendo ser instalada em muro. ou para o fornecimento às instalações da categoria V. bombas. a localização da medição depende da categoria de fornecimento da instalação elétrica. . poste ou na parede externa do prédio. Proximidades de máquinas. define-se o tamanho dos quadros de medidores (QMs).80 kW. por ocasião da ligação da subestação. em um quadro único de medições. cujos medidores. nos casos das categorias serem I. em um quadro único de medições.

estes deverão situar-se junto ao barramento geral. distribuídos em diferentes pavimentos.4.26 Em prédios de até 4 pavimentos ou sem elevador. Quando um quadro contiver 7 (sete) ou mais medidores. Esses princípios orientam os objetivos e . deverá ser. A queda de tensão nos condutores onde circula energia não medida. Planta Baixa das Instalações Elétricas internas das unidades consumidoras 3. desde que cada quadro tenha um mínimo de 06 (seis) medições. Localização da prumada elétrica. Em prédios com até dois quadros de medições. Geralmente o projeto arquitetônico já define um espaço para a subida dos cabos alimentadores dos apartamentos e de cargas dos condomínios. solicitar uma mudança no projeto arquitetônico. o projetista eletricista deverá dimensionar e definir o espaço necessário para suportar os cabos dimensionados previamente. os quadros de medições deverão estar localizados no pavimento térreo. Em prédios com mais de 4 pavimentos com elevador e com mais de 24 (vinte e quatro) medições. 3. a caixa de derivação geral deverá conter barramento.4.2. existem alguns princípios fundamentais que precisam ser respeitados. e caso seja necessário.2. a partir do ponto de entrega de energia. 3. Princípios fundamentais Durante a elaboração de um projeto elétrico. ou no 1º mezanino. O disjuntor deverá ser instalado em caixa específica junto à caixa do medidor.1. calculada para uma carga igual ao limite superior da faixa da respectiva categoria. respeitadas as disposições do parágrafo anterior.1. porém. 1% ( um porcento). será permitida a instalação de quadros de medições. no máximo.

devem ser providos dispositivos de desligamento de emergência. e estão relacionados nos itens 4. fenômenos atmosféricos e manobras. Além disso.15 da Norma. facilmente identificáveis e rapidamente manobráveis. os animais e os bens devem ser protegidos contra as conseqüências prejudiciais de ocorrências que possam resultar em sobretensões. não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais.1. Esses princípios são: a) As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques elétricos.1. i) A instalação elétrica deve ser concebida e construída livre de qualquer influência mútua prejudicial entre instalações elétricas e não elétricas. j) Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir espaço suficiente tanto para a instalação inicial quanto para a substituição . os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicitações eletromecânicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam se submetidos. devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos.1 a 4. seja a falhas que possam colocar uma massa acidentalmente sob tensão.27 as prescrições da Norma ABNT NBR 5410. e) As pessoas. de seus circuitos e de seus equipamentos deve poder ser seccionada para fins de manutenção. b) A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis. d) Condutores que não os condutores vivos e outras partes destinadas a escoar correntes de falta devem poder suportar essas correntes sem atingir temperaturas excessivas. em serviço normal. verificação. seja o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa. c) As pessoas. f) Equipamentos destinados a funcionar em situações de emergência. devem ter seu funcionamento assegurado a tempo e pelo tempo julgado necessário. h) A alimentação da instalação elétrica. g) Sempre que forem previstas situações de perigo em que se faça necessário desernergizar um circuito. como faltas entre partes vivas de circuitos sob diferentes tensões. localização de defeitos e reparos. como incêndios.

o Os componentes da instalação suscetíveis de produzir temperaturas elevadas ou arcos elétricos fiquem dispostos ou abrigados de modo a eliminar o risco de ignição de materiais inflamáveis. em serviço normal (incluindo operações de manobra). o Os componentes sejam instalados preservando-se as condições de resfriamento previstas. o Nas conexões. manutenção e reparos. Entre as características e fenômenos suscetíveis de gerar perturbações ou comprometer o desempenho satisfatório da instalação podem ser citados: o O fator de potência. n) O projeto. a execução. . devem ser levados em consideração os efeitos danosos ou indesejados que o componente possa apresentar. sobre outros componentes ou na rede de alimentação. o As correntes iniciais ou de energização. e os condutores em particular. bem como após cada reforma. o Os componentes da instalação. m) As instalações elétricas devem ser inspecionadas e ensaiadas antes de sua entrada em funcionamento.28 posterior de partes. bem como acessibilidade para fins de operação. de forma a assegurar. o O desequilíbrio de fases. e o As partes externas de componentes sujeitas a atingir temperaturas capazes de lesionar pessoas fiquem dispostas ou abrigadas de modo a garantir que as pessoas não corram risco de contatos acidentais com essas partes. com vista a assegurar que elas foram executadas de acordo com a NBR 5410. o As harmônicas. entre outros objetivos. que: o As características dos componentes da instalação não sejam comprometidas durante sua montagem. fiquem adequadamente identificados. verificação. l) Toda instalação elétrica requer uma cuidadosa execução por pessoas qualificadas. k) Na seleção dos componentes. o contato seja seguro e confiável. a verificação e a manutenção das instalações elétricas devem ser confiados somente a pessoas qualificadas a conceber e executar os trabalhos em conformidade com a NBR 5410.

b) Esquema de distribuição. f) Influências externas às quais a instalação for submetida. A utilização prevista e a demanda (item a). assim como a divisão da instalação (item e). • Monofásico a três condutores. • Trifásico a quatro condutores. • Esquema TN-S. na concepção de uma instalação elétrica devem ser determinadas as seguintes características: a) Utilização prevista e demanda.2. Os requisitos de manutenção (item h) também não serão mencionados. Agora serão definidos os itens restantes das características gerais. Quadro 14. Corrente alternada Esquema de condutores vivos • Bifásico a três condutores.29 3.2. c) Alimentações disponíveis. Corrente contínua • Dois condutores.Esquema de distribuição • Monofásico a dois condutores. . • Três condutores. • Esquema TN-C. Esquema de distribuição O esquema de distribuição pode ser classificado de acordo com os critérios do quadro 14. já foram definidas no item da engenharia básica. g) Riscos de incompatibilidade e de interferências h) Requisitos de manutenção. • Trifásico a três condutores. d) Necessidade de serviços de segurança e de fontes apropriadas. e) Exigências quanto à divisão da instalação.1.2.2. pois não é o propósito deste trabalho. 3. Esquema TN Esquema de aterramento Esquema TT Esquema IT Fonte: NBR-5410 • Esquema TN-C-S. Características gerais De acordo com a NBR 5410.

2. verificando-se as seguintes possibilidades: • • Massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação. de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção: • • • Esquema TN-S. no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor.30 O esquema TN possui um ponto de alimentação diretamente aterrado. e Massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento próprio(s). São considerados três variante de esquema TN. em parte do qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor. O esquema de aterramento utilizado na ESCELSA é o esquema TN-C. 3. As massas da instalação são aterradas. estando as massas da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação.2. se existente. Esquema TN-C. No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de impedância.1. seja porque não há eletrodo de aterramento da alimentação. O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado. ele será convertido em um esquema TN-S. porém a partir do ponto de entrega.1. no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos. portanto a edificação será um esquema TN-C-S. Esquema TN-C-S. Esquema de distribuição nos edifícios residenciais. seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente do eletrodo de aterramento da alimentação. na totalidade do esquema. sendo as massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. .

além das acima citadas. Essas características devem ser obtidas junto à empresa distribuidora de energia elétrica. 380/220 Volts. com neutro aterrado. c) Valor da corrente de curto-circuito presumida no ponto de suprimento.2.A – ESCELSA. Excepcionalmente nas localidades de Alegre. O fornecimento de energia elétrica às unidades consumidoras. Rive.3. b) Valor da tensão nominal. 127 Volts em sistemas monofásicos. em sistemas trifásicos e 220 Volts em sistemas monofásicos (fase-neutro). em sistema com neutro aterrado. 3. b) Tensões primárias As tensões de fornecimento primárias nominais (média tensão) poderão variar entre 11. nas seguintes tensões padronizadas: a) Tensões secundárias • • 220/127Volts em sistemas trifásicos. será feito em corrente alternada na freqüência de 60 hertz. e devem ser determinadas.2. Serviços de segurança Quando for imposta a necessidade de serviços de segurança. no que se refere ao suprimento via rede pública de distribuição. as tensões poderão ser. d) Possibilidade de atendimento dos requisitos da instalação. ambas com neutro aterrado.2. quando se tratar de fonte própria. as fontes de alimentação para tais serviços devem possuir capacidade.2. com neutro aterrado. Alimentações De acordo com a NBR 5410 devem ser determinadas as seguintes características das fontes de suprimento de energia com as quais a instalação for provida: a) Natureza da corrente e da freqüência. incluindo a demanda de potência.400 e 13. . Guaçui e Celina.800 Volts entre fases.2. localizadas em municípios atendidos pela Espírito Santo Centrais Elétricas S.31 3. confiabilidade e disponibilidade adequadas ao funcionamento especificado.

. Variações rápidas de potência. Componentes contínuas. Oscilações de alta freqüência. a: • • • • • • • Sobretensões transitórias. Para exemplos. B = utilização. C = construção das edificações. verificar Quadros 30. b) A segunda letra indica a natureza da influência externa.2. 31 e 32 no Apêndice B.2. Correntes harmônicas. em outros serviços ou ao bom funcionamento da fonte de alimentação. Cada condição de influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e um número. 3. Influências externas Na concepção e na execução das instalações elétricas devem ser consideradas a classificação e a codificação das influências externas estabelecidas na NBR 5410. como descrito a seguir: a) A primeira letra indica a categoria geral da influência externa: • • • A = meio ambiente. Compatibilidade Devem ser tomadas medidas apropriadas quando quaisquer características dos componentes da instalação forem suscetíveis de produzir efeitos prejudiciais em outros componentes. c) O número indica a classe de cada influência externa. Correntes de partida.4. Correntes de fuga.5.32 3.2. por exemplo. Essas características dizem respeito.2.

Isso não dispensa. Essa Norma define todos os tipos de proteção necessária e as medidas a serem tomadas.33 Todos os componentes da instalação elétrica devem atender às exigências de compatibilidade eletromagnética e ser conforme o que as normas aplicáveis prescrevem. são descritas todas as informações necessárias para essas medidas. Deste modo. porém. seja. deve-se tomar medidas de proteção para garantir segurança.1. 3. seja em condições normais.2. em caráter geral.1.1. Considerações da NBR 5410 3. As proteções são: a) Proteção contra choques elétricos. em particular. e) Proteção contra quedas e faltas de tensão.3. d) Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas. b) Proteção contra efeitos térmicos.3. a observância de medidas a reduzir os efeitos das sobretensões induzidas e das perturbações eletromagnéticas em geral.3. c) Proteção contra sobrecorrentes. em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas. No capítulo 5 da NBR 5410. a proteção contra choques elétricos compreende. 3.2. dois tipos de proteção: . e Massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo.2. neste particular. Segurança da instalação elétrica das unidades consumidoras Ao se projetar a instalação elétrica interna das unidades consumidoras. Proteção contra choques elétricos O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques especificadas na NBR 5410 pode ser assim resumido: • • Partes vivas perigosas não devem ser acessíveis.

A regra geral da proteção contra choques elétricos é que o principio enunciado anteriormente seja assegurado. As outras medidas de proteção contra choques elétricos descritas na NBR 5410 são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais. a própria rede de elementos interligados resultante. respectivamente. visando obter a eqüipotencialidade necessária para os fins desejados. Por extensão.34 • • Proteção básica Proteção supletiva Os conceitos de “proteção básica” e de “proteção supletiva” correspondem. . a. c. A medida de caráter geral a ser utilizada na proteção contra choques elétricos é a equipotencialização e seccionamento automático da alimentação. Diferentes medidas de proteção contra choques elétricos podem ser aplicadas e coexistir numa mesma instalação. no mínimo. As medidas de proteção contra choques elétricos são apresentadas a seguir: a. Isolação dupla ou reforçada. e por isso focaremos nosso trabalho nelas. Uso de extrabaixa tensão: SELV (“Separated extra-low voltage”) e PELV (“Protected extra-low voltage”). para compensar dificuldades no provimento da medida de caráter geral ou para compensar sua insuficiência em locais ou situações em que os riscos de choque elétrico são maiores ou suas conseqüências mais perigosas. aos conceitos de “proteção contra contatos diretos” e de “proteção contra contatos indiretos”. Equipontencialização e seccionamento automático da alimentação A equipotencialização é um procedimento que consiste na interligação de elementos especificados. Uso de separação elétrica individual. mediante combinação de meios independentes ou mediante aplicação de uma medida capaz de prover ambas as proteções. b. simultaneamente. d. pelo provimento conjunto de proteção básica e de proteção supletiva. Equipontencialização e seccionamento automático da alimentação.

e todas aquelas situadas numa mesma edificação ou simultaneamente acessíveis devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento.35 Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção. sendo que um condutor de proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos. para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética. não possam ser agarradas ou estabelecer contato significativo com parte do corpo humano. . por suas reduzidas dimensões ou por sua disposição. • Selecionada com base na maior seção de condutor de fase desses circuitos. A proteção básica nessa medida de proteção deve ser assegurada por isolação das partes vivas e/ou pelo uso de barreiras ou invólucros. conjuntamente. Massas que. desde que a ligação a um condutor de proteção seja difícil ou pouco confiável. Postes de concreto armado em que a armadura não é acessível. sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias. para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética. sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias. dentro das regras da proteção por seccionamento automático da alimentação. por equipotencialização e pelo seccionamento automático da alimentação. Todo o circuito deve dispor de condutor de proteção. em toda sua extensão. Massas protegidas contra choques elétricos por um mesmo dispositivo. devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento. desde que esteja instalado no mesmo conduto que os respectivos condutores de fase e sua seção seja dimensionada conforme as seguintes opções: ƒ Calculada para a mais severa corrente de falta presumida e o mais longo tempo de atuação do dispositivo de seccionamento automático verificados nesses circuitos. E a proteção supletiva deve ser assegurada. Admite-se • • • que os seguintes elementos sejam excluídos das equipotencializações: Suportes metálicos de isoladores de linhas aéreas fixados à edificação que estiverem fora da zona de alcance normal.

