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Historia Da Lingua Portuguesa

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  • ementa
  • objetivo geraL
  • objetivos esPecíficos
  • 1. origem da Língua Portuguesa
  • 2. do Latim ao Português
  • 3. o Português na euroPa
  • 4. o Português na África
  • 5. outras regiões
  • 6. a evoLução da Língua Portuguesa
  • 7. evoLução de outras Línguas
  • 8. as Línguas românicas
  • 10. fases de evoLução da Língua Portuguesa
  • 9. a formação da Língua Portuguesa
  • 1. romanização da PenínsuLa ibérica
  • 2. invasões de bÁrbaros e Árabes – o romanço Português
  • 4. a formação do LéXico Português
  • 5. quais são as diferenças entre o Português e o Latim?
  • 6. estrutura da Língua Portuguesa
  • 7. o estudo da síLaba
  • 8. morfoLogia da Língua Portuguesa
  • 9. das fLeXões
  • 1. a estrutura fLeXionaL de número
  • 2. a estrutura fLeXionaL de Pessoa
  • 3. a estrutura fLeXionaL do verbo
  • 4. Padrões frasais em Português
  • 5. História da Língua Portuguesa no brasiL
  • 6. argumentação Histórica e a imPLantação do Português brasiLeiro
  • 8. Historicizando a Língua Portuguesa
  • 9. a imPosição do Português como Língua nacionaL
  • 10. a enorme variedade Linguística
  • 11. o Português e as Línguas africanas
  • 12. a Língua Portuguesa no brasiL
  • 13. características fonético-fonoLógicas
  • 14. características morfoLógicas e sintÁticas
  • 15. questões sintÁticas e nominais
  • 16. características do LéXico
  • 1. contribuição do tuPi Para o LéXico Português
  • 2. Línguas indígenas, Língua tuPi
  • 3. diaLetos do Português brasiLeiro
  • 4. diferenças entre o Português do brasiL e o de PortugaL
  • 5. o Português vernacuLar do brasiL
  • 6. as origens do Português PoPuLar brasiLeiro
  • 7. faLando da origem criouLa do Português brasiLeiro
  • 8. ortografia

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Núcleo de Educação à Distância - Universidade de Pernambuco - Recife Silva, Francisca Núbia Bezerra e História da língua portuguesa / Francisca Núbia Bezerra e Silva. – Recife: UPE/NEAD, 2009. 66 p.: il. – (Letras). ISBN 978-85-7856-015-7 Conteúdo: fasc. 1 – Origem e estrutura da língua portuguesa; fasc. 2 – Formação da língua portuguesa; fasc. 3 – Forma da língua e história da língua portuguesa no Brasil; fasc. 4 – Contributos do Tupi-Guarani e sua influência no vernáculo português. 1. Língua portuguesa - história 2. Tupi-Guarani 3. Educação a distância I. Universidade de Pernambuco, Núcleo de Educação a Distância II. Título CDU 806.90(09)

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Reitor Prof. Carlos Fernando de Araújo Calado Vice-Reitor Prof. Reginaldo Inojosa Carneiro Campello Pró-Reitor Administrativo Prof. Paulo Roberto Rio da Cunha Pró-Reitor de Planejamento Prof. Béda Barkokébas Jr. Pró-Reitor de Graduação Prof.ª Izabel Cristina de Avelar Silva Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa Prof.ª Viviane Colares S. de Andrade Amorim Pró-Reitor de Extensão e Cultura Prof. Álvaro Antônio Cabral Vieira de Melo

NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Coordenador Geral Coordenador Adjunto Assessora da Coordenação Geral Coordenação de Curso Coordenação Pedagógica Prof. Renato Medeiros de Moraes Prof. Walmir Soares da Silva Júnior Prof.ª Waldete Arantes Prof.ª Silvania Núbia Chagas Prof.ª Maria Vitória Ribas de Oliveira Lima Prof.ª Patrícia Lídia do Couto Soares Lopes Prof. Walmir Soares da Silva Júnior Prof.ª Angela Maria Borges Cavalcanti Prof.ª Eveline Mendes Costa Lopes Prof.ª Célia Barbosa da Silva Oliveira . José Alexandro Viana Fonseca Prof. Marcos Leite Anita Sousa Rafael Efrem Rodrigo Sotero Romeu Santos Susiane Santos Adonis Dutra Afonso Bione Prof. Jáuvaro Carneiro Leão Impresso no Brasil - Tiragem 150 exemplares Av. Agamenon Magalhães, s/n - Santo Amaro Recife - Pernambuco - CEP: 50103-010 Fone: (81) 3183.3691 - Fax: (81) 3183.3664

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Edição 2009

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” e acima de tudo. . Trabalharemos com leituras. tais como: origem. Conhecer para dominar é esse o intento dessa disciplina no Curso de Letras e para o que precisamos saber de “de onde vem essa língua”. em seguida. da morfossintaxe. dos aspectos semânticos. Os processos serão contemplados através da fonologia. aspectos bastante significativos para uma perfeita compreensão dessa história. neste primeiro momento.a Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 60 horas História da Língua Ementa Estudo das origens da Língua Portuguesa. assuntos vitais para um perfeito entendimento do tema em pauta e. fóruns. evolução e formação desse idioma. a história da língua em todas as suas dimensões e variedades. De início.5 Portuguesa Prof. como chegou até nossos dias – tais informações viabilizarão uma série de saberes para além dessa história. na sociedade. desafios advindos no próprio texto. no espaço e no tempo. A Língua Portuguesa é estudada na sua História na variação de cada indivíduo. webquest. “como foi formada. Objetivo Geral Refletir sobre a origem e a história da Língua Portuguesa com a compreensão de quanto o latim clássico e vulgar influenciou o conhecimento científico que a longo do tempo definiu nossos contatos e saberes da Língua Portuguesa no contexto do processo histórico. com o enlevo a que essa língua nos conduz por sua riqueza vocabular. Apresentação da Disciplina A disciplina História da Língua Portuguesa contempla não só o conhecimento dessa história e dessa língua mas também pretende envolver o estudante de tal forma que se sinta compelido a aprender e manejar seu idioma e suas variações. veremos. lexicais e das variações linguísticas que vão do lusitano a estruturas vigentes. pesquisas em links. do conteúdo variável e da linearidade de sua evolução: do latim clássico para o latim vulgar até nossos dias.

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Refletir sobre a história do seu idioma. fundamentado em variados vieses.a Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 15 horas A Origem Objetivos Específicos Discutir as dificuldades de acesso e o manejo do nosso próprio idioma através do conhecimento da história da Língua Portuguesa. . modos de apropriação do idioma português. evolução e formação.Fascículo 1 7 e Estrutura da Língua Portuguesa Eixo Temático | A Leitura no Contexto Universitário Prof. Perceber. através do conhecimento da origem.

que pertencem à história geral da Península. Podemos dizer que os iberos – povo pacífico e agrícola e os mais antigos de que se tem conhecimento . fixando. Maximus do o sej de Imperador é o der mais forte que o do nga vin sua r liza pode rea povo.org/livros_recomenda Fonte: www. quando falamos em “língua portuguesa”.C. Esse trajeto será feito do início do século III. ou “português”. Pos- . de instinto bélico. nós pretendemos responder o primeiro questionamento sobre a formação histórica da Língua Portuguesa. você poderá observar a maneira de viver desses povos e seus valores. mais a influência árabe e das tribos que viviam na região. uma vez que este assunto nos dará o aporte necessário para adentrar ao universo da formação desse idioma. gregos. No séc. repetimos as mesmas expressões. “idioma português”. pelos Celtas – povos turbulentos. assim.youtube. falado por 196 milhões de indivíduos que a utilizam como língua materna. O português. em seu território. Maximus só con Depois de escapar da ssa pa e o nando-se escrav segue sobreviver. Temos dificuldades de conhecer a língua da Península Ibérica antes de os romanos dela se apoderarem. Logo.br latim vulgar. de início. cartagineses.com SAIBA MAIS! Gladiador morte. língua neolatina.youtube. Os fatos. iberos. Museu da Língua Portuguesa Neste momento.leitemater dos.foram invadidos. III a. fenícios. que conseguiu reduzir a um denominador comum as várias culturas da Península Ibérica. procuraremos responder os três questionamentos: De onde vem a nossa língua? Como chegou até nós? Como se formou? SAIBA MAIS! Filmes Youtube http://br.youtube. é o idioma falado pelo povo romano. estão intimamente ligados às circunstâncias históricas. consolidou-se nesse idioma rico que temos até hoje. temos como questão para reflexão um pensamento de Leonor Buescu:“A língua é ou faz parte do aparelho ideológico. rio pé Im o o tod de rói ior he ça. onde sua dia gla ser ra a treinar pa poaprendeu que o único fama cresce. Origem da Língua Portuguesa http://www. O português é o próprio latim modificado.htm 1.com /watch?v=fvSh21mVrL8 M /watch?v=rUWqQZMyK7 i6ScnDb_P1A http://br. Pouco é o que se sabe a respeito dos povos que habitavam o solo peninsular antes da invasão romana. antes da nossa era. tor dor na arena.com /watch?v= http://br.8 Fascículo 1 1. a rota que estabelece a Língua Portuguesa em sua origem e o itinerário posterior desse organismo vivo em franca expansão – a Língua Portuguesa. III. Não podemos nos esquecer de que. que continua vivendo transformado nas línguas românicas.1. resultado da mistura do Com esses filmes.” Este fascículo traz informações interessantes sobre o Português que vem do Latim Vulgar.C. Formação Histórica Há um elemento vital que concorre para a formação da Língua Portuguesa: o domínio romano.planetaeducacao. tornando-se o ma no. em que se criou e desenvolveu o nosso idioma. e ele sabe que só . os romanos ocuparam a Península Ibérica a qual foi incorporada ao império no ano 197 a.com. Para isso.) Dentre esses povos. comunicativo e estético da sociedade que a própria língua define e individualiza. (sec. citamos os mais importantes: celtas.

pela força. posteriormente. Roma conquistou tantos povos que formou o grande Império Romano. quase sempre escrito. dando origem a vários dialetos. Este é o mapa que mostra a expansão do Império . Itália eram. regiões dominadas por Roma. onde posteriormente foi fundada a cidade de Roma que a cada conquista anexava terras novas aos seus domínios e a cada uma dessas conquistas impunha aos vencidos hábitos e costumes. artificial. retóricos. naquela época. como Cícero. urbanus). apresentando variações as mais diversas. conquistaram muitas cidades. ia realizando a conquista linguística. os gregos e os cartagineses – fizeram suas colônias comerciais em vários pontos da Península. não foi o Latim visto nas obras dos grandes escritores latinos. esse império foi perdendo sua grande força.org/ wiki/Sagunto). E o latim foi falado por toda aquela gente durante vários séculos.. Depois.ufrj.C. marinheiros. etc. Na região central da atual Itália. dando assim expansão em quase todo o mundo ao Império Romano. O Latim Clássico era a língua falada e escrita. modificado pelos falares regionais. apurada. não se pode desprezar por completo 1. rígida e era o instrumento literário. o Lácio. difundido nas escolas e nas academias e o popular. ao domínio bélico e à cultural de Roma. Quando os cartagineses decidiram apropriar-se dela.Fascículo 1 teriormente.html). agricultores. registre suas impressões sobre o povo romano e leve para o nosso fórum. rusticus. César. O latim era a língua falada em todo o império. escravos etc. de sua diversidade e da diferença de seus falares. com o tempo. barbeiros. perdeu seu domínio naquela parte do mundo. mais aberto a transformações e diversificações. 9 Atividade | Observando esses filmes. paralelamente à sua conquista territorial. pois. Como tinham um exército muito bem preparado. filósofos. Assim é que o latim vai vivenciando uma fase de transição. Os países que hoje conhecemos como Portugal. Entretanto. como é de praxe entre vencido e vencedores. por ocasião do cerco de Sagunto (http://pt. eruditus. nas diferentes línguas neolatinas ou românicas. Horácio.era a língua falada no cotidiano. os Celtiberos pediram ajuda aos Romanos que os atenderam de imediato. artífices. os romanos iniciaram o seu processo de romanização como consequência de suas políticas.. chamado Latim Vulgar. Daí porque o Latim Vulgar sofreu distintas transformações. usado pelos artistas da palavra e pela sociedade culta. usado pelo povo inculto da região central da atual Itália e das províncias: soldados. Essas variações decorrem dos povos vencidos. Roma. II a. Para dominar outros povos. Processo de Romanização Invadindo a Península Ibérica no sec. que foi levado à Península Ibérica. que queria dominar o mundo todo. nas modalidades do Latim existentes àquela época: o Latim Vulgar (sermo vulgaris. Se observarmos. usada pelos grandes poetas. outros povos – os fenícios. O que determinava o espírito guerreirodos romanos? Qual a política vigente? O que essas conquistas interferiram na língua deste povo? O que sabemos é que Roma era habitada por gente muito ambiciosa. Vamos nos deter agora. Espanha. uma língua tem dois empregos distintos: o literário. o que vem confirmar a importância dessa região para a miscigenação do povo português e a contribuição para suas constantes aculturações. falado quase sempre pelo povo despreocupado e inculto. Assim. Mas Roma foi vencida. França. a alterações frequentes.wikipedia. cada cidade conquistada pelos romanos falava uma língua diferente do latim. Porque. conhecido como o Latim Clássico.br/~pead/tema05/ponto22. a influência exercida pelas diversas línguas faladas na região antes do domínio romano sobre o latim vulgar. através da história. plebeius) e Latim Clássico (sermo literarium. como diz Serafim da Silva Neto. que cresceu devido à organização. até que foi destruído completamente. prosadores.2. impondo aos povos vencidos a sua língua: o Latim. O Latim Vulgar – é objeto aqui de nossa atenção . sujeita. Era a língua coloquial. que recebem a denominação genérica de romanço (do latim romanice. um povo que falava Latim aí estava estabelecido. resultando no surgimento dos diferentes romanços e. os romanos tinham que vencê-los na guerra. mas o Latim usado pelo povo no trato comum. que significa ‘falar à maneira dos romanos’) (http://acd. eram parte do império romano.

II a. é uma língua rica de informações. . Quando falamos da romanização e da fragmentação. o que lhe dá uma visão panorâmica situacional. quando se observava o predomínio da diversificação sobre a concentração. no mundo em que tal fato ocorreu. e a fragmentação. você entre de mente aberta. Na origem do português. do seccionamento das províncias e da perda progressiva do poder romano sobre as regiões conquistadas. A romanização é o momento em que as forças de unificação predominam sobre as de dispersão. de inovação. no decorrer do século. uso cotidiano e interação com as outras culturas. firmou-se através da construção de estradas que levaram o Cristianismo aos nativos e que ligava a colônia à metrópole. estamos falando de processos distintos que atuam no processo de variação e mudança linguística: uma força centrípeta. falamos da força centrífuga. então. proveniente do latim vulgar. com uma bonita história de sua origem e da biogeografia em que esses fatos ocorrem. e. através dessa leitura. O que discutimos hoje nos deu uma visão clara de que o português.10 Fascículo 1 Romano no séc. Na próxima aula. a romanização é consequência da força política de Roma no processo de expansão do seu Império.br/˜pead/ima No séc. estudaremos um assunto que dará continuidade a essa origem e estrutura que nos permitirá desenvolver o estudo geolinguístico. III. da unificação. e a fragmentação ocorre no contexto das invasões dos bárbaros.era o domínio do território e da cultura – que. a Península Ibérica foi invadida pelos romanos.ufrj. de conservação. fato que se realiza via instituições e mecanismos sociais de poder. de diversificação. o que contribuiu para expandir a romanização da Península . permitindo que. Fonte: acd. que ocorre via mudanças culturais.C.

visiteurop _url=/ETC/ em &it BR pt_ g= 3&lan detail/?nav_cat=241403 untries. Vamos nos encontrar lá! • Macau (ex-possessão portuguesa encravada na • Goa.htm l s. também. era o latim popular.wi kip ed ia. costa oriental da África) Este mapa nos ajudará a fixar a relação dos países onde a língua portuguesa é falada.p http://www.com. pequenas comunidades. a Língua Portuguesa decorre das línguas românicas pela implantação do latim na Península Ibérica. almaapaixonada. erudito.pt/readarticle. aproximadamente. II a. uma língua por isso mesmo em constante evolução. reflexo de povoamentos portugueses datados do século XVI. além do • Zanzibar (na Tanzânia. Ib%C3%A9rica org /w iki /Pe n% C3 %A Dn sul a_ _go/region/ e.com .wikipedia. realize com seus colegas uma discussão crítica/reflexiva no fórum temático com o objetivo de aprofundar-se no estudo sobre a Origem e Estrutura da Língua Portuguesa: formação histórica. como é o caso de: SAIBA MAIS! htt p:/ /pt . Damão (na Índia) • Málaca (na Malásia) • Timor Leste (na Indonésia) que tem. Essas constatações nos obrigam a ressignificar a importância de um idioma de tamanha abrangência e nos levam a refletir sobre o seu alcance na comunidade nacional e internacional.b http://www.1.com/historiag/grego Atividade | Após o estudo do texto.sapo. China) SAIBA MAIS! http://pt. Guiné-Bissau.es pan-european/celtic-co http://peninsulaiberica.C.encicloped id=305 2. Do Latim ao Português da 2. Você sabia que a língua portuguesa é uma das cinco línguas mais faladas no mundo? É a língua nacional de Portugal (incluindo Açores e Madeira) e do Brasil.brasilescol logs.pt/48411. dignas de análises. Cabo Verde. a língua oficial de vários países africanos . acrescentando-se os conhecimentos aprofundados através dos links. cuja origem data do sec. também. inclusive por representar um instrumento de poder e por suas visíveis conotações. • as conquistas romanas ocorreram em épocas diferentes e numa vasta extensão geográfica. São Tomé e Príncipe . parte constituinte das línguas românicas. português. que atinge 4 continentes. O português é também falado em pequenas comunidades. constituindo fator decisivo para a sua formação. o idioma tétum como oficial.Fascículo 1 Consulte os links a seguir e leve seus questionamentos para o nosso fórum. Assim. Várias causas contribuíram para a modificação do latim: A Língua Portuguesa.org /wiki/Sagunto l d/tema05/ponto22. 7 países e.onde convive com múltiplas línguas nacionais. Diu. língua falada pelos romanos que a impuseram aos vencidos no período das suas múltiplas conquistas.ufrj.blogspot. Moçambique.htm a. deriva do latim. 11 • a língua falada pelos soldados romanos não era o latim culto.br/~pea hp?article_ ia.Angola.com/ccm/where_to http://www. Estudo Geolinguístico Língua Portuguesa Hoje veremos o fluxo geolinguístico no qual está definido a extensão da Língua Portuguesa.htm http://acd.

5 milhões) • São Tomé e Príncipe (182 mil) • Timor Leste (800 mil) Aqui vemos os quatro continentes. que tendem a cristalizar as variações e criar dialetação em qualquer território. pela romanização e adentramos ao Latim como língua dos povos invasores. portanto. p. de outra parte. terceira entre as línguas ocidentais. o latim falado nas diferentes regiões do Império Romano apresentava uma realidade tão diversificada que a unidade linguística do império já não existia.brasilescol res. quando afirma que a diferenciação dialetal explica-se. O português é a língua oficial em oito países de quatro continentes: Após refletirmos sobre a História da Língua Portuguesa. da Península Ibérica.C.labeurb.sao-tome. hábitos.wikipedia. as legiões de Roma conquistam a Hispânia no século III a.ufrn. perfazendo um total de 230 milhões de usuários. o latim em diversos momentos da sua evolução. pela história cultural e política e pelos movimentos de população e. 11).php? http://www.html s/ nocoe icamp. SAIBA MAIS! http://assisbrasil. segundo Mattoso Câmara: Portuguesa é falada. valores a todos os povos conquistados mas também receberam influências desses povos.org • Angola (10. O português é a oitava língua mais falada do planeta.org/aco http://www. O citado autor explica muito bem o processo de dialetação. onde a Língua tuguese/ u-government. obviamente. chegamos até a Língua Portuguesa quando da sua formação e de todos os processos envolvidos nesse percurso que se realizaram ao longo dos séculos. sempre.htm om/portuguese. onde passamos.4 milhão) • Moçambique (18.htm a.9k • O fator cronológico – as regiões foram romanizadas em momentos diferentes.un A3o.com/por http://www. língua.htm dialeta%C3%A7%C3% Você já percebeu que a Língua Portuguesa deriva do Latim? . Esses estudos abrirão as portas para que os próximos estudos sejam absolutamente compreensíveis e sequenciados com sucesso.ahm. relativamente amplo e na medida direta do maior ou menor isolamento das áreas regionais em referência ao centro linguístico irradiador (Mattoso Câmara.br/elb/historia_ http://www. Uma das principais causas da transformação do latim nas línguas românicas é essa imensa diferenciação dialetal.9 milhões de habitantes) • Brasil (185 milhões) • Cabo Verde (415 mil) • Guiné Bissau (1.br/ . pelas próprias forças centrífugas da linguagem humana.html . www. e impõem a sua civilização e a sua cultura. principalmente dos gregos.8 milhões) • Portugal (10.guineabissa 2 id= index-portuguese. em parte. 1979. O mundo lusófono (que fala português) é avaliado hoje entre 190 e 230 milhões de pessoas. • O contato entre a cultura romana e as diferentes culturas dos povos conquistados. explicada por vários fatores. No século III. após o inglês e o castelhano.com/geografia/angola /wiki/Cabo_Verde http://pt. o que a torna a oitava língua mais falada do mundo.linguaportuguesa. • A grande diversidade sócio-econômica das regiões conquistadas.c z/perfil/arquivo.12 Fascículo 1 Após longas lutas.m http://www. recebendo.uem.

principalmente nas diferenças entre os sons sibilantes (sibilantes: utilização ou não do mesmo fonema em meSa. Há. e o Ocidente do Algarve. principalmente centro-meridional. de Celso Cunha e Lindley Costa www. você vai penetrar no mundo europeu onde o português dominava. São quatro continentes a seu dispor e a oportunidade de visualizar a maneira diferenciada do uso do português como língua materna ou segundo idioma. A fronteira entre os dialetos portugueses setentrionais e centro-meridionais atravessa Portugal de Noroeste a Sudeste. mesmo com diferenças na fonologia. na gramática e no vocabulário. Merecem atenção especial algumas regiões do país que apresentam características fonéticas peculiares: a região setentrional que abrange parte do Minho e do Douro Litoral.Galego oriental Dialetos portugueses setentrionais E . com suas palavras. uma analogia fonética entre o espanhol e o português. O Português do Norte. O Português na Europa 1. necessita passear por todos os países que falam português.linguaportuguesa.Dialetos transmontanos e alto-minhotos C .Limite de região subdialectal com características peculiares bem diferenciadas Classificação dos Dialetos Galego-Po http://colunas. Nesta etapa. você não terá nenhuma dificuldade em debater com seus colegas.independentemente uma da outra. a trajetória que vai do latim vulgar até chegar à Língua Portuguesa. miSSa ou na fonética diferenciada ou não entre Cinto.Galego ocidental F . Português Central. Dialetos portugueses centro-meridionais.ufrn.br . Seio etc). Essas diferenças fonéticas levam o galego e o português a serem classificados em três grandes grupos: 13 3. Seja bem-vindo e boa viagem! Para melhor compreensão.Dialetos do centro-interior e do sul A .com. onde anteriormente se falava o galego-português. o que inclui este grupo no centro-meridional. ou galego. durienses e beirões Dialetos portugueses centro-meridionais D . Constituem exceções a ilha de São Miguel e da Madeira . A diferença desses falares aponta para a fonética. uma extensa área da Beira-Baixa e do Alto-Alentejo. Dialetos portugueses setentrionais.g1. 2. sem dúvida.br/ zecacamargo/2008/10/27/e-por-isso-que-eu-viajo/ tugueses na Europa Baseado na Nova Gramática do Português Contemporâneo. De posse desse conhecimento sobre seu idioma. na faixa ocidental da Península Ibérica. Sem dúvida. Para isso. Dialetos galegos. também Centro-meridional. através da WEBQUEST sobre os processos dialetais e as particularidades que você descobrir.Dialetos baixominhotos. e 3.Dialetos do centro-litoral B . Dialetos galegos G. por se afastarem do que se pode chamar a norma centromeridional e por acrescentar-lhe um certo número de traços muito peculiares (alguns dos quais igualmente encontrados em dialetos continentais). Português do Sul (incluindo o dialeto de Lisboa) e o Português Insular (o brasileiro e o da ilha de Madeira) são os quatro maiores grupos de dialetos.Fascículo 1 Atividade | Agora terá a oportunidade de traçar. O galego e o português são falados atualmente. apresentamos o mapa dos dialetos em Portugal e Galiza. os dialetos falados nos arquipélagos dos açorianos e madeirenses representam um prolongamento dos dialetos portugueses continentais.

