CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

Guia de implementação

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Médio Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Ensino Médio Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Ensino Médio Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Anos Iniciais

Anos Finais
Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Anos Finais
Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Anos Finais
Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Sumário

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL
Guia de Implementação

Sumário

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GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Info Consultoria, ES, Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.com.br Espírito Santo (Estado). Secretaria da Educação Guia de implementação / Secretaria da Educação. – Vitória : SEDU, 2009. 72 p. ; 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. 01 - Ensino fundamental, anos finais, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências Humanas; v. 01 - Ensino médio, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino médio, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino médio, área de Ciências Humanas. Volumes sem numeração : Ensino fundamental, anos iniciais; Guia de implementação. ISBN 978-85-98673-09-7 1. Ensino - Espírito Santo (Estado) - Currículo. 2. Ensino fundamental - Currículo. 3. Ensino médio Currículo. I. Título. II. Série. CDD 371 CDU 37.016

E77g

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal, nº 1.111, Santa Lúcia - Vitória/ES - CEP 29.056-085

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

“... nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire

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COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação, Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR - SEDU Ana Beatriz de C. Dalla Passos, Aparecida Agostini Rosa Oliveira, Conciana N. Lyra, Danilza A. Rodrigues, Denise Moraes e Silva, Eliane Carvalho Fraga, Hulda N. de Castro, Jane Ruy Penha, Josimara Pezzin, Lúcia Helena Maroto, Luciane S. Ronchetti, Luiza E. C. de Almeida, Malba Lucia Gomes Delboni, Márcia Gonçalves Brito, Márcia M. do Nascimento, Maria Cristina Garcia T. da Silva, Maria da Penha C. Benevides, Maria Geovana M. Ferreira, Maria José Teixeira de Brito, Mirtes Ângela Moreira Silva, Naédina Barbieri, Neire Longue Diirr, Rita de Cássia Santos Silva, Rita Nazareth Cuquetto Soares, Rosemar Alves de Oliveira Siqueira, Sandra Fernandes Bonatto, Sidinei C. Junqueira, Sônia A. Alvarenga Vieira, Tania Mara Silva Gonçalves, Tânia Maria de Paiva Zamprogno, Telma L. Vazzoler, Teresa Lúcia V.C. Barbosa, Valéria Zumak Moreira, Verginia Maria Pereira Costa, Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria, Eduarda Silva Sacht, Luciano Duarte Pimentel, Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite - História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós - Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira - Filosofia Maria da Conceição Silva Soares - Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo - Física Claudio David Cari - Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol - Química Maria Auxilidora Vilela Paiva - Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste - Educação Física Carlos Roberto Pires Campos - Língua Portuguesa Adriana Magno, Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças - Arte Rita de Cássia Tardin - Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino - Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida - Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao - Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. S. Foerste - Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos - Educação de Jovens e Adultos

PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Guaresqui Cruz, Agnes Belmonci Malini, Alaíde Trancoso, Alaércio Tadeu Bertollo, Alan Clay L. Lemos, Alcimara Alves Soares Viana, Alecina Maria Moraes, Alexandre Nogueira Lentini, Anelita Felício de Souza, Ângela Maria Freitas, Angélica Chiabai de Alencar, Angelita M. de Quadros P. Soprani, Antônio Fernando Silva Souza, Cristina Lúcia de Souza Curty, Dileide Vilaça de Oliveira, Ediane G. Morati, Edílson Alves Freitas, Edimar Barcelos, Eliana Aparecida Dias, Eliana C. Alves, Eliethe A. Pereira, Elisangela de Jesus Sousa, Elza Vilela de Souza, Epitácio Rocha Quaresma, Erilda L. Coelho Ambrozio, Ernani Carvalho Nascimento, Fabiano Boscaglia, Francisco Castro, Gilcimar Manhone, Gleydes Myrna Loyola de Oliveira, Gracielle Bongiovani Nunes, Hebnezer da Silva, Ilia Crassus Pretralonga, Ires Maria Pizetta Moschen, Israel Bayer, Ivanete de Almeida Pires, Jane Pereira, Jaqueline Oliozi, João Carlos S. Fracalossi, João Luiz Cerri, Jorge Luis Verly Barbosa, José Alberto Laurindo, Lea Silvia P. Martinelli, Leila Falqueto Drago, Lúcia H. Novais Rocha, Luciene Maria Brommenschenkel, Luiz Antonio Batista Carvalho, Luiz Humberto A. Rodrigues, Lurdes Maria Lucindo, Marcia Vânia Lima de Souza, Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart, Marcelo Ferreira Delpupo, Margarida Maria Zanotti Delboni, Maria Alice Dias da Rosa, Maria da Penha E. Nascimento, Maria da Penha de Souza, Maria de Lourdes S. Carvalho Morais, Maria Elizabeth I. Rodrigues, Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini, Marlene M. R. Patrocínio, Marluce Furtado de Oliveira Moronari, Marta Margareth Silva Paixão, Mohara C. de Oliveira, Mônica V. Fernandes, Neyde Mota Antunes, Nilson de Souza Silva, Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Raquel Marchiore Costa, Regina Jesus Rodrigues, Rodrigo Nascimento Thomazini, Rodrigo Vilela Luca Martins, Rosangela Maria Costa Guzzo, Rosiana Guidi, Rosinete Aparecida L. P. Manzoli, Sabrina D. Larmelina, Salette Coutinho Silveira Cabral, Sandra Renata Muniz Monteiro, Sebastião Ferreira Nascimento, Sérgio Rodrigues dos Anjos, Sulâne Aparecida Cupertino, Tânea Berti, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Última da Conceição e Silva, Valentina Hetel I. Carvalho, Vaneska Godoy de Lima, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues, Zelinda Scalfoni Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva, Américo Alexandre Satler, Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Bruna Wencioneck de Souza Soares, Carlos Sebastião de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Chirlei S. Rodrigues Soyer, Claudinei Pereira da Silva, Cristina Louzada Martins da Eira, Delcimar da Rosa Bayerl, Edilene Costa Santana, Edson de Jesus Segantine, Edy Vinicius Silverol da Silva, Elizabeth Detone Faustini Brasil, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Érika Aparecida da Silva, Giuliano César Zonta, Irineu Gonçalves Pereira, Janaína Nielsen de Souza Corassa, Jarbas da Silva, Jomar Apolinário Pereira, Linderclei Teixeira da Silva, Luciane Salaroli Ronchetti, Mara Cristina S. Ribeiro, Marcio Vieira Rodrigues, Maria Alice Dias da Rosa, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria Nilza Corrêa Martins, Maria de Glória Sousa Gomes, Marlene Athaíde Nunes, Organdi Mongin Rovetta, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Alex Demoner, Paulo Roberto Arantes, Pedro Guilherme Ferreira, Renan de Nardi de Crignis, Renata da Costa Barreto Azine, Renato Köhler Zanqui, Renato Santos Pereira, Rhaiany Rosa Vieira Simões, Sandra Renata M. Monteiro e Wagna Matos Silva. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos, Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto, Ana Helena Sfalsim Soave, Antônio Carlos Rosa Marques, Carla Moreira da Cunha, Carmencéa Nunes Bezerra, Christina Araújo de Nino, Cláudia Regina Luchi, Edilene Klein, Eliane dos Santos Menezes, Eliane Maria Lorenzoni, Giselle Peres Zucolotto, Ilza Reblim, Izaura Célia Menezes, Jaqueline Justo Garcia, Johan Wolfgang Honorato, Jomara Andris Schiavo, Kátia Regina Zuchi Guio, Lígia Cristina Magalhães Bettero, Luciene Tosta Valim, Magna Tereza Delboni de Paula, Márcia Carina Marques dos Santos Machado, Maria Aparecida Rosa, Maria do Carmo Braz, Maria Eliana Cuzzuol Gomes, Marta Gomes Santos, Núbia Lares, Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino, Renata Garcia Calvi, Roberto Lopes Brandão, Rosângela Vargas D. Pinto, Sebastiana da Silva Valani, Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros, Vivian Rejane Rangel.

Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior, Adna Maria Farias Silva, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Antônio Fernando Silva Souza, Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Cérlia Silva de Oliveira, Christina Araújo de Nino, Edna dos Santos Carvalho, Elenivar Gomes Costa Silva, Eliane dos Santos Menezes, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Evelyn Vieira, Hebnézer da Silva, Ires Maria Pizzeta Moschen, Irineu Gonçalves Pereira, Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, João Luiz Cerri, João Firmino, Léa Silvia P. Martinelli, Luciene Tosta Valim, Luciete de Oliveira Cerqueira, Marcos Leite Rocha, Margareth Zorzal Fafá, Maria Adélia R. Braga, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria da Ressurreição, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Rachel Miranda de Oliveira, Renan de Nardi de Crignis, Sebastião Ferreira Nascimento, Simone Carvalho, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva, Angélica Regina de Souza Rodrigues, Dilma Demetrio de Souza, Divalda Maria Gonçalves Garcia, Gleise Maria Tebaldi, Idalina Aparecida Fonseca Couto, Kátia Elise B. da Silva Scaramussa, Maria Lúcia Cavati Cuquetto, Maria Verônica Espanhol Ferraz, Maura da Conceição, Rosiane Schuaith Entringer, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França, Alaíde Schinaider Rigoni, Antonia Regina Fiorotti, Everaldo Simões Souza, Giovana Motta Amorim, José Christovam de Mendonça Filho, Karina Marchetti Bonno Escobar, Márcio Correa da Silva, Marilene Lúcia Merigueti, Nourival Cardozo Júnior, Rafaela Teixeira Possato de Barros, Rogério de Oliveira Araújo, Rony Cláudio de Oliveira Freitas, Roseane Sobrinho Braga, Sara Freitas de Menezes Salles, Tarcísio Batista Bobbio. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO - TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira, Lúcia Helena Novais Rocha, Luzinete de Carvalho e Terezinha M. C. Davel. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, Luciana Oliveira, Maria Adelina Vieira Clara, Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Cortez, Regina Zumerle Soares, Silma L. Perin e Valéria Perina. SRE Carapina: Lucymar G. Freitas, Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers, Iza klipel, Madalena A. Torres, Maria Aparecida do Nascimento Ferreira, Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Cezar. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio, Magna Maria Fiorot, Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra, Geovanete Lopes de Freitas Belo, Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Oliveira, Edna Milanez Grechi, Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares, Gina Maria Lecco Pessotti, Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães, Ilza Reblim, Ivone Braga Rosa, Luciane R. Campos Cruz, Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Lima. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.

Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.

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Caros Educadores, Dentre os grandes desafios que temos na educação capixaba, destaca-se a implementação do novo currículo escolar. Essa importante ação envolve a garantia do direito de aprender de todos e de cada aluno da Educação Básica. A educação que pretendemos está comprometida com a construção de uma cidadania consciente e ativa, que ofereça aos alunos conhecimentos que lhes possibilitem compreender e posicionar-se frente às transformações da sociedade, participando da vida produtiva; que possam relacionar-se com a natureza, produzir e distribuir bens e serviços, convivendo com o mundo contemporâneo. Em nossas escolas estudam crianças, jovens e adultos, em sua grande maioria, filhos da classe trabalhadora. Nessa escola contemporânea algumas novas tarefas passaram a se integrar à dinâmica educacional, não porque seja a única instituição responsável pela educação, mas por ser aquela que desenvolve uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas. A escola é reconhecida pela sociedade como a instituição da aprendizagem. No atendimento educacional aos ensinos Fundamental e Médio, espera-se que os alunos aprendam, de forma autônoma, a valorizar o conhecimento, os bens culturais e o trabalho; selecionar o que é relevante, investigar e pesquisar; construir hipóteses, compreender e raciocinar logicamente; comparar e estabelecer relações, inferir e generalizar; adquirir confiança e capacidade de pensar e encontrar soluções. É também necessário aprender a relativizar, confrontar e respeitar diferentes pontos de vista, discutir divergências, exercitar o pensamento crítico e reflexivo, comprometendo-se e assumindo responsabilidades. É importante também que aprendam a ler criticamente diferentes tipos de texto, a utilizar diferentes recursos tecnológicos, a expressar-se e comunicar-se em várias linguagens, opinar, enfrentar desafios, criar, agir de forma autônoma e que aprendam a diferenciar o espaço público do privado, a serem solidários, a conviver com a diversidade e a repudiar qualquer tipo de discriminação e injustiça. Em particular, no Ensino Médio, tais competências implicarão em promover uma mudança em seu contexto de vida, superando a visão de mera preparação para o vestibular com vistas ao ingresso no Ensino Superior. A perspectiva dos jovens brasileiros que hoje estão nessa escola é obter qualificação mais ampla para a vida e o trabalho, já ao longo de sua escolarização básica. A relação entre o jovem e o conhecimento não se encerra na aprendizagem mecânica e de memorização dos conteúdos. A formação do jovem deve passar pela formação cidadã, do trabalho como condição humana, do conhecimento científico, tecnológico e socio-histórico,

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criando condições para que ele possa aprender a aprender. Adequar a escola a seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas. Isso indica a necessidade de revisão do projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, criadas em outras circunstâncias, para um outro público e para um mundo diferente deste dos nossos dias. O Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento organizador da ação educativa vem assegurar um mínimo de unidade na rede estadual de ensino e pressupõe ainda a articulação necessária, em cada unidade escolar, com o Projeto Político Pedagógico. Estamos animados e esperançosos com o trabalho que juntos vamos realizar neste ano de 2009 na implementação e, consequentemente, na avaliação do novo currículo. Recomendamos que, de maneira saudável, possamos conhecer, aplicar, discutir e criticar o novo currículo, para que depois façamos as mudanças necessárias previstas no último trimestre deste ano. Como já é de seu conhecimento, a organização da impressão do documento curricular traz 7 volumes assim distribuídos: 1 Volume – Anos Iniciais do Ensino Fundamental 3 Volumes – Anos Finais do Ensino Fundamental (Áreas do Conhecimento) 3 Volumes – Ensino Médio (Áreas do Conhecimento) Todos contêm de forma idêntica o CAPÍTULO INICIAL do documento que versa sobre: Apresentação, O processo de construção do currículo, Princípios norteadores e Concepção de currículo, com ênfase na organização por competências e habilidades, seguido do texto O sujeito da ação educativa: o aluno. Destacamos a diversidade na formação humana que trazem as razões epistemológicas e sociológicas sobre a Educação Ambiental, as Relações Étnico-raciais e a População Indígena como aspectos da diversidade biológica e cultural. A seguir organizamos um item que discorre sobre a Dinâmica do Trabalho Educativo, apresentando reflexões acerca do processo ensino-aprendizagem, a avaliação da aprendizagem, os ambientes de aprendizagem existentes na escola, a relação professor e aluno e a pesquisa como metodologia de ensino. O 2º CAPÍTULO do documento curricular é específico de cada nível e etapa da Educação Básica, trazendo o Conteúdo Básico Comum (CBC). Abordamos a concepção de área de conhecimento,

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a contribuição da disciplina para a formação humana, os objetivos da disciplina, as principais alternativas metodológicas e as competências, habilidades e conteúdos. Cabe observar que o currículo não se restringe aos componentes do CBC. Na verdade, o CBC é, simplesmente, parte do currículo que está contextualizado no capítulo inicial e se concretiza no âmbito de cada unidade escolar. O Guia de Orientação para Implementação do Novo Currículo pretende subsidiar diretores, pedagogos e coordenadores de cada escola na coordenação e mobilização de todos os docentes em um intenso estudo e análise sobre o currículo escolar, direcionando as reflexões sobre as diferentes demandas sociais que chegam ao cotidiano escolar. Este Guia está organizado em três capítulos, estabelecendo os diferentes níveis de coordenação da gestão do novo currículo. O primeiro capítulo traz a gestão no âmbito da unidade escolar. Nessa etapa montamos seis indicações de roteiros para estudo do documento, quais sejam: Indicação 1 - Roteiro de Estudo da Parte I do documento (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 2 - Roteiro para elaboração dos Planos de Ensino (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 3 - Roteiro básico de Análise Situacional da escola Indicação 4 - Roteiro básico de Análise da Gestão Pedagógica Indicação 5 - Roteiro para estudo e análise do CBC Indicação 6 - Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico, que se articule com o novo currículo Compreendemos que a escola reconhece o grande desafio que é imputado à área educacional em relação ao enfrentamento dos problemas sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais, morais, religiosos, enfim, de toda a ordem, que caracteriza o mundo contemporâneo, exigindo posicionamentos e respostas no âmbito da instituição escolar. A nova educação pretendida a partir do Novo Currículo certamente é mais ampla do que aquela contida no antigo projeto pedagógico. Antes se desejava transmitir conhecimentos na forma de informações e procedimentos estanques; agora se deseja promover competências gerais, que articulem conhecimentos disciplinares ou não.

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Para tanto, é necessário que os tempos/espaços de debate coletivo entre os docentes sejam assegurados em cada unidade escolar, conforme estabelece o Calendário Escolar 2009 (dias 02 e 03/02, 20/07 e 02/10/2009). Recomendamos ainda que, em cada escola, sejam realizados encontros por área de conhecimento, organizados antecipadamente pelos pedagogos e coordenadores, com frequência de, pelo menos, um encontro de 5 horas/mês, tendo como referência as 20h mensais da carga horária, de cada professor, que é destinada à hora-atividade. No segundo capítulo detalhamos as competências das equipes regionais – SRE na gestão do novo currículo, junto às escolas jurisdicionadas, apoiando, orientando e intervindo no desenvolvimento dos seis Roteiros de Estudo, além da estruturação de relatórios regionais a serem encaminhados a Unidade Central. Destaca-se também a coordenação da elaboração do CBC regional, envolvendo os Professores Referências, correspondente a 30% dos conteúdos curriculares, seguindo o que estabelece o Plano de Trabalho. O terceiro capítulo apresenta as ações que serão desenvolvidas no âmbito da Sedu Central. Destacam-se o programa de formação de professores, contendo o Ciclo de Aprofundamento de Estudos – Currículo em Ação, que será realizado nas SRE, a Avaliação do Currículo Básico da Escola Estadual e a produção dos Cadernos Metodológicos por disciplina. Destaca-se ainda o Ciclo de Seminários Descentralizados com a coordenação das consultoras sobre o Novo Currículo da Rede Estadual. O currículo escolar, no nosso entendimento, elaborado com a efetiva participação dos profissionais da rede, aponta de forma intencional e clara a função precípua e específica da escola na construção, apropriação e socialização do conhecimento, o que lhe confere sentido social no processo de transformação coletiva. Assim, conclamamos nossos educadores, professores e demais profissionais da educação (docentes e pedagogos, técnicos pedagógicos, administrativos e de apoio ao trabalho escolar) a priorizarem, em suas rotinas de trabalho, essa importante ação coletiva, para juntos participarmos de uma ampla discussão sobre as nossas intenções educacionais e compartilharmos a construção de mais um capítulo na história da educação pública do Espírito Santo.

Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional

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Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 A Escola. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do ppp que se articule com o novo currículo. . . . . . . . . . 17 18 21 28 30 32

As Superintendências Regionais de Educação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 A Sedu/Central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 apêndices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Leituras Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Material de Apoio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 60

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Apresentação

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UMA NOVA ESCOLA PARA O ESPÍRITO SANTO
A construção da qualidade da educação requer, simultaneamente, condições escolares adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, dinâmica escolar voltada para o processo de aprendizagem, profissionalização do docente, democratização da gestão pública educacional e, consequentemente, escolar, estabelecimento de articulação entre instâncias governamentais e sociedade civil, avaliação periódica dos resultados pedagógicos, técnicos e de gestão obtidos e presença ativa da comunidade nos assuntos educacionais. Portanto, a qualidade da educação formal constitui processo multifacetado que, além do setor educacional, envolve ao mesmo tempo os diversos grupos sociais e segmentos institucionais, entidades da sociedade civil e o conjunto da sociedade, e também a própria história das relações entre todos esses segmentos na oferta dos diferentes níveis de escolaridade. O reconhecimento da qualidade como princípio constitucional e diretriz de política educacional não somente fortalece a concepção de que a ação educativa na qualidade de prática especificamente pedagógica cumpre uma função política, mas, sobretudo, resgata a atuação dos agentes da disseminação de conhecimentos, tecnologia, arte e cultura como processos históricos apresentados segundo óticas próprias; de produção do saber para os alunos, estimulando o desenvolvimento de posturas ativas perante o aprendido e o aprender, de sentimentos de cooperação e solidariedade ou competição na convivência social; de envolvimento crítico no mundo e nas esferas de trabalho, da política e da cultura. A educação tornou-se vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e equitativo na sociedade contemporânea e deve ser entendida como responsabilidade social onde a família e a comunidade também exerçam seus papéis. Tratar a educação como prioridade no Espírito Santo, para além da escolarização da população capixaba, tem significado para os governantes construir uma política de Estado em que o poder público atue como mobilizador e catalizador da e na sociedade e das diferentes instituições que organizam o Estado maior em torno de um pacto pela educação.

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O documento Espírito Santo 2025, plano que apresenta diretrizes estratégicas de longo prazo, propõe a organização da gestão pública, valorizando a educação como patrimônio por um desenvolvimento sustentável. Na Secretaria de Estado da Educação, o Plano Estratégico Nova Escola vem propor avanços na educação pública estadual no sentido de conceber, como referencial para o trabalho, o estudante enquanto sujeito de direitos e a escola como lócus do processo de ensinoaprendizagem. Ressignificar os espaços e tempos escolares numa perspectiva criativa e inovadora, apresentando como resultado a efetiva aprendizagem dos alunos, deve ser compromisso assumido por todos os sujeitos envolvidos: Unidade Central, Superintendências Regionais de Educação, unidade escolar, família e comunidade. Uma nova escola para o Espírito Santo pressupõe um novo olhar sobre o cotidiano, sobre o aluno e suas necessidades. Pressupõe mudança de postura, de deslocamento do lugar do saber para o lugar do saber-aprender, de valorizar a permanente atualização, a construção de sujeitos coletivos, politicamente envolvidos e comprometidos com a formação de um cidadão.

Portanto, o eixo principal da proposta da Nova Escola é a conexão entre as diversas ações, ou seja, a elaboração de um plano integrado para a melhoria da educação no Espírito Santo. Tendo sempre como foco a promoção da aprendizagem, a Sedu estabelece como prioridade: a valorização do planejamento e a inovação da gestão; o desenvolvimento das pessoas; a oferta e eficiência de infraestrutura e suporte; a efetivação de parcerias com a sociedade; a construção de um sistema de avaliação das escolas, gestores, técnicos e professores; a criação de um eficiente sistema de comunicação interna; e a valorização de inovações pedagógicas. Essas diversas ações, conectadas umas às outras, tendo sempre como valores o respeito ao ser humano, a igualdade de oportunidades, o comprometimento com resultados, a atitude ética, a transparência, o compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo e a valorização da identidade capixaba, com certeza possibilitarão não somente a melhoria de nossa rede de ensino, mas a concretização de uma nova escola no Espírito Santo, preparada para enfrentar os desafios e impasses presentes em nosso mundo contemporâneo.

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A Escola

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INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento
Este roteiro orienta os estudos da fundamentação da Parte I do Currículo e é prérequisito para o estudo das outras partes do documento. Data: 02/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola de unidade que ele representa para a rede estadual e o compromisso coletivo dos educadores na sua implementação. • Apresentar a estrutura geral do do cumento (organização do impresso e sumário). • Apresentar o Guia de Implementação. Segundo momento: 1 hora • Estudo do Documento Curricular – Parte Geral. • Leitura e debate dos textos - Apresentação e Princípios. Terceiro momento: 2 horas Trabalho em Grupo: Divisão em 3 grupos. Explicar que cada grupo fará a leitura dos textos iniciais do documento para apresentação posterior à plenária. Grupo 1 – Textos Conceituando Currículo e O Sujeito da Ação educativa: o aluno. Grupo 2 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação de Jovens e Adultos: saberes, experiência de vida e de trabalho; Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes; A Educação Especial: a dimensão escolar da inclusão.

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo). Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador, Professores e demais funcionários. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecer o CURRÍCULO BÁSICO DA ESCOLA ESTADUAL: bases conceituais, princípios, concepções do trabalho educacional, entre outros. Primeiro momento: 1 hora • Breve depoimento do professor refe rência ou do dinamizador, registrando o processo de construção participativo do documento curricular. • Registrar a importância deste documento para a aprendizagem dos alunos, o sentido

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Grupo 3 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação Ambiental na perspectiva de uma sociedade sustentável; A Educação para as Relações Étnico-raciais: afrobrasileiros e povos indígenas; e A Dinâmica do Trabalho Educativo. • Discussão na plenária, referenciando a dinâmica pedagógica da unidade escolar.

Questões: 1. A partir do que foi apresentado pelos grupos, como nossa escola pode melhorar a aprendizagem do aluno? 2. O Projeto Político Pedagógico da escola atende às demandas do novo currículo? 3. Quais são os pontos que nossa escola precisa mudar para promover a aprendizagem?

INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino
Este roteiro orienta a elaboração dos planos de ensino, que devem estar em consonância com o currículo, bem como com sua fundamentação. Seguirá, em anexo, uma matriz de registro deste plano. É fundamental que a produção coletiva seja garantida, para dar consenso pedagógico às atividades e à proposta da escola. Data: 03/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) e Março Local: na escola Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador e Professores. Propósito: Elaborar o plano de ensino de cada disciplina e série, articulado à visão de área do conhecimento. Primeiro momento: 30min Coordenação do Pedagogo • Apresenta o instrumento referencial para elaboração do plano de ensino. • Apresenta alguns destaques do ano anterior, a partir das avaliações: reflexões do Conselho de Classe, projetos que se destacaram pela promoção da

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo).

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Sumário

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aprendizagem, práticas inovadoras de alguns professores (exemplo). Segundo momento – 3h30min • Trabalho em grupo – Por área do conhecimento e níveis de ensino. • Leitura e debate do CBC e elaboração do plano de ensino de cada disciplina.

Obs. 1. Alertamos a equipe pedagógica para que a escola organize os grupos por área, contemplando todas as disciplinas e séries em cada nível (EF e EM) para a produção do plano de ensino. 2. A complementação da elaboração do plano de ensino deverá ser organizada pelo pedagogo da escola, considerando a hora/atividade do professor, conforme orientação no texto inicial, sendo 5h em fevereiro (JPP) e 5h em março.

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de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Área de Conhecimento Série Proposta de atendimento à demanda específica da turma. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 2º BIMESTRE .Nº. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 20 .Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 4º BIMESTRE .Nº.Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 3º BIMESTRE .Sumário principal Plano de Ensino Anual SRE Escola Disciplina Professor 1º BIMESTRE .

Data: Maio e Junho Local: na escola Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. • Leitura: A dinâmica da ação educativa com destaque para o item avaliação. culturais e tecnológicos significativos. Esse roteiro deve ser desenvolvido em duas etapas. Participantes: Direção. que destaca os diferentes sujeitos atendidos nos níveis e modalidades de ensino. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. • Retomar a leitura do princípio norteador “A aprendizagem como direito do educando”. 21 . Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecê-la sistematicamente a fim de organizar suas ações e atividades pedagógicas a partir da realidade da mesma. comprometidos com a formação humana. as relações estabelecidas. Pedagogo. Estão propostos itens a serem preenchidos para análise da própria escola a partir de uma perspectiva pedagógica. Primeiro momento • Deve-se fazer a leitura do capítulo da Diversidade na Formação Humana. Professores.Sumário principal INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional As reflexões acerca do desenvolvimento educacional são apresentadas de forma a ressaltar a responsabilidade da escola e do sistema como um todo no sentido de fazer um acompanhamento criterioso desse desenvolvimento. Coordenador. A análise situacional prevê a reflexão da prática pedagógica a partir da realidade apresentada nos indicadores e nas dificuldades objetivas. os êxitos. apresentada em todo currículo: a promoção da aprendizagem. as limitações. Este roteiro propõe à escola um estudo sobre si mesma. ele deverá participar da coordenação deste estudo). como forma de garantir aquilo que é direito do educando: a apropriação de conhecimentos científicos.

Reflita sobre suas causas e consequências.anos iniciais B. Vespertino ( ) EF . Busque elementos complementares. reflita. discuta. seu Estado e a média do país. como educador.Sumário principal Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. SRE ESCOLA Dados da escola 1. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. Instrumento Básico para Análise Situacional O primeiro passo para melhorar a educação é entender a situação em que sua escola está. Segundo momento Responder coletivamente o instrumento de análise situacional (anexo) e debater sobre os desafios e metas da escola para melhorar o desempenho dos alunos. Matutino ( ) EF . mais importante que preencher o instrumento é conversar coletivamente sobre cada dado contido para que todos conheçam de fato a escola que trabalham. Períodos de funcionamento da sua escola: A.anos iniciais C. Noturno ( ) EM ( )EP ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( )EJA ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( ) EJA ( ) EJA 22 . é o principal agente da melhoria da educação. Informe-se. conhecendo a situação da educação no seu município. Quando você entende o problema. Atenção.

Outros atendimentos . Escrever e Contar? 23 . ( ) Por ordem de chegada. Atendimento à Educação Especial (sala de recursos. 4.Classe hospitalar. comunidade quilombola. indígena. Como são organizadas as turmas em sua escola? (as turmas e não a série) A. B.Sumário principal 2. pomerano. atendimento itinerante e Escola Oralauditiva) 3. C. italiano. ( ) Outras formas: 6. alunos privados de liberdade. Total de alunos matriculados em 2009 5. E. ( ) Por idade. ( ) Por desempenho. ( ) Pelo comportamento. Como foi indicado o processo de definição dos professores das turmas dos anos iniciais? Buscouse o perfil do professor alfabetizador? A equipe conhece o Projeto Ler. D.

Qual foi o índice de evasão em sua escola dos alunos: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 24 . em sua escola: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 Medidas que serão adotadas para alcançar a meta: 8.Sumário principal 7. Qual foi o índice de repetência.

( ) Desconheço os dados do ENEM.Sumário principal Principais causas da evasão no ano passado: Medidas que serão adotadas para minimizar a evasão: 9. EJA: 11. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. é: A. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. B. Qual foi o desempenho da sua escola no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) realizado em 2008? A. Quantos professores lecionam em sua escola em 2009? A. MÉDIA GERAL COM CORREÇÃO Enem Brasil Estado Município Escola 25 . por série e segmento. Ensino Médio: D. Ensino Médio: 10. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. a taxa de defasagem idade/série dos alunos da sua escola em 2008. Considerando a idade apropriada do aluno. ( ) A escola não participou.

E. ( ) Não geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. G. PROVA BRASIL (2007) SÉRIE 4ª 8ª LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA B. B.Sumário principal 12. F. Em sua escola. ( ) Não são considerados para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. Outras avaliações: A. ( ) São básicos para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. PROVINHA BRASIL (2008) MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 1 MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 2 C. Resultado do IDEB: IDEB IDEB 2005 da escola IDEB 2007 da escola Projeção do IDEB para 2009 Projeção do IDEB para 2011 4ª 8ª 14. ( ) São divulgados e discutidos com os pais e alunos. ( ) São divulgados e discutidos com os professores. ESCREVER E CONTAR (2008) AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE ALFABETIZAÇÃO BAIXO INTERMEDIÁRIO 1ª ONDA 2ª ONDA 1ª ONDA 2ª ONDA ALTO 1ª SÉRIE 2ª SÉRIE 15. H. LER. D. ( ) Não são divulgados e discutidos com os professores. ( ) Não são divulgados e discutidos com os pais e alunos. os dados das avaliações anteriormente citadas são: (assinale quantas alternativas desejar): A. Qual foi a média das proficiências da sua escola no PAEBES (Programa de Avaliação da Educação Básica do ES)? DISCIPLINA Língua Portuguesa Matemática 4ª PAEBES 2004 MÉDIA ESTADUAL 2004 PAEBES 2008 MÉDIA ESTADUAL 2008 8ª 1ª EM 4ª 8ª 1ª EM 1ª EM 1ª EM 13. C. 26 . ( ) Geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula.

27 . qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. No geral. em qual componente curricular os alunos apresentam maior facilidade de aprendizagem e melhor desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA Das questões avaliadas. em qual componente curricular os alunos apresentam maior dificuldade de aprendizagem e baixo desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA 17. No geral.Sumário principal 16. qual(is) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. Das questões avaliadas.

Apresentar em tópicos os conceitos do currículo estudados no capítulo inicial. - Ideb. a partir dos itens apresentados.Sumário principal INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica Este roteiro trata da reflexão sobre a dinâmica da ação educativa no que diz respeito a: professor como mediador da aprendizagem. A partir do momento inicial e da leitura realizada. Data: 20/07 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola 3. 2. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. relação professor-aluno.2 – concentuando o currículo. Pedagogo. o educar pela pesquisa e a avaliação da aprendizagem. Apresentar os princípios norteadores (item 2. Primeiro momento: 1h Pedagogo 1. Apresentar os indicadores de desempenho da escola discutidos na Análise Situacional: - Evasão. Professores.3: o sujeito da ação educativa. Coordenador. Propósito: Levar a equipe a avaliar o trabalho de gestão da escola. - Nota Paebes. discutir coletivamente proposições para o enriquecimento da prática pedagógica. ele deverá participar da coordenação deste estudo). - Nota Enem. Segundo momento: 1h30 Trabalho em grupo 1. a partir dos itens sugeridos abaixo: O AMBIENTE EDUCATIVO As questões propostas estão centradas na ideia de que a escola é o local onde se concretiza o processo ensino-aprendizagem. item 2. - Prova Alfabetização. e para que esse processo se fundamente na formação humana é necessário que o ambiente escolar seja inclusivo e que as relações sejam éticas e democráticas. propondo inovações para a melhoria da aprendizagem dos alunos. - Repetência. 28 . Leitura do item 2. Participantes: Direção.1) alinhados ao conceito do currículo. (30min) 2.

E também a discriminação em relação aos alunos e suas famílias. etc. Existe com frequência a utilização dos ambientes de aprendizagem (salas ambiente. São definidas diretrizes públicas específicas e funcionais de disciplina de alunos e professores. Estimulam-se ações pelo dever de casa. laboratórios. No ambiente escolar os debates e as críticas são feitos de forma franca e aberta. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe. é combatida.) A organização da sala de aula é pensada. PROPOSIÇÃO 29 . planejada e reflete a prioridade no direito de aprender. Organização e comportamento dos alunos nos demais ambientes da escola (especial contribuição dos coordenadores). inclusive no Conselho de Classe. velada ou não. A equipe reconhece que está variável e indicada como de forte influência para a aprendizagem. A discriminação entre os profissionais da escola. Os planos de aula são compartilhados regularmente com pedagogos e demais professores. biblioteca. São realizadas atividades e dinâmicas de integração entre os profissionais da escola. exercícios e pesquisas são tratadas como oportunidade para aprender mais e melhor. na busca de soluções. São promovidas atividades escolares que visem à integração entre os profissionais da escola e alunos. Aplica-se e ou recomenda-se a utilização de metodologias inovadoras. Aspectos relevantes nas dificuldades na disciplina em sala de aula (especial contribuição dos coordenadores). O diálogo e a negociação são as estratégias mais utilizadas na resolução de problemas e conflitos no ambiente escolar.Sumário principal ITEM O ambiente escolar favorece o desenvolvimento do trabalho dos profissionais da escola. As normas e regras são reconhecidas e respeitadas pelos professores. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. A correção das atividades. Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. Em sala de aula priorizam-se o diálogo e o respeito mútuo. quadra. Essas são registradas. Participação dos alunos nas produções que organizam e regulamentam as relações de convivência na escola. As relações profissionais pautam-se pela ética e pelo respeito mútuo. O uso do livro didático é orientado.

Orientar os professores para que façam um paralelo do CBC junto ao plano de ensino. Data: Agosto. conteúdos a serem desenvolvidos por área de conhecimento. Propósito: Avaliar o CBC e propor alterações por disciplina sugerindo. 30 . O pedagogo será o responsável pela síntese dos trabalhos em grupo. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. apresentando um plano de trabalho com as inovações propostas. até o momento. O pedagogo organiza a reunião por área de conhecimento. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. Coordenador e Professores. Setembro e Outubro Local: na escola Participantes: Pedagogo. ele deverá participar da coordenação deste estudo). As reuniões devem ser feitas por área de conhecimento. a partir de sua vivência no ano letivo.Sumário principal Das questões consideradas. Obs. INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC Este roteiro trata da avaliação do CBC. qual(ais) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. se possível. Das questões consideradas. oportunizando aos professores propor alterações em cada disciplina.

propor pela área.. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a autonomia para a aprendizagem. As competências. propor competências. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver o exercício da cidadania. Mudanças que propõe para a introdução de novos conteúdos por série... inadequação. Quais e argumente as razões das mudanças (ex. habilidades e conteúdos comuns à área do conhecimento.) Mudanças para a transferência de conteúdos para outra série. As competências. Quanto à proposta de implementação do currículo. Quanto ao texto: “Importância da disciplina para formação humana". As competências. Quais e argumente (ex.. excesso de conteúdo. Os princípios norteadores são considerados na atividade educacional diária. Ou seja. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a participação social. Registre vantagens do uso sistemático do Novo Currículo. Sugestões e alterações no CBC: nas propostas de alteração. livro didático. PROPOSIÇÃO 31 . Outras sugestões.) Houve o desenvolvimento de projetos por área de conhecimento? Qual(is)? Faça um breve relato do(s) projeto(s).Sumário principal Primeiro momento AVALIAÇÃO DO CBC Quanto ao CBC – Conteúdo Básico Comum ITENS SUGERIDOS Quanto ao texto de área do conhecimento. pré-requisito. se possível.

Após a apresentação e discussão. Participantes: Direção. Segundo momento: 2h30min Trabalho em grupos: O pedagogo faz a divisão dos grupos. O roteiro deve ser desenvolvido respeitando a hora/atividade no limite de 5h/mês. hábitos e atitudes que se entende devam integrar essa formação. Professores e demais funcionários. ele deverá participar da coordenação deste estudo). Dessa forma.Sumário principal INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico que se articule com o novo currículo Este roteiro pretende orientar a escola a articular o PPP com o currículo . à avaliação. coor- 32 . a partir da vivência do novo currículo. é importante que o sumário do Projeto Político Pedagógico seja revisto anteriormente pelo pedagogo para já adequá-lo antes da produção. e aos projetos que revelem a identidade pedagógica da escola. quanto com relação ao papel da escola no seu entorno. Propósito: Reescrita do Projeto Político Pedagógico por professores. tanto com relação aos conhecimentos. pois nele são estabelecidas as diretrizes e as bases norteadoras das ações que levam à formação dos cidadãos. Alertamos para a utilização dos demais instrumentos de avaliação contidos nos outros roteiros de estudo. no que diz respeito à prática pedagógica. diretor. Pedagogo. de acordo com o quantitativo de grupos. Data: Novembro Local: na escola denador e pedagogo. por exemplo. o pedagogo ficará responsável por compor Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. conforme a apresentação anterior. Terceiro momento: 1h Cada grupo apresenta a produção e deve-se reservar um tempo para a discussão. avaliação. Cada grupo irá propor uma redação para o seu item. Primeiro momento: 30 min O Pedagogo vai apresentar ao grupo os principais pontos do Projeto Político Pedagógico da escola. Coordenador.

diretor. Obs. direção. nas diferentes séries). PROPOSIÇÃO O Projeto Político Pedagógico foi construído coletivamente (professores.Sumário principal o novo Projeto Político Pedagógico da escola e agendar uma outra reunião de apresentação do material para validação dos professores. funcionários. É preciso que esses conhecimentos estejam inseridos criticamente na realidade socioeconômica e política de nossa sociedade. As questões relativas à prática pedagógica da escola são discutidas coletivamente. A concepção de educação que fundamenta o PPP objetiva a aquisição crítica do conhecimento sistematizado pelo educando. coordenadores. Verificar se o Projeto Político Pedagógico atende às legislações estadual e federal. O planejamento de conteúdos das disciplinas considera o tempo necessário ao educando para a aprendizagem. As decisões coletivas orientam o planejamento das atividades desenvolvidas pela escola. O planejamento das atividades de sala de aula é elaborado de forma integrada (por ÁREA preferencialmente. O PPP é discutido e atualizado. As reflexões acerca da prática pedagógica procuram evidenciar que não basta que a ITENS DO PPP escola tenha profissionais com conhecimento em sua área de atuação. Registramos que todos os demais itens contidos nos vários roteiros são complementares para o desenvolvimento deste trabalho de articulação do Projeto Político Pedagógico ao Currículo. Devem estar articulados a uma prática comprometida com o direito de aprender de todos e de cada um. 33 . pais e alunos). Para a adequação do Projeto Político Pedagógico ao Novo Currículo estamos apresentando um referencial de autoavaliação. A elaboração e o desenvolvimento do planejamento de ensino são acompanhados pela equipe pedagógica. O planejamento das atividades de sala de aula é fundamentado no PPP. Os profissionais e os alunos da escola conhecem e valorizam a história da instituição. equipe pedagógica. A escola procura registrar os eventos mais relevantes de sua história atual.

portanto. PROPOSIÇÃO 34 . inclusive no Conselho de Classe. etc. Os alunos têm oportunidade de propor e realizar atividades na escola. Na busca de soluções dos problemas disciplinares. Os conteúdos são trabalhados de forma contextualizada.). São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. Os professores procuram utilizar estratégias e recursos variados em sua prática pedagógica. trabalha-se em conjunto com os pais e/ou com familiares. A indisciplina dos alunos é tratada a partir da identificação de suas causas. As programações especiais desenvolvidas pela escola são comunicadas aos profissionais. A escola trabalha questões sociais (violência. Existem projetos articulados com órgãos públicos e outras instituições da sociedade civil para o desenvolvimento pedagógico e/ou atendimento às necessidades da comunidade escolar. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. quando necessário. somente como último recurso recorre-se a elementos externos à escola (Conselhos Tutelares. Existem mecanismos para o efetivo envolvimento dos pais nas questões pedagógicas da escola. na busca de soluções. especialmente nas que dizem respeito ao processo de ensino-aprendizagem dos seus filhos. A aplicação dos recursos físicos e financeiros priorizam as questões pedagógicas. O processo pedagógico considera e valoriza o conhecimento trazido pelo aluno. pais e comunidade de forma clara e em tempo hábil.Sumário principal ITENS DO PPP Os professores organizam sua prática pedagógica de modo a proporcionar o tempo necessário à aprendizagem do educando. As estratégias para enfrentamento dos problemas disciplinares são definidas coletivamente. alunos. policiais. A disciplina é considerada uma questão pedagógica e. drogas. sexualidade e outras) em seu planejamento de ensino. São desenvolvidas atividades diferenciadas de reforço de aprendizagem para alunos com dificuldades.

São elaborados planejamentos de ensino a partir da realidade evidenciada na avaliação diagnóstica.Sumário principal ITENS DO PPP As matrizes curriculares estão contempladas de forma a organizar o conhecimento necessário a cada grau e modalidade de ensino. música. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. PROPOSIÇÃO Das questões consideradas. São realizadas avaliações diagnósticas no início do ano letivo para o conhecimento do nível de aprendizagem dos alunos.) desenvolvidos pela escola. 35 . A avaliação do desenvolvimento escolar prioriza o processo de ensinoaprendizagem e não a nota. Feiras e exposições dos trabalhos de professores e alunos são realizadas com a participação da comunidade. A equipe pedagógica acompanha e contribui com os professores durante a hora-atividade. Das questões consideradas. A equipe pedagógica e os professores discutem a forma de organização curricular da instituição. A escola desenvolve um trabalho de acompanhamento junto aos seus profissionais no atendimento de alunos com necessidades educativas especiais. A escola não permite o adiantamento de aulas e/ ou saídas antecipadas de alunos. A hora-atividade é organizada de forma a possibilitar encontros dos professores que atuam na mesma área. Existem projetos culturais (teatro. etc. A hora-atividade é utilizada exclusivamente para o desenvolvimento das atividades relacionadas à função docente. dança. A hora-atividade garante o tempo necessário ao professor para o trabalho individual e também para o trabalho coletivo.

Sumário principal As Superintendências Regionais de Educação .

As orientações para compatibilização serão definidas em reunião própria. Sempre é oportuno relembrar que essa proposta de organização curricular vai possibilitar que sejam garantidas as mesmas oportunidades a todos os alunos da rede estadual. de cada escola e. envolvendo o Corpo Técnico Administrativo (diretor. se necessário. Como estão sendo desenvolvidos. Envie relatórios compatibilizados a Sedu/ Central de cada roteiro. de modo que possam melhorar o próprio desempenho. especialmente no que se refere ao papel que deverão desenvolver junto às escolas jurisdicionadas. especialmente pedagogos e coordenadores. pedagogos e coordenadores). Da mesma forma é possível e necessário avaliar o progresso de todos os alunos e as escolas em direção às metas definidas. Conheça aquelas de âmbitos nacional e estadual. Para a Superintendência Regional de Educação é necessário registrar a responsabilidade no âmbito de sua jurisdição.Sumário principal As superintendências são importantíssimas nessa etapa da implantação do currículo. Organize uma reunião anterior às agendas aqui planejadas. Monte um cronograma envolvendo a equipe técnica da SRE para acompanhar as etapas de implementação do currículo. Elas deverão acompanhar e monitorar todas as atividades de estudos das escolas. valorizados pela sociedade. além disso. e orientando e auxiliando em cada etapa do planejamento. Assegure registros por escola contando o desdobramento das etapas. Conheça todos os indicadores e destaque aquelas escolas que. pelos dados. Entenda a situação da educação nas escolas que compõem a regional. bem como participar dos trabalhos. 39 . Verifique o quadro de profissionais da área pedagógica. Acompanhe o desenvolvimento dos projetos que dinamizam o currículo. Supervisione o trabalho em cada escola. monte um plano emergencial para atender aquelas com deficiência. A partir do CBC é possível definir metas que todos os alunos tem direito a alcançar nas disciplinas estaduais. todos terão acesso aos mesmos conhecimentos atualizados e significativos. mais precisam de ajuda. Cumpra a legislação da educação. independente das escolas que frequentem e. Faça um quadro demonstrando quais projetos estão presentes em quais escolas.

Sumário principal Outra ação de responsabilidade das SRE é a coordenação da elaboração dos aspectos regionais do currículo. A coordenação geral desse trabalho é do supervisor pedagógico. na qual vamos apresentar um plano de ação próprio para as devidas adequações que a equipe regional sugerir. com o apoio local dos técnicos do currículo e das equipes de EF e EM. Para esse trabalho a Sedu/Central está agendando reunião para o mês de março. Está ligado aos 30% de CBC que se dará em nível regional e local. 40 .

Sumário principal A Sedu/Central .

coordenadas pelas Superintendências Regionais de Educação. São atribuições da Unidade Central em 2009: 1. • Competências e habilidades. • Ambientes e recursos de aprendizagem. Acompanhar a implementação do Novo Currículo por meio dos relatórios das Superintendências Regionais de Educação e reuniões periódicas centralizadas e descentralizadas. as mudanças do currículo básico da rede estadual.Sumário principal Na implantação do currículo. junto a Gefor. 7. Questões de investigação: • Os conteúdos estão adequados às séries? • Os temas transversais foram trabalhados? • O documento curricular facilitou a ação docente? • O documento é de fácil compreensão e utilização? 3. • O ensino pela pesquisa. Organizar o Ciclo de Seminários Descentralizados sobre o Currículo da Educação Básica. Coordenar a elaboração dos Cadernos Metodológicos junto aos Professores Referência. Organizar o Ciclo de Aprofundamento de Estudos Descentralizados – Currículo em Ação. 5. Planejar e efetivar. Coordenar a pesquisa de avaliação do Novo Currículo – a partir da contratação de uma instituição de pesquisa. 6. 43 . Acompanhar a elaboração do CBC regional junto às Superintendências Regionais de Educação. Temas de referência para os estudos: • As áreas do conhecimento. 2. a partir dos resultados da pesquisa e dos relatórios encaminhados pelas SRE dos roteiros da Indicação 5. a Unidade Central tem a responsabilidade de planejar e organizar o trabalho a ser desenvolvido pelas Unidades Escolares. 4.

Sumário principal Apêndices .

porém. convocando-os ao engajamento nessa mesma luta. de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. o ensinante se ajuda a descobrir incertezas. se abre às adivinhações dos alunos. de modo algum. aberto. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. mais adequado para constituirse em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. um momento rico de seu aprender. emocionado. A responsabilidade ética. 47 . mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. política e profissional do ensinante lhe coloca o dever 1 Esta carta foi retirada do livro Professora sim. que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre. sem o que não o aprende. humilde. de outro. tia não. no seu ensinar. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993. sensível. porque. acertos. em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas. observada a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se. aprender: leitura do mundo. O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. É que não existe ensinar sem aprender e com isso eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. porque reconhece um conhecimento antes aprendido e. Mas agora. Cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho D’Água. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante. mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade – razão por que seu corpo consciente. O ensinante aprende primeiro a ensinar. de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar. 10ª ed.Sumário principal Leituras Complementares Ensinar. leitura da palavra1 Paulo Freire Nenhum tema. rever-se em suas posições. Escreve especialmente aos professores. que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. estão grávidas de sugestões. ao ensinar. assim como a significação igualmente crítica de aprender. não como um burocrata da mente.. p. se ache permanentemente disponível a repensar o pensado. que ela os faz percorrer. O fato. equívocos. pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo. à sua ingenuidade e à sua criatividade – o ensinante que assim atua tem. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas. de um lado.

minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas. de outro lado. se bem percebida e bem vivida. estudar é. sua capacitação. vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. que. mas busca uma síntese dos contrários. que envolve necessariamente estudar. aprendizagem de quem. Pelo contrário. como necessidade da própria reflexão. o que me interessa aqui. envolve também de um lado a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou. do ler. de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa. por parte de quem se prepara para a tarefa docente. de se capacitar. não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimento social ou natural e que. o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. Não gostaria. do observar. a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber. aprendizes também. é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos. de maior exatidão. me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros. em primeiro lugar. do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. recriador. um quefazer crítico.Sumário principal de se preparar. em nível de uma posição crítica. por isso. Sua experiência docente. ou como ensinantes e. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. de acordo com o espírito mesmo deste livro. Comecemos por estudar. Assim. Partamos da experiência de aprender. sua formação se tornem processos permanentes. criança ainda. de conhecer. quer dela participemos como aprendizes. Obviamente. de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar. Esta atividade exige que sua preparação. o ato de estudar implica sempre 48 . envolvendo o ensinar do ensinante. Enquanto preparação do sujeito para aprender. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos. se acha nos começos de sua escolarização. e portanto ensinantes. sequer. mais sistemático. assim. criador.

e dessa ao concreto tangível. não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível. estou estudando e estou lendo seriamente. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas. Se. exigente. em seu círculo de cultura. mesmo que nesse não se esgote. A leitura da palavra. uma alfabetizanda nordestina discutia. difícil. dos objetos nele referidos. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto. sujeito da leitura. entre outros pontos fundamentais. Certa vez. portanto. jamais dicotomizar. fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso. mas gratificante. entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar. três. de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. uma 49 . nos remete agora à leitura anterior do mundo. a importância do ensino correto da leitura e da escrita. sujeito do processo de conhecer em que se acha. Mas. E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido. diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade. Uma das formas de realizarmos esse exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”. Ler é uma operação inteligente. os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. quatro vezes pedaços do texto. ganhar sua significação. na verdade. O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume. Da compreensão e da comunicação. por outro lado. não posso ultrapassar uma página se não consegui com relativa clareza.Sumário principal o de ler. fazendo-se também em busca da compreensão do texto e. De ler o mundo. daí.

Deixaram de ser pássaros. sem explicar. Foi por isso que. Folha de São Paulo. Tendências e Debates. são representações da realidade concreta. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Pois ontem. criava com as mãos. (05/12/2001) 50 . Porque a essência dos pássaros é o voo. concretamente. se sustentava. Só pode ser encorajado. sob a forma de aforismos. de repente. Há escolas que são asas. com a força de um raio. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver. cuja memória ela guardava no seu corpo. Na sua experiência anterior. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. viabilizava sua vida e a de sua família. O que elas amam são os pássaros em voo. Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras 2 Gaiolas e asas – Rubem Alves. Agora. O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. vendido. produto do trabalho que. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. indo mais além dela. Assim como o jarro era apenas o objeto. esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. o que é cultura. Discutia-se. sem preparo. Engaiolados. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. O voo não pode ser ensinado. isso elas não podem fazer. dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”. William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Ensinar o voo. através da “leitura” de uma série de codificações que.Sumário principal codificação  que representava um homem que. trabalhando o barro. um jarro. Aforismos são visões: fazem ver. trabalhando o barro. lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que. mas também de fazer cultura. Gaiolas e asas2 Rubem Alves Os pensamentos me chegam de forma inesperada. sua compreensão do processo em que o homem. aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo. Digo “atacados” porque eles surgem repentinamente. Faço isto”. no fundo. ultrapassando a experiência sensorial. o seu dono pode levá-las para onde quiser. porque o voo já nasce dentro dos pássaros. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. criava o jarro. de fazer arte. compreensão gestada sensorialmente. Fico feliz porque sei que Lichtenberg.

vi uma jaula cheia de tigres famintos. punha fubá dentro e ficava escondido. E elas. Ia comendo. Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Balbúrdia. Mas não podem.. acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação. Violento. garras à mostra . tenham uma boa educação. pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. que todos. em escolas de periferia.. De acordo. fazer avaliações.. ameaças. atraído pelo fubá. criam mecanismos.. os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres. provas e avaliações. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres. eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos.. E. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca. para testar a qualidade da educação. Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.. entrava na arapuca e pisava no poleiro. pedindo silêncio. O pobre passarinho vinha.e a domadoras com seus chicotes. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. esperando. O que elas contam são relatos de horror e medo. Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo”? E os usos da partícula “se”? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga 51 . Fazia minhas próprias arapucas. ficava ensanguentado. ofensas. desrespeito. o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos.. E era uma vez um passarinho voante. Ouvindo os seus relatos. É preciso que os adolescentes.Sumário principal de segundo grau. dentes arreganhados. gritaria. tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas. Nos tempos de minha infância. timidamente. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames. como dar o programa.. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço. batia as asas.

sabendo que é inútil. está o resumo da educação. Esses dados não me dizem nada. teria de se perguntar: “Isso que vou ensinar. Isso é hábito velho das escolas. É o corpo que quer aprender para poder viver. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas”. ao ensinar. também engaioladas. “Brinquedos” são todas aquelas coisas que.. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas.Sumário principal as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante”? Qual a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professoras. O sujeito da educação é o corpo. ferramentas e brinquedos. dão prazer e alegria à alma. Assim.. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. porque é nele que está a vida. Nessas duas palavras. A educação no século XXI No século XXI. Estamos dizendo que discutir educação e suas finalidades não é tarefa apenas dos educadores. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. São asas. de suas relações e de sua própria sobrevivência. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade.. é melhor deixar de lado. Nietzsche dizia que ela. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Nesse sentido. E aprender à sua maneira”. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. vendo as asas crescer. todo professor. “Ferramentas” são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. era “ferramenta” e “brinquedo” do corpo. há uma exigência de debate conjunto da educação. que ultrapassa os limites de seu próprio campo.. que a sociedade deve incorporar essa exigência e compreender na educação suas possibilidades de 52 .. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. é ferramenta? É brinquedo?” Se não for.. Há esperança. a inteligência. não tendo nenhuma utilidade como ferramentas. São obrigadas a ensinar o que os programas mandam. Mas eu sei que há professores que amam o voo dos seus alunos. não fica violento. É ele que dá as ordens. a educação é considerada um indispensável patrimônio da humanidade na construção de seus ideais. aprender “brinquedos”. Fica alegre.

os caminhos para o desenvolvimento desse pilar. não cessa em produzi-lo e reproduzi-lo. Vale considerar que essa é uma das prementes tarefas da escola. não basta disponibilizar a informação. como espécie. Sem dúvida. ao longo da história de homens e mulheres. de estimular a construção de conhecimentos. de modo interdependente e integrado. O primeiro deles. pode promover o diálogo permanente sobre as relações estabelecidas na vida social. de com-viver. aprender a conhecer. por trabalhar com pessoas diferentes em espaços comuns. por meio do Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI presidida por Jacques Delors. De igual modo importante é oferecer a ele a oportunidade de construir as competências necessárias para garantia desse acesso. aprender a viver junto e aprender a ser. A escola. uma das principais contribuições da educação para o indivíduo é favorecer o acesso à informação. aprender a fazer. E ainda. aprender a conhecer nos remete para o trabalho de descoberta dos mecanismos de constru- ção e apreensão dos conhecimentos. utilizá-las a serviço de sua geração e da humanidade. 53 . Como sabemos. é fundamental instrumentalizar as pessoas para utilizá-las. Esse pressuposto nos orienta a pensar que educar pela pesquisa é uma importante estratégia conceitual e metodológica no sentido de viabilizar. Esse pilar ressalta as demandas do mundo contemporâneo e a importância das relações diante dele. de sua história. A investigação se configura a estratégia de orientar a descoberta. desenvolvendo o conhecimento dos outros. de respeito e convivência pacífica com as diferenças e com o outro. enfoca a necessidade planetária da compreensão mútua. A Unesco. Em outras palavras. Desse modo. Na realidade. nos remete à dimensão humana do compreender. estabelece quatro pilares que sustentam. de suas tradições e de sua espiritualidade”. “trata-se de aprender a viver conjuntamente. Conforme o relatório. dentro da escola e da sala de aula. O segundo pilar indicado pela Comissão é relativo à capacidade humana de viver junto. Essa dimensão diz respeito à qualidade de vida dos humanos nas suas correlações com seus pares. o seu conceito de educação de qualidade: aprender a conhecer. de conhecer e de descobrir.Sumário principal avançar e acompanhar um mundo de rápidas transformações. Podemos compreender esses pilares como grandes desafios da educação e da sociedade. o conhecimento é infinito e o homem.

com as demandas do cotidiano. A vida neste novo século solicita uma educação que permita aos educandos associar a técnica com a aplicação de conhecimentos teóricos. relacionar o que se estuda com o que se faz. Sugere que os processos educativos. 54 . pois. vale afirmar que a educação no século XXI está estreitamente vinculada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes e a princípios éticos. As velhas dicotomias do passado devem ceder espaço a uma práxis pedagógica que admita que quem pensa. tanto das escolas quanto das famílias. qualifiquem as pessoas para a vida em conjunto. O aprender a ser está entre os elementos preconizados no relatório. que o corpo e a alma são indissociáveis. pautada no princípio de que as atitudes e responsabilidades pessoais interferem no destino coletivo. Esse pilar sinaliza que os humanos não nascem prontos para a vida em sociedade. o saber e o fazer. com a utilização de conhecimentos no contexto de vida dentro e fora da escola. Em suma. que quem executa também pensa. também executa. que a ideia e a matéria são complementares no entendimento da totalidade. de compreensão e solidariedade humana. Isso se torna. uma responsabilidade de geração com relação à sua próxima. aprender a fazer. Refere-se à demanda contemporânea de uma postura ética.Sumário principal O sentido do terceiro pilar. é afirmar que a educação não pode aceitar a imposição de opção entre a teoria e a técnica.