Ia é a corrente. • As características do dispositivo de proteção e a impedância do circuito devem ser tais que. • Recomenda-se o aterramento dos condutores de proteção em tantos pontos quanto possível. entre fase e neutro. que é o geralmente usado. Uo é a tensão nominal. Ia ≤ Uo Onde : Zs é a impedância. entre condutores de proteção e elementos condutivos da edificação. No esquema TN. o seccionamento automático se efetue em um tempo no máximo igual ao especificado na Quadro 15. tais como edifícios de grande altura. em ohms. até o ponto de ocorrência da falta. envolvendo todas as massas da instalação. geralmente o neutro. e deve ser interligada com o ponto da alimentação aterrado. devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir: • A equipotencialização via condutores de proteção deve ser única e geral. valor eficaz em corrente alternada. cumpre o papel de aterramento múltiplo do condutor de proteção. a realização de equipotencializações locais. que assegura a atuação do dispositivo de proteção num tempo no máximo igual ao especificado na Quadro 15. em volts. e do condutor de proteção (do ponto de ocorrência da falta até a fonte). composto da fonte. em ampères.36 O princípio do seccionamento automático é que um dispositivo deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele protegido sempre que uma falta (entre parte viva e massa ou entre parte viva e condutor de proteção) no circuito ou equipamento der origem a uma tensão de contato superior ao valor pertinente da tensão de contato limite UL. do condutor vivo. . Considera-se a prescrição atendida se a seguinte condição for satisfeita: Zs . ocorrendo em qualquer ponto uma falta de impedância desprezível entre um condutor de fase e o condutor de proteção ou uma massa. do percurso da corrente de falta. Em construções de porte.

visando à proteção contra choques elétricos. . passa pelo DR trifásico as correntes das fases e do neutro. verificando o soma vetorial das correntes que passam por ele. mesmo que ocorresse uma falta. Se ocorrer uma falta de um circuito na massa da carga. o condutor Neutro e o Terra. que a função de seccionamento automático. portanto. no esquema TN-S. A corrente do terra não passa pelo dispositivo DR. na variante TN-C do esquema TN. podem ser usados os seguintes dispositivos de proteção: o Dispositivos de proteção a sobrecorrente. Na variante TN-C. o dispositivo não conseguiria percebê-la. observado o que estabelece a alínea seguinte • Não se admite. no mesmo condutor.37 Figura 4 – Circuito Equivalente de uma falta de impedância desprezível • No esquema TN. essa diferença será percebida pelo dispositivo DR que irá atuar e seccionará o circuito. não há corrente de fuga. Isso porque. o DR funciona. o Dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual (dispositivos DR). Se a soma vetorial que passa por ele for igual a zero. conforme podemos ver na figura 6. Conforme podemos ver na figura 5. no seccionamento automático visando à proteção contra choques elétricos. passariam pelo dispositivo DR. e aparecesse uma corrente de fuga it. e mesmo uma pequena corrente de fuga aparecer no condutor Terra. seja atribuída aos dispositivos DR.

2 0. 127 220 254 277 400 Notas: 0.05 115.38 Figura 5 – Esquema TN-S Figura 6 – Esquema TN-C Quadro 15 – Tempos de seccionamento máximos no esquema TN.4 0.8 0.2 1 Uo é a tensão nominal entre fase e neutro.4 0. 120. valor eficaz em corrente alternada 2 As situações 1 e 2 estão definidas no Apêndice B deste trabalho Fonte: NBR-5410 .35 0. Uo (V) Tempo de seccionamento (s) Situação 1 Situação 2 0.2 0.4 0.2 0.

Quando um componente da instalação.3. bem como os equipamentos e materiais fixos adjacentes a componentes da instalação elétrica. Separado. Montado a uma distância suficiente dos elementos construtivos sobre os quais os arcos possam ter efeitos térmicos prejudiciais. ou c. Combustão ou degradação dos materiais. fixo ou estacionário. b. devem ser protegidos contra os efeitos térmicos prejudiciais que possam ser produzidos por esses componentes. arcos ou centelhamento. ou c. Totalmente envolvido por material resistente a arcos. Os componentes fixos cujas superfícies externas possam atingir temperaturas suscetíveis de provocar incêndio nos materiais adjacentes devem ser: a.2. aliado à utilização de materiais de baixa condutividade térmica. Os materiais resistentes a arcos mencionados devem ser incombustíveis. Proteção contra efeitos térmicos As pessoas. além das prescrições da NBR 5410. de modo a permitir a segura extinção do arco. apresentar baixa condutividade térmica e possuir espessura capaz de assegurar estabilidade mecânica. de elementos construtivos da edificação sobre os quais os arcos possam ter efeitos térmicos prejudiciais. Comprometimento da segurança de funcionamento dos componentes instalados. ou b. por materiais resistentes a arcos. tais como: a. c. ou b.1.2. Montados de modo a guardar afastamento suficiente de qualquer material cuja integridade possa ser prejudicada por tais temperaturas e garantir uma segura dissipação de calor. Separados dos elementos construtivos da edificação por materiais que suportem tais temperaturas e sejam de baixa condutividade térmica. ele deve ser: a. as respectivas instruções dos fabricantes. Risco de queimaduras. for suscetível de produzir. . em operação normal. Os componentes da instalação não devem representar perigo de incêndio para os materiais adjacentes. Montados sobre ou envolvidos por materiais que suportem tais temperaturas e seja de baixa condutividade térmica.39 3. Devem ser observadas.

Desenhar carimbo e margens. 4.4. pode-se seguir a seguinte seqüência: 1. Só se admitem invólucros de material combustível se forem tomadas medidas preventivas contra o risco de ignição. 2.2. para evitar que o liquido inflamado se propague para outras partes da edificação. 7. de modo a não submetê-lo. 3. ou de difícil combustão. 8. 5. Tais precauções podem ser. Construção de um fosso de drenagem. em caso de incêndio. Definir comandos de iluminação dos interruptores. em caso de incêndio. para coletar vazamentos do liquido e assegurar a extinção das chamas. ventilada apenas por atmosfera externa. e previsão de soleira. b. a uma temperatura perigosa. Definir posição do quadro do apartamento. Desenhar detalhes construtivos necessários. . ou outros meios. Definir posições de tomadas de energia. e baixa condutividade térmica. Projeto da instalação elétrica dos apartamentos Para a elaboração do projeto elétrico dos apartamentos. 6. por exemplo: a. Instalação dos componentes numa câmara resistente ao fogo. 3. Definir caminho dos eletrodutos e quais fios passarão em cada eletroduto. Colocar Simbologia. a fumaça e gases tóxicos se propaguem para outras partes da edificação. tais como revestimento com material incombustível. o líquido inflamado. Componentes da instalação que contenham líquidos inflamáveis em volume significativo devem ser objeto de precauções para evitar que.40 Os componentes fixos que apresentem efeito de concentração de calor devem estar suficientemente afastados de qualquer objeto fixo ou elemento construtivo. Definir posições de pontos de luz e respectivos interruptores. Os materiais de invólucros aplicados a componentes da instalação durante a execução da obra devem suportar a maior temperatura que o componente possa vir a atingir. em condições normais.

. Definir posições de tomadas de energia. 8. Definir posição do(s) quadro(s) do condomínio.3. 3. 6. os circuitos definidos. Definir caminho dos eletrodutos e quais fios passarão em cada eletroduto.5. deve-se dar início ao projeto do condomínio. apenas com suas alavancas de manobra acopladas.3. Por meio das características de cada circuito. deve-se fazer os trifilares dos quadros. Projeto da instalação elétrica do condomínio Depois que os apartamentos já estiverem todos prontos. 4. os fios já passados. Proteção contra sobrecorrentes Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por dispositivo que assegura o seccionamento simultâneo de todos os condutores de fase.1. Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar. Definir comandos de iluminação dos interruptores. e todos os quadros localizados. pois a proteção básica é feita por isolação das partes vivas. Colocar Simbologia. Desenhar detalhes construtivos necessários. Definir posições de pontos de luz de emergência. Desenhar carimbo e margens. Nos trifilares será dimensionada a proteção supletiva (contra “contatos indiretos”). será dimensionado o dispositivo que irá fazer o seccionamento automático da alimentação. Trifilares dos quadros de distribuição Depois de já ter preparado as plantas baixas. os eletrodutos. 7. não são considerados dispositivos multipolares. quando o circuito for constituído de mais de uma fase. A seqüência é a mesma da feita para os apartamentos: 1.41 3. 2.2. Definir posições de pontos de luz e respectivos interruptores. portanto não deverão ser usados. 5. 3. 3. 9. Dispositivos unipolares montados lado a lado. com os pontos de carga.

de natureza.42 Os condutores vivos devem se protegidos. I2 ≤ 1.45 IZ Onde: IB é a corrente de projeto do circuito. nas condições previstas para sua instalação. não é necessário prever detecção de sobrecorrente no condutor neutro. No caso de projetos prediais residenciais em que o condutor neutro será sempre da mesma seção dos condutores de fase. nem dispositivo de seccionamento nesse condutor. ou por 500h ao longo da vida útil do condutor. Quando isso não ocorrer. de seção. às conexões. IB ≤ In ≤ IZ. não precisando. Esses dispositivos destinam-se a interromper sobrecorrentes antes que elas se tornem perigosas. e b. necessariamente. provocar o seccionamento dos outros condutores vivos. A detecção de sobrecorrentes deve ser prevista em todos os condutores de fase e deve provocar o seccionamento do condutor em que a sobrecorrente for detectada. a condição da alínea b) deve ser substituída por: I2 ≤ IZ . para fusíveis. por um ou mais dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e contra curtos-circuitos. isso se for possível assumir que a temperatura limite de sobrecarga dos condutores (ver Quadro 16) não venha a ser mantida por um tempo superior a 100h durante 12 meses consecutivos. Para que a proteção dos condutores contra sobrecargas fique assegurada. para disjuntores. In é a corrente nominal do dispositivo de proteção nas condições previstas para sua instalação. devido aos seus efeitos térmicos e mecânicos. ou corrente convencional de fusão. as características de atuação do dispositivo destinado a provê-la devem ser tais que: a. de . Esses dispositivos de proteção contra sobrecargas devem ser localizados em todos os pontos onde uma mudança (por exemplo. I2 é a corrente convencional de atuação. ou resultem em uma elevação de temperatura prejudicial à isolação. Iz é a capacidade de condução de corrente dos condutores. às terminações e à circunvizinhança dos condutores.

Determinadas ocorrências podem fazer com que os circuitos fase- .3. E assim como para os dispositivos de proteção contra sobrecarga. Estiver protegida contra curtos-circuitos por um dispositivo de proteção localizado a montante. Os circuitos deverão ser protegidos contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas. Não exceder 3 metros de comprimento.43 maneira de instalar ou de constituição) resulte em redução do valor da capacidade de condução de corrente dos condutores. for realizada de modo a reduzir ao mínimo o risco de um curto-circuito e não estiver situada nas proximidades de materiais combustíveis. b. devem ser providos dispositivos que assegurem proteção contra curtos-circuitos em todos os pontos onde uma mudança (por exemplo.2. admitindo-se exceções caso a parte da linha compreendida entre a redução de seção ou outra mudança e a localização cogitada para o dispositivo atender a uma das duas condições seguintes: a. Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas. as correntes de curto-circuito presumidas devem ser determinadas em todos os pontos da instalação julgados necessários. Quadro 16– Temperaturas características dos condutores Temperatura Temperatura limite máxima para serviço de sobrecarga Tipo de isolação contínuo (condutor) (condutor) °C °C Policloreto de vinila (PVC) até 300 mm2 Policloreto de vinila (PVC) maior que 300 mm2 Borracha etileno-propileno (EPR) Polietileno reticulado (XLPE) Fonte: NBR-5410 70 70 90 90 100 100 130 130 Temperatura limite de curto-circuito (condutor) °C 160 140 250 250 Para se fazer a proteção contra curto-circuito. Essa determinação pode ser efetuada por cálculo ou por medição. 3. redução de seção) resulte em alteração do valor da capacidade de condução de corrente dos condutores.

