CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

Guia de implementação

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Médio Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Ensino Médio Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Ensino Médio Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Anos Iniciais

Anos Finais
Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Anos Finais
Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Anos Finais
Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Sumário

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL
Guia de Implementação

Sumário

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GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Info Consultoria, ES, Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.com.br Espírito Santo (Estado). Secretaria da Educação Guia de implementação / Secretaria da Educação. – Vitória : SEDU, 2009. 72 p. ; 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. 01 - Ensino fundamental, anos finais, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências Humanas; v. 01 - Ensino médio, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino médio, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino médio, área de Ciências Humanas. Volumes sem numeração : Ensino fundamental, anos iniciais; Guia de implementação. ISBN 978-85-98673-09-7 1. Ensino - Espírito Santo (Estado) - Currículo. 2. Ensino fundamental - Currículo. 3. Ensino médio Currículo. I. Título. II. Série. CDD 371 CDU 37.016

E77g

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal, nº 1.111, Santa Lúcia - Vitória/ES - CEP 29.056-085

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

“... nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire

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COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação, Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR - SEDU Ana Beatriz de C. Dalla Passos, Aparecida Agostini Rosa Oliveira, Conciana N. Lyra, Danilza A. Rodrigues, Denise Moraes e Silva, Eliane Carvalho Fraga, Hulda N. de Castro, Jane Ruy Penha, Josimara Pezzin, Lúcia Helena Maroto, Luciane S. Ronchetti, Luiza E. C. de Almeida, Malba Lucia Gomes Delboni, Márcia Gonçalves Brito, Márcia M. do Nascimento, Maria Cristina Garcia T. da Silva, Maria da Penha C. Benevides, Maria Geovana M. Ferreira, Maria José Teixeira de Brito, Mirtes Ângela Moreira Silva, Naédina Barbieri, Neire Longue Diirr, Rita de Cássia Santos Silva, Rita Nazareth Cuquetto Soares, Rosemar Alves de Oliveira Siqueira, Sandra Fernandes Bonatto, Sidinei C. Junqueira, Sônia A. Alvarenga Vieira, Tania Mara Silva Gonçalves, Tânia Maria de Paiva Zamprogno, Telma L. Vazzoler, Teresa Lúcia V.C. Barbosa, Valéria Zumak Moreira, Verginia Maria Pereira Costa, Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria, Eduarda Silva Sacht, Luciano Duarte Pimentel, Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite - História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós - Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira - Filosofia Maria da Conceição Silva Soares - Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo - Física Claudio David Cari - Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol - Química Maria Auxilidora Vilela Paiva - Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste - Educação Física Carlos Roberto Pires Campos - Língua Portuguesa Adriana Magno, Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças - Arte Rita de Cássia Tardin - Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino - Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida - Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao - Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. S. Foerste - Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos - Educação de Jovens e Adultos

PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Guaresqui Cruz, Agnes Belmonci Malini, Alaíde Trancoso, Alaércio Tadeu Bertollo, Alan Clay L. Lemos, Alcimara Alves Soares Viana, Alecina Maria Moraes, Alexandre Nogueira Lentini, Anelita Felício de Souza, Ângela Maria Freitas, Angélica Chiabai de Alencar, Angelita M. de Quadros P. Soprani, Antônio Fernando Silva Souza, Cristina Lúcia de Souza Curty, Dileide Vilaça de Oliveira, Ediane G. Morati, Edílson Alves Freitas, Edimar Barcelos, Eliana Aparecida Dias, Eliana C. Alves, Eliethe A. Pereira, Elisangela de Jesus Sousa, Elza Vilela de Souza, Epitácio Rocha Quaresma, Erilda L. Coelho Ambrozio, Ernani Carvalho Nascimento, Fabiano Boscaglia, Francisco Castro, Gilcimar Manhone, Gleydes Myrna Loyola de Oliveira, Gracielle Bongiovani Nunes, Hebnezer da Silva, Ilia Crassus Pretralonga, Ires Maria Pizetta Moschen, Israel Bayer, Ivanete de Almeida Pires, Jane Pereira, Jaqueline Oliozi, João Carlos S. Fracalossi, João Luiz Cerri, Jorge Luis Verly Barbosa, José Alberto Laurindo, Lea Silvia P. Martinelli, Leila Falqueto Drago, Lúcia H. Novais Rocha, Luciene Maria Brommenschenkel, Luiz Antonio Batista Carvalho, Luiz Humberto A. Rodrigues, Lurdes Maria Lucindo, Marcia Vânia Lima de Souza, Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart, Marcelo Ferreira Delpupo, Margarida Maria Zanotti Delboni, Maria Alice Dias da Rosa, Maria da Penha E. Nascimento, Maria da Penha de Souza, Maria de Lourdes S. Carvalho Morais, Maria Elizabeth I. Rodrigues, Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini, Marlene M. R. Patrocínio, Marluce Furtado de Oliveira Moronari, Marta Margareth Silva Paixão, Mohara C. de Oliveira, Mônica V. Fernandes, Neyde Mota Antunes, Nilson de Souza Silva, Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Raquel Marchiore Costa, Regina Jesus Rodrigues, Rodrigo Nascimento Thomazini, Rodrigo Vilela Luca Martins, Rosangela Maria Costa Guzzo, Rosiana Guidi, Rosinete Aparecida L. P. Manzoli, Sabrina D. Larmelina, Salette Coutinho Silveira Cabral, Sandra Renata Muniz Monteiro, Sebastião Ferreira Nascimento, Sérgio Rodrigues dos Anjos, Sulâne Aparecida Cupertino, Tânea Berti, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Última da Conceição e Silva, Valentina Hetel I. Carvalho, Vaneska Godoy de Lima, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues, Zelinda Scalfoni Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva, Américo Alexandre Satler, Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Bruna Wencioneck de Souza Soares, Carlos Sebastião de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Chirlei S. Rodrigues Soyer, Claudinei Pereira da Silva, Cristina Louzada Martins da Eira, Delcimar da Rosa Bayerl, Edilene Costa Santana, Edson de Jesus Segantine, Edy Vinicius Silverol da Silva, Elizabeth Detone Faustini Brasil, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Érika Aparecida da Silva, Giuliano César Zonta, Irineu Gonçalves Pereira, Janaína Nielsen de Souza Corassa, Jarbas da Silva, Jomar Apolinário Pereira, Linderclei Teixeira da Silva, Luciane Salaroli Ronchetti, Mara Cristina S. Ribeiro, Marcio Vieira Rodrigues, Maria Alice Dias da Rosa, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria Nilza Corrêa Martins, Maria de Glória Sousa Gomes, Marlene Athaíde Nunes, Organdi Mongin Rovetta, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Alex Demoner, Paulo Roberto Arantes, Pedro Guilherme Ferreira, Renan de Nardi de Crignis, Renata da Costa Barreto Azine, Renato Köhler Zanqui, Renato Santos Pereira, Rhaiany Rosa Vieira Simões, Sandra Renata M. Monteiro e Wagna Matos Silva. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos, Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto, Ana Helena Sfalsim Soave, Antônio Carlos Rosa Marques, Carla Moreira da Cunha, Carmencéa Nunes Bezerra, Christina Araújo de Nino, Cláudia Regina Luchi, Edilene Klein, Eliane dos Santos Menezes, Eliane Maria Lorenzoni, Giselle Peres Zucolotto, Ilza Reblim, Izaura Célia Menezes, Jaqueline Justo Garcia, Johan Wolfgang Honorato, Jomara Andris Schiavo, Kátia Regina Zuchi Guio, Lígia Cristina Magalhães Bettero, Luciene Tosta Valim, Magna Tereza Delboni de Paula, Márcia Carina Marques dos Santos Machado, Maria Aparecida Rosa, Maria do Carmo Braz, Maria Eliana Cuzzuol Gomes, Marta Gomes Santos, Núbia Lares, Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino, Renata Garcia Calvi, Roberto Lopes Brandão, Rosângela Vargas D. Pinto, Sebastiana da Silva Valani, Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros, Vivian Rejane Rangel.

Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior, Adna Maria Farias Silva, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Antônio Fernando Silva Souza, Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Cérlia Silva de Oliveira, Christina Araújo de Nino, Edna dos Santos Carvalho, Elenivar Gomes Costa Silva, Eliane dos Santos Menezes, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Evelyn Vieira, Hebnézer da Silva, Ires Maria Pizzeta Moschen, Irineu Gonçalves Pereira, Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, João Luiz Cerri, João Firmino, Léa Silvia P. Martinelli, Luciene Tosta Valim, Luciete de Oliveira Cerqueira, Marcos Leite Rocha, Margareth Zorzal Fafá, Maria Adélia R. Braga, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria da Ressurreição, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Rachel Miranda de Oliveira, Renan de Nardi de Crignis, Sebastião Ferreira Nascimento, Simone Carvalho, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva, Angélica Regina de Souza Rodrigues, Dilma Demetrio de Souza, Divalda Maria Gonçalves Garcia, Gleise Maria Tebaldi, Idalina Aparecida Fonseca Couto, Kátia Elise B. da Silva Scaramussa, Maria Lúcia Cavati Cuquetto, Maria Verônica Espanhol Ferraz, Maura da Conceição, Rosiane Schuaith Entringer, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França, Alaíde Schinaider Rigoni, Antonia Regina Fiorotti, Everaldo Simões Souza, Giovana Motta Amorim, José Christovam de Mendonça Filho, Karina Marchetti Bonno Escobar, Márcio Correa da Silva, Marilene Lúcia Merigueti, Nourival Cardozo Júnior, Rafaela Teixeira Possato de Barros, Rogério de Oliveira Araújo, Rony Cláudio de Oliveira Freitas, Roseane Sobrinho Braga, Sara Freitas de Menezes Salles, Tarcísio Batista Bobbio. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO - TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira, Lúcia Helena Novais Rocha, Luzinete de Carvalho e Terezinha M. C. Davel. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, Luciana Oliveira, Maria Adelina Vieira Clara, Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Cortez, Regina Zumerle Soares, Silma L. Perin e Valéria Perina. SRE Carapina: Lucymar G. Freitas, Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers, Iza klipel, Madalena A. Torres, Maria Aparecida do Nascimento Ferreira, Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Cezar. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio, Magna Maria Fiorot, Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra, Geovanete Lopes de Freitas Belo, Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Oliveira, Edna Milanez Grechi, Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares, Gina Maria Lecco Pessotti, Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães, Ilza Reblim, Ivone Braga Rosa, Luciane R. Campos Cruz, Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Lima. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.

Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.

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Caros Educadores, Dentre os grandes desafios que temos na educação capixaba, destaca-se a implementação do novo currículo escolar. Essa importante ação envolve a garantia do direito de aprender de todos e de cada aluno da Educação Básica. A educação que pretendemos está comprometida com a construção de uma cidadania consciente e ativa, que ofereça aos alunos conhecimentos que lhes possibilitem compreender e posicionar-se frente às transformações da sociedade, participando da vida produtiva; que possam relacionar-se com a natureza, produzir e distribuir bens e serviços, convivendo com o mundo contemporâneo. Em nossas escolas estudam crianças, jovens e adultos, em sua grande maioria, filhos da classe trabalhadora. Nessa escola contemporânea algumas novas tarefas passaram a se integrar à dinâmica educacional, não porque seja a única instituição responsável pela educação, mas por ser aquela que desenvolve uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas. A escola é reconhecida pela sociedade como a instituição da aprendizagem. No atendimento educacional aos ensinos Fundamental e Médio, espera-se que os alunos aprendam, de forma autônoma, a valorizar o conhecimento, os bens culturais e o trabalho; selecionar o que é relevante, investigar e pesquisar; construir hipóteses, compreender e raciocinar logicamente; comparar e estabelecer relações, inferir e generalizar; adquirir confiança e capacidade de pensar e encontrar soluções. É também necessário aprender a relativizar, confrontar e respeitar diferentes pontos de vista, discutir divergências, exercitar o pensamento crítico e reflexivo, comprometendo-se e assumindo responsabilidades. É importante também que aprendam a ler criticamente diferentes tipos de texto, a utilizar diferentes recursos tecnológicos, a expressar-se e comunicar-se em várias linguagens, opinar, enfrentar desafios, criar, agir de forma autônoma e que aprendam a diferenciar o espaço público do privado, a serem solidários, a conviver com a diversidade e a repudiar qualquer tipo de discriminação e injustiça. Em particular, no Ensino Médio, tais competências implicarão em promover uma mudança em seu contexto de vida, superando a visão de mera preparação para o vestibular com vistas ao ingresso no Ensino Superior. A perspectiva dos jovens brasileiros que hoje estão nessa escola é obter qualificação mais ampla para a vida e o trabalho, já ao longo de sua escolarização básica. A relação entre o jovem e o conhecimento não se encerra na aprendizagem mecânica e de memorização dos conteúdos. A formação do jovem deve passar pela formação cidadã, do trabalho como condição humana, do conhecimento científico, tecnológico e socio-histórico,

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criando condições para que ele possa aprender a aprender. Adequar a escola a seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas. Isso indica a necessidade de revisão do projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, criadas em outras circunstâncias, para um outro público e para um mundo diferente deste dos nossos dias. O Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento organizador da ação educativa vem assegurar um mínimo de unidade na rede estadual de ensino e pressupõe ainda a articulação necessária, em cada unidade escolar, com o Projeto Político Pedagógico. Estamos animados e esperançosos com o trabalho que juntos vamos realizar neste ano de 2009 na implementação e, consequentemente, na avaliação do novo currículo. Recomendamos que, de maneira saudável, possamos conhecer, aplicar, discutir e criticar o novo currículo, para que depois façamos as mudanças necessárias previstas no último trimestre deste ano. Como já é de seu conhecimento, a organização da impressão do documento curricular traz 7 volumes assim distribuídos: 1 Volume – Anos Iniciais do Ensino Fundamental 3 Volumes – Anos Finais do Ensino Fundamental (Áreas do Conhecimento) 3 Volumes – Ensino Médio (Áreas do Conhecimento) Todos contêm de forma idêntica o CAPÍTULO INICIAL do documento que versa sobre: Apresentação, O processo de construção do currículo, Princípios norteadores e Concepção de currículo, com ênfase na organização por competências e habilidades, seguido do texto O sujeito da ação educativa: o aluno. Destacamos a diversidade na formação humana que trazem as razões epistemológicas e sociológicas sobre a Educação Ambiental, as Relações Étnico-raciais e a População Indígena como aspectos da diversidade biológica e cultural. A seguir organizamos um item que discorre sobre a Dinâmica do Trabalho Educativo, apresentando reflexões acerca do processo ensino-aprendizagem, a avaliação da aprendizagem, os ambientes de aprendizagem existentes na escola, a relação professor e aluno e a pesquisa como metodologia de ensino. O 2º CAPÍTULO do documento curricular é específico de cada nível e etapa da Educação Básica, trazendo o Conteúdo Básico Comum (CBC). Abordamos a concepção de área de conhecimento,

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a contribuição da disciplina para a formação humana, os objetivos da disciplina, as principais alternativas metodológicas e as competências, habilidades e conteúdos. Cabe observar que o currículo não se restringe aos componentes do CBC. Na verdade, o CBC é, simplesmente, parte do currículo que está contextualizado no capítulo inicial e se concretiza no âmbito de cada unidade escolar. O Guia de Orientação para Implementação do Novo Currículo pretende subsidiar diretores, pedagogos e coordenadores de cada escola na coordenação e mobilização de todos os docentes em um intenso estudo e análise sobre o currículo escolar, direcionando as reflexões sobre as diferentes demandas sociais que chegam ao cotidiano escolar. Este Guia está organizado em três capítulos, estabelecendo os diferentes níveis de coordenação da gestão do novo currículo. O primeiro capítulo traz a gestão no âmbito da unidade escolar. Nessa etapa montamos seis indicações de roteiros para estudo do documento, quais sejam: Indicação 1 - Roteiro de Estudo da Parte I do documento (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 2 - Roteiro para elaboração dos Planos de Ensino (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 3 - Roteiro básico de Análise Situacional da escola Indicação 4 - Roteiro básico de Análise da Gestão Pedagógica Indicação 5 - Roteiro para estudo e análise do CBC Indicação 6 - Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico, que se articule com o novo currículo Compreendemos que a escola reconhece o grande desafio que é imputado à área educacional em relação ao enfrentamento dos problemas sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais, morais, religiosos, enfim, de toda a ordem, que caracteriza o mundo contemporâneo, exigindo posicionamentos e respostas no âmbito da instituição escolar. A nova educação pretendida a partir do Novo Currículo certamente é mais ampla do que aquela contida no antigo projeto pedagógico. Antes se desejava transmitir conhecimentos na forma de informações e procedimentos estanques; agora se deseja promover competências gerais, que articulem conhecimentos disciplinares ou não.

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Para tanto, é necessário que os tempos/espaços de debate coletivo entre os docentes sejam assegurados em cada unidade escolar, conforme estabelece o Calendário Escolar 2009 (dias 02 e 03/02, 20/07 e 02/10/2009). Recomendamos ainda que, em cada escola, sejam realizados encontros por área de conhecimento, organizados antecipadamente pelos pedagogos e coordenadores, com frequência de, pelo menos, um encontro de 5 horas/mês, tendo como referência as 20h mensais da carga horária, de cada professor, que é destinada à hora-atividade. No segundo capítulo detalhamos as competências das equipes regionais – SRE na gestão do novo currículo, junto às escolas jurisdicionadas, apoiando, orientando e intervindo no desenvolvimento dos seis Roteiros de Estudo, além da estruturação de relatórios regionais a serem encaminhados a Unidade Central. Destaca-se também a coordenação da elaboração do CBC regional, envolvendo os Professores Referências, correspondente a 30% dos conteúdos curriculares, seguindo o que estabelece o Plano de Trabalho. O terceiro capítulo apresenta as ações que serão desenvolvidas no âmbito da Sedu Central. Destacam-se o programa de formação de professores, contendo o Ciclo de Aprofundamento de Estudos – Currículo em Ação, que será realizado nas SRE, a Avaliação do Currículo Básico da Escola Estadual e a produção dos Cadernos Metodológicos por disciplina. Destaca-se ainda o Ciclo de Seminários Descentralizados com a coordenação das consultoras sobre o Novo Currículo da Rede Estadual. O currículo escolar, no nosso entendimento, elaborado com a efetiva participação dos profissionais da rede, aponta de forma intencional e clara a função precípua e específica da escola na construção, apropriação e socialização do conhecimento, o que lhe confere sentido social no processo de transformação coletiva. Assim, conclamamos nossos educadores, professores e demais profissionais da educação (docentes e pedagogos, técnicos pedagógicos, administrativos e de apoio ao trabalho escolar) a priorizarem, em suas rotinas de trabalho, essa importante ação coletiva, para juntos participarmos de uma ampla discussão sobre as nossas intenções educacionais e compartilharmos a construção de mais um capítulo na história da educação pública do Espírito Santo.

Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional

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Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 A Escola. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do ppp que se articule com o novo currículo. . . . . . . . . . 17 18 21 28 30 32

As Superintendências Regionais de Educação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 A Sedu/Central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 apêndices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Leituras Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Material de Apoio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 60

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Apresentação

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UMA NOVA ESCOLA PARA O ESPÍRITO SANTO
A construção da qualidade da educação requer, simultaneamente, condições escolares adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, dinâmica escolar voltada para o processo de aprendizagem, profissionalização do docente, democratização da gestão pública educacional e, consequentemente, escolar, estabelecimento de articulação entre instâncias governamentais e sociedade civil, avaliação periódica dos resultados pedagógicos, técnicos e de gestão obtidos e presença ativa da comunidade nos assuntos educacionais. Portanto, a qualidade da educação formal constitui processo multifacetado que, além do setor educacional, envolve ao mesmo tempo os diversos grupos sociais e segmentos institucionais, entidades da sociedade civil e o conjunto da sociedade, e também a própria história das relações entre todos esses segmentos na oferta dos diferentes níveis de escolaridade. O reconhecimento da qualidade como princípio constitucional e diretriz de política educacional não somente fortalece a concepção de que a ação educativa na qualidade de prática especificamente pedagógica cumpre uma função política, mas, sobretudo, resgata a atuação dos agentes da disseminação de conhecimentos, tecnologia, arte e cultura como processos históricos apresentados segundo óticas próprias; de produção do saber para os alunos, estimulando o desenvolvimento de posturas ativas perante o aprendido e o aprender, de sentimentos de cooperação e solidariedade ou competição na convivência social; de envolvimento crítico no mundo e nas esferas de trabalho, da política e da cultura. A educação tornou-se vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e equitativo na sociedade contemporânea e deve ser entendida como responsabilidade social onde a família e a comunidade também exerçam seus papéis. Tratar a educação como prioridade no Espírito Santo, para além da escolarização da população capixaba, tem significado para os governantes construir uma política de Estado em que o poder público atue como mobilizador e catalizador da e na sociedade e das diferentes instituições que organizam o Estado maior em torno de um pacto pela educação.

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O documento Espírito Santo 2025, plano que apresenta diretrizes estratégicas de longo prazo, propõe a organização da gestão pública, valorizando a educação como patrimônio por um desenvolvimento sustentável. Na Secretaria de Estado da Educação, o Plano Estratégico Nova Escola vem propor avanços na educação pública estadual no sentido de conceber, como referencial para o trabalho, o estudante enquanto sujeito de direitos e a escola como lócus do processo de ensinoaprendizagem. Ressignificar os espaços e tempos escolares numa perspectiva criativa e inovadora, apresentando como resultado a efetiva aprendizagem dos alunos, deve ser compromisso assumido por todos os sujeitos envolvidos: Unidade Central, Superintendências Regionais de Educação, unidade escolar, família e comunidade. Uma nova escola para o Espírito Santo pressupõe um novo olhar sobre o cotidiano, sobre o aluno e suas necessidades. Pressupõe mudança de postura, de deslocamento do lugar do saber para o lugar do saber-aprender, de valorizar a permanente atualização, a construção de sujeitos coletivos, politicamente envolvidos e comprometidos com a formação de um cidadão.

Portanto, o eixo principal da proposta da Nova Escola é a conexão entre as diversas ações, ou seja, a elaboração de um plano integrado para a melhoria da educação no Espírito Santo. Tendo sempre como foco a promoção da aprendizagem, a Sedu estabelece como prioridade: a valorização do planejamento e a inovação da gestão; o desenvolvimento das pessoas; a oferta e eficiência de infraestrutura e suporte; a efetivação de parcerias com a sociedade; a construção de um sistema de avaliação das escolas, gestores, técnicos e professores; a criação de um eficiente sistema de comunicação interna; e a valorização de inovações pedagógicas. Essas diversas ações, conectadas umas às outras, tendo sempre como valores o respeito ao ser humano, a igualdade de oportunidades, o comprometimento com resultados, a atitude ética, a transparência, o compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo e a valorização da identidade capixaba, com certeza possibilitarão não somente a melhoria de nossa rede de ensino, mas a concretização de uma nova escola no Espírito Santo, preparada para enfrentar os desafios e impasses presentes em nosso mundo contemporâneo.

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A Escola

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INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento
Este roteiro orienta os estudos da fundamentação da Parte I do Currículo e é prérequisito para o estudo das outras partes do documento. Data: 02/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola de unidade que ele representa para a rede estadual e o compromisso coletivo dos educadores na sua implementação. • Apresentar a estrutura geral do do cumento (organização do impresso e sumário). • Apresentar o Guia de Implementação. Segundo momento: 1 hora • Estudo do Documento Curricular – Parte Geral. • Leitura e debate dos textos - Apresentação e Princípios. Terceiro momento: 2 horas Trabalho em Grupo: Divisão em 3 grupos. Explicar que cada grupo fará a leitura dos textos iniciais do documento para apresentação posterior à plenária. Grupo 1 – Textos Conceituando Currículo e O Sujeito da Ação educativa: o aluno. Grupo 2 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação de Jovens e Adultos: saberes, experiência de vida e de trabalho; Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes; A Educação Especial: a dimensão escolar da inclusão.

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo). Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador, Professores e demais funcionários. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecer o CURRÍCULO BÁSICO DA ESCOLA ESTADUAL: bases conceituais, princípios, concepções do trabalho educacional, entre outros. Primeiro momento: 1 hora • Breve depoimento do professor refe rência ou do dinamizador, registrando o processo de construção participativo do documento curricular. • Registrar a importância deste documento para a aprendizagem dos alunos, o sentido

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Grupo 3 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação Ambiental na perspectiva de uma sociedade sustentável; A Educação para as Relações Étnico-raciais: afrobrasileiros e povos indígenas; e A Dinâmica do Trabalho Educativo. • Discussão na plenária, referenciando a dinâmica pedagógica da unidade escolar.

Questões: 1. A partir do que foi apresentado pelos grupos, como nossa escola pode melhorar a aprendizagem do aluno? 2. O Projeto Político Pedagógico da escola atende às demandas do novo currículo? 3. Quais são os pontos que nossa escola precisa mudar para promover a aprendizagem?

INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino
Este roteiro orienta a elaboração dos planos de ensino, que devem estar em consonância com o currículo, bem como com sua fundamentação. Seguirá, em anexo, uma matriz de registro deste plano. É fundamental que a produção coletiva seja garantida, para dar consenso pedagógico às atividades e à proposta da escola. Data: 03/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) e Março Local: na escola Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador e Professores. Propósito: Elaborar o plano de ensino de cada disciplina e série, articulado à visão de área do conhecimento. Primeiro momento: 30min Coordenação do Pedagogo • Apresenta o instrumento referencial para elaboração do plano de ensino. • Apresenta alguns destaques do ano anterior, a partir das avaliações: reflexões do Conselho de Classe, projetos que se destacaram pela promoção da

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo).

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Sumário

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aprendizagem, práticas inovadoras de alguns professores (exemplo). Segundo momento – 3h30min • Trabalho em grupo – Por área do conhecimento e níveis de ensino. • Leitura e debate do CBC e elaboração do plano de ensino de cada disciplina.

Obs. 1. Alertamos a equipe pedagógica para que a escola organize os grupos por área, contemplando todas as disciplinas e séries em cada nível (EF e EM) para a produção do plano de ensino. 2. A complementação da elaboração do plano de ensino deverá ser organizada pelo pedagogo da escola, considerando a hora/atividade do professor, conforme orientação no texto inicial, sendo 5h em fevereiro (JPP) e 5h em março.

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considerando o desempenho no ano anterior: 20 .Sumário principal Plano de Ensino Anual SRE Escola Disciplina Professor 1º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Nº. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 3º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Área de Conhecimento Série Proposta de atendimento à demanda específica da turma. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 2º BIMESTRE .Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 4º BIMESTRE .Nº.

as relações estabelecidas. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. os êxitos. comprometidos com a formação humana. • Retomar a leitura do princípio norteador “A aprendizagem como direito do educando”. • Leitura: A dinâmica da ação educativa com destaque para o item avaliação. Data: Maio e Junho Local: na escola Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. apresentada em todo currículo: a promoção da aprendizagem. 21 . ele deverá participar da coordenação deste estudo). as limitações. culturais e tecnológicos significativos. Esse roteiro deve ser desenvolvido em duas etapas. Primeiro momento • Deve-se fazer a leitura do capítulo da Diversidade na Formação Humana.Sumário principal INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional As reflexões acerca do desenvolvimento educacional são apresentadas de forma a ressaltar a responsabilidade da escola e do sistema como um todo no sentido de fazer um acompanhamento criterioso desse desenvolvimento. Estão propostos itens a serem preenchidos para análise da própria escola a partir de uma perspectiva pedagógica. A análise situacional prevê a reflexão da prática pedagógica a partir da realidade apresentada nos indicadores e nas dificuldades objetivas. Pedagogo. Coordenador. Este roteiro propõe à escola um estudo sobre si mesma. Participantes: Direção. que destaca os diferentes sujeitos atendidos nos níveis e modalidades de ensino. Professores. como forma de garantir aquilo que é direito do educando: a apropriação de conhecimentos científicos. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecê-la sistematicamente a fim de organizar suas ações e atividades pedagógicas a partir da realidade da mesma.

Instrumento Básico para Análise Situacional O primeiro passo para melhorar a educação é entender a situação em que sua escola está. como educador.Sumário principal Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Períodos de funcionamento da sua escola: A. seu Estado e a média do país. Atenção. Segundo momento Responder coletivamente o instrumento de análise situacional (anexo) e debater sobre os desafios e metas da escola para melhorar o desempenho dos alunos. Informe-se. Busque elementos complementares. Quando você entende o problema. Matutino ( ) EF . tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você.anos iniciais B. discuta. é o principal agente da melhoria da educação. Reflita sobre suas causas e consequências. Vespertino ( ) EF . reflita.anos iniciais C. mais importante que preencher o instrumento é conversar coletivamente sobre cada dado contido para que todos conheçam de fato a escola que trabalham. conhecendo a situação da educação no seu município. SRE ESCOLA Dados da escola 1. Noturno ( ) EM ( )EP ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( )EJA ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( ) EJA ( ) EJA 22 .

comunidade quilombola.Classe hospitalar. Como são organizadas as turmas em sua escola? (as turmas e não a série) A. pomerano. C. alunos privados de liberdade. Como foi indicado o processo de definição dos professores das turmas dos anos iniciais? Buscouse o perfil do professor alfabetizador? A equipe conhece o Projeto Ler. 4. ( ) Por idade. E. Escrever e Contar? 23 . Atendimento à Educação Especial (sala de recursos. ( ) Por ordem de chegada.Sumário principal 2. B. Outros atendimentos . ( ) Outras formas: 6. ( ) Por desempenho. indígena. ( ) Pelo comportamento. D. atendimento itinerante e Escola Oralauditiva) 3. Total de alunos matriculados em 2009 5. italiano.

em sua escola: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 Medidas que serão adotadas para alcançar a meta: 8. Qual foi o índice de repetência.Sumário principal 7. Qual foi o índice de evasão em sua escola dos alunos: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 24 .

Ensino Fundamental – Anos Finais: C. ( ) A escola não participou. Quantos professores lecionam em sua escola em 2009? A. a taxa de defasagem idade/série dos alunos da sua escola em 2008. MÉDIA GERAL COM CORREÇÃO Enem Brasil Estado Município Escola 25 . EJA: 11. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. ( ) Desconheço os dados do ENEM. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. por série e segmento. Ensino Médio: 10. Qual foi o desempenho da sua escola no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) realizado em 2008? A. Ensino Médio: D. é: A. B.Sumário principal Principais causas da evasão no ano passado: Medidas que serão adotadas para minimizar a evasão: 9. Considerando a idade apropriada do aluno. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B.

( ) São básicos para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. Qual foi a média das proficiências da sua escola no PAEBES (Programa de Avaliação da Educação Básica do ES)? DISCIPLINA Língua Portuguesa Matemática 4ª PAEBES 2004 MÉDIA ESTADUAL 2004 PAEBES 2008 MÉDIA ESTADUAL 2008 8ª 1ª EM 4ª 8ª 1ª EM 1ª EM 1ª EM 13. E. Outras avaliações: A. ( ) Não são divulgados e discutidos com os professores. ( ) Geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. F. H. Resultado do IDEB: IDEB IDEB 2005 da escola IDEB 2007 da escola Projeção do IDEB para 2009 Projeção do IDEB para 2011 4ª 8ª 14. B. C. 26 . ( ) São divulgados e discutidos com os pais e alunos. D. ( ) São divulgados e discutidos com os professores. ( ) Não geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula.Sumário principal 12. os dados das avaliações anteriormente citadas são: (assinale quantas alternativas desejar): A. G. ( ) Não são divulgados e discutidos com os pais e alunos. ( ) Não são considerados para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. PROVINHA BRASIL (2008) MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 1 MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 2 C. ESCREVER E CONTAR (2008) AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE ALFABETIZAÇÃO BAIXO INTERMEDIÁRIO 1ª ONDA 2ª ONDA 1ª ONDA 2ª ONDA ALTO 1ª SÉRIE 2ª SÉRIE 15. PROVA BRASIL (2007) SÉRIE 4ª 8ª LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA B. LER. Em sua escola.

em qual componente curricular os alunos apresentam maior dificuldade de aprendizagem e baixo desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA 17. No geral. em qual componente curricular os alunos apresentam maior facilidade de aprendizagem e melhor desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA Das questões avaliadas. Das questões avaliadas. No geral. 27 . qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. qual(is) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade.Sumário principal 16.

A partir do momento inicial e da leitura realizada. o educar pela pesquisa e a avaliação da aprendizagem. Propósito: Levar a equipe a avaliar o trabalho de gestão da escola. 2. discutir coletivamente proposições para o enriquecimento da prática pedagógica.Sumário principal INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica Este roteiro trata da reflexão sobre a dinâmica da ação educativa no que diz respeito a: professor como mediador da aprendizagem. Pedagogo. - Ideb. Segundo momento: 1h30 Trabalho em grupo 1. (30min) 2. e para que esse processo se fundamente na formação humana é necessário que o ambiente escolar seja inclusivo e que as relações sejam éticas e democráticas. Leitura do item 2. relação professor-aluno. Apresentar os princípios norteadores (item 2. - Repetência. Participantes: Direção.2 – concentuando o currículo. Coordenador. - Nota Paebes.1) alinhados ao conceito do currículo. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência.3: o sujeito da ação educativa. Primeiro momento: 1h Pedagogo 1. Apresentar em tópicos os conceitos do currículo estudados no capítulo inicial. item 2. ele deverá participar da coordenação deste estudo). a partir dos itens sugeridos abaixo: O AMBIENTE EDUCATIVO As questões propostas estão centradas na ideia de que a escola é o local onde se concretiza o processo ensino-aprendizagem. 28 . a partir dos itens apresentados. Professores. propondo inovações para a melhoria da aprendizagem dos alunos. Apresentar os indicadores de desempenho da escola discutidos na Análise Situacional: - Evasão. - Prova Alfabetização. - Nota Enem. Data: 20/07 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola 3.

quadra. biblioteca. O diálogo e a negociação são as estratégias mais utilizadas na resolução de problemas e conflitos no ambiente escolar. Aspectos relevantes nas dificuldades na disciplina em sala de aula (especial contribuição dos coordenadores). Os planos de aula são compartilhados regularmente com pedagogos e demais professores. laboratórios.Sumário principal ITEM O ambiente escolar favorece o desenvolvimento do trabalho dos profissionais da escola. São definidas diretrizes públicas específicas e funcionais de disciplina de alunos e professores. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe. Participação dos alunos nas produções que organizam e regulamentam as relações de convivência na escola. As normas e regras são reconhecidas e respeitadas pelos professores. exercícios e pesquisas são tratadas como oportunidade para aprender mais e melhor. A equipe reconhece que está variável e indicada como de forte influência para a aprendizagem. Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. inclusive no Conselho de Classe. PROPOSIÇÃO 29 .) A organização da sala de aula é pensada. velada ou não. é combatida. No ambiente escolar os debates e as críticas são feitos de forma franca e aberta. Organização e comportamento dos alunos nos demais ambientes da escola (especial contribuição dos coordenadores). Aplica-se e ou recomenda-se a utilização de metodologias inovadoras. Estimulam-se ações pelo dever de casa. O uso do livro didático é orientado. A correção das atividades. São promovidas atividades escolares que visem à integração entre os profissionais da escola e alunos. Existe com frequência a utilização dos ambientes de aprendizagem (salas ambiente. Essas são registradas. As relações profissionais pautam-se pela ética e pelo respeito mútuo. na busca de soluções. planejada e reflete a prioridade no direito de aprender. etc. São realizadas atividades e dinâmicas de integração entre os profissionais da escola. A discriminação entre os profissionais da escola. E também a discriminação em relação aos alunos e suas famílias. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. Em sala de aula priorizam-se o diálogo e o respeito mútuo.

oportunizando aos professores propor alterações em cada disciplina. O pedagogo será o responsável pela síntese dos trabalhos em grupo. ele deverá participar da coordenação deste estudo). As reuniões devem ser feitas por área de conhecimento. qual(ais) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo.Sumário principal Das questões consideradas. Propósito: Avaliar o CBC e propor alterações por disciplina sugerindo. O pedagogo organiza a reunião por área de conhecimento. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. Coordenador e Professores. a partir de sua vivência no ano letivo. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. até o momento. Setembro e Outubro Local: na escola Participantes: Pedagogo. Obs. INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC Este roteiro trata da avaliação do CBC. se possível. apresentando um plano de trabalho com as inovações propostas. Das questões consideradas. Orientar os professores para que façam um paralelo do CBC junto ao plano de ensino. conteúdos a serem desenvolvidos por área de conhecimento. 30 . Data: Agosto.

livro didático. propor competências. pré-requisito. Os princípios norteadores são considerados na atividade educacional diária. habilidades e conteúdos comuns à área do conhecimento. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a autonomia para a aprendizagem. propor pela área. Quais e argumente (ex. As competências. excesso de conteúdo. Quais e argumente as razões das mudanças (ex. As competências. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a participação social.. PROPOSIÇÃO 31 . se possível. As competências. Sugestões e alterações no CBC: nas propostas de alteração.) Houve o desenvolvimento de projetos por área de conhecimento? Qual(is)? Faça um breve relato do(s) projeto(s). inadequação. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver o exercício da cidadania.Sumário principal Primeiro momento AVALIAÇÃO DO CBC Quanto ao CBC – Conteúdo Básico Comum ITENS SUGERIDOS Quanto ao texto de área do conhecimento.. Quanto à proposta de implementação do currículo.) Mudanças para a transferência de conteúdos para outra série. Outras sugestões. Mudanças que propõe para a introdução de novos conteúdos por série. Quanto ao texto: “Importância da disciplina para formação humana"... Ou seja. Registre vantagens do uso sistemático do Novo Currículo.

Sumário principal INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico que se articule com o novo currículo Este roteiro pretende orientar a escola a articular o PPP com o currículo . Data: Novembro Local: na escola denador e pedagogo. Alertamos para a utilização dos demais instrumentos de avaliação contidos nos outros roteiros de estudo. de acordo com o quantitativo de grupos. o pedagogo ficará responsável por compor Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. Coordenador. hábitos e atitudes que se entende devam integrar essa formação. é importante que o sumário do Projeto Político Pedagógico seja revisto anteriormente pelo pedagogo para já adequá-lo antes da produção. Primeiro momento: 30 min O Pedagogo vai apresentar ao grupo os principais pontos do Projeto Político Pedagógico da escola. O roteiro deve ser desenvolvido respeitando a hora/atividade no limite de 5h/mês. diretor. coor- 32 . e aos projetos que revelem a identidade pedagógica da escola. Segundo momento: 2h30min Trabalho em grupos: O pedagogo faz a divisão dos grupos. quanto com relação ao papel da escola no seu entorno. a partir da vivência do novo currículo. Participantes: Direção. à avaliação. avaliação. Pedagogo. Dessa forma. ele deverá participar da coordenação deste estudo). no que diz respeito à prática pedagógica. Cada grupo irá propor uma redação para o seu item. pois nele são estabelecidas as diretrizes e as bases norteadoras das ações que levam à formação dos cidadãos. Após a apresentação e discussão. Terceiro momento: 1h Cada grupo apresenta a produção e deve-se reservar um tempo para a discussão. Professores e demais funcionários. por exemplo. tanto com relação aos conhecimentos. conforme a apresentação anterior. Propósito: Reescrita do Projeto Político Pedagógico por professores.

As reflexões acerca da prática pedagógica procuram evidenciar que não basta que a ITENS DO PPP escola tenha profissionais com conhecimento em sua área de atuação. Para a adequação do Projeto Político Pedagógico ao Novo Currículo estamos apresentando um referencial de autoavaliação. O planejamento das atividades de sala de aula é elaborado de forma integrada (por ÁREA preferencialmente. O planejamento das atividades de sala de aula é fundamentado no PPP. Os profissionais e os alunos da escola conhecem e valorizam a história da instituição.Sumário principal o novo Projeto Político Pedagógico da escola e agendar uma outra reunião de apresentação do material para validação dos professores. diretor. O PPP é discutido e atualizado. Registramos que todos os demais itens contidos nos vários roteiros são complementares para o desenvolvimento deste trabalho de articulação do Projeto Político Pedagógico ao Currículo. 33 . As decisões coletivas orientam o planejamento das atividades desenvolvidas pela escola. É preciso que esses conhecimentos estejam inseridos criticamente na realidade socioeconômica e política de nossa sociedade. direção. A concepção de educação que fundamenta o PPP objetiva a aquisição crítica do conhecimento sistematizado pelo educando. pais e alunos). funcionários. PROPOSIÇÃO O Projeto Político Pedagógico foi construído coletivamente (professores. A elaboração e o desenvolvimento do planejamento de ensino são acompanhados pela equipe pedagógica. Verificar se o Projeto Político Pedagógico atende às legislações estadual e federal. As questões relativas à prática pedagógica da escola são discutidas coletivamente. coordenadores. Obs. O planejamento de conteúdos das disciplinas considera o tempo necessário ao educando para a aprendizagem. Devem estar articulados a uma prática comprometida com o direito de aprender de todos e de cada um. equipe pedagógica. nas diferentes séries). A escola procura registrar os eventos mais relevantes de sua história atual.

Na busca de soluções dos problemas disciplinares. especialmente nas que dizem respeito ao processo de ensino-aprendizagem dos seus filhos. Os professores procuram utilizar estratégias e recursos variados em sua prática pedagógica. quando necessário. alunos. policiais. PROPOSIÇÃO 34 . O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. somente como último recurso recorre-se a elementos externos à escola (Conselhos Tutelares. São desenvolvidas atividades diferenciadas de reforço de aprendizagem para alunos com dificuldades. A aplicação dos recursos físicos e financeiros priorizam as questões pedagógicas. Os alunos têm oportunidade de propor e realizar atividades na escola. Os conteúdos são trabalhados de forma contextualizada. A disciplina é considerada uma questão pedagógica e. A indisciplina dos alunos é tratada a partir da identificação de suas causas. As estratégias para enfrentamento dos problemas disciplinares são definidas coletivamente. Existem mecanismos para o efetivo envolvimento dos pais nas questões pedagógicas da escola. etc. A escola trabalha questões sociais (violência.Sumário principal ITENS DO PPP Os professores organizam sua prática pedagógica de modo a proporcionar o tempo necessário à aprendizagem do educando. portanto. O processo pedagógico considera e valoriza o conhecimento trazido pelo aluno. pais e comunidade de forma clara e em tempo hábil. As programações especiais desenvolvidas pela escola são comunicadas aos profissionais. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. drogas. inclusive no Conselho de Classe. sexualidade e outras) em seu planejamento de ensino.). Existem projetos articulados com órgãos públicos e outras instituições da sociedade civil para o desenvolvimento pedagógico e/ou atendimento às necessidades da comunidade escolar. na busca de soluções. trabalha-se em conjunto com os pais e/ou com familiares.

) desenvolvidos pela escola. PROPOSIÇÃO Das questões consideradas. A equipe pedagógica acompanha e contribui com os professores durante a hora-atividade. A hora-atividade é organizada de forma a possibilitar encontros dos professores que atuam na mesma área. A avaliação do desenvolvimento escolar prioriza o processo de ensinoaprendizagem e não a nota. música. etc. A equipe pedagógica e os professores discutem a forma de organização curricular da instituição. Feiras e exposições dos trabalhos de professores e alunos são realizadas com a participação da comunidade. São realizadas avaliações diagnósticas no início do ano letivo para o conhecimento do nível de aprendizagem dos alunos. Das questões consideradas. São elaborados planejamentos de ensino a partir da realidade evidenciada na avaliação diagnóstica. A escola desenvolve um trabalho de acompanhamento junto aos seus profissionais no atendimento de alunos com necessidades educativas especiais. A hora-atividade garante o tempo necessário ao professor para o trabalho individual e também para o trabalho coletivo. qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. dança. Existem projetos culturais (teatro. 35 . qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade.Sumário principal ITENS DO PPP As matrizes curriculares estão contempladas de forma a organizar o conhecimento necessário a cada grau e modalidade de ensino. A hora-atividade é utilizada exclusivamente para o desenvolvimento das atividades relacionadas à função docente. A escola não permite o adiantamento de aulas e/ ou saídas antecipadas de alunos.

Sumário principal As Superintendências Regionais de Educação .

As orientações para compatibilização serão definidas em reunião própria. especialmente pedagogos e coordenadores. pedagogos e coordenadores). 39 . Como estão sendo desenvolvidos. monte um plano emergencial para atender aquelas com deficiência. Da mesma forma é possível e necessário avaliar o progresso de todos os alunos e as escolas em direção às metas definidas. Sempre é oportuno relembrar que essa proposta de organização curricular vai possibilitar que sejam garantidas as mesmas oportunidades a todos os alunos da rede estadual. Elas deverão acompanhar e monitorar todas as atividades de estudos das escolas.Sumário principal As superintendências são importantíssimas nessa etapa da implantação do currículo. Envie relatórios compatibilizados a Sedu/ Central de cada roteiro. bem como participar dos trabalhos. Entenda a situação da educação nas escolas que compõem a regional. Faça um quadro demonstrando quais projetos estão presentes em quais escolas. Verifique o quadro de profissionais da área pedagógica. pelos dados. Conheça aquelas de âmbitos nacional e estadual. Supervisione o trabalho em cada escola. de modo que possam melhorar o próprio desempenho. Organize uma reunião anterior às agendas aqui planejadas. e orientando e auxiliando em cada etapa do planejamento. Acompanhe o desenvolvimento dos projetos que dinamizam o currículo. Monte um cronograma envolvendo a equipe técnica da SRE para acompanhar as etapas de implementação do currículo. mais precisam de ajuda. de cada escola e. envolvendo o Corpo Técnico Administrativo (diretor. A partir do CBC é possível definir metas que todos os alunos tem direito a alcançar nas disciplinas estaduais. todos terão acesso aos mesmos conhecimentos atualizados e significativos. Cumpra a legislação da educação. Assegure registros por escola contando o desdobramento das etapas. independente das escolas que frequentem e. Para a Superintendência Regional de Educação é necessário registrar a responsabilidade no âmbito de sua jurisdição. Conheça todos os indicadores e destaque aquelas escolas que. se necessário. além disso. valorizados pela sociedade. especialmente no que se refere ao papel que deverão desenvolver junto às escolas jurisdicionadas.

com o apoio local dos técnicos do currículo e das equipes de EF e EM.Sumário principal Outra ação de responsabilidade das SRE é a coordenação da elaboração dos aspectos regionais do currículo. na qual vamos apresentar um plano de ação próprio para as devidas adequações que a equipe regional sugerir. Está ligado aos 30% de CBC que se dará em nível regional e local. A coordenação geral desse trabalho é do supervisor pedagógico. Para esse trabalho a Sedu/Central está agendando reunião para o mês de março. 40 .

Sumário principal A Sedu/Central .

• Competências e habilidades. 7. Coordenar a elaboração dos Cadernos Metodológicos junto aos Professores Referência.Sumário principal Na implantação do currículo. junto a Gefor. Acompanhar a implementação do Novo Currículo por meio dos relatórios das Superintendências Regionais de Educação e reuniões periódicas centralizadas e descentralizadas. Planejar e efetivar. 2. 43 . 5. • O ensino pela pesquisa. Temas de referência para os estudos: • As áreas do conhecimento. coordenadas pelas Superintendências Regionais de Educação. as mudanças do currículo básico da rede estadual. Organizar o Ciclo de Aprofundamento de Estudos Descentralizados – Currículo em Ação. São atribuições da Unidade Central em 2009: 1. • Ambientes e recursos de aprendizagem. Questões de investigação: • Os conteúdos estão adequados às séries? • Os temas transversais foram trabalhados? • O documento curricular facilitou a ação docente? • O documento é de fácil compreensão e utilização? 3. a partir dos resultados da pesquisa e dos relatórios encaminhados pelas SRE dos roteiros da Indicação 5. Coordenar a pesquisa de avaliação do Novo Currículo – a partir da contratação de uma instituição de pesquisa. Organizar o Ciclo de Seminários Descentralizados sobre o Currículo da Educação Básica. Acompanhar a elaboração do CBC regional junto às Superintendências Regionais de Educação. 6. 4. a Unidade Central tem a responsabilidade de planejar e organizar o trabalho a ser desenvolvido pelas Unidades Escolares.

Sumário principal Apêndices .

Sumário principal Leituras Complementares Ensinar. mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. de outro. aberto. acertos. Cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho D’Água. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. que ela os faz percorrer. estão grávidas de sugestões. que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre. O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. no seu ensinar. de modo algum. em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas. Escreve especialmente aos professores. sem o que não o aprende. assim como a significação igualmente crítica de aprender. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante. rever-se em suas posições. convocando-os ao engajamento nessa mesma luta. pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas. p. política e profissional do ensinante lhe coloca o dever 1 Esta carta foi retirada do livro Professora sim. sensível. o ensinante se ajuda a descobrir incertezas. 47 . porque. porém. A responsabilidade ética. se ache permanentemente disponível a repensar o pensado. porque reconhece um conhecimento antes aprendido e. É que não existe ensinar sem aprender e com isso eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. se abre às adivinhações dos alunos. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende.. não como um burocrata da mente. à sua ingenuidade e à sua criatividade – o ensinante que assim atua tem. mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade – razão por que seu corpo consciente. humilde. O ensinante aprende primeiro a ensinar. equívocos. de um lado. observada a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se. tia não. O fato. leitura da palavra1 Paulo Freire Nenhum tema. Mas agora. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993. de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar. ao ensinar. 10ª ed. mais adequado para constituirse em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato. aprender: leitura do mundo. um momento rico de seu aprender. emocionado.

como necessidade da própria reflexão. vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. Pelo contrário. de acordo com o espírito mesmo deste livro.Sumário principal de se preparar. Sua experiência docente. aprendizagem de quem. de outro lado. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos. Enquanto preparação do sujeito para aprender. criador. de se capacitar. por isso. de conhecer. envolve também de um lado a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou. quer dela participemos como aprendizes. do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. sua capacitação. Não gostaria. aprendizes também. envolvendo o ensinar do ensinante. Comecemos por estudar. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. se bem percebida e bem vivida. Esta atividade exige que sua preparação. de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar. do ler. assim. não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimento social ou natural e que. me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros. e portanto ensinantes. sequer. por parte de quem se prepara para a tarefa docente. insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa. ou como ensinantes e. em primeiro lugar. mas busca uma síntese dos contrários. que. se acha nos começos de sua escolarização. Partamos da experiência de aprender. o ato de estudar implica sempre 48 . sua formação se tornem processos permanentes. estudar é. mais sistemático. o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. criança ainda. do observar. um quefazer crítico. o que me interessa aqui. que envolve necessariamente estudar. a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber. Obviamente. minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas. é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos. de maior exatidão. Assim. recriador. em nível de uma posição crítica.

fazendo-se também em busca da compreensão do texto e. fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso. portanto. mas gratificante. E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar. quatro vezes pedaços do texto. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido. difícil. ganhar sua significação. O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. nos remete agora à leitura anterior do mundo. os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. três. dos objetos nele referidos. em seu círculo de cultura. não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível. A leitura da palavra. daí. entre outros pontos fundamentais. estou estudando e estou lendo seriamente. mesmo que nesse não se esgote. a importância do ensino correto da leitura e da escrita. Ler é uma operação inteligente. Se. sujeito do processo de conhecer em que se acha. diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade. uma alfabetizanda nordestina discutia. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto. na verdade. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas. Uma das formas de realizarmos esse exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”. sujeito da leitura. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume. e dessa ao concreto tangível. por outro lado. Da compreensão e da comunicação. Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar. entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. não posso ultrapassar uma página se não consegui com relativa clareza.Sumário principal o de ler. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. exigente. jamais dicotomizar. uma 49 . Certa vez. de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. De ler o mundo. Mas.

Gaiolas e asas2 Rubem Alves Os pensamentos me chegam de forma inesperada. sob a forma de aforismos. um jarro. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. indo mais além dela. Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras 2 Gaiolas e asas – Rubem Alves. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”. criava com as mãos. Faço isto”. Pois ontem. relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. sem preparo. mas também de fazer cultura. ultrapassando a experiência sensorial. vendido. Aforismos são visões: fazem ver.Sumário principal codificação  que representava um homem que. de repente. com a força de um raio. através da “leitura” de uma série de codificações que. (05/12/2001) 50 . de fazer arte. Deixaram de ser pássaros. produto do trabalho que. Foi por isso que. Engaiolados. Na sua experiência anterior. o que é cultura. porque o voo já nasce dentro dos pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Digo “atacados” porque eles surgem repentinamente. Tendências e Debates. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver. se sustentava. são representações da realidade concreta. Fico feliz porque sei que Lichtenberg. lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que. cuja memória ela guardava no seu corpo. trabalhando o barro. Assim como o jarro era apenas o objeto. O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. trabalhando o barro. o seu dono pode levá-las para onde quiser. no fundo. sem explicar. esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. O que elas amam são os pássaros em voo. William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Só pode ser encorajado. Ensinar o voo. concretamente. sua compreensão do processo em que o homem. Agora. aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. criava o jarro. compreensão gestada sensorialmente. Folha de São Paulo. O voo não pode ser ensinado. Discutia-se. Há escolas que são asas. viabilizava sua vida e a de sua família. isso elas não podem fazer.

ameaças. dentes arreganhados. O que elas contam são relatos de horror e medo. Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. batia as asas. criam mecanismos. punha fubá dentro e ficava escondido. Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo”? E os usos da partícula “se”? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga 51 . atraído pelo fubá.Sumário principal de segundo grau. Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil. para testar a qualidade da educação. pedindo silêncio. tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas. O pobre passarinho vinha. como dar o programa. eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. desrespeito.. em escolas de periferia. fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres. Mas não podem. E elas. Balbúrdia..e a domadoras com seus chicotes. Violento. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais.. Fazia minhas próprias arapucas.. É preciso que os adolescentes. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres. E. acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.. vi uma jaula cheia de tigres famintos. que todos. timidamente. fazer avaliações. entrava na arapuca e pisava no poleiro. Ia comendo. provas e avaliações. os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca. De acordo. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Ouvindo os seus relatos. ficava ensanguentado. gritaria. tenham uma boa educação. Nos tempos de minha infância. ofensas. E era uma vez um passarinho voante. crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos.. o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos.. esperando. garras à mostra .. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço.

. é melhor deixar de lado. vendo as asas crescer. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. todo professor. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. era “ferramenta” e “brinquedo” do corpo.. A educação no século XXI No século XXI. São asas. Não me dizem se são gaiolas ou asas.. É o corpo que quer aprender para poder viver. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender.. porque é nele que está a vida. de suas relações e de sua própria sobrevivência. está o resumo da educação. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas”. aprender “brinquedos”. Assim. Estamos dizendo que discutir educação e suas finalidades não é tarefa apenas dos educadores. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. ao ensinar. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade. “Ferramentas” são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. “Brinquedos” são todas aquelas coisas que. teria de se perguntar: “Isso que vou ensinar. Esses dados não me dizem nada. Nessas duas palavras. que ultrapassa os limites de seu próprio campo. Isso é hábito velho das escolas. não tendo nenhuma utilidade como ferramentas. Fica alegre. é ferramenta? É brinquedo?” Se não for. Nesse sentido. a educação é considerada um indispensável patrimônio da humanidade na construção de seus ideais. que a sociedade deve incorporar essa exigência e compreender na educação suas possibilidades de 52 . a inteligência. ferramentas e brinquedos. há uma exigência de debate conjunto da educação. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver.. É ele que dá as ordens. São obrigadas a ensinar o que os programas mandam. não fica violento. sabendo que é inútil. O sujeito da educação é o corpo.. Nietzsche dizia que ela. também engaioladas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. dão prazer e alegria à alma. Há esperança. Mas eu sei que há professores que amam o voo dos seus alunos. E aprender à sua maneira”.Sumário principal as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante”? Qual a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professoras.

de modo interdependente e integrado. desenvolvendo o conhecimento dos outros. aprender a conhecer nos remete para o trabalho de descoberta dos mecanismos de constru- ção e apreensão dos conhecimentos. estabelece quatro pilares que sustentam. Desse modo. é fundamental instrumentalizar as pessoas para utilizá-las. 53 . Sem dúvida. A escola. de respeito e convivência pacífica com as diferenças e com o outro. O segundo pilar indicado pela Comissão é relativo à capacidade humana de viver junto. De igual modo importante é oferecer a ele a oportunidade de construir as competências necessárias para garantia desse acesso. Conforme o relatório. como espécie. utilizá-las a serviço de sua geração e da humanidade. de suas tradições e de sua espiritualidade”. por trabalhar com pessoas diferentes em espaços comuns. enfoca a necessidade planetária da compreensão mútua. não basta disponibilizar a informação. uma das principais contribuições da educação para o indivíduo é favorecer o acesso à informação. Podemos compreender esses pilares como grandes desafios da educação e da sociedade. A Unesco. Na realidade. aprender a conhecer. Vale considerar que essa é uma das prementes tarefas da escola. o conhecimento é infinito e o homem. Essa dimensão diz respeito à qualidade de vida dos humanos nas suas correlações com seus pares. O primeiro deles. de sua história. os caminhos para o desenvolvimento desse pilar.Sumário principal avançar e acompanhar um mundo de rápidas transformações. A investigação se configura a estratégia de orientar a descoberta. de conhecer e de descobrir. E ainda. Em outras palavras. Como sabemos. dentro da escola e da sala de aula. de estimular a construção de conhecimentos. nos remete à dimensão humana do compreender. por meio do Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI presidida por Jacques Delors. ao longo da história de homens e mulheres. aprender a viver junto e aprender a ser. Esse pilar ressalta as demandas do mundo contemporâneo e a importância das relações diante dele. aprender a fazer. de com-viver. pode promover o diálogo permanente sobre as relações estabelecidas na vida social. o seu conceito de educação de qualidade: aprender a conhecer. não cessa em produzi-lo e reproduzi-lo. “trata-se de aprender a viver conjuntamente. Esse pressuposto nos orienta a pensar que educar pela pesquisa é uma importante estratégia conceitual e metodológica no sentido de viabilizar.

com as demandas do cotidiano. relacionar o que se estuda com o que se faz. 54 . O aprender a ser está entre os elementos preconizados no relatório. A vida neste novo século solicita uma educação que permita aos educandos associar a técnica com a aplicação de conhecimentos teóricos. Refere-se à demanda contemporânea de uma postura ética. aprender a fazer. pautada no princípio de que as atitudes e responsabilidades pessoais interferem no destino coletivo. vale afirmar que a educação no século XXI está estreitamente vinculada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes e a princípios éticos. que o corpo e a alma são indissociáveis. com a utilização de conhecimentos no contexto de vida dentro e fora da escola. Em suma. qualifiquem as pessoas para a vida em conjunto. é afirmar que a educação não pode aceitar a imposição de opção entre a teoria e a técnica. tanto das escolas quanto das famílias. o saber e o fazer. que quem executa também pensa.Sumário principal O sentido do terceiro pilar. Esse pilar sinaliza que os humanos não nascem prontos para a vida em sociedade. Isso se torna. pois. As velhas dicotomias do passado devem ceder espaço a uma práxis pedagógica que admita que quem pensa. que a ideia e a matéria são complementares no entendimento da totalidade. também executa. uma responsabilidade de geração com relação à sua próxima. de compreensão e solidariedade humana. Sugere que os processos educativos.

Procure entender quais são os problemas da educação brasileira. e que poderá te ajudar a influir positivamente na educação das pessoas ao seu redor. Proponha que sua escola seja um espaço de aprendizado. Recomendações Entenda a situação da educação O primeiro passo para melhorar a educação é entender sua situação atual. Encare a diversidade de maneira positiva Tire proveito da heterogeneidade de saberes. conhecimentos e experiências dos alunos e da comunidade escolar. reflita. Informe-se. no seu Estado. tanto no Ideb como em avaliações educacionais. educador. Há sempre algo novo e interessante para ser aprendido. Veja como você. Além disso. por meio de cursos de graduação ou pós-graduação e programas de capacitação. nas escolas próximas. é preciso estudar sempre e ter em vista onde você quer chegar com seus alunos. Para ser educador. Quando você entende o problema.todospelaeducacao. como educador. Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados. Procure se informar sobre a qualidade do ensino no país. pois é ele quem está com o aluno diariamente e tem nas mãos as ferramentas para ensiná-lo. discuta. Na seção Números da Educação você encontra essas informações. todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação para melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. como a Prova Brasil e o Saeb.org. suas causas e consequên3 www. cias. na sua cidade. pode fazer a sua parte. Busque sempre aprimorar seus conhecimentos Procure sempre dar sequência à sua formação acadêmica.Sumário principal Documento integrante do “Todos pela Educação”3 O educador é o principal trabalhador brasileiro. é o principal agente da melhoria da educação. e é direito de todos conhecê-los. Promova a interação entre eles.br/ Faça sua parte 55 .

