CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

Guia de implementação

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Médio Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Ensino Médio Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Ensino Médio Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Anos Iniciais

Anos Finais
Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Anos Finais
Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Anos Finais
Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Sumário

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL
Guia de Implementação

Sumário

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GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Info Consultoria, ES, Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.com.br Espírito Santo (Estado). Secretaria da Educação Guia de implementação / Secretaria da Educação. – Vitória : SEDU, 2009. 72 p. ; 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. 01 - Ensino fundamental, anos finais, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências Humanas; v. 01 - Ensino médio, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino médio, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino médio, área de Ciências Humanas. Volumes sem numeração : Ensino fundamental, anos iniciais; Guia de implementação. ISBN 978-85-98673-09-7 1. Ensino - Espírito Santo (Estado) - Currículo. 2. Ensino fundamental - Currículo. 3. Ensino médio Currículo. I. Título. II. Série. CDD 371 CDU 37.016

E77g

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal, nº 1.111, Santa Lúcia - Vitória/ES - CEP 29.056-085

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

“... nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire

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COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação, Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR - SEDU Ana Beatriz de C. Dalla Passos, Aparecida Agostini Rosa Oliveira, Conciana N. Lyra, Danilza A. Rodrigues, Denise Moraes e Silva, Eliane Carvalho Fraga, Hulda N. de Castro, Jane Ruy Penha, Josimara Pezzin, Lúcia Helena Maroto, Luciane S. Ronchetti, Luiza E. C. de Almeida, Malba Lucia Gomes Delboni, Márcia Gonçalves Brito, Márcia M. do Nascimento, Maria Cristina Garcia T. da Silva, Maria da Penha C. Benevides, Maria Geovana M. Ferreira, Maria José Teixeira de Brito, Mirtes Ângela Moreira Silva, Naédina Barbieri, Neire Longue Diirr, Rita de Cássia Santos Silva, Rita Nazareth Cuquetto Soares, Rosemar Alves de Oliveira Siqueira, Sandra Fernandes Bonatto, Sidinei C. Junqueira, Sônia A. Alvarenga Vieira, Tania Mara Silva Gonçalves, Tânia Maria de Paiva Zamprogno, Telma L. Vazzoler, Teresa Lúcia V.C. Barbosa, Valéria Zumak Moreira, Verginia Maria Pereira Costa, Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria, Eduarda Silva Sacht, Luciano Duarte Pimentel, Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite - História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós - Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira - Filosofia Maria da Conceição Silva Soares - Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo - Física Claudio David Cari - Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol - Química Maria Auxilidora Vilela Paiva - Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste - Educação Física Carlos Roberto Pires Campos - Língua Portuguesa Adriana Magno, Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças - Arte Rita de Cássia Tardin - Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino - Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida - Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao - Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. S. Foerste - Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos - Educação de Jovens e Adultos

PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Guaresqui Cruz, Agnes Belmonci Malini, Alaíde Trancoso, Alaércio Tadeu Bertollo, Alan Clay L. Lemos, Alcimara Alves Soares Viana, Alecina Maria Moraes, Alexandre Nogueira Lentini, Anelita Felício de Souza, Ângela Maria Freitas, Angélica Chiabai de Alencar, Angelita M. de Quadros P. Soprani, Antônio Fernando Silva Souza, Cristina Lúcia de Souza Curty, Dileide Vilaça de Oliveira, Ediane G. Morati, Edílson Alves Freitas, Edimar Barcelos, Eliana Aparecida Dias, Eliana C. Alves, Eliethe A. Pereira, Elisangela de Jesus Sousa, Elza Vilela de Souza, Epitácio Rocha Quaresma, Erilda L. Coelho Ambrozio, Ernani Carvalho Nascimento, Fabiano Boscaglia, Francisco Castro, Gilcimar Manhone, Gleydes Myrna Loyola de Oliveira, Gracielle Bongiovani Nunes, Hebnezer da Silva, Ilia Crassus Pretralonga, Ires Maria Pizetta Moschen, Israel Bayer, Ivanete de Almeida Pires, Jane Pereira, Jaqueline Oliozi, João Carlos S. Fracalossi, João Luiz Cerri, Jorge Luis Verly Barbosa, José Alberto Laurindo, Lea Silvia P. Martinelli, Leila Falqueto Drago, Lúcia H. Novais Rocha, Luciene Maria Brommenschenkel, Luiz Antonio Batista Carvalho, Luiz Humberto A. Rodrigues, Lurdes Maria Lucindo, Marcia Vânia Lima de Souza, Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart, Marcelo Ferreira Delpupo, Margarida Maria Zanotti Delboni, Maria Alice Dias da Rosa, Maria da Penha E. Nascimento, Maria da Penha de Souza, Maria de Lourdes S. Carvalho Morais, Maria Elizabeth I. Rodrigues, Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini, Marlene M. R. Patrocínio, Marluce Furtado de Oliveira Moronari, Marta Margareth Silva Paixão, Mohara C. de Oliveira, Mônica V. Fernandes, Neyde Mota Antunes, Nilson de Souza Silva, Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Raquel Marchiore Costa, Regina Jesus Rodrigues, Rodrigo Nascimento Thomazini, Rodrigo Vilela Luca Martins, Rosangela Maria Costa Guzzo, Rosiana Guidi, Rosinete Aparecida L. P. Manzoli, Sabrina D. Larmelina, Salette Coutinho Silveira Cabral, Sandra Renata Muniz Monteiro, Sebastião Ferreira Nascimento, Sérgio Rodrigues dos Anjos, Sulâne Aparecida Cupertino, Tânea Berti, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Última da Conceição e Silva, Valentina Hetel I. Carvalho, Vaneska Godoy de Lima, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues, Zelinda Scalfoni Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva, Américo Alexandre Satler, Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Bruna Wencioneck de Souza Soares, Carlos Sebastião de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Chirlei S. Rodrigues Soyer, Claudinei Pereira da Silva, Cristina Louzada Martins da Eira, Delcimar da Rosa Bayerl, Edilene Costa Santana, Edson de Jesus Segantine, Edy Vinicius Silverol da Silva, Elizabeth Detone Faustini Brasil, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Érika Aparecida da Silva, Giuliano César Zonta, Irineu Gonçalves Pereira, Janaína Nielsen de Souza Corassa, Jarbas da Silva, Jomar Apolinário Pereira, Linderclei Teixeira da Silva, Luciane Salaroli Ronchetti, Mara Cristina S. Ribeiro, Marcio Vieira Rodrigues, Maria Alice Dias da Rosa, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria Nilza Corrêa Martins, Maria de Glória Sousa Gomes, Marlene Athaíde Nunes, Organdi Mongin Rovetta, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Alex Demoner, Paulo Roberto Arantes, Pedro Guilherme Ferreira, Renan de Nardi de Crignis, Renata da Costa Barreto Azine, Renato Köhler Zanqui, Renato Santos Pereira, Rhaiany Rosa Vieira Simões, Sandra Renata M. Monteiro e Wagna Matos Silva. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos, Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto, Ana Helena Sfalsim Soave, Antônio Carlos Rosa Marques, Carla Moreira da Cunha, Carmencéa Nunes Bezerra, Christina Araújo de Nino, Cláudia Regina Luchi, Edilene Klein, Eliane dos Santos Menezes, Eliane Maria Lorenzoni, Giselle Peres Zucolotto, Ilza Reblim, Izaura Célia Menezes, Jaqueline Justo Garcia, Johan Wolfgang Honorato, Jomara Andris Schiavo, Kátia Regina Zuchi Guio, Lígia Cristina Magalhães Bettero, Luciene Tosta Valim, Magna Tereza Delboni de Paula, Márcia Carina Marques dos Santos Machado, Maria Aparecida Rosa, Maria do Carmo Braz, Maria Eliana Cuzzuol Gomes, Marta Gomes Santos, Núbia Lares, Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino, Renata Garcia Calvi, Roberto Lopes Brandão, Rosângela Vargas D. Pinto, Sebastiana da Silva Valani, Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros, Vivian Rejane Rangel.

Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior, Adna Maria Farias Silva, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Antônio Fernando Silva Souza, Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Cérlia Silva de Oliveira, Christina Araújo de Nino, Edna dos Santos Carvalho, Elenivar Gomes Costa Silva, Eliane dos Santos Menezes, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Evelyn Vieira, Hebnézer da Silva, Ires Maria Pizzeta Moschen, Irineu Gonçalves Pereira, Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, João Luiz Cerri, João Firmino, Léa Silvia P. Martinelli, Luciene Tosta Valim, Luciete de Oliveira Cerqueira, Marcos Leite Rocha, Margareth Zorzal Fafá, Maria Adélia R. Braga, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria da Ressurreição, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Rachel Miranda de Oliveira, Renan de Nardi de Crignis, Sebastião Ferreira Nascimento, Simone Carvalho, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva, Angélica Regina de Souza Rodrigues, Dilma Demetrio de Souza, Divalda Maria Gonçalves Garcia, Gleise Maria Tebaldi, Idalina Aparecida Fonseca Couto, Kátia Elise B. da Silva Scaramussa, Maria Lúcia Cavati Cuquetto, Maria Verônica Espanhol Ferraz, Maura da Conceição, Rosiane Schuaith Entringer, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França, Alaíde Schinaider Rigoni, Antonia Regina Fiorotti, Everaldo Simões Souza, Giovana Motta Amorim, José Christovam de Mendonça Filho, Karina Marchetti Bonno Escobar, Márcio Correa da Silva, Marilene Lúcia Merigueti, Nourival Cardozo Júnior, Rafaela Teixeira Possato de Barros, Rogério de Oliveira Araújo, Rony Cláudio de Oliveira Freitas, Roseane Sobrinho Braga, Sara Freitas de Menezes Salles, Tarcísio Batista Bobbio. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO - TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira, Lúcia Helena Novais Rocha, Luzinete de Carvalho e Terezinha M. C. Davel. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, Luciana Oliveira, Maria Adelina Vieira Clara, Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Cortez, Regina Zumerle Soares, Silma L. Perin e Valéria Perina. SRE Carapina: Lucymar G. Freitas, Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers, Iza klipel, Madalena A. Torres, Maria Aparecida do Nascimento Ferreira, Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Cezar. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio, Magna Maria Fiorot, Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra, Geovanete Lopes de Freitas Belo, Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Oliveira, Edna Milanez Grechi, Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares, Gina Maria Lecco Pessotti, Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães, Ilza Reblim, Ivone Braga Rosa, Luciane R. Campos Cruz, Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Lima. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.

Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.

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Caros Educadores, Dentre os grandes desafios que temos na educação capixaba, destaca-se a implementação do novo currículo escolar. Essa importante ação envolve a garantia do direito de aprender de todos e de cada aluno da Educação Básica. A educação que pretendemos está comprometida com a construção de uma cidadania consciente e ativa, que ofereça aos alunos conhecimentos que lhes possibilitem compreender e posicionar-se frente às transformações da sociedade, participando da vida produtiva; que possam relacionar-se com a natureza, produzir e distribuir bens e serviços, convivendo com o mundo contemporâneo. Em nossas escolas estudam crianças, jovens e adultos, em sua grande maioria, filhos da classe trabalhadora. Nessa escola contemporânea algumas novas tarefas passaram a se integrar à dinâmica educacional, não porque seja a única instituição responsável pela educação, mas por ser aquela que desenvolve uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas. A escola é reconhecida pela sociedade como a instituição da aprendizagem. No atendimento educacional aos ensinos Fundamental e Médio, espera-se que os alunos aprendam, de forma autônoma, a valorizar o conhecimento, os bens culturais e o trabalho; selecionar o que é relevante, investigar e pesquisar; construir hipóteses, compreender e raciocinar logicamente; comparar e estabelecer relações, inferir e generalizar; adquirir confiança e capacidade de pensar e encontrar soluções. É também necessário aprender a relativizar, confrontar e respeitar diferentes pontos de vista, discutir divergências, exercitar o pensamento crítico e reflexivo, comprometendo-se e assumindo responsabilidades. É importante também que aprendam a ler criticamente diferentes tipos de texto, a utilizar diferentes recursos tecnológicos, a expressar-se e comunicar-se em várias linguagens, opinar, enfrentar desafios, criar, agir de forma autônoma e que aprendam a diferenciar o espaço público do privado, a serem solidários, a conviver com a diversidade e a repudiar qualquer tipo de discriminação e injustiça. Em particular, no Ensino Médio, tais competências implicarão em promover uma mudança em seu contexto de vida, superando a visão de mera preparação para o vestibular com vistas ao ingresso no Ensino Superior. A perspectiva dos jovens brasileiros que hoje estão nessa escola é obter qualificação mais ampla para a vida e o trabalho, já ao longo de sua escolarização básica. A relação entre o jovem e o conhecimento não se encerra na aprendizagem mecânica e de memorização dos conteúdos. A formação do jovem deve passar pela formação cidadã, do trabalho como condição humana, do conhecimento científico, tecnológico e socio-histórico,

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criando condições para que ele possa aprender a aprender. Adequar a escola a seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas. Isso indica a necessidade de revisão do projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, criadas em outras circunstâncias, para um outro público e para um mundo diferente deste dos nossos dias. O Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento organizador da ação educativa vem assegurar um mínimo de unidade na rede estadual de ensino e pressupõe ainda a articulação necessária, em cada unidade escolar, com o Projeto Político Pedagógico. Estamos animados e esperançosos com o trabalho que juntos vamos realizar neste ano de 2009 na implementação e, consequentemente, na avaliação do novo currículo. Recomendamos que, de maneira saudável, possamos conhecer, aplicar, discutir e criticar o novo currículo, para que depois façamos as mudanças necessárias previstas no último trimestre deste ano. Como já é de seu conhecimento, a organização da impressão do documento curricular traz 7 volumes assim distribuídos: 1 Volume – Anos Iniciais do Ensino Fundamental 3 Volumes – Anos Finais do Ensino Fundamental (Áreas do Conhecimento) 3 Volumes – Ensino Médio (Áreas do Conhecimento) Todos contêm de forma idêntica o CAPÍTULO INICIAL do documento que versa sobre: Apresentação, O processo de construção do currículo, Princípios norteadores e Concepção de currículo, com ênfase na organização por competências e habilidades, seguido do texto O sujeito da ação educativa: o aluno. Destacamos a diversidade na formação humana que trazem as razões epistemológicas e sociológicas sobre a Educação Ambiental, as Relações Étnico-raciais e a População Indígena como aspectos da diversidade biológica e cultural. A seguir organizamos um item que discorre sobre a Dinâmica do Trabalho Educativo, apresentando reflexões acerca do processo ensino-aprendizagem, a avaliação da aprendizagem, os ambientes de aprendizagem existentes na escola, a relação professor e aluno e a pesquisa como metodologia de ensino. O 2º CAPÍTULO do documento curricular é específico de cada nível e etapa da Educação Básica, trazendo o Conteúdo Básico Comum (CBC). Abordamos a concepção de área de conhecimento,

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a contribuição da disciplina para a formação humana, os objetivos da disciplina, as principais alternativas metodológicas e as competências, habilidades e conteúdos. Cabe observar que o currículo não se restringe aos componentes do CBC. Na verdade, o CBC é, simplesmente, parte do currículo que está contextualizado no capítulo inicial e se concretiza no âmbito de cada unidade escolar. O Guia de Orientação para Implementação do Novo Currículo pretende subsidiar diretores, pedagogos e coordenadores de cada escola na coordenação e mobilização de todos os docentes em um intenso estudo e análise sobre o currículo escolar, direcionando as reflexões sobre as diferentes demandas sociais que chegam ao cotidiano escolar. Este Guia está organizado em três capítulos, estabelecendo os diferentes níveis de coordenação da gestão do novo currículo. O primeiro capítulo traz a gestão no âmbito da unidade escolar. Nessa etapa montamos seis indicações de roteiros para estudo do documento, quais sejam: Indicação 1 - Roteiro de Estudo da Parte I do documento (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 2 - Roteiro para elaboração dos Planos de Ensino (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 3 - Roteiro básico de Análise Situacional da escola Indicação 4 - Roteiro básico de Análise da Gestão Pedagógica Indicação 5 - Roteiro para estudo e análise do CBC Indicação 6 - Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico, que se articule com o novo currículo Compreendemos que a escola reconhece o grande desafio que é imputado à área educacional em relação ao enfrentamento dos problemas sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais, morais, religiosos, enfim, de toda a ordem, que caracteriza o mundo contemporâneo, exigindo posicionamentos e respostas no âmbito da instituição escolar. A nova educação pretendida a partir do Novo Currículo certamente é mais ampla do que aquela contida no antigo projeto pedagógico. Antes se desejava transmitir conhecimentos na forma de informações e procedimentos estanques; agora se deseja promover competências gerais, que articulem conhecimentos disciplinares ou não.

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Para tanto, é necessário que os tempos/espaços de debate coletivo entre os docentes sejam assegurados em cada unidade escolar, conforme estabelece o Calendário Escolar 2009 (dias 02 e 03/02, 20/07 e 02/10/2009). Recomendamos ainda que, em cada escola, sejam realizados encontros por área de conhecimento, organizados antecipadamente pelos pedagogos e coordenadores, com frequência de, pelo menos, um encontro de 5 horas/mês, tendo como referência as 20h mensais da carga horária, de cada professor, que é destinada à hora-atividade. No segundo capítulo detalhamos as competências das equipes regionais – SRE na gestão do novo currículo, junto às escolas jurisdicionadas, apoiando, orientando e intervindo no desenvolvimento dos seis Roteiros de Estudo, além da estruturação de relatórios regionais a serem encaminhados a Unidade Central. Destaca-se também a coordenação da elaboração do CBC regional, envolvendo os Professores Referências, correspondente a 30% dos conteúdos curriculares, seguindo o que estabelece o Plano de Trabalho. O terceiro capítulo apresenta as ações que serão desenvolvidas no âmbito da Sedu Central. Destacam-se o programa de formação de professores, contendo o Ciclo de Aprofundamento de Estudos – Currículo em Ação, que será realizado nas SRE, a Avaliação do Currículo Básico da Escola Estadual e a produção dos Cadernos Metodológicos por disciplina. Destaca-se ainda o Ciclo de Seminários Descentralizados com a coordenação das consultoras sobre o Novo Currículo da Rede Estadual. O currículo escolar, no nosso entendimento, elaborado com a efetiva participação dos profissionais da rede, aponta de forma intencional e clara a função precípua e específica da escola na construção, apropriação e socialização do conhecimento, o que lhe confere sentido social no processo de transformação coletiva. Assim, conclamamos nossos educadores, professores e demais profissionais da educação (docentes e pedagogos, técnicos pedagógicos, administrativos e de apoio ao trabalho escolar) a priorizarem, em suas rotinas de trabalho, essa importante ação coletiva, para juntos participarmos de uma ampla discussão sobre as nossas intenções educacionais e compartilharmos a construção de mais um capítulo na história da educação pública do Espírito Santo.

Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional

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Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 A Escola. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do ppp que se articule com o novo currículo. . . . . . . . . . 17 18 21 28 30 32

As Superintendências Regionais de Educação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 A Sedu/Central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 apêndices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Leituras Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Material de Apoio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 60

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Apresentação

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UMA NOVA ESCOLA PARA O ESPÍRITO SANTO
A construção da qualidade da educação requer, simultaneamente, condições escolares adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, dinâmica escolar voltada para o processo de aprendizagem, profissionalização do docente, democratização da gestão pública educacional e, consequentemente, escolar, estabelecimento de articulação entre instâncias governamentais e sociedade civil, avaliação periódica dos resultados pedagógicos, técnicos e de gestão obtidos e presença ativa da comunidade nos assuntos educacionais. Portanto, a qualidade da educação formal constitui processo multifacetado que, além do setor educacional, envolve ao mesmo tempo os diversos grupos sociais e segmentos institucionais, entidades da sociedade civil e o conjunto da sociedade, e também a própria história das relações entre todos esses segmentos na oferta dos diferentes níveis de escolaridade. O reconhecimento da qualidade como princípio constitucional e diretriz de política educacional não somente fortalece a concepção de que a ação educativa na qualidade de prática especificamente pedagógica cumpre uma função política, mas, sobretudo, resgata a atuação dos agentes da disseminação de conhecimentos, tecnologia, arte e cultura como processos históricos apresentados segundo óticas próprias; de produção do saber para os alunos, estimulando o desenvolvimento de posturas ativas perante o aprendido e o aprender, de sentimentos de cooperação e solidariedade ou competição na convivência social; de envolvimento crítico no mundo e nas esferas de trabalho, da política e da cultura. A educação tornou-se vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e equitativo na sociedade contemporânea e deve ser entendida como responsabilidade social onde a família e a comunidade também exerçam seus papéis. Tratar a educação como prioridade no Espírito Santo, para além da escolarização da população capixaba, tem significado para os governantes construir uma política de Estado em que o poder público atue como mobilizador e catalizador da e na sociedade e das diferentes instituições que organizam o Estado maior em torno de um pacto pela educação.

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O documento Espírito Santo 2025, plano que apresenta diretrizes estratégicas de longo prazo, propõe a organização da gestão pública, valorizando a educação como patrimônio por um desenvolvimento sustentável. Na Secretaria de Estado da Educação, o Plano Estratégico Nova Escola vem propor avanços na educação pública estadual no sentido de conceber, como referencial para o trabalho, o estudante enquanto sujeito de direitos e a escola como lócus do processo de ensinoaprendizagem. Ressignificar os espaços e tempos escolares numa perspectiva criativa e inovadora, apresentando como resultado a efetiva aprendizagem dos alunos, deve ser compromisso assumido por todos os sujeitos envolvidos: Unidade Central, Superintendências Regionais de Educação, unidade escolar, família e comunidade. Uma nova escola para o Espírito Santo pressupõe um novo olhar sobre o cotidiano, sobre o aluno e suas necessidades. Pressupõe mudança de postura, de deslocamento do lugar do saber para o lugar do saber-aprender, de valorizar a permanente atualização, a construção de sujeitos coletivos, politicamente envolvidos e comprometidos com a formação de um cidadão.

Portanto, o eixo principal da proposta da Nova Escola é a conexão entre as diversas ações, ou seja, a elaboração de um plano integrado para a melhoria da educação no Espírito Santo. Tendo sempre como foco a promoção da aprendizagem, a Sedu estabelece como prioridade: a valorização do planejamento e a inovação da gestão; o desenvolvimento das pessoas; a oferta e eficiência de infraestrutura e suporte; a efetivação de parcerias com a sociedade; a construção de um sistema de avaliação das escolas, gestores, técnicos e professores; a criação de um eficiente sistema de comunicação interna; e a valorização de inovações pedagógicas. Essas diversas ações, conectadas umas às outras, tendo sempre como valores o respeito ao ser humano, a igualdade de oportunidades, o comprometimento com resultados, a atitude ética, a transparência, o compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo e a valorização da identidade capixaba, com certeza possibilitarão não somente a melhoria de nossa rede de ensino, mas a concretização de uma nova escola no Espírito Santo, preparada para enfrentar os desafios e impasses presentes em nosso mundo contemporâneo.

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A Escola

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INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento
Este roteiro orienta os estudos da fundamentação da Parte I do Currículo e é prérequisito para o estudo das outras partes do documento. Data: 02/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola de unidade que ele representa para a rede estadual e o compromisso coletivo dos educadores na sua implementação. • Apresentar a estrutura geral do do cumento (organização do impresso e sumário). • Apresentar o Guia de Implementação. Segundo momento: 1 hora • Estudo do Documento Curricular – Parte Geral. • Leitura e debate dos textos - Apresentação e Princípios. Terceiro momento: 2 horas Trabalho em Grupo: Divisão em 3 grupos. Explicar que cada grupo fará a leitura dos textos iniciais do documento para apresentação posterior à plenária. Grupo 1 – Textos Conceituando Currículo e O Sujeito da Ação educativa: o aluno. Grupo 2 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação de Jovens e Adultos: saberes, experiência de vida e de trabalho; Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes; A Educação Especial: a dimensão escolar da inclusão.

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo). Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador, Professores e demais funcionários. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecer o CURRÍCULO BÁSICO DA ESCOLA ESTADUAL: bases conceituais, princípios, concepções do trabalho educacional, entre outros. Primeiro momento: 1 hora • Breve depoimento do professor refe rência ou do dinamizador, registrando o processo de construção participativo do documento curricular. • Registrar a importância deste documento para a aprendizagem dos alunos, o sentido

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Grupo 3 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação Ambiental na perspectiva de uma sociedade sustentável; A Educação para as Relações Étnico-raciais: afrobrasileiros e povos indígenas; e A Dinâmica do Trabalho Educativo. • Discussão na plenária, referenciando a dinâmica pedagógica da unidade escolar.

Questões: 1. A partir do que foi apresentado pelos grupos, como nossa escola pode melhorar a aprendizagem do aluno? 2. O Projeto Político Pedagógico da escola atende às demandas do novo currículo? 3. Quais são os pontos que nossa escola precisa mudar para promover a aprendizagem?

INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino
Este roteiro orienta a elaboração dos planos de ensino, que devem estar em consonância com o currículo, bem como com sua fundamentação. Seguirá, em anexo, uma matriz de registro deste plano. É fundamental que a produção coletiva seja garantida, para dar consenso pedagógico às atividades e à proposta da escola. Data: 03/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) e Março Local: na escola Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador e Professores. Propósito: Elaborar o plano de ensino de cada disciplina e série, articulado à visão de área do conhecimento. Primeiro momento: 30min Coordenação do Pedagogo • Apresenta o instrumento referencial para elaboração do plano de ensino. • Apresenta alguns destaques do ano anterior, a partir das avaliações: reflexões do Conselho de Classe, projetos que se destacaram pela promoção da

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo).

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Sumário

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aprendizagem, práticas inovadoras de alguns professores (exemplo). Segundo momento – 3h30min • Trabalho em grupo – Por área do conhecimento e níveis de ensino. • Leitura e debate do CBC e elaboração do plano de ensino de cada disciplina.

Obs. 1. Alertamos a equipe pedagógica para que a escola organize os grupos por área, contemplando todas as disciplinas e séries em cada nível (EF e EM) para a produção do plano de ensino. 2. A complementação da elaboração do plano de ensino deverá ser organizada pelo pedagogo da escola, considerando a hora/atividade do professor, conforme orientação no texto inicial, sendo 5h em fevereiro (JPP) e 5h em março.

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Nº.Nº. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 20 .Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 2º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Área de Conhecimento Série Proposta de atendimento à demanda específica da turma. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 4º BIMESTRE . considerando o desempenho no ano anterior: 3º BIMESTRE .Nº.Sumário principal Plano de Ensino Anual SRE Escola Disciplina Professor 1º BIMESTRE .

culturais e tecnológicos significativos. Esse roteiro deve ser desenvolvido em duas etapas. que destaca os diferentes sujeitos atendidos nos níveis e modalidades de ensino. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecê-la sistematicamente a fim de organizar suas ações e atividades pedagógicas a partir da realidade da mesma. os êxitos. • Retomar a leitura do princípio norteador “A aprendizagem como direito do educando”. ele deverá participar da coordenação deste estudo). como forma de garantir aquilo que é direito do educando: a apropriação de conhecimentos científicos. as limitações. Estão propostos itens a serem preenchidos para análise da própria escola a partir de uma perspectiva pedagógica. Data: Maio e Junho Local: na escola Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. 21 . Coordenador. Este roteiro propõe à escola um estudo sobre si mesma. • Leitura: A dinâmica da ação educativa com destaque para o item avaliação.Sumário principal INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional As reflexões acerca do desenvolvimento educacional são apresentadas de forma a ressaltar a responsabilidade da escola e do sistema como um todo no sentido de fazer um acompanhamento criterioso desse desenvolvimento. A análise situacional prevê a reflexão da prática pedagógica a partir da realidade apresentada nos indicadores e nas dificuldades objetivas. Pedagogo. Professores. as relações estabelecidas. Primeiro momento • Deve-se fazer a leitura do capítulo da Diversidade na Formação Humana. comprometidos com a formação humana. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. apresentada em todo currículo: a promoção da aprendizagem. Participantes: Direção.

Instrumento Básico para Análise Situacional O primeiro passo para melhorar a educação é entender a situação em que sua escola está. Quando você entende o problema. mais importante que preencher o instrumento é conversar coletivamente sobre cada dado contido para que todos conheçam de fato a escola que trabalham. conhecendo a situação da educação no seu município.anos iniciais C. Reflita sobre suas causas e consequências. seu Estado e a média do país. Vespertino ( ) EF . tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. Matutino ( ) EF . Busque elementos complementares. Informe-se. Períodos de funcionamento da sua escola: A. Atenção. Noturno ( ) EM ( )EP ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( )EJA ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( ) EJA ( ) EJA 22 . Segundo momento Responder coletivamente o instrumento de análise situacional (anexo) e debater sobre os desafios e metas da escola para melhorar o desempenho dos alunos. reflita. SRE ESCOLA Dados da escola 1. é o principal agente da melhoria da educação.Sumário principal Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. discuta. como educador.anos iniciais B.

comunidade quilombola.Classe hospitalar. alunos privados de liberdade. 4. ( ) Outras formas: 6. Outros atendimentos . Total de alunos matriculados em 2009 5.Sumário principal 2. ( ) Por desempenho. B. D. ( ) Por idade. ( ) Por ordem de chegada. Atendimento à Educação Especial (sala de recursos. pomerano. E. atendimento itinerante e Escola Oralauditiva) 3. ( ) Pelo comportamento. Como são organizadas as turmas em sua escola? (as turmas e não a série) A. Como foi indicado o processo de definição dos professores das turmas dos anos iniciais? Buscouse o perfil do professor alfabetizador? A equipe conhece o Projeto Ler. C. Escrever e Contar? 23 . indígena. italiano.

Qual foi o índice de evasão em sua escola dos alunos: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 24 .Sumário principal 7. Qual foi o índice de repetência. em sua escola: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 Medidas que serão adotadas para alcançar a meta: 8.

MÉDIA GERAL COM CORREÇÃO Enem Brasil Estado Município Escola 25 . Qual foi o desempenho da sua escola no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) realizado em 2008? A. ( ) A escola não participou. Quantos professores lecionam em sua escola em 2009? A. Considerando a idade apropriada do aluno. Ensino Médio: 10. B. Ensino Médio: D. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. a taxa de defasagem idade/série dos alunos da sua escola em 2008. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. EJA: 11. é: A. ( ) Desconheço os dados do ENEM. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B.Sumário principal Principais causas da evasão no ano passado: Medidas que serão adotadas para minimizar a evasão: 9. por série e segmento. Ensino Fundamental – Anos Finais: C.

( ) São básicos para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. F. B. Outras avaliações: A. D. C. H. 26 . os dados das avaliações anteriormente citadas são: (assinale quantas alternativas desejar): A. ( ) Geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. LER. G. E. Resultado do IDEB: IDEB IDEB 2005 da escola IDEB 2007 da escola Projeção do IDEB para 2009 Projeção do IDEB para 2011 4ª 8ª 14. ESCREVER E CONTAR (2008) AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE ALFABETIZAÇÃO BAIXO INTERMEDIÁRIO 1ª ONDA 2ª ONDA 1ª ONDA 2ª ONDA ALTO 1ª SÉRIE 2ª SÉRIE 15. Em sua escola. ( ) São divulgados e discutidos com os professores. ( ) Não são divulgados e discutidos com os pais e alunos. ( ) Não são considerados para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos.Sumário principal 12. Qual foi a média das proficiências da sua escola no PAEBES (Programa de Avaliação da Educação Básica do ES)? DISCIPLINA Língua Portuguesa Matemática 4ª PAEBES 2004 MÉDIA ESTADUAL 2004 PAEBES 2008 MÉDIA ESTADUAL 2008 8ª 1ª EM 4ª 8ª 1ª EM 1ª EM 1ª EM 13. ( ) Não são divulgados e discutidos com os professores. ( ) São divulgados e discutidos com os pais e alunos. PROVINHA BRASIL (2008) MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 1 MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 2 C. ( ) Não geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. PROVA BRASIL (2007) SÉRIE 4ª 8ª LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA B.

qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. qual(is) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. em qual componente curricular os alunos apresentam maior facilidade de aprendizagem e melhor desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA Das questões avaliadas. 27 . No geral. em qual componente curricular os alunos apresentam maior dificuldade de aprendizagem e baixo desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA 17.Sumário principal 16. No geral. Das questões avaliadas.

Leitura do item 2. - Prova Alfabetização. Primeiro momento: 1h Pedagogo 1. Segundo momento: 1h30 Trabalho em grupo 1. Apresentar os princípios norteadores (item 2. Coordenador. item 2. Professores. e para que esse processo se fundamente na formação humana é necessário que o ambiente escolar seja inclusivo e que as relações sejam éticas e democráticas. a partir dos itens sugeridos abaixo: O AMBIENTE EDUCATIVO As questões propostas estão centradas na ideia de que a escola é o local onde se concretiza o processo ensino-aprendizagem. Participantes: Direção. Pedagogo. o educar pela pesquisa e a avaliação da aprendizagem.2 – concentuando o currículo. relação professor-aluno.3: o sujeito da ação educativa. ele deverá participar da coordenação deste estudo). - Ideb. (30min) 2. Propósito: Levar a equipe a avaliar o trabalho de gestão da escola. 28 . Apresentar em tópicos os conceitos do currículo estudados no capítulo inicial. A partir do momento inicial e da leitura realizada. propondo inovações para a melhoria da aprendizagem dos alunos. - Repetência. a partir dos itens apresentados. discutir coletivamente proposições para o enriquecimento da prática pedagógica. 2.Sumário principal INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica Este roteiro trata da reflexão sobre a dinâmica da ação educativa no que diz respeito a: professor como mediador da aprendizagem. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. - Nota Paebes. - Nota Enem. Apresentar os indicadores de desempenho da escola discutidos na Análise Situacional: - Evasão. Data: 20/07 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola 3.1) alinhados ao conceito do currículo.

planejada e reflete a prioridade no direito de aprender. é combatida. As normas e regras são reconhecidas e respeitadas pelos professores. Participação dos alunos nas produções que organizam e regulamentam as relações de convivência na escola. No ambiente escolar os debates e as críticas são feitos de forma franca e aberta. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe. Aspectos relevantes nas dificuldades na disciplina em sala de aula (especial contribuição dos coordenadores).) A organização da sala de aula é pensada. São definidas diretrizes públicas específicas e funcionais de disciplina de alunos e professores. inclusive no Conselho de Classe. Estimulam-se ações pelo dever de casa. São realizadas atividades e dinâmicas de integração entre os profissionais da escola. PROPOSIÇÃO 29 . na busca de soluções. A discriminação entre os profissionais da escola.Sumário principal ITEM O ambiente escolar favorece o desenvolvimento do trabalho dos profissionais da escola. Aplica-se e ou recomenda-se a utilização de metodologias inovadoras. Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. As relações profissionais pautam-se pela ética e pelo respeito mútuo. Organização e comportamento dos alunos nos demais ambientes da escola (especial contribuição dos coordenadores). Existe com frequência a utilização dos ambientes de aprendizagem (salas ambiente. quadra. velada ou não. Essas são registradas. Em sala de aula priorizam-se o diálogo e o respeito mútuo. biblioteca. exercícios e pesquisas são tratadas como oportunidade para aprender mais e melhor. Os planos de aula são compartilhados regularmente com pedagogos e demais professores. etc. São promovidas atividades escolares que visem à integração entre os profissionais da escola e alunos. A equipe reconhece que está variável e indicada como de forte influência para a aprendizagem. A correção das atividades. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. O uso do livro didático é orientado. O diálogo e a negociação são as estratégias mais utilizadas na resolução de problemas e conflitos no ambiente escolar. E também a discriminação em relação aos alunos e suas famílias. laboratórios.

oportunizando aos professores propor alterações em cada disciplina. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. Coordenador e Professores. apresentando um plano de trabalho com as inovações propostas. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. Data: Agosto.Sumário principal Das questões consideradas. Setembro e Outubro Local: na escola Participantes: Pedagogo. a partir de sua vivência no ano letivo. Orientar os professores para que façam um paralelo do CBC junto ao plano de ensino. INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC Este roteiro trata da avaliação do CBC. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. ele deverá participar da coordenação deste estudo). O pedagogo organiza a reunião por área de conhecimento. As reuniões devem ser feitas por área de conhecimento. qual(ais) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. Obs. se possível. Das questões consideradas. Propósito: Avaliar o CBC e propor alterações por disciplina sugerindo. conteúdos a serem desenvolvidos por área de conhecimento. O pedagogo será o responsável pela síntese dos trabalhos em grupo. até o momento. 30 .

PROPOSIÇÃO 31 . habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver o exercício da cidadania. As competências. As competências.. livro didático.) Houve o desenvolvimento de projetos por área de conhecimento? Qual(is)? Faça um breve relato do(s) projeto(s). Os princípios norteadores são considerados na atividade educacional diária. Quais e argumente (ex. propor competências. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a participação social. pré-requisito.) Mudanças para a transferência de conteúdos para outra série.. propor pela área. Ou seja.. habilidades e conteúdos comuns à área do conhecimento.. Outras sugestões. As competências. Registre vantagens do uso sistemático do Novo Currículo. excesso de conteúdo. Sugestões e alterações no CBC: nas propostas de alteração. se possível. Quais e argumente as razões das mudanças (ex. inadequação. Quanto ao texto: “Importância da disciplina para formação humana".Sumário principal Primeiro momento AVALIAÇÃO DO CBC Quanto ao CBC – Conteúdo Básico Comum ITENS SUGERIDOS Quanto ao texto de área do conhecimento. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a autonomia para a aprendizagem. Quanto à proposta de implementação do currículo. Mudanças que propõe para a introdução de novos conteúdos por série.

Após a apresentação e discussão. Coordenador. hábitos e atitudes que se entende devam integrar essa formação. e aos projetos que revelem a identidade pedagógica da escola. Segundo momento: 2h30min Trabalho em grupos: O pedagogo faz a divisão dos grupos. tanto com relação aos conhecimentos. quanto com relação ao papel da escola no seu entorno. avaliação. ele deverá participar da coordenação deste estudo). à avaliação. de acordo com o quantitativo de grupos. Terceiro momento: 1h Cada grupo apresenta a produção e deve-se reservar um tempo para a discussão. Alertamos para a utilização dos demais instrumentos de avaliação contidos nos outros roteiros de estudo. Participantes: Direção. no que diz respeito à prática pedagógica. Cada grupo irá propor uma redação para o seu item. coor- 32 . Professores e demais funcionários. Primeiro momento: 30 min O Pedagogo vai apresentar ao grupo os principais pontos do Projeto Político Pedagógico da escola. a partir da vivência do novo currículo.Sumário principal INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico que se articule com o novo currículo Este roteiro pretende orientar a escola a articular o PPP com o currículo . o pedagogo ficará responsável por compor Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. pois nele são estabelecidas as diretrizes e as bases norteadoras das ações que levam à formação dos cidadãos. Data: Novembro Local: na escola denador e pedagogo. por exemplo. Pedagogo. O roteiro deve ser desenvolvido respeitando a hora/atividade no limite de 5h/mês. Propósito: Reescrita do Projeto Político Pedagógico por professores. Dessa forma. conforme a apresentação anterior. é importante que o sumário do Projeto Político Pedagógico seja revisto anteriormente pelo pedagogo para já adequá-lo antes da produção. diretor.

As reflexões acerca da prática pedagógica procuram evidenciar que não basta que a ITENS DO PPP escola tenha profissionais com conhecimento em sua área de atuação. funcionários. O PPP é discutido e atualizado. Obs.Sumário principal o novo Projeto Político Pedagógico da escola e agendar uma outra reunião de apresentação do material para validação dos professores. pais e alunos). coordenadores. As decisões coletivas orientam o planejamento das atividades desenvolvidas pela escola. Os profissionais e os alunos da escola conhecem e valorizam a história da instituição. 33 . A escola procura registrar os eventos mais relevantes de sua história atual. diretor. Registramos que todos os demais itens contidos nos vários roteiros são complementares para o desenvolvimento deste trabalho de articulação do Projeto Político Pedagógico ao Currículo. nas diferentes séries). Para a adequação do Projeto Político Pedagógico ao Novo Currículo estamos apresentando um referencial de autoavaliação. A concepção de educação que fundamenta o PPP objetiva a aquisição crítica do conhecimento sistematizado pelo educando. direção. Devem estar articulados a uma prática comprometida com o direito de aprender de todos e de cada um. O planejamento de conteúdos das disciplinas considera o tempo necessário ao educando para a aprendizagem. É preciso que esses conhecimentos estejam inseridos criticamente na realidade socioeconômica e política de nossa sociedade. A elaboração e o desenvolvimento do planejamento de ensino são acompanhados pela equipe pedagógica. equipe pedagógica. O planejamento das atividades de sala de aula é fundamentado no PPP. As questões relativas à prática pedagógica da escola são discutidas coletivamente. PROPOSIÇÃO O Projeto Político Pedagógico foi construído coletivamente (professores. O planejamento das atividades de sala de aula é elaborado de forma integrada (por ÁREA preferencialmente. Verificar se o Projeto Político Pedagógico atende às legislações estadual e federal.

O processo pedagógico considera e valoriza o conhecimento trazido pelo aluno. alunos. especialmente nas que dizem respeito ao processo de ensino-aprendizagem dos seus filhos. Os conteúdos são trabalhados de forma contextualizada. sexualidade e outras) em seu planejamento de ensino. trabalha-se em conjunto com os pais e/ou com familiares. As estratégias para enfrentamento dos problemas disciplinares são definidas coletivamente. Existem projetos articulados com órgãos públicos e outras instituições da sociedade civil para o desenvolvimento pedagógico e/ou atendimento às necessidades da comunidade escolar. na busca de soluções. A escola trabalha questões sociais (violência. drogas. A disciplina é considerada uma questão pedagógica e. somente como último recurso recorre-se a elementos externos à escola (Conselhos Tutelares. PROPOSIÇÃO 34 . inclusive no Conselho de Classe. São desenvolvidas atividades diferenciadas de reforço de aprendizagem para alunos com dificuldades. portanto. Na busca de soluções dos problemas disciplinares. policiais. quando necessário. A aplicação dos recursos físicos e financeiros priorizam as questões pedagógicas. A indisciplina dos alunos é tratada a partir da identificação de suas causas.Sumário principal ITENS DO PPP Os professores organizam sua prática pedagógica de modo a proporcionar o tempo necessário à aprendizagem do educando. Os professores procuram utilizar estratégias e recursos variados em sua prática pedagógica. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. pais e comunidade de forma clara e em tempo hábil.). Existem mecanismos para o efetivo envolvimento dos pais nas questões pedagógicas da escola. As programações especiais desenvolvidas pela escola são comunicadas aos profissionais. Os alunos têm oportunidade de propor e realizar atividades na escola. etc. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem.

) desenvolvidos pela escola. PROPOSIÇÃO Das questões consideradas. A escola desenvolve um trabalho de acompanhamento junto aos seus profissionais no atendimento de alunos com necessidades educativas especiais. A avaliação do desenvolvimento escolar prioriza o processo de ensinoaprendizagem e não a nota. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. Existem projetos culturais (teatro. Das questões consideradas. dança. A hora-atividade é organizada de forma a possibilitar encontros dos professores que atuam na mesma área. A hora-atividade garante o tempo necessário ao professor para o trabalho individual e também para o trabalho coletivo. 35 . qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. São realizadas avaliações diagnósticas no início do ano letivo para o conhecimento do nível de aprendizagem dos alunos. A escola não permite o adiantamento de aulas e/ ou saídas antecipadas de alunos. São elaborados planejamentos de ensino a partir da realidade evidenciada na avaliação diagnóstica. A equipe pedagógica acompanha e contribui com os professores durante a hora-atividade. A equipe pedagógica e os professores discutem a forma de organização curricular da instituição. Feiras e exposições dos trabalhos de professores e alunos são realizadas com a participação da comunidade. etc.Sumário principal ITENS DO PPP As matrizes curriculares estão contempladas de forma a organizar o conhecimento necessário a cada grau e modalidade de ensino. A hora-atividade é utilizada exclusivamente para o desenvolvimento das atividades relacionadas à função docente. música.

Sumário principal As Superintendências Regionais de Educação .

Organize uma reunião anterior às agendas aqui planejadas. As orientações para compatibilização serão definidas em reunião própria. Monte um cronograma envolvendo a equipe técnica da SRE para acompanhar as etapas de implementação do currículo. envolvendo o Corpo Técnico Administrativo (diretor. Assegure registros por escola contando o desdobramento das etapas. de modo que possam melhorar o próprio desempenho. todos terão acesso aos mesmos conhecimentos atualizados e significativos. bem como participar dos trabalhos. pedagogos e coordenadores). Como estão sendo desenvolvidos. além disso. Para a Superintendência Regional de Educação é necessário registrar a responsabilidade no âmbito de sua jurisdição. Elas deverão acompanhar e monitorar todas as atividades de estudos das escolas.Sumário principal As superintendências são importantíssimas nessa etapa da implantação do currículo. de cada escola e. independente das escolas que frequentem e. pelos dados. Acompanhe o desenvolvimento dos projetos que dinamizam o currículo. Entenda a situação da educação nas escolas que compõem a regional. monte um plano emergencial para atender aquelas com deficiência. Conheça todos os indicadores e destaque aquelas escolas que. valorizados pela sociedade. Cumpra a legislação da educação. Sempre é oportuno relembrar que essa proposta de organização curricular vai possibilitar que sejam garantidas as mesmas oportunidades a todos os alunos da rede estadual. Da mesma forma é possível e necessário avaliar o progresso de todos os alunos e as escolas em direção às metas definidas. Verifique o quadro de profissionais da área pedagógica. e orientando e auxiliando em cada etapa do planejamento. A partir do CBC é possível definir metas que todos os alunos tem direito a alcançar nas disciplinas estaduais. se necessário. Supervisione o trabalho em cada escola. especialmente pedagogos e coordenadores. especialmente no que se refere ao papel que deverão desenvolver junto às escolas jurisdicionadas. Faça um quadro demonstrando quais projetos estão presentes em quais escolas. Envie relatórios compatibilizados a Sedu/ Central de cada roteiro. 39 . Conheça aquelas de âmbitos nacional e estadual. mais precisam de ajuda.

A coordenação geral desse trabalho é do supervisor pedagógico. com o apoio local dos técnicos do currículo e das equipes de EF e EM.Sumário principal Outra ação de responsabilidade das SRE é a coordenação da elaboração dos aspectos regionais do currículo. na qual vamos apresentar um plano de ação próprio para as devidas adequações que a equipe regional sugerir. 40 . Para esse trabalho a Sedu/Central está agendando reunião para o mês de março. Está ligado aos 30% de CBC que se dará em nível regional e local.

Sumário principal A Sedu/Central .

2. Acompanhar a implementação do Novo Currículo por meio dos relatórios das Superintendências Regionais de Educação e reuniões periódicas centralizadas e descentralizadas. São atribuições da Unidade Central em 2009: 1. 5. Organizar o Ciclo de Aprofundamento de Estudos Descentralizados – Currículo em Ação. Temas de referência para os estudos: • As áreas do conhecimento. as mudanças do currículo básico da rede estadual. a Unidade Central tem a responsabilidade de planejar e organizar o trabalho a ser desenvolvido pelas Unidades Escolares. junto a Gefor. • Competências e habilidades. • Ambientes e recursos de aprendizagem. 4. Coordenar a elaboração dos Cadernos Metodológicos junto aos Professores Referência. Planejar e efetivar.Sumário principal Na implantação do currículo. a partir dos resultados da pesquisa e dos relatórios encaminhados pelas SRE dos roteiros da Indicação 5. 43 . Acompanhar a elaboração do CBC regional junto às Superintendências Regionais de Educação. 6. • O ensino pela pesquisa. coordenadas pelas Superintendências Regionais de Educação. Questões de investigação: • Os conteúdos estão adequados às séries? • Os temas transversais foram trabalhados? • O documento curricular facilitou a ação docente? • O documento é de fácil compreensão e utilização? 3. Organizar o Ciclo de Seminários Descentralizados sobre o Currículo da Educação Básica. 7. Coordenar a pesquisa de avaliação do Novo Currículo – a partir da contratação de uma instituição de pesquisa.

Sumário principal Apêndices .

. estão grávidas de sugestões. 47 . Mas agora. no seu ensinar. A responsabilidade ética. convocando-os ao engajamento nessa mesma luta. se ache permanentemente disponível a repensar o pensado. que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. acertos. rever-se em suas posições. Escreve especialmente aos professores. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas. equívocos. mais adequado para constituirse em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato. aberto. observada a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. porque. de modo algum. em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas. à sua ingenuidade e à sua criatividade – o ensinante que assim atua tem. O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. tia não. emocionado. p. de um lado. de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar. sem o que não o aprende. assim como a significação igualmente crítica de aprender. leitura da palavra1 Paulo Freire Nenhum tema. mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. O fato. mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade – razão por que seu corpo consciente. ao ensinar. O ensinante aprende primeiro a ensinar. política e profissional do ensinante lhe coloca o dever 1 Esta carta foi retirada do livro Professora sim. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. um momento rico de seu aprender. que ela os faz percorrer.Sumário principal Leituras Complementares Ensinar. porque reconhece um conhecimento antes aprendido e. aprender: leitura do mundo. se abre às adivinhações dos alunos. porém. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante. de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. É que não existe ensinar sem aprender e com isso eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. o ensinante se ajuda a descobrir incertezas. sensível. que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre. de outro. Cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho D’Água. humilde. não como um burocrata da mente. pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo. 10ª ed.

Sua experiência docente. Partamos da experiência de aprender. de acordo com o espírito mesmo deste livro. quer dela participemos como aprendizes. me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros. aprendizagem de quem. não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimento social ou natural e que. envolvendo o ensinar do ensinante. que. em nível de uma posição crítica. mas busca uma síntese dos contrários. criança ainda.Sumário principal de se preparar. que envolve necessariamente estudar. recriador. do ler. de outro lado. Enquanto preparação do sujeito para aprender. se bem percebida e bem vivida. a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber. sequer. sua capacitação. estudar é. sua formação se tornem processos permanentes. como necessidade da própria reflexão. de maior exatidão. ou como ensinantes e. mais sistemático. de se capacitar. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos. o ato de estudar implica sempre 48 . envolve também de um lado a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos. de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar. assim. por isso. vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. aprendizes também. criador. Assim. Obviamente. em primeiro lugar. Não gostaria. o que me interessa aqui. de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. e portanto ensinantes. minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas. um quefazer crítico. Comecemos por estudar. por parte de quem se prepara para a tarefa docente. Pelo contrário. de conhecer. insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa. do observar. Esta atividade exige que sua preparação. o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. se acha nos começos de sua escolarização.

De ler o mundo. Uma das formas de realizarmos esse exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”. A leitura da palavra. de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Certa vez. O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. na verdade. uma 49 . Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar. difícil. portanto. não posso ultrapassar uma página se não consegui com relativa clareza. Mas. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido. estou estudando e estou lendo seriamente. Ler é uma operação inteligente. fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto. entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. exigente. sujeito do processo de conhecer em que se acha. sujeito da leitura. daí. ganhar sua significação. Da compreensão e da comunicação. jamais dicotomizar. três. fazendo-se também em busca da compreensão do texto e. dos objetos nele referidos. entre outros pontos fundamentais. Se. uma alfabetizanda nordestina discutia.Sumário principal o de ler. em seu círculo de cultura. a importância do ensino correto da leitura e da escrita. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas. E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar. quatro vezes pedaços do texto. diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade. não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível. por outro lado. mesmo que nesse não se esgote. mas gratificante. os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. nos remete agora à leitura anterior do mundo. e dessa ao concreto tangível.

Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras 2 Gaiolas e asas – Rubem Alves. isso elas não podem fazer. criava com as mãos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg. relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo. trabalhando o barro. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. um jarro. Tendências e Debates. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Gaiolas e asas2 Rubem Alves Os pensamentos me chegam de forma inesperada. sob a forma de aforismos. aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. Ensinar o voo. porque o voo já nasce dentro dos pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Há escolas que são asas. concretamente. de repente. Foi por isso que. Assim como o jarro era apenas o objeto. o que é cultura. O que elas amam são os pássaros em voo. sem explicar. com a força de um raio. viabilizava sua vida e a de sua família. ultrapassando a experiência sensorial. trabalhando o barro. compreensão gestada sensorialmente. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. sem preparo. Só pode ser encorajado. Aforismos são visões: fazem ver. Faço isto”. Engaiolados. Pois ontem. O voo não pode ser ensinado. são representações da realidade concreta. sua compreensão do processo em que o homem. (05/12/2001) 50 . O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. Agora. de fazer arte. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver. indo mais além dela. Digo “atacados” porque eles surgem repentinamente. no fundo. criava o jarro. Discutia-se. mas também de fazer cultura. esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. produto do trabalho que. Deixaram de ser pássaros. vendido. Na sua experiência anterior. Folha de São Paulo. se sustentava. lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que. cuja memória ela guardava no seu corpo.Sumário principal codificação  que representava um homem que. William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. o seu dono pode levá-las para onde quiser. através da “leitura” de uma série de codificações que. dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”.

Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo”? E os usos da partícula “se”? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga 51 . Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca. eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. ficava ensanguentado. acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço. dentes arreganhados. Nos tempos de minha infância. pedindo silêncio. E elas.. E. punha fubá dentro e ficava escondido. tenham uma boa educação. timidamente. O que elas contam são relatos de horror e medo.. tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames. batia as asas. os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor.e a domadoras com seus chicotes. criam mecanismos. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais.. em escolas de periferia. Violento. E era uma vez um passarinho voante. garras à mostra . pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. entrava na arapuca e pisava no poleiro. atraído pelo fubá.. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres. O pobre passarinho vinha... para testar a qualidade da educação.Sumário principal de segundo grau. desrespeito. o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos. fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres. gritaria. que todos. Ouvindo os seus relatos.. Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil. ameaças. Fazia minhas próprias arapucas. ofensas. esperando. Ia comendo.. É preciso que os adolescentes. Mas não podem. Balbúrdia. crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. De acordo. como dar o programa. provas e avaliações. vi uma jaula cheia de tigres famintos. fazer avaliações.

É ele que dá as ordens. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade. era “ferramenta” e “brinquedo” do corpo. todo professor. Mas eu sei que há professores que amam o voo dos seus alunos.. teria de se perguntar: “Isso que vou ensinar. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Há esperança. O sujeito da educação é o corpo. E aprender à sua maneira”. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. de suas relações e de sua própria sobrevivência. “Ferramentas” são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia.. está o resumo da educação. Assim. É o corpo que quer aprender para poder viver. Estamos dizendo que discutir educação e suas finalidades não é tarefa apenas dos educadores. que a sociedade deve incorporar essa exigência e compreender na educação suas possibilidades de 52 .. porque é nele que está a vida. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. também engaioladas. ferramentas e brinquedos. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. sabendo que é inútil. A educação no século XXI No século XXI. não fica violento. Nietzsche dizia que ela. há uma exigência de debate conjunto da educação.. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas.Sumário principal as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante”? Qual a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professoras. é melhor deixar de lado. Nessas duas palavras. a inteligência. São obrigadas a ensinar o que os programas mandam. é ferramenta? É brinquedo?” Se não for. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Isso é hábito velho das escolas. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas”. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. Nesse sentido. que ultrapassa os limites de seu próprio campo. vendo as asas crescer. aprender “brinquedos”. a educação é considerada um indispensável patrimônio da humanidade na construção de seus ideais. “Brinquedos” são todas aquelas coisas que. São asas. dão prazer e alegria à alma. não tendo nenhuma utilidade como ferramentas. ao ensinar. Fica alegre...

aprender a conhecer nos remete para o trabalho de descoberta dos mecanismos de constru- ção e apreensão dos conhecimentos. Esse pressuposto nos orienta a pensar que educar pela pesquisa é uma importante estratégia conceitual e metodológica no sentido de viabilizar. A escola. utilizá-las a serviço de sua geração e da humanidade. uma das principais contribuições da educação para o indivíduo é favorecer o acesso à informação. E ainda. o conhecimento é infinito e o homem. Essa dimensão diz respeito à qualidade de vida dos humanos nas suas correlações com seus pares.Sumário principal avançar e acompanhar um mundo de rápidas transformações. O primeiro deles. estabelece quatro pilares que sustentam. Conforme o relatório. A investigação se configura a estratégia de orientar a descoberta. não cessa em produzi-lo e reproduzi-lo. De igual modo importante é oferecer a ele a oportunidade de construir as competências necessárias para garantia desse acesso. Na realidade. Esse pilar ressalta as demandas do mundo contemporâneo e a importância das relações diante dele. é fundamental instrumentalizar as pessoas para utilizá-las. como espécie. os caminhos para o desenvolvimento desse pilar. 53 . de com-viver. Vale considerar que essa é uma das prementes tarefas da escola. Em outras palavras. não basta disponibilizar a informação. nos remete à dimensão humana do compreender. dentro da escola e da sala de aula. ao longo da história de homens e mulheres. de modo interdependente e integrado. de respeito e convivência pacífica com as diferenças e com o outro. de conhecer e de descobrir. aprender a viver junto e aprender a ser. Sem dúvida. Podemos compreender esses pilares como grandes desafios da educação e da sociedade. desenvolvendo o conhecimento dos outros. por meio do Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI presidida por Jacques Delors. Desse modo. de suas tradições e de sua espiritualidade”. de estimular a construção de conhecimentos. aprender a conhecer. por trabalhar com pessoas diferentes em espaços comuns. aprender a fazer. A Unesco. Como sabemos. de sua história. o seu conceito de educação de qualidade: aprender a conhecer. enfoca a necessidade planetária da compreensão mútua. “trata-se de aprender a viver conjuntamente. O segundo pilar indicado pela Comissão é relativo à capacidade humana de viver junto. pode promover o diálogo permanente sobre as relações estabelecidas na vida social.

qualifiquem as pessoas para a vida em conjunto. A vida neste novo século solicita uma educação que permita aos educandos associar a técnica com a aplicação de conhecimentos teóricos. vale afirmar que a educação no século XXI está estreitamente vinculada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes e a princípios éticos. que quem executa também pensa. Esse pilar sinaliza que os humanos não nascem prontos para a vida em sociedade. pautada no princípio de que as atitudes e responsabilidades pessoais interferem no destino coletivo. também executa. aprender a fazer. pois. com a utilização de conhecimentos no contexto de vida dentro e fora da escola. Sugere que os processos educativos.Sumário principal O sentido do terceiro pilar. Em suma. o saber e o fazer. 54 . de compreensão e solidariedade humana. tanto das escolas quanto das famílias. com as demandas do cotidiano. As velhas dicotomias do passado devem ceder espaço a uma práxis pedagógica que admita que quem pensa. uma responsabilidade de geração com relação à sua próxima. relacionar o que se estuda com o que se faz. é afirmar que a educação não pode aceitar a imposição de opção entre a teoria e a técnica. O aprender a ser está entre os elementos preconizados no relatório. Isso se torna. Refere-se à demanda contemporânea de uma postura ética. que a ideia e a matéria são complementares no entendimento da totalidade. que o corpo e a alma são indissociáveis.

Na seção Números da Educação você encontra essas informações. tanto no Ideb como em avaliações educacionais. como educador. como a Prova Brasil e o Saeb. Veja como você. educador. cias. Proponha que sua escola seja um espaço de aprendizado. conhecimentos e experiências dos alunos e da comunidade escolar. discuta.todospelaeducacao. todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação para melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados. é preciso estudar sempre e ter em vista onde você quer chegar com seus alunos. pois é ele quem está com o aluno diariamente e tem nas mãos as ferramentas para ensiná-lo. Há sempre algo novo e interessante para ser aprendido.Sumário principal Documento integrante do “Todos pela Educação”3 O educador é o principal trabalhador brasileiro. Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados. é o principal agente da melhoria da educação. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. suas causas e consequên3 www. e é direito de todos conhecê-los.org. na sua cidade. por meio de cursos de graduação ou pós-graduação e programas de capacitação. nas escolas próximas. Encare a diversidade de maneira positiva Tire proveito da heterogeneidade de saberes. pode fazer a sua parte. Quando você entende o problema. e que poderá te ajudar a influir positivamente na educação das pessoas ao seu redor.br/ Faça sua parte 55 . reflita. Além disso. Para ser educador. Busque sempre aprimorar seus conhecimentos Procure sempre dar sequência à sua formação acadêmica. no seu Estado. Procure se informar sobre a qualidade do ensino no país. Recomendações Entenda a situação da educação O primeiro passo para melhorar a educação é entender sua situação atual. Informe-se. Procure entender quais são os problemas da educação brasileira. Promova a interação entre eles.

A presença constante do diretor da escola é fundamental. O diretor é o responsável maior para a escola ter e cumprir o regimento escolar e a proposta pedagógica – que dará origem aos planos de curso e de aula. mas são parte de um organismo muito maior. mensalmente. para organizar seu tempo de forma eficiente. é necessário ter sempre em mente o que é e o que não é prioritário. E. que é a rede de ensino. Diretor: Seja responsável pela qualidade de ensino A melhor gestão administrativa de nada vale se os alunos não estiverem aprendendo. Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola. 56 . se a escola existe para ensinar. As metas da escola também devem ser estabelecidas.Sumário principal Escola boa é aquela em que o aluno aprende A melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos. Diretor: Assuma a liderança Assuma a liderança de forma democrática e cooperativa com todos os segmentos da equipe. e deve fazer funcionar um sistema de supervisão de professores com foco no desempenho dos alunos. o diretor deve conduzir as ações da escola de forma articulada com as políticas emanadas pela Secretaria de Educação – que deve receber. Ele deve ter competência para ocupar um papel central na gestão do cotidiano escolar e na articulação da escola com a comunidade escolar. a avaliação capaz de dizer se a escola é boa ou ruim é aquela que nos mostra se os alunos estão ou não aprendendo. Além de ser peça-chave na identificação das necessidades locais. As escolas devem ter algum grau de autonomia. Como lida com questões internas e externas da escola. mas como o grande administrador da aprendizagem dos alunos. de forma integrada às metas da rede de ensino. e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Diretor: Articule-se com a Secretaria de Educação Como a escola não trabalha de forma isolada. gerida pela Secretaria de Educação. anualmente. O diretor não deve ser visto apenas como o administrador do prédio da escola. o diretor deve garantir um sistema eficaz de reforço escolar para os alunos com dificuldades em algum conteúdo específico. os dados da escola.

Professor: Procure não faltar Lembre-se de que o aluno precisa de você. elaborar resumos. Você pode. 57 . abrir a biblioteca fora do horário das aulas e para a comunidade. disponibilizando. além dos livros didáticos. sua escola pode incentivar os alunos a usarem a internet para fazer pesquisas sobre temas atuais e.Sumário principal Diretor: Assegure o cumprimento do ano letivo Assegure o cumprimento integral do ano letivo. os conteúdos e os métodos de ensino devem ser adequados e ajustados às suas necessidades e às características dos alunos. os objetivos. para ter sucesso na sala de aula. é necessário que você seja substituído por pessoa de igual competência e que conheça o andamento dos planos de aula. dicionários e enciclopé- dias. As escolas precisam garantir um mínimo de 200 dias letivos. Cuide e melhore o acervo da biblioteca. Quanto aos computadores. Assegurar a pontualidade e frequência dos professores e funcionários da escola também é necessário. Se alguma necessidade urgente lhe impedir de estar em sala de aula. pois eles são material de uso diário. Diretor: Assegure as condições de trabalho Assegure as condições e os meios para que os professores implementem a proposta político-pedagógica da escola. Isso é lei. sem perder de vista que. descontados os intervalos escolares. Os alunos precisam tê-los em mãos para poder tirar o melhor proveito possível do que esses materiais podem trazer para seu aprendizado. ou ser incentivados a construírem seus blogs – diários na internet. Os alunos podem também ser envolvidos na elaboração e manutenção da página da escola na internet. obras de literatura infanto-juvenil. Professor: Planeje suas aulas Elabore planos de curso e planos de aula de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela escola e com o programa de ensino da Secretaria de Educação. Participe da elaboração dessas propostas e assegure seu cumprimento. com um mínimo de quatro horas de aula por dia. a partir delas. Aulas de qualidade se refletem na aprendizagem dos alunos. ainda. Diretor: Abra a biblioteca e a sala de computação Não tranque livros e computadores. livros de ficção e não-ficção.

gere expectativas nos alunos sobre os textos. Distribua os boletins com resultados dos alunos nas épocas previstas pelo Regimento Interno 58 . Professor: Reforce a autoestima dos alunos É preciso que educadores difundam ao máximo os gestos. faça comentários. etc. que deve ser compartilhada pela família e pela escola. embalagens. têm direito e capacidade de aprender. Esse tipo de atitude pode ser decisivo na vida de uma criança ou um jovem. cartas. Essas habilidades são básicas e essenciais para toda a vida do aluno. Nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo. as palavras que reforçam a autoestima das crianças e favoreçam o seu sucesso na sala de aula e na vida. Conheça de antemão os textos que você apresentará à classe. Valorize o esforço e os trabalhos elaborados pelos alunos. interpretação e o diálogo entre os estudantes. perguntas e promova a reflexão. Professor: Incentive o hábito da leitura Dê atenção especial à leitura. instruções de jogos. Estimule esse hábito oferecendo aos alunos contato com diferentes tipos de textos. as atitudes. etc. embora todos sejam capazes de aprender. Diretor: Mantenha uma boa relação com as famílias Divulgue a proposta pedagógica de cada série para os pais dos alunos poderem acompanhar o seu cumprimento ao longo do ano letivo. fazer resumos e sínteses. regras da escola. tais como matérias de jornais. receitas. à compreensão de textos e à escrita. Prontifique-se a ajudar sempre que chamado.Sumário principal Professor: Ensine a estudar Ensine os procedimentos de estudo. Divulgue também o regimento da escola para pais e alunos. Comente-os e exponha-os em murais e varais fora e dentro da sala de aula. Professor: Não desista de ensinar a nenhum aluno Todos precisam. O hábito da leitura abre aos alunos uma perspectiva prazerosa de aprendizagem. O desempenho escolar de um aluno é responsabilidade do professor. textos expositivos e literários. tomar notas. como selecionar informações. anúncios.

Mantenha esse espírito ao se relacionar com os pais e alunos. Demande que os governos municipal e estadual mantenham atualizadas as situações cadastrais (qual escola frequenta. Para tanto. Promova a gestão democrática A gestão democrática implica que os educadores. abrindo seus espaços para outras atividades e públicos – desde que isso não comprometa os direitos dos seus alunos. verifique e cobre que os beneficiários do programa levem suas crianças aos postos de saúde para realizar exames. ainda. Acompanhe também se a escola os armazena de forma correta e os distribui enquanto estão frescos. Eles são parceiros fundamentais da escola. vacinações e outras ações estipuladas pelo Ministério da Saúde. maior será a colaboração de todos. que impactam diretamente na saúde da criança e em seu desempenho escolar. Mantenha um relacionamento transparente e receptivo com os pais e familiares. Dê. Abra a escola para a família dos alunos e conheça a história e as características de cada um. devem ser considerados interlocutores e parceiros da escola no cumprimento de sua missão: fazer com que todas as crianças da escola efetivamente aprendam. quantidade e diversidade apropriadas. antes da data de expiração e em quantidades apropriadas. Reconheça a escola como um espaço de construção do conhecimento e de integração com a comunidade. mais do que destinatários. Fiscalize o Bolsa-Família Verifique se os alunos beneficiários do BolsaFamília matriculados em sua escola estão frequentando as aulas. 59 . Quanto mais a escola estiver inserida em seu contexto social e mantiver uma boa relação de parcerias.Sumário principal das Escolas. você pode verificar em sua escola se os alimentos comprados pela prefeitura têm qualidade. se concluiu os ciclos de estudos etc) de cada criança em idade escolar. familiares e a comunidade. Além disso. e informe-os sobre como está o desempenho de seus filhos na escola. dicas sobre como eles podem ajudar suas crianças a estudar e acompanhar as aulas. verifique e cobre que os recursos públicos destinados à merenda escolar sejam garantidos e bem geridos. Fiscalize a merenda escolar Acompanhe.

Michel Costa. disponível em todas as escolas estaduais EDITORA AGIR Nº 1 2 TÍTULO Como descobrir sua genialidade: aprenda a pensar com as dez mentes mais revolucionárias da história Aquarelas do Brasil 60 Agosto Março Junho Julho Maio Abril .Sumário principal Material de apoio Cronograma físico de estudos dos roteiros Novembro X Setembro X Fevereiro Outubro X AUTOR Gelb. Flavia Moreira Da Indicação1 Indicação 2 Indicação 3 02 03 X X – X X X Indicação 4 Indicação 5 Indicação 6 Títulos relacionados que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”.

Maria Lúcia Andrade. Regina Cazaux Soares. P. Lino e Outros Durante.) Pereira. Ezequiel Theodoro Da EDITORA ATUAL Nº 1 TÍTULO As tribos do mal. Márcia Botelho Paiva. Helena EDITORA AUTÊNTICA Nº. escrever e resolver problemas – habilidades para aprender matemática Ler e escrever na escola: o real. Kátia Stocco e Outros Lerner. Delia Quadro. 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Aprendendo valores éticos Literatura e letramento Formação de professores – pesquisas. o neonazismo no Brasil e no Mundo AUTOR Salem. Aparecida (Org. Marta Meirieu. representações e poder Aprendizagem contextualidade: discurso e inclusão na sala de aula Professores leitores e sua formação Diálogos na educação de jovens e adultos A construção do letramento na educação de jovens e adultos Escrever e brincar: oficinas de texto AUTOR Fagundes. Ronice EDITORA ÁTICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Como analisar narrativas O texto na sala de aula Avaliação do processo Ensino-Aprendizagem Linguagem e escola: uma perspectiva social A produção da leitura na escola AUTOR Gancho. João Vanderlei Haydt. Cândida Geraldi. Ludimila Tomé De Soares. Smole.Sumário principal EDITORA ARTMED Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Fazendo Arte com a Matemática Aprender com jogos e situações-problemas Alfabetização de adultos: leitura e produção de textos A pedagogia entre o dizer e o fazer : a coragem de começar Ler. Júlio Emílio Diniz Castenhema. Maria Lúcia Claver. Magda Silva. o possível e o necessário Educação de Surdos: a aquisição da linguagem AUTOR Fainguelernt Macedo. Ronaldo 61 . Leôncio e Outros (Orgs) Pereira.

Anita Watson.M. Ana Lúcia G. 1 2 3 4 5 6 TÌTULO Palavras sagradas de diferentes povos e religiões O que sabemos sobre Budismo O que sabemos sobre Cristianismo O que sabemos sobre Hinduísmo O que sabemos sobre Islamismo O que sabemos sobre Judaísmo AUTOR Kubric. Claudia Mariab Mendes EDITORA AVE MARIA Nº 1 TÍTULO Nosso Folclore AUTOR Prado. C. Duckur Costa Bezerra Padilha. M. Husair Doreen.) Ganeri. A. De Caparroz. Edgar EDITORA BRASILIENSE Nº 1 2 TÍTULO O iluminismo e os reis filósofos O que é Religião AUTOR Salinas. Francisco Eduardo Bezerra. Rubem EDITORA CALIS Nº.L Góes.Fine 62 . Carol Ganeri. Anita Shahrukh. Luiz Alves. Zuleika De Almeida EDITORA BERTRAND Nº 1 TÍTULO A cabeça bem feita: repensar a reforma e o pensamento AUTOR Morin.Sumário principal AUTORES ASSOCIADOS Nº 1 2 3 4 5 6 TÍTULO O mundo da escrita no universo da pequena infância Entre a Educação Física na Escola e a Educação Física da Escola Em busca da formação de indivíduos autônomos nas aulas de Educação Física Práticas pedagógicas na educação especial: a capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental Políticas e práticas de educação inclusiva Alfabetização: a criança e a linguagem escrita AUTOR Faria. Simone (Org. R Contijo.

Alice e Outros Morin. Maria Reigota. 63 . Edgar EDITORA DP&A Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Gestão da escola: desafios a enfrentar Filosofia para crianças Professora pesquisadora. I Outras linguagens na escola (v. Adilson Buoro. vol. Ligia (Coord) Citelli. retórica e prova AUTOR Argan. Anamélia Bueno Coletivo De Autores Citelli. uma práxis em construção Prova um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas Quando falam os professores alfabetizadores Quem sabe que erra? Reflexões sobre avaliação e fracasso Verde cotidiano: meio ambiente em discussão AUTOR Cury. O lugar da poesia e da ficção. Mitsi Pinheiro De Estebam. Sofia Larche Kohan Walter Estebam. letramento e inclusão social Letramento literário: teoria e prática AUTOR Mollica. Carlo EDITORA CONTEXTO Nº 1 2 TÍTULO Fala. M. Rildo EDITORA CORTEZ Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Leitura e construção do real. 6) Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte Metodologia do ensino e educação física Aprender e ensinar com textos não-escolares Política de currículo em múltiplos contextos Os sete saberes necessários à educação do futuro AUTOR Chiappini. Eric Ginzburg.Sumário principal EDITORA CIA DAS LETRAS Nº 1 2 3 TÍTULO Arte moderna A era dos extremos: o breve século XX. 1914-1991 Relação de força: história. Giulio Carlo Hobsbawn. Adilson Casimiro. Carlos Roberto Jamil Vieira. Maria Cecilia Cosson. Maria Tereza Moretto. Vasco Pedro Lacerda.

. na escola: formando educadores para formar leitores AUTOR Paulino. Raquel Félix LOTE 32 – EDITORA FORMATO Nº 1 2 TÍTULO Tipos de texto: modos de leitura Era uma vez.M.. 64 . Santinho Ferreira De Souza. JOSÉ EDITORA LOYOLA Nº 1 TÍTULO Pesquisa na escola: o que é. Graça Aguiar. como se faz AUTOR Dagno. e Outros EDITORA FLOR & CULTURA Nº 1 2 TÍTULO Percursos com a leitura Olhares e perguntas sobre ler e escrever AUTOR Souza. Santinho Ferreira De EDITORA FORMAR Nº 1 TÍTULO A construção do Espírito Santo AUTOR Conti. D.Sumário principal EDITORA EDUFES Nº 1 TÍTULO Pesquisa e educação especial: mapeando produções AUTOR Jesus. cidade presépio AUTOR Tatagiba. Vera Teixeira De e Outros EDITORA FTD Nº 1 TÍTULO Atlas Geográfico – Turma da Mônica AUTOR Souza. M. Maurício De QTD 591 EDITORA GRAFER Nº 1 TÍTULO Vitória.

Sandra Tailer. Darcy Di Cavalcanti Djanira Guersoni 65 . Fegel. J. Sissa e Outros QTD 1860 EDITORA MODERNA Nº 1 2 TÍTULO Gramática em textos Gramática de Espanhol passo-a-passo com exercícios AUTOR Sarmento.Djanira Brincando com Arte . Yves Carvalho. Melinda EDITORA MARTINS FONTES Nº 1 2 TÍTULO A redação na escola Coesão e coerência nas narrativas escolares escritas AUTOR Franchi.Guersoni AUTOR Sarro. Egle Franchi.Sumário principal EDITORA MANOLE Nº 1 2 3 TÍTULO Filosofia ética e literatura Ensinando basquetebol para jovens Primeiros socorros no esporte AUTOR Perissé. Egle EDITORA MEDIAÇÃO Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Filosofia da criação A formação do ator A criança e a pintura Indisciplina/Disciplina Removendo barreiras para a aprendizagem AUTOR Meira. Marly Spritzer. Adélio Penteado.Darcy Penteado Brincando com Arte . Rosita Edler QTD 1860 591 591 1860 1860 EDITORA MERCADO ABERTO Nº 1 TÍTULO A criança e a produção cultural AUTOR Jacob. Leila Santilhana. Mirna Richter. Adrián Famyul EDITORA NOOVHA AMÉRICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Brincando com Arte . Gabriel Walker Larry E.Adélio Sarro Brincando com Arte .Di Cavalcanti Brincando com Arte .

Jocelino Soares Brincando com Arte .Guignard Brincando com Arte . Maria Inês Carmiato. Regina EDITORA PAPIRUS Nº 1 2 3 4 TÍTULO Geografia. João Décio 66 . Maria Inês EDITORA PAULUS Nº 1 2 TÍTULO Recriando experiências – técnicas e dinâmicas para grupos Ensino Religioso: construção de uma proposta AUTOR Instituto da Pastoral da Juventude Leste Bastos. Ítalo Lajolo. Ivani Guimarães. escola e construção de conhecimentos A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento A formação dos educadores ambientais Educação ambiental: no consenso um debate AUTOR Cavalcante. Marisa Zilberman.Ranchinho Brincando com Arte .Sumário principal Nº 6 7 8 9 10 11 12 13 TÍTULO Brincando com Arte . Maria Inês Carmiato. Jocelino Maroubo Portinari.Walde-Mar AUTOR Guignard Soares. M. Fazenda.Vaccarini Brincando com Arte .Maroubo Brincando com Arte . EDITORA PAULINAS Nº 1 2 3 4 TÍTULO A religião no mundo (5ª série) Expressões do sagrado na humanidade (6ª série) A religiosidade no mundo atual (7ª série) Nossa opção religiosa (8ª série) AUTOR Carmiato.Tarsila do Amaral Brincando com Arte . Lana De S.Portinari Brincando com Arte . Cândido Ranchinho Amaral. Maria Inês Carmiato. Guimarães. M. Tarsila do Vaccarini Walde-Mar EDITORA OBJETIVA Nº 1 2 3 TÍTULO Como e por que ler a poesia brasileira do século XX Como e por que ler o romance brasileiro Como e por que ler a literatura infantil brasileira AUTOR Moriconi.

Adaptação e meio ambiente AUTOR Knur. Susan e outros 67 . A. Cristina EDITORA PLEXUS Nº 1 TÍTULO Possibilidade de histórias ao contrário. ou como desencaminhar o aluno da classe especial AUTOR Padilha.Português (grande) AUTOR Holanda. Carlos Buoro. M.Sumário principal EDITORA PAZ E TERRA Nº 1 TÍTULO Pedagogia do oprimido AUTOR Freire. Andréa e Outros Boreges. Aurélio EDITORA SANTOS Nº 1 TÍTULO Fisiologia animal. preconceito e intolerância AUTOR Pimentel. Carlos Pimentel. L EDITORA POSITIVO Nº 1 TÍTULO Dicionário Aurélio . Schindt EDITORA SARAIVA Nº 1 2 3 4 TÍTULO Português descomplicado Constituição Federal Brasileira Violência urbana Racismo. Paulo EDITORA PEIROPOLIS Nº 1 TÍTULO Cultura da paz AUTOR Von. Edson e Outros EDITORA SBS Nº 1 TÍTULO O ensino da língua inglesa AUTOR Holden.

J. disponível em todas as escolas para subsidiar os estudos dos professores Programa DVD Escola – Volume I Disco 03 • • • • • Avaliação e Aprendizagem O que é Avaliação? (13’37”) Ciclo de Aprendizagem e Avaliação (16’00”) Avaliação e Contexto Social (15’00”) Projetos Educacionais e Avaliação ( 21’00”) Convívio Escolar • Toda Criança na Escola (12’28”) • Direitos e Responsabilidades (10’06”) • A Organização do Tempo e do Espaço na Escola (10’59”) 68 . Vegetação Mapas do Espírito Santo . Físico Mapas da Europa . Ellis EDITORA THONSON Nº 1 TÍTULO Educando para o pensar AUTOR Castro. Gabriela e Outros Gentilli.) Rodrigues. África. Cashmore.Ásia.Físico e Político . Físico.Sumário principal EDITORA SUMMUS Nº 1 2 3 TÍTULO Diferenças e preconceitos na escola Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva Dicionários de relações étnicas e raciais AUTOR Aquino. Clima. (Org.Político. Oceania Vídeos que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. A.) MAPAS Nº 1 2 3 TÍTULO Mapas do Brasil . (Org. Eder Alonso Oliveira e Outros EDITORA VOZES Nº 1 2 TÍTULO Desenvolvimento sustentável Pedagogia da exclusão AUTOR Scotto. P. D.Político.

Parte II • Avaliação Institucional: para Controlar ou para Democratizar? (60’) • Gestão Democrática da Escola e Gestão Democrática do Sistema de Ensino (60’) Disco 24 • Princípios e Bases da Gestão Democrática (60’) • A Função do Gestor (60’) Disco 33 Formação Contínua de Professores – Parte I • Formação Contínua de Professores em Face das Múltiplas Possibilidades e dos Inúmeros Parceiros (60’) • A Formação Contínua como um dos Elementos Organizadores do PPP da Escola (60’) • A Reflexão sobre a Prática CotidianaCaminho para a Formação Contínua e para o Fortalecimento da Escola Enquanto Espaço Coletivo (60’) Disco 25 • O Projeto Político Pedagógico: Conceitos e Significados (60’) • Os Diferentes Projetos da Escola (60’) • Políticas Pública e a Gestão Escolar (60’) Programa DVD Escola –Volume II Disco 13 Letra Viva • Planejamento na Prática Pedagógica (29’) • Planejamento: uma atividade é só uma atividade? (29’) Disco 34 Formação Contínua de Professores – Parte II • Os Saberes dos Professores.Ponto de Partida para a Formação Contínua (60’) • Vida e Trabalho. Eleição de Diretores e Descentralização Financeira em Questão (60’) • A Gestão Democrática do Projeto Político Pedagógico (60’) Disco 32 Gestão da Escola .Articulando a Formação Contínua e o Desenvolvimento Profissional de Professores (60’) 69 .Sumário principal Disco 23 Fazendo Escola • A História e os Caminhos da Gestão Escolar (60’) • O Papel dos Colegiados na Gestão Escolar (60’) • O Papel do Professor (60’) • O Projeto Político Pedagógico Passo-a-Passo (60’) Disco 31 Gestão da Escola – Parte I • Gestão Democrática: Teoria e Prática (60’) • Conselhos Escolares.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Anos Iniciais .

v. – Vitória : SEDU.Espírito Santo (Estado) . v.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. v. II. Ensino médio Currículo.Ensino médio.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. v. Série. 01 .CEP 29. 01 . anos iniciais. anos finais. Título. nº 1.Vitória/ES .Currículo. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. 03 .056-085 . área de Ciências Humanas.com.Currículo.19 CDU 373. 3.br Espírito Santo (Estado).111. ISBN 978-85-98673-08-0 1. 02 .3.Ensino médio. I. 26 cm. área de Linguagens e Códigos.Ensino fundamental. César Hilal. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. 02 . Ensino fundamental . área de Ciências da Natureza. Santa Lúcia . área de Ciências da Natureza.Ensino fundamental.Ensino fundamental. anos finais. Ensino .Ensino médio. 03 . 202 p. Guia de implementação.Info Consultoria. CDD 372. 2. 2009. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. área de Ciências Humanas. . área de Linguagens e Códigos. anos finais. ES. v. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos iniciais / Secretaria da Educação.

nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. ao lado do educador.. igualmente sujeito do processo..” Paulo Freire .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.

Hulda N. Sandra Fernandes Bonatto. Magna Tereza Delboni de Paula. Alexandre Nogueira Lentini. Lemos. Sebastiana da Silva Valani.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Jorge Luis Verly Barbosa. Josimara Pezzin. Karina Marchetti Bonno Escobar. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Silma L. Maria de Lourdes S. Tarcísio Batista Bobbio. Edson de Jesus Segantine. Rodrigues. Ernani Carvalho Nascimento. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Elisangela de Jesus Sousa. Elenivar Gomes Costa Silva. Renata Garcia Calvi. Maria da Penha E. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. R. Márcia M. Maria Adélia R. Sandra Renata M. Pedro Paulino da Silva. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Valéria Zumak Moreira. Barbosa. Perin e Valéria Perina. Pedro Guilherme Ferreira. Patrícia Maria Gagno F. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Malba Lucia Gomes Delboni. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Israel Bayer. Roseane Sobrinho Braga. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Angelita M. Sulâne Aparecida Cupertino. Verginia Maria Pereira Costa.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Fernandes. Irineu Gonçalves Pereira. Maria Alice Dias da Rosa. Freitas. Rosangela Maria Costa Guzzo. Luciene Tosta Valim. Everaldo Simões Souza. Alcimara Alves Soares Viana. P. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Pedro Paulino da Silva. Edy Vinicius Silverol da Silva. Madalena A. Alaíde Schinaider Rigoni. C. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Maria José Teixeira de Brito. Kátia Regina Zuchi Guio. Luciane Salaroli Ronchetti. Ires Maria Pizetta Moschen.Língua Portuguesa Adriana Magno.C. Claudinei Pereira da Silva. Vivian Rejane Rangel. Naédina Barbieri. Eliane Carvalho Fraga. Mônica V. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Novais Rocha. Ires Maria Pizzeta Moschen. Eduarda Silva Sacht. Luciane S. Ana Paula Alves Bissoli. Neire Longue Diirr. Anderson Soares Ferrari. Braga. Delcimar da Rosa Bayerl. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Rodrigues. Rodrigo Nascimento Thomazini. Nilson de Souza Silva. de Almeida. Sebastião Ferreira Nascimento. Chirlei S. Magna Maria Fiorot. Ivanete de Almeida Pires. Anelita Felício de Souza. Tânea Berti.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Fabiano Boscaglia. Lúcia H. Sônia A. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Erilda L. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. da Silva Scaramussa. de Quadros P. Nascimento. Marta Margareth Silva Paixão. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Mara Cristina S. Sara Freitas de Menezes Salles. do Nascimento. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Luciane R. Ângela Maria Freitas. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Angélica Chiabai de Alencar. João Luiz Cerri. Lúcia Helena Novais Rocha. Pinto. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Cérlia Silva de Oliveira. Ilza Reblim. Lyra. Larmelina. Iza klipel.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Cláudia Regina Luchi. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Giselle Peres Zucolotto. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Luciete de Oliveira Cerqueira. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Antônio Fernando Silva Souza. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Renata da Costa Barreto Azine. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Danilza A. Paulo Roberto Arantes. Margarida Maria Zanotti Delboni. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Marcio Vieira Rodrigues. Maria da Penha de Souza. Alan Clay L.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Mohara C. Jaqueline Oliozi. Organdi Mongin Rovetta. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Núbia Lares. Cátia Aparecida Palmeira. Rosângela Vargas D. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Rosinete Aparecida L. Antônio Fernando Silva Souza.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Lúcia Helena Maroto. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Maria Nilza Corrêa Martins. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Martinelli. Hebnézer da Silva. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Américo Alexandre Satler. Carvalho Morais.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Renan de Nardi de Crignis. Maria do Carmo Braz. Manzoli.Arte Rita de Cássia Tardin .História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Salette Coutinho Silveira Cabral. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Luiz Humberto A. Telma L. Maria Elizabeth I. Leila Falqueto Drago. Paulo Roberto Arantes. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Edna Milanez Grechi. Marcia Vânia Lima de Souza. Valentina Hetel I. Torres. Ribeiro. Carla Moreira da Cunha. Rosiane Schuaith Entringer. Paulo Roberto Arantes. Oliveira. Elza Vilela de Souza. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Maria Aparecida Rosa. Johan Wolfgang Honorato. Regina Zumerle Soares. Anderson Soares Ferrari. Ferreira. Sandra Renata Muniz Monteiro. Maria da Penha C. Gilcimar Manhone. Maria da Ressurreição.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Alves. Morati. Ilza Reblim. Cezar. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Ediane G. Mirtes Ângela Moreira Silva.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Luciene Maria Brommenschenkel. Rosiana Guidi. Alvarenga Vieira. Maria de Glória Sousa Gomes. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Patrocínio. Vazzoler. Simone Carvalho. Márcia Gonçalves Brito. Vaneska Godoy de Lima. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. S. C.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Christina Araújo de Nino. Rita de Cássia Santos Silva. Ronchetti. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Gracielle Bongiovani Nunes. Luciana Oliveira. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Jarbas da Silva. Sabrina D. Renato Santos Pereira. Coelho Ambrozio. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Léa Silvia P. Patrícia Maria Gagno F. Marlene M. José Christovam de Mendonça Filho. Antonia Regina Fiorotti. Agnes Belmonci Malini. Cortez. Cristina Louzada Martins da Eira. Eliana Aparecida Dias. Izaura Célia Menezes.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Christina Araújo de Nino. Teresa Lúcia V. Marcos Leite Rocha. de Castro. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Jaqueline Justo Garcia. Bastos. Irineu Gonçalves Pereira. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Carmencéa Nunes Bezerra. José Alberto Laurindo. Francisco Castro. Lea Silvia P. Tania Mara Silva Gonçalves. Dileide Vilaça de Oliveira. Hebnezer da Silva. Antônio Carlos Rosa Marques. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Dilma Demetrio de Souza. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Angélica Chiabai de Alencar. Guaresqui Cruz. Edilene Klein. da Silva. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Jane Ruy Penha. Alaércio Tadeu Bertollo. Ana Paula Alves Bissoli. Maria Alice Dias da Rosa. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Rogério de Oliveira Araújo. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Fracalossi. Epitácio Rocha Quaresma. Conciana N. Alecina Maria Moraes. Última da Conceição e Silva. Paulo Alex Demoner. Luciano Duarte Pimentel. Lurdes Maria Lucindo. Gina Maria Lecco Pessotti. Margareth Zorzal Fafá. Soprani. Lima. Carlos Sebastião de Oliveira. Edílson Alves Freitas. Regina Jesus Rodrigues. Jomar Apolinário Pereira. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Carvalho. Maria Geovana M. João Firmino. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Monteiro e Wagna Matos Silva. Márcio Correa da Silva. Eliethe A. Sidinei C. Denise Moraes e Silva. Marcelo Ferreira Delpupo. Marta Gomes Santos. Ivone Braga Rosa. Giuliano César Zonta. Nourival Cardozo Júnior. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Davel. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Gleise Maria Tebaldi. Pereira. Rodrigues Soyer. Renan de Nardi de Crignis. João Luiz Cerri. Eliana C. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Rodrigues. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Jane Pereira. Edimar Barcelos. Adna Maria Farias Silva. . Ilia Crassus Pretralonga. João Carlos S. Foerste . Linderclei Teixeira da Silva. Roberto Lopes Brandão. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Edilene Costa Santana. Marlene Athaíde Nunes. Evelyn Vieira. Luciene Tosta Valim. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. SRE Carapina: Lucymar G. Benevides. Ana Helena Sfalsim Soave. Maria Cristina Garcia T. Rachel Miranda de Oliveira. Junqueira. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Alaíde Trancoso. de Oliveira. Giovana Motta Amorim. Neyde Mota Antunes. Jomara Andris Schiavo. Eliane dos Santos Menezes. Angélica Chiabai de Alencar. Luiza E. Rodrigo Vilela Luca Martins. Bastos. Campos Cruz. Dalla Passos. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Eliane Maria Lorenzoni.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Eliane dos Santos Menezes. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Raquel Marchiore Costa. Maura da Conceição. Érika Aparecida da Silva. Sebastião Ferreira Nascimento. Marilene Lúcia Merigueti. Edna dos Santos Carvalho. Cristina Lúcia de Souza Curty. Maria Adelina Vieira Clara. Kátia Elise B. Cátia Aparecida Palmeira. Luiz Antonio Batista Carvalho.Física Claudio David Cari .SEDU Ana Beatriz de C. Renato Köhler Zanqui. Martinelli.

é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Temos certamente que comemorar. a complexidade que envolve a infância e a juventude. das superintendências e da unidade central. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . Para enfrentá-los. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. na qual. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. neste contexto. sem dúvida. quer sejam individuais ou coletivos. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. como um plano único e consolidado.Sumário principal Prezado Educador. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. Como equipe.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal 8 .

Sumário principal Apresentação .

estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . Como síntese desse processo. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). Educação Especial e Educação do Campo. O Estado. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. sobretudo. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. tendo como base um projeto de nação. ao longo dos anos. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. como unidade autônoma. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. conforme os termos constitucionais. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. mas. por meio de mecanismos participativos. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio.

passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. 12 . De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. conectado com a dimensão universal. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. Todos esses atores mente construídas. com qualidade social. nizados. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. ciência e cultura. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. O currículo é a materialização do ricos de discussão. entre vimento de crianças. com vistas à promoção do educando e. fortalecendo a grande complexidade.500 educadores. valores. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. Portanto. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. costumes historicamente produzidos que. Entre os anos de 2004 e 2006. como a relação entre trabalho. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. por meio de atitudes.Sumário principal e social de sua população. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. professores convidados. que desafios que precisamos enfrentar. hábitos e consequentemente. tônomos e críticos. da educação pública. muitas vezes. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação.

Certamente. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. conteúdos com- 13 . ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. consequentemente. resguardando as especificidades das escolas. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Além para cada disciplina da do CBC. outros Educação Básica. conhecimentos estanques e conservadores. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Para tanto. Isto é. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual.

ou seja. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . as categorias estão apresentadas apenas de forma didática.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. cultura e trabalho. em alguns casos. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. Do ponto de vista organizacional. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. dentre outros. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. na relação com a natureza e com seus pares e. correspondendo aos 30% restantes. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. produz conhecimentos. ampliando a nada. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. assim. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. como instrumentos dinamizadores do currículo. lo ciência. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. cializadas na medida em que cultura e trabalho.

Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. tornando a escola mais atrativa. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. a partir de estudos sistemáticos. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. por fim. Dessa forma. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais.Sumário principal vivências curriculares. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. por meio da Lei Nº. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. 8963 de 21/07/2008. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. materializa esse conceito. “Ciência na Escola” . O projeto contempla ainda. química e biologia. Realização de olimpíadas escolares e. Matemática e Ciências. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Esporte. 15 . roteiros turísticos e ambientais.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular.

Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. a de estudar. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . refletem a complexidade do do conhecimento matemático. escrita e pedagógicas. formação gica. com isso. pois o educador precisa aliar à tarefa e. de modo a 16 . computador por aluno. a partir digitais no cotidiano escolar. tecnologias e suas implicações didáticas. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar.um públicas e privadas. e a partir A formação continuada tação. “Ler. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. pesquisa. capacibibliotecas escolares. intervenção pedagógica. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. TV comunidade local. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. como ativiprocesso ensino aprendizagem. a sua inclusão digital e a comunidade.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. PC do professor. as reformas educativas e seus desdobramentos. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. com destasucesso esperado: estagiários. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. por meio que necessidade. ampliando para a do educador é mais naridade. transdisciplida escola. com destaque ações de formação. que para a revitalização das professor dinamizador. pois o educador precisa aliar à Multimídia. pendrives. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. as novas do conhecimento. atualização da escola.

com tudo isso. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. Destaca-se ainda. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. que incorporou o saber de quem o vivencia. como componentes do Guia. uma trilha experienciada coletivamente. portanto. 17 . Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. os quais irão enriquecer a prática docente. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. Espera-se. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. além de outras pautas de estudo do referido documento. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. ao final de 2009. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. Nesse sentido. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano.

Sumário principal Capítulo Inicial .

a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. por meio de seminários com participação dos professores referência. de acordo com a prática pedagógica do professor. municipal e federal. constituíram-se objetos de diálogo. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. formação acadêmica e atualização permanente. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. objetivos. conteúdos e orientações didáticas. considerando situação funcional. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. Em 2005. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. que. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. Em 2006 a Sedu. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. nos quais. elaboraram as ementas contendo visão de área. 21 . Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação.

foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. consequentemente. estar a serviço da vida. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. modalidades e transversalidades. da educação pública. consultores. além de 26 especialistas de cada disciplina. num processo formativo e dialógico. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. central e das da educação pública. acima de tudo. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). professores convidados. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. consequentemente. jovens e adultos capixabas. em sua fragilidade. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. contando com a participação de cerca de 1.500 eduTodos foram mobilizados cadores. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. intercolóquios e seminário de imersão. SRE. nos anos de 2007 e 2008. produziram os CBC por disciplina. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. em dois grandes ciclos de colóquios. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. instituições e modos de 22 .

O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. dignidade humana. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. Nesse sentido. solidários. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. cultural e político. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. direito de todos e dever do Estado e da família. por isso. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. é um bem público que deve servir 23 .Sumário principal vida. que se realiza em um contexto histórico. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. social. a vida requer convivência na promoção da paz interior. paz social e paz ambiental. reverencia o mistério da existência. que são apenas diferentes. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. do outro e do mundo. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. Superar as diversas formas de exclusão. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. intensificando os esforços pela justiça.

um direito. Na escola. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. deverá atender aos interesses da coletividade. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. uma obra de legítimo interesse social. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. em função dele. a reflexão e a ação. com toda a sua complexidade. É na relação entre os sujeitos. E um lugar de esperança. espaço de visibilidade. A educação como serviço público. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino aprendizagem. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. na medida em que contribui para o bem comum. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. assumindo o lugar de mediador. do desenvolvimento social e econômico da nação. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. a construção. mediante um determinado caminho. exercido pelo poder público ou privado. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. a interpretação. uma dimensão mais ampla. o aluno é o centro do processo educativo e. assumindo. A educação como obra de mudança. A escola pública com compromisso social. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. No entanto. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. antes de tudo. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . aprender. envolvendo a percepção. consequentemente. por ser um ambiente essencialmente humano.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. de movimento de uma dada situação a outra diferente. portanto. numa perspectiva dialógica e dialética. sentimentos e atitudes. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário).

preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. material e social. acima de tudo. símbolos e comportamentos. constituindo o modo de vida de uma população determinada. apropriando-se dela e transformando-a. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. assim.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. portanto. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. produz conhecimentos. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. cuja base se expressa na aquisição da leitura. a partir da articulação dos princípios trabalho. gerando a sua própria cultura. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. cultura numa perspectiva antropológica. como forma de criação humana. como processo dinâmico de socialização. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. ciência e cultura. e trabalho como princípio educativo. e. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. algo vivo e dinâmico que articula as representações. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. Nesse sentido. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 .

P. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. O currículo para além das grades . Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. e BARBOSA. impreciso. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. e. evidenciar a qualidade dessa ação. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. a exemplo dos laboratórios de estudo. Portanto. J. no interior da unidade educacional. 26 . promotor de uma educação emancipadora. GÓMEZ. Porto Alegre: Artmed.R. muitas vezes. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. C. 2 MOTA.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. certamente.I. e.G. 1998. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. nesse sentido.G. entre os curriculistas contemporâneos. a organização física. N. No entanto. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN.S. mais difundida. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. Compreender e transformar o ensino. Isso acontece 1 SACRISTÁN.Sumário principal curricular apresentada neste documento. Brasília. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. 2. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. o significa discutir a currículo. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. dependendo do enfoque que o desenvolva.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. junho de 2004. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. sobretudo. o currículo na escola E. sobretudo. que está inserido. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. J. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. A.V. por ser um conceito bastante elástico e.

currículo praticado (Oliveira). avaliação.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. ações. Documentos de identidade . é possível e negociações. historicamente ideias de currículo em ação. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. Considerando isso. e outras que considePortanto. currículo realizado (Ferraço). o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. 3 talidade social” . os conhecimentos mais valorizados da escola. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. seja no campo de metodologia. conflitos concretas. seu modo 4 FERRAÇO. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. de organização e gestão. Assim.uma introdução às teorias do currículo. 2000.E. T. De modo geral. Vitória: SEEB/SEDU. Por isso. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola.T. as relações no interior 3 SILVA. O currículo escolar. a identidade nantes. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. currículo real (Sacristán). está deficurrículo4. a participação da comunidade. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). incluem tradições culturais Assim. seu modo de organização e gestão. 2004. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. Belo Horizonte: autêntica. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. 27 . metas. C. Ele é resultado de lutas. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. políticas e alternativas educacionais. a identidade dos estudantes e etc. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola.

não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. histórias de vida. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. com rapidez e eficiência. de vida e laborais conhecer. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. específica”7. 2005.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. ENEM . articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. com rapidez e eficiência. ensino. conhecimentos tácitos e as constituem.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. articulando competências. v. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. Comumente. ou seja. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. ENEM . Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). Boletim técnico do SENAC. 81-93. Pelo contrário. fazer. Z. 7 BRASIL. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. Não norteadores do Ministério da Educação. como parte que deste documento curricular. 2005. 6 KUENZER. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. de ensino e pesquisa. Rio de Janeiro. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. a segunda parte previstas. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. p. MEC/INEP. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. 30. forma a aliar competências. 28 .Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. lar. 2004. MEC/INEP. há gradação. A.

pedagogos. as três formas de competência. é extremamente importante que os profissionais da educação. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. por exemplo. Não se trata MEC. o desenvolaprendida. educativo. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. ENEM . coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. A competência relacional expressa esse jogo de interações. Competência como condição prévia anteriormente descritas. significa. não basta possuir objetos potentes e adequados. não basta ser muito entendicontexto. condição do objeto. o que se chama de talento. MEC/INEP. na prática não se do sujeito. 29 . Nesse te. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. 9 BRASIL. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. nesse sentido.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. 2002. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. dom ou uma mesma realidade. Assim. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. extrema facilidade para alguma atividade.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. Dentre elas. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. ou seja. o que pressupõe uma organização Na escola. planejamento das atividades. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. 2005. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. pois se referem a petência.

preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . para que o aluno aprenda. Até escola. 2. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. visa a investir na formação do cidadão. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. se forme e informe. ao mundo do trabalho. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. Nesse sentido. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. “Ninguém nasce aluno. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. trabalhar nessa concepção. Quais são os alunos e quais são. cultural. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. por meio do ensino e da pesquisa. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. problematizannatureza. alguém se torna aluno.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. Cidadão esse que busca na escola adquirir. Ao contrário disso. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. neste documento curricular. afetivas.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. Como ponto de (cognitivas. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. hoje. sociais e psicomotoras).

que conrenciam. A e na comunidade. A ação de reconhecimento ora jogando para traz a curta dos tempos da vida: a infância. a inserção na vida adulta. criações culturais crianças com o mesmo referencial. assim. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. Portanto. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. no exercício História. gênero. sendo um ocidental como a nossa. séculos. A escola. a Psicanálise. constituir-se como infância. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. dentre mundo. de sua função educadora.Sumário principal e imprecisos. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. sem. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. os adultiza. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. ora empurranlia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos do para frente o momento sociais. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. no Brasil templam o pertencimento de classes. a vida adulta. Esses tempos de vida. Os diálogos com as única instituição responsável As crianças de hoje não teorias de um lado e as lutas por esse desafio. especialmente no que se de um indivíduo. a Sociologia. a juventude e etapa da infância. da maturidade. de dominar física e mentalmente outros. enfim. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. estudo e a compreensão da contudo. 31 . muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. e não diferentemente no Espírito Santo. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. numa sociedade socioculturais determinadas. tos da criança. uma vez que são exatamente iguais políticas em defesa dos direia compartilha com a famíàs do século passado. a Antropologia. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. Sendo simbólicas específicas e próprias. há ou etnia. a violência urbana. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. a Filosofia. pois reconhece-se que. os infantiliza. econômicos. é tempo de constante refere à crise de autoridade.

se exercita e se reconstrói variados. tude do homem. o desejo de impactar. marcada pela busca leitura. delimita mobilizar. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. discurso com sentido. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. estilos que se constrói. a escrita. juntas. Portanto. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. construindo. Deve ser pensada para contrastes. ajudam a traçar o perfil da população. de provocar matemático. da puberdade e social parecem mobilizar. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. como odo atravessado por crises. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. a juvencomo o nascimento. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. Marcas para outras. de forma visível. assim. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes.Sumário principal individuais. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. de provocar própria sociedade. visível. e que se originalidade. finalizando definidoras da existência somente com a morte. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. Na infantil e a maturidade do adulto. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. cognitivas e sociais que. o desejo de impactar. que. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. como a o sinal próprio desse tempo. nas relações estabelecidas também e não 32 . social parecem Assim como a infância.

como a família. Objeto de inveja e de medo. Objeto de admiração e ojeriza. a seus pesadelos de violência e desordem. mas buscam proteção. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. muitas vezes encurralando-a. a ponto de ser compreendido como alienação. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. ao mesmo tempo. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. apontado para os adolescentes. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida.Sumário principal somente na escola. (Calligaris. Na contemporaneidade. da classe média e trabalhadora. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. ausência de utopias. a ênfase no mercado e no consumo. 2008). Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. como desordeiros ou transgressores. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. falta de perspectiva de vida. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. a igreja e o trabalho. em intensa situação de vulnerabilidade. em que os últimos têm acesso a bens. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. Querem ser rebeldes. mas em outras esferas sociais. ela é um poderoso argumento de marketing e. são todas identidades possíveis e relacionais. Ser jovem na periferia ou no campo. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. ao mesmo tempo. Na escola. Seguir. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . diante de uma sociedade em intensa mudança. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. no qual o futuro é incerto. especialmente apresentados pela mídia. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais.

sempre numa expectativa em família. tentando demonstrar. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. a respeito de si mesmo. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. explícita ou implicitamente. O fenômeno da vida adulta. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. ou em ocupações precárias ou não. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. na perspectiva de trabalho. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. é entendido no processo história de vida. na vulnerabilidade à violência e ao crime. Já produz e trabalha. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. soal. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. Estão abertos de desenvolvimento. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. seja por abandono. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. e na gravidez na adolescência. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. são sujeitos que de emancipar-se. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. Em geral. 34 . Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. o clareza de seus objetivos. circunstância de realidade social. A laridades. em qualquer formada sua personalidade e identidade. Na fase de vida adulta.

Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. 35 . filhos de trabalhadores formais e informais. em que perceber o mundo. compreendemos. da história e de suas próprias histórias.. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola.. (as comumente chamadas de homens e mulheres. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. em sua maioria de classe popular. apresentam. predominantemente jovens. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. juventude ou idade adulta. diversidade O grande desafio da escola. na especificidade de seus saberes e práticas. na cidade. De acordo com Lima (2006). A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. o ser humano se tornou presença no mundo. Seres humanos experiências culturais. mais que um ser no mundo. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. sobretudo se entendida como a construção histórica. que vivem no campo.Sumário principal Estejam na infância. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade.”. como ponto de partida e chegada do processo educacional. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. Algumas dessas diverem especial da pública. cultural e social que faz parte do acontecer humano. ainda.. são únicos em suas biológica. com o mundo e os outros. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana..17). 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “.

que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. consideram esses saberes. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. o biológico. como ato político pela garantia do direito de todos. o em todas as suas dimensões. portanto. e a constituição às diferenças. solidariedade e justiça. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. dentre outros. o estético. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. no campo do conhecimento da a diversidade. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. o político. Certamente criminação em acolhimento humana. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. às diferenças. que propõe epistemológico e político. cultura de paz e cidadania. mento pessoal e coletivo. respeito O currículo deve. 36 . Quando falamos de diversidade e currículo. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. solidariedade e justiça.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. tais como: o ético. o sociocultural. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. que exige a busca por valores.

comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. Nelas. como questões inerentes ao currículo escolar. Como modalidade de Educação Básica. e de currículos adequados a esses sujeitos. a cultura de paz. quase sempre. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas.Sumário principal as relações étnico-raciais. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. seus saberes. nem menos 11/2000).1 Educação de jovens e adultos: saberes. 3. do mercado informal. de certificar-se. são trabalhadores assalariados. apresentam uma especificidade sociocultural: são. dentre outras. De modo geral. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. seja pela oferta irregular de vagas. geralmente. importante. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. a ética e cidadania. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. 37 . na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. em ocupações não qualificadas. menor. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. nem menos importante. Os sujeitos da EJA. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. mas como um modo próprio de fazer educação. contribuindo de fato para a formação humana. Possuem trajetórias escolares descontínuas. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. durante a infância e/ou adolescência. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. que incluem reprovações e repetências. em sua singularidade. arts. de aprender e de reaprender. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. mas como um modo próprio de fazer educação. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. os direitos humanos. a sexualidade. trabalhando. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. da política e da cultura.

abordagem inclusiva do currículo. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. E uma concepção de escola como instituição política. que enfoca o direito de todos à educação. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. 38 . adestrar. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. preferencialmente na rede regular de ensino. Isso implica formar (não treinar. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. sua característica fundamental de serem trabalhadores. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. ou seja. cultura e trabalho. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. Nesse sentido. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. os princípios. Na LDB nº. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. espaço propício a emancipar o aluno. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. o acesso e a permanência de todos na escola. Além disso. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. pensando metodologias de ensino 3. Nesse sentido. no processo de aprendizagem.

Acreditamos que. Ainda. da crítica e da colaboração. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. portanto. pela via da formação dos profissionais da educação. o planejamento e a formação continuada. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. O grande desafio da escola e. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. 39 .Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. formação de ressignificação das práticas educativas.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. 3. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. e outros espaçostempos da escola. a partir do princípio da pesquisa. continuada. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo.

e da Resolução CNE/ territórios e saberes. que institui e cultural dos sujeitos do campo.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. se respaldada por documentos oficiais. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. em 2004. que procuram enfatizar o seu caráter singular. comunidade escolar e seu entorno. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. produção orgânica de alimentos. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. Campo. o currículo deve levar em conta cultura familiar. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. lutas pela terra. truídos de forma coletiva. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. A agria terra. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. estuda CEB nº 2/2008. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. normas e prinsujeitos campesinos. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. Assim. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. a partir do trabalho de subsistência. seus ao urbano. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. Outro eixo fundamental 40 . Há que se resgatar o educativo. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. avalia e fomenta o processo de do Campo.

como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. da justiça social e ambiental. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. Educação Amecologicamente prudentes. biental em todos economicamente viáveis. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. formação de sociedades sustentáveis que são. étnica e cultural dos povos. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. Constitui-se em um processo permanente. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. se calcada nos princípios da solidariedade.Sumário principal é a interdisciplinaridade. fundamentado no respeito a todas as formas de vida.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. com respeito à alteridade e à diversidade social. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. níveis e modalisocialmente justas.795/99 e contribuirá para a formação humana. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. e a visão da educação como ato poiético. da cooperação. ecologicamente prudentes. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. socialmente justas. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. economicamente viáveis. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. 3. pelo regime de colaboração. ao mesmo tempo. Como outro importante pressuposto. na Lei 9. valores e ati- 41 . se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. da democracia. A promoção da ao mesmo tempo.

3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. os negros representam 47. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. interdisciplinares. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. cooperativas. 42 . eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. das pluralidades e da identidade brasileira. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente.3% da população brasileira. Entretanto. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. 3. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar.

esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. que formam a população brasileira. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas.109 da etnia Tupiniquim e 237. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. É tratado como uma sociedade sem 3. Em 1988. No período colonial.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. por meio de suas lutas pelo direito à terra. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50.100. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. 2006). Guarani. havia cerca de Promover o debate sobre 1. nesse sentido. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. rentes épocas da história do Brasil. à saúde.000. à diversidade e à cultura. à educação. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. por meio de políticas públicas de reparação.346 aldeados. 43 . européia e asiática. nacional em difeafricanas e asiáticas. No Espírito Santo. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. a população indígena compreende cerca de 2. Porém. africanas e asiáticas. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. na escrita do artigo 231. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. localizados no município de Aracruz. africana. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. sendo 2.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural.

principalmente. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. o resgate de sua cultura e história. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. formação do Brasil. política. sob forte influência do mundo ocidental. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. temática. própria origem e história. 44 . o la e da comunidade. conhecimento. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. e. tradições e culturas. econômica. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. O conceito de de construção do conhecimento. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. social e religiosa. que possa o currículo escolar. e. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. da escoprincipalmente. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória.Sumário principal suas antigas línguas.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural.

a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. A intervenção docente.). os diver- 45 . Como mediador e facilitador da aprendizagem. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos.” (Moran. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. Nessa perspectiva. a problematizar. O professor como mediador do processo educativo.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. e saber lidar e conviver com as diferenças. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. a multiplicidade de pontos de vista. nessa lógica. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. professor. “o professor procura ajudar a contextualizar. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. bem como sua história. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. Isto é. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. estou desafiando meus alunos. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. M. às características e aos estilos. J. passando a mediar as aprendizagens. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. Assim. os espaços/tempo de educar. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina.

horizontalização dessas relações. respeitando e valorizando outros pontos de vista. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. típica do trabalho cooperativo. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. ou indiferença.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. na sala de aula. isso significa. aceitação mútua. tendo como sujeito principal o professor. sobretudo os professores. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. ao máximo. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. dentre outros. Na interação grupal. Tendem a se ano letivo. o afetivo. Diante desse cenário. duplas. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . e de trabalho. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. Nesse contexto. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. Estabelecer uma relação de confiança. durante quase todo trabalho pedagógico. bibliotecas. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. círculos. autenticidade. ao colocar seus pontos de vista. São os educadores. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno.

como princípio educativo. enfim. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . nos projetos pedagógicos. galerias.Sumário principal dela. centros de pesquisa. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. gumentando e defendendo sua hipótese. com profissionais da área. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. entre conhecimentos empíricos e científicos. festividades. e com isto. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. com autonomia. cultural e ao mundo do trabalho. quadras de esportes. articulando pensamento e ação. concertos. envolvendo comunidade. utilizzar todos os espaços possíveis como educativos. além de aproveitarmos recursos já existentes. a construir seu próprio conhecimento. bibliotecas. seu entorno. construir e conhecer novos conceitos. museus. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. estações ecológicas. intencional e natural do ser humano. princípio educativo. teatros. A pesquisa. caracterizados como atividade simbólica. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. interpretar e analisar dados. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. possibilitando a reconstrução do conhecimento. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. reservas ambientais. é fundamentada no diálogo e no questionamento. que envolve. a acessar recursos tecnológicos. como sobre a realidade. a montar um mosaico das informações. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. expressar-se questionamento. autônomos. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. críticos e criativos. asseguram a necessária união entre teoria e prática. pois. exposições de arte. espaços públicos. a discuti-las e criticá-las.

da mediação. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. profissionais da educação. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. A avaliação da educação pública. envolvendo professor e educando. em que o protagonismo é do professor. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. marcada pela lógica da inclusão. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. dentre muitos outros aspectos. ainda que seja um tema polêmico. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. para nós. em perfeita sincronia. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. avaliação do sistema escolar. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. do diálogo. É preciso avaliar permanente e processualmente.Sumário principal naturais e sociais. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. é uma atividade integrante do processo pedagógico. as questões de investigação. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. avaliação da instituição como um todo. Avaliar é 48 . ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola.

A avaliação como parte de um (2007). Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. Para que o processo de avaliação seja efetivo. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. Assim. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. recebe o nome de avaliação somativa. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. para nós. 49 . vivências e valores. deve ter significado para quem está sendo avaliado. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. E. por considerar o processo educativo. caderno de aprendizagens. o professor. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. com a finalidade de apreciar o resultado desse. portfólio. processo pedagógico. aptidões. certamente. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. é uma parte do todo. talvez. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. dagações sobre o Currículo futura. nenhuma relativa ao que. potencialidades e habilidades. bem como o raciocínio. objetiva. c) o conteúdo deve ser significativo. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. atribuir com os conteúdos escolares.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. cedora. memorial. testes. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. que limita liação que elabora. Avaliar. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. gostaríamos de verificar. d) estar coerente com os propósitos do ensino. ou seja. quando ocorre ao final do processo. com vistas a reorientá-lo. provas. de fato.

essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. interpretações. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. momento de interação entre professores. pais e comunidade em geral. professores. desafios que o cotidiano selecionar. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. coordenadores. os grupos. pedagogos.Sumário principal relatórios. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. dentre outros. a violência escolar.. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. pesquisas. para além de classificar e do representante de turma. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. o adolescente e o adulto. referenciados nos programas dos. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. angústias. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. ambiente da escola. as atitudes dário Anual. paralela e final.

as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. 51 . a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. A avaliação educacional realizada de forma sistemática.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc.

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Capítulo Ensino Fundamental – Anos Iniciais

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6 O NOVO ENSINO FUNDAMENTAL
VERBO SER Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer. Carlos Drummond de Andrade

O ensino fundamental, como etapa obrigatória da Educação Básica, obteve nos últimos anos reconhecido avanço, alcançando a universalização do acesso da população de 7 a 14 anos às escolas. Entretanto, muito há que se fazer para assegurar o direito de aprender de todo e cada aluno, garantindo sua permanência com qualidade.

Estabelece a LDB 9394/96 que o ensino fundamental, hoje ampliado para 9 (nove) anos, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

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Conforme indicam os Parâmetros Curriculares Nacionais/97, ao longo do Ensino Fundamental o educando deverá desenvolver habilidades, competências e capacidades, quais sejam: • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; • posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; • conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país; • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais; • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; • conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando-o e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva; • utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; • questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

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Tais pressupostos tomam corpo no presente documento curricular. Os conteúdos curriculares, bem como as práticas metodológicas, foram selecionados para favorecer a aquisição e o desenvolvimento das competências e habilidades relativas aos diversos campos do saber. Um novo desafio para o Ensino Fundamental é tornar realidade a ampliação de 8 para 9 anos com a inserção da obrigatoriedade a partir dos 6 anos de idade, conforme a Lei nº 11.274/2006, que define a implantação progressiva do Ensino Fundamental de 9 anos.

Pretende-se com o aumento do número de anos obrigatórios na escola assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem. É importante considerar que a garantia de acesso da criança ao processo de escolarização gratuita e obrigatória diminui as situações de risco e as vulnerabilidades ocasionadas pela não-escolarização; promove a permanência na escola e mais tempo para os anos iniciais, uma vez que contribuirá para o aprendizado; permite a relação da criança de 6 anos com seus pares e com as de 7 e 8 anos de idade; e valoriza a processualidade da alfabetização no ambiente escolar. No entanto, estudos apontam que uma efetiva escolarização não depende apenas do aumento do tempo de permanência da criança na escola, mas também do emprego eficaz desse tempo que amplia as oportunidades de aprendizagem, determinadas pelas experiências e pela qualidade das interações vivenciadas em seu meio sociocultural. Uma questão a ser considerada pela escola que inclui as crianças de 6 anos do Ensino Fundamental é a necessidade de reorganizar espaços, formas de gestão, ambientes, tempos, materiais, conteúdos, metodologias,

6.1 Por que o Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade?
A rede estadual está ampliando gradativamente o Ensino Fundamental de 8 para 9 anos, a partir do ano de 2009. O que fundamenta essa decisão é “oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos alcançando maior nível de escolaridade”. (Plano Nacional de Educação – PNE).

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objetivos, planejamento e avaliação, a fim de que as crianças se sintam inseridas e acolhidas num ambiente prazeroso e propício à aprendizagem. É importante considerar algumas reflexões para subsidiar a preparação da escola para a chegada desses novos alunos.

A criança A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. As crianças sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, possuem natureza singular. As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com os objetos, as pessoas e o meio em que vivem. Por meio da brincadeira, uma ação que é espontânea da criança, ela vai conhecendo o mundo, ao reproduzir vivências cotidianas e exercitar a imaginação e a expressão, ao mesmo tempo em que desenvolve sua identidade.

ponentes ativos do processo educacional. A forma e o acesso aos materiais podem ser disponibilizados em cantos temáticos, bem como a organização do mobiliário em grupos ou em círculo, refletindo assim a dinâmica do trabalho pedagógico, por serem elementos essenciais que viabilizarão a implementação do projeto educativo. Ao prepararem o ambiente, com intencionalidade pedagógica, os professores proporcionarão às crianças uma aprendizagem mais ativa e criativa, enriquecendo o processo de interação com os objetos, com outras crianças e com os adultos. Um ambiente alfabetizador se caracteriza por promover um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita, nas quais as crianças têm a oportunidade de participar e presenciar diversos atos de leitura e escrita, favorecendo o pensar sobre a língua e seus usos, construindo ideias sobre como se lê e como se escreve.

O professor O professor, assim como a criança, é sujeito ativo do processo de aprendizagem. Sua função de mediador e facilitador das aprendizagens infantis se constitui na medida em que organiza situações educativas orientadas,

O ambiente de aprendizagem Na organização do ambiente escolar, os recursos e materiais pedagógicos são com-

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ao mesmo tempo em que permite que as crianças trabalhem de forma autônoma, em situações de interação social ou sozinhas, ampliando suas capacidades ao interagir com diversas fontes de conhecimentos. A escuta, a observação, o registro, o planejamento e a avaliação são elementos essenciais no processo de intervenção pedagógica. A rotina do professor deve ser marcada pela permanente observação e registro do desenvolvimento da rotina dos alunos, ação que irá apoiar sua prática pedagógica. O registro diário de suas observações, impressões e ideias comporá um rico material de reflexão e pesquisa, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças.

Nesse sentido, é necessário ter um perfil profissional amplo, comprometido com a reflexão constante sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando informações necessárias para a construção de projetos educativos qualificados. O professor alfabetizador deve possuir competência e sensibilidade para o trabalho com alunos na faixa etária específica, entendendo o momento psicológico e cultural da infância, que marcará os temas preferidos por essas crianças, as brincadeiras vivenciadas, as modalidades de linguagem utilizadas, as possibilidades de relacionamentos socioafetivos e de compreensão de regras.

O professor deve A intervenção do professor Para a atuação nas turmas conhecer e considerar as é necessária para que facilite de alfabetização considerasingularidades da criança a apropriação dos conceitos, se necessário configurar em sua faixa etária, seus dos códigos sociais e das uma identidade profissional conhecimentos prévios, diferentes linguagens. O associada à valorização de um bem como suas histórias professor deve conhecer e conjunto de saberes teóricos e contextos, respeitando diferenças e ampliando considerar as singularidades específicos e práticos decoroportunidades de da criança em sua faixa etária, rentes da experiência, que socialização em um seus conhecimentos prévios, demonstrem conhecimentos ambiente desafiador, rico bem como suas histórias e e habilidades adquiridos ao e prazeroso. contextos, respeitando difelongo do exercício da dorenças e ampliando oportucência em alfabetização. Essa nidades de socialização em um ambiente habilidade deve ser considerada digna de desafiador, rico e prazeroso. atenção no momento da escolha desse

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profissional, por parte da escola, uma vez que representa um “saber fazer” como um diferencial de sucesso na alfabetização. É importante ter hábito de leitura e estudo, ser criativo e inovador, comprometido com o trabalho, além de ter o domínio da atividade de alfabetização. A atuação do professor terá prosseguimento na mesma turma nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, sempre que possível, de forma a garantir o acompanhamento dos alunos durante o processo de alfabetização e letramento.

atender às diversas características e ritmos dos grupos de alunos. Um momento inicial de conversa e planejamento coletivo das atividades do dia é importante para mobilizar e envolver os alunos. Além disso, o trabalho com atividades diversificadas, podendo ser simultâneas, individuais ou em grupos, com ritmos diferenciados, que exijam maior ou menor nível de concentração, que aconteçam dentro ou fora do espaço da sala de aula e da escola, é recomendado para dinamizar o trabalho educativo, tornando-o significativo para os sujeitos.

As relações sociais A rotina A organização do tempo de trabalho educativo realizado com as crianças está estruturada na rotina escolar. A rotina deve envolver situações de aprendizagens que revelem a intencionalidade educativa consonante com o projeto pedagógico da escola. Portanto, requer planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam a desenvolver aprendizagens específicas. A estruturação do trabalho diário poderá envolver atividades permanentes, esporádicas e específicas de projetos. Essa rotina deverá ser facilitadora dos processos de desenvolvimento de aprendizagem, ser clara, flexível e adequada para Ao lado do ambiente físico está o social, que se concretiza por meio da interação humana, determinante no processo de aprendizado infantil. A existência de um ambiente acolhedor, propicia a confiança e a autoestima, a vivência de situações de diálogo, jogos e brincadeiras, garantindo a qualidade da troca entre as crianças que, ao se comunicarem e se expressarem, demonstram seus modos de agir, pensar e sentir, ao mesmo tempo em que constroem e reformulam conhecimentos. Os momentos individuais também colaboram para o desenvolvimento das capacidades

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de interação, uma vez que permitem que as crianças socializem suas experiências e descobertas, vividas com outras crianças e com os adultos, construindo sentidos para pensamentos e ações e se preparando para novas interações.

de organização familiar que compõem a nossa sociedade, são imprescindíveis para se garantir o diálogo produtivo entre essas importantes instituições sociais, parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil.

A família

A família é, por excelência, a instituição educadora basilar. Ao lado da escola contribui para o desenvolvimento das crianças e sua inserção na vida social. As crianças têm direito de ser criadas e educadas no seio Na perspectiva de garantia da aprendide suas famílias. O Estatuto da Criança e do zagem, pautada numa concepção de Adolescente (1990) reafirma que a família formação integral, gradativa e processual, é a primeira instituição social responsável organizou-se os três primeiros anos do pela efetivação dos direitos básicos das Ensino Fundamental como crianças. constitutivos de uma fase A qualidade da relação contínua de escolarização, entre escola e família A qualidade da relação entre que objetiva superar a fragé fundamental para o escola e família é fundamenmentação no processo de desenvolvimento pessoal tal para o desenvolvimento alfabetização. e social e, portanto, deve pessoal e social e, portanto, ser marcada por diálogo deve ser marcada por diálogo e parceria, a partir de Assim sendo, o agrupamento e parceria, a partir de reflexões reflexões claras do papel dos três primeiros anos de claras do papel de cada uma de cada uma delas na escolarização será sustentado formação humana. delas na formação humana. por um permanente processo de avaliação e diagnóstico, A valorização e o conhecique indicará o alcance dos objetivos, os mento das características dos diferentes níveis de aprendizagem e as necessidades grupos sociais, logo, as diferentes formas para replanejamento das ações pedagógicas

6.2 Toda criança deve estar alfabetizada ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental

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com vistas ao cumprimento da meta que toda criança, ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, esteja alfabetizada, ou seja, que evidencie as competências e habilidades propostas para esse período inicial de escolarização, sobretudo no que se refere à construção dos processos comunicativos de leitura e escrita e, desse modo, prossiga com sucesso em sua escolarização.

que favoreçam a superação da fragmentação dos conhecimentos e informações, ao reunir as contribuições de cada disciplina de forma integral e integrada.

A partir dessa produção, para atender as especificidades dos anos iniciais do Ensino Fundamental, serão elaborados cadernos pedagógicos que contemplem aspectos metodológicos na garantia de uma ação que integre os diversos saberes e áreas do conhecimento pertinentes ao Ensino Fun6.3 O documento damental. Destaca-se a ação alfabetizadora curricular para por meio do desenvolvimento de situações os anos iniciais de aprendizagem que sejam lúdicas, significativas e contextualizadas. Atividades que Aprender significa conquistar a liberdade e proporcionem aos meninos e às meninas constituir-se sujeito de sua história, consver, tocar, experimentar, observar, manipular, ciente de seus desafios e exemplificar, comparar etc. responsabilidades. Portanto, Atividades que exijam dos Destaca-se a ação o conhecimento torna-se sialunos, além do mais, aplicar, alfabetizadora por meio nônimo de liberdade: quanto do desenvolvimento analisar, sintetizar e avaliar, e de situações de mais conhecemos, mais livres que fomentem a tomada de aprendizagem que sejam nos tornamos, pois nos apridecisões quanto às aprendilúdicas, significativas moramos com os elementos zagens que devem ser realie contextualizadas. necessários às escolhas e zadas; que tornem possível Atividades que decisões tomadas em cada proporcionem aos evidenciar as habilidades que meninos e meninas fase da vida. utilizarão ou requererão; que ver, tocar, experimentar, orientem seus pensamentos observar, manipular, Nesse sentido, torna-se de mediante a interrogação, a exemplificar, fundamental importância formulação e a ampliação de comparar etc. buscar estratégias e caminhos hipóteses acerca do mundo,

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constituindo-se em instrumento de compreensão da realidade. Neste Capítulo do Documento Curricular são apresentadas a concepção das área de conhecimento, a importância de cada disciplina para a formação humana e seus objetivos, e as principais alternativas

metodológicas como subsídio da prática docente. O Conteúdo Básico Comum está organizado por ano/séries, contendo uma referência para o trabalho pedagógico com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos (alunos de 6 anos de idade) e alunos de 1as a 4as séries (alunos a partir de 7 anos de idade).

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

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7 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS
Tradicionalmente no Brasil a educação científica, influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais, esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade, fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Norteado por essa concepção de progresso, o ensino das ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Nesse sentido, as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e assim a produção científica produzia um acúmulo de conceitos científicos, que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. Tais processos se caracterizavam, entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural, fragmentar os conhecimentos científicos e priorizar a acumulação desses conhecimentos, pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. A partir da década dos anos 90, o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais, de acumulação e reprodução do acervo científico, não só propiciou o fracasso da apropriação desse conhecimento, como também dificultou a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Nessa década as pesquisas, as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Respondendo a essa necessidade, os parâmetros curriculares em ação, elaborados no final dessa década, procurando respeitar diversidades regionais, culturais e políticas existentes no país, e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares, por meio de temas transversais, e o desenvolvimento de competências e habilidades.

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No presente, a educação escolar científica, ainda permeada pelas práticas tradicionais, encontra-se numa situação de dependência sociocultural, posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural, particulares e globais. Para nós, tais problemas globais, simples e complexos, emergem das interações dos seres humanos entre si, e entre os seres humanos e o meio ambiente. Nesse sentido, esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. Diante desse desafio, fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN), nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE, que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos fundamental e médio, na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”, e nos documentos norteadores da educação, recriamos esta proposta curricular para ensino das ciências, firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. Em tal perspectiva, concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que, como qualquer outra produção

humana, contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Em nossa proposta, o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida do sujeito. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno, pois constitui uma via, um meio sistematizado e organizado para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida, e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. Sendo assim, fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva, a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade, interdisciplinaridade e alfabetização científica, e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e de dominar as práticas cotidianas, e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. Nessa recriação, consideramos a ciência como uma linguagem simbólica, histórica e ideológica que contribui para o conhecimento, a reflexão e a compreensão do mundo.

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Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas), das objetivações e, sobretudo, como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos, mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Entendemos competências como um conjunto de habilidades, por meio das quais, em um determinado contexto, o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Entre outras, conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Nesse sentido, as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural-natural também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação, ou seja, instrumentos socioculturais.

Para nós, o processo de ensino-aprendizagem das ciências, centrado no diálogo, transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos, dos professores e da escola], motivando a participação ativa dos atores desse processo. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes, cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e, juntos, recriam esses saberes. Dessa forma, o conceito científico tornase um instrumento ou ferramenta de conhecimento que, unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares, contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. Nesse sentido, essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos, como a Ética, a Pluralidade Cultural, o Meio Ambiente, a Saúde e a Orientação Sexual, em conteúdos curriculares, pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas, no cotidiano, não só se recriam no saber científico, mas também o fazem no acervo popular.

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7.1 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas, culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA &CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao

longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente a números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A História da Humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004) que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas sobretudo que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica, assim se deve:

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Fazer menos...
• • • • • • • • • • • • Aula expositiva Trabalho individual Trabalho em contexto Trabalho abstrato Temas tradicionais do passado Memorização instantânea Informação acabada Atividades fechadas Exercícios rotineiros Simbolismo matemático Tratamento formal Ritmo uniforme

Fazer mais...
• • • • • • • • • • • • Orientação, motivação Trabalho em grupo Aplicações cotidianas, globalização Modelização e conexão Temas interessantes de hoje Compreensão duradoura Descoberta e busca Atividades abertas Problemas compreensivos Uso de linguagens diversas Visualização Ritmo personalizado

• Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

• Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a

afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento). Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do

13 Alsina, C. 2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar, as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

tência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp. 81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender, sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, pp. 81-82)

7.1.1

Contribuição da disciplina para a formação humana

Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de compe-

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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métrico. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. entre outros. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar. ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. estatístico. mas que não se abdique do saber matemático mais universal.1. Além disso.2 Objetivos da disciplina Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão. combinatório. Possibilitar situações de levem o estudante a validar estratégias e resultados. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. o país ou o mundo. sociais. o município. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos. algébrico. consideramos os seguintes objetivos: 75 . p. Portanto. 30). Dentro dessa perspectiva.Sumário principal Ainda para Freire (1996. guardando estreita relação com as condições sociais. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. seja a comunidade local. o Estado. defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –. físicos. a fim de transformá-los e ressignificá-los. antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. políticas e econômicas ao longo dos tempos. probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. relacionadas com a história da Matemática. o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos. geométrico. de forma 7. é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais.

e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos. constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula. Apresentar a Matemática de forma a permitir o estudante comunicar-se matematicamente. bem como os instrumentos tecnológicos disponíveis.3 Principais alternativas metodológicas Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas. analogia e estimativa. os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos. 7. permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. como resolver problemas. nos quais o fazer. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas. As situações a propor aos alunos. devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. como intuição. atividades que envolvam jogos e ainda resolvendo exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos.1. dedução. discussão de estratégias e institucionalização de conceitos e representações 76 .Sumário principal que possam desenvolver o raciocínio e os processos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade. o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizados. geométricos e algébricos. de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. matemáticas. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados. que saiba descrever. desenvolver projetos. fazendo uso da linguagem oral. é a meta desta proposta. escrita e pictórica. representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas. e estabelecendo relações entre elas e entre as diferentes representações matemáticas. indução. realizar atividades de investigação. para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo. ou seja. tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento. que envolvam raciocínios aritméticos.

testar seus efeitos. é necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido. o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. atitudes e crenças. 14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões. desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados. comparar diversos caminhos para obter a solução. a reflexão. Para Soligo (2001): o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa. com seus conhecimentos. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações. na qual haja lugar para as conjecturas. enfim. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor. a argumentação. selecionados com uma determinada intenção. os alunos.Sumário principal A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos. visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem. emoções. Isso desenvolve no aluno a criatividade. saberes. pois. Nessa forma de trabalho. bem como construir a capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar a resposta correta aplicando procedimentos adequados. com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem. além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica. No entanto. Enfatizamos. a capacidade de pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição). que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. 77 . construída pelo homem. precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemática como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. refutações e demonstrações. propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema. o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. visão da sociedade onde vivem e suas interações etc. e por último os problemas.

Nessa perspectiva. na forma de conjecturar. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar. valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento. Os preços acessíveis e a facilidade 78 . Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente. e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. portanto. Galvis (1988) afirma que o computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem. no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo.Sumário principal principalmente. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios. nos processos essenciais da formação do cidadão. antes de qualquer outra coisa. como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. ou seja. não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Diferentemente do que alguns educadores temem. como meios para realizar projetos. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola. uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. como fonte de conceitos para pen- sar novas ideias. e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. para contribuir com a aprendizagem da Matemática. em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. fazer inferência. é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação. A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade.

o emprego de analogias. a identificação das regras. na organização e gestão de dados seja em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. a redução a casos mais simples. convém lembrar que a observação precisa dos dados. e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. os jogos. auxiliando no caminho para a abstração matemática. é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos. além de seu caráter motivador. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. seja na construção de conceitos. bem como o trabalho com jogos. evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. No âmbito pedagógico. a procura de uma estratégia. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática. quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto. No entanto. tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos. que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia. na 79 . os materiais concretos. entre outras possibilidades. pois os alunos não ficam na posição de meros observadores. a variação das regras. na resolução de problemas. é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história da Matemática. e transformam-se em elementos ativos. Afinal. Como exemplo. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Para tal.Sumário principal de serem encontradas as tornaram instrumentos imprescindíveis. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino-aprendizagem da Matemática na escola. trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época.

tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor. os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade. buscando solucionar o problema posto à sua frente. e a internet. além de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. O livro didático. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e. Ressaltamos o trabalho com projetos que se harmoniza com a resolução de problemas. por sua vez. o modificam. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso. Para tal.Sumário principal tentativa de busca da estratégia vencedora. uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula. aliado a isso. convertendose em um dos apoios disponíveis para o professor. além de contribuir para ações que. o mais facilmente acessível. na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. ao entender esse contexto. na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo. Além disso. que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. no sentido de ampliar as informações e o repertório textual. talvez o mais importante. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade. que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural. 80 . tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. quando articulam vários ramos do saber. com sua gama de conexões.

desenvolvendo a imaginação e a criatividade. • Identificar. na harmonia e na organicidade de suas construções. interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. por analogia. • Resolver problemas. fazer abstrações com base em situações concretas. muitas vezes expressa na simplicidade. transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas.1. estabelecendo tendências e possibilidades. tempo e massa. • Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. • Utilizar grandezas diversas para medir espaço. relacionar seus elementos. • Raciocinar logicamente. indutivo. • Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções. estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: • Reconhecer e utilizar símbolos. estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. conhecer suas propriedades. • Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. • Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento. 81 . • Identificar e analisar valores das variáveis. reais ou imaginárias. plausível etc. Outras competências. • Diante de formas geométricas planas e espaciais. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo. • Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem. probabilístico. igualmente fundamentais para o Ensino Básico. códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. • Utilizar as novas tecnologias de computação e de informação. intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico.Matemática Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências gerais • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática. em uma situação problema apresentada em certa área do conhecimento. generalizar.Sumário principal 7. • Identificar a formulação em linguagem matemática.4 Conteúdo Básico Comum . organizar e representar. criando estratégias próprias para sua resolução. • Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. • Calcular comprimentos. • Compreender dados estatísticos. • Perceber a beleza das construções matemáticas.

• Números pares e ímpares. • Registrar ideias e procedimentos. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Processar informações diversas. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. estimativa. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. calculadora e algoritmos. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos.Sumário principal 1º ano. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. assim como das propriedades das operações. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Operar utilizando cálculo mental. valor posicional. 1ª e 2ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. subtração. dezenas e centenas. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Antecessor e sucessor dos números naturais. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Resolução de problemas envolvendo as ideias da multiplicação: parcelas iguais e ideia combinatória. • Resolução de problemas envolvendo ideias da divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Ler e interpretar textos diversos. subtração. Tratamento da Informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Sistema de Numeração Decimal: unidades. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. 82 . • Situações problemas envolvendo a adição. decomposição. • Adição.

utilizando medidas não-padronizadas. retângulo. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. dia. Conteúdos Geometria. estimação. mês e hora). intervalo de tempo. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • O cubo. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. Grandezas e Medidas • Geometria nas diversas culturas e nas artes.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. massa. o paralelepípedo e as pirâmides. • Noções de medidas de comprimento. 83 . explorar e investigar. muitas vezes expressa na simplicidade. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. triângulo e círculo. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. • Grandeza Tempo: unidades de tempo (ano. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Os objetos planos: quadrado. • Desenvolver a capacidade de observar.

• Organizar dados em gráficos de barras. medidas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Adição com reservas e subtração com recurso.Sumário principal 3ª e 4ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. assim como das propriedades das operações. • Ler e interpretar textos diversos. calculadora e algoritmos. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Sistema de Numeração Decimal: ordens e classes. valor posicional. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. subtração. triplo etc.). subtração e multiplicação por inteiro. estimativa. • Noção de fração: parte todo e razão. • Multiplicação: ideias de parcelas iguais e ideia combinatória e forma retangular. • Registrar ideias e procedimentos. • Divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. operações de adição. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Os números decimais: sistema monetário. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Operar utilizando cálculo mental. Tratamento da Informação • Leitura interpretação de tabelas e gráficos. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. decomposição. multiplicação e divisão. • Processar informações diversas. • Situações problemas envolvendo a adição. • Multiplicação: ideia proporcional (dobro. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Noções de porcentagem e escala. 84 .

• As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. Grandezas e Medidas • A geometria nas diversas culturas e nas artes. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. minuto. decímetro. Conteúdos Geometria. • Medidas de volume: litro e mililitro. retângulo. triângulo e círculo. • Os objetos planos: quadrado. • Perceber a beleza das construções matemáticas. o paralelepípedo e as pirâmides. • Unidades de tempo (hora.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. muitas vezes expressa na simplicidade. mês e ano). • Medidas de comprimento: metro. utilizando medidas não-padronizadas. explorar e investigar. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. segundo. centímetro. • Medidas de massa: quilograma e grama. • O cubo. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Desenvolver a capacidade de observar. 85 . • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Cálculo com medidas não-padronizadas. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. na harmonia e na organicidade de suas construções. milímetro e quilômetro.

Ensino de 2º grau: o trabalho como princípio educativo. Matemática e realidade: análise e pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. A. jan. Lisboa: Universidade Aberta.1. ______.). 2006. 1978. Jésus Maria et al. _______. Pruebas e refutaciones. BRUNHEIRA. A. KUENZER. Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro en Goñi (coord./abr. 1991. J.5 Referências ABRANTES. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Barcelona: Graó. 1992. V. 1995. São Paulo: Cortez. _______. 2001. Paulo. Pedagogia do oprimido. PAIVA. FREIRE. SP: Papirus. A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. Boletin de informática educativa. D’AMBROSIO. Teoría de la acción comunicativa. Sociedade. ______. Acácia Z. Biblioteca de Uno. Brasil. 2005. 2006. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Didáctica da matemática. LAKATOS. 86 .). Investigações matemáticas na aula e no currículo. n. São Paulo: Cortez. GALVIS. Kleith. Colômbia.. H. São Paulo: Paz e Terra. (Org. La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado. 2000. Madrid: Alianza. NACARATTO. L. Conhecimento e valor. DEVLIN. Brasília. Educação matemática: da teoria à prática. Madrid: Taurus. cultura. ______. v. El currículum de matemáticas en los inícios de siglo XXI. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. P. Rio de Janeiro: Paz e Terra. FONSECA. Teoría de la acción comunicativa. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. 2000. J. 2005. Ubiratan. Madrid: Taurus. Edgar. Rio de Janeiro: Record. GOÑI. da. 117-38. J. Coleção Educação em pauta: teorias e tendências. 2001. 1987. 1996. Argentina: Aique. Ambientes de enseñanza-aprendizaje enriquecidos con computador . M. CHEVALLARD. 1996. 1996. HABERMAS. MEC. 1987b. 2004. (Org). Educação e pesquisa. L. DF. ALSINA. São Paulo: Moderna.99-120. BRASIL. Dezembro de 1988. Coleção perspectivas em educação matemática. Nilson. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra. São Paulo. Bogotá. J. Coleção Educação contemporânea. II : crítica de la razón funcionalista. El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. 1987a. HABERMAS. 31. M.. SERRAZINA. matemática e seu ensino. O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. Barcelona: Graó. MATOS. A. Y. I. C. 1999. 2001. Currículo nacional do ensino básico: competências essenciais. Belo Horizonte: Autêntica.. Campinas. p. MACHADO.Sumário principal 7. H. P. I: racionalidad de la acción y racionalización social. Lisboa: Projecto Matemática para todos e Associação de Professores de Matemática. São Paulo: Cortez. São Paulo: Cortez. PONTE. MORIN.

A resolução de problemas: uma metodologia de investigação. S. _______. 2003. M. VILA. SP: Papirus. n. 2006. Campinas. Educação matemática e formação para o trabalho: práticas escolares da escola técnica de Vitória de 1960 a 1990. São Paulo: Cortez. Educação matemática crítica e a perspectiva dialógica de Paulo Freire: tecendo caminhos para a formação de professores. 1999. 445 f. Educação matemática crítica: reflexões e diálogos. 1994. Diva Souza. Porto Alegre: Artmed.tvebrasil. Maria Ignez. Belo Horizonte: Autêntica.tdx. ______. Rio Claro. ES: SEDU. Joana.. Campinas/SP. C. BROCARDO.educ. In: Secção de educação matemática da sociedade portuguesa de ciências da educação . matemática. 2007. Antoni.ul. 2006. n. ______. .fc. Investigações matemáticas na sala de aula. R.htm>. Coleção Tendências em educação matemática. SILVA. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Francisco Javier Díez.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas. Rosaura. 2008. Porto Alegre: Artmed. 2002. p. ______. ZABALA. M. responsabilidade. PINTO. Educação crítica: incerteza. Tese (Doutorado) . et al. OLIVEIRA Hélia. Disponível em: <http://www. Acesso em: 4 jul. DINIZ. A.es/TDX-0331105-120753/index. Actas do profmat: APM. Concepções do ensino de geometria: a partir da prática docente.br/salto/boletins2001. PALOMAR. 2001. Lisboa: Fundação para Ciência e Tecnologia. Belo Horizonte: Argumentum. O. Números e álgebra: na aprendizagem da matemática na formação de professores. Porto Alegre: Artes Médicas. La enseñanza de las matemáticas em la educación de personas adultas: um modelo dialógicco. escrever e resolver problemas : habilidades básicas para aprender matemática. Ole.html>. PAPERT. SMOLE. 87 . Educação matemática crítica: a questão da democracia. SOLIGO. ______. p. Lisboa. Disponível em : <http://www. 2008. 2000. A prática educativa: como ensinar. Jussara de Loiola. 2008. V. 1999. In: ARAÚJO. Rio de Janeiro: PUC-RJ. com. 2004. Cenários para investigação.cesca. Tese (Doutorado) . 2007. VALE. Investigar. A.Unicamp.. Porto Alegre: Artes Médicas. Porto Alegre: ARTMED. Bolema – boletim de educação matemática. Matemática para aprender e pensar: o papel das crenças na resolução de problemas. SKOVSMOSE.Facultad de Pedagogía Universidad de Barcelona. 66-91. 2003. Isabel.Sumário principal PAIS. Disponível em: <http://www. Programa e escrita na escola: dez questões a considerar. CALLEJO. Didática da matemática: uma análise da influência francesa. 14. 2001. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para currículo escolar. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas. _______. España 2004. 2006. Luiz Carlos. Belo Horizonte: Autêntica. 175p. 1998. Kátia S. Tese de Doutorado. 2001. ensinar e aprender. 2006. João Pedro da. FREITAS. Ler. L. Acesso em: 04 jul. Antônio Henrique. PAIVA.25-39. Vitória. PONTE.

Sendo assim. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. de alguma forma.2. Nesse sentido. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e a científica. explicam a condição humana. Para nós. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas e que. por meio das quais os seres humanos. na Terra e na vida. das habilidades [instrumentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e de ferramentas socioculturais. bem como entre as culturas e o meio ambiente. Nessa reflexão os participantes desse processo. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à 88 .2 Ciências 7. transformam o meio ambiente e sua existência. Nessa perspectiva. habilidades e ferramentas. pois são instrumentos socioculturais.Sumário principal 7. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. como também se apropriam dos direitos e das obrigações cívicas de seu meio sociocultural. reinserindo-se no universo. pois o diálogo discursivo de alteridade fundamentado nas interações discursivas socioculturais obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. nossa proposta do processo de ensino de ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. por meio do diálogo.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas.

deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo.56).). 2002). p. esse processo. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. levando em conta os parágrafos anteriores.Sumário principal espécie Homo sapiens.. responda a um ou a vários objetivos gerais. todos os conhecimentos são relativos e incertos. e nos documen- 89 . blocos. solidário. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. Nesse sentido. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. o processo de ensino de ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). compreender a diferença cultural significa. Em nossa concepção. curioso. mais globalmente. Nessa perspectiva. anos.. criativo e reflexivo. Em consequência. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. Finalmente. etc. junto aos das outras áreas escolares. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. podemos dizer que o processo de ensino científico. cultural e natural. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. ciclos. 7. Nesse sentido. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. Dessa forma. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN.2. entre outras coisas. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. partícipe ativo das transformações de seu entorno social. e entre os seres humanos e o meio ambiente. Para nós.] enfrentar as incertezas e. nas etapas da Educação Básica.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. 2002.

cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores dos ciclos iniciais. Partindo desse objetivo. pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses ciclos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de palavras científicas. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade de 90 . sempre respondendo ao(s) objetivo(s). Na proposta curricular. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. Assim. Sendo assim.Sumário principal tos norteadores. as atividades e ações do processo de ensino das ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. Nessa perspectiva. psicológicas e afetivas. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. e na recriação da subjetividade. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). propõe que o ensino científico de primeiro a quinto anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades (instrumentos socioculturais) mediadores no processo de conhecimentos das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. fundamentada nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. nossa proposta curricular. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os conhecimentos culturais.

identificação. Sendo assim. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. por meio de atividades/tarefas pedagógicas.2. descriminação. sem fugir dos princípios metodológicos que orientam esta proposta. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que lhes permitam conhecer e dominar suas atividades cotidianas. dedução. Também nesse processo. argumentação. diferenciação. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo.) Estudos mostram que tal processo do desenvolvimento na sala da aula depende da recriação de atividades pedagógicas que. Nesse sentido. etc. os professores. Partindo dessas premissas.). também promovem a tomada de consciência dessas atividades.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. os professores concebemse no processo de ensino-aprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. como também no desenvolvimento das habilidades mediadoras na linguagem científica (explicação. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. etc. analogia. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. Nesse sentido. no processo de ensino-aprendizagem científico de primeiro a quinto anos. classificação. descrição. guiados pela pesquisadora Carvalho (2001). Nesse sentido.Sumário principal conhecer e explicitar os fenômenos socioculturais e naturais. Mediação que se concretizará na recriação. será o instrumento mediador dessa interação e da tomada de consciência. categorização. o professor. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. nessa etapa do Ensino Fundamental o processo de ensino científico se centrará não só no desenvolvimento das habilidades básicas (observação. experimentação. em atividades pedagógicas que contribuam para essas ações. ao mesmo tempo em que estimulam a interação entre habilidades e conceitos. 7. comparação. das competências e das habilidades media- 91 .

uso de livros de Ciências. Com esse fim. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. orientamos que as atividades/ tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. revistas. revistas de divulga- 92 . 6. mapas conceituais. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. Para isso propomos que se identifiquem. temas geradores. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. Com a metodologia buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. por meio de leituras de vídeos. a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. pesquisas etc. 3. para isso propomos a resolução de problemas cotidianos em grupo. problemáticas. confrontação de ideais. jornais locais e de outros estados. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. 5. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. eixos temáticos etc. 2. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. o professor buscará motivar constantemente a intera- ção discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. interação discursiva entre o professor e os alunos. e o próprio processo de produção de conhecimentos. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. pesquisa em grupo. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. por meio de entrevistas. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. Sendo assim. 7. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. o mundo ou a sociedade em geral. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. 4. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas.Sumário principal doras nessa ação. produção de texto em grupo.

Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. 93 . logo depois de serem avaliados. 8. junto a textos escritos por outros autores.Sumário principal ção científica e documentos escritos ou digitais. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas simbólicos de conhecimentos. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem.

Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. • Articular. entre outros: percepção. tabelas. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. 94 . contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. fenômenos. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. 2. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. consciente. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. tecnologia e meio ambiente.4 Conteúdo Básico Comum . • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Analisar. valorizando a formação de hábito de autocuidado. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. pensamento lógico e crítico. diferenciação. econômica e política. • Valorar o trabalho em grupo. categorização. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Interpretar esquemas. • Consultar.2. de autoestima e de respeito ao outro. social. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. entender. cultura. questões-problema. cultural. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). descrição. • Elaborar textos para relatar eventos. analisar e interpretar textos de enfoques sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. mental e cultural dos indivíduos. conceitos. Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. social. experimentos. argumentação. comparação. explicação. associado aos aspectos de ordem histórica. códigos e nomenclatura da linguagem científica. visitas etc. gráficos e representações geométricas. observação. produção de tecnologia e condições de vida. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. interpretar. 3.Sumário principal 7. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. diagramas. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. identificação. sendo participante ativo.Ciências Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências Gerais 1. elaborar hipóteses.

• Ouvir e respeitar as ideias dos colegas e do(a) professor(a). luz. Plantas e animais • Comparação entre plantas e animais • Plantas terrestres e aquáticas • Animais vertebrados e invertebrados • Relações ecológicas entre os seres vivos 7. Observando o espaço • Céu.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª Série HABILIDADES • Expressar oralmente ideias e atividades escolares e extraescolares. bem como as diferenças socioculturais. planetas e estrelas) 3. Os fatores físicos: propriedades gerais (noções de transformação) • Ar. • Elaborar junto com o(a) professor(a) textos escritos poéticos. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. • Descrever. • Identificar elementos culturais que recriam diferenças socioculturais. • Perceber e descrever fenômenos naturais. • Observar objetos e fenômenos simples utilizando categorias socioculturais. lua. • Realizar pesquisa de campo e bibliográfica simples. Construindo nosso conhecimento • Objeto de estudo das ciências 2. Nosso meio ambiente • Espaço onde vivo: ambiente (natural e modificado) • Organismos • Ambiente e ser vivo 5. comparar. sol (noite e dia) • Noções de astronomia (astros. classificar utilizando categorias socioculturais. • Com a cooperação dos colegas e o(a) professor(a) formular estratégias para a resolução e dar respostas a problemas socioculturais ambientais concretos. • Conhecer hábitos de higiene para uma boa saúde. descritivos e instrutivos simples. Meio ambiente e ser humano • Recursos naturais • Relação entre o homem e os recursos naturais Eixo: Ciência e Tecnologia 8. • Com ajuda do(a) professor(a) identificar e registrar dados. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. água. Os seres vivos • Ciclo vital dos seres vivos • Classificação dos seres vivos • Diversidade 6. solo • Noções de energia (luz e calor) 95 . • Conhecer ações do ser humano sobre o meio ambiente. • Elaborar e interpretar desenhos e completar esquemas básicos. Conhecendo meu corpo • Partes do corpo humano • Órgãos dos sentidos • Higiene e cuidados com o corpo Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 4.

interpretar e reproduzir gráficos. Conhecendo o Universo • Explicações e teorias sobre a origem do universo • Movimentos do planeta • Explicações e teorias sobre os astros • Sol (eclipse) • Lua (fases da lua e marés) • Noções de coordenadas (pontos cardeais e bússola) • Hora (dia e noite) 2. água e solo • Prevenções e cuidados • Importância da vacinação 8. • Descrever. A luz • Características gerais • Fotossíntese 5. comparar e classificar utilizando variáveis e enfocando aspectos quantitativos. Dependência de alimento • Lixo • Geração de lixo (reciclagem) • Transformações da energia no ambiente 96 . • Analisar os hábitos para a boa saúde. O ar • Características gerais e propriedades • Poluição 4. • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença sociocultural. A água • Características gerais e propriedades • Ciclo da água • Poluição 6. • Ler e interpretar textos descritivos e informativos. • Comparar. Parasitologia: doenças relacionadas a ar. • Manipular material do laboratório (informática. química e física). O solo • Características gerais e propriedades • Tipos de solo (argiloso. • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e a realização de pesquisas. arenoso e humoso) • Proteção e conservação do solo Eixo: Ciências e Tecnologia 7. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar experimentos para testá-las. respeitando a normas de segurança. • Completar e elaborar esquemas conceituais simples. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Conhecer e utilizar aparelhos de medições simples. Nosso mundo: planeta Terra e as culturas • O planeta Terra e os conhecimentos culturais • Características (forma) segundo a ciência Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. selecionar e registrar informações socioculturais.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 2ª Série HABILIDADES • Identificar estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais ambientais locais. • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes científicas e não-científicas. • Identificar e tabular dados e ler. imagens.

• Responsabilizar-se pelo material escolar e pertences animais. enfocando aspetos quantitati• Formação da superfície terrestre vos. derivados do petróleo) • Ler e interpretar texto descritivo e informativo de cunho científico simples. Reações químicas • Ação microbiana (fungos. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. fungos. classificar 2. metais. selecionar e registrar informações socio• Respiração aeróbica culturais. executar tarefas). utilizando-se de raciocínios lógicos. 8. minerais. • Formação. • Características gerais de materiais (vidro. • Lixo industrial 9. madeira. • Utilizar aparelhos de medições simples. • Composição. lactobacilos) • Produzir textos com sequência lógica e coerência. • Poluição regional • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e 6. 5. Solo realização de pesquisas.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 3ª série HABILIDADES • Formular estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais locais. temperatura. • Resolver situações-problema. química e física). peso. Alimentação e saúde • Conceito de alimento • Pirâmide alimentar • Alimentos regionais • Cuidados com alimentos • Doenças ligadas aos alimentos Eixo: Cidadania e Meio Ambiente • Descrever. • Necessidade da água para vida • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando • Purificação da água fontes científicas e não-científicas. respeitando a normas de segurança. bactérias e protozoários) pessoais. • Camadas internas da Terra • Reconhecer e tabular dados e produzir gráficos de 3. erosão • Analisar fenômenos aplicando conhecimentos socio4. Ar • Ciclo do ar • Elaborar esquemas conceituais simples. consultar a agenda e fontes de • Combustíveis pesquisa. Transformações da superfície terrestre: agentes naturais representação de dados. • Manipular adequadamente o material do laboratório (informática. Eixo: Ciências e Tecnologia • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença 7. • Ciclo de vida e doenças (alguns exemplos) 97 . • Características gerais e exemplo de cada reino (plantas. Variedade dos seres vivos • Fazer perguntas contextualizadas. umidade • Comparar. • Movimento das placas tectônicas • Vulcões. • Húmus • Realizar atividades de estudo com independência • Ferrugem (organizar o material. terremotos. Matéria sociocultural. comparar e buscar regularidades. sementes. Planeta Terra • Formação da Terra utilizando variáveis. tipos e camadas do solo • Analisar os hábitos para a boa saúde. • Tratamento de esgoto • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar • Utilização racional da água experimentos para testá-las. Água culturais. pressão.

• Propor hipótese sobre a resolução de problema. • Reconhecer os colegas como parceiros de trabalho. CONTEÚDOS 10. • Conhecer processos experimentais úteis para o trabalho de laboratório e conhecer estratégias de investigação básicas para a resolução de problemas. flor. Animais • Características e grupos • Reprodução: ovíparo. • Registrar qualitativamente dados e descrever as observações. vivíparo e ovovivíparo • Cadeia alimentar aquática e terrestre 12. • Identificar o motivo do problema de pesquisa. O ambiente dos seres vivos • Biosfera: camada de vida • Os ambientes da biosfera (terrestre e aquático) • Ecossistemas (fatores bióticos e abióticos) • Os seres vivos dos ecossistemas (habitat. • Utilizar critérios de classificação. Tecnologias • Agriculturas • Monoculturas • Sustentabilidade ENSINO FUNDAMENTAL 4ª série HABILIDADES • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes teóricas científicas e explicações nãocientíficas. Plantas • Partes da planta (raiz.Sumário principal HABILIDADES • Reconhecer e respeitar direitos e deveres. tabelas e gráficos de dados. caule. • Reconhecer a escola como espaço público de trabalho. O ser humano biológico • Células . • Deduzir previsões a partir de conhecimentos teóricos. • Classificar variáveis (relevantes e irrelevantes) de um problema e estabelecer relações de dependência entre variáveis. • Selecionar testes ou experiências adequadas para testar hipótese e formular estratégias adequadas para a resolução de problemas socioculturais locais e globais. • Participar de ações de cidadania e de solidariedade. planificação e aplicação de categorias socioculturais. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. O homem e o universo • A via-láctea e o nosso sistema solar: explicações socioculturais • A força da gravidade • Lua: satélite natural • Eclipses • Radiação solar 2. folha. • Interpretar e elaborar quadros. nicho) • Controle biológico • Relações alimentares: herbívoro/carnívoro e onívoro • Cadeia e teia alimentar (aquática e terrestre) 98 . fruto e semente) • Noção do ciclo reprodutivo das plantas (polinização) 11.partes principais • Das células ao organismo • Sistemas: anatomia Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3.

sonar.Sumário principal HABILIDADES • Processar dados e explicar seu significado. culturais. fala e eco • Luzes (reflexão. • Compreender os hábitos para a boa saúde. opacos e transparentes) e cores (arco-íris) • Imãs (atração. • Conhecer diversas possibilidades de produção de energia e suas implicações sociais. temperatura (termômetro). • Elaborar mapas conceituais. • Entender as informações socioculturais. CONTEÚDOS Eixo: Ciência e Tecnologia 4. • Identificar diferentes fenômenos físicos. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais. energia • Som. O que acontece em nossa volta (noções) • A descoberta da combustão (fogo) • Combustível fóssil e biocombustível • Calor. avaliando o papel da tecnologia no processo social e identificando transformações de matéria. objetos translúcidos. energia e vida. ambientais e/ou econômicas na produção e no consumo dessa produção. refração. hospitalares ou industriais. ondas. corrente elétrica e circuito elétrico) 99 . relacionandoos aos seus usos cotidiano. força magnética) • Eletricidade (polaridade. pólos. • Explicar os fenômenos socioambientais a partir dos conhecimentos socioculturais regionais. • Trabalhar cooperativamente na resolução de problemas e a realização de pesquisas. eletricidade estática.

2002. São Paulo: Papirus. Belo Horizonte: Autêntica. LEONTIEV. Ijuí. Santa Cruz do Sul. C. CARI. Atividade da linguagem. N. Estética da criação verbal. Alfabetização científica questões e desafios para a educação.Sumário principal 7. Marxismo e filosofia da linguagem. BIZZO. _______. 1995. 2001. _______. CARVALHO. 2005. M. O poder da participação. In: MORTIMER. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. SMOLKA. O pensamento selvagem. J. _______. 2008. São Paulo: Martins Fontes.. D. DF. M. 2001. 1996. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. J. Ensino de ciências e cidadania. 1996. (Org. _______. 1987. 1993. Porto. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. DE VECCHI. São Paulo: SENAC.172. São Paulo: Centauro. CHASSOT. MARANDINO. 2003. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. EUA. São Paulo: Ática. RS: Unijuí. GIORDAN A. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. Porto Alegre: Artes Medicas. M. 2002. KRASILCHIK. O professor e o currículo das ciências. A. A. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo.) Linguagem. Metodologia de ensino de ciências. São Paulo: Cortez.5 Referências ALTET. 2000. 2001. Educação consciência. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. J. BAKHTIN. FIORIN. 2007. Secretaria de Educação Fundamental. BRONCKART. 1997. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico. 2004. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais.. ANGOTTI. Dissertação. Porto: Ed. Lei nº: 9394. C. 1997. BRANCO. _______. S. Brasília: MEC / SEF. BRASIL. São Paulo: Cortez. Meio ambiente & biologia. A. LÉVI-STRAUSS. Plano nacional de educação. Brasília. Linguagem e ideologia. DELIZOICOV.2. de Towards a Philosophy of the Act. 2003. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. São Paulo: Ed. _______. da Universidade de São Paulo. Lei n°: 10. A. _______ et al. 2003. FAUNDEZ. 1994. São Paulo: Educ. RS: EDUNISC. Austin. M. São Paulo : Hucitec. Constituição (1988). Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática. 100 . _______. 141p. 2000. et al. A. G. 2001. São Paulo: Moderna. 2002. São Paulo: Cortez.

) Currículo.. A cabeça bem-feita. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. T. MOLL. O currículo uma reflexão sobre a prática.) Linguagem. VYGOTSKY. mar. Porto Alegre: Artmet. _______. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. P. C. Didática. 2001. SEPULVEDA. _______. L. Linguagem. A. 2006. D. 2000. 1994. Tese (Doutorado em Educação). M. H. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. MOREIRA. ZABALA. (Org. 2000. São Paulo: Cortez. Porto Alegre: Artmed. _______. SACRISTÁN. 1.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. E. Construir as competências desde a escola. São Paulo: Autores Associados..Sumário principal LIBÂNEO. 2002. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. p. p. LURIA. A (Org. Educação do senso comum à consciência filosófica. SILVA. Os sete saberes necessários à educação do futuro. desenvolvimento e aprendizagem. Investigações em ensino de ciências. SMOLKA. 1999. SAVIANI. J. OLIVEIRA. São Paulo: Universidade de São Paulo. (Org.1-20. PERRENOUD. 2002. 281. São Paulo: Cortez. 2004. linguagem e cultura. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. Porto Alegre: Artes Medicas. Porto Alegre: Artes Medicas. 2002. MORTIMER. WESSMANN. 1994. _______. 11. LEONTIEV. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. cultura e sociedade. EL-HAANI. Porto Alegre: Artes Medicas. 1999. J.) Investigações cognitivas: conceito. 1998. 101 . 1998. A. A prática educativa: como ensinar. A. São Paulo: Ícone. C. L. n. Belo Horizonte: Autêntica. Porto Alegre: Artmed. Belo Horizonte: UFMG. 2003. v. SILVA. 1999. T. A.. Rio de Janeiro: Vozes. São Paulo: Cortez. MORIN. 1998. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. 2000. E. Poderes instáveis na educação. (Org. Porto Alegre: Artes Medicas.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS .

as posturas doutrinárias. ações e afetos. A abertura teórico-valorativa é preponderante para o exercício formativo nessa área do conhecimento. Compreender o humano exige um pensamento complexo. tanto quanto depende. cada disciplina. não se encerram numa concepção excludente das ciências ditas naturais e físicas. Por isso. porque a humanidade também é natural e física. formando uma consciência da multiplicidade de modos de existência.Sumário principal 8 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS A área de Ciências Humanas no Ensino Fundamental — que inclui a história. lida e se relaciona com essas dimensões. Eis o grande desafio para a área de humanas. teria maior coerência didática ao abrir-se para os novos desafios de um saber múltiplo. que incorpore em seus currículos e. produz e é produzido. 105 . linguagens. como produto e processo culturais. na sala de aula essa multiplicidade de pontos de vista. Daí que. e que se vincula a um compromisso com a sustentabilidade da vida em todas as suas dimensões: do sujeito. Então. Existem humanidades. ao contrário. com o outro e com o meio em que se insere. entre os diferentes espaços/tempos. elegendo o cuidado de não absolutizar produções dos saberes e fazeres sociais. políticos e culturais. vale pensar também as relações do local com o global e desse com aquele. nessa perspectiva. das relações sociais e do meio ambiente. A experiência humana é rica em seus conhecimentos. a área de humanas considera cada vez mais importante as relações do ser humano consigo mesmo. sobretudo. transversal e dialógico que se efetiva na consideração pelo outro em sua diferença cultural. entendendo-se como parte desse construto coletivo de se pensar as humanidades. a geografia e o ensino religioso — deve se manter como referência de uma construção de saberes que respeitem a pluralidade de olhares sobre a “realidade”. em especial o do Espírito Santo. são sufocantes para o pensamento e impedem o diálogo com as outras disciplinas. As “humanidades”.

de apropriação..1. que nasceu descritiva das paisagens e das sociedades.Sumário principal 8.. Como toda ciência. subsidiadas por recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados. cresceu quantitativa. não apenas influenciou mudanças no contexto mundial e em situações locais. e expandiu-se no questionamento. se produz com marcas de sua historicidade e se projeta com desejos de um tempo presente que se quer melhor no futuro.para aprender a aprender e para aprender a fazer.. de controle e de domínio de sociedades ou de grupos hegemônicos nas relações travadas com outras sociedades. A ciência geográfica. como também se modificou em função das demandas e das transformações geradas nos diferentes espaços/tempos locais e globais. para se ensinar e para se aprender na escola. o 106 . e da Geografia Crítica amplia-se o compromisso com a leitura crítica de mundo e com uma escrita de vida baseada na manutenção da sustentabilidade do planeta e da dignidade humana no trabalho e no consumo. A Geografia desejada pelo grupo. numa perspectiva de construção de um mundo melhor. Assim. buscando potencializar características significativas de suas diferentes concepções construídas em seu processo histórico: da Geografia Tradicional mantém-se a proposta de que é preciso saber Geografia para fazer Geografia.. da Geografia Humanística reforça-se a abordagem sensível aos problemas das sociedades. medindo superfícies para localizar fatos e tentar explicar fenômenos. da Geografia Nova aproveita-se a concepção da atividade como base para uma aprendizagem não restrita à reprodução e sim ao aprender a aprender e ao aprender a fazer.1 Geografia 8. a concepção da Geografia escolar perde a homogeneidade de uma denominação. na crítica e na denúncia dos processos de exploração. (re)afirmando a necessidade da aprendizagem de conteúdos e estudos compromissados com a vida. a Geografia que hoje se ensina nas escolas. mas ganha a amplitude de uma Geografia que se pretende impregnada e compromissada com o cotidiano. derivada do corpo teórico-prático da ciência geográfica.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . da Geografia Quantitativa resgata-se a possibilidade de análises importantes dos processos geográficos. se baseia na intensa relação com outros campos do conhecimento para promover: a competência investigativa sobre o espaço geográfico. com outros grupos sociais e com a natureza. Dessa forma.

conservação e preservação na diversidade de ambientes no mundo. No trato com a aprendizagem. migrantes. ao tomar o Lugar como tema representativo das séries iniciais. Também a dimensão espacial exige explicitação de um tratamento didático na proposta do grupo: a relação local-global-local será mantida em todos os momentos da Educação Básica. a formação de atitudes de intervenção. Contudo. para favorecer esse movimento no imbricamento com outras disciplinas. quando serão aprofundados ou aplicados nas aprendizagens subsequentes. problemas. o estímulo à convivência solidária na complexidade das diferenças entre os seres humanos. de outras linguagens e do uso de tecnologias possíveis. manejo. em outros momentos de estudo. Transformar esses anseios em um documento escrito exige negociações para torná-lo didático.Sumário principal território. propostas que permeiam a escola. como de outras. assim como as dimensões de estudo de aspectos físicos e sociais não se fragmentam. envolvendo afetos. composta de pes- 107 . sentimentos. desejos. o grupo elegeu alguns conteúdos conceituais como eixos centrais. Implica também considerar a multiplicidade e a complexidade de situações. a expressão do raciocínio geográfico por meio da cartografia escolar. esperanças. razão da necessidade do aprofundamento dessa categoria. Nessa concepção geográfica as perspectivas do local e do global são permanentemente entrecruzadas. considera-se a proximidade do seu conceito com a expectativa de cognição inicial na Geografia. a despeito de suas especificidades. aglutinando-os aos conceitos procedimentais e atitudinais para criar temas para cada série/ano escolar. Tornar essa concepção possível no currículo escolar implica considerar professores e alunos como sujeitos produtores e disseminadores de conhecimento. Assim. como partícipes de uma ação coletiva de projetar e conceber um mundo melhor – com as contribuições da Geografia. as diferenças deverão se constituir como referenciais que singularizam não apenas alunos afrodescendentes. o foco inicial será dimensionado em cada série. o lugar. em formação permanente. pelo caráter das relações estabelecidas entre o sujeito aprendente e o lugar de vivência. enfatizando que a escolha para uma determinada série não exclui o estudo do tema nas outras séries. dinâmico e flexível. desafetos e cotidianidade ao longo de sua vida. portadores de deficiências ou de transtornos globais de desenvolvimento e/ou altas habilidades. conscientes de sua cidadania. a paisagem. indígenas. Nessa perspectiva. mas todo e qualquer um dos sujeitos do processo de aprender a fazer e a ser.

. na escola. presentes na leitura das paisagens. 2004. Dados. fragmentações. na conformação das regiões.Sumário principal soas e ambientes diferentes. nas instituições ou nas ruas. a especificidade da ciência e a responsabilidade de leitura crítica do mundo para efetivação de uma escrita de vida compromissada com uma educação solidária e transformadora. em livros ou outros meios de comunicação. de estímulo à responsabilidade na relação entre a produção pelo trabalho e a manutenção do sistema Terra. a Geografia contribui para o desenvolvimento de competências/habilidades de investigação. com o ensino de Geografia. a Geografia promove a percepção de identidades e a elaboração do sentimento de pertença. para confrontar e relacionar com as questões do cotidiano. traduzem o rigor. vivem e fazem a vida caminhar” (Santos. No estudo das sociedades. na televisão. É importante destacar que o professor também é um sujeito em formação. No estudo dos processos e fenômenos da natureza. onde sujeitos “produzem. pensado preliminarmente. A Geografia escolar. que deve aprimorar. 2006. elaborada no jogo de relações entre a natureza e a sociedade.. p. vê e lê na rede Internet.. exigirão a formação de um sujeito crítico que põe em dúvida o que ouve. abandonando a dogmatização de ‘verdades’ para produzir saberes. de afirmação das ações individuais e coletivas na transformação de situações locais e globais. monitoramento. na delimitação dos territórios e na relação com os lugares. a disciplina. o que sugere dificuldades. construções e transformações que alteram tudo que é proposto. análise.224-225) é 108 . mudanças. É como na Geografia. No entender de Kaercher (In PONtchuska e Oliveira. ao mesmo tempo em que desenvolve princípios de respeito e aceitação das diferenças. para aprender a ser e para aprender a conviver. planejado. cujo objeto maior de estudo é o espaço geográfico: uma (re)construção permanente.. p. ao se tornarem materiais para análises geográficas. .75). lutam. tão importantes para a convivência no mundo atual. fatos e informações. sonham. pretende contribuir com a formação humana dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem numa perspectiva de valorização de suas vivências. A ética e a estética. registro e avaliação capazes de realçar a importância dos cuidados para manutenção da vida. ampliando-se para vivências no trato com o outro e com o mundo. na concepção ensejada pelo grupo. a dinâmica e a criatividade de aprendizagens geográficas.

expandirmos cada vez mais o respeito ao outro.. o que possibilita a compreensão de que. Promover o conhecimento geográfico integrado às práticas sociais cotidianas de enfrentamento a processos de silenciamento.2 Objetivos da disciplina . política. decorrente de ações e responsabilidades individuais e coletivas junto à natureza e à sociedade. Fornecer subsídios para a compreensão do espaço geográfico como produção social e histórica. Nascem daí a autonomia intelectual e a cidadania como expressões de organização coletiva na busca de direitos para uma sociedade justa e democrática. considerando o cuidado com a finitude do sistema Terra e as possibilidades de sustentabilidade no uso de seus recursos. a partir de nossas categorias centrais [.]. ações particulares e coletivas elevam a prática cotidiana ao nível da antropoética. Se ajudarmos nossos alunos a perceberem que a Geografia trabalha com as materializações das práticas sociais.. acredita-se que as contribuições da Geografia à formação humana ultrapassam a especificidade da localização espacial ao desvelar relações de poder no disciplinamento da organização do espaço geográfico.]fortalecer os valores democráticos e éticos. que alicerçam a formação de homens e mulheres atuantes na comunidade local e global. A alfabetização cartográfica e geográfica favorece o desenvolvimento do raciocínio crítico e o fortalecimento da ação criativa. 109 . Promover investigações e propor intervenções no espaço geográfico. Propiciar conhecimento sobre processos...Sumário principal preciso “[. ao intervir em situações e arranjos predeterminados pela hegemonia do capital sobre sociedades e natureza.. 8.. de invisibilidade ou de exclusão social.” Como Moreira (1987) e Cavalcanti (1998). ao diferente [.] no combate às desigualdades e às injustiças sociais [. fenômenos e fatos de origem físicoquímica e social que. Apresentar categorias geográficas que atuem como base na análise do espaço geográfico.. estaremos colocando-a no seu cotidiano.]. por meio de políticas e ideologias. em sua complexidade espaço temporal e nas relações que travam entre si.1. econômica ou cultural de parcelas da população por diferenças de quaisquer ordens. produtivos e respeitosos com a natureza..... organizam o espaço geográfico.para querer saber.. solidários entre si. Estimular raciocínios e procedimentos geográficos na leitura crítica do mundo e na ação cidadã no espaço geográfico.

registros e propo- 8. quer seja devido às disponibilidades garantidas pela formação acadêmica de docentes ou pela infraes- 110 . deverá se efetivar como um permanente exercício de vivências reflexivas sobre as relações entre pessoas e entre essas e a natureza. Além disso..para ensinar e para aprender: saberes. interpretações. Criar condições para práticas sociais no espaço geográfico local e global que valorizem ações de convivência solidária.. que se empenha em delinear a presente proposta de diretrizes curriculares da rede pública estadual. em atitudes de promoção da paz com uso do conhecimento geográfico. numa perspectiva de solidariedade.3 Principais alternativas metodológicas . trutura de recursos didáticos na escola. Nas diferentes concepções pedagógicas do ensino de Geografia algumas metodologias são privilegiadas. Desenvolver leitura e representações espaciais por meio de instrumentos e técnicas da cartografia e de outras linguagens. o grupo de professores de Geografia. O uso do livro didático será valorizado como mecanismo de apoio complementar a leituras.Sumário principal Favorecer a compreensão sobre as relações espaço temporais e escalas geográficas local-global-local nas produções e vivências das sociedades. à experimentação.. quer seja atendendo aos reclamos do momento didático instalado nas instituições escolares. a prática do diálogo na intermediação entre o conhecimento científico e aquele elaborado na vivência de sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem imprime um movimento de teorização e de prática indispensável à pesquisa. ao registro e à aplicação dos saberes geográficos à vida cotidiana. Considerando as especificidades apontadas para a Geografia escolar professada. Estimular atitudes de preservação ou conservação que potencializem a valorização do patrimônio geofísico e cultural local e global. A despeito de mudanças e flutuações teóricometodológicas. destaca um conjunto de alternativas metodológicas julgadas coerentes com a concepção pretendida. nos quais princípios transversais deverão ser acionados. a aula geográfica deverá privilegiar problematizações interdisciplinares. poderes e fazeres docentes. aceitação de diferenças entre pessoas e culturas. Assim.1. dignidade e produção de saberes que contribuam para uma vida melhor para todos..

à exploração. Os registros envolvendo análises. nas diferentes expressões literárias. o altímetro. permitindo estudos individuais e em grupo. Simulações e demonstrações precisarão estar entrelaçadas com estudos que exigem abstrações. uma necessidade pela possibilidade de funcionamento como 111 . A sala ambiente se torna. as imagens de satélites. os infiltrômetros e tantos outros próprios da Geografia. proposições dos fatos e dos fenômenos geográficos poderão inscrever produções do desenho. o pluviômetro. A costumeira prática de leitura de trechos do livro didático seguida de explicações (que mais repetem do que problematizam as informações fornecidas) ou de “exercícios” (que quase sempre favorecem a naturalização ou a memorização dos fatos expostos) deverá ser substituída por consultas e leituras problematizadoras. do teatro. A avaliação processual deverá envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor no trabalho pedagógico. o mapa. sem contudo ser o condutor da prática pedagógica e menos ainda ser a fonte única de estudo. os molinetes. sempre que possível. as cartas. a aula prática e o estudo do meio sustentarão alternativas metodológicas como a observação e a coleta de dados por meio de instrumentos como a bússola. com materiais simples ou adquiridos como parte de um conjunto necessário às intervenções e aos estudos da área. mesmo quando em atividades coletivas. a associação entre o cotidiano e o espaço geográfico. explorando. A leitura não-restrita aos livros didáticos deverá ser ampliada em outras possibilidades como as produções disponíveis na rede Internet. nas histórias em quadrinhos. à conservação ou à preservação dos recursos e dos ambientes da natureza e das sociedades.Sumário principal sições que não se esgotam na dimensão de conteúdos dispostos naquele material didático. o cata-vento. descrições. o termômetro. construídos como procedimentos de aprendizagens. A aula de campo. nas revistas especializadas e científicas. a biruta. Os princípios da pesquisa escolar podem ser similares àqueles desenvolvidos na academia. então. da escrita e de outras expressões. problematizando aspectos da vida da comunidade local ou global e relacionando aspectos teóricos da ciência geográfica às questões que preocupam as sociedades quanto à produção. o relógio do sol. negando comparação entre suas capacidades... nos jornais. da música. habilidades e atitudes. É importante que considere o potencial individual dos alunos. avaliações. as fotografias aéreas. A Geografia deverá ser pesquisada na multiplicidade e na complexidade de diversidades que constitui o cotidiano das sociedades e das pessoas. à apropriação.

Localização e orientação 13. organização. Território 6. além da respectiva infraestrutura (em especial para realização de aulas de campo e organização de salas ambiente) sem o que as intenções metodológicas se tornam promessas vazias. Representações cartográficas 12. Convivência com diferenças e diversidades 16. Para realização e concretização desses procedimentos e elaboração dos recursos que lhes são necessários torna-se preciso garantir condições de planejamento. Paisagem 3. Espaço geográfico 2. com graves prejuízos ao ensino e à prática da Geografia. Sociedade 7. Ações investigativas: observação. a produção. Avaliação de intervenções no espaço geográfico 18. Solidariedade e colaboração em grupos de vivência 17. Exercício da ética e da cidadania 20. 8. Sustentabilidade: cuidados com o consumo.Sumário principal laboratório da ciência geográfica. Escala temporal 11.1. elaboração e execução. Natureza 8. Lugar 4. integrando experimentos de ordem social e física. no encontro entre prática e teoria. Meio ambiente Procedimentais 9. Escala geográfica 10. experimentação Atitudinais 14. Região 5. Disposição para produção de conhecimento e para desmistificação de tabus e preconceitos 112 . a exploração e a apropriação 15. Valorização da vida 19.Geografia Anos Iniciais do Ensino Fundamental Eixos Conceituais 1.4 Conteúdo Básico Comum .

Valorizar a vida em suas diferentes manifestações. percebendo dimensões. plantio. situando-se num plano de referências simples. Dimensões do espaço vivido: noções topológicas e projetivas. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O meu lugar no mundo: o próprio corpo. 4. 4. SENSIBILIDADES E PODERES Identidades no grupo social e no espaço geográfico vivido. circulação e consumo). Desenvolver perguntas e experimentações para conhecer o espaço vivido e os lugares de vivência. Relacionar modos culturais e fenômenos naturais a noções geográficas e temporais do espaço vivido. Problematizar situações do cotidiano geográfico e do tempo imediato. 5. 5. o eu como ponto de referência no espaço. Cuidados com o patrimônio geográfico. 2. 3. 2. Orientar-se no espaço de vivência. Estabelecer relações com as outras pessoas e suas diferenças. enchentes e estiagens. Procedimentos iniciais de investigação geográfica: observação. expressões das paisagens (montanhas. diferenças de áreas e elementos espaciais.Ensino Fundamental de 9 anos Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – O Lugar de vivência da criança COMPETÊNCIAS 1. LINGUAGENS E DIZERES Leitura e representações cartográficas e textuais de espaços vividos: croquis e maquetes. Desenvolver atitudes de convivência solidária e valorização da vida. APRENDIZAGENS E SABERES O espaço vivido: relações entre fenômenos da natureza e da sociedade (chuvas.Sumário principal 1º Ano . 113 . produção. Observar a paisagem local e experimentar o espaço de vivência. Participação em grupos. Registrar e interpretar informações ligadas ao entorno próximo e ao mundo em geral. rios. praias. Registrar e interpretar suas compreensões em diferentes formas de expressão. experimentação e registros. noções temporais.). HABILIDADES conteúdos 1. 3. semelhanças.) e formas de vida dos grupos sociais (convivência. cidades e campos etc. calor e frio etc.

diferenças de áreas e elementos espaciais. 4. na comunidade. LINGUAGENS E DIZERES A escola e meu bairro: Caminhos e ruas. Mudanças e transformações nas sociedades e paisagens locais. fenômenos e processos geográficos visíveis na organização dos lugares e das paisagens locais.: diversidades e diferenças. na escola. Caminhos e ruas: trajetos. Relacionar o conhecimento geográfico ao compromisso com os outros. Localizar-se nas diferentes dimensões e arranjos espaciais do lugar de vivência. Ler e interpretar textos verbais e cartográficos. Noções de orientação e localização. produzir e representar dados e informações em diferentes tipos de linguagens. a sociedade e o planeta. fenômenos e processos geográficos. o meio ambiente. Realizar leituras de textos. As relações no trabalho e na exploração do meio ambiente. 5. 114 . INVESTIGAÇÕES E FAZERES O sujeito no espaço vivido e no lugar de vivência: identidades. semelhanças. políticos. Representação de fatos. fenômenos e processos sociais e naturais. paisagens e lugares. Desenvolver solidariedades na vivência dos lugares e dos grupos. registrando noções geográficas de lugar e paisagens.Sumário principal 1ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Bairro: lugar de vivência da família COMPETÊNCIAS 1. 5. SENSIBILIDADES E PODERES O meu bairro. 3. de comunicações. Recursos naturais do lugar de vivência. Desenvolver perguntas. 6. As relações com o outro na família. 2. situando-se num plano de referências simples. Orientar-se no espaço de vivência. Meios de deslocamentos. HABILIDADES conteúdos 1. Instituições sociais. exercitando a convivência com as diferenças e diversidades. 2. para compreender transformações e diversidades na/da comunidade. Conhecer diferentes manifestações da natureza e dos grupos sociais. lugar de vivência da família: modos culturais. Participar de ações grupais que favoreçam intercâmbio de opiniões e de múltiplos pontos de vista. econômicos e religiosos na produção dos lugares. Locais de origens da família. interpretando-as e registrando noções geográficas. Mapas e maquetes. 3. situando-os em contextos espaçotemporais próximos de sua vivência. 4. percebendo dimensões. Identificar fatos. APRENDIZAGENS E SABERES O que existe em meu bairro e o que não existe: fatos. Distinguir elementos naturais e culturais das paisagens. Textos em diferentes linguagens.

5. Paisagens urbanas e rurais. Interpretar e registrar. 2. HABILIDADES conteúdos 1. Cuidados ambientais. Sociedades urbanas e rurais: modos de vivência e produção. 4. localizando elementos espaciais. A influência dos modos afrodescendentes e indígenas nas culturas urbanas e rurais: nomes de lugares. Conhecer e compreender processos que singularizam paisagens. fenômenos e processos geográficos para construir argumentos de avaliação dos modos da sociedade organizar os lugares de vivência. cidade-sede e distritos do município. Fenômenos climáticos. 3. Fazer uso de noções de orientação e localização para situarse num plano de referências simples e para identificar elementos espaciais no espaço de vivência. Mapas. Realizar leituras e registros sobre fatos. 4. Caracterizar modos de organização administrativa dos lugares e modos de produção de comunidades rurais e urbanas. em diferentes linguagens. 3. Observar e registrar diferenças e semelhanças das paisagens e dos modos de viver de sociedades campesinas e urbanas. A tecnologia no campo e na cidade. 6. Indústrias e agroindústrias. 115 . diversidades e desigualdades na vivência dos lugares e dos grupos. produção e interpretação de textos geográficos e cartográficos. Populações e comunidades. APRENDIZAGENS E SABERES O município como lugar de vivência das comunidades. fenômenos e processos geográficos dos lugares de vivência da comunidade. LINGUAGENS E DIZERES Leitura. Exercitar valores humanos frente diferenças. A ação do tempo e das sociedades. Paisagens: elementos culturais e naturais. distinguindo nelas elementos culturais e sociais. 5. Tradições e culturas urbanas e rurais. Conhecer diferentes processos da natureza. Orientar-se no lugar de vivência. 2. A exploração de recursos naturais e a sustentabilidade. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e expressão cultural de grupos campesinos e urbanos. compreensões sobre fatos. maquetes e globos. Construir e aplicar conceitos geográficos relacionando-os aos de outras ciências e à vida cotidiana.Sumário principal 2ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Município: lugar de vivência da comunidade COMPETÊNCIAS 1. Elaborar argumentos para avaliar modos de viver e produzir da comunidade no lugar de vivência. Problemas urbanos e rurais. artefatos. Processos de produção e transformação de paisagens. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Orientação e localização. SENSIBILIDADES E PODERES Conflitos e lutas. modos de produção.

Limites e fronteiras. Utilizar conceitos geográficos que caracterizem arranjos espaciais dos lugares de vivência. tradições culturais. 4. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. 2. 6. 5. da hidrografia. do relevo e das ações das sociedades na transformação de paisagens. Localizar e identificar o Espírito Santo em representações cartográficas. 3. Cuidados com o meio ambiente. Tabelas e gráficos. Ler. Associar a formação territorial a processos de luta pela apropriação da terra. transportes e comunicação e às formas de expressão cultural das sociedades. paisagens. Desenvolver noções de percepção espacial e temporal. municípios. relacionando trabalho e consumo das comunidades com os cuidados necessários à manutenção da sustentabilidade. relacionando-os aos meios de produção. Riquezas naturais e elementos paisagísticos: sua utilização pelas sociedades. lutas. Identificar a distribuição de recursos naturais. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. A afrodescendência.Sumário principal 3ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Lugar de vivência de cidadania: Estado do Espírito Santo COMPETÊNCIAS 1. organizar. Situação do Estado no país e no mundo. da vegetação. HABILIDADES conteúdos 1. Fontes de energia. os indígenas e os descendentes migrantes: lutas e organização política. conquistas e problemas. cidades e campos. 116 . registrando impressões e compreensões por meio de diferentes linguagens. Processo de formação territorial do Espírito Santo. Representar cartograficamente dimensões do espaço geográfico. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. globos. seus lugares. Caracterizar territórios. à marcação de diferenças entre sociedades e ao domínio político sobre populações e espaço geográfico. Conhecer o processo de formação do território do Espírito Santo na dimensão espacial brasileira e mundial. 3. Elaborar interpretações e registros sobre organização territorial do Estado. religiosa e cultural no espaço geográfico. Produzir. 7. Diferenças e diversidades. 5. exercitando atitudes de compreensão de diversidades e atitudes de convivência social solidária e cuidados com a natureza. 6. Mapas. 2. 4. LINGUAGENS E DIZERES Uso e aplicação da linguagem cartográfica. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Integração dos elementos do clima. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. selecionar e socializar dados e informações. limites e fronteiras. SENSIBILIDADES E PODERES A sociedade espírito-santense: formação. econômica. em diferentes linguagens. Compreender a importância da participação em grupos. interpretar e registrar noções geográficas em diferentes fontes de informações e dados. Modos de produção. representando em mapas e em outras linguagens o conhecimento sobre seu espaço geográfico. Conhecer modos de produção e principais riquezas do Estado. APRENDIZAGENS E SABERES Processos de marcação de territórios.

Sociedades rurais. urbanas e periféricas. Relações com a organização do espaço geográfico. Conhecer processos naturais agravados por intervenções humanas. Fazer uso de diferentes tipos de fontes de investigação. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. histórico e linear. 4. Fontes de energia. regiões. HABILIDADES conteúdos 1. em elementos que caracterizam o espaço geográfico. Relacionar conceitos geográficos e históricos para compreensão de fatos. por meio da cartografia escolar e de outras linguagens. relacionando dados para caracterizar o espaço geográfico. Brasil. SENSIBILIDADES E PODERES As relações de trabalho. Poderes do governo. Representar e interpretar. Cuidados com o meio ambiente. 2. 6. Realizar procedimentos de pesquisa e registros geográficos em diferentes fontes e linguagens. globos. 3. indígenas. Efetuar análises. O consumo e a sustentabilidade. Mudanças e transformações da natureza e das sociedades. fenômenos e processos sociais e naturais no espaço geográfico. Tabelas e gráficos. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. Identificar. APRENDIZAGENS E SABERES A Terra e seus movimentos. a dimensão e o acontecimento de fatos. Modos de produção. Diferenças e diversidades culturais. transformações em tempo geológico. Minorias étnicas. analisando impactos no espaço geográfico. Conhecer diferentes processos da natureza. 5. fenômenos e processos. Interpretar e representar. em diferentes linguagens. 3. características do espaço geográfico e da população brasileira. quilombolas. hidrografia. Desenvolver atitudes de compreensão de diversidades. Relações e interdependência: natureza e sociedade. fenômenos e processos geográficos.Sumário principal 4ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Um lugar de vivência no mundo: Brasil COMPETÊNCIAS 1. Populações: formação. PESQUISAS E FAZERES Investigações sobre diferentes arranjos espaciais e administrativos: paisagens urbanas e rurais. um país tropical. 2. a localização. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. 117 . avaliando criticamente sua produção e aplicação. de convivência solidária com diferenças e de cuidados entre sociedade e natureza. Mapas. movimentos e problemas. LINGUAGENS E DIZERES Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Considerar valores humanos e a diversidade sociocultural em análises de fatos. Clima. em diferentes linguagens. 5. Fazer uso de diferentes metodologias para produzir dados e registros sobre o conhecimento geográfico. 4. vegetação. fenômenos e processos da natureza e da sociedade que caracterizam espaços nacionais. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e de expressão cultural das sociedades. relevo e sociedades: fatos. 6.

São Paulo. ES: Fundação Cultural do Espírito Santo. escola e construção de conhecimentos. 2003. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.5 Referências AB’ SÁBER. 1998. R. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola.D. São Paulo: Moderna. I. PCNs + ensino médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais. 2003.d.. BRASIL. SP. A. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. B.66. PASSINI. S.4. o espaço vivido. Geografia: pesquisa e ação. Geografares. _______. Representações cartográficas: teorias e práticas para o ensino de Geografia. GUERRA. Educação africanidades Brasil. 2005 CASTELLAR. 2003..) Geomorfologia uma atualização de bases e conceitos. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. KILL. 1998. Autor. Ed. São Paulo: Contexto. 2003. Autor. p. n. S.. L. Ministério da Educação. J. Oficina de Texto. FILIZOLA. Parâmetros curriculares nacionais: história e geografia. 1996. Brasília: MEC/SEF. ES: Ed. T. n. A.J. DANNI-OLIVEIRA. KATUTA. CALLAI. F. M. MORAES.1. C. v.. _______.. EDUFES. 7-20. MENDONÇA. Geografia. da UFSC. 2004. Parâmetros curriculares nacionais: geografia.. Estrutura e origem das paisagens tropicais e subtropicais . C. _______. 2003. Brasília: MEC/SEF. ALMEIDA. T. H.Sumário principal 8. Vitória. maio/ago. A. Campinas. R. 1995. Clima urbano. 1974. São Paulo: FTD. Geografia. ES: Ed. V. Caderno CEDES. História e geografia do Espírito Santo. KOZEL. S. ES. Secretaria de Educação Continuada. CAVALCANTI. Terra capixaba: geografia e história. Vitória. _______. SP: Papirus. CASTROGIOVANNI. MOREIRA. Brasília: MEC. 1998. R. MONTEIRO. 2007. SC: Ed. L. 118 . E. MAESTRO. A C et al.. F. São Paulo: Contexto. Secretaria de Educação Fundamental. Porto Alegre: Mediação. ALMEIDA. 1997. Campinas. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. (Org. 25. (Org. Florianópolis. 1989. C. Vitória. Didática da geografia: memórias da terra. São Paulo: Contexto. F. A. A. 2004. Geografia do Espírito Santo. 2000. Alfabetização e diversidade. 2000. PERONE.) Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. M. Y. BIGARELLA.. São Paulo: Quinteto Editorial.D. A M.H. CUNHA. O espaço geográfico: ensino e representação. 2001. KRAJEWSKI. MENDONÇA. A. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê. Brasília: MEC/SECAD: s. Revista do CCHN-UFES. Vitória. Brasília: MEC/SEPPIR. J.

Pensando o espaço do homem. Para ensinar geografia. MOTTA. Y. 2007. T. C. N. _______. O discurso do avesso (para a crítica da Geografia que se ensina). Rio de Janeiro: Access. L. TUAN. 119 . 2006. Y. 1987. ES: SEDU. São Paulo: Contexto. Geografia I. Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. N. São Paulo: Difel. Porto Alegre: EDUFRGS. N. M. N. VALLADARES. PRESS. N. Ed. Dois Pontos. T. 5v. CACETE. F. C.. R. 1983. Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. Para entender a terra. Bookman. Vitória. et al. M. 1993. N. 2003. C.. RUA. PONTUSCHKA. ES: UFES. 2002. M. 2006. Um estudo do lugar do nosso cotidiano: GeografarES (Geografia do Espírito Santo) Vitória: nea@d/UFES. A U. O. 2004. Vitória. et al. Para ensinar e aprender geografia. SILVEIRA.. Rio de Janeiro. 2004. PAGANELLI. SCHAEFFER. PONTUSCHKA. OLIVEIRA. Por uma nova geografia. SANTOS.Sumário principal MOREIRA. Porto Alegre. 2006.. H. N. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. _______. São Paulo: USP/EDUSC. et al.. R. São Paulo: USP/EUSC. ZANOTELLI. 2007. São Paulo: Cortez. Geografia para o ensino fundamental: material de referência para o professor. J. B.

. Inicialmente. do Renascimento e da Reforma Religiosa houve um considerável desenvolvimento do espírito crítico que se refletiu nos estudos. Que história é essa? Compreender a História como disciplina escolar implica compreender diferentes concepções de história e historiografia e suas repercussões no ensino. as transformações econômicas. a profusão de documentos escritos vieram conferir à História uma função prática: a verificação da veracidade dos documentos. sociais e políticas contribuíram para modificar o universo mental de então. A História consolidou sua função político-ideológica com a Revolução Francesa.. as escolas militares. entre elas.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . e a contextualizar historicamente sua prática docente cotidiana. 120 . quando a recuperação do passado passou a ter como objetivo principal a exaltação da pátria e sua glorificação. Pouco a pouco. isto é. ao apresentarmos uma proposta de trabalho baseada em conteúdos básicos e comuns. e a História passou a ser um meio de fundamentação das críticas à sociedade.2. A investigação histórica desenvolveu-se com os iluministas que procuraram demonstrar pela razão que o progresso da humanidade é derivado do desenvolvimento da ciência e da instrução.. estamos também convidando o professor a refletir a partir do próprio campo da Ciência Histórica. Assim sendo.. sendo comum acentuar-se o papel da Grécia Antiga na formação do espírito do historiador e na construção de um pensamento com base na razão. a interpretação do passado prendeu-se à narração de mitos que tinham como finalidade a explicação da formação da realidade através da intervenção de seres sobrenaturais. que passou a necessitar de um sistema explicativo que relacionasse os acontecimentos a decisões e possibilidades.Sumário principal 8.2 História 8. É dessa época que data a inclusão da História nos programas de ensino de determinadas escolas na Europa. a fim de responder: Para que serve a História? Por que ensiná-la? A História tem sua origem na necessidade humana de registro do passado. as possibilidades de relações entre o saber histórico e o saber histórico escolar.para aprender a aprender e para aprender a fazer. Durante o período medieval. Com o advento do Humanismo.

as abordagens culturais passaram a ser fundamentais para o preenchimento de lacunas e incertezas. com a difusão do pensamento positivista. Além disso. de que a valorização de um setor ou uma visão da História está inserida em sua própria historicidade. Assim. considerando as alterações paradigmáticas das ciências. É inegável a influência de Karl Marx. a criação de uma História científica ganhou força e desenvolveram-se algumas disciplinas especializadas no interior do campo histórico: história política. o reconhecimento de novos objetos. por exemplo. cujo pensamento caracterizou-se pelo estudo da substituição dos mecanismos da sucessão de acontecimentos pela dinâmica das estruturas e dos modos de produção. Como a realidade foi se tornando cada vez mais complexa. representações e práticas culturais. história das civilizações etc. a história problema substituiu. a história narrativa e houve o reconhecimento de um campo de documentos históricos mais vasto que os testemunhos escritos. colocando a questão econômica como determinante. da necessidade de consolidação e historicização de conceitos. bem como da diversidade de fontes. 121 . mas não exclusiva. e da ampliação das possibilidades em torno do fato histórico. então. cotidianos. No início do século XX. pouco a pouco. foram realizadas considerações interdisciplinares a partir do reconhecimento da relativização da História. a ênfase passou a ser.Sumário principal Na segunda metade do século XIX. e na introdução no ensino de História de aspectos relativos a mentalidades. na necessidade de o professor de História relacionar as metodologias da pesquisa histórica com as metodologias de seu ensino (teoria relacionada à prática e resultando em conteúdos procedimentais). A partir da década de 1970. a influência da historiografia contemporânea sobre o ensino de História se faz perceber. problemas e abordagens (a chamada Nova História). A construção de uma consciência histórica e das possibilidades de pensar historicamente sobre a realidade em que vivemos confere ao ensino de História especificidades e particularidades no que diz respeito às contribuições da disciplina na formação humana. isto é. Assim sendo. muitos historiadores passaram a considerar a ampliação dos objetos de interesse do historiador. história econômica. no reconhecimento dos diferentes sujeitos da História.

não se visava à formação de uma consciência crítica. Uma História de múltiplos tempos.Sumário principal . ampliou-se o ensino escolar para uma educação que considerasse as políticas de preservação do patrimônio e as festas cívicas. leiga e gratuita. enquanto disciplina do ensino. apagando as diferenças sociais e culturais. instituindo a obrigatoriedade da educação escolar. negava os avanços da produção acadêmica e estimulava a formação do chamado professor de licenciatura curta. A partir da difusão das ideias iluministas. Os livros didáticos e datas comemorativas passaram a ser instrumentos para a manutenção e homogeneização de determinadas visões de mundo e de História. 122 . com a ditadura militar. a história ensinada distanciou-se cada vez mais da influência da igreja. condensados na disciplina de Estudos Sociais. quando foi instituído o processo de escolarização obrigatória. O ensino escolar. para a elaboração de uma história para a jovem nação que pudesse ser difundida através da educação. eliminando as possibilidades de um ensino crítico. Mais tarde. ocorreu primeiramente no contexto de transições que tiveram origem na Revolução Francesa. e sua organização enquanto disciplina escolar está diretamente relacionada com a transformação da História como campo de conhecimento. sujeitos e diálogos A História. colocando como central a questão da identidade nacional. a consolidação da História como disciplina escolar ocorreu após a independência. espaços. Durante o início da república. um ensino cada vez mais homogêneo deveria tornar o passado harmonioso. com o início da estruturação de um sistema de ensino para o império. cada vez mais. revestido de conteúdos cívicos. assim. de acordo com a ordem capitalista que se consolidava no país. durante a Era Vargas.. o ensino da História foi unido ao da Geografia.para aprender a ser e para aprender a conviver. sendo ferramentas de controle e mediações entre as práticas políticas e culturais. trabalhador/produtor/consumidor. No Brasil. Esse ensino. O pensamento da elite política e intelectual apontava. No entanto.. deveria formar um determinado cidadão. Durante as décadas de 1960 e 1970. mas à adequação do indivíduo à sociedade... cujo objetivo era a formação de um cidadão ajustado à ordem autoritária vigente. É desse período que data a luta burguesa por uma escola pública. levando o Estado republicano a consolidar sua imagem de elemento atuante e protagonista da História Nacional.

sociológica e filosoficamente. Hoje. competências. a vida cotidiana coletiva se constitui um dos principais eixos do ensino da História e as temáticas a ela referentes são importantes para destaques acerca das diferenças culturais e étnicas. objetivo e finalidade principais do seu ensino.. para querer saber . geográfica. os estudos das Ciências Humanas devem ser empreendidos de modo integrado: valores. incorporando diferentes concepções de ensino e de História. Não se trata. e as imbricações entre cultura. A prática docente da História tem caminhado de acordo com as principais questões de seu tempo. A informação. Uma História que debate a Ciência.2 Objetivos da disciplina . incentivando o respeito às diversidades.Sumário principal Com o passar dos anos e o reinício da democracia. é uma forma de construção do conhecimento e de pensar histórica. Compreendemos que o desenvolvimento da compreensão de conceitos básicos das disciplinas das Ciências Humanas permite a construção da compreensão da realidade. a partir do reconhecimento de si e do outro e da construção de uma consciência histórica. Cultura e Trabalho como as formas com as quais o homem 123 . o objetivo e a finalidade principais do ensino da História. de um sentimento de pertença. torna-se o objeto.. A realidade. Essa integração garantirá uma contínua aprendizagem e a sensibilização necessárias para uma educação que possa vir a garantir a paz e a dignidade humana. Uma sociedade democrática pede a participação de todos e cada um dos membros no desenvolvimento do potencial de cada um e da coletividade. Nessa perspectiva. buscase a compreensão da realidade como objeto.. Dessa forma. Especificamente em relação à História. conhecimentos e habilidades.. valores e habilidades. vista dessa forma. 8. e questionar os conteúdos tradicionais. política e seu ensino passaram a expressar a nova conjuntura. o ensino de História transforma a fronteira da história vivida e da história ensinada em um espaço de diálogos e reflexões. filosófico. em todo o mundo “globalizado”. a disciplina escolar História recuperou sua autonomia. a Cultura e o Trabalho Considerando a tríade Ciência..2. geográfico. de informar um conteúdo histórico. portanto. conteúdos. ao considerar as possibilidades de seu fazer e de seu saber. acrescida de atitudes investigativas. mas de oportunizar ao aluno possibilidades de relação de temas. sociológico etc.

alunos. sem perder de vista a articulação teoria/prática e destacando as etapas e as ferramentas do processo investigativo. uma proposta cujo eixo estaria em consonância com os mais recentes debates que envolvem a história como ciência e sua função social. proximidade e distância. ressaltando a importância da consolidação de paradigmas identitários. o reconhecimento das diferentes linguagens. pretende-se fundamentar uma proposta de trabalho para a Educação Básica que possa ser discutida e apropriada por seus sujeitos (professores. fragmentada e reconstruída. as questões concernentes à memória (individual e coletiva. pais e demais envolvidos na cultura escolar). semelhanças e diferenças. a formação de uma consciência histórica. textos e múltiplos olhares que estão presentes em nossa sociedade. passado e presente.Sumário principal transforma a sociedade em uma perspectiva emancipadora. urbano e rural. a percepção de que a história e seu ensino são objetos de si mesmos. a dimensão ética de todo processo educacional. Dessa forma. Um debate entre o ensino de História praticado e aquele aqui idealizado. educadores. mas também estimular os conteúdos complementares que cada professor deve elaborar de acordo com sua realidade de ensino. 124 . e com os demais saberes escolares. considerando os procedimentos do historiador no trato com a História. antigo e moderno. (re)significando a noção de documento. que privilegie como eixo a dimensão local e a formação dos sujeitos de direitos. deverá observar em suas reflexões: a compreensão de que somos sujeitos diferentes e diversos. historicamente construídos e portadores de direitos. portanto. concepções como rupturas e continuidades. a interlocução das demais ciências sociais com o ensino da História. ampliam noções como representações e processo. os objetivos listados a seguir têm a intenção de organizar ideias e fundamentar os conteúdos básicos comuns propostos neste documento. inserido no processo do ensino da História em suas múltiplas temporalidades. a educação patrimonial (observação. exploração e apropriação) como uma das estratégias do ensino da História ao considerar o meio ambiente histórico e o patrimônio vivo. registro. necessária nos processos de transformação social cuja base é o trabalho humano. que. o espaço historicamente construído e. portanto. singular e plural). para além de suas dicotomias aparentes.

passa a ser o eixo organizativo dos CBCs de História. saberes e sensibilidades) e os procedimentais. que a dimensão identitária (imagem de si. uso de diferentes fontes históricas. portanto. que podem ser pensados como um processo de construção do conhecimento histórico escolar. leitura de mapas. para aprender e para querer: saberes. A garantia da autonomia do professor na elaboração de seu planejamento (objetivos. e a Educação Indígena) deve prevalecer o desenvolvimento de atitudes investigativas que reforçariam as relações entre os conteúdos conceituais (que compreendem as ações do homem no tempo. visitas técnicas (arquivos. Em todos os níveis/modalidades do ensino (incluindo a EJA. Uma História que investiga. gráficos e tabelas.3 Principais alternativas metodológicas . e educação de olhares. a Educação no Campo. partilhadas). critica e interpreta Ao enfatizar a formação de sujeitos – compreendidos como sujeitos de direitos.. conteúdos procedimentais da História e etapas de seu ensino. 8. trabalhos com documentos de diferentes tipos. que devem ser múltiplos. conservando a característica de uma História Integrada. para ensinar. destacamos a necessidade de desenvolvimento de material didático específico. dessa forma.2. está associada à construção de uma consciência histórica que surge do terreno das memórias (individual. 125 . estudo do meio.Sumário principal Compreendemos.. inerente ao processo de ensino da História. Nesse sentido. técnicas da história oral. Considerando essas especificidades. coletiva. fazeres e quereres. conteúdos e metodologias) é fator importante para tal empreendimento. investigação. registro e socialização de resultados são. Problematização. estudos de caso. com suas características singulares e plurais – busca-se a compreensão do mundo em que se vive a partir do reconhecimento de si e do outro. portanto. museus e outras instituições de guarda). ênfase em diferentes práticas de leitura e escrita. para si e para os outros). é fundamental a alteração do eixo do ensino de História Geral para a História do Brasil e a História do Espírito Santo. uso crítico do livro didático.. A pesquisa. estímulo ao uso de diferentes linguagens. mas também seus valores..

outros consideram que devemos partir do “concreto” para o “abstrato”. antes/agora/depois. que apontam para a pesquisa como ensino/aprendizagem e para a problematização do presente a partir do estabelecimento de relações entre as dinâmicas temporais: permanências e mudanças. obras de arte. entretanto. A construção do conhecimento. Observação. mas são produtores de um saber específico que redefine suas relações com o conhecimento histórico e seu processo de produção. entre os tópicos eleitos para o alcance dessas habilidades e competências. relatos. os procedimentos históricos. A experiência docente em História demonstra. monumentos. fontes. Esclarecemos que compreendemos por competências ações que expressam uma tomada de decisão através da utilização de ferramentas concretas e intelectuais. uma vez que a aprendizagem histórica ocorre juntamente com o processo de produção de sentido. vídeo e cinema. que a aprendizagem ocorre do “simples” para o “complexo”. jornais. Livros. ainda. o aluno pesquisador e o professor pesquisador consideram seus saberes prévios. documentos oficiais. lendas. fontes orais. visando a estabelecer relações e promover interpretações. Fatos.Sumário principal Os conteúdos básicos e complementares da História ensinada (conceituais.. sucessão e simultaneidade. são formas possíveis de alcance das competências. assim compreendidos. ações que podem ser compreendidas como competências. ocorre a partir da formulação. passam a ser eles mesmos construções sociais e históricas. expressão e possibilidades de respostas de dúvidas. procedimentais e atitudinais). datas comemorativas. por exemplo.. compreendidos como uma articulação entre as habilidades e competências (selecionadas pelo professor de acordo com o nível de ensino). outros. e entre a metodologia determinada para tal fim. De um modo geral. Os conteúdos. conceitos e sujeitos que se integram e integram diferentes alternativas metodológicas. fotografia. muitos teóricos consideram que o processo de aprendizagem ocorre quando partimos do “próximo” para o “distante”. revistas. e o pensar histórico). que tais afirmações não podem ser feitas de forma tranquila. Habilidades. literatura. o que 126 . música. Através do exercício da dúvida. o que é simples e o que é complexo. Esse seria o processo durante o qual ocorre a aprendizagem histórica (aqui dividido em três etapas: a alfabetização histórica. patrimônio. objetos e museus. bem como da mobilização de esquemas conceituais. comparação e argumentação são. assim compreendida. nesse sentido. de modo que caberia indagar o que é próximo e o que é distante.

disciplinas. torna-se ferramenta basilar. que reflitamos sobre as competências e habilidades que estão relacionadas a esse processo de construção do saber histórico escolar. e a construção de significado do documento histórico. contextos 127 . A avaliação processual (diagnóstica. dividimos a proposta dos CBCs de História nos três segmentos de ensino: Séries iniciais do Ensino Fundamental. cada tópico foi dividido em três seções: tematizando (apresentação de sugestões e possibilidades temáticas). temas estruturantes e habilidades.Sumário principal é concreto e o que é abstrato. A gradação. Cada segmento é exposto a partir de um conjunto comum de competências e temas estruturantes que permeiam uma competência específica. Nesse sentido. Coerentemente com a concepção de História e seu ensino que permeia nossa proposta. É importante notar que algumas competências. garantindo a possibilidade de autonomia do professor e a flexibilização dos conteúdos. não simplesmente de tópicos a serem trabalhados. explicação e problematização que envolvem a construção do conhecimento histórico escolar. no Ensino Fundamental. portanto. envolver etapas individuais e coletivas de trabalho. problematizando (possibilidades de investigação e procedimentos). e dialogando (considerações com outros temas. Ao contrário. diversidades. os tópicos e habilidades distribuídos por cada série. construídos a partir da consulta aos professores da rede estadual de ensino. portanto. cotidiano do aluno. Pode. no universo cultural composto por informações globalizadas e efêmeras de nossas crianças e jovens. Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Coerentemente com a opção pela pesquisa como eixo organizativo do currículo e da prática docente. É preciso. o processo de avaliação é parte integrante da ação educativa em História. não pretenderam esgotar conteúdos a serem trabalhados em sala de aula no processo de construção do conhecimento histórico escolar. uma vez que devem garantir o caráter gradual da construção do conhecimento. Outro fator digno de nota é que os CBCs de História. A partir dessa compreensão. se repetem na sequência dos segmentos e séries. mas não única. argumentação. também. a avaliação pode considerar as possibilidades de descrição. deve partir dos objetivos e das metodologias que consideram os saberes prévios. ao agrupar os principais tópicos selecionados como básicos pelos professores. formativa e somativa) pode envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor. para a construção de um planejamento adequado a cada especificidade escolar. por vezes.

procedimentos. 128 . 4. científico. Construir. jornalístico etc). selecionar e divulgar dados e informações. Em todos os segmentos do ensino. Elaborar explicações históricas multicausais. ENSINO FUNDAMENTAL Procedimentos Históricos TEMAS ESTRUTURANTES Saberes e sensibilidades. História e memória. relacionando-os com os de outras ciências e com a vida cotidiana. como fonte de consulta dos alunos e recurso didáticopedagógico. Os sujeitos. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. busca. Linguagens e representações. 2. sócio e culturais. atentamos que o livro didático deve ser utilizado de forma problematizadora. Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. Levantar. argumentação. 5. elaboração de respostas possíveis. Dominar e fazer uso de indagação. organizar. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. COMPETÊNCIAS GERAIS 1. sem substituir a autonomia do professor em relação ao seu planejamento inserido no Projeto Político Pedagógico de cada escola. 3. que podem ser realizadas durante o processo de construção do conhecimento histórico escolar). visando a compreender a dimensão histórica de cada fato.Sumário principal etc. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. fatos e conceitos.

2 - Construir. relacionando-os com os de outras ciências e a vida cotidiana.História Anos Iniciais do Ensino Fundamental ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetização Histórica 1º Ano e 1ª a 4ª Séries TEMAS ESTRUTURANTES: • O tempo. relações sociais. sociais e culturais. • Eu e os outros: identidade. • História e memória. argumentação. jornalístico etc). busca. 129 . 5 - Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. • Os sujeitos. 3 - Levantar. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes.2. diferenças e diversidades. COMPETÊNCIAS GERAIS 1 - Dominar e fazer uso de indagação. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. fatos e conceitos. organizar. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico.4 Conteúdo Básico Comum . visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. 4 - Elaborar explicações históricas multicausais. científico. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. o tempo vivido e o tempo histórico. procedimentos.Sumário principal 8. elaboração de respostas possíveis. selecionar e divulgar dados e informações.

• Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. semelhanças e diferenças • Histórias das crianças de hoje e do passado • As brincadeiras. CRIANÇAS. toda escola tem história. FAMÍLIAS e TEMPOS 1) Tematizando • A criança como ser singular e plural Problematizando • Passado. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. a sociedade. Dialogando • Considerar a diversidade étnica e a relação com meio ambiente 4) Tematizando • O tempo e o relógio • O dia a dia das crianças • O nosso calendário • As horas e suas unidades • Os anos e suas unidades Problematizando • O tempo do sol. comidas tem história etc. a moda cotidiana etc. o uniforme da escola. nomes de lugares. o tempo da lua. toda casa tem história etc. o tempo da chuva etc. Dialogando • Considerar as diferenças étnicas no Espírito Santo e sua relação com o nome de cada um 3) Tematizando • A família • Os amigos • O dia a dia com a família Problematizando • Os utensílios domésticos tem história. o planeta. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. o meio ambiente. presente e duração. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. nomes de família Problematizando • A noção de historicidade de objetos concretos e abstratos: toda rua tem história. Contextualizando • Diferenças étnicas e regionais do Espírito Santo 2) Tematizando • A história dos nomes: o nome de cada um.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos Competência: identificar possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. as instituições com as quais se convive diariamente. duração e cultura. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. Dialogando • Considerar como os indígenas contam o tempo • Considerar as diferenças entre o tempo da cidade e o tempo do campo 130 . espaço.

a sociedade.Sumário principal 1ª série Competência: exercitar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. de areia • Os anos e suas unidades • As décadas Problematizando • Álbum de família e noção de duração • Toda família tem história Dialogando • Considerar a diversidade étnica e o conceito de família 2) Tematizando • Bairros do município • Municípios vizinhos e sua relação com o município da escola Problematizando • Todo bairro tem história Dialogando • Considerar a interação com os conceitos e procedimentos geográficos 3) Tematizando • Os bairros se comunicam • Os municípios se comunicam • Meios de comunicação e de transporte Problematizando • Os meios de comunicação têm história • Os meios de transporte têm história Dialogando • Considerar a relação de cidade e campo • Considerar a relação da criança com o trânsito e a noção de segurança e regras 4) Tematizando • A escola e os seus sujeitos • Quem é quem na escola • Cada pessoa tem sua história Problematizando • Como registrar o tempo que passa para cada um Dialogando • Considerar a diversidade de fontes históricas e a noção de documento 131 . duração e cultura. as instituições com as quais se convive diariamente. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. de água. GRUPOS e TEMPOS 1) Tematizando • O tempo e o relógio: percebendo e registrando o tempo • Relógio de sol. • Exercitar diferentes tipos de descrição. espaço. o meio ambiente. CRIANÇAS. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. a consideração de diferentes pontos de vista e a necessidade de busca de consensos. o planeta. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo.

a sociedade. duração e cultura. CRIANÇAS. décadas e séculos Problematizando • A memória como direito humano Dialogando • Considerar que diferentes sujeitos podem construir uma mesma história 132 . o meio ambiente. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. espaço. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Orientar-se no tempo com segurança. • Ler diferentes tipos de documentos históricos.Sumário principal 2ª série Competência: expressar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. as instituições com as quais se convive diariamente. TEMPOS e MEMÓRIAS 1) Tematizando: • A escola e meu bairro • As ruas de meu bairro • O que existe em meu bairro e o que não existe Problematizando • As ruas têm história • Porque existem certas coisas em meu bairro Dialogando • Considerar os procedimentos geográficos • Considerar as relações sociais e econômicas que determinam a construção de bairros e cidades • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar os indígenas que não se organizam em cidades 2) Tematizando • A reconstituição do passado pela memória Problematizando • Histórias de vida também são História • Como registrar a memória Dialogando • Considerar os conceitos de memória individual e coletiva • Considerar a noção de grupos sociais • Considerar o conceito de identidade cultural 3) Tematizando • As diferenças culturais e sociais Problematizando • As diferenças têm história Dialogando • Considerar as noções de igualdade e equidade 4) Tematizando • A representação da realidade: o que contam os historiadores • Contando mais tempo: anos. o planeta. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. • Exercitar diferentes tipos de descrição e narrativas.

Sumário principal 3ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. botocudos. políticos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. políticos etc. • Exercitar diferentes tipos de descrições. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. culturais. o meio ambiente. econômicos. a sociedade. espaço. TEMPOS. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. tupiniquins) Problematizando • Diferenças culturais entre os indígenas que habitavam o Espírito Santo • A natureza Dialogando • Considerar mudanças e permanências no tempo 3) Tematizando • A chegada dos portugueses no Espírito Santo • Quem eram os portugueses e porque vinham de tão longe Problematizando • A importância econômica tem sua história • Há valores que não são apenas econômicos Dialogando • Considerar os conhecimentos geográficos e suas ferramentas • Considerar a noção de valores humanos 4) Tematizando • O início da colonização no Espírito Santo • Porque colonizar • Relação de aspectos econômicos. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. duração e cultura. sociais e culturais • A escravidão Problematizando • O conceito de trabalho tem história • O que acontecia no Espírito Santo e o que acontecia no Brasil • Considerar as relações do campo com a cidade Dialogando • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar conhecimentos geográficos e suas ferramentas 133 . • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. • Considerar os diferentes registros históricos e as possibilidades de representação da realidade • Considerar a noção de duração 2) Tematizando • O Espírito Santo antes da chegada dos portugueses • Quem eram os habitantes nativos (puris. as instituições com as quais se convive diariamente. narrativas e registros. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. MEMÓRIAS e HISTÓRIAS 1) Tematizando • A criança e sua história • O professor também tem história • A história do município • Contando os séculos Problematizando • Como dividir a história de meu município em períodos de tempo Dialogando • Considerar a multiplicidade de possibilidades para a compreensão da história e do tempo de acordo com aspectos sociais. goitacazes. temiminós. o planeta. • Ler diferentes tipos de documentos históricos.

Sumário principal 5) Tematizando • Os negros escravizados vinham da África • As relações da África com a Europa • As relações da África com o Brasil Problematizando • A África tem sua História Dialogando • Considerar o conceito de dignidade humana • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar os procedimentos geográficos 134 .

duração. econômicas e de poder Dialogando • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e Brasil 135 . • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. • Comparar informações e discutir criticamente sobre as mesmas. sociedade e cultura. • Utilizar procedimentos históricos e geográficos na construção do conhecimento histórico escolar. espaço. utilizando-se de conceitos básicos da disciplina. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos.Sumário principal 4ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. • Exercitar diferentes tipos de narrativas e registros. HISTÓRIAS E SOCIEDADES 1) Tematizando • As formas de administração do Espírito Santo • Os diferentes grupos sociais • A exploração econômica • A importância da igreja • Outros povos chegam ao Espírito Santo Problematizando • As representações da História • As relações sociais têm História • O conceito de colônia Dialogando • Considerar as diferentes explorações da economia e do trabalhador e sua relação com a exploração do meio ambiente • Considerar a relação do Espírito Santo com outras capitanias e regiões do Brasil • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos 2) Tematizando • Diferentes situações de revoltas e resistência em todo o Brasil • A transferência da corte portuguesa para o Brasil Problematizando • A História é dinâmica • A História também é feita de conflitos Dialogando • Considerar a noção de relações de poder e formas de dominação • Considerar as relações do campo com a cidade 3) Tematizando • O Espírito Santo na época da Independência do Brasil • O império no Espírito Santo • O trabalho escravo no Brasil e no mundo • O processo de abolição no Espírito Santo e no Brasil • Os imigrantes • Os indígenas Problematizando • Todo povo tem sua História • As relações de trabalho como relações sociais. TEMPOS. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração.

a sociedade. brancos e asiáticos: as etnias do Brasil Problematizando • Democracia e ditadura Dialogando • Considerar as diferentes formas de relações de poder e os conceitos de guerra e paz • Considerar o conceito de direitos humanos 6) Tematizando • Reconstruindo a democracia • Os anos 1960 e a contracultura • A ditadura militar e o papel da censura no Espírito Santo • Reconstruindo a democracia mais uma vez • O papel dos estudantes Problematizando • Relações de poder e ordem internacional: para não esquecer • Os indígenas hoje no Espírito Santo e no Brasil • Por que lutamos em defesa do meio ambiente? Dialogando • Considerar o conceito de direitos humanos • Considerar o direito à memória • Considerar os diferentes pontos de vista com os quais se escreve História 136 . as instituições com as quais se convive diariamente. 4) Tematizando • A República no Espírito Santo • Mudanças na educação e na escola • As relações sociais do início do século XX • A ideia de modernidade e de progresso no Brasil • Um novo mapa para o Brasil Problematizando • As formas de governo têm História • O território brasileiro tem História • Novos registros para a História: a memória fica mais perto Dialogando • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e no Brasil 5) Tematizando • O Espírito Santo e as Guerras Mundiais • As relações entre o Brasil e os países em guerra • O governo de Vargas e a administração Bley no Espírito Santo • Os imigrantes e seus descendentes • Índios. negros. o meio ambiente.Sumário principal • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. o planeta.

SP: Alínea. CAINELLI. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. Quanto tempo o tempo tem! Campinas. 2008. História e Ensino: Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Estadual de Londrina (PR). SCHMIDT. 2000. ROSSI.historianet. Vitória. ______.br/ dissertacoes/2008/dissertacoes. Porto Alegre: Mediação. MALERBA. narrativa e ensino de História.2.com. Disponível em: <http://www. 64 p. Claudia Sapag. Mª Inês S. 2004. Ana Mª. 2007. ES: UFES/PPGE. Ensino de história: escritas. São Paulo: Scipione. pesquisas e ensino. Maria Auxiliadora. leituras e narrativas: módulo estudos sociais. NA REDE www. Marlene. Marizete. Pesquisa como ensino: textos de apoio e propostas de trabalho. 2003. D. Jurandir. Belo Horizonte: Dimensão. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. Oficinas de história. Ensino de história: fundamentos e métodos. UFRN. Nossa gente brasileira: textos e atividades para o ensino fundamental. Mauro.ppge. 265 p. 2007. Faculdade de Educação.. Ernesta (Org. ZAMBONI. 2001. Natal: Ed. REVISTAS Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Federal Fluminense (RJ). Keila. ES: NEAD/UFES. GRINBERG. Campinas. Lúcia. Universidade Federal do Espírito Santo. Tempo. LAGOA. O livro didático de história: políticas educacionais. André Luiz Bis. Vitória. Margarida Mª.ensinodehistoria. SP: Papirus. 2008. 2000. 2. Ensinar história. Fascículo 1. Vera Lucia Sabongi de. 2004. OLIVEIRA.ufes.). Belo Horizonte: Autêntica. RICCI. Ensino de história e história do Espírito Santo: módulo estudos sociais. LEITE.Sumário principal 8. Circe Mª Fernandes. Departamento de História.com 137 . 2006. STAMATTO. LUCINI. São Paulo: Cortez. GRINBERG. O livro didático no Espírito Santo e o Espírito Santo no livro didático: história e representações. ES: NEAD/UFES.5 Referências BITTENCOURT. ed. PIROLA.br www. Fascículo 3. 2006. Juçara Luzia. BERTONI. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação.asp>. Vitória.

uma vez que o absoluto jamais assume fisionomia plena. o homem sente a impossibilidade de se fechar numa atitude. dão testemunho dessa transcendência inscrita na estrutura constitutiva do homem. que o excede.3 Ensino Religioso 8. é também educação das expressões nas quais se traduz a religiosidade da pessoa. O Ensino Religioso escolar se propõe educar essa dimensão da vida humana com o objetivo de proporcionar uma formação integral da pessoa. definitiva em nenhuma realidade humana. fora da qual nem sequer é concebível. é o termo de uma relação que o homem busca ininterruptamente. acabada.Sumário principal 8. Menos ainda. O sagrado. vai ao encontro dele. bloqueando seu dinamismo 138 . que o ultrapassa. todo o dinamismo ético ou poético dos homens. Toda a história religiosa da humanidade. O homem está aberto a algo ou a alguém que o supera. uma realidade demarcável em si mesma. Por conseguinte. em seu fundo como em seu mistério. ou seja. o fato da possível religiosidade. é um atributo exclusivo da vida pessoal. É função específica do Ensino Religioso exercitar o educando para que se dê conta da dimensão transcendente da sua vida e de levá-lo a viver isso na intensidade de si mesmo. um setor à parte na existência humana. A educação religiosa é educação dessa habilidade. ou seja. sua abertura a um projeto que incessantemente o ultrapassa. Mas no que con- siste essa dimensão religiosa ou essa esfera do espiritual na existência humana? O lugar originário do sagrado é o desejo do homem. educação da religiosidade objetiva. traduzindo a sua religiosidade em atitudes práticas. o sagrado não é. está ligado à condição de pessoa.3. A dimensão religiosa – como também a dimensão ética – é específica e constitutiva do ser humano.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A esfera da religiosidade é uma dimensão constitutiva da realidade humana. Mas a educação da religiosidade não se reduz à religiosidade subjetiva. em harmonia com sua percepção do transcendente. num conhecimento ou num amor finitos. Por causa desse desejo de plenitude. O próprio sentido da liberdade já é uma busca do absoluto. antes de mais nada. simultaneamente. Bastaria isso para reconhecer o caráter único do homem. e que. radicalmente distinto de toda realidade. O sentido de toda religião. é ele uma realidade do além ou de outro lugar que se imponha ao homem. O lugar originário da religiosidade é a disponibilidade que sente em face de quem o chama.

afastada pelos homens ou pelas culturas. Essa permite que o homem se coloque em relação ao outro que o interpela e que o ultrapassa. Por mais pessoal e secreto que seja o sagrado como experiência fundamental. jamais se deverá esquecer. consequentemente. ela se conserva sempre presente no íntimo do homem. Motivar a assumir atitudes e práticas pró-vida. os mitos. ele não pode existir humana e coletivamente sem assumir uma expressão externa. essa experiência religiosa radical. e consiste numa relação ou numa busca de relação. as confissões de fé. o serviço e a comunicação. seja rejeitada. porém. a indagação constitutiva do homem. as liturgias. E. Esse relacionamento religioso fundamental deverá traduzir-se por meio de inevitáveis expressões religiosas: os símbolos. ambígua. deverá transformar-se num acontecimento da linguagem (P. os ritos. a interpretação e a (re)significação da religiosidade e do fenômeno religioso em suas diferentes manifestações. Ele está na origem do homem. assumida pela fé. o problema consistirá sempre em encontrar um outro diferente dele mesmo.2 Objetivos da disciplina Objetivo geral Promover a compreensão. Em outros termos. co-extensiva a toda realidade. Objetivos específicos Educar para a alteridade. capaz de ajudar os educandos a se autoposicionarem diante da transcendência e dar um sentido à própria existência. Para o homem. Haurir na profundidade humana e nas relações com o transcendente as energias e orientações para o caminho de vida 139 . ao se exprimir. A importância do Ensino Religioso é que se constitua como uma educação da religiosidade.3. que as expressões não têm outra ambição senão a de conduzir à EXPERIÊNCIA espiritual. justamente por essa razão. para ser vivida humanamente. por mais que tal pergunta. essa religião fundamental se tornar cultural e. O homem é pergunta. Ricoeur). Se. e a palavra decisiva sobre esse mesmo homem foge continuamente do horizonte de sua história. a algo mais profundo do que a própria linguagem. A linguagem remete à experiência. linguagens e paisagens religiosas presentes nas culturas e nas sociedades. a toda a vida do homem. 8. E é aí que nascem todas as ambiguidades de que nos ressentimos hoje de maneira tão aguda. para poder comunicar-se.Sumário principal específico.

é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso e alicerçada no respeito à diversidade cultural e religiosa. busca refletir e integrar o fenômeno religioso como um saber fundamental para a formação integral do ser humano. com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados. contribuir com os estudantes na busca da compreensão. Por isso preferimos indicar apenas algumas linhas 140 . Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por ela produzidos em suas marcas de religiosidade. ainda. Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais. portanto. Esperamos com isso contribuir na reflexão sobre o lugar da religiosidade na educação. comparação e análise das diferentes manifestações do sagrado. em profundidade. E. como princípios éticos fundamentais. a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando. 2007. A escola. Refletir o sentido da atitude moral como consequência do fenômeno religioso e da expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitária do ser humano. Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas. P. para dar sua resposta devidamente informado. Estudar o fenômeno religioso requer. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial. norteadoras.3. Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. deve ajudar os estudantes na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são influenciadas pelas tradições religiosas. Oportunizar o desenvolvimento de atitudes de veneração pelo sagrado (RUEDELL. A disciplina de Ensino Religioso deve. porém. por sua própria natureza.Sumário principal pessoal e social. uma metodologia dialógica 8.150-175). tanto na afirmação quanto na negação do sagrado. o Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado.3 Principais alternativas metodológicas A reflexão sobre a religiosidade é bastante nova no âmbito da educação escolar. O grande desafio. Portanto. ao introduzir o Ensino Religioso na sua matriz curricular.

O religioso carrega – por mais variadas que sejam suas expressões – o “mistério”. elemento que ultrapassa toda e qualquer configuração aplicável ou tangível. Por uma compreensão de religiosidade: Por ser um atributo do ser pessoal. visto que. A dimensão transcendente. se assim o fizesse. Vem daí que os seres humanos se fazem sujeitos. reflexão e ação. Observe-se que a dimensão coletiva não tem como suplantar a pessoal. a educação é construída na base de uma compreensão pluridimensional da pessoa e vai acontecer 141 . a estabelecer parâmetros e formas de conduta identitárias que se configura em uma ou outra religião. Implica ainda a articulação de dois conceitos e das possíveis relações entre eles: educação e religiosidade. se personalizam com outros humanos na interação. que se põe como exigência de convivência e de tolerância entre as várias confissões religiosas. Ele é um ser constitutivamente dialogante. Por isso a educação da religiosidade é uma tarefa complexa. Para alcançar seus objetivos o Ensino Religioso deve partir das experiências e dos conhecimentos prévios dos estudantes. Enquanto a dimensão pessoal e a coletiva dizem respeito às formas históricas de compreensão da religiosidade. A religiosidade nesse sentido está centrada na liberdade pessoal que leva cada pessoa a escolher uma ou outra crença ou até nenhuma. o homem não pode viver sem dialogar. Por ser pessoa. na alteridade. Portanto. a dimensão transcendente tensiona o humano para além da contingência das identidades. das diversidades e das individualidades e pessoalidades. A relação é presença e construção. Nesse sentido. Dessa forma os conflitos poderão ser tratados positivamente. a dimensão coletiva é a base da liberdade de religião.Sumário principal e contextual. tornar-se-ia opressiva. no fenômeno religioso há pelo menos três dimensões implicadas e que se interrelacionam para determinar seu sentido. a dimensão pessoal da religiosidade é a base da liberdade religiosa. que significa exatamente a possibilidade de cada pessoa escolher a religiosidade que pretende seguir. A dimensão comunitária ou coletiva. Por uma compreensão de educação: A relação é um traço constitutivo do ser humano. no reconhecimento. A religiosidade se manifesta como sistema comum de crenças e práticas que tende a se institucionalizar. A dimensão pessoal. Nesse sentido. saber conectar informação.

saber lidar com ela. a busca permanente do sentido da vida. Esse eixo desenvolve os temas decorrentes da relação entre cultura e tradição religiosa. Tendo presentes a riqueza e a complexidade do campo religioso. e a necessidade de evitar o proselitismo. A educação no Ensino Religioso deve apresentar-se como uma pedagogia que: Promova a construção de uma participação. a função política das ideologias religiosas. o pluralismo religioso. Admitir que cada pessoa possa ter a crença que quiser e que possa professá-la livremente. psicologia. a compreensão do campo simbólico. para que seja um espaço efetivamente de educação. pedagogia. Trabalhar sempre desde. Isso significa partir da base da diversidade. a superação da fragmentação das experiências e da realidade. Essa postura se traduz em: Aceitar que a pessoa que segue uma religião possa considerar sua crença como verdadeira. ciências da religião e teologias. atuar para promovê-la. sociologia. para a efetivação dessa área de conhecimento. tais como: as contribuições das áreas afins. tais como: a ideia transcendente na visão tradicional e atual. como a antropologia. a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos. e as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. definiu cinco eixos e os respectivos conteúdos: Culturas e tradições religiosas. com e para a diversidade religiosa. Teologias . Esse eixo analisa as múltiplas concepções do transcendente. O grande desafio é fazer da escola um espaço de qualidade relacional. O ENSINO RELIGIOSO: SEUS EIXOS E CONTEÚDOS O Ensino Religioso na sua articulação destaca alguns aspectos fundamentais para a sua concretização. Incentive a compreensão dos dissensos e dos conflitos. Leve a uma abertura para o mundo como compromisso concreto com os contextos nos quais se dão os processos educativos. Dentre os conteúdos destacam-se: 142 . o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso.Sumário principal nos espaços de aprendizagem como exercício de reflexão e ação críticas.

o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos sagrados e a formação dos textos. comparando seu(s) significado(s). mas sim está sempre em busca de algo que transcende essas realidades. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso foram elaborados a partir da concepção de que a atuação do ser humano não se limita às relações com o meio ambiente e às relações sociais. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso em muito podem contribuir para que o ser humano inacabado. encontre o sentido para a vida e seja feliz. e a análise e hermenêutica atualizadas dos textos sagrados. 143 . permeado por valores. BOEING. Antonio). Ritos. 31-32). por isso considera: as orientações para o relacionamento com o outro. e as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: ressurreição. Textos sagrados e tradições orais. Esse eixo busca o entendimento das práticas celebrativas.Sumário principal a descrição das representações do transcendente nas tradições religiosas. FONAPER. a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. inquieto e aberto ao transcendente siga na busca. Ethos. apresentando para os fiéis no contexto da respectiva cultura. por isso contempla: a descrição de práticas religiosas significantes. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. Analisa a vivência crítica e utópica da ética humana a partir das tradições religiosas. com os outros e com o mundo. e a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas (Cf. com destaque para: a autoridade do discurso religioso fundamentado na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do transcendente para o povo. o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa. o conjunto de muitas crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel nas tradições religiosas. consigo mesmo. e o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o transcendente. a descrição do contexto sóciopolítico-religioso determinante para a redação final dos textos sagrados. nada. Caderno Temático Ensino Religioso. reencarnação. ancestralidade. nº 1. (Cf. Esse eixo aprofunda o significado da palavra sagrada no tempo e no espaço. p.

• Histórias da criação. As representações das tradições religiosas. relacionando-as com as práticas religiosas dos diferentes grupos. • Conhecer os textos sagrados. • Identificar a diversidade religiosa. • As diferentes celebrações e práticas religiosas. • Entender que as tradições e manifestações religiosas dão sentido à vida. 144 . • Perceber que as tradições religiosas se fundamentam nos textos sagrados. • Identificar nas narrativas sagradas os conceitos do sagrado. • As tradições religiosas da comunidade local. • Os acontecimentos religiosos. • A diversidade religiosa no Brasil.3. solidariedade etc. Teologias • Reconhecer o conjunto de muitas crenças que orientam a vida do sujeito nas tradições religiosas. • O diálogo inter-religioso. • Os mitos e segredos sagrados.). • Perceber nos textos sagrados propostos de valorização da vida e construção da cidadania. História e Tradição Religiosa • A Religião na vida das pessoas. demonstrando abertura ao diálogo com as pessoas de outras crenças religiosas. percebendo-os como referenciais de ensinamentos sobre a fé e a prática das tradições religiosas. Textos Sagrados e Tradições orais Textos sagrados orais e escritos. Espaços sagrados da comunidade. • Identificar linguagem simbólica das culturas e tradições religiosas da comunidade.4 Conteúdo Básico Comum – Ensino Religioso Anos Iniciais do Ensino Fundamental 1° Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Culturas e Tradições • Compreender que as tradições religiosas contribuem para um mundo mais fraterno. • Distinguir nas histórias sagradas os mitos das verdades de fé. • Entender que as narrativas sagradas surgiram dos mitos e história dos povos. • As religiões e a prática do bem (caridade. • Reconhecer as manifestações culturais e tradições religiosas.Sumário principal 8.

• Compreender que os símbolos religiosos são significativos e necessários para as manifestações religiosas. • Perceber os sinais que reve lam sentimentos religiosos e sentir-se participante da religiosidade. celebração e realização de encontro pessoal e comunitário com o transcendente. • Conhecer as diversas manifestações culturais e religiosas do país. ritos e símbolos (afro. • Perceber que os templos. • Identificar os símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. • Entender os rituais como práticas religiosas. • Práticas religiosas significativas elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. • Identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. • Compreender a linguagem simbólica da cultura e da tradição religiosa da comunidade. Símbolos religiosos. • Relacionar as principais datas religiosas. ritos e festas religiosas oportunizam momentos sagrados de louvor. celebrativos e litúrgicos. O significado dos ritos das tradições religiosas. comparando os seus significados. • Ritos e festas religiosas. 145 . • Pesquisar os variados ritos e festas culturais e religiosos da comunidade. • Reconhecer o uso do símbolo como meio para comunicação de sentimentos e experiências. indígena e outros). elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. • Práticas e costumes das comunidades religiosas.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ritos • Compreender a descrição de práticas religiosas significantes. festas e comemorações realizadas no município. Rituais de passagem. • Analisar as diversas simbo logias e sua afirmações de verdade. agradecimento.

A riqueza das diferenças religiosas. • Os valores humanizam. porque identificam as diferenças com as pessoas. • Reconhecer a importância da religiosidade na convivência familiar. • Respeitar a si mesmo e aos outros. 146 . • Participar de discussões éticas e religiosas. interagindo conforme as regras estabelecidas com os outros . Alteridade. • Relacionar-se e conviver bem com os colegas no ambiente escolar. • Orientações para o relacionamento com o outro. • Eu sou eu com o outro. • Entender que os nomes são importantes. • Partilhar e conviver respeitando as pessoas. • Conhecer os limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas. • Descobrir-se como ser humano. respeitando as diversas manifestações religiosas. • Conhecer o conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis do contexto da respectiva cultura. • Desenvolver atos e atitudes de cuidado e respeito ao próprio corpo e ao meio em que vive. • Eu e o outro somos nós. • O Eu. • Cada pessoa tem o seu jeito de ser e acreditar. • Saber ouvir e respeitar as diferentes posições religiosas das pessoas com as quais convive. • Conviver harmoniosamente com o diferente.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ethos • Compreender que o rela cionamento com o outro é permeado por valores. construindo um ambiente de paz.

eufres. assintec.gov. ______. Ensino religioso e formação docente.pucsp.com.Sumário principal 8.it http:// geocities. 1997. Lilian Blanck de. Coleção de ensino religioso fundamental.pt 147 . Interpretando o sagrado: modos de conceber a religião. RJ: Vozes. SENA.org/ http://cienciareligioes.br http://www. JUNQUEIRA. Inês. SITES http://www. Ensino religioso: referencial curricular para a proposta pedagógica da escola.ulusofona. Atenção à diversidade. OLIVEIRA. 2006.5 Referências ALCUDIA. 2002.yahoo.br. 9 v.com. Educação religiosa: fundamentação antropológico-cultural da religião segundo Paul Tillich.ensinoreligioso.net www. et al.fonaper. CARNIATO. 2007.br htpp://geocities. ______. São Paulo: Paulinas. FONAPER. 2005.seed. Sérgio Rogério Azevedo. 2001.com. Rosa. rivistadireligione. Pedro. 2001. Porto Alegre: Artmed. William E. RUEDELL.cjb.br www.br www.comer. São Paulo: Ave Maria.com.br/rever www. Parâmetros curriculares nacionais: ensino religioso. Luzia (org.iccsweb.). 1).conerse www. São Paulo: Paulinas. Petrópolis. crdr. (Caderno Temático. 2000.pr. M. Curitiba: Champagnat. São Paulo: Paulinas.org. PADEN. São Paulo: Paulinas.org www. 2002.ensinoreligioso www. Ensino religioso: memória e perspectivas.3. O processo de escolarização do ensino religioso no Brasil.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS .

Ela possibilita a reflexão. na sociedade e na história as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. A Língua Portuguesa na educação escolar compreende a língua como um objeto histórico. como trabalho simbólico. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e conhecimentos: linguísticos. corporais. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. as Artes e a Educação Física. Tais sistemas compreendem. a atividade discursiva. Como marco e herança social. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. e a linguagem. a Língua Portuguesa. gestuais. contraditória. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e no respeito às diversidades. Nesta perspectiva. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. Da perspectiva da enunciação. a linguagem é produto e produção cultural e tal como o homem que a manifesta é criativa. a forma de pôr a língua em movimento. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. irregular. Levando em conta os princípios acima que consideram o homem inserido em sua cultura. musicais. O espaço privilegiado para isso é 151 . quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. nos anos iniciais. interfere sobre o mundo. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. conhece. variável. a crítica e a intervenção e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. espaciais e plásticos. Desse modo. gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas.Sumário principal 9 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS Por meio da linguagem o homem pensa. De natureza transdisciplinar. se apropria.

nas danças. nem se prende a normatizações que a regulem. resignificando-as em processos poéticos configurados pela ação de um gesto criador. sociais e biológicas. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento.Sumário principal a interlocução. mas imbricada com o Trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. Além disso. Fazer arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. a linguagem corporal como produto da cultura. à medida em que interagem com os outros. não é instrumental. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. nas encenações teatrais e na música. cores. Sendo assim. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade dos sujeitos. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. sons e gestualidades. como nas artes visuais. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. Essa visão contempla o eixo da cultura. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. 152 . em contínua constituição. posturas. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. Como produção simbólica a Arte não é funcional. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos.

Revela-se. Ganha tônica. 2003) 153 . deve-se. irregular. à medida em que interagem com os outros. qual seja. o saber linguístico pertinente. Da perspectiva da enunciação. assim. favorecido pela interação sujeito-objeto. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. pois. configuramse. que articula. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. Para concretizar essa proposta. uma concepção interacionista da língua. o que só é possível por meio de uma rede de relações construída em momentos compartilhados com o outro. mediado pelo professor. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. também. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. de relações étnico-raciais na formação humana dos * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) modos como se produzem as identidades socioculturais e como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. eminentemente funcional e contextualizada. a atividade discursiva. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. As condições de gênero. e a linguagem. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. aí.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. todavia. compreender a língua como um objeto histórico. como princípios seriamente considerados. Desse ponto de vista. em contínua constituição. Deve-se. a maneira de considerar o conhecimento. Para isso. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. Distinta é. a forma de pôr a língua em movimento. como o quer Morin (2001). (ANTUNES.Sumário principal 9.

cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. verbalização e construção (GERALDI. possibilita a realização de alguma atividade sociocomunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas pessoas atuam. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. o texto. 1991. quanto a fala. envolvimento entre sujeitos. KOCH. Constitui-se. dinâmico e negociável. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. escritos ou em outras modalidades discursivas. decorre o princípio de que esta(s) só se atualiza(m) quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. conforme as práticas culturais de cada contexto social. pela codificação das ideias ou das informações. das informações. esta é defendida de modo tão interativo e dialógico. 1991). 154 . 1998). 2003) Com relação à concepção de escrita. em consonância com determinados pressupostos. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. para que aconteça a comunhão das ideias. funcional e discursiva da língua(gem). pois. das intenções pretendidas. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. 1998). de um modo geral. no processo de interação. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. O texto configura-se como uma manifestação. 1998. Deixa. Por essa razão. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. por meio de sinais gráficos. a qual engloba processos. gerada a partir de elementos linguísticos. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. parceria. Essa perspectiva supõe encontro. como também favorecer a própria interlocução. operações cognitivas e estratégias discursivas. ANTUNES. a socialização de conteúdos. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. assim. simplesmente.Sumário principal Para uma concepção interacionista. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH.

à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. o 9. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. estabelece uma relação próxima com a escrita e. Nessa tarefa. e transformá-lo. levante hipóteses. ou sobre ele intervir. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. do outro e do mundo. e com o mundo ocorre por via da linguagem.Sumário principal Fiel a esse quadro. e da cultura. torne-se um ens sociale . 155 . a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. por meio de linguagens. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. Portanto. a ter sua marca identitária (DA MATTA. fala de si. aprenda e reaprenda não para os alunos. Isso porque sem a linguagem articulada seria difícil apreender o mundo.1. em situações de interação. Considerandose o caráter simbólico da linguagem. nessa tarefa. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. torná-lo objeto de conhecimento. descubra. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. reflita. a partir do contato com outros sujeitos.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem. institucionalizado e de mundo. meio em que as realidades são construídas. Serve. o sujeito. a linguagem à variabilidade do homem. de todo conhecimento. Serve. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. mas com os alunos. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. será preciso que o educador pesquise. desenvolvendo uma postura investigativa. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. Para ensinar. e de abordagens interdisciplinares. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. e transmissão. a competência de o sujeito interagir no. observe. ainda. em conformidade a essa concepção. 2000). pois.

terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. por meio da língua. para construir sua identidade social e cultural. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. sintáticas e semânticas. nada existe fora do domínio da língua. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. construir seu saber formal. Na interação com as diversas instituições sociais. funciona como veículo. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente e considerandose. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas pelos significados e sentidos. Na escola. em suas salas de aula. ressignificando-a. Em alguns casos. na interação com as diversas instituições sociais. como Castells (2002). por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. disponíveis no ambiente social. o texto. de acordo com os contextos onde foram produzidas. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. enquanto nos ambientes de escrita. a escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. O fato é que sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. pois além de suas características próprias. É. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. Assim. com o uso da linguagem e da língua. o jargão. são suas atividades. para. mas não 156 .Sumário principal sujeito se desenvolve e se socializa. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. não des- considerando os saberes informais que ele traz consigo. tudo é variável. morfológicas. o discurso. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. então. Cabe. pois. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. inicialmente a língua falada.

e de diferentes linguagens. Eixo pode ser compreendido. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. esta propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita.Sumário principal a mensagem que transmitem. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. concepção essencial para a formação humana. como algo que permeia. No caso da literatura.1. Língua 1. 3. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. 2. tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. com o outro e com o mundo em que vive. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. também. 1999). permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. 9. possibilitandolhe assumir uma postura reflexiva. O aluno precisa conceber que nosso ser. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. estruturados em forma de língua. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. A Literatura propicia. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico-social que sofre transformações com o decorrer do tempo. textual 157 . Isso. ou fora dela. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. ainda. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. de incompleteza e de continuidade do conhecimento.

digitais. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. Literatura 1. 2. orais. imagéticos. o teatro. 4. entre outros. reconhecendo nestas manifestações as marcas da diversidade humana. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. 158 . Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. de culturas e de formas de expressão. por meio da linguagem literária. a música. 2. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. sendo o texto o referencial de partida. necessários à leitura e à escrita. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. 4. com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. inclusive da literatura capixaba. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. Permitir que o aluno interaja. a pintura e o movimento do corpo bem como a variedade de ideias.Sumário principal e pragmática. Cultura e conhecimento de mundo 1. obras e autores. de modo a pensar a complexidade do mundo real. e da necessidade de sua atuação com vistas a uma sociedade mais justa. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. crítica e ludicamente. a escultura. 3. Linguagem 1. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. 3.

respeitando a diversidade nos modos de falar. considerando sua situação no mundo. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. 6. No caso do ensino de atividades de escrita. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. a parques ecológicos.Sumário principal 2. 8. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. 9. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). aos sentidos das palavras. promovendo a formação do aluno num âmbito ético.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de língua portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. a manifestações culturais e a locais de culturas em movimento. 3.1. tais como visitas a sítios arqueológicos. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. a espaços remanescentes quilombolas. 4. 7. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e a falar em situações diferenciadas. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. explorando-lhe os múltiplos sentidos. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do estado. a comunidades indígenas. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade históricocultural. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. estas devem partir de condições concretas 159 . verdadeiro objeto de estudo da língua. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. 5. crítico e intelectual. Ou seja. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades.

Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. repórter por um dia. agenda telefônica. correio escolar. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituem-se parte integrante da competência comunicativa dos falantes. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. um pressuposto metodológico a ser considerado. silenciosa. cantinho de leitura. animais. Grosso modo. reescrever). flores. cartão de felicita- 160 . configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. Deve-se estimular debates sobre temas variados. do assunto tratado. emita opiniões. passagens. destacando a visão que o aluno tem sobre o objeto e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. considerando a leitura imagética. rótulos.Sumário principal de produção. ler e escrever textos em língua portuguesa. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. a partir daí. oral e coletiva. possibilitando que o aluno argumente. produza textos. Para as atividades de leitura. 2003). escrever. escolhidas pelo aluno. critique pontos de vista alheios e. ouvir. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. encartes de supermercados. justifique. ou defenda opções tomadas. utilizar a escrita como ferramenta de integração do aluno à vida de seu meio social. cantigas de roda. produção de história em quadrinhos. tais como. endereços dos alunos em ordem alfabética. transformando-o em protagonista. de modo a perceber que esta depende da articulação de várias partes que formam um todo é. vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. bilhetes. recorte de palavras. listagem de time de futebol. receitas. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. explorar a seleção do tema do texto. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. Ao final. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. tais como parlendas. e exercitar inferências sobre o texto. quadrinhas. discutir o vocabulário do texto. bulas. poesias. então. lançar mão de reportagens jornalísticas. Em sala de aula.

piadas. explorando as funcionalidades da língua. sob a orientação do professor. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos.Sumário principal ções. de nível um pouco avançado. entre tantos. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. excursões. entrevistas. observando as relações morfológicas. transformação de um gênero textual em outro. Outra estratégia metodológica. jornais. sintáticas e semânticas. 161 .

4 Conteúdo Básico Comum . respeitando os valores humanos. argumentos. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. imagética. digital entre outras. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Interatuar com dados. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita.Sumário principal 9. • Conviver. oral. considerando sua diversidade sociocultural. 162 . crítica e ludicamente. • Conhecer a norma culta da língua. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais.1. fatos e informações contidos em diferentes textos.Língua Portuguesa Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS GERAIS • Ampliar a competência comunicativa do aluno. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. com situações de produção de textos.

As formas. trava-línguas. preenchimento de ficha e dados diversos e outros). Elementos estruturais básicos do código escrito (Palavra formada por letra. paragrafação. as fontes e os limites do conhecimento humano. A diferença entre letra. obedecendo às estruturas e os mecanismos de articulação da língua. gráficos e outros. 163 . quadrinhas com rimas. Ordem alfabética). cantigas de roda). diálogos entrevistas. gráficos. • Reconhecer a ordem das letras no alfabeto. Estrutura e articulação do texto (Segmentação das palavras no texto. placas. jornais. CONHECENDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO História (o surgimento do alfabeto) e função da escrita. exercícios dos diferentes níveis de fala. gibis. APLICANDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO Produção de diversos gêneros textuais (estudo de rótulos. cartazes. • Interpretar textos orais (a partir de histórias ouvidas). textos variados e de diferentes gêneros. • Conhecer o alfabeto e a representação escrita de cada letra identificando-as na formação das palavras. margem.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª e 2ª Séries habilidades • Transmitir recados com objetividade e clareza. Eixo Conhecimento LingUístico Estuda o alcance. separação de palavras). gravuras. desenho e número. PRÁTICAS DISCURSIVAS: descrição de gravuras. se localiza o conhecimento linguístico-literário. • Observar e descrever detalhes de diferentes situações cotidianas. • Emitir opinião e fazer comentários pessoais. • Relatar experiências de situações vividas e presenciadas. o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento e onde. nesse campo. relatos orais de passeios. • Utilizar os sinais de pontuação e acentuação na produção de texto. pontuação. • Expressar-se oralmente com clareza e objetividade. buscando levar o aluno a diferenciar o conhecimento da simples opinião. • Escrever palavras. visitas e vídeos. e reconhecer. • Ler. os sons e os nomes das letras do alfabeto (habilidade de diferenciar). • Produzir textos de vários gêneros. símbolos. letra maiúsculas e minúsculas. PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO: recados. • Relatar com segurança fatos de sua história e de outros. • Reescrever textos lidos e ouvidos identificando os diferentes tipos de letra. Atividades reflexivas de produção textual (Reescrita e autocorreção de texto). conteúdos Eixo Linguagem Garante o acesso ao conhecimento linguístico-textual-discursivo necessário à vida na sociedade pós-moderna. letras musicais. • Interpretar histórias em quadrinhos. pequenos textos escritos. atividade de escuta (história lida e contada). identificando ideias principais. texto coletivo. história em quadrinhos. frases e textos. • Identificar aspectos sonoros da língua. produção e interpretação de diversos gêneros textuais (poemas. histórias mudas. texto formado por palavras.

respeitando as diversidades. tendo em vista sua incompleteza. Esse eixo concebe o espaço escolar como o organismo vivo onde se estabelecem relações e se produzem conhecimentos. é também produto da cultura. Esse eixo busca estudar a influência da educação no social e como o homem. tanto do ponto de vista do tempo do enunciado. • Enumerar as etapas de seu desenvolvimento. • Localizar-se no espaço com relação à família.Sumário principal habilidades • Observar. ao bairro. ao país. • Demonstrar seu conhecimento vocabular por meio de torneios de conhecimento de mundo ou de tarefas de interpretação textual. confirmando o pressuposto que a educação é porto de passagem para a construção real do ser humano. ao Estado. verificando as respostas a partir dos textos. • Seriar ações contidas nos textos. • Conferir as respostas com as do colega discutindo as divergências de sentido. comentar e registrar as transformações ocorridas no tempo e no espaço. à cidade. religião. ao mesmo tempo em que é produtor. conteúdoS Eixo Cultura. no interior das instituições sociais. escola. • Valorizar o convívio com os diversos grupos sociais. • Perceber a importância das diversas culturas e sua influência em sua formação. Socialização do homem e o convívio com o outro: família. Sociedade e Educação Para que o humanóide se transforme em humano é preciso que receba uma dose de cultura. o que lhe possibilita viver no social. 164 . • Consultar o dicionário e a internet para busca de palavras desconhecidas ou palavras-chave de textos diversos. ordem de palavras conforme sua abrangência de sentido e orações que estruturam o texto conforme sua densidade. por meio da educação. O homem e seu desenvolvimento biológico e cultural (biodiversidade e diversidades). • Localizar-se no tempo com relação à história de seu Estado e posicionar-se em relação às ações acontecidas. Contação de histórias e da minha história. relacionando-se eticamente com o outro. quanto do ponto de vista do tempo contemporâneo. grupo local e global e o papel que a linguagem ocupa neste processo de socialização. ao planeta e identificar seu espaço social em textos jornalísticos ou de outras mídias.

cardápios. e-mails. sílaba. ao preconceito. bilhetes. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. convites. conteúdoS Eixo Linguagem PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO Diferentes gêneros textuais em uso na sociedade: • Textos Práticos: bilhetes. pronomes. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. numeral. 165 . ordem alfabética. divisão silábica na mudança de linha. • Apreciar textos de diversas culturas. mapas. fábulas. enciclopédias. • Comparar diferentes gêneros textuais. Debate político sobre temas da contemporaneidade como forma de fortalecer a democracia. sites. contos. • Textos Informativos: jornais. à discriminação e à homofobia. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. utilizandoos de acordo com o contexto social. charges etc. artigo. bulas de remédios. apontando suas características. narrativo e descritivo). cartas. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. letras de música. panfletos etc. adjetivo. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. gráficos. dicionários. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. diálogo. tabelas. principais classes de palavras: substantivos.Sumário principal 3ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. Biodiversidade e diversidade cultural. Leitura das narrativas de fundação indígenas. acentuação gráfica. aplicando-os em sua vida. sinais de pontuação. cantigas de roda. parágrafo (dissertativo. resenhas etc. CONHECIMENTO LINGUÍSTICO O texto e noções de sua estrutura – alfabeto. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. convites. Eixo Cultura. verbos. Sociedade e Educação Estudo das raízes afro-indígenas capixabas. gramáticas. Eixo Conhecimento Linguístico A COMUNICAÇÃO ESCRITA Produção de textos escritos em circulação na sociedade: cheques. sinônimo e antônimo. poema. crônicas. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. anúncios e propagandas. parlendas. • Textos Literários: poemas. tipos de frases e parágrafo.

• Distinguir os diferentes gêneros textuais. música. contos. instruções. lendas. ao preconceito. piadas. parlendas. canções. dança. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. • Apreciar textos de diversas culturas. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. Textos extraverbais (ex: fotografia. quadrinhas. notícias. à discriminação e à homofobia. mitos. relatos e entrevistas. Textos de gêneros diversos: poemas. Leitura e interpretação de texto. Produção de textos de diferentes tipologias. Intertextualidade e construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. pintura. parlendas. lendas. histórias em quadrinhos. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. 166 . aplicando-os em sua vida. poemas. Diferentes discursos em situações de comunicação escrita. fábulas. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. • Comparar diferentes gêneros textuais. utilizandoos de acordo com o contexto social. história em quadrinhos. histórias em quadrinhos. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. piadas. cartas. diário pessoal. poemas. operando com os conhecimentos sobre a língua. canções. fábulas.Sumário principal 4ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. notícias. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. trava-línguas. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. apontando suas características. conteúdoS Eixo Linguagem Linguagem Oral e Escrita Textos de gêneros diversos: contos. Linguagem e participação social. Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. trava-línguas. canções. literatura de cordel. escultura e outros). • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. mitos. Produção de texto individual e coletiva.

negação. produções de textos orais e escritos. • O hábito diário da leitura de fontes diversas. • Divisão silábica: dígrafo. onomatopéia. encontro vocálico (ditongo. de forma significativa e contextualizada): • Substantivo (conceito). sotaques etc). • Preservação do patrimônio cultural e histórico. Eixo Cultura. futuro). circunflexo e grave). • Advérbios (tempo. • Preposição. oblíquos. • Revisão: verbos (conceito / infinitivo). hiato). • Artigo definido/indefinido. • Ortografia contextualizada. afirmação). Itens da gramática normativa (em situações de comunicação funcional): • Acentuação (acentos agudo. indefinidos e demonstrativos. encontro consonantal. tritongo. • Verbos e concordância verbal. • Concordância verbo-nominal. modo.Sumário principal habilidades conteúdoS Eixo Conhecimento Linguístico Itens da gramática normativa (em situações de leitura. • Exercícios práticos de situação de uso da língua os quais demonstrem uma postura cidadã crítica e reflexiva. • Interjeição. • Adjetivo e locução adjetiva. • Pronomes: pessoais. • Adoção de espírito investigativo (pesquisa). • Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). • Tempos verbais (presente. possessivos. • Sinais de pontuação. de tratamento. • A cultura da pesquisa em dicionário. pretérito. dúvida. Sociedade e Educação • Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. • Discurso direto e indireto. 167 .

Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 2004. História concisa da literatura brasileira. CUNHA. Relativizando: uma Introdução à antropologia social.1. I. 2001. Roberto. McNALLY. Redação em construção: a escritura do texto. São Paulo: Rocco. 168 . sociedade e cultura. São Paulo: Atual. (Org. L. Na trama do texto: língua portuguesa. São Paulo: Parábola. Evolucionismo cultural. GERALDI. 1985.W. 1996. 2003. Língua. A era da informação: economia. 2000. São Paulo: Moderna. 1998.5 Referências ANTUNES. O texto e a construção dos sentidos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. CEREJA. 1972. São Paulo: Cultrix. A. CARNEIRO. Rio de Janeiro: Zahar. Willlian Roberto. Aula de português: encontro e interação. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. C. 2000. 1991. CASTRO. São Paulo: FTD. MORIN. Irandé. história e luta de classes. CASTELLS. 2002. David. BOSI.. PEREIRA. 2002. FOSTER. Ellen. 2002. V.) Língua portuguesa em debate. Celso. Portos de passagem. São Paulo: Contexto. Nova gramática do português contemporâneo. Português: linguagens. In: WOOD. AZEREDO. DA MATTA. Brasília: UNESCO. Manuel. KOCH. RJ: Vozes. A sociedade em rede. São Paulo: Moderna. _______. 1999. CINTRA. John B. São Paulo: Martins Fontes. Alfredo.Sumário principal 9. J. Edgar. São Paulo: Cortez. Helena Bonito. Petrópolis. J. Dias. 1995.C. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Texto em construção: interpretação de texto.

mas a arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica em suas diversas manifestações culturais. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. Acreditamos que a arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. Afirmamos assim.2. Considera-se assim. Ela é uma forma de linguagem 169 . embora diferenciadas. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas dos quais ela abrange. provavelmente. como um “fazer por fazer”.Sumário principal 9. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a arte não somente como expressão mas como cultura. refletindo e por vezes determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. Desse modo. influenciaram a educação da arte. No final da década de 1980. reduzidas a um laisse faire. estavam em sua maioria. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou obra em questão. não somente e exclusivamente o sistema da arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. estético e artístico da qual ela se origina. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. Em decorrência deste pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. as práticas educativas em arte até a década de 80. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. Esse contexto gerou teorias como da arte como expressão e da arte como conhecimento que. a arte é tratada como linguagem. mas com uma ênfase em seus as- pectos formais específicos. sociais e históricas.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. históricas e sociais. a arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. estéticas e culturais.2 Artes 9. observa teu quintal” Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial à contemporaneidade.

.04. 170 . Santa Maria: Editora UFSM... anexo Com vocês: As Artes! Pág.] produções do saber.1991. Daí que a sua função mais humana. saberes. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. valores. 2003)19. 05. Por outro lado. mas é uma potência. Ana Luíza Ruschel. Artigo: A Arte é de todos. o escritor Jorge Miguel Marinho17 diz que “[... “[. Pedagogia histórico-crítica. de Agnaldo Farias.1997. (Farias.org. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e neste diálogo. 01. símbolos que comportam habilidades.br/memória.org. 2003. Trata-se da produção de ideias.] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. Autores associados. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. São “[.1997: p. cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações − de caráter social. No texto “A arte e sua relação com espaço público”. o homem pelo trabalho. expressão comunitária. é apelo coletivo.br/memória. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não materiais”. transformado em texto e publicado no site www.] a arte. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos.cenpec. É a Arte e 17 Citação extraída do site www. pág. isto é. Desnecessário dizer que a arte está sempre a favor da vida e. 15 A arte e sua relação com o espaço público.artenaescola.Sumário principal que congrega significações. seja sobre o saber.org. Segundo o autor “[. expressão e conteúdo. de produção de sua existência material e não material. espelho de todos e de cada um”. seja sobre a natureza. Saviani. São Paulo: Cortez.cenpec. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das artes para a formação humana.p.. junta a inventividade do imaginário e o registro concreto de real. E uma sensação que não conclui nos sentidos”. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. 18 Demerval.”16 Inventamos a arte. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal.br/ pesquise_artigos.3)15 E então nos perguntamos: em que a experiência da arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza da importância da arte. sobre a cultura. Nesse proceder. o conjunto da produção humana” (Saviani. nas ações e transformações que o homem realiza que envolvem os processos de produção materiais. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. 1991. atitudes e hábitos. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Polos da Rede Arte na Escola em 28.. 19 Nunes. 16 Citação extraída do site www..] a arte não é algo que se oferece. Trabalho. cultural e histórico (Ruschel. como tantos poetas já insistiram.20)18. conceitos.

cênicas. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade fazendo ver que o mundo. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. Promover as leituras da arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. suas faturas. Incentivar a pesquisa e a investigação possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. Desse modo. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos e a interação com o patrimônio nacional e internacional. música e dança). nacionais e internacionais. considerando as especificidades das técnicas. a reflexão. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. musicais e corporais) compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação.2. artes cênicas. indissociando o homem da sociedade. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. No desenvolver de processualidades artísticas. Promover a inserção da arte como área de conhecimento da linguagem estabelecendo diálogos com as outras áreas. Possibilitar a observação. Entretanto. ambas lidam com a inventividade. em diferentes tempos históricos. com a pesquisa. Fomentar a inserção da arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. 171 . individuais e/ou coletivas. em sua dimensão socio-histórica.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. a outra lida com o simbólico. pois estas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. com a busca do conhecimento.Sumário principal a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. dos suportes. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. das materialidades. 9. Como produção humana a arte e a ciência sempre andaram juntas.

demais professores de Artes. artes cênicas. cada um. “os realizados”. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. para num segundo movimento agrupá-las em eixos que possuem. pedagogos e técnicos da SEDU e da superintendência. música e dança) para refletir. nas diversas regiões de nosso Estado.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. ou seja. alunos. a particularidade de englobar “os ditos”. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. um currículo para a Educação em Artes. técnicos administrativos. em que estavam presentes as professoras referências de Artes. Da proposição e abrangência Os eixos da Educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de artes pelos professores de Artes. num primeiro movimento. Esse mapeamento é um esboço. Eixos da Educação em Artes 1. entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestação e de vivências. Humanizar as relações pessoais e interpessoais promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. totalizando aproximadamente 54 pessoas. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. como um primeiro desenho. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores na busca pelos sentidos edificados nelas e fruí-la em suas diversas manifestações. respondendo à seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Considera-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem. As 172 . artes cênicas. esse mapeamento possui a pretensão de. e acreditamos deva compor. 2.

Linguagens artísticas e seus diálogos Envolvem diversas linguagens artísticas. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis e que devem estar presentes em um currículo de Educação das Artes. reafirmamos que cada um desses eixos se formam e se reagrupam de modo diferenciado conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. Sendo assim. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. folguedos. os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais como as presentes nas diversas 173 . Sendo assim. estéticos – históricos e culturais Envolvem os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. costumes. Saberes sensíveis. considerando as singularidades de suas produções. o teatro e a dança. Entretanto. tais como: as artes visuais. a divisão aqui apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. 2. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. a música. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentado em quatro eixos.Sumário principal contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho do dia 19 de junho de 2008 possibilitaram a composição dos eixos que irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. intercultural e multiculturais. entre outros). Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. que envolve: Saberes sensíveis. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. alimentação. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. As culturas a partir de estudos transdisciplinares.

a linha. nação. Por outro lado. São os elementos do plano da expressão que. os esboços. continente e mundo. 9. com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. a cor. os tempos se complementam e dialogam formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendêlo. o volume. ritmo. história em quadrinhos. harmonia. Processos de criação Envolvem os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas englobam as etapas. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. assim como as demais linguagens. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. tais como: orientações e direções espaciais. tv e produções curtas de animação e as diversas tecnologias como arte cinética. imagens em movimento do cinema. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. ou seja. contraste. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. ou seja. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. movimento visual. cartazes e outros. proporção. a textura.Sumário principal mídias: revistas em geral. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes temposespaços. as apropriações da matéria a ser manipulada. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. 4. 3. arte no computador e outras. compõem o conteúdo. relações figura-fundo e outros. este só se torna visível pois é manifestado pela forma. Estes podem ser entendidos como significante e significado. equilíbrio.2. parte-se do entorno como o da escola que se insere na comunidade e esta em outros espaços que a englobam. os rascunhos. A criação em ateliês e os materiais artísticos. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. a fatura do trabalho. organizados em diferentes materialidades e suportes. Expressão/conteúdo As obras de arte. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. Propõe-se aqui uma aproximação 174 .3 Principais alternativas metodológicas 1. como: município. a forma. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo. a superfície. Estado. As fruições da arte em espaços expositivos. Envolvem também. e o espaço dentre outros que vão formar os elementos compositivos.

uma historicidade e uma plasticidade e este princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)20. Moema Martins. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. Considera as produções humanas como produções textuais. Desse modo. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. In: Cadernos de pesquisa em educação. histórico. ou seja. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. materialidades e modos de fatura. Nº 24 ano 2006. sendo assim uma obra de arte. 1995. um filme. que possui uma discursividade. uma história. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. Como uma teoria da significação. a distribuição da forma. Uma leitura de textos visuais. ou seja. musical ou de dança são manifestações textuais. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. a sua composição. como um texto que abrange ao mesmo tempo. contudo obras de períodos e estilos diferenciados 175 . Princípio metodológico: do texto para o contexto – A arte já traz em si um contexto. a considere como uma produção textual humana. 2. estilos. Desse modo. das múltiplas experiências em arte para o diálogo dentro da escola. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. ou das manifestações culturais e midiáticas. que com ela dialogam. um romance. Desse modo. um espetáculo teatral. Vitória: PPGE. a sua técnica. (seus planos de expressão e de conteúdo) e estas com o contexto (social. formador. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. entre o texto e seu contexto 20 Rebouças. considera os espaços e os entre-espaços compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. ou seja. tais como o seu estilo. ela está no mundo. o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. ou seja ao macrotexto que a engloba.Sumário principal dos diversos espaços-tempos.

de Graciliano Ramos. vários modos de leitura e esta depende de como o leitor estabelece as relações. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a arte. 176 . se possível. mas por aproximações temáticas. tanto sensíveis como inteligíveis. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma família. cinzas e pretos. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. por exemplo. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. Temos assim. As cores são azuladas. Essa pintura nos remete entre outras. de seu Estado e.Sumário principal também podem dialogar. de condições de saúde. não pelos elementos do plano da expressão que organizados plasticamente compõem um estilo. trata do êxodo rural e a busca por melhores condições de vida. de sobrevivência. à obra literária “Vidas secas”. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. com a obra lida criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da arte e do mundo. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. senão em presença. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. lembrando que. Para tanto é necessário que o professor como propositor e mediador das ações educativas da arte possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/cultural e o de seus alunos aproximando-se da arte e suas manifestações sociais como a frequência a espaços expositivos/culturais de seu município.

com preender e vivenciar em análises. suportes. desenho animado. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. tintas. • Reconhecer. cenográficas e cinestésicas. sonoras. 177 . presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. Processos de criação • Experimentação. giz de cera. utilização e pesquisa de materiais e técnicas artísticas (pincéis. estéticos. cartaz.2. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. históricos. vivenciar em produções pessoais e/ou coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. publicações. experimentar e ressignificar a arte como linguagem e as manifestações artísticas. argila. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. vídeo. Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas.4 Conteúdo Básico Comum . papéis. histórias em quadrinhos.Sumário principal 9. • Experimentar. telas de computador. • Reconhecer a importância da arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. • Criação e construção de formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional).Artes Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS POR EIXO Saberes sensíveis. vídeos. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. desenho industrial. comunicativos e tecnológicos. aparelhos de computação e de reprografia). instrumentos. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. publicidade. televisão. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. artísticos e culturais • Observar. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. entre outros. lápis.

cênicas. • A Arte como lin guagem presente nas manifestações culturais locais e suas relações (dança. visuais. encenações. entre outras). espacialidades). entre outras). audiovisuais) e as relaciona com as manifestações culturais e artísticas de seu entorno atribuindo sentido. linhas. música. inclusivas. inclusivas. • Exper imenta e pratica produções pessoais e ou coletivas. plasticidades. parlendas. espacialidades) pessoais e/ou coletivas. estéticos. dança. visuais. • Conhece as diversas manifestações da arte (dança. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais (música. étnicosociais. culturais em âmbito local em diferentes tempos históricos (artistas locais. visuais. musica. étnico-sociais. • Arte e patrimônio cultural. 178 . cênicas. grupos regionais entre outros). • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno (indígenas. inclusivas. áudio visuais). étnicosociais. planos. heranças culturais. imaginário popular entre outras). trovas. cantigas. • Constrói materialidades diversas (cenografias. visuais. cores. entre outras). áudio visuais). • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. volumes.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. • Linguagens artísticas e processos de criação (elementos da composição. étnicosociais. cênicas. audiovisuais e outras). • Reconhece produções das linguagens artísticas (estilos de dança. musica. formas. • Cria formas plás ticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). inclusivas. • Analisa as mani festações culturais de seu entorno (indígenas. cênicas. música. musicalidades. entre outras). históricos. áudio-visual. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. • A Arte e as manifestações artísticas. • Vivencia as pro duções pessoais e coletivas das propriedades expressivas constitutivas nas diversas linguagens (dança.

cênicas. monumentos da cidade e outras). • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. escultura. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. desenho. é t n i c o . • Reconhece e relaciona as diferentes produções das linguagens artísticas (estilos de dança. culturais em âmbito local e regional em diferentes tempos históricos (artistas locais. 179 . • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Investiga materialidades diversas (suportes variados: papéis em diversas gramaturas. • Conhece a importância das diferentes manifestações da arte (dança. inclusivas. cerâmica. formas. visuais. • Investiga materialidades diversas para as intervenções (materiais secos. étnicosociais. industrializados e naturais). plásticos. visuais. cênicas. gravura. grupos regionais entre outras). linhas. • A Arte e as manifestações artísticas. • Vivencia produções pessoais e coletivas em diferentes materialidades. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. cores. cores. parlendas. inclusivas. música. e outros). e regionais (música. entre outras). materiais úmidos. grupos regionais entre outros). linhas. danças de roda. volumes. formas. inclusivas.Sumário principal 1ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. tecidos sintéticos. étnicosociais. música. trovas. cênicas. audiovisuais). música. visuais. audiovisual. entre outras). audiovisuais. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais locais e regionais (dança. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito regional. danças diversas. volumes. heranças culturais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. tecidos. entre outras). estéticos. • A poética do cotidiano presentes nas produções artísticas locais. jogos teatrais e outros). audiovisuais). materiais e outros).s o c i a i s. regionais e nacionais. • Arte e patrimônio cultural. arte pública. históricos. materiais e outros).

no teatro: dramatização. oriental e outras). volumes. volumes. materiais e outros). • Relaciona o plano de expressão nas diversas manifestações artísticas e culturais. fruindo-as. cores. entre outras). • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais. européia. • A Arte e as manifestações artísticas. • Relaciona as lin guagens artísticas às diferentes manifestações culturais. • Constrói nas lin guagens artísticas sua fatura considerando a técnica. indígena. culturais em âmbito local. entre outras). suportes e composições). 180 . étnicosociais.Sumário principal 2ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. cores. • Utiliza das espe cificidades das linguagens artísticas (Artes Visuais: espaços bi e tridimensionais. cigana. • Arte e patrimônio cultural. o suporte. inclusivas. históricos. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais explorando (nas artes visuais: espaços bi e tridimensionais. étnicosociais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Identifica as dife rentes particularidades das manifestações culturais.s o c i a i s. regionais e nacionais (dança. • Diferencia as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. ritmos visualidades contemporâneos). inclusivas. linhas. formas. indígena. heranças culturais. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. formas. dança: expressão corporal). oriental e outras). música: iniciação rítmica. regional. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. materiais e outros). entre outras). inclusivas. grupos regionais e nacionais entre outras). figurinos. cenografia. • Linguagens artísticas e processos de criação (com diferentes técnicas. estéticos. • Valoriza os processos de criação individual e coletiva. a composição. regionais e nacionais. • Reconhece e respeita as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. ciganos. • Analisa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. europeia. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. elementos da teatralidade: dramatização. dança: expressão corporal). é t n i c o . linhas. regionais e nacionais. regionais e nacionais (indígenas. música: iniciação rítmica. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas.

formas. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. grupos regionais. materiais e outros). heranças culturais. regional e nacional (folguedos. nacionais (indígenas. entre outras). nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. culturais em âmbito local. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. volumes. gestuais. linhas. sonoras. • Realiza produ ções inventivas e investigativas em ações. erudita e popular. regionais. • A Arte e as manifestações artísticas. em fotografias e outras). cenográficas e cinestésicas presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. regional. étnico-sociais. cores. no desenho. entre outras). envolvendo as leituras do patrimônio imaterial e material local. • Realiza diálogos e diferencia as diversas manifestações culturais (coletiva e individual.Sumário principal 3ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. danças de rua. formas. suportes. cores. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. • Reconhece a necessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. • Analisa as manifestações visuais. • Experimenta em produções pessoais e coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. cenográficas e audiovisuais na natureza e nas diversas culturas e suportes (computadores e outros). como na pintura. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. e instrumentos em diversas técnicas. • Arte e patrimônio cultural. lendas. canções populares e seus ritmos e melodias. gestuais. sonoras. regionais e nacionais. • A Arte como linguagem. estéticos. entre outros). volume. teatros de rua. nacionais e internacionais entre outros). históricos. étnico-sociais. considerando seus dois planos formadores: estudos do plano da expressão (cores. linhas. materiais e outros). na escultura. • A poética do cotidiano presente em manifestações visuais. espacialidades. clássica e profana entre outras). volumes. formas. inclusivas. 181 . inclusivas. articulando-as ao plano de conteúdo e atribuindolhes significados. entre outros). na gravura. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas.

publicidade. refletindo. espacialidades. 182 . entre outros). pausas e melodias.Sumário principal 4ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. materiais diversos nas artes visuais. cinestésicos. fruindoas e lendo-as. • Diferencia as linguagens e seus suportes (corpo nas artes cênicas e na dança.s o c i a i s. a composição. contextualizando os saberes e fazeres adquiridos durante o processo de criação. nas teatrais. entre outros). espacialidades. ritmos. em âmbito local. volumes. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. regionais. da natureza e outros. cores. linhas. arquitetura). nos desenhos. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional e internacional. na arte digital. grupos regionais. considerando a sua dimensão sensível e a inserção na sociedade (artistas locais. gestuais. materiais. formas. formas. estéticos. culturais. entre outras). • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações das artes (nas visuais. • A poética do cotidiano pre sente nas manifestações visuais. como nas pinturas. nas criações de objetos. a materialidade. televisivas. entre outros). sonoros. teatrais. • A Arte como linguagem e sua leitura. • Compara a arte e a realidade. argumentando e apreciando. sonoras. o suporte. cenográficas. • Realiza diálogos da arte com outras linguagens (moda. no vídeo. nas instalações. entre outras). • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. • Arte e patrimônio cultural. atribuindo-lhe significado. nacionais e internacionais. nacionais e internacional (indígenas. instrumentos musicais. históricos. regionais. • Diferencia a arte e as manifestações culturais a partir do seu plano de expressão e de seus elementos formadores. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). entre outros). regional. movimento. gestuais. • Realiza produ ções inventivas e investigativas com suportes e técnicas variadas: corpo. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo (cores. a sensibilidade. indagando com interesse e curiosidade. considerando a técnica. papéis. nacionais e internacionais. em fotografias e outras). • Explora o labor da prática artística. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. inclusivas. é t n i c o . exercitando a discussão. gestualidades. heranças culturais. articulandoas ao plano de conteúdo e atribuindo-lhes significados. investigando. • Relaciona a linguagem da arte em var iados suportes (midiáticos. • A Arte e as manifestações artísticas. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. entre outras). objetos industrializados e não-industrializados. inclusivas. nas musicais. étnico-sociais. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. • Avalia. nacional e internacional em diferentes tempos históricos.

FARIAS. São Paulo: Cortez. Disponível em: <http://www. 2008. Agnaldo.br/pesquise_artigos_texto. Caxias do Sul. Demerval. RS. Disponível em: <http// www. Jorge Miguel.Sumário principal 9. Autores Associados.cenpec. Ana Mae. arte e educação: formação humana e prática pedagógica.artenaescola. REBOUÇAS. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO. UFSM. 1991. 1991.org. Pedagogia histórico-crítica. São Paulo: Perspectiva. Acesso em: 19 set.org.2. 24. 2006. Vitória. Uma leitura de textos visuais. Trabalho. Moema Martins. n. ES: PPGE/UFES. RS: Ed./dez.5 Referências BARBOSA. A imagem no ensino da arte. 2008. MARINHO. jul. A arte e sua relação com o espaço público. p. Ana Luíza Ruschel. SAVIANI. NUNES. A arte é de todos.> Acesso em: 28 abr. 28 abril 1997. 1-5. Santa Maria. 183 .br/memória>. 2003.php?id_m=8.

1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna influenciada por um conjunto de fatores. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular desta disciplina21 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. Nos apropriamos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade. 21 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. Além disso. que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. 184 . Essa concepção. de que é um conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. 2001). todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existentes nos séculos XVIII e XIX.Sumário principal 9. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. ainda predominante no ensino da Educação Física. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001). esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. denominada de biologicista. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu). foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular dessa rede de ensino.3 Educação Física 9. Até os anos de 1970. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde.3. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht.

se legitimem. produzido ao longo da história. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. Sendo assim. que precisa ser transmitida e assimilada pelos alunos. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. Segundo Bracht (2001. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. assim. para que se possa permitir que outros saberes. Além disso. Com isso. Essa visão contempla o eixo da cultura. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso conceito de criticidade. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. segundo Bracht. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho.77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. ampliemos o nosso 185 . Dessa forma. entende-se a expressão corporal como linguagem. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. sociais e biológicas. Dessa forma. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. 2001. sem fugir das intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. p. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. o professor. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. conhecimento universal e patrimônio da humanidade.Sumário principal Diante disso. com interfaces nos diferentes campos de saberes. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. que só se torna possível. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos.

ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. que envolvem aspectos lúdicos. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. onde ele expressa sua subjetividade. sociais e éticos. dança. destituído do saber. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado. esse aluno desenvolve. Podemos destacar que. sintetizar. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. das diferentes manifestações culturais corporais. estéticos e éticos. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. ainda. ginásticas. ou seja. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. morais. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. além da motricidade. esportes.Sumário principal conceito de razão. Dessa forma. 2001). educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. englobando as dimensões estéticas e éticas”. Código e suas Tecnologias. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. emoções e sua linguagem corporal e. ana- 186 . A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica.

tendo o professor como mediador. biomecânica. cooperação. – a Educação Física atua como formadora. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. Além disso. Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. entendendo-a como meio de promoção da saúde. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. 187 . intelectual. cognitivo. qualidades físicas e neuromotoras. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. liberdade. para o desenvolvimento de autonomia. emocional e motor. afetivos e morais. de lazer e entretenimento. Desenvolver os aspectos intelectuais. afirmação dos valores e princípios democráticos. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana à prática pedagógica escolar.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. Ao proporcionar o desenvolvimento da criatividade. Além disso. saúde. fisiologia. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. treinamento etc. ética. atividade física.3. cooperação. competitividade e disciplina. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. além de ser um agente promotor da sua autoestima. laborais. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando e o desenvolvimento do aluno nos seus aspectos social. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. 9. socialização. contribuindo para a sua formação psico-sociocultural. envelhecimento. socialização. de ginásticas.Sumário principal lisar e expressar ideias. sociais. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. integração. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. participação social. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia.

Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo22 sobre a prática docente do professor de Educação Física na rede estadual pública e privada do Estado do Espírito Santo. Set. Andréia et. realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educação Física escolar.3. al. alguns estudos vêm apontando que. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a dinâmica escolar. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. DELLA FONTE. Sandra Soares et all. Dentre elas destaco: DIAS. 1999. 2001. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. Niterói. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. resultante de um "elo perdido" entre as prescrições dessa produção teórica e a 22 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF). 2001). Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. 21 (1): 183-192.Sumário principal Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. 188 . ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. 195). lúdicos e técnicos. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. p. 9. p 63-66. por meio da observação. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. 1992.

2003). que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. os equipamentos e as instalações são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. Com isso.. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede. do conjunto de professores licenciados. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em Licenciatura. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexivo do professor 23 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro deste modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. (Bracht et. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas23. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. porque variam 189 . diante da sua prática docente. O desafio está em propor mudanças na prática docente. Os materiais. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. Além disso. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática qualitativa nas aulas de Educação Física. todo ele.Sumário principal Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente. “No entanto. al. Em virtude disso. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. com relação ao espaço. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não se fazem melhor devido à carência de tais estruturas. 67% deles se formaram nos anos 1980. Nos anos 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. o trabalho pedagógico não pode. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. pois os próprios fins podem ser problemáticos.

a 190 . a sala de aula. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. espaço etc) e à conduta pedagógica do professor. desenvolvendo um espaço de reelaboração. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. é necessário revermos o que se desenvolve nesse componente curricular. gincanas. p. dentre outras. O que também se propõe é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. a biblioteca. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. p.Sumário principal de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. al. 2004). 2003. ensinando estratégias para o agir prático. 2001. tomando a quadra. 43). problematizando temas da cultura corporal. a criatividade. onde 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “ entendem que deve haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. realizando um retrospecto das atividades corporais. pesquisas e o desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico. Assim. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que priorizem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e da compreensão crítica do movimento (KUNZ. teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. tempo. o recreio. nacionais e internacionais. os torneios escolares. à organização das aulas (horários.. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. Com isso. 53). A realização de jogos escolares. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. exposições.

Dessa forma. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. para isso. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. as atividades de visitas e excursões. Mas. será necessário o envolvimento de todos os professores. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. sobretudo quando se esperam mudanças efetivas nessa prática. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. et... temos a formação continuada de um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. onde os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos 191 . destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a provisoriedade do conhecimento (Soares. Preliminarmente. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado.1992). entendemos que para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. A abordagem metodológica crítico-superadora nos apresenta alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. São eles: a relevância social do conteúdo. al. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. onde se compreende que as competências não são um programa clássico. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular.1992). a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. et.Sumário principal sala de informática. Assim. como forma de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. al. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento.

Esse tipo de aula. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. ou seja. 2001. etnia. emocional e cognitivo. (Santos.. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. São eles: Conhecimento sobre o corpo: considera o corpo no seu aspecto físico. 2001). organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas.152). insisto.. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade.Sumário principal de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. conflitos ou desafios. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. Com base no conceito de Competência – aquisições. Dessa forma. interage 192 . classe social e idade. que tenha uma participação ativa na sociedade. compreendendo os limites e as possibilidades corporais. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. buscando problematizar a relação do corpo com saúde. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. Até pouco tempo. o sujeito se comunica. continua tendo lugar. guardá-las ou atualizá-las. A questão está em encontrar. afetivo. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física. trabalho e cultura. interpretar essas informações. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. Além disso. social. entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. p. 1999). em que o problema nem sempre está na falta de informações. estar informado sobre conhecimento. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. respeitando as diferenças de gênero. voltada para a construção de uma educação de qualidade e de formação do cidadão. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. Por meio da linguagem corporal. reflexivo e crítico. da ordem do saber como fazer.

o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. e também desenvolve a ludicidade. sintetizar. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbito nacional. Além disso. 193 . ainda. onde expressa sua subjetividade. Por meio do jogo. reconhecendo a identidade própria e a do outro.Sumário principal com o meio. emoções e. descobrindo o prazer nas vivências corporais. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes no contexto mundial e nacional. analisar e expressar as ideias. regional e local. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. com suas diferentes organizações técnico-táticas. sociais e éticos.

sociais. de si mesmo e do ambiente em que vive. ginásticas. lutas. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. nacional e local. compreendendo as relações de gênero e as individualidades.Sumário principal 9. EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/CORPO-EXPRESSÃO • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. como manifestações da cultura corporal. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente.4 Conteúdo Básico Comum . • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. 194 . entre outras. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. culturais e afetivos. campesinas. africanas.Educação Física Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos.3. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro.

• As partes do corpo e os seus movimentos. • Hábitos de higiene e alimentar e suas relações com a atividade física. possibilidades e limitações do movimento. coordenação motora. beleza e saúde presentes no cotidiano. • Identificar e refletir sobre padrões de estética. • Sistematizar as diversas partes do corpo e compreender como elas se inter-relacionam na realização dos movimentos. • Reconhecer algumas alterações fisiológicas básicas do corpo causadas durante a prática de atividade física. • Construir atitudes através das relações interpessoais e emoções expressas pelo corpo. adotando uma postura não preconceituosa ou discriminatória. • Respeitar a diversidade corporal a partir das diferenças de gênero.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª Séries HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. reconhecendo-as como meio de construção e promoção da cidadania. • Relacionar as diferentes manifestações da cultura corporal em seu contexto sociocultural. relação espacial. • Identificar as múltiplas linguagens do corpo. • As alterações fisiológicas ocorridas no corpo com a prática corporal. Tópico: Conhecimento da estrutura e funcionamento do corpo. • Pantomima. classe social. equilíbrio etc. • Compreender a relação da estrutura muscular e óssea na realização do movimento. • Compreender o corpo como meio de relação e interação consigo e com o outro. faixa etária. etnia. • Expressão corporal individual e em grupo. habilidades físicas e mentais. • Reconhecer como as diferentes formas de cultura influenciam na construção do movimento. CONTEÚDOS 195 . • Sedentarismo e obesidade. • Conscientização corporal. • Conhecer e vivenciar as diversas possibilidades de movimento do corpo. • Educação postural. • O movimento humano e suas relações com o meio. • Mímicas. • Esquema corporal: lateralidade. bem como meio de linguagem e expressão. • Habilidades motoras fundamentais. • Identificar as práticas corporais de higiene como forma de promoção da saúde. desenvolvendo uma postura de autonomia e autocontrole.

• Lutas e processo histórico. • Perceber os limites corporais na vivência dos movimentos rítmicos e expressivos. • Conhecer. • Verificar o próprio desempenho e dos demais. • Identificar as diferentes formas da prática da ginástica geral. • Adquirir princípios básicos para construção de desenhos coreógrafos e montagem de coreografias simples. • Conhecer a origem e a diversidade cultural da dança e da ginástica como expressão da cultura humana. • Arte circense. • Conhecer e executar movimentos simples da ginástica circense. decidir. • Danças. • Identificar e classificar os tipos de dança e ginástica. constrangimento ou discriminação. simular e errar não implicam em algum tipo de humilhação. representar e vivenciar as danças folclóricas e ritmos constituídos historicamente no Espírito Santo. • Noções gerais sobre ritmo. • Compreender que o arriscar. CONTEÚDOS • Manifestações e representações da cultura rítmica nacional. tendo como referência o esforço em si. • Conhecer os aspectos históricos e sociais das lutas. • Ginástica e processo histórico. • Conhecer e diferenciar os movimentos que são comuns ou não às lutas e ginásticas. • Valorizar e apreciar as atividades rítmicas e expressivas. identificando suas possibilidades de lazer e aprendizagem. • Reconhecer espaços nos quais podem ser praticado os movimentos de luta ou ginástica. que tragam benefícios para o organismo e a saúde. • Relacionar e vivenciar movimentos rítmicos vinculados ao estímulo musical. processo histórico. 196 . expressão e linguagem dos povos. regional e local. regional e local. • Organização de festivais de dança. • Ginástica geral.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/ CORPO-EXPRESSÃO Tópico: Atividades rítmicas e expressivas. • Conhecer as atividades rítmicas e expressivas das diferentes manifestações culturais em âmbito nacional. • Principais passos e pequenas coreografias. • Identificar habilidades motoras específicas das lutas.

Tópico: Jogos e brincadeiras. • Conhecer a origem histórica dos jogos. sociais e éticos. • Construir coletivamente as regras que trabalhem e resgatem os valores étnicos. • Jogos de raciocínio. buscando solucionar os conflitos. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. brincadeiras e cantigas. CONTEÚDOS • História dos jogos e brincadeiras populares e folclóricos. 197 . dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas. • Conhecer e criar jogos que estimulem a prática dos jogos individuais e coletivos. • Cantigas de roda. • Jogos pré-esportivos. • Vivenciar atividades cooperativas. morais. • Adotar atitudes de respeito mútuo. • Jogos de salão. • Jogos cooperativos. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS.

17. p. 1998.1. Amarílio (Org). 2001.151-139. Gisele Franco de Lima. 2001. v. v..). Pesquisa histórica na educação física. Marílio. Lazer. SOUZA JÚNIOR. RS: Ed. 73-76. DF: MEC. Francisco Eduardo (Org. Educação física escolar: política. Carmem Lúcia et al. Orientações curriculares para o ensino médio. trabalho e educação: relações históricas. Francisco Eduardo (Org. In: ___. ______. v. Brasília. p. Brasília. 2001. 198 . Vitória. UFMG. Ministério da Educação. In: FERREIRA NETO. 2000. v. BRASIL. Vitória. 2001.3. ES: PROTEORIA. maio/ago. 2. PERRENOUD. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. Paraná. Valter. Parâmetros curriculares nacionais. investigação e intervenção. investigação e intervenção. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. Francisco Eduardo. 2001. WERNECK. ES: PROTEORIA. Educação física escolar: política. 1999. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. DF: MEC. investigação e intervenção. 2004. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. Ijuí.5 Referências BRACHT. Belo Horizonte: Ed. PRIMI. Psicologia: Teoria e Pesquisa. ES: PROTEORIA.Sumário principal 9. n. Construir competências desde a escola. RS: Ed. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. KUNZ. Unijuí. 2001.. CAPARROZ. In: CAPARROZ. 6. ______ et al. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. Anais. Christiane. Pesquisa em ação: educação física na escola. São Paulo: Cortez. Philipe. ______. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. 2006. Elenor. Vitória. Porto Alegre: Artmed. 1992. Unijuí. Vitória. SOARES. Ijuí. ES: PROTEORIA.1.). 1. Ricardo et al. Educação física escolar: política. 2003. Transformação didático-pedagógica do esporte. SANTOS. 2001. Paraná. Metodologia do Ensino de Educação Física. questões contemporâneas.

Área de Linguagens e Códigos Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 01 .

anos finais. anos iniciais. 128 p. 4. Guia de implementação.Info Consultoria. 02 . v. anos finais.Currículo. nº 1. 2. 01 . 3. CDD 372.056-085 . Santa Lúcia .Linguagens e Códigos. 03 . área de Ciências Humanas.Currículo. I.111. Ensino médio . Título.Vitória/ES . César Hilal.Ensino médio. – Vitória : SEDU. Série. 03 . 2009. área de Ciências da Natureza. II. 26 cm. 02 .3.Currículo.Espírito Santo (Estado) . v. ES. Ensino fundamental . Ensino fundamental . Ensino . anos finais. v.Ensino fundamental. v.CEP 29. . v. área de Linguagens e Códigos. área de Ciências da Natureza.19 CDU 373. área de Ciências Humanas.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. 01 . – (Currículo Básico Escola Estadual . Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação.br Espírito Santo (Estado).Ensino médio.com. v. área de Linguagens e Códigos.Ensino fundamental. ISBN 978-85-98673-02-8 1. 01) Conteúdo dos volumes : v.Ensino fundamental. Volumes sem numeração : Ensino fundamental.Ensino médio. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.

. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. ao lado do educador..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.” Paulo Freire . igualmente sujeito do processo.

Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Luciene Maria Brommenschenkel. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Sara Freitas de Menezes Salles. Paulo Roberto Arantes.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Maria da Penha de Souza. Márcia M. Edilene Klein.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Jane Pereira. Cérlia Silva de Oliveira. de Almeida. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Ana Paula Alves Bissoli. Fabiano Boscaglia. Francisco Castro.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Dileide Vilaça de Oliveira. Ires Maria Pizetta Moschen. Tania Mara Silva Gonçalves. Rosinete Aparecida L. Sandra Fernandes Bonatto. Regina Jesus Rodrigues. Perin e Valéria Perina. Agnes Belmonci Malini. Hebnezer da Silva. Maura da Conceição. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Rosângela Vargas D. Anderson Soares Ferrari. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Bastos. Rita de Cássia Santos Silva. Raquel Marchiore Costa. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Luciene Tosta Valim.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Fernandes. Johan Wolfgang Honorato. Antônio Carlos Rosa Marques. Antônio Fernando Silva Souza. João Luiz Cerri. Ana Paula Alves Bissoli. João Firmino.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Rodrigues.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. S. Luciane S. Rodrigues. Dalla Passos. Conciana N. Magna Maria Fiorot. Marcos Leite Rocha. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Paulo Roberto Arantes. Nascimento. Antônio Fernando Silva Souza. Ana Helena Sfalsim Soave. Campos Cruz. Oliveira. Ferreira. Ângela Maria Freitas. Angélica Chiabai de Alencar. Zelinda Scalfoni Rodrigues. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Bastos. Salette Coutinho Silveira Cabral. Jarbas da Silva. Sérgio Rodrigues dos Anjos. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Lúcia Helena Maroto. Patrícia Maria Gagno F. Alan Clay L. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Novais Rocha. Luiza E. Ronchetti. Hebnézer da Silva. Maria Nilza Corrêa Martins. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Maria Aparecida Rosa. Paulo Roberto Arantes. Rafaela Teixeira Possato de Barros.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Carvalho. Regina Zumerle Soares. Marta Gomes Santos.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Linderclei Teixeira da Silva. Danilza A. Eliane dos Santos Menezes. Renata da Costa Barreto Azine. SRE Carapina: Lucymar G. Luciene Tosta Valim. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Cristina Lúcia de Souza Curty. Angélica Regina de Souza Rodrigues. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Alvarenga Vieira. Mirtes Ângela Moreira Silva.Arte Rita de Cássia Tardin . Irineu Gonçalves Pereira. Aparecida Agostini Rosa Oliveira.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos .Física Claudio David Cari . de Castro. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Kátia Elise B. Martinelli. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Sabrina D. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Telma L. Jomar Apolinário Pereira. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Gleise Maria Tebaldi. Silma L. Naédina Barbieri. Jorge Luis Verly Barbosa. Eduarda Silva Sacht. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Edy Vinicius Silverol da Silva. Marta Margareth Silva Paixão. Lúcia H. Epitácio Rocha Quaresma. Marlene Athaíde Nunes. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Angélica Chiabai de Alencar. Edna Milanez Grechi. Vivian Rejane Rangel. Patrocínio. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Everaldo Simões Souza. Ribeiro. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Alaíde Schinaider Rigoni. Márcia Gonçalves Brito. da Silva. Ediane G. Carvalho Morais. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Rita Nazareth Cuquetto Soares. Jane Ruy Penha. Sidinei C. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Maria Adelina Vieira Clara. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Rosangela Maria Costa Guzzo. Anderson Soares Ferrari. Verginia Maria Pereira Costa. Rosiane Schuaith Entringer.C. Israel Bayer. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Eliana Aparecida Dias. Fracalossi. Ires Maria Pizzeta Moschen. Sandra Renata Muniz Monteiro. Erilda L. Edílson Alves Freitas. Pedro Paulino da Silva. Josimara Pezzin. Luciane R.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida .SEDU Ana Beatriz de C. Maria Elizabeth I. Sônia A. Freitas. Pinto. Maria José Teixeira de Brito. José Christovam de Mendonça Filho. Vaneska Godoy de Lima. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Jomara Andris Schiavo. Sulâne Aparecida Cupertino. Iza klipel. Elenivar Gomes Costa Silva. Maria Alice Dias da Rosa. Lima. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Antonia Regina Fiorotti. Sebastião Ferreira Nascimento. Maria de Glória Sousa Gomes. Tarcísio Batista Bobbio. Davel. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Maria Geovana M. Gracielle Bongiovani Nunes. Soprani. Simone Carvalho. Ernani Carvalho Nascimento.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Mara Cristina S. Hulda N. Junqueira. Edilene Costa Santana. Lúcia Helena Novais Rocha. Renata Garcia Calvi. Nourival Cardozo Júnior. Margarida Maria Zanotti Delboni. Cezar. Cátia Aparecida Palmeira. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Lyra. Christina Araújo de Nino. Ivanete de Almeida Pires. Lemos. Dilma Demetrio de Souza. Mônica V. Monteiro e Wagna Matos Silva. Eliane dos Santos Menezes. Cláudia Regina Luchi. Marilene Lúcia Merigueti. Nilson de Souza Silva. Angelita M. de Quadros P. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Renan de Nardi de Crignis. P. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Roberto Lopes Brandão. Jaqueline Justo Garcia. Eliane Carvalho Fraga. Evelyn Vieira. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Cátia Aparecida Palmeira. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Gina Maria Lecco Pessotti. Teresa Lúcia V. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Tânea Berti. João Carlos S. Larmelina. Neyde Mota Antunes. Pedro Guilherme Ferreira. Elza Vilela de Souza. Claudinei Pereira da Silva. Carlos Sebastião de Oliveira. Cristina Louzada Martins da Eira. João Luiz Cerri. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Margareth Zorzal Fafá. Paulo Alex Demoner. Torres. Américo Alexandre Satler. Eliethe A. Mohara C. Maria Adélia R. Ilia Crassus Pretralonga. C. Denise Moraes e Silva. Malba Lucia Gomes Delboni. Edimar Barcelos. Edna dos Santos Carvalho. Luiz Antonio Batista Carvalho. de Oliveira. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Elisangela de Jesus Sousa. Vazzoler. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Rosiana Guidi. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . R. Renato Köhler Zanqui. Giuliano César Zonta. Rodrigo Nascimento Thomazini. Ivone Braga Rosa. Braga. Karina Marchetti Bonno Escobar. Pereira. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Manzoli. Guaresqui Cruz. Sandra Renata M. Maria da Ressurreição. Coelho Ambrozio. Izaura Célia Menezes. Carmencéa Nunes Bezerra. Irineu Gonçalves Pereira. Sebastião Ferreira Nascimento. Patrícia Maria Gagno F. Marcia Vânia Lima de Souza. Érika Aparecida da Silva. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Luciano Duarte Pimentel. Organdi Mongin Rovetta. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. José Alberto Laurindo. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Neire Longue Diirr. Sebastiana da Silva Valani.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa.Língua Portuguesa Adriana Magno. Valéria Zumak Moreira. Angélica Chiabai de Alencar. Alaércio Tadeu Bertollo. Christina Araújo de Nino. Maria da Penha C. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Pedro Paulino da Silva. Eliana C. Maria Alice Dias da Rosa. da Silva Scaramussa. Gilcimar Manhone. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Márcio Correa da Silva. Roseane Sobrinho Braga. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Maria do Carmo Braz. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Ilza Reblim. Carla Moreira da Cunha. Alecina Maria Moraes. Rachel Miranda de Oliveira. Última da Conceição e Silva. Marcelo Ferreira Delpupo. Giovana Motta Amorim. . Ilza Reblim. Benevides. Luciete de Oliveira Cerqueira. Maria de Lourdes S. C. Lea Silvia P. Marlene M. Cortez. Madalena A. Rodrigues Soyer. do Nascimento. Maria da Penha E. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Anelita Felício de Souza. Rogério de Oliveira Araújo. Magna Tereza Delboni de Paula. Alexandre Nogueira Lentini. Barbosa. Alves. Núbia Lares. Luiz Humberto A. Alcimara Alves Soares Viana. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Rodrigo Vilela Luca Martins. Luciana Oliveira. Renato Santos Pereira. Marcio Vieira Rodrigues. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Alaíde Trancoso.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Eliane Maria Lorenzoni. Edson de Jesus Segantine. Chirlei S. Luciane Salaroli Ronchetti. Leila Falqueto Drago. Maria Cristina Garcia T. Rodrigues. Léa Silvia P. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Kátia Regina Zuchi Guio. Lurdes Maria Lucindo. Morati. Delcimar da Rosa Bayerl. Jaqueline Oliozi. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Valentina Hetel I. Renan de Nardi de Crignis. Martinelli. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Adna Maria Farias Silva. Foerste . Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Giselle Peres Zucolotto.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M.

A construção do Novo Currículo da Educação Básica. Para enfrentá-los. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Temos certamente que comemorar. neste contexto. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . quer sejam individuais ou coletivos. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. das superintendências e da unidade central. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. na qual. sem dúvida. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. a complexidade que envolve a infância e a juventude. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. como um plano único e consolidado. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior.Sumário principal Prezado Educador. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. Como equipe.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. por meio de mecanismos participativos.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). tendo como base um projeto de nação. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. O Estado. mas. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . sobretudo. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. conforme os termos constitucionais. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. como unidade autônoma. ao longo dos anos. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. Educação Especial e Educação do Campo. Como síntese desse processo. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM.

pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. hábitos e consequentemente.Sumário principal e social de sua população. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. com qualidade social. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. tônomos e críticos. conectado com a dimensão universal. ciência e cultura. Entre os anos de 2004 e 2006. que desafios que precisamos enfrentar. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. entre vimento de crianças. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. Portanto. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. por meio de atitudes. com vistas à promoção do educando e. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. da educação pública. nizados. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional.500 educadores. valores. Todos esses atores mente construídas. fortalecendo a grande complexidade. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. professores convidados. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. como a relação entre trabalho. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. costumes historicamente produzidos que. O currículo é a materialização do ricos de discussão. muitas vezes. 12 .

A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . resguardando as especificidades das escolas. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. Além para cada disciplina da do CBC. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. consequentemente. outros Educação Básica. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. Isto é. conhecimentos estanques e conservadores.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Para tanto. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Certamente.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. conteúdos com- 13 . como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual.

ou seja. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. produz conhecimentos. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. cultura e trabalho. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. na relação com a natureza e com seus pares e. cializadas na medida em que cultura e trabalho. dentre outros. em alguns casos. assim. como instrumentos dinamizadores do currículo. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. lo ciência. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. ampliando a nada. Do ponto de vista organizacional. correspondendo aos 30% restantes. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar.

materializa esse conceito. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. por fim. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. tornando a escola mais atrativa. roteiros turísticos e ambientais.Sumário principal vivências curriculares. “Ciência na Escola” . a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. Esporte. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. Realização de olimpíadas escolares e. 8963 de 21/07/2008. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. Dessa forma. Matemática e Ciências. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. 15 . O projeto contempla ainda. por meio da Lei Nº. química e biologia. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. a partir de estudos sistemáticos.

as novas do conhecimento. com destaque ações de formação. por meio que necessidade. PC do professor. com isso. TV comunidade local. pois o educador precisa aliar à tarefa e. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. de modo a 16 . formação gica. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. que para a revitalização das professor dinamizador. as reformas educativas e seus desdobramentos. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. a sua inclusão digital e a comunidade. ampliando para a do educador é mais naridade. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. pois o educador precisa aliar à Multimídia. intervenção pedagógica. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. e a partir A formação continuada tação. tecnologias e suas implicações didáticas. pendrives. transdisciplida escola. escrita e pedagógicas. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. a de estudar. a partir digitais no cotidiano escolar. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . com destasucesso esperado: estagiários. capacibibliotecas escolares. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. computador por aluno. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. “Ler. atualização da escola.um públicas e privadas. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. pesquisa.

o processo de avaliação do Documento Curricular para que. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. uma trilha experienciada coletivamente. ao final de 2009. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. que incorporou o saber de quem o vivencia. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. portanto. Nesse sentido. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. como componentes do Guia. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. 17 . além de outras pautas de estudo do referido documento. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. os quais irão enriquecer a prática docente. Espera-se. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. a partir do movimento de ação-reflexão-ação.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. com tudo isso. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. Destaca-se ainda.

Sumário principal Capítulo Inicial .

de acordo com a prática pedagógica do professor. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. considerando situação funcional. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. municipal e federal. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. elaboraram as ementas contendo visão de área. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. conteúdos e orientações didáticas. que. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. formação acadêmica e atualização permanente. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. 21 . Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. por meio de seminários com participação dos professores referência. objetivos. constituíram-se objetos de diálogo. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). nos quais. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. Em 2005. Em 2006 a Sedu.

modalidades e transversalidades. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. em sua fragilidade. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. consequentemente. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. além de 26 especialistas de cada disciplina. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. instituições e modos de 22 .Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. central e das da educação pública. intercolóquios e seminário de imersão. nos anos de 2007 e 2008. consequentemente. consultores. estar a serviço da vida. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. jovens e adultos capixabas. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. contando com a participação de cerca de 1. produziram os CBC por disciplina. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e.500 eduTodos foram mobilizados cadores. acima de tudo. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. da educação pública. professores convidados. num processo formativo e dialógico. SRE. em dois grandes ciclos de colóquios.

intensificando os esforços pela justiça. direito de todos e dever do Estado e da família. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. Superar as diversas formas de exclusão. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. por isso. Nesse sentido. social. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter.Sumário principal vida. cultural e político. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. dignidade humana. do outro e do mundo. paz social e paz ambiental. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. solidários. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. a vida requer convivência na promoção da paz interior. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. reverencia o mistério da existência. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. que se realiza em um contexto histórico. é um bem público que deve servir 23 . A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. que são apenas diferentes. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si.

um direito. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. com toda a sua complexidade. consequentemente. envolvendo a percepção. do desenvolvimento social e econômico da nação. A escola pública com compromisso social. de movimento de uma dada situação a outra diferente. por ser um ambiente essencialmente humano. o aluno é o centro do processo educativo e. antes de tudo. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. numa perspectiva dialógica e dialética. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. No entanto. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. exercido pelo poder público ou privado. E um lugar de esperança. uma obra de legítimo interesse social. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. deverá atender aos interesses da coletividade. espaço de visibilidade. portanto. mediante um determinado caminho. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . assumindo. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. na medida em que contribui para o bem comum. uma dimensão mais ampla. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. sentimentos e atitudes. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. em função dele. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. A educação como serviço público. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. A educação como obra de mudança. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). a reflexão e a ação. a construção. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. aprender. a interpretação. É na relação entre os sujeitos. assumindo o lugar de mediador. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. Na escola.

essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. portanto. como forma de criação humana.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. a partir da articulação dos princípios trabalho. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. gerando a sua própria cultura. algo vivo e dinâmico que articula as representações. material e social. acima de tudo. Nesse sentido. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. como processo dinâmico de socialização. cultura numa perspectiva antropológica. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. assim. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. constituindo o modo de vida de uma população determinada. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. ciência e cultura. cuja base se expressa na aquisição da leitura. símbolos e comportamentos. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . e trabalho como princípio educativo. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. produz conhecimentos. apropriando-se dela e transformando-a. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. e. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”.

GÓMEZ. O currículo para além das grades . certamente. impreciso. Portanto. Porto Alegre: Artmed. promotor de uma educação emancipadora. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico.S. nesse sentido. J. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. N. Brasília. sobretudo. a organização física. 1998. Compreender e transformar o ensino. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. J. 2 MOTA. 2. mais difundida. evidenciar a qualidade dessa ação.G.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. muitas vezes.P. por ser um conceito bastante elástico e. o significa discutir a currículo. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. entre os curriculistas contemporâneos. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. o currículo na escola E.Sumário principal curricular apresentada neste documento. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino.R.V. sobretudo. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. Isso acontece 1 SACRISTÁN. e. junho de 2004. e. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. 26 . a exemplo dos laboratórios de estudo. que está inserido. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. No entanto. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. e BARBOSA. dependendo do enfoque que o desenvolva.G. A. no interior da unidade educacional.I. C.

O currículo escolar. as relações no interior 3 SILVA.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. conflitos concretas. 2000. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. Ele é resultado de lutas. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. metas. incluem tradições culturais Assim. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. currículo real (Sacristán). In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. seu modo 4 FERRAÇO. ações. C. 27 . políticas e alternativas educacionais. de organização e gestão. seja no campo de metodologia. De modo geral. T. a identidade nantes. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. é possível e negociações. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). Vitória: SEEB/SEDU. e outras que considePortanto. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. currículo praticado (Oliveira). avaliação. está deficurrículo4. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. seu modo de organização e gestão. 2004. historicamente ideias de currículo em ação. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola.T. a participação da comunidade. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc.uma introdução às teorias do currículo. 3 talidade social” . Belo Horizonte: autêntica. Por isso. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. os conhecimentos mais valorizados da escola. Considerando isso. Documentos de identidade .E. a identidade dos estudantes e etc. currículo realizado (Ferraço). Assim.

com rapidez e eficiência. MEC/INEP. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. v. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. 6 KUENZER. conhecimentos tácitos e as constituem. 81-93.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. 2005. a segunda parte previstas. 2004. Pelo contrário. ensino. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. Não norteadores do Ministério da Educação. MEC/INEP. articulando competências. 28 . rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. 2005. lar. forma a aliar competências. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). específica”7. Boletim técnico do SENAC. A. Rio de Janeiro. histórias de vida. fazer.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. há gradação. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. com rapidez e eficiência. ENEM . articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. de ensino e pesquisa. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. 30. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. Z. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. como parte que deste documento curricular. ou seja. ENEM . p. 7 BRASIL. de vida e laborais conhecer. Comumente. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas.

dom ou uma mesma realidade. Dentre elas. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. na prática não se do sujeito. nesse sentido. A competência relacional expressa esse jogo de interações. Competência como condição prévia anteriormente descritas.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. o que se chama de talento. Não se trata MEC. significa. as três formas de competência. educativo. 9 BRASIL. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. por exemplo. pedagogos. extrema facilidade para alguma atividade. é extremamente importante que os profissionais da educação. condição do objeto. ENEM . o desenvolaprendida. não basta possuir objetos potentes e adequados. Assim. o que pressupõe uma organização Na escola. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. 2005. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. MEC/INEP. 29 . ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. planejamento das atividades. pois se referem a petência. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. Nesse te. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. 2002. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. ou seja. não basta ser muito entendicontexto. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL.

3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. afetivas. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. Como ponto de (cognitivas. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. 2. Cidadão esse que busca na escola adquirir. para que o aluno aprenda. alguém se torna aluno. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. ao mundo do trabalho. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . “Ninguém nasce aluno. neste documento curricular. problematizannatureza. Nesse sentido. por meio do ensino e da pesquisa. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. Quais são os alunos e quais são. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. cultural. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. Ao contrário disso. Até escola. sociais e psicomotoras). se forme e informe. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. visa a investir na formação do cidadão. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. trabalhar nessa concepção. hoje. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social.

sem. assim. A escola. estudo e a compreensão da contudo. Portanto. a Filosofia. e não diferentemente no Espírito Santo. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. enfim. os infantiliza. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. séculos. no exercício História. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. os A ação de reconhecimento adultiza. de dominar física e mentalmente outros. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. econômicos. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. A e na comunidade. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. a vida adulta.Sumário principal e imprecisos. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. sendo um ocidental como a nossa. a inserção na vida adulta. dos direitos da criança. que conrenciam. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. momento da maturidade. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. constituir-se como infância. é tempo de constante refere à crise de autoridade. pois reconhece-se que. a Psicanálise. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. a Sociologia. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. Sendo simbólicas específicas e próprias. Esses tempos de vida. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. a juventude e a curta etapa da infância. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. a violência urbana. gênero. numa sociedade socioculturais determinadas. criações culturais crianças com o mesmo referencial. no Brasil templam o pertencimento de classes. 31 . dentre mundo. de sua função educadora. especialmente no que se de um indivíduo. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. há ou etnia. a Antropologia. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio.

nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. discurso com sentido. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). cognitivas e sociais que. visível. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. como a o sinal próprio desse tempo. se exercita e se reconstrói variados. juntas. delimita mobilizar. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. Marcas para outras. como odo atravessado por crises. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. tude do homem. de provocar matemático.Sumário principal individuais. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. ajudam a traçar o perfil da população. finalizando definidoras da existência somente com a morte. marcada pela busca leitura. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. o desejo de impactar. a juvencomo o nascimento. e que se originalidade. Na infantil e a maturidade do adulto. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. social parecem Assim como a infância. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. que. de forma visível. de provocar própria sociedade. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. da puberdade e social parecem mobilizar. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. Portanto. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. estilos que se constrói. assim. Deve ser pensada para contrastes. o desejo de impactar. nas relações estabelecidas também e não 32 . a escrita. construindo.

A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. especialmente apresentados pela mídia. ela é um poderoso argumento de marketing e. falta de perspectiva de vida. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. diante de uma sociedade em intensa mudança. Ser jovem na periferia ou no campo. Querem ser rebeldes. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. 2008). e ser mulher jovem ou ser jovem negro. Na escola. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. (Calligaris. em intensa situação de vulnerabilidade. da classe média e trabalhadora. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . ausência de utopias. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. mas buscam proteção. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. no qual o futuro é incerto. a igreja e o trabalho. como desordeiros ou transgressores. apontado para os adolescentes. Objeto de admiração e ojeriza. como a família. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva.Sumário principal somente na escola. muitas vezes encurralando-a. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. Seguir. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. mas em outras esferas sociais. Na contemporaneidade. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. a seus pesadelos de violência e desordem. são todas identidades possíveis e relacionais. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. Objeto de inveja e de medo. a ponto de ser compreendido como alienação. em que os últimos têm acesso a bens. ao mesmo tempo. ao mesmo tempo. a ênfase no mercado e no consumo.

seja por abandono. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. A laridades. o clareza de seus objetivos. Já produz e trabalha. 34 . tentando demonstrar. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. na perspectiva de trabalho. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. e na gravidez na adolescência. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. circunstância de realidade social. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. na vulnerabilidade à violência e ao crime. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. são sujeitos que de emancipar-se. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. Em geral. a respeito de si mesmo. soal. ou em ocupações precárias ou não. Na fase de vida adulta. é entendido no processo história de vida. Estão abertos de desenvolvimento. sempre numa expectativa em família. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. O fenômeno da vida adulta. explícita ou implicitamente. em qualquer formada sua personalidade e identidade. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive.

17). regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. cultural e social que faz parte do acontecer humano. De acordo com Lima (2006).Sumário principal Estejam na infância. “portadoras de necessidades homens e mulheres... juventude ou idade adulta. diversidade experiências culturais.”.. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. sobretudo se entendida como a construção histórica. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. O grande desafio da escola. compreendemos. com o mundo e os outros. Algumas dessas diversão únicos em suas em especial da pública. o ser humano se tornou presença no mundo. que vivem no campo. mais que um ser no mundo. Seres humanos diversos em suas apresentam. biológica. da história e de suas próprias histórias. são únicos em suas humanização da sociedade e à personalidades e são também sustentabilidade do planeta. como ponto de partida e chegada do processo educacional. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. 35 . predominantemente jovens. filhos de trabalhadores formais e informais. em sua maioria de classe popular. está sidades provocam impedimentos personalidades e são em constituir-se como ambide natureza distinta no processo também diversos em ência de construção de uma de desenvolvimento das pessoas suas formas de nova humanidade. em que (as comumente chamadas de perceber o mundo. na cidade. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humasuas relações entre pares e com os outros na: seres humanos são diversos em suas seres mantêm-se como constante desafio à experiências culturais. sujeitos especiais") (p. diversos em suas formas de perSeres humanos são ceber o mundo.. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. ainda. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. na especificidade de seus saberes e práticas.

para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. que propõe epistemológico e político. dentre outros. e a constituição às diferenças. que exige a busca por valores. o estético.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. consideram esses saberes. tais como: o ético. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. Certamente criminação em acolhimento humana. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. solidariedade e justiça. o sociocultural. o biológico. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. 36 . o político. portanto. mento pessoal e coletivo. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. Quando falamos de diversidade e currículo. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. no campo do conhecimento da a diversidade. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. respeito O currículo deve. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. o em todas as suas dimensões. solidariedade e justiça. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. às diferenças. cultura de paz e cidadania. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. como ato político pela garantia do direito de todos.

na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. seja pela oferta irregular de vagas. em sua singularidade. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. nem menos 11/2000). da política e da cultura. Nelas. Os sujeitos da EJA. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. seus saberes. trabalhando. a sexualidade. durante a infância e/ou adolescência. como questões inerentes ao currículo escolar. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. Possuem trajetórias escolares descontínuas. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. de aprender e de reaprender. mas como um modo próprio de fazer educação. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. 37 . são trabalhadores assalariados. menor. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho.Sumário principal as relações étnico-raciais. geralmente. e de currículos adequados a esses sujeitos. arts. a ética e cidadania. a cultura de paz. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. contribuindo de fato para a formação humana.1 Educação de jovens e adultos: saberes. de certificar-se. apresentam uma especificidade sociocultural: são. dentre outras. mas como um modo próprio de fazer educação. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. em ocupações não qualificadas. Como modalidade de Educação Básica. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. nem menos importante. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. 3. que incluem reprovações e repetências. De modo geral. importante. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. os direitos humanos. do mercado informal. quase sempre.

pensando metodologias de ensino 3. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. Nesse sentido. preferencialmente na rede regular de ensino.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. no processo de aprendizagem. que enfoca o direito de todos à educação. espaço propício a emancipar o aluno. E uma concepção de escola como instituição política. 38 . nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. Nesse sentido. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. Isso implica formar (não treinar. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. Na LDB nº.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. abordagem inclusiva do currículo. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. os princípios. sua característica fundamental de serem trabalhadores. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. Além disso. adestrar. ou seja. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. o acesso e a permanência de todos na escola. cultura e trabalho.

Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. pela via da formação dos profissionais da educação.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. Ainda. continuada. O grande desafio da escola e. o planejamento e a formação continuada. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. portanto. Acreditamos que. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. 3. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. e outros espaçostempos da escola. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. da crítica e da colaboração. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. formação de ressignificação das práticas educativas. a partir do princípio da pesquisa. 39 .3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. comum que atenda a todos e que considere a diversidade.

do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. a partir do trabalho de subsistência. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. estuda CEB nº 2/2008. Há que se resgatar o educativo. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. avalia e fomenta o processo de do Campo. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. Outro eixo fundamental 40 . Campo. A agria terra. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. o currículo deve levar em conta cultura familiar. normas e prinsujeitos campesinos.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. Assim. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. que institui e cultural dos sujeitos do campo. que procuram enfatizar o seu caráter singular. truídos de forma coletiva. comunidade escolar e seu entorno. lutas pela terra. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. seus ao urbano. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. produção orgânica de alimentos. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. em 2004. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. se respaldada por documentos oficiais.

pelo regime de colaboração. 3. biental em todos economicamente viáveis. economicamente viáveis.Sumário principal é a interdisciplinaridade. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. com respeito à alteridade e à diversidade social. valores e ati- 41 . culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. Como outro importante pressuposto. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução.795/99 e contribuirá para a formação humana. se calcada nos princípios da solidariedade. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. ecologicamente prudentes. A promoção da ao mesmo tempo. níveis e modalisocialmente justas. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. da cooperação. Educação Amecologicamente prudentes. formação de sociedades sustentáveis que são. e a visão da educação como ato poiético. Constitui-se em um processo permanente. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. da democracia. na Lei 9. socialmente justas. ao mesmo tempo. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. da justiça social e ambiental. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. étnica e cultural dos povos.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica.

Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. 3. cooperativas. das pluralidades e da identidade brasileira. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. Entretanto. 42 . que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. os negros representam 47. interdisciplinares.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade.3% da população brasileira.

à educação. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. 2006).346 aldeados.000. africana. localizados no município de Aracruz. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. que formam a população brasileira. Guarani. sendo 2. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. por meio de suas lutas pelo direito à terra.109 da etnia Tupinikim e 237. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. No período colonial. Porém. É tratado como uma sociedade sem 3. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. na escrita do artigo 231. 43 . reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. à diversidade e à cultura.100. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. Em 1988. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. nacional em difeafricanas e asiáticas.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. por meio de políticas públicas de reparação. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. a população indígena compreende cerca de 2. havia cerca de Promover o debate sobre 1. nesse sentido. africanas e asiáticas. européia e asiática.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. No Espírito Santo. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. à saúde. rentes épocas da história do Brasil.

temática. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. 44 . própria origem e história. principalmente. formação do Brasil. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. econômica. e. da escoprincipalmente. o la e da comunidade. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. tradições e culturas. conhecimento. o resgate de sua cultura e história. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. que possa o currículo escolar. política. e. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. sob forte influência do mundo ocidental. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos.Sumário principal suas antigas línguas. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. O conceito de de construção do conhecimento. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. social e religiosa.

Como mediador e facilitador da aprendizagem. O professor como mediador do processo educativo.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”.” (Moran. nessa lógica. Assim. J. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. e saber lidar e conviver com as diferenças. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. “o professor procura ajudar a contextualizar. os espaços/tempo de educar. os diver- 45 . passando a mediar as aprendizagens. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. a problematizar. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. A intervenção docente. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. professor. Isto é. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. Nessa perspectiva. bem como sua história.M). estou desafiando meus alunos. às características e aos estilos. a multiplicidade de pontos de vista. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. é determinante a qualidade da relação professor-aluno.

em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. horizontalização dessas relações. ao colocar seus pontos de vista. sobretudo os professores. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. na sala de aula. Diante desse cenário. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. isso significa. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . Nesse contexto. durante quase todo trabalho pedagógico. respeitando e valorizando outros pontos de vista. e de trabalho. dentre outros. bibliotecas. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. duplas. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. ao máximo. Tendem a se ano letivo. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. típica do trabalho cooperativo. Na interação grupal. autenticidade.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. aceitação mútua. ou indiferença. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. tendo como sujeito principal o professor. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. Estabelecer uma relação de confiança. círculos. o afetivo. São os educadores.

A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. que envolve. como princípio educativo. centros de pesquisa. estações ecológicas. a construir seu próprio conhecimento. além de aproveitarmos recursos já existentes. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. envolvendo comunidade. entre conhecimentos empíricos e científicos. a acessar recursos tecnológicos. reservas ambientais. A pesquisa. a discuti-las e criticá-las. é fundamentada no diálogo e no questionamento. gumentando e defendendo sua hipótese. autônomos. e com isto. como sobre a realidade. com profissionais da área. utilizar todos os espaços possíveis como educativos.Sumário principal dela. quadras de esportes. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. expressar-se questionamento. intencional e natural do ser humano. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. museus. exposições de arte. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. interpretar e analisar dados. galerias. pois. nos projetos pedagógicos. enfim. construir e conhecer novos conceitos. a montar um mosaico das informações. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. asseguram a necessária união entre teoria e prática. críticos e criativos. bibliotecas. princípio educativo. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. possibilitando a reconstrução do conhecimento. articulando pensamento e ação. concertos. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. espaços públicos. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. caracterizados como atividade simbólica. com autonomia. festividades. cultural e ao mundo do trabalho. seu entorno. teatros. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica.

e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. marcada pela lógica da inclusão. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. A avaliação da educação pública. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. avaliação do sistema escolar. para nós. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. as questões de investigação. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. em perfeita sincronia. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. da mediação. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. do diálogo.Sumário principal naturais e sociais. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. é uma atividade integrante do processo pedagógico. em que o protagonismo é do professor. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. Avaliar é 48 . ainda que seja um tema polêmico. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. profissionais da educação. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. avaliação da instituição como um todo. envolvendo professor e educando. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. dentre muitos outros aspectos. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. É preciso avaliar permanente e processualmente.

portfólio. d) estar coerente com os propósitos do ensino. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. A avaliação como parte de um (2007). Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. c) o conteúdo deve ser significativo. memorial. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. deve ter significado para quem está sendo avaliado. para nós. aptidões. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. cedora.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. com vistas a reorientá-lo. dagações sobre o Currículo futura. Avaliar. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. provas. o professor. 49 . de fato. testes. gostaríamos de verificar. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. atribuir com os conteúdos escolares. recebe o nome de avaliação somativa. quando ocorre ao final do processo. nenhuma relativa ao que. certamente. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. talvez. potencialidades e habilidades. é uma parte do todo. que limita liação que elabora. E. por considerar o processo educativo. ou seja. vivências e valores. bem como o raciocínio. Assim. com a finalidade de apreciar o resultado desse. caderno de aprendizagens. Para que o processo de avaliação seja efetivo. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. processo pedagógico. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. objetiva. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras.

o adolescente e o adulto. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. os grupos.. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. coordenadores. interpretações. para além de classificar e do representante de turma. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. ambiente da escola. pesquisas. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. paralela e final. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . desafios que o cotidiano selecionar. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. as atitudes dário Anual. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. referenciados nos programas dos. momento de interação entre professores. angústias. pedagogos. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. pais e comunidade em geral. a violência escolar. dentre outros. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe.Sumário principal relatórios. professores.

a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. 51 .Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc.

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Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .Anos Finais .

compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. contraditória. a forma de pôr a língua em movimento. e a linguagem. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. como trabalho simbólico. que consideram o homem inserido em sua cultura. compreende a língua como um objeto histórico. tal como o homem que a manifesta. como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. Como marco e herança social. a crítica e a intervenção. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. interfere no mundo. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. Nessa perspectiva. Desse modo. variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. é criativa. gestuais. Da perspectiva da enunciação. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade 57 . e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e do respeito às diversidades. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. musicais. espaciais e plásticos. se apropria. Ela possibilita a reflexão. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. Educação Física e Língua Estrangeira. na educação escolar. na sociedade e na história. Arte. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e os conhecimentos: linguísticos. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. De natureza transdisciplinar. Tais sistemas compreendem na educação escolar as disciplinas: Língua Portuguesa. irregular. conhece. A Língua Portuguesa. a atividade discursiva. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos.Sumário principal 6 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Por meio da linguagem o homem pensa. Levando em conta os princípios acima. a linguagem é produto e produção cultural e. as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. corporais.

Sumário principal dos sujeitos. configurados pela ação de um gesto criador. posturas. à medida em que interagem com os outros. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. cores. as encenações teatrais e a música. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. Além disso. A Língua Estrangeira na educação escolar insere-se como uma forma de linguagem diversificada de expressão e comunicação humana. mas imbricada com o trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. em contínua constituição. sendo assim. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. propiciando aos alunos uma formação mais abrangente. Fazer Arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. não é instrumental. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana. que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. Possibilita o acesso ao conhecimento e às diversas formas de manifestação da linguagem em diferentes contextos e culturas. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. nem se prende a normatizações que a regulem. sons e gestualidades. Essa visão contempla o eixo da cultura. Como produção simbólica a Arte não é funcional. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. mas não descarta o do trabalho. sociais e biológicas. as danças. como as artes visuais. resignificando-as em processos poéticos. Permite aos alunos a compreensão e a aproximação com as tradições e a cultura de outros povos. a linguagem corporal como produto da cultura deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. ao mesmo tempo em que estabelece o diálogo e o ultrapassar 58 . tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural.

Para tanto é necessário que se estabeleça na escola uma abordagem que considere uma contextualização sincrônica e diacrônica. verbais. nacional. São as chamadas oficinas de criação. tanto individualmente como em grupo. preocupado em propor um projeto educativo integrador da área de linguagem aos seus alunos. Os modos de apropriação dos objetos culturais de épocas/espaços distintos são estudados aqui. à escrita e à fala. mas se complementam. Essas proposições possibilitam aos alunos. econômicas e culturais de produção. investigação e reflexão ao realizar as suas produções. visuais e sonoras. No ensino das disciplinas da área. o professor interessado em uma formação menos fragmentada. a exercícios e propostas de fazeres. Esse projeto educativo tem como princípios: a compreensão e o reconhecimento da diversidade das manifestações nas linguagens corporais. Na contextualização diacrônica o percurso de estudo se dá num eixo temporal e se inscreve na história e na cultura. os dados. gestuais e sonoros. artísticos. que envolvem desde leituras e compreensão de textos. um conhecimento sensível e estético que articula os conhecimentos culturais apreendidos na Educação Física (Cultura e Movimento Corporal) e na Língua Portuguesa e Estrangeira (Cultura Verbal) com a Arte (Cultura Visual. possibilitar o acesso do aprendiz a informações diversas. propomos ainda na educação escolar as experimentações e explorações das múltiplas possibilidades das diversas linguagens. de modo relacional e contextual.Sumário principal das fronteiras de uma nação. Desse modo. latino e internacional. É a obra em seu tempo/espaço de produção. Essa contextualização abrange ainda as condições sociais. possibilitando o conhecimento das manifestações das diversas linguagens em seus múltiplos diálogos nos âmbitos local. Na primeira estão os estudos da linguagem em relação à época e à sociedade que o gerou. e a compreensão dos significados nos diferentes discursos: literários. e contribuir para a sua formação geral de cidadão. articulando aspectos como: sensibilidade. seja ela literária. artística e/ou corporal. Desse modo. Cenográfica. pois essas são geradas social e historicamente. gestuais. corpóreos. a aprendizagem da Língua Estrangeira não se destina exclusivamente à leitura. mas pretende. A partir dessas contextualizações que não se excluem. 59 . as informações e as teorias não devem ser apresentadas desconectadas de suas condições de produção. das suas condições de produção e da interação entre os diversos sujeitos e grupos sociais. regional. Gestual e Musical). ou as atividades propostas pelos professores aos seus alunos. contempla os saberes de cada uma dessas disciplinas. além dessas.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Portuguesa .

toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. e a linguagem. como princípios seriamente considerados. mediado pelo professor. o que só é possível por meio de uma rede de relações construídas em momentos compartilhados com o outro. compreender a língua como um objeto histórico. Da perspectiva da enunciação. As condições de gênero. de relações étnicoraciais na formação humana dos modos como se produzem as identidades socioculturais e * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. Desse ponto de vista. Revela-se. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. o saber linguístico pertinente. deve-se. que articula. Para isso. aí. todavia. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento (ANTUNES. qual seja. assim. variável. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. eminentemente funcional e contextualizada. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. gerenciado por seus usuários para promover a interação com outras pessoas. tanto do patrimônio natural quanto do histórico.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. Para concretizar essa proposta. Ganha tônica. configuram-se. como o quer Morin (2001).Sumário principal 6. à medida em que interagem com os outros. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. a forma de pôr a língua em movimento. funcional e discursiva da língua(gem). decorre o princípio de que essa(s) só se atualiza(m) 63 . tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. favorecido pela interação sujeito-objeto. pois. a atividade discursiva. Deve-se. em contínua constituição. Para uma concepção interacionista. também. uma concepção interacionista da língua. Distinta é. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. 2003). a maneira de considerar o conhecimento. irregular. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude.

O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. essa é defendida de modo tão interativo e dialógico. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. dinâmico e negociável. 1991. 64 . a qual engloba processos. operações cognitivas e estratégias discursivas. assim. Para ensinar. verbalização e construção (GERALDI. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. possibilita a realização de alguma atividade sócio-comunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas atuam. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. Fiel a esse quadro. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. em consonância com determinados pressupostos. ANTUNES. quanto a fala. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. Constitui-se o texto. a socialização de conteúdos. Por essa razão. como também favorecer a própria interlocução. Com relação à concepção de escrita. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. por meio de sinais gráficos. Deixa. será preciso que o educador pesquise. envolvimento entre sujeitos. O texto configura-se como uma manifestação. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa simplesmente pela codificação das ideias ou das informações. no processo de interação.Sumário principal quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. 2003). KOCH. pois. gerada a partir de elementos linguísticos. 1998). Essa perspectiva supõe encontro. das informações. por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. 1998). 1998. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. 1991). o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. em conformidade com essa concepção. parceria. para que aconteça a comunhão das ideias. das intenções pretendidas. desenvolvendo uma postura investigativa. observe. de um modo geral. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. escritos ou em outras modalidades discursivas. conforme as práticas culturais de cada contexto social.

aprenda e reaprenda não para os alunos. nessa tarefa. torná-lo objeto de conhecimento. Serve. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. fala de si. sem a linguagem articulada. e de abordagens interdisciplinares. pois. o sujeito se desenvolve e se socializa. na interação com as diversas instituições sociais. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. mas com os alunos. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. Portanto. 2000). o sujeito. ou sobre ele intervir. institucionalizado e de mundo. ainda. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. Considerando-se o caráter simbólico da linguagem. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem em situações de interação. e da cultura. descubra. Serve. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. Nessa tarefa. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. torne-se um ens sociale.1. reflita. É.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção e transmissão de todo conhecimento.Sumário principal levante hipóteses. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos. meio em que as realidades são construídas. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. a partir do contato com outros sujeitos. Isso porque. estabelece uma relação próxima com a escrita e. pois. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. e transformá-lo. com o uso da linguagem e da língua. a ter sua marca identitária (DA MATTA. seria difícil apreender o mundo. a linguagem à variabilidade do homem. a competência de o sujeito interagir no e com o mundo ocorre por via da linguagem. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. 6. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas 65 . do outro e do mundo. são suas atividades.

além de suas características próprias. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. tudo é variável. Em alguns casos. Isso para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. o discurso. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. para construir suas identidades social e cultural. e considerando-se. o jargão. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. morfológicas. o texto. 1999) . como Castells (2002). enquanto nos ambientes de escrita. estruturados em forma de língua. de acordo com os contextos onde foram produzidas.Sumário principal pelos significados e sentidos. então. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. O fato é que. sintáticas e semânticas. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. para. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. funciona como veículo. Na escola. O aluno precisa conceber que nosso ser. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. pois. Cabe. ressignificando-a. em suas salas de aula. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. mas não a mensagem que transmitem. à escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. por meio da língua. essa propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. Assim. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. construir seu saber formal. Na interação com as diversas instituições sociais. inicialmente a falada. possibilitando- 66 . na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. nada existe fora do domínio dela. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente. disponíveis no ambiente social. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. não desconsiderando os saberes informais que ele traz consigo. com o outro e com o mundo em que vive. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. No caso da Literatura. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas.

textual e pragmática. concepção essencial para a formação humana. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. 3. bem como a variedade de ideias. e da necessidade de sua atuação. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. ou fora dela. imagéticos. digitais. culturas e formas de expressão. a pintura e o movimento do corpo. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. com vistas a uma sociedade mais justa. Linguagem 1. 2. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. a escultura. sendo o texto o referencial de partida. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. reconhecendo nessas manifestações as marcas da diversidade humana. necessários à leitura e à escrita. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. Língua 1. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos.Sumário principal lhe assumir uma postura reflexiva. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. 2. Eixo pode ser compreendido.1. 3. como algo que permeia. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. A Literatura propicia. entre outros. ainda. o teatro.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. a música. 6. e tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. também. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. e de diferentes linguagens. orais. Permitir que o aluno interaja crítica e ludicamente com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. 67 . uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico social que sofre transformações com o decorrer do tempo.

Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do Estado. 7.Sumário principal 4. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. 4. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. comunidades indígenas. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. 68 . 6. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e falar em situações diferenciadas. por meio da linguagem literária. Cultura e Conhecimento de Mundo 1. considerando sua situação no mundo. manifestações culturais e locais de culturas em movimento. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade histórico-cultural. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. inclusive da literatura capixaba. 2. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. 2. obras e autores. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. espaços remanescentes quilombolas. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. 4. respeitando a diversidade nos modos de falar. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. tais como visitas a sítios arqueológicos. Literatura 1. parques ecológicos. 5. 3. 3. de modo a pensar a complexidade do mundo real. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo.

Em sala de aula.1. tais como rótulos. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. lançar mão de reportagens jornalísticas.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de Língua Portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. repórter por um dia. é. de integração do aluno à vida de seu meio social. utilizar a escrita como ferramenta 69 . recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. No caso do ensino de atividades de escrita. ouvir. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. Para as atividades de leitura. bulas. escolhidas pelo aluno. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). discutir o vocabulário do texto.Sumário principal 8. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. então. reescrever). explorandolhe os múltiplos sentidos. explorar a seleção do tema do texto. do assunto tratado. de modo a perceber que essa depende da articulação de várias partes que formam um todo. aos sentidos das palavras. ler e escrever textos em Língua Portuguesa. essas devem partir de condições concretas de produção. Ou seja. silenciosa. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. Grosso modo. um pressuposto metodológico a ser considerado. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. oral e coletiva. considerando a leitura imagética. escrever. passagens. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. Ao final. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. crítico e intelectual. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. destacando a visão que o aluno tem 6. e exercitar inferências sobre o texto. transformando-o em protagonista. verdadeiro objeto de estudo da língua. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar.

excursões. e explorando as funcionalidades da língua. jornais. listagem de time de futebol. Outra estratégia metodológica. transformação de um gênero textual em outro. tais como parlendas. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituemse parte integrante da competência comunicativa dos falantes. 2003). Deve-se estimular debates sobre temas variados. critique pontos de vista alheios e. poesias. animais. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. sintáticas e semânticas. produza textos. endereços dos alunos em ordem alfabética. correio escolar. emita opiniões. de nível um pouco avançado. entre tantos. flores.Sumário principal sobre o objeto. uma vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. a partir daí. justifique ou defenda opções tomadas. sob a orientação do professor. cartão de felicitações. cantigas de roda. receitas. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. produção de história em quadrinhos. 70 . agenda telefônica. e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. possibilitando que o aluno argumente. entrevistas. cantinho de leitura. recorte de palavras. bilhetes. observando as relações morfológicas. encartes de supermercados. piadas. quadrinhas.

argumentos. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão e coerência. • Conhecer a norma culta da língua. poemas. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Conviver. entre outras. tiras. cartão-postal. • Interatuar com dados. • Pontuação. imagética. fábulas. oral. HABILIDADES • Ler diversos tipos de textos com fluência. reconhecendo essa ação como legitimadora do conhecimento científico. história em quadrinhos. Eixo Cultura. evidenciando sua compreensão. • Versificação. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. com situações de produção de textos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Interagir com os colegas por meio de atividades. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. digital. bioética.Sumário principal 6.4 Conteúdo Básico Comum – Língua Portuguesa 5ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. figuras de linguagem (metáfora e metonímia). moral e valores presentes nas fábulas. • Semântica: denotação e conotação.1. • Mitos . • Reconhecer os efeitos de sentido decorrentes da exploração de recursos ortográficos e morfológicos. carta. 71 . respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Tipos de discurso. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. utilizando textos orais e escritos e outras atividades criativas. produção e interpretação de texto. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. crítica e ludicamente. • Classificar palavras conforme sua função nos textos. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. provérbios. piadas. • Identificar a finalidade e a intencionalidade do texto. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia de uma perspectiva discursivotextual. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. • Variedade linguística. • Ética. bilhete. lendas tradicionais e urbanas e folclore brasileiro. • Padrões de textualidade. coesão e coerência. cartum. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. correio eletrônico. • Conhecer a cultura e as tradições brasileiras e capixabas. • Reconhecer a necessidade dos valores humanos para a vida em sociedade. carta argumentativa. • Gêneros textuais: contos de fada. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. convite.

crítica e ludi camente. outdoor. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. • Distinguir a finalidade do gênero textual no discurso publicitário. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. • Utilizar a linguagem como instrumento para o exercício da cidadania. produção e interpretação de texto. panfleto. • Gêneros textuais: folder. • Semântica: figuras de linguagem 1. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia: conjunção. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. blog e artigo de opinião. • Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos gráficos. ortográficos e/ou morfossintáticos. • Cultura local: obras de autores capixabas.. • Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. as quais lhe assegurem a sustentabilidade. figuras de palavras. ambiguidade. revisão das classes gramaticais e flexão do substantivo. • Indicar atitudes com relação ao meio ambiente e à sua diversidade.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Conviver. • Introdução à sintaxe: sujeito e predicado. • Conhecer a norma culta da língua. flexão do adjetivo. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. relato. • Interatuar com os colegas por meio de atividades de leitura e escuta e de outras atividades criativas. anúncio. marcadas por conjunções. • Leitura e escrita como processo de formação de atitudes para a cidadania. vozes e aspectos verbais) . com situações de produção de textos. Eixo Cultura. imagética. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. digital. diário. • Coesão e coerência textual. certidão de nascimento. aprendendo a desenvolver argumentos. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Articulação de parágrafos. • Articulação de parágrafos. conto. oral. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. • Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. poema (formas livres e acróstico). argumentos. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. 72 . verbo (modos. • Variedade linguística. tempos. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. HABILIDADES • Interagir com os colegas por meio de atividades de leitura e escrita e de outras atividades criativas. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Acentuação: classificação quanto à tonicidade e sílaba. advérbios etc. cartaz. • Interatuar com dados. polissemia. • Meio ambiente: sustentabilidade. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. entre outras.

memorialístico e natural. editorial. • Analisar textos considerando seus elementos estruturais. discriminação e racismo.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão textual. • Refletir sobre a necessidade de preservação do patrimônio cultural. • Conhecer a norma culta da língua. reconhecendo essas ações como legitimadoras do conhecimento científico. oral. reportagem. • Mitos e lendas indígenas. • Variação linguística. • Conviver. com situações de produção de textos. fatos e informações contidos em diferentes textos. reconhecendo como essa ação contribui para elevar a autoestima da população. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. imagética. • Interatuar com dados. argumentos. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Acentuação e ortografia de uma perspectiva discursivo-textual. pronominais. • Coesão e coerência textual. digital. entre outras. • Enumerar as teses presentes em um texto. poema (formas fixas /soneto). crônica. crítica e ludicamente. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Semântica: figuras de linguagem 2. • Demonstrar a relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. • Aspectos da cultura local: obras e autores capixabas. entrevista. charge. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Organizar pensamentos. • Conhecer o patrimônio histórico-memorialístico e natural de sua cidade. • Gêneros textuais: notícia. semânticos e pragmáticos. • Vícios de linguagem. conceituar. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. sintáticos. defectivos. • Verbos: irregulares. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. homofobia. dissertativo-argumentativo. auxiliares. HABILIDADES • Identificar o tema de um texto. texto teatral. produção e interpretação de texto. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. anômalos. abundantes. • Dominar temas polêmicos e contribuir para que sua discussão ocorra dentro do nível do debate democrático: bioética. 73 . Estado e país e contribuir para sua preservação por meio de ações de conscientização. Eixo Cultura. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfossintaxe do período simples. argumentar. • Distinguir um fato e as opiniões relativas a ele. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Adaptar textos narrativos para dramáticos com vistas a sua encenação.

• Aplicar as tecnologias em consonância com os princípios éticos em favor da vida e da humanidade. • Participar do debate político como uma forma de fortalecer a democracia e nele incluir temas como a sustentabilidade e a diversidade. fatos e informações contidos em diferentes textos. de oposição. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. carta argumentativa. • Reconhecer as posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou tema. • Resumir e esquematizar textos. resenha e literatura de cordel. • Semântica: polissemia e ambiguidade. sinonímia. de tempo. • Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conectores e relatores. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. destacando suas palavras-chave. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. resumo. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. com situações de produção de textos. crítica e ludicamente. por exemplo. • Produção de tecnologia e a pós-modernidade: a chegada do computador. homonímia. 74 . da internet e as alterações provocadas na vida das pessoas e nas relações humanas. • Interatuar com dados. Sociedade e Educação • Iniciação científica e pesquisa. sinopse. entre outras. • Intertextualidade (implícita e explícita). • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. sintaxe de regência. • Conhecimento sobre ABNT e o propósito de padronização no Brasil. HABILIDADES • Identificar a tese de um texto e os argumentos que a sustentam. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. oral. Eixo Cultura. de causa e efeito. imagética. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu e aprendendo a desenvolver argumentos. hiperonímia. digital.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Gêneros textuais: carta ao leitor. produção e interpretação de texto. argumentos. de causa x consequência. antonímia. hiponímia. de concordância e de colocação. Eixo Conhecimento Linguístico • Sintaxe do período composto por subordinação. • Conviver. síntese. entre outros. entre partes de um texto. • Redigir trabalhos de cunho científico. • Conhecer a norma culta da língua. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura.

Ellen. Dias. C. Manuel. 1991..5 Referências ANTUNES. A era da informação: economia. Alfredo.W. V. 1996. Língua. 1999. 2002. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Portos de passagem. 2000. 2000. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. KOCH. 2002. 2004. O texto e a construção dos sentidos. Texto em construção: interpretação de texto. São Paulo: Rocco. 1995. Rio de Janeiro: Zahar. São Paulo: Martins Fontes. L. Petrópolis. 2001. São Paulo: Moderna. CEREJA. MORIN. Celso. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. História concisa da literatura brasileira. Willlian Roberto. A sociedade em rede. BOSI. 1998. John B.1. Português: linguagens. Nova gramática do português contemporâneo. história e luta de classes. CASTRO. 2003. Evolucionismo cultural. David. São Paulo: Contexto. FOSTER. Na trama do texto: língua portuguesa. São Paulo: Cortez. DA MATTA. São Paulo: Moderna. Brasília: UNESCO. Roberto. RJ: Vozes. J. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.C. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 1972. São Paulo: Cultrix. A. São Paulo: FTD. Redação em construção: a escritura do texto. 75 . AZEREDO.) Língua portuguesa em debate. (Org. CARNEIRO.Sumário principal 6. CUNHA. São Paulo: Atual. In: WOOD. _______. I. 1985. Irandé. GERALDI. Helena Bonito. PEREIRA. CASTELLS. sociedade e cultura. Aula de português: encontro e interação. Edgar. São Paulo: Parábola. J. 2002. McNALLY. CINTRA.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Artes .

refletindo e. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. em suas diversas manifestações culturais. No final da década de 1980. Ela é uma forma de linguagem que 79 . determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. sociais e históricas. estavam em sua maioria reduzidas a um laisse faire. observa teu quintal”. a Arte é tratada como linguagem. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. as práticas educativas em Arte.2 Artes 6. mas como cultura. embora diferenciadas. Desse modo. Afirmamos assim. que. estéticas e culturais. Acreditamos que a Arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. até a década de 80. como um “fazer por fazer”.2. influenciaram a educação da Arte. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial a contemporaneidade. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. mas com ênfase em seus aspectos formais específicos. históricas e sociais.Sumário principal 6. resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas os quais ela abrange. mas a Arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica. Considera-se assim não somente e exclusivamente o sistema da Arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. a Arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. provavelmente. Em decorrência desse pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais. estético e artístico do qual ela se origina. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a Arte não somente como expressão. Esse contexto gerou teorias como a da arte como expressão e a da arte como conhecimento.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. por vezes. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou a obra em questão.

espelho de todos e de cada um”. 2003.] a arte não é algo que se oferece. artenaescola. atitudes e hábitos.. Pedagogia histórico-critica. seja sobre a natureza. segundo o autor “ [. o conjunto da produção humana” (Saviani. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. 14 Citação extraída do site www.1997. 80 . saberes. Santa Maria: EditoraUFSM. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não-materiais”. org. ] a Arte. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. nesse diálogo.. p. ] produções do saber. Trabalho. Por outro lado.org.. símbolos que comportam habilidades. que envolvem os processos de produções materiais.. conceitos. anexo Com vocês: As Artes! Pág.04. br/memória.. Autores associados. É uma sensação que não conclui nos sentidos” (Farias. Trata-se da produção de ideias. cenpec. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das Artes para a formação humana. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Pólos da Rede Arte na Escola em 28. mas é uma potência. como tantos poetas já insistiram. de produção de sua existência material e não-material. 3). sobre a cultura.. o homem pelo trabalho cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações de caráter social.br/memória. Desnecessário dizer que a Arte está sempre a favor da vida e. São “[. 16 Demerval. expressão comunitária. 05.br/ pesquise_artigos. Nesse proceder. 13 A arte e sua relação com o espaço público. é apelo coletivo. de Agnaldo Farias. Ana Luíza Ruschel. 1997: p.org. cultural e histórico (Ruschel. É a 15 Citação extraída do site www. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal. valores. transformado em texto e publicado no site www. 2003) 17. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. nas ações e transformações que o homem realiza. 17 Nunes. 01. Daí que a sua função mais humana. No texto “A arte e sua relação com o espaço público”. 20) 16. ”14 Inventamos a arte. 1991...Sumário principal congrega significações. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. São Paulo: Cortez. pág. 1991. o escritor Jorge Miguel Marinho15 diz que “[. ] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. junta à inventividade do imaginário e ao registro concreto de real. seja sobre o saber.cenpec. expressão e conteúdo. Saviani. Artigo: A Arte é de todos. isto é.13 E então nos perguntamos: em que a experiência da Arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza na importância da Arte: “[. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00.

é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. Como produção humana. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos. indissociando o homem da sociedade. dos suportes. ambas lidam com a inventividade. artes cênicas. Promover as leituras da Arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. entretanto. e a interação com o patrimônio nacional e internacional. a outra lida com o simbólico. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade. considerando as especificidades das técnicas. 81 .2. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. estabelecendo diálogos com as outras áreas. 6. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla.Sumário principal Arte e a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. música e dança). Incentivar a pesquisa e a investigação. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. a pesquisa e a busca do conhecimento. musicais e corporais). Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. fazendo ver que o mundo. Fomentar a inserção da Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. individuais e/ou coletivas. em sua dimensão socio-histórica. No desenvolver de processualidades artísticas. a reflexão. nacionais e internacionais em diferentes tempos históricos. cênicas. a Arte e a Ciência sempre andaram juntas. suas faturas. possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a Arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. das materialidades. pois essas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. Possibilitar a observação. Promover a inserção da Arte como área de conhecimento da linguagem. Desse modo.

e fruí-la em suas diversas manifestações. na busca pelos sentidos edificados nelas. num segundo movimento. Da proposição e abrangência: Os eixos da educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de Arte pelos professores. cada um. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. nas diversas regiões de nosso Estado. respondendo a seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Consideram-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem e. ou seja. esse mapeamento possui a pretensão de. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. 82 .Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. num primeiro movimento. no qual estavam presentes as professoras referências de Artes. totalizando aproximadamente 54 pessoas. Esse mapeamento é um esboço. Humanizar as relações pessoais e interpessoais. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. artes cênicas. a particularidade de englobar “os ditos”. técnicos administrativos entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a Arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestações e vivências. música e dança) para refletir. artes cênicas. devam compor um currículo para a Educação em Artes. agrupá-las em eixos que possuem. alunos. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. entendemos. “os realizados”. um primeiro desenho. acreditamos. 2. Eixos da disciplina Eixos da educação em Artes 1. As contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho possibilitaram a composição dos eixos que. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores. pedagogos e técnicos da Sedu e da superintendência. professores de Arte convidados. para.

entre outros). conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes.Sumário principal irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. costumes. considerando as singularidades de suas produções. e os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. Entretanto. tais como: as artes visuais. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. história em quadrinhos. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentados em quatro eixos. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. arte no computador e outros. a divisão apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. 2. e obra. estéticos – históricos e culturais Envolve os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. interculturais e multiculturais. folguedos. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. reafirmamos que cada um desses eixos se forma e se reagrupa de modo diferenciado. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. a música. Linguagens artísticas e seus diálogos As diversas linguagens artísticas. como as produções gráficas: revistas em geral. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. As imagens em movimento do cinema. Sendo assim. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. alimentação. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. cartazes e outros. Sendo assim. que envolve: Saberes sensíveis. ou em suportes como o computador e as diversas tecnologias que são suporte material. como curtas de animação. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. que devem estar presentes em um currículo de Educação da Arte. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. o teatro e a dança. tv e produções. como as presentes nas diversas mídias em seus diferentes suportes. 83 . Saberes sensíveis. como arte cinética.

harmonia. assim como as demais linguagens.3 Principais alternativas metodológicas 1. os esboços. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. Por outro lado. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. a textura. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes tempos – espaços.2. Esses podem ser entendidos como significante e significado. ritmo. parte-se do entorno como o da escola. ou seja. contraste. Propõese aqui uma aproximação dos diversos espaços-tempos. considera os espaços e os entre-espaços. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. a linha. compõem o conteúdo. formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendê-lo. que se insere na comunidade e essa em outros espaços que a englobam como o município. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. relações figura-fundo e outros. ou seja. o espaço. Englobam as etapas. Processos de criação Envolve os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas. organizados em diferentes materialidades e suportes. a fatura do trabalho. dentre outros que vão formar os elementos compositivos. A criação em ateliês e os materiais artísticos. o Estado.Sumário principal 3. ou seja. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. Desse modo o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. as apropriações da matéria a ser manipulada. o volume. o continente e o mundo. a forma. 84 . materialidades e modos de fatura. os rascunhos. Expressão/conteúdo As obras de arte. 4. As fruições da arte em espaços expositivos. tais como: orientações e direções espaciais. equilíbrio. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. movimento visual. os tempos se complementam e dialogam. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. 6. compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. estilos. a superfície. das múltiplas experiências em Arte para o diálogo dentro da escola. a cor. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. São os elementos do plano da expressão que. a nação. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. proporção. esse só se torna visível pois é manifestado pela forma.

sendo assim uma obra de arte. Moema Martins. obras de períodos e estilos diferenciados também podem dialogar. histórico. por exemplo. ao macrotexto que a engloba. a sua composição. criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da Arte e do mundo. ela está no mundo. Desse modo. mas por aproximações temáticas. a distribuição da forma. como um texto que abrange. organizados plasticamente. Como uma teoria da significação. Nº 24 ano 2006. trata do êxodo rural e da busca por melhores condições de vida. Vitória: PPGE.A Arte já traz em si um contexto. um romance. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma 18 Rebouças. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna (seus planos de expressão e de conteúdo) e essas com o contexto (social. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. que possui uma discursividade. Princípio metodológico: do texto para o contexto . Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. uma historia. Uma leitura de textos visuais. ou seja. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. entre o texto e seu contexto formador. que com ela dialogam. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. 85 . compõem um estilo. não pelos elementos do plano da expressão que. uma historicidade e uma plasticidade. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. In: Cadernos de pesquisa em educação. um espetáculo teatral. musical ou de dança são manifestações textuais. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. Considera as produções humanas como textuais. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. um filme.Sumário principal 2. a considere como uma produção textual humana. ou das manifestações culturais e midiáticas. ou seja. Temos assim vários modos de leitura e essa depende de como o leitor estabelece as relações tanto sensíveis como inteligíveis com a obra lida. contudo. tais como o seu estilo. 1995. a sua técnica. ou seja. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. Desse modo. ao mesmo tempo. e esse princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)18. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte.

à obra literária “Vidas secas”. senão em presença. entre outras. como a frequência a espaços expositivos/ culturais de seu município. cinzas e preto. aproximando-se da Arte e de suas manifestações sociais. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/ cultural e o de seus alunos. Para tanto é necessário que o professor. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a Arte. de Graciliano Ramos. de seu Estado e. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula. lembrando que. de condições de saúde. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web.Sumário principal família. se possível. de sobrevivência. 86 . Essa pintura nos remete. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. como propositor e mediador das ações educativas da Arte. As cores são azuladas. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida.

nos contextos históricos-sociais e culturais. emoções. sensibilidade e reflexão. • Identificar. 87 . cinema. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos contextos históricossociais e culturais. identificando e relacionando essas manifestações artísticas culturais em diferentes tempos e espaços históricos. • Articular as diferentes linguagens. • Relacionar a Arte e a realidade. indagando. • Apreender as estruturas das linguagens em seus elementos expressivos formadores. considerando os diversos suportes e materialidades. Plano de expressão e conteúdo • Expressar nas diversas linguagens suas particularidades. interagindo com o patrimônio nacional e internacional. vídeo. históricos. reconhecendo e investigando a variedade dos produtos artísticos e as concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. imaginação. em sua dimensão socio-histórica. inseridas nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. por meio de processos criativos e de reflexão crítica e estética. a sensibilidade. refletindo. com interesse e curiosidade. considerando os conteúdos gerados a partir de suas articulações internas e contextuais de criação. fotografia) . estabelecendo conexões entre elas. sensações. analisando e produzindo trabalhos pessoais e/ou coletivos. Saberes sensíveis. argumentando e apreciando a Arte de modo sensível. por meio da articulação de práticas desenvolvidas individualmente e/ou coletivamente. em sua elaboração como linguagem expressiva da percepção. do trabalho e da produção dos artistas.2.4 Conteúdo Básico Comum – Artes Competências Gerais do Ensino Fundamental . relacionar e compreender diferentes funções da Arte. Processos de criação • Expressar ideias. estéticos. compreendendo-as como produção cultural. percebendo. artísticos e culturais • Compreender as diversas manifestações da Arte.Por Eixo Linguagens e seus diálogos • Compreender a Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. pesquisando. suas múltiplas linguagens por diferentes grupos sociais e étnicos. • Compreender para identificar os diálogos estabelecidos entre as outras áreas de conhecimento. memória. investigando. analisando e compreendendo os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. • Realizar produções artísticas individuais e/ou coletivas nas linguagens artísticas. refletindo. holografia. exercitando a discussão.Sumário principal 6. • Interagir com varie dade de materiais e fabricados multimeios (computador.

artísticos e culturais • Observar. regionais. cenográficas e cinestésicas. em fotografias e outras). sonoras. os desenhos. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. contextualizando-a histórica e socialmente. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. entre outros). comunicativos e tecnológicos. grupos regionais .Sumário principal 5ª Série Saberes sensíveis. dialogando com as diversas linguagens. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. como as pinturas. nacionais e internacionais. considerando a sua dimensão sensível e a sua inserção na sociedade (artistas locais. nacionais e internacionais. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais em âmbitos local. estéticos. entre outros). considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo ( cores. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. compreender e vivenciar em análises. regional. nacional e internacional. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. as instalações. • Refletir sobre as realidades dos diferentes grupos sociais. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. em diferentes tempos históricos. 88 . • Reconhecer. sonoras. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. a arte digital. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. televisivas. gestuais. históricos. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. • A Arte como linguagem e sua leitura. as criações de objetos. • Reconhecer as linguagens artísticas com outras linguagens e áreas de conhecimento criticamente. o vídeo. heranças culturais. • Analisar historicamente as diversidades em diferentes tempos e espaços. cenográficas. formas.

estéticos. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. tintas. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. histórias em quadrinhos. procedimentos e técnicas. televisão. • Relacionar ideias através das linguagens artísticas de percepção. suportes. • Relacionar as diversas linguagens a partir das suas particularidades manifestadas nos diversos suportes e materialidades (artes visuais. vídeo. vídeos. desenho animado. instrumentos. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos diversos contextos espaciais/temporais. lápis. interagindo com materiais diversos e multimeios. telas de computador. música. desenho industrial. Conteúdos 89 . manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. Processos de criação • Experimentar. cartaz. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. memória e reflexão. imaginação. • Vivenciar os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. aparelhos de computação e de reprografia). publicações. publicidade. papéis. giz de cera. multimeios e outros). entre outros. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). argila. históricos. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas.Sumário principal Saberes sensíveis.

Processos de criação • Desenvolver leituras e apreender as estruturas das linguagens artísticas e suas manifestações. lápis. como as pinturas. vídeo. os desenhos. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). cenográficas e cinestésicas. heranças culturais. nacionais e internacionais. sonoras. • Compreender. televisão. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. giz de cera. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. telas de computador. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. • A Arte como linguagem e sua leitura considerando seus dois planos formadores: plano da expressão e do conteúdo (estudo dos elementos visuais e suas significações nas produções de artistas plásticos e designers). leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. comunicativos e tecnológicos. históricos. 90 . entre outros. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. as criações de objetos. desenho industrial. histórias em quadrinhos. as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. cartaz. instrumentos. publicidade. • Utilizar as linguagens artísticas. • A Arte e as manifestações artísticas. regional. grupos regionais. compreender e vivenciar em análises. vídeos. econômica e social. • Posicionar-se critica mente sobre os valores históricos sociais e ideológicos presentes nas produções artísticas. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. Linguagens e seus diálogos Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. suportes. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. em diferentes tempos históricos. as instalações. produzidos em diversas culturas (regional. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. • Reconhecer. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. manifestando o desejo de transformação cultural. Plano de expressão e conteúdo • Observar a reflexão provocada pela Arte. o vídeo. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. nacional e internacional. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). nacionais e internacionais. em suas diferentes situações históricas. publicações. gestuais. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. estéticos. argila. a arte digital. cenográficas e cinestésicas. desenho animado. • Compreender a diversidade cultural dos povos indígenas e afro-descendentes e de etnias nas Américas. em fotografias e outros). sonoras. televisivas. tintas.Sumário principal 6ª Série Saberes sensíveis. culturais e estilísticas em âmbitos local. entre outros). Exemplo: Guernica – Pablo Picasso. artísticos e culturais • Observar. • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. sociais e culturais. os diversos processos criativos. regionais. • Experimentar. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. aparelhos de computação e de reprografia). considerando a sua dimensão sensível e os diálogos estabelecidos com outras linguagens e áreas de conhecimento (artistas locais. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos. papéis.

instalações artísticas. regionais. estéticos. vídeos. estabelecendo múltiplos diálogos. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. artes visuais e linguagens sincréticas. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. artísticos e culturais • Observar.Sumário principal 7ª Série Saberes sensíveis. nacionais e internacionais. escultura. heranças culturais. fotografias. como na dança. gravura. em âmbitos local. cerâmica e outras). Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. fotografias. reconhecendo e compreendendo a diversidade dos produtos artísticos presentes nas diversas culturas e etnias e em contato com o artista. em diferentes tempos históricos (artistas locais. teatro. nacionais e internacionais. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). • Reconhecer. entre outros). espaços de arte. desenho. nacional e internacional. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. vídeos. obras de arte. • Perceber conexões entre as áreas de conhecimento através das linguagens artísticas. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais (pintura. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. desenho. compreender e vivenciar em analises. música. instalações artísticas. a partir de sua concepção estética. históricos. comunicativos e tecnológicos. • A poética do cotidiano e seus suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. 91 . escultura. grupos regionais. meios de comunicação. cerâmica e outras) e os seus diálogos. regional. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. sonoras. gravura. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. cenográficas e cinestésicas. televisivas. • Elaborar e organizar os registros pessoais das informações sobre a Arte. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais.

multimeios. telas de computador. aparelhos de computação e de reprografia). estéticos. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. vídeos. lápis. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. instrumentos. e outros. • Identificar as diferentes particularidades das manifestações culturais através das linguagens expressivas. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. entre outras. tintas. desenho animado. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. publicações. papéis. desenho industrial. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. vídeo. Conteúdos 92 .Sumário principal Saberes sensíveis. demonstrando criticamente as manifestações culturais. Processos de criação • Experimentar. • Ler textos verbais e não-verbais. históricos. suportes. argila. histórias em quadrinhos. televisão. indígenas e etnoraciais. giz de cera. como elementos do cotidiano. publicidade. entre outros. • Pesquisar e utilizar. elementos expressivos de arte contemporânea. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. organizando plasticamente. cartaz.

• Experimentar vivências em produções pessoais e/ou lações. cas. fotografias. vídeo. gravura.desenho.cerâmica e outras) e os modos de comunicação e sentido. giz de cera. desenho animado.artísticas e culturais.cionais. regional. outros. entre outros). nacionais e interna• Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte • Articular as diferentes lin. tras). étnico. em quadrinhos. rada a partir de suas articu. presentes na natureza e nas as como produção cultural. dor. linguagem e as manifestações artísticas. heranças culturais na sociedade e na vida das pessoas. âmbitos local. compreender e vivenciar em análises. suportes. inclusivas. instrumentos. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações em diferentes tempos e dos produtores artísticos e culturais como agentes históricos (artistas locais. regionais. cional e internacional). grupos regioLinguagens e seus diálogos nais.mídias na interface com sociais. holografia. entre ou. tintas. televisão.Sumário principal 8ª Série Saberes sensíveis.as tecnologias). culturais. histórias artísticas. históricos. argila. cartaz. compreendendo. manifestados em diversos meios de comunicação tura. guagens. • A Arte como linguagem Plano de expressão e conteúdo presente nas manifesta• Compreender. as propriedades expressivas e construtivas de expressão de contexto. movimentos artísticos. papéis. históricos. nacionais e in• Reconhecer a importância da arte e das manifestações ternacionais. 93 . publicações. instalações da imagem: fotografia.• Arte e patrimônio culmanifestação cultural presentes nas obras de arte e nos mentos dos diversos saberes tural. vídeos. materiais naturais e fabricagoivas) e outros meios (máquinas fotográficas. sonoras. multimeios (computaaparelhos de computação e de reprografia). gravura.matográficas e de outras artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. dos. nacional e internacional) e em diferentes tempos espaços (local. lei. esculnicas. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços fotografia.• A poética do cotidiano cenográficas e cinestésicas. televisivas. • A Arte e as manifestações (regional.seus diálogos. procedimentos e téc(pintura. e outros). cerâmica e oublicidade. desenho. puvídeos. produzidos em diversas culturas sensíveis. Processos de criação • Experimentar. em e espaços da história. inseridas nos seus diversos cinemáticos (produções • Reconhecer. em suportes midiáticos e diversas culturas de modo sensível. realizando e produzindo trabalhos diversos (bidimensional e tridimensional). experimentar e ressignificar a Arte como • Apreender as estruturas das ções culturais (pintura. entre tras). analisar e relacionar as diferentes formas de • Associar e investigar os ele. lápis. pessoais e/ ou coletivos. fotografias. regional. telas de computador. estéticos. e processos de criação materiais. desenho industrial. em suas diferentes materialidades: gestuais. instalações artísti• Conhecer e considerar os planos de expressão e de tos expressivos formadores. linguagens em seus elemen. cinema.espaços e tempos em suas gráficas. estéticos. escultura. na. conteúdo da Arte e das manifestações culturais como • Absorver a significação ge. entre os planos de • Linguagens artísticas coletivas. cineturas e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens múltiplas formas de mani. co. vídeo. vídeos. artísticos e culturais Conteúdos • Observar. utilizar e pesquisar materiais e técnicas • Interagir com variedade de artísticas (pincéis. nacional e internacional. sociais de diferentes épocas e culturas.festações (indígenas. municativos e tecnológicos.

REBOUÇAS. 2008. n. RS: Ed. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. São Paulo: Cortez.br/pesquise_artigos_texto. 2008. p. Ana Luíza Ruschel. RS. 1991. São Paulo: Perspectiva. UFSM. Disponível em: <http://www.2. Autores Associados. Trabalho. 1991. 94 . FARIAS. Moema Martins.org. SAVIANI.5 Referências BARBOSA. NUNES. Ana Mae. Agnaldo. Demerval.artenaescola. Pedagogia histórico-crítica. A imagem no ensino da arte.br/memória>. 2006.php?id_m=8. Vitória. 1-5.cenpec. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO./dez. MARINHO.org. Uma leitura de textos visuais. Acesso em: 19 set.> Acesso em: 28 abr. Disponível em: <http// www. 24. A arte é de todos. A arte e sua relação com o espaço público. Santa Maria. 2003. Jorge Miguel.Sumário principal 6. 28 abril 1997. Caxias do Sul. ES: PPGE/UFES. jul.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Estrangeira Moderna .Inglês .

No ensino contemporâneo de Língua 97 . assim como a manutenção de línguas e culturas. sendo a língua do trabalho na maioria das organizações internacionais. outras (as indígenas e as africanas. como comunicação e interação social inclui uma mudança na pedagogia tradicionalmente dedicada ao ensino desta língua. necessitando de que se atue em sua preservação. o inglês é o idioma mais ensinado no mundo: também por esse motivo seu aprendizado pode levar o aluno a experienciar diversas culturas e linguagens.Sumário principal 6. a comunicação entre as pessoas. devido ao uso do Inglês como língua de comunicação na comunidade científica mundial. da ciência e da cultura por meio do ensino de Língua Estrangeira. entre os povos. preservada. Portanto. ensinar Inglês como língua multinacional.1 Contribuição da disciplina para a formação humana O ensino da disciplina Língua Estrangeira/ Inglês tem por finalidade. mas não o saber é garantia de exclusão. linguístico e cultural e deve ser. é usada em mais de setenta por cento das publicações científicas. Conforme Tsuda (apud Leffa. a proteção de soberanias nacionais e a promoção da educação. Ademais. os saberes científicos e tecnológicos (que por definição se renovam ininterruptamente) não podem ser suficientemente adquiridos se o inglês não for usado.Inglês 6. Isso porque se trata de uma língua multinacional falada por mais de um bilhão e meio de pessoas. portanto.3. 2001). Como aquisição “suficiente” entendo: a possibilidade de que as informações sejam adquiridas de modo amplo e a tempo. o paradigma da inclusão envolve a igualdade dos Direitos Humanos na comunicação. por exemplo) podem ser reconhecidas em uma posição de perigo. Enquanto algumas línguas se encontram em posição segura e privilegiada. A linguagem faz parte do nosso viver biológico. É de se perguntar: em que medida o ensino de Língua Estrangeira está ligado à promoção da educação e da cultura? De qual cultura? Da própria ou da estrangeira? Saber falar Inglês não garante automaticamente os benefícios da globalização.3 Língua Estrangeira Moderna . Além disso. no multilingualismo. de modo a proporcionar uma perspectiva atual e uma possibilidade de participação ativa e crítica no processo de produção dos saberes. sobretudo. E .

segundo pesquisas feitas recentemente em escolas públicas. Esse ensino é de fundamental importância para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. Em âmbito internacional. a cultura e a ciência em apenas uma direção (Cf. b) O ensino do Inglês para a produção Quanto ao ensino do Inglês para a produção. há que se considerar o desenvolvimento das quatro habilidades (ouvir. Leffa. espanhóis. ler. culturais. a interação social entre as pessoas. falar e escrever). c) o ensino do Inglês para fins específicos. italianos etc. é fundamental que se desenvolva a capacidade de percepção e de crítica construtiva das diferenças entre as culturas. tal enfoque não dialoga com a realidade dos alunos. mas também interlocutores. Por esse motivo. portugueses. Tal ensino constitui um instrumento que pode de fato auxiliar numa melhor qualidade de vida e de trabalho de que é merecedor todo cidadão. a) As variedades do Inglês no mundo Variedades e sotaques: Ao se considerarem as variedades do Inglês no mundo é preciso aceitar as diferentes pronúncias e sotaques. que. e que tal expressão contribua para a sua realização. porque uma das finalidades ao se aprender uma língua é também a comunicação e linguagem. Esses aspectos favorecem a autoconsciência e contribuem para que o aluno aprenda a se expressar em língua estrangeira quanto às tarefas relevantes à sua vida.Sumário principal Estrangeira. isto é. disseminando a arte. afetivas e sociais do aluno em formação.. canadenses. 98 . c) O ensino do Inglês para fins específicos O ensino para fins específicos deve ser conduzido de modo a atender às necessidades mais diretas dos alunos quanto ao mercado de trabalho e/ou quanto à aquisição de conhecimentos acadêmicos. bem como o desenvolvimento da tolerância pelas diferenças. é preciso refletir criticamente sobre o efetivo ensino de Língua Estrangeira na escola pública. e sobretudo quando não se atenta à escolha dos textos a serem lidos. seguido das outras habilidades. implica considerar: a) as variedades do Inglês no mundo. Além disso. o interesse maior dos alunos é aprender a falar. 2001). seria interessante mostrar ao aluno as pronúncias de falantes indianos. b) o ensino do Inglês para a produção. eslavos. Hoje já não se fala somente o Inglês da rainha. por exemplo. Considerando ambos os aspectos. Isso porque o objetivo não é apenas de se formarem leitores. a situação de ensino com foco apenas na leitura em geral reforça a ideia de que as informações devem fluir unilateralmente dos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. que conservam a sua identidade e conseguem se comunicar em língua inglesa.

trocar informações pessoais. como o acesso a outras culturas. que vem passando por muitas versões desde a sua introdução no Brasil em finais dos anos 70. A sociedade reconhece o valor do ensino de Língua Estrangeira na formação integral do aluno. além do desenvolvimento do processo humanizador de respeito à diversidade cultural e do despertar da capacidade criativa quando o aluno usa um outro idioma por meio da comunicação. 2003). 350 milhões de falantes nativos e 750 milhões de pessoas que fazem uso da língua inglesa como língua estrangeira. pode-se afirmar que a aprendizagem de uma Língua Estrangeira pode promover a aquisição de hábitos intelectuais. A posição do Inglês como a língua falada em diferentes países. normalmente. de conhecimentos culturais e humanísticos. A globalização dos meios de comunicação facilitaram os canais para um ensino sociointerativo do Inglês na escola.Sumário principal “Que mais aprendemos quando aprendemos outra língua?” (ALMEIDA FILHO. Tais funções consistiam. É notória a contribuição da disciplina Língua Estrangeira nos ensinos Fundamental e Médio da escola pública quando se tem um objetivo claro. reflete a necessidade de os alunos de escola pública também aprenderem a se comunicar nesse idioma. As funções comunicativas do início do movimento metodológico. Hoje. 1999. 1999. As teorias retratam resultados de pesquisas sobre a qualidade ou ineficácia do ensino (cf. 1999) e a busca por uma educação por meio do ensino da Língua Estrangeira de melhor 99 . uma metodologia adequada à realidade do professor e do aluno. as crenças de professores e alunos e as competências de ensinar (Alvarenga. Almeida Filho. Nesse sentido. Basso. em situações reais não aconteciam e esse tipo de ensino nem chegou a muitos contextos de ensino no Brasil. a melhores condições de trabalho. 1996). Vieira Abrahão. é marcada pelo uso da língua-alvo em sala de aula pelo professor e pelos alunos. de dramatizações que. o ensino comunicacional apresenta outra versão. A orientação comunicativa. na verdade. e a interação significativa entre eles constitui o foco principal. tais como cumprimentar. por aproximadamente 375 milhões de falantes do idioma como segunda língua. 2003. perguntar e responder sobre fatos corriqueiros. tornaram-se o eixo organizativo do currículo. o desenvolvimento do respeito à pluralidade linguística e cultural do Brasil e dos países onde se fala a língua inglesa. principalmente no aspecto relativo à valorização e ao reconhecimento da necessidade do ensino eficaz no âmbito das escolas públicas.

cultural. existem dimensões de caráter pedagógico. que é o autor. 1987). filmes. pode-se realmente admitir que. tanto para os que ingressarão no mercado de trabalho logo após o Ensino Médio. Dessa forma. a interação significativa entre os alunos e o professor constituem fatores fundamentais para a eficácia do processo de adquirir a língua a que estão expostos. leitura e interpretação de textos.Sumário principal qualidade com o uso de jogos e projetos em sala de aula (Tardin Cardoso. 1996. a 100 . 2002) e da abordagem do ensino por tarefas (Prabhu. as tarefas devem oportunizar situações de desenvolvimento da reflexão crítica. social e afetivo. Dimensão Cultural Dimensão Pessoal participação e a orientação do professor. as relações entre forma e uso da língua-alvo e o reconhecimento de diferentes modalidades de gêneros textuais devem estar presentes na construção da autonomia do aluno. O gráfico a seguir ilustra as dimensões de uma sala de aula de ensino de Língua Estrangeira contemporânea. Já no Ensino Médio. as escolhas metodológicas e a escolha de conteúdos devem atender às necessidades e aos interesses desses alunos para crescerem como pessoas em estágio de humanização. Dessa forma. pois encontram-se em uma fase de tomada de decisão concernente ao seu futuro profissional. o responsável pela construção do seu conhecimento. Ainda nessa orientação metodológica. 1992. ampliando suas visões SALA DE AULA SOCIOINTERATIVA Dimensão Pedagógica Dimensão Social Dimensão Afetiva A orientação do ensino atual focaliza o processo de aprender por meio de diferentes tarefas em que os alunos usam a língua-alvo para negociar e construir conhecimentos. quando os alunos vêm com essa consciência do “aprender a aprender” (Ellis & Sinclair. projetos em sala de aula. o fazer e o refletir sobre o fazer. 1989). na sala de língua estrangeira moderna. músicas. produção textual mediadas pela oralidade nas quais o envolvimento. São tarefas como: jogos. quanto para os que ingressarão em um curso universitário que atuará na sua formação profissional. Trata-se de um lugar de crescimento e de autoconhecimento e as tarefas propostas devem atingir as múltiplas capacidades dos alunos em formação.

6. 101 . utilizar as habilidades globais de comunicação (leitura. Considerando todos esses aspectos. desenvolver o conhecimento e a compreensão acerca da organização textual e a intertextualidade em diferentes gêneros discursivos e tipologia textual. fonológico. onde os múltiplos conhecimentos se apreendem ao longo da vida. procurando estar em contato o máximo que puder com a Língua Estrangeira. pelos participantes do mundo social. aprender a usar adequadamente a línguaalvo em situações reais de comunicação. por meio de atividades que se assemelham ao que acontece na vida fora da sala de aula. como forma de desenvolver a consciência linguística do aluno. construir significados na nova língua que aos poucos se vai desestrangeirizando. percebendo o papel sociocultural e histórico das mesmas na constituição do Estado e do país. ouve e fala. temos em mente que o ensino de Língua Estrangeira objetiva levar o aluno a: reconhecer no Estado do Espírito Santo e no Brasil as diversas línguas estrangeiras que o rodeiam como forma de comunicação. ou melhor. o prazer e o interesse por continuar a aprender após ter concluído seus estudos na escola. a manutenção de línguas e culturas e a promoção da educação integral do aluno por meio do ensino de Língua Estrangeira. semântico e pragmático) que o aluno construiu e/ou vem construindo em sua língua materna. no multilingualismo. pois vai percebendo-a mais próxima. fonético. escreve.2 Objetivos da disciplina Conscientizar professores e alunos de que a aprendizagem de Língua Estrangeira envolve a igualdade dos direitos humanos na comunicação. sintático. a cultura e o mundo do trabalho. compreensão oral. fala e escrita) em tarefas sociointerativas dentro e nas extensões da sala de aula. desenvolver a autonomia. familiarização e comparação com outras culturas onde se fala a língua inglesa. ampliar o seu conhecimento de mundo por meio de exposição. aumentar o conhecimento sistêmico (lexical.3. que o texto é mais fácil ou mais difícil conforme a experiência e o conhecimento do mundo de quem o lê.Sumário principal para com a ciência. mais real. perceber que os significados são construídos por quem lê.

em outra dimensão.Sumário principal 6. Como já foi dito. Esse aspecto pode revelar uma base significativa na junção das atividades de ensino com as teorias propostas. e. diferentes combinações de procedimentos de ensino e teoria de aprendizagem. torna-se relevante ponderar que na pedagogia da linguagem é comum focalizar a atenção ou nas atividades de ensino ou nas teorias de aprendizagem. O desenvolvimento da competência comunicativa (que abrange conhecimentos gramaticais implícitos nas mensagens. 1987 . O que estamos propondo nesse trabalho de inovação curricular é o reconhecimento da abordagem comunicacional fundamentada nos seguintes princípios: 1. um outro aspecto que deve ser considerado no ensinoaprendizagem de línguas. Há. entretanto. Trata-se do esforço do aluno. 2. a participação nas atividades e o uso da língua-alvo.3. possivelmente. Tais áreas de discussão pedagógica constituem as duas dimensões do método. 102 . O uso da língua-alvo em sala de aula desde as séries iniciais em tarefas baseadas na realidade. Partindo do princípio de que não existe o melhor método. Relacionado às atividades de ensino está o papel do professor e dos alunos em sala de aula. não existe o melhor método. que envolve um alto grau de imprevisibilidade e criatividade na forma e na mensagem. existem diferentes visões na pedagogia das línguas como diferentes métodos. na interação entre os alunos. Um método é. No que se refere às teorias de aprendizagem. Portanto. um conceito ou uma teoria de ensino de línguas que informa ou justifica aqueles procedimentos.nossa tradução).3 Principais alternativas metodológicas “A forma da língua é melhor aprendida quando a atenção do aluno está no significado e não somente na forma“ (PRABHU. segundo Prabhu (1987). um conjunto de procedimentos para o professor realizar em uma aula. em aulas de Língua Estrangeira e que. Existem procedimentos que foram mais eficazes em cada método. vêm-nos à mente as habilidades que o aluno pode desenvolver durante a exposição. O esforço que o aluno faz para compreender e negociar sentidos nas tarefas propostas por meio da comunicação em Língua Estrangeira. poderão proporcionar a aquisição do conteúdo trabalhado em momentos de comunicação.

falando e realizando tarefas que exigem atenção. Não se pode esquecer ainda dos trabalhos com projetos em sala de aula. desde que haja um planejamento e uma implementação adequados dos mesmos. Uma outra alternativa metodológica que propomos em nosso trabalho está baseada na abordagem “Ensino por tarefas” do linguista aplicado Nagore Prabhu (1987). 103 . 4.Sumário principal conhecimento discursivo. de inspiração na abordagem por projetos de Hernandez (2000). Nessa abordagem de ensinar. percepção no desempenho comunicativo sob a orientação e participação do professor. da expressão oral e da compreensão. o qual consta de tarefas baseadas nas atividades que ocorrem na vida real do aluno. Hutchinson (1990) e Tardin Cardoso (1992). As tarefas devem propiciar o desenvolvimento das habilidades que se ampliam por meio da prática da leitura. estratégico e sociocultural) constitui o objetivo do processo do ensino/aprendizagem. memória.RPG) e filmes cujos resultados são cientificamente comprovados como eficazes. o aluno aprende a falar. 3. desempenho de papéis (Role Playing Games . Esse renomado autor desenvolveu o projeto Bangalore de ensino de língua inglesa em escolas na Índia. também envolvido no processo. Além dessas diferentes abordagens propomos ainda outras atividades com músicas. da escrita. A interação entre os aprendizes e o professor constitui o objetivo das práticas didáticas.

• Produzir textos informativos. • Ler textos não-verbais (mapas. estudo com mapas. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. diagramas. TÓPICOS/CONTEÚDOS Primeiros contatos com a língua estrangeira • Conscientização sobre as diferentes línguas estrangeiras existentes no Espírito Santo. • Reconhecer a linguagem das propagandas. receitas. • Resumir artigos. notícias.3. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Identificar as diferentes intenções dos autores. rótulos de embalagens. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural.Sumário principal 6. • Conhecer diferentes culturas. canções etc. artigos. jogos etc. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. fotos. incentivo ao estudo da língua inglesa. quadros artísticos etc. apresentação dos membros da família.). • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Usar dicionários e enciclopédias. • Entender e dar informações em situações informais. percebendo os aspectos verbais para pedido. • Avaliar ações. rótulos.). • Relacionar imagem e texto. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. Valorizando o ambiente familiar • Denominação do espaço familiar (moradia e mobília). 104 . • Diferenciar fatos de opiniões. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. valorizando a cultura brasileira. denominação do espaço físico da escola e dos profissionais que nela atuam. gráficos. A importância do Inglês em nosso dia a dia • Conscientização sobre a influência do Inglês no cotidiano do aluno. fluxogramas. denominação de formas geométricas. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. obrigação e conselho. identificação de ambientes públicos e suas localidades. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. relação entre fusos horários em diferentes lugares do mundo. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. diálogos.4 Conteúdo Básico Comum – Inglês 5ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. O ambiente escolar • Denominação de objetos presentes na sala de aula. vídeos. apresentação de informações pessoais. • Compreender regras e instruções (manuais. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. como textos literários.

diagramas. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. relação entre esporte e a ação correspondente. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. padaria etc. vídeos. • Produzir textos informativos. jogos etc. • Conhecer diferentes culturas. • Avaliar ações. • Diferenciar fatos de opiniões.). no Brasil e no mundo. lagoas. • Usar dicionários e enciclopédias. • Ler textos não-verbais (mapas. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. canções etc. escola. reconhecimento dos esportes paraolímpicos. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. identificação de hábitos alimentares em diferentes culturas. shoppings. cinemas. percebendo os aspectos verbais para pedido. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. valorizando a cultura brasileira. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Relacionar imagem e texto. parques. Lazer e meio ambiente • Denominação dos locais de lazer naturais e urbanos (praias. tarifas etc.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. feira.). diálogos. • Reconhecer a linguagem das propagandas. Alimentação saudável • Denominação de diferentes alimentos e seus preços. teatros etc. campos de futebol. reflexão sobre diversas opções na hora de realizar uma compra. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. identificação dos espaços de lazer em relação a horários de funcionamento. 105 .). gráficos. lojas. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. rótulos. rótulos de embalagens. fluxogramas. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. cachoeiras. • Entender e dar informações em situações informais. fotos.). notícias. supermercado ou venda. como textos literários. • Resumir artigos. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. relação entre esses espaços e ações que neles ocorrem. obrigação e conselho. • Compreender regras e instruções (manuais. relação entre esses espaços e o que se pode praticar neles (o que fazer e onde). artigos. TÓPICOS/CONTEÚDOS Minha comunidade • Denominação em língua inglesa dos diferentes espaços comerciais e comunitários que existem na comunidade (igreja. receitas. quadros artísticos etc. praças. farmácia. denominação de diferentes refeições. localização. identificação de modalidades esportivas na comunidade. Esporte e saúde • Denominação dos diferentes esportes. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural.

• Reconhecer a linguagem das propagandas. leitura de mapas. fotos. receitas. relação com nomes de países. 106 . localizando os países pesquisados e os de língua inglesa. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. identificação de dados pessoais (origem. endereço. • Identificar as diferentes intenções dos autores. fluxogramas. identificação dos movimentos sociais e culturais da sociedade (movimentos étnico-raciais e indígenas). • Produzir textos informativos. • Avaliar ações. rótulos de embalagens. diálogos. quadros artísticos etc. notícias. • Resumir artigos. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. artigos. telefone etc.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. reflexão sobre os impactos ambientais causados por poluição. TÓPICOS/CONTEÚDOS Quem sou eu • Coleta de informações pessoais (atividades de que gosto ou não de realizar. • Conhecer diferentes culturas.). HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. lixo. canções etc. • Entender e dar informações em situações informais. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Relacionar imagem e texto. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. reconhecimento das mudanças climáticas – aquecimento global. rótulos. erosões. lixo nuclear etc. diagramas. aniversário. • Diferenciar fatos de opiniões. nacionalidades e línguas. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. vídeos. desmatamento. como textos literários. Meio ambiente e globalização • Identificação dos fenômenos naturais. Comparando culturas e valorizando o Brasil • Identificação de datas comemorativas em culturas e países diferentes. valorizando a cultura brasileira. obrigação e conselho. leitura). políticas e econômicas no mundo. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Usar dicionários e enciclopédias. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. idade. lazer. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. percebendo os aspectos verbais para pedido. jogos etc.). gráficos. • Ler textos não-verbais (mapas. estilo de música favorito. queimadas. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Compreender regras e instruções (manuais.). Pessoas que influenciaram o mundo • Identificação de grandes personalidades que contribuíram para melhorias sociais.

vídeos. • Relacionar imagem e texto. canções etc. • Compreender regras e instruções (manuais. utilização dos meios tecnológicos no aprendizado da Língua Estrangeira. rótulos de embalagens. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. preparação de listas de profissões relevantes para os alunos. valorizando a cultura brasileira. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. fluxogramas. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. diagramas.). reflexão sobre diferenças salariais no Brasil. semanais e planos para futuro próximo. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Diferenciar fatos de opiniões. como textos literários. utilização dos meios tecnológicos na vida diária. • Conhecer diferentes culturas. • Avaliar ações. diálogos. Planejando o futuro • Reflexões acerca do futuro. • Usar dicionários e enciclopédias. • Resumir artigos. percebendo os aspectos verbais para pedido. obrigação e conselho. sugestões de melhorias na própria comunidade. fotos. formulação de instruções verbais para completar ou desenhar gravuras. • Ler textos não-verbais (mapas. gráficos. jogos etc. quadros artísticos etc. • Entender e dar informações em situações informais. Organização do dia-a-dia • Reflexão sobre a organização de tarefas diárias. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. rótulos. • Produzir textos informativos. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. pensamentos sobre o mundo em que gostaria de viver. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. 107 . notícias. conhecimento e divulgação de programas culturais locais. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. Comunicação e tecnologia • Identificação dos meios tecnológicos de comunicação existentes no meio urbano e rural. receitas. • Reconhecer a linguagem das propagandas.). TÓPICOS/CONTEÚDOS O que você faz • Identificação e descrição de profissões e locais de trabalho. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. artigos. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural.

a booklet for teacher development. SP: Pontes.3. 2003. 1/1/1-47.A.17.Estudos em homenagem ao Professor Dr. RS: EDUCAT. R. E. Maneiras inovadoras de ensinar e aprender. SWAIN. Communicative materials design: some basic principles. SP: UNICAMP.) O professor de língua estrangeira em formação. M.O.. R. ______.. (Org. 108 .) Lingüística aplicada: múltiplos olhares. H. LEFFA. TARDIN. ALMEIDA FILHO. HERNANDEZ. G. Campinas. 2002.1999. 1989. SP: Pontes. 2008 (Mimeo). P. edu. Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. ALVARENGA. e SILVA.) Professores e formadores em mudança. 1992. 2001. John R. SP: Mercado das Letras. C. Second language pedagogy.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras.128-3. Foz do Iguaçu.5 Referências ABRAHÃO.B. M. In: LEFFA. TARDIN CARDOSO. Vitória. 2002. 1999. V.saberes. BREEN. Investigações: lingüística e teoria. Campinas. RS: EDUCAT. ______. Learning to learn english.A. 2001. Campinas. Cambridge: Cambridge University Press.(Org. 10/2. Cultura visual. Applied Linguistics.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. Universidade Federal de Pernambuco.Sumário principal 6. Anais. 2003. B. Pelotas. ELLIS. The communicative approach to foreign language teaching: a short introduction. SP: Pontes.1980. Foz do Iguaçu. ______. M. A necessidade da de(re)construção de conceitos. 1998. M. 2007. CANDLIN. Campinas: UNICAMP. M. Managing theory and practice in the classroom .1990.. ______. ______. Jogar para aprender língua estrangeira na escola. Theoretical bases of communicative approaches to second language teaching and testing. Filmes na escola: uma abordagem para todos os níveis. Oxford University Press. 1996. (Org. Disponível em <http: // www. 1996. J. 1987. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. M. PR. 2000. Projects in the classroom. G. PR. Conflitos e incertezas do professor de língua estrangeira na renovação de sua prática de sala de aula. Faculdade de Ciências e Letras de Assis. Institute of English Language Education (mimeograph) CANALE. F. PRABHU. Jogos colaborativos e desempenho de papéis no ensino de línguas. A. (Org... 1980.. HUTCHINSON. SP. T. Knowledge of language and ability for use. Tese de doutorado. ES: Copisol. Brasília: UnB-FINATEC. Singapore. WIDDOWSON. 2008..C. SP: Pontes Editores. Porto Alegre:ARTMED. H. Configuração de competências de um professor de LE (inglês): implicações para a formação em serviço. A. 12. Das origens do comunicativismo. N. 1998. 2005. v.) O professor de línguas construindo a profissão. O imaginário do comunicativismo entre professores de língua estrangeira/ inglês (e sua confrontação com teoria externa). C. Applied Linguistics. V. Campinas. José Carlos Paes de Almeida filho. Jogos e projetos de inglês em sala de aula. N. BASSO . P. mudança educativa e projeto de trabalho.br> ______. V. K. University of Lancaster.) O professor de línguas construindo a profissão. In: ALVAREZ. SINCLAIR. C.L. Back to the future: aulas comunicativas ou formais? In: Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná. SCHMITZ. BOHN. (Org. Campinas. Campinas. CELANI. H. Pelotas. Campinas: UNICAMP.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Educação Física .

desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu) . Apropriamo-nos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. 19 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna. Essa concepção. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existente nos séculos XVIII e XIX. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo.4. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular dessa disciplina19 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. ainda predominante no ensino da Educação Física. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. 111 .4 Educação Física 6. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular desta rede de ensino. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. Além disso. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna.Sumário principal 6. influenciada por um conjunto de fatores. denominada de biologicista. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. 2001). Até os anos de 1970. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001) de que é conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação.

Dessa forma.Sumário principal Diante disso. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. 77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. produzido ao longo da história. sem fugir às intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. que só se torna possível. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. Além disso. Sendo assim. com interfaces nos diferentes campos de saberes. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. sociais e biológicas. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso 112 . segundo Bracht. que precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos. o professor. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. assim. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. que segundo Bracht (2001. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. para que se possa permitir que outros saberes. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. se legitimem. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. entende-se a expressão corporal como linguagem. Dessa forma. ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. Com isso. 2001. p. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. Essa visão contempla o eixo da cultura. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural.

além da motricidade. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado das diferentes manifestações culturais corporais. desenvolve sua capacidade comu- 113 . ginásticas. que envolvem aspectos lúdicos. ou seja. englobando as dimensões estéticas e éticas”. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. ainda. sociais e éticos. morais. Código e suas Tecnologias. esportes. esse aluno desenvolve. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. ampliemos o nosso conceito de razão. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. Podemos destacar que. dança. emoções e linguagem corporal e. na qual ele expressa subjetividade.Sumário principal conceito de criticidade. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. Dessa forma. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. 2001). destituído do saber. estéticos e éticos. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar.

integração. treinamento etc. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana na prática pedagógica escolar. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. 114 . para a apreensão da expressão corporal como linguagem. atividade física. para o desenvolvimento de autonomia. que é desenvolver o aluno nos seus aspectos social. além de ser um agente promotor da sua autoestima. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. emocional e motor. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. analisar e expressar as ideias. Além disso. participação social. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando. Desenvolver os aspectos intelectuais. intelectual. competitividade e disciplina. 6. tendo o professor como mediador. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. cognitivo. Ao proporcionar o desenvolvimento de criatividade.4. contribuindo para a sua formação psico-sócio-cultural. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. de lazer e entretenimento. socialização. ética. sintetizar. laborais. saúde. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. entendendo-a como meio de promoção da saúde. qualidades físicas e neuromotoras. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. – a Educação Física atua como formadora. cooperação. fisiologia.Sumário principal nicativa ao interpretar. cooperação. Além disso. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. envelhecimento. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. liberdade. afetivos e morais. afirmação dos valores e princípios democráticos.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. socialização. sociais. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. de ginásticas. biomecânica.

Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. 115 .4. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos por meio da observação.Sumário principal Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. 21 (1): 183-192. Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. lúdicos e técnicos. Dentre elas destaco: DIAS. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). p. 1992. resultante de um “‘elo perdido’ entre as prescrições dessa produção teórica e a realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educa- 20 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (Lesef ). 2001. Niterói.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. alguns estudos vêm apontando que. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. 195). Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo20 sobre a prática docente do professor de Educação Física nas redes estaduais pública e privada do Estado do Espírito Santo. Andréia et. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. ção Física escolar. 1999. Set. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a 6. DELLA FONTE. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. p 63-66. Sandra Soares et all. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. al.

reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. Nos anos de 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em licenciatura. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática 21 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro desse modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas21. 2003). 67% deles se formaram nos anos de 1980. 2001). uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente (Bracht et. são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. Os materiais. com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. al. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. . a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular.Sumário principal dinâmica escolar. 116 . O desafio está em propor mudanças na prática docente. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. do conjunto de professores licenciados. Além disso. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do professor diante da sua prática docente. equipamentos e instalações. Com isso. Em virtude disso. com relação a espaço.

que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. “No entanto o trabalho pedagógico não pode. e realizando 117 . al. 43). os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. 2004). buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. 2001. . desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno uma autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. é necessário revermos o que desenvolve esse componente curricular. nacionais e internacionais.Sumário principal qualitativa nas aulas de Educação Física. ensinando estratégias para o agir prático. no qual 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “entendem que deva haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. O que também se propõem é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. todo ele. espaço etc. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não alcançam o resultado esperado devido à carência de tais estruturas. p. à organização das aulas (horários. pesquisas e desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico e a criatividade. pois os próprios fins podem ser problemáticos. 2003. p. Com isso. porque variam de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et.) e à conduta pedagógica do professor. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. problematizando temas da cultura corporal. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. desenvolvendo um espaço de reelaboração. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e a compreensão crítica do movimento (KUNZ. 53). O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que contemplem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. tempo.

dentre outras. temos na formação continuada um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. Assim. A abordagem metodológica crítico-superadora. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. gincanas. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. Mas para isso será necessário o envolvimento de todos os professores. a biblioteca. São eles: a relevância social do conteúdo. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. 1992). os torneios escolares. tomando a quadra. nos apresentam alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. exposições. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. em que os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. as atividades de visitas e as excursões como formas de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. Assim teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. sobretudo quando se espera mudanças efetivas nesta prática. Preliminarmente. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. a sala de aula. al. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. A realização de jogos escolares. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. o recreio. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. Dessa forma. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. entendemos que. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a 118 . a sala de informática. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. et.. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento.Sumário principal um retrospecto das atividades corporais.

p. Dessa forma entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga 119 . conflitos ou desafios (Santos. em que o problema nem sempre está na falta de informações.Sumário principal provisoriedade do conhecimento (Soares. afetivo... na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. et. ou seja. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. . 1992). 2001). Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. da ordem do saber como fazer. 1999). ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. Com base no conceito de competência – aquisições. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. interpretar essas informações. insisto. São eles: Conhecimento sobre o corpo: levou a considerar o corpo no seu aspecto físico. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. 2001. que tenha uma participação ativa na sociedade. Até pouco tempo. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. continua tendo lugar. no qual se compreende que as competências não são um programa clássico. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física voltada para a construção de uma educação de qualidade e formação do cidadão.. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. A questão está em encontrar. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. al. Esse tipo de aula. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. emocional e cognitivo. estar informado sobre conhecimento. 152). guardá-las ou atualizá-las. reflexivo e crítico. social.

Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. ainda. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. buscando problematizar a relação do corpo com a saúde. o trabalho e a cultura. sociais e éticos. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. 120 . compreendendo os limites e as possibilidades corporais e respeitando as diferenças de gênero. com suas diferentes organizações tecnico-táticas. classe social e idade. Além disso. Além disso. sintetizar. reconhecendo a identidade própria e do outro. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes nos contextos mundial e nacional. regional e local. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. onde expressa subjetividade.Sumário principal com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbitos nacional. emoções e. interage com o meio. etnia. e também desenvolve a ludicidade descobrindo o prazer nas vivências corporais. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. analisar e expressar as ideias. Por meio da linguagem corporal o sujeito se comunica. Por meio do jogo.

• Compreender os aspectos relacionados com a boa postura e sua importância para a saúde. TÓPICOS/CONTEÚDOS 121 . • Adotar hábitos de higiene. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. • Substâncias nocivas ao organismo.Educação Física 5ª a 8ª Séries COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Conhecimento sobre o corpo • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. • Atividades adaptadas. sociais.Sumário principal 6.. • Identificar as possibilidades de lazer e aprendizagem nas práticas corporais. • As atividades físicas e os exercícios físicos: implicações na obesidade e no emagrecimento. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. reconhecendo e respeitando suas características físicas e o desenvolvimento motor. • As práticas de lazer na comunidade escolar e no seu entorno. relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde. • Capacidades físicas aplicadas na atividade física.4. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. • Identificar as substâncias nocivas ao organismo utilizadas na prática de atividade física. Tópico: Conhecimento da estrutura e do funcionamento do corpo • Identificar as funções orgânicas relacionadas às atividades motoras.4 Conteúdo Básico Comum . HABILIDADES Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. possibilidades e limitações do movimento • Conhecer os conceitos de saúde e os padrões de estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais e culturais. bem como a de seus colegas. • Participar de atividades de natureza relacional. • Padrões de estética e conceitos de saúde. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. alimentação e atividades corporais. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. • Capacidades físicas: noções gerais. culturais e afetivos. de si mesmo e do ambiente em que vive.

nacional e local. lutas e ginásticas. • Conhecer a história das ginásticas estudadas. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Noções básicas dos diversos tipos de ginástica: escolar. artística etc. • Reconhecer e identificar gestos e movimentos observados na dança. possibilitando a inserção dos alunos com necessidades educativas especiais.. • Coreografias de dança. • Ritmo. Tópico: Dança • Conhecer a história das danças estudadas. • Benefícios da prática das ginásticas. entre outras. • Construir coletivamente pequenas coreografias a partir dos movimentos aprendidos e incorporados no contexto social. • Variação de movimentos do corpo de acordo com as melodias das músicas. • Reconhecer a importância da prática da ginástica para manutenção e a promoção da saúde. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da dança. • Organização de festivais de dança. • Ginástica adaptada. campesinas. 122 . • Relacionar diferentes tipos de danças folclóricas. • Identificar e utilizar as habilidades motoras fundamentais para a prática da ginástica. • Habilidades motoras fundamentais ginásticas. HABILIDADES Eixo-temático: Corpo-linguagem/ Corpo-expressão Tópico: Ginástica • Vivenciar as diversas manifestações da ginástica. • Riscos e cuidados na prática das ginásticas. imitando. recriando. mantendo suas características. • Características das danças. acrobática. rítmica. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Corpolinguagem/Corpo-expressão • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. africanas. • Identificação do ritmo pessoal e grupal. • Dança folclórica. • História da dança. • Identificar as modalidades de ginásticas praticadas na comunidade local. • Identificar as características das danças estudadas. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da ginástica. como manifestação da cultura corporal. • Adaptar os movimentos da ginástica estudada às novas situações.

• Construir jogos. • Reconhecer e vivenciar diferentes tipos de jogos. • Jogos de raciocínio. • Participar de atividades de caráter lúdico. regional e nacional.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Vivenciar os diferentes tipos de jogos. • Jogos cooperativos. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. • Jogos pré-desportivos. • Reconhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. TÓPICOS/CONTEÚDOS • História dos jogos e das brincadeiras. • Jogos populares. 123 . HABILIDADES Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos Tópico: Jogos e brincadeiras • Analisar as diferenças históricas dos jogos e das brincadeiras presentes nas culturas local. • Reconhecer os diferentes tipos de jogos e suas características fundamentais. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. • Características dos jogos.

vôlei.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Jogo esportivo • Conhecer as diversas modalidades esportivas instituídas socialmente praticadas em outros países e no Brasil. basquete. HABILIDADES Eixo-temático: Jogo esportivo Tópico: Conhecimento dos vários tipos de desportos. • História das modalidades: atletismo. • Significados/sentidos predominantes no discurso das mídias sobre o esporte. • Reconhecer a necessidade de adaptar regras. materiais e espaço. juiz). • Vivenciar as práticas corporais desportivas. • Conhecer os aspectos históricos. futsal. 124 . • Aplicar habilidades motoras específicas dos esportes. futebol. defesa e circulação de bola. handebol. • Entender as regras. • Reconhecer as diferenças e características relacionadas ao gênero na prática das modalidades esportivas. basquete. visando à inclusão de si e do outro. torcedor. defesa. • Reconhecer as organizações técnicotáticas dos diferentes jogos. • Compreender as diferentes formas de organização desportiva. • A transformação do esporte em espetáculo e em negócio. • Atletismo. futebol. individual e coletivo • Diferenciar e experimentar várias maneiras de jogar um desporto. • Noções de regras. técnicas e táticas de cada desporto. • Princípios gerais de ataque. • Compreender os diferentes contextos dos jogos esportivos (participativo e competitivo) e os variados papéis (goleiro. • Esportes adaptados. os materiais e o espaço visando à inclusão de si e do outro. políticos e sociais de constituição dos jogos desportivos. bem como criar novas formas de organização. • Os grandes eventos esportivos. técnico. • Compreender e vivenciar os aspectos relacionados à repetição e à qualidade do movimento no gesto esportivo. • Fundamentos técnicos básicos. handebol. • Desenvolver a capacidade de adaptar as regras. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Iniciação desportiva. vôlei.

Belo Horizonte: Ed. 1998. DF: MEC. Ministério da Educação. DF: MEC.Sumário principal 6. ES: PROTEORIA. Metodologia do Ensino de Educação Física. 6. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular.. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. UFMG. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. 2. 2001. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. Educação física escolar: política. 2001. Pesquisa em ação: educação física na escola. Vitória. RS: Ed. Vitória. Carmem Lúcia et al. ES: PROTEORIA. Francisco Eduardo.151-139. SOARES.). Transformação didático-pedagógica do esporte. 1992. v. Ijuí.5 Referências BRACHT. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. Marílio. v. 2001. n. ES: PROTEORIA. Philipe. 2001. p. ______ et al. Paraná. Psicologia: Teoria e Pesquisa. v. Vitória. Valter. Vitória. 1999. PRIMI. 2003. 2006. 73-76. Orientações curriculares para o ensino médio. KUNZ. SANTOS. Porto Alegre: Artmed. v. Brasília. Elenor. 1. Brasília. PERRENOUD. 2001. RS: Ed. investigação e intervenção. 2004. questões contemporâneas. Pesquisa histórica na educação física. Unijuí. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. Anais. ______. In: ___. São Paulo: Cortez. Ijuí. Unijuí. CAPARROZ.17.1. Christiane. Construir competências desde a escola. 2001. Ricardo et al. Parâmetros curriculares nacionais. Educação física escolar: política. Amarílio (Org). SOUZA JÚNIOR. p. investigação e intervenção.1. trabalho e educação: relações históricas. maio/ago. Gisele Franco de Lima. In: CAPARROZ. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. ES: PROTEORIA. 2001. In: FERREIRA NETO. 125 . BRASIL.). ______. 2000. WERNECK. Lazer..4. Paraná. Francisco Eduardo (Org. investigação e intervenção. Educação física escolar: política. Francisco Eduardo (Org.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 02 .Área de Ciências da Natureza Anos Finais .

Currículo. área de Linguagens e Códigos. v. II.Currículo. Série. área de Ciências Humanas. ES. v. v. CDD 372.br Espírito Santo (Estado).Ciências da Natureza. – (Currículo Básico Escola Estadual . 26 cm. anos iniciais. área de Ciências da Natureza. 104 p. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. Ensino . 02 .Currículo.CEP 29. área de Ciências Humanas. Santa Lúcia . v.Ensino fundamental.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. Ensino fundamental .com. 03 . anos finais. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. v.3. área de Linguagens e Códigos. 3. I.056-085 .Espírito Santo (Estado) .Vitória/ES .Info Consultoria. – Vitória : SEDU. 2.Ensino médio.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. . Ensino médio . Ensino fundamental . anos finais. Guia de implementação. César Hilal. ISBN 978-85-98673-03-5 1.111. 01 .Ensino médio. 02 . Título. nº 1.19 CDU 373. 01 . 03 .Ensino fundamental. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências da Natureza / Secretaria da Educação. 02) Conteúdo dos volumes : v.Ensino fundamental. 2009.Ensino médio. 4. anos finais. área de Ciências da Natureza. v.

” Paulo Freire ... ao lado do educador.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. igualmente sujeito do processo.

Delcimar da Rosa Bayerl. Maria Cristina Garcia T. Carlos Sebastião de Oliveira. Regina Zumerle Soares. Maria José Teixeira de Brito. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Foerste . Ana Paula Alves Bissoli. Rosiane Schuaith Entringer. Eliana Aparecida Dias.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Luiz Antonio Batista Carvalho. Martinelli. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Alcimara Alves Soares Viana. Jane Ruy Penha.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Ilza Reblim. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Patrícia Maria Gagno F. Chirlei S. Cristina Lúcia de Souza Curty. Lúcia H. Mirtes Ângela Moreira Silva. Kátia Regina Zuchi Guio. Edilene Klein. Margareth Zorzal Fafá. Antonia Regina Fiorotti. S.Física Claudio David Cari . Ana Paula Alves Bissoli. Edson de Jesus Segantine.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Raquel Marchiore Costa. Israel Bayer. Rodrigo Vilela Luca Martins. Erilda L. Tania Mara Silva Gonçalves. Sulâne Aparecida Cupertino. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Everaldo Simões Souza. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Ivanete de Almeida Pires. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Marlene Athaíde Nunes. Hebnezer da Silva. Epitácio Rocha Quaresma. Gilcimar Manhone. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. João Firmino. C. Carla Moreira da Cunha. Rosinete Aparecida L. Oliveira. Jomara Andris Schiavo.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Maria Nilza Corrêa Martins.Arte Rita de Cássia Tardin . Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Sara Freitas de Menezes Salles. Perin e Valéria Perina. Cezar. Magna Maria Fiorot. Lima. Marcio Vieira Rodrigues. Zelinda Scalfoni Rodrigues.Língua Portuguesa Adriana Magno. Margarida Maria Zanotti Delboni. Alaíde Schinaider Rigoni. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Maria da Ressurreição. de Castro. Vazzoler. Rosangela Maria Costa Guzzo. Iza klipel. Rodrigues. Lemos. Cortez. Paulo Alex Demoner. Eduarda Silva Sacht. Braga. Renan de Nardi de Crignis. Sandra Fernandes Bonatto. Rachel Miranda de Oliveira. Sabrina D. Alves. Manzoli. Torres. Sônia A. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Marlene M. Sidinei C. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Verginia Maria Pereira Costa.SEDU Ana Beatriz de C. Jarbas da Silva. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Luciene Tosta Valim. Tarcísio Batista Bobbio. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Valentina Hetel I. Carmencéa Nunes Bezerra. Karina Marchetti Bonno Escobar. Alaíde Trancoso. Gina Maria Lecco Pessotti. Cristina Louzada Martins da Eira. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Érika Aparecida da Silva. Paulo Roberto Arantes. Tânea Berti. Marcos Leite Rocha. Antônio Carlos Rosa Marques. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Janaína Nielsen de Souza Corassa. SRE Nova Venécia: Cirleia S.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Simone Carvalho. P. Salette Coutinho Silveira Cabral. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Ivone Braga Rosa. Giselle Peres Zucolotto. . Freitas. de Quadros P. C. Sebastião Ferreira Nascimento. Pedro Paulino da Silva. Maura da Conceição. Maria Alice Dias da Rosa.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Kátia Elise B. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Agnes Belmonci Malini.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Sebastiana da Silva Valani. Marta Margareth Silva Paixão. Martinelli. Luciano Duarte Pimentel. Alan Clay L. Marilene Lúcia Merigueti. Eliane dos Santos Menezes. Gleise Maria Tebaldi. Eliane Maria Lorenzoni. João Carlos S. Nascimento. Antônio Fernando Silva Souza. Antônio Fernando Silva Souza. Carvalho Morais. Ilia Crassus Pretralonga. Marcia Vânia Lima de Souza. João Luiz Cerri. Davel. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Ediane G. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Irineu Gonçalves Pereira. Cátia Aparecida Palmeira. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Coelho Ambrozio. Renato Köhler Zanqui. Luciana Oliveira. Neyde Mota Antunes. Fracalossi. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Christina Araújo de Nino. Anderson Soares Ferrari. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Jaqueline Oliozi. Edimar Barcelos. Cláudia Regina Luchi. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Madalena A. Danilza A. Pereira. Jomar Apolinário Pereira. de Oliveira. José Christovam de Mendonça Filho. Angélica Chiabai de Alencar. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Maria Aparecida Rosa. Vaneska Godoy de Lima. Malba Lucia Gomes Delboni. Cérlia Silva de Oliveira. Patrícia Maria Gagno F. Ilza Reblim. Regina Jesus Rodrigues. Anelita Felício de Souza. Ernani Carvalho Nascimento. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Ribeiro. Neire Longue Diirr. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Nourival Cardozo Júnior. Elza Vilela de Souza. Rodrigo Nascimento Thomazini. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Teresa Lúcia V. Renan de Nardi de Crignis. Bastos. Francisco Castro. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Cátia Aparecida Palmeira. Bastos. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Maria do Carmo Braz. Hebnézer da Silva. Alecina Maria Moraes. Johan Wolfgang Honorato. Alaércio Tadeu Bertollo. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Edna dos Santos Carvalho. Larmelina. do Nascimento. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Denise Moraes e Silva. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Dileide Vilaça de Oliveira. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Irineu Gonçalves Pereira. Jaqueline Justo Garcia. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Léa Silvia P. José Alberto Laurindo. Nilson de Souza Silva. Luciane Salaroli Ronchetti. Eliethe A. Rogério de Oliveira Araújo. Maria de Lourdes S. Linderclei Teixeira da Silva. Soprani. Pinto. Renata da Costa Barreto Azine. Leila Falqueto Drago. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Adna Maria Farias Silva. Pedro Paulino da Silva. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Última da Conceição e Silva. Maria Adélia R. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Ana Helena Sfalsim Soave. Pedro Guilherme Ferreira. Maria Elizabeth I. Lyra. Angélica Chiabai de Alencar. Anderson Soares Ferrari. Ires Maria Pizetta Moschen. Dilma Demetrio de Souza. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Rodrigues. Renato Santos Pereira. Morati. Novais Rocha. Rosângela Vargas D. Rita de Cássia Santos Silva. Edna Milanez Grechi.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . da Silva Scaramussa.C. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Edílson Alves Freitas. Márcio Correa da Silva. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Maria da Penha de Souza. Márcia M. Valéria Zumak Moreira. Rodrigues. Núbia Lares. Maria Alice Dias da Rosa. Ronchetti. Luiz Humberto A. Carvalho. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Bruna Wencioneck de Souza Soares. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Márcia Gonçalves Brito. Edy Vinicius Silverol da Silva.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Angélica Chiabai de Alencar. Sandra Renata Muniz Monteiro. Gracielle Bongiovani Nunes. Luiza E. Maria da Penha C. Claudinei Pereira da Silva. Lea Silvia P. Edilene Costa Santana. Rodrigues Soyer. da Silva. Christina Araújo de Nino. Campos Cruz. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Alexandre Nogueira Lentini. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Vivian Rejane Rangel. Silma L. Marta Gomes Santos. Paulo Roberto Arantes. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Luciene Tosta Valim. Ferreira. Renata Garcia Calvi. Barbosa. Giovana Motta Amorim. Luciane R. Jane Pereira. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Josimara Pezzin. R. Magna Tereza Delboni de Paula. Lurdes Maria Lucindo. Fernandes. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Mara Cristina S. Lúcia Helena Maroto.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Ires Maria Pizzeta Moschen. Giuliano César Zonta. Angelita M. Monteiro e Wagna Matos Silva. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Eliane dos Santos Menezes. Jorge Luis Verly Barbosa. Rosiana Guidi. Sebastião Ferreira Nascimento. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. João Luiz Cerri. Izaura Célia Menezes. de Almeida. Maria de Glória Sousa Gomes. Elisangela de Jesus Sousa. Dalla Passos. Eliane Carvalho Fraga. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Paulo Roberto Arantes. Ângela Maria Freitas. Hulda N. Roseane Sobrinho Braga. Mohara C. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Fabiano Boscaglia. Guaresqui Cruz. Marcelo Ferreira Delpupo. Maria Geovana M. Eliana C. Luciane S. Alvarenga Vieira. Conciana N. Luciene Maria Brommenschenkel. Patrocínio. Telma L.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Lúcia Helena Novais Rocha. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Luciete de Oliveira Cerqueira. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Maria da Penha E. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Roberto Lopes Brandão. SRE Carapina: Lucymar G. Organdi Mongin Rovetta.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Evelyn Vieira. Maria Adelina Vieira Clara. Américo Alexandre Satler. Benevides. Junqueira. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Naédina Barbieri. Mônica V. Sandra Renata M. Elenivar Gomes Costa Silva.

seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior.Sumário principal Prezado Educador. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. Temos certamente que comemorar. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. sem dúvida. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. como um plano único e consolidado. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. Para enfrentá-los. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. a complexidade que envolve a infância e a juventude. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. Como equipe. das superintendências e da unidade central. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. na qual. quer sejam individuais ou coletivos. neste contexto.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. O Estado. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . como unidade autônoma. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. conforme os termos constitucionais. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. tendo como base um projeto de nação. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. Educação Especial e Educação do Campo. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. ao longo dos anos. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. sobretudo. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. por meio de mecanismos participativos. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. mas. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. Como síntese desse processo. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC).

que desafios que precisamos enfrentar. Entre os anos de 2004 e 2006. nizados. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. 12 . pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação.Sumário principal e social de sua população. muitas vezes. por meio de atitudes. Todos esses atores mente construídas. hábitos e consequentemente. professores convidados. entre vimento de crianças. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. com qualidade social. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. ciência e cultura. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas.500 educadores. fortalecendo a grande complexidade. costumes historicamente produzidos que. como a relação entre trabalho. com vistas à promoção do educando e. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. O currículo é a materialização do ricos de discussão. da educação pública. tônomos e críticos. conectado com a dimensão universal. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. valores. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. Portanto.

conhecimentos estanques e conservadores. consequentemente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Para tanto. Certamente. conteúdos com- 13 . consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. outros Educação Básica. Isto é. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. resguardando as especificidades das escolas. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e.CBC para cada disciplina da Educação Básica. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. Além para cada disciplina da do CBC.

as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. ou seja. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. assim. dentre outros. produz conhecimentos. na relação com a natureza e com seus pares e. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. em alguns casos. cializadas na medida em que cultura e trabalho. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. cultura e trabalho. correspondendo aos 30% restantes. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. Do ponto de vista organizacional. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 .Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. lo ciência. ampliando a nada. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. como instrumentos dinamizadores do currículo. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e.

atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. Dessa forma. 15 . intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. 8963 de 21/07/2008. Realização de olimpíadas escolares e. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. a partir de estudos sistemáticos. por meio da Lei Nº. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. O projeto contempla ainda. roteiros turísticos e ambientais.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. Esporte.Sumário principal vivências curriculares. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. química e biologia. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. tornando a escola mais atrativa. materializa esse conceito. por fim. Matemática e Ciências. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. “Ciência na Escola” . O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico.

que para a revitalização das professor dinamizador. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. capacibibliotecas escolares. pois o educador precisa aliar à Multimídia. transdisciplida escola. pendrives. intervenção pedagógica. escrita e pedagógicas. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. com destasucesso esperado: estagiários. com destaque ações de formação. TV comunidade local. pois o educador precisa aliar à tarefa e. as reformas educativas e seus desdobramentos. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. computador por aluno. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. pesquisa. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. a sua inclusão digital e a comunidade. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. com isso. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. ampliando para a do educador é mais naridade. formação gica.um públicas e privadas. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . atualização da escola. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. a partir digitais no cotidiano escolar. a de estudar. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. PC do professor. “Ler. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. tecnologias e suas implicações didáticas. de modo a 16 . por meio que necessidade. as novas do conhecimento. e a partir A formação continuada tação.

que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. como componentes do Guia. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. Destaca-se ainda. ao final de 2009. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. Espera-se. que incorporou o saber de quem o vivencia. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. portanto. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. com tudo isso. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. uma trilha experienciada coletivamente. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. além de outras pautas de estudo do referido documento. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. Nesse sentido. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. os quais irão enriquecer a prática docente. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. 17 .

Sumário principal Capítulo Inicial .

constituíram-se objetos de diálogo. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. nos quais. Em 2006 a Sedu. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. Em 2005. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. 21 . conteúdos e orientações didáticas. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. municipal e federal. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. que. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. por meio de seminários com participação dos professores referência. formação acadêmica e atualização permanente. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. elaboraram as ementas contendo visão de área. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. objetivos.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. considerando situação funcional. de acordo com a prática pedagógica do professor.

consequentemente. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. consultores. produziram os CBC por disciplina. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. consequentemente. instituições e modos de 22 . 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. nos anos de 2007 e 2008. central e das da educação pública. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. num processo formativo e dialógico. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. em dois grandes ciclos de colóquios. estar a serviço da vida.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. jovens e adultos capixabas. além de 26 especialistas de cada disciplina. modalidades e transversalidades. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. professores convidados.500 eduTodos foram mobilizados cadores. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. SRE. intercolóquios e seminário de imersão. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. da educação pública. em sua fragilidade. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). acima de tudo. contando com a participação de cerca de 1.

direito de todos e dever do Estado e da família. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. solidários. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. que se realiza em um contexto histórico. que são apenas diferentes. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. do outro e do mundo. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. paz social e paz ambiental. é um bem público que deve servir 23 . pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. reverencia o mistério da existência. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. Nesse sentido. social. cultural e político. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. intensificando os esforços pela justiça. dignidade humana. a vida requer convivência na promoção da paz interior. Superar as diversas formas de exclusão.Sumário principal vida. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. por isso. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social.

do desenvolvimento social e econômico da nação. A educação como serviço público. assumindo o lugar de mediador. deverá atender aos interesses da coletividade. uma dimensão mais ampla. portanto. assumindo. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. No entanto. Na escola. um direito. envolvendo a percepção. exercido pelo poder público ou privado. a reflexão e a ação. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. antes de tudo. o aluno é o centro do processo educativo e. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. mediante um determinado caminho. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. com toda a sua complexidade. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. sentimentos e atitudes. É na relação entre os sujeitos. A educação como obra de mudança. consequentemente. A escola pública com compromisso social. a interpretação. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. a construção. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. aprender. numa perspectiva dialógica e dialética. E um lugar de esperança. espaço de visibilidade. em função dele. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . uma obra de legítimo interesse social. de movimento de uma dada situação a outra diferente. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. na medida em que contribui para o bem comum.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. por ser um ambiente essencialmente humano.

anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. portanto. como processo dinâmico de socialização. assim. apropriando-se dela e transformando-a. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. ciência e cultura. gerando a sua própria cultura. e trabalho como princípio educativo. produz conhecimentos. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. como forma de criação humana. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. símbolos e comportamentos. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. constituindo o modo de vida de uma população determinada. cuja base se expressa na aquisição da leitura. a partir da articulação dos princípios trabalho.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. cultura numa perspectiva antropológica. algo vivo e dinâmico que articula as representações. acima de tudo. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. material e social. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. Nesse sentido. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. e.

no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. C. Portanto. por ser um conceito bastante elástico e. a exemplo dos laboratórios de estudo.I. GÓMEZ. 2. e BARBOSA. J. no interior da unidade educacional. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN.Sumário principal curricular apresentada neste documento. o significa discutir a currículo. sobretudo. Brasília. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. impreciso. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. Compreender e transformar o ensino. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. 26 . reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. 1998. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. que está inserido. No entanto. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. promotor de uma educação emancipadora. J. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. A.G.P. 2 MOTA. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. o currículo na escola E. e.R.G. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. Isso acontece 1 SACRISTÁN.V.S.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. O currículo para além das grades . entre os curriculistas contemporâneos. nesse sentido. e. junho de 2004. muitas vezes. a organização física. Porto Alegre: Artmed. dependendo do enfoque que o desenvolva. N. certamente. evidenciar a qualidade dessa ação. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. mais difundida. sobretudo.

E. O currículo escolar. Belo Horizonte: autêntica. metas. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). é possível e negociações. ações. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. as relações no interior 3 SILVA. 2004. 3 talidade social” . Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. seu modo 4 FERRAÇO. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. os conhecimentos mais valorizados da escola. a identidade dos estudantes e etc. Considerando isso. conflitos concretas. políticas e alternativas educacionais. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. a identidade nantes. e outras que considePortanto. 27 . C. seja no campo de metodologia. Por isso. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. seu modo de organização e gestão.uma introdução às teorias do currículo. Assim. de organização e gestão. De modo geral.T. está deficurrículo4.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. historicamente ideias de currículo em ação. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. 2000. Vitória: SEEB/SEDU. currículo praticado (Oliveira). T. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. incluem tradições culturais Assim. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. avaliação. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. a participação da comunidade. currículo real (Sacristán). Ele é resultado de lutas. currículo realizado (Ferraço). Documentos de identidade .

Comumente. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. articulando competências. fazer. de vida e laborais conhecer. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. 6 KUENZER. específica”7. ensino. como parte que deste documento curricular. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. Rio de Janeiro. Pelo contrário. forma a aliar competências. MEC/INEP. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. habilidades não seriam consideradas uma competência menor.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. ENEM . há gradação. 2004. histórias de vida. com rapidez e eficiência. A. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. 2005. a segunda parte previstas. ENEM . Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. 30. v. 28 . 2005. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. Boletim técnico do SENAC. Não norteadores do Ministério da Educação. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. lar. Z. ou seja. 7 BRASIL. de ensino e pesquisa. conhecimentos tácitos e as constituem. 81-93. p. com rapidez e eficiência.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). MEC/INEP.

Dentre elas. planejamento das atividades. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. não basta possuir objetos potentes e adequados. o que se chama de talento. o que pressupõe uma organização Na escola. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. Competência como condição prévia anteriormente descritas. extrema facilidade para alguma atividade. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. ENEM . pedagogos. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. condição do objeto. 2005. as três formas de competência. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. nesse sentido. educativo. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. 9 BRASIL. A competência relacional expressa esse jogo de interações. 2002. Nesse te. dom ou uma mesma realidade. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. não basta ser muito entendicontexto. o desenvolaprendida. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. por exemplo. MEC/INEP. Assim. ou seja. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. 29 . pois se referem a petência. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. significa. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. é extremamente importante que os profissionais da educação. na prática não se do sujeito. Não se trata MEC.

cultural. por meio do ensino e da pesquisa. trabalhar nessa concepção.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. hoje. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. Até escola. 2. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. neste documento curricular. alguém se torna aluno. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. ao mundo do trabalho. Como ponto de (cognitivas. problematizannatureza. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. para que o aluno aprenda. Cidadão esse que busca na escola adquirir. afetivas. visa a investir na formação do cidadão.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. “Ninguém nasce aluno. sociais e psicomotoras). partida para nossa reflexão é necessário conAssim. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. Ao contrário disso. Quais são os alunos e quais são. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. Nesse sentido. se forme e informe. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno.

podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. sem. sendo um ocidental como a nossa. numa sociedade socioculturais determinadas. A e na comunidade. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. especialmente no que se de um indivíduo. a vida adulta. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles.Sumário principal e imprecisos. no exercício História. de sua função educadora. a inserção na vida adulta. Sendo simbólicas específicas e próprias. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. a Antropologia. A escola. Portanto. enfim. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. constituir-se como infância. a Psicanálise. econômicos. Esses tempos de vida. a violência urbana. há ou etnia. séculos. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. 31 . a Filosofia. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. a Sociologia. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. assim. a juventude e a curta etapa da infância. no Brasil templam o pertencimento de classes. criações culturais crianças com o mesmo referencial. pois reconhece-se que. dentre mundo. os infantiliza. de dominar física e mentalmente outros. que conrenciam. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. momento da maturidade. gênero. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. estudo e a compreensão da contudo. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. e não diferentemente no Espírito Santo. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. os A ação de reconhecimento adultiza. dos direitos da criança. é tempo de constante refere à crise de autoridade.

de provocar matemático. construindo. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos.Sumário principal individuais. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. Na infantil e a maturidade do adulto. e que se originalidade. social parecem Assim como a infância. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. como odo atravessado por crises. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. assim. Deve ser pensada para contrastes. de provocar própria sociedade. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. a escrita. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). a juvencomo o nascimento. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. o desejo de impactar. cognitivas e sociais que. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. de forma visível. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. da puberdade e social parecem mobilizar. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. nas relações estabelecidas também e não 32 . delimita mobilizar. juntas. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. visível. estilos que se constrói. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. finalizando definidoras da existência somente com a morte. como a o sinal próprio desse tempo. marcada pela busca leitura. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. que. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. Marcas para outras. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. o desejo de impactar. se exercita e se reconstrói variados. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. tude do homem. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. ajudam a traçar o perfil da população. Portanto. discurso com sentido.

mas buscam proteção. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. no qual o futuro é incerto. a ponto de ser compreendido como alienação. Na contemporaneidade. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. falta de perspectiva de vida. como a família. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. muitas vezes encurralando-a. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. a ênfase no mercado e no consumo. Querem ser rebeldes. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. ao mesmo tempo. ausência de utopias. Na escola. especialmente apresentados pela mídia. mas em outras esferas sociais. em intensa situação de vulnerabilidade. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. apontado para os adolescentes. 2008).Sumário principal somente na escola. como desordeiros ou transgressores. diante de uma sociedade em intensa mudança. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. Objeto de admiração e ojeriza. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. Ser jovem na periferia ou no campo. (Calligaris. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. Objeto de inveja e de medo. são todas identidades possíveis e relacionais. da classe média e trabalhadora. em que os últimos têm acesso a bens. a igreja e o trabalho. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. ela é um poderoso argumento de marketing e. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. a seus pesadelos de violência e desordem. ao mesmo tempo. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . Seguir.

explícita ou implicitamente. tentando demonstrar. o clareza de seus objetivos. circunstância de realidade social. Estão abertos de desenvolvimento. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. na perspectiva de trabalho. na vulnerabilidade à violência e ao crime. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. é entendido no processo história de vida. e na gravidez na adolescência. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. são sujeitos que de emancipar-se. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. soal.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. Já produz e trabalha. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. O fenômeno da vida adulta. seja por abandono. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. A laridades. Na fase de vida adulta. 34 . o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. sempre numa expectativa em família. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. em qualquer formada sua personalidade e identidade. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. ou em ocupações precárias ou não. Em geral. a respeito de si mesmo.

que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. (as comumente chamadas de homens e mulheres.. 35 .”. diversidade O grande desafio da escola. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. em que perceber o mundo.. mais que um ser no mundo. com o mundo e os outros. cultural e social que faz parte do acontecer humano. De acordo com Lima (2006). regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. em sua maioria de classe popular. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. predominantemente jovens. o ser humano se tornou presença no mundo. que vivem no campo.. Seres humanos experiências culturais. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos.Sumário principal Estejam na infância. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. apresentam. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. na cidade. juventude ou idade adulta. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. Algumas dessas diverem especial da pública. como ponto de partida e chegada do processo educacional. filhos de trabalhadores formais e informais. são únicos em suas biológica. na especificidade de seus saberes e práticas. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. da história e de suas próprias histórias.17). ainda. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola.. sobretudo se entendida como a construção histórica. compreendemos.

cultura de paz e cidadania.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. solidariedade e justiça. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. Quando falamos de diversidade e currículo. que propõe epistemológico e político. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. o em todas as suas dimensões. o sociocultural. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. mento pessoal e coletivo. o biológico. que exige a busca por valores. como ato político pela garantia do direito de todos. solidariedade e justiça. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. às diferenças. o político. respeito O currículo deve. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. no campo do conhecimento da a diversidade. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. e a constituição às diferenças. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. tais como: o ético. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. dentre outros. o estético. Certamente criminação em acolhimento humana. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. portanto. 36 . consideram esses saberes.

seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. nem menos importante. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. do mercado informal. mas como um modo próprio de fazer educação. em sua singularidade. arts. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. de aprender e de reaprender. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. em ocupações não qualificadas. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. os direitos humanos. e de currículos adequados a esses sujeitos. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. Nelas. importante. contribuindo de fato para a formação humana. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. nem menos 11/2000). dentre outras. 3. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. que incluem reprovações e repetências. a cultura de paz. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. De modo geral. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. apresentam uma especificidade sociocultural: são. durante a infância e/ou adolescência. geralmente. de certificar-se. Os sujeitos da EJA. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. a ética e cidadania. como questões inerentes ao currículo escolar. a sexualidade. seus saberes.Sumário principal as relações étnico-raciais. seja pela oferta irregular de vagas. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. mas como um modo próprio de fazer educação. 37 . de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. Possuem trajetórias escolares descontínuas. são trabalhadores assalariados. quase sempre.1 Educação de jovens e adultos: saberes. da política e da cultura. menor. trabalhando. Como modalidade de Educação Básica.

assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. sua característica fundamental de serem trabalhadores. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. no processo de aprendizagem. os princípios. Na LDB nº. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. abordagem inclusiva do currículo. Nesse sentido. que enfoca o direito de todos à educação. pensando metodologias de ensino 3. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. Além disso. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. 38 . contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. cultura e trabalho. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. espaço propício a emancipar o aluno. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. ou seja. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. adestrar. Nesse sentido.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. E uma concepção de escola como instituição política. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. o acesso e a permanência de todos na escola. preferencialmente na rede regular de ensino. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. Isso implica formar (não treinar. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos.

um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. O grande desafio da escola e. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. Acreditamos que. pela via da formação dos profissionais da educação. da crítica e da colaboração.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. formação de ressignificação das práticas educativas. o planejamento e a formação continuada. e outros espaçostempos da escola. Ainda.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. continuada. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. 3. 39 . a partir do princípio da pesquisa. portanto. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas.

Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. A agria terra. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. produção orgânica de alimentos.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. a partir do trabalho de subsistência. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. normas e prinsujeitos campesinos. estuda CEB nº 2/2008. Campo. que institui e cultural dos sujeitos do campo. comunidade escolar e seu entorno. Outro eixo fundamental 40 . as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. o currículo deve levar em conta cultura familiar. em 2004. se respaldada por documentos oficiais. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. lutas pela terra. avalia e fomenta o processo de do Campo. que procuram enfatizar o seu caráter singular. Há que se resgatar o educativo. Assim. truídos de forma coletiva. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. seus ao urbano.

Constitui-se em um processo permanente. da cooperação. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. socialmente justas. étnica e cultural dos povos. economicamente viáveis. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. pelo regime de colaboração. biental em todos economicamente viáveis. ao mesmo tempo. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. 3. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. fundamentado no respeito a todas as formas de vida.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. formação de sociedades sustentáveis que são. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. valores e ati- 41 . Educação Amecologicamente prudentes. com respeito à alteridade e à diversidade social. níveis e modalisocialmente justas.Sumário principal é a interdisciplinaridade. A promoção da ao mesmo tempo. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. da democracia. da justiça social e ambiental. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. e a visão da educação como ato poiético. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. Como outro importante pressuposto. ecologicamente prudentes.795/99 e contribuirá para a formação humana. na Lei 9. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. se calcada nos princípios da solidariedade.

por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades.3% da população brasileira. das pluralidades e da identidade brasileira. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. os negros representam 47. interdisciplinares. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. cooperativas. 42 . mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). Entretanto. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. 3.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza.

havia cerca de Promover o debate sobre 1. Porém. É tratado como uma sociedade sem 3. No Espírito Santo. 2006). africana. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. africanas e asiáticas. que formam a população brasileira. sendo 2. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. por meio de políticas públicas de reparação. rentes épocas da história do Brasil. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. à diversidade e à cultura. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. por meio de suas lutas pelo direito à terra.109 da etnia Tupinikim e 237. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. à saúde. nesse sentido. à educação. No período colonial.346 aldeados. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. Em 1988. Guarani. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. na escrita do artigo 231. a população indígena compreende cerca de 2. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro.000. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. 43 . distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas.100. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. localizados no município de Aracruz. européia e asiática. nacional em difeafricanas e asiáticas.

Sumário principal suas antigas línguas. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. O conceito de de construção do conhecimento. sob forte influência do mundo ocidental. conhecimento. política. e. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. própria origem e história. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. tradições e culturas. 44 . possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. e. da escoprincipalmente. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. social e religiosa. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. o resgate de sua cultura e história. o la e da comunidade. que possa o currículo escolar. formação do Brasil. econômica. principalmente. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. temática.

Assim. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. os espaços/tempo de educar. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. professor. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. O professor como mediador do processo educativo.” (Moran. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. nessa lógica. passando a mediar as aprendizagens. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. Como mediador e facilitador da aprendizagem. “o professor procura ajudar a contextualizar. e saber lidar e conviver com as diferenças.M). estou desafiando meus alunos. às características e aos estilos. J.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. a problematizar. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. os diver- 45 . O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. Nessa perspectiva. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. bem como sua história. Isto é. a multiplicidade de pontos de vista. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. A intervenção docente.

São os educadores. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. horizontalização dessas relações. dentre outros. autenticidade. ao colocar seus pontos de vista. o afetivo. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. ou indiferença. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. e de trabalho. Nesse contexto. típica do trabalho cooperativo. Na interação grupal. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. respeitando e valorizando outros pontos de vista. duplas. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. aceitação mútua. bibliotecas. na sala de aula. círculos. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. Tendem a se ano letivo. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. isso significa. tendo como sujeito principal o professor. Estabelecer uma relação de confiança. Diante desse cenário. durante quase todo trabalho pedagógico. sobretudo os professores. ao máximo.

estações ecológicas. a montar um mosaico das informações. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. festividades. caracterizados como atividade simbólica. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. teatros. enfim. princípio educativo. interpretar e analisar dados. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . articulando pensamento e ação. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. intencional e natural do ser humano. construir e conhecer novos conceitos.Sumário principal dela. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. críticos e criativos. nos projetos pedagógicos. a acessar recursos tecnológicos. reservas ambientais. espaços públicos. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. galerias. centros de pesquisa. exposições de arte. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. gumentando e defendendo sua hipótese. que envolve. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. autônomos. como sobre a realidade. entre conhecimentos empíricos e científicos. bibliotecas. possibilitando a reconstrução do conhecimento. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. envolvendo comunidade. museus. e com isto. é fundamentada no diálogo e no questionamento. além de aproveitarmos recursos já existentes. a construir seu próprio conhecimento. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. com profissionais da área. como princípio educativo. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. a discuti-las e criticá-las. seu entorno. asseguram a necessária união entre teoria e prática. pois. quadras de esportes. A pesquisa. concertos. cultural e ao mundo do trabalho. com autonomia. expressar-se questionamento.

avaliação do sistema escolar. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. do diálogo. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. profissionais da educação. ainda que seja um tema polêmico. É preciso avaliar permanente e processualmente. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. envolvendo professor e educando.Sumário principal naturais e sociais. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. em que o protagonismo é do professor. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. Avaliar é 48 . tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. para nós. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. marcada pela lógica da inclusão. avaliação da instituição como um todo. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. em perfeita sincronia. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. é uma atividade integrante do processo pedagógico. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. as questões de investigação. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. A avaliação da educação pública. da mediação. dentre muitos outros aspectos.

por considerar o processo educativo. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. d) estar coerente com os propósitos do ensino. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. 49 . Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. certamente. vivências e valores. potencialidades e habilidades. nenhuma relativa ao que. atribuir com os conteúdos escolares. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. aptidões. o professor. que limita liação que elabora. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. com vistas a reorientá-lo. quando ocorre ao final do processo. objetiva. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. caderno de aprendizagens. E. dagações sobre o Currículo futura. bem como o raciocínio. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. deve ter significado para quem está sendo avaliado. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. testes. provas. A avaliação como parte de um (2007). para nós. Para que o processo de avaliação seja efetivo. Avaliar. processo pedagógico. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. com a finalidade de apreciar o resultado desse. memorial. gostaríamos de verificar. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. de fato. recebe o nome de avaliação somativa. é uma parte do todo. talvez. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. ou seja. c) o conteúdo deve ser significativo. portfólio. Assim. cedora.

. dentre outros. as atitudes dário Anual. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores.Sumário principal relatórios. os grupos. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. professores. momento de interação entre professores. a violência escolar. o adolescente e o adulto. referenciados nos programas dos. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. ambiente da escola. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. coordenadores. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. angústias. paralela e final. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. pais e comunidade em geral. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. interpretações. pesquisas. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. para além de classificar e do representante de turma. desafios que o cotidiano selecionar. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. pedagogos.

a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. 51 . A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia.

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Anos Finais .Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .

Respondendo a essa necessidade. procurando respeitar diversidades regionais. Nessa década as pesquisas. por meio de temas transversais. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais. entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural. os parâmetros curriculares em ação elaborados no final dessa década. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade. e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. e o desenvolvimento de competências e habilidades. A partir da década dos anos 90. como também dificultaram a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares. 57 . por fragmentar os conhecimentos científicos e por priorizar a acumulação desses conhecimentos. fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Norteado por essa concepção de progresso.Sumário principal 6 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Tradicionalmente no Brasil a educação científica. não só propiciaram o fracasso da apropriação desse conhecimento. o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais. assim a produção científica gerava um acúmulo de conceitos científicos que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. o ensino das Ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. culturais e políticas existentes no país. a acumulação e a reprodução do acervo científico. Nesse sentido. as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e. Tais processos se caracterizavam.

a educação escolar científica. o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida dos sujeitos. Nesse sentido. na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”. como qualquer outra produção humana. tais problemas globais. posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. encontra-se numa situação de dependência sociocultural. e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e dominar as práticas cotidianas. fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva. Para nós. recriamos esta proposta curricular para ensino das Ciências firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Nessa recriação.Sumário principal No presente. consideramos a 58 . Sendo assim. para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida. Em nossa proposta. Diante desse desafio. e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. particulares e globais. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN). e nos documentos norteadores da educação. a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade. esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. pois constitui uma via. ainda permeada pelas práticas tradicionais. concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que. e entre os seres humanos e o meio ambiente. interdisciplinaridade e alfabetização científica. nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno. um meio sistematizado e organizado. simples e complexos emergem das interações dos seres humanos entre si. Em tal perspectiva.

as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural natural. unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares. as capacidades e as aptidões. mas que também podem realizar uma atividade mediadora. contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. em um determinado contexto. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos. sobretudo. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes. motivando a participação ativa dos atores desse processo. transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos. também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação. Entre outras. Entendemos competências como um conjunto de habilidades. recriam esses saberes. Para nós. das objetivações e. por meio das quais. os conhecimentos. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Nesse sentido. a reflexão e a compreensão do mundo. o processo de ensino-aprendizagem das Ciências. dos professores e da escola]. Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas). 59 . centrado no diálogo. o conceito científico tornase um instrumento ou uma ferramenta de conhecimento que. como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. instrumentos socioculturais. ou seja. juntos. histórica e ideológica que contribui para o conhecimento. Dessa forma. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e. as atitudes.Sumário principal Ciência como uma linguagem simbólica.

o Meio Ambiente. como a Ética. pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas. a Orientação Sexual e outros. em conteúdos curriculares. a Pluralidade Cultural. a Saúde. mas também o fazem no acervo popular. 60 . no cotidiano. essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos.Sumário principal Nesse sentido. não só se recriam no saber científico.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências .

nessa reflexão os participantes desse processo. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. como também se apropriam dos direitos e obrigações cívicos de seu meio sociocultural. transformam o meio ambiente e sua existência. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. Para nós. Nessa perspectiva. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. pois são instrumentos socioculturais. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e ferramentas socioculturais. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações 63 . na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. por meio do diálogo. nossa proposta do processo de ensino de Ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. por meio das quais os seres humanos. das habilidades [instru- mentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. na Terra e na vida.1.Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes.Sumário principal 6. bem como entre as culturas e o meio ambiente. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. reinserindo-se no universo. Sendo assim. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. Para nós. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e científica.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. pois o diálogo discursivo de alteridade. fundamentado nas interações discursivas socioculturais. habilidades e ferramentas.1 Ciências 6.

cultural e natural. todos os conhecimentos são relativos e incertos. anos.. e entre os seres humanos e o meio ambiente. 64 . nas etapas da Educação Básica. mais globalmente.1. levando em conta os parágrafos anteriores. o processo de ensino de Ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. solidário. 2002.] enfrentar as incertezas e. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. compreender a diferença cultural significa. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. Em nossa concepção. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. entre outras coisas. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. Para nós. etc. curioso. criativo e reflexivo. Dessa forma. Nesse sentido. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. Finalmente. ciclos. Nesse sentido. partícipe ativo das transformações de seu entorno social..56). Em consequência. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos.Sumário principal dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas. responda a um ou a vários objetivos gerais. 2002). Nesse sentido. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. e que de alguma forma explicam a condição humana.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. 6. podemos dizer que o processo de ensino científico junto aos processos das outras áreas escolares deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). blocos. p. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à espécie Homo sapiens. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. esse processo.).

que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. e as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. e nos documentos norteadores. sempre respondendo ao(s) objetivo(s).Sumário principal Nessa perspectiva. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. Nessa perspectiva. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. nossa proposta curricular. Em nossa proposta curricular. as atividades e ações do processo de ensino das Ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. Sendo assim. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os culturais. propõe que o ensino científico de sexto a nono anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades e competências (instrumentos socioculturais) mediadoras no processo de desenvolvimento da autonomia do aluno. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). do conhecimento sociocultural e da contextualização das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores de sexto a nono anos. 65 . Assim. Partindo desse objetivo. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. fundamentada no amadurecimento das habilidades recriadas nos ciclos anteriores e nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. e na recriação da subjetividade. psicológicas e afetivas.

As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. Nesse sentido. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. estimulará a produção de conhecimento sociocultural autônomo do aluno e grupal. por meio de atividades/ 66 . cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades. Nesse sentido. Também nesse processo. o professor. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade autônoma do aluno e na contextualização dos conhecimentos socioculturais presentes nesse processo. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. a identificação e resolução de problemas socioculturais e socioambientais.Sumário principal pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses anos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de conceitos científicos. 6. os professores. Partindo dessas premissas. buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. com a metodologia. tarefas pedagógicas. no processo de ensino-aprendizagem de Ciências no sexto a nono anos do Ensino Fundamental. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que permitam-lhes conhecer e dominar suas atividades cotidianas.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta.1. etc. a exposição da produção sociocultural individual e grupal. Nesse sentido. Sendo assim. os professores concebem-se no processo de ensinoaprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. sem fugir dos princípios metodológicos que or ientam esta proposta. das competências e das habilidades mediadoras nessa ação.

Para isso propomos que se identifiquem. 4. pesquisas. jornais locais e de outros estados. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. orientamos que as atividades/tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. o mundo ou a sociedade em geral e o próprio processo de produção de conhecimentos. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas 67 . Sendo assim. o professor buscará motivar constantemente a interação discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares.Sumário principal a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. 6. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. 2. para isso propomos. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). 5. eixos temáticos. por meio de leituras de vídeos. uso de livros de Ciências. 3. 7. 8. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. confrontação de ideais. interação discursiva entre o professor e os alunos. Com esse fim. etc. temas geradores. etc. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. revistas de divulgação científica e documentos escritos ou digitais. produção de texto em grupo. problemáticas. pesquisa em grupo. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. por meio de entrevistas. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. revistas. mapas conceituais. a resolução de problemas cotidianos em grupo.

Sumário principal simbólicos de conhecimentos. logo depois de serem avaliados. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. 68 . sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. junto a textos escritos por outros autores.

• Interpretar esquemas.4 5ª Série Conteúdo Básico Comum . Ambiente físico-químico: ciclos e propriedades • Água • Ar • Solo 3. visitas. • Consultar. • Realizar as atividades com independência. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos.Sumário principal 6. cultura. econômicos. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. pensamento lógico e crítico. • Aplicar os conceitos aprendidos para conhecer o ambiente físico-químico onde vive. ar e solo • Medicinas convencionais e alternativas 69 . interpretar e produzir textos argumentativos e explicativos. religiosos e tecnológicos. códigos e nomenclatura da linguagem científica. e. entre outros: percepção. • Elaborar gráficos. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. portanto. fenômenos. explicação.1. • Valorar o trabalho em grupo.Ciências COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. gráficos e representações geométricas. consulta e registro de fontes. observação. entender. culturais. • Resolver situações-problema. diferenciação. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. • Organizar os conhecimentos adquiridos. comparação. elaboração de resumos). CONTEÚDOS Eixo Meio Ambiente 1. • Reconhecer a produção do acervo sociocultural (científico e não-científico) como uma produção humana sociohistórica. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de Ciência. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Analisar. resultado da conjunção de fatores sociais. argumentação. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). categorização. conceitos. • Identificar ações de cidadania e de solidariedade. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. Introdução a Ciências • Conhecimentos culturais (religiosos. • Elaborar textos para relatar eventos. tecnologia e meio ambiente. • Elaborar objetivos de trabalho. identificação. imagens. elaboração de roteiros. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. elaborar hipóteses. descrição. étnicos e científicos) • Evolução do conhecimento científico . Ambiente e saúde • Doença transmitida por água. tabelas. • Articular. analisar a interação da sua comunidade com o meio ambiente e identificar os limites e as possibilidades dessa interação. HABILIDADES • Ler. questões-problema. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. diagramas.Ciências • Conceito de Ciência 2. políticos. etc. interpretar. realização de atividades extras. experimentos.

• Conhecer e respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. de autoestima e respeito ao outro. econômica e política. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. consciente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. mental e cultural dos indivíduos. associado aos aspectos de ordem histórica. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. social. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. produção de tecnologia e condições de vida. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. CONTEÚDOS 70 . socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. HABILIDADES • Relacionar os problemas socioambientais e socioculturais com a promoção da saúde pública. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. • Compreender a subjetividade como ele mento de realização humana. social. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. cultural. sendo participante ativo.

diferenciação. • Interpretar esquemas. questõesproblema. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. • Organizar os conhecimentos adquiridos. Ecologia • Conceitos • Relações ecológicas 71 . integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. visitas. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. elaborar hipóteses. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. • Articular. • Resolver situações-problema. consulta e registro de fontes. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. diagramas. considerando as dinâmicas das populações. entre outros: percepção. • Elaborar textos para relatar eventos. observação. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. interpretar. tecnologia e meio ambiente. CONTEÚDOS Eixo Os seres vivos 1. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). pensamento lógico e crítico. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. • Compreender a biodiversidade e a importância das relações ecológicas na manutenção do equilíbrio ambiental. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. • Identificar as alterações causadas pela ação humana aos ecossistemas e refletir suas consequências. descrição. • Realizar as atividades com independência. associando a garantia de estabilidade dos ambientes e da qualidade de vida humana a ações de conservação. identificação. Ecossistemas 3. tabelas. Diversidade da vida • Conceito 2. elaboração de resumos). recuperação e sustentabilidade ambiental. comparação. elaboração de roteiros. gráficos e representações geométricas. • Participar de ações de cidadania e solidariedade. explicação. entender. códigos e nomenclatura da linguagem científica. • Identificar a biodiversidade dos ecossistemas global e regional. • Analisar.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. realização de atividades extras. argumentação. experimentos. • Consultar. cultura. Classificação dos  seres vivos 4. fenômenos. etc. categorização. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. • Valorar o trabalho em grupo. conceitos. • Analisar propostas de intervenção nos ambientes. • Aplicar os conceitos aprendidos para refletir a interação entre o ser humano e o ambiente sociocultural e socioambiental.

• Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. produção de tecnologia e condições de vida. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. social. social. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. HABILIDADES • Conhecer. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. associado aos aspectos de ordem histórica. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. analisar e compreender as interações dos seres vivos com o ambiente e sua importância para a existência da vida. mental e cultural dos indivíduos. • Reconhecer o ser humano como parte integrante e transformadora do meio ambiente. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. autoestima e respeito ao outro. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. consciente. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. cultural. sendo participante ativo. CONTEÚDOS 72 .

assumindo com responsabilidade a sua saúde e bem-estar e os demais. CONTEÚDOS Eixo Corpo Humano 1. • Reconhecer-se como corpo que age.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. cultura. descrição. • Reconhecer-se como sujeito coletivo. Célula • Funções vitais 2. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. entender. códigos e nomenclatura da linguagem científica. interpretar. visitas. em especial nos brasileiros. que respeita e faz-se respeitar. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. diagramas. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. Genética • Conceitos 73 . pensamento lógico e crítico. desenvolve-se. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. categorização. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. e hábitos pessoais. participativo. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. Morfofisiologia do corpo humano • Sistema digestório • Sistema respiratório • Sistema circulatório • Sistema urinário • Pele • Órgãos dos sentidos • Sistema nervoso • Sistema endócrino • Sistema reprodutor 3. tecnologia e meio ambiente. como formas de produção. exerce a cidadania e a democracia. • Associar características gerais e adaptações dos seres humanos com o seu modo de vida e seus limites de distribuição nos diferentes ambientes. etc. • Realizar as atividades com independência. explicação. • Articular. experimentos. elaboração de resumos). questões-problema. consulta e registro de fontes. • Elaborar textos para relatar eventos. elaborar hipóteses. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. comparação. fenômenos. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. elaboração de roteiros. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. adapta-se e deseja. como higiene e alimentação. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. • Resolver situações-problema. tabelas. que visam à preservação e à implementação da saúde individual e coletiva. argumentação. Saúde humana e o ambiente • Conceito de saúde • Doenças dos sistemas humanos • Relação meio ambiente e saúde • Políticas públicas para a saúde 4. • Conhecer diferentes interpretações de senso comum e científicas sobre práticas sociais. • Consultar. • Organizar os conhecimentos adquiridos. realização de atividades extras. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. utilizandose de raciocínios lógicos e demonstrações. autônomo. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. solidário. vive. relaciona-se. entre outros: percepção. • Conhecer as propostas de alcance individual ou coletivo. • Interpretar esquemas. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. interage. gráficos e representações geométricas. diferenciação. aprende. identificação. conceitos. • Analisar. observação. • Valorar o trabalho em grupo.

• Conhecer indicadores de saúde e desenvolvimento humano. • Identificar hábitos de autocuidado. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento socio cultural. autoestima e respeito ao outro. manutenção do equilíbrio interno. associado aos aspectos de ordem histórica. • Entender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização humana. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. econômica e política. tabelas e/ou textos. autoestima e respeito ao outro. social. produção de tecnologia e condições de vida.) e fatores de ordem ambiental. renda e escolaridade. saneamento. HABILIDADES • Conhecer o corpo humano e seu funcionamento. nutrição. social. etc. social ou cultural dos indivíduos. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. cultural. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. relações com o ambiente. consciente. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. como mortalidade. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. bem como os cuidados necessários para uma vida saudável. natalidade. sendo participante ativo. CONTEÚDOS 74 . • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. longevidade. apresentados em gráficos. sexualidade. • Conhecer os processos vitais do organismo humano (defesa. mental e cultural dos indivíduos.

• Reconhecer e utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais. entender. • Analisar. diagramas. comparação. etc. calor e temperatura 3. explicação. interpretar. utilizando argumentos válidos e fundamentação teórica. fenômenos. realizar e defender ações de cidadania e de solidariedade. observação. sínteses. esquemas. conceitos. elaboração de resumos. • Consultar. • Dominar e utilizar técnicas de estudos (organização de material. • Responsabilizar-se pelas atitudes tomadas. • Interpretar esquemas. tecnologia e meio ambiente. Aspectos químicos da vida • Matéria e suas pro priedades físicas • Modelo Atômico de Dalton • Misturas e soluções • Reações químicas 2. tabelas. pensamento lógico e crítico. questõesproblema. descrição. raciocínios lógicos e demonstrações. cultura. • Caracterizar materiais. rendimentos e taxas de sua obtenção e produção. • Elaborar perguntas. CONTEÚDOS Eixo Introdução à química e à física 1. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. substâncias e transformações químicas. • Articular. organizar e realizar atividades de estudos. • Integrar os conhecimentos e se posicionar diante das ações do ser humano sobre a natureza. • Planejar. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. • Ler. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Reconhecer e fazer uso da pesquisa como forma de comprovar hipóteses. entre outros: percepção. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). Aspectos físicos da vida • Movimento e força • Eletricidade e magnetismo • Energia. • Resolver situações-problema. • Valorar o trabalho em grupo. sem necessidade de intervenção do professor. • Planejar atividades de trabalho com base em objetivos. identificando propriedades. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. códigos e nomenclatura da linguagem científica. realização de atividades extras. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. HABILIDADES • Planejar. hipóteses e argumentos. consulta e registro de fontes. e para identificar suas propriedades. experimentos. visitas. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. • Organizar os conhecimentos adquiridos. substâncias e transformações químicas. gráficos e representações geométricas. resenhas). diferenciação. categorização. implicações sociais. identificação. argumentação. Ciências e tecnologias • Energia nuclear • Energia eólica • Medicina nuclear • Produção e distribuição da energia elétrica 75 . elaborar hipóteses.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. etapas. • Elaborar textos para relatar eventos. elaboração de roteiros. utilizandose de argumentos. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. compreender e extrapolar textos científicos. econômicas e ambientais.

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COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural, socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana, associado aos aspectos de ordem histórica, cultural, social, econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais, produção de tecnologia e condições de vida, analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico, social, mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária, respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades, identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos, sendo participante ativo, consciente, ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana, valorizando a formação de hábitos de autocuidado, autoestima e respeito ao outro.

HABILIDADES • Descrever e comparar características físicas e parâmetros de movimentos de veículos, corpos celestes e outros objetos em diferentes linguagens e formas de representação. • Associar alterações ambientais a processos produtivos e sociais, e instrumentos ou ações científico-tecnológicos à degradação e preservação do ambiente. • Compreender o papel das ciências naturais e das tecnologias a elas associadas, nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social contemporâneo. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais, avaliando o papel da tecnologia no processo social e explicando transformações de matéria, energia e vida. • Utilizar os conhecimentos da química e da física para conhecer o mundo natural e para interpretar, analisar e planejar intervenções científico-tecnológicas no mundo contemporâneo. • Analisar diversas possibilidades de geração de energia para uso social, identificando e comparando as diferentes opções em termos de seus impactos ambiental, social, cultural e econômico.

CONTEÚDOS

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6.1.5 Referências
ALTET, M. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. Porto: Ed. Porto, 2000. BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. _______. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo : Hucitec, 1995. _______. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico, de Towards a Philosophy of the Act. Austin, EUA, 1993. BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2002. BRANCO, S. Meio ambiente & biologia. São Paulo: SENAC, 2001. BRASIL. Constituição (1988). Brasília, DF, 2002. _______. Lei nº: 9394. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 1996. _______. Lei n°: 10.172. Plano nacional de educação. 2001. _______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC / SEF, 1997. BRONCKART, J. Atividade da linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 2003. CARI, C. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo, 2008. Dissertação. 141p. CHASSOT, A. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. Ijuí, RS: Unijuí, 2003. _______. Educação consciência. Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC, 2003. CARVALHO, A. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. In: MORTIMER; SMOLKA, A. (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. Metodologia de ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1994. _______ et al. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. FAUNDEZ, A. O poder da participação. São Paulo: Cortez, 2001. FIORIN, J. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2007. GIORDAN A.; DE VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996. KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1987. _______; MARANDINO, M. Ensino de ciências e cidadania, São Paulo: Moderna, 2004. LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. São Paulo: Papirus, 1997. LEONTIEV, A. et al. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Centauro, 2005.

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LIBÂNEO, J. Didática, São Paulo: Cortez, 1994. MOLL, L. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Medicas, 2002. MORIN, E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. _______. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2003. MOREIRA, A; SILVA, T. (Org.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2002. MORTIMER, E. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994. p. 281. Tese (Doutorado em Educação). _______. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: UFMG. 2000. _______; SMOLKA, A (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. OLIVEIRA, M. (Org.) Investigações cognitivas: conceito, linguagem e cultura. Porto Alegre: Artmed, 1999. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999. SACRISTÁN, J. O currículo uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Medicas, 2000. _______. Poderes instáveis na educação. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999. SAVIANI, D. Educação do senso comum à consciência filosófica, São Paulo: Autores Associados, 2004. SEPULVEDA, C.; EL-HAANI, C. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. Investigações em ensino de ciências, v. 11, n. 1, p.1-20, mar. 2006. SILVA, T. (Org.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. VYGOTSKY, L.; LURIA, A.; LEONTIEV, A. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998. WESSMANN, H. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre: Artmet. 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Medicas, 1998.

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Matemática

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6.2 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e da aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas e culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA

&CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente aos números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A história da humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004), que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas, sobretudo, que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora

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dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica. Assim, se deve:
Fazer menos...
• Aula expositiva • Trabalho individual • Trabalho em contexto • Trabalho abstrato • Temas tradicionais do passado • Memorização instantânea • Informação acabada • Atividades fechadas • Exercícios rotineiros • Simbolismo matemático • Tratamento formal • Ritmo uniforme • Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

Fazer mais...
• Orientação, motivação • Trabalho em grupo • Aplicações cotidianas, globalização • Modelização e conexão • Temas interessantes de hoje • Compreensão duradoura • Descoberta e busca • Atividades abertas • Problemas compreensivos • Uso de linguagens diversas • Visualização • Ritmo personalizado • Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a

normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento).

13 Alsina, C.2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental, que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de competência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp.81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, p.81-82).

6.2.1 Contribuição da disciplina para a formação humana
Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Ainda para Freire (1996, p.30), ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Portanto, antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar, a fim de transformá-los e ressignificá-los, é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Dentro dessa perspectiva, defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –, mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Além disso, o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos, sociais, físicos, entre outros.

Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais, guardando estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas ao longo dos tempos relacionadas com a história da Matemática. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos, seja a comunidade local, o município, o Estado, o país ou o mundo. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Possibilitar situações que levem o estudante a validar estratégias e resultados,

6.2.2 Objetivos da disciplina
Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão, consideramos os seguintes objetivos:

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de forma que possam desenvolver o raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. Apresentar a Matemática de forma a permitir ao estudante comunicar-se matematicamente, ou seja, que saiba descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral, escrita e pictórica, estabelecendo relações entre elas e as diferentes representações matemáticas.

cionalização de conceitos e representações matemáticas, nos quais o fazer, o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. As situações a propor aos alunos, tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento, devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade, permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas, de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizadas, os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos, que envolvam raciocínios aritméticos, geométricos e algébricos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos, para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo, constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula.

6.2.3 Principais alternativas metodológicas
Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas, como resolver problemas, realizar atividades de investigação, desenvolver projetos e atividades que envolvam jogos e ainda resolver exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos, é a meta desta proposta. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados, discussão de estratégias e institu-

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A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos, propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema, bem como a construção da capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações, além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica, construída pelo homem, na qual haja lugar para conjecturas, refutações e demonstrações. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor, com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem; os alunos, com seus conhecimentos, emoções, visão da sociedade onde vivem e suas interações, etc. e, por último, os problemas selecionados com uma determinada intenção, visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. No entanto, ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem, precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemá-

tica como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar resposta correta aplicando procedimentos adequados. É necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido, desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados, testar seus efeitos, comparar diversos caminhos para obter a solução, o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Isso desenvolve no aluno a criatividade, a reflexão, a argumentação, enfim, o pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição).Nessa forma de trabalho, o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. Enfatizamos, pois, que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Para Soligo (2001).
o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de

14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões, saberes, atitudes e crenças.

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situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos.

A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende, portanto, de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento, nos processos essenciais da formação do cidadão, na forma de conjecturar, fazer inferência, descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente, uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola, antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar, meios para realizar projetos, fonte de conceitos para pensar novas ideias. Galvis (1988) afirma que o

computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem, antes de qualquer outra coisa, como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. Diferentemente do que alguns educadores temem, não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual, valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, para contribuir com a aprendizagem da Matemática é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação, e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Os preços acessíveis e a facilidade de serem encontradas as tornaram instru-

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mentos imprescindíveis. Afinal, quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto, é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso, e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas, seja na construção de conceitos, na resolução de problemas, na organização e gestão de dados ou em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. No entanto, trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história

da Matemática, tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos, além de seu caráter motivador. Para tal, evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino- aprendizagem da Matemática na escola, os jogos, os materiais concretos, o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática, auxiliando no caminho para a abstração matemática, bem como o trabalho com jogos, que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia.Como exemplo, convém lembrar que a observação precisa dos dados, a identificação das regras, a procura de uma estratégia, o emprego de analogias, a redução a casos mais simples, a variação das regras, entre outras possibilidades, são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. No âmbito pedagógico, é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos, pois os alunos não ficam na posição de meros observadores, e transformam-se em elementos ativos, na tentativa de busca da estratégia vencedora, buscando solucionar o problema posto à sua

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frente. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. O livro didático, por sua vez, tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor, convertendo-se em um dos apoios disponíveis para o professor; talvez o mais importante, o mais facilmente acessível, na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo, na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso, atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. Para tal que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos, e a internet, com sua gama de conexões, no sentido de ampliar as informações e repertório textual. Ressaltamos o trabalho com projetos, que se harmoniza com a resolução de problemas, tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Além disso, os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade, quando articulam vários ramos do saber, além

de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade, que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural, além de contribuir para ações que ao entender esse contexto o modificam. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e aliado a isto uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula.

COMPETÊNCIAS/HABILIDADES Dentre as competências gerais para todos os anos do Ensino Básico citamos: Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Raciocinar logicamente, fazer abstrações com base em situações concretas, generalizar, organizar e representar. Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática.

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Resolver problemas, criando estratégias próprias para sua resolução, desenvolvendo a imaginação e a criatividade. Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo, indutivo, probabilístico, por analogia, plausível, etc. Utilizar as novas tecnologias de computação e informação. Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções. Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. Outras competências, igualmente fundamentais para o Ensino Básico, estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: Reconhecer e utilizar símbolos, códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. Identificar, transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções.

Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento, percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. Compreender dados estatísticos, interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos, estabelecendo tendências e possibilidades. Identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. Diante de formas geométricas planas e espaciais, reais ou imaginárias, conhecer suas propriedades, relacionar seus elementos. Calcular comprimentos, áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. Utilizar grandezas diversas para medir espaço, tempo e massa. Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem, estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. Identificar a formulação em linguagem matemática, em uma situação-problema apresentada em certa área do conhecimento.

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6.2.4 Conteúdo Básico Comum - Matemática 5ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver es tratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros e suas representações e utilizações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. CONTEÚDOS Números e operações • Os números no dia-a-dia. • Operações fundamentais. • Multiplicação: ideia proporcional. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita e representações. • As frações: ideia de parte-todo e razão, representações numéricas e pictóricas. • O conceito de equivalência de frações: comparação e operações. • A porcentagem: escrita e repre sentações. • Os números inteiros: conceito e representação. • Raciocínio proporcional.

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COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas.

HABILIDADES • Registrar ideias e procedimentos. • Empregar média aritmética em situações-problema em que ela se faz necessária. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da matemática. • Observar, explorar e investigar. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Reconhecer posições relativas entre retas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas, utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

CONTEÚDOS Tratamento da informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Coleta de dados e organização em gráficos de barra. • Leitura e interpretação de textos diversos. • Média aritmética. Geometria, grandezas e medidas • Visualização e análise de sólidos e polígonos. • Medidas de comprimento mais utilizadas. • Retas paralelas, perpendiculares e concorrentes. • Perímetro de figuras planas. • O sistema métrico decimal: a história das medidas e transformações de unidades, aplicações. • As unidades não-padronizadas de medidas. • As unidades padronizadas de medidas de comprimento (metro, centímetro e quilômetro). • As unidades de massa (quilograma e grama). • As unidades de volume (litro e mililitro). • Unidades de tempo (hora, minuto, segundo, ano, década, século).

• Visualizar, reconhecer, analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Compreender o conceito de comprimento, massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções.

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6ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver estraté gias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros, suas representações e utilizações, bem como suas propriedades e a aptidão para utilizá-los em situações concretas. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. CONTEÚDOS Números e operações • Operações fundamentais. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita, representações e cálculos com decimais. • As frações: ideia de parte-todo e razão, e suas representações e cálculos. • Retomar o conceito de equivalência de frações. • Números decimais: decimal finito e dízimas periódicas. • A porcentagem: escrita e representações. • Os números inteiros: conceito, representação e operações. • Resolução de problemas envolvendo os inteiros. • Potências e raízes. • Raciocínio proporcional: razão e proporção; grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. • Resolução de problemas envolvendo o raciocínio combinatório. • Porcentagem. • Juros. • Escalas.

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reconhecer. translação e rotação. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Compreender o conceito de comprimento. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Orientação espacial: direção. muitas vezes expressa na simplicidade. utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. Geometria. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Observar. • Visualizar.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. HABILIDADES • Coletar e organizar dados de pesquisa. explorar e investigar. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. grandezas e medidas • Conceito de espaço e tempo do ponto de vista natural. • Média aritmética e ponderada. • Área de figuras planas. • Processar informações diversas. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Perímetro. eixo cartesiano. massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Soma dos ângulos internos de um polígono. • Medidas de capacidade e massa (aplicação para resolução de problemas): áreas e volumes. • Medindo ângulos. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Construção de gráficos de barras e setores. sentido. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Registrar ideias e procedimentos. • Compreender o conceito de comprimento e massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre estes conceitos na resolução de problemas do cotidiano. 94 . • Reconhecer as unidades que medem comprimento e áreas e utilizá-las para os cálculos na resolução de problemas diversos. CONTEÚDOS Tratamento da informação • Coleta de dados e organização em tabelas e gráficos. • Reconhecer ângulos nas figuras geométricas e saber medi-los utilizando instrumentos adequados. • Dividindo o grau e a hora. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Simetria de reflexão.

• Cálculo literal: letra como variável e incógnita. • Equação do 1º grau: conceito de igualdade e equivalência. 95 . • A resolução de problemas envolvendo equações e sistemas. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. Resolução. contextos numéricos e geométricos. CONTEÚDOS Álgebra • As regularidades e generalizações.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Analisar as relações numéricas. HABILIDADES • Procurar padrões e regularidades para formular generalizações em situações diversas. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. aplicação para resolução de problemas. • Sistemas do 1º grau. incluindo os símbolos.

• Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Os cálculos com frações e decimais. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. subtração. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. Q e IR). • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. multiplicação. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • Resolução e proposição de problemas envolvendo as operações de adição. a calculadora e os algoritmos. • Expressar quantidades por meio da notação científica. utilizando-a na resolução de problemas do cotidiano. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. CONTEÚDOS Números e operação • Operar utilizando o cálculo mental. bem como decidir qual dos métodos é apropriado à situaçãoproblema. Z.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Efetuar cálculos mentalmente. • As escalas e suas aplicações. Álgebra • Representar algebricamente uma situação-problema. 96 . • Analisar as relações numéricas. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. divisão. com algoritmos ou usando calculadora. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Reconhecer situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Os conjuntos numéricos: inteiros. racionais e irracionais. • Efetuar as operações básicas envolvendo expressões algébricas e entendê-las como generalizações das propriedades e operações dos números. a estimativa. • Reconhecer os números reais e irracionais e suas representações. potenciação e radiciação. • Produtos notáveis: utilizá-los com a finalidade de simplificar o cálculo algébrico. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Resolução de problemas de porcentagem. explicitá-las em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Procurar e explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. incluindo os símbolos. • O conjunto dos números reais: relação entre os conjuntos numéricos (IN. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com as expressões algébricas.

homotetia. • A construção de triângulos. 97 . • Identificar a diversidade nas diferentes cultura e profissões. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. Tratamento da informação • Organização de dados em tabelas e gráficos. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. área e volume. • Congruência de triângulos. • Reconhecer os vários tipos de triângulos e estabelecer relações de semelhança e congruência. setores e linhas. • Registrar ideias e procedimentos. bissetriz. HABILIDADES • Calcular comprimentos. mediana e altura). • Leitura e interpretação de dados em tabelas e gráficos. • Construções geométricas utilizando régua e compasso e geometria dinâmica. CONTEÚDOS Geometria. • Coletar e organizar dados de pesquisa. grandezas e medidas • Proporcionalidade: semelhança. teorema de Tales. • Elementos do triângulo (mediatriz. incentro. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Circunferências: cálculo de comprimento. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Cálculo de perímetro. • Diferenciar círculo e circunferência e reconhecê-los nas formas diversas e nas diferentes culturas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Processar informações diversas. • Pontos notáveis do triângulo (circuncentro.polígonos. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Área do círculo. • Gráficos de barras. • Noções de estatística: cálculo de médias e moda. escala. diagonais de polígono. muitas vezes expressa na simplicidade. baricentro e ortocentro).Sumário principal COMPETÊNCIAS • Relacionar e aplicar os saberes da matemática nas diversas áreas do conhecimento. • Saber utilizar instru mentos geométricos para efetuar medições e construção de objetos geométricos. • Construções geométricas .

assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Registrar ideias e procedimentos. saber suas propriedade e operar com eles. utilizando-as na resolução de problemas do cotidiano. suas representações. estabelecendo tendências e possibilidades. • Potenciação e radiciação. interpretálos e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. • Porcentagens e juros. • Compreender dados estatísticos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Chances e possibilidades. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Saber expressar quantidades por meio da notação científica. • Processar informações diversas. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. • Gráficos de reta e parábola: esboço e análise. • Introdução à probabilidade. • Reconhecer números reais e irracionais. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Saber lidar com dados probabilísticos e combinatórios. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. CONTEÚDOS Números e operações • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. • Estatística: frequências e moda. A estatística • O tratamento da informação: leitura e interpretação de tabelas e gráficos (do cotidiano e estatístico). • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. 98 . HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer as várias representações dos números e do uso da notação científica.

conceito. resolução algébrica. • Equação do 2º grau: representação. • Saber utilizar instrumentos geométricos para efetuar medições e construção de polígonos inscritos e circunscritos na circunferência. Geometria. HABILIDADES • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com polinômios. • Geometria das profissões. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. os polinômios. • Analisar as relações numéricas. • Funções . • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Aplicações da Trigonometria (por exemplo. • Entender e perceber as razões trigonométricas. resolução de problemas relacionando-os à geometria. muitas vezes expressa na simplicidade. incógnitas. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Teorema de Pitágoras (aplicação para resolução de problemas). • Noções de trigonometria. resolução pelo método da soma e produto. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • A linguagem algébrica: variáveis. • Reconhecer a geometria nas artes e nas diferentes culturas. • Equações do primeiro e segundo graus. distâncias inacessíveis). incluindo os símbolos. • Saber aplicar a trigonometria para o cálculo de distâncias inacessíveis e outras situaçõesproblema. • Figuras espaciais – poliedros.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Geometria e artes. • Polígonos inscritos e circunscritos. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Perceber os objetos geométricos que aparecem nas diversas profissões e entender seus usos. função do primeiro grau e do segundo graus. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • Aplicação do cálculo de volume para resolução de problemas. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Calcular comprimentos. propondo problemas do cotidiano. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. 99 . • Regularidades e generalizações. • Resolver problemas que envolvam relações entre variáveis. CONTEÚDOS Álgebra • Noções de funções via resolução de problemas. grandezas e medidas • Cálculo de áreas.

1999. 1992. J. Sociedade. Rio de Janeiro: Record. ______. Madrid: Taurus. da. (Org)./abr. Brasil. 2005. P. 1987..5 Referências ABRANTES. _______. MACHADO. 1991. Currículo nacional do ensino básico: competências essenciais. Os sete saberes necessários à educação do futuro. H. MATOS. C. 2000. Teoría de la acción comunicativa. Paulo. Madrid: Alianza. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2001. 2004. Teoría de la acción comunicativa. DF. SERRAZINA. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Colômbia. Dezembro de 1988. SP: Papirus. 2001. 2006. A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. São Paulo: Cortez. I. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. v. Acácia Z. Educação e pesquisa. A. São Paulo: Paz e Terra. Brasília. Jésus Maria et al. FONSECA. PONTE. MORIN. Matemática e realidade: análise e pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. Pruebas e refutaciones. São Paulo. Investigações matemáticas na aula e no currículo. 1995. ALSINA. n. Bogotá. MEC. GALVIS. Ensino de 2º grau: o trabalho como princípio educativo. O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. jan. BRASIL. Barcelona: Graó. Coleção Educação contemporânea. Argentina: Aique.. _______. KUENZER. Kleith. V. 117-38. H.2. 1996. Didáctica da matemática. D’AMBROSIO. La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado. Ubiratan. J. Coleção Educação em pauta: teorias e tendências.99-120. PAIVA. São Paulo: Moderna. Lisboa: Universidade Aberta. LAKATOS. 1987a. M. Educação matemática: da teoria à prática. (Org. Edgar. 1. DEVLIN.. El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. 1996. Campinas. Lisboa: Projecto Matemática para todos e Associação de Professores de Matemática. El currículum de matemáticas en los inícios de siglo XXI. São Paulo: Cortez. II : crítica de la razón funcionalista. HABERMAS. A. BRUNHEIRA. 2001. Conhecimento e valor. 1996. Barcelona: Graó.Sumário principal 6. NACARATTO. CHEVALLARD. 2000. Madrid: Taurus.). p. Y. Belo Horizonte: Autêntica. L. matemática e seu ensino. Ambientes de enseñanza-aprendizaje enriquecidos con computador . Boletin de informática educativa. I: racionalidad de la acción y racionalización social. Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro en Goñi (coord. J. FREIRE. L. Coleção perspectivas em educação matemática. Pedagogia do oprimido. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. São Paulo: Cortez. 2005. 2006. 1987b. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 100 . Nilson.). HABERMAS. 31. São Paulo: Cortez. ______. ______. GOÑI. cultura. 1978. J. P. Biblioteca de Uno. A. M.

n. Disponível em : <http://www. João Pedro da. 2007. O. 1998.html>. 2007. escrever e resolver problemas : habilidades básicas para aprender matemática. 2006. Vitória. Educação crítica: incerteza. Porto Alegre: ARTMED. Acesso em: 04 jul. Kátia S.ul. com. 2006. OLIVEIRA Hélia. Francisco Javier Díez. PAPERT. 14.tvebrasil. responsabilidade. Campinas/SP. Coleção Tendências em educação matemática. 2003.fc. FREITAS. VALE. C. BROCARDO. 2008. PINTO. In: ARAÚJO. Antônio Henrique. 2008.educ. ES: SEDU. PALOMAR. PAIVA.. 1999. . Bolema – boletim de educação matemática. ZABALA. SOLIGO. Rio de Janeiro: PUC-RJ. CALLEJO. PONTE. SP: Papirus. A resolução de problemas: uma metodologia de investigação. Tese (Doutorado) . Programa e escrita na escola: dez questões a considerar. Belo Horizonte: Autêntica. _______. ______. Diva Souza. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para currículo escolar. ______. São Paulo: Cortez. Ler.Sumário principal PAIS. 101 . Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. 2001. 2008. 2001. V. In: Secção de educação matemática da sociedade portuguesa de ciências da educação . Campinas.cesca. Investigações matemáticas na sala de aula. S. 2006. Joana. 2003. Disponível em: <http://www. SILVA. et al. Lisboa: Fundação para Ciência e Tecnologia.. _______. ______. L. Educação matemática crítica: a questão da democracia.br/salto/boletins2001. 66-91. Porto Alegre: Artmed. Jussara de Loiola. A. SMOLE.Unicamp. 2001. Belo Horizonte: Argumentum. Isabel. Educação matemática crítica: reflexões e diálogos. Actas do profmat: APM. 175p. A.Facultad de Pedagogía Universidad de Barcelona. Lisboa. VILA. España 2004.tdx. n. DINIZ. Porto Alegre: Artes Médicas. 445 f. 1999. Antoni.htm>. Investigar. M. 2006. ensinar e aprender. SKOVSMOSE.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas. Tese (Doutorado) . M.25-39. Disponível em: <http://www. Matemática para aprender e pensar: o papel das crenças na resolução de problemas.es/TDX-0331105-120753/index. p. La enseñanza de las matemáticas em la educación de personas adultas: um modelo dialógicco. Educação matemática crítica e a perspectiva dialógica de Paulo Freire: tecendo caminhos para a formação de professores. Porto Alegre: Artmed. Cenários para investigação. 2004. Tese de Doutorado. matemática. p. Rio Claro. Ole. 2000. 2002. Porto Alegre: Artes Médicas. Belo Horizonte: Autêntica. Rosaura. Maria Ignez. Concepções do ensino de geometria: a partir da prática docente. R. Luiz Carlos. Números e álgebra: na aprendizagem da matemática na formação de professores. 1994. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas. Didática da matemática: uma análise da influência francesa. ______. Acesso em: 4 jul. Educação matemática e formação para o trabalho: práticas escolares da escola técnica de Vitória de 1960 a 1990.

Área de Ciências Humanas Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 03 .

Guia de implementação. área de Linguagens e Códigos. Ensino fundamental . nº 1. área de Ciências da Natureza. anos finais.Currículo. ES. 02 . CDD 372. 2009.Currículo. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. área de Ciências da Natureza. 03) Conteúdo dos volumes : v. v. anos iniciais.Ensino médio. Ensino .056-085 . Título. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. ISBN 978-85-98673-04-2 1. 2.Espírito Santo (Estado) . Ensino médio . I. anos finais. 03 . 3. 03 . – Vitória : SEDU.Currículo.111. 4. Santa Lúcia .Ensino fundamental. área de Ciências Humanas. 26 cm.Info Consultoria.Ensino médio. 01 .Ciências Humanas.CEP 29. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências Humanas / Secretaria da Educação. 112 p. área de Ciências Humanas. Ensino fundamental .com.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. César Hilal. v. 01 .Ensino fundamental.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. área de Linguagens e Códigos.Ensino fundamental. v. II. – (Currículo Básico Escola Estadual .3. v.br Espírito Santo (Estado).Vitória/ES . . v. 02 . v.19 CDU 373. Série.Ensino médio. anos finais.

. ao lado do educador. igualmente sujeito do processo. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.” Paulo Freire .

da Silva. Coelho Ambrozio. Malba Lucia Gomes Delboni. Freitas. Márcio Correa da Silva. Giselle Peres Zucolotto. Renan de Nardi de Crignis. Everaldo Simões Souza. Jorge Luis Verly Barbosa. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Hebnezer da Silva. Erilda L.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Jaqueline Justo Garcia. Sandra Renata Muniz Monteiro. Ediane G. Marilene Lúcia Merigueti. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Foerste . Vaneska Godoy de Lima. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Edilene Klein. Fernandes. Pedro Paulino da Silva. Mirtes Ângela Moreira Silva. Rosangela Maria Costa Guzzo. João Luiz Cerri. Luciene Tosta Valim. Elza Vilela de Souza. Maria de Lourdes S. Luciana Oliveira.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Sulâne Aparecida Cupertino. Jomar Apolinário Pereira. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Fabiano Boscaglia. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Maria da Penha C. Campos Cruz. Ilia Crassus Pretralonga. Ires Maria Pizzeta Moschen. Paulo Roberto Arantes.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Dileide Vilaça de Oliveira. Claudinei Pereira da Silva. Pinto. Cérlia Silva de Oliveira. Sebastião Ferreira Nascimento.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Israel Bayer. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Luciete de Oliveira Cerqueira. Rodrigues. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Ernani Carvalho Nascimento. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Lemos. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Cristina Lúcia de Souza Curty. Francisco Castro. Renan de Nardi de Crignis. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto.C. Elenivar Gomes Costa Silva. Sebastião Ferreira Nascimento. Madalena A. Christina Araújo de Nino. Rodrigues. Rogério de Oliveira Araújo. Eliana C. Ivanete de Almeida Pires. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Márcia M. Eduarda Silva Sacht. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Edna Milanez Grechi.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Karina Marchetti Bonno Escobar. Ribeiro.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Ilza Reblim. Maria de Glória Sousa Gomes. Luciane S. Rodrigo Nascimento Thomazini. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Hulda N.Física Claudio David Cari . Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Alecina Maria Moraes. Gilcimar Manhone. Luciene Tosta Valim. Ferreira. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Renata Garcia Calvi. Marcelo Ferreira Delpupo. Jane Pereira. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Conciana N. Morati. Agnes Belmonci Malini. Ires Maria Pizetta Moschen. Neyde Mota Antunes.Arte Rita de Cássia Tardin . Rosiana Guidi. Denise Moraes e Silva. Angélica Chiabai de Alencar. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Regina Zumerle Soares. Maria Alice Dias da Rosa. Monteiro e Wagna Matos Silva. Kátia Elise B. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Maria Verônica Espanhol Ferraz. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Paulo Roberto Arantes. Marcia Vânia Lima de Souza. Mara Cristina S. Cristina Louzada Martins da Eira. Paulo Alex Demoner. Larmelina. Carlos Sebastião de Oliveira. Gleise Maria Tebaldi. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Elisangela de Jesus Sousa. Gina Maria Lecco Pessotti. Mônica V. Teresa Lúcia V.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . S. Barbosa. Antônio Fernando Silva Souza. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. SRE Nova Venécia: Cirleia S. C.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos .História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Giuliano César Zonta. Edílson Alves Freitas. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. João Carlos S. Rodrigues. Salette Coutinho Silveira Cabral. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. . Perin e Valéria Perina. Angélica Chiabai de Alencar. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Vivian Rejane Rangel. Dalla Passos. Maria da Penha E. Patrícia Maria Gagno F. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Rita de Cássia Santos Silva. Josimara Pezzin. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Sérgio Rodrigues dos Anjos.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Angélica Chiabai de Alencar. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Maria Adélia R. Alaíde Trancoso. Lyra. Eliane Maria Lorenzoni. Rosinete Aparecida L.SEDU Ana Beatriz de C.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Ivone Braga Rosa. de Castro. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Ana Paula Alves Bissoli. Maria Cristina Garcia T. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Luciene Maria Brommenschenkel.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Jaqueline Oliozi. Luciane R. Magna Maria Fiorot. Lima. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Sara Freitas de Menezes Salles. Patrícia Maria Gagno F. Valentina Hetel I. Luciane Salaroli Ronchetti. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Nascimento. Leila Falqueto Drago. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Maria da Penha de Souza. Giovana Motta Amorim. Pedro Paulino da Silva. Fracalossi. João Luiz Cerri. Maria José Teixeira de Brito. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Maria Alice Dias da Rosa. de Almeida. Naédina Barbieri. Tarcísio Batista Bobbio. Marlene M. Última da Conceição e Silva. José Alberto Laurindo. Ilza Reblim. Verginia Maria Pereira Costa. Cátia Aparecida Palmeira. Sabrina D. Novais Rocha. Mohara C. Simone Carvalho.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Roberto Lopes Brandão. Guaresqui Cruz. Maria Geovana M. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Lea Silvia P. Hebnézer da Silva. Cortez. Martinelli. Margarida Maria Zanotti Delboni. da Silva Scaramussa. Braga.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Alvarenga Vieira. Luiza E. Ana Paula Alves Bissoli. Delcimar da Rosa Bayerl. Nourival Cardozo Júnior. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Marcos Leite Rocha. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Roseane Sobrinho Braga. Jane Ruy Penha. Patrocínio. Alexandre Nogueira Lentini. Renato Santos Pereira. Ronchetti. Érika Aparecida da Silva. Edilene Costa Santana. Sidinei C. Alves. Luciano Duarte Pimentel. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Marcio Vieira Rodrigues. Renata da Costa Barreto Azine. Iza klipel. SRE Carapina: Lucymar G. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Renato Köhler Zanqui. Regina Jesus Rodrigues. Magna Tereza Delboni de Paula. Marta Gomes Santos. Paulo Roberto Arantes. Jomara Andris Schiavo. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Epitácio Rocha Quaresma. Anderson Soares Ferrari. Raquel Marchiore Costa. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. R. P. Evelyn Vieira. Léa Silvia P. Pedro Guilherme Ferreira. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Rosângela Vargas D. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Sebastiana da Silva Valani. Martinelli. Carvalho. Maria Elizabeth I. Gracielle Bongiovani Nunes. Edson de Jesus Segantine. C.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Maria Adelina Vieira Clara. Oliveira. Núbia Lares. Lúcia H. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Luiz Humberto A. Luiz Antonio Batista Carvalho. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Maria Nilza Corrêa Martins. Cláudia Regina Luchi. Manzoli. Eliane dos Santos Menezes. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Linderclei Teixeira da Silva. Rosiane Schuaith Entringer. Jarbas da Silva. Carvalho Morais. Kátia Regina Zuchi Guio. Antônio Carlos Rosa Marques. Sônia A. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Telma L. Maria do Carmo Braz. do Nascimento. Benevides. Margareth Zorzal Fafá. Marta Margareth Silva Paixão. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Bastos. Soprani. Irineu Gonçalves Pereira. Antonia Regina Fiorotti. Neire Longue Diirr. Junqueira. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Danilza A. Sandra Renata M. Carmencéa Nunes Bezerra. Chirlei S. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Alaércio Tadeu Bertollo. Alaíde Schinaider Rigoni.Língua Portuguesa Adriana Magno. Cátia Aparecida Palmeira. Silma L. Maria da Ressurreição. Marlene Athaíde Nunes. Edy Vinicius Silverol da Silva. Anelita Felício de Souza. Tânea Berti. de Quadros P. Alan Clay L. Maura da Conceição. Cezar. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Américo Alexandre Satler. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Rodrigues Soyer. Vazzoler. Pereira. Ângela Maria Freitas. Eliane dos Santos Menezes. João Firmino. Edimar Barcelos. Anderson Soares Ferrari. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Rachel Miranda de Oliveira. Irineu Gonçalves Pereira. Maria Aparecida Rosa. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Antônio Fernando Silva Souza. Ana Helena Sfalsim Soave. José Christovam de Mendonça Filho. Eliana Aparecida Dias. Carla Moreira da Cunha. Adna Maria Farias Silva. Lurdes Maria Lucindo. Valéria Zumak Moreira. Eliane Carvalho Fraga. Alcimara Alves Soares Viana. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Sandra Fernandes Bonatto. Bastos. de Oliveira. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Angelita M. Organdi Mongin Rovetta. Davel. Dilma Demetrio de Souza. Izaura Célia Menezes. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Edna dos Santos Carvalho. Johan Wolfgang Honorato. Lúcia Helena Maroto. Márcia Gonçalves Brito. Nilson de Souza Silva. Eliethe A. Christina Araújo de Nino. Lúcia Helena Novais Rocha. Rodrigo Vilela Luca Martins. Tania Mara Silva Gonçalves. Torres.

quer sejam individuais ou coletivos. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. Para enfrentá-los. Temos certamente que comemorar. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. das superintendências e da unidade central. a complexidade que envolve a infância e a juventude. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. na qual. como um plano único e consolidado. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. sem dúvida. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. Como equipe. neste contexto. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola.Sumário principal Prezado Educador. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). sobretudo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. Educação Especial e Educação do Campo.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. como unidade autônoma. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. conforme os termos constitucionais. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. Como síntese desse processo. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. tendo como base um projeto de nação. por meio de mecanismos participativos. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. ao longo dos anos. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. O Estado. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. mas. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais.

Portanto. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. tônomos e críticos. com qualidade social. professores convidados. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. da educação pública. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. nizados. muitas vezes. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. por meio de atitudes. com vistas à promoção do educando e. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. ciência e cultura. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino.Sumário principal e social de sua população. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. conectado com a dimensão universal. hábitos e consequentemente. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. fortalecendo a grande complexidade. valores. entre vimento de crianças. costumes historicamente produzidos que. como a relação entre trabalho. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. Entre os anos de 2004 e 2006. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos.500 educadores. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. que desafios que precisamos enfrentar. Todos esses atores mente construídas. 12 . a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. O currículo é a materialização do ricos de discussão.

Para tanto. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. conhecimentos estanques e conservadores. Além para cada disciplina da do CBC. consequentemente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. conteúdos com- 13 . ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor.CBC para cada disciplina da Educação Básica. outros Educação Básica. Certamente. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. resguardando as especificidades das escolas. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Isto é.

correspondendo aos 30% restantes. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 .Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. assim. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. cultura e trabalho. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. na relação com a natureza e com seus pares e. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. como instrumentos dinamizadores do currículo. em alguns casos. produz conhecimentos. dentre outros. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. lo ciência. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. ampliando a nada. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. ou seja. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. Do ponto de vista organizacional. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. cializadas na medida em que cultura e trabalho.

Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. a partir de estudos sistemáticos.Sumário principal vivências curriculares. O projeto contempla ainda. Matemática e Ciências. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. tornando a escola mais atrativa. Realização de olimpíadas escolares e. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. 8963 de 21/07/2008. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. roteiros turísticos e ambientais. por fim. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. por meio da Lei Nº. Esporte. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. materializa esse conceito. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. 15 . subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Dessa forma. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. química e biologia. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. “Ciência na Escola” . “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física.

especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. atualização da escola. a sua inclusão digital e a comunidade. intervenção pedagógica. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. a partir digitais no cotidiano escolar. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. computador por aluno. que para a revitalização das professor dinamizador. as reformas educativas e seus desdobramentos.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. com destasucesso esperado: estagiários. capacibibliotecas escolares. pois o educador precisa aliar à tarefa e. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. por meio que necessidade. pois o educador precisa aliar à Multimídia.um públicas e privadas. ampliando para a do educador é mais naridade. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. formação gica. de modo a 16 . escrita e pedagógicas. e a partir A formação continuada tação. transdisciplida escola. TV comunidade local. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. com destaque ações de formação. PC do professor. “Ler. como ativiprocesso ensino aprendizagem. pendrives. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. a de estudar. com isso. pesquisa. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. tecnologias e suas implicações didáticas. as novas do conhecimento.

Destaca-se ainda. como componentes do Guia. das condições de trabalh