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neutro sejam submetidos a sobretensões que podem atingir o valor da tensão entre fases. Essas ocorrências são: a. Perda do condutor neutro em esquemas TN e TT, em sistemas trifásicos com neutro, bifásicos com neutro e monofásicos a três condutores; b. Falta à terra envolvendo qualquer dos condutores de fase em um esquema IT. No caso b, os componentes da instalação elétrica devem ser selecionados de forma a que sua tensão nominal de isolamento seja pelo menos igual ao valor da tensão nominal entre fases da instalação. No caso a, deve-se adotar idêntica providência quando tais sobretensões, associadas à probabilidade de ocorrência, constituírem um risco inaceitável. Deve ser provida proteção contra sobretensões transitórias, por meio de Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPSs) ou por outros meios que garantam uma atenuação das sobretensões no mínimo equivalente aos DPSs, e quando a instalação for alimentada por linha total ou parcialmente aérea, ou incluir ela própria linha, e se situar em região sob condições de influências externas AQ2 (mais de 25 dias de trovoadas por ano).
Quadro 17– Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação Tensão nominal da instalação Tensão de impulso suportável requerida (kV) (V) Produto a Sistemas trifásicos Sistemas monofásicos com neutro ser utilizado na entrada da instalação Categoria de produto Produto a ser utilizado em circuitos de distribuição e circuitos terminais Categoria de suportabilidade a impulsos IV 120/208 127/220 220/380, 230/400, 277/480 400/690 Fonte: NBR-5410 8 6 4 2,5 6 4 2,5 1,5 115-230 120-240 127-254 4 2,5 1,5 0,8 III II I Equipamentos de utilização Produtos especialmente protegidos

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Os componentes da instalação devem ser selecionados de modo que o valor nominal de sua tensão de impulso suportável não seja inferior àqueles indicados no Quadro 17. As blindagens, armações, coberturas e capas metálicas das linhas externas, bem como os condutos de tais linhas, quando metálicos, devem ser incluídos na eqüipotencialização principal. Em toda edificação alimentada por linha elétrica em esquema TN-C, o condutor PEN deve ser separado, a partir do ponto de entrada da linha na edificação, ou a partir do quadro de distribuição principal, em condutores distintos para as funções de neutro e de condutor de proteção. A alimentação elétrica, até aí TN-C, passa então a um esquema TN-S (globalmente, o esquema é TN-C-S).

3.3.3. Proteção contra quedas e faltas de tensão Devem ser tomadas precauções para evitar que uma queda de tensão ou uma falta total de tensão, associada ou não ao posterior restabelecimento desta tensão, venha a causar perigo para as pessoas ou danos a uma parte da instalação, a equipamentos de utilização ou aos bens em geral. O uso de dispositivos de proteção contra quedas e faltas de tensão pode não ser necessário se os danos a que a instalação e os equipamentos estão sujeitos, nesse particular, representarem um risco aceitável e desde que não haja perigo para pessoas. Para proteção contra quedas e faltas de tensão podem ser usados, por exemplo: a. Relés ou disparadores de subtensão atuando sobre contatores ou disjuntores; b. Contatores providos de contato auxiliar de auto-alimentação A atuação dos dispositivos de proteção contra quedas e faltas de tensão pode ser temporizada, se o equipamento protegido puder admitir, sem inconvenientes, uma falta ou queda de tensão de curta duração. Se forem utilizados contatores, a temporização na abertura ou no fechamento não deve, em nenhuma circunstância, impedir o seccionamento instantâneo imposto pela atuação de outros dispositivos de comando e proteção. Quando o religamento de um dispositivo de proteção for suscetível de causar uma situação de perigo, esse religamento não deve ser automático.

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3.3.4. Proteção adicional contra choques elétricos O uso de dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal I∆n igual ou inferior a 30 mA é reconhecido como proteção adicional contra choques elétricos. A proteção adicional provida pelo uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade visa casos como os de falha de outros meios de proteção e de descuido ou imprudência do usuário. A utilização de tais dispositivos não é reconhecida como constituindo em si uma medida de proteção completa e não dispensa, em absoluto, o emprego de uma das medidas de proteção estabelecidas anteriormente. Qualquer que seja o esquema de aterramento, devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial residual nominal I∆n igual ou inferior a 30 mA: a. Os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro; b. Os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação; c. Os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior; d. Os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens; e. Os circuitos que, em edificações não residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. No que se refere a tomadas de corrente, a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32A. Admite-se a exclusão, na alínea d, dos pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 2,5m. A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente, por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos.

a demanda desses QMs e do Medidor de Serviço. para os QMs. dimensiona-se os equipamentos. Usando o exemplo utilizado na engenharia básica. Eletroduto – 60 mm (2 pol) Quadro de medidores: Demanda: 113. É mostrado também nestes quadros. dispositivos e materiais das instalações elétricas. As informações mais importantes estão nesse quadro. e baseado na demanda calculada.27 A Disjuntor = 100 A Condutores fase e neutro – Cabos de cobre 4#35 mm2 PVC 70°. Portanto: Apartamentos tipos: Carga = 36. a carga total e a demanda geral do sistema. Define-se também os quadros de medidores (QMs).06 A Disjuntor = 300 A Condutores fase e neutro . e para o quadro de medidores. eletrodutos. condutores. define-se a carga de cada unidade consumidora.47 3. O dimensionamento dos cabos alimentadores. Condutores de aterramento – Cobre nu 16 mm2.Cabos de cobre 4#185 mm2 PVC 70°. condutores e equilíbrio de fases.2 VA Corrente: 298. para os apartamentos. 20 e 22 com as cargas de todos os consumidores agrupados por QMs e pelo Medidor de Serviço. será usada a carga instalada. Com os quadros 18. dos eletrodutos e da proteção de seus circuitos é feito baseado na carga total. 20 e 21. deverá ser apresentada a planilha de cargas agrupadas por circuitos alimentadores dos quadros de medição e por circuitos alimentadores gerais. Aqui. tem-se o seguinte quadro 18. Quadro de Carga da instalação No quadro de carga é onde se pode ter uma visão geral de todo o projeto.4. será usada a demanda calculada. .300 W (Trifásico) Corrente = 95. Na engenharia básica. Para os apartamentos.559. proteções. bem como suas demandas.

Uma parte do percurso em Eletroduto de 110 mm (4 pol). Para maiores detalhes ver o projeto exemplo.48 Condutores de aterramento . Outra parte será em eletrocalha 30x10cm lacrada.Cobre nu 25 mm2. Quadro 18– Quadro de Carga do QM1 Quadro 19– Dimensionamento dos apartamentos e do QM1 .

49 Quadro 20 .Quadro de Carga do QM2 Quadro 21– Dimensionamento dos apartamentos e do QM2 .

Quadro de Carga do Condomínio Quadro 23– Dimensionamento condomínio 3. até os cabos chegando aos medidores das unidades consumidoras e os cabos de saídas desses medidores para os quadros nos apartamentos.5. O unifilar geral mostra as informações. Unifilar Geral da instalação Depois que estiverem os trifilares e o quadro de carga do edifício prontos. pode-se desenhar o unifilar geral. desde a entrada de energia da ESCELSA.50 Quadro 22 . No unifilar geral serão mostradas as informações dos cabos .

51 durante todo o percurso descrito.7. Planta Baixa da Alimentação das Unidades Consumidoras 3. O esquema vertical representa toda a instalação elétrica do edifício. devem-se localizar na planta todos os quadros e em seguida interligar os quadros com a seqüência que melhor atende ao projeto. QGBT. Planta de situação do edifício. Para fazer a alimentação dos quadros dos condomínios. . Ela serve para facilitar para quem for executar o projeto localizar todos os quadros dos apartamentos e do condomínio. usa-se o quadro de cargas para nos servir de guia. Para fazer a alimentação dos quadros dos apartamentos. mostrando os valores das proteções dimensionadas. subestação e sua seqüência de ligação 3. 3. A carga das unidades consumidoras.6. No quadro de cargas há todas as informações necessárias para o entendimento do projeto.6.8. Planta de alimentadores dos quadros do condomínio e a malha de terra da instalação.1. 3. 3. A planta de situação do edifício mostra a localização deste na cidade. Quais os quadros existentes. o transformador a ser usado. A sua presença no projeto é requisitada pela ESCELSA.2. localizar a posição dos QMs.6. primeiramente. o cabo de alimentação desse quadro e o eletroduto que leva essa alimentação. Planta de alimentadores dos quadros dos apartamentos. Esquema Vertical da instalação elétrica. desenha-se na planta do tipo o caminho que o eletroduto com os fios irá percorrer até chegar ao quadro. Então.

Vista de Medidores A vista de medidores será feita baseada na forma já pré-definida na engenharia básica. o eletroduto de alimentação de todo o barramento.9 mm de espessura.52 3.9. a posição dos medidores dos apartamentos com a identificação de cada unidade consumidora (número do apartamento). Essa tampa deverá ter punhos para facilitar a sua retirada. o seu tamanho. A caixa do barramento será em chapa metálica de aço galvanizado de 1. Figura 7– Vista Frontal do QM 1 . Acima deste valor a caixa deverá ter duas ou mais tampas de mesmo tamanho. Será feita uma vista frontal. mostrando a forma como o quadro de medidores será instalado na parede.30m. a identificação dos eletrodutos que saem dos medidores. Na caixa também se deve colocar dispositivos de lacre e de segurança para garantir a inviolabilidade do barramento e para garantir a proteção à vida. A sua tampa deverá ter no máximo 1. e posta no quadro de carga.

53 Figura 8 – Vista Frontal do QM 2 Figura 9 – Lista de Material das Vistas Frontais .

54 Será mostrada também uma vista interna do barramento. Para cabos superiores a 35 mm2 a barra deverá ter furo de 3/8”. há um quadro de medidores com 10 medidores. No exemplo usado. Para cabos de alimentadores até 35 mm2 a barra deverá ter furo de 1/4”. . e serão usados para cada dois medidores. precisa-se de um furo de 3/8” nessa barra para a conexão desse cabo. detalhando a posição das barras de cobre. A vista interna do QM irá mostrar a disposição da barra de cobre e a localização das entradas dos cabos de alimentação. Figura 10 – Detalhe das Barras O tamanho das barras de cobre será de acordo com o número de medidores. portanto será preciso de uma barra com 5 furos de 1/4” cada. Os furos de conexão dos cabos à barra de cobre deverão ter uma distância mínima de 10 cm entre si e entre os isoladores. E como tem-se um cabo de 185 mm2 de alimentação do QM. a chegada do cabo alimentador nessas barras e o detalhe de conexão desses cabos nas barras. cujos cabos de alimentação são de 35 mm2.

55 Figura 11 – Vista Interna do QM1 Figura 12 – Vista Interna do QM2 .

10. A partir desse quadro que saíra todas as outras alimentações do edifício. Figura 14 – Vista Frontal do QGBT O QGBT é a entrada principal de energia de um edifício. Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e Medidor de Serviço (MS). Ele é o primeiro quadro depois da Subestação. Deverão ser mostrados os detalhes construtivos . e seguirá para os medidores das suas Unidades consumidoras (Apartamentos + Condomínio).56 Figura 13 – Lista de Material das Vistas Internas 3.

por meio de vistas frontal e interna.57 desse quadro. serão mostrado os detalhes construtivos. usando-se a sua vista frontal. Figura 15 – Vista Interna do QGBT . Para o Medidor de Serviço.

58 Figura 16 – Identificação dos Materiais Figura 17 – Vista Frontal MS .

A NOR-TEC-01 possui desenhos que definem a configuração interna da câmara. Projeto da Subestação. sendo para tal constituída de chapas duplas e alma de amianto.90m por folha e possuir dispositivo para fechamento à cadeado. com duas folhas abrindo para fora. Sua construção será de modo a resistir a fogo interno durante um mínimo de 3 horas. quando nela estiverem instalados equipamentos de sua propriedade. . devendo a chave ficar em poder da ESCELSA. Para câmara onde será instalado um único transformador de até 300 kVA pode-se usar a configuração do desenho 27 desta Norma. Na fase de Engenharia Básica foi definida a localização e o tamanho da câmara de transformação do edifício. Figura 18 – Exemplo de Planta Baixa de Subestação A câmara de transformação deverá ser provida de uma porta exterior.11.59 A lista de material do Medidor de Serviço está especificada juntamente com a lista do QGBT na figura 16. com dimensões mínimas 2.00 x 0. 3. que está representada na figura 18.

no caso das aberturas estarem ao alcance de pessoas. Figura 19 – Detalhes Construtivos da Janela da Subestação Figura 20– Detalhe 2 b) as aberturas destinadas à entrada e saída de ar deverão se localizadas preferencialmente com acesso direto para o ar livre. Quando não tiver acesso .07m2 por m3 de volume da câmara de transformação e possuir grade de proteção com malha mínima de 30mm e veneziana do tipo chicana.60 A câmara de transformação deverá ter pelo menos duas aberturas para claridade e circulação de ar e sua instalação deve obedecer aos critérios abaixo indicados: a) as aberturas para entrada e saída de ar deverão ter uma área livre de no mínimo 0.