ao lado de numerosas línguas indígenas.br/~ra /wiki/Minho http://pt.pt/altoalentejo. em diferentes continentes: África. estamos aqui para ajudá-lo(a) nesse e em outros percursos.3. em geral arcaísmos ou dialetalismos lusitanos semelhantes aos encontrados no Brasil. O crioulo da GuinéBissau possui dois dialetos. Os crioulos dividem-se em dois grandes grupos: os das ilhas de Barlavento. Essa convivência com línguas locais vem causando um distanciamento entre o português regional desses países e a língua portuguesa falada na Europa. Nos demais países africanos de língua oficial portuguesa. o mbundo (ou ovimbundo) e o oxikuanyama.ht http://www. que mescla o português arcaico e as línguas africanas. Em alguns países. embora com alguns traços próprios.1. na imprensa e nas relações internacionais. ml c2/portugues/dialept. o português. compreensíveis entre si. podendo dizer-se que abrange somente o léxico local.no. Se tiver dúvida.1. do português falado no Brasil.di. Atividade | Faça uma pesquisa que lhe garanta um conhecimento razoável sobre a Língua Portuguesa na Europa. e os das ilhas de Sotavento. como o quicongo. o português é utilizado na administração. onde algumas palavras têm ortografias distintas).ufpe. Nas situações da vida cotidiana. Observaremos que se apresentará uma forma de utilização da língua de maneira diferenciada e analisaremos qual ou quais elemento(s) foi/ foram determinante(s) para a origem da evolução da Língua Portuguesa em cada região aqui tratada.14 Fascículo 1 3.sapo http://www. aproximando-se.2. Moçambique O português é a língua oficial falada por 25% da . o chocue. fala-se um português bastante puro. Cabo Verde Fala-se crioulo. 11%. apresentaremos o modo de aplicação da Língua Portuguesa nos seus diversos aspectos.org Nesta etapa. O Português na África Em Angola e Moçambique. no ensino. Ásia. e o restante. o quimbundo. esperamos que você tenha encontrado tudo o que foi visto nessa aula e aporte nesse evento cheio de conhecimentos sobre seu idioma. SAIBA MAIS! http://pt. são utilizadas também línguas nacionais ou crioulos de origem portuguesa.wikipedia. Oceania e América. ar nesse e em outros percursos. 4. que contemple as formas diferenciadas de uso dessas. Segundo esse ponto de vista.regiao-sul . ao sul. A posição oficial na Galiza. o de Bissau e o de Cacheu no norte do país. 60% dos moradores declararam que o português era sua língua materna. o galego e o português moderno seriam parte de um mesmo sistema linguístico com diferentes normas escritas (situação similar à existente entre o Brasil e Portugal. é considerar o português e o galego como línguas autônomas. embora compartilhando algumas características. 44% da população falava crioulos de base portuguesa.org /wiki/Douro_Litoral /tudo-sobre/beira-bai xa http://brasiliavirtual. Guiné Bissau Em 1983. Angola Em 1983. Essa pesquisa deve ser feita em forma de texto e enviado para a devida correção. 4. sendo eles. em muitos casos.info http://alentejo. o umbundu. onde o português se implantou mais fortemente como língua falada.html . entretanto. O Galego A maioria dos linguistas e intelectuais defende a unidade linguística do galego-português até a atualidade. entretanto. 4. A língua oficial convive com várias outras línguas nacionais.4. verificou-se o surgimento de mais de um crioulo. 4. inúmeras línguas africanas. ou entre os Estados Unidos e a Inglaterra. A influência das línguas negras sobre o português de Angola e Moçambique foi muito leve. Após essa “invasão” ao mundo do domínio português.wikipedia.pt/algarve/ 4. ao norte.

fonética. Tal fato explica-se por haver sido a ilha povoada por escravos vindos de São Tomé. pela classe média e pelos donos de propriedades. de Macau. subsistem apenas os de Damão. etc. muitas vezes levando à aparição de crioulos de base portuguesa: Ano Bom. fala-se o ano-bonense. na Malásia.. muitos dos quais conseguiram nadar até a ilha e formar um grupo étnico à parte. na Índia. Ziguinchor. A ilha do Príncipe fala o principense. território sob administração portuguesa até 1975. naufragou perto da ilha um barco de escravos angolanos.2.) e que tal diferenciação se dá em função da maior ou menor miscigenação do Português “puro” com as línguas primitivas locais.br/zecacamargo/2008/ 10/27/e- a. o português é uma das línguas oficiais. 5. Outras Regiões A influência portuguesa na África deu-se também em algumas outras regiões isoladas. Há cerca de 78% de semelhanças entre o forro (ou são-tomense) e o moncó (ou angolar). • em Macau. bastante similar ao são-tomense. fonologia.. O português brasileiro. que guarda muitos traços do português arcaico na pronúncia.1. como veremos no estudo da língua no Brasil. O forro era a língua falada pela população mestiça e livre das cidades.com/ a-produ. no século XVI. fala-se o forro e o moncó (línguas locais).Fascículo 1 população.blogs.com por-isso-que-eu-viajo . mas apenas 1. pelos dialetos falados de Lisboa a Coimbra.html todos/2008/02/tv-galiz .co http://leonardonakahar archive. Está na órbita lexical do crioulo de Cacheu. O Português na Ásia e Oceania 4. No século XVI.5. onde vem sendo substituído pelo konkani (língua oficial) e pelo inglês. enquanto que a classe política e a alta sociedade utilizam o português europeu padrão. O português brasileiro difere do português padrão em vários aspectos. Era a língua falada pela população culta. Pudemos concluir. após a análise da forma de utilização da Língua Portuguesa nesses voários continentes. SAIBA MAIS! http://colunas. possessão portuguesa até 1961.blogspot. colocação pronominal. na Guiné-Bissau. quando foi invadido e anexado ilegalmente pela Indonésia. na construção sintática. na Guiné Equatorial Em Ano Bom. além do português. que se pode considerar como um dialeto do crioulo são-tomense. até. do Sri-Lanka. uma ilha a 400 km ao sul de São Tomé.html m/2007_12_01_ mocambique _para_ http://macua. do Timor. Existe também o português de São Tomé.. foi desenvolvido basicamente. Atualmente. O Português na América 5. embora uma parcela da população domine o português. uma cidade fundada por portugueses (seu nome deriva da expressão portuguesa cheguei e chorei). 15 5. mas só é utilizado pela administração e falado por uma parte minoritária da população. na Indonésia (em algumas dessas cidades ou regiões.g1. é o português falado pela população em geral. ao lado do chinês. que há uma perceptível variação dessa língua em diferentes aspectos (fonologia. Dos crioulos da Ásia e Oceania. no Senegal O crioulo de Casamança só se fala na capital. • no estado indiano de Goa. mas com mais termos de origem banta. muitas vezes aprendido durante os estudos feitos em Portugal. • no Timor leste. de Málaca. Jaipur e Diu. Casamança. A língua local é o tetum. no léxico e. há também grupos que utilizam o português).2% a considera como língua materna. atualmente ele só sobrevive na sua forma padrão em alguns pontos isolados: Em São Tomé. um outro crioulo de base portuguesa. um outro crioulo de base portuguesa. São Tomé e Príncipe Embora nos séculos XVI e XVII o português tenha sido largamente utilizado nos portos da Índia e sudeste da Ásia. como sintaxe. Este grupo fala o moncó. território chinês sob administração portuguesa até 1999. e de Java. A maioria da população fala línguas do grupo banto.. outrora bastante numerosos.

excetuando-se a parte oriental. as discussões. que surgem quando nos debruçamos sobre o estudo das línguas. É uma evolução que se dá em níveis e movimentos peculiares. após alguns anos. elabore um roteiro das visitas desses dois jornalistas. Em galego-português. em ambos os lados do Minho. evidenciando. chamados de mouros pe- . foi-se expandindo para o Sul e foi. aparece o galego. O Galego-Português era a língua limitada a todo Ocidente da península que compreendia os territórios da Galiza e de Portugal. Esse grupo linguístico iniciou-se no Norte. as músicas e seus cancioneiros. vários momentos bastante ricos em narrativa de seus eventos.com/ http://pt. mais ligada linguisticamente à França. A literatura permite contemplar todo esse rumo do galego–português ao apresentar uma grande literatura lírica. o catalão e o castelhano. os leoneses e os castelhanos também foram progredindo para o Sul e ocupando as terras que. Esse domínio romano passou por diversificações tão significativas que daí se derivaram dialetos que se denominavam romanço ( do latim romanice que significava falar à maneira dos romanos). A língua era a língua oficial.1. por isso. viriam a se tornar o território do Estado espanhol. na Península Ibérica. que era a língua dos documentos oficiais na região da Galiza e das obras poéticas. precisamos conhecer esta rota. A Evolução da Língua Portuguesa A evolução da Língua Portuguesa vivencia várias etapas. Camargo e de Regina Casé em países da Língua Portuguesa e com o apoio de suas aulas sobre “ o português em diferentes continentes”. VIII. Os séculos XII. área onde predominava o catalão. Com o início da reconquista cristã da Península Ibérica. faz surgir. entramos no mundo que registra os primeiros documentos em português. recebendo contribuições de poetas de outras penínsulas. Com a Reconquista. era a entrada do séc. como os cancioneiros (coletâneas de poemas medievais): http://pt. Fale também sobre os aspectos que mais lhe chamaram a atenção na cultura dessas nações de Língua Portuguesa e leve para o nosso fórum. inspirada na literatura provençal.org w/?q=Quicongo /wiki/Quimbundo /wiki/Galiza 6. porém com características autóctones. XII presencia uma fase da evolução linguística digna de nota. os grupos populacionais do Norte foram-se instalando mais a Sul. a influência dos falares do sul. dando assim origem ao território português. Os árabes e os bárbaros. XIV e XV são marcantes para a definição de influência de falares e a delimitação dos espaços geográficos onde ocorreram. Vamos lá. era o séc. As diferenças entre o galego e o português aumentavam. Aqui fica clara a origem do português. o Islamismo. o galego-português consolida-se como língua falada e escrita da Lusitânia. A recuperação de antigos domínios feita pelos cristãos no século XI. o latim era a língua de uso.tiosam. Já entre os séculos XII e XV. O Galego-Português O séc. da mesma forma que. mais a Leste. quando os árabes são expulsos para o sul da península. assim. os dialetos moçárabes a partir do contato com o latim. Então o árabe era a língua. com certeza! SAIBA MAIS! http://www. XIV.org 6. e a religião. É a oportunidade de se verificarem os impasses.wikipedia. Há elementos decisivos na formação e na evolução da Língua Portuguesa: o domínio do Império Romano e as influências das mais diversas línguas faladas antes do domínio romano sobre o latim vulgar. e não houve imposição. o romanço mais ocidental da península. à simbiose do domínio árabe com a chegada do castelhano e posterior evolução linguística para o galego português e para o catalão. invadem a Península Ibérica. o que torna esse estudo fascinante. Essa língua foi usada durante séculos. então.16 Fascículo 1 Atividade | Verificando as viagens de Zeca los habitantes da península. Paralelo a esse estudo. porque vão do domínio romano à formação de dialetos. são escritos os primeiros documentos oficiais e textos literários não latinos da região. que se originou do galego – português medieval levado ao sul no período da Reconquista. quando três grupos definem-se: o galego-português. falando sobre as semelhanças e diferenças básicas entre a língua falada por esses povos e a nossa língua no atual estágio.wikipedia.

Das suas 310 cantigas. Entre as suas 1.ufrn. Catalão O catalão é objeto de várias discussões por parte de vários autores no que diz respeito a sua origem no meado do séc.wikipedia. vejamos como evoluem outras línguas. Descoberto em 1878. embora o latim fosse a língua de uso. Alguns classificam o catalão como língua ou dialeto galo-românico. A língua árabe era a oficial.3.Fascículo 1 • Cancioneiro da Ajuda . não havendo imposição de uma ou outra. na biblioteca do conde Paulo Brancutti do Cagli. outros tendem a provar sua filiação ao grupo ibero-românico. As atividades pertinentes a este estudo serão dadas após o estudo da evolução de outras línguas para que você possa estabelecer as semelhanças. povoado desde a Idade Média por falantes de catalão. Tanto a língua como a religião eram muito diferentes da língua falada na região. Evolução de outras Línguas Continuando o estudo evolutivo da Língua Portuguesa. Embora Grieraii tente demonstrar que o catalão se afasta dos demais ibero-românicas. em fins do século XV ou princípios do século XVI. como Meyer-Lubke e Griera. pt. Compreendiam os árabes e os berberes e eram chamados de mouros pelos habitantes da Península. os povos muçulmanos invadiram a Península Ibérica. há composições de todos os gêneros. quase todas são de amor.664 cantigas. e a sua religião.linguaportugu .p ki/Cancioneiro_da_Ajuda http://gl. O árabe era a sua língua de cultura. O catalão foi a língua dos trovadores provençais e se estendeu até os limites do sul da França.” e dentro da Espanha também é falada na chamada “Franja” de Aragão.803 da biblioteca Vaticana. em três estados europeus. Ilhas Baleares e Comunidade Valenciana. 7.wikipedia. em fins do século XIII ou princípios do século XIV. VIII quando foi introduzido na Península Ibérica.copiado na Itália. • Cancioneiro Colocci-Brancutti . Mapa da reconquista cristã do território de Portugal SAIBA MAIS! http://pt. foi adquirido pela Biblioteca Nacional de Lisboa.205 cantigas. embora o considere uma língua independente e não dialeto provençal.infopedia. e se aproxima do grupo galo-românicos. que foi totalmente dominada. entre este Menéndez Pidal e seu discípulo Amado Alonso. há composições de todos os gêneros.org /wiki/Galiza t/$os-mocarabes http://www. 7. Encontra-se na Biblioteca da Ajuda.wikipedia. A língua catalã se estende por sete territórios divididos entre três estados europeus. em fins do século XV ou princípios do século XVI. onde se encontra desde 1924. Entre as suas 1. o Islamismo. em Lisboa. • Cancioneiro da Vaticana . que corresponde ao território da comunidade autônoma aragonesa adjacente à Catalunha.br/pt_2.copiado (na época ain- 17 da não havia imprensa) em Portugal.1.trata-se do códice 4. Os sete territórios por onde se estende a língua catalã são exibidos neste mapa. A maior parte de seus falantes se encontra nas comunidades autônomas de Catalunha. em Ancona.org Você teve agora a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre os elementos decisivos na formação e evolução da Língua Portuguesa. copiado na Itália. No século VIII.php http://www. onde a língua recebe a denominação legal e popular de “valenciano.org/wi esa.

após estudos aprofundados. Vimos o catalão enquanto objeto de discussão dos linguístas e. Tal absorção se deu num contexto de conse-quências diferenciadoras e igual ao que ocorre a qualquer língua por uma coletividade estrangeira. Por motivos políticos (casamento dos Reis Católicos). motivo pelo qual é conhecida também como espanhol. A unidade política e a influência conservadora das escolas permitiram que as alterações se infiltrassem de forma discreta. esse fato era predeterminante sobre as demais línguas dos conquistados e acabavam sendo absorvidas. Encontradas essas conclusões. assim. por serem eles os conquistadores. Maurer que.18 Fascículo 1 Mas uma solução para esse impasse de origem do catalão foi apresentada por T. todos se expandindo do Norte para o Sul. a partir de então. rompida com a invasão dos Bárbaros no séc.2. Visto também que se desvia frequentemente do grupo peninsular.home. . transparentemente ibéricas. As Línguas Românicas Quando realizamos um estudo sério sobre a História da Língua Portuguesa. (séc. aproximando-se incontestavelmente das línguas transpirenaicas.wikipedia. evolução da Língua Portuguesa. não parece que os romanos impunham diretamente a língua latina. O idioma castelhano tem essa denominação por ser originário da região de Castela. SUCESSO! VOCÊ SERÁ CAPAZ!!! Atividade | Ampliando os horizontes sobre a 7. em diversas línguas. reconhecendo o seu caráter de zona linguística intermediária entre os dois grupos dialetais românicos mais claramente definidos e opostos. factíveis e seu apogeu. H. alterou-se na medida das necessidades regionais. creio ser mais razoável e acorde com os fatos não forçar a sua inclusão em qualquer dos dois grupos. O castelhano. indo bem além.org/w iki/L%C3%ADngua_ca tal%C3%A3 8. A expansão do castelhano foi relativamente rápida e avassaladora. com esse estudo. Dale. fragmentando-se. e o latim abalado curvou-se ao crescente prestígio das novas formas de expressão. acentuam-se as diferenças regionais. XVI) foi implantada. deixado claro que o catalão não é um simples dialeto. na lenta reconquista do território peninsular aos árabes. é a língua ocidental que possui mais falantes. vemos alguns dedicados às línguas românicas. sem o que esse estudo estaria incompleto. Então – vamos adelante! Vamos.pt SAIBA MAIS! http://pt. o latim não fugiu à regra. V. dos hábitos fonéticos do povo conquistado e da época da romanização da província. mas. os territórios de sua abrangência. Assim. As línguas românicas ou neolatinas são aquelas Castelhano (castellano) ou espanhol (español) são os nomes atribuídos a uma língua românica originária da Espanha e que hoje é a língua mais falada das Américas. este será o assunto de debate do seu próximo fórum temático. propomos procurar examinar as semelhanças desses idiomas no que concerne a sua origem. quando já existiam outros romances. sobrepondo-se a diversos romanços e dialetos dos territórios vizinhos.sapo. dispensa comentários. língua difundida no vasto império. consequentemente. Castelhano O castelhano originou-se no centro-norte da península (Castela). acompanhando o avanço dos reinos cristãos em direção ao Sul. pois que ele tem feições. que motivaram a união dos reinos da Castela e Aragão. também. Junto com o inglês. Quando nos aprofundamos nos estudos das línguas românicas. escolheu-se a língua de Castela como oficial para toda a Espanha. Esperamos ter. que. Aqui vocês têm o ensejo de constatar quando as línguas românicas se tornaram reais. europa6a. muitas vezes. declarou textualmente: Espero que estas páginas sejam suficientes para mostrar o erro de se tomar o catalão como simples dialeto do provençal ou mesmo dialeto fundamentalmente galo-românico.

provençal e reto-românico. nome que designava o conjunto de territórios ocupados pelos romanos e onde se falava o latim. em regiões da Ásia. mas hoje é uma língua extinta. com as invasões bárbaras. O Império Romano por 700 anos.) Atividade | Sugerimos algo bem animador: . Não podemos esquecer a grande quantidade de idiomas usados por um menor número de falantes. já que o latim era a língua de Roma. Moçambique. E o mundo dos primeiros documentos na sua forma mais original. África e Oceania e também na Guiana Francesa. e suas ocupações possuíam um caráter político-econômico. desse magnífico idioma. As línguas românicas vivas são: francês. envie para seus colegas e peça sugestões de como melhorar essa atividade. Estudamos oportunamente fatos pertinentes à evolução da Língua Portuguesa. Assim. também e de igual maneira dialectos (Língua aragonesa aragonês.Fascículo 1 formadas a partir do latim. na Córsega. Com a queda do Império Romano do Ocidente. São Tomé. nas Filipinas. falabonito. não se fala o espanhol. O Romeno ou Valáquio é falado na Romênia. espanhol. com o qual possui absoluta afinidade. e V d. e da mesma forma muitos outros espalhados pela Europa Central e de igual maneira pela América Latina).C.V. uma língua que desapareceu. quando você chegar no momento da formação da Língua Portuguesa. italiano. e isso justifica dizer que as línguas românicas ou neolatinas são assim chamadas por virem exatamente do latim. porque foi a língua falada em Provença. O Provençal: seu nome é “provençal”. O Italiano é falado na Itália. já que falamos de uma língua em franca expansão. na Luisiânia (Estados Unidos da América do Norte). ajudando a difundir o latim. na Argélia. língua occitana (de Provença. só no Brasil. nas antigas colônias espanholas na África e. a arte e a cultura romana. em São Marinho. Língua asturiana asturiano. sardo. O Dalmático foi falado na Dalmácia. São dez as línguas neolatinas e estão assim distribuídas geograficamente: O Português é falado em Portugal. na América do Sul. no Tirol ocidental e no Friul. Observamos algumas peculiaridades dessa evolução e do trajeto do tempo em que esses fatos ocorrem. O Espanhol é falado na Espanha. em Valência.com 19 O Francês é falado na França. Rético ou ladino ou reto-romano é falado na Suíça oriental (cantão dos Grisões). o aparecimento de vários dialetos aumentam e transformam-se em línguas diferentes de onde surgiram o latim. na Ilha da Madeira. O Sardo é falado na Sardenha. em Andorra. o sardo e de igual maneira o romanche. Feito isso. entre os séculos III a. na Suíça.C. GuinéBissau. e o provençal praticamente desapareceu. Depois o Francês se impôs. Cabo Verde. quando observamos vários aspectos de como seus eventos são narrados ao longo do tempo pelos estudiosos. etc. no Canadá. tentando chegar até às línguas românicas. expandiu-se pela Europa. no Principado de Mônaco. na Sicília. nas antigas colônias italianas na África e Ásia. (um dos idiomas oficiais da Suíça hoje). Assim são chamadas por serem uma continuação do latim falado na România. catalão. fato que não diminui o seu valor: o Galego (moderno). O Catalão é falado na Catalunha. romeno. na Bélgica. no Haiti. português. no Brasil. crie uma palavra cruzada que contemple as línguas românicas e uma palavra escrita em cada idioma dessas línguas vivas.wordpress. o que permite traçar uma linha clara dessa evolução.. no séc. França). Timor. no México. nas Antilhas. nas Guianas. nas Ilhas Baleares. nos Açores e nas antigas colônias portuguesas (Angola. região sul da França. irá se sentir “em casa”. Língua valenciana valenciano. África e Oriente Próximo. a língua romana.

cruzaram o estreito de Gibraltar e adentraram ao território pelo Sul. em prosa. quando da conquista romana da Península Ibérica. mas já com algumas palavras em português. 3. Neles. foi alvo da cobiça de muitos outros povos. . Na evolução da língua portuguesa. o direito de cidadania romana concedido aos povos que habitavam a região e o Cristianismo. Fases de Evolução da Língua Portuguesa O português. Para lá migraram outros povos. desde a consolidação da autonomia política e. A Formação da Língua Portuguesa Buscaremos entender como a Língua Portuguesa nasceu de acordo com sua evolução. de quando em quando.html ar. VI a. que se deu em três grandes períodos: o pré-histórico. mais tarde. se encontram palavras portuguesas.youtube. Passaremos agora a responder o terceiro questionamento sobre a formação da Língua Portuguesa. em que os textos aparecem escritos inteiramente nesse idioma. http v=7CA25mWJg ://br. Veremos que esse último período. era habitado por povos primitivos. VIII a. Daí ter surgido a denominação Península Ibérica. em que os textos ou documentos aparecem inteiramente redigidos em português. • A grande filóloga Dra. 10. o proto-histórico. com a dilatação do império luso. Portugal. pois. originários do norte da África.C. Esse período é caracterizado pela ausência de documentos. proto-histórico e histórico.20 Fascículo 1 A romanização é. é dividido em duas fases: a fase arcaica. no qual os documentos são escritos em latim bárbaro. o movimento de homogeneização cultural.C. país situado ao lado da Espanha. que vai do século XII ao XVII. como os iberos. linguística e política dos povos nativos da Península Ibérica.com/watch? tU Período Histórico O período histórico pode ser dividido em duas fases: Fase Arcaica: do Século XII ao Século XVI • No século XII. o que prova a evidência de que o dialeto galaico-português já existia nesse tempo. vo péim s do a constituição melhor o que era ess rios bárbaros. aparecem textos em poesia e.. mais tarde.wikipedi s ica rom%C3%A2n /wiki/L%C3%ADng 9. caracterizado pela ausência de documentos. SAIBA MAIS! s YouTube . Histórico: inicia-se no século XII. por sua vez. que. e os romanos no ano 218 a. Carolina Michaelis de Vasconcelos datou este documento da Língua Portuguesa de 1189. e o histórico. consagra-se como língua oficial de uma nação. no séc. Maria Paes Ribeiro. da constituição dos impérios bárbaros – como visigótico – do domínio árabe na Península.grupoescol gua_portuguesa. SAIBA MAIS! http://www. Proto-histórico: do século IX ao século XII. 2.org http://pt. o sistema rodoviário romano. e a moderna que começa a partir do século XVI. como os celtas no início do séc.com/materia/a_orig em_da_linuas_ a. mas não era escrita. porém. da constituição do reino de Portugal e do crescimento ultramarino. Leite de Vasconcelos reconhece três períodos: pré-histórico. 1. aparece o primeiro texto inteiramente redigido em português – “Cantiga da Ribeirinha” – poesia escrita por Paio Soares de Taveirós dedicada à D. Alguns fatores foram determinantes para a unificação do Império Romano: recrutamento militar dos jovens provincianos. saíram de lá. Pré-histórico: das origens ao século IX.Os Visigodo nder cê poderá compree Com esse filme. • A partir de então.C. da luta da reconquista cristã. Portanto a língua já era falada. Os documentos existentes são escritos em Latim Bárbaro (latim dos tabeliães). da invasão dos bárbaros germanos.

