CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

Guia de implementação

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Médio Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Ensino Médio Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Ensino Médio Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Anos Iniciais

Anos Finais
Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Anos Finais
Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Anos Finais
Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Sumário

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL
Guia de Implementação

Sumário

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GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Info Consultoria, ES, Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.com.br Espírito Santo (Estado). Secretaria da Educação Guia de implementação / Secretaria da Educação. – Vitória : SEDU, 2009. 72 p. ; 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. 01 - Ensino fundamental, anos finais, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências Humanas; v. 01 - Ensino médio, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino médio, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino médio, área de Ciências Humanas. Volumes sem numeração : Ensino fundamental, anos iniciais; Guia de implementação. ISBN 978-85-98673-09-7 1. Ensino - Espírito Santo (Estado) - Currículo. 2. Ensino fundamental - Currículo. 3. Ensino médio Currículo. I. Título. II. Série. CDD 371 CDU 37.016

E77g

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal, nº 1.111, Santa Lúcia - Vitória/ES - CEP 29.056-085

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

“... nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire

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COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação, Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR - SEDU Ana Beatriz de C. Dalla Passos, Aparecida Agostini Rosa Oliveira, Conciana N. Lyra, Danilza A. Rodrigues, Denise Moraes e Silva, Eliane Carvalho Fraga, Hulda N. de Castro, Jane Ruy Penha, Josimara Pezzin, Lúcia Helena Maroto, Luciane S. Ronchetti, Luiza E. C. de Almeida, Malba Lucia Gomes Delboni, Márcia Gonçalves Brito, Márcia M. do Nascimento, Maria Cristina Garcia T. da Silva, Maria da Penha C. Benevides, Maria Geovana M. Ferreira, Maria José Teixeira de Brito, Mirtes Ângela Moreira Silva, Naédina Barbieri, Neire Longue Diirr, Rita de Cássia Santos Silva, Rita Nazareth Cuquetto Soares, Rosemar Alves de Oliveira Siqueira, Sandra Fernandes Bonatto, Sidinei C. Junqueira, Sônia A. Alvarenga Vieira, Tania Mara Silva Gonçalves, Tânia Maria de Paiva Zamprogno, Telma L. Vazzoler, Teresa Lúcia V.C. Barbosa, Valéria Zumak Moreira, Verginia Maria Pereira Costa, Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria, Eduarda Silva Sacht, Luciano Duarte Pimentel, Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite - História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós - Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira - Filosofia Maria da Conceição Silva Soares - Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo - Física Claudio David Cari - Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol - Química Maria Auxilidora Vilela Paiva - Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste - Educação Física Carlos Roberto Pires Campos - Língua Portuguesa Adriana Magno, Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças - Arte Rita de Cássia Tardin - Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino - Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida - Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao - Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. S. Foerste - Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos - Educação de Jovens e Adultos

PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Guaresqui Cruz, Agnes Belmonci Malini, Alaíde Trancoso, Alaércio Tadeu Bertollo, Alan Clay L. Lemos, Alcimara Alves Soares Viana, Alecina Maria Moraes, Alexandre Nogueira Lentini, Anelita Felício de Souza, Ângela Maria Freitas, Angélica Chiabai de Alencar, Angelita M. de Quadros P. Soprani, Antônio Fernando Silva Souza, Cristina Lúcia de Souza Curty, Dileide Vilaça de Oliveira, Ediane G. Morati, Edílson Alves Freitas, Edimar Barcelos, Eliana Aparecida Dias, Eliana C. Alves, Eliethe A. Pereira, Elisangela de Jesus Sousa, Elza Vilela de Souza, Epitácio Rocha Quaresma, Erilda L. Coelho Ambrozio, Ernani Carvalho Nascimento, Fabiano Boscaglia, Francisco Castro, Gilcimar Manhone, Gleydes Myrna Loyola de Oliveira, Gracielle Bongiovani Nunes, Hebnezer da Silva, Ilia Crassus Pretralonga, Ires Maria Pizetta Moschen, Israel Bayer, Ivanete de Almeida Pires, Jane Pereira, Jaqueline Oliozi, João Carlos S. Fracalossi, João Luiz Cerri, Jorge Luis Verly Barbosa, José Alberto Laurindo, Lea Silvia P. Martinelli, Leila Falqueto Drago, Lúcia H. Novais Rocha, Luciene Maria Brommenschenkel, Luiz Antonio Batista Carvalho, Luiz Humberto A. Rodrigues, Lurdes Maria Lucindo, Marcia Vânia Lima de Souza, Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart, Marcelo Ferreira Delpupo, Margarida Maria Zanotti Delboni, Maria Alice Dias da Rosa, Maria da Penha E. Nascimento, Maria da Penha de Souza, Maria de Lourdes S. Carvalho Morais, Maria Elizabeth I. Rodrigues, Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini, Marlene M. R. Patrocínio, Marluce Furtado de Oliveira Moronari, Marta Margareth Silva Paixão, Mohara C. de Oliveira, Mônica V. Fernandes, Neyde Mota Antunes, Nilson de Souza Silva, Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Raquel Marchiore Costa, Regina Jesus Rodrigues, Rodrigo Nascimento Thomazini, Rodrigo Vilela Luca Martins, Rosangela Maria Costa Guzzo, Rosiana Guidi, Rosinete Aparecida L. P. Manzoli, Sabrina D. Larmelina, Salette Coutinho Silveira Cabral, Sandra Renata Muniz Monteiro, Sebastião Ferreira Nascimento, Sérgio Rodrigues dos Anjos, Sulâne Aparecida Cupertino, Tânea Berti, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Última da Conceição e Silva, Valentina Hetel I. Carvalho, Vaneska Godoy de Lima, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues, Zelinda Scalfoni Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva, Américo Alexandre Satler, Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Bruna Wencioneck de Souza Soares, Carlos Sebastião de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Chirlei S. Rodrigues Soyer, Claudinei Pereira da Silva, Cristina Louzada Martins da Eira, Delcimar da Rosa Bayerl, Edilene Costa Santana, Edson de Jesus Segantine, Edy Vinicius Silverol da Silva, Elizabeth Detone Faustini Brasil, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Érika Aparecida da Silva, Giuliano César Zonta, Irineu Gonçalves Pereira, Janaína Nielsen de Souza Corassa, Jarbas da Silva, Jomar Apolinário Pereira, Linderclei Teixeira da Silva, Luciane Salaroli Ronchetti, Mara Cristina S. Ribeiro, Marcio Vieira Rodrigues, Maria Alice Dias da Rosa, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria Nilza Corrêa Martins, Maria de Glória Sousa Gomes, Marlene Athaíde Nunes, Organdi Mongin Rovetta, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Alex Demoner, Paulo Roberto Arantes, Pedro Guilherme Ferreira, Renan de Nardi de Crignis, Renata da Costa Barreto Azine, Renato Köhler Zanqui, Renato Santos Pereira, Rhaiany Rosa Vieira Simões, Sandra Renata M. Monteiro e Wagna Matos Silva. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos, Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto, Ana Helena Sfalsim Soave, Antônio Carlos Rosa Marques, Carla Moreira da Cunha, Carmencéa Nunes Bezerra, Christina Araújo de Nino, Cláudia Regina Luchi, Edilene Klein, Eliane dos Santos Menezes, Eliane Maria Lorenzoni, Giselle Peres Zucolotto, Ilza Reblim, Izaura Célia Menezes, Jaqueline Justo Garcia, Johan Wolfgang Honorato, Jomara Andris Schiavo, Kátia Regina Zuchi Guio, Lígia Cristina Magalhães Bettero, Luciene Tosta Valim, Magna Tereza Delboni de Paula, Márcia Carina Marques dos Santos Machado, Maria Aparecida Rosa, Maria do Carmo Braz, Maria Eliana Cuzzuol Gomes, Marta Gomes Santos, Núbia Lares, Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino, Renata Garcia Calvi, Roberto Lopes Brandão, Rosângela Vargas D. Pinto, Sebastiana da Silva Valani, Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros, Vivian Rejane Rangel.

Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior, Adna Maria Farias Silva, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Antônio Fernando Silva Souza, Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Cérlia Silva de Oliveira, Christina Araújo de Nino, Edna dos Santos Carvalho, Elenivar Gomes Costa Silva, Eliane dos Santos Menezes, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Evelyn Vieira, Hebnézer da Silva, Ires Maria Pizzeta Moschen, Irineu Gonçalves Pereira, Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, João Luiz Cerri, João Firmino, Léa Silvia P. Martinelli, Luciene Tosta Valim, Luciete de Oliveira Cerqueira, Marcos Leite Rocha, Margareth Zorzal Fafá, Maria Adélia R. Braga, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria da Ressurreição, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Rachel Miranda de Oliveira, Renan de Nardi de Crignis, Sebastião Ferreira Nascimento, Simone Carvalho, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva, Angélica Regina de Souza Rodrigues, Dilma Demetrio de Souza, Divalda Maria Gonçalves Garcia, Gleise Maria Tebaldi, Idalina Aparecida Fonseca Couto, Kátia Elise B. da Silva Scaramussa, Maria Lúcia Cavati Cuquetto, Maria Verônica Espanhol Ferraz, Maura da Conceição, Rosiane Schuaith Entringer, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França, Alaíde Schinaider Rigoni, Antonia Regina Fiorotti, Everaldo Simões Souza, Giovana Motta Amorim, José Christovam de Mendonça Filho, Karina Marchetti Bonno Escobar, Márcio Correa da Silva, Marilene Lúcia Merigueti, Nourival Cardozo Júnior, Rafaela Teixeira Possato de Barros, Rogério de Oliveira Araújo, Rony Cláudio de Oliveira Freitas, Roseane Sobrinho Braga, Sara Freitas de Menezes Salles, Tarcísio Batista Bobbio. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO - TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira, Lúcia Helena Novais Rocha, Luzinete de Carvalho e Terezinha M. C. Davel. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, Luciana Oliveira, Maria Adelina Vieira Clara, Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Cortez, Regina Zumerle Soares, Silma L. Perin e Valéria Perina. SRE Carapina: Lucymar G. Freitas, Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers, Iza klipel, Madalena A. Torres, Maria Aparecida do Nascimento Ferreira, Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Cezar. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio, Magna Maria Fiorot, Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra, Geovanete Lopes de Freitas Belo, Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Oliveira, Edna Milanez Grechi, Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares, Gina Maria Lecco Pessotti, Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães, Ilza Reblim, Ivone Braga Rosa, Luciane R. Campos Cruz, Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Lima. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.

Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.

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Caros Educadores, Dentre os grandes desafios que temos na educação capixaba, destaca-se a implementação do novo currículo escolar. Essa importante ação envolve a garantia do direito de aprender de todos e de cada aluno da Educação Básica. A educação que pretendemos está comprometida com a construção de uma cidadania consciente e ativa, que ofereça aos alunos conhecimentos que lhes possibilitem compreender e posicionar-se frente às transformações da sociedade, participando da vida produtiva; que possam relacionar-se com a natureza, produzir e distribuir bens e serviços, convivendo com o mundo contemporâneo. Em nossas escolas estudam crianças, jovens e adultos, em sua grande maioria, filhos da classe trabalhadora. Nessa escola contemporânea algumas novas tarefas passaram a se integrar à dinâmica educacional, não porque seja a única instituição responsável pela educação, mas por ser aquela que desenvolve uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas. A escola é reconhecida pela sociedade como a instituição da aprendizagem. No atendimento educacional aos ensinos Fundamental e Médio, espera-se que os alunos aprendam, de forma autônoma, a valorizar o conhecimento, os bens culturais e o trabalho; selecionar o que é relevante, investigar e pesquisar; construir hipóteses, compreender e raciocinar logicamente; comparar e estabelecer relações, inferir e generalizar; adquirir confiança e capacidade de pensar e encontrar soluções. É também necessário aprender a relativizar, confrontar e respeitar diferentes pontos de vista, discutir divergências, exercitar o pensamento crítico e reflexivo, comprometendo-se e assumindo responsabilidades. É importante também que aprendam a ler criticamente diferentes tipos de texto, a utilizar diferentes recursos tecnológicos, a expressar-se e comunicar-se em várias linguagens, opinar, enfrentar desafios, criar, agir de forma autônoma e que aprendam a diferenciar o espaço público do privado, a serem solidários, a conviver com a diversidade e a repudiar qualquer tipo de discriminação e injustiça. Em particular, no Ensino Médio, tais competências implicarão em promover uma mudança em seu contexto de vida, superando a visão de mera preparação para o vestibular com vistas ao ingresso no Ensino Superior. A perspectiva dos jovens brasileiros que hoje estão nessa escola é obter qualificação mais ampla para a vida e o trabalho, já ao longo de sua escolarização básica. A relação entre o jovem e o conhecimento não se encerra na aprendizagem mecânica e de memorização dos conteúdos. A formação do jovem deve passar pela formação cidadã, do trabalho como condição humana, do conhecimento científico, tecnológico e socio-histórico,

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criando condições para que ele possa aprender a aprender. Adequar a escola a seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas. Isso indica a necessidade de revisão do projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, criadas em outras circunstâncias, para um outro público e para um mundo diferente deste dos nossos dias. O Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento organizador da ação educativa vem assegurar um mínimo de unidade na rede estadual de ensino e pressupõe ainda a articulação necessária, em cada unidade escolar, com o Projeto Político Pedagógico. Estamos animados e esperançosos com o trabalho que juntos vamos realizar neste ano de 2009 na implementação e, consequentemente, na avaliação do novo currículo. Recomendamos que, de maneira saudável, possamos conhecer, aplicar, discutir e criticar o novo currículo, para que depois façamos as mudanças necessárias previstas no último trimestre deste ano. Como já é de seu conhecimento, a organização da impressão do documento curricular traz 7 volumes assim distribuídos: 1 Volume – Anos Iniciais do Ensino Fundamental 3 Volumes – Anos Finais do Ensino Fundamental (Áreas do Conhecimento) 3 Volumes – Ensino Médio (Áreas do Conhecimento) Todos contêm de forma idêntica o CAPÍTULO INICIAL do documento que versa sobre: Apresentação, O processo de construção do currículo, Princípios norteadores e Concepção de currículo, com ênfase na organização por competências e habilidades, seguido do texto O sujeito da ação educativa: o aluno. Destacamos a diversidade na formação humana que trazem as razões epistemológicas e sociológicas sobre a Educação Ambiental, as Relações Étnico-raciais e a População Indígena como aspectos da diversidade biológica e cultural. A seguir organizamos um item que discorre sobre a Dinâmica do Trabalho Educativo, apresentando reflexões acerca do processo ensino-aprendizagem, a avaliação da aprendizagem, os ambientes de aprendizagem existentes na escola, a relação professor e aluno e a pesquisa como metodologia de ensino. O 2º CAPÍTULO do documento curricular é específico de cada nível e etapa da Educação Básica, trazendo o Conteúdo Básico Comum (CBC). Abordamos a concepção de área de conhecimento,

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a contribuição da disciplina para a formação humana, os objetivos da disciplina, as principais alternativas metodológicas e as competências, habilidades e conteúdos. Cabe observar que o currículo não se restringe aos componentes do CBC. Na verdade, o CBC é, simplesmente, parte do currículo que está contextualizado no capítulo inicial e se concretiza no âmbito de cada unidade escolar. O Guia de Orientação para Implementação do Novo Currículo pretende subsidiar diretores, pedagogos e coordenadores de cada escola na coordenação e mobilização de todos os docentes em um intenso estudo e análise sobre o currículo escolar, direcionando as reflexões sobre as diferentes demandas sociais que chegam ao cotidiano escolar. Este Guia está organizado em três capítulos, estabelecendo os diferentes níveis de coordenação da gestão do novo currículo. O primeiro capítulo traz a gestão no âmbito da unidade escolar. Nessa etapa montamos seis indicações de roteiros para estudo do documento, quais sejam: Indicação 1 - Roteiro de Estudo da Parte I do documento (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 2 - Roteiro para elaboração dos Planos de Ensino (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 3 - Roteiro básico de Análise Situacional da escola Indicação 4 - Roteiro básico de Análise da Gestão Pedagógica Indicação 5 - Roteiro para estudo e análise do CBC Indicação 6 - Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico, que se articule com o novo currículo Compreendemos que a escola reconhece o grande desafio que é imputado à área educacional em relação ao enfrentamento dos problemas sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais, morais, religiosos, enfim, de toda a ordem, que caracteriza o mundo contemporâneo, exigindo posicionamentos e respostas no âmbito da instituição escolar. A nova educação pretendida a partir do Novo Currículo certamente é mais ampla do que aquela contida no antigo projeto pedagógico. Antes se desejava transmitir conhecimentos na forma de informações e procedimentos estanques; agora se deseja promover competências gerais, que articulem conhecimentos disciplinares ou não.

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Para tanto, é necessário que os tempos/espaços de debate coletivo entre os docentes sejam assegurados em cada unidade escolar, conforme estabelece o Calendário Escolar 2009 (dias 02 e 03/02, 20/07 e 02/10/2009). Recomendamos ainda que, em cada escola, sejam realizados encontros por área de conhecimento, organizados antecipadamente pelos pedagogos e coordenadores, com frequência de, pelo menos, um encontro de 5 horas/mês, tendo como referência as 20h mensais da carga horária, de cada professor, que é destinada à hora-atividade. No segundo capítulo detalhamos as competências das equipes regionais – SRE na gestão do novo currículo, junto às escolas jurisdicionadas, apoiando, orientando e intervindo no desenvolvimento dos seis Roteiros de Estudo, além da estruturação de relatórios regionais a serem encaminhados a Unidade Central. Destaca-se também a coordenação da elaboração do CBC regional, envolvendo os Professores Referências, correspondente a 30% dos conteúdos curriculares, seguindo o que estabelece o Plano de Trabalho. O terceiro capítulo apresenta as ações que serão desenvolvidas no âmbito da Sedu Central. Destacam-se o programa de formação de professores, contendo o Ciclo de Aprofundamento de Estudos – Currículo em Ação, que será realizado nas SRE, a Avaliação do Currículo Básico da Escola Estadual e a produção dos Cadernos Metodológicos por disciplina. Destaca-se ainda o Ciclo de Seminários Descentralizados com a coordenação das consultoras sobre o Novo Currículo da Rede Estadual. O currículo escolar, no nosso entendimento, elaborado com a efetiva participação dos profissionais da rede, aponta de forma intencional e clara a função precípua e específica da escola na construção, apropriação e socialização do conhecimento, o que lhe confere sentido social no processo de transformação coletiva. Assim, conclamamos nossos educadores, professores e demais profissionais da educação (docentes e pedagogos, técnicos pedagógicos, administrativos e de apoio ao trabalho escolar) a priorizarem, em suas rotinas de trabalho, essa importante ação coletiva, para juntos participarmos de uma ampla discussão sobre as nossas intenções educacionais e compartilharmos a construção de mais um capítulo na história da educação pública do Espírito Santo.

Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional

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Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 A Escola. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do ppp que se articule com o novo currículo. . . . . . . . . . 17 18 21 28 30 32

As Superintendências Regionais de Educação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 A Sedu/Central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 apêndices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Leituras Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Material de Apoio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 60

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Apresentação

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UMA NOVA ESCOLA PARA O ESPÍRITO SANTO
A construção da qualidade da educação requer, simultaneamente, condições escolares adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, dinâmica escolar voltada para o processo de aprendizagem, profissionalização do docente, democratização da gestão pública educacional e, consequentemente, escolar, estabelecimento de articulação entre instâncias governamentais e sociedade civil, avaliação periódica dos resultados pedagógicos, técnicos e de gestão obtidos e presença ativa da comunidade nos assuntos educacionais. Portanto, a qualidade da educação formal constitui processo multifacetado que, além do setor educacional, envolve ao mesmo tempo os diversos grupos sociais e segmentos institucionais, entidades da sociedade civil e o conjunto da sociedade, e também a própria história das relações entre todos esses segmentos na oferta dos diferentes níveis de escolaridade. O reconhecimento da qualidade como princípio constitucional e diretriz de política educacional não somente fortalece a concepção de que a ação educativa na qualidade de prática especificamente pedagógica cumpre uma função política, mas, sobretudo, resgata a atuação dos agentes da disseminação de conhecimentos, tecnologia, arte e cultura como processos históricos apresentados segundo óticas próprias; de produção do saber para os alunos, estimulando o desenvolvimento de posturas ativas perante o aprendido e o aprender, de sentimentos de cooperação e solidariedade ou competição na convivência social; de envolvimento crítico no mundo e nas esferas de trabalho, da política e da cultura. A educação tornou-se vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e equitativo na sociedade contemporânea e deve ser entendida como responsabilidade social onde a família e a comunidade também exerçam seus papéis. Tratar a educação como prioridade no Espírito Santo, para além da escolarização da população capixaba, tem significado para os governantes construir uma política de Estado em que o poder público atue como mobilizador e catalizador da e na sociedade e das diferentes instituições que organizam o Estado maior em torno de um pacto pela educação.

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O documento Espírito Santo 2025, plano que apresenta diretrizes estratégicas de longo prazo, propõe a organização da gestão pública, valorizando a educação como patrimônio por um desenvolvimento sustentável. Na Secretaria de Estado da Educação, o Plano Estratégico Nova Escola vem propor avanços na educação pública estadual no sentido de conceber, como referencial para o trabalho, o estudante enquanto sujeito de direitos e a escola como lócus do processo de ensinoaprendizagem. Ressignificar os espaços e tempos escolares numa perspectiva criativa e inovadora, apresentando como resultado a efetiva aprendizagem dos alunos, deve ser compromisso assumido por todos os sujeitos envolvidos: Unidade Central, Superintendências Regionais de Educação, unidade escolar, família e comunidade. Uma nova escola para o Espírito Santo pressupõe um novo olhar sobre o cotidiano, sobre o aluno e suas necessidades. Pressupõe mudança de postura, de deslocamento do lugar do saber para o lugar do saber-aprender, de valorizar a permanente atualização, a construção de sujeitos coletivos, politicamente envolvidos e comprometidos com a formação de um cidadão.

Portanto, o eixo principal da proposta da Nova Escola é a conexão entre as diversas ações, ou seja, a elaboração de um plano integrado para a melhoria da educação no Espírito Santo. Tendo sempre como foco a promoção da aprendizagem, a Sedu estabelece como prioridade: a valorização do planejamento e a inovação da gestão; o desenvolvimento das pessoas; a oferta e eficiência de infraestrutura e suporte; a efetivação de parcerias com a sociedade; a construção de um sistema de avaliação das escolas, gestores, técnicos e professores; a criação de um eficiente sistema de comunicação interna; e a valorização de inovações pedagógicas. Essas diversas ações, conectadas umas às outras, tendo sempre como valores o respeito ao ser humano, a igualdade de oportunidades, o comprometimento com resultados, a atitude ética, a transparência, o compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo e a valorização da identidade capixaba, com certeza possibilitarão não somente a melhoria de nossa rede de ensino, mas a concretização de uma nova escola no Espírito Santo, preparada para enfrentar os desafios e impasses presentes em nosso mundo contemporâneo.

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A Escola

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INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento
Este roteiro orienta os estudos da fundamentação da Parte I do Currículo e é prérequisito para o estudo das outras partes do documento. Data: 02/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola de unidade que ele representa para a rede estadual e o compromisso coletivo dos educadores na sua implementação. • Apresentar a estrutura geral do do cumento (organização do impresso e sumário). • Apresentar o Guia de Implementação. Segundo momento: 1 hora • Estudo do Documento Curricular – Parte Geral. • Leitura e debate dos textos - Apresentação e Princípios. Terceiro momento: 2 horas Trabalho em Grupo: Divisão em 3 grupos. Explicar que cada grupo fará a leitura dos textos iniciais do documento para apresentação posterior à plenária. Grupo 1 – Textos Conceituando Currículo e O Sujeito da Ação educativa: o aluno. Grupo 2 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação de Jovens e Adultos: saberes, experiência de vida e de trabalho; Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes; A Educação Especial: a dimensão escolar da inclusão.

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo). Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador, Professores e demais funcionários. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecer o CURRÍCULO BÁSICO DA ESCOLA ESTADUAL: bases conceituais, princípios, concepções do trabalho educacional, entre outros. Primeiro momento: 1 hora • Breve depoimento do professor refe rência ou do dinamizador, registrando o processo de construção participativo do documento curricular. • Registrar a importância deste documento para a aprendizagem dos alunos, o sentido

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Grupo 3 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação Ambiental na perspectiva de uma sociedade sustentável; A Educação para as Relações Étnico-raciais: afrobrasileiros e povos indígenas; e A Dinâmica do Trabalho Educativo. • Discussão na plenária, referenciando a dinâmica pedagógica da unidade escolar.

Questões: 1. A partir do que foi apresentado pelos grupos, como nossa escola pode melhorar a aprendizagem do aluno? 2. O Projeto Político Pedagógico da escola atende às demandas do novo currículo? 3. Quais são os pontos que nossa escola precisa mudar para promover a aprendizagem?

INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino
Este roteiro orienta a elaboração dos planos de ensino, que devem estar em consonância com o currículo, bem como com sua fundamentação. Seguirá, em anexo, uma matriz de registro deste plano. É fundamental que a produção coletiva seja garantida, para dar consenso pedagógico às atividades e à proposta da escola. Data: 03/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) e Março Local: na escola Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador e Professores. Propósito: Elaborar o plano de ensino de cada disciplina e série, articulado à visão de área do conhecimento. Primeiro momento: 30min Coordenação do Pedagogo • Apresenta o instrumento referencial para elaboração do plano de ensino. • Apresenta alguns destaques do ano anterior, a partir das avaliações: reflexões do Conselho de Classe, projetos que se destacaram pela promoção da

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo).

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Sumário

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aprendizagem, práticas inovadoras de alguns professores (exemplo). Segundo momento – 3h30min • Trabalho em grupo – Por área do conhecimento e níveis de ensino. • Leitura e debate do CBC e elaboração do plano de ensino de cada disciplina.

Obs. 1. Alertamos a equipe pedagógica para que a escola organize os grupos por área, contemplando todas as disciplinas e séries em cada nível (EF e EM) para a produção do plano de ensino. 2. A complementação da elaboração do plano de ensino deverá ser organizada pelo pedagogo da escola, considerando a hora/atividade do professor, conforme orientação no texto inicial, sendo 5h em fevereiro (JPP) e 5h em março.

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de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 3º BIMESTRE .Nº. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Nº.Nº. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Área de Conhecimento Série Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 2º BIMESTRE .Sumário principal Plano de Ensino Anual SRE Escola Disciplina Professor 1º BIMESTRE .Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 4º BIMESTRE . considerando o desempenho no ano anterior: 20 . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma.

21 . comprometidos com a formação humana. Pedagogo. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. os êxitos. apresentada em todo currículo: a promoção da aprendizagem. A análise situacional prevê a reflexão da prática pedagógica a partir da realidade apresentada nos indicadores e nas dificuldades objetivas. as relações estabelecidas. ele deverá participar da coordenação deste estudo). • Retomar a leitura do princípio norteador “A aprendizagem como direito do educando”. Estão propostos itens a serem preenchidos para análise da própria escola a partir de uma perspectiva pedagógica. Primeiro momento • Deve-se fazer a leitura do capítulo da Diversidade na Formação Humana. que destaca os diferentes sujeitos atendidos nos níveis e modalidades de ensino. • Leitura: A dinâmica da ação educativa com destaque para o item avaliação. Este roteiro propõe à escola um estudo sobre si mesma. Coordenador. como forma de garantir aquilo que é direito do educando: a apropriação de conhecimentos científicos.Sumário principal INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional As reflexões acerca do desenvolvimento educacional são apresentadas de forma a ressaltar a responsabilidade da escola e do sistema como um todo no sentido de fazer um acompanhamento criterioso desse desenvolvimento. culturais e tecnológicos significativos. Participantes: Direção. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecê-la sistematicamente a fim de organizar suas ações e atividades pedagógicas a partir da realidade da mesma. Data: Maio e Junho Local: na escola Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. Esse roteiro deve ser desenvolvido em duas etapas. as limitações. Professores.

anos iniciais B. mais importante que preencher o instrumento é conversar coletivamente sobre cada dado contido para que todos conheçam de fato a escola que trabalham. conhecendo a situação da educação no seu município. discuta. como educador. Matutino ( ) EF . Períodos de funcionamento da sua escola: A. Busque elementos complementares.Sumário principal Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Atenção. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. Noturno ( ) EM ( )EP ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( )EJA ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( ) EJA ( ) EJA 22 . Quando você entende o problema. Segundo momento Responder coletivamente o instrumento de análise situacional (anexo) e debater sobre os desafios e metas da escola para melhorar o desempenho dos alunos. seu Estado e a média do país. reflita. é o principal agente da melhoria da educação. Vespertino ( ) EF .anos iniciais C. Informe-se. SRE ESCOLA Dados da escola 1. Instrumento Básico para Análise Situacional O primeiro passo para melhorar a educação é entender a situação em que sua escola está. Reflita sobre suas causas e consequências.

italiano. C. Outros atendimentos . Como são organizadas as turmas em sua escola? (as turmas e não a série) A. ( ) Por idade. ( ) Pelo comportamento.Classe hospitalar. Como foi indicado o processo de definição dos professores das turmas dos anos iniciais? Buscouse o perfil do professor alfabetizador? A equipe conhece o Projeto Ler. ( ) Por desempenho. atendimento itinerante e Escola Oralauditiva) 3. B. ( ) Outras formas: 6. Escrever e Contar? 23 .Sumário principal 2. D. indígena. 4. ( ) Por ordem de chegada. Total de alunos matriculados em 2009 5. pomerano. alunos privados de liberdade. E. Atendimento à Educação Especial (sala de recursos. comunidade quilombola.

Qual foi o índice de evasão em sua escola dos alunos: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 24 . Qual foi o índice de repetência.Sumário principal 7. em sua escola: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 Medidas que serão adotadas para alcançar a meta: 8.

Quantos professores lecionam em sua escola em 2009? A. B. Ensino Fundamental – Anos Finais: C.Sumário principal Principais causas da evasão no ano passado: Medidas que serão adotadas para minimizar a evasão: 9. Qual foi o desempenho da sua escola no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) realizado em 2008? A. é: A. EJA: 11. Considerando a idade apropriada do aluno. ( ) A escola não participou. Ensino Médio: 10. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. ( ) Desconheço os dados do ENEM. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. MÉDIA GERAL COM CORREÇÃO Enem Brasil Estado Município Escola 25 . Ensino Médio: D. por série e segmento. a taxa de defasagem idade/série dos alunos da sua escola em 2008.

os dados das avaliações anteriormente citadas são: (assinale quantas alternativas desejar): A. ( ) Não são divulgados e discutidos com os pais e alunos. Qual foi a média das proficiências da sua escola no PAEBES (Programa de Avaliação da Educação Básica do ES)? DISCIPLINA Língua Portuguesa Matemática 4ª PAEBES 2004 MÉDIA ESTADUAL 2004 PAEBES 2008 MÉDIA ESTADUAL 2008 8ª 1ª EM 4ª 8ª 1ª EM 1ª EM 1ª EM 13. ( ) São divulgados e discutidos com os professores. ( ) São básicos para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. D. ( ) Não são considerados para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. ESCREVER E CONTAR (2008) AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE ALFABETIZAÇÃO BAIXO INTERMEDIÁRIO 1ª ONDA 2ª ONDA 1ª ONDA 2ª ONDA ALTO 1ª SÉRIE 2ª SÉRIE 15. G. F. E. Resultado do IDEB: IDEB IDEB 2005 da escola IDEB 2007 da escola Projeção do IDEB para 2009 Projeção do IDEB para 2011 4ª 8ª 14. C. Em sua escola. PROVA BRASIL (2007) SÉRIE 4ª 8ª LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA B. ( ) Geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. ( ) Não geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. PROVINHA BRASIL (2008) MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 1 MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 2 C.Sumário principal 12. B. H. LER. ( ) Não são divulgados e discutidos com os professores. 26 . ( ) São divulgados e discutidos com os pais e alunos. Outras avaliações: A.

No geral.Sumário principal 16. em qual componente curricular os alunos apresentam maior facilidade de aprendizagem e melhor desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA Das questões avaliadas. qual(is) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. No geral. em qual componente curricular os alunos apresentam maior dificuldade de aprendizagem e baixo desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA 17. 27 . Das questões avaliadas.

Leitura do item 2. 2. propondo inovações para a melhoria da aprendizagem dos alunos. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. Apresentar em tópicos os conceitos do currículo estudados no capítulo inicial. - Ideb. - Prova Alfabetização. - Nota Paebes.2 – concentuando o currículo.3: o sujeito da ação educativa. Data: 20/07 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola 3. - Nota Enem. Segundo momento: 1h30 Trabalho em grupo 1. Participantes: Direção. Apresentar os indicadores de desempenho da escola discutidos na Análise Situacional: - Evasão. ele deverá participar da coordenação deste estudo). - Repetência. a partir dos itens sugeridos abaixo: O AMBIENTE EDUCATIVO As questões propostas estão centradas na ideia de que a escola é o local onde se concretiza o processo ensino-aprendizagem. Propósito: Levar a equipe a avaliar o trabalho de gestão da escola. Pedagogo. 28 . o educar pela pesquisa e a avaliação da aprendizagem. e para que esse processo se fundamente na formação humana é necessário que o ambiente escolar seja inclusivo e que as relações sejam éticas e democráticas. Apresentar os princípios norteadores (item 2.1) alinhados ao conceito do currículo. item 2. Primeiro momento: 1h Pedagogo 1. Coordenador. discutir coletivamente proposições para o enriquecimento da prática pedagógica. a partir dos itens apresentados. A partir do momento inicial e da leitura realizada. relação professor-aluno. Professores.Sumário principal INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica Este roteiro trata da reflexão sobre a dinâmica da ação educativa no que diz respeito a: professor como mediador da aprendizagem. (30min) 2.

Participação dos alunos nas produções que organizam e regulamentam as relações de convivência na escola. Essas são registradas. Os planos de aula são compartilhados regularmente com pedagogos e demais professores. A correção das atividades.Sumário principal ITEM O ambiente escolar favorece o desenvolvimento do trabalho dos profissionais da escola. São definidas diretrizes públicas específicas e funcionais de disciplina de alunos e professores. No ambiente escolar os debates e as críticas são feitos de forma franca e aberta. Aspectos relevantes nas dificuldades na disciplina em sala de aula (especial contribuição dos coordenadores). planejada e reflete a prioridade no direito de aprender. exercícios e pesquisas são tratadas como oportunidade para aprender mais e melhor. E também a discriminação em relação aos alunos e suas famílias. PROPOSIÇÃO 29 . etc. O uso do livro didático é orientado. é combatida. O diálogo e a negociação são as estratégias mais utilizadas na resolução de problemas e conflitos no ambiente escolar. Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe. Em sala de aula priorizam-se o diálogo e o respeito mútuo. As relações profissionais pautam-se pela ética e pelo respeito mútuo. As normas e regras são reconhecidas e respeitadas pelos professores. A discriminação entre os profissionais da escola. A equipe reconhece que está variável e indicada como de forte influência para a aprendizagem.) A organização da sala de aula é pensada. velada ou não. laboratórios. inclusive no Conselho de Classe. Aplica-se e ou recomenda-se a utilização de metodologias inovadoras. biblioteca. São promovidas atividades escolares que visem à integração entre os profissionais da escola e alunos. na busca de soluções. Organização e comportamento dos alunos nos demais ambientes da escola (especial contribuição dos coordenadores). quadra. Existe com frequência a utilização dos ambientes de aprendizagem (salas ambiente. Estimulam-se ações pelo dever de casa. São realizadas atividades e dinâmicas de integração entre os profissionais da escola. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem.

a partir de sua vivência no ano letivo. Das questões consideradas. O pedagogo será o responsável pela síntese dos trabalhos em grupo. Setembro e Outubro Local: na escola Participantes: Pedagogo. conteúdos a serem desenvolvidos por área de conhecimento. oportunizando aos professores propor alterações em cada disciplina. apresentando um plano de trabalho com as inovações propostas. ele deverá participar da coordenação deste estudo). até o momento. As reuniões devem ser feitas por área de conhecimento. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC Este roteiro trata da avaliação do CBC.Sumário principal Das questões consideradas. Orientar os professores para que façam um paralelo do CBC junto ao plano de ensino. qual(ais) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. Data: Agosto. Obs. Coordenador e Professores. O pedagogo organiza a reunião por área de conhecimento. Propósito: Avaliar o CBC e propor alterações por disciplina sugerindo. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. se possível. 30 .

excesso de conteúdo.Sumário principal Primeiro momento AVALIAÇÃO DO CBC Quanto ao CBC – Conteúdo Básico Comum ITENS SUGERIDOS Quanto ao texto de área do conhecimento..) Houve o desenvolvimento de projetos por área de conhecimento? Qual(is)? Faça um breve relato do(s) projeto(s). habilidades e conteúdos comuns à área do conhecimento. As competências.. Sugestões e alterações no CBC: nas propostas de alteração. Ou seja..) Mudanças para a transferência de conteúdos para outra série. Registre vantagens do uso sistemático do Novo Currículo. propor pela área. PROPOSIÇÃO 31 . se possível. As competências. propor competências. As competências. Os princípios norteadores são considerados na atividade educacional diária.. Quais e argumente as razões das mudanças (ex. livro didático. Outras sugestões. pré-requisito. Quais e argumente (ex. Quanto à proposta de implementação do currículo. Quanto ao texto: “Importância da disciplina para formação humana". Mudanças que propõe para a introdução de novos conteúdos por série. inadequação. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a participação social. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver o exercício da cidadania. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a autonomia para a aprendizagem.

Terceiro momento: 1h Cada grupo apresenta a produção e deve-se reservar um tempo para a discussão. pois nele são estabelecidas as diretrizes e as bases norteadoras das ações que levam à formação dos cidadãos. Segundo momento: 2h30min Trabalho em grupos: O pedagogo faz a divisão dos grupos. Cada grupo irá propor uma redação para o seu item. é importante que o sumário do Projeto Político Pedagógico seja revisto anteriormente pelo pedagogo para já adequá-lo antes da produção. de acordo com o quantitativo de grupos. coor- 32 . Data: Novembro Local: na escola denador e pedagogo. Propósito: Reescrita do Projeto Político Pedagógico por professores. o pedagogo ficará responsável por compor Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. hábitos e atitudes que se entende devam integrar essa formação.Sumário principal INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico que se articule com o novo currículo Este roteiro pretende orientar a escola a articular o PPP com o currículo . avaliação. por exemplo. Participantes: Direção. Após a apresentação e discussão. Primeiro momento: 30 min O Pedagogo vai apresentar ao grupo os principais pontos do Projeto Político Pedagógico da escola. Dessa forma. ele deverá participar da coordenação deste estudo). quanto com relação ao papel da escola no seu entorno. e aos projetos que revelem a identidade pedagógica da escola. O roteiro deve ser desenvolvido respeitando a hora/atividade no limite de 5h/mês. Coordenador. Alertamos para a utilização dos demais instrumentos de avaliação contidos nos outros roteiros de estudo. no que diz respeito à prática pedagógica. Professores e demais funcionários. Pedagogo. conforme a apresentação anterior. à avaliação. a partir da vivência do novo currículo. tanto com relação aos conhecimentos. diretor.

As questões relativas à prática pedagógica da escola são discutidas coletivamente. Para a adequação do Projeto Político Pedagógico ao Novo Currículo estamos apresentando um referencial de autoavaliação.Sumário principal o novo Projeto Político Pedagógico da escola e agendar uma outra reunião de apresentação do material para validação dos professores. direção. Obs. coordenadores. O PPP é discutido e atualizado. 33 . pais e alunos). PROPOSIÇÃO O Projeto Político Pedagógico foi construído coletivamente (professores. O planejamento de conteúdos das disciplinas considera o tempo necessário ao educando para a aprendizagem. equipe pedagógica. O planejamento das atividades de sala de aula é fundamentado no PPP. O planejamento das atividades de sala de aula é elaborado de forma integrada (por ÁREA preferencialmente. Registramos que todos os demais itens contidos nos vários roteiros são complementares para o desenvolvimento deste trabalho de articulação do Projeto Político Pedagógico ao Currículo. nas diferentes séries). Os profissionais e os alunos da escola conhecem e valorizam a história da instituição. A elaboração e o desenvolvimento do planejamento de ensino são acompanhados pela equipe pedagógica. Devem estar articulados a uma prática comprometida com o direito de aprender de todos e de cada um. As decisões coletivas orientam o planejamento das atividades desenvolvidas pela escola. A concepção de educação que fundamenta o PPP objetiva a aquisição crítica do conhecimento sistematizado pelo educando. As reflexões acerca da prática pedagógica procuram evidenciar que não basta que a ITENS DO PPP escola tenha profissionais com conhecimento em sua área de atuação. funcionários. diretor. Verificar se o Projeto Político Pedagógico atende às legislações estadual e federal. A escola procura registrar os eventos mais relevantes de sua história atual. É preciso que esses conhecimentos estejam inseridos criticamente na realidade socioeconômica e política de nossa sociedade.

Na busca de soluções dos problemas disciplinares. pais e comunidade de forma clara e em tempo hábil.). somente como último recurso recorre-se a elementos externos à escola (Conselhos Tutelares. sexualidade e outras) em seu planejamento de ensino. Os conteúdos são trabalhados de forma contextualizada. Os professores procuram utilizar estratégias e recursos variados em sua prática pedagógica. na busca de soluções. A escola trabalha questões sociais (violência. inclusive no Conselho de Classe. quando necessário. Existem projetos articulados com órgãos públicos e outras instituições da sociedade civil para o desenvolvimento pedagógico e/ou atendimento às necessidades da comunidade escolar. O processo pedagógico considera e valoriza o conhecimento trazido pelo aluno. especialmente nas que dizem respeito ao processo de ensino-aprendizagem dos seus filhos. São desenvolvidas atividades diferenciadas de reforço de aprendizagem para alunos com dificuldades. PROPOSIÇÃO 34 . As programações especiais desenvolvidas pela escola são comunicadas aos profissionais. etc. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. A indisciplina dos alunos é tratada a partir da identificação de suas causas. A aplicação dos recursos físicos e financeiros priorizam as questões pedagógicas. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. portanto.Sumário principal ITENS DO PPP Os professores organizam sua prática pedagógica de modo a proporcionar o tempo necessário à aprendizagem do educando. policiais. As estratégias para enfrentamento dos problemas disciplinares são definidas coletivamente. drogas. alunos. Os alunos têm oportunidade de propor e realizar atividades na escola. trabalha-se em conjunto com os pais e/ou com familiares. A disciplina é considerada uma questão pedagógica e. Existem mecanismos para o efetivo envolvimento dos pais nas questões pedagógicas da escola.

música. PROPOSIÇÃO Das questões consideradas. Das questões consideradas. A equipe pedagógica e os professores discutem a forma de organização curricular da instituição. dança.) desenvolvidos pela escola. A escola não permite o adiantamento de aulas e/ ou saídas antecipadas de alunos. Existem projetos culturais (teatro. Feiras e exposições dos trabalhos de professores e alunos são realizadas com a participação da comunidade.Sumário principal ITENS DO PPP As matrizes curriculares estão contempladas de forma a organizar o conhecimento necessário a cada grau e modalidade de ensino. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. etc. A hora-atividade garante o tempo necessário ao professor para o trabalho individual e também para o trabalho coletivo. 35 . A hora-atividade é utilizada exclusivamente para o desenvolvimento das atividades relacionadas à função docente. A hora-atividade é organizada de forma a possibilitar encontros dos professores que atuam na mesma área. A escola desenvolve um trabalho de acompanhamento junto aos seus profissionais no atendimento de alunos com necessidades educativas especiais. São realizadas avaliações diagnósticas no início do ano letivo para o conhecimento do nível de aprendizagem dos alunos. qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. A avaliação do desenvolvimento escolar prioriza o processo de ensinoaprendizagem e não a nota. A equipe pedagógica acompanha e contribui com os professores durante a hora-atividade. São elaborados planejamentos de ensino a partir da realidade evidenciada na avaliação diagnóstica.

Sumário principal As Superintendências Regionais de Educação .

pelos dados. Organize uma reunião anterior às agendas aqui planejadas. As orientações para compatibilização serão definidas em reunião própria. Sempre é oportuno relembrar que essa proposta de organização curricular vai possibilitar que sejam garantidas as mesmas oportunidades a todos os alunos da rede estadual. A partir do CBC é possível definir metas que todos os alunos tem direito a alcançar nas disciplinas estaduais. Monte um cronograma envolvendo a equipe técnica da SRE para acompanhar as etapas de implementação do currículo. pedagogos e coordenadores). mais precisam de ajuda. Envie relatórios compatibilizados a Sedu/ Central de cada roteiro. envolvendo o Corpo Técnico Administrativo (diretor. Conheça aquelas de âmbitos nacional e estadual. Conheça todos os indicadores e destaque aquelas escolas que. Como estão sendo desenvolvidos. de cada escola e. 39 . se necessário. bem como participar dos trabalhos. todos terão acesso aos mesmos conhecimentos atualizados e significativos.Sumário principal As superintendências são importantíssimas nessa etapa da implantação do currículo. valorizados pela sociedade. especialmente pedagogos e coordenadores. Faça um quadro demonstrando quais projetos estão presentes em quais escolas. monte um plano emergencial para atender aquelas com deficiência. de modo que possam melhorar o próprio desempenho. independente das escolas que frequentem e. Entenda a situação da educação nas escolas que compõem a regional. além disso. e orientando e auxiliando em cada etapa do planejamento. especialmente no que se refere ao papel que deverão desenvolver junto às escolas jurisdicionadas. Supervisione o trabalho em cada escola. Cumpra a legislação da educação. Da mesma forma é possível e necessário avaliar o progresso de todos os alunos e as escolas em direção às metas definidas. Para a Superintendência Regional de Educação é necessário registrar a responsabilidade no âmbito de sua jurisdição. Verifique o quadro de profissionais da área pedagógica. Acompanhe o desenvolvimento dos projetos que dinamizam o currículo. Assegure registros por escola contando o desdobramento das etapas. Elas deverão acompanhar e monitorar todas as atividades de estudos das escolas.

A coordenação geral desse trabalho é do supervisor pedagógico. com o apoio local dos técnicos do currículo e das equipes de EF e EM. Está ligado aos 30% de CBC que se dará em nível regional e local. na qual vamos apresentar um plano de ação próprio para as devidas adequações que a equipe regional sugerir. 40 .Sumário principal Outra ação de responsabilidade das SRE é a coordenação da elaboração dos aspectos regionais do currículo. Para esse trabalho a Sedu/Central está agendando reunião para o mês de março.

Sumário principal A Sedu/Central .

• O ensino pela pesquisa. São atribuições da Unidade Central em 2009: 1. 4. a partir dos resultados da pesquisa e dos relatórios encaminhados pelas SRE dos roteiros da Indicação 5. coordenadas pelas Superintendências Regionais de Educação. Questões de investigação: • Os conteúdos estão adequados às séries? • Os temas transversais foram trabalhados? • O documento curricular facilitou a ação docente? • O documento é de fácil compreensão e utilização? 3. Acompanhar a elaboração do CBC regional junto às Superintendências Regionais de Educação. 7. • Competências e habilidades. Organizar o Ciclo de Seminários Descentralizados sobre o Currículo da Educação Básica. 2. as mudanças do currículo básico da rede estadual. Coordenar a pesquisa de avaliação do Novo Currículo – a partir da contratação de uma instituição de pesquisa.Sumário principal Na implantação do currículo. 43 . Organizar o Ciclo de Aprofundamento de Estudos Descentralizados – Currículo em Ação. junto a Gefor. • Ambientes e recursos de aprendizagem. Temas de referência para os estudos: • As áreas do conhecimento. 6. a Unidade Central tem a responsabilidade de planejar e organizar o trabalho a ser desenvolvido pelas Unidades Escolares. Coordenar a elaboração dos Cadernos Metodológicos junto aos Professores Referência. Planejar e efetivar. 5. Acompanhar a implementação do Novo Currículo por meio dos relatórios das Superintendências Regionais de Educação e reuniões periódicas centralizadas e descentralizadas.

Sumário principal Apêndices .

Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende. de outro. aberto.. um momento rico de seu aprender. em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas. humilde. mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade – razão por que seu corpo consciente. aprender: leitura do mundo. Não o autoriza a ensinar o que não sabe.Sumário principal Leituras Complementares Ensinar. ao ensinar. se ache permanentemente disponível a repensar o pensado. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante. sensível. Escreve especialmente aos professores. que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. O fato. convocando-os ao engajamento nessa mesma luta. A responsabilidade ética. emocionado. acertos. não como um burocrata da mente. de um lado. pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. no seu ensinar. Cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho D’Água. mais adequado para constituirse em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato. O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. à sua ingenuidade e à sua criatividade – o ensinante que assim atua tem. estão grávidas de sugestões. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993. 47 . sem o que não o aprende. 10ª ed. O ensinante aprende primeiro a ensinar. política e profissional do ensinante lhe coloca o dever 1 Esta carta foi retirada do livro Professora sim. observada a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se. que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre. de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas. porque. leitura da palavra1 Paulo Freire Nenhum tema. porém. É que não existe ensinar sem aprender e com isso eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. se abre às adivinhações dos alunos. tia não. p. que ela os faz percorrer. equívocos. de modo algum. de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. rever-se em suas posições. assim como a significação igualmente crítica de aprender. mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. o ensinante se ajuda a descobrir incertezas. Mas agora. porque reconhece um conhecimento antes aprendido e.

não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimento social ou natural e que. sequer. por isso. ou como ensinantes e. criador. por parte de quem se prepara para a tarefa docente. Enquanto preparação do sujeito para aprender. assim. insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa. Comecemos por estudar. Obviamente. de acordo com o espírito mesmo deste livro. em nível de uma posição crítica. que. Não gostaria. de maior exatidão. envolvendo o ensinar do ensinante. mas busca uma síntese dos contrários. aprendizes também. se bem percebida e bem vivida. recriador. em primeiro lugar. Assim. Esta atividade exige que sua preparação. se acha nos começos de sua escolarização. de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar. vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. como necessidade da própria reflexão. me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros. de se capacitar. criança ainda. aprendizagem de quem. o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. de outro lado. sua formação se tornem processos permanentes. estudar é. Partamos da experiência de aprender. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos. envolve também de um lado a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou. quer dela participemos como aprendizes. mais sistemático. o ato de estudar implica sempre 48 . a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber. minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas. do ler. Pelo contrário. que envolve necessariamente estudar. e portanto ensinantes. do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. Sua experiência docente. um quefazer crítico. sua capacitação.Sumário principal de se preparar. de conhecer. o que me interessa aqui. é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos. do observar. de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente.

estou estudando e estou lendo seriamente.Sumário principal o de ler. os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. exigente. ganhar sua significação. uma 49 . Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas. em seu círculo de cultura. Da compreensão e da comunicação. Certa vez. De ler o mundo. A leitura da palavra. fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso. diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto. não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível. jamais dicotomizar. não posso ultrapassar uma página se não consegui com relativa clareza. a importância do ensino correto da leitura e da escrita. sujeito do processo de conhecer em que se acha. entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar. mas gratificante. por outro lado. na verdade. nos remete agora à leitura anterior do mundo. fazendo-se também em busca da compreensão do texto e. E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar. entre outros pontos fundamentais. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido. Uma das formas de realizarmos esse exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”. dos objetos nele referidos. mesmo que nesse não se esgote. e dessa ao concreto tangível. Ler é uma operação inteligente. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. quatro vezes pedaços do texto. uma alfabetizanda nordestina discutia. portanto. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume. Mas. de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. três. sujeito da leitura. O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. daí. difícil. Se.

Deixaram de ser pássaros. Só pode ser encorajado. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Fico feliz porque sei que Lichtenberg. produto do trabalho que. Ensinar o voo. de repente. Porque a essência dos pássaros é o voo. relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Foi por isso que. trabalhando o barro. através da “leitura” de uma série de codificações que. sem explicar. Aforismos são visões: fazem ver. indo mais além dela. compreensão gestada sensorialmente. o seu dono pode levá-las para onde quiser. no fundo. Faço isto”. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”. aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. Engaiolados. são representações da realidade concreta. criava com as mãos. porque o voo já nasce dentro dos pássaros. William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Tendências e Debates. Agora. Pois ontem. Assim como o jarro era apenas o objeto. ultrapassando a experiência sensorial. Gaiolas e asas2 Rubem Alves Os pensamentos me chegam de forma inesperada. isso elas não podem fazer. com a força de um raio. esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. cuja memória ela guardava no seu corpo. de fazer arte.Sumário principal codificação  que representava um homem que. Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras 2 Gaiolas e asas – Rubem Alves. viabilizava sua vida e a de sua família. O que elas amam são os pássaros em voo. Discutia-se. sua compreensão do processo em que o homem. trabalhando o barro. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Digo “atacados” porque eles surgem repentinamente. mas também de fazer cultura. O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. o que é cultura. se sustentava. sem preparo. vendido. O voo não pode ser ensinado. (05/12/2001) 50 . lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que. Na sua experiência anterior. um jarro. sob a forma de aforismos. Folha de São Paulo. concretamente. criava o jarro. Há escolas que são asas.

timidamente. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca. E era uma vez um passarinho voante.. pedindo silêncio. ficava ensanguentado. De acordo. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço. criam mecanismos. O que elas contam são relatos de horror e medo. desrespeito. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames. pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. Violento. Ia comendo.. provas e avaliações. atraído pelo fubá. como dar o programa. para testar a qualidade da educação. esperando. fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres. crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo.. tenham uma boa educação. os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida.. É preciso que os adolescentes. Fazia minhas próprias arapucas. Nos tempos de minha infância. ameaças. E.e a domadoras com seus chicotes. Ouvindo os seus relatos. Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil. ofensas. eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos.Sumário principal de segundo grau. vi uma jaula cheia de tigres famintos. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor.. entrava na arapuca e pisava no poleiro. garras à mostra .. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas. Balbúrdia. E elas. que todos. O pobre passarinho vinha. em escolas de periferia. punha fubá dentro e ficava escondido. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres. batia as asas.. fazer avaliações. Mas não podem.. Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo”? E os usos da partícula “se”? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga 51 . gritaria. dentes arreganhados. o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos. acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.

E aprender à sua maneira”.. “Ferramentas” são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia.. Nesse sentido. ao ensinar. Nietzsche dizia que ela. é ferramenta? É brinquedo?” Se não for. não tendo nenhuma utilidade como ferramentas. Fica alegre. “Brinquedos” são todas aquelas coisas que. dão prazer e alegria à alma. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados.. é melhor deixar de lado. Estamos dizendo que discutir educação e suas finalidades não é tarefa apenas dos educadores. Esses dados não me dizem nada. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Isso é hábito velho das escolas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. teria de se perguntar: “Isso que vou ensinar. de suas relações e de sua própria sobrevivência. era “ferramenta” e “brinquedo” do corpo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. A educação no século XXI No século XXI. É o corpo que quer aprender para poder viver. Mas eu sei que há professores que amam o voo dos seus alunos. não fica violento. que ultrapassa os limites de seu próprio campo. O sujeito da educação é o corpo. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade. São asas. porque é nele que está a vida. também engaioladas. há uma exigência de debate conjunto da educação. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas”. está o resumo da educação. a inteligência. São obrigadas a ensinar o que os programas mandam. Nessas duas palavras.. Há esperança. aprender “brinquedos”. a educação é considerada um indispensável patrimônio da humanidade na construção de seus ideais. que a sociedade deve incorporar essa exigência e compreender na educação suas possibilidades de 52 .Sumário principal as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante”? Qual a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professoras... sabendo que é inútil. todo professor. vendo as asas crescer. É ele que dá as ordens. Assim. ferramentas e brinquedos.

ao longo da história de homens e mulheres. não cessa em produzi-lo e reproduzi-lo. aprender a conhecer nos remete para o trabalho de descoberta dos mecanismos de constru- ção e apreensão dos conhecimentos. A investigação se configura a estratégia de orientar a descoberta. A escola. como espécie. A Unesco. Em outras palavras. por trabalhar com pessoas diferentes em espaços comuns. De igual modo importante é oferecer a ele a oportunidade de construir as competências necessárias para garantia desse acesso.Sumário principal avançar e acompanhar um mundo de rápidas transformações. é fundamental instrumentalizar as pessoas para utilizá-las. estabelece quatro pilares que sustentam. não basta disponibilizar a informação. Esse pressuposto nos orienta a pensar que educar pela pesquisa é uma importante estratégia conceitual e metodológica no sentido de viabilizar. Conforme o relatório. Sem dúvida. enfoca a necessidade planetária da compreensão mútua. de modo interdependente e integrado. de sua história. de respeito e convivência pacífica com as diferenças e com o outro. o seu conceito de educação de qualidade: aprender a conhecer. Essa dimensão diz respeito à qualidade de vida dos humanos nas suas correlações com seus pares. Desse modo. O primeiro deles. de conhecer e de descobrir. Vale considerar que essa é uma das prementes tarefas da escola. de com-viver. E ainda. 53 . uma das principais contribuições da educação para o indivíduo é favorecer o acesso à informação. por meio do Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI presidida por Jacques Delors. aprender a conhecer. aprender a viver junto e aprender a ser. aprender a fazer. de suas tradições e de sua espiritualidade”. pode promover o diálogo permanente sobre as relações estabelecidas na vida social. nos remete à dimensão humana do compreender. de estimular a construção de conhecimentos. Como sabemos. Esse pilar ressalta as demandas do mundo contemporâneo e a importância das relações diante dele. O segundo pilar indicado pela Comissão é relativo à capacidade humana de viver junto. o conhecimento é infinito e o homem. Podemos compreender esses pilares como grandes desafios da educação e da sociedade. dentro da escola e da sala de aula. utilizá-las a serviço de sua geração e da humanidade. os caminhos para o desenvolvimento desse pilar. Na realidade. “trata-se de aprender a viver conjuntamente. desenvolvendo o conhecimento dos outros.

é afirmar que a educação não pode aceitar a imposição de opção entre a teoria e a técnica. As velhas dicotomias do passado devem ceder espaço a uma práxis pedagógica que admita que quem pensa. relacionar o que se estuda com o que se faz. pautada no princípio de que as atitudes e responsabilidades pessoais interferem no destino coletivo. o saber e o fazer. tanto das escolas quanto das famílias. também executa. qualifiquem as pessoas para a vida em conjunto. A vida neste novo século solicita uma educação que permita aos educandos associar a técnica com a aplicação de conhecimentos teóricos. de compreensão e solidariedade humana. 54 . O aprender a ser está entre os elementos preconizados no relatório. vale afirmar que a educação no século XXI está estreitamente vinculada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes e a princípios éticos. Sugere que os processos educativos. Em suma. Esse pilar sinaliza que os humanos não nascem prontos para a vida em sociedade. com a utilização de conhecimentos no contexto de vida dentro e fora da escola.Sumário principal O sentido do terceiro pilar. que a ideia e a matéria são complementares no entendimento da totalidade. Refere-se à demanda contemporânea de uma postura ética. aprender a fazer. que o corpo e a alma são indissociáveis. com as demandas do cotidiano. uma responsabilidade de geração com relação à sua próxima. pois. que quem executa também pensa. Isso se torna.

discuta. como a Prova Brasil e o Saeb. Busque sempre aprimorar seus conhecimentos Procure sempre dar sequência à sua formação acadêmica. Procure se informar sobre a qualidade do ensino no país. por meio de cursos de graduação ou pós-graduação e programas de capacitação. educador. Para ser educador. Proponha que sua escola seja um espaço de aprendizado. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. Promova a interação entre eles. pode fazer a sua parte. cias. Além disso. Quando você entende o problema. Há sempre algo novo e interessante para ser aprendido. é preciso estudar sempre e ter em vista onde você quer chegar com seus alunos. na sua cidade. tanto no Ideb como em avaliações educacionais.todospelaeducacao. nas escolas próximas. e que poderá te ajudar a influir positivamente na educação das pessoas ao seu redor. conhecimentos e experiências dos alunos e da comunidade escolar. Recomendações Entenda a situação da educação O primeiro passo para melhorar a educação é entender sua situação atual. todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação para melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados. suas causas e consequên3 www. Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados. como educador. Procure entender quais são os problemas da educação brasileira.Sumário principal Documento integrante do “Todos pela Educação”3 O educador é o principal trabalhador brasileiro.br/ Faça sua parte 55 . pois é ele quem está com o aluno diariamente e tem nas mãos as ferramentas para ensiná-lo. Encare a diversidade de maneira positiva Tire proveito da heterogeneidade de saberes. reflita. é o principal agente da melhoria da educação. Na seção Números da Educação você encontra essas informações. e é direito de todos conhecê-los. Veja como você. Informe-se. no seu Estado.org.

para organizar seu tempo de forma eficiente. de forma integrada às metas da rede de ensino. Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola. E. mas são parte de um organismo muito maior. As escolas devem ter algum grau de autonomia. 56 . mas como o grande administrador da aprendizagem dos alunos. As metas da escola também devem ser estabelecidas. a avaliação capaz de dizer se a escola é boa ou ruim é aquela que nos mostra se os alunos estão ou não aprendendo. O diretor não deve ser visto apenas como o administrador do prédio da escola. Diretor: Assuma a liderança Assuma a liderança de forma democrática e cooperativa com todos os segmentos da equipe. o diretor deve garantir um sistema eficaz de reforço escolar para os alunos com dificuldades em algum conteúdo específico. o diretor deve conduzir as ações da escola de forma articulada com as políticas emanadas pela Secretaria de Educação – que deve receber. Como lida com questões internas e externas da escola. Diretor: Articule-se com a Secretaria de Educação Como a escola não trabalha de forma isolada. mensalmente. Ele deve ter competência para ocupar um papel central na gestão do cotidiano escolar e na articulação da escola com a comunidade escolar. os dados da escola. A presença constante do diretor da escola é fundamental.Sumário principal Escola boa é aquela em que o aluno aprende A melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos. se a escola existe para ensinar. O diretor é o responsável maior para a escola ter e cumprir o regimento escolar e a proposta pedagógica – que dará origem aos planos de curso e de aula. gerida pela Secretaria de Educação. é necessário ter sempre em mente o que é e o que não é prioritário. e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. e deve fazer funcionar um sistema de supervisão de professores com foco no desempenho dos alunos. Diretor: Seja responsável pela qualidade de ensino A melhor gestão administrativa de nada vale se os alunos não estiverem aprendendo. Além de ser peça-chave na identificação das necessidades locais. anualmente. que é a rede de ensino.