20m. O Piso da câmara de transformação deverá ser de concreto armado com espessura mínima de 0. evitando-se a sua passagem para outros recintos da edificação. c) no caso de câmara de transformação. de tal maneira a resistir ao peso dos equipamentos a serem instalados. será permitida a abertura para o interior da edificação desde que seja área de garagem ou outra área ampla. Figura 21 – Desenho 31 da NOR-TEC-01 . se necessário. as aberturas deverão ter abafadores com fechamento automático em caso de fogo no seu interior. inclusive com ventiladores comandados por relé térmico. Deverá ser construído dreno para coleta de óleo do transformador em caso de troca ou vazamento de acordo com os desenhos básicos de 31 e 32 da NOR-TEC-01.61 direto ao ar livre torna-se necessária a instalação de dutos de ventilação de modo a obter ventilação natural e adequada. Neste caso.

o mesmo deverá ser recalculado.5m das partes . As paredes externas e o teto deverão ser construídos em concreto armado com espessura mínima de 20cm. a prova de explosão. para qualquer potência de transformador até o limite previsto por esta Norma. o uso de tijolos maciços na espessura de 15cm. de forma a suportar pressões de ate 6kPA. na parte inferior interna da porta. permitindose para as paredes internas.62 Figura 22 – Desenho 32 da NOR-TEC-01 O sistema de confinamento do óleo do trafo mais comumente usado é o do desenho 32. uma soleira de 102mm de concreto. Caso isto não possa ser evitado. Deverá ser construída. alimentada com energia medida com comando externo próximo à porta da câmara de transformação. Deverá ser prevista iluminação artificial. Os pontos de luz deverão ser colocados a uma distância mínima de 1. A câmara de transformação não deverá ser construída junto aos pilares de edificação. com a finalidade de não se permitir o vazamento de óleo para área externa da câmara de transformação.

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energizadas, preferencialmente na parede lateral, de livre acesso da câmara de transformação ou cabina. A instalação deverá ser dotada de uma caixa de derivação situada na calçada, no limite de propriedade do consumidor com a via pública, que deverá ter dimensões mínimas de 0,80m x 0,80m x 0,80m, e poderá ser construída de alvenaria com tampa de concreto armado ou ferro antiderrapante, devendo ser apropriada para perfeita drenagem. Essa caixa deverá ser ligada à câmara de transformação através de dois eletrodutos de PVC rígido ou de aço galvanizado com diâmetro interno de 102mm e espessura de parede de 5mm (mínimo).

Figura 23 – Desenho 29 da NOR-TEC-01

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Ponto de entrega: Ponto de conexão do sistema elétrico da ESCELSA com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade de fornecimento. Ramal de ligação: Conjunto de condutores elétricos e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede de distribuição da ESCELSA e o ponto de entrega. Nos casos de prédios de múltiplas unidades, em que a transformação pertença à concessionária e esteja localizada no interior do imóvel, o ponto de entrega situar-se-á na entrada do barramento geral (QGBT). O ramal de ligação poderá ser aéreo ou subterrâneo (no caso de câmara de transformação). Ele precisa partir de um poste de rede de distribuição aérea da ESCELSA, não deve cortar terreno de terceiros, entrar, preferencialmente, pela frente principal da edificação, e respeitar as posturas municipais e demais órgãos, especialmente quando atravessar vias públicas, ferrovias e rodovias.
Quadro 24– Tabela 8 da NOR-TEC-01 (ELOS FUSÍVEIS PRIMÁRIOS)

Fonte: NOR-TEC-01

No caso de edifícios que possuem câmara de transformação, o ramal de ligação deverá ser subterrâneo e seguir as seguintes prescrições: a) ser de cabo próprio para instalação subterrânea, com isolamento para 15kV; b) é obrigatório o emprego de quatro cabos unipolares, onde um deles, será reserva;

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c) no tubo de aço galvanizado de descida do ramal de ligação, deverá ser identificado o nome do edifício e a numeração do mesmo com tinta esmalte preta. d) Ter o invólucro metálico do cabo e as muflas terminais ligadas à malha de terra; e) Dispor de uma caixa de passagem no limite da propriedade com a via pública e/ou em curvas acentuadas do cabo, com dimensões mínimas de 0,80 x 0,80 x 0,80m, com tampa de aço e/ou concreto armado dispensando nos casos em que o poste de derivação da ESCELSA estiver frontal e do mesmo lado da rua em relação à edificação, e não havendo curvas acentuadas; f) Não fazer curvas de raio inferior a 10 vezes o diâmetro do cabo, salvo indicação contrária do fabricante; g) Ser instalado dentro dos dutos de aço galvanizado, de diâmetro externo mínimo de 107mm, a uma profundidade mínima de 0,60m. A sua instalação em kanaflex ou PVC rígido será possível desde que o mesmo seja envelopado por uma camada de concreto de espessura mínima de 10cm, devendo ser inspecionados pela ESCELSA antes de serem cobertos; h) Dentro desses dutos deverá passar o condutor neutro que será de cabo de cobre nu, seção mínima 25mm2; i) Dispor de pára-raios, instalados pela ESCELSA, na estrutura de derivação de ramal; j) Derivar da rede através de três chaves fusíveis, de classe 15kV, sendo os elos fusíveis dimensionados pala tabela 8 da NOR-TEC-01 (Quadro 24), ou três chaves seccionadoras unipolares, quando não houver coordenação do fusível com a proteção da ESCELSA; k) Não serão permitidas emendas nos condutores do ramal subterrâneo, salvo quando em manutenção, nos casos devidamente autorizados pela ESCELSA. A conexão deve ser feita com luva de compressão e emenda com material apropriado, devendo a mesma ser feita somente em caixa de passagem.

concreto ou madeira.66 Figura 24 – Desenho 12 da NOR-TEC-01 Os postes para sustentação dos ramais de ligação poderão ser de aço galvanizado. e os pontaletes de aço galvanizado ou concreto. . apresente os afastamentos mínimos em relação ao solo. Os postes ou pontaletes deverão ter alturas suficientes para permitir que o condutor mais baixo.

os cabos subterrâneos para 15kV serão unipolares próprios para instalação em locais não abrigados e sujeitos a umidade. Tubo de aço galvanizado φ externo mínimo 107mm Arame de aço galvanizado Curva de aço galvanizado de 90° Placa de identificação Figura 25– Lista de Material do Desenho 12 da NOR-TEC-01 Descrição Pára-raios para sistema aterrado tensão nominal 12 kV Un pç pç m pç m m pç pç m m m pç pç Quant.40m e ferragens para fixação Condutor unipolar subterrâneo com isolamento 15kV. 3 3 v 2 v v 4 2 v 6 v 1 1 As especificações para os postes e pontaletes são mostradas na tabela 9 da NOR-TEC-01 (Quadro 25). junto as muflas internas e externas.67 Lista de Material Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Chave fusível 15kV Condutor de cobre nu 25mm2 Haste de terra comprimento mínimo 2000mm Fio de cobre nu bitola mínima de 16mm Condutor de cobre nu 35mm2 Mufla unipolar ou terminais adequados com isolamento 15kV e com dispositivo para fixação em cruzeta Cruzeta de madeira de 2. em baixo relevo ou tinta de esmalte preta. 2. Para instalações em Tensão Primária de 15 kV. Não é permitida a instalação de cabos com isolamento de papel impregnado. A identificação dos cabos de 15 kV deverá ser feita pelos números 1. gravados em placa de alumínio (30 x 20 mm). 3 e 4. A fixação da placa deverá ser feita com arame galvanizado nº 12 BWG. . presas aos respectivos cabos nas suas extremidades.

inclusive os destinados a propiciar sua correta classificação como consumidor. O PEDIDO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA À ESCELSA O pedido de fornecimento de energia elétrica a ESCELSA deverá ser feito seguindo as suas exigências. Em resposta ao pedido de fornecimento. que varia de acordo com a classificação da unidade consumidora (definida no item 5 da NORTEC-01) a ser atendida. a ESCELSA informará sobre a eventual necessidade de: . O interessado deverá fornecer à ESCELSA todos os elementos necessários ao estudo das condições de fornecimento.68 Quadro 25 .Tabela 9 da NOR-TEC-01 (Dimensionamento de Postes) Fonte: NOR-TEC-01 4. descrita no item 6 da NOR-TEC-01.

. bem como suas demandas.69 a) execução de serviços nas redes e/ou instalação interna do equipamento de transformação pela ESCELSA ou pelo interessado. indicando as proteções. proteções.) por unidade consumidora. g) Diagrama unifilar da instalação. na forma da legislação específica. as bitolas dos condutores e eletrodutos. i) Localização e detalhamento da malha de terra. motores. b) recolhimento das contribuições a que for obrigado o interessado. . e) Relação de carga instalada (pontos de luz. em corte. eletrodutos. etc. com indicação de locais propostos à instalação de equipamentos da ESCELSA (medidores. câmaras de transformação. d) Projeto civil e elétrico da câmara de transformação. b) Planta de situação do edifício. os seguintes elementos: a) Plantas de arquitetura. f) Planilha de cargas agrupadas por circuito alimentadores dos quadros de medição e por circuitos alimentadores gerais. h) Planta baixa indicando a localização dos quadros de medição de energia. deverão ser encaminhados através de carta conforme Apêndice C da NOR-TEC-01. c) contrato específico de fornecimento de energia Para o fornecimento às instalações da categoria VI. para análise e elaboração do projeto da câmara de transformação pela ESCELSA. do ponto de entrega e da câmara de transformação. endereço completo e ponto de referência. destacando os quadros de medidores da ESCELSA. condutores e equilíbrio de fases. com as respectivas saídas de alimentação.. aparelhos. desde o ponto de entrega até as medições. assim como o detalhamento dos mesmos. em escala. VI e VII. c) Área bruta total da edificação. os interessados deverão efetuar seus pedidos de ligação individuais. conforme a carga e a tensão de fornecimento. etc). Após a conclusão das instalações das categorias V. tomadas. j) Anotação de responsabilidade técnica.

devem merecer um tratamento semelhante .70 O projeto elétrico com os elementos solicitados para análise pela ESCELSA deverá ser apresentado em 2 (duas) vias. quando necessário. deve-se entregar as seguintes plantas à ESCELSA: • • • • • • • • • • Planta 05 – Trifilares Planta 06 – Quadro de Cargas Planta 07 – Unifilar Geral Planta 08 – Alimentadores Planta 09 – Alimentadores Planta 10 – Esquema Vertical Planta 11 – Vista de Medidores Planta 12 – Vista do QGBT e MS Planta 13 – Subestação Planta 14 – Entrada de MT As plantas acima citadas possuem todas as informações pedidas pela ESCELSA nos itens anteriormente mencionados. Quando o projeto for liberado para a ligação. sendo as pranchas de formato mínimo A-2. Caso o projeto esteja em desacordo com a NOR-TEC-01 as duas vias serão entregue ao projetista/ incorporador/ interessado para que sejam feitas as correções necessárias. devidamente encadernadas. uma via será entregue ao projetista/ incorporador/ interessado. 5. PROJETO TELEFÔNICO As redes telefônicas em edifícios constituem-se em complementos ou extensões da rede externa e. O memorial descritivo. a outra via ficará de posse da ESCELSA. projeto das instalações internas da edificação (após a medição). anexado neste trabalho. deverá ser apresentado em papel ofício. Pelo projeto elétrico exemplo. anexada à orientação de como o cliente deve proceder com relação à solicitação de fornecimento de entrada. Não deverá ser apresentado junto aos elementos solicitados. como tal.

bem como determinar a quantidade necessária de blocos terminais internos. Figura 26 – Blocos terminais . Os projetos de redes telefônicas em edifícios têm por finalidade dimensionar essas três partes que compõem a rede interna. Essa é a prática de número 235-510-600. c) Cabos Secundários ou Cabos de Distribuição – cabos que interligam duas caixas de distribuição ou que interligam uma caixa de distribuição a uma caixa de saída. 5. são divididas em três partes: a) Cabos de Entrada – cabos que interligam a rede externa aos Distribuidores Gerais dos edifícios. b) Cabos Primários ou Cabos da Prumada – cabos que se estendem desde o Distribuidor Geral até a última caixa de distribuição da prumada de um edifício. de modo a prover um sistema de comunicação adequado ao porte e finalidade do prédio. independentemente da finalidade a que se destina a edificação.1. a Telebrás desenvolveu uma documento com o objetivo de estabelecer os critérios que devem ser observados na elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios. e esse documento faz parte de um sistema de prática da TELEBRÁS.71 ao que normalmente é dispensado àquela rede no que diz respeito a seu dimensionamento e seu projeto. Seqüência Básica para elaboração de projetos de redes telefônicas em edifícios As redes telefônicas em edifícios. Sendo assim.