As metas da escola também devem ser estabelecidas.Sumário principal Escola boa é aquela em que o aluno aprende A melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos. anualmente. para organizar seu tempo de forma eficiente. e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. gerida pela Secretaria de Educação. o diretor deve conduzir as ações da escola de forma articulada com as políticas emanadas pela Secretaria de Educação – que deve receber. Diretor: Articule-se com a Secretaria de Educação Como a escola não trabalha de forma isolada. Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola. os dados da escola. E. A presença constante do diretor da escola é fundamental. mensalmente. Como lida com questões internas e externas da escola. mas como o grande administrador da aprendizagem dos alunos. Diretor: Seja responsável pela qualidade de ensino A melhor gestão administrativa de nada vale se os alunos não estiverem aprendendo. mas são parte de um organismo muito maior. O diretor não deve ser visto apenas como o administrador do prédio da escola. Diretor: Assuma a liderança Assuma a liderança de forma democrática e cooperativa com todos os segmentos da equipe. O diretor é o responsável maior para a escola ter e cumprir o regimento escolar e a proposta pedagógica – que dará origem aos planos de curso e de aula. e deve fazer funcionar um sistema de supervisão de professores com foco no desempenho dos alunos. Ele deve ter competência para ocupar um papel central na gestão do cotidiano escolar e na articulação da escola com a comunidade escolar. a avaliação capaz de dizer se a escola é boa ou ruim é aquela que nos mostra se os alunos estão ou não aprendendo. As escolas devem ter algum grau de autonomia. é necessário ter sempre em mente o que é e o que não é prioritário. de forma integrada às metas da rede de ensino. Além de ser peça-chave na identificação das necessidades locais. que é a rede de ensino. se a escola existe para ensinar. 56 . o diretor deve garantir um sistema eficaz de reforço escolar para os alunos com dificuldades em algum conteúdo específico.

disponibilizando. sem perder de vista que. Você pode. Quanto aos computadores. Aulas de qualidade se refletem na aprendizagem dos alunos.Sumário principal Diretor: Assegure o cumprimento do ano letivo Assegure o cumprimento integral do ano letivo. Professor: Procure não faltar Lembre-se de que o aluno precisa de você. obras de literatura infanto-juvenil. Se alguma necessidade urgente lhe impedir de estar em sala de aula. Isso é lei. Diretor: Assegure as condições de trabalho Assegure as condições e os meios para que os professores implementem a proposta político-pedagógica da escola. Os alunos precisam tê-los em mãos para poder tirar o melhor proveito possível do que esses materiais podem trazer para seu aprendizado. Cuide e melhore o acervo da biblioteca. os objetivos. pois eles são material de uso diário. a partir delas. elaborar resumos. Participe da elaboração dessas propostas e assegure seu cumprimento. sua escola pode incentivar os alunos a usarem a internet para fazer pesquisas sobre temas atuais e. Diretor: Abra a biblioteca e a sala de computação Não tranque livros e computadores. para ter sucesso na sala de aula. descontados os intervalos escolares. Assegurar a pontualidade e frequência dos professores e funcionários da escola também é necessário. os conteúdos e os métodos de ensino devem ser adequados e ajustados às suas necessidades e às características dos alunos. livros de ficção e não-ficção. Professor: Planeje suas aulas Elabore planos de curso e planos de aula de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela escola e com o programa de ensino da Secretaria de Educação. ainda. com um mínimo de quatro horas de aula por dia. dicionários e enciclopé- dias. As escolas precisam garantir um mínimo de 200 dias letivos. abrir a biblioteca fora do horário das aulas e para a comunidade. Os alunos podem também ser envolvidos na elaboração e manutenção da página da escola na internet. 57 . além dos livros didáticos. é necessário que você seja substituído por pessoa de igual competência e que conheça o andamento dos planos de aula. ou ser incentivados a construírem seus blogs – diários na internet.

perguntas e promova a reflexão. instruções de jogos. Professor: Incentive o hábito da leitura Dê atenção especial à leitura. regras da escola. receitas. tais como matérias de jornais. as atitudes. O hábito da leitura abre aos alunos uma perspectiva prazerosa de aprendizagem. etc. Distribua os boletins com resultados dos alunos nas épocas previstas pelo Regimento Interno 58 . embalagens. anúncios. gere expectativas nos alunos sobre os textos. Essas habilidades são básicas e essenciais para toda a vida do aluno. Esse tipo de atitude pode ser decisivo na vida de uma criança ou um jovem. fazer resumos e sínteses. Valorize o esforço e os trabalhos elaborados pelos alunos. Comente-os e exponha-os em murais e varais fora e dentro da sala de aula. tomar notas. Divulgue também o regimento da escola para pais e alunos. interpretação e o diálogo entre os estudantes. faça comentários. textos expositivos e literários. à compreensão de textos e à escrita. O desempenho escolar de um aluno é responsabilidade do professor. que deve ser compartilhada pela família e pela escola. Professor: Reforce a autoestima dos alunos É preciso que educadores difundam ao máximo os gestos. Professor: Não desista de ensinar a nenhum aluno Todos precisam. têm direito e capacidade de aprender. Diretor: Mantenha uma boa relação com as famílias Divulgue a proposta pedagógica de cada série para os pais dos alunos poderem acompanhar o seu cumprimento ao longo do ano letivo. cartas. Conheça de antemão os textos que você apresentará à classe. etc. Prontifique-se a ajudar sempre que chamado. como selecionar informações. embora todos sejam capazes de aprender. as palavras que reforçam a autoestima das crianças e favoreçam o seu sucesso na sala de aula e na vida. Estimule esse hábito oferecendo aos alunos contato com diferentes tipos de textos. Nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo.Sumário principal Professor: Ensine a estudar Ensine os procedimentos de estudo.

maior será a colaboração de todos. devem ser considerados interlocutores e parceiros da escola no cumprimento de sua missão: fazer com que todas as crianças da escola efetivamente aprendam. Fiscalize a merenda escolar Acompanhe. 59 . Eles são parceiros fundamentais da escola. mais do que destinatários. Quanto mais a escola estiver inserida em seu contexto social e mantiver uma boa relação de parcerias. e informe-os sobre como está o desempenho de seus filhos na escola. verifique e cobre que os beneficiários do programa levem suas crianças aos postos de saúde para realizar exames. Para tanto.Sumário principal das Escolas. se concluiu os ciclos de estudos etc) de cada criança em idade escolar. que impactam diretamente na saúde da criança e em seu desempenho escolar. abrindo seus espaços para outras atividades e públicos – desde que isso não comprometa os direitos dos seus alunos. antes da data de expiração e em quantidades apropriadas. você pode verificar em sua escola se os alimentos comprados pela prefeitura têm qualidade. familiares e a comunidade. quantidade e diversidade apropriadas. ainda. verifique e cobre que os recursos públicos destinados à merenda escolar sejam garantidos e bem geridos. Mantenha esse espírito ao se relacionar com os pais e alunos. Além disso. Promova a gestão democrática A gestão democrática implica que os educadores. vacinações e outras ações estipuladas pelo Ministério da Saúde. Demande que os governos municipal e estadual mantenham atualizadas as situações cadastrais (qual escola frequenta. Mantenha um relacionamento transparente e receptivo com os pais e familiares. Acompanhe também se a escola os armazena de forma correta e os distribui enquanto estão frescos. Reconheça a escola como um espaço de construção do conhecimento e de integração com a comunidade. dicas sobre como eles podem ajudar suas crianças a estudar e acompanhar as aulas. Fiscalize o Bolsa-Família Verifique se os alunos beneficiários do BolsaFamília matriculados em sua escola estão frequentando as aulas. Abra a escola para a família dos alunos e conheça a história e as características de cada um. Dê.

Flavia Moreira Da Indicação1 Indicação 2 Indicação 3 02 03 X X – X X X Indicação 4 Indicação 5 Indicação 6 Títulos relacionados que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. Michel Costa.Sumário principal Material de apoio Cronograma físico de estudos dos roteiros Novembro X Setembro X Fevereiro Outubro X AUTOR Gelb. disponível em todas as escolas estaduais EDITORA AGIR Nº 1 2 TÍTULO Como descobrir sua genialidade: aprenda a pensar com as dez mentes mais revolucionárias da história Aquarelas do Brasil 60 Agosto Março Junho Julho Maio Abril .

) Pereira. Ronice EDITORA ÁTICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Como analisar narrativas O texto na sala de aula Avaliação do processo Ensino-Aprendizagem Linguagem e escola: uma perspectiva social A produção da leitura na escola AUTOR Gancho. escrever e resolver problemas – habilidades para aprender matemática Ler e escrever na escola: o real. Smole. Ronaldo 61 . João Vanderlei Haydt. Helena EDITORA AUTÊNTICA Nº. Kátia Stocco e Outros Lerner. Delia Quadro. o neonazismo no Brasil e no Mundo AUTOR Salem. Lino e Outros Durante. P. Maria Lúcia Claver. Aparecida (Org. Regina Cazaux Soares. Ludimila Tomé De Soares. Magda Silva. Leôncio e Outros (Orgs) Pereira. Cândida Geraldi. 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Aprendendo valores éticos Literatura e letramento Formação de professores – pesquisas. o possível e o necessário Educação de Surdos: a aquisição da linguagem AUTOR Fainguelernt Macedo. Maria Lúcia Andrade. Ezequiel Theodoro Da EDITORA ATUAL Nº 1 TÍTULO As tribos do mal. Márcia Botelho Paiva. Marta Meirieu.Sumário principal EDITORA ARTMED Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Fazendo Arte com a Matemática Aprender com jogos e situações-problemas Alfabetização de adultos: leitura e produção de textos A pedagogia entre o dizer e o fazer : a coragem de começar Ler. Júlio Emílio Diniz Castenhema. representações e poder Aprendizagem contextualidade: discurso e inclusão na sala de aula Professores leitores e sua formação Diálogos na educação de jovens e adultos A construção do letramento na educação de jovens e adultos Escrever e brincar: oficinas de texto AUTOR Fagundes.

M. Luiz Alves. Simone (Org. Claudia Mariab Mendes EDITORA AVE MARIA Nº 1 TÍTULO Nosso Folclore AUTOR Prado. Anita Shahrukh. Rubem EDITORA CALIS Nº. Zuleika De Almeida EDITORA BERTRAND Nº 1 TÍTULO A cabeça bem feita: repensar a reforma e o pensamento AUTOR Morin. Edgar EDITORA BRASILIENSE Nº 1 2 TÍTULO O iluminismo e os reis filósofos O que é Religião AUTOR Salinas. Anita Watson. 1 2 3 4 5 6 TÌTULO Palavras sagradas de diferentes povos e religiões O que sabemos sobre Budismo O que sabemos sobre Cristianismo O que sabemos sobre Hinduísmo O que sabemos sobre Islamismo O que sabemos sobre Judaísmo AUTOR Kubric.M. R Contijo. A. Carol Ganeri.Fine 62 .) Ganeri. Francisco Eduardo Bezerra. De Caparroz. Husair Doreen. Ana Lúcia G. C.Sumário principal AUTORES ASSOCIADOS Nº 1 2 3 4 5 6 TÍTULO O mundo da escrita no universo da pequena infância Entre a Educação Física na Escola e a Educação Física da Escola Em busca da formação de indivíduos autônomos nas aulas de Educação Física Práticas pedagógicas na educação especial: a capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental Políticas e práticas de educação inclusiva Alfabetização: a criança e a linguagem escrita AUTOR Faria. Duckur Costa Bezerra Padilha.L Góes.

Sofia Larche Kohan Walter Estebam. Rildo EDITORA CORTEZ Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Leitura e construção do real. Adilson Buoro. retórica e prova AUTOR Argan. Ligia (Coord) Citelli. 1914-1991 Relação de força: história. Carlo EDITORA CONTEXTO Nº 1 2 TÍTULO Fala. Anamélia Bueno Coletivo De Autores Citelli. vol. letramento e inclusão social Letramento literário: teoria e prática AUTOR Mollica. Alice e Outros Morin. uma práxis em construção Prova um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas Quando falam os professores alfabetizadores Quem sabe que erra? Reflexões sobre avaliação e fracasso Verde cotidiano: meio ambiente em discussão AUTOR Cury. Eric Ginzburg. Edgar EDITORA DP&A Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Gestão da escola: desafios a enfrentar Filosofia para crianças Professora pesquisadora. Mitsi Pinheiro De Estebam. Maria Reigota.Sumário principal EDITORA CIA DAS LETRAS Nº 1 2 3 TÍTULO Arte moderna A era dos extremos: o breve século XX. Giulio Carlo Hobsbawn. Adilson Casimiro. O lugar da poesia e da ficção. M. I Outras linguagens na escola (v. Maria Tereza Moretto. 6) Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte Metodologia do ensino e educação física Aprender e ensinar com textos não-escolares Política de currículo em múltiplos contextos Os sete saberes necessários à educação do futuro AUTOR Chiappini. Carlos Roberto Jamil Vieira. 63 . Maria Cecilia Cosson. Vasco Pedro Lacerda.

Sumário principal EDITORA EDUFES Nº 1 TÍTULO Pesquisa e educação especial: mapeando produções AUTOR Jesus. JOSÉ EDITORA LOYOLA Nº 1 TÍTULO Pesquisa na escola: o que é. M. 64 .M. na escola: formando educadores para formar leitores AUTOR Paulino. como se faz AUTOR Dagno. Raquel Félix LOTE 32 – EDITORA FORMATO Nº 1 2 TÍTULO Tipos de texto: modos de leitura Era uma vez. cidade presépio AUTOR Tatagiba. Maurício De QTD 591 EDITORA GRAFER Nº 1 TÍTULO Vitória. e Outros EDITORA FLOR & CULTURA Nº 1 2 TÍTULO Percursos com a leitura Olhares e perguntas sobre ler e escrever AUTOR Souza... Santinho Ferreira De EDITORA FORMAR Nº 1 TÍTULO A construção do Espírito Santo AUTOR Conti. Vera Teixeira De e Outros EDITORA FTD Nº 1 TÍTULO Atlas Geográfico – Turma da Mônica AUTOR Souza. Graça Aguiar. Santinho Ferreira De Souza. D.

Egle Franchi. Egle EDITORA MEDIAÇÃO Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Filosofia da criação A formação do ator A criança e a pintura Indisciplina/Disciplina Removendo barreiras para a aprendizagem AUTOR Meira.Adélio Sarro Brincando com Arte . Melinda EDITORA MARTINS FONTES Nº 1 2 TÍTULO A redação na escola Coesão e coerência nas narrativas escolares escritas AUTOR Franchi. Sandra Tailer. Leila Santilhana. Adrián Famyul EDITORA NOOVHA AMÉRICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Brincando com Arte . Gabriel Walker Larry E. Yves Carvalho.Di Cavalcanti Brincando com Arte . Fegel. Mirna Richter. Darcy Di Cavalcanti Djanira Guersoni 65 . J. Sissa e Outros QTD 1860 EDITORA MODERNA Nº 1 2 TÍTULO Gramática em textos Gramática de Espanhol passo-a-passo com exercícios AUTOR Sarmento.Guersoni AUTOR Sarro. Rosita Edler QTD 1860 591 591 1860 1860 EDITORA MERCADO ABERTO Nº 1 TÍTULO A criança e a produção cultural AUTOR Jacob. Marly Spritzer.Darcy Penteado Brincando com Arte .Sumário principal EDITORA MANOLE Nº 1 2 3 TÍTULO Filosofia ética e literatura Ensinando basquetebol para jovens Primeiros socorros no esporte AUTOR Perissé. Adélio Penteado.Djanira Brincando com Arte .

Regina EDITORA PAPIRUS Nº 1 2 3 4 TÍTULO Geografia. Ítalo Lajolo. Maria Inês Carmiato. escola e construção de conhecimentos A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento A formação dos educadores ambientais Educação ambiental: no consenso um debate AUTOR Cavalcante. Maria Inês Carmiato. Cândido Ranchinho Amaral. Jocelino Maroubo Portinari.Sumário principal Nº 6 7 8 9 10 11 12 13 TÍTULO Brincando com Arte .Guignard Brincando com Arte . Ivani Guimarães.Maroubo Brincando com Arte . Maria Inês Carmiato.Walde-Mar AUTOR Guignard Soares. Tarsila do Vaccarini Walde-Mar EDITORA OBJETIVA Nº 1 2 3 TÍTULO Como e por que ler a poesia brasileira do século XX Como e por que ler o romance brasileiro Como e por que ler a literatura infantil brasileira AUTOR Moriconi.Tarsila do Amaral Brincando com Arte . Guimarães. M. Marisa Zilberman. Lana De S. M. Fazenda. Maria Inês EDITORA PAULUS Nº 1 2 TÍTULO Recriando experiências – técnicas e dinâmicas para grupos Ensino Religioso: construção de uma proposta AUTOR Instituto da Pastoral da Juventude Leste Bastos. João Décio 66 .Jocelino Soares Brincando com Arte . EDITORA PAULINAS Nº 1 2 3 4 TÍTULO A religião no mundo (5ª série) Expressões do sagrado na humanidade (6ª série) A religiosidade no mundo atual (7ª série) Nossa opção religiosa (8ª série) AUTOR Carmiato.Ranchinho Brincando com Arte .Vaccarini Brincando com Arte .Portinari Brincando com Arte .

Carlos Buoro.Português (grande) AUTOR Holanda.Sumário principal EDITORA PAZ E TERRA Nº 1 TÍTULO Pedagogia do oprimido AUTOR Freire. Cristina EDITORA PLEXUS Nº 1 TÍTULO Possibilidade de histórias ao contrário. Susan e outros 67 . Edson e Outros EDITORA SBS Nº 1 TÍTULO O ensino da língua inglesa AUTOR Holden. Carlos Pimentel. L EDITORA POSITIVO Nº 1 TÍTULO Dicionário Aurélio . Aurélio EDITORA SANTOS Nº 1 TÍTULO Fisiologia animal. Andréa e Outros Boreges. preconceito e intolerância AUTOR Pimentel. Adaptação e meio ambiente AUTOR Knur. Schindt EDITORA SARAIVA Nº 1 2 3 4 TÍTULO Português descomplicado Constituição Federal Brasileira Violência urbana Racismo. A. Paulo EDITORA PEIROPOLIS Nº 1 TÍTULO Cultura da paz AUTOR Von. M. ou como desencaminhar o aluno da classe especial AUTOR Padilha.

) Rodrigues. Ellis EDITORA THONSON Nº 1 TÍTULO Educando para o pensar AUTOR Castro.Físico e Político . Oceania Vídeos que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. Físico Mapas da Europa .) MAPAS Nº 1 2 3 TÍTULO Mapas do Brasil . (Org. África. J. A. (Org.Político. Gabriela e Outros Gentilli. Vegetação Mapas do Espírito Santo . Físico. Cashmore. disponível em todas as escolas para subsidiar os estudos dos professores Programa DVD Escola – Volume I Disco 03 • • • • • Avaliação e Aprendizagem O que é Avaliação? (13’37”) Ciclo de Aprendizagem e Avaliação (16’00”) Avaliação e Contexto Social (15’00”) Projetos Educacionais e Avaliação ( 21’00”) Convívio Escolar • Toda Criança na Escola (12’28”) • Direitos e Responsabilidades (10’06”) • A Organização do Tempo e do Espaço na Escola (10’59”) 68 . P. D.Sumário principal EDITORA SUMMUS Nº 1 2 3 TÍTULO Diferenças e preconceitos na escola Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva Dicionários de relações étnicas e raciais AUTOR Aquino.Ásia.Político. Clima. Eder Alonso Oliveira e Outros EDITORA VOZES Nº 1 2 TÍTULO Desenvolvimento sustentável Pedagogia da exclusão AUTOR Scotto.

Eleição de Diretores e Descentralização Financeira em Questão (60’) • A Gestão Democrática do Projeto Político Pedagógico (60’) Disco 32 Gestão da Escola .Articulando a Formação Contínua e o Desenvolvimento Profissional de Professores (60’) 69 .Parte II • Avaliação Institucional: para Controlar ou para Democratizar? (60’) • Gestão Democrática da Escola e Gestão Democrática do Sistema de Ensino (60’) Disco 24 • Princípios e Bases da Gestão Democrática (60’) • A Função do Gestor (60’) Disco 33 Formação Contínua de Professores – Parte I • Formação Contínua de Professores em Face das Múltiplas Possibilidades e dos Inúmeros Parceiros (60’) • A Formação Contínua como um dos Elementos Organizadores do PPP da Escola (60’) • A Reflexão sobre a Prática CotidianaCaminho para a Formação Contínua e para o Fortalecimento da Escola Enquanto Espaço Coletivo (60’) Disco 25 • O Projeto Político Pedagógico: Conceitos e Significados (60’) • Os Diferentes Projetos da Escola (60’) • Políticas Pública e a Gestão Escolar (60’) Programa DVD Escola –Volume II Disco 13 Letra Viva • Planejamento na Prática Pedagógica (29’) • Planejamento: uma atividade é só uma atividade? (29’) Disco 34 Formação Contínua de Professores – Parte II • Os Saberes dos Professores.Ponto de Partida para a Formação Contínua (60’) • Vida e Trabalho.Sumário principal Disco 23 Fazendo Escola • A História e os Caminhos da Gestão Escolar (60’) • O Papel dos Colegiados na Gestão Escolar (60’) • O Papel do Professor (60’) • O Projeto Político Pedagógico Passo-a-Passo (60’) Disco 31 Gestão da Escola – Parte I • Gestão Democrática: Teoria e Prática (60’) • Conselhos Escolares.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Anos Iniciais .

Ensino médio. 03 . I. v. II. . 2.com. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos iniciais / Secretaria da Educação.056-085 .Vitória/ES . anos finais. anos finais. v. 202 p. 2009.3. Título. Ensino .Ensino fundamental.Ensino fundamental. 26 cm. 01 .Info Consultoria. 03 . Série. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.19 CDU 373.111. Ensino fundamental . 01 . Guia de implementação.Espírito Santo (Estado) . – Vitória : SEDU. área de Ciências da Natureza. área de Linguagens e Códigos.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v.Ensino médio. ISBN 978-85-98673-08-0 1. área de Linguagens e Códigos. área de Ciências Humanas.Ensino fundamental. 02 . v. área de Ciências Humanas. Santa Lúcia . 02 . v. anos finais. César Hilal. Ensino médio Currículo. CDD 372. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. ES.Currículo. nº 1. v.CEP 29. 3.Ensino médio. anos iniciais.br Espírito Santo (Estado).Currículo. área de Ciências da Natureza.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.

nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.” Paulo Freire .. igualmente sujeito do processo. ao lado do educador..

Ernani Carvalho Nascimento. Rosinete Aparecida L. Lemos. Fabiano Boscaglia. João Luiz Cerri. Morati. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Rodrigues. Gracielle Bongiovani Nunes. Marcelo Ferreira Delpupo. Ediane G. Vivian Rejane Rangel. Marilene Lúcia Merigueti. Luciete de Oliveira Cerqueira. Salette Coutinho Silveira Cabral. Malba Lucia Gomes Delboni. Lúcia H. Verginia Maria Pereira Costa. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Bastos. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Núbia Lares. Jarbas da Silva. Vaneska Godoy de Lima. Oliveira. Torres. Marta Gomes Santos. Sônia A. Anderson Soares Ferrari. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Ana Helena Sfalsim Soave. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Sabrina D. Alaércio Tadeu Bertollo.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo .Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Lyra. Mohara C. Angélica Chiabai de Alencar. Antônio Fernando Silva Souza. Neyde Mota Antunes. de Quadros P. Irineu Gonçalves Pereira. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Renata da Costa Barreto Azine. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Giovana Motta Amorim. Margarida Maria Zanotti Delboni. Jorge Luis Verly Barbosa. SRE Carapina: Lucymar G. Vazzoler.Língua Portuguesa Adriana Magno. Conciana N. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. José Alberto Laurindo. Cristina Lúcia de Souza Curty. Edilene Klein. Sara Freitas de Menezes Salles. Edson de Jesus Segantine. Braga. Eliethe A. Chirlei S.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Linderclei Teixeira da Silva. Rita de Cássia Santos Silva. Irineu Gonçalves Pereira. Rodrigues. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Ilia Crassus Pretralonga. Sebastião Ferreira Nascimento. Marcos Leite Rocha. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Marcia Vânia Lima de Souza. Neire Longue Diirr. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Izaura Célia Menezes.Física Claudio David Cari . Zelinda Scalfoni Rodrigues. Erilda L. Maria da Penha C. Francisco Castro. Jane Ruy Penha. Maria Geovana M. Mirtes Ângela Moreira Silva. Simone Carvalho. Josimara Pezzin. Magna Maria Fiorot. Carla Moreira da Cunha. da Silva Scaramussa. João Luiz Cerri.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. .Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Ângela Maria Freitas. SRE Nova Venécia: Cirleia S.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Patrícia Maria Gagno F. Soprani. Luciana Oliveira. Pedro Guilherme Ferreira. Luciane Salaroli Ronchetti. Alaíde Trancoso. Valentina Hetel I. Kátia Elise B. Giselle Peres Zucolotto. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Martinelli. R. Alexandre Nogueira Lentini. Lurdes Maria Lucindo. Lúcia Helena Maroto. Raquel Marchiore Costa. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Renan de Nardi de Crignis. Johan Wolfgang Honorato. Anderson Soares Ferrari. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Eliane dos Santos Menezes. Freitas. Maria Adelina Vieira Clara. Nascimento. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Kátia Regina Zuchi Guio. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Carmencéa Nunes Bezerra. Magna Tereza Delboni de Paula. Marta Margareth Silva Paixão. Lima. Teresa Lúcia V. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Jaqueline Oliozi.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Cristina Louzada Martins da Eira. Eliana Aparecida Dias. Angelita M. do Nascimento. Christina Araújo de Nino. Hebnezer da Silva. Ires Maria Pizzeta Moschen. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Monteiro e Wagna Matos Silva. Dilma Demetrio de Souza. Sebastião Ferreira Nascimento. Marcio Vieira Rodrigues. Ires Maria Pizetta Moschen.Arte Rita de Cássia Tardin . Érika Aparecida da Silva. de Almeida. Larmelina. Giuliano César Zonta.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Jaqueline Justo Garcia. S. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Elza Vilela de Souza. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Rogério de Oliveira Araújo. Antônio Fernando Silva Souza. Maria Nilza Corrêa Martins. Sandra Renata M. Leila Falqueto Drago. Sandra Fernandes Bonatto. Hebnézer da Silva.SEDU Ana Beatriz de C. Dalla Passos. Renato Köhler Zanqui. Bastos. João Carlos S. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Cátia Aparecida Palmeira. Dileide Vilaça de Oliveira. Ronchetti. Tania Mara Silva Gonçalves. Organdi Mongin Rovetta. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Marlene Athaíde Nunes. Mônica V. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Edilene Costa Santana. Delcimar da Rosa Bayerl. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Paulo Roberto Arantes. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Nilson de Souza Silva. Martinelli. Christina Araújo de Nino. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Campos Cruz. Gilcimar Manhone. Angélica Chiabai de Alencar.C. Edna dos Santos Carvalho. Márcia Gonçalves Brito. Carlos Sebastião de Oliveira. Junqueira. Cortez.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Luiz Humberto A. Luciane R. Luiz Antonio Batista Carvalho. Maria Alice Dias da Rosa. Alecina Maria Moraes. Fernandes. Rosângela Vargas D. Edna Milanez Grechi. Ivone Braga Rosa. Adna Maria Farias Silva. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Márcio Correa da Silva. Renato Santos Pereira. Perin e Valéria Perina. Rosiane Schuaith Entringer. Iza klipel. de Oliveira. Everaldo Simões Souza. Luciene Tosta Valim. Luciane S. Paulo Roberto Arantes. Jomara Andris Schiavo. Luiza E. Naédina Barbieri. Jomar Apolinário Pereira. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Eliane dos Santos Menezes. Evelyn Vieira. Tarcísio Batista Bobbio. Foerste . Hulda N. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Edílson Alves Freitas. Silma L. Maria Alice Dias da Rosa. Benevides. Regina Jesus Rodrigues. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Mara Cristina S. Última da Conceição e Silva. Maria Aparecida Rosa. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Rodrigues. Carvalho Morais. Agnes Belmonci Malini. Epitácio Rocha Quaresma. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Maria Cristina Garcia T. Cátia Aparecida Palmeira. de Castro. Rodrigo Vilela Luca Martins. Gleise Maria Tebaldi. P. Davel. C.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Sandra Renata Muniz Monteiro. Rosiana Guidi. Maria do Carmo Braz. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Ferreira. Cláudia Regina Luchi. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Rachel Miranda de Oliveira. Carvalho. Maria da Ressurreição. Ivanete de Almeida Pires. Marlene M. Israel Bayer.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Telma L. Edimar Barcelos. Edy Vinicius Silverol da Silva.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Elisangela de Jesus Sousa. Anelita Felício de Souza. Angélica Chiabai de Alencar.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Alvarenga Vieira. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Pedro Paulino da Silva. Ilza Reblim. Paulo Roberto Arantes. Ana Paula Alves Bissoli. Rodrigues Soyer. Rodrigo Nascimento Thomazini. Sidinei C. Antonia Regina Fiorotti. Denise Moraes e Silva. C. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Maria da Penha E. Rosangela Maria Costa Guzzo. Patrocínio. Lea Silvia P. Eduarda Silva Sacht. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Valéria Zumak Moreira. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Sebastiana da Silva Valani. Américo Alexandre Satler. Margareth Zorzal Fafá. Maria Adélia R. Claudinei Pereira da Silva. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Lúcia Helena Novais Rocha. Maria Elizabeth I. Maria José Teixeira de Brito. Eliane Carvalho Fraga. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Eliane Maria Lorenzoni. Barbosa. Eliana C. Pinto. Regina Zumerle Soares. Madalena A. Sulâne Aparecida Cupertino. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Maria de Lourdes S. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Tânea Berti.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Alves. Luciano Duarte Pimentel. Márcia M. Ilza Reblim. Ribeiro. Coelho Ambrozio. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Renata Garcia Calvi. da Silva. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Jane Pereira. Paulo Alex Demoner. Pedro Paulino da Silva. João Firmino. Luciene Tosta Valim. Roseane Sobrinho Braga. Patrícia Maria Gagno F. Luciene Maria Brommenschenkel. Ana Paula Alves Bissoli. Maria da Penha de Souza. Novais Rocha. Fracalossi. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Roberto Lopes Brandão. Elenivar Gomes Costa Silva. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Karina Marchetti Bonno Escobar. Nourival Cardozo Júnior. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Guaresqui Cruz. Alan Clay L. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Renan de Nardi de Crignis. Danilza A. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. José Christovam de Mendonça Filho. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Pereira. Alaíde Schinaider Rigoni. Antônio Carlos Rosa Marques. Maura da Conceição. Alcimara Alves Soares Viana. Cérlia Silva de Oliveira. Gina Maria Lecco Pessotti. Maria de Glória Sousa Gomes. Cezar. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Léa Silvia P. Manzoli.

quer sejam individuais ou coletivos. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. neste contexto. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. a complexidade que envolve a infância e a juventude. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. das superintendências e da unidade central. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. sem dúvida. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Como equipe. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. Temos certamente que comemorar. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. na qual.Sumário principal Prezado Educador. como um plano único e consolidado. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. Para enfrentá-los. A construção do Novo Currículo da Educação Básica.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal 8 .

Sumário principal Apresentação .

garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. O Estado. tendo como base um projeto de nação. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. sobretudo. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. ao longo dos anos. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). conforme os termos constitucionais. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. mas. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. Educação Especial e Educação do Campo. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. Como síntese desse processo. como unidade autônoma. por meio de mecanismos participativos.

com qualidade social. Entre os anos de 2004 e 2006. hábitos e consequentemente. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência.500 educadores. valores. costumes historicamente produzidos que. como a relação entre trabalho. muitas vezes. tônomos e críticos. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. da educação pública. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. Portanto. conectado com a dimensão universal. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. ciência e cultura. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. professores convidados. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. entre vimento de crianças. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. nizados. Todos esses atores mente construídas. fortalecendo a grande complexidade.Sumário principal e social de sua população. 12 . Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. O currículo é a materialização do ricos de discussão. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. com vistas à promoção do educando e. que desafios que precisamos enfrentar. por meio de atitudes. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos.

O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum .Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. conteúdos com- 13 . Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. resguardando as especificidades das escolas. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Certamente. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. Além para cada disciplina da do CBC. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. conhecimentos estanques e conservadores. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Para tanto. outros Educação Básica. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Isto é. consequentemente.

como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. dentre outros. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. assim. ou seja. correspondendo aos 30% restantes.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. produz conhecimentos. ampliando a nada. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. Do ponto de vista organizacional. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. cultura e trabalho. cializadas na medida em que cultura e trabalho. como instrumentos dinamizadores do currículo. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. em alguns casos. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. na relação com a natureza e com seus pares e. lo ciência. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado.

utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. materializa esse conceito. roteiros turísticos e ambientais. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. 15 . além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. Matemática e Ciências. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. química e biologia.Sumário principal vivências curriculares. Realização de olimpíadas escolares e. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. tornando a escola mais atrativa. 8963 de 21/07/2008. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. “Ciência na Escola” . O projeto contempla ainda. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. por meio da Lei Nº. Esporte. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. por fim. Dessa forma. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. a partir de estudos sistemáticos.

a de estudar. de modo a 16 . intervenção pedagógica. pois o educador precisa aliar à Multimídia. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola.um públicas e privadas. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . “Ler. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. a sua inclusão digital e a comunidade. e a partir A formação continuada tação. escrita e pedagógicas. por meio que necessidade. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. TV comunidade local. computador por aluno.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. com destaque ações de formação. pois o educador precisa aliar à tarefa e. PC do professor. que para a revitalização das professor dinamizador. ampliando para a do educador é mais naridade. a partir digitais no cotidiano escolar. as reformas educativas e seus desdobramentos. com destasucesso esperado: estagiários. tecnologias e suas implicações didáticas. com isso. capacibibliotecas escolares. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. atualização da escola. formação gica. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. pesquisa. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. transdisciplida escola. como ativiprocesso ensino aprendizagem. as novas do conhecimento. pendrives.

portanto. os quais irão enriquecer a prática docente. 17 . ao final de 2009. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. com tudo isso. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Nesse sentido. Destaca-se ainda. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. como componentes do Guia.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. além de outras pautas de estudo do referido documento. uma trilha experienciada coletivamente. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. que incorporou o saber de quem o vivencia. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. Espera-se. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas.

Sumário principal Capítulo Inicial .

reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. Em 2006 a Sedu. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. formação acadêmica e atualização permanente. que. constituíram-se objetos de diálogo. objetivos. considerando situação funcional. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. de acordo com a prática pedagógica do professor. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. por meio de seminários com participação dos professores referência. nos quais. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. Em 2005. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. municipal e federal. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. conteúdos e orientações didáticas. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). elaboraram as ementas contendo visão de área. 21 .

instituições e modos de 22 . modalidades e transversalidades. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador).500 eduTodos foram mobilizados cadores. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. em sua fragilidade. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. além de 26 especialistas de cada disciplina. consequentemente. acima de tudo. consultores. da educação pública.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. em dois grandes ciclos de colóquios. jovens e adultos capixabas. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. central e das da educação pública. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. contando com a participação de cerca de 1. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. intercolóquios e seminário de imersão. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. professores convidados. SRE. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. consequentemente. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. nos anos de 2007 e 2008. estar a serviço da vida. produziram os CBC por disciplina. num processo formativo e dialógico. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que.

a vida requer convivência na promoção da paz interior. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. que são apenas diferentes. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. intensificando os esforços pela justiça. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. cultural e político. reverencia o mistério da existência. direito de todos e dever do Estado e da família. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. por isso. paz social e paz ambiental. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. que se realiza em um contexto histórico. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. social. solidários. do outro e do mundo. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. Nesse sentido. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. é um bem público que deve servir 23 . Superar as diversas formas de exclusão.Sumário principal vida. dignidade humana. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana.

em função dele. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. deverá atender aos interesses da coletividade. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. do desenvolvimento social e econômico da nação. E um lugar de esperança. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. envolvendo a percepção. espaço de visibilidade. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. exercido pelo poder público ou privado. A educação como obra de mudança. a construção. consequentemente. com toda a sua complexidade. aprender. A escola pública com compromisso social. a reflexão e a ação. por ser um ambiente essencialmente humano. um direito. A educação como serviço público. mediante um determinado caminho. assumindo. É na relação entre os sujeitos. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. Na escola. numa perspectiva dialógica e dialética. de movimento de uma dada situação a outra diferente. na medida em que contribui para o bem comum. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino aprendizagem. assumindo o lugar de mediador. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. uma dimensão mais ampla. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. antes de tudo. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. portanto. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. uma obra de legítimo interesse social. No entanto. a interpretação. sentimentos e atitudes. o aluno é o centro do processo educativo e.

e trabalho como princípio educativo. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. acima de tudo. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. Nesse sentido. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. material e social. assim. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. cultura numa perspectiva antropológica. gerando a sua própria cultura. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. portanto. constituindo o modo de vida de uma população determinada. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. cuja base se expressa na aquisição da leitura. apropriando-se dela e transformando-a.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. símbolos e comportamentos. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. como forma de criação humana. produz conhecimentos. ciência e cultura. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. algo vivo e dinâmico que articula as representações. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. a partir da articulação dos princípios trabalho. como processo dinâmico de socialização. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. e. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência.

nesse sentido. evidenciar a qualidade dessa ação. A.P. certamente. sobretudo. impreciso. muitas vezes. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. e. promotor de uma educação emancipadora. a exemplo dos laboratórios de estudo. junho de 2004. O currículo para além das grades . C. Compreender e transformar o ensino. dependendo do enfoque que o desenvolva.S. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. No entanto. e. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. J. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. no interior da unidade educacional. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. 26 . Isso acontece 1 SACRISTÁN. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. o currículo na escola E. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. entre os curriculistas contemporâneos. 1998. e BARBOSA. 2 MOTA. Porto Alegre: Artmed.V. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. por ser um conceito bastante elástico e.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. 2. sobretudo. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente.G. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. N. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. Brasília. Portanto. J. mais difundida. GÓMEZ. o significa discutir a currículo. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico.Sumário principal curricular apresentada neste documento. que está inserido. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos.I.R. a organização física.G.

currículo real (Sacristán). 2000. seu modo de organização e gestão. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. Por isso. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. e outras que considePortanto. é possível e negociações. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos.uma introdução às teorias do currículo.E. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. avaliação. de organização e gestão. seu modo 4 FERRAÇO. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. ações. conflitos concretas. Ele é resultado de lutas. seja no campo de metodologia. a identidade nantes. T. metas. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. a participação da comunidade.T. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. Belo Horizonte: autêntica. está deficurrículo4. Considerando isso. 27 . currículo realizado (Ferraço). Documentos de identidade . a identidade dos estudantes e etc. incluem tradições culturais Assim. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. as relações no interior 3 SILVA. Vitória: SEEB/SEDU. os conhecimentos mais valorizados da escola. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. O currículo escolar. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). De modo geral. políticas e alternativas educacionais. currículo praticado (Oliveira). historicamente ideias de currículo em ação. C. 3 talidade social” . pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. 2004.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. Assim.

contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. articulando competências. Z. 6 KUENZER. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. MEC/INEP. 2005. como parte que deste documento curricular. fazer. com rapidez e eficiência.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. de ensino e pesquisa. com rapidez e eficiência.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. específica”7. A. ENEM . 2004. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. forma a aliar competências. 30. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. Comumente. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. de vida e laborais conhecer. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. 81-93. Boletim técnico do SENAC. ensino. histórias de vida. ou seja. Não norteadores do Ministério da Educação. MEC/INEP. 7 BRASIL. v. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. p. Pelo contrário. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. Rio de Janeiro. a segunda parte previstas. ENEM . 28 . conhecimentos tácitos e as constituem. 2005. lar. há gradação.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades.

o desenvolaprendida. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. Assim. Nesse te. Dentre elas. 2005. não basta possuir objetos potentes e adequados. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. extrema facilidade para alguma atividade. 29 . ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. Não se trata MEC. Competência como condição prévia anteriormente descritas. significa. as três formas de competência. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. pois se referem a petência. condição do objeto. planejamento das atividades. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. na prática não se do sujeito. por exemplo. A competência relacional expressa esse jogo de interações. pedagogos. o que pressupõe uma organização Na escola.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. 2002. nesse sentido. dom ou uma mesma realidade. ou seja. é extremamente importante que os profissionais da educação. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. não basta ser muito entendicontexto. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. 9 BRASIL. educativo. ENEM . o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. MEC/INEP. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. o que se chama de talento.

Cidadão esse que busca na escola adquirir. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. hoje. trabalhar nessa concepção. cultural. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. afetivas. Quais são os alunos e quais são. 2. neste documento curricular. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. Nesse sentido. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. “Ninguém nasce aluno. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. sociais e psicomotoras). econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. para que o aluno aprenda. Até escola. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. ao mundo do trabalho. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. problematizannatureza. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. Como ponto de (cognitivas. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. alguém se torna aluno.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. Ao contrário disso. visa a investir na formação do cidadão.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . por meio do ensino e da pesquisa. se forme e informe. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida.

A e na comunidade. criações culturais crianças com o mesmo referencial. numa sociedade socioculturais determinadas. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. enfim. gênero. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. econômicos. 31 . tos da criança. a Filosofia. no Brasil templam o pertencimento de classes. pois reconhece-se que. constituir-se como infância. sendo um ocidental como a nossa. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social.Sumário principal e imprecisos. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. Esses tempos de vida. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. a Psicanálise. a juventude e etapa da infância. A escola. a Antropologia. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. estudo e a compreensão da contudo. assim. é tempo de constante refere à crise de autoridade. especialmente no que se de um indivíduo. de dominar física e mentalmente outros. ora empurranlia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos do para frente o momento sociais. Os diálogos com as única instituição responsável As crianças de hoje não teorias de um lado e as lutas por esse desafio. a Sociologia. a violência urbana. Sendo simbólicas específicas e próprias. A ação de reconhecimento ora jogando para traz a curta dos tempos da vida: a infância. que conrenciam. no exercício História. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. sem. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. séculos. de sua função educadora. uma vez que são exatamente iguais políticas em defesa dos direia compartilha com a famíàs do século passado. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. os infantiliza. Portanto. e não diferentemente no Espírito Santo. a inserção na vida adulta. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. a vida adulta. os adultiza. da maturidade. há ou etnia. dentre mundo. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância.

Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. o desejo de impactar. a juvencomo o nascimento. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). cognitivas e sociais que. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. como a o sinal próprio desse tempo. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. que. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. e que se originalidade. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. Deve ser pensada para contrastes. tude do homem. de forma visível. como odo atravessado por crises. Na infantil e a maturidade do adulto. de provocar própria sociedade.Sumário principal individuais. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. a escrita. social parecem Assim como a infância. juntas. delimita mobilizar. estilos que se constrói. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. Portanto. marcada pela busca leitura. nas relações estabelecidas também e não 32 . Marcas para outras. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. se exercita e se reconstrói variados. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. ajudam a traçar o perfil da população. o desejo de impactar. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. de provocar matemático. visível. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. da puberdade e social parecem mobilizar. assim. discurso com sentido. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. finalizando definidoras da existência somente com a morte. construindo.

resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. muitas vezes encurralando-a. a ponto de ser compreendido como alienação. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. a igreja e o trabalho. falta de perspectiva de vida. no qual o futuro é incerto. ela é um poderoso argumento de marketing e. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. Na escola. mas em outras esferas sociais.Sumário principal somente na escola. ausência de utopias. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. ao mesmo tempo. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. da classe média e trabalhadora. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. especialmente apresentados pela mídia. Objeto de admiração e ojeriza. como desordeiros ou transgressores. em que os últimos têm acesso a bens. a seus pesadelos de violência e desordem. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. (Calligaris. ao mesmo tempo. a ênfase no mercado e no consumo. apontado para os adolescentes. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. Querem ser rebeldes. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. 2008). burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Objeto de inveja e de medo. mas buscam proteção. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. como a família. em intensa situação de vulnerabilidade. Seguir. diante de uma sociedade em intensa mudança. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. são todas identidades possíveis e relacionais. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Ser jovem na periferia ou no campo. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. Na contemporaneidade. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens.

ou em ocupações precárias ou não. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. é entendido no processo história de vida. a respeito de si mesmo. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. são sujeitos que de emancipar-se. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. soal. O fenômeno da vida adulta. circunstância de realidade social. Já produz e trabalha. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. o clareza de seus objetivos. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. Em geral. 34 . na vulnerabilidade à violência e ao crime. tentando demonstrar. A laridades. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. Estão abertos de desenvolvimento. na perspectiva de trabalho.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. Na fase de vida adulta. em qualquer formada sua personalidade e identidade. sempre numa expectativa em família. explícita ou implicitamente. e na gravidez na adolescência. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. seja por abandono.

ainda.. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais.Sumário principal Estejam na infância. apresentam. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. Seres humanos experiências culturais. (as comumente chamadas de homens e mulheres. como ponto de partida e chegada do processo educacional. com o mundo e os outros.17). em que perceber o mundo. 35 . que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos.. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. da história e de suas próprias histórias. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. mais que um ser no mundo. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. o ser humano se tornou presença no mundo. na cidade. em sua maioria de classe popular. Algumas dessas diverem especial da pública.. diversidade O grande desafio da escola. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. compreendemos. são únicos em suas biológica.”. De acordo com Lima (2006).. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. que vivem no campo. cultural e social que faz parte do acontecer humano. predominantemente jovens. juventude ou idade adulta. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. na especificidade de seus saberes e práticas. sobretudo se entendida como a construção histórica. filhos de trabalhadores formais e informais. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta.

às diferenças. Quando falamos de diversidade e currículo. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. e a constituição às diferenças. mento pessoal e coletivo. como ato político pela garantia do direito de todos. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. o biológico. 36 . que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. solidariedade e justiça. solidariedade e justiça. Certamente criminação em acolhimento humana. cultura de paz e cidadania. o político. que exige a busca por valores. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. portanto. respeito O currículo deve. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. o estético.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. no campo do conhecimento da a diversidade. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. o sociocultural. dentre outros. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. consideram esses saberes. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. tais como: o ético. o em todas as suas dimensões. que propõe epistemológico e político. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena.

na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. contribuindo de fato para a formação humana. De modo geral. importante. da política e da cultura. do mercado informal. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. apresentam uma especificidade sociocultural: são. seus saberes. Os sujeitos da EJA. dentre outras. de aprender e de reaprender. em ocupações não qualificadas.Sumário principal as relações étnico-raciais. os direitos humanos. de certificar-se. 37 . nem menos 11/2000). seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. a ética e cidadania. que incluem reprovações e repetências. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. seja pela oferta irregular de vagas. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. arts. mas como um modo próprio de fazer educação. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. menor. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. 3. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. mas como um modo próprio de fazer educação. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. e de currículos adequados a esses sujeitos. a cultura de paz. Como modalidade de Educação Básica.1 Educação de jovens e adultos: saberes. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. nem menos importante. geralmente. quase sempre. a sexualidade. Possuem trajetórias escolares descontínuas. durante a infância e/ou adolescência. são trabalhadores assalariados. Nelas. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. em sua singularidade. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. como questões inerentes ao currículo escolar. trabalhando.

E uma concepção de escola como instituição política. cultura e trabalho. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. abordagem inclusiva do currículo. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. adestrar. sua característica fundamental de serem trabalhadores. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. Na LDB nº. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. os princípios. O ensino tem como princípio a igualdade de condições.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. no processo de aprendizagem. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. Além disso. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. 38 . espaço propício a emancipar o aluno. preferencialmente na rede regular de ensino. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. que enfoca o direito de todos à educação. ou seja. Isso implica formar (não treinar. o acesso e a permanência de todos na escola. pensando metodologias de ensino 3. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. Nesse sentido. Nesse sentido.

o planejamento e a formação continuada. e outros espaçostempos da escola. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. O grande desafio da escola e. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. Acreditamos que. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. continuada. portanto. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. 39 . 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. a partir do princípio da pesquisa. formação de ressignificação das práticas educativas. pela via da formação dos profissionais da educação. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. Ainda. 3. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. da crítica e da colaboração. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial.

lutas pela terra. a partir do trabalho de subsistência.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. normas e prinsujeitos campesinos. se respaldada por documentos oficiais. Assim. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. Campo. que procuram enfatizar o seu caráter singular. seus ao urbano. o currículo deve levar em conta cultura familiar. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. que institui e cultural dos sujeitos do campo. estuda CEB nº 2/2008. em 2004. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. produção orgânica de alimentos. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. Outro eixo fundamental 40 . comunidade escolar e seu entorno. avalia e fomenta o processo de do Campo. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. Há que se resgatar o educativo. truídos de forma coletiva. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. A agria terra. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96.

A promoção da ao mesmo tempo. se calcada nos princípios da solidariedade. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. pelo regime de colaboração. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. na Lei 9. Constitui-se em um processo permanente. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. da justiça social e ambiental. Educação Amecologicamente prudentes. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. socialmente justas. com respeito à alteridade e à diversidade social. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. biental em todos economicamente viáveis. da cooperação.Sumário principal é a interdisciplinaridade. níveis e modalisocialmente justas. Como outro importante pressuposto. ao mesmo tempo. economicamente viáveis. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. valores e ati- 41 .795/99 e contribuirá para a formação humana. da democracia. e a visão da educação como ato poiético. ecologicamente prudentes. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. formação de sociedades sustentáveis que são. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. étnica e cultural dos povos. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. 3.

5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade.3% da população brasileira. 42 . pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. os negros representam 47. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. das pluralidades e da identidade brasileira. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. cooperativas. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. Entretanto. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. interdisciplinares. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. 3.

africanas e asiáticas. 2006). Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. nesse sentido.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. que formam a população brasileira. rentes épocas da história do Brasil. É tratado como uma sociedade sem 3. por meio de suas lutas pelo direito à terra. havia cerca de Promover o debate sobre 1. européia e asiática. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal.100. a população indígena compreende cerca de 2. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. na escrita do artigo 231. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. à diversidade e à cultura.000. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. Em 1988. por meio de políticas públicas de reparação. nacional em difeafricanas e asiáticas. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas.109 da etnia Tupiniquim e 237. africana. localizados no município de Aracruz. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. Guarani. No período colonial.346 aldeados. sendo 2. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. à saúde. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. 43 . Porém. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. à educação. No Espírito Santo. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas.

a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. o resgate de sua cultura e história. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. e.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. conhecimento. política. temática. econômica.Sumário principal suas antigas línguas. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. sob forte influência do mundo ocidental. o la e da comunidade. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. que possa o currículo escolar. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. própria origem e história. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. O conceito de de construção do conhecimento. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. principalmente. da escoprincipalmente. formação do Brasil. social e religiosa. e. tradições e culturas. 44 . A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade.

às características e aos estilos. M. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. professor. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. J. O professor como mediador do processo educativo. estou desafiando meus alunos. Como mediador e facilitador da aprendizagem. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. a multiplicidade de pontos de vista. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. e saber lidar e conviver com as diferenças. bem como sua história. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano.). passando a mediar as aprendizagens. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. os diver- 45 . o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. Assim. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. A intervenção docente. os espaços/tempo de educar. a problematizar. “o professor procura ajudar a contextualizar. Nessa perspectiva. nessa lógica.” (Moran.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. Isto é. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica.

durante quase todo trabalho pedagógico. e de trabalho. ou indiferença. duplas. Tendem a se ano letivo. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. tendo como sujeito principal o professor. Nesse contexto. Estabelecer uma relação de confiança. respeitando e valorizando outros pontos de vista. na sala de aula. o afetivo. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. ao colocar seus pontos de vista. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. sobretudo os professores. círculos. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. Diante desse cenário. típica do trabalho cooperativo. dentre outros. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . Na interação grupal. isso significa. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. horizontalização dessas relações. bibliotecas. ao máximo. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. autenticidade. São os educadores. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. aceitação mútua.

Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. teatros. nos projetos pedagógicos. a montar um mosaico das informações. gumentando e defendendo sua hipótese. asseguram a necessária união entre teoria e prática. expressar-se questionamento. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. utilizzar todos os espaços possíveis como educativos. a acessar recursos tecnológicos. a construir seu próprio conhecimento. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. autônomos. é fundamentada no diálogo e no questionamento. e com isto. estações ecológicas. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. cultural e ao mundo do trabalho. como sobre a realidade. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. exposições de arte. galerias. construir e conhecer novos conceitos. envolvendo comunidade. centros de pesquisa. com autonomia. caracterizados como atividade simbólica. quadras de esportes. com profissionais da área. como princípio educativo. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. a discuti-las e criticá-las. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. intencional e natural do ser humano. museus. princípio educativo. festividades. que envolve. bibliotecas. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. espaços públicos. A pesquisa. seu entorno. entre conhecimentos empíricos e científicos.Sumário principal dela. enfim. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. críticos e criativos. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . interpretar e analisar dados. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. articulando pensamento e ação. reservas ambientais. além de aproveitarmos recursos já existentes. possibilitando a reconstrução do conhecimento. concertos. pois.

como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais.Sumário principal naturais e sociais. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. profissionais da educação. envolvendo professor e educando. da mediação. as questões de investigação. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. Avaliar é 48 . É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. ainda que seja um tema polêmico. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. para nós. A avaliação da educação pública. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. avaliação do sistema escolar. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. dentre muitos outros aspectos. é uma atividade integrante do processo pedagógico. do diálogo. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. marcada pela lógica da inclusão. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. em que o protagonismo é do professor. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. avaliação da instituição como um todo. É preciso avaliar permanente e processualmente. em perfeita sincronia.

potencialidades e habilidades. é uma parte do todo. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. recebe o nome de avaliação somativa. c) o conteúdo deve ser significativo. caderno de aprendizagens. bem como o raciocínio. que limita liação que elabora. Para que o processo de avaliação seja efetivo. E. processo pedagógico. gostaríamos de verificar. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. portfólio. cedora. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. com vistas a reorientá-lo. para nós. vivências e valores. A avaliação como parte de um (2007). Assim. Avaliar. talvez. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. com a finalidade de apreciar o resultado desse. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. objetiva. por considerar o processo educativo.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. deve ter significado para quem está sendo avaliado. 49 . e) explorar a capacidade de leitura e escrita. quando ocorre ao final do processo. o professor. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. nenhuma relativa ao que. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. dagações sobre o Currículo futura. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. aptidões. certamente. atribuir com os conteúdos escolares. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. memorial. provas. testes. ou seja. de fato. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. d) estar coerente com os propósitos do ensino.

Sumário principal relatórios. professores. dentre outros. momento de interação entre professores.. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . desafios que o cotidiano selecionar. pesquisas. paralela e final. pais e comunidade em geral. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. os grupos. referenciados nos programas dos. para além de classificar e do representante de turma. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. ambiente da escola. as atitudes dário Anual. pedagogos. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. o adolescente e o adulto. a violência escolar. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. angústias. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. interpretações. coordenadores. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares.

51 . criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes.

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Capítulo Ensino Fundamental – Anos Iniciais

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6 O NOVO ENSINO FUNDAMENTAL
VERBO SER Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer. Carlos Drummond de Andrade

O ensino fundamental, como etapa obrigatória da Educação Básica, obteve nos últimos anos reconhecido avanço, alcançando a universalização do acesso da população de 7 a 14 anos às escolas. Entretanto, muito há que se fazer para assegurar o direito de aprender de todo e cada aluno, garantindo sua permanência com qualidade.

Estabelece a LDB 9394/96 que o ensino fundamental, hoje ampliado para 9 (nove) anos, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

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Conforme indicam os Parâmetros Curriculares Nacionais/97, ao longo do Ensino Fundamental o educando deverá desenvolver habilidades, competências e capacidades, quais sejam: • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; • posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; • conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país; • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais; • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; • conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando-o e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva; • utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; • questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

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Tais pressupostos tomam corpo no presente documento curricular. Os conteúdos curriculares, bem como as práticas metodológicas, foram selecionados para favorecer a aquisição e o desenvolvimento das competências e habilidades relativas aos diversos campos do saber. Um novo desafio para o Ensino Fundamental é tornar realidade a ampliação de 8 para 9 anos com a inserção da obrigatoriedade a partir dos 6 anos de idade, conforme a Lei nº 11.274/2006, que define a implantação progressiva do Ensino Fundamental de 9 anos.

Pretende-se com o aumento do número de anos obrigatórios na escola assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem. É importante considerar que a garantia de acesso da criança ao processo de escolarização gratuita e obrigatória diminui as situações de risco e as vulnerabilidades ocasionadas pela não-escolarização; promove a permanência na escola e mais tempo para os anos iniciais, uma vez que contribuirá para o aprendizado; permite a relação da criança de 6 anos com seus pares e com as de 7 e 8 anos de idade; e valoriza a processualidade da alfabetização no ambiente escolar. No entanto, estudos apontam que uma efetiva escolarização não depende apenas do aumento do tempo de permanência da criança na escola, mas também do emprego eficaz desse tempo que amplia as oportunidades de aprendizagem, determinadas pelas experiências e pela qualidade das interações vivenciadas em seu meio sociocultural. Uma questão a ser considerada pela escola que inclui as crianças de 6 anos do Ensino Fundamental é a necessidade de reorganizar espaços, formas de gestão, ambientes, tempos, materiais, conteúdos, metodologias,

6.1 Por que o Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade?
A rede estadual está ampliando gradativamente o Ensino Fundamental de 8 para 9 anos, a partir do ano de 2009. O que fundamenta essa decisão é “oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos alcançando maior nível de escolaridade”. (Plano Nacional de Educação – PNE).

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objetivos, planejamento e avaliação, a fim de que as crianças se sintam inseridas e acolhidas num ambiente prazeroso e propício à aprendizagem. É importante considerar algumas reflexões para subsidiar a preparação da escola para a chegada desses novos alunos.

A criança A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. As crianças sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, possuem natureza singular. As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com os objetos, as pessoas e o meio em que vivem. Por meio da brincadeira, uma ação que é espontânea da criança, ela vai conhecendo o mundo, ao reproduzir vivências cotidianas e exercitar a imaginação e a expressão, ao mesmo tempo em que desenvolve sua identidade.

ponentes ativos do processo educacional. A forma e o acesso aos materiais podem ser disponibilizados em cantos temáticos, bem como a organização do mobiliário em grupos ou em círculo, refletindo assim a dinâmica do trabalho pedagógico, por serem elementos essenciais que viabilizarão a implementação do projeto educativo. Ao prepararem o ambiente, com intencionalidade pedagógica, os professores proporcionarão às crianças uma aprendizagem mais ativa e criativa, enriquecendo o processo de interação com os objetos, com outras crianças e com os adultos. Um ambiente alfabetizador se caracteriza por promover um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita, nas quais as crianças têm a oportunidade de participar e presenciar diversos atos de leitura e escrita, favorecendo o pensar sobre a língua e seus usos, construindo ideias sobre como se lê e como se escreve.

O professor O professor, assim como a criança, é sujeito ativo do processo de aprendizagem. Sua função de mediador e facilitador das aprendizagens infantis se constitui na medida em que organiza situações educativas orientadas,

O ambiente de aprendizagem Na organização do ambiente escolar, os recursos e materiais pedagógicos são com-

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ao mesmo tempo em que permite que as crianças trabalhem de forma autônoma, em situações de interação social ou sozinhas, ampliando suas capacidades ao interagir com diversas fontes de conhecimentos. A escuta, a observação, o registro, o planejamento e a avaliação são elementos essenciais no processo de intervenção pedagógica. A rotina do professor deve ser marcada pela permanente observação e registro do desenvolvimento da rotina dos alunos, ação que irá apoiar sua prática pedagógica. O registro diário de suas observações, impressões e ideias comporá um rico material de reflexão e pesquisa, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças.

Nesse sentido, é necessário ter um perfil profissional amplo, comprometido com a reflexão constante sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando informações necessárias para a construção de projetos educativos qualificados. O professor alfabetizador deve possuir competência e sensibilidade para o trabalho com alunos na faixa etária específica, entendendo o momento psicológico e cultural da infância, que marcará os temas preferidos por essas crianças, as brincadeiras vivenciadas, as modalidades de linguagem utilizadas, as possibilidades de relacionamentos socioafetivos e de compreensão de regras.

O professor deve A intervenção do professor Para a atuação nas turmas conhecer e considerar as é necessária para que facilite de alfabetização considerasingularidades da criança a apropriação dos conceitos, se necessário configurar em sua faixa etária, seus dos códigos sociais e das uma identidade profissional conhecimentos prévios, diferentes linguagens. O associada à valorização de um bem como suas histórias professor deve conhecer e conjunto de saberes teóricos e contextos, respeitando diferenças e ampliando considerar as singularidades específicos e práticos decoroportunidades de da criança em sua faixa etária, rentes da experiência, que socialização em um seus conhecimentos prévios, demonstrem conhecimentos ambiente desafiador, rico bem como suas histórias e e habilidades adquiridos ao e prazeroso. contextos, respeitando difelongo do exercício da dorenças e ampliando oportucência em alfabetização. Essa nidades de socialização em um ambiente habilidade deve ser considerada digna de desafiador, rico e prazeroso. atenção no momento da escolha desse

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profissional, por parte da escola, uma vez que representa um “saber fazer” como um diferencial de sucesso na alfabetização. É importante ter hábito de leitura e estudo, ser criativo e inovador, comprometido com o trabalho, além de ter o domínio da atividade de alfabetização. A atuação do professor terá prosseguimento na mesma turma nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, sempre que possível, de forma a garantir o acompanhamento dos alunos durante o processo de alfabetização e letramento.

atender às diversas características e ritmos dos grupos de alunos. Um momento inicial de conversa e planejamento coletivo das atividades do dia é importante para mobilizar e envolver os alunos. Além disso, o trabalho com atividades diversificadas, podendo ser simultâneas, individuais ou em grupos, com ritmos diferenciados, que exijam maior ou menor nível de concentração, que aconteçam dentro ou fora do espaço da sala de aula e da escola, é recomendado para dinamizar o trabalho educativo, tornando-o significativo para os sujeitos.

As relações sociais A rotina A organização do tempo de trabalho educativo realizado com as crianças está estruturada na rotina escolar. A rotina deve envolver situações de aprendizagens que revelem a intencionalidade educativa consonante com o projeto pedagógico da escola. Portanto, requer planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam a desenvolver aprendizagens específicas. A estruturação do trabalho diário poderá envolver atividades permanentes, esporádicas e específicas de projetos. Essa rotina deverá ser facilitadora dos processos de desenvolvimento de aprendizagem, ser clara, flexível e adequada para Ao lado do ambiente físico está o social, que se concretiza por meio da interação humana, determinante no processo de aprendizado infantil. A existência de um ambiente acolhedor, propicia a confiança e a autoestima, a vivência de situações de diálogo, jogos e brincadeiras, garantindo a qualidade da troca entre as crianças que, ao se comunicarem e se expressarem, demonstram seus modos de agir, pensar e sentir, ao mesmo tempo em que constroem e reformulam conhecimentos. Os momentos individuais também colaboram para o desenvolvimento das capacidades

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de interação, uma vez que permitem que as crianças socializem suas experiências e descobertas, vividas com outras crianças e com os adultos, construindo sentidos para pensamentos e ações e se preparando para novas interações.

de organização familiar que compõem a nossa sociedade, são imprescindíveis para se garantir o diálogo produtivo entre essas importantes instituições sociais, parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil.