Para ser educador. Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados. pode fazer a sua parte. Busque sempre aprimorar seus conhecimentos Procure sempre dar sequência à sua formação acadêmica. Na seção Números da Educação você encontra essas informações.br/ Faça sua parte 55 . nas escolas próximas. Além disso. como educador. educador. é o principal agente da melhoria da educação. Quando você entende o problema. reflita. suas causas e consequên3 www. discuta. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. cias. Encare a diversidade de maneira positiva Tire proveito da heterogeneidade de saberes. tanto no Ideb como em avaliações educacionais. por meio de cursos de graduação ou pós-graduação e programas de capacitação. é preciso estudar sempre e ter em vista onde você quer chegar com seus alunos. todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação para melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados. Promova a interação entre eles. na sua cidade.Sumário principal Documento integrante do “Todos pela Educação”3 O educador é o principal trabalhador brasileiro. conhecimentos e experiências dos alunos e da comunidade escolar. Procure entender quais são os problemas da educação brasileira. Procure se informar sobre a qualidade do ensino no país. Proponha que sua escola seja um espaço de aprendizado. Recomendações Entenda a situação da educação O primeiro passo para melhorar a educação é entender sua situação atual. Há sempre algo novo e interessante para ser aprendido. Informe-se.todospelaeducacao. e que poderá te ajudar a influir positivamente na educação das pessoas ao seu redor.org. Veja como você. e é direito de todos conhecê-los. no seu Estado. pois é ele quem está com o aluno diariamente e tem nas mãos as ferramentas para ensiná-lo. como a Prova Brasil e o Saeb.

o diretor deve garantir um sistema eficaz de reforço escolar para os alunos com dificuldades em algum conteúdo específico. que é a rede de ensino. Como lida com questões internas e externas da escola. Diretor: Articule-se com a Secretaria de Educação Como a escola não trabalha de forma isolada. gerida pela Secretaria de Educação. de forma integrada às metas da rede de ensino. As escolas devem ter algum grau de autonomia. Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola. anualmente. para organizar seu tempo de forma eficiente. e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. E. a avaliação capaz de dizer se a escola é boa ou ruim é aquela que nos mostra se os alunos estão ou não aprendendo. mas como o grande administrador da aprendizagem dos alunos. O diretor é o responsável maior para a escola ter e cumprir o regimento escolar e a proposta pedagógica – que dará origem aos planos de curso e de aula. Além de ser peça-chave na identificação das necessidades locais. mas são parte de um organismo muito maior. e deve fazer funcionar um sistema de supervisão de professores com foco no desempenho dos alunos. é necessário ter sempre em mente o que é e o que não é prioritário. o diretor deve conduzir as ações da escola de forma articulada com as políticas emanadas pela Secretaria de Educação – que deve receber. 56 . se a escola existe para ensinar. A presença constante do diretor da escola é fundamental.Sumário principal Escola boa é aquela em que o aluno aprende A melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos. Diretor: Seja responsável pela qualidade de ensino A melhor gestão administrativa de nada vale se os alunos não estiverem aprendendo. Ele deve ter competência para ocupar um papel central na gestão do cotidiano escolar e na articulação da escola com a comunidade escolar. os dados da escola. Diretor: Assuma a liderança Assuma a liderança de forma democrática e cooperativa com todos os segmentos da equipe. mensalmente. O diretor não deve ser visto apenas como o administrador do prédio da escola. As metas da escola também devem ser estabelecidas.

obras de literatura infanto-juvenil. pois eles são material de uso diário. Se alguma necessidade urgente lhe impedir de estar em sala de aula. Assegurar a pontualidade e frequência dos professores e funcionários da escola também é necessário. a partir delas. os objetivos. sem perder de vista que. é necessário que você seja substituído por pessoa de igual competência e que conheça o andamento dos planos de aula. Professor: Procure não faltar Lembre-se de que o aluno precisa de você. Os alunos podem também ser envolvidos na elaboração e manutenção da página da escola na internet. dicionários e enciclopé- dias. Os alunos precisam tê-los em mãos para poder tirar o melhor proveito possível do que esses materiais podem trazer para seu aprendizado. livros de ficção e não-ficção. Diretor: Assegure as condições de trabalho Assegure as condições e os meios para que os professores implementem a proposta político-pedagógica da escola. Isso é lei. Professor: Planeje suas aulas Elabore planos de curso e planos de aula de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela escola e com o programa de ensino da Secretaria de Educação. os conteúdos e os métodos de ensino devem ser adequados e ajustados às suas necessidades e às características dos alunos. As escolas precisam garantir um mínimo de 200 dias letivos. Aulas de qualidade se refletem na aprendizagem dos alunos. Você pode. abrir a biblioteca fora do horário das aulas e para a comunidade. descontados os intervalos escolares. Participe da elaboração dessas propostas e assegure seu cumprimento. Diretor: Abra a biblioteca e a sala de computação Não tranque livros e computadores. Quanto aos computadores. para ter sucesso na sala de aula. sua escola pode incentivar os alunos a usarem a internet para fazer pesquisas sobre temas atuais e. 57 . Cuide e melhore o acervo da biblioteca.Sumário principal Diretor: Assegure o cumprimento do ano letivo Assegure o cumprimento integral do ano letivo. ou ser incentivados a construírem seus blogs – diários na internet. disponibilizando. com um mínimo de quatro horas de aula por dia. ainda. além dos livros didáticos. elaborar resumos.

como selecionar informações. Conheça de antemão os textos que você apresentará à classe. regras da escola. embora todos sejam capazes de aprender. Professor: Reforce a autoestima dos alunos É preciso que educadores difundam ao máximo os gestos. tais como matérias de jornais. Professor: Não desista de ensinar a nenhum aluno Todos precisam. Distribua os boletins com resultados dos alunos nas épocas previstas pelo Regimento Interno 58 . interpretação e o diálogo entre os estudantes. Estimule esse hábito oferecendo aos alunos contato com diferentes tipos de textos. Esse tipo de atitude pode ser decisivo na vida de uma criança ou um jovem. Diretor: Mantenha uma boa relação com as famílias Divulgue a proposta pedagógica de cada série para os pais dos alunos poderem acompanhar o seu cumprimento ao longo do ano letivo. O hábito da leitura abre aos alunos uma perspectiva prazerosa de aprendizagem. Comente-os e exponha-os em murais e varais fora e dentro da sala de aula. embalagens. que deve ser compartilhada pela família e pela escola. têm direito e capacidade de aprender. Divulgue também o regimento da escola para pais e alunos. as atitudes. Nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo. instruções de jogos. fazer resumos e sínteses. cartas. à compreensão de textos e à escrita. tomar notas. etc. O desempenho escolar de um aluno é responsabilidade do professor. Valorize o esforço e os trabalhos elaborados pelos alunos. faça comentários. as palavras que reforçam a autoestima das crianças e favoreçam o seu sucesso na sala de aula e na vida. etc. gere expectativas nos alunos sobre os textos. textos expositivos e literários. Professor: Incentive o hábito da leitura Dê atenção especial à leitura. receitas. Essas habilidades são básicas e essenciais para toda a vida do aluno. Prontifique-se a ajudar sempre que chamado. anúncios.Sumário principal Professor: Ensine a estudar Ensine os procedimentos de estudo. perguntas e promova a reflexão.

familiares e a comunidade. Reconheça a escola como um espaço de construção do conhecimento e de integração com a comunidade. 59 . antes da data de expiração e em quantidades apropriadas. Abra a escola para a família dos alunos e conheça a história e as características de cada um. Demande que os governos municipal e estadual mantenham atualizadas as situações cadastrais (qual escola frequenta. Dê. que impactam diretamente na saúde da criança e em seu desempenho escolar. você pode verificar em sua escola se os alimentos comprados pela prefeitura têm qualidade. Mantenha um relacionamento transparente e receptivo com os pais e familiares. Fiscalize o Bolsa-Família Verifique se os alunos beneficiários do BolsaFamília matriculados em sua escola estão frequentando as aulas. quantidade e diversidade apropriadas. Quanto mais a escola estiver inserida em seu contexto social e mantiver uma boa relação de parcerias. verifique e cobre que os recursos públicos destinados à merenda escolar sejam garantidos e bem geridos. se concluiu os ciclos de estudos etc) de cada criança em idade escolar.Sumário principal das Escolas. devem ser considerados interlocutores e parceiros da escola no cumprimento de sua missão: fazer com que todas as crianças da escola efetivamente aprendam. verifique e cobre que os beneficiários do programa levem suas crianças aos postos de saúde para realizar exames. Promova a gestão democrática A gestão democrática implica que os educadores. ainda. Além disso. Fiscalize a merenda escolar Acompanhe. Acompanhe também se a escola os armazena de forma correta e os distribui enquanto estão frescos. abrindo seus espaços para outras atividades e públicos – desde que isso não comprometa os direitos dos seus alunos. dicas sobre como eles podem ajudar suas crianças a estudar e acompanhar as aulas. e informe-os sobre como está o desempenho de seus filhos na escola. Para tanto. vacinações e outras ações estipuladas pelo Ministério da Saúde. Mantenha esse espírito ao se relacionar com os pais e alunos. mais do que destinatários. maior será a colaboração de todos. Eles são parceiros fundamentais da escola.

Sumário principal Material de apoio Cronograma físico de estudos dos roteiros Novembro X Setembro X Fevereiro Outubro X AUTOR Gelb. disponível em todas as escolas estaduais EDITORA AGIR Nº 1 2 TÍTULO Como descobrir sua genialidade: aprenda a pensar com as dez mentes mais revolucionárias da história Aquarelas do Brasil 60 Agosto Março Junho Julho Maio Abril . Flavia Moreira Da Indicação1 Indicação 2 Indicação 3 02 03 X X – X X X Indicação 4 Indicação 5 Indicação 6 Títulos relacionados que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. Michel Costa.

Lino e Outros Durante. Maria Lúcia Andrade. Regina Cazaux Soares. o neonazismo no Brasil e no Mundo AUTOR Salem. Aparecida (Org. escrever e resolver problemas – habilidades para aprender matemática Ler e escrever na escola: o real. o possível e o necessário Educação de Surdos: a aquisição da linguagem AUTOR Fainguelernt Macedo. Ronaldo 61 . João Vanderlei Haydt. Leôncio e Outros (Orgs) Pereira. Smole.) Pereira. Ludimila Tomé De Soares. Márcia Botelho Paiva. Marta Meirieu.Sumário principal EDITORA ARTMED Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Fazendo Arte com a Matemática Aprender com jogos e situações-problemas Alfabetização de adultos: leitura e produção de textos A pedagogia entre o dizer e o fazer : a coragem de começar Ler. Maria Lúcia Claver. Helena EDITORA AUTÊNTICA Nº. 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Aprendendo valores éticos Literatura e letramento Formação de professores – pesquisas. Júlio Emílio Diniz Castenhema. P. Delia Quadro. Cândida Geraldi. Ronice EDITORA ÁTICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Como analisar narrativas O texto na sala de aula Avaliação do processo Ensino-Aprendizagem Linguagem e escola: uma perspectiva social A produção da leitura na escola AUTOR Gancho. Ezequiel Theodoro Da EDITORA ATUAL Nº 1 TÍTULO As tribos do mal. representações e poder Aprendizagem contextualidade: discurso e inclusão na sala de aula Professores leitores e sua formação Diálogos na educação de jovens e adultos A construção do letramento na educação de jovens e adultos Escrever e brincar: oficinas de texto AUTOR Fagundes. Magda Silva. Kátia Stocco e Outros Lerner.

C. Duckur Costa Bezerra Padilha. Edgar EDITORA BRASILIENSE Nº 1 2 TÍTULO O iluminismo e os reis filósofos O que é Religião AUTOR Salinas. Francisco Eduardo Bezerra.Sumário principal AUTORES ASSOCIADOS Nº 1 2 3 4 5 6 TÍTULO O mundo da escrita no universo da pequena infância Entre a Educação Física na Escola e a Educação Física da Escola Em busca da formação de indivíduos autônomos nas aulas de Educação Física Práticas pedagógicas na educação especial: a capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental Políticas e práticas de educação inclusiva Alfabetização: a criança e a linguagem escrita AUTOR Faria. Rubem EDITORA CALIS Nº. R Contijo. Husair Doreen. Ana Lúcia G. Simone (Org. Anita Watson. Luiz Alves. 1 2 3 4 5 6 TÌTULO Palavras sagradas de diferentes povos e religiões O que sabemos sobre Budismo O que sabemos sobre Cristianismo O que sabemos sobre Hinduísmo O que sabemos sobre Islamismo O que sabemos sobre Judaísmo AUTOR Kubric. Carol Ganeri.Fine 62 . M. Zuleika De Almeida EDITORA BERTRAND Nº 1 TÍTULO A cabeça bem feita: repensar a reforma e o pensamento AUTOR Morin.M. De Caparroz.L Góes. A.) Ganeri. Claudia Mariab Mendes EDITORA AVE MARIA Nº 1 TÍTULO Nosso Folclore AUTOR Prado. Anita Shahrukh.

Eric Ginzburg. Mitsi Pinheiro De Estebam.Sumário principal EDITORA CIA DAS LETRAS Nº 1 2 3 TÍTULO Arte moderna A era dos extremos: o breve século XX. uma práxis em construção Prova um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas Quando falam os professores alfabetizadores Quem sabe que erra? Reflexões sobre avaliação e fracasso Verde cotidiano: meio ambiente em discussão AUTOR Cury. letramento e inclusão social Letramento literário: teoria e prática AUTOR Mollica. Anamélia Bueno Coletivo De Autores Citelli. Carlos Roberto Jamil Vieira. retórica e prova AUTOR Argan. O lugar da poesia e da ficção. Alice e Outros Morin. Vasco Pedro Lacerda. Adilson Buoro. Ligia (Coord) Citelli. Adilson Casimiro. 6) Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte Metodologia do ensino e educação física Aprender e ensinar com textos não-escolares Política de currículo em múltiplos contextos Os sete saberes necessários à educação do futuro AUTOR Chiappini. M. I Outras linguagens na escola (v. Sofia Larche Kohan Walter Estebam. Carlo EDITORA CONTEXTO Nº 1 2 TÍTULO Fala. Giulio Carlo Hobsbawn. Maria Reigota. Edgar EDITORA DP&A Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Gestão da escola: desafios a enfrentar Filosofia para crianças Professora pesquisadora. Maria Tereza Moretto. vol. Rildo EDITORA CORTEZ Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Leitura e construção do real. 63 . 1914-1991 Relação de força: história. Maria Cecilia Cosson.

Maurício De QTD 591 EDITORA GRAFER Nº 1 TÍTULO Vitória. cidade presépio AUTOR Tatagiba. D. M.. Santinho Ferreira De Souza. Vera Teixeira De e Outros EDITORA FTD Nº 1 TÍTULO Atlas Geográfico – Turma da Mônica AUTOR Souza. 64 .. Raquel Félix LOTE 32 – EDITORA FORMATO Nº 1 2 TÍTULO Tipos de texto: modos de leitura Era uma vez. Graça Aguiar. Santinho Ferreira De EDITORA FORMAR Nº 1 TÍTULO A construção do Espírito Santo AUTOR Conti. e Outros EDITORA FLOR & CULTURA Nº 1 2 TÍTULO Percursos com a leitura Olhares e perguntas sobre ler e escrever AUTOR Souza. JOSÉ EDITORA LOYOLA Nº 1 TÍTULO Pesquisa na escola: o que é. como se faz AUTOR Dagno.M. na escola: formando educadores para formar leitores AUTOR Paulino.Sumário principal EDITORA EDUFES Nº 1 TÍTULO Pesquisa e educação especial: mapeando produções AUTOR Jesus.

J.Darcy Penteado Brincando com Arte . Leila Santilhana.Sumário principal EDITORA MANOLE Nº 1 2 3 TÍTULO Filosofia ética e literatura Ensinando basquetebol para jovens Primeiros socorros no esporte AUTOR Perissé. Mirna Richter. Egle Franchi.Guersoni AUTOR Sarro. Sissa e Outros QTD 1860 EDITORA MODERNA Nº 1 2 TÍTULO Gramática em textos Gramática de Espanhol passo-a-passo com exercícios AUTOR Sarmento. Adélio Penteado.Adélio Sarro Brincando com Arte . Adrián Famyul EDITORA NOOVHA AMÉRICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Brincando com Arte . Gabriel Walker Larry E. Marly Spritzer. Melinda EDITORA MARTINS FONTES Nº 1 2 TÍTULO A redação na escola Coesão e coerência nas narrativas escolares escritas AUTOR Franchi.Di Cavalcanti Brincando com Arte . Egle EDITORA MEDIAÇÃO Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Filosofia da criação A formação do ator A criança e a pintura Indisciplina/Disciplina Removendo barreiras para a aprendizagem AUTOR Meira. Rosita Edler QTD 1860 591 591 1860 1860 EDITORA MERCADO ABERTO Nº 1 TÍTULO A criança e a produção cultural AUTOR Jacob. Fegel. Darcy Di Cavalcanti Djanira Guersoni 65 . Yves Carvalho. Sandra Tailer.Djanira Brincando com Arte .

Guignard Brincando com Arte . João Décio 66 .Tarsila do Amaral Brincando com Arte . Lana De S. Maria Inês EDITORA PAULUS Nº 1 2 TÍTULO Recriando experiências – técnicas e dinâmicas para grupos Ensino Religioso: construção de uma proposta AUTOR Instituto da Pastoral da Juventude Leste Bastos. escola e construção de conhecimentos A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento A formação dos educadores ambientais Educação ambiental: no consenso um debate AUTOR Cavalcante.Ranchinho Brincando com Arte . Ivani Guimarães. Jocelino Maroubo Portinari. Regina EDITORA PAPIRUS Nº 1 2 3 4 TÍTULO Geografia. M. Maria Inês Carmiato.Sumário principal Nº 6 7 8 9 10 11 12 13 TÍTULO Brincando com Arte .Maroubo Brincando com Arte .Walde-Mar AUTOR Guignard Soares. Ítalo Lajolo.Jocelino Soares Brincando com Arte . Marisa Zilberman. Fazenda.Portinari Brincando com Arte . M. Maria Inês Carmiato. Cândido Ranchinho Amaral. Maria Inês Carmiato. Guimarães. EDITORA PAULINAS Nº 1 2 3 4 TÍTULO A religião no mundo (5ª série) Expressões do sagrado na humanidade (6ª série) A religiosidade no mundo atual (7ª série) Nossa opção religiosa (8ª série) AUTOR Carmiato. Tarsila do Vaccarini Walde-Mar EDITORA OBJETIVA Nº 1 2 3 TÍTULO Como e por que ler a poesia brasileira do século XX Como e por que ler o romance brasileiro Como e por que ler a literatura infantil brasileira AUTOR Moriconi.Vaccarini Brincando com Arte .

Carlos Pimentel. M. Paulo EDITORA PEIROPOLIS Nº 1 TÍTULO Cultura da paz AUTOR Von. Adaptação e meio ambiente AUTOR Knur. Aurélio EDITORA SANTOS Nº 1 TÍTULO Fisiologia animal. preconceito e intolerância AUTOR Pimentel. Cristina EDITORA PLEXUS Nº 1 TÍTULO Possibilidade de histórias ao contrário. Andréa e Outros Boreges.Sumário principal EDITORA PAZ E TERRA Nº 1 TÍTULO Pedagogia do oprimido AUTOR Freire. L EDITORA POSITIVO Nº 1 TÍTULO Dicionário Aurélio . Carlos Buoro.Português (grande) AUTOR Holanda. Schindt EDITORA SARAIVA Nº 1 2 3 4 TÍTULO Português descomplicado Constituição Federal Brasileira Violência urbana Racismo. ou como desencaminhar o aluno da classe especial AUTOR Padilha. Susan e outros 67 . Edson e Outros EDITORA SBS Nº 1 TÍTULO O ensino da língua inglesa AUTOR Holden. A.

) MAPAS Nº 1 2 3 TÍTULO Mapas do Brasil .Ásia. A.Sumário principal EDITORA SUMMUS Nº 1 2 3 TÍTULO Diferenças e preconceitos na escola Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva Dicionários de relações étnicas e raciais AUTOR Aquino.Político. Gabriela e Outros Gentilli. (Org. Ellis EDITORA THONSON Nº 1 TÍTULO Educando para o pensar AUTOR Castro. Vegetação Mapas do Espírito Santo . Oceania Vídeos que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. Cashmore. Físico. disponível em todas as escolas para subsidiar os estudos dos professores Programa DVD Escola – Volume I Disco 03 • • • • • Avaliação e Aprendizagem O que é Avaliação? (13’37”) Ciclo de Aprendizagem e Avaliação (16’00”) Avaliação e Contexto Social (15’00”) Projetos Educacionais e Avaliação ( 21’00”) Convívio Escolar • Toda Criança na Escola (12’28”) • Direitos e Responsabilidades (10’06”) • A Organização do Tempo e do Espaço na Escola (10’59”) 68 . Clima. Eder Alonso Oliveira e Outros EDITORA VOZES Nº 1 2 TÍTULO Desenvolvimento sustentável Pedagogia da exclusão AUTOR Scotto. J. Físico Mapas da Europa . (Org.) Rodrigues.Físico e Político . África. D. P.Político.

Sumário principal Disco 23 Fazendo Escola • A História e os Caminhos da Gestão Escolar (60’) • O Papel dos Colegiados na Gestão Escolar (60’) • O Papel do Professor (60’) • O Projeto Político Pedagógico Passo-a-Passo (60’) Disco 31 Gestão da Escola – Parte I • Gestão Democrática: Teoria e Prática (60’) • Conselhos Escolares.Articulando a Formação Contínua e o Desenvolvimento Profissional de Professores (60’) 69 . Eleição de Diretores e Descentralização Financeira em Questão (60’) • A Gestão Democrática do Projeto Político Pedagógico (60’) Disco 32 Gestão da Escola .Parte II • Avaliação Institucional: para Controlar ou para Democratizar? (60’) • Gestão Democrática da Escola e Gestão Democrática do Sistema de Ensino (60’) Disco 24 • Princípios e Bases da Gestão Democrática (60’) • A Função do Gestor (60’) Disco 33 Formação Contínua de Professores – Parte I • Formação Contínua de Professores em Face das Múltiplas Possibilidades e dos Inúmeros Parceiros (60’) • A Formação Contínua como um dos Elementos Organizadores do PPP da Escola (60’) • A Reflexão sobre a Prática CotidianaCaminho para a Formação Contínua e para o Fortalecimento da Escola Enquanto Espaço Coletivo (60’) Disco 25 • O Projeto Político Pedagógico: Conceitos e Significados (60’) • Os Diferentes Projetos da Escola (60’) • Políticas Pública e a Gestão Escolar (60’) Programa DVD Escola –Volume II Disco 13 Letra Viva • Planejamento na Prática Pedagógica (29’) • Planejamento: uma atividade é só uma atividade? (29’) Disco 34 Formação Contínua de Professores – Parte II • Os Saberes dos Professores.Ponto de Partida para a Formação Contínua (60’) • Vida e Trabalho.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Anos Iniciais .

ES.111. Ensino fundamental . v.Ensino médio.3.Ensino fundamental. 02 . área de Ciências Humanas. CDD 372. v. v. anos finais. Santa Lúcia . v. 01 . área de Linguagens e Códigos. anos iniciais. 02 . Volumes sem numeração : Ensino fundamental. 03 . área de Linguagens e Códigos.Ensino fundamental. 03 .CEP 29. Ensino . I. área de Ciências da Natureza. ISBN 978-85-98673-08-0 1. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos iniciais / Secretaria da Educação.Ensino médio. anos finais. Ensino médio Currículo. . II.com. área de Ciências Humanas.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal.Info Consultoria. 01 . 2.Ensino fundamental. anos finais. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. 202 p. Guia de implementação. 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v.Espírito Santo (Estado) . área de Ciências da Natureza. nº 1.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Currículo. v.Ensino médio. – Vitória : SEDU. Série. 3. 2009. Título.Vitória/ES .19 CDU 373.Currículo.056-085 .br Espírito Santo (Estado).

. igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire ..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. ao lado do educador.

Sebastião Ferreira Nascimento. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Sabrina D. Morati. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Marta Gomes Santos. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Lemos. Lígia Cristina Magalhães Bettero.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Jorge Luis Verly Barbosa. Maria Alice Dias da Rosa. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Érika Aparecida da Silva. Dalla Passos. Tarcísio Batista Bobbio. Rodrigo Vilela Luca Martins. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Rodrigues. Antônio Carlos Rosa Marques. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Sidinei C. Angelita M. Luciane S. Ilza Reblim. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Rosinete Aparecida L. Marcio Vieira Rodrigues. Giovana Motta Amorim. Barbosa. Marcia Vânia Lima de Souza. Madalena A. Guaresqui Cruz. Anderson Soares Ferrari. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Sônia A. Ribeiro. de Almeida. Francisco Castro.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Luciane Salaroli Ronchetti. Idalina Aparecida Fonseca Couto. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Lúcia H. Renata Garcia Calvi. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Carvalho. Iza klipel. Danilza A. Vaneska Godoy de Lima. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Eliane dos Santos Menezes. Magna Maria Fiorot.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Chirlei S. Dilma Demetrio de Souza. Rosângela Vargas D. Adna Maria Farias Silva. Martinelli. Última da Conceição e Silva. Sebastiana da Silva Valani. Edimar Barcelos. Edna Milanez Grechi. Larmelina. Epitácio Rocha Quaresma. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Giuliano César Zonta. Telma L. Antonia Regina Fiorotti. Ana Paula Alves Bissoli. Irineu Gonçalves Pereira. Eliane Maria Lorenzoni. Regina Jesus Rodrigues. Maria da Penha de Souza. Marlene Athaíde Nunes. Alcimara Alves Soares Viana. Karina Marchetti Bonno Escobar. da Silva. Elza Vilela de Souza. Israel Bayer. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Renata da Costa Barreto Azine. Rosangela Maria Costa Guzzo. Jomara Andris Schiavo. Edilene Costa Santana. Sandra Renata Muniz Monteiro. Ires Maria Pizzeta Moschen. Magna Tereza Delboni de Paula. Eliethe A. SRE Carapina: Lucymar G. Patrícia Maria Gagno F. Cristina Lúcia de Souza Curty. Christina Araújo de Nino. Torres. Ires Maria Pizetta Moschen. Carmencéa Nunes Bezerra. Angélica Chiabai de Alencar. Luiza E. Leila Falqueto Drago. Ferreira. Ediane G. Regina Zumerle Soares. Paulo Roberto Arantes. Vazzoler. Soprani. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Freitas. Angélica Chiabai de Alencar. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Paulo Alex Demoner. Claudinei Pereira da Silva. Eduarda Silva Sacht. Lúcia Helena Novais Rocha. Kátia Elise B. Simone Carvalho. Elenivar Gomes Costa Silva. Edílson Alves Freitas. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Sara Freitas de Menezes Salles. Elisangela de Jesus Sousa. Cátia Aparecida Palmeira. Verginia Maria Pereira Costa. Antônio Fernando Silva Souza. Pedro Paulino da Silva. Monteiro e Wagna Matos Silva. C.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Carvalho Morais. Jane Ruy Penha. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Marta Margareth Silva Paixão. José Alberto Laurindo. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Rita de Cássia Santos Silva. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Christina Araújo de Nino. Martinelli. Teresa Lúcia V. José Christovam de Mendonça Filho. Sandra Renata M.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Edilene Klein.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Izaura Célia Menezes. Margareth Zorzal Fafá. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Anderson Soares Ferrari. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Braga. Cristina Louzada Martins da Eira. Luciete de Oliveira Cerqueira. Núbia Lares. Mirtes Ângela Moreira Silva. Maria da Penha C. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Léa Silvia P. Conciana N. Coelho Ambrozio. Roberto Lopes Brandão. Sebastião Ferreira Nascimento. Patrícia Maria Gagno F. Pedro Paulino da Silva. Maria Verônica Espanhol Ferraz. S. Ana Paula Alves Bissoli. Denise Moraes e Silva. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Bruna Wencioneck de Souza Soares. Cezar. Sandra Fernandes Bonatto.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Valentina Hetel I. João Carlos S. Carla Moreira da Cunha. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes.SEDU Ana Beatriz de C. Luiz Humberto A. Jaqueline Oliozi. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Maura da Conceição. Nilson de Souza Silva. Oliveira. Neyde Mota Antunes. Américo Alexandre Satler. do Nascimento. Ivanete de Almeida Pires. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Nourival Cardozo Júnior. Lurdes Maria Lucindo. Ivone Braga Rosa. Evelyn Vieira.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Maria Elizabeth I. Lea Silvia P. Luiz Antonio Batista Carvalho. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Jomar Apolinário Pereira. Edna dos Santos Carvalho. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Lyra. Gilcimar Manhone. Novais Rocha. Luciane R. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Luciana Oliveira. Rita Nazareth Cuquetto Soares.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . de Quadros P. Maria Adelina Vieira Clara. Bastos. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Eliana Aparecida Dias.Física Claudio David Cari . Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Manzoli. Raquel Marchiore Costa. Maria da Penha E. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Giselle Peres Zucolotto. Alves.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Johan Wolfgang Honorato. Alecina Maria Moraes. Cérlia Silva de Oliveira. Paulo Roberto Arantes. Mônica V. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Salette Coutinho Silveira Cabral. C. Lima. Jaqueline Justo Garcia. Cortez. Fernandes. Eliane dos Santos Menezes. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Alaíde Trancoso. Tânea Berti. Edy Vinicius Silverol da Silva. Alvarenga Vieira. Benevides. Eliana C. Márcia M. Maria de Lourdes S. Jane Pereira. Delcimar da Rosa Bayerl. Irineu Gonçalves Pereira. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Angélica Chiabai de Alencar. Mara Cristina S. Kátia Regina Zuchi Guio. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Renan de Nardi de Crignis. P. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. de Oliveira. Campos Cruz. Tania Mara Silva Gonçalves. Nascimento. Luciene Maria Brommenschenkel. Maria Adélia R. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Marcelo Ferreira Delpupo. Pereira. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Márcio Correa da Silva. Maria Cristina Garcia T. Rodrigues. Carlos Sebastião de Oliveira. Marcos Leite Rocha. João Firmino. Bastos. Fabiano Boscaglia. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Organdi Mongin Rovetta.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Pinto. Paulo Roberto Arantes. . Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Erilda L. Rogério de Oliveira Araújo. Ilza Reblim. Silma L. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Maria Geovana M.Língua Portuguesa Adriana Magno. Ilia Crassus Pretralonga. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. da Silva Scaramussa. Malba Lucia Gomes Delboni. Maria do Carmo Braz. Renan de Nardi de Crignis. Neire Longue Diirr. de Castro. Agnes Belmonci Malini. Gleise Maria Tebaldi. Maria de Glória Sousa Gomes. Rosiana Guidi. Luciano Duarte Pimentel. Sulâne Aparecida Cupertino. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Mohara C. R.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Patrocínio. Jarbas da Silva. Maria da Ressurreição. Alaércio Tadeu Bertollo. Dileide Vilaça de Oliveira. João Luiz Cerri. Alan Clay L. Josimara Pezzin. Hebnezer da Silva. Ronchetti. Luciene Tosta Valim. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Perin e Valéria Perina. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Valéria Zumak Moreira. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Alexandre Nogueira Lentini. Luciene Tosta Valim. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Cátia Aparecida Palmeira. Rosiane Schuaith Entringer. João Luiz Cerri. Ana Helena Sfalsim Soave. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Hulda N. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Anelita Felício de Souza. Davel. Gina Maria Lecco Pessotti. Linderclei Teixeira da Silva.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Maria Alice Dias da Rosa. Cláudia Regina Luchi. Gracielle Bongiovani Nunes. Edson de Jesus Segantine. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Foerste . Maria José Teixeira de Brito. Antônio Fernando Silva Souza. Marlene M. Roseane Sobrinho Braga. Rachel Miranda de Oliveira. Vivian Rejane Rangel. Hebnézer da Silva. Maria Nilza Corrêa Martins. Rodrigues Soyer. Renato Santos Pereira. Naédina Barbieri. Marilene Lúcia Merigueti.C. Rhaiany Rosa Vieira Simões.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo .História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Maria Aparecida Rosa. Ernani Carvalho Nascimento. Rodrigo Nascimento Thomazini. Renato Köhler Zanqui. Eliane Carvalho Fraga. Márcia Gonçalves Brito. Alaíde Schinaider Rigoni. Margarida Maria Zanotti Delboni. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Ângela Maria Freitas. Everaldo Simões Souza. Junqueira. Pedro Guilherme Ferreira. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Rodrigues. Lúcia Helena Maroto. Fracalossi.Arte Rita de Cássia Tardin .

das superintendências e da unidade central.Sumário principal Prezado Educador. a complexidade que envolve a infância e a juventude. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . na qual. Para enfrentá-los. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. neste contexto. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. quer sejam individuais ou coletivos. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Temos certamente que comemorar. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. como um plano único e consolidado. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. sem dúvida. Como equipe.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal 8 .

Sumário principal Apresentação .

sobretudo. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. ao longo dos anos. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. O Estado. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. Educação Especial e Educação do Campo. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. conforme os termos constitucionais.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. mas. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. por meio de mecanismos participativos. como unidade autônoma. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. Como síntese desse processo. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. tendo como base um projeto de nação.

muitas vezes. fortalecendo a grande complexidade. nizados. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. conectado com a dimensão universal. O currículo é a materialização do ricos de discussão. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. valores. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. com vistas à promoção do educando e. entre vimento de crianças. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. ciência e cultura. 12 . Portanto. por meio de atitudes. com qualidade social. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino.Sumário principal e social de sua população. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. professores convidados. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. hábitos e consequentemente. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. tônomos e críticos. da educação pública. que desafios que precisamos enfrentar. como a relação entre trabalho. Entre os anos de 2004 e 2006. Todos esses atores mente construídas. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. costumes historicamente produzidos que.500 educadores. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1.

resguardando as especificidades das escolas. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. conhecimentos estanques e conservadores. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente.CBC para cada disciplina da Educação Básica. conteúdos com- 13 . Para tanto. Isto é. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Certamente. consequentemente. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. outros Educação Básica. Além para cada disciplina da do CBC. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.

O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. ou seja. assim. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. na relação com a natureza e com seus pares e. cultura e trabalho.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. cializadas na medida em que cultura e trabalho. lo ciência. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. ampliando a nada. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. Do ponto de vista organizacional. produz conhecimentos. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. dentre outros. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . em alguns casos. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. como instrumentos dinamizadores do currículo. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. correspondendo aos 30% restantes. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência.

a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. Matemática e Ciências. 8963 de 21/07/2008. química e biologia. O projeto contempla ainda. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. tornando a escola mais atrativa. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. roteiros turísticos e ambientais. 15 . trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Esporte. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. por fim. materializa esse conceito. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. a partir de estudos sistemáticos.Sumário principal vivências curriculares. por meio da Lei Nº. Dessa forma. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. Realização de olimpíadas escolares e. “Ciência na Escola” .Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física.

a partir digitais no cotidiano escolar. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . pendrives. a sua inclusão digital e a comunidade. TV comunidade local. como ativiprocesso ensino aprendizagem. atualização da escola. tecnologias e suas implicações didáticas. computador por aluno. com destasucesso esperado: estagiários. transdisciplida escola. a de estudar. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. formação gica. “Ler. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. as reformas educativas e seus desdobramentos.um públicas e privadas. com destaque ações de formação. capacibibliotecas escolares. por meio que necessidade. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. ampliando para a do educador é mais naridade. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. as novas do conhecimento. de modo a 16 . PC do professor. escrita e pedagógicas. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. que para a revitalização das professor dinamizador. pois o educador precisa aliar à Multimídia. pois o educador precisa aliar à tarefa e. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. intervenção pedagógica. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. pesquisa. e a partir A formação continuada tação.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. com isso.

Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. além de outras pautas de estudo do referido documento. os quais irão enriquecer a prática docente. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. como componentes do Guia. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. 17 . onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. uma trilha experienciada coletivamente. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. ao final de 2009. portanto. Espera-se. Destaca-se ainda. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. com tudo isso. que incorporou o saber de quem o vivencia. Nesse sentido. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas.

Sumário principal Capítulo Inicial .

constituíram-se objetos de diálogo. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. 21 . objetivos. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). que. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. formação acadêmica e atualização permanente. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. municipal e federal. Em 2006 a Sedu. por meio de seminários com participação dos professores referência. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. de acordo com a prática pedagógica do professor. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. considerando situação funcional.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. nos quais. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. Em 2005. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. conteúdos e orientações didáticas. elaboraram as ementas contendo visão de área. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora.

consequentemente. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). SRE. da educação pública. jovens e adultos capixabas. nos anos de 2007 e 2008. consultores. em dois grandes ciclos de colóquios. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. além de 26 especialistas de cada disciplina. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. estar a serviço da vida. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo.500 eduTodos foram mobilizados cadores. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. intercolóquios e seminário de imersão. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. modalidades e transversalidades.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. em sua fragilidade. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. produziram os CBC por disciplina. contando com a participação de cerca de 1. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. instituições e modos de 22 . Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. num processo formativo e dialógico. central e das da educação pública. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. consequentemente. acima de tudo. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. professores convidados. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2.

de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. do outro e do mundo. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. social. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. reverencia o mistério da existência.Sumário principal vida. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. dignidade humana. é um bem público que deve servir 23 . que são apenas diferentes. Nesse sentido. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. a vida requer convivência na promoção da paz interior. solidários. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. paz social e paz ambiental. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. direito de todos e dever do Estado e da família. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. cultural e político. intensificando os esforços pela justiça. Superar as diversas formas de exclusão. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. por isso. que se realiza em um contexto histórico. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade.

A escola pública com compromisso social. numa perspectiva dialógica e dialética. uma obra de legítimo interesse social. a reflexão e a ação. antes de tudo. E um lugar de esperança. É na relação entre os sujeitos. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino aprendizagem. deverá atender aos interesses da coletividade.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. Na escola. A educação como obra de mudança. com toda a sua complexidade. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. o aluno é o centro do processo educativo e. um direito. No entanto. na medida em que contribui para o bem comum. em função dele. sentimentos e atitudes. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. exercido pelo poder público ou privado. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. do desenvolvimento social e econômico da nação. A educação como serviço público. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. uma dimensão mais ampla. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). espaço de visibilidade. de movimento de uma dada situação a outra diferente. portanto. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. a interpretação. mediante um determinado caminho. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. envolvendo a percepção. a construção. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . consequentemente. assumindo o lugar de mediador. por ser um ambiente essencialmente humano. aprender. assumindo.

Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. e trabalho como princípio educativo. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. gerando a sua própria cultura. Nesse sentido. portanto. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. material e social. cultura numa perspectiva antropológica. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. constituindo o modo de vida de uma população determinada. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. a partir da articulação dos princípios trabalho. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. produz conhecimentos. apropriando-se dela e transformando-a. acima de tudo. e. algo vivo e dinâmico que articula as representações. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. ciência e cultura. símbolos e comportamentos. assim. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. como forma de criação humana. como processo dinâmico de socialização. cuja base se expressa na aquisição da leitura.

e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1.G. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e.I.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. A.P. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. junho de 2004.Sumário principal curricular apresentada neste documento.R. J. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. certamente. que está inserido. mais difundida. e. Brasília. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. evidenciar a qualidade dessa ação. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos.V. promotor de uma educação emancipadora. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. O currículo para além das grades . a exemplo dos laboratórios de estudo.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. 1998. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. no interior da unidade educacional. C. entre os curriculistas contemporâneos. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. 2 MOTA. a organização física. J. o significa discutir a currículo. por ser um conceito bastante elástico e. GÓMEZ. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. nesse sentido. o currículo na escola E. sobretudo. muitas vezes. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. Portanto. impreciso. 26 . Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. e BARBOSA. sobretudo. No entanto.G. dependendo do enfoque que o desenvolva. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. 2. e. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. Isso acontece 1 SACRISTÁN.S. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. Porto Alegre: Artmed. N. Compreender e transformar o ensino.

a identidade dos estudantes e etc. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. Belo Horizonte: autêntica. conflitos concretas. C. metas. a participação da comunidade. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. avaliação. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. currículo realizado (Ferraço). ações. incluem tradições culturais Assim. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). 3 talidade social” . seu modo 4 FERRAÇO. é possível e negociações. as relações no interior 3 SILVA. Vitória: SEEB/SEDU. a identidade nantes.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos.E. 27 . quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro.uma introdução às teorias do currículo. Considerando isso. O currículo escolar. políticas e alternativas educacionais. os conhecimentos mais valorizados da escola. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. seu modo de organização e gestão. de organização e gestão. Documentos de identidade . Assim. currículo praticado (Oliveira). 2000. seja no campo de metodologia. currículo real (Sacristán). o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. De modo geral. e outras que considePortanto. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos.T. Ele é resultado de lutas. está deficurrículo4. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. Por isso. historicamente ideias de currículo em ação. T. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. 2004.

7 BRASIL. fazer. 2005. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. forma a aliar competências.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. ENEM . ensino. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. específica”7. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. Pelo contrário. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. Z. 2004. MEC/INEP. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. 81-93. v. de ensino e pesquisa. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. ou seja. histórias de vida. Não norteadores do Ministério da Educação.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. com rapidez e eficiência. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. conhecimentos tácitos e as constituem. 28 . ENEM . 2005. A. com rapidez e eficiência. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. Boletim técnico do SENAC. 30. há gradação. MEC/INEP. 6 KUENZER. a segunda parte previstas. como parte que deste documento curricular. p. de vida e laborais conhecer. lar. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. articulando competências. Comumente. Rio de Janeiro. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. habilidades não seriam consideradas uma competência menor.

29 . mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. A competência relacional expressa esse jogo de interações. ou seja. o que pressupõe uma organização Na escola. MEC/INEP. é extremamente importante que os profissionais da educação. o que se chama de talento. Nesse te. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. Não se trata MEC. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. as três formas de competência. 2005. extrema facilidade para alguma atividade. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. Assim. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. ENEM . planejamento das atividades. não basta possuir objetos potentes e adequados. Dentre elas. Competência como condição prévia anteriormente descritas. significa. educativo. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. o desenvolaprendida. por exemplo. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. nesse sentido. na prática não se do sujeito. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. 9 BRASIL. não basta ser muito entendicontexto. dom ou uma mesma realidade. condição do objeto. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. 2002. pois se referem a petência. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. pedagogos.

afetivas. cultural. sociais e psicomotoras). Como ponto de (cognitivas. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . para que o aluno aprenda. Quais são os alunos e quais são. “Ninguém nasce aluno. alguém se torna aluno. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. trabalhar nessa concepção. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. Nesse sentido. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. hoje. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. visa a investir na formação do cidadão. Até escola.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. se forme e informe. 2. neste documento curricular. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. por meio do ensino e da pesquisa. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. Ao contrário disso. Cidadão esse que busca na escola adquirir. ao mundo do trabalho. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. problematizannatureza. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno.

os adultiza. A ação de reconhecimento ora jogando para traz a curta dos tempos da vida: a infância. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância.Sumário principal e imprecisos. A escola. 31 . Sendo simbólicas específicas e próprias. tos da criança. a Antropologia. os infantiliza. sem. no exercício História. a vida adulta. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. a Sociologia. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. que conrenciam. a juventude e etapa da infância. A e na comunidade. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. dentre mundo. pois reconhece-se que. da maturidade. de dominar física e mentalmente outros. a Filosofia. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. séculos. no Brasil templam o pertencimento de classes. ora empurranlia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos do para frente o momento sociais. a violência urbana. numa sociedade socioculturais determinadas. a inserção na vida adulta. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. Esses tempos de vida. a Psicanálise. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. sendo um ocidental como a nossa. criações culturais crianças com o mesmo referencial. uma vez que são exatamente iguais políticas em defesa dos direia compartilha com a famíàs do século passado. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. assim. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. gênero. é tempo de constante refere à crise de autoridade. Os diálogos com as única instituição responsável As crianças de hoje não teorias de um lado e as lutas por esse desafio. enfim. há ou etnia. constituir-se como infância. especialmente no que se de um indivíduo. e não diferentemente no Espírito Santo. Portanto. de sua função educadora. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. econômicos. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. estudo e a compreensão da contudo.

o desejo de impactar. construindo. Na infantil e a maturidade do adulto. delimita mobilizar. como odo atravessado por crises. nas relações estabelecidas também e não 32 . como a o sinal próprio desse tempo. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. da puberdade e social parecem mobilizar. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. o desejo de impactar. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). marcada pela busca leitura.Sumário principal individuais. Marcas para outras. Deve ser pensada para contrastes. a juvencomo o nascimento. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. se exercita e se reconstrói variados. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. juntas. visível. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. finalizando definidoras da existência somente com a morte. discurso com sentido. de forma visível. estilos que se constrói. a escrita. ajudam a traçar o perfil da população. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. Portanto. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. cognitivas e sociais que. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. de provocar própria sociedade. social parecem Assim como a infância. de provocar matemático. que. assim. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. tude do homem. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. e que se originalidade.

diante de uma sociedade em intensa mudança. Na escola.Sumário principal somente na escola. Ser jovem na periferia ou no campo. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. ao mesmo tempo. da classe média e trabalhadora. 2008). a igreja e o trabalho. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. mas em outras esferas sociais. especialmente apresentados pela mídia. são todas identidades possíveis e relacionais. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. mas buscam proteção. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. muitas vezes encurralando-a. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. Objeto de inveja e de medo. a ênfase no mercado e no consumo. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. ao mesmo tempo. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. a seus pesadelos de violência e desordem. a ponto de ser compreendido como alienação. falta de perspectiva de vida. em intensa situação de vulnerabilidade. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. como a família. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. no qual o futuro é incerto. ausência de utopias. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. ela é um poderoso argumento de marketing e. Querem ser rebeldes. como desordeiros ou transgressores. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. Seguir. Objeto de admiração e ojeriza. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. apontado para os adolescentes. Na contemporaneidade. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. em que os últimos têm acesso a bens. (Calligaris. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época.

O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. em qualquer formada sua personalidade e identidade. Estão abertos de desenvolvimento. são sujeitos que de emancipar-se. Na fase de vida adulta. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. seja por abandono. ou em ocupações precárias ou não. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. soal. na perspectiva de trabalho. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. 34 . A laridades.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. o clareza de seus objetivos. Em geral. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. e na gravidez na adolescência. é entendido no processo história de vida. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. sempre numa expectativa em família. Já produz e trabalha. O fenômeno da vida adulta. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. na vulnerabilidade à violência e ao crime. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. explícita ou implicitamente. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. circunstância de realidade social. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. tentando demonstrar. a respeito de si mesmo. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar.

. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. como ponto de partida e chegada do processo educacional.. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. em sua maioria de classe popular.. sobretudo se entendida como a construção histórica. Algumas dessas diverem especial da pública. cultural e social que faz parte do acontecer humano. mais que um ser no mundo. juventude ou idade adulta. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. da história e de suas próprias histórias. compreendemos. na especificidade de seus saberes e práticas. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. o ser humano se tornou presença no mundo. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta.Sumário principal Estejam na infância. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas.. filhos de trabalhadores formais e informais. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. De acordo com Lima (2006). diversidade O grande desafio da escola. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. 35 . que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos.”. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. são únicos em suas biológica. ainda. na cidade. Seres humanos experiências culturais. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. (as comumente chamadas de homens e mulheres.17). em que perceber o mundo. que vivem no campo. apresentam. com o mundo e os outros. predominantemente jovens.

Certamente criminação em acolhimento humana. Quando falamos de diversidade e currículo. no campo do conhecimento da a diversidade. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. cultura de paz e cidadania. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. 36 . o em todas as suas dimensões. como ato político pela garantia do direito de todos. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. respeito O currículo deve. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. tais como: o ético. às diferenças.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. consideram esses saberes. o estético. que exige a busca por valores. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. portanto. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. solidariedade e justiça. mento pessoal e coletivo. que propõe epistemológico e político. dentre outros. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. e a constituição às diferenças. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. o biológico. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. o político. o sociocultural. solidariedade e justiça. respeito tivamente para a formação dos civilizatório.

Como modalidade de Educação Básica. contribuindo de fato para a formação humana. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. os direitos humanos. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. arts. em sua singularidade. nem menos 11/2000). a EJA não deve ser pensada como oferta menor. 3. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. seus saberes. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo.Sumário principal as relações étnico-raciais. De modo geral. Os sujeitos da EJA. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. Nelas. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. importante. a cultura de paz. geralmente. e de currículos adequados a esses sujeitos. do mercado informal. a ética e cidadania. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. como questões inerentes ao currículo escolar. mas como um modo próprio de fazer educação. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. dentre outras. a sexualidade. nem menos importante. de aprender e de reaprender. seja pela oferta irregular de vagas. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos.1 Educação de jovens e adultos: saberes. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. menor. durante a infância e/ou adolescência. 37 . mas como um modo próprio de fazer educação. Possuem trajetórias escolares descontínuas. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. de certificar-se. que incluem reprovações e repetências. trabalhando. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. apresentam uma especificidade sociocultural: são. quase sempre. em ocupações não qualificadas. da política e da cultura. são trabalhadores assalariados. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais.

garante o atendimento a todos os alunos com NEE. pensando metodologias de ensino 3. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. espaço propício a emancipar o aluno. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. que enfoca o direito de todos à educação. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. Além disso.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. Nesse sentido. Na LDB nº.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. adestrar. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. E uma concepção de escola como instituição política. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. Nesse sentido. preferencialmente na rede regular de ensino. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. o acesso e a permanência de todos na escola. cultura e trabalho. abordagem inclusiva do currículo. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. os princípios. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. Isso implica formar (não treinar. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. no processo de aprendizagem. 38 . sua característica fundamental de serem trabalhadores. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. ou seja. em que o trabalho transversaliza todo o currículo.

o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. 3. continuada. 39 . esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. formação de ressignificação das práticas educativas. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. portanto.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. da crítica e da colaboração. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. pela via da formação dos profissionais da educação. Ainda. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. O grande desafio da escola e. o planejamento e a formação continuada. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. e outros espaçostempos da escola. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. a partir do princípio da pesquisa. Acreditamos que.

A agria terra. que institui e cultural dos sujeitos do campo. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. truídos de forma coletiva. em 2004. o currículo deve levar em conta cultura familiar. Outro eixo fundamental 40 . do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. seus ao urbano. produção orgânica de alimentos. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. que procuram enfatizar o seu caráter singular. lutas pela terra. estuda CEB nº 2/2008. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. Há que se resgatar o educativo. avalia e fomenta o processo de do Campo. comunidade escolar e seu entorno. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. normas e prinsujeitos campesinos. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. a partir do trabalho de subsistência. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. se respaldada por documentos oficiais. Campo. Assim.

dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. da justiça social e ambiental. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. com respeito à alteridade e à diversidade social. se calcada nos princípios da solidariedade. da cooperação. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. pelo regime de colaboração.Sumário principal é a interdisciplinaridade. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. da democracia. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. valores e ati- 41 . Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. formação de sociedades sustentáveis que são. étnica e cultural dos povos.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. biental em todos economicamente viáveis. Constitui-se em um processo permanente.795/99 e contribuirá para a formação humana. economicamente viáveis. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. ecologicamente prudentes. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. A promoção da ao mesmo tempo. 3. socialmente justas. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. e a visão da educação como ato poiético. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. na Lei 9. níveis e modalisocialmente justas. ao mesmo tempo. Como outro importante pressuposto. Educação Amecologicamente prudentes.

5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). Entretanto.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. das pluralidades e da identidade brasileira. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. 42 . Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. cooperativas. interdisciplinares. 3.3% da população brasileira. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. os negros representam 47. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental.

43 . No período colonial. a população indígena compreende cerca de 2. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. nesse sentido. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. rentes épocas da história do Brasil. 2006). por meio de políticas públicas de reparação. Guarani. nacional em difeafricanas e asiáticas. à educação. Em 1988. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70.000. É tratado como uma sociedade sem 3. por meio de suas lutas pelo direito à terra. No Espírito Santo. Porém.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. à saúde. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. africana. sendo 2. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. africanas e asiáticas. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro.109 da etnia Tupiniquim e 237.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. que formam a população brasileira.100. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. havia cerca de Promover o debate sobre 1. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. à diversidade e à cultura.346 aldeados. européia e asiática. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. localizados no município de Aracruz. na escrita do artigo 231.

tradições e culturas. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. temática. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. 44 . diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. principalmente. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. formação do Brasil. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. conhecimento. sob forte influência do mundo ocidental. econômica. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. e. própria origem e história. política. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade.Sumário principal suas antigas línguas. social e religiosa.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. e. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. o la e da comunidade. que possa o currículo escolar. da escoprincipalmente. o resgate de sua cultura e história. O conceito de de construção do conhecimento.

ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. A intervenção docente. Como mediador e facilitador da aprendizagem. nessa lógica.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica.). J. Nessa perspectiva. passando a mediar as aprendizagens. bem como sua história.” (Moran. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. os diver- 45 . O professor como mediador do processo educativo. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Assim. às características e aos estilos. Isto é. e saber lidar e conviver com as diferenças. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. M. estou desafiando meus alunos. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. a multiplicidade de pontos de vista. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. os espaços/tempo de educar. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. a problematizar. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. professor. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. “o professor procura ajudar a contextualizar. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando.

Nesse contexto. dentre outros. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. ou indiferença. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. círculos. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . Estabelecer uma relação de confiança. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. ao colocar seus pontos de vista. horizontalização dessas relações. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. Tendem a se ano letivo. típica do trabalho cooperativo. e de trabalho. autenticidade. o afetivo. na sala de aula. São os educadores. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. respeitando e valorizando outros pontos de vista. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. durante quase todo trabalho pedagógico. Na interação grupal. tendo como sujeito principal o professor. isso significa. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. Diante desse cenário. bibliotecas. aceitação mútua. duplas. ao máximo. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. sobretudo os professores. em suas potencialidades: trabalhos de grupo.

entre conhecimentos empíricos e científicos. teatros. construir e conhecer novos conceitos.Sumário principal dela. nos projetos pedagógicos. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. enfim. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. concertos. festividades. espaços públicos. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. é fundamentada no diálogo e no questionamento. interpretar e analisar dados. como princípio educativo. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. princípio educativo. reservas ambientais. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. utilizzar todos os espaços possíveis como educativos. centros de pesquisa. a montar um mosaico das informações. gumentando e defendendo sua hipótese. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. e com isto. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. autônomos. com autonomia. que envolve. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. caracterizados como atividade simbólica. galerias. expressar-se questionamento. cultural e ao mundo do trabalho. exposições de arte. a acessar recursos tecnológicos. estações ecológicas. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . A pesquisa. críticos e criativos. além de aproveitarmos recursos já existentes. como sobre a realidade. seu entorno. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. museus. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. intencional e natural do ser humano. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. pois. quadras de esportes. articulando pensamento e ação. com profissionais da área. envolvendo comunidade. a discuti-las e criticá-las. asseguram a necessária união entre teoria e prática. possibilitando a reconstrução do conhecimento. a construir seu próprio conhecimento. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. bibliotecas.

do diálogo. em perfeita sincronia. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. para nós. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. ainda que seja um tema polêmico. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. dentre muitos outros aspectos. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. da mediação. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. é uma atividade integrante do processo pedagógico. envolvendo professor e educando. profissionais da educação. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico.Sumário principal naturais e sociais. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. avaliação da instituição como um todo. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. A avaliação da educação pública. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. avaliação do sistema escolar. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. Avaliar é 48 . alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. as questões de investigação. em que o protagonismo é do professor. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. É preciso avaliar permanente e processualmente. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. marcada pela lógica da inclusão.

notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. Assim. d) estar coerente com os propósitos do ensino. deve ter significado para quem está sendo avaliado. o professor. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. por considerar o processo educativo. memorial. objetiva. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. potencialidades e habilidades. portfólio. E. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. gostaríamos de verificar. c) o conteúdo deve ser significativo. atribuir com os conteúdos escolares. bem como o raciocínio. Para que o processo de avaliação seja efetivo. dagações sobre o Currículo futura. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. A avaliação como parte de um (2007). testes. certamente. de fato. com vistas a reorientá-lo. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. ou seja. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. nenhuma relativa ao que. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. provas.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. cedora. aptidões. recebe o nome de avaliação somativa. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. talvez. caderno de aprendizagens. 49 . que limita liação que elabora. é uma parte do todo. para nós. Avaliar. vivências e valores. quando ocorre ao final do processo. com a finalidade de apreciar o resultado desse. processo pedagógico. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem.

estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. interpretações. momento de interação entre professores. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. coordenadores.. pesquisas. o adolescente e o adulto. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. referenciados nos programas dos. para além de classificar e do representante de turma. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. pedagogos. angústias.Sumário principal relatórios. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. os grupos. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. professores. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. desafios que o cotidiano selecionar. dentre outros. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. ambiente da escola. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. as atitudes dário Anual. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. paralela e final. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. pais e comunidade em geral. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. a violência escolar.

A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. 51 . a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes.

Vorraber (Org. 1996. ______. HABERMAS. J.Sumário principal 5 REFERÊNCIAS ARROYO. 2007.). Brasília: MEC. 1992. Miguel. ______. 2004. ______. Pedagogia do oprimido. 1997. Lei nº 9. Porto: Edições Asa. 1996.394. 2001. Brasília. José Alberto. ENEM – exame nacional do ensino médio: fundamentação teórico-metodológica. I: racionalidad de la acción y racionalización social. 52 . Lei nº 10. 1. 2002. Secretaria de Educação Básica. Ministério da Educação. O currículo escolar. São Paulo: Cortez. CORREIA. 3. Brasília. Porto Alegre: Artes Médicas. BOFF. 2001. Brasília: MEC/INEP. São Paulo: Cortez. Brasília: MEC. 1987. ______. Madrid: Taurus. MEC. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. SP: Autores Associados. DEMO. FERRAÇO. Carlos Eduardo. Solidões e solidariedades nos quotidianos dos professores. GARCIA. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Constituição (1988). ______. Rio de Janeiro: Paz e Terra. C. RJ: Vozes. O poder da participação. 1999. Secretaria de Estado da Educação. 1995. DF. ______. 1996. 2001. Linguagem e ideologia. Paulo. Curso PIE/UnB. MOTA.172. São Paulo: Paz e Terra. Campinas. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Escola básica na virada do século: cultura. São Paulo: Cortez. São Paulo: Ática. MATOS. FRIGOTTO. RJ: Vozes. FIORIN. Educar pela pesquisa. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. 2007. Moacir. In: ESPÍRITO SANTO. 2000. ______. Antonio. 2002. BRASIL. política e educação. ______. 2005. Plano nacional de educação. Vitória: SEDU. Pedro. Manuel. 2000. Regina Leite. Gaudêncio. BARBOSA. 2005. 2001. 2003. Indagações sobre currículo: currículo e avaliação. Teoria de la acción comunicativa. Carlos Ramos. v. São Paulo: Publifolha. FREIRE. Najla Veloso. Currículo e diversidade cultural. Petrópolis. Perspectivas atuais da educação. Leonardo. GADOTTI. PCN + Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais. Petrópolis. In: COSTA. M. Parâmetros curriculares nacionais. ed. FAUNDEZ. Educação e a crise do capitalismo real. A educação escolar na virada do século. Ofício de mestre. 2002. Política educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. J. A adolescência. CALLIGARIS. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.

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Capítulo Ensino Fundamental – Anos Iniciais

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6 O NOVO ENSINO FUNDAMENTAL
VERBO SER Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer. Carlos Drummond de Andrade

O ensino fundamental, como etapa obrigatória da Educação Básica, obteve nos últimos anos reconhecido avanço, alcançando a universalização do acesso da população de 7 a 14 anos às escolas. Entretanto, muito há que se fazer para assegurar o direito de aprender de todo e cada aluno, garantindo sua permanência com qualidade.

Estabelece a LDB 9394/96 que o ensino fundamental, hoje ampliado para 9 (nove) anos, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

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Conforme indicam os Parâmetros Curriculares Nacionais/97, ao longo do Ensino Fundamental o educando deverá desenvolver habilidades, competências e capacidades, quais sejam: • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; • posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; • conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país; • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais; • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; • conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando-o e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva; • utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; • questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

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Tais pressupostos tomam corpo no presente documento curricular. Os conteúdos curriculares, bem como as práticas metodológicas, foram selecionados para favorecer a aquisição e o desenvolvimento das competências e habilidades relativas aos diversos campos do saber. Um novo desafio para o Ensino Fundamental é tornar realidade a ampliação de 8 para 9 anos com a inserção da obrigatoriedade a partir dos 6 anos de idade, conforme a Lei nº 11.274/2006, que define a implantação progressiva do Ensino Fundamental de 9 anos.

Pretende-se com o aumento do número de anos obrigatórios na escola assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem. É importante considerar que a garantia de acesso da criança ao processo de escolarização gratuita e obrigatória diminui as situações de risco e as vulnerabilidades ocasionadas pela não-escolarização; promove a permanência na escola e mais tempo para os anos iniciais, uma vez que contribuirá para o aprendizado; permite a relação da criança de 6 anos com seus pares e com as de 7 e 8 anos de idade; e valoriza a processualidade da alfabetização no ambiente escolar. No entanto, estudos apontam que uma efetiva escolarização não depende apenas do aumento do tempo de permanência da criança na escola, mas também do emprego eficaz desse tempo que amplia as oportunidades de aprendizagem, determinadas pelas experiências e pela qualidade das interações vivenciadas em seu meio sociocultural. Uma questão a ser considerada pela escola que inclui as crianças de 6 anos do Ensino Fundamental é a necessidade de reorganizar espaços, formas de gestão, ambientes, tempos, materiais, conteúdos, metodologias,

6.1 Por que o Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade?
A rede estadual está ampliando gradativamente o Ensino Fundamental de 8 para 9 anos, a partir do ano de 2009. O que fundamenta essa decisão é “oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos alcançando maior nível de escolaridade”. (Plano Nacional de Educação – PNE).

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objetivos, planejamento e avaliação, a fim de que as crianças se sintam inseridas e acolhidas num ambiente prazeroso e propício à aprendizagem. É importante considerar algumas reflexões para subsidiar a preparação da escola para a chegada desses novos alunos.

A criança A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. As crianças sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, possuem natureza singular. As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com os objetos, as pessoas e o meio em que vivem. Por meio da brincadeira, uma ação que é espontânea da criança, ela vai conhecendo o mundo, ao reproduzir vivências cotidianas e exercitar a imaginação e a expressão, ao mesmo tempo em que desenvolve sua identidade.

ponentes ativos do processo educacional. A forma e o acesso aos materiais podem ser disponibilizados em cantos temáticos, bem como a organização do mobiliário em grupos ou em círculo, refletindo assim a dinâmica do trabalho pedagógico, por serem elementos essenciais que viabilizarão a implementação do projeto educativo. Ao prepararem o ambiente, com intencionalidade pedagógica, os professores proporcionarão às crianças uma aprendizagem mais ativa e criativa, enriquecendo o processo de interação com os objetos, com outras crianças e com os adultos. Um ambiente alfabetizador se caracteriza por promover um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita, nas quais as crianças têm a oportunidade de participar e presenciar diversos atos de leitura e escrita, favorecendo o pensar sobre a língua e seus usos, construindo ideias sobre como se lê e como se escreve.

O professor O professor, assim como a criança, é sujeito ativo do processo de aprendizagem. Sua função de mediador e facilitador das aprendizagens infantis se constitui na medida em que organiza situações educativas orientadas,

O ambiente de aprendizagem Na organização do ambiente escolar, os recursos e materiais pedagógicos são com-

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ao mesmo tempo em que permite que as crianças trabalhem de forma autônoma, em situações de interação social ou sozinhas, ampliando suas capacidades ao interagir com diversas fontes de conhecimentos. A escuta, a observação, o registro, o planejamento e a avaliação são elementos essenciais no processo de intervenção pedagógica. A rotina do professor deve ser marcada pela permanente observação e registro do desenvolvimento da rotina dos alunos, ação que irá apoiar sua prática pedagógica. O registro diário de suas observações, impressões e ideias comporá um rico material de reflexão e pesquisa, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças.