Assim. e) Características da Tubulação de Entrada. num desenho específico. além de outros elementos retirados do projeto de tubulação do edifício. portanto. pelo menos. h) Desenho do Projeto. O projeto de uma rede telefônica em edifícios deve resultar. qualquer que seja o tipo de edifício para o qual a rede está sendo projetada: a) Projeto da Rede de Cabos Secundários. b) Projeto da Rede de Cabos Primários. como o esquema dessas tubulações. e) Determinação dos Comprimentos dos Cabos da Rede Interna. b) Dimensões das Caixas da Rede Interna. os detalhes da disposição dos blocos na caixa de distribuição geral. c) Projeto dos Cabos de Entrada. os seguintes elementos: a) Números de Pontos Telefônicos do Edifício. a tabela de materiais relativa ao projeto elaborado. O projeto de uma rede telefônica em edifícios está intimamente relacionado com a tubulação telefônica prevista ou construída para o prédio. g) Elaboração da Tabela de Materiais. f) Distribuição dos Cabos da Rede Interna. ao se elaborar um projeto de rede interna deve-se dispor de um desenho da tubulação telefônica do edifício que contenha. as capacidades. c) Diâmetros e Comprimentos das Tubulações d) Localização das Caixas de Saída. .72 Um projeto de rede telefônica interna é elaborado mediante a seguinte seqüência básica de atividades. distribuições e comprimentos dos cabos. as quantidades de blocos terminais que devem ser instaladas em cada caixa. d) Determinação da Quantidade de Blocos Terminais Necessários nas Caixas da Rede Interna. contendo o esquema da rede em corte vertical. as dimensões e características das mesmas e outros detalhes que possam interessar ao executor da rede interna.

O tamanho da caixa e o número de blocos terminais dependerão da carga prevista para ser atendida no andar. O número efetivo de pares terminados depende das capacidades dos cabos que serão utilizados enquanto que o número ideal de pares terminados é um artifício de projeto que tem por finalidade. o número real de pares que efetivamente serão terminados na caixa.10) e um cabo CI50-20. determinar a capacidade dos cabos que serão utilizados. . A carga de cada caixa de distribuição é a soma de todos os pontos telefônicos atendidos por ela. A carga assim determinada deve ser corrigida para se obter o número ideal de Pares Terminados (PT) necessários para atender a carga prevista. sendo estes com 0.2. que significa um cabo de capacidade de 20 pares terminados de condutores. O número ideal de pares terminados não representa.73 5. Figura 27 – Exemplo de uma Caixa de Distribuição no andar A caixa acima possui dois blocos terminais (BLI . necessariamente. justamente.50 mm de diâmetro. Projeto da Rede de Cabos Secundários O primeiro passo para elaboração do projeto da rede de cabos secundários de um edifício é determinar a carga de cada caixa de distribuição em todos os andares.

Esse tipo de configuração de rede de cabos primários permite o uso de cabos de baixa capacidade e proporciona mais flexibilidade às modificações futuras que possam ser necessárias. quatro pares por andar. escolhendo-se cabos de capacidades adequadas.74 Para um prédio que possua dois apartamentos de três quartos por andar. cada andar deve ser atendido diretamente por um cabo de capacidade adequada que parte do Distribuidor Geral do edifício e termina naquela caixa de distribuição.1. Esses cabos devem ser dimensionados em função do número de pares terminados em cada caixa de distribuição ligada à prumada. A quantidade de pares terminados por apartamento pode ser obtido pelo Quadro 26. Projeto da Rede de Cabos Primários 5. será necessário na caixa de distribuição do andar pelo menos 8 pares terminados. Caso o prédio tenha oito apartamentos de dois quartos por andar. ou seja. Dessa forma.3. Quadro 26 – Quantificação de Pontos Telefônicos Fonte: Manual de procedimentos de Rede Interna de Telecomunicações da CTBC (Companhia de Telecomunicações do Brasil Central) Em função do número ideal de pares terminados devem ser determinadas as capacidades dos cabos CCI necessários para interligar as caixas de distribuição às caixas de saída. este precisará de dois pontos telefônicos para cada apartamento (Ver Quadro 26 abaixo). . Edifícios com Poço de Elevação Nos edifícios com poços de elevação. a Caixa de Distribuição no andar poderá conter um bloco terminal (BLI-10 – que possui a capacidade de 10 pares). Ou seja: a soma das capacidades dos cabos escolhidos deve ser igual ou superior ao número ideal de pares terminados determinados.3. 5. com a chegada de um cabo CI50-10.

em geral comportam várias caixas de distribuição por andar. portanto. Estes devem ser deixados apenas para a passagem e emenda dos cabos. sendo então preferível instalar os blocos terminais nessas caixas ao invés de instalá-los nos cubículos. são os seguintes os passos necessários à elaboração do projeto da rede de cabos primários: .75 Os cabos que atendem aos andares não devem. terminar diretamente nos cubículos dos andares. Os prédios que possuem poço de elevação. Figura 28 – Poço de Elevação Em edifícios com poço de elevação. sempre que possível.

Edifícios com Tubulação Convencional Figura 29 – Tubulação Convencional . b) Determina-se a configuração da rede da prumada dentro do poço de elevação. respeitando-se os critérios estabelecidos para este fim.76 a) Determina-se a Carga nas caixas de distribuição de cada andar e determina-se o número ideal de pares terminados necessários para atendê-la.3. 5. c) Determina-se a capacidade de cada cabo previsto em função do número ideal de pares terminados em cada andar ou em cada caixa de distribuição ligada à prumada.2.

50mm de diâmetro. no entanto. Qualquer que seja a configuração adotada para a rede da prumada em qualquer tipo de edifício o cabo a ser utilizado é o do tipo CI com condutores com 0. determina-se a capacidade de cada trecho da rede da prumada entre duas emendas. c) Determina-se a capacidade de cada cabo ou de cada trecho de cabo previsto em função do número acumulado ideal de pares terminados em cada caixa de distribuição que atende a mais de um andar e da configuração da rede da prumada. b) Determina-se o número acumulado ideal de pares terminados nas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar. ou seja. Em edifícios com tubulação convencional. Neste caso. a partir do Distribuidor Geral. entre duas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar. a configuração usual é aquela em que três andares contíguos são atendidos de um mesmo ponto. é a seguinte a seqüência de atividades para elaboração do projeto de rede de cabos primários: a) Determina-se a Carga nas caixas de distribuição em cada andar e determina-se o número ideal de pares terminados necessários para atendê-la. Cada trecho de cabo que chega numa determinada caixa de distribuição que atende a mais de um andar.77 Os cabos da rede da prumada em edifícios com tubulação convencional devem ser dispostos em configurações semelhantes àquelas descritas para prédios com poços de elevação. Em edifícios com tubulação convencional com único cabo ramificando-se pelos andares. tem capacidade igual ou superior ao número acumulado ideal de pares terminados naquela caixa. A determinação da capacidade desses trechos de cabos deve ser iniciada pela caixa da prumada mais distante do Distribuidor Geral do edifício. Em função deste número. . o primeiro passo do projeto é calcular o número acumulado ideal de pares terminados nas caixas de distribuição que atendem a mais de um andar. portanto. mais a somatória dos números acumulados ideais de pares terminados das caixas do mesmo tipo imediatamente superiores.

Nas caixas de distribuição não pertencentes à prumada. Portanto. através de parafusos. inteiro e múltiplo de dez. A capacidade do cabo de entrada deve ser determinada em função da quantidade ideal de pares terminados no Distribuidor Geral do edifício do lado da rede interna.5.5. o número de pares efetivamente terminados pode não ser múltiplo de dez. Como cada bloco terminal tem capacidade para a terminação de dez pares.1. Dessa forma. CT-APL ou CTP-APL.78 5. a caixa de distribuição poderá atender até vinte pares. Os cabos a serem utilizados nessa parte da rede podem ser dos tipos CT. Como serão necessários dezesseis pares. Blocos Terminais 5. como cada bloco terminal possui a capacidade de dez pares terminados. a quantidade necessária de blocos terminais é obtida dividindo-se o número de pares efetivamente terminados na caixa por dez. houver um andar com uma caixa de distribuição atendendo dezesseis linhas telefônicas. Em alguns casos podem também ser utilizados cabos tipo CTP-APL-G. de vez que os cabos CI são sempre fabricados em capacidades múltiplas daquele número. A capacidade do cabo de entrada pode ser menor que a soma das capacidades dos cabos que constituem a rede da prumada. Caixas de Distribuição Nas caixas de distribuição. haverá quatro pares reservas. Cada canaleta pode suportar até cinco blocos e as canaletas devem ser obrigatoriamente utilizadas quando a quantidade a ser instalada de blocos terminais for igual ou . Cabos de Entrada Os cabos de entrada de um edifício são os cabos que estendem da caixa de distribuição geral do prédio até a caixa subterrânea ou o poste mais próximo. se em um edifício. à prancha de madeira existente no fundo da caixa. quando são utilizados cabos CCI.4. deve-se arredondar o numerador da divisão para o valor superior mais próximo. serão necessários dois blocos terminais nessa caixa. o número de pares efetivamente terminados será sempre múltiplo de dez. Nas caixas de distribuição da prumada em qualquer configuração da rede. 5. Os blocos terminais são suportados por canaletas ou fixados diretamente.

O número de canaletas é determinado dividindo-se o número de blocos terminais por cinco e arredondando-se o quociente desta divisão para o número inteiro superior mais próximo.79 superior a dois. Figura 30 – Bloco terminal fixado diretamente à prancha de madeira Figura 31 – Bloco terminal suportado por canaleta . o número de canaletas será igual a dois. Assim. se forem instalados oito blocos terminais numa caixa de distribuição.

6.2.5.6. por exemplo. A quantidade total de canaletas será. Quantidades maiores podem ser encontradas. 11. se do lado da rede interna forem instalados. serão necessárias 7 canaletas neste lado. 32 blocos terminais. portanto. A quantidade necessária de canaletas deve ser determinada separadamente para o lado da rede interna e para o lado da rede externa. se no lado da rede externa forem instalados 20 blocos.1. ou seja. a soma dessas duas quantidades obtidas em separado. Caixas de Distribuição Nas caixas de distribuição. A quantidade necessária de blocos terminais do lado da rede interna é calculada dividindo-se a capacidade dos cabos tipo CI que saem da caixa de distribuição geral por dez. Assim. Disposição dos cabos e blocos terminais 5. em tais .80 Figura 32 – Detalhe de Bloco Terminal 5. serão necessárias 4 canaletas. Na parte superior dessa linha são instalados os blocos terminais correspondentes ao lado da rede interna. 5. O quociente desta divisão será sempre um múltiplo inteiro de dez. Caixas de Distribuição Geral As caixas de Distribuição Geral são divididas no meio por uma linha horizontal imaginária. mas. a quantidade de blocos terminais normalmente não ultrapassa a cinco.

81 casos. a disposição dos cabos e blocos pode ser determinada por analogia com as caixas que contenham quantidades menores de blocos. Os cabos CI que contornam as caixas de distribuição ou terminam na mesma. Os blocos devem ser dispostos com maior comprimento na horizontal. devem ser instalados anéis de guia com rosca soberba que servem para orientar a passagem dos cabos CCI. Os blocos devem ser dispostos em seqüência. . Figura 33– Caixa de Distribuição Figura 34 – Anéis Guia Ao lado de cada fileira de blocos e a 4 centímetros destas. iniciando-se a ocupação de cima para baixo. devem ser fixados através de suportes para cabo. Devem ser previstos três anéis por canaleta sendo que os anéis devem ficar na direção da linha central horizontal da canaleta.

6. Caixas de Distribuição Geral Nas caixas de distribuição geral os blocos terminais devem ser instalados a partir da linha imaginária que divide a caixa ao meio. Esta disposição é válida tanto para os blocos da rede interna como para os blocos da rede externa.82 Figura 35 – Foto Caixa de Distribuição Figura 36 – Foto Bloco Terminal dentro da Caixa de Distribuição 5.2. .

a partir da linha horizontal imaginária e a 5 centímetros desta. Entre os dois conjuntos de blocos.83 Figura 37– Exemplo de Distribuidor Geral (DG) No lado da rede externa os blocos devem ser instalados de baixo para cima e da esquerda para a direita. Ao lado de cada fileira de blocos e a 4 centímetros destas devem ser instalados anéis de guia com rosca soberba. . devem ser colocados anéis de guia com rosca soberba para servirem de guia para a passagem de fios tipo FDG. a partir da linha horizontal e imaginária e a 5 centímetros desta. Os cabos da rede interna que saem da caixa de distribuição geral e os cabos da rede externa que entram na caixa devem ser fixados através de suportes para cabo de tamanho adequado. sobre a linha horizontal imaginária. os blocos devem ser instalados de cima para baixo e da esquerda para a direita. Os blocos terminais devem ser instalados com seu maior comprimento na horizontal. No lado da rede interna.