10. Quanto à atuação dos humanistas no Renascimento. Estamos encerrando o fascículo I no qual abordamos aspectos vitais que reportam desde invasões até períodos dessa evolução. em relação ao povo que a divulgou. Então entramos no pré. proto e no real histórico das fases evolutivas de nosso idioma. Camillo Cavalcanti. Origem da Língua Portuguesa. Ao mesmo tempo em que se procurava. e ben uus semelha d’ auer eu por uos guaruaya pois eu.com/materia/a_origem_da_lingua_portuguesa. em Coimbra. Disponível em: http://www. Disponível em: http://www. em nível das artes e das letras. mha senhor. sob influência dos humanistas do Renascimento. “Os Lusíadas”. é “A última flor do Lácio. Então.br/ixcnlf/5/15. filologia. João de Barros escreve Atividade | Você teve a oportunidade de observar as fases da Língua Portuguesa. Pontos de gramática histórica. da primeira gramática da Língua Portuguesa. na prosa de cronistas. através da expansão marítima. com mais ou menos alterações. • Em 1290.grupoescolar.O português é a Língua de Camões em sua obra épica “Os Lusíadas”. Ismael de Lima.” 21 a segunda com o mesmo título da primeira. Fernão de Oliveira. torna obrigatório o uso da Língua Portuguesa e funda. será bem-vinda. que a considerava doce e agradável. procurando aproximar a Língua Portuguesa da língua mãe. mha senhor.org. des aquel di’ ay! me foi a mi muyn mal.Em 1540. XV foi marcado por um aperfeiçoamento e enriquecimento linguístico. o Rei Trovador. A partir do século XV. Dinis.htm 11/11/2008. COUTINHO. e o célebre autor espanhol Miguel de Cervantes. Fernão de Oliveira e João de Barros agradecem seu interesse por suas obras que abriram o cenário gramatical português. porque era dedicada à Dona Maria Paes Ribeiro. porque assunto não falta. imitar os modelos latinos. chegando até o século XVI e à redação das primeiras gramáticas: Pe. mentre me for’ como me uay ca ia moiro por uos e ay! mha senhor branca e uermelha. Toda novidade. amante de Dom Sancho I: “No mundo non me sei parelha. em 1536. REFERÊNCIAS Autor: Desconhecido. “Gramática da Lingoagem Portugueza”. como Fernão Lopes. filha de don Paay Moniz. a «Ribeirinha». ainda. (colocamos o ü por não dispormos de meios para grafar u com til. O primeiro texto inteiramente redigido em português data do século XII. e o limite você estabelece. .Fascículo 1 • Podemos conhecer o Português Arcaico através das poesias trovadorescas que estão reunidas em “Cancioneiros” e. que uos enton non ui fea! E. D. também chamada “Cantiga da Ribeirinha”. queredes que uos retraya quando uos eu ui en saya! Mao dia me leuantei. Como a coroar esse processo. marcando a história do nosso idioma com o maior monumento literário e linguístico. do soneto do escritor brasileiro Olavo Bilac. d’ alfaya nunca de uos ouue nem ei ualia d’ üa correa. estendendo deste modo o espaço geográfico em que a Língua Portuguesa serve. igualmente se tentava uma aproximação entre a Língua Portuguesa e a língua mãe.html em 27. como a língua de comunicação de várias nações do mundo. Pensou-se durante muito tempo tratar-se da Cantiga da Guarvaya. Gomes Eanes Zurara. aparece. escrita pelo Pe. Rui de Pina. É ainda no século XVI que se inicia a gramaticalização do idioma com a publicação. Acadêmica. mãos à obra. voltando-se os escritores à imitação dos modelos latinos. Rio de Janeiro. o séc. e uos. os portugueses descobrem novas terras e a elas levam a sua língua. neste campo. houve um processo de aperfeiçoamento e enriquecimento linguísticos. a primeira Universidade. 2008.) Fase Moderna: do Século XVI em Diante No século XVI. Consulte a webquest e enriqueça seus conhecimentos sobre esse assunto. em 1572. a obra de Luís de Camões.

25 – 29.clpicconstanta.2008. Origens do Português Brasileiro. Lindley.22 Fascículo 1 1973.57. Neide.linguaportuguesa. p. 2001. António M. Anthony Julius. História da Língua Portuguesa. Paul. p.br/ em 25. José Luís. 2. FIORIN.html.inf. Maria Marta Pereira. 46 . . São Paulo: Parábola. São Paulo: Martins Fontes.ufpe. 87 . Celso. phpm=menu_gen&c=gen_form em 28. CUNHA. COSTA. 10/11/2008. Smolka. Tradução: Celso Cunha. novomilenio. p. NARO.htm 11/11/2008. Disponível em: http://www. ed.103. 10. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 2007. MEDEIROS. POTTER Margarida. A língua portuguesa. FERRO. Portugal Disponível em: http://www.di.ro/pt/portugalia.10. 2008. TEYSSIER.br/idioma/20000901. Disponível em: http://www. A África no Brasil: a formação da Língua Portuguesa. SCHERRE.br/~rac2/portugues/ dialept. São Paulo: Contexto. ufrn. Disponível em: http://www. Adelardo. 2008.

A romanização da Península não se deu de maneira uniforme. Não foi de maneira uniforme. Considerar os aspectos da romanização da Península Ibérica e suas implicações na construção das línguas daquele período e posterior elo que se estabeleceu. Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 15 horas Objetivos Específicos Desenvolver. quando da invasão dos bárbaros.pt O presente mapa pretende situá-lo dentro da história e do contexto deste texto. pouco a pouco. no educando. cujos reflexos serão sentidos na imposição das línguas advindas dos vencedores. mas foi pouco a pouco que o latim se fez presente.o latim. através da população mais antiga. tais como a formação da língua portuguesa em suas várias etapas. Você compreenderá. capacidades perceptivas para um perfeito entrosamento com aspectos do seu idioma.inovar. 1. Agora. fazendo praticamente desaparecer as línguas nativas. mas. a ordem dos fatos e terá uma visão sobre as formas e os modos que os celtas e iberos se reuniram nessa mistura ética consolidadora de um quadro linguístico tão importante para a nossa língua mãe . o latim foi se impondo.Fascículo 2 23 Formação da Língua Portuguesa Eixo Temático | A Leitura no Contexto Universitário Profa. Formar um consenso entre os educandos das questões pertinentes à formação do léxico da língua portuguesa em toda sua extensão e nas diferenças vernaculares existentes entre o Português e o Latim e quanto esse conhecimento contribui para um aprofundamento linguístico. Romanização da Península Ibérica http://www. Os povos que habitavam a Península eram numerosos e apresentavam língua e . nós vamos sentir o contexto em que se deu a romanização da Península Ibérica.

24

Fascículo 2
cultura bastante diversificadas. Havia duas camadas de população muito diferenciadas: a mais antiga - Ibérica - e outra mais recente - os Celtas, que tinham seu centro de expansão nas Gálias. Muito pouco se conservou das línguas pré-romanas. Há resquícios, apenas, na área do vocabulário. Quando se deu a queda do Império Romano, a Península Ibérica estava totalmente latinizada. Nesse quadro de mistura étnica, o latim apresentava feições particulares, mesclado de elementos celtas e ibéricos, basicamente no vocabulário. Vimos que o Século XVI foi especial para a Língua Portuguesa, visto que nessa época, houve o seu aperfeiçoamento e o alcance de sua maturidade, graças também a influências geradas pelo Renascimento e pela Gramaticalização da língua, com a publicação da primeira Gramática. Além disso, pudemos constatar que com a Romanização da Península Ibérica, o latim foi se impondo, tanto que, na queda do Império Romano, essa Península já estava totalmente latinizada. Do mesmo modo, averiguamos que a invasão mulçumana e a reconquista cristã foram fatores determinantes para o nascimento do Português, já que foi a partir daí que D. Afonso Henrique iniciou o processo de unificação do português.

2. Invasões de Bárbaros e Árabes – O Romanço Português
No século V, a Península é invadida por bárbaros germano-suevos, vândalos, alanos e visigodos. Com o domínio visigótico que, rompendo a unidade romana, acaba por romanizar-se, esses povos adotaram o Cristianismo e assimilaram o latim vulgar, fazendo com que o século V tenha como marco o início do Romanço – que por sua vez se estende até o século IX, em que ocorre a grande diferenciação do latim em uma multiciplicidade de falares. Os muçulmanos invadem a Península no século VIII depois de Cristo e impõem como religião o Islamismo e como língua, o árabe. Os povos ibéricos chamam esses povos do Norte africanos de “mouros”. A reação forte dos cristãos no século XI, através de estratégias bélicas e políticas, apoiadas pela Igreja, expulsa os invasores. É o período da Reconquista Cristã ou Guerra Santa. A dominação árabe durou sete séculos, deixando suas colaborações no campo linguístico, logicamente. A invasão muçulmana e a Reconquista Cristã são fatos determinantes para o surgimento do galego-português a Oeste, o castelhano no Centro e o catalão, a Oeste.

SAIBA MAIS!
http://www.historiadetu do.com/portugues.htm l eirinho/ 2000.pt/users/m h t t p : / / w w w. p rof htm os. os/barbar HGP5/107b%C3%A1rbar

Atividade | Percorrendo a Europa dos povos bárbaros com suas culturas, faça uma reflexão que contemple o percurso das invasões, na medida que concorrem para a romanização da Península Ibérica e aproveite para aprofundar este conteúdo com suas pesquisas on line.

3. Os Primeiros Documentos em Português
http://www.novomilenio.inf.br/idiomaimagemp/200009cp.jpg

Coube a D. Afonso Henrique iniciar a nacionalidade portuguesa como primeiro rei de Portugal, reconhecido por Afonso Henrique VII, rei de Leão e pelo papa Alexandre III. E através das lutas contra os árabes, com a conquista de Algarve, fixa os limites do Portugal atual. É nesse contexto de relativa unidade e de muita variedade que nasce o galego e o português.

Falaremos sobre a trajetória da institucionalização da Língua Portuguesa no Brasil como língua oficial, desde os primeiros textos, cujas datas e autores ainda hoje são discutidos, passando por sua fase clássica, em 1550, até o final do século XVI, quando acontece a sua maturidade. Ratificaremos a importância da Língua Portuguesa, que é uma das grandes línguas da comunicação mundial, visto que é falada em cinco continentes por mais de 200 milhões de pessoas e é a língua oficial de oito Estados.

Fascículo 2
Os documentários primitivos em prosa, preservados pela oralidade, textos não literários, datam do final do século XII e são, sobretudo, de natureza notarial (vieram de cartórios) - notícias de dívidas, de agravos, de doações e de testamentos. Os textos poéticos mais antigos em língua portuguesa, com o que começaria a literatura portuguesa escrita - ainda se discutem hoje problemas de prioridade, de autores e de poemas - remontariam ao começo do século XII (António J. Saraiva) ou ao final do mesmo século (Rodrigues Lapa e G. Tavani), ou até mesmo, segundo outros, ao princípio do século XIII. O aportuguesamento da documentação oficial ocorreu no contexto do impulso dos reis de Portugal, e, de um modo especial, D. Dinis, ele próprio o mais famoso dos trovadores portugueses, quando o português torna-se língua obrigatória do Estado. Anteriormente, seu pai, o rei D. Afonso III, começara o movimento de aportuguesar a documentação oficial até então escrita em latim bárbaro, isto é, uma mistura de latim e português. Com D. Dinis, essa prática institucionalizou-se e tornou-se obrigatória e, assim, todos os documentos emitidos pela chancelaria deveriam ser escritos em língua portuguesa. Posteriormente, a partir de 1385, o exemplo dado pelos escritores da casa de Avis, os reis D. João I (Livro de Montaria) e D. Duarte (O Leal Conselheiro e A Arte de Bem Cavalgar em toda a Sela) e o príncipe D. Pedro de Coimbra (A Virtuosa Benfeitoria), o cuidado da língua é proposto ao país como obra digna de reis e de príncipes, portanto, como tarefa nobre a que a aristocracia era convidada. Conquanto a corte e a nobreza não tivessem dado continuidade às preocupações da casa Avis, uma e outra puseram, no entanto, a posteriori, os cronistas e historiadores ao seu serviço para lhes cantarem os feitos e perpetuarem as façanhas. A literatura histórica começa, então, a sua época de ouro através da produção de textos (crônicas) que glorificam os feitos dos reis, dos nobres e do país, todos envolvidos desde 1415, ano da conquista de Ceuta, na gesta da conquista e das descobertas marítimas (1420 é o ano da descoberta da ilha da Madeira) - propósito nacional que o retábulo de S. Vicente, obra-prima da pintura portuguesa do século XV, espelharia, conforme o historiador José Hermano Saraiva. O teatro tem, nesse período, o seu momento mais alto com Gil Vicente, em cujas obras, é possível detectar a marcha da língua para a sua maturidade por meio de textos em que se atesta a diferença dos falares provinciais que soam aí como algo de arcaico, face o português falado em Lisboa e nos meios cultos da corte. Coincide estas com o momento mais alto da sua história; o português atinge, em 1550, a sua fase clássica. Camões publica, em 1572, Os Lusíadas, obra cujo contributo para a criação do português moderno é assinalável. O movimento humanista enriquece a língua com um considerável número de vocábulos novos, vazados diretamente no português, na sua forma latinizada - preocupação que é clara em Antônio Ferreira e em João de Barros. Surgem, assim, as primeiras gramáticas do português em 1536 (Fernão de Oliveira) e em 1539 e 1540 (João de Barros) que deram uma contribuição inequívoca para a estabilização e regularização da língua. No final do século XVI, a língua portuguesa atinge a sua maturidade, e a evolução posterior não altera significativamente a perspectiva fonética nem a morfossintática. Ao longo dos séculos seguintes, não pode, no entanto, deixar de se referir à importância determinante da obra de algumas personalidades marcantes, cujo contributo para a modernização, estabilização, regularização e aperfeiçoamento da língua foi fundamental. As obras do Padre Antônio Vieira (“Imperador da língua portuguesa” lhe chama Fernando Pessoa), de Almeida Garrett e de Eça de Queiroz são, sob essa perspectiva, marcos assinaláveis. Falado hoje em cinco continentes por mais de duzentos milhões de pessoas, língua oficial de oito estados: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Lorosae o português é, seguramente, uma das grandes línguas de comunicação mundial, sendo a terceira língua europeia em número de falantes no mundo contemporâneo, a seguir ao inglês e ao espanhol.
Texto 1

25

Cantiga d’amor,

de

Afonso X,

o

Sábio

Par Deus (1), senhor (2), enquant’ eu ffor (3) de vós tam alongado (4), nunc(a) en mayor coyta (5) d’amor, nen atam (6) coytado foy (7) eno mundo por sa (8) senhor homen que fosse nado (9), penado, penado Se[n] nulha ren (10), sen vosso ben,

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Fascículo 2
que tant’ ey desejado que já o ssem (11) perdi por em (12), e viv’ atormentado, ssem vosso bem, de morrer en ced’ é muy guisado (13), penado, penado. Ca (14), log’aly hu (15) vos eu vy, fuy d’amor afficado (16) tam muyt’ en mi que non dormi, nen ouve gasalhado (17) e, sse m’ este mal durar assy, eu nunca fosse nado, penado, penado.
(José Joaquim Nunes, Cantigas d’amor, XXVII, p. 57-9)

ssube (10) em cyma de mym. E o rrato feze-o (11) assy. E, depois que forom no meo (12) da augua, a rrãa disse ao rrato: - Dom velhaco, aqui morredes maa (13) morte. E a rrãa tiraua (14) pera fundo, pera afoguá-lo de so (15) a augua, e ho rrato tiraua pera çima. E, estando em esta batalha , vios (16) h u minhoto (17) que andaua voamdo pello aar e tomou-os com as hunhas e comeos (18) ambos. Em aquesta hestoria este doutor rreprehemde os hom es, os quaes com boas palauras e doçes de querer fazer proll (19) e homra a sseu proximo, (e) emganosamente lhes fazem maas obras, porque all (20) dizem com as limguoas e all teem nos sseus corações. E esto sse demostra per a rrãa, a quall dizia que queria passar o rrato e tijnha no sseu coraçom preposito de ho afoguar e matar, como dicto he em cima.
(Conf. Transcrição de José Joaquim Nunes, Crestomatia arcaica, Lisboa, Clássica Ed., 1943, p.72-3)

Esta cantiga, naturalmente de meados ou da segunda metade do século XIII, é de autoria de Afonso X, o Sábio, rei de Leão e Castela. Tal era o prestígio do galego-português como verbo poético na Península Ibérica que este rei trovador dele se serviu para a expressão de seus sentimentos líricos, de suas sátiras e da poesia sacra do Cancioneiro mariano, As cantigas de Santa Maria. Dada a variedade de metros e da rima, esse tipo de poesia se denominava “descordo”, imitação do descordo provençal. Trata-se de um cantar d’amor, em que o trovador, distante da mulher amada, vive atormentado sem a sua companhia afetuosa (gasalhado, dos versos finais), preferindo a morte a continuar nesse sofrimento (eu nunca fosse nado, fórmula execratória muito frequente nessa poesia).

Esta é uma das sessenta e três fábulas feitas ao gosto de Esopo, constantes de um fabulário português em livro manuscrito que José Leite de Vasconcelos encontrou na Biblioteca Palatina de Viena da Áustria, em 1900, cujo título reza: Fabulae Aesopi en lingua lusitana (ver Revista Lusitana, 8 : 99-151). O manuscrito foi publicado pela primeira vez, nessa Revista, pelo próprio filólogo que o encontrou; vazado em letra que pode ser datada do século XV, a sua redação parece ser do século anterior. José Joaquim Nunes reproduz seis dessas fábulas na sua Crestomatia arcaica - como se foram do século XIV.

Texto 3

Trecho

da

Carta

de

Pero Vaz

de

Caminha

Texto 2

Texto

em

Prosa

O rato, a rã e o minhoto], de um fabulário esópico anônimo [C]comta-sse (1) que h u (2) rrato (3), amdando sseu caminho para emderençar (4) sseus neguoçios, ueo arriba (5) de h a augua (6), a quall ell nom podia passar. E estamdo assy cuydadoso (7) arriba da augua, veo a ell h ua rrãa e disse-lhe: - Sse te prouuer, eu te ajudarey a passar esta augua. E o rrato rrespomdeo que lhe prazia e que lho agradeçia muyto. E a rrãa fazia esto pera emganar o rrato, e disse-lhe: - Amiguo, legemos (8) h a linha no pee (9) teu e meu e

“Asy falauã e traziam muitos arcos e contjnhas daquelas ja ditas e rresgatauã. Por qualqr cousa em tal maneira que trouueram daly peraas naaos mujtos arcos e seetas e contas e entam tornouse o capitam aaquem do rrio e logo acodirã mujtos aabeira dele aly verjees galantes pimtados de preto e vermelho e quartejados asy pelos corpos como pelas pernas.” (fol. 6v/7, 1.38-01) “... aos qaaes mãdou dar senhas camisas nouas e senhas carapuças vermelhas e dous rrosairos de contas brancas doso ...” (fol. 3v, 1.12-4)

Pudemos constatar, em linhas gerais, o percurso do surgimento da Língua Portuguesa até chegar ao português falado no século XVI, classificado como

pt/produt Sem autor http://public 02. em ml l. torna-se muito próximo do atual. t/Pdf/Livro%20de%20M http://www. 4.com/2004/07/da-virtuos http://porfiriosilva. Assim. Reúnase com seus colegas. que contribui com a maior parte dos vocábulos pertencentes.html em 30.10. tanto na estrutura da frase quanto na morfologia. portanto.pdf. Vimos. O léxico de uma língua é o conjunto das palavras dessa língua: é o seu vocabulário. Léxico . Existem.1. o português. Palavras Hereditárias São as que já pertenciam à língua portuguesa quando ela começou a adquirir fisionomia própria. gente!!! O léxico pode ser definido como o acervo de palavras de um determinado idioma ou como o conjunto das unidades que formam a língua.com/2005/1 http://herdeirodeaeci 2008. por várias razões. a) Pré-Latinas Substrato linguístico Designa toda língua falada que. de suas origens até o século XII.php?pr=135 em 30. não só de vocábulos de origem latina é constituído o nosso léxico. a língua terá mudanças menores. pode entrar no mundo virtual para pesquisar esse assunto.designa o conjunto das unidades que formam a língua de uma comunidade.wikipedia. outras palavras de procedências diversas. com o aparecimento das primeiras gramáticas que definem a morfologia e a sintaxe. Revele seu lado de escritor.blogspot. hoje. Vamos apresentar uma reflexão acerca da formação do léxico português e. veremos que a fonte principal do léxico no caso da Língua Portuguesa é o Latim. Você é capaz de criar um texto como esse hoje? Siga “seus mais nobres impulsos” e redija um semelhante – pode ser em prosa ou em verso.p em: 11. de uma atividade humana. o seu dicionário. que. você vai debater com seus colegas “como somos capazes quando queremos”.or Wikipédia A enciclopéd 2. 02. etc.08 quista_de_Ceuta em 30. 27 4. 2008 1/arte-deo.ht r-e -po bem-cavalgar-toda-sela a-benfeiot. 30. isto é. nessa época. apenas com atribuições e aperfeiçoamentos. a língua entra na sua fase moderna.10.Fascículo 2 português clássico. porque. não somente de vocábulos de origem latina é constituído o nosso léxico. Porém. hoje. ao lado deles. tem. outras contribuições para o patrimônio linguístico português.blogsp 2008 toria-ria. g/wiki/Conia http://pt. A partir daí.0 o_detaacoesmaitreya. sendo um estado evolutivo do idioma latino. ao terminar. também. Mãos-à-obra. A língua portuguesa. Conheceremos. ao patrimônio linguístico português. SAIBA MAIS! ontaria. numa região determinada. É ele. Mas.08 lhe. o Latim. Se for necessário. A Formação do Léxico Português Atividade | Você viu como os primeiros documentos da Língua Portuguesa são interessantes? Foram preservados pela oralidade. Que tal pensar em um caderno com “nossos primeiros documentos acadêmicos”? É viável e factível através do fórum temático. portanto. foi substituída por outra . como fonte principal do seu léxico.mardeletras. Você vai se orgulhar depois de pronto. no século XVI. de um locutor.

Fenícios e Cartagineses – os dois povos falavam a mesma língua. gato. XVI. malha: macula>macla>malha A passagem do grupo CL e LH denuncia a sua origem popular. paróquia. O Cristianismo que nos trouxe muitas palavras pertinentes. São os chamados Helenismos: telefone. mapa. Dos latinos. Bragança. morro.28 Fascículo 2 língua. Vamos continuar na próxima aula para que você conheça mais sobre os pós-latinos. Gregos – da época anterior aos romanos. É algo realmente maravilhoso! Agora você poderá responder a muitas questões em percentuais e ter dados concretos sobre vários temas dentro do mesmo assunto. Então. peça. destacam-se vocábulos de: Contribuições: dos celtiberos (iberos e celtas) dos fenícios dos gregos dos cartagineses Contribuições: vocábulos pré-latinos 80% do latim / 15% do grego e 5% das outras línguas Ibéricos – são poucos e de origens discutidas: cama. barro. pelas contribuições de vários povos como os iberos e celtas. os eruditos recorrem à formação de neologismos técnicos e científicos. etc. . Celtas – a influência celta na língua portuguesa se dá mais na fonética que no vocábulo: brio. légua. cabana. a não ser ligeira acomodação à língua. malha e mata. Judite. raio. b) parte do nosso léxico. seara. Semi-Eruditas . balsa. mãos à obra: léxico – encontre conceitos diferentes para essa palavra. bispo.as que entraram na língua nos primórdios da época literária. naviarra). Quase nada legaram ao português. caminho. Coimbra etc. Aproveite. buscando considerar a influência que a língua anterior pôde ter sobre a língua que a sucedeu: os falares célticos utilizados na Gália antes da conquista romana são substratos do galo-romano. Hebreu – aleluia. Abraão. etc. Não há muita clareza quanto à sua origem: barca. que se tornaram celtiberos. na sua maioria. Passamos pela família dos pré-latinos. sapo. As que passaram para o Português não sofreram transformações fonéticas. etc. etc. fonema. temos: governar. bola. bizarro etc. bico. baía. para a religião. touca. solitário : solitariu>solitário flama: flamma>flama Vimos os percentuais atribuídos aos vários processos que contribuem para a formação do léxico português. várias palavras gregas se difundiram: anjo. A partir do séc. cola. louça. acabando por sofrer leves alterações. Palavras que já pertenciam à língua portuguesa das origens até o século XII. (Antenor Nascentes) Contribuições: vocábulos populares vocábulos eruditos Contribuições: vocábulos latinos Vocábulos Populares – sofreram todas as transformações fonéticas próprias da língua popular. orro (bocarra. sarna. Vocábulos Eruditos – são palavras que entraram para o português trazidas diretamente do latim clássico com o Renascimento. cerveja. Latinas Estrato linguístico (o termo estrato é utilizado na linguística norteamericana como sinônimo de nível ==> posição) Vamos considerar os elementos formadores que tiveram influência dos próprios vocábulos latinos – corre com mais de 80% dos vocábulos que fazem Atividade | Observe o processo de formação das palavras e veja de quantas maneiras se agrupam e se formam. fomos do estrato linguístico aos vocábulos eruditos. Vamos considerar os elementos formadores que tiveram influência no latim antes da dominação da Península Ibérica pelos romanos. etc. diabo. manteiga. esquerdo. ao entrarem no circuito da linguagem comum: humanitate > humanidade. saco. Com o advento do Cristianismo. ámen. abóbora. saco. camisa. garra.e os sufixos: arra. erro. bezerro. homeopata. grama. Na contribuição pré-latinas. carro. sábado.

