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Teorias Sobre e Agressividade

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Pedro Alexandre Silva Santos Nº 19

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Teorias sobre e agressividade
1. 2. 3. 4. A Concepção de Freud A Concepção de Lorenz A Concepção de Dollard A Concepção de Bandura

Pedro Alexandre Silva Santos Nº 19
1. A Concepção de Freud

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Em grande parte da obra freudiana, a agressão é entendida como resultado de um processo defensivo. Especificamente, segundo a primeira teoria pulsional (“O instinto e suas vicissitudes” [Freud, 1915/1980]), a agressividade seria, em última instância, uma formação reactiva: o ódio seria manifestação secundária da libido. Sobre isso, vale ainda notar que a polaridade entre amor e ódio é entendida como uma organização da libido, na fase anal sádica. Ou seja, segundo esse raciocínio, odiar é apenas uma forma, necessária, de amar. O paradigma da atitude agressiva aparece na situação da horda primitiva, descrita em “Totem e tabu” (Freud, 1912/1980). Nesse caso, trata-se de uma agressividade que tem como base o amor à mãe (objecto de reivindicação), ao pai (amor que causa o remorso) e aos irmãos (que leva à identificação e organização social). O amor subjacente ao ódio justificaria a culpa. E a agressividade, transposta em culpa, já é organizada (e, ao mesmo tempo, organizadora) pelas relações afectivas. É no peso dessa situação primeva, repetida e herdada filogeneticamente, que Freud encontra o lugar de uma ética inquestionável, se assim pode ser dito. Inquestionável porque filogenética, e sem ela não haveria grupo e sobrevivência da espécie. Nesse ponto cumpre considerar a óptica evolucionista, que Freud adopta: o amor e suas manifestações (entre elas a agressão) são fundados nos interesses de sobrevivência (o objecto de amor surge sempre da dependência biológica [Freud, 1925/1980]). A relevância do interesse de sobrevivência leva Freud, inclusive, a não conceber o masoquismo, excepto como resultado de uma identificação com o objecto, alvo de uma libido sádica (somente após 1920, é que o autor reorganiza a hipótese sobre o masoquismo, a qual é particularmente descrita em “O problema económico do masoquismo” [Freud, 1924,1980]). A agressividade, explicada dessa maneira, é submetida ao ego desde o início. Ou seja, é sempre uma agressividade regulada pelo que, até a segunda teoria pulsional, Freud designa pelos dois princípios de funcionamento mental (princípio do prazer e princípio da realidade). Interessa salientar que o ego é fundado em identificações, as quais implicam numa condição libidinal. Enfatiza-se assim a tese de uma agressividade ética, porque baseada no amor ao outro (notando os processos de correspondência entre o outro e o narcisismo) e no controle egoísmos. Com a formulação do conceito de pulsão de morte, em “Além do princípio do prazer” (Freud, 1920/1980), a génese da agressão está aquém dos representantes psíquicos, portanto, aquém da formação do outro, numa localização anterior à estrutura egoísmo (daí não tardar para que Freud designe o id, como lugar desse início pulsional, em “O ego e o id” [Freud, 1923/1980]). E mesmo a agressão sendo organizada na acção recíproca das pulsões de vida e de morte, é nessa última que está sua génese. O masoquismo primário é fundado na força da pulsão de morte. Sem dúvida, essa afirmação considera que tal genealogia é explicada em termos meta - psicológicos: trata-se de uma perspectiva lógica, e não cronológica. Esse impulso primordial à destruição está isento de controlo psíquico (visto a acção da pulsão de morte, que desliga as representações psíquicas). De acordo com essa

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perspectiva de Freud, a formação do outro e das relações de afecto que lhe são inerentes já são defesas, limitadas (D’Avila Lourenço & Simanke, 2007), contra tal impulso destrutivo.

1.A Concepção de Lorenz

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Segundo Lorenz, a agressividade humana estava programada geneticamente, sendo desencadeada em determinadas situações. O ser humano não teria os mecanismos reguladores da agressividade como os animais, o que explicaria as guerras. A concepção de Dollard (teoria da frustração-agressão: a agressão como reacção à frustração) Segundo Dollard, a agressão seria provocada pela frustração. Quando o sujeito não conseguia atingir os objectivos pretendidos, recorria à agressão. • A concepção de Bandura (teoria da aprendizagem observacional: a agressão como resultado da aprendizagem – aprendemos a magoar os outros) Segundo Bandura, o comportamento agressivo era aprendido por observação e imitação de modelos. A criança, no seu processo de socialização, imitaria o comportamento dos pais, dos professores e dos seus pares, incluindo os comportamentos agressivos (aprendizagem social).

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