Na terminação dos cabos nas caixas de distribuição podem ocorrer os seguintes casos: a) O cabo tem alguns pares terminados na caixa de distribuição e continua a subir com a mesma capacidade Neste caso. O cabo deve estar na posição definitiva da forma. encostada na parede da caixa e no lado esquerdo da mesma. Figura 38 – Representação da Terminação dos cabos no caso a. deve ser prevista uma alça de folga para facilitar a retirada dos pares terminados. a emenda dos cabos CI deve ficar. Comprimentos dos Cabos da Rede Interna Nas caixas de distribuição. desde que ofereça melhores condições para a execução da emenda e para melhor aproveitamento do cabo e do espaço interno da caixa. b) O cabo tem alguns pares terminados na caixa e muda de capacidade. quando esta é olhada de frente.84 5. A forma inicia-se logo após a curvatura do cabo e a 10 centímetros da fileira mais próxima de blocos terminais. . O pedaço de cabo que vai desde a emenda até os blocos terminais deve ter um comprimento tal que permita que o mesmo percorra toda a extensão ocupada pelos blocos.7. sempre que possível. No entanto. dependendo da tubulação e do tipo de emenda a ser executada. o lado escolhido pode ser o outro. O comprimento total do cabo necessário à execução da forma deve ser igual ao comprimento total dos blocos instalados mais 40 centímetros. Esta alça deve ter um comprimento igual à altura da caixa e deve ficar do lado esquerdo da mesma. deixando-se um comprimento de cabo suficiente para a execução das formas de terminação.

terminam nela.85 Neste caso. Todos os cabos que entram na caixa de distribuição geral. Figura 40 . O comprimento do cabo é definido determinando-se. deve ser previsto um comprimento de cabo suficiente para que ele dê a volta na caixa. Portanto. quer do lado da rede externa. o local da emenda. de modo que os cabos a serem emendados se cruzem neste ponto. Figura 39 . Quadro 27 – Raios mínimos de Curvatura do cabo CI Número de Pares do cabo 10 20 30 50 100 200 Fonte: Prática Telebrás 01012 Raio de curvatura (mm) 70 91 105 130 172 238 . comprimento esse igual a pelo menos três vezes a altura da caixa. quer do lado da rede interna. Neste caso. cada cabo que entra nesta caixa deve ser previsto com um comprimento igual a pelo menos três vezes a altura da caixa.Representação da Terminação dos cabos no caso b. deve ser prevista uma emenda completa.Representação da Terminação dos cabos no caso c. no lado esquerdo da caixa. c) O cabo termina na caixa.

8. Dessa forma.86 Os cabos da rede interna (cabo CI) devem obedecer aos raios mínimos de curvatura apontados no Quadro 27. o cabo de contagem 1-20 será distribuído em dois blocos terminais. ocupando o primeiro a distribuição 1-10 e o segundo. A determinação da distribuição dos cabos é feita partindo-se da última caixa de distribuição ou cubículo será designada a contagem de pares mais baixa. No caso de uma rede de cabos internos em edifícios. Desenho do projeto Todo e qualquer projeto de rede telefônica interna deve conter os elementos necessários ao completo entendimento dos serviços a serem executados. uma legenda. esses mesmos pares devem ser distribuídos nos blocos terminais de dez pares instalados nas caixas de distribuição. a distribuição consiste em designar os grupos de pares que serão ligados aos blocos terminais a serem instalados nas caixas de distribuição. Assim. . grupos de pares) de um cabo para atender permanentemente às previsões de demanda de serviços em pontos definidos de uma rede de cabos telefônicos. Todos os desenhos devem possuir. de modo a identificar perfeitamente o edifício e o responsável pelo projeto da rede telefônica interna: a) Construtor: nome ou razão social do responsável pela construção do edifício. designando-se contagens contínuas. a distribuição 11-20. Depois de distribuídos os pares na rede da prumada. ao se determinar o comprimento dos cabos da rede interna. Distribuição dos cabos da rede interna Chama-se “distribuição” a designação de camadas (ou seja. 5. 5. no canto inferior direito. cujos campos devem ser preenchidos com os seguintes elementos.9. A contagem irá crescendo à medida que as caixas de distribuição se aproximam da caixa de distribuição geral. esses raios mínimos de curvatura devem ser considerados.

g) Outros detalhes que se façam necessários para o completo entendimento do serviço a ser executado. e) A tabela de materiais relativa ao projeto. mês e ano) e assinatura do responsável pelo projeto da rede interna. as capacidades. mostrando a configuração da rede.). ao lado desta tubulação. os seguintes elementos: a) Corte vertical do edifício. b) O esquema da rede telefônica. pelo menos. diâmetros e distribuições dos cabos da rede interna. c) Escala: escala do desenho do projeto. os comprimentos desses cabos e a quantidade e localização dos blocos terminais internos. f) A legenda padronizada devidamente preenchida. data (dia. número de registro do CREA ou no DENTEL. e) Título: identificação do desenho (planta de localização. . f) Desenho: número do desenho. mostrando em forma esquemática os andares. planta da rede secundaria. d) Responsável pelo projeto: nome. O desenho do projeto deve conter um desenho esquemático detalhado do distribuidor geral do edifício. mostrando a disposição dos blocos do lado da rede interna e do lado da rede externa. Um desenho completo de projeto de rede interna deve conter. planta da rede primaria. etc. a tubulação telefônica do prédio com todas as suas dimensões e o esquema da rede telefônica. mostrando a disposição dos blocos do lado da rede interna e do lado da rede externa. c) Planta baixa do andar tipo mostrando o trajeto e distribuição da rede secundária.87 b) Edifício e Endereço: nome e endereço completo do edifício para o qual foi projetada a rede interna. a posição da emendas. d) O detalhe do distribuidor geral do edifício.

chega com soluções interessantes e diferenciadas voltadas aos serviços para o usuário. Com a automação residencial o que se objetiva é a integração de tecnologias de acesso à informação e entretenimento.controle de iluminação. eficiência e rentabilidade. produtividade. com otimização dos negócios.telefonia. Engloba iluminação. . segurança e eficiência de uma residência. segurança. depois a de edifícios comerciais mais voltada às áreas patrimonial e institucional. telecomunicações. voz. controle de utilidades e de equipamentos diversos com a possibilidade de ser centralizado em um único sistema de controle. economia. CFTV). vídeo. Primeiramente foi a automação industrial. As soluções tradicionais utilizam sistemas autônomos. com valorização da imagem do empreendimento e de seus usuários.segurança (alarmes. um mercado emergente que já é realidade em todo o Brasil. Desta forma. monitoramento.88 6. praticidade. além de total integração da rede de dados. .1. Agora a automação residencial. Trata-se de novas tecnologias que procuram oferecer conforto. que não se comunicam entre si. Introdução A automação residencial é um sistema capaz de melhorar o estilo de vida aumentando o conforto. da Internet.áudio. . ESTUDO SOBRE PROJETO DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL 6. som ambiente. dispositivos e software de controle. ligada ao controle e à supervisão das linhas de produção. da segurança. . entretenimento. tv por assinatura. temperatura ambiente. Quais são os sistemas residenciais modernos que se deve incluir num projeto integrado? A seguir os principais: . Isso é obtido através de um projeto único que envolve infra-estrutura. imagem e multimídia. os benefícios da integração não estão sendo levados aos usuários.

ar condicionado e aquecimento.redes de dados e informática. scanners. gás). . Além destes fatores. .utilidades (irrigar. aspiração central.persianas e cortinas automáticas. fax.gerenciamento de energia. impressoras e telefones interligados (intranet) e compartilhados através de conexão em banda larga (Internet) com o mundo exterior. . .89 . Figura 41 – Sistema Geral As casas do futuro terão vários computadores. . bombas. .eletrodomésticos inteligentes. o uso da residência como complemento do escritório e o aumento do número de profissionais que trabalham em casa criaram uma demanda de serviços de telecomunicações de maior capacidade.

cada qual com uma padronização proprietária.2. Assim. as companhias dos setores de telecomunicações e informática estavam preocupadas com a falta de padronização para os sistemas de cabos de telecomunicações. . d) Inflexibilidade para mudanças. redes locais de alta velocidade. internet e multimídia. c) Rápida saturação de dutos. segurança. os prédios possuíam cabeamento para voz. teleconferência. Em 1991. Eram fios e cabos por toda parte. c) Estabelecer critérios técnicos de desempenho para sistemas distintos de cabeamento tradicional. com produtos de fornecedores distintos. canaletas e outros suportes de cabeamento. surgiu a necessidade de se estabelecer critérios para ordenar e estruturar o cabeamento. g) Aumento de custo. Projeto de Cabeamento Estruturado Com o crescimento do uso das redes locais de computadores e a agregação de novos serviços e mídias como voz. b) Infra-estrutura de telefonia privada inadequada para novas tecnologias. Neste cenário. e) Cabeamento não reaproveitável com novas tecnologias. f) Suporte técnico dependente de fabricantes. sistemas de controle. par trançado. alguns problemas surgiram para desestimular essa forma de cabeamento não estruturado: a) Mudança rápida de tecnologia: Microcomputadores mais velozes. No final dos anos 80. serviços integrados de voz e dados. dados. denominada de EIA/TIA-568 cujo objetivo básico era: a) Implementar um padrão genérico de cabeamento de telecomunicações a ser seguido por fornecedores diferentes. b) Estruturar um sistema de cabeamento intra e inter-predial. eletricidade. cabo coaxial.90 6. dados. a associação EIA/TIA (Eletronic Industries Association / Telecommunications Industry Association) propôs a primeira versão de uma norma de padronização de fios e cabos para telecomunicações em prédios comerciais. cabo blindado. baseado em aplicações.

telefonia. deve-se levar em consideração a instalação de cabeamento estruturado que permite a utilização de uma mídia unificada. . mais bem arrumada e elaborada para o transporte de sinais de TV. Decorrente da necessidade de padronização na distribuição dos dados e largura de banda nas comunicações. Internet e compartilhamento de dados e recursos em geral.91 Figura 42 – Exemplo de organização com o cabeamento estruturado A demanda futura para o mercado SoHo (Small Office/Home Office) traz a necessidade de se dispor de uma infra-estrutura de cabeamento capaz de suportar todas as aplicações.

O conjunto de cabos consiste normalmente em dois pares de Coaxiais RG6 e dois pares de cabos Par-Trançado categoria 5. o cabeamento estruturado ainda torna simples e fáceis as adições. Estes sistemas de cabeamento compreendem cabos de alta velocidade e painéis de distribuição. unidos num único cabo para maior facilidade de instalação. upgrades e mudanças. CFTV) podem ser centralizados em um gabinete e a partir deste ponto os cabos são lançados diretamente às tomadas de serviços. Todos os serviços de telecomunicações de entrada (telefonia. espalhadas pela residência/escritório. O cabo RG-6 é um dos mais comuns tipos de cabos coaxiais utilizados para fins comerciais e domésticos. Uma casa pré-cabeada. O termo RG-6 é um rótulo genérico que pode ser .92 Figura 43 – Sistema de automação integrado Há muito tempo os sistemas de cabeamento estruturado é a infra-estrutura padrão de comunicações para edifícios de escritórios. TV cabo/satélite. capaz de acomodar tecnologias presentes e futuras é sinônimo de prevenção à obsolescência técnica e prematura do seu investimento. internet. Além de aumentar sensivelmente a confiabilidade e performance da instalação. CATV.

esse cabo é capaz de transportar um sinal de dados a 100 megabits por segundo sob determinadas condições. RG significa Radio Guide e é um termo utilizado no envio de sinais de Rádio Freqüência (RF) através de cabos coaxiais. . Figura 44 – Cabo RG-6 Figura 45 – Desenho Cabo RG-6 O cabo categoria 5 trata-se de um cabo de fios de pares trançados sem blindagem 22 ou 24 AWG com uma impedância de 100 ohms. O cabo da Categoria 5 é um meio de alta qualidade cada vez mais usado em aplicações voltadas para a transmissão de imagens e dados em grandes velocidades. Testado para uma largura de banda de 100 MHz.93 usada para descrever todo um conjunto de desenhos de cabos.

cabos telefônicos Categoria 5 transportam dados 10 vezes mais rápido que os cabos de cobre comuns. vídeo e dados para múltiplos . Porém velocidade e capacidade são apenas parte da equação. A distribuição de som.94 Figura 46 – Cabo Par-Trançado Categoria 5 Figura 47– Esquema Demonstrativo do Cabeamento Estruturado Os cabos RG-6 e Categoria 5 são ideais para as condições atuais. pois. Os cabos RG-6 oferecem uma boa largura de banda para transportar sinais de TV de alta definição.

caixas acústicas e telefones são importantes elementos dos sistemas de cabeamento estruturado. TV's. Esta é a tarefa dos painéis de distribuição.95 computadores. Figura 48 – Patch Painel em um painel de distribuição Figura 49 – Painel de distribuição .

economia e segurança. Ao apertá-lo. presentes em casas. hotéis e hospitais. Algumas já se tornaram mandatórias em todos os tipos de ambientes. .3.96 6.3. fornecendo potência total à carga. o usuário fecha um contato que permite ou impede a passagem de corrente. Figura 50 – Ambiente com controle de luminosidade A forma mais simples de se controlar lâmpadas é através de um interruptor. apartamentos e escritórios. teatros.1. como os sistemas para controle de iluminação. Sistemas para controle de iluminação Muitas tecnologias vêm se desenvolvendo dentro do vasto leque de opções que compreende a automação residencial. Seu papel fundamental é proporcionar mais conforto. além de grandes empresas. Algumas Aplicações 6.

como incandescentes. Eles são menores e mais eficientes que dimmers de reostato. Eram grandes. podemos controlar lâmpadas com dimmers (atenuadores).97 Figura 51 . pouco eficientes e não eram confiáveis. . com controle automático e manual Sofisticando um pouco mais. dicróicas (com transformadores) e até fluorescentes. cabendo facilmente em uma caixa de parede padrão 4x2. que funcionam como interruptores de alta velocidade.Simples acionador de lâmpada ao cair do sol. As maiores vantagens obtidas com o uso de dimmers com semicondutores são o aumento da vida útil da lâmpada e a economia de energia elétrica resultantes da atenuação da potência. Os dimmers antigos não passavam de reostatos ligados em série com a lâmpada. ligando e desligando 120 vezes por segundo. podendo substituir interruptores sem qualquer necessidade de obra ou instalação especial. foi possível desenvolver dimmers com semicondutores. Os dimmers atuais conseguem reduzir a intensidade luminosa de lâmpadas de naturezas diferentes. de uma forma segura e prática. Com os avanços da eletrônica. que possibilitam diminuir a quantidade de potência da carga através de limitadores de tensão elétrica. já que podiam superaquecer e causar incêndios.