A família

A família é, por excelência, a instituição educadora basilar. Ao lado da escola contribui para o desenvolvimento das crianças e sua inserção na vida social. As crianças têm direito de ser criadas e educadas no seio Na perspectiva de garantia da aprendide suas famílias. O Estatuto da Criança e do zagem, pautada numa concepção de Adolescente (1990) reafirma que a família formação integral, gradativa e processual, é a primeira instituição social responsável organizou-se os três primeiros anos do pela efetivação dos direitos básicos das Ensino Fundamental como crianças. constitutivos de uma fase A qualidade da relação contínua de escolarização, entre escola e família A qualidade da relação entre que objetiva superar a fragé fundamental para o escola e família é fundamenmentação no processo de desenvolvimento pessoal tal para o desenvolvimento alfabetização. e social e, portanto, deve pessoal e social e, portanto, ser marcada por diálogo deve ser marcada por diálogo e parceria, a partir de Assim sendo, o agrupamento e parceria, a partir de reflexões reflexões claras do papel dos três primeiros anos de claras do papel de cada uma de cada uma delas na escolarização será sustentado formação humana. delas na formação humana. por um permanente processo de avaliação e diagnóstico, A valorização e o conhecique indicará o alcance dos objetivos, os mento das características dos diferentes níveis de aprendizagem e as necessidades grupos sociais, logo, as diferentes formas para replanejamento das ações pedagógicas

6.2 Toda criança deve estar alfabetizada ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental

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com vistas ao cumprimento da meta que toda criança, ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, esteja alfabetizada, ou seja, que evidencie as competências e habilidades propostas para esse período inicial de escolarização, sobretudo no que se refere à construção dos processos comunicativos de leitura e escrita e, desse modo, prossiga com sucesso em sua escolarização.

que favoreçam a superação da fragmentação dos conhecimentos e informações, ao reunir as contribuições de cada disciplina de forma integral e integrada.

A partir dessa produção, para atender as especificidades dos anos iniciais do Ensino Fundamental, serão elaborados cadernos pedagógicos que contemplem aspectos metodológicos na garantia de uma ação que integre os diversos saberes e áreas do conhecimento pertinentes ao Ensino Fun6.3 O documento damental. Destaca-se a ação alfabetizadora curricular para por meio do desenvolvimento de situações os anos iniciais de aprendizagem que sejam lúdicas, significativas e contextualizadas. Atividades que Aprender significa conquistar a liberdade e proporcionem aos meninos e às meninas constituir-se sujeito de sua história, consver, tocar, experimentar, observar, manipular, ciente de seus desafios e exemplificar, comparar etc. responsabilidades. Portanto, Atividades que exijam dos Destaca-se a ação o conhecimento torna-se sialunos, além do mais, aplicar, alfabetizadora por meio nônimo de liberdade: quanto do desenvolvimento analisar, sintetizar e avaliar, e de situações de mais conhecemos, mais livres que fomentem a tomada de aprendizagem que sejam nos tornamos, pois nos apridecisões quanto às aprendilúdicas, significativas moramos com os elementos zagens que devem ser realie contextualizadas. necessários às escolhas e zadas; que tornem possível Atividades que decisões tomadas em cada proporcionem aos evidenciar as habilidades que meninos e meninas fase da vida. utilizarão ou requererão; que ver, tocar, experimentar, orientem seus pensamentos observar, manipular, Nesse sentido, torna-se de mediante a interrogação, a exemplificar, fundamental importância formulação e a ampliação de comparar etc. buscar estratégias e caminhos hipóteses acerca do mundo,

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constituindo-se em instrumento de compreensão da realidade. Neste Capítulo do Documento Curricular são apresentadas a concepção das área de conhecimento, a importância de cada disciplina para a formação humana e seus objetivos, e as principais alternativas

metodológicas como subsídio da prática docente. O Conteúdo Básico Comum está organizado por ano/séries, contendo uma referência para o trabalho pedagógico com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos (alunos de 6 anos de idade) e alunos de 1as a 4as séries (alunos a partir de 7 anos de idade).

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

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7 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS
Tradicionalmente no Brasil a educação científica, influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais, esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade, fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Norteado por essa concepção de progresso, o ensino das ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Nesse sentido, as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e assim a produção científica produzia um acúmulo de conceitos científicos, que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. Tais processos se caracterizavam, entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural, fragmentar os conhecimentos científicos e priorizar a acumulação desses conhecimentos, pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. A partir da década dos anos 90, o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais, de acumulação e reprodução do acervo científico, não só propiciou o fracasso da apropriação desse conhecimento, como também dificultou a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Nessa década as pesquisas, as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Respondendo a essa necessidade, os parâmetros curriculares em ação, elaborados no final dessa década, procurando respeitar diversidades regionais, culturais e políticas existentes no país, e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares, por meio de temas transversais, e o desenvolvimento de competências e habilidades.

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No presente, a educação escolar científica, ainda permeada pelas práticas tradicionais, encontra-se numa situação de dependência sociocultural, posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural, particulares e globais. Para nós, tais problemas globais, simples e complexos, emergem das interações dos seres humanos entre si, e entre os seres humanos e o meio ambiente. Nesse sentido, esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. Diante desse desafio, fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN), nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE, que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos fundamental e médio, na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”, e nos documentos norteadores da educação, recriamos esta proposta curricular para ensino das ciências, firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. Em tal perspectiva, concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que, como qualquer outra produção

humana, contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Em nossa proposta, o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida do sujeito. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno, pois constitui uma via, um meio sistematizado e organizado para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida, e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. Sendo assim, fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva, a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade, interdisciplinaridade e alfabetização científica, e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e de dominar as práticas cotidianas, e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. Nessa recriação, consideramos a ciência como uma linguagem simbólica, histórica e ideológica que contribui para o conhecimento, a reflexão e a compreensão do mundo.

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Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas), das objetivações e, sobretudo, como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos, mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Entendemos competências como um conjunto de habilidades, por meio das quais, em um determinado contexto, o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Entre outras, conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Nesse sentido, as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural-natural também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação, ou seja, instrumentos socioculturais.

Para nós, o processo de ensino-aprendizagem das ciências, centrado no diálogo, transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos, dos professores e da escola], motivando a participação ativa dos atores desse processo. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes, cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e, juntos, recriam esses saberes. Dessa forma, o conceito científico tornase um instrumento ou ferramenta de conhecimento que, unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares, contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. Nesse sentido, essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos, como a Ética, a Pluralidade Cultural, o Meio Ambiente, a Saúde e a Orientação Sexual, em conteúdos curriculares, pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas, no cotidiano, não só se recriam no saber científico, mas também o fazem no acervo popular.

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7.1 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas, culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA &CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao

longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente a números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A História da Humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004) que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas sobretudo que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica, assim se deve:

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Fazer menos...
• • • • • • • • • • • • Aula expositiva Trabalho individual Trabalho em contexto Trabalho abstrato Temas tradicionais do passado Memorização instantânea Informação acabada Atividades fechadas Exercícios rotineiros Simbolismo matemático Tratamento formal Ritmo uniforme

Fazer mais...
• • • • • • • • • • • • Orientação, motivação Trabalho em grupo Aplicações cotidianas, globalização Modelização e conexão Temas interessantes de hoje Compreensão duradoura Descoberta e busca Atividades abertas Problemas compreensivos Uso de linguagens diversas Visualização Ritmo personalizado

• Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

• Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a

afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento). Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do

13 Alsina, C. 2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar, as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

tência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp. 81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender, sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, pp. 81-82)

7.1.1

Contribuição da disciplina para a formação humana

Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de compe-

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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relacionadas com a história da Matemática. ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. métrico. o município. seja a comunidade local. a fim de transformá-los e ressignificá-los. de forma 7. físicos. o Estado. algébrico. estatístico. defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –. consideramos os seguintes objetivos: 75 . Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Possibilitar situações de levem o estudante a validar estratégias e resultados. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas.1. Dentro dessa perspectiva. 30). é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos. geométrico. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Portanto. políticas e econômicas ao longo dos tempos. guardando estreita relação com as condições sociais. sociais. entre outros. o país ou o mundo. Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais. Além disso. antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas.2 Objetivos da disciplina Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão. p.Sumário principal Ainda para Freire (1996. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos. combinatório. mas que não se abdique do saber matemático mais universal.

É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade. indução. que envolvam raciocínios aritméticos. atividades que envolvam jogos e ainda resolvendo exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos. tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento. analogia e estimativa.Sumário principal que possam desenvolver o raciocínio e os processos. dedução. As situações a propor aos alunos. é a meta desta proposta. Apresentar a Matemática de forma a permitir o estudante comunicar-se matematicamente. como intuição. representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas. devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas. matemáticas.3 Principais alternativas metodológicas Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas. o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. desenvolver projetos. 7. como resolver problemas. escrita e pictórica. discussão de estratégias e institucionalização de conceitos e representações 76 . e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos. nos quais o fazer. fazendo uso da linguagem oral.1. que saiba descrever. de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula. permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo. geométricos e algébricos. e estabelecendo relações entre elas e entre as diferentes representações matemáticas. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados. bem como os instrumentos tecnológicos disponíveis. os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos. ou seja. realizar atividades de investigação. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizados.

além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica. a argumentação. a capacidade de pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição). o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. pois. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor. os alunos. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar a resposta correta aplicando procedimentos adequados. Nessa forma de trabalho. saberes. Para Soligo (2001): o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa. enfim. 77 . é necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido. 14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões. comparar diversos caminhos para obter a solução. visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. a reflexão. refutações e demonstrações. emoções. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações. selecionados com uma determinada intenção. bem como construir a capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. construída pelo homem.Sumário principal A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos. propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema. e por último os problemas. que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. na qual haja lugar para as conjecturas. No entanto. visão da sociedade onde vivem e suas interações etc. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. atitudes e crenças. desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados. com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem. Enfatizamos. testar seus efeitos. ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem. o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemática como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. Isso desenvolve no aluno a criatividade. com seus conhecimentos.

Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola. antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. como meios para realizar projetos. e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. Nessa perspectiva. no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente. na forma de conjecturar. antes de qualquer outra coisa. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Os preços acessíveis e a facilidade 78 . e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual. fazer inferência. para contribuir com a aprendizagem da Matemática. é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação. não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Galvis (1988) afirma que o computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem. Diferentemente do que alguns educadores temem. A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende. de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento. valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. ou seja. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar. nos processos essenciais da formação do cidadão.Sumário principal principalmente. descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. portanto. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios. como fonte de conceitos para pen- sar novas ideias.

e transformam-se em elementos ativos. e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto. os jogos. Para tal. trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. entre outras possibilidades. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história da Matemática. bem como o trabalho com jogos. na resolução de problemas. Como exemplo. o emprego de analogias. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino-aprendizagem da Matemática na escola. seja na construção de conceitos. é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso. a variação das regras. a redução a casos mais simples. na 79 . é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos. o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática. No âmbito pedagógico.Sumário principal de serem encontradas as tornaram instrumentos imprescindíveis. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. auxiliando no caminho para a abstração matemática. são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. pois os alunos não ficam na posição de meros observadores. os materiais concretos. a procura de uma estratégia. evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. convém lembrar que a observação precisa dos dados. No entanto. a identificação das regras. que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia. além de seu caráter motivador. na organização e gestão de dados seja em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos. Afinal. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos.

Para tal.Sumário principal tentativa de busca da estratégia vencedora. o mais facilmente acessível. uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula. com sua gama de conexões. além de contribuir para ações que. buscando solucionar o problema posto à sua frente. na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural. convertendose em um dos apoios disponíveis para o professor. aliado a isso. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade. Ressaltamos o trabalho com projetos que se harmoniza com a resolução de problemas. O livro didático. os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade. tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor. que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos. além de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. por sua vez. na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo. e a internet. o modificam. talvez o mais importante. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e. Além disso. atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso. no sentido de ampliar as informações e o repertório textual. quando articulam vários ramos do saber. 80 . ao entender esse contexto.

• Compreender dados estatísticos. • Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. • Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento. em uma situação problema apresentada em certa área do conhecimento. • Identificar. • Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem.1. criando estratégias próprias para sua resolução. transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas.4 Conteúdo Básico Comum .Sumário principal 7. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. fazer abstrações com base em situações concretas.Matemática Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências gerais • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. reais ou imaginárias. estabelecendo tendências e possibilidades. • Raciocinar logicamente. • Utilizar grandezas diversas para medir espaço. • Diante de formas geométricas planas e espaciais. intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. por analogia. • Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções. • Identificar e analisar valores das variáveis. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Perceber a beleza das construções matemáticas. muitas vezes expressa na simplicidade. relacionar seus elementos. estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: • Reconhecer e utilizar símbolos. • Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. Outras competências. igualmente fundamentais para o Ensino Básico. • Calcular comprimentos. estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. tempo e massa. • Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. 81 . • Resolver problemas. desenvolvendo a imaginação e a criatividade. conhecer suas propriedades. interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. probabilístico. • Identificar a formulação em linguagem matemática. organizar e representar. indutivo. • Utilizar as novas tecnologias de computação e de informação. percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. generalizar. plausível etc. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo.

Tratamento da Informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados.Sumário principal 1º ano. calculadora e algoritmos. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. dezenas e centenas. • Sistema de Numeração Decimal: unidades. • Operar utilizando cálculo mental. • Situações problemas envolvendo a adição. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Resolução de problemas envolvendo as ideias da multiplicação: parcelas iguais e ideia combinatória. 82 . estimativa. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. 1ª e 2ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. assim como das propriedades das operações. • Ler e interpretar textos diversos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. valor posicional. • Registrar ideias e procedimentos. • Processar informações diversas. subtração. • Antecessor e sucessor dos números naturais. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. subtração. decomposição. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Adição. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Resolução de problemas envolvendo ideias da divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. • Números pares e ímpares. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais.

• Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Grandeza Tempo: unidades de tempo (ano. estimação. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. 83 . mês e hora). • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. dia. • O cubo. massa. Conteúdos Geometria. retângulo. utilizando medidas não-padronizadas.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. na harmonia e na organicidade de suas construções. intervalo de tempo. • Perceber a beleza das construções matemáticas. explorar e investigar. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. • Noções de medidas de comprimento. triângulo e círculo. • Os objetos planos: quadrado. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. muitas vezes expressa na simplicidade. • Desenvolver a capacidade de observar. Grandezas e Medidas • Geometria nas diversas culturas e nas artes. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. o paralelepípedo e as pirâmides.

• Ler e interpretar textos diversos. • Situações problemas envolvendo a adição. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Multiplicação: ideia proporcional (dobro. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. valor posicional. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. 84 . subtração. estimativa.). • Divisão: ideia de repartir e formar grupos. triplo etc. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. operações de adição. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. • Adição com reservas e subtração com recurso. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Organizar dados em gráficos de barras.Sumário principal 3ª e 4ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Os números decimais: sistema monetário. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. decomposição. multiplicação e divisão. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Registrar ideias e procedimentos. • Operar utilizando cálculo mental. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. Tratamento da Informação • Leitura interpretação de tabelas e gráficos. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Noções de porcentagem e escala. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Noção de fração: parte todo e razão. subtração e multiplicação por inteiro. • Processar informações diversas. assim como das propriedades das operações. • Sistema de Numeração Decimal: ordens e classes. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. calculadora e algoritmos. • Multiplicação: ideias de parcelas iguais e ideia combinatória e forma retangular. medidas.

decímetro. triângulo e círculo. segundo. • Os objetos planos: quadrado. explorar e investigar. • Cálculo com medidas não-padronizadas. • Desenvolver a capacidade de observar. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. 85 . mês e ano). • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. centímetro. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Medidas de massa: quilograma e grama. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. retângulo. • Medidas de comprimento: metro. Conteúdos Geometria. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • O cubo. • Unidades de tempo (hora. muitas vezes expressa na simplicidade. • Medidas de volume: litro e mililitro. utilizando medidas não-padronizadas. Grandezas e Medidas • A geometria nas diversas culturas e nas artes. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. milímetro e quilômetro. minuto. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. o paralelepípedo e as pirâmides.

Teoría de la acción comunicativa. L. _______. Edgar. Coleção Educação contemporânea. 1987a. São Paulo: Cortez. Conhecimento e valor. Currículo nacional do ensino básico: competências essenciais. ALSINA. 2004. DEVLIN. Dezembro de 1988. J. 2001. CHEVALLARD. D’AMBROSIO. Pruebas e refutaciones. SERRAZINA.. El currículum de matemáticas en los inícios de siglo XXI. 1991. 1996. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Rio de Janeiro: Paz e Terra. H. MATOS. O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. 1978. Acácia Z. Biblioteca de Uno. NACARATTO. jan. Matemática e realidade: análise e pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. Barcelona: Graó. II : crítica de la razón funcionalista. Lisboa: Projecto Matemática para todos e Associação de Professores de Matemática. 1996. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2006. Ubiratan. Lisboa: Universidade Aberta. Colômbia. ______. HABERMAS. Educação matemática: da teoria à prática. 2001. Educação e pesquisa. cultura. SP: Papirus. BRASIL. P. 2000. (Org. Kleith. 2005. Barcelona: Graó.5 Referências ABRANTES. HABERMAS. p. La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado.1. Madrid: Alianza. GALVIS.). Investigações matemáticas na aula e no currículo.Sumário principal 7. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Argentina: Aique. Madrid: Taurus. Boletin de informática educativa. ______.). São Paulo: Cortez. A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro en Goñi (coord./abr. Ambientes de enseñanza-aprendizaje enriquecidos con computador . 2006.. matemática e seu ensino. GOÑI. V. 1992. A. 86 . El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. J. 1. São Paulo: Moderna. C. MEC. LAKATOS. Teoría de la acción comunicativa. _______. Didáctica da matemática. ______. L. (Org). 31. KUENZER. Campinas. 2000. 1999. I. Coleção Educação em pauta: teorias e tendências. Brasília. 1996. Y. Bogotá. FONSECA. Brasil. M. São Paulo. H. n. São Paulo: Paz e Terra. Jésus Maria et al. 1987. da. São Paulo: Cortez. v. BRUNHEIRA. Madrid: Taurus. Sociedade. A. 117-38. Rio de Janeiro: Record. 2005. Coleção perspectivas em educação matemática. São Paulo: Cortez.99-120. FREIRE. Paulo. Pedagogia do oprimido. PAIVA. Belo Horizonte: Autêntica. MACHADO. J. M. 1987b. MORIN. DF. 2001. I: racionalidad de la acción y racionalización social.. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. J. P. 1995. Nilson. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. Ensino de 2º grau: o trabalho como princípio educativo. PONTE. A.

Kátia S. Tese (Doutorado) . 2003. . 175p.br/salto/boletins2001. 2008. 1999. OLIVEIRA Hélia. Antônio Henrique. Educação matemática e formação para o trabalho: práticas escolares da escola técnica de Vitória de 1960 a 1990. 2006. 2007..Sumário principal PAIS. A. Campinas/SP. Tese de Doutorado. Porto Alegre: Artes Médicas. 2001.es/TDX-0331105-120753/index. Programa e escrita na escola: dez questões a considerar. Luiz Carlos. 2006. 1998.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas. Disponível em: <http://www. PALOMAR. responsabilidade. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. 2002.Facultad de Pedagogía Universidad de Barcelona. Diva Souza. La enseñanza de las matemáticas em la educación de personas adultas: um modelo dialógicco. M. _______. 66-91. p. Jussara de Loiola.tdx. PAPERT. Lisboa. PAIVA.htm>. 2007. 1994. 445 f. Porto Alegre: ARTMED. SOLIGO. 1999. DINIZ. SKOVSMOSE. CALLEJO.ul. FREITAS. O. 2008. A. Números e álgebra: na aprendizagem da matemática na formação de professores. Acesso em: 04 jul. ______. Campinas. PINTO. Concepções do ensino de geometria: a partir da prática docente. 2001. BROCARDO. Lisboa: Fundação para Ciência e Tecnologia. R. Francisco Javier Díez. Maria Ignez.Unicamp. Matemática para aprender e pensar: o papel das crenças na resolução de problemas. et al. Isabel. Educação matemática crítica: reflexões e diálogos. In: ARAÚJO. SMOLE. Vitória. Rio de Janeiro: PUC-RJ. 2008. Belo Horizonte: Autêntica. 2006. Educação crítica: incerteza. España 2004. ZABALA. Ler. 2003. M. 87 . Educação matemática crítica: a questão da democracia. n.. Porto Alegre: Artmed. Cenários para investigação.tvebrasil.fc. VALE. V. Porto Alegre: Artmed. Porto Alegre: Artes Médicas.cesca. Rosaura. SILVA. In: Secção de educação matemática da sociedade portuguesa de ciências da educação . ensinar e aprender. Investigações matemáticas na sala de aula.25-39. Joana. L. São Paulo: Cortez. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Bolema – boletim de educação matemática. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para currículo escolar. 2004. ______. escrever e resolver problemas : habilidades básicas para aprender matemática. n. p. Ole. S. Disponível em : <http://www. Didática da matemática: uma análise da influência francesa.educ. Belo Horizonte: Autêntica. C. 2000. PONTE. Actas do profmat: APM. Educação matemática crítica e a perspectiva dialógica de Paulo Freire: tecendo caminhos para a formação de professores. 14. ES: SEDU. VILA. Antoni. Investigar. Belo Horizonte: Argumentum. Coleção Tendências em educação matemática. ______. matemática. Porto Alegre: Artes Médicas. Acesso em: 4 jul. João Pedro da. Rio Claro. com. Tese (Doutorado) .html>. Disponível em: <http://www. A prática educativa: como ensinar. 2001. _______. A resolução de problemas: uma metodologia de investigação. ______. 2006. SP: Papirus.

tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à 88 . na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. transformam o meio ambiente e sua existência. Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. Nessa perspectiva.2 Ciências 7. por meio do diálogo. de alguma forma. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas e que. reinserindo-se no universo. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. habilidades e ferramentas.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. como também se apropriam dos direitos e das obrigações cívicas de seu meio sociocultural. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial.2. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e de ferramentas socioculturais. das habilidades [instrumentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva.Sumário principal 7. bem como entre as culturas e o meio ambiente. pois são instrumentos socioculturais. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e a científica. na Terra e na vida. por meio das quais os seres humanos. Para nós. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. Nesse sentido. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. Nessa reflexão os participantes desse processo. Sendo assim. explicam a condição humana. nossa proposta do processo de ensino de ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. pois o diálogo discursivo de alteridade fundamentado nas interações discursivas socioculturais obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências.

Em nossa concepção. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. 2002. blocos. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. e entre os seres humanos e o meio ambiente. e nos documen- 89 . partícipe ativo das transformações de seu entorno social. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. p. Dessa forma. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. mais globalmente. podemos dizer que o processo de ensino científico. Nessa perspectiva. compreender a diferença cultural significa. Para nós.. 7. cultural e natural. Nesse sentido.). 2002). por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. Finalmente.Sumário principal espécie Homo sapiens. nas etapas da Educação Básica. anos.] enfrentar as incertezas e. deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. o processo de ensino de ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. responda a um ou a vários objetivos gerais.2. criativo e reflexivo. todos os conhecimentos são relativos e incertos. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. levando em conta os parágrafos anteriores. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. Nesse sentido. entre outras coisas. curioso. esse processo. junto aos das outras áreas escolares.. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s).56). pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. etc. Em consequência. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). ciclos. solidário.

psicológicas e afetivas. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. Partindo desse objetivo. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os conhecimentos culturais. as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade de 90 . fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. Assim. nossa proposta curricular. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). fundamentada nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). Na proposta curricular. Sendo assim.Sumário principal tos norteadores. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. propõe que o ensino científico de primeiro a quinto anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades (instrumentos socioculturais) mediadores no processo de conhecimentos das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. as atividades e ações do processo de ensino das ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. e na recriação da subjetividade. pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses ciclos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de palavras científicas. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores dos ciclos iniciais. Nessa perspectiva.

nessa etapa do Ensino Fundamental o processo de ensino científico se centrará não só no desenvolvimento das habilidades básicas (observação. etc. 7. descrição. Também nesse processo. Sendo assim. comparação. etc. identificação. será o instrumento mediador dessa interação e da tomada de consciência. analogia. categorização. os professores.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta.2.). Nesse sentido. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. o professor. em atividades pedagógicas que contribuam para essas ações. dedução. descriminação. Nesse sentido. como também no desenvolvimento das habilidades mediadoras na linguagem científica (explicação. também promovem a tomada de consciência dessas atividades. os professores concebemse no processo de ensino-aprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola.Sumário principal conhecer e explicitar os fenômenos socioculturais e naturais. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. das competências e das habilidades media- 91 . por meio de atividades/tarefas pedagógicas. guiados pela pesquisadora Carvalho (2001). diferenciação.) Estudos mostram que tal processo do desenvolvimento na sala da aula depende da recriação de atividades pedagógicas que. argumentação. Nesse sentido. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. classificação. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que lhes permitam conhecer e dominar suas atividades cotidianas. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. no processo de ensino-aprendizagem científico de primeiro a quinto anos. sem fugir dos princípios metodológicos que orientam esta proposta. ao mesmo tempo em que estimulam a interação entre habilidades e conceitos. Partindo dessas premissas. Mediação que se concretizará na recriação. experimentação. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno.

mapas conceituais. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. jornais locais e de outros estados. pesquisa em grupo. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). produção de texto em grupo. 3. Para isso propomos que se identifiquem. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. uso de livros de Ciências. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. confrontação de ideais. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). por meio de leituras de vídeos. problemáticas. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1.Sumário principal doras nessa ação. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. orientamos que as atividades/ tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. 6. 4. 7. 2. revistas. o mundo ou a sociedade em geral. o professor buscará motivar constantemente a intera- ção discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. 5. interação discursiva entre o professor e os alunos. Sendo assim. e o próprio processo de produção de conhecimentos. eixos temáticos etc. pesquisas etc. por meio de entrevistas. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. para isso propomos a resolução de problemas cotidianos em grupo. Com esse fim. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. Com a metodologia buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. revistas de divulga- 92 . temas geradores. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades.

Sumário principal ção científica e documentos escritos ou digitais. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. 93 . Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas simbólicos de conhecimentos. 8. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. logo depois de serem avaliados. junto a textos escritos por outros autores.

entre outros: percepção. • Interpretar esquemas. visitas etc. 94 . • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. pensamento lógico e crítico.Sumário principal 7. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. interpretar.2. 3. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. questões-problema. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. comparação. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Articular. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. categorização. associado aos aspectos de ordem histórica. argumentação. mental e cultural dos indivíduos. 2. consciente. Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. identificação. social. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. códigos e nomenclatura da linguagem científica. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos.4 Conteúdo Básico Comum . elaborar hipóteses. tabelas. analisar e interpretar textos de enfoques sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. tecnologia e meio ambiente. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. sendo participante ativo. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). social.Ciências Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências Gerais 1. explicação. experimentos. observação. Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. produção de tecnologia e condições de vida. • Analisar. econômica e política. conceitos. valorizando a formação de hábito de autocuidado. • Valorar o trabalho em grupo. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. descrição. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. cultura. entender. diferenciação. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. cultural. diagramas. fenômenos. de autoestima e de respeito ao outro. gráficos e representações geométricas. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. • Elaborar textos para relatar eventos. • Consultar.

Meio ambiente e ser humano • Recursos naturais • Relação entre o homem e os recursos naturais Eixo: Ciência e Tecnologia 8. lua. sol (noite e dia) • Noções de astronomia (astros. comparar. • Observar objetos e fenômenos simples utilizando categorias socioculturais. • Realizar pesquisa de campo e bibliográfica simples. Plantas e animais • Comparação entre plantas e animais • Plantas terrestres e aquáticas • Animais vertebrados e invertebrados • Relações ecológicas entre os seres vivos 7. • Com a cooperação dos colegas e o(a) professor(a) formular estratégias para a resolução e dar respostas a problemas socioculturais ambientais concretos. bem como as diferenças socioculturais. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. Os fatores físicos: propriedades gerais (noções de transformação) • Ar. • Conhecer hábitos de higiene para uma boa saúde. solo • Noções de energia (luz e calor) 95 .Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª Série HABILIDADES • Expressar oralmente ideias e atividades escolares e extraescolares. • Descrever. • Conhecer ações do ser humano sobre o meio ambiente. Nosso meio ambiente • Espaço onde vivo: ambiente (natural e modificado) • Organismos • Ambiente e ser vivo 5. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. Observando o espaço • Céu. • Identificar elementos culturais que recriam diferenças socioculturais. Construindo nosso conhecimento • Objeto de estudo das ciências 2. Os seres vivos • Ciclo vital dos seres vivos • Classificação dos seres vivos • Diversidade 6. luz. • Elaborar e interpretar desenhos e completar esquemas básicos. descritivos e instrutivos simples. planetas e estrelas) 3. • Com ajuda do(a) professor(a) identificar e registrar dados. • Ouvir e respeitar as ideias dos colegas e do(a) professor(a). água. classificar utilizando categorias socioculturais. Conhecendo meu corpo • Partes do corpo humano • Órgãos dos sentidos • Higiene e cuidados com o corpo Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 4. • Perceber e descrever fenômenos naturais. • Elaborar junto com o(a) professor(a) textos escritos poéticos.

• Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. • Conhecer e utilizar aparelhos de medições simples. • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes científicas e não-científicas. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. arenoso e humoso) • Proteção e conservação do solo Eixo: Ciências e Tecnologia 7. Conhecendo o Universo • Explicações e teorias sobre a origem do universo • Movimentos do planeta • Explicações e teorias sobre os astros • Sol (eclipse) • Lua (fases da lua e marés) • Noções de coordenadas (pontos cardeais e bússola) • Hora (dia e noite) 2. • Completar e elaborar esquemas conceituais simples. A luz • Características gerais • Fotossíntese 5. • Identificar e tabular dados e ler. • Manipular material do laboratório (informática. • Descrever. O solo • Características gerais e propriedades • Tipos de solo (argiloso. Parasitologia: doenças relacionadas a ar. comparar e classificar utilizando variáveis e enfocando aspectos quantitativos. interpretar e reproduzir gráficos. imagens.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 2ª Série HABILIDADES • Identificar estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais ambientais locais. Nosso mundo: planeta Terra e as culturas • O planeta Terra e os conhecimentos culturais • Características (forma) segundo a ciência Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. química e física). A água • Características gerais e propriedades • Ciclo da água • Poluição 6. • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença sociocultural. • Analisar os hábitos para a boa saúde. • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar experimentos para testá-las. selecionar e registrar informações socioculturais. • Comparar. água e solo • Prevenções e cuidados • Importância da vacinação 8. • Ler e interpretar textos descritivos e informativos. O ar • Características gerais e propriedades • Poluição 4. Dependência de alimento • Lixo • Geração de lixo (reciclagem) • Transformações da energia no ambiente 96 . • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e a realização de pesquisas. respeitando a normas de segurança.

respeitando a normas de segurança. • Lixo industrial 9. • Composição. enfocando aspetos quantitati• Formação da superfície terrestre vos. • Utilizar aparelhos de medições simples. tipos e camadas do solo • Analisar os hábitos para a boa saúde. • Húmus • Realizar atividades de estudo com independência • Ferrugem (organizar o material. erosão • Analisar fenômenos aplicando conhecimentos socio4. Alimentação e saúde • Conceito de alimento • Pirâmide alimentar • Alimentos regionais • Cuidados com alimentos • Doenças ligadas aos alimentos Eixo: Cidadania e Meio Ambiente • Descrever. Transformações da superfície terrestre: agentes naturais representação de dados. • Movimento das placas tectônicas • Vulcões. comparar e buscar regularidades. Reações químicas • Ação microbiana (fungos. • Resolver situações-problema. selecionar e registrar informações socio• Respiração aeróbica culturais. fungos. Solo realização de pesquisas. derivados do petróleo) • Ler e interpretar texto descritivo e informativo de cunho científico simples. temperatura. consultar a agenda e fontes de • Combustíveis pesquisa. Eixo: Ciências e Tecnologia • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença 7. utilizando-se de raciocínios lógicos. pressão. • Camadas internas da Terra • Reconhecer e tabular dados e produzir gráficos de 3. umidade • Comparar. 5. química e física). bactérias e protozoários) pessoais. Matéria sociocultural. sementes. • Ciclo de vida e doenças (alguns exemplos) 97 . • Características gerais e exemplo de cada reino (plantas. • Necessidade da água para vida • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando • Purificação da água fontes científicas e não-científicas. • Responsabilizar-se pelo material escolar e pertences animais. peso. • Tratamento de esgoto • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar • Utilização racional da água experimentos para testá-las. • Características gerais de materiais (vidro. madeira. lactobacilos) • Produzir textos com sequência lógica e coerência. • Manipular adequadamente o material do laboratório (informática. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. executar tarefas). • Poluição regional • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e 6. terremotos. Ar • Ciclo do ar • Elaborar esquemas conceituais simples. Água culturais.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 3ª série HABILIDADES • Formular estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais locais. metais. • Formação. 8. minerais. Planeta Terra • Formação da Terra utilizando variáveis. Variedade dos seres vivos • Fazer perguntas contextualizadas. classificar 2.

partes principais • Das células ao organismo • Sistemas: anatomia Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. caule. • Participar de ações de cidadania e de solidariedade. Plantas • Partes da planta (raiz. • Deduzir previsões a partir de conhecimentos teóricos. • Propor hipótese sobre a resolução de problema. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Identificar o motivo do problema de pesquisa. planificação e aplicação de categorias socioculturais. • Selecionar testes ou experiências adequadas para testar hipótese e formular estratégias adequadas para a resolução de problemas socioculturais locais e globais. O homem e o universo • A via-láctea e o nosso sistema solar: explicações socioculturais • A força da gravidade • Lua: satélite natural • Eclipses • Radiação solar 2. • Interpretar e elaborar quadros. O ser humano biológico • Células . tabelas e gráficos de dados. • Reconhecer os colegas como parceiros de trabalho. • Classificar variáveis (relevantes e irrelevantes) de um problema e estabelecer relações de dependência entre variáveis. Animais • Características e grupos • Reprodução: ovíparo. • Utilizar critérios de classificação. flor. folha. fruto e semente) • Noção do ciclo reprodutivo das plantas (polinização) 11. • Reconhecer a escola como espaço público de trabalho. CONTEÚDOS 10. nicho) • Controle biológico • Relações alimentares: herbívoro/carnívoro e onívoro • Cadeia e teia alimentar (aquática e terrestre) 98 . • Registrar qualitativamente dados e descrever as observações.Sumário principal HABILIDADES • Reconhecer e respeitar direitos e deveres. • Conhecer processos experimentais úteis para o trabalho de laboratório e conhecer estratégias de investigação básicas para a resolução de problemas. vivíparo e ovovivíparo • Cadeia alimentar aquática e terrestre 12. Tecnologias • Agriculturas • Monoculturas • Sustentabilidade ENSINO FUNDAMENTAL 4ª série HABILIDADES • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes teóricas científicas e explicações nãocientíficas. O ambiente dos seres vivos • Biosfera: camada de vida • Os ambientes da biosfera (terrestre e aquático) • Ecossistemas (fatores bióticos e abióticos) • Os seres vivos dos ecossistemas (habitat.

fala e eco • Luzes (reflexão. O que acontece em nossa volta (noções) • A descoberta da combustão (fogo) • Combustível fóssil e biocombustível • Calor. relacionandoos aos seus usos cotidiano. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais. sonar.Sumário principal HABILIDADES • Processar dados e explicar seu significado. • Compreender os hábitos para a boa saúde. força magnética) • Eletricidade (polaridade. ondas. • Trabalhar cooperativamente na resolução de problemas e a realização de pesquisas. avaliando o papel da tecnologia no processo social e identificando transformações de matéria. energia • Som. refração. corrente elétrica e circuito elétrico) 99 . objetos translúcidos. • Identificar diferentes fenômenos físicos. pólos. • Entender as informações socioculturais. energia e vida. • Conhecer diversas possibilidades de produção de energia e suas implicações sociais. opacos e transparentes) e cores (arco-íris) • Imãs (atração. temperatura (termômetro). • Elaborar mapas conceituais. ambientais e/ou econômicas na produção e no consumo dessa produção. hospitalares ou industriais. eletricidade estática. culturais. CONTEÚDOS Eixo: Ciência e Tecnologia 4. • Explicar os fenômenos socioambientais a partir dos conhecimentos socioculturais regionais.

Meio ambiente & biologia. KRASILCHIK. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Secretaria de Educação Fundamental. C. A. DF. Santa Cruz do Sul. CARI. 2001. _______. N. Educação consciência. S. 1993. São Paulo : Hucitec. M.172. _______. Dissertação. A. _______. São Paulo: Educ. M. A. 1996. 2004. CHASSOT. RS: Unijuí. BIZZO. In: MORTIMER. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. 1996. 2001. Ensino de ciências e cidadania. _______. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. 1994. RS: EDUNISC. M. BRONCKART. Constituição (1988). Porto. 2007. _______ et al.. São Paulo: Cortez. 1995. 2003.Sumário principal 7. 2000. 2001. LEONTIEV. J. Lei n°: 10. Brasília: MEC / SEF. Brasília. M. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática. A. 2002. GIORDAN A. São Paulo: SENAC. O professor e o currículo das ciências. 2003. G. BAKHTIN. São Paulo: Cortez. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Moderna. DELIZOICOV.5 Referências ALTET. J. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. Metodologia de ensino de ciências. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. ANGOTTI. 2005. Marxismo e filosofia da linguagem. EUA. BRASIL. O pensamento selvagem. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo. LÉVI-STRAUSS. (Org. Porto: Ed. 2002. et al. DE VECCHI. 2003. Estética da criação verbal. Porto Alegre: Artes Medicas. de Towards a Philosophy of the Act. O poder da participação. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Ijuí. São Paulo: Papirus. 141p. CARVALHO. _______.) Linguagem. 1997. J. Austin. São Paulo: Ática. Lei nº: 9394. 100 . 2008. D. A. FIORIN. São Paulo: Martins Fontes. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 2001. 2002. São Paulo: Centauro. Atividade da linguagem. _______. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. 1997. Linguagem e ideologia. 1987. São Paulo: Ed. BRANCO.. _______. São Paulo: Cortez. MARANDINO. C. Plano nacional de educação. SMOLKA. 2000. FAUNDEZ.2. Belo Horizonte: Autêntica. da Universidade de São Paulo. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico.

São Paulo: Cortez. 1999. 2000. Os sete saberes necessários à educação do futuro. _______. São Paulo: Cortez. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.Sumário principal LIBÂNEO. 2004. p. A. C.. PERRENOUD.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. OLIVEIRA. A. _______.. (Org. MOREIRA. 2001. _______. mar. L.. São Paulo: Universidade de São Paulo. A. Porto Alegre: Artmed. T. L. SEPULVEDA. ZABALA. 1998. (Org. 1999. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. M. WESSMANN. (Org. Porto Alegre: Artmet. Rio de Janeiro: Vozes. _______. p. A (Org. 1998. MORTIMER. Porto Alegre: Artes Medicas. Poderes instáveis na educação. SACRISTÁN. Tese (Doutorado em Educação). SAVIANI. 2006. SILVA. LEONTIEV. EL-HAANI. v. 11. E. 281. MOLL. P. Didática. C. A. SILVA. n. Construir as competências desde a escola. A prática educativa: como ensinar. São Paulo: Ícone. 2002. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. A cabeça bem-feita. T. 1998. 2002. O currículo uma reflexão sobre a prática. 2002. SMOLKA. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. 101 . E. 1994.) Linguagem. desenvolvimento e aprendizagem. Belo Horizonte: Autêntica. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. H. Porto Alegre: Artes Medicas. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. linguagem e cultura.1-20. Educação do senso comum à consciência filosófica. LURIA. São Paulo: Cortez. Linguagem. 1999. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. D. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Autores Associados. Investigações em ensino de ciências. J. 2000. Porto Alegre: Artes Medicas. Belo Horizonte: UFMG. VYGOTSKY.) Currículo. 2000.) Investigações cognitivas: conceito. J. 1. 2003. Porto Alegre: Artes Medicas. cultura e sociedade. MORIN. 1994.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS .

das relações sociais e do meio ambiente. ações e afetos. que incorpore em seus currículos e. são sufocantes para o pensamento e impedem o diálogo com as outras disciplinas. Eis o grande desafio para a área de humanas. a geografia e o ensino religioso — deve se manter como referência de uma construção de saberes que respeitem a pluralidade de olhares sobre a “realidade”. vale pensar também as relações do local com o global e desse com aquele. com o outro e com o meio em que se insere. entre os diferentes espaços/tempos. As “humanidades”. 105 .Sumário principal 8 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS A área de Ciências Humanas no Ensino Fundamental — que inclui a história. como produto e processo culturais. na sala de aula essa multiplicidade de pontos de vista. produz e é produzido. Existem humanidades. Daí que. e que se vincula a um compromisso com a sustentabilidade da vida em todas as suas dimensões: do sujeito. Por isso. A experiência humana é rica em seus conhecimentos. entendendo-se como parte desse construto coletivo de se pensar as humanidades. tanto quanto depende. nessa perspectiva. políticos e culturais. formando uma consciência da multiplicidade de modos de existência. elegendo o cuidado de não absolutizar produções dos saberes e fazeres sociais. não se encerram numa concepção excludente das ciências ditas naturais e físicas. Compreender o humano exige um pensamento complexo. ao contrário. sobretudo. porque a humanidade também é natural e física. A abertura teórico-valorativa é preponderante para o exercício formativo nessa área do conhecimento. a área de humanas considera cada vez mais importante as relações do ser humano consigo mesmo. as posturas doutrinárias. transversal e dialógico que se efetiva na consideração pelo outro em sua diferença cultural. Então. teria maior coerência didática ao abrir-se para os novos desafios de um saber múltiplo. lida e se relaciona com essas dimensões. em especial o do Espírito Santo. linguagens. cada disciplina.

se baseia na intensa relação com outros campos do conhecimento para promover: a competência investigativa sobre o espaço geográfico. e expandiu-se no questionamento.. numa perspectiva de construção de um mundo melhor. buscando potencializar características significativas de suas diferentes concepções construídas em seu processo histórico: da Geografia Tradicional mantém-se a proposta de que é preciso saber Geografia para fazer Geografia. mas ganha a amplitude de uma Geografia que se pretende impregnada e compromissada com o cotidiano. e da Geografia Crítica amplia-se o compromisso com a leitura crítica de mundo e com uma escrita de vida baseada na manutenção da sustentabilidade do planeta e da dignidade humana no trabalho e no consumo. cresceu quantitativa. Assim. de controle e de domínio de sociedades ou de grupos hegemônicos nas relações travadas com outras sociedades. da Geografia Nova aproveita-se a concepção da atividade como base para uma aprendizagem não restrita à reprodução e sim ao aprender a aprender e ao aprender a fazer. A ciência geográfica. o 106 . medindo superfícies para localizar fatos e tentar explicar fenômenos. a concepção da Geografia escolar perde a homogeneidade de uma denominação.1. a Geografia que hoje se ensina nas escolas. com outros grupos sociais e com a natureza. Como toda ciência. se produz com marcas de sua historicidade e se projeta com desejos de um tempo presente que se quer melhor no futuro.. na crítica e na denúncia dos processos de exploração.. de apropriação.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . que nasceu descritiva das paisagens e das sociedades. subsidiadas por recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados. para se ensinar e para se aprender na escola.Sumário principal 8. A Geografia desejada pelo grupo. Dessa forma. não apenas influenciou mudanças no contexto mundial e em situações locais. como também se modificou em função das demandas e das transformações geradas nos diferentes espaços/tempos locais e globais.1 Geografia 8. (re)afirmando a necessidade da aprendizagem de conteúdos e estudos compromissados com a vida. da Geografia Humanística reforça-se a abordagem sensível aos problemas das sociedades..para aprender a aprender e para aprender a fazer. da Geografia Quantitativa resgata-se a possibilidade de análises importantes dos processos geográficos. derivada do corpo teórico-prático da ciência geográfica.

Também a dimensão espacial exige explicitação de um tratamento didático na proposta do grupo: a relação local-global-local será mantida em todos os momentos da Educação Básica.Sumário principal território. considera-se a proximidade do seu conceito com a expectativa de cognição inicial na Geografia. manejo. desejos. o grupo elegeu alguns conteúdos conceituais como eixos centrais. esperanças. quando serão aprofundados ou aplicados nas aprendizagens subsequentes. Contudo. o lugar. Transformar esses anseios em um documento escrito exige negociações para torná-lo didático. envolvendo afetos. pelo caráter das relações estabelecidas entre o sujeito aprendente e o lugar de vivência. em outros momentos de estudo. a paisagem. razão da necessidade do aprofundamento dessa categoria. as diferenças deverão se constituir como referenciais que singularizam não apenas alunos afrodescendentes. a expressão do raciocínio geográfico por meio da cartografia escolar. conscientes de sua cidadania. Nessa concepção geográfica as perspectivas do local e do global são permanentemente entrecruzadas. de outras linguagens e do uso de tecnologias possíveis. assim como as dimensões de estudo de aspectos físicos e sociais não se fragmentam. migrantes. como partícipes de uma ação coletiva de projetar e conceber um mundo melhor – com as contribuições da Geografia. o foco inicial será dimensionado em cada série. problemas. sentimentos. a formação de atitudes de intervenção. portadores de deficiências ou de transtornos globais de desenvolvimento e/ou altas habilidades. como de outras. Assim. Nessa perspectiva. ao tomar o Lugar como tema representativo das séries iniciais. a despeito de suas especificidades. aglutinando-os aos conceitos procedimentais e atitudinais para criar temas para cada série/ano escolar. indígenas. composta de pes- 107 . Tornar essa concepção possível no currículo escolar implica considerar professores e alunos como sujeitos produtores e disseminadores de conhecimento. No trato com a aprendizagem. desafetos e cotidianidade ao longo de sua vida. para favorecer esse movimento no imbricamento com outras disciplinas. conservação e preservação na diversidade de ambientes no mundo. em formação permanente. dinâmico e flexível. Implica também considerar a multiplicidade e a complexidade de situações. propostas que permeiam a escola. mas todo e qualquer um dos sujeitos do processo de aprender a fazer e a ser. enfatizando que a escolha para uma determinada série não exclui o estudo do tema nas outras séries. o estímulo à convivência solidária na complexidade das diferenças entre os seres humanos.

vê e lê na rede Internet.. ao mesmo tempo em que desenvolve princípios de respeito e aceitação das diferenças. a dinâmica e a criatividade de aprendizagens geográficas. presentes na leitura das paisagens. fatos e informações. registro e avaliação capazes de realçar a importância dos cuidados para manutenção da vida. a disciplina.Sumário principal soas e ambientes diferentes. É como na Geografia. de estímulo à responsabilidade na relação entre a produção pelo trabalho e a manutenção do sistema Terra. o que sugere dificuldades. em livros ou outros meios de comunicação. p. A ética e a estética. a especificidade da ciência e a responsabilidade de leitura crítica do mundo para efetivação de uma escrita de vida compromissada com uma educação solidária e transformadora. onde sujeitos “produzem. de afirmação das ações individuais e coletivas na transformação de situações locais e globais. ampliando-se para vivências no trato com o outro e com o mundo. com o ensino de Geografia. na concepção ensejada pelo grupo. pretende contribuir com a formação humana dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem numa perspectiva de valorização de suas vivências. 2004. ao se tornarem materiais para análises geográficas. planejado. Dados.. pensado preliminarmente. elaborada no jogo de relações entre a natureza e a sociedade. .75). para aprender a ser e para aprender a conviver.224-225) é 108 . No estudo das sociedades.. É importante destacar que o professor também é um sujeito em formação. traduzem o rigor. que deve aprimorar. sonham.. lutam. p. No entender de Kaercher (In PONtchuska e Oliveira. exigirão a formação de um sujeito crítico que põe em dúvida o que ouve. para confrontar e relacionar com as questões do cotidiano. fragmentações. No estudo dos processos e fenômenos da natureza. abandonando a dogmatização de ‘verdades’ para produzir saberes. nas instituições ou nas ruas. na conformação das regiões. análise. na escola. monitoramento. mudanças. a Geografia promove a percepção de identidades e a elaboração do sentimento de pertença. a Geografia contribui para o desenvolvimento de competências/habilidades de investigação. na televisão. 2006. tão importantes para a convivência no mundo atual. construções e transformações que alteram tudo que é proposto. A Geografia escolar. na delimitação dos territórios e na relação com os lugares. vivem e fazem a vida caminhar” (Santos. cujo objeto maior de estudo é o espaço geográfico: uma (re)construção permanente.

solidários entre si.. ao diferente [.... Apresentar categorias geográficas que atuem como base na análise do espaço geográfico. A alfabetização cartográfica e geográfica favorece o desenvolvimento do raciocínio crítico e o fortalecimento da ação criativa.” Como Moreira (1987) e Cavalcanti (1998)..]. econômica ou cultural de parcelas da população por diferenças de quaisquer ordens. ações particulares e coletivas elevam a prática cotidiana ao nível da antropoética. por meio de políticas e ideologias.1.. 109 .. 8. Nascem daí a autonomia intelectual e a cidadania como expressões de organização coletiva na busca de direitos para uma sociedade justa e democrática. Se ajudarmos nossos alunos a perceberem que a Geografia trabalha com as materializações das práticas sociais. considerando o cuidado com a finitude do sistema Terra e as possibilidades de sustentabilidade no uso de seus recursos. acredita-se que as contribuições da Geografia à formação humana ultrapassam a especificidade da localização espacial ao desvelar relações de poder no disciplinamento da organização do espaço geográfico. Promover o conhecimento geográfico integrado às práticas sociais cotidianas de enfrentamento a processos de silenciamento. ao intervir em situações e arranjos predeterminados pela hegemonia do capital sobre sociedades e natureza.para querer saber. organizam o espaço geográfico.] no combate às desigualdades e às injustiças sociais [. fenômenos e fatos de origem físicoquímica e social que. expandirmos cada vez mais o respeito ao outro. em sua complexidade espaço temporal e nas relações que travam entre si.]. decorrente de ações e responsabilidades individuais e coletivas junto à natureza e à sociedade.]fortalecer os valores democráticos e éticos. estaremos colocando-a no seu cotidiano. Promover investigações e propor intervenções no espaço geográfico...2 Objetivos da disciplina . política.Sumário principal preciso “[.. Propiciar conhecimento sobre processos. a partir de nossas categorias centrais [. de invisibilidade ou de exclusão social. Fornecer subsídios para a compreensão do espaço geográfico como produção social e histórica... que alicerçam a formação de homens e mulheres atuantes na comunidade local e global. produtivos e respeitosos com a natureza. o que possibilita a compreensão de que. Estimular raciocínios e procedimentos geográficos na leitura crítica do mundo e na ação cidadã no espaço geográfico.

em atitudes de promoção da paz com uso do conhecimento geográfico. quer seja devido às disponibilidades garantidas pela formação acadêmica de docentes ou pela infraes- 110 . poderes e fazeres docentes. numa perspectiva de solidariedade. à experimentação. a prática do diálogo na intermediação entre o conhecimento científico e aquele elaborado na vivência de sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem imprime um movimento de teorização e de prática indispensável à pesquisa.1. Nas diferentes concepções pedagógicas do ensino de Geografia algumas metodologias são privilegiadas. Estimular atitudes de preservação ou conservação que potencializem a valorização do patrimônio geofísico e cultural local e global. quer seja atendendo aos reclamos do momento didático instalado nas instituições escolares..Sumário principal Favorecer a compreensão sobre as relações espaço temporais e escalas geográficas local-global-local nas produções e vivências das sociedades. Além disso. Assim. interpretações. a aula geográfica deverá privilegiar problematizações interdisciplinares. trutura de recursos didáticos na escola. que se empenha em delinear a presente proposta de diretrizes curriculares da rede pública estadual. Considerando as especificidades apontadas para a Geografia escolar professada.. deverá se efetivar como um permanente exercício de vivências reflexivas sobre as relações entre pessoas e entre essas e a natureza.para ensinar e para aprender: saberes. o grupo de professores de Geografia. Desenvolver leitura e representações espaciais por meio de instrumentos e técnicas da cartografia e de outras linguagens. destaca um conjunto de alternativas metodológicas julgadas coerentes com a concepção pretendida. nos quais princípios transversais deverão ser acionados. O uso do livro didático será valorizado como mecanismo de apoio complementar a leituras.. A despeito de mudanças e flutuações teóricometodológicas.. Criar condições para práticas sociais no espaço geográfico local e global que valorizem ações de convivência solidária. registros e propo- 8.3 Principais alternativas metodológicas . ao registro e à aplicação dos saberes geográficos à vida cotidiana. aceitação de diferenças entre pessoas e culturas. dignidade e produção de saberes que contribuam para uma vida melhor para todos.

sem contudo ser o condutor da prática pedagógica e menos ainda ser a fonte única de estudo. uma necessidade pela possibilidade de funcionamento como 111 . a aula prática e o estudo do meio sustentarão alternativas metodológicas como a observação e a coleta de dados por meio de instrumentos como a bússola.Sumário principal sições que não se esgotam na dimensão de conteúdos dispostos naquele material didático. à apropriação. A Geografia deverá ser pesquisada na multiplicidade e na complexidade de diversidades que constitui o cotidiano das sociedades e das pessoas. nas diferentes expressões literárias. A aula de campo. à exploração. o cata-vento. A sala ambiente se torna. nas revistas especializadas e científicas. da escrita e de outras expressões. as imagens de satélites. Os registros envolvendo análises. o altímetro. construídos como procedimentos de aprendizagens. as cartas. com materiais simples ou adquiridos como parte de um conjunto necessário às intervenções e aos estudos da área. A costumeira prática de leitura de trechos do livro didático seguida de explicações (que mais repetem do que problematizam as informações fornecidas) ou de “exercícios” (que quase sempre favorecem a naturalização ou a memorização dos fatos expostos) deverá ser substituída por consultas e leituras problematizadoras. da música. A avaliação processual deverá envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor no trabalho pedagógico. à conservação ou à preservação dos recursos e dos ambientes da natureza e das sociedades. descrições. o pluviômetro. avaliações. os infiltrômetros e tantos outros próprios da Geografia. explorando. problematizando aspectos da vida da comunidade local ou global e relacionando aspectos teóricos da ciência geográfica às questões que preocupam as sociedades quanto à produção. habilidades e atitudes. É importante que considere o potencial individual dos alunos. permitindo estudos individuais e em grupo. proposições dos fatos e dos fenômenos geográficos poderão inscrever produções do desenho. o relógio do sol. os molinetes. mesmo quando em atividades coletivas... o mapa. A leitura não-restrita aos livros didáticos deverá ser ampliada em outras possibilidades como as produções disponíveis na rede Internet. a associação entre o cotidiano e o espaço geográfico. nas histórias em quadrinhos. o termômetro. nos jornais. as fotografias aéreas. Simulações e demonstrações precisarão estar entrelaçadas com estudos que exigem abstrações. Os princípios da pesquisa escolar podem ser similares àqueles desenvolvidos na academia. a biruta. negando comparação entre suas capacidades. sempre que possível. então. do teatro.

Exercício da ética e da cidadania 20. Avaliação de intervenções no espaço geográfico 18. Escala temporal 11.Sumário principal laboratório da ciência geográfica. Espaço geográfico 2. a exploração e a apropriação 15. Convivência com diferenças e diversidades 16. Natureza 8. Para realização e concretização desses procedimentos e elaboração dos recursos que lhes são necessários torna-se preciso garantir condições de planejamento. Valorização da vida 19. integrando experimentos de ordem social e física. experimentação Atitudinais 14. Sociedade 7. com graves prejuízos ao ensino e à prática da Geografia. Representações cartográficas 12. Território 6. Região 5. Lugar 4. Paisagem 3. organização. Sustentabilidade: cuidados com o consumo.4 Conteúdo Básico Comum . Solidariedade e colaboração em grupos de vivência 17.1. Ações investigativas: observação. Localização e orientação 13. 8. Escala geográfica 10. a produção. além da respectiva infraestrutura (em especial para realização de aulas de campo e organização de salas ambiente) sem o que as intenções metodológicas se tornam promessas vazias. Meio ambiente Procedimentais 9. elaboração e execução.Geografia Anos Iniciais do Ensino Fundamental Eixos Conceituais 1. Disposição para produção de conhecimento e para desmistificação de tabus e preconceitos 112 . no encontro entre prática e teoria.