trovador. nuance. gás. sobretudo pela grande influência que as letras francesas exerceram sobre a cultura portuguesa. rublo. tenor. piano. iate. turfe. Ingleses . dólar. clube. pastel. Temos. colcha. czar. para uma investigação virtual sobre as contribuições dadas pelos iberos. Os quatro pontos cardeais: Norte. silhueta. mortadela. revanche. vodca. cordilheira. etc.algumas palavras deste idioma entraram no português arcaico por influência da poesia provençal (poesia trovadoresca): anel. São também de origem italiana: alerta. bicicleta. escorbuto. c) 29 Árabes – a influência árabe se manifesta em vocabulário bastante numeroso: arroz. detalhe. assaz. talharim. sanduíche. temos uma formação vernacular muito rica e ímpar. fandango. feérico. poesia. comitê. Essas contribuições. graças às relações comerciais e políticas: bar. avenida. concerto. Arreio. Contribuições Germânicos – superstrato Árabes – adstrato Contribuições: vocábulos pós-latinos Germânicos – os germanismos são. palhaço. desde o século XVII. Italianos . greve. celtas. omelete. fetichismo. macarrão. júri. dueto. Godofredo.a língua francesa é que mais tem influído na língua portuguesa. inclusive. Agora. sainete. cabine. poltrona. Alguns nomes próprios: Rui. teste. provêm de vários povos – são elementos com significativa influência após o domínio romano. felicitar. bife.a maioria dos vocábulos oriundos da Itália dizem respeito à arte (pintura. carnaval. vagão. blague. tômbola. soneto. álgebra. De outras origens: Alemão: bismuto. veremos os pós-latinos. etc. valsa. sentinela. maestro. referentes à arte militar. em geral. alegre. etc. chance. Em seguida. novilho. boletim. cenário. arlequim. redondilha. Franceses . reclame. estepe. panfleto. castanhola. futebol. salsicha. guerra. etc. veremos o adstrato linguístico. São tantos os povos que acrescentaram algo ao nosso idioma que foram agrupados de forma particular e de acordo com sua representatividade. fiasco. etc. apartamento. pastilha. recital. trecho. etc. zero. flanar. vimos a criação vocabular prélatina. serenata. maquete. teatro): adágio. etc. soprano. reúna-se com seus colegas e via webquest enriqueça mais esses saberes.também é representativo o número de vocábulos espanhóis no nosso idioma: bolero. gazeta. ária. Adstrato linguístico Denomina-se a língua ou o dialeto falado numa região vizinha daquela em que se fala a língua tomada como referência – do castelhano no galego/ do francês nos falares meridionais da França/do castelhano da Argentina sobre o português do Rio Grande do Sul. neblina. quer seja de natureza idiomática ou dialetal. menu. canivete. cobalto. etc. etc. música. repórter. violoncelo. banquete. restaurante. pandeiro. atelier. Sul. picaresco. São inúmeros os francesismos (ou galicismos): abat-jour. jóquei. manganês. utensílios. chauffeur (chofer). hediondo. madrigal. Provençais . festim. toilette. lhana. façanha. gregos e cartagineses e as contribuições cristãs dadas para o latim. bouquet. Agora. túnel. Leste e Oeste. basquetebol. marechal. avalanche. café. gim. ancestral. vermute. Russo: bolchevique. salame. grogue. elite. bandolim. pudim. balcão. solfejo. piquenique. cavalheiro. jogral. adubar. empréstimos de palavras e estrangeirismos – nossas vaidades linguísticas desde o século XVII e como somos capazes de criar novos vocábulos. Na aula anterior. podendo desaparecer finalmente e deixando alguns traços. rebelde. banco. tricot (tricô). camarim. revólver. Vamos considerar os elementos formadores que tiveram influência depois do domínio romano. banal. governante. aguarela. Pós-latinos Superstrato linguístico Designa toda língua que é introduzida largamente na área de outra língua. vitrina. envelope. frente. confete. Espanhóis . macadame.os anglicismos também são em número bastante elevado. czarina. assassinato. na região fronteiriça. . zinco. piloto. realejo. mantilha. mas sem substituí-la.Fascículo 2 então.

e. a partir do século XVI (vaidade linguística). Onomatopeia 4. 4.4. furacão. Pesquise o termo e use quatro dos seus sentidos encontrados no dicionário e/ou no mundo virtual. bambu. Pérsia: bazar.3.4.7.basicamente de origem latina . batata. tatu. mandioca. tufão. jiló. cossaco. Passaremos agora à formação do léxico. curupira. quimono. Japão: biombo. mandinga. conclui-se que três são as fontes do nosso léxico: 1. jangada. Pará. Africano: banana. tafetá. por outro. cachaça. na flora: abacaxi. topônimos: Guanabara. Jandira. anil. gaita. paxá. sua construção vocabular tão ampla. vicunha. macaco. Sigla 4. muamba. Composição: justaposição e aglutinação 4. • Peru: alpaca. etc. colibri.2. 2. batuque. Abreviação vocabular/redução 4. alimentos. Pudemos constatar que a história do léxico português . De posse desses dados. use seus significados para redigir um texto sobre a formação lexical portuguesa.4. sandália. Estrangeirismos São palavras de outras línguas que entraram para o português já na fase moderna. quermesse. apesar de já formado. a derivação latina. jasmim. macumba. • Chile: abacate. que a Língua Portuguesa é rica de atribuições linguísticas. horta. urubu.1. gueixa. . Interação silábica Do que deixamos dito. é costume agruparem-se em três categorias: Os estrangeirismos de maior número na língua portuguesa são os galicismos (empréstimo de procedência francesa). zebra.4. chávena. Observe as várias contribuições que ela recebeu para seu desenvolvimento. o nível de compreensão que exibe e faça. etc. Holandês: escuma.3.2. entre os séculos XII e XVI. • Brasil: na fauna: araponga.4. a importação estrangeira. turbante. jambo. 4. os espanholismos.6. Iracema. Formações Vernáculas São criações da própria língua portuguesa. 4.4. Hibridismo 4.30 Fascículo 2 Polonês: mazurca. as provenientes do Latim. Quanto às segundas. portanto. Palavras de Empréstimos São vocábulos que. caviar. azul. suarabáctil. sapé. pires. tulipa. paraíso. sândalo. • México: tomate. divã. utensílios.4. era ainda incipiente. cuscuz. Vimos.reflete a história da língua portuguesa e os contatos de seus falantes com as mais diferentes realidades linguísticas. arara. berimbau etc. catre. então. piracema. China: chá.4.: caipira. maxixe. etc. Turco: casaca. Sânscrito: avatar. Verifique o quanto seu texto irá acrescentar ao de seus colegas. isto é. marimbombo. crenças. banjo. Jurema. foram acrescentados ao léxico português para suprir as deficiências do idioma que. advindas das mais diversificadas fontes.5. consideramse. etc. polca.. etc. tabaco. a criação ou formação vernácula. girafa. De acordo com a origem das palavras. sufixal e prefixal e sufixal 4. as de origem diversa. antropônimos: Araci. Malásia: bule. ganga. 3. 4. por um lado. mate. Atividade | Nós já vimos vários assuntos da História da Língua Portuguesa. leque.. manga. Derivação: própria e imprópria • Derivação própria: regressiva e progressiva • Derivação própria regressiva = também chamada deverbal • Derivação progressiva = prefixal. um bom esquema de como você apresentará seu texto. moleque. charque.4. etc. cacau. os italianismos e os anglicismos. Americanos: • Antilhas: canoa.

-us e a declinação que possuía poucas palavras era a 5ª “-er” como dies.uk/EAGLE. Assim. a 3ª declinação “-is”. usadas no singular. acusativo. ō. habituais e de uso mais corrente. em primeira instância. A Língua Portuguesa. Termina. que. nom > vitas. As transformações históricas direcionaram-se para o Português. ablativo e vocativo foram extintos.co. ablativo. i. (diarium > diária). ô (ō. -ei. acusativo. ô. e. Ex. Já as palavras que sempre eram usadas no plural foram adicionadas ao gênero feminino.jpg 31 entre A 1ª e a 5ª declinação se alinharam por falarem do gênero feminino. como nos exemplos: (erectus. os morfemas de marcação sintática. As 5 declinações do Latim caem O sistema declinatório do Latim agrupava as palavras de acordo com suas terminações. Vale lembrar que houve. ē. a exemplo de spiritus. simples). port. Já a 3ª declinação abrigava os gêneros masculino.). Desse modo: a (ā. neutro > templo. Gênero neutro dissolve-se em masculino ou feminino O gênero masculino absorveu o gênero neutro quando as palavras eram. u (ū). u. abl. assim. nessa transposição. (olivum > oliva).). de tonicidade fechada.). ū em Português se tornaram a. (debēre/ Vamos falar sobre as diferenças entre o latim e o português bem como as características na passagem de um para o outro. passaram então. além de algumas flexões pela desinência “-a”. ac. enquanto o gênero neutro caiu. port. -is. ó (ŏ) . alguns tempos verbais foram preservados e alguns termos foram substituídos por uma nova construção perifrástica.Fascículo 2 5. assim. A contraposição das vogais breves ĕ e ŏ frente às respectivas longas foi marcada pelo acento aberto do Português. ă) . as vogais breves ĭ e ŭ somaram-se às vogais fechadas ê e ô do Português. ŭ) . ī. assim. dativo. feminino e neutro. > vidas. Convergência entre 2ª e 3ª conjugações verbais do Latim e as reduções Havia. não é de espantar que a utilização de casos na distinção das funções sintáticas se reduzem aos casos mais genéricos.) Os casos de marcação sintática advindas do uso do nominativo. > erecto. alguns termos caíram em desuso. em confronto com a 2ª e a 4ª declinação nas quais predominava o gênero masculino. > ereto. quase sempre em favor do masculino. tais como: diminuição na quantidade de acentos. Características Explícitas na Passagem Latim à Língua Portuguesa Diminuição da quantidade do acento do As vogais longas conservaram sua identidade: ā. Veremos. . ê (ē. extinção das declinações. Quais são as Diferenças o Português e o Latim? http://www. a função do nominativo e depois a função do acusativo e ablativo. usa uma única forma para o singular (masculino ou feminino) e outra para o plural. extinguindose. masc. sem que nenhum predominasse. a distinção entre sílabas longas e breves. por questões de tonicidade entre o breve e o longo que não atingiram a diferenciação necessária para o seu uso contínuo. ê. no que concerne à questão de gênero. i (ī) . etc. no Latim. Extinção dos casos de marcação sintática (nominativo. ĭ) . a segunda declinação continha muitas palavras de gênero masculino. cedendo lugar ao gênero. outros se fundiram com termos semelhantes. (vita. é (ĕ) . mas. nom. a que se pode somar a vogal ă breve em par com sua longa. as declinações foram extintas. com frequência. a ser três conjugações motivadas por funções: (amāre > amar).sgcfrench. como dolor. A primeira declinação agregava grande número de palavras de gênero feminino. 4 conjugações. A desinência da 1ª declinação era “-ae”. a 2ª“-i”. Entretanto. Assim a organização em declinações foi recusada em favor da organização realizada pela distinção entre os gêneros masculino e feminino.: (templum. também. com raríssimas exceções (ex. quebra do gênero neutro para masculino e feminino e redução das conjugações. já a 4ª declinação possuía a terminação “-us”. lápis.

amabar. (venda > vende). -um). mas em caráter nominal: merenda. (punivi > punii > puni) • pretérito mais-que-perfeito: (amavĕram > amaram > amara) • presente do subjuntivo: (amem > ame). como saudação ou chamamento. vendam. No imperativo (amare. puniam) foi substituído por uma perífrase de infinitivo + habere no presente (amare habeo) . (clavu > cravo) . (clave > chave). (debuĕro > debero > dever). acó. debebo. (lana > lãa > lã). aló). (vendo > vendo). ainda. -a. acá/alá. (debui > debei > devi). que expressava o futuro do pretérito: (amāre habēbam > amaria). oferenda. “bebedouro”). Tempos substituídos por nova construção perifrástica: • futuro imperfeito (amabo. a perífrase transformou-se no futuro do presente (amarei. deverei. flaccu > fraco). mas em caráter nominal: “nascedouro”. Todas estas formas caíram em desuso — exceto o particípio passado (amatus > amado) — e foram substituídas por perífrases (amor > amatus sum). • imperativo futuro (infectum). Palatalização dos encontros consonantais “pl”. o “imperfeito do subjuntivo” derivou do maisque-perfeito do subjuntivo) • futuro perfeito do indicativo confundiu-se com o perfeito do subjuntivo. “vindouro”. “cl”. “cr”. (debere habeo) . (amer > amatus sim). • particípio do futuro ativo (algumas formas permaneceram. (amatus eram > amatus fueram). (punivĕro > puniro > punir) • particípio presente tornou-se adjetivo (amantis > amante). resultando no futuro do subjuntivo: (amavĕro > amaro > amar). (puni > pune). punirei). Tempos que se fundiram com outro semelhante: • imperfeito do subjuntivo caiu em favor do mais-que-perfeito do subjuntivo (no Português. (vendere habeo). (amabor > amatus ero). Caíram em desuso “aqueste” e acó”. (luna > lũa). amarer (presente e imperfeito do subjuntivo). ressaltamos a oposição entre adjetivo (este/aqueste. Através de elisões (metaplasmo por queda). esse/aquel) e advérbio (aqui/ali. ocorreram algumas modificações (amatus sum > amatus fui). (amabar > amatus eram). (vendedi > vendei > vendi). graduando). amer. • gerundivo (algumas formas permaneceram. no gerúndio (amandus. Alterações dos modos-temporais dos verbos Tempos preservados do Latim Clássico ao Português: • infinitivo perfeito (perfectum). -a. enquanto o gerúndio o substituiu: amando • imperfeito do subjuntivo foi substituído pelo mais-que-perfeito do subjuntivo. (vendidĕro > vendero > vender). Palavras mais eruditas mudaram para “pr”. • futuro perfeito (perfectum) foi substituído por uma perífrase de infinitivo + habere no imperfeito do indicativo. Mais tarde. no infinitivo (amari). “fr”: (placere > prazer) . -um) e no particípio passado (amatus. (punio > puno) • pretérito perfeito do indicativo: (amavi > amai > amei). (amatus essem > amarer). (debeo > devo). as formas não se restringem à terminação em “-r”. Formas verbais como a voz passiva sintética terminadas em “-r”: amor. “fl” para “ch” [š] Exemplos: (pluva > chuva). amamini). (punire habeo). adicionamos ainda “bl” para “br”: (blandu > brando) Síncopes intervocálicas • presente e imperfeito do indicativo: (amo > amo). (debeam > devam > deva) • imperativo presente: (ama > ama). Já “aló” sobrevive. (bonu > bõo) Dêiticos Advindos do quadro pronominal de origem Galego-português.32 Fascículo 2 vendĕre) > (dever/vender). dor). (dolore > door > • N Exemplos: (manu > mão). amabor (presente. (flamma > chama). (voluntade > vountade > vontade) . (punīre > punir). venderei. imperfeito e futuro do indicativo). (debe > deve). dando origem ao imperfeito do subjuntivo e ao infinitivo flexionado simultaneamente Tempos que caíram em desuso: • L Exemplos: (salire > sair).

A Fonética pode ser: Histórica – acompanha a evolução dos fonemas. da morfologia e da sintaxe. Finalmente. determinadas por um contexto progressivo. Atualmente. na . o termo “ESTRUTURA” é hoje empregado. porque é sabido por todos que. você poderá recorrer à ajuda da webquest. pela constituição do idioma português. a exata acentuação das palavras (prosódia). sofreu alteração fonética de “le” (conservado no Francês) para “lo” (conservado no Castelhano ao lado de “el”). quando na oração. o modo da representação gráfica das palavras (ortografia). Assim a relação entre expressão e conteúdo passa. por ser um profundo conhecedor das propriedades fônicas das palavras. então! 6. tornando-o polissêmico.1. relação e interação entre essas mesmas partes. b. logicamente. como ocorre em outros idiomas. linguística. Constituição da Língua Portuguesa A língua portuguesa pode ser estudada estruturalmente de formas diferentes. d. 33 CONCLUSÃO Pudemos conhecer as peculiaridades que permearam o processo de mudança do latim para o português num processo natural de evolução. Alguns estudiosos advogam que o neutro deveria ser preservado. Ser contra ou a favor dessa neutralidade requer reflexão(ões). a partícula ainda perdeu a consoante líquida. Estuda-se na fonética: a. Roman Jakobson não poderia deixar de ser citado. não podendo separar uma parte sem alterar as outras. no que diz respeito a sua morfologia. veremos a Estrutura da Língua Portuguesa. 6. Atividade | No que concerne aos tempos verbais. A disciplina que estuda minuciosamente os sons da fala em suas múltiplas realizações chama-se Fonética. a correta pronúncia das palavras (ortoépia). o importante é compreender que nada se poderá saber da estrutura de uma língua. Estrutura da Língua Portuguesa Aqui.Morfologia . A estrutura é um conjunto cujas partes são unidas por uma relação de solidariedade e dependência.2. Verificamos consideráveis mudanças regulares. criadas a partir dessa ótica linguística. A gramática está dividida em três partes: Fonética . a questão do gênero neutro. e tem variado de acepções. em especial. c. A estrutura específica de uma determinada língua decorre das categorias gramaticais que a língua possua e do número de invariantes que entram em cada uma delas.Sintaxe A Fonética é a parte da gramática. suas partes. Conceito do Termo Estrutura Originário da Arquitetura. relate o entendimento de como ocorreu essa transposição e. Agora é o espaço para ampliação de conhecimento da fonética. que estuda a realização dos sons da linguagem. A parte da gramática que estuda o comportamento 6. considerando os fonemas linguísticos em suas variações da língua. sem interação. se não se tomar constantemente em apreço a interação entre dois planos. Descritiva – trata da formação e classificação dos fonemas. entre outras ciências. Sintática – estuda as alterações dos fonemas de vocábulos. classificação dos fonemas (vogais – semivogais – consoantes). Argumente contra ou a favor dessa constatação e sobre as novas construções perifrásticas. logrando a forma atual “o”. Para realizar essa discussão. nenhuma relação funciona.Fascículo 2 Artigo A evolução do pronome demonstrativo “ille” resultou em ARTIGO na Língua Portuguesa após AFÉRESE. Tanto o estudo do conteúdo como o da expressão há de ser o estudo da relação entre a expressão e o conteúdo. Uma boa aula.

vila. e do possível aparecimento da fase crescente. e a sílaba fechada. belas. a encosta em que se situa o fonema ou fonemas que antecedem a vogal. sala. Conforme ausência ou a presença ( ou seja. Por exemplo: ala. na estrutura silábica. outras. então. ou da fase decrescente. três posições: o ápice ou centro da sílaba – sempre ocupado por vogal . suco. vela. travada. 1976. “Ela é a estrutura fonêmica elementar” (Jakobson. numa língua. no . cada conjunto de certos traços distintivos se opõe entre as formas da língua. que viabilizam a compreensão das palavras e dos sons mínimos que emitimos. livre. aclive e declive e as questões relativas ao fato de as sílabas serem classificadas como crescentes e decrescentes e compreenderemos como ocorrem esses mecanismos fonéticos. denomina-se Fonologia (Fonemâtica ou Fonêmica) Essa peculiaridade serve para distinguir. Jakobson (1962. temos a sílaba aberta. ano. O Estudo da Sílaba A fala é composta de unidades fonêmicas. telas. que estuda os sons que têm a função de distinguir significações. VC e CVC). vamos prosseguir para uma melhor compreensão. havendo o predomínio das sílabas livres sobre as travadas.34 Fascículo 2 dos fonemas numa língua. selas. quaisquer estudos não terão a necessária consistência que lhes garanta a continuidade do processo. as posições ocupadas por seu ápice. As configurações seguintes das sílabas são apresentadas na estrutura silábica do português: V = a VSv = eu CV = pá VSvC = rituAIS VC = ar CVSv = pai CVC = paz CVSvC = pais CCV = cru CSvV = séRIE CVCC = SUBStantivo CSvVC = séRIES CCVC = crer CSvVSv = saGUÃO CSvVSvC = saGUÃOS A estrutura da sílaba depende do ápice. em “ar-co”).” Sílaba . zelas.é o fonema ou grupo de fonemas emitido numa só emissão de voz. Os elementos marginais (C) tornam a sílaba pré-vocálica ou pós-vocálica. ou possuem em seu lugar outro fonema. soco. só no ápice (“a”. tão divinamente harmonizadas. veremos. pelas. em “ca-pa”). vala. também. Porém nem todas as sílabas possuem fonemas nessas três posições: há sílabas que têm fonema no aclive e ápice (“pa”. As atividades pertinentes a esta aula você encontrará na aula 7. ou melhor. no ápice e declive (“ar”.” O fonema é um conceito da língua oral e não se confunde com a letra na língua escrita. temos uma sílaba travada ou fechada – senão a sílaba é livre ou aberta. Essas unidades mínimas são chamadas de sílabas com natureza pré-vocálica e pós-vocálica. Algumas poucas podem ser pós-vocálicas. isto é. Nós nos focamos na Estrutura da Língua Portuguesa e nos seus pilares: a fonética. belas. O centro da sílaba é sempre uma vogal aberta em português. V e CV. a morfologia e a sintaxe. vê-la. Sem esses pilares.. Entre. amo. CV (sílaba complexa crescente) VC ( sílaba complexa crescentedecrescente). enquanto aguardamos o estudo da morfologia e o estudo da ordem de significado e importância das palavras de acordo com a sintaxe. em fase de outras formas. 133). mala. Para uma compreensão mais clara. Quando aparecem elementos pós-vocálicos. os tipos silábicos. Vimos os sons na fonética.e as encostas ou laterais: o aclive. que não o possuem. Tipos silábicos: V (sílaba simples). de outro lado. encosta em que se localiza o fonema ou fonemas que a seguem. Veja exemplos de fonemas cuja estrutura da sílaba 7. ou de uma e outra em volta dele. Centro ou ápice (V) – sem o que não haverá sílaba. Existem. que o possuem. e. ou centro. em “a-mor”). sons vocais elementares uns dos outros. de um lado. e outras.. 231) define fonema a partir dessa concepção: “as propriedades fônicas concorrentes que se usam numa dada língua para distinguir vocábulos de significações diferentes. Veremos as configurações da estrutura silábica do português e do que depende seu ÁPICE ou centro. é uma “estrada longa e sonora. Assim. saco. e o declive. Então. mundo dos sons. etc.

A NGB agrupa as palavras com 10 classes e cada classe representa. quem pode ser modificada e quem exerce o poder para ligar todas sem comprometer a compreensão. no aclive e declive. uma das regras de acentuação gráfica mais precisamente das paroxítonas terminadas em ditongo crescente que são sempre acentuadas. vamos dedicar a atenção às questões da fonética. “fil” e “mais”. Estudamos as sílabas. Na sílaba 1. há crescimento da intensidade do som vocal. Da posição em que se localizam as semivogais /w/ e /y/ até o ápice. A vogal tônica do ditongo está sempre no ápice ou centro da sílaba. “qua-se”. Trata a Morfologia: 1. a morfologia e a sintaxe.Fascículo 2 apresenta elementos nas três posições./gwal/ . isto é. a semivogal está no declive. “fu-giu”. “rou-pa”. há decréscimo. “lí-rio”. Ele é decrescente. da posição em que estão as vogais /o/ e /e/ até o declive. etc. Morfologia da Língua Portuguesa O mundo da morfologia chegou até nós. Isso se refere à emissão sonora da vogal e de sua intensidade fraca ou forte. 2. é /ew/ = eu. ou seja. Agora que você já viu esse assunto. Vamos lá. forma e flexão. quando a semivogal situa-se no declive. Você viu três pilares da gramática: a fonética. o ditongo é crescente quando a semivogal está no aclive. . na 3./ryas/. descemos. na 2. Tudo passa por um grau de complexidade ou não seria morfologia e não necessitaria conhecer mais ainda sobre gênero. antes da vogal e. gente! Morfologia – estudo da distribuição das palavras em classes. e as semivogais ( /y/ = “i” ou /w/ = “u”). 35 Atividade | Essa é a atividade relativa às aulas 6 e 7. flexões e adentra às questões estruturais e da formação. há subida. Tudo o que você viu até agora tem a finalidade de facilitar seu entendimento definitivo sobre o que é ditongo crescente e decrescente. “i-gual” e “gló-rias”. Já nas sílabas 3 e 4. onde está a vogal /a/. /ya/ = ia. É a distribuição das palavras em relação ao universo de outras ordens de palavra que atendem às exigências gramaticais. elas são escritas /lor/. portanto. as sílabas “lor”. Aumente seu vocabulário e faça-se entender! 8. Você pode ainda perguntar: cresce e decresce o quê? A intensidade da emissão sonora: da semivogal (fraca) para a vogal (forte). nesta aula. /fil/ e /mays/. “con-tei”. Vejamos. conforme combinamos. uma ideia. em si. nas palavras “bo-lor”. depois da vogal e desse modo decresce-se do ápice para a encosta (declive) da sílaba. cresce-se da encosta (aclive) para o topo (ápice) da sílaba. Observe que a ordem da palavra modifica. Investigue as formas que melhor se adequem ao caso e forme palavras a partir das sílabas fonéticas. constatamos que. na estrutura da sílaba. Palavras em que há ditongos decrescentes: “boi”. Quem vai a algum lugar sem conhecer as sílabas? Elas são poderosas e ocupam um espaço bem largo no estudo de qualquer IDIOMA. Exemplos de mais palavras que contêm ditongos crescentes: “á-gua”. onde se encontram as semivogais /y/ e /w/. nas sílabas 1 e 2. É o mundo que permite as classificações. Então. as sílabas assinaladas são escritas desse modo: /poys/ . Ao entender esses mecanismos fonéticos. atendendo à significação. nós lhe adiantamos que não é tudo e que nada lhe impede de aprofundar esse conhecimento no mundo virtual. O último exemplo com – /mays/ –contém ditongo ay. Veja a posição. crescimento. No alfabeto fonético./ mew/ . “sau-da-de”. No alfabeto fonético (que representa tecnicamente os fonemas). Tomemos. “ân-sia”. etc. “fil-tro” e “de-mais”. O fonema realiza-se ao constituir palavras. Junte-se aos seus colegas para debater esse exercício no fórum temático. /wa/ = ua e na 4. antes da vogal que está no ápice. vemos que as semivogais estão no aclive. dos fonemas que compõem os ditongos nas palavras: “co-meu”. portanto. “sagui”. depois da vogal que está no ápice. Não se esqueça desse dado. como vimos acima.Como voltaremos a falar dos dois últimos oportunamente. você também entenderá. Ao observarmos os diagramas. o ditongo é /oy/ = oi. com maior facilidade. das suas flexões. portanto. da classificação das palavras.

estado ou fenômeno da natureza. da sua estrutura e formação.número • pronome: gênero . • Advérbio – indica circunstância. • Preposição – liga vocábulos. não flexional. a saber: 1. como: • Substantivo – representa o ser. em que o masculino apresenta um tema em (-o). O plural é marcado por um (-s) que não aparece no singular. como de regra nas línguas românicas. e a análise mórfica aponta os seguintes elementos: T (R + VT) + SF (DG + DN). daí ser possível a flexão dos nomes em português. Palavras Modificadoras • artigo • adjetivo • numeral adjetivo • pronome adjetivo • advérbio 3. a rigor. A marca da flexão é sempre uma desinência.número . a complexidade do gênero é também grande em português. Hoje. O padrão morfológico é dado por uma série de adjetivos. não há flexão de gênero. Em outros substantivos. não produziu o mesmo efeito na morfologia do gênero. Assim: Masculino singular ∅√ + o + ∅ + ∅ Feminino singular ∅√ + ∅ + a + ∅ Masculino plural ∅√ + o + ∅ + s Feminino plural ∅√ + ∅+ a + s Do ponto de vista morfológico. Palavras de Ligação • preposição • conjunção O caráter masculino ou feminino da palavra está imanente na palavra e é de natureza lexical.número • adjetivo: gênero . Por outro lado. se esta estiver presente no masculino. inclusive o artigo. para o singular: morfema (-s) para o plural).aluna Juiz + a = juíza O + a = ao . • Verbo – indica ação. Entretanto. • Pronome – representa a pessoa do discurso.pessoa • verbo: modo .(grau) • numeral: gênero . • Conjunção – liga orações.número . a classificação das palavras na língua portuguesa obedece a três tipos. o feminino se enquadra numa regra única: adjunção da desinência (-a) com a supressão da vogal temática. . aluno + a = alunoa . que é suprimido no 9. oposta a uma desinência ∅ para o masculino.pessoa . cada classe representando uma ideia. têm-se: • substantivo: gênero . Ex. Em resumo.36 Fascículo 2 3. O feminino se caracteriza por um (-a) que contrasta com a ausência de desinência do masculino. E dentro das classes invariáveis. A redução do nome à forma única do acusativo. na língua portuguesa. Das Flexões Flexão é a Variação de Forma O paradigma flexional dos nomes portugueses é sempre estabelecido por oposições desinenciais. têm-se: Assim sendo. • Artigo – determina o ser. que tornou a morfologia do número eminentemente simples (morfema ∅.número . O grau deve ser entendido de forma diferente. • Numeral – quantifica e ordenar o ser.voz A categoria de GÊNERO em português se resume em uma desinência {-a} para o feminino.número .a (A raiz do artigo definido é zero (∅). é comum nas gramáticas da língua portuguesa o grau ser considerado como uma flexão. • Adjetivo – qualifica o ser. Palavras Modificadas • substantivo • verbo 2. De acordo com NGB.(grau) • artigo: gênero . só há flexão de gênero e número. do ponto de vista das relações sintagmáticas. uma vez que sua formação obedece a processos inteiramente diversos.tempo . dentro das classes variáveis. • Interjeição – indica emoção/admiração. a gramática da língua portuguesa apresenta as palavras distribuídas em 10 classes.