Participe da elaboração dessas propostas e assegure seu cumprimento. As escolas precisam garantir um mínimo de 200 dias letivos. descontados os intervalos escolares. os objetivos. disponibilizando. sua escola pode incentivar os alunos a usarem a internet para fazer pesquisas sobre temas atuais e. 57 . Se alguma necessidade urgente lhe impedir de estar em sala de aula. os conteúdos e os métodos de ensino devem ser adequados e ajustados às suas necessidades e às características dos alunos. elaborar resumos. a partir delas. pois eles são material de uso diário. Isso é lei. além dos livros didáticos. com um mínimo de quatro horas de aula por dia. dicionários e enciclopé- dias. Professor: Planeje suas aulas Elabore planos de curso e planos de aula de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela escola e com o programa de ensino da Secretaria de Educação. Aulas de qualidade se refletem na aprendizagem dos alunos. Os alunos precisam tê-los em mãos para poder tirar o melhor proveito possível do que esses materiais podem trazer para seu aprendizado. Quanto aos computadores. Diretor: Abra a biblioteca e a sala de computação Não tranque livros e computadores. abrir a biblioteca fora do horário das aulas e para a comunidade. ou ser incentivados a construírem seus blogs – diários na internet. obras de literatura infanto-juvenil. Cuide e melhore o acervo da biblioteca. é necessário que você seja substituído por pessoa de igual competência e que conheça o andamento dos planos de aula. Os alunos podem também ser envolvidos na elaboração e manutenção da página da escola na internet.Sumário principal Diretor: Assegure o cumprimento do ano letivo Assegure o cumprimento integral do ano letivo. livros de ficção e não-ficção. Diretor: Assegure as condições de trabalho Assegure as condições e os meios para que os professores implementem a proposta político-pedagógica da escola. ainda. para ter sucesso na sala de aula. Você pode. Professor: Procure não faltar Lembre-se de que o aluno precisa de você. sem perder de vista que. Assegurar a pontualidade e frequência dos professores e funcionários da escola também é necessário.

tais como matérias de jornais. à compreensão de textos e à escrita.Sumário principal Professor: Ensine a estudar Ensine os procedimentos de estudo. anúncios. embalagens. Prontifique-se a ajudar sempre que chamado. as atitudes. perguntas e promova a reflexão. Professor: Incentive o hábito da leitura Dê atenção especial à leitura. Conheça de antemão os textos que você apresentará à classe. Professor: Reforce a autoestima dos alunos É preciso que educadores difundam ao máximo os gestos. etc. O hábito da leitura abre aos alunos uma perspectiva prazerosa de aprendizagem. tomar notas. Valorize o esforço e os trabalhos elaborados pelos alunos. textos expositivos e literários. como selecionar informações. Distribua os boletins com resultados dos alunos nas épocas previstas pelo Regimento Interno 58 . receitas. Nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo. Professor: Não desista de ensinar a nenhum aluno Todos precisam. Diretor: Mantenha uma boa relação com as famílias Divulgue a proposta pedagógica de cada série para os pais dos alunos poderem acompanhar o seu cumprimento ao longo do ano letivo. Divulgue também o regimento da escola para pais e alunos. Estimule esse hábito oferecendo aos alunos contato com diferentes tipos de textos. têm direito e capacidade de aprender. O desempenho escolar de um aluno é responsabilidade do professor. faça comentários. que deve ser compartilhada pela família e pela escola. gere expectativas nos alunos sobre os textos. Essas habilidades são básicas e essenciais para toda a vida do aluno. regras da escola. instruções de jogos. fazer resumos e sínteses. as palavras que reforçam a autoestima das crianças e favoreçam o seu sucesso na sala de aula e na vida. cartas. Comente-os e exponha-os em murais e varais fora e dentro da sala de aula. etc. Esse tipo de atitude pode ser decisivo na vida de uma criança ou um jovem. embora todos sejam capazes de aprender. interpretação e o diálogo entre os estudantes.

se concluiu os ciclos de estudos etc) de cada criança em idade escolar. devem ser considerados interlocutores e parceiros da escola no cumprimento de sua missão: fazer com que todas as crianças da escola efetivamente aprendam. Quanto mais a escola estiver inserida em seu contexto social e mantiver uma boa relação de parcerias. Para tanto. antes da data de expiração e em quantidades apropriadas. Além disso. dicas sobre como eles podem ajudar suas crianças a estudar e acompanhar as aulas. vacinações e outras ações estipuladas pelo Ministério da Saúde. Dê. e informe-os sobre como está o desempenho de seus filhos na escola. ainda. maior será a colaboração de todos. que impactam diretamente na saúde da criança e em seu desempenho escolar. Mantenha esse espírito ao se relacionar com os pais e alunos. Reconheça a escola como um espaço de construção do conhecimento e de integração com a comunidade. você pode verificar em sua escola se os alimentos comprados pela prefeitura têm qualidade. 59 . Demande que os governos municipal e estadual mantenham atualizadas as situações cadastrais (qual escola frequenta. verifique e cobre que os beneficiários do programa levem suas crianças aos postos de saúde para realizar exames. quantidade e diversidade apropriadas. verifique e cobre que os recursos públicos destinados à merenda escolar sejam garantidos e bem geridos. Eles são parceiros fundamentais da escola. Fiscalize a merenda escolar Acompanhe. abrindo seus espaços para outras atividades e públicos – desde que isso não comprometa os direitos dos seus alunos. Abra a escola para a família dos alunos e conheça a história e as características de cada um. Acompanhe também se a escola os armazena de forma correta e os distribui enquanto estão frescos. Fiscalize o Bolsa-Família Verifique se os alunos beneficiários do BolsaFamília matriculados em sua escola estão frequentando as aulas. mais do que destinatários. familiares e a comunidade.Sumário principal das Escolas. Mantenha um relacionamento transparente e receptivo com os pais e familiares. Promova a gestão democrática A gestão democrática implica que os educadores.

Sumário principal Material de apoio Cronograma físico de estudos dos roteiros Novembro X Setembro X Fevereiro Outubro X AUTOR Gelb. disponível em todas as escolas estaduais EDITORA AGIR Nº 1 2 TÍTULO Como descobrir sua genialidade: aprenda a pensar com as dez mentes mais revolucionárias da história Aquarelas do Brasil 60 Agosto Março Junho Julho Maio Abril . Flavia Moreira Da Indicação1 Indicação 2 Indicação 3 02 03 X X – X X X Indicação 4 Indicação 5 Indicação 6 Títulos relacionados que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. Michel Costa.

Aparecida (Org. P. Maria Lúcia Claver. Marta Meirieu. Maria Lúcia Andrade. Helena EDITORA AUTÊNTICA Nº. Magda Silva. Ludimila Tomé De Soares. escrever e resolver problemas – habilidades para aprender matemática Ler e escrever na escola: o real. Regina Cazaux Soares.Sumário principal EDITORA ARTMED Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Fazendo Arte com a Matemática Aprender com jogos e situações-problemas Alfabetização de adultos: leitura e produção de textos A pedagogia entre o dizer e o fazer : a coragem de começar Ler. Smole. Júlio Emílio Diniz Castenhema. Leôncio e Outros (Orgs) Pereira. representações e poder Aprendizagem contextualidade: discurso e inclusão na sala de aula Professores leitores e sua formação Diálogos na educação de jovens e adultos A construção do letramento na educação de jovens e adultos Escrever e brincar: oficinas de texto AUTOR Fagundes. Márcia Botelho Paiva. Ezequiel Theodoro Da EDITORA ATUAL Nº 1 TÍTULO As tribos do mal. 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Aprendendo valores éticos Literatura e letramento Formação de professores – pesquisas. o neonazismo no Brasil e no Mundo AUTOR Salem. Ronice EDITORA ÁTICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Como analisar narrativas O texto na sala de aula Avaliação do processo Ensino-Aprendizagem Linguagem e escola: uma perspectiva social A produção da leitura na escola AUTOR Gancho. Cândida Geraldi. Kátia Stocco e Outros Lerner. João Vanderlei Haydt. o possível e o necessário Educação de Surdos: a aquisição da linguagem AUTOR Fainguelernt Macedo. Lino e Outros Durante. Delia Quadro. Ronaldo 61 .) Pereira.

M. Claudia Mariab Mendes EDITORA AVE MARIA Nº 1 TÍTULO Nosso Folclore AUTOR Prado. A. Duckur Costa Bezerra Padilha. Ana Lúcia G. Luiz Alves. 1 2 3 4 5 6 TÌTULO Palavras sagradas de diferentes povos e religiões O que sabemos sobre Budismo O que sabemos sobre Cristianismo O que sabemos sobre Hinduísmo O que sabemos sobre Islamismo O que sabemos sobre Judaísmo AUTOR Kubric. Anita Watson. Rubem EDITORA CALIS Nº. Edgar EDITORA BRASILIENSE Nº 1 2 TÍTULO O iluminismo e os reis filósofos O que é Religião AUTOR Salinas. Carol Ganeri. Anita Shahrukh.L Góes.Sumário principal AUTORES ASSOCIADOS Nº 1 2 3 4 5 6 TÍTULO O mundo da escrita no universo da pequena infância Entre a Educação Física na Escola e a Educação Física da Escola Em busca da formação de indivíduos autônomos nas aulas de Educação Física Práticas pedagógicas na educação especial: a capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental Políticas e práticas de educação inclusiva Alfabetização: a criança e a linguagem escrita AUTOR Faria. Zuleika De Almeida EDITORA BERTRAND Nº 1 TÍTULO A cabeça bem feita: repensar a reforma e o pensamento AUTOR Morin. Husair Doreen. De Caparroz.Fine 62 .) Ganeri. M. Simone (Org. C. Francisco Eduardo Bezerra. R Contijo.

1914-1991 Relação de força: história. 6) Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte Metodologia do ensino e educação física Aprender e ensinar com textos não-escolares Política de currículo em múltiplos contextos Os sete saberes necessários à educação do futuro AUTOR Chiappini. Edgar EDITORA DP&A Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Gestão da escola: desafios a enfrentar Filosofia para crianças Professora pesquisadora. Adilson Buoro. Anamélia Bueno Coletivo De Autores Citelli. uma práxis em construção Prova um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas Quando falam os professores alfabetizadores Quem sabe que erra? Reflexões sobre avaliação e fracasso Verde cotidiano: meio ambiente em discussão AUTOR Cury. Maria Tereza Moretto. Maria Cecilia Cosson. Rildo EDITORA CORTEZ Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Leitura e construção do real. Giulio Carlo Hobsbawn. 63 . Ligia (Coord) Citelli. Carlos Roberto Jamil Vieira. Mitsi Pinheiro De Estebam. Eric Ginzburg. Maria Reigota. retórica e prova AUTOR Argan. Adilson Casimiro. Carlo EDITORA CONTEXTO Nº 1 2 TÍTULO Fala. vol. Vasco Pedro Lacerda. O lugar da poesia e da ficção. Sofia Larche Kohan Walter Estebam.Sumário principal EDITORA CIA DAS LETRAS Nº 1 2 3 TÍTULO Arte moderna A era dos extremos: o breve século XX. I Outras linguagens na escola (v. M. letramento e inclusão social Letramento literário: teoria e prática AUTOR Mollica. Alice e Outros Morin.

Santinho Ferreira De Souza. 64 .Sumário principal EDITORA EDUFES Nº 1 TÍTULO Pesquisa e educação especial: mapeando produções AUTOR Jesus. Vera Teixeira De e Outros EDITORA FTD Nº 1 TÍTULO Atlas Geográfico – Turma da Mônica AUTOR Souza.. na escola: formando educadores para formar leitores AUTOR Paulino. M.M. JOSÉ EDITORA LOYOLA Nº 1 TÍTULO Pesquisa na escola: o que é. Santinho Ferreira De EDITORA FORMAR Nº 1 TÍTULO A construção do Espírito Santo AUTOR Conti. Raquel Félix LOTE 32 – EDITORA FORMATO Nº 1 2 TÍTULO Tipos de texto: modos de leitura Era uma vez. D. Maurício De QTD 591 EDITORA GRAFER Nº 1 TÍTULO Vitória. como se faz AUTOR Dagno. Graça Aguiar.. e Outros EDITORA FLOR & CULTURA Nº 1 2 TÍTULO Percursos com a leitura Olhares e perguntas sobre ler e escrever AUTOR Souza. cidade presépio AUTOR Tatagiba.

Sissa e Outros QTD 1860 EDITORA MODERNA Nº 1 2 TÍTULO Gramática em textos Gramática de Espanhol passo-a-passo com exercícios AUTOR Sarmento.Di Cavalcanti Brincando com Arte . Gabriel Walker Larry E.Djanira Brincando com Arte . Egle EDITORA MEDIAÇÃO Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Filosofia da criação A formação do ator A criança e a pintura Indisciplina/Disciplina Removendo barreiras para a aprendizagem AUTOR Meira. Mirna Richter. Sandra Tailer. Adrián Famyul EDITORA NOOVHA AMÉRICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Brincando com Arte .Guersoni AUTOR Sarro. J. Darcy Di Cavalcanti Djanira Guersoni 65 .Adélio Sarro Brincando com Arte . Yves Carvalho. Marly Spritzer. Egle Franchi. Melinda EDITORA MARTINS FONTES Nº 1 2 TÍTULO A redação na escola Coesão e coerência nas narrativas escolares escritas AUTOR Franchi.Sumário principal EDITORA MANOLE Nº 1 2 3 TÍTULO Filosofia ética e literatura Ensinando basquetebol para jovens Primeiros socorros no esporte AUTOR Perissé. Rosita Edler QTD 1860 591 591 1860 1860 EDITORA MERCADO ABERTO Nº 1 TÍTULO A criança e a produção cultural AUTOR Jacob. Leila Santilhana. Fegel.Darcy Penteado Brincando com Arte . Adélio Penteado.

Guignard Brincando com Arte . Guimarães. Ítalo Lajolo. Tarsila do Vaccarini Walde-Mar EDITORA OBJETIVA Nº 1 2 3 TÍTULO Como e por que ler a poesia brasileira do século XX Como e por que ler o romance brasileiro Como e por que ler a literatura infantil brasileira AUTOR Moriconi. Maria Inês Carmiato.Sumário principal Nº 6 7 8 9 10 11 12 13 TÍTULO Brincando com Arte . Marisa Zilberman.Maroubo Brincando com Arte . Ivani Guimarães. Cândido Ranchinho Amaral. Maria Inês EDITORA PAULUS Nº 1 2 TÍTULO Recriando experiências – técnicas e dinâmicas para grupos Ensino Religioso: construção de uma proposta AUTOR Instituto da Pastoral da Juventude Leste Bastos. João Décio 66 . Jocelino Maroubo Portinari.Portinari Brincando com Arte . EDITORA PAULINAS Nº 1 2 3 4 TÍTULO A religião no mundo (5ª série) Expressões do sagrado na humanidade (6ª série) A religiosidade no mundo atual (7ª série) Nossa opção religiosa (8ª série) AUTOR Carmiato.Walde-Mar AUTOR Guignard Soares. Fazenda. Regina EDITORA PAPIRUS Nº 1 2 3 4 TÍTULO Geografia. escola e construção de conhecimentos A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento A formação dos educadores ambientais Educação ambiental: no consenso um debate AUTOR Cavalcante. M. Maria Inês Carmiato. M.Tarsila do Amaral Brincando com Arte . Lana De S. Maria Inês Carmiato.Jocelino Soares Brincando com Arte .Ranchinho Brincando com Arte .Vaccarini Brincando com Arte .

Carlos Buoro. ou como desencaminhar o aluno da classe especial AUTOR Padilha. preconceito e intolerância AUTOR Pimentel. Carlos Pimentel.Português (grande) AUTOR Holanda. L EDITORA POSITIVO Nº 1 TÍTULO Dicionário Aurélio . Andréa e Outros Boreges. Paulo EDITORA PEIROPOLIS Nº 1 TÍTULO Cultura da paz AUTOR Von.Sumário principal EDITORA PAZ E TERRA Nº 1 TÍTULO Pedagogia do oprimido AUTOR Freire. Cristina EDITORA PLEXUS Nº 1 TÍTULO Possibilidade de histórias ao contrário. Edson e Outros EDITORA SBS Nº 1 TÍTULO O ensino da língua inglesa AUTOR Holden. Schindt EDITORA SARAIVA Nº 1 2 3 4 TÍTULO Português descomplicado Constituição Federal Brasileira Violência urbana Racismo. Susan e outros 67 . Adaptação e meio ambiente AUTOR Knur. A. M. Aurélio EDITORA SANTOS Nº 1 TÍTULO Fisiologia animal.

Clima. Físico Mapas da Europa . D. Eder Alonso Oliveira e Outros EDITORA VOZES Nº 1 2 TÍTULO Desenvolvimento sustentável Pedagogia da exclusão AUTOR Scotto. disponível em todas as escolas para subsidiar os estudos dos professores Programa DVD Escola – Volume I Disco 03 • • • • • Avaliação e Aprendizagem O que é Avaliação? (13’37”) Ciclo de Aprendizagem e Avaliação (16’00”) Avaliação e Contexto Social (15’00”) Projetos Educacionais e Avaliação ( 21’00”) Convívio Escolar • Toda Criança na Escola (12’28”) • Direitos e Responsabilidades (10’06”) • A Organização do Tempo e do Espaço na Escola (10’59”) 68 . J. Físico. (Org. Vegetação Mapas do Espírito Santo .) Rodrigues.Ásia.Sumário principal EDITORA SUMMUS Nº 1 2 3 TÍTULO Diferenças e preconceitos na escola Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva Dicionários de relações étnicas e raciais AUTOR Aquino.) MAPAS Nº 1 2 3 TÍTULO Mapas do Brasil . P.Político.Político. Ellis EDITORA THONSON Nº 1 TÍTULO Educando para o pensar AUTOR Castro. (Org. Gabriela e Outros Gentilli. África. A. Cashmore. Oceania Vídeos que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”.Físico e Político .

Eleição de Diretores e Descentralização Financeira em Questão (60’) • A Gestão Democrática do Projeto Político Pedagógico (60’) Disco 32 Gestão da Escola .Ponto de Partida para a Formação Contínua (60’) • Vida e Trabalho.Sumário principal Disco 23 Fazendo Escola • A História e os Caminhos da Gestão Escolar (60’) • O Papel dos Colegiados na Gestão Escolar (60’) • O Papel do Professor (60’) • O Projeto Político Pedagógico Passo-a-Passo (60’) Disco 31 Gestão da Escola – Parte I • Gestão Democrática: Teoria e Prática (60’) • Conselhos Escolares.Parte II • Avaliação Institucional: para Controlar ou para Democratizar? (60’) • Gestão Democrática da Escola e Gestão Democrática do Sistema de Ensino (60’) Disco 24 • Princípios e Bases da Gestão Democrática (60’) • A Função do Gestor (60’) Disco 33 Formação Contínua de Professores – Parte I • Formação Contínua de Professores em Face das Múltiplas Possibilidades e dos Inúmeros Parceiros (60’) • A Formação Contínua como um dos Elementos Organizadores do PPP da Escola (60’) • A Reflexão sobre a Prática CotidianaCaminho para a Formação Contínua e para o Fortalecimento da Escola Enquanto Espaço Coletivo (60’) Disco 25 • O Projeto Político Pedagógico: Conceitos e Significados (60’) • Os Diferentes Projetos da Escola (60’) • Políticas Pública e a Gestão Escolar (60’) Programa DVD Escola –Volume II Disco 13 Letra Viva • Planejamento na Prática Pedagógica (29’) • Planejamento: uma atividade é só uma atividade? (29’) Disco 34 Formação Contínua de Professores – Parte II • Os Saberes dos Professores.Articulando a Formação Contínua e o Desenvolvimento Profissional de Professores (60’) 69 .

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Anos Iniciais .

CEP 29. Ensino . CDD 372. área de Ciências Humanas.Ensino médio. Série. 202 p. área de Linguagens e Códigos. v. ISBN 978-85-98673-08-0 1. 3.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Currículo.Ensino fundamental. anos iniciais.Info Consultoria. anos finais. v. 03 . 2009.Ensino médio. v. Santa Lúcia .Espírito Santo (Estado) . I.19 CDU 373. área de Ciências da Natureza.Ensino fundamental. Título. anos finais. nº 1. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. ES. 01 . Guia de implementação. – Vitória : SEDU. II.Vitória/ES . Ensino médio Currículo.3. Ensino fundamental . . área de Linguagens e Códigos.Ensino médio.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. área de Ciências Humanas. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v.Currículo. v. 02 . área de Ciências da Natureza. 26 cm. César Hilal. 01 . Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos iniciais / Secretaria da Educação.br Espírito Santo (Estado).111.com.Ensino fundamental. 02 . anos finais. 2.056-085 . v. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. 03 .

ao lado do educador. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado..” Paulo Freire . igualmente sujeito do processo.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “..

Luiz Antonio Batista Carvalho. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Davel. Larmelina. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Maria Cristina Garcia T. Jaqueline Justo Garcia. Rosiane Schuaith Entringer. Luciane Salaroli Ronchetti. Edson de Jesus Segantine. Valéria Zumak Moreira. Iza klipel. Gracielle Bongiovani Nunes. Renato Santos Pereira. Alexandre Nogueira Lentini.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Patrocínio. Conciana N. Luciane R. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Cátia Aparecida Palmeira. Maria da Penha de Souza. Paulo Roberto Arantes. Morati. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Valentina Hetel I. Márcia M. Lyra. Dalla Passos. Luciete de Oliveira Cerqueira. Gilcimar Manhone.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Patrícia Maria Gagno F. do Nascimento. Magna Maria Fiorot. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Rosinete Aparecida L. Edna Milanez Grechi. Dileide Vilaça de Oliveira. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Rodrigues. Regina Zumerle Soares. Denise Moraes e Silva. Maria Alice Dias da Rosa. Cristina Lúcia de Souza Curty.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. João Luiz Cerri. Fracalossi. Paulo Alex Demoner. Alcimara Alves Soares Viana. C. Márcio Correa da Silva. Maria de Lourdes S. Alan Clay L. da Silva Scaramussa. Carla Moreira da Cunha. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Angélica Chiabai de Alencar. Sebastião Ferreira Nascimento. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Ângela Maria Freitas. Margarida Maria Zanotti Delboni. Nascimento. Hebnezer da Silva. Silma L. Maria Nilza Corrêa Martins. Lúcia Helena Novais Rocha. Ferreira. Eliane Carvalho Fraga. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Sara Freitas de Menezes Salles. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Ilza Reblim. Neyde Mota Antunes. Hebnézer da Silva.Língua Portuguesa Adriana Magno. Monteiro e Wagna Matos Silva.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Fernandes. Cristina Louzada Martins da Eira. Jane Pereira. Freitas. de Almeida. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Tarcísio Batista Bobbio. Ivanete de Almeida Pires. Edílson Alves Freitas. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Maria da Penha E. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Jomar Apolinário Pereira. Tânea Berti. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Luiz Humberto A.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Cátia Aparecida Palmeira. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Josimara Pezzin. Cláudia Regina Luchi. Antonia Regina Fiorotti. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Luciana Oliveira. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. de Castro. Benevides. Teresa Lúcia V. Hulda N. Maria Alice Dias da Rosa. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Junqueira. Lemos. Pedro Paulino da Silva. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Alaíde Schinaider Rigoni. de Oliveira. Vivian Rejane Rangel. Alaércio Tadeu Bertollo. Rosiana Guidi. Roseane Sobrinho Braga. Pereira. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Dilma Demetrio de Souza. Lúcia H. Martinelli. Karina Marchetti Bonno Escobar. da Silva. Renan de Nardi de Crignis. Jarbas da Silva. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Anderson Soares Ferrari.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. S. Alves. Claudinei Pereira da Silva. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Rodrigues. Christina Araújo de Nino. SRE Carapina: Lucymar G.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Epitácio Rocha Quaresma. Edy Vinicius Silverol da Silva. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Marta Gomes Santos. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Léa Silvia P. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Elisangela de Jesus Sousa. Vaneska Godoy de Lima. Nourival Cardozo Júnior. João Luiz Cerri. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Ires Maria Pizzeta Moschen. Irineu Gonçalves Pereira. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Perin e Valéria Perina. Sandra Renata Muniz Monteiro. Margareth Zorzal Fafá. Izaura Célia Menezes. Cezar. Fabiano Boscaglia. Marilene Lúcia Merigueti. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Francisco Castro. Ivone Braga Rosa. Sabrina D. Guaresqui Cruz. Rodrigo Nascimento Thomazini. Alaíde Trancoso. Paulo Roberto Arantes. Maria de Glória Sousa Gomes. Kátia Elise B. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Patrícia Maria Gagno F. Edna dos Santos Carvalho. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Marcelo Ferreira Delpupo. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Verginia Maria Pereira Costa. Alecina Maria Moraes. Gleise Maria Tebaldi. Bastos. Maria da Penha C. Edimar Barcelos. Marlene M. Eliane dos Santos Menezes. Érika Aparecida da Silva. Elza Vilela de Souza. Regina Jesus Rodrigues. Sebastiana da Silva Valani. Elenivar Gomes Costa Silva. Marcos Leite Rocha. Rosângela Vargas D.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Maria Elizabeth I. Campos Cruz. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Luciene Tosta Valim. Angélica Chiabai de Alencar. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Ilia Crassus Pretralonga. Edilene Costa Santana. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Neire Longue Diirr. . R. Eliana C. Luiza E. Luciano Duarte Pimentel.SEDU Ana Beatriz de C. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Bastos. Pedro Paulino da Silva. Raquel Marchiore Costa. Delcimar da Rosa Bayerl. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Jorge Luis Verly Barbosa. Eliane Maria Lorenzoni. Ribeiro. Luciane S. Márcia Gonçalves Brito. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Sandra Fernandes Bonatto. Foerste . Ires Maria Pizetta Moschen. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Erilda L. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Sônia A. Roberto Lopes Brandão. Organdi Mongin Rovetta. Ernani Carvalho Nascimento. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Eliana Aparecida Dias. Rachel Miranda de Oliveira. Gina Maria Lecco Pessotti. Carlos Sebastião de Oliveira. Américo Alexandre Satler. Carvalho. Chirlei S. Malba Lucia Gomes Delboni. Agnes Belmonci Malini. Ediane G. Johan Wolfgang Honorato. Antônio Carlos Rosa Marques. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira.Física Claudio David Cari . Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Eliane dos Santos Menezes. Barbosa. Elizabeth Detone Faustini Brasil.C. Eliethe A. Danilza A. Sandra Renata M. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Giuliano César Zonta. Novais Rocha. Vazzoler. Rogério de Oliveira Araújo. Renato Köhler Zanqui. Magna Tereza Delboni de Paula. Lea Silvia P. Oliveira. Linderclei Teixeira da Silva. Sulâne Aparecida Cupertino. Telma L. Ilza Reblim. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Cérlia Silva de Oliveira.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. João Carlos S. C. Naédina Barbieri. Maria Aparecida Rosa. Lurdes Maria Lucindo. Evelyn Vieira. Carmencéa Nunes Bezerra. Maria Geovana M.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . João Firmino. Tania Mara Silva Gonçalves. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Rodrigo Vilela Luca Martins. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira .Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Marta Margareth Silva Paixão. Nilson de Souza Silva. Maria Adelina Vieira Clara. Madalena A. Antônio Fernando Silva Souza. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Angelita M. Giovana Motta Amorim. Manzoli. Salette Coutinho Silveira Cabral. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Kátia Regina Zuchi Guio. Lima. Rodrigues. Rosangela Maria Costa Guzzo. Christina Araújo de Nino.Arte Rita de Cássia Tardin . Maria da Ressurreição. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Irineu Gonçalves Pereira. Anderson Soares Ferrari. Everaldo Simões Souza. Ana Paula Alves Bissoli. de Quadros P. Mohara C. Leila Falqueto Drago. Maura da Conceição. José Alberto Laurindo.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Renan de Nardi de Crignis. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Bruna Wencioneck de Souza Soares. Ana Paula Alves Bissoli. José Christovam de Mendonça Filho. Soprani. Marcio Vieira Rodrigues. Antônio Fernando Silva Souza. Ana Helena Sfalsim Soave. Cortez. Jane Ruy Penha. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Pinto. Luciene Tosta Valim. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Simone Carvalho. Giselle Peres Zucolotto. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Martinelli. Mirtes Ângela Moreira Silva. Marcia Vânia Lima de Souza. Paulo Roberto Arantes. Carvalho Morais. Última da Conceição e Silva. Jaqueline Oliozi. Coelho Ambrozio. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Sidinei C. Ronchetti.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Renata Garcia Calvi. Israel Bayer. Núbia Lares. Torres. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Angélica Chiabai de Alencar. Anelita Felício de Souza. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Sebastião Ferreira Nascimento. Mara Cristina S. Mônica V. Maria José Teixeira de Brito. Pedro Guilherme Ferreira. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Luciene Maria Brommenschenkel.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Maria Adélia R. Renata da Costa Barreto Azine. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Rodrigues Soyer. Braga. Marlene Athaíde Nunes. Maria do Carmo Braz. Edilene Klein. Eduarda Silva Sacht. Alvarenga Vieira.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . P. Jomara Andris Schiavo. Adna Maria Farias Silva. Lúcia Helena Maroto. Rita de Cássia Santos Silva.

Como equipe. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. na qual. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. sem dúvida. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. quer sejam individuais ou coletivos. como um plano único e consolidado. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . a complexidade que envolve a infância e a juventude. neste contexto. Para enfrentá-los. das superintendências e da unidade central. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011.Sumário principal Prezado Educador. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. Temos certamente que comemorar. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal 8 .

Sumário principal Apresentação .

assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. Educação Especial e Educação do Campo. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. conforme os termos constitucionais.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. O Estado. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. como unidade autônoma. tendo como base um projeto de nação. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. por meio de mecanismos participativos. sobretudo. Como síntese desse processo. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. mas. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. ao longo dos anos. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo.

unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. nizados. como a relação entre trabalho. conectado com a dimensão universal. Todos esses atores mente construídas. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. professores convidados. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. costumes historicamente produzidos que. O currículo é a materialização do ricos de discussão. fortalecendo a grande complexidade. hábitos e consequentemente. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. tônomos e críticos. por meio de atitudes. ciência e cultura. com vistas à promoção do educando e. da educação pública.Sumário principal e social de sua população. 12 . dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. Entre os anos de 2004 e 2006. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. entre vimento de crianças. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. com qualidade social. valores. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. Portanto. muitas vezes. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. que desafios que precisamos enfrentar.500 educadores.

conhecimentos estanques e conservadores. resguardando as especificidades das escolas. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. outros Educação Básica. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. Isto é. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Certamente. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Além para cada disciplina da do CBC. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. consequentemente. Para tanto. conteúdos com- 13 . buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.

a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. como instrumentos dinamizadores do currículo. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. na relação com a natureza e com seus pares e. em alguns casos. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. ampliando a nada. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. produz conhecimentos. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . dentre outros. correspondendo aos 30% restantes. lo ciência. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. cultura e trabalho. assim. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. Do ponto de vista organizacional. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. ou seja. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. cializadas na medida em que cultura e trabalho. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência.

por meio da Lei Nº. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. tornando a escola mais atrativa. O projeto contempla ainda. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. Esporte. química e biologia. roteiros turísticos e ambientais. Matemática e Ciências. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. 8963 de 21/07/2008. materializa esse conceito. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. a partir de estudos sistemáticos. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. por fim. Dessa forma. Realização de olimpíadas escolares e. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. “Ciência na Escola” . para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. 15 . a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa.Sumário principal vivências curriculares.

computador por aluno. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . escrita e pedagógicas. que para a revitalização das professor dinamizador. com isso. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. de modo a 16 .um públicas e privadas. a partir digitais no cotidiano escolar. com destaque ações de formação.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. tecnologias e suas implicações didáticas. como ativiprocesso ensino aprendizagem. TV comunidade local. as reformas educativas e seus desdobramentos. “Ler. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. transdisciplida escola. a sua inclusão digital e a comunidade. intervenção pedagógica. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. pois o educador precisa aliar à tarefa e. com destasucesso esperado: estagiários. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. pendrives. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. formação gica. pois o educador precisa aliar à Multimídia. as novas do conhecimento. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. por meio que necessidade. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. atualização da escola. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. capacibibliotecas escolares. a de estudar. e a partir A formação continuada tação. PC do professor. ampliando para a do educador é mais naridade. pesquisa. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno.

uma trilha experienciada coletivamente.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. que incorporou o saber de quem o vivencia. portanto. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. com tudo isso. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. como componentes do Guia. Destaca-se ainda. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. 17 . novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Espera-se. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. além de outras pautas de estudo do referido documento. Nesse sentido. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. ao final de 2009. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. os quais irão enriquecer a prática docente.

Sumário principal Capítulo Inicial .

estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. 21 . formação acadêmica e atualização permanente. Em 2005. municipal e federal.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. considerando situação funcional. por meio de seminários com participação dos professores referência. Em 2006 a Sedu. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. constituíram-se objetos de diálogo. nos quais. que. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. objetivos. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. conteúdos e orientações didáticas. elaboraram as ementas contendo visão de área. de acordo com a prática pedagógica do professor. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual.

Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. professores convidados. central e das da educação pública. modalidades e transversalidades. instituições e modos de 22 . Foram vividos momentos muito ricos de discussão. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. consequentemente. da educação pública. acima de tudo. num processo formativo e dialógico. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. SRE. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. jovens e adultos capixabas. em sua fragilidade. nos anos de 2007 e 2008. além de 26 especialistas de cada disciplina. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador).1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e.500 eduTodos foram mobilizados cadores. consequentemente. em dois grandes ciclos de colóquios. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. intercolóquios e seminário de imersão. produziram os CBC por disciplina. estar a serviço da vida. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. consultores. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. contando com a participação de cerca de 1. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência.

cultural e político.Sumário principal vida. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. reverencia o mistério da existência. paz social e paz ambiental. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. direito de todos e dever do Estado e da família. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. dignidade humana. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. social. que são apenas diferentes. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. a vida requer convivência na promoção da paz interior. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. que se realiza em um contexto histórico. intensificando os esforços pela justiça. do outro e do mundo. Nesse sentido. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. solidários. é um bem público que deve servir 23 . A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. por isso. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. Superar as diversas formas de exclusão. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações.

assumindo. um direito. mediante um determinado caminho. É na relação entre os sujeitos. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. sentimentos e atitudes. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). deverá atender aos interesses da coletividade. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. portanto. espaço de visibilidade. uma obra de legítimo interesse social. antes de tudo. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. A educação como serviço público. envolvendo a percepção. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. No entanto. a interpretação. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . uma dimensão mais ampla. consequentemente. por ser um ambiente essencialmente humano. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. A educação como obra de mudança. A escola pública com compromisso social. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. E um lugar de esperança. exercido pelo poder público ou privado. em função dele. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. numa perspectiva dialógica e dialética. a construção. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino aprendizagem. do desenvolvimento social e econômico da nação. na medida em que contribui para o bem comum. com toda a sua complexidade. aprender. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. o aluno é o centro do processo educativo e. Na escola. de movimento de uma dada situação a outra diferente. assumindo o lugar de mediador. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. a reflexão e a ação. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é.

pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. assim. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. e. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. a partir da articulação dos princípios trabalho. ciência e cultura. como forma de criação humana. algo vivo e dinâmico que articula as representações. como processo dinâmico de socialização. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. apropriando-se dela e transformando-a. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. acima de tudo. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. material e social. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. cuja base se expressa na aquisição da leitura. símbolos e comportamentos. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. produz conhecimentos. portanto. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. e trabalho como princípio educativo. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. Nesse sentido. constituindo o modo de vida de uma população determinada. gerando a sua própria cultura. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. cultura numa perspectiva antropológica.

O currículo para além das grades . a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. promotor de uma educação emancipadora. que está inserido. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. Porto Alegre: Artmed.Sumário principal curricular apresentada neste documento.P. entre os curriculistas contemporâneos.S. muitas vezes. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. 2 MOTA. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. 2. a organização física.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. dependendo do enfoque que o desenvolva. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. no interior da unidade educacional. mais difundida. impreciso.I. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. sobretudo. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. Portanto.R. a exemplo dos laboratórios de estudo. e BARBOSA. Compreender e transformar o ensino. e. por ser um conceito bastante elástico e. J.G. certamente. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. 1998. GÓMEZ. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. nesse sentido. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. N. o significa discutir a currículo. o currículo na escola E. e. No entanto. junho de 2004.G. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. J.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. evidenciar a qualidade dessa ação. Brasília. A.V. Isso acontece 1 SACRISTÁN. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. 26 . sobretudo. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. C. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. MEC/TV Escola/Salto para o futuro.

quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos.E. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. de organização e gestão.T. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado.uma introdução às teorias do currículo. as relações no interior 3 SILVA. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. a identidade nantes. é possível e negociações. 27 . De modo geral. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. a participação da comunidade. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. O currículo escolar. 2004. e outras que considePortanto. historicamente ideias de currículo em ação. incluem tradições culturais Assim. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. T. metas. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). Considerando isso. seu modo 4 FERRAÇO. Vitória: SEEB/SEDU. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. a identidade dos estudantes e etc. Assim. os conhecimentos mais valorizados da escola. seu modo de organização e gestão. seja no campo de metodologia. 2000. Documentos de identidade . políticas e alternativas educacionais. está deficurrículo4. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. currículo praticado (Oliveira). C. currículo realizado (Ferraço). conflitos concretas. Por isso. avaliação. Ele é resultado de lutas. currículo real (Sacristán). 3 talidade social” . Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. Belo Horizonte: autêntica. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. ações.

como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. articulando competências. v. ou seja. ENEM . ENEM . específica”7. 6 KUENZER. de ensino e pesquisa. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. MEC/INEP. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. há gradação. 81-93. ensino. 28 . com rapidez e eficiência.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. como parte que deste documento curricular. de vida e laborais conhecer.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. forma a aliar competências. Boletim técnico do SENAC. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. conhecimentos tácitos e as constituem. fazer. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. Não norteadores do Ministério da Educação. lar. 30. 2005. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. 2005. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. Comumente. histórias de vida. 7 BRASIL. Z. p. Rio de Janeiro. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. a segunda parte previstas. A. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. Pelo contrário. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. com rapidez e eficiência. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). 2004. MEC/INEP.

não basta ser muito entendicontexto. por exemplo. 2002. pois se referem a petência. extrema facilidade para alguma atividade. 9 BRASIL. dom ou uma mesma realidade. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. 29 . é extremamente importante que os profissionais da educação. pedagogos. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. o que pressupõe uma organização Na escola. 2005. o que se chama de talento. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. Dentre elas. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. Nesse te.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. não basta possuir objetos potentes e adequados. o desenvolaprendida. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. ou seja. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. na prática não se do sujeito. A competência relacional expressa esse jogo de interações. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. ENEM . A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. Competência como condição prévia anteriormente descritas. planejamento das atividades. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. condição do objeto. significa. MEC/INEP.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. Assim. nesse sentido. Não se trata MEC. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. educativo. as três formas de competência.

trabalhar nessa concepção. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. Até escola. 2. Cidadão esse que busca na escola adquirir. para que o aluno aprenda. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. cultural. Como ponto de (cognitivas. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 .Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. Quais são os alunos e quais são.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. problematizannatureza. se forme e informe. alguém se torna aluno. hoje. ao mundo do trabalho. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. por meio do ensino e da pesquisa. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. neste documento curricular. visa a investir na formação do cidadão. afetivas. Ao contrário disso. Nesse sentido. “Ninguém nasce aluno. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. sociais e psicomotoras).

gênero. a vida adulta. a inserção na vida adulta. é tempo de constante refere à crise de autoridade. A escola. Os diálogos com as única instituição responsável As crianças de hoje não teorias de um lado e as lutas por esse desafio. numa sociedade socioculturais determinadas. sendo um ocidental como a nossa. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. ora empurranlia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos do para frente o momento sociais. da maturidade. assim. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. Sendo simbólicas específicas e próprias. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. especialmente no que se de um indivíduo. de dominar física e mentalmente outros. que conrenciam. no Brasil templam o pertencimento de classes. uma vez que são exatamente iguais políticas em defesa dos direia compartilha com a famíàs do século passado. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. econômicos. e não diferentemente no Espírito Santo. constituir-se como infância. séculos. há ou etnia. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. pois reconhece-se que. dentre mundo. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. a Filosofia. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. no exercício História.Sumário principal e imprecisos. a violência urbana. A ação de reconhecimento ora jogando para traz a curta dos tempos da vida: a infância. os adultiza. a juventude e etapa da infância. Esses tempos de vida. sem. tos da criança. a Sociologia. estudo e a compreensão da contudo. de sua função educadora. os infantiliza. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. 31 . criações culturais crianças com o mesmo referencial. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. Portanto. a Antropologia. A e na comunidade. enfim. a Psicanálise.

(conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. tude do homem. Portanto. de provocar própria sociedade. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. como odo atravessado por crises. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. marcada pela busca leitura. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. de forma visível. Na infantil e a maturidade do adulto. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). e que se originalidade. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. a juvencomo o nascimento. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. cognitivas e sociais que. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. que. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. construindo. ajudam a traçar o perfil da população.Sumário principal individuais. Deve ser pensada para contrastes. juntas. o desejo de impactar. estilos que se constrói. de provocar matemático. o desejo de impactar. se exercita e se reconstrói variados. nas relações estabelecidas também e não 32 . discurso com sentido. da puberdade e social parecem mobilizar. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. assim. social parecem Assim como a infância. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. finalizando definidoras da existência somente com a morte. visível. Marcas para outras. como a o sinal próprio desse tempo. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. delimita mobilizar. a escrita.

ao mesmo tempo. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. em intensa situação de vulnerabilidade. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. Na escola. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. da classe média e trabalhadora. a ênfase no mercado e no consumo. como a família. falta de perspectiva de vida. Ser jovem na periferia ou no campo. como desordeiros ou transgressores. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. apontado para os adolescentes. ao mesmo tempo. em que os últimos têm acesso a bens. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. ela é um poderoso argumento de marketing e. são todas identidades possíveis e relacionais. mas buscam proteção. 2008). É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. mas em outras esferas sociais. ausência de utopias. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. (Calligaris. Seguir. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e.Sumário principal somente na escola. Objeto de inveja e de medo. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . no qual o futuro é incerto. Na contemporaneidade. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. a igreja e o trabalho. Querem ser rebeldes. muitas vezes encurralando-a. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. a seus pesadelos de violência e desordem. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. especialmente apresentados pela mídia. Objeto de admiração e ojeriza. a ponto de ser compreendido como alienação. diante de uma sociedade em intensa mudança.

na vulnerabilidade à violência e ao crime. O fenômeno da vida adulta. soal.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. são sujeitos que de emancipar-se. A laridades. sempre numa expectativa em família. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. explícita ou implicitamente. é entendido no processo história de vida. ou em ocupações precárias ou não. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. o clareza de seus objetivos. 34 . Já produz e trabalha. e na gravidez na adolescência. circunstância de realidade social. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. em qualquer formada sua personalidade e identidade. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. a respeito de si mesmo. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. seja por abandono. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. Em geral. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. tentando demonstrar. Estão abertos de desenvolvimento. Na fase de vida adulta. na perspectiva de trabalho. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta.

3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. da história e de suas próprias histórias. ainda. cultural e social que faz parte do acontecer humano.Sumário principal Estejam na infância.. De acordo com Lima (2006).. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta.. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana.17). 35 . na cidade. predominantemente jovens. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. o ser humano se tornou presença no mundo. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. Seres humanos experiências culturais.. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. filhos de trabalhadores formais e informais. em que perceber o mundo. mais que um ser no mundo. com o mundo e os outros. compreendemos. como ponto de partida e chegada do processo educacional. apresentam. diversidade O grande desafio da escola. são únicos em suas biológica.”. na especificidade de seus saberes e práticas. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. juventude ou idade adulta. em sua maioria de classe popular. que vivem no campo. sobretudo se entendida como a construção histórica. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. Algumas dessas diverem especial da pública. (as comumente chamadas de homens e mulheres. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo.

que propõe epistemológico e político. Certamente criminação em acolhimento humana. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. 36 . respeito O currículo deve. consideram esses saberes. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. o estético. às diferenças. cultura de paz e cidadania. como ato político pela garantia do direito de todos. tais como: o ético. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. o sociocultural. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. o biológico. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. solidariedade e justiça. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. Quando falamos de diversidade e currículo.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. o em todas as suas dimensões. mento pessoal e coletivo. portanto. solidariedade e justiça. no campo do conhecimento da a diversidade. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. o político. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. e a constituição às diferenças. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. dentre outros. que exige a busca por valores.

geralmente. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. em sua singularidade. mas como um modo próprio de fazer educação. em ocupações não qualificadas. quase sempre. dentre outras. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. Nelas. De modo geral. a cultura de paz. arts. 3. menor. nem menos importante. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. seus saberes. mas como um modo próprio de fazer educação. Os sujeitos da EJA. da política e da cultura. são trabalhadores assalariados. os direitos humanos. e de currículos adequados a esses sujeitos. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. Possuem trajetórias escolares descontínuas. de certificar-se. importante. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. nem menos 11/2000). de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. do mercado informal. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. como questões inerentes ao currículo escolar. apresentam uma especificidade sociocultural: são. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. a ética e cidadania. Como modalidade de Educação Básica.Sumário principal as relações étnico-raciais. a sexualidade. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. contribuindo de fato para a formação humana. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho.1 Educação de jovens e adultos: saberes. durante a infância e/ou adolescência. seja pela oferta irregular de vagas. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. trabalhando. 37 . que incluem reprovações e repetências. de aprender e de reaprender.

que enfoca o direito de todos à educação. o acesso e a permanência de todos na escola. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. sua característica fundamental de serem trabalhadores. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. Na LDB nº. Nesse sentido. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. espaço propício a emancipar o aluno. ou seja. preferencialmente na rede regular de ensino. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. Isso implica formar (não treinar.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. os princípios. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. no processo de aprendizagem.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. abordagem inclusiva do currículo. Além disso. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. pensando metodologias de ensino 3. cultura e trabalho. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. E uma concepção de escola como instituição política. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. adestrar. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. Nesse sentido. 38 .

continuada. o planejamento e a formação continuada. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. Ainda.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. a partir do princípio da pesquisa. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. da crítica e da colaboração. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. portanto. comum que atenda a todos e que considere a diversidade.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. Acreditamos que. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. 39 . O grande desafio da escola e. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. pela via da formação dos profissionais da educação. e outros espaçostempos da escola. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. 3. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. formação de ressignificação das práticas educativas.

os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. Há que se resgatar o educativo. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. Outro eixo fundamental 40 . que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. lutas pela terra. Assim. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. comunidade escolar e seu entorno. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. truídos de forma coletiva. a partir do trabalho de subsistência. A agria terra. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. estuda CEB nº 2/2008. Campo. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. produção orgânica de alimentos. se respaldada por documentos oficiais. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. o currículo deve levar em conta cultura familiar. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. normas e prinsujeitos campesinos. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. que procuram enfatizar o seu caráter singular. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. seus ao urbano. que institui e cultural dos sujeitos do campo. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. avalia e fomenta o processo de do Campo. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. em 2004. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra.

O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. na Lei 9. níveis e modalisocialmente justas. formação de sociedades sustentáveis que são. e a visão da educação como ato poiético. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. A promoção da ao mesmo tempo. Constitui-se em um processo permanente. étnica e cultural dos povos. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. biental em todos economicamente viáveis. com respeito à alteridade e à diversidade social. pelo regime de colaboração. valores e ati- 41 . da justiça social e ambiental. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. ao mesmo tempo. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. da cooperação. economicamente viáveis. 3. Educação Amecologicamente prudentes. se calcada nos princípios da solidariedade.Sumário principal é a interdisciplinaridade. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. da democracia. ecologicamente prudentes.795/99 e contribuirá para a formação humana. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. Como outro importante pressuposto. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. socialmente justas.

pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. cooperativas. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. Entretanto. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. interdisciplinares. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. os negros representam 47. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. 3. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. das pluralidades e da identidade brasileira. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. 42 . Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade.3% da população brasileira. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular.

equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. nacional em difeafricanas e asiáticas. que formam a população brasileira. à saúde.109 da etnia Tupiniquim e 237. por meio de suas lutas pelo direito à terra.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil.100. É tratado como uma sociedade sem 3. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. à educação. por meio de políticas públicas de reparação. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. Em 1988. Guarani. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. africanas e asiáticas. africana. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. nesse sentido. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. localizados no município de Aracruz. 43 . sendo 2. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. No período colonial. a população indígena compreende cerca de 2. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. No Espírito Santo. havia cerca de Promover o debate sobre 1. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. européia e asiática. Porém.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70.346 aldeados.000. 2006). à diversidade e à cultura. rentes épocas da história do Brasil. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. na escrita do artigo 231.

A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. 44 . visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. formação do Brasil. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. O conceito de de construção do conhecimento. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. o la e da comunidade. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. e. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. que possa o currículo escolar. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. própria origem e história. econômica. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. o resgate de sua cultura e história. social e religiosa. temática. principalmente. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. sob forte influência do mundo ocidental. da escoprincipalmente. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. conhecimento. e. política.Sumário principal suas antigas línguas. tradições e culturas.

Assim. os diver- 45 . estou desafiando meus alunos.). propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. Nessa perspectiva. Isto é. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. passando a mediar as aprendizagens. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. A intervenção docente. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. a problematizar. Como mediador e facilitador da aprendizagem. os espaços/tempo de educar. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. nessa lógica. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. bem como sua história. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. às características e aos estilos. e saber lidar e conviver com as diferenças. M.” (Moran. “o professor procura ajudar a contextualizar. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. a multiplicidade de pontos de vista. O professor como mediador do processo educativo. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. J. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. professor.

sobretudo os professores. Na interação grupal. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. Nesse contexto. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. isso significa. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. tendo como sujeito principal o professor. ao colocar seus pontos de vista. respeitando e valorizando outros pontos de vista. durante quase todo trabalho pedagógico. círculos. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. São os educadores. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. ou indiferença. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. dentre outros. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . Estabelecer uma relação de confiança. horizontalização dessas relações. o afetivo.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. na sala de aula. Tendem a se ano letivo. típica do trabalho cooperativo. ao máximo. e de trabalho. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. Diante desse cenário. bibliotecas. duplas. aceitação mútua. autenticidade. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. em suas potencialidades: trabalhos de grupo.

como sobre a realidade. que envolve. críticos e criativos. asseguram a necessária união entre teoria e prática. além de aproveitarmos recursos já existentes. a discuti-las e criticá-las. intencional e natural do ser humano. como princípio educativo. espaços públicos. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. interpretar e analisar dados. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. reservas ambientais. nos projetos pedagógicos. teatros. autônomos.Sumário principal dela. com autonomia. festividades. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. seu entorno. utilizzar todos os espaços possíveis como educativos. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. museus. exposições de arte. expressar-se questionamento. a construir seu próprio conhecimento. gumentando e defendendo sua hipótese. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. princípio educativo. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. concertos. com profissionais da área. bibliotecas. estações ecológicas. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. galerias. pois. a montar um mosaico das informações. articulando pensamento e ação. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . entre conhecimentos empíricos e científicos. envolvendo comunidade. construir e conhecer novos conceitos. centros de pesquisa. possibilitando a reconstrução do conhecimento. cultural e ao mundo do trabalho. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. A pesquisa. enfim. é fundamentada no diálogo e no questionamento. a acessar recursos tecnológicos. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. caracterizados como atividade simbólica. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. e com isto. quadras de esportes.

ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. avaliação do sistema escolar. É preciso avaliar permanente e processualmente. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. Avaliar é 48 . que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. para nós. envolvendo professor e educando. as questões de investigação. da mediação. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. profissionais da educação. marcada pela lógica da inclusão. A avaliação da educação pública. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. dentre muitos outros aspectos. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. do diálogo.Sumário principal naturais e sociais. em perfeita sincronia. ainda que seja um tema polêmico. é uma atividade integrante do processo pedagógico. avaliação da instituição como um todo. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. em que o protagonismo é do professor. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo.

d) estar coerente com os propósitos do ensino. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. para nós. memorial. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. aptidões. Avaliar. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. caderno de aprendizagens. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. E. 49 . talvez. com a finalidade de apreciar o resultado desse. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. bem como o raciocínio. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. recebe o nome de avaliação somativa. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. Assim. portfólio. Para que o processo de avaliação seja efetivo. certamente. deve ter significado para quem está sendo avaliado. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. que limita liação que elabora. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. é uma parte do todo. por considerar o processo educativo. ou seja. c) o conteúdo deve ser significativo. dagações sobre o Currículo futura. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. vivências e valores. quando ocorre ao final do processo. provas. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. o professor. nenhuma relativa ao que. A avaliação como parte de um (2007). gostaríamos de verificar. processo pedagógico. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. atribuir com os conteúdos escolares. cedora. potencialidades e habilidades. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. com vistas a reorientá-lo.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. de fato. testes. objetiva.

Sumário principal relatórios. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. momento de interação entre professores. para além de classificar e do representante de turma.. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. pedagogos. o adolescente e o adulto. interpretações. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. a violência escolar. professores. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. pesquisas. desafios que o cotidiano selecionar. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. as atitudes dário Anual. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. dentre outros. pais e comunidade em geral. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . ambiente da escola. coordenadores. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. referenciados nos programas dos. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. os grupos. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. paralela e final. angústias. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua.

as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. 51 . a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.

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Sumário

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Capítulo Ensino Fundamental – Anos Iniciais

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6 O NOVO ENSINO FUNDAMENTAL
VERBO SER Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer. Carlos Drummond de Andrade

O ensino fundamental, como etapa obrigatória da Educação Básica, obteve nos últimos anos reconhecido avanço, alcançando a universalização do acesso da população de 7 a 14 anos às escolas. Entretanto, muito há que se fazer para assegurar o direito de aprender de todo e cada aluno, garantindo sua permanência com qualidade.

Estabelece a LDB 9394/96 que o ensino fundamental, hoje ampliado para 9 (nove) anos, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

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Conforme indicam os Parâmetros Curriculares Nacionais/97, ao longo do Ensino Fundamental o educando deverá desenvolver habilidades, competências e capacidades, quais sejam: • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; • posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; • conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país; • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais; • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; • conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando-o e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva; • utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; • questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

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Tais pressupostos tomam corpo no presente documento curricular. Os conteúdos curriculares, bem como as práticas metodológicas, foram selecionados para favorecer a aquisição e o desenvolvimento das competências e habilidades relativas aos diversos campos do saber. Um novo desafio para o Ensino Fundamental é tornar realidade a ampliação de 8 para 9 anos com a inserção da obrigatoriedade a partir dos 6 anos de idade, conforme a Lei nº 11.274/2006, que define a implantação progressiva do Ensino Fundamental de 9 anos.

Pretende-se com o aumento do número de anos obrigatórios na escola assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem. É importante considerar que a garantia de acesso da criança ao processo de escolarização gratuita e obrigatória diminui as situações de risco e as vulnerabilidades ocasionadas pela não-escolarização; promove a permanência na escola e mais tempo para os anos iniciais, uma vez que contribuirá para o aprendizado; permite a relação da criança de 6 anos com seus pares e com as de 7 e 8 anos de idade; e valoriza a processualidade da alfabetização no ambiente escolar. No entanto, estudos apontam que uma efetiva escolarização não depende apenas do aumento do tempo de permanência da criança na escola, mas também do emprego eficaz desse tempo que amplia as oportunidades de aprendizagem, determinadas pelas experiências e pela qualidade das interações vivenciadas em seu meio sociocultural. Uma questão a ser considerada pela escola que inclui as crianças de 6 anos do Ensino Fundamental é a necessidade de reorganizar espaços, formas de gestão, ambientes, tempos, materiais, conteúdos, metodologias,

6.1 Por que o Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade?
A rede estadual está ampliando gradativamente o Ensino Fundamental de 8 para 9 anos, a partir do ano de 2009. O que fundamenta essa decisão é “oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos alcançando maior nível de escolaridade”. (Plano Nacional de Educação – PNE).

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objetivos, planejamento e avaliação, a fim de que as crianças se sintam inseridas e acolhidas num ambiente prazeroso e propício à aprendizagem. É importante considerar algumas reflexões para subsidiar a preparação da escola para a chegada desses novos alunos.

A criança A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. As crianças sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, possuem natureza singular. As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com os objetos, as pessoas e o meio em que vivem. Por meio da brincadeira, uma ação que é espontânea da criança, ela vai conhecendo o mundo, ao reproduzir vivências cotidianas e exercitar a imaginação e a expressão, ao mesmo tempo em que desenvolve sua identidade.

ponentes ativos do processo educacional. A forma e o acesso aos materiais podem ser disponibilizados em cantos temáticos, bem como a organização do mobiliário em grupos ou em círculo, refletindo assim a dinâmica do trabalho pedagógico, por serem elementos essenciais que viabilizarão a implementação do projeto educativo. Ao prepararem o ambiente, com intencionalidade pedagógica, os professores proporcionarão às crianças uma aprendizagem mais ativa e criativa, enriquecendo o processo de interação com os objetos, com outras crianças e com os adultos. Um ambiente alfabetizador se caracteriza por promover um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita, nas quais as crianças têm a oportunidade de participar e presenciar diversos atos de leitura e escrita, favorecendo o pensar sobre a língua e seus usos, construindo ideias sobre como se lê e como se escreve.

O professor O professor, assim como a criança, é sujeito ativo do processo de aprendizagem. Sua função de mediador e facilitador das aprendizagens infantis se constitui na medida em que organiza situações educativas orientadas,

O ambiente de aprendizagem Na organização do ambiente escolar, os recursos e materiais pedagógicos são com-

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ao mesmo tempo em que permite que as crianças trabalhem de forma autônoma, em situações de interação social ou sozinhas, ampliando suas capacidades ao interagir com diversas fontes de conhecimentos. A escuta, a observação, o registro, o planejamento e a avaliação são elementos essenciais no processo de intervenção pedagógica. A rotina do professor deve ser marcada pela permanente observação e registro do desenvolvimento da rotina dos alunos, ação que irá apoiar sua prática pedagógica. O registro diário de suas observações, impressões e ideias comporá um rico material de reflexão e pesquisa, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças.

Nesse sentido, é necessário ter um perfil profissional amplo, comprometido com a reflexão constante sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando informações necessárias para a construção de projetos educativos qualificados. O professor alfabetizador deve possuir competência e sensibilidade para o trabalho com alunos na faixa etária específica, entendendo o momento psicológico e cultural da infância, que marcará os temas preferidos por essas crianças, as brincadeiras vivenciadas, as modalidades de linguagem utilizadas, as possibilidades de relacionamentos socioafetivos e de compreensão de regras.

O professor deve A intervenção do professor Para a atuação nas turmas conhecer e considerar as é necessária para que facilite de alfabetização considerasingularidades da criança a apropriação dos conceitos, se necessário configurar em sua faixa etária, seus dos códigos sociais e das uma identidade profissional conhecimentos prévios, diferentes linguagens. O associada à valorização de um bem como suas histórias professor deve conhecer e conjunto de saberes teóricos e contextos, respeitando diferenças e ampliando considerar as singularidades específicos e práticos decoroportunidades de da criança em sua faixa etária, rentes da experiência, que socialização em um seus conhecimentos prévios, demonstrem conhecimentos ambiente desafiador, rico bem como suas histórias e e habilidades adquiridos ao e prazeroso. contextos, respeitando difelongo do exercício da dorenças e ampliando oportucência em alfabetização. Essa nidades de socialização em um ambiente habilidade deve ser considerada digna de desafiador, rico e prazeroso. atenção no momento da escolha desse

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profissional, por parte da escola, uma vez que representa um “saber fazer” como um diferencial de sucesso na alfabetização. É importante ter hábito de leitura e estudo, ser criativo e inovador, comprometido com o trabalho, além de ter o domínio da atividade de alfabetização. A atuação do professor terá prosseguimento na mesma turma nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, sempre que possível, de forma a garantir o acompanhamento dos alunos durante o processo de alfabetização e letramento.

atender às diversas características e ritmos dos grupos de alunos. Um momento inicial de conversa e planejamento coletivo das atividades do dia é importante para mobilizar e envolver os alunos. Além disso, o trabalho com atividades diversificadas, podendo ser simultâneas, individuais ou em grupos, com ritmos diferenciados, que exijam maior ou menor nível de concentração, que aconteçam dentro ou fora do espaço da sala de aula e da escola, é recomendado para dinamizar o trabalho educativo, tornando-o significativo para os sujeitos.

As relações sociais A rotina A organização do tempo de trabalho educativo realizado com as crianças está estruturada na rotina escolar. A rotina deve envolver situações de aprendizagens que revelem a intencionalidade educativa consonante com o projeto pedagógico da escola. Portanto, requer planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam a desenvolver aprendizagens específicas. A estruturação do trabalho diário poderá envolver atividades permanentes, esporádicas e específicas de projetos. Essa rotina deverá ser facilitadora dos processos de desenvolvimento de aprendizagem, ser clara, flexível e adequada para Ao lado do ambiente físico está o social, que se concretiza por meio da interação humana, determinante no processo de aprendizado infantil. A existência de um ambiente acolhedor, propicia a confiança e a autoestima, a vivência de situações de diálogo, jogos e brincadeiras, garantindo a qualidade da troca entre as crianças que, ao se comunicarem e se expressarem, demonstram seus modos de agir, pensar e sentir, ao mesmo tempo em que constroem e reformulam conhecimentos. Os momentos individuais também colaboram para o desenvolvimento das capacidades

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de interação, uma vez que permitem que as crianças socializem suas experiências e descobertas, vividas com outras crianças e com os adultos, construindo sentidos para pensamentos e ações e se preparando para novas interações.

de organização familiar que compõem a nossa sociedade, são imprescindíveis para se garantir o diálogo produtivo entre essas importantes instituições sociais, parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil.

A família

A família é, por excelência, a instituição educadora basilar. Ao lado da escola contribui para o desenvolvimento das crianças e sua inserção na vida social. As crianças têm direito de ser criadas e educadas no seio Na perspectiva de garantia da aprendide suas famílias. O Estatuto da Criança e do zagem, pautada numa concepção de Adolescente (1990) reafirma que a família formação integral, gradativa e processual, é a primeira instituição social responsável organizou-se os três primeiros anos do pela efetivação dos direitos básicos das Ensino Fundamental como crianças. constitutivos de uma fase A qualidade da relação contínua de escolarização, entre escola e família A qualidade da relação entre que objetiva superar a fragé fundamental para o escola e família é fundamenmentação no processo de desenvolvimento pessoal tal para o desenvolvimento alfabetização. e social e, portanto, deve pessoal e social e, portanto, ser marcada por diálogo deve ser marcada por diálogo e parceria, a partir de Assim sendo, o agrupamento e parceria, a partir de reflexões reflexões claras do papel dos três primeiros anos de claras do papel de cada uma de cada uma delas na escolarização será sustentado formação humana. delas na formação humana. por um permanente processo de avaliação e diagnóstico, A valorização e o conhecique indicará o alcance dos objetivos, os mento das características dos diferentes níveis de aprendizagem e as necessidades grupos sociais, logo, as diferentes formas para replanejamento das ações pedagógicas

6.2 Toda criança deve estar alfabetizada ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental

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com vistas ao cumprimento da meta que toda criança, ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, esteja alfabetizada, ou seja, que evidencie as competências e habilidades propostas para esse período inicial de escolarização, sobretudo no que se refere à construção dos processos comunicativos de leitura e escrita e, desse modo, prossiga com sucesso em sua escolarização.

que favoreçam a superação da fragmentação dos conhecimentos e informações, ao reunir as contribuições de cada disciplina de forma integral e integrada.

A partir dessa produção, para atender as especificidades dos anos iniciais do Ensino Fundamental, serão elaborados cadernos pedagógicos que contemplem aspectos metodológicos na garantia de uma ação que integre os diversos saberes e áreas do conhecimento pertinentes ao Ensino Fun6.3 O documento damental. Destaca-se a ação alfabetizadora curricular para por meio do desenvolvimento de situações os anos iniciais de aprendizagem que sejam lúdicas, significativas e contextualizadas. Atividades que Aprender significa conquistar a liberdade e proporcionem aos meninos e às meninas constituir-se sujeito de sua história, consver, tocar, experimentar, observar, manipular, ciente de seus desafios e exemplificar, comparar etc. responsabilidades. Portanto, Atividades que exijam dos Destaca-se a ação o conhecimento torna-se sialunos, além do mais, aplicar, alfabetizadora por meio nônimo de liberdade: quanto do desenvolvimento analisar, sintetizar e avaliar, e de situações de mais conhecemos, mais livres que fomentem a tomada de aprendizagem que sejam nos tornamos, pois nos apridecisões quanto às aprendilúdicas, significativas moramos com os elementos zagens que devem ser realie contextualizadas. necessários às escolhas e zadas; que tornem possível Atividades que decisões tomadas em cada proporcionem aos evidenciar as habilidades que meninos e meninas fase da vida. utilizarão ou requererão; que ver, tocar, experimentar, orientem seus pensamentos observar, manipular, Nesse sentido, torna-se de mediante a interrogação, a exemplificar, fundamental importância formulação e a ampliação de comparar etc. buscar estratégias e caminhos hipóteses acerca do mundo,

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constituindo-se em instrumento de compreensão da realidade. Neste Capítulo do Documento Curricular são apresentadas a concepção das área de conhecimento, a importância de cada disciplina para a formação humana e seus objetivos, e as principais alternativas

metodológicas como subsídio da prática docente. O Conteúdo Básico Comum está organizado por ano/séries, contendo uma referência para o trabalho pedagógico com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos (alunos de 6 anos de idade) e alunos de 1as a 4as séries (alunos a partir de 7 anos de idade).

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

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7 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS
Tradicionalmente no Brasil a educação científica, influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais, esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade, fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Norteado por essa concepção de progresso, o ensino das ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Nesse sentido, as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e assim a produção científica produzia um acúmulo de conceitos científicos, que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. Tais processos se caracterizavam, entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural, fragmentar os conhecimentos científicos e priorizar a acumulação desses conhecimentos, pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. A partir da década dos anos 90, o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais, de acumulação e reprodução do acervo científico, não só propiciou o fracasso da apropriação desse conhecimento, como também dificultou a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Nessa década as pesquisas, as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Respondendo a essa necessidade, os parâmetros curriculares em ação, elaborados no final dessa década, procurando respeitar diversidades regionais, culturais e políticas existentes no país, e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares, por meio de temas transversais, e o desenvolvimento de competências e habilidades.

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No presente, a educação escolar científica, ainda permeada pelas práticas tradicionais, encontra-se numa situação de dependência sociocultural, posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural, particulares e globais. Para nós, tais problemas globais, simples e complexos, emergem das interações dos seres humanos entre si, e entre os seres humanos e o meio ambiente. Nesse sentido, esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. Diante desse desafio, fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN), nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE, que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos fundamental e médio, na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”, e nos documentos norteadores da educação, recriamos esta proposta curricular para ensino das ciências, firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. Em tal perspectiva, concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que, como qualquer outra produção

humana, contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Em nossa proposta, o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida do sujeito. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno, pois constitui uma via, um meio sistematizado e organizado para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida, e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. Sendo assim, fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva, a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade, interdisciplinaridade e alfabetização científica, e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e de dominar as práticas cotidianas, e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. Nessa recriação, consideramos a ciência como uma linguagem simbólica, histórica e ideológica que contribui para o conhecimento, a reflexão e a compreensão do mundo.

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Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas), das objetivações e, sobretudo, como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos, mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Entendemos competências como um conjunto de habilidades, por meio das quais, em um determinado contexto, o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Entre outras, conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Nesse sentido, as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural-natural também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação, ou seja, instrumentos socioculturais.

Para nós, o processo de ensino-aprendizagem das ciências, centrado no diálogo, transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos, dos professores e da escola], motivando a participação ativa dos atores desse processo. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes, cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e, juntos, recriam esses saberes. Dessa forma, o conceito científico tornase um instrumento ou ferramenta de conhecimento que, unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares, contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. Nesse sentido, essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos, como a Ética, a Pluralidade Cultural, o Meio Ambiente, a Saúde e a Orientação Sexual, em conteúdos curriculares, pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas, no cotidiano, não só se recriam no saber científico, mas também o fazem no acervo popular.

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7.1 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas, culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA &CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao

longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente a números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A História da Humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004) que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas sobretudo que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica, assim se deve:

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Fazer menos...
• • • • • • • • • • • • Aula expositiva Trabalho individual Trabalho em contexto Trabalho abstrato Temas tradicionais do passado Memorização instantânea Informação acabada Atividades fechadas Exercícios rotineiros Simbolismo matemático Tratamento formal Ritmo uniforme

Fazer mais...
• • • • • • • • • • • • Orientação, motivação Trabalho em grupo Aplicações cotidianas, globalização Modelização e conexão Temas interessantes de hoje Compreensão duradoura Descoberta e busca Atividades abertas Problemas compreensivos Uso de linguagens diversas Visualização Ritmo personalizado

• Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

• Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a

afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento). Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do

13 Alsina, C. 2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar, as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

tência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp. 81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender, sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, pp. 81-82)

7.1.1

Contribuição da disciplina para a formação humana

Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de compe-

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Portanto. políticas e econômicas ao longo dos tempos. algébrico. de forma 7. combinatório. 30). Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. métrico. p. guardando estreita relação com as condições sociais. consideramos os seguintes objetivos: 75 . estatístico. o município.1. o país ou o mundo. Dentro dessa perspectiva. a fim de transformá-los e ressignificá-los. é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Possibilitar situações de levem o estudante a validar estratégias e resultados.2 Objetivos da disciplina Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético. o Estado.Sumário principal Ainda para Freire (1996. Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais. relacionadas com a história da Matemática. físicos. Além disso. probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. mas que não se abdique do saber matemático mais universal. defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –. ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. entre outros. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar. sociais. o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos. geométrico. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. seja a comunidade local.

discussão de estratégias e institucionalização de conceitos e representações 76 . Apresentar a Matemática de forma a permitir o estudante comunicar-se matematicamente. As situações a propor aos alunos. o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. nos quais o fazer. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados.3 Principais alternativas metodológicas Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas. tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento. desenvolver projetos. fazendo uso da linguagem oral. indução. e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos. matemáticas. constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula. realizar atividades de investigação. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizados. permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas. como resolver problemas. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. geométricos e algébricos.Sumário principal que possam desenvolver o raciocínio e os processos. dedução. bem como os instrumentos tecnológicos disponíveis. os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos. atividades que envolvam jogos e ainda resolvendo exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade. como intuição. devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. e estabelecendo relações entre elas e entre as diferentes representações matemáticas. é a meta desta proposta. analogia e estimativa. 7. que saiba descrever.1. para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo. ou seja. de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. que envolvam raciocínios aritméticos. escrita e pictórica.

que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Isso desenvolve no aluno a criatividade. com seus conhecimentos. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações.Sumário principal A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos. os alunos. No entanto. 14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões. 77 . o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemática como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. visão da sociedade onde vivem e suas interações etc. a argumentação. atitudes e crenças. enfim. é necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido. a capacidade de pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição). refutações e demonstrações. com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem. bem como construir a capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. construída pelo homem. comparar diversos caminhos para obter a solução. saberes. Para Soligo (2001): o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa. testar seus efeitos. Enfatizamos. pois. desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados. a reflexão. selecionados com uma determinada intenção. além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar a resposta correta aplicando procedimentos adequados. ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações. propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor. na qual haja lugar para as conjecturas. o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Nessa forma de trabalho. emoções. e por último os problemas. visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações.

Nessa perspectiva. como fonte de conceitos para pen- sar novas ideias. na forma de conjecturar. não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento. antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola. como meios para realizar projetos. é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar. A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende. fazer inferência. no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo. e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação.Sumário principal principalmente. Os preços acessíveis e a facilidade 78 . ou seja. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios. valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. portanto. e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual. Diferentemente do que alguns educadores temem. Galvis (1988) afirma que o computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem. como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. para contribuir com a aprendizagem da Matemática. em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. antes de qualquer outra coisa. uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente. nos processos essenciais da formação do cidadão.

o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque.Sumário principal de serem encontradas as tornaram instrumentos imprescindíveis. e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. a identificação das regras. seja na construção de conceitos. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática. a variação das regras. pois os alunos não ficam na posição de meros observadores. No entanto. tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos. os materiais concretos. evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história da Matemática. auxiliando no caminho para a abstração matemática. convém lembrar que a observação precisa dos dados. trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. o emprego de analogias. a procura de uma estratégia. na organização e gestão de dados seja em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. No âmbito pedagógico. e transformam-se em elementos ativos. é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos. Para tal. na resolução de problemas. os jogos. é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas. entre outras possibilidades. Como exemplo. na 79 . bem como o trabalho com jogos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. Afinal. quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino-aprendizagem da Matemática na escola. além de seu caráter motivador. que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia. a redução a casos mais simples.

com sua gama de conexões. por sua vez. 80 . que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e. no sentido de ampliar as informações e o repertório textual. talvez o mais importante. Para tal. os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade. ao entender esse contexto. O livro didático. Além disso. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade. na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração.Sumário principal tentativa de busca da estratégia vencedora. Ressaltamos o trabalho com projetos que se harmoniza com a resolução de problemas. o mais facilmente acessível. que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural. e a internet. uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula. tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor. além de contribuir para ações que. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. buscando solucionar o problema posto à sua frente. quando articulam vários ramos do saber. o modificam. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso. na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo. além de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. convertendose em um dos apoios disponíveis para o professor. aliado a isso.

indutivo. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Compreender dados estatísticos. intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. desenvolvendo a imaginação e a criatividade.Sumário principal 7. 81 . por analogia. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Diante de formas geométricas planas e espaciais. • Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: • Reconhecer e utilizar símbolos. criando estratégias próprias para sua resolução. códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo. • Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. • Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem. • Identificar a formulação em linguagem matemática. organizar e representar. • Utilizar grandezas diversas para medir espaço. reais ou imaginárias. percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. conhecer suas propriedades. estabelecendo tendências e possibilidades. interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. • Utilizar as novas tecnologias de computação e de informação. estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática. generalizar. • Calcular comprimentos.4 Conteúdo Básico Comum . Outras competências. • Raciocinar logicamente. • Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento. • Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. relacionar seus elementos. • Identificar. • Resolver problemas. • Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções. muitas vezes expressa na simplicidade. plausível etc. tempo e massa. em uma situação problema apresentada em certa área do conhecimento.Matemática Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências gerais • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. fazer abstrações com base em situações concretas.1. • Identificar e analisar valores das variáveis. igualmente fundamentais para o Ensino Básico. probabilístico. na harmonia e na organicidade de suas construções.

• Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Resolução de problemas envolvendo as ideias da multiplicação: parcelas iguais e ideia combinatória. • Adição. • Números pares e ímpares. estimativa. • Antecessor e sucessor dos números naturais. • Sistema de Numeração Decimal: unidades. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. 1ª e 2ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Ler e interpretar textos diversos. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Registrar ideias e procedimentos. • Processar informações diversas. • Resolução de problemas envolvendo ideias da divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. decomposição. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. dezenas e centenas. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Operar utilizando cálculo mental. subtração. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. valor posicional. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. calculadora e algoritmos. Tratamento da Informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Situações problemas envolvendo a adição. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. subtração.Sumário principal 1º ano. assim como das propriedades das operações. 82 . • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem.

estimação. muitas vezes expressa na simplicidade. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. triângulo e círculo. Grandezas e Medidas • Geometria nas diversas culturas e nas artes. utilizando medidas não-padronizadas. • Desenvolver a capacidade de observar. retângulo. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. • Grandeza Tempo: unidades de tempo (ano. 83 . • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Noções de medidas de comprimento. mês e hora). explorar e investigar. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. na harmonia e na organicidade de suas construções. • O cubo. intervalo de tempo. Conteúdos Geometria. • Os objetos planos: quadrado. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. massa. o paralelepípedo e as pirâmides. dia.

• Noção de fração: parte todo e razão. subtração. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Sistema de Numeração Decimal: ordens e classes. multiplicação e divisão. • Divisão: ideia de repartir e formar grupos. medidas. subtração e multiplicação por inteiro. • Organizar dados em gráficos de barras. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Multiplicação: ideias de parcelas iguais e ideia combinatória e forma retangular. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. triplo etc. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. decomposição. • Operar utilizando cálculo mental. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos.). estimativa. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. Tratamento da Informação • Leitura interpretação de tabelas e gráficos. • Processar informações diversas. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Situações problemas envolvendo a adição. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Multiplicação: ideia proporcional (dobro. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração.Sumário principal 3ª e 4ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Ler e interpretar textos diversos. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. operações de adição. • Adição com reservas e subtração com recurso. 84 . • Registrar ideias e procedimentos. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Noções de porcentagem e escala. • Os números decimais: sistema monetário. calculadora e algoritmos. valor posicional. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. assim como das propriedades das operações. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem.

• O cubo. • Medidas de massa: quilograma e grama. minuto. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Unidades de tempo (hora. triângulo e círculo. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. muitas vezes expressa na simplicidade. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. centímetro. mês e ano). • Os objetos planos: quadrado. decímetro. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Medidas de comprimento: metro.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • Desenvolver a capacidade de observar. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. utilizando medidas não-padronizadas. na harmonia e na organicidade de suas construções. retângulo. explorar e investigar. 85 . milímetro e quilômetro. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. Grandezas e Medidas • A geometria nas diversas culturas e nas artes. Conteúdos Geometria. o paralelepípedo e as pirâmides. • Cálculo com medidas não-padronizadas. • Medidas de volume: litro e mililitro. segundo. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática.

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Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. Nesse sentido. Sendo assim.2 Ciências 7. das habilidades [instrumentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. como também se apropriam dos direitos e das obrigações cívicas de seu meio sociocultural. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. Nessa perspectiva. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e a científica. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e de ferramentas socioculturais. bem como entre as culturas e o meio ambiente. pois são instrumentos socioculturais. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas e que. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. transformam o meio ambiente e sua existência. na Terra e na vida. reinserindo-se no universo.Sumário principal 7. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à 88 . e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. habilidades e ferramentas. explicam a condição humana. Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. de alguma forma. nossa proposta do processo de ensino de ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. por meio do diálogo. Para nós. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes.2. pois o diálogo discursivo de alteridade fundamentado nas interações discursivas socioculturais obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. por meio das quais os seres humanos. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. Nessa reflexão os participantes desse processo.

que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio..).2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. 2002). Nessa perspectiva. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. anos. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. ciclos. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. curioso. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN)..Sumário principal espécie Homo sapiens. e nos documen- 89 . deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. p. junto aos das outras áreas escolares. entre outras coisas. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. e entre os seres humanos e o meio ambiente.] enfrentar as incertezas e. mais globalmente. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). cultural e natural. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. Nesse sentido. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. etc. podemos dizer que o processo de ensino científico. levando em conta os parágrafos anteriores. partícipe ativo das transformações de seu entorno social.2. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. Em nossa concepção. deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. 7. Em consequência. 2002. Dessa forma. Para nós. Finalmente.56). contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. nas etapas da Educação Básica. criativo e reflexivo. compreender a diferença cultural significa. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. todos os conhecimentos são relativos e incertos. blocos. responda a um ou a vários objetivos gerais. esse processo. o processo de ensino de ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. Nesse sentido. solidário.

Nessa perspectiva. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. as atividades e ações do processo de ensino das ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. Sendo assim. nossa proposta curricular. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. e na recriação da subjetividade. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). psicológicas e afetivas. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses ciclos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de palavras científicas. as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os conhecimentos culturais. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). fundamentada nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. Partindo desse objetivo. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade de 90 . fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar.Sumário principal tos norteadores. propõe que o ensino científico de primeiro a quinto anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades (instrumentos socioculturais) mediadores no processo de conhecimentos das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. Assim. Na proposta curricular. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores dos ciclos iniciais.

ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que lhes permitam conhecer e dominar suas atividades cotidianas. em atividades pedagógicas que contribuam para essas ações. comparação. etc. os professores. também promovem a tomada de consciência dessas atividades.) Estudos mostram que tal processo do desenvolvimento na sala da aula depende da recriação de atividades pedagógicas que. sem fugir dos princípios metodológicos que orientam esta proposta. Mediação que se concretizará na recriação. dedução. categorização. será o instrumento mediador dessa interação e da tomada de consciência. identificação. ao mesmo tempo em que estimulam a interação entre habilidades e conceitos. descriminação. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. etc. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno.). no processo de ensino-aprendizagem científico de primeiro a quinto anos. os professores concebemse no processo de ensino-aprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. diferenciação. guiados pela pesquisadora Carvalho (2001). o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. Nesse sentido.Sumário principal conhecer e explicitar os fenômenos socioculturais e naturais. experimentação.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. como também no desenvolvimento das habilidades mediadoras na linguagem científica (explicação. argumentação. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo.2. Sendo assim. o professor. analogia. Nesse sentido. descrição. classificação. Nesse sentido. 7. Também nesse processo. das competências e das habilidades media- 91 . nessa etapa do Ensino Fundamental o processo de ensino científico se centrará não só no desenvolvimento das habilidades básicas (observação. Partindo dessas premissas. por meio de atividades/tarefas pedagógicas. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas.

Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. 4. 6. Para isso propomos que se identifiquem. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). pesquisas etc. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. interação discursiva entre o professor e os alunos. para isso propomos a resolução de problemas cotidianos em grupo. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. por meio de leituras de vídeos. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. temas geradores. confrontação de ideais. revistas. jornais locais e de outros estados. a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. Com esse fim. e o próprio processo de produção de conhecimentos. eixos temáticos etc. Com a metodologia buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. 2. mapas conceituais. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais.Sumário principal doras nessa ação. orientamos que as atividades/ tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. o mundo ou a sociedade em geral. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. uso de livros de Ciências. 5. produção de texto em grupo. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. 7. problemáticas. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. 3. por meio de entrevistas. pesquisa em grupo. Sendo assim. revistas de divulga- 92 . o professor buscará motivar constantemente a intera- ção discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares.

Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas simbólicos de conhecimentos. junto a textos escritos por outros autores. logo depois de serem avaliados.Sumário principal ção científica e documentos escritos ou digitais. 8. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. 93 .

• Articular. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. visitas etc. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. categorização. explicação. códigos e nomenclatura da linguagem científica. • Organizar os conhecimentos adquiridos. pensamento lógico e crítico. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. mental e cultural dos indivíduos. Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. cultural. produção de tecnologia e condições de vida. social. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. associado aos aspectos de ordem histórica. observação. • Elaborar textos para relatar eventos. identificação. valorizando a formação de hábito de autocuidado. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. entre outros: percepção. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Analisar.Sumário principal 7. econômica e política. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Valorar o trabalho em grupo. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. interpretar. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico.Ciências Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências Gerais 1. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. gráficos e representações geométricas. entender. questões-problema. 94 . de autoestima e de respeito ao outro. 2. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. diferenciação. consciente.2. comparação. • Interpretar esquemas. Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência.4 Conteúdo Básico Comum . contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. cultura. tecnologia e meio ambiente. tabelas. sendo participante ativo. analisar e interpretar textos de enfoques sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. argumentação. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. conceitos. fenômenos. diagramas. descrição. • Consultar. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. experimentos. elaborar hipóteses. social. 3. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental).

Meio ambiente e ser humano • Recursos naturais • Relação entre o homem e os recursos naturais Eixo: Ciência e Tecnologia 8. • Elaborar junto com o(a) professor(a) textos escritos poéticos. • Identificar elementos culturais que recriam diferenças socioculturais. • Com ajuda do(a) professor(a) identificar e registrar dados. • Descrever. • Realizar pesquisa de campo e bibliográfica simples. Os fatores físicos: propriedades gerais (noções de transformação) • Ar. Os seres vivos • Ciclo vital dos seres vivos • Classificação dos seres vivos • Diversidade 6. sol (noite e dia) • Noções de astronomia (astros. • Elaborar e interpretar desenhos e completar esquemas básicos. Plantas e animais • Comparação entre plantas e animais • Plantas terrestres e aquáticas • Animais vertebrados e invertebrados • Relações ecológicas entre os seres vivos 7. classificar utilizando categorias socioculturais. • Ouvir e respeitar as ideias dos colegas e do(a) professor(a). • Perceber e descrever fenômenos naturais. Construindo nosso conhecimento • Objeto de estudo das ciências 2. luz. água.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª Série HABILIDADES • Expressar oralmente ideias e atividades escolares e extraescolares. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Conhecer ações do ser humano sobre o meio ambiente. planetas e estrelas) 3. comparar. descritivos e instrutivos simples. solo • Noções de energia (luz e calor) 95 . Conhecendo meu corpo • Partes do corpo humano • Órgãos dos sentidos • Higiene e cuidados com o corpo Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 4. Nosso meio ambiente • Espaço onde vivo: ambiente (natural e modificado) • Organismos • Ambiente e ser vivo 5. • Com a cooperação dos colegas e o(a) professor(a) formular estratégias para a resolução e dar respostas a problemas socioculturais ambientais concretos. Observando o espaço • Céu. • Conhecer hábitos de higiene para uma boa saúde. lua. bem como as diferenças socioculturais. • Observar objetos e fenômenos simples utilizando categorias socioculturais.

• Conhecer e utilizar aparelhos de medições simples. • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e a realização de pesquisas. O ar • Características gerais e propriedades • Poluição 4. comparar e classificar utilizando variáveis e enfocando aspectos quantitativos. • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes científicas e não-científicas. A luz • Características gerais • Fotossíntese 5. • Comparar. • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar experimentos para testá-las. respeitando a normas de segurança.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 2ª Série HABILIDADES • Identificar estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais ambientais locais. água e solo • Prevenções e cuidados • Importância da vacinação 8. arenoso e humoso) • Proteção e conservação do solo Eixo: Ciências e Tecnologia 7. química e física). • Descrever. • Completar e elaborar esquemas conceituais simples. imagens. interpretar e reproduzir gráficos. • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença sociocultural. • Analisar os hábitos para a boa saúde. Dependência de alimento • Lixo • Geração de lixo (reciclagem) • Transformações da energia no ambiente 96 . • Manipular material do laboratório (informática. Nosso mundo: planeta Terra e as culturas • O planeta Terra e os conhecimentos culturais • Características (forma) segundo a ciência Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. Conhecendo o Universo • Explicações e teorias sobre a origem do universo • Movimentos do planeta • Explicações e teorias sobre os astros • Sol (eclipse) • Lua (fases da lua e marés) • Noções de coordenadas (pontos cardeais e bússola) • Hora (dia e noite) 2. A água • Características gerais e propriedades • Ciclo da água • Poluição 6. • Ler e interpretar textos descritivos e informativos. • Identificar e tabular dados e ler. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. selecionar e registrar informações socioculturais. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. Parasitologia: doenças relacionadas a ar. O solo • Características gerais e propriedades • Tipos de solo (argiloso.

• Características gerais e exemplo de cada reino (plantas. temperatura. terremotos. bactérias e protozoários) pessoais. executar tarefas). madeira. metais. • Húmus • Realizar atividades de estudo com independência • Ferrugem (organizar o material. • Necessidade da água para vida • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando • Purificação da água fontes científicas e não-científicas. • Ciclo de vida e doenças (alguns exemplos) 97 . CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 3ª série HABILIDADES • Formular estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais locais. Planeta Terra • Formação da Terra utilizando variáveis. derivados do petróleo) • Ler e interpretar texto descritivo e informativo de cunho científico simples. consultar a agenda e fontes de • Combustíveis pesquisa. Água culturais. • Características gerais de materiais (vidro. Variedade dos seres vivos • Fazer perguntas contextualizadas. enfocando aspetos quantitati• Formação da superfície terrestre vos. • Formação. • Responsabilizar-se pelo material escolar e pertences animais. selecionar e registrar informações socio• Respiração aeróbica culturais. comparar e buscar regularidades. minerais. Transformações da superfície terrestre: agentes naturais representação de dados. classificar 2. Ar • Ciclo do ar • Elaborar esquemas conceituais simples. sementes. fungos. • Utilizar aparelhos de medições simples. respeitando a normas de segurança. pressão. • Composição. • Resolver situações-problema. utilizando-se de raciocínios lógicos. 8. Solo realização de pesquisas. peso. tipos e camadas do solo • Analisar os hábitos para a boa saúde. erosão • Analisar fenômenos aplicando conhecimentos socio4. química e física). • Movimento das placas tectônicas • Vulcões. Alimentação e saúde • Conceito de alimento • Pirâmide alimentar • Alimentos regionais • Cuidados com alimentos • Doenças ligadas aos alimentos Eixo: Cidadania e Meio Ambiente • Descrever. Eixo: Ciências e Tecnologia • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença 7. umidade • Comparar. 5. lactobacilos) • Produzir textos com sequência lógica e coerência. Matéria sociocultural. • Lixo industrial 9. • Poluição regional • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e 6. • Manipular adequadamente o material do laboratório (informática. • Camadas internas da Terra • Reconhecer e tabular dados e produzir gráficos de 3. • Tratamento de esgoto • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar • Utilização racional da água experimentos para testá-las. Reações químicas • Ação microbiana (fungos.

CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Reconhecer os colegas como parceiros de trabalho. CONTEÚDOS 10. O ambiente dos seres vivos • Biosfera: camada de vida • Os ambientes da biosfera (terrestre e aquático) • Ecossistemas (fatores bióticos e abióticos) • Os seres vivos dos ecossistemas (habitat. flor. O homem e o universo • A via-láctea e o nosso sistema solar: explicações socioculturais • A força da gravidade • Lua: satélite natural • Eclipses • Radiação solar 2. • Interpretar e elaborar quadros. O ser humano biológico • Células .Sumário principal HABILIDADES • Reconhecer e respeitar direitos e deveres. • Propor hipótese sobre a resolução de problema. • Identificar o motivo do problema de pesquisa. planificação e aplicação de categorias socioculturais. Plantas • Partes da planta (raiz. • Reconhecer a escola como espaço público de trabalho. • Conhecer processos experimentais úteis para o trabalho de laboratório e conhecer estratégias de investigação básicas para a resolução de problemas. • Utilizar critérios de classificação. • Registrar qualitativamente dados e descrever as observações.partes principais • Das células ao organismo • Sistemas: anatomia Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. nicho) • Controle biológico • Relações alimentares: herbívoro/carnívoro e onívoro • Cadeia e teia alimentar (aquática e terrestre) 98 . • Participar de ações de cidadania e de solidariedade. tabelas e gráficos de dados. fruto e semente) • Noção do ciclo reprodutivo das plantas (polinização) 11. folha. vivíparo e ovovivíparo • Cadeia alimentar aquática e terrestre 12. Animais • Características e grupos • Reprodução: ovíparo. caule. • Deduzir previsões a partir de conhecimentos teóricos. • Classificar variáveis (relevantes e irrelevantes) de um problema e estabelecer relações de dependência entre variáveis. • Selecionar testes ou experiências adequadas para testar hipótese e formular estratégias adequadas para a resolução de problemas socioculturais locais e globais. Tecnologias • Agriculturas • Monoculturas • Sustentabilidade ENSINO FUNDAMENTAL 4ª série HABILIDADES • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes teóricas científicas e explicações nãocientíficas.

energia • Som. culturais. ambientais e/ou econômicas na produção e no consumo dessa produção. opacos e transparentes) e cores (arco-íris) • Imãs (atração. • Identificar diferentes fenômenos físicos. pólos. • Trabalhar cooperativamente na resolução de problemas e a realização de pesquisas. • Compreender os hábitos para a boa saúde. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais. sonar. • Elaborar mapas conceituais. força magnética) • Eletricidade (polaridade. refração.Sumário principal HABILIDADES • Processar dados e explicar seu significado. CONTEÚDOS Eixo: Ciência e Tecnologia 4. fala e eco • Luzes (reflexão. • Conhecer diversas possibilidades de produção de energia e suas implicações sociais. • Entender as informações socioculturais. temperatura (termômetro). ondas. relacionandoos aos seus usos cotidiano. O que acontece em nossa volta (noções) • A descoberta da combustão (fogo) • Combustível fóssil e biocombustível • Calor. corrente elétrica e circuito elétrico) 99 . hospitalares ou industriais. energia e vida. objetos translúcidos. avaliando o papel da tecnologia no processo social e identificando transformações de matéria. • Explicar os fenômenos socioambientais a partir dos conhecimentos socioculturais regionais. eletricidade estática.

da Universidade de São Paulo. J. 2001. Constituição (1988). 2001. Santa Cruz do Sul. LEONTIEV. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo. CARVALHO. CARI. 2005. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. CHASSOT. G. Dissertação. EUA. KRASILCHIK. São Paulo: Papirus. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico. M. Estética da criação verbal. 1997. A. 1997. O poder da participação. São Paulo : Hucitec. BRONCKART. 1996. D.5 Referências ALTET. BAKHTIN. M. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. MARANDINO. São Paulo: SENAC. São Paulo: Cortez. 2008. M. Marxismo e filosofia da linguagem. Ensino de ciências e cidadania. São Paulo: Ed. São Paulo: Centauro. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática.172.2. A. 1987. FIORIN. O pensamento selvagem. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. 2004. São Paulo: Martins Fontes. Atividade da linguagem. J. _______. C. Secretaria de Educação Fundamental. São Paulo: Ática. Lei n°: 10. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. N. O professor e o currículo das ciências.Sumário principal 7. 2000. 1996. C.. ANGOTTI. BRANCO.. (Org. SMOLKA. _______. 2003. M. São Paulo: Educ. RS: Unijuí. 2000. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. 1995. 100 . Ijuí. In: MORTIMER. São Paulo: Cortez. Austin. 2003. BIZZO. DELIZOICOV. A. de Towards a Philosophy of the Act. DF. DE VECCHI. J. Metodologia de ensino de ciências. A. 2003. et al. LÉVI-STRAUSS. 2002. São Paulo: Cortez. Lei nº: 9394. _______. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. Brasília: MEC / SEF. 2001. Meio ambiente & biologia. _______.) Linguagem. Educação consciência. Porto. Porto: Ed. 1993. 1994. _______. FAUNDEZ. _______. Porto Alegre: Artes Medicas. Plano nacional de educação. Brasília. 2002. S. GIORDAN A. Linguagem e ideologia. 2002. A. RS: EDUNISC. _______. São Paulo: Moderna. 2007. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. BRASIL. _______ et al. 141p.

T. Linguagem. SILVA. Construir as competências desde a escola. Educação do senso comum à consciência filosófica. Rio de Janeiro: Vozes. 1999. linguagem e cultura. 2000. 1998. _______. Porto Alegre: Artes Medicas. _______. 2002. 2002. Investigações em ensino de ciências. São Paulo: Ícone. 2000. 1994. C. São Paulo: Cortez. 2001. H. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. Porto Alegre: Artes Medicas. desenvolvimento e aprendizagem. LURIA. 1999. A. n.) Linguagem. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. 1999. E. SILVA.. Poderes instáveis na educação.. A prática educativa: como ensinar. cultura e sociedade. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. MORIN. 11. 1998. mar. (Org. 2006. EL-HAANI. C. 281. Porto Alegre: Artmet. São Paulo: Universidade de São Paulo.) Investigações cognitivas: conceito. _______. _______. M. v. D. Didática. E. 101 . P. Os sete saberes necessários à educação do futuro. (Org. SAVIANI.1-20. Belo Horizonte: Autêntica. ZABALA.. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. 1998. A. PERRENOUD. L. São Paulo: Autores Associados. 2000. MOLL. São Paulo: Cortez. Belo Horizonte: UFMG. J. SEPULVEDA. T. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. VYGOTSKY. MORTIMER.Sumário principal LIBÂNEO.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Porto Alegre: Artmed. L. (Org. 1. p. O currículo uma reflexão sobre a prática. 1994. A cabeça bem-feita. J. Porto Alegre: Artes Medicas. p. OLIVEIRA. MOREIRA. Tese (Doutorado em Educação). WESSMANN. Porto Alegre: Artes Medicas. A. SACRISTÁN. LEONTIEV. São Paulo: Cortez. A (Org. Porto Alegre: Artmed.) Currículo. 2003. 2002. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. A. SMOLKA. 2004.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS .

A abertura teórico-valorativa é preponderante para o exercício formativo nessa área do conhecimento. em especial o do Espírito Santo. lida e se relaciona com essas dimensões. como produto e processo culturais. políticos e culturais. entendendo-se como parte desse construto coletivo de se pensar as humanidades. formando uma consciência da multiplicidade de modos de existência. na sala de aula essa multiplicidade de pontos de vista. Eis o grande desafio para a área de humanas. Compreender o humano exige um pensamento complexo. com o outro e com o meio em que se insere. nessa perspectiva. e que se vincula a um compromisso com a sustentabilidade da vida em todas as suas dimensões: do sujeito. produz e é produzido. tanto quanto depende. que incorpore em seus currículos e. linguagens. Então. cada disciplina. As “humanidades”. transversal e dialógico que se efetiva na consideração pelo outro em sua diferença cultural. sobretudo. Daí que. ações e afetos. 105 . entre os diferentes espaços/tempos. a área de humanas considera cada vez mais importante as relações do ser humano consigo mesmo. porque a humanidade também é natural e física. A experiência humana é rica em seus conhecimentos. teria maior coerência didática ao abrir-se para os novos desafios de um saber múltiplo. Por isso. não se encerram numa concepção excludente das ciências ditas naturais e físicas. a geografia e o ensino religioso — deve se manter como referência de uma construção de saberes que respeitem a pluralidade de olhares sobre a “realidade”. as posturas doutrinárias. são sufocantes para o pensamento e impedem o diálogo com as outras disciplinas.Sumário principal 8 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS A área de Ciências Humanas no Ensino Fundamental — que inclui a história. elegendo o cuidado de não absolutizar produções dos saberes e fazeres sociais. Existem humanidades. das relações sociais e do meio ambiente. vale pensar também as relações do local com o global e desse com aquele. ao contrário.

e expandiu-se no questionamento. da Geografia Humanística reforça-se a abordagem sensível aos problemas das sociedades. A ciência geográfica. (re)afirmando a necessidade da aprendizagem de conteúdos e estudos compromissados com a vida. derivada do corpo teórico-prático da ciência geográfica. Como toda ciência. subsidiadas por recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados.. se produz com marcas de sua historicidade e se projeta com desejos de um tempo presente que se quer melhor no futuro.1.Sumário principal 8. buscando potencializar características significativas de suas diferentes concepções construídas em seu processo histórico: da Geografia Tradicional mantém-se a proposta de que é preciso saber Geografia para fazer Geografia. que nasceu descritiva das paisagens e das sociedades.. Dessa forma. com outros grupos sociais e com a natureza.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . a concepção da Geografia escolar perde a homogeneidade de uma denominação. da Geografia Quantitativa resgata-se a possibilidade de análises importantes dos processos geográficos..1 Geografia 8.. na crítica e na denúncia dos processos de exploração. mas ganha a amplitude de uma Geografia que se pretende impregnada e compromissada com o cotidiano. cresceu quantitativa. A Geografia desejada pelo grupo. para se ensinar e para se aprender na escola. o 106 . numa perspectiva de construção de um mundo melhor. medindo superfícies para localizar fatos e tentar explicar fenômenos. não apenas influenciou mudanças no contexto mundial e em situações locais. a Geografia que hoje se ensina nas escolas. da Geografia Nova aproveita-se a concepção da atividade como base para uma aprendizagem não restrita à reprodução e sim ao aprender a aprender e ao aprender a fazer. Assim. e da Geografia Crítica amplia-se o compromisso com a leitura crítica de mundo e com uma escrita de vida baseada na manutenção da sustentabilidade do planeta e da dignidade humana no trabalho e no consumo. se baseia na intensa relação com outros campos do conhecimento para promover: a competência investigativa sobre o espaço geográfico.para aprender a aprender e para aprender a fazer. como também se modificou em função das demandas e das transformações geradas nos diferentes espaços/tempos locais e globais. de controle e de domínio de sociedades ou de grupos hegemônicos nas relações travadas com outras sociedades. de apropriação.

Tornar essa concepção possível no currículo escolar implica considerar professores e alunos como sujeitos produtores e disseminadores de conhecimento. a despeito de suas especificidades. para favorecer esse movimento no imbricamento com outras disciplinas. o grupo elegeu alguns conteúdos conceituais como eixos centrais. Também a dimensão espacial exige explicitação de um tratamento didático na proposta do grupo: a relação local-global-local será mantida em todos os momentos da Educação Básica. mas todo e qualquer um dos sujeitos do processo de aprender a fazer e a ser. o estímulo à convivência solidária na complexidade das diferenças entre os seres humanos. migrantes. No trato com a aprendizagem. esperanças. a expressão do raciocínio geográfico por meio da cartografia escolar. envolvendo afetos. quando serão aprofundados ou aplicados nas aprendizagens subsequentes. como de outras. Transformar esses anseios em um documento escrito exige negociações para torná-lo didático. desejos. conservação e preservação na diversidade de ambientes no mundo. pelo caráter das relações estabelecidas entre o sujeito aprendente e o lugar de vivência. Assim. Implica também considerar a multiplicidade e a complexidade de situações.Sumário principal território. manejo. composta de pes- 107 . desafetos e cotidianidade ao longo de sua vida. considera-se a proximidade do seu conceito com a expectativa de cognição inicial na Geografia. a paisagem. a formação de atitudes de intervenção. Nessa perspectiva. Nessa concepção geográfica as perspectivas do local e do global são permanentemente entrecruzadas. conscientes de sua cidadania. dinâmico e flexível. assim como as dimensões de estudo de aspectos físicos e sociais não se fragmentam. o foco inicial será dimensionado em cada série. sentimentos. aglutinando-os aos conceitos procedimentais e atitudinais para criar temas para cada série/ano escolar. Contudo. portadores de deficiências ou de transtornos globais de desenvolvimento e/ou altas habilidades. enfatizando que a escolha para uma determinada série não exclui o estudo do tema nas outras séries. em outros momentos de estudo. ao tomar o Lugar como tema representativo das séries iniciais. razão da necessidade do aprofundamento dessa categoria. problemas. as diferenças deverão se constituir como referenciais que singularizam não apenas alunos afrodescendentes. indígenas. o lugar. como partícipes de uma ação coletiva de projetar e conceber um mundo melhor – com as contribuições da Geografia. propostas que permeiam a escola. em formação permanente. de outras linguagens e do uso de tecnologias possíveis.

A ética e a estética. presentes na leitura das paisagens. Dados.. na televisão. a especificidade da ciência e a responsabilidade de leitura crítica do mundo para efetivação de uma escrita de vida compromissada com uma educação solidária e transformadora. elaborada no jogo de relações entre a natureza e a sociedade. No estudo dos processos e fenômenos da natureza. No entender de Kaercher (In PONtchuska e Oliveira. registro e avaliação capazes de realçar a importância dos cuidados para manutenção da vida. vivem e fazem a vida caminhar” (Santos. É importante destacar que o professor também é um sujeito em formação.75). exigirão a formação de um sujeito crítico que põe em dúvida o que ouve. na delimitação dos territórios e na relação com os lugares. na escola. p. A Geografia escolar. fatos e informações. lutam. análise. 2006. que deve aprimorar. para aprender a ser e para aprender a conviver. vê e lê na rede Internet. em livros ou outros meios de comunicação. o que sugere dificuldades. na concepção ensejada pelo grupo. abandonando a dogmatização de ‘verdades’ para produzir saberes. nas instituições ou nas ruas. fragmentações. . tão importantes para a convivência no mundo atual. No estudo das sociedades. pensado preliminarmente. a Geografia promove a percepção de identidades e a elaboração do sentimento de pertença. traduzem o rigor. a dinâmica e a criatividade de aprendizagens geográficas. para confrontar e relacionar com as questões do cotidiano.. na conformação das regiões. construções e transformações que alteram tudo que é proposto. É como na Geografia. planejado. 2004. de afirmação das ações individuais e coletivas na transformação de situações locais e globais. a disciplina.224-225) é 108 . com o ensino de Geografia. cujo objeto maior de estudo é o espaço geográfico: uma (re)construção permanente. pretende contribuir com a formação humana dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem numa perspectiva de valorização de suas vivências. monitoramento. ao mesmo tempo em que desenvolve princípios de respeito e aceitação das diferenças. ao se tornarem materiais para análises geográficas..Sumário principal soas e ambientes diferentes. mudanças. onde sujeitos “produzem. sonham.. de estímulo à responsabilidade na relação entre a produção pelo trabalho e a manutenção do sistema Terra. a Geografia contribui para o desenvolvimento de competências/habilidades de investigação. ampliando-se para vivências no trato com o outro e com o mundo. p.

solidários entre si. acredita-se que as contribuições da Geografia à formação humana ultrapassam a especificidade da localização espacial ao desvelar relações de poder no disciplinamento da organização do espaço geográfico. Estimular raciocínios e procedimentos geográficos na leitura crítica do mundo e na ação cidadã no espaço geográfico. estaremos colocando-a no seu cotidiano... Nascem daí a autonomia intelectual e a cidadania como expressões de organização coletiva na busca de direitos para uma sociedade justa e democrática. Promover investigações e propor intervenções no espaço geográfico.].. Se ajudarmos nossos alunos a perceberem que a Geografia trabalha com as materializações das práticas sociais... expandirmos cada vez mais o respeito ao outro. política..para querer saber. 8..].. a partir de nossas categorias centrais [. ao intervir em situações e arranjos predeterminados pela hegemonia do capital sobre sociedades e natureza.. por meio de políticas e ideologias.]fortalecer os valores democráticos e éticos. produtivos e respeitosos com a natureza.” Como Moreira (1987) e Cavalcanti (1998).. econômica ou cultural de parcelas da população por diferenças de quaisquer ordens. fenômenos e fatos de origem físicoquímica e social que.. o que possibilita a compreensão de que. Propiciar conhecimento sobre processos.2 Objetivos da disciplina . de invisibilidade ou de exclusão social. ações particulares e coletivas elevam a prática cotidiana ao nível da antropoética.. ao diferente [. Apresentar categorias geográficas que atuem como base na análise do espaço geográfico. decorrente de ações e responsabilidades individuais e coletivas junto à natureza e à sociedade. organizam o espaço geográfico. em sua complexidade espaço temporal e nas relações que travam entre si.] no combate às desigualdades e às injustiças sociais [. Promover o conhecimento geográfico integrado às práticas sociais cotidianas de enfrentamento a processos de silenciamento. que alicerçam a formação de homens e mulheres atuantes na comunidade local e global.Sumário principal preciso “[.1. A alfabetização cartográfica e geográfica favorece o desenvolvimento do raciocínio crítico e o fortalecimento da ação criativa. 109 . Fornecer subsídios para a compreensão do espaço geográfico como produção social e histórica. considerando o cuidado com a finitude do sistema Terra e as possibilidades de sustentabilidade no uso de seus recursos.

interpretações. Nas diferentes concepções pedagógicas do ensino de Geografia algumas metodologias são privilegiadas. Criar condições para práticas sociais no espaço geográfico local e global que valorizem ações de convivência solidária. trutura de recursos didáticos na escola.1.3 Principais alternativas metodológicas . que se empenha em delinear a presente proposta de diretrizes curriculares da rede pública estadual. a prática do diálogo na intermediação entre o conhecimento científico e aquele elaborado na vivência de sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem imprime um movimento de teorização e de prática indispensável à pesquisa. A despeito de mudanças e flutuações teóricometodológicas. nos quais princípios transversais deverão ser acionados.. aceitação de diferenças entre pessoas e culturas. Desenvolver leitura e representações espaciais por meio de instrumentos e técnicas da cartografia e de outras linguagens. registros e propo- 8. em atitudes de promoção da paz com uso do conhecimento geográfico. O uso do livro didático será valorizado como mecanismo de apoio complementar a leituras.. dignidade e produção de saberes que contribuam para uma vida melhor para todos. o grupo de professores de Geografia. Considerando as especificidades apontadas para a Geografia escolar professada. quer seja devido às disponibilidades garantidas pela formação acadêmica de docentes ou pela infraes- 110 . à experimentação.. Além disso. numa perspectiva de solidariedade. quer seja atendendo aos reclamos do momento didático instalado nas instituições escolares.para ensinar e para aprender: saberes. Estimular atitudes de preservação ou conservação que potencializem a valorização do patrimônio geofísico e cultural local e global. Assim. deverá se efetivar como um permanente exercício de vivências reflexivas sobre as relações entre pessoas e entre essas e a natureza..Sumário principal Favorecer a compreensão sobre as relações espaço temporais e escalas geográficas local-global-local nas produções e vivências das sociedades. ao registro e à aplicação dos saberes geográficos à vida cotidiana. destaca um conjunto de alternativas metodológicas julgadas coerentes com a concepção pretendida. a aula geográfica deverá privilegiar problematizações interdisciplinares. poderes e fazeres docentes.

a associação entre o cotidiano e o espaço geográfico. os infiltrômetros e tantos outros próprios da Geografia.. proposições dos fatos e dos fenômenos geográficos poderão inscrever produções do desenho. explorando. mesmo quando em atividades coletivas. o altímetro. com materiais simples ou adquiridos como parte de um conjunto necessário às intervenções e aos estudos da área. sempre que possível. A sala ambiente se torna. nas histórias em quadrinhos. o termômetro. A aula de campo. A Geografia deverá ser pesquisada na multiplicidade e na complexidade de diversidades que constitui o cotidiano das sociedades e das pessoas. nas diferentes expressões literárias. avaliações. descrições. as cartas. problematizando aspectos da vida da comunidade local ou global e relacionando aspectos teóricos da ciência geográfica às questões que preocupam as sociedades quanto à produção. Os registros envolvendo análises. A leitura não-restrita aos livros didáticos deverá ser ampliada em outras possibilidades como as produções disponíveis na rede Internet. negando comparação entre suas capacidades. É importante que considere o potencial individual dos alunos. sem contudo ser o condutor da prática pedagógica e menos ainda ser a fonte única de estudo. nos jornais.. Simulações e demonstrações precisarão estar entrelaçadas com estudos que exigem abstrações. os molinetes. do teatro. à conservação ou à preservação dos recursos e dos ambientes da natureza e das sociedades. da escrita e de outras expressões. construídos como procedimentos de aprendizagens. à exploração. o pluviômetro. da música. a aula prática e o estudo do meio sustentarão alternativas metodológicas como a observação e a coleta de dados por meio de instrumentos como a bússola. A costumeira prática de leitura de trechos do livro didático seguida de explicações (que mais repetem do que problematizam as informações fornecidas) ou de “exercícios” (que quase sempre favorecem a naturalização ou a memorização dos fatos expostos) deverá ser substituída por consultas e leituras problematizadoras.Sumário principal sições que não se esgotam na dimensão de conteúdos dispostos naquele material didático. A avaliação processual deverá envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor no trabalho pedagógico. as fotografias aéreas. a biruta. o cata-vento. o mapa. Os princípios da pesquisa escolar podem ser similares àqueles desenvolvidos na academia. nas revistas especializadas e científicas. o relógio do sol. uma necessidade pela possibilidade de funcionamento como 111 . então. habilidades e atitudes. as imagens de satélites. à apropriação. permitindo estudos individuais e em grupo.

a exploração e a apropriação 15. Escala geográfica 10.1. Paisagem 3. Disposição para produção de conhecimento e para desmistificação de tabus e preconceitos 112 . Natureza 8. Representações cartográficas 12. Meio ambiente Procedimentais 9. Localização e orientação 13.Sumário principal laboratório da ciência geográfica. além da respectiva infraestrutura (em especial para realização de aulas de campo e organização de salas ambiente) sem o que as intenções metodológicas se tornam promessas vazias.4 Conteúdo Básico Comum . Ações investigativas: observação.Geografia Anos Iniciais do Ensino Fundamental Eixos Conceituais 1. no encontro entre prática e teoria. 8. Sociedade 7. Avaliação de intervenções no espaço geográfico 18. elaboração e execução. Exercício da ética e da cidadania 20. com graves prejuízos ao ensino e à prática da Geografia. experimentação Atitudinais 14. Espaço geográfico 2. Sustentabilidade: cuidados com o consumo. a produção. Solidariedade e colaboração em grupos de vivência 17. Escala temporal 11. organização. Região 5. integrando experimentos de ordem social e física. Território 6. Valorização da vida 19. Lugar 4. Convivência com diferenças e diversidades 16. Para realização e concretização desses procedimentos e elaboração dos recursos que lhes são necessários torna-se preciso garantir condições de planejamento.

) e formas de vida dos grupos sociais (convivência. Cuidados com o patrimônio geográfico. 5. plantio. produção. 4.Sumário principal 1º Ano . praias. Problematizar situações do cotidiano geográfico e do tempo imediato. 113 . Observar a paisagem local e experimentar o espaço de vivência. 2. calor e frio etc. LINGUAGENS E DIZERES Leitura e representações cartográficas e textuais de espaços vividos: croquis e maquetes. 4. 5. Orientar-se no espaço de vivência. Participação em grupos. enchentes e estiagens. o eu como ponto de referência no espaço. cidades e campos etc. 3. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O meu lugar no mundo: o próprio corpo. circulação e consumo). APRENDIZAGENS E SABERES O espaço vivido: relações entre fenômenos da natureza e da sociedade (chuvas. experimentação e registros. Procedimentos iniciais de investigação geográfica: observação.Ensino Fundamental de 9 anos Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – O Lugar de vivência da criança COMPETÊNCIAS 1. Valorizar a vida em suas diferentes manifestações. Desenvolver atitudes de convivência solidária e valorização da vida. Registrar e interpretar informações ligadas ao entorno próximo e ao mundo em geral. 3. Registrar e interpretar suas compreensões em diferentes formas de expressão. Dimensões do espaço vivido: noções topológicas e projetivas. noções temporais. expressões das paisagens (montanhas. Estabelecer relações com as outras pessoas e suas diferenças. percebendo dimensões. diferenças de áreas e elementos espaciais. rios. SENSIBILIDADES E PODERES Identidades no grupo social e no espaço geográfico vivido. Desenvolver perguntas e experimentações para conhecer o espaço vivido e os lugares de vivência.). HABILIDADES conteúdos 1. 2. situando-se num plano de referências simples. semelhanças. Relacionar modos culturais e fenômenos naturais a noções geográficas e temporais do espaço vivido.

5. Locais de origens da família. LINGUAGENS E DIZERES A escola e meu bairro: Caminhos e ruas. Participar de ações grupais que favoreçam intercâmbio de opiniões e de múltiplos pontos de vista. 2. o meio ambiente. na comunidade. fenômenos e processos geográficos visíveis na organização dos lugares e das paisagens locais. políticos. SENSIBILIDADES E PODERES O meu bairro. diferenças de áreas e elementos espaciais. 4. Representação de fatos. As relações no trabalho e na exploração do meio ambiente. APRENDIZAGENS E SABERES O que existe em meu bairro e o que não existe: fatos. Instituições sociais. paisagens e lugares. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O sujeito no espaço vivido e no lugar de vivência: identidades. 4. As relações com o outro na família. Mapas e maquetes. na escola. Textos em diferentes linguagens. de comunicações. situando-se num plano de referências simples. Desenvolver solidariedades na vivência dos lugares e dos grupos. Meios de deslocamentos. Distinguir elementos naturais e culturais das paisagens.Sumário principal 1ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Bairro: lugar de vivência da família COMPETÊNCIAS 1. HABILIDADES conteúdos 1. Noções de orientação e localização. fenômenos e processos geográficos. Orientar-se no espaço de vivência. 114 . Ler e interpretar textos verbais e cartográficos. Realizar leituras de textos. Relacionar o conhecimento geográfico ao compromisso com os outros. 6. Localizar-se nas diferentes dimensões e arranjos espaciais do lugar de vivência. a sociedade e o planeta. registrando noções geográficas de lugar e paisagens. exercitando a convivência com as diferenças e diversidades. 2. Identificar fatos. semelhanças. Caminhos e ruas: trajetos. produzir e representar dados e informações em diferentes tipos de linguagens. lugar de vivência da família: modos culturais. Mudanças e transformações nas sociedades e paisagens locais. percebendo dimensões. Recursos naturais do lugar de vivência. econômicos e religiosos na produção dos lugares. interpretando-as e registrando noções geográficas. fenômenos e processos sociais e naturais. Desenvolver perguntas. para compreender transformações e diversidades na/da comunidade. Conhecer diferentes manifestações da natureza e dos grupos sociais. situando-os em contextos espaçotemporais próximos de sua vivência.: diversidades e diferenças. 5. 3. 3.

Conhecer e compreender processos que singularizam paisagens. compreensões sobre fatos. Fenômenos climáticos. 2. 5. A exploração de recursos naturais e a sustentabilidade. Elaborar argumentos para avaliar modos de viver e produzir da comunidade no lugar de vivência. Exercitar valores humanos frente diferenças. Conhecer diferentes processos da natureza. maquetes e globos. localizando elementos espaciais. 4. Fazer uso de noções de orientação e localização para situarse num plano de referências simples e para identificar elementos espaciais no espaço de vivência. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e expressão cultural de grupos campesinos e urbanos. produção e interpretação de textos geográficos e cartográficos. Indústrias e agroindústrias. 3. A tecnologia no campo e na cidade. 5. fenômenos e processos geográficos para construir argumentos de avaliação dos modos da sociedade organizar os lugares de vivência. Construir e aplicar conceitos geográficos relacionando-os aos de outras ciências e à vida cotidiana. Orientar-se no lugar de vivência.Sumário principal 2ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Município: lugar de vivência da comunidade COMPETÊNCIAS 1. Paisagens: elementos culturais e naturais. 2. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Orientação e localização. Cuidados ambientais. cidade-sede e distritos do município. HABILIDADES conteúdos 1. Caracterizar modos de organização administrativa dos lugares e modos de produção de comunidades rurais e urbanas. Sociedades urbanas e rurais: modos de vivência e produção. em diferentes linguagens. artefatos. fenômenos e processos geográficos dos lugares de vivência da comunidade. Mapas. A ação do tempo e das sociedades. Interpretar e registrar. distinguindo nelas elementos culturais e sociais. Realizar leituras e registros sobre fatos. Observar e registrar diferenças e semelhanças das paisagens e dos modos de viver de sociedades campesinas e urbanas. modos de produção. Paisagens urbanas e rurais. APRENDIZAGENS E SABERES O município como lugar de vivência das comunidades. SENSIBILIDADES E PODERES Conflitos e lutas. Processos de produção e transformação de paisagens. 115 . 4. diversidades e desigualdades na vivência dos lugares e dos grupos. Tradições e culturas urbanas e rurais. A influência dos modos afrodescendentes e indígenas nas culturas urbanas e rurais: nomes de lugares. LINGUAGENS E DIZERES Leitura. Problemas urbanos e rurais. Populações e comunidades. 3. 6.

2. paisagens. Modos de produção. HABILIDADES conteúdos 1. exercitando atitudes de compreensão de diversidades e atitudes de convivência social solidária e cuidados com a natureza. 6. conquistas e problemas. relacionando trabalho e consumo das comunidades com os cuidados necessários à manutenção da sustentabilidade. Cuidados com o meio ambiente. globos. 3. 5. 6. da vegetação. Desenvolver noções de percepção espacial e temporal. Associar a formação territorial a processos de luta pela apropriação da terra. econômica. SENSIBILIDADES E PODERES A sociedade espírito-santense: formação. Riquezas naturais e elementos paisagísticos: sua utilização pelas sociedades. Conhecer o processo de formação do território do Espírito Santo na dimensão espacial brasileira e mundial. organizar. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. religiosa e cultural no espaço geográfico. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. da hidrografia. Mapas. Processo de formação territorial do Espírito Santo. transportes e comunicação e às formas de expressão cultural das sociedades. em diferentes linguagens. Utilizar conceitos geográficos que caracterizem arranjos espaciais dos lugares de vivência. municípios. lutas. Diferenças e diversidades. à marcação de diferenças entre sociedades e ao domínio político sobre populações e espaço geográfico. 116 . selecionar e socializar dados e informações. 3. Ler. Localizar e identificar o Espírito Santo em representações cartográficas. do relevo e das ações das sociedades na transformação de paisagens. relacionando-os aos meios de produção. interpretar e registrar noções geográficas em diferentes fontes de informações e dados. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Integração dos elementos do clima. limites e fronteiras. A afrodescendência. 4. 2. representando em mapas e em outras linguagens o conhecimento sobre seu espaço geográfico. 7. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. LINGUAGENS E DIZERES Uso e aplicação da linguagem cartográfica. seus lugares. 4. Situação do Estado no país e no mundo. cidades e campos. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação.Sumário principal 3ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Lugar de vivência de cidadania: Estado do Espírito Santo COMPETÊNCIAS 1. Elaborar interpretações e registros sobre organização territorial do Estado. Fontes de energia. Caracterizar territórios. Compreender a importância da participação em grupos. Tabelas e gráficos. Conhecer modos de produção e principais riquezas do Estado. 5. tradições culturais. Produzir. Limites e fronteiras. APRENDIZAGENS E SABERES Processos de marcação de territórios. registrando impressões e compreensões por meio de diferentes linguagens. os indígenas e os descendentes migrantes: lutas e organização política. Identificar a distribuição de recursos naturais. Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Representar cartograficamente dimensões do espaço geográfico.

Identificar. fenômenos e processos sociais e naturais no espaço geográfico. 2. características do espaço geográfico e da população brasileira. indígenas. movimentos e problemas. Relações e interdependência: natureza e sociedade. Mapas. Considerar valores humanos e a diversidade sociocultural em análises de fatos. 5. Conhecer diferentes processos da natureza. urbanas e periféricas. em diferentes linguagens. globos. Minorias étnicas. fenômenos e processos da natureza e da sociedade que caracterizam espaços nacionais. 6. Populações: formação.Sumário principal 4ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Um lugar de vivência no mundo: Brasil COMPETÊNCIAS 1. LINGUAGENS E DIZERES Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Diferenças e diversidades culturais. Brasil. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e de expressão cultural das sociedades. regiões. em elementos que caracterizam o espaço geográfico. um país tropical. Fontes de energia. APRENDIZAGENS E SABERES A Terra e seus movimentos. PESQUISAS E FAZERES Investigações sobre diferentes arranjos espaciais e administrativos: paisagens urbanas e rurais. em diferentes linguagens. 4. analisando impactos no espaço geográfico. 117 . Cuidados com o meio ambiente. Efetuar análises. por meio da cartografia escolar e de outras linguagens. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. 6. Conhecer processos naturais agravados por intervenções humanas. Clima. 3. avaliando criticamente sua produção e aplicação. Poderes do governo. 5. 2. vegetação. 3. a dimensão e o acontecimento de fatos. Modos de produção. Mudanças e transformações da natureza e das sociedades. histórico e linear. SENSIBILIDADES E PODERES As relações de trabalho. de convivência solidária com diferenças e de cuidados entre sociedade e natureza. Sociedades rurais. fenômenos e processos. quilombolas. Relacionar conceitos geográficos e históricos para compreensão de fatos. hidrografia. a localização. Fazer uso de diferentes tipos de fontes de investigação. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. Relações com a organização do espaço geográfico. Realizar procedimentos de pesquisa e registros geográficos em diferentes fontes e linguagens. Desenvolver atitudes de compreensão de diversidades. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. O consumo e a sustentabilidade. HABILIDADES conteúdos 1. relevo e sociedades: fatos. relacionando dados para caracterizar o espaço geográfico. Fazer uso de diferentes metodologias para produzir dados e registros sobre o conhecimento geográfico. fenômenos e processos geográficos. Interpretar e representar. transformações em tempo geológico. 4. Representar e interpretar. Tabelas e gráficos.

1997. p. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. I. Ministério da Educação. Autor. Secretaria de Educação Continuada. E. J. n. GUERRA. Ed. A. n. R. BRASIL. Geografia.D... Vitória. T. ES: Ed. 7-20. H. CUNHA.Sumário principal 8.D. Florianópolis. Parâmetros curriculares nacionais: geografia.. CASTROGIOVANNI. Vitória. Educação africanidades Brasil. Clima urbano. 2003. ES: Ed. Terra capixaba: geografia e história. Geografia. ES: Fundação Cultural do Espírito Santo. KOZEL. MENDONÇA. PERONE. SC: Ed. _______.H. PCNs + ensino médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais. Revista do CCHN-UFES. da UFSC. _______. F.1. Parâmetros curriculares nacionais: história e geografia. S. J. C. São Paulo: Quinteto Editorial. 2004. Didática da geografia: memórias da terra. R. ALMEIDA. 1995. Brasília: MEC. MAESTRO. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Caderno CEDES. 2000. A.4. SP: Papirus. 25. S. São Paulo: Contexto. MOREIRA. 2001. KATUTA. CAVALCANTI. _______. M. A M. Vitória. 2000. (Org. MORAES. M. o espaço vivido. DANNI-OLIVEIRA. Brasília: MEC/SEPPIR.66. Secretaria de Educação Fundamental. _______. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. A C et al. São Paulo: Moderna. 1998. 1996. 2003. São Paulo: FTD. ALMEIDA. Brasília: MEC/SECAD: s. BIGARELLA. F. 2005 CASTELLAR. Geografia: pesquisa e ação. T. 1998. 1998. S. Campinas. CALLAI. 2007. 1989. L. História e geografia do Espírito Santo. São Paulo: Ateliê. Geografia do Espírito Santo.) Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. maio/ago. A. v. São Paulo: Contexto.. R.) Geomorfologia uma atualização de bases e conceitos. A. PASSINI. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. C. Porto Alegre: Mediação. Y. 118 . C.. 1974.. 2003.5 Referências AB’ SÁBER. V. Brasília: MEC/SEF. São Paulo: Contexto. Representações cartográficas: teorias e práticas para o ensino de Geografia. 2003. 2004. Campinas. 2003. Oficina de Texto. (Org. KILL. ES. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Brasília: MEC/SEF. Vitória. SP. O espaço geográfico: ensino e representação. Autor.. escola e construção de conhecimentos.J. A. Estrutura e origem das paisagens tropicais e subtropicais . A.d. MONTEIRO. EDUFES.. F. L. KRAJEWSKI. Geografares. FILIZOLA. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. MENDONÇA. São Paulo. B. Alfabetização e diversidade.

1983. Geografia I. ES: UFES. C. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. M. RUA. Para ensinar geografia. 5v. Vitória.. PAGANELLI. H. N. Y. Dois Pontos. São Paulo: USP/EUSC. São Paulo: Difel. Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. Geografia para o ensino fundamental: material de referência para o professor. ZANOTELLI.. Para ensinar e aprender geografia. Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. 119 . PONTUSCHKA.. 2004. N. A U. O. OLIVEIRA. 2006. 2002. São Paulo: USP/EDUSC. M. N. M. Y. T. 2007. PONTUSCHKA. N. Porto Alegre: EDUFRGS. ES: SEDU. Rio de Janeiro. Vitória. et al. Ed. N. Porto Alegre. J. L. Por uma nova geografia. Rio de Janeiro: Access. _______. _______. C. MOTTA. C. 2006.. SANTOS. 1993. CACETE. SILVEIRA. São Paulo: Contexto. T. O discurso do avesso (para a crítica da Geografia que se ensina). Para entender a terra. PRESS. et al. 2004. Bookman. R. N. N. R. F. VALLADARES.. 2006. 2007. et al. 1987. Pensando o espaço do homem. São Paulo: Cortez. 2003. Um estudo do lugar do nosso cotidiano: GeografarES (Geografia do Espírito Santo) Vitória: nea@d/UFES. TUAN. B.Sumário principal MOREIRA. SCHAEFFER.

do Renascimento e da Reforma Religiosa houve um considerável desenvolvimento do espírito crítico que se refletiu nos estudos. É dessa época que data a inclusão da História nos programas de ensino de determinadas escolas na Europa.Sumário principal 8. 120 . e a contextualizar historicamente sua prática docente cotidiana. Inicialmente. Pouco a pouco. e a História passou a ser um meio de fundamentação das críticas à sociedade.para aprender a aprender e para aprender a fazer. Durante o período medieval. a profusão de documentos escritos vieram conferir à História uma função prática: a verificação da veracidade dos documentos. a fim de responder: Para que serve a História? Por que ensiná-la? A História tem sua origem na necessidade humana de registro do passado. A História consolidou sua função político-ideológica com a Revolução Francesa.. as transformações econômicas.2. ao apresentarmos uma proposta de trabalho baseada em conteúdos básicos e comuns. entre elas. Que história é essa? Compreender a História como disciplina escolar implica compreender diferentes concepções de história e historiografia e suas repercussões no ensino.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . sociais e políticas contribuíram para modificar o universo mental de então.. a interpretação do passado prendeu-se à narração de mitos que tinham como finalidade a explicação da formação da realidade através da intervenção de seres sobrenaturais...2 História 8. Com o advento do Humanismo. as escolas militares. isto é. que passou a necessitar de um sistema explicativo que relacionasse os acontecimentos a decisões e possibilidades. estamos também convidando o professor a refletir a partir do próprio campo da Ciência Histórica. as possibilidades de relações entre o saber histórico e o saber histórico escolar. quando a recuperação do passado passou a ter como objetivo principal a exaltação da pátria e sua glorificação. A investigação histórica desenvolveu-se com os iluministas que procuraram demonstrar pela razão que o progresso da humanidade é derivado do desenvolvimento da ciência e da instrução. Assim sendo. sendo comum acentuar-se o papel da Grécia Antiga na formação do espírito do historiador e na construção de um pensamento com base na razão.

a ênfase passou a ser. Assim. cotidianos. considerando as alterações paradigmáticas das ciências. com a difusão do pensamento positivista. cujo pensamento caracterizou-se pelo estudo da substituição dos mecanismos da sucessão de acontecimentos pela dinâmica das estruturas e dos modos de produção. história econômica. representações e práticas culturais. muitos historiadores passaram a considerar a ampliação dos objetos de interesse do historiador. história das civilizações etc. A construção de uma consciência histórica e das possibilidades de pensar historicamente sobre a realidade em que vivemos confere ao ensino de História especificidades e particularidades no que diz respeito às contribuições da disciplina na formação humana. Como a realidade foi se tornando cada vez mais complexa. na necessidade de o professor de História relacionar as metodologias da pesquisa histórica com as metodologias de seu ensino (teoria relacionada à prática e resultando em conteúdos procedimentais). e na introdução no ensino de História de aspectos relativos a mentalidades. de que a valorização de um setor ou uma visão da História está inserida em sua própria historicidade. então. a história narrativa e houve o reconhecimento de um campo de documentos históricos mais vasto que os testemunhos escritos. da necessidade de consolidação e historicização de conceitos. isto é. por exemplo. a criação de uma História científica ganhou força e desenvolveram-se algumas disciplinas especializadas no interior do campo histórico: história política. Assim sendo. colocando a questão econômica como determinante. No início do século XX. bem como da diversidade de fontes. o reconhecimento de novos objetos. no reconhecimento dos diferentes sujeitos da História. É inegável a influência de Karl Marx. 121 . mas não exclusiva. pouco a pouco. foram realizadas considerações interdisciplinares a partir do reconhecimento da relativização da História. problemas e abordagens (a chamada Nova História). Além disso. A partir da década de 1970. a história problema substituiu. e da ampliação das possibilidades em torno do fato histórico. a influência da historiografia contemporânea sobre o ensino de História se faz perceber.Sumário principal Na segunda metade do século XIX. as abordagens culturais passaram a ser fundamentais para o preenchimento de lacunas e incertezas.

colocando como central a questão da identidade nacional. enquanto disciplina do ensino. assim. a consolidação da História como disciplina escolar ocorreu após a independência. 122 .. Os livros didáticos e datas comemorativas passaram a ser instrumentos para a manutenção e homogeneização de determinadas visões de mundo e de História. espaços. A partir da difusão das ideias iluministas. de acordo com a ordem capitalista que se consolidava no país. sujeitos e diálogos A História. cujo objetivo era a formação de um cidadão ajustado à ordem autoritária vigente. não se visava à formação de uma consciência crítica. Durante as décadas de 1960 e 1970. O pensamento da elite política e intelectual apontava. ocorreu primeiramente no contexto de transições que tiveram origem na Revolução Francesa. com a ditadura militar. com o início da estruturação de um sistema de ensino para o império. condensados na disciplina de Estudos Sociais. quando foi instituído o processo de escolarização obrigatória. a história ensinada distanciou-se cada vez mais da influência da igreja. e sua organização enquanto disciplina escolar está diretamente relacionada com a transformação da História como campo de conhecimento. Uma História de múltiplos tempos. Esse ensino. para a elaboração de uma história para a jovem nação que pudesse ser difundida através da educação... Durante o início da república. negava os avanços da produção acadêmica e estimulava a formação do chamado professor de licenciatura curta. ampliou-se o ensino escolar para uma educação que considerasse as políticas de preservação do patrimônio e as festas cívicas. No Brasil. trabalhador/produtor/consumidor.para aprender a ser e para aprender a conviver. durante a Era Vargas. um ensino cada vez mais homogêneo deveria tornar o passado harmonioso. mas à adequação do indivíduo à sociedade. deveria formar um determinado cidadão. leiga e gratuita. revestido de conteúdos cívicos.. No entanto.Sumário principal . instituindo a obrigatoriedade da educação escolar. eliminando as possibilidades de um ensino crítico. cada vez mais. o ensino da História foi unido ao da Geografia. É desse período que data a luta burguesa por uma escola pública. apagando as diferenças sociais e culturais. sendo ferramentas de controle e mediações entre as práticas políticas e culturais. O ensino escolar. levando o Estado republicano a consolidar sua imagem de elemento atuante e protagonista da História Nacional. Mais tarde.

o objetivo e a finalidade principais do ensino da História. Nessa perspectiva. sociológica e filosoficamente. Dessa forma. vista dessa forma.. Cultura e Trabalho como as formas com as quais o homem 123 . Compreendemos que o desenvolvimento da compreensão de conceitos básicos das disciplinas das Ciências Humanas permite a construção da compreensão da realidade. de informar um conteúdo histórico. o ensino de História transforma a fronteira da história vivida e da história ensinada em um espaço de diálogos e reflexões. incentivando o respeito às diversidades. mas de oportunizar ao aluno possibilidades de relação de temas. política e seu ensino passaram a expressar a nova conjuntura. para querer saber . Essa integração garantirá uma contínua aprendizagem e a sensibilização necessárias para uma educação que possa vir a garantir a paz e a dignidade humana. sociológico etc.2.Sumário principal Com o passar dos anos e o reinício da democracia.. é uma forma de construção do conhecimento e de pensar histórica. Especificamente em relação à História. geográfico. Não se trata. e questionar os conteúdos tradicionais. A prática docente da História tem caminhado de acordo com as principais questões de seu tempo. a Cultura e o Trabalho Considerando a tríade Ciência.. de um sentimento de pertença. em todo o mundo “globalizado”. portanto. buscase a compreensão da realidade como objeto. a vida cotidiana coletiva se constitui um dos principais eixos do ensino da História e as temáticas a ela referentes são importantes para destaques acerca das diferenças culturais e étnicas. acrescida de atitudes investigativas. A informação.2 Objetivos da disciplina .. conhecimentos e habilidades. A realidade. 8. filosófico. conteúdos. e as imbricações entre cultura. incorporando diferentes concepções de ensino e de História. objetivo e finalidade principais do seu ensino. competências. a disciplina escolar História recuperou sua autonomia. Uma História que debate a Ciência. valores e habilidades. Uma sociedade democrática pede a participação de todos e cada um dos membros no desenvolvimento do potencial de cada um e da coletividade. torna-se o objeto. geográfica. a partir do reconhecimento de si e do outro e da construção de uma consciência histórica.. os estudos das Ciências Humanas devem ser empreendidos de modo integrado: valores. Hoje. ao considerar as possibilidades de seu fazer e de seu saber.

fragmentada e reconstruída. sem perder de vista a articulação teoria/prática e destacando as etapas e as ferramentas do processo investigativo. uma proposta cujo eixo estaria em consonância com os mais recentes debates que envolvem a história como ciência e sua função social. o reconhecimento das diferentes linguagens. a formação de uma consciência histórica. que. passado e presente. deverá observar em suas reflexões: a compreensão de que somos sujeitos diferentes e diversos. urbano e rural. as questões concernentes à memória (individual e coletiva. semelhanças e diferenças. alunos. a percepção de que a história e seu ensino são objetos de si mesmos. a educação patrimonial (observação. exploração e apropriação) como uma das estratégias do ensino da História ao considerar o meio ambiente histórico e o patrimônio vivo. inserido no processo do ensino da História em suas múltiplas temporalidades. pretende-se fundamentar uma proposta de trabalho para a Educação Básica que possa ser discutida e apropriada por seus sujeitos (professores. os objetivos listados a seguir têm a intenção de organizar ideias e fundamentar os conteúdos básicos comuns propostos neste documento. considerando os procedimentos do historiador no trato com a História. concepções como rupturas e continuidades. antigo e moderno. mas também estimular os conteúdos complementares que cada professor deve elaborar de acordo com sua realidade de ensino. portanto. ampliam noções como representações e processo. proximidade e distância.Sumário principal transforma a sociedade em uma perspectiva emancipadora. registro. singular e plural). Dessa forma. e com os demais saberes escolares. (re)significando a noção de documento. pais e demais envolvidos na cultura escolar). Um debate entre o ensino de História praticado e aquele aqui idealizado. portanto. 124 . a dimensão ética de todo processo educacional. a interlocução das demais ciências sociais com o ensino da História. necessária nos processos de transformação social cuja base é o trabalho humano. que privilegie como eixo a dimensão local e a formação dos sujeitos de direitos. educadores. textos e múltiplos olhares que estão presentes em nossa sociedade. o espaço historicamente construído e. historicamente construídos e portadores de direitos. para além de suas dicotomias aparentes. ressaltando a importância da consolidação de paradigmas identitários.

125 . para ensinar. saberes e sensibilidades) e os procedimentais. conservando a característica de uma História Integrada. inerente ao processo de ensino da História.3 Principais alternativas metodológicas .. Problematização. critica e interpreta Ao enfatizar a formação de sujeitos – compreendidos como sujeitos de direitos. conteúdos e metodologias) é fator importante para tal empreendimento. mas também seus valores. estudo do meio. uso crítico do livro didático. está associada à construção de uma consciência histórica que surge do terreno das memórias (individual. técnicas da história oral. partilhadas).. uso de diferentes fontes históricas. é fundamental a alteração do eixo do ensino de História Geral para a História do Brasil e a História do Espírito Santo. portanto.. que podem ser pensados como um processo de construção do conhecimento histórico escolar. leitura de mapas. a Educação no Campo. Em todos os níveis/modalidades do ensino (incluindo a EJA. estímulo ao uso de diferentes linguagens. portanto. trabalhos com documentos de diferentes tipos. Nesse sentido. Considerando essas especificidades. ênfase em diferentes práticas de leitura e escrita. passa a ser o eixo organizativo dos CBCs de História.Sumário principal Compreendemos. A pesquisa. e a Educação Indígena) deve prevalecer o desenvolvimento de atitudes investigativas que reforçariam as relações entre os conteúdos conceituais (que compreendem as ações do homem no tempo. 8. fazeres e quereres.. registro e socialização de resultados são. destacamos a necessidade de desenvolvimento de material didático específico.2. conteúdos procedimentais da História e etapas de seu ensino. Uma História que investiga. para si e para os outros). visitas técnicas (arquivos. investigação. dessa forma. estudos de caso. com suas características singulares e plurais – busca-se a compreensão do mundo em que se vive a partir do reconhecimento de si e do outro. que devem ser múltiplos. museus e outras instituições de guarda). para aprender e para querer: saberes. A garantia da autonomia do professor na elaboração de seu planejamento (objetivos. gráficos e tabelas. e educação de olhares. que a dimensão identitária (imagem de si. coletiva.

. entretanto. De um modo geral. A construção do conhecimento. fontes. conceitos e sujeitos que se integram e integram diferentes alternativas metodológicas.. compreendidos como uma articulação entre as habilidades e competências (selecionadas pelo professor de acordo com o nível de ensino). que tais afirmações não podem ser feitas de forma tranquila. outros consideram que devemos partir do “concreto” para o “abstrato”. Observação. monumentos. relatos. e entre a metodologia determinada para tal fim. Fatos. por exemplo. o aluno pesquisador e o professor pesquisador consideram seus saberes prévios. expressão e possibilidades de respostas de dúvidas. A experiência docente em História demonstra. são formas possíveis de alcance das competências. passam a ser eles mesmos construções sociais e históricas. e o pensar histórico). lendas. o que é simples e o que é complexo. ainda. mas são produtores de um saber específico que redefine suas relações com o conhecimento histórico e seu processo de produção. Habilidades. literatura. Os conteúdos. antes/agora/depois. de modo que caberia indagar o que é próximo e o que é distante. procedimentais e atitudinais). fotografia. assim compreendidos. ocorre a partir da formulação. assim compreendida. bem como da mobilização de esquemas conceituais. o que 126 . música. que apontam para a pesquisa como ensino/aprendizagem e para a problematização do presente a partir do estabelecimento de relações entre as dinâmicas temporais: permanências e mudanças. comparação e argumentação são. Livros. Esclarecemos que compreendemos por competências ações que expressam uma tomada de decisão através da utilização de ferramentas concretas e intelectuais. revistas. visando a estabelecer relações e promover interpretações. documentos oficiais.Sumário principal Os conteúdos básicos e complementares da História ensinada (conceituais. outros. obras de arte. que a aprendizagem ocorre do “simples” para o “complexo”. nesse sentido. Através do exercício da dúvida. os procedimentos históricos. patrimônio. entre os tópicos eleitos para o alcance dessas habilidades e competências. datas comemorativas. ações que podem ser compreendidas como competências. sucessão e simultaneidade. jornais. fontes orais. uma vez que a aprendizagem histórica ocorre juntamente com o processo de produção de sentido. muitos teóricos consideram que o processo de aprendizagem ocorre quando partimos do “próximo” para o “distante”. objetos e museus. vídeo e cinema. Esse seria o processo durante o qual ocorre a aprendizagem histórica (aqui dividido em três etapas: a alfabetização histórica.

Sumário principal é concreto e o que é abstrato. Ao contrário. não pretenderam esgotar conteúdos a serem trabalhados em sala de aula no processo de construção do conhecimento histórico escolar. Coerentemente com a concepção de História e seu ensino que permeia nossa proposta. Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. portanto. no Ensino Fundamental. no universo cultural composto por informações globalizadas e efêmeras de nossas crianças e jovens. também. o processo de avaliação é parte integrante da ação educativa em História. deve partir dos objetivos e das metodologias que consideram os saberes prévios. ao agrupar os principais tópicos selecionados como básicos pelos professores. É importante notar que algumas competências. garantindo a possibilidade de autonomia do professor e a flexibilização dos conteúdos. cotidiano do aluno. contextos 127 . Nesse sentido. Cada segmento é exposto a partir de um conjunto comum de competências e temas estruturantes que permeiam uma competência específica. e a construção de significado do documento histórico. Outro fator digno de nota é que os CBCs de História. A avaliação processual (diagnóstica. cada tópico foi dividido em três seções: tematizando (apresentação de sugestões e possibilidades temáticas). explicação e problematização que envolvem a construção do conhecimento histórico escolar. que reflitamos sobre as competências e habilidades que estão relacionadas a esse processo de construção do saber histórico escolar. disciplinas. Coerentemente com a opção pela pesquisa como eixo organizativo do currículo e da prática docente. torna-se ferramenta basilar. É preciso. A gradação. formativa e somativa) pode envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor. uma vez que devem garantir o caráter gradual da construção do conhecimento. argumentação. envolver etapas individuais e coletivas de trabalho. os tópicos e habilidades distribuídos por cada série. para a construção de um planejamento adequado a cada especificidade escolar. se repetem na sequência dos segmentos e séries. A partir dessa compreensão. por vezes. portanto. dividimos a proposta dos CBCs de História nos três segmentos de ensino: Séries iniciais do Ensino Fundamental. mas não única. a avaliação pode considerar as possibilidades de descrição. diversidades. problematizando (possibilidades de investigação e procedimentos). Pode. não simplesmente de tópicos a serem trabalhados. construídos a partir da consulta aos professores da rede estadual de ensino. e dialogando (considerações com outros temas. temas estruturantes e habilidades.

Dominar e fazer uso de indagação. Os sujeitos. COMPETÊNCIAS GERAIS 1. busca. fatos e conceitos. elaboração de respostas possíveis. sem substituir a autonomia do professor em relação ao seu planejamento inserido no Projeto Político Pedagógico de cada escola. 2. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. científico. Linguagens e representações. atentamos que o livro didático deve ser utilizado de forma problematizadora. ENSINO FUNDAMENTAL Procedimentos Históricos TEMAS ESTRUTURANTES Saberes e sensibilidades. que podem ser realizadas durante o processo de construção do conhecimento histórico escolar). Em todos os segmentos do ensino. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. Construir. sócio e culturais. selecionar e divulgar dados e informações. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. 3. como fonte de consulta dos alunos e recurso didáticopedagógico. 128 .Sumário principal etc. Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. 5. procedimentos. argumentação. História e memória. organizar. relacionando-os com os de outras ciências e com a vida cotidiana. jornalístico etc). Levantar. Elaborar explicações históricas multicausais. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. 4.

relacionando-os com os de outras ciências e a vida cotidiana. sociais e culturais. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico.História Anos Iniciais do Ensino Fundamental ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetização Histórica 1º Ano e 1ª a 4ª Séries TEMAS ESTRUTURANTES: • O tempo. 3 - Levantar. 2 - Construir. busca. argumentação. selecionar e divulgar dados e informações. COMPETÊNCIAS GERAIS 1 - Dominar e fazer uso de indagação. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. o tempo vivido e o tempo histórico. 4 - Elaborar explicações históricas multicausais.2. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. organizar. • Os sujeitos.Sumário principal 8. científico. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. fatos e conceitos. relações sociais. diferenças e diversidades. jornalístico etc). • História e memória. 5 - Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. elaboração de respostas possíveis.4 Conteúdo Básico Comum . procedimentos. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. 129 . • Eu e os outros: identidade.

à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. espaço. duração e cultura. Contextualizando • Diferenças étnicas e regionais do Espírito Santo 2) Tematizando • A história dos nomes: o nome de cada um. as instituições com as quais se convive diariamente. Dialogando • Considerar as diferenças étnicas no Espírito Santo e sua relação com o nome de cada um 3) Tematizando • A família • Os amigos • O dia a dia com a família Problematizando • Os utensílios domésticos tem história. nomes de família Problematizando • A noção de historicidade de objetos concretos e abstratos: toda rua tem história. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. o uniforme da escola. nomes de lugares. CRIANÇAS. Dialogando • Considerar a diversidade étnica e a relação com meio ambiente 4) Tematizando • O tempo e o relógio • O dia a dia das crianças • O nosso calendário • As horas e suas unidades • Os anos e suas unidades Problematizando • O tempo do sol. Dialogando • Considerar como os indígenas contam o tempo • Considerar as diferenças entre o tempo da cidade e o tempo do campo 130 . o planeta. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. a sociedade. a moda cotidiana etc. o tempo da lua. comidas tem história etc. presente e duração. o meio ambiente. o tempo da chuva etc. FAMÍLIAS e TEMPOS 1) Tematizando • A criança como ser singular e plural Problematizando • Passado. • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. toda escola tem história. semelhanças e diferenças • Histórias das crianças de hoje e do passado • As brincadeiras. toda casa tem história etc. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos Competência: identificar possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas.

de areia • Os anos e suas unidades • As décadas Problematizando • Álbum de família e noção de duração • Toda família tem história Dialogando • Considerar a diversidade étnica e o conceito de família 2) Tematizando • Bairros do município • Municípios vizinhos e sua relação com o município da escola Problematizando • Todo bairro tem história Dialogando • Considerar a interação com os conceitos e procedimentos geográficos 3) Tematizando • Os bairros se comunicam • Os municípios se comunicam • Meios de comunicação e de transporte Problematizando • Os meios de comunicação têm história • Os meios de transporte têm história Dialogando • Considerar a relação de cidade e campo • Considerar a relação da criança com o trânsito e a noção de segurança e regras 4) Tematizando • A escola e os seus sujeitos • Quem é quem na escola • Cada pessoa tem sua história Problematizando • Como registrar o tempo que passa para cada um Dialogando • Considerar a diversidade de fontes históricas e a noção de documento 131 . a consideração de diferentes pontos de vista e a necessidade de busca de consensos. o meio ambiente. o planeta. CRIANÇAS. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. espaço. GRUPOS e TEMPOS 1) Tematizando • O tempo e o relógio: percebendo e registrando o tempo • Relógio de sol.Sumário principal 1ª série Competência: exercitar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. as instituições com as quais se convive diariamente. duração e cultura. a sociedade. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. de água. • Exercitar diferentes tipos de descrição. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões.

o meio ambiente. décadas e séculos Problematizando • A memória como direito humano Dialogando • Considerar que diferentes sujeitos podem construir uma mesma história 132 . TEMPOS e MEMÓRIAS 1) Tematizando: • A escola e meu bairro • As ruas de meu bairro • O que existe em meu bairro e o que não existe Problematizando • As ruas têm história • Porque existem certas coisas em meu bairro Dialogando • Considerar os procedimentos geográficos • Considerar as relações sociais e econômicas que determinam a construção de bairros e cidades • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar os indígenas que não se organizam em cidades 2) Tematizando • A reconstituição do passado pela memória Problematizando • Histórias de vida também são História • Como registrar a memória Dialogando • Considerar os conceitos de memória individual e coletiva • Considerar a noção de grupos sociais • Considerar o conceito de identidade cultural 3) Tematizando • As diferenças culturais e sociais Problematizando • As diferenças têm história Dialogando • Considerar as noções de igualdade e equidade 4) Tematizando • A representação da realidade: o que contam os historiadores • Contando mais tempo: anos. • Ler diferentes tipos de documentos históricos.Sumário principal 2ª série Competência: expressar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. • Orientar-se no tempo com segurança. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Exercitar diferentes tipos de descrição e narrativas. duração e cultura. a sociedade. o planeta. as instituições com as quais se convive diariamente. espaço. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. CRIANÇAS.

políticos etc. goitacazes. culturais. sociais e culturais • A escravidão Problematizando • O conceito de trabalho tem história • O que acontecia no Espírito Santo e o que acontecia no Brasil • Considerar as relações do campo com a cidade Dialogando • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar conhecimentos geográficos e suas ferramentas 133 . Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. TEMPOS. a sociedade. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. • Considerar os diferentes registros históricos e as possibilidades de representação da realidade • Considerar a noção de duração 2) Tematizando • O Espírito Santo antes da chegada dos portugueses • Quem eram os habitantes nativos (puris. o meio ambiente. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. políticos. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. o planeta. MEMÓRIAS e HISTÓRIAS 1) Tematizando • A criança e sua história • O professor também tem história • A história do município • Contando os séculos Problematizando • Como dividir a história de meu município em períodos de tempo Dialogando • Considerar a multiplicidade de possibilidades para a compreensão da história e do tempo de acordo com aspectos sociais. temiminós.Sumário principal 3ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. botocudos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. narrativas e registros. • Exercitar diferentes tipos de descrições. espaço. as instituições com as quais se convive diariamente. tupiniquins) Problematizando • Diferenças culturais entre os indígenas que habitavam o Espírito Santo • A natureza Dialogando • Considerar mudanças e permanências no tempo 3) Tematizando • A chegada dos portugueses no Espírito Santo • Quem eram os portugueses e porque vinham de tão longe Problematizando • A importância econômica tem sua história • Há valores que não são apenas econômicos Dialogando • Considerar os conhecimentos geográficos e suas ferramentas • Considerar a noção de valores humanos 4) Tematizando • O início da colonização no Espírito Santo • Porque colonizar • Relação de aspectos econômicos. duração e cultura. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. econômicos.

Sumário principal 5) Tematizando • Os negros escravizados vinham da África • As relações da África com a Europa • As relações da África com o Brasil Problematizando • A África tem sua História Dialogando • Considerar o conceito de dignidade humana • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar os procedimentos geográficos 134 .

à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. HISTÓRIAS E SOCIEDADES 1) Tematizando • As formas de administração do Espírito Santo • Os diferentes grupos sociais • A exploração econômica • A importância da igreja • Outros povos chegam ao Espírito Santo Problematizando • As representações da História • As relações sociais têm História • O conceito de colônia Dialogando • Considerar as diferentes explorações da economia e do trabalhador e sua relação com a exploração do meio ambiente • Considerar a relação do Espírito Santo com outras capitanias e regiões do Brasil • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos 2) Tematizando • Diferentes situações de revoltas e resistência em todo o Brasil • A transferência da corte portuguesa para o Brasil Problematizando • A História é dinâmica • A História também é feita de conflitos Dialogando • Considerar a noção de relações de poder e formas de dominação • Considerar as relações do campo com a cidade 3) Tematizando • O Espírito Santo na época da Independência do Brasil • O império no Espírito Santo • O trabalho escravo no Brasil e no mundo • O processo de abolição no Espírito Santo e no Brasil • Os imigrantes • Os indígenas Problematizando • Todo povo tem sua História • As relações de trabalho como relações sociais. sociedade e cultura. • Utilizar procedimentos históricos e geográficos na construção do conhecimento histórico escolar. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. duração. espaço. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. • Comparar informações e discutir criticamente sobre as mesmas. econômicas e de poder Dialogando • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e Brasil 135 .Sumário principal 4ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. TEMPOS. utilizando-se de conceitos básicos da disciplina. • Exercitar diferentes tipos de narrativas e registros. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo.

4) Tematizando • A República no Espírito Santo • Mudanças na educação e na escola • As relações sociais do início do século XX • A ideia de modernidade e de progresso no Brasil • Um novo mapa para o Brasil Problematizando • As formas de governo têm História • O território brasileiro tem História • Novos registros para a História: a memória fica mais perto Dialogando • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e no Brasil 5) Tematizando • O Espírito Santo e as Guerras Mundiais • As relações entre o Brasil e os países em guerra • O governo de Vargas e a administração Bley no Espírito Santo • Os imigrantes e seus descendentes • Índios. o meio ambiente.Sumário principal • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. brancos e asiáticos: as etnias do Brasil Problematizando • Democracia e ditadura Dialogando • Considerar as diferentes formas de relações de poder e os conceitos de guerra e paz • Considerar o conceito de direitos humanos 6) Tematizando • Reconstruindo a democracia • Os anos 1960 e a contracultura • A ditadura militar e o papel da censura no Espírito Santo • Reconstruindo a democracia mais uma vez • O papel dos estudantes Problematizando • Relações de poder e ordem internacional: para não esquecer • Os indígenas hoje no Espírito Santo e no Brasil • Por que lutamos em defesa do meio ambiente? Dialogando • Considerar o conceito de direitos humanos • Considerar o direito à memória • Considerar os diferentes pontos de vista com os quais se escreve História 136 . a sociedade. as instituições com as quais se convive diariamente. negros. o planeta.

Fascículo 1. André Luiz Bis. Oficinas de história. 64 p. Ensinar história.asp>. 2000. Disponível em: <http://www. Ernesta (Org. Vera Lucia Sabongi de. 2004. STAMATTO. ES: NEAD/UFES. O livro didático no Espírito Santo e o Espírito Santo no livro didático: história e representações. 2008.historianet. Keila. OLIVEIRA. narrativa e ensino de História. Campinas. Belo Horizonte: Autêntica. Belo Horizonte: Dimensão. 2001. MALERBA. ROSSI. LEITE. Maria Auxiliadora. 265 p. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. Mauro. Jurandir. 2003. Lúcia. Pesquisa como ensino: textos de apoio e propostas de trabalho. ______.ensinodehistoria. RICCI. LAGOA. REVISTAS Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Federal Fluminense (RJ). ES: UFES/PPGE.5 Referências BITTENCOURT.ufes. São Paulo: Cortez. 2006. UFRN. Ana Mª. 2006. Departamento de História. História e Ensino: Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Estadual de Londrina (PR). Tempo. Marizete. 2008. Margarida Mª. GRINBERG.ppge. GRINBERG. SCHMIDT.com. 2007. Porto Alegre: Mediação. 2. Vitória. Faculdade de Educação. ZAMBONI. Ensino de história: fundamentos e métodos. BERTONI. Fascículo 3. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. SP: Alínea. Circe Mª Fernandes.). Juçara Luzia. ed. O livro didático de história: políticas educacionais.com 137 . NA REDE www. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. leituras e narrativas: módulo estudos sociais. Vitória. Ensino de história e história do Espírito Santo: módulo estudos sociais. Ensino de história: escritas. Nossa gente brasileira: textos e atividades para o ensino fundamental. ES: NEAD/UFES. 2004. Universidade Federal do Espírito Santo. 2007.Sumário principal 8. PIROLA. Natal: Ed. CAINELLI. Mª Inês S.2.br www. D. 2000. São Paulo: Scipione. Vitória. Marlene. pesquisas e ensino. SP: Papirus.. LUCINI. Claudia Sapag. Quanto tempo o tempo tem! Campinas.br/ dissertacoes/2008/dissertacoes.

uma vez que o absoluto jamais assume fisionomia plena. O sentido de toda religião. Mas a educação da religiosidade não se reduz à religiosidade subjetiva. antes de mais nada. é o termo de uma relação que o homem busca ininterruptamente. vai ao encontro dele. bloqueando seu dinamismo 138 . está ligado à condição de pessoa. É função específica do Ensino Religioso exercitar o educando para que se dê conta da dimensão transcendente da sua vida e de levá-lo a viver isso na intensidade de si mesmo. O homem está aberto a algo ou a alguém que o supera. em seu fundo como em seu mistério. uma realidade demarcável em si mesma. o sagrado não é. o homem sente a impossibilidade de se fechar numa atitude. Por causa desse desejo de plenitude. é um atributo exclusivo da vida pessoal.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A esfera da religiosidade é uma dimensão constitutiva da realidade humana. que o ultrapassa. todo o dinamismo ético ou poético dos homens. educação da religiosidade objetiva. dão testemunho dessa transcendência inscrita na estrutura constitutiva do homem. A dimensão religiosa – como também a dimensão ética – é específica e constitutiva do ser humano. ou seja. A educação religiosa é educação dessa habilidade. definitiva em nenhuma realidade humana. é ele uma realidade do além ou de outro lugar que se imponha ao homem.3. radicalmente distinto de toda realidade. traduzindo a sua religiosidade em atitudes práticas. Mas no que con- siste essa dimensão religiosa ou essa esfera do espiritual na existência humana? O lugar originário do sagrado é o desejo do homem. em harmonia com sua percepção do transcendente. fora da qual nem sequer é concebível. sua abertura a um projeto que incessantemente o ultrapassa. e que. acabada. Bastaria isso para reconhecer o caráter único do homem.3 Ensino Religioso 8. o fato da possível religiosidade. que o excede. O lugar originário da religiosidade é a disponibilidade que sente em face de quem o chama.Sumário principal 8. Toda a história religiosa da humanidade. um setor à parte na existência humana. ou seja. O próprio sentido da liberdade já é uma busca do absoluto. simultaneamente. O sagrado. Menos ainda. Por conseguinte. O Ensino Religioso escolar se propõe educar essa dimensão da vida humana com o objetivo de proporcionar uma formação integral da pessoa. num conhecimento ou num amor finitos. é também educação das expressões nas quais se traduz a religiosidade da pessoa.

ao se exprimir. Por mais pessoal e secreto que seja o sagrado como experiência fundamental. Motivar a assumir atitudes e práticas pró-vida. os mitos. Em outros termos. E é aí que nascem todas as ambiguidades de que nos ressentimos hoje de maneira tão aguda. A importância do Ensino Religioso é que se constitua como uma educação da religiosidade. 8. as liturgias. e consiste numa relação ou numa busca de relação. Objetivos específicos Educar para a alteridade. linguagens e paisagens religiosas presentes nas culturas e nas sociedades. ele não pode existir humana e coletivamente sem assumir uma expressão externa. a algo mais profundo do que a própria linguagem. seja rejeitada. assumida pela fé. essa religião fundamental se tornar cultural e. que as expressões não têm outra ambição senão a de conduzir à EXPERIÊNCIA espiritual. a interpretação e a (re)significação da religiosidade e do fenômeno religioso em suas diferentes manifestações. deverá transformar-se num acontecimento da linguagem (P. o problema consistirá sempre em encontrar um outro diferente dele mesmo. Essa permite que o homem se coloque em relação ao outro que o interpela e que o ultrapassa. co-extensiva a toda realidade. afastada pelos homens ou pelas culturas. Se.3. ambígua.2 Objetivos da disciplina Objetivo geral Promover a compreensão. as confissões de fé. justamente por essa razão. Esse relacionamento religioso fundamental deverá traduzir-se por meio de inevitáveis expressões religiosas: os símbolos. para ser vivida humanamente. por mais que tal pergunta. porém. capaz de ajudar os educandos a se autoposicionarem diante da transcendência e dar um sentido à própria existência. Haurir na profundidade humana e nas relações com o transcendente as energias e orientações para o caminho de vida 139 . os ritos. Ricoeur). essa experiência religiosa radical. jamais se deverá esquecer. ela se conserva sempre presente no íntimo do homem. para poder comunicar-se. a indagação constitutiva do homem. e a palavra decisiva sobre esse mesmo homem foge continuamente do horizonte de sua história. Ele está na origem do homem. consequentemente. E. Para o homem.Sumário principal específico. o serviço e a comunicação. O homem é pergunta. a toda a vida do homem. A linguagem remete à experiência.

Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas. Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais. portanto. A disciplina de Ensino Religioso deve. a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando. Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por ela produzidos em suas marcas de religiosidade. O grande desafio. o Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado. deve ajudar os estudantes na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são influenciadas pelas tradições religiosas. comparação e análise das diferentes manifestações do sagrado. Por isso preferimos indicar apenas algumas linhas 140 . busca refletir e integrar o fenômeno religioso como um saber fundamental para a formação integral do ser humano. E.150-175). é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso e alicerçada no respeito à diversidade cultural e religiosa. em profundidade. A escola. contribuir com os estudantes na busca da compreensão.3. como princípios éticos fundamentais.3 Principais alternativas metodológicas A reflexão sobre a religiosidade é bastante nova no âmbito da educação escolar. tanto na afirmação quanto na negação do sagrado. com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados. ao introduzir o Ensino Religioso na sua matriz curricular. por sua própria natureza. Oportunizar o desenvolvimento de atitudes de veneração pelo sagrado (RUEDELL. para dar sua resposta devidamente informado. Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso.Sumário principal pessoal e social. P. 2007. Estudar o fenômeno religioso requer. Refletir o sentido da atitude moral como consequência do fenômeno religioso e da expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitária do ser humano. uma metodologia dialógica 8. Portanto. norteadoras. Esperamos com isso contribuir na reflexão sobre o lugar da religiosidade na educação. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial. porém. ainda.

se assim o fizesse. no fenômeno religioso há pelo menos três dimensões implicadas e que se interrelacionam para determinar seu sentido. no reconhecimento. Vem daí que os seres humanos se fazem sujeitos. Observe-se que a dimensão coletiva não tem como suplantar a pessoal. Implica ainda a articulação de dois conceitos e das possíveis relações entre eles: educação e religiosidade. Portanto. a dimensão coletiva é a base da liberdade de religião.Sumário principal e contextual. Por isso a educação da religiosidade é uma tarefa complexa. se personalizam com outros humanos na interação. Nesse sentido. saber conectar informação. a estabelecer parâmetros e formas de conduta identitárias que se configura em uma ou outra religião. que significa exatamente a possibilidade de cada pessoa escolher a religiosidade que pretende seguir. A dimensão transcendente. Enquanto a dimensão pessoal e a coletiva dizem respeito às formas históricas de compreensão da religiosidade. Nesse sentido. reflexão e ação. A religiosidade nesse sentido está centrada na liberdade pessoal que leva cada pessoa a escolher uma ou outra crença ou até nenhuma. Por uma compreensão de educação: A relação é um traço constitutivo do ser humano. A dimensão comunitária ou coletiva. na alteridade. que se põe como exigência de convivência e de tolerância entre as várias confissões religiosas. a dimensão pessoal da religiosidade é a base da liberdade religiosa. Dessa forma os conflitos poderão ser tratados positivamente. das diversidades e das individualidades e pessoalidades. O religioso carrega – por mais variadas que sejam suas expressões – o “mistério”. visto que. elemento que ultrapassa toda e qualquer configuração aplicável ou tangível. Por ser pessoa. a dimensão transcendente tensiona o humano para além da contingência das identidades. o homem não pode viver sem dialogar. Ele é um ser constitutivamente dialogante. a educação é construída na base de uma compreensão pluridimensional da pessoa e vai acontecer 141 . tornar-se-ia opressiva. Por uma compreensão de religiosidade: Por ser um atributo do ser pessoal. A relação é presença e construção. A religiosidade se manifesta como sistema comum de crenças e práticas que tende a se institucionalizar. Para alcançar seus objetivos o Ensino Religioso deve partir das experiências e dos conhecimentos prévios dos estudantes. A dimensão pessoal.

sociologia. para a efetivação dessa área de conhecimento. a função política das ideologias religiosas. A educação no Ensino Religioso deve apresentar-se como uma pedagogia que: Promova a construção de uma participação. pedagogia. Esse eixo desenvolve os temas decorrentes da relação entre cultura e tradição religiosa. Dentre os conteúdos destacam-se: 142 . a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos. psicologia. O grande desafio é fazer da escola um espaço de qualidade relacional. Incentive a compreensão dos dissensos e dos conflitos. Essa postura se traduz em: Aceitar que a pessoa que segue uma religião possa considerar sua crença como verdadeira. tais como: a ideia transcendente na visão tradicional e atual. e a necessidade de evitar o proselitismo. Leve a uma abertura para o mundo como compromisso concreto com os contextos nos quais se dão os processos educativos. Teologias . com e para a diversidade religiosa. atuar para promovê-la. Tendo presentes a riqueza e a complexidade do campo religioso. a compreensão do campo simbólico. o pluralismo religioso. Esse eixo analisa as múltiplas concepções do transcendente. Isso significa partir da base da diversidade. a busca permanente do sentido da vida. como a antropologia. tais como: as contribuições das áreas afins.Sumário principal nos espaços de aprendizagem como exercício de reflexão e ação críticas. a superação da fragmentação das experiências e da realidade. saber lidar com ela. para que seja um espaço efetivamente de educação. Trabalhar sempre desde. definiu cinco eixos e os respectivos conteúdos: Culturas e tradições religiosas. Admitir que cada pessoa possa ter a crença que quiser e que possa professá-la livremente. ciências da religião e teologias. O ENSINO RELIGIOSO: SEUS EIXOS E CONTEÚDOS O Ensino Religioso na sua articulação destaca alguns aspectos fundamentais para a sua concretização. e as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso.

ancestralidade. mas sim está sempre em busca de algo que transcende essas realidades. Ritos. 143 . e a análise e hermenêutica atualizadas dos textos sagrados. Esse eixo busca o entendimento das práticas celebrativas. por isso considera: as orientações para o relacionamento com o outro. reencarnação. Ethos. o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa. com destaque para: a autoridade do discurso religioso fundamentado na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do transcendente para o povo. consigo mesmo. apresentando para os fiéis no contexto da respectiva cultura. e as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: ressurreição. por isso contempla: a descrição de práticas religiosas significantes. BOEING. a descrição do contexto sóciopolítico-religioso determinante para a redação final dos textos sagrados. (Cf. a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. Esse eixo aprofunda o significado da palavra sagrada no tempo e no espaço. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso em muito podem contribuir para que o ser humano inacabado. p. o conjunto de muitas crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel nas tradições religiosas. Antonio). encontre o sentido para a vida e seja feliz. 31-32). nada. FONAPER. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso foram elaborados a partir da concepção de que a atuação do ser humano não se limita às relações com o meio ambiente e às relações sociais. o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos sagrados e a formação dos textos. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. e o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o transcendente. permeado por valores. nº 1. Analisa a vivência crítica e utópica da ética humana a partir das tradições religiosas. Caderno Temático Ensino Religioso. Textos sagrados e tradições orais.Sumário principal a descrição das representações do transcendente nas tradições religiosas. e a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas (Cf. comparando seu(s) significado(s). inquieto e aberto ao transcendente siga na busca. com os outros e com o mundo.

demonstrando abertura ao diálogo com as pessoas de outras crenças religiosas. • Perceber nos textos sagrados propostos de valorização da vida e construção da cidadania. percebendo-os como referenciais de ensinamentos sobre a fé e a prática das tradições religiosas. • As tradições religiosas da comunidade local. • O diálogo inter-religioso. • A diversidade religiosa no Brasil. • Histórias da criação. As representações das tradições religiosas.4 Conteúdo Básico Comum – Ensino Religioso Anos Iniciais do Ensino Fundamental 1° Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Culturas e Tradições • Compreender que as tradições religiosas contribuem para um mundo mais fraterno. • Entender que as tradições e manifestações religiosas dão sentido à vida. • As religiões e a prática do bem (caridade. • Perceber que as tradições religiosas se fundamentam nos textos sagrados. • Identificar a diversidade religiosa. Textos Sagrados e Tradições orais Textos sagrados orais e escritos. 144 . • Identificar nas narrativas sagradas os conceitos do sagrado. relacionando-as com as práticas religiosas dos diferentes grupos. Teologias • Reconhecer o conjunto de muitas crenças que orientam a vida do sujeito nas tradições religiosas. • Distinguir nas histórias sagradas os mitos das verdades de fé.).3. História e Tradição Religiosa • A Religião na vida das pessoas. solidariedade etc. • Entender que as narrativas sagradas surgiram dos mitos e história dos povos. • As diferentes celebrações e práticas religiosas. • Os acontecimentos religiosos. • Conhecer os textos sagrados.Sumário principal 8. • Identificar linguagem simbólica das culturas e tradições religiosas da comunidade. • Reconhecer as manifestações culturais e tradições religiosas. Espaços sagrados da comunidade. • Os mitos e segredos sagrados.

ritos e símbolos (afro. • Entender os rituais como práticas religiosas. • Práticas e costumes das comunidades religiosas. • Compreender que os símbolos religiosos são significativos e necessários para as manifestações religiosas. 145 . • Analisar as diversas simbo logias e sua afirmações de verdade. • Ritos e festas religiosas. • Perceber os sinais que reve lam sentimentos religiosos e sentir-se participante da religiosidade. • Identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ritos • Compreender a descrição de práticas religiosas significantes. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. indígena e outros). • Práticas religiosas significativas elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. • Relacionar as principais datas religiosas. • Compreender a linguagem simbólica da cultura e da tradição religiosa da comunidade. ritos e festas religiosas oportunizam momentos sagrados de louvor. • Reconhecer o uso do símbolo como meio para comunicação de sentimentos e experiências. festas e comemorações realizadas no município. • Pesquisar os variados ritos e festas culturais e religiosos da comunidade. • Conhecer as diversas manifestações culturais e religiosas do país. celebração e realização de encontro pessoal e comunitário com o transcendente. O significado dos ritos das tradições religiosas. Símbolos religiosos. agradecimento. celebrativos e litúrgicos. • Identificar os símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. Rituais de passagem. comparando os seus significados. • Perceber que os templos.

• Os valores humanizam. • Eu sou eu com o outro. • Cada pessoa tem o seu jeito de ser e acreditar. • Desenvolver atos e atitudes de cuidado e respeito ao próprio corpo e ao meio em que vive. interagindo conforme as regras estabelecidas com os outros . • O Eu. • Conhecer os limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas. Alteridade. • Orientações para o relacionamento com o outro. • Partilhar e conviver respeitando as pessoas. • Conhecer o conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis do contexto da respectiva cultura. • Eu e o outro somos nós. • Relacionar-se e conviver bem com os colegas no ambiente escolar. • Respeitar a si mesmo e aos outros. • Conviver harmoniosamente com o diferente. construindo um ambiente de paz. • Reconhecer a importância da religiosidade na convivência familiar. • Saber ouvir e respeitar as diferentes posições religiosas das pessoas com as quais convive. respeitando as diversas manifestações religiosas. • Participar de discussões éticas e religiosas. porque identificam as diferenças com as pessoas.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ethos • Compreender que o rela cionamento com o outro é permeado por valores. • Entender que os nomes são importantes. • Descobrir-se como ser humano. A riqueza das diferenças religiosas. 146 .

Educação religiosa: fundamentação antropológico-cultural da religião segundo Paul Tillich.br www.Sumário principal 8.pr. (Caderno Temático. SENA. Ensino religioso: memória e perspectivas.it http:// geocities.com.br www. rivistadireligione. Coleção de ensino religioso fundamental.5 Referências ALCUDIA.pt 147 . OLIVEIRA. Inês. 2002. William E.iccsweb. O processo de escolarização do ensino religioso no Brasil. PADEN. Parâmetros curriculares nacionais: ensino religioso.).ensinoreligioso. CARNIATO. 2006.net www. ______. 2001.pucsp.org.com.conerse www.comer. 2001. 9 v. RJ: Vozes. 2005. São Paulo: Paulinas. RUEDELL. Sérgio Rogério Azevedo.seed.eufres. 2000. São Paulo: Ave Maria. Atenção à diversidade. et al. Rosa. São Paulo: Paulinas.org www. 2007. 1).ensinoreligioso www. Ensino religioso e formação docente. SITES http://www.ulusofona. Pedro. assintec.org/ http://cienciareligioes. 2002. crdr.cjb. Interpretando o sagrado: modos de conceber a religião.com. M. Lilian Blanck de.br http://www.br.gov.fonaper. São Paulo: Paulinas. São Paulo: Paulinas. ______. Porto Alegre: Artmed.3. JUNQUEIRA.yahoo.br/rever www. Luzia (org.com. FONAPER. Curitiba: Champagnat. 1997. Ensino religioso: referencial curricular para a proposta pedagógica da escola.br htpp://geocities. Petrópolis.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS .

a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. A Língua Portuguesa na educação escolar compreende a língua como um objeto histórico. gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. nos anos iniciais. espaciais e plásticos. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. a crítica e a intervenção e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. gestuais. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. Levando em conta os princípios acima que consideram o homem inserido em sua cultura. De natureza transdisciplinar. Ela possibilita a reflexão. Da perspectiva da enunciação. a linguagem é produto e produção cultural e tal como o homem que a manifesta é criativa. e a linguagem. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. Desse modo. O espaço privilegiado para isso é 151 . variável. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e no respeito às diversidades. musicais. conhece. irregular. as Artes e a Educação Física. corporais. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. interfere sobre o mundo. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e conhecimentos: linguísticos. como trabalho simbólico. Nesta perspectiva. a forma de pôr a língua em movimento. Como marco e herança social. a Língua Portuguesa.Sumário principal 9 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS Por meio da linguagem o homem pensa. se apropria. a atividade discursiva. contraditória. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. Tais sistemas compreendem. na sociedade e na história as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana.

tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Essa visão contempla o eixo da cultura. cores. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. como nas artes visuais.Sumário principal a interlocução. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. mas imbricada com o Trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. nem se prende a normatizações que a regulem. Além disso. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade dos sujeitos. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. à medida em que interagem com os outros. Sendo assim. não é instrumental. Como produção simbólica a Arte não é funcional. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. 152 . deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. sons e gestualidades. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. nas encenações teatrais e na música. sociais e biológicas. nas danças. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. posturas. resignificando-as em processos poéticos configurados pela ação de um gesto criador. em contínua constituição. Fazer arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. a linguagem corporal como produto da cultura. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento.

Da perspectiva da enunciação. pois. configuramse. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. qual seja. Revela-se. compreender a língua como um objeto histórico. As condições de gênero. Para isso. aí. o que só é possível por meio de uma rede de relações construída em momentos compartilhados com o outro. a forma de pôr a língua em movimento. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. e a linguagem. que articula. todavia.Sumário principal 9. Para concretizar essa proposta. de relações étnico-raciais na formação humana dos * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) modos como se produzem as identidades socioculturais e como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. como o quer Morin (2001). 2003) 153 . Ganha tônica. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. mediado pelo professor. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. a maneira de considerar o conhecimento. o saber linguístico pertinente. Deve-se.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. irregular. como princípios seriamente considerados. em contínua constituição. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. à medida em que interagem com os outros. deve-se. uma concepção interacionista da língua. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. a atividade discursiva. (ANTUNES. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. Distinta é. favorecido pela interação sujeito-objeto. também. assim. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. eminentemente funcional e contextualizada. Desse ponto de vista.

154 . esta é defendida de modo tão interativo e dialógico. O texto configura-se como uma manifestação. gerada a partir de elementos linguísticos. por meio de sinais gráficos. das intenções pretendidas. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. Essa perspectiva supõe encontro. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. Por essa razão. a qual engloba processos. ANTUNES. 1991). em consonância com determinados pressupostos. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. funcional e discursiva da língua(gem). decorre o princípio de que esta(s) só se atualiza(m) quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. escritos ou em outras modalidades discursivas. a socialização de conteúdos. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. KOCH. envolvimento entre sujeitos. pois. das informações. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. 1998. assim.Sumário principal Para uma concepção interacionista. Deixa. Constitui-se. 1998). 1998). para que aconteça a comunhão das ideias. dinâmico e negociável. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. quanto a fala. pela codificação das ideias ou das informações. no processo de interação. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa. simplesmente. 2003) Com relação à concepção de escrita. o texto. de um modo geral. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. operações cognitivas e estratégias discursivas. 1991. verbalização e construção (GERALDI. possibilita a realização de alguma atividade sociocomunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas pessoas atuam. parceria. como também favorecer a própria interlocução. conforme as práticas culturais de cada contexto social. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana.

descubra. a linguagem à variabilidade do homem. fala de si. 2000).Sumário principal Fiel a esse quadro. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção. aprenda e reaprenda não para os alunos. institucionalizado e de mundo. e transmissão. pois. levante hipóteses. será preciso que o educador pesquise. Portanto. a ter sua marca identitária (DA MATTA. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. desenvolvendo uma postura investigativa. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. Nessa tarefa. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. Considerandose o caráter simbólico da linguagem. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. torná-lo objeto de conhecimento. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. a partir do contato com outros sujeitos. de todo conhecimento. e de abordagens interdisciplinares. do outro e do mundo. e com o mundo ocorre por via da linguagem. e transformá-lo. o 9. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. mas com os alunos. o sujeito. estabelece uma relação próxima com a escrita e. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. torne-se um ens sociale . em situações de interação. em conformidade a essa concepção. ainda. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. Serve. nessa tarefa. a competência de o sujeito interagir no. meio em que as realidades são construídas. Isso porque sem a linguagem articulada seria difícil apreender o mundo. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. 155 . e da cultura. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania.1. Serve. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. Para ensinar. por meio de linguagens. ou sobre ele intervir. observe. reflita.

na interação com as diversas instituições sociais. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. então. É.Sumário principal sujeito se desenvolve e se socializa. em suas salas de aula. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. não des- considerando os saberes informais que ele traz consigo. com o uso da linguagem e da língua. nada existe fora do domínio da língua. funciona como veículo. Na interação com as diversas instituições sociais. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente e considerandose. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. construir seu saber formal. pois além de suas características próprias. por meio da língua. Em alguns casos. o texto. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. pois. a escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. O fato é que sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. o jargão. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. enquanto nos ambientes de escrita. Na escola. tudo é variável. são suas atividades. mas não 156 . Cabe. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas pelos significados e sentidos. Assim. disponíveis no ambiente social. sintáticas e semânticas. para. como Castells (2002). Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. morfológicas. o discurso. ressignificando-a. de acordo com os contextos onde foram produzidas. para construir sua identidade social e cultural. inicialmente a língua falada.

A Literatura propicia. 9.1. com o outro e com o mundo em que vive. Isso. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. e de diferentes linguagens.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno.Sumário principal a mensagem que transmitem. ou fora dela. como algo que permeia. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. O aluno precisa conceber que nosso ser. esta propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. Eixo pode ser compreendido. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. 2. possibilitandolhe assumir uma postura reflexiva. estruturados em forma de língua. tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. ainda. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico-social que sofre transformações com o decorrer do tempo. 1999). capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. textual 157 . Língua 1. 3. No caso da literatura. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. também. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. concepção essencial para a formação humana. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade.

2. digitais. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. imagéticos. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. reconhecendo nestas manifestações as marcas da diversidade humana. 4.Sumário principal e pragmática. inclusive da literatura capixaba. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. de modo a pensar a complexidade do mundo real. a pintura e o movimento do corpo bem como a variedade de ideias. Literatura 1. sendo o texto o referencial de partida. de culturas e de formas de expressão. 2. Cultura e conhecimento de mundo 1. a música. com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. e da necessidade de sua atuação com vistas a uma sociedade mais justa. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. crítica e ludicamente. obras e autores. 3. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. o teatro. 4. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. Permitir que o aluno interaja. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. Linguagem 1. por meio da linguagem literária. orais. a escultura. 158 . necessários à leitura e à escrita. entre outros. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. 3. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais.

No caso do ensino de atividades de escrita. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. 7. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e a falar em situações diferenciadas. a comunidades indígenas. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do estado. explorando-lhe os múltiplos sentidos. considerando sua situação no mundo. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. a manifestações culturais e a locais de culturas em movimento. 8. verdadeiro objeto de estudo da língua. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. estas devem partir de condições concretas 159 . tais como visitas a sítios arqueológicos. 3.Sumário principal 2. aos sentidos das palavras. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. a espaços remanescentes quilombolas. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. 9.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de língua portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. 4. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade históricocultural. crítico e intelectual. respeitando a diversidade nos modos de falar. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. 6. a parques ecológicos.1. Ou seja. 5.

poesias. justifique. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. ler e escrever textos em língua portuguesa. escrever. possibilitando que o aluno argumente. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. discutir o vocabulário do texto. repórter por um dia. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. bulas. utilizar a escrita como ferramenta de integração do aluno à vida de seu meio social. cantinho de leitura. produção de história em quadrinhos. lançar mão de reportagens jornalísticas. escolhidas pelo aluno. do assunto tratado. encartes de supermercados. explorar a seleção do tema do texto. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. quadrinhas. animais. Deve-se estimular debates sobre temas variados. transformando-o em protagonista. a partir daí. Em sala de aula. agenda telefônica. silenciosa. recorte de palavras. endereços dos alunos em ordem alfabética. tais como. considerando a leitura imagética. passagens. produza textos. de modo a perceber que esta depende da articulação de várias partes que formam um todo é. cartão de felicita- 160 . Ao final. então. emita opiniões. correio escolar. flores. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. cantigas de roda. Para as atividades de leitura. reescrever). vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. bilhetes. um pressuposto metodológico a ser considerado. ou defenda opções tomadas. destacando a visão que o aluno tem sobre o objeto e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. listagem de time de futebol. critique pontos de vista alheios e. e exercitar inferências sobre o texto.Sumário principal de produção. 2003). tais como parlendas. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituem-se parte integrante da competência comunicativa dos falantes. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. oral e coletiva. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. receitas. ouvir. rótulos. Grosso modo. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos.

de nível um pouco avançado. transformação de um gênero textual em outro. piadas. Outra estratégia metodológica. sob a orientação do professor. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. 161 . Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. excursões. explorando as funcionalidades da língua. entrevistas. jornais.Sumário principal ções. sintáticas e semânticas. observando as relações morfológicas. entre tantos.

com situações de produção de textos. argumentos. • Conhecer a norma culta da língua. respeitando os valores humanos.Língua Portuguesa Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS GERAIS • Ampliar a competência comunicativa do aluno. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais.1. oral. digital entre outras. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade.4 Conteúdo Básico Comum . • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. 162 . • Conviver. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. crítica e ludicamente.Sumário principal 9. • Interatuar com dados. considerando sua diversidade sociocultural. imagética.

cartazes. diálogos entrevistas. Ordem alfabética). nesse campo. • Identificar aspectos sonoros da língua. • Conhecer o alfabeto e a representação escrita de cada letra identificando-as na formação das palavras. gráficos e outros. texto formado por palavras. símbolos. pontuação. buscando levar o aluno a diferenciar o conhecimento da simples opinião. quadrinhas com rimas. Eixo Conhecimento LingUístico Estuda o alcance.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª e 2ª Séries habilidades • Transmitir recados com objetividade e clareza. paragrafação. placas. histórias mudas. identificando ideias principais. frases e textos. letras musicais. As formas. • Emitir opinião e fazer comentários pessoais. • Interpretar textos orais (a partir de histórias ouvidas). trava-línguas. • Ler. produção e interpretação de diversos gêneros textuais (poemas. textos variados e de diferentes gêneros. gráficos. se localiza o conhecimento linguístico-literário. PRÁTICAS DISCURSIVAS: descrição de gravuras. CONHECENDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO História (o surgimento do alfabeto) e função da escrita. Estrutura e articulação do texto (Segmentação das palavras no texto. visitas e vídeos. pequenos textos escritos. jornais. • Escrever palavras. • Relatar com segurança fatos de sua história e de outros. o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento e onde. • Observar e descrever detalhes de diferentes situações cotidianas. história em quadrinhos. conteúdos Eixo Linguagem Garante o acesso ao conhecimento linguístico-textual-discursivo necessário à vida na sociedade pós-moderna. relatos orais de passeios. • Reescrever textos lidos e ouvidos identificando os diferentes tipos de letra. • Utilizar os sinais de pontuação e acentuação na produção de texto. gibis. cantigas de roda). • Produzir textos de vários gêneros. • Expressar-se oralmente com clareza e objetividade. • Relatar experiências de situações vividas e presenciadas. 163 . as fontes e os limites do conhecimento humano. texto coletivo. letra maiúsculas e minúsculas. preenchimento de ficha e dados diversos e outros). APLICANDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO Produção de diversos gêneros textuais (estudo de rótulos. • Reconhecer a ordem das letras no alfabeto. desenho e número. exercícios dos diferentes níveis de fala. gravuras. os sons e os nomes das letras do alfabeto (habilidade de diferenciar). margem. obedecendo às estruturas e os mecanismos de articulação da língua. A diferença entre letra. separação de palavras). e reconhecer. • Interpretar histórias em quadrinhos. PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO: recados. atividade de escuta (história lida e contada). Atividades reflexivas de produção textual (Reescrita e autocorreção de texto). Elementos estruturais básicos do código escrito (Palavra formada por letra.

religião. • Enumerar as etapas de seu desenvolvimento. relacionando-se eticamente com o outro. confirmando o pressuposto que a educação é porto de passagem para a construção real do ser humano. ao planeta e identificar seu espaço social em textos jornalísticos ou de outras mídias. • Conferir as respostas com as do colega discutindo as divergências de sentido. por meio da educação. à cidade. • Seriar ações contidas nos textos. ao Estado. Socialização do homem e o convívio com o outro: família. o que lhe possibilita viver no social. Contação de histórias e da minha história. ao mesmo tempo em que é produtor. • Localizar-se no espaço com relação à família. • Demonstrar seu conhecimento vocabular por meio de torneios de conhecimento de mundo ou de tarefas de interpretação textual. • Valorizar o convívio com os diversos grupos sociais. respeitando as diversidades. quanto do ponto de vista do tempo contemporâneo. escola. Sociedade e Educação Para que o humanóide se transforme em humano é preciso que receba uma dose de cultura. tendo em vista sua incompleteza. 164 . é também produto da cultura. no interior das instituições sociais. Esse eixo busca estudar a influência da educação no social e como o homem. • Consultar o dicionário e a internet para busca de palavras desconhecidas ou palavras-chave de textos diversos. grupo local e global e o papel que a linguagem ocupa neste processo de socialização.Sumário principal habilidades • Observar. ao país. ordem de palavras conforme sua abrangência de sentido e orações que estruturam o texto conforme sua densidade. • Localizar-se no tempo com relação à história de seu Estado e posicionar-se em relação às ações acontecidas. tanto do ponto de vista do tempo do enunciado. • Perceber a importância das diversas culturas e sua influência em sua formação. conteúdoS Eixo Cultura. ao bairro. verificando as respostas a partir dos textos. comentar e registrar as transformações ocorridas no tempo e no espaço. O homem e seu desenvolvimento biológico e cultural (biodiversidade e diversidades). Esse eixo concebe o espaço escolar como o organismo vivo onde se estabelecem relações e se produzem conhecimentos.

charges etc.Sumário principal 3ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. convites. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. gráficos. conteúdoS Eixo Linguagem PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO Diferentes gêneros textuais em uso na sociedade: • Textos Práticos: bilhetes. gramáticas. artigo. sites. letras de música. • Textos Literários: poemas. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. adjetivo. cartas. enciclopédias. diálogo. 165 . Biodiversidade e diversidade cultural. sílaba. sinais de pontuação. bulas de remédios. poema. bilhetes. cantigas de roda. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. apontando suas características. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. narrativo e descritivo). Leitura das narrativas de fundação indígenas. • Apreciar textos de diversas culturas. cardápios. utilizandoos de acordo com o contexto social. divisão silábica na mudança de linha. sinônimo e antônimo. resenhas etc. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. CONHECIMENTO LINGUÍSTICO O texto e noções de sua estrutura – alfabeto. acentuação gráfica. Sociedade e Educação Estudo das raízes afro-indígenas capixabas. parágrafo (dissertativo. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. crônicas. Debate político sobre temas da contemporaneidade como forma de fortalecer a democracia. ordem alfabética. fábulas. e-mails. dicionários. • Textos Informativos: jornais. tipos de frases e parágrafo. Eixo Conhecimento Linguístico A COMUNICAÇÃO ESCRITA Produção de textos escritos em circulação na sociedade: cheques. • Comparar diferentes gêneros textuais. Eixo Cultura. à discriminação e à homofobia. mapas. contos. verbos. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. aplicando-os em sua vida. ao preconceito. convites. parlendas. anúncios e propagandas. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. principais classes de palavras: substantivos. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. tabelas. numeral. panfletos etc. pronomes.

Leitura e interpretação de texto. trava-línguas. relatos e entrevistas. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. Textos de gêneros diversos: poemas. Textos extraverbais (ex: fotografia. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. lendas. canções. Produção de textos de diferentes tipologias. Linguagem e participação social. aplicando-os em sua vida. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. dança. mitos. poemas. utilizandoos de acordo com o contexto social. Intertextualidade e construção de significados intertextuais em obras já conhecidas.Sumário principal 4ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. música. literatura de cordel. • Comparar diferentes gêneros textuais. 166 . Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. Diferentes discursos em situações de comunicação escrita. operando com os conhecimentos sobre a língua. fábulas. cartas. parlendas. escultura e outros). lendas. Produção de texto individual e coletiva. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. quadrinhas. Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. parlendas. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. poemas. canções. trava-línguas. pintura. notícias. • Apreciar textos de diversas culturas. diário pessoal. instruções. histórias em quadrinhos. à discriminação e à homofobia. história em quadrinhos. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. piadas. histórias em quadrinhos. mitos. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. contos. notícias. conteúdoS Eixo Linguagem Linguagem Oral e Escrita Textos de gêneros diversos: contos. piadas. fábulas. apontando suas características. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. ao preconceito. canções.

Sumário principal habilidades conteúdoS Eixo Conhecimento Linguístico Itens da gramática normativa (em situações de leitura. oblíquos. dúvida. • Adoção de espírito investigativo (pesquisa). circunflexo e grave). 167 . Eixo Cultura. de forma significativa e contextualizada): • Substantivo (conceito). • A cultura da pesquisa em dicionário. possessivos. encontro vocálico (ditongo. afirmação). sotaques etc). produções de textos orais e escritos. negação. • Verbos e concordância verbal. • Exercícios práticos de situação de uso da língua os quais demonstrem uma postura cidadã crítica e reflexiva. • Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). onomatopéia. • Advérbios (tempo. • Revisão: verbos (conceito / infinitivo). Itens da gramática normativa (em situações de comunicação funcional): • Acentuação (acentos agudo. hiato). • Preposição. • Interjeição. • Pronomes: pessoais. tritongo. • Divisão silábica: dígrafo. • Sinais de pontuação. • Concordância verbo-nominal. modo. de tratamento. • Adjetivo e locução adjetiva. Sociedade e Educação • Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. • Discurso direto e indireto. encontro consonantal. • Artigo definido/indefinido. • Ortografia contextualizada. • Preservação do patrimônio cultural e histórico. • O hábito diário da leitura de fontes diversas. pretérito. • Tempos verbais (presente. indefinidos e demonstrativos. futuro).

Nova gramática do português contemporâneo. In: WOOD. V. L. Rio de Janeiro: Zahar. São Paulo: Moderna. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. David. Português: linguagens. Língua. Edgar. MORIN. Irandé. 1998. John B. J. CEREJA. KOCH. CASTELLS. São Paulo: Martins Fontes. 1996. (Org. 2000. história e luta de classes. 2002. _______.5 Referências ANTUNES. A. São Paulo: Contexto. 2002. C. McNALLY. RJ: Vozes. Celso. CARNEIRO. 2001. Petrópolis. BOSI. São Paulo: Moderna. GERALDI. FOSTER. 2004.Sumário principal 9. Manuel.C. Aula de português: encontro e interação. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2003. 1995. Willlian Roberto. 1999.. Redação em construção: a escritura do texto. 1972. Na trama do texto: língua portuguesa. I. sociedade e cultura. O texto e a construção dos sentidos.) Língua portuguesa em debate. Portos de passagem. CINTRA. São Paulo: Parábola. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. A sociedade em rede. 1991. CASTRO. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. 168 . São Paulo: Cultrix. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Evolucionismo cultural. PEREIRA. São Paulo: Atual. 2002. A era da informação: economia. Brasília: UNESCO. São Paulo: Cortez.1. Dias. Texto em construção: interpretação de texto. São Paulo: FTD. História concisa da literatura brasileira. Helena Bonito. CUNHA. Ellen. J.W. 2000. São Paulo: Rocco. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Alfredo. Roberto. 1985. AZEREDO. DA MATTA.

de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. refletindo e por vezes determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola.Sumário principal 9. mas com uma ênfase em seus as- pectos formais específicos. embora diferenciadas. como um “fazer por fazer”. sociais e históricas. Em decorrência deste pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”.2. Desse modo. provavelmente. Considera-se assim. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas dos quais ela abrange. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. não somente e exclusivamente o sistema da arte e de suas idealizações e definições hegemônicas.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. No final da década de 1980.2 Artes 9. estético e artístico da qual ela se origina. observa teu quintal” Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial à contemporaneidade. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. Afirmamos assim. mas a arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica em suas diversas manifestações culturais. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. Acreditamos que a arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou obra em questão. estéticas e culturais. a arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. históricas e sociais. as práticas educativas em arte até a década de 80. a arte é tratada como linguagem. reduzidas a um laisse faire. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a arte não somente como expressão mas como cultura. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. estavam em sua maioria. influenciaram a educação da arte. Esse contexto gerou teorias como da arte como expressão e da arte como conhecimento que. Ela é uma forma de linguagem 169 .

. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das artes para a formação humana. transformado em texto e publicado no site www. 2003)19. saberes.] a arte.. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos.br/memória. Pedagogia histórico-crítica. Ana Luíza Ruschel. Desnecessário dizer que a arte está sempre a favor da vida e. Saviani. 1991. (Farias. o conjunto da produção humana” (Saviani.org.1997: p. expressão e conteúdo. o escritor Jorge Miguel Marinho17 diz que “[..br/memória. Trabalho. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. Daí que a sua função mais humana. 16 Citação extraída do site www. pág. Santa Maria: Editora UFSM. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. como tantos poetas já insistiram. sobre a cultura.] produções do saber.1991.] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta.br/ pesquise_artigos. valores. isto é. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e neste diálogo. São “[. “[. seja sobre o saber.04. No texto “A arte e sua relação com espaço público”..”16 Inventamos a arte. atitudes e hábitos.Sumário principal que congrega significações.cenpec. E uma sensação que não conclui nos sentidos”. conceitos. Por outro lado. símbolos que comportam habilidades. o homem pelo trabalho.. de Agnaldo Farias..cenpec.org.1997. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Polos da Rede Arte na Escola em 28. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal.org. junta a inventividade do imaginário e o registro concreto de real.p. 01. Artigo: A Arte é de todos.3)15 E então nos perguntamos: em que a experiência da arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza da importância da arte. 15 A arte e sua relação com o espaço público. 170 . 18 Demerval. Autores associados. seja sobre a natureza.] a arte não é algo que se oferece. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não materiais”. espelho de todos e de cada um”.artenaescola. É a Arte e 17 Citação extraída do site www.. cultural e histórico (Ruschel. é apelo coletivo. Segundo o autor “[. São Paulo: Cortez.20)18. de produção de sua existência material e não material. 05. anexo Com vocês: As Artes! Pág. expressão comunitária. Nesse proceder. nas ações e transformações que o homem realiza que envolvem os processos de produção materiais. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. Trata-se da produção de ideias.. 19 Nunes. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. 2003. cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações − de caráter social. mas é uma potência.

individuais e/ou coletivas. Fomentar a inserção da arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. em sua dimensão socio-histórica. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. indissociando o homem da sociedade. Promover as leituras da arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam.2. Entretanto. Desse modo. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. cênicas. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. Promover a inserção da arte como área de conhecimento da linguagem estabelecendo diálogos com as outras áreas.Sumário principal a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. a reflexão. música e dança).2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. nacionais e internacionais. artes cênicas. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. No desenvolver de processualidades artísticas. pois estas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. ambas lidam com a inventividade. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. com a busca do conhecimento. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. suas faturas. considerando as especificidades das técnicas. 9. Como produção humana a arte e a ciência sempre andaram juntas. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos e a interação com o patrimônio nacional e internacional. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. Incentivar a pesquisa e a investigação possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. a outra lida com o simbólico. das materialidades. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade fazendo ver que o mundo. 171 . dos suportes. com a pesquisa. em diferentes tempos históricos. Possibilitar a observação. musicais e corporais) compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação.

música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores na busca pelos sentidos edificados nelas e fruí-la em suas diversas manifestações. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. nas diversas regiões de nosso Estado. e acreditamos deva compor. As 172 . Humanizar as relações pessoais e interpessoais promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestação e de vivências. para num segundo movimento agrupá-las em eixos que possuem. Esse mapeamento é um esboço. em que estavam presentes as professoras referências de Artes. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. esse mapeamento possui a pretensão de. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. artes cênicas. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. um currículo para a Educação em Artes. ou seja. cada um. pedagogos e técnicos da SEDU e da superintendência. “os realizados”. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. totalizando aproximadamente 54 pessoas. artes cênicas. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. a particularidade de englobar “os ditos”. respondendo à seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Considera-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem. num primeiro movimento. técnicos administrativos. Eixos da Educação em Artes 1. música e dança) para refletir. 2. alunos. demais professores de Artes. como um primeiro desenho. Da proposição e abrangência Os eixos da Educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de artes pelos professores de Artes.

a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais como as presentes nas diversas 173 . entre outros). Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis e que devem estar presentes em um currículo de Educação das Artes. Entretanto. 2. Sendo assim. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam.Sumário principal contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho do dia 19 de junho de 2008 possibilitaram a composição dos eixos que irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. Saberes sensíveis. Sendo assim. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. a música. estéticos – históricos e culturais Envolvem os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. costumes. Linguagens artísticas e seus diálogos Envolvem diversas linguagens artísticas. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. folguedos. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. considerando as singularidades de suas produções. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentado em quatro eixos. a divisão aqui apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. alimentação. o teatro e a dança. intercultural e multiculturais. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. tais como: as artes visuais. que envolve: Saberes sensíveis. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. reafirmamos que cada um desses eixos se formam e se reagrupam de modo diferenciado conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes.

com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. as apropriações da matéria a ser manipulada. os rascunhos. compõem o conteúdo. relações figura-fundo e outros. nação. arte no computador e outras. Estes podem ser entendidos como significante e significado. e o espaço dentre outros que vão formar os elementos compositivos. ritmo. continente e mundo. movimento visual. tv e produções curtas de animação e as diversas tecnologias como arte cinética. As fruições da arte em espaços expositivos.2. Envolvem também. Por outro lado. a linha. proporção. ou seja. a forma. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. o volume. harmonia. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. Processos de criação Envolvem os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas englobam as etapas. como: município. Propõe-se aqui uma aproximação 174 . a cor. equilíbrio. ou seja. assim como as demais linguagens.3 Principais alternativas metodológicas 1. imagens em movimento do cinema. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo. este só se torna visível pois é manifestado pela forma. história em quadrinhos. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. 3. A criação em ateliês e os materiais artísticos. parte-se do entorno como o da escola que se insere na comunidade e esta em outros espaços que a englobam. a fatura do trabalho. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. São os elementos do plano da expressão que. a superfície. a textura. os esboços. 4. Expressão/conteúdo As obras de arte. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. cartazes e outros. tais como: orientações e direções espaciais. organizados em diferentes materialidades e suportes. 9. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes temposespaços. Estado. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. os tempos se complementam e dialogam formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendêlo.Sumário principal mídias: revistas em geral. contraste.

contudo obras de períodos e estilos diferenciados 175 . a sua composição. ela está no mundo. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. Desse modo. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. a distribuição da forma. (seus planos de expressão e de conteúdo) e estas com o contexto (social. ou seja. Uma leitura de textos visuais. musical ou de dança são manifestações textuais. Nº 24 ano 2006. histórico. formador. a sua técnica. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. Desse modo. como um texto que abrange ao mesmo tempo.Sumário principal dos diversos espaços-tempos. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. 2. Vitória: PPGE. In: Cadernos de pesquisa em educação. Princípio metodológico: do texto para o contexto – A arte já traz em si um contexto. Como uma teoria da significação. ou seja. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna. Moema Martins. que possui uma discursividade. uma historicidade e uma plasticidade e este princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)20. materialidades e modos de fatura. ou seja. das múltiplas experiências em arte para o diálogo dentro da escola. o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. tais como o seu estilo. ou seja ao macrotexto que a engloba. estilos. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. Considera as produções humanas como produções textuais. considera os espaços e os entre-espaços compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. um espetáculo teatral. que com ela dialogam. ou das manifestações culturais e midiáticas. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. um filme. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. 1995. entre o texto e seu contexto 20 Rebouças. sendo assim uma obra de arte. um romance. uma história. a considere como uma produção textual humana. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. Desse modo.

senão em presença. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a arte. Para tanto é necessário que o professor como propositor e mediador das ações educativas da arte possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/cultural e o de seus alunos aproximando-se da arte e suas manifestações sociais como a frequência a espaços expositivos/culturais de seu município. de Graciliano Ramos. de seu Estado e. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. por exemplo. de condições de saúde. com a obra lida criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da arte e do mundo. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior.Sumário principal também podem dialogar. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. não pelos elementos do plano da expressão que organizados plasticamente compõem um estilo. à obra literária “Vidas secas”. tanto sensíveis como inteligíveis. de sobrevivência. cinzas e pretos. Essa pintura nos remete entre outras. Temos assim. lembrando que. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. 176 . trata do êxodo rural e a busca por melhores condições de vida. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. se possível. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. vários modos de leitura e esta depende de como o leitor estabelece as relações. As cores são azuladas. mas por aproximações temáticas. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma família.

2. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. televisão. Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Experimentar. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. desenho industrial. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. históricos. entre outros.Sumário principal 9. histórias em quadrinhos.4 Conteúdo Básico Comum . cartaz. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. cenográficas e cinestésicas. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. • Reconhecer. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. argila. papéis. utilização e pesquisa de materiais e técnicas artísticas (pincéis. • Criação e construção de formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). tintas. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. sonoras. publicações. artísticos e culturais • Observar. experimentar e ressignificar a arte como linguagem e as manifestações artísticas. Processos de criação • Experimentação. desenho animado. 177 . vídeos. lápis. aparelhos de computação e de reprografia).Artes Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS POR EIXO Saberes sensíveis. vivenciar em produções pessoais e/ou coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. estéticos. telas de computador. vídeo. • Reconhecer a importância da arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. publicidade. comunicativos e tecnológicos. instrumentos. suportes. com preender e vivenciar em análises. giz de cera. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia.

espacialidades) pessoais e/ou coletivas. música. visuais. dança. linhas. • Conhece as diversas manifestações da arte (dança. cênicas. cênicas. • Cria formas plás ticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). inclusivas. étnicosociais. • Constrói materialidades diversas (cenografias. visuais. étnicosociais. grupos regionais entre outros). musica. cores. étnicosociais. • Vivencia as pro duções pessoais e coletivas das propriedades expressivas constitutivas nas diversas linguagens (dança. musicalidades. históricos. culturais em âmbito local em diferentes tempos históricos (artistas locais. encenações. entre outras).Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. espacialidades). audiovisuais) e as relaciona com as manifestações culturais e artísticas de seu entorno atribuindo sentido. entre outras). inclusivas. visuais. • Linguagens artísticas e processos de criação (elementos da composição. formas. áudio visuais). cantigas. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. trovas. música. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais (música. • Arte e patrimônio cultural. musica. áudio visuais). heranças culturais. áudio-visual. imaginário popular entre outras). étnico-sociais. • Reconhece produções das linguagens artísticas (estilos de dança. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno (indígenas. planos. • A Arte como lin guagem presente nas manifestações culturais locais e suas relações (dança. entre outras). cênicas. inclusivas. parlendas. estéticos. 178 . plasticidades. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. • Analisa as mani festações culturais de seu entorno (indígenas. entre outras). • Exper imenta e pratica produções pessoais e ou coletivas. • A Arte e as manifestações artísticas. inclusivas. visuais. audiovisuais e outras). cênicas. volumes.

audiovisuais. escultura. volumes. cênicas. históricos. • Investiga materialidades diversas para as intervenções (materiais secos. regionais e nacionais. industrializados e naturais). trovas. formas. 179 . • Investiga materialidades diversas (suportes variados: papéis em diversas gramaturas. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. materiais e outros). audiovisuais). étnicosociais. grupos regionais entre outras). e outros). entre outras). • Vivencia produções pessoais e coletivas em diferentes materialidades.s o c i a i s. entre outras). danças de roda. linhas. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. cênicas. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais locais e regionais (dança. cerâmica. música. visuais. gravura. grupos regionais entre outros). parlendas. visuais. arte pública. • A Arte e as manifestações artísticas. estéticos. volumes. tecidos sintéticos. cênicas. materiais úmidos. entre outras).Sumário principal 1ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. • Conhece a importância das diferentes manifestações da arte (dança. audiovisuais). étnicosociais. heranças culturais. • A poética do cotidiano presentes nas produções artísticas locais. é t n i c o . • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito regional. monumentos da cidade e outras). danças diversas. formas. inclusivas. culturais em âmbito local e regional em diferentes tempos históricos (artistas locais. e regionais (música. inclusivas. tecidos. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. música. jogos teatrais e outros). artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. audiovisual. materiais e outros). • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. cores. cores. • Arte e patrimônio cultural. desenho. plásticos. linhas. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. música. • Reconhece e relaciona as diferentes produções das linguagens artísticas (estilos de dança. visuais. inclusivas.

regional. dança: expressão corporal). fruindo-as. • Reconhece e respeita as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. regionais e nacionais. ciganos. • A Arte e as manifestações artísticas. volumes. • Constrói nas lin guagens artísticas sua fatura considerando a técnica. dança: expressão corporal). cenografia. culturais em âmbito local. indígena. música: iniciação rítmica. estéticos. oriental e outras). inclusivas. é t n i c o . • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. suportes e composições). heranças culturais. entre outras). o suporte. históricos. • Analisa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. formas. entre outras). linhas. linhas. inclusivas. regionais e nacionais (indígenas. materiais e outros).Sumário principal 2ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Relaciona as lin guagens artísticas às diferentes manifestações culturais. formas. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais. a composição. 180 . étnicosociais. entre outras). • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais explorando (nas artes visuais: espaços bi e tridimensionais. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. oriental e outras). grupos regionais e nacionais entre outras). volumes. materiais e outros). européia. • Diferencia as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Identifica as dife rentes particularidades das manifestações culturais. no teatro: dramatização.s o c i a i s. figurinos. indígena. • Valoriza os processos de criação individual e coletiva. inclusivas. cores. • Relaciona o plano de expressão nas diversas manifestações artísticas e culturais. • Utiliza das espe cificidades das linguagens artísticas (Artes Visuais: espaços bi e tridimensionais. cigana. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. elementos da teatralidade: dramatização. étnicosociais. ritmos visualidades contemporâneos). regionais e nacionais. europeia. • Linguagens artísticas e processos de criação (com diferentes técnicas. música: iniciação rítmica. • Arte e patrimônio cultural. regionais e nacionais (dança. cores.

envolvendo as leituras do patrimônio imaterial e material local. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. formas. • Realiza produ ções inventivas e investigativas em ações. materiais e outros). na gravura. culturais em âmbito local. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. linhas. volumes. étnico-sociais. regionais e nacionais. 181 . articulando-as ao plano de conteúdo e atribuindolhes significados. nacionais (indígenas. canções populares e seus ritmos e melodias. volume. em fotografias e outras). • A Arte como linguagem. clássica e profana entre outras). • A poética do cotidiano presente em manifestações visuais. cenográficas e audiovisuais na natureza e nas diversas culturas e suportes (computadores e outros). • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. como na pintura. étnico-sociais. linhas. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. regional e nacional (folguedos. no desenho. entre outras). entre outros). suportes. teatros de rua. e instrumentos em diversas técnicas. estéticos. históricos. • Arte e patrimônio cultural. • Experimenta em produções pessoais e coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. grupos regionais. na escultura. cenográficas e cinestésicas presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. regionais. cores. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. cores. erudita e popular. • A Arte e as manifestações artísticas. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. considerando seus dois planos formadores: estudos do plano da expressão (cores. entre outras). formas. gestuais. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. nacionais e internacionais entre outros). heranças culturais. lendas. sonoras. • Analisa as manifestações visuais. entre outros). danças de rua. inclusivas. volumes. formas. espacialidades. inclusivas. materiais e outros). • Reconhece a necessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. sonoras. • Realiza diálogos e diferencia as diversas manifestações culturais (coletiva e individual.Sumário principal 3ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. regional. gestuais.

da natureza e outros. nas instalações. linhas. • Avalia. movimento. a composição. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. teatrais. entre outras). sonoras. o suporte. volumes.s o c i a i s. instrumentos musicais. gestualidades. arquitetura). entre outros). cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). nacionais e internacional (indígenas. espacialidades. inclusivas. culturais. exercitando a discussão. em fotografias e outras). gestuais. entre outras). nacionais e internacionais. heranças culturais. pausas e melodias. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo (cores. entre outras). • A Arte como linguagem e sua leitura. a sensibilidade. televisivas. • Compara a arte e a realidade. investigando. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional e internacional. refletindo. cinestésicos. • Relaciona a linguagem da arte em var iados suportes (midiáticos. considerando a técnica. nacionais e internacionais. como nas pinturas. regionais. 182 . artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. nos desenhos. nacional e internacional em diferentes tempos históricos. a materialidade. • Explora o labor da prática artística. considerando a sua dimensão sensível e a inserção na sociedade (artistas locais. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. sonoros. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações das artes (nas visuais. publicidade. formas.Sumário principal 4ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. entre outros). inclusivas. gestuais. ritmos. entre outros). • A Arte e as manifestações artísticas. • Realiza diálogos da arte com outras linguagens (moda. regionais. nas teatrais. • Diferencia as linguagens e seus suportes (corpo nas artes cênicas e na dança. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. entre outros). nas criações de objetos. papéis. • A poética do cotidiano pre sente nas manifestações visuais. cores. formas. regional. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. contextualizando os saberes e fazeres adquiridos durante o processo de criação. articulandoas ao plano de conteúdo e atribuindo-lhes significados. históricos. indagando com interesse e curiosidade. étnico-sociais. grupos regionais. materiais diversos nas artes visuais. objetos industrializados e não-industrializados. nas musicais. • Diferencia a arte e as manifestações culturais a partir do seu plano de expressão e de seus elementos formadores. materiais. fruindoas e lendo-as. espacialidades. em âmbito local. é t n i c o . argumentando e apreciando. estéticos. cenográficas. • Realiza produ ções inventivas e investigativas com suportes e técnicas variadas: corpo. no vídeo. • Arte e patrimônio cultural. na arte digital. atribuindo-lhe significado.

Jorge Miguel.2. Acesso em: 19 set. jul. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO. SAVIANI. Demerval. p. Vitória. MARINHO./dez. REBOUÇAS.php?id_m=8. 1-5. 2006. Caxias do Sul.> Acesso em: 28 abr. 2003. 2008. Agnaldo. 28 abril 1997. Ana Mae.5 Referências BARBOSA. 183 . São Paulo: Cortez. Pedagogia histórico-crítica.br/memória>. Ana Luíza Ruschel.artenaescola.br/pesquise_artigos_texto. Disponível em: <http://www. 24. Moema Martins. Uma leitura de textos visuais. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. Trabalho. 2008. UFSM. Disponível em: <http// www. A arte é de todos. ES: PPGE/UFES. RS: Ed. São Paulo: Perspectiva.org. A arte e sua relação com o espaço público. 1991.cenpec. Autores Associados. RS. 1991. A imagem no ensino da arte. Santa Maria.org.Sumário principal 9. n. FARIAS. NUNES.

denominada de biologicista. ainda predominante no ensino da Educação Física. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. 2001). Essa concepção.3. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existentes nos séculos XVIII e XIX. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular desta disciplina21 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. Além disso. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001). 21 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna influenciada por um conjunto de fatores. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu). Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. Nos apropriamos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade. Até os anos de 1970. que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. 184 .Sumário principal 9. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas.3 Educação Física 9. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. de que é um conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular dessa rede de ensino.

Segundo Bracht (2001. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. Dessa forma. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. ampliemos o nosso 185 . como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. que precisa ser transmitida e assimilada pelos alunos. se legitimem. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. Além disso. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. conhecimento universal e patrimônio da humanidade.Sumário principal Diante disso. sem fugir das intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. o professor. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. sociais e biológicas. Com isso. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. produzido ao longo da história. p. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. que só se torna possível. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. Essa visão contempla o eixo da cultura. assim. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso conceito de criticidade. 2001.77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. Dessa forma. com interfaces nos diferentes campos de saberes. entende-se a expressão corporal como linguagem. para que se possa permitir que outros saberes. Sendo assim. segundo Bracht.

além da motricidade. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. ou seja. ginásticas. 2001). por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. dança. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. emoções e sua linguagem corporal e. sociais e éticos. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado.Sumário principal conceito de razão. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. estéticos e éticos. destituído do saber. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. Dessa forma. englobando as dimensões estéticas e éticas”. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. ainda. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. que envolvem aspectos lúdicos. onde ele expressa sua subjetividade. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. Código e suas Tecnologias. ana- 186 . compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. Podemos destacar que. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. esportes. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. morais. das diferentes manifestações culturais corporais. sintetizar. esse aluno desenvolve. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal.

Ao proporcionar o desenvolvimento da criatividade. afetivos e morais. fisiologia. biomecânica. competitividade e disciplina. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando e o desenvolvimento do aluno nos seus aspectos social.Sumário principal lisar e expressar ideias. tendo o professor como mediador. intelectual. laborais. Além disso. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. integração. afirmação dos valores e princípios democráticos.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. participação social. qualidades físicas e neuromotoras. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. – a Educação Física atua como formadora. Além disso. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. cognitivo. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. de ginásticas. contribuindo para a sua formação psico-sociocultural. de lazer e entretenimento. para o desenvolvimento de autonomia. atividade física. ética. Desenvolver os aspectos intelectuais. envelhecimento. liberdade. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. 187 . além de ser um agente promotor da sua autoestima. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. emocional e motor. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana à prática pedagógica escolar. socialização. saúde. entendendo-a como meio de promoção da saúde. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. socialização. cooperação. Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. treinamento etc.3. 9. sociais. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. cooperação.

ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. p. Andréia et. Set. 2001. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. Niterói. DELLA FONTE. realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. lúdicos e técnicos. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. 9. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. Sandra Soares et all. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. 1999. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos. alguns estudos vêm apontando que. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo22 sobre a prática docente do professor de Educação Física na rede estadual pública e privada do Estado do Espírito Santo. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. al.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral.3. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. por meio da observação. 188 . resultante de um "elo perdido" entre as prescrições dessa produção teórica e a 22 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF). p 63-66.Sumário principal Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. 195). reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. 21 (1): 183-192. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a dinâmica escolar. 2001). apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educação Física escolar. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. 1992. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Dentre elas destaco: DIAS.

material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexivo do professor 23 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro deste modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. todo ele. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. 67% deles se formaram nos anos 1980. com relação ao espaço. Os materiais. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas.Sumário principal Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. o trabalho pedagógico não pode. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. pois os próprios fins podem ser problemáticos. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. (Bracht et. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática qualitativa nas aulas de Educação Física. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. porque variam 189 . Além disso. Nos anos 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não se fazem melhor devido à carência de tais estruturas.. Com isso. diante da sua prática docente. Em virtude disso. que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. al. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente. do conjunto de professores licenciados. os equipamentos e as instalações são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. “No entanto. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em Licenciatura. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. 2003). que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas23. O desafio está em propor mudanças na prática docente.

al. Com isso. Assim. espaço etc) e à conduta pedagógica do professor. a 190 . à organização das aulas (horários. problematizando temas da cultura corporal. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. 2004). que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. gincanas. p. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. 53). dentre outras.. p. 2001. desenvolvendo um espaço de reelaboração. O que também se propõe é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. onde 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “ entendem que deve haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. exposições. a sala de aula. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. 2003. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. A realização de jogos escolares. tempo. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. pesquisas e o desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. o recreio. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. 43). colaborando para o entendimento das relações socioculturais e da compreensão crítica do movimento (KUNZ. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que priorizem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. a biblioteca. os torneios escolares. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. ensinando estratégias para o agir prático. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento.Sumário principal de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. é necessário revermos o que se desenvolve nesse componente curricular. a criatividade. nacionais e internacionais. tomando a quadra. realizando um retrospecto das atividades corporais.

A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. et. al. será necessário o envolvimento de todos os professores. sobretudo quando se esperam mudanças efetivas nessa prática. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. entendemos que para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos 191 . é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo.. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. A abordagem metodológica crítico-superadora nos apresenta alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. onde os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. et. Preliminarmente.. Dessa forma. para isso. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a provisoriedade do conhecimento (Soares. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade.1992). temos a formação continuada de um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento.Sumário principal sala de informática. as atividades de visitas e excursões.1992). O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. como forma de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. São eles: a relevância social do conteúdo. onde se compreende que as competências não são um programa clássico. al. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. Assim. Mas.

organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. respeitando as diferenças de gênero. Esse tipo de aula. continua tendo lugar. trabalho e cultura. reflexivo e crítico. insisto. guardá-las ou atualizá-las. compreendendo os limites e as possibilidades corporais. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. 2001). da ordem do saber como fazer. social. voltada para a construção de uma educação de qualidade e de formação do cidadão. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. Com base no conceito de Competência – aquisições. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento.. o sujeito se comunica. 1999). traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu.152). ou seja.. estar informado sobre conhecimento.Sumário principal de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. conflitos ou desafios. Até pouco tempo. 2001. (Santos. Dessa forma. interage 192 . mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. afetivo. interpretar essas informações. Por meio da linguagem corporal. classe social e idade. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. em que o problema nem sempre está na falta de informações. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. A questão está em encontrar. entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. Além disso. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. emocional e cognitivo. p. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. buscando problematizar a relação do corpo com saúde. São eles: Conhecimento sobre o corpo: considera o corpo no seu aspecto físico. etnia. que tenha uma participação ativa na sociedade.

Sumário principal com o meio. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes no contexto mundial e nacional. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. regional e local. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. emoções e. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. sintetizar. 193 . analisar e expressar as ideias. reconhecendo a identidade própria e a do outro. onde expressa sua subjetividade. ainda. descobrindo o prazer nas vivências corporais. sociais e éticos. Além disso. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbito nacional. Por meio do jogo. com suas diferentes organizações técnico-táticas. e também desenvolve a ludicidade.

compreendendo as relações de gênero e as individualidades.Educação Física Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. culturais e afetivos. africanas. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. entre outras. nacional e local. EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. lutas. ginásticas. 194 . como manifestações da cultura corporal. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/CORPO-EXPRESSÃO • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais.Sumário principal 9. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro.3. campesinas.4 Conteúdo Básico Comum . sociais. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. de si mesmo e do ambiente em que vive.

• Reconhecer algumas alterações fisiológicas básicas do corpo causadas durante a prática de atividade física.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª Séries HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. • Educação postural. • Identificar e refletir sobre padrões de estética. desenvolvendo uma postura de autonomia e autocontrole. • Reconhecer como as diferentes formas de cultura influenciam na construção do movimento. • Relacionar as diferentes manifestações da cultura corporal em seu contexto sociocultural. etnia. • Respeitar a diversidade corporal a partir das diferenças de gênero. • Sistematizar as diversas partes do corpo e compreender como elas se inter-relacionam na realização dos movimentos. coordenação motora. habilidades físicas e mentais. • Habilidades motoras fundamentais. • Esquema corporal: lateralidade. • Conhecer e vivenciar as diversas possibilidades de movimento do corpo. classe social. • Compreender a relação da estrutura muscular e óssea na realização do movimento. • Sedentarismo e obesidade. • O movimento humano e suas relações com o meio. possibilidades e limitações do movimento. bem como meio de linguagem e expressão. faixa etária. • Identificar as práticas corporais de higiene como forma de promoção da saúde. reconhecendo-as como meio de construção e promoção da cidadania. • As alterações fisiológicas ocorridas no corpo com a prática corporal. Tópico: Conhecimento da estrutura e funcionamento do corpo. • Pantomima. • Mímicas. • Identificar as múltiplas linguagens do corpo. adotando uma postura não preconceituosa ou discriminatória. • Conscientização corporal. CONTEÚDOS 195 . • Expressão corporal individual e em grupo. • Compreender o corpo como meio de relação e interação consigo e com o outro. beleza e saúde presentes no cotidiano. relação espacial. equilíbrio etc. • As partes do corpo e os seus movimentos. • Hábitos de higiene e alimentar e suas relações com a atividade física. • Construir atitudes através das relações interpessoais e emoções expressas pelo corpo.

196 . • Conhecer e diferenciar os movimentos que são comuns ou não às lutas e ginásticas. representar e vivenciar as danças folclóricas e ritmos constituídos historicamente no Espírito Santo. • Conhecer a origem e a diversidade cultural da dança e da ginástica como expressão da cultura humana. • Conhecer e executar movimentos simples da ginástica circense. • Identificar habilidades motoras específicas das lutas. CONTEÚDOS • Manifestações e representações da cultura rítmica nacional. constrangimento ou discriminação. • Verificar o próprio desempenho e dos demais. • Arte circense. simular e errar não implicam em algum tipo de humilhação. • Lutas e processo histórico. • Conhecer. • Reconhecer espaços nos quais podem ser praticado os movimentos de luta ou ginástica. tendo como referência o esforço em si. • Perceber os limites corporais na vivência dos movimentos rítmicos e expressivos. que tragam benefícios para o organismo e a saúde. • Ginástica e processo histórico. regional e local. processo histórico. • Valorizar e apreciar as atividades rítmicas e expressivas. • Compreender que o arriscar. • Conhecer os aspectos históricos e sociais das lutas. • Organização de festivais de dança. • Danças. decidir. • Principais passos e pequenas coreografias. • Ginástica geral.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/ CORPO-EXPRESSÃO Tópico: Atividades rítmicas e expressivas. • Conhecer as atividades rítmicas e expressivas das diferentes manifestações culturais em âmbito nacional. • Identificar as diferentes formas da prática da ginástica geral. regional e local. • Identificar e classificar os tipos de dança e ginástica. • Adquirir princípios básicos para construção de desenhos coreógrafos e montagem de coreografias simples. • Noções gerais sobre ritmo. • Relacionar e vivenciar movimentos rítmicos vinculados ao estímulo musical. identificando suas possibilidades de lazer e aprendizagem. expressão e linguagem dos povos.

• Jogos de salão. • Construir coletivamente as regras que trabalhem e resgatem os valores étnicos. • Jogos de raciocínio. • Vivenciar atividades cooperativas. morais.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. CONTEÚDOS • História dos jogos e brincadeiras populares e folclóricos. • Adotar atitudes de respeito mútuo. • Jogos pré-esportivos. 197 . • Cantigas de roda. dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas. • Conhecer e criar jogos que estimulem a prática dos jogos individuais e coletivos. brincadeiras e cantigas. • Jogos cooperativos. Tópico: Jogos e brincadeiras. sociais e éticos. • Conhecer a origem histórica dos jogos. buscando solucionar os conflitos. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas.

Francisco Eduardo (Org. Ricardo et al. p. Educação física escolar: política. Anais. Elenor. Paraná. Marílio.. Pesquisa histórica na educação física.1. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. Construir competências desde a escola. Francisco Eduardo.3. DF: MEC. investigação e intervenção. ______. Unijuí. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. 2001. WERNECK. KUNZ. v. v. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. Vitória. Valter. Amarílio (Org). Christiane. In: CAPARROZ. BRASIL. 73-76. p. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. Transformação didático-pedagógica do esporte. DF: MEC. 198 . ______ et al. 1992. 2. 2001.). ES: PROTEORIA. Pesquisa em ação: educação física na escola. Lazer. 2001. trabalho e educação: relações históricas. São Paulo: Cortez. investigação e intervenção. 2001. UFMG.151-139.. 2000. ES: PROTEORIA. 2004. CAPARROZ.17. Carmem Lúcia et al. maio/ago. Belo Horizonte: Ed. SOARES. 2001. RS: Ed. questões contemporâneas. Vitória. 1. ES: PROTEORIA. 2006. Philipe.1. Brasília. Educação física escolar: política. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. 1998. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Vitória. 2003. SOUZA JÚNIOR. Brasília. Vitória. Gisele Franco de Lima. In: ___. Paraná. Unijuí. Parâmetros curriculares nacionais. In: FERREIRA NETO. PERRENOUD. investigação e intervenção. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. Francisco Eduardo (Org. 2001. 6. PRIMI.5 Referências BRACHT.). 1999. SANTOS. Ijuí. Ijuí.Sumário principal 9. Ministério da Educação. 2001. Metodologia do Ensino de Educação Física. Orientações curriculares para o ensino médio. Educação física escolar: política. v. ______. n. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. ES: PROTEORIA. v. RS: Ed. Porto Alegre: Artmed.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 01 .Área de Linguagens e Códigos Anos Finais .

.Ensino médio. área de Ciências da Natureza. II. anos finais. área de Ciências da Natureza. 03 . Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. 128 p. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. I. Título. ES.Vitória/ES . 03 . 2009.Currículo. v.Ensino fundamental. v. César Hilal. Ensino fundamental . ISBN 978-85-98673-02-8 1. v. CDD 372. área de Ciências Humanas. 01 . 01 .Info Consultoria. 2. Santa Lúcia .com.Ensino fundamental. v.br Espírito Santo (Estado). v.Ensino fundamental. anos iniciais. nº 1. anos finais.Linguagens e Códigos. 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual . v. 02 . Guia de implementação.Ensino médio. área de Linguagens e Códigos. 3. – Vitória : SEDU.Currículo. 02 .016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. Ensino médio .Espírito Santo (Estado) .19 CDU 373.Ensino médio.CEP 29. Série. anos finais. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação. área de Linguagens e Códigos.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.3. 4.056-085 . área de Ciências Humanas. Ensino .Currículo. 01) Conteúdo dos volumes : v.111. Ensino fundamental .

igualmente sujeito do processo. ao lado do educador.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “..” Paulo Freire .. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.

Regina Jesus Rodrigues. Pedro Guilherme Ferreira. Ângela Maria Freitas. Pinto. Patrícia Maria Gagno F. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Gleise Maria Tebaldi. Anelita Felício de Souza. Renan de Nardi de Crignis. Paulo Roberto Arantes. Carlos Sebastião de Oliveira. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Magna Tereza Delboni de Paula. Lurdes Maria Lucindo. Nascimento. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. de Oliveira. Torres. Fabiano Boscaglia. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Ilia Crassus Pretralonga. Jomar Apolinário Pereira. Irineu Gonçalves Pereira. Margareth Zorzal Fafá. Elenivar Gomes Costa Silva. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Maria da Penha E. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Jorge Luis Verly Barbosa. Agnes Belmonci Malini. Giselle Peres Zucolotto. Organdi Mongin Rovetta. Rodrigues. Cristina Lúcia de Souza Curty. Ivanete de Almeida Pires. Angélica Chiabai de Alencar. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Luiz Antonio Batista Carvalho. Valéria Zumak Moreira. Danilza A. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Bastos. Kátia Regina Zuchi Guio. Ribeiro. Rodrigues. Alan Clay L. Maria Alice Dias da Rosa. Edson de Jesus Segantine. Núbia Lares. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Rosinete Aparecida L. Irineu Gonçalves Pereira. Angélica Chiabai de Alencar. Lúcia H. Rodrigo Vilela Luca Martins. Adna Maria Farias Silva. Luiz Humberto A. Ilza Reblim. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Luciane R. Francisco Castro. Alecina Maria Moraes. Everaldo Simões Souza. Izaura Célia Menezes. Christina Araújo de Nino. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Alcimara Alves Soares Viana. Marcos Leite Rocha. Sandra Fernandes Bonatto. Sebastiana da Silva Valani. Jomara Andris Schiavo. Jaqueline Oliozi. Márcia M. Eliethe A. Gilcimar Manhone. José Alberto Laurindo. Paulo Roberto Arantes. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Marilene Lúcia Merigueti. Tarcísio Batista Bobbio.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Eduarda Silva Sacht. Ana Helena Sfalsim Soave. Alaíde Schinaider Rigoni. Cérlia Silva de Oliveira. Sidinei C. Dileide Vilaça de Oliveira. Eliane Carvalho Fraga. Johan Wolfgang Honorato. Américo Alexandre Satler. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Mirtes Ângela Moreira Silva. Freitas. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Maria da Ressurreição. Ires Maria Pizzeta Moschen. Vivian Rejane Rangel. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Última da Conceição e Silva. Mara Cristina S. Renato Santos Pereira. Cristina Louzada Martins da Eira. Elza Vilela de Souza. Alvarenga Vieira. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Luciene Tosta Valim. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Rosângela Vargas D. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Renata da Costa Barreto Azine. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Salette Coutinho Silveira Cabral. Alaércio Tadeu Bertollo. Sônia A. Tania Mara Silva Gonçalves. Teresa Lúcia V. Eliana C. Gina Maria Lecco Pessotti. Claudinei Pereira da Silva. Ivone Braga Rosa. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos .Língua Portuguesa Adriana Magno. Geovanete Lopes de Freitas Belo. . Giovana Motta Amorim. Edílson Alves Freitas. Luciene Tosta Valim. Josimara Pezzin. Linderclei Teixeira da Silva. Antônio Carlos Rosa Marques. Marcia Vânia Lima de Souza. João Luiz Cerri. Maria do Carmo Braz. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Sara Freitas de Menezes Salles. Maria da Penha C. Sebastião Ferreira Nascimento. Verginia Maria Pereira Costa. Benevides. Maria de Lourdes S. Renato Köhler Zanqui. R. Ilza Reblim. Alaíde Trancoso. Sulâne Aparecida Cupertino. Giuliano César Zonta. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Rosiane Schuaith Entringer. Jane Pereira. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Malba Lucia Gomes Delboni. Maria da Penha de Souza. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Paulo Roberto Arantes. Fernandes. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Raquel Marchiore Costa. Elisangela de Jesus Sousa. S. Carmencéa Nunes Bezerra. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Luciana Oliveira. Iza klipel. Edna dos Santos Carvalho. Ana Paula Alves Bissoli. Carla Moreira da Cunha. Madalena A. Tânea Berti. Anderson Soares Ferrari. Luciene Maria Brommenschenkel. Rachel Miranda de Oliveira. Silma L. Rosangela Maria Costa Guzzo. Maria Nilza Corrêa Martins. Nourival Cardozo Júnior. Gracielle Bongiovani Nunes. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Rodrigo Nascimento Thomazini. Guaresqui Cruz.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . da Silva Scaramussa. Nilson de Souza Silva. Bastos. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Novais Rocha. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Lúcia Helena Maroto. Foerste . Eliane dos Santos Menezes. Dalla Passos.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Ernani Carvalho Nascimento. Margarida Maria Zanotti Delboni. Roberto Lopes Brandão. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Neire Longue Diirr. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Marcelo Ferreira Delpupo. Perin e Valéria Perina. Conciana N. de Quadros P.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . P. Denise Moraes e Silva. Ediane G. Antonia Regina Fiorotti. Manzoli.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva .Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Evelyn Vieira. Eliana Aparecida Dias. Luciano Duarte Pimentel. Fracalossi. Renata Garcia Calvi. Braga.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Luciete de Oliveira Cerqueira. Márcia Gonçalves Brito. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Marlene Athaíde Nunes. Campos Cruz. Edy Vinicius Silverol da Silva. Maria Geovana M. Roseane Sobrinho Braga. Rita de Cássia Santos Silva. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Ires Maria Pizetta Moschen. Luiza E. Jaqueline Justo Garcia. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Antônio Fernando Silva Souza. Maria Adélia R. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Leila Falqueto Drago. Magna Maria Fiorot. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Jarbas da Silva. Martinelli. Cátia Aparecida Palmeira. Lea Silvia P. Rogério de Oliveira Araújo. Martinelli. Monteiro e Wagna Matos Silva. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Cezar. Regina Zumerle Soares. Naédina Barbieri. João Firmino. Maria Cristina Garcia T. Vazzoler. Sebastião Ferreira Nascimento. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. do Nascimento. Hebnezer da Silva. Lyra. Neyde Mota Antunes. Marcio Vieira Rodrigues. Morati. Vaneska Godoy de Lima. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Pedro Paulino da Silva. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. João Carlos S. Sabrina D. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Oliveira. Marta Gomes Santos. Márcio Correa da Silva. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Valentina Hetel I. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Sandra Renata M. Junqueira. SRE Carapina: Lucymar G. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. João Luiz Cerri. Edilene Costa Santana. Maria Alice Dias da Rosa. Carvalho Morais. Telma L. Maria de Glória Sousa Gomes. Simone Carvalho. Hebnézer da Silva. Chirlei S. Érika Aparecida da Silva.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Léa Silvia P. Angelita M. Renan de Nardi de Crignis. Rosiana Guidi. Cortez.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Lima. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Paulo Alex Demoner. Mônica V. Christina Araújo de Nino. Edimar Barcelos. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Alves.C. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Davel. Luciane S. Lúcia Helena Novais Rocha. Erilda L. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Soprani. Pedro Paulino da Silva. Cláudia Regina Luchi. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Mohara C. de Castro. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Hulda N.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Pereira. Edna Milanez Grechi. Marta Margareth Silva Paixão. Alexandre Nogueira Lentini. Maria Elizabeth I. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. da Silva. José Christovam de Mendonça Filho. Maura da Conceição. Angélica Chiabai de Alencar. Kátia Elise B. Rodrigues Soyer. Epitácio Rocha Quaresma. Larmelina.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Antônio Fernando Silva Souza. SRE Nova Venécia: Cirleia S.SEDU Ana Beatriz de C. Israel Bayer. Ronchetti. Maria José Teixeira de Brito.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Ferreira. Edilene Klein. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Jane Ruy Penha. Barbosa. Coelho Ambrozio. Maria Aparecida Rosa. C. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Delcimar da Rosa Bayerl. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Dilma Demetrio de Souza. Anderson Soares Ferrari.Física Claudio David Cari . Maria Adelina Vieira Clara. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Patrocínio. Patrícia Maria Gagno F. Eliane dos Santos Menezes. Carvalho. Lemos. Luciane Salaroli Ronchetti. Marlene M. Eliane Maria Lorenzoni. Ana Paula Alves Bissoli. Sandra Renata Muniz Monteiro. C. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Cátia Aparecida Palmeira.Arte Rita de Cássia Tardin . Karina Marchetti Bonno Escobar. Rodrigues. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . de Almeida.

mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . como um plano único e consolidado.Sumário principal Prezado Educador. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. na qual. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. neste contexto. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. Como equipe. quer sejam individuais ou coletivos. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. Temos certamente que comemorar. das superintendências e da unidade central. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. Para enfrentá-los. sem dúvida. a complexidade que envolve a infância e a juventude. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. tendo como base um projeto de nação. Como síntese desse processo. sobretudo. por meio de mecanismos participativos. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. como unidade autônoma. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. conforme os termos constitucionais. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. O Estado. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Educação Especial e Educação do Campo. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. ao longo dos anos. mas. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação.

fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. fortalecendo a grande complexidade.500 educadores. tônomos e críticos. com vistas à promoção do educando e. por meio de atitudes. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. entre vimento de crianças. O currículo é a materialização do ricos de discussão. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. Todos esses atores mente construídas. com qualidade social. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. valores. hábitos e consequentemente. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. como a relação entre trabalho. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. que desafios que precisamos enfrentar. da educação pública. professores convidados. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. Portanto. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. conectado com a dimensão universal. ciência e cultura. muitas vezes. nizados. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões.Sumário principal e social de sua população. costumes historicamente produzidos que. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. 12 . Entre os anos de 2004 e 2006. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos.

consequentemente.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. Para tanto. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. Isto é. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Além para cada disciplina da do CBC. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. conhecimentos estanques e conservadores. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. outros Educação Básica. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. resguardando as especificidades das escolas. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. conteúdos com- 13 . Certamente.

O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. ou seja. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. cultura e trabalho. na relação com a natureza e com seus pares e. como instrumentos dinamizadores do currículo. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. cializadas na medida em que cultura e trabalho. dentre outros. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. assim. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . lo ciência. Do ponto de vista organizacional. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. produz conhecimentos. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. ampliando a nada. em alguns casos. e transformação dos fenômenos naturais e sociais.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. correspondendo aos 30% restantes.

química e biologia. a partir de estudos sistemáticos. por meio da Lei Nº. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas.Sumário principal vivências curriculares. O projeto contempla ainda. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. Realização de olimpíadas escolares e. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. tornando a escola mais atrativa. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. 15 . Esporte. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. “Ciência na Escola” . por fim. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. 8963 de 21/07/2008. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. roteiros turísticos e ambientais. materializa esse conceito. Matemática e Ciências. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Dessa forma.

“Ler. de modo a 16 . capacibibliotecas escolares. intervenção pedagógica. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. com destaque ações de formação. e a partir A formação continuada tação. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. que para a revitalização das professor dinamizador. pesquisa.um públicas e privadas. pois o educador precisa aliar à tarefa e. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. atualização da escola. a partir digitais no cotidiano escolar. ampliando para a do educador é mais naridade. a de estudar. transdisciplida escola. com isso. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. com destasucesso esperado: estagiários. formação gica. as reformas educativas e seus desdobramentos. PC do professor. a sua inclusão digital e a comunidade. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. escrita e pedagógicas. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. pendrives. computador por aluno. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. por meio que necessidade. pois o educador precisa aliar à Multimídia. TV comunidade local. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. as novas do conhecimento. tecnologias e suas implicações didáticas.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais.

com tudo isso. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. os quais irão enriquecer a prática docente. além de outras pautas de estudo do referido documento. como componentes do Guia. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. Espera-se. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. que incorporou o saber de quem o vivencia. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Destaca-se ainda. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. 17 . ao final de 2009. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. uma trilha experienciada coletivamente. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. portanto. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. Nesse sentido.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. alinhado a um processo participativo e dialético de construção.

Sumário principal Capítulo Inicial .

considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. municipal e federal. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. formação acadêmica e atualização permanente. conteúdos e orientações didáticas. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. 21 .Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. objetivos. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. nos quais. elaboraram as ementas contendo visão de área. Em 2005. Em 2006 a Sedu. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. por meio de seminários com participação dos professores referência. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. considerando situação funcional. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. constituíram-se objetos de diálogo. de acordo com a prática pedagógica do professor. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. que. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo.

São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. além de 26 especialistas de cada disciplina. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. instituições e modos de 22 . Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). em sua fragilidade. consultores. consequentemente.500 eduTodos foram mobilizados cadores. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. jovens e adultos capixabas. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. acima de tudo. SRE. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. consequentemente. num processo formativo e dialógico. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. em dois grandes ciclos de colóquios. professores convidados. intercolóquios e seminário de imersão.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. estar a serviço da vida. central e das da educação pública. da educação pública.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. contando com a participação de cerca de 1. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. nos anos de 2007 e 2008. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. modalidades e transversalidades. produziram os CBC por disciplina.

A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. social. que são apenas diferentes. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. a vida requer convivência na promoção da paz interior. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. paz social e paz ambiental. é um bem público que deve servir 23 . o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. reverencia o mistério da existência.Sumário principal vida. Superar as diversas formas de exclusão. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. Nesse sentido. do outro e do mundo. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. direito de todos e dever do Estado e da família. dignidade humana. por isso. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. solidários. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. intensificando os esforços pela justiça. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. que se realiza em um contexto histórico. cultural e político. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos.

exercido pelo poder público ou privado. assumindo. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. um direito. o aluno é o centro do processo educativo e. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. a construção. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. sentimentos e atitudes. mediante um determinado caminho. a interpretação. consequentemente.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. antes de tudo. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. de movimento de uma dada situação a outra diferente. A escola pública com compromisso social. do desenvolvimento social e econômico da nação. Na escola. uma obra de legítimo interesse social. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. assumindo o lugar de mediador. A educação como obra de mudança. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. aprender. É na relação entre os sujeitos. em função dele. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . uma dimensão mais ampla. No entanto. E um lugar de esperança. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. envolvendo a percepção. A educação como serviço público. por ser um ambiente essencialmente humano. com toda a sua complexidade. espaço de visibilidade. portanto. na medida em que contribui para o bem comum. a reflexão e a ação. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. numa perspectiva dialógica e dialética. deverá atender aos interesses da coletividade. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão.

a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. como processo dinâmico de socialização. a partir da articulação dos princípios trabalho. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . gerando a sua própria cultura. constituindo o modo de vida de uma população determinada. produz conhecimentos.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. cultura numa perspectiva antropológica. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. símbolos e comportamentos. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. apropriando-se dela e transformando-a. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. como forma de criação humana. Nesse sentido. assim. acima de tudo. ciência e cultura. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. portanto. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. algo vivo e dinâmico que articula as representações. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. cuja base se expressa na aquisição da leitura. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. e. e trabalho como princípio educativo. material e social.

Isso acontece 1 SACRISTÁN. J. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. N. 2 MOTA. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e.G. A. Portanto. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. a exemplo dos laboratórios de estudo. junho de 2004. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. o significa discutir a currículo. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. No entanto. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. C.construindo uma escola em sintonia com seu tempo.G. Porto Alegre: Artmed. nesse sentido. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. entre os curriculistas contemporâneos. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. impreciso. Compreender e transformar o ensino.S. e BARBOSA. que está inserido. a organização física. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. evidenciar a qualidade dessa ação. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. Brasília. O currículo para além das grades .R. e. certamente.V. J. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude.Sumário principal curricular apresentada neste documento. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. sobretudo. e. 2. 26 . sobretudo. por ser um conceito bastante elástico e. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. mais difundida. 1998. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. GÓMEZ. promotor de uma educação emancipadora. o currículo na escola E. dependendo do enfoque que o desenvolva.I. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. muitas vezes.P. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. no interior da unidade educacional.

currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). 27 .uma introdução às teorias do currículo. currículo real (Sacristán). esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. Por isso. historicamente ideias de currículo em ação. seu modo de organização e gestão. de organização e gestão. a identidade dos estudantes e etc. é possível e negociações. currículo praticado (Oliveira). está deficurrículo4. 3 talidade social” . nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. avaliação. O currículo escolar. metas. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. 2004. currículo realizado (Ferraço). políticas e alternativas educacionais. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. Vitória: SEEB/SEDU. De modo geral. T.T. 2000. Ele é resultado de lutas. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. C. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. seu modo 4 FERRAÇO. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. as relações no interior 3 SILVA. incluem tradições culturais Assim. e outras que considePortanto. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. Belo Horizonte: autêntica. conflitos concretas. Documentos de identidade . conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. a participação da comunidade. a identidade nantes. Considerando isso. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. os conhecimentos mais valorizados da escola. seja no campo de metodologia. ações.E. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. Assim.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos.

aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. Z. de vida e laborais conhecer. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. fazer. MEC/INEP. como parte que deste documento curricular. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. lar. Boletim técnico do SENAC. A. ENEM . específica”7. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. 2005. há gradação. de ensino e pesquisa. 2005. 6 KUENZER. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). 30. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. com rapidez e eficiência. 7 BRASIL.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. v. Rio de Janeiro. forma a aliar competências. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. conhecimentos tácitos e as constituem. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. 2004. MEC/INEP. ou seja. Comumente. 81-93. ENEM . p. ensino. 28 . Não norteadores do Ministério da Educação. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. Pelo contrário. a segunda parte previstas. com rapidez e eficiência. histórias de vida. articulando competências.

Competência como condição prévia anteriormente descritas. ENEM . 2005. A competência relacional expressa esse jogo de interações. é extremamente importante que os profissionais da educação. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. significa. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. na prática não se do sujeito. pedagogos. extrema facilidade para alguma atividade. Nesse te. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. educativo. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. 29 . ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. Assim. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. pois se referem a petência. por exemplo. herdada ou Não se trata de definir tência relacional.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. não basta ser muito entendicontexto.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. planejamento das atividades. nesse sentido. condição do objeto. o que pressupõe uma organização Na escola. MEC/INEP. o desenvolaprendida. o que se chama de talento. não basta possuir objetos potentes e adequados. as três formas de competência. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. Dentre elas. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. ou seja. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. 9 BRASIL. 2002. dom ou uma mesma realidade. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. Não se trata MEC.

pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. Como ponto de (cognitivas. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. para que o aluno aprenda. alguém se torna aluno. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. Cidadão esse que busca na escola adquirir.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. neste documento curricular. Até escola. Quais são os alunos e quais são. Ao contrário disso. 2. se forme e informe. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. por meio do ensino e da pesquisa. trabalhar nessa concepção. problematizannatureza. hoje. “Ninguém nasce aluno. ao mundo do trabalho. cultural. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. visa a investir na formação do cidadão. afetivas. sociais e psicomotoras). as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. Nesse sentido.

é tempo de constante refere à crise de autoridade. a violência urbana. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. especialmente no que se de um indivíduo. 31 . geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. Sendo simbólicas específicas e próprias. séculos. a Filosofia. a Antropologia. a juventude e a curta etapa da infância. enfim. sem. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. que conrenciam. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. dentre mundo. criações culturais crianças com o mesmo referencial. constituir-se como infância.Sumário principal e imprecisos. assim. A escola. sendo um ocidental como a nossa. Esses tempos de vida. A e na comunidade. no exercício História. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. econômicos. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. no Brasil templam o pertencimento de classes. a Psicanálise. de sua função educadora. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. de dominar física e mentalmente outros. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. a Sociologia. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. os A ação de reconhecimento adultiza. gênero. há ou etnia. estudo e a compreensão da contudo. a vida adulta. os infantiliza. Portanto. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. dos direitos da criança. e não diferentemente no Espírito Santo. numa sociedade socioculturais determinadas. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. pois reconhece-se que. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. a inserção na vida adulta. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. momento da maturidade.

de provocar própria sociedade. juntas. que. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. se exercita e se reconstrói variados. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. Deve ser pensada para contrastes. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. construindo. cognitivas e sociais que. visível. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). da puberdade e social parecem mobilizar. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. social parecem Assim como a infância. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. de provocar matemático. marcada pela busca leitura. de forma visível. a juvencomo o nascimento. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. Marcas para outras. delimita mobilizar. como odo atravessado por crises. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. assim. finalizando definidoras da existência somente com a morte. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. ajudam a traçar o perfil da população. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. o desejo de impactar.Sumário principal individuais. nas relações estabelecidas também e não 32 . o desejo de impactar. e que se originalidade. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. estilos que se constrói. Na infantil e a maturidade do adulto. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. tude do homem. a escrita. Portanto. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. como a o sinal próprio desse tempo. discurso com sentido.

Querem ser rebeldes. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. Ser jovem na periferia ou no campo. no qual o futuro é incerto. a ponto de ser compreendido como alienação. como desordeiros ou transgressores. em que os últimos têm acesso a bens. muitas vezes encurralando-a. mas em outras esferas sociais. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. mas buscam proteção. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. Na escola. ao mesmo tempo. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. Objeto de inveja e de medo.Sumário principal somente na escola. como a família. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. Na contemporaneidade. Seguir. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. 2008). e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. ausência de utopias. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. a ênfase no mercado e no consumo. especialmente apresentados pela mídia. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. (Calligaris. da classe média e trabalhadora. apontado para os adolescentes. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. em intensa situação de vulnerabilidade. são todas identidades possíveis e relacionais. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. a seus pesadelos de violência e desordem. a igreja e o trabalho. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. Objeto de admiração e ojeriza. ela é um poderoso argumento de marketing e. diante de uma sociedade em intensa mudança. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . ao mesmo tempo. falta de perspectiva de vida.

circunstância de realidade social. explícita ou implicitamente. a respeito de si mesmo. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. em qualquer formada sua personalidade e identidade. 34 . sempre numa expectativa em família. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. é entendido no processo história de vida. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. tentando demonstrar. na perspectiva de trabalho. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. Na fase de vida adulta. Já produz e trabalha. A laridades. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. o clareza de seus objetivos. seja por abandono. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. na vulnerabilidade à violência e ao crime. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. Em geral. O fenômeno da vida adulta. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. são sujeitos que de emancipar-se. e na gravidez na adolescência. soal.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. ou em ocupações precárias ou não. Estão abertos de desenvolvimento.

. na cidade. da história e de suas próprias histórias. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. em sua maioria de classe popular. são únicos em suas humanização da sociedade e à personalidades e são também sustentabilidade do planeta.Sumário principal Estejam na infância. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. cultural e social que faz parte do acontecer humano. ainda. De acordo com Lima (2006). diversos em suas formas de perSeres humanos são ceber o mundo. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. sujeitos especiais") (p.17). biológica. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra.”. que vivem no campo.. Seres humanos diversos em suas apresentam.. com o mundo e os outros. predominantemente jovens. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. “portadoras de necessidades homens e mulheres. em que (as comumente chamadas de perceber o mundo. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. Algumas dessas diversão únicos em suas em especial da pública. compreendemos.. diversidade experiências culturais. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humasuas relações entre pares e com os outros na: seres humanos são diversos em suas seres mantêm-se como constante desafio à experiências culturais. filhos de trabalhadores formais e informais. juventude ou idade adulta. O grande desafio da escola. está sidades provocam impedimentos personalidades e são em constituir-se como ambide natureza distinta no processo também diversos em ência de construção de uma de desenvolvimento das pessoas suas formas de nova humanidade. o ser humano se tornou presença no mundo. como ponto de partida e chegada do processo educacional. sobretudo se entendida como a construção histórica. 35 . na especificidade de seus saberes e práticas. mais que um ser no mundo. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola.

solidariedade e justiça. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. o estético. o político. Certamente criminação em acolhimento humana. que propõe epistemológico e político. e a constituição às diferenças. mento pessoal e coletivo. às diferenças. o biológico. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. que exige a busca por valores. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. consideram esses saberes. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. no campo do conhecimento da a diversidade. cultura de paz e cidadania. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. o em todas as suas dimensões. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. solidariedade e justiça.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. o sociocultural. Quando falamos de diversidade e currículo. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. como ato político pela garantia do direito de todos. respeito O currículo deve. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. tais como: o ético. dentre outros. portanto. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. 36 .

que incluem reprovações e repetências. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. mas como um modo próprio de fazer educação. e de currículos adequados a esses sujeitos. durante a infância e/ou adolescência. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. nem menos importante. a ética e cidadania. importante. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf.Sumário principal as relações étnico-raciais. como questões inerentes ao currículo escolar. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. Como modalidade de Educação Básica. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. mas como um modo próprio de fazer educação. Nelas. da política e da cultura. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. do mercado informal. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. a sexualidade. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. em sua singularidade. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. trabalhando. de aprender e de reaprender. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. de certificar-se. em ocupações não qualificadas.1 Educação de jovens e adultos: saberes. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. apresentam uma especificidade sociocultural: são. são trabalhadores assalariados. dentre outras. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. seus saberes. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. geralmente. os direitos humanos. a cultura de paz. De modo geral. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. 37 . seja pela oferta irregular de vagas. Possuem trajetórias escolares descontínuas. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. quase sempre. nem menos 11/2000). menor. contribuindo de fato para a formação humana. arts. 3. Os sujeitos da EJA.

contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. Isso implica formar (não treinar. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. que enfoca o direito de todos à educação. sua característica fundamental de serem trabalhadores. ou seja. espaço propício a emancipar o aluno. Além disso.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. preferencialmente na rede regular de ensino. o acesso e a permanência de todos na escola. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. pensando metodologias de ensino 3. abordagem inclusiva do currículo. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. E uma concepção de escola como instituição política. Nesse sentido. Na LDB nº. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. 38 . os princípios. cultura e trabalho. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. adestrar. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. no processo de aprendizagem. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. Nesse sentido.

formação de ressignificação das práticas educativas. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. pela via da formação dos profissionais da educação. 39 . continuada. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. O grande desafio da escola e.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. Ainda. Acreditamos que.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. da crítica e da colaboração. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. portanto. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. a partir do princípio da pesquisa. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. o planejamento e a formação continuada. 3. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. e outros espaçostempos da escola. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial.

condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. truídos de forma coletiva. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. A agria terra. comunidade escolar e seu entorno. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. lutas pela terra. Assim. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. Outro eixo fundamental 40 . Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. produção orgânica de alimentos. a partir do trabalho de subsistência. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. Há que se resgatar o educativo. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. em 2004. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. o currículo deve levar em conta cultura familiar.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. que institui e cultural dos sujeitos do campo. normas e prinsujeitos campesinos. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. que procuram enfatizar o seu caráter singular. seus ao urbano. avalia e fomenta o processo de do Campo. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. se respaldada por documentos oficiais. Campo. estuda CEB nº 2/2008. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade.

da democracia. étnica e cultural dos povos. formação de sociedades sustentáveis que são. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. e a visão da educação como ato poiético. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. se calcada nos princípios da solidariedade. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. com respeito à alteridade e à diversidade social. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. A promoção da ao mesmo tempo. Constitui-se em um processo permanente. da justiça social e ambiental. Educação Amecologicamente prudentes. 3.795/99 e contribuirá para a formação humana. socialmente justas. níveis e modalisocialmente justas. ecologicamente prudentes. valores e ati- 41 . ao mesmo tempo. na Lei 9. biental em todos economicamente viáveis. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. economicamente viáveis. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. Como outro importante pressuposto.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática.Sumário principal é a interdisciplinaridade. pelo regime de colaboração. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. da cooperação. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes.

3% da população brasileira. cooperativas. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. os negros representam 47. interdisciplinares. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. das pluralidades e da identidade brasileira. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. 42 . 3. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD).3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. Entretanto. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente.

No período colonial. a população indígena compreende cerca de 2. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. nesse sentido.000. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. à saúde.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. Em 1988. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. rentes épocas da história do Brasil. à diversidade e à cultura. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. africanas e asiáticas. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. sendo 2. 43 . na escrita do artigo 231. localizados no município de Aracruz. por meio de suas lutas pelo direito à terra. havia cerca de Promover o debate sobre 1.109 da etnia Tupinikim e 237. que formam a população brasileira. No Espírito Santo. Porém. 2006). É tratado como uma sociedade sem 3.346 aldeados.100. por meio de políticas públicas de reparação. africana. européia e asiática. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. à educação. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. nacional em difeafricanas e asiáticas. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. Guarani. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro.

além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. própria origem e história.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. O conceito de de construção do conhecimento. conhecimento. formação do Brasil. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. principalmente. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. da escoprincipalmente. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. que possa o currículo escolar. política. e. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas.Sumário principal suas antigas línguas. o resgate de sua cultura e história. econômica. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. o la e da comunidade. tradições e culturas. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. e. temática. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. social e religiosa. sob forte influência do mundo ocidental. 44 .

os diver- 45 . às características e aos estilos. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. Assim. a multiplicidade de pontos de vista.” (Moran. J. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. A intervenção docente. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. os espaços/tempo de educar. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Isto é. estou desafiando meus alunos.M). O professor como mediador do processo educativo. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. bem como sua história. Como mediador e facilitador da aprendizagem. “o professor procura ajudar a contextualizar. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. Nessa perspectiva. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. professor. a problematizar. passando a mediar as aprendizagens. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. e saber lidar e conviver com as diferenças. nessa lógica.

o afetivo.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. isso significa. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. durante quase todo trabalho pedagógico. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. ou indiferença. Na interação grupal. duplas. ao máximo. Diante desse cenário. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. Nesse contexto. São os educadores. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. tendo como sujeito principal o professor. dentre outros. respeitando e valorizando outros pontos de vista. sobretudo os professores. Tendem a se ano letivo. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. autenticidade. ao colocar seus pontos de vista. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . horizontalização dessas relações. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. Estabelecer uma relação de confiança. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. bibliotecas. na sala de aula. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. típica do trabalho cooperativo. aceitação mútua. e de trabalho. círculos. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem.

A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. a discuti-las e criticá-las. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . bibliotecas. construir e conhecer novos conceitos. museus. caracterizados como atividade simbólica. expressar-se questionamento. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. a montar um mosaico das informações. articulando pensamento e ação. envolvendo comunidade. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. e com isto. galerias. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. teatros. exposições de arte. intencional e natural do ser humano. a acessar recursos tecnológicos. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. seu entorno. como princípio educativo. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. além de aproveitarmos recursos já existentes. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. a construir seu próprio conhecimento. concertos. quadras de esportes. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. interpretar e analisar dados. enfim. pois. com autonomia. festividades. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. gumentando e defendendo sua hipótese. asseguram a necessária união entre teoria e prática. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. espaços públicos. reservas ambientais. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. nos projetos pedagógicos. entre conhecimentos empíricos e científicos.Sumário principal dela. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. autônomos. que envolve. estações ecológicas. A pesquisa. é fundamentada no diálogo e no questionamento. com profissionais da área. possibilitando a reconstrução do conhecimento. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. cultural e ao mundo do trabalho. princípio educativo. críticos e criativos. como sobre a realidade. centros de pesquisa. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados.

Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. Avaliar é 48 . ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. para nós. em perfeita sincronia.Sumário principal naturais e sociais. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. ainda que seja um tema polêmico. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. é uma atividade integrante do processo pedagógico. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. do diálogo. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. dentre muitos outros aspectos. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. envolvendo professor e educando. É preciso avaliar permanente e processualmente. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. da mediação. avaliação da instituição como um todo. avaliação do sistema escolar. em que o protagonismo é do professor. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. profissionais da educação. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. as questões de investigação. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. marcada pela lógica da inclusão. A avaliação da educação pública.

esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. dagações sobre o Currículo futura. cedora. para nós. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. provas. certamente. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. ou seja. caderno de aprendizagens. com vistas a reorientá-lo. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. d) estar coerente com os propósitos do ensino. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. recebe o nome de avaliação somativa. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. deve ter significado para quem está sendo avaliado. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. memorial. Assim. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. aptidões. quando ocorre ao final do processo. de fato. que limita liação que elabora. processo pedagógico. é uma parte do todo. Avaliar. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. potencialidades e habilidades. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. bem como o raciocínio. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. atribuir com os conteúdos escolares. nenhuma relativa ao que. objetiva. E. por considerar o processo educativo. testes. o professor. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. A avaliação como parte de um (2007). 49 . vivências e valores. talvez. c) o conteúdo deve ser significativo. gostaríamos de verificar. portfólio. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. Para que o processo de avaliação seja efetivo.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. com a finalidade de apreciar o resultado desse.

professores. os grupos. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. angústias. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança.. paralela e final. dentre outros. a violência escolar. interpretações. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua.Sumário principal relatórios. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. para além de classificar e do representante de turma. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. pesquisas. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. referenciados nos programas dos. desafios que o cotidiano selecionar. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . ambiente da escola. pedagogos. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. o adolescente e o adulto. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. as atitudes dário Anual. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. coordenadores. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. momento de interação entre professores. pais e comunidade em geral.

as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. 51 . Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.

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Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .Anos Finais .

irregular. espaciais e plásticos. compreende a língua como um objeto histórico. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e do respeito às diversidades.Sumário principal 6 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Por meio da linguagem o homem pensa. a linguagem é produto e produção cultural e. as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo. Desse modo. que consideram o homem inserido em sua cultura. na sociedade e na história. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. contraditória. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade 57 . os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e os conhecimentos: linguísticos. Educação Física e Língua Estrangeira. variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. Tais sistemas compreendem na educação escolar as disciplinas: Língua Portuguesa. corporais. se apropria. tal como o homem que a manifesta. a atividade discursiva. a forma de pôr a língua em movimento. De natureza transdisciplinar. e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. A Língua Portuguesa. Arte. na educação escolar. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. interfere no mundo. Ela possibilita a reflexão. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. e a linguagem. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. conhece. Nessa perspectiva. como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. Levando em conta os princípios acima. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. a crítica e a intervenção. Como marco e herança social. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. musicais. como trabalho simbólico. Da perspectiva da enunciação. é criativa. gestuais. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento.

a linguagem corporal como produto da cultura deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. Além disso. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. como as artes visuais. Possibilita o acesso ao conhecimento e às diversas formas de manifestação da linguagem em diferentes contextos e culturas. sociais e biológicas. à medida em que interagem com os outros. Permite aos alunos a compreensão e a aproximação com as tradições e a cultura de outros povos. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. em contínua constituição. que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. ao mesmo tempo em que estabelece o diálogo e o ultrapassar 58 .Sumário principal dos sujeitos. as encenações teatrais e a música. posturas. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. mas não descarta o do trabalho. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana. A Língua Estrangeira na educação escolar insere-se como uma forma de linguagem diversificada de expressão e comunicação humana. Essa visão contempla o eixo da cultura. não é instrumental. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. configurados pela ação de um gesto criador. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. sendo assim. Fazer Arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. cores. as danças. propiciando aos alunos uma formação mais abrangente. Como produção simbólica a Arte não é funcional. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. nem se prende a normatizações que a regulem. resignificando-as em processos poéticos. sons e gestualidades. mas imbricada com o trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores.

Na primeira estão os estudos da linguagem em relação à época e à sociedade que o gerou. ou as atividades propostas pelos professores aos seus alunos. econômicas e culturais de produção. e contribuir para a sua formação geral de cidadão. Cenográfica. mas pretende. No ensino das disciplinas da área. verbais. visuais e sonoras. mas se complementam. um conhecimento sensível e estético que articula os conhecimentos culturais apreendidos na Educação Física (Cultura e Movimento Corporal) e na Língua Portuguesa e Estrangeira (Cultura Verbal) com a Arte (Cultura Visual. possibilitando o conhecimento das manifestações das diversas linguagens em seus múltiplos diálogos nos âmbitos local. investigação e reflexão ao realizar as suas produções. contempla os saberes de cada uma dessas disciplinas. a exercícios e propostas de fazeres. Gestual e Musical). os dados. propomos ainda na educação escolar as experimentações e explorações das múltiplas possibilidades das diversas linguagens. articulando aspectos como: sensibilidade. Desse modo. A partir dessas contextualizações que não se excluem. É a obra em seu tempo/espaço de produção. preocupado em propor um projeto educativo integrador da área de linguagem aos seus alunos. nacional. das suas condições de produção e da interação entre os diversos sujeitos e grupos sociais. as informações e as teorias não devem ser apresentadas desconectadas de suas condições de produção. gestuais e sonoros.Sumário principal das fronteiras de uma nação. Para tanto é necessário que se estabeleça na escola uma abordagem que considere uma contextualização sincrônica e diacrônica. o professor interessado em uma formação menos fragmentada. pois essas são geradas social e historicamente. São as chamadas oficinas de criação. tanto individualmente como em grupo. seja ela literária. Esse projeto educativo tem como princípios: a compreensão e o reconhecimento da diversidade das manifestações nas linguagens corporais. à escrita e à fala. corpóreos. Na contextualização diacrônica o percurso de estudo se dá num eixo temporal e se inscreve na história e na cultura. artística e/ou corporal. que envolvem desde leituras e compreensão de textos. possibilitar o acesso do aprendiz a informações diversas. Os modos de apropriação dos objetos culturais de épocas/espaços distintos são estudados aqui. além dessas. de modo relacional e contextual. Essas proposições possibilitam aos alunos. Desse modo. latino e internacional. e a compreensão dos significados nos diferentes discursos: literários. Essa contextualização abrange ainda as condições sociais. 59 . artísticos. a aprendizagem da Língua Estrangeira não se destina exclusivamente à leitura. gestuais. regional.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Portuguesa .

todavia. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. uma concepção interacionista da língua. Para uma concepção interacionista. a maneira de considerar o conhecimento. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. o que só é possível por meio de uma rede de relações construídas em momentos compartilhados com o outro. assim. variável. Para concretizar essa proposta. Ganha tônica. configuram-se. decorre o princípio de que essa(s) só se atualiza(m) 63 . Distinta é. o saber linguístico pertinente. como o quer Morin (2001). Desse ponto de vista. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. em contínua constituição. favorecido pela interação sujeito-objeto. que articula. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. Deve-se. mediado pelo professor. deve-se. irregular. 2003). uma interpretação histórico-social e não um dado objeto.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. As condições de gênero. a forma de pôr a língua em movimento. compreender a língua como um objeto histórico. Da perspectiva da enunciação. também. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. pois. como princípios seriamente considerados. Para isso. e a linguagem. eminentemente funcional e contextualizada. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento (ANTUNES. a atividade discursiva. funcional e discursiva da língua(gem). toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. aí. Revela-se. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude.Sumário principal 6. qual seja. de relações étnicoraciais na formação humana dos modos como se produzem as identidades socioculturais e * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. à medida em que interagem com os outros. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. gerenciado por seus usuários para promover a interação com outras pessoas.

o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. em conformidade com essa concepção. Para ensinar. observe. por meio de sinais gráficos. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. a socialização de conteúdos. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. essa é defendida de modo tão interativo e dialógico. Por essa razão. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. Constitui-se o texto. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. será preciso que o educador pesquise. escritos ou em outras modalidades discursivas. das intenções pretendidas. 2003). operações cognitivas e estratégias discursivas. para que aconteça a comunhão das ideias. dinâmico e negociável. por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. O texto configura-se como uma manifestação. Deixa. assim. envolvimento entre sujeitos. Essa perspectiva supõe encontro. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. no processo de interação. parceria. a qual engloba processos. Fiel a esse quadro. ANTUNES. das informações. 1991. Com relação à concepção de escrita. verbalização e construção (GERALDI. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa simplesmente pela codificação das ideias ou das informações. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. como também favorecer a própria interlocução. 1991). em consonância com determinados pressupostos. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. possibilita a realização de alguma atividade sócio-comunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas atuam. de um modo geral. quanto a fala. 1998. 64 . pois. conforme as práticas culturais de cada contexto social. 1998). desenvolvendo uma postura investigativa. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia.Sumário principal quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social. KOCH. gerada a partir de elementos linguísticos. 1998).

a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. 2000). Nessa tarefa. estabelece uma relação próxima com a escrita e. o sujeito. Serve. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. pois. torne-se um ens sociale. Portanto. Serve. 6. e da cultura. com o uso da linguagem e da língua. na interação com as diversas instituições sociais. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. do outro e do mundo. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. e transformá-lo. sem a linguagem articulada. fala de si. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos. institucionalizado e de mundo. ainda. meio em que as realidades são construídas. torná-lo objeto de conhecimento. o sujeito se desenvolve e se socializa. a linguagem à variabilidade do homem. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. seria difícil apreender o mundo. e de abordagens interdisciplinares. a ter sua marca identitária (DA MATTA. pois. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. a competência de o sujeito interagir no e com o mundo ocorre por via da linguagem. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos.1.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção e transmissão de todo conhecimento.Sumário principal levante hipóteses. ou sobre ele intervir. nessa tarefa. aprenda e reaprenda não para os alunos. descubra. reflita. É. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem em situações de interação. Isso porque. concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. são suas atividades. Considerando-se o caráter simbólico da linguagem. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. a partir do contato com outros sujeitos. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas 65 . mas com os alunos. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos.

possibilitando- 66 . Na escola. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. enquanto nos ambientes de escrita. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. por meio da língua. para construir suas identidades social e cultural. Assim. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. tudo é variável. pois. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. No caso da Literatura. o texto. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. essa propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. então. de acordo com os contextos onde foram produzidas. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. O aluno precisa conceber que nosso ser. Em alguns casos. inicialmente a falada. além de suas características próprias.Sumário principal pelos significados e sentidos. o discurso. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. mas não a mensagem que transmitem. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. sintáticas e semânticas. estruturados em forma de língua. funciona como veículo. para. Cabe. sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. em suas salas de aula. o jargão. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. Isso para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. ressignificando-a. 1999) . Na interação com as diversas instituições sociais. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. como Castells (2002). A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente. construir seu saber formal. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. disponíveis no ambiente social. com o outro e com o mundo em que vive. nada existe fora do domínio dela. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. à escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. morfológicas. não desconsiderando os saberes informais que ele traz consigo. e considerando-se. O fato é que.

3. Permitir que o aluno interaja crítica e ludicamente com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. culturas e formas de expressão. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. ou fora dela. A Literatura propicia.1. necessários à leitura e à escrita. e tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. Linguagem 1. textual e pragmática. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. 3. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. com vistas a uma sociedade mais justa. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. digitais. ainda. imagéticos. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade.Sumário principal lhe assumir uma postura reflexiva. concepção essencial para a formação humana. Língua 1. a escultura. como algo que permeia. 67 . 2. Eixo pode ser compreendido. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico social que sofre transformações com o decorrer do tempo. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. entre outros. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. sendo o texto o referencial de partida. o teatro. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. a pintura e o movimento do corpo. orais. 6. e da necessidade de sua atuação. reconhecendo nessas manifestações as marcas da diversidade humana. também. 2. a música. bem como a variedade de ideias. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. e de diferentes linguagens. de incompleteza e de continuidade do conhecimento.

Cultura e Conhecimento de Mundo 1. obras e autores. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. Literatura 1. 2. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. 3. 6. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade histórico-cultural. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. 5. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. inclusive da literatura capixaba. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. respeitando a diversidade nos modos de falar. 7. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. 4. 68 . Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. de modo a pensar a complexidade do mundo real. parques ecológicos. comunidades indígenas. manifestações culturais e locais de culturas em movimento. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do Estado. considerando sua situação no mundo. 4. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. 2. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e falar em situações diferenciadas. tais como visitas a sítios arqueológicos.Sumário principal 4. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. espaços remanescentes quilombolas. por meio da linguagem literária. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. 3.

de integração do aluno à vida de seu meio social. e exercitar inferências sobre o texto. aos sentidos das palavras. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). é. bulas. essas devem partir de condições concretas de produção. de modo a perceber que essa depende da articulação de várias partes que formam um todo. oral e coletiva. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades.1. um pressuposto metodológico a ser considerado. explorandolhe os múltiplos sentidos. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. repórter por um dia. Ao final. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. Em sala de aula. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. destacando a visão que o aluno tem 6. Grosso modo. lançar mão de reportagens jornalísticas. ouvir. escrever. do assunto tratado. então. escolhidas pelo aluno. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. verdadeiro objeto de estudo da língua. considerando a leitura imagética. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. crítico e intelectual. silenciosa. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. Para as atividades de leitura. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. ler e escrever textos em Língua Portuguesa. passagens. discutir o vocabulário do texto. Ou seja. explorar a seleção do tema do texto. utilizar a escrita como ferramenta 69 . Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. transformando-o em protagonista. No caso do ensino de atividades de escrita. reescrever). promovendo a formação do aluno num âmbito ético. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. tais como rótulos. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de Língua Portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral.Sumário principal 8.

tais como parlendas. Outra estratégia metodológica. critique pontos de vista alheios e. e explorando as funcionalidades da língua. uma vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituemse parte integrante da competência comunicativa dos falantes. listagem de time de futebol. 70 . animais. entre tantos. produção de história em quadrinhos. bilhetes. Deve-se estimular debates sobre temas variados. quadrinhas. agenda telefônica. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. sob a orientação do professor. flores. de nível um pouco avançado. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. possibilitando que o aluno argumente. receitas. correio escolar. transformação de um gênero textual em outro.Sumário principal sobre o objeto. justifique ou defenda opções tomadas. e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. 2003). entrevistas. piadas. produza textos. encartes de supermercados. cantigas de roda. cantinho de leitura. endereços dos alunos em ordem alfabética. sintáticas e semânticas. recorte de palavras. excursões. cartão de felicitações. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. poesias. emita opiniões. observando as relações morfológicas. jornais. a partir daí.

convite. reconhecendo essa ação como legitimadora do conhecimento científico. fábulas. • Variedade linguística. utilizando textos orais e escritos e outras atividades criativas. imagética. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. piadas. coesão e coerência. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão e coerência. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. Eixo Cultura. HABILIDADES • Ler diversos tipos de textos com fluência. lendas tradicionais e urbanas e folclore brasileiro. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. com situações de produção de textos. • Conhecer a norma culta da língua. bioética. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Interatuar com dados. moral e valores presentes nas fábulas. • Gêneros textuais: contos de fada.Sumário principal 6. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. tiras. • Conhecer a cultura e as tradições brasileiras e capixabas. carta. evidenciando sua compreensão. história em quadrinhos. bilhete. carta argumentativa.1. • Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. produção e interpretação de texto. • Reconhecer a necessidade dos valores humanos para a vida em sociedade. poemas. • Interagir com os colegas por meio de atividades. fatos e informações contidos em diferentes textos. provérbios. cartão-postal. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. correio eletrônico. • Reconhecer os efeitos de sentido decorrentes da exploração de recursos ortográficos e morfológicos. figuras de linguagem (metáfora e metonímia). crítica e ludicamente. • Padrões de textualidade. • Versificação. • Classificar palavras conforme sua função nos textos. entre outras.4 Conteúdo Básico Comum – Língua Portuguesa 5ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Semântica: denotação e conotação. digital. argumentos. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Conviver. • Tipos de discurso. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Pontuação. • Mitos . • Identificar a finalidade e a intencionalidade do texto. cartum. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia de uma perspectiva discursivotextual. oral. 71 . • Ética.

. • Coesão e coerência textual. argumentos. • Interatuar com dados. • Distinguir a finalidade do gênero textual no discurso publicitário. tempos. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. • Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos gráficos.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. anúncio. • Variedade linguística. poema (formas livres e acróstico). ortográficos e/ou morfossintáticos. revisão das classes gramaticais e flexão do substantivo. 72 . • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Interatuar com os colegas por meio de atividades de leitura e escuta e de outras atividades criativas. • Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. • Articulação de parágrafos. • Articulação de parágrafos. com situações de produção de textos. vozes e aspectos verbais) . certidão de nascimento. digital. diário. marcadas por conjunções. figuras de palavras. • Indicar atitudes com relação ao meio ambiente e à sua diversidade. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Meio ambiente: sustentabilidade. crítica e ludi camente. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Leitura e escrita como processo de formação de atitudes para a cidadania. cartaz. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia: conjunção. HABILIDADES • Interagir com os colegas por meio de atividades de leitura e escrita e de outras atividades criativas. • Conhecer a norma culta da língua. • Utilizar a linguagem como instrumento para o exercício da cidadania. as quais lhe assegurem a sustentabilidade. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. polissemia. imagética. advérbios etc. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Semântica: figuras de linguagem 1. fatos e informações contidos em diferentes textos. ambiguidade. relato. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. produção e interpretação de texto. • Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. verbo (modos. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. panfleto. conto. oral. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. Eixo Cultura. • Gêneros textuais: folder. entre outras. • Acentuação: classificação quanto à tonicidade e sílaba. flexão do adjetivo. • Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. blog e artigo de opinião. aprendendo a desenvolver argumentos. • Cultura local: obras de autores capixabas. outdoor. • Introdução à sintaxe: sujeito e predicado. • Conviver. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade.

fatos e informações contidos em diferentes textos. • Demonstrar a relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Enumerar as teses presentes em um texto. Eixo Cultura. pronominais. 73 . • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. poema (formas fixas /soneto). • Semântica: figuras de linguagem 2. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. conceituar. memorialístico e natural. crítica e ludicamente. editorial. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. entre outras. • Distinguir um fato e as opiniões relativas a ele. reportagem. entrevista.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Adaptar textos narrativos para dramáticos com vistas a sua encenação. • Organizar pensamentos. Estado e país e contribuir para sua preservação por meio de ações de conscientização. reconhecendo essas ações como legitimadoras do conhecimento científico. oral. • Acentuação e ortografia de uma perspectiva discursivo-textual. • Coesão e coerência textual. com situações de produção de textos. • Variação linguística. anômalos. discriminação e racismo. • Conviver. • Conhecer o patrimônio histórico-memorialístico e natural de sua cidade. • Analisar textos considerando seus elementos estruturais. dissertativo-argumentativo. • Vícios de linguagem. • Aspectos da cultura local: obras e autores capixabas. argumentar. • Gêneros textuais: notícia. crônica. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfossintaxe do período simples. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Conhecer a norma culta da língua. • Mitos e lendas indígenas. reconhecendo como essa ação contribui para elevar a autoestima da população. homofobia. imagética. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. texto teatral. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. defectivos. HABILIDADES • Identificar o tema de um texto. sintáticos. • Verbos: irregulares. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão textual. digital. • Dominar temas polêmicos e contribuir para que sua discussão ocorra dentro do nível do debate democrático: bioética. produção e interpretação de texto. • Refletir sobre a necessidade de preservação do patrimônio cultural. abundantes. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. charge. • Interatuar com dados. auxiliares. argumentos. semânticos e pragmáticos.

• Conhecimento sobre ABNT e o propósito de padronização no Brasil. sintaxe de regência. de oposição. Eixo Cultura. • Resumir e esquematizar textos. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. de concordância e de colocação. argumentos. hiperonímia. 74 . • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Intertextualidade (implícita e explícita). de causa x consequência. oral. homonímia. entre partes de um texto. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu e aprendendo a desenvolver argumentos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Semântica: polissemia e ambiguidade. • Interatuar com dados. • Aplicar as tecnologias em consonância com os princípios éticos em favor da vida e da humanidade. destacando suas palavras-chave. • Redigir trabalhos de cunho científico.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. sinonímia. Sociedade e Educação • Iniciação científica e pesquisa. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. entre outros. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. por exemplo. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conectores e relatores. • Participar do debate político como uma forma de fortalecer a democracia e nele incluir temas como a sustentabilidade e a diversidade. de causa e efeito. antonímia. síntese. entre outras. carta argumentativa. • Gêneros textuais: carta ao leitor. resumo. • Reconhecer as posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou tema. da internet e as alterações provocadas na vida das pessoas e nas relações humanas. • Conviver. sinopse. fatos e informações contidos em diferentes textos. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. Eixo Conhecimento Linguístico • Sintaxe do período composto por subordinação. de tempo. crítica e ludicamente. hiponímia. produção e interpretação de texto. • Produção de tecnologia e a pós-modernidade: a chegada do computador. com situações de produção de textos. digital. resenha e literatura de cordel. • Conhecer a norma culta da língua. imagética. HABILIDADES • Identificar a tese de um texto e os argumentos que a sustentam.

1999. KOCH. CASTRO. 2000. CEREJA. David. (Org.1. 1996. CARNEIRO. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. FOSTER. V.5 Referências ANTUNES. C. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. CINTRA. RJ: Vozes. Na trama do texto: língua portuguesa. Aula de português: encontro e interação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 2002. CASTELLS.C. DA MATTA. São Paulo: Martins Fontes. 2003. 75 . Helena Bonito. In: WOOD. John B. 2000. _______. São Paulo: Cortez. Português: linguagens. J. Petrópolis. Edgar. Portos de passagem. Dias.) Língua portuguesa em debate. CUNHA. Rio de Janeiro: Zahar. São Paulo: Atual. McNALLY.Sumário principal 6. A sociedade em rede. Evolucionismo cultural. Manuel. São Paulo: Moderna. A era da informação: economia. 2002. MORIN. Willlian Roberto. Brasília: UNESCO. O texto e a construção dos sentidos.. 1998. 1972. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Roberto. AZEREDO. sociedade e cultura. 2001. São Paulo: Cultrix. 2004. L. A. história e luta de classes. PEREIRA. São Paulo: Moderna. São Paulo: Parábola. J. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. BOSI. GERALDI. Celso. Alfredo. Redação em construção: a escritura do texto. Texto em construção: interpretação de texto. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Contexto. 1995. 2002. Irandé. São Paulo: Rocco. Ellen. Nova gramática do português contemporâneo. I. Língua. 1991.W. São Paulo: FTD. 1985.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Artes .

mas a Arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica. as práticas educativas em Arte. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. mas como cultura. a Arte é tratada como linguagem. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. a Arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. até a década de 80. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. Afirmamos assim. Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial a contemporaneidade. históricas e sociais. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. que. estético e artístico do qual ela se origina. refletindo e. por vezes. observa teu quintal”. No final da década de 1980.2. Desse modo. Em decorrência desse pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a Arte não somente como expressão. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou a obra em questão. em suas diversas manifestações culturais. estavam em sua maioria reduzidas a um laisse faire. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social.Sumário principal 6. Acreditamos que a Arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. sociais e históricas. estéticas e culturais. mas com ênfase em seus aspectos formais específicos. Considera-se assim não somente e exclusivamente o sistema da Arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. provavelmente. como um “fazer por fazer”.2 Artes 6. influenciaram a educação da Arte. Ela é uma forma de linguagem que 79 . embora diferenciadas. determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. Esse contexto gerou teorias como a da arte como expressão e a da arte como conhecimento. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas os quais ela abrange.

Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Pólos da Rede Arte na Escola em 28.] a arte não é algo que se oferece.. br/memória. expressão comunitária.br/ pesquise_artigos. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. seja sobre o saber. p. São Paulo: Cortez. anexo Com vocês: As Artes! Pág. nesse diálogo.. isto é. Pedagogia histórico-critica. o homem pelo trabalho cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações de caráter social.br/memória. 1997: p. que envolvem os processos de produções materiais. Santa Maria: EditoraUFSM. 16 Demerval.org.cenpec. 2003) 17. espelho de todos e de cada um”. sobre a cultura. 1991. de Agnaldo Farias. Autores associados. Saviani. segundo o autor “ [. expressão e conteúdo. É a 15 Citação extraída do site www. ] a Arte. o escritor Jorge Miguel Marinho15 diz que “[. Daí que a sua função mais humana. cultural e histórico (Ruschel. de produção de sua existência material e não-material. org. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. saberes. Trata-se da produção de ideias. Artigo: A Arte é de todos. atitudes e hábitos. junta à inventividade do imaginário e ao registro concreto de real. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das Artes para a formação humana.13 E então nos perguntamos: em que a experiência da Arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza na importância da Arte: “[. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não-materiais”. ] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. No texto “A arte e sua relação com o espaço público”. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal.. 2003. 3).04. Desnecessário dizer que a Arte está sempre a favor da vida e. Por outro lado. 01. mas é uma potência.. conceitos.. artenaescola. é apelo coletivo. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e. Trabalho. ] produções do saber. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. o conjunto da produção humana” (Saviani.1997.. São “[.org. transformado em texto e publicado no site www. 17 Nunes. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. Nesse proceder. nas ações e transformações que o homem realiza. É uma sensação que não conclui nos sentidos” (Farias. Ana Luíza Ruschel..Sumário principal congrega significações. valores. seja sobre a natureza. 80 . objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. 1991. 20) 16. 05. símbolos que comportam habilidades.. cenpec. 13 A arte e sua relação com o espaço público. ”14 Inventamos a arte. como tantos poetas já insistiram. 14 Citação extraída do site www. pág.

a pesquisa e a busca do conhecimento. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. considerando as especificidades das técnicas. individuais e/ou coletivas. nacionais e internacionais em diferentes tempos históricos. e a interação com o patrimônio nacional e internacional. ambas lidam com a inventividade. Desse modo. a outra lida com o simbólico. Como produção humana. musicais e corporais). suas faturas. Fomentar a inserção da Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. das materialidades. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. Incentivar a pesquisa e a investigação. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. No desenvolver de processualidades artísticas. a reflexão.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. pois essas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. a Arte e a Ciência sempre andaram juntas. 81 . indissociando o homem da sociedade. compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. Possibilitar a observação.Sumário principal Arte e a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. Promover a inserção da Arte como área de conhecimento da linguagem. fazendo ver que o mundo. possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a Arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. artes cênicas. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade. 6. Promover as leituras da Arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. em sua dimensão socio-histórica. estabelecendo diálogos com as outras áreas. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. cênicas. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais.2. dos suportes. música e dança). entretanto. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos.

totalizando aproximadamente 54 pessoas. cada um. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. alunos. para. a particularidade de englobar “os ditos”.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores. artes cênicas. 82 . num primeiro movimento. um primeiro desenho. num segundo movimento. nas diversas regiões de nosso Estado. professores de Arte convidados. música e dança) para refletir. esse mapeamento possui a pretensão de. agrupá-las em eixos que possuem. Humanizar as relações pessoais e interpessoais. Da proposição e abrangência: Os eixos da educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de Arte pelos professores. As contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho possibilitaram a composição dos eixos que. acreditamos. Esse mapeamento é um esboço. Eixos da disciplina Eixos da educação em Artes 1. promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. devam compor um currículo para a Educação em Artes. no qual estavam presentes as professoras referências de Artes. entendemos. “os realizados”. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. artes cênicas. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. pedagogos e técnicos da Sedu e da superintendência. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. técnicos administrativos entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a Arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestações e vivências. 2. ou seja. respondendo a seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Consideram-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem e. na busca pelos sentidos edificados nelas. e fruí-la em suas diversas manifestações.

a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis. As imagens em movimento do cinema. considerando as singularidades de suas produções. que envolve: Saberes sensíveis. como as presentes nas diversas mídias em seus diferentes suportes. costumes. ou em suportes como o computador e as diversas tecnologias que são suporte material. a divisão apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. cartazes e outros. 83 . tv e produções. a música. Sendo assim. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. folguedos.Sumário principal irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. Sendo assim. arte no computador e outros. e obra. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. como curtas de animação. e os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais. conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. Linguagens artísticas e seus diálogos As diversas linguagens artísticas. como arte cinética. entre outros). alimentação. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. reafirmamos que cada um desses eixos se forma e se reagrupa de modo diferenciado. que devem estar presentes em um currículo de Educação da Arte. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. interculturais e multiculturais. história em quadrinhos. estéticos – históricos e culturais Envolve os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentados em quatro eixos. 2. tais como: as artes visuais. Entretanto. o teatro e a dança. como as produções gráficas: revistas em geral. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. Saberes sensíveis.

o Estado. formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendê-lo. a forma.2. São os elementos do plano da expressão que. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. as apropriações da matéria a ser manipulada. ou seja. Desse modo o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. 4. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. relações figura-fundo e outros. Esses podem ser entendidos como significante e significado. compõem o conteúdo. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. A criação em ateliês e os materiais artísticos. ou seja. o volume. a textura. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes tempos – espaços. Propõese aqui uma aproximação dos diversos espaços-tempos. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. ritmo. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. que se insere na comunidade e essa em outros espaços que a englobam como o município. das múltiplas experiências em Arte para o diálogo dentro da escola. movimento visual. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. equilíbrio. Englobam as etapas. tais como: orientações e direções espaciais. Processos de criação Envolve os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas. harmonia. considera os espaços e os entre-espaços. organizados em diferentes materialidades e suportes. compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. o continente e o mundo. assim como as demais linguagens. a cor. 84 . As fruições da arte em espaços expositivos. a nação. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. os rascunhos. parte-se do entorno como o da escola. Expressão/conteúdo As obras de arte. o espaço. estilos. dentre outros que vão formar os elementos compositivos. proporção. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. 6.3 Principais alternativas metodológicas 1. contraste.Sumário principal 3. Por outro lado. a superfície. a linha. a fatura do trabalho. os esboços. materialidades e modos de fatura. os tempos se complementam e dialogam. esse só se torna visível pois é manifestado pela forma. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. ou seja.

que possui uma discursividade. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. Nº 24 ano 2006. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. ou seja. ou seja. a distribuição da forma. compõem um estilo. por exemplo. Temos assim vários modos de leitura e essa depende de como o leitor estabelece as relações tanto sensíveis como inteligíveis com a obra lida. a considere como uma produção textual humana. musical ou de dança são manifestações textuais. trata do êxodo rural e da busca por melhores condições de vida. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. entre o texto e seu contexto formador. ao mesmo tempo. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna (seus planos de expressão e de conteúdo) e essas com o contexto (social. Princípio metodológico: do texto para o contexto . ao macrotexto que a engloba. que com ela dialogam. uma historia. um filme. mas por aproximações temáticas. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. contudo. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. uma historicidade e uma plasticidade. um romance. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. Desse modo. Moema Martins. sendo assim uma obra de arte. organizados plasticamente. obras de períodos e estilos diferenciados também podem dialogar. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. Vitória: PPGE. tais como o seu estilo. ou das manifestações culturais e midiáticas. Considera as produções humanas como textuais. criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da Arte e do mundo. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. In: Cadernos de pesquisa em educação. um espetáculo teatral. ela está no mundo. 1995. Desse modo. a sua técnica.A Arte já traz em si um contexto. ou seja. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma 18 Rebouças. Uma leitura de textos visuais. como um texto que abrange. histórico. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. não pelos elementos do plano da expressão que. e esse princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)18.Sumário principal 2. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. 85 . Como uma teoria da significação. a sua composição.

garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a Arte. possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/ cultural e o de seus alunos. As cores são azuladas. lembrando que. Essa pintura nos remete. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. de seu Estado e. entre outras. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. de Graciliano Ramos. se possível. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. à obra literária “Vidas secas”. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. como a frequência a espaços expositivos/ culturais de seu município. de sobrevivência. como propositor e mediador das ações educativas da Arte. 86 . cinzas e preto.Sumário principal família. senão em presença. aproximando-se da Arte e de suas manifestações sociais. de condições de saúde. Para tanto é necessário que o professor.

vídeo. • Articular as diferentes linguagens. com interesse e curiosidade. Saberes sensíveis. • Realizar produções artísticas individuais e/ou coletivas nas linguagens artísticas. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos contextos históricossociais e culturais. nos contextos históricos-sociais e culturais. cinema. memória. inseridas nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. em sua dimensão socio-histórica. investigando. indagando. Plano de expressão e conteúdo • Expressar nas diversas linguagens suas particularidades. fotografia) . sensibilidade e reflexão.Sumário principal 6. por meio da articulação de práticas desenvolvidas individualmente e/ou coletivamente. refletindo. estéticos. estabelecendo conexões entre elas. considerando os diversos suportes e materialidades.4 Conteúdo Básico Comum – Artes Competências Gerais do Ensino Fundamental . em sua elaboração como linguagem expressiva da percepção. holografia. emoções.2. • Apreender as estruturas das linguagens em seus elementos expressivos formadores. imaginação. • Compreender para identificar os diálogos estabelecidos entre as outras áreas de conhecimento. • Relacionar a Arte e a realidade. • Interagir com varie dade de materiais e fabricados multimeios (computador. 87 . • Identificar. analisando e produzindo trabalhos pessoais e/ou coletivos. reconhecendo e investigando a variedade dos produtos artísticos e as concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. argumentando e apreciando a Arte de modo sensível. considerando os conteúdos gerados a partir de suas articulações internas e contextuais de criação. sensações. exercitando a discussão. identificando e relacionando essas manifestações artísticas culturais em diferentes tempos e espaços históricos. analisando e compreendendo os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. artísticos e culturais • Compreender as diversas manifestações da Arte. por meio de processos criativos e de reflexão crítica e estética. percebendo. relacionar e compreender diferentes funções da Arte. interagindo com o patrimônio nacional e internacional.Por Eixo Linguagens e seus diálogos • Compreender a Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. refletindo. do trabalho e da produção dos artistas. a sensibilidade. compreendendo-as como produção cultural. suas múltiplas linguagens por diferentes grupos sociais e étnicos. históricos. Processos de criação • Expressar ideias. pesquisando.

leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. sonoras. cenográficas. grupos regionais . entre outros). • Reconhecer as linguagens artísticas com outras linguagens e áreas de conhecimento criticamente. gestuais. regionais. • A Arte como linguagem e sua leitura. comunicativos e tecnológicos. como as pinturas. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). artísticos e culturais • Observar. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. heranças culturais. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo ( cores. em fotografias e outras). Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. os desenhos. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. nacional e internacional. as criações de objetos. dialogando com as diversas linguagens. estéticos. cenográficas e cinestésicas. o vídeo. • Analisar historicamente as diversidades em diferentes tempos e espaços. históricos. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. considerando a sua dimensão sensível e a sua inserção na sociedade (artistas locais.Sumário principal 5ª Série Saberes sensíveis. regional. contextualizando-a histórica e socialmente. sonoras. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais em âmbitos local. em diferentes tempos históricos. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. televisivas. nacionais e internacionais. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. 88 . • Reconhecer. a arte digital. formas. • Refletir sobre as realidades dos diferentes grupos sociais. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. entre outros). em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. as instalações. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. nacionais e internacionais. compreender e vivenciar em análises.

procedimentos e técnicas. argila. vídeo. • Relacionar ideias através das linguagens artísticas de percepção. cartaz. suportes. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. imaginação. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. lápis. publicações. entre outros. histórias em quadrinhos. • Relacionar as diversas linguagens a partir das suas particularidades manifestadas nos diversos suportes e materialidades (artes visuais. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. publicidade. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. desenho industrial. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. tintas. estéticos. multimeios e outros). vídeos. televisão. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. Conteúdos 89 . música. aparelhos de computação e de reprografia). papéis. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos diversos contextos espaciais/temporais. • Vivenciar os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. telas de computador. históricos. interagindo com materiais diversos e multimeios.Sumário principal Saberes sensíveis. Processos de criação • Experimentar. desenho animado. giz de cera. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. memória e reflexão. instrumentos.

nacional e internacional. Processos de criação • Desenvolver leituras e apreender as estruturas das linguagens artísticas e suas manifestações. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. manifestando o desejo de transformação cultural. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. aparelhos de computação e de reprografia). compreender e vivenciar em análises. nacionais e internacionais. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. vídeo. televisão. telas de computador. • Posicionar-se critica mente sobre os valores históricos sociais e ideológicos presentes nas produções artísticas. o vídeo. cenográficas e cinestésicas. tintas. instrumentos. cenográficas e cinestésicas. sociais e culturais. cartaz. televisivas. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. em suas diferentes situações históricas. sonoras. em fotografias e outros). econômica e social. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. • A Arte como linguagem e sua leitura considerando seus dois planos formadores: plano da expressão e do conteúdo (estudo dos elementos visuais e suas significações nas produções de artistas plásticos e designers). presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. • Reconhecer. desenho industrial. • Compreender. regionais. estéticos. publicidade. • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. • Experimentar. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. heranças culturais. Linguagens e seus diálogos Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. como as pinturas. • Utilizar as linguagens artísticas. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos. a arte digital. papéis.Sumário principal 6ª Série Saberes sensíveis. artísticos e culturais • Observar. 90 . nacionais e internacionais. suportes. • Compreender a diversidade cultural dos povos indígenas e afro-descendentes e de etnias nas Américas. Exemplo: Guernica – Pablo Picasso. • A Arte e as manifestações artísticas. os desenhos. gestuais. as instalações. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. giz de cera. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). considerando a sua dimensão sensível e os diálogos estabelecidos com outras linguagens e áreas de conhecimento (artistas locais. históricos. Plano de expressão e conteúdo • Observar a reflexão provocada pela Arte. regional. publicações. vídeos. produzidos em diversas culturas (regional. comunicativos e tecnológicos. sonoras. argila. as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. entre outros. em diferentes tempos históricos. desenho animado. culturais e estilísticas em âmbitos local. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. as criações de objetos. grupos regionais. entre outros). histórias em quadrinhos. lápis. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. os diversos processos criativos. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas.

91 . nacionais e internacionais. em âmbitos local. entre outros). regionais. artes visuais e linguagens sincréticas.Sumário principal 7ª Série Saberes sensíveis. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. escultura. obras de arte. compreender e vivenciar em analises. históricos. estabelecendo múltiplos diálogos. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais (pintura. gravura. fotografias. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. meios de comunicação. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. grupos regionais. • Perceber conexões entre as áreas de conhecimento através das linguagens artísticas. • Elaborar e organizar os registros pessoais das informações sobre a Arte. • Reconhecer. instalações artísticas. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. sonoras. cerâmica e outras) e os seus diálogos. vídeos. espaços de arte. televisivas. a partir de sua concepção estética. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. música. regional. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). estéticos. vídeos. instalações artísticas. comunicativos e tecnológicos. escultura. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais. reconhecendo e compreendendo a diversidade dos produtos artísticos presentes nas diversas culturas e etnias e em contato com o artista. como na dança. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. artísticos e culturais • Observar. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. • A poética do cotidiano e seus suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. gravura. nacional e internacional. teatro. em diferentes tempos históricos (artistas locais. cenográficas e cinestésicas. heranças culturais. desenho. fotografias. cerâmica e outras). nacionais e internacionais. desenho.

desenho animado. multimeios. vídeo. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). • Pesquisar e utilizar. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. Processos de criação • Experimentar. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. indígenas e etnoraciais. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. • Ler textos verbais e não-verbais. demonstrando criticamente as manifestações culturais. giz de cera. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. televisão. publicações. cartaz. tintas. papéis. e outros. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. organizando plasticamente. aparelhos de computação e de reprografia). artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. históricos. elementos expressivos de arte contemporânea. instrumentos. desenho industrial. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. vídeos. publicidade. Conteúdos 92 .Sumário principal Saberes sensíveis. estéticos. argila. histórias em quadrinhos. entre outros. como elementos do cotidiano. • Identificar as diferentes particularidades das manifestações culturais através das linguagens expressivas. entre outras. suportes. telas de computador. lápis. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas.

cerâmica e oublicidade. compreendendo. experimentar e ressignificar a Arte como • Apreender as estruturas das ções culturais (pintura. presentes na natureza e nas as como produção cultural. vídeo. artísticos e culturais Conteúdos • Observar. instrumentos. materiais naturais e fabricagoivas) e outros meios (máquinas fotográficas. entre ou.seus diálogos. histórias artísticas. entre tras). escultura. entre os planos de • Linguagens artísticas coletivas. puvídeos. heranças culturais na sociedade e na vida das pessoas. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou lações. regional. compreender e vivenciar em análises. em quadrinhos. pessoais e/ ou coletivos. gravura. telas de computador. argila. estéticos. na. tintas. grupos regioLinguagens e seus diálogos nais.artísticas e culturais.• Arte e patrimônio culmanifestação cultural presentes nas obras de arte e nos mentos dos diversos saberes tural. desenho. tras). produzidos em diversas culturas sensíveis. fotografias.desenho. vídeos.Sumário principal 8ª Série Saberes sensíveis. cineturas e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens múltiplas formas de mani. papéis. desenho industrial. instalações artísti• Conhecer e considerar os planos de expressão e de tos expressivos formadores. sonoras. televisivas. dor. movimentos artísticos. regionais. sociais de diferentes épocas e culturas. procedimentos e téc(pintura. em suportes midiáticos e diversas culturas de modo sensível. rada a partir de suas articu.as tecnologias). publicações. holografia. co. históricos. guagens. nacional e internacional) e em diferentes tempos espaços (local. desenho animado. cional e internacional). nacionais e in• Reconhecer a importância da arte e das manifestações ternacionais. linguagem e as manifestações artísticas. municativos e tecnológicos. linguagens em seus elemen. instalações da imagem: fotografia. gravura.cerâmica e outras) e os modos de comunicação e sentido.• A poética do cotidiano cenográficas e cinestésicas. históricos. cas. lei. dos. e outros). inseridas nos seus diversos cinemáticos (produções • Reconhecer.festações (indígenas. conteúdo da Arte e das manifestações culturais como • Absorver a significação ge. nacionais e interna• Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte • Articular as diferentes lin. regional. Processos de criação • Experimentar. • A Arte e as manifestações (regional. manifestados em diversos meios de comunicação tura. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços fotografia. analisar e relacionar as diferentes formas de • Associar e investigar os ele. culturais. vídeos. as propriedades expressivas e construtivas de expressão de contexto. vídeo. multimeios (computaaparelhos de computação e de reprografia). outros. suportes.mídias na interface com sociais. cartaz. entre outros).matográficas e de outras artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. fotografias. em suas diferentes materialidades: gestuais. âmbitos local.cionais. estéticos. esculnicas. inclusivas. cinema. utilizar e pesquisar materiais e técnicas • Interagir com variedade de artísticas (pincéis. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações em diferentes tempos e dos produtores artísticos e culturais como agentes históricos (artistas locais. étnico. giz de cera. em e espaços da história. • A Arte como linguagem Plano de expressão e conteúdo presente nas manifesta• Compreender. realizando e produzindo trabalhos diversos (bidimensional e tridimensional). lápis. televisão. nacional e internacional.espaços e tempos em suas gráficas. 93 . e processos de criação materiais.

24.org. MARINHO. Uma leitura de textos visuais. Moema Martins. RS: Ed. Agnaldo. Ana Luíza Ruschel.Sumário principal 6. ES: PPGE/UFES.br/pesquise_artigos_texto. REBOUÇAS. 2008. A arte é de todos. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO. UFSM.org. p. Demerval. 2008. Autores Associados./dez.5 Referências BARBOSA. 2006. Vitória.artenaescola. Acesso em: 19 set. jul. Disponível em: <http://www.cenpec. A arte e sua relação com o espaço público. SAVIANI. FARIAS. São Paulo: Perspectiva. A imagem no ensino da arte. Caxias do Sul. Trabalho. 28 abril 1997. Ana Mae. Disponível em: <http// www. 94 .2.br/memória>. Santa Maria.> Acesso em: 28 abr. n. 1-5.php?id_m=8. 1991. Pedagogia histórico-crítica. 2003. Jorge Miguel. São Paulo: Cortez. RS. 1991. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. NUNES.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Estrangeira Moderna .Inglês .

da ciência e da cultura por meio do ensino de Língua Estrangeira. E . devido ao uso do Inglês como língua de comunicação na comunidade científica mundial. Ademais. sobretudo.3. os saberes científicos e tecnológicos (que por definição se renovam ininterruptamente) não podem ser suficientemente adquiridos se o inglês não for usado. Isso porque se trata de uma língua multinacional falada por mais de um bilhão e meio de pessoas.1 Contribuição da disciplina para a formação humana O ensino da disciplina Língua Estrangeira/ Inglês tem por finalidade. Como aquisição “suficiente” entendo: a possibilidade de que as informações sejam adquiridas de modo amplo e a tempo. outras (as indígenas e as africanas. o paradigma da inclusão envolve a igualdade dos Direitos Humanos na comunicação. Conforme Tsuda (apud Leffa. A linguagem faz parte do nosso viver biológico. Portanto.3 Língua Estrangeira Moderna . É de se perguntar: em que medida o ensino de Língua Estrangeira está ligado à promoção da educação e da cultura? De qual cultura? Da própria ou da estrangeira? Saber falar Inglês não garante automaticamente os benefícios da globalização. portanto. No ensino contemporâneo de Língua 97 . de modo a proporcionar uma perspectiva atual e uma possibilidade de participação ativa e crítica no processo de produção dos saberes. ensinar Inglês como língua multinacional. a proteção de soberanias nacionais e a promoção da educação. assim como a manutenção de línguas e culturas. o inglês é o idioma mais ensinado no mundo: também por esse motivo seu aprendizado pode levar o aluno a experienciar diversas culturas e linguagens.Inglês 6. preservada. necessitando de que se atue em sua preservação. a comunicação entre as pessoas.Sumário principal 6. 2001). sendo a língua do trabalho na maioria das organizações internacionais. Enquanto algumas línguas se encontram em posição segura e privilegiada. no multilingualismo. entre os povos. mas não o saber é garantia de exclusão. é usada em mais de setenta por cento das publicações científicas. Além disso. linguístico e cultural e deve ser. por exemplo) podem ser reconhecidas em uma posição de perigo. como comunicação e interação social inclui uma mudança na pedagogia tradicionalmente dedicada ao ensino desta língua.

isto é. que conservam a sua identidade e conseguem se comunicar em língua inglesa. Leffa. o interesse maior dos alunos é aprender a falar.Sumário principal Estrangeira. seguido das outras habilidades. mas também interlocutores. seria interessante mostrar ao aluno as pronúncias de falantes indianos. Tal ensino constitui um instrumento que pode de fato auxiliar numa melhor qualidade de vida e de trabalho de que é merecedor todo cidadão. há que se considerar o desenvolvimento das quatro habilidades (ouvir. Além disso. a interação social entre as pessoas. disseminando a arte. c) o ensino do Inglês para fins específicos. 2001). Hoje já não se fala somente o Inglês da rainha. canadenses. por exemplo. italianos etc. é fundamental que se desenvolva a capacidade de percepção e de crítica construtiva das diferenças entre as culturas. portugueses. b) o ensino do Inglês para a produção. implica considerar: a) as variedades do Inglês no mundo. Em âmbito internacional. Por esse motivo. segundo pesquisas feitas recentemente em escolas públicas. que. a situação de ensino com foco apenas na leitura em geral reforça a ideia de que as informações devem fluir unilateralmente dos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. b) O ensino do Inglês para a produção Quanto ao ensino do Inglês para a produção. é preciso refletir criticamente sobre o efetivo ensino de Língua Estrangeira na escola pública. Esse ensino é de fundamental importância para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. culturais. bem como o desenvolvimento da tolerância pelas diferenças. a) As variedades do Inglês no mundo Variedades e sotaques: Ao se considerarem as variedades do Inglês no mundo é preciso aceitar as diferentes pronúncias e sotaques. 98 . e sobretudo quando não se atenta à escolha dos textos a serem lidos. afetivas e sociais do aluno em formação. porque uma das finalidades ao se aprender uma língua é também a comunicação e linguagem. falar e escrever). eslavos. espanhóis. Isso porque o objetivo não é apenas de se formarem leitores. a cultura e a ciência em apenas uma direção (Cf. Esses aspectos favorecem a autoconsciência e contribuem para que o aluno aprenda a se expressar em língua estrangeira quanto às tarefas relevantes à sua vida. c) O ensino do Inglês para fins específicos O ensino para fins específicos deve ser conduzido de modo a atender às necessidades mais diretas dos alunos quanto ao mercado de trabalho e/ou quanto à aquisição de conhecimentos acadêmicos. ler. e que tal expressão contribua para a sua realização. tal enfoque não dialoga com a realidade dos alunos.. Considerando ambos os aspectos.

é marcada pelo uso da língua-alvo em sala de aula pelo professor e pelos alunos. 1996). na verdade. tais como cumprimentar. que vem passando por muitas versões desde a sua introdução no Brasil em finais dos anos 70. de conhecimentos culturais e humanísticos. tornaram-se o eixo organizativo do currículo. 1999) e a busca por uma educação por meio do ensino da Língua Estrangeira de melhor 99 . principalmente no aspecto relativo à valorização e ao reconhecimento da necessidade do ensino eficaz no âmbito das escolas públicas. e a interação significativa entre eles constitui o foco principal. A globalização dos meios de comunicação facilitaram os canais para um ensino sociointerativo do Inglês na escola. A posição do Inglês como a língua falada em diferentes países. trocar informações pessoais. pode-se afirmar que a aprendizagem de uma Língua Estrangeira pode promover a aquisição de hábitos intelectuais.Sumário principal “Que mais aprendemos quando aprendemos outra língua?” (ALMEIDA FILHO. As teorias retratam resultados de pesquisas sobre a qualidade ou ineficácia do ensino (cf. 2003. 1999. em situações reais não aconteciam e esse tipo de ensino nem chegou a muitos contextos de ensino no Brasil. normalmente. 350 milhões de falantes nativos e 750 milhões de pessoas que fazem uso da língua inglesa como língua estrangeira. Vieira Abrahão. É notória a contribuição da disciplina Língua Estrangeira nos ensinos Fundamental e Médio da escola pública quando se tem um objetivo claro. o desenvolvimento do respeito à pluralidade linguística e cultural do Brasil e dos países onde se fala a língua inglesa. 1999. As funções comunicativas do início do movimento metodológico. o ensino comunicacional apresenta outra versão. Almeida Filho. as crenças de professores e alunos e as competências de ensinar (Alvarenga. uma metodologia adequada à realidade do professor e do aluno. por aproximadamente 375 milhões de falantes do idioma como segunda língua. Basso. de dramatizações que. Tais funções consistiam. perguntar e responder sobre fatos corriqueiros. Hoje. a melhores condições de trabalho. Nesse sentido. como o acesso a outras culturas. além do desenvolvimento do processo humanizador de respeito à diversidade cultural e do despertar da capacidade criativa quando o aluno usa um outro idioma por meio da comunicação. 2003). A orientação comunicativa. A sociedade reconhece o valor do ensino de Língua Estrangeira na formação integral do aluno. reflete a necessidade de os alunos de escola pública também aprenderem a se comunicar nesse idioma.

pois encontram-se em uma fase de tomada de decisão concernente ao seu futuro profissional. que é o autor. São tarefas como: jogos. 1987). cultural. produção textual mediadas pela oralidade nas quais o envolvimento. as tarefas devem oportunizar situações de desenvolvimento da reflexão crítica. músicas.Sumário principal qualidade com o uso de jogos e projetos em sala de aula (Tardin Cardoso. as relações entre forma e uso da língua-alvo e o reconhecimento de diferentes modalidades de gêneros textuais devem estar presentes na construção da autonomia do aluno. ampliando suas visões SALA DE AULA SOCIOINTERATIVA Dimensão Pedagógica Dimensão Social Dimensão Afetiva A orientação do ensino atual focaliza o processo de aprender por meio de diferentes tarefas em que os alunos usam a língua-alvo para negociar e construir conhecimentos. na sala de língua estrangeira moderna. tanto para os que ingressarão no mercado de trabalho logo após o Ensino Médio. as escolhas metodológicas e a escolha de conteúdos devem atender às necessidades e aos interesses desses alunos para crescerem como pessoas em estágio de humanização. a interação significativa entre os alunos e o professor constituem fatores fundamentais para a eficácia do processo de adquirir a língua a que estão expostos. social e afetivo. Dimensão Cultural Dimensão Pessoal participação e a orientação do professor. 1996. a 100 . 1989). Ainda nessa orientação metodológica. o fazer e o refletir sobre o fazer. pode-se realmente admitir que. Dessa forma. 1992. O gráfico a seguir ilustra as dimensões de uma sala de aula de ensino de Língua Estrangeira contemporânea. quando os alunos vêm com essa consciência do “aprender a aprender” (Ellis & Sinclair. quanto para os que ingressarão em um curso universitário que atuará na sua formação profissional. o responsável pela construção do seu conhecimento. Trata-se de um lugar de crescimento e de autoconhecimento e as tarefas propostas devem atingir as múltiplas capacidades dos alunos em formação. projetos em sala de aula. 2002) e da abordagem do ensino por tarefas (Prabhu. Já no Ensino Médio. filmes. leitura e interpretação de textos. existem dimensões de caráter pedagógico. Dessa forma.

fonético. o prazer e o interesse por continuar a aprender após ter concluído seus estudos na escola. sintático. compreensão oral. aumentar o conhecimento sistêmico (lexical. escreve.2 Objetivos da disciplina Conscientizar professores e alunos de que a aprendizagem de Língua Estrangeira envolve a igualdade dos direitos humanos na comunicação. pelos participantes do mundo social. por meio de atividades que se assemelham ao que acontece na vida fora da sala de aula. temos em mente que o ensino de Língua Estrangeira objetiva levar o aluno a: reconhecer no Estado do Espírito Santo e no Brasil as diversas línguas estrangeiras que o rodeiam como forma de comunicação.3. pois vai percebendo-a mais próxima. 6. fala e escrita) em tarefas sociointerativas dentro e nas extensões da sala de aula. ou melhor. construir significados na nova língua que aos poucos se vai desestrangeirizando. utilizar as habilidades globais de comunicação (leitura. mais real. a manutenção de línguas e culturas e a promoção da educação integral do aluno por meio do ensino de Língua Estrangeira. procurando estar em contato o máximo que puder com a Língua Estrangeira. Considerando todos esses aspectos. onde os múltiplos conhecimentos se apreendem ao longo da vida. percebendo o papel sociocultural e histórico das mesmas na constituição do Estado e do país. 101 . ouve e fala. desenvolver a autonomia. que o texto é mais fácil ou mais difícil conforme a experiência e o conhecimento do mundo de quem o lê. ampliar o seu conhecimento de mundo por meio de exposição.Sumário principal para com a ciência. fonológico. como forma de desenvolver a consciência linguística do aluno. a cultura e o mundo do trabalho. perceber que os significados são construídos por quem lê. semântico e pragmático) que o aluno construiu e/ou vem construindo em sua língua materna. no multilingualismo. aprender a usar adequadamente a línguaalvo em situações reais de comunicação. familiarização e comparação com outras culturas onde se fala a língua inglesa. desenvolver o conhecimento e a compreensão acerca da organização textual e a intertextualidade em diferentes gêneros discursivos e tipologia textual.

2. Portanto. um conceito ou uma teoria de ensino de línguas que informa ou justifica aqueles procedimentos. existem diferentes visões na pedagogia das línguas como diferentes métodos. Existem procedimentos que foram mais eficazes em cada método. Há. O que estamos propondo nesse trabalho de inovação curricular é o reconhecimento da abordagem comunicacional fundamentada nos seguintes princípios: 1. e. segundo Prabhu (1987). a participação nas atividades e o uso da língua-alvo. Esse aspecto pode revelar uma base significativa na junção das atividades de ensino com as teorias propostas. O desenvolvimento da competência comunicativa (que abrange conhecimentos gramaticais implícitos nas mensagens. Tais áreas de discussão pedagógica constituem as duas dimensões do método. que envolve um alto grau de imprevisibilidade e criatividade na forma e na mensagem.Sumário principal 6. Trata-se do esforço do aluno.nossa tradução). Partindo do princípio de que não existe o melhor método. vêm-nos à mente as habilidades que o aluno pode desenvolver durante a exposição. O esforço que o aluno faz para compreender e negociar sentidos nas tarefas propostas por meio da comunicação em Língua Estrangeira. na interação entre os alunos. poderão proporcionar a aquisição do conteúdo trabalhado em momentos de comunicação. em aulas de Língua Estrangeira e que. diferentes combinações de procedimentos de ensino e teoria de aprendizagem. O uso da língua-alvo em sala de aula desde as séries iniciais em tarefas baseadas na realidade.3. possivelmente. Um método é. 1987 . entretanto. não existe o melhor método. No que se refere às teorias de aprendizagem. em outra dimensão. Relacionado às atividades de ensino está o papel do professor e dos alunos em sala de aula. torna-se relevante ponderar que na pedagogia da linguagem é comum focalizar a atenção ou nas atividades de ensino ou nas teorias de aprendizagem. 102 . Como já foi dito. um outro aspecto que deve ser considerado no ensinoaprendizagem de línguas. um conjunto de procedimentos para o professor realizar em uma aula.3 Principais alternativas metodológicas “A forma da língua é melhor aprendida quando a atenção do aluno está no significado e não somente na forma“ (PRABHU.

da expressão oral e da compreensão. Uma outra alternativa metodológica que propomos em nosso trabalho está baseada na abordagem “Ensino por tarefas” do linguista aplicado Nagore Prabhu (1987). As tarefas devem propiciar o desenvolvimento das habilidades que se ampliam por meio da prática da leitura. 3.Sumário principal conhecimento discursivo. de inspiração na abordagem por projetos de Hernandez (2000). da escrita. 4. Esse renomado autor desenvolveu o projeto Bangalore de ensino de língua inglesa em escolas na Índia. Hutchinson (1990) e Tardin Cardoso (1992).RPG) e filmes cujos resultados são cientificamente comprovados como eficazes. Nessa abordagem de ensinar. o qual consta de tarefas baseadas nas atividades que ocorrem na vida real do aluno. memória. estratégico e sociocultural) constitui o objetivo do processo do ensino/aprendizagem. desempenho de papéis (Role Playing Games . também envolvido no processo. 103 . desde que haja um planejamento e uma implementação adequados dos mesmos. o aluno aprende a falar. Não se pode esquecer ainda dos trabalhos com projetos em sala de aula. Além dessas diferentes abordagens propomos ainda outras atividades com músicas. A interação entre os aprendizes e o professor constitui o objetivo das práticas didáticas. falando e realizando tarefas que exigem atenção. percepção no desempenho comunicativo sob a orientação e participação do professor.

). • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. apresentação de informações pessoais. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. • Produzir textos informativos. • Usar dicionários e enciclopédias. estudo com mapas. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. fluxogramas. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. diagramas. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. quadros artísticos etc. identificação de ambientes públicos e suas localidades.). percebendo os aspectos verbais para pedido. • Diferenciar fatos de opiniões. artigos. obrigação e conselho. fotos. TÓPICOS/CONTEÚDOS Primeiros contatos com a língua estrangeira • Conscientização sobre as diferentes línguas estrangeiras existentes no Espírito Santo. • Compreender regras e instruções (manuais. receitas. relação entre fusos horários em diferentes lugares do mundo. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais.4 Conteúdo Básico Comum – Inglês 5ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira.3. • Ler textos não-verbais (mapas. • Conhecer diferentes culturas. rótulos. como textos literários. vídeos. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. canções etc. 104 . valorizando a cultura brasileira. diálogos. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. O ambiente escolar • Denominação de objetos presentes na sala de aula. • Reconhecer a linguagem das propagandas.Sumário principal 6. • Avaliar ações. apresentação dos membros da família. rótulos de embalagens. notícias. A importância do Inglês em nosso dia a dia • Conscientização sobre a influência do Inglês no cotidiano do aluno. Valorizando o ambiente familiar • Denominação do espaço familiar (moradia e mobília). • Entender e dar informações em situações informais. denominação de formas geométricas. denominação do espaço físico da escola e dos profissionais que nela atuam. incentivo ao estudo da língua inglesa. gráficos. • Resumir artigos. • Identificar as diferentes intenções dos autores. jogos etc. • Relacionar imagem e texto. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas.

). • Conhecer diferentes culturas. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. campos de futebol. teatros etc. lagoas. valorizando a cultura brasileira. obrigação e conselho. tarifas etc. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. reflexão sobre diversas opções na hora de realizar uma compra. no Brasil e no mundo. identificação de hábitos alimentares em diferentes culturas. localização. • Compreender regras e instruções (manuais. fotos. denominação de diferentes refeições. rótulos de embalagens. percebendo os aspectos verbais para pedido. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. identificação de modalidades esportivas na comunidade. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. rótulos. artigos. vídeos. canções etc. • Produzir textos informativos. como textos literários. Lazer e meio ambiente • Denominação dos locais de lazer naturais e urbanos (praias. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Usar dicionários e enciclopédias. farmácia. 105 . cachoeiras. escola. • Diferenciar fatos de opiniões. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. lojas. padaria etc. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Entender e dar informações em situações informais.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. Esporte e saúde • Denominação dos diferentes esportes.). Alimentação saudável • Denominação de diferentes alimentos e seus preços.). • Reconhecer a linguagem das propagandas. identificação dos espaços de lazer em relação a horários de funcionamento. supermercado ou venda. gráficos. TÓPICOS/CONTEÚDOS Minha comunidade • Denominação em língua inglesa dos diferentes espaços comerciais e comunitários que existem na comunidade (igreja.). • Resumir artigos. relação entre esses espaços e ações que neles ocorrem. • Ler textos não-verbais (mapas. cinemas. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. fluxogramas. praças. • Avaliar ações. feira. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. shoppings. quadros artísticos etc. diálogos. diagramas. reconhecimento dos esportes paraolímpicos. notícias. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. parques. relação entre esses espaços e o que se pode praticar neles (o que fazer e onde). receitas. jogos etc. relação entre esporte e a ação correspondente. • Relacionar imagem e texto.

telefone etc. queimadas. • Usar dicionários e enciclopédias. • Identificar as diferentes intenções dos autores. lazer. nacionalidades e línguas. canções etc. artigos. identificação dos movimentos sociais e culturais da sociedade (movimentos étnico-raciais e indígenas). como textos literários. • Conhecer diferentes culturas. localizando os países pesquisados e os de língua inglesa. idade.). erosões. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. rótulos de embalagens. desmatamento. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. lixo. Meio ambiente e globalização • Identificação dos fenômenos naturais. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. percebendo os aspectos verbais para pedido. notícias. • Avaliar ações. fluxogramas. reconhecimento das mudanças climáticas – aquecimento global. rótulos. valorizando a cultura brasileira. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. leitura de mapas. • Reconhecer a linguagem das propagandas.). quadros artísticos etc. • Relacionar imagem e texto. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Entender e dar informações em situações informais. • Diferenciar fatos de opiniões. • Resumir artigos. lixo nuclear etc. obrigação e conselho. relação com nomes de países.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. aniversário. 106 . receitas. gráficos. leitura). reflexão sobre os impactos ambientais causados por poluição. fotos. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. Comparando culturas e valorizando o Brasil • Identificação de datas comemorativas em culturas e países diferentes. estilo de música favorito. identificação de dados pessoais (origem. diagramas. • Compreender regras e instruções (manuais. • Produzir textos informativos. endereço. • Ler textos não-verbais (mapas. vídeos. jogos etc. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. políticas e econômicas no mundo. diálogos. Pessoas que influenciaram o mundo • Identificação de grandes personalidades que contribuíram para melhorias sociais.). • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. TÓPICOS/CONTEÚDOS Quem sou eu • Coleta de informações pessoais (atividades de que gosto ou não de realizar.

sugestões de melhorias na própria comunidade. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. 107 . • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. notícias. • Resumir artigos. formulação de instruções verbais para completar ou desenhar gravuras. valorizando a cultura brasileira. Comunicação e tecnologia • Identificação dos meios tecnológicos de comunicação existentes no meio urbano e rural. preparação de listas de profissões relevantes para os alunos. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Entender e dar informações em situações informais. fluxogramas. conhecimento e divulgação de programas culturais locais. receitas. vídeos. semanais e planos para futuro próximo.). • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Compreender regras e instruções (manuais. jogos etc. fotos. utilização dos meios tecnológicos no aprendizado da Língua Estrangeira. diálogos. • Usar dicionários e enciclopédias. • Diferenciar fatos de opiniões. pensamentos sobre o mundo em que gostaria de viver. rótulos de embalagens. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. percebendo os aspectos verbais para pedido. reflexão sobre diferenças salariais no Brasil. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Relacionar imagem e texto. • Ler textos não-verbais (mapas. Organização do dia-a-dia • Reflexão sobre a organização de tarefas diárias. como textos literários. rótulos. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. diagramas. • Conhecer diferentes culturas. • Identificar as diferentes intenções dos autores. TÓPICOS/CONTEÚDOS O que você faz • Identificação e descrição de profissões e locais de trabalho. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira.). quadros artísticos etc. gráficos. artigos. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Avaliar ações. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. canções etc. obrigação e conselho. • Produzir textos informativos. Planejando o futuro • Reflexões acerca do futuro. utilização dos meios tecnológicos na vida diária.

SP: UNICAMP.1990. O imaginário do comunicativismo entre professores de língua estrangeira/ inglês (e sua confrontação com teoria externa).) O professor de língua estrangeira em formação. N. José Carlos Paes de Almeida filho. 2008 (Mimeo). 10/2. PRABHU. 1996. Applied Linguistics. Jogos colaborativos e desempenho de papéis no ensino de línguas..L. T.. V.A. Institute of English Language Education (mimeograph) CANALE. 12. SP: Pontes.B. R. H. (Org.1999. H. P. 2001. v. E. M. BOHN. WIDDOWSON. 1998. University of Lancaster. 1/1/1-47. Learning to learn english.) O professor de línguas construindo a profissão.O. Investigações: lingüística e teoria. BASSO . M.17. CELANI. Foz do Iguaçu. In: ALVAREZ. Disponível em <http: // www. 108 . Conflitos e incertezas do professor de língua estrangeira na renovação de sua prática de sala de aula. CANDLIN. Managing theory and practice in the classroom .128-3. C. In: LEFFA. Configuração de competências de um professor de LE (inglês): implicações para a formação em serviço. Jogos e projetos de inglês em sala de aula. A necessidade da de(re)construção de conceitos. Pelotas. P. Anais. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. 2007. 2000. BREEN.1980. Foz do Iguaçu. Theoretical bases of communicative approaches to second language teaching and testing. Das origens do comunicativismo. ES: Copisol. ______. Campinas: UNICAMP. (Org. Campinas. ALVARENGA. V. ______. M. SP: Pontes. 2002.) Professores e formadores em mudança. Universidade Federal de Pernambuco. Cultura visual. RS: EDUCAT. SP: Pontes Editores. Projects in the classroom. RS: EDUCAT. C. Vitória. M. R.A. Campinas. LEFFA. Campinas.br> ______. Campinas. A. Tese de doutorado.. ELLIS. HUTCHINSON. SWAIN. Jogar para aprender língua estrangeira na escola. A. Faculdade de Ciências e Letras de Assis. ______.(Org. Maneiras inovadoras de ensinar e aprender. John R. 1980. SP: Pontes. (Org.Estudos em homenagem ao Professor Dr. mudança educativa e projeto de trabalho. edu. F. SCHMITZ. Campinas. Singapore. ______..3. SP: Mercado das Letras. Filmes na escola: uma abordagem para todos os níveis.C. 2008. C. N. 2003. 1989. Oxford University Press. TARDIN CARDOSO..) O professor de línguas construindo a profissão. e SILVA. 1987.) Lingüística aplicada: múltiplos olhares. M. 2003. Pelotas. 2001. K.. Cambridge: Cambridge University Press. 2002.Sumário principal 6. 1998. G.5 Referências ABRAHÃO. PR. 1996. Brasília: UnB-FINATEC. (Org. TARDIN. 1992. J. V.a booklet for teacher development. Applied Linguistics. Communicative materials design: some basic principles.saberes. Campinas: UNICAMP.. Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. Campinas. SINCLAIR. H. Second language pedagogy. 2005. ______. The communicative approach to foreign language teaching: a short introduction. 1999. M. Porto Alegre:ARTMED.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. B. PR. Knowledge of language and ability for use. Back to the future: aulas comunicativas ou formais? In: Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná. SP. HERNANDEZ. G. ALMEIDA FILHO.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Educação Física .

fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular desta rede de ensino. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. Além disso.4.Sumário principal 6. Essa concepção. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. 2001). Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular dessa disciplina19 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. Apropriamo-nos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001) de que é conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. 111 . denominada de biologicista. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. 19 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. ainda predominante no ensino da Educação Física. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu) . que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existente nos séculos XVIII e XIX.4 Educação Física 6. influenciada por um conjunto de fatores. Até os anos de 1970. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo.

p. com interfaces nos diferentes campos de saberes. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. sociais e biológicas. que só se torna possível. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. entende-se a expressão corporal como linguagem. sem fugir às intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. o professor. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. Sendo assim. Essa visão contempla o eixo da cultura. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado.Sumário principal Diante disso. 77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão. que precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos. para que se possa permitir que outros saberes. ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. Com isso. se legitimem. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. segundo Bracht. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. Dessa forma. 2001. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. Além disso. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso 112 . extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. assim. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. que segundo Bracht (2001. Dessa forma. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. produzido ao longo da história.

dança. desenvolve sua capacidade comu- 113 . A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. esse aluno desenvolve. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. englobando as dimensões estéticas e éticas”. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. ampliemos o nosso conceito de razão. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado das diferentes manifestações culturais corporais. ou seja. ainda. Podemos destacar que. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. morais. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. destituído do saber. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. esportes. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. na qual ele expressa subjetividade. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. que envolvem aspectos lúdicos. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. Dessa forma. Código e suas Tecnologias. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. 2001). emoções e linguagem corporal e. além da motricidade.Sumário principal conceito de criticidade. estéticos e éticos. sociais e éticos. ginásticas. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade.

laborais. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. Desenvolver os aspectos intelectuais. socialização. sintetizar. competitividade e disciplina. analisar e expressar as ideias. entendendo-a como meio de promoção da saúde. ética. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. treinamento etc. cooperação. socialização. Além disso. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. cooperação.4. participação social. tendo o professor como mediador. além de ser um agente promotor da sua autoestima.Sumário principal nicativa ao interpretar.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana na prática pedagógica escolar. Além disso. para o desenvolvimento de autonomia. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. contribuindo para a sua formação psico-sócio-cultural. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. Ao proporcionar o desenvolvimento de criatividade. integração. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. afirmação dos valores e princípios democráticos. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. liberdade. de lazer e entretenimento. 6. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. atividade física. qualidades físicas e neuromotoras. emocional e motor. de ginásticas. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando. que é desenvolver o aluno nos seus aspectos social. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. biomecânica. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. envelhecimento. saúde. – a Educação Física atua como formadora. intelectual. fisiologia. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. sociais. cognitivo. afetivos e morais. 114 .

apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educa- 20 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (Lesef ). refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. 21 (1): 183-192. DELLA FONTE. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos por meio da observação. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. 115 .Sumário principal Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. al. p. 1999. alguns estudos vêm apontando que. Sandra Soares et all. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. 2001. p 63-66. 1992. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo20 sobre a prática docente do professor de Educação Física nas redes estaduais pública e privada do Estado do Espírito Santo. 195). ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. Revista Brasileira de Ciências do Esporte.4. Dentre elas destaco: DIAS. lúdicos e técnicos. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a 6. Niterói. resultante de um “‘elo perdido’ entre as prescrições dessa produção teórica e a realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. Andréia et. Set. ção Física escolar.

que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. 2003).Sumário principal dinâmica escolar. com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. 67% deles se formaram nos anos de 1980. al. 2001). do conjunto de professores licenciados. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente (Bracht et. equipamentos e instalações. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. Com isso. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em licenciatura. Os materiais. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. . Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática 21 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro desse modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas. O desafio está em propor mudanças na prática docente. 116 . são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. com relação a espaço. Nos anos de 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do professor diante da sua prática docente. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas21. Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. Em virtude disso. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. Além disso.

os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno uma autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. pois os próprios fins podem ser problemáticos. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não alcançam o resultado esperado devido à carência de tais estruturas. 2004). Com isso. O que também se propõem é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. à organização das aulas (horários. desenvolvendo um espaço de reelaboração.) e à conduta pedagógica do professor. 43). 2003. al. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. . espaço etc. p. porque variam de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. no qual 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “entendem que deva haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. “No entanto o trabalho pedagógico não pode. 53). mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e a compreensão crítica do movimento (KUNZ. ensinando estratégias para o agir prático.Sumário principal qualitativa nas aulas de Educação Física. pesquisas e desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico e a criatividade. e realizando 117 . Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que contemplem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. tempo. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. problematizando temas da cultura corporal. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. todo ele. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. nacionais e internacionais. p. 2001. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. é necessário revermos o que desenvolve esse componente curricular.

com a escrita dos Cadernos Metodológicos. Mas para isso será necessário o envolvimento de todos os professores. para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. a biblioteca. entendemos que. a sala de informática. São eles: a relevância social do conteúdo. Assim teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. o recreio. a sala de aula. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a 118 . em que os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos.Sumário principal um retrospecto das atividades corporais. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. Dessa forma. A abordagem metodológica crítico-superadora. dentre outras. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. tomando a quadra. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. nos apresentam alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. temos na formação continuada um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. Preliminarmente. A realização de jogos escolares. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. 1992).. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. al. et. as atividades de visitas e as excursões como formas de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. sobretudo quando se espera mudanças efetivas nesta prática. Assim. exposições. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. gincanas. os torneios escolares.

2001). et. p.Sumário principal provisoriedade do conhecimento (Soares. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. da ordem do saber como fazer. em que o problema nem sempre está na falta de informações. ou seja. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’.. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. Até pouco tempo. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. A questão está em encontrar. que tenha uma participação ativa na sociedade. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. Esse tipo de aula. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. afetivo. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade.. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. no qual se compreende que as competências não são um programa clássico. insisto. Com base no conceito de competência – aquisições. reflexivo e crítico. São eles: Conhecimento sobre o corpo: levou a considerar o corpo no seu aspecto físico. emocional e cognitivo. conflitos ou desafios (Santos. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física voltada para a construção de uma educação de qualidade e formação do cidadão. estar informado sobre conhecimento. interpretar essas informações. continua tendo lugar.. 2001. al. social. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. . guardá-las ou atualizá-las. Dessa forma entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga 119 . 1999). 1992). A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. 152). traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu.

Sumário principal com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. analisar e expressar as ideias. compreendendo os limites e as possibilidades corporais e respeitando as diferenças de gênero. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. etnia. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. Por meio do jogo. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes nos contextos mundial e nacional. onde expressa subjetividade. reconhecendo a identidade própria e do outro. e também desenvolve a ludicidade descobrindo o prazer nas vivências corporais. regional e local. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbitos nacional. 120 . o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. classe social e idade. Além disso. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. sociais e éticos. com suas diferentes organizações tecnico-táticas. emoções e. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. ainda. o trabalho e a cultura. Além disso. buscando problematizar a relação do corpo com a saúde. interage com o meio. sintetizar. Por meio da linguagem corporal o sujeito se comunica.

• Substâncias nocivas ao organismo. relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde. • Participar de atividades de natureza relacional.4 Conteúdo Básico Comum . • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. TÓPICOS/CONTEÚDOS 121 . • As práticas de lazer na comunidade escolar e no seu entorno.Educação Física 5ª a 8ª Séries COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Conhecimento sobre o corpo • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. Tópico: Conhecimento da estrutura e do funcionamento do corpo • Identificar as funções orgânicas relacionadas às atividades motoras. • Adotar hábitos de higiene. bem como a de seus colegas. de si mesmo e do ambiente em que vive.Sumário principal 6.4. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. • Padrões de estética e conceitos de saúde. HABILIDADES Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. • Compreender os aspectos relacionados com a boa postura e sua importância para a saúde. • Identificar as substâncias nocivas ao organismo utilizadas na prática de atividade física. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. • As atividades físicas e os exercícios físicos: implicações na obesidade e no emagrecimento. sociais. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. possibilidades e limitações do movimento • Conhecer os conceitos de saúde e os padrões de estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais e culturais. culturais e afetivos. • Atividades adaptadas. • Capacidades físicas: noções gerais. alimentação e atividades corporais. • Identificar as possibilidades de lazer e aprendizagem nas práticas corporais.. • Capacidades físicas aplicadas na atividade física. reconhecendo e respeitando suas características físicas e o desenvolvimento motor.

122 . possibilitando a inserção dos alunos com necessidades educativas especiais. • Riscos e cuidados na prática das ginásticas. HABILIDADES Eixo-temático: Corpo-linguagem/ Corpo-expressão Tópico: Ginástica • Vivenciar as diversas manifestações da ginástica. • Ritmo. • Identificar as características das danças estudadas.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Corpolinguagem/Corpo-expressão • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. mantendo suas características. • Ginástica adaptada. • Adaptar os movimentos da ginástica estudada às novas situações. artística etc. • Identificar e utilizar as habilidades motoras fundamentais para a prática da ginástica. • Reconhecer a importância da prática da ginástica para manutenção e a promoção da saúde. • Identificação do ritmo pessoal e grupal. Tópico: Dança • Conhecer a história das danças estudadas. • Habilidades motoras fundamentais ginásticas. imitando. • Dança folclórica. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Noções básicas dos diversos tipos de ginástica: escolar. nacional e local. entre outras. recriando. como manifestação da cultura corporal. • Coreografias de dança. • Organização de festivais de dança. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da dança. • Relacionar diferentes tipos de danças folclóricas. lutas e ginásticas. • Conhecer a história das ginásticas estudadas. rítmica. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. • Construir coletivamente pequenas coreografias a partir dos movimentos aprendidos e incorporados no contexto social. africanas. • Identificar as modalidades de ginásticas praticadas na comunidade local. • Características das danças. • Benefícios da prática das ginásticas. acrobática. campesinas. • História da dança. • Reconhecer e identificar gestos e movimentos observados na dança. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da ginástica. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial.. • Variação de movimentos do corpo de acordo com as melodias das músicas.

• Participar de atividades de caráter lúdico. • Jogos cooperativos.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. TÓPICOS/CONTEÚDOS • História dos jogos e das brincadeiras. • Jogos populares. • Jogos de raciocínio. • Reconhecer os diferentes tipos de jogos e suas características fundamentais. • Construir jogos. • Reconhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. regional e nacional. • Características dos jogos. 123 . • Vivenciar os diferentes tipos de jogos. • Jogos pré-desportivos. • Reconhecer e vivenciar diferentes tipos de jogos. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. HABILIDADES Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos Tópico: Jogos e brincadeiras • Analisar as diferenças históricas dos jogos e das brincadeiras presentes nas culturas local.

materiais e espaço. • Compreender e vivenciar os aspectos relacionados à repetição e à qualidade do movimento no gesto esportivo. 124 . • Compreender as diferentes formas de organização desportiva. • Fundamentos técnicos básicos. • Esportes adaptados. handebol. basquete. vôlei. • Princípios gerais de ataque. futebol. defesa e circulação de bola. • História das modalidades: atletismo. juiz). • Os grandes eventos esportivos. visando à inclusão de si e do outro. bem como criar novas formas de organização. handebol. • Reconhecer a necessidade de adaptar regras. • Vivenciar as práticas corporais desportivas. • A transformação do esporte em espetáculo e em negócio. basquete. • Reconhecer as organizações técnicotáticas dos diferentes jogos. HABILIDADES Eixo-temático: Jogo esportivo Tópico: Conhecimento dos vários tipos de desportos. os materiais e o espaço visando à inclusão de si e do outro. técnicas e táticas de cada desporto. torcedor. políticos e sociais de constituição dos jogos desportivos. • Noções de regras. • Conhecer os aspectos históricos. • Aplicar habilidades motoras específicas dos esportes. vôlei. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Iniciação desportiva. futsal. técnico. defesa. futebol. • Reconhecer as diferenças e características relacionadas ao gênero na prática das modalidades esportivas. individual e coletivo • Diferenciar e experimentar várias maneiras de jogar um desporto. • Atletismo. • Significados/sentidos predominantes no discurso das mídias sobre o esporte. • Entender as regras.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Jogo esportivo • Conhecer as diversas modalidades esportivas instituídas socialmente praticadas em outros países e no Brasil. • Desenvolver a capacidade de adaptar as regras. • Compreender os diferentes contextos dos jogos esportivos (participativo e competitivo) e os variados papéis (goleiro.

RS: Ed. In: CAPARROZ. 2001.. ______. 1. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular.1. Francisco Eduardo (Org. Parâmetros curriculares nacionais. Vitória. 1998. n. RS: Ed. SOUZA JÚNIOR. DF: MEC. Educação física escolar: política. Transformação didático-pedagógica do esporte. questões contemporâneas. Philipe.). Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. ES: PROTEORIA. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. Vitória. v.4.. p. 2000. p. Educação física escolar: política. Brasília. UFMG. 2001. Belo Horizonte: Ed. Orientações curriculares para o ensino médio. 125 . 1999. ES: PROTEORIA. Amarílio (Org). Psicologia: Teoria e Pesquisa. Paraná. SANTOS. Vitória. Brasília. 2001. Lazer. Ijuí. 6. KUNZ. Gisele Franco de Lima. 2001. DF: MEC. Francisco Eduardo (Org. 2004. Metodologia do Ensino de Educação Física. Francisco Eduardo. In: FERREIRA NETO. trabalho e educação: relações históricas.Sumário principal 6. v. Pesquisa histórica na educação física. Valter. investigação e intervenção. 2. Vitória. 2001. SOARES. Ricardo et al. 2001. PRIMI. 1992. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. São Paulo: Cortez.1.5 Referências BRACHT. v. Educação física escolar: política. Ijuí. WERNECK.17. 2001. v. Unijuí. Porto Alegre: Artmed. Anais.151-139. investigação e intervenção.). ES: PROTEORIA. Ministério da Educação. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. In: ___. Marílio. Pesquisa em ação: educação física na escola. 2003. maio/ago. ______. Construir competências desde a escola. Christiane. PERRENOUD. BRASIL. 2006. Carmem Lúcia et al. Elenor. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. 73-76. investigação e intervenção. ______ et al. CAPARROZ. Paraná. ES: PROTEORIA. Unijuí.

Área de Ciências da Natureza Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 02 .

3. área de Linguagens e Códigos.Info Consultoria. 03 . II.Ensino médio.Ensino fundamental.Ensino médio.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. Série.Ensino fundamental. 01 .016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av.Ensino médio. v.Currículo.CEP 29. v.056-085 .3. .Currículo.Vitória/ES . anos iniciais. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. v. 4. 2. 26 cm. I.Espírito Santo (Estado) . – Vitória : SEDU. 03 . César Hilal.com.111. área de Ciências da Natureza. anos finais. 02 . v. anos finais. 02) Conteúdo dos volumes : v. nº 1. anos finais. Ensino fundamental . CDD 372. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. Guia de implementação. 02 . ES. Ensino médio . Título.Currículo.br Espírito Santo (Estado). 2009. área de Ciências Humanas. ISBN 978-85-98673-03-5 1. Ensino . 104 p.19 CDU 373. v. Santa Lúcia . 01 . área de Ciências da Natureza. v.Ensino fundamental.Ciências da Natureza. área de Linguagens e Códigos. – (Currículo Básico Escola Estadual . Ensino fundamental . área de Ciências Humanas. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências da Natureza / Secretaria da Educação.

” Paulo Freire .. ao lado do educador. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. igualmente sujeito do processo.

Maria de Glória Sousa Gomes. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Jomara Andris Schiavo. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Sebastiana da Silva Valani. Alaércio Tadeu Bertollo. Márcia M. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Irineu Gonçalves Pereira. Marta Margareth Silva Paixão. Ilza Reblim. Nascimento. Novais Rocha. Edimar Barcelos. Nilson de Souza Silva. Alvarenga Vieira. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Lyra. Malba Lucia Gomes Delboni. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. S. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Cortez. Gracielle Bongiovani Nunes.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Teresa Lúcia V. Regina Zumerle Soares. Maria Aparecida Rosa. Núbia Lares. Perin e Valéria Perina. Rodrigo Nascimento Thomazini. Eliane dos Santos Menezes. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Ernani Carvalho Nascimento. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Hebnezer da Silva. Luiz Antonio Batista Carvalho. Marlene M. Francisco Castro. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Alecina Maria Moraes. Iza klipel. Rodrigues. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Rosângela Vargas D. Verginia Maria Pereira Costa. Angélica Chiabai de Alencar. Rachel Miranda de Oliveira. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Alcimara Alves Soares Viana. SRE Carapina: Lucymar G. Rogério de Oliveira Araújo. Eliethe A. Rosiane Schuaith Entringer. Érika Aparecida da Silva. Elza Vilela de Souza. Paulo Roberto Arantes. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Renata da Costa Barreto Azine. Gilcimar Manhone.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Sandra Renata Muniz Monteiro. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Jarbas da Silva. Denise Moraes e Silva. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Kátia Elise B. Luiza E. Coelho Ambrozio. Izaura Célia Menezes. Eduarda Silva Sacht. Luciene Tosta Valim. Foerste . Manzoli. Jomar Apolinário Pereira. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Jaqueline Oliozi. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Edna dos Santos Carvalho.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Jane Ruy Penha. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Paulo Roberto Arantes. Cérlia Silva de Oliveira. Última da Conceição e Silva. Barbosa. Lúcia Helena Maroto. Maria Geovana M. Lemos. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Jaqueline Justo Garcia. Ilia Crassus Pretralonga. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Ana Paula Alves Bissoli. Eliane Maria Lorenzoni. Vivian Rejane Rangel. Delcimar da Rosa Bayerl. Carmencéa Nunes Bezerra. Hebnézer da Silva. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Sabrina D. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. de Castro. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Maria Adelina Vieira Clara. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Valentina Hetel I. Torres. Epitácio Rocha Quaresma. Sara Freitas de Menezes Salles. Simone Carvalho.Arte Rita de Cássia Tardin . da Silva Scaramussa. Maria da Penha E. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Ires Maria Pizzeta Moschen. Bruna Wencioneck de Souza Soares. João Luiz Cerri.Física Claudio David Cari . Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Lea Silvia P. Silma L. Conciana N. Dilma Demetrio de Souza. Antônio Fernando Silva Souza. Carvalho Morais. de Oliveira. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Rosiana Guidi. Edílson Alves Freitas. Agnes Belmonci Malini. Luciene Tosta Valim. Giuliano César Zonta. Edilene Klein. Lúcia H. Maria da Penha de Souza. Eliane dos Santos Menezes. Vaneska Godoy de Lima. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Martinelli. Mirtes Ângela Moreira Silva. Rony Cláudio de Oliveira Freitas.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Everaldo Simões Souza. Edson de Jesus Segantine. Erilda L. Pedro Paulino da Silva. Marcia Vânia Lima de Souza. Fabiano Boscaglia. Fracalossi. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Carlos Sebastião de Oliveira. Luciene Maria Brommenschenkel. Elenivar Gomes Costa Silva. Claudinei Pereira da Silva. de Quadros P. C. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Eliana Aparecida Dias. Margarida Maria Zanotti Delboni. Larmelina. Rosinete Aparecida L. Marcio Vieira Rodrigues. Sônia A. Luiz Humberto A. Renato Köhler Zanqui. Linderclei Teixeira da Silva. Raquel Marchiore Costa. Rosangela Maria Costa Guzzo. Ronchetti. Margareth Zorzal Fafá. Valéria Zumak Moreira. Chirlei S. Renan de Nardi de Crignis.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Ilza Reblim. Gina Maria Lecco Pessotti. Kátia Regina Zuchi Guio. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Marilene Lúcia Merigueti. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Guaresqui Cruz. Angélica Chiabai de Alencar. Junqueira. Renato Santos Pereira. Alaíde Trancoso. Campos Cruz. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Mohara C.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Naédina Barbieri. Morati. José Alberto Laurindo. Mônica V. Ana Helena Sfalsim Soave. Antônio Carlos Rosa Marques. Maria Cristina Garcia T. Sidinei C. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Magna Tereza Delboni de Paula. Marta Gomes Santos. Regina Jesus Rodrigues. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Pedro Paulino da Silva. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Cátia Aparecida Palmeira. João Luiz Cerri. Maria Elizabeth I. Cezar. Irineu Gonçalves Pereira. Luciano Duarte Pimentel. Telma L. Patrocínio. Lima.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Angélica Regina de Souza Rodrigues. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Monteiro e Wagna Matos Silva. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Ferreira. Soprani. Edilene Costa Santana. Ana Paula Alves Bissoli. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. C. Pereira. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Christina Araújo de Nino. Braga.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. do Nascimento. Renata Garcia Calvi. Vazzoler. Rodrigues. Sulâne Aparecida Cupertino. Luciete de Oliveira Cerqueira.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Karina Marchetti Bonno Escobar.SEDU Ana Beatriz de C. Maria Adélia R. Fernandes. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Patrícia Maria Gagno F. Dalla Passos. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Angelita M. Oliveira. Anderson Soares Ferrari. Rodrigues Soyer. Elisangela de Jesus Sousa. Ribeiro. Benevides. Mara Cristina S. Jorge Luis Verly Barbosa. Martinelli. Sebastião Ferreira Nascimento. Tania Mara Silva Gonçalves. Organdi Mongin Rovetta. Danilza A. Alexandre Nogueira Lentini. Rodrigues. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Luciane S. Luciane R. Ivone Braga Rosa. Tarcísio Batista Bobbio. Alaíde Schinaider Rigoni. Ires Maria Pizetta Moschen. R. Léa Silvia P. Giovana Motta Amorim. João Firmino.C. Maria da Penha C. Leila Falqueto Drago. Evelyn Vieira.Língua Portuguesa Adriana Magno. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Neyde Mota Antunes. Salette Coutinho Silveira Cabral. Ediane G. Eliane Carvalho Fraga. Cláudia Regina Luchi. Rita de Cássia Santos Silva. Christina Araújo de Nino. Alves. Ângela Maria Freitas. Tânea Berti. Sandra Renata M. Maria Alice Dias da Rosa. Maria Nilza Corrêa Martins. Edy Vinicius Silverol da Silva. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Cristina Lúcia de Souza Curty.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Paulo Roberto Arantes.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Carvalho. Carla Moreira da Cunha. Freitas. Gleise Maria Tebaldi. Madalena A. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Hulda N. Renan de Nardi de Crignis. Pinto. Roseane Sobrinho Braga. Márcio Correa da Silva. Maria Alice Dias da Rosa. Jane Pereira. Davel. Ivanete de Almeida Pires. Roberto Lopes Brandão. Nourival Cardozo Júnior. Anderson Soares Ferrari. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Eliana C. Maria da Ressurreição. Luciana Oliveira. Maria de Lourdes S.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Rhaiany Rosa Vieira Simões. Bastos. Lúcia Helena Novais Rocha. José Christovam de Mendonça Filho. Rodrigo Vilela Luca Martins. Israel Bayer. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. João Carlos S. Edna Milanez Grechi. Maura da Conceição. Elizabeth Detone Faustini Brasil. P. da Silva. Marcelo Ferreira Delpupo. Dileide Vilaça de Oliveira. Anelita Felício de Souza. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Patrícia Maria Gagno F. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Lurdes Maria Lucindo. Marlene Athaíde Nunes. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Alan Clay L. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Sandra Fernandes Bonatto. Adna Maria Farias Silva. Maria do Carmo Braz. Bastos. . Maria José Teixeira de Brito.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Márcia Gonçalves Brito. Johan Wolfgang Honorato. Angélica Chiabai de Alencar. Pedro Guilherme Ferreira. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Cátia Aparecida Palmeira. Cristina Louzada Martins da Eira. Paulo Alex Demoner. Antônio Fernando Silva Souza. Antonia Regina Fiorotti. de Almeida. Magna Maria Fiorot. Américo Alexandre Satler. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Sebastião Ferreira Nascimento. Josimara Pezzin. Giselle Peres Zucolotto. Marcos Leite Rocha. Neire Longue Diirr. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Luciane Salaroli Ronchetti.

A construção do Novo Currículo da Educação Básica. como um plano único e consolidado. Para enfrentá-los. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. Temos certamente que comemorar. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. Como equipe. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. quer sejam individuais ou coletivos. na qual. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. neste contexto. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. sem dúvida. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. a complexidade que envolve a infância e a juventude. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. das superintendências e da unidade central.Sumário principal Prezado Educador. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. O Estado. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. por meio de mecanismos participativos. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. sobretudo. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. conforme os termos constitucionais. Como síntese desse processo. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. Educação Especial e Educação do Campo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . como unidade autônoma. mas. ao longo dos anos. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. tendo como base um projeto de nação.

Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. valores. com qualidade social. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. professores convidados. tônomos e críticos. fortalecendo a grande complexidade. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. que desafios que precisamos enfrentar. O currículo é a materialização do ricos de discussão. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. conectado com a dimensão universal. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. entre vimento de crianças. nizados. da educação pública. Entre os anos de 2004 e 2006. como a relação entre trabalho. Todos esses atores mente construídas. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. Portanto. 12 . por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. ciência e cultura. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. por meio de atitudes. costumes historicamente produzidos que.Sumário principal e social de sua população. muitas vezes. hábitos e consequentemente. com vistas à promoção do educando e.500 educadores. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação.

uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. conteúdos com- 13 . A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Para tanto. consequentemente. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Isto é. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. resguardando as especificidades das escolas. conhecimentos estanques e conservadores. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. Certamente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. outros Educação Básica. Além para cada disciplina da do CBC.CBC para cada disciplina da Educação Básica. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta.

Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. Do ponto de vista organizacional. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. em alguns casos. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. lo ciência. na relação com a natureza e com seus pares e. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. ampliando a nada. dentre outros. como instrumentos dinamizadores do currículo. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. cializadas na medida em que cultura e trabalho. assim. ou seja. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. produz conhecimentos. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. cultura e trabalho. correspondendo aos 30% restantes. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal.

aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. roteiros turísticos e ambientais. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. 8963 de 21/07/2008. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. 15 . a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. por meio da Lei Nº. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. por fim. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos.Sumário principal vivências curriculares. tornando a escola mais atrativa. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. “Ciência na Escola” . contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. química e biologia. Realização de olimpíadas escolares e. Matemática e Ciências. Esporte. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Dessa forma. materializa esse conceito. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. a partir de estudos sistemáticos. O projeto contempla ainda. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba.

A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. com isso. as novas do conhecimento. de modo a 16 . Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. pois o educador precisa aliar à tarefa e. a de estudar. a sua inclusão digital e a comunidade. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. transdisciplida escola.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. formação gica. pesquisa. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . atualização da escola. a partir digitais no cotidiano escolar. “Ler. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. ampliando para a do educador é mais naridade. escrita e pedagógicas. com destasucesso esperado: estagiários. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. computador por aluno. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. pois o educador precisa aliar à Multimídia. capacibibliotecas escolares. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. as reformas educativas e seus desdobramentos. pendrives. por meio que necessidade. que para a revitalização das professor dinamizador. intervenção pedagógica. e a partir A formação continuada tação.um públicas e privadas. tecnologias e suas implicações didáticas. TV comunidade local. PC do professor. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. com destaque ações de formação. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar.

a partir do movimento de ação-reflexão-ação. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. como componentes do Guia. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. Destaca-se ainda. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. além de outras pautas de estudo do referido documento. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. uma trilha experienciada coletivamente. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. 17 . ao final de 2009. Nesse sentido. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. Espera-se. os quais irão enriquecer a prática docente. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. que incorporou o saber de quem o vivencia. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. com tudo isso. portanto. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica.

Sumário principal Capítulo Inicial .

reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. Em 2006 a Sedu. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. elaboraram as ementas contendo visão de área. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. Em 2005. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. 21 . com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. que. constituíram-se objetos de diálogo. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. considerando situação funcional. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. por meio de seminários com participação dos professores referência. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. municipal e federal. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. nos quais. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. objetivos. conteúdos e orientações didáticas. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). de acordo com a prática pedagógica do professor. formação acadêmica e atualização permanente.

Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. nos anos de 2007 e 2008. num processo formativo e dialógico. contando com a participação de cerca de 1. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. acima de tudo. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. professores convidados. da educação pública.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. consultores. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. em dois grandes ciclos de colóquios.500 eduTodos foram mobilizados cadores. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. além de 26 especialistas de cada disciplina. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. em sua fragilidade. consequentemente. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. estar a serviço da vida. SRE. modalidades e transversalidades. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. jovens e adultos capixabas. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. produziram os CBC por disciplina. intercolóquios e seminário de imersão. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. consequentemente. instituições e modos de 22 . central e das da educação pública. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo.

pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. solidários. a vida requer convivência na promoção da paz interior. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. por isso. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. Superar as diversas formas de exclusão. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. social. paz social e paz ambiental. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. que são apenas diferentes. direito de todos e dever do Estado e da família. do outro e do mundo. dignidade humana. intensificando os esforços pela justiça. Nesse sentido. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. reverencia o mistério da existência. cultural e político. que se realiza em um contexto histórico. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter.Sumário principal vida. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. é um bem público que deve servir 23 . O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação.

deverá atender aos interesses da coletividade. A educação como serviço público. consequentemente. o aluno é o centro do processo educativo e. E um lugar de esperança. assumindo. numa perspectiva dialógica e dialética. Na escola. A educação como obra de mudança. uma dimensão mais ampla. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. É na relação entre os sujeitos. antes de tudo. a construção.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. sentimentos e atitudes. de movimento de uma dada situação a outra diferente. do desenvolvimento social e econômico da nação. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. a interpretação. envolvendo a percepção. aprender. com toda a sua complexidade. assumindo o lugar de mediador. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. No entanto. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. exercido pelo poder público ou privado. por ser um ambiente essencialmente humano. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. uma obra de legítimo interesse social. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. portanto. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. A escola pública com compromisso social. a reflexão e a ação. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). espaço de visibilidade. em função dele. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. na medida em que contribui para o bem comum. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. mediante um determinado caminho. um direito.

resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. cultura numa perspectiva antropológica. material e social. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. como forma de criação humana. cuja base se expressa na aquisição da leitura. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. Nesse sentido. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. algo vivo e dinâmico que articula as representações. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. ciência e cultura. portanto. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. assim. como processo dinâmico de socialização. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. símbolos e comportamentos. e. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. e trabalho como princípio educativo. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . apropriando-se dela e transformando-a. produz conhecimentos. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. gerando a sua própria cultura. constituindo o modo de vida de uma população determinada. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. a partir da articulação dos princípios trabalho. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. acima de tudo.

sobretudo. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino.P. evidenciar a qualidade dessa ação. Compreender e transformar o ensino.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. 26 . o significa discutir a currículo.V. 2. dependendo do enfoque que o desenvolva. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. no interior da unidade educacional. GÓMEZ. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico.R.I. O currículo para além das grades . J. C. e. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. que está inserido. mais difundida. Porto Alegre: Artmed. A. No entanto. e.Sumário principal curricular apresentada neste documento. a exemplo dos laboratórios de estudo. por ser um conceito bastante elástico e. sobretudo. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento.G. a organização física. impreciso. muitas vezes. entre os curriculistas contemporâneos. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. junho de 2004. 2 MOTA. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. 1998. nesse sentido.G.S. N. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. certamente. J. o currículo na escola E. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. Isso acontece 1 SACRISTÁN. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. e BARBOSA. Brasília. promotor de uma educação emancipadora. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. Portanto.

Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. a participação da comunidade. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. Vitória: SEEB/SEDU. Documentos de identidade . O currículo escolar. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. Ele é resultado de lutas. 2000. seu modo de organização e gestão. currículo realizado (Ferraço). T. de organização e gestão. Assim. os conhecimentos mais valorizados da escola. incluem tradições culturais Assim. historicamente ideias de currículo em ação. currículo praticado (Oliveira). está deficurrículo4. seja no campo de metodologia. políticas e alternativas educacionais. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. a identidade nantes. avaliação. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. metas. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. De modo geral. a identidade dos estudantes e etc. Considerando isso. ações. Por isso. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). 3 talidade social” . conflitos concretas. 27 . a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. as relações no interior 3 SILVA. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. 2004. é possível e negociações. e outras que considePortanto. Belo Horizonte: autêntica. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos.uma introdução às teorias do currículo. currículo real (Sacristán). o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos.T. seu modo 4 FERRAÇO. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado.E. C.

30. Pelo contrário. com rapidez e eficiência. de vida e laborais conhecer. fazer.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. 81-93. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. p. MEC/INEP. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. ou seja.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. ENEM . Comumente. a segunda parte previstas. 7 BRASIL. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. de ensino e pesquisa. 2005. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. A. Não norteadores do Ministério da Educação. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). conhecimentos tácitos e as constituem. 2005. v. Rio de Janeiro. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. Boletim técnico do SENAC. com rapidez e eficiência. há gradação. ENEM . O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. Z. lar. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. articulando competências. específica”7. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. MEC/INEP. histórias de vida. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. como parte que deste documento curricular. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. forma a aliar competências. 28 . 6 KUENZER.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. 2004. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. ensino.

planejamento das atividades. significa. é extremamente importante que os profissionais da educação. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. 2005. pois se referem a petência. o desenvolaprendida. na prática não se do sujeito. Competência como condição prévia anteriormente descritas. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. Assim. não basta ser muito entendicontexto. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. pedagogos. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. extrema facilidade para alguma atividade. 29 . A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. Não se trata MEC. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. ENEM . coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. MEC/INEP. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. o que se chama de talento. Dentre elas. o que pressupõe uma organização Na escola. não basta possuir objetos potentes e adequados. educativo.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. por exemplo. A competência relacional expressa esse jogo de interações. 9 BRASIL. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. dom ou uma mesma realidade. 2002. ou seja. as três formas de competência. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. nesse sentido. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. condição do objeto. Nesse te. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8.

“Ninguém nasce aluno. Ao contrário disso. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. se forme e informe. Nesse sentido. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. hoje. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. Quais são os alunos e quais são. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 .Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. trabalhar nessa concepção. afetivas. cultural. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. ao mundo do trabalho. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. Como ponto de (cognitivas. Até escola.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. para que o aluno aprenda. 2. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. visa a investir na formação do cidadão. por meio do ensino e da pesquisa. problematizannatureza. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. Cidadão esse que busca na escola adquirir. sociais e psicomotoras). neste documento curricular. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. alguém se torna aluno. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido.

são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. os infantiliza. Esses tempos de vida. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. econômicos. a juventude e a curta etapa da infância. a vida adulta. de sua função educadora. dos direitos da criança. no Brasil templam o pertencimento de classes. de dominar física e mentalmente outros. especialmente no que se de um indivíduo. no exercício História. há ou etnia. pois reconhece-se que. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. sendo um ocidental como a nossa. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. enfim. dentre mundo. e não diferentemente no Espírito Santo. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. a Sociologia. a Psicanálise. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. a violência urbana. 31 . estudo e a compreensão da contudo. Portanto. a Antropologia. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. criações culturais crianças com o mesmo referencial. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. sem. a Filosofia. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. a inserção na vida adulta. A escola. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. numa sociedade socioculturais determinadas. A e na comunidade. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. os A ação de reconhecimento adultiza. que conrenciam. Sendo simbólicas específicas e próprias. é tempo de constante refere à crise de autoridade. séculos. gênero. constituir-se como infância. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. assim. momento da maturidade.Sumário principal e imprecisos.

como a o sinal próprio desse tempo. nas relações estabelecidas também e não 32 . das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. de provocar matemático. o desejo de impactar. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. que. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). assim. ajudam a traçar o perfil da população. da puberdade e social parecem mobilizar. de forma visível. como odo atravessado por crises. tude do homem. construindo. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. Portanto. de provocar própria sociedade. social parecem Assim como a infância. e que se originalidade. marcada pela busca leitura. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. delimita mobilizar. visível. finalizando definidoras da existência somente com a morte. Marcas para outras. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade.Sumário principal individuais. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. Deve ser pensada para contrastes. juntas. discurso com sentido. cognitivas e sociais que. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. estilos que se constrói. se exercita e se reconstrói variados. a juvencomo o nascimento. a escrita. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. o desejo de impactar. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. Na infantil e a maturidade do adulto. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos.

Querem ser rebeldes. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. apontado para os adolescentes. muitas vezes encurralando-a. falta de perspectiva de vida. a ponto de ser compreendido como alienação. Na escola. a igreja e o trabalho. mas buscam proteção. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. Objeto de admiração e ojeriza. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. mas em outras esferas sociais. a seus pesadelos de violência e desordem. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. ausência de utopias. no qual o futuro é incerto. ela é um poderoso argumento de marketing e. são todas identidades possíveis e relacionais. 2008). em que os últimos têm acesso a bens. (Calligaris. Ser jovem na periferia ou no campo. como a família. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . especialmente apresentados pela mídia.Sumário principal somente na escola. Na contemporaneidade. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. como desordeiros ou transgressores. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. ao mesmo tempo. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. a ênfase no mercado e no consumo. diante de uma sociedade em intensa mudança. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. da classe média e trabalhadora. Seguir. ao mesmo tempo. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. em intensa situação de vulnerabilidade. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Objeto de inveja e de medo. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona.

objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. Já produz e trabalha. O fenômeno da vida adulta. A laridades. Estão abertos de desenvolvimento. na perspectiva de trabalho. seja por abandono. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. sempre numa expectativa em família. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. soal. circunstância de realidade social. e na gravidez na adolescência. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. ou em ocupações precárias ou não. Em geral. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. Na fase de vida adulta. é entendido no processo história de vida. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. são sujeitos que de emancipar-se. tentando demonstrar. em qualquer formada sua personalidade e identidade. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. 34 . o clareza de seus objetivos. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. na vulnerabilidade à violência e ao crime. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. explícita ou implicitamente. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. a respeito de si mesmo. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive.

sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. juventude ou idade adulta.. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. (as comumente chamadas de homens e mulheres.. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. o ser humano se tornou presença no mundo. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. cultural e social que faz parte do acontecer humano. na especificidade de seus saberes e práticas. em sua maioria de classe popular. ainda. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. diversidade O grande desafio da escola. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. que vivem no campo. Algumas dessas diverem especial da pública. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. com o mundo e os outros. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. em que perceber o mundo. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas.. predominantemente jovens. apresentam. compreendemos. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “..”. De acordo com Lima (2006). 35 . como ponto de partida e chegada do processo educacional. na cidade. sobretudo se entendida como a construção histórica. filhos de trabalhadores formais e informais. Seres humanos experiências culturais. são únicos em suas biológica.17). da história e de suas próprias histórias.Sumário principal Estejam na infância. mais que um ser no mundo.

O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. o sociocultural.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. respeito O currículo deve. o biológico. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. como ato político pela garantia do direito de todos. Certamente criminação em acolhimento humana. o em todas as suas dimensões. que propõe epistemológico e político. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. tais como: o ético. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. e a constituição às diferenças. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. cultura de paz e cidadania. portanto. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. 36 . consideram esses saberes. que exige a busca por valores. solidariedade e justiça. o político. o estético. dentre outros. Quando falamos de diversidade e currículo. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. às diferenças. no campo do conhecimento da a diversidade. mento pessoal e coletivo. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. solidariedade e justiça.

apresentam uma especificidade sociocultural: são. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. que incluem reprovações e repetências. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. nem menos 11/2000). trabalhando. importante. mas como um modo próprio de fazer educação. como questões inerentes ao currículo escolar. a ética e cidadania. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. de aprender e de reaprender. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. contribuindo de fato para a formação humana.1 Educação de jovens e adultos: saberes. durante a infância e/ou adolescência. seus saberes. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. Como modalidade de Educação Básica. dentre outras. Nelas. a sexualidade. 3. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. em ocupações não qualificadas. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. quase sempre.Sumário principal as relações étnico-raciais. 37 . e de currículos adequados a esses sujeitos. seja pela oferta irregular de vagas. geralmente. os direitos humanos. de certificar-se. a cultura de paz. nem menos importante. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. Possuem trajetórias escolares descontínuas. Os sujeitos da EJA. do mercado informal. mas como um modo próprio de fazer educação. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. são trabalhadores assalariados. De modo geral. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. arts. em sua singularidade. da política e da cultura. menor.

transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. adestrar. preferencialmente na rede regular de ensino. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. E uma concepção de escola como instituição política. que enfoca o direito de todos à educação. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. Na LDB nº. 38 . os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. sua característica fundamental de serem trabalhadores.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. Nesse sentido. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. Além disso. pensando metodologias de ensino 3. ou seja. cultura e trabalho. os princípios.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. Nesse sentido. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. abordagem inclusiva do currículo. espaço propício a emancipar o aluno. o acesso e a permanência de todos na escola. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. Isso implica formar (não treinar. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. no processo de aprendizagem.

como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. portanto. Ainda. a partir do princípio da pesquisa.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. pela via da formação dos profissionais da educação. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. 3. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. 39 . 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. O grande desafio da escola e. continuada. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. e outros espaçostempos da escola. o planejamento e a formação continuada. formação de ressignificação das práticas educativas. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. da crítica e da colaboração. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. Acreditamos que. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres.

valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. Outro eixo fundamental 40 . Assim. A agria terra. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. normas e prinsujeitos campesinos. comunidade escolar e seu entorno. estuda CEB nº 2/2008. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. que institui e cultural dos sujeitos do campo. truídos de forma coletiva. seus ao urbano. se respaldada por documentos oficiais. a partir do trabalho de subsistência. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. produção orgânica de alimentos. o currículo deve levar em conta cultura familiar. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. lutas pela terra.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. Há que se resgatar o educativo. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. Campo. avalia e fomenta o processo de do Campo. em 2004. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. que procuram enfatizar o seu caráter singular.

Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. e a visão da educação como ato poiético. biental em todos economicamente viáveis. da cooperação. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. valores e ati- 41 . formação de sociedades sustentáveis que são. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. economicamente viáveis. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. níveis e modalisocialmente justas. étnica e cultural dos povos. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática.795/99 e contribuirá para a formação humana. socialmente justas. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. se calcada nos princípios da solidariedade. com respeito à alteridade e à diversidade social.Sumário principal é a interdisciplinaridade. Educação Amecologicamente prudentes. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. A promoção da ao mesmo tempo. da democracia. ao mesmo tempo. Como outro importante pressuposto. 3. pelo regime de colaboração. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. na Lei 9. ecologicamente prudentes. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. da justiça social e ambiental. Constitui-se em um processo permanente.

a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. os negros representam 47.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e.3% da população brasileira. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. 42 . mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. interdisciplinares. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. 3. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). cooperativas. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. Entretanto. das pluralidades e da identidade brasileira.

Em 1988. nesse sentido. à educação.109 da etnia Tupinikim e 237. à saúde. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. africanas e asiáticas.000. rentes épocas da história do Brasil. No período colonial. sendo 2. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. Guarani. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. a população indígena compreende cerca de 2. É tratado como uma sociedade sem 3.100. européia e asiática. que formam a população brasileira. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. havia cerca de Promover o debate sobre 1. por meio de suas lutas pelo direito à terra. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. 2006). nacional em difeafricanas e asiáticas. por meio de políticas públicas de reparação. 43 . e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. à diversidade e à cultura. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. localizados no município de Aracruz.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. Porém. No Espírito Santo. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e.346 aldeados. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. africana. na escrita do artigo 231.

própria origem e história. que possa o currículo escolar. O conceito de de construção do conhecimento. e. econômica. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. tradições e culturas. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. temática. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. 44 . política.Sumário principal suas antigas línguas. formação do Brasil.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. principalmente. sob forte influência do mundo ocidental. da escoprincipalmente. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. e. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. o la e da comunidade. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. social e religiosa. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. conhecimento. o resgate de sua cultura e história.

M). propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema.” (Moran. “o professor procura ajudar a contextualizar. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. Como mediador e facilitador da aprendizagem. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. O professor como mediador do processo educativo. Isto é. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. às características e aos estilos. os espaços/tempo de educar. nessa lógica. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. passando a mediar as aprendizagens. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. Nessa perspectiva. e saber lidar e conviver com as diferenças. bem como sua história. os diver- 45 . desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. Assim. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. a multiplicidade de pontos de vista. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. A intervenção docente. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. J. professor. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. a problematizar. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. estou desafiando meus alunos. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor.

de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. autenticidade. Nesse contexto. aceitação mútua. Diante desse cenário. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. isso significa. círculos. dentre outros. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. sobretudo os professores. durante quase todo trabalho pedagógico. ao máximo. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. e de trabalho. tendo como sujeito principal o professor. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . típica do trabalho cooperativo. Na interação grupal. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. o afetivo. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. bibliotecas. na sala de aula. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. São os educadores. Estabelecer uma relação de confiança. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. ao colocar seus pontos de vista. Tendem a se ano letivo. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. horizontalização dessas relações. respeitando e valorizando outros pontos de vista. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. duplas. ou indiferença. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola.

com profissionais da área. enfim. seu entorno. e com isto. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . expressar-se questionamento. museus. gumentando e defendendo sua hipótese. quadras de esportes. reservas ambientais. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. espaços públicos. A pesquisa. pois. entre conhecimentos empíricos e científicos. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. centros de pesquisa. articulando pensamento e ação. cultural e ao mundo do trabalho. a construir seu próprio conhecimento. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. autônomos. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. festividades. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. a montar um mosaico das informações. possibilitando a reconstrução do conhecimento. interpretar e analisar dados. concertos. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. caracterizados como atividade simbólica. com autonomia. envolvendo comunidade. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. galerias. teatros.Sumário principal dela. críticos e criativos. bibliotecas. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. princípio educativo. estações ecológicas. além de aproveitarmos recursos já existentes. nos projetos pedagógicos. como sobre a realidade. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. é fundamentada no diálogo e no questionamento. construir e conhecer novos conceitos. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. a acessar recursos tecnológicos. asseguram a necessária união entre teoria e prática. que envolve. como princípio educativo. exposições de arte. intencional e natural do ser humano. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. a discuti-las e criticá-las.

É preciso avaliar permanente e processualmente. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. em que o protagonismo é do professor. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. Avaliar é 48 . devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. é uma atividade integrante do processo pedagógico. profissionais da educação. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. do diálogo. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. avaliação do sistema escolar. para nós. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar.Sumário principal naturais e sociais. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. A avaliação da educação pública. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. envolvendo professor e educando. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. em perfeita sincronia. da mediação. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. dentre muitos outros aspectos. ainda que seja um tema polêmico. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. as questões de investigação. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. avaliação da instituição como um todo. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. marcada pela lógica da inclusão.

que limita liação que elabora. certamente. A avaliação como parte de um (2007). E. potencialidades e habilidades. o professor. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. cedora. deve ter significado para quem está sendo avaliado. testes. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. Para que o processo de avaliação seja efetivo. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. d) estar coerente com os propósitos do ensino. c) o conteúdo deve ser significativo. 49 . nenhuma relativa ao que. portfólio. vivências e valores. com a finalidade de apreciar o resultado desse. memorial. gostaríamos de verificar. para nós. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. atribuir com os conteúdos escolares. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. quando ocorre ao final do processo. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. por considerar o processo educativo. dagações sobre o Currículo futura. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. Avaliar. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. aptidões. ou seja. talvez. caderno de aprendizagens. processo pedagógico. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. é uma parte do todo. com vistas a reorientá-lo. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. bem como o raciocínio. provas. de fato. recebe o nome de avaliação somativa. Assim. objetiva.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes.

Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. pais e comunidade em geral. dentre outros. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. a violência escolar. pesquisas. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. para além de classificar e do representante de turma. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem.Sumário principal relatórios. coordenadores. desafios que o cotidiano selecionar. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. pedagogos. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. referenciados nos programas dos. paralela e final. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. professores. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua.. interpretações. ambiente da escola. angústias. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. o adolescente e o adulto. os grupos. momento de interação entre professores. as atitudes dário Anual.

criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. 51 .

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Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .Anos Finais .

Respondendo a essa necessidade. como também dificultaram a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. por meio de temas transversais. culturais e políticas existentes no país. por fragmentar os conhecimentos científicos e por priorizar a acumulação desses conhecimentos. Nesse sentido. fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. A partir da década dos anos 90.Sumário principal 6 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Tradicionalmente no Brasil a educação científica. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais. e o desenvolvimento de competências e habilidades. e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. os parâmetros curriculares em ação elaborados no final dessa década. influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais. a acumulação e a reprodução do acervo científico. as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e. orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares. Tais processos se caracterizavam. Nessa década as pesquisas. assim a produção científica gerava um acúmulo de conceitos científicos que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. 57 . o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. procurando respeitar diversidades regionais. entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural. não só propiciaram o fracasso da apropriação desse conhecimento. esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. o ensino das Ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Norteado por essa concepção de progresso. pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade.

esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural. e nos documentos norteadores da educação. encontra-se numa situação de dependência sociocultural. na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”. nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE. ainda permeada pelas práticas tradicionais. consideramos a 58 . Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Em tal perspectiva. particulares e globais. a educação escolar científica. interdisciplinaridade e alfabetização científica. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. tais problemas globais. Em nossa proposta.Sumário principal No presente. Para nós. como qualquer outra produção humana. concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que. pois constitui uma via. Sendo assim. e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e dominar as práticas cotidianas. o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida dos sujeitos. fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva. Nesse sentido. Diante desse desafio. um meio sistematizado e organizado. e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida. fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN). e entre os seres humanos e o meio ambiente. Nessa recriação. simples e complexos emergem das interações dos seres humanos entre si. e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. recriamos esta proposta curricular para ensino das Ciências firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno. a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade. contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas.

instrumentos socioculturais. em um determinado contexto. as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural natural. Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas). cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e. o conceito científico tornase um instrumento ou uma ferramenta de conhecimento que. por meio das quais. motivando a participação ativa dos atores desse processo. transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos. Dessa forma. a reflexão e a compreensão do mundo. como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. as capacidades e as aptidões. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. dos professores e da escola]. também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação. o processo de ensino-aprendizagem das Ciências.Sumário principal Ciência como uma linguagem simbólica. Para nós. os conhecimentos. ou seja. Entre outras. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos. contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. as atitudes. o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. Nesse sentido. histórica e ideológica que contribui para o conhecimento. sobretudo. das objetivações e. 59 . Entendemos competências como um conjunto de habilidades. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. juntos. centrado no diálogo. unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares. mas que também podem realizar uma atividade mediadora. recriam esses saberes. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes.

Sumário principal Nesse sentido. a Saúde. pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas. mas também o fazem no acervo popular. 60 . como a Ética. a Orientação Sexual e outros. não só se recriam no saber científico. no cotidiano. o Meio Ambiente. em conteúdos curriculares. essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos. a Pluralidade Cultural.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências .

Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e ferramentas socioculturais. reinserindo-se no universo. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. pois o diálogo discursivo de alteridade. Para nós. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. das habilidades [instru- mentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. habilidades e ferramentas. bem como entre as culturas e o meio ambiente. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações 63 .1. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. pois são instrumentos socioculturais.Sumário principal 6.Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e científica. obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. Para nós. Sendo assim. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. nossa proposta do processo de ensino de Ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. Nessa perspectiva. nessa reflexão os participantes desse processo. na Terra e na vida. fundamentado nas interações discursivas socioculturais. como também se apropriam dos direitos e obrigações cívicos de seu meio sociocultural. por meio do diálogo. por meio das quais os seres humanos.1 Ciências 6. transformam o meio ambiente e sua existência.

todos os conhecimentos são relativos e incertos.Sumário principal dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas. etc. blocos. solidário. p. e que de alguma forma explicam a condição humana. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à espécie Homo sapiens. Nesse sentido. responda a um ou a vários objetivos gerais. nas etapas da Educação Básica. podemos dizer que o processo de ensino científico junto aos processos das outras áreas escolares deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. entre outras coisas.] enfrentar as incertezas e. 2002). 2002. 64 . Em nossa concepção. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. curioso. mais globalmente.1. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. o processo de ensino de Ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. 6. Dessa forma. Nesse sentido. criativo e reflexivo. cultural e natural. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. esse processo. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN.. compreender a diferença cultural significa. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. Em consequência. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. e entre os seres humanos e o meio ambiente. ciclos.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse.). levando em conta os parágrafos anteriores.. Nesse sentido. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana.56). Finalmente. partícipe ativo das transformações de seu entorno social. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. Para nós. anos.

no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. Assim. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. propõe que o ensino científico de sexto a nono anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades e competências (instrumentos socioculturais) mediadoras no processo de desenvolvimento da autonomia do aluno. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). psicológicas e afetivas. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. nossa proposta curricular. as atividades e ações do processo de ensino das Ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. do conhecimento sociocultural e da contextualização das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. e na recriação da subjetividade. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). 65 . sempre respondendo ao(s) objetivo(s). Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores de sexto a nono anos. e as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana.Sumário principal Nessa perspectiva. Em nossa proposta curricular. Partindo desse objetivo. fundamentada no amadurecimento das habilidades recriadas nos ciclos anteriores e nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os culturais. Nessa perspectiva. e nos documentos norteadores. Sendo assim. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE.

6. o professor. estimulará a produção de conhecimento sociocultural autônomo do aluno e grupal. Nesse sentido. etc. implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade autônoma do aluno e na contextualização dos conhecimentos socioculturais presentes nesse processo. Partindo dessas premissas. a identificação e resolução de problemas socioculturais e socioambientais. os professores concebem-se no processo de ensinoaprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. Nesse sentido. no processo de ensino-aprendizagem de Ciências no sexto a nono anos do Ensino Fundamental. com a metodologia. por meio de atividades/ 66 . tarefas pedagógicas.Sumário principal pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses anos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de conceitos científicos. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. a exposição da produção sociocultural individual e grupal. Sendo assim. buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que permitam-lhes conhecer e dominar suas atividades cotidianas. os professores. das competências e das habilidades mediadoras nessa ação.1. Também nesse processo. Nesse sentido.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. sem fugir dos princípios metodológicos que or ientam esta proposta.

Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. revistas. 8. 7. por meio de entrevistas. Com esse fim. para isso propomos. o professor buscará motivar constantemente a interação discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. o mundo ou a sociedade em geral e o próprio processo de produção de conhecimentos. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. produção de texto em grupo. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. Para isso propomos que se identifiquem. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. a resolução de problemas cotidianos em grupo. jornais locais e de outros estados. 2. orientamos que as atividades/tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. etc. 6. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. etc. eixos temáticos. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. pesquisa em grupo. por meio de leituras de vídeos. uso de livros de Ciências.Sumário principal a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. problemáticas. 5. 3. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. pesquisas. confrontação de ideais. revistas de divulgação científica e documentos escritos ou digitais. interação discursiva entre o professor e os alunos. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas 67 . mapas conceituais. temas geradores. Sendo assim. 4. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos.

68 . sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. logo depois de serem avaliados.Sumário principal simbólicos de conhecimentos. junto a textos escritos por outros autores.

• Interpretar esquemas. Ambiente e saúde • Doença transmitida por água. consulta e registro de fontes. interpretar. HABILIDADES • Ler. interpretar e produzir textos argumentativos e explicativos.1. categorização. tecnologia e meio ambiente. códigos e nomenclatura da linguagem científica. • Elaborar textos para relatar eventos. elaborar hipóteses. • Valorar o trabalho em grupo. elaboração de resumos). Introdução a Ciências • Conhecimentos culturais (religiosos. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. • Elaborar gráficos. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. descrição. visitas. conceitos. resultado da conjunção de fatores sociais. observação. • Resolver situações-problema. argumentação. identificação. portanto. Ambiente físico-químico: ciclos e propriedades • Água • Ar • Solo 3. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. fenômenos. • Articular. entre outros: percepção. elaboração de roteiros. culturais. fundamentar respostas e contextualizar conceitos.Sumário principal 6. realização de atividades extras. • Analisar.4 5ª Série Conteúdo Básico Comum .Ciências • Conceito de Ciência 2. comparação. políticos. étnicos e científicos) • Evolução do conhecimento científico . CONTEÚDOS Eixo Meio Ambiente 1.Ciências COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. pensamento lógico e crítico. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. etc. diagramas. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de Ciência. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. econômicos. • Realizar as atividades com independência. • Aplicar os conceitos aprendidos para conhecer o ambiente físico-químico onde vive. imagens. • Elaborar objetivos de trabalho. gráficos e representações geométricas. questões-problema. analisar a interação da sua comunidade com o meio ambiente e identificar os limites e as possibilidades dessa interação. explicação. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Identificar ações de cidadania e de solidariedade. • Reconhecer a produção do acervo sociocultural (científico e não-científico) como uma produção humana sociohistórica. cultura. experimentos. ar e solo • Medicinas convencionais e alternativas 69 . tabelas. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. religiosos e tecnológicos. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. diferenciação. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. entender. e. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. • Consultar.

• Compreender a subjetividade como ele mento de realização humana. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. • Conhecer e respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. social. valorizando a formação de hábitos de autocuidado.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. CONTEÚDOS 70 . econômica e política. cultural. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. de autoestima e respeito ao outro. social. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. sendo participante ativo. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. associado aos aspectos de ordem histórica. consciente. HABILIDADES • Relacionar os problemas socioambientais e socioculturais com a promoção da saúde pública. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. produção de tecnologia e condições de vida. mental e cultural dos indivíduos.

interpretar. elaboração de resumos). integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. categorização. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. tecnologia e meio ambiente. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. CONTEÚDOS Eixo Os seres vivos 1. tabelas. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. observação. • Compreender a biodiversidade e a importância das relações ecológicas na manutenção do equilíbrio ambiental. cultura. associando a garantia de estabilidade dos ambientes e da qualidade de vida humana a ações de conservação. questõesproblema. pensamento lógico e crítico. • Realizar as atividades com independência. entender. • Participar de ações de cidadania e solidariedade. considerando as dinâmicas das populações. Classificação dos  seres vivos 4. diagramas. • Consultar. Diversidade da vida • Conceito 2. • Aplicar os conceitos aprendidos para refletir a interação entre o ser humano e o ambiente sociocultural e socioambiental. • Valorar o trabalho em grupo. • Interpretar esquemas. • Elaborar textos para relatar eventos. Ecossistemas 3. realização de atividades extras. fenômenos. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. descrição. recuperação e sustentabilidade ambiental. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. Ecologia • Conceitos • Relações ecológicas 71 . elaborar hipóteses. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. consulta e registro de fontes. • Analisar propostas de intervenção nos ambientes. códigos e nomenclatura da linguagem científica. identificação. • Articular. entre outros: percepção. diferenciação. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. conceitos. • Resolver situações-problema. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. etc. explicação. • Identificar as alterações causadas pela ação humana aos ecossistemas e refletir suas consequências. elaboração de roteiros. • Organizar os conhecimentos adquiridos. comparação. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. argumentação. visitas. • Analisar. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Identificar a biodiversidade dos ecossistemas global e regional. experimentos. gráficos e representações geométricas. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento.

produção de tecnologia e condições de vida. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. social. sendo participante ativo. econômica e política. social.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. analisar e compreender as interações dos seres vivos com o ambiente e sua importância para a existência da vida. • Reconhecer o ser humano como parte integrante e transformadora do meio ambiente. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. cultural. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. HABILIDADES • Conhecer. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. autoestima e respeito ao outro. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. mental e cultural dos indivíduos. associado aos aspectos de ordem histórica. consciente. CONTEÚDOS 72 . • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais.

descrição. • Elaborar textos para relatar eventos. observação. desenvolve-se. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. participativo. argumentação. interpretar. • Reconhecer-se como sujeito coletivo. solidário. entender. visitas. • Resolver situações-problema. em especial nos brasileiros. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. e hábitos pessoais. aprende. Morfofisiologia do corpo humano • Sistema digestório • Sistema respiratório • Sistema circulatório • Sistema urinário • Pele • Órgãos dos sentidos • Sistema nervoso • Sistema endócrino • Sistema reprodutor 3. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. realização de atividades extras. pensamento lógico e crítico. • Conhecer as propostas de alcance individual ou coletivo. entre outros: percepção. • Associar características gerais e adaptações dos seres humanos com o seu modo de vida e seus limites de distribuição nos diferentes ambientes. gráficos e representações geométricas. tabelas. que respeita e faz-se respeitar. identificação. interage. cultura. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. • Articular. CONTEÚDOS Eixo Corpo Humano 1. comparação. categorização. Saúde humana e o ambiente • Conceito de saúde • Doenças dos sistemas humanos • Relação meio ambiente e saúde • Políticas públicas para a saúde 4. explicação. • Conhecer diferentes interpretações de senso comum e científicas sobre práticas sociais. diferenciação. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. • Consultar. • Reconhecer-se como corpo que age. que visam à preservação e à implementação da saúde individual e coletiva. diagramas. elaboração de roteiros. exerce a cidadania e a democracia. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. • Organizar os conhecimentos adquiridos. tecnologia e meio ambiente. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Realizar as atividades com independência. códigos e nomenclatura da linguagem científica. Genética • Conceitos 73 . • Analisar. questões-problema. • Interpretar esquemas. relaciona-se. vive. assumindo com responsabilidade a sua saúde e bem-estar e os demais. etc. elaboração de resumos). • Valorar o trabalho em grupo. conceitos. fenômenos. adapta-se e deseja. como formas de produção.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. elaborar hipóteses. autônomo. utilizandose de raciocínios lógicos e demonstrações. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. consulta e registro de fontes. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. como higiene e alimentação. Célula • Funções vitais 2. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. experimentos.

analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. mental e cultural dos indivíduos. sendo participante ativo. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento socio cultural. CONTEÚDOS 74 . saneamento. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. cultural. • Entender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização humana. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. • Conhecer os processos vitais do organismo humano (defesa. • Conhecer indicadores de saúde e desenvolvimento humano. consciente. social. renda e escolaridade. social ou cultural dos indivíduos. HABILIDADES • Conhecer o corpo humano e seu funcionamento. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. tabelas e/ou textos. produção de tecnologia e condições de vida. sexualidade. econômica e política. autoestima e respeito ao outro. manutenção do equilíbrio interno. associado aos aspectos de ordem histórica. etc. natalidade. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. como mortalidade.) e fatores de ordem ambiental. longevidade. bem como os cuidados necessários para uma vida saudável. relações com o ambiente. apresentados em gráficos. • Identificar hábitos de autocuidado. nutrição. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. social. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. autoestima e respeito ao outro.

identificação. calor e temperatura 3. identificando propriedades. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. explicação. entender. comparação. etc. diferenciação. • Caracterizar materiais. organizar e realizar atividades de estudos. • Elaborar perguntas. interpretar. • Analisar. substâncias e transformações químicas. etapas. econômicas e ambientais. • Planejar atividades de trabalho com base em objetivos. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. CONTEÚDOS Eixo Introdução à química e à física 1. sem necessidade de intervenção do professor. e para identificar suas propriedades. observação. substâncias e transformações químicas. hipóteses e argumentos. elaboração de roteiros. entre outros: percepção. cultura. • Valorar o trabalho em grupo. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. tabelas. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. gráficos e representações geométricas. • Integrar os conhecimentos e se posicionar diante das ações do ser humano sobre a natureza. Aspectos químicos da vida • Matéria e suas pro priedades físicas • Modelo Atômico de Dalton • Misturas e soluções • Reações químicas 2. pensamento lógico e crítico. • Resolver situações-problema. • Ler. realizar e defender ações de cidadania e de solidariedade. Ciências e tecnologias • Energia nuclear • Energia eólica • Medicina nuclear • Produção e distribuição da energia elétrica 75 . • Reconhecer e utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. realização de atividades extras. • Elaborar textos para relatar eventos. • Reconhecer e fazer uso da pesquisa como forma de comprovar hipóteses. questõesproblema. implicações sociais. • Interpretar esquemas. • Planejar. conceitos. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. • Consultar. raciocínios lógicos e demonstrações. consulta e registro de fontes. categorização. tecnologia e meio ambiente. resenhas). esquemas. fenômenos. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. códigos e nomenclatura da linguagem científica. elaboração de resumos.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Articular. HABILIDADES • Planejar. visitas. sínteses. utilizando argumentos válidos e fundamentação teórica. Aspectos físicos da vida • Movimento e força • Eletricidade e magnetismo • Energia. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). diagramas. elaborar hipóteses. argumentação. • Responsabilizar-se pelas atitudes tomadas. descrição. rendimentos e taxas de sua obtenção e produção. • Dominar e utilizar técnicas de estudos (organização de material. utilizandose de argumentos. compreender e extrapolar textos científicos. experimentos.

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COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural, socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana, associado aos aspectos de ordem histórica, cultural, social, econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais, produção de tecnologia e condições de vida, analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico, social, mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária, respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades, identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos, sendo participante ativo, consciente, ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana, valorizando a formação de hábitos de autocuidado, autoestima e respeito ao outro.

HABILIDADES • Descrever e comparar características físicas e parâmetros de movimentos de veículos, corpos celestes e outros objetos em diferentes linguagens e formas de representação. • Associar alterações ambientais a processos produtivos e sociais, e instrumentos ou ações científico-tecnológicos à degradação e preservação do ambiente. • Compreender o papel das ciências naturais e das tecnologias a elas associadas, nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social contemporâneo. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais, avaliando o papel da tecnologia no processo social e explicando transformações de matéria, energia e vida. • Utilizar os conhecimentos da química e da física para conhecer o mundo natural e para interpretar, analisar e planejar intervenções científico-tecnológicas no mundo contemporâneo. • Analisar diversas possibilidades de geração de energia para uso social, identificando e comparando as diferentes opções em termos de seus impactos ambiental, social, cultural e econômico.

CONTEÚDOS

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6.1.5 Referências
ALTET, M. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. Porto: Ed. Porto, 2000. BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. _______. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo : Hucitec, 1995. _______. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico, de Towards a Philosophy of the Act. Austin, EUA, 1993. BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2002. BRANCO, S. Meio ambiente & biologia. São Paulo: SENAC, 2001. BRASIL. Constituição (1988). Brasília, DF, 2002. _______. Lei nº: 9394. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 1996. _______. Lei n°: 10.172. Plano nacional de educação. 2001. _______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC / SEF, 1997. BRONCKART, J. Atividade da linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 2003. CARI, C. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo, 2008. Dissertação. 141p. CHASSOT, A. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. Ijuí, RS: Unijuí, 2003. _______. Educação consciência. Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC, 2003. CARVALHO, A. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. In: MORTIMER; SMOLKA, A. (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. Metodologia de ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1994. _______ et al. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. FAUNDEZ, A. O poder da participação. São Paulo: Cortez, 2001. FIORIN, J. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2007. GIORDAN A.; DE VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996. KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1987. _______; MARANDINO, M. Ensino de ciências e cidadania, São Paulo: Moderna, 2004. LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. São Paulo: Papirus, 1997. LEONTIEV, A. et al. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Centauro, 2005.

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LIBÂNEO, J. Didática, São Paulo: Cortez, 1994. MOLL, L. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Medicas, 2002. MORIN, E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. _______. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2003. MOREIRA, A; SILVA, T. (Org.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2002. MORTIMER, E. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994. p. 281. Tese (Doutorado em Educação). _______. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: UFMG. 2000. _______; SMOLKA, A (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. OLIVEIRA, M. (Org.) Investigações cognitivas: conceito, linguagem e cultura. Porto Alegre: Artmed, 1999. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999. SACRISTÁN, J. O currículo uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Medicas, 2000. _______. Poderes instáveis na educação. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999. SAVIANI, D. Educação do senso comum à consciência filosófica, São Paulo: Autores Associados, 2004. SEPULVEDA, C.; EL-HAANI, C. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. Investigações em ensino de ciências, v. 11, n. 1, p.1-20, mar. 2006. SILVA, T. (Org.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. VYGOTSKY, L.; LURIA, A.; LEONTIEV, A. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998. WESSMANN, H. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre: Artmet. 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Medicas, 1998.

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Matemática

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6.2 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e da aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas e culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA

&CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente aos números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A história da humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004), que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas, sobretudo, que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora

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dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica. Assim, se deve:
Fazer menos...
• Aula expositiva • Trabalho individual • Trabalho em contexto • Trabalho abstrato • Temas tradicionais do passado • Memorização instantânea • Informação acabada • Atividades fechadas • Exercícios rotineiros • Simbolismo matemático • Tratamento formal • Ritmo uniforme • Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

Fazer mais...
• Orientação, motivação • Trabalho em grupo • Aplicações cotidianas, globalização • Modelização e conexão • Temas interessantes de hoje • Compreensão duradoura • Descoberta e busca • Atividades abertas • Problemas compreensivos • Uso de linguagens diversas • Visualização • Ritmo personalizado • Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a

normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento).

13 Alsina, C.2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental, que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de competência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp.81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, p.81-82).

6.2.1 Contribuição da disciplina para a formação humana
Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Ainda para Freire (1996, p.30), ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Portanto, antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar, a fim de transformá-los e ressignificá-los, é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Dentro dessa perspectiva, defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –, mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Além disso, o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos, sociais, físicos, entre outros.

Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais, guardando estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas ao longo dos tempos relacionadas com a história da Matemática. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos, seja a comunidade local, o município, o Estado, o país ou o mundo. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Possibilitar situações que levem o estudante a validar estratégias e resultados,

6.2.2 Objetivos da disciplina
Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão, consideramos os seguintes objetivos:

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de forma que possam desenvolver o raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. Apresentar a Matemática de forma a permitir ao estudante comunicar-se matematicamente, ou seja, que saiba descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral, escrita e pictórica, estabelecendo relações entre elas e as diferentes representações matemáticas.

cionalização de conceitos e representações matemáticas, nos quais o fazer, o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. As situações a propor aos alunos, tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento, devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade, permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas, de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizadas, os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos, que envolvam raciocínios aritméticos, geométricos e algébricos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos, para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo, constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula.

6.2.3 Principais alternativas metodológicas
Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas, como resolver problemas, realizar atividades de investigação, desenvolver projetos e atividades que envolvam jogos e ainda resolver exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos, é a meta desta proposta. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados, discussão de estratégias e institu-

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A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos, propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema, bem como a construção da capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações, além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica, construída pelo homem, na qual haja lugar para conjecturas, refutações e demonstrações. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor, com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem; os alunos, com seus conhecimentos, emoções, visão da sociedade onde vivem e suas interações, etc. e, por último, os problemas selecionados com uma determinada intenção, visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. No entanto, ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem, precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemá-

tica como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar resposta correta aplicando procedimentos adequados. É necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido, desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados, testar seus efeitos, comparar diversos caminhos para obter a solução, o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Isso desenvolve no aluno a criatividade, a reflexão, a argumentação, enfim, o pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição).Nessa forma de trabalho, o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. Enfatizamos, pois, que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Para Soligo (2001).
o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de

14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões, saberes, atitudes e crenças.

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situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos.

A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende, portanto, de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento, nos processos essenciais da formação do cidadão, na forma de conjecturar, fazer inferência, descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente, uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola, antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar, meios para realizar projetos, fonte de conceitos para pensar novas ideias. Galvis (1988) afirma que o

computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem, antes de qualquer outra coisa, como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. Diferentemente do que alguns educadores temem, não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual, valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, para contribuir com a aprendizagem da Matemática é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação, e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Os preços acessíveis e a facilidade de serem encontradas as tornaram instru-

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mentos imprescindíveis. Afinal, quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto, é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso, e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas, seja na construção de conceitos, na resolução de problemas, na organização e gestão de dados ou em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. No entanto, trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história

da Matemática, tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos, além de seu caráter motivador. Para tal, evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino- aprendizagem da Matemática na escola, os jogos, os materiais concretos, o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática, auxiliando no caminho para a abstração matemática, bem como o trabalho com jogos, que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia.Como exemplo, convém lembrar que a observação precisa dos dados, a identificação das regras, a procura de uma estratégia, o emprego de analogias, a redução a casos mais simples, a variação das regras, entre outras possibilidades, são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. No âmbito pedagógico, é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos, pois os alunos não ficam na posição de meros observadores, e transformam-se em elementos ativos, na tentativa de busca da estratégia vencedora, buscando solucionar o problema posto à sua

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frente. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. O livro didático, por sua vez, tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor, convertendo-se em um dos apoios disponíveis para o professor; talvez o mais importante, o mais facilmente acessível, na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo, na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso, atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. Para tal que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos, e a internet, com sua gama de conexões, no sentido de ampliar as informações e repertório textual. Ressaltamos o trabalho com projetos, que se harmoniza com a resolução de problemas, tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Além disso, os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade, quando articulam vários ramos do saber, além

de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade, que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural, além de contribuir para ações que ao entender esse contexto o modificam. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e aliado a isto uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula.

COMPETÊNCIAS/HABILIDADES Dentre as competências gerais para todos os anos do Ensino Básico citamos: Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Raciocinar logicamente, fazer abstrações com base em situações concretas, generalizar, organizar e representar. Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática.

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Resolver problemas, criando estratégias próprias para sua resolução, desenvolvendo a imaginação e a criatividade. Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo, indutivo, probabilístico, por analogia, plausível, etc. Utilizar as novas tecnologias de computação e informação. Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções. Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. Outras competências, igualmente fundamentais para o Ensino Básico, estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: Reconhecer e utilizar símbolos, códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. Identificar, transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções.

Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento, percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. Compreender dados estatísticos, interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos, estabelecendo tendências e possibilidades. Identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. Diante de formas geométricas planas e espaciais, reais ou imaginárias, conhecer suas propriedades, relacionar seus elementos. Calcular comprimentos, áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. Utilizar grandezas diversas para medir espaço, tempo e massa. Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem, estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. Identificar a formulação em linguagem matemática, em uma situação-problema apresentada em certa área do conhecimento.

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6.2.4 Conteúdo Básico Comum - Matemática 5ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver es tratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros e suas representações e utilizações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. CONTEÚDOS Números e operações • Os números no dia-a-dia. • Operações fundamentais. • Multiplicação: ideia proporcional. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita e representações. • As frações: ideia de parte-todo e razão, representações numéricas e pictóricas. • O conceito de equivalência de frações: comparação e operações. • A porcentagem: escrita e repre sentações. • Os números inteiros: conceito e representação. • Raciocínio proporcional.

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COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas.

HABILIDADES • Registrar ideias e procedimentos. • Empregar média aritmética em situações-problema em que ela se faz necessária. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da matemática. • Observar, explorar e investigar. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Reconhecer posições relativas entre retas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas, utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

CONTEÚDOS Tratamento da informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Coleta de dados e organização em gráficos de barra. • Leitura e interpretação de textos diversos. • Média aritmética. Geometria, grandezas e medidas • Visualização e análise de sólidos e polígonos. • Medidas de comprimento mais utilizadas. • Retas paralelas, perpendiculares e concorrentes. • Perímetro de figuras planas. • O sistema métrico decimal: a história das medidas e transformações de unidades, aplicações. • As unidades não-padronizadas de medidas. • As unidades padronizadas de medidas de comprimento (metro, centímetro e quilômetro). • As unidades de massa (quilograma e grama). • As unidades de volume (litro e mililitro). • Unidades de tempo (hora, minuto, segundo, ano, década, século).

• Visualizar, reconhecer, analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Compreender o conceito de comprimento, massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções.

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6ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver estraté gias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros, suas representações e utilizações, bem como suas propriedades e a aptidão para utilizá-los em situações concretas. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. CONTEÚDOS Números e operações • Operações fundamentais. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita, representações e cálculos com decimais. • As frações: ideia de parte-todo e razão, e suas representações e cálculos. • Retomar o conceito de equivalência de frações. • Números decimais: decimal finito e dízimas periódicas. • A porcentagem: escrita e representações. • Os números inteiros: conceito, representação e operações. • Resolução de problemas envolvendo os inteiros. • Potências e raízes. • Raciocínio proporcional: razão e proporção; grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. • Resolução de problemas envolvendo o raciocínio combinatório. • Porcentagem. • Juros. • Escalas.

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• Observar. HABILIDADES • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Média aritmética e ponderada. • Soma dos ângulos internos de um polígono. reconhecer. • Medidas de capacidade e massa (aplicação para resolução de problemas): áreas e volumes. utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Simetria de reflexão. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. eixo cartesiano. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Dividindo o grau e a hora. • Compreender o conceito de comprimento e massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre estes conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Registrar ideias e procedimentos. • Orientação espacial: direção. grandezas e medidas • Conceito de espaço e tempo do ponto de vista natural. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Reconhecer ângulos nas figuras geométricas e saber medi-los utilizando instrumentos adequados.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Visualizar. • Área de figuras planas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. 94 . CONTEÚDOS Tratamento da informação • Coleta de dados e organização em tabelas e gráficos. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Perímetro. Geometria. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. sentido. • Utilizar a imaginação e a criatividade. translação e rotação. explorar e investigar. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Compreender o conceito de comprimento. • Construção de gráficos de barras e setores. • Processar informações diversas. • Criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Medindo ângulos. muitas vezes expressa na simplicidade. • Reconhecer as unidades que medem comprimento e áreas e utilizá-las para os cálculos na resolução de problemas diversos.

• Equação do 1º grau: conceito de igualdade e equivalência. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. CONTEÚDOS Álgebra • As regularidades e generalizações. Resolução. • A resolução de problemas envolvendo equações e sistemas. • Sistemas do 1º grau. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. incluindo os símbolos. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. 95 . contextos numéricos e geométricos. aplicação para resolução de problemas. • Cálculo literal: letra como variável e incógnita.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Analisar as relações numéricas. HABILIDADES • Procurar padrões e regularidades para formular generalizações em situações diversas.

• Os conjuntos numéricos: inteiros. • O conjunto dos números reais: relação entre os conjuntos numéricos (IN. • Expressar quantidades por meio da notação científica. CONTEÚDOS Números e operação • Operar utilizando o cálculo mental. Q e IR). • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Efetuar cálculos mentalmente. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. utilizando-a na resolução de problemas do cotidiano. • As escalas e suas aplicações. divisão. multiplicação. bem como decidir qual dos métodos é apropriado à situaçãoproblema. • Efetuar as operações básicas envolvendo expressões algébricas e entendê-las como generalizações das propriedades e operações dos números. • Analisar as relações numéricas. 96 . • Procurar e explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. Z. • Os cálculos com frações e decimais. com algoritmos ou usando calculadora. • Produtos notáveis: utilizá-los com a finalidade de simplificar o cálculo algébrico. • Resolução e proposição de problemas envolvendo as operações de adição. incluindo os símbolos. potenciação e radiciação. a estimativa. • Reconhecer os números reais e irracionais e suas representações. explicitá-las em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Resolução de problemas de porcentagem. • Reconhecer situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. a calculadora e os algoritmos. • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com as expressões algébricas. racionais e irracionais. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. Álgebra • Representar algebricamente uma situação-problema. subtração.

• Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Área do círculo. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. diagonais de polígono. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Circunferências: cálculo de comprimento. CONTEÚDOS Geometria. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. homotetia. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. escala. baricentro e ortocentro). teorema de Tales. • Reconhecer os vários tipos de triângulos e estabelecer relações de semelhança e congruência.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Relacionar e aplicar os saberes da matemática nas diversas áreas do conhecimento. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Saber utilizar instru mentos geométricos para efetuar medições e construção de objetos geométricos. • Identificar a diversidade nas diferentes cultura e profissões. muitas vezes expressa na simplicidade. • Elementos do triângulo (mediatriz. Tratamento da informação • Organização de dados em tabelas e gráficos. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Processar informações diversas. HABILIDADES • Calcular comprimentos. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Diferenciar círculo e circunferência e reconhecê-los nas formas diversas e nas diferentes culturas. • Gráficos de barras. • A construção de triângulos. 97 . • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Leitura e interpretação de dados em tabelas e gráficos. • Registrar ideias e procedimentos. • Congruência de triângulos. • Cálculo de perímetro. grandezas e medidas • Proporcionalidade: semelhança. área e volume. • Noções de estatística: cálculo de médias e moda. bissetriz. incentro. mediana e altura).polígonos. • Pontos notáveis do triângulo (circuncentro. • Construções geométricas . setores e linhas. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Construções geométricas utilizando régua e compasso e geometria dinâmica.

• Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. 98 . CONTEÚDOS Números e operações • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Saber expressar quantidades por meio da notação científica. interpretálos e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. • Potenciação e radiciação. • Registrar ideias e procedimentos. estabelecendo tendências e possibilidades. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer as várias representações dos números e do uso da notação científica. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Introdução à probabilidade. • Reconhecer números reais e irracionais. A estatística • O tratamento da informação: leitura e interpretação de tabelas e gráficos (do cotidiano e estatístico). • Gráficos de reta e parábola: esboço e análise. suas representações. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. saber suas propriedade e operar com eles. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Saber lidar com dados probabilísticos e combinatórios. • Chances e possibilidades. utilizando-as na resolução de problemas do cotidiano. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Estatística: frequências e moda. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Porcentagens e juros. • Compreender dados estatísticos. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Processar informações diversas.

• Perceber a beleza das construções matemáticas. incógnitas. distâncias inacessíveis). • Aplicações da Trigonometria (por exemplo. 99 . na harmonia e na organicidade de suas construções. • Funções . • Equação do 2º grau: representação. HABILIDADES • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com polinômios. • Geometria das profissões. função do primeiro grau e do segundo graus. • Regularidades e generalizações. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. Geometria. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Teorema de Pitágoras (aplicação para resolução de problemas). resolução de problemas relacionando-os à geometria.conceito. • Figuras espaciais – poliedros. • Entender e perceber as razões trigonométricas. • Resolver problemas que envolvam relações entre variáveis. • Saber aplicar a trigonometria para o cálculo de distâncias inacessíveis e outras situaçõesproblema. • Reconhecer a geometria nas artes e nas diferentes culturas. • Polígonos inscritos e circunscritos. propondo problemas do cotidiano. resolução algébrica. muitas vezes expressa na simplicidade. • Perceber os objetos geométricos que aparecem nas diversas profissões e entender seus usos. • Equações do primeiro e segundo graus. • Noções de trigonometria. • Saber utilizar instrumentos geométricos para efetuar medições e construção de polígonos inscritos e circunscritos na circunferência. • Analisar as relações numéricas. incluindo os símbolos. CONTEÚDOS Álgebra • Noções de funções via resolução de problemas. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • A linguagem algébrica: variáveis. • Aplicação do cálculo de volume para resolução de problemas. • Geometria e artes. • Calcular comprimentos. resolução pelo método da soma e produto.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. grandezas e medidas • Cálculo de áreas. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. os polinômios.

Ubiratan. HABERMAS. São Paulo: Cortez. NACARATTO. Brasília. 2001. 2001. MEC. 1996. 1995. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Madrid: Taurus. matemática e seu ensino. MACHADO. Sociedade. El currículum de matemáticas en los inícios de siglo XXI. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. FONSECA. Campinas. A. LAKATOS. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Didáctica da matemática. MATOS. Boletin de informática educativa. Lisboa: Projecto Matemática para todos e Associação de Professores de Matemática. Colômbia. P. Currículo nacional do ensino básico: competências essenciais. Paulo. J. 2000. HABERMAS. O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. GOÑI. 2001.99-120. ______. I: racionalidad de la acción y racionalización social. C. 1987. 1996. DF. 2005. H. Pruebas e refutaciones. L. L. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. São Paulo: Cortez. 2004. Coleção Educação contemporânea. 2000. D’AMBROSIO. 31. II : crítica de la razón funcionalista. 1991. Investigações matemáticas na aula e no currículo. P. Lisboa: Universidade Aberta. La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado.). ______. 100 . M. Coleção Educação em pauta: teorias e tendências. São Paulo: Cortez. 1978. Rio de Janeiro: Paz e Terra. J. KUENZER. DEVLIN. GALVIS.. cultura. Madrid: Taurus. Belo Horizonte: Autêntica. São Paulo: Cortez. Pedagogia do oprimido. J. 1987a. PONTE. J. I. ______. São Paulo: Moderna. Rio de Janeiro: Record. v. São Paulo: Paz e Terra. Madrid: Alianza. Matemática e realidade: análise e pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. MORIN. 2006. A. p. SP: Papirus. 2005. SERRAZINA. 1996. 1992. Kleith. 2006. BRASIL. jan. (Org. Ensino de 2º grau: o trabalho como princípio educativo. H. Acácia Z. Jésus Maria et al. 1987b. Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro en Goñi (coord. M. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. CHEVALLARD. FREIRE. 1999. Barcelona: Graó. 117-38.). 1. Ambientes de enseñanza-aprendizaje enriquecidos con computador . n.5 Referências ABRANTES./abr. Dezembro de 1988. Argentina: Aique. Educação e pesquisa. Barcelona: Graó. Bogotá. _______.. Teoría de la acción comunicativa. _______. da. El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Nilson. (Org).. Coleção perspectivas em educação matemática. A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. PAIVA. Y. Educação matemática: da teoria à prática. A. Biblioteca de Uno.2. São Paulo. V.Sumário principal 6. Conhecimento e valor. Teoría de la acción comunicativa. Edgar. ALSINA. Brasil. BRUNHEIRA.

Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para currículo escolar. 2000. Disponível em: <http://www.Facultad de Pedagogía Universidad de Barcelona. Investigar. Lisboa: Fundação para Ciência e Tecnologia. Educação matemática e formação para o trabalho: práticas escolares da escola técnica de Vitória de 1960 a 1990.tdx. ______. Investigações matemáticas na sala de aula. Rosaura.educ. Disponível em : <http://www. 2006. matemática. ensinar e aprender. L. Kátia S. Campinas. Educação matemática crítica: reflexões e diálogos. A prática educativa: como ensinar. ______. Educação matemática crítica e a perspectiva dialógica de Paulo Freire: tecendo caminhos para a formação de professores.br/salto/boletins2001. Educação matemática crítica: a questão da democracia. O. 2001. PAPERT. Porto Alegre: Artmed. 2003.ul. n. 2006. João Pedro da. Belo Horizonte: Autêntica. SOLIGO.tvebrasil. Lisboa. SMOLE. M. 1999. p. Tese (Doutorado) . Joana. São Paulo: Cortez. SILVA.html>. Maria Ignez. Disponível em: <http://www. Coleção Tendências em educação matemática. Programa e escrita na escola: dez questões a considerar. CALLEJO. 2007. Acesso em: 04 jul. España 2004.es/TDX-0331105-120753/index.htm>. 2008. Antoni. A. Belo Horizonte: Autêntica.Unicamp. Jussara de Loiola. _______. Ler.cesca. Campinas/SP. Bolema – boletim de educação matemática. R. 445 f. . Belo Horizonte: Argumentum. 2007. Luiz Carlos. 2001. A resolução de problemas: uma metodologia de investigação. 2006. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. 2004. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Didática da matemática: uma análise da influência francesa. SKOVSMOSE. BROCARDO. 101 . ZABALA. p. ES: SEDU. Porto Alegre: Artes Médicas. ______.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas. Antônio Henrique. Diva Souza. A.. Educação crítica: incerteza. Francisco Javier Díez. 66-91. Concepções do ensino de geometria: a partir da prática docente. PONTE. VALE. ______. Acesso em: 4 jul. Porto Alegre: ARTMED. 2003.25-39. In: ARAÚJO. PAIVA. Ole. V. 2001. 1994. 2008. FREITAS. responsabilidade. Rio de Janeiro: PUC-RJ. 1999. Tese (Doutorado) . _______. Rio Claro. 1998. Porto Alegre: Artes Médicas. 175p. Vitória. 2002. Tese de Doutorado. Cenários para investigação. n. 2008. DINIZ. OLIVEIRA Hélia. In: Secção de educação matemática da sociedade portuguesa de ciências da educação .. Matemática para aprender e pensar: o papel das crenças na resolução de problemas. Actas do profmat: APM. et al. Números e álgebra: na aprendizagem da matemática na formação de professores.Sumário principal PAIS. Isabel. VILA. Porto Alegre: Artes Médicas. PALOMAR. SP: Papirus. 2006.fc. S. PINTO. M. com. C. escrever e resolver problemas : habilidades básicas para aprender matemática. Porto Alegre: Artmed. 14. La enseñanza de las matemáticas em la educación de personas adultas: um modelo dialógicco.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 03 .Área de Ciências Humanas Anos Finais .

2009.19 CDU 373.111. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências Humanas / Secretaria da Educação. v. nº 1. anos finais.Ensino médio. v. 01 . área de Linguagens e Códigos.Ensino médio. Ensino fundamental .Ensino fundamental.com. ES. 02 . Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. v. Ensino médio . área de Ciências da Natureza. área de Ciências Humanas.Espírito Santo (Estado) . 112 p.Currículo. Série. – Vitória : SEDU. II. anos finais. área de Ciências da Natureza. 3. v. v. anos finais. CDD 372. 03 . Título. área de Linguagens e Códigos. 03 . Volumes sem numeração : Ensino fundamental.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av.Currículo. 2. Ensino fundamental . 26 cm.3.Vitória/ES .Ensino fundamental. 02 . Guia de implementação. v.CEP 29.Ciências Humanas.Info Consultoria. . Santa Lúcia .Ensino fundamental. ISBN 978-85-98673-04-2 1.Ensino médio.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Currículo.br Espírito Santo (Estado). César Hilal.056-085 . 03) Conteúdo dos volumes : v. área de Ciências Humanas. 01 . Ensino . anos iniciais. 4. I. – (Currículo Básico Escola Estadual .

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. igualmente sujeito do processo.. ao lado do educador.” Paulo Freire ..

Jomar Apolinário Pereira. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Anelita Felício de Souza. Rosiane Schuaith Entringer. Edna Milanez Grechi. Maria Elizabeth I. SRE Carapina: Lucymar G. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. . Jomara Andris Schiavo. Ivanete de Almeida Pires. Maria Aparecida Rosa. Maria Cristina Garcia T. C. Campos Cruz. de Almeida. Junqueira. Alcimara Alves Soares Viana. Manzoli. Foerste . Edilene Klein. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Pedro Paulino da Silva. Renato Santos Pereira. Márcia M. Ana Helena Sfalsim Soave. Larmelina. Tarcísio Batista Bobbio. Delcimar da Rosa Bayerl. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. P. Patrícia Maria Gagno F. Dalla Passos. Silma L. Ferreira. Rosiana Guidi. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Luciano Duarte Pimentel. Angélica Chiabai de Alencar. Marcos Leite Rocha. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Sandra Renata Muniz Monteiro.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Luiza E. da Silva Scaramussa. Sandra Renata M. José Christovam de Mendonça Filho. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Braga. Rodrigues.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Elisangela de Jesus Sousa. Edy Vinicius Silverol da Silva. Luciane R.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Salette Coutinho Silveira Cabral. Lea Silvia P. Giselle Peres Zucolotto. Vivian Rejane Rangel. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Vazzoler. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Cláudia Regina Luchi. Magna Maria Fiorot. Sebastiana da Silva Valani. Maria Nilza Corrêa Martins. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Renan de Nardi de Crignis. Mirtes Ângela Moreira Silva. Verginia Maria Pereira Costa. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani.C. Margareth Zorzal Fafá. Martinelli. Américo Alexandre Satler. Pedro Paulino da Silva. Pedro Guilherme Ferreira. Luciete de Oliveira Cerqueira. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. da Silva. Sabrina D. Bastos. Roseane Sobrinho Braga. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Luciene Tosta Valim. Rodrigo Nascimento Thomazini. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Sandra Fernandes Bonatto. Neire Longue Diirr. Antônio Carlos Rosa Marques. Luiz Humberto A. Cérlia Silva de Oliveira. Irineu Gonçalves Pereira. Kátia Regina Zuchi Guio. Marcio Vieira Rodrigues. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Johan Wolfgang Honorato. Maria Eliana Cuzzuol Gomes.Arte Rita de Cássia Tardin .Física Claudio David Cari . Maria Alice Dias da Rosa. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Mohara C. Torres. Ernani Carvalho Nascimento. Lurdes Maria Lucindo. Cezar. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Ana Paula Alves Bissoli. Barbosa. Marcelo Ferreira Delpupo. Luciene Tosta Valim. Sara Freitas de Menezes Salles.Língua Portuguesa Adriana Magno. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Alaíde Trancoso. Renata Garcia Calvi. Gilcimar Manhone. Alan Clay L. João Firmino. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Martinelli. Jaqueline Justo Garcia. Marilene Lúcia Merigueti. Rosangela Maria Costa Guzzo. Antônio Fernando Silva Souza. Danilza A. Edson de Jesus Segantine. Núbia Lares.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Bastos. Edimar Barcelos. Mônica V. Adna Maria Farias Silva. Israel Bayer. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Terezinha Maria Magri Rampinelli. C. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Márcio Correa da Silva. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Eliane Carvalho Fraga. Marlene M. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Jarbas da Silva. Davel. Cátia Aparecida Palmeira. Nilson de Souza Silva. Dilma Demetrio de Souza. Jorge Luis Verly Barbosa. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Alaíde Schinaider Rigoni.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Giovana Motta Amorim. Elenivar Gomes Costa Silva. Marta Margareth Silva Paixão. Chirlei S. Leila Falqueto Drago.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Carvalho Morais. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Cristina Louzada Martins da Eira. Conciana N. Edna dos Santos Carvalho. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Raquel Marchiore Costa. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Ires Maria Pizetta Moschen. Fernandes. Regina Jesus Rodrigues. Monteiro e Wagna Matos Silva.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . de Quadros P. Lyra. Márcia Gonçalves Brito. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Naédina Barbieri. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Madalena A. Antonia Regina Fiorotti. Maria da Ressurreição. Paulo Alex Demoner. Elza Vilela de Souza. Angélica Chiabai de Alencar.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Ilza Reblim. Hebnézer da Silva. Epitácio Rocha Quaresma. Maura da Conceição. Eliana C. Agnes Belmonci Malini. Luiz Antonio Batista Carvalho. Fabiano Boscaglia. Ângela Maria Freitas. João Carlos S. Valéria Zumak Moreira.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Érika Aparecida da Silva. Erilda L. Lima. Vaneska Godoy de Lima. Luciene Maria Brommenschenkel. Everaldo Simões Souza. Renato Köhler Zanqui. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Anderson Soares Ferrari. Giuliano César Zonta. Christina Araújo de Nino. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Eliane dos Santos Menezes. Alexandre Nogueira Lentini. Jane Ruy Penha. Angelita M. Malba Lucia Gomes Delboni. Paulo Roberto Arantes. Guaresqui Cruz. Gleise Maria Tebaldi. Dileide Vilaça de Oliveira. Alaércio Tadeu Bertollo. Freitas. Soprani. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Nascimento. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Sebastião Ferreira Nascimento. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Patrícia Maria Gagno F. Antônio Fernando Silva Souza. Rodrigues Soyer. Anderson Soares Ferrari. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Benevides. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Alecina Maria Moraes. Carmencéa Nunes Bezerra. Tânea Berti. Sidinei C. Morati. Ilza Reblim. Rodrigo Vilela Luca Martins. Claudinei Pereira da Silva. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Cortez. Renan de Nardi de Crignis. Irineu Gonçalves Pereira. Regina Zumerle Soares. Ediane G. Rosângela Vargas D. Maria Geovana M. Maria Alice Dias da Rosa. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Carvalho. Idalina Aparecida Fonseca Couto.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Pereira. Eliane Maria Lorenzoni. Cátia Aparecida Palmeira. Lúcia Helena Maroto. Linderclei Teixeira da Silva.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Ires Maria Pizzeta Moschen. Marta Gomes Santos. Evelyn Vieira. Eliana Aparecida Dias. Paulo Roberto Arantes. Perin e Valéria Perina. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Jaqueline Oliozi. Carla Moreira da Cunha. Lemos. Ronchetti. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Rachel Miranda de Oliveira. João Luiz Cerri. Lúcia H. S. Jane Pereira. Simone Carvalho.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Ana Paula Alves Bissoli. Magna Tereza Delboni de Paula. Sônia A. Maria do Carmo Braz. Ribeiro. Luciane S. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Eduarda Silva Sacht.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . de Castro. Edilene Costa Santana.SEDU Ana Beatriz de C. Iza klipel. Sulâne Aparecida Cupertino. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Telma L. Renata da Costa Barreto Azine. Eliane dos Santos Menezes. Cristina Lúcia de Souza Curty. Novais Rocha. Maria José Teixeira de Brito. Coelho Ambrozio. Nourival Cardozo Júnior. Sebastião Ferreira Nascimento. R. Maria de Glória Sousa Gomes. Margarida Maria Zanotti Delboni. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Luciana Oliveira. Gracielle Bongiovani Nunes. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Alvarenga Vieira. Luciane Salaroli Ronchetti. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Denise Moraes e Silva. Eliethe A. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Francisco Castro. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Valentina Hetel I. Edílson Alves Freitas. Maria de Lourdes S. Última da Conceição e Silva. de Oliveira. Fracalossi. Tania Mara Silva Gonçalves. Maria Adelina Vieira Clara. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Paulo Roberto Arantes. Neyde Mota Antunes. Maria da Penha C. Oliveira. Rodrigues. Ilia Crassus Pretralonga. Kátia Elise B. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Rodrigues. Rosinete Aparecida L. do Nascimento. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Ivone Braga Rosa. José Alberto Laurindo. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Patrocínio. Christina Araújo de Nino. Hulda N. Josimara Pezzin. Organdi Mongin Rovetta. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Maria Adélia R. Rita de Cássia Santos Silva. Gina Maria Lecco Pessotti. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Maria da Penha de Souza. Carlos Sebastião de Oliveira. Léa Silvia P. Hebnezer da Silva. Mara Cristina S. Teresa Lúcia V. Marlene Athaíde Nunes. Lúcia Helena Novais Rocha. Roberto Lopes Brandão. Alves. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Angélica Chiabai de Alencar. Pinto. João Luiz Cerri. Izaura Célia Menezes. Rogério de Oliveira Araújo. Karina Marchetti Bonno Escobar. Marcia Vânia Lima de Souza. Maria da Penha E.

quer sejam individuais ou coletivos. Para enfrentá-los. como um plano único e consolidado. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. neste contexto. sem dúvida. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. das superintendências e da unidade central. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. Temos certamente que comemorar. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. a complexidade que envolve a infância e a juventude. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. na qual.Sumário principal Prezado Educador. Como equipe. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. por meio de mecanismos participativos. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. O Estado. mas. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. tendo como base um projeto de nação. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. Educação Especial e Educação do Campo. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. sobretudo. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. como unidade autônoma. ao longo dos anos. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. conforme os termos constitucionais. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. Como síntese desse processo.

entre vimento de crianças. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. 12 . De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. por meio de atitudes. com vistas à promoção do educando e. da educação pública. conectado com a dimensão universal. muitas vezes. ciência e cultura. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. fortalecendo a grande complexidade. O currículo é a materialização do ricos de discussão. hábitos e consequentemente. Entre os anos de 2004 e 2006. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. que desafios que precisamos enfrentar. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. como a relação entre trabalho.Sumário principal e social de sua população. Portanto. Todos esses atores mente construídas. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. valores. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. costumes historicamente produzidos que. tônomos e críticos.500 educadores. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. professores convidados. com qualidade social. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. nizados. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação.

consequentemente. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Além para cada disciplina da do CBC. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Certamente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. resguardando as especificidades das escolas. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Isto é.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Para tanto. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. conteúdos com- 13 . consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. conhecimentos estanques e conservadores. outros Educação Básica. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e.

correspondendo aos 30% restantes. ampliando a nada. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. dentre outros. assim. ou seja. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. Do ponto de vista organizacional. na relação com a natureza e com seus pares e. cializadas na medida em que cultura e trabalho.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. lo ciência. em alguns casos. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. como instrumentos dinamizadores do currículo. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. produz conhecimentos. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. cultura e trabalho. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática.

“Ciência na Escola” . utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. a partir de estudos sistemáticos. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. materializa esse conceito.Sumário principal vivências curriculares. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. tornando a escola mais atrativa. Dessa forma. Realização de olimpíadas escolares e. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. 8963 de 21/07/2008. 15 . a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. O projeto contempla ainda. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. roteiros turísticos e ambientais. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. química e biologia. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Matemática e Ciências. Esporte. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. por meio da Lei Nº. por fim.

pois o educador precisa aliar à tarefa e. computador por aluno. formação gica. pois o educador precisa aliar à Multimídia. escrita e pedagógicas. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. pesquisa. TV comunidade local. intervenção pedagógica.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. transdisciplida escola. de modo a 16 . resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar.um públicas e privadas. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. a sua inclusão digital e a comunidade. atualização da escola. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. com destaque ações de formação. a partir digitais no cotidiano escolar. as novas do conhecimento. que para a revitalização das professor dinamizador. a de estudar. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. e a partir A formação continuada tação. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. ampliando para a do educador é mais naridade. por meio que necessidade. com isso. capacibibliotecas escolares. “Ler. como ativiprocesso ensino aprendizagem. tecnologias e suas implicações didáticas. com destasucesso esperado: estagiários. PC do professor. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. pendrives. as reformas educativas e seus desdobramentos.

além de outras pautas de estudo do referido documento. portanto. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. apontar uma direção par