Nesse sentido, é necessário ter um perfil profissional amplo, comprometido com a reflexão constante sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando informações necessárias para a construção de projetos educativos qualificados. O professor alfabetizador deve possuir competência e sensibilidade para o trabalho com alunos na faixa etária específica, entendendo o momento psicológico e cultural da infância, que marcará os temas preferidos por essas crianças, as brincadeiras vivenciadas, as modalidades de linguagem utilizadas, as possibilidades de relacionamentos socioafetivos e de compreensão de regras.

O professor deve A intervenção do professor Para a atuação nas turmas conhecer e considerar as é necessária para que facilite de alfabetização considerasingularidades da criança a apropriação dos conceitos, se necessário configurar em sua faixa etária, seus dos códigos sociais e das uma identidade profissional conhecimentos prévios, diferentes linguagens. O associada à valorização de um bem como suas histórias professor deve conhecer e conjunto de saberes teóricos e contextos, respeitando diferenças e ampliando considerar as singularidades específicos e práticos decoroportunidades de da criança em sua faixa etária, rentes da experiência, que socialização em um seus conhecimentos prévios, demonstrem conhecimentos ambiente desafiador, rico bem como suas histórias e e habilidades adquiridos ao e prazeroso. contextos, respeitando difelongo do exercício da dorenças e ampliando oportucência em alfabetização. Essa nidades de socialização em um ambiente habilidade deve ser considerada digna de desafiador, rico e prazeroso. atenção no momento da escolha desse

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profissional, por parte da escola, uma vez que representa um “saber fazer” como um diferencial de sucesso na alfabetização. É importante ter hábito de leitura e estudo, ser criativo e inovador, comprometido com o trabalho, além de ter o domínio da atividade de alfabetização. A atuação do professor terá prosseguimento na mesma turma nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, sempre que possível, de forma a garantir o acompanhamento dos alunos durante o processo de alfabetização e letramento.

atender às diversas características e ritmos dos grupos de alunos. Um momento inicial de conversa e planejamento coletivo das atividades do dia é importante para mobilizar e envolver os alunos. Além disso, o trabalho com atividades diversificadas, podendo ser simultâneas, individuais ou em grupos, com ritmos diferenciados, que exijam maior ou menor nível de concentração, que aconteçam dentro ou fora do espaço da sala de aula e da escola, é recomendado para dinamizar o trabalho educativo, tornando-o significativo para os sujeitos.

As relações sociais A rotina A organização do tempo de trabalho educativo realizado com as crianças está estruturada na rotina escolar. A rotina deve envolver situações de aprendizagens que revelem a intencionalidade educativa consonante com o projeto pedagógico da escola. Portanto, requer planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam a desenvolver aprendizagens específicas. A estruturação do trabalho diário poderá envolver atividades permanentes, esporádicas e específicas de projetos. Essa rotina deverá ser facilitadora dos processos de desenvolvimento de aprendizagem, ser clara, flexível e adequada para Ao lado do ambiente físico está o social, que se concretiza por meio da interação humana, determinante no processo de aprendizado infantil. A existência de um ambiente acolhedor, propicia a confiança e a autoestima, a vivência de situações de diálogo, jogos e brincadeiras, garantindo a qualidade da troca entre as crianças que, ao se comunicarem e se expressarem, demonstram seus modos de agir, pensar e sentir, ao mesmo tempo em que constroem e reformulam conhecimentos. Os momentos individuais também colaboram para o desenvolvimento das capacidades

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de interação, uma vez que permitem que as crianças socializem suas experiências e descobertas, vividas com outras crianças e com os adultos, construindo sentidos para pensamentos e ações e se preparando para novas interações.

de organização familiar que compõem a nossa sociedade, são imprescindíveis para se garantir o diálogo produtivo entre essas importantes instituições sociais, parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil.

A família

A família é, por excelência, a instituição educadora basilar. Ao lado da escola contribui para o desenvolvimento das crianças e sua inserção na vida social. As crianças têm direito de ser criadas e educadas no seio Na perspectiva de garantia da aprendide suas famílias. O Estatuto da Criança e do zagem, pautada numa concepção de Adolescente (1990) reafirma que a família formação integral, gradativa e processual, é a primeira instituição social responsável organizou-se os três primeiros anos do pela efetivação dos direitos básicos das Ensino Fundamental como crianças. constitutivos de uma fase A qualidade da relação contínua de escolarização, entre escola e família A qualidade da relação entre que objetiva superar a fragé fundamental para o escola e família é fundamenmentação no processo de desenvolvimento pessoal tal para o desenvolvimento alfabetização. e social e, portanto, deve pessoal e social e, portanto, ser marcada por diálogo deve ser marcada por diálogo e parceria, a partir de Assim sendo, o agrupamento e parceria, a partir de reflexões reflexões claras do papel dos três primeiros anos de claras do papel de cada uma de cada uma delas na escolarização será sustentado formação humana. delas na formação humana. por um permanente processo de avaliação e diagnóstico, A valorização e o conhecique indicará o alcance dos objetivos, os mento das características dos diferentes níveis de aprendizagem e as necessidades grupos sociais, logo, as diferentes formas para replanejamento das ações pedagógicas

6.2 Toda criança deve estar alfabetizada ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental

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com vistas ao cumprimento da meta que toda criança, ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, esteja alfabetizada, ou seja, que evidencie as competências e habilidades propostas para esse período inicial de escolarização, sobretudo no que se refere à construção dos processos comunicativos de leitura e escrita e, desse modo, prossiga com sucesso em sua escolarização.

que favoreçam a superação da fragmentação dos conhecimentos e informações, ao reunir as contribuições de cada disciplina de forma integral e integrada.

A partir dessa produção, para atender as especificidades dos anos iniciais do Ensino Fundamental, serão elaborados cadernos pedagógicos que contemplem aspectos metodológicos na garantia de uma ação que integre os diversos saberes e áreas do conhecimento pertinentes ao Ensino Fun6.3 O documento damental. Destaca-se a ação alfabetizadora curricular para por meio do desenvolvimento de situações os anos iniciais de aprendizagem que sejam lúdicas, significativas e contextualizadas. Atividades que Aprender significa conquistar a liberdade e proporcionem aos meninos e às meninas constituir-se sujeito de sua história, consver, tocar, experimentar, observar, manipular, ciente de seus desafios e exemplificar, comparar etc. responsabilidades. Portanto, Atividades que exijam dos Destaca-se a ação o conhecimento torna-se sialunos, além do mais, aplicar, alfabetizadora por meio nônimo de liberdade: quanto do desenvolvimento analisar, sintetizar e avaliar, e de situações de mais conhecemos, mais livres que fomentem a tomada de aprendizagem que sejam nos tornamos, pois nos apridecisões quanto às aprendilúdicas, significativas moramos com os elementos zagens que devem ser realie contextualizadas. necessários às escolhas e zadas; que tornem possível Atividades que decisões tomadas em cada proporcionem aos evidenciar as habilidades que meninos e meninas fase da vida. utilizarão ou requererão; que ver, tocar, experimentar, orientem seus pensamentos observar, manipular, Nesse sentido, torna-se de mediante a interrogação, a exemplificar, fundamental importância formulação e a ampliação de comparar etc. buscar estratégias e caminhos hipóteses acerca do mundo,

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constituindo-se em instrumento de compreensão da realidade. Neste Capítulo do Documento Curricular são apresentadas a concepção das área de conhecimento, a importância de cada disciplina para a formação humana e seus objetivos, e as principais alternativas

metodológicas como subsídio da prática docente. O Conteúdo Básico Comum está organizado por ano/séries, contendo uma referência para o trabalho pedagógico com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos (alunos de 6 anos de idade) e alunos de 1as a 4as séries (alunos a partir de 7 anos de idade).

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

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7 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS
Tradicionalmente no Brasil a educação científica, influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais, esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade, fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Norteado por essa concepção de progresso, o ensino das ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Nesse sentido, as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e assim a produção científica produzia um acúmulo de conceitos científicos, que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. Tais processos se caracterizavam, entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural, fragmentar os conhecimentos científicos e priorizar a acumulação desses conhecimentos, pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. A partir da década dos anos 90, o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais, de acumulação e reprodução do acervo científico, não só propiciou o fracasso da apropriação desse conhecimento, como também dificultou a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Nessa década as pesquisas, as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Respondendo a essa necessidade, os parâmetros curriculares em ação, elaborados no final dessa década, procurando respeitar diversidades regionais, culturais e políticas existentes no país, e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares, por meio de temas transversais, e o desenvolvimento de competências e habilidades.

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No presente, a educação escolar científica, ainda permeada pelas práticas tradicionais, encontra-se numa situação de dependência sociocultural, posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural, particulares e globais. Para nós, tais problemas globais, simples e complexos, emergem das interações dos seres humanos entre si, e entre os seres humanos e o meio ambiente. Nesse sentido, esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. Diante desse desafio, fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN), nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE, que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos fundamental e médio, na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”, e nos documentos norteadores da educação, recriamos esta proposta curricular para ensino das ciências, firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. Em tal perspectiva, concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que, como qualquer outra produção

humana, contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Em nossa proposta, o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida do sujeito. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno, pois constitui uma via, um meio sistematizado e organizado para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida, e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. Sendo assim, fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva, a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade, interdisciplinaridade e alfabetização científica, e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e de dominar as práticas cotidianas, e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. Nessa recriação, consideramos a ciência como uma linguagem simbólica, histórica e ideológica que contribui para o conhecimento, a reflexão e a compreensão do mundo.

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Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas), das objetivações e, sobretudo, como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos, mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Entendemos competências como um conjunto de habilidades, por meio das quais, em um determinado contexto, o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Entre outras, conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Nesse sentido, as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural-natural também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação, ou seja, instrumentos socioculturais.

Para nós, o processo de ensino-aprendizagem das ciências, centrado no diálogo, transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos, dos professores e da escola], motivando a participação ativa dos atores desse processo. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes, cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e, juntos, recriam esses saberes. Dessa forma, o conceito científico tornase um instrumento ou ferramenta de conhecimento que, unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares, contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. Nesse sentido, essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos, como a Ética, a Pluralidade Cultural, o Meio Ambiente, a Saúde e a Orientação Sexual, em conteúdos curriculares, pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas, no cotidiano, não só se recriam no saber científico, mas também o fazem no acervo popular.

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7.1 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas, culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA &CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao

longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente a números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A História da Humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004) que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas sobretudo que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica, assim se deve:

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Fazer menos...
• • • • • • • • • • • • Aula expositiva Trabalho individual Trabalho em contexto Trabalho abstrato Temas tradicionais do passado Memorização instantânea Informação acabada Atividades fechadas Exercícios rotineiros Simbolismo matemático Tratamento formal Ritmo uniforme

Fazer mais...
• • • • • • • • • • • • Orientação, motivação Trabalho em grupo Aplicações cotidianas, globalização Modelização e conexão Temas interessantes de hoje Compreensão duradoura Descoberta e busca Atividades abertas Problemas compreensivos Uso de linguagens diversas Visualização Ritmo personalizado

• Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

• Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a

afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento). Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do

13 Alsina, C. 2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar, as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

tência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp. 81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender, sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, pp. 81-82)

7.1.1

Contribuição da disciplina para a formação humana

Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de compe-

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. p. probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais. geométrico. Além disso. antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos. o Estado. o país ou o mundo. relacionadas com a história da Matemática. métrico. de forma 7. mas que não se abdique do saber matemático mais universal. sociais. políticas e econômicas ao longo dos tempos. estatístico. defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –.1. o município. é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo.2 Objetivos da disciplina Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão. físicos. consideramos os seguintes objetivos: 75 . Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos. entre outros. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar. Portanto. 30). Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. algébrico. a fim de transformá-los e ressignificá-los. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Possibilitar situações de levem o estudante a validar estratégias e resultados. Dentro dessa perspectiva.Sumário principal Ainda para Freire (1996. combinatório. guardando estreita relação com as condições sociais. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético. seja a comunidade local.

7. indução. representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas. para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo. o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. fazendo uso da linguagem oral. os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos. desenvolver projetos. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizados. atividades que envolvam jogos e ainda resolvendo exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos. e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos. como resolver problemas. que envolvam raciocínios aritméticos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. escrita e pictórica. Apresentar a Matemática de forma a permitir o estudante comunicar-se matematicamente. dedução. permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos.1. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas. analogia e estimativa. ou seja. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados. tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento. é a meta desta proposta. geométricos e algébricos. que saiba descrever. constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula. nos quais o fazer. bem como os instrumentos tecnológicos disponíveis. devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos.Sumário principal que possam desenvolver o raciocínio e os processos.3 Principais alternativas metodológicas Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas. matemáticas. de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. e estabelecendo relações entre elas e entre as diferentes representações matemáticas. discussão de estratégias e institucionalização de conceitos e representações 76 . As situações a propor aos alunos. como intuição. realizar atividades de investigação.

visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. Para Soligo (2001): o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa. além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica. com seus conhecimentos. No entanto. construída pelo homem. com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem. a argumentação. e por último os problemas. desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados. a reflexão. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. testar seus efeitos. a capacidade de pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição). 14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações. enfim. atitudes e crenças. Enfatizamos. 77 . é necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido. selecionados com uma determinada intenção. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar a resposta correta aplicando procedimentos adequados. ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem. na qual haja lugar para as conjecturas. pois.Sumário principal A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos. saberes. comparar diversos caminhos para obter a solução. Isso desenvolve no aluno a criatividade. Nessa forma de trabalho. o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. refutações e demonstrações. emoções. bem como construir a capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema. visão da sociedade onde vivem e suas interações etc. o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor. os alunos. precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemática como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo.

Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente. A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende. Diferentemente do que alguns educadores temem. de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento. antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Os preços acessíveis e a facilidade 78 . e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. na forma de conjecturar. nos processos essenciais da formação do cidadão. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios. Nessa perspectiva.Sumário principal principalmente. no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo. não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Galvis (1988) afirma que o computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem. portanto. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. como fonte de conceitos para pen- sar novas ideias. antes de qualquer outra coisa. fazer inferência. e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual. como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. como meios para realizar projetos. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola. descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. ou seja. é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação. para contribuir com a aprendizagem da Matemática. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar. uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem.

são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. a variação das regras. a redução a casos mais simples. trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. e transformam-se em elementos ativos. No âmbito pedagógico. No entanto. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história da Matemática. seja na construção de conceitos. na organização e gestão de dados seja em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. o emprego de analogias. e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. pois os alunos não ficam na posição de meros observadores. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. Para tal. os jogos. entre outras possibilidades. na 79 . o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Como exemplo. é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos. convém lembrar que a observação precisa dos dados. além de seu caráter motivador. Afinal.Sumário principal de serem encontradas as tornaram instrumentos imprescindíveis. os materiais concretos. a identificação das regras. tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos. é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas. a procura de uma estratégia. que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino-aprendizagem da Matemática na escola. na resolução de problemas. auxiliando no caminho para a abstração matemática. quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto. evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática. bem como o trabalho com jogos.

quando articulam vários ramos do saber. tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. além de contribuir para ações que. o modificam. por sua vez. o mais facilmente acessível. talvez o mais importante. tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor. os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade. uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula. buscando solucionar o problema posto à sua frente. no sentido de ampliar as informações e o repertório textual. que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos. Para tal. convertendose em um dos apoios disponíveis para o professor. além de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Além disso. que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural. O livro didático. na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. aliado a isso. ao entender esse contexto. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso. com sua gama de conexões. na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. e a internet. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade. atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. 80 .Sumário principal tentativa de busca da estratégia vencedora. Ressaltamos o trabalho com projetos que se harmoniza com a resolução de problemas. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e.

áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. desenvolvendo a imaginação e a criatividade. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Utilizar as novas tecnologias de computação e de informação. por analogia. estabelecendo tendências e possibilidades. transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. • Identificar a formulação em linguagem matemática. • Raciocinar logicamente. estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: • Reconhecer e utilizar símbolos. intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. tempo e massa. estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. • Utilizar grandezas diversas para medir espaço. • Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. • Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano.Matemática Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências gerais • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. em uma situação problema apresentada em certa área do conhecimento. • Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções. probabilístico. percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. • Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem. organizar e representar. plausível etc. • Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento. Outras competências. • Calcular comprimentos. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática. indutivo. • Compreender dados estatísticos. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Identificar e analisar valores das variáveis.Sumário principal 7. 81 . • Diante de formas geométricas planas e espaciais.4 Conteúdo Básico Comum . • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo. • Resolver problemas. conhecer suas propriedades.1. igualmente fundamentais para o Ensino Básico. • Identificar. generalizar. • Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. criando estratégias próprias para sua resolução. fazer abstrações com base em situações concretas. muitas vezes expressa na simplicidade. reais ou imaginárias. relacionar seus elementos.

Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Adição. 1ª e 2ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Situações problemas envolvendo a adição. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Resolução de problemas envolvendo as ideias da multiplicação: parcelas iguais e ideia combinatória. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. calculadora e algoritmos. • Sistema de Numeração Decimal: unidades. dezenas e centenas. • Operar utilizando cálculo mental. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Registrar ideias e procedimentos. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos.Sumário principal 1º ano. subtração. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Ler e interpretar textos diversos. 82 . • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Antecessor e sucessor dos números naturais. • Processar informações diversas. assim como das propriedades das operações. valor posicional. decomposição. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. subtração. estimativa. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Resolução de problemas envolvendo ideias da divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. Tratamento da Informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Números pares e ímpares. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem.

estimação. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. triângulo e círculo. massa. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. • Grandeza Tempo: unidades de tempo (ano. Grandezas e Medidas • Geometria nas diversas culturas e nas artes. utilizando medidas não-padronizadas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. dia. • Perceber a beleza das construções matemáticas. Conteúdos Geometria. • O cubo. muitas vezes expressa na simplicidade. intervalo de tempo. retângulo. explorar e investigar. • Desenvolver a capacidade de observar. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. 83 . na harmonia e na organicidade de suas construções. o paralelepípedo e as pirâmides. mês e hora). • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Noções de medidas de comprimento. • Os objetos planos: quadrado. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática.

• Registrar ideias e procedimentos. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. calculadora e algoritmos. valor posicional. • Noções de porcentagem e escala. • Multiplicação: ideias de parcelas iguais e ideia combinatória e forma retangular. estimativa. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Multiplicação: ideia proporcional (dobro. operações de adição. 84 . • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema.Sumário principal 3ª e 4ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. decomposição. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Organizar dados em gráficos de barras.). • Os números decimais: sistema monetário. triplo etc. Tratamento da Informação • Leitura interpretação de tabelas e gráficos. medidas. • Adição com reservas e subtração com recurso. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. • Noção de fração: parte todo e razão. • Sistema de Numeração Decimal: ordens e classes. • Ler e interpretar textos diversos. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. assim como das propriedades das operações. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Processar informações diversas. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Operar utilizando cálculo mental. • Situações problemas envolvendo a adição. subtração. subtração e multiplicação por inteiro. multiplicação e divisão.

85 . segundo. • Desenvolver a capacidade de observar. • O cubo. mês e ano). Conteúdos Geometria. Grandezas e Medidas • A geometria nas diversas culturas e nas artes. minuto. muitas vezes expressa na simplicidade. milímetro e quilômetro. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. retângulo. triângulo e círculo. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Perceber a beleza das construções matemáticas.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. centímetro. o paralelepípedo e as pirâmides. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Medidas de volume: litro e mililitro. • Cálculo com medidas não-padronizadas. • Medidas de comprimento: metro. decímetro. • Unidades de tempo (hora. utilizando medidas não-padronizadas. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. explorar e investigar. • Os objetos planos: quadrado. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Medidas de massa: quilograma e grama.

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conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e a científica.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. Nessa reflexão os participantes desse processo. por meio do diálogo. se desenvolvem cognitiva e afetivamente.2. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à 88 .Sumário principal 7. Para nós. como também se apropriam dos direitos e das obrigações cívicas de seu meio sociocultural. Sendo assim. pois o diálogo discursivo de alteridade fundamentado nas interações discursivas socioculturais obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas e que. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. Nesse sentido. por meio das quais os seres humanos. explicam a condição humana. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. bem como entre as culturas e o meio ambiente. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e de ferramentas socioculturais.2 Ciências 7. de alguma forma. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. nossa proposta do processo de ensino de ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. das habilidades [instrumentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. Nessa perspectiva. pois são instrumentos socioculturais. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. reinserindo-se no universo. Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. habilidades e ferramentas. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. na Terra e na vida. transformam o meio ambiente e sua existência.

o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas.).. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. todos os conhecimentos são relativos e incertos. partícipe ativo das transformações de seu entorno social. Em consequência. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. 7. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. e entre os seres humanos e o meio ambiente. Para nós. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. Nesse sentido. mais globalmente. 2002). nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. p. e nos documen- 89 .56). recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. etc.] enfrentar as incertezas e.Sumário principal espécie Homo sapiens. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. junto aos das outras áreas escolares. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. o processo de ensino de ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. blocos.2. compreender a diferença cultural significa. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. 2002. criativo e reflexivo. levando em conta os parágrafos anteriores.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. esse processo. responda a um ou a vários objetivos gerais. Em nossa concepção. cultural e natural. nas etapas da Educação Básica. solidário. Nesse sentido. anos. Nessa perspectiva. entre outras coisas. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN.. Dessa forma. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. ciclos. Finalmente. podemos dizer que o processo de ensino científico. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. curioso. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN).

nossa proposta curricular. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). Partindo desse objetivo. as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os conhecimentos culturais.Sumário principal tos norteadores. Na proposta curricular. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores dos ciclos iniciais. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. psicológicas e afetivas. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. Assim. as atividades e ações do processo de ensino das ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. fundamentada nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. propõe que o ensino científico de primeiro a quinto anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades (instrumentos socioculturais) mediadores no processo de conhecimentos das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses ciclos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de palavras científicas. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. Sendo assim. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade de 90 . cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. e na recriação da subjetividade. Nessa perspectiva.

sem fugir dos princípios metodológicos que orientam esta proposta. Mediação que se concretizará na recriação.). no processo de ensino-aprendizagem científico de primeiro a quinto anos.Sumário principal conhecer e explicitar os fenômenos socioculturais e naturais. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. argumentação. Nesse sentido.) Estudos mostram que tal processo do desenvolvimento na sala da aula depende da recriação de atividades pedagógicas que. experimentação. por meio de atividades/tarefas pedagógicas. Nesse sentido. categorização. como também no desenvolvimento das habilidades mediadoras na linguagem científica (explicação. Nesse sentido. Também nesse processo. nessa etapa do Ensino Fundamental o processo de ensino científico se centrará não só no desenvolvimento das habilidades básicas (observação. Sendo assim. descrição. também promovem a tomada de consciência dessas atividades. das competências e das habilidades media- 91 .3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. comparação. os professores concebemse no processo de ensino-aprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. será o instrumento mediador dessa interação e da tomada de consciência. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que lhes permitam conhecer e dominar suas atividades cotidianas.2. diferenciação. etc. guiados pela pesquisadora Carvalho (2001). os professores. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. descriminação. classificação. identificação. analogia. em atividades pedagógicas que contribuam para essas ações. 7. etc. dedução. Partindo dessas premissas. ao mesmo tempo em que estimulam a interação entre habilidades e conceitos. o professor. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas.

Com a metodologia buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. produção de texto em grupo. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. o mundo ou a sociedade em geral. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais.Sumário principal doras nessa ação. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. por meio de leituras de vídeos. por meio de entrevistas. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. revistas. 2. confrontação de ideais. pesquisa em grupo. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. 7. 6. e o próprio processo de produção de conhecimentos. para isso propomos a resolução de problemas cotidianos em grupo. 3. orientamos que as atividades/ tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. o professor buscará motivar constantemente a intera- ção discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. Para isso propomos que se identifiquem. uso de livros de Ciências. pesquisas etc. interação discursiva entre o professor e os alunos. Com esse fim. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). revistas de divulga- 92 . problemáticas. temas geradores. Sendo assim. a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. jornais locais e de outros estados. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. 5. eixos temáticos etc. mapas conceituais. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. 4. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade.

Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. logo depois de serem avaliados. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas simbólicos de conhecimentos.Sumário principal ção científica e documentos escritos ou digitais. junto a textos escritos por outros autores. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. 8. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. 93 .

Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. experimentos. • Elaborar textos para relatar eventos. • Articular. sendo participante ativo. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. 3. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Valorar o trabalho em grupo. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades.4 Conteúdo Básico Comum . Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. fenômenos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. entender. • Interpretar esquemas. questões-problema. consciente. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. identificação.2. cultural. associado aos aspectos de ordem histórica. conceitos. produção de tecnologia e condições de vida. pensamento lógico e crítico. categorização. tecnologia e meio ambiente. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. de autoestima e de respeito ao outro. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. interpretar. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. diferenciação. • Organizar os conhecimentos adquiridos. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. econômica e política.Sumário principal 7. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. valorizando a formação de hábito de autocuidado.Ciências Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências Gerais 1. analisar e interpretar textos de enfoques sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. entre outros: percepção. diagramas. visitas etc. argumentação. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. descrição. gráficos e representações geométricas. 2. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. • Analisar. social. explicação. tabelas. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. elaborar hipóteses. social. 94 . mental e cultural dos indivíduos. observação. • Consultar. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. comparação. códigos e nomenclatura da linguagem científica. cultura.

• Elaborar junto com o(a) professor(a) textos escritos poéticos. • Identificar elementos culturais que recriam diferenças socioculturais. planetas e estrelas) 3. Conhecendo meu corpo • Partes do corpo humano • Órgãos dos sentidos • Higiene e cuidados com o corpo Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 4. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. Plantas e animais • Comparação entre plantas e animais • Plantas terrestres e aquáticas • Animais vertebrados e invertebrados • Relações ecológicas entre os seres vivos 7.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª Série HABILIDADES • Expressar oralmente ideias e atividades escolares e extraescolares. descritivos e instrutivos simples. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Com ajuda do(a) professor(a) identificar e registrar dados. • Realizar pesquisa de campo e bibliográfica simples. Meio ambiente e ser humano • Recursos naturais • Relação entre o homem e os recursos naturais Eixo: Ciência e Tecnologia 8. classificar utilizando categorias socioculturais. • Conhecer ações do ser humano sobre o meio ambiente. luz. • Ouvir e respeitar as ideias dos colegas e do(a) professor(a). Os fatores físicos: propriedades gerais (noções de transformação) • Ar. • Descrever. bem como as diferenças socioculturais. • Perceber e descrever fenômenos naturais. • Conhecer hábitos de higiene para uma boa saúde. lua. comparar. • Elaborar e interpretar desenhos e completar esquemas básicos. água. solo • Noções de energia (luz e calor) 95 . Nosso meio ambiente • Espaço onde vivo: ambiente (natural e modificado) • Organismos • Ambiente e ser vivo 5. Construindo nosso conhecimento • Objeto de estudo das ciências 2. Os seres vivos • Ciclo vital dos seres vivos • Classificação dos seres vivos • Diversidade 6. sol (noite e dia) • Noções de astronomia (astros. Observando o espaço • Céu. • Observar objetos e fenômenos simples utilizando categorias socioculturais. • Com a cooperação dos colegas e o(a) professor(a) formular estratégias para a resolução e dar respostas a problemas socioculturais ambientais concretos.

arenoso e humoso) • Proteção e conservação do solo Eixo: Ciências e Tecnologia 7. A água • Características gerais e propriedades • Ciclo da água • Poluição 6. • Manipular material do laboratório (informática. O ar • Características gerais e propriedades • Poluição 4. • Identificar e tabular dados e ler. • Analisar os hábitos para a boa saúde. • Ler e interpretar textos descritivos e informativos. • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e a realização de pesquisas.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 2ª Série HABILIDADES • Identificar estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais ambientais locais. química e física). • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar experimentos para testá-las. A luz • Características gerais • Fotossíntese 5. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. interpretar e reproduzir gráficos. • Comparar. água e solo • Prevenções e cuidados • Importância da vacinação 8. Nosso mundo: planeta Terra e as culturas • O planeta Terra e os conhecimentos culturais • Características (forma) segundo a ciência Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. • Completar e elaborar esquemas conceituais simples. selecionar e registrar informações socioculturais. imagens. • Descrever. • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença sociocultural. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. • Conhecer e utilizar aparelhos de medições simples. respeitando a normas de segurança. Parasitologia: doenças relacionadas a ar. O solo • Características gerais e propriedades • Tipos de solo (argiloso. Conhecendo o Universo • Explicações e teorias sobre a origem do universo • Movimentos do planeta • Explicações e teorias sobre os astros • Sol (eclipse) • Lua (fases da lua e marés) • Noções de coordenadas (pontos cardeais e bússola) • Hora (dia e noite) 2. Dependência de alimento • Lixo • Geração de lixo (reciclagem) • Transformações da energia no ambiente 96 . • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes científicas e não-científicas. comparar e classificar utilizando variáveis e enfocando aspectos quantitativos.

• Resolver situações-problema. umidade • Comparar. • Responsabilizar-se pelo material escolar e pertences animais. consultar a agenda e fontes de • Combustíveis pesquisa. classificar 2. utilizando-se de raciocínios lógicos. • Necessidade da água para vida • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando • Purificação da água fontes científicas e não-científicas. • Manipular adequadamente o material do laboratório (informática. bactérias e protozoários) pessoais. tipos e camadas do solo • Analisar os hábitos para a boa saúde. respeitando a normas de segurança. selecionar e registrar informações socio• Respiração aeróbica culturais. • Utilizar aparelhos de medições simples. • Lixo industrial 9. • Ciclo de vida e doenças (alguns exemplos) 97 . • Camadas internas da Terra • Reconhecer e tabular dados e produzir gráficos de 3. Água culturais. executar tarefas). • Húmus • Realizar atividades de estudo com independência • Ferrugem (organizar o material. comparar e buscar regularidades. pressão. • Movimento das placas tectônicas • Vulcões. Alimentação e saúde • Conceito de alimento • Pirâmide alimentar • Alimentos regionais • Cuidados com alimentos • Doenças ligadas aos alimentos Eixo: Cidadania e Meio Ambiente • Descrever. erosão • Analisar fenômenos aplicando conhecimentos socio4. química e física). Reações químicas • Ação microbiana (fungos. derivados do petróleo) • Ler e interpretar texto descritivo e informativo de cunho científico simples. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. minerais. • Poluição regional • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e 6. 5. Ar • Ciclo do ar • Elaborar esquemas conceituais simples. temperatura. • Características gerais e exemplo de cada reino (plantas. Planeta Terra • Formação da Terra utilizando variáveis. madeira. Eixo: Ciências e Tecnologia • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença 7. • Composição. terremotos. peso. Variedade dos seres vivos • Fazer perguntas contextualizadas. fungos. lactobacilos) • Produzir textos com sequência lógica e coerência. metais. • Características gerais de materiais (vidro. • Tratamento de esgoto • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar • Utilização racional da água experimentos para testá-las. • Formação. Solo realização de pesquisas.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 3ª série HABILIDADES • Formular estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais locais. Transformações da superfície terrestre: agentes naturais representação de dados. enfocando aspetos quantitati• Formação da superfície terrestre vos. sementes. Matéria sociocultural. 8.

• Selecionar testes ou experiências adequadas para testar hipótese e formular estratégias adequadas para a resolução de problemas socioculturais locais e globais. • Propor hipótese sobre a resolução de problema. • Reconhecer a escola como espaço público de trabalho. • Conhecer processos experimentais úteis para o trabalho de laboratório e conhecer estratégias de investigação básicas para a resolução de problemas. nicho) • Controle biológico • Relações alimentares: herbívoro/carnívoro e onívoro • Cadeia e teia alimentar (aquática e terrestre) 98 . Animais • Características e grupos • Reprodução: ovíparo. planificação e aplicação de categorias socioculturais. • Deduzir previsões a partir de conhecimentos teóricos. • Interpretar e elaborar quadros. CONTEÚDOS 10. O homem e o universo • A via-láctea e o nosso sistema solar: explicações socioculturais • A força da gravidade • Lua: satélite natural • Eclipses • Radiação solar 2. Plantas • Partes da planta (raiz. folha.Sumário principal HABILIDADES • Reconhecer e respeitar direitos e deveres. • Reconhecer os colegas como parceiros de trabalho. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. vivíparo e ovovivíparo • Cadeia alimentar aquática e terrestre 12. Tecnologias • Agriculturas • Monoculturas • Sustentabilidade ENSINO FUNDAMENTAL 4ª série HABILIDADES • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes teóricas científicas e explicações nãocientíficas.partes principais • Das células ao organismo • Sistemas: anatomia Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. • Classificar variáveis (relevantes e irrelevantes) de um problema e estabelecer relações de dependência entre variáveis. flor. • Identificar o motivo do problema de pesquisa. tabelas e gráficos de dados. O ser humano biológico • Células . O ambiente dos seres vivos • Biosfera: camada de vida • Os ambientes da biosfera (terrestre e aquático) • Ecossistemas (fatores bióticos e abióticos) • Os seres vivos dos ecossistemas (habitat. • Participar de ações de cidadania e de solidariedade. • Registrar qualitativamente dados e descrever as observações. • Utilizar critérios de classificação. caule. fruto e semente) • Noção do ciclo reprodutivo das plantas (polinização) 11.

• Compreender os hábitos para a boa saúde. refração. energia • Som. temperatura (termômetro). corrente elétrica e circuito elétrico) 99 . • Explicar os fenômenos socioambientais a partir dos conhecimentos socioculturais regionais. • Entender as informações socioculturais.Sumário principal HABILIDADES • Processar dados e explicar seu significado. força magnética) • Eletricidade (polaridade. ambientais e/ou econômicas na produção e no consumo dessa produção. ondas. • Trabalhar cooperativamente na resolução de problemas e a realização de pesquisas. O que acontece em nossa volta (noções) • A descoberta da combustão (fogo) • Combustível fóssil e biocombustível • Calor. fala e eco • Luzes (reflexão. objetos translúcidos. culturais. • Conhecer diversas possibilidades de produção de energia e suas implicações sociais. • Identificar diferentes fenômenos físicos. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais. opacos e transparentes) e cores (arco-íris) • Imãs (atração. pólos. hospitalares ou industriais. eletricidade estática. sonar. avaliando o papel da tecnologia no processo social e identificando transformações de matéria. CONTEÚDOS Eixo: Ciência e Tecnologia 4. relacionandoos aos seus usos cotidiano. • Elaborar mapas conceituais. energia e vida.

São Paulo: Cortez. CHASSOT. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. FIORIN. São Paulo: SENAC. da Universidade de São Paulo. Porto Alegre: Artes Medicas. J. D. Porto: Ed. et al. São Paulo: Ed. São Paulo: Educ. 2001. 1996. MARANDINO. _______. 2003. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo. Lei n°: 10. S. FAUNDEZ.Sumário principal 7. São Paulo: Papirus. Metodologia de ensino de ciências. 2000. Santa Cruz do Sul. A. SMOLKA. BIZZO. 2003. A. São Paulo: Martins Fontes. São Paulo: Cortez. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. DELIZOICOV. O pensamento selvagem. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. _______. J. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. A. _______. 2002. M. M.5 Referências ALTET. 1993. Ijuí. M. 2000. A.172. Dissertação. M. 2004. 2001. C. Plano nacional de educação.) Linguagem. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. Belo Horizonte: Autêntica. GIORDAN A. Constituição (1988). G. 100 . 2001. 1997. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. LÉVI-STRAUSS. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática. Educação consciência. RS: Unijuí. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. 2003. São Paulo : Hucitec. São Paulo: Moderna. Lei nº: 9394. 2007. 1994. São Paulo: Centauro. Atividade da linguagem. Marxismo e filosofia da linguagem. BRANCO. Ensino de ciências e cidadania. DE VECCHI. BRONCKART. (Org. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico. 1996. KRASILCHIK. In: MORTIMER. 2005. 141p. 2002. _______.2.. A. BAKHTIN. RS: EDUNISC. C. _______ et al. EUA. J. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. 2008. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. Linguagem e ideologia. O professor e o currículo das ciências.. DF. Austin. _______. Estética da criação verbal. Brasília. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. CARVALHO. Brasília: MEC / SEF. CARI. _______. Meio ambiente & biologia. de Towards a Philosophy of the Act. São Paulo: Cortez. 2002. 2001. LEONTIEV. 1997. _______. Secretaria de Educação Fundamental. 1987. 1995. N. O poder da participação. ANGOTTI. Porto. São Paulo: Ática.

A. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin.) Investigações cognitivas: conceito. 2001. Porto Alegre: Artmet. SILVA. H. C. A prática educativa: como ensinar. M. 1. SACRISTÁN. Porto Alegre: Artes Medicas. A. L. SILVA. _______. _______.) Linguagem. Belo Horizonte: Autêntica. 2000. Porto Alegre: Artes Medicas. E. A cabeça bem-feita. 1998. Construir as competências desde a escola. (Org. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. 1999. 1998. 11. Porto Alegre: Artmed. ZABALA. Didática. E. 2000. cultura e sociedade. A.1-20. p. _______. T. São Paulo: Cortez. São Paulo: Cortez. _______. Belo Horizonte: UFMG. SEPULVEDA. MOREIRA. VYGOTSKY. mar. L. Porto Alegre: Artmed. A. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. v. D. Rio de Janeiro: Vozes. São Paulo: Autores Associados. 2006. P. Linguagem. São Paulo: Universidade de São Paulo. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. J. linguagem e cultura. Tese (Doutorado em Educação).Sumário principal LIBÂNEO. 2002. O currículo uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Medicas. n. T. MOLL. 2004. Investigações em ensino de ciências.. desenvolvimento e aprendizagem. OLIVEIRA. 1994.) Currículo. 2003. p. São Paulo: Cortez. 281.. (Org. SAVIANI. Porto Alegre: Artes Medicas. 2002. EL-HAANI. 1999. 1998. MORTIMER. 2002. Poderes instáveis na educação. Educação do senso comum à consciência filosófica. A (Org. LURIA. São Paulo: Ícone.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. SMOLKA. LEONTIEV. Os sete saberes necessários à educação do futuro. J.. C. WESSMANN. 101 . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. PERRENOUD. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. 1994. 2000. 1999. (Org. MORIN.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS .

ações e afetos. com o outro e com o meio em que se insere. ao contrário. linguagens. elegendo o cuidado de não absolutizar produções dos saberes e fazeres sociais. 105 . em especial o do Espírito Santo. transversal e dialógico que se efetiva na consideração pelo outro em sua diferença cultural. tanto quanto depende. políticos e culturais. Compreender o humano exige um pensamento complexo. produz e é produzido. e que se vincula a um compromisso com a sustentabilidade da vida em todas as suas dimensões: do sujeito. vale pensar também as relações do local com o global e desse com aquele.Sumário principal 8 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS A área de Ciências Humanas no Ensino Fundamental — que inclui a história. nessa perspectiva. não se encerram numa concepção excludente das ciências ditas naturais e físicas. lida e se relaciona com essas dimensões. as posturas doutrinárias. entendendo-se como parte desse construto coletivo de se pensar as humanidades. A abertura teórico-valorativa é preponderante para o exercício formativo nessa área do conhecimento. teria maior coerência didática ao abrir-se para os novos desafios de um saber múltiplo. As “humanidades”. a geografia e o ensino religioso — deve se manter como referência de uma construção de saberes que respeitem a pluralidade de olhares sobre a “realidade”. que incorpore em seus currículos e. das relações sociais e do meio ambiente. formando uma consciência da multiplicidade de modos de existência. Daí que. sobretudo. a área de humanas considera cada vez mais importante as relações do ser humano consigo mesmo. Existem humanidades. cada disciplina. Por isso. são sufocantes para o pensamento e impedem o diálogo com as outras disciplinas. A experiência humana é rica em seus conhecimentos. entre os diferentes espaços/tempos. na sala de aula essa multiplicidade de pontos de vista. porque a humanidade também é natural e física. Eis o grande desafio para a área de humanas. como produto e processo culturais. Então.

Sumário principal 8. buscando potencializar características significativas de suas diferentes concepções construídas em seu processo histórico: da Geografia Tradicional mantém-se a proposta de que é preciso saber Geografia para fazer Geografia.. com outros grupos sociais e com a natureza. Como toda ciência. subsidiadas por recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados. medindo superfícies para localizar fatos e tentar explicar fenômenos. e da Geografia Crítica amplia-se o compromisso com a leitura crítica de mundo e com uma escrita de vida baseada na manutenção da sustentabilidade do planeta e da dignidade humana no trabalho e no consumo. não apenas influenciou mudanças no contexto mundial e em situações locais. cresceu quantitativa. A Geografia desejada pelo grupo. a Geografia que hoje se ensina nas escolas. para se ensinar e para se aprender na escola. da Geografia Humanística reforça-se a abordagem sensível aos problemas das sociedades. Dessa forma.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . na crítica e na denúncia dos processos de exploração. A ciência geográfica..1 Geografia 8. derivada do corpo teórico-prático da ciência geográfica.. se baseia na intensa relação com outros campos do conhecimento para promover: a competência investigativa sobre o espaço geográfico. de apropriação. que nasceu descritiva das paisagens e das sociedades. (re)afirmando a necessidade da aprendizagem de conteúdos e estudos compromissados com a vida. mas ganha a amplitude de uma Geografia que se pretende impregnada e compromissada com o cotidiano. e expandiu-se no questionamento. da Geografia Nova aproveita-se a concepção da atividade como base para uma aprendizagem não restrita à reprodução e sim ao aprender a aprender e ao aprender a fazer. numa perspectiva de construção de um mundo melhor. da Geografia Quantitativa resgata-se a possibilidade de análises importantes dos processos geográficos.1.. o 106 . se produz com marcas de sua historicidade e se projeta com desejos de um tempo presente que se quer melhor no futuro. Assim. como também se modificou em função das demandas e das transformações geradas nos diferentes espaços/tempos locais e globais.para aprender a aprender e para aprender a fazer. de controle e de domínio de sociedades ou de grupos hegemônicos nas relações travadas com outras sociedades. a concepção da Geografia escolar perde a homogeneidade de uma denominação.

em formação permanente. desejos. conscientes de sua cidadania. Nessa concepção geográfica as perspectivas do local e do global são permanentemente entrecruzadas. como partícipes de uma ação coletiva de projetar e conceber um mundo melhor – com as contribuições da Geografia. a paisagem. quando serão aprofundados ou aplicados nas aprendizagens subsequentes. esperanças. o estímulo à convivência solidária na complexidade das diferenças entre os seres humanos. Nessa perspectiva.Sumário principal território. o foco inicial será dimensionado em cada série. assim como as dimensões de estudo de aspectos físicos e sociais não se fragmentam. pelo caráter das relações estabelecidas entre o sujeito aprendente e o lugar de vivência. de outras linguagens e do uso de tecnologias possíveis. Implica também considerar a multiplicidade e a complexidade de situações. indígenas. o grupo elegeu alguns conteúdos conceituais como eixos centrais. conservação e preservação na diversidade de ambientes no mundo. a expressão do raciocínio geográfico por meio da cartografia escolar. portadores de deficiências ou de transtornos globais de desenvolvimento e/ou altas habilidades. manejo. problemas. propostas que permeiam a escola. envolvendo afetos. em outros momentos de estudo. Transformar esses anseios em um documento escrito exige negociações para torná-lo didático. razão da necessidade do aprofundamento dessa categoria. dinâmico e flexível. sentimentos. desafetos e cotidianidade ao longo de sua vida. Contudo. Assim. migrantes. as diferenças deverão se constituir como referenciais que singularizam não apenas alunos afrodescendentes. Tornar essa concepção possível no currículo escolar implica considerar professores e alunos como sujeitos produtores e disseminadores de conhecimento. para favorecer esse movimento no imbricamento com outras disciplinas. a formação de atitudes de intervenção. mas todo e qualquer um dos sujeitos do processo de aprender a fazer e a ser. Também a dimensão espacial exige explicitação de um tratamento didático na proposta do grupo: a relação local-global-local será mantida em todos os momentos da Educação Básica. a despeito de suas especificidades. como de outras. composta de pes- 107 . ao tomar o Lugar como tema representativo das séries iniciais. No trato com a aprendizagem. o lugar. enfatizando que a escolha para uma determinada série não exclui o estudo do tema nas outras séries. aglutinando-os aos conceitos procedimentais e atitudinais para criar temas para cada série/ano escolar. considera-se a proximidade do seu conceito com a expectativa de cognição inicial na Geografia.

224-225) é 108 . pretende contribuir com a formação humana dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem numa perspectiva de valorização de suas vivências. p. registro e avaliação capazes de realçar a importância dos cuidados para manutenção da vida. a Geografia promove a percepção de identidades e a elaboração do sentimento de pertença. mudanças. na televisão. No estudo das sociedades. de afirmação das ações individuais e coletivas na transformação de situações locais e globais. a especificidade da ciência e a responsabilidade de leitura crítica do mundo para efetivação de uma escrita de vida compromissada com uma educação solidária e transformadora. No estudo dos processos e fenômenos da natureza. com o ensino de Geografia. na delimitação dos territórios e na relação com os lugares. nas instituições ou nas ruas. o que sugere dificuldades.. ao se tornarem materiais para análises geográficas. exigirão a formação de um sujeito crítico que põe em dúvida o que ouve.. onde sujeitos “produzem. na concepção ensejada pelo grupo. presentes na leitura das paisagens. planejado. 2004. fatos e informações. sonham. É importante destacar que o professor também é um sujeito em formação. vê e lê na rede Internet. na conformação das regiões. monitoramento. para aprender a ser e para aprender a conviver. fragmentações. vivem e fazem a vida caminhar” (Santos. de estímulo à responsabilidade na relação entre a produção pelo trabalho e a manutenção do sistema Terra. ampliando-se para vivências no trato com o outro e com o mundo. ao mesmo tempo em que desenvolve princípios de respeito e aceitação das diferenças. lutam. elaborada no jogo de relações entre a natureza e a sociedade. análise. A Geografia escolar. . No entender de Kaercher (In PONtchuska e Oliveira. a disciplina. É como na Geografia. em livros ou outros meios de comunicação.75). que deve aprimorar. a dinâmica e a criatividade de aprendizagens geográficas. Dados. abandonando a dogmatização de ‘verdades’ para produzir saberes. A ética e a estética. construções e transformações que alteram tudo que é proposto.. p. para confrontar e relacionar com as questões do cotidiano.Sumário principal soas e ambientes diferentes. a Geografia contribui para o desenvolvimento de competências/habilidades de investigação. 2006.. traduzem o rigor. tão importantes para a convivência no mundo atual. cujo objeto maior de estudo é o espaço geográfico: uma (re)construção permanente. na escola. pensado preliminarmente.

] no combate às desigualdades e às injustiças sociais [.2 Objetivos da disciplina . de invisibilidade ou de exclusão social. em sua complexidade espaço temporal e nas relações que travam entre si. Promover investigações e propor intervenções no espaço geográfico.]. 8. organizam o espaço geográfico. o que possibilita a compreensão de que. Promover o conhecimento geográfico integrado às práticas sociais cotidianas de enfrentamento a processos de silenciamento. Propiciar conhecimento sobre processos. a partir de nossas categorias centrais [.... política. expandirmos cada vez mais o respeito ao outro. acredita-se que as contribuições da Geografia à formação humana ultrapassam a especificidade da localização espacial ao desvelar relações de poder no disciplinamento da organização do espaço geográfico.... solidários entre si... 109 . decorrente de ações e responsabilidades individuais e coletivas junto à natureza e à sociedade.]fortalecer os valores democráticos e éticos. Fornecer subsídios para a compreensão do espaço geográfico como produção social e histórica..].. ao diferente [. fenômenos e fatos de origem físicoquímica e social que. estaremos colocando-a no seu cotidiano. produtivos e respeitosos com a natureza. A alfabetização cartográfica e geográfica favorece o desenvolvimento do raciocínio crítico e o fortalecimento da ação criativa..Sumário principal preciso “[. Se ajudarmos nossos alunos a perceberem que a Geografia trabalha com as materializações das práticas sociais. ações particulares e coletivas elevam a prática cotidiana ao nível da antropoética. ao intervir em situações e arranjos predeterminados pela hegemonia do capital sobre sociedades e natureza. por meio de políticas e ideologias.1. Estimular raciocínios e procedimentos geográficos na leitura crítica do mundo e na ação cidadã no espaço geográfico.” Como Moreira (1987) e Cavalcanti (1998)..para querer saber. econômica ou cultural de parcelas da população por diferenças de quaisquer ordens. Apresentar categorias geográficas que atuem como base na análise do espaço geográfico. que alicerçam a formação de homens e mulheres atuantes na comunidade local e global. Nascem daí a autonomia intelectual e a cidadania como expressões de organização coletiva na busca de direitos para uma sociedade justa e democrática. considerando o cuidado com a finitude do sistema Terra e as possibilidades de sustentabilidade no uso de seus recursos.

numa perspectiva de solidariedade. Assim.Sumário principal Favorecer a compreensão sobre as relações espaço temporais e escalas geográficas local-global-local nas produções e vivências das sociedades. poderes e fazeres docentes. deverá se efetivar como um permanente exercício de vivências reflexivas sobre as relações entre pessoas e entre essas e a natureza. a aula geográfica deverá privilegiar problematizações interdisciplinares. O uso do livro didático será valorizado como mecanismo de apoio complementar a leituras. a prática do diálogo na intermediação entre o conhecimento científico e aquele elaborado na vivência de sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem imprime um movimento de teorização e de prática indispensável à pesquisa.3 Principais alternativas metodológicas .. Além disso. ao registro e à aplicação dos saberes geográficos à vida cotidiana. quer seja atendendo aos reclamos do momento didático instalado nas instituições escolares.. nos quais princípios transversais deverão ser acionados. Estimular atitudes de preservação ou conservação que potencializem a valorização do patrimônio geofísico e cultural local e global. Considerando as especificidades apontadas para a Geografia escolar professada. A despeito de mudanças e flutuações teóricometodológicas. destaca um conjunto de alternativas metodológicas julgadas coerentes com a concepção pretendida. Desenvolver leitura e representações espaciais por meio de instrumentos e técnicas da cartografia e de outras linguagens. registros e propo- 8.para ensinar e para aprender: saberes. que se empenha em delinear a presente proposta de diretrizes curriculares da rede pública estadual. aceitação de diferenças entre pessoas e culturas. em atitudes de promoção da paz com uso do conhecimento geográfico.. à experimentação.1.. Nas diferentes concepções pedagógicas do ensino de Geografia algumas metodologias são privilegiadas. o grupo de professores de Geografia. interpretações. Criar condições para práticas sociais no espaço geográfico local e global que valorizem ações de convivência solidária. trutura de recursos didáticos na escola. quer seja devido às disponibilidades garantidas pela formação acadêmica de docentes ou pela infraes- 110 . dignidade e produção de saberes que contribuam para uma vida melhor para todos.

É importante que considere o potencial individual dos alunos. A leitura não-restrita aos livros didáticos deverá ser ampliada em outras possibilidades como as produções disponíveis na rede Internet. mesmo quando em atividades coletivas. descrições. nas revistas especializadas e científicas. os infiltrômetros e tantos outros próprios da Geografia. o relógio do sol. à apropriação. da música. nas histórias em quadrinhos.. o mapa. nas diferentes expressões literárias. com materiais simples ou adquiridos como parte de um conjunto necessário às intervenções e aos estudos da área. então. A costumeira prática de leitura de trechos do livro didático seguida de explicações (que mais repetem do que problematizam as informações fornecidas) ou de “exercícios” (que quase sempre favorecem a naturalização ou a memorização dos fatos expostos) deverá ser substituída por consultas e leituras problematizadoras. sempre que possível. as cartas. explorando. nos jornais. negando comparação entre suas capacidades. o altímetro. à conservação ou à preservação dos recursos e dos ambientes da natureza e das sociedades. habilidades e atitudes. a associação entre o cotidiano e o espaço geográfico. problematizando aspectos da vida da comunidade local ou global e relacionando aspectos teóricos da ciência geográfica às questões que preocupam as sociedades quanto à produção. as fotografias aéreas. do teatro.Sumário principal sições que não se esgotam na dimensão de conteúdos dispostos naquele material didático. o cata-vento. avaliações. Os registros envolvendo análises. o pluviômetro. uma necessidade pela possibilidade de funcionamento como 111 . construídos como procedimentos de aprendizagens. A sala ambiente se torna. Simulações e demonstrações precisarão estar entrelaçadas com estudos que exigem abstrações. da escrita e de outras expressões. a aula prática e o estudo do meio sustentarão alternativas metodológicas como a observação e a coleta de dados por meio de instrumentos como a bússola. as imagens de satélites. sem contudo ser o condutor da prática pedagógica e menos ainda ser a fonte única de estudo. A avaliação processual deverá envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor no trabalho pedagógico. Os princípios da pesquisa escolar podem ser similares àqueles desenvolvidos na academia.. permitindo estudos individuais e em grupo. proposições dos fatos e dos fenômenos geográficos poderão inscrever produções do desenho. à exploração. os molinetes. a biruta. o termômetro. A Geografia deverá ser pesquisada na multiplicidade e na complexidade de diversidades que constitui o cotidiano das sociedades e das pessoas. A aula de campo.

Sumário principal laboratório da ciência geográfica.Geografia Anos Iniciais do Ensino Fundamental Eixos Conceituais 1. a exploração e a apropriação 15. Representações cartográficas 12. Paisagem 3. Exercício da ética e da cidadania 20. Solidariedade e colaboração em grupos de vivência 17. a produção. Região 5. Sociedade 7. Espaço geográfico 2. Território 6. 8.1. Meio ambiente Procedimentais 9. organização. Convivência com diferenças e diversidades 16. Disposição para produção de conhecimento e para desmistificação de tabus e preconceitos 112 . elaboração e execução. Natureza 8. com graves prejuízos ao ensino e à prática da Geografia. Escala temporal 11. no encontro entre prática e teoria. além da respectiva infraestrutura (em especial para realização de aulas de campo e organização de salas ambiente) sem o que as intenções metodológicas se tornam promessas vazias. Lugar 4. Avaliação de intervenções no espaço geográfico 18. Valorização da vida 19. integrando experimentos de ordem social e física. Para realização e concretização desses procedimentos e elaboração dos recursos que lhes são necessários torna-se preciso garantir condições de planejamento. Localização e orientação 13. experimentação Atitudinais 14. Sustentabilidade: cuidados com o consumo.4 Conteúdo Básico Comum . Ações investigativas: observação. Escala geográfica 10.

).Ensino Fundamental de 9 anos Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – O Lugar de vivência da criança COMPETÊNCIAS 1. Valorizar a vida em suas diferentes manifestações. 113 . cidades e campos etc. SENSIBILIDADES E PODERES Identidades no grupo social e no espaço geográfico vivido. Registrar e interpretar informações ligadas ao entorno próximo e ao mundo em geral. Observar a paisagem local e experimentar o espaço de vivência. 3. 5. percebendo dimensões. semelhanças. expressões das paisagens (montanhas. calor e frio etc. diferenças de áreas e elementos espaciais. Desenvolver atitudes de convivência solidária e valorização da vida. Registrar e interpretar suas compreensões em diferentes formas de expressão. 4. plantio. Problematizar situações do cotidiano geográfico e do tempo imediato. Procedimentos iniciais de investigação geográfica: observação. Dimensões do espaço vivido: noções topológicas e projetivas.Sumário principal 1º Ano . Participação em grupos. praias. noções temporais. circulação e consumo). Orientar-se no espaço de vivência. Desenvolver perguntas e experimentações para conhecer o espaço vivido e os lugares de vivência. o eu como ponto de referência no espaço. situando-se num plano de referências simples. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O meu lugar no mundo: o próprio corpo. experimentação e registros. produção. 2. APRENDIZAGENS E SABERES O espaço vivido: relações entre fenômenos da natureza e da sociedade (chuvas. HABILIDADES conteúdos 1. 4. Relacionar modos culturais e fenômenos naturais a noções geográficas e temporais do espaço vivido. Cuidados com o patrimônio geográfico. rios. Estabelecer relações com as outras pessoas e suas diferenças. 5. enchentes e estiagens.) e formas de vida dos grupos sociais (convivência. 2. 3. LINGUAGENS E DIZERES Leitura e representações cartográficas e textuais de espaços vividos: croquis e maquetes.

LINGUAGENS E DIZERES A escola e meu bairro: Caminhos e ruas. Recursos naturais do lugar de vivência. Desenvolver perguntas. 4. 3. Desenvolver solidariedades na vivência dos lugares e dos grupos. na comunidade. As relações com o outro na família. fenômenos e processos sociais e naturais. Mapas e maquetes. Locais de origens da família. Representação de fatos. Ler e interpretar textos verbais e cartográficos. 5. de comunicações. SENSIBILIDADES E PODERES O meu bairro. 4. interpretando-as e registrando noções geográficas. HABILIDADES conteúdos 1. econômicos e religiosos na produção dos lugares. políticos. para compreender transformações e diversidades na/da comunidade. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O sujeito no espaço vivido e no lugar de vivência: identidades. Realizar leituras de textos. Noções de orientação e localização. Localizar-se nas diferentes dimensões e arranjos espaciais do lugar de vivência. percebendo dimensões. 3. As relações no trabalho e na exploração do meio ambiente. registrando noções geográficas de lugar e paisagens. situando-se num plano de referências simples. lugar de vivência da família: modos culturais. Mudanças e transformações nas sociedades e paisagens locais. o meio ambiente. 114 . Participar de ações grupais que favoreçam intercâmbio de opiniões e de múltiplos pontos de vista. situando-os em contextos espaçotemporais próximos de sua vivência.Sumário principal 1ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Bairro: lugar de vivência da família COMPETÊNCIAS 1. a sociedade e o planeta. Identificar fatos.: diversidades e diferenças. fenômenos e processos geográficos. semelhanças. 5. Distinguir elementos naturais e culturais das paisagens. 2. produzir e representar dados e informações em diferentes tipos de linguagens. 6. Conhecer diferentes manifestações da natureza e dos grupos sociais. fenômenos e processos geográficos visíveis na organização dos lugares e das paisagens locais. Textos em diferentes linguagens. Caminhos e ruas: trajetos. 2. Instituições sociais. Relacionar o conhecimento geográfico ao compromisso com os outros. Orientar-se no espaço de vivência. exercitando a convivência com as diferenças e diversidades. na escola. paisagens e lugares. APRENDIZAGENS E SABERES O que existe em meu bairro e o que não existe: fatos. Meios de deslocamentos. diferenças de áreas e elementos espaciais.

Observar e registrar diferenças e semelhanças das paisagens e dos modos de viver de sociedades campesinas e urbanas. Construir e aplicar conceitos geográficos relacionando-os aos de outras ciências e à vida cotidiana. A exploração de recursos naturais e a sustentabilidade. APRENDIZAGENS E SABERES O município como lugar de vivência das comunidades. Fazer uso de noções de orientação e localização para situarse num plano de referências simples e para identificar elementos espaciais no espaço de vivência. distinguindo nelas elementos culturais e sociais. Indústrias e agroindústrias. 4. HABILIDADES conteúdos 1. compreensões sobre fatos.Sumário principal 2ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Município: lugar de vivência da comunidade COMPETÊNCIAS 1. Cuidados ambientais. Populações e comunidades. A ação do tempo e das sociedades. Caracterizar modos de organização administrativa dos lugares e modos de produção de comunidades rurais e urbanas. Realizar leituras e registros sobre fatos. modos de produção. Paisagens: elementos culturais e naturais. LINGUAGENS E DIZERES Leitura. Fenômenos climáticos. Mapas. SENSIBILIDADES E PODERES Conflitos e lutas. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e expressão cultural de grupos campesinos e urbanos. 4. produção e interpretação de textos geográficos e cartográficos. Processos de produção e transformação de paisagens. Problemas urbanos e rurais. Paisagens urbanas e rurais. A tecnologia no campo e na cidade. em diferentes linguagens. cidade-sede e distritos do município. Conhecer e compreender processos que singularizam paisagens. Conhecer diferentes processos da natureza. 3. 5. 5. Sociedades urbanas e rurais: modos de vivência e produção. Orientar-se no lugar de vivência. artefatos. 115 . Interpretar e registrar. 3. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Orientação e localização. diversidades e desigualdades na vivência dos lugares e dos grupos. localizando elementos espaciais. 2. A influência dos modos afrodescendentes e indígenas nas culturas urbanas e rurais: nomes de lugares. Elaborar argumentos para avaliar modos de viver e produzir da comunidade no lugar de vivência. Tradições e culturas urbanas e rurais. maquetes e globos. fenômenos e processos geográficos para construir argumentos de avaliação dos modos da sociedade organizar os lugares de vivência. 2. fenômenos e processos geográficos dos lugares de vivência da comunidade. 6. Exercitar valores humanos frente diferenças.

limites e fronteiras. Desenvolver noções de percepção espacial e temporal. 4. lutas. 5. Caracterizar territórios. Identificar a distribuição de recursos naturais. econômica. LINGUAGENS E DIZERES Uso e aplicação da linguagem cartográfica. 3. Tabelas e gráficos. seus lugares. religiosa e cultural no espaço geográfico. Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Conhecer modos de produção e principais riquezas do Estado. Associar a formação territorial a processos de luta pela apropriação da terra. exercitando atitudes de compreensão de diversidades e atitudes de convivência social solidária e cuidados com a natureza. A afrodescendência. registrando impressões e compreensões por meio de diferentes linguagens. Situação do Estado no país e no mundo. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. 5. 4. Riquezas naturais e elementos paisagísticos: sua utilização pelas sociedades. transportes e comunicação e às formas de expressão cultural das sociedades. Limites e fronteiras. organizar. Modos de produção. 6. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido.Sumário principal 3ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Lugar de vivência de cidadania: Estado do Espírito Santo COMPETÊNCIAS 1. Processo de formação territorial do Espírito Santo. Cuidados com o meio ambiente. cidades e campos. conquistas e problemas. municípios. Localizar e identificar o Espírito Santo em representações cartográficas. 2. globos. os indígenas e os descendentes migrantes: lutas e organização política. tradições culturais. paisagens. Representar cartograficamente dimensões do espaço geográfico. relacionando trabalho e consumo das comunidades com os cuidados necessários à manutenção da sustentabilidade. HABILIDADES conteúdos 1. da vegetação. Fontes de energia. em diferentes linguagens. 3. Produzir. 116 . Mapas. Compreender a importância da participação em grupos. 2. representando em mapas e em outras linguagens o conhecimento sobre seu espaço geográfico. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Integração dos elementos do clima. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. Conhecer o processo de formação do território do Espírito Santo na dimensão espacial brasileira e mundial. Utilizar conceitos geográficos que caracterizem arranjos espaciais dos lugares de vivência. APRENDIZAGENS E SABERES Processos de marcação de territórios. SENSIBILIDADES E PODERES A sociedade espírito-santense: formação. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. da hidrografia. Diferenças e diversidades. do relevo e das ações das sociedades na transformação de paisagens. relacionando-os aos meios de produção. Elaborar interpretações e registros sobre organização territorial do Estado. 7. Ler. 6. selecionar e socializar dados e informações. à marcação de diferenças entre sociedades e ao domínio político sobre populações e espaço geográfico. interpretar e registrar noções geográficas em diferentes fontes de informações e dados.

regiões. hidrografia. Identificar. Considerar valores humanos e a diversidade sociocultural em análises de fatos. Diferenças e diversidades culturais. fenômenos e processos. Populações: formação. Relacionar conceitos geográficos e históricos para compreensão de fatos. 117 . relacionando dados para caracterizar o espaço geográfico. por meio da cartografia escolar e de outras linguagens. 4. Efetuar análises. Realizar procedimentos de pesquisa e registros geográficos em diferentes fontes e linguagens. relevo e sociedades: fatos. transformações em tempo geológico. 6. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. 5. urbanas e periféricas. a dimensão e o acontecimento de fatos. SENSIBILIDADES E PODERES As relações de trabalho.Sumário principal 4ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Um lugar de vivência no mundo: Brasil COMPETÊNCIAS 1. Conhecer diferentes processos da natureza. PESQUISAS E FAZERES Investigações sobre diferentes arranjos espaciais e administrativos: paisagens urbanas e rurais. 6. a localização. em diferentes linguagens. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. Fazer uso de diferentes metodologias para produzir dados e registros sobre o conhecimento geográfico. características do espaço geográfico e da população brasileira. Fazer uso de diferentes tipos de fontes de investigação. analisando impactos no espaço geográfico. Clima. vegetação. Poderes do governo. fenômenos e processos sociais e naturais no espaço geográfico. Minorias étnicas. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e de expressão cultural das sociedades. HABILIDADES conteúdos 1. 3. LINGUAGENS E DIZERES Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. O consumo e a sustentabilidade. 3. Conhecer processos naturais agravados por intervenções humanas. de convivência solidária com diferenças e de cuidados entre sociedade e natureza. globos. quilombolas. Tabelas e gráficos. em diferentes linguagens. Fontes de energia. Representar e interpretar. Relações e interdependência: natureza e sociedade. em elementos que caracterizam o espaço geográfico. fenômenos e processos da natureza e da sociedade que caracterizam espaços nacionais. 2. 2. 5. Mudanças e transformações da natureza e das sociedades. Mapas. fenômenos e processos geográficos. Relações com a organização do espaço geográfico. histórico e linear. Interpretar e representar. Sociedades rurais. Brasil. 4. APRENDIZAGENS E SABERES A Terra e seus movimentos. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. avaliando criticamente sua produção e aplicação. um país tropical. movimentos e problemas. Cuidados com o meio ambiente. indígenas. Modos de produção. Desenvolver atitudes de compreensão de diversidades.

Geografia. 2000. KOZEL. Florianópolis. Vitória. MOREIRA. 1974. S. A C et al. F. E.. Brasília: MEC/SEF.d. São Paulo: Quinteto Editorial. PASSINI. _______. n. Ministério da Educação. BIGARELLA. Campinas. SP: Papirus. 2003.H. A. T. F. 25.66. MAESTRO. MORAES. Brasília: MEC/SECAD: s. Didática da geografia: memórias da terra.. 7-20. 1998. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. Brasília: MEC/SEF. 1995. V. Brasília: MEC. Terra capixaba: geografia e história. (Org. M.D. _______. História e geografia do Espírito Santo. 2003. SP. 2001. L. KILL. M. MONTEIRO. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. EDUFES. 2005 CASTELLAR. A. São Paulo. PCNs + ensino médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais. 2003.4. Brasília: MEC/SEPPIR. Geografia do Espírito Santo. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. BRASIL. CUNHA. KRAJEWSKI. Representações cartográficas: teorias e práticas para o ensino de Geografia.J. A M. 2003. Vitória. S. Geografia. Educação africanidades Brasil. ALMEIDA. A. 2004. Parâmetros curriculares nacionais: história e geografia. O espaço geográfico: ensino e representação. Autor. Geografia: pesquisa e ação. C. São Paulo: Moderna. Autor. Alfabetização e diversidade. 1989. 2003.D. Revista do CCHN-UFES. FILIZOLA. J. São Paulo: Ateliê. R. São Paulo: Contexto. 2000. PERONE. 1998... São Paulo: Contexto. F. Porto Alegre: Mediação. Campinas. 2007. DANNI-OLIVEIRA. B. n. p. ALMEIDA. S. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Caderno CEDES. ES: Ed. MENDONÇA.. H. 118 .. escola e construção de conhecimentos. Estrutura e origem das paisagens tropicais e subtropicais . (Org. A.. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. T. J. A. CALLAI. São Paulo: FTD. I. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. CASTROGIOVANNI. maio/ago. MENDONÇA. 1997. o espaço vivido. SC: Ed. Y. Vitória.1. KATUTA. 2004. Clima urbano. Ed. ES. 1996. Parâmetros curriculares nacionais: geografia. Secretaria de Educação Fundamental. L. R. GUERRA.) Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. CAVALCANTI.5 Referências AB’ SÁBER. Oficina de Texto.. R. Geografares.) Geomorfologia uma atualização de bases e conceitos. C. 1998. Vitória. v. ES: Ed. Secretaria de Educação Continuada. A. ES: Fundação Cultural do Espírito Santo. _______. _______. da UFSC.Sumário principal 8. São Paulo: Contexto. C.

et al. Y. O discurso do avesso (para a crítica da Geografia que se ensina). N. Y. N. 2004. R. PONTUSCHKA. M. Geografia I. SILVEIRA. SANTOS.. Geografia para o ensino fundamental: material de referência para o professor. MOTTA. PONTUSCHKA. N. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. N. 119 . Para ensinar geografia. Porto Alegre: EDUFRGS. M. Um estudo do lugar do nosso cotidiano: GeografarES (Geografia do Espírito Santo) Vitória: nea@d/UFES. Por uma nova geografia. T. _______. VALLADARES. 2006. H. Para ensinar e aprender geografia. et al. A U.. 2002. 2003. C. 2006. São Paulo: USP/EDUSC. ES: SEDU. TUAN.. N. São Paulo: USP/EUSC. R. C. São Paulo: Difel.. 5v. PRESS. 2006. ES: UFES. 1983. 1993. Porto Alegre. 1987. F. 2007. C. Rio de Janeiro.. N. Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. São Paulo: Contexto. M. Bookman. SCHAEFFER. et al. 2007. 2004. B. Pensando o espaço do homem. Rio de Janeiro: Access. Vitória. J. São Paulo: Cortez. N. RUA. O. OLIVEIRA. T. Vitória. Para entender a terra. PAGANELLI. _______. Dois Pontos.Sumário principal MOREIRA. L. ZANOTELLI. CACETE. Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. Ed.

e a contextualizar historicamente sua prática docente cotidiana... sendo comum acentuar-se o papel da Grécia Antiga na formação do espírito do historiador e na construção de um pensamento com base na razão.para aprender a aprender e para aprender a fazer. Que história é essa? Compreender a História como disciplina escolar implica compreender diferentes concepções de história e historiografia e suas repercussões no ensino. Durante o período medieval. a profusão de documentos escritos vieram conferir à História uma função prática: a verificação da veracidade dos documentos. do Renascimento e da Reforma Religiosa houve um considerável desenvolvimento do espírito crítico que se refletiu nos estudos. A História consolidou sua função político-ideológica com a Revolução Francesa. entre elas. Com o advento do Humanismo. quando a recuperação do passado passou a ter como objetivo principal a exaltação da pátria e sua glorificação.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . as transformações econômicas. A investigação histórica desenvolveu-se com os iluministas que procuraram demonstrar pela razão que o progresso da humanidade é derivado do desenvolvimento da ciência e da instrução. Assim sendo. a interpretação do passado prendeu-se à narração de mitos que tinham como finalidade a explicação da formação da realidade através da intervenção de seres sobrenaturais. sociais e políticas contribuíram para modificar o universo mental de então. ao apresentarmos uma proposta de trabalho baseada em conteúdos básicos e comuns. as possibilidades de relações entre o saber histórico e o saber histórico escolar. as escolas militares..Sumário principal 8. isto é. estamos também convidando o professor a refletir a partir do próprio campo da Ciência Histórica. a fim de responder: Para que serve a História? Por que ensiná-la? A História tem sua origem na necessidade humana de registro do passado. e a História passou a ser um meio de fundamentação das críticas à sociedade. Pouco a pouco. que passou a necessitar de um sistema explicativo que relacionasse os acontecimentos a decisões e possibilidades. Inicialmente.2 História 8.. 120 .2. É dessa época que data a inclusão da História nos programas de ensino de determinadas escolas na Europa.

as abordagens culturais passaram a ser fundamentais para o preenchimento de lacunas e incertezas. a ênfase passou a ser. com a difusão do pensamento positivista. a influência da historiografia contemporânea sobre o ensino de História se faz perceber. por exemplo. da necessidade de consolidação e historicização de conceitos. de que a valorização de um setor ou uma visão da História está inserida em sua própria historicidade. A construção de uma consciência histórica e das possibilidades de pensar historicamente sobre a realidade em que vivemos confere ao ensino de História especificidades e particularidades no que diz respeito às contribuições da disciplina na formação humana. muitos historiadores passaram a considerar a ampliação dos objetos de interesse do historiador. e na introdução no ensino de História de aspectos relativos a mentalidades. colocando a questão econômica como determinante. então. Assim. na necessidade de o professor de História relacionar as metodologias da pesquisa histórica com as metodologias de seu ensino (teoria relacionada à prática e resultando em conteúdos procedimentais). representações e práticas culturais.Sumário principal Na segunda metade do século XIX. cujo pensamento caracterizou-se pelo estudo da substituição dos mecanismos da sucessão de acontecimentos pela dinâmica das estruturas e dos modos de produção. 121 . cotidianos. No início do século XX. É inegável a influência de Karl Marx. e da ampliação das possibilidades em torno do fato histórico. bem como da diversidade de fontes. considerando as alterações paradigmáticas das ciências. A partir da década de 1970. a história problema substituiu. pouco a pouco. a história narrativa e houve o reconhecimento de um campo de documentos históricos mais vasto que os testemunhos escritos. Além disso. problemas e abordagens (a chamada Nova História). isto é. no reconhecimento dos diferentes sujeitos da História. o reconhecimento de novos objetos. mas não exclusiva. história econômica. história das civilizações etc. Como a realidade foi se tornando cada vez mais complexa. foram realizadas considerações interdisciplinares a partir do reconhecimento da relativização da História. Assim sendo. a criação de uma História científica ganhou força e desenvolveram-se algumas disciplinas especializadas no interior do campo histórico: história política.

colocando como central a questão da identidade nacional.para aprender a ser e para aprender a conviver. revestido de conteúdos cívicos. para a elaboração de uma história para a jovem nação que pudesse ser difundida através da educação. com a ditadura militar. apagando as diferenças sociais e culturais. trabalhador/produtor/consumidor. espaços. o ensino da História foi unido ao da Geografia. O pensamento da elite política e intelectual apontava. 122 . O ensino escolar. deveria formar um determinado cidadão. sujeitos e diálogos A História. Durante as décadas de 1960 e 1970.Sumário principal . cada vez mais. não se visava à formação de uma consciência crítica. mas à adequação do indivíduo à sociedade. sendo ferramentas de controle e mediações entre as práticas políticas e culturais.. a história ensinada distanciou-se cada vez mais da influência da igreja.. Durante o início da república. e sua organização enquanto disciplina escolar está diretamente relacionada com a transformação da História como campo de conhecimento. levando o Estado republicano a consolidar sua imagem de elemento atuante e protagonista da História Nacional. quando foi instituído o processo de escolarização obrigatória. negava os avanços da produção acadêmica e estimulava a formação do chamado professor de licenciatura curta. assim. A partir da difusão das ideias iluministas. Uma História de múltiplos tempos. cujo objetivo era a formação de um cidadão ajustado à ordem autoritária vigente. Os livros didáticos e datas comemorativas passaram a ser instrumentos para a manutenção e homogeneização de determinadas visões de mundo e de História. ocorreu primeiramente no contexto de transições que tiveram origem na Revolução Francesa. condensados na disciplina de Estudos Sociais. durante a Era Vargas. a consolidação da História como disciplina escolar ocorreu após a independência. leiga e gratuita. Mais tarde. eliminando as possibilidades de um ensino crítico. enquanto disciplina do ensino. um ensino cada vez mais homogêneo deveria tornar o passado harmonioso. É desse período que data a luta burguesa por uma escola pública.. No Brasil. instituindo a obrigatoriedade da educação escolar. ampliou-se o ensino escolar para uma educação que considerasse as políticas de preservação do patrimônio e as festas cívicas. Esse ensino. de acordo com a ordem capitalista que se consolidava no país.. No entanto. com o início da estruturação de um sistema de ensino para o império.

Cultura e Trabalho como as formas com as quais o homem 123 . Hoje. a disciplina escolar História recuperou sua autonomia. o ensino de História transforma a fronteira da história vivida e da história ensinada em um espaço de diálogos e reflexões. geográfica. competências. e questionar os conteúdos tradicionais. política e seu ensino passaram a expressar a nova conjuntura. torna-se o objeto.2.. Nessa perspectiva. os estudos das Ciências Humanas devem ser empreendidos de modo integrado: valores. sociológica e filosoficamente.. objetivo e finalidade principais do seu ensino. Compreendemos que o desenvolvimento da compreensão de conceitos básicos das disciplinas das Ciências Humanas permite a construção da compreensão da realidade. A prática docente da História tem caminhado de acordo com as principais questões de seu tempo. Não se trata. e as imbricações entre cultura. incentivando o respeito às diversidades. Uma História que debate a Ciência. acrescida de atitudes investigativas. portanto. conhecimentos e habilidades.. geográfico. para querer saber . incorporando diferentes concepções de ensino e de História. filosófico. Especificamente em relação à História. a Cultura e o Trabalho Considerando a tríade Ciência. buscase a compreensão da realidade como objeto. Dessa forma. a partir do reconhecimento de si e do outro e da construção de uma consciência histórica. ao considerar as possibilidades de seu fazer e de seu saber. de um sentimento de pertença. mas de oportunizar ao aluno possibilidades de relação de temas. a vida cotidiana coletiva se constitui um dos principais eixos do ensino da História e as temáticas a ela referentes são importantes para destaques acerca das diferenças culturais e étnicas. é uma forma de construção do conhecimento e de pensar histórica. A realidade. de informar um conteúdo histórico. valores e habilidades. Essa integração garantirá uma contínua aprendizagem e a sensibilização necessárias para uma educação que possa vir a garantir a paz e a dignidade humana.Sumário principal Com o passar dos anos e o reinício da democracia. vista dessa forma. A informação.. conteúdos. Uma sociedade democrática pede a participação de todos e cada um dos membros no desenvolvimento do potencial de cada um e da coletividade. o objetivo e a finalidade principais do ensino da História. em todo o mundo “globalizado”. 8. sociológico etc.2 Objetivos da disciplina ..

uma proposta cujo eixo estaria em consonância com os mais recentes debates que envolvem a história como ciência e sua função social. (re)significando a noção de documento. historicamente construídos e portadores de direitos. semelhanças e diferenças. fragmentada e reconstruída. educadores. deverá observar em suas reflexões: a compreensão de que somos sujeitos diferentes e diversos. pretende-se fundamentar uma proposta de trabalho para a Educação Básica que possa ser discutida e apropriada por seus sujeitos (professores. antigo e moderno. o reconhecimento das diferentes linguagens. a dimensão ética de todo processo educacional. pais e demais envolvidos na cultura escolar). para além de suas dicotomias aparentes. textos e múltiplos olhares que estão presentes em nossa sociedade. e com os demais saberes escolares. proximidade e distância. ressaltando a importância da consolidação de paradigmas identitários. o espaço historicamente construído e. mas também estimular os conteúdos complementares que cada professor deve elaborar de acordo com sua realidade de ensino. portanto. singular e plural). necessária nos processos de transformação social cuja base é o trabalho humano. a interlocução das demais ciências sociais com o ensino da História. a formação de uma consciência histórica. que privilegie como eixo a dimensão local e a formação dos sujeitos de direitos. passado e presente. 124 . urbano e rural. Um debate entre o ensino de História praticado e aquele aqui idealizado. alunos. a percepção de que a história e seu ensino são objetos de si mesmos. os objetivos listados a seguir têm a intenção de organizar ideias e fundamentar os conteúdos básicos comuns propostos neste documento. a educação patrimonial (observação.Sumário principal transforma a sociedade em uma perspectiva emancipadora. as questões concernentes à memória (individual e coletiva. portanto. registro. considerando os procedimentos do historiador no trato com a História. inserido no processo do ensino da História em suas múltiplas temporalidades. sem perder de vista a articulação teoria/prática e destacando as etapas e as ferramentas do processo investigativo. Dessa forma. exploração e apropriação) como uma das estratégias do ensino da História ao considerar o meio ambiente histórico e o patrimônio vivo. que. ampliam noções como representações e processo. concepções como rupturas e continuidades.

conteúdos procedimentais da História e etapas de seu ensino. A pesquisa. dessa forma. estímulo ao uso de diferentes linguagens. trabalhos com documentos de diferentes tipos. visitas técnicas (arquivos. coletiva. está associada à construção de uma consciência histórica que surge do terreno das memórias (individual.. museus e outras instituições de guarda).. portanto. uso crítico do livro didático. é fundamental a alteração do eixo do ensino de História Geral para a História do Brasil e a História do Espírito Santo. uso de diferentes fontes históricas. partilhadas). fazeres e quereres.. Nesse sentido.. Em todos os níveis/modalidades do ensino (incluindo a EJA.Sumário principal Compreendemos. que a dimensão identitária (imagem de si. conservando a característica de uma História Integrada. destacamos a necessidade de desenvolvimento de material didático específico. passa a ser o eixo organizativo dos CBCs de História. para si e para os outros). estudos de caso. leitura de mapas. gráficos e tabelas. conteúdos e metodologias) é fator importante para tal empreendimento. que podem ser pensados como um processo de construção do conhecimento histórico escolar. A garantia da autonomia do professor na elaboração de seu planejamento (objetivos. portanto. saberes e sensibilidades) e os procedimentais. para ensinar.2. mas também seus valores. Problematização. investigação. para aprender e para querer: saberes. ênfase em diferentes práticas de leitura e escrita. e a Educação Indígena) deve prevalecer o desenvolvimento de atitudes investigativas que reforçariam as relações entre os conteúdos conceituais (que compreendem as ações do homem no tempo. e educação de olhares. 125 . Uma História que investiga. critica e interpreta Ao enfatizar a formação de sujeitos – compreendidos como sujeitos de direitos. técnicas da história oral. 8. a Educação no Campo. Considerando essas especificidades. que devem ser múltiplos. registro e socialização de resultados são. inerente ao processo de ensino da História. estudo do meio.3 Principais alternativas metodológicas . com suas características singulares e plurais – busca-se a compreensão do mundo em que se vive a partir do reconhecimento de si e do outro.

muitos teóricos consideram que o processo de aprendizagem ocorre quando partimos do “próximo” para o “distante”. patrimônio. De um modo geral. objetos e museus. entre os tópicos eleitos para o alcance dessas habilidades e competências. documentos oficiais.. Observação. uma vez que a aprendizagem histórica ocorre juntamente com o processo de produção de sentido. obras de arte. comparação e argumentação são. mas são produtores de um saber específico que redefine suas relações com o conhecimento histórico e seu processo de produção. que apontam para a pesquisa como ensino/aprendizagem e para a problematização do presente a partir do estabelecimento de relações entre as dinâmicas temporais: permanências e mudanças. Os conteúdos. jornais. nesse sentido. Através do exercício da dúvida. ocorre a partir da formulação. conceitos e sujeitos que se integram e integram diferentes alternativas metodológicas. passam a ser eles mesmos construções sociais e históricas. Livros. procedimentais e atitudinais). sucessão e simultaneidade. Habilidades. os procedimentos históricos.Sumário principal Os conteúdos básicos e complementares da História ensinada (conceituais. ações que podem ser compreendidas como competências.. por exemplo. outros consideram que devemos partir do “concreto” para o “abstrato”. o que 126 . e o pensar histórico). que a aprendizagem ocorre do “simples” para o “complexo”. e entre a metodologia determinada para tal fim. A construção do conhecimento. fotografia. de modo que caberia indagar o que é próximo e o que é distante. expressão e possibilidades de respostas de dúvidas. assim compreendida. bem como da mobilização de esquemas conceituais. assim compreendidos. lendas. ainda. antes/agora/depois. monumentos. fontes orais. compreendidos como uma articulação entre as habilidades e competências (selecionadas pelo professor de acordo com o nível de ensino). entretanto. fontes. que tais afirmações não podem ser feitas de forma tranquila. são formas possíveis de alcance das competências. outros. visando a estabelecer relações e promover interpretações. Esse seria o processo durante o qual ocorre a aprendizagem histórica (aqui dividido em três etapas: a alfabetização histórica. A experiência docente em História demonstra. música. revistas. Esclarecemos que compreendemos por competências ações que expressam uma tomada de decisão através da utilização de ferramentas concretas e intelectuais. o que é simples e o que é complexo. Fatos. relatos. datas comemorativas. vídeo e cinema. literatura. o aluno pesquisador e o professor pesquisador consideram seus saberes prévios.

ao agrupar os principais tópicos selecionados como básicos pelos professores. para a construção de um planejamento adequado a cada especificidade escolar. envolver etapas individuais e coletivas de trabalho. problematizando (possibilidades de investigação e procedimentos). deve partir dos objetivos e das metodologias que consideram os saberes prévios. formativa e somativa) pode envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor. que reflitamos sobre as competências e habilidades que estão relacionadas a esse processo de construção do saber histórico escolar. É preciso. Coerentemente com a concepção de História e seu ensino que permeia nossa proposta. no Ensino Fundamental. e a construção de significado do documento histórico. Ao contrário. Coerentemente com a opção pela pesquisa como eixo organizativo do currículo e da prática docente. o processo de avaliação é parte integrante da ação educativa em História. Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. também. não pretenderam esgotar conteúdos a serem trabalhados em sala de aula no processo de construção do conhecimento histórico escolar. por vezes. dividimos a proposta dos CBCs de História nos três segmentos de ensino: Séries iniciais do Ensino Fundamental. argumentação.Sumário principal é concreto e o que é abstrato. Pode. portanto. disciplinas. os tópicos e habilidades distribuídos por cada série. A gradação. a avaliação pode considerar as possibilidades de descrição. e dialogando (considerações com outros temas. uma vez que devem garantir o caráter gradual da construção do conhecimento. não simplesmente de tópicos a serem trabalhados. garantindo a possibilidade de autonomia do professor e a flexibilização dos conteúdos. portanto. se repetem na sequência dos segmentos e séries. no universo cultural composto por informações globalizadas e efêmeras de nossas crianças e jovens. torna-se ferramenta basilar. Cada segmento é exposto a partir de um conjunto comum de competências e temas estruturantes que permeiam uma competência específica. explicação e problematização que envolvem a construção do conhecimento histórico escolar. contextos 127 . cotidiano do aluno. A partir dessa compreensão. A avaliação processual (diagnóstica. construídos a partir da consulta aos professores da rede estadual de ensino. temas estruturantes e habilidades. Outro fator digno de nota é que os CBCs de História. mas não única. diversidades. É importante notar que algumas competências. cada tópico foi dividido em três seções: tematizando (apresentação de sugestões e possibilidades temáticas). Nesse sentido.

Dominar e fazer uso de indagação. Levantar. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. busca. científico. Em todos os segmentos do ensino. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. que podem ser realizadas durante o processo de construção do conhecimento histórico escolar). Elaborar explicações históricas multicausais. Linguagens e representações. História e memória. 4. como fonte de consulta dos alunos e recurso didáticopedagógico. sem substituir a autonomia do professor em relação ao seu planejamento inserido no Projeto Político Pedagógico de cada escola. elaboração de respostas possíveis. Construir. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. argumentação. selecionar e divulgar dados e informações. sócio e culturais. 2. organizar. 3. relacionando-os com os de outras ciências e com a vida cotidiana. COMPETÊNCIAS GERAIS 1. ENSINO FUNDAMENTAL Procedimentos Históricos TEMAS ESTRUTURANTES Saberes e sensibilidades. 128 . fatos e conceitos. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. Os sujeitos. procedimentos. jornalístico etc).Sumário principal etc. atentamos que o livro didático deve ser utilizado de forma problematizadora. 5.

sociais e culturais. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. 4 - Elaborar explicações históricas multicausais. • História e memória. o tempo vivido e o tempo histórico. relacionando-os com os de outras ciências e a vida cotidiana. 2 - Construir. 129 . diferenças e diversidades. 5 - Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. jornalístico etc). selecionar e divulgar dados e informações. • Eu e os outros: identidade. aplicar e compreender conceitos históricos básicos.Sumário principal 8. fatos e conceitos. COMPETÊNCIAS GERAIS 1 - Dominar e fazer uso de indagação. científico.História Anos Iniciais do Ensino Fundamental ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetização Histórica 1º Ano e 1ª a 4ª Séries TEMAS ESTRUTURANTES: • O tempo. argumentação.4 Conteúdo Básico Comum . busca. • Os sujeitos. relações sociais. elaboração de respostas possíveis.2. procedimentos. organizar. 3 - Levantar. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico.

toda casa tem história etc. o tempo da lua. o uniforme da escola. espaço. Contextualizando • Diferenças étnicas e regionais do Espírito Santo 2) Tematizando • A história dos nomes: o nome de cada um. Dialogando • Considerar as diferenças étnicas no Espírito Santo e sua relação com o nome de cada um 3) Tematizando • A família • Os amigos • O dia a dia com a família Problematizando • Os utensílios domésticos tem história. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos Competência: identificar possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. toda escola tem história. duração e cultura. comidas tem história etc. presente e duração. nomes de família Problematizando • A noção de historicidade de objetos concretos e abstratos: toda rua tem história. Dialogando • Considerar como os indígenas contam o tempo • Considerar as diferenças entre o tempo da cidade e o tempo do campo 130 . Dialogando • Considerar a diversidade étnica e a relação com meio ambiente 4) Tematizando • O tempo e o relógio • O dia a dia das crianças • O nosso calendário • As horas e suas unidades • Os anos e suas unidades Problematizando • O tempo do sol. a sociedade. • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. as instituições com as quais se convive diariamente. CRIANÇAS. a moda cotidiana etc. FAMÍLIAS e TEMPOS 1) Tematizando • A criança como ser singular e plural Problematizando • Passado. o planeta. o meio ambiente. nomes de lugares. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. semelhanças e diferenças • Histórias das crianças de hoje e do passado • As brincadeiras. o tempo da chuva etc. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Ler diferentes tipos de documentos históricos.

Sumário principal 1ª série Competência: exercitar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. o meio ambiente. as instituições com as quais se convive diariamente. de areia • Os anos e suas unidades • As décadas Problematizando • Álbum de família e noção de duração • Toda família tem história Dialogando • Considerar a diversidade étnica e o conceito de família 2) Tematizando • Bairros do município • Municípios vizinhos e sua relação com o município da escola Problematizando • Todo bairro tem história Dialogando • Considerar a interação com os conceitos e procedimentos geográficos 3) Tematizando • Os bairros se comunicam • Os municípios se comunicam • Meios de comunicação e de transporte Problematizando • Os meios de comunicação têm história • Os meios de transporte têm história Dialogando • Considerar a relação de cidade e campo • Considerar a relação da criança com o trânsito e a noção de segurança e regras 4) Tematizando • A escola e os seus sujeitos • Quem é quem na escola • Cada pessoa tem sua história Problematizando • Como registrar o tempo que passa para cada um Dialogando • Considerar a diversidade de fontes históricas e a noção de documento 131 . • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. CRIANÇAS. GRUPOS e TEMPOS 1) Tematizando • O tempo e o relógio: percebendo e registrando o tempo • Relógio de sol. de água. duração e cultura. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. espaço. • Exercitar diferentes tipos de descrição. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. o planeta. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. a consideração de diferentes pontos de vista e a necessidade de busca de consensos. a sociedade.

• Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. espaço. TEMPOS e MEMÓRIAS 1) Tematizando: • A escola e meu bairro • As ruas de meu bairro • O que existe em meu bairro e o que não existe Problematizando • As ruas têm história • Porque existem certas coisas em meu bairro Dialogando • Considerar os procedimentos geográficos • Considerar as relações sociais e econômicas que determinam a construção de bairros e cidades • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar os indígenas que não se organizam em cidades 2) Tematizando • A reconstituição do passado pela memória Problematizando • Histórias de vida também são História • Como registrar a memória Dialogando • Considerar os conceitos de memória individual e coletiva • Considerar a noção de grupos sociais • Considerar o conceito de identidade cultural 3) Tematizando • As diferenças culturais e sociais Problematizando • As diferenças têm história Dialogando • Considerar as noções de igualdade e equidade 4) Tematizando • A representação da realidade: o que contam os historiadores • Contando mais tempo: anos. as instituições com as quais se convive diariamente. a sociedade. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. o meio ambiente. CRIANÇAS. • Exercitar diferentes tipos de descrição e narrativas. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. décadas e séculos Problematizando • A memória como direito humano Dialogando • Considerar que diferentes sujeitos podem construir uma mesma história 132 . o planeta. • Orientar-se no tempo com segurança. duração e cultura. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas.Sumário principal 2ª série Competência: expressar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas.

as instituições com as quais se convive diariamente. políticos. • Ler diferentes tipos de documentos históricos.Sumário principal 3ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. duração e cultura. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. goitacazes. MEMÓRIAS e HISTÓRIAS 1) Tematizando • A criança e sua história • O professor também tem história • A história do município • Contando os séculos Problematizando • Como dividir a história de meu município em períodos de tempo Dialogando • Considerar a multiplicidade de possibilidades para a compreensão da história e do tempo de acordo com aspectos sociais. TEMPOS. espaço. sociais e culturais • A escravidão Problematizando • O conceito de trabalho tem história • O que acontecia no Espírito Santo e o que acontecia no Brasil • Considerar as relações do campo com a cidade Dialogando • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar conhecimentos geográficos e suas ferramentas 133 . botocudos. a sociedade. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. econômicos. • Considerar os diferentes registros históricos e as possibilidades de representação da realidade • Considerar a noção de duração 2) Tematizando • O Espírito Santo antes da chegada dos portugueses • Quem eram os habitantes nativos (puris. políticos etc. tupiniquins) Problematizando • Diferenças culturais entre os indígenas que habitavam o Espírito Santo • A natureza Dialogando • Considerar mudanças e permanências no tempo 3) Tematizando • A chegada dos portugueses no Espírito Santo • Quem eram os portugueses e porque vinham de tão longe Problematizando • A importância econômica tem sua história • Há valores que não são apenas econômicos Dialogando • Considerar os conhecimentos geográficos e suas ferramentas • Considerar a noção de valores humanos 4) Tematizando • O início da colonização no Espírito Santo • Porque colonizar • Relação de aspectos econômicos. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. o meio ambiente. temiminós. • Exercitar diferentes tipos de descrições. narrativas e registros. o planeta. culturais.

Sumário principal 5) Tematizando • Os negros escravizados vinham da África • As relações da África com a Europa • As relações da África com o Brasil Problematizando • A África tem sua História Dialogando • Considerar o conceito de dignidade humana • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar os procedimentos geográficos 134 .

à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. HISTÓRIAS E SOCIEDADES 1) Tematizando • As formas de administração do Espírito Santo • Os diferentes grupos sociais • A exploração econômica • A importância da igreja • Outros povos chegam ao Espírito Santo Problematizando • As representações da História • As relações sociais têm História • O conceito de colônia Dialogando • Considerar as diferentes explorações da economia e do trabalhador e sua relação com a exploração do meio ambiente • Considerar a relação do Espírito Santo com outras capitanias e regiões do Brasil • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos 2) Tematizando • Diferentes situações de revoltas e resistência em todo o Brasil • A transferência da corte portuguesa para o Brasil Problematizando • A História é dinâmica • A História também é feita de conflitos Dialogando • Considerar a noção de relações de poder e formas de dominação • Considerar as relações do campo com a cidade 3) Tematizando • O Espírito Santo na época da Independência do Brasil • O império no Espírito Santo • O trabalho escravo no Brasil e no mundo • O processo de abolição no Espírito Santo e no Brasil • Os imigrantes • Os indígenas Problematizando • Todo povo tem sua História • As relações de trabalho como relações sociais. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. duração.Sumário principal 4ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. espaço. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. • Comparar informações e discutir criticamente sobre as mesmas. utilizando-se de conceitos básicos da disciplina. • Exercitar diferentes tipos de narrativas e registros. • Utilizar procedimentos históricos e geográficos na construção do conhecimento histórico escolar. econômicas e de poder Dialogando • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e Brasil 135 . sociedade e cultura. TEMPOS.

a sociedade. negros. brancos e asiáticos: as etnias do Brasil Problematizando • Democracia e ditadura Dialogando • Considerar as diferentes formas de relações de poder e os conceitos de guerra e paz • Considerar o conceito de direitos humanos 6) Tematizando • Reconstruindo a democracia • Os anos 1960 e a contracultura • A ditadura militar e o papel da censura no Espírito Santo • Reconstruindo a democracia mais uma vez • O papel dos estudantes Problematizando • Relações de poder e ordem internacional: para não esquecer • Os indígenas hoje no Espírito Santo e no Brasil • Por que lutamos em defesa do meio ambiente? Dialogando • Considerar o conceito de direitos humanos • Considerar o direito à memória • Considerar os diferentes pontos de vista com os quais se escreve História 136 . o planeta. 4) Tematizando • A República no Espírito Santo • Mudanças na educação e na escola • As relações sociais do início do século XX • A ideia de modernidade e de progresso no Brasil • Um novo mapa para o Brasil Problematizando • As formas de governo têm História • O território brasileiro tem História • Novos registros para a História: a memória fica mais perto Dialogando • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e no Brasil 5) Tematizando • O Espírito Santo e as Guerras Mundiais • As relações entre o Brasil e os países em guerra • O governo de Vargas e a administração Bley no Espírito Santo • Os imigrantes e seus descendentes • Índios. o meio ambiente.Sumário principal • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. as instituições com as quais se convive diariamente.

Claudia Sapag.br/ dissertacoes/2008/dissertacoes. Vera Lucia Sabongi de. Circe Mª Fernandes. leituras e narrativas: módulo estudos sociais. Vitória. 2006. 2008. Quanto tempo o tempo tem! Campinas. SP: Papirus. BERTONI.5 Referências BITTENCOURT. Belo Horizonte: Autêntica. Oficinas de história. LEITE. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. ES: NEAD/UFES. Fascículo 1. Ensino de história: fundamentos e métodos. SCHMIDT. Juçara Luzia.historianet. LUCINI. Mª Inês S. 64 p.ensinodehistoria.com. 2004. História e Ensino: Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Estadual de Londrina (PR). REVISTAS Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Federal Fluminense (RJ). 2000. narrativa e ensino de História. Keila.asp>. ed.2. Ensino de história: escritas. 2001. UFRN. 2007. O livro didático de história: políticas educacionais. André Luiz Bis. 2003..Sumário principal 8. Vitória. ES: UFES/PPGE. Fascículo 3. Margarida Mª. 2. Nossa gente brasileira: textos e atividades para o ensino fundamental. STAMATTO.br www. PIROLA. Ensinar história. RICCI. Marlene. Departamento de História. O livro didático no Espírito Santo e o Espírito Santo no livro didático: história e representações. Ana Mª. SP: Alínea. 2007. Tempo. 2000. Campinas. São Paulo: Scipione. ______. ZAMBONI. 2006. Jurandir. MALERBA. São Paulo: Cortez. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. GRINBERG. Universidade Federal do Espírito Santo. LAGOA. D. Natal: Ed. 2004. CAINELLI.ufes. GRINBERG.com 137 . Faculdade de Educação. Porto Alegre: Mediação.). Belo Horizonte: Dimensão. pesquisas e ensino. NA REDE www. Marizete. Ensino de história e história do Espírito Santo: módulo estudos sociais. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais.ppge. Ernesta (Org. ES: NEAD/UFES. 265 p. Lúcia. Vitória. OLIVEIRA. Disponível em: <http://www. Maria Auxiliadora. 2008. ROSSI. Pesquisa como ensino: textos de apoio e propostas de trabalho. Mauro.

sua abertura a um projeto que incessantemente o ultrapassa. fora da qual nem sequer é concebível. bloqueando seu dinamismo 138 . o homem sente a impossibilidade de se fechar numa atitude. o sagrado não é. em seu fundo como em seu mistério. Menos ainda. está ligado à condição de pessoa.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A esfera da religiosidade é uma dimensão constitutiva da realidade humana. definitiva em nenhuma realidade humana. acabada.3. simultaneamente. é ele uma realidade do além ou de outro lugar que se imponha ao homem. que o excede. radicalmente distinto de toda realidade. num conhecimento ou num amor finitos. o fato da possível religiosidade.3 Ensino Religioso 8.Sumário principal 8. um setor à parte na existência humana. é um atributo exclusivo da vida pessoal. antes de mais nada. é também educação das expressões nas quais se traduz a religiosidade da pessoa. dão testemunho dessa transcendência inscrita na estrutura constitutiva do homem. todo o dinamismo ético ou poético dos homens. em harmonia com sua percepção do transcendente. Mas a educação da religiosidade não se reduz à religiosidade subjetiva. uma realidade demarcável em si mesma. é o termo de uma relação que o homem busca ininterruptamente. O homem está aberto a algo ou a alguém que o supera. Toda a história religiosa da humanidade. A educação religiosa é educação dessa habilidade. que o ultrapassa. educação da religiosidade objetiva. e que. vai ao encontro dele. Mas no que con- siste essa dimensão religiosa ou essa esfera do espiritual na existência humana? O lugar originário do sagrado é o desejo do homem. uma vez que o absoluto jamais assume fisionomia plena. Por conseguinte. traduzindo a sua religiosidade em atitudes práticas. O próprio sentido da liberdade já é uma busca do absoluto. A dimensão religiosa – como também a dimensão ética – é específica e constitutiva do ser humano. O sentido de toda religião. Bastaria isso para reconhecer o caráter único do homem. Por causa desse desejo de plenitude. O sagrado. O lugar originário da religiosidade é a disponibilidade que sente em face de quem o chama. ou seja. O Ensino Religioso escolar se propõe educar essa dimensão da vida humana com o objetivo de proporcionar uma formação integral da pessoa. É função específica do Ensino Religioso exercitar o educando para que se dê conta da dimensão transcendente da sua vida e de levá-lo a viver isso na intensidade de si mesmo. ou seja.

e a palavra decisiva sobre esse mesmo homem foge continuamente do horizonte de sua história. jamais se deverá esquecer. Esse relacionamento religioso fundamental deverá traduzir-se por meio de inevitáveis expressões religiosas: os símbolos. que as expressões não têm outra ambição senão a de conduzir à EXPERIÊNCIA espiritual. Objetivos específicos Educar para a alteridade. Essa permite que o homem se coloque em relação ao outro que o interpela e que o ultrapassa. Em outros termos.Sumário principal específico. A linguagem remete à experiência. as confissões de fé. os mitos. justamente por essa razão. afastada pelos homens ou pelas culturas. ambígua.2 Objetivos da disciplina Objetivo geral Promover a compreensão. para ser vivida humanamente. Se. e consiste numa relação ou numa busca de relação. para poder comunicar-se. Por mais pessoal e secreto que seja o sagrado como experiência fundamental. linguagens e paisagens religiosas presentes nas culturas e nas sociedades. essa religião fundamental se tornar cultural e. Haurir na profundidade humana e nas relações com o transcendente as energias e orientações para o caminho de vida 139 . O homem é pergunta. a indagação constitutiva do homem. por mais que tal pergunta. a interpretação e a (re)significação da religiosidade e do fenômeno religioso em suas diferentes manifestações. ao se exprimir. ele não pode existir humana e coletivamente sem assumir uma expressão externa. essa experiência religiosa radical. capaz de ajudar os educandos a se autoposicionarem diante da transcendência e dar um sentido à própria existência. o problema consistirá sempre em encontrar um outro diferente dele mesmo. Motivar a assumir atitudes e práticas pró-vida.3. seja rejeitada. co-extensiva a toda realidade. Ele está na origem do homem. Para o homem. E. A importância do Ensino Religioso é que se constitua como uma educação da religiosidade. ela se conserva sempre presente no íntimo do homem. E é aí que nascem todas as ambiguidades de que nos ressentimos hoje de maneira tão aguda. as liturgias. a toda a vida do homem. assumida pela fé. os ritos. 8. deverá transformar-se num acontecimento da linguagem (P. o serviço e a comunicação. consequentemente. porém. Ricoeur). a algo mais profundo do que a própria linguagem.

para dar sua resposta devidamente informado. em profundidade. Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais. E.3 Principais alternativas metodológicas A reflexão sobre a religiosidade é bastante nova no âmbito da educação escolar. O grande desafio. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial. ao introduzir o Ensino Religioso na sua matriz curricular. tanto na afirmação quanto na negação do sagrado. uma metodologia dialógica 8. busca refletir e integrar o fenômeno religioso como um saber fundamental para a formação integral do ser humano. Portanto. ainda. Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. 2007. com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados. é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso e alicerçada no respeito à diversidade cultural e religiosa. Refletir o sentido da atitude moral como consequência do fenômeno religioso e da expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitária do ser humano.Sumário principal pessoal e social. a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando. norteadoras. Estudar o fenômeno religioso requer. Oportunizar o desenvolvimento de atitudes de veneração pelo sagrado (RUEDELL. P. portanto. Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por ela produzidos em suas marcas de religiosidade. A disciplina de Ensino Religioso deve.150-175).3. Por isso preferimos indicar apenas algumas linhas 140 . por sua própria natureza. Esperamos com isso contribuir na reflexão sobre o lugar da religiosidade na educação. comparação e análise das diferentes manifestações do sagrado. porém. Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas. A escola. contribuir com os estudantes na busca da compreensão. o Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado. deve ajudar os estudantes na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são influenciadas pelas tradições religiosas. como princípios éticos fundamentais.

O religioso carrega – por mais variadas que sejam suas expressões – o “mistério”. no reconhecimento. a dimensão coletiva é a base da liberdade de religião. no fenômeno religioso há pelo menos três dimensões implicadas e que se interrelacionam para determinar seu sentido. A dimensão comunitária ou coletiva. o homem não pode viver sem dialogar. das diversidades e das individualidades e pessoalidades. Por isso a educação da religiosidade é uma tarefa complexa. Enquanto a dimensão pessoal e a coletiva dizem respeito às formas históricas de compreensão da religiosidade. elemento que ultrapassa toda e qualquer configuração aplicável ou tangível. reflexão e ação. A relação é presença e construção.Sumário principal e contextual. A religiosidade se manifesta como sistema comum de crenças e práticas que tende a se institucionalizar. Por ser pessoa. Implica ainda a articulação de dois conceitos e das possíveis relações entre eles: educação e religiosidade. Dessa forma os conflitos poderão ser tratados positivamente. Por uma compreensão de educação: A relação é um traço constitutivo do ser humano. na alteridade. a dimensão transcendente tensiona o humano para além da contingência das identidades. a dimensão pessoal da religiosidade é a base da liberdade religiosa. A dimensão pessoal. A religiosidade nesse sentido está centrada na liberdade pessoal que leva cada pessoa a escolher uma ou outra crença ou até nenhuma. Nesse sentido. a estabelecer parâmetros e formas de conduta identitárias que se configura em uma ou outra religião. que se põe como exigência de convivência e de tolerância entre as várias confissões religiosas. que significa exatamente a possibilidade de cada pessoa escolher a religiosidade que pretende seguir. Vem daí que os seres humanos se fazem sujeitos. Nesse sentido. Observe-se que a dimensão coletiva não tem como suplantar a pessoal. Portanto. se assim o fizesse. tornar-se-ia opressiva. se personalizam com outros humanos na interação. Por uma compreensão de religiosidade: Por ser um atributo do ser pessoal. visto que. Para alcançar seus objetivos o Ensino Religioso deve partir das experiências e dos conhecimentos prévios dos estudantes. a educação é construída na base de uma compreensão pluridimensional da pessoa e vai acontecer 141 . A dimensão transcendente. saber conectar informação. Ele é um ser constitutivamente dialogante.

saber lidar com ela. atuar para promovê-la. ciências da religião e teologias. e as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. para a efetivação dessa área de conhecimento. Trabalhar sempre desde. psicologia. tais como: a ideia transcendente na visão tradicional e atual. Tendo presentes a riqueza e a complexidade do campo religioso. Teologias . a superação da fragmentação das experiências e da realidade. a compreensão do campo simbólico.Sumário principal nos espaços de aprendizagem como exercício de reflexão e ação críticas. Incentive a compreensão dos dissensos e dos conflitos. o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. como a antropologia. a busca permanente do sentido da vida. Esse eixo analisa as múltiplas concepções do transcendente. A educação no Ensino Religioso deve apresentar-se como uma pedagogia que: Promova a construção de uma participação. definiu cinco eixos e os respectivos conteúdos: Culturas e tradições religiosas. e a necessidade de evitar o proselitismo. a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos. a função política das ideologias religiosas. Leve a uma abertura para o mundo como compromisso concreto com os contextos nos quais se dão os processos educativos. pedagogia. o pluralismo religioso. Essa postura se traduz em: Aceitar que a pessoa que segue uma religião possa considerar sua crença como verdadeira. Admitir que cada pessoa possa ter a crença que quiser e que possa professá-la livremente. Dentre os conteúdos destacam-se: 142 . Esse eixo desenvolve os temas decorrentes da relação entre cultura e tradição religiosa. O grande desafio é fazer da escola um espaço de qualidade relacional. Isso significa partir da base da diversidade. tais como: as contribuições das áreas afins. para que seja um espaço efetivamente de educação. sociologia. com e para a diversidade religiosa. O ENSINO RELIGIOSO: SEUS EIXOS E CONTEÚDOS O Ensino Religioso na sua articulação destaca alguns aspectos fundamentais para a sua concretização.

apresentando para os fiéis no contexto da respectiva cultura. com os outros e com o mundo. Esse eixo busca o entendimento das práticas celebrativas. o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa.Sumário principal a descrição das representações do transcendente nas tradições religiosas. e o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o transcendente. FONAPER. e as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: ressurreição. por isso contempla: a descrição de práticas religiosas significantes. e a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas (Cf. comparando seu(s) significado(s). encontre o sentido para a vida e seja feliz. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso foram elaborados a partir da concepção de que a atuação do ser humano não se limita às relações com o meio ambiente e às relações sociais. p. consigo mesmo. e a análise e hermenêutica atualizadas dos textos sagrados. BOEING. o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos sagrados e a formação dos textos. reencarnação. Antonio). nº 1. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso em muito podem contribuir para que o ser humano inacabado. Ethos. com destaque para: a autoridade do discurso religioso fundamentado na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do transcendente para o povo. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. mas sim está sempre em busca de algo que transcende essas realidades. Caderno Temático Ensino Religioso. permeado por valores. Analisa a vivência crítica e utópica da ética humana a partir das tradições religiosas. o conjunto de muitas crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel nas tradições religiosas. Textos sagrados e tradições orais. a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. (Cf. a descrição do contexto sóciopolítico-religioso determinante para a redação final dos textos sagrados. por isso considera: as orientações para o relacionamento com o outro. ancestralidade. nada. Ritos. 31-32). Esse eixo aprofunda o significado da palavra sagrada no tempo e no espaço. 143 . inquieto e aberto ao transcendente siga na busca.

Espaços sagrados da comunidade. relacionando-as com as práticas religiosas dos diferentes grupos. • Os acontecimentos religiosos. • Entender que as tradições e manifestações religiosas dão sentido à vida. • Entender que as narrativas sagradas surgiram dos mitos e história dos povos. Textos Sagrados e Tradições orais Textos sagrados orais e escritos. História e Tradição Religiosa • A Religião na vida das pessoas. • O diálogo inter-religioso. • Os mitos e segredos sagrados. • Perceber nos textos sagrados propostos de valorização da vida e construção da cidadania. • A diversidade religiosa no Brasil. • Histórias da criação. Teologias • Reconhecer o conjunto de muitas crenças que orientam a vida do sujeito nas tradições religiosas. • Identificar nas narrativas sagradas os conceitos do sagrado.3.4 Conteúdo Básico Comum – Ensino Religioso Anos Iniciais do Ensino Fundamental 1° Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Culturas e Tradições • Compreender que as tradições religiosas contribuem para um mundo mais fraterno. • Conhecer os textos sagrados. • As diferentes celebrações e práticas religiosas. • Identificar a diversidade religiosa. 144 . • Perceber que as tradições religiosas se fundamentam nos textos sagrados. • As religiões e a prática do bem (caridade. solidariedade etc. As representações das tradições religiosas. • Distinguir nas histórias sagradas os mitos das verdades de fé. • Reconhecer as manifestações culturais e tradições religiosas. • Identificar linguagem simbólica das culturas e tradições religiosas da comunidade.Sumário principal 8. • As tradições religiosas da comunidade local.). demonstrando abertura ao diálogo com as pessoas de outras crenças religiosas. percebendo-os como referenciais de ensinamentos sobre a fé e a prática das tradições religiosas.

• Conhecer as diversas manifestações culturais e religiosas do país. • Compreender que os símbolos religiosos são significativos e necessários para as manifestações religiosas. festas e comemorações realizadas no município. 145 . Rituais de passagem. O significado dos ritos das tradições religiosas. ritos e festas religiosas oportunizam momentos sagrados de louvor. celebrativos e litúrgicos. • Relacionar as principais datas religiosas.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ritos • Compreender a descrição de práticas religiosas significantes. • Perceber que os templos. • Práticas e costumes das comunidades religiosas. • Entender os rituais como práticas religiosas. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. comparando os seus significados. • Identificar os símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. celebração e realização de encontro pessoal e comunitário com o transcendente. • Identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. • Pesquisar os variados ritos e festas culturais e religiosos da comunidade. Símbolos religiosos. • Reconhecer o uso do símbolo como meio para comunicação de sentimentos e experiências. ritos e símbolos (afro. • Perceber os sinais que reve lam sentimentos religiosos e sentir-se participante da religiosidade. agradecimento. • Práticas religiosas significativas elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. • Compreender a linguagem simbólica da cultura e da tradição religiosa da comunidade. • Ritos e festas religiosas. • Analisar as diversas simbo logias e sua afirmações de verdade. indígena e outros).

respeitando as diversas manifestações religiosas. Alteridade. • Saber ouvir e respeitar as diferentes posições religiosas das pessoas com as quais convive. • O Eu. 146 . • Partilhar e conviver respeitando as pessoas. A riqueza das diferenças religiosas. • Reconhecer a importância da religiosidade na convivência familiar. • Cada pessoa tem o seu jeito de ser e acreditar. • Conviver harmoniosamente com o diferente. • Relacionar-se e conviver bem com os colegas no ambiente escolar. • Descobrir-se como ser humano. • Entender que os nomes são importantes. • Os valores humanizam. porque identificam as diferenças com as pessoas.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ethos • Compreender que o rela cionamento com o outro é permeado por valores. • Conhecer o conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis do contexto da respectiva cultura. • Eu sou eu com o outro. • Respeitar a si mesmo e aos outros. • Eu e o outro somos nós. • Orientações para o relacionamento com o outro. construindo um ambiente de paz. • Conhecer os limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas. • Desenvolver atos e atitudes de cuidado e respeito ao próprio corpo e ao meio em que vive. • Participar de discussões éticas e religiosas. interagindo conforme as regras estabelecidas com os outros .

fonaper. ______.pt 147 . 1). Parâmetros curriculares nacionais: ensino religioso. (Caderno Temático. JUNQUEIRA.org.com. rivistadireligione. O processo de escolarização do ensino religioso no Brasil. Sérgio Rogério Azevedo. crdr.iccsweb. FONAPER.gov. São Paulo: Ave Maria. Rosa. 2001. 2002.ensinoreligioso.eufres.3. 2001.br www. 2006. Porto Alegre: Artmed. Ensino religioso: referencial curricular para a proposta pedagógica da escola. William E. SENA. M. 2005. 2007.org www. CARNIATO.ulusofona. São Paulo: Paulinas.cjb. 1997. RJ: Vozes. Ensino religioso e formação docente.br htpp://geocities. Atenção à diversidade.Sumário principal 8. Inês. Interpretando o sagrado: modos de conceber a religião.ensinoreligioso www.pr. RUEDELL.5 Referências ALCUDIA.conerse www. São Paulo: Paulinas. ______. OLIVEIRA.br.yahoo.org/ http://cienciareligioes. Educação religiosa: fundamentação antropológico-cultural da religião segundo Paul Tillich. PADEN. Curitiba: Champagnat. 2000. Petrópolis.net www.br http://www.comer. São Paulo: Paulinas. Coleção de ensino religioso fundamental. 9 v.com.com. São Paulo: Paulinas. Luzia (org.it http:// geocities. assintec.pucsp. Pedro.).br/rever www. et al.br www. Lilian Blanck de. SITES http://www. 2002. Ensino religioso: memória e perspectivas.seed.com.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS .

até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. espaciais e plásticos. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. corporais. Como marco e herança social. como trabalho simbólico. variável. O espaço privilegiado para isso é 151 . a Língua Portuguesa. gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e no respeito às diversidades. Ela possibilita a reflexão. a linguagem é produto e produção cultural e tal como o homem que a manifesta é criativa. A Língua Portuguesa na educação escolar compreende a língua como um objeto histórico. musicais. Nesta perspectiva. a atividade discursiva. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. na sociedade e na história as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. e a linguagem. gestuais. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. Tais sistemas compreendem. irregular. Desse modo. as Artes e a Educação Física. De natureza transdisciplinar. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e conhecimentos: linguísticos. conhece. Da perspectiva da enunciação. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. a crítica e a intervenção e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. interfere sobre o mundo. Levando em conta os princípios acima que consideram o homem inserido em sua cultura. nos anos iniciais. a forma de pôr a língua em movimento. se apropria.Sumário principal 9 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS Por meio da linguagem o homem pensa. contraditória.

deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. nas danças. como nas artes visuais. Essa visão contempla o eixo da cultura. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. cores. Sendo assim. em contínua constituição. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. a linguagem corporal como produto da cultura. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. Fazer arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. sociais e biológicas. nas encenações teatrais e na música. não é instrumental. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade dos sujeitos. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. posturas. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão.Sumário principal a interlocução. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. Além disso. mas imbricada com o Trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. Como produção simbólica a Arte não é funcional. nem se prende a normatizações que a regulem. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. sons e gestualidades. resignificando-as em processos poéticos configurados pela ação de um gesto criador. à medida em que interagem com os outros. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. 152 .

como princípios seriamente considerados. como o quer Morin (2001). Ganha tônica. aí. a maneira de considerar o conhecimento. As condições de gênero. Da perspectiva da enunciação. à medida em que interagem com os outros. 2003) 153 . Distinta é. deve-se. que articula. (ANTUNES. o que só é possível por meio de uma rede de relações construída em momentos compartilhados com o outro. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. de relações étnico-raciais na formação humana dos * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) modos como se produzem as identidades socioculturais e como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. a atividade discursiva. a forma de pôr a língua em movimento.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. Para isso. uma concepção interacionista da língua. eminentemente funcional e contextualizada. pois. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. Para concretizar essa proposta. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. Desse ponto de vista. mediado pelo professor. compreender a língua como um objeto histórico. todavia. também.Sumário principal 9. e a linguagem. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. em contínua constituição. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. Revela-se. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. irregular. qual seja. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. assim. o saber linguístico pertinente. configuramse. Deve-se. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. favorecido pela interação sujeito-objeto.

Deixa. gerada a partir de elementos linguísticos. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. escritos ou em outras modalidades discursivas. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. Essa perspectiva supõe encontro. esta é defendida de modo tão interativo e dialógico. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. possibilita a realização de alguma atividade sociocomunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas pessoas atuam. em consonância com determinados pressupostos. 1998). como também favorecer a própria interlocução. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. 154 . quanto a fala. O texto configura-se como uma manifestação. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa.Sumário principal Para uma concepção interacionista. parceria. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. 1991. 2003) Com relação à concepção de escrita. no processo de interação. a socialização de conteúdos. por meio de sinais gráficos. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. conforme as práticas culturais de cada contexto social. assim. das intenções pretendidas. envolvimento entre sujeitos. pois. decorre o princípio de que esta(s) só se atualiza(m) quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. simplesmente. de um modo geral. KOCH. das informações. dinâmico e negociável. a qual engloba processos. Constitui-se. para que aconteça a comunhão das ideias. 1991). Por essa razão. verbalização e construção (GERALDI. ANTUNES. pela codificação das ideias ou das informações. 1998. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. 1998). funcional e discursiva da língua(gem). o texto. operações cognitivas e estratégias discursivas. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido.

por meio de linguagens. Considerandose o caráter simbólico da linguagem. levante hipóteses. nessa tarefa. em situações de interação. a ter sua marca identitária (DA MATTA. observe. será preciso que o educador pesquise. a partir do contato com outros sujeitos. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. Portanto. e transformá-lo. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. do outro e do mundo. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. estabelece uma relação próxima com a escrita e. Isso porque sem a linguagem articulada seria difícil apreender o mundo. de todo conhecimento. aprenda e reaprenda não para os alunos. descubra. torne-se um ens sociale . interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. desenvolvendo uma postura investigativa.Sumário principal Fiel a esse quadro. a linguagem à variabilidade do homem. o 9. Serve. e transmissão. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. Serve. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo.1. ainda. e de abordagens interdisciplinares. reflita. meio em que as realidades são construídas. 155 . em conformidade a essa concepção. fala de si. torná-lo objeto de conhecimento. ou sobre ele intervir. 2000). o sujeito. Nessa tarefa. e com o mundo ocorre por via da linguagem. e da cultura. a competência de o sujeito interagir no. Para ensinar.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção. mas com os alunos. pois. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. institucionalizado e de mundo.

terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. O fato é que sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. nada existe fora do domínio da língua. pois. ressignificando-a. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente e considerandose. Cabe. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas pelos significados e sentidos. por meio da língua. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. o jargão. para. disponíveis no ambiente social. Em alguns casos. inicialmente a língua falada. enquanto nos ambientes de escrita. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. funciona como veículo. o discurso. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. tudo é variável. então. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. para construir sua identidade social e cultural. sintáticas e semânticas. morfológicas. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. de acordo com os contextos onde foram produzidas. Na escola. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. É. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. em suas salas de aula.Sumário principal sujeito se desenvolve e se socializa. pois além de suas características próprias. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. Assim. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. Na interação com as diversas instituições sociais. mas não 156 . com o uso da linguagem e da língua. não des- considerando os saberes informais que ele traz consigo. como Castells (2002). a escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. construir seu saber formal. o texto. na interação com as diversas instituições sociais. são suas atividades.

1999). para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. No caso da literatura. Língua 1. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. Eixo pode ser compreendido. O aluno precisa conceber que nosso ser. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. estruturados em forma de língua. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. concepção essencial para a formação humana. também. 2. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico-social que sofre transformações com o decorrer do tempo. 9. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. 3. A Literatura propicia. possibilitandolhe assumir uma postura reflexiva. ainda. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua.Sumário principal a mensagem que transmitem. esta propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. textual 157 . de incompleteza e de continuidade do conhecimento. Isso. como algo que permeia. ou fora dela. e de diferentes linguagens. com o outro e com o mundo em que vive.1. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo.

bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. obras e autores. Literatura 1. Linguagem 1. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. e da necessidade de sua atuação com vistas a uma sociedade mais justa. orais. necessários à leitura e à escrita. 3. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. 3. com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. crítica e ludicamente. 4. imagéticos. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. sendo o texto o referencial de partida. a escultura. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. 2. Permitir que o aluno interaja. reconhecendo nestas manifestações as marcas da diversidade humana. por meio da linguagem literária. entre outros. 2. Cultura e conhecimento de mundo 1. o teatro. a música. de culturas e de formas de expressão.Sumário principal e pragmática. a pintura e o movimento do corpo bem como a variedade de ideias. 4. de modo a pensar a complexidade do mundo real. inclusive da literatura capixaba. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. digitais. 158 . Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais.

a manifestações culturais e a locais de culturas em movimento.1. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. tais como visitas a sítios arqueológicos. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). 5. crítico e intelectual. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. No caso do ensino de atividades de escrita. Ou seja. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade históricocultural. 7. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior.Sumário principal 2. estas devem partir de condições concretas 159 . 3. considerando sua situação no mundo. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. 6. verdadeiro objeto de estudo da língua. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do estado. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e a falar em situações diferenciadas. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. a parques ecológicos. 9. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. a espaços remanescentes quilombolas. aos sentidos das palavras. explorando-lhe os múltiplos sentidos.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de língua portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. 4. respeitando a diversidade nos modos de falar. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. 8. a comunidades indígenas.

Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. Em sala de aula. um pressuposto metodológico a ser considerado. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. lançar mão de reportagens jornalísticas. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. justifique. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. 2003). poesias. listagem de time de futebol. cantinho de leitura. emita opiniões. ou defenda opções tomadas. tais como parlendas. bulas. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. tais como. recorte de palavras.Sumário principal de produção. Grosso modo. encartes de supermercados. bilhetes. escolhidas pelo aluno. de modo a perceber que esta depende da articulação de várias partes que formam um todo é. flores. agenda telefônica. animais. explorar a seleção do tema do texto. do assunto tratado. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. então. receitas. e exercitar inferências sobre o texto. produza textos. Ao final. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. ler e escrever textos em língua portuguesa. quadrinhas. cartão de felicita- 160 . considerando a leitura imagética. utilizar a escrita como ferramenta de integração do aluno à vida de seu meio social. transformando-o em protagonista. cantigas de roda. reescrever). produção de história em quadrinhos. correio escolar. passagens. oral e coletiva. ouvir. destacando a visão que o aluno tem sobre o objeto e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. rótulos. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituem-se parte integrante da competência comunicativa dos falantes. repórter por um dia. discutir o vocabulário do texto. Deve-se estimular debates sobre temas variados. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. critique pontos de vista alheios e. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. escrever. Para as atividades de leitura. vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. a partir daí. possibilitando que o aluno argumente. silenciosa. endereços dos alunos em ordem alfabética.

161 . explorando as funcionalidades da língua. de nível um pouco avançado. observando as relações morfológicas. sintáticas e semânticas. Outra estratégia metodológica. entrevistas. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. transformação de um gênero textual em outro. piadas. sob a orientação do professor. jornais. entre tantos. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa.Sumário principal ções. excursões.

4 Conteúdo Básico Comum . • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. argumentos.Sumário principal 9. imagética. crítica e ludicamente. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. com situações de produção de textos. oral. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. respeitando os valores humanos. 162 .Língua Portuguesa Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS GERAIS • Ampliar a competência comunicativa do aluno. considerando sua diversidade sociocultural. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. • Conhecer a norma culta da língua. digital entre outras. • Conviver. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade.1. • Interatuar com dados.

gráficos e outros. • Identificar aspectos sonoros da língua. frases e textos. A diferença entre letra. preenchimento de ficha e dados diversos e outros). APLICANDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO Produção de diversos gêneros textuais (estudo de rótulos. o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento e onde. os sons e os nomes das letras do alfabeto (habilidade de diferenciar). diálogos entrevistas. • Escrever palavras. desenho e número. • Ler. se localiza o conhecimento linguístico-literário. PRÁTICAS DISCURSIVAS: descrição de gravuras. cartazes. paragrafação. história em quadrinhos. e reconhecer. identificando ideias principais. margem. atividade de escuta (história lida e contada). as fontes e os limites do conhecimento humano. texto formado por palavras. • Relatar com segurança fatos de sua história e de outros. jornais. nesse campo. cantigas de roda). • Utilizar os sinais de pontuação e acentuação na produção de texto. • Conhecer o alfabeto e a representação escrita de cada letra identificando-as na formação das palavras. produção e interpretação de diversos gêneros textuais (poemas. gibis. placas. 163 . texto coletivo. • Reescrever textos lidos e ouvidos identificando os diferentes tipos de letra. obedecendo às estruturas e os mecanismos de articulação da língua. visitas e vídeos. letras musicais. histórias mudas. textos variados e de diferentes gêneros. letra maiúsculas e minúsculas. conteúdos Eixo Linguagem Garante o acesso ao conhecimento linguístico-textual-discursivo necessário à vida na sociedade pós-moderna. relatos orais de passeios. trava-línguas. As formas. pequenos textos escritos. quadrinhas com rimas. pontuação. Elementos estruturais básicos do código escrito (Palavra formada por letra. Estrutura e articulação do texto (Segmentação das palavras no texto. • Expressar-se oralmente com clareza e objetividade. exercícios dos diferentes níveis de fala. Atividades reflexivas de produção textual (Reescrita e autocorreção de texto). • Observar e descrever detalhes de diferentes situações cotidianas. Ordem alfabética). gráficos.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª e 2ª Séries habilidades • Transmitir recados com objetividade e clareza. • Reconhecer a ordem das letras no alfabeto. buscando levar o aluno a diferenciar o conhecimento da simples opinião. CONHECENDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO História (o surgimento do alfabeto) e função da escrita. símbolos. Eixo Conhecimento LingUístico Estuda o alcance. • Emitir opinião e fazer comentários pessoais. • Produzir textos de vários gêneros. PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO: recados. • Interpretar textos orais (a partir de histórias ouvidas). • Interpretar histórias em quadrinhos. separação de palavras). • Relatar experiências de situações vividas e presenciadas. gravuras.

• Localizar-se no espaço com relação à família. Socialização do homem e o convívio com o outro: família. relacionando-se eticamente com o outro. quanto do ponto de vista do tempo contemporâneo. • Perceber a importância das diversas culturas e sua influência em sua formação. no interior das instituições sociais. tanto do ponto de vista do tempo do enunciado. 164 . à cidade. • Conferir as respostas com as do colega discutindo as divergências de sentido. confirmando o pressuposto que a educação é porto de passagem para a construção real do ser humano. grupo local e global e o papel que a linguagem ocupa neste processo de socialização.Sumário principal habilidades • Observar. ao planeta e identificar seu espaço social em textos jornalísticos ou de outras mídias. ao mesmo tempo em que é produtor. Contação de histórias e da minha história. Sociedade e Educação Para que o humanóide se transforme em humano é preciso que receba uma dose de cultura. tendo em vista sua incompleteza. conteúdoS Eixo Cultura. respeitando as diversidades. verificando as respostas a partir dos textos. Esse eixo busca estudar a influência da educação no social e como o homem. • Valorizar o convívio com os diversos grupos sociais. • Seriar ações contidas nos textos. por meio da educação. religião. • Consultar o dicionário e a internet para busca de palavras desconhecidas ou palavras-chave de textos diversos. escola. ao bairro. comentar e registrar as transformações ocorridas no tempo e no espaço. Esse eixo concebe o espaço escolar como o organismo vivo onde se estabelecem relações e se produzem conhecimentos. ordem de palavras conforme sua abrangência de sentido e orações que estruturam o texto conforme sua densidade. ao país. é também produto da cultura. o que lhe possibilita viver no social. O homem e seu desenvolvimento biológico e cultural (biodiversidade e diversidades). • Localizar-se no tempo com relação à história de seu Estado e posicionar-se em relação às ações acontecidas. ao Estado. • Demonstrar seu conhecimento vocabular por meio de torneios de conhecimento de mundo ou de tarefas de interpretação textual. • Enumerar as etapas de seu desenvolvimento.

dicionários. conteúdoS Eixo Linguagem PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO Diferentes gêneros textuais em uso na sociedade: • Textos Práticos: bilhetes. Leitura das narrativas de fundação indígenas. • Apreciar textos de diversas culturas. tabelas. panfletos etc. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. fábulas. principais classes de palavras: substantivos. adjetivo. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. e-mails. divisão silábica na mudança de linha. letras de música. ordem alfabética. • Comparar diferentes gêneros textuais. narrativo e descritivo). crônicas. enciclopédias. • Textos Informativos: jornais. resenhas etc. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. sinônimo e antônimo. convites. acentuação gráfica. utilizandoos de acordo com o contexto social. contos. bulas de remédios. artigo. bilhetes. Eixo Conhecimento Linguístico A COMUNICAÇÃO ESCRITA Produção de textos escritos em circulação na sociedade: cheques. Debate político sobre temas da contemporaneidade como forma de fortalecer a democracia. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. sílaba. gramáticas. poema. cartas. aplicando-os em sua vida. CONHECIMENTO LINGUÍSTICO O texto e noções de sua estrutura – alfabeto. cardápios. Biodiversidade e diversidade cultural. Eixo Cultura. sites. diálogo. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.Sumário principal 3ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. tipos de frases e parágrafo. sinais de pontuação. numeral. cantigas de roda. anúncios e propagandas. pronomes. charges etc. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. 165 . • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. convites. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. • Textos Literários: poemas. ao preconceito. mapas. à discriminação e à homofobia. Sociedade e Educação Estudo das raízes afro-indígenas capixabas. parágrafo (dissertativo. apontando suas características. gráficos. parlendas. verbos.

trava-línguas. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. canções. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. Intertextualidade e construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. Textos extraverbais (ex: fotografia. Diferentes discursos em situações de comunicação escrita. fábulas. diário pessoal. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. lendas. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. parlendas. histórias em quadrinhos. contos. canções. • Comparar diferentes gêneros textuais. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. Produção de texto individual e coletiva. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. escultura e outros). poemas. Leitura e interpretação de texto. fábulas. Produção de textos de diferentes tipologias. relatos e entrevistas. parlendas. conteúdoS Eixo Linguagem Linguagem Oral e Escrita Textos de gêneros diversos: contos. mitos. quadrinhas. mitos. histórias em quadrinhos. apontando suas características. notícias. história em quadrinhos. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. ao preconceito. Textos de gêneros diversos: poemas. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. música. • Apreciar textos de diversas culturas. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. aplicando-os em sua vida. literatura de cordel. pintura. trava-línguas. dança.Sumário principal 4ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. canções. cartas. Linguagem e participação social. poemas. piadas. lendas. notícias. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. piadas. operando com os conhecimentos sobre a língua. à discriminação e à homofobia. utilizandoos de acordo com o contexto social. instruções. 166 .

dúvida. Eixo Cultura. • Exercícios práticos de situação de uso da língua os quais demonstrem uma postura cidadã crítica e reflexiva. • Artigo definido/indefinido. • Revisão: verbos (conceito / infinitivo). • Preservação do patrimônio cultural e histórico. • Interjeição. 167 . • Adoção de espírito investigativo (pesquisa).Sumário principal habilidades conteúdoS Eixo Conhecimento Linguístico Itens da gramática normativa (em situações de leitura. pretérito. modo. • Discurso direto e indireto. • Sinais de pontuação. encontro consonantal. • Concordância verbo-nominal. possessivos. • Tempos verbais (presente. • Verbos e concordância verbal. onomatopéia. produções de textos orais e escritos. de tratamento. hiato). encontro vocálico (ditongo. • Divisão silábica: dígrafo. • A cultura da pesquisa em dicionário. • Adjetivo e locução adjetiva. negação. • Preposição. tritongo. oblíquos. • Ortografia contextualizada. Sociedade e Educação • Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. de forma significativa e contextualizada): • Substantivo (conceito). afirmação). • Advérbios (tempo. circunflexo e grave). futuro). Itens da gramática normativa (em situações de comunicação funcional): • Acentuação (acentos agudo. • Pronomes: pessoais. • O hábito diário da leitura de fontes diversas. • Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). indefinidos e demonstrativos. sotaques etc).

MORIN. Texto em construção: interpretação de texto. São Paulo: Rocco. São Paulo: Moderna. CUNHA. São Paulo: Cultrix.C. Portos de passagem. Brasília: UNESCO. McNALLY. I.5 Referências ANTUNES.. In: WOOD. história e luta de classes. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo.1. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Edgar. A. (Org.) Língua portuguesa em debate. Aula de português: encontro e interação. Nova gramática do português contemporâneo. _______. CEREJA. 1991. CASTELLS. 1995. Irandé. L. CINTRA. AZEREDO. Dias. A era da informação: economia. David. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Manuel. GERALDI. 1999. 2002. São Paulo: Moderna. São Paulo: Parábola. J. São Paulo: Martins Fontes. Evolucionismo cultural. CASTRO. História concisa da literatura brasileira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 2004. V. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. BOSI. 1998. 168 . São Paulo: Cortez. 1985. 1972. PEREIRA. Na trama do texto: língua portuguesa. 2000. RJ: Vozes. Língua. 2002. FOSTER. CARNEIRO. A sociedade em rede. Celso. O texto e a construção dos sentidos. 2003. São Paulo: Atual. Português: linguagens. Rio de Janeiro: Zahar. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Redação em construção: a escritura do texto.Sumário principal 9. Helena Bonito. 2002. DA MATTA. 2000. São Paulo: FTD. Ellen. sociedade e cultura. Petrópolis.W. Alfredo. C. São Paulo: Contexto. John B. KOCH. Roberto. Willlian Roberto. 1996. J. 2001.

Ela é uma forma de linguagem 169 . Considera-se assim. embora diferenciadas. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a arte não somente como expressão mas como cultura. as práticas educativas em arte até a década de 80. estavam em sua maioria. mas a arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica em suas diversas manifestações culturais.2 Artes 9. reduzidas a um laisse faire. provavelmente. como um “fazer por fazer”. a arte é tratada como linguagem.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. a arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. históricas e sociais. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas dos quais ela abrange. Acreditamos que a arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. mas com uma ênfase em seus as- pectos formais específicos. não somente e exclusivamente o sistema da arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. estéticas e culturais. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou obra em questão. Desse modo. Esse contexto gerou teorias como da arte como expressão e da arte como conhecimento que. influenciaram a educação da arte. Afirmamos assim. No final da década de 1980. Em decorrência deste pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. estético e artístico da qual ela se origina. sociais e históricas. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”.2. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. observa teu quintal” Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial à contemporaneidade. refletindo e por vezes determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola.Sumário principal 9. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social.

15 A arte e sua relação com o espaço público. 2003)19.cenpec. de produção de sua existência material e não material. o homem pelo trabalho. Santa Maria: Editora UFSM. o conjunto da produção humana” (Saviani. 01.1997. No texto “A arte e sua relação com espaço público”. São “[. símbolos que comportam habilidades. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e neste diálogo. é apelo coletivo. pág. cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações − de caráter social. 19 Nunes. 1991. cultural e histórico (Ruschel. É a Arte e 17 Citação extraída do site www. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. arte e educação: formação humana e prática pedagógica.1997: p. expressão e conteúdo. Ana Luíza Ruschel. Trabalho. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal. atitudes e hábitos. 170 . Segundo o autor “[. isto é.. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. Daí que a sua função mais humana. Autores associados.] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta..20)18.Sumário principal que congrega significações. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não materiais”.artenaescola. 18 Demerval. mas é uma potência. anexo Com vocês: As Artes! Pág.p.br/memória. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. 05. como tantos poetas já insistiram. Desnecessário dizer que a arte está sempre a favor da vida e.org.org..br/memória. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Polos da Rede Arte na Escola em 28.org. seja sobre a natureza. conceitos.3)15 E então nos perguntamos: em que a experiência da arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza da importância da arte.”16 Inventamos a arte. saberes. junta a inventividade do imaginário e o registro concreto de real. o escritor Jorge Miguel Marinho17 diz que “[.1991.br/ pesquise_artigos. transformado em texto e publicado no site www. São Paulo: Cortez. Saviani. valores. E uma sensação que não conclui nos sentidos”. expressão comunitária. Trata-se da produção de ideias.] a arte. 16 Citação extraída do site www. Por outro lado.. nas ações e transformações que o homem realiza que envolvem os processos de produção materiais. 2003. Pedagogia histórico-crítica.04. espelho de todos e de cada um”. sobre a cultura. (Farias.] produções do saber. “[. seja sobre o saber. Artigo: A Arte é de todos. de Agnaldo Farias. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00.cenpec.. Nesse proceder.. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz..] a arte não é algo que se oferece.. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das artes para a formação humana.

com a pesquisa. No desenvolver de processualidades artísticas. Incentivar a pesquisa e a investigação possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. Promover as leituras da arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. individuais e/ou coletivas. Fomentar a inserção da arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. cênicas. música e dança). dos suportes. 171 . Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. a outra lida com o simbólico. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. indissociando o homem da sociedade. Como produção humana a arte e a ciência sempre andaram juntas. 9. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. artes cênicas. das materialidades. considerando as especificidades das técnicas. Possibilitar a observação. Promover a inserção da arte como área de conhecimento da linguagem estabelecendo diálogos com as outras áreas.2. Desse modo. suas faturas. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. em diferentes tempos históricos. musicais e corporais) compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. a reflexão. pois estas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos e a interação com o patrimônio nacional e internacional. com a busca do conhecimento. em sua dimensão socio-histórica. ambas lidam com a inventividade. Entretanto. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. nacionais e internacionais.Sumário principal a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade fazendo ver que o mundo. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco.

“os realizados”. Esse mapeamento é um esboço. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. esse mapeamento possui a pretensão de. música e dança) para refletir. artes cênicas. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. num primeiro movimento. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. artes cênicas. pedagogos e técnicos da SEDU e da superintendência. para num segundo movimento agrupá-las em eixos que possuem. 2. como um primeiro desenho. As 172 .Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. técnicos administrativos. demais professores de Artes. em que estavam presentes as professoras referências de Artes. a particularidade de englobar “os ditos”. Humanizar as relações pessoais e interpessoais promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. totalizando aproximadamente 54 pessoas. nas diversas regiões de nosso Estado. e acreditamos deva compor. respondendo à seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Considera-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores na busca pelos sentidos edificados nelas e fruí-la em suas diversas manifestações. alunos. Eixos da Educação em Artes 1. Da proposição e abrangência Os eixos da Educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de artes pelos professores de Artes. cada um. ou seja. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestação e de vivências. um currículo para a Educação em Artes.

Saberes sensíveis. folguedos. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. que envolve: Saberes sensíveis. Sendo assim. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. o teatro e a dança. os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais como as presentes nas diversas 173 . Linguagens artísticas e seus diálogos Envolvem diversas linguagens artísticas. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. a divisão aqui apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. considerando as singularidades de suas produções. a música. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis e que devem estar presentes em um currículo de Educação das Artes. intercultural e multiculturais. alimentação. Sendo assim. reafirmamos que cada um desses eixos se formam e se reagrupam de modo diferenciado conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes.Sumário principal contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho do dia 19 de junho de 2008 possibilitaram a composição dos eixos que irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. 2. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentado em quatro eixos. estéticos – históricos e culturais Envolvem os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. tais como: as artes visuais. Entretanto. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. costumes. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. entre outros).

as apropriações da matéria a ser manipulada. continente e mundo. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. assim como as demais linguagens. 4.2. a cor. contraste. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. parte-se do entorno como o da escola que se insere na comunidade e esta em outros espaços que a englobam. este só se torna visível pois é manifestado pela forma. compõem o conteúdo. os esboços. Estado. proporção. ou seja.3 Principais alternativas metodológicas 1. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. Expressão/conteúdo As obras de arte. história em quadrinhos. Estes podem ser entendidos como significante e significado. como: município. a fatura do trabalho. a textura. ritmo. Propõe-se aqui uma aproximação 174 . 9. As fruições da arte em espaços expositivos. tv e produções curtas de animação e as diversas tecnologias como arte cinética. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. Envolvem também. e o espaço dentre outros que vão formar os elementos compositivos. equilíbrio. o volume. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. tais como: orientações e direções espaciais. movimento visual. imagens em movimento do cinema. a superfície.Sumário principal mídias: revistas em geral. os rascunhos. cartazes e outros. São os elementos do plano da expressão que. Processos de criação Envolvem os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas englobam as etapas. ou seja. a forma. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes temposespaços. arte no computador e outras. A criação em ateliês e os materiais artísticos. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. 3. nação. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. Por outro lado. harmonia. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo. a linha. organizados em diferentes materialidades e suportes. relações figura-fundo e outros. os tempos se complementam e dialogam formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendêlo.

ou das manifestações culturais e midiáticas. histórico. Moema Martins. ou seja. entre o texto e seu contexto 20 Rebouças. materialidades e modos de fatura.Sumário principal dos diversos espaços-tempos. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. a distribuição da forma. uma historicidade e uma plasticidade e este princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)20. das múltiplas experiências em arte para o diálogo dentro da escola. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. um espetáculo teatral. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. Desse modo. ou seja. como um texto que abrange ao mesmo tempo. o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. contudo obras de períodos e estilos diferenciados 175 . a sua composição. considera os espaços e os entre-espaços compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. que possui uma discursividade. um romance. formador. ou seja. Como uma teoria da significação. sendo assim uma obra de arte. Princípio metodológico: do texto para o contexto – A arte já traz em si um contexto. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. que com ela dialogam. uma história. 1995. musical ou de dança são manifestações textuais. um filme. a considere como uma produção textual humana. Uma leitura de textos visuais. Nº 24 ano 2006. Desse modo. estilos. tais como o seu estilo. 2. Vitória: PPGE. ela está no mundo. a sua técnica. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. Considera as produções humanas como produções textuais. (seus planos de expressão e de conteúdo) e estas com o contexto (social. Desse modo. In: Cadernos de pesquisa em educação. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. ou seja ao macrotexto que a engloba.

por exemplo. de Graciliano Ramos. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. 176 . reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. mas por aproximações temáticas. à obra literária “Vidas secas”. trata do êxodo rural e a busca por melhores condições de vida. senão em presença. cinzas e pretos. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. Essa pintura nos remete entre outras. se possível. Temos assim. de sobrevivência. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a arte.Sumário principal também podem dialogar. lembrando que. vários modos de leitura e esta depende de como o leitor estabelece as relações. Para tanto é necessário que o professor como propositor e mediador das ações educativas da arte possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/cultural e o de seus alunos aproximando-se da arte e suas manifestações sociais como a frequência a espaços expositivos/culturais de seu município. de condições de saúde. não pelos elementos do plano da expressão que organizados plasticamente compõem um estilo. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma família. As cores são azuladas. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. de seu Estado e. tanto sensíveis como inteligíveis. com a obra lida criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da arte e do mundo. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari.

lápis. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. vídeos. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas.Artes Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS POR EIXO Saberes sensíveis. Processos de criação • Experimentação. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. desenho industrial. suportes. comunicativos e tecnológicos.2. publicações. sonoras. entre outros. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. argila. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. Plano de expressão e conteúdo • Compreender. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. papéis. histórias em quadrinhos. cenográficas e cinestésicas. • Reconhecer a importância da arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. telas de computador. aparelhos de computação e de reprografia). estéticos. com preender e vivenciar em análises. publicidade. • Criação e construção de formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). vivenciar em produções pessoais e/ou coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. 177 . históricos. giz de cera. cartaz. artísticos e culturais • Observar. instrumentos. experimentar e ressignificar a arte como linguagem e as manifestações artísticas. vídeo. desenho animado. televisão. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. • Experimentar. utilização e pesquisa de materiais e técnicas artísticas (pincéis.Sumário principal 9. tintas.4 Conteúdo Básico Comum . • Reconhecer. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos.

• A Arte como lin guagem presente nas manifestações culturais locais e suas relações (dança. planos. • Conhece as diversas manifestações da arte (dança. • Cria formas plás ticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). étnicosociais. espacialidades). volumes. musica. inclusivas. • Arte e patrimônio cultural. • Analisa as mani festações culturais de seu entorno (indígenas. étnico-sociais. • Exper imenta e pratica produções pessoais e ou coletivas. inclusivas. culturais em âmbito local em diferentes tempos históricos (artistas locais. visuais. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno (indígenas. inclusivas. visuais. étnicosociais. • Reconhece produções das linguagens artísticas (estilos de dança. parlendas. étnicosociais. audiovisuais e outras). inclusivas. grupos regionais entre outros).Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. entre outras). música. • Vivencia as pro duções pessoais e coletivas das propriedades expressivas constitutivas nas diversas linguagens (dança. música. cênicas. musica. estéticos. plasticidades. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. cênicas. visuais. • Constrói materialidades diversas (cenografias. visuais. dança. • Linguagens artísticas e processos de criação (elementos da composição. áudio visuais). artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. heranças culturais. imaginário popular entre outras). entre outras). 178 . audiovisuais) e as relaciona com as manifestações culturais e artísticas de seu entorno atribuindo sentido. espacialidades) pessoais e/ou coletivas. trovas. linhas. entre outras). • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais (música. cênicas. cantigas. áudio visuais). cores. • A Arte e as manifestações artísticas. cênicas. históricos. entre outras). encenações. formas. musicalidades. áudio-visual.

música. parlendas. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. regionais e nacionais. tecidos sintéticos. cores. 179 . inclusivas. é t n i c o . grupos regionais entre outros). • Reconhece e relaciona as diferentes produções das linguagens artísticas (estilos de dança. cerâmica. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. • A poética do cotidiano presentes nas produções artísticas locais. tecidos. trovas. • Investiga materialidades diversas (suportes variados: papéis em diversas gramaturas. música. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito regional. danças de roda. formas. entre outras). heranças culturais. audiovisuais). audiovisuais. étnicosociais. culturais em âmbito local e regional em diferentes tempos históricos (artistas locais. estéticos.s o c i a i s. visuais. audiovisuais). inclusivas. históricos. • Vivencia produções pessoais e coletivas em diferentes materialidades. cênicas. monumentos da cidade e outras). e outros). audiovisual. plásticos. música. entre outras). volumes. cênicas. cênicas. visuais. étnicosociais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. visuais. jogos teatrais e outros). • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura.Sumário principal 1ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. e regionais (música. entre outras). • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais locais e regionais (dança. • A Arte e as manifestações artísticas. • Arte e patrimônio cultural. cores. arte pública. grupos regionais entre outras). gravura. formas. • Investiga materialidades diversas para as intervenções (materiais secos. materiais úmidos. inclusivas. escultura. linhas. materiais e outros). danças diversas. linhas. materiais e outros). desenho. industrializados e naturais). volumes. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Conhece a importância das diferentes manifestações da arte (dança.

música: iniciação rítmica. linhas. • Relaciona o plano de expressão nas diversas manifestações artísticas e culturais. materiais e outros). cores. regionais e nacionais (indígenas. oriental e outras). elementos da teatralidade: dramatização. formas. formas. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. entre outras). indígena. européia. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Constrói nas lin guagens artísticas sua fatura considerando a técnica. cigana. inclusivas. heranças culturais. grupos regionais e nacionais entre outras). • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais explorando (nas artes visuais: espaços bi e tridimensionais. regionais e nacionais (dança. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. é t n i c o . dança: expressão corporal). oriental e outras). regionais e nacionais. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais. o suporte. inclusivas. ritmos visualidades contemporâneos). artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Identifica as dife rentes particularidades das manifestações culturais. volumes.s o c i a i s. regional. linhas. • Arte e patrimônio cultural. cores. ciganos. • Diferencia as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. a composição. volumes. europeia. cenografia. suportes e composições). entre outras). entre outras). no teatro: dramatização. inclusivas. • Linguagens artísticas e processos de criação (com diferentes técnicas. • Utiliza das espe cificidades das linguagens artísticas (Artes Visuais: espaços bi e tridimensionais. culturais em âmbito local. estéticos. regionais e nacionais. figurinos. étnicosociais. • Valoriza os processos de criação individual e coletiva. • Relaciona as lin guagens artísticas às diferentes manifestações culturais. • Reconhece e respeita as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. fruindo-as. indígena. música: iniciação rítmica. históricos. 180 . étnicosociais. • A Arte e as manifestações artísticas. materiais e outros). • Analisa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. dança: expressão corporal).Sumário principal 2ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis.

grupos regionais. regionais e nacionais. formas. materiais e outros). lendas. danças de rua. • Experimenta em produções pessoais e coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. estéticos. nacionais e internacionais entre outros). nacionais (indígenas. • A poética do cotidiano presente em manifestações visuais. cores. entre outros). no desenho. culturais em âmbito local. entre outros). considerando seus dois planos formadores: estudos do plano da expressão (cores. volumes. espacialidades. erudita e popular. • Realiza produ ções inventivas e investigativas em ações. volume. entre outras). regional e nacional (folguedos. envolvendo as leituras do patrimônio imaterial e material local. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. regional. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. sonoras. cores. suportes. regionais. materiais e outros). • A Arte e as manifestações artísticas. inclusivas. étnico-sociais. gestuais. heranças culturais. formas. na gravura. inclusivas. • Realiza diálogos e diferencia as diversas manifestações culturais (coletiva e individual. formas. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. volumes. linhas. sonoras. • Analisa as manifestações visuais. articulando-as ao plano de conteúdo e atribuindolhes significados. linhas. clássica e profana entre outras). como na pintura. canções populares e seus ritmos e melodias. entre outras). teatros de rua. cenográficas e audiovisuais na natureza e nas diversas culturas e suportes (computadores e outros). cenográficas e cinestésicas presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. • Reconhece a necessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. étnico-sociais. 181 . gestuais. e instrumentos em diversas técnicas. • Arte e patrimônio cultural. em fotografias e outras). históricos. • A Arte como linguagem.Sumário principal 3ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. na escultura.

teatrais. materiais diversos nas artes visuais. nas criações de objetos. regional. fruindoas e lendo-as. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. a materialidade. • A poética do cotidiano pre sente nas manifestações visuais. argumentando e apreciando. nas teatrais. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações das artes (nas visuais. • Explora o labor da prática artística. pausas e melodias. estéticos. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo (cores. gestualidades. • Compara a arte e a realidade. • Realiza produ ções inventivas e investigativas com suportes e técnicas variadas: corpo. • Realiza diálogos da arte com outras linguagens (moda. movimento. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional e internacional.Sumário principal 4ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. exercitando a discussão. arquitetura). ritmos. entre outros). 182 . cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). refletindo. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. regionais. • Avalia. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. entre outras). • A Arte como linguagem e sua leitura. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. formas. linhas. publicidade. em âmbito local. considerando a sua dimensão sensível e a inserção na sociedade (artistas locais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. é t n i c o . em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. televisivas. • Diferencia as linguagens e seus suportes (corpo nas artes cênicas e na dança. • Diferencia a arte e as manifestações culturais a partir do seu plano de expressão e de seus elementos formadores. heranças culturais. grupos regionais. em fotografias e outras). nacionais e internacional (indígenas. nas musicais. espacialidades. históricos. • A Arte e as manifestações artísticas. o suporte. papéis. instrumentos musicais. culturais. nas instalações. sonoras.s o c i a i s. entre outros). entre outros). nacionais e internacionais. entre outros). a composição. gestuais. objetos industrializados e não-industrializados. nos desenhos. indagando com interesse e curiosidade. atribuindo-lhe significado. entre outras). na arte digital. cinestésicos. espacialidades. articulandoas ao plano de conteúdo e atribuindo-lhes significados. da natureza e outros. étnico-sociais. a sensibilidade. como nas pinturas. cores. considerando a técnica. volumes. no vídeo. • Arte e patrimônio cultural. cenográficas. • Relaciona a linguagem da arte em var iados suportes (midiáticos. inclusivas. gestuais. entre outras). regionais. contextualizando os saberes e fazeres adquiridos durante o processo de criação. investigando. formas. materiais. nacional e internacional em diferentes tempos históricos. inclusivas. nacionais e internacionais. sonoros.

Autores Associados. Disponível em: <http://www. 28 abril 1997. Ana Luíza Ruschel.2. SAVIANI.br/pesquise_artigos_texto. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO. Vitória.org. São Paulo: Cortez. Trabalho. RS. 1991. 24. NUNES. A arte e sua relação com o espaço público.artenaescola. RS: Ed. Caxias do Sul. REBOUÇAS.br/memória>. jul. Pedagogia histórico-crítica. Moema Martins. Acesso em: 19 set. ES: PPGE/UFES. UFSM. Ana Mae. A arte é de todos.Sumário principal 9. A imagem no ensino da arte. 2008. FARIAS. p. 2008. Demerval. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. 2006. Jorge Miguel. n. Disponível em: <http// www.> Acesso em: 28 abr.5 Referências BARBOSA./dez. 2003. Uma leitura de textos visuais. Santa Maria. Agnaldo.php?id_m=8. 183 . MARINHO.org. São Paulo: Perspectiva.cenpec. 1991. 1-5.

desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu). todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existentes nos séculos XVIII e XIX. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001). embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. Essa concepção. de que é um conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular desta disciplina21 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. 2001).3. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular dessa rede de ensino. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. 184 . que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. 21 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares.Sumário principal 9. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna influenciada por um conjunto de fatores.3 Educação Física 9. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. Até os anos de 1970. ainda predominante no ensino da Educação Física. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. Nos apropriamos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade. Além disso. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. denominada de biologicista.

Dessa forma. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. sociais e biológicas. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. 2001. ampliemos o nosso 185 . vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. Essa visão contempla o eixo da cultura. com interfaces nos diferentes campos de saberes. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. entende-se a expressão corporal como linguagem. assim. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. se legitimem. produzido ao longo da história. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. Segundo Bracht (2001. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. o professor. Dessa forma. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso conceito de criticidade.77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. Sendo assim. sem fugir das intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. p. que precisa ser transmitida e assimilada pelos alunos. que só se torna possível. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. Além disso. segundo Bracht. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física.Sumário principal Diante disso. Com isso. para que se possa permitir que outros saberes. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais.

Podemos destacar que. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. destituído do saber. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações.Sumário principal conceito de razão. esportes. sintetizar. sociais e éticos. emoções e sua linguagem corporal e. Dessa forma. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. das diferentes manifestações culturais corporais. além da motricidade. que envolvem aspectos lúdicos. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. morais. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado. Código e suas Tecnologias. ou seja. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. ainda. onde ele expressa sua subjetividade. dança. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. esse aluno desenvolve. englobando as dimensões estéticas e éticas”. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. 2001). ana- 186 . O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. estéticos e éticos. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. ginásticas.

procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. laborais. contribuindo para a sua formação psico-sociocultural. envelhecimento. 9. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos.3. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. participação social. tendo o professor como mediador. biomecânica. atividade física. sociais. de ginásticas. integração. Ao proporcionar o desenvolvimento da criatividade. cooperação. ética. intelectual.Sumário principal lisar e expressar ideias. – a Educação Física atua como formadora. Além disso. liberdade. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. emocional e motor. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando e o desenvolvimento do aluno nos seus aspectos social. cognitivo. entendendo-a como meio de promoção da saúde. socialização. de lazer e entretenimento. qualidades físicas e neuromotoras.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. Desenvolver os aspectos intelectuais. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. socialização. afirmação dos valores e princípios democráticos. para o desenvolvimento de autonomia. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. saúde. competitividade e disciplina. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. fisiologia. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. treinamento etc. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana à prática pedagógica escolar. 187 . adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. além de ser um agente promotor da sua autoestima. cooperação. Além disso. afetivos e morais.

Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a dinâmica escolar. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. 2001). Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo22 sobre a prática docente do professor de Educação Física na rede estadual pública e privada do Estado do Espírito Santo. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. alguns estudos vêm apontando que. 195). Sandra Soares et all. 1999. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. Niterói. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático.3. 188 . 21 (1): 183-192. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. Set. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. 1992. DELLA FONTE.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral.Sumário principal Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. por meio da observação. 9. Dentre elas destaco: DIAS. Andréia et. realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educação Física escolar. lúdicos e técnicos. al. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. p. p 63-66. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. 2001. resultante de um "elo perdido" entre as prescrições dessa produção teórica e a 22 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF). Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Revista Brasileira de Ciências do Esporte.

Sumário principal Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. com relação ao espaço. pois os próprios fins podem ser problemáticos. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexivo do professor 23 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro deste modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. “No entanto. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. o trabalho pedagógico não pode.. al. Com isso. O desafio está em propor mudanças na prática docente. Os materiais. 2003). todo ele. porque variam 189 . que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. 67% deles se formaram nos anos 1980. os equipamentos e as instalações são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. do conjunto de professores licenciados. Nos anos 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. (Bracht et. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. Além disso. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em Licenciatura. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não se fazem melhor devido à carência de tais estruturas. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas23. Em virtude disso. diante da sua prática docente. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática qualitativa nas aulas de Educação Física. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente.

A realização de jogos escolares. Assim. os torneios escolares. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. p. O que também se propõe é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. a sala de aula. nacionais e internacionais. realizando um retrospecto das atividades corporais.Sumário principal de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. 43). recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. desenvolvendo um espaço de reelaboração. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e da compreensão crítica do movimento (KUNZ. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. espaço etc) e à conduta pedagógica do professor. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. a criatividade. al. a 190 . buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. exposições. gincanas. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. dentre outras. 53). onde 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “ entendem que deve haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. 2004). ensinando estratégias para o agir prático. 2001. pesquisas e o desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico. 2003. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. à organização das aulas (horários. a biblioteca. tomando a quadra. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. é necessário revermos o que se desenvolve nesse componente curricular. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. o recreio. tempo. p. problematizando temas da cultura corporal. Com isso.. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que priorizem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas.

1992). et. Mas. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem.Sumário principal sala de informática. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a provisoriedade do conhecimento (Soares. onde se compreende que as competências não são um programa clássico. al. Dessa forma. São eles: a relevância social do conteúdo. Assim. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. como forma de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. para isso.. A abordagem metodológica crítico-superadora nos apresenta alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. Preliminarmente.1992). sobretudo quando se esperam mudanças efetivas nessa prática. entendemos que para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos 191 . é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. et. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. temos a formação continuada de um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. as atividades de visitas e excursões. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. al. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. onde os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. será necessário o envolvimento de todos os professores.. com a escrita dos Cadernos Metodológicos.

mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. afetivo. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. (Santos.. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. compreendendo os limites e as possibilidades corporais. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física. classe social e idade. guardá-las ou atualizá-las. 2001). respeitando as diferenças de gênero. da ordem do saber como fazer. entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. conflitos ou desafios. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. voltada para a construção de uma educação de qualidade e de formação do cidadão. interage 192 . a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. o sujeito se comunica. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. 1999). social. emocional e cognitivo.Sumário principal de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. 2001. que tenha uma participação ativa na sociedade. interpretar essas informações. insisto. Esse tipo de aula. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. Além disso. buscando problematizar a relação do corpo com saúde. A questão está em encontrar. trabalho e cultura. ou seja. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. p. Com base no conceito de Competência – aquisições. reflexivo e crítico. continua tendo lugar. Por meio da linguagem corporal. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. São eles: Conhecimento sobre o corpo: considera o corpo no seu aspecto físico. Até pouco tempo.152). Dessa forma.. etnia. estar informado sobre conhecimento. em que o problema nem sempre está na falta de informações.

com suas diferentes organizações técnico-táticas. sociais e éticos.Sumário principal com o meio. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. sintetizar. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbito nacional. emoções e. onde expressa sua subjetividade. regional e local. ainda. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. Por meio do jogo. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes no contexto mundial e nacional. descobrindo o prazer nas vivências corporais. 193 . respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. e também desenvolve a ludicidade. Além disso. reconhecendo a identidade própria e a do outro. analisar e expressar as ideias.

• Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. entre outras. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. 194 . • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. culturais e afetivos. nacional e local.Sumário principal 9. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. lutas. EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. compreendendo as relações de gênero e as individualidades.3. ginásticas. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. africanas. de si mesmo e do ambiente em que vive. sociais. EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/CORPO-EXPRESSÃO • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas.4 Conteúdo Básico Comum .Educação Física Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. campesinas. como manifestações da cultura corporal. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais.

• Pantomima. • Mímicas. • Compreender a relação da estrutura muscular e óssea na realização do movimento.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª Séries HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. coordenação motora. bem como meio de linguagem e expressão. • Hábitos de higiene e alimentar e suas relações com a atividade física. equilíbrio etc. • Sedentarismo e obesidade. beleza e saúde presentes no cotidiano. reconhecendo-as como meio de construção e promoção da cidadania. classe social. faixa etária. • Educação postural. • Expressão corporal individual e em grupo. etnia. desenvolvendo uma postura de autonomia e autocontrole. • Conhecer e vivenciar as diversas possibilidades de movimento do corpo. • O movimento humano e suas relações com o meio. • Relacionar as diferentes manifestações da cultura corporal em seu contexto sociocultural. • Respeitar a diversidade corporal a partir das diferenças de gênero. • Identificar as múltiplas linguagens do corpo. Tópico: Conhecimento da estrutura e funcionamento do corpo. • Compreender o corpo como meio de relação e interação consigo e com o outro. • Identificar e refletir sobre padrões de estética. • Reconhecer algumas alterações fisiológicas básicas do corpo causadas durante a prática de atividade física. • Habilidades motoras fundamentais. • As partes do corpo e os seus movimentos. adotando uma postura não preconceituosa ou discriminatória. • Esquema corporal: lateralidade. relação espacial. • Reconhecer como as diferentes formas de cultura influenciam na construção do movimento. • Identificar as práticas corporais de higiene como forma de promoção da saúde. • Conscientização corporal. possibilidades e limitações do movimento. habilidades físicas e mentais. • Construir atitudes através das relações interpessoais e emoções expressas pelo corpo. • As alterações fisiológicas ocorridas no corpo com a prática corporal. • Sistematizar as diversas partes do corpo e compreender como elas se inter-relacionam na realização dos movimentos. CONTEÚDOS 195 .

processo histórico. • Identificar e classificar os tipos de dança e ginástica. identificando suas possibilidades de lazer e aprendizagem. regional e local. • Ginástica geral. • Reconhecer espaços nos quais podem ser praticado os movimentos de luta ou ginástica. • Identificar as diferentes formas da prática da ginástica geral. • Arte circense. • Danças. representar e vivenciar as danças folclóricas e ritmos constituídos historicamente no Espírito Santo. • Lutas e processo histórico. • Relacionar e vivenciar movimentos rítmicos vinculados ao estímulo musical. • Ginástica e processo histórico. 196 . • Perceber os limites corporais na vivência dos movimentos rítmicos e expressivos. CONTEÚDOS • Manifestações e representações da cultura rítmica nacional. • Conhecer e diferenciar os movimentos que são comuns ou não às lutas e ginásticas. decidir. • Identificar habilidades motoras específicas das lutas. • Principais passos e pequenas coreografias. • Verificar o próprio desempenho e dos demais. constrangimento ou discriminação. • Adquirir princípios básicos para construção de desenhos coreógrafos e montagem de coreografias simples. • Conhecer. • Conhecer as atividades rítmicas e expressivas das diferentes manifestações culturais em âmbito nacional. tendo como referência o esforço em si.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/ CORPO-EXPRESSÃO Tópico: Atividades rítmicas e expressivas. simular e errar não implicam em algum tipo de humilhação. • Conhecer os aspectos históricos e sociais das lutas. expressão e linguagem dos povos. que tragam benefícios para o organismo e a saúde. • Conhecer a origem e a diversidade cultural da dança e da ginástica como expressão da cultura humana. regional e local. • Valorizar e apreciar as atividades rítmicas e expressivas. • Conhecer e executar movimentos simples da ginástica circense. • Noções gerais sobre ritmo. • Organização de festivais de dança. • Compreender que o arriscar.

• Cantigas de roda. • Construir coletivamente as regras que trabalhem e resgatem os valores étnicos. • Jogos de salão. brincadeiras e cantigas. • Jogos cooperativos. morais. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. buscando solucionar os conflitos. • Jogos pré-esportivos. 197 . CONTEÚDOS • História dos jogos e brincadeiras populares e folclóricos. • Jogos de raciocínio. • Vivenciar atividades cooperativas. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. sociais e éticos. • Conhecer a origem histórica dos jogos. • Conhecer e criar jogos que estimulem a prática dos jogos individuais e coletivos. • Adotar atitudes de respeito mútuo. Tópico: Jogos e brincadeiras. dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas.

SOUZA JÚNIOR. Francisco Eduardo (Org. ES: PROTEORIA. 1992. WERNECK. 6. n. Educação física escolar: política.. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. Vitória. 2001.). PERRENOUD.151-139. Brasília. investigação e intervenção.17.3. Valter. 2001. Parâmetros curriculares nacionais. RS: Ed. maio/ago. DF: MEC. Porto Alegre: Artmed. 198 . Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. 2001. Gisele Franco de Lima. questões contemporâneas. SOARES. 1999.).5 Referências BRACHT. 1. RS: Ed. Educação física escolar: política. 2001. Ijuí. Philipe. 2. Vitória. trabalho e educação: relações históricas. KUNZ. Pesquisa histórica na educação física. Anais. Unijuí. investigação e intervenção. 1998. BRASIL. In: FERREIRA NETO. Orientações curriculares para o ensino médio. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. Metodologia do Ensino de Educação Física. Elenor. Vitória. 2001. Pesquisa em ação: educação física na escola. SANTOS. In: CAPARROZ. 2000. Ministério da Educação. ES: PROTEORIA. Construir competências desde a escola. Marílio. Brasília. Vitória. v. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. Lazer. Unijuí. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 2004. Paraná. ES: PROTEORIA. UFMG. 2001. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. Amarílio (Org). Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. ______. 2001. 73-76. DF: MEC. Carmem Lúcia et al.1. ______. São Paulo: Cortez.Sumário principal 9. v. v. Francisco Eduardo. p. v.. Christiane. Ijuí.1. Francisco Eduardo (Org. 2006. Belo Horizonte: Ed. PRIMI. CAPARROZ. Educação física escolar: política. p. ______ et al. ES: PROTEORIA. Paraná. Ricardo et al. Transformação didático-pedagógica do esporte. investigação e intervenção. 2003. In: ___.

Área de Linguagens e Códigos Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 01 .

03 . anos iniciais. – Vitória : SEDU. 2009.Currículo.Vitória/ES . v.br Espírito Santo (Estado). v. I. área de Linguagens e Códigos.Linguagens e Códigos. v. área de Ciências Humanas. César Hilal. Ensino médio . Guia de implementação.Ensino médio. Santa Lúcia . v. 26 cm. 128 p.19 CDU 373. 03 .Ensino fundamental. II.Info Consultoria. área de Ciências da Natureza.Currículo. 02 .016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. 4.CEP 29.111. anos finais. área de Linguagens e Códigos. 01 .Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.056-085 . 01) Conteúdo dos volumes : v. v. Volumes sem numeração : Ensino fundamental.3.Espírito Santo (Estado) . anos finais.com. 01 . – (Currículo Básico Escola Estadual . 3. Série. Ensino fundamental . área de Ciências Humanas. Ensino fundamental . v.Ensino médio. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação. ISBN 978-85-98673-02-8 1.Ensino fundamental. Título.Currículo.Ensino fundamental. anos finais. área de Ciências da Natureza. 2. . ES. Ensino . CDD 372. nº 1. 02 . Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.Ensino médio.

igualmente sujeito do processo.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado..” Paulo Freire .. ao lado do educador.

Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Jomar Apolinário Pereira. Maria Elizabeth I. R. Raquel Marchiore Costa. Torres. Ribeiro. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. C. Ires Maria Pizzeta Moschen. Rosangela Maria Costa Guzzo. Sebastiana da Silva Valani. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Marilene Lúcia Merigueti. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Tania Mara Silva Gonçalves. Edílson Alves Freitas. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Johan Wolfgang Honorato. S. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Luciane R.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Alecina Maria Moraes. Sidinei C. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Carvalho.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Maria da Penha de Souza. Mara Cristina S. Delcimar da Rosa Bayerl.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Cérlia Silva de Oliveira. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria.Física Claudio David Cari . Claudinei Pereira da Silva. Cátia Aparecida Palmeira. Tarcísio Batista Bobbio. Chirlei S. Luciane S. Jane Pereira. Maria da Penha C. Regina Zumerle Soares. da Silva. Anderson Soares Ferrari. Rodrigues Soyer. Maria Nilza Corrêa Martins. João Firmino. Jomara Andris Schiavo. Eliane Carvalho Fraga. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Luciene Maria Brommenschenkel. Léa Silvia P. Marta Margareth Silva Paixão. Maria da Ressurreição. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Lúcia H. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Sulâne Aparecida Cupertino. Ediane G. Jarbas da Silva. João Luiz Cerri. Angélica Chiabai de Alencar. Junqueira. Luciane Salaroli Ronchetti. Giuliano César Zonta. Alaércio Tadeu Bertollo. Sara Freitas de Menezes Salles. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Antônio Fernando Silva Souza. Ernani Carvalho Nascimento. Denise Moraes e Silva. Patrícia Maria Gagno F. Eduarda Silva Sacht. Conciana N. Jaqueline Justo Garcia. Antonia Regina Fiorotti. Martinelli. Ires Maria Pizetta Moschen. Núbia Lares. Oliveira. Edy Vinicius Silverol da Silva. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Naédina Barbieri. Gracielle Bongiovani Nunes. Carlos Sebastião de Oliveira. Maria Alice Dias da Rosa. Hebnezer da Silva. Maria da Penha E. Marta Gomes Santos. Cristina Louzada Martins da Eira. Maria Geovana M. Josimara Pezzin. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Eliane dos Santos Menezes. Tânea Berti. Alvarenga Vieira. Rodrigues. Antônio Carlos Rosa Marques. Giovana Motta Amorim. Elisangela de Jesus Sousa. Patrocínio. Telma L. Ilza Reblim. Cláudia Regina Luchi. Irineu Gonçalves Pereira. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Valentina Hetel I. Luiza E. Sônia A. Luiz Antonio Batista Carvalho. Hebnézer da Silva. Pedro Paulino da Silva. Angélica Chiabai de Alencar. Mônica V. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Iza klipel. Renan de Nardi de Crignis. Hulda N. Benevides. de Oliveira. Regina Jesus Rodrigues. Alaíde Schinaider Rigoni. Christina Araújo de Nino. José Alberto Laurindo. Rosinete Aparecida L. Anelita Felício de Souza. Márcia M. Irineu Gonçalves Pereira. Campos Cruz. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Ana Paula Alves Bissoli. Roseane Sobrinho Braga. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Teresa Lúcia V. Maria de Lourdes S. Rodrigues. Alaíde Trancoso. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Rita de Cássia Santos Silva. Martinelli. Edilene Costa Santana. Karina Marchetti Bonno Escobar. Silma L. Novais Rocha. Gina Maria Lecco Pessotti. Margarida Maria Zanotti Delboni. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. João Carlos S.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Marlene M.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Margareth Zorzal Fafá. Angelita M. Christina Araújo de Nino. Elizabeth Detone Faustini Brasil.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Luciete de Oliveira Cerqueira. Sabrina D. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Luiz Humberto A. Nourival Cardozo Júnior.Língua Portuguesa Adriana Magno. Marlene Athaíde Nunes. Organdi Mongin Rovetta. Ana Paula Alves Bissoli. Agnes Belmonci Malini. Patrícia Maria Gagno F. Bastos. Vaneska Godoy de Lima. Ronchetti.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Marcelo Ferreira Delpupo. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Coelho Ambrozio. Francisco Castro. Paulo Roberto Arantes. Jorge Luis Verly Barbosa. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Última da Conceição e Silva. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Renata da Costa Barreto Azine. Renan de Nardi de Crignis. da Silva Scaramussa. Américo Alexandre Satler. Sandra Renata Muniz Monteiro. Neire Longue Diirr. Vazzoler. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Fernandes. Renato Santos Pereira. Edilene Klein. Dalla Passos. Zelinda Scalfoni Rodrigues. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Simone Carvalho. Edna Milanez Grechi. Guaresqui Cruz. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Perin e Valéria Perina. P. Adna Maria Farias Silva. de Almeida. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . João Luiz Cerri. Eliethe A. Fabiano Boscaglia. Elza Vilela de Souza. Pedro Guilherme Ferreira. Manzoli. Magna Maria Fiorot. Marcio Vieira Rodrigues. Everaldo Simões Souza. Rodrigo Nascimento Thomazini.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Carmencéa Nunes Bezerra. Bastos. Maria do Carmo Braz.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Ana Helena Sfalsim Soave.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Renato Köhler Zanqui. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Davel. Lurdes Maria Lucindo. Cezar. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Luciene Tosta Valim. Ivanete de Almeida Pires. Maria Aparecida Rosa. Luciana Oliveira. Maria Adélia R. Luciano Duarte Pimentel. Cristina Lúcia de Souza Curty. Rosângela Vargas D. Vivian Rejane Rangel. Dilma Demetrio de Souza. Lyra. Sebastião Ferreira Nascimento. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Izaura Célia Menezes. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Epitácio Rocha Quaresma. Márcio Correa da Silva. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Giselle Peres Zucolotto. Marcia Vânia Lima de Souza. Antônio Fernando Silva Souza. Braga. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Danilza A. Eliana Aparecida Dias. Carla Moreira da Cunha. Anderson Soares Ferrari. Maria Cristina Garcia T. Ivone Braga Rosa. Mirtes Ângela Moreira Silva. Verginia Maria Pereira Costa. Cortez. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Lea Silvia P. Eliane Maria Lorenzoni. Lúcia Helena Maroto. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Pereira. Jane Ruy Penha. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Israel Bayer. Elenivar Gomes Costa Silva. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Alves. Rodrigues. Dileide Vilaça de Oliveira. Ilza Reblim. Gleise Maria Tebaldi. Cátia Aparecida Palmeira. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Pedro Paulino da Silva. Rosiana Guidi. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Edna dos Santos Carvalho. Linderclei Teixeira da Silva. .C. Maria de Glória Sousa Gomes. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Malba Lucia Gomes Delboni. José Christovam de Mendonça Filho. Erilda L.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Sandra Renata M. Soprani. Rachel Miranda de Oliveira. Maura da Conceição. Maria José Teixeira de Brito. Marcos Leite Rocha. Maria Adelina Vieira Clara. Paulo Alex Demoner. Renata Garcia Calvi. Carvalho Morais. Eliane dos Santos Menezes. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Nascimento. Valéria Zumak Moreira.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Fracalossi. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. do Nascimento. Rogério de Oliveira Araújo. Neyde Mota Antunes. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Érika Aparecida da Silva. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Morati.Arte Rita de Cássia Tardin .Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Foerste . C. Jaqueline Oliozi. Roberto Lopes Brandão. Ângela Maria Freitas. Paulo Roberto Arantes. Magna Tereza Delboni de Paula. Lemos. Rosiane Schuaith Entringer. Luciene Tosta Valim. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Kátia Elise B. Madalena A. Alexandre Nogueira Lentini.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Larmelina. Edimar Barcelos. Márcia Gonçalves Brito. Salette Coutinho Silveira Cabral. Gilcimar Manhone. Lima. Eliana C. Leila Falqueto Drago.SEDU Ana Beatriz de C. Edson de Jesus Segantine. Pinto. Maria Alice Dias da Rosa. Lúcia Helena Novais Rocha. Sebastião Ferreira Nascimento. Kátia Regina Zuchi Guio. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. de Quadros P. Monteiro e Wagna Matos Silva. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Barbosa. Mohara C. Alcimara Alves Soares Viana. Ilia Crassus Pretralonga. Alan Clay L. Paulo Roberto Arantes. Ferreira. Sandra Fernandes Bonatto. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Angélica Chiabai de Alencar. Evelyn Vieira. Freitas. Nilson de Souza Silva. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Rodrigo Vilela Luca Martins. de Castro. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. SRE Carapina: Lucymar G.

Para enfrentá-los. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. a complexidade que envolve a infância e a juventude. quer sejam individuais ou coletivos. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . A construção do Novo Currículo da Educação Básica. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. neste contexto. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. sem dúvida.Sumário principal Prezado Educador. Como equipe. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. das superintendências e da unidade central. na qual. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Temos certamente que comemorar. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. como um plano único e consolidado. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

conforme os termos constitucionais. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . como unidade autônoma.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. Educação Especial e Educação do Campo. mas. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. tendo como base um projeto de nação. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. sobretudo. ao longo dos anos. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. por meio de mecanismos participativos. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. O Estado. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Como síntese desse processo.

O currículo é a materialização do ricos de discussão. conectado com a dimensão universal. fortalecendo a grande complexidade. professores convidados. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. ciência e cultura. que desafios que precisamos enfrentar. nizados. costumes historicamente produzidos que. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1.Sumário principal e social de sua população. com vistas à promoção do educando e. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. hábitos e consequentemente. Entre os anos de 2004 e 2006. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. entre vimento de crianças. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. por meio de atitudes. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. Todos esses atores mente construídas. da educação pública. com qualidade social. 12 .500 educadores. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. tônomos e críticos. Portanto. muitas vezes. valores. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. como a relação entre trabalho. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional.

consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. outros Educação Básica. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.CBC para cada disciplina da Educação Básica. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. resguardando as especificidades das escolas. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. conteúdos com- 13 .Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. consequentemente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Além para cada disciplina da do CBC. Para tanto. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. Certamente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Isto é. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . conhecimentos estanques e conservadores. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor.

assim. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. na relação com a natureza e com seus pares e. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. cializadas na medida em que cultura e trabalho. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. ampliando a nada. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. como instrumentos dinamizadores do currículo. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. correspondendo aos 30% restantes. dentre outros. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. lo ciência.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. produz conhecimentos. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . em alguns casos. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. ou seja. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. Do ponto de vista organizacional. cultura e trabalho.

a partir de estudos sistemáticos.Sumário principal vivências curriculares. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. por fim. química e biologia. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. roteiros turísticos e ambientais. Realização de olimpíadas escolares e. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. O projeto contempla ainda. tornando a escola mais atrativa. “Ciência na Escola” . “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. 8963 de 21/07/2008. materializa esse conceito. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. Dessa forma. Matemática e Ciências. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. Esporte. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. 15 . por meio da Lei Nº.

O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. computador por aluno. a partir digitais no cotidiano escolar. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. ampliando para a do educador é mais naridade. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. a de estudar. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. com destasucesso esperado: estagiários. pendrives. as novas do conhecimento. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. pesquisa.um públicas e privadas. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. capacibibliotecas escolares. transdisciplida escola. as reformas educativas e seus desdobramentos. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. de modo a 16 . refletem a complexidade do do conhecimento matemático. pois o educador precisa aliar à tarefa e. tecnologias e suas implicações didáticas. com destaque ações de formação. “Ler. por meio que necessidade. atualização da escola. PC do professor. pois o educador precisa aliar à Multimídia. a sua inclusão digital e a comunidade. TV comunidade local. intervenção pedagógica. com isso. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. que para a revitalização das professor dinamizador.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. e a partir A formação continuada tação. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. escrita e pedagógicas. formação gica.

que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. uma trilha experienciada coletivamente. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. os quais irão enriquecer a prática docente. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. portanto. Nesse sentido.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. além de outras pautas de estudo do referido documento. com tudo isso. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. que incorporou o saber de quem o vivencia. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. Espera-se. ao final de 2009. como componentes do Guia. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. 17 . Destaca-se ainda. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. alinhado a um processo participativo e dialético de construção.

Sumário principal Capítulo Inicial .

Em 2006 a Sedu. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. nos quais. Em 2005. formação acadêmica e atualização permanente. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. constituíram-se objetos de diálogo. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. objetivos. que. de acordo com a prática pedagógica do professor. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. elaboraram as ementas contendo visão de área. conteúdos e orientações didáticas.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. considerando situação funcional. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. municipal e federal. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. por meio de seminários com participação dos professores referência. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. 21 . se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina.

pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. SRE. estar a serviço da vida. jovens e adultos capixabas. modalidades e transversalidades.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. além de 26 especialistas de cada disciplina. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. nos anos de 2007 e 2008. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. professores convidados. consultores.500 eduTodos foram mobilizados cadores. acima de tudo. consequentemente. intercolóquios e seminário de imersão. em sua fragilidade. da educação pública. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. central e das da educação pública. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. consequentemente. num processo formativo e dialógico. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. produziram os CBC por disciplina. contando com a participação de cerca de 1.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. em dois grandes ciclos de colóquios. instituições e modos de 22 . Foram vividos momentos muito ricos de discussão.

de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. que se realiza em um contexto histórico. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. paz social e paz ambiental. intensificando os esforços pela justiça. a vida requer convivência na promoção da paz interior. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. que são apenas diferentes. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. direito de todos e dever do Estado e da família. social. do outro e do mundo. Nesse sentido. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. cultural e político. dignidade humana. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. por isso. solidários. reverencia o mistério da existência. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. Superar as diversas formas de exclusão. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. é um bem público que deve servir 23 .Sumário principal vida.

envolvendo a percepção. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. E um lugar de esperança. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. sentimentos e atitudes. A escola pública com compromisso social. No entanto. uma obra de legítimo interesse social. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. uma dimensão mais ampla. Na escola.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. por ser um ambiente essencialmente humano. aprender. antes de tudo. assumindo. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . portanto. na medida em que contribui para o bem comum. em função dele. mediante um determinado caminho. exercido pelo poder público ou privado. a interpretação. espaço de visibilidade. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. o aluno é o centro do processo educativo e. assumindo o lugar de mediador. consequentemente. com toda a sua complexidade. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. numa perspectiva dialógica e dialética. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. A educação como obra de mudança. a construção. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. a reflexão e a ação. do desenvolvimento social e econômico da nação. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. de movimento de uma dada situação a outra diferente. um direito. deverá atender aos interesses da coletividade. A educação como serviço público. É na relação entre os sujeitos. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão.

essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. produz conhecimentos. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. assim. algo vivo e dinâmico que articula as representações. Nesse sentido. cultura numa perspectiva antropológica. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. portanto. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. acima de tudo. cuja base se expressa na aquisição da leitura. constituindo o modo de vida de uma população determinada. símbolos e comportamentos. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. a partir da articulação dos princípios trabalho. ciência e cultura. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. e. material e social. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. como processo dinâmico de socialização. como forma de criação humana. gerando a sua própria cultura. e trabalho como princípio educativo. apropriando-se dela e transformando-a.

de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. N. no interior da unidade educacional. e BARBOSA.G. dependendo do enfoque que o desenvolva. J. Porto Alegre: Artmed. certamente. muitas vezes. a organização física. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. sobretudo. mais difundida. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. 2 MOTA.P. A. 2. Brasília. GÓMEZ. e. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. promotor de uma educação emancipadora. e.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. junho de 2004.G.V. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. por ser um conceito bastante elástico e. o currículo na escola E. O currículo para além das grades . C.R. Isso acontece 1 SACRISTÁN. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. impreciso. nesse sentido. que está inserido.Sumário principal curricular apresentada neste documento. No entanto. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. a exemplo dos laboratórios de estudo. 26 . Portanto. o significa discutir a currículo. entre os curriculistas contemporâneos. J.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. sobretudo. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1.I. 1998. evidenciar a qualidade dessa ação. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade.S. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. Compreender e transformar o ensino. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2.

Vitória: SEEB/SEDU. Ele é resultado de lutas. a participação da comunidade. a identidade nantes. a identidade dos estudantes e etc. seja no campo de metodologia. T. Documentos de identidade . políticas e alternativas educacionais. de organização e gestão. e outras que considePortanto. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola.T. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. é possível e negociações. 2004. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. avaliação. Belo Horizonte: autêntica. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. C. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. metas. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. 27 . currículo real (Sacristán).E. conflitos concretas. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. Considerando isso. 3 talidade social” . currículo realizado (Ferraço). Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. Por isso. historicamente ideias de currículo em ação. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. ações. seu modo de organização e gestão. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. os conhecimentos mais valorizados da escola. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. Assim. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. incluem tradições culturais Assim. De modo geral. seu modo 4 FERRAÇO. O currículo escolar. está deficurrículo4.uma introdução às teorias do currículo. currículo praticado (Oliveira). 2000. as relações no interior 3 SILVA.

Não norteadores do Ministério da Educação. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. MEC/INEP. forma a aliar competências. há gradação. Z. fazer. com rapidez e eficiência. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. 7 BRASIL. ou seja. MEC/INEP. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. 28 . não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. 2005. 2005. Comumente. p. A. como parte que deste documento curricular. Pelo contrário. Rio de Janeiro. ENEM . contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. a segunda parte previstas. 30. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. de ensino e pesquisa. ENEM .exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. específica”7. de vida e laborais conhecer. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. 2004. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. conhecimentos tácitos e as constituem. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. ensino. com rapidez e eficiência. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. v. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. articulando competências. histórias de vida. 81-93. Boletim técnico do SENAC. lar. 6 KUENZER. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo.

condição do objeto. na prática não se do sujeito. extrema facilidade para alguma atividade. Assim. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. as três formas de competência. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. por exemplo. pois se referem a petência. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. Não se trata MEC.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. não basta possuir objetos potentes e adequados. educativo. 2002. 29 . é extremamente importante que os profissionais da educação. não basta ser muito entendicontexto. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. Competência como condição prévia anteriormente descritas. 9 BRASIL. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. o que pressupõe uma organização Na escola. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. Dentre elas. pedagogos. ENEM . destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. MEC/INEP. Nesse te. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. 2005. significa. dom ou uma mesma realidade. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. A competência relacional expressa esse jogo de interações. nesse sentido. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. o que se chama de talento. planejamento das atividades. o desenvolaprendida. ou seja.

se forme e informe. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. Cidadão esse que busca na escola adquirir. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. afetivas. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. hoje. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 .3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. visa a investir na formação do cidadão. para que o aluno aprenda. “Ninguém nasce aluno. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. ao mundo do trabalho. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. Como ponto de (cognitivas. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. alguém se torna aluno. sociais e psicomotoras). Ao contrário disso. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. Nesse sentido. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. Quais são os alunos e quais são. cultural. 2. problematizannatureza. neste documento curricular. por meio do ensino e da pesquisa. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. trabalhar nessa concepção. Até escola.

são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva.Sumário principal e imprecisos. que conrenciam. A escola. a juventude e a curta etapa da infância. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. no exercício História. a Antropologia. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. dos direitos da criança. os infantiliza. A e na comunidade. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. de dominar física e mentalmente outros. sem. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. há ou etnia. assim. a Psicanálise. dentre mundo. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. Esses tempos de vida. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. a vida adulta. pois reconhece-se que. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. constituir-se como infância. especialmente no que se de um indivíduo. no Brasil templam o pertencimento de classes. numa sociedade socioculturais determinadas. econômicos. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. séculos. Sendo simbólicas específicas e próprias. estudo e a compreensão da contudo. a inserção na vida adulta. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. sendo um ocidental como a nossa. gênero. criações culturais crianças com o mesmo referencial. a Filosofia. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. a violência urbana. a Sociologia. e não diferentemente no Espírito Santo. de sua função educadora. Portanto. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. os A ação de reconhecimento adultiza. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. enfim. momento da maturidade. 31 . é tempo de constante refere à crise de autoridade.

delimita mobilizar. o desejo de impactar. de forma visível. visível. Portanto. nas relações estabelecidas também e não 32 . construindo. a escrita. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. social parecem Assim como a infância. assim. discurso com sentido. finalizando definidoras da existência somente com a morte. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. de provocar própria sociedade. o desejo de impactar. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. ajudam a traçar o perfil da população. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). como odo atravessado por crises. Na infantil e a maturidade do adulto. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. tude do homem. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. de provocar matemático. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. a juvencomo o nascimento. cognitivas e sociais que. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. como a o sinal próprio desse tempo. marcada pela busca leitura. juntas. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. se exercita e se reconstrói variados. estilos que se constrói. que. Deve ser pensada para contrastes. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. e que se originalidade. da puberdade e social parecem mobilizar. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida.Sumário principal individuais. Marcas para outras.

diante de uma sociedade em intensa mudança. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. falta de perspectiva de vida. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. ao mesmo tempo. da classe média e trabalhadora. como desordeiros ou transgressores. em intensa situação de vulnerabilidade. ao mesmo tempo. 2008). apontado para os adolescentes. especialmente apresentados pela mídia. a igreja e o trabalho. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. Querem ser rebeldes. como a família. Objeto de inveja e de medo. mas buscam proteção. Na contemporaneidade. Na escola. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. a ênfase no mercado e no consumo. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . a ponto de ser compreendido como alienação. Ser jovem na periferia ou no campo. são todas identidades possíveis e relacionais. em que os últimos têm acesso a bens. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. mas em outras esferas sociais.Sumário principal somente na escola. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Seguir. (Calligaris. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. ela é um poderoso argumento de marketing e. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. Objeto de admiração e ojeriza. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. no qual o futuro é incerto. ausência de utopias. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. a seus pesadelos de violência e desordem. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. muitas vezes encurralando-a.

O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. sempre numa expectativa em família. Em geral. a respeito de si mesmo. ou em ocupações precárias ou não. na perspectiva de trabalho. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. e na gravidez na adolescência. circunstância de realidade social. Estão abertos de desenvolvimento. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. Já produz e trabalha. o clareza de seus objetivos. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. é entendido no processo história de vida. seja por abandono. explícita ou implicitamente. na vulnerabilidade à violência e ao crime. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. em qualquer formada sua personalidade e identidade. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. O fenômeno da vida adulta. tentando demonstrar. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. soal. Na fase de vida adulta. A laridades. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. 34 . são sujeitos que de emancipar-se. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social.

compreendemos. com o mundo e os outros. sobretudo se entendida como a construção histórica. que vivem no campo. da história e de suas próprias histórias. 35 . o ser humano se tornou presença no mundo. são únicos em suas humanização da sociedade e à personalidades e são também sustentabilidade do planeta. em sua maioria de classe popular. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. “portadoras de necessidades homens e mulheres. juventude ou idade adulta. diversos em suas formas de perSeres humanos são ceber o mundo. filhos de trabalhadores formais e informais. sujeitos especiais") (p. cultural e social que faz parte do acontecer humano. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humasuas relações entre pares e com os outros na: seres humanos são diversos em suas seres mantêm-se como constante desafio à experiências culturais. na cidade. em que (as comumente chamadas de perceber o mundo. O grande desafio da escola. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. predominantemente jovens. Seres humanos diversos em suas apresentam. está sidades provocam impedimentos personalidades e são em constituir-se como ambide natureza distinta no processo também diversos em ência de construção de uma de desenvolvimento das pessoas suas formas de nova humanidade.. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos.17). biológica.Sumário principal Estejam na infância. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. na especificidade de seus saberes e práticas. ainda... Algumas dessas diversão únicos em suas em especial da pública.. De acordo com Lima (2006). diversidade experiências culturais.”. mais que um ser no mundo. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. como ponto de partida e chegada do processo educacional. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos.

A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. solidariedade e justiça. que propõe epistemológico e político. no campo do conhecimento da a diversidade. que exige a busca por valores. o estético. consideram esses saberes. o biológico. respeito O currículo deve. cultura de paz e cidadania. tais como: o ético. Certamente criminação em acolhimento humana. como ato político pela garantia do direito de todos. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. às diferenças. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. solidariedade e justiça. portanto.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. Quando falamos de diversidade e currículo. mento pessoal e coletivo. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. o político. 36 . e a constituição às diferenças. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. o sociocultural. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. o em todas as suas dimensões. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. dentre outros.

importante. nem menos 11/2000). levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. seja pela oferta irregular de vagas. menor. os direitos humanos. nem menos importante. mas como um modo próprio de fazer educação. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. Os sujeitos da EJA. Como modalidade de Educação Básica. De modo geral. em sua singularidade. a sexualidade. do mercado informal. como questões inerentes ao currículo escolar. 37 . de aprender e de reaprender.Sumário principal as relações étnico-raciais. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. da política e da cultura. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. Possuem trajetórias escolares descontínuas.1 Educação de jovens e adultos: saberes. e de currículos adequados a esses sujeitos. quase sempre. são trabalhadores assalariados. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. em ocupações não qualificadas. a ética e cidadania. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. durante a infância e/ou adolescência. apresentam uma especificidade sociocultural: são. que incluem reprovações e repetências. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. de certificar-se. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. a cultura de paz. seus saberes. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. arts. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. dentre outras. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. mas como um modo próprio de fazer educação. trabalhando. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. contribuindo de fato para a formação humana. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. Nelas. geralmente. 3. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho.

E uma concepção de escola como instituição política. Além disso. que enfoca o direito de todos à educação. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. Isso implica formar (não treinar. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. pensando metodologias de ensino 3. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. Nesse sentido. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. os princípios. abordagem inclusiva do currículo. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. Nesse sentido. ou seja. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. cultura e trabalho. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. Na LDB nº. 38 . sua característica fundamental de serem trabalhadores. adestrar. no processo de aprendizagem. espaço propício a emancipar o aluno. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. preferencialmente na rede regular de ensino. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. o acesso e a permanência de todos na escola. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência.

Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. e outros espaçostempos da escola. 39 . um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. Ainda. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. Acreditamos que. continuada. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. 3. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. da crítica e da colaboração. o planejamento e a formação continuada. O grande desafio da escola e. pela via da formação dos profissionais da educação. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. a partir do princípio da pesquisa. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. formação de ressignificação das práticas educativas. portanto. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina.

Assim. se respaldada por documentos oficiais. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. a partir do trabalho de subsistência. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. estuda CEB nº 2/2008. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. comunidade escolar e seu entorno. normas e prinsujeitos campesinos. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. seus ao urbano. truídos de forma coletiva. em 2004. Outro eixo fundamental 40 . condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. avalia e fomenta o processo de do Campo. lutas pela terra. produção orgânica de alimentos. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. Há que se resgatar o educativo. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. Campo. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. que procuram enfatizar o seu caráter singular. o currículo deve levar em conta cultura familiar. A agria terra. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. que institui e cultural dos sujeitos do campo. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002.

a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. da justiça social e ambiental. níveis e modalisocialmente justas. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. biental em todos economicamente viáveis. na Lei 9. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. ao mesmo tempo. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. A promoção da ao mesmo tempo. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. da cooperação. pelo regime de colaboração. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. com respeito à alteridade e à diversidade social. étnica e cultural dos povos. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. Constitui-se em um processo permanente. economicamente viáveis. se calcada nos princípios da solidariedade. da democracia.795/99 e contribuirá para a formação humana. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. ecologicamente prudentes. socialmente justas. valores e ati- 41 . fundamentado no respeito a todas as formas de vida. 3. Educação Amecologicamente prudentes. formação de sociedades sustentáveis que são. e a visão da educação como ato poiético.Sumário principal é a interdisciplinaridade. Como outro importante pressuposto. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes.

eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. os negros representam 47.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. cooperativas.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). das pluralidades e da identidade brasileira. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. Entretanto. 3. interdisciplinares.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade.3% da população brasileira. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. 42 . mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades.

africanas e asiáticas.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. 2006). Porém. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. à diversidade e à cultura. que formam a população brasileira. No Espírito Santo. havia cerca de Promover o debate sobre 1. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. É tratado como uma sociedade sem 3. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. No período colonial. localizados no município de Aracruz. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. Em 1988. à saúde. sendo 2. à educação. por meio de suas lutas pelo direito à terra.109 da etnia Tupinikim e 237. nacional em difeafricanas e asiáticas.346 aldeados. por meio de políticas públicas de reparação. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. européia e asiática. Guarani. na escrita do artigo 231. a população indígena compreende cerca de 2. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro.100. africana. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. 43 . nesse sentido. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. rentes épocas da história do Brasil.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70.000.

política. conhecimento. o resgate de sua cultura e história. e. temática. e. o la e da comunidade. sob forte influência do mundo ocidental. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. que possa o currículo escolar. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. 44 . expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. econômica. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. formação do Brasil. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. própria origem e história. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. social e religiosa. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. O conceito de de construção do conhecimento. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. tradições e culturas. principalmente. da escoprincipalmente.Sumário principal suas antigas línguas. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos.

é determinante a qualidade da relação professor-aluno. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. a multiplicidade de pontos de vista. passando a mediar as aprendizagens. professor. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. e saber lidar e conviver com as diferenças.M).Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu.” (Moran. os diver- 45 . as relações estabelecidas no cotidiano escolar. J. Nessa perspectiva. nessa lógica. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. Isto é. O professor como mediador do processo educativo. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. os espaços/tempo de educar. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Assim. bem como sua história. estou desafiando meus alunos. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. às características e aos estilos. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. “o professor procura ajudar a contextualizar. a problematizar. Como mediador e facilitador da aprendizagem. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. A intervenção docente.

sobretudo os professores. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. respeitando e valorizando outros pontos de vista. e de trabalho. durante quase todo trabalho pedagógico. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. o afetivo. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. horizontalização dessas relações. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. círculos. isso significa. Estabelecer uma relação de confiança. dentre outros. ao máximo. tendo como sujeito principal o professor. Na interação grupal. Nesse contexto. ao colocar seus pontos de vista. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. típica do trabalho cooperativo. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. ou indiferença. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. autenticidade. Diante desse cenário. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. São os educadores. aceitação mútua. Tendem a se ano letivo. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. bibliotecas. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. na sala de aula. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. duplas.

é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. bibliotecas. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. como princípio educativo. interpretar e analisar dados. intencional e natural do ser humano. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. envolvendo comunidade. caracterizados como atividade simbólica. e com isto. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. a montar um mosaico das informações. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. concertos. festividades. além de aproveitarmos recursos já existentes. como sobre a realidade. autônomos. articulando pensamento e ação. construir e conhecer novos conceitos. reservas ambientais. é fundamentada no diálogo e no questionamento. gumentando e defendendo sua hipótese. A pesquisa.Sumário principal dela. galerias. teatros. a acessar recursos tecnológicos. pois. críticos e criativos. quadras de esportes. exposições de arte. com profissionais da área. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. estações ecológicas. espaços públicos. a discuti-las e criticá-las. que envolve. museus. centros de pesquisa. possibilitando a reconstrução do conhecimento. entre conhecimentos empíricos e científicos. a construir seu próprio conhecimento. enfim. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. expressar-se questionamento. cultural e ao mundo do trabalho. com autonomia. asseguram a necessária união entre teoria e prática. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . seu entorno. nos projetos pedagógicos. princípio educativo. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e.

Avaliar é 48 . Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. envolvendo professor e educando. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. É preciso avaliar permanente e processualmente. em perfeita sincronia. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. A avaliação da educação pública. da mediação. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. as questões de investigação.Sumário principal naturais e sociais. em que o protagonismo é do professor. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. é uma atividade integrante do processo pedagógico. para nós. dentre muitos outros aspectos. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. ainda que seja um tema polêmico. do diálogo. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. avaliação do sistema escolar. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. marcada pela lógica da inclusão. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. profissionais da educação. avaliação da instituição como um todo. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis.

gostaríamos de verificar. E. deve ter significado para quem está sendo avaliado. aptidões. é uma parte do todo. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. dagações sobre o Currículo futura. caderno de aprendizagens. testes. provas. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. Assim. cedora. memorial. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. por considerar o processo educativo. com a finalidade de apreciar o resultado desse. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. Para que o processo de avaliação seja efetivo. o professor. certamente. nenhuma relativa ao que. Avaliar. portfólio. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. recebe o nome de avaliação somativa. que limita liação que elabora. 49 . com vistas a reorientá-lo. de fato. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. para nós. d) estar coerente com os propósitos do ensino. quando ocorre ao final do processo. talvez. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. A avaliação como parte de um (2007).Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. potencialidades e habilidades. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. processo pedagógico. ou seja. bem como o raciocínio. objetiva. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. atribuir com os conteúdos escolares. c) o conteúdo deve ser significativo. vivências e valores. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas.

O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. interpretações. pesquisas. ambiente da escola. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. o adolescente e o adulto. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. angústias. as atitudes dário Anual. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. desafios que o cotidiano selecionar. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. paralela e final. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. os grupos. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. coordenadores. a violência escolar. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. pais e comunidade em geral. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. pedagogos.. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. dentre outros. momento de interação entre professores.Sumário principal relatórios. para além de classificar e do representante de turma. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. referenciados nos programas dos. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . professores.

51 . as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática.

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Anos Finais .Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .

espaciais e plásticos. a crítica e a intervenção. musicais. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. tal como o homem que a manifesta. a linguagem é produto e produção cultural e. como trabalho simbólico. as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. é criativa. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. gestuais. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. De natureza transdisciplinar. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. Como marco e herança social. corporais. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. A Língua Portuguesa.Sumário principal 6 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Por meio da linguagem o homem pensa. irregular. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e do respeito às diversidades. Ela possibilita a reflexão. na educação escolar. a forma de pôr a língua em movimento. Nessa perspectiva. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. que consideram o homem inserido em sua cultura. Arte. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. interfere no mundo. e a linguagem. a atividade discursiva. na sociedade e na história. Educação Física e Língua Estrangeira. como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. Tais sistemas compreendem na educação escolar as disciplinas: Língua Portuguesa. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente. se apropria. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade 57 . contraditória. variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. compreende a língua como um objeto histórico. Da perspectiva da enunciação. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e os conhecimentos: linguísticos. Desse modo. Levando em conta os princípios acima. conhece. O espaço privilegiado para isso é a interlocução.

Fazer Arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. sociais e biológicas. Possibilita o acesso ao conhecimento e às diversas formas de manifestação da linguagem em diferentes contextos e culturas. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física.Sumário principal dos sujeitos. cores. resignificando-as em processos poéticos. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. configurados pela ação de um gesto criador. sendo assim. Além disso. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. Essa visão contempla o eixo da cultura. que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. posturas. A Língua Estrangeira na educação escolar insere-se como uma forma de linguagem diversificada de expressão e comunicação humana. à medida em que interagem com os outros. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. ao mesmo tempo em que estabelece o diálogo e o ultrapassar 58 . porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. Permite aos alunos a compreensão e a aproximação com as tradições e a cultura de outros povos. nem se prende a normatizações que a regulem. mas não descarta o do trabalho. como as artes visuais. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. em contínua constituição. propiciando aos alunos uma formação mais abrangente. as danças. Como produção simbólica a Arte não é funcional. não é instrumental. sons e gestualidades. mas imbricada com o trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. a linguagem corporal como produto da cultura deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. as encenações teatrais e a música.

A partir dessas contextualizações que não se excluem. Essa contextualização abrange ainda as condições sociais. artística e/ou corporal. mas se complementam. seja ela literária. gestuais. Desse modo. gestuais e sonoros. Na contextualização diacrônica o percurso de estudo se dá num eixo temporal e se inscreve na história e na cultura. articulando aspectos como: sensibilidade. possibilitar o acesso do aprendiz a informações diversas. investigação e reflexão ao realizar as suas produções. pois essas são geradas social e historicamente. a aprendizagem da Língua Estrangeira não se destina exclusivamente à leitura. propomos ainda na educação escolar as experimentações e explorações das múltiplas possibilidades das diversas linguagens. visuais e sonoras. São as chamadas oficinas de criação. Para tanto é necessário que se estabeleça na escola uma abordagem que considere uma contextualização sincrônica e diacrônica. que envolvem desde leituras e compreensão de textos. mas pretende. corpóreos. 59 . ou as atividades propostas pelos professores aos seus alunos. possibilitando o conhecimento das manifestações das diversas linguagens em seus múltiplos diálogos nos âmbitos local. as informações e as teorias não devem ser apresentadas desconectadas de suas condições de produção. econômicas e culturais de produção. a exercícios e propostas de fazeres. contempla os saberes de cada uma dessas disciplinas. nacional. Gestual e Musical). Os modos de apropriação dos objetos culturais de épocas/espaços distintos são estudados aqui. à escrita e à fala.Sumário principal das fronteiras de uma nação. verbais. os dados. regional. Na primeira estão os estudos da linguagem em relação à época e à sociedade que o gerou. Desse modo. das suas condições de produção e da interação entre os diversos sujeitos e grupos sociais. artísticos. o professor interessado em uma formação menos fragmentada. Essas proposições possibilitam aos alunos. e contribuir para a sua formação geral de cidadão. Cenográfica. além dessas. latino e internacional. um conhecimento sensível e estético que articula os conhecimentos culturais apreendidos na Educação Física (Cultura e Movimento Corporal) e na Língua Portuguesa e Estrangeira (Cultura Verbal) com a Arte (Cultura Visual. de modo relacional e contextual. É a obra em seu tempo/espaço de produção. preocupado em propor um projeto educativo integrador da área de linguagem aos seus alunos. tanto individualmente como em grupo. e a compreensão dos significados nos diferentes discursos: literários. No ensino das disciplinas da área. Esse projeto educativo tem como princípios: a compreensão e o reconhecimento da diversidade das manifestações nas linguagens corporais.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Portuguesa .

1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. As condições de gênero. funcional e discursiva da língua(gem). tanto do patrimônio natural quanto do histórico. Para uma concepção interacionista. Ganha tônica. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. mediado pelo professor. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. Distinta é. a maneira de considerar o conhecimento. favorecido pela interação sujeito-objeto. uma concepção interacionista da língua. eminentemente funcional e contextualizada. em contínua constituição. de relações étnicoraciais na formação humana dos modos como se produzem as identidades socioculturais e * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. gerenciado por seus usuários para promover a interação com outras pessoas. Da perspectiva da enunciação. à medida em que interagem com os outros. também. Para concretizar essa proposta. como princípios seriamente considerados. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. qual seja. que articula. 2003). e a linguagem. deve-se. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. a forma de pôr a língua em movimento. variável. Deve-se. Para isso. decorre o princípio de que essa(s) só se atualiza(m) 63 . toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. o que só é possível por meio de uma rede de relações construídas em momentos compartilhados com o outro. todavia. como o quer Morin (2001). porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento (ANTUNES. a atividade discursiva. assim. Revela-se. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude.Sumário principal 6. aí. irregular. pois. Desse ponto de vista. o saber linguístico pertinente. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. compreender a língua como um objeto histórico. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. configuram-se.

possibilita a realização de alguma atividade sócio-comunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas atuam. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. escritos ou em outras modalidades discursivas. Para ensinar. desenvolvendo uma postura investigativa. gerada a partir de elementos linguísticos. 1991). 1991. operações cognitivas e estratégias discursivas. por meio de sinais gráficos. 1998.Sumário principal quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa simplesmente pela codificação das ideias ou das informações. em conformidade com essa concepção. será preciso que o educador pesquise. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. para que aconteça a comunhão das ideias. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. essa é defendida de modo tão interativo e dialógico. quanto a fala. pois. a socialização de conteúdos. parceria. 2003). observe. de um modo geral. dinâmico e negociável. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. envolvimento entre sujeitos. assim. Com relação à concepção de escrita. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. Essa perspectiva supõe encontro. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. Fiel a esse quadro. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. O texto configura-se como uma manifestação. Por essa razão. ANTUNES. 1998). a qual engloba processos. em consonância com determinados pressupostos. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. das informações. conforme as práticas culturais de cada contexto social. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. KOCH. como também favorecer a própria interlocução. verbalização e construção (GERALDI. no processo de interação. Constitui-se o texto. Deixa. 1998). das intenções pretendidas. 64 .

do outro e do mundo. e transformá-lo. reflita. são suas atividades. Serve. Isso porque. concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. descubra. fala de si. institucionalizado e de mundo. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. com o uso da linguagem e da língua. É. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. Serve. ainda. Considerando-se o caráter simbólico da linguagem. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. aprenda e reaprenda não para os alunos. o sujeito. ou sobre ele intervir. na interação com as diversas instituições sociais. a competência de o sujeito interagir no e com o mundo ocorre por via da linguagem. 2000).1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção e transmissão de todo conhecimento.Sumário principal levante hipóteses. seria difícil apreender o mundo. pois. e da cultura. estabelece uma relação próxima com a escrita e. Nessa tarefa. Portanto. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. meio em que as realidades são construídas. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. a partir do contato com outros sujeitos. e de abordagens interdisciplinares. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. o sujeito se desenvolve e se socializa. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. a linguagem à variabilidade do homem. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. nessa tarefa. 6. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir.1. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas 65 . pois. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem em situações de interação. torná-lo objeto de conhecimento. sem a linguagem articulada. a ter sua marca identitária (DA MATTA. torne-se um ens sociale. mas com os alunos.

mas não a mensagem que transmitem. com o outro e com o mundo em que vive. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. morfológicas. e considerando-se. ressignificando-a. inicialmente a falada. à escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. não desconsiderando os saberes informais que ele traz consigo. Em alguns casos. Cabe. sintáticas e semânticas. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. Na escola. possibilitando- 66 . a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. tudo é variável. o texto. O fato é que. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. enquanto nos ambientes de escrita. o jargão. por meio da língua. em suas salas de aula. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. 1999) . então. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. além de suas características próprias. disponíveis no ambiente social. pois. Isso para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. o discurso. nada existe fora do domínio dela. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente. estruturados em forma de língua. No caso da Literatura. essa propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. construir seu saber formal. para. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. como Castells (2002).Sumário principal pelos significados e sentidos. funciona como veículo. de acordo com os contextos onde foram produzidas. O aluno precisa conceber que nosso ser. para construir suas identidades social e cultural. Na interação com as diversas instituições sociais. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. Assim. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano.

textual e pragmática. ainda.1. e tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. e de diferentes linguagens. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. Linguagem 1. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. Permitir que o aluno interaja crítica e ludicamente com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. 2. Eixo pode ser compreendido. e da necessidade de sua atuação.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. com vistas a uma sociedade mais justa. concepção essencial para a formação humana. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. A Literatura propicia. o teatro. 3. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. bem como a variedade de ideias. reconhecendo nessas manifestações as marcas da diversidade humana. orais. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. entre outros. 3. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. Língua 1. como algo que permeia. a música. culturas e formas de expressão. 2. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. sendo o texto o referencial de partida. também. a escultura. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico social que sofre transformações com o decorrer do tempo. necessários à leitura e à escrita. 67 . ou fora dela.Sumário principal lhe assumir uma postura reflexiva. a pintura e o movimento do corpo. imagéticos. digitais. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. 6. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua.

4. parques ecológicos. 6. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. 7. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do Estado. obras e autores. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. considerando sua situação no mundo. Literatura 1. manifestações culturais e locais de culturas em movimento. 4. de modo a pensar a complexidade do mundo real. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e falar em situações diferenciadas. 2. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. comunidades indígenas. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. 3. 2. respeitando a diversidade nos modos de falar. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade histórico-cultural. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. 3. 68 . inclusive da literatura capixaba. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. Cultura e Conhecimento de Mundo 1. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. espaços remanescentes quilombolas.Sumário principal 4. 5. tais como visitas a sítios arqueológicos. por meio da linguagem literária.

levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. oral e coletiva. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. considerando o texto o ponto de partida e de chegada.1. destacando a visão que o aluno tem 6. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos.Sumário principal 8. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. então. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. ler e escrever textos em Língua Portuguesa. do assunto tratado. essas devem partir de condições concretas de produção. passagens. escolhidas pelo aluno. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. Para as atividades de leitura. um pressuposto metodológico a ser considerado. Ao final. explorar a seleção do tema do texto.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de Língua Portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. transformando-o em protagonista. crítico e intelectual. discutir o vocabulário do texto. escrever. Ou seja. tais como rótulos. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. repórter por um dia. lançar mão de reportagens jornalísticas. verdadeiro objeto de estudo da língua. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. aos sentidos das palavras. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). Grosso modo. explorandolhe os múltiplos sentidos. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. No caso do ensino de atividades de escrita. considerando a leitura imagética. de modo a perceber que essa depende da articulação de várias partes que formam um todo. utilizar a escrita como ferramenta 69 . silenciosa. ouvir. de integração do aluno à vida de seu meio social. reescrever). Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. e exercitar inferências sobre o texto. bulas. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. Em sala de aula. é. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar.

correio escolar. cartão de felicitações. sob a orientação do professor. tais como parlendas. flores. animais. produção de história em quadrinhos. observando as relações morfológicas. a partir daí. e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. Deve-se estimular debates sobre temas variados. sintáticas e semânticas. receitas. poesias. transformação de um gênero textual em outro. emita opiniões. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. bilhetes. cantinho de leitura. listagem de time de futebol. cantigas de roda. jornais. entre tantos. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituemse parte integrante da competência comunicativa dos falantes. recorte de palavras. piadas. uma vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. e explorando as funcionalidades da língua. justifique ou defenda opções tomadas.Sumário principal sobre o objeto. Outra estratégia metodológica. excursões. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. critique pontos de vista alheios e. endereços dos alunos em ordem alfabética. encartes de supermercados. quadrinhas. 70 . agenda telefônica. produza textos. entrevistas. de nível um pouco avançado. possibilitando que o aluno argumente. 2003). A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras.

• Reconhecer os efeitos de sentido decorrentes da exploração de recursos ortográficos e morfológicos. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. história em quadrinhos. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. com situações de produção de textos. crítica e ludicamente. poemas. argumentos. • Pontuação. Eixo Cultura. entre outras. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Interagir com os colegas por meio de atividades. produção e interpretação de texto. convite. • Semântica: denotação e conotação. carta argumentativa. • Tipos de discurso. carta. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão e coerência. coesão e coerência. fatos e informações contidos em diferentes textos. piadas. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais.Sumário principal 6. evidenciando sua compreensão. • Variedade linguística. moral e valores presentes nas fábulas. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Versificação. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. figuras de linguagem (metáfora e metonímia). • Interatuar com dados. HABILIDADES • Ler diversos tipos de textos com fluência. correio eletrônico. reconhecendo essa ação como legitimadora do conhecimento científico. • Ética. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. bioética. provérbios. fábulas. lendas tradicionais e urbanas e folclore brasileiro. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. tiras. oral. • Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual.4 Conteúdo Básico Comum – Língua Portuguesa 5ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Identificar a finalidade e a intencionalidade do texto. cartum. • Mitos . • Conhecer a norma culta da língua. digital. • Classificar palavras conforme sua função nos textos. utilizando textos orais e escritos e outras atividades criativas. • Conhecer a cultura e as tradições brasileiras e capixabas.1. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Conviver. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia de uma perspectiva discursivotextual. 71 . cartão-postal. • Reconhecer a necessidade dos valores humanos para a vida em sociedade. bilhete. imagética. • Gêneros textuais: contos de fada. • Padrões de textualidade.

• Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. digital. ambiguidade. relato. • Cultura local: obras de autores capixabas. 72 . • Indicar atitudes com relação ao meio ambiente e à sua diversidade. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. • Utilizar a linguagem como instrumento para o exercício da cidadania. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. poema (formas livres e acróstico). • Semântica: figuras de linguagem 1. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu. • Leitura e escrita como processo de formação de atitudes para a cidadania. argumentos. • Meio ambiente: sustentabilidade. polissemia. • Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. marcadas por conjunções.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. outdoor. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. panfleto. • Interatuar com dados. cartaz. • Coesão e coerência textual. ortográficos e/ou morfossintáticos. as quais lhe assegurem a sustentabilidade. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Conhecer a norma culta da língua. advérbios etc. aprendendo a desenvolver argumentos. revisão das classes gramaticais e flexão do substantivo. figuras de palavras. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. vozes e aspectos verbais) . • Introdução à sintaxe: sujeito e predicado. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. blog e artigo de opinião. crítica e ludi camente. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. Eixo Cultura. • Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. diário. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais.. flexão do adjetivo. verbo (modos. certidão de nascimento. • Acentuação: classificação quanto à tonicidade e sílaba. HABILIDADES • Interagir com os colegas por meio de atividades de leitura e escrita e de outras atividades criativas. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Articulação de parágrafos. imagética. conto. • Interatuar com os colegas por meio de atividades de leitura e escuta e de outras atividades criativas. com situações de produção de textos. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Distinguir a finalidade do gênero textual no discurso publicitário. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos gráficos. anúncio. • Variedade linguística. • Articulação de parágrafos. • Gêneros textuais: folder. tempos. entre outras. oral. produção e interpretação de texto. • Conviver. fatos e informações contidos em diferentes textos. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia: conjunção.

• Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfossintaxe do período simples. imagética. • Variação linguística. • Conviver. anômalos. • Demonstrar a relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. crônica. homofobia. • Verbos: irregulares. • Conhecer o patrimônio histórico-memorialístico e natural de sua cidade. • Interatuar com dados. oral. charge. • Adaptar textos narrativos para dramáticos com vistas a sua encenação. conceituar. • Gêneros textuais: notícia. auxiliares. argumentar. reconhecendo essas ações como legitimadoras do conhecimento científico. defectivos. argumentos. dissertativo-argumentativo. abundantes. reconhecendo como essa ação contribui para elevar a autoestima da população. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão textual. entrevista. • Mitos e lendas indígenas. • Acentuação e ortografia de uma perspectiva discursivo-textual. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. semânticos e pragmáticos. entre outras. • Organizar pensamentos. • Conhecer a norma culta da língua. com situações de produção de textos. produção e interpretação de texto. digital. • Aspectos da cultura local: obras e autores capixabas. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. • Enumerar as teses presentes em um texto. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. crítica e ludicamente. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. poema (formas fixas /soneto). texto teatral. Eixo Cultura. 73 . • Dominar temas polêmicos e contribuir para que sua discussão ocorra dentro do nível do debate democrático: bioética. Estado e país e contribuir para sua preservação por meio de ações de conscientização. • Coesão e coerência textual. pronominais. HABILIDADES • Identificar o tema de um texto. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. memorialístico e natural. sintáticos. reportagem. editorial. • Analisar textos considerando seus elementos estruturais. • Distinguir um fato e as opiniões relativas a ele. • Refletir sobre a necessidade de preservação do patrimônio cultural. • Semântica: figuras de linguagem 2. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. discriminação e racismo. • Vícios de linguagem.

• Aplicar as tecnologias em consonância com os princípios éticos em favor da vida e da humanidade. da internet e as alterações provocadas na vida das pessoas e nas relações humanas. de concordância e de colocação. por exemplo. entre partes de um texto. hiperonímia. crítica e ludicamente. síntese. antonímia. • Conviver. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Conhecimento sobre ABNT e o propósito de padronização no Brasil. sinonímia. resenha e literatura de cordel. entre outras. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. digital. • Conhecer a norma culta da língua. de causa e efeito. homonímia. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Interatuar com dados.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conectores e relatores. • Redigir trabalhos de cunho científico. sinopse. sintaxe de regência. Sociedade e Educação • Iniciação científica e pesquisa. carta argumentativa. resumo. • Produção de tecnologia e a pós-modernidade: a chegada do computador. destacando suas palavras-chave. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. • Resumir e esquematizar textos. com situações de produção de textos. de oposição. • Intertextualidade (implícita e explícita). entre outros. • Gêneros textuais: carta ao leitor. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. Eixo Cultura. de causa x consequência. • Reconhecer as posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou tema. HABILIDADES • Identificar a tese de um texto e os argumentos que a sustentam. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. imagética. 74 . • Semântica: polissemia e ambiguidade. • Participar do debate político como uma forma de fortalecer a democracia e nele incluir temas como a sustentabilidade e a diversidade. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. de tempo. produção e interpretação de texto. argumentos. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu e aprendendo a desenvolver argumentos. fatos e informações contidos em diferentes textos. hiponímia. oral. Eixo Conhecimento Linguístico • Sintaxe do período composto por subordinação.

história e luta de classes. Língua. C. Helena Bonito. São Paulo: Parábola. Roberto. Petrópolis. Alfredo. Irandé. Ellen. Brasília: UNESCO. São Paulo: FTD. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. Texto em construção: interpretação de texto. 75 . J. In: WOOD. 2003. V. Aula de português: encontro e interação. História concisa da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. CASTRO. CASTELLS. Na trama do texto: língua portuguesa. L. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. DA MATTA. PEREIRA. Celso. (Org. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. J. 1998.Sumário principal 6. São Paulo: Martins Fontes. 2004. A. RJ: Vozes. São Paulo: Rocco.C. 2002. BOSI. A era da informação: economia. sociedade e cultura. Edgar. Evolucionismo cultural. 2001.. São Paulo: Atual. 1985.1. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Moderna. 2002.) Língua portuguesa em debate. 1995. GERALDI. _______. Rio de Janeiro: Zahar.W. KOCH. Manuel. CEREJA. CUNHA. A sociedade em rede. 2000. I. David. John B. MORIN. CARNEIRO. São Paulo: Moderna. CINTRA. Português: linguagens. 2000.5 Referências ANTUNES. Dias. 2002. São Paulo: Contexto. Redação em construção: a escritura do texto. 1991. 1996. McNALLY. São Paulo: Cultrix. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Cortez. AZEREDO. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 1972. Nova gramática do português contemporâneo. Portos de passagem. FOSTER. Willlian Roberto. 1999.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Artes .

1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. Em decorrência desse pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. Considera-se assim não somente e exclusivamente o sistema da Arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. Acreditamos que a Arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. mas como cultura. sociais e históricas. Desse modo. refletindo e. mas com ênfase em seus aspectos formais específicos. as práticas educativas em Arte. estético e artístico do qual ela se origina. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a Arte não somente como expressão. estavam em sua maioria reduzidas a um laisse faire. provavelmente. até a década de 80. Afirmamos assim. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas os quais ela abrange. como um “fazer por fazer”. a Arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial a contemporaneidade. estéticas e culturais. a Arte é tratada como linguagem. por vezes. No final da década de 1980. resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. em suas diversas manifestações culturais. embora diferenciadas. mas a Arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica. Esse contexto gerou teorias como a da arte como expressão e a da arte como conhecimento. influenciaram a educação da Arte. que.Sumário principal 6. históricas e sociais.2 Artes 6. determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. observa teu quintal”.2. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou a obra em questão. Ela é uma forma de linguagem que 79 .

há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das Artes para a formação humana. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. 20) 16. É uma sensação que não conclui nos sentidos” (Farias. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. de produção de sua existência material e não-material. Artigo: A Arte é de todos. pág.Sumário principal congrega significações.br/memória.. símbolos que comportam habilidades. como tantos poetas já insistiram. org. saberes. ] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. mas é uma potência. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. de Agnaldo Farias.] a arte não é algo que se oferece. 01.13 E então nos perguntamos: em que a experiência da Arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza na importância da Arte: “[. cenpec. Autores associados. que envolvem os processos de produções materiais. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Pólos da Rede Arte na Escola em 28. nas ações e transformações que o homem realiza. 05.. p. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal. o escritor Jorge Miguel Marinho15 diz que “[. isto é. 1991. Nesse proceder. 17 Nunes.1997. Daí que a sua função mais humana. Santa Maria: EditoraUFSM.org. sobre a cultura.br/ pesquise_artigos. o conjunto da produção humana” (Saviani. ”14 Inventamos a arte. artenaescola. 2003. Ana Luíza Ruschel. Pedagogia histórico-critica. Trabalho. anexo Com vocês: As Artes! Pág. 80 .. ] a Arte. 3). atitudes e hábitos. ] produções do saber. 14 Citação extraída do site www.. 13 A arte e sua relação com o espaço público. espelho de todos e de cada um”. 1997: p. expressão comunitária. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não-materiais”. valores. São “[. transformado em texto e publicado no site www.cenpec. 16 Demerval. Por outro lado. 2003) 17. segundo o autor “ [. Saviani. Trata-se da produção de ideias. br/memória. seja sobre o saber. 1991. No texto “A arte e sua relação com o espaço público”. cultural e histórico (Ruschel. junta à inventividade do imaginário e ao registro concreto de real.04. É a 15 Citação extraída do site www... São Paulo: Cortez. conceitos. é apelo coletivo. seja sobre a natureza. expressão e conteúdo... Desnecessário dizer que a Arte está sempre a favor da vida e. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. nesse diálogo.org. o homem pelo trabalho cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações de caráter social.

a Arte e a Ciência sempre andaram juntas. fazendo ver que o mundo. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. música e dança). dos suportes. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. cênicas. a outra lida com o simbólico. entretanto. a pesquisa e a busca do conhecimento. possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a Arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. Promover as leituras da Arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. nacionais e internacionais em diferentes tempos históricos. das materialidades. Incentivar a pesquisa e a investigação. Possibilitar a observação. Como produção humana. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. artes cênicas. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. a reflexão. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. individuais e/ou coletivas. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos. 6. considerando as especificidades das técnicas. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações.Sumário principal Arte e a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. ambas lidam com a inventividade. indissociando o homem da sociedade. musicais e corporais).2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte.2. em sua dimensão socio-histórica. 81 . estabelecendo diálogos com as outras áreas. Desse modo. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. suas faturas. pois essas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. Fomentar a inserção da Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. e a interação com o patrimônio nacional e internacional. Promover a inserção da Arte como área de conhecimento da linguagem. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade. No desenvolver de processualidades artísticas. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas.

82 . Humanizar as relações pessoais e interpessoais. num primeiro movimento. na busca pelos sentidos edificados nelas.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. pedagogos e técnicos da Sedu e da superintendência. esse mapeamento possui a pretensão de. professores de Arte convidados. 2. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. artes cênicas. num segundo movimento. Esse mapeamento é um esboço. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. música e dança) para refletir. agrupá-las em eixos que possuem. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. As contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho possibilitaram a composição dos eixos que. e fruí-la em suas diversas manifestações. para. alunos. respondendo a seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Consideram-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem e. artes cênicas. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores. totalizando aproximadamente 54 pessoas. acreditamos. ou seja. entendemos. Eixos da disciplina Eixos da educação em Artes 1. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. técnicos administrativos entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a Arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestações e vivências. no qual estavam presentes as professoras referências de Artes. cada um. um primeiro desenho. nas diversas regiões de nosso Estado. devam compor um currículo para a Educação em Artes. Da proposição e abrangência: Os eixos da educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de Arte pelos professores. “os realizados”. a particularidade de englobar “os ditos”.

Sendo assim. costumes. entre outros). As culturas a partir de estudos transdisciplinares. arte no computador e outros. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. ou em suportes como o computador e as diversas tecnologias que são suporte material. folguedos. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. e os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. a divisão apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. como as produções gráficas: revistas em geral. que devem estar presentes em um currículo de Educação da Arte. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. alimentação. 2. como curtas de animação. e obra. história em quadrinhos. tais como: as artes visuais. reafirmamos que cada um desses eixos se forma e se reagrupa de modo diferenciado. tv e produções. estéticos – históricos e culturais Envolve os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. como as presentes nas diversas mídias em seus diferentes suportes. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentados em quatro eixos. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. o teatro e a dança. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. Entretanto. cartazes e outros. como arte cinética. 83 . a música. considerando as singularidades de suas produções. Sendo assim.Sumário principal irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. Saberes sensíveis. Linguagens artísticas e seus diálogos As diversas linguagens artísticas. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. que envolve: Saberes sensíveis. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. As imagens em movimento do cinema. interculturais e multiculturais.

compõem o conteúdo. os esboços. ou seja. considera os espaços e os entre-espaços. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. estilos. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. São os elementos do plano da expressão que. Englobam as etapas. ou seja. as apropriações da matéria a ser manipulada. ritmo. das múltiplas experiências em Arte para o diálogo dentro da escola. dentre outros que vão formar os elementos compositivos. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. materialidades e modos de fatura. Processos de criação Envolve os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas. o Estado. Esses podem ser entendidos como significante e significado. a nação. Expressão/conteúdo As obras de arte. a fatura do trabalho. o continente e o mundo. tais como: orientações e direções espaciais.2. formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendê-lo. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. Propõese aqui uma aproximação dos diversos espaços-tempos. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. Desse modo o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. equilíbrio. proporção. a textura. assim como as demais linguagens. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes tempos – espaços. contraste. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. a superfície. esse só se torna visível pois é manifestado pela forma. Por outro lado. movimento visual. 84 .3 Principais alternativas metodológicas 1. o volume. ou seja. As fruições da arte em espaços expositivos. relações figura-fundo e outros. os rascunhos. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. a linha. compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. parte-se do entorno como o da escola. a forma. A criação em ateliês e os materiais artísticos. harmonia. 4. a cor. os tempos se complementam e dialogam. 6. que se insere na comunidade e essa em outros espaços que a englobam como o município. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. o espaço.Sumário principal 3. organizados em diferentes materialidades e suportes.

a sua técnica. Desse modo. uma historicidade e uma plasticidade. tais como o seu estilo. a distribuição da forma. histórico. ou seja.A Arte já traz em si um contexto. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. Vitória: PPGE. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. Considera as produções humanas como textuais. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna (seus planos de expressão e de conteúdo) e essas com o contexto (social. sendo assim uma obra de arte. ou das manifestações culturais e midiáticas. compõem um estilo. um espetáculo teatral. contudo. organizados plasticamente. trata do êxodo rural e da busca por melhores condições de vida. obras de períodos e estilos diferenciados também podem dialogar. Como uma teoria da significação. entre o texto e seu contexto formador. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. 85 . criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da Arte e do mundo. musical ou de dança são manifestações textuais. ela está no mundo. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma 18 Rebouças. um romance. Princípio metodológico: do texto para o contexto . por exemplo. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. não pelos elementos do plano da expressão que. ou seja. ao mesmo tempo. 1995. Nº 24 ano 2006. um filme. Uma leitura de textos visuais. Moema Martins. a considere como uma produção textual humana. uma historia. Desse modo. mas por aproximações temáticas. Temos assim vários modos de leitura e essa depende de como o leitor estabelece as relações tanto sensíveis como inteligíveis com a obra lida. como um texto que abrange.Sumário principal 2. que possui uma discursividade. que com ela dialogam. In: Cadernos de pesquisa em educação. e esse princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)18. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. ou seja. ao macrotexto que a engloba. a sua composição. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra.

de sobrevivência. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula. As cores são azuladas. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. como propositor e mediador das ações educativas da Arte. de condições de saúde. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. cinzas e preto. garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a Arte. Essa pintura nos remete. à obra literária “Vidas secas”. Para tanto é necessário que o professor. 86 . as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. senão em presença. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. aproximando-se da Arte e de suas manifestações sociais. como a frequência a espaços expositivos/ culturais de seu município. se possível. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. entre outras. de Graciliano Ramos.Sumário principal família. possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/ cultural e o de seus alunos. de seu Estado e. lembrando que. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida.

inseridas nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. artísticos e culturais • Compreender as diversas manifestações da Arte. • Identificar. argumentando e apreciando a Arte de modo sensível. suas múltiplas linguagens por diferentes grupos sociais e étnicos. sensações. reconhecendo e investigando a variedade dos produtos artísticos e as concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. Plano de expressão e conteúdo • Expressar nas diversas linguagens suas particularidades. compreendendo-as como produção cultural. holografia. pesquisando. refletindo. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos contextos históricossociais e culturais. identificando e relacionando essas manifestações artísticas culturais em diferentes tempos e espaços históricos. • Articular as diferentes linguagens.4 Conteúdo Básico Comum – Artes Competências Gerais do Ensino Fundamental . analisando e compreendendo os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. por meio de processos criativos e de reflexão crítica e estética. em sua elaboração como linguagem expressiva da percepção. históricos. interagindo com o patrimônio nacional e internacional. imaginação. com interesse e curiosidade. investigando. sensibilidade e reflexão. cinema. percebendo.2. em sua dimensão socio-histórica. fotografia) . Processos de criação • Expressar ideias. analisando e produzindo trabalhos pessoais e/ou coletivos. estabelecendo conexões entre elas. considerando os diversos suportes e materialidades. • Relacionar a Arte e a realidade. a sensibilidade. emoções. • Interagir com varie dade de materiais e fabricados multimeios (computador. • Apreender as estruturas das linguagens em seus elementos expressivos formadores. Saberes sensíveis. nos contextos históricos-sociais e culturais. refletindo.Sumário principal 6. relacionar e compreender diferentes funções da Arte. do trabalho e da produção dos artistas. • Compreender para identificar os diálogos estabelecidos entre as outras áreas de conhecimento.Por Eixo Linguagens e seus diálogos • Compreender a Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. vídeo. considerando os conteúdos gerados a partir de suas articulações internas e contextuais de criação. • Realizar produções artísticas individuais e/ou coletivas nas linguagens artísticas. por meio da articulação de práticas desenvolvidas individualmente e/ou coletivamente. estéticos. indagando. 87 . memória. exercitando a discussão.

considerando a sua dimensão sensível e a sua inserção na sociedade (artistas locais. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. nacionais e internacionais. compreender e vivenciar em análises. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. os desenhos. a arte digital. as instalações. em fotografias e outras). sonoras. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. nacionais e internacionais. históricos. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. 88 .Sumário principal 5ª Série Saberes sensíveis. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. estéticos. • A Arte como linguagem e sua leitura. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. entre outros). grupos regionais . nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. gestuais. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo ( cores. dialogando com as diversas linguagens. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. em diferentes tempos históricos. entre outros). volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. o vídeo. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). • A Arte e as manifestações artísticas e culturais em âmbitos local. comunicativos e tecnológicos. cenográficas e cinestésicas. artísticos e culturais • Observar. • Refletir sobre as realidades dos diferentes grupos sociais. as criações de objetos. regionais. cenográficas. contextualizando-a histórica e socialmente. • Reconhecer. formas. sonoras. heranças culturais. • Analisar historicamente as diversidades em diferentes tempos e espaços. • Reconhecer as linguagens artísticas com outras linguagens e áreas de conhecimento criticamente. nacional e internacional. como as pinturas. regional. televisivas. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível.

vídeo. estéticos. música. aparelhos de computação e de reprografia). publicações. argila. históricos. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional).Sumário principal Saberes sensíveis. interagindo com materiais diversos e multimeios. tintas. procedimentos e técnicas. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. histórias em quadrinhos. multimeios e outros). desenho industrial. Processos de criação • Experimentar. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos diversos contextos espaciais/temporais. publicidade. cartaz. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. • Vivenciar os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. desenho animado. lápis. memória e reflexão. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Relacionar ideias através das linguagens artísticas de percepção. vídeos. instrumentos. giz de cera. telas de computador. manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. entre outros. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. imaginação. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. • Relacionar as diversas linguagens a partir das suas particularidades manifestadas nos diversos suportes e materialidades (artes visuais. papéis. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. suportes. televisão. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. Conteúdos 89 .

Processos de criação • Desenvolver leituras e apreender as estruturas das linguagens artísticas e suas manifestações. históricos. publicidade. o vídeo. entre outros). sonoras. as criações de objetos. entre outros. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. • Experimentar. Plano de expressão e conteúdo • Observar a reflexão provocada pela Arte. cartaz. regionais. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. compreender e vivenciar em análises. nacionais e internacionais. heranças culturais. Exemplo: Guernica – Pablo Picasso. papéis. como as pinturas. econômica e social. comunicativos e tecnológicos. em fotografias e outros). as instalações. Linguagens e seus diálogos Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. instrumentos. 90 . os desenhos. giz de cera. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. • Compreender. culturais e estilísticas em âmbitos local. • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. tintas. argila. televisão. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. manifestando o desejo de transformação cultural. produzidos em diversas culturas (regional. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. vídeos. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. nacionais e internacionais. aparelhos de computação e de reprografia). artísticos e culturais • Observar. telas de computador. em diferentes tempos históricos. cenográficas e cinestésicas. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. lápis. desenho industrial. • A Arte como linguagem e sua leitura considerando seus dois planos formadores: plano da expressão e do conteúdo (estudo dos elementos visuais e suas significações nas produções de artistas plásticos e designers). histórias em quadrinhos. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. sociais e culturais. grupos regionais. nacional e internacional. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos. • Reconhecer. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). estéticos. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. em suas diferentes situações históricas. cenográficas e cinestésicas. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. • Compreender a diversidade cultural dos povos indígenas e afro-descendentes e de etnias nas Américas. desenho animado.Sumário principal 6ª Série Saberes sensíveis. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. • Utilizar as linguagens artísticas. • A Arte e as manifestações artísticas. a arte digital. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. sonoras. vídeo. regional. considerando a sua dimensão sensível e os diálogos estabelecidos com outras linguagens e áreas de conhecimento (artistas locais. gestuais. • Posicionar-se critica mente sobre os valores históricos sociais e ideológicos presentes nas produções artísticas. publicações. os diversos processos criativos. televisivas. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). suportes.

como na dança. meios de comunicação. cenográficas e cinestésicas. desenho. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. cerâmica e outras). instalações artísticas. escultura. artísticos e culturais • Observar. desenho. 91 . reconhecendo e compreendendo a diversidade dos produtos artísticos presentes nas diversas culturas e etnias e em contato com o artista. instalações artísticas. • Perceber conexões entre as áreas de conhecimento através das linguagens artísticas. gravura. • A poética do cotidiano e seus suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. em âmbitos local. nacionais e internacionais. regionais. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. fotografias. históricos. entre outros). cerâmica e outras) e os seus diálogos. estabelecendo múltiplos diálogos. comunicativos e tecnológicos. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. compreender e vivenciar em analises. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. grupos regionais. heranças culturais. fotografias. • Reconhecer. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. • Elaborar e organizar os registros pessoais das informações sobre a Arte. nacionais e internacionais. escultura. nacional e internacional. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. espaços de arte. artes visuais e linguagens sincréticas. televisivas. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. sonoras. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. em diferentes tempos históricos (artistas locais. música. vídeos. obras de arte. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais (pintura. regional. estéticos. teatro. vídeos. gravura. a partir de sua concepção estética.Sumário principal 7ª Série Saberes sensíveis.

• Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). cartaz. • Identificar as diferentes particularidades das manifestações culturais através das linguagens expressivas. desenho animado. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. vídeos. • Ler textos verbais e não-verbais. elementos expressivos de arte contemporânea. tintas. giz de cera. Processos de criação • Experimentar. televisão. multimeios. e outros. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. lápis. estéticos. demonstrando criticamente as manifestações culturais.Sumário principal Saberes sensíveis. papéis. desenho industrial. como elementos do cotidiano. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. Conteúdos 92 . • Pesquisar e utilizar. telas de computador. aparelhos de computação e de reprografia). publicidade. argila. organizando plasticamente. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. vídeo. instrumentos. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. suportes. entre outros. históricos. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. histórias em quadrinhos. entre outras. indígenas e etnoraciais. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. publicações. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia.

televisivas. telas de computador.festações (indígenas. cional e internacional).cionais. argila. vídeos. suportes. co. vídeo.seus diálogos. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou lações. regional. procedimentos e téc(pintura. compreender e vivenciar em análises. históricos.matográficas e de outras artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. entre os planos de • Linguagens artísticas coletivas. puvídeos. movimentos artísticos. televisão. em quadrinhos. sociais de diferentes épocas e culturas. lápis. tras). cerâmica e oublicidade. desenho industrial. cas. na. histórias artísticas. gravura. vídeos. rada a partir de suas articu.as tecnologias). experimentar e ressignificar a Arte como • Apreender as estruturas das ções culturais (pintura. cinema. papéis.• A poética do cotidiano cenográficas e cinestésicas. dor. escultura. gravura. holografia. publicações. analisar e relacionar as diferentes formas de • Associar e investigar os ele. grupos regioLinguagens e seus diálogos nais. em e espaços da história. municativos e tecnológicos. guagens. presentes na natureza e nas as como produção cultural. Processos de criação • Experimentar. regionais. heranças culturais na sociedade e na vida das pessoas.espaços e tempos em suas gráficas.Sumário principal 8ª Série Saberes sensíveis. • A Arte como linguagem Plano de expressão e conteúdo presente nas manifesta• Compreender. sonoras. compreendendo. • A Arte e as manifestações (regional. regional. desenho. outros. produzidos em diversas culturas sensíveis.mídias na interface com sociais. tintas. fotografias. linguagem e as manifestações artísticas. entre ou. cineturas e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens múltiplas formas de mani. âmbitos local. e outros). culturais. manifestados em diversos meios de comunicação tura. materiais naturais e fabricagoivas) e outros meios (máquinas fotográficas. giz de cera. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços fotografia. desenho animado. conteúdo da Arte e das manifestações culturais como • Absorver a significação ge.• Arte e patrimônio culmanifestação cultural presentes nas obras de arte e nos mentos dos diversos saberes tural. étnico. vídeo. entre tras). e processos de criação materiais.artísticas e culturais.desenho. instalações da imagem: fotografia. inseridas nos seus diversos cinemáticos (produções • Reconhecer. nacionais e in• Reconhecer a importância da arte e das manifestações ternacionais. multimeios (computaaparelhos de computação e de reprografia). linguagens em seus elemen. nacionais e interna• Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte • Articular as diferentes lin. utilizar e pesquisar materiais e técnicas • Interagir com variedade de artísticas (pincéis. instalações artísti• Conhecer e considerar os planos de expressão e de tos expressivos formadores. entre outros). estéticos. lei. realizando e produzindo trabalhos diversos (bidimensional e tridimensional).cerâmica e outras) e os modos de comunicação e sentido. artísticos e culturais Conteúdos • Observar. pessoais e/ ou coletivos. 93 . dos. cartaz. nacional e internacional. em suas diferentes materialidades: gestuais. estéticos. inclusivas. as propriedades expressivas e construtivas de expressão de contexto. fotografias. esculnicas. em suportes midiáticos e diversas culturas de modo sensível. nacional e internacional) e em diferentes tempos espaços (local. históricos. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações em diferentes tempos e dos produtores artísticos e culturais como agentes históricos (artistas locais. instrumentos.

1991. Jorge Miguel. Ana Mae. NUNES. RS. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. FARIAS. 2008. MARINHO. Autores Associados.org.artenaescola. Acesso em: 19 set.5 Referências BARBOSA. 24. Trabalho. A arte e sua relação com o espaço público. 94 . p. 2003. 2008.2. SAVIANI. RS: Ed. ES: PPGE/UFES. jul. Caxias do Sul. Moema Martins. São Paulo: Cortez. Disponível em: <http://www.cenpec. Demerval. 2006./dez. n. São Paulo: Perspectiva. REBOUÇAS. 1-5.Sumário principal 6. Agnaldo.br/memória>.> Acesso em: 28 abr. Santa Maria. Ana Luíza Ruschel. Vitória.php?id_m=8. Uma leitura de textos visuais. A arte é de todos. A imagem no ensino da arte.br/pesquise_artigos_texto. 28 abril 1997. Disponível em: <http// www. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO.org. Pedagogia histórico-crítica. 1991. UFSM.

Inglês .Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Estrangeira Moderna .

é usada em mais de setenta por cento das publicações científicas. É de se perguntar: em que medida o ensino de Língua Estrangeira está ligado à promoção da educação e da cultura? De qual cultura? Da própria ou da estrangeira? Saber falar Inglês não garante automaticamente os benefícios da globalização. Além disso. portanto. a proteção de soberanias nacionais e a promoção da educação. sendo a língua do trabalho na maioria das organizações internacionais. entre os povos. necessitando de que se atue em sua preservação. Conforme Tsuda (apud Leffa. ensinar Inglês como língua multinacional.Sumário principal 6. como comunicação e interação social inclui uma mudança na pedagogia tradicionalmente dedicada ao ensino desta língua. a comunicação entre as pessoas. os saberes científicos e tecnológicos (que por definição se renovam ininterruptamente) não podem ser suficientemente adquiridos se o inglês não for usado. o paradigma da inclusão envolve a igualdade dos Direitos Humanos na comunicação.Inglês 6. E . Portanto.3 Língua Estrangeira Moderna . Como aquisição “suficiente” entendo: a possibilidade de que as informações sejam adquiridas de modo amplo e a tempo. da ciência e da cultura por meio do ensino de Língua Estrangeira. preservada. mas não o saber é garantia de exclusão. A linguagem faz parte do nosso viver biológico. o inglês é o idioma mais ensinado no mundo: também por esse motivo seu aprendizado pode levar o aluno a experienciar diversas culturas e linguagens. no multilingualismo. por exemplo) podem ser reconhecidas em uma posição de perigo. 2001).3. Enquanto algumas línguas se encontram em posição segura e privilegiada. No ensino contemporâneo de Língua 97 . sobretudo.1 Contribuição da disciplina para a formação humana O ensino da disciplina Língua Estrangeira/ Inglês tem por finalidade. Ademais. Isso porque se trata de uma língua multinacional falada por mais de um bilhão e meio de pessoas. devido ao uso do Inglês como língua de comunicação na comunidade científica mundial. de modo a proporcionar uma perspectiva atual e uma possibilidade de participação ativa e crítica no processo de produção dos saberes. assim como a manutenção de línguas e culturas. outras (as indígenas e as africanas. linguístico e cultural e deve ser.

Esses aspectos favorecem a autoconsciência e contribuem para que o aluno aprenda a se expressar em língua estrangeira quanto às tarefas relevantes à sua vida. eslavos. a) As variedades do Inglês no mundo Variedades e sotaques: Ao se considerarem as variedades do Inglês no mundo é preciso aceitar as diferentes pronúncias e sotaques. a cultura e a ciência em apenas uma direção (Cf. canadenses.. que. Isso porque o objetivo não é apenas de se formarem leitores. afetivas e sociais do aluno em formação. falar e escrever). portugueses. isto é. a interação social entre as pessoas. disseminando a arte. c) O ensino do Inglês para fins específicos O ensino para fins específicos deve ser conduzido de modo a atender às necessidades mais diretas dos alunos quanto ao mercado de trabalho e/ou quanto à aquisição de conhecimentos acadêmicos. espanhóis. é preciso refletir criticamente sobre o efetivo ensino de Língua Estrangeira na escola pública. Considerando ambos os aspectos. italianos etc. a situação de ensino com foco apenas na leitura em geral reforça a ideia de que as informações devem fluir unilateralmente dos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. Em âmbito internacional. há que se considerar o desenvolvimento das quatro habilidades (ouvir. c) o ensino do Inglês para fins específicos. Hoje já não se fala somente o Inglês da rainha. Além disso. e sobretudo quando não se atenta à escolha dos textos a serem lidos. culturais. ler. Esse ensino é de fundamental importância para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. implica considerar: a) as variedades do Inglês no mundo. que conservam a sua identidade e conseguem se comunicar em língua inglesa.Sumário principal Estrangeira. segundo pesquisas feitas recentemente em escolas públicas. por exemplo. seria interessante mostrar ao aluno as pronúncias de falantes indianos. porque uma das finalidades ao se aprender uma língua é também a comunicação e linguagem. é fundamental que se desenvolva a capacidade de percepção e de crítica construtiva das diferenças entre as culturas. b) O ensino do Inglês para a produção Quanto ao ensino do Inglês para a produção. 2001). Por esse motivo. bem como o desenvolvimento da tolerância pelas diferenças. Leffa. b) o ensino do Inglês para a produção. mas também interlocutores. tal enfoque não dialoga com a realidade dos alunos. Tal ensino constitui um instrumento que pode de fato auxiliar numa melhor qualidade de vida e de trabalho de que é merecedor todo cidadão. 98 . e que tal expressão contribua para a sua realização. o interesse maior dos alunos é aprender a falar. seguido das outras habilidades.

o ensino comunicacional apresenta outra versão. que vem passando por muitas versões desde a sua introdução no Brasil em finais dos anos 70. reflete a necessidade de os alunos de escola pública também aprenderem a se comunicar nesse idioma. 2003). A orientação comunicativa. perguntar e responder sobre fatos corriqueiros. 1999. uma metodologia adequada à realidade do professor e do aluno. 1996). pode-se afirmar que a aprendizagem de uma Língua Estrangeira pode promover a aquisição de hábitos intelectuais. por aproximadamente 375 milhões de falantes do idioma como segunda língua. além do desenvolvimento do processo humanizador de respeito à diversidade cultural e do despertar da capacidade criativa quando o aluno usa um outro idioma por meio da comunicação. de conhecimentos culturais e humanísticos. As funções comunicativas do início do movimento metodológico. normalmente. de dramatizações que. Nesse sentido. em situações reais não aconteciam e esse tipo de ensino nem chegou a muitos contextos de ensino no Brasil. 1999. As teorias retratam resultados de pesquisas sobre a qualidade ou ineficácia do ensino (cf. Basso. como o acesso a outras culturas. a melhores condições de trabalho. É notória a contribuição da disciplina Língua Estrangeira nos ensinos Fundamental e Médio da escola pública quando se tem um objetivo claro. trocar informações pessoais. A globalização dos meios de comunicação facilitaram os canais para um ensino sociointerativo do Inglês na escola. Hoje. o desenvolvimento do respeito à pluralidade linguística e cultural do Brasil e dos países onde se fala a língua inglesa. A sociedade reconhece o valor do ensino de Língua Estrangeira na formação integral do aluno. 2003. principalmente no aspecto relativo à valorização e ao reconhecimento da necessidade do ensino eficaz no âmbito das escolas públicas. Vieira Abrahão. A posição do Inglês como a língua falada em diferentes países. tais como cumprimentar.Sumário principal “Que mais aprendemos quando aprendemos outra língua?” (ALMEIDA FILHO. Almeida Filho. as crenças de professores e alunos e as competências de ensinar (Alvarenga. 1999) e a busca por uma educação por meio do ensino da Língua Estrangeira de melhor 99 . e a interação significativa entre eles constitui o foco principal. é marcada pelo uso da língua-alvo em sala de aula pelo professor e pelos alunos. 350 milhões de falantes nativos e 750 milhões de pessoas que fazem uso da língua inglesa como língua estrangeira. na verdade. Tais funções consistiam. tornaram-se o eixo organizativo do currículo.

1987). na sala de língua estrangeira moderna. Dimensão Cultural Dimensão Pessoal participação e a orientação do professor. quando os alunos vêm com essa consciência do “aprender a aprender” (Ellis & Sinclair. São tarefas como: jogos. pois encontram-se em uma fase de tomada de decisão concernente ao seu futuro profissional. Trata-se de um lugar de crescimento e de autoconhecimento e as tarefas propostas devem atingir as múltiplas capacidades dos alunos em formação. a 100 . O gráfico a seguir ilustra as dimensões de uma sala de aula de ensino de Língua Estrangeira contemporânea. que é o autor. tanto para os que ingressarão no mercado de trabalho logo após o Ensino Médio. as tarefas devem oportunizar situações de desenvolvimento da reflexão crítica. Já no Ensino Médio. 2002) e da abordagem do ensino por tarefas (Prabhu. cultural. 1989). social e afetivo. o responsável pela construção do seu conhecimento. o fazer e o refletir sobre o fazer. a interação significativa entre os alunos e o professor constituem fatores fundamentais para a eficácia do processo de adquirir a língua a que estão expostos. Ainda nessa orientação metodológica. produção textual mediadas pela oralidade nas quais o envolvimento. Dessa forma. músicas. existem dimensões de caráter pedagógico. as relações entre forma e uso da língua-alvo e o reconhecimento de diferentes modalidades de gêneros textuais devem estar presentes na construção da autonomia do aluno. 1996. pode-se realmente admitir que. as escolhas metodológicas e a escolha de conteúdos devem atender às necessidades e aos interesses desses alunos para crescerem como pessoas em estágio de humanização.Sumário principal qualidade com o uso de jogos e projetos em sala de aula (Tardin Cardoso. quanto para os que ingressarão em um curso universitário que atuará na sua formação profissional. Dessa forma. filmes. leitura e interpretação de textos. projetos em sala de aula. ampliando suas visões SALA DE AULA SOCIOINTERATIVA Dimensão Pedagógica Dimensão Social Dimensão Afetiva A orientação do ensino atual focaliza o processo de aprender por meio de diferentes tarefas em que os alunos usam a língua-alvo para negociar e construir conhecimentos. 1992.

construir significados na nova língua que aos poucos se vai desestrangeirizando. ou melhor. aumentar o conhecimento sistêmico (lexical.Sumário principal para com a ciência. ampliar o seu conhecimento de mundo por meio de exposição. procurando estar em contato o máximo que puder com a Língua Estrangeira. fonológico. que o texto é mais fácil ou mais difícil conforme a experiência e o conhecimento do mundo de quem o lê. ouve e fala. familiarização e comparação com outras culturas onde se fala a língua inglesa. fonético. desenvolver a autonomia. 6.3. escreve. por meio de atividades que se assemelham ao que acontece na vida fora da sala de aula. semântico e pragmático) que o aluno construiu e/ou vem construindo em sua língua materna. perceber que os significados são construídos por quem lê. Considerando todos esses aspectos. utilizar as habilidades globais de comunicação (leitura. mais real. percebendo o papel sociocultural e histórico das mesmas na constituição do Estado e do país. onde os múltiplos conhecimentos se apreendem ao longo da vida.2 Objetivos da disciplina Conscientizar professores e alunos de que a aprendizagem de Língua Estrangeira envolve a igualdade dos direitos humanos na comunicação. sintático. compreensão oral. temos em mente que o ensino de Língua Estrangeira objetiva levar o aluno a: reconhecer no Estado do Espírito Santo e no Brasil as diversas línguas estrangeiras que o rodeiam como forma de comunicação. como forma de desenvolver a consciência linguística do aluno. aprender a usar adequadamente a línguaalvo em situações reais de comunicação. o prazer e o interesse por continuar a aprender após ter concluído seus estudos na escola. a cultura e o mundo do trabalho. pelos participantes do mundo social. 101 . a manutenção de línguas e culturas e a promoção da educação integral do aluno por meio do ensino de Língua Estrangeira. no multilingualismo. fala e escrita) em tarefas sociointerativas dentro e nas extensões da sala de aula. pois vai percebendo-a mais próxima. desenvolver o conhecimento e a compreensão acerca da organização textual e a intertextualidade em diferentes gêneros discursivos e tipologia textual.

O que estamos propondo nesse trabalho de inovação curricular é o reconhecimento da abordagem comunicacional fundamentada nos seguintes princípios: 1. em aulas de Língua Estrangeira e que. O uso da língua-alvo em sala de aula desde as séries iniciais em tarefas baseadas na realidade. entretanto. Há.nossa tradução). O desenvolvimento da competência comunicativa (que abrange conhecimentos gramaticais implícitos nas mensagens. torna-se relevante ponderar que na pedagogia da linguagem é comum focalizar a atenção ou nas atividades de ensino ou nas teorias de aprendizagem. em outra dimensão. um conceito ou uma teoria de ensino de línguas que informa ou justifica aqueles procedimentos. 1987 . 2. Relacionado às atividades de ensino está o papel do professor e dos alunos em sala de aula. e. Um método é. Tais áreas de discussão pedagógica constituem as duas dimensões do método. Existem procedimentos que foram mais eficazes em cada método. possivelmente.Sumário principal 6. Como já foi dito. Portanto. Trata-se do esforço do aluno. O esforço que o aluno faz para compreender e negociar sentidos nas tarefas propostas por meio da comunicação em Língua Estrangeira. 102 .3. a participação nas atividades e o uso da língua-alvo. na interação entre os alunos. existem diferentes visões na pedagogia das línguas como diferentes métodos. diferentes combinações de procedimentos de ensino e teoria de aprendizagem. que envolve um alto grau de imprevisibilidade e criatividade na forma e na mensagem. segundo Prabhu (1987). um outro aspecto que deve ser considerado no ensinoaprendizagem de línguas. Partindo do princípio de que não existe o melhor método. não existe o melhor método. No que se refere às teorias de aprendizagem. Esse aspecto pode revelar uma base significativa na junção das atividades de ensino com as teorias propostas. um conjunto de procedimentos para o professor realizar em uma aula.3 Principais alternativas metodológicas “A forma da língua é melhor aprendida quando a atenção do aluno está no significado e não somente na forma“ (PRABHU. vêm-nos à mente as habilidades que o aluno pode desenvolver durante a exposição. poderão proporcionar a aquisição do conteúdo trabalhado em momentos de comunicação.

Sumário principal conhecimento discursivo. falando e realizando tarefas que exigem atenção. Não se pode esquecer ainda dos trabalhos com projetos em sala de aula. da escrita. 3. de inspiração na abordagem por projetos de Hernandez (2000). As tarefas devem propiciar o desenvolvimento das habilidades que se ampliam por meio da prática da leitura. percepção no desempenho comunicativo sob a orientação e participação do professor. Esse renomado autor desenvolveu o projeto Bangalore de ensino de língua inglesa em escolas na Índia. 103 . o qual consta de tarefas baseadas nas atividades que ocorrem na vida real do aluno. desde que haja um planejamento e uma implementação adequados dos mesmos. Uma outra alternativa metodológica que propomos em nosso trabalho está baseada na abordagem “Ensino por tarefas” do linguista aplicado Nagore Prabhu (1987). A interação entre os aprendizes e o professor constitui o objetivo das práticas didáticas. estratégico e sociocultural) constitui o objetivo do processo do ensino/aprendizagem. Além dessas diferentes abordagens propomos ainda outras atividades com músicas.RPG) e filmes cujos resultados são cientificamente comprovados como eficazes. o aluno aprende a falar. também envolvido no processo. Nessa abordagem de ensinar. memória. da expressão oral e da compreensão. Hutchinson (1990) e Tardin Cardoso (1992). 4. desempenho de papéis (Role Playing Games .

• Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. • Ler textos não-verbais (mapas. apresentação de informações pessoais. relação entre fusos horários em diferentes lugares do mundo. percebendo os aspectos verbais para pedido. 104 . apresentação dos membros da família.4 Conteúdo Básico Comum – Inglês 5ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. obrigação e conselho. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Identificar as diferentes intenções dos autores. fluxogramas. • Avaliar ações. estudo com mapas. diálogos. notícias. • Relacionar imagem e texto. fotos. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. A importância do Inglês em nosso dia a dia • Conscientização sobre a influência do Inglês no cotidiano do aluno. • Conhecer diferentes culturas. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. canções etc. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. identificação de ambientes públicos e suas localidades.Sumário principal 6. denominação de formas geométricas. rótulos.). • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Produzir textos informativos. rótulos de embalagens. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. como textos literários. diagramas. receitas. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Usar dicionários e enciclopédias.3. artigos. valorizando a cultura brasileira. TÓPICOS/CONTEÚDOS Primeiros contatos com a língua estrangeira • Conscientização sobre as diferentes línguas estrangeiras existentes no Espírito Santo. incentivo ao estudo da língua inglesa. quadros artísticos etc. O ambiente escolar • Denominação de objetos presentes na sala de aula. vídeos. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas.). jogos etc. denominação do espaço físico da escola e dos profissionais que nela atuam. • Resumir artigos. gráficos. • Entender e dar informações em situações informais. • Diferenciar fatos de opiniões. Valorizando o ambiente familiar • Denominação do espaço familiar (moradia e mobília). • Compreender regras e instruções (manuais.

105 . rótulos.). jogos etc. • Relacionar imagem e texto. • Avaliar ações. • Produzir textos informativos. gráficos. • Usar dicionários e enciclopédias. como textos literários. fotos. cinemas. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. quadros artísticos etc. teatros etc. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. notícias. shoppings. Lazer e meio ambiente • Denominação dos locais de lazer naturais e urbanos (praias. campos de futebol. diálogos. identificação de modalidades esportivas na comunidade. supermercado ou venda. • Identificar as diferentes intenções dos autores.). reflexão sobre diversas opções na hora de realizar uma compra. receitas. relação entre esses espaços e ações que neles ocorrem. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. lagoas. cachoeiras. • Ler textos não-verbais (mapas. • Reconhecer a linguagem das propagandas. padaria etc. artigos. identificação de hábitos alimentares em diferentes culturas. parques. lojas. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. • Conhecer diferentes culturas. praças. relação entre esporte e a ação correspondente. Alimentação saudável • Denominação de diferentes alimentos e seus preços. no Brasil e no mundo. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. localização. identificação dos espaços de lazer em relação a horários de funcionamento. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. tarifas etc. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. relação entre esses espaços e o que se pode praticar neles (o que fazer e onde). • Compreender regras e instruções (manuais. TÓPICOS/CONTEÚDOS Minha comunidade • Denominação em língua inglesa dos diferentes espaços comerciais e comunitários que existem na comunidade (igreja. denominação de diferentes refeições. • Diferenciar fatos de opiniões. fluxogramas. • Resumir artigos.). escola. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. valorizando a cultura brasileira. percebendo os aspectos verbais para pedido. rótulos de embalagens. Esporte e saúde • Denominação dos diferentes esportes.). diagramas. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. canções etc. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. farmácia.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. reconhecimento dos esportes paraolímpicos. • Entender e dar informações em situações informais. vídeos. obrigação e conselho. feira.

Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Reconhecer a linguagem das propagandas. leitura). reconhecimento das mudanças climáticas – aquecimento global. desmatamento. • Avaliar ações.). fotos. rótulos. canções etc. receitas. reflexão sobre os impactos ambientais causados por poluição. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. diagramas. lazer. Pessoas que influenciaram o mundo • Identificação de grandes personalidades que contribuíram para melhorias sociais. diálogos. • Entender e dar informações em situações informais.). • Usar dicionários e enciclopédias. fluxogramas. percebendo os aspectos verbais para pedido. identificação de dados pessoais (origem. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Resumir artigos. endereço. vídeos. Comparando culturas e valorizando o Brasil • Identificação de datas comemorativas em culturas e países diferentes. • Ler textos não-verbais (mapas. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. identificação dos movimentos sociais e culturais da sociedade (movimentos étnico-raciais e indígenas). • Compreender regras e instruções (manuais.). • Produzir textos informativos. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. erosões. lixo. lixo nuclear etc. jogos etc. • Conhecer diferentes culturas. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Identificar as diferentes intenções dos autores. como textos literários. telefone etc. artigos. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Relacionar imagem e texto. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. gráficos. aniversário. obrigação e conselho. rótulos de embalagens. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. relação com nomes de países. idade. Meio ambiente e globalização • Identificação dos fenômenos naturais. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. • Diferenciar fatos de opiniões. quadros artísticos etc. políticas e econômicas no mundo. queimadas. notícias. leitura de mapas. 106 . localizando os países pesquisados e os de língua inglesa. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. TÓPICOS/CONTEÚDOS Quem sou eu • Coleta de informações pessoais (atividades de que gosto ou não de realizar. valorizando a cultura brasileira. nacionalidades e línguas. estilo de música favorito.

vídeos. 107 . • Reconhecer a linguagem das propagandas. diagramas. diálogos. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. utilização dos meios tecnológicos na vida diária. TÓPICOS/CONTEÚDOS O que você faz • Identificação e descrição de profissões e locais de trabalho. • Usar dicionários e enciclopédias. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. pensamentos sobre o mundo em que gostaria de viver. • Ler textos não-verbais (mapas. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. rótulos de embalagens. formulação de instruções verbais para completar ou desenhar gravuras. Organização do dia-a-dia • Reflexão sobre a organização de tarefas diárias.). gráficos. valorizando a cultura brasileira. artigos.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. percebendo os aspectos verbais para pedido. Planejando o futuro • Reflexões acerca do futuro. fotos. semanais e planos para futuro próximo. quadros artísticos etc. Comunicação e tecnologia • Identificação dos meios tecnológicos de comunicação existentes no meio urbano e rural. reflexão sobre diferenças salariais no Brasil. • Avaliar ações. conhecimento e divulgação de programas culturais locais. sugestões de melhorias na própria comunidade.). utilização dos meios tecnológicos no aprendizado da Língua Estrangeira. canções etc. notícias. • Relacionar imagem e texto. • Compreender regras e instruções (manuais. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. jogos etc. • Resumir artigos. receitas. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. como textos literários. • Entender e dar informações em situações informais. preparação de listas de profissões relevantes para os alunos. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. rótulos. • Diferenciar fatos de opiniões. obrigação e conselho. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Conhecer diferentes culturas. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. fluxogramas. • Produzir textos informativos.

Knowledge of language and ability for use. PRABHU. R. 2005. In: ALVAREZ. 2001.Sumário principal 6. Managing theory and practice in the classroom . SP: Pontes. C. 2000. Foz do Iguaçu. SP: Pontes. Institute of English Language Education (mimeograph) CANALE. 1996.. BREEN.O.. CELANI. e SILVA. Campinas. CANDLIN. T. 1987. BOHN. Pelotas. Foz do Iguaçu. Campinas. 1996. Pelotas. M. R. edu. 2001.. University of Lancaster. 2008. 1998. PR. Learning to learn english. SP: Pontes Editores. P. Tese de doutorado. Brasília: UnB-FINATEC. Universidade Federal de Pernambuco. v. Campinas: UNICAMP. ______. Faculdade de Ciências e Letras de Assis. HUTCHINSON. Jogos colaborativos e desempenho de papéis no ensino de línguas. ______. Campinas.) Professores e formadores em mudança. N. V. (Org. HERNANDEZ. SINCLAIR. P.a booklet for teacher development. TARDIN.A. 1999. A..1999. O imaginário do comunicativismo entre professores de língua estrangeira/ inglês (e sua confrontação com teoria externa). (Org. G. ELLIS. ______.. B. M. SP: Mercado das Letras. M.saberes. Campinas. A necessidade da de(re)construção de conceitos. SP: UNICAMP. G. 1989. C. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. V. Second language pedagogy. M. 2002. Filmes na escola: uma abordagem para todos os níveis.. Campinas. mudança educativa e projeto de trabalho. V. BASSO . Back to the future: aulas comunicativas ou formais? In: Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná. (Org. TARDIN CARDOSO. Oxford University Press. Campinas. SWAIN. SCHMITZ. 2008 (Mimeo).C. Jogar para aprender língua estrangeira na escola. Projects in the classroom. (Org. 1992. SP: Pontes.br> ______. Singapore. RS: EDUCAT.L. Configuração de competências de um professor de LE (inglês): implicações para a formação em serviço. Communicative materials design: some basic principles. Applied Linguistics. Investigações: lingüística e teoria. 1998.Estudos em homenagem ao Professor Dr. K. ALVARENGA.1990.) O professor de língua estrangeira em formação. Conflitos e incertezas do professor de língua estrangeira na renovação de sua prática de sala de aula. Porto Alegre:ARTMED. 2002.(Org.) O professor de línguas construindo a profissão. 1980.17.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras.) Lingüística aplicada: múltiplos olhares. 12. José Carlos Paes de Almeida filho. Anais. F. Vitória. 2003. ALMEIDA FILHO. 10/2. John R. SP. J. 2003. A.5 Referências ABRAHÃO. Applied Linguistics.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. 1/1/1-47. LEFFA.3. Maneiras inovadoras de ensinar e aprender.) O professor de línguas construindo a profissão. The communicative approach to foreign language teaching: a short introduction. PR. Cultura visual. RS: EDUCAT. E. Jogos e projetos de inglês em sala de aula.A. Disponível em <http: // www. M. WIDDOWSON. Theoretical bases of communicative approaches to second language teaching and testing. ______. Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras.128-3. C.1980. H.. ______.B. H. N. M. Das origens do comunicativismo. 108 . In: LEFFA. ES: Copisol. H. Cambridge: Cambridge University Press. Campinas: UNICAMP. 2007.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Educação Física .

esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. ainda predominante no ensino da Educação Física. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular desta rede de ensino. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu) . denominada de biologicista. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular dessa disciplina19 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001) de que é conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. Além disso. 2001). Até os anos de 1970. Apropriamo-nos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno.4. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio.4 Educação Física 6. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existente nos séculos XVIII e XIX. 111 . Essa concepção. 19 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares.Sumário principal 6. influenciada por um conjunto de fatores. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht.

que segundo Bracht (2001. sem fugir às intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. Essa visão contempla o eixo da cultura. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso 112 . como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. Além disso. com interfaces nos diferentes campos de saberes. se legitimem. para que se possa permitir que outros saberes. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado.Sumário principal Diante disso. entende-se a expressão corporal como linguagem. produzido ao longo da história. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. que precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos. Com isso. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. p. 77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. Dessa forma. 2001. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. que só se torna possível. segundo Bracht. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. assim. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. Dessa forma. sociais e biológicas. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. Sendo assim. o professor. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física.

esportes. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. 2001). ou seja. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. na qual ele expressa subjetividade. englobando as dimensões estéticas e éticas”. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. dança. esse aluno desenvolve. ainda. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. além da motricidade. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado das diferentes manifestações culturais corporais. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. morais. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. ampliemos o nosso conceito de razão. emoções e linguagem corporal e. Dessa forma. Podemos destacar que. desenvolve sua capacidade comu- 113 . destituído do saber. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. estéticos e éticos. que envolvem aspectos lúdicos. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. ginásticas. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. sociais e éticos. Código e suas Tecnologias.Sumário principal conceito de criticidade. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade.

treinamento etc.4. que é desenvolver o aluno nos seus aspectos social. socialização. ética. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. 114 . socialização. Além disso. cognitivo. de ginásticas. envelhecimento. Além disso. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana na prática pedagógica escolar. Desenvolver os aspectos intelectuais. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. saúde. integração. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão.Sumário principal nicativa ao interpretar. tendo o professor como mediador. emocional e motor. biomecânica. cooperação. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. intelectual.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando. de lazer e entretenimento. sociais. sintetizar. Ao proporcionar o desenvolvimento de criatividade. competitividade e disciplina. liberdade. laborais. além de ser um agente promotor da sua autoestima. cooperação. afirmação dos valores e princípios democráticos. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. analisar e expressar as ideias. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. afetivos e morais. entendendo-a como meio de promoção da saúde. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. participação social. para o desenvolvimento de autonomia. – a Educação Física atua como formadora. contribuindo para a sua formação psico-sócio-cultural. fisiologia. qualidades físicas e neuromotoras. 6. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. atividade física.

adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. Niterói. 2001.Sumário principal Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. p 63-66. 21 (1): 183-192. resultante de um “‘elo perdido’ entre as prescrições dessa produção teórica e a realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. p. alguns estudos vêm apontando que. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. 115 . ção Física escolar. lúdicos e técnicos. Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. DELLA FONTE.4. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educa- 20 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (Lesef ). Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a 6. 195). pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Andréia et. 1992. Sandra Soares et all. Set. 1999. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo20 sobre a prática docente do professor de Educação Física nas redes estaduais pública e privada do Estado do Espírito Santo. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. Dentre elas destaco: DIAS. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. al. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos por meio da observação.

2001). Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. O desafio está em propor mudanças na prática docente. com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática 21 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro desse modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente (Bracht et. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. com relação a espaço. equipamentos e instalações. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do professor diante da sua prática docente. 2003). procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. 116 . do conjunto de professores licenciados.Sumário principal dinâmica escolar. Além disso. al. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em licenciatura. 67% deles se formaram nos anos de 1980. Com isso. . Nos anos de 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas21. Em virtude disso. Os materiais. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz.

todo ele. nacionais e internacionais. e realizando 117 . buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. desenvolvendo um espaço de reelaboração. 43). 2001. pesquisas e desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico e a criatividade. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que contemplem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno uma autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. espaço etc. “No entanto o trabalho pedagógico não pode. al. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. à organização das aulas (horários. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não alcançam o resultado esperado devido à carência de tais estruturas. 2004). Isso colabora para o desenvolvimento de debates.Sumário principal qualitativa nas aulas de Educação Física. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. 2003.) e à conduta pedagógica do professor. p. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. problematizando temas da cultura corporal. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. Com isso. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e a compreensão crítica do movimento (KUNZ. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. ensinando estratégias para o agir prático. pois os próprios fins podem ser problemáticos. . é necessário revermos o que desenvolve esse componente curricular. p. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. 53). tempo. no qual 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “entendem que deva haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. O que também se propõem é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. porque variam de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et.

A realização de jogos escolares. dentre outras. tomando a quadra. entendemos que. al. sobretudo quando se espera mudanças efetivas nesta prática. os torneios escolares. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. 1992). São eles: a relevância social do conteúdo. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. Assim teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. Preliminarmente. em que os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. Mas para isso será necessário o envolvimento de todos os professores. a sala de informática. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. nos apresentam alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. exposições. para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular.. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a 118 . temos na formação continuada um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. Assim. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. A abordagem metodológica crítico-superadora. o recreio. as atividades de visitas e as excursões como formas de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo.Sumário principal um retrospecto das atividades corporais. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. a sala de aula. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. gincanas. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. a biblioteca. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. et. Dessa forma.

organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. continua tendo lugar. 2001. social. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. estar informado sobre conhecimento. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico.. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física voltada para a construção de uma educação de qualidade e formação do cidadão. Dessa forma entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga 119 .. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. interpretar essas informações. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. 152).Sumário principal provisoriedade do conhecimento (Soares. insisto. p. al. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. São eles: Conhecimento sobre o corpo: levou a considerar o corpo no seu aspecto físico. afetivo. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. ou seja. reflexivo e crítico. Com base no conceito de competência – aquisições. conflitos ou desafios (Santos. da ordem do saber como fazer. . Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. 1999). a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. emocional e cognitivo. Esse tipo de aula. 1992). guardá-las ou atualizá-las. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. et.. Até pouco tempo. A questão está em encontrar. que tenha uma participação ativa na sociedade. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. 2001). em que o problema nem sempre está na falta de informações. no qual se compreende que as competências não são um programa clássico.

Sumário principal com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. onde expressa subjetividade. com suas diferentes organizações tecnico-táticas. emoções e. Além disso. sintetizar. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. regional e local. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. classe social e idade. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbitos nacional. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. compreendendo os limites e as possibilidades corporais e respeitando as diferenças de gênero. buscando problematizar a relação do corpo com a saúde. o trabalho e a cultura. analisar e expressar as ideias. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes nos contextos mundial e nacional. sociais e éticos. 120 . o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. Por meio do jogo. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. Além disso. reconhecendo a identidade própria e do outro. Por meio da linguagem corporal o sujeito se comunica. interage com o meio. e também desenvolve a ludicidade descobrindo o prazer nas vivências corporais. etnia. ainda.

• Participar de atividades de natureza relacional. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia.4 Conteúdo Básico Comum . TÓPICOS/CONTEÚDOS 121 . • Identificar as possibilidades de lazer e aprendizagem nas práticas corporais. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo..Educação Física 5ª a 8ª Séries COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Conhecimento sobre o corpo • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. • Capacidades físicas: noções gerais. possibilidades e limitações do movimento • Conhecer os conceitos de saúde e os padrões de estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais e culturais. Tópico: Conhecimento da estrutura e do funcionamento do corpo • Identificar as funções orgânicas relacionadas às atividades motoras. de si mesmo e do ambiente em que vive. sociais. • Substâncias nocivas ao organismo. • Capacidades físicas aplicadas na atividade física. culturais e afetivos. • As atividades físicas e os exercícios físicos: implicações na obesidade e no emagrecimento. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. • Atividades adaptadas. relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde. HABILIDADES Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. bem como a de seus colegas. • As práticas de lazer na comunidade escolar e no seu entorno.Sumário principal 6. • Adotar hábitos de higiene.4. • Compreender os aspectos relacionados com a boa postura e sua importância para a saúde. • Identificar as substâncias nocivas ao organismo utilizadas na prática de atividade física. alimentação e atividades corporais. • Padrões de estética e conceitos de saúde. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. reconhecendo e respeitando suas características físicas e o desenvolvimento motor.

• Habilidades motoras fundamentais ginásticas. • História da dança. recriando. • Identificar e utilizar as habilidades motoras fundamentais para a prática da ginástica. africanas. imitando. campesinas. • Organização de festivais de dança. nacional e local. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Corpolinguagem/Corpo-expressão • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. • Identificar as modalidades de ginásticas praticadas na comunidade local. HABILIDADES Eixo-temático: Corpo-linguagem/ Corpo-expressão Tópico: Ginástica • Vivenciar as diversas manifestações da ginástica. 122 . possibilitando a inserção dos alunos com necessidades educativas especiais. • Características das danças. • Reconhecer e identificar gestos e movimentos observados na dança. • Conhecer a história das ginásticas estudadas. • Adaptar os movimentos da ginástica estudada às novas situações. • Relacionar diferentes tipos de danças folclóricas. • Dança folclórica. acrobática. rítmica.. como manifestação da cultura corporal. entre outras. mantendo suas características. • Identificar as características das danças estudadas. • Ginástica adaptada. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da dança. lutas e ginásticas. • Riscos e cuidados na prática das ginásticas. • Ritmo. • Reconhecer a importância da prática da ginástica para manutenção e a promoção da saúde. Tópico: Dança • Conhecer a história das danças estudadas. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da ginástica. • Variação de movimentos do corpo de acordo com as melodias das músicas. artística etc. • Identificação do ritmo pessoal e grupal. • Benefícios da prática das ginásticas. • Coreografias de dança. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Noções básicas dos diversos tipos de ginástica: escolar. • Construir coletivamente pequenas coreografias a partir dos movimentos aprendidos e incorporados no contexto social. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças.

• Jogos populares. • Reconhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • Vivenciar os diferentes tipos de jogos. • Jogos pré-desportivos. 123 . • Características dos jogos. regional e nacional. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. • Reconhecer e vivenciar diferentes tipos de jogos. • Reconhecer os diferentes tipos de jogos e suas características fundamentais. • Jogos de raciocínio. • Jogos cooperativos. TÓPICOS/CONTEÚDOS • História dos jogos e das brincadeiras. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. HABILIDADES Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos Tópico: Jogos e brincadeiras • Analisar as diferenças históricas dos jogos e das brincadeiras presentes nas culturas local. • Construir jogos.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Participar de atividades de caráter lúdico.

• Compreender os diferentes contextos dos jogos esportivos (participativo e competitivo) e os variados papéis (goleiro. HABILIDADES Eixo-temático: Jogo esportivo Tópico: Conhecimento dos vários tipos de desportos. • Desenvolver a capacidade de adaptar as regras. • Reconhecer as organizações técnicotáticas dos diferentes jogos. os materiais e o espaço visando à inclusão de si e do outro. individual e coletivo • Diferenciar e experimentar várias maneiras de jogar um desporto. defesa. • Fundamentos técnicos básicos. • Significados/sentidos predominantes no discurso das mídias sobre o esporte. políticos e sociais de constituição dos jogos desportivos. handebol. • Compreender as diferentes formas de organização desportiva. • Atletismo. futebol. • História das modalidades: atletismo. técnicas e táticas de cada desporto. 124 . futsal. juiz). torcedor. • Reconhecer as diferenças e características relacionadas ao gênero na prática das modalidades esportivas. • Os grandes eventos esportivos. • Vivenciar as práticas corporais desportivas. bem como criar novas formas de organização. • Reconhecer a necessidade de adaptar regras. materiais e espaço. futebol. • Princípios gerais de ataque. • Entender as regras. vôlei. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Iniciação desportiva. vôlei. visando à inclusão de si e do outro. handebol. • Compreender e vivenciar os aspectos relacionados à repetição e à qualidade do movimento no gesto esportivo. • A transformação do esporte em espetáculo e em negócio. basquete. defesa e circulação de bola. basquete. técnico. • Noções de regras. • Esportes adaptados. • Aplicar habilidades motoras específicas dos esportes. • Conhecer os aspectos históricos.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Jogo esportivo • Conhecer as diversas modalidades esportivas instituídas socialmente praticadas em outros países e no Brasil.

Marílio. Francisco Eduardo (Org. 1. investigação e intervenção. Ijuí. 125 . Valter. SOUZA JÚNIOR. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. 2006. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. ES: PROTEORIA. In: ___. BRASIL. Ministério da Educação. Carmem Lúcia et al. Pesquisa em ação: educação física na escola. 2001. Francisco Eduardo. Philipe. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos.4. Orientações curriculares para o ensino médio. Pesquisa histórica na educação física. SANTOS. Francisco Eduardo (Org.5 Referências BRACHT. DF: MEC. PERRENOUD. investigação e intervenção.. DF: MEC. Psicologia: Teoria e Pesquisa. In: FERREIRA NETO. Transformação didático-pedagógica do esporte. ES: PROTEORIA. Anais. Porto Alegre: Artmed.1. Metodologia do Ensino de Educação Física. 2004. v. 1999. investigação e intervenção. RS: Ed.1. ES: PROTEORIA. UFMG. Ijuí. Educação física escolar: política. 2000. PRIMI. 2001. Brasília.. 1992. Vitória. trabalho e educação: relações históricas. 2001.151-139. p. Construir competências desde a escola. 2001. n. RS: Ed. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. Unijuí. questões contemporâneas.17. In: CAPARROZ. Belo Horizonte: Ed. Gisele Franco de Lima. Educação física escolar: política. KUNZ. ______. Unijuí. São Paulo: Cortez. 2001. Lazer.). 1998. Vitória. SOARES. v. Educação física escolar: política.). Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. Parâmetros curriculares nacionais. 2003. Elenor. 2001. Vitória. v. maio/ago.Sumário principal 6. 73-76. ______ et al. WERNECK. p. v. 2001. Vitória. Paraná. Brasília. Ricardo et al. Paraná. 6. 2. CAPARROZ. Christiane. Amarílio (Org). ______. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. ES: PROTEORIA. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica.

Área de Ciências da Natureza Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 02 .

Ensino . Volumes sem numeração : Ensino fundamental. anos finais.Espírito Santo (Estado) .3.Currículo. 02 . 03 .CEP 29. área de Ciências da Natureza. – Vitória : SEDU. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências da Natureza / Secretaria da Educação.056-085 .Ciências da Natureza. 03 . 2. v. área de Ciências Humanas. Santa Lúcia . v. Ensino fundamental . área de Ciências da Natureza.Currículo. – (Currículo Básico Escola Estadual . 3.Info Consultoria. área de Linguagens e Códigos.Ensino fundamental. César Hilal.111. I.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. v. 01 . v. Ensino fundamental . área de Ciências Humanas. v. ISBN 978-85-98673-03-5 1. 02 . 2009. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.19 CDU 373. Título. anos iniciais.com.Ensino médio.Ensino médio. Série.Ensino fundamental.Vitória/ES . II. Ensino médio . 104 p. 01 .Ensino médio. CDD 372. v. área de Linguagens e Códigos. 02) Conteúdo dos volumes : v. anos finais.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. 26 cm. anos finais. Guia de implementação.Ensino fundamental.Currículo. ES. . nº 1. 4.br Espírito Santo (Estado).

.” Paulo Freire . ao lado do educador.. igualmente sujeito do processo. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.

P. de Castro. Anderson Soares Ferrari. Ires Maria Pizetta Moschen. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Divalda Maria Gonçalves Garcia.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Chirlei S. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Hebnezer da Silva. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Antonia Regina Fiorotti. Magna Maria Fiorot. Kátia Regina Zuchi Guio. Fabiano Boscaglia. Jane Pereira. Alaíde Trancoso. Patrocínio. Fernandes. Verginia Maria Pereira Costa. Danilza A. Paulo Alex Demoner. Luciano Duarte Pimentel. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Ilza Reblim. Janaína Nielsen de Souza Corassa.SEDU Ana Beatriz de C. Edimar Barcelos. Sandra Renata Muniz Monteiro. Alvarenga Vieira. Sebastião Ferreira Nascimento. Cátia Aparecida Palmeira. Márcia M. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Maria Geovana M. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Novais Rocha. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Benevides. Mara Cristina S. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Eliana C. Elenivar Gomes Costa Silva. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. José Christovam de Mendonça Filho. Karina Marchetti Bonno Escobar. Edílson Alves Freitas. SRE Carapina: Lucymar G. Izaura Célia Menezes. Magna Tereza Delboni de Paula. do Nascimento. Maura da Conceição. José Alberto Laurindo. Carvalho Morais. Luciane R. Ivone Braga Rosa. Cátia Aparecida Palmeira.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Gina Maria Lecco Pessotti. . Valentina Hetel I. Oliveira. Antônio Fernando Silva Souza. Edson de Jesus Segantine.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Hebnézer da Silva. Mohara C. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Cristina Louzada Martins da Eira. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Sônia A. Luciana Oliveira. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Maria do Carmo Braz. Maria da Penha C. Ana Paula Alves Bissoli. Sulâne Aparecida Cupertino. Irineu Gonçalves Pereira. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Pedro Paulino da Silva. Telma L. Giovana Motta Amorim. Epitácio Rocha Quaresma. Lurdes Maria Lucindo. Rita de Cássia Santos Silva. Francisco Castro. Teresa Lúcia V. R. Carlos Sebastião de Oliveira. Ilza Reblim.Física Claudio David Cari . SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle.Língua Portuguesa Adriana Magno. Renata da Costa Barreto Azine. Nilson de Souza Silva. Angelita M. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Sandra Renata M. Eliana Aparecida Dias. Christina Araújo de Nino. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Márcia Gonçalves Brito. Edna Milanez Grechi.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Giuliano César Zonta. Última da Conceição e Silva. Ivanete de Almeida Pires. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Ana Paula Alves Bissoli. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. de Oliveira. Kátia Elise B. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Edilene Costa Santana. Maria Elizabeth I. Luciene Tosta Valim. Bastos. Mirtes Ângela Moreira Silva. Eliane Maria Lorenzoni. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Ediane G. de Quadros P. Coelho Ambrozio. Eduarda Silva Sacht. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Irineu Gonçalves Pereira. Léa Silvia P. Madalena A.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Renan de Nardi de Crignis. Maria Nilza Corrêa Martins. Érika Aparecida da Silva. Valéria Zumak Moreira. Marcia Vânia Lima de Souza. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Lemos. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Dalla Passos. Maria Aparecida Rosa. Maria Alice Dias da Rosa. Linderclei Teixeira da Silva. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Guaresqui Cruz. Larmelina. João Firmino. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Rosangela Maria Costa Guzzo. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Neire Longue Diirr. Alexandre Nogueira Lentini. Edilene Klein. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Carvalho. Maria da Ressurreição. Manzoli. Luciane S. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Marcos Leite Rocha. Marilene Lúcia Merigueti. Vivian Rejane Rangel. Alcimara Alves Soares Viana. Rodrigo Vilela Luca Martins. S. Ronchetti. Cristina Lúcia de Souza Curty. Mônica V. Dileide Vilaça de Oliveira. Marlene M. Anelita Felício de Souza. Sebastiana da Silva Valani. Barbosa. Sandra Fernandes Bonatto. Rachel Miranda de Oliveira. Ernani Carvalho Nascimento. Rosiana Guidi. Leila Falqueto Drago. Rodrigues. Maria da Penha E. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Gleise Maria Tebaldi. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Neyde Mota Antunes. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Eliane dos Santos Menezes. Giselle Peres Zucolotto. Jomara Andris Schiavo. Vaneska Godoy de Lima. Evelyn Vieira. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Maria Alice Dias da Rosa. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Carla Moreira da Cunha. Rosinete Aparecida L. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Jane Ruy Penha. Rosângela Vargas D. Agnes Belmonci Malini. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Monteiro e Wagna Matos Silva. Dilma Demetrio de Souza. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Renan de Nardi de Crignis. Maria Adelina Vieira Clara. Jomar Apolinário Pereira. Marlene Athaíde Nunes. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Adna Maria Farias Silva. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Alan Clay L. Nascimento. Luiz Humberto A. Rodrigo Nascimento Thomazini. Paulo Roberto Arantes. Cortez. Luciete de Oliveira Cerqueira. Marta Margareth Silva Paixão. Lea Silvia P.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Jaqueline Oliozi. Maria de Lourdes S. Rodrigues. Claudinei Pereira da Silva. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Conciana N. Pedro Guilherme Ferreira. Maria da Penha de Souza. Sabrina D. Lúcia Helena Maroto. Bruna Wencioneck de Souza Soares.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Tania Mara Silva Gonçalves. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Maria Verônica Espanhol Ferraz. Marta Gomes Santos. Josimara Pezzin. Renato Santos Pereira. Freitas. João Luiz Cerri. Edna dos Santos Carvalho. Eliethe A. Johan Wolfgang Honorato. Eliane Carvalho Fraga. Cezar. Cérlia Silva de Oliveira. Márcio Correa da Silva. Torres. Iza klipel. Tânea Berti. Rogério de Oliveira Araújo. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Paulo Roberto Arantes. Paulo Roberto Arantes. Jorge Luis Verly Barbosa. Marcio Vieira Rodrigues. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Hulda N. Roseane Sobrinho Braga. Rosiane Schuaith Entringer. Denise Moraes e Silva. Alves. Tarcísio Batista Bobbio.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Gilcimar Manhone. Edy Vinicius Silverol da Silva. Sidinei C.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Angélica Chiabai de Alencar.C. Roberto Lopes Brandão. Carmencéa Nunes Bezerra. Patrícia Maria Gagno F. Anderson Soares Ferrari. Ferreira. C. Cláudia Regina Luchi. Maria Cristina Garcia T. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Naédina Barbieri. João Luiz Cerri. Patrícia Maria Gagno F. da Silva Scaramussa. Everaldo Simões Souza. Raquel Marchiore Costa. Fracalossi.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Margareth Zorzal Fafá. Luiz Antonio Batista Carvalho. Vazzoler.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Maria de Glória Sousa Gomes. Israel Bayer. João Carlos S. Martinelli. Organdi Mongin Rovetta. da Silva. Junqueira. Ribeiro. Sara Freitas de Menezes Salles.Arte Rita de Cássia Tardin . Pedro Paulino da Silva. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Angélica Chiabai de Alencar. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Pereira. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Luciene Maria Brommenschenkel. Ângela Maria Freitas. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Sebastião Ferreira Nascimento. Delcimar da Rosa Bayerl. Elza Vilela de Souza. Renata Garcia Calvi. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Rodrigues Soyer. Alaércio Tadeu Bertollo. Jaqueline Justo Garcia. Margarida Maria Zanotti Delboni. Maria Adélia R. Lyra. Ilia Crassus Pretralonga. Erilda L. Luiza E. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Elisangela de Jesus Sousa. Nourival Cardozo Júnior. C. Marcelo Ferreira Delpupo. Jarbas da Silva. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite .Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Lúcia Helena Novais Rocha. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Soprani. Lúcia H. Simone Carvalho. Alaíde Schinaider Rigoni. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Ana Helena Sfalsim Soave. Eliane dos Santos Menezes. Malba Lucia Gomes Delboni. Salette Coutinho Silveira Cabral. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Perin e Valéria Perina. Alecina Maria Moraes. Christina Araújo de Nino. Maria José Teixeira de Brito.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Davel. Angélica Chiabai de Alencar. Lima. Silma L. Ires Maria Pizzeta Moschen. Núbia Lares. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Martinelli. Renato Köhler Zanqui. Bastos. Morati. Luciene Tosta Valim. Antônio Carlos Rosa Marques. Rodrigues. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Regina Zumerle Soares. de Almeida. Américo Alexandre Satler. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Gracielle Bongiovani Nunes. Antônio Fernando Silva Souza. Braga. Campos Cruz. Pinto. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Foerste . Luciane Salaroli Ronchetti. Regina Jesus Rodrigues.

sem dúvida. Para enfrentá-los. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. neste contexto. como um plano único e consolidado. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. das superintendências e da unidade central. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. Temos certamente que comemorar. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . quer sejam individuais ou coletivos. Como equipe. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. a complexidade que envolve a infância e a juventude.Sumário principal Prezado Educador. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. na qual. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). tendo como base um projeto de nação.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. Como síntese desse processo. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. por meio de mecanismos participativos. sobretudo. Educação Especial e Educação do Campo. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. O Estado. ao longo dos anos. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. conforme os termos constitucionais. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. como unidade autônoma. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. mas. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais.

hábitos e consequentemente. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. muitas vezes. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. costumes historicamente produzidos que. com vistas à promoção do educando e. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. conectado com a dimensão universal. como a relação entre trabalho. valores. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. fortalecendo a grande complexidade. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. Entre os anos de 2004 e 2006. por meio de atitudes. entre vimento de crianças. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. Todos esses atores mente construídas. Portanto.Sumário principal e social de sua população. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. nizados. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. que desafios que precisamos enfrentar.500 educadores. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. O currículo é a materialização do ricos de discussão. 12 . jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. tônomos e críticos. professores convidados. da educação pública. com qualidade social. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. ciência e cultura. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino.

buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. outros Educação Básica. Além para cada disciplina da do CBC. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Isto é.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Para tanto. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. conhecimentos estanques e conservadores. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. resguardando as especificidades das escolas. conteúdos com- 13 . Certamente. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. consequentemente. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns.

assim. cializadas na medida em que cultura e trabalho. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . na relação com a natureza e com seus pares e. cultura e trabalho. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. dentre outros. lo ciência. em alguns casos. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. correspondendo aos 30% restantes. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. ampliando a nada. produz conhecimentos. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. como instrumentos dinamizadores do currículo. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. Do ponto de vista organizacional. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. ou seja. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização.

Dessa forma. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. materializa esse conceito. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. química e biologia. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. 15 . trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. Esporte. Matemática e Ciências. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. O projeto contempla ainda. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. por meio da Lei Nº. tornando a escola mais atrativa. “Ciência na Escola” . a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. roteiros turísticos e ambientais. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais.Sumário principal vivências curriculares. 8963 de 21/07/2008. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. Realização de olimpíadas escolares e. por fim. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. a partir de estudos sistemáticos. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica.

quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . pendrives. as novas do conhecimento. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. tecnologias e suas implicações didáticas. “Ler. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. pois o educador precisa aliar à tarefa e. TV comunidade local. com isso. a sua inclusão digital e a comunidade. com destasucesso esperado: estagiários. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. com destaque ações de formação. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. PC do professor. e a partir A formação continuada tação. que para a revitalização das professor dinamizador. por meio que necessidade. a partir digitais no cotidiano escolar. ampliando para a do educador é mais naridade. transdisciplida escola. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. intervenção pedagógica. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. a de estudar. computador por aluno. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. formação gica. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. as reformas educativas e seus desdobramentos. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. escrita e pedagógicas. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. pesquisa. capacibibliotecas escolares. pois o educador precisa aliar à Multimídia. atualização da escola. de modo a 16 .um públicas e privadas. refletem a complexidade do do conhecimento matemático.

uma trilha experienciada coletivamente. Espera-se. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Nesse sentido. ao final de 2009. que incorporou o saber de quem o vivencia. 17 . os quais irão enriquecer a prática docente. com tudo isso. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. Destaca-se ainda. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. além de outras pautas de estudo do referido documento. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. como componentes do Guia. portanto. a partir do movimento de ação-reflexão-ação.

Sumário principal Capítulo Inicial .

que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. nos quais. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. elaboraram as ementas contendo visão de área.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. de acordo com a prática pedagógica do professor. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). conteúdos e orientações didáticas. formação acadêmica e atualização permanente. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. 21 . reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. constituíram-se objetos de diálogo. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. considerando situação funcional. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. objetivos. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. Em 2006 a Sedu. municipal e federal. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. por meio de seminários com participação dos professores referência. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. Em 2005. que.

SRE.500 eduTodos foram mobilizados cadores. consultores. da educação pública. modalidades e transversalidades. consequentemente. em dois grandes ciclos de colóquios. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. contando com a participação de cerca de 1. intercolóquios e seminário de imersão.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. central e das da educação pública. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. estar a serviço da vida. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. acima de tudo. nos anos de 2007 e 2008. além de 26 especialistas de cada disciplina. professores convidados. consequentemente. instituições e modos de 22 . Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. produziram os CBC por disciplina.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. em sua fragilidade. jovens e adultos capixabas. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. num processo formativo e dialógico.

experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. que se realiza em um contexto histórico. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. que são apenas diferentes. Nesse sentido. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural.Sumário principal vida. paz social e paz ambiental. social. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. a vida requer convivência na promoção da paz interior. cultural e político. direito de todos e dever do Estado e da família. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. é um bem público que deve servir 23 . por isso. solidários. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. intensificando os esforços pela justiça. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. do outro e do mundo. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. dignidade humana. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. reverencia o mistério da existência. Superar as diversas formas de exclusão. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade.

a reflexão e a ação. mediante um determinado caminho. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). de movimento de uma dada situação a outra diferente. na medida em que contribui para o bem comum. antes de tudo. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . É na relação entre os sujeitos. A educação como serviço público. por ser um ambiente essencialmente humano. a construção. espaço de visibilidade. uma obra de legítimo interesse social. assumindo o lugar de mediador. deverá atender aos interesses da coletividade. uma dimensão mais ampla. um direito. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. A educação como obra de mudança. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. o aluno é o centro do processo educativo e. A escola pública com compromisso social. aprender. No entanto. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. Na escola. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. a interpretação. exercido pelo poder público ou privado. do desenvolvimento social e econômico da nação. as ações educativas devem ser planejadas e executadas.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. consequentemente. sentimentos e atitudes. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. em função dele. com toda a sua complexidade. envolvendo a percepção. portanto. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. numa perspectiva dialógica e dialética. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. assumindo. E um lugar de esperança.

Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. produz conhecimentos. assim. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. apropriando-se dela e transformando-a. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. e. símbolos e comportamentos. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. cuja base se expressa na aquisição da leitura. como forma de criação humana. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. ciência e cultura. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. e trabalho como princípio educativo.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. cultura numa perspectiva antropológica. material e social. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. constituindo o modo de vida de uma população determinada. acima de tudo. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. gerando a sua própria cultura. portanto. algo vivo e dinâmico que articula as representações. como processo dinâmico de socialização. Nesse sentido. a partir da articulação dos princípios trabalho.

Isso acontece 1 SACRISTÁN. 2. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico.P. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. Compreender e transformar o ensino. mais difundida. sobretudo. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. e BARBOSA. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. GÓMEZ. muitas vezes. No entanto. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. evidenciar a qualidade dessa ação. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. nesse sentido. sobretudo.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. Brasília. no interior da unidade educacional. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. dependendo do enfoque que o desenvolva. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. certamente. C.G. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. 26 . a exemplo dos laboratórios de estudo. 2 MOTA. entre os curriculistas contemporâneos. por ser um conceito bastante elástico e. J.R. o currículo na escola E. N. J. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. A. e.I. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. o significa discutir a currículo. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática.S. e. impreciso.V.G. a organização física. que está inserido. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. O currículo para além das grades . a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. promotor de uma educação emancipadora. Portanto. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1.Sumário principal curricular apresentada neste documento. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. junho de 2004. 1998. Porto Alegre: Artmed.

Por isso. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. seu modo 4 FERRAÇO. Assim.T. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. ações. Ele é resultado de lutas. conflitos concretas. Belo Horizonte: autêntica. os conhecimentos mais valorizados da escola. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. O currículo escolar. 3 talidade social” . seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. as relações no interior 3 SILVA. currículo praticado (Oliveira). avaliação. De modo geral. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. 27 . currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). 2004. seja no campo de metodologia. historicamente ideias de currículo em ação. a identidade nantes. a participação da comunidade. está deficurrículo4. é possível e negociações. 2000. e outras que considePortanto.uma introdução às teorias do currículo. incluem tradições culturais Assim. a identidade dos estudantes e etc. políticas e alternativas educacionais. Documentos de identidade . T. currículo realizado (Ferraço). Considerando isso. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. de organização e gestão. C. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. metas. Vitória: SEEB/SEDU. currículo real (Sacristán). seu modo de organização e gestão.E.

Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. com rapidez e eficiência. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. 81-93. como parte que deste documento curricular. 2004. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. Z. Boletim técnico do SENAC. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). ENEM . a segunda parte previstas. 2005. ensino. Rio de Janeiro. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. com rapidez e eficiência. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. ENEM . v. Pelo contrário. específica”7. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. p. ou seja. de ensino e pesquisa. forma a aliar competências. histórias de vida. 30. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. A. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. Comumente. articulando competências. 7 BRASIL. lar.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. 28 . de vida e laborais conhecer. há gradação. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. 6 KUENZER. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. Não norteadores do Ministério da Educação. conhecimentos tácitos e as constituem. 2005. MEC/INEP. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. MEC/INEP. fazer. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica.

planejamento das atividades. 29 . uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. ou seja. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. Dentre elas. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. as três formas de competência. educativo. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. não basta ser muito entendicontexto. 9 BRASIL. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. por exemplo. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. extrema facilidade para alguma atividade. o que se chama de talento. pois se referem a petência. o que pressupõe uma organização Na escola. Nesse te. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. o desenvolaprendida. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. dom ou uma mesma realidade. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. A competência relacional expressa esse jogo de interações. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. 2005. 2002. nesse sentido. Competência como condição prévia anteriormente descritas. Não se trata MEC. é extremamente importante que os profissionais da educação. não basta possuir objetos potentes e adequados. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. MEC/INEP. ENEM . Assim. pedagogos. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. na prática não se do sujeito. significa. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. condição do objeto.

o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. alguém se torna aluno. Como ponto de (cognitivas. Nesse sentido. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. 2. Ao contrário disso. trabalhar nessa concepção. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. afetivas. neste documento curricular. visa a investir na formação do cidadão. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. Até escola. por meio do ensino e da pesquisa. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. hoje.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. sociais e psicomotoras). as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. para que o aluno aprenda. ao mundo do trabalho. Cidadão esse que busca na escola adquirir. Quais são os alunos e quais são. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. problematizannatureza. se forme e informe.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. “Ninguém nasce aluno. cultural. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade.

Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. momento da maturidade. 31 . Esses tempos de vida. os infantiliza. séculos. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia.Sumário principal e imprecisos. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. dos direitos da criança. enfim. é tempo de constante refere à crise de autoridade. A e na comunidade. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. assim. a Sociologia. sem. a Filosofia. a inserção na vida adulta. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. numa sociedade socioculturais determinadas. os A ação de reconhecimento adultiza. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. de sua função educadora. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. especialmente no que se de um indivíduo. no exercício História. a Antropologia. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. e não diferentemente no Espírito Santo. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. constituir-se como infância. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. de dominar física e mentalmente outros. econômicos. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. a violência urbana. Portanto. criações culturais crianças com o mesmo referencial. sendo um ocidental como a nossa. há ou etnia. Sendo simbólicas específicas e próprias. a vida adulta. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. a Psicanálise. pois reconhece-se que. que conrenciam. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. a juventude e a curta etapa da infância. no Brasil templam o pertencimento de classes. estudo e a compreensão da contudo. A escola. dentre mundo. gênero.

discurso com sentido. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. de forma visível. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. como a o sinal próprio desse tempo. o desejo de impactar. Portanto. delimita mobilizar. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. Marcas para outras. a juvencomo o nascimento. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. construindo. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. finalizando definidoras da existência somente com a morte. cognitivas e sociais que. se exercita e se reconstrói variados. estilos que se constrói. juntas. a escrita. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. de provocar própria sociedade. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. social parecem Assim como a infância. e que se originalidade. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. tude do homem. da puberdade e social parecem mobilizar. ajudam a traçar o perfil da população. assim. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. marcada pela busca leitura. que. visível. Na infantil e a maturidade do adulto. o desejo de impactar.Sumário principal individuais. como odo atravessado por crises. nas relações estabelecidas também e não 32 . Deve ser pensada para contrastes. de provocar matemático.

A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. especialmente apresentados pela mídia. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. a ponto de ser compreendido como alienação. a seus pesadelos de violência e desordem. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. em intensa situação de vulnerabilidade. (Calligaris. 2008). ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. mas buscam proteção. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. a igreja e o trabalho. Na escola. ausência de utopias. ao mesmo tempo. são todas identidades possíveis e relacionais. Seguir. muitas vezes encurralando-a. Na contemporaneidade. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. Objeto de inveja e de medo. ao mesmo tempo. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. Querem ser rebeldes. diante de uma sociedade em intensa mudança. mas em outras esferas sociais. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. Objeto de admiração e ojeriza. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. da classe média e trabalhadora. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. ela é um poderoso argumento de marketing e. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . em que os últimos têm acesso a bens. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. falta de perspectiva de vida. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam.Sumário principal somente na escola. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. no qual o futuro é incerto. Ser jovem na periferia ou no campo. apontado para os adolescentes. como desordeiros ou transgressores. como a família. a ênfase no mercado e no consumo.

soal. tentando demonstrar. são sujeitos que de emancipar-se. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. é entendido no processo história de vida. na vulnerabilidade à violência e ao crime. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. Em geral. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. ou em ocupações precárias ou não. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. em qualquer formada sua personalidade e identidade. a respeito de si mesmo. circunstância de realidade social. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. explícita ou implicitamente. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. seja por abandono. e na gravidez na adolescência. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. Já produz e trabalha. Na fase de vida adulta. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. na perspectiva de trabalho. Estão abertos de desenvolvimento. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. o clareza de seus objetivos. sempre numa expectativa em família. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. 34 . O fenômeno da vida adulta. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. A laridades. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta.

em que perceber o mundo. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. (as comumente chamadas de homens e mulheres. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. que vivem no campo. na cidade. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos.Sumário principal Estejam na infância.. De acordo com Lima (2006). Seres humanos experiências culturais. ainda. são únicos em suas biológica. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. em sua maioria de classe popular. 35 .. filhos de trabalhadores formais e informais.. o ser humano se tornou presença no mundo. apresentam. da história e de suas próprias histórias. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. juventude ou idade adulta. cultural e social que faz parte do acontecer humano.”. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. sobretudo se entendida como a construção histórica.17). predominantemente jovens. diversidade O grande desafio da escola. como ponto de partida e chegada do processo educacional.. compreendemos. na especificidade de seus saberes e práticas. Algumas dessas diverem especial da pública. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. com o mundo e os outros. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. mais que um ser no mundo.

36 . respeito tivamente para a formação dos civilizatório. no campo do conhecimento da a diversidade. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. Certamente criminação em acolhimento humana. o estético. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. solidariedade e justiça. às diferenças. mento pessoal e coletivo. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. que propõe epistemológico e político. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. tais como: o ético. respeito O currículo deve. o sociocultural. o político. e a constituição às diferenças. dentre outros. Quando falamos de diversidade e currículo. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. consideram esses saberes. o em todas as suas dimensões. como ato político pela garantia do direito de todos. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. que exige a busca por valores. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. portanto. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. o biológico. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. cultura de paz e cidadania. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. solidariedade e justiça.

Como modalidade de Educação Básica. nem menos 11/2000). comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. Nelas. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. quase sempre. a sexualidade. importante. durante a infância e/ou adolescência. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. dentre outras. Os sujeitos da EJA. a cultura de paz. arts. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. Possuem trajetórias escolares descontínuas. do mercado informal. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. como questões inerentes ao currículo escolar. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. 3. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. os direitos humanos. nem menos importante. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. da política e da cultura. em sua singularidade. menor. mas como um modo próprio de fazer educação. a ética e cidadania. em ocupações não qualificadas. trabalhando. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. e de currículos adequados a esses sujeitos. seus saberes. 37 . geralmente. de certificar-se. De modo geral. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. são trabalhadores assalariados. que incluem reprovações e repetências. mas como um modo próprio de fazer educação. de aprender e de reaprender. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. apresentam uma especificidade sociocultural: são. seja pela oferta irregular de vagas. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação.1 Educação de jovens e adultos: saberes. contribuindo de fato para a formação humana.Sumário principal as relações étnico-raciais.

9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. que enfoca o direito de todos à educação. Na LDB nº. espaço propício a emancipar o aluno. sua característica fundamental de serem trabalhadores. o acesso e a permanência de todos na escola. Nesse sentido. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. Isso implica formar (não treinar. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. ou seja. preferencialmente na rede regular de ensino. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. pensando metodologias de ensino 3. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. Nesse sentido. os princípios. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. cultura e trabalho.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. E uma concepção de escola como instituição política. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. Além disso. abordagem inclusiva do currículo. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. no processo de aprendizagem. adestrar. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. 38 .

continuada. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. portanto. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. 39 . pela via da formação dos profissionais da educação. e outros espaçostempos da escola. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. o planejamento e a formação continuada. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. formação de ressignificação das práticas educativas. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. Acreditamos que. Ainda. O grande desafio da escola e. da crítica e da colaboração. a partir do princípio da pesquisa.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. 3.

avalia e fomenta o processo de do Campo. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. a partir do trabalho de subsistência. que procuram enfatizar o seu caráter singular. truídos de forma coletiva. o currículo deve levar em conta cultura familiar. Outro eixo fundamental 40 . discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. em 2004. produção orgânica de alimentos. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. A agria terra. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. lutas pela terra. estuda CEB nº 2/2008. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. Assim. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. seus ao urbano. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. Campo. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. se respaldada por documentos oficiais. normas e prinsujeitos campesinos. que institui e cultural dos sujeitos do campo. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. Há que se resgatar o educativo. comunidade escolar e seu entorno. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos.

níveis e modalisocialmente justas. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. pelo regime de colaboração. A promoção da ao mesmo tempo. economicamente viáveis. se calcada nos princípios da solidariedade. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. valores e ati- 41 . Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. ecologicamente prudentes. da cooperação. na Lei 9. biental em todos economicamente viáveis. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. ao mesmo tempo. Como outro importante pressuposto. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. da democracia. 3. e a visão da educação como ato poiético.Sumário principal é a interdisciplinaridade. formação de sociedades sustentáveis que são. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. socialmente justas. da justiça social e ambiental. étnica e cultural dos povos. com respeito à alteridade e à diversidade social. Educação Amecologicamente prudentes. Constitui-se em um processo permanente.795/99 e contribuirá para a formação humana.

das pluralidades e da identidade brasileira. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. os negros representam 47. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. interdisciplinares.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades.3% da população brasileira. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. 42 . eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. cooperativas. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. 3. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Entretanto.

de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. por meio de políticas públicas de reparação. No Espírito Santo. 43 . localizados no município de Aracruz. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. havia cerca de Promover o debate sobre 1. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. Guarani. a população indígena compreende cerca de 2. por meio de suas lutas pelo direito à terra. 2006). na escrita do artigo 231. européia e asiática. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios.346 aldeados. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. africana. nacional em difeafricanas e asiáticas. Porém.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. à educação. africanas e asiáticas. Em 1988. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. sendo 2. à saúde. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. No período colonial.109 da etnia Tupinikim e 237. que formam a população brasileira. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. rentes épocas da história do Brasil.100. É tratado como uma sociedade sem 3. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70.000. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. à diversidade e à cultura.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. nesse sentido.

diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas.Sumário principal suas antigas línguas. sob forte influência do mundo ocidental. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. e. o la e da comunidade. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. tradições e culturas. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. que possa o currículo escolar. formação do Brasil. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. econômica.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. e. o resgate de sua cultura e história. social e religiosa. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. conhecimento. política. da escoprincipalmente. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. O conceito de de construção do conhecimento. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. temática. própria origem e história. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. 44 . expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. principalmente.

estou desafiando meus alunos. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. a multiplicidade de pontos de vista. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. às características e aos estilos. professor.M). bem como sua história. “o professor procura ajudar a contextualizar. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. os espaços/tempo de educar. Como mediador e facilitador da aprendizagem. Nessa perspectiva. J. nessa lógica. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. A intervenção docente. os diver- 45 . Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. passando a mediar as aprendizagens. Isto é. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. O professor como mediador do processo educativo. a problematizar. e saber lidar e conviver com as diferenças. a ampliar o universo alcançado pelos alunos.” (Moran. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. Assim. é determinante a qualidade da relação professor-aluno.

tendo como sujeito principal o professor. dentre outros. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. e de trabalho. Na interação grupal. duplas. aceitação mútua. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. Estabelecer uma relação de confiança. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. Tendem a se ano letivo. bibliotecas. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. Nesse contexto. autenticidade. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. São os educadores. o afetivo.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. isso significa. Diante desse cenário. ao máximo. círculos. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . em suas potencialidades: trabalhos de grupo. durante quase todo trabalho pedagógico. ao colocar seus pontos de vista. típica do trabalho cooperativo. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. respeitando e valorizando outros pontos de vista. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. ou indiferença. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. sobretudo os professores. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. horizontalização dessas relações. na sala de aula.

nos projetos pedagógicos. A pesquisa. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. princípio educativo. envolvendo comunidade. além de aproveitarmos recursos já existentes. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. enfim.Sumário principal dela. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. espaços públicos. a construir seu próprio conhecimento. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. concertos. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. festividades. construir e conhecer novos conceitos. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. como sobre a realidade. a montar um mosaico das informações. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. caracterizados como atividade simbólica. com profissionais da área. intencional e natural do ser humano. autônomos. pois. gumentando e defendendo sua hipótese. estações ecológicas. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . que envolve. críticos e criativos. é fundamentada no diálogo e no questionamento. expressar-se questionamento. com autonomia. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. centros de pesquisa. exposições de arte. interpretar e analisar dados. quadras de esportes. galerias. e com isto. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. a discuti-las e criticá-las. entre conhecimentos empíricos e científicos. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. articulando pensamento e ação. museus. a acessar recursos tecnológicos. cultural e ao mundo do trabalho. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. possibilitando a reconstrução do conhecimento. asseguram a necessária união entre teoria e prática. reservas ambientais. teatros. bibliotecas. como princípio educativo. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. seu entorno.

na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. A avaliação da educação pública. envolvendo professor e educando. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. profissionais da educação. do diálogo. em perfeita sincronia. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico.Sumário principal naturais e sociais. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. Avaliar é 48 . em que o protagonismo é do professor. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. É preciso avaliar permanente e processualmente. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. para nós. avaliação da instituição como um todo. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. ainda que seja um tema polêmico. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. dentre muitos outros aspectos. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. marcada pela lógica da inclusão. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. as questões de investigação. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. da mediação. avaliação do sistema escolar. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. é uma atividade integrante do processo pedagógico. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares.

de fato. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. E. ou seja. Para que o processo de avaliação seja efetivo. portfólio. 49 . para nós. processo pedagógico. por considerar o processo educativo. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. Assim. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. bem como o raciocínio. caderno de aprendizagens. provas. A avaliação como parte de um (2007). é uma parte do todo. testes. certamente. recebe o nome de avaliação somativa. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. objetiva. vivências e valores. quando ocorre ao final do processo. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. dagações sobre o Currículo futura. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. gostaríamos de verificar. talvez. memorial. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. c) o conteúdo deve ser significativo.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. com a finalidade de apreciar o resultado desse. atribuir com os conteúdos escolares. aptidões. d) estar coerente com os propósitos do ensino. o professor. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. potencialidades e habilidades. que limita liação que elabora. nenhuma relativa ao que. com vistas a reorientá-lo. Avaliar. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. cedora. deve ter significado para quem está sendo avaliado.

a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem.Sumário principal relatórios. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. as atitudes dário Anual.. pais e comunidade em geral. referenciados nos programas dos. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. coordenadores. a violência escolar. professores. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. paralela e final. desafios que o cotidiano selecionar. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. os grupos. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. pesquisas. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. dentre outros. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. momento de interação entre professores. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. o adolescente e o adulto. ambiente da escola. para além de classificar e do representante de turma. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. interpretações. pedagogos. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. angústias. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe.

criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. 51 . A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas.

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Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .Anos Finais .

e o desenvolvimento de competências e habilidades. orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares. A partir da década dos anos 90. por meio de temas transversais. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade. procurando respeitar diversidades regionais. influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais. Respondendo a essa necessidade. pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. por fragmentar os conhecimentos científicos e por priorizar a acumulação desses conhecimentos. fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. assim a produção científica gerava um acúmulo de conceitos científicos que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. não só propiciaram o fracasso da apropriação desse conhecimento. 57 . Nesse sentido. o ensino das Ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. como também dificultaram a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais. as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. a acumulação e a reprodução do acervo científico. culturais e políticas existentes no país. Nessa década as pesquisas. Norteado por essa concepção de progresso.Sumário principal 6 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Tradicionalmente no Brasil a educação científica. esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e. entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural. Tais processos se caracterizavam. os parâmetros curriculares em ação elaborados no final dessa década. o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas.

o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida dos sujeitos.Sumário principal No presente. posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural. esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. um meio sistematizado e organizado. e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. particulares e globais. simples e complexos emergem das interações dos seres humanos entre si. fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN). Em tal perspectiva. e nos documentos norteadores da educação. fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva. concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que. como qualquer outra produção humana. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. recriamos esta proposta curricular para ensino das Ciências firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e dominar as práticas cotidianas. tais problemas globais. Nessa recriação. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). a educação escolar científica. Sendo assim. interdisciplinaridade e alfabetização científica. Para nós. contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. encontra-se numa situação de dependência sociocultural. Em nossa proposta. e entre os seres humanos e o meio ambiente. Diante desse desafio. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. pois constitui uma via. ainda permeada pelas práticas tradicionais. para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno. Nesse sentido. na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”. consideramos a 58 . nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE. a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade. e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural.

as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural natural. Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas). em um determinado contexto. motivando a participação ativa dos atores desse processo. Para nós. Nesse sentido. o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e. dos professores e da escola]. instrumentos socioculturais. sobretudo. as atitudes. Dessa forma. Entendemos competências como um conjunto de habilidades. por meio das quais. juntos. o processo de ensino-aprendizagem das Ciências. as capacidades e as aptidões. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos. histórica e ideológica que contribui para o conhecimento. unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. o conceito científico tornase um instrumento ou uma ferramenta de conhecimento que. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. a reflexão e a compreensão do mundo. como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. os conhecimentos. transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos. recriam esses saberes. Entre outras. 59 .Sumário principal Ciência como uma linguagem simbólica. também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação. ou seja. das objetivações e. mas que também podem realizar uma atividade mediadora. centrado no diálogo. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade.

mas também o fazem no acervo popular. essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos. não só se recriam no saber científico. no cotidiano. a Saúde. o Meio Ambiente. pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas.Sumário principal Nesse sentido. 60 . a Orientação Sexual e outros. em conteúdos curriculares. como a Ética. a Pluralidade Cultural.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências .

bem como entre as culturas e o meio ambiente. transformam o meio ambiente e sua existência. habilidades e ferramentas.1 Ciências 6.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. Sendo assim. como também se apropriam dos direitos e obrigações cívicos de seu meio sociocultural. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações 63 . Para nós. pois o diálogo discursivo de alteridade. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas.1.Sumário principal 6. Para nós. nossa proposta do processo de ensino de Ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem.Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. das habilidades [instru- mentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. por meio das quais os seres humanos. na Terra e na vida. nessa reflexão os participantes desse processo. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e ferramentas socioculturais. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e científica. reinserindo-se no universo. pois são instrumentos socioculturais. por meio do diálogo. Nessa perspectiva. fundamentado nas interações discursivas socioculturais.

levando em conta os parágrafos anteriores. o processo de ensino de Ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. todos os conhecimentos são relativos e incertos. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à espécie Homo sapiens. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. responda a um ou a vários objetivos gerais. podemos dizer que o processo de ensino científico junto aos processos das outras áreas escolares deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. nas etapas da Educação Básica. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos.1. p. blocos. 6. Em consequência. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana.). 2002). Nesse sentido. solidário. e entre os seres humanos e o meio ambiente.56). Para nós. Finalmente. Nesse sentido. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. criativo e reflexivo. entre outras coisas. 64 . partícipe ativo das transformações de seu entorno social. esse processo. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar.. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil.] enfrentar as incertezas e.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. ciclos. compreender a diferença cultural significa. Nesse sentido. 2002. cultural e natural. curioso. Dessa forma. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN.. etc. Em nossa concepção. anos. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. mais globalmente. e que de alguma forma explicam a condição humana.Sumário principal dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas.

Partindo desse objetivo. 65 . nossa proposta curricular. propõe que o ensino científico de sexto a nono anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades e competências (instrumentos socioculturais) mediadoras no processo de desenvolvimento da autonomia do aluno. e na recriação da subjetividade. e nos documentos norteadores.Sumário principal Nessa perspectiva. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. fundamentada no amadurecimento das habilidades recriadas nos ciclos anteriores e nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. Assim. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os culturais. as atividades e ações do processo de ensino das Ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). e as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. psicológicas e afetivas. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. Sendo assim. do conhecimento sociocultural e da contextualização das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores de sexto a nono anos. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). Nessa perspectiva. Em nossa proposta curricular.

Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade autônoma do aluno e na contextualização dos conhecimentos socioculturais presentes nesse processo. das competências e das habilidades mediadoras nessa ação. os professores concebem-se no processo de ensinoaprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. a exposição da produção sociocultural individual e grupal.1. Partindo dessas premissas. com a metodologia. 6.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. etc. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo.Sumário principal pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses anos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de conceitos científicos. tarefas pedagógicas. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. por meio de atividades/ 66 . As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que permitam-lhes conhecer e dominar suas atividades cotidianas. implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. Sendo assim. sem fugir dos princípios metodológicos que or ientam esta proposta. o professor. no processo de ensino-aprendizagem de Ciências no sexto a nono anos do Ensino Fundamental. a identificação e resolução de problemas socioculturais e socioambientais. estimulará a produção de conhecimento sociocultural autônomo do aluno e grupal. os professores. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. Nesse sentido. buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. Nesse sentido. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades. Também nesse processo. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. Nesse sentido.

temas geradores. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. orientamos que as atividades/tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos.Sumário principal a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. interação discursiva entre o professor e os alunos. a resolução de problemas cotidianos em grupo. por meio de leituras de vídeos. por meio de entrevistas. uso de livros de Ciências. Com esse fim. 8. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. etc. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. para isso propomos. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. 5. mapas conceituais. 2. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). jornais locais e de outros estados. etc. 4. 7. pesquisas. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). 3. eixos temáticos. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. Sendo assim. problemáticas. pesquisa em grupo. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. confrontação de ideais. Para isso propomos que se identifiquem. produção de texto em grupo. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. o mundo ou a sociedade em geral e o próprio processo de produção de conhecimentos. o professor buscará motivar constantemente a interação discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. 6. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas 67 . revistas. revistas de divulgação científica e documentos escritos ou digitais.

68 . logo depois de serem avaliados. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. junto a textos escritos por outros autores. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem.Sumário principal simbólicos de conhecimentos.

• Valorar o trabalho em grupo. culturais. realização de atividades extras. descrição. códigos e nomenclatura da linguagem científica. etc. Introdução a Ciências • Conhecimentos culturais (religiosos.Ciências COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica.4 5ª Série Conteúdo Básico Comum . contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. • Identificar ações de cidadania e de solidariedade. argumentação. questões-problema. interpretar e produzir textos argumentativos e explicativos. portanto. experimentos. elaboração de resumos). argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de Ciência. Ambiente físico-químico: ciclos e propriedades • Água • Ar • Solo 3. • Elaborar gráficos. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. • Resolver situações-problema. • Elaborar objetivos de trabalho. • Realizar as atividades com independência. Ambiente e saúde • Doença transmitida por água. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. interpretar. tecnologia e meio ambiente. comparação. gráficos e representações geométricas. categorização. resultado da conjunção de fatores sociais. analisar a interação da sua comunidade com o meio ambiente e identificar os limites e as possibilidades dessa interação.1. • Analisar. • Interpretar esquemas. elaborar hipóteses. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Reconhecer a produção do acervo sociocultural (científico e não-científico) como uma produção humana sociohistórica. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). observação. entender. diagramas. consulta e registro de fontes. cultura. e. • Articular.Ciências • Conceito de Ciência 2.Sumário principal 6. imagens. ar e solo • Medicinas convencionais e alternativas 69 . identificação. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. elaboração de roteiros. HABILIDADES • Ler. visitas. entre outros: percepção. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. diferenciação. • Elaborar textos para relatar eventos. • Aplicar os conceitos aprendidos para conhecer o ambiente físico-químico onde vive. políticos. tabelas. econômicos. fenômenos. CONTEÚDOS Eixo Meio Ambiente 1. religiosos e tecnológicos. étnicos e científicos) • Evolução do conhecimento científico . integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. pensamento lógico e crítico. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. • Consultar. explicação. conceitos.

respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a subjetividade como ele mento de realização humana. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. social. sendo participante ativo. produção de tecnologia e condições de vida. social. de autoestima e respeito ao outro. mental e cultural dos indivíduos. CONTEÚDOS 70 .Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. • Conhecer e respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. cultural. consciente. HABILIDADES • Relacionar os problemas socioambientais e socioculturais com a promoção da saúde pública. associado aos aspectos de ordem histórica. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais.

diagramas. argumentação. consulta e registro de fontes. • Aplicar os conceitos aprendidos para refletir a interação entre o ser humano e o ambiente sociocultural e socioambiental. recuperação e sustentabilidade ambiental. questõesproblema. Classificação dos  seres vivos 4. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. • Identificar a biodiversidade dos ecossistemas global e regional. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. • Identificar as alterações causadas pela ação humana aos ecossistemas e refletir suas consequências. realização de atividades extras. • Compreender a biodiversidade e a importância das relações ecológicas na manutenção do equilíbrio ambiental. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. entender. descrição. experimentos. • Articular. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. • Participar de ações de cidadania e solidariedade. considerando as dinâmicas das populações. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. associando a garantia de estabilidade dos ambientes e da qualidade de vida humana a ações de conservação. categorização. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. tecnologia e meio ambiente. • Valorar o trabalho em grupo. • Analisar. visitas. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. etc. • Analisar propostas de intervenção nos ambientes. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. explicação. elaborar hipóteses. • Elaborar textos para relatar eventos. diferenciação. CONTEÚDOS Eixo Os seres vivos 1. • Realizar as atividades com independência. pensamento lógico e crítico. identificação. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. gráficos e representações geométricas. códigos e nomenclatura da linguagem científica. conceitos. interpretar.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. tabelas. comparação. observação. • Consultar. fenômenos. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. elaboração de resumos). sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. • Organizar os conhecimentos adquiridos. entre outros: percepção. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. Ecossistemas 3. Ecologia • Conceitos • Relações ecológicas 71 . • Interpretar esquemas. cultura. • Resolver situações-problema. elaboração de roteiros. Diversidade da vida • Conceito 2.

ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. autoestima e respeito ao outro. associado aos aspectos de ordem histórica. social. analisar e compreender as interações dos seres vivos com o ambiente e sua importância para a existência da vida. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. cultural. HABILIDADES • Conhecer. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. • Reconhecer o ser humano como parte integrante e transformadora do meio ambiente. econômica e política. mental e cultural dos indivíduos. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. sendo participante ativo. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. produção de tecnologia e condições de vida. social. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. CONTEÚDOS 72 . • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. consciente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico.

consulta e registro de fontes. • Elaborar textos para relatar eventos. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. categorização. gráficos e representações geométricas. • Reconhecer-se como sujeito coletivo. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. visitas. entre outros: percepção. interpretar. Morfofisiologia do corpo humano • Sistema digestório • Sistema respiratório • Sistema circulatório • Sistema urinário • Pele • Órgãos dos sentidos • Sistema nervoso • Sistema endócrino • Sistema reprodutor 3. • Resolver situações-problema. • Realizar as atividades com independência. diferenciação. interage. • Valorar o trabalho em grupo. relaciona-se.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Organizar os conhecimentos adquiridos. descrição. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. • Analisar. explicação. argumentação. fenômenos. como formas de produção. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. tecnologia e meio ambiente. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. cultura. em especial nos brasileiros. elaborar hipóteses. CONTEÚDOS Eixo Corpo Humano 1. • Consultar. elaboração de resumos). assumindo com responsabilidade a sua saúde e bem-estar e os demais. autônomo. conceitos. tabelas. Saúde humana e o ambiente • Conceito de saúde • Doenças dos sistemas humanos • Relação meio ambiente e saúde • Políticas públicas para a saúde 4. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Interpretar esquemas. diagramas. que respeita e faz-se respeitar. entender. utilizandose de raciocínios lógicos e demonstrações. adapta-se e deseja. códigos e nomenclatura da linguagem científica. experimentos. realização de atividades extras. solidário. etc. que visam à preservação e à implementação da saúde individual e coletiva. • Articular. • Conhecer diferentes interpretações de senso comum e científicas sobre práticas sociais. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. Célula • Funções vitais 2. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. e hábitos pessoais. • Associar características gerais e adaptações dos seres humanos com o seu modo de vida e seus limites de distribuição nos diferentes ambientes. exerce a cidadania e a democracia. identificação. • Conhecer as propostas de alcance individual ou coletivo. desenvolve-se. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. pensamento lógico e crítico. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. • Reconhecer-se como corpo que age. vive. Genética • Conceitos 73 . HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. aprende. participativo. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. elaboração de roteiros. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. questões-problema. observação. como higiene e alimentação. comparação.

longevidade. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. social. consciente. CONTEÚDOS 74 . • Conhecer indicadores de saúde e desenvolvimento humano. autoestima e respeito ao outro. saneamento. apresentados em gráficos. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. sexualidade. como mortalidade. etc. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. tabelas e/ou textos. • Identificar hábitos de autocuidado. natalidade. sendo participante ativo. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. renda e escolaridade.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento socio cultural. social ou cultural dos indivíduos. relações com o ambiente. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. • Conhecer os processos vitais do organismo humano (defesa. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. econômica e política. manutenção do equilíbrio interno.) e fatores de ordem ambiental. cultural. associado aos aspectos de ordem histórica. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. bem como os cuidados necessários para uma vida saudável. produção de tecnologia e condições de vida. autoestima e respeito ao outro. nutrição. mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. social. HABILIDADES • Conhecer o corpo humano e seu funcionamento. • Entender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização humana.

elaboração de resumos. esquemas. cultura. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. sem necessidade de intervenção do professor. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. • Analisar. compreender e extrapolar textos científicos. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Reconhecer e utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais. tecnologia e meio ambiente. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Valorar o trabalho em grupo. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. utilizandose de argumentos. códigos e nomenclatura da linguagem científica. experimentos. • Responsabilizar-se pelas atitudes tomadas. categorização. HABILIDADES • Planejar. identificando propriedades. • Dominar e utilizar técnicas de estudos (organização de material. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). rendimentos e taxas de sua obtenção e produção. • Consultar. • Planejar atividades de trabalho com base em objetivos. Ciências e tecnologias • Energia nuclear • Energia eólica • Medicina nuclear • Produção e distribuição da energia elétrica 75 . avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. implicações sociais. • Caracterizar materiais. • Ler. hipóteses e argumentos. diferenciação. • Integrar os conhecimentos e se posicionar diante das ações do ser humano sobre a natureza. realizar e defender ações de cidadania e de solidariedade. explicação. • Resolver situações-problema. realização de atividades extras. diagramas. CONTEÚDOS Eixo Introdução à química e à física 1. visitas. • Elaborar textos para relatar eventos. resenhas). tabelas. • Reconhecer e fazer uso da pesquisa como forma de comprovar hipóteses. comparação. fenômenos. • Elaborar perguntas. elaborar hipóteses. • Interpretar esquemas. sínteses. substâncias e transformações químicas. substâncias e transformações químicas. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. Aspectos químicos da vida • Matéria e suas pro priedades físicas • Modelo Atômico de Dalton • Misturas e soluções • Reações químicas 2. interpretar. organizar e realizar atividades de estudos. • Planejar. raciocínios lógicos e demonstrações. • Articular. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. descrição. identificação. Aspectos físicos da vida • Movimento e força • Eletricidade e magnetismo • Energia. gráficos e representações geométricas. observação. entre outros: percepção. calor e temperatura 3. econômicas e ambientais. consulta e registro de fontes. etapas. e para identificar suas propriedades. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. elaboração de roteiros. questõesproblema. utilizando argumentos válidos e fundamentação teórica. conceitos. argumentação.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. etc. pensamento lógico e crítico. entender.

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COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural, socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana, associado aos aspectos de ordem histórica, cultural, social, econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais, produção de tecnologia e condições de vida, analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico, social, mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária, respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades, identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos, sendo participante ativo, consciente, ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana, valorizando a formação de hábitos de autocuidado, autoestima e respeito ao outro.

HABILIDADES • Descrever e comparar características físicas e parâmetros de movimentos de veículos, corpos celestes e outros objetos em diferentes linguagens e formas de representação. • Associar alterações ambientais a processos produtivos e sociais, e instrumentos ou ações científico-tecnológicos à degradação e preservação do ambiente. • Compreender o papel das ciências naturais e das tecnologias a elas associadas, nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social contemporâneo. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais, avaliando o papel da tecnologia no processo social e explicando transformações de matéria, energia e vida. • Utilizar os conhecimentos da química e da física para conhecer o mundo natural e para interpretar, analisar e planejar intervenções científico-tecnológicas no mundo contemporâneo. • Analisar diversas possibilidades de geração de energia para uso social, identificando e comparando as diferentes opções em termos de seus impactos ambiental, social, cultural e econômico.

CONTEÚDOS

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6.1.5 Referências
ALTET, M. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. Porto: Ed. Porto, 2000. BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. _______. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo : Hucitec, 1995. _______. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico, de Towards a Philosophy of the Act. Austin, EUA, 1993. BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2002. BRANCO, S. Meio ambiente & biologia. São Paulo: SENAC, 2001. BRASIL. Constituição (1988). Brasília, DF, 2002. _______. Lei nº: 9394. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 1996. _______. Lei n°: 10.172. Plano nacional de educação. 2001. _______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC / SEF, 1997. BRONCKART, J. Atividade da linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 2003. CARI, C. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo, 2008. Dissertação. 141p. CHASSOT, A. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. Ijuí, RS: Unijuí, 2003. _______. Educação consciência. Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC, 2003. CARVALHO, A. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. In: MORTIMER; SMOLKA, A. (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. Metodologia de ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1994. _______ et al. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. FAUNDEZ, A. O poder da participação. São Paulo: Cortez, 2001. FIORIN, J. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2007. GIORDAN A.; DE VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996. KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1987. _______; MARANDINO, M. Ensino de ciências e cidadania, São Paulo: Moderna, 2004. LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. São Paulo: Papirus, 1997. LEONTIEV, A. et al. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Centauro, 2005.

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LIBÂNEO, J. Didática, São Paulo: Cortez, 1994. MOLL, L. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Medicas, 2002. MORIN, E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. _______. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2003. MOREIRA, A; SILVA, T. (Org.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2002. MORTIMER, E. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994. p. 281. Tese (Doutorado em Educação). _______. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: UFMG. 2000. _______; SMOLKA, A (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. OLIVEIRA, M. (Org.) Investigações cognitivas: conceito, linguagem e cultura. Porto Alegre: Artmed, 1999. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999. SACRISTÁN, J. O currículo uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Medicas, 2000. _______. Poderes instáveis na educação. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999. SAVIANI, D. Educação do senso comum à consciência filosófica, São Paulo: Autores Associados, 2004. SEPULVEDA, C.; EL-HAANI, C. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. Investigações em ensino de ciências, v. 11, n. 1, p.1-20, mar. 2006. SILVA, T. (Org.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. VYGOTSKY, L.; LURIA, A.; LEONTIEV, A. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998. WESSMANN, H. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre: Artmet. 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Medicas, 1998.

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Matemática

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6.2 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e da aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas e culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA

&CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente aos números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A história da humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004), que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas, sobretudo, que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora

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dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica. Assim, se deve:
Fazer menos...
• Aula expositiva • Trabalho individual • Trabalho em contexto • Trabalho abstrato • Temas tradicionais do passado • Memorização instantânea • Informação acabada • Atividades fechadas • Exercícios rotineiros • Simbolismo matemático • Tratamento formal • Ritmo uniforme • Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

Fazer mais...
• Orientação, motivação • Trabalho em grupo • Aplicações cotidianas, globalização • Modelização e conexão • Temas interessantes de hoje • Compreensão duradoura • Descoberta e busca • Atividades abertas • Problemas compreensivos • Uso de linguagens diversas • Visualização • Ritmo personalizado • Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a

normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento).

13 Alsina, C.2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental, que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de competência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp.81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, p.81-82).

6.2.1 Contribuição da disciplina para a formação humana
Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Ainda para Freire (1996, p.30), ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Portanto, antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar, a fim de transformá-los e ressignificá-los, é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Dentro dessa perspectiva, defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –, mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Além disso, o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos, sociais, físicos, entre outros.

Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais, guardando estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas ao longo dos tempos relacionadas com a história da Matemática. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos, seja a comunidade local, o município, o Estado, o país ou o mundo. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Possibilitar situações que levem o estudante a validar estratégias e resultados,

6.2.2 Objetivos da disciplina
Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão, consideramos os seguintes objetivos:

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de forma que possam desenvolver o raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. Apresentar a Matemática de forma a permitir ao estudante comunicar-se matematicamente, ou seja, que saiba descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral, escrita e pictórica, estabelecendo relações entre elas e as diferentes representações matemáticas.

cionalização de conceitos e representações matemáticas, nos quais o fazer, o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. As situações a propor aos alunos, tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento, devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade, permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas, de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizadas, os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos, que envolvam raciocínios aritméticos, geométricos e algébricos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos, para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo, constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula.

6.2.3 Principais alternativas metodológicas
Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas, como resolver problemas, realizar atividades de investigação, desenvolver projetos e atividades que envolvam jogos e ainda resolver exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos, é a meta desta proposta. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados, discussão de estratégias e institu-

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A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos, propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema, bem como a construção da capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações, além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica, construída pelo homem, na qual haja lugar para conjecturas, refutações e demonstrações. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor, com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem; os alunos, com seus conhecimentos, emoções, visão da sociedade onde vivem e suas interações, etc. e, por último, os problemas selecionados com uma determinada intenção, visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. No entanto, ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem, precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemá-

tica como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar resposta correta aplicando procedimentos adequados. É necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido, desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados, testar seus efeitos, comparar diversos caminhos para obter a solução, o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Isso desenvolve no aluno a criatividade, a reflexão, a argumentação, enfim, o pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição).Nessa forma de trabalho, o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. Enfatizamos, pois, que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Para Soligo (2001).
o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de

14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões, saberes, atitudes e crenças.

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situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos.

A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende, portanto, de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento, nos processos essenciais da formação do cidadão, na forma de conjecturar, fazer inferência, descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente, uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola, antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar, meios para realizar projetos, fonte de conceitos para pensar novas ideias. Galvis (1988) afirma que o

computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem, antes de qualquer outra coisa, como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. Diferentemente do que alguns educadores temem, não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual, valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, para contribuir com a aprendizagem da Matemática é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação, e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Os preços acessíveis e a facilidade de serem encontradas as tornaram instru-

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mentos imprescindíveis. Afinal, quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto, é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso, e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas, seja na construção de conceitos, na resolução de problemas, na organização e gestão de dados ou em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. No entanto, trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história

da Matemática, tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos, além de seu caráter motivador. Para tal, evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino- aprendizagem da Matemática na escola, os jogos, os materiais concretos, o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática, auxiliando no caminho para a abstração matemática, bem como o trabalho com jogos, que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia.Como exemplo, convém lembrar que a observação precisa dos dados, a identificação das regras, a procura de uma estratégia, o emprego de analogias, a redução a casos mais simples, a variação das regras, entre outras possibilidades, são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. No âmbito pedagógico, é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos, pois os alunos não ficam na posição de meros observadores, e transformam-se em elementos ativos, na tentativa de busca da estratégia vencedora, buscando solucionar o problema posto à sua

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frente. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. O livro didático, por sua vez, tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor, convertendo-se em um dos apoios disponíveis para o professor; talvez o mais importante, o mais facilmente acessível, na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo, na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso, atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. Para tal que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos, e a internet, com sua gama de conexões, no sentido de ampliar as informações e repertório textual. Ressaltamos o trabalho com projetos, que se harmoniza com a resolução de problemas, tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Além disso, os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade, quando articulam vários ramos do saber, além

de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade, que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural, além de contribuir para ações que ao entender esse contexto o modificam. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e aliado a isto uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula.

COMPETÊNCIAS/HABILIDADES Dentre as competências gerais para todos os anos do Ensino Básico citamos: Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Raciocinar logicamente, fazer abstrações com base em situações concretas, generalizar, organizar e representar. Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática.

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Resolver problemas, criando estratégias próprias para sua resolução, desenvolvendo a imaginação e a criatividade. Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo, indutivo, probabilístico, por analogia, plausível, etc. Utilizar as novas tecnologias de computação e informação. Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções. Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. Outras competências, igualmente fundamentais para o Ensino Básico, estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: Reconhecer e utilizar símbolos, códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. Identificar, transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções.

Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento, percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. Compreender dados estatísticos, interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos, estabelecendo tendências e possibilidades. Identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. Diante de formas geométricas planas e espaciais, reais ou imaginárias, conhecer suas propriedades, relacionar seus elementos. Calcular comprimentos, áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. Utilizar grandezas diversas para medir espaço, tempo e massa. Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem, estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. Identificar a formulação em linguagem matemática, em uma situação-problema apresentada em certa área do conhecimento.

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6.2.4 Conteúdo Básico Comum - Matemática 5ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver es tratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros e suas representações e utilizações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. CONTEÚDOS Números e operações • Os números no dia-a-dia. • Operações fundamentais. • Multiplicação: ideia proporcional. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita e representações. • As frações: ideia de parte-todo e razão, representações numéricas e pictóricas. • O conceito de equivalência de frações: comparação e operações. • A porcentagem: escrita e repre sentações. • Os números inteiros: conceito e representação. • Raciocínio proporcional.

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COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas.

HABILIDADES • Registrar ideias e procedimentos. • Empregar média aritmética em situações-problema em que ela se faz necessária. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da matemática. • Observar, explorar e investigar. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Reconhecer posições relativas entre retas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas, utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

CONTEÚDOS Tratamento da informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Coleta de dados e organização em gráficos de barra. • Leitura e interpretação de textos diversos. • Média aritmética. Geometria, grandezas e medidas • Visualização e análise de sólidos e polígonos. • Medidas de comprimento mais utilizadas. • Retas paralelas, perpendiculares e concorrentes. • Perímetro de figuras planas. • O sistema métrico decimal: a história das medidas e transformações de unidades, aplicações. • As unidades não-padronizadas de medidas. • As unidades padronizadas de medidas de comprimento (metro, centímetro e quilômetro). • As unidades de massa (quilograma e grama). • As unidades de volume (litro e mililitro). • Unidades de tempo (hora, minuto, segundo, ano, década, século).

• Visualizar, reconhecer, analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Compreender o conceito de comprimento, massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções.

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6ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver estraté gias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros, suas representações e utilizações, bem como suas propriedades e a aptidão para utilizá-los em situações concretas. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. CONTEÚDOS Números e operações • Operações fundamentais. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita, representações e cálculos com decimais. • As frações: ideia de parte-todo e razão, e suas representações e cálculos. • Retomar o conceito de equivalência de frações. • Números decimais: decimal finito e dízimas periódicas. • A porcentagem: escrita e representações. • Os números inteiros: conceito, representação e operações. • Resolução de problemas envolvendo os inteiros. • Potências e raízes. • Raciocínio proporcional: razão e proporção; grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. • Resolução de problemas envolvendo o raciocínio combinatório. • Porcentagem. • Juros. • Escalas.

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• Medindo ângulos. reconhecer. 94 . utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Reconhecer ângulos nas figuras geométricas e saber medi-los utilizando instrumentos adequados. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Perímetro. analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. CONTEÚDOS Tratamento da informação • Coleta de dados e organização em tabelas e gráficos. • Registrar ideias e procedimentos. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Medidas de capacidade e massa (aplicação para resolução de problemas): áreas e volumes. translação e rotação. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Média aritmética e ponderada. • Construção de gráficos de barras e setores. grandezas e medidas • Conceito de espaço e tempo do ponto de vista natural. eixo cartesiano. • Reconhecer as unidades que medem comprimento e áreas e utilizá-las para os cálculos na resolução de problemas diversos. • Processar informações diversas. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. muitas vezes expressa na simplicidade. • Visualizar. • Compreender o conceito de comprimento. • Simetria de reflexão. Geometria. sentido. explorar e investigar. • Compreender o conceito de comprimento e massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre estes conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Área de figuras planas. • Dividindo o grau e a hora. • Soma dos ângulos internos de um polígono. • Orientação espacial: direção. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Observar. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. HABILIDADES • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática.

• A resolução de problemas envolvendo equações e sistemas. 95 . • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. • Cálculo literal: letra como variável e incógnita. Resolução. incluindo os símbolos. HABILIDADES • Procurar padrões e regularidades para formular generalizações em situações diversas. • Sistemas do 1º grau. contextos numéricos e geométricos. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • Equação do 1º grau: conceito de igualdade e equivalência. CONTEÚDOS Álgebra • As regularidades e generalizações. aplicação para resolução de problemas.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Analisar as relações numéricas.

• Os conjuntos numéricos: inteiros. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • As escalas e suas aplicações. explicitá-las em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. multiplicação. Q e IR). 96 . • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • Expressar quantidades por meio da notação científica. bem como decidir qual dos métodos é apropriado à situaçãoproblema. utilizando-a na resolução de problemas do cotidiano. a calculadora e os algoritmos. • Reconhecer os números reais e irracionais e suas representações. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Efetuar cálculos mentalmente. CONTEÚDOS Números e operação • Operar utilizando o cálculo mental. potenciação e radiciação. • Procurar e explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. incluindo os símbolos. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com as expressões algébricas. • O conjunto dos números reais: relação entre os conjuntos numéricos (IN. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. subtração. • Resolução e proposição de problemas envolvendo as operações de adição. • Efetuar as operações básicas envolvendo expressões algébricas e entendê-las como generalizações das propriedades e operações dos números. • Os cálculos com frações e decimais. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Produtos notáveis: utilizá-los com a finalidade de simplificar o cálculo algébrico. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Resolução de problemas de porcentagem. Z. com algoritmos ou usando calculadora. • Analisar as relações numéricas. Álgebra • Representar algebricamente uma situação-problema. • Reconhecer situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. a estimativa. divisão. racionais e irracionais. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente.

• Saber utilizar instru mentos geométricos para efetuar medições e construção de objetos geométricos. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada.polígonos. diagonais de polígono. teorema de Tales. • Processar informações diversas. muitas vezes expressa na simplicidade. setores e linhas. escala. homotetia. • Congruência de triângulos. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Noções de estatística: cálculo de médias e moda. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. bissetriz. • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Construções geométricas . • Circunferências: cálculo de comprimento. • Área do círculo. baricentro e ortocentro). • Cálculo de perímetro. • Leitura e interpretação de dados em tabelas e gráficos. • Registrar ideias e procedimentos. incentro. • Reconhecer os vários tipos de triângulos e estabelecer relações de semelhança e congruência. • A construção de triângulos. Tratamento da informação • Organização de dados em tabelas e gráficos. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Gráficos de barras. • Elementos do triângulo (mediatriz. • Diferenciar círculo e circunferência e reconhecê-los nas formas diversas e nas diferentes culturas. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Relacionar e aplicar os saberes da matemática nas diversas áreas do conhecimento. na harmonia e na organicidade de suas construções. CONTEÚDOS Geometria. HABILIDADES • Calcular comprimentos. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. grandezas e medidas • Proporcionalidade: semelhança. • Identificar a diversidade nas diferentes cultura e profissões. • Construções geométricas utilizando régua e compasso e geometria dinâmica. • Pontos notáveis do triângulo (circuncentro. 97 . área e volume. mediana e altura).

• Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Potenciação e radiciação. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Coletar e organizar dados de pesquisa.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer as várias representações dos números e do uso da notação científica. 98 . saber suas propriedade e operar com eles. estabelecendo tendências e possibilidades. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Processar informações diversas. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Saber lidar com dados probabilísticos e combinatórios. • Reconhecer números reais e irracionais. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. utilizando-as na resolução de problemas do cotidiano. CONTEÚDOS Números e operações • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. • Introdução à probabilidade. • Chances e possibilidades. • Gráficos de reta e parábola: esboço e análise. suas representações. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. A estatística • O tratamento da informação: leitura e interpretação de tabelas e gráficos (do cotidiano e estatístico). • Compreender dados estatísticos. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Registrar ideias e procedimentos. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Saber expressar quantidades por meio da notação científica. • Estatística: frequências e moda. • Porcentagens e juros. interpretálos e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos.

• Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. resolução pelo método da soma e produto. • Teorema de Pitágoras (aplicação para resolução de problemas). • Geometria das profissões. • Analisar as relações numéricas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. incluindo os símbolos. • Regularidades e generalizações. propondo problemas do cotidiano. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Funções . muitas vezes expressa na simplicidade. • Aplicação do cálculo de volume para resolução de problemas. HABILIDADES • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com polinômios.conceito. • Geometria e artes. • Saber aplicar a trigonometria para o cálculo de distâncias inacessíveis e outras situaçõesproblema. resolução algébrica. • Perceber a beleza das construções matemáticas. distâncias inacessíveis). • Aplicações da Trigonometria (por exemplo. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. 99 . CONTEÚDOS Álgebra • Noções de funções via resolução de problemas. incógnitas. grandezas e medidas • Cálculo de áreas. função do primeiro grau e do segundo graus. Geometria. • Polígonos inscritos e circunscritos. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. • Figuras espaciais – poliedros. resolução de problemas relacionando-os à geometria. • Saber utilizar instrumentos geométricos para efetuar medições e construção de polígonos inscritos e circunscritos na circunferência. • Reconhecer a geometria nas artes e nas diferentes culturas. • Perceber os objetos geométricos que aparecem nas diversas profissões e entender seus usos. • Noções de trigonometria. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Equações do primeiro e segundo graus. • Entender e perceber as razões trigonométricas. • Resolver problemas que envolvam relações entre variáveis. os polinômios. • A linguagem algébrica: variáveis. • Calcular comprimentos.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Equação do 2º grau: representação.

1. Teoría de la acción comunicativa. Lisboa: Projecto Matemática para todos e Associação de Professores de Matemática. H. DEVLIN. ______. SP: Papirus. O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. São Paulo: Cortez. São Paulo: Cortez. P. Belo Horizonte: Autêntica. Ubiratan. CHEVALLARD. 1996. 100 . MATOS. Ambientes de enseñanza-aprendizaje enriquecidos con computador .Sumário principal 6. Bogotá. Y. 31. Colômbia. Rio de Janeiro: Paz e Terra. MEC. Matemática e realidade: análise e pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. Edgar. 2004. C.. 1978. Coleção Educação em pauta: teorias e tendências. São Paulo: Cortez. La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado. PAIVA. SERRAZINA. São Paulo: Moderna. 1987a. Paulo.. Coleção perspectivas em educação matemática. 2000. P. MORIN. 1999. Jésus Maria et al.5 Referências ABRANTES. Rio de Janeiro: Record. Pruebas e refutaciones. PONTE. Lisboa: Universidade Aberta. Didáctica da matemática.). Campinas. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. J. 2000. FONSECA. Acácia Z. 2006. Sociedade. Investigações matemáticas na aula e no currículo. Conhecimento e valor. 1992.99-120. M. matemática e seu ensino. São Paulo: Paz e Terra. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. Educação matemática: da teoria à prática. Madrid: Taurus. Ensino de 2º grau: o trabalho como princípio educativo. 2001. El currículum de matemáticas en los inícios de siglo XXI. 1996. 1991. p.. V. 1987. Barcelona: Graó. jan. LAKATOS. Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro en Goñi (coord. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2005. A. Currículo nacional do ensino básico: competências essenciais. 1996. Rio de Janeiro: Paz e Terra. ______. Madrid: Alianza. L. 1987b. D’AMBROSIO. FREIRE. cultura. BRUNHEIRA. J. El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. _______. HABERMAS. (Org). São Paulo. São Paulo: Cortez. Teoría de la acción comunicativa. GALVIS. A. 117-38. Madrid: Taurus. NACARATTO. Kleith. Educação e pesquisa. Nilson. _______. 2001. 2006. L. HABERMAS. DF.). BRASIL. (Org. da. A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Coleção Educação contemporânea. Brasília. M. GOÑI. Dezembro de 1988. J. Barcelona: Graó. Boletin de informática educativa. 2001. A. n. Brasil.2. II : crítica de la razón funcionalista. Argentina: Aique. 1995. MACHADO. Pedagogia do oprimido. KUENZER. I: racionalidad de la acción y racionalización social. ______. J. H./abr. Biblioteca de Uno. 2005. ALSINA. I. v.

1999.Unicamp. 2006. Lisboa: Fundação para Ciência e Tecnologia. Rio de Janeiro: PUC-RJ. In: ARAÚJO. 2007.. Programa e escrita na escola: dez questões a considerar. ______. ES: SEDU.br/salto/boletins2001. 2004. SKOVSMOSE. responsabilidade. Didática da matemática: uma análise da influência francesa. Acesso em: 4 jul. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Concepções do ensino de geometria: a partir da prática docente. 2002.html>. Cenários para investigação. 2006. Vitória. matemática. OLIVEIRA Hélia. 2008. Disponível em : <http://www. PAPERT. Diva Souza. 2001. 1999. 2001. SOLIGO. A prática educativa: como ensinar. R.tvebrasil. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. FREITAS.fc. 1994. Joana. Matemática para aprender e pensar: o papel das crenças na resolução de problemas. p. João Pedro da. Porto Alegre: Artmed. com. Antônio Henrique. S. SILVA.25-39. _______. Educação matemática crítica e a perspectiva dialógica de Paulo Freire: tecendo caminhos para a formação de professores. 2008. ______. Porto Alegre: ARTMED. Rosaura. Isabel. Campinas.htm>. n. Actas do profmat: APM. Educação matemática crítica: a questão da democracia. PINTO. SMOLE.ul. ______. Investigações matemáticas na sala de aula. ______. Educação matemática crítica: reflexões e diálogos. Tese (Doutorado) . O. escrever e resolver problemas : habilidades básicas para aprender matemática. Disponível em: <http://www. PALOMAR. M. PAIVA.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas. . A resolução de problemas: uma metodologia de investigação. 2007.cesca. C.educ. A. Ole. Números e álgebra: na aprendizagem da matemática na formação de professores. Belo Horizonte: Argumentum. Rio Claro. M. España 2004. Disponível em: <http://www. 445 f. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para currículo escolar. ensinar e aprender. 2008. La enseñanza de las matemáticas em la educación de personas adultas: um modelo dialógicco. 2006. 2003. 2006. 1998. Porto Alegre: Artmed. Francisco Javier Díez. Lisboa. PONTE. Belo Horizonte: Autêntica. BROCARDO. Belo Horizonte: Autêntica. L. ZABALA. 2001. 2000. Porto Alegre: Artes Médicas. Educação matemática e formação para o trabalho: práticas escolares da escola técnica de Vitória de 1960 a 1990. 66-91. Kátia S. Luiz Carlos. 14. Campinas/SP.Sumário principal PAIS. CALLEJO. VALE.. Acesso em: 04 jul. Coleção Tendências em educação matemática. 2003.es/TDX-0331105-120753/index. A. São Paulo: Cortez. SP: Papirus. In: Secção de educação matemática da sociedade portuguesa de ciências da educação .Facultad de Pedagogía Universidad de Barcelona. Educação crítica: incerteza. Porto Alegre: Artes Médicas. n. Porto Alegre: Artes Médicas. Tese (Doutorado) . Ler. V. Maria Ignez. DINIZ. Investigar. et al.tdx. Bolema – boletim de educação matemática. p. VILA. Antoni. _______. Tese de Doutorado. 175p. 101 . Jussara de Loiola.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 03 .Área de Ciências Humanas Anos Finais .

v.Ensino médio.Ensino fundamental.056-085 .Ensino médio. 02 . Guia de implementação.Espírito Santo (Estado) . 26 cm. 3. Santa Lúcia . 112 p. Série.Currículo. anos finais.Ensino médio. Ensino . v.Ensino fundamental. anos finais. 01 . 2. área de Ciências Humanas.Info Consultoria. – (Currículo Básico Escola Estadual .Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Ensino fundamental. 2009. ES. Ensino fundamental . v. nº 1. v. – Vitória : SEDU. área de Ciências da Natureza. ISBN 978-85-98673-04-2 1. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.Currículo.Ciências Humanas. área de Linguagens e Códigos.br Espírito Santo (Estado).016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal. 03 .111. área de Ciências da Natureza. 02 .Vitória/ES . anos iniciais. área de Ciências Humanas. 03) Conteúdo dos volumes : v. 01 . anos finais. Ensino fundamental . 03 . 4. CDD 372. v. v. .19 CDU 373.com. II.3.Currículo.CEP 29. área de Linguagens e Códigos. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências Humanas / Secretaria da Educação. Ensino médio . Título. I. Volumes sem numeração : Ensino fundamental.

ao lado do educador.. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. igualmente sujeito do processo.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “..” Paulo Freire .

Lúcia Helena Novais Rocha. Danilza A. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Rogério de Oliveira Araújo. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Maria da Penha E. Foerste .Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Rodrigues Soyer. Tânea Berti. Edilene Klein. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Barbosa. Maria Cristina Garcia T. Sebastião Ferreira Nascimento.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Marcia Vânia Lima de Souza. Jomar Apolinário Pereira. Roberto Lopes Brandão. Eliane dos Santos Menezes. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Pedro Guilherme Ferreira. Antônio Fernando Silva Souza. Rodrigues. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Everaldo Simões Souza. Chirlei S. Regina Zumerle Soares. Marcio Vieira Rodrigues. Lea Silvia P. Christina Araújo de Nino.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Claudinei Pereira da Silva. Junqueira. Novais Rocha. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Ferreira. Valéria Zumak Moreira. Rosangela Maria Costa Guzzo. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Eliethe A. Ivone Braga Rosa. Antonia Regina Fiorotti. Maria Alice Dias da Rosa. Patrícia Maria Gagno F. Lurdes Maria Lucindo. Manzoli. Patrocínio. P. Cristina Louzada Martins da Eira. Edílson Alves Freitas. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Ana Paula Alves Bissoli.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Pedro Paulino da Silva. Alaíde Trancoso. Lima. Marta Margareth Silva Paixão. Organdi Mongin Rovetta. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Angélica Chiabai de Alencar. Salette Coutinho Silveira Cabral. Pereira. Marcelo Ferreira Delpupo. Edy Vinicius Silverol da Silva. Maria Elizabeth I. Paulo Roberto Arantes. Edilene Costa Santana.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Anderson Soares Ferrari. Sara Freitas de Menezes Salles. Fracalossi. Eliane Maria Lorenzoni. Guaresqui Cruz. Carmencéa Nunes Bezerra. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Jorge Luis Verly Barbosa. Vaneska Godoy de Lima.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Eliana Aparecida Dias. Roseane Sobrinho Braga. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Eliane Carvalho Fraga. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Carlos Sebastião de Oliveira. Rosângela Vargas D. Israel Bayer. Luciene Maria Brommenschenkel. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Malba Lucia Gomes Delboni. Madalena A. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Morati. Ana Helena Sfalsim Soave. Adna Maria Farias Silva. Jomara Andris Schiavo. Edna Milanez Grechi. Última da Conceição e Silva. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. de Castro.SEDU Ana Beatriz de C. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Edson de Jesus Segantine. Simone Carvalho. Braga. Alvarenga Vieira. Paulo Roberto Arantes. Rodrigues. Kátia Regina Zuchi Guio. Angélica Chiabai de Alencar. Martinelli. Martinelli. Davel. Marlene M.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Renato Santos Pereira. Anelita Felício de Souza. Jarbas da Silva. da Silva Scaramussa. Cristina Lúcia de Souza Curty. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Mirtes Ângela Moreira Silva. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Monteiro e Wagna Matos Silva. Maria Nilza Corrêa Martins. Antônio Fernando Silva Souza. Maria do Carmo Braz. Ivanete de Almeida Pires. Elenivar Gomes Costa Silva. Marcos Leite Rocha. Carla Moreira da Cunha. Bastos. Paulo Roberto Arantes. Márcia Gonçalves Brito. Eduarda Silva Sacht. Maria Geovana M. Maria da Penha C. Lúcia Helena Maroto.Arte Rita de Cássia Tardin . Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. João Luiz Cerri. Perin e Valéria Perina. Luciana Oliveira. Maria da Ressurreição.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Hebnezer da Silva. Luciane R. Maria Alice Dias da Rosa. Cláudia Regina Luchi. Renan de Nardi de Crignis. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Alaíde Schinaider Rigoni. Naédina Barbieri. Fernandes.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol .Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Lyra. SRE Carapina: Lucymar G. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Ediane G. Mohara C. Ilza Reblim. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Maria José Teixeira de Brito. Cátia Aparecida Palmeira. Gilcimar Manhone. Cérlia Silva de Oliveira. . Bastos. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Gracielle Bongiovani Nunes. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. José Christovam de Mendonça Filho. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Ires Maria Pizetta Moschen. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Irineu Gonçalves Pereira. Delcimar da Rosa Bayerl. Renata Garcia Calvi. Jaqueline Justo Garcia. Érika Aparecida da Silva. Torres. Campos Cruz. Rachel Miranda de Oliveira. Jane Pereira. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Eliane dos Santos Menezes. Rita de Cássia Santos Silva. Margarida Maria Zanotti Delboni. do Nascimento. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Magna Tereza Delboni de Paula. Soprani. Dileide Vilaça de Oliveira. Neyde Mota Antunes. Léa Silvia P. Paulo Alex Demoner. Vivian Rejane Rangel. João Firmino. Luiz Humberto A. Alecina Maria Moraes. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Sandra Renata Muniz Monteiro. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira.Física Claudio David Cari . Tarcísio Batista Bobbio. Pinto. Marilene Lúcia Merigueti. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Rosinete Aparecida L. Maria da Penha de Souza. Sidinei C. Oliveira. Patrícia Maria Gagno F. Iza klipel. Karina Marchetti Bonno Escobar. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Janaína Nielsen de Souza Corassa. de Almeida. Leila Falqueto Drago. Denise Moraes e Silva. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Sandra Renata M. Jane Ruy Penha. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Rosiane Schuaith Entringer. Magna Maria Fiorot. Elza Vilela de Souza. C. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Regina Jesus Rodrigues. Josimara Pezzin. Giuliano César Zonta. Agnes Belmonci Malini. Márcio Correa da Silva. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Alves. Verginia Maria Pereira Costa. Christina Araújo de Nino. Lúcia H. Ribeiro. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Sebastião Ferreira Nascimento. Renata da Costa Barreto Azine.C. João Carlos S. Mônica V. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. R. Linderclei Teixeira da Silva. Hebnézer da Silva. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Marlene Athaíde Nunes. Luiz Antonio Batista Carvalho. Luciene Tosta Valim. Telma L. Kátia Elise B. Edna dos Santos Carvalho. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Alcimara Alves Soares Viana. Cezar. Lemos. Ana Paula Alves Bissoli. Nourival Cardozo Júnior. Luciene Tosta Valim. Luciano Duarte Pimentel.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Marta Gomes Santos. Raquel Marchiore Costa.Língua Portuguesa Adriana Magno. Angelita M. Jaqueline Oliozi. Sebastiana da Silva Valani. Maria Adelina Vieira Clara. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Luciete de Oliveira Cerqueira. Antônio Carlos Rosa Marques. Teresa Lúcia V. Nilson de Souza Silva. Sônia A.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . de Oliveira. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Giselle Peres Zucolotto. da Silva.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Sabrina D. S. Carvalho. João Luiz Cerri. Pedro Paulino da Silva. Renan de Nardi de Crignis. Maura da Conceição. Rosiana Guidi. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Ângela Maria Freitas. Izaura Célia Menezes. Maria de Lourdes S. Cátia Aparecida Palmeira. Dalla Passos. Freitas. Alan Clay L. de Quadros P. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Irineu Gonçalves Pereira. Tania Mara Silva Gonçalves. Rodrigues. Ernani Carvalho Nascimento. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Gina Maria Lecco Pessotti. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Maria Aparecida Rosa. Evelyn Vieira. Ilza Reblim. Nascimento. Maria de Glória Sousa Gomes. Johan Wolfgang Honorato. Larmelina.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Sulâne Aparecida Cupertino. Márcia M. Mara Cristina S. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Renato Köhler Zanqui. Luiza E. Coelho Ambrozio.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Epitácio Rocha Quaresma. Erilda L. Sandra Fernandes Bonatto. Giovana Motta Amorim. Alaércio Tadeu Bertollo. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Ires Maria Pizzeta Moschen. Alexandre Nogueira Lentini. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Dilma Demetrio de Souza. Luciane Salaroli Ronchetti. C. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Angélica Chiabai de Alencar. Maria Adélia R. Francisco Castro. Rodrigo Vilela Luca Martins. Conciana N. Fabiano Boscaglia. Ronchetti. Vazzoler. Valentina Hetel I. José Alberto Laurindo. Ilia Crassus Pretralonga. Elisangela de Jesus Sousa. Américo Alexandre Satler. Hulda N. Cortez. Gleise Maria Tebaldi. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Carvalho Morais. Anderson Soares Ferrari. Eliana C. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Neire Longue Diirr. Silma L. Rodrigo Nascimento Thomazini. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Margareth Zorzal Fafá. Edimar Barcelos. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Luciane S. Benevides. Núbia Lares.

O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. das superintendências e da unidade central.Sumário principal Prezado Educador. Temos certamente que comemorar. Para enfrentá-los. Como equipe. como um plano único e consolidado. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. sem dúvida. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. neste contexto. na qual. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. quer sejam individuais ou coletivos. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. a complexidade que envolve a infância e a juventude. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. mas. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. conforme os termos constitucionais. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. Como síntese desse processo. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. O Estado. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. Educação Especial e Educação do Campo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. por meio de mecanismos participativos. sobretudo. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. ao longo dos anos.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. tendo como base um projeto de nação. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. como unidade autônoma. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU.

De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. com vistas à promoção do educando e.Sumário principal e social de sua população. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. hábitos e consequentemente. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. conectado com a dimensão universal. com qualidade social. 12 . como a relação entre trabalho. valores. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. tônomos e críticos. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. O currículo é a materialização do ricos de discussão. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. por meio de atitudes. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. ciência e cultura. fortalecendo a grande complexidade. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. entre vimento de crianças. Portanto. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. muitas vezes. costumes historicamente produzidos que. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. nizados. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. Todos esses atores mente construídas. Entre os anos de 2004 e 2006. da educação pública.500 educadores. professores convidados. que desafios que precisamos enfrentar. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores.

Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. outros Educação Básica. Certamente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Isto é. consequentemente. conteúdos com- 13 . buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Para tanto. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. conhecimentos estanques e conservadores. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. Além para cada disciplina da do CBC. resguardando as especificidades das escolas. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum .

A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. correspondendo aos 30% restantes. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. dentre outros. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. na relação com a natureza e com seus pares e. ou seja. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. cultura e trabalho. Do ponto de vista organizacional. em alguns casos. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. lo ciência. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. como instrumentos dinamizadores do currículo. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . produz conhecimentos. cializadas na medida em que cultura e trabalho. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. ampliando a nada. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. assim. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência.

por fim. tornando a escola mais atrativa. Realização de olimpíadas escolares e. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. roteiros turísticos e ambientais. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. por meio da Lei Nº. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. 8963 de 21/07/2008. química e biologia. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. materializa esse conceito. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. Dessa forma. Esporte. O projeto contempla ainda. “Ciência na Escola” . atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. a partir de estudos sistemáticos. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. Matemática e Ciências.Sumário principal vivências curriculares. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. 15 .

pois o educador precisa aliar à tarefa e. as novas do conhecimento. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. com destasucesso esperado: estagiários. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. por meio que necessidade. com destaque ações de formação. e a partir A formação continuada tação. computador por aluno. ampliando para a do educador é mais naridade. TV comunidade local. tecnologias e suas implicações didáticas. pois o educador precisa aliar à Multimídia. com isso. que para a revitalização das professor dinamizador. pesquisa. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . como ativiprocesso ensino aprendizagem. escrita e pedagógicas. a sua inclusão digital e a comunidade. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola.um públicas e privadas.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. pendrives. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. de modo a 16 . as reformas educativas e seus desdobramentos. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. a de estudar. formação gica. capacibibliotecas escolares. a partir digitais no cotidiano escolar. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. intervenção pedagógica. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. PC do professor. “Ler. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. atualização da escola. transdisciplida escola.

ao final de 2009. Espera-se. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. como componentes do Guia. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. portanto. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contempo