Orientar-se no espaço de vivência. situando-se num plano de referências simples. Registrar e interpretar informações ligadas ao entorno próximo e ao mundo em geral. Observar a paisagem local e experimentar o espaço de vivência. 4. expressões das paisagens (montanhas.Sumário principal 1º Ano . LINGUAGENS E DIZERES Leitura e representações cartográficas e textuais de espaços vividos: croquis e maquetes. produção. noções temporais. semelhanças. Desenvolver atitudes de convivência solidária e valorização da vida. rios. HABILIDADES conteúdos 1. cidades e campos etc. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O meu lugar no mundo: o próprio corpo. Participação em grupos. 2.). 4. Cuidados com o patrimônio geográfico. praias. percebendo dimensões. Procedimentos iniciais de investigação geográfica: observação. Problematizar situações do cotidiano geográfico e do tempo imediato. diferenças de áreas e elementos espaciais. APRENDIZAGENS E SABERES O espaço vivido: relações entre fenômenos da natureza e da sociedade (chuvas. enchentes e estiagens. Estabelecer relações com as outras pessoas e suas diferenças.) e formas de vida dos grupos sociais (convivência. Registrar e interpretar suas compreensões em diferentes formas de expressão. Relacionar modos culturais e fenômenos naturais a noções geográficas e temporais do espaço vivido. 3. circulação e consumo). SENSIBILIDADES E PODERES Identidades no grupo social e no espaço geográfico vivido. experimentação e registros. Dimensões do espaço vivido: noções topológicas e projetivas. Valorizar a vida em suas diferentes manifestações. Desenvolver perguntas e experimentações para conhecer o espaço vivido e os lugares de vivência. o eu como ponto de referência no espaço. 5. 113 . 5. plantio.Ensino Fundamental de 9 anos Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – O Lugar de vivência da criança COMPETÊNCIAS 1. calor e frio etc. 2. 3.

situando-os em contextos espaçotemporais próximos de sua vivência. HABILIDADES conteúdos 1. produzir e representar dados e informações em diferentes tipos de linguagens. semelhanças. diferenças de áreas e elementos espaciais. 6. Meios de deslocamentos. Locais de origens da família. 2. lugar de vivência da família: modos culturais. na comunidade. para compreender transformações e diversidades na/da comunidade. Recursos naturais do lugar de vivência. na escola.: diversidades e diferenças. Representação de fatos. situando-se num plano de referências simples. Realizar leituras de textos. políticos. Ler e interpretar textos verbais e cartográficos. Desenvolver solidariedades na vivência dos lugares e dos grupos. Noções de orientação e localização. Mapas e maquetes. o meio ambiente. 3. 4. APRENDIZAGENS E SABERES O que existe em meu bairro e o que não existe: fatos. Desenvolver perguntas. 3. 4. econômicos e religiosos na produção dos lugares. Distinguir elementos naturais e culturais das paisagens. Relacionar o conhecimento geográfico ao compromisso com os outros. a sociedade e o planeta. SENSIBILIDADES E PODERES O meu bairro.Sumário principal 1ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Bairro: lugar de vivência da família COMPETÊNCIAS 1. Conhecer diferentes manifestações da natureza e dos grupos sociais. Instituições sociais. 5. de comunicações. registrando noções geográficas de lugar e paisagens. Textos em diferentes linguagens. As relações no trabalho e na exploração do meio ambiente. Participar de ações grupais que favoreçam intercâmbio de opiniões e de múltiplos pontos de vista. 114 . exercitando a convivência com as diferenças e diversidades. Orientar-se no espaço de vivência. Mudanças e transformações nas sociedades e paisagens locais. fenômenos e processos geográficos. Caminhos e ruas: trajetos. As relações com o outro na família. LINGUAGENS E DIZERES A escola e meu bairro: Caminhos e ruas. 5. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O sujeito no espaço vivido e no lugar de vivência: identidades. interpretando-as e registrando noções geográficas. fenômenos e processos sociais e naturais. Identificar fatos. percebendo dimensões. Localizar-se nas diferentes dimensões e arranjos espaciais do lugar de vivência. paisagens e lugares. 2. fenômenos e processos geográficos visíveis na organização dos lugares e das paisagens locais.

identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e expressão cultural de grupos campesinos e urbanos. 5. diversidades e desigualdades na vivência dos lugares e dos grupos. Sociedades urbanas e rurais: modos de vivência e produção. 4. Elaborar argumentos para avaliar modos de viver e produzir da comunidade no lugar de vivência. Problemas urbanos e rurais. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Orientação e localização. modos de produção. artefatos.Sumário principal 2ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Município: lugar de vivência da comunidade COMPETÊNCIAS 1. distinguindo nelas elementos culturais e sociais. Tradições e culturas urbanas e rurais. 2. Construir e aplicar conceitos geográficos relacionando-os aos de outras ciências e à vida cotidiana. Conhecer e compreender processos que singularizam paisagens. Conhecer diferentes processos da natureza. Realizar leituras e registros sobre fatos. 2. Orientar-se no lugar de vivência. Interpretar e registrar. SENSIBILIDADES E PODERES Conflitos e lutas. compreensões sobre fatos. Fenômenos climáticos. fenômenos e processos geográficos para construir argumentos de avaliação dos modos da sociedade organizar os lugares de vivência. A exploração de recursos naturais e a sustentabilidade. Processos de produção e transformação de paisagens. HABILIDADES conteúdos 1. Cuidados ambientais. Mapas. Observar e registrar diferenças e semelhanças das paisagens e dos modos de viver de sociedades campesinas e urbanas. A ação do tempo e das sociedades. Exercitar valores humanos frente diferenças. fenômenos e processos geográficos dos lugares de vivência da comunidade. Fazer uso de noções de orientação e localização para situarse num plano de referências simples e para identificar elementos espaciais no espaço de vivência. cidade-sede e distritos do município. 3. 3. A influência dos modos afrodescendentes e indígenas nas culturas urbanas e rurais: nomes de lugares. 5. Caracterizar modos de organização administrativa dos lugares e modos de produção de comunidades rurais e urbanas. em diferentes linguagens. LINGUAGENS E DIZERES Leitura. maquetes e globos. Populações e comunidades. 4. A tecnologia no campo e na cidade. produção e interpretação de textos geográficos e cartográficos. Paisagens urbanas e rurais. APRENDIZAGENS E SABERES O município como lugar de vivência das comunidades. 6. Indústrias e agroindústrias. 115 . Paisagens: elementos culturais e naturais. localizando elementos espaciais.

relacionando trabalho e consumo das comunidades com os cuidados necessários à manutenção da sustentabilidade. 4. organizar. 116 . 3. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. seus lugares. Limites e fronteiras. conquistas e problemas. SENSIBILIDADES E PODERES A sociedade espírito-santense: formação. interpretar e registrar noções geográficas em diferentes fontes de informações e dados. em diferentes linguagens. 2. tradições culturais. econômica. 5. 4. globos. Ler. Utilizar conceitos geográficos que caracterizem arranjos espaciais dos lugares de vivência. transportes e comunicação e às formas de expressão cultural das sociedades. à marcação de diferenças entre sociedades e ao domínio político sobre populações e espaço geográfico. Associar a formação territorial a processos de luta pela apropriação da terra. representando em mapas e em outras linguagens o conhecimento sobre seu espaço geográfico. Modos de produção. da hidrografia. LINGUAGENS E DIZERES Uso e aplicação da linguagem cartográfica. Produzir. registrando impressões e compreensões por meio de diferentes linguagens. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido.Sumário principal 3ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Lugar de vivência de cidadania: Estado do Espírito Santo COMPETÊNCIAS 1. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Integração dos elementos do clima. cidades e campos. 5. paisagens. Representar cartograficamente dimensões do espaço geográfico. Cuidados com o meio ambiente. Localizar e identificar o Espírito Santo em representações cartográficas. Identificar a distribuição de recursos naturais. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. Diferenças e diversidades. Fontes de energia. relacionando-os aos meios de produção. Caracterizar territórios. 6. Tabelas e gráficos. 2. 6. selecionar e socializar dados e informações. limites e fronteiras. municípios. Compreender a importância da participação em grupos. Conhecer modos de produção e principais riquezas do Estado. lutas. APRENDIZAGENS E SABERES Processos de marcação de territórios. Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Situação do Estado no país e no mundo. Desenvolver noções de percepção espacial e temporal. Conhecer o processo de formação do território do Espírito Santo na dimensão espacial brasileira e mundial. 7. A afrodescendência. exercitando atitudes de compreensão de diversidades e atitudes de convivência social solidária e cuidados com a natureza. 3. Riquezas naturais e elementos paisagísticos: sua utilização pelas sociedades. da vegetação. HABILIDADES conteúdos 1. religiosa e cultural no espaço geográfico. do relevo e das ações das sociedades na transformação de paisagens. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. os indígenas e os descendentes migrantes: lutas e organização política. Processo de formação territorial do Espírito Santo. Mapas. Elaborar interpretações e registros sobre organização territorial do Estado.

urbanas e periféricas. transformações em tempo geológico. 3. Minorias étnicas. HABILIDADES conteúdos 1. a localização. Fontes de energia. Fazer uso de diferentes tipos de fontes de investigação. vegetação. PESQUISAS E FAZERES Investigações sobre diferentes arranjos espaciais e administrativos: paisagens urbanas e rurais. SENSIBILIDADES E PODERES As relações de trabalho. Mudanças e transformações da natureza e das sociedades. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. em elementos que caracterizam o espaço geográfico. Cuidados com o meio ambiente. Mapas. histórico e linear. Brasil. quilombolas. em diferentes linguagens. um país tropical. Realizar procedimentos de pesquisa e registros geográficos em diferentes fontes e linguagens. a dimensão e o acontecimento de fatos. Relações com a organização do espaço geográfico. Relações e interdependência: natureza e sociedade. fenômenos e processos. 117 . relevo e sociedades: fatos. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e de expressão cultural das sociedades. 4. por meio da cartografia escolar e de outras linguagens. 2. fenômenos e processos da natureza e da sociedade que caracterizam espaços nacionais. distribuição e consumo de mercadorias e produtos.Sumário principal 4ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Um lugar de vivência no mundo: Brasil COMPETÊNCIAS 1. fenômenos e processos geográficos. Relacionar conceitos geográficos e históricos para compreensão de fatos. Desenvolver atitudes de compreensão de diversidades. Modos de produção. indígenas. fenômenos e processos sociais e naturais no espaço geográfico. 6. de convivência solidária com diferenças e de cuidados entre sociedade e natureza. características do espaço geográfico e da população brasileira. LINGUAGENS E DIZERES Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Tabelas e gráficos. Representar e interpretar. O consumo e a sustentabilidade. 6. Conhecer processos naturais agravados por intervenções humanas. analisando impactos no espaço geográfico. globos. avaliando criticamente sua produção e aplicação. movimentos e problemas. APRENDIZAGENS E SABERES A Terra e seus movimentos. Populações: formação. 5. 4. 2. Diferenças e diversidades culturais. Poderes do governo. Conhecer diferentes processos da natureza. hidrografia. Fazer uso de diferentes metodologias para produzir dados e registros sobre o conhecimento geográfico. regiões. Interpretar e representar. 5. 3. Identificar. relacionando dados para caracterizar o espaço geográfico. Clima. Sociedades rurais. Considerar valores humanos e a diversidade sociocultural em análises de fatos. em diferentes linguagens. Efetuar análises. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico.

CUNHA. Caderno CEDES. 25. MENDONÇA.. Vitória. E. maio/ago. Terra capixaba: geografia e história. FILIZOLA. CALLAI. A. KATUTA. Estrutura e origem das paisagens tropicais e subtropicais . Autor. R. SP: Papirus. _______. CASTROGIOVANNI. M. CAVALCANTI. São Paulo: Contexto. SP. PASSINI. Geografia. Campinas.) Geomorfologia uma atualização de bases e conceitos. _______. 2003. 1998. ES: Fundação Cultural do Espírito Santo. KILL.H. A C et al.66. (Org. São Paulo: Contexto. R. PERONE. ES. KOZEL. Geografia. v. I. 2003. São Paulo: FTD. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. PCNs + ensino médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais. 1989. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Ministério da Educação. A. _______. o espaço vivido. 2004. Parâmetros curriculares nacionais: geografia. 1995. 2001. A. R.1. São Paulo: Contexto. Vitória. Florianópolis. MENDONÇA.4. Geografia do Espírito Santo. B. A. ALMEIDA. O espaço geográfico: ensino e representação. H. São Paulo: Quinteto Editorial.. São Paulo: Moderna. J. 2003. Brasília: MEC. São Paulo: Ateliê. 1998. Ed. J. História e geografia do Espírito Santo. EDUFES. F. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Didática da geografia: memórias da terra. Brasília: MEC/SEF. 2000. 2003. Clima urbano.. Secretaria de Educação Continuada. n. 7-20. A M. 2000. A. 2003. 1998. Vitória. p. Y. Educação africanidades Brasil. Brasília: MEC/SEPPIR.. F. F. Geografia: pesquisa e ação. Representações cartográficas: teorias e práticas para o ensino de Geografia. ES: Ed. 2007. KRAJEWSKI. Oficina de Texto. S.d. Brasília: MEC/SEF. 118 . S. Alfabetização e diversidade. ALMEIDA. C. MORAES. Parâmetros curriculares nacionais: história e geografia. Vitória.D. n.D.. escola e construção de conhecimentos. DANNI-OLIVEIRA.J. Brasília: MEC/SECAD: s. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. 2004. Campinas. L.. C. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. L. MONTEIRO. da UFSC.Sumário principal 8. _______. Porto Alegre: Mediação. MAESTRO. T. 1997. MOREIRA. ES: Ed. (Org. São Paulo. Autor. BIGARELLA. V. SC: Ed. 1974. Geografares. GUERRA. S.5 Referências AB’ SÁBER. Revista do CCHN-UFES.. T. BRASIL. A.) Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. C. M. Secretaria de Educação Fundamental. 2005 CASTELLAR.. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 1996.

N. J. 2006. et al. M. N. T. 1993. et al. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. _______. PRESS. PONTUSCHKA.. RUA. 119 . VALLADARES. C. Vitória. 1983. ZANOTELLI. Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. PONTUSCHKA. Porto Alegre. 2004. 2007. São Paulo: Difel. ES: UFES. Para ensinar e aprender geografia. Porto Alegre: EDUFRGS. Geografia para o ensino fundamental: material de referência para o professor. São Paulo: USP/EUSC. 1987. O. N. Y. N. Pensando o espaço do homem. Y. MOTTA. C. M. 2006. 2007. F. N. TUAN. M. Geografia I. Rio de Janeiro. Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. C. Rio de Janeiro: Access. Bookman. 2002. Por uma nova geografia. A U. São Paulo: Contexto. CACETE. SILVEIRA.. N. PAGANELLI. R. Para ensinar geografia. ES: SEDU. Vitória. Um estudo do lugar do nosso cotidiano: GeografarES (Geografia do Espírito Santo) Vitória: nea@d/UFES. L. O discurso do avesso (para a crítica da Geografia que se ensina).. B. Dois Pontos. et al. _______. SANTOS. 2003. 5v.. T. N. São Paulo: USP/EDUSC. Ed. R. Para entender a terra. H. 2006. SCHAEFFER. São Paulo: Cortez. OLIVEIRA.Sumário principal MOREIRA. 2004..

a interpretação do passado prendeu-se à narração de mitos que tinham como finalidade a explicação da formação da realidade através da intervenção de seres sobrenaturais.2 História 8. Assim sendo. e a contextualizar historicamente sua prática docente cotidiana. É dessa época que data a inclusão da História nos programas de ensino de determinadas escolas na Europa. entre elas. sociais e políticas contribuíram para modificar o universo mental de então. as escolas militares. estamos também convidando o professor a refletir a partir do próprio campo da Ciência Histórica. a fim de responder: Para que serve a História? Por que ensiná-la? A História tem sua origem na necessidade humana de registro do passado. A História consolidou sua função político-ideológica com a Revolução Francesa. do Renascimento e da Reforma Religiosa houve um considerável desenvolvimento do espírito crítico que se refletiu nos estudos. ao apresentarmos uma proposta de trabalho baseada em conteúdos básicos e comuns.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . Com o advento do Humanismo. isto é. as transformações econômicas.Sumário principal 8. 120 .2.. a profusão de documentos escritos vieram conferir à História uma função prática: a verificação da veracidade dos documentos. A investigação histórica desenvolveu-se com os iluministas que procuraram demonstrar pela razão que o progresso da humanidade é derivado do desenvolvimento da ciência e da instrução. Pouco a pouco. as possibilidades de relações entre o saber histórico e o saber histórico escolar.para aprender a aprender e para aprender a fazer.. que passou a necessitar de um sistema explicativo que relacionasse os acontecimentos a decisões e possibilidades.. quando a recuperação do passado passou a ter como objetivo principal a exaltação da pátria e sua glorificação. sendo comum acentuar-se o papel da Grécia Antiga na formação do espírito do historiador e na construção de um pensamento com base na razão.. Que história é essa? Compreender a História como disciplina escolar implica compreender diferentes concepções de história e historiografia e suas repercussões no ensino. Durante o período medieval. e a História passou a ser um meio de fundamentação das críticas à sociedade. Inicialmente.

história das civilizações etc. pouco a pouco. as abordagens culturais passaram a ser fundamentais para o preenchimento de lacunas e incertezas. Assim. da necessidade de consolidação e historicização de conceitos. a história problema substituiu. colocando a questão econômica como determinante. e na introdução no ensino de História de aspectos relativos a mentalidades. Além disso. No início do século XX. a história narrativa e houve o reconhecimento de um campo de documentos históricos mais vasto que os testemunhos escritos. a ênfase passou a ser. bem como da diversidade de fontes. Como a realidade foi se tornando cada vez mais complexa. o reconhecimento de novos objetos. no reconhecimento dos diferentes sujeitos da História. considerando as alterações paradigmáticas das ciências. a influência da historiografia contemporânea sobre o ensino de História se faz perceber. com a difusão do pensamento positivista. A construção de uma consciência histórica e das possibilidades de pensar historicamente sobre a realidade em que vivemos confere ao ensino de História especificidades e particularidades no que diz respeito às contribuições da disciplina na formação humana. por exemplo. representações e práticas culturais. mas não exclusiva. isto é. foram realizadas considerações interdisciplinares a partir do reconhecimento da relativização da História. cujo pensamento caracterizou-se pelo estudo da substituição dos mecanismos da sucessão de acontecimentos pela dinâmica das estruturas e dos modos de produção. problemas e abordagens (a chamada Nova História). de que a valorização de um setor ou uma visão da História está inserida em sua própria historicidade. Assim sendo. É inegável a influência de Karl Marx. 121 . cotidianos. muitos historiadores passaram a considerar a ampliação dos objetos de interesse do historiador. A partir da década de 1970. história econômica.Sumário principal Na segunda metade do século XIX. então. a criação de uma História científica ganhou força e desenvolveram-se algumas disciplinas especializadas no interior do campo histórico: história política. na necessidade de o professor de História relacionar as metodologias da pesquisa histórica com as metodologias de seu ensino (teoria relacionada à prática e resultando em conteúdos procedimentais). e da ampliação das possibilidades em torno do fato histórico.

. Uma História de múltiplos tempos.. levando o Estado republicano a consolidar sua imagem de elemento atuante e protagonista da História Nacional. ampliou-se o ensino escolar para uma educação que considerasse as políticas de preservação do patrimônio e as festas cívicas. sendo ferramentas de controle e mediações entre as práticas políticas e culturais. Esse ensino. leiga e gratuita. eliminando as possibilidades de um ensino crítico. 122 . a consolidação da História como disciplina escolar ocorreu após a independência. cada vez mais. não se visava à formação de uma consciência crítica. de acordo com a ordem capitalista que se consolidava no país. um ensino cada vez mais homogêneo deveria tornar o passado harmonioso. durante a Era Vargas. cujo objetivo era a formação de um cidadão ajustado à ordem autoritária vigente. assim. O pensamento da elite política e intelectual apontava. instituindo a obrigatoriedade da educação escolar. sujeitos e diálogos A História. Durante as décadas de 1960 e 1970. mas à adequação do indivíduo à sociedade.para aprender a ser e para aprender a conviver. O ensino escolar. negava os avanços da produção acadêmica e estimulava a formação do chamado professor de licenciatura curta. o ensino da História foi unido ao da Geografia.. para a elaboração de uma história para a jovem nação que pudesse ser difundida através da educação. condensados na disciplina de Estudos Sociais. É desse período que data a luta burguesa por uma escola pública. Mais tarde. enquanto disciplina do ensino. com a ditadura militar. No entanto. ocorreu primeiramente no contexto de transições que tiveram origem na Revolução Francesa. espaços. A partir da difusão das ideias iluministas. No Brasil. Os livros didáticos e datas comemorativas passaram a ser instrumentos para a manutenção e homogeneização de determinadas visões de mundo e de História. a história ensinada distanciou-se cada vez mais da influência da igreja. com o início da estruturação de um sistema de ensino para o império. Durante o início da república. apagando as diferenças sociais e culturais. colocando como central a questão da identidade nacional.Sumário principal . quando foi instituído o processo de escolarização obrigatória.. trabalhador/produtor/consumidor. deveria formar um determinado cidadão. revestido de conteúdos cívicos. e sua organização enquanto disciplina escolar está diretamente relacionada com a transformação da História como campo de conhecimento.

2.. incentivando o respeito às diversidades.. a Cultura e o Trabalho Considerando a tríade Ciência. para querer saber . buscase a compreensão da realidade como objeto. é uma forma de construção do conhecimento e de pensar histórica. Hoje. A realidade. Essa integração garantirá uma contínua aprendizagem e a sensibilização necessárias para uma educação que possa vir a garantir a paz e a dignidade humana. geográfica. competências. Cultura e Trabalho como as formas com as quais o homem 123 .. ao considerar as possibilidades de seu fazer e de seu saber. sociológica e filosoficamente. filosófico.. Nessa perspectiva. 8.2 Objetivos da disciplina . geográfico. A prática docente da História tem caminhado de acordo com as principais questões de seu tempo. de informar um conteúdo histórico. Especificamente em relação à História. o objetivo e a finalidade principais do ensino da História. Uma sociedade democrática pede a participação de todos e cada um dos membros no desenvolvimento do potencial de cada um e da coletividade. portanto. Não se trata. conteúdos.Sumário principal Com o passar dos anos e o reinício da democracia. torna-se o objeto. objetivo e finalidade principais do seu ensino. a partir do reconhecimento de si e do outro e da construção de uma consciência histórica. vista dessa forma. os estudos das Ciências Humanas devem ser empreendidos de modo integrado: valores. incorporando diferentes concepções de ensino e de História. A informação. e questionar os conteúdos tradicionais. a disciplina escolar História recuperou sua autonomia. Compreendemos que o desenvolvimento da compreensão de conceitos básicos das disciplinas das Ciências Humanas permite a construção da compreensão da realidade. em todo o mundo “globalizado”. Uma História que debate a Ciência. sociológico etc. Dessa forma. a vida cotidiana coletiva se constitui um dos principais eixos do ensino da História e as temáticas a ela referentes são importantes para destaques acerca das diferenças culturais e étnicas. política e seu ensino passaram a expressar a nova conjuntura.. conhecimentos e habilidades. e as imbricações entre cultura. de um sentimento de pertença. valores e habilidades. mas de oportunizar ao aluno possibilidades de relação de temas. acrescida de atitudes investigativas. o ensino de História transforma a fronteira da história vivida e da história ensinada em um espaço de diálogos e reflexões.

a percepção de que a história e seu ensino são objetos de si mesmos. para além de suas dicotomias aparentes. a interlocução das demais ciências sociais com o ensino da História. proximidade e distância. urbano e rural. exploração e apropriação) como uma das estratégias do ensino da História ao considerar o meio ambiente histórico e o patrimônio vivo. (re)significando a noção de documento. as questões concernentes à memória (individual e coletiva. uma proposta cujo eixo estaria em consonância com os mais recentes debates que envolvem a história como ciência e sua função social. que. passado e presente. e com os demais saberes escolares. Um debate entre o ensino de História praticado e aquele aqui idealizado. ressaltando a importância da consolidação de paradigmas identitários. ampliam noções como representações e processo. fragmentada e reconstruída. a formação de uma consciência histórica. deverá observar em suas reflexões: a compreensão de que somos sujeitos diferentes e diversos. registro. textos e múltiplos olhares que estão presentes em nossa sociedade. Dessa forma. alunos. portanto. necessária nos processos de transformação social cuja base é o trabalho humano. 124 . antigo e moderno. pais e demais envolvidos na cultura escolar). historicamente construídos e portadores de direitos. sem perder de vista a articulação teoria/prática e destacando as etapas e as ferramentas do processo investigativo. singular e plural). inserido no processo do ensino da História em suas múltiplas temporalidades. educadores. o reconhecimento das diferentes linguagens. a educação patrimonial (observação. pretende-se fundamentar uma proposta de trabalho para a Educação Básica que possa ser discutida e apropriada por seus sujeitos (professores. a dimensão ética de todo processo educacional. considerando os procedimentos do historiador no trato com a História. o espaço historicamente construído e. semelhanças e diferenças. concepções como rupturas e continuidades. que privilegie como eixo a dimensão local e a formação dos sujeitos de direitos. portanto. mas também estimular os conteúdos complementares que cada professor deve elaborar de acordo com sua realidade de ensino. os objetivos listados a seguir têm a intenção de organizar ideias e fundamentar os conteúdos básicos comuns propostos neste documento.Sumário principal transforma a sociedade em uma perspectiva emancipadora.

estímulo ao uso de diferentes linguagens. leitura de mapas. investigação. trabalhos com documentos de diferentes tipos. gráficos e tabelas. registro e socialização de resultados são. Problematização. estudos de caso. fazeres e quereres. 125 . Considerando essas especificidades. para si e para os outros). conteúdos procedimentais da História e etapas de seu ensino. uso crítico do livro didático. museus e outras instituições de guarda).. Uma História que investiga. mas também seus valores. que devem ser múltiplos. inerente ao processo de ensino da História. Nesse sentido. Em todos os níveis/modalidades do ensino (incluindo a EJA. é fundamental a alteração do eixo do ensino de História Geral para a História do Brasil e a História do Espírito Santo. ênfase em diferentes práticas de leitura e escrita. 8.3 Principais alternativas metodológicas . saberes e sensibilidades) e os procedimentais. a Educação no Campo. uso de diferentes fontes históricas. partilhadas). portanto. critica e interpreta Ao enfatizar a formação de sujeitos – compreendidos como sujeitos de direitos.. passa a ser o eixo organizativo dos CBCs de História. A pesquisa. A garantia da autonomia do professor na elaboração de seu planejamento (objetivos. que a dimensão identitária (imagem de si. para aprender e para querer: saberes. portanto. com suas características singulares e plurais – busca-se a compreensão do mundo em que se vive a partir do reconhecimento de si e do outro.. dessa forma. e a Educação Indígena) deve prevalecer o desenvolvimento de atitudes investigativas que reforçariam as relações entre os conteúdos conceituais (que compreendem as ações do homem no tempo. está associada à construção de uma consciência histórica que surge do terreno das memórias (individual. e educação de olhares. para ensinar. que podem ser pensados como um processo de construção do conhecimento histórico escolar. destacamos a necessidade de desenvolvimento de material didático específico.. estudo do meio.2.Sumário principal Compreendemos. visitas técnicas (arquivos. conservando a característica de uma História Integrada. técnicas da história oral. coletiva. conteúdos e metodologias) é fator importante para tal empreendimento.

entre os tópicos eleitos para o alcance dessas habilidades e competências. outros consideram que devemos partir do “concreto” para o “abstrato”. que a aprendizagem ocorre do “simples” para o “complexo”. ações que podem ser compreendidas como competências. sucessão e simultaneidade. objetos e museus. conceitos e sujeitos que se integram e integram diferentes alternativas metodológicas. ocorre a partir da formulação. jornais. antes/agora/depois. visando a estabelecer relações e promover interpretações. patrimônio. compreendidos como uma articulação entre as habilidades e competências (selecionadas pelo professor de acordo com o nível de ensino). vídeo e cinema. comparação e argumentação são. assim compreendidos.. são formas possíveis de alcance das competências. Habilidades. muitos teóricos consideram que o processo de aprendizagem ocorre quando partimos do “próximo” para o “distante”. datas comemorativas. fontes. revistas. lendas. relatos. documentos oficiais. e o pensar histórico). música. obras de arte. ainda. A construção do conhecimento. fotografia. procedimentais e atitudinais). Esse seria o processo durante o qual ocorre a aprendizagem histórica (aqui dividido em três etapas: a alfabetização histórica. Através do exercício da dúvida. que tais afirmações não podem ser feitas de forma tranquila. A experiência docente em História demonstra. por exemplo. entretanto. Livros. nesse sentido. monumentos.Sumário principal Os conteúdos básicos e complementares da História ensinada (conceituais.. o aluno pesquisador e o professor pesquisador consideram seus saberes prévios. De um modo geral. Observação. outros. os procedimentos históricos. que apontam para a pesquisa como ensino/aprendizagem e para a problematização do presente a partir do estabelecimento de relações entre as dinâmicas temporais: permanências e mudanças. mas são produtores de um saber específico que redefine suas relações com o conhecimento histórico e seu processo de produção. o que é simples e o que é complexo. de modo que caberia indagar o que é próximo e o que é distante. Esclarecemos que compreendemos por competências ações que expressam uma tomada de decisão através da utilização de ferramentas concretas e intelectuais. expressão e possibilidades de respostas de dúvidas. passam a ser eles mesmos construções sociais e históricas. bem como da mobilização de esquemas conceituais. o que 126 . e entre a metodologia determinada para tal fim. Fatos. fontes orais. assim compreendida. uma vez que a aprendizagem histórica ocorre juntamente com o processo de produção de sentido. Os conteúdos. literatura.

É preciso. se repetem na sequência dos segmentos e séries. contextos 127 . Ao contrário. os tópicos e habilidades distribuídos por cada série. torna-se ferramenta basilar. Coerentemente com a concepção de História e seu ensino que permeia nossa proposta. que reflitamos sobre as competências e habilidades que estão relacionadas a esse processo de construção do saber histórico escolar. Coerentemente com a opção pela pesquisa como eixo organizativo do currículo e da prática docente. ao agrupar os principais tópicos selecionados como básicos pelos professores. por vezes. deve partir dos objetivos e das metodologias que consideram os saberes prévios. Outro fator digno de nota é que os CBCs de História. para a construção de um planejamento adequado a cada especificidade escolar. argumentação. dividimos a proposta dos CBCs de História nos três segmentos de ensino: Séries iniciais do Ensino Fundamental. no Ensino Fundamental. temas estruturantes e habilidades. o processo de avaliação é parte integrante da ação educativa em História. construídos a partir da consulta aos professores da rede estadual de ensino. explicação e problematização que envolvem a construção do conhecimento histórico escolar. também. disciplinas. garantindo a possibilidade de autonomia do professor e a flexibilização dos conteúdos. envolver etapas individuais e coletivas de trabalho. A avaliação processual (diagnóstica. É importante notar que algumas competências. Pode. Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. cada tópico foi dividido em três seções: tematizando (apresentação de sugestões e possibilidades temáticas). mas não única. problematizando (possibilidades de investigação e procedimentos). A partir dessa compreensão. uma vez que devem garantir o caráter gradual da construção do conhecimento. portanto. diversidades. portanto. no universo cultural composto por informações globalizadas e efêmeras de nossas crianças e jovens. não pretenderam esgotar conteúdos a serem trabalhados em sala de aula no processo de construção do conhecimento histórico escolar. não simplesmente de tópicos a serem trabalhados. e a construção de significado do documento histórico. Cada segmento é exposto a partir de um conjunto comum de competências e temas estruturantes que permeiam uma competência específica. a avaliação pode considerar as possibilidades de descrição. Nesse sentido. cotidiano do aluno. formativa e somativa) pode envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor. e dialogando (considerações com outros temas. A gradação.Sumário principal é concreto e o que é abstrato.

Sumário principal etc. argumentação. Linguagens e representações. científico. fatos e conceitos. selecionar e divulgar dados e informações. como fonte de consulta dos alunos e recurso didáticopedagógico. organizar. Elaborar explicações históricas multicausais. relacionando-os com os de outras ciências e com a vida cotidiana. ENSINO FUNDAMENTAL Procedimentos Históricos TEMAS ESTRUTURANTES Saberes e sensibilidades. Os sujeitos. 128 . História e memória. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. busca. sócio e culturais. elaboração de respostas possíveis. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. Em todos os segmentos do ensino. jornalístico etc). aplicar e compreender conceitos históricos básicos. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. procedimentos. Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. atentamos que o livro didático deve ser utilizado de forma problematizadora. que podem ser realizadas durante o processo de construção do conhecimento histórico escolar). 5. Levantar. 4. COMPETÊNCIAS GERAIS 1. 3. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. Construir. 2. Dominar e fazer uso de indagação. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. sem substituir a autonomia do professor em relação ao seu planejamento inserido no Projeto Político Pedagógico de cada escola.

História Anos Iniciais do Ensino Fundamental ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetização Histórica 1º Ano e 1ª a 4ª Séries TEMAS ESTRUTURANTES: • O tempo. 2 - Construir. diferenças e diversidades. 5 - Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. relações sociais.2. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. jornalístico etc). procedimentos. 3 - Levantar. busca. elaboração de respostas possíveis. sociais e culturais. selecionar e divulgar dados e informações. argumentação. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. relacionando-os com os de outras ciências e a vida cotidiana.4 Conteúdo Básico Comum . • Eu e os outros: identidade. organizar. COMPETÊNCIAS GERAIS 1 - Dominar e fazer uso de indagação. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. • História e memória. 129 . 4 - Elaborar explicações históricas multicausais. científico. fatos e conceitos. • Os sujeitos. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes.Sumário principal 8. o tempo vivido e o tempo histórico.

à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. Dialogando • Considerar as diferenças étnicas no Espírito Santo e sua relação com o nome de cada um 3) Tematizando • A família • Os amigos • O dia a dia com a família Problematizando • Os utensílios domésticos tem história. toda escola tem história. o meio ambiente. o tempo da lua. nomes de família Problematizando • A noção de historicidade de objetos concretos e abstratos: toda rua tem história. Dialogando • Considerar a diversidade étnica e a relação com meio ambiente 4) Tematizando • O tempo e o relógio • O dia a dia das crianças • O nosso calendário • As horas e suas unidades • Os anos e suas unidades Problematizando • O tempo do sol. comidas tem história etc. nomes de lugares. o tempo da chuva etc. Dialogando • Considerar como os indígenas contam o tempo • Considerar as diferenças entre o tempo da cidade e o tempo do campo 130 .Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos Competência: identificar possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. CRIANÇAS. espaço. duração e cultura. o uniforme da escola. FAMÍLIAS e TEMPOS 1) Tematizando • A criança como ser singular e plural Problematizando • Passado. a moda cotidiana etc. • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. as instituições com as quais se convive diariamente. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. o planeta. toda casa tem história etc. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. Contextualizando • Diferenças étnicas e regionais do Espírito Santo 2) Tematizando • A história dos nomes: o nome de cada um. semelhanças e diferenças • Histórias das crianças de hoje e do passado • As brincadeiras. presente e duração. a sociedade.

o planeta. duração e cultura. espaço. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. o meio ambiente. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. CRIANÇAS.Sumário principal 1ª série Competência: exercitar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. a sociedade. • Exercitar diferentes tipos de descrição. a consideração de diferentes pontos de vista e a necessidade de busca de consensos. GRUPOS e TEMPOS 1) Tematizando • O tempo e o relógio: percebendo e registrando o tempo • Relógio de sol. de água. as instituições com as quais se convive diariamente. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. de areia • Os anos e suas unidades • As décadas Problematizando • Álbum de família e noção de duração • Toda família tem história Dialogando • Considerar a diversidade étnica e o conceito de família 2) Tematizando • Bairros do município • Municípios vizinhos e sua relação com o município da escola Problematizando • Todo bairro tem história Dialogando • Considerar a interação com os conceitos e procedimentos geográficos 3) Tematizando • Os bairros se comunicam • Os municípios se comunicam • Meios de comunicação e de transporte Problematizando • Os meios de comunicação têm história • Os meios de transporte têm história Dialogando • Considerar a relação de cidade e campo • Considerar a relação da criança com o trânsito e a noção de segurança e regras 4) Tematizando • A escola e os seus sujeitos • Quem é quem na escola • Cada pessoa tem sua história Problematizando • Como registrar o tempo que passa para cada um Dialogando • Considerar a diversidade de fontes históricas e a noção de documento 131 .

o planeta. CRIANÇAS. • Orientar-se no tempo com segurança. espaço. o meio ambiente. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. as instituições com as quais se convive diariamente. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. duração e cultura. • Exercitar diferentes tipos de descrição e narrativas. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. a sociedade. décadas e séculos Problematizando • A memória como direito humano Dialogando • Considerar que diferentes sujeitos podem construir uma mesma história 132 . TEMPOS e MEMÓRIAS 1) Tematizando: • A escola e meu bairro • As ruas de meu bairro • O que existe em meu bairro e o que não existe Problematizando • As ruas têm história • Porque existem certas coisas em meu bairro Dialogando • Considerar os procedimentos geográficos • Considerar as relações sociais e econômicas que determinam a construção de bairros e cidades • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar os indígenas que não se organizam em cidades 2) Tematizando • A reconstituição do passado pela memória Problematizando • Histórias de vida também são História • Como registrar a memória Dialogando • Considerar os conceitos de memória individual e coletiva • Considerar a noção de grupos sociais • Considerar o conceito de identidade cultural 3) Tematizando • As diferenças culturais e sociais Problematizando • As diferenças têm história Dialogando • Considerar as noções de igualdade e equidade 4) Tematizando • A representação da realidade: o que contam os historiadores • Contando mais tempo: anos.Sumário principal 2ª série Competência: expressar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros.

botocudos. o planeta. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. • Considerar os diferentes registros históricos e as possibilidades de representação da realidade • Considerar a noção de duração 2) Tematizando • O Espírito Santo antes da chegada dos portugueses • Quem eram os habitantes nativos (puris. duração e cultura.Sumário principal 3ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. as instituições com as quais se convive diariamente. econômicos. espaço. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. políticos etc. • Exercitar diferentes tipos de descrições. a sociedade. goitacazes. temiminós. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. políticos. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. narrativas e registros. o meio ambiente. sociais e culturais • A escravidão Problematizando • O conceito de trabalho tem história • O que acontecia no Espírito Santo e o que acontecia no Brasil • Considerar as relações do campo com a cidade Dialogando • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar conhecimentos geográficos e suas ferramentas 133 . TEMPOS. MEMÓRIAS e HISTÓRIAS 1) Tematizando • A criança e sua história • O professor também tem história • A história do município • Contando os séculos Problematizando • Como dividir a história de meu município em períodos de tempo Dialogando • Considerar a multiplicidade de possibilidades para a compreensão da história e do tempo de acordo com aspectos sociais. tupiniquins) Problematizando • Diferenças culturais entre os indígenas que habitavam o Espírito Santo • A natureza Dialogando • Considerar mudanças e permanências no tempo 3) Tematizando • A chegada dos portugueses no Espírito Santo • Quem eram os portugueses e porque vinham de tão longe Problematizando • A importância econômica tem sua história • Há valores que não são apenas econômicos Dialogando • Considerar os conhecimentos geográficos e suas ferramentas • Considerar a noção de valores humanos 4) Tematizando • O início da colonização no Espírito Santo • Porque colonizar • Relação de aspectos econômicos. culturais. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões.

Sumário principal 5) Tematizando • Os negros escravizados vinham da África • As relações da África com a Europa • As relações da África com o Brasil Problematizando • A África tem sua História Dialogando • Considerar o conceito de dignidade humana • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar os procedimentos geográficos 134 .

sociedade e cultura.Sumário principal 4ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. • Utilizar procedimentos históricos e geográficos na construção do conhecimento histórico escolar. utilizando-se de conceitos básicos da disciplina. • Comparar informações e discutir criticamente sobre as mesmas. econômicas e de poder Dialogando • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e Brasil 135 . duração. TEMPOS. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. HISTÓRIAS E SOCIEDADES 1) Tematizando • As formas de administração do Espírito Santo • Os diferentes grupos sociais • A exploração econômica • A importância da igreja • Outros povos chegam ao Espírito Santo Problematizando • As representações da História • As relações sociais têm História • O conceito de colônia Dialogando • Considerar as diferentes explorações da economia e do trabalhador e sua relação com a exploração do meio ambiente • Considerar a relação do Espírito Santo com outras capitanias e regiões do Brasil • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos 2) Tematizando • Diferentes situações de revoltas e resistência em todo o Brasil • A transferência da corte portuguesa para o Brasil Problematizando • A História é dinâmica • A História também é feita de conflitos Dialogando • Considerar a noção de relações de poder e formas de dominação • Considerar as relações do campo com a cidade 3) Tematizando • O Espírito Santo na época da Independência do Brasil • O império no Espírito Santo • O trabalho escravo no Brasil e no mundo • O processo de abolição no Espírito Santo e no Brasil • Os imigrantes • Os indígenas Problematizando • Todo povo tem sua História • As relações de trabalho como relações sociais. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Exercitar diferentes tipos de narrativas e registros. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. espaço. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração.

4) Tematizando • A República no Espírito Santo • Mudanças na educação e na escola • As relações sociais do início do século XX • A ideia de modernidade e de progresso no Brasil • Um novo mapa para o Brasil Problematizando • As formas de governo têm História • O território brasileiro tem História • Novos registros para a História: a memória fica mais perto Dialogando • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e no Brasil 5) Tematizando • O Espírito Santo e as Guerras Mundiais • As relações entre o Brasil e os países em guerra • O governo de Vargas e a administração Bley no Espírito Santo • Os imigrantes e seus descendentes • Índios. brancos e asiáticos: as etnias do Brasil Problematizando • Democracia e ditadura Dialogando • Considerar as diferentes formas de relações de poder e os conceitos de guerra e paz • Considerar o conceito de direitos humanos 6) Tematizando • Reconstruindo a democracia • Os anos 1960 e a contracultura • A ditadura militar e o papel da censura no Espírito Santo • Reconstruindo a democracia mais uma vez • O papel dos estudantes Problematizando • Relações de poder e ordem internacional: para não esquecer • Os indígenas hoje no Espírito Santo e no Brasil • Por que lutamos em defesa do meio ambiente? Dialogando • Considerar o conceito de direitos humanos • Considerar o direito à memória • Considerar os diferentes pontos de vista com os quais se escreve História 136 . as instituições com as quais se convive diariamente. o planeta. a sociedade. negros.Sumário principal • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. o meio ambiente.

SP: Papirus. 2004. Mauro. André Luiz Bis. 2007. Belo Horizonte: Dimensão. 2000. Juçara Luzia. 2007. Universidade Federal do Espírito Santo. LEITE. Fascículo 3.5 Referências BITTENCOURT. LUCINI. ROSSI..ensinodehistoria. ed. Mª Inês S. Jurandir. Circe Mª Fernandes. São Paulo: Cortez. D. Fascículo 1. 2. Maria Auxiliadora. Faculdade de Educação. STAMATTO. Keila.Sumário principal 8. Nossa gente brasileira: textos e atividades para o ensino fundamental. SP: Alínea. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. Vera Lucia Sabongi de. ES: NEAD/UFES. leituras e narrativas: módulo estudos sociais. ES: UFES/PPGE. Ensinar história. Ensino de história: fundamentos e métodos.ppge. Marizete. pesquisas e ensino.historianet. ZAMBONI. 265 p. SCHMIDT. Lúcia.ufes. Ernesta (Org.br www. 2001. UFRN.br/ dissertacoes/2008/dissertacoes. Ensino de história: escritas. GRINBERG. Departamento de História. 2008. O livro didático de história: políticas educacionais. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais.).com. Marlene. 2004. ______. Pesquisa como ensino: textos de apoio e propostas de trabalho. Porto Alegre: Mediação. Campinas. RICCI. Claudia Sapag. Tempo. narrativa e ensino de História. 2000. Ensino de história e história do Espírito Santo: módulo estudos sociais. NA REDE www. BERTONI. 2003. Disponível em: <http://www. O livro didático no Espírito Santo e o Espírito Santo no livro didático: história e representações. 64 p. ES: NEAD/UFES.2. OLIVEIRA. Ana Mª. Quanto tempo o tempo tem! Campinas. Belo Horizonte: Autêntica. Vitória. Oficinas de história. LAGOA. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. 2006. MALERBA. 2006. PIROLA. São Paulo: Scipione. 2008. Vitória. REVISTAS Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Federal Fluminense (RJ).com 137 . Margarida Mª. Natal: Ed. História e Ensino: Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Estadual de Londrina (PR). Vitória. GRINBERG. CAINELLI.asp>.

é o termo de uma relação que o homem busca ininterruptamente. É função específica do Ensino Religioso exercitar o educando para que se dê conta da dimensão transcendente da sua vida e de levá-lo a viver isso na intensidade de si mesmo. O homem está aberto a algo ou a alguém que o supera. num conhecimento ou num amor finitos. que o ultrapassa. bloqueando seu dinamismo 138 . é um atributo exclusivo da vida pessoal. O sagrado. sua abertura a um projeto que incessantemente o ultrapassa. radicalmente distinto de toda realidade. Por conseguinte. ou seja. é ele uma realidade do além ou de outro lugar que se imponha ao homem. Bastaria isso para reconhecer o caráter único do homem. e que. o homem sente a impossibilidade de se fechar numa atitude. ou seja. Mas no que con- siste essa dimensão religiosa ou essa esfera do espiritual na existência humana? O lugar originário do sagrado é o desejo do homem. Por causa desse desejo de plenitude. um setor à parte na existência humana. em harmonia com sua percepção do transcendente. uma realidade demarcável em si mesma. O sentido de toda religião. vai ao encontro dele. o fato da possível religiosidade. A educação religiosa é educação dessa habilidade. educação da religiosidade objetiva. Menos ainda. fora da qual nem sequer é concebível. que o excede.3 Ensino Religioso 8. traduzindo a sua religiosidade em atitudes práticas. dão testemunho dessa transcendência inscrita na estrutura constitutiva do homem. A dimensão religiosa – como também a dimensão ética – é específica e constitutiva do ser humano. O próprio sentido da liberdade já é uma busca do absoluto. definitiva em nenhuma realidade humana. todo o dinamismo ético ou poético dos homens. está ligado à condição de pessoa.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A esfera da religiosidade é uma dimensão constitutiva da realidade humana. Toda a história religiosa da humanidade.Sumário principal 8. Mas a educação da religiosidade não se reduz à religiosidade subjetiva. acabada. é também educação das expressões nas quais se traduz a religiosidade da pessoa. simultaneamente. uma vez que o absoluto jamais assume fisionomia plena. em seu fundo como em seu mistério. o sagrado não é. O lugar originário da religiosidade é a disponibilidade que sente em face de quem o chama. O Ensino Religioso escolar se propõe educar essa dimensão da vida humana com o objetivo de proporcionar uma formação integral da pessoa.3. antes de mais nada.

E é aí que nascem todas as ambiguidades de que nos ressentimos hoje de maneira tão aguda. Haurir na profundidade humana e nas relações com o transcendente as energias e orientações para o caminho de vida 139 . e consiste numa relação ou numa busca de relação. seja rejeitada. consequentemente. linguagens e paisagens religiosas presentes nas culturas e nas sociedades. Essa permite que o homem se coloque em relação ao outro que o interpela e que o ultrapassa. 8. A linguagem remete à experiência. capaz de ajudar os educandos a se autoposicionarem diante da transcendência e dar um sentido à própria existência. as confissões de fé. para poder comunicar-se. ela se conserva sempre presente no íntimo do homem. E. co-extensiva a toda realidade. a toda a vida do homem. ambígua. os ritos. essa experiência religiosa radical. a algo mais profundo do que a própria linguagem. Objetivos específicos Educar para a alteridade. Por mais pessoal e secreto que seja o sagrado como experiência fundamental. por mais que tal pergunta. para ser vivida humanamente.3. os mitos. ele não pode existir humana e coletivamente sem assumir uma expressão externa. as liturgias. Esse relacionamento religioso fundamental deverá traduzir-se por meio de inevitáveis expressões religiosas: os símbolos. e a palavra decisiva sobre esse mesmo homem foge continuamente do horizonte de sua história.2 Objetivos da disciplina Objetivo geral Promover a compreensão. O homem é pergunta. jamais se deverá esquecer. Ele está na origem do homem. deverá transformar-se num acontecimento da linguagem (P. o serviço e a comunicação. Motivar a assumir atitudes e práticas pró-vida. A importância do Ensino Religioso é que se constitua como uma educação da religiosidade. a indagação constitutiva do homem. o problema consistirá sempre em encontrar um outro diferente dele mesmo. Ricoeur). essa religião fundamental se tornar cultural e. assumida pela fé. porém. a interpretação e a (re)significação da religiosidade e do fenômeno religioso em suas diferentes manifestações.Sumário principal específico. que as expressões não têm outra ambição senão a de conduzir à EXPERIÊNCIA espiritual. ao se exprimir. afastada pelos homens ou pelas culturas. Para o homem. Se. justamente por essa razão. Em outros termos.

com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados. o Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado.150-175).3 Principais alternativas metodológicas A reflexão sobre a religiosidade é bastante nova no âmbito da educação escolar. contribuir com os estudantes na busca da compreensão. Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas. Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por ela produzidos em suas marcas de religiosidade. ainda. Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais. a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando. ao introduzir o Ensino Religioso na sua matriz curricular. porém. é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso e alicerçada no respeito à diversidade cultural e religiosa. norteadoras. Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. Por isso preferimos indicar apenas algumas linhas 140 . como princípios éticos fundamentais. Oportunizar o desenvolvimento de atitudes de veneração pelo sagrado (RUEDELL. P. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial. Estudar o fenômeno religioso requer. portanto.Sumário principal pessoal e social. em profundidade. E. Portanto. tanto na afirmação quanto na negação do sagrado.3. Esperamos com isso contribuir na reflexão sobre o lugar da religiosidade na educação. O grande desafio. A escola. deve ajudar os estudantes na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são influenciadas pelas tradições religiosas. comparação e análise das diferentes manifestações do sagrado. Refletir o sentido da atitude moral como consequência do fenômeno religioso e da expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitária do ser humano. para dar sua resposta devidamente informado. A disciplina de Ensino Religioso deve. por sua própria natureza. busca refletir e integrar o fenômeno religioso como um saber fundamental para a formação integral do ser humano. 2007. uma metodologia dialógica 8.

A dimensão pessoal. Portanto. A religiosidade se manifesta como sistema comum de crenças e práticas que tende a se institucionalizar. Observe-se que a dimensão coletiva não tem como suplantar a pessoal. Por isso a educação da religiosidade é uma tarefa complexa. tornar-se-ia opressiva. Nesse sentido. A dimensão transcendente. Enquanto a dimensão pessoal e a coletiva dizem respeito às formas históricas de compreensão da religiosidade.Sumário principal e contextual. Para alcançar seus objetivos o Ensino Religioso deve partir das experiências e dos conhecimentos prévios dos estudantes. A religiosidade nesse sentido está centrada na liberdade pessoal que leva cada pessoa a escolher uma ou outra crença ou até nenhuma. das diversidades e das individualidades e pessoalidades. que se põe como exigência de convivência e de tolerância entre as várias confissões religiosas. a dimensão coletiva é a base da liberdade de religião. elemento que ultrapassa toda e qualquer configuração aplicável ou tangível. A relação é presença e construção. Por uma compreensão de educação: A relação é um traço constitutivo do ser humano. se assim o fizesse. A dimensão comunitária ou coletiva. no reconhecimento. Dessa forma os conflitos poderão ser tratados positivamente. o homem não pode viver sem dialogar. Ele é um ser constitutivamente dialogante. Implica ainda a articulação de dois conceitos e das possíveis relações entre eles: educação e religiosidade. Por ser pessoa. Vem daí que os seres humanos se fazem sujeitos. que significa exatamente a possibilidade de cada pessoa escolher a religiosidade que pretende seguir. visto que. Por uma compreensão de religiosidade: Por ser um atributo do ser pessoal. saber conectar informação. se personalizam com outros humanos na interação. reflexão e ação. a dimensão pessoal da religiosidade é a base da liberdade religiosa. na alteridade. a estabelecer parâmetros e formas de conduta identitárias que se configura em uma ou outra religião. a educação é construída na base de uma compreensão pluridimensional da pessoa e vai acontecer 141 . O religioso carrega – por mais variadas que sejam suas expressões – o “mistério”. a dimensão transcendente tensiona o humano para além da contingência das identidades. no fenômeno religioso há pelo menos três dimensões implicadas e que se interrelacionam para determinar seu sentido. Nesse sentido.

Esse eixo analisa as múltiplas concepções do transcendente. Leve a uma abertura para o mundo como compromisso concreto com os contextos nos quais se dão os processos educativos. ciências da religião e teologias. e a necessidade de evitar o proselitismo. a função política das ideologias religiosas. definiu cinco eixos e os respectivos conteúdos: Culturas e tradições religiosas. para que seja um espaço efetivamente de educação. Teologias . com e para a diversidade religiosa. atuar para promovê-la. Trabalhar sempre desde. sociologia. para a efetivação dessa área de conhecimento. Isso significa partir da base da diversidade. A educação no Ensino Religioso deve apresentar-se como uma pedagogia que: Promova a construção de uma participação. a busca permanente do sentido da vida. e as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. psicologia. tais como: a ideia transcendente na visão tradicional e atual. como a antropologia. Esse eixo desenvolve os temas decorrentes da relação entre cultura e tradição religiosa. a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos. a superação da fragmentação das experiências e da realidade. O ENSINO RELIGIOSO: SEUS EIXOS E CONTEÚDOS O Ensino Religioso na sua articulação destaca alguns aspectos fundamentais para a sua concretização. O grande desafio é fazer da escola um espaço de qualidade relacional. a compreensão do campo simbólico. Dentre os conteúdos destacam-se: 142 . o pluralismo religioso. Essa postura se traduz em: Aceitar que a pessoa que segue uma religião possa considerar sua crença como verdadeira.Sumário principal nos espaços de aprendizagem como exercício de reflexão e ação críticas. saber lidar com ela. Admitir que cada pessoa possa ter a crença que quiser e que possa professá-la livremente. pedagogia. Tendo presentes a riqueza e a complexidade do campo religioso. tais como: as contribuições das áreas afins. o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. Incentive a compreensão dos dissensos e dos conflitos.

permeado por valores. Analisa a vivência crítica e utópica da ética humana a partir das tradições religiosas. a descrição do contexto sóciopolítico-religioso determinante para a redação final dos textos sagrados. e a análise e hermenêutica atualizadas dos textos sagrados. mas sim está sempre em busca de algo que transcende essas realidades. apresentando para os fiéis no contexto da respectiva cultura. inquieto e aberto ao transcendente siga na busca. FONAPER. Esse eixo busca o entendimento das práticas celebrativas. a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. comparando seu(s) significado(s). e as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: ressurreição. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos sagrados e a formação dos textos. nº 1. BOEING. por isso considera: as orientações para o relacionamento com o outro. p. 31-32). Textos sagrados e tradições orais. e a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas (Cf. nada. com destaque para: a autoridade do discurso religioso fundamentado na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do transcendente para o povo. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso foram elaborados a partir da concepção de que a atuação do ser humano não se limita às relações com o meio ambiente e às relações sociais. reencarnação. encontre o sentido para a vida e seja feliz. com os outros e com o mundo. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso em muito podem contribuir para que o ser humano inacabado. e o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o transcendente. (Cf. Ritos. o conjunto de muitas crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel nas tradições religiosas. Ethos. o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa. consigo mesmo.Sumário principal a descrição das representações do transcendente nas tradições religiosas. ancestralidade. Esse eixo aprofunda o significado da palavra sagrada no tempo e no espaço. 143 . Caderno Temático Ensino Religioso. por isso contempla: a descrição de práticas religiosas significantes. Antonio).

Sumário principal 8. • Distinguir nas histórias sagradas os mitos das verdades de fé.). • As religiões e a prática do bem (caridade. História e Tradição Religiosa • A Religião na vida das pessoas. • Os mitos e segredos sagrados.3.4 Conteúdo Básico Comum – Ensino Religioso Anos Iniciais do Ensino Fundamental 1° Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Culturas e Tradições • Compreender que as tradições religiosas contribuem para um mundo mais fraterno. • Entender que as tradições e manifestações religiosas dão sentido à vida. • Identificar nas narrativas sagradas os conceitos do sagrado. As representações das tradições religiosas. • Perceber que as tradições religiosas se fundamentam nos textos sagrados. • Identificar a diversidade religiosa. Espaços sagrados da comunidade. • O diálogo inter-religioso. • Conhecer os textos sagrados. relacionando-as com as práticas religiosas dos diferentes grupos. • As diferentes celebrações e práticas religiosas. 144 . • As tradições religiosas da comunidade local. percebendo-os como referenciais de ensinamentos sobre a fé e a prática das tradições religiosas. Teologias • Reconhecer o conjunto de muitas crenças que orientam a vida do sujeito nas tradições religiosas. demonstrando abertura ao diálogo com as pessoas de outras crenças religiosas. • Entender que as narrativas sagradas surgiram dos mitos e história dos povos. • Reconhecer as manifestações culturais e tradições religiosas. • Identificar linguagem simbólica das culturas e tradições religiosas da comunidade. • A diversidade religiosa no Brasil. • Os acontecimentos religiosos. • Perceber nos textos sagrados propostos de valorização da vida e construção da cidadania. solidariedade etc. Textos Sagrados e Tradições orais Textos sagrados orais e escritos. • Histórias da criação.

ritos e festas religiosas oportunizam momentos sagrados de louvor. • Identificar os símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. agradecimento.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ritos • Compreender a descrição de práticas religiosas significantes. O significado dos ritos das tradições religiosas. 145 . ritos e símbolos (afro. • Compreender a linguagem simbólica da cultura e da tradição religiosa da comunidade. Símbolos religiosos. • Ritos e festas religiosas. indígena e outros). • Conhecer as diversas manifestações culturais e religiosas do país. • Práticas religiosas significativas elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. celebrativos e litúrgicos. • Perceber que os templos. celebração e realização de encontro pessoal e comunitário com o transcendente. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. • Relacionar as principais datas religiosas. • Perceber os sinais que reve lam sentimentos religiosos e sentir-se participante da religiosidade. Rituais de passagem. • Analisar as diversas simbo logias e sua afirmações de verdade. • Entender os rituais como práticas religiosas. festas e comemorações realizadas no município. • Compreender que os símbolos religiosos são significativos e necessários para as manifestações religiosas. • Identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. comparando os seus significados. • Pesquisar os variados ritos e festas culturais e religiosos da comunidade. • Reconhecer o uso do símbolo como meio para comunicação de sentimentos e experiências. • Práticas e costumes das comunidades religiosas.

construindo um ambiente de paz. interagindo conforme as regras estabelecidas com os outros . porque identificam as diferenças com as pessoas. • O Eu. • Participar de discussões éticas e religiosas. respeitando as diversas manifestações religiosas. Alteridade. A riqueza das diferenças religiosas. • Descobrir-se como ser humano. • Eu sou eu com o outro. • Conviver harmoniosamente com o diferente. • Conhecer os limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas. • Saber ouvir e respeitar as diferentes posições religiosas das pessoas com as quais convive. • Conhecer o conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis do contexto da respectiva cultura. • Eu e o outro somos nós. • Cada pessoa tem o seu jeito de ser e acreditar. • Entender que os nomes são importantes. • Desenvolver atos e atitudes de cuidado e respeito ao próprio corpo e ao meio em que vive.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ethos • Compreender que o rela cionamento com o outro é permeado por valores. • Orientações para o relacionamento com o outro. • Os valores humanizam. • Respeitar a si mesmo e aos outros. • Reconhecer a importância da religiosidade na convivência familiar. • Partilhar e conviver respeitando as pessoas. • Relacionar-se e conviver bem com os colegas no ambiente escolar. 146 .

com.eufres.yahoo. M.pr. 2000. Interpretando o sagrado: modos de conceber a religião.Sumário principal 8. Ensino religioso e formação docente.5 Referências ALCUDIA.org www. 2001.it http:// geocities. 2006. 1997. Porto Alegre: Artmed.iccsweb. 2001. SENA. 2002. CARNIATO. crdr.comer. Ensino religioso: memória e perspectivas. São Paulo: Paulinas. O processo de escolarização do ensino religioso no Brasil.com. ______. PADEN. 9 v. William E. 2005. ______. SITES http://www. 1).3. et al.gov.br www. rivistadireligione. RJ: Vozes. São Paulo: Paulinas. assintec. Inês.br/rever www.org/ http://cienciareligioes.conerse www. São Paulo: Paulinas. Luzia (org. Rosa. OLIVEIRA.br. JUNQUEIRA.br http://www. Curitiba: Champagnat. Atenção à diversidade.seed.pucsp.fonaper.pt 147 .net www.com. Pedro. RUEDELL. São Paulo: Ave Maria. 2002. 2007.ensinoreligioso www. Ensino religioso: referencial curricular para a proposta pedagógica da escola.br www. Educação religiosa: fundamentação antropológico-cultural da religião segundo Paul Tillich.com. Petrópolis. FONAPER.br htpp://geocities.cjb. Coleção de ensino religioso fundamental.).ulusofona.ensinoreligioso. Lilian Blanck de.org. (Caderno Temático. Sérgio Rogério Azevedo. São Paulo: Paulinas. Parâmetros curriculares nacionais: ensino religioso.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS .

Tais sistemas compreendem. espaciais e plásticos. como trabalho simbólico. variável. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. as Artes e a Educação Física. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. a Língua Portuguesa. gestuais. musicais. corporais. contraditória. Nesta perspectiva. Ela possibilita a reflexão. a linguagem é produto e produção cultural e tal como o homem que a manifesta é criativa. Da perspectiva da enunciação. Levando em conta os princípios acima que consideram o homem inserido em sua cultura. Desse modo. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação.Sumário principal 9 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS Por meio da linguagem o homem pensa. se apropria. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. nos anos iniciais. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. a crítica e a intervenção e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e conhecimentos: linguísticos. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. interfere sobre o mundo. a atividade discursiva. conhece. A Língua Portuguesa na educação escolar compreende a língua como um objeto histórico. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e no respeito às diversidades. Como marco e herança social. irregular. e a linguagem. na sociedade e na história as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. a forma de pôr a língua em movimento. De natureza transdisciplinar. O espaço privilegiado para isso é 151 .

na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. como nas artes visuais. Essa visão contempla o eixo da cultura. não é instrumental. à medida em que interagem com os outros. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. resignificando-as em processos poéticos configurados pela ação de um gesto criador. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. Como produção simbólica a Arte não é funcional. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. cores. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão.Sumário principal a interlocução. 152 . deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. Fazer arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. sons e gestualidades. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade dos sujeitos. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. a linguagem corporal como produto da cultura. nas danças. mas imbricada com o Trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. nas encenações teatrais e na música. Além disso. Sendo assim. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. nem se prende a normatizações que a regulem. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. posturas. em contínua constituição. sociais e biológicas. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais.

As condições de gênero. qual seja. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. favorecido pela interação sujeito-objeto. todavia. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. aí. a maneira de considerar o conhecimento.Sumário principal 9. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. Desse ponto de vista. configuramse. à medida em que interagem com os outros. que articula. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. Ganha tônica. Da perspectiva da enunciação. deve-se. em contínua constituição. 2003) 153 . pois. eminentemente funcional e contextualizada. de relações étnico-raciais na formação humana dos * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) modos como se produzem as identidades socioculturais e como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. irregular. uma concepção interacionista da língua.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. Revela-se. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. a atividade discursiva. como princípios seriamente considerados. (ANTUNES. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. mediado pelo professor. compreender a língua como um objeto histórico. o que só é possível por meio de uma rede de relações construída em momentos compartilhados com o outro. o saber linguístico pertinente. Para concretizar essa proposta. como o quer Morin (2001). e a linguagem. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. também. Para isso. Deve-se. assim. Distinta é. a forma de pôr a língua em movimento.

verbalização e construção (GERALDI. esta é defendida de modo tão interativo e dialógico. de um modo geral. no processo de interação. parceria. 154 . como também favorecer a própria interlocução. Constitui-se. escritos ou em outras modalidades discursivas. das intenções pretendidas. quanto a fala. 1998. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. para que aconteça a comunhão das ideias. pois. por meio de sinais gráficos. ANTUNES. Por essa razão. dinâmico e negociável. o texto. gerada a partir de elementos linguísticos. possibilita a realização de alguma atividade sociocomunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas pessoas atuam. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa. Essa perspectiva supõe encontro. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. 2003) Com relação à concepção de escrita. simplesmente. 1991). 1991. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. operações cognitivas e estratégias discursivas. para ser compreendido em seu próprio processo de organização.Sumário principal Para uma concepção interacionista. pela codificação das ideias ou das informações. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. a qual engloba processos. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. KOCH. O texto configura-se como uma manifestação. assim. conforme as práticas culturais de cada contexto social. envolvimento entre sujeitos. 1998). cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. a socialização de conteúdos. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. Deixa. em consonância com determinados pressupostos. funcional e discursiva da língua(gem). decorre o princípio de que esta(s) só se atualiza(m) quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. das informações. 1998).

estabelece uma relação próxima com a escrita e. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. torná-lo objeto de conhecimento. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. Considerandose o caráter simbólico da linguagem. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. desenvolvendo uma postura investigativa. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. fala de si. reflita. levante hipóteses. observe. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo.Sumário principal Fiel a esse quadro. 2000). institucionalizado e de mundo. mas com os alunos. e transmissão. 155 . será preciso que o educador pesquise. pois. ou sobre ele intervir. Serve. a competência de o sujeito interagir no.1. em situações de interação. descubra. em conformidade a essa concepção. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. Para ensinar. e da cultura. e com o mundo ocorre por via da linguagem. ainda. o sujeito. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção. Nessa tarefa. torne-se um ens sociale . a linguagem à variabilidade do homem. meio em que as realidades são construídas. por meio de linguagens. Portanto. Isso porque sem a linguagem articulada seria difícil apreender o mundo. a partir do contato com outros sujeitos. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. do outro e do mundo. e de abordagens interdisciplinares. Serve. nessa tarefa. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. e transformá-lo. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. de todo conhecimento. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. o 9. aprenda e reaprenda não para os alunos. a ter sua marca identitária (DA MATTA. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo.

por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. sintáticas e semânticas. funciona como veículo. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. são suas atividades. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. disponíveis no ambiente social. o jargão. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. para construir sua identidade social e cultural. Cabe. tudo é variável. morfológicas. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. na interação com as diversas instituições sociais. Na interação com as diversas instituições sociais. ressignificando-a. Na escola. com o uso da linguagem e da língua. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. de acordo com os contextos onde foram produzidas. É. inicialmente a língua falada. o texto. por meio da língua. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas pelos significados e sentidos. enquanto nos ambientes de escrita. a escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. Em alguns casos. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. pois. Assim. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente e considerandose. pois além de suas características próprias. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer.Sumário principal sujeito se desenvolve e se socializa. então. em suas salas de aula. construir seu saber formal. o discurso. nada existe fora do domínio da língua. não des- considerando os saberes informais que ele traz consigo. mas não 156 . para. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. O fato é que sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. como Castells (2002).

Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. esta propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita.1. textual 157 . com o outro e com o mundo em que vive.Sumário principal a mensagem que transmitem. possibilitandolhe assumir uma postura reflexiva. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. como algo que permeia. também. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. 1999). O aluno precisa conceber que nosso ser. 3. tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. Língua 1. No caso da literatura. Isso. ainda. A Literatura propicia. 2. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. estruturados em forma de língua. e de diferentes linguagens. 9. ou fora dela. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. concepção essencial para a formação humana. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico-social que sofre transformações com o decorrer do tempo. Eixo pode ser compreendido.

o teatro. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. entre outros. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. a escultura. Literatura 1. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. crítica e ludicamente. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. obras e autores. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. a música. inclusive da literatura capixaba. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. 3. 158 . Cultura e conhecimento de mundo 1.Sumário principal e pragmática. sendo o texto o referencial de partida. por meio da linguagem literária. 4. 3. e da necessidade de sua atuação com vistas a uma sociedade mais justa. imagéticos. 2. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. 4. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. Permitir que o aluno interaja. de culturas e de formas de expressão. digitais. a pintura e o movimento do corpo bem como a variedade de ideias. orais. de modo a pensar a complexidade do mundo real. necessários à leitura e à escrita. Linguagem 1. reconhecendo nestas manifestações as marcas da diversidade humana. 2. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania.

No caso do ensino de atividades de escrita. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. considerando sua situação no mundo. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. 8. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. estas devem partir de condições concretas 159 . a parques ecológicos. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do estado. 7. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. a espaços remanescentes quilombolas.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de língua portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. 4. aos sentidos das palavras. respeitando a diversidade nos modos de falar. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade históricocultural. crítico e intelectual. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. Ou seja. explorando-lhe os múltiplos sentidos. 9. 5. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e a falar em situações diferenciadas. verdadeiro objeto de estudo da língua. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior.1. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. a manifestações culturais e a locais de culturas em movimento. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. 3. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. tais como visitas a sítios arqueológicos.Sumário principal 2. a comunidades indígenas. 6. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora.

lançar mão de reportagens jornalísticas.Sumário principal de produção. cantigas de roda. encartes de supermercados. produza textos. e exercitar inferências sobre o texto. poesias. justifique. destacando a visão que o aluno tem sobre o objeto e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. considerando a leitura imagética. endereços dos alunos em ordem alfabética. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituem-se parte integrante da competência comunicativa dos falantes. vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. Ao final. critique pontos de vista alheios e. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. um pressuposto metodológico a ser considerado. Em sala de aula. silenciosa. ler e escrever textos em língua portuguesa. repórter por um dia. rótulos. flores. tais como parlendas. emita opiniões. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. do assunto tratado. produção de história em quadrinhos. escolhidas pelo aluno. correio escolar. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. tais como. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. animais. transformando-o em protagonista. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. bulas. recorte de palavras. cantinho de leitura. passagens. explorar a seleção do tema do texto. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. listagem de time de futebol. quadrinhas. 2003). escrever. oral e coletiva. discutir o vocabulário do texto. agenda telefônica. bilhetes. possibilitando que o aluno argumente. então. utilizar a escrita como ferramenta de integração do aluno à vida de seu meio social. reescrever). de modo a perceber que esta depende da articulação de várias partes que formam um todo é. Deve-se estimular debates sobre temas variados. ou defenda opções tomadas. Para as atividades de leitura. cartão de felicita- 160 . a partir daí. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. Grosso modo. ouvir. receitas.

é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. Outra estratégia metodológica. entrevistas. piadas. transformação de um gênero textual em outro.Sumário principal ções. de nível um pouco avançado. excursões. explorando as funcionalidades da língua. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. entre tantos. observando as relações morfológicas. sob a orientação do professor. jornais. sintáticas e semânticas. 161 .

4 Conteúdo Básico Comum . respeitando os valores humanos. oral. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. considerando sua diversidade sociocultural.1. com situações de produção de textos. • Conhecer a norma culta da língua.Sumário principal 9.Língua Portuguesa Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS GERAIS • Ampliar a competência comunicativa do aluno. imagética. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. digital entre outras. • Conviver. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. 162 . argumentos. • Interatuar com dados. crítica e ludicamente. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade.

APLICANDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO Produção de diversos gêneros textuais (estudo de rótulos. As formas. quadrinhas com rimas. Estrutura e articulação do texto (Segmentação das palavras no texto. buscando levar o aluno a diferenciar o conhecimento da simples opinião. • Conhecer o alfabeto e a representação escrita de cada letra identificando-as na formação das palavras. texto coletivo. A diferença entre letra. pontuação. Ordem alfabética). cantigas de roda). • Utilizar os sinais de pontuação e acentuação na produção de texto. identificando ideias principais. Eixo Conhecimento LingUístico Estuda o alcance. • Escrever palavras. o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento e onde. • Expressar-se oralmente com clareza e objetividade. preenchimento de ficha e dados diversos e outros). • Emitir opinião e fazer comentários pessoais. histórias mudas. obedecendo às estruturas e os mecanismos de articulação da língua. conteúdos Eixo Linguagem Garante o acesso ao conhecimento linguístico-textual-discursivo necessário à vida na sociedade pós-moderna. letra maiúsculas e minúsculas. os sons e os nomes das letras do alfabeto (habilidade de diferenciar). • Identificar aspectos sonoros da língua. • Interpretar textos orais (a partir de histórias ouvidas). cartazes. • Relatar com segurança fatos de sua história e de outros. • Ler. separação de palavras). Atividades reflexivas de produção textual (Reescrita e autocorreção de texto). textos variados e de diferentes gêneros. diálogos entrevistas. nesse campo. texto formado por palavras. gráficos. • Reescrever textos lidos e ouvidos identificando os diferentes tipos de letra.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª e 2ª Séries habilidades • Transmitir recados com objetividade e clareza. paragrafação. margem. gráficos e outros. PRÁTICAS DISCURSIVAS: descrição de gravuras. gibis. desenho e número. placas. símbolos. • Produzir textos de vários gêneros. pequenos textos escritos. jornais. gravuras. Elementos estruturais básicos do código escrito (Palavra formada por letra. • Observar e descrever detalhes de diferentes situações cotidianas. história em quadrinhos. PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO: recados. letras musicais. • Reconhecer a ordem das letras no alfabeto. CONHECENDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO História (o surgimento do alfabeto) e função da escrita. • Interpretar histórias em quadrinhos. produção e interpretação de diversos gêneros textuais (poemas. exercícios dos diferentes níveis de fala. e reconhecer. as fontes e os limites do conhecimento humano. relatos orais de passeios. atividade de escuta (história lida e contada). visitas e vídeos. • Relatar experiências de situações vividas e presenciadas. frases e textos. se localiza o conhecimento linguístico-literário. 163 . trava-línguas.

ao Estado. quanto do ponto de vista do tempo contemporâneo. O homem e seu desenvolvimento biológico e cultural (biodiversidade e diversidades). • Conferir as respostas com as do colega discutindo as divergências de sentido. • Localizar-se no espaço com relação à família. é também produto da cultura. grupo local e global e o papel que a linguagem ocupa neste processo de socialização. Sociedade e Educação Para que o humanóide se transforme em humano é preciso que receba uma dose de cultura. ordem de palavras conforme sua abrangência de sentido e orações que estruturam o texto conforme sua densidade. • Demonstrar seu conhecimento vocabular por meio de torneios de conhecimento de mundo ou de tarefas de interpretação textual. Socialização do homem e o convívio com o outro: família. por meio da educação. Esse eixo busca estudar a influência da educação no social e como o homem. ao mesmo tempo em que é produtor. conteúdoS Eixo Cultura. • Seriar ações contidas nos textos. no interior das instituições sociais. • Consultar o dicionário e a internet para busca de palavras desconhecidas ou palavras-chave de textos diversos. • Localizar-se no tempo com relação à história de seu Estado e posicionar-se em relação às ações acontecidas. à cidade. Esse eixo concebe o espaço escolar como o organismo vivo onde se estabelecem relações e se produzem conhecimentos. comentar e registrar as transformações ocorridas no tempo e no espaço. o que lhe possibilita viver no social. escola. verificando as respostas a partir dos textos. • Perceber a importância das diversas culturas e sua influência em sua formação. ao bairro. • Valorizar o convívio com os diversos grupos sociais. confirmando o pressuposto que a educação é porto de passagem para a construção real do ser humano. ao planeta e identificar seu espaço social em textos jornalísticos ou de outras mídias. respeitando as diversidades. tendo em vista sua incompleteza. 164 . Contação de histórias e da minha história. relacionando-se eticamente com o outro.Sumário principal habilidades • Observar. religião. • Enumerar as etapas de seu desenvolvimento. ao país. tanto do ponto de vista do tempo do enunciado.

convites. poema. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. utilizandoos de acordo com o contexto social. apontando suas características. narrativo e descritivo). Eixo Conhecimento Linguístico A COMUNICAÇÃO ESCRITA Produção de textos escritos em circulação na sociedade: cheques. • Textos Informativos: jornais. ao preconceito. dicionários. anúncios e propagandas. cantigas de roda. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. bulas de remédios. e-mails. conteúdoS Eixo Linguagem PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO Diferentes gêneros textuais em uso na sociedade: • Textos Práticos: bilhetes. fábulas. Sociedade e Educação Estudo das raízes afro-indígenas capixabas. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. numeral. • Textos Literários: poemas. contos. ordem alfabética. tipos de frases e parágrafo. sinais de pontuação. verbos. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. gramáticas. principais classes de palavras: substantivos. à discriminação e à homofobia. divisão silábica na mudança de linha.Sumário principal 3ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. sites. convites. adjetivo. mapas. cartas. bilhetes. enciclopédias. pronomes. panfletos etc. Biodiversidade e diversidade cultural. letras de música. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. gráficos. Eixo Cultura. sílaba. CONHECIMENTO LINGUÍSTICO O texto e noções de sua estrutura – alfabeto. acentuação gráfica. tabelas. parágrafo (dissertativo. aplicando-os em sua vida. cardápios. diálogo. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. crônicas. resenhas etc. • Apreciar textos de diversas culturas. artigo. Leitura das narrativas de fundação indígenas. sinônimo e antônimo. • Comparar diferentes gêneros textuais. charges etc. 165 . Debate político sobre temas da contemporaneidade como forma de fortalecer a democracia. parlendas.

Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. • Comparar diferentes gêneros textuais. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. contos. utilizandoos de acordo com o contexto social.Sumário principal 4ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. mitos. Leitura e interpretação de texto. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. Linguagem e participação social. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. Textos de gêneros diversos: poemas. operando com os conhecimentos sobre a língua. histórias em quadrinhos. instruções. histórias em quadrinhos. pintura. Produção de textos de diferentes tipologias. diário pessoal. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. 166 . literatura de cordel. Produção de texto individual e coletiva. quadrinhas. poemas. parlendas. mitos. conteúdoS Eixo Linguagem Linguagem Oral e Escrita Textos de gêneros diversos: contos. canções. Diferentes discursos em situações de comunicação escrita. aplicando-os em sua vida. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. lendas. piadas. relatos e entrevistas. apontando suas características. trava-línguas. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. poemas. notícias. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. piadas. parlendas. ao preconceito. fábulas. dança. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. lendas. Intertextualidade e construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. música. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. canções. Textos extraverbais (ex: fotografia. notícias. fábulas. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. canções. à discriminação e à homofobia. escultura e outros). • Apreciar textos de diversas culturas. cartas. história em quadrinhos. trava-línguas.

Itens da gramática normativa (em situações de comunicação funcional): • Acentuação (acentos agudo. pretérito. sotaques etc). • Divisão silábica: dígrafo. • Advérbios (tempo. Sociedade e Educação • Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo.Sumário principal habilidades conteúdoS Eixo Conhecimento Linguístico Itens da gramática normativa (em situações de leitura. dúvida. futuro). • Verbos e concordância verbal. encontro vocálico (ditongo. • Concordância verbo-nominal. • Preposição. • Ortografia contextualizada. produções de textos orais e escritos. • Pronomes: pessoais. afirmação). possessivos. • Preservação do patrimônio cultural e histórico. encontro consonantal. • Adjetivo e locução adjetiva. 167 . Eixo Cultura. • Artigo definido/indefinido. • A cultura da pesquisa em dicionário. onomatopéia. • Adoção de espírito investigativo (pesquisa). de tratamento. • Discurso direto e indireto. • Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). • Exercícios práticos de situação de uso da língua os quais demonstrem uma postura cidadã crítica e reflexiva. • Tempos verbais (presente. indefinidos e demonstrativos. de forma significativa e contextualizada): • Substantivo (conceito). • O hábito diário da leitura de fontes diversas. circunflexo e grave). oblíquos. hiato). tritongo. negação. • Interjeição. • Revisão: verbos (conceito / infinitivo). modo. • Sinais de pontuação.

1999. CARNEIRO. 1972. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. São Paulo: Contexto. A. RJ: Vozes. Texto em construção: interpretação de texto. McNALLY.5 Referências ANTUNES. 1985. DA MATTA. CASTELLS. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola. CEREJA. 2002. I. _______. FOSTER. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix. São Paulo: Cortez. AZEREDO. São Paulo: Atual. São Paulo: Moderna. história e luta de classes.) Língua portuguesa em debate. Edgar. Evolucionismo cultural. A sociedade em rede. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. L. (Org. Irandé. sociedade e cultura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Celso. BOSI. GERALDI. Roberto. CUNHA. 1995. São Paulo: FTD. 168 . 2003. KOCH. Willlian Roberto. 1998. 2004. 2002. John B. C. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Petrópolis. Redação em construção: a escritura do texto. Dias. MORIN. Língua. J.Sumário principal 9. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. PEREIRA. São Paulo: Rocco. V. Helena Bonito.. 2000. Manuel. Português: linguagens. Na trama do texto: língua portuguesa. Rio de Janeiro: Zahar. O texto e a construção dos sentidos. CINTRA. 1996. 2001. David. J. Alfredo. Ellen. Portos de passagem.1. Nova gramática do português contemporâneo. 1991. 2002. Brasília: UNESCO. São Paulo: Moderna. CASTRO. A era da informação: economia.C. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. São Paulo: Martins Fontes. In: WOOD.W. 2000.

1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. Considera-se assim. mas com uma ênfase em seus as- pectos formais específicos. Em decorrência deste pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. estético e artístico da qual ela se origina. sociais e históricas. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. influenciaram a educação da arte. como um “fazer por fazer”. a arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. estéticas e culturais. não somente e exclusivamente o sistema da arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas dos quais ela abrange. provavelmente. históricas e sociais. refletindo e por vezes determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. as práticas educativas em arte até a década de 80. observa teu quintal” Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial à contemporaneidade. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou obra em questão.2 Artes 9.Sumário principal 9. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. Desse modo. Ela é uma forma de linguagem 169 . Acreditamos que a arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. estavam em sua maioria. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a arte não somente como expressão mas como cultura.2. mas a arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica em suas diversas manifestações culturais. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. Afirmamos assim. embora diferenciadas. reduzidas a um laisse faire. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. a arte é tratada como linguagem. Esse contexto gerou teorias como da arte como expressão e da arte como conhecimento que. No final da década de 1980.

E uma sensação que não conclui nos sentidos”. 2003)19. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal. (Farias. saberes..br/ pesquise_artigos.. cultural e histórico (Ruschel. Autores associados. o homem pelo trabalho. seja sobre a natureza. de produção de sua existência material e não material.org. Daí que a sua função mais humana. pág. mas é uma potência.04. 1991..] a arte. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos.br/memória. No texto “A arte e sua relação com espaço público”. nas ações e transformações que o homem realiza que envolvem os processos de produção materiais. isto é. atitudes e hábitos. espelho de todos e de cada um”. 170 .. o escritor Jorge Miguel Marinho17 diz que “[. expressão comunitária. expressão e conteúdo. São “[.] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta.p. 18 Demerval. Segundo o autor “[. cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações − de caráter social. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das artes para a formação humana.Sumário principal que congrega significações. São Paulo: Cortez. Trata-se da produção de ideias.1997: p. 19 Nunes.cenpec.20)18. valores. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. transformado em texto e publicado no site www. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. Santa Maria: Editora UFSM. Por outro lado. Pedagogia histórico-crítica. conceitos. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00.org. “[.. seja sobre o saber.1997.br/memória. junta a inventividade do imaginário e o registro concreto de real. 2003. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não materiais”. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Polos da Rede Arte na Escola em 28. anexo Com vocês: As Artes! Pág..] a arte não é algo que se oferece. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e neste diálogo.cenpec. sobre a cultura. Nesse proceder. é apelo coletivo.. Saviani. Ana Luíza Ruschel. 16 Citação extraída do site www. 15 A arte e sua relação com o espaço público. 05. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. Desnecessário dizer que a arte está sempre a favor da vida e.3)15 E então nos perguntamos: em que a experiência da arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza da importância da arte. 01. símbolos que comportam habilidades. de Agnaldo Farias. como tantos poetas já insistiram. Artigo: A Arte é de todos. arte e educação: formação humana e prática pedagógica.] produções do saber. É a Arte e 17 Citação extraída do site www.1991.artenaescola.”16 Inventamos a arte.. Trabalho.org. o conjunto da produção humana” (Saviani.

Fomentar a inserção da arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. considerando as especificidades das técnicas. indissociando o homem da sociedade. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. a outra lida com o simbólico. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. Possibilitar a observação. artes cênicas. cênicas. Incentivar a pesquisa e a investigação possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. musicais e corporais) compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. com a pesquisa. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. individuais e/ou coletivas. ambas lidam com a inventividade. No desenvolver de processualidades artísticas. Promover a inserção da arte como área de conhecimento da linguagem estabelecendo diálogos com as outras áreas. a reflexão. Desse modo. música e dança). a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. Entretanto. nacionais e internacionais.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade fazendo ver que o mundo. 9. dos suportes. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. com a busca do conhecimento. em diferentes tempos históricos. suas faturas. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos.Sumário principal a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. Como produção humana a arte e a ciência sempre andaram juntas. Promover as leituras da arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. 171 . pois estas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual.2. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. em sua dimensão socio-histórica. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos e a interação com o patrimônio nacional e internacional. das materialidades.

nas diversas regiões de nosso Estado.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. cada um. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. em que estavam presentes as professoras referências de Artes. Da proposição e abrangência Os eixos da Educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de artes pelos professores de Artes. num primeiro movimento. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. como um primeiro desenho. respondendo à seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Considera-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem. a particularidade de englobar “os ditos”. para num segundo movimento agrupá-las em eixos que possuem. esse mapeamento possui a pretensão de. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. música e dança) para refletir. 2. alunos. totalizando aproximadamente 54 pessoas. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. demais professores de Artes. entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestação e de vivências. e acreditamos deva compor. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. “os realizados”. Eixos da Educação em Artes 1. As 172 . música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores na busca pelos sentidos edificados nelas e fruí-la em suas diversas manifestações. ou seja. pedagogos e técnicos da SEDU e da superintendência. Esse mapeamento é um esboço. artes cênicas. um currículo para a Educação em Artes. Humanizar as relações pessoais e interpessoais promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. técnicos administrativos. artes cênicas.

Entretanto. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentado em quatro eixos.Sumário principal contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho do dia 19 de junho de 2008 possibilitaram a composição dos eixos que irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. a música. que envolve: Saberes sensíveis. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. tais como: as artes visuais. Sendo assim. 2. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. Linguagens artísticas e seus diálogos Envolvem diversas linguagens artísticas. estéticos – históricos e culturais Envolvem os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. entre outros). o teatro e a dança. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. alimentação. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. Saberes sensíveis. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. Sendo assim. costumes. a divisão aqui apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis e que devem estar presentes em um currículo de Educação das Artes. intercultural e multiculturais. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. reafirmamos que cada um desses eixos se formam e se reagrupam de modo diferenciado conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. considerando as singularidades de suas produções. os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais como as presentes nas diversas 173 . folguedos.

que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. a forma. arte no computador e outras. organizados em diferentes materialidades e suportes.3 Principais alternativas metodológicas 1. e o espaço dentre outros que vão formar os elementos compositivos. contraste. equilíbrio. ou seja. cartazes e outros. os tempos se complementam e dialogam formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendêlo. continente e mundo. 3. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes temposespaços. imagens em movimento do cinema. Expressão/conteúdo As obras de arte. com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. a linha. As fruições da arte em espaços expositivos. Estes podem ser entendidos como significante e significado. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. Processos de criação Envolvem os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas englobam as etapas. Estado. os esboços. parte-se do entorno como o da escola que se insere na comunidade e esta em outros espaços que a englobam. A criação em ateliês e os materiais artísticos. compõem o conteúdo. harmonia. movimento visual. ritmo. 4. o volume. tais como: orientações e direções espaciais. a fatura do trabalho. proporção. ou seja. a cor. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. Propõe-se aqui uma aproximação 174 . o primeiro suporta ou expressa o conteúdo. assim como as demais linguagens. nação. os rascunhos. tv e produções curtas de animação e as diversas tecnologias como arte cinética. a superfície. as apropriações da matéria a ser manipulada.Sumário principal mídias: revistas em geral. a textura. este só se torna visível pois é manifestado pela forma. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. Por outro lado. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. São os elementos do plano da expressão que. relações figura-fundo e outros. história em quadrinhos. 9. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo.2. Envolvem também. como: município.

o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. entre o texto e seu contexto 20 Rebouças. sendo assim uma obra de arte. um espetáculo teatral. (seus planos de expressão e de conteúdo) e estas com o contexto (social. ou seja. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. um filme. como um texto que abrange ao mesmo tempo. das múltiplas experiências em arte para o diálogo dentro da escola. tais como o seu estilo. a distribuição da forma. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. Desse modo. considera os espaços e os entre-espaços compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. Princípio metodológico: do texto para o contexto – A arte já traz em si um contexto. Vitória: PPGE. estilos. formador. que com ela dialogam. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. In: Cadernos de pesquisa em educação. que possui uma discursividade. a sua composição. Como uma teoria da significação. uma história. a considere como uma produção textual humana. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. Uma leitura de textos visuais. Desse modo. Moema Martins. ou seja ao macrotexto que a engloba. um romance. ou seja. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador.Sumário principal dos diversos espaços-tempos. 2. ou seja. ou das manifestações culturais e midiáticas. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna. uma historicidade e uma plasticidade e este princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)20. musical ou de dança são manifestações textuais. ela está no mundo. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. 1995. contudo obras de períodos e estilos diferenciados 175 . materialidades e modos de fatura. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. a sua técnica. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. Nº 24 ano 2006. Considera as produções humanas como produções textuais. Desse modo. histórico.

de condições de saúde. Para tanto é necessário que o professor como propositor e mediador das ações educativas da arte possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/cultural e o de seus alunos aproximando-se da arte e suas manifestações sociais como a frequência a espaços expositivos/culturais de seu município.Sumário principal também podem dialogar. por exemplo. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. senão em presença. tanto sensíveis como inteligíveis. As cores são azuladas. de Graciliano Ramos. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. com a obra lida criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da arte e do mundo. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. mas por aproximações temáticas. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. 176 . se possível. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma família. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. à obra literária “Vidas secas”. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. de seu Estado e. Essa pintura nos remete entre outras. cinzas e pretos. Temos assim. lembrando que. trata do êxodo rural e a busca por melhores condições de vida. não pelos elementos do plano da expressão que organizados plasticamente compõem um estilo. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a arte. de sobrevivência. vários modos de leitura e esta depende de como o leitor estabelece as relações.

comunicativos e tecnológicos. • Criação e construção de formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). Processos de criação • Experimentação. Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. artísticos e culturais • Observar. cenográficas e cinestésicas. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. com preender e vivenciar em análises. vídeos. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. papéis. televisão. aparelhos de computação e de reprografia). tintas. utilização e pesquisa de materiais e técnicas artísticas (pincéis. • Reconhecer. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. argila. entre outros. estéticos. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. lápis.Artes Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS POR EIXO Saberes sensíveis. • Reconhecer a importância da arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. • Experimentar.4 Conteúdo Básico Comum . históricos.Sumário principal 9. publicidade. desenho industrial. sonoras. giz de cera. experimentar e ressignificar a arte como linguagem e as manifestações artísticas. suportes. cartaz. vivenciar em produções pessoais e/ou coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas.2. publicações. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. histórias em quadrinhos. vídeo. 177 . telas de computador. desenho animado. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. instrumentos.

musica. • Arte e patrimônio cultural. musicalidades. étnicosociais. cantigas. audiovisuais) e as relaciona com as manifestações culturais e artísticas de seu entorno atribuindo sentido. étnicosociais. entre outras). • Vivencia as pro duções pessoais e coletivas das propriedades expressivas constitutivas nas diversas linguagens (dança. 178 . encenações. • Cria formas plás ticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). entre outras). inclusivas. culturais em âmbito local em diferentes tempos históricos (artistas locais. trovas. visuais. visuais. entre outras). • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno (indígenas. grupos regionais entre outros). inclusivas. étnico-sociais. estéticos. inclusivas. cênicas. • Reconhece produções das linguagens artísticas (estilos de dança. dança. áudio-visual. • Exper imenta e pratica produções pessoais e ou coletivas. • Analisa as mani festações culturais de seu entorno (indígenas. música. parlendas. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. imaginário popular entre outras). plasticidades. • Conhece as diversas manifestações da arte (dança. áudio visuais). linhas.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais (música. cênicas. visuais. espacialidades) pessoais e/ou coletivas. • A Arte como lin guagem presente nas manifestações culturais locais e suas relações (dança. audiovisuais e outras). étnicosociais. musica. música. planos. volumes. • Linguagens artísticas e processos de criação (elementos da composição. entre outras). visuais. históricos. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. áudio visuais). cênicas. cênicas. formas. • Constrói materialidades diversas (cenografias. inclusivas. heranças culturais. espacialidades). • A Arte e as manifestações artísticas. cores.

entre outras). heranças culturais. volumes. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais locais e regionais (dança. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. gravura. danças diversas. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. danças de roda. formas. • A poética do cotidiano presentes nas produções artísticas locais. • Conhece a importância das diferentes manifestações da arte (dança. cênicas. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito regional. culturais em âmbito local e regional em diferentes tempos históricos (artistas locais. música. étnicosociais. audiovisuais). inclusivas. trovas. • A Arte e as manifestações artísticas.Sumário principal 1ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. arte pública. e regionais (música. regionais e nacionais. estéticos. étnicosociais. desenho. entre outras).s o c i a i s. inclusivas. música. materiais e outros). históricos. • Vivencia produções pessoais e coletivas em diferentes materialidades. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. cênicas. • Investiga materialidades diversas (suportes variados: papéis em diversas gramaturas. linhas. materiais e outros). parlendas. audiovisual. visuais. cênicas. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. audiovisuais). escultura. plásticos. cores. volumes. monumentos da cidade e outras). cores. • Investiga materialidades diversas para as intervenções (materiais secos. • Arte e patrimônio cultural. entre outras). cerâmica. tecidos. é t n i c o . materiais úmidos. 179 . e outros). • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. grupos regionais entre outros). • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. tecidos sintéticos. formas. visuais. industrializados e naturais). • Reconhece e relaciona as diferentes produções das linguagens artísticas (estilos de dança. visuais. grupos regionais entre outras). jogos teatrais e outros). música. audiovisuais. inclusivas. linhas.

entre outras). cenografia. dança: expressão corporal). artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Identifica as dife rentes particularidades das manifestações culturais. grupos regionais e nacionais entre outras). ritmos visualidades contemporâneos). entre outras). étnicosociais. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. entre outras). cores. figurinos. oriental e outras). • Utiliza das espe cificidades das linguagens artísticas (Artes Visuais: espaços bi e tridimensionais. cigana. materiais e outros). • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais explorando (nas artes visuais: espaços bi e tridimensionais. regionais e nacionais. oriental e outras). regionais e nacionais (dança. • Linguagens artísticas e processos de criação (com diferentes técnicas. a composição. suportes e composições). linhas. • Constrói nas lin guagens artísticas sua fatura considerando a técnica. culturais em âmbito local. • Reconhece e respeita as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. • Arte e patrimônio cultural. heranças culturais. materiais e outros). música: iniciação rítmica. regionais e nacionais (indígenas. históricos. ciganos. • Diferencia as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. 180 . volumes. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais. cores. europeia. inclusivas. indígena. • Valoriza os processos de criação individual e coletiva. regionais e nacionais.Sumário principal 2ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. formas. regional. • Relaciona o plano de expressão nas diversas manifestações artísticas e culturais. estéticos. elementos da teatralidade: dramatização. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. dança: expressão corporal). • A Arte e as manifestações artísticas. européia. linhas. no teatro: dramatização. volumes. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Analisa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. formas. étnicosociais. fruindo-as. o suporte. inclusivas. música: iniciação rítmica. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. inclusivas. indígena.s o c i a i s. • Relaciona as lin guagens artísticas às diferentes manifestações culturais. é t n i c o .

• Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. grupos regionais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. entre outras). • Realiza diálogos e diferencia as diversas manifestações culturais (coletiva e individual. entre outras). suportes. étnico-sociais. formas. na escultura. • A Arte e as manifestações artísticas. regionais. volumes. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. canções populares e seus ritmos e melodias. no desenho. regional e nacional (folguedos. considerando seus dois planos formadores: estudos do plano da expressão (cores. erudita e popular. • A Arte como linguagem. formas. históricos. regionais e nacionais. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. espacialidades.Sumário principal 3ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. materiais e outros). lendas. como na pintura. inclusivas. linhas. clássica e profana entre outras). cores. em fotografias e outras). cenográficas e audiovisuais na natureza e nas diversas culturas e suportes (computadores e outros). entre outros). • Realiza produ ções inventivas e investigativas em ações. envolvendo as leituras do patrimônio imaterial e material local. nacionais e internacionais entre outros). • Reconhece a necessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. inclusivas. articulando-as ao plano de conteúdo e atribuindolhes significados. cenográficas e cinestésicas presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. 181 . formas. linhas. • Arte e patrimônio cultural. • A poética do cotidiano presente em manifestações visuais. regional. nacionais (indígenas. na gravura. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. cores. culturais em âmbito local. gestuais. • Experimenta em produções pessoais e coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. volumes. estéticos. materiais e outros). • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. sonoras. heranças culturais. teatros de rua. étnico-sociais. entre outros). danças de rua. volume. gestuais. e instrumentos em diversas técnicas. • Analisa as manifestações visuais. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. sonoras.

s o c i a i s. • Diferencia a arte e as manifestações culturais a partir do seu plano de expressão e de seus elementos formadores. étnico-sociais. • Compara a arte e a realidade. linhas. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. • A poética do cotidiano pre sente nas manifestações visuais. 182 . heranças culturais. nacionais e internacionais. atribuindo-lhe significado. nas musicais. papéis. objetos industrializados e não-industrializados. materiais. exercitando a discussão. nacional e internacional em diferentes tempos históricos. cinestésicos. televisivas. grupos regionais. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. entre outros). formas. espacialidades. cenográficas. inclusivas. a materialidade. • Relaciona a linguagem da arte em var iados suportes (midiáticos. publicidade. no vídeo. da natureza e outros. regionais. entre outras). • Realiza produ ções inventivas e investigativas com suportes e técnicas variadas: corpo. materiais diversos nas artes visuais. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. entre outros). nacionais e internacional (indígenas. indagando com interesse e curiosidade. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações das artes (nas visuais. • A Arte como linguagem e sua leitura. contextualizando os saberes e fazeres adquiridos durante o processo de criação. investigando. considerando a técnica. entre outros). arquitetura). articulandoas ao plano de conteúdo e atribuindo-lhes significados. considerando a sua dimensão sensível e a inserção na sociedade (artistas locais. instrumentos musicais. • Realiza diálogos da arte com outras linguagens (moda. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. nacionais e internacionais. fruindoas e lendo-as. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. entre outros). • Avalia. cores. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. como nas pinturas. entre outras). nas criações de objetos. pausas e melodias. é t n i c o . a sensibilidade.Sumário principal 4ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo (cores. entre outras). culturais. em fotografias e outras). formas. nas teatrais. a composição. gestuais. ritmos. argumentando e apreciando. na arte digital. inclusivas. nos desenhos. regionais. gestuais. espacialidades. teatrais. movimento. regional. nas instalações. estéticos. gestualidades. em âmbito local. • Arte e patrimônio cultural. o suporte. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional e internacional. históricos. refletindo. • Diferencia as linguagens e seus suportes (corpo nas artes cênicas e na dança. • A Arte e as manifestações artísticas. sonoros. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). volumes. • Explora o labor da prática artística. sonoras.

arte e educação: formação humana e prática pedagógica. MARINHO.Sumário principal 9. Ana Mae. A arte é de todos.br/memória>. Demerval.br/pesquise_artigos_texto. 2008.php?id_m=8. ES: PPGE/UFES. São Paulo: Cortez. 1-5. p. 1991. 2008. Ana Luíza Ruschel.org. 2006. Trabalho.2. RS: Ed. Jorge Miguel. São Paulo: Perspectiva. A imagem no ensino da arte. FARIAS. Disponível em: <http://www. REBOUÇAS.> Acesso em: 28 abr. Pedagogia histórico-crítica. Autores Associados. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO. A arte e sua relação com o espaço público.artenaescola. Uma leitura de textos visuais. 28 abril 1997. Disponível em: <http// www. Santa Maria. Acesso em: 19 set. 2003./dez. n. RS.cenpec. Caxias do Sul.5 Referências BARBOSA. Vitória. 24. Moema Martins. NUNES. 183 . SAVIANI. 1991. jul. UFSM.org. Agnaldo.

foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular dessa rede de ensino. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. Até os anos de 1970. Além disso. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existentes nos séculos XVIII e XIX. 2001). que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu). esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular desta disciplina21 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo.3.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna influenciada por um conjunto de fatores. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. denominada de biologicista. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001). embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. ainda predominante no ensino da Educação Física. Essa concepção. 184 . Nos apropriamos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade. que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. 21 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio.3 Educação Física 9. de que é um conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno.Sumário principal 9. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação.

devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso conceito de criticidade. ampliemos o nosso 185 . como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. Além disso. segundo Bracht. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. Essa visão contempla o eixo da cultura. sociais e biológicas. se legitimem. o professor. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. 2001. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. assim. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. entende-se a expressão corporal como linguagem. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. produzido ao longo da história. sem fugir das intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. Dessa forma. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. que não só os de caráter conceitual ou intelectual.Sumário principal Diante disso. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. Com isso. Dessa forma. Segundo Bracht (2001. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. com interfaces nos diferentes campos de saberes. Sendo assim. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. que só se torna possível. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos.77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. para que se possa permitir que outros saberes. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. p. que precisa ser transmitida e assimilada pelos alunos.

das diferentes manifestações culturais corporais. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. englobando as dimensões estéticas e éticas”. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. esportes. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. que envolvem aspectos lúdicos. esse aluno desenvolve. sintetizar. além da motricidade. emoções e sua linguagem corporal e.Sumário principal conceito de razão. morais. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. estéticos e éticos. dança. ainda. onde ele expressa sua subjetividade. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. ou seja. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. Código e suas Tecnologias. ginásticas. 2001). Dessa forma. Podemos destacar que. ana- 186 . aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. sociais e éticos. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. destituído do saber. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado.

de lazer e entretenimento. competitividade e disciplina. envelhecimento. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana à prática pedagógica escolar. além de ser um agente promotor da sua autoestima. integração. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. biomecânica. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. 187 . saúde. afetivos e morais. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. para a apreensão da expressão corporal como linguagem.Sumário principal lisar e expressar ideias. afirmação dos valores e princípios democráticos. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. participação social. atividade física. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando e o desenvolvimento do aluno nos seus aspectos social. 9. fisiologia. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. Além disso.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. entendendo-a como meio de promoção da saúde. emocional e motor. treinamento etc. cooperação. Ao proporcionar o desenvolvimento da criatividade. sociais. de ginásticas. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. socialização. Desenvolver os aspectos intelectuais. qualidades físicas e neuromotoras. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. contribuindo para a sua formação psico-sociocultural. intelectual. Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. – a Educação Física atua como formadora. ética. laborais. para o desenvolvimento de autonomia. liberdade. Além disso. socialização. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. tendo o professor como mediador.3. cooperação. cognitivo.

Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. Set. DELLA FONTE. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a dinâmica escolar. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educação Física escolar. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. 1999. Dentre elas destaco: DIAS. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. 2001. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano.Sumário principal Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos. p.3. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. lúdicos e técnicos. Sandra Soares et all. 9. 188 . Andréia et. al. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. 1992. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). 21 (1): 183-192. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo22 sobre a prática docente do professor de Educação Física na rede estadual pública e privada do Estado do Espírito Santo. alguns estudos vêm apontando que. Niterói. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. 195). 2001). resultante de um "elo perdido" entre as prescrições dessa produção teórica e a 22 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF). p 63-66. realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. por meio da observação. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal.

Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. com relação ao espaço. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas23. Com isso. Os materiais. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. (Bracht et. o trabalho pedagógico não pode. pois os próprios fins podem ser problemáticos. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática qualitativa nas aulas de Educação Física. que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. do conjunto de professores licenciados. al. diante da sua prática docente. 67% deles se formaram nos anos 1980. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em Licenciatura.. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexivo do professor 23 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro deste modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente. 2003).Sumário principal Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. os equipamentos e as instalações são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. O desafio está em propor mudanças na prática docente. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede. “No entanto. todo ele. Em virtude disso. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. porque variam 189 . procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. Nos anos 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não se fazem melhor devido à carência de tais estruturas. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. Além disso.

desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. a biblioteca. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. gincanas. Assim. os torneios escolares. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. 2004). Essas mudanças são em relação ao conteúdo. o recreio. a criatividade. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. 43). mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. pesquisas e o desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que priorizem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e da compreensão crítica do movimento (KUNZ.Sumário principal de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. problematizando temas da cultura corporal. 53). p. exposições. tempo. desenvolvendo um espaço de reelaboração. realizando um retrospecto das atividades corporais. a sala de aula. espaço etc) e à conduta pedagógica do professor. al. é necessário revermos o que se desenvolve nesse componente curricular. tomando a quadra. A realização de jogos escolares. ensinando estratégias para o agir prático. 2001. nacionais e internacionais. p.. 2003. à organização das aulas (horários. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. O que também se propõe é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. onde 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “ entendem que deve haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. dentre outras. a 190 . Com isso.

onde se compreende que as competências não são um programa clássico. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009.1992). Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado.1992). São eles: a relevância social do conteúdo. entendemos que para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. et. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. para isso. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares.. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos 191 .. Mas. Assim. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. al. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a provisoriedade do conhecimento (Soares. como forma de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. será necessário o envolvimento de todos os professores. onde os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. Preliminarmente. as atividades de visitas e excursões.Sumário principal sala de informática. temos a formação continuada de um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. et. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. sobretudo quando se esperam mudanças efetivas nessa prática. Dessa forma. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. A abordagem metodológica crítico-superadora nos apresenta alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. al.

voltada para a construção de uma educação de qualidade e de formação do cidadão. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. classe social e idade. 2001). Dessa forma. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. continua tendo lugar. reflexivo e crítico. entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. Esse tipo de aula. que tenha uma participação ativa na sociedade. 2001. da ordem do saber como fazer. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las.. insisto. afetivo. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. Com base no conceito de Competência – aquisições.Sumário principal de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. interpretar essas informações. Além disso. social. 1999). Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. respeitando as diferenças de gênero. conflitos ou desafios. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. interage 192 . compreendendo os limites e as possibilidades corporais..152). A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. o sujeito se comunica. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. etnia. buscando problematizar a relação do corpo com saúde. ou seja. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física. A questão está em encontrar. trabalho e cultura. Por meio da linguagem corporal. São eles: Conhecimento sobre o corpo: considera o corpo no seu aspecto físico. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. em que o problema nem sempre está na falta de informações. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. emocional e cognitivo. (Santos. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. guardá-las ou atualizá-las. p. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. estar informado sobre conhecimento. Até pouco tempo.

Além disso. 193 . reconhecendo a identidade própria e a do outro. Por meio do jogo.Sumário principal com o meio. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbito nacional. sintetizar. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. onde expressa sua subjetividade. regional e local. descobrindo o prazer nas vivências corporais. emoções e. com suas diferentes organizações técnico-táticas. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes no contexto mundial e nacional. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. analisar e expressar as ideias. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. sociais e éticos. e também desenvolve a ludicidade. ainda.

EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. sociais.Educação Física Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. lutas. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. africanas. entre outras. de si mesmo e do ambiente em que vive. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo.Sumário principal 9. como manifestações da cultura corporal. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/CORPO-EXPRESSÃO • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. 194 . campesinas.4 Conteúdo Básico Comum . culturais e afetivos. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. nacional e local. ginásticas. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro.3.

• As partes do corpo e os seus movimentos. relação espacial. • Compreender o corpo como meio de relação e interação consigo e com o outro. desenvolvendo uma postura de autonomia e autocontrole. classe social. • Construir atitudes através das relações interpessoais e emoções expressas pelo corpo.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª Séries HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. • Respeitar a diversidade corporal a partir das diferenças de gênero. • Reconhecer como as diferentes formas de cultura influenciam na construção do movimento. • Educação postural. • Sedentarismo e obesidade. • Identificar e refletir sobre padrões de estética. coordenação motora. Tópico: Conhecimento da estrutura e funcionamento do corpo. habilidades físicas e mentais. • Compreender a relação da estrutura muscular e óssea na realização do movimento. reconhecendo-as como meio de construção e promoção da cidadania. • Pantomima. • O movimento humano e suas relações com o meio. • Conscientização corporal. adotando uma postura não preconceituosa ou discriminatória. • Hábitos de higiene e alimentar e suas relações com a atividade física. • Conhecer e vivenciar as diversas possibilidades de movimento do corpo. • Relacionar as diferentes manifestações da cultura corporal em seu contexto sociocultural. CONTEÚDOS 195 . etnia. • Identificar as práticas corporais de higiene como forma de promoção da saúde. • Esquema corporal: lateralidade. • Reconhecer algumas alterações fisiológicas básicas do corpo causadas durante a prática de atividade física. • Expressão corporal individual e em grupo. • Sistematizar as diversas partes do corpo e compreender como elas se inter-relacionam na realização dos movimentos. equilíbrio etc. beleza e saúde presentes no cotidiano. • Habilidades motoras fundamentais. possibilidades e limitações do movimento. • Mímicas. faixa etária. • As alterações fisiológicas ocorridas no corpo com a prática corporal. • Identificar as múltiplas linguagens do corpo. bem como meio de linguagem e expressão.

• Reconhecer espaços nos quais podem ser praticado os movimentos de luta ou ginástica. identificando suas possibilidades de lazer e aprendizagem. • Identificar e classificar os tipos de dança e ginástica. • Conhecer a origem e a diversidade cultural da dança e da ginástica como expressão da cultura humana. • Danças. • Organização de festivais de dança. regional e local. constrangimento ou discriminação. • Ginástica geral. • Conhecer. • Principais passos e pequenas coreografias. • Perceber os limites corporais na vivência dos movimentos rítmicos e expressivos. 196 . • Noções gerais sobre ritmo. • Valorizar e apreciar as atividades rítmicas e expressivas. • Conhecer e diferenciar os movimentos que são comuns ou não às lutas e ginásticas. representar e vivenciar as danças folclóricas e ritmos constituídos historicamente no Espírito Santo. decidir.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/ CORPO-EXPRESSÃO Tópico: Atividades rítmicas e expressivas. • Identificar as diferentes formas da prática da ginástica geral. • Adquirir princípios básicos para construção de desenhos coreógrafos e montagem de coreografias simples. tendo como referência o esforço em si. expressão e linguagem dos povos. • Compreender que o arriscar. • Identificar habilidades motoras específicas das lutas. • Conhecer as atividades rítmicas e expressivas das diferentes manifestações culturais em âmbito nacional. simular e errar não implicam em algum tipo de humilhação. • Ginástica e processo histórico. • Lutas e processo histórico. • Verificar o próprio desempenho e dos demais. processo histórico. CONTEÚDOS • Manifestações e representações da cultura rítmica nacional. que tragam benefícios para o organismo e a saúde. • Conhecer os aspectos históricos e sociais das lutas. • Conhecer e executar movimentos simples da ginástica circense. regional e local. • Arte circense. • Relacionar e vivenciar movimentos rítmicos vinculados ao estímulo musical.

brincadeiras e cantigas. • Jogos de salão.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. • Vivenciar atividades cooperativas. 197 . CONTEÚDOS • História dos jogos e brincadeiras populares e folclóricos. • Jogos cooperativos. • Jogos pré-esportivos. • Construir coletivamente as regras que trabalhem e resgatem os valores étnicos. morais. • Conhecer e criar jogos que estimulem a prática dos jogos individuais e coletivos. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. buscando solucionar os conflitos. • Adotar atitudes de respeito mútuo. dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas. • Conhecer a origem histórica dos jogos. • Jogos de raciocínio. • Cantigas de roda. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. Tópico: Jogos e brincadeiras. sociais e éticos.

v.. Parâmetros curriculares nacionais. RS: Ed. Francisco Eduardo (Org. Anais. UFMG. 2001. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. Unijuí. 2003. n.. Paraná. BRASIL. Orientações curriculares para o ensino médio. DF: MEC. 198 . Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. investigação e intervenção. RS: Ed.1. Ricardo et al. Educação física escolar: política. 2001. 6. Brasília. Carmem Lúcia et al. ES: PROTEORIA. Transformação didático-pedagógica do esporte. SANTOS. SOUZA JÚNIOR. ES: PROTEORIA. 1992. Vitória. 2001. 1. Vitória.151-139.). ES: PROTEORIA. Christiane. 1999. In: CAPARROZ. trabalho e educação: relações históricas. Educação física escolar: política. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. ______. 73-76. Metodologia do Ensino de Educação Física. p. Paraná. 2001. Ministério da Educação. Unijuí. v. Pesquisa em ação: educação física na escola. In: FERREIRA NETO. 2000. SOARES. ______. Brasília. Vitória. Porto Alegre: Artmed. v. São Paulo: Cortez. 2001. Francisco Eduardo (Org. 2004. 2. Pesquisa histórica na educação física. v. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Lazer. PRIMI. CAPARROZ. Philipe. p. ES: PROTEORIA. investigação e intervenção. questões contemporâneas. Amarílio (Org). Vitória. Ijuí. 2006. ______ et al.17. Belo Horizonte: Ed. investigação e intervenção. Elenor. In: ___.5 Referências BRACHT. Gisele Franco de Lima. DF: MEC.). 1998. Francisco Eduardo. PERRENOUD. Ijuí. Valter.3. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. Construir competências desde a escola. Educação física escolar: política. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ.1. 2001. maio/ago.Sumário principal 9. Marílio. WERNECK. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. KUNZ. 2001.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 01 .Área de Linguagens e Códigos Anos Finais .

CEP 29.Ensino fundamental.111. anos finais. área de Linguagens e Códigos.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. 03 . v.3. Ensino fundamental . 3. v.Ensino médio.com. 01 . Santa Lúcia . área de Ciências da Natureza. área de Linguagens e Códigos. .Ensino médio. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação.Linguagens e Códigos. Título. v. Série. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.056-085 .Ensino médio.Currículo.19 CDU 373. 02 . 03 .br Espírito Santo (Estado).016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. 2009. ISBN 978-85-98673-02-8 1. 4.Espírito Santo (Estado) . anos iniciais. nº 1. 2. v.Ensino fundamental. – (Currículo Básico Escola Estadual . César Hilal. Guia de implementação. CDD 372. área de Ciências da Natureza.Info Consultoria. II. área de Ciências Humanas. Ensino fundamental . anos finais. 02 . v. área de Ciências Humanas. v.Ensino fundamental. – Vitória : SEDU. 01 . I. Ensino . anos finais. 26 cm. 128 p.Vitória/ES . 01) Conteúdo dos volumes : v. ES.Currículo. Ensino médio .Currículo.

” Paulo Freire . igualmente sujeito do processo..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.. ao lado do educador. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.

Organdi Mongin Rovetta. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Simone Carvalho. Manzoli. Angelita M. Gracielle Bongiovani Nunes. Campos Cruz. Jorge Luis Verly Barbosa. Lúcia Helena Maroto. Edilene Klein. Martinelli.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Josimara Pezzin. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Rodrigues. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Marcia Vânia Lima de Souza. Alaíde Trancoso. Luiz Antonio Batista Carvalho. Cristina Louzada Martins da Eira. Dalla Passos. Paulo Alex Demoner. Rodrigo Vilela Luca Martins. Davel. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Alecina Maria Moraes. Edilene Costa Santana. Lea Silvia P. Bastos. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Maria José Teixeira de Brito. Christina Araújo de Nino. de Quadros P. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Ângela Maria Freitas. Ana Paula Alves Bissoli. Rachel Miranda de Oliveira. Mirtes Ângela Moreira Silva. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Antonia Regina Fiorotti. Vivian Rejane Rangel. Neire Longue Diirr. Patrícia Maria Gagno F. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Eliane Carvalho Fraga. Guaresqui Cruz. de Castro. Edílson Alves Freitas. Rogério de Oliveira Araújo. Última da Conceição e Silva. Rodrigues. Márcia Gonçalves Brito. Madalena A. Luiz Humberto A. Valéria Zumak Moreira. da Silva.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Antônio Fernando Silva Souza. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Ernani Carvalho Nascimento. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Sidinei C. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Larmelina. Ana Paula Alves Bissoli. Fernandes. Paulo Roberto Arantes. Maria Aparecida Rosa. Maura da Conceição. Alcimara Alves Soares Viana. Conciana N. Maria Nilza Corrêa Martins. Maria Elizabeth I.SEDU Ana Beatriz de C.Física Claudio David Cari . Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Fracalossi. Paulo Roberto Arantes. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Magna Maria Fiorot. Monteiro e Wagna Matos Silva. Margarida Maria Zanotti Delboni. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Sandra Renata M.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Renan de Nardi de Crignis. Lyra. da Silva Scaramussa. Christina Araújo de Nino. Ferreira. Lúcia Helena Novais Rocha. Rita de Cássia Santos Silva.Língua Portuguesa Adriana Magno. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Novais Rocha. Gleise Maria Tebaldi. Lurdes Maria Lucindo. Gilcimar Manhone. Carlos Sebastião de Oliveira. Roberto Lopes Brandão. Roseane Sobrinho Braga. Luciene Maria Brommenschenkel. Rosângela Vargas D. Rosangela Maria Costa Guzzo. Francisco Castro. Pedro Paulino da Silva. Elizabeth Detone Faustini Brasil. José Alberto Laurindo. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Iza klipel. Cristina Lúcia de Souza Curty. Renato Santos Pereira. Ronchetti. João Firmino. Pinto. Alvarenga Vieira. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Angélica Regina de Souza Rodrigues. de Oliveira. Edna Milanez Grechi. João Luiz Cerri. Márcio Correa da Silva. Naédina Barbieri. Pedro Guilherme Ferreira. Fabiano Boscaglia.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Kátia Elise B. Eliane dos Santos Menezes. Anderson Soares Ferrari. Paulo Roberto Arantes. Cezar.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Luciane R. Marta Gomes Santos. P. Everaldo Simões Souza. Marcelo Ferreira Delpupo. Danilza A. Dilma Demetrio de Souza. Karina Marchetti Bonno Escobar. Maria da Penha C. Nourival Cardozo Júnior. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Antônio Carlos Rosa Marques. Torres. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Rodrigues Soyer. Raquel Marchiore Costa. Renata Garcia Calvi. Érika Aparecida da Silva. Cátia Aparecida Palmeira. Marcio Vieira Rodrigues. Elisangela de Jesus Sousa. Eliana Aparecida Dias. de Almeida. Mara Cristina S. Maria da Ressurreição. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Anderson Soares Ferrari. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Barbosa.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Maria Adélia R. Marcos Leite Rocha. Magna Tereza Delboni de Paula. Margareth Zorzal Fafá. Eliana C. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Lúcia H.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Izaura Célia Menezes. Ivanete de Almeida Pires. Chirlei S. Alexandre Nogueira Lentini.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Jarbas da Silva. Sandra Renata Muniz Monteiro. Patrícia Maria Gagno F. Alan Clay L. Dileide Vilaça de Oliveira. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Sabrina D. Benevides. SRE Carapina: Lucymar G. Foerste . Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Giuliano César Zonta. Malba Lucia Gomes Delboni. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Marilene Lúcia Merigueti. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Jane Ruy Penha. Giovana Motta Amorim. Luciete de Oliveira Cerqueira. Luciano Duarte Pimentel. Carvalho. Adna Maria Farias Silva. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Angélica Chiabai de Alencar. Sebastião Ferreira Nascimento. Eliane dos Santos Menezes. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Ilia Crassus Pretralonga. Lemos. Maria Adelina Vieira Clara. Linderclei Teixeira da Silva. Jaqueline Oliozi. Nascimento. .Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Américo Alexandre Satler. Cátia Aparecida Palmeira. Maria de Glória Sousa Gomes. Tarcísio Batista Bobbio. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Rodrigues.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Erilda L. Hebnezer da Silva. S. Bastos. Salette Coutinho Silveira Cabral. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Hulda N. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Edimar Barcelos.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Pereira. Elenivar Gomes Costa Silva. Maria Alice Dias da Rosa. Anelita Felício de Souza. Lígia Cristina Magalhães Bettero. José Christovam de Mendonça Filho. Léa Silvia P. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Irineu Gonçalves Pereira. Martinelli. Alaércio Tadeu Bertollo. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Telma L. Luciene Tosta Valim. Renata da Costa Barreto Azine. Sebastiana da Silva Valani. Antônio Fernando Silva Souza. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite .Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Rodrigo Nascimento Thomazini. C. Sara Freitas de Menezes Salles. Sulâne Aparecida Cupertino. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Leila Falqueto Drago.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Ana Helena Sfalsim Soave. Ediane G. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Jomara Andris Schiavo. Vaneska Godoy de Lima. Mohara C. Ilza Reblim. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Elza Vilela de Souza. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Pedro Paulino da Silva. Oliveira. Angélica Chiabai de Alencar. Eliane Maria Lorenzoni. Jaqueline Justo Garcia. Maria de Lourdes S. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Maria do Carmo Braz. Alaíde Schinaider Rigoni. Marlene M. Edy Vinicius Silverol da Silva. Patrocínio. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Sandra Fernandes Bonatto. Alves. Israel Bayer. Delcimar da Rosa Bayerl. Núbia Lares. Claudinei Pereira da Silva. Carmencéa Nunes Bezerra. Edson de Jesus Segantine. Regina Jesus Rodrigues. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Freitas. João Luiz Cerri. Regina Zumerle Soares. Johan Wolfgang Honorato. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Junqueira. Nilson de Souza Silva. Luciane Salaroli Ronchetti. Márcia M. Eduarda Silva Sacht. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira.C. Sônia A. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Epitácio Rocha Quaresma. Hebnézer da Silva. Ribeiro. Lima. Cortez. Carvalho Morais. Rosiane Schuaith Entringer. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Marlene Athaíde Nunes. Morati.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Eliethe A. Cláudia Regina Luchi. Luciana Oliveira. Ilza Reblim. Neyde Mota Antunes. Carla Moreira da Cunha. C. Cérlia Silva de Oliveira. Giselle Peres Zucolotto. Mônica V. Kátia Regina Zuchi Guio. Maria Cristina Garcia T. Braga. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Rosiana Guidi. Luciane S. Irineu Gonçalves Pereira. Gina Maria Lecco Pessotti.Arte Rita de Cássia Tardin . Ires Maria Pizzeta Moschen. Coelho Ambrozio. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Ivone Braga Rosa. Maria da Penha E. Valentina Hetel I. Agnes Belmonci Malini. Renato Köhler Zanqui.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Teresa Lúcia V. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Luciene Tosta Valim. Jomar Apolinário Pereira. Maria Geovana M. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Soprani. Silma L. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Evelyn Vieira.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Luiza E. Jane Pereira. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. do Nascimento. Angélica Chiabai de Alencar. Tania Mara Silva Gonçalves. Ires Maria Pizetta Moschen. Marta Margareth Silva Paixão. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Renan de Nardi de Crignis. Perin e Valéria Perina. Rosinete Aparecida L. Maria Alice Dias da Rosa. Verginia Maria Pereira Costa. Vazzoler. Maria da Penha de Souza. Tânea Berti. R. João Carlos S. Sebastião Ferreira Nascimento. Edna dos Santos Carvalho. Denise Moraes e Silva.

é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Como equipe. sem dúvida. na qual.Sumário principal Prezado Educador. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. como um plano único e consolidado. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. quer sejam individuais ou coletivos. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. Para enfrentá-los. neste contexto. a complexidade que envolve a infância e a juventude. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. Temos certamente que comemorar. das superintendências e da unidade central.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. como unidade autônoma. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. sobretudo. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. tendo como base um projeto de nação. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. Como síntese desse processo. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. O Estado. mas. Educação Especial e Educação do Campo. ao longo dos anos. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. conforme os termos constitucionais. por meio de mecanismos participativos. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC).

Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional.500 educadores. conectado com a dimensão universal. da educação pública. Todos esses atores mente construídas. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. que desafios que precisamos enfrentar. Entre os anos de 2004 e 2006. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. por meio de atitudes. com vistas à promoção do educando e. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. tônomos e críticos. hábitos e consequentemente. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. Portanto. com qualidade social. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. ciência e cultura. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas.Sumário principal e social de sua população. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. valores. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. fortalecendo a grande complexidade. 12 . nizados. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. professores convidados. muitas vezes. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. entre vimento de crianças. como a relação entre trabalho. O currículo é a materialização do ricos de discussão. costumes historicamente produzidos que. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino.

Certamente. consequentemente. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Além para cada disciplina da do CBC. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. conteúdos com- 13 . conhecimentos estanques e conservadores. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Isto é.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. resguardando as especificidades das escolas.CBC para cada disciplina da Educação Básica. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. outros Educação Básica. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. Para tanto.

Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. correspondendo aos 30% restantes. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. dentre outros. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. assim. em alguns casos. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. como instrumentos dinamizadores do currículo. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . Do ponto de vista organizacional. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. cializadas na medida em que cultura e trabalho. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. ampliando a nada. lo ciência. ou seja. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. produz conhecimentos. cultura e trabalho. na relação com a natureza e com seus pares e. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal.

a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. 15 . utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica.Sumário principal vivências curriculares. Esporte. Dessa forma. tornando a escola mais atrativa. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. por meio da Lei Nº. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. “Ciência na Escola” . 8963 de 21/07/2008. a partir de estudos sistemáticos. O projeto contempla ainda. Matemática e Ciências. roteiros turísticos e ambientais. materializa esse conceito. química e biologia. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Realização de olimpíadas escolares e. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. por fim. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico.

computador por aluno. escrita e pedagógicas. TV comunidade local. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. pois o educador precisa aliar à Multimídia. a sua inclusão digital e a comunidade. formação gica. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. capacibibliotecas escolares. tecnologias e suas implicações didáticas. as novas do conhecimento. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. pendrives. “Ler. a de estudar. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. atualização da escola. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. com isso. PC do professor. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA .um públicas e privadas. com destasucesso esperado: estagiários. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. e a partir A formação continuada tação.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. que para a revitalização das professor dinamizador. pesquisa. com destaque ações de formação. a partir digitais no cotidiano escolar. transdisciplida escola. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. de modo a 16 . envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. ampliando para a do educador é mais naridade. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. por meio que necessidade. pois o educador precisa aliar à tarefa e. intervenção pedagógica. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. as reformas educativas e seus desdobramentos. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura.

uma trilha experienciada coletivamente. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. 17 . Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. Destaca-se ainda. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. como componentes do Guia. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. com tudo isso. que incorporou o saber de quem o vivencia. portanto. os quais irão enriquecer a prática docente. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. Espera-se. Nesse sentido. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. além de outras pautas de estudo do referido documento. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. ao final de 2009. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos.

Sumário principal Capítulo Inicial .

objetivos. que. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. elaboraram as ementas contendo visão de área. constituíram-se objetos de diálogo. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. por meio de seminários com participação dos professores referência. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. municipal e federal. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. Em 2006 a Sedu. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. de acordo com a prática pedagógica do professor. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. Em 2005. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. nos quais. considerando situação funcional. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. formação acadêmica e atualização permanente. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). 21 . conteúdos e orientações didáticas.

2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. acima de tudo. em sua fragilidade. estar a serviço da vida. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. além de 26 especialistas de cada disciplina. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. jovens e adultos capixabas. intercolóquios e seminário de imersão. em dois grandes ciclos de colóquios.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. da educação pública. professores convidados. modalidades e transversalidades. nos anos de 2007 e 2008. instituições e modos de 22 . que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. SRE. contando com a participação de cerca de 1. consequentemente.500 eduTodos foram mobilizados cadores. consultores. central e das da educação pública.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. num processo formativo e dialógico. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. produziram os CBC por disciplina. consequentemente. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo.

do outro e do mundo. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. Nesse sentido. social. direito de todos e dever do Estado e da família. cultural e político. solidários. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. que são apenas diferentes. que se realiza em um contexto histórico. por isso. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. paz social e paz ambiental. intensificando os esforços pela justiça. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. é um bem público que deve servir 23 . o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. Superar as diversas formas de exclusão. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. dignidade humana. a vida requer convivência na promoção da paz interior.Sumário principal vida. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. reverencia o mistério da existência.

A educação como serviço público. Na escola. É na relação entre os sujeitos. um direito. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. envolvendo a percepção. em função dele. uma obra de legítimo interesse social. mediante um determinado caminho. a construção. deverá atender aos interesses da coletividade. portanto. consequentemente. exercido pelo poder público ou privado. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. uma dimensão mais ampla. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. o aluno é o centro do processo educativo e. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. assumindo. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. com toda a sua complexidade. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. por ser um ambiente essencialmente humano. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. numa perspectiva dialógica e dialética. de movimento de uma dada situação a outra diferente. E um lugar de esperança. No entanto. a interpretação. antes de tudo. espaço de visibilidade. aprender. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . do desenvolvimento social e econômico da nação. na medida em que contribui para o bem comum. sentimentos e atitudes. assumindo o lugar de mediador. a reflexão e a ação. as ações educativas devem ser planejadas e executadas.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. A educação como obra de mudança. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. A escola pública com compromisso social. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando.

Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. gerando a sua própria cultura. como forma de criação humana. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. símbolos e comportamentos. cultura numa perspectiva antropológica. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. como processo dinâmico de socialização. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. assim. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. ciência e cultura. material e social. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . apropriando-se dela e transformando-a. portanto. cuja base se expressa na aquisição da leitura. Nesse sentido. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. algo vivo e dinâmico que articula as representações. e trabalho como princípio educativo. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. produz conhecimentos. a partir da articulação dos princípios trabalho. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. constituindo o modo de vida de uma população determinada. acima de tudo. e.

reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. 2 MOTA. 26 .R. sobretudo. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. e. muitas vezes.P. dependendo do enfoque que o desenvolva. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. a organização física. A.S. Porto Alegre: Artmed. GÓMEZ. O currículo para além das grades .construindo uma escola em sintonia com seu tempo. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. impreciso. J. nesse sentido. J. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. Compreender e transformar o ensino. No entanto.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. entre os curriculistas contemporâneos. junho de 2004. 1998. 2. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. Portanto. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. evidenciar a qualidade dessa ação. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. no interior da unidade educacional. Brasília. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática.G.Sumário principal curricular apresentada neste documento. C. Isso acontece 1 SACRISTÁN. promotor de uma educação emancipadora. o currículo na escola E. que está inserido. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. N.I. e. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. sobretudo. e BARBOSA. o significa discutir a currículo. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência.G. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. a exemplo dos laboratórios de estudo. mais difundida. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1.V. por ser um conceito bastante elástico e. certamente.

seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro.T. seja no campo de metodologia. Vitória: SEEB/SEDU. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. Considerando isso. a participação da comunidade. historicamente ideias de currículo em ação. as relações no interior 3 SILVA. de organização e gestão. a identidade nantes. é possível e negociações. 2004. O currículo escolar. currículo realizado (Ferraço). In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito.uma introdução às teorias do currículo. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. os conhecimentos mais valorizados da escola. C. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. seu modo 4 FERRAÇO. Assim. ações. 27 . Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. políticas e alternativas educacionais. 2000. 3 talidade social” . e outras que considePortanto.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. avaliação. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. a identidade dos estudantes e etc. conflitos concretas. currículo praticado (Oliveira). está deficurrículo4. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. Documentos de identidade . incluem tradições culturais Assim. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. T. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. Ele é resultado de lutas. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. currículo real (Sacristán). seu modo de organização e gestão. metas.E. Belo Horizonte: autêntica. De modo geral. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. Por isso.

de vida e laborais conhecer.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. Pelo contrário. com rapidez e eficiência. A. lar. 2005. conhecimentos tácitos e as constituem.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. Boletim técnico do SENAC. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. 7 BRASIL. a segunda parte previstas. específica”7.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. MEC/INEP. 28 . 30. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. ou seja. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. fazer. v. como parte que deste documento curricular. articulando competências. MEC/INEP. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. de ensino e pesquisa. p. há gradação. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. ENEM . Comumente. forma a aliar competências. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). Não norteadores do Ministério da Educação. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. ENEM . 2004. 2005. histórias de vida. ensino. Z. Rio de Janeiro. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. 6 KUENZER. 81-93. com rapidez e eficiência. habilidades não seriam consideradas uma competência menor.

A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. ou seja. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. é extremamente importante que os profissionais da educação. 2005. Competência como condição prévia anteriormente descritas. planejamento das atividades. nesse sentido. não basta possuir objetos potentes e adequados. pedagogos. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. não basta ser muito entendicontexto. A competência relacional expressa esse jogo de interações. Nesse te. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. 29 . o que se chama de talento.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. por exemplo. ENEM . coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. dom ou uma mesma realidade. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. as três formas de competência. educativo. o desenvolaprendida. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. 2002. Não se trata MEC. na prática não se do sujeito. o que pressupõe uma organização Na escola. extrema facilidade para alguma atividade. 9 BRASIL. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. MEC/INEP. significa. pois se referem a petência. Assim. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. condição do objeto. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. Dentre elas. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente.

econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. alguém se torna aluno. afetivas. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. Nesse sentido. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. hoje. neste documento curricular. trabalhar nessa concepção. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. Até escola. para que o aluno aprenda. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. se forme e informe. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. problematizannatureza. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. Como ponto de (cognitivas. cultural. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. Ao contrário disso. por meio do ensino e da pesquisa. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. sociais e psicomotoras). 2. ao mundo do trabalho. visa a investir na formação do cidadão. Cidadão esse que busca na escola adquirir. “Ninguém nasce aluno. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . Quais são os alunos e quais são. partida para nossa reflexão é necessário conAssim.

A e na comunidade. dos direitos da criança. Portanto. há ou etnia. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. a Filosofia. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. de dominar física e mentalmente outros. gênero. sendo um ocidental como a nossa. dentre mundo. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. os A ação de reconhecimento adultiza. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. séculos. a Sociologia. pois reconhece-se que. os infantiliza. econômicos. a inserção na vida adulta. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. criações culturais crianças com o mesmo referencial. sem. Sendo simbólicas específicas e próprias. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. a juventude e a curta etapa da infância. a Antropologia. no Brasil templam o pertencimento de classes. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. numa sociedade socioculturais determinadas. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. a Psicanálise. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. e não diferentemente no Espírito Santo. assim. de sua função educadora. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. a violência urbana. no exercício História. que conrenciam. estudo e a compreensão da contudo. a vida adulta. A escola. constituir-se como infância. é tempo de constante refere à crise de autoridade. momento da maturidade. Esses tempos de vida. enfim. 31 . especialmente no que se de um indivíduo. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância.Sumário principal e imprecisos.

nas relações estabelecidas também e não 32 . Na infantil e a maturidade do adulto. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. como a o sinal próprio desse tempo. o desejo de impactar. tude do homem. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. marcada pela busca leitura. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. juntas. Deve ser pensada para contrastes. delimita mobilizar. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). cognitivas e sociais que. a juvencomo o nascimento. da puberdade e social parecem mobilizar. estilos que se constrói. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. o desejo de impactar. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. como odo atravessado por crises. finalizando definidoras da existência somente com a morte. ajudam a traçar o perfil da população. Portanto. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. se exercita e se reconstrói variados. Marcas para outras. construindo. de forma visível.Sumário principal individuais. discurso com sentido. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. e que se originalidade. social parecem Assim como a infância. visível. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. a escrita. que. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. assim. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. de provocar matemático. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. de provocar própria sociedade. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas.

2008). ela é um poderoso argumento de marketing e. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida.Sumário principal somente na escola. a igreja e o trabalho. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. a ponto de ser compreendido como alienação. apontado para os adolescentes. mas em outras esferas sociais. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. no qual o futuro é incerto. ao mesmo tempo. Na escola. como desordeiros ou transgressores. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. (Calligaris. a ênfase no mercado e no consumo. Ser jovem na periferia ou no campo. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. como a família. mas buscam proteção. Objeto de inveja e de medo. ao mesmo tempo. a seus pesadelos de violência e desordem. diante de uma sociedade em intensa mudança. especialmente apresentados pela mídia. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. Objeto de admiração e ojeriza. são todas identidades possíveis e relacionais. Na contemporaneidade. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. Seguir. Querem ser rebeldes. em que os últimos têm acesso a bens. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. da classe média e trabalhadora. muitas vezes encurralando-a. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. em intensa situação de vulnerabilidade. falta de perspectiva de vida. ausência de utopias. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam.

na vulnerabilidade à violência e ao crime. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. O fenômeno da vida adulta. é entendido no processo história de vida. Em geral. Estão abertos de desenvolvimento. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. seja por abandono. ou em ocupações precárias ou não. sempre numa expectativa em família. são sujeitos que de emancipar-se. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. e na gravidez na adolescência. na perspectiva de trabalho. Já produz e trabalha. soal. 34 . circunstância de realidade social. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. A laridades. tentando demonstrar.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. explícita ou implicitamente. em qualquer formada sua personalidade e identidade. a respeito de si mesmo. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. o clareza de seus objetivos. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. Na fase de vida adulta. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência.

”. Seres humanos diversos em suas apresentam. sujeitos especiais") (p. compreendemos. que vivem no campo.17). regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humasuas relações entre pares e com os outros na: seres humanos são diversos em suas seres mantêm-se como constante desafio à experiências culturais.. 35 . filhos de trabalhadores formais e informais. está sidades provocam impedimentos personalidades e são em constituir-se como ambide natureza distinta no processo também diversos em ência de construção de uma de desenvolvimento das pessoas suas formas de nova humanidade. na cidade. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. mais que um ser no mundo.. o ser humano se tornou presença no mundo. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. sobretudo se entendida como a construção histórica. biológica.. da história e de suas próprias histórias. são únicos em suas humanização da sociedade e à personalidades e são também sustentabilidade do planeta. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. diversidade experiências culturais. como ponto de partida e chegada do processo educacional. em sua maioria de classe popular. “portadoras de necessidades homens e mulheres. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. De acordo com Lima (2006). na especificidade de seus saberes e práticas. Algumas dessas diversão únicos em suas em especial da pública.. em que (as comumente chamadas de perceber o mundo. cultural e social que faz parte do acontecer humano. juventude ou idade adulta. diversos em suas formas de perSeres humanos são ceber o mundo.Sumário principal Estejam na infância. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. ainda. com o mundo e os outros. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. predominantemente jovens. O grande desafio da escola.

o estético. mento pessoal e coletivo. o biológico. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. 36 . dentre outros. Certamente criminação em acolhimento humana. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. o sociocultural. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. tais como: o ético. no campo do conhecimento da a diversidade. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. que exige a busca por valores. e a constituição às diferenças. o político. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. o em todas as suas dimensões. solidariedade e justiça. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. que propõe epistemológico e político. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. como ato político pela garantia do direito de todos. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. respeito O currículo deve. solidariedade e justiça. às diferenças. portanto. Quando falamos de diversidade e currículo. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. cultura de paz e cidadania. consideram esses saberes. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados.

Os sujeitos da EJA. geralmente. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. Nelas. de aprender e de reaprender. seja pela oferta irregular de vagas. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. em sua singularidade. são trabalhadores assalariados. que incluem reprovações e repetências. durante a infância e/ou adolescência. apresentam uma especificidade sociocultural: são. os direitos humanos. Como modalidade de Educação Básica. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. seus saberes. 3. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. do mercado informal. e de currículos adequados a esses sujeitos. nem menos 11/2000). de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. 37 . arts.Sumário principal as relações étnico-raciais. contribuindo de fato para a formação humana. mas como um modo próprio de fazer educação. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. mas como um modo próprio de fazer educação. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. a ética e cidadania. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. Possuem trajetórias escolares descontínuas. em ocupações não qualificadas. a sexualidade. dentre outras. quase sempre. de certificar-se. como questões inerentes ao currículo escolar. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. trabalhando. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. da política e da cultura. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. De modo geral.1 Educação de jovens e adultos: saberes. menor. a cultura de paz. importante. nem menos importante. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola.

Além disso. espaço propício a emancipar o aluno. Isso implica formar (não treinar. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. E uma concepção de escola como instituição política. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. os princípios. sua característica fundamental de serem trabalhadores. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. adestrar. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. o acesso e a permanência de todos na escola. abordagem inclusiva do currículo. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. 38 . de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. pensando metodologias de ensino 3. no processo de aprendizagem.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. ou seja. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. Nesse sentido. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. que enfoca o direito de todos à educação. preferencialmente na rede regular de ensino. Nesse sentido. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. cultura e trabalho. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. Na LDB nº.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino.

Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. a partir do princípio da pesquisa. Acreditamos que. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. formação de ressignificação das práticas educativas. e outros espaçostempos da escola. O grande desafio da escola e. da crítica e da colaboração. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. pela via da formação dos profissionais da educação. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. continuada. portanto. 39 . o planejamento e a formação continuada. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. Ainda. 3.

Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. Campo. Há que se resgatar o educativo. produção orgânica de alimentos. em 2004. avalia e fomenta o processo de do Campo. o currículo deve levar em conta cultura familiar. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. que procuram enfatizar o seu caráter singular. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. seus ao urbano. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. truídos de forma coletiva. A agria terra. se respaldada por documentos oficiais. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. a partir do trabalho de subsistência. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. Assim. lutas pela terra. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. estuda CEB nº 2/2008. normas e prinsujeitos campesinos. Outro eixo fundamental 40 . da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. que institui e cultural dos sujeitos do campo. comunidade escolar e seu entorno.

na Lei 9.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica.795/99 e contribuirá para a formação humana. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. 3. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. formação de sociedades sustentáveis que são. da cooperação. Constitui-se em um processo permanente. economicamente viáveis. níveis e modalisocialmente justas. Como outro importante pressuposto. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. Educação Amecologicamente prudentes. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. A promoção da ao mesmo tempo. ao mesmo tempo. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. e a visão da educação como ato poiético. pelo regime de colaboração. se calcada nos princípios da solidariedade. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. biental em todos economicamente viáveis.Sumário principal é a interdisciplinaridade. com respeito à alteridade e à diversidade social. ecologicamente prudentes. socialmente justas. étnica e cultural dos povos. da democracia. da justiça social e ambiental. valores e ati- 41 . se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva.

cooperativas. os negros representam 47. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. das pluralidades e da identidade brasileira. interdisciplinares.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Entretanto. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e.3% da população brasileira. 3. 42 .

O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. que formam a população brasileira. à saúde. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural.346 aldeados. nacional em difeafricanas e asiáticas. à diversidade e à cultura. por meio de suas lutas pelo direito à terra. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. É tratado como uma sociedade sem 3. sendo 2. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. Porém. nesse sentido. na escrita do artigo 231. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e.100. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil.000.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. por meio de políticas públicas de reparação. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. localizados no município de Aracruz. a população indígena compreende cerca de 2. africana. No Espírito Santo.109 da etnia Tupinikim e 237. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. Em 1988. rentes épocas da história do Brasil. européia e asiática. africanas e asiáticas. 2006). à educação. 43 . Guarani. No período colonial. havia cerca de Promover o debate sobre 1. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios.

e. O conceito de de construção do conhecimento. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. própria origem e história. e. econômica. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. tradições e culturas. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. principalmente. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. formação do Brasil. social e religiosa. sob forte influência do mundo ocidental. conhecimento. da escoprincipalmente.Sumário principal suas antigas línguas. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. política. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. que possa o currículo escolar. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. temática. o resgate de sua cultura e história. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. o la e da comunidade. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. 44 .

” (Moran. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. os espaços/tempo de educar. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. às características e aos estilos. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. bem como sua história. O professor como mediador do processo educativo. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Assim. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. a problematizar. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. professor. a multiplicidade de pontos de vista. estou desafiando meus alunos. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. Como mediador e facilitador da aprendizagem. A intervenção docente. e saber lidar e conviver com as diferenças. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. “o professor procura ajudar a contextualizar. J. Isto é. os diver- 45 . nessa lógica. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. Nessa perspectiva. passando a mediar as aprendizagens. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu.M).

durante quase todo trabalho pedagógico. e de trabalho. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. o afetivo. ao máximo. dentre outros. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. duplas. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. Na interação grupal. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. isso significa. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. na sala de aula.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. Diante desse cenário. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . ou indiferença. Tendem a se ano letivo. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. respeitando e valorizando outros pontos de vista. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. tendo como sujeito principal o professor. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. horizontalização dessas relações. Nesse contexto. típica do trabalho cooperativo. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. círculos. ao colocar seus pontos de vista. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. bibliotecas. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. aceitação mútua. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. São os educadores. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. Estabelecer uma relação de confiança. autenticidade. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. sobretudo os professores.

como princípio educativo. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. exposições de arte. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. além de aproveitarmos recursos já existentes. que envolve. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. estações ecológicas. A pesquisa. com autonomia. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. enfim. com profissionais da área. reservas ambientais. entre conhecimentos empíricos e científicos. nos projetos pedagógicos. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. festividades. centros de pesquisa. autônomos. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. envolvendo comunidade. gumentando e defendendo sua hipótese. princípio educativo. críticos e criativos. a discuti-las e criticá-las. a acessar recursos tecnológicos. e com isto. expressar-se questionamento. bibliotecas. a construir seu próprio conhecimento. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . galerias. caracterizados como atividade simbólica. possibilitando a reconstrução do conhecimento. cultural e ao mundo do trabalho. articulando pensamento e ação. teatros. concertos. quadras de esportes. pois. interpretar e analisar dados. é fundamentada no diálogo e no questionamento. museus. seu entorno. espaços públicos. construir e conhecer novos conceitos. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar.Sumário principal dela. a montar um mosaico das informações. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. intencional e natural do ser humano. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. asseguram a necessária união entre teoria e prática. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. como sobre a realidade.

as questões de investigação. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. marcada pela lógica da inclusão. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. ainda que seja um tema polêmico. profissionais da educação. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. Avaliar é 48 . Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. do diálogo. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico.Sumário principal naturais e sociais. da mediação. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. avaliação da instituição como um todo. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. A avaliação da educação pública. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. envolvendo professor e educando. é uma atividade integrante do processo pedagógico. avaliação do sistema escolar. É preciso avaliar permanente e processualmente. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. dentre muitos outros aspectos. em perfeita sincronia. para nós. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. em que o protagonismo é do professor.

provas. é uma parte do todo. memorial. quando ocorre ao final do processo. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. dagações sobre o Currículo futura. de fato. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. deve ter significado para quem está sendo avaliado. c) o conteúdo deve ser significativo. o professor.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. d) estar coerente com os propósitos do ensino. por considerar o processo educativo. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. processo pedagógico. aptidões. com vistas a reorientá-lo. E. objetiva. Avaliar. talvez. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. certamente. para nós. 49 . que limita liação que elabora. Assim. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. Para que o processo de avaliação seja efetivo. vivências e valores. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. potencialidades e habilidades. portfólio. nenhuma relativa ao que. recebe o nome de avaliação somativa. A avaliação como parte de um (2007). atribuir com os conteúdos escolares. ou seja. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. testes. cedora. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. bem como o raciocínio. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. caderno de aprendizagens. gostaríamos de verificar. com a finalidade de apreciar o resultado desse.

O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. pais e comunidade em geral. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. a violência escolar. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. desafios que o cotidiano selecionar. professores. pesquisas. pedagogos. momento de interação entre professores. referenciados nos programas dos. coordenadores. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . angústias. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola.. para além de classificar e do representante de turma. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. os grupos. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. dentre outros. o adolescente e o adulto. paralela e final. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes.Sumário principal relatórios. ambiente da escola. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. interpretações. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. as atitudes dário Anual.

Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. 51 . a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes.

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Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .Anos Finais .

corporais. Educação Física e Língua Estrangeira. é criativa. e a linguagem. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente. como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. Levando em conta os princípios acima. a linguagem é produto e produção cultural e. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. espaciais e plásticos. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo. irregular. se apropria. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. tal como o homem que a manifesta. as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. a forma de pôr a língua em movimento. a crítica e a intervenção. Nessa perspectiva. como trabalho simbólico. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. Tais sistemas compreendem na educação escolar as disciplinas: Língua Portuguesa. Desse modo. gestuais. O espaço privilegiado para isso é a interlocução.Sumário principal 6 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Por meio da linguagem o homem pensa. variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. Arte. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. contraditória. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade 57 . interferindo e atuando em prol do meio ambiente e do respeito às diversidades. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. compreende a língua como um objeto histórico. A Língua Portuguesa. musicais. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e os conhecimentos: linguísticos. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. Ela possibilita a reflexão. interfere no mundo. que consideram o homem inserido em sua cultura. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. Da perspectiva da enunciação. conhece. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. De natureza transdisciplinar. Como marco e herança social. na sociedade e na história. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. na educação escolar. a atividade discursiva.

as encenações teatrais e a música. sendo assim. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana. ao mesmo tempo em que estabelece o diálogo e o ultrapassar 58 . tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. mas não descarta o do trabalho. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. mas imbricada com o trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. sociais e biológicas. como as artes visuais. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. Como produção simbólica a Arte não é funcional. nem se prende a normatizações que a regulem. as danças. Possibilita o acesso ao conhecimento e às diversas formas de manifestação da linguagem em diferentes contextos e culturas. a linguagem corporal como produto da cultura deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. Fazer Arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. cores. configurados pela ação de um gesto criador. Além disso. resignificando-as em processos poéticos. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. sons e gestualidades. que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. Essa visão contempla o eixo da cultura. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. à medida em que interagem com os outros. posturas. em contínua constituição. que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. não é instrumental.Sumário principal dos sujeitos. Permite aos alunos a compreensão e a aproximação com as tradições e a cultura de outros povos. propiciando aos alunos uma formação mais abrangente. A Língua Estrangeira na educação escolar insere-se como uma forma de linguagem diversificada de expressão e comunicação humana. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento.

corpóreos. o professor interessado em uma formação menos fragmentada. latino e internacional. nacional. tanto individualmente como em grupo. seja ela literária. artísticos. mas se complementam. a aprendizagem da Língua Estrangeira não se destina exclusivamente à leitura. contempla os saberes de cada uma dessas disciplinas. Na primeira estão os estudos da linguagem em relação à época e à sociedade que o gerou.Sumário principal das fronteiras de uma nação. artística e/ou corporal. visuais e sonoras. além dessas. Esse projeto educativo tem como princípios: a compreensão e o reconhecimento da diversidade das manifestações nas linguagens corporais. propomos ainda na educação escolar as experimentações e explorações das múltiplas possibilidades das diversas linguagens. à escrita e à fala. que envolvem desde leituras e compreensão de textos. No ensino das disciplinas da área. regional. A partir dessas contextualizações que não se excluem. e contribuir para a sua formação geral de cidadão. possibilitar o acesso do aprendiz a informações diversas. preocupado em propor um projeto educativo integrador da área de linguagem aos seus alunos. verbais. um conhecimento sensível e estético que articula os conhecimentos culturais apreendidos na Educação Física (Cultura e Movimento Corporal) e na Língua Portuguesa e Estrangeira (Cultura Verbal) com a Arte (Cultura Visual. São as chamadas oficinas de criação. Cenográfica. os dados. 59 . gestuais e sonoros. Desse modo. e a compreensão dos significados nos diferentes discursos: literários. as informações e as teorias não devem ser apresentadas desconectadas de suas condições de produção. ou as atividades propostas pelos professores aos seus alunos. possibilitando o conhecimento das manifestações das diversas linguagens em seus múltiplos diálogos nos âmbitos local. investigação e reflexão ao realizar as suas produções. articulando aspectos como: sensibilidade. Gestual e Musical). das suas condições de produção e da interação entre os diversos sujeitos e grupos sociais. mas pretende. Desse modo. Essa contextualização abrange ainda as condições sociais. a exercícios e propostas de fazeres. pois essas são geradas social e historicamente. Os modos de apropriação dos objetos culturais de épocas/espaços distintos são estudados aqui. Essas proposições possibilitam aos alunos. de modo relacional e contextual. Na contextualização diacrônica o percurso de estudo se dá num eixo temporal e se inscreve na história e na cultura. gestuais. econômicas e culturais de produção. Para tanto é necessário que se estabeleça na escola uma abordagem que considere uma contextualização sincrônica e diacrônica. É a obra em seu tempo/espaço de produção.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Portuguesa .

e a linguagem. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento (ANTUNES. em contínua constituição.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. configuram-se. a forma de pôr a língua em movimento. aí. irregular. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. Deve-se. gerenciado por seus usuários para promover a interação com outras pessoas. assim. como princípios seriamente considerados. compreender a língua como um objeto histórico. à medida em que interagem com os outros. Para isso. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. 2003). pois. Para uma concepção interacionista. variável. a atividade discursiva. como o quer Morin (2001). Distinta é. também. uma concepção interacionista da língua. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. eminentemente funcional e contextualizada. qual seja. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. funcional e discursiva da língua(gem). o que só é possível por meio de uma rede de relações construídas em momentos compartilhados com o outro. Da perspectiva da enunciação. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. Revela-se. de relações étnicoraciais na formação humana dos modos como se produzem as identidades socioculturais e * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto.Sumário principal 6. decorre o princípio de que essa(s) só se atualiza(m) 63 . deve-se. Para concretizar essa proposta. Desse ponto de vista. que articula. todavia. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. mediado pelo professor. o saber linguístico pertinente. favorecido pela interação sujeito-objeto. Ganha tônica. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. a maneira de considerar o conhecimento. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. As condições de gênero.

a partir dos quais a atividade verbal se realiza. verbalização e construção (GERALDI. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. essa é defendida de modo tão interativo e dialógico. por meio de sinais gráficos. em consonância com determinados pressupostos. pois. será preciso que o educador pesquise. envolvimento entre sujeitos. operações cognitivas e estratégias discursivas. assim. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. escritos ou em outras modalidades discursivas. Com relação à concepção de escrita. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. dinâmico e negociável. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. Para ensinar. 1991.Sumário principal quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. Constitui-se o texto. para que aconteça a comunhão das ideias. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. parceria. 1991). KOCH. conforme as práticas culturais de cada contexto social. das intenções pretendidas. gerada a partir de elementos linguísticos. das informações. Essa perspectiva supõe encontro. quanto a fala. 2003). ANTUNES. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. no processo de interação. por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. a socialização de conteúdos. de um modo geral. observe. O texto configura-se como uma manifestação. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. possibilita a realização de alguma atividade sócio-comunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas atuam. 1998). 1998. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa simplesmente pela codificação das ideias ou das informações. como também favorecer a própria interlocução. 64 . favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. a qual engloba processos. em conformidade com essa concepção. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. Fiel a esse quadro. desenvolvendo uma postura investigativa. Por essa razão. Deixa. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. 1998).

Sumário principal levante hipóteses.1. pois. o sujeito se desenvolve e se socializa. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. meio em que as realidades são construídas. reflita. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. com o uso da linguagem e da língua. e da cultura. Serve. ainda. Nessa tarefa. Serve. concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. a partir do contato com outros sujeitos. pois. seria difícil apreender o mundo. É. o sujeito. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. Considerando-se o caráter simbólico da linguagem. 2000). por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. sem a linguagem articulada. Portanto. descubra. nessa tarefa. a competência de o sujeito interagir no e com o mundo ocorre por via da linguagem. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas 65 . estabelece uma relação próxima com a escrita e. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. e transformá-lo. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. são suas atividades. fala de si. Isso porque. a linguagem à variabilidade do homem. ou sobre ele intervir. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem em situações de interação. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. do outro e do mundo. na interação com as diversas instituições sociais. a ter sua marca identitária (DA MATTA. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. torná-lo objeto de conhecimento. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos. torne-se um ens sociale.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção e transmissão de todo conhecimento. mas com os alunos. 6. e de abordagens interdisciplinares. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. aprenda e reaprenda não para os alunos. institucionalizado e de mundo.

em suas salas de aula. Isso para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. à escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. e considerando-se. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. inicialmente a falada. No caso da Literatura. além de suas características próprias. sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. o jargão. para construir suas identidades social e cultural. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente. por meio da língua. não desconsiderando os saberes informais que ele traz consigo. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. disponíveis no ambiente social. enquanto nos ambientes de escrita. Na escola. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. Na interação com as diversas instituições sociais. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. com o outro e com o mundo em que vive. Cabe. sintáticas e semânticas. Em alguns casos. nada existe fora do domínio dela. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. O fato é que. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. pois. essa propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. ressignificando-a. para. tudo é variável. mas não a mensagem que transmitem. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. Assim. possibilitando- 66 . forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. de acordo com os contextos onde foram produzidas. o discurso. 1999) . o texto. morfológicas. então.Sumário principal pelos significados e sentidos. funciona como veículo. como Castells (2002). construir seu saber formal. estruturados em forma de língua. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. O aluno precisa conceber que nosso ser. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua.

razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. como algo que permeia. ou fora dela. 6. reconhecendo nessas manifestações as marcas da diversidade humana. 67 . bem como a variedade de ideias. 3. digitais. necessários à leitura e à escrita. 2. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. Permitir que o aluno interaja crítica e ludicamente com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. de incompleteza e de continuidade do conhecimento.1. e de diferentes linguagens. concepção essencial para a formação humana. Linguagem 1. culturas e formas de expressão. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. imagéticos. a música. textual e pragmática. a escultura. Eixo pode ser compreendido. com vistas a uma sociedade mais justa. a pintura e o movimento do corpo. orais. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais.Sumário principal lhe assumir uma postura reflexiva. sendo o texto o referencial de partida. o teatro. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico social que sofre transformações com o decorrer do tempo. 3. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. e tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. 2. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. A Literatura propicia. também. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. entre outros. ainda. e da necessidade de sua atuação. Língua 1.

4. espaços remanescentes quilombolas. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. por meio da linguagem literária. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. de modo a pensar a complexidade do mundo real. inclusive da literatura capixaba. considerando sua situação no mundo. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do Estado. 7. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. 3. obras e autores. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade histórico-cultural. 2. 2. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. 4. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive.Sumário principal 4. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. Literatura 1. 68 . parques ecológicos. comunidades indígenas. tais como visitas a sítios arqueológicos. manifestações culturais e locais de culturas em movimento. Cultura e Conhecimento de Mundo 1. 3. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e falar em situações diferenciadas. 5. 6. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. respeitando a diversidade nos modos de falar.

destacando a visão que o aluno tem 6. Para as atividades de leitura. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. explorar a seleção do tema do texto.1. lançar mão de reportagens jornalísticas. discutir o vocabulário do texto. repórter por um dia.Sumário principal 8. Ou seja.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de Língua Portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. e exercitar inferências sobre o texto. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. de integração do aluno à vida de seu meio social. Ao final. aos sentidos das palavras. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. reescrever). escrever. No caso do ensino de atividades de escrita. considerando a leitura imagética. um pressuposto metodológico a ser considerado. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. oral e coletiva. verdadeiro objeto de estudo da língua. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. Em sala de aula. do assunto tratado. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. ouvir. silenciosa. é. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. passagens. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. ler e escrever textos em Língua Portuguesa. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. bulas. escolhidas pelo aluno. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. Grosso modo. então. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). crítico e intelectual. tais como rótulos. utilizar a escrita como ferramenta 69 . Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. transformando-o em protagonista. de modo a perceber que essa depende da articulação de várias partes que formam um todo. essas devem partir de condições concretas de produção. explorandolhe os múltiplos sentidos.

critique pontos de vista alheios e. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. sintáticas e semânticas. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituemse parte integrante da competência comunicativa dos falantes. observando as relações morfológicas. 2003). e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. excursões. agenda telefônica. receitas. transformação de um gênero textual em outro. flores. recorte de palavras. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. a partir daí. bilhetes. cantigas de roda. entre tantos. piadas. quadrinhas. Outra estratégia metodológica. cantinho de leitura. 70 . é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. correio escolar. justifique ou defenda opções tomadas. poesias. e explorando as funcionalidades da língua. cartão de felicitações. emita opiniões. listagem de time de futebol. endereços dos alunos em ordem alfabética. uma vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. sob a orientação do professor. Deve-se estimular debates sobre temas variados.Sumário principal sobre o objeto. entrevistas. de nível um pouco avançado. produção de história em quadrinhos. produza textos. encartes de supermercados. possibilitando que o aluno argumente. tais como parlendas. animais. jornais.

• Versificação. • Conhecer a norma culta da língua. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Pontuação. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão e coerência. • Gêneros textuais: contos de fada. • Conviver. crítica e ludicamente. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Interagir com os colegas por meio de atividades. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. moral e valores presentes nas fábulas. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Variedade linguística. entre outras. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Identificar a finalidade e a intencionalidade do texto. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. bioética. • Tipos de discurso. imagética. digital. com situações de produção de textos. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. utilizando textos orais e escritos e outras atividades criativas. figuras de linguagem (metáfora e metonímia). evidenciando sua compreensão. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Reconhecer a necessidade dos valores humanos para a vida em sociedade. • Semântica: denotação e conotação. provérbios. Eixo Cultura. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. coesão e coerência. carta argumentativa. tiras. cartão-postal. poemas. bilhete. • Padrões de textualidade. convite. produção e interpretação de texto. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. • Classificar palavras conforme sua função nos textos. oral. lendas tradicionais e urbanas e folclore brasileiro. história em quadrinhos.1. reconhecendo essa ação como legitimadora do conhecimento científico. correio eletrônico. • Reconhecer os efeitos de sentido decorrentes da exploração de recursos ortográficos e morfológicos. cartum. 71 . HABILIDADES • Ler diversos tipos de textos com fluência. fábulas. • Conhecer a cultura e as tradições brasileiras e capixabas. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia de uma perspectiva discursivotextual. • Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. argumentos. • Mitos . • Interatuar com dados.Sumário principal 6. carta. • Ética.4 Conteúdo Básico Comum – Língua Portuguesa 5ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. piadas.

• Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. figuras de palavras. as quais lhe assegurem a sustentabilidade. oral. • Articulação de parágrafos. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. blog e artigo de opinião. • Interatuar com os colegas por meio de atividades de leitura e escuta e de outras atividades criativas. revisão das classes gramaticais e flexão do substantivo. • Indicar atitudes com relação ao meio ambiente e à sua diversidade. cartaz. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. outdoor. • Distinguir a finalidade do gênero textual no discurso publicitário. Eixo Cultura. 72 . HABILIDADES • Interagir com os colegas por meio de atividades de leitura e escrita e de outras atividades criativas. • Variedade linguística. polissemia. • Coesão e coerência textual. diário. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. flexão do adjetivo. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. produção e interpretação de texto. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu. • Utilizar a linguagem como instrumento para o exercício da cidadania. entre outras. com situações de produção de textos. advérbios etc. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Acentuação: classificação quanto à tonicidade e sílaba.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. aprendendo a desenvolver argumentos. tempos. digital. anúncio. • Articulação de parágrafos. panfleto. vozes e aspectos verbais) . • Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. crítica e ludi camente. • Semântica: figuras de linguagem 1. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. marcadas por conjunções. verbo (modos. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Cultura local: obras de autores capixabas. certidão de nascimento. • Leitura e escrita como processo de formação de atitudes para a cidadania. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia: conjunção. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Interatuar com dados. argumentos. imagética. • Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. • Gêneros textuais: folder. relato. • Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos gráficos. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. ortográficos e/ou morfossintáticos. • Meio ambiente: sustentabilidade. • Conhecer a norma culta da língua. ambiguidade. • Conviver. conto. • Introdução à sintaxe: sujeito e predicado. poema (formas livres e acróstico)..

respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Distinguir um fato e as opiniões relativas a ele. • Aspectos da cultura local: obras e autores capixabas. crônica. • Interatuar com dados. • Conhecer o patrimônio histórico-memorialístico e natural de sua cidade. sintáticos. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. reconhecendo essas ações como legitimadoras do conhecimento científico. auxiliares. crítica e ludicamente. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. oral. abundantes. • Demonstrar a relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. digital. • Coesão e coerência textual. entrevista. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. argumentar. charge. produção e interpretação de texto.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. discriminação e racismo. 73 . poema (formas fixas /soneto). • Dominar temas polêmicos e contribuir para que sua discussão ocorra dentro do nível do debate democrático: bioética. dissertativo-argumentativo. pronominais. • Semântica: figuras de linguagem 2. imagética. entre outras. conceituar. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão textual. • Organizar pensamentos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. Eixo Cultura. • Mitos e lendas indígenas. • Refletir sobre a necessidade de preservação do patrimônio cultural. • Verbos: irregulares. editorial. • Enumerar as teses presentes em um texto. • Vícios de linguagem. HABILIDADES • Identificar o tema de um texto. • Adaptar textos narrativos para dramáticos com vistas a sua encenação. Estado e país e contribuir para sua preservação por meio de ações de conscientização. homofobia. • Gêneros textuais: notícia. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. semânticos e pragmáticos. texto teatral. • Variação linguística. memorialístico e natural. defectivos. • Conviver. • Acentuação e ortografia de uma perspectiva discursivo-textual. • Conhecer a norma culta da língua. anômalos. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. reconhecendo como essa ação contribui para elevar a autoestima da população. fatos e informações contidos em diferentes textos. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfossintaxe do período simples. argumentos. • Analisar textos considerando seus elementos estruturais. reportagem. com situações de produção de textos.

• Resumir e esquematizar textos. HABILIDADES • Identificar a tese de um texto e os argumentos que a sustentam. • Redigir trabalhos de cunho científico. • Reconhecer as posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou tema. síntese. de causa e efeito. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu e aprendendo a desenvolver argumentos. • Conviver. antonímia. carta argumentativa. de causa x consequência. Eixo Conhecimento Linguístico • Sintaxe do período composto por subordinação. • Aplicar as tecnologias em consonância com os princípios éticos em favor da vida e da humanidade. de concordância e de colocação. • Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conectores e relatores. argumentos. resenha e literatura de cordel. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. entre outros. de oposição. • Semântica: polissemia e ambiguidade. sinopse. 74 . • Conhecer a norma culta da língua. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. resumo. digital.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. com situações de produção de textos. de tempo. • Gêneros textuais: carta ao leitor. fatos e informações contidos em diferentes textos. entre partes de um texto. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. Eixo Cultura. • Participar do debate político como uma forma de fortalecer a democracia e nele incluir temas como a sustentabilidade e a diversidade. sintaxe de regência. homonímia. hiperonímia. produção e interpretação de texto. sinonímia. • Produção de tecnologia e a pós-modernidade: a chegada do computador. Sociedade e Educação • Iniciação científica e pesquisa. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. entre outras. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. crítica e ludicamente. • Intertextualidade (implícita e explícita). • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. da internet e as alterações provocadas na vida das pessoas e nas relações humanas. • Interatuar com dados. hiponímia. oral. imagética. por exemplo. destacando suas palavras-chave. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Conhecimento sobre ABNT e o propósito de padronização no Brasil.

Redação em construção: a escritura do texto. RJ: Vozes.) Língua portuguesa em debate. Língua. Irandé. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. CASTRO. C. BOSI. CARNEIRO. Roberto. McNALLY. 1985. Manuel.W. Os sete saberes necessários à educação do futuro. FOSTER. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 2003. Willlian Roberto. Portos de passagem. Brasília: UNESCO. 1996. Dias. Na trama do texto: língua portuguesa. Celso. Texto em construção: interpretação de texto. A era da informação: economia. São Paulo: Atual. História concisa da literatura brasileira.1. I. São Paulo: FTD. O texto e a construção dos sentidos. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. GERALDI. A sociedade em rede. CUNHA. Helena Bonito. Rio de Janeiro: Zahar. 2002. sociedade e cultura. David. Ellen. Português: linguagens. 1999. 1998. _______.. V. CASTELLS.5 Referências ANTUNES. história e luta de classes. John B. São Paulo: Moderna.C. São Paulo: Cortez. Petrópolis. 1995. In: WOOD. 2001. AZEREDO. São Paulo: Cultrix. São Paulo: Rocco. 2002. 1972. Edgar. J. A. 2000. J. PEREIRA.Sumário principal 6. São Paulo: Moderna. Alfredo. 1991. São Paulo: Contexto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. DA MATTA. 2002. São Paulo: Martins Fontes. 2000. CEREJA. 75 . MORIN. CINTRA. Aula de português: encontro e interação. L. 2004. Nova gramática do português contemporâneo. KOCH. (Org. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. São Paulo: Parábola. Evolucionismo cultural.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Artes .

Esse contexto gerou teorias como a da arte como expressão e a da arte como conhecimento. Ela é uma forma de linguagem que 79 . a Arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. históricas e sociais. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. embora diferenciadas. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. até a década de 80. estavam em sua maioria reduzidas a um laisse faire. provavelmente. influenciaram a educação da Arte. mas como cultura. Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial a contemporaneidade. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. em suas diversas manifestações culturais. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. mas a Arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou a obra em questão. Acreditamos que a Arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. as práticas educativas em Arte. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. Afirmamos assim. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas os quais ela abrange. mas com ênfase em seus aspectos formais específicos. a Arte é tratada como linguagem. observa teu quintal”. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. estético e artístico do qual ela se origina. Em decorrência desse pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais.2 Artes 6. que. como um “fazer por fazer”. Considera-se assim não somente e exclusivamente o sistema da Arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. sociais e históricas. No final da década de 1980. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a Arte não somente como expressão. estéticas e culturais. por vezes. refletindo e. Desse modo.Sumário principal 6.2.

São “[. sobre a cultura.] a arte não é algo que se oferece. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal.... Por outro lado. É uma sensação que não conclui nos sentidos” (Farias. artenaescola.. atitudes e hábitos. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das Artes para a formação humana.org. p.. transformado em texto e publicado no site www. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e. 1991. Nesse proceder. br/memória. ”14 Inventamos a arte. Desnecessário dizer que a Arte está sempre a favor da vida e. 20) 16. org. o homem pelo trabalho cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações de caráter social. anexo Com vocês: As Artes! Pág. cultural e histórico (Ruschel.13 E então nos perguntamos: em que a experiência da Arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza na importância da Arte: “[. Trata-se da produção de ideias. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. Ana Luíza Ruschel.. 05. 3). que envolvem os processos de produções materiais. símbolos que comportam habilidades. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não-materiais”.org.. cenpec. saberes. valores. é apelo coletivo. de Agnaldo Farias. 1991. É a 15 Citação extraída do site www. como tantos poetas já insistiram. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Pólos da Rede Arte na Escola em 28. Autores associados. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos.br/memória. mas é uma potência. ] a Arte. São Paulo: Cortez. 13 A arte e sua relação com o espaço público. Saviani. Daí que a sua função mais humana. Pedagogia histórico-critica. Trabalho. 16 Demerval. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. seja sobre a natureza. 14 Citação extraída do site www. ] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta.04. 17 Nunes. 2003) 17. espelho de todos e de cada um”. expressão comunitária.cenpec. expressão e conteúdo..1997. Santa Maria: EditoraUFSM. pág. No texto “A arte e sua relação com o espaço público”. seja sobre o saber. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. isto é. de produção de sua existência material e não-material.Sumário principal congrega significações. segundo o autor “ [. nesse diálogo. ] produções do saber.br/ pesquise_artigos. junta à inventividade do imaginário e ao registro concreto de real. nas ações e transformações que o homem realiza. 1997: p. 2003. 01. o conjunto da produção humana” (Saviani. o escritor Jorge Miguel Marinho15 diz que “[. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. conceitos. Artigo: A Arte é de todos. 80 .

pois essas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. artes cênicas. das materialidades. cênicas. Fomentar a inserção da Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. Promover a inserção da Arte como área de conhecimento da linguagem. compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. em sua dimensão socio-histórica. indissociando o homem da sociedade. a Arte e a Ciência sempre andaram juntas. a reflexão. e a interação com o patrimônio nacional e internacional. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. Como produção humana. 6.Sumário principal Arte e a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar.2. nacionais e internacionais em diferentes tempos históricos. Promover as leituras da Arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. ambas lidam com a inventividade. a outra lida com o simbólico. fazendo ver que o mundo. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. Possibilitar a observação. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. a pesquisa e a busca do conhecimento. musicais e corporais). estabelecendo diálogos com as outras áreas. Desse modo. No desenvolver de processualidades artísticas. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos. dos suportes. Incentivar a pesquisa e a investigação. música e dança). entretanto. 81 . suas faturas. possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a Arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. considerando as especificidades das técnicas. individuais e/ou coletivas. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações.

um primeiro desenho. entendemos. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. para. e fruí-la em suas diversas manifestações. ou seja. pedagogos e técnicos da Sedu e da superintendência. no qual estavam presentes as professoras referências de Artes. na busca pelos sentidos edificados nelas. técnicos administrativos entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a Arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestações e vivências. 82 . música e dança) para refletir. professores de Arte convidados. Da proposição e abrangência: Os eixos da educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de Arte pelos professores.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. cada um. Esse mapeamento é um esboço. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores. acreditamos. Humanizar as relações pessoais e interpessoais. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. Eixos da disciplina Eixos da educação em Artes 1. As contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho possibilitaram a composição dos eixos que. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. “os realizados”. esse mapeamento possui a pretensão de. num segundo movimento. totalizando aproximadamente 54 pessoas. respondendo a seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Consideram-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem e. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. devam compor um currículo para a Educação em Artes. artes cênicas. a particularidade de englobar “os ditos”. nas diversas regiões de nosso Estado. alunos. artes cênicas. num primeiro movimento. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. 2. agrupá-las em eixos que possuem.

interculturais e multiculturais. considerando as singularidades de suas produções. tv e produções. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. como curtas de animação. Linguagens artísticas e seus diálogos As diversas linguagens artísticas. como as presentes nas diversas mídias em seus diferentes suportes. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentados em quatro eixos. reafirmamos que cada um desses eixos se forma e se reagrupa de modo diferenciado. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. como arte cinética. costumes. Sendo assim. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. que devem estar presentes em um currículo de Educação da Arte. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. 83 . história em quadrinhos. Saberes sensíveis. 2. tais como: as artes visuais. arte no computador e outros. Entretanto. a divisão apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. e obra. conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. ou em suportes como o computador e as diversas tecnologias que são suporte material. a música. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. que envolve: Saberes sensíveis. como as produções gráficas: revistas em geral. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. folguedos. As culturas a partir de estudos transdisciplinares.Sumário principal irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis. entre outros). o teatro e a dança. alimentação. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. estéticos – históricos e culturais Envolve os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. e os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. As imagens em movimento do cinema. Sendo assim. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. cartazes e outros.

o volume. proporção. dentre outros que vão formar os elementos compositivos. Propõese aqui uma aproximação dos diversos espaços-tempos. 84 . Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes tempos – espaços. as apropriações da matéria a ser manipulada. As fruições da arte em espaços expositivos. organizados em diferentes materialidades e suportes. a textura. o Estado. o continente e o mundo. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. considera os espaços e os entre-espaços. materialidades e modos de fatura. compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. os tempos se complementam e dialogam. a nação.Sumário principal 3. Expressão/conteúdo As obras de arte. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. tais como: orientações e direções espaciais. formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendê-lo. parte-se do entorno como o da escola. Processos de criação Envolve os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. esse só se torna visível pois é manifestado pela forma. Esses podem ser entendidos como significante e significado. compõem o conteúdo. A criação em ateliês e os materiais artísticos. os rascunhos. a forma. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. 6. ou seja. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. a cor. estilos. a linha. Por outro lado. ou seja. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto.2. a fatura do trabalho. contraste. ou seja. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. os esboços. assim como as demais linguagens.3 Principais alternativas metodológicas 1. a superfície. o espaço. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. das múltiplas experiências em Arte para o diálogo dentro da escola. Englobam as etapas. São os elementos do plano da expressão que. que se insere na comunidade e essa em outros espaços que a englobam como o município. Desse modo o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. harmonia. relações figura-fundo e outros. movimento visual. ritmo. equilíbrio. 4. Da arte que é também uma experiência vivida localmente.

e esse princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)18. Desse modo. tais como o seu estilo. histórico. Uma leitura de textos visuais. 1995. Desse modo. por exemplo. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna (seus planos de expressão e de conteúdo) e essas com o contexto (social. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. não pelos elementos do plano da expressão que. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. sendo assim uma obra de arte. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. Princípio metodológico: do texto para o contexto . musical ou de dança são manifestações textuais. Como uma teoria da significação. que possui uma discursividade. a sua técnica. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. ou das manifestações culturais e midiáticas. um filme. mas por aproximações temáticas. um espetáculo teatral. ao macrotexto que a engloba. ou seja. Considera as produções humanas como textuais. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. ou seja.Sumário principal 2. ela está no mundo. que com ela dialogam. um romance. entre o texto e seu contexto formador. como um texto que abrange. Nº 24 ano 2006. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. In: Cadernos de pesquisa em educação. Moema Martins. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. 85 . Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. Vitória: PPGE. a sua composição.A Arte já traz em si um contexto. trata do êxodo rural e da busca por melhores condições de vida. organizados plasticamente. criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da Arte e do mundo. Temos assim vários modos de leitura e essa depende de como o leitor estabelece as relações tanto sensíveis como inteligíveis com a obra lida. ao mesmo tempo. a considere como uma produção textual humana. ou seja. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. compõem um estilo. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma 18 Rebouças. contudo. a distribuição da forma. obras de períodos e estilos diferenciados também podem dialogar. uma historia. uma historicidade e uma plasticidade.

reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. Essa pintura nos remete. aproximando-se da Arte e de suas manifestações sociais. à obra literária “Vidas secas”. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. de Graciliano Ramos. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula. como propositor e mediador das ações educativas da Arte. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. lembrando que. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/ cultural e o de seus alunos.Sumário principal família. Para tanto é necessário que o professor. de sobrevivência. de seu Estado e. cinzas e preto. As cores são azuladas. se possível. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. 86 . senão em presença. entre outras. garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a Arte. de condições de saúde. como a frequência a espaços expositivos/ culturais de seu município.

investigando.Sumário principal 6. • Identificar. em sua dimensão socio-histórica. nos contextos históricos-sociais e culturais. percebendo. refletindo. • Apreender as estruturas das linguagens em seus elementos expressivos formadores. com interesse e curiosidade. imaginação. cinema. suas múltiplas linguagens por diferentes grupos sociais e étnicos. sensações. interagindo com o patrimônio nacional e internacional. analisando e produzindo trabalhos pessoais e/ou coletivos. memória. em sua elaboração como linguagem expressiva da percepção. inseridas nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. analisando e compreendendo os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. compreendendo-as como produção cultural. relacionar e compreender diferentes funções da Arte. • Interagir com varie dade de materiais e fabricados multimeios (computador. • Relacionar a Arte e a realidade. • Realizar produções artísticas individuais e/ou coletivas nas linguagens artísticas. artísticos e culturais • Compreender as diversas manifestações da Arte. identificando e relacionando essas manifestações artísticas culturais em diferentes tempos e espaços históricos.Por Eixo Linguagens e seus diálogos • Compreender a Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. considerando os conteúdos gerados a partir de suas articulações internas e contextuais de criação. argumentando e apreciando a Arte de modo sensível. 87 . • Articular as diferentes linguagens. Saberes sensíveis. exercitando a discussão. do trabalho e da produção dos artistas. por meio da articulação de práticas desenvolvidas individualmente e/ou coletivamente. • Compreender para identificar os diálogos estabelecidos entre as outras áreas de conhecimento. holografia. indagando. históricos. Processos de criação • Expressar ideias.2. a sensibilidade. pesquisando. vídeo. emoções. por meio de processos criativos e de reflexão crítica e estética. considerando os diversos suportes e materialidades.4 Conteúdo Básico Comum – Artes Competências Gerais do Ensino Fundamental . fotografia) . Plano de expressão e conteúdo • Expressar nas diversas linguagens suas particularidades. sensibilidade e reflexão. estabelecendo conexões entre elas. estéticos. refletindo. reconhecendo e investigando a variedade dos produtos artísticos e as concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos contextos históricossociais e culturais.

o vídeo. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. nacionais e internacionais. cenográficas e cinestésicas. regionais. 88 . a arte digital. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. sonoras. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. nacional e internacional. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. entre outros). regional. em diferentes tempos históricos. • Refletir sobre as realidades dos diferentes grupos sociais. contextualizando-a histórica e socialmente. dialogando com as diversas linguagens. • Reconhecer. nacionais e internacionais. cenográficas. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. as criações de objetos. estéticos. grupos regionais . históricos. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. compreender e vivenciar em análises. • A Arte como linguagem e sua leitura. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. gestuais. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. • Analisar historicamente as diversidades em diferentes tempos e espaços. entre outros). • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais em âmbitos local. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). formas. heranças culturais. • Reconhecer as linguagens artísticas com outras linguagens e áreas de conhecimento criticamente. comunicativos e tecnológicos. as instalações. os desenhos. artísticos e culturais • Observar. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. como as pinturas. em fotografias e outras). televisivas. sonoras.Sumário principal 5ª Série Saberes sensíveis. considerando a sua dimensão sensível e a sua inserção na sociedade (artistas locais. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo ( cores.

• Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. publicidade. entre outros. instrumentos. desenho industrial. tintas. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. Processos de criação • Experimentar. • Relacionar ideias através das linguagens artísticas de percepção. cartaz. vídeo. aparelhos de computação e de reprografia). suportes. publicações.Sumário principal Saberes sensíveis. lápis. telas de computador. imaginação. Conteúdos 89 . memória e reflexão. música. televisão. argila. desenho animado. manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. giz de cera. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. papéis. estéticos. procedimentos e técnicas. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. vídeos. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Vivenciar os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. históricos. histórias em quadrinhos. • Relacionar as diversas linguagens a partir das suas particularidades manifestadas nos diversos suportes e materialidades (artes visuais. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos diversos contextos espaciais/temporais. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). multimeios e outros). interagindo com materiais diversos e multimeios.

em suas diferentes situações históricas. televisão. Plano de expressão e conteúdo • Observar a reflexão provocada pela Arte. entre outros). giz de cera. telas de computador. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. em fotografias e outros). • Compreender. gestuais. • Reconhecer. • Utilizar as linguagens artísticas. artísticos e culturais • Observar. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. lápis. • A Arte e as manifestações artísticas. as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. televisivas. a arte digital. manifestando o desejo de transformação cultural. desenho industrial. cenográficas e cinestésicas. vídeos. econômica e social. Exemplo: Guernica – Pablo Picasso. instrumentos. os diversos processos criativos. 90 . • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos. • Posicionar-se critica mente sobre os valores históricos sociais e ideológicos presentes nas produções artísticas. nacional e internacional. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. como as pinturas. culturais e estilísticas em âmbitos local. cartaz. sonoras. histórias em quadrinhos. grupos regionais. considerando a sua dimensão sensível e os diálogos estabelecidos com outras linguagens e áreas de conhecimento (artistas locais. aparelhos de computação e de reprografia). tintas.Sumário principal 6ª Série Saberes sensíveis. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. nacionais e internacionais. publicações. compreender e vivenciar em análises. Processos de criação • Desenvolver leituras e apreender as estruturas das linguagens artísticas e suas manifestações. entre outros. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. sonoras. suportes. • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. papéis. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). • Compreender a diversidade cultural dos povos indígenas e afro-descendentes e de etnias nas Américas. produzidos em diversas culturas (regional. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. as criações de objetos. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. cenográficas e cinestésicas. nacionais e internacionais. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. o vídeo. sociais e culturais. Linguagens e seus diálogos Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). heranças culturais. em diferentes tempos históricos. desenho animado. regionais. comunicativos e tecnológicos. as instalações. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. históricos. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. os desenhos. • Experimentar. publicidade. vídeo. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. • A Arte como linguagem e sua leitura considerando seus dois planos formadores: plano da expressão e do conteúdo (estudo dos elementos visuais e suas significações nas produções de artistas plásticos e designers). procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. estéticos. regional. argila.

• Elaborar e organizar os registros pessoais das informações sobre a Arte. televisivas. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. instalações artísticas. cerâmica e outras) e os seus diálogos.Sumário principal 7ª Série Saberes sensíveis. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais (pintura. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. • Perceber conexões entre as áreas de conhecimento através das linguagens artísticas. em diferentes tempos históricos (artistas locais. fotografias. • Reconhecer. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. compreender e vivenciar em analises. vídeos. reconhecendo e compreendendo a diversidade dos produtos artísticos presentes nas diversas culturas e etnias e em contato com o artista. nacionais e internacionais. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais. meios de comunicação. em âmbitos local. sonoras. nacional e internacional. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. desenho. como na dança. artes visuais e linguagens sincréticas. nacionais e internacionais. escultura. instalações artísticas. vídeos. comunicativos e tecnológicos. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). heranças culturais. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. a partir de sua concepção estética. espaços de arte. desenho. música. estéticos. obras de arte. escultura. 91 . gravura. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. regionais. cenográficas e cinestésicas. artísticos e culturais • Observar. teatro. estabelecendo múltiplos diálogos. históricos. • A poética do cotidiano e seus suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. entre outros). fotografias. gravura. regional. grupos regionais. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. cerâmica e outras).

giz de cera. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. histórias em quadrinhos. entre outros. demonstrando criticamente as manifestações culturais. argila. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. tintas. suportes. Processos de criação • Experimentar. históricos. papéis. vídeos. publicações. organizando plasticamente. cartaz. • Identificar as diferentes particularidades das manifestações culturais através das linguagens expressivas. publicidade. como elementos do cotidiano.Sumário principal Saberes sensíveis. indígenas e etnoraciais. estéticos. entre outras. televisão. desenho animado. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. telas de computador. Conteúdos 92 . lápis. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). • Pesquisar e utilizar. multimeios. desenho industrial. • Ler textos verbais e não-verbais. e outros. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. aparelhos de computação e de reprografia). instrumentos. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. elementos expressivos de arte contemporânea. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. vídeo. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas.

• A poética do cotidiano cenográficas e cinestésicas. utilizar e pesquisar materiais e técnicas • Interagir com variedade de artísticas (pincéis. fotografias. compreendendo. • A Arte e as manifestações (regional. telas de computador.as tecnologias).artísticas e culturais. cartaz. produzidos em diversas culturas sensíveis. linguagens em seus elemen. dos.matográficas e de outras artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. argila. e outros). Processos de criação • Experimentar. outros. em e espaços da história. instalações da imagem: fotografia. cerâmica e oublicidade. guagens. na.desenho. • A Arte como linguagem Plano de expressão e conteúdo presente nas manifesta• Compreender. nacionais e in• Reconhecer a importância da arte e das manifestações ternacionais. em quadrinhos. inseridas nos seus diversos cinemáticos (produções • Reconhecer. estéticos. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços fotografia. regionais. co. rada a partir de suas articu. cas. e processos de criação materiais. entre ou. nacional e internacional. em suportes midiáticos e diversas culturas de modo sensível. instalações artísti• Conhecer e considerar os planos de expressão e de tos expressivos formadores. televisão. regional. multimeios (computaaparelhos de computação e de reprografia). heranças culturais na sociedade e na vida das pessoas. sonoras. inclusivas. cinema. desenho industrial. cional e internacional). étnico. em suas diferentes materialidades: gestuais. materiais naturais e fabricagoivas) e outros meios (máquinas fotográficas. desenho. sociais de diferentes épocas e culturas. movimentos artísticos. âmbitos local. grupos regioLinguagens e seus diálogos nais. lápis. presentes na natureza e nas as como produção cultural. dor. suportes. entre outros). manifestados em diversos meios de comunicação tura. instrumentos. regional. histórias artísticas. entre tras). conteúdo da Arte e das manifestações culturais como • Absorver a significação ge.• Arte e patrimônio culmanifestação cultural presentes nas obras de arte e nos mentos dos diversos saberes tural. esculnicas. vídeo. analisar e relacionar as diferentes formas de • Associar e investigar os ele. lei. publicações.cerâmica e outras) e os modos de comunicação e sentido.cionais. holografia. municativos e tecnológicos. históricos. estéticos.Sumário principal 8ª Série Saberes sensíveis. compreender e vivenciar em análises.espaços e tempos em suas gráficas. artísticos e culturais Conteúdos • Observar. realizando e produzindo trabalhos diversos (bidimensional e tridimensional).mídias na interface com sociais. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou lações. gravura. cineturas e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens múltiplas formas de mani. culturais. fotografias. gravura. tras). as propriedades expressivas e construtivas de expressão de contexto. linguagem e as manifestações artísticas. puvídeos. desenho animado. vídeo. escultura. históricos. vídeos.festações (indígenas. procedimentos e téc(pintura. experimentar e ressignificar a Arte como • Apreender as estruturas das ções culturais (pintura. televisivas. vídeos. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações em diferentes tempos e dos produtores artísticos e culturais como agentes históricos (artistas locais. papéis. tintas. pessoais e/ ou coletivos. nacionais e interna• Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte • Articular as diferentes lin. 93 .seus diálogos. entre os planos de • Linguagens artísticas coletivas. giz de cera. nacional e internacional) e em diferentes tempos espaços (local.

MARINHO.Sumário principal 6.cenpec. FARIAS. Ana Mae. Disponível em: <http://www.2.php?id_m=8. A imagem no ensino da arte. Autores Associados. UFSM. São Paulo: Perspectiva. Pedagogia histórico-crítica.org.artenaescola. NUNES. 2008. 2006. A arte é de todos. 2003. 1991. Ana Luíza Ruschel. Santa Maria. Jorge Miguel. Vitória. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO. RS: Ed. p. 1-5. Trabalho.br/memória>. A arte e sua relação com o espaço público.org. Acesso em: 19 set. n. Caxias do Sul. jul. RS. ES: PPGE/UFES. Demerval. Uma leitura de textos visuais. São Paulo: Cortez. REBOUÇAS. Moema Martins. Disponível em: <http// www. arte e educação: formação humana e prática pedagógica.br/pesquise_artigos_texto. SAVIANI. 28 abril 1997. 94 . 24. 2008. 1991. Agnaldo.> Acesso em: 28 abr.5 Referências BARBOSA./dez.

Inglês .Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Estrangeira Moderna .