Utilizando este artifício é possível. tempo livre para outras atividades de lazer e a valorização da sua propriedade. com o toque de um único botão. são necessárias cenas diferentes para cada tipo de ocupação. as demais são desligadas. a iluminação indireta é atenuada. O uso racional e econômico da água. restaurantes e lojas também possam se beneficiar com as cenas.98 Figura 52 – Esquemático de um dimer O controle de iluminação apresenta benefícios estéticos imediatos: as cenas de iluminação são amplamente usadas em salas de reuniões e convenções. De olho no crescente mercado de pequeno porte.2. Na sala de uma casa. O usuário tem fácil acesso às funções do seu sistema através de controles variados. Já em uma festa. ajustar os níveis de todas as luminárias de acordo com o evento. os fabricantes de sistemas para controle de cenas de iluminação vêm lançando produtos modulares e de menor custo. Desta forma. escritórios. As interfaces são amigáveis e adequadas para a finalidade principal do sistema. trazendo economia e segurança principalmente em sistemas de gerenciamento predial e acionamento mediante ocupação. Uma cena específica para o jantar deve acender o circuito de lâmpadas sobre a mesa e atenuar os circuitos das cortinas.3. A irrigação é feita de maneira uniforme e pulverizada ("spray"). 6. permitindo assim que residências. consultórios. os detalhes corretos são iluminados adequadamente e o efeito desejado é atingido. museus e casas de espetáculo. Sistema inteligente para irrigação de jardins As vantagens desse sistema são inúmeras. por exemplo. bem . Se quiser assistir TV. quadros e lavabos ficam acesos enquanto os corredores são apagados.

se existir. Assim. O período de instalação de um sistema gira em torno de uma semana e o seu custo de manutenção é muito baixo. válvulas e controlador. O custo da instalação varia conforme o tamanho e formato do jardim. o dimensionamento do sistema leva em consideração a área a ser irrigada (se está em local ensolarado ou com sombra). O controlador. Projeta-se a irrigação em diversos setores. e a conexão com o sistema de automação residencial. que é a água efetivamente utilizada pela planta. devendo-se escolher os horários mais adequados para cada tipo de planta ou localização no jardim. A irrigação pode ser programada para ser executada várias vezes num dia. Quanto mais regular e ampla for a área. Além disso. o cérebro do sistema.99 diferente dos jatos d'água das mangueiras. E se chover? O sistema tem um sensor de umidade no solo. mais barato será o metro quadrado de implantação. que acabam estragando as plantas e flores mais delicadas. Deve-se prever também um circuito de energia elétrica para alimentação da bomba. é a peça que completa a irrigação automática. tipos de plantas e aspersores. tipos de aspersores utilizados e tipos de plantas. vazão total necessária e o clima local determinado pelo índice de evapo-transpiração. Com ele é possível programar os horários de irrigação. Esse índice mede a água perdida por evaporação no solo e por sua superfície e pela transpiração. dependendo da estação do ano. 3 ou 5 dias. para que se possa fornecer as quantidades adequadas de água. ligando e desligando os diversos setores em tempos determinados em uma simples operação. caso não haja a necessidade de irrigação. que irá bloquear o comando elétrico de acionamento da bomba e válvulas. Irrigar durante a noite tem a vantagem da menor evaporação e maior absorção da água. . o sistema pode ser programado para funcionar diariamente ou a cada 2.

decorrente do barateamento dos custos dos recursos de informática e do aumento significativo do poder de processamento dos computadores.100 Figura 53 – Exemplo de Sensor de Umidade do Solo.3. crianças e idosos.3. Figura 54 – Ilustração do Sensor de Umidade no terreno. principalmente para utilização por pessoas com deficiência física. 6. o problema é que sistema necessita de microfones o mais perto possível para garantir melhor qualidade no reconhecimento . Muitos produtos já foram lançados no mercado. Reconhecimento de Voz A possibilidade de utilizar sistemas de reconhecimento de voz na automação residencial tem aumentado substancialmente a cada dia. Estes produtos baseiam-se em ditados e precisam de um pré-treinamento do usuário para que o sistema reconheça o seu padrão de voz. que é essencial para uma boa performance do sistema.

para os usuários impossibilitados de falar deverá haver os comandos normais através de interruptores. telefone ou microfone. Deve operar eficientemente mesmo com o barulho normal de um ambiente.101 e os ruídos. é preciso analisar os seguintes itens: • • • O reconhecimento dos comandos de voz deve ser confiável. • O sistema de reconhecimento de voz deve ser um opcional nos sistemas automatizados. sensores. sensor de vazamento de gás. . Para que um sistema de reconhecimento de voz seja implantado. uma vez que o sensor capte a vazão. seja um controle remoto sem fio. corta a energia elétrica da casa e ainda levanta as cortinas para a ventilação.4. 6. Deve permitir a possibilidade de um feedback sonoro opcional para que seja confirmado para o usuário o recebimento do comando de automação. que captam todo som ambiente incluindo os comandos de voz que devem ser reconhecidos e interpretados. um dispositivo automaticamente fecha a saída de gás. controle remoto e painéis de controle. Não deve ser necessário que o usuário porte qualquer tipo adicional de hardware. ou seja. que podem emitir sinais sonoros de alerta e até acionar esguichos de emergência. ecos e falta de nitidez atrapalham consideravelmente o reconhecimento da fala. dispondo de sensores para detecção de fumaça e incêndio. Fumaça e Incêndio Consistem em dispositivos para alertar e resolver imprevistos. ou. O sistema deve operar totalmente livre do uso das mãos. Sistema de Alarme Vazamentos de Gás.3. • • Deve se integrar a múltiplos controladores para permitir uma abordagem de sistema aberto. • Deve operar usando microfones ativos distribuídos pela casa.

4. A Schneider Eletric. a opção para blackout. por exemplo. Para isso. Cortinas Automatizadas A motorização de cortinas e persianas proporciona uma grande conveniência.5. algumas empresas no ramo de instalações elétricas desenvolveram equipamentos que facilitam a vida dos projetistas. Como principais características. Sistema de Integração Um projeto de automação residencial deve integrar todos os subsistemas em um só sistema. principalmente quando integrada aos controles domésticos de iluminação e aos sistemas de entretenimento (Home Theaters).3. possui uma linha de produtos específica para automação residencial (linha IHC – Intelligent Home Control). 6.102 6. Figura 55– Diagrama de Entradas e Saídas em um Sistema Integrado . Ainda podemos citar nas persianas. podemos citar a utilização de controles remotos sem fio (IR) e a possibilidade de instalar sensores de chuva e de sol que acionam o fechamento e abertura das persianas.

Os de 24 V se destinam a ativar LEDs de confirmação nos pulsadores para confirmar estado de carga de calefação. detectores. etc. Este é o cérebro do sistema. etc. que é um modem telefônico para tons e pulsos com comunicação bidirecional e protegido por senha. luzes de outro ambiente. e é programado a partir de um computador. sensores. . Com ele é possível consultar estados ou fazer o controle forçado do IHC. Os módulos de saída se dividem em saída 24 V e 230 V. Há também um Módulo Modem. Quem realiza o projeto. controlando os dispositivos de uma casa/ apartamento. As informações recebidas por ele são transmitida ao módulo de controle. Há módulos de entrada 24V que recebe sinais de pulsadores. Desses módulos o principal é o módulo de controle. sirenes. O integrador é um profissional especializado que trabalha em conjunto com o arquiteto e que. etc. Figura 56 – Módulo de Controle Entre os outros módulos estão os de entrada e saída. Os módulos de saída 230 V controlam até 8 cargas de 230 V. motores. como iluminação. via software.103 Para ser instalado o IHC necessita de um projeto específico de infraestrutura (tubulações e fiação) e mão de obra treinada. está presente desde a concepção do projeto até o fim da instalação. a programação e a instalação do IHC é o integrador de sistemas residenciais. A linha de produtos da IHC consiste em vários módulos que permitem a integração de vários sistemas. Serve para transmitir alarmes para um telefone pré-determinado.

está programada para ligar determinada saída neste momento. Esta. A ligação dos equipamentos de saídas e os sensores distribuídos pela casa são ligados todos aos módulos dentro desse quadro. o módulo de entrada comunica a central. que ativa o equipamento de saída. pode-se observar que um sensor de presença. é que a instalação do sistema IHC pode ser centralizada ou descentralizada. . O comando que sai a central chega ao módulo de saída. A centralizada concentra todos os módulos do sistema em um só quadro da casa. pulsadores e detectores podem se comunicar com a central. por sua vez.104 Há outros módulos. Figura 57 – Diagrama da instalação dos componentes Outro fato importante a destacar. mas os principais são esses para que se possa entender o sistema. que é o módulo de entrada 24 V. Na figura 57 abaixo é mostrado um diagrama de instalação dos componentes do sistema IHC. o pulsador e o detector de gás estão ligados ao IHC Input 24. Na figura. Por meio desse módulos os sensores. Quando uma das entradas é acionada.

porém os módulos de entradas e saídas ficam espalhados pela casa.Instalação Centralizada Já a descentralizada possui módulos espalhados pela casa de acordo com o seu local de utilização. Figura 59 – Instalação Descentralizada .105 Figura 58. Há um quadro principal com o módulo de controle.

No mercado brasileiro. existem cerca de uma dezena de programas de CAD. etc. e está integrado em todos os produtos da família de produtos Microsoft Office. Provavelmente. A ferramenta principal de um projetista são os programas de desenhos auxiliados por computador (CAD – Computer Aided Design). arquitetônico. Eis os endereços na Internet em que se pode obter mais informações sobre eles: • • Programa AutoCAD. abrir um arquivo. O AutoCAD é uma ferramenta muito poderosa de desenho. O AutoCAD substituiu a antiga prancheta. . precisava fazer alguma revisão no desenho. fazer um cálculo. TECNOLOGIA DE APOIO AO PROJETISTA 7. ele pode abrir o arquivo e fazer as alterações desejadas. que é uma linguagem programação produzida pela empresa Microsoft. nem mesmo os projetistas mais experientes conhecem todas as disponibilidades de comando que o AutoCAD oferece. seguido pelo Microstation. e que facilita tanto a vida do projetista.com Programa MicroStation. Não havia a tecnologia que é disponível hoje. e também em outros produtos de terceiros. da Bentley: http://www. como por exemplo.com/products/ O AutoCAD é a ferramenta principal da maioria dos escritórios de projetos. No computador. permite também que o usuário utilize do Visual Basic. o AutoCAD além de facilitar. Portanto. da Autodesk: http://www. Os projetos eram desenhados a mão. estrutural. por exemplo. Software para desenho Há cerca de vinte anos a elaboração de projetos era feita exclusivamente nas pranchetas. e era um processo muito trabalhoso. ele agiliza o trabalho.autodesk.1. No caso da velha prancheta ele precisaria começar o desenho do zero. O AutoCAD permite além dos seus recursos mais comuns de desenho.bentley. selecionar um campo.106 7. As Macros são rotinas que executam automaticamente num documento. que permite a criação de macros. Isso facilitou muito o trabalho do projetista quando.. etc. mas atualmente predomina o AutoCAD e suas versões especializadas. seja de projeto elétrico. hidráulico. dependendo de como a pessoa programou essa macro.

para determinar qual disjuntor e o cabo a serem usados em cada circuito. 7. Depois demonstra uma aplicação a ser usada na engenharia elétrica como a determinação de cargas elétricas. na definição de circuitos. precisamos calcular a sua corrente. Evitando o trabalho repetitivo de algumas ações. no dimensionamento de um quadro de distribuição de uma unidade consumidora. a carga e o número de fases. Por exemplo. . no lançamento dos condutos e da fiação e fazem a lista de material. ao se separar os circuitos e definir suas cargas. Primeiramente ele explica os fundamentos básicos da programação em VBA. São programas que se propõem a auxiliar no lançamento de pontos.v4 da AltoQi.3. Utilização do Excel para a Elaboração de Cálculos Durante a elaboração de um projeto. Software para projetos Há também no mercado programas que se disponibilizam a fazer praticamente um projeto completo no AutoCAD. e o lumine. Quem quiser pesquisar sobre a criação de rotinas no AutoCAD. podem-se organizar esses circuitos em uma tabela com colunas para o número do circuito.2. podem-se criar rotinas para desenhos e cálculos. Com essas informações podem-se criar fórmulas para o cálculo da corrente do circuito. usando VBA. a descrição do circuito. pode ler o livro do professor Luís Alberto Gómez. há muitos cálculos e é necessário constantemente consultar tabelas de normas e catálogos de produtos. “VBA para AutoCAD” da editora Visual Books. 7. Na área da elétrica. Com a ajuda do Excel. os dois principais são o CADDPROJ da HIGHLIGHT Computação Gráfica. seus elementos e a integração do VBA e o AutoCAD.107 No AutoCAD.

assim.Relação cabo (mm2) e corrente (A) Fonte: NOR-TEC-01 . No mesmo arquivo. colocam-se em forma de tabela algumas informações de normas e catálogos. uma base de dados para que o programa possa buscá-las.108 Figura 60 – Lista de Circuitos de um Quadro no Excel. Quadro 28 . formando.