NEVES. Sugerimos uma consulta à gramática Estrutura morfossintática do português de João Macambira. 1959. Encontre conceitos estruturais para morfologia. n. • nomes de dois gêneros não marcados por flexão Ex. Há substantivos masculinos que não têm feminino correspondente em termos morfológicos. A gramática: história. a flexão se opera pela desinência. examine outras gramáticas e estabeleça o que há em comum nas definições dos escritores pesquisados – você descobrirá realidades muito significativas a essa altura do seu curso.wikipedia. a) dentista • nomes de dois gêneros marcados por flexão Ex.2008 MAURER Jr. a enciclopédia livre. 2. é apenas uma palavra privativamente feminina que supre a falta da flexão de homem. Rio de Janeiro. H. 25 – 81.htm em 13. autor: autora (aí na ausência de vogal no tema. P . A. Estruturas morfológicas do português. a alomorfia no radical funciona como um traço redundante na distinção entre masculino e feminino. você venceu! . pode-se dizer que os nomes portugueses se diversificam em três grupos a saber 37 REFERÊNCIAS ASSUMPÇÃO..clpicconstanta. António M. 10. Gramática do latim vulgar. http:// pt. acrescentou-se a desinência (-a) diretamente à última consoante. ed.(a) leoa (o) filho . 1999. Em 13/11/2008 MONTEIRO. apela-se para o processo supletivo. 2001.br/viisenefil/02. 165 – 183. L.º 25). Campinas. Portugal http://www. 10. Disponível em http://acd. Rio de Janeiro: Presença. Origem: Wikipédia. inf. Dinâmica léxica portuguesa. SP: Pontes. esse mecanismo se repete: lobo:loba. Parabéns. Analisando-se a flexão de gênero por este ângulo.br/idioma/20000901. org. Podemos afirmar que.malha. 33 – 45. Igualmente. História da Língua Portuguesa. Além de masculinos e femininos. 1962. a) cliente (o. http://www. M. 05 – 22. http://acd.ufrj. p. 10.: (o.. Logo após. (Coleção Linguagem. Vito (UNESA).(a) filha Atividade | Estrutura – recorra a diferentes dicionários e dê significados para esse vocábulo tão importante. As gramáticas portuguesas dividem os substantivos quanto ao gênero. comuns de dois gêneros e epicenos. (*)http://www. Neide.: (o) leão . Paul. ______. p. C. a heteronímia. 2008 FERRO.br/~pead/ tema05/primeiros. O problema do latim vulgar. Rio de Janeiro.novomilenio. de tema em (-o) ou não. Morfologia portuguesa. sobrecomuns. COUTINHO. Ex. Smolka. mestre:mestra (aí suprimiu-se a vogal (-e) do tema). Acadêmica. que farão uma enorme diferença de saberes do seu idioma. 2002. com outros nomes para a formação do gênero. p. M. Rio de Janeiro. TEYSSIER. Acadêmica. Acadêmica.Fascículo 2 feminino para o acréscimo da desinência (-a).org/wiki/Latim. ensino. Autor: Desconhecido. São Paulo: Editora UNESP . teoria e análise. em certos nomes. aplicável a outros também. Tradução: Celso Cunha.filologia. Theodoro Henrique. História da Língua Portuguesa. mulher não é feminino de homem. ed.11.br/~pead/tema05/portm05. S.html em 13/11/2008. Jr. Aspectos da Constituição do Léxico Português.: (a) tribo (a) flor (o) cadáver (a) vítima. a) estudante (o.ufrj. J.html em: 20. 3. Em grande número de substantivos. Mesmo nestes casos. ROCHA. Minas Gerais: UFMG.ro/pt/portugalia. É hora de você redigir sobre todo esse conhecimento e enviar para nós através de um trabalho científico. 2008 Disponível em http://lportuguesa. 2008 Manzolillo. ou seja.htm 11/11/2008. L. Ismael de Lima (1973) Pontos de gramática histórica. São Paulo: Martins Fontes. • nomes de gênero único Ex.php?m=menu_ gen&c=gen_form em 28.net/ content/view/16/44/ em: 23. 1991.

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o ouvinte ou o assunto. Igualmente. mulher não é feminino de homem. Há substantivos masculinos que não têm feminino correspondente em termos morfológicos. a heteronímia. a flexão se opera pela desinência. de pessoa e de verbo. formas práticas. 1. falaremos sobre a estrutura flexional de número. conforme designem o falante. Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 15 horas História da Portuguesa no Brasil Objetivos Específicos Identificar. Perceber o percurso da formação histórica da língua portuguesa no Brasil e a riqueza de fatos em que essa formação se consolida ao longo do tempo e do qual nós também participamos no momento atual. enriquecedoras linguisticamente por meio de padrões e dos mecanismos que o idioma permite e viabiliza. . A Estrutura Flexional de Pessoa Podemos afirmar que. As oposições sempre se efetivam por meio de radicais diferentes. a flexão de número está resumida em uma única regra: O acréscimo do (-s) ao singular. Fatos e realidades da História da Língua Portuguesa desde os seus primórdios que lhes permitam ampliar seus conhecimentos e argumentos pertinentes a este vasto assunto. em certos nomes. Dando continuidade à morfologia da língua portuguesa. com outros nomes para a formação do gênero. A Estrutura Flexional de Número Em português.Fascículo 3 39 Língua Eixo Temático | A Leitura no Contexto Universitário Profa. Mesmo nesses casos. (-o ) 2. Ex. apela-se para o processo supletivo. ou seja. é apenas uma palavra privativamente feminina que supre a falta da flexão de homem. oposta ao vazio do singular. por meio do estudo da estrutura da língua portuguesa. São três as pessoas gramaticais. a alomorfia no radical funciona como um traço redundante na distinção entre masculino e feminino. O (-s) é a marca do plural.

assume o papel de substituto linguístico de palavras que eles possam vir a representar. temos as seguintes estruturas: Estrutura verbal + estrutura nominal = estrutura verbo-nominal V = T (Rd + VT) + SF (DMT) (AM + A) + DO N = T (R + SD + VT) + SF (DG + DN) (AM + A + DO ) + (∅ + ∅) VN = TN (TV (Rd + VT) + FV (DMT) + Vt) + FN (DG + DN) CONCLUSÃO Pudemos ver que a estrutura flexional de número na Língua Portuguesa está resumida basicamente no acréscimo do -S à forma singular. na língua portuguesa. do ouvinte e também do assunto. mas a distribuição paradigmática não engloba todos os pronomes. Atividade | Neste momento. a estrutura pronominal apresenta as seguintes características: • A flexão de gênero e de número se realiza com os mesmos traços de estrutura nominal. Além da significação dêitica ou indicativa. assume a condição de substituto linguístico em sua função principal. o pronome apresenta dupla situação. que eles representam ou substituem. • Além de indicar a posição no espaço / tempo (significado dêitico). você tem um espaço e razões para estudar esse assunto. você encontrará mais adiante. na Língua Portuguesa. Na estrutura flexional de pessoa. • Há três categorias inexistentes na estrutura nominal: a categoria de caso. O pronome. A Estrutura Flexional do Verbo O verbo em português apresenta a seguinte estrutura morfológica: V = T (Rd. No que diz respeito à estrutura pronominal. concorda em pessoa com o seu antecedente e em gênero e número com o termo consequente. apresenta uma estrutura morfológica baseada na seguinte fórmula: V=T (Rd. A indicação é sempre feita por meio do processo supletivo. os pronomes são usados como referência ao que foi dito (anáfora) ou ao que vai ser dito (catáfora). vimos que a distinção entre masculino e feminino acontece por alomorfia (variação de um morfema sem mudança no seu significado no radical). falamos sobre as três disposições no campo do falante.+VT) + SF (DMT+DNP) Em síntese. SIGA SEMPRE EM FRENTE! . na nossa língua. Os pronomes valem como sinais: apenas indicam uma situação espacial. • Dentro do mecanismo sintático. Assim. que é a de ser substituto de uma palavra ou um grupo de palavras. referência ao que pertence a quem fala. = st1 ns = “urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags” /> 3. + VT) + SF (DMT + DNP) Considerando a forma nominal do particípio AMADO. a estrutura pronominal. baseia-se entre outras características. porque em relação à atividade pertinente a esse estudo. Ainda nesse âmbito. de acordo com o que discutimos. de pessoa e de neutro. em que a flexão acontece pela desinência ou por heteronímia. por um processo supletivo. vimos que o pronome. • Os nomes valem como símbolos: apresentam as ideias. os pronomes podem referir-se a algo que foi dito (emprego anafórico) ou ainda vá ser expresso (emprego catafórico).40 Fascículo 3 Primeira pessoa – campo do falante. referência ao que se situa próximo com quem se fala. Terceira pessoa – campo do assunto. no seguinte mecanismo: concorda em pessoa com o seu antecedente e em grau e número com o termo consequente. vimos que o verbo. Quanto à estrutura flexional verbal. Segunda pessoa – campo do ouvinte. referência ao que se coloca distante do falante e do ouvinte.

que é a essência da comunicação. o valor funcional das palavras como partes da 3. Padrão IV: S+VT+OD+OI± (AADV) Ele ofereceu um presente ao rei hoje. j.: A rigor. apontaremos o que a sintaxe estuda e quais são os seus mecanismos. • Concordância Nominal . como se pode constatar no exemplo referido. b) Regência . a que depende. Do mesmo modo. k. • Concordância Verbal . De acordo com o termo regente. Padrões Frasais Básicos a. Sujeito é um substantivo (nome ou pronome) que serve de tema. Padrões Frasais Compostos por Superposição f. b. NÚMERO e PESSOA. a que possui outra em subordinação. c.é aquela que se refere à concordância do adjetivo com o substantivo (NOME: substantivo e adjetivo). e a colocação de umas e outras. é um verbo ou um nome (substantivo ou adjetivo). a estrutura da oração e do período. o predicativo do objeto da gramática tradicional inexiste.é aquela que se refere à • Regência Verbal . Ela permaneceu assustada na reunião. Predicado. em que “inocente” é predicativo do sujeito de uma oração em que verbo e conjunção encontram-se elípticos (que o réu é inocente). Padrões Frasais em 41 Português Falaremos sobre os padrões frasais na Língua Portuguesa. sujeitando-se umas às outras quanto ao GÊNERO. oração. dirigente. Variações nos Padrões Frasais h.estuda a dependência do verbo com o sujeito. tem-se: • Regência Nominal . os quais giram em torno do sujeito (o tema) e do predicado (o sentido). que consiste num nexo entre o sujeito e o predicado. porque corresponde ao predicativo do sujeito.é aquela que se refere à regência do verbo. 2.é o estudo da ordem. as relações de dependência das palavras e orações. A Língua Portuguesa conservou o padrão frasal do latim. Padrão II: S+VT+OD± (AADV) Ela falou isto na reunião. da disposição das palavras na oração e das orações no período. Padrão IV: S+VT+OD+CA± (AADV) Ele pôs o carro na garagem. i. que pode haver entre elas a palavra REGENTE. Padrão I: S+VI ± (AADV) Elas saíram. c) Colocação . Padrão III: S+VT+CA± (AADV) Nós moramos na mata. d. os mecanismos sintáticos são: a) Concordância .há na oração dependência das palavras entre si. Vamos observar os MECANISMOS SINTÁTICOS A sintaxe estuda: 1. Padrão V: S+VL+PS± (AADV) Elas estão tristes hoje. se refere à que se subordina. g. isto é. Assim. Padrão II + Padrão V = S+VT+OD+PO± (AADV) O juiz declarou o réu inocente. a que completa o sentido. o . CONCLUSÃO Vimos que a Língua Portuguesa preservou os padrões frasais do latim. Padrão III: S+VT+OI± (AADV) Nós obedecemos às ordens hoje. regência do substantivo e do adjetivo. e.as palavras se acomodam na oração para transmitirem ideia e em ordem tal. e a palavra REGIDA. O sujeito pode ser nome ou pronome. Padrão II (ou III ou IV) + Padrão V = S+VT+OD/OI+PS ± (AADV) Ela falou isto assustada na reunião. compostas por justaposição e suas possíveis variações. Daí. um verbo e/ou um nome (substantivo ou adjetivo). Já o predicado. Obs. Padrão I: S+VI± (AP) ± (AADV) Elas foram mortas pelo assaltante hoje.Fascículo 3 4. de acordo com a natureza do predicado – verbo ou nome – a frase portuguesa pode ser verbal ou nominal. Padrão I + Padrão V = S+VI+PS± (AADV) Elas saíram tranquilas hoje. conheceremos e analisaremos suas formas básicas. Além disso.

dos mecanismos sintáticos e sociabilize esses exemplos com seus colegas por meio da webquest. e o português foi fixado como idioma brasileiro. durante a Idade Média. Fala-se do sabir. se estenderam à África Ocidental. Em 1759. de verbo. os padrões frasais compostos por justaposição e. Esses fatos característicos evidenciam as mudanças históricas. Hoje esse discernimento é consensual. ficando do Tupi nomes . regência e colocação. chegando. por ocasião da independência. deu sua contribuição para que certas modalidades de pronúncia e algumas mudanças superficiais de léxico existente em regiões do Brasil acontecessem. Sistema este de flexibilidade ex- Mapa do Brasil no século XVI No início da colonização portuguesa. com a chegada dos imigrantes à colônia. 5. Argumentação Histórica e a Implantação do Português Brasileiro A nação portuguesa tem uma longa história de contato com povos que não dominaram sua língua. o valor funcional das palavras como partes da oração e as relações de dependência das palavras e orações. Não se sabe muito a respeito da forma de comunicação entre os portugueses e outros povos que não chegaram a dominar o português durante séculos. Atividade | Elabore exemplos a partir da estrutura flexional de número. e isso implicava contatar diretamente diversos povos europeus da Europa. tornou-se suplantado. O Tupi foi vetado em 1757 por uma Provisão Real. usado para contato tanto no Oriente Médio como no Norte da África. Pudemos conhecer ainda os padrões frasais básicos e seus devidos posicionamentos numa frase. diferenças no foco. já que esse idioma. ligados à fauna e à flora que permanecem até hoje como também nomes próprios e geográficos. do Norte da áfrica e do Oriente Médio. vai definir se a frase é verbal ou nominal. língua litorânea. 6. as variações nos padrões frasais. posteriormente. os quais muito enriqueceram o português. História da Língua Portuguesa no Brasil Discutiremos sobre a História da Língua Portuguesa e sobre a sua implantação definitiva no Brasil. tornou-se junto ao português as línguas usadas como “língua-geral” da colônia. Acrescentemos que.42 Fascículo 3 que. discutimos sobre os mecanismos sintáticos. Do século VIII até o séc. ainda. Constatamos que a sintaxe estuda: a estrutura da oração e do período. a conquistar diversas cidades do Norte da África. assim. que são concordância. XI. os portugueses participaram das famosas Cruzadas. que seria um sistema verbal predominantemente de base lexical românica. é claro. dando ênfase ao fato de que a nação portuguesa vivenciou uma longa trajetória de contato com outros povos que influenciaram diretamente a língua portuguesa e contribuíram para a sua construção. de pessoa. idiomas esses respectivamente da Nigéria e de Angola. de acordo com o que discutimos. onde estabeleceram colônias que. o tupinambá. os jesuítas foram expulsos. Essa posição se resume na frase: confluência de motivos ou seja – a atração de forças de diversas origens que juntas se reforçaram para produzir o português popular. E. finalmente. embora apresente. O fluxo de escravos chegados da África deu à língua da colônia acréscimos significativos através do Yorubá – vocabulário direcionado à religião e à cozinha afro-brasileiras – e do quimbundo angolana. linguísticas e sociais que permeiam a origem do português popular do Brasil. depois da saída dos seus governantes. de padrões frasais em português. uma parte do país era ocupada por califados árabes e a presença dos árabes que permaneceram por um longo tempo. abaixo do Saara. A chegada dos imigrantes.

Se desejarmos mergulhar no mar de informações sobre a História da Língua Portuguesa no Brasil. 1913.civilization. quando então 20% da população brasileira era de origem africana. há breves menções de africanos que não dominavam o português.ca 43 fato que corrobora as constatações acima. há uma riqueza imensa a ser garimpada. temos apenas um texto de 1620. No cômputo geral. já que as línguas. A grande maioria das citações dessa época baseiam-se em estudos advindos desse autor. Segundo o autor. Pe. segundo alguns autores. nos termos de Rodrigues (1996). Nossas diferenças étnicas nessa questão – traços étnicos vocais – são tão sutis que não fazem diferença aos ouvidos do observador mais atento. usando esse sistema de comunicação. em nenhum momento. portanto. Desse período. “ a língua se move ao longo do tempo num curso que Edward Sapir. não ocorreu mudança de língua (language shift) nos descendentes mestiços europeus e dos índios tupis – guarani. O que nos traz aos dias atuais: ontem e hoje. podemos distinguir o sabir ocidental usado no Mediterrâneo ocidental e no norte da África do sabir oriental usado no Oriente Médio. prefiguradas em certas tendências não perceptíveis do presente. À p. embora saibamos que no início do séc. assumiremos a conhecida noção de deriva linguística de Sapir (1949/1921: 145 – 170).] As mudanças dos próximos séculos estão. o autor argumenta que embora não percebamos “nossa língua tem uma inclinação” [. facilitado por seus mecanismos sintáticos bastante variáveis de lugar para lugar. pidginizantes ou não. conforme as circunstâncias de cada um. É a partir daí que sabemos que tribos europeias e africanas – todos os grupos étnicos – sabiam se comunicar. no início do século XVI. mas “absolutamente distinta daquelas que se formaram os pidgins e as línguas crioulas” . O menor número de africanos nos deixa certos de que não influenciaram diretamente os índios.. “se constituíram em condições de contacto” . Para completar esse quadro linguístico dos primeiros séculos do Brasil. de momento para momento. cuja primeira edição data de 1950. Embora escassas. lhe é próprio. da língua geral e outras línguas como segundas línguas e dos demais elementos vindos da Europa. o que permitia a adição de itens lexicais de diversas línguas românicas ou até árabe. (p. devido à qualidade de sua narrativa. indígenas. Antônio Vieira nos diz que várias nações da Ásia falavam cada uma do seu jeito. o qual predominou o pidgintupi nos termos de Silva Neto(1986).” www. os observadores – nativos ou estrangeiros – não conseguem reconhecer qualquer traço linguístico associado exclusivamente à etnia afro-brasileira. Esse sistema tem uma variedade de riqueza documental atestada por autoridades em que se sagrou Serafim Silva Neto (1986) em introdução ao estudo da língua portuguesa no Brasil.150). .Tem uma deriva”. um “português negro”. as evidências documentárias específicas quanto aos portugueses ou outras línguas faladas pelos africanos no Brasil. pois. isto é. mas apenas a língua geral tupi ou línguas africanas.Fascículo 3 trema. Isso não implica dizer que os falantes nativos tenham uma língua portuguesa com fluência nativa ou que nativos portugueses não introduziram traços africanos. Acrescentamos que a nossa língua é um organismo vivo e que como tal vive em constante evolução. o que significa dizer na perspectiva sociolinguística que “não houve. Não temos. é provável que os portugueses tenham contribuído para a transferência do pidgin da Europa para a América. época do primeiro contato dos portugueses com o Brasil. já existia. observamos então a influência mútua das diversas línguas no contexto de aprendizado do português. estratégias de comunicabilidade com estrangeiros. 115. ou da língua geral paulista. interrupção da transmissão dessas línguas. em Portugal. critério adotado pelos EUA ao denominar uma atividade linguística de “Black English” – Atualmente AAVE – (African American Vernacular English).. Neste estudo. XVI. Assim sabemos que as línguas se influenciavam principalmente por meio do aprendizado de segundas línguas por falantes não-nativos adultos. em certo sentido.

XXI. historicamente. O período colonial – da chegada de D. Historicamente falando.. seus conhecimentos sobre a História da Língua Portuguesa do Brasil. adentrar a esses fatos da história. já que é falada por 230 milhões de pessoas. Somos. reforçaram a produção do português popular. como tal. Decorre ainda que citações dessa época baseiam-se em estudos advindos de Serafim Silva Neto. A língua deste país-continente é o português. O Português do Brasil e no Brasil http://www.. já que somos colaboradores diretos e definitivos para fazer do português uma língua com importância internacional. por fim.. também lusófonos e contribuímos decididamente. . 8. os jesuítas foram expulsos. por exemplo. Os portugueses se instalaram no Brasil. que ocupa uma área de 92. com a atribuição das capitanias hereditárias..000 Km2 e com uma expressiva população de 10. e o português foi adotado como idioma oficial da colônia. João VI (1808) até . O início da colonização é litorânea.44 Fascículo 3 CONCLUSÃO Pudemos conhecer um pouco da história da nossa língua.900 milhões de habitantes (dados de 2007). Pedro Álvares Cabral chega às costas do Brasil e toma posse em nome do rei D. 22 de 1500. Com um enorme território de mais de 8 milhões e meio de quilômetros quadrados e uma população de 183..abcpedia.com/brasil/ mapa+de+brasil. pudemos concluir que todos os grupos étnicos se comunicavam usando esse sistema de comunicação. . do índio e do negro. para fazer do português uma língua com importância internacional. mas iremos nos ater na exposição das ocorrências que nos interessam no que concerne à implantação da língua portuguesa no Brasil. um país povoado por índios e que importou da África uma população de escravos. No que diz respeito às mudanças históricas. com a funda- Atividade | Você percebeu um assunto que ampliou. por exemplo. em pleno séc. localizaremos. Manuel de Portugal embora a colonização só tenha se iniciado em 1532. vimos que ainda hoje não se sabe como os portugueses se comunicavam com outros povos que não chegaram a dominar o português durante séculos. Por meio dela. percebe-se que células foram sendo acrescentadas a sua forma geral. Vimos. constatamos que diversos povos deram suas contribuições. vive em constante evolução.gif . a contribuição do português foi. que em relação ao quadro linguístico dos primeiros séculos do Brasil. linguísticas e sociais que permeiam a origem do português popular do Brasil. Até que enfim vamos nos encontrar! 7. porém no que concerne à cultura. Os escravos da África. direcionados à religião e à cozinha afro-brasileiras.848 milhões de habitantes (dados de 2007). o decorrer da evolução do português no nosso país. de forma significativa. cuja primeira edição foi em 1950. pois.595. o Brasil não está em proporção com Portugal. porém vimos que o SAPIR era o sistema verbal usado para conectar os povos. para juntos debatermos esse assunto vital para a construção do seu conhecimento em língua portuguesa. fato que eleva a autoestima e nos instiga a conhecer mais sobre a história desse idioma tão rico. e. que juntas. que constituem neste período a tríade básica da população brasileira. Além disso. Historicizando a Língua Portuguesa Abril. em diversos continentes. Não iremos. Nota-se aqui a junção do europeu.. mas que até hoje a língua está propícia a mudanças. Discutimos. a mais importante. Discutiremos a importância da Língua Portuguesa do Brasil e no Brasil. aqui. Agora é a hora de você participar de uma videoconferência com seus colegas e três professores convidados. que o tupi foi vetado em 1557 e que. o qual incorporou empréstimos de termos não só das línguas indígenas e africanas mas também de outras diversas línguas. já que é um organismo vivo e que. sem sombra de dúvidas. deram à língua da colônia acréscimos significativos. em seus vieses mais significativos. dois anos mais tarde.