2001). como comunicação e interação social inclui uma mudança na pedagogia tradicionalmente dedicada ao ensino desta língua.3 Língua Estrangeira Moderna . por exemplo) podem ser reconhecidas em uma posição de perigo. o paradigma da inclusão envolve a igualdade dos Direitos Humanos na comunicação. No ensino contemporâneo de Língua 97 . de modo a proporcionar uma perspectiva atual e uma possibilidade de participação ativa e crítica no processo de produção dos saberes. necessitando de que se atue em sua preservação.Sumário principal 6. devido ao uso do Inglês como língua de comunicação na comunidade científica mundial. o inglês é o idioma mais ensinado no mundo: também por esse motivo seu aprendizado pode levar o aluno a experienciar diversas culturas e linguagens. linguístico e cultural e deve ser. os saberes científicos e tecnológicos (que por definição se renovam ininterruptamente) não podem ser suficientemente adquiridos se o inglês não for usado. Portanto. a proteção de soberanias nacionais e a promoção da educação.3. preservada. Isso porque se trata de uma língua multinacional falada por mais de um bilhão e meio de pessoas. É de se perguntar: em que medida o ensino de Língua Estrangeira está ligado à promoção da educação e da cultura? De qual cultura? Da própria ou da estrangeira? Saber falar Inglês não garante automaticamente os benefícios da globalização. Ademais. Enquanto algumas línguas se encontram em posição segura e privilegiada. sobretudo. assim como a manutenção de línguas e culturas. sendo a língua do trabalho na maioria das organizações internacionais. no multilingualismo. E . Como aquisição “suficiente” entendo: a possibilidade de que as informações sejam adquiridas de modo amplo e a tempo. portanto. a comunicação entre as pessoas. da ciência e da cultura por meio do ensino de Língua Estrangeira. mas não o saber é garantia de exclusão. entre os povos. Além disso. ensinar Inglês como língua multinacional. A linguagem faz parte do nosso viver biológico. outras (as indígenas e as africanas.Inglês 6.1 Contribuição da disciplina para a formação humana O ensino da disciplina Língua Estrangeira/ Inglês tem por finalidade. Conforme Tsuda (apud Leffa. é usada em mais de setenta por cento das publicações científicas.

e que tal expressão contribua para a sua realização. isto é. 2001).Sumário principal Estrangeira.. o interesse maior dos alunos é aprender a falar. Esses aspectos favorecem a autoconsciência e contribuem para que o aluno aprenda a se expressar em língua estrangeira quanto às tarefas relevantes à sua vida. Por esse motivo. disseminando a arte. a) As variedades do Inglês no mundo Variedades e sotaques: Ao se considerarem as variedades do Inglês no mundo é preciso aceitar as diferentes pronúncias e sotaques. afetivas e sociais do aluno em formação. culturais. Leffa. é fundamental que se desenvolva a capacidade de percepção e de crítica construtiva das diferenças entre as culturas. italianos etc. a interação social entre as pessoas. portugueses. Em âmbito internacional. que. tal enfoque não dialoga com a realidade dos alunos. Hoje já não se fala somente o Inglês da rainha. Além disso. b) o ensino do Inglês para a produção. 98 . seguido das outras habilidades. Tal ensino constitui um instrumento que pode de fato auxiliar numa melhor qualidade de vida e de trabalho de que é merecedor todo cidadão. a situação de ensino com foco apenas na leitura em geral reforça a ideia de que as informações devem fluir unilateralmente dos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. Esse ensino é de fundamental importância para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. b) O ensino do Inglês para a produção Quanto ao ensino do Inglês para a produção. é preciso refletir criticamente sobre o efetivo ensino de Língua Estrangeira na escola pública. canadenses. porque uma das finalidades ao se aprender uma língua é também a comunicação e linguagem. Considerando ambos os aspectos. c) o ensino do Inglês para fins específicos. falar e escrever). ler. bem como o desenvolvimento da tolerância pelas diferenças. eslavos. a cultura e a ciência em apenas uma direção (Cf. c) O ensino do Inglês para fins específicos O ensino para fins específicos deve ser conduzido de modo a atender às necessidades mais diretas dos alunos quanto ao mercado de trabalho e/ou quanto à aquisição de conhecimentos acadêmicos. que conservam a sua identidade e conseguem se comunicar em língua inglesa. mas também interlocutores. Isso porque o objetivo não é apenas de se formarem leitores. implica considerar: a) as variedades do Inglês no mundo. há que se considerar o desenvolvimento das quatro habilidades (ouvir. segundo pesquisas feitas recentemente em escolas públicas. espanhóis. por exemplo. seria interessante mostrar ao aluno as pronúncias de falantes indianos. e sobretudo quando não se atenta à escolha dos textos a serem lidos.

A sociedade reconhece o valor do ensino de Língua Estrangeira na formação integral do aluno. o desenvolvimento do respeito à pluralidade linguística e cultural do Brasil e dos países onde se fala a língua inglesa. por aproximadamente 375 milhões de falantes do idioma como segunda língua. Nesse sentido. 1999. é marcada pelo uso da língua-alvo em sala de aula pelo professor e pelos alunos. a melhores condições de trabalho. 1999. as crenças de professores e alunos e as competências de ensinar (Alvarenga. uma metodologia adequada à realidade do professor e do aluno. normalmente. pode-se afirmar que a aprendizagem de uma Língua Estrangeira pode promover a aquisição de hábitos intelectuais. reflete a necessidade de os alunos de escola pública também aprenderem a se comunicar nesse idioma. Basso. tornaram-se o eixo organizativo do currículo. As teorias retratam resultados de pesquisas sobre a qualidade ou ineficácia do ensino (cf. 1996). em situações reais não aconteciam e esse tipo de ensino nem chegou a muitos contextos de ensino no Brasil. que vem passando por muitas versões desde a sua introdução no Brasil em finais dos anos 70. tais como cumprimentar. Vieira Abrahão. 1999) e a busca por uma educação por meio do ensino da Língua Estrangeira de melhor 99 .Sumário principal “Que mais aprendemos quando aprendemos outra língua?” (ALMEIDA FILHO. o ensino comunicacional apresenta outra versão. trocar informações pessoais. É notória a contribuição da disciplina Língua Estrangeira nos ensinos Fundamental e Médio da escola pública quando se tem um objetivo claro. 2003). Tais funções consistiam. 350 milhões de falantes nativos e 750 milhões de pessoas que fazem uso da língua inglesa como língua estrangeira. na verdade. de dramatizações que. e a interação significativa entre eles constitui o foco principal. As funções comunicativas do início do movimento metodológico. 2003. A globalização dos meios de comunicação facilitaram os canais para um ensino sociointerativo do Inglês na escola. principalmente no aspecto relativo à valorização e ao reconhecimento da necessidade do ensino eficaz no âmbito das escolas públicas. A posição do Inglês como a língua falada em diferentes países. A orientação comunicativa. Hoje. como o acesso a outras culturas. além do desenvolvimento do processo humanizador de respeito à diversidade cultural e do despertar da capacidade criativa quando o aluno usa um outro idioma por meio da comunicação. Almeida Filho. perguntar e responder sobre fatos corriqueiros. de conhecimentos culturais e humanísticos.

as tarefas devem oportunizar situações de desenvolvimento da reflexão crítica. na sala de língua estrangeira moderna. filmes. ampliando suas visões SALA DE AULA SOCIOINTERATIVA Dimensão Pedagógica Dimensão Social Dimensão Afetiva A orientação do ensino atual focaliza o processo de aprender por meio de diferentes tarefas em que os alunos usam a língua-alvo para negociar e construir conhecimentos. as escolhas metodológicas e a escolha de conteúdos devem atender às necessidades e aos interesses desses alunos para crescerem como pessoas em estágio de humanização.Sumário principal qualidade com o uso de jogos e projetos em sala de aula (Tardin Cardoso. quando os alunos vêm com essa consciência do “aprender a aprender” (Ellis & Sinclair. 1996. existem dimensões de caráter pedagógico. projetos em sala de aula. quanto para os que ingressarão em um curso universitário que atuará na sua formação profissional. cultural. pois encontram-se em uma fase de tomada de decisão concernente ao seu futuro profissional. produção textual mediadas pela oralidade nas quais o envolvimento. Ainda nessa orientação metodológica. pode-se realmente admitir que. tanto para os que ingressarão no mercado de trabalho logo após o Ensino Médio. São tarefas como: jogos. leitura e interpretação de textos. 1987). Dimensão Cultural Dimensão Pessoal participação e a orientação do professor. Já no Ensino Médio. a 100 . Dessa forma. 1989). músicas. o fazer e o refletir sobre o fazer. Trata-se de um lugar de crescimento e de autoconhecimento e as tarefas propostas devem atingir as múltiplas capacidades dos alunos em formação. a interação significativa entre os alunos e o professor constituem fatores fundamentais para a eficácia do processo de adquirir a língua a que estão expostos. que é o autor. social e afetivo. 2002) e da abordagem do ensino por tarefas (Prabhu. Dessa forma. 1992. as relações entre forma e uso da língua-alvo e o reconhecimento de diferentes modalidades de gêneros textuais devem estar presentes na construção da autonomia do aluno. O gráfico a seguir ilustra as dimensões de uma sala de aula de ensino de Língua Estrangeira contemporânea. o responsável pela construção do seu conhecimento.

familiarização e comparação com outras culturas onde se fala a língua inglesa. mais real. a manutenção de línguas e culturas e a promoção da educação integral do aluno por meio do ensino de Língua Estrangeira. 101 . ampliar o seu conhecimento de mundo por meio de exposição. perceber que os significados são construídos por quem lê. o prazer e o interesse por continuar a aprender após ter concluído seus estudos na escola. fala e escrita) em tarefas sociointerativas dentro e nas extensões da sala de aula. fonológico. fonético. ouve e fala. aprender a usar adequadamente a línguaalvo em situações reais de comunicação. onde os múltiplos conhecimentos se apreendem ao longo da vida.Sumário principal para com a ciência. escreve. a cultura e o mundo do trabalho. aumentar o conhecimento sistêmico (lexical. desenvolver a autonomia. utilizar as habilidades globais de comunicação (leitura. construir significados na nova língua que aos poucos se vai desestrangeirizando. pois vai percebendo-a mais próxima. semântico e pragmático) que o aluno construiu e/ou vem construindo em sua língua materna. no multilingualismo.3. percebendo o papel sociocultural e histórico das mesmas na constituição do Estado e do país. sintático. ou melhor. 6. compreensão oral. que o texto é mais fácil ou mais difícil conforme a experiência e o conhecimento do mundo de quem o lê.2 Objetivos da disciplina Conscientizar professores e alunos de que a aprendizagem de Língua Estrangeira envolve a igualdade dos direitos humanos na comunicação. procurando estar em contato o máximo que puder com a Língua Estrangeira. pelos participantes do mundo social. por meio de atividades que se assemelham ao que acontece na vida fora da sala de aula. temos em mente que o ensino de Língua Estrangeira objetiva levar o aluno a: reconhecer no Estado do Espírito Santo e no Brasil as diversas línguas estrangeiras que o rodeiam como forma de comunicação. como forma de desenvolver a consciência linguística do aluno. desenvolver o conhecimento e a compreensão acerca da organização textual e a intertextualidade em diferentes gêneros discursivos e tipologia textual. Considerando todos esses aspectos.

O esforço que o aluno faz para compreender e negociar sentidos nas tarefas propostas por meio da comunicação em Língua Estrangeira. O que estamos propondo nesse trabalho de inovação curricular é o reconhecimento da abordagem comunicacional fundamentada nos seguintes princípios: 1. existem diferentes visões na pedagogia das línguas como diferentes métodos. em outra dimensão. Existem procedimentos que foram mais eficazes em cada método. um conceito ou uma teoria de ensino de línguas que informa ou justifica aqueles procedimentos. No que se refere às teorias de aprendizagem. na interação entre os alunos. vêm-nos à mente as habilidades que o aluno pode desenvolver durante a exposição.3 Principais alternativas metodológicas “A forma da língua é melhor aprendida quando a atenção do aluno está no significado e não somente na forma“ (PRABHU. não existe o melhor método. Relacionado às atividades de ensino está o papel do professor e dos alunos em sala de aula. que envolve um alto grau de imprevisibilidade e criatividade na forma e na mensagem. Portanto. Trata-se do esforço do aluno. 102 . Esse aspecto pode revelar uma base significativa na junção das atividades de ensino com as teorias propostas. O desenvolvimento da competência comunicativa (que abrange conhecimentos gramaticais implícitos nas mensagens. Partindo do princípio de que não existe o melhor método. entretanto. Há. e. 1987 . um conjunto de procedimentos para o professor realizar em uma aula. um outro aspecto que deve ser considerado no ensinoaprendizagem de línguas. O uso da língua-alvo em sala de aula desde as séries iniciais em tarefas baseadas na realidade. Tais áreas de discussão pedagógica constituem as duas dimensões do método.Sumário principal 6. Um método é. Como já foi dito. 2.nossa tradução). segundo Prabhu (1987). torna-se relevante ponderar que na pedagogia da linguagem é comum focalizar a atenção ou nas atividades de ensino ou nas teorias de aprendizagem. a participação nas atividades e o uso da língua-alvo. em aulas de Língua Estrangeira e que. diferentes combinações de procedimentos de ensino e teoria de aprendizagem. possivelmente. poderão proporcionar a aquisição do conteúdo trabalhado em momentos de comunicação.3.

Uma outra alternativa metodológica que propomos em nosso trabalho está baseada na abordagem “Ensino por tarefas” do linguista aplicado Nagore Prabhu (1987). Hutchinson (1990) e Tardin Cardoso (1992). da expressão oral e da compreensão. As tarefas devem propiciar o desenvolvimento das habilidades que se ampliam por meio da prática da leitura. Não se pode esquecer ainda dos trabalhos com projetos em sala de aula. Além dessas diferentes abordagens propomos ainda outras atividades com músicas. percepção no desempenho comunicativo sob a orientação e participação do professor. Nessa abordagem de ensinar.RPG) e filmes cujos resultados são cientificamente comprovados como eficazes. 103 . A interação entre os aprendizes e o professor constitui o objetivo das práticas didáticas.Sumário principal conhecimento discursivo. também envolvido no processo. o qual consta de tarefas baseadas nas atividades que ocorrem na vida real do aluno. desempenho de papéis (Role Playing Games . estratégico e sociocultural) constitui o objetivo do processo do ensino/aprendizagem. da escrita. de inspiração na abordagem por projetos de Hernandez (2000). memória. falando e realizando tarefas que exigem atenção. 3. desde que haja um planejamento e uma implementação adequados dos mesmos. Esse renomado autor desenvolveu o projeto Bangalore de ensino de língua inglesa em escolas na Índia. 4. o aluno aprende a falar.

identificação de ambientes públicos e suas localidades. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. valorizando a cultura brasileira. vídeos. • Entender e dar informações em situações informais. 104 . TÓPICOS/CONTEÚDOS Primeiros contatos com a língua estrangeira • Conscientização sobre as diferentes línguas estrangeiras existentes no Espírito Santo. incentivo ao estudo da língua inglesa. • Relacionar imagem e texto. A importância do Inglês em nosso dia a dia • Conscientização sobre a influência do Inglês no cotidiano do aluno.). estudo com mapas. obrigação e conselho. O ambiente escolar • Denominação de objetos presentes na sala de aula. • Reconhecer a linguagem das propagandas. denominação do espaço físico da escola e dos profissionais que nela atuam.3. • Conhecer diferentes culturas. gráficos. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. fotos. rótulos. receitas. • Diferenciar fatos de opiniões. quadros artísticos etc. diálogos. canções etc. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Produzir textos informativos. notícias. • Usar dicionários e enciclopédias.4 Conteúdo Básico Comum – Inglês 5ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Ler textos não-verbais (mapas. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. percebendo os aspectos verbais para pedido. Valorizando o ambiente familiar • Denominação do espaço familiar (moradia e mobília). rótulos de embalagens. fluxogramas. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Avaliar ações. relação entre fusos horários em diferentes lugares do mundo. denominação de formas geométricas. jogos etc. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. apresentação dos membros da família. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Resumir artigos.). diagramas. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. como textos literários.Sumário principal 6. artigos. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. apresentação de informações pessoais. • Compreender regras e instruções (manuais.

• Conhecer diferentes culturas. notícias. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. receitas. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. percebendo os aspectos verbais para pedido. supermercado ou venda. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. • Entender e dar informações em situações informais. rótulos de embalagens. identificação de modalidades esportivas na comunidade.). shoppings. cinemas. localização. Alimentação saudável • Denominação de diferentes alimentos e seus preços. diagramas. relação entre esporte e a ação correspondente. valorizando a cultura brasileira. escola. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. jogos etc. • Relacionar imagem e texto. feira. • Diferenciar fatos de opiniões.). identificação de hábitos alimentares em diferentes culturas. lojas. • Reconhecer a linguagem das propagandas. parques. relação entre esses espaços e ações que neles ocorrem. no Brasil e no mundo. TÓPICOS/CONTEÚDOS Minha comunidade • Denominação em língua inglesa dos diferentes espaços comerciais e comunitários que existem na comunidade (igreja. relação entre esses espaços e o que se pode praticar neles (o que fazer e onde). • Produzir textos informativos. fluxogramas. identificação dos espaços de lazer em relação a horários de funcionamento. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. farmácia. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. campos de futebol. rótulos. padaria etc. • Compreender regras e instruções (manuais. Esporte e saúde • Denominação dos diferentes esportes. canções etc. quadros artísticos etc. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. obrigação e conselho. • Ler textos não-verbais (mapas. gráficos. • Usar dicionários e enciclopédias. • Avaliar ações. como textos literários. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos.). Lazer e meio ambiente • Denominação dos locais de lazer naturais e urbanos (praias. • Identificar as diferentes intenções dos autores. tarifas etc.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. fotos. reflexão sobre diversas opções na hora de realizar uma compra. diálogos. • Resumir artigos. cachoeiras. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. praças. denominação de diferentes refeições. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. reconhecimento dos esportes paraolímpicos. lagoas. 105 . artigos. teatros etc. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais.). vídeos.

• Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. rótulos. leitura de mapas. políticas e econômicas no mundo. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. queimadas. identificação dos movimentos sociais e culturais da sociedade (movimentos étnico-raciais e indígenas).). • Reconhecer a linguagem das propagandas. idade. • Ler textos não-verbais (mapas. reconhecimento das mudanças climáticas – aquecimento global. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. jogos etc. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. vídeos. endereço. estilo de música favorito. como textos literários. lixo. canções etc. nacionalidades e línguas. localizando os países pesquisados e os de língua inglesa. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. erosões. diálogos. percebendo os aspectos verbais para pedido. • Produzir textos informativos. leitura). • Avaliar ações.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. notícias. 106 . lixo nuclear etc. quadros artísticos etc. obrigação e conselho. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. diagramas.). rótulos de embalagens.). • Compreender regras e instruções (manuais. artigos. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. desmatamento. telefone etc. valorizando a cultura brasileira. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. reflexão sobre os impactos ambientais causados por poluição. aniversário. receitas. Comparando culturas e valorizando o Brasil • Identificação de datas comemorativas em culturas e países diferentes. identificação de dados pessoais (origem. lazer. fotos. fluxogramas. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. Meio ambiente e globalização • Identificação dos fenômenos naturais. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Conhecer diferentes culturas. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. Pessoas que influenciaram o mundo • Identificação de grandes personalidades que contribuíram para melhorias sociais. gráficos. • Entender e dar informações em situações informais. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Resumir artigos. • Diferenciar fatos de opiniões. • Usar dicionários e enciclopédias. • Relacionar imagem e texto. relação com nomes de países. TÓPICOS/CONTEÚDOS Quem sou eu • Coleta de informações pessoais (atividades de que gosto ou não de realizar.

rótulos de embalagens. sugestões de melhorias na própria comunidade. percebendo os aspectos verbais para pedido. diálogos. jogos etc. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Compreender regras e instruções (manuais. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. Comunicação e tecnologia • Identificação dos meios tecnológicos de comunicação existentes no meio urbano e rural. • Usar dicionários e enciclopédias. fluxogramas. artigos. conhecimento e divulgação de programas culturais locais.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. canções etc.). • Avaliar ações. Organização do dia-a-dia • Reflexão sobre a organização de tarefas diárias. • Identificar as diferentes intenções dos autores. fotos. gráficos. • Resumir artigos. como textos literários. pensamentos sobre o mundo em que gostaria de viver. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. vídeos. • Entender e dar informações em situações informais. utilização dos meios tecnológicos no aprendizado da Língua Estrangeira. diagramas. • Ler textos não-verbais (mapas. reflexão sobre diferenças salariais no Brasil. valorizando a cultura brasileira. semanais e planos para futuro próximo. formulação de instruções verbais para completar ou desenhar gravuras. • Conhecer diferentes culturas.). rótulos. • Produzir textos informativos. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. utilização dos meios tecnológicos na vida diária. quadros artísticos etc. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. Planejando o futuro • Reflexões acerca do futuro. 107 . receitas. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Diferenciar fatos de opiniões. obrigação e conselho. TÓPICOS/CONTEÚDOS O que você faz • Identificação e descrição de profissões e locais de trabalho. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. notícias. • Relacionar imagem e texto. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. preparação de listas de profissões relevantes para os alunos.

3. TARDIN. In: ALVAREZ. PR.C. 1987. SP: Pontes.1999.) O professor de língua estrangeira em formação. 2008 (Mimeo). Pelotas. SP: Pontes. 108 . Dimensões comunicativas no ensino de línguas. 2007. 1/1/1-47. Applied Linguistics. 1996. Filmes na escola: uma abordagem para todos os níveis. N. SINCLAIR. M. E. SCHMITZ. Configuração de competências de um professor de LE (inglês): implicações para a formação em serviço. Campinas. F. WIDDOWSON. A. 12. In: LEFFA.Sumário principal 6.) Professores e formadores em mudança. Faculdade de Ciências e Letras de Assis. Communicative materials design: some basic principles. B. P. University of Lancaster.. 2008. M. M.A. 2000. SP: Mercado das Letras. BASSO . ALVARENGA. edu. Applied Linguistics. ES: Copisol. Campinas.br> ______. BOHN. ______. mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre:ARTMED.A. C. Jogos colaborativos e desempenho de papéis no ensino de línguas. The communicative approach to foreign language teaching: a short introduction. PRABHU.. PR. Brasília: UnB-FINATEC. 2002. Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. Knowledge of language and ability for use. 10/2. Singapore. 1980. SP: Pontes Editores. Tese de doutorado. Anais. C. M. V. SP: UNICAMP. N.. J. R. SWAIN. H. Oxford University Press. CANDLIN.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. G. ______.17. RS: EDUCAT.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. G. BREEN. 1998. CELANI.5 Referências ABRAHÃO. Foz do Iguaçu. Second language pedagogy.) O professor de línguas construindo a profissão. Campinas. HERNANDEZ. Learning to learn english. P.. H. Managing theory and practice in the classroom . 2003. SP. Campinas. Maneiras inovadoras de ensinar e aprender. 1989. Projects in the classroom. HUTCHINSON. V. ______.. Cambridge: Cambridge University Press. 1999. Campinas. Campinas: UNICAMP.O. ALMEIDA FILHO. Institute of English Language Education (mimeograph) CANALE.. M.. Cultura visual. (Org.) O professor de línguas construindo a profissão. Investigações: lingüística e teoria. José Carlos Paes de Almeida filho. Disponível em <http: // www. LEFFA. (Org. 1996. 1992. Jogar para aprender língua estrangeira na escola. K. C.128-3. Foz do Iguaçu.1980.B.1990. Back to the future: aulas comunicativas ou formais? In: Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná. A. H.(Org. Jogos e projetos de inglês em sala de aula. M. O imaginário do comunicativismo entre professores de língua estrangeira/ inglês (e sua confrontação com teoria externa). 2003. TARDIN CARDOSO. ______.a booklet for teacher development. ______. Universidade Federal de Pernambuco. v. 2002. 2005. Campinas. ELLIS. 1998. Conflitos e incertezas do professor de língua estrangeira na renovação de sua prática de sala de aula. e SILVA.saberes. SP: Pontes. Pelotas. John R.Estudos em homenagem ao Professor Dr. A necessidade da de(re)construção de conceitos. (Org.) Lingüística aplicada: múltiplos olhares. Campinas: UNICAMP. Theoretical bases of communicative approaches to second language teaching and testing. (Org. 2001. R. RS: EDUCAT. T. 2001. Vitória. Das origens do comunicativismo. V.L.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Educação Física .

Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular dessa disciplina19 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. Até os anos de 1970. influenciada por um conjunto de fatores. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. denominada de biologicista. Apropriamo-nos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular desta rede de ensino. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu) . todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existente nos séculos XVIII e XIX.4. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. ainda predominante no ensino da Educação Física. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. 19 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001) de que é conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. Essa concepção. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. 2001).4 Educação Física 6. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas.Sumário principal 6. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. Além disso. 111 .

extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. sociais e biológicas. segundo Bracht. 77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso 112 . Além disso. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. p. que precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos.Sumário principal Diante disso. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. para que se possa permitir que outros saberes. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. produzido ao longo da história. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. com interfaces nos diferentes campos de saberes. entende-se a expressão corporal como linguagem. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. que só se torna possível. Sendo assim. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. Dessa forma. 2001. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. assim. sem fugir às intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. Essa visão contempla o eixo da cultura. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Com isso. que segundo Bracht (2001. o professor. se legitimem. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. Dessa forma. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física.

por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. dança. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. ginásticas.Sumário principal conceito de criticidade. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. ampliemos o nosso conceito de razão. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado das diferentes manifestações culturais corporais. Dessa forma. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. esportes. além da motricidade. ou seja. Código e suas Tecnologias. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. que envolvem aspectos lúdicos. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. ainda. englobando as dimensões estéticas e éticas”. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. na qual ele expressa subjetividade. morais. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. 2001). compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. emoções e linguagem corporal e. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. estéticos e éticos. desenvolve sua capacidade comu- 113 . Podemos destacar que. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. esse aluno desenvolve. destituído do saber. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. sociais e éticos. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos.

de lazer e entretenimento. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. afetivos e morais. emocional e motor. cooperação. fisiologia. contribuindo para a sua formação psico-sócio-cultural. qualidades físicas e neuromotoras. afirmação dos valores e princípios democráticos. entendendo-a como meio de promoção da saúde. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. de ginásticas. Desenvolver os aspectos intelectuais. integração. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. envelhecimento. que é desenvolver o aluno nos seus aspectos social. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. laborais. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. analisar e expressar as ideias. além de ser um agente promotor da sua autoestima. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. Além disso. sintetizar. treinamento etc. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. biomecânica. tendo o professor como mediador. socialização. Além disso. sociais. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. ética.4. 6. cooperação. para o desenvolvimento de autonomia. participação social.Sumário principal nicativa ao interpretar.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. saúde. socialização. cognitivo. Ao proporcionar o desenvolvimento de criatividade. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. competitividade e disciplina. intelectual. atividade física. liberdade. – a Educação Física atua como formadora. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana na prática pedagógica escolar. 114 .

apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educa- 20 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (Lesef ). Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. Andréia et. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. Niterói. al. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). ção Física escolar. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. p 63-66.Sumário principal Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. Dentre elas destaco: DIAS. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. alguns estudos vêm apontando que. 195). Sandra Soares et all. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo20 sobre a prática docente do professor de Educação Física nas redes estaduais pública e privada do Estado do Espírito Santo.4. resultante de um “‘elo perdido’ entre as prescrições dessa produção teórica e a realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos por meio da observação. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. Set. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. 2001. 1992. p. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. lúdicos e técnicos. 1999. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a 6. 21 (1): 183-192. DELLA FONTE. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. 115 .

Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. Em virtude disso. equipamentos e instalações. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática 21 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro desse modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. 2001). al. Com isso. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas21. 67% deles se formaram nos anos de 1980.Sumário principal dinâmica escolar. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em licenciatura. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. Nos anos de 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. 2003). . material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. com relação a espaço. são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do professor diante da sua prática docente. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. 116 . do conjunto de professores licenciados. Os materiais. O desafio está em propor mudanças na prática docente. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. Além disso. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente (Bracht et.

desenvolvendo um espaço de reelaboração. e realizando 117 . que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. espaço etc. à organização das aulas (horários. Isso colabora para o desenvolvimento de debates.Sumário principal qualitativa nas aulas de Educação Física. O que também se propõem é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não alcançam o resultado esperado devido à carência de tais estruturas. p. “No entanto o trabalho pedagógico não pode. p. 43). Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. é necessário revermos o que desenvolve esse componente curricular. todo ele. nacionais e internacionais. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. ensinando estratégias para o agir prático. 2001. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e a compreensão crítica do movimento (KUNZ. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. pois os próprios fins podem ser problemáticos. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que contemplem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. . mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. no qual 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “entendem que deva haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. al. problematizando temas da cultura corporal. Com isso. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. 2003. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. tempo. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno uma autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. porque variam de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. 53). pesquisas e desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico e a criatividade. 2004). Essas mudanças são em relação ao conteúdo. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins.) e à conduta pedagógica do professor.

Assim. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. Mas para isso será necessário o envolvimento de todos os professores. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. A abordagem metodológica crítico-superadora. a sala de informática. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. tomando a quadra. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. A realização de jogos escolares. 1992). nos apresentam alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. Preliminarmente. a biblioteca. et. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. al. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. as atividades de visitas e as excursões como formas de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009..Sumário principal um retrospecto das atividades corporais. os torneios escolares. Dessa forma. Assim teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. a sala de aula. entendemos que. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a 118 . o recreio. em que os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. temos na formação continuada um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. exposições. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. dentre outras. São eles: a relevância social do conteúdo. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. gincanas. sobretudo quando se espera mudanças efetivas nesta prática. para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento.

pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. A questão está em encontrar.Sumário principal provisoriedade do conhecimento (Soares. insisto. afetivo. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física voltada para a construção de uma educação de qualidade e formação do cidadão. 2001. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. ou seja. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. São eles: Conhecimento sobre o corpo: levou a considerar o corpo no seu aspecto físico. conflitos ou desafios (Santos. interpretar essas informações.. 2001). 1992). Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. continua tendo lugar. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. guardá-las ou atualizá-las. et. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. reflexivo e crítico. da ordem do saber como fazer. . A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. Até pouco tempo. estar informado sobre conhecimento. 1999). em que o problema nem sempre está na falta de informações. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação.. Com base no conceito de competência – aquisições. no qual se compreende que as competências não são um programa clássico. Esse tipo de aula. social. al. que tenha uma participação ativa na sociedade.. emocional e cognitivo. p. Dessa forma entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga 119 . 152). na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade.

Além disso. com suas diferentes organizações tecnico-táticas. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. reconhecendo a identidade própria e do outro. sintetizar. etnia. onde expressa subjetividade. 120 . Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbitos nacional. Além disso.Sumário principal com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. ainda. buscando problematizar a relação do corpo com a saúde. sociais e éticos. analisar e expressar as ideias. Por meio da linguagem corporal o sujeito se comunica. regional e local. o trabalho e a cultura. Por meio do jogo. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. classe social e idade. e também desenvolve a ludicidade descobrindo o prazer nas vivências corporais. compreendendo os limites e as possibilidades corporais e respeitando as diferenças de gênero. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes nos contextos mundial e nacional. emoções e. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. interage com o meio. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento.

• Padrões de estética e conceitos de saúde. reconhecendo e respeitando suas características físicas e o desenvolvimento motor. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. • Participar de atividades de natureza relacional. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia.Educação Física 5ª a 8ª Séries COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Conhecimento sobre o corpo • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. • Substâncias nocivas ao organismo. TÓPICOS/CONTEÚDOS 121 . relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde. HABILIDADES Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. Tópico: Conhecimento da estrutura e do funcionamento do corpo • Identificar as funções orgânicas relacionadas às atividades motoras. possibilidades e limitações do movimento • Conhecer os conceitos de saúde e os padrões de estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais e culturais.4 Conteúdo Básico Comum . • Compreender os aspectos relacionados com a boa postura e sua importância para a saúde. sociais.Sumário principal 6. • Capacidades físicas: noções gerais. • As práticas de lazer na comunidade escolar e no seu entorno. • Atividades adaptadas.4. • Identificar as substâncias nocivas ao organismo utilizadas na prática de atividade física. alimentação e atividades corporais. de si mesmo e do ambiente em que vive. bem como a de seus colegas. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • Capacidades físicas aplicadas na atividade física. • Adotar hábitos de higiene. culturais e afetivos. • As atividades físicas e os exercícios físicos: implicações na obesidade e no emagrecimento. • Identificar as possibilidades de lazer e aprendizagem nas práticas corporais..

• Identificar as modalidades de ginásticas praticadas na comunidade local. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Noções básicas dos diversos tipos de ginástica: escolar.. • Identificação do ritmo pessoal e grupal. • Identificar as características das danças estudadas. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da dança. • Variação de movimentos do corpo de acordo com as melodias das músicas. como manifestação da cultura corporal. • Adaptar os movimentos da ginástica estudada às novas situações. • Habilidades motoras fundamentais ginásticas. entre outras. mantendo suas características. campesinas. • Identificar e utilizar as habilidades motoras fundamentais para a prática da ginástica. recriando. • Organização de festivais de dança. 122 . • Reconhecer e identificar gestos e movimentos observados na dança. Tópico: Dança • Conhecer a história das danças estudadas. artística etc. africanas. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Corpolinguagem/Corpo-expressão • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. nacional e local. • Construir coletivamente pequenas coreografias a partir dos movimentos aprendidos e incorporados no contexto social. rítmica. • Características das danças. • Relacionar diferentes tipos de danças folclóricas. • Benefícios da prática das ginásticas. • Reconhecer a importância da prática da ginástica para manutenção e a promoção da saúde. • Ritmo. • Conhecer a história das ginásticas estudadas. • Ginástica adaptada. • Dança folclórica. imitando. acrobática. • História da dança. HABILIDADES Eixo-temático: Corpo-linguagem/ Corpo-expressão Tópico: Ginástica • Vivenciar as diversas manifestações da ginástica. • Coreografias de dança. possibilitando a inserção dos alunos com necessidades educativas especiais. lutas e ginásticas. • Riscos e cuidados na prática das ginásticas. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da ginástica.

TÓPICOS/CONTEÚDOS • História dos jogos e das brincadeiras. regional e nacional. • Características dos jogos. • Reconhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • Participar de atividades de caráter lúdico. 123 . • Vivenciar os diferentes tipos de jogos. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. • Reconhecer os diferentes tipos de jogos e suas características fundamentais. • Construir jogos. HABILIDADES Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos Tópico: Jogos e brincadeiras • Analisar as diferenças históricas dos jogos e das brincadeiras presentes nas culturas local. • Jogos populares. • Jogos pré-desportivos. • Reconhecer e vivenciar diferentes tipos de jogos. • Jogos de raciocínio.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Jogos cooperativos.

vôlei. • Reconhecer as organizações técnicotáticas dos diferentes jogos. 124 . HABILIDADES Eixo-temático: Jogo esportivo Tópico: Conhecimento dos vários tipos de desportos. visando à inclusão de si e do outro. handebol. basquete. • Vivenciar as práticas corporais desportivas. • Os grandes eventos esportivos. materiais e espaço.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Jogo esportivo • Conhecer as diversas modalidades esportivas instituídas socialmente praticadas em outros países e no Brasil. • História das modalidades: atletismo. • Compreender e vivenciar os aspectos relacionados à repetição e à qualidade do movimento no gesto esportivo. • Atletismo. os materiais e o espaço visando à inclusão de si e do outro. • Fundamentos técnicos básicos. futebol. • Reconhecer a necessidade de adaptar regras. defesa e circulação de bola. bem como criar novas formas de organização. • A transformação do esporte em espetáculo e em negócio. • Compreender as diferentes formas de organização desportiva. basquete. • Compreender os diferentes contextos dos jogos esportivos (participativo e competitivo) e os variados papéis (goleiro. técnicas e táticas de cada desporto. individual e coletivo • Diferenciar e experimentar várias maneiras de jogar um desporto. • Significados/sentidos predominantes no discurso das mídias sobre o esporte. vôlei. • Entender as regras. juiz). • Reconhecer as diferenças e características relacionadas ao gênero na prática das modalidades esportivas. • Desenvolver a capacidade de adaptar as regras. políticos e sociais de constituição dos jogos desportivos. torcedor. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Iniciação desportiva. • Esportes adaptados. • Noções de regras. defesa. • Princípios gerais de ataque. técnico. futebol. futsal. • Aplicar habilidades motoras específicas dos esportes. • Conhecer os aspectos históricos. handebol.

ES: PROTEORIA. SOUZA JÚNIOR. n. Belo Horizonte: Ed. PERRENOUD. DF: MEC. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. SANTOS. DF: MEC. Construir competências desde a escola. 6.1. 73-76. PRIMI. Francisco Eduardo (Org. 1998. Paraná.Sumário principal 6. Pesquisa histórica na educação física. 1. Christiane. Educação física escolar: política. Vitória. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Ricardo et al. 2001. Unijuí. maio/ago. 2001. Valter. Brasília. Ijuí. Parâmetros curriculares nacionais.). Carmem Lúcia et al. Unijuí. Transformação didático-pedagógica do esporte. investigação e intervenção. ES: PROTEORIA. In: CAPARROZ. v. Orientações curriculares para o ensino médio. investigação e intervenção. investigação e intervenção. Vitória. Paraná. RS: Ed. ______ et al.17. Vitória. 2000. p. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. RS: Ed. CAPARROZ. Lazer.. ES: PROTEORIA. Ijuí. 2006. Brasília. 1992. 125 . 2001. 2003. p. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. ______. 1999. questões contemporâneas. Philipe. Ministério da Educação. KUNZ. Metodologia do Ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez. Educação física escolar: política. 2001. Porto Alegre: Artmed. Gisele Franco de Lima. Francisco Eduardo (Org. BRASIL.5 Referências BRACHT. In: FERREIRA NETO. ES: PROTEORIA. Elenor. v.1. trabalho e educação: relações históricas. Marílio. 2001. 2001. WERNECK. Francisco Eduardo. v.. v. Vitória. Anais. Pesquisa em ação: educação física na escola.). 2. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. SOARES. In: ___. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. UFMG. ______. Amarílio (Org). Educação física escolar: política. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares.151-139. 2004. 2001.4.

Área de Ciências da Natureza Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 02 .

01 . anos finais. 4. área de Ciências da Natureza. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. área de Ciências Humanas. 03 . Ensino fundamental . 2009.com.111. ISBN 978-85-98673-03-5 1. área de Linguagens e Códigos. – (Currículo Básico Escola Estadual .Currículo.CEP 29.Ensino fundamental. César Hilal. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências da Natureza / Secretaria da Educação.Ensino médio.Ciências da Natureza. v. anos iniciais. ES. 2. Série. II.Vitória/ES . área de Ciências Humanas. nº 1. CDD 372.Ensino médio. 02 . área de Ciências da Natureza. 01 . anos finais.br Espírito Santo (Estado). 03 .19 CDU 373.3.Ensino fundamental. 3. Título. Santa Lúcia . v. v. anos finais. 104 p. v. . Guia de implementação.Info Consultoria. área de Linguagens e Códigos. I. Ensino fundamental . 02) Conteúdo dos volumes : v. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. Ensino médio . Ensino .Ensino médio.Ensino fundamental.Espírito Santo (Estado) . 26 cm.Currículo. v.Currículo.056-085 .016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. 02 . v. – Vitória : SEDU.

. igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire .. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. ao lado do educador.

Rafaela Teixeira Possato de Barros. Freitas. Carla Moreira da Cunha. Maria Alice Dias da Rosa. Cérlia Silva de Oliveira. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Pedro Guilherme Ferreira. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Marilene Lúcia Merigueti. Lima. Coelho Ambrozio. Sabrina D. .Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Perin e Valéria Perina.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Maria da Ressurreição. Rosiane Schuaith Entringer. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Erilda L. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Anelita Felício de Souza. Malba Lucia Gomes Delboni. Pedro Paulino da Silva. Ires Maria Pizetta Moschen. Marta Gomes Santos. do Nascimento. Johan Wolfgang Honorato. Pedro Paulino da Silva. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Salette Coutinho Silveira Cabral. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Lúcia H. Maria Nilza Corrêa Martins.Língua Portuguesa Adriana Magno. Márcio Correa da Silva. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Carvalho Morais. Pinto. Naédina Barbieri. Ilza Reblim.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Lígia Cristina Magalhães Bettero. Roseane Sobrinho Braga. Sandra Renata Muniz Monteiro. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Neyde Mota Antunes. Eliane dos Santos Menezes. Alexandre Nogueira Lentini. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Barbosa. João Firmino. da Silva. Lúcia Helena Maroto. C. Conciana N. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Jaqueline Oliozi. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Josimara Pezzin. Tânea Berti. Irineu Gonçalves Pereira. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Edilene Klein. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Maria Geovana M. Sônia A. Maria José Teixeira de Brito. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Tania Mara Silva Gonçalves. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Cláudia Regina Luchi. Rosângela Vargas D. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Giuliano César Zonta. Antônio Fernando Silva Souza. Ilia Crassus Pretralonga. Israel Bayer. Renato Köhler Zanqui. Rita de Cássia Santos Silva. Davel. Antônio Carlos Rosa Marques. Dalla Passos. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Luciene Tosta Valim. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Neire Longue Diirr. Edy Vinicius Silverol da Silva. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Ronchetti. Agnes Belmonci Malini. Eduarda Silva Sacht. Lemos. Raquel Marchiore Costa. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Marcia Vânia Lima de Souza. Leila Falqueto Drago. Valéria Zumak Moreira. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Maria da Penha de Souza. Edimar Barcelos. Maria de Lourdes S. Braga. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Alaércio Tadeu Bertollo. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Alves. Magna Maria Fiorot. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Núbia Lares. Marcelo Ferreira Delpupo. Novais Rocha. Cristina Louzada Martins da Eira. Silma L. Lurdes Maria Lucindo. Renata da Costa Barreto Azine. Eliana C. Giselle Peres Zucolotto. Anderson Soares Ferrari. Janaína Nielsen de Souza Corassa. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Sara Freitas de Menezes Salles. de Castro. Maria do Carmo Braz.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Irineu Gonçalves Pereira.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Érika Aparecida da Silva. Rosiana Guidi. Danilza A. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. SRE Carapina: Lucymar G. Marcos Leite Rocha. Edilene Costa Santana. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Benevides. Sebastião Ferreira Nascimento. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio.Física Claudio David Cari . Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Angélica Chiabai de Alencar. Luciane Salaroli Ronchetti. Rodrigo Nascimento Thomazini. Izaura Célia Menezes. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Edna dos Santos Carvalho. Madalena A. Jorge Luis Verly Barbosa. Christina Araújo de Nino. Lúcia Helena Novais Rocha. Ires Maria Pizzeta Moschen. Mônica V. Mirtes Ângela Moreira Silva. Elza Vilela de Souza. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Vaneska Godoy de Lima. Renan de Nardi de Crignis. Valentina Hetel I. Eliane Maria Lorenzoni. Everaldo Simões Souza. Fracalossi. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Sulâne Aparecida Cupertino. Eliana Aparecida Dias. Bastos. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Carvalho. José Christovam de Mendonça Filho. Maria Adélia R. Luciete de Oliveira Cerqueira. Elenivar Gomes Costa Silva. Simone Carvalho. Denise Moraes e Silva. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Paulo Roberto Arantes. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Martinelli. Renata Garcia Calvi. Ivanete de Almeida Pires. Guaresqui Cruz.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Alaíde Schinaider Rigoni. Karina Marchetti Bonno Escobar. Luciene Maria Brommenschenkel. Alecina Maria Moraes. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Cátia Aparecida Palmeira. Sandra Renata M. Paulo Roberto Arantes. Nascimento. Rachel Miranda de Oliveira. Foerste . Cortez.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Iza klipel. Cristina Lúcia de Souza Curty. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Campos Cruz. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Angélica Chiabai de Alencar. Verginia Maria Pereira Costa. Anderson Soares Ferrari. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Lea Silvia P. Rosangela Maria Costa Guzzo. Marlene Athaíde Nunes. Fabiano Boscaglia. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Luiza E. João Luiz Cerri. P. Pereira. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Luciene Tosta Valim. Márcia M. Carmencéa Nunes Bezerra. Luciane R. Linderclei Teixeira da Silva. R. Ana Helena Sfalsim Soave.SEDU Ana Beatriz de C. Telma L. Nourival Cardozo Júnior. João Luiz Cerri. Gleise Maria Tebaldi. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Vazzoler. Maria Aparecida Rosa. João Carlos S. Ernani Carvalho Nascimento. Marta Margareth Silva Paixão. Márcia Gonçalves Brito.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Luiz Antonio Batista Carvalho. Patrícia Maria Gagno F. José Alberto Laurindo. Rodrigues. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Luiz Humberto A. Rogério de Oliveira Araújo. Adna Maria Farias Silva. Lyra. Elizabeth Detone Faustini Brasil. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Maria de Glória Sousa Gomes. Dilma Demetrio de Souza. Ribeiro. Alvarenga Vieira. Maria Alice Dias da Rosa. Sidinei C. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Delcimar da Rosa Bayerl. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Magna Tereza Delboni de Paula. Eliethe A. de Quadros P. Mara Cristina S. Ana Paula Alves Bissoli. Angelita M. C. Morati. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Maria Adelina Vieira Clara. Paulo Alex Demoner. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Sebastião Ferreira Nascimento. Américo Alexandre Satler. de Almeida.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Roberto Lopes Brandão. Alan Clay L. Carlos Sebastião de Oliveira. Marcio Vieira Rodrigues. Soprani. Antônio Fernando Silva Souza. Bastos. Luciane S. Maura da Conceição. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Evelyn Vieira. Renato Santos Pereira. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Antonia Regina Fiorotti. Alcimara Alves Soares Viana. Fernandes.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Rodrigues. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Jomara Andris Schiavo. Ivone Braga Rosa. Cezar. Edílson Alves Freitas. Larmelina. Jane Ruy Penha. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Junqueira.Arte Rita de Cássia Tardin . Gilcimar Manhone. Marlene M. Angélica Chiabai de Alencar. Léa Silvia P. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Renan de Nardi de Crignis. Regina Zumerle Soares. Rodrigo Vilela Luca Martins. Márcia Carina Marques dos Santos Machado.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira.C. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Oliveira. Kátia Elise B. Maria da Penha E. Regina Jesus Rodrigues. Organdi Mongin Rovetta. Claudinei Pereira da Silva. Paulo Roberto Arantes. Teresa Lúcia V. Tarcísio Batista Bobbio. Francisco Castro. Giovana Motta Amorim. Epitácio Rocha Quaresma. Patrocínio. Maria Elizabeth I.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Margareth Zorzal Fafá. Hulda N. Jaqueline Justo Garcia. Sebastiana da Silva Valani. Gina Maria Lecco Pessotti. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Sandra Fernandes Bonatto. Ângela Maria Freitas. Christina Araújo de Nino. Dileide Vilaça de Oliveira. Jane Pereira. Chirlei S. Maria da Penha C. Rodrigues Soyer. Torres. S. Edna Milanez Grechi. Monteiro e Wagna Matos Silva. Ferreira. Mohara C. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Rodrigues. Vivian Rejane Rangel. Ilza Reblim. Eliane dos Santos Menezes. Jomar Apolinário Pereira. Gracielle Bongiovani Nunes. Nilson de Souza Silva. Patrícia Maria Gagno F. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Hebnezer da Silva. Eliane Carvalho Fraga. Luciana Oliveira. Maria Cristina Garcia T. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Jarbas da Silva. Ana Paula Alves Bissoli. de Oliveira. Kátia Regina Zuchi Guio. Edson de Jesus Segantine. da Silva Scaramussa. Luciano Duarte Pimentel. Elisangela de Jesus Sousa. Martinelli. Hebnézer da Silva. Última da Conceição e Silva. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Manzoli. Ediane G.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós .Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Margarida Maria Zanotti Delboni. Elzimeire Abreu Araújo Andrade.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Alaíde Trancoso. Cátia Aparecida Palmeira. Rosinete Aparecida L.

como um plano único e consolidado. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. sem dúvida. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . Como equipe. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. neste contexto. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos.Sumário principal Prezado Educador. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. a complexidade que envolve a infância e a juventude. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Temos certamente que comemorar. Para enfrentá-los. na qual. das superintendências e da unidade central. quer sejam individuais ou coletivos. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

O Estado.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. como unidade autônoma. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. conforme os termos constitucionais. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. Como síntese desse processo. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. por meio de mecanismos participativos. Educação Especial e Educação do Campo. tendo como base um projeto de nação. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. sobretudo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. ao longo dos anos. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. mas.

com vistas à promoção do educando e. da educação pública. Todos esses atores mente construídas. que desafios que precisamos enfrentar. Portanto. entre vimento de crianças. costumes historicamente produzidos que. ciência e cultura. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas.Sumário principal e social de sua população. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. tônomos e críticos. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. muitas vezes. valores. conectado com a dimensão universal. nizados. como a relação entre trabalho. O currículo é a materialização do ricos de discussão. professores convidados.500 educadores. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. fortalecendo a grande complexidade. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. Entre os anos de 2004 e 2006. 12 . hábitos e consequentemente. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. com qualidade social. por meio de atitudes. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito.

conhecimentos estanques e conservadores. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. Certamente. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Além para cada disciplina da do CBC. Para tanto.CBC para cada disciplina da Educação Básica. conteúdos com- 13 . outros Educação Básica. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. resguardando as especificidades das escolas. Isto é. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. consequentemente. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor.

em alguns casos. como instrumentos dinamizadores do currículo. Do ponto de vista organizacional. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. cultura e trabalho. produz conhecimentos. assim. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. dentre outros. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. ampliando a nada. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. ou seja. lo ciência. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. cializadas na medida em que cultura e trabalho. correspondendo aos 30% restantes. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. na relação com a natureza e com seus pares e.

O projeto contempla ainda. 8963 de 21/07/2008. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Dessa forma. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Realização de olimpíadas escolares e. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. a partir de estudos sistemáticos. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. roteiros turísticos e ambientais. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. materializa esse conceito. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. 15 . utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. tornando a escola mais atrativa. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Matemática e Ciências. química e biologia. Esporte. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. por fim. “Ciência na Escola” .Sumário principal vivências curriculares. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. por meio da Lei Nº.

com destasucesso esperado: estagiários. computador por aluno. “Ler. as novas do conhecimento. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. pois o educador precisa aliar à Multimídia. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA .um públicas e privadas. intervenção pedagógica. capacibibliotecas escolares. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. pendrives. de modo a 16 . As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. a de estudar. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. e a partir A formação continuada tação. que para a revitalização das professor dinamizador. pois o educador precisa aliar à tarefa e. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. transdisciplida escola. atualização da escola. as reformas educativas e seus desdobramentos. ampliando para a do educador é mais naridade.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. por meio que necessidade. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. tecnologias e suas implicações didáticas. com isso. a partir digitais no cotidiano escolar. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. pesquisa. a sua inclusão digital e a comunidade. escrita e pedagógicas. formação gica. com destaque ações de formação. PC do professor. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. TV comunidade local.

como componentes do Guia. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. Espera-se. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. portanto. 17 . além de outras pautas de estudo do referido documento. que incorporou o saber de quem o vivencia. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. o processo de avaliação do Documento Curricular para que.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. Nesse sentido. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. com tudo isso. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. uma trilha experienciada coletivamente. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. ao final de 2009. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. Destaca-se ainda. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. os quais irão enriquecer a prática docente. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo.

Sumário principal Capítulo Inicial .

de acordo com a prática pedagógica do professor. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. formação acadêmica e atualização permanente. considerando situação funcional. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. nos quais. 21 . com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. que. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES).Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. por meio de seminários com participação dos professores referência. elaboraram as ementas contendo visão de área. objetivos. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. Em 2006 a Sedu. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. conteúdos e orientações didáticas. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. municipal e federal. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. Em 2005. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. constituíram-se objetos de diálogo.

Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. modalidades e transversalidades. consequentemente. acima de tudo. produziram os CBC por disciplina. em dois grandes ciclos de colóquios. SRE.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. nos anos de 2007 e 2008. da educação pública. intercolóquios e seminário de imersão. instituições e modos de 22 . central e das da educação pública. consequentemente.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. estar a serviço da vida. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. professores convidados. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. consultores.500 eduTodos foram mobilizados cadores. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. jovens e adultos capixabas. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. além de 26 especialistas de cada disciplina. num processo formativo e dialógico. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. em sua fragilidade. contando com a participação de cerca de 1.

Nesse sentido. do outro e do mundo. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. paz social e paz ambiental. cultural e político. que são apenas diferentes. a vida requer convivência na promoção da paz interior. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade.Sumário principal vida. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. social. solidários. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. é um bem público que deve servir 23 . direito de todos e dever do Estado e da família. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. intensificando os esforços pela justiça. reverencia o mistério da existência. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. que se realiza em um contexto histórico. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. Superar as diversas formas de exclusão. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. dignidade humana. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. por isso. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade.

No entanto. de movimento de uma dada situação a outra diferente. aprender. E um lugar de esperança. A educação como serviço público. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. uma dimensão mais ampla. em função dele. A escola pública com compromisso social. sentimentos e atitudes. um direito. a reflexão e a ação. espaço de visibilidade. numa perspectiva dialógica e dialética. Na escola. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. mediante um determinado caminho. antes de tudo. na medida em que contribui para o bem comum. portanto. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. consequentemente. com toda a sua complexidade. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. assumindo o lugar de mediador. do desenvolvimento social e econômico da nação. a interpretação. envolvendo a percepção. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. É na relação entre os sujeitos. A educação como obra de mudança. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. uma obra de legítimo interesse social. por ser um ambiente essencialmente humano. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. assumindo. exercido pelo poder público ou privado. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. o aluno é o centro do processo educativo e. deverá atender aos interesses da coletividade. a construção.

Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. portanto. como forma de criação humana. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. Nesse sentido. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. material e social. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. símbolos e comportamentos. cuja base se expressa na aquisição da leitura. e. algo vivo e dinâmico que articula as representações. assim. gerando a sua própria cultura. a partir da articulação dos princípios trabalho. ciência e cultura. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. acima de tudo. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. apropriando-se dela e transformando-a. e trabalho como princípio educativo. como processo dinâmico de socialização. cultura numa perspectiva antropológica. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. constituindo o modo de vida de uma população determinada. produz conhecimentos.

sobretudo. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. 1998. Portanto. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente.I. Compreender e transformar o ensino.R. e BARBOSA. 26 . no interior da unidade educacional. Brasília. por ser um conceito bastante elástico e. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. Isso acontece 1 SACRISTÁN. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. O currículo para além das grades . entre os curriculistas contemporâneos. a organização física. C. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. No entanto. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. que asseguram o conhecimento dos fenômenos.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. a exemplo dos laboratórios de estudo. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. dependendo do enfoque que o desenvolva. N. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. e. e. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. A. junho de 2004. mais difundida. promotor de uma educação emancipadora. muitas vezes. 2.S. evidenciar a qualidade dessa ação. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática.G. sobretudo.V. que está inserido. o currículo na escola E. impreciso. o significa discutir a currículo.G.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. certamente. J. nesse sentido. GÓMEZ. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino.P. 2 MOTA. J. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos.Sumário principal curricular apresentada neste documento. Porto Alegre: Artmed.

os conhecimentos mais valorizados da escola. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. a identidade nantes.E.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. Documentos de identidade . a identidade dos estudantes e etc. a participação da comunidade. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). seu modo 4 FERRAÇO. Considerando isso. políticas e alternativas educacionais. Por isso. currículo praticado (Oliveira). Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. é possível e negociações. ações. seja no campo de metodologia. 27 . 2000. incluem tradições culturais Assim. Vitória: SEEB/SEDU. metas. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. as relações no interior 3 SILVA.T. Assim. 2004. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. O currículo escolar. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. avaliação. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. seu modo de organização e gestão. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. conflitos concretas. Belo Horizonte: autêntica. currículo real (Sacristán). Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. e outras que considePortanto. 3 talidade social” . T. currículo realizado (Ferraço). de organização e gestão.uma introdução às teorias do currículo. Ele é resultado de lutas. historicamente ideias de currículo em ação. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. está deficurrículo4. C. De modo geral.

Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. 7 BRASIL. ENEM . v. com rapidez e eficiência. de ensino e pesquisa. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. Rio de Janeiro. MEC/INEP.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. como parte que deste documento curricular. ensino. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). habilidades não seriam consideradas uma competência menor. histórias de vida. 30. 2004. com rapidez e eficiência. 28 . p.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. conhecimentos tácitos e as constituem. há gradação. 2005. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. articulando competências. ou seja. de vida e laborais conhecer. Não norteadores do Ministério da Educação. a segunda parte previstas. Boletim técnico do SENAC. 81-93. 6 KUENZER. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. Pelo contrário. MEC/INEP. lar. 2005. Comumente. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. ENEM . Z. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. forma a aliar competências.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. fazer. específica”7. A.

A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. educativo. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. Nesse te. não basta ser muito entendicontexto. dom ou uma mesma realidade. condição do objeto. Competência como condição prévia anteriormente descritas. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. o que se chama de talento. o que pressupõe uma organização Na escola. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. MEC/INEP. planejamento das atividades. Não se trata MEC. pedagogos. por exemplo. 29 . o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. 2005. as três formas de competência. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. ou seja. é extremamente importante que os profissionais da educação. Dentre elas. 9 BRASIL. pois se referem a petência. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. na prática não se do sujeito. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. Assim. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. nesse sentido. não basta possuir objetos potentes e adequados. significa. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. A competência relacional expressa esse jogo de interações. 2002. extrema facilidade para alguma atividade. o desenvolaprendida. ENEM . herdada ou Não se trata de definir tência relacional.

“Ninguém nasce aluno. hoje. Cidadão esse que busca na escola adquirir.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. Até escola. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. 2. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. visa a investir na formação do cidadão. problematizannatureza. se forme e informe. Ao contrário disso. ao mundo do trabalho. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. sociais e psicomotoras). o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. trabalhar nessa concepção. para que o aluno aprenda. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. Quais são os alunos e quais são. por meio do ensino e da pesquisa. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . afetivas. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. Como ponto de (cognitivas. neste documento curricular. Nesse sentido. cultural. alguém se torna aluno.

a Psicanálise. Portanto. que conrenciam. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. A e na comunidade. os infantiliza. de sua função educadora. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. no exercício História. de dominar física e mentalmente outros. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. criações culturais crianças com o mesmo referencial. dos direitos da criança. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. 31 . e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. Esses tempos de vida. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. é tempo de constante refere à crise de autoridade. Sendo simbólicas específicas e próprias. pois reconhece-se que. numa sociedade socioculturais determinadas. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. sendo um ocidental como a nossa. a Sociologia. a violência urbana. estudo e a compreensão da contudo. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. sem. a Filosofia.Sumário principal e imprecisos. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. a vida adulta. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. a inserção na vida adulta. dentre mundo. assim. séculos. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. e não diferentemente no Espírito Santo. a Antropologia. a juventude e a curta etapa da infância. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. os A ação de reconhecimento adultiza. A escola. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. no Brasil templam o pertencimento de classes. gênero. constituir-se como infância. há ou etnia. especialmente no que se de um indivíduo. econômicos. momento da maturidade. enfim.

(conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. e que se originalidade. a escrita. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. de provocar matemático. o desejo de impactar. juntas. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. como a o sinal próprio desse tempo. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. Portanto. a juvencomo o nascimento. nas relações estabelecidas também e não 32 . Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. se exercita e se reconstrói variados. finalizando definidoras da existência somente com a morte. Na infantil e a maturidade do adulto. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). marcada pela busca leitura. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. que. Deve ser pensada para contrastes. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. o desejo de impactar.Sumário principal individuais. construindo. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. da puberdade e social parecem mobilizar. ajudam a traçar o perfil da população. discurso com sentido. de forma visível. cognitivas e sociais que. visível. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. Marcas para outras. de provocar própria sociedade. estilos que se constrói. como odo atravessado por crises. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. delimita mobilizar. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. assim. social parecem Assim como a infância. tude do homem.

Na contemporaneidade. Querem ser rebeldes. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. em que os últimos têm acesso a bens. falta de perspectiva de vida. ela é um poderoso argumento de marketing e. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. (Calligaris. diante de uma sociedade em intensa mudança. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. ausência de utopias. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. a ênfase no mercado e no consumo. muitas vezes encurralando-a. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. da classe média e trabalhadora. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. especialmente apresentados pela mídia.Sumário principal somente na escola. Objeto de admiração e ojeriza. mas em outras esferas sociais. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. apontado para os adolescentes. ao mesmo tempo. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. mas buscam proteção. como a família. Ser jovem na periferia ou no campo. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Na escola. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. a igreja e o trabalho. como desordeiros ou transgressores. são todas identidades possíveis e relacionais. a ponto de ser compreendido como alienação. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. no qual o futuro é incerto. Objeto de inveja e de medo. a seus pesadelos de violência e desordem. Seguir. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. em intensa situação de vulnerabilidade. ao mesmo tempo. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. 2008).

tentando demonstrar. Já produz e trabalha. 34 . o clareza de seus objetivos. em qualquer formada sua personalidade e identidade. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. Em geral. O fenômeno da vida adulta. soal. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. ou em ocupações precárias ou não. sempre numa expectativa em família. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. a respeito de si mesmo. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. na perspectiva de trabalho. A laridades. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. na vulnerabilidade à violência e ao crime. Na fase de vida adulta. e na gravidez na adolescência. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. Estão abertos de desenvolvimento. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. seja por abandono. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. circunstância de realidade social. são sujeitos que de emancipar-se. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. explícita ou implicitamente. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. é entendido no processo história de vida.

Sumário principal Estejam na infância. compreendemos. mais que um ser no mundo. De acordo com Lima (2006). Algumas dessas diverem especial da pública.. 35 . juventude ou idade adulta.. o ser humano se tornou presença no mundo. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos.. com o mundo e os outros. são únicos em suas biológica. na cidade.17). predominantemente jovens. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. filhos de trabalhadores formais e informais. em sua maioria de classe popular. (as comumente chamadas de homens e mulheres. que vivem no campo. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. sobretudo se entendida como a construção histórica. cultural e social que faz parte do acontecer humano. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. como ponto de partida e chegada do processo educacional. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. diversidade O grande desafio da escola.. Seres humanos experiências culturais. em que perceber o mundo.”. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. apresentam. ainda. da história e de suas próprias histórias. na especificidade de seus saberes e práticas.

solidariedade e justiça. o em todas as suas dimensões. respeito O currículo deve. o biológico. e a constituição às diferenças.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. portanto. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. tais como: o ético. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. que propõe epistemológico e político. o estético. dentre outros. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. o político. Quando falamos de diversidade e currículo. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. o sociocultural. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. mento pessoal e coletivo. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. às diferenças. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. Certamente criminação em acolhimento humana. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. solidariedade e justiça. como ato político pela garantia do direito de todos. no campo do conhecimento da a diversidade. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. que exige a busca por valores. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. 36 . consideram esses saberes. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. cultura de paz e cidadania. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena.