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Por exemplo, coloca-se em uma tabela a capacidade dos disjuntores usados de acordo com o catálogo dos fabricantes. Colocam-se também em forma de tabela os cabos definidos em norma e suas respectivas capacidades de condução de corrente.

Figura 61 - Dimensionamento de disjuntores e alimentadores pelo Excel

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CONCLUSÕES Este trabalho visou principalmente o estudo da elaboração de um projeto da instalação elétrica de um edifício residencial. No capítulo 2, foi passada uma receita de projetos com os passos principais a serem seguidos no desenvolvimento de um projeto. Foi vista a importância para um projetista iniciante de seguir fielmente esta seqüência descrita. No capítulo 3, a seqüência foi descrita passo a passo, procurando dar uma visão clara de cada processo. Neste capítulo pode-se ver a importância de se fazer inicialmente uma boa engenharia básica, calculando cargas, demandas e definindo os circuitos e alguns aspectos importantes antes de se iniciar o projeto. Assim, evitam-se retrabalhos no futuro. Neste capítulo, foram estudados os princípios fundamentais e as características gerais de uma instalação elétrica. Foi vista a importância da segurança e determinada as formas de proteções que se tem em uma instalação. No capítulo 4, foi descrito, baseado na NOR-TEC-01, um procedimento para a preparação de um pedido a Escelsa para o fornecimento de energia elétrica de um edifício. No Apêndice C, há o modelo de carta que deve ser encaminhada para a Escelsa com as informações requisitadas. No capítulo 5, foi mostrada uma seqüência básica de passos para a elaboração de um projeto telefônico de acordo com a prática da Telebrás. Foram vistos os pontos mais importantes neste tipo de projeto, como o dimensionamento dos cabos secundários, primários e os de entrada, a definição dos quadros de distribuição e a quantidade e a disposição dos blocos terminais nestes quadros. Foi feita uma introdução a automação residencial no capítulo 6. Para descrever sobre esse assunto, foi necessária pesquisas basicamente na internet através de sites como da AURESIDE (Associação Brasileira de Automação Residencial). Através desse site foi possível estudar artigos sobre a área, que contribuíram para o desenvolvimento deste capítulo. Foi destinado um subitem neste capítulo para falar sobre cabeamento estruturado, visto a importância deste para um projeto de automação e a integração de vários sistemas. Um outro subitem foi destinado para falar sobre a linha IHC (Intelligent Home Control), que é um conjunto de produtos da Prime – Schneider destinado para se fazer um sistema integrado em

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residências. Foram faladas também neste capítulo algumas aplicações mais usadas na automação residencial. No capítulo 7, comentou-se da importância do Auto-Cad para o desenvolvimento de um projeto, e sobre a existência de softwares no mercado que se propõem a facilitar o trabalho de um projetista em vários aspectos, tanto como desenhos quanto cálculos. Foi falado também sobre a possibilidade de se utilizar o Excel como ferramenta de cálculos. Fica como sugestão para trabalhos futuros o desenvolvimento de uma pesquisa mais aprofundada para o projeto telefônico ou o de automação, visto que são duas áreas muito ricas em assunto, e o presente trabalho se limitou dar apenas uma introdução nesses assuntos.

112 APÊNDICE A Quadro 29 . Fonte: CODI .Cálculo da parcela de demanda de um apartamento em função da área útil.

113 Quadro 30 .Diversificação em função da quantidade de apartamentos Fonte: CODI .

114 Quadro 31 .Determinação da potência (kVA) em função da quantidade de motores a) Motores Trifásicos b) Motores monofásicos Fonte: CODI .

BC = Contato das pessoas com o potencial da terra. Quadro 32 .Competência das pessoas Características Aplicações e exemplos Pessoas inadvertida Crianças em locais a elas destinados 1) Pessoas que não dispõem de completa BA3 Incapacitadas capacidade física ou intelectual (idosos.115 APÊNDICE B Influências externas determinantes No quadro da proteção contra choques elétricos. unidades de saúde Locais de serviço elétrico Qualificadas experiência tal que lhes permite evitar os perigos da eletricidade (engenheiro e técnicos) Locais de serviço elétrico fechados Esta classificação não se aplica necessariamente a locais de habitação. de tal BA4 Advertidas forma que lhes permite evitar os perigos da eletricidade (pessoal de manutenção e/ou operação) Pessoas com conhecimento técnico ou BA5 1) Código BA1 BA2 Classificação Comuns Crianças Creches. doentes) Pessoas suficientemente informadas ou supervisonadas por pessoas qualificadas. escolas Casas de repouso. as seguintes condições de influências externas são determinantes: BA = Competência das pessoas. Fonte: NBR-5410 . BB = Resistência elétrica do corpo humano.

inclusive suor) Passagem da corrente elétrica de um mão à BB2 Normal Condições úmidas outra ou de uma mão a um pé. com elementos condutivos em pequena quantidade ou de pequenas dimensões e de tal forma a probabilidade de contato possa ser desprezada Locais cujo piso e paredes sejam condutivos ou que possuam elementos condutivos em quantidade ou de dimensões consideráveis Locais como cladeiras ou vasos metálicos. sendo a superfície de contato significativa Passagem da corrente elétrica entre as duas BB3 Baixa Condições molhadas mãos e os dois pés.116 Código BB1 Classificação Alta Quadro 33 – Resistência Elétrica do corpo humano Características Aplicações e exemplos Condições secas Circunstâncias nas quais a pele está seca (nenhuma umidade. por um lado. cujas dimensões sejam tais que as pessoas que Pessoas em contato permanente BC4 Contínuo com paredes metálicas e com pequena possibilidade de poder interromper o contato neles penetrem estejam continamente em contato com as paredes. A redução da liberdade de movimentos das pessoas pode. as pessoas BC2 Raro não estão em contato com elementos condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas Pessoas em contato com elementos BC3 Freqüente condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas . estando as pessoas com os pés molhados ao ponto de se poder desprezar a resistência da pele e dos pés BB4 Muito Baixa Condições imersas Pessoas imersas na água. com pele úmida de suor. impedi-las de romper voluntariamente o contato e por outro aumentar os riscos de contato involuntário. por exemplo em banheiras ou piscinas Fonte: NBR-5410 Quadro 34 – Contato das pessoas com o potencial da terra Características Aplicações e exemplos Locais não-condutivos Locais cujo piso e paredes sejam isolantes e que não possuam nenhum elemento condutivo Locais cujo piso e paredes sejam isolantes. Fonte: NBR-5410 Código BC1 Classificação Nulo Em condições habituais.

as situações 1. 2 e 3 Definem-se. BB2 BC1.canteiro de obras. . que corresponde aos casos de corpo imerso. feiras. etc).dependência interiores molhadas em uso normal. a situação a ser considerada é a mais severa ditada por qualquer das influências externas (BB ou BC) isoladamente. Quadro 35 – Situações 1. 2 e 3 caracterizadas no Quadro 33. .117 Situações 1.estabelecimentos agropecuários. BC2. 2 Um exemplo da situação 3. 2 e 3 Condição de influência externa BB1. Fonte: NBR-5410 Situação Situação 1 Situação 1 Situação 2 Situação 2 Situação 3 . é o interior de banheiras e piscinas. BC3 BB3 BC4 BB4 Notas 1 Alguns exemplos de situação 2: . Para uma combinação de influências externas BB e BC. em função das influências externas BB (Quadro 31) e BC (Quadro 32).áreas de acampamento e de estacionamento de veículos especiais e reboques . .áreas externas (jardins.

... vem.. por meio...com sede em ..118 APÊNDICE C MODELO DE CARTA DE PRÉVIA CONSULTA DE PROJETOS (CATEGORIA IV – CARGAS CONFORME ITEM 6..7) DATA À Espírito Santo Centrais Elétricas S.. ASSUNTO: Prévia Consulta de Projeto Elétrico para definição de Atendimento Prezados Senhores.. QUANTIDADE DE UNIDADES CONSUMIDORAS (os dados deverão ser fornecidos por unidades consumidoras típicas) no de condomínios ( no de apartamentos ( no de lojas ( no de salas ( ( no de escritórios Outros (especificar) ( ) ) ) ) ) ) 3................ encaminhar a V.º abaixo assinado e caracterizado responsável pela execução do projeto elétrico das instalações elétricas do edifício no local abaixo mencionado.. LOCALIZAÇÃO DO IMÓVEL Rua/Avenida ( Bairro ( Localidade ( ) ) ) Município ( ) 2..(NOME DA FIRMA).. ÁREA BRUTA TOTAL DA EDIFICAÇÃO ( 5.. ÁREA DE OCUPAÇÃO DAS UNIDADES CONSUMIDORAS Condomínios ( Apartamentos ( Lojas ( Salas ( Escritórios ( Outros (especificar) ( )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 )m2 4...S......as. desta.5 E CATEGORIA VII – CONFORME ITEM 5.. as informações abaixo relacionadas: 1. RELAÇÃO ESTIMATIVA DAS CARGAS .através de seu Eng.A...

Planta de situação do edifício e da câmara de transformação.2 .3 .1 . 5.2.Carga Total a ser instalada Especificação Iluminação e Tomadas Ar Condicionado Aquecedor/Chuv.2. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Potência por unidade . que tenham locais destinados à instalações de equipamentos da ESCELSA (medidores.119 5.2. .Plantas de arquitetura dos pisos do edifício. 5.2.Endereço para correspondência e telefone para contato. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Pot. etc).1 .total ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) 5. câmara de transformação.Início da obra ___/___/___ Término da obra ___/___/___ Atenciosamente.Em anexo apresentamos: 5.Elétrico Motores Elétricos Outros (especificar) Quant.2 . 5.4 .

asp [Capturado em maio de 2008] [6] Proteja sua casa com tecnologia.asp [Capturado em maio de 2008] [7] A busca pelo foco do mercado.asp?file=all.br/artigos/default.aureside.org.org.aureside. [4] Desmistificando a Domótica. Disponível em http://www.asp [Capturado em maio de 2008] .aureside.org.aureside.asp [Capturado em maio de 2008] [5] Por dentro da Casa inteligente. 2007. Disponível em http://www.br/artigos/default.org.br/artigos/default.120 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] ABNT NBR 5410.org. Escelsa . 2001. Disponível em http://www.asp?file=all.br/artigos/default.Concessionária de Energia do Espírito Santo – Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. Proteção de Estruturas contra descargas atmosféricas.aureside.br/artigos/default. 2004.asp?file=all. Associação Brasileira de Normas Técnicas [2] ABNT NBR 5419. Disponível em http://www. Disponível em http://www.asp?file=all. Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15kV.asp [Capturado em maio de 2008] [8] Casa “inteligente” precisa ter um cérebro.asp?file=all. Associação Brasileira de Normas Técnicas [3] NOR-TEC-01.

htm [Capturado em Abril de 2008] [13] Práticas TELEBRAS .pdf” Disponível em http://www.com.htm [Capturado em Abril de 2008] [13] Práticas TELEBRAS .br/prime/ [Capturado em Junho de 2008] [12] Temas Técnicos de Automação Residencial.Procedimento de Projeto de Tubulações Telefônicas em Edifícios – “Telebras_01015.ufsm. 2004 – Segurança em Instalações e serviços em Eletricidade.schneider-electric.br/default. Disponível em http://www.br/desp/geomar/instalacao/index.org.org.aureside.br/artigos/default.121 [9] Edifícios Inteligentes: Inovação por Demanda.br/desp/geomar/instalacao/index.asp?file=all. Site AURESIDE – Associação Brasileira de Automação Residencial.htm [Capturado em Abril de 2008] .pdf” Disponível em http://www. [11] Automação residencial – Linha IHC.aureside.Procedimento de Projeto de Tubulação Telefônica em unidades – “Telebras_01014.ufsm.ufsm.asp [Capturado em Maio de 2008] [13] Manual de práticas CTBC (até 5 pontos telefônicos).br/desp/geomar/instalacao/index. Disponível em http://www.pdf” Disponível em http://www. “Manual 5 pontos. Disponível em http://www.asp [Capturado em maio de 2008] [10] Norma Regulamentadora Nº10.

htm [Capturado em Abril de 2008] .ufsm.br/desp/geomar/instalacao/index.pdf” Disponível em http://www.122 [14] Práticas TELEBRAS .Projetos de Redes telefônicas em Edifícios – “Telebras_01012.

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