Salvador e. protetores da língua geral. fazendo com que os bandeirantes usassem essas duas línguas em suas expedições. a língua geral. Os traços específicos do português são citados várias vezes por sua brasilidade. africana ou mestiça aprendem o português. o Brasil se “relusitanizou” em 1822. a partir de 1763. desde a instalação dos portugueses no nosso país. ou seja. quando então o Brasil possui suas duas capitais: primeiro. língua costeira. Em seguida. Você pode acompanhar o trajeto e o contexto em que tudo ocorreu e observar as contribuições dos jesuítas e da “língua geral” para a formação do nosso léxico. por isso. Assim a convivência linguística entre o português e o tupi foi uma realidade tão forte que os bandeirantes usaram essas duas línguas em suas expedições.su ap esq . É o tupi. em 17 de agosto de 1758. Nossos jovens estudavam em Coimbra. abre-se uma porta para o interior. do pelo processo de colonização. passan- . de início no Pará e no Maranhão. Segue. Temos uma língua travada. nessa região. algumas vilas com média importância que preenchiam. a expulsão dos jesuítas. As populações de origem indígena. Je- Não havia universidade nem tipografia. Conhecemos também um pouco da história do Português no Brasil. e isso constituía a diferença básica entre a América portuguesa e a América espanhola. a todo o Brasil. nosso português brasileiro tem seus traços característicos considerados por D. Em síntese: “os colonos” portugueses falam português europeu. agora. usamos a língua portuguesa como língua materna e também. com seus traços específicos que com o tempo irão adquirir traços definitivos.com /wa tch?v=qOrgka-jmQc SAIBA MAIS! bra uis a. você precisa está apto para o aprofundamento por meio da webquest. e a língua portuguesa. faça as suas interações e abra uma grande discussão com seus colegas. e por isso. você verá que o português no Brasil vivenciou um processo de imposição. adotada como obrigatória. A Imposição do Português como Língua Nacional Nesta aula. tornouse a língua comum. outro fator determinante foi a exploração do ouro no território do atual estado de Minas Gerais. ira ração brasile vai adorar! http://br. Rio de Janeiro. porque os indígenas conservaram seus idiomas particulares. Havia. Esse afastamento corrobora a eliminação dessa língua comum. inclusive marcado por data. 45 Atividade | Agora que você já assistiu ao filme e estudou o texto de referência. embora o manejem com imperfeição. funções políticas. Sucesso! SAIBA MAIS! YouTube da alização da história Para melhor contextu r ece nh co rio é necessá língua portuguesa. administrativas – enquanto que papéis culturais e intelectuais eram limitados. A língua geral foi proibida. que coincide com a chegada do Diretório criado pelo marquês de Pombal.htm capitanias-hereditarias sil/ 9. uult ac da so e proces como se deu todo ess certeza de que você ho Ten . Vimos também que somos lusófonos. Por sua brasilidade e pelas circunstância sócio-políticas em que o fato ocorreu. CONCLUSÃO Pudemos conhecer um pouco mais da nossa Língua Portuguesa no Brasil e a sua importância para o mundo na história e na atualidade. tão somente. estendem-se. colaboramos para a relevância da Língua Portuguesa no mundo.youtube. até a realidade que se deu com a convivência linguística entre o português e o tupi. Desde o início. No século XVIII. Esse é um período nitidamente rural. em 1759.Fascículo 3 ção da cidade de São Paulo. um tupi simplificado e gramaticizado pelos jesuítas.c om /hi sto ria do htt p:/ /w ww . A língua geral entra em franca decadência com o início do garimpo de ouro e diamantes. restando apenas um certo número de palavras integradas ao vocabulário local a mais alguns topônimos. cujas decisões adotadas.

irá contemplar um universo de formas de abordagens. bèsteiro.com escreveu “trabalhamos de saber a língua deles. Atividade | Acesse o YOUTUBE! Há várias sinopses de filmes que você pode ver: Caramuru ou Pe. como a expulsão dos jesuítas e a percepção dos traços típicos do nosso português. apresentam uma vogal pré-tônica aberta (ex. Cada um de nós. Então. desde 1822. O “reluzitanizar” se deu em razão da chegada do príncipe regente ao Brasil com toda a sua corte. o indígena. veremos sempre que a língua “geral” é uma língua de base tupi. ainda. Pe. além do acento tônico normal. Temos determinado de ir viver às aldeias. e nisto o Padre Navarro nos leva vantagem a todos. quando estivermos mais assentados e seguros e aprender com eles a língua e il-los (sic). mas escrevemos (me deu.html om /te rra bra sile ira /co nta tos / http://br. para a qual os jesuítas contribuíram de forma eficaz para seu estabelecimento. pregar. ao se debruçar sobre a História da Língua Portuguesa.46 Fascículo 3 rônimo Contador de Argote como típico dos dialetos ultramarinos ou arcaico devido a seus traços fonéticos: não fazendo distinção entre as pré-tônicas abertas (ex. corar) e as fechadas (ex. ficou claro que a “língua geral” entrou em decadência assim como todas as implicações advindas deste fato. Também está registrado. livros novos).000 portugueses e transferindo para o Rio de Janeiro a capital da monarquia de Bragança.wordpress. crìadar. que dizemos minino. aprendizagem que se estendeu às línguas da época – o africano. pois! O Brasil vivencia um “relusitanizar” com a chegada do príncipe regente ao Brasil em 1822 com 15. possibilitando que numerosas palavras possuam dois acentos. doutrinando pouco a pouco. Sente-se. sem sistematizações. càveira. sàdio. já que esse leque de leituras nos permite uma gama de conhecimento ímpar. Anchieta ou.ge oci tie s. o Caramuru). É um período ímpar da história de nosso idioma. como ocorre hoje com qualquer pessoa que aprenda uma outra língua apenas por convivência. vàdio). Tal fato é bem definido pelos personagens nas peças “O Miserável Enganado”. CONCLUSÃO Nesta aula. “O Periquito no Ar” ou “O Velho Usurário” de Manoel Rodrigues Maia – comédia registrada e transmitida por um manuscrito da Biblioteca Nacional de Paris.: cadeira. já se constitui uma das riquezas do nosso idioma. Espero de as tirar o melhor que puder com um homem (Diogo Álvares. não tenha sido bem sucedido em sua aprendizagem e deixou suas inserções nesta área. còrar. por ser gago. baseado na língua da personagem quando senhorinho é empregado por você. que nesta terra se criou de moço. porque são eles tão brutos que nem vocábulos têm. em si.c pombal. Manuel da Nóbrega. e isso. copiado em 1818. Você adquiriu uma soma de conhecimentos.: padeiro. ao comparar vários textos. Trabalhei por tirar em sua língua as orações e algumas práticas de Nosso Senhor e não posso achar língua (intérprete) que m’o saiba dizer. mi deu. SAIBA MAIS! htt p:/ /br. ou seja.: aquècer. fasto. embora o Pe. pregar. Numa carta datada de 1549.com/ watch?v=X9XxJJ9-030 .” Logicamente algumas pessoas aprenderam a língua “geral” de base tupi apenas pelo convívio. me diga por diga-me e di-lá por de-lá. assista e depois contate com dois de seus colegas que assistiram a filmes diferentes e juntos discutam a importância de cada filme e quanto contribuíram para compreensão do assunto dado. menino) e também falamos com chiados implosivos (mistério. Você escolhe de acordo com sua preferência. Manuel da Nóbrega. Sigamos adiante.youtube. Abre-se o Brasil ao mundo exterior que irá acelerar o seu progresso material e cultural. rodrigopaixao. morar).

(1995) “A sócio-história do Brasil e a heterogeneidade do português brasileiro: algumas reflexões”). Rio de Janeiro. A cultura negra foi muito importante para o processo de aculturação da colônia por várias razões. “História da Província de Santa Cruz” Ed. conforme registrado em várias oportunidades. talvez 300. (Pero M. São Paulo. mas os portugueses tanto os têm combatido que quase todos são mortos. que parte do pressuposto de que sendo os negros originários de . foi. p. e elegante. e copiosa. cerca de 262. no início da colonização.) 47 por Rosa Virgínia Matos e Silva (1995) em seu artigo sócio-histórico. porém são todos estes de uma só língua. que falam já outra língua. Anchieta. é muito branda.73. A Enorme Variedade Linguística Nós fomos agraciados com uma enorme variedade linguística que enriquece.de Fernão Cardim até Rosa Virgínea Matos e Silva em seus artigos sócio-históricos. porém uma é a principal que compreende algumas dez nações de índios. estes vivem na costa do mar. depois deste continuam a desaparecer porque isso aconteceu com seus falantes -. 1931. lemos em Pero de Magalhães Gândavo. no Annuario do Brasil. o que não ocorria com o índio. muito bem definida • Entre o negro e seu senhor. Desde a descoberta. na sua maioria. que pertencia ao conjunto das 76 nações daquela época. em função das diferentes nações indígenas existentes. por seus depoimentos. mas não de maneira que deixem uns aos outros de entender. e Silva.000 hoje. adoração e cerimônias. em que se reuniam populações indígenas sob a direção de religiosos. em várias oportunidades confirma a língua geral de origem tupi que dominou o litoral brasileiro do início da colonização até meados do séc.000 no fim do império. XVIII.M. e a presença negra distribuiu-se pelos grandes latifúndios e pelos centros urbanos. Gândavo. esses fatos são registrados por vários autores em seus trabalhos. subjugado e aculturado pelos portugueses que o tomaram como língua tapuia. das quais 85% foram dizimadas no período colonial. toda pela costa é uma. calculam-se 800. o tráfico de escravos aumentou significativamente. havia um tipo de convivência mais direta. ainda que em algumas palavras discrepam e esta é a que entendem os portugueses. (Rosa V. que daí por diante há outra gentilidade. “inimigo” em tupi. ainda que em certos vocábulos difere n’algumas partes. e suave. Você verá. e lhes têm tal medo que despovoam a costa e fogem pelo sertão adentro até trezentas ou quatrocentas léguas. há muitas e várias nações de diferentes línguas.dos cinco milhões em 1500. falantes de cerca de 180 línguas.Fascículo 3 10. que constituiu uma divisão étnico-linguística. (in Tratado da terra e da gente do Brasil. estabelecendo uma dicotomia tupi –tapuia. Aryon Rodrigues (1993:91) a propor 1. e em uma grande corda do sertão. Fernão Cardim foi o primeiro a descrever a diversidade de nações e língua: em toda esta província.. XVIII. Os meninos índios do Brasil eram bilíngues. alguns desses registros e terá oportunidade de comparar esses textos redigidos a bastante tempo que corroboram esse evento . sobremodo. que é geral pela costa. (Do princípio e origem dos índios do Brasil e de seus costumes. nessa aula. a dificuldade está em ter muitas composições. 1575: a língua de que usam. Havia aqui uma enorme variedade linguística. ou seja.175 línguas. Confirmando essa diversidade. e isto até altura de vinte e sete graus. 11. Sabe-se que no Brasil se usavam para mais de mil línguas autóctones. é fácil. variados culturalmente e linguisticamente em mais de 1500 povos. Esta de que trato. 1939). necessitavam de intérpretes por não falar português. Cálculo recente leva o Prof. (. e a qualquer nação fácil de tomar.) Eram tantos os desta casta que parecia impossível poderem-se extinguir. de vários grupos linguísticos. de que nós não temos tanta notícia.000 indivíduos no final da colonização. nossa fala. O Português e as Línguas Africanas No início do séc. Aldeia missionária – As missões eram povoados. mas duas são básicas: Esse tupi litorâneo. falavam seu idioma e o português. • O caráter mais específico. Companhia Editora Nacional.. que.

O português do Brasil vai mostrar uma riqueza imensa. O português brasileiro possui um conjunto das características que o torna peculiar e que se dá tanto em nível regional como no contexto social e histórico. CONCLUSÃO Viu como é enorme nossa variedade linguística? Tudo está registrado devidamente . assista a esse filme documentário e faça seus registros! Aí você terá o substrato para uma pesquisa sociolinguística. Vimos que nossos meninos índios eram muito inteligentes ao assimilarem a língua dos brancos e a Rosa Virgínia Matos (1995). gente! 13.influência indígena.portalcapoeira. Foi mais um passo. tal constatação não nos impede de observar que a língua escrita é factível de similaridade com suas origens dado a questões pertinentes à normatização efetivada em gramáticas.Bahia – Brasil figura que o representa assim . o quimbundo ou congolesa do norte ao sul desse país que permanece até os dias atuais com maiores evidências do que nunca. Nagô. de forma breve. devido às razões apresentadas anteriormente.com Nesta aula. e isso contribui para uma diversidade de línguas de partes diferentes da África. já a sintaxe diz da harmonia dada pela ordem em como organizamos nossas falas. São questões que tipificam o português falado no Brasil e o torna distinto de outros países. já que era propósito dos portugueses dificultar a unidade desses povos para mantê-los submissos. também. A língua portuguesa no Brasil não foi implantada aqui em um único momento.. Isso se constitui em um estudo sobre a influência do africano na língua portuguesa – do nagô ou iorubá na Bahia.. Fontes: www.a nossa é especial . você verá algumas normas a serem observadas por todos os estudiosos da língua portuguesa. A morfologia diz dos aspectos categoriais do nosso idioma. dicionários e outros instrumentos reguladores das implantações de idiomas. Chegaram ao Brasil negros de diferentes etnias. que amplia esse conhecimento de forma magistral em seu artigo. 12. Podemos avaliar essa comparação quando é necessário fazer uma distinção entre a vogal tônica (da sílaba com acento de intensidade). Essas questões transitam pela fonologia .e pelas questões de morfologia e de sintaxe. algumas dessas diferenças de ordem fonético-fonológicas quanto ao nível morfossintático e ao nível do léxico.org /wiki/Nag%C3%B4 . nossas sentenças. a vogal na posição átona final (como o /a/ de fuga) e a vogal na SAIBA MAIS! http://pt. não encontrável.com witchclubhouse.wikipedia. em geral. africana. Cachoeira . Sente-se. essa ocorrência se deu ao longo de vários anos nos quais manteve constantes relações com outros idiomas durante todo o período de colonização quando incorporou. como você verá. percebemos que nosso sistema vocálico é especialmente nosso. A Língua Portuguesa no Brasil Atividade | Veja que beleza! Esse filme é uma luz a mais que vai guiá-lo durante muito tempo e ajudálo a fixar a importância das línguas africanas para o português. Características Fonético-Fonológicas Quando comparamos os níveis fonéticos e fonológicos de Portugal e do Brasil.48 Fascículo 3 colônias portuguesas. .blogspot.. no português de Portugal ou de outras regiões do mundo. teriam já contactado a língua dos brancos. Vejamos. bastante recorrente.. fato que induziu os escravos a adotarem a língua portuguesa. variedades do próprio português. sempre precisamos voltar a ele. É um assunto. Fernão Cardim foi muito feliz em seus registros.

São também comum no Brasil expressões com a preposição em. etc) tende. tendo em vista a continuidade do assunto. que em Portugal são com a preposição a. chegou ao Brasil. /i/ são anteriores. /ê/ (medo). . No caso do SN (sintagma nominal). pronunciado [meninu] e mesmo [mininu]). com a língua em repouso embaixo. se. virá a atividade.Fascículo 3 posição pretônica (como o /a/ de até). A característica principal. nós tivemos a oportunidade de contactar com algumas realidades muito significativas sobre a língua portuguesa no Brasil no âmbito da fonética e iniciamos nossa entrada no perfil morfológico e sintático dessa língua. e. embaixo na boca. o que não ocorre no português lusitano. a. pelo menos. Já /u/ tem as mesmas características fonéticas do /u/ brasileiro. Em Portugal temos . a pronúncia realiza-se com a língua mais alta para /ä/. por exemplo. combina dois elementos. c) Posição pretônica . /ô/ (avô). /ê/. assim exemplificadas: /a/ (entrada). De forma diferente do Brasil. já citadas antes. /ô/. distingue-se /falämos/. /ë/. conduz a um outro ritmo da frasal. chegou no Brasil. pronunciadas com um movimento da língua para trás. geralmente. que é marcante do português do Brasil. uma forma peculiar de usar o gerúndio (está escrevendo). Sintagma é um elemento linguístico de nível inferior ao da frase e que possui. que. de um nome e tem. elas são pronunciadas com um movimento da língua para frente. o Brasil possui uma característica geral no português. Isto faz com que toda a colocação de pronomes átonos no Brasil seja bastante diferente da de Portugal. portanto. de fato. lhe. Note-se que a vogal /a/ é pronunciada com timbre aberto.está à janela. um determinante para este nome – exemplo: o menino = menino é o nome → o é o determinante. este se constitui. te. /i/ (viga). /ë/ e /u/. /i/. João se levantou tão comum no Brasil. de /falamos/ passado perfeito. Temos questões de ordem sintagmática que permitem sentir a estrutura do português brasileiro e suas diferenças do português lusitano. e /u/. e as vogais /ó/.temos 5 vogais: /a/. Este /ä/ é pronunciado com uma certa elevação da língua. 15. /u/ (urubu). ocorre aqui. /u/ (menino. elemento linguístico de nível sintático ainda mais baixo. no que concerne ao funcionamento dos pronomes átonos (me. CONCLUSÃO Nesta aula. Características Morfológicas e Sintáticas Sintaticamente. presente do indicativo. /i/. /ä/. porque são muito importantes e basais para um conhecimento de nossa língua. e o som é fechado ë/ é pronunciado fechado. Questões Sintáticas e Nominais Sem uma visão das questões sintáticas e nominais. de modo geral. que não é aberto como o /a/. Precisamos nos deter nas construções das questões tópicas do português no Brasil para uma melhor compreensão do que. esse é mais um assunto inesgotável desse lindo idioma. numa pronúncia mais central: /a/. o português apresenta 7 vogais. /u/ são posteriores. em geral. Também Portugal apresenta três vogais. Essa característica sintática tem a ver com o fato de que as diferenças fonético-fonológicas. /i/ (barbante. /ó/ (avó). /ô/. 49 Posições Ocupadas por Vogais no Brasil a) Posição tônica – no Brasil. /é/ (deve). que não é comum em Portugal – dizemos: está na janela. mas numa posição mais posterior do que o /ê/ do Brasil. /ä/. Portugal apresenta e mantém as 8 vogais da posição tônica. do português do Brasil. com certeza. /ô/. que as vogais /é/. pelo menos. Temos essa oportunidade nesta aula. e o menino é o SN. /ó/. é de ser uma língua de tópico. uma diferença de tonicidade nesses pronomes. o. temos também. A noção de verbo que 14. na boca. /ê/. ao uso da próclise. diferente do português de Portugal e das demais línguas latinas. e /u/. um /ä/. com a diferença de que o /ê/ passa a /ë/. Tudo isso é só o início. na sua forma. /é/. b) Posição átona final. não poderíamos ir adiante. tem três vogais /a/ (casa). Após o 15º tópico. sempre. No Brasil. pronunciado [barbãti]). Usaremos as abreviações SN e V para Sintagma Nominal e Verbo. Portugal abriga além desses sons vocálicos. Na língua falada. diferentemente do /a/ aberto pronunciado com língua em repouso.

e também a presença do pronome lembrete instalada aqui desde 1880. esse rapaz aí que eu encontrei ele no trem. aparece. conforme afirmam estudos de vários linguistas. ele como objeto de preposição No Brasil. b. João referencia alguém. Em Portugal. eu conheci ele no trem. esta estrutura da frase articula-se a um modo de funcionamento semântico-enunciativo.. É comum no Brasil frases como Encontrei ele ontem. ele diz: o André. depois tem-se como sujeito o pronome ele. João.. em frase com infinitivo.. Na frase a. João referencia uma pessoa e é também o sujeito da frase. por vários linguistas em suas buscas. já que a terminação verbal é a mesma entre a primeira e a terceira pessoa. Esse uso do pronome Ele está ligado ao crescimento no português do Brasil. que está ligada. segundo alguns autores – importantes aspectos próprios do português brasileiro. de quem eu gosto. normalmente. dizemos. aprofundando-se. Acrescentemos mais algumas características que diferenciam o português do Brasil do português de Portugal: a.. Aqui há o que chamamos de marca de concordância – já que a terminação Isso nos reporta ao fato de sermos uma língua de tópico. ele fez o trabalho. Em Portugal haveria apenas: É impossível achar lugar aqui. a partir daí. do português no Brasil – uma questão a ser estudada no multilinguismo brasileiro. por exemplo: eu tinha uma empregada que ela respondia ao telefone e dizia. então. O se pode não aparecer nas formas finitas – ex. diferentemente do português de Portugal. Nestas frases. ele é complemento da frase. Para Galves. ou para estabelecer um contraste.. como o que se diz do primeiro SN. fez o trabalho. que retoma e anaforiza João. o se como forma de indeterminar: É impossível se achar lugar aqui.50 Fascículo 3 nos interessa aqui é a que conhecemos usualmente. diferentemente de Portugal onde esta construção. no Brasil. esta diferença diz respeito a que no português do Brasil o ele aparece preferencialmente ao sujeito nulo (que na escola conhecemos como sujeito oculto). São diferenças pertinentes ao significado e sentido de palavras que tornaram ou foram incorporadas ao português . cuja diferença na estrutura frasal está também ligada a uma estrutura sintática diferente. (eu tinha uma empregada que respondia ao telefone e dizia. cuja estrutura frasal obedece ao cânone SN [ V ( SN ). Esta característica explica. a um aspecto de natureza semântica fundamental e da forma como faz referência a quem se fala. na primeira frase.: Nos nossos dias.). Aqui o colchete separa o que se apresenta. Em Portugal. 16. esse rapaz. verbal é a mesma. ele como objeto Não existe em Portugal esta construção. ele como sujeito No Brasil. em outras palavras. que eu gosto dele. João fez o trabalho. aquilo sobre o que se vai dizer algo. de modo consistente. Aqui João é o tópico. O uso do pronome se e seu funcionamento é contemplado em vários momentos. é mais bonito. a palavra João refere-se a alguém (João) e predica-se dele algo. outros diriam semântico-pragmático. do qual se predica algo. concluímos que. aquilo sobre o que se vai dizer algo é diretamente o sujeito da frase. Em contrapartida. não usa mais saia. o que corresponde a um sujeito oculto no Brasil. Nessa frase. do uso daquilo que chamamos de relativa cortadora. Na frase b. não aparece já que a terminação verbal é a mesma entre a primeira e a terceira pessoa do verbo ou ainda como recurso para estabelecer um contraste. b. preferencialmente temos um sujeito nulo em Portugal. fez o trabalho. c. é mais bonito. por sua vez. onde aparece preferencialmente o sujeito nulo e onde o ele aparece quando é necessário marcar a concordância. Considere com atenção estas duas frases para entender melhor como funciona a estrutura sintática do português: a. Aqui. só há frase como: Não se usa mais saia. a construção comum é: André. Assim a nossa estrutura do português brasileiro é [SN V] diferente de Portugal e demais línguas latinas em geral. pois. Diferentemente. Características do Léxico As diferenças entre o português do Brasil e de Portugal são estudadas desde o início do século XIX com Marquês de Pedra Branca.

molambo. senzala. os exemplos são também tirados de Teyssier (idem). Bueno (1946. de alimentos. São. cupim.22/11/2008. originada do atendimento a necessidades fundamentais de comunicação. Pesquise sobre as contribuições na formação do léxico português. das questões morfológicas e sintáticas.org/wiki/Portugu%C3%AAs_ brasileiro 23/11/2008 CÂMARA JR. assim como de lugares. caju.Fascículo 3 das línguas indígenas e africanas com as quais o português esteve e está em relação sempre. Por fim. advindas das línguas indígenas e africanas que vieram enriquecer o português do Brasil. Obs. ______.br/~pead /tema05/imposicaoportugues. da fauna. do universo de vida dos escravos. abacaxi. nada mais justo do que trabalharmos agora sobre o léxico. curumim. mandacaru. comumente o tupi. . História e Estrutura da Língua Portuguesa. Disponívrl em: http:// pt. html . capivara.wikipedia. moqueca..org/wiki/Portugu%C3%AAs_ brasileiro – 20/11/2008 Autor desconhecido. orixá.: cf. Rio de Janeiro: Vozes. também. mocambo. J. possua características pecualiares. urubu. sucuri. M. 1975. gente! Por outro lado. abará. vatapá. moleque. fato explicado por Galvez também. etc. ed. A nossa língua apresenta características que a diferem do português de qualquer outra nação que fale a mesma língua.qualquer língua mista. do universo das plantações de cana. samba. 1985.wikipedia. em geral. Paul Teyssier (1997) cita. Disponível em: http://acd. guri. e mesmo outros de aspecto mais geral. você percebeu como questões sintáticas e nominais precisam ser conhecidas por todos que desejam saber mais acerca do nosso idioma e domínio sobre as construções canônicas de nossas orações. caatinga. Disponível em: http:// pt. Exemplos de palavras de origem indígena: capim. cuja nomenclatura explicita muito bem o português que falamos. reiteramos que o português brasileiro apresenta um conjunto de características tão peculiares que o tornam objeto de pesquisa de vários estudiosos. Grandes listas de palavras dessas línguas que se incorporaram ao português podem ser encontradas em diversos livros de linguística histórica do português como Silva Neto (1950). Terminamos este fascículo. conclusão e referências. palavras relativas à designação da flora. que. da cozinha de influência africana. Rio de Janeiro: Padrão. em seus estudos sintagmáticos e nos referidos determinantes – viabiliza um conhecer amplo que envolve várias classes gramaticais. um conjunto importante de palavras de origem indígena. crioulo epidgin REFERÊNCIAS Autor desconhecido. curió. carnaúba. de origem africana. o que não é de estranhar que nosso léxico. piranha. que este idioma constitui-se de uma língua de tópicos – diferentemente do português lusófono e das demais línguas latinas. Tijuca. em seus estudos. assim como. Autor desconhecido. cafuné. em geral. desenvolvimento. palavras que designam elementos do candomblé. maxixe. que possui uma gramática simplificada. 5. desde que observado sob essa perspectiva. Estrutura da língua portuguesa. no Brasil. ufrj. Exemplos de palavras de origem africana: caçula. Atividade | Após o estudo dos sons. banguê. 1950) e Coutinho (1936). acarajé. GLOSSÁRIO Sabir . mingau. há. alguns exemplos: PORTUGAL comboio autocarro eléctrico hospedeira caneta de tinta permanente corta-papeles fato metro BRASIL trem ônibus bonde aeromoça caneta-tinteiro pátula terno metrô 51 CONCLUSÃO Nesta aula. Prepare agora um trabalho científico para nota: introdução. buriti. São.

1996. POTTER Margarida. 1998. História da Língua Portuguesa. Dicionário de linguística e gramática. Disponível em: http://cienciaecultura. Jean el ali.br/scielo. 2000. José Luís. São Paulo: Contexto. DUBOIS. 2001. São Paulo: Martins Fontes.br/scielo.bvs. A língua brasileira. Anthony Julius. A África no Brasil: a formação da Língua portuguesa. São Paulo: Parábola. Maria Marta Pereira. Braga: Dinalivro / Fundação Calouste Gulbenkian. 2007. Tradução: Celso Cunha. bvs. . A. Estruturas Morfológicas – Unidades e hierarquias nas palavras do português. Vozes.php? pid=S0009-67252005000200016&script= sci_arttext&tlng=pt 24/11/2008 VILLALVA. 2008. Eni P . Eduardo. NARO. SCHERRE. São Paulo: Cultrix. A língua portuguesa no Brasil. Disponível em: http://cienciaecultura. Petrópolis. ORLANDI. Paul.______. ed. TEYSSIER. GUIMARÃES. 2. FIORIN.php?pid=S0009672520050002 00015&script=sci_arttext – 24/11/2008. Origens do Português Brasileiro. Dicionário de Linguística.

via Romantismo. e a portuguesa a vão os meninos aprender à escola”. por um longo tempo. . no valor e no teor da contribuição do Tupi para o léxico português. que as mulheres e os filhos se criam mística e domesticamente. tendo em vista que os dois conviveram juntos por muito tempo.Fascículo 4 53 Contributos do Tupi-Guarani e sua Influência no Vernáculo Português Eixo Temático | A Leitura no Contexto Universitário Prof. mas copiosamente opulenta no léxico pelas contribuições indígenas e africanas e pelos produtos da criação interna. essas são constatações de Pe. na nossa história. a grandeza das muitas nações indígenas que se perpetuam por meio dos séculos. o português. O português e o tupi conviveram.a Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 15 horas Objetivos Específicos Identificar. com as variedades dialetais e entrar em contacto com alguns dados sobre as diferenças lexicais existentes entre o português do Brasil e de Portugal por meio de dados sociolinguísticos do Brasil. os bandeirantes usaram o tupi em 1694: “as famílias dos portugueses e índios em São Paulo estão ligadas hoje umas às outras. Antônio Vieira. como já vimos. Observar por meio de leituras do dia-a-dia e do contato com as pessoas ao seu redor o quanto de “brasileirismos” se constitui a nossa riqueza linguística que pode ser avaliada por meio dos vários troncos linguísticos indígenas que existem e como os contatos se realizavam. Ampliar seus conhecimentos sobre a riqueza vernacular do português brasileiro. enriquecendo nosso patrimônio vocabular. e a língua que nas ditas famílias se fala é a dos índios. com leves e pouco numerosas alterações sintáticas. 1. Também discutiremos sobre as contribuições dos africanos para o nosso vocabulário e ainda sobre a imposição da Língua Portuguesa. Souza Oliveira diz que a nossa língua nacional é. que se estendeu até o ano de 1870. Contribuição do Tupi para o Léxico Português Falaremos sobre a contribuição do tupi para o Português. modificado na pronúncia. em substância.

lambari.com/ watch?v=qVLKaXR4sA4 Após essa querela. capivara) e à flora (como por exemplo. por meio do fórum temático.: vatapá. arara. Guanabara. mais exatamente.jpg vocabulário mais geral. Conferimos que também podemos encontrar influências do tupi em expressões. Veja o caso de INHAME. jacarandá etc. Mas duas línguas africanas se sobressaem particularmente: o IORUBÁ (língua atual da Nigéria) e o QUIMBUNDO (falado em Angola). http://br.youtube. palavra africana. capivara. curiango. Ubirajara. acarajé). Guacira. carnaúba. mandioca). em especial o de Aurélio Buarque de Holanda e de Antônio Houssais em suas últimas edições. muitos brasileiros acreditaram ser impossível haver uma nação original com cultura e com literatura própria. carioca. antes é um problema nacional da mais alta importância e significação. ao que ele responde: que sem jamais querer distanciar-se do português europeu.youtube. Temos ainda alimentos. Iracema. sempre integrado à língua comum (ex. Jurema. sucuri. Dado que os africanos que aqui chegaram pertenceram às mais variadas etnias. piranha. Manoel. e. A questão da língua não se constitui apenas de controvérsia gramatical. O quimbundo nos deu um Atividade | Para melhor compreender a linguagem de José de Alencar no seu livro Iracema.com/ vivabrazil/images/caipor13. curupira jacá.com/ watch?v=YHeEsNT8vcg http://br. arara. E é via escritores brasileiros. tamanduá. utensílios.54 Fascículo 4 A densidade demográfica e a diversidade cultural exerceram e exercem uma influência muito grande na formação da língua portuguesa. autêntica e viva do português. cair na arataca. cafuné. sugerimos assistir aos FILMES: 1. por exemplo. mandioca. sem transitar pelo Brasil. molambo. estar de tocaia. acará. caninana. na flora: abacaxi. jacaré. jabuticaba. certos dicionários explicam e registram esse fato. Já o vocabulário brasileiro de origem africana apresenta uma complexidade quando certas palavras entraram no português de Portugal. fato que seria objeto de preocupação particular entre escritores e filólogos. saracura. relativo às cerimônias do candomblé (ex. comentar com seus colegas. que a língua portuguesa se impõe. fenômenos como: arapuca. ipê.: orixá) ou a cozinha afro-brasileira (ex. recebe críticas severas do escritor português Pinheiro Chagas e de outros censores que o acusam de escrever numa língua incorreta. na antroponímia: Araci. ao publicar Iracema em 1865. a maioria de suas palavras se realizam no âmbito da fauna: araponga. registrada no Diário de Cristóvão Colombo (1492) – ñame e sob a forma portuguesa na carta do descobrimento do Brasil ao rei D. jabuticaba. crenças. urubu. saci etc. sem uma língua original. piracema.vivabrazil. moleque. carnaúba. José de Alencar. sucuri. Tijuca. O nosso vocabulário português é considerável. reivindica o direito à originalidade e recusa o purismo mesquinho e estéril. e. tais como “andar na pindaíba” e “estar de . após a Independência. tatu. 2 “ Iracema”. sagui. Peri. O saci e a caipora O tupi também alcança as locuções familiares: andar na pindaíba. as questões pertinentes ao idioma entram num período de calmaria que se estende aos demais escritores. abará. moleque.: caçula. a razão para seu vocabulário ser tão diversificado. Todos fazem a velha língua geral sobreviver. fazer um comentário sobre a resposta dada pelo referido autor. No que concerne ao tupi. abacaxi. gambá. O iorubá constitui a base de um vocabulário próprio da Bahia. isso é cabalmente demonstrado quando da análise de certas palavras usadas no dia-a-dia. quati. capivara. tamanduá. tatu. via o Romantismo que no Brasil se estende até 1870. Elas giram também em torno de palavras relacionadas à fauna (como. porque. curió. guabiroba. Vimos que as contribuições do tupi para o Português são muitas. pensamento esse compartilhado pelas novas nações americanas. urubu. cipó. sapé. mostra a sua necessidade de encontrar uma expressão nova. cipó. Verificamos. pororoca.terrabrasileira.gif http://www. aí.net/ folclore/regioes/3contos/saci. na toponímia tipicamente brasileira – Aracaju. sem esquecer o harmonioso sabiá e as personagens espectrais e inquietantes: http://www. caipira. Jandira etc. posteriormente foram introduzidas aqui pelos portugueses.

brancarana (mulata clara) ou paroara (natural do Pará e marajoara (natural da Ilha de Marajó. mandiguaçu (peixe grande). sobre os tupinismos . babaçu ( palmeira grande). Pudemos conhecer também que foi por meio do Romantismo que a língua portuguesa se impôs. Já em relação ao vocabulário brasileiro de origem africana. que eram fontes do contato entre os índios de diferentes tribos. Era a língua do contato entre índios de diferentes tribos. Macro-Jê e Aruaque. o qual nos deu um vocabulário mais geral. subsidiada por um discurso no qual a língua teria encontrado a sua autenticidade e a sua originalidade.traços linguísticos do português do Brasil. funcionam mais como adjetivos do que como sufixos. algumas dessas famílias não puderam passar por esses agrupamentos. Pará). que o nível de comunicação desses grupos seja melhor. cafuné. Entretanto. entretanto. ouve-se tal idioma em locais em que esses índios jamais estiveram. Peri. em especial. http://br. temos o sufixo –açu (grande). Yanomami. -guacu (grande) e –mirim (pequeno) nas palavras arapaçu (pássaro de bico grande). Existem. 55 Falando Sobre os Tupinismos SAIBA MAIS! org /w htt p:/ /pt . Cabe-nos acrescer que. carioca.html • A Língua Geral Paulista: originária da língua O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil.org/ iki /L% C3 %A Dn gu a_ Chamamos de “brasileirismos” as palavras que derivam diretamente do tupi ou que foram influenciadas . antes de os portugueses aqui aportarem. Jurema. necessariamente. agregando à língua comum (caçula. em nada. vimos que duas línguas se sobressaem nesse sentido: o iorubá. abará. Maku. dos índios Tupi de São Vicente e do alto rio Tietê. entre índios e portugueses e seus descendentes. O fato de duas sociedades indígenas falarem línguas pertencentes a mesma família não implica. nas palavras BIBIRANA (planta da família das anonáceas). iorub%C3%A1 http://pt. A maioria da população falava a língua em geral. estima-se que eram faladas cerca de 1. sufixos verdadeiros. como ocorre com alguns sufixos que. A língua geral possuía duas variantes: wiki/Quimbundo 2. a constituição morfológica e fonética da palavra a que se ligam. Línguas Indígenas. A língua geral era assim uma língua franca.wikipedia. Essa foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que deixou fortes marcas no vocabulário popular falado atualmente no país.wi kip ed ia. Tijuca) e em antroponímia (Iracema. Mura. moleque). Pano.Fascículo 4 tocaia”. segundo alguns autores. Língua Tupi Falaremos sobre a Língua Tupi e. Nambikwara e Guaikuru. é o caso dos Karib. Como exemplos. Essas línguas passaram por um agrupamento em famílias e foram classificadas como pertencentes aos troncos Tupi. Ubirajara). abatimirim (arroz moído) ou mesa-mirim (mesa pequena). oriundos de empréstimos tomados ao tupi.com/terrabrasileira/contatos/pombal. acará) e o quimbundo. já que não alteram. influenciando o modo de falar dos brasileiros. relativo às cerimônias do candomblé (orixá) ou à cozinha afro-brasileira (vatapá.500 línguas diferentes neste território que veio a ser o Brasil. em toponímia brasileira (Aracaju. passa a ser falada pelos bandeirantes no século XVII. Dessa forma. proibindo o uso da língua geral.geocities. Katukina. Txapakura. como –rana (parecido com) e –oara (valor gentílico). • O Nheengatu (ie’engatú = “língua boa”) é uma língua tupi-guarani falada no Brasil e países li- . Guanabara. Tukano. E ainda debateremos sobre as primeiras influências que a língua portuguesa recebeu no Brasil.

Você verá agora uma questão bastante significativa no contexto do Português Brasileiro: a variedade considerável de dialetos que enriquecem nosso idioma. no sentido de sabermos como se constituem esses dialetos. podendo esses sons dialetais ser encontrados nos dialetos do Brasil. chegamos ao consenso de que o portu- .). como você poderá perceber. às bandeiras e aos tropeiros e viaje com eles pelo Brasil. de acordo com o que discutimos.org aruaques /wiki/L%C3%ADnguas_ http://pt.wi kip ed ia. tendo sido o vocabulário enriquecido com palavras do português e do castelhano.wikipedia.Brasil Caipira Por exemplo. suas origens e os dialetos já desaparecidos. é sua hora de fazer um relato escrito da trajetória do filme e aproveite para investigar as contribuições do TUPI ao léxico Português. já os dialetos “meridionais” aproximam-se muito com o falar brasileiro pelo uso comum que fazem do gerúndio (e. sem.o Paulista /wiki/Nheengatu http://pt. mas a maioria da população falava em língua geral.org Datam do século XX os estudos realizados por Lei te de Vasconcelos sobre os dialetos do Português europeu. Longe disso. essa é a oportunidade que você tem agora de adentrar ao mundo indígena documentado por Darcy Ribeiro. Junte-se às entradas. antes de os portugueses ancorarem aqui no Brasil. http://br. entretanto. Assim.com/watch?v=5Xz9pfxErQE Existe uma variedade considerável de dialetos na língua portuguesa. vejamos o caipira paulista é tão be de Darcy Ribeiro.org A1 /wiki/Tupinamb%C3% http://pt.g falando. não nos afastam de outros países com o mesmo idioma.org /wiki/Macro-J%C3%AA http://pt. decorremos que a língua geral foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que ela possuía duas vertentes: a língua geral paulista (a qual passou a ser falada pelos bandeirantes no Século XVII) e o Nheengatu (uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos jesuítas portugueses nos séculos XVII e XVIII). é preciso conhecer a sua cultura e a sua língua.56 Fascículo 4 mítrofes. tendo como fundamentos o vocabulário e a pronúncia tupinambá e como referência a gramática da língua portuguesa. http://br. Agora.wikipedia. ou quase desaparecidos.org ua_ Ge ral _ ng rg/ wik i/L %C 3% AD htt p:/ /pt . 3. Esses sons diferentes. comprometer a inteligibilidade dos locutores desses dialetos diferentes. O Nheengatu é uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos jesuítas portugueses nos séculos XVII e XVIII.wikipedia. aguça nossa curiosidade. Dialetos do Português Brasileiro CONCLUSÃO Constatamos que. era a língua de relação entre os índios de diferentes tribos e entre índios e portugueses. escrevendo etc.wikipedia. Muitos desses dialetos apresentam significativas diferenças lexicais que os distanciam do português patrão do Brasil e de Portugal. SAIBA MAIS! YouTube . Analisando a quantidade de dialetos existentes. Atividade | ATENÇÃO! Para conhecer um povo.500 línguas diferentes eram faladas nessas terras.youtube. que. cerca de 1.com /watch?v=PjhHip8NUbs no que “Brasil Caipira” m retratado no FILME SAIBA MAIS! /wiki/Tupi http://pt. O português santomense tem muito em comum com o português do Brasil.youtube.wikipedia.

SP e Goiás.cidade de São Paulo 12. o norte catarinense e o vale do Itajaí falam um dialeto com influências alemãs.região da Bahia Carioca . Sertanejo . reconhecido por linguistas do porte de Amadeu Amaral.Ceará Baiano . quando D.Fascículo 4 guês possui apenas dois dialetos: o europeu e o brasileiro. chegando a ser quase incompreendível em algumas regiões 14. Caipira . difundido na mídia pelas populações do Rio de Janeiro e de São Paulo.Paraná . Os paulistas tomaram várias direções. Obs: Algumas regiões do interior do estado de São Paulo tem um modo próprio de falar. pois tem grande influência no Paraná 11.Estados do Paraná e Santa Catarina (a cidade de Curitiba tem um falar próprio. “Brasiliense” . mas temos dialetos estabelecidos. escravos. o oeste e a serra catarinense sofrem influência do gaúcho. índios e europeus que criaram um jeito de pronunciar tão interessante que se espalhou pelo país. O dialeto preferido por Portugal e que deu origem à norma-padrão é o de Lisboa. Pernambuco e Piauí possuem diferenças linguísticas entre a capital e o interior) 9. 5.Rio de Janeiro (Capital) Fluminense (ouvir) .estados de Goiás e Mato Grosso. 6. Paranaense .Cidade de Florianópolis (próximo ao açoriano) 15. apesar de o dialeto ter evoluído por causa da imigração forte em Mato Grosso. por meio do comércio e de todas as outras formas usuais àquele período. to Alegre possui um jeito de falar próprio) 7. e o sul catarinense (mais precisamente em Criciúma) possui um falar bem parecido com o Italiano.estados da bacia do Amazonas. graças às várias ondas de migração. vindo da Corte. Esse fato é fácil de constatar quando se observam os mapas que retratam os movimentos de entradas. próximo ao açoriano). com tal prestígio que alterou a língua local. também chamado de Coimbra. Nortista . dignos de credibilidade. 3.Cidade de Brasília . o português paulista chegou até Macaé. como você. e nenhum pode ser considerado melhor ou mais correto que o outro. um modo diferente de se falar. bandeiras e tropeiros.também é falado em algumas cidades de Santa Catarina e São Paulo que fazem divisa com o Paraná. O dialeto culto é o mais falado no Brasil. Tudo isso era parte integrante da Capitania de São Paulo. Paulistano . 10. semelhante ao nordestino. Sulista . tais como: o dialeto caipira. João VI chegou com cerca de 16 mil portugueses.Estado do Rio de Janeiro (a cidade do Rio de Janeiro tem um falar próprio) Gaúcho . e em partes do Rio Grande do Sul. e a primeira célula do português brasileiro surge em Minas Gerais. mas não é falado no resto dessa região. Nordestino (ouvir) . que percorrem variadas direções para o Sul. dão-nos o aporte necessário. assim a classificação do filósofo Antenor Nascentes e de alguns outros. exemplificando algumas cidades como Campinas e algumas da RMC. parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. por ser falado na Universidade de Coimbra. ambos inteligíveis. 57 1. 2. inclusive da Língua Portuguesa. ser bem sucedido na cultura dialetal que faz parte da nossa cultura. “Manezinho da Ilha” . a maioria dos dialetos não possuem muitos estudos registrados. há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense.a cidade desenvolveu uma maneira própria de falar. Em 1806. O estado de Tocantins tem um falar próprio. O português paulista no século XVI não foi levado ao Nordeste nem ao Norte do Brasil.parte do interior do estado de São Paulo e de Goiás. diferentemente do Caipira que é bem intenso no município de Piracicaba e do Paulistano. apenas Goiás permaneceu com esse dialeto 13. Os cariocas começaram a falar “chiando” como os portugueses falavam então. Não é muito precisa a divisão dialetal brasileira. sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro Cearense . mais falado na região da cidade de São Paulo. isso mudou.Rio Grande do Sul (a cidade de Por- CONCLUSÃO Acabamos de cruzar o Brasil com os vários movimentos que fazem parte da nossa história. parte do norte do Paraná. no período de exploração de pedras preciosas por bandeirantes paulistas. 4. é uma boa caminhada que leva ao aprofundamento de um saber essencial para todos que desejam. Afinal.estados do nordeste brasileiro (alguns estados como Ceará. Entretanto. no estado do Rio de Janeiro. Em direção ao Vale do Paraíba. para MG.Minas Gerais (a cidade de Belo Horizonte possui um jeito de falar próprio) 8. Mineiro . .

perpetuando “mais uma vez a pronúncia de Portugal antes das grandes mutações fonéticas do século XVIII”. versus a construção estar + a + infinitivo dominante no português europeu. em vez de [ʃ] e [ʒ] como em Portugal. “Pode me dizer” (Brasil) vs. “Digame uma coisa” (Portugal). têm aspectos conservadores. ou seja. já a mesóclise. SAIBA MAIS! wiki/Santomense http://pt.htm /historiab/entradas-band com http://www. e e o seguidas de consoante nasal (ex: “vênia” vs. “vénia”. A vocalização do “l” velar. versus a pronúncia [ɐj]. O uso do pronome possessivo precedido de artigo é bem típico de Portugal e. pronunciado [ãnimaw]. quase nunca.files. como em “animal”. iki/Tropeiro http://pt. Diferenças entre o Português do Brasil e o de Portugal http://verblogando. Morfologia e Sintaxe Passamos pela assumida presença dialetal no nosso idioma. E em questão apenas de sonoridade. Observando as inovações fonéticas e conservadoras brasileiras. Assim. “António”). “Tudo vale a pena.or eiras. no Brasil. vs. já que na escrita obedece às mesmas regras. Entretanto. certas inovações fonéticas ocorridas no português europeu. “Pode dizer-me” (Portugal).58 Fascículo 4 Atividade | Fique Atento! Faça uma pesquisa que contemple os falares das regiões citadas. “o meu computador”). das ilhas da Madeira e Açores. a pronúncia do “e” tônico como [e].brasilescola. quase sempre. os –s e –z em final de palavra diante de consoantes surdas são realizados como [s] (como em “atrás” ou “uma vez”) ou como O Sistema Fonético Vocálico Os fonemas usados no português do Brasil diferem. versus [ɐ]. [z] diante de consoante sonora (“desde”).wiktionary. Aspectos Conservadores Na maior parte do Brasil. a mesma palavra tem notação fonética . nas classes populares do Sul de Portugal. como já disse o célebre poeta Fernando Pessoa. o mesmo fenômeno verifica-se nas vogais das sílabas pretônicas (ex: o primeiro “a” de cadeira. no século XIX foram ignoradas no Brasil: manteve-se a pronúncia [ej] em ditongos como do “ei” em “primeiro”. algumas vezes. “Antônio” vs.com/2008/ 01/zzz-mapa-escudo-portugal1. Agora que tal descobrir essas diferenças? Não são tão fortes que comprometam nosso entendimento.org/w 4. o uso do gerúndio. A próclise e a ênclise são sempre usadas.wordpress. Dizendo: “Me diga uma coisa” (Brasil).jpg Aspectos Inovadores A desaparição entre timbre aberto e fechado nas vogais tônicas a.org/ iki/Meridional g/w http://pt. Vamos adiante! O português brasileiro segue as características do português europeu do Centro Sul. temos: Domina no Brasil. entretanto. se a alma não é pequena”. mas também têm aspectos inovadores. daqueles usados no português europeu. Apenas na fala. há uma diferença entre a colocação dos pronomes oblíquos átonos. Sinta como é fácil lidar com as diferenças lusófonas. pronunciado /a/ no Brasil e /ɐ/ em Portugal). há flexibilidade de uso (ex: “meu computador” vs. falam igual ao Brasil (ex: “estou escrevendo” vs.wikipedia. em palavras como “espelho” ou “vejo” [5]. Você ficará encantado com a riqueza desses falares.wikipedia. Vogais átonas permanecem abertas. “estou a escrever”).

sapo. quando nos aprofundarmos no estudo do português brasileiro e do europeu. rrit ori o_ a.org _Minho_ o ia.wikiped (prov%C3%ADncia) /wiki/Alto_Minho http://pt. SAIBA MAIS! m. sendo treze vogais. g..co http://www.lusanova. aragonês.wikipedia. andaluz.org/wiki/Baix http://pt.sapo.c om .wikipedia. São fenômenos tupinólogos. • redução de nd a n nos gerúndios (e.gi raf am ani portugal. • queda ou vocalização do l final (e. .co ugal_e_espanha/ mediterraneo2008/port pdf suldeportugal_madeira.co ugal_e_espanha/ mediterraneo2008/port pdf suldeportugal_madeira. g. O português brasileiro utiliza 34 .org dit&redlink=1 C3%ADsmo&action=e /wiki/Ger%C3%BAndio http://pt.org l /wiki/Norte_de_Portuga http://pt.wikipedia.br/tabela/europa_ http://www. em dialetos crioulos portugueses.cv 59 O Sistema Fonético Consonantal saber.Fascículo 4 diferente aqui o que torna diferente dos outros países lusófonos. • ieísmo (e. descubramos que existe.br /af ric ano /te htt p:/ /w ww. vários dialetos que compartilham as mesmas peculiaridades básicos no que concerne à fonologia. em francês. embrionárias ou incipientes na “língua-tronco”.org • ensurdecimento e queda do r final: ocorre. g. dezenove consoantes e duas semivogais. provas evidenciais da influência tupi ou dos africanistas por influência dos escravos. provençal. em Portugal. italiano central e meridional.br/africano/ a. m. etc. Temos 34 fonemas no português brasileiro.org l /wiki/Norte_de_Portuga http://pt.html m..br/tabela/europa_ http://www. g.cv Consoantes e duas semivogais.php?title=Ie% http://pt.lusanova. Fenômenos Fonológicos Do Português Brasileiro Temos fenômenos fonológicos não ocorridos na variedade europeia. Tal fato é contestado por alguns autores que preferem olhar essas mudanças fonéticas sob a ótica do desenvolvimento ou da realização de tendências latentes.org /wiki/Ep%C3%AAntese http://pt.wikipedia.htm /w/index. Vamos ver as vogais: saber. É bom que.wikipedia.. *finaw em vez também. portanto tais fenômenos são factíveis nas línguas neolatinas. dentro dessas línguas. *fulô por flor ou *quelaro por claro): aparecem na evolução do latim nas diversas línguas românicas.girafamani l territorio_portugal. no galego. • terminação verbal átona desnasalizada (e. como o do Baixo Minho. • alguns casos de epêntese (e. *andano em vez de andando): efetuou-se no catalão antigo. *muier por mulher ou *trabaio por trabalho): no francês. *amaro por amaram): ocorre o mesmo em alguns falares do Norte de Portugal.wikipedia. em espanhol. g.

por isso. só uma pequena percentagem é unilíngue. em seguida. A difusão do PVB por todo o Brasil se deve à penetração africana no interior. Faça uma interação de correção entre você e seus colegas. a maioria populacional. vibrante. fato que dispensava a criação de uma variedade reestruturada. Os dados sócio-linguísticos mostram isso desde a nossa colonização. Assim. que se realiza o português vernacular. como sabemos. A presença de africanos nas plantações. longe de nos separar. bastante diferente da colonização de outros países. objetivando entender até que ponto os processos. Do mesmo modo. O Português Vernacular do Brasil “Olha que coisa mais linda e mais cheia de graça” é esse assunto: O Português Vernacular do Brasil – o PVB. Os portugueses que aqui chegaram rapidamente subjugaram e aculturaram os nativos que aqui se encontravam. os fatores que influenciam a formação do português brasileiro. também. levaram à formação vernacular que chega até nossos dias. Nota: o asterisco (*) marca as palavras ortograficamente incorretas. na língua falada sem preocupações ou em como será escrita. é o veículo linguístico de comunicação CONCLUSÃO Você viu que as diferenças. a língua dos Pretos Velhos – todos esses fatos juntos levam-nos a crer que o português é resultante de um processo de “transmissão linguuística irregular” que dá origem a uma variedade sincronizada do português vernáculo brasileiro (PVB). e é a língua de cerca de 230 milhões de pessoas neste planeta que perpassa. assim. Não houve oposição dos nativos a essa colonização. por exemplo. Os portugueses que aqui chegaram vinham em torno de 15.60 Fascículo 4 de final): possível de ouvir também em algumas zonas do Alto Minho. e com a abolição da escravatura em 1888. quando da descoberta de ouro em Minas Gerais. no século XVIII. utilizavam a língua geral. escreva-os em português brasileiro. sociais e geolinguísticos. já que a corte portuguesa aqui se fixou em 1808.” Essas alterações no PVB (português vernáculo brasileiro – só para lembrar !?) são encontradas até nossos dias. . Até o século XVIII. por seu valor e força. nativos e demais descendentes tiveram a predominação linguística de base tupi. Você terá assunto para conversar com seus colegas por muito tempo. o fato de muitos virem de regiões onde crioulos portugueses haviam se formado. quatro continentes e que aqui se fixa e se amplia. com usuários da nossa língua. Dados Sociolinguísticos O Brasil é o maior país usuário da língua portuguesa no mundo. Aplausos para sua nova conscientização! Este fascículo pretende viabilizar a melhor interação possível entre você e o vernáculo brasileiro. Esse estudo nos permite comparar. Ele abriga uma enorme riqueza quando permite a criatividade e comparações com outros idiomas e. 5. como Angola.000 aproximadamente. como ocorreu em outras terras. inclusive por se tratar de um idioma que abriga uma imensa riqueza advinda de outros povos e que nos concede. constituindo. exatamente. era a situação de monolinguismo maioritário. desde os primeiros momentos da colonização. o desaparecimento gradual da população nativa. sua colaboração ao lidar com esses dados e assimilar essas verdades torna tudo isso factível. a partir do século XIX. adentrar em vários outros mundos. porque é. muito mais nos unem? Isso é muito bom e torna um idioma forte. por todas as razões e motivos. Do quantitativo de 150 línguas ameríndias que sobreviveram. sejam quais forem. Os africanos que aqui chegaram nem todos falavam línguas inteligíveis. no Norte de Portugal. portugueses. poderoso. A história sociolinguística do Brasil foi. Alteraria essa situação a chegada de um número de escravos africanos a partir do século XVI e de portugueses. a sobrevivência de variedades reestruturadas do português em comunidades negras isoladas. A língua falada é o momento em que a atenção é mínima. penetre nesse mundo do PVB e amplie seu vocabulário mais ainda. em termos culturais. Atividade | Pesquise três textos com o português de Portugal e. o que contribuiu para que o português passasse por “ drásticas alterações. por meio do FÓRUM TEMÁTICO.

É incontestável que. porque a língua falada é o vernáculo. não está tão longe assim o tempo para adotar a denominação de língua brasileira. dos pátios das escolas e onde o material básico da análise sociolinguística surge. então. Para melhor compreensão do que foi falado aqui. . injusto exigir que este povo. Assim. da comunicação face a face. também. esses fatos e muitos outros formarão nossa gramática. na história da evolução linguística do Brasil. aconteceu um fato idêntico.900 milhões de pessoas. “há muito não lhe vejo” etc. nos sons musicais. e a evolução sedimenta-se. Luíz Gonzaga Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira Asa Branca Ao nos depararmos com construções deste nível : “ eu vou lhe visitar” ou “eu lhe convido para jantar”. podemos ver a poesia de Oswald de Andrade . mas. e. uai Por que tamanha judiação Hoje longe muitas léguas Numa triste solidão Espero a chuva cair de novo Para eu voltar pro meu sertão . Seria. é claro – que se atêm apenas às áreas vocabular e fonética. reconhecemos estar diante de um fenômeno linguístico corrente em todo o país. também. quando se afastaram do idioma materno – o alemão – decidiram batizar a própria língua como holandesa e hoje não aceitam que se diga que eles falam alemão. o campo da sintaxe – onde esse fato fala mais alto dessa tendência diferenciadora que fica ou torna-se cada dia mais consistente. É deveras animador saber que a coragem de sermos brasileiros nos direciona para uma crescente comprovação e conscientização de que estamos nos libertando dos laços arcaizantes em nosso mundo linguístico. observe a música de Luiz Gonzaga. São fatos linguísticos gritantes e de grande significação. Como exemplo. mas com qualidades tão importantes que refletem nosso caráter. traduzidas de formas tão fortes e originais que se traduzem na fala. na literatura – tudo evidencia nossa condição de civilização nova. É a língua da roda de amigos. passível como todo jovem de atenções. alcançam. Temos a nossa vida com todas as suas peculiaridades.Fascículo 4 usado em situações naturais de interações sociais. na redação dos nossos escritores e no nosso falar cotidiano.html 61 ma gramática normativa tradicionalista jamais irá corrigir. e nenhu- Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João Eu preguntei a Deus do céu. ritmo e modo de vida.porém não somos dominados nem dependentes. mas com características inconfundíveis. por extensão. Nossa música e nossa literatura são as maiores e mais expressivas de toda a América.Pronominais: http://calangobrasil. Com os holandeses. pois. dos corredores. onde os fatos ocorrem. igual a muitos outros. além dessas áreas. O que permite o surgimento desse fenômeno e seu domínio neste país é o curso natural de nossa sensibilidade. fazendo sua história. contribuições bastante válidas . por maiores que sejam os laços de subordinação. constituído de 183.blogspot. Aqui. tenha que sujeitar-se às normas tradicionais de outro povo.com/2008/10/ pronominais-oswald-de-andrade. e nada devemos a Europa no âmbito de influência dominante. o registro factual da língua de um povo. Esse fato é contemplável em todas as manifestações de nossa alma – na música popular. o processo de descolonização estará solicitado e teremos vencido o sentimentalismo e saudosismo que ainda nos prende. em franca explosão demográfica. somos mantenedores de várias relações e recebemos. num mundo cada vez mais unido. um fenômeno que nem filólogos nem professores reacionários podem obliterar. Há.

Essa é a hora e o momento de você se enriquecer com o máximo de conhecimento que essa disciplina permite. que nos permite alargar nossos horizontes lexicais. na imprensa. serão necessários alguns esforços. Existem profundas diferenças. O Brasil possui duas línguas: uma que se escreve (que recebe o nome de “português”). é a nossa língua. a popular e a escrita têm seus domínios próprios na prática. quando se deseja ser realmente entendido por todos – e você quer isso.62 Fascículo 4 6. Aprimore seu falar e libere aquele acervo vocabular que você armazena no seu cérebro. Português e vernáculo são parecidos. por isso a maior parte da população pode ter alguma dificuldade. Após a realização da pesquisa. Você viu também como se difunde o PVB por todo o Brasil. não interferem uma na outra. “empresta-lho”. viu Que eu voltarei. que fornaia Nem um pé de prantação Por farta d’água perdi meu gado Morreu de sede meu alazão Inté mesmo a asa branca Bateu asas do sertão “Intonce” eu disse adeus Rosinha Guarda contigo meu coração CONCLUSÃO Você viu o PVB. Quando dizemos. então você se orgulhará de sua contribuição. vamos reunir todas as palavras e formar um único documento. você vai contactar com um dos assuntos mais dinâmicos e relevantes da língua portuguesa – as origens do português popular brasileiro. Temos toda liberdade com o pronome oblíquo no início da frase: “me alegrei quando li esse caso”. A língua falada. na literatura. mas para escrever usaremos “venha cá”. Isso é maravilhoso. na fala infor- Atividade | Dicionarize as palavras típicas de sua região. O vernáculo se usa.org /wiki/Preto-velho . Libere o seu vernáculo! “Não espere a chuva cair de novo. Existe um português aprendido na escola. mas não é a que escrevemos. Nesse assunto. e a outra que se fala (é tão desprezada que nem tem nome). Observe os diferentes vernáculos de acordo com o significado que cada palavra adquiriu ao ser pronunciada. substituímos “nós” por “a gente” e quando falamos “a gente vai” e “nós vamos”. na ciência. irmãos e avós é a mesma que falamos. Abra sua mente e aproveite a oportunidade de tornar-se senhor do seu idioma . As Origens do Português Popular Brasileiro Nesta aula de hoje. viu Meu coração Que braseiro.wikipedia. comercial e cultural já que servem a vastas comunidades e são usadas intensivamente na TV. volte logo pro Sertão”. para dominá-lo. esse é o português que se fala no Brasil. na política. isso significa dizer: (volto a reiterar) que não se fala em Portugal nem na África. claro. todos nós somos. do qual precisamos nos apropriar para acessar o mundo – inclusive o linguístico. mas escrevo: “alegrei-me quando li esse caso”). então. em geral. só aqui. que fornaia Nem um pé de prantação Por farta d’água perdi meu gado Morreu de sede meu alazão Que braseiro. você é também ator. Assim o português que é falado pelo povo (o vernáculo) é português popular brasileiro. A língua que aprendemos com nossos pais. amá-lo? Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na prantação Eu te asseguro não chore não. Parabéns! SAIBA MAIS! http://pt. tão significativas a ponto de impedir a comunicação (uma criança entenderia ”dar-lhe-ei”. mas não são idênticos em absoluto. Vamos prosseguir então: o verbo falado difere do verbo escrito: “vem cá”. As línguas (claro) passam por influências de ordem política. vernáculo é a forma “incorreta” de falar português.

Fascículo 4 mal e em textos para o teatro. “o certo” (isto é. Mas não são em absoluto idênticas. sobre a obra e o seu conteúdo. É incontestável a influência positiva da origem crioula do português brasileiro. que lhe dá um universo de palavras para expressar a maioria de suas emoções e que lhe deixa à vontade para praticá-lo na total amplitude do alcance dos seus conhecimentos. essa força. e não pode haver troca. Mário de Andrade utilizava uma linguagem mais próxima do vernáculo do que o português escrito atual. Falando da Origem Crioula do Português Brasileiro Nós resgatamos a história linguística desse país nesta aula. de forma categórica. a opinião dos escritores brasileiros sobre o assunto. Amplie seus horizontes linguísticos através do uso “pleno” do português e do vernáculo – é possível e está ao seu alcance apropriar-se do maior e melhor conhecimento que um idioma pode presentear aos seus usuários dada a sua vastidão. também. que ultrapassa limites. po “ Brasil Crioulo” na ob as discutie explosão de ideias e pensar em uma grand vídeoconferência. ao falar. vale a pena aprofundar-se no assunto. forte. VÁ EM FRENTE! a criouas nas quais ocorreram Observe as circunstânci ao filme guesa. O vernáculo é o popular – isso faz do vernáculo uma língua ágrafa – com toda probabilidade de ser a maior língua ágrafa do mundo. aceito pelas convenções sociais) é escrever o português e falar o vernáculo. um trabalho original de . essa evidência. portanto.uaivip. http://www. em que o realismo é importante. Investigue. Isto é. SAIBA MAIS! o YouTube . de conviver com ele. tanto interna (linguística) quanto externa (social). A origem crioula do português brasileiro compreende duas etapas obrigatoriamente: o resgate de sua história.religiosidadepopular. Assim. A história externa frequentemente evidencia.com. 63 brasileiro . por escrito. “errado” falar português. se ambas fossem línguas de civilização e oficialmente reconhecidas. mas eu suspeito que são tão diferentes quanto o português e o espanhol ou quanto o dinamarquês e o norueguês. remos através de uma F28 m/view_play_list?p=434E http://www. desde 1880. Ninguém nunca tentou fazer uma avaliação abrangente de suas diferenças.youtube.co ulo crio sil+ bra &search_query= B251F2252 Atividade | Você acabou de estudar no universo das origens do PPB – português popular A agenda de alguns linguistas atesta a origem crioula do português brasileiro (agora PB) há bastante tempo. 7. Esse é um fato deveras arraigado em nossa cultura e temos. mares e fronteiras. cultural e social. poderiam ser consideradas línguas distintas.Brasil Crioul CONCLUSÃO Este é um assunto para o resto de nossas vidas. pois sem ela não teria essa garra. é “errado” escrever vernáculo e é. Veja quantas pessoas estudam para confirmar. porém. para você participar dessa história e também ser consciente disso. aprofunde-se e domine seu idioma daqui por diante. você está praticando e usando a riqueza vernacular do nosso português.br/acorrentados01. de forma positiva. esse idioma lindo. é uma língua escrita. mas é você quem decide. Essa é uma questão política.Assista agora Ariano Suassuna: O MOVIMENTO ARMORIAL e faça um comentário. enquanto a história linguística não encaminha para evidência direta. a hipótese crioula. pelo menos no Brasil. com estudos de Adolpho Coelho e um estudo mais recente. Após assistirmos lização na língua portu deremos ra de Darcy Ribeiro. vemos definição como a de Mário Perini que afirma ser: o ‘português’ e o ‘vernáculo’ (a língua falada pelos brasileiros) muito parecidas. É perceptível que o português. Quando pesquisamos.jpg Assim. Não levantamos aqui nenhuma questão sobre esse assunto nem temos variáveis que interfiram nesse fato.

295-6). Você agora vai pertencer a esse grupo e adquirir subsídios para adentrar no mundo dos conhecedores da formação de seu idioma. que. teremos muito mais segurança para falar sobre os mais variados assuntos com pessoas que desejem abordar esse assunto. E esses fatos levam a concluir que há “ ‘na história de qualquer língua românica’ e ‘do ponto de vista da origem crioula’ (. O Português Brasileiro (PB) fez por merecer ser objeto de estudos de linguistas preeminentes. Guy. Guy (1981. estamos apenas relembrando o porquê desse estudo. nessa aula.. de ordem histórica ou sociocultural. Em 1982.. de maneira especial. que deviam concordar. Ortografia Olha o assunto dessa aula: ortografia. afinal precisamos saber o porquê dessas mudanças para nos apropriarmos mais de nossa língua. E também afirma que o PB emergiu de um pidgin anterior. do latiniano. CONCLUSÃO Você percebeu. a comprovação. acordos ortográficos antigos e atuais. do jamaicano e do guiano. assim. 8.) essas hierarquias de saliência seriam inteiramente esperadas” (Guy. baseando-se na história social do Brasil. http://www.pdf . um profundo estudioso do crioulo. De posse desse saber. tornaram-se línguas maternas de toda uma comunidade. Conforme Tarallo (1983). de natureza linguística. Além de tudo. ser colocada entre os processos de contato linguístico que ocorreram no Brasil colonial. Damos o nome de crioulos a saberes ou pidgins que por motivos diversos.moderna.. assim. adjetivo e substantivo etc. argumenta que “o Brasil deveria ser um candidato preeminente para crioulização”... Então o ônus da prova cabe ao defensor da origem crioula do PB e não.. muito bem. conclui que “. podendo.: “Os menino” “ Belas moça”. a história do PB não é tão clara e transparente.64 Fascículo 4 Guy de 1981 em que agrupa o PB com os crioulos afro-portugueses..com. p.309) testa duas hipóteses e trabalha com duas evidências: história social do Brasil e a feição linguística do PB quando comparada com as situações de línguas pidgins em outras áreas onde circunstâncias sociais semelhantes se verificam. p. tal a tendência para a supressão das formas do plural. que nossa língua tem uma grande influência crioula. ao defensor de uma evolução linguística natural para o PB popular. que dão a Guy o suporte para responder aos questionamentos relativos ao PB e sua formação crioula. Crioulo ou não. só um toma o sinal do plural. e duas variáveis morfossintáticas: concordância do Sintagma Nominal e a concordância Sujeito–Verbo. o absurdo da hipótese não crioula: “Como seria possível ter evitado a crioulização?” Quando Guy examina os elementos formadores do crioulo.a história social do Brasil é exatamente a que deveria ter sido para que ocorresse a formação de um crioulo”. Essas são as quatro variáveis. quando se seguem artigo e substantivo. Qualquer pessoa que deseje se aprofundar nesse assunto certamente encontrará páginas e páginas que irão satisfazer seus desejos de conhecer um dos assuntos mais marcantes da história da formação do português brasileiro. manifestada aqui. Coelho enfatiza: diversas particularidades.br/acordo/guia_acordo. levanta questões pertinentes as origens do PB. leva-o para a hipótese crioula do PB não mais crucial. ambos definidos como dialetos do português europeu (agora PE). Ex. características de dialetos crioulos repetem-se no Brasil. em seus resultados sobre a sintaxe falada do português de São Paulo.117. Guy deriva sua análise de duas variáveis fonológicas: apagamento do –S final e desnasalização de vogais finais. alegando. é um assunto pontualíssimo. Segurança linguística será sempre muito bem recebida. o PB merece análises sintáticas do maior interesse.

Mudar a ortografia não implica mudar. Esse acordo de 1971 é mais uma cedência do Brasil. moderado. Mas a influência do latim mudou esse cenário linguístico. Já Álvaro Ferreira Vieira. reunindo os sete países de língua portuguesa. A evolução ortográfica se dará sempre. b. E veio a grande reforma Brasil-Portugal de 1945. e. o Acordo Ortográfico. rapidamente. As questões ortográficas do Brasil se arrastam há séculos. em certos casos. ao ser escrita. Depois. ainda. Várias reações de natureza simplificativa ocorreram. sujeita às mesmas regras de antes. todos os livros de estudo nem mesmo os dicionários. um dos primeiros gramáticos a reprovar a pseudo-etimologia nascente. A língua portuguesa. Em questões ortográficas.J. th. em 1633. ch. O século XVII assiste a D. Luís Centório Verney. foi oficializado. foi oficializada a nova ortografia que acabava com o despotismo da etimologia. A reforma de 1973 não foi confirmada pelo fato de as “circunstâncias adversas de várias ordens” não permitirem. quando então.pdf http://www. também utiliza uma proposta simplificada em sua grande obra” O verdadeiro método de estudar”. Começamos por Duarte Nunes Leão. 1929. não foi difícil aprender e apreender em quais contextos as reformas orto- . Mas vejamos em traços rápidos o que levou a citada reforma a não ser concluída. incluindo Portugal.moderna. a história do próprio idioma ficava de lado. em 1576 com a obra ”Ortografia da Língua Portuguesa”. e não há a menor expectativa de acabar nos próximos anos. Nunes diz que o fato de se recuarem bastantes séculos e por fazer ressurgir o que era remoto. quase sempre. Francisco de Melo escrever sua obra “Segundas três musas do melodino” e utilizar uma ortografia simplificada. não obteve sucesso devido aos adversários da união ortográfica vinda de Portugal e ao acordo ter sido suspenso. J. a. se opôs à ortografia complicada. a ortografia mostrou-se antiquada em relação à evolução da pronúncia das palavras. O acordo ortográfico de 1986 desejava alterar o indispensável para conseguir a quase unificação da ortografia nos países de língua portuguesa. (mal ou bem) como eram antes. via portaria. Esse período é chamado de pseudoetiológico. Garret defendia a simplificação das grafias e surgem os “simplificadores desabilitados”. Houve e continuará a haver reformas ortográficas em numerosos países. 1931. então. algumas delas muito mais radicais do que as tímidas propostas atuais. e a sintaxe continuará. e foram introduzidos acentos. Essa representação nunca foi satisfatória. por decreto ou portaria. A reforma de 1986. ocorreram vários ajustes de 1920. sem mudança. c. procurava representar foneticamente os sons da fala. Reforma ortográfica não é reformar uma língua. por meio de portaria. No início do século XIX.Fascículo 4 Seja Bem-Vindo ao Mundo Ortográfico Luso-Brasileiro! Em 1986. Rh que antes não era usado.com SAIBA MAIS! CONCLUSÃO Como você observou. Todas as palavras continuarão a ser pronunciadas. 65 ia mento de rever o Gu E agora? Agora é o mo ráfico através do site do Novo Acordo Ortog . d. alterada por decreto em 1971.br/acordo/guia_acordo. Não havia norma. Qualquer mudança será gradual e ocorrerá ao longo dos anos. mas apresentava. Mas fatos históricos levaram esse acordo a ser desconsiderado e. porque começa o aparecimento dos grupos ph. o presidente Sarney pretendeu fechar a questão ortográfica. e. Documentos antigos nos deixam evidências de que a procura era no sentido de uma grafia fonética. a possibilidade de uma nova tentativa estava aberta. no século XVIII. elaborada por especialistas e. algumas diferenças nas grafias. em seu livro “Ortografia ou a arte para escrever certo na Língua Portuguesa”. f. representou um passo considerável e significativo a caminho da reunificação entre o Brasil e Portugal. quase sem consoantes. de cima para baixo. Em 01 de setembro de 1911. o Brasil sempre cede às carências linguísticas de Portugal.

filologia. Autor desconhecudo.htm 24/11/2008. Liliana. 1975.org. Manuela Ferreira. Autor desconhecido.pt/npe/ portugues/paginas_pessoais/MMC/Ortograf. História da ortografia portuguesa. Ortografias. GLOSSÁRIO Desnasalização . Anthony Julius.ufrn. Dantas de. com extensão para os demais países da Língua Portuguesa. Origens do Português Brasileiro. 5. filologista. html 22/11/2008. Disponível em: http://acd. Margarida. Adelardo A.estudiosos ou conhecedores da filologia. Português vernáculo do Brasil e Português vernáculo de Angola. Estrutura da língua portuguesa.udc. Disponível em: http://www.dha.html 23/11/2008. Disponível em: http:// estadodoestado. Português brasileiro.espectro – figura imaginária.malhanga. 2007.php?action.html 23/11/2008. Disponível em: http://acd. E não garantimos que essa foi a última reforma. Autor desconhecido. Autor desconhecido. 8 a 13 de maio de 2000. Rio de Janeiro: Vozes. Disponível em: http://www.linguaportuguesa.com/2008/05/ histriaou-da-ortografia-do-portugusouhtml 25/11/2008 MEDEIROS.html 19/11/2008. avena > avea > aveia Espectrais . (enviado em junho de 2000).org/ index. Obliterar .html 23/11/2008.br/~pead/tema05/formacaolexico. http://www. Portugal. CÂMARA JR.ufrj. Disponível em: http:// acd. Autor desconhecido. 2008. Disponível em: http://pt. NARO. 1985.http://www. Garimpando as origens estruturais do português brasileiro.ufrj. São Paulo: Parábola. Quem sabe você possa contribuir e opinar quando da proxima reforma! Nós apostamos nisso! Acredite! Portugu%C3%AAs _brasileiro 20/11/2008.fazer desaparecer ou desaparecer pouco a pouco. A formação do léxico.wikipedia. NARO. M. M. quando se trata de um idioma em absoluta expansão. Em seguida.: luna > lua. Maria Marta Pereira. 2. por meio da WEBQUEST. A língua portuguesa. Évora.acordo 24/11/2008 SCHERRE. com seus colegas. Universidade de Évora. Atividade | Vamos ter a oportunidade de fazer uma análise crítica sobre as reformas atuais da língua portuguesa: pontos positivos e negativos na sua percepção. Paul.desanalação é um metaplasmo por permuta que consiste na troca de um fonema nasal para oral. Diferenças entre o Português do Brasil e de Portugal. Texto da palestra proferida no Congresso internacional – 500 anos de Língua Portuguesa no Brasil.lnec. Disponível em: http://www. ufrj. Rio de Janeiro: Padrão. Tradução: Celso Cunha. São Paulo: Contexto. br/ 25/11/2008. José Luís. História e Estrutura da Língua Portuguesa. P . 2001. Portal da língua portuguesa .66 Fascículo 4 gráficas ocorreram no Brasil e em Portugal.htm 20/11/2008..br/~pead/tema05/linguageral. FIORIN. Filólogos . São Paulo: Martins Fontes. apagar(-se) REFERÊNCIAS Aspectos da constituição do léxico português.blogspot. Maria Marta Pereira Scherre (UFRJ e UnB) TEYSSIER. J.br/viisenefil/02. CARVALHO Manuel Mendes de. ex.com/curiosidades/ diferencas. interaja. M. História da Língua Portuguesa.. SCHERRE.Acordo ortográfico.es/dep/lx/acblpe/ comunicaciones/Inverno. POTTER. LEITE. Anthony J. fantasma. ed. ______.br/~pead/tema05/ formacaolexico. ed. Inverno. Disponível em: http://www.org/wiki/ . A África no Brasil: a formação da Língua portuguesa.portaldalinguaportuguesa.

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