De modo geral. a sexualidade. seja pela oferta irregular de vagas. os direitos humanos. trabalhando. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. da política e da cultura. quase sempre. Como modalidade de Educação Básica. de aprender e de reaprender. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. em sua singularidade. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. do mercado informal. 3. mas como um modo próprio de fazer educação. apresentam uma especificidade sociocultural: são. seus saberes. mas como um modo próprio de fazer educação. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. de certificar-se. a ética e cidadania. Os sujeitos da EJA. e de currículos adequados a esses sujeitos.Sumário principal as relações étnico-raciais. dentre outras. são trabalhadores assalariados. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. importante. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. durante a infância e/ou adolescência. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. a cultura de paz. nem menos importante. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. Nelas. que incluem reprovações e repetências. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. arts. Possuem trajetórias escolares descontínuas. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. menor. em ocupações não qualificadas. nem menos 11/2000). contribuindo de fato para a formação humana. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais.1 Educação de jovens e adultos: saberes. como questões inerentes ao currículo escolar. 37 . geralmente.

E uma concepção de escola como instituição política. Nesse sentido. pensando metodologias de ensino 3. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. Na LDB nº. os princípios. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. Isso implica formar (não treinar. abordagem inclusiva do currículo. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. espaço propício a emancipar o aluno. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. cultura e trabalho. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. no processo de aprendizagem. que enfoca o direito de todos à educação. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. preferencialmente na rede regular de ensino. sua característica fundamental de serem trabalhadores. Além disso. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. Nesse sentido. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. adestrar. 38 . o acesso e a permanência de todos na escola. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. ou seja. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01.

Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. a partir do princípio da pesquisa. da crítica e da colaboração. pela via da formação dos profissionais da educação. continuada. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. o planejamento e a formação continuada. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. e outros espaçostempos da escola. Acreditamos que. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. O grande desafio da escola e. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. Ainda. portanto. formação de ressignificação das práticas educativas. 3. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. 39 .

a partir do trabalho de subsistência. lutas pela terra. Outro eixo fundamental 40 . avalia e fomenta o processo de do Campo. A agria terra. em 2004. se respaldada por documentos oficiais. Campo. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. truídos de forma coletiva. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. produção orgânica de alimentos. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. Há que se resgatar o educativo. estuda CEB nº 2/2008. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. seus ao urbano. normas e prinsujeitos campesinos. o currículo deve levar em conta cultura familiar. que procuram enfatizar o seu caráter singular. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. que institui e cultural dos sujeitos do campo. Assim. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. comunidade escolar e seu entorno. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. estabelecendo da relação do campesino com a natureza.

A promoção da ao mesmo tempo. se calcada nos princípios da solidariedade. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. economicamente viáveis. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. étnica e cultural dos povos. valores e ati- 41 . 3. Educação Amecologicamente prudentes. Como outro importante pressuposto. Constitui-se em um processo permanente. níveis e modalisocialmente justas. ecologicamente prudentes. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. da cooperação. pelo regime de colaboração. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano.795/99 e contribuirá para a formação humana. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. da democracia. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. socialmente justas. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. biental em todos economicamente viáveis.Sumário principal é a interdisciplinaridade. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. na Lei 9. com respeito à alteridade e à diversidade social. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. ao mesmo tempo. da justiça social e ambiental. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. formação de sociedades sustentáveis que são. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. e a visão da educação como ato poiético.

no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e.3% da população brasileira. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. Entretanto. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. 42 . Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. cooperativas. os negros representam 47. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. 3. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. das pluralidades e da identidade brasileira. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. interdisciplinares.

a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. 43 . por meio de políticas públicas de reparação. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. africanas e asiáticas. No período colonial. É tratado como uma sociedade sem 3. No Espírito Santo. na escrita do artigo 231. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica.000.100. à diversidade e à cultura. à educação. havia cerca de Promover o debate sobre 1. à saúde. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. Guarani. a população indígena compreende cerca de 2.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. sendo 2.346 aldeados. rentes épocas da história do Brasil. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. que formam a população brasileira. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. Em 1988. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. nesse sentido. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. 2006).109 da etnia Tupinikim e 237. localizados no município de Aracruz. Porém. nacional em difeafricanas e asiáticas. por meio de suas lutas pelo direito à terra. africana. européia e asiática.

principalmente. da escoprincipalmente. política. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. o la e da comunidade. que possa o currículo escolar. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. O conceito de de construção do conhecimento. 44 . faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. formação do Brasil. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos.Sumário principal suas antigas línguas. própria origem e história. sob forte influência do mundo ocidental. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. e. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. temática. tradições e culturas. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. econômica. conhecimento. o resgate de sua cultura e história. e. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. social e religiosa.

estou desafiando meus alunos. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. a multiplicidade de pontos de vista. a problematizar.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. nessa lógica. professor. às características e aos estilos. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas.M).” (Moran. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. J. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. Como mediador e facilitador da aprendizagem. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. e saber lidar e conviver com as diferenças. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. Nessa perspectiva. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. os espaços/tempo de educar. “o professor procura ajudar a contextualizar. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. os diver- 45 . Isto é. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. passando a mediar as aprendizagens. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. Assim. O professor como mediador do processo educativo. A intervenção docente. bem como sua história.

em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. isso significa. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. ao colocar seus pontos de vista. respeitando e valorizando outros pontos de vista.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. aceitação mútua. horizontalização dessas relações. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. durante quase todo trabalho pedagógico. autenticidade. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . típica do trabalho cooperativo. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. bibliotecas. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. sobretudo os professores. Estabelecer uma relação de confiança. círculos. São os educadores. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. ao máximo. duplas. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. Tendem a se ano letivo. Diante desse cenário. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. Nesse contexto. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. na sala de aula. o afetivo. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. tendo como sujeito principal o professor. e de trabalho. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. ou indiferença. Na interação grupal. dentre outros.

além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. que envolve. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. teatros. reservas ambientais. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. a acessar recursos tecnológicos. a discuti-las e criticá-las. como princípio educativo. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. cultural e ao mundo do trabalho. galerias. museus. com autonomia. nos projetos pedagógicos. possibilitando a reconstrução do conhecimento. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. festividades. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. concertos. caracterizados como atividade simbólica. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. com profissionais da área. intencional e natural do ser humano. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . a montar um mosaico das informações. construir e conhecer novos conceitos. articulando pensamento e ação. espaços públicos. envolvendo comunidade. autônomos. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. e com isto. princípio educativo. asseguram a necessária união entre teoria e prática. interpretar e analisar dados. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. bibliotecas. seu entorno. é fundamentada no diálogo e no questionamento. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. gumentando e defendendo sua hipótese. expressar-se questionamento.Sumário principal dela. centros de pesquisa. entre conhecimentos empíricos e científicos. a construir seu próprio conhecimento. quadras de esportes. críticos e criativos. além de aproveitarmos recursos já existentes. exposições de arte. como sobre a realidade. estações ecológicas. enfim. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. A pesquisa. pois.

A avaliação da educação pública. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. dentre muitos outros aspectos. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. é uma atividade integrante do processo pedagógico. marcada pela lógica da inclusão. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. É preciso avaliar permanente e processualmente. Avaliar é 48 . avaliação do sistema escolar. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. em que o protagonismo é do professor. em perfeita sincronia. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. ainda que seja um tema polêmico. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. as questões de investigação. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. para nós. avaliação da instituição como um todo. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. da mediação. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. envolvendo professor e educando. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis.Sumário principal naturais e sociais. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. profissionais da educação. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. do diálogo. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo.

nenhuma relativa ao que. Avaliar. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. bem como o raciocínio. processo pedagógico.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. com a finalidade de apreciar o resultado desse. gostaríamos de verificar. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. talvez. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. Assim. E. objetiva. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. caderno de aprendizagens. o professor. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. d) estar coerente com os propósitos do ensino. c) o conteúdo deve ser significativo. com vistas a reorientá-lo. potencialidades e habilidades. A avaliação como parte de um (2007). ou seja. cedora. quando ocorre ao final do processo. recebe o nome de avaliação somativa. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. que limita liação que elabora. por considerar o processo educativo. 49 . o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. deve ter significado para quem está sendo avaliado. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. memorial. provas. de fato. atribuir com os conteúdos escolares. vivências e valores. dagações sobre o Currículo futura. Para que o processo de avaliação seja efetivo. certamente. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. aptidões. é uma parte do todo. testes. para nós. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. portfólio.

. paralela e final. angústias. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. ambiente da escola. pesquisas. professores. a violência escolar. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. os grupos. dentre outros. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. interpretações. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. coordenadores. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. pais e comunidade em geral. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. referenciados nos programas dos. o adolescente e o adulto. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. pedagogos. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der.Sumário principal relatórios. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. momento de interação entre professores. desafios que o cotidiano selecionar. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. para além de classificar e do representante de turma. as atitudes dário Anual.

Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. 51 . a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc.

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Anos Finais .Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .

Norteado por essa concepção de progresso. a acumulação e a reprodução do acervo científico. influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais. como também dificultaram a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. culturais e políticas existentes no país. A partir da década dos anos 90. as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e. o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares. Nesse sentido. assim a produção científica gerava um acúmulo de conceitos científicos que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade. procurando respeitar diversidades regionais. as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Tais processos se caracterizavam. não só propiciaram o fracasso da apropriação desse conhecimento. por meio de temas transversais. por fragmentar os conhecimentos científicos e por priorizar a acumulação desses conhecimentos. 57 . os parâmetros curriculares em ação elaborados no final dessa década. e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. e o desenvolvimento de competências e habilidades. Nessa década as pesquisas. entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural. o ensino das Ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais. esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial.Sumário principal 6 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Tradicionalmente no Brasil a educação científica. Respondendo a essa necessidade. pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico.

esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Diante desse desafio. como qualquer outra produção humana. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. e nos documentos norteadores da educação. Nesse sentido. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno. o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida dos sujeitos. tais problemas globais. simples e complexos emergem das interações dos seres humanos entre si. Em tal perspectiva. e entre os seres humanos e o meio ambiente. interdisciplinaridade e alfabetização científica. e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e dominar as práticas cotidianas. fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva. na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”. Sendo assim. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. particulares e globais. Em nossa proposta. consideramos a 58 . para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida.Sumário principal No presente. pois constitui uma via. encontra-se numa situação de dependência sociocultural. Para nós. ainda permeada pelas práticas tradicionais. contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. um meio sistematizado e organizado. nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE. posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural. a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade. concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que. a educação escolar científica. Nessa recriação. recriamos esta proposta curricular para ensino das Ciências firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN).

como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. os conhecimentos. unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares. o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. ou seja. mas que também podem realizar uma atividade mediadora. cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e. Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas). instrumentos socioculturais. juntos. recriam esses saberes. das objetivações e. Dessa forma. contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos. as capacidades e as aptidões. Entendemos competências como um conjunto de habilidades. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. as atitudes. Para nós. Nesse sentido. Entre outras. histórica e ideológica que contribui para o conhecimento. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes. as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural natural. também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. centrado no diálogo. motivando a participação ativa dos atores desse processo. por meio das quais. 59 . o processo de ensino-aprendizagem das Ciências. em um determinado contexto. dos professores e da escola]. o conceito científico tornase um instrumento ou uma ferramenta de conhecimento que.Sumário principal Ciência como uma linguagem simbólica. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. sobretudo. a reflexão e a compreensão do mundo.

essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos. a Pluralidade Cultural.Sumário principal Nesse sentido. a Orientação Sexual e outros. o Meio Ambiente. mas também o fazem no acervo popular. a Saúde. 60 . não só se recriam no saber científico. no cotidiano. em conteúdos curriculares. pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas. como a Ética.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências .

reinserindo-se no universo. pois o diálogo discursivo de alteridade. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. por meio do diálogo.Sumário principal 6. obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. fundamentado nas interações discursivas socioculturais. Sendo assim.1. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. Para nós. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e ferramentas socioculturais. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. nossa proposta do processo de ensino de Ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. habilidades e ferramentas. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e científica. nessa reflexão os participantes desse processo. das habilidades [instru- mentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações 63 . a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. como também se apropriam dos direitos e obrigações cívicos de seu meio sociocultural. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. por meio das quais os seres humanos. Nessa perspectiva.Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. na Terra e na vida. Para nós. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. pois são instrumentos socioculturais. bem como entre as culturas e o meio ambiente. transformam o meio ambiente e sua existência.1 Ciências 6.

Em nossa concepção. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). anos. entre outras coisas. ciclos. responda a um ou a vários objetivos gerais.] enfrentar as incertezas e. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. 2002. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. todos os conhecimentos são relativos e incertos. 64 . blocos. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. Nesse sentido. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. Dessa forma. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. esse processo. Nesse sentido. podemos dizer que o processo de ensino científico junto aos processos das outras áreas escolares deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. e entre os seres humanos e o meio ambiente. curioso.1.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. levando em conta os parágrafos anteriores.Sumário principal dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. o processo de ensino de Ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. Finalmente.). ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. mais globalmente. 2002). criativo e reflexivo. Nesse sentido. 6. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à espécie Homo sapiens. etc. nas etapas da Educação Básica. e que de alguma forma explicam a condição humana. p. partícipe ativo das transformações de seu entorno social. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica.56).. Para nós. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. solidário. Em consequência. compreender a diferença cultural significa. cultural e natural.. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN.

torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. Sendo assim. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores de sexto a nono anos. nossa proposta curricular. do conhecimento sociocultural e da contextualização das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. as atividades e ações do processo de ensino das Ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. 65 . Em nossa proposta curricular. fundamentada no amadurecimento das habilidades recriadas nos ciclos anteriores e nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. psicológicas e afetivas. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). Nessa perspectiva. Partindo desse objetivo. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. propõe que o ensino científico de sexto a nono anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades e competências (instrumentos socioculturais) mediadoras no processo de desenvolvimento da autonomia do aluno. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. e nos documentos norteadores. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. sempre respondendo ao(s) objetivo(s).Sumário principal Nessa perspectiva. e na recriação da subjetividade. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. e as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. Assim. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os culturais.

ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que permitam-lhes conhecer e dominar suas atividades cotidianas. Partindo dessas premissas.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. Nesse sentido. o professor. 6.Sumário principal pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses anos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de conceitos científicos. por meio de atividades/ 66 . com a metodologia. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades. a identificação e resolução de problemas socioculturais e socioambientais. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. estimulará a produção de conhecimento sociocultural autônomo do aluno e grupal. os professores. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. a exposição da produção sociocultural individual e grupal. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. tarefas pedagógicas. Nesse sentido.1. no processo de ensino-aprendizagem de Ciências no sexto a nono anos do Ensino Fundamental. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade autônoma do aluno e na contextualização dos conhecimentos socioculturais presentes nesse processo. etc. os professores concebem-se no processo de ensinoaprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. Sendo assim. sem fugir dos princípios metodológicos que or ientam esta proposta. das competências e das habilidades mediadoras nessa ação. buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. Também nesse processo. Nesse sentido.

além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). 8. Sendo assim. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. etc. por meio de entrevistas. produção de texto em grupo. revistas de divulgação científica e documentos escritos ou digitais. a resolução de problemas cotidianos em grupo. para isso propomos. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. eixos temáticos. 5. etc. uso de livros de Ciências. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. revistas. jornais locais e de outros estados. confrontação de ideais. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. problemáticas. o professor buscará motivar constantemente a interação discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. mapas conceituais. 7. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas 67 . pesquisa em grupo. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. 2. orientamos que as atividades/tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. 4. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. pesquisas. o mundo ou a sociedade em geral e o próprio processo de produção de conhecimentos. Para isso propomos que se identifiquem. interação discursiva entre o professor e os alunos. por meio de leituras de vídeos. 6. temas geradores. Com esse fim.Sumário principal a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). 3.

junto a textos escritos por outros autores. logo depois de serem avaliados. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. 68 . Os textos deverão levar em conta a linguagem científica.Sumário principal simbólicos de conhecimentos.

• Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. elaboração de resumos).4 5ª Série Conteúdo Básico Comum . contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. descrição. elaborar hipóteses. • Elaborar textos para relatar eventos. identificação. HABILIDADES • Ler. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. categorização.Sumário principal 6. elaboração de roteiros. culturais. políticos. • Articular. • Resolver situações-problema. argumentação. CONTEÚDOS Eixo Meio Ambiente 1. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. • Consultar. e. visitas. entender. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. • Elaborar gráficos. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de Ciência. conceitos.1. questões-problema. • Organizar os conhecimentos adquiridos. diferenciação. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). ar e solo • Medicinas convencionais e alternativas 69 . • Identificar ações de cidadania e de solidariedade. diagramas. étnicos e científicos) • Evolução do conhecimento científico . • Elaborar objetivos de trabalho. tabelas.Ciências COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Realizar as atividades com independência. entre outros: percepção. portanto. resultado da conjunção de fatores sociais. imagens. tecnologia e meio ambiente. etc. • Aplicar os conceitos aprendidos para conhecer o ambiente físico-químico onde vive. • Reconhecer a produção do acervo sociocultural (científico e não-científico) como uma produção humana sociohistórica. • Interpretar esquemas. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. analisar a interação da sua comunidade com o meio ambiente e identificar os limites e as possibilidades dessa interação. econômicos. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. observação. interpretar e produzir textos argumentativos e explicativos. interpretar. explicação. Introdução a Ciências • Conhecimentos culturais (religiosos. pensamento lógico e crítico. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. cultura. realização de atividades extras. experimentos. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. gráficos e representações geométricas. fenômenos.Ciências • Conceito de Ciência 2. • Valorar o trabalho em grupo. Ambiente físico-químico: ciclos e propriedades • Água • Ar • Solo 3. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. comparação. códigos e nomenclatura da linguagem científica. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. Ambiente e saúde • Doença transmitida por água. consulta e registro de fontes. religiosos e tecnológicos. • Analisar.

socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. CONTEÚDOS 70 . respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a subjetividade como ele mento de realização humana. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. econômica e política. social. de autoestima e respeito ao outro. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. consciente.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. social. cultural. • Conhecer e respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. produção de tecnologia e condições de vida. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. HABILIDADES • Relacionar os problemas socioambientais e socioculturais com a promoção da saúde pública. associado aos aspectos de ordem histórica. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. mental e cultural dos indivíduos. sendo participante ativo.

identificação. • Resolver situações-problema. • Participar de ações de cidadania e solidariedade. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. argumentação. diferenciação. gráficos e representações geométricas. explicação. • Analisar. associando a garantia de estabilidade dos ambientes e da qualidade de vida humana a ações de conservação. • Valorar o trabalho em grupo.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. comparação. entender. experimentos. Classificação dos  seres vivos 4. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. diagramas. etc. observação. visitas. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. códigos e nomenclatura da linguagem científica. cultura. entre outros: percepção. elaboração de resumos). considerando as dinâmicas das populações. • Analisar propostas de intervenção nos ambientes. fenômenos. • Articular. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. elaborar hipóteses. Ecossistemas 3. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. • Compreender a biodiversidade e a importância das relações ecológicas na manutenção do equilíbrio ambiental. • Elaborar textos para relatar eventos. descrição. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. tecnologia e meio ambiente. CONTEÚDOS Eixo Os seres vivos 1. questõesproblema. Diversidade da vida • Conceito 2. interpretar. consulta e registro de fontes. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. • Aplicar os conceitos aprendidos para refletir a interação entre o ser humano e o ambiente sociocultural e socioambiental. elaboração de roteiros. conceitos. recuperação e sustentabilidade ambiental. categorização. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. pensamento lógico e crítico. • Consultar. realização de atividades extras. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Realizar as atividades com independência. Ecologia • Conceitos • Relações ecológicas 71 . utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. • Identificar as alterações causadas pela ação humana aos ecossistemas e refletir suas consequências. • Interpretar esquemas. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. • Identificar a biodiversidade dos ecossistemas global e regional. tabelas.

ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. mental e cultural dos indivíduos. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. consciente. produção de tecnologia e condições de vida. social.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. HABILIDADES • Conhecer. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. analisar e compreender as interações dos seres vivos com o ambiente e sua importância para a existência da vida. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. CONTEÚDOS 72 . • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. econômica e política. sendo participante ativo. cultural. social. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. • Reconhecer o ser humano como parte integrante e transformadora do meio ambiente. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. autoestima e respeito ao outro. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. associado aos aspectos de ordem histórica. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente.

observação. cultura. Célula • Funções vitais 2. • Associar características gerais e adaptações dos seres humanos com o seu modo de vida e seus limites de distribuição nos diferentes ambientes. que visam à preservação e à implementação da saúde individual e coletiva. diagramas. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. descrição. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. utilizandose de raciocínios lógicos e demonstrações. identificação.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. e hábitos pessoais. explicação. autônomo. • Reconhecer-se como sujeito coletivo. códigos e nomenclatura da linguagem científica. relaciona-se. • Conhecer as propostas de alcance individual ou coletivo. interage. Genética • Conceitos 73 . argumentação. • Consultar. fenômenos. • Conhecer diferentes interpretações de senso comum e científicas sobre práticas sociais. assumindo com responsabilidade a sua saúde e bem-estar e os demais. categorização. • Resolver situações-problema. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. visitas. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. participativo. elaboração de resumos). elaborar hipóteses. desenvolve-se. consulta e registro de fontes. aprende. entre outros: percepção. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. solidário. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. vive. em especial nos brasileiros. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. experimentos. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. entender. que respeita e faz-se respeitar. realização de atividades extras. CONTEÚDOS Eixo Corpo Humano 1. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. interpretar. • Interpretar esquemas. gráficos e representações geométricas. tabelas. comparação. conceitos. diferenciação. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Reconhecer-se como corpo que age. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). como formas de produção. etc. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. exerce a cidadania e a democracia. adapta-se e deseja. Morfofisiologia do corpo humano • Sistema digestório • Sistema respiratório • Sistema circulatório • Sistema urinário • Pele • Órgãos dos sentidos • Sistema nervoso • Sistema endócrino • Sistema reprodutor 3. • Realizar as atividades com independência. tecnologia e meio ambiente. elaboração de roteiros. • Articular. questões-problema. como higiene e alimentação. • Analisar. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. Saúde humana e o ambiente • Conceito de saúde • Doenças dos sistemas humanos • Relação meio ambiente e saúde • Políticas públicas para a saúde 4. pensamento lógico e crítico. • Valorar o trabalho em grupo. • Elaborar textos para relatar eventos.

valorizando a formação de hábitos de autocuidado. como mortalidade. • Entender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização humana. tabelas e/ou textos. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. saneamento. social. autoestima e respeito ao outro. • Conhecer os processos vitais do organismo humano (defesa. CONTEÚDOS 74 . • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. natalidade. autoestima e respeito ao outro. manutenção do equilíbrio interno. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. social ou cultural dos indivíduos.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento socio cultural. associado aos aspectos de ordem histórica. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. nutrição. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. HABILIDADES • Conhecer o corpo humano e seu funcionamento. sexualidade. apresentados em gráficos. mental e cultural dos indivíduos. renda e escolaridade. etc.) e fatores de ordem ambiental. econômica e política. bem como os cuidados necessários para uma vida saudável. • Identificar hábitos de autocuidado. consciente. sendo participante ativo. social. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. • Conhecer indicadores de saúde e desenvolvimento humano. longevidade. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. relações com o ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. produção de tecnologia e condições de vida. cultural.

explicação. questõesproblema. compreender e extrapolar textos científicos. pensamento lógico e crítico. entre outros: percepção. Aspectos químicos da vida • Matéria e suas pro priedades físicas • Modelo Atômico de Dalton • Misturas e soluções • Reações químicas 2. • Interpretar esquemas. calor e temperatura 3. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. • Organizar os conhecimentos adquiridos. substâncias e transformações químicas. • Elaborar perguntas. códigos e nomenclatura da linguagem científica. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. tabelas. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). visitas. descrição. elaboração de resumos. • Planejar. rendimentos e taxas de sua obtenção e produção. CONTEÚDOS Eixo Introdução à química e à física 1. utilizandose de argumentos. argumentação. realização de atividades extras. entender. consulta e registro de fontes. sínteses. raciocínios lógicos e demonstrações. hipóteses e argumentos. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. conceitos. comparação. etc. utilizando argumentos válidos e fundamentação teórica. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. realizar e defender ações de cidadania e de solidariedade. interpretar. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. identificando propriedades. etapas. organizar e realizar atividades de estudos. • Caracterizar materiais.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Reconhecer e fazer uso da pesquisa como forma de comprovar hipóteses. • Articular. • Elaborar textos para relatar eventos. • Responsabilizar-se pelas atitudes tomadas. • Ler. • Integrar os conhecimentos e se posicionar diante das ações do ser humano sobre a natureza. HABILIDADES • Planejar. • Valorar o trabalho em grupo. resenhas). tecnologia e meio ambiente. • Planejar atividades de trabalho com base em objetivos. Aspectos físicos da vida • Movimento e força • Eletricidade e magnetismo • Energia. econômicas e ambientais. identificação. categorização. experimentos. diagramas. elaborar hipóteses. elaboração de roteiros. implicações sociais. gráficos e representações geométricas. fenômenos. cultura. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Dominar e utilizar técnicas de estudos (organização de material. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. observação. • Analisar. • Reconhecer e utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais. e para identificar suas propriedades. • Consultar. esquemas. substâncias e transformações químicas. diferenciação. sem necessidade de intervenção do professor. • Resolver situações-problema. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. Ciências e tecnologias • Energia nuclear • Energia eólica • Medicina nuclear • Produção e distribuição da energia elétrica 75 .

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COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural, socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana, associado aos aspectos de ordem histórica, cultural, social, econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais, produção de tecnologia e condições de vida, analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico, social, mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária, respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades, identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos, sendo participante ativo, consciente, ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana, valorizando a formação de hábitos de autocuidado, autoestima e respeito ao outro.

HABILIDADES • Descrever e comparar características físicas e parâmetros de movimentos de veículos, corpos celestes e outros objetos em diferentes linguagens e formas de representação. • Associar alterações ambientais a processos produtivos e sociais, e instrumentos ou ações científico-tecnológicos à degradação e preservação do ambiente. • Compreender o papel das ciências naturais e das tecnologias a elas associadas, nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social contemporâneo. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais, avaliando o papel da tecnologia no processo social e explicando transformações de matéria, energia e vida. • Utilizar os conhecimentos da química e da física para conhecer o mundo natural e para interpretar, analisar e planejar intervenções científico-tecnológicas no mundo contemporâneo. • Analisar diversas possibilidades de geração de energia para uso social, identificando e comparando as diferentes opções em termos de seus impactos ambiental, social, cultural e econômico.

CONTEÚDOS

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6.1.5 Referências
ALTET, M. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. Porto: Ed. Porto, 2000. BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. _______. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo : Hucitec, 1995. _______. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico, de Towards a Philosophy of the Act. Austin, EUA, 1993. BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2002. BRANCO, S. Meio ambiente & biologia. São Paulo: SENAC, 2001. BRASIL. Constituição (1988). Brasília, DF, 2002. _______. Lei nº: 9394. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 1996. _______. Lei n°: 10.172. Plano nacional de educação. 2001. _______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC / SEF, 1997. BRONCKART, J. Atividade da linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 2003. CARI, C. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo, 2008. Dissertação. 141p. CHASSOT, A. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. Ijuí, RS: Unijuí, 2003. _______. Educação consciência. Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC, 2003. CARVALHO, A. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. In: MORTIMER; SMOLKA, A. (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. Metodologia de ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1994. _______ et al. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. FAUNDEZ, A. O poder da participação. São Paulo: Cortez, 2001. FIORIN, J. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2007. GIORDAN A.; DE VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996. KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1987. _______; MARANDINO, M. Ensino de ciências e cidadania, São Paulo: Moderna, 2004. LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. São Paulo: Papirus, 1997. LEONTIEV, A. et al. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Centauro, 2005.

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LIBÂNEO, J. Didática, São Paulo: Cortez, 1994. MOLL, L. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Medicas, 2002. MORIN, E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. _______. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2003. MOREIRA, A; SILVA, T. (Org.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2002. MORTIMER, E. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994. p. 281. Tese (Doutorado em Educação). _______. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: UFMG. 2000. _______; SMOLKA, A (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. OLIVEIRA, M. (Org.) Investigações cognitivas: conceito, linguagem e cultura. Porto Alegre: Artmed, 1999. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999. SACRISTÁN, J. O currículo uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Medicas, 2000. _______. Poderes instáveis na educação. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999. SAVIANI, D. Educação do senso comum à consciência filosófica, São Paulo: Autores Associados, 2004. SEPULVEDA, C.; EL-HAANI, C. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. Investigações em ensino de ciências, v. 11, n. 1, p.1-20, mar. 2006. SILVA, T. (Org.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. VYGOTSKY, L.; LURIA, A.; LEONTIEV, A. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998. WESSMANN, H. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre: Artmet. 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Medicas, 1998.

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Matemática

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6.2 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e da aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas e culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA

&CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente aos números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A história da humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004), que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas, sobretudo, que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora

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dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica. Assim, se deve:
Fazer menos...
• Aula expositiva • Trabalho individual • Trabalho em contexto • Trabalho abstrato • Temas tradicionais do passado • Memorização instantânea • Informação acabada • Atividades fechadas • Exercícios rotineiros • Simbolismo matemático • Tratamento formal • Ritmo uniforme • Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

Fazer mais...
• Orientação, motivação • Trabalho em grupo • Aplicações cotidianas, globalização • Modelização e conexão • Temas interessantes de hoje • Compreensão duradoura • Descoberta e busca • Atividades abertas • Problemas compreensivos • Uso de linguagens diversas • Visualização • Ritmo personalizado • Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a

normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento).

13 Alsina, C.2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental, que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de competência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp.81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, p.81-82).

6.2.1 Contribuição da disciplina para a formação humana
Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Ainda para Freire (1996, p.30), ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Portanto, antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar, a fim de transformá-los e ressignificá-los, é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Dentro dessa perspectiva, defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –, mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Além disso, o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos, sociais, físicos, entre outros.

Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais, guardando estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas ao longo dos tempos relacionadas com a história da Matemática. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos, seja a comunidade local, o município, o Estado, o país ou o mundo. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Possibilitar situações que levem o estudante a validar estratégias e resultados,

6.2.2 Objetivos da disciplina
Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão, consideramos os seguintes objetivos:

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de forma que possam desenvolver o raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. Apresentar a Matemática de forma a permitir ao estudante comunicar-se matematicamente, ou seja, que saiba descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral, escrita e pictórica, estabelecendo relações entre elas e as diferentes representações matemáticas.

cionalização de conceitos e representações matemáticas, nos quais o fazer, o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. As situações a propor aos alunos, tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento, devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade, permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas, de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizadas, os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos, que envolvam raciocínios aritméticos, geométricos e algébricos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos, para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo, constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula.

6.2.3 Principais alternativas metodológicas
Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas, como resolver problemas, realizar atividades de investigação, desenvolver projetos e atividades que envolvam jogos e ainda resolver exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos, é a meta desta proposta. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados, discussão de estratégias e institu-

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A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos, propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema, bem como a construção da capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações, além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica, construída pelo homem, na qual haja lugar para conjecturas, refutações e demonstrações. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor, com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem; os alunos, com seus conhecimentos, emoções, visão da sociedade onde vivem e suas interações, etc. e, por último, os problemas selecionados com uma determinada intenção, visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. No entanto, ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem, precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemá-

tica como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar resposta correta aplicando procedimentos adequados. É necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido, desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados, testar seus efeitos, comparar diversos caminhos para obter a solução, o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Isso desenvolve no aluno a criatividade, a reflexão, a argumentação, enfim, o pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição).Nessa forma de trabalho, o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. Enfatizamos, pois, que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Para Soligo (2001).
o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de

14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões, saberes, atitudes e crenças.

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situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos.

A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende, portanto, de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento, nos processos essenciais da formação do cidadão, na forma de conjecturar, fazer inferência, descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente, uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola, antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar, meios para realizar projetos, fonte de conceitos para pensar novas ideias. Galvis (1988) afirma que o

computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem, antes de qualquer outra coisa, como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. Diferentemente do que alguns educadores temem, não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual, valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, para contribuir com a aprendizagem da Matemática é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação, e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Os preços acessíveis e a facilidade de serem encontradas as tornaram instru-

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mentos imprescindíveis. Afinal, quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto, é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso, e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas, seja na construção de conceitos, na resolução de problemas, na organização e gestão de dados ou em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. No entanto, trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história

da Matemática, tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos, além de seu caráter motivador. Para tal, evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino- aprendizagem da Matemática na escola, os jogos, os materiais concretos, o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática, auxiliando no caminho para a abstração matemática, bem como o trabalho com jogos, que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia.Como exemplo, convém lembrar que a observação precisa dos dados, a identificação das regras, a procura de uma estratégia, o emprego de analogias, a redução a casos mais simples, a variação das regras, entre outras possibilidades, são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. No âmbito pedagógico, é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos, pois os alunos não ficam na posição de meros observadores, e transformam-se em elementos ativos, na tentativa de busca da estratégia vencedora, buscando solucionar o problema posto à sua

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frente. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. O livro didático, por sua vez, tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor, convertendo-se em um dos apoios disponíveis para o professor; talvez o mais importante, o mais facilmente acessível, na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo, na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso, atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. Para tal que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos, e a internet, com sua gama de conexões, no sentido de ampliar as informações e repertório textual. Ressaltamos o trabalho com projetos, que se harmoniza com a resolução de problemas, tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Além disso, os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade, quando articulam vários ramos do saber, além

de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade, que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural, além de contribuir para ações que ao entender esse contexto o modificam. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e aliado a isto uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula.

COMPETÊNCIAS/HABILIDADES Dentre as competências gerais para todos os anos do Ensino Básico citamos: Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Raciocinar logicamente, fazer abstrações com base em situações concretas, generalizar, organizar e representar. Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática.

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Resolver problemas, criando estratégias próprias para sua resolução, desenvolvendo a imaginação e a criatividade. Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo, indutivo, probabilístico, por analogia, plausível, etc. Utilizar as novas tecnologias de computação e informação. Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções. Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. Outras competências, igualmente fundamentais para o Ensino Básico, estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: Reconhecer e utilizar símbolos, códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. Identificar, transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções.

Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento, percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. Compreender dados estatísticos, interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos, estabelecendo tendências e possibilidades. Identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. Diante de formas geométricas planas e espaciais, reais ou imaginárias, conhecer suas propriedades, relacionar seus elementos. Calcular comprimentos, áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. Utilizar grandezas diversas para medir espaço, tempo e massa. Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem, estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. Identificar a formulação em linguagem matemática, em uma situação-problema apresentada em certa área do conhecimento.

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6.2.4 Conteúdo Básico Comum - Matemática 5ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver es tratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros e suas representações e utilizações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. CONTEÚDOS Números e operações • Os números no dia-a-dia. • Operações fundamentais. • Multiplicação: ideia proporcional. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita e representações. • As frações: ideia de parte-todo e razão, representações numéricas e pictóricas. • O conceito de equivalência de frações: comparação e operações. • A porcentagem: escrita e repre sentações. • Os números inteiros: conceito e representação. • Raciocínio proporcional.

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COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas.

HABILIDADES • Registrar ideias e procedimentos. • Empregar média aritmética em situações-problema em que ela se faz necessária. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da matemática. • Observar, explorar e investigar. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Reconhecer posições relativas entre retas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas, utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

CONTEÚDOS Tratamento da informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Coleta de dados e organização em gráficos de barra. • Leitura e interpretação de textos diversos. • Média aritmética. Geometria, grandezas e medidas • Visualização e análise de sólidos e polígonos. • Medidas de comprimento mais utilizadas. • Retas paralelas, perpendiculares e concorrentes. • Perímetro de figuras planas. • O sistema métrico decimal: a história das medidas e transformações de unidades, aplicações. • As unidades não-padronizadas de medidas. • As unidades padronizadas de medidas de comprimento (metro, centímetro e quilômetro). • As unidades de massa (quilograma e grama). • As unidades de volume (litro e mililitro). • Unidades de tempo (hora, minuto, segundo, ano, década, século).

• Visualizar, reconhecer, analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Compreender o conceito de comprimento, massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções.

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6ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver estraté gias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros, suas representações e utilizações, bem como suas propriedades e a aptidão para utilizá-los em situações concretas. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. CONTEÚDOS Números e operações • Operações fundamentais. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita, representações e cálculos com decimais. • As frações: ideia de parte-todo e razão, e suas representações e cálculos. • Retomar o conceito de equivalência de frações. • Números decimais: decimal finito e dízimas periódicas. • A porcentagem: escrita e representações. • Os números inteiros: conceito, representação e operações. • Resolução de problemas envolvendo os inteiros. • Potências e raízes. • Raciocínio proporcional: razão e proporção; grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. • Resolução de problemas envolvendo o raciocínio combinatório. • Porcentagem. • Juros. • Escalas.

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HABILIDADES • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Simetria de reflexão. • Processar informações diversas. eixo cartesiano. • Compreender o conceito de comprimento e massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre estes conceitos na resolução de problemas do cotidiano. massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. 94 . • Criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Compreender o conceito de comprimento. Geometria. • Reconhecer as unidades que medem comprimento e áreas e utilizá-las para os cálculos na resolução de problemas diversos. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Reconhecer ângulos nas figuras geométricas e saber medi-los utilizando instrumentos adequados. • Medidas de capacidade e massa (aplicação para resolução de problemas): áreas e volumes. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Dividindo o grau e a hora. • Área de figuras planas. • Perímetro. • Medindo ângulos. utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Média aritmética e ponderada. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. reconhecer. explorar e investigar. sentido. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Visualizar. CONTEÚDOS Tratamento da informação • Coleta de dados e organização em tabelas e gráficos. • Orientação espacial: direção. translação e rotação. • Observar. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Construção de gráficos de barras e setores. grandezas e medidas • Conceito de espaço e tempo do ponto de vista natural. • Soma dos ângulos internos de um polígono. na harmonia e na organicidade de suas construções. muitas vezes expressa na simplicidade. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Registrar ideias e procedimentos. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

Resolução. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Equação do 1º grau: conceito de igualdade e equivalência. contextos numéricos e geométricos. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. CONTEÚDOS Álgebra • As regularidades e generalizações.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Analisar as relações numéricas. aplicação para resolução de problemas. HABILIDADES • Procurar padrões e regularidades para formular generalizações em situações diversas. incluindo os símbolos. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • A resolução de problemas envolvendo equações e sistemas. • Sistemas do 1º grau. • Cálculo literal: letra como variável e incógnita. 95 .

a estimativa. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. divisão. • Produtos notáveis: utilizá-los com a finalidade de simplificar o cálculo algébrico. • As escalas e suas aplicações. • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com as expressões algébricas. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Os cálculos com frações e decimais. • Os conjuntos numéricos: inteiros. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Expressar quantidades por meio da notação científica. 96 . • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. bem como decidir qual dos métodos é apropriado à situaçãoproblema. utilizando-a na resolução de problemas do cotidiano. subtração. • Resolução de problemas de porcentagem. • Analisar as relações numéricas. Q e IR). • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. com algoritmos ou usando calculadora. • O conjunto dos números reais: relação entre os conjuntos numéricos (IN. CONTEÚDOS Números e operação • Operar utilizando o cálculo mental. Z. • Efetuar as operações básicas envolvendo expressões algébricas e entendê-las como generalizações das propriedades e operações dos números. multiplicação. • Reconhecer situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. Álgebra • Representar algebricamente uma situação-problema. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. incluindo os símbolos. • Reconhecer os números reais e irracionais e suas representações. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. racionais e irracionais. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. explicitá-las em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Procurar e explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. potenciação e radiciação. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. a calculadora e os algoritmos.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Efetuar cálculos mentalmente. • Resolução e proposição de problemas envolvendo as operações de adição.

teorema de Tales. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Circunferências: cálculo de comprimento. 97 . • Gráficos de barras. diagonais de polígono. • Cálculo de perímetro. grandezas e medidas • Proporcionalidade: semelhança. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. incentro. • Leitura e interpretação de dados em tabelas e gráficos. • Elementos do triângulo (mediatriz. • Construções geométricas utilizando régua e compasso e geometria dinâmica. • Área do círculo. • Processar informações diversas. • Diferenciar círculo e circunferência e reconhecê-los nas formas diversas e nas diferentes culturas. • Saber utilizar instru mentos geométricos para efetuar medições e construção de objetos geométricos. Tratamento da informação • Organização de dados em tabelas e gráficos. HABILIDADES • Calcular comprimentos.polígonos. setores e linhas. CONTEÚDOS Geometria. • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Construções geométricas . • Noções de estatística: cálculo de médias e moda. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. na harmonia e na organicidade de suas construções. • A construção de triângulos. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. área e volume. mediana e altura). bissetriz. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Congruência de triângulos. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Relacionar e aplicar os saberes da matemática nas diversas áreas do conhecimento. escala. muitas vezes expressa na simplicidade. • Registrar ideias e procedimentos. baricentro e ortocentro). homotetia. • Pontos notáveis do triângulo (circuncentro. • Identificar a diversidade nas diferentes cultura e profissões. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Reconhecer os vários tipos de triângulos e estabelecer relações de semelhança e congruência.

• Gráficos de reta e parábola: esboço e análise. • Introdução à probabilidade. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. CONTEÚDOS Números e operações • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. • Estatística: frequências e moda. saber suas propriedade e operar com eles. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. • Reconhecer números reais e irracionais. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Chances e possibilidades. 98 . HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Saber expressar quantidades por meio da notação científica. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Porcentagens e juros. estabelecendo tendências e possibilidades. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Potenciação e radiciação.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer as várias representações dos números e do uso da notação científica. utilizando-as na resolução de problemas do cotidiano. interpretálos e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. A estatística • O tratamento da informação: leitura e interpretação de tabelas e gráficos (do cotidiano e estatístico). • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Registrar ideias e procedimentos. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Compreender dados estatísticos. suas representações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Saber lidar com dados probabilísticos e combinatórios.

• Calcular comprimentos. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Geometria e artes. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. distâncias inacessíveis). • Funções . incluindo os símbolos. • Resolver problemas que envolvam relações entre variáveis. • Analisar as relações numéricas. resolução de problemas relacionando-os à geometria. HABILIDADES • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com polinômios. grandezas e medidas • Cálculo de áreas. • Figuras espaciais – poliedros. resolução algébrica. • Saber aplicar a trigonometria para o cálculo de distâncias inacessíveis e outras situaçõesproblema. CONTEÚDOS Álgebra • Noções de funções via resolução de problemas.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Teorema de Pitágoras (aplicação para resolução de problemas). resolução pelo método da soma e produto. função do primeiro grau e do segundo graus. • Aplicações da Trigonometria (por exemplo. • Equação do 2º grau: representação. • Aplicação do cálculo de volume para resolução de problemas. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. • Equações do primeiro e segundo graus. • A linguagem algébrica: variáveis. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • Regularidades e generalizações. • Polígonos inscritos e circunscritos. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Noções de trigonometria. Geometria. • Saber utilizar instrumentos geométricos para efetuar medições e construção de polígonos inscritos e circunscritos na circunferência. • Entender e perceber as razões trigonométricas. • Perceber os objetos geométricos que aparecem nas diversas profissões e entender seus usos. • Reconhecer a geometria nas artes e nas diferentes culturas. muitas vezes expressa na simplicidade. na harmonia e na organicidade de suas construções. os polinômios. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. 99 . propondo problemas do cotidiano. • Geometria das profissões.conceito. incógnitas.

São Paulo: Cortez. Brasil. Ubiratan. 2000. v. SP: Papirus. Madrid: Alianza. Coleção perspectivas em educação matemática. H.. Madrid: Taurus. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. LAKATOS. 2004. J. M. jan. Rio de Janeiro: Paz e Terra. PONTE. DEVLIN.5 Referências ABRANTES. 2000. HABERMAS. A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas.. KUENZER. A. _______. São Paulo: Moderna. Boletin de informática educativa. A. Acácia Z. O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. Edgar. C. 2001. 1991. Matemática e realidade: análise e pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. H. Lisboa: Universidade Aberta. Educação matemática: da teoria à prática. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. 1999. matemática e seu ensino. 1987b. L. n. (Org. 117-38. J. SERRAZINA. PAIVA. Brasília. J.. Barcelona: Graó. São Paulo: Cortez. (Org). Coleção Educação contemporânea. cultura. 1987. V. 2001. 2006. MEC. Educação e pesquisa. São Paulo: Cortez. J. GALVIS. BRASIL. P. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Pedagogia do oprimido. Sociedade. _______. 1996. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. NACARATTO. MORIN. 1992. 1996. Jésus Maria et al. Kleith. Biblioteca de Uno. Argentina: Aique. Didáctica da matemática. 2001. Rio de Janeiro: Record. FONSECA. HABERMAS.). Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro en Goñi (coord. I: racionalidad de la acción y racionalización social. GOÑI. A. MACHADO. Teoría de la acción comunicativa. 1978. MATOS. I. Nilson. São Paulo: Cortez. Investigações matemáticas na aula e no currículo. La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado. Dezembro de 1988. Coleção Educação em pauta: teorias e tendências. 2006. São Paulo. M. II : crítica de la razón funcionalista. ______. Colômbia. 1995. CHEVALLARD. Belo Horizonte: Autêntica. Teoría de la acción comunicativa. 1996. DF. FREIRE.99-120. Bogotá. Y.Sumário principal 6. Ensino de 2º grau: o trabalho como princípio educativo. ______. ______. P. 2005. Pruebas e refutaciones. Paulo. Lisboa: Projecto Matemática para todos e Associação de Professores de Matemática. 1987a.).2. El currículum de matemáticas en los inícios de siglo XXI. BRUNHEIRA. El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Campinas./abr. 31. L. da. Barcelona: Graó. ALSINA. 2005. Currículo nacional do ensino básico: competências essenciais. 1. p. Conhecimento e valor. 100 . Madrid: Taurus. D’AMBROSIO. Ambientes de enseñanza-aprendizaje enriquecidos con computador .

A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Acesso em: 04 jul. Rio Claro. matemática. Isabel. Antoni. 66-91. 2008. Rio de Janeiro: PUC-RJ. Kátia S.tdx. 2004. Educação matemática crítica e a perspectiva dialógica de Paulo Freire: tecendo caminhos para a formação de professores. Coleção Tendências em educação matemática. In: Secção de educação matemática da sociedade portuguesa de ciências da educação . Educação matemática crítica: reflexões e diálogos. A. M. p. Rosaura. Belo Horizonte: Argumentum. Investigar. 2007. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula.Facultad de Pedagogía Universidad de Barcelona. Números e álgebra: na aprendizagem da matemática na formação de professores. 1998. A prática educativa: como ensinar. PALOMAR. João Pedro da. L.es/TDX-0331105-120753/index. 101 . Programa e escrita na escola: dez questões a considerar. PAPERT. n. et al. Matemática para aprender e pensar: o papel das crenças na resolução de problemas. 2007. Tese (Doutorado) . Francisco Javier Díez. CALLEJO. Belo Horizonte: Autêntica. responsabilidade. p. Acesso em: 4 jul. Educação matemática crítica: a questão da democracia. FREITAS. VALE. Ler. n. Cenários para investigação. Campinas. escrever e resolver problemas : habilidades básicas para aprender matemática. R. Porto Alegre: Artes Médicas. Tese (Doutorado) . São Paulo: Cortez. 2006. Disponível em: <http://www. Belo Horizonte: Autêntica.. Jussara de Loiola. Porto Alegre: Artmed.cesca.html>.Sumário principal PAIS. Lisboa: Fundação para Ciência e Tecnologia.fc. Campinas/SP.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para currículo escolar. . Diva Souza. Actas do profmat: APM. A resolução de problemas: uma metodologia de investigação. Porto Alegre: Artes Médicas. Investigações matemáticas na sala de aula. Vitória. Luiz Carlos. Ole.ul. 2002. 2003. 2003. ES: SEDU. Educação matemática e formação para o trabalho: práticas escolares da escola técnica de Vitória de 1960 a 1990. ensinar e aprender. Didática da matemática: uma análise da influência francesa. Porto Alegre: ARTMED. ZABALA. Porto Alegre: Artmed. España 2004. 2006. SMOLE. 2008. BROCARDO. S. SOLIGO. SILVA. 2001. 175p. 2001. Antônio Henrique. O. 2001. M. 445 f. Maria Ignez. OLIVEIRA Hélia. Joana.educ. 2008. VILA.. com. ______. La enseñanza de las matemáticas em la educación de personas adultas: um modelo dialógicco. ______. 1999. _______.Unicamp. 2006. 14. In: ARAÚJO. PINTO. C. Bolema – boletim de educação matemática. Tese de Doutorado. PONTE. Porto Alegre: Artes Médicas. A. 1999. Disponível em: <http://www. DINIZ. _______. 1994. SKOVSMOSE.tvebrasil. Disponível em : <http://www. Concepções do ensino de geometria: a partir da prática docente. V.br/salto/boletins2001. Lisboa. 2000. ______. 2006. SP: Papirus.htm>. PAIVA.25-39. ______. Educação crítica: incerteza.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 03 .Área de Ciências Humanas Anos Finais .

área de Linguagens e Códigos. 03 . 01 . anos finais. 26 cm. anos iniciais. área de Ciências Humanas. área de Ciências da Natureza. 03) Conteúdo dos volumes : v. 2009.Info Consultoria. Título.Ensino fundamental. área de Ciências da Natureza. ES. Ensino médio . – Vitória : SEDU.Ensino médio. v. 2.111. área de Linguagens e Códigos. 01 . v.com. ISBN 978-85-98673-04-2 1. nº 1. I. v. 02 . 02 . v.056-085 .Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. área de Ciências Humanas.Ensino médio. Santa Lúcia .Ensino médio. 3.Vitória/ES . 112 p.Currículo. v. Ensino fundamental . CDD 372.Espírito Santo (Estado) . Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências Humanas / Secretaria da Educação.Ensino fundamental.Currículo. 4. Ensino fundamental .Currículo.Ciências Humanas.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. . II.br Espírito Santo (Estado). César Hilal. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. 03 . Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. Série.CEP 29.3.19 CDU 373. Ensino . – (Currículo Básico Escola Estadual . v. anos finais. Guia de implementação.Ensino fundamental. anos finais.

ao lado do educador.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. igualmente sujeito do processo...” Paulo Freire . nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.

Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Luciete de Oliveira Cerqueira. Epitácio Rocha Quaresma.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . da Silva. Josimara Pezzin. Marlene Athaíde Nunes. Rachel Miranda de Oliveira. Luiz Humberto A. Malba Lucia Gomes Delboni. José Alberto Laurindo. Alaíde Schinaider Rigoni. Cláudia Regina Luchi. Mohara C. Angélica Chiabai de Alencar. Edy Vinicius Silverol da Silva. Angélica Chiabai de Alencar. Martinelli. Luciene Tosta Valim. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Ires Maria Pizetta Moschen. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Elisangela de Jesus Sousa. Alan Clay L. Paulo Roberto Arantes. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Maria Aparecida Rosa. Márcio Correa da Silva. Ivanete de Almeida Pires. Ilza Reblim. Teresa Lúcia V. Braga. Marcelo Ferreira Delpupo. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Giselle Peres Zucolotto. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Vivian Rejane Rangel. Maria José Teixeira de Brito. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Alaíde Trancoso. Pedro Guilherme Ferreira. Márcia Gonçalves Brito. Freitas. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Erilda L. Anderson Soares Ferrari. Magna Tereza Delboni de Paula.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Ronchetti. Patrícia Maria Gagno F. Oliveira. Ana Paula Alves Bissoli. Junqueira. Johan Wolfgang Honorato. Alves. João Luiz Cerri. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Leila Falqueto Drago. Everaldo Simões Souza. Cérlia Silva de Oliveira. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. SRE Carapina: Lucymar G.Arte Rita de Cássia Tardin . Vazzoler. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Carvalho Morais. Maria da Penha C. Simone Carvalho. Magna Maria Fiorot.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Regina Jesus Rodrigues. Rodrigo Nascimento Thomazini.Física Claudio David Cari . Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Lima. Maria Alice Dias da Rosa. Carmencéa Nunes Bezerra. C.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Eliane Carvalho Fraga. Ângela Maria Freitas. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Gracielle Bongiovani Nunes. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Raquel Marchiore Costa. Pedro Paulino da Silva. Kátia Elise B. Ivone Braga Rosa. Eduarda Silva Sacht. Nilson de Souza Silva. Sandra Fernandes Bonatto. Maria de Lourdes S. Jaqueline Oliozi. Guaresqui Cruz. Ribeiro. Coelho Ambrozio. Luciana Oliveira. João Carlos S. Barbosa. Jomar Apolinário Pereira. Luciane R. Valentina Hetel I. Torres. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Delcimar da Rosa Bayerl. S. P. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Lurdes Maria Lucindo. Lyra. Marilene Lúcia Merigueti. de Oliveira. Maria da Penha E. João Firmino. Américo Alexandre Satler. Tânea Berti. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Danilza A.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Rodrigues. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Alexandre Nogueira Lentini. Rodrigues Soyer. Angelita M. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Eliana Aparecida Dias. José Christovam de Mendonça Filho. Maria Verônica Espanhol Ferraz.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Regina Zumerle Soares. Hebnézer da Silva.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M.Língua Portuguesa Adriana Magno. Maria Geovana M. Maria Nilza Corrêa Martins. Dilma Demetrio de Souza. Christina Araújo de Nino. Alecina Maria Moraes. Cátia Aparecida Palmeira. Cristina Louzada Martins da Eira. Rosângela Vargas D. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Rodrigues. Anelita Felício de Souza. Madalena A. Carla Moreira da Cunha. Edimar Barcelos. Naédina Barbieri. Maria Adélia R. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Maria da Ressurreição. Sara Freitas de Menezes Salles. Claudinei Pereira da Silva. Manzoli. Cristina Lúcia de Souza Curty. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Ires Maria Pizzeta Moschen. Rodrigues. Irineu Gonçalves Pereira. Martinelli. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Valéria Zumak Moreira. de Castro. Iza klipel. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Renata da Costa Barreto Azine. Fabiano Boscaglia. Vaneska Godoy de Lima. Verginia Maria Pereira Costa. Renata Garcia Calvi. Benevides. Jorge Luis Verly Barbosa. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Telma L. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Ana Helena Sfalsim Soave. Sônia A. Izaura Célia Menezes. Roseane Sobrinho Braga. Alaércio Tadeu Bertollo. Luciane Salaroli Ronchetti. Denise Moraes e Silva. Lemos. Tania Mara Silva Gonçalves. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Fracalossi. Marcio Vieira Rodrigues. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Luciano Duarte Pimentel. Ediane G. Sidinei C. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Lúcia Helena Maroto. Luciene Tosta Valim. Salette Coutinho Silveira Cabral. Rosiane Schuaith Entringer. Luciane S. Angélica Chiabai de Alencar. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Antônio Fernando Silva Souza. de Quadros P. Ana Paula Alves Bissoli. Nourival Cardozo Júnior. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Ernani Carvalho Nascimento. Kátia Regina Zuchi Guio. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Alcimara Alves Soares Viana. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Francisco Castro. Rogério de Oliveira Araújo. Edna Milanez Grechi. Renato Santos Pereira. Eliethe A. Carlos Sebastião de Oliveira. Lúcia Helena Novais Rocha. Cezar. Rosangela Maria Costa Guzzo. Elza Vilela de Souza. Monteiro e Wagna Matos Silva. Lúcia H. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Paulo Roberto Arantes. Adna Maria Farias Silva. Margarida Maria Zanotti Delboni. Hulda N. Renato Köhler Zanqui. Última da Conceição e Silva. Sandra Renata M. Edilene Klein. Maura da Conceição. Paulo Alex Demoner. do Nascimento. Patrocínio.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Nascimento. Léa Silvia P. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Roberto Lopes Brandão. Maria Eliana Cuzzuol Gomes.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos .História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Marta Margareth Silva Paixão. Carvalho. Maria do Carmo Braz. Marta Gomes Santos. Jaqueline Justo Garcia. . Rhaiany Rosa Vieira Simões. Mônica V. Dalla Passos. Maria da Penha de Souza. Anderson Soares Ferrari. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Chirlei S. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Jomara Andris Schiavo. Organdi Mongin Rovetta. Campos Cruz. Larmelina. Alvarenga Vieira. Sebastião Ferreira Nascimento.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Renan de Nardi de Crignis. Maria Cristina Garcia T. Foerste . Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Bastos. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Eliane dos Santos Menezes. Sabrina D. Gina Maria Lecco Pessotti. Érika Aparecida da Silva. Rodrigo Vilela Luca Martins. Edson de Jesus Segantine. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Antônio Carlos Rosa Marques. C. Bastos. Luiz Antonio Batista Carvalho. Pereira. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Fernandes.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Elenivar Gomes Costa Silva. Morati. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Ilia Crassus Pretralonga. Agnes Belmonci Malini. Irineu Gonçalves Pereira. Marcos Leite Rocha. Márcia M. Tarcísio Batista Bobbio. Silma L. Neyde Mota Antunes. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Gleise Maria Tebaldi. Jane Ruy Penha. Antônio Fernando Silva Souza. Cortez. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Eliane dos Santos Menezes. Renan de Nardi de Crignis.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Sebastiana da Silva Valani. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. R. Ferreira. Dileide Vilaça de Oliveira. Maria Alice Dias da Rosa. Evelyn Vieira. João Luiz Cerri. de Almeida. Edílson Alves Freitas. Rosinete Aparecida L. Margareth Zorzal Fafá. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Elizabeth Detone Faustini Brasil.C. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Eliana C. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Sulâne Aparecida Cupertino. Paulo Roberto Arantes. Davel. Marcia Vânia Lima de Souza. Rosiana Guidi. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Antonia Regina Fiorotti. Luciene Maria Brommenschenkel. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Sebastião Ferreira Nascimento. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Soprani. Gilcimar Manhone. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Karina Marchetti Bonno Escobar. Neire Longue Diirr. Patrícia Maria Gagno F. Ilza Reblim. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Luiza E. Perin e Valéria Perina. Maria Adelina Vieira Clara. Giovana Motta Amorim. Edilene Costa Santana. Sandra Renata Muniz Monteiro. Linderclei Teixeira da Silva. Conciana N. Mara Cristina S. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Lea Silvia P. Jane Pereira. Edna dos Santos Carvalho. Núbia Lares. Hebnezer da Silva. Maria de Glória Sousa Gomes. Eliane Maria Lorenzoni. Giuliano César Zonta. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Marlene M. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Jarbas da Silva. Pinto. Maria Elizabeth I.SEDU Ana Beatriz de C. Christina Araújo de Nino. Novais Rocha. Israel Bayer. da Silva Scaramussa. Rita de Cássia Santos Silva. Cátia Aparecida Palmeira. Mirtes Ângela Moreira Silva. Pedro Paulino da Silva.

são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. Temos certamente que comemorar. quer sejam individuais ou coletivos. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. neste contexto. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . sem dúvida. na qual. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. Para enfrentá-los. a complexidade que envolve a infância e a juventude. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola.Sumário principal Prezado Educador. como um plano único e consolidado. Como equipe. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. das superintendências e da unidade central. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. ao longo dos anos. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. conforme os termos constitucionais. mas. como unidade autônoma. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. O Estado. tendo como base um projeto de nação. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. Educação Especial e Educação do Campo. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. Como síntese desse processo. sobretudo. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. por meio de mecanismos participativos.

pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. com vistas à promoção do educando e. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. como a relação entre trabalho.Sumário principal e social de sua população. Entre os anos de 2004 e 2006. ciência e cultura. costumes historicamente produzidos que. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. nizados. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. hábitos e consequentemente. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. muitas vezes. que desafios que precisamos enfrentar. tônomos e críticos. Portanto. professores convidados. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. 12 . conectado com a dimensão universal. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. fortalecendo a grande complexidade. entre vimento de crianças. com qualidade social. Todos esses atores mente construídas. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. valores. por meio de atitudes. da educação pública.500 educadores. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. O currículo é a materialização do ricos de discussão.

ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.CBC para cada disciplina da Educação Básica. resguardando as especificidades das escolas. Além para cada disciplina da do CBC. consequentemente. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. conhecimentos estanques e conservadores. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. outros Educação Básica. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Isto é. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Certamente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. Para tanto. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. conteúdos com- 13 . O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual.

mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. assim. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. na relação com a natureza e com seus pares e. ampliando a nada. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. como instrumentos dinamizadores do currículo. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. produz conhecimentos. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. cializadas na medida em que cultura e trabalho. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. dentre outros. correspondendo aos 30% restantes. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. Do ponto de vista organizacional. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . ou seja. em alguns casos. cultura e trabalho. lo ciência. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado.

a partir de estudos sistemáticos. por fim. O projeto contempla ainda. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. materializa esse conceito. 8963 de 21/07/2008. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. química e biologia. Esporte. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. Matemática e Ciências. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. Dessa forma. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Realização de olimpíadas escolares e. roteiros turísticos e ambientais. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. tornando a escola mais atrativa. por meio da Lei Nº. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. 15 . trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. “Ciência na Escola” .Sumário principal vivências curriculares.

buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. atualização da escola. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. capacibibliotecas escolares. pendrives. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. ampliando para a do educador é mais naridade. pois o educador precisa aliar à tarefa e. por meio que necessidade. a partir digitais no cotidiano escolar. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. as reformas educativas e seus desdobramentos. “Ler.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. a de estudar. com isso. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. como ativiprocesso ensino aprendizagem. de modo a 16 . envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno.um públicas e privadas. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. intervenção pedagógica. as novas do conhecimento. transdisciplida escola. TV comunidade local. pois o educador precisa aliar à Multimídia. a sua inclusão digital e a comunidade. computador por aluno. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. formação gica. escrita e pedagógicas. com destaque ações de formação. PC do professor. pesquisa. com destasucesso esperado: estagiários. e a partir A formação continuada tação. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. tecnologias e suas implicações didáticas. que para a revitalização das professor dinamizador.

o processo de avaliação do Documento Curricular para que. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. ao final de 2009. 17 . Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. Nesse sentido. além de outras pautas de estudo do referido documento. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo