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SEDU Curriculo Basico Escola Estadual.1pdf

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

Guia de implementação

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Médio Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Ensino Médio Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Ensino Médio Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Anos Iniciais

Anos Finais
Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Anos Finais
Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Anos Finais
Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Sumário

principal

CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL
Guia de Implementação

Sumário

principal

GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Info Consultoria, ES, Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.com.br Espírito Santo (Estado). Secretaria da Educação Guia de implementação / Secretaria da Educação. – Vitória : SEDU, 2009. 72 p. ; 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. 01 - Ensino fundamental, anos finais, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências Humanas; v. 01 - Ensino médio, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino médio, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino médio, área de Ciências Humanas. Volumes sem numeração : Ensino fundamental, anos iniciais; Guia de implementação. ISBN 978-85-98673-09-7 1. Ensino - Espírito Santo (Estado) - Currículo. 2. Ensino fundamental - Currículo. 3. Ensino médio Currículo. I. Título. II. Série. CDD 371 CDU 37.016

E77g

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal, nº 1.111, Santa Lúcia - Vitória/ES - CEP 29.056-085

Sumário

principal

CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

“... nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire

Sumário

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COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação, Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR - SEDU Ana Beatriz de C. Dalla Passos, Aparecida Agostini Rosa Oliveira, Conciana N. Lyra, Danilza A. Rodrigues, Denise Moraes e Silva, Eliane Carvalho Fraga, Hulda N. de Castro, Jane Ruy Penha, Josimara Pezzin, Lúcia Helena Maroto, Luciane S. Ronchetti, Luiza E. C. de Almeida, Malba Lucia Gomes Delboni, Márcia Gonçalves Brito, Márcia M. do Nascimento, Maria Cristina Garcia T. da Silva, Maria da Penha C. Benevides, Maria Geovana M. Ferreira, Maria José Teixeira de Brito, Mirtes Ângela Moreira Silva, Naédina Barbieri, Neire Longue Diirr, Rita de Cássia Santos Silva, Rita Nazareth Cuquetto Soares, Rosemar Alves de Oliveira Siqueira, Sandra Fernandes Bonatto, Sidinei C. Junqueira, Sônia A. Alvarenga Vieira, Tania Mara Silva Gonçalves, Tânia Maria de Paiva Zamprogno, Telma L. Vazzoler, Teresa Lúcia V.C. Barbosa, Valéria Zumak Moreira, Verginia Maria Pereira Costa, Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria, Eduarda Silva Sacht, Luciano Duarte Pimentel, Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite - História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós - Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira - Filosofia Maria da Conceição Silva Soares - Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo - Física Claudio David Cari - Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol - Química Maria Auxilidora Vilela Paiva - Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste - Educação Física Carlos Roberto Pires Campos - Língua Portuguesa Adriana Magno, Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças - Arte Rita de Cássia Tardin - Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino - Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida - Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao - Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. S. Foerste - Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos - Educação de Jovens e Adultos

PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Guaresqui Cruz, Agnes Belmonci Malini, Alaíde Trancoso, Alaércio Tadeu Bertollo, Alan Clay L. Lemos, Alcimara Alves Soares Viana, Alecina Maria Moraes, Alexandre Nogueira Lentini, Anelita Felício de Souza, Ângela Maria Freitas, Angélica Chiabai de Alencar, Angelita M. de Quadros P. Soprani, Antônio Fernando Silva Souza, Cristina Lúcia de Souza Curty, Dileide Vilaça de Oliveira, Ediane G. Morati, Edílson Alves Freitas, Edimar Barcelos, Eliana Aparecida Dias, Eliana C. Alves, Eliethe A. Pereira, Elisangela de Jesus Sousa, Elza Vilela de Souza, Epitácio Rocha Quaresma, Erilda L. Coelho Ambrozio, Ernani Carvalho Nascimento, Fabiano Boscaglia, Francisco Castro, Gilcimar Manhone, Gleydes Myrna Loyola de Oliveira, Gracielle Bongiovani Nunes, Hebnezer da Silva, Ilia Crassus Pretralonga, Ires Maria Pizetta Moschen, Israel Bayer, Ivanete de Almeida Pires, Jane Pereira, Jaqueline Oliozi, João Carlos S. Fracalossi, João Luiz Cerri, Jorge Luis Verly Barbosa, José Alberto Laurindo, Lea Silvia P. Martinelli, Leila Falqueto Drago, Lúcia H. Novais Rocha, Luciene Maria Brommenschenkel, Luiz Antonio Batista Carvalho, Luiz Humberto A. Rodrigues, Lurdes Maria Lucindo, Marcia Vânia Lima de Souza, Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart, Marcelo Ferreira Delpupo, Margarida Maria Zanotti Delboni, Maria Alice Dias da Rosa, Maria da Penha E. Nascimento, Maria da Penha de Souza, Maria de Lourdes S. Carvalho Morais, Maria Elizabeth I. Rodrigues, Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini, Marlene M. R. Patrocínio, Marluce Furtado de Oliveira Moronari, Marta Margareth Silva Paixão, Mohara C. de Oliveira, Mônica V. Fernandes, Neyde Mota Antunes, Nilson de Souza Silva, Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Raquel Marchiore Costa, Regina Jesus Rodrigues, Rodrigo Nascimento Thomazini, Rodrigo Vilela Luca Martins, Rosangela Maria Costa Guzzo, Rosiana Guidi, Rosinete Aparecida L. P. Manzoli, Sabrina D. Larmelina, Salette Coutinho Silveira Cabral, Sandra Renata Muniz Monteiro, Sebastião Ferreira Nascimento, Sérgio Rodrigues dos Anjos, Sulâne Aparecida Cupertino, Tânea Berti, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Última da Conceição e Silva, Valentina Hetel I. Carvalho, Vaneska Godoy de Lima, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues, Zelinda Scalfoni Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva, Américo Alexandre Satler, Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Bruna Wencioneck de Souza Soares, Carlos Sebastião de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Chirlei S. Rodrigues Soyer, Claudinei Pereira da Silva, Cristina Louzada Martins da Eira, Delcimar da Rosa Bayerl, Edilene Costa Santana, Edson de Jesus Segantine, Edy Vinicius Silverol da Silva, Elizabeth Detone Faustini Brasil, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Érika Aparecida da Silva, Giuliano César Zonta, Irineu Gonçalves Pereira, Janaína Nielsen de Souza Corassa, Jarbas da Silva, Jomar Apolinário Pereira, Linderclei Teixeira da Silva, Luciane Salaroli Ronchetti, Mara Cristina S. Ribeiro, Marcio Vieira Rodrigues, Maria Alice Dias da Rosa, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria Nilza Corrêa Martins, Maria de Glória Sousa Gomes, Marlene Athaíde Nunes, Organdi Mongin Rovetta, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Alex Demoner, Paulo Roberto Arantes, Pedro Guilherme Ferreira, Renan de Nardi de Crignis, Renata da Costa Barreto Azine, Renato Köhler Zanqui, Renato Santos Pereira, Rhaiany Rosa Vieira Simões, Sandra Renata M. Monteiro e Wagna Matos Silva. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos, Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto, Ana Helena Sfalsim Soave, Antônio Carlos Rosa Marques, Carla Moreira da Cunha, Carmencéa Nunes Bezerra, Christina Araújo de Nino, Cláudia Regina Luchi, Edilene Klein, Eliane dos Santos Menezes, Eliane Maria Lorenzoni, Giselle Peres Zucolotto, Ilza Reblim, Izaura Célia Menezes, Jaqueline Justo Garcia, Johan Wolfgang Honorato, Jomara Andris Schiavo, Kátia Regina Zuchi Guio, Lígia Cristina Magalhães Bettero, Luciene Tosta Valim, Magna Tereza Delboni de Paula, Márcia Carina Marques dos Santos Machado, Maria Aparecida Rosa, Maria do Carmo Braz, Maria Eliana Cuzzuol Gomes, Marta Gomes Santos, Núbia Lares, Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino, Renata Garcia Calvi, Roberto Lopes Brandão, Rosângela Vargas D. Pinto, Sebastiana da Silva Valani, Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros, Vivian Rejane Rangel.

Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior, Adna Maria Farias Silva, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Antônio Fernando Silva Souza, Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Cérlia Silva de Oliveira, Christina Araújo de Nino, Edna dos Santos Carvalho, Elenivar Gomes Costa Silva, Eliane dos Santos Menezes, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Evelyn Vieira, Hebnézer da Silva, Ires Maria Pizzeta Moschen, Irineu Gonçalves Pereira, Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, João Luiz Cerri, João Firmino, Léa Silvia P. Martinelli, Luciene Tosta Valim, Luciete de Oliveira Cerqueira, Marcos Leite Rocha, Margareth Zorzal Fafá, Maria Adélia R. Braga, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria da Ressurreição, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Rachel Miranda de Oliveira, Renan de Nardi de Crignis, Sebastião Ferreira Nascimento, Simone Carvalho, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva, Angélica Regina de Souza Rodrigues, Dilma Demetrio de Souza, Divalda Maria Gonçalves Garcia, Gleise Maria Tebaldi, Idalina Aparecida Fonseca Couto, Kátia Elise B. da Silva Scaramussa, Maria Lúcia Cavati Cuquetto, Maria Verônica Espanhol Ferraz, Maura da Conceição, Rosiane Schuaith Entringer, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França, Alaíde Schinaider Rigoni, Antonia Regina Fiorotti, Everaldo Simões Souza, Giovana Motta Amorim, José Christovam de Mendonça Filho, Karina Marchetti Bonno Escobar, Márcio Correa da Silva, Marilene Lúcia Merigueti, Nourival Cardozo Júnior, Rafaela Teixeira Possato de Barros, Rogério de Oliveira Araújo, Rony Cláudio de Oliveira Freitas, Roseane Sobrinho Braga, Sara Freitas de Menezes Salles, Tarcísio Batista Bobbio. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO - TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira, Lúcia Helena Novais Rocha, Luzinete de Carvalho e Terezinha M. C. Davel. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, Luciana Oliveira, Maria Adelina Vieira Clara, Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Cortez, Regina Zumerle Soares, Silma L. Perin e Valéria Perina. SRE Carapina: Lucymar G. Freitas, Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers, Iza klipel, Madalena A. Torres, Maria Aparecida do Nascimento Ferreira, Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Cezar. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio, Magna Maria Fiorot, Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra, Geovanete Lopes de Freitas Belo, Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Oliveira, Edna Milanez Grechi, Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares, Gina Maria Lecco Pessotti, Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães, Ilza Reblim, Ivone Braga Rosa, Luciane R. Campos Cruz, Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Lima. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.

Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.

Sumário

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Caros Educadores, Dentre os grandes desafios que temos na educação capixaba, destaca-se a implementação do novo currículo escolar. Essa importante ação envolve a garantia do direito de aprender de todos e de cada aluno da Educação Básica. A educação que pretendemos está comprometida com a construção de uma cidadania consciente e ativa, que ofereça aos alunos conhecimentos que lhes possibilitem compreender e posicionar-se frente às transformações da sociedade, participando da vida produtiva; que possam relacionar-se com a natureza, produzir e distribuir bens e serviços, convivendo com o mundo contemporâneo. Em nossas escolas estudam crianças, jovens e adultos, em sua grande maioria, filhos da classe trabalhadora. Nessa escola contemporânea algumas novas tarefas passaram a se integrar à dinâmica educacional, não porque seja a única instituição responsável pela educação, mas por ser aquela que desenvolve uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas. A escola é reconhecida pela sociedade como a instituição da aprendizagem. No atendimento educacional aos ensinos Fundamental e Médio, espera-se que os alunos aprendam, de forma autônoma, a valorizar o conhecimento, os bens culturais e o trabalho; selecionar o que é relevante, investigar e pesquisar; construir hipóteses, compreender e raciocinar logicamente; comparar e estabelecer relações, inferir e generalizar; adquirir confiança e capacidade de pensar e encontrar soluções. É também necessário aprender a relativizar, confrontar e respeitar diferentes pontos de vista, discutir divergências, exercitar o pensamento crítico e reflexivo, comprometendo-se e assumindo responsabilidades. É importante também que aprendam a ler criticamente diferentes tipos de texto, a utilizar diferentes recursos tecnológicos, a expressar-se e comunicar-se em várias linguagens, opinar, enfrentar desafios, criar, agir de forma autônoma e que aprendam a diferenciar o espaço público do privado, a serem solidários, a conviver com a diversidade e a repudiar qualquer tipo de discriminação e injustiça. Em particular, no Ensino Médio, tais competências implicarão em promover uma mudança em seu contexto de vida, superando a visão de mera preparação para o vestibular com vistas ao ingresso no Ensino Superior. A perspectiva dos jovens brasileiros que hoje estão nessa escola é obter qualificação mais ampla para a vida e o trabalho, já ao longo de sua escolarização básica. A relação entre o jovem e o conhecimento não se encerra na aprendizagem mecânica e de memorização dos conteúdos. A formação do jovem deve passar pela formação cidadã, do trabalho como condição humana, do conhecimento científico, tecnológico e socio-histórico,

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criando condições para que ele possa aprender a aprender. Adequar a escola a seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas. Isso indica a necessidade de revisão do projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, criadas em outras circunstâncias, para um outro público e para um mundo diferente deste dos nossos dias. O Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento organizador da ação educativa vem assegurar um mínimo de unidade na rede estadual de ensino e pressupõe ainda a articulação necessária, em cada unidade escolar, com o Projeto Político Pedagógico. Estamos animados e esperançosos com o trabalho que juntos vamos realizar neste ano de 2009 na implementação e, consequentemente, na avaliação do novo currículo. Recomendamos que, de maneira saudável, possamos conhecer, aplicar, discutir e criticar o novo currículo, para que depois façamos as mudanças necessárias previstas no último trimestre deste ano. Como já é de seu conhecimento, a organização da impressão do documento curricular traz 7 volumes assim distribuídos: 1 Volume – Anos Iniciais do Ensino Fundamental 3 Volumes – Anos Finais do Ensino Fundamental (Áreas do Conhecimento) 3 Volumes – Ensino Médio (Áreas do Conhecimento) Todos contêm de forma idêntica o CAPÍTULO INICIAL do documento que versa sobre: Apresentação, O processo de construção do currículo, Princípios norteadores e Concepção de currículo, com ênfase na organização por competências e habilidades, seguido do texto O sujeito da ação educativa: o aluno. Destacamos a diversidade na formação humana que trazem as razões epistemológicas e sociológicas sobre a Educação Ambiental, as Relações Étnico-raciais e a População Indígena como aspectos da diversidade biológica e cultural. A seguir organizamos um item que discorre sobre a Dinâmica do Trabalho Educativo, apresentando reflexões acerca do processo ensino-aprendizagem, a avaliação da aprendizagem, os ambientes de aprendizagem existentes na escola, a relação professor e aluno e a pesquisa como metodologia de ensino. O 2º CAPÍTULO do documento curricular é específico de cada nível e etapa da Educação Básica, trazendo o Conteúdo Básico Comum (CBC). Abordamos a concepção de área de conhecimento,

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Sumário

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a contribuição da disciplina para a formação humana, os objetivos da disciplina, as principais alternativas metodológicas e as competências, habilidades e conteúdos. Cabe observar que o currículo não se restringe aos componentes do CBC. Na verdade, o CBC é, simplesmente, parte do currículo que está contextualizado no capítulo inicial e se concretiza no âmbito de cada unidade escolar. O Guia de Orientação para Implementação do Novo Currículo pretende subsidiar diretores, pedagogos e coordenadores de cada escola na coordenação e mobilização de todos os docentes em um intenso estudo e análise sobre o currículo escolar, direcionando as reflexões sobre as diferentes demandas sociais que chegam ao cotidiano escolar. Este Guia está organizado em três capítulos, estabelecendo os diferentes níveis de coordenação da gestão do novo currículo. O primeiro capítulo traz a gestão no âmbito da unidade escolar. Nessa etapa montamos seis indicações de roteiros para estudo do documento, quais sejam: Indicação 1 - Roteiro de Estudo da Parte I do documento (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 2 - Roteiro para elaboração dos Planos de Ensino (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 3 - Roteiro básico de Análise Situacional da escola Indicação 4 - Roteiro básico de Análise da Gestão Pedagógica Indicação 5 - Roteiro para estudo e análise do CBC Indicação 6 - Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico, que se articule com o novo currículo Compreendemos que a escola reconhece o grande desafio que é imputado à área educacional em relação ao enfrentamento dos problemas sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais, morais, religiosos, enfim, de toda a ordem, que caracteriza o mundo contemporâneo, exigindo posicionamentos e respostas no âmbito da instituição escolar. A nova educação pretendida a partir do Novo Currículo certamente é mais ampla do que aquela contida no antigo projeto pedagógico. Antes se desejava transmitir conhecimentos na forma de informações e procedimentos estanques; agora se deseja promover competências gerais, que articulem conhecimentos disciplinares ou não.

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Para tanto, é necessário que os tempos/espaços de debate coletivo entre os docentes sejam assegurados em cada unidade escolar, conforme estabelece o Calendário Escolar 2009 (dias 02 e 03/02, 20/07 e 02/10/2009). Recomendamos ainda que, em cada escola, sejam realizados encontros por área de conhecimento, organizados antecipadamente pelos pedagogos e coordenadores, com frequência de, pelo menos, um encontro de 5 horas/mês, tendo como referência as 20h mensais da carga horária, de cada professor, que é destinada à hora-atividade. No segundo capítulo detalhamos as competências das equipes regionais – SRE na gestão do novo currículo, junto às escolas jurisdicionadas, apoiando, orientando e intervindo no desenvolvimento dos seis Roteiros de Estudo, além da estruturação de relatórios regionais a serem encaminhados a Unidade Central. Destaca-se também a coordenação da elaboração do CBC regional, envolvendo os Professores Referências, correspondente a 30% dos conteúdos curriculares, seguindo o que estabelece o Plano de Trabalho. O terceiro capítulo apresenta as ações que serão desenvolvidas no âmbito da Sedu Central. Destacam-se o programa de formação de professores, contendo o Ciclo de Aprofundamento de Estudos – Currículo em Ação, que será realizado nas SRE, a Avaliação do Currículo Básico da Escola Estadual e a produção dos Cadernos Metodológicos por disciplina. Destaca-se ainda o Ciclo de Seminários Descentralizados com a coordenação das consultoras sobre o Novo Currículo da Rede Estadual. O currículo escolar, no nosso entendimento, elaborado com a efetiva participação dos profissionais da rede, aponta de forma intencional e clara a função precípua e específica da escola na construção, apropriação e socialização do conhecimento, o que lhe confere sentido social no processo de transformação coletiva. Assim, conclamamos nossos educadores, professores e demais profissionais da educação (docentes e pedagogos, técnicos pedagógicos, administrativos e de apoio ao trabalho escolar) a priorizarem, em suas rotinas de trabalho, essa importante ação coletiva, para juntos participarmos de uma ampla discussão sobre as nossas intenções educacionais e compartilharmos a construção de mais um capítulo na história da educação pública do Espírito Santo.

Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional

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Sumário

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Sumário
Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 A Escola. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do ppp que se articule com o novo currículo. . . . . . . . . . 17 18 21 28 30 32

As Superintendências Regionais de Educação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 A Sedu/Central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 apêndices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Leituras Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Material de Apoio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 60

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Apresentação

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UMA NOVA ESCOLA PARA O ESPÍRITO SANTO
A construção da qualidade da educação requer, simultaneamente, condições escolares adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, dinâmica escolar voltada para o processo de aprendizagem, profissionalização do docente, democratização da gestão pública educacional e, consequentemente, escolar, estabelecimento de articulação entre instâncias governamentais e sociedade civil, avaliação periódica dos resultados pedagógicos, técnicos e de gestão obtidos e presença ativa da comunidade nos assuntos educacionais. Portanto, a qualidade da educação formal constitui processo multifacetado que, além do setor educacional, envolve ao mesmo tempo os diversos grupos sociais e segmentos institucionais, entidades da sociedade civil e o conjunto da sociedade, e também a própria história das relações entre todos esses segmentos na oferta dos diferentes níveis de escolaridade. O reconhecimento da qualidade como princípio constitucional e diretriz de política educacional não somente fortalece a concepção de que a ação educativa na qualidade de prática especificamente pedagógica cumpre uma função política, mas, sobretudo, resgata a atuação dos agentes da disseminação de conhecimentos, tecnologia, arte e cultura como processos históricos apresentados segundo óticas próprias; de produção do saber para os alunos, estimulando o desenvolvimento de posturas ativas perante o aprendido e o aprender, de sentimentos de cooperação e solidariedade ou competição na convivência social; de envolvimento crítico no mundo e nas esferas de trabalho, da política e da cultura. A educação tornou-se vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e equitativo na sociedade contemporânea e deve ser entendida como responsabilidade social onde a família e a comunidade também exerçam seus papéis. Tratar a educação como prioridade no Espírito Santo, para além da escolarização da população capixaba, tem significado para os governantes construir uma política de Estado em que o poder público atue como mobilizador e catalizador da e na sociedade e das diferentes instituições que organizam o Estado maior em torno de um pacto pela educação.

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Sumário

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O documento Espírito Santo 2025, plano que apresenta diretrizes estratégicas de longo prazo, propõe a organização da gestão pública, valorizando a educação como patrimônio por um desenvolvimento sustentável. Na Secretaria de Estado da Educação, o Plano Estratégico Nova Escola vem propor avanços na educação pública estadual no sentido de conceber, como referencial para o trabalho, o estudante enquanto sujeito de direitos e a escola como lócus do processo de ensinoaprendizagem. Ressignificar os espaços e tempos escolares numa perspectiva criativa e inovadora, apresentando como resultado a efetiva aprendizagem dos alunos, deve ser compromisso assumido por todos os sujeitos envolvidos: Unidade Central, Superintendências Regionais de Educação, unidade escolar, família e comunidade. Uma nova escola para o Espírito Santo pressupõe um novo olhar sobre o cotidiano, sobre o aluno e suas necessidades. Pressupõe mudança de postura, de deslocamento do lugar do saber para o lugar do saber-aprender, de valorizar a permanente atualização, a construção de sujeitos coletivos, politicamente envolvidos e comprometidos com a formação de um cidadão.

Portanto, o eixo principal da proposta da Nova Escola é a conexão entre as diversas ações, ou seja, a elaboração de um plano integrado para a melhoria da educação no Espírito Santo. Tendo sempre como foco a promoção da aprendizagem, a Sedu estabelece como prioridade: a valorização do planejamento e a inovação da gestão; o desenvolvimento das pessoas; a oferta e eficiência de infraestrutura e suporte; a efetivação de parcerias com a sociedade; a construção de um sistema de avaliação das escolas, gestores, técnicos e professores; a criação de um eficiente sistema de comunicação interna; e a valorização de inovações pedagógicas. Essas diversas ações, conectadas umas às outras, tendo sempre como valores o respeito ao ser humano, a igualdade de oportunidades, o comprometimento com resultados, a atitude ética, a transparência, o compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo e a valorização da identidade capixaba, com certeza possibilitarão não somente a melhoria de nossa rede de ensino, mas a concretização de uma nova escola no Espírito Santo, preparada para enfrentar os desafios e impasses presentes em nosso mundo contemporâneo.

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Sumário

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A Escola

Sumário

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INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento
Este roteiro orienta os estudos da fundamentação da Parte I do Currículo e é prérequisito para o estudo das outras partes do documento. Data: 02/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola de unidade que ele representa para a rede estadual e o compromisso coletivo dos educadores na sua implementação. • Apresentar a estrutura geral do do cumento (organização do impresso e sumário). • Apresentar o Guia de Implementação. Segundo momento: 1 hora • Estudo do Documento Curricular – Parte Geral. • Leitura e debate dos textos - Apresentação e Princípios. Terceiro momento: 2 horas Trabalho em Grupo: Divisão em 3 grupos. Explicar que cada grupo fará a leitura dos textos iniciais do documento para apresentação posterior à plenária. Grupo 1 – Textos Conceituando Currículo e O Sujeito da Ação educativa: o aluno. Grupo 2 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação de Jovens e Adultos: saberes, experiência de vida e de trabalho; Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes; A Educação Especial: a dimensão escolar da inclusão.

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo). Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador, Professores e demais funcionários. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecer o CURRÍCULO BÁSICO DA ESCOLA ESTADUAL: bases conceituais, princípios, concepções do trabalho educacional, entre outros. Primeiro momento: 1 hora • Breve depoimento do professor refe rência ou do dinamizador, registrando o processo de construção participativo do documento curricular. • Registrar a importância deste documento para a aprendizagem dos alunos, o sentido

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Sumário

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Grupo 3 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação Ambiental na perspectiva de uma sociedade sustentável; A Educação para as Relações Étnico-raciais: afrobrasileiros e povos indígenas; e A Dinâmica do Trabalho Educativo. • Discussão na plenária, referenciando a dinâmica pedagógica da unidade escolar.

Questões: 1. A partir do que foi apresentado pelos grupos, como nossa escola pode melhorar a aprendizagem do aluno? 2. O Projeto Político Pedagógico da escola atende às demandas do novo currículo? 3. Quais são os pontos que nossa escola precisa mudar para promover a aprendizagem?

INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino
Este roteiro orienta a elaboração dos planos de ensino, que devem estar em consonância com o currículo, bem como com sua fundamentação. Seguirá, em anexo, uma matriz de registro deste plano. É fundamental que a produção coletiva seja garantida, para dar consenso pedagógico às atividades e à proposta da escola. Data: 03/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) e Março Local: na escola Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador e Professores. Propósito: Elaborar o plano de ensino de cada disciplina e série, articulado à visão de área do conhecimento. Primeiro momento: 30min Coordenação do Pedagogo • Apresenta o instrumento referencial para elaboração do plano de ensino. • Apresenta alguns destaques do ano anterior, a partir das avaliações: reflexões do Conselho de Classe, projetos que se destacaram pela promoção da

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo).

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Sumário

principal

aprendizagem, práticas inovadoras de alguns professores (exemplo). Segundo momento – 3h30min • Trabalho em grupo – Por área do conhecimento e níveis de ensino. • Leitura e debate do CBC e elaboração do plano de ensino de cada disciplina.

Obs. 1. Alertamos a equipe pedagógica para que a escola organize os grupos por área, contemplando todas as disciplinas e séries em cada nível (EF e EM) para a produção do plano de ensino. 2. A complementação da elaboração do plano de ensino deverá ser organizada pelo pedagogo da escola, considerando a hora/atividade do professor, conforme orientação no texto inicial, sendo 5h em fevereiro (JPP) e 5h em março.

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Nº. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 2º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 3º BIMESTRE . considerando o desempenho no ano anterior: 4º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Área de Conhecimento Série Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Nº.Sumário principal Plano de Ensino Anual SRE Escola Disciplina Professor 1º BIMESTRE . considerando o desempenho no ano anterior: 20 .

• Retomar a leitura do princípio norteador “A aprendizagem como direito do educando”. Professores. que destaca os diferentes sujeitos atendidos nos níveis e modalidades de ensino. como forma de garantir aquilo que é direito do educando: a apropriação de conhecimentos científicos. ele deverá participar da coordenação deste estudo). Participantes: Direção. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecê-la sistematicamente a fim de organizar suas ações e atividades pedagógicas a partir da realidade da mesma. Pedagogo. Esse roteiro deve ser desenvolvido em duas etapas. 21 . os êxitos. Estão propostos itens a serem preenchidos para análise da própria escola a partir de uma perspectiva pedagógica. Este roteiro propõe à escola um estudo sobre si mesma. apresentada em todo currículo: a promoção da aprendizagem. as relações estabelecidas. Coordenador. Data: Maio e Junho Local: na escola Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. Primeiro momento • Deve-se fazer a leitura do capítulo da Diversidade na Formação Humana. • Leitura: A dinâmica da ação educativa com destaque para o item avaliação. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. culturais e tecnológicos significativos. comprometidos com a formação humana. as limitações.Sumário principal INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional As reflexões acerca do desenvolvimento educacional são apresentadas de forma a ressaltar a responsabilidade da escola e do sistema como um todo no sentido de fazer um acompanhamento criterioso desse desenvolvimento. A análise situacional prevê a reflexão da prática pedagógica a partir da realidade apresentada nos indicadores e nas dificuldades objetivas.

como educador. é o principal agente da melhoria da educação. Matutino ( ) EF . discuta. SRE ESCOLA Dados da escola 1.Sumário principal Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Informe-se. mais importante que preencher o instrumento é conversar coletivamente sobre cada dado contido para que todos conheçam de fato a escola que trabalham. Atenção.anos iniciais B.anos iniciais C. seu Estado e a média do país. Vespertino ( ) EF . Instrumento Básico para Análise Situacional O primeiro passo para melhorar a educação é entender a situação em que sua escola está. Quando você entende o problema. Segundo momento Responder coletivamente o instrumento de análise situacional (anexo) e debater sobre os desafios e metas da escola para melhorar o desempenho dos alunos. reflita. Noturno ( ) EM ( )EP ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( )EJA ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( ) EJA ( ) EJA 22 . Busque elementos complementares. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. Reflita sobre suas causas e consequências. conhecendo a situação da educação no seu município. Períodos de funcionamento da sua escola: A.

indígena. C. atendimento itinerante e Escola Oralauditiva) 3. ( ) Por desempenho.Classe hospitalar. Como são organizadas as turmas em sua escola? (as turmas e não a série) A. Escrever e Contar? 23 . ( ) Pelo comportamento. Total de alunos matriculados em 2009 5. italiano. ( ) Por idade. ( ) Por ordem de chegada. Atendimento à Educação Especial (sala de recursos. Outros atendimentos . ( ) Outras formas: 6.Sumário principal 2. comunidade quilombola. alunos privados de liberdade. Como foi indicado o processo de definição dos professores das turmas dos anos iniciais? Buscouse o perfil do professor alfabetizador? A equipe conhece o Projeto Ler. E. 4. pomerano. B. D.

Qual foi o índice de evasão em sua escola dos alunos: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 24 . Qual foi o índice de repetência.Sumário principal 7. em sua escola: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 Medidas que serão adotadas para alcançar a meta: 8.

( ) A escola não participou. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. MÉDIA GERAL COM CORREÇÃO Enem Brasil Estado Município Escola 25 . Ensino Fundamental – Anos Finais: C. Ensino Médio: D. é: A. a taxa de defasagem idade/série dos alunos da sua escola em 2008. por série e segmento. B. EJA: 11. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. Quantos professores lecionam em sua escola em 2009? A.Sumário principal Principais causas da evasão no ano passado: Medidas que serão adotadas para minimizar a evasão: 9. ( ) Desconheço os dados do ENEM. Ensino Médio: 10. Qual foi o desempenho da sua escola no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) realizado em 2008? A. Considerando a idade apropriada do aluno.

E. ( ) São divulgados e discutidos com os pais e alunos. 26 . ( ) Não são divulgados e discutidos com os professores. C. ( ) Não são considerados para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. Outras avaliações: A.Sumário principal 12. Qual foi a média das proficiências da sua escola no PAEBES (Programa de Avaliação da Educação Básica do ES)? DISCIPLINA Língua Portuguesa Matemática 4ª PAEBES 2004 MÉDIA ESTADUAL 2004 PAEBES 2008 MÉDIA ESTADUAL 2008 8ª 1ª EM 4ª 8ª 1ª EM 1ª EM 1ª EM 13. os dados das avaliações anteriormente citadas são: (assinale quantas alternativas desejar): A. ( ) São divulgados e discutidos com os professores. F. ( ) Não geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. G. Resultado do IDEB: IDEB IDEB 2005 da escola IDEB 2007 da escola Projeção do IDEB para 2009 Projeção do IDEB para 2011 4ª 8ª 14. ( ) Geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. LER. D. PROVA BRASIL (2007) SÉRIE 4ª 8ª LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA B. Em sua escola. ( ) São básicos para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. H. B. ESCREVER E CONTAR (2008) AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE ALFABETIZAÇÃO BAIXO INTERMEDIÁRIO 1ª ONDA 2ª ONDA 1ª ONDA 2ª ONDA ALTO 1ª SÉRIE 2ª SÉRIE 15. PROVINHA BRASIL (2008) MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 1 MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 2 C. ( ) Não são divulgados e discutidos com os pais e alunos.

em qual componente curricular os alunos apresentam maior facilidade de aprendizagem e melhor desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA Das questões avaliadas. No geral. qual(is) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. 27 .Sumário principal 16. qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. No geral. em qual componente curricular os alunos apresentam maior dificuldade de aprendizagem e baixo desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA 17. Das questões avaliadas.

ele deverá participar da coordenação deste estudo). o educar pela pesquisa e a avaliação da aprendizagem. (30min) 2. a partir dos itens apresentados. Primeiro momento: 1h Pedagogo 1. Leitura do item 2.1) alinhados ao conceito do currículo. e para que esse processo se fundamente na formação humana é necessário que o ambiente escolar seja inclusivo e que as relações sejam éticas e democráticas. discutir coletivamente proposições para o enriquecimento da prática pedagógica. Coordenador. Propósito: Levar a equipe a avaliar o trabalho de gestão da escola. Apresentar os princípios norteadores (item 2. Apresentar os indicadores de desempenho da escola discutidos na Análise Situacional: - Evasão.Sumário principal INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica Este roteiro trata da reflexão sobre a dinâmica da ação educativa no que diz respeito a: professor como mediador da aprendizagem. relação professor-aluno. Data: 20/07 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola 3. Professores. 28 . - Nota Enem. - Prova Alfabetização. Participantes: Direção. item 2. - Ideb. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. a partir dos itens sugeridos abaixo: O AMBIENTE EDUCATIVO As questões propostas estão centradas na ideia de que a escola é o local onde se concretiza o processo ensino-aprendizagem. Apresentar em tópicos os conceitos do currículo estudados no capítulo inicial. - Repetência. A partir do momento inicial e da leitura realizada. Segundo momento: 1h30 Trabalho em grupo 1. 2. - Nota Paebes. propondo inovações para a melhoria da aprendizagem dos alunos.2 – concentuando o currículo.3: o sujeito da ação educativa. Pedagogo.

Em sala de aula priorizam-se o diálogo e o respeito mútuo.) A organização da sala de aula é pensada. biblioteca. São realizadas atividades e dinâmicas de integração entre os profissionais da escola. O diálogo e a negociação são as estratégias mais utilizadas na resolução de problemas e conflitos no ambiente escolar. planejada e reflete a prioridade no direito de aprender. exercícios e pesquisas são tratadas como oportunidade para aprender mais e melhor. Estimulam-se ações pelo dever de casa. São promovidas atividades escolares que visem à integração entre os profissionais da escola e alunos. Essas são registradas. Aspectos relevantes nas dificuldades na disciplina em sala de aula (especial contribuição dos coordenadores). Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe. laboratórios. Os planos de aula são compartilhados regularmente com pedagogos e demais professores. E também a discriminação em relação aos alunos e suas famílias. A correção das atividades. etc. São definidas diretrizes públicas específicas e funcionais de disciplina de alunos e professores. O uso do livro didático é orientado. é combatida. No ambiente escolar os debates e as críticas são feitos de forma franca e aberta. A discriminação entre os profissionais da escola.Sumário principal ITEM O ambiente escolar favorece o desenvolvimento do trabalho dos profissionais da escola. velada ou não. As relações profissionais pautam-se pela ética e pelo respeito mútuo. Existe com frequência a utilização dos ambientes de aprendizagem (salas ambiente. inclusive no Conselho de Classe. A equipe reconhece que está variável e indicada como de forte influência para a aprendizagem. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. Participação dos alunos nas produções que organizam e regulamentam as relações de convivência na escola. na busca de soluções. Organização e comportamento dos alunos nos demais ambientes da escola (especial contribuição dos coordenadores). Aplica-se e ou recomenda-se a utilização de metodologias inovadoras. quadra. PROPOSIÇÃO 29 . As normas e regras são reconhecidas e respeitadas pelos professores.

até o momento. Das questões consideradas. ele deverá participar da coordenação deste estudo).Sumário principal Das questões consideradas. apresentando um plano de trabalho com as inovações propostas. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. a partir de sua vivência no ano letivo. Obs. qual(ais) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. As reuniões devem ser feitas por área de conhecimento. oportunizando aos professores propor alterações em cada disciplina. Coordenador e Professores. INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC Este roteiro trata da avaliação do CBC. Data: Agosto. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. se possível. Propósito: Avaliar o CBC e propor alterações por disciplina sugerindo. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. conteúdos a serem desenvolvidos por área de conhecimento. Setembro e Outubro Local: na escola Participantes: Pedagogo. 30 . Orientar os professores para que façam um paralelo do CBC junto ao plano de ensino. O pedagogo organiza a reunião por área de conhecimento. O pedagogo será o responsável pela síntese dos trabalhos em grupo.

habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a autonomia para a aprendizagem. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver o exercício da cidadania. excesso de conteúdo. Quanto ao texto: “Importância da disciplina para formação humana".. Quais e argumente (ex. Quanto à proposta de implementação do currículo. As competências. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a participação social. As competências. propor pela área. livro didático. Outras sugestões. Os princípios norteadores são considerados na atividade educacional diária. inadequação. Registre vantagens do uso sistemático do Novo Currículo.. As competências. pré-requisito. Sugestões e alterações no CBC: nas propostas de alteração. PROPOSIÇÃO 31 . se possível. propor competências. Mudanças que propõe para a introdução de novos conteúdos por série. Quais e argumente as razões das mudanças (ex.Sumário principal Primeiro momento AVALIAÇÃO DO CBC Quanto ao CBC – Conteúdo Básico Comum ITENS SUGERIDOS Quanto ao texto de área do conhecimento.) Houve o desenvolvimento de projetos por área de conhecimento? Qual(is)? Faça um breve relato do(s) projeto(s).) Mudanças para a transferência de conteúdos para outra série. habilidades e conteúdos comuns à área do conhecimento... Ou seja.

e aos projetos que revelem a identidade pedagógica da escola. ele deverá participar da coordenação deste estudo). coor- 32 . conforme a apresentação anterior. Coordenador. tanto com relação aos conhecimentos. Data: Novembro Local: na escola denador e pedagogo. Alertamos para a utilização dos demais instrumentos de avaliação contidos nos outros roteiros de estudo. Segundo momento: 2h30min Trabalho em grupos: O pedagogo faz a divisão dos grupos. O roteiro deve ser desenvolvido respeitando a hora/atividade no limite de 5h/mês. Dessa forma. Professores e demais funcionários. quanto com relação ao papel da escola no seu entorno. diretor. avaliação. a partir da vivência do novo currículo. Primeiro momento: 30 min O Pedagogo vai apresentar ao grupo os principais pontos do Projeto Político Pedagógico da escola. é importante que o sumário do Projeto Político Pedagógico seja revisto anteriormente pelo pedagogo para já adequá-lo antes da produção. Após a apresentação e discussão. à avaliação. o pedagogo ficará responsável por compor Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. pois nele são estabelecidas as diretrizes e as bases norteadoras das ações que levam à formação dos cidadãos. de acordo com o quantitativo de grupos. por exemplo. Propósito: Reescrita do Projeto Político Pedagógico por professores. Participantes: Direção. hábitos e atitudes que se entende devam integrar essa formação. Terceiro momento: 1h Cada grupo apresenta a produção e deve-se reservar um tempo para a discussão. no que diz respeito à prática pedagógica. Cada grupo irá propor uma redação para o seu item.Sumário principal INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico que se articule com o novo currículo Este roteiro pretende orientar a escola a articular o PPP com o currículo . Pedagogo.

As decisões coletivas orientam o planejamento das atividades desenvolvidas pela escola. diretor. Verificar se o Projeto Político Pedagógico atende às legislações estadual e federal. pais e alunos). 33 . Registramos que todos os demais itens contidos nos vários roteiros são complementares para o desenvolvimento deste trabalho de articulação do Projeto Político Pedagógico ao Currículo. A elaboração e o desenvolvimento do planejamento de ensino são acompanhados pela equipe pedagógica. funcionários.Sumário principal o novo Projeto Político Pedagógico da escola e agendar uma outra reunião de apresentação do material para validação dos professores. coordenadores. Os profissionais e os alunos da escola conhecem e valorizam a história da instituição. A concepção de educação que fundamenta o PPP objetiva a aquisição crítica do conhecimento sistematizado pelo educando. direção. Para a adequação do Projeto Político Pedagógico ao Novo Currículo estamos apresentando um referencial de autoavaliação. equipe pedagógica. O planejamento de conteúdos das disciplinas considera o tempo necessário ao educando para a aprendizagem. A escola procura registrar os eventos mais relevantes de sua história atual. PROPOSIÇÃO O Projeto Político Pedagógico foi construído coletivamente (professores. O planejamento das atividades de sala de aula é fundamentado no PPP. As reflexões acerca da prática pedagógica procuram evidenciar que não basta que a ITENS DO PPP escola tenha profissionais com conhecimento em sua área de atuação. Devem estar articulados a uma prática comprometida com o direito de aprender de todos e de cada um. É preciso que esses conhecimentos estejam inseridos criticamente na realidade socioeconômica e política de nossa sociedade. O planejamento das atividades de sala de aula é elaborado de forma integrada (por ÁREA preferencialmente. O PPP é discutido e atualizado. As questões relativas à prática pedagógica da escola são discutidas coletivamente. Obs. nas diferentes séries).

As programações especiais desenvolvidas pela escola são comunicadas aos profissionais. Os alunos têm oportunidade de propor e realizar atividades na escola. portanto.). Na busca de soluções dos problemas disciplinares. sexualidade e outras) em seu planejamento de ensino. alunos. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. As estratégias para enfrentamento dos problemas disciplinares são definidas coletivamente. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem.Sumário principal ITENS DO PPP Os professores organizam sua prática pedagógica de modo a proporcionar o tempo necessário à aprendizagem do educando. drogas. A escola trabalha questões sociais (violência. somente como último recurso recorre-se a elementos externos à escola (Conselhos Tutelares. na busca de soluções. São desenvolvidas atividades diferenciadas de reforço de aprendizagem para alunos com dificuldades. pais e comunidade de forma clara e em tempo hábil. A indisciplina dos alunos é tratada a partir da identificação de suas causas. Existem mecanismos para o efetivo envolvimento dos pais nas questões pedagógicas da escola. Existem projetos articulados com órgãos públicos e outras instituições da sociedade civil para o desenvolvimento pedagógico e/ou atendimento às necessidades da comunidade escolar. Os conteúdos são trabalhados de forma contextualizada. especialmente nas que dizem respeito ao processo de ensino-aprendizagem dos seus filhos. etc. inclusive no Conselho de Classe. quando necessário. PROPOSIÇÃO 34 . O processo pedagógico considera e valoriza o conhecimento trazido pelo aluno. A disciplina é considerada uma questão pedagógica e. A aplicação dos recursos físicos e financeiros priorizam as questões pedagógicas. trabalha-se em conjunto com os pais e/ou com familiares. Os professores procuram utilizar estratégias e recursos variados em sua prática pedagógica. policiais.

Sumário principal ITENS DO PPP As matrizes curriculares estão contempladas de forma a organizar o conhecimento necessário a cada grau e modalidade de ensino. 35 . A avaliação do desenvolvimento escolar prioriza o processo de ensinoaprendizagem e não a nota. Feiras e exposições dos trabalhos de professores e alunos são realizadas com a participação da comunidade. A escola desenvolve um trabalho de acompanhamento junto aos seus profissionais no atendimento de alunos com necessidades educativas especiais. A hora-atividade garante o tempo necessário ao professor para o trabalho individual e também para o trabalho coletivo. São elaborados planejamentos de ensino a partir da realidade evidenciada na avaliação diagnóstica. A equipe pedagógica e os professores discutem a forma de organização curricular da instituição.) desenvolvidos pela escola. música. Existem projetos culturais (teatro. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. PROPOSIÇÃO Das questões consideradas. qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. A equipe pedagógica acompanha e contribui com os professores durante a hora-atividade. dança. A hora-atividade é utilizada exclusivamente para o desenvolvimento das atividades relacionadas à função docente. São realizadas avaliações diagnósticas no início do ano letivo para o conhecimento do nível de aprendizagem dos alunos. A escola não permite o adiantamento de aulas e/ ou saídas antecipadas de alunos. etc. Das questões consideradas. A hora-atividade é organizada de forma a possibilitar encontros dos professores que atuam na mesma área.

Sumário principal As Superintendências Regionais de Educação .

de modo que possam melhorar o próprio desempenho. especialmente pedagogos e coordenadores. Sempre é oportuno relembrar que essa proposta de organização curricular vai possibilitar que sejam garantidas as mesmas oportunidades a todos os alunos da rede estadual. envolvendo o Corpo Técnico Administrativo (diretor. Entenda a situação da educação nas escolas que compõem a regional. Monte um cronograma envolvendo a equipe técnica da SRE para acompanhar as etapas de implementação do currículo. A partir do CBC é possível definir metas que todos os alunos tem direito a alcançar nas disciplinas estaduais. Assegure registros por escola contando o desdobramento das etapas. Supervisione o trabalho em cada escola. além disso. monte um plano emergencial para atender aquelas com deficiência. Envie relatórios compatibilizados a Sedu/ Central de cada roteiro. independente das escolas que frequentem e. Cumpra a legislação da educação. Organize uma reunião anterior às agendas aqui planejadas. pedagogos e coordenadores). Elas deverão acompanhar e monitorar todas as atividades de estudos das escolas. Como estão sendo desenvolvidos. especialmente no que se refere ao papel que deverão desenvolver junto às escolas jurisdicionadas. Faça um quadro demonstrando quais projetos estão presentes em quais escolas. todos terão acesso aos mesmos conhecimentos atualizados e significativos. de cada escola e. Acompanhe o desenvolvimento dos projetos que dinamizam o currículo. bem como participar dos trabalhos. pelos dados. Verifique o quadro de profissionais da área pedagógica. As orientações para compatibilização serão definidas em reunião própria. valorizados pela sociedade. se necessário. Da mesma forma é possível e necessário avaliar o progresso de todos os alunos e as escolas em direção às metas definidas. 39 . mais precisam de ajuda. e orientando e auxiliando em cada etapa do planejamento. Conheça aquelas de âmbitos nacional e estadual. Conheça todos os indicadores e destaque aquelas escolas que. Para a Superintendência Regional de Educação é necessário registrar a responsabilidade no âmbito de sua jurisdição.Sumário principal As superintendências são importantíssimas nessa etapa da implantação do currículo.

Está ligado aos 30% de CBC que se dará em nível regional e local. A coordenação geral desse trabalho é do supervisor pedagógico. 40 . na qual vamos apresentar um plano de ação próprio para as devidas adequações que a equipe regional sugerir. Para esse trabalho a Sedu/Central está agendando reunião para o mês de março.Sumário principal Outra ação de responsabilidade das SRE é a coordenação da elaboração dos aspectos regionais do currículo. com o apoio local dos técnicos do currículo e das equipes de EF e EM.

Sumário principal A Sedu/Central .

4. junto a Gefor. Planejar e efetivar. • Ambientes e recursos de aprendizagem. a partir dos resultados da pesquisa e dos relatórios encaminhados pelas SRE dos roteiros da Indicação 5. Acompanhar a implementação do Novo Currículo por meio dos relatórios das Superintendências Regionais de Educação e reuniões periódicas centralizadas e descentralizadas. 43 . Organizar o Ciclo de Aprofundamento de Estudos Descentralizados – Currículo em Ação. Organizar o Ciclo de Seminários Descentralizados sobre o Currículo da Educação Básica.Sumário principal Na implantação do currículo. a Unidade Central tem a responsabilidade de planejar e organizar o trabalho a ser desenvolvido pelas Unidades Escolares. 2. as mudanças do currículo básico da rede estadual. • O ensino pela pesquisa. 5. São atribuições da Unidade Central em 2009: 1. Acompanhar a elaboração do CBC regional junto às Superintendências Regionais de Educação. Temas de referência para os estudos: • As áreas do conhecimento. Questões de investigação: • Os conteúdos estão adequados às séries? • Os temas transversais foram trabalhados? • O documento curricular facilitou a ação docente? • O documento é de fácil compreensão e utilização? 3. Coordenar a elaboração dos Cadernos Metodológicos junto aos Professores Referência. Coordenar a pesquisa de avaliação do Novo Currículo – a partir da contratação de uma instituição de pesquisa. coordenadas pelas Superintendências Regionais de Educação. • Competências e habilidades. 7. 6.

Sumário principal Apêndices .

que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. 10ª ed. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. Escreve especialmente aos professores. de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar. A responsabilidade ética. tia não. não como um burocrata da mente. se abre às adivinhações dos alunos. mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade – razão por que seu corpo consciente. convocando-os ao engajamento nessa mesma luta. sem o que não o aprende. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. no seu ensinar. estão grávidas de sugestões. assim como a significação igualmente crítica de aprender. que ela os faz percorrer. pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo. O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993.Sumário principal Leituras Complementares Ensinar. rever-se em suas posições. O fato. acertos. aberto. É que não existe ensinar sem aprender e com isso eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. de modo algum. em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas. que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre. mais adequado para constituirse em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato. política e profissional do ensinante lhe coloca o dever 1 Esta carta foi retirada do livro Professora sim. o ensinante se ajuda a descobrir incertezas. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas. p. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante. Cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho D’Água. à sua ingenuidade e à sua criatividade – o ensinante que assim atua tem. observada a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se. porque. mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. Mas agora. O ensinante aprende primeiro a ensinar. porque reconhece um conhecimento antes aprendido e. um momento rico de seu aprender. 47 . ao ensinar. emocionado. humilde. aprender: leitura do mundo. de outro. porém. leitura da palavra1 Paulo Freire Nenhum tema. se ache permanentemente disponível a repensar o pensado. de um lado. sensível.. equívocos.

Esta atividade exige que sua preparação. Comecemos por estudar. me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros. Não gostaria. o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. de outro lado. não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimento social ou natural e que. e portanto ensinantes. sua capacitação. recriador. mas busca uma síntese dos contrários. vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. de maior exatidão. Obviamente.Sumário principal de se preparar. do ler. insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa. o ato de estudar implica sempre 48 . criador. de se capacitar. por isso. se acha nos começos de sua escolarização. de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. Enquanto preparação do sujeito para aprender. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. por parte de quem se prepara para a tarefa docente. que envolve necessariamente estudar. do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. aprendizes também. sua formação se tornem processos permanentes. de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar. o que me interessa aqui. um quefazer crítico. minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas. de acordo com o espírito mesmo deste livro. Assim. mais sistemático. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos. Pelo contrário. de conhecer. a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber. ou como ensinantes e. Partamos da experiência de aprender. que. do observar. envolvendo o ensinar do ensinante. assim. em primeiro lugar. criança ainda. em nível de uma posição crítica. sequer. envolve também de um lado a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou. como necessidade da própria reflexão. se bem percebida e bem vivida. quer dela participemos como aprendizes. estudar é. aprendizagem de quem. é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos. Sua experiência docente.

uma alfabetizanda nordestina discutia. quatro vezes pedaços do texto. O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade. fazendo-se também em busca da compreensão do texto e. De ler o mundo. Certa vez. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume. os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. daí. Da compreensão e da comunicação. na verdade. não posso ultrapassar uma página se não consegui com relativa clareza. três. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido. entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. exigente.Sumário principal o de ler. por outro lado. entre outros pontos fundamentais. e dessa ao concreto tangível. Uma das formas de realizarmos esse exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto. em seu círculo de cultura. Mas. Ler é uma operação inteligente. sujeito da leitura. difícil. estou estudando e estou lendo seriamente. sujeito do processo de conhecer em que se acha. mas gratificante. não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível. nos remete agora à leitura anterior do mundo. A leitura da palavra. jamais dicotomizar. Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar. dos objetos nele referidos. E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar. fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso. ganhar sua significação. portanto. Se. mesmo que nesse não se esgote. uma 49 . a importância do ensino correto da leitura e da escrita.

(05/12/2001) 50 . um jarro. Digo “atacados” porque eles surgem repentinamente. dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”. sem explicar. compreensão gestada sensorialmente. relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo. Fico feliz porque sei que Lichtenberg. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. indo mais além dela. mas também de fazer cultura. viabilizava sua vida e a de sua família. trabalhando o barro. sob a forma de aforismos. no fundo. com a força de um raio. Folha de São Paulo. Tendências e Debates. Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras 2 Gaiolas e asas – Rubem Alves. Só pode ser encorajado. produto do trabalho que. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. Gaiolas e asas2 Rubem Alves Os pensamentos me chegam de forma inesperada. ultrapassando a experiência sensorial. de repente. Assim como o jarro era apenas o objeto. Aforismos são visões: fazem ver. Foi por isso que. Há escolas que são asas. Pois ontem. William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. o que é cultura. aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. Ensinar o voo. criava com as mãos. Engaiolados. Na sua experiência anterior. isso elas não podem fazer. sem preparo. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver. de fazer arte. através da “leitura” de uma série de codificações que. se sustentava. Discutia-se. o seu dono pode levá-las para onde quiser. O voo não pode ser ensinado. porque o voo já nasce dentro dos pássaros. são representações da realidade concreta. Agora. trabalhando o barro.Sumário principal codificação  que representava um homem que. vendido. concretamente. lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que. cuja memória ela guardava no seu corpo. O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. sua compreensão do processo em que o homem. criava o jarro. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Faço isto”. O que elas amam são os pássaros em voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle.

tenham uma boa educação.. Nos tempos de minha infância. batia as asas. o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos. que todos. em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. para testar a qualidade da educação.e a domadoras com seus chicotes... fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres. entrava na arapuca e pisava no poleiro. Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo”? E os usos da partícula “se”? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga 51 . A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres. gritaria. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Ia comendo. pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. vi uma jaula cheia de tigres famintos. criam mecanismos. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. Ouvindo os seus relatos. Fazia minhas próprias arapucas. ofensas.Sumário principal de segundo grau.. os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. Balbúrdia. atraído pelo fubá. pedindo silêncio. tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas. ficava ensanguentado. De acordo. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca. esperando. acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação. dentes arreganhados. É preciso que os adolescentes. Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo.. crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames.. Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço. E era uma vez um passarinho voante. garras à mostra . Mas não podem. punha fubá dentro e ficava escondido. ameaças. provas e avaliações.. Violento.. O pobre passarinho vinha. fazer avaliações. timidamente. como dar o programa. E. E elas. desrespeito.

sabendo que é inútil. era “ferramenta” e “brinquedo” do corpo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. não tendo nenhuma utilidade como ferramentas. de suas relações e de sua própria sobrevivência. A educação no século XXI No século XXI. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. São asas. está o resumo da educação. “Brinquedos” são todas aquelas coisas que. É ele que dá as ordens. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. E aprender à sua maneira”. teria de se perguntar: “Isso que vou ensinar. Esses dados não me dizem nada. Estamos dizendo que discutir educação e suas finalidades não é tarefa apenas dos educadores. porque é nele que está a vida. ao ensinar. Mas eu sei que há professores que amam o voo dos seus alunos. Nesse sentido. que a sociedade deve incorporar essa exigência e compreender na educação suas possibilidades de 52 . não fica violento. a inteligência. Assim. que ultrapassa os limites de seu próprio campo.. é melhor deixar de lado. Fica alegre. Nietzsche dizia que ela. Não me dizem se são gaiolas ou asas. todo professor. Há esperança. Isso é hábito velho das escolas. dão prazer e alegria à alma. ferramentas e brinquedos... aprender “brinquedos”.. a educação é considerada um indispensável patrimônio da humanidade na construção de seus ideais. vendo as asas crescer.. é ferramenta? É brinquedo?” Se não for. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas”. O sujeito da educação é o corpo.Sumário principal as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante”? Qual a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professoras. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. São obrigadas a ensinar o que os programas mandam. Nessas duas palavras. há uma exigência de debate conjunto da educação. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. É o corpo que quer aprender para poder viver. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade. “Ferramentas” são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia.. também engaioladas.

Sumário principal avançar e acompanhar um mundo de rápidas transformações. 53 . O primeiro deles. ao longo da história de homens e mulheres. Essa dimensão diz respeito à qualidade de vida dos humanos nas suas correlações com seus pares. de com-viver. por trabalhar com pessoas diferentes em espaços comuns. Esse pilar ressalta as demandas do mundo contemporâneo e a importância das relações diante dele. o conhecimento é infinito e o homem. Sem dúvida. Esse pressuposto nos orienta a pensar que educar pela pesquisa é uma importante estratégia conceitual e metodológica no sentido de viabilizar. por meio do Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI presidida por Jacques Delors. A investigação se configura a estratégia de orientar a descoberta. aprender a viver junto e aprender a ser. O segundo pilar indicado pela Comissão é relativo à capacidade humana de viver junto. aprender a conhecer. de modo interdependente e integrado. A escola. o seu conceito de educação de qualidade: aprender a conhecer. Em outras palavras. Vale considerar que essa é uma das prementes tarefas da escola. é fundamental instrumentalizar as pessoas para utilizá-las. utilizá-las a serviço de sua geração e da humanidade. de sua história. os caminhos para o desenvolvimento desse pilar. Desse modo. estabelece quatro pilares que sustentam. de estimular a construção de conhecimentos. nos remete à dimensão humana do compreender. como espécie. De igual modo importante é oferecer a ele a oportunidade de construir as competências necessárias para garantia desse acesso. Na realidade. não basta disponibilizar a informação. A Unesco. pode promover o diálogo permanente sobre as relações estabelecidas na vida social. Podemos compreender esses pilares como grandes desafios da educação e da sociedade. de suas tradições e de sua espiritualidade”. enfoca a necessidade planetária da compreensão mútua. dentro da escola e da sala de aula. aprender a fazer. Conforme o relatório. aprender a conhecer nos remete para o trabalho de descoberta dos mecanismos de constru- ção e apreensão dos conhecimentos. desenvolvendo o conhecimento dos outros. de respeito e convivência pacífica com as diferenças e com o outro. E ainda. Como sabemos. de conhecer e de descobrir. “trata-se de aprender a viver conjuntamente. não cessa em produzi-lo e reproduzi-lo. uma das principais contribuições da educação para o indivíduo é favorecer o acesso à informação.

vale afirmar que a educação no século XXI está estreitamente vinculada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes e a princípios éticos. também executa. Refere-se à demanda contemporânea de uma postura ética. é afirmar que a educação não pode aceitar a imposição de opção entre a teoria e a técnica. que a ideia e a matéria são complementares no entendimento da totalidade. qualifiquem as pessoas para a vida em conjunto. As velhas dicotomias do passado devem ceder espaço a uma práxis pedagógica que admita que quem pensa. A vida neste novo século solicita uma educação que permita aos educandos associar a técnica com a aplicação de conhecimentos teóricos. aprender a fazer. tanto das escolas quanto das famílias. Em suma. com as demandas do cotidiano. de compreensão e solidariedade humana. Sugere que os processos educativos. 54 . com a utilização de conhecimentos no contexto de vida dentro e fora da escola. o saber e o fazer. que quem executa também pensa. pois. O aprender a ser está entre os elementos preconizados no relatório.Sumário principal O sentido do terceiro pilar. Esse pilar sinaliza que os humanos não nascem prontos para a vida em sociedade. relacionar o que se estuda com o que se faz. pautada no princípio de que as atitudes e responsabilidades pessoais interferem no destino coletivo. Isso se torna. que o corpo e a alma são indissociáveis. uma responsabilidade de geração com relação à sua próxima.

educador. Além disso. Encare a diversidade de maneira positiva Tire proveito da heterogeneidade de saberes. Procure se informar sobre a qualidade do ensino no país. Promova a interação entre eles. pois é ele quem está com o aluno diariamente e tem nas mãos as ferramentas para ensiná-lo. Recomendações Entenda a situação da educação O primeiro passo para melhorar a educação é entender sua situação atual. por meio de cursos de graduação ou pós-graduação e programas de capacitação. Busque sempre aprimorar seus conhecimentos Procure sempre dar sequência à sua formação acadêmica.todospelaeducacao.org. como educador. Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados. conhecimentos e experiências dos alunos e da comunidade escolar. tanto no Ideb como em avaliações educacionais. Quando você entende o problema. discuta.Sumário principal Documento integrante do “Todos pela Educação”3 O educador é o principal trabalhador brasileiro. e que poderá te ajudar a influir positivamente na educação das pessoas ao seu redor. Proponha que sua escola seja um espaço de aprendizado. como a Prova Brasil e o Saeb. e é direito de todos conhecê-los. reflita. todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação para melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados. suas causas e consequên3 www. Para ser educador. pode fazer a sua parte. cias. Há sempre algo novo e interessante para ser aprendido. no seu Estado. nas escolas próximas. na sua cidade. Informe-se. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. Veja como você. é o principal agente da melhoria da educação. Na seção Números da Educação você encontra essas informações.br/ Faça sua parte 55 . Procure entender quais são os problemas da educação brasileira. é preciso estudar sempre e ter em vista onde você quer chegar com seus alunos.

As escolas devem ter algum grau de autonomia. Como lida com questões internas e externas da escola.Sumário principal Escola boa é aquela em que o aluno aprende A melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos. o diretor deve conduzir as ações da escola de forma articulada com as políticas emanadas pela Secretaria de Educação – que deve receber. é necessário ter sempre em mente o que é e o que não é prioritário. anualmente. A presença constante do diretor da escola é fundamental. o diretor deve garantir um sistema eficaz de reforço escolar para os alunos com dificuldades em algum conteúdo específico. e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. mensalmente. Ele deve ter competência para ocupar um papel central na gestão do cotidiano escolar e na articulação da escola com a comunidade escolar. para organizar seu tempo de forma eficiente. se a escola existe para ensinar. a avaliação capaz de dizer se a escola é boa ou ruim é aquela que nos mostra se os alunos estão ou não aprendendo. os dados da escola. 56 . Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola. E. Diretor: Articule-se com a Secretaria de Educação Como a escola não trabalha de forma isolada. O diretor é o responsável maior para a escola ter e cumprir o regimento escolar e a proposta pedagógica – que dará origem aos planos de curso e de aula. de forma integrada às metas da rede de ensino. As metas da escola também devem ser estabelecidas. mas como o grande administrador da aprendizagem dos alunos. O diretor não deve ser visto apenas como o administrador do prédio da escola. e deve fazer funcionar um sistema de supervisão de professores com foco no desempenho dos alunos. que é a rede de ensino. Além de ser peça-chave na identificação das necessidades locais. gerida pela Secretaria de Educação. Diretor: Assuma a liderança Assuma a liderança de forma democrática e cooperativa com todos os segmentos da equipe. Diretor: Seja responsável pela qualidade de ensino A melhor gestão administrativa de nada vale se os alunos não estiverem aprendendo. mas são parte de um organismo muito maior.

Diretor: Abra a biblioteca e a sala de computação Não tranque livros e computadores. dicionários e enciclopé- dias. Você pode. ainda. Participe da elaboração dessas propostas e assegure seu cumprimento. Quanto aos computadores. pois eles são material de uso diário. os conteúdos e os métodos de ensino devem ser adequados e ajustados às suas necessidades e às características dos alunos. Os alunos podem também ser envolvidos na elaboração e manutenção da página da escola na internet. Os alunos precisam tê-los em mãos para poder tirar o melhor proveito possível do que esses materiais podem trazer para seu aprendizado. Se alguma necessidade urgente lhe impedir de estar em sala de aula. com um mínimo de quatro horas de aula por dia. 57 . sem perder de vista que. Aulas de qualidade se refletem na aprendizagem dos alunos. disponibilizando. Assegurar a pontualidade e frequência dos professores e funcionários da escola também é necessário. a partir delas. livros de ficção e não-ficção. ou ser incentivados a construírem seus blogs – diários na internet. obras de literatura infanto-juvenil. Diretor: Assegure as condições de trabalho Assegure as condições e os meios para que os professores implementem a proposta político-pedagógica da escola. Cuide e melhore o acervo da biblioteca. sua escola pode incentivar os alunos a usarem a internet para fazer pesquisas sobre temas atuais e. além dos livros didáticos. para ter sucesso na sala de aula. descontados os intervalos escolares. os objetivos. Professor: Planeje suas aulas Elabore planos de curso e planos de aula de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela escola e com o programa de ensino da Secretaria de Educação. As escolas precisam garantir um mínimo de 200 dias letivos. abrir a biblioteca fora do horário das aulas e para a comunidade.Sumário principal Diretor: Assegure o cumprimento do ano letivo Assegure o cumprimento integral do ano letivo. elaborar resumos. é necessário que você seja substituído por pessoa de igual competência e que conheça o andamento dos planos de aula. Professor: Procure não faltar Lembre-se de que o aluno precisa de você. Isso é lei.

Estimule esse hábito oferecendo aos alunos contato com diferentes tipos de textos. tais como matérias de jornais. as atitudes. O desempenho escolar de um aluno é responsabilidade do professor. Prontifique-se a ajudar sempre que chamado. embalagens. Diretor: Mantenha uma boa relação com as famílias Divulgue a proposta pedagógica de cada série para os pais dos alunos poderem acompanhar o seu cumprimento ao longo do ano letivo. Divulgue também o regimento da escola para pais e alunos. à compreensão de textos e à escrita. anúncios.Sumário principal Professor: Ensine a estudar Ensine os procedimentos de estudo. interpretação e o diálogo entre os estudantes. etc. Professor: Incentive o hábito da leitura Dê atenção especial à leitura. faça comentários. como selecionar informações. Conheça de antemão os textos que você apresentará à classe. Valorize o esforço e os trabalhos elaborados pelos alunos. cartas. Professor: Não desista de ensinar a nenhum aluno Todos precisam. Nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo. regras da escola. fazer resumos e sínteses. embora todos sejam capazes de aprender. perguntas e promova a reflexão. instruções de jogos. têm direito e capacidade de aprender. gere expectativas nos alunos sobre os textos. Esse tipo de atitude pode ser decisivo na vida de uma criança ou um jovem. etc. O hábito da leitura abre aos alunos uma perspectiva prazerosa de aprendizagem. Comente-os e exponha-os em murais e varais fora e dentro da sala de aula. as palavras que reforçam a autoestima das crianças e favoreçam o seu sucesso na sala de aula e na vida. textos expositivos e literários. que deve ser compartilhada pela família e pela escola. tomar notas. Distribua os boletins com resultados dos alunos nas épocas previstas pelo Regimento Interno 58 . receitas. Professor: Reforce a autoestima dos alunos É preciso que educadores difundam ao máximo os gestos. Essas habilidades são básicas e essenciais para toda a vida do aluno.

Promova a gestão democrática A gestão democrática implica que os educadores. Demande que os governos municipal e estadual mantenham atualizadas as situações cadastrais (qual escola frequenta. dicas sobre como eles podem ajudar suas crianças a estudar e acompanhar as aulas. familiares e a comunidade. Mantenha esse espírito ao se relacionar com os pais e alunos. quantidade e diversidade apropriadas. Fiscalize o Bolsa-Família Verifique se os alunos beneficiários do BolsaFamília matriculados em sua escola estão frequentando as aulas. Quanto mais a escola estiver inserida em seu contexto social e mantiver uma boa relação de parcerias.Sumário principal das Escolas. que impactam diretamente na saúde da criança e em seu desempenho escolar. Acompanhe também se a escola os armazena de forma correta e os distribui enquanto estão frescos. abrindo seus espaços para outras atividades e públicos – desde que isso não comprometa os direitos dos seus alunos. Mantenha um relacionamento transparente e receptivo com os pais e familiares. Para tanto. 59 . Dê. Reconheça a escola como um espaço de construção do conhecimento e de integração com a comunidade. verifique e cobre que os beneficiários do programa levem suas crianças aos postos de saúde para realizar exames. Abra a escola para a família dos alunos e conheça a história e as características de cada um. e informe-os sobre como está o desempenho de seus filhos na escola. verifique e cobre que os recursos públicos destinados à merenda escolar sejam garantidos e bem geridos. mais do que destinatários. vacinações e outras ações estipuladas pelo Ministério da Saúde. maior será a colaboração de todos. antes da data de expiração e em quantidades apropriadas. ainda. Eles são parceiros fundamentais da escola. você pode verificar em sua escola se os alimentos comprados pela prefeitura têm qualidade. Além disso. Fiscalize a merenda escolar Acompanhe. devem ser considerados interlocutores e parceiros da escola no cumprimento de sua missão: fazer com que todas as crianças da escola efetivamente aprendam. se concluiu os ciclos de estudos etc) de cada criança em idade escolar.

disponível em todas as escolas estaduais EDITORA AGIR Nº 1 2 TÍTULO Como descobrir sua genialidade: aprenda a pensar com as dez mentes mais revolucionárias da história Aquarelas do Brasil 60 Agosto Março Junho Julho Maio Abril .Sumário principal Material de apoio Cronograma físico de estudos dos roteiros Novembro X Setembro X Fevereiro Outubro X AUTOR Gelb. Michel Costa. Flavia Moreira Da Indicação1 Indicação 2 Indicação 3 02 03 X X – X X X Indicação 4 Indicação 5 Indicação 6 Títulos relacionados que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”.

Ronaldo 61 . Smole. representações e poder Aprendizagem contextualidade: discurso e inclusão na sala de aula Professores leitores e sua formação Diálogos na educação de jovens e adultos A construção do letramento na educação de jovens e adultos Escrever e brincar: oficinas de texto AUTOR Fagundes. João Vanderlei Haydt. Helena EDITORA AUTÊNTICA Nº. P. o neonazismo no Brasil e no Mundo AUTOR Salem. Magda Silva. Cândida Geraldi. Ezequiel Theodoro Da EDITORA ATUAL Nº 1 TÍTULO As tribos do mal. Maria Lúcia Andrade. Leôncio e Outros (Orgs) Pereira. Maria Lúcia Claver. Aparecida (Org. Márcia Botelho Paiva. Regina Cazaux Soares. Marta Meirieu. Lino e Outros Durante. escrever e resolver problemas – habilidades para aprender matemática Ler e escrever na escola: o real. Kátia Stocco e Outros Lerner.Sumário principal EDITORA ARTMED Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Fazendo Arte com a Matemática Aprender com jogos e situações-problemas Alfabetização de adultos: leitura e produção de textos A pedagogia entre o dizer e o fazer : a coragem de começar Ler. 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Aprendendo valores éticos Literatura e letramento Formação de professores – pesquisas. Ronice EDITORA ÁTICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Como analisar narrativas O texto na sala de aula Avaliação do processo Ensino-Aprendizagem Linguagem e escola: uma perspectiva social A produção da leitura na escola AUTOR Gancho. Ludimila Tomé De Soares.) Pereira. Júlio Emílio Diniz Castenhema. Delia Quadro. o possível e o necessário Educação de Surdos: a aquisição da linguagem AUTOR Fainguelernt Macedo.

Carol Ganeri. M. Duckur Costa Bezerra Padilha.) Ganeri. Luiz Alves. Claudia Mariab Mendes EDITORA AVE MARIA Nº 1 TÍTULO Nosso Folclore AUTOR Prado.Sumário principal AUTORES ASSOCIADOS Nº 1 2 3 4 5 6 TÍTULO O mundo da escrita no universo da pequena infância Entre a Educação Física na Escola e a Educação Física da Escola Em busca da formação de indivíduos autônomos nas aulas de Educação Física Práticas pedagógicas na educação especial: a capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental Políticas e práticas de educação inclusiva Alfabetização: a criança e a linguagem escrita AUTOR Faria. Edgar EDITORA BRASILIENSE Nº 1 2 TÍTULO O iluminismo e os reis filósofos O que é Religião AUTOR Salinas. C. Rubem EDITORA CALIS Nº. Zuleika De Almeida EDITORA BERTRAND Nº 1 TÍTULO A cabeça bem feita: repensar a reforma e o pensamento AUTOR Morin.L Góes. Husair Doreen. Francisco Eduardo Bezerra. Anita Shahrukh. Simone (Org. 1 2 3 4 5 6 TÌTULO Palavras sagradas de diferentes povos e religiões O que sabemos sobre Budismo O que sabemos sobre Cristianismo O que sabemos sobre Hinduísmo O que sabemos sobre Islamismo O que sabemos sobre Judaísmo AUTOR Kubric. Anita Watson. Ana Lúcia G.Fine 62 . De Caparroz.M. R Contijo. A.

letramento e inclusão social Letramento literário: teoria e prática AUTOR Mollica. retórica e prova AUTOR Argan. Adilson Buoro. Adilson Casimiro. Maria Tereza Moretto. M. Eric Ginzburg. Rildo EDITORA CORTEZ Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Leitura e construção do real. Carlos Roberto Jamil Vieira. Ligia (Coord) Citelli. Sofia Larche Kohan Walter Estebam. Maria Cecilia Cosson. uma práxis em construção Prova um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas Quando falam os professores alfabetizadores Quem sabe que erra? Reflexões sobre avaliação e fracasso Verde cotidiano: meio ambiente em discussão AUTOR Cury. Carlo EDITORA CONTEXTO Nº 1 2 TÍTULO Fala. Alice e Outros Morin. O lugar da poesia e da ficção. 1914-1991 Relação de força: história. Vasco Pedro Lacerda. 63 .Sumário principal EDITORA CIA DAS LETRAS Nº 1 2 3 TÍTULO Arte moderna A era dos extremos: o breve século XX. vol. I Outras linguagens na escola (v. Mitsi Pinheiro De Estebam. Giulio Carlo Hobsbawn. 6) Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte Metodologia do ensino e educação física Aprender e ensinar com textos não-escolares Política de currículo em múltiplos contextos Os sete saberes necessários à educação do futuro AUTOR Chiappini. Anamélia Bueno Coletivo De Autores Citelli. Maria Reigota. Edgar EDITORA DP&A Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Gestão da escola: desafios a enfrentar Filosofia para crianças Professora pesquisadora.

M. M. Santinho Ferreira De Souza... e Outros EDITORA FLOR & CULTURA Nº 1 2 TÍTULO Percursos com a leitura Olhares e perguntas sobre ler e escrever AUTOR Souza. Maurício De QTD 591 EDITORA GRAFER Nº 1 TÍTULO Vitória. 64 . Santinho Ferreira De EDITORA FORMAR Nº 1 TÍTULO A construção do Espírito Santo AUTOR Conti. JOSÉ EDITORA LOYOLA Nº 1 TÍTULO Pesquisa na escola: o que é. Graça Aguiar. D. cidade presépio AUTOR Tatagiba. na escola: formando educadores para formar leitores AUTOR Paulino. como se faz AUTOR Dagno. Raquel Félix LOTE 32 – EDITORA FORMATO Nº 1 2 TÍTULO Tipos de texto: modos de leitura Era uma vez. Vera Teixeira De e Outros EDITORA FTD Nº 1 TÍTULO Atlas Geográfico – Turma da Mônica AUTOR Souza.Sumário principal EDITORA EDUFES Nº 1 TÍTULO Pesquisa e educação especial: mapeando produções AUTOR Jesus.

Fegel. Melinda EDITORA MARTINS FONTES Nº 1 2 TÍTULO A redação na escola Coesão e coerência nas narrativas escolares escritas AUTOR Franchi. Gabriel Walker Larry E.Djanira Brincando com Arte .Guersoni AUTOR Sarro. Adrián Famyul EDITORA NOOVHA AMÉRICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Brincando com Arte . Mirna Richter. Marly Spritzer. Egle Franchi. Sandra Tailer.Darcy Penteado Brincando com Arte .Sumário principal EDITORA MANOLE Nº 1 2 3 TÍTULO Filosofia ética e literatura Ensinando basquetebol para jovens Primeiros socorros no esporte AUTOR Perissé. Egle EDITORA MEDIAÇÃO Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Filosofia da criação A formação do ator A criança e a pintura Indisciplina/Disciplina Removendo barreiras para a aprendizagem AUTOR Meira. Darcy Di Cavalcanti Djanira Guersoni 65 . Yves Carvalho. Sissa e Outros QTD 1860 EDITORA MODERNA Nº 1 2 TÍTULO Gramática em textos Gramática de Espanhol passo-a-passo com exercícios AUTOR Sarmento. J.Di Cavalcanti Brincando com Arte . Adélio Penteado.Adélio Sarro Brincando com Arte . Leila Santilhana. Rosita Edler QTD 1860 591 591 1860 1860 EDITORA MERCADO ABERTO Nº 1 TÍTULO A criança e a produção cultural AUTOR Jacob.

EDITORA PAULINAS Nº 1 2 3 4 TÍTULO A religião no mundo (5ª série) Expressões do sagrado na humanidade (6ª série) A religiosidade no mundo atual (7ª série) Nossa opção religiosa (8ª série) AUTOR Carmiato. Marisa Zilberman.Jocelino Soares Brincando com Arte .Vaccarini Brincando com Arte . Lana De S. Regina EDITORA PAPIRUS Nº 1 2 3 4 TÍTULO Geografia. escola e construção de conhecimentos A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento A formação dos educadores ambientais Educação ambiental: no consenso um debate AUTOR Cavalcante. Ivani Guimarães.Portinari Brincando com Arte . Cândido Ranchinho Amaral. Maria Inês Carmiato. Tarsila do Vaccarini Walde-Mar EDITORA OBJETIVA Nº 1 2 3 TÍTULO Como e por que ler a poesia brasileira do século XX Como e por que ler o romance brasileiro Como e por que ler a literatura infantil brasileira AUTOR Moriconi. João Décio 66 . M.Guignard Brincando com Arte . Maria Inês EDITORA PAULUS Nº 1 2 TÍTULO Recriando experiências – técnicas e dinâmicas para grupos Ensino Religioso: construção de uma proposta AUTOR Instituto da Pastoral da Juventude Leste Bastos.Sumário principal Nº 6 7 8 9 10 11 12 13 TÍTULO Brincando com Arte . Ítalo Lajolo. Guimarães.Tarsila do Amaral Brincando com Arte .Maroubo Brincando com Arte . Maria Inês Carmiato. Fazenda. Jocelino Maroubo Portinari. M. Maria Inês Carmiato.Walde-Mar AUTOR Guignard Soares.Ranchinho Brincando com Arte .

Aurélio EDITORA SANTOS Nº 1 TÍTULO Fisiologia animal.Sumário principal EDITORA PAZ E TERRA Nº 1 TÍTULO Pedagogia do oprimido AUTOR Freire. A. Edson e Outros EDITORA SBS Nº 1 TÍTULO O ensino da língua inglesa AUTOR Holden. Carlos Pimentel. preconceito e intolerância AUTOR Pimentel. Carlos Buoro. Cristina EDITORA PLEXUS Nº 1 TÍTULO Possibilidade de histórias ao contrário. M. Paulo EDITORA PEIROPOLIS Nº 1 TÍTULO Cultura da paz AUTOR Von. Adaptação e meio ambiente AUTOR Knur. Susan e outros 67 .Português (grande) AUTOR Holanda. Schindt EDITORA SARAIVA Nº 1 2 3 4 TÍTULO Português descomplicado Constituição Federal Brasileira Violência urbana Racismo. Andréa e Outros Boreges. ou como desencaminhar o aluno da classe especial AUTOR Padilha. L EDITORA POSITIVO Nº 1 TÍTULO Dicionário Aurélio .

(Org. J.Físico e Político . Físico Mapas da Europa .Político. Gabriela e Outros Gentilli. África. Clima.) MAPAS Nº 1 2 3 TÍTULO Mapas do Brasil . Físico. A. D. disponível em todas as escolas para subsidiar os estudos dos professores Programa DVD Escola – Volume I Disco 03 • • • • • Avaliação e Aprendizagem O que é Avaliação? (13’37”) Ciclo de Aprendizagem e Avaliação (16’00”) Avaliação e Contexto Social (15’00”) Projetos Educacionais e Avaliação ( 21’00”) Convívio Escolar • Toda Criança na Escola (12’28”) • Direitos e Responsabilidades (10’06”) • A Organização do Tempo e do Espaço na Escola (10’59”) 68 . Cashmore.Sumário principal EDITORA SUMMUS Nº 1 2 3 TÍTULO Diferenças e preconceitos na escola Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva Dicionários de relações étnicas e raciais AUTOR Aquino.Ásia. Ellis EDITORA THONSON Nº 1 TÍTULO Educando para o pensar AUTOR Castro. Oceania Vídeos que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. P.) Rodrigues. Eder Alonso Oliveira e Outros EDITORA VOZES Nº 1 2 TÍTULO Desenvolvimento sustentável Pedagogia da exclusão AUTOR Scotto.Político. Vegetação Mapas do Espírito Santo . (Org.

Parte II • Avaliação Institucional: para Controlar ou para Democratizar? (60’) • Gestão Democrática da Escola e Gestão Democrática do Sistema de Ensino (60’) Disco 24 • Princípios e Bases da Gestão Democrática (60’) • A Função do Gestor (60’) Disco 33 Formação Contínua de Professores – Parte I • Formação Contínua de Professores em Face das Múltiplas Possibilidades e dos Inúmeros Parceiros (60’) • A Formação Contínua como um dos Elementos Organizadores do PPP da Escola (60’) • A Reflexão sobre a Prática CotidianaCaminho para a Formação Contínua e para o Fortalecimento da Escola Enquanto Espaço Coletivo (60’) Disco 25 • O Projeto Político Pedagógico: Conceitos e Significados (60’) • Os Diferentes Projetos da Escola (60’) • Políticas Pública e a Gestão Escolar (60’) Programa DVD Escola –Volume II Disco 13 Letra Viva • Planejamento na Prática Pedagógica (29’) • Planejamento: uma atividade é só uma atividade? (29’) Disco 34 Formação Contínua de Professores – Parte II • Os Saberes dos Professores.Articulando a Formação Contínua e o Desenvolvimento Profissional de Professores (60’) 69 . Eleição de Diretores e Descentralização Financeira em Questão (60’) • A Gestão Democrática do Projeto Político Pedagógico (60’) Disco 32 Gestão da Escola .Sumário principal Disco 23 Fazendo Escola • A História e os Caminhos da Gestão Escolar (60’) • O Papel dos Colegiados na Gestão Escolar (60’) • O Papel do Professor (60’) • O Projeto Político Pedagógico Passo-a-Passo (60’) Disco 31 Gestão da Escola – Parte I • Gestão Democrática: Teoria e Prática (60’) • Conselhos Escolares.Ponto de Partida para a Formação Contínua (60’) • Vida e Trabalho.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Anos Iniciais .

202 p. v. área de Linguagens e Códigos. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos iniciais / Secretaria da Educação. v. 01 .Espírito Santo (Estado) .CEP 29. v. ES.Ensino médio. 2009. 26 cm. 02 . Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.3. II.Ensino médio. Volumes sem numeração : Ensino fundamental.Currículo.Info Consultoria. Série. 02 .Ensino fundamental. I.Vitória/ES . Título. área de Ciências Humanas. Guia de implementação. área de Linguagens e Códigos. área de Ciências Humanas. v. – Vitória : SEDU. . 2. Ensino . CDD 372.Ensino médio.br Espírito Santo (Estado).com. v.111. Ensino fundamental . 03 . anos finais. área de Ciências da Natureza. 01 . área de Ciências da Natureza.Ensino fundamental. anos iniciais.056-085 .Ensino fundamental. 3. anos finais. Santa Lúcia . anos finais. César Hilal. 03 .Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Currículo.19 CDU 373. ISBN 978-85-98673-08-0 1. Ensino médio Currículo. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. nº 1.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av.

nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. igualmente sujeito do processo..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “..” Paulo Freire . ao lado do educador.

Luiz Humberto A. Ana Paula Alves Bissoli. Gracielle Bongiovani Nunes. Freitas. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Guaresqui Cruz. Ilia Crassus Pretralonga. Sidinei C. Ilza Reblim. Maria Alice Dias da Rosa. Marilene Lúcia Merigueti.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Monteiro e Wagna Matos Silva. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. SRE Carapina: Lucymar G. Renato Santos Pereira. Jaqueline Oliozi. Eliane Carvalho Fraga. Maria Cristina Garcia T. Luciete de Oliveira Cerqueira. Anderson Soares Ferrari. Terezinha Maria Magri Rampinelli. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Ires Maria Pizetta Moschen. Américo Alexandre Satler. Pereira. Regina Jesus Rodrigues. Irineu Gonçalves Pereira. Luiz Antonio Batista Carvalho. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Christina Araújo de Nino. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Antônio Fernando Silva Souza. Edilene Klein. Sabrina D. Cátia Aparecida Palmeira. Sebastiana da Silva Valani. Ângela Maria Freitas. Simone Carvalho.Arte Rita de Cássia Tardin . Carlos Sebastião de Oliveira. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Chirlei S. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Patrícia Maria Gagno F. Sebastião Ferreira Nascimento. Eliana C. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Mara Cristina S. Núbia Lares. de Oliveira. Ivanete de Almeida Pires. Eliane Maria Lorenzoni. Maria da Penha E. Maria Verônica Espanhol Ferraz.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Irineu Gonçalves Pereira. Rogério de Oliveira Araújo. Erilda L. Maria da Penha C. Maria de Glória Sousa Gomes. Edson de Jesus Segantine. Denise Moraes e Silva. Maria José Teixeira de Brito. Mônica V. Maria Elizabeth I. Jomara Andris Schiavo. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Fabiano Boscaglia. Última da Conceição e Silva. Paulo Roberto Arantes. Marta Gomes Santos. Christina Araújo de Nino. Danilza A. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Roseane Sobrinho Braga. Elza Vilela de Souza. Cláudia Regina Luchi. S. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Martinelli. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Luciane Salaroli Ronchetti. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Kátia Regina Zuchi Guio. Angélica Chiabai de Alencar. Bastos. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Edimar Barcelos. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. José Christovam de Mendonça Filho. Rosinete Aparecida L. Cátia Aparecida Palmeira. Luciane S. Marcos Leite Rocha. Angélica Chiabai de Alencar. João Luiz Cerri. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Teresa Lúcia V. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Dilma Demetrio de Souza. Alaíde Schinaider Rigoni. Tânea Berti. Izaura Célia Menezes. Gleise Maria Tebaldi. Rita de Cássia Santos Silva. Pedro Paulino da Silva. Alaíde Trancoso. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Coelho Ambrozio. Kátia Elise B. Jarbas da Silva. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Claudinei Pereira da Silva. Elisangela de Jesus Sousa. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Cristina Louzada Martins da Eira. Israel Bayer. João Carlos S. Ana Helena Sfalsim Soave. Jaqueline Justo Garcia. Pedro Guilherme Ferreira.Física Claudio David Cari . de Almeida. Gina Maria Lecco Pessotti. Jorge Luis Verly Barbosa. Marcia Vânia Lima de Souza.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . João Firmino. Lima. Rodrigo Vilela Luca Martins.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Raquel Marchiore Costa. Regina Zumerle Soares. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. P. Edílson Alves Freitas. Soprani. Pinto. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Margareth Zorzal Fafá. Lea Silvia P. Adna Maria Farias Silva. Rosiana Guidi. Tania Mara Silva Gonçalves. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Sebastião Ferreira Nascimento. Marcelo Ferreira Delpupo. Carla Moreira da Cunha. Sandra Fernandes Bonatto. Paulo Roberto Arantes.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva .Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . do Nascimento. Marta Margareth Silva Paixão.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Hebnézer da Silva.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Jomar Apolinário Pereira. Érika Aparecida da Silva. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Everaldo Simões Souza. Eliana Aparecida Dias. Foerste . Márcio Correa da Silva. Ivone Braga Rosa. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Organdi Mongin Rovetta. Dileide Vilaça de Oliveira. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Mohara C. Sara Freitas de Menezes Salles. Fernandes. Leila Falqueto Drago. Antônio Fernando Silva Souza. Cristina Lúcia de Souza Curty. Rosângela Vargas D. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Edna dos Santos Carvalho. Renata da Costa Barreto Azine. Ires Maria Pizzeta Moschen. Edy Vinicius Silverol da Silva. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . da Silva Scaramussa. Maria do Carmo Braz. Jane Pereira. Vaneska Godoy de Lima. Sandra Renata M. Luiza E. Rosiane Schuaith Entringer. Barbosa. Edilene Costa Santana. Ana Paula Alves Bissoli. Alves. Luciene Tosta Valim. Davel. Tarcísio Batista Bobbio. Pedro Paulino da Silva. Cezar. Ferreira. Alan Clay L. Edna Milanez Grechi. Giovana Motta Amorim. Delcimar da Rosa Bayerl. Marcio Vieira Rodrigues. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Evelyn Vieira. Junqueira. Lúcia Helena Maroto. Maria Adelina Vieira Clara. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Sérgio Rodrigues dos Anjos. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Ernani Carvalho Nascimento. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Eduarda Silva Sacht. Josimara Pezzin. Alexandre Nogueira Lentini. Elenivar Gomes Costa Silva. Larmelina. Renata Garcia Calvi. Ribeiro. Braga. Maria da Penha de Souza. Ronchetti. Novais Rocha. Linderclei Teixeira da Silva. Rodrigues. Alecina Maria Moraes.C.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Naédina Barbieri. Maria Adélia R. Margarida Maria Zanotti Delboni. Sulâne Aparecida Cupertino. Ilza Reblim. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Fracalossi. Sônia A. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Luciana Oliveira. Eliethe A. Luciene Maria Brommenschenkel. Epitácio Rocha Quaresma. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Lyra. Rodrigo Nascimento Thomazini. Nilson de Souza Silva. Neyde Mota Antunes. Lurdes Maria Lucindo. Rodrigues. Oliveira. Rodrigues. . da Silva. Maria Nilza Corrêa Martins. Salette Coutinho Silveira Cabral. Manzoli.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . C. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Marlene Athaíde Nunes. Márcia Gonçalves Brito. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. C.SEDU Ana Beatriz de C. Maria Geovana M. Rodrigues Soyer. Maria Alice Dias da Rosa. Iza klipel. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Carvalho Morais.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Rachel Miranda de Oliveira. Renan de Nardi de Crignis. Patrícia Maria Gagno F. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Lemos. Nascimento. Vivian Rejane Rangel. Benevides. de Quadros P. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Neire Longue Diirr. Giuliano César Zonta. Malba Lucia Gomes Delboni. Paulo Alex Demoner. Valentina Hetel I. Luciane R. Márcia M. Martinelli. Vazzoler. Rosangela Maria Costa Guzzo. Carmencéa Nunes Bezerra. Valéria Zumak Moreira. de Castro. Hebnezer da Silva. Gilcimar Manhone. Morati. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Cérlia Silva de Oliveira. Johan Wolfgang Honorato. Jane Ruy Penha. Renato Köhler Zanqui. Silma L. Carvalho.Língua Portuguesa Adriana Magno. Giselle Peres Zucolotto. Ediane G. Telma L. Patrocínio. Conciana N. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Mirtes Ângela Moreira Silva. Karina Marchetti Bonno Escobar. Renan de Nardi de Crignis. Maria de Lourdes S. Hulda N. R. Madalena A. Maria Aparecida Rosa. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Magna Tereza Delboni de Paula. Cortez. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Léa Silvia P.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Paulo Roberto Arantes. Antonia Regina Fiorotti. Bastos. Luciano Duarte Pimentel. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Alcimara Alves Soares Viana. Dalla Passos. Campos Cruz. Francisco Castro. Verginia Maria Pereira Costa. Luciene Tosta Valim. Alaércio Tadeu Bertollo. Angélica Chiabai de Alencar. Alvarenga Vieira. Nourival Cardozo Júnior. Eliane dos Santos Menezes. Angelita M. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Torres.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Anderson Soares Ferrari. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Agnes Belmonci Malini. Maria da Ressurreição. Sandra Renata Muniz Monteiro. Maura da Conceição. José Alberto Laurindo. Lúcia H. Perin e Valéria Perina. Magna Maria Fiorot. Roberto Lopes Brandão. Lúcia Helena Novais Rocha. Antônio Carlos Rosa Marques. João Luiz Cerri. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Anelita Felício de Souza. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Eliane dos Santos Menezes. Marlene M.

além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. quer sejam individuais ou coletivos. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e.Sumário principal Prezado Educador. como um plano único e consolidado. das superintendências e da unidade central. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . Temos certamente que comemorar. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. neste contexto. a complexidade que envolve a infância e a juventude. sem dúvida. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. Para enfrentá-los. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Como equipe. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. na qual. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. A construção do Novo Currículo da Educação Básica.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal 8 .

Sumário principal Apresentação .

mas.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. sobretudo. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. por meio de mecanismos participativos. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. Como síntese desse processo. como unidade autônoma. conforme os termos constitucionais. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. O Estado. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. Educação Especial e Educação do Campo. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. ao longo dos anos. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. tendo como base um projeto de nação. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 .

De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. tônomos e críticos. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. com vistas à promoção do educando e. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. costumes historicamente produzidos que. ciência e cultura. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. muitas vezes.500 educadores. O currículo é a materialização do ricos de discussão. da educação pública. nizados. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. por meio de atitudes. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. fortalecendo a grande complexidade. Portanto. como a relação entre trabalho. entre vimento de crianças. professores convidados. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. que desafios que precisamos enfrentar. Entre os anos de 2004 e 2006. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. 12 . com qualidade social.Sumário principal e social de sua população. Todos esses atores mente construídas. valores. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. hábitos e consequentemente. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. conectado com a dimensão universal.

Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. outros Educação Básica. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. Além para cada disciplina da do CBC. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. Para tanto. Certamente.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. conteúdos com- 13 . Isto é. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. conhecimentos estanques e conservadores. consequentemente. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.CBC para cada disciplina da Educação Básica. resguardando as especificidades das escolas.

e transformação dos fenômenos naturais e sociais. Do ponto de vista organizacional. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. ou seja. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. como instrumentos dinamizadores do currículo. lo ciência. dentre outros. correspondendo aos 30% restantes. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. cializadas na medida em que cultura e trabalho. ampliando a nada. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. em alguns casos. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. produz conhecimentos. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . cultura e trabalho. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. assim. na relação com a natureza e com seus pares e.

As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Esporte. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. por meio da Lei Nº. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. por fim. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. 8963 de 21/07/2008. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. a partir de estudos sistemáticos. “Ciência na Escola” . 15 . ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. tornando a escola mais atrativa. Realização de olimpíadas escolares e. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Matemática e Ciências. roteiros turísticos e ambientais. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. materializa esse conceito.Sumário principal vivências curriculares. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. Dessa forma. O projeto contempla ainda. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. química e biologia.

formação gica. pois o educador precisa aliar à Multimídia. ampliando para a do educador é mais naridade. as reformas educativas e seus desdobramentos. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . PC do professor. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. como ativiprocesso ensino aprendizagem. TV comunidade local. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. com destaque ações de formação. a sua inclusão digital e a comunidade. pendrives. que para a revitalização das professor dinamizador.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. computador por aluno. com isso.um públicas e privadas. as novas do conhecimento. com destasucesso esperado: estagiários. “Ler. a de estudar. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. transdisciplida escola. escrita e pedagógicas. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. e a partir A formação continuada tação. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. a partir digitais no cotidiano escolar. por meio que necessidade. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. pois o educador precisa aliar à tarefa e. tecnologias e suas implicações didáticas. de modo a 16 . intervenção pedagógica. atualização da escola. capacibibliotecas escolares. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. pesquisa.

Destaca-se ainda. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. que incorporou o saber de quem o vivencia. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. com tudo isso. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. além de outras pautas de estudo do referido documento. 17 . a partir do movimento de ação-reflexão-ação. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. ao final de 2009. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. portanto. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. Nesse sentido. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. uma trilha experienciada coletivamente. como componentes do Guia. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. Espera-se. os quais irão enriquecer a prática docente.

Sumário principal Capítulo Inicial .

A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. por meio de seminários com participação dos professores referência. Em 2005. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. municipal e federal. que. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. elaboraram as ementas contendo visão de área. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. objetivos.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. conteúdos e orientações didáticas. de acordo com a prática pedagógica do professor. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. Em 2006 a Sedu. nos quais. 21 . a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. considerando situação funcional. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. formação acadêmica e atualização permanente. constituíram-se objetos de diálogo. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares.

entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. modalidades e transversalidades. central e das da educação pública. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. intercolóquios e seminário de imersão. jovens e adultos capixabas. da educação pública. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). num processo formativo e dialógico. SRE. consultores. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. acima de tudo. contando com a participação de cerca de 1. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. estar a serviço da vida. produziram os CBC por disciplina. consequentemente.500 eduTodos foram mobilizados cadores. além de 26 especialistas de cada disciplina. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. professores convidados. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. consequentemente.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. em dois grandes ciclos de colóquios. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. instituições e modos de 22 . nos anos de 2007 e 2008. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. em sua fragilidade. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores.

experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. Superar as diversas formas de exclusão. dignidade humana. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. por isso. que são apenas diferentes. reverencia o mistério da existência. do outro e do mundo. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. intensificando os esforços pela justiça. é um bem público que deve servir 23 . O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. social. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. cultural e político. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. direito de todos e dever do Estado e da família. que se realiza em um contexto histórico. a vida requer convivência na promoção da paz interior. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. solidários. paz social e paz ambiental. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. Nesse sentido. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social.Sumário principal vida. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade.

o aluno é o centro do processo educativo e. A escola pública com compromisso social. a construção. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino aprendizagem. Na escola. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . assumindo. deverá atender aos interesses da coletividade. em função dele. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. uma dimensão mais ampla. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. sentimentos e atitudes. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). a interpretação. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. consequentemente. na medida em que contribui para o bem comum.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. A educação como obra de mudança. É na relação entre os sujeitos. E um lugar de esperança. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. por ser um ambiente essencialmente humano. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. exercido pelo poder público ou privado. antes de tudo. um direito. envolvendo a percepção. No entanto. portanto. A educação como serviço público. numa perspectiva dialógica e dialética. espaço de visibilidade. aprender. a reflexão e a ação. uma obra de legítimo interesse social. com toda a sua complexidade. de movimento de uma dada situação a outra diferente. assumindo o lugar de mediador. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. do desenvolvimento social e econômico da nação. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. mediante um determinado caminho. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação.

constituindo o modo de vida de uma população determinada. cultura numa perspectiva antropológica. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. acima de tudo. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. a partir da articulação dos princípios trabalho. gerando a sua própria cultura. e. como processo dinâmico de socialização. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. Nesse sentido. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. cuja base se expressa na aquisição da leitura. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. assim. ciência e cultura. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. como forma de criação humana. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. produz conhecimentos. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. algo vivo e dinâmico que articula as representações. material e social. e trabalho como princípio educativo. símbolos e comportamentos.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. apropriando-se dela e transformando-a. portanto.

R. 1998. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. N. evidenciar a qualidade dessa ação. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. o significa discutir a currículo.Sumário principal curricular apresentada neste documento.G. mais difundida. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. Porto Alegre: Artmed.V. 26 .construindo uma escola em sintonia com seu tempo. sobretudo. C. impreciso. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. junho de 2004. muitas vezes. sobretudo. A. GÓMEZ. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. promotor de uma educação emancipadora.P. a organização física. dependendo do enfoque que o desenvolva.I. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade.G. certamente. e. e. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. Isso acontece 1 SACRISTÁN. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. J. que está inserido. nesse sentido. 2. 2 MOTA. no interior da unidade educacional. o currículo na escola E. a exemplo dos laboratórios de estudo. entre os curriculistas contemporâneos. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e.S. Portanto. No entanto. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. J.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. Brasília. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. O currículo para além das grades . por ser um conceito bastante elástico e. e BARBOSA. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. Compreender e transformar o ensino. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino.

seja no campo de metodologia. está deficurrículo4. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. De modo geral. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. 2004. conflitos concretas. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. avaliação. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. políticas e alternativas educacionais. 3 talidade social” . currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. seu modo de organização e gestão. incluem tradições culturais Assim. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. Assim. e outras que considePortanto. Considerando isso. historicamente ideias de currículo em ação. ações. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. currículo realizado (Ferraço). a participação da comunidade. Vitória: SEEB/SEDU. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. a identidade dos estudantes e etc. a identidade nantes. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. as relações no interior 3 SILVA. T. seu modo 4 FERRAÇO. os conhecimentos mais valorizados da escola. 2000. Documentos de identidade . currículo praticado (Oliveira). nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. metas. Ele é resultado de lutas. currículo real (Sacristán).E. 27 .uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: autêntica. C.T. é possível e negociações. Por isso. O currículo escolar. de organização e gestão. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc.

aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. de ensino e pesquisa. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. 7 BRASIL. Boletim técnico do SENAC. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. a segunda parte previstas. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. ensino. Pelo contrário. 28 . como parte que deste documento curricular. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. 2005. conhecimentos tácitos e as constituem. MEC/INEP. ENEM . 2005. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. há gradação. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. Comumente. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. de vida e laborais conhecer. Rio de Janeiro. 30. p. A. 2004. com rapidez e eficiência. fazer. lar. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. MEC/INEP.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. histórias de vida. Z. 6 KUENZER. v. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. ENEM . contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. com rapidez e eficiência. 81-93. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. forma a aliar competências. específica”7. ou seja. Não norteadores do Ministério da Educação. articulando competências.

uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. é extremamente importante que os profissionais da educação. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. 9 BRASIL. significa. o que pressupõe uma organização Na escola. extrema facilidade para alguma atividade.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. as três formas de competência. 2005. na prática não se do sujeito. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. não basta possuir objetos potentes e adequados. Assim. dom ou uma mesma realidade. MEC/INEP. Dentre elas. 29 . herdada ou Não se trata de definir tência relacional.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. 2002. não basta ser muito entendicontexto. Nesse te. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. nesse sentido. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. por exemplo. Competência como condição prévia anteriormente descritas. educativo. ou seja. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. o que se chama de talento. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. planejamento das atividades. pedagogos. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. condição do objeto. A competência relacional expressa esse jogo de interações. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. Não se trata MEC. o desenvolaprendida. ENEM . essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. pois se referem a petência.

ao mundo do trabalho. problematizannatureza. trabalhar nessa concepção. visa a investir na formação do cidadão. sociais e psicomotoras). cultural. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. hoje. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. afetivas. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. Como ponto de (cognitivas. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. Nesse sentido. Quais são os alunos e quais são. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. Cidadão esse que busca na escola adquirir. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. Ao contrário disso. alguém se torna aluno. se forme e informe. “Ninguém nasce aluno.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. neste documento curricular. para que o aluno aprenda. 2. por meio do ensino e da pesquisa. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. Até escola.

Esses tempos de vida. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. assim. estudo e a compreensão da contudo. uma vez que são exatamente iguais políticas em defesa dos direia compartilha com a famíàs do século passado. da maturidade. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. a violência urbana.Sumário principal e imprecisos. os adultiza. ora empurranlia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos do para frente o momento sociais. que conrenciam. de sua função educadora. pois reconhece-se que. a juventude e etapa da infância. a Sociologia. séculos. e não diferentemente no Espírito Santo. criações culturais crianças com o mesmo referencial. 31 . tos da criança. gênero. sem. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. A ação de reconhecimento ora jogando para traz a curta dos tempos da vida: a infância. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. dentre mundo. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. no Brasil templam o pertencimento de classes. a Antropologia. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. Portanto. é tempo de constante refere à crise de autoridade. especialmente no que se de um indivíduo. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. a vida adulta. a inserção na vida adulta. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. Sendo simbólicas específicas e próprias. sendo um ocidental como a nossa. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. no exercício História. numa sociedade socioculturais determinadas. econômicos. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. a Psicanálise. de dominar física e mentalmente outros. os infantiliza. constituir-se como infância. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. A escola. há ou etnia. A e na comunidade. a Filosofia. Os diálogos com as única instituição responsável As crianças de hoje não teorias de um lado e as lutas por esse desafio. enfim.

Deve ser pensada para contrastes. construindo. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. de provocar própria sociedade. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. sendo básicas encaminha para a complecontrastes.Sumário principal individuais. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. se exercita e se reconstrói variados. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. da puberdade e social parecem mobilizar. juntas. cognitivas e sociais que. o desejo de impactar. que. estilos que se constrói. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. finalizando definidoras da existência somente com a morte. a juvencomo o nascimento. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. visível. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. de provocar matemático. marcada pela busca leitura. nas relações estabelecidas também e não 32 . A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). compreendida como um períde apropriação da linguagem que. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. delimita mobilizar. Na infantil e a maturidade do adulto. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. de forma visível. tude do homem. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. assim. o desejo de impactar. Portanto. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. como a o sinal próprio desse tempo. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. social parecem Assim como a infância. a escrita. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. como odo atravessado por crises. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. discurso com sentido. Marcas para outras. e que se originalidade. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. ajudam a traçar o perfil da população.

são todas identidades possíveis e relacionais. Objeto de admiração e ojeriza. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. no qual o futuro é incerto. Na escola. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. mas em outras esferas sociais. Objeto de inveja e de medo. ausência de utopias. como desordeiros ou transgressores. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. como a família. Seguir. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Ser jovem na periferia ou no campo. muitas vezes encurralando-a. apontado para os adolescentes. diante de uma sociedade em intensa mudança. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. ao mesmo tempo. Na contemporaneidade. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. (Calligaris. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . a ponto de ser compreendido como alienação. ao mesmo tempo. especialmente apresentados pela mídia. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. da classe média e trabalhadora. em que os últimos têm acesso a bens. a seus pesadelos de violência e desordem. ela é um poderoso argumento de marketing e. Querem ser rebeldes. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. mas buscam proteção.Sumário principal somente na escola. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. falta de perspectiva de vida. a ênfase no mercado e no consumo. a igreja e o trabalho. 2008). duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. em intensa situação de vulnerabilidade.

ou em ocupações precárias ou não. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. Já produz e trabalha. explícita ou implicitamente. são sujeitos que de emancipar-se. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. e na gravidez na adolescência. a respeito de si mesmo. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. A laridades.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. o clareza de seus objetivos. na perspectiva de trabalho. 34 . circunstância de realidade social. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. O fenômeno da vida adulta. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. seja por abandono. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. tentando demonstrar. soal. sempre numa expectativa em família. Em geral. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. Estão abertos de desenvolvimento. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. na vulnerabilidade à violência e ao crime. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. é entendido no processo história de vida. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. em qualquer formada sua personalidade e identidade. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. Na fase de vida adulta.

De acordo com Lima (2006). sobretudo se entendida como a construção histórica. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. são únicos em suas biológica. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. o ser humano se tornou presença no mundo. compreendemos. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. da história e de suas próprias histórias. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana..”. na cidade. juventude ou idade adulta.. filhos de trabalhadores formais e informais. cultural e social que faz parte do acontecer humano. predominantemente jovens. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. (as comumente chamadas de homens e mulheres. ainda. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. 35 . na especificidade de seus saberes e práticas.. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. diversidade O grande desafio da escola. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais.. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. mais que um ser no mundo. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. como ponto de partida e chegada do processo educacional. em sua maioria de classe popular.17). regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. em que perceber o mundo. com o mundo e os outros. que vivem no campo. apresentam. Seres humanos experiências culturais.Sumário principal Estejam na infância. Algumas dessas diverem especial da pública.

mento pessoal e coletivo. às diferenças. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. como ato político pela garantia do direito de todos.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. e a constituição às diferenças. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. o biológico. o sociocultural. respeito O currículo deve. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. o em todas as suas dimensões. o estético. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. solidariedade e justiça. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. portanto. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. consideram esses saberes. cultura de paz e cidadania. Quando falamos de diversidade e currículo. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. solidariedade e justiça. o político. que exige a busca por valores. Certamente criminação em acolhimento humana. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. no campo do conhecimento da a diversidade. que propõe epistemológico e político. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. tais como: o ético. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. 36 . Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. dentre outros.

determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. de aprender e de reaprender. nem menos 11/2000). 37 . como questões inerentes ao currículo escolar. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. menor. Nelas. Como modalidade de Educação Básica. Os sujeitos da EJA. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. os direitos humanos. apresentam uma especificidade sociocultural: são. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. geralmente. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. são trabalhadores assalariados. de certificar-se. trabalhando. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. da política e da cultura. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. em ocupações não qualificadas. a sexualidade. De modo geral. seja pela oferta irregular de vagas. 3. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. arts. mas como um modo próprio de fazer educação. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. contribuindo de fato para a formação humana. que incluem reprovações e repetências.1 Educação de jovens e adultos: saberes. do mercado informal. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. e de currículos adequados a esses sujeitos. importante. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. quase sempre. a cultura de paz. em sua singularidade. Possuem trajetórias escolares descontínuas. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. durante a infância e/ou adolescência. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. seus saberes. mas como um modo próprio de fazer educação. a ética e cidadania. dentre outras. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. nem menos importante. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho.Sumário principal as relações étnico-raciais.

A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. adestrar. que enfoca o direito de todos à educação. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. no processo de aprendizagem. espaço propício a emancipar o aluno. E uma concepção de escola como instituição política. cultura e trabalho. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. abordagem inclusiva do currículo. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. o acesso e a permanência de todos na escola. ou seja. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. Isso implica formar (não treinar.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. Na LDB nº. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. preferencialmente na rede regular de ensino. Nesse sentido. sua característica fundamental de serem trabalhadores. pensando metodologias de ensino 3. 38 . considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. os princípios. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. Além disso. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. Nesse sentido. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência.

da crítica e da colaboração. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. Ainda. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. continuada. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. O grande desafio da escola e. formação de ressignificação das práticas educativas. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. a partir do princípio da pesquisa. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. 39 . e outros espaçostempos da escola. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. portanto. Acreditamos que. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. 3. o planejamento e a formação continuada. pela via da formação dos profissionais da educação. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola.

pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. que institui e cultural dos sujeitos do campo. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. comunidade escolar e seu entorno. Campo. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. que procuram enfatizar o seu caráter singular. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. lutas pela terra. produção orgânica de alimentos. avalia e fomenta o processo de do Campo. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. seus ao urbano. Outro eixo fundamental 40 .Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. em 2004. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. a partir do trabalho de subsistência. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. se respaldada por documentos oficiais. Há que se resgatar o educativo. o currículo deve levar em conta cultura familiar. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. A agria terra. normas e prinsujeitos campesinos. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. Assim. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. truídos de forma coletiva. estuda CEB nº 2/2008.

como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. Como outro importante pressuposto. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. ao mesmo tempo. Constitui-se em um processo permanente. da justiça social e ambiental. na Lei 9. ecologicamente prudentes. valores e ati- 41 . onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. economicamente viáveis. biental em todos economicamente viáveis. socialmente justas.795/99 e contribuirá para a formação humana. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. pelo regime de colaboração. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. formação de sociedades sustentáveis que são. da cooperação. 3. com respeito à alteridade e à diversidade social. Educação Amecologicamente prudentes. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. A promoção da ao mesmo tempo.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. da democracia. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. se calcada nos princípios da solidariedade.Sumário principal é a interdisciplinaridade. níveis e modalisocialmente justas. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. e a visão da educação como ato poiético. étnica e cultural dos povos.

que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. os negros representam 47. interdisciplinares. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. 3. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. cooperativas.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. 42 . Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. das pluralidades e da identidade brasileira.3% da população brasileira. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. Entretanto.

à saúde. a população indígena compreende cerca de 2. Porém. africana. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. nesse sentido. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. africanas e asiáticas. 43 .Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. nacional em difeafricanas e asiáticas. à diversidade e à cultura.100. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. havia cerca de Promover o debate sobre 1. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios.346 aldeados. 2006). No Espírito Santo. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. É tratado como uma sociedade sem 3.109 da etnia Tupiniquim e 237. No período colonial. Em 1988. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. sendo 2. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. à educação.000. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. que formam a população brasileira. por meio de suas lutas pelo direito à terra. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. rentes épocas da história do Brasil. européia e asiática. Guarani. na escrita do artigo 231.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. localizados no município de Aracruz. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. por meio de políticas públicas de reparação.

sob forte influência do mundo ocidental. tradições e culturas. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. 44 . faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. temática. e. social e religiosa. conhecimento. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. formação do Brasil. O conceito de de construção do conhecimento. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil.Sumário principal suas antigas línguas. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. econômica. principalmente. que possa o currículo escolar. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. o resgate de sua cultura e história.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. própria origem e história. política. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. da escoprincipalmente. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. e. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. o la e da comunidade.

ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. Assim. A intervenção docente. M. bem como sua história.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. a multiplicidade de pontos de vista. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. nessa lógica.” (Moran. passando a mediar as aprendizagens. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. J. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. a problematizar. professor. a ampliar o universo alcançado pelos alunos.). desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. Isto é. estou desafiando meus alunos. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. “o professor procura ajudar a contextualizar. os espaços/tempo de educar. os diver- 45 . O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. Como mediador e facilitador da aprendizagem. e saber lidar e conviver com as diferenças. às características e aos estilos. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. O professor como mediador do processo educativo. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. Nessa perspectiva.

horizontalização dessas relações. sobretudo os professores. ou indiferença. Nesse contexto. ao colocar seus pontos de vista. dentre outros. e de trabalho. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. Tendem a se ano letivo. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. bibliotecas. círculos. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. duplas. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. tendo como sujeito principal o professor. o afetivo. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. ao máximo. aceitação mútua. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. São os educadores. durante quase todo trabalho pedagógico. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. na sala de aula. autenticidade. isso significa. respeitando e valorizando outros pontos de vista. Diante desse cenário. Estabelecer uma relação de confiança. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. típica do trabalho cooperativo. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. Na interação grupal. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói.

construir e conhecer novos conceitos. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. bibliotecas. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. nos projetos pedagógicos. interpretar e analisar dados. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. utilizzar todos os espaços possíveis como educativos. reservas ambientais. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. galerias. expressar-se questionamento. como princípio educativo. e com isto. quadras de esportes. envolvendo comunidade. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. gumentando e defendendo sua hipótese. cultural e ao mundo do trabalho. com profissionais da área. estações ecológicas. princípio educativo. museus. seu entorno. é fundamentada no diálogo e no questionamento. asseguram a necessária união entre teoria e prática. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. teatros. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. além de aproveitarmos recursos já existentes. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. autônomos. concertos. a discuti-las e criticá-las. críticos e criativos. entre conhecimentos empíricos e científicos. a acessar recursos tecnológicos. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. enfim. como sobre a realidade. pois. com autonomia. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. espaços públicos. a montar um mosaico das informações. intencional e natural do ser humano. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. articulando pensamento e ação. possibilitando a reconstrução do conhecimento. caracterizados como atividade simbólica. A pesquisa. exposições de arte. festividades. a construir seu próprio conhecimento. centros de pesquisa.Sumário principal dela. que envolve.

na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. dentre muitos outros aspectos. do diálogo. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política.Sumário principal naturais e sociais. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. A avaliação da educação pública. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. é uma atividade integrante do processo pedagógico. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. É preciso avaliar permanente e processualmente. profissionais da educação. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. para nós. da mediação. marcada pela lógica da inclusão. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. ainda que seja um tema polêmico. avaliação do sistema escolar. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. as questões de investigação. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. envolvendo professor e educando. em que o protagonismo é do professor. avaliação da instituição como um todo. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. Avaliar é 48 . Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. em perfeita sincronia.

para nós. vivências e valores. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. Assim. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. de fato. bem como o raciocínio. ou seja. 49 . testes. gostaríamos de verificar. é uma parte do todo. c) o conteúdo deve ser significativo. memorial. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. provas. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. quando ocorre ao final do processo. dagações sobre o Currículo futura. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. caderno de aprendizagens. portfólio. talvez. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. objetiva. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. que limita liação que elabora. cedora. Avaliar. com vistas a reorientá-lo. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. nenhuma relativa ao que. Para que o processo de avaliação seja efetivo. recebe o nome de avaliação somativa. deve ter significado para quem está sendo avaliado. processo pedagógico. com a finalidade de apreciar o resultado desse. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. certamente. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. A avaliação como parte de um (2007). de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. potencialidades e habilidades. por considerar o processo educativo. o professor. aptidões. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. E. d) estar coerente com os propósitos do ensino. atribuir com os conteúdos escolares. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período.

Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe.Sumário principal relatórios. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. professores. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. momento de interação entre professores. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. desafios que o cotidiano selecionar. para além de classificar e do representante de turma. interpretações. dentre outros. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. coordenadores.. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. referenciados nos programas dos. angústias. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. a violência escolar. pesquisas. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . paralela e final. pais e comunidade em geral. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. os grupos. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. pedagogos. as atitudes dário Anual. ambiente da escola. o adolescente e o adulto.

as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. 51 . criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores.

J. Política educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. 1992. v. 2007. ______. Pedro. 1996. Madrid: Taurus. ______. Campinas. 2001. I: racionalidad de la acción y racionalización social.172. Regina Leite. DF. BRASIL. 1995. Porto Alegre: Artes Médicas. Indagações sobre currículo: currículo e avaliação. ______. São Paulo: Publifolha. Plano nacional de educação. 2002. política e educação. 2001. 3. Ofício de mestre.). ______. HABERMAS. Porto: Edições Asa. Pedagogia do oprimido. 1997. ______. MEC. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Estado da Educação. Najla Veloso. 2005. DEMO. São Paulo: Cortez. São Paulo: Cortez. MATOS. Lei nº 10. GARCIA. 2007. FRIGOTTO. 2003. BARBOSA. 1996. José Alberto. BOFF. MOTA. SP: Autores Associados. CORREIA. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Vitória: SEDU. Paulo. O currículo escolar. 2001. Manuel. Carlos Eduardo.Sumário principal 5 REFERÊNCIAS ARROYO. 1996. 2002. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. 2004. Linguagem e ideologia. Antonio. Carlos Ramos. Parâmetros curriculares nacionais. São Paulo: Paz e Terra. FAUNDEZ. 2000. GADOTTI. São Paulo: Cortez. Brasília. J. Brasília: MEC. 1. 1999. 1987. Constituição (1988). Curso PIE/UnB. 52 . São Paulo: Ática. 2002. A adolescência. Perspectivas atuais da educação. M. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Currículo e diversidade cultural. Ministério da Educação. O poder da participação. A educação escolar na virada do século. PCN + Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais. ______. In: COSTA. Solidões e solidariedades nos quotidianos dos professores. FIORIN. 2005. In: ESPÍRITO SANTO. CALLIGARIS. Petrópolis. ______. Miguel. 2001. Educação e a crise do capitalismo real. Gaudêncio. Teoria de la acción comunicativa. 2000. Brasília: MEC/INEP. C. RJ: Vozes. ______. Vorraber (Org. Escola básica na virada do século: cultura. Leonardo. Brasília: MEC. FREIRE. Moacir. Petrópolis. Educar pela pesquisa. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. ENEM – exame nacional do ensino médio: fundamentação teórico-metodológica.394. RJ: Vozes. FERRAÇO. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília. Lei nº 9.

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Capítulo Ensino Fundamental – Anos Iniciais

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6 O NOVO ENSINO FUNDAMENTAL
VERBO SER Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer. Carlos Drummond de Andrade

O ensino fundamental, como etapa obrigatória da Educação Básica, obteve nos últimos anos reconhecido avanço, alcançando a universalização do acesso da população de 7 a 14 anos às escolas. Entretanto, muito há que se fazer para assegurar o direito de aprender de todo e cada aluno, garantindo sua permanência com qualidade.

Estabelece a LDB 9394/96 que o ensino fundamental, hoje ampliado para 9 (nove) anos, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

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Conforme indicam os Parâmetros Curriculares Nacionais/97, ao longo do Ensino Fundamental o educando deverá desenvolver habilidades, competências e capacidades, quais sejam: • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; • posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; • conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país; • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais; • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; • conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando-o e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva; • utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; • questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

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Tais pressupostos tomam corpo no presente documento curricular. Os conteúdos curriculares, bem como as práticas metodológicas, foram selecionados para favorecer a aquisição e o desenvolvimento das competências e habilidades relativas aos diversos campos do saber. Um novo desafio para o Ensino Fundamental é tornar realidade a ampliação de 8 para 9 anos com a inserção da obrigatoriedade a partir dos 6 anos de idade, conforme a Lei nº 11.274/2006, que define a implantação progressiva do Ensino Fundamental de 9 anos.

Pretende-se com o aumento do número de anos obrigatórios na escola assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem. É importante considerar que a garantia de acesso da criança ao processo de escolarização gratuita e obrigatória diminui as situações de risco e as vulnerabilidades ocasionadas pela não-escolarização; promove a permanência na escola e mais tempo para os anos iniciais, uma vez que contribuirá para o aprendizado; permite a relação da criança de 6 anos com seus pares e com as de 7 e 8 anos de idade; e valoriza a processualidade da alfabetização no ambiente escolar. No entanto, estudos apontam que uma efetiva escolarização não depende apenas do aumento do tempo de permanência da criança na escola, mas também do emprego eficaz desse tempo que amplia as oportunidades de aprendizagem, determinadas pelas experiências e pela qualidade das interações vivenciadas em seu meio sociocultural. Uma questão a ser considerada pela escola que inclui as crianças de 6 anos do Ensino Fundamental é a necessidade de reorganizar espaços, formas de gestão, ambientes, tempos, materiais, conteúdos, metodologias,

6.1 Por que o Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade?
A rede estadual está ampliando gradativamente o Ensino Fundamental de 8 para 9 anos, a partir do ano de 2009. O que fundamenta essa decisão é “oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos alcançando maior nível de escolaridade”. (Plano Nacional de Educação – PNE).

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objetivos, planejamento e avaliação, a fim de que as crianças se sintam inseridas e acolhidas num ambiente prazeroso e propício à aprendizagem. É importante considerar algumas reflexões para subsidiar a preparação da escola para a chegada desses novos alunos.

A criança A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. As crianças sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, possuem natureza singular. As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com os objetos, as pessoas e o meio em que vivem. Por meio da brincadeira, uma ação que é espontânea da criança, ela vai conhecendo o mundo, ao reproduzir vivências cotidianas e exercitar a imaginação e a expressão, ao mesmo tempo em que desenvolve sua identidade.

ponentes ativos do processo educacional. A forma e o acesso aos materiais podem ser disponibilizados em cantos temáticos, bem como a organização do mobiliário em grupos ou em círculo, refletindo assim a dinâmica do trabalho pedagógico, por serem elementos essenciais que viabilizarão a implementação do projeto educativo. Ao prepararem o ambiente, com intencionalidade pedagógica, os professores proporcionarão às crianças uma aprendizagem mais ativa e criativa, enriquecendo o processo de interação com os objetos, com outras crianças e com os adultos. Um ambiente alfabetizador se caracteriza por promover um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita, nas quais as crianças têm a oportunidade de participar e presenciar diversos atos de leitura e escrita, favorecendo o pensar sobre a língua e seus usos, construindo ideias sobre como se lê e como se escreve.

O professor O professor, assim como a criança, é sujeito ativo do processo de aprendizagem. Sua função de mediador e facilitador das aprendizagens infantis se constitui na medida em que organiza situações educativas orientadas,

O ambiente de aprendizagem Na organização do ambiente escolar, os recursos e materiais pedagógicos são com-

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ao mesmo tempo em que permite que as crianças trabalhem de forma autônoma, em situações de interação social ou sozinhas, ampliando suas capacidades ao interagir com diversas fontes de conhecimentos. A escuta, a observação, o registro, o planejamento e a avaliação são elementos essenciais no processo de intervenção pedagógica. A rotina do professor deve ser marcada pela permanente observação e registro do desenvolvimento da rotina dos alunos, ação que irá apoiar sua prática pedagógica. O registro diário de suas observações, impressões e ideias comporá um rico material de reflexão e pesquisa, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças.

Nesse sentido, é necessário ter um perfil profissional amplo, comprometido com a reflexão constante sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando informações necessárias para a construção de projetos educativos qualificados. O professor alfabetizador deve possuir competência e sensibilidade para o trabalho com alunos na faixa etária específica, entendendo o momento psicológico e cultural da infância, que marcará os temas preferidos por essas crianças, as brincadeiras vivenciadas, as modalidades de linguagem utilizadas, as possibilidades de relacionamentos socioafetivos e de compreensão de regras.

O professor deve A intervenção do professor Para a atuação nas turmas conhecer e considerar as é necessária para que facilite de alfabetização considerasingularidades da criança a apropriação dos conceitos, se necessário configurar em sua faixa etária, seus dos códigos sociais e das uma identidade profissional conhecimentos prévios, diferentes linguagens. O associada à valorização de um bem como suas histórias professor deve conhecer e conjunto de saberes teóricos e contextos, respeitando diferenças e ampliando considerar as singularidades específicos e práticos decoroportunidades de da criança em sua faixa etária, rentes da experiência, que socialização em um seus conhecimentos prévios, demonstrem conhecimentos ambiente desafiador, rico bem como suas histórias e e habilidades adquiridos ao e prazeroso. contextos, respeitando difelongo do exercício da dorenças e ampliando oportucência em alfabetização. Essa nidades de socialização em um ambiente habilidade deve ser considerada digna de desafiador, rico e prazeroso. atenção no momento da escolha desse

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profissional, por parte da escola, uma vez que representa um “saber fazer” como um diferencial de sucesso na alfabetização. É importante ter hábito de leitura e estudo, ser criativo e inovador, comprometido com o trabalho, além de ter o domínio da atividade de alfabetização. A atuação do professor terá prosseguimento na mesma turma nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, sempre que possível, de forma a garantir o acompanhamento dos alunos durante o processo de alfabetização e letramento.

atender às diversas características e ritmos dos grupos de alunos. Um momento inicial de conversa e planejamento coletivo das atividades do dia é importante para mobilizar e envolver os alunos. Além disso, o trabalho com atividades diversificadas, podendo ser simultâneas, individuais ou em grupos, com ritmos diferenciados, que exijam maior ou menor nível de concentração, que aconteçam dentro ou fora do espaço da sala de aula e da escola, é recomendado para dinamizar o trabalho educativo, tornando-o significativo para os sujeitos.

As relações sociais A rotina A organização do tempo de trabalho educativo realizado com as crianças está estruturada na rotina escolar. A rotina deve envolver situações de aprendizagens que revelem a intencionalidade educativa consonante com o projeto pedagógico da escola. Portanto, requer planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam a desenvolver aprendizagens específicas. A estruturação do trabalho diário poderá envolver atividades permanentes, esporádicas e específicas de projetos. Essa rotina deverá ser facilitadora dos processos de desenvolvimento de aprendizagem, ser clara, flexível e adequada para Ao lado do ambiente físico está o social, que se concretiza por meio da interação humana, determinante no processo de aprendizado infantil. A existência de um ambiente acolhedor, propicia a confiança e a autoestima, a vivência de situações de diálogo, jogos e brincadeiras, garantindo a qualidade da troca entre as crianças que, ao se comunicarem e se expressarem, demonstram seus modos de agir, pensar e sentir, ao mesmo tempo em que constroem e reformulam conhecimentos. Os momentos individuais também colaboram para o desenvolvimento das capacidades

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de interação, uma vez que permitem que as crianças socializem suas experiências e descobertas, vividas com outras crianças e com os adultos, construindo sentidos para pensamentos e ações e se preparando para novas interações.

de organização familiar que compõem a nossa sociedade, são imprescindíveis para se garantir o diálogo produtivo entre essas importantes instituições sociais, parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil.

A família

A família é, por excelência, a instituição educadora basilar. Ao lado da escola contribui para o desenvolvimento das crianças e sua inserção na vida social. As crianças têm direito de ser criadas e educadas no seio Na perspectiva de garantia da aprendide suas famílias. O Estatuto da Criança e do zagem, pautada numa concepção de Adolescente (1990) reafirma que a família formação integral, gradativa e processual, é a primeira instituição social responsável organizou-se os três primeiros anos do pela efetivação dos direitos básicos das Ensino Fundamental como crianças. constitutivos de uma fase A qualidade da relação contínua de escolarização, entre escola e família A qualidade da relação entre que objetiva superar a fragé fundamental para o escola e família é fundamenmentação no processo de desenvolvimento pessoal tal para o desenvolvimento alfabetização. e social e, portanto, deve pessoal e social e, portanto, ser marcada por diálogo deve ser marcada por diálogo e parceria, a partir de Assim sendo, o agrupamento e parceria, a partir de reflexões reflexões claras do papel dos três primeiros anos de claras do papel de cada uma de cada uma delas na escolarização será sustentado formação humana. delas na formação humana. por um permanente processo de avaliação e diagnóstico, A valorização e o conhecique indicará o alcance dos objetivos, os mento das características dos diferentes níveis de aprendizagem e as necessidades grupos sociais, logo, as diferentes formas para replanejamento das ações pedagógicas

6.2 Toda criança deve estar alfabetizada ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental

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com vistas ao cumprimento da meta que toda criança, ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, esteja alfabetizada, ou seja, que evidencie as competências e habilidades propostas para esse período inicial de escolarização, sobretudo no que se refere à construção dos processos comunicativos de leitura e escrita e, desse modo, prossiga com sucesso em sua escolarização.

que favoreçam a superação da fragmentação dos conhecimentos e informações, ao reunir as contribuições de cada disciplina de forma integral e integrada.

A partir dessa produção, para atender as especificidades dos anos iniciais do Ensino Fundamental, serão elaborados cadernos pedagógicos que contemplem aspectos metodológicos na garantia de uma ação que integre os diversos saberes e áreas do conhecimento pertinentes ao Ensino Fun6.3 O documento damental. Destaca-se a ação alfabetizadora curricular para por meio do desenvolvimento de situações os anos iniciais de aprendizagem que sejam lúdicas, significativas e contextualizadas. Atividades que Aprender significa conquistar a liberdade e proporcionem aos meninos e às meninas constituir-se sujeito de sua história, consver, tocar, experimentar, observar, manipular, ciente de seus desafios e exemplificar, comparar etc. responsabilidades. Portanto, Atividades que exijam dos Destaca-se a ação o conhecimento torna-se sialunos, além do mais, aplicar, alfabetizadora por meio nônimo de liberdade: quanto do desenvolvimento analisar, sintetizar e avaliar, e de situações de mais conhecemos, mais livres que fomentem a tomada de aprendizagem que sejam nos tornamos, pois nos apridecisões quanto às aprendilúdicas, significativas moramos com os elementos zagens que devem ser realie contextualizadas. necessários às escolhas e zadas; que tornem possível Atividades que decisões tomadas em cada proporcionem aos evidenciar as habilidades que meninos e meninas fase da vida. utilizarão ou requererão; que ver, tocar, experimentar, orientem seus pensamentos observar, manipular, Nesse sentido, torna-se de mediante a interrogação, a exemplificar, fundamental importância formulação e a ampliação de comparar etc. buscar estratégias e caminhos hipóteses acerca do mundo,

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constituindo-se em instrumento de compreensão da realidade. Neste Capítulo do Documento Curricular são apresentadas a concepção das área de conhecimento, a importância de cada disciplina para a formação humana e seus objetivos, e as principais alternativas

metodológicas como subsídio da prática docente. O Conteúdo Básico Comum está organizado por ano/séries, contendo uma referência para o trabalho pedagógico com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos (alunos de 6 anos de idade) e alunos de 1as a 4as séries (alunos a partir de 7 anos de idade).

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

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7 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS
Tradicionalmente no Brasil a educação científica, influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais, esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade, fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Norteado por essa concepção de progresso, o ensino das ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Nesse sentido, as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e assim a produção científica produzia um acúmulo de conceitos científicos, que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. Tais processos se caracterizavam, entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural, fragmentar os conhecimentos científicos e priorizar a acumulação desses conhecimentos, pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. A partir da década dos anos 90, o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais, de acumulação e reprodução do acervo científico, não só propiciou o fracasso da apropriação desse conhecimento, como também dificultou a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Nessa década as pesquisas, as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Respondendo a essa necessidade, os parâmetros curriculares em ação, elaborados no final dessa década, procurando respeitar diversidades regionais, culturais e políticas existentes no país, e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares, por meio de temas transversais, e o desenvolvimento de competências e habilidades.

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No presente, a educação escolar científica, ainda permeada pelas práticas tradicionais, encontra-se numa situação de dependência sociocultural, posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural, particulares e globais. Para nós, tais problemas globais, simples e complexos, emergem das interações dos seres humanos entre si, e entre os seres humanos e o meio ambiente. Nesse sentido, esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. Diante desse desafio, fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN), nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE, que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos fundamental e médio, na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”, e nos documentos norteadores da educação, recriamos esta proposta curricular para ensino das ciências, firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. Em tal perspectiva, concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que, como qualquer outra produção

humana, contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Em nossa proposta, o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida do sujeito. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno, pois constitui uma via, um meio sistematizado e organizado para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida, e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. Sendo assim, fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva, a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade, interdisciplinaridade e alfabetização científica, e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e de dominar as práticas cotidianas, e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. Nessa recriação, consideramos a ciência como uma linguagem simbólica, histórica e ideológica que contribui para o conhecimento, a reflexão e a compreensão do mundo.

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Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas), das objetivações e, sobretudo, como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos, mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Entendemos competências como um conjunto de habilidades, por meio das quais, em um determinado contexto, o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Entre outras, conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Nesse sentido, as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural-natural também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação, ou seja, instrumentos socioculturais.

Para nós, o processo de ensino-aprendizagem das ciências, centrado no diálogo, transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos, dos professores e da escola], motivando a participação ativa dos atores desse processo. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes, cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e, juntos, recriam esses saberes. Dessa forma, o conceito científico tornase um instrumento ou ferramenta de conhecimento que, unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares, contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. Nesse sentido, essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos, como a Ética, a Pluralidade Cultural, o Meio Ambiente, a Saúde e a Orientação Sexual, em conteúdos curriculares, pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas, no cotidiano, não só se recriam no saber científico, mas também o fazem no acervo popular.

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7.1 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas, culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA &CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao

longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente a números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A História da Humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004) que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas sobretudo que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica, assim se deve:

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Fazer menos...
• • • • • • • • • • • • Aula expositiva Trabalho individual Trabalho em contexto Trabalho abstrato Temas tradicionais do passado Memorização instantânea Informação acabada Atividades fechadas Exercícios rotineiros Simbolismo matemático Tratamento formal Ritmo uniforme

Fazer mais...
• • • • • • • • • • • • Orientação, motivação Trabalho em grupo Aplicações cotidianas, globalização Modelização e conexão Temas interessantes de hoje Compreensão duradoura Descoberta e busca Atividades abertas Problemas compreensivos Uso de linguagens diversas Visualização Ritmo personalizado

• Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

• Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a

afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento). Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do

13 Alsina, C. 2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar, as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

tência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp. 81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender, sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, pp. 81-82)

7.1.1

Contribuição da disciplina para a formação humana

Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de compe-

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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geométrico. probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. políticas e econômicas ao longo dos tempos. p. de forma 7. estatístico. consideramos os seguintes objetivos: 75 . Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos. relacionadas com a história da Matemática. 30). o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos. Portanto. físicos. Além disso. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar. métrico. seja a comunidade local.2 Objetivos da disciplina Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão. combinatório. entre outros. algébrico.1. a fim de transformá-los e ressignificá-los. é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. sociais. o Estado. Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais. Dentro dessa perspectiva. antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática.Sumário principal Ainda para Freire (1996. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético. defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. guardando estreita relação com as condições sociais. Possibilitar situações de levem o estudante a validar estratégias e resultados. mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. o município. ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. o país ou o mundo. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos.

realizar atividades de investigação. constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade. 7. os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos. permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. discussão de estratégias e institucionalização de conceitos e representações 76 . é a meta desta proposta. como intuição. e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos. fazendo uso da linguagem oral. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas. Apresentar a Matemática de forma a permitir o estudante comunicar-se matematicamente. matemáticas. atividades que envolvam jogos e ainda resolvendo exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos. As situações a propor aos alunos. como resolver problemas. indução. devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. e estabelecendo relações entre elas e entre as diferentes representações matemáticas. analogia e estimativa. bem como os instrumentos tecnológicos disponíveis. escrita e pictórica. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. geométricos e algébricos. dedução. que saiba descrever. para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo. de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. ou seja. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados. nos quais o fazer. desenvolver projetos.Sumário principal que possam desenvolver o raciocínio e os processos. tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento. que envolvam raciocínios aritméticos.3 Principais alternativas metodológicas Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas.1. representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizados.

Isso desenvolve no aluno a criatividade. propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar a resposta correta aplicando procedimentos adequados. atitudes e crenças. o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem. visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. testar seus efeitos. a capacidade de pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição). é necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido. com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem. além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica. precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemática como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. a reflexão. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações. na qual haja lugar para as conjecturas. comparar diversos caminhos para obter a solução. bem como construir a capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Nessa forma de trabalho. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor. pois. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações.Sumário principal A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos. e por último os problemas. Para Soligo (2001): o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa. os alunos. 14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões. visão da sociedade onde vivem e suas interações etc. com seus conhecimentos. Enfatizamos. enfim. No entanto. que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. refutações e demonstrações. 77 . construída pelo homem. saberes. a argumentação. o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados. selecionados com uma determinada intenção. emoções.

Galvis (1988) afirma que o computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem. em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo. portanto. de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar. para contribuir com a aprendizagem da Matemática. e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual. Os preços acessíveis e a facilidade 78 . Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola. Diferentemente do que alguns educadores temem.Sumário principal principalmente. como fonte de conceitos para pen- sar novas ideias. na forma de conjecturar. valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. antes de qualquer outra coisa. ou seja. nos processos essenciais da formação do cidadão. A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente. Nessa perspectiva. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios. fazer inferência. e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação. como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. como meios para realizar projetos.

seja na construção de conceitos. quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto. é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos. os materiais concretos. entre outras possibilidades. são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. No entanto. e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas. é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso. o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. na 79 . trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. convém lembrar que a observação precisa dos dados. a redução a casos mais simples. bem como o trabalho com jogos. tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos. a identificação das regras. No âmbito pedagógico. Para tal. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática. Afinal. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história da Matemática. na resolução de problemas.Sumário principal de serem encontradas as tornaram instrumentos imprescindíveis. evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. além de seu caráter motivador. e transformam-se em elementos ativos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. o emprego de analogias. na organização e gestão de dados seja em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. auxiliando no caminho para a abstração matemática. Como exemplo. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino-aprendizagem da Matemática na escola. que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia. os jogos. a variação das regras. a procura de uma estratégia. pois os alunos não ficam na posição de meros observadores. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos.

ao entender esse contexto. atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. no sentido de ampliar as informações e o repertório textual. além de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. convertendose em um dos apoios disponíveis para o professor. quando articulam vários ramos do saber. Além disso. na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo. na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Ressaltamos o trabalho com projetos que se harmoniza com a resolução de problemas. por sua vez. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade. o modificam. que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural. e a internet. aliado a isso. além de contribuir para ações que. Para tal. tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. talvez o mais importante. O livro didático. uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e. com sua gama de conexões. buscando solucionar o problema posto à sua frente. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso.Sumário principal tentativa de busca da estratégia vencedora. o mais facilmente acessível. 80 . os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade. tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor. que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos.

• Identificar. • Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. indutivo.Sumário principal 7. estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: • Reconhecer e utilizar símbolos. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática. • Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções. • Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. probabilístico. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo. • Identificar e analisar valores das variáveis. interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. conhecer suas propriedades. códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. • Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento. • Utilizar grandezas diversas para medir espaço. • Perceber a beleza das construções matemáticas. fazer abstrações com base em situações concretas. estabelecendo tendências e possibilidades. • Compreender dados estatísticos. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. criando estratégias próprias para sua resolução. generalizar. tempo e massa. • Diante de formas geométricas planas e espaciais. • Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem.4 Conteúdo Básico Comum . plausível etc. • Utilizar as novas tecnologias de computação e de informação.Matemática Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências gerais • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Resolver problemas. em uma situação problema apresentada em certa área do conhecimento. organizar e representar. por analogia. muitas vezes expressa na simplicidade. • Raciocinar logicamente. Outras competências. igualmente fundamentais para o Ensino Básico.1. transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. relacionar seus elementos. percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. • Identificar a formulação em linguagem matemática. 81 . intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. reais ou imaginárias. • Calcular comprimentos. na harmonia e na organicidade de suas construções. desenvolvendo a imaginação e a criatividade. • Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática.

• Processar informações diversas. • Números pares e ímpares. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. calculadora e algoritmos. • Sistema de Numeração Decimal: unidades. • Resolução de problemas envolvendo as ideias da multiplicação: parcelas iguais e ideia combinatória. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Ler e interpretar textos diversos. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. assim como das propriedades das operações. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Operar utilizando cálculo mental. decomposição. dezenas e centenas. subtração. • Adição. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. Tratamento da Informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Registrar ideias e procedimentos. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Situações problemas envolvendo a adição.Sumário principal 1º ano. estimativa. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. subtração. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. 1ª e 2ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. valor posicional. 82 . • Resolução de problemas envolvendo ideias da divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Antecessor e sucessor dos números naturais.

Conteúdos Geometria. utilizando medidas não-padronizadas. estimação. dia. muitas vezes expressa na simplicidade. • Desenvolver a capacidade de observar. • Noções de medidas de comprimento. triângulo e círculo. intervalo de tempo. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. retângulo. 83 . • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. mês e hora). • O cubo. explorar e investigar. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Os objetos planos: quadrado. • Grandeza Tempo: unidades de tempo (ano. Grandezas e Medidas • Geometria nas diversas culturas e nas artes. na harmonia e na organicidade de suas construções. massa. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. o paralelepípedo e as pirâmides.

valor posicional. • Utilizar diferentes formas de representação dos números.Sumário principal 3ª e 4ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. operações de adição. assim como das propriedades das operações. • Adição com reservas e subtração com recurso. • Os números decimais: sistema monetário. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. • Multiplicação: ideia proporcional (dobro. subtração e multiplicação por inteiro. decomposição. subtração. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. medidas. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. Tratamento da Informação • Leitura interpretação de tabelas e gráficos. • Organizar dados em gráficos de barras. • Situações problemas envolvendo a adição.). • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Noção de fração: parte todo e razão. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Operar utilizando cálculo mental. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. multiplicação e divisão. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. 84 . • Processar informações diversas. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Sistema de Numeração Decimal: ordens e classes. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Registrar ideias e procedimentos. estimativa. • Ler e interpretar textos diversos. calculadora e algoritmos. • Multiplicação: ideias de parcelas iguais e ideia combinatória e forma retangular. • Noções de porcentagem e escala. triplo etc.

minuto. utilizando medidas não-padronizadas. explorar e investigar. • Cálculo com medidas não-padronizadas. centímetro. muitas vezes expressa na simplicidade. • O cubo. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. o paralelepípedo e as pirâmides. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Unidades de tempo (hora. triângulo e círculo. • Os objetos planos: quadrado. • Medidas de comprimento: metro. retângulo. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. 85 . mês e ano). • Medidas de massa: quilograma e grama. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Medidas de volume: litro e mililitro. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Desenvolver a capacidade de observar. milímetro e quilômetro. • Perceber a beleza das construções matemáticas.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. Conteúdos Geometria. decímetro. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. Grandezas e Medidas • A geometria nas diversas culturas e nas artes. segundo.

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na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana.2. como também se apropriam dos direitos e das obrigações cívicas de seu meio sociocultural. das habilidades [instrumentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à 88 . por meio das quais os seres humanos. Sendo assim. bem como entre as culturas e o meio ambiente. explicam a condição humana. nossa proposta do processo de ensino de ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. Nessa reflexão os participantes desse processo. Para nós. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. reinserindo-se no universo. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. na Terra e na vida. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. habilidades e ferramentas. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. pois são instrumentos socioculturais. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas e que. por meio do diálogo. Nesse sentido.Sumário principal 7. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana.2 Ciências 7. Nessa perspectiva. pois o diálogo discursivo de alteridade fundamentado nas interações discursivas socioculturais obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. de alguma forma. transformam o meio ambiente e sua existência. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e de ferramentas socioculturais. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e a científica.

baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). etc. e entre os seres humanos e o meio ambiente. compreender a diferença cultural significa. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. o processo de ensino de ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. entre outras coisas. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. blocos. Em nossa concepção. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). anos. p.] enfrentar as incertezas e. 2002. curioso. nas etapas da Educação Básica. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. Finalmente. Nesse sentido. todos os conhecimentos são relativos e incertos. cultural e natural. ciclos.2. Para nós. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. e nos documen- 89 . esse processo. podemos dizer que o processo de ensino científico.. responda a um ou a vários objetivos gerais. levando em conta os parágrafos anteriores.). recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. Em consequência. solidário.56). pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos.. partícipe ativo das transformações de seu entorno social. 2002). Nessa perspectiva. Nesse sentido. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. 7. mais globalmente. criativo e reflexivo.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. Dessa forma. junto aos das outras áreas escolares.Sumário principal espécie Homo sapiens.

e na recriação da subjetividade. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais.Sumário principal tos norteadores. as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. propõe que o ensino científico de primeiro a quinto anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades (instrumentos socioculturais) mediadores no processo de conhecimentos das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. Na proposta curricular. Nessa perspectiva. as atividades e ações do processo de ensino das ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. fundamentada nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores dos ciclos iniciais. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade de 90 . psicológicas e afetivas. Assim. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. nossa proposta curricular. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses ciclos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de palavras científicas. Partindo desse objetivo. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os conhecimentos culturais. Sendo assim. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s).

diferenciação. no processo de ensino-aprendizagem científico de primeiro a quinto anos.). centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas.) Estudos mostram que tal processo do desenvolvimento na sala da aula depende da recriação de atividades pedagógicas que. Nesse sentido. etc. os professores.Sumário principal conhecer e explicitar os fenômenos socioculturais e naturais. também promovem a tomada de consciência dessas atividades. Mediação que se concretizará na recriação. classificação. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que lhes permitam conhecer e dominar suas atividades cotidianas. será o instrumento mediador dessa interação e da tomada de consciência.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. identificação. Sendo assim. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. dedução.2. em atividades pedagógicas que contribuam para essas ações. 7. Nesse sentido. o professor. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. comparação. descriminação. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. experimentação. guiados pela pesquisadora Carvalho (2001). a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. analogia. etc. os professores concebemse no processo de ensino-aprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. como também no desenvolvimento das habilidades mediadoras na linguagem científica (explicação. categorização. Partindo dessas premissas. descrição. sem fugir dos princípios metodológicos que orientam esta proposta. Também nesse processo. Nesse sentido. argumentação. nessa etapa do Ensino Fundamental o processo de ensino científico se centrará não só no desenvolvimento das habilidades básicas (observação. ao mesmo tempo em que estimulam a interação entre habilidades e conceitos. por meio de atividades/tarefas pedagógicas. das competências e das habilidades media- 91 .

5. 6. a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. o professor buscará motivar constantemente a intera- ção discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. temas geradores. e o próprio processo de produção de conhecimentos. produção de texto em grupo. revistas de divulga- 92 . Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. uso de livros de Ciências. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. orientamos que as atividades/ tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. pesquisas etc. Sendo assim. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. mapas conceituais. eixos temáticos etc. 3. Para isso propomos que se identifiquem. interação discursiva entre o professor e os alunos. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. 2. por meio de leituras de vídeos. confrontação de ideais. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. por meio de entrevistas. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. jornais locais e de outros estados. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. revistas. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. o mundo ou a sociedade em geral. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. problemáticas. 7. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1.Sumário principal doras nessa ação. para isso propomos a resolução de problemas cotidianos em grupo. 4. pesquisa em grupo. Com a metodologia buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. Com esse fim.

8. junto a textos escritos por outros autores.Sumário principal ção científica e documentos escritos ou digitais. logo depois de serem avaliados. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas simbólicos de conhecimentos. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. 93 .

• Articular. • Analisar. descrição. • Interpretar esquemas. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. experimentos. diagramas. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. tabelas. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. argumentação. Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. conceitos. 94 . pensamento lógico e crítico. elaborar hipóteses. Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. tecnologia e meio ambiente. gráficos e representações geométricas. cultura. identificação. social.2. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. cultural. produção de tecnologia e condições de vida. questões-problema. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. consciente. categorização. interpretar. visitas etc.4 Conteúdo Básico Comum . sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento.Ciências Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências Gerais 1. observação. fenômenos. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Organizar os conhecimentos adquiridos. diferenciação. entender. entre outros: percepção. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. social. 2. de autoestima e de respeito ao outro. analisar e interpretar textos de enfoques sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. • Valorar o trabalho em grupo. • Elaborar textos para relatar eventos. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. 3. econômica e política. valorizando a formação de hábito de autocuidado. códigos e nomenclatura da linguagem científica. comparação.Sumário principal 7. explicação. sendo participante ativo. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). associado aos aspectos de ordem histórica. • Consultar. mental e cultural dos indivíduos. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência.

Os seres vivos • Ciclo vital dos seres vivos • Classificação dos seres vivos • Diversidade 6. Observando o espaço • Céu. bem como as diferenças socioculturais. • Elaborar e interpretar desenhos e completar esquemas básicos. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. Os fatores físicos: propriedades gerais (noções de transformação) • Ar. • Ouvir e respeitar as ideias dos colegas e do(a) professor(a). solo • Noções de energia (luz e calor) 95 . • Perceber e descrever fenômenos naturais. luz. planetas e estrelas) 3. Nosso meio ambiente • Espaço onde vivo: ambiente (natural e modificado) • Organismos • Ambiente e ser vivo 5. • Identificar elementos culturais que recriam diferenças socioculturais. • Com a cooperação dos colegas e o(a) professor(a) formular estratégias para a resolução e dar respostas a problemas socioculturais ambientais concretos. água. lua.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª Série HABILIDADES • Expressar oralmente ideias e atividades escolares e extraescolares. • Descrever. classificar utilizando categorias socioculturais. • Com ajuda do(a) professor(a) identificar e registrar dados. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. sol (noite e dia) • Noções de astronomia (astros. Conhecendo meu corpo • Partes do corpo humano • Órgãos dos sentidos • Higiene e cuidados com o corpo Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 4. • Realizar pesquisa de campo e bibliográfica simples. Meio ambiente e ser humano • Recursos naturais • Relação entre o homem e os recursos naturais Eixo: Ciência e Tecnologia 8. • Observar objetos e fenômenos simples utilizando categorias socioculturais. Construindo nosso conhecimento • Objeto de estudo das ciências 2. Plantas e animais • Comparação entre plantas e animais • Plantas terrestres e aquáticas • Animais vertebrados e invertebrados • Relações ecológicas entre os seres vivos 7. • Elaborar junto com o(a) professor(a) textos escritos poéticos. descritivos e instrutivos simples. • Conhecer ações do ser humano sobre o meio ambiente. • Conhecer hábitos de higiene para uma boa saúde. comparar.

O ar • Características gerais e propriedades • Poluição 4. • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e a realização de pesquisas. imagens. água e solo • Prevenções e cuidados • Importância da vacinação 8. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Ler e interpretar textos descritivos e informativos. • Analisar os hábitos para a boa saúde. • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes científicas e não-científicas. O solo • Características gerais e propriedades • Tipos de solo (argiloso. • Completar e elaborar esquemas conceituais simples. respeitando a normas de segurança. • Descrever.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 2ª Série HABILIDADES • Identificar estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais ambientais locais. • Identificar e tabular dados e ler. Parasitologia: doenças relacionadas a ar. • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar experimentos para testá-las. selecionar e registrar informações socioculturais. interpretar e reproduzir gráficos. arenoso e humoso) • Proteção e conservação do solo Eixo: Ciências e Tecnologia 7. A luz • Características gerais • Fotossíntese 5. • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença sociocultural. comparar e classificar utilizando variáveis e enfocando aspectos quantitativos. química e física). Conhecendo o Universo • Explicações e teorias sobre a origem do universo • Movimentos do planeta • Explicações e teorias sobre os astros • Sol (eclipse) • Lua (fases da lua e marés) • Noções de coordenadas (pontos cardeais e bússola) • Hora (dia e noite) 2. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. • Manipular material do laboratório (informática. • Conhecer e utilizar aparelhos de medições simples. • Comparar. A água • Características gerais e propriedades • Ciclo da água • Poluição 6. Nosso mundo: planeta Terra e as culturas • O planeta Terra e os conhecimentos culturais • Características (forma) segundo a ciência Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. Dependência de alimento • Lixo • Geração de lixo (reciclagem) • Transformações da energia no ambiente 96 .

Matéria sociocultural. • Poluição regional • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e 6. sementes. Solo realização de pesquisas. classificar 2. • Necessidade da água para vida • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando • Purificação da água fontes científicas e não-científicas. lactobacilos) • Produzir textos com sequência lógica e coerência. • Características gerais de materiais (vidro. 5. • Tratamento de esgoto • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar • Utilização racional da água experimentos para testá-las.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 3ª série HABILIDADES • Formular estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais locais. pressão. enfocando aspetos quantitati• Formação da superfície terrestre vos. executar tarefas). • Lixo industrial 9. fungos. utilizando-se de raciocínios lógicos. Eixo: Ciências e Tecnologia • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença 7. Transformações da superfície terrestre: agentes naturais representação de dados. peso. consultar a agenda e fontes de • Combustíveis pesquisa. • Formação. • Ciclo de vida e doenças (alguns exemplos) 97 . Reações químicas • Ação microbiana (fungos. Variedade dos seres vivos • Fazer perguntas contextualizadas. umidade • Comparar. química e física). Ar • Ciclo do ar • Elaborar esquemas conceituais simples. Água culturais. • Húmus • Realizar atividades de estudo com independência • Ferrugem (organizar o material. • Resolver situações-problema. Alimentação e saúde • Conceito de alimento • Pirâmide alimentar • Alimentos regionais • Cuidados com alimentos • Doenças ligadas aos alimentos Eixo: Cidadania e Meio Ambiente • Descrever. • Características gerais e exemplo de cada reino (plantas. Planeta Terra • Formação da Terra utilizando variáveis. derivados do petróleo) • Ler e interpretar texto descritivo e informativo de cunho científico simples. • Responsabilizar-se pelo material escolar e pertences animais. comparar e buscar regularidades. erosão • Analisar fenômenos aplicando conhecimentos socio4. terremotos. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Camadas internas da Terra • Reconhecer e tabular dados e produzir gráficos de 3. • Composição. 8. temperatura. • Movimento das placas tectônicas • Vulcões. tipos e camadas do solo • Analisar os hábitos para a boa saúde. madeira. minerais. • Utilizar aparelhos de medições simples. respeitando a normas de segurança. bactérias e protozoários) pessoais. • Manipular adequadamente o material do laboratório (informática. selecionar e registrar informações socio• Respiração aeróbica culturais. metais.

• Identificar o motivo do problema de pesquisa. tabelas e gráficos de dados. caule. folha. planificação e aplicação de categorias socioculturais. flor. • Reconhecer os colegas como parceiros de trabalho. • Participar de ações de cidadania e de solidariedade. vivíparo e ovovivíparo • Cadeia alimentar aquática e terrestre 12. • Deduzir previsões a partir de conhecimentos teóricos. Animais • Características e grupos • Reprodução: ovíparo. • Classificar variáveis (relevantes e irrelevantes) de um problema e estabelecer relações de dependência entre variáveis. fruto e semente) • Noção do ciclo reprodutivo das plantas (polinização) 11. • Conhecer processos experimentais úteis para o trabalho de laboratório e conhecer estratégias de investigação básicas para a resolução de problemas. O ser humano biológico • Células . CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Interpretar e elaborar quadros. CONTEÚDOS 10. nicho) • Controle biológico • Relações alimentares: herbívoro/carnívoro e onívoro • Cadeia e teia alimentar (aquática e terrestre) 98 . Tecnologias • Agriculturas • Monoculturas • Sustentabilidade ENSINO FUNDAMENTAL 4ª série HABILIDADES • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes teóricas científicas e explicações nãocientíficas. O homem e o universo • A via-láctea e o nosso sistema solar: explicações socioculturais • A força da gravidade • Lua: satélite natural • Eclipses • Radiação solar 2. O ambiente dos seres vivos • Biosfera: camada de vida • Os ambientes da biosfera (terrestre e aquático) • Ecossistemas (fatores bióticos e abióticos) • Os seres vivos dos ecossistemas (habitat. • Selecionar testes ou experiências adequadas para testar hipótese e formular estratégias adequadas para a resolução de problemas socioculturais locais e globais.partes principais • Das células ao organismo • Sistemas: anatomia Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. • Reconhecer a escola como espaço público de trabalho.Sumário principal HABILIDADES • Reconhecer e respeitar direitos e deveres. • Registrar qualitativamente dados e descrever as observações. Plantas • Partes da planta (raiz. • Propor hipótese sobre a resolução de problema. • Utilizar critérios de classificação.

fala e eco • Luzes (reflexão. • Explicar os fenômenos socioambientais a partir dos conhecimentos socioculturais regionais. • Trabalhar cooperativamente na resolução de problemas e a realização de pesquisas. sonar. eletricidade estática. O que acontece em nossa volta (noções) • A descoberta da combustão (fogo) • Combustível fóssil e biocombustível • Calor. • Entender as informações socioculturais. ambientais e/ou econômicas na produção e no consumo dessa produção. hospitalares ou industriais. pólos. avaliando o papel da tecnologia no processo social e identificando transformações de matéria. CONTEÚDOS Eixo: Ciência e Tecnologia 4. • Identificar diferentes fenômenos físicos.Sumário principal HABILIDADES • Processar dados e explicar seu significado. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais. • Elaborar mapas conceituais. corrente elétrica e circuito elétrico) 99 . temperatura (termômetro). energia e vida. ondas. energia • Som. • Conhecer diversas possibilidades de produção de energia e suas implicações sociais. relacionandoos aos seus usos cotidiano. • Compreender os hábitos para a boa saúde. culturais. objetos translúcidos. força magnética) • Eletricidade (polaridade. opacos e transparentes) e cores (arco-íris) • Imãs (atração. refração.

2003. O pensamento selvagem. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Brasília. 2002. Metodologia de ensino de ciências. Meio ambiente & biologia. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. 1997. J. J. São Paulo : Hucitec. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. KRASILCHIK. Atividade da linguagem. 2000. Porto Alegre: Artes Medicas. Lei n°: 10. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico. 1997. CARVALHO. BRONCKART. 2000. 1996. São Paulo: SENAC. _______ et al. São Paulo: Papirus. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF. 1994.. 1995. A. BAKHTIN. São Paulo: Centauro. FIORIN. M. Plano nacional de educação. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo. O poder da participação. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. In: MORTIMER. 1993. A. _______. Educação consciência. BIZZO. Ensino de ciências e cidadania. São Paulo: Ática. Ijuí. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. ANGOTTI. São Paulo: Ed. Porto. N. 141p. G. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. 2003. _______. Austin. Linguagem e ideologia.. Porto: Ed. EUA. Belo Horizonte: Autêntica. GIORDAN A. LÉVI-STRAUSS. 2001. BRASIL. São Paulo: Cortez.5 Referências ALTET. D. CARI. Estética da criação verbal. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. 100 . São Paulo: Educ. M. _______. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática. 2008. DE VECCHI. 2005. RS: Unijuí. J. RS: EDUNISC. _______.172. 1987. M. 2001. São Paulo: Martins Fontes. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. M. S. BRANCO. São Paulo: Cortez. DF. Dissertação. FAUNDEZ. Lei nº: 9394. Constituição (1988). _______. A. de Towards a Philosophy of the Act. C. A. SMOLKA.) Linguagem. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. _______. CHASSOT. DELIZOICOV. _______. São Paulo: Moderna. C. Santa Cruz do Sul. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Cortez. 2001. et al. Marxismo e filosofia da linguagem. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. (Org. 2002. LEONTIEV. A. da Universidade de São Paulo. 2004.2. MARANDINO. 2002.Sumário principal 7. 2007. 1996. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. 2003. 2001.

OLIVEIRA. (Org. EL-HAANI. A. _______. Construir as competências desde a escola. J. Tese (Doutorado em Educação). 1999. 1998. WESSMANN. C. 2000. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. linguagem e cultura.. Linguagem. Didática. p. 2004.Sumário principal LIBÂNEO. p. MOREIRA. 2000. M. SMOLKA. A. 2002. Educação do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez. 1999.) Currículo. Rio de Janeiro: Vozes. Poderes instáveis na educação. T. C. SILVA. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. MOLL.) Investigações cognitivas: conceito. mar. 101 . A cabeça bem-feita. PERRENOUD. L. 11. 2002. SAVIANI. A. 2000. Porto Alegre: Artes Medicas. T. Investigações em ensino de ciências. São Paulo: Ícone. _______. J. D. 1998. Belo Horizonte: UFMG. v. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. _______. Porto Alegre: Artmet. (Org. Porto Alegre: Artes Medicas.. Porto Alegre: Artmed. MORIN. P. E. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. 1998. São Paulo: Cortez. H. (Org. 1994. _______. A prática educativa: como ensinar. 2002. ZABALA. VYGOTSKY. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. O currículo uma reflexão sobre a prática. Belo Horizonte: Autêntica.. 1999. SACRISTÁN.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 281. desenvolvimento e aprendizagem. SILVA.) Linguagem. A. LURIA. L. MORTIMER. cultura e sociedade. São Paulo: Universidade de São Paulo. 1994. n. 2006. Porto Alegre: Artes Medicas. 1. São Paulo: Cortez. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Autores Associados. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. LEONTIEV. SEPULVEDA. E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Porto Alegre: Artes Medicas. 2001. 2003.1-20. A (Org.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS .

como produto e processo culturais. políticos e culturais. sobretudo. com o outro e com o meio em que se insere. a área de humanas considera cada vez mais importante as relações do ser humano consigo mesmo. na sala de aula essa multiplicidade de pontos de vista. são sufocantes para o pensamento e impedem o diálogo com as outras disciplinas. 105 . entre os diferentes espaços/tempos. que incorpore em seus currículos e. transversal e dialógico que se efetiva na consideração pelo outro em sua diferença cultural. as posturas doutrinárias. linguagens. Daí que. entendendo-se como parte desse construto coletivo de se pensar as humanidades. Eis o grande desafio para a área de humanas. ao contrário. produz e é produzido. elegendo o cuidado de não absolutizar produções dos saberes e fazeres sociais. A abertura teórico-valorativa é preponderante para o exercício formativo nessa área do conhecimento. porque a humanidade também é natural e física. lida e se relaciona com essas dimensões. vale pensar também as relações do local com o global e desse com aquele. cada disciplina. não se encerram numa concepção excludente das ciências ditas naturais e físicas. teria maior coerência didática ao abrir-se para os novos desafios de um saber múltiplo. Compreender o humano exige um pensamento complexo. formando uma consciência da multiplicidade de modos de existência. A experiência humana é rica em seus conhecimentos.Sumário principal 8 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS A área de Ciências Humanas no Ensino Fundamental — que inclui a história. ações e afetos. Existem humanidades. tanto quanto depende. em especial o do Espírito Santo. Por isso. nessa perspectiva. a geografia e o ensino religioso — deve se manter como referência de uma construção de saberes que respeitem a pluralidade de olhares sobre a “realidade”. das relações sociais e do meio ambiente. Então. e que se vincula a um compromisso com a sustentabilidade da vida em todas as suas dimensões: do sujeito. As “humanidades”.

Sumário principal 8.1 Contribuição da disciplina para a formação humana .para aprender a aprender e para aprender a fazer. o 106 . para se ensinar e para se aprender na escola. não apenas influenciou mudanças no contexto mundial e em situações locais.1. buscando potencializar características significativas de suas diferentes concepções construídas em seu processo histórico: da Geografia Tradicional mantém-se a proposta de que é preciso saber Geografia para fazer Geografia.1 Geografia 8. Assim. da Geografia Humanística reforça-se a abordagem sensível aos problemas das sociedades. da Geografia Nova aproveita-se a concepção da atividade como base para uma aprendizagem não restrita à reprodução e sim ao aprender a aprender e ao aprender a fazer.. Como toda ciência. de apropriação. A Geografia desejada pelo grupo. que nasceu descritiva das paisagens e das sociedades. Dessa forma. e da Geografia Crítica amplia-se o compromisso com a leitura crítica de mundo e com uma escrita de vida baseada na manutenção da sustentabilidade do planeta e da dignidade humana no trabalho e no consumo. numa perspectiva de construção de um mundo melhor.. se produz com marcas de sua historicidade e se projeta com desejos de um tempo presente que se quer melhor no futuro. na crítica e na denúncia dos processos de exploração. se baseia na intensa relação com outros campos do conhecimento para promover: a competência investigativa sobre o espaço geográfico. derivada do corpo teórico-prático da ciência geográfica.. com outros grupos sociais e com a natureza.. como também se modificou em função das demandas e das transformações geradas nos diferentes espaços/tempos locais e globais. cresceu quantitativa. mas ganha a amplitude de uma Geografia que se pretende impregnada e compromissada com o cotidiano. (re)afirmando a necessidade da aprendizagem de conteúdos e estudos compromissados com a vida. a concepção da Geografia escolar perde a homogeneidade de uma denominação. medindo superfícies para localizar fatos e tentar explicar fenômenos. e expandiu-se no questionamento. a Geografia que hoje se ensina nas escolas. A ciência geográfica. subsidiadas por recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados. de controle e de domínio de sociedades ou de grupos hegemônicos nas relações travadas com outras sociedades. da Geografia Quantitativa resgata-se a possibilidade de análises importantes dos processos geográficos.

problemas. manejo. assim como as dimensões de estudo de aspectos físicos e sociais não se fragmentam. envolvendo afetos. Assim. a formação de atitudes de intervenção. a paisagem. Também a dimensão espacial exige explicitação de um tratamento didático na proposta do grupo: a relação local-global-local será mantida em todos os momentos da Educação Básica. Implica também considerar a multiplicidade e a complexidade de situações. aglutinando-os aos conceitos procedimentais e atitudinais para criar temas para cada série/ano escolar. ao tomar o Lugar como tema representativo das séries iniciais. a despeito de suas especificidades. pelo caráter das relações estabelecidas entre o sujeito aprendente e o lugar de vivência. as diferenças deverão se constituir como referenciais que singularizam não apenas alunos afrodescendentes. Transformar esses anseios em um documento escrito exige negociações para torná-lo didático. mas todo e qualquer um dos sujeitos do processo de aprender a fazer e a ser. como partícipes de uma ação coletiva de projetar e conceber um mundo melhor – com as contribuições da Geografia. o estímulo à convivência solidária na complexidade das diferenças entre os seres humanos. Nessa perspectiva. em formação permanente. migrantes. a expressão do raciocínio geográfico por meio da cartografia escolar. o foco inicial será dimensionado em cada série. para favorecer esse movimento no imbricamento com outras disciplinas. indígenas. propostas que permeiam a escola. em outros momentos de estudo. o lugar. razão da necessidade do aprofundamento dessa categoria. Contudo. conscientes de sua cidadania.Sumário principal território. dinâmico e flexível. quando serão aprofundados ou aplicados nas aprendizagens subsequentes. composta de pes- 107 . portadores de deficiências ou de transtornos globais de desenvolvimento e/ou altas habilidades. o grupo elegeu alguns conteúdos conceituais como eixos centrais. No trato com a aprendizagem. Nessa concepção geográfica as perspectivas do local e do global são permanentemente entrecruzadas. sentimentos. Tornar essa concepção possível no currículo escolar implica considerar professores e alunos como sujeitos produtores e disseminadores de conhecimento. desejos. como de outras. conservação e preservação na diversidade de ambientes no mundo. considera-se a proximidade do seu conceito com a expectativa de cognição inicial na Geografia. de outras linguagens e do uso de tecnologias possíveis. esperanças. enfatizando que a escolha para uma determinada série não exclui o estudo do tema nas outras séries. desafetos e cotidianidade ao longo de sua vida.

a Geografia contribui para o desenvolvimento de competências/habilidades de investigação. No estudo das sociedades. fatos e informações. ampliando-se para vivências no trato com o outro e com o mundo.. vivem e fazem a vida caminhar” (Santos. ao se tornarem materiais para análises geográficas. a especificidade da ciência e a responsabilidade de leitura crítica do mundo para efetivação de uma escrita de vida compromissada com uma educação solidária e transformadora. a Geografia promove a percepção de identidades e a elaboração do sentimento de pertença. 2006. registro e avaliação capazes de realçar a importância dos cuidados para manutenção da vida. que deve aprimorar. 2004. . tão importantes para a convivência no mundo atual. na conformação das regiões. cujo objeto maior de estudo é o espaço geográfico: uma (re)construção permanente. p. de estímulo à responsabilidade na relação entre a produção pelo trabalho e a manutenção do sistema Terra. pretende contribuir com a formação humana dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem numa perspectiva de valorização de suas vivências. A Geografia escolar. análise.224-225) é 108 . É como na Geografia. planejado. a disciplina. monitoramento. exigirão a formação de um sujeito crítico que põe em dúvida o que ouve. de afirmação das ações individuais e coletivas na transformação de situações locais e globais. É importante destacar que o professor também é um sujeito em formação. mudanças.. para aprender a ser e para aprender a conviver. na concepção ensejada pelo grupo. na televisão. No entender de Kaercher (In PONtchuska e Oliveira. fragmentações. na escola. abandonando a dogmatização de ‘verdades’ para produzir saberes. na delimitação dos territórios e na relação com os lugares. onde sujeitos “produzem. o que sugere dificuldades. traduzem o rigor. pensado preliminarmente. No estudo dos processos e fenômenos da natureza. elaborada no jogo de relações entre a natureza e a sociedade. nas instituições ou nas ruas.. construções e transformações que alteram tudo que é proposto. vê e lê na rede Internet. com o ensino de Geografia. em livros ou outros meios de comunicação. para confrontar e relacionar com as questões do cotidiano. p. presentes na leitura das paisagens. lutam.75)..Sumário principal soas e ambientes diferentes. Dados. a dinâmica e a criatividade de aprendizagens geográficas. sonham. ao mesmo tempo em que desenvolve princípios de respeito e aceitação das diferenças. A ética e a estética.

decorrente de ações e responsabilidades individuais e coletivas junto à natureza e à sociedade. Promover o conhecimento geográfico integrado às práticas sociais cotidianas de enfrentamento a processos de silenciamento. Estimular raciocínios e procedimentos geográficos na leitura crítica do mundo e na ação cidadã no espaço geográfico...]... Fornecer subsídios para a compreensão do espaço geográfico como produção social e histórica. em sua complexidade espaço temporal e nas relações que travam entre si. A alfabetização cartográfica e geográfica favorece o desenvolvimento do raciocínio crítico e o fortalecimento da ação criativa. por meio de políticas e ideologias.1.. ao diferente [. expandirmos cada vez mais o respeito ao outro.]fortalecer os valores democráticos e éticos. organizam o espaço geográfico. solidários entre si. política. econômica ou cultural de parcelas da população por diferenças de quaisquer ordens. Nascem daí a autonomia intelectual e a cidadania como expressões de organização coletiva na busca de direitos para uma sociedade justa e democrática. fenômenos e fatos de origem físicoquímica e social que. produtivos e respeitosos com a natureza. Se ajudarmos nossos alunos a perceberem que a Geografia trabalha com as materializações das práticas sociais. ações particulares e coletivas elevam a prática cotidiana ao nível da antropoética. considerando o cuidado com a finitude do sistema Terra e as possibilidades de sustentabilidade no uso de seus recursos. acredita-se que as contribuições da Geografia à formação humana ultrapassam a especificidade da localização espacial ao desvelar relações de poder no disciplinamento da organização do espaço geográfico. Propiciar conhecimento sobre processos.2 Objetivos da disciplina .para querer saber.] no combate às desigualdades e às injustiças sociais [. o que possibilita a compreensão de que... que alicerçam a formação de homens e mulheres atuantes na comunidade local e global.Sumário principal preciso “[. de invisibilidade ou de exclusão social. a partir de nossas categorias centrais [..]. 8. Apresentar categorias geográficas que atuem como base na análise do espaço geográfico..” Como Moreira (1987) e Cavalcanti (1998).. ao intervir em situações e arranjos predeterminados pela hegemonia do capital sobre sociedades e natureza... Promover investigações e propor intervenções no espaço geográfico. estaremos colocando-a no seu cotidiano. 109 .

nos quais princípios transversais deverão ser acionados. dignidade e produção de saberes que contribuam para uma vida melhor para todos. que se empenha em delinear a presente proposta de diretrizes curriculares da rede pública estadual. Criar condições para práticas sociais no espaço geográfico local e global que valorizem ações de convivência solidária. O uso do livro didático será valorizado como mecanismo de apoio complementar a leituras. a aula geográfica deverá privilegiar problematizações interdisciplinares. à experimentação.. A despeito de mudanças e flutuações teóricometodológicas. destaca um conjunto de alternativas metodológicas julgadas coerentes com a concepção pretendida. deverá se efetivar como um permanente exercício de vivências reflexivas sobre as relações entre pessoas e entre essas e a natureza. ao registro e à aplicação dos saberes geográficos à vida cotidiana. quer seja atendendo aos reclamos do momento didático instalado nas instituições escolares. interpretações. Além disso. Desenvolver leitura e representações espaciais por meio de instrumentos e técnicas da cartografia e de outras linguagens. Nas diferentes concepções pedagógicas do ensino de Geografia algumas metodologias são privilegiadas. o grupo de professores de Geografia.1. aceitação de diferenças entre pessoas e culturas. trutura de recursos didáticos na escola.. numa perspectiva de solidariedade.para ensinar e para aprender: saberes. registros e propo- 8. poderes e fazeres docentes. a prática do diálogo na intermediação entre o conhecimento científico e aquele elaborado na vivência de sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem imprime um movimento de teorização e de prática indispensável à pesquisa. Considerando as especificidades apontadas para a Geografia escolar professada. Assim. Estimular atitudes de preservação ou conservação que potencializem a valorização do patrimônio geofísico e cultural local e global.. em atitudes de promoção da paz com uso do conhecimento geográfico. quer seja devido às disponibilidades garantidas pela formação acadêmica de docentes ou pela infraes- 110 .3 Principais alternativas metodológicas .Sumário principal Favorecer a compreensão sobre as relações espaço temporais e escalas geográficas local-global-local nas produções e vivências das sociedades..

Simulações e demonstrações precisarão estar entrelaçadas com estudos que exigem abstrações. A avaliação processual deverá envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor no trabalho pedagógico. à conservação ou à preservação dos recursos e dos ambientes da natureza e das sociedades.. A costumeira prática de leitura de trechos do livro didático seguida de explicações (que mais repetem do que problematizam as informações fornecidas) ou de “exercícios” (que quase sempre favorecem a naturalização ou a memorização dos fatos expostos) deverá ser substituída por consultas e leituras problematizadoras. A sala ambiente se torna. as fotografias aéreas. a aula prática e o estudo do meio sustentarão alternativas metodológicas como a observação e a coleta de dados por meio de instrumentos como a bússola. à exploração. construídos como procedimentos de aprendizagens.Sumário principal sições que não se esgotam na dimensão de conteúdos dispostos naquele material didático. o altímetro. nas diferentes expressões literárias. problematizando aspectos da vida da comunidade local ou global e relacionando aspectos teóricos da ciência geográfica às questões que preocupam as sociedades quanto à produção. A leitura não-restrita aos livros didáticos deverá ser ampliada em outras possibilidades como as produções disponíveis na rede Internet. permitindo estudos individuais e em grupo. o termômetro. do teatro. o mapa. o cata-vento. nos jornais. as cartas. proposições dos fatos e dos fenômenos geográficos poderão inscrever produções do desenho. mesmo quando em atividades coletivas. com materiais simples ou adquiridos como parte de um conjunto necessário às intervenções e aos estudos da área. da música.. o relógio do sol. sempre que possível. A aula de campo. então. da escrita e de outras expressões. a biruta. É importante que considere o potencial individual dos alunos. habilidades e atitudes. nas revistas especializadas e científicas. a associação entre o cotidiano e o espaço geográfico. o pluviômetro. os infiltrômetros e tantos outros próprios da Geografia. uma necessidade pela possibilidade de funcionamento como 111 . A Geografia deverá ser pesquisada na multiplicidade e na complexidade de diversidades que constitui o cotidiano das sociedades e das pessoas. descrições. os molinetes. avaliações. negando comparação entre suas capacidades. à apropriação. as imagens de satélites. Os princípios da pesquisa escolar podem ser similares àqueles desenvolvidos na academia. explorando. nas histórias em quadrinhos. Os registros envolvendo análises. sem contudo ser o condutor da prática pedagógica e menos ainda ser a fonte única de estudo.

Território 6. Natureza 8. Lugar 4. Sociedade 7. integrando experimentos de ordem social e física. Avaliação de intervenções no espaço geográfico 18. a produção. Escala geográfica 10.1. Convivência com diferenças e diversidades 16.4 Conteúdo Básico Comum . experimentação Atitudinais 14. Ações investigativas: observação. a exploração e a apropriação 15. Exercício da ética e da cidadania 20. Paisagem 3. 8. Meio ambiente Procedimentais 9. Região 5. Representações cartográficas 12. Escala temporal 11. Valorização da vida 19. elaboração e execução. com graves prejuízos ao ensino e à prática da Geografia. além da respectiva infraestrutura (em especial para realização de aulas de campo e organização de salas ambiente) sem o que as intenções metodológicas se tornam promessas vazias.Geografia Anos Iniciais do Ensino Fundamental Eixos Conceituais 1. Disposição para produção de conhecimento e para desmistificação de tabus e preconceitos 112 . Solidariedade e colaboração em grupos de vivência 17. Espaço geográfico 2. Localização e orientação 13. Para realização e concretização desses procedimentos e elaboração dos recursos que lhes são necessários torna-se preciso garantir condições de planejamento.Sumário principal laboratório da ciência geográfica. Sustentabilidade: cuidados com o consumo. organização. no encontro entre prática e teoria.

Registrar e interpretar suas compreensões em diferentes formas de expressão. 5. 4. plantio. 2. Desenvolver perguntas e experimentações para conhecer o espaço vivido e os lugares de vivência. HABILIDADES conteúdos 1. expressões das paisagens (montanhas. Cuidados com o patrimônio geográfico. 113 . Orientar-se no espaço de vivência. Problematizar situações do cotidiano geográfico e do tempo imediato. o eu como ponto de referência no espaço. 4. 5. percebendo dimensões. APRENDIZAGENS E SABERES O espaço vivido: relações entre fenômenos da natureza e da sociedade (chuvas. circulação e consumo).Ensino Fundamental de 9 anos Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – O Lugar de vivência da criança COMPETÊNCIAS 1. cidades e campos etc. 3. enchentes e estiagens. calor e frio etc.). Relacionar modos culturais e fenômenos naturais a noções geográficas e temporais do espaço vivido. Procedimentos iniciais de investigação geográfica: observação. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O meu lugar no mundo: o próprio corpo. situando-se num plano de referências simples. Desenvolver atitudes de convivência solidária e valorização da vida. noções temporais. Participação em grupos. Dimensões do espaço vivido: noções topológicas e projetivas. praias. Estabelecer relações com as outras pessoas e suas diferenças. rios. SENSIBILIDADES E PODERES Identidades no grupo social e no espaço geográfico vivido. 3. produção. experimentação e registros.Sumário principal 1º Ano . Observar a paisagem local e experimentar o espaço de vivência. Registrar e interpretar informações ligadas ao entorno próximo e ao mundo em geral. diferenças de áreas e elementos espaciais. Valorizar a vida em suas diferentes manifestações. semelhanças.) e formas de vida dos grupos sociais (convivência. 2. LINGUAGENS E DIZERES Leitura e representações cartográficas e textuais de espaços vividos: croquis e maquetes.

na escola. fenômenos e processos sociais e naturais. Desenvolver solidariedades na vivência dos lugares e dos grupos. situando-os em contextos espaçotemporais próximos de sua vivência. 4. lugar de vivência da família: modos culturais. o meio ambiente. 4. 3. SENSIBILIDADES E PODERES O meu bairro. Mudanças e transformações nas sociedades e paisagens locais. LINGUAGENS E DIZERES A escola e meu bairro: Caminhos e ruas. Relacionar o conhecimento geográfico ao compromisso com os outros. Caminhos e ruas: trajetos. 3. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O sujeito no espaço vivido e no lugar de vivência: identidades. Locais de origens da família. produzir e representar dados e informações em diferentes tipos de linguagens. Conhecer diferentes manifestações da natureza e dos grupos sociais. fenômenos e processos geográficos visíveis na organização dos lugares e das paisagens locais. 5. 2. diferenças de áreas e elementos espaciais. para compreender transformações e diversidades na/da comunidade. APRENDIZAGENS E SABERES O que existe em meu bairro e o que não existe: fatos. 114 . Noções de orientação e localização. paisagens e lugares. interpretando-as e registrando noções geográficas. Orientar-se no espaço de vivência. na comunidade. fenômenos e processos geográficos. Textos em diferentes linguagens.: diversidades e diferenças. 5. Ler e interpretar textos verbais e cartográficos. exercitando a convivência com as diferenças e diversidades. Desenvolver perguntas. 6. semelhanças. As relações no trabalho e na exploração do meio ambiente. Mapas e maquetes. As relações com o outro na família. HABILIDADES conteúdos 1. a sociedade e o planeta. 2. Recursos naturais do lugar de vivência. de comunicações. políticos. Meios de deslocamentos. Identificar fatos. Participar de ações grupais que favoreçam intercâmbio de opiniões e de múltiplos pontos de vista. Instituições sociais. econômicos e religiosos na produção dos lugares. registrando noções geográficas de lugar e paisagens. Distinguir elementos naturais e culturais das paisagens. percebendo dimensões. Representação de fatos.Sumário principal 1ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Bairro: lugar de vivência da família COMPETÊNCIAS 1. Realizar leituras de textos. situando-se num plano de referências simples. Localizar-se nas diferentes dimensões e arranjos espaciais do lugar de vivência.

modos de produção. localizando elementos espaciais. 5. 4. Cuidados ambientais. A influência dos modos afrodescendentes e indígenas nas culturas urbanas e rurais: nomes de lugares. HABILIDADES conteúdos 1. Interpretar e registrar. cidade-sede e distritos do município. Sociedades urbanas e rurais: modos de vivência e produção. fenômenos e processos geográficos dos lugares de vivência da comunidade. diversidades e desigualdades na vivência dos lugares e dos grupos. Tradições e culturas urbanas e rurais. LINGUAGENS E DIZERES Leitura. 2. APRENDIZAGENS E SABERES O município como lugar de vivência das comunidades. A exploração de recursos naturais e a sustentabilidade. distinguindo nelas elementos culturais e sociais. Processos de produção e transformação de paisagens. Construir e aplicar conceitos geográficos relacionando-os aos de outras ciências e à vida cotidiana. Conhecer diferentes processos da natureza. Indústrias e agroindústrias. A ação do tempo e das sociedades. Caracterizar modos de organização administrativa dos lugares e modos de produção de comunidades rurais e urbanas. Observar e registrar diferenças e semelhanças das paisagens e dos modos de viver de sociedades campesinas e urbanas.Sumário principal 2ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Município: lugar de vivência da comunidade COMPETÊNCIAS 1. Fazer uso de noções de orientação e localização para situarse num plano de referências simples e para identificar elementos espaciais no espaço de vivência. artefatos. produção e interpretação de textos geográficos e cartográficos. compreensões sobre fatos. Conhecer e compreender processos que singularizam paisagens. SENSIBILIDADES E PODERES Conflitos e lutas. Problemas urbanos e rurais. Paisagens: elementos culturais e naturais. 6. 5. Paisagens urbanas e rurais. A tecnologia no campo e na cidade. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e expressão cultural de grupos campesinos e urbanos. Elaborar argumentos para avaliar modos de viver e produzir da comunidade no lugar de vivência. Mapas. Orientar-se no lugar de vivência. 3. Exercitar valores humanos frente diferenças. 4. 2. Realizar leituras e registros sobre fatos. fenômenos e processos geográficos para construir argumentos de avaliação dos modos da sociedade organizar os lugares de vivência. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Orientação e localização. Populações e comunidades. em diferentes linguagens. 3. 115 . Fenômenos climáticos. maquetes e globos.

Compreender a importância da participação em grupos. interpretar e registrar noções geográficas em diferentes fontes de informações e dados. municípios. religiosa e cultural no espaço geográfico. Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Riquezas naturais e elementos paisagísticos: sua utilização pelas sociedades. paisagens. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Integração dos elementos do clima. HABILIDADES conteúdos 1. Conhecer modos de produção e principais riquezas do Estado. econômica. Associar a formação territorial a processos de luta pela apropriação da terra. 3. Identificar a distribuição de recursos naturais. limites e fronteiras. 5. 5. cidades e campos. Situação do Estado no país e no mundo.Sumário principal 3ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Lugar de vivência de cidadania: Estado do Espírito Santo COMPETÊNCIAS 1. conquistas e problemas. os indígenas e os descendentes migrantes: lutas e organização política. 2. Desenvolver noções de percepção espacial e temporal. relacionando-os aos meios de produção. Cuidados com o meio ambiente. exercitando atitudes de compreensão de diversidades e atitudes de convivência social solidária e cuidados com a natureza. Tabelas e gráficos. 3. 6. 7. 4. Ler. Limites e fronteiras. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. 2. selecionar e socializar dados e informações. Elaborar interpretações e registros sobre organização territorial do Estado. transportes e comunicação e às formas de expressão cultural das sociedades. Diferenças e diversidades. da vegetação. representando em mapas e em outras linguagens o conhecimento sobre seu espaço geográfico. Fontes de energia. em diferentes linguagens. APRENDIZAGENS E SABERES Processos de marcação de territórios. da hidrografia. Representar cartograficamente dimensões do espaço geográfico. Utilizar conceitos geográficos que caracterizem arranjos espaciais dos lugares de vivência. Processo de formação territorial do Espírito Santo. 116 . Produzir. do relevo e das ações das sociedades na transformação de paisagens. seus lugares. Modos de produção. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. A afrodescendência. Localizar e identificar o Espírito Santo em representações cartográficas. globos. 4. Conhecer o processo de formação do território do Espírito Santo na dimensão espacial brasileira e mundial. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. lutas. tradições culturais. Mapas. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. à marcação de diferenças entre sociedades e ao domínio político sobre populações e espaço geográfico. relacionando trabalho e consumo das comunidades com os cuidados necessários à manutenção da sustentabilidade. organizar. registrando impressões e compreensões por meio de diferentes linguagens. SENSIBILIDADES E PODERES A sociedade espírito-santense: formação. 6. Caracterizar territórios. LINGUAGENS E DIZERES Uso e aplicação da linguagem cartográfica.

urbanas e periféricas. Realizar procedimentos de pesquisa e registros geográficos em diferentes fontes e linguagens. O consumo e a sustentabilidade. Clima. relevo e sociedades: fatos. Sociedades rurais. Modos de produção. 3. movimentos e problemas. analisando impactos no espaço geográfico. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. LINGUAGENS E DIZERES Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Fazer uso de diferentes metodologias para produzir dados e registros sobre o conhecimento geográfico. hidrografia. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. em elementos que caracterizam o espaço geográfico. Conhecer processos naturais agravados por intervenções humanas. Mapas. 5. avaliando criticamente sua produção e aplicação. 6. Efetuar análises. Desenvolver atitudes de compreensão de diversidades. histórico e linear. Fazer uso de diferentes tipos de fontes de investigação. 2. Populações: formação. PESQUISAS E FAZERES Investigações sobre diferentes arranjos espaciais e administrativos: paisagens urbanas e rurais. Identificar. Tabelas e gráficos. globos. indígenas. Cuidados com o meio ambiente. APRENDIZAGENS E SABERES A Terra e seus movimentos. de convivência solidária com diferenças e de cuidados entre sociedade e natureza. 4. Representar e interpretar. 6. Mudanças e transformações da natureza e das sociedades. SENSIBILIDADES E PODERES As relações de trabalho. Interpretar e representar. Poderes do governo. fenômenos e processos. Brasil. HABILIDADES conteúdos 1. fenômenos e processos geográficos. Minorias étnicas. Fontes de energia. características do espaço geográfico e da população brasileira. fenômenos e processos da natureza e da sociedade que caracterizam espaços nacionais. vegetação. Diferenças e diversidades culturais. um país tropical. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e de expressão cultural das sociedades. Conhecer diferentes processos da natureza. em diferentes linguagens. Relações com a organização do espaço geográfico. fenômenos e processos sociais e naturais no espaço geográfico. 3. 117 . transformações em tempo geológico. por meio da cartografia escolar e de outras linguagens. Relações e interdependência: natureza e sociedade. regiões.Sumário principal 4ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Um lugar de vivência no mundo: Brasil COMPETÊNCIAS 1. 2. a dimensão e o acontecimento de fatos. quilombolas. 5. Relacionar conceitos geográficos e históricos para compreensão de fatos. 4. em diferentes linguagens. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. a localização. relacionando dados para caracterizar o espaço geográfico. Considerar valores humanos e a diversidade sociocultural em análises de fatos.

São Paulo: FTD. KOZEL. Representações cartográficas: teorias e práticas para o ensino de Geografia. Secretaria de Educação Fundamental. (Org..H. n. 1998.. Campinas. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. MONTEIRO. I. J. O espaço geográfico: ensino e representação. E. C. J. A. 2000. S.D. Autor. SP. A.J. Brasília: MEC. ES. escola e construção de conhecimentos. CASTROGIOVANNI.) Geomorfologia uma atualização de bases e conceitos. 2003.4. M. 2000. V. Brasília: MEC/SEF. 2003. 2003.. C. ES: Ed. Terra capixaba: geografia e história. História e geografia do Espírito Santo. A M. S. Clima urbano. 2001. Brasília: MEC/SEPPIR.Sumário principal 8. M.. São Paulo. KILL. Geografia: pesquisa e ação. PASSINI.1. Oficina de Texto. Geografia. _______. Parâmetros curriculares nacionais: geografia.d.) Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano.5 Referências AB’ SÁBER. ES: Fundação Cultural do Espírito Santo. 1995. Porto Alegre: Mediação. CUNHA. São Paulo: Moderna. PERONE. 1989. T. Vitória. R. S. R. 25. 1998. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. GUERRA. 1974. SC: Ed. MENDONÇA. MOREIRA. H. São Paulo: Ateliê. BIGARELLA. ALMEIDA. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 2004. FILIZOLA. A. KATUTA. Vitória. _______. Alfabetização e diversidade. Didática da geografia: memórias da terra. 2005 CASTELLAR. B. São Paulo: Contexto. v. 2004. 7-20. Secretaria de Educação Continuada. Revista do CCHN-UFES. Geografia. T. CAVALCANTI. BRASIL. 1997. 2003. Educação africanidades Brasil. 1998.. L. F. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2007. Vitória. Ed. Autor. PCNs + ensino médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais. MORAES. 2003. F. EDUFES. Y. DANNI-OLIVEIRA. A C et al. ALMEIDA. ES: Ed. SP: Papirus. _______. F. maio/ago. _______. (Org. KRAJEWSKI. MENDONÇA. C. A. A. Brasília: MEC/SECAD: s. Florianópolis. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. São Paulo: Contexto. São Paulo: Quinteto Editorial. n. Parâmetros curriculares nacionais: história e geografia.. MAESTRO. Brasília: MEC/SEF. 118 .D. p. Geografia do Espírito Santo. Geografares. R. o espaço vivido.. CALLAI. Vitória. Campinas. Estrutura e origem das paisagens tropicais e subtropicais ..66. São Paulo: Contexto. 1996. A. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Ministério da Educação. da UFSC. Caderno CEDES. L.

Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. São Paulo: USP/EDUSC. 5v. SCHAEFFER. T. Para ensinar e aprender geografia. M. N. C. 119 . 2004. F. 2007. CACETE. Para ensinar geografia. PRESS. 2006. TUAN. H. C. Ed. L. Rio de Janeiro: Access. 1993. SILVEIRA. J.. SANTOS. Porto Alegre: EDUFRGS. PONTUSCHKA. 2007. Dois Pontos. 2002. Y. 2006.. 1987. 2006. PONTUSCHKA. Geografia para o ensino fundamental: material de referência para o professor. Um estudo do lugar do nosso cotidiano: GeografarES (Geografia do Espírito Santo) Vitória: nea@d/UFES. R. 1983. 2003. N.. Para entender a terra. Y. et al. ES: SEDU. N. ES: UFES. T. _______. Por uma nova geografia. B. São Paulo: USP/EUSC. Vitória. M. Pensando o espaço do homem. PAGANELLI.Sumário principal MOREIRA. et al. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência.. Vitória. São Paulo: Contexto. Rio de Janeiro. N. OLIVEIRA. MOTTA. RUA. _______. São Paulo: Difel. M. N. Porto Alegre. O. São Paulo: Cortez. Bookman. 2004. N. C. ZANOTELLI. VALLADARES. Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa.. et al. A U. O discurso do avesso (para a crítica da Geografia que se ensina). Geografia I. N. R.

entre elas. Com o advento do Humanismo. Inicialmente. A História consolidou sua função político-ideológica com a Revolução Francesa.para aprender a aprender e para aprender a fazer. as possibilidades de relações entre o saber histórico e o saber histórico escolar.. 120 . sendo comum acentuar-se o papel da Grécia Antiga na formação do espírito do historiador e na construção de um pensamento com base na razão.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . A investigação histórica desenvolveu-se com os iluministas que procuraram demonstrar pela razão que o progresso da humanidade é derivado do desenvolvimento da ciência e da instrução. sociais e políticas contribuíram para modificar o universo mental de então.. isto é. Assim sendo. ao apresentarmos uma proposta de trabalho baseada em conteúdos básicos e comuns. a profusão de documentos escritos vieram conferir à História uma função prática: a verificação da veracidade dos documentos. a fim de responder: Para que serve a História? Por que ensiná-la? A História tem sua origem na necessidade humana de registro do passado. Pouco a pouco. estamos também convidando o professor a refletir a partir do próprio campo da Ciência Histórica.2 História 8..Sumário principal 8. a interpretação do passado prendeu-se à narração de mitos que tinham como finalidade a explicação da formação da realidade através da intervenção de seres sobrenaturais.2. e a História passou a ser um meio de fundamentação das críticas à sociedade. as transformações econômicas. quando a recuperação do passado passou a ter como objetivo principal a exaltação da pátria e sua glorificação. que passou a necessitar de um sistema explicativo que relacionasse os acontecimentos a decisões e possibilidades. Durante o período medieval. as escolas militares. do Renascimento e da Reforma Religiosa houve um considerável desenvolvimento do espírito crítico que se refletiu nos estudos.. É dessa época que data a inclusão da História nos programas de ensino de determinadas escolas na Europa. e a contextualizar historicamente sua prática docente cotidiana. Que história é essa? Compreender a História como disciplina escolar implica compreender diferentes concepções de história e historiografia e suas repercussões no ensino.

a ênfase passou a ser. e na introdução no ensino de História de aspectos relativos a mentalidades.Sumário principal Na segunda metade do século XIX. problemas e abordagens (a chamada Nova História). representações e práticas culturais. cotidianos. considerando as alterações paradigmáticas das ciências. mas não exclusiva. no reconhecimento dos diferentes sujeitos da História. com a difusão do pensamento positivista. É inegável a influência de Karl Marx. história das civilizações etc. a história problema substituiu. as abordagens culturais passaram a ser fundamentais para o preenchimento de lacunas e incertezas. muitos historiadores passaram a considerar a ampliação dos objetos de interesse do historiador. na necessidade de o professor de História relacionar as metodologias da pesquisa histórica com as metodologias de seu ensino (teoria relacionada à prática e resultando em conteúdos procedimentais). 121 . a criação de uma História científica ganhou força e desenvolveram-se algumas disciplinas especializadas no interior do campo histórico: história política. e da ampliação das possibilidades em torno do fato histórico. então. por exemplo. Como a realidade foi se tornando cada vez mais complexa. isto é. Além disso. Assim. foram realizadas considerações interdisciplinares a partir do reconhecimento da relativização da História. pouco a pouco. da necessidade de consolidação e historicização de conceitos. a influência da historiografia contemporânea sobre o ensino de História se faz perceber. a história narrativa e houve o reconhecimento de um campo de documentos históricos mais vasto que os testemunhos escritos. No início do século XX. bem como da diversidade de fontes. A construção de uma consciência histórica e das possibilidades de pensar historicamente sobre a realidade em que vivemos confere ao ensino de História especificidades e particularidades no que diz respeito às contribuições da disciplina na formação humana. história econômica. cujo pensamento caracterizou-se pelo estudo da substituição dos mecanismos da sucessão de acontecimentos pela dinâmica das estruturas e dos modos de produção. A partir da década de 1970. o reconhecimento de novos objetos. Assim sendo. de que a valorização de um setor ou uma visão da História está inserida em sua própria historicidade. colocando a questão econômica como determinante.

. enquanto disciplina do ensino. Os livros didáticos e datas comemorativas passaram a ser instrumentos para a manutenção e homogeneização de determinadas visões de mundo e de História. Esse ensino. assim. mas à adequação do indivíduo à sociedade. ocorreu primeiramente no contexto de transições que tiveram origem na Revolução Francesa. negava os avanços da produção acadêmica e estimulava a formação do chamado professor de licenciatura curta. instituindo a obrigatoriedade da educação escolar.para aprender a ser e para aprender a conviver. ampliou-se o ensino escolar para uma educação que considerasse as políticas de preservação do patrimônio e as festas cívicas. Durante o início da república. de acordo com a ordem capitalista que se consolidava no país. colocando como central a questão da identidade nacional. a consolidação da História como disciplina escolar ocorreu após a independência. não se visava à formação de uma consciência crítica. para a elaboração de uma história para a jovem nação que pudesse ser difundida através da educação. apagando as diferenças sociais e culturais. O ensino escolar. Mais tarde. É desse período que data a luta burguesa por uma escola pública.. A partir da difusão das ideias iluministas. Durante as décadas de 1960 e 1970. condensados na disciplina de Estudos Sociais. O pensamento da elite política e intelectual apontava. No entanto. cujo objetivo era a formação de um cidadão ajustado à ordem autoritária vigente. quando foi instituído o processo de escolarização obrigatória. leiga e gratuita..Sumário principal . eliminando as possibilidades de um ensino crítico. sujeitos e diálogos A História. deveria formar um determinado cidadão. trabalhador/produtor/consumidor. 122 . e sua organização enquanto disciplina escolar está diretamente relacionada com a transformação da História como campo de conhecimento. espaços. o ensino da História foi unido ao da Geografia. No Brasil. cada vez mais. um ensino cada vez mais homogêneo deveria tornar o passado harmonioso. Uma História de múltiplos tempos.. com a ditadura militar. levando o Estado republicano a consolidar sua imagem de elemento atuante e protagonista da História Nacional. a história ensinada distanciou-se cada vez mais da influência da igreja. durante a Era Vargas. com o início da estruturação de um sistema de ensino para o império. revestido de conteúdos cívicos. sendo ferramentas de controle e mediações entre as práticas políticas e culturais.

o objetivo e a finalidade principais do ensino da História. a vida cotidiana coletiva se constitui um dos principais eixos do ensino da História e as temáticas a ela referentes são importantes para destaques acerca das diferenças culturais e étnicas. A prática docente da História tem caminhado de acordo com as principais questões de seu tempo. buscase a compreensão da realidade como objeto. A realidade. valores e habilidades. conteúdos. portanto. a disciplina escolar História recuperou sua autonomia.2 Objetivos da disciplina . sociológica e filosoficamente. Hoje. de informar um conteúdo histórico. Dessa forma. política e seu ensino passaram a expressar a nova conjuntura. e as imbricações entre cultura. 8. geográfico. Uma sociedade democrática pede a participação de todos e cada um dos membros no desenvolvimento do potencial de cada um e da coletividade. Cultura e Trabalho como as formas com as quais o homem 123 . Não se trata. Uma História que debate a Ciência. a Cultura e o Trabalho Considerando a tríade Ciência. Compreendemos que o desenvolvimento da compreensão de conceitos básicos das disciplinas das Ciências Humanas permite a construção da compreensão da realidade. e questionar os conteúdos tradicionais. em todo o mundo “globalizado”. vista dessa forma.Sumário principal Com o passar dos anos e o reinício da democracia. objetivo e finalidade principais do seu ensino. A informação.. os estudos das Ciências Humanas devem ser empreendidos de modo integrado: valores. geográfica.2.. conhecimentos e habilidades. filosófico. incorporando diferentes concepções de ensino e de História. o ensino de História transforma a fronteira da história vivida e da história ensinada em um espaço de diálogos e reflexões. para querer saber . Essa integração garantirá uma contínua aprendizagem e a sensibilização necessárias para uma educação que possa vir a garantir a paz e a dignidade humana. a partir do reconhecimento de si e do outro e da construção de uma consciência histórica.. Especificamente em relação à História. incentivando o respeito às diversidades. de um sentimento de pertença. ao considerar as possibilidades de seu fazer e de seu saber.. competências. acrescida de atitudes investigativas. mas de oportunizar ao aluno possibilidades de relação de temas. é uma forma de construção do conhecimento e de pensar histórica. Nessa perspectiva.. torna-se o objeto. sociológico etc.

alunos. historicamente construídos e portadores de direitos. portanto. mas também estimular os conteúdos complementares que cada professor deve elaborar de acordo com sua realidade de ensino. Um debate entre o ensino de História praticado e aquele aqui idealizado. 124 . pretende-se fundamentar uma proposta de trabalho para a Educação Básica que possa ser discutida e apropriada por seus sujeitos (professores. singular e plural). portanto. que privilegie como eixo a dimensão local e a formação dos sujeitos de direitos. concepções como rupturas e continuidades. urbano e rural. proximidade e distância. a formação de uma consciência histórica. textos e múltiplos olhares que estão presentes em nossa sociedade. necessária nos processos de transformação social cuja base é o trabalho humano. que. exploração e apropriação) como uma das estratégias do ensino da História ao considerar o meio ambiente histórico e o patrimônio vivo. sem perder de vista a articulação teoria/prática e destacando as etapas e as ferramentas do processo investigativo. a dimensão ética de todo processo educacional. fragmentada e reconstruída. passado e presente. registro. ampliam noções como representações e processo. educadores. antigo e moderno. o reconhecimento das diferentes linguagens.Sumário principal transforma a sociedade em uma perspectiva emancipadora. a interlocução das demais ciências sociais com o ensino da História. a educação patrimonial (observação. e com os demais saberes escolares. a percepção de que a história e seu ensino são objetos de si mesmos. pais e demais envolvidos na cultura escolar). para além de suas dicotomias aparentes. deverá observar em suas reflexões: a compreensão de que somos sujeitos diferentes e diversos. os objetivos listados a seguir têm a intenção de organizar ideias e fundamentar os conteúdos básicos comuns propostos neste documento. semelhanças e diferenças. as questões concernentes à memória (individual e coletiva. Dessa forma. ressaltando a importância da consolidação de paradigmas identitários. (re)significando a noção de documento. o espaço historicamente construído e. considerando os procedimentos do historiador no trato com a História. inserido no processo do ensino da História em suas múltiplas temporalidades. uma proposta cujo eixo estaria em consonância com os mais recentes debates que envolvem a história como ciência e sua função social.

que devem ser múltiplos. gráficos e tabelas. conteúdos procedimentais da História e etapas de seu ensino. técnicas da história oral. conservando a característica de uma História Integrada. para ensinar. mas também seus valores.3 Principais alternativas metodológicas . partilhadas). está associada à construção de uma consciência histórica que surge do terreno das memórias (individual. fazeres e quereres. coletiva. que podem ser pensados como um processo de construção do conhecimento histórico escolar. conteúdos e metodologias) é fator importante para tal empreendimento. museus e outras instituições de guarda). Problematização. e a Educação Indígena) deve prevalecer o desenvolvimento de atitudes investigativas que reforçariam as relações entre os conteúdos conceituais (que compreendem as ações do homem no tempo. e educação de olhares.. estudo do meio. investigação. leitura de mapas. destacamos a necessidade de desenvolvimento de material didático específico. com suas características singulares e plurais – busca-se a compreensão do mundo em que se vive a partir do reconhecimento de si e do outro.. Considerando essas especificidades. portanto. estudos de caso. Em todos os níveis/modalidades do ensino (incluindo a EJA. para aprender e para querer: saberes. uso crítico do livro didático. Uma História que investiga.2.. inerente ao processo de ensino da História. a Educação no Campo. saberes e sensibilidades) e os procedimentais. passa a ser o eixo organizativo dos CBCs de História. registro e socialização de resultados são. Nesse sentido.. uso de diferentes fontes históricas. é fundamental a alteração do eixo do ensino de História Geral para a História do Brasil e a História do Espírito Santo. 125 . dessa forma. A pesquisa. 8. visitas técnicas (arquivos. ênfase em diferentes práticas de leitura e escrita. portanto.Sumário principal Compreendemos. estímulo ao uso de diferentes linguagens. critica e interpreta Ao enfatizar a formação de sujeitos – compreendidos como sujeitos de direitos. trabalhos com documentos de diferentes tipos. que a dimensão identitária (imagem de si. para si e para os outros). A garantia da autonomia do professor na elaboração de seu planejamento (objetivos.

uma vez que a aprendizagem histórica ocorre juntamente com o processo de produção de sentido. o aluno pesquisador e o professor pesquisador consideram seus saberes prévios. que tais afirmações não podem ser feitas de forma tranquila. fotografia. ações que podem ser compreendidas como competências.Sumário principal Os conteúdos básicos e complementares da História ensinada (conceituais. são formas possíveis de alcance das competências. assim compreendidos. comparação e argumentação são. música. A construção do conhecimento. Observação. assim compreendida. patrimônio. os procedimentos históricos. vídeo e cinema. Através do exercício da dúvida. Fatos. obras de arte. nesse sentido. compreendidos como uma articulação entre as habilidades e competências (selecionadas pelo professor de acordo com o nível de ensino). expressão e possibilidades de respostas de dúvidas. e o pensar histórico). ocorre a partir da formulação. fontes orais. e entre a metodologia determinada para tal fim. procedimentais e atitudinais). monumentos. revistas. Os conteúdos. conceitos e sujeitos que se integram e integram diferentes alternativas metodológicas. de modo que caberia indagar o que é próximo e o que é distante. fontes. que a aprendizagem ocorre do “simples” para o “complexo”. objetos e museus. Esse seria o processo durante o qual ocorre a aprendizagem histórica (aqui dividido em três etapas: a alfabetização histórica. Livros. passam a ser eles mesmos construções sociais e históricas. outros consideram que devemos partir do “concreto” para o “abstrato”. por exemplo. sucessão e simultaneidade. o que é simples e o que é complexo. A experiência docente em História demonstra. muitos teóricos consideram que o processo de aprendizagem ocorre quando partimos do “próximo” para o “distante”. documentos oficiais. visando a estabelecer relações e promover interpretações. o que 126 .. literatura. que apontam para a pesquisa como ensino/aprendizagem e para a problematização do presente a partir do estabelecimento de relações entre as dinâmicas temporais: permanências e mudanças. lendas. entretanto. outros. entre os tópicos eleitos para o alcance dessas habilidades e competências. Esclarecemos que compreendemos por competências ações que expressam uma tomada de decisão através da utilização de ferramentas concretas e intelectuais. jornais.. Habilidades. De um modo geral. relatos. ainda. mas são produtores de um saber específico que redefine suas relações com o conhecimento histórico e seu processo de produção. datas comemorativas. antes/agora/depois. bem como da mobilização de esquemas conceituais.

Coerentemente com a opção pela pesquisa como eixo organizativo do currículo e da prática docente. não pretenderam esgotar conteúdos a serem trabalhados em sala de aula no processo de construção do conhecimento histórico escolar. no universo cultural composto por informações globalizadas e efêmeras de nossas crianças e jovens. se repetem na sequência dos segmentos e séries. A avaliação processual (diagnóstica. Outro fator digno de nota é que os CBCs de História. Cada segmento é exposto a partir de um conjunto comum de competências e temas estruturantes que permeiam uma competência específica. no Ensino Fundamental. contextos 127 . portanto. portanto. Coerentemente com a concepção de História e seu ensino que permeia nossa proposta. a avaliação pode considerar as possibilidades de descrição. que reflitamos sobre as competências e habilidades que estão relacionadas a esse processo de construção do saber histórico escolar. temas estruturantes e habilidades. os tópicos e habilidades distribuídos por cada série. o processo de avaliação é parte integrante da ação educativa em História. disciplinas. dividimos a proposta dos CBCs de História nos três segmentos de ensino: Séries iniciais do Ensino Fundamental. envolver etapas individuais e coletivas de trabalho. explicação e problematização que envolvem a construção do conhecimento histórico escolar. cada tópico foi dividido em três seções: tematizando (apresentação de sugestões e possibilidades temáticas). não simplesmente de tópicos a serem trabalhados. e dialogando (considerações com outros temas. Nesse sentido. para a construção de um planejamento adequado a cada especificidade escolar. A partir dessa compreensão. Pode. também. É importante notar que algumas competências. construídos a partir da consulta aos professores da rede estadual de ensino. torna-se ferramenta basilar. diversidades. uma vez que devem garantir o caráter gradual da construção do conhecimento. problematizando (possibilidades de investigação e procedimentos). É preciso. formativa e somativa) pode envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor. e a construção de significado do documento histórico. mas não única. por vezes. cotidiano do aluno. Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. argumentação. Ao contrário.Sumário principal é concreto e o que é abstrato. deve partir dos objetivos e das metodologias que consideram os saberes prévios. A gradação. garantindo a possibilidade de autonomia do professor e a flexibilização dos conteúdos. ao agrupar os principais tópicos selecionados como básicos pelos professores.

3. científico. como fonte de consulta dos alunos e recurso didáticopedagógico. Elaborar explicações históricas multicausais. COMPETÊNCIAS GERAIS 1. que podem ser realizadas durante o processo de construção do conhecimento histórico escolar). 2. jornalístico etc). 5. sem substituir a autonomia do professor em relação ao seu planejamento inserido no Projeto Político Pedagógico de cada escola. fatos e conceitos. procedimentos. ENSINO FUNDAMENTAL Procedimentos Históricos TEMAS ESTRUTURANTES Saberes e sensibilidades. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. Os sujeitos.Sumário principal etc. relacionando-os com os de outras ciências e com a vida cotidiana. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. Construir. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. Em todos os segmentos do ensino. Dominar e fazer uso de indagação. atentamos que o livro didático deve ser utilizado de forma problematizadora. selecionar e divulgar dados e informações. 128 . Levantar. elaboração de respostas possíveis. História e memória. organizar. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. argumentação. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. sócio e culturais. 4. Linguagens e representações. Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. busca.

5 - Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta.Sumário principal 8. elaboração de respostas possíveis. fatos e conceitos. diferenças e diversidades. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. • História e memória. argumentação. 2 - Construir. jornalístico etc). relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. procedimentos. sociais e culturais. relacionando-os com os de outras ciências e a vida cotidiana. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. científico. organizar. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. COMPETÊNCIAS GERAIS 1 - Dominar e fazer uso de indagação. busca.4 Conteúdo Básico Comum . • Eu e os outros: identidade.2. • Os sujeitos. 3 - Levantar. 4 - Elaborar explicações históricas multicausais. selecionar e divulgar dados e informações. 129 . o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes.História Anos Iniciais do Ensino Fundamental ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetização Histórica 1º Ano e 1ª a 4ª Séries TEMAS ESTRUTURANTES: • O tempo. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. relações sociais. o tempo vivido e o tempo histórico.

Dialogando • Considerar como os indígenas contam o tempo • Considerar as diferenças entre o tempo da cidade e o tempo do campo 130 . presente e duração. toda escola tem história. • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. duração e cultura. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. espaço. FAMÍLIAS e TEMPOS 1) Tematizando • A criança como ser singular e plural Problematizando • Passado. o meio ambiente. as instituições com as quais se convive diariamente. a moda cotidiana etc. a sociedade. o planeta. nomes de família Problematizando • A noção de historicidade de objetos concretos e abstratos: toda rua tem história. Contextualizando • Diferenças étnicas e regionais do Espírito Santo 2) Tematizando • A história dos nomes: o nome de cada um. Dialogando • Considerar a diversidade étnica e a relação com meio ambiente 4) Tematizando • O tempo e o relógio • O dia a dia das crianças • O nosso calendário • As horas e suas unidades • Os anos e suas unidades Problematizando • O tempo do sol. semelhanças e diferenças • Histórias das crianças de hoje e do passado • As brincadeiras. • Ler diferentes tipos de documentos históricos.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos Competência: identificar possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. o tempo da chuva etc. comidas tem história etc. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. nomes de lugares. CRIANÇAS. toda casa tem história etc. o uniforme da escola. o tempo da lua. Dialogando • Considerar as diferenças étnicas no Espírito Santo e sua relação com o nome de cada um 3) Tematizando • A família • Os amigos • O dia a dia com a família Problematizando • Os utensílios domésticos tem história.

Sumário principal 1ª série Competência: exercitar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. • Exercitar diferentes tipos de descrição. as instituições com as quais se convive diariamente. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. de água. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. a consideração de diferentes pontos de vista e a necessidade de busca de consensos. a sociedade. duração e cultura. CRIANÇAS. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. de areia • Os anos e suas unidades • As décadas Problematizando • Álbum de família e noção de duração • Toda família tem história Dialogando • Considerar a diversidade étnica e o conceito de família 2) Tematizando • Bairros do município • Municípios vizinhos e sua relação com o município da escola Problematizando • Todo bairro tem história Dialogando • Considerar a interação com os conceitos e procedimentos geográficos 3) Tematizando • Os bairros se comunicam • Os municípios se comunicam • Meios de comunicação e de transporte Problematizando • Os meios de comunicação têm história • Os meios de transporte têm história Dialogando • Considerar a relação de cidade e campo • Considerar a relação da criança com o trânsito e a noção de segurança e regras 4) Tematizando • A escola e os seus sujeitos • Quem é quem na escola • Cada pessoa tem sua história Problematizando • Como registrar o tempo que passa para cada um Dialogando • Considerar a diversidade de fontes históricas e a noção de documento 131 . o meio ambiente. GRUPOS e TEMPOS 1) Tematizando • O tempo e o relógio: percebendo e registrando o tempo • Relógio de sol. espaço. o planeta.

Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. duração e cultura. a sociedade. o planeta. • Orientar-se no tempo com segurança. as instituições com as quais se convive diariamente. • Exercitar diferentes tipos de descrição e narrativas. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros.Sumário principal 2ª série Competência: expressar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. CRIANÇAS. décadas e séculos Problematizando • A memória como direito humano Dialogando • Considerar que diferentes sujeitos podem construir uma mesma história 132 . espaço. TEMPOS e MEMÓRIAS 1) Tematizando: • A escola e meu bairro • As ruas de meu bairro • O que existe em meu bairro e o que não existe Problematizando • As ruas têm história • Porque existem certas coisas em meu bairro Dialogando • Considerar os procedimentos geográficos • Considerar as relações sociais e econômicas que determinam a construção de bairros e cidades • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar os indígenas que não se organizam em cidades 2) Tematizando • A reconstituição do passado pela memória Problematizando • Histórias de vida também são História • Como registrar a memória Dialogando • Considerar os conceitos de memória individual e coletiva • Considerar a noção de grupos sociais • Considerar o conceito de identidade cultural 3) Tematizando • As diferenças culturais e sociais Problematizando • As diferenças têm história Dialogando • Considerar as noções de igualdade e equidade 4) Tematizando • A representação da realidade: o que contam os historiadores • Contando mais tempo: anos. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. o meio ambiente. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos.

• Comparar informações e discutir sobre as mesmas. temiminós. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. econômicos. a sociedade. o meio ambiente. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. políticos. • Considerar os diferentes registros históricos e as possibilidades de representação da realidade • Considerar a noção de duração 2) Tematizando • O Espírito Santo antes da chegada dos portugueses • Quem eram os habitantes nativos (puris. tupiniquins) Problematizando • Diferenças culturais entre os indígenas que habitavam o Espírito Santo • A natureza Dialogando • Considerar mudanças e permanências no tempo 3) Tematizando • A chegada dos portugueses no Espírito Santo • Quem eram os portugueses e porque vinham de tão longe Problematizando • A importância econômica tem sua história • Há valores que não são apenas econômicos Dialogando • Considerar os conhecimentos geográficos e suas ferramentas • Considerar a noção de valores humanos 4) Tematizando • O início da colonização no Espírito Santo • Porque colonizar • Relação de aspectos econômicos. narrativas e registros. as instituições com as quais se convive diariamente. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. sociais e culturais • A escravidão Problematizando • O conceito de trabalho tem história • O que acontecia no Espírito Santo e o que acontecia no Brasil • Considerar as relações do campo com a cidade Dialogando • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar conhecimentos geográficos e suas ferramentas 133 . à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. • Exercitar diferentes tipos de descrições.Sumário principal 3ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. botocudos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. políticos etc. goitacazes. MEMÓRIAS e HISTÓRIAS 1) Tematizando • A criança e sua história • O professor também tem história • A história do município • Contando os séculos Problematizando • Como dividir a história de meu município em períodos de tempo Dialogando • Considerar a multiplicidade de possibilidades para a compreensão da história e do tempo de acordo com aspectos sociais. culturais. duração e cultura. espaço. TEMPOS. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. o planeta.

Sumário principal 5) Tematizando • Os negros escravizados vinham da África • As relações da África com a Europa • As relações da África com o Brasil Problematizando • A África tem sua História Dialogando • Considerar o conceito de dignidade humana • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar os procedimentos geográficos 134 .

• Utilizar procedimentos históricos e geográficos na construção do conhecimento histórico escolar. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. espaço. HISTÓRIAS E SOCIEDADES 1) Tematizando • As formas de administração do Espírito Santo • Os diferentes grupos sociais • A exploração econômica • A importância da igreja • Outros povos chegam ao Espírito Santo Problematizando • As representações da História • As relações sociais têm História • O conceito de colônia Dialogando • Considerar as diferentes explorações da economia e do trabalhador e sua relação com a exploração do meio ambiente • Considerar a relação do Espírito Santo com outras capitanias e regiões do Brasil • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos 2) Tematizando • Diferentes situações de revoltas e resistência em todo o Brasil • A transferência da corte portuguesa para o Brasil Problematizando • A História é dinâmica • A História também é feita de conflitos Dialogando • Considerar a noção de relações de poder e formas de dominação • Considerar as relações do campo com a cidade 3) Tematizando • O Espírito Santo na época da Independência do Brasil • O império no Espírito Santo • O trabalho escravo no Brasil e no mundo • O processo de abolição no Espírito Santo e no Brasil • Os imigrantes • Os indígenas Problematizando • Todo povo tem sua História • As relações de trabalho como relações sociais.Sumário principal 4ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. • Comparar informações e discutir criticamente sobre as mesmas. utilizando-se de conceitos básicos da disciplina. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. • Exercitar diferentes tipos de narrativas e registros. TEMPOS. econômicas e de poder Dialogando • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e Brasil 135 . • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. duração. sociedade e cultura.

o planeta.Sumário principal • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. negros. brancos e asiáticos: as etnias do Brasil Problematizando • Democracia e ditadura Dialogando • Considerar as diferentes formas de relações de poder e os conceitos de guerra e paz • Considerar o conceito de direitos humanos 6) Tematizando • Reconstruindo a democracia • Os anos 1960 e a contracultura • A ditadura militar e o papel da censura no Espírito Santo • Reconstruindo a democracia mais uma vez • O papel dos estudantes Problematizando • Relações de poder e ordem internacional: para não esquecer • Os indígenas hoje no Espírito Santo e no Brasil • Por que lutamos em defesa do meio ambiente? Dialogando • Considerar o conceito de direitos humanos • Considerar o direito à memória • Considerar os diferentes pontos de vista com os quais se escreve História 136 . as instituições com as quais se convive diariamente. o meio ambiente. 4) Tematizando • A República no Espírito Santo • Mudanças na educação e na escola • As relações sociais do início do século XX • A ideia de modernidade e de progresso no Brasil • Um novo mapa para o Brasil Problematizando • As formas de governo têm História • O território brasileiro tem História • Novos registros para a História: a memória fica mais perto Dialogando • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e no Brasil 5) Tematizando • O Espírito Santo e as Guerras Mundiais • As relações entre o Brasil e os países em guerra • O governo de Vargas e a administração Bley no Espírito Santo • Os imigrantes e seus descendentes • Índios. a sociedade.

2006. História e Ensino: Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Estadual de Londrina (PR). Oficinas de história. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. 2007. 64 p. 2. CAINELLI. BERTONI. Ana Mª. ______. Vera Lucia Sabongi de. Porto Alegre: Mediação. ES: NEAD/UFES. Belo Horizonte: Dimensão. 2008. 2006. Mª Inês S. Vitória. Juçara Luzia. SP: Papirus. Universidade Federal do Espírito Santo. 2004. REVISTAS Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Federal Fluminense (RJ). ZAMBONI. 2004. MALERBA. 2003. LUCINI. Belo Horizonte: Autêntica. Disponível em: <http://www. Mauro. Quanto tempo o tempo tem! Campinas. Fascículo 3.br www.ensinodehistoria. Circe Mª Fernandes. Ensinar história. Fascículo 1.. O livro didático no Espírito Santo e o Espírito Santo no livro didático: história e representações. São Paulo: Cortez. RICCI. pesquisas e ensino. Marizete. Ensino de história: fundamentos e métodos. SP: Alínea. LEITE.br/ dissertacoes/2008/dissertacoes. 2000. Jurandir. ES: NEAD/UFES. O livro didático de história: políticas educacionais. Ensino de história: escritas. Ensino de história e história do Espírito Santo: módulo estudos sociais.asp>. Pesquisa como ensino: textos de apoio e propostas de trabalho. 265 p. 2001. leituras e narrativas: módulo estudos sociais.5 Referências BITTENCOURT. Maria Auxiliadora.Sumário principal 8.ufes. narrativa e ensino de História. Keila. SCHMIDT. UFRN.historianet.). Margarida Mª. Nossa gente brasileira: textos e atividades para o ensino fundamental. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. GRINBERG. Claudia Sapag. Marlene. 2000. Natal: Ed.ppge.2. NA REDE www. Lúcia. Vitória. GRINBERG. OLIVEIRA. André Luiz Bis. Ernesta (Org. D. Campinas. Tempo. Faculdade de Educação. 2007. LAGOA.com 137 .com. 2008. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. PIROLA. STAMATTO. Vitória. São Paulo: Scipione. Departamento de História. ES: UFES/PPGE. ROSSI. ed.

em seu fundo como em seu mistério. o fato da possível religiosidade. Toda a história religiosa da humanidade. ou seja. está ligado à condição de pessoa. dão testemunho dessa transcendência inscrita na estrutura constitutiva do homem. é ele uma realidade do além ou de outro lugar que se imponha ao homem. sua abertura a um projeto que incessantemente o ultrapassa. vai ao encontro dele. O sagrado.Sumário principal 8. uma realidade demarcável em si mesma. antes de mais nada. todo o dinamismo ético ou poético dos homens. um setor à parte na existência humana. Bastaria isso para reconhecer o caráter único do homem. O lugar originário da religiosidade é a disponibilidade que sente em face de quem o chama. o homem sente a impossibilidade de se fechar numa atitude. que o excede. é o termo de uma relação que o homem busca ininterruptamente. É função específica do Ensino Religioso exercitar o educando para que se dê conta da dimensão transcendente da sua vida e de levá-lo a viver isso na intensidade de si mesmo. Menos ainda. educação da religiosidade objetiva. Por conseguinte. O Ensino Religioso escolar se propõe educar essa dimensão da vida humana com o objetivo de proporcionar uma formação integral da pessoa. A dimensão religiosa – como também a dimensão ética – é específica e constitutiva do ser humano. bloqueando seu dinamismo 138 . que o ultrapassa. O próprio sentido da liberdade já é uma busca do absoluto.3 Ensino Religioso 8. definitiva em nenhuma realidade humana. O homem está aberto a algo ou a alguém que o supera.3. fora da qual nem sequer é concebível. Por causa desse desejo de plenitude. acabada. Mas no que con- siste essa dimensão religiosa ou essa esfera do espiritual na existência humana? O lugar originário do sagrado é o desejo do homem. traduzindo a sua religiosidade em atitudes práticas. num conhecimento ou num amor finitos. Mas a educação da religiosidade não se reduz à religiosidade subjetiva. ou seja. radicalmente distinto de toda realidade. o sagrado não é. A educação religiosa é educação dessa habilidade. é um atributo exclusivo da vida pessoal.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A esfera da religiosidade é uma dimensão constitutiva da realidade humana. em harmonia com sua percepção do transcendente. O sentido de toda religião. é também educação das expressões nas quais se traduz a religiosidade da pessoa. simultaneamente. e que. uma vez que o absoluto jamais assume fisionomia plena.

as liturgias. ele não pode existir humana e coletivamente sem assumir uma expressão externa.Sumário principal específico. a toda a vida do homem. assumida pela fé. e consiste numa relação ou numa busca de relação. as confissões de fé. justamente por essa razão. Haurir na profundidade humana e nas relações com o transcendente as energias e orientações para o caminho de vida 139 . A importância do Ensino Religioso é que se constitua como uma educação da religiosidade. afastada pelos homens ou pelas culturas. Ricoeur). para ser vivida humanamente. para poder comunicar-se. Motivar a assumir atitudes e práticas pró-vida. o problema consistirá sempre em encontrar um outro diferente dele mesmo. Ele está na origem do homem. Em outros termos. E é aí que nascem todas as ambiguidades de que nos ressentimos hoje de maneira tão aguda. A linguagem remete à experiência. 8. jamais se deverá esquecer. ambígua.2 Objetivos da disciplina Objetivo geral Promover a compreensão. que as expressões não têm outra ambição senão a de conduzir à EXPERIÊNCIA espiritual. a interpretação e a (re)significação da religiosidade e do fenômeno religioso em suas diferentes manifestações. consequentemente. essa religião fundamental se tornar cultural e. co-extensiva a toda realidade. o serviço e a comunicação. linguagens e paisagens religiosas presentes nas culturas e nas sociedades. por mais que tal pergunta. ela se conserva sempre presente no íntimo do homem. porém. O homem é pergunta. ao se exprimir. deverá transformar-se num acontecimento da linguagem (P.3. e a palavra decisiva sobre esse mesmo homem foge continuamente do horizonte de sua história. os ritos. capaz de ajudar os educandos a se autoposicionarem diante da transcendência e dar um sentido à própria existência. seja rejeitada. a algo mais profundo do que a própria linguagem. Essa permite que o homem se coloque em relação ao outro que o interpela e que o ultrapassa. os mitos. Objetivos específicos Educar para a alteridade. Por mais pessoal e secreto que seja o sagrado como experiência fundamental. Para o homem. Esse relacionamento religioso fundamental deverá traduzir-se por meio de inevitáveis expressões religiosas: os símbolos. essa experiência religiosa radical. Se. a indagação constitutiva do homem. E.

Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por ela produzidos em suas marcas de religiosidade. para dar sua resposta devidamente informado. Portanto. ainda. busca refletir e integrar o fenômeno religioso como um saber fundamental para a formação integral do ser humano. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial. E. Estudar o fenômeno religioso requer. A disciplina de Ensino Religioso deve. é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso e alicerçada no respeito à diversidade cultural e religiosa. em profundidade. Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais. norteadoras. por sua própria natureza. contribuir com os estudantes na busca da compreensão. Por isso preferimos indicar apenas algumas linhas 140 .150-175). Oportunizar o desenvolvimento de atitudes de veneração pelo sagrado (RUEDELL. a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando. comparação e análise das diferentes manifestações do sagrado. como princípios éticos fundamentais.3 Principais alternativas metodológicas A reflexão sobre a religiosidade é bastante nova no âmbito da educação escolar. o Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado. Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas. 2007. uma metodologia dialógica 8. A escola. deve ajudar os estudantes na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são influenciadas pelas tradições religiosas. O grande desafio. tanto na afirmação quanto na negação do sagrado.3. P. ao introduzir o Ensino Religioso na sua matriz curricular. portanto. Esperamos com isso contribuir na reflexão sobre o lugar da religiosidade na educação.Sumário principal pessoal e social. Refletir o sentido da atitude moral como consequência do fenômeno religioso e da expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitária do ser humano. Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. porém. com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados.

a dimensão coletiva é a base da liberdade de religião. A religiosidade nesse sentido está centrada na liberdade pessoal que leva cada pessoa a escolher uma ou outra crença ou até nenhuma. a dimensão transcendente tensiona o humano para além da contingência das identidades. se assim o fizesse. a educação é construída na base de uma compreensão pluridimensional da pessoa e vai acontecer 141 . Por uma compreensão de religiosidade: Por ser um atributo do ser pessoal. elemento que ultrapassa toda e qualquer configuração aplicável ou tangível. a estabelecer parâmetros e formas de conduta identitárias que se configura em uma ou outra religião. Por ser pessoa. das diversidades e das individualidades e pessoalidades. A relação é presença e construção. no reconhecimento. O religioso carrega – por mais variadas que sejam suas expressões – o “mistério”. Implica ainda a articulação de dois conceitos e das possíveis relações entre eles: educação e religiosidade. Para alcançar seus objetivos o Ensino Religioso deve partir das experiências e dos conhecimentos prévios dos estudantes. a dimensão pessoal da religiosidade é a base da liberdade religiosa. Dessa forma os conflitos poderão ser tratados positivamente. tornar-se-ia opressiva. Nesse sentido. A dimensão pessoal. reflexão e ação. A dimensão transcendente. A dimensão comunitária ou coletiva. o homem não pode viver sem dialogar. Portanto. que significa exatamente a possibilidade de cada pessoa escolher a religiosidade que pretende seguir. saber conectar informação. Ele é um ser constitutivamente dialogante. A religiosidade se manifesta como sistema comum de crenças e práticas que tende a se institucionalizar. se personalizam com outros humanos na interação. visto que.Sumário principal e contextual. Por isso a educação da religiosidade é uma tarefa complexa. Observe-se que a dimensão coletiva não tem como suplantar a pessoal. no fenômeno religioso há pelo menos três dimensões implicadas e que se interrelacionam para determinar seu sentido. Por uma compreensão de educação: A relação é um traço constitutivo do ser humano. na alteridade. que se põe como exigência de convivência e de tolerância entre as várias confissões religiosas. Vem daí que os seres humanos se fazem sujeitos. Enquanto a dimensão pessoal e a coletiva dizem respeito às formas históricas de compreensão da religiosidade. Nesse sentido.

para que seja um espaço efetivamente de educação.Sumário principal nos espaços de aprendizagem como exercício de reflexão e ação críticas. Incentive a compreensão dos dissensos e dos conflitos. a superação da fragmentação das experiências e da realidade. a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos. e as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. ciências da religião e teologias. O ENSINO RELIGIOSO: SEUS EIXOS E CONTEÚDOS O Ensino Religioso na sua articulação destaca alguns aspectos fundamentais para a sua concretização. A educação no Ensino Religioso deve apresentar-se como uma pedagogia que: Promova a construção de uma participação. Isso significa partir da base da diversidade. para a efetivação dessa área de conhecimento. Esse eixo analisa as múltiplas concepções do transcendente. Essa postura se traduz em: Aceitar que a pessoa que segue uma religião possa considerar sua crença como verdadeira. e a necessidade de evitar o proselitismo. a compreensão do campo simbólico. saber lidar com ela. atuar para promovê-la. pedagogia. Dentre os conteúdos destacam-se: 142 . a busca permanente do sentido da vida. o pluralismo religioso. como a antropologia. Leve a uma abertura para o mundo como compromisso concreto com os contextos nos quais se dão os processos educativos. o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. Tendo presentes a riqueza e a complexidade do campo religioso. sociologia. psicologia. O grande desafio é fazer da escola um espaço de qualidade relacional. a função política das ideologias religiosas. tais como: a ideia transcendente na visão tradicional e atual. Admitir que cada pessoa possa ter a crença que quiser e que possa professá-la livremente. Esse eixo desenvolve os temas decorrentes da relação entre cultura e tradição religiosa. com e para a diversidade religiosa. Teologias . tais como: as contribuições das áreas afins. definiu cinco eixos e os respectivos conteúdos: Culturas e tradições religiosas. Trabalhar sempre desde.

e a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas (Cf. ancestralidade. a descrição do contexto sóciopolítico-religioso determinante para a redação final dos textos sagrados. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso em muito podem contribuir para que o ser humano inacabado. encontre o sentido para a vida e seja feliz. Analisa a vivência crítica e utópica da ética humana a partir das tradições religiosas. Ethos. nº 1. apresentando para os fiéis no contexto da respectiva cultura. permeado por valores. nada. FONAPER. por isso considera: as orientações para o relacionamento com o outro. o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos sagrados e a formação dos textos. e as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: ressurreição. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. Caderno Temático Ensino Religioso. consigo mesmo. 31-32). comparando seu(s) significado(s). o conjunto de muitas crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel nas tradições religiosas.Sumário principal a descrição das representações do transcendente nas tradições religiosas. e o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o transcendente. reencarnação. inquieto e aberto ao transcendente siga na busca. mas sim está sempre em busca de algo que transcende essas realidades. BOEING. Esse eixo busca o entendimento das práticas celebrativas. e a análise e hermenêutica atualizadas dos textos sagrados. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso foram elaborados a partir da concepção de que a atuação do ser humano não se limita às relações com o meio ambiente e às relações sociais. p. com os outros e com o mundo. Textos sagrados e tradições orais. Ritos. a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. por isso contempla: a descrição de práticas religiosas significantes. 143 . o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa. Esse eixo aprofunda o significado da palavra sagrada no tempo e no espaço. (Cf. Antonio). com destaque para: a autoridade do discurso religioso fundamentado na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do transcendente para o povo.

• Os mitos e segredos sagrados. • Reconhecer as manifestações culturais e tradições religiosas. • O diálogo inter-religioso. Textos Sagrados e Tradições orais Textos sagrados orais e escritos. • Distinguir nas histórias sagradas os mitos das verdades de fé. demonstrando abertura ao diálogo com as pessoas de outras crenças religiosas. 144 . • Entender que as narrativas sagradas surgiram dos mitos e história dos povos. • As tradições religiosas da comunidade local. História e Tradição Religiosa • A Religião na vida das pessoas. • Identificar a diversidade religiosa.). • Conhecer os textos sagrados. Teologias • Reconhecer o conjunto de muitas crenças que orientam a vida do sujeito nas tradições religiosas. Espaços sagrados da comunidade. • As diferentes celebrações e práticas religiosas. As representações das tradições religiosas. solidariedade etc. • Entender que as tradições e manifestações religiosas dão sentido à vida. • Identificar nas narrativas sagradas os conceitos do sagrado. • Perceber nos textos sagrados propostos de valorização da vida e construção da cidadania. • Histórias da criação. • Perceber que as tradições religiosas se fundamentam nos textos sagrados.Sumário principal 8.3. • A diversidade religiosa no Brasil. • Os acontecimentos religiosos. • Identificar linguagem simbólica das culturas e tradições religiosas da comunidade. • As religiões e a prática do bem (caridade. relacionando-as com as práticas religiosas dos diferentes grupos. percebendo-os como referenciais de ensinamentos sobre a fé e a prática das tradições religiosas.4 Conteúdo Básico Comum – Ensino Religioso Anos Iniciais do Ensino Fundamental 1° Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Culturas e Tradições • Compreender que as tradições religiosas contribuem para um mundo mais fraterno.

• Perceber que os templos. • Compreender a linguagem simbólica da cultura e da tradição religiosa da comunidade. celebração e realização de encontro pessoal e comunitário com o transcendente. Rituais de passagem. agradecimento. Símbolos religiosos. • Ritos e festas religiosas. • Identificar os símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. • Conhecer as diversas manifestações culturais e religiosas do país. • Analisar as diversas simbo logias e sua afirmações de verdade. indígena e outros). • Identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. • Práticas religiosas significativas elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. 145 . • Reconhecer o uso do símbolo como meio para comunicação de sentimentos e experiências. O significado dos ritos das tradições religiosas. • Entender os rituais como práticas religiosas. • Práticas e costumes das comunidades religiosas. • Perceber os sinais que reve lam sentimentos religiosos e sentir-se participante da religiosidade. ritos e símbolos (afro. • Relacionar as principais datas religiosas. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. comparando os seus significados.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ritos • Compreender a descrição de práticas religiosas significantes. ritos e festas religiosas oportunizam momentos sagrados de louvor. • Compreender que os símbolos religiosos são significativos e necessários para as manifestações religiosas. celebrativos e litúrgicos. festas e comemorações realizadas no município. • Pesquisar os variados ritos e festas culturais e religiosos da comunidade.

• Reconhecer a importância da religiosidade na convivência familiar. • O Eu. • Conhecer o conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis do contexto da respectiva cultura. • Saber ouvir e respeitar as diferentes posições religiosas das pessoas com as quais convive. porque identificam as diferenças com as pessoas. • Entender que os nomes são importantes. • Partilhar e conviver respeitando as pessoas. • Os valores humanizam. • Eu e o outro somos nós. A riqueza das diferenças religiosas. • Relacionar-se e conviver bem com os colegas no ambiente escolar. Alteridade. 146 . • Respeitar a si mesmo e aos outros. • Descobrir-se como ser humano. • Conviver harmoniosamente com o diferente. respeitando as diversas manifestações religiosas. • Participar de discussões éticas e religiosas.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ethos • Compreender que o rela cionamento com o outro é permeado por valores. • Orientações para o relacionamento com o outro. • Eu sou eu com o outro. • Cada pessoa tem o seu jeito de ser e acreditar. • Conhecer os limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas. construindo um ambiente de paz. • Desenvolver atos e atitudes de cuidado e respeito ao próprio corpo e ao meio em que vive. interagindo conforme as regras estabelecidas com os outros .

(Caderno Temático.Sumário principal 8. Parâmetros curriculares nacionais: ensino religioso. CARNIATO. PADEN.).net www. ______.fonaper.pucsp. ______.ulusofona.conerse www.it http:// geocities.pr.yahoo.br www. crdr. M. RUEDELL.ensinoreligioso www. et al.org www. SENA. Rosa.com.com. São Paulo: Paulinas. RJ: Vozes. OLIVEIRA. Curitiba: Champagnat. SITES http://www.com.5 Referências ALCUDIA.br http://www.br htpp://geocities.3. Porto Alegre: Artmed.com.iccsweb. Luzia (org. rivistadireligione.br/rever www. 2000. São Paulo: Paulinas. Petrópolis.org. 1997. São Paulo: Ave Maria.org/ http://cienciareligioes.ensinoreligioso.eufres. Sérgio Rogério Azevedo. 9 v. 2005. São Paulo: Paulinas. 2006. 2001. JUNQUEIRA.comer. 1).cjb. Atenção à diversidade. Ensino religioso e formação docente. Lilian Blanck de. 2001. Educação religiosa: fundamentação antropológico-cultural da religião segundo Paul Tillich. 2002. 2007.pt 147 .seed. O processo de escolarização do ensino religioso no Brasil. William E. Ensino religioso: referencial curricular para a proposta pedagógica da escola. Interpretando o sagrado: modos de conceber a religião. Ensino religioso: memória e perspectivas.gov. FONAPER. assintec. Inês. Pedro. 2002. São Paulo: Paulinas.br www.br. Coleção de ensino religioso fundamental.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS .

Tais sistemas compreendem. a crítica e a intervenção e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. a Língua Portuguesa. a linguagem é produto e produção cultural e tal como o homem que a manifesta é criativa. A Língua Portuguesa na educação escolar compreende a língua como um objeto histórico. musicais. Da perspectiva da enunciação. gestuais. interfere sobre o mundo. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. as Artes e a Educação Física. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. irregular. na sociedade e na história as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. corporais. a atividade discursiva. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e no respeito às diversidades. Desse modo. nos anos iniciais. variável. Como marco e herança social. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. e a linguagem. De natureza transdisciplinar. como trabalho simbólico. O espaço privilegiado para isso é 151 . se apropria. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e conhecimentos: linguísticos. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. pluridimensional e singular ao mesmo tempo.Sumário principal 9 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS Por meio da linguagem o homem pensa. a forma de pôr a língua em movimento. contraditória. Nesta perspectiva. espaciais e plásticos. Levando em conta os princípios acima que consideram o homem inserido em sua cultura. gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. conhece. Ela possibilita a reflexão. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido.

pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. sociais e biológicas. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. nem se prende a normatizações que a regulem. deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. nas danças. em contínua constituição. Sendo assim. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. nas encenações teatrais e na música. Como produção simbólica a Arte não é funcional. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. não é instrumental. à medida em que interagem com os outros. Além disso. sons e gestualidades. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. como nas artes visuais. a linguagem corporal como produto da cultura. posturas. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. Fazer arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. resignificando-as em processos poéticos configurados pela ação de um gesto criador. mas imbricada com o Trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. Essa visão contempla o eixo da cultura. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. 152 .Sumário principal a interlocução. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade dos sujeitos. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. cores. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto.

Sumário principal 9. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. de relações étnico-raciais na formação humana dos * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) modos como se produzem as identidades socioculturais e como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. também. uma concepção interacionista da língua. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. em contínua constituição. assim. Para isso. favorecido pela interação sujeito-objeto. As condições de gênero. como princípios seriamente considerados. deve-se. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. (ANTUNES. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. eminentemente funcional e contextualizada. compreender a língua como um objeto histórico. Desse ponto de vista. Para concretizar essa proposta.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. o saber linguístico pertinente. irregular. mediado pelo professor. configuramse. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. o que só é possível por meio de uma rede de relações construída em momentos compartilhados com o outro. a atividade discursiva. Deve-se. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. e a linguagem. à medida em que interagem com os outros. a maneira de considerar o conhecimento. que articula. todavia. a forma de pôr a língua em movimento. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. como o quer Morin (2001). Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. Ganha tônica. Revela-se. aí. pois. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. 2003) 153 . qual seja. Da perspectiva da enunciação. Distinta é.

para ser compreendido em seu próprio processo de organização. simplesmente. assim. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. pois. gerada a partir de elementos linguísticos. por meio de sinais gráficos. para que aconteça a comunhão das ideias. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. Constitui-se. de um modo geral. 1991. funcional e discursiva da língua(gem).Sumário principal Para uma concepção interacionista. Deixa. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. Por essa razão. operações cognitivas e estratégias discursivas. possibilita a realização de alguma atividade sociocomunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas pessoas atuam. como também favorecer a própria interlocução. a qual engloba processos. das intenções pretendidas. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. 1998. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. quanto a fala. conforme as práticas culturais de cada contexto social. 1991). envolvimento entre sujeitos. 154 . o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. no processo de interação. pela codificação das ideias ou das informações. decorre o princípio de que esta(s) só se atualiza(m) quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. a socialização de conteúdos. em consonância com determinados pressupostos. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. 1998). KOCH. O texto configura-se como uma manifestação. 1998). o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. Essa perspectiva supõe encontro. dinâmico e negociável. ANTUNES. o texto. 2003) Com relação à concepção de escrita. das informações. esta é defendida de modo tão interativo e dialógico. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. parceria. verbalização e construção (GERALDI. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. escritos ou em outras modalidades discursivas.

por meio de linguagens. e de abordagens interdisciplinares. levante hipóteses. a partir do contato com outros sujeitos. aprenda e reaprenda não para os alunos. Nessa tarefa. a ter sua marca identitária (DA MATTA. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem. o sujeito. desenvolvendo uma postura investigativa. e transformá-lo. e com o mundo ocorre por via da linguagem. Portanto. Para ensinar. observe. institucionalizado e de mundo. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. reflita. torná-lo objeto de conhecimento. Isso porque sem a linguagem articulada seria difícil apreender o mundo. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. do outro e do mundo. o 9. de todo conhecimento. meio em que as realidades são construídas. nessa tarefa. será preciso que o educador pesquise. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. fala de si. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. a competência de o sujeito interagir no. Serve. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. e da cultura. em situações de interação. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. pois. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. mas com os alunos. Considerandose o caráter simbólico da linguagem. 2000). estabelece uma relação próxima com a escrita e. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. a linguagem à variabilidade do homem. descubra. torne-se um ens sociale . Serve. 155 .Sumário principal Fiel a esse quadro.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção.1. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. ainda. em conformidade a essa concepção. ou sobre ele intervir. e transmissão.

construir seu saber formal. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. nada existe fora do domínio da língua. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. tudo é variável. O fato é que sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas pelos significados e sentidos. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. o discurso. pois. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. então. funciona como veículo. É. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. para construir sua identidade social e cultural. sintáticas e semânticas. de acordo com os contextos onde foram produzidas. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. em suas salas de aula. enquanto nos ambientes de escrita. Na interação com as diversas instituições sociais. inicialmente a língua falada. por meio da língua. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. com o uso da linguagem e da língua. como Castells (2002).Sumário principal sujeito se desenvolve e se socializa. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. são suas atividades. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente e considerandose. não des- considerando os saberes informais que ele traz consigo. Na escola. Cabe. o texto. Assim. disponíveis no ambiente social. a escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. o jargão. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. ressignificando-a. para. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. morfológicas. mas não 156 . na interação com as diversas instituições sociais. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. Em alguns casos. pois além de suas características próprias.

1. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico-social que sofre transformações com o decorrer do tempo.Sumário principal a mensagem que transmitem. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. 3. A Literatura propicia. estruturados em forma de língua. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. como algo que permeia. e de diferentes linguagens. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. esta propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. 2. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. possibilitandolhe assumir uma postura reflexiva. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. também. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. Língua 1. Isso. O aluno precisa conceber que nosso ser. para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. 1999). com o outro e com o mundo em que vive. 9.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. Eixo pode ser compreendido. textual 157 . ou fora dela. No caso da literatura. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. concepção essencial para a formação humana. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. ainda.

de culturas e de formas de expressão. digitais. a música. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. 2. entre outros. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. reconhecendo nestas manifestações as marcas da diversidade humana. Cultura e conhecimento de mundo 1. e da necessidade de sua atuação com vistas a uma sociedade mais justa. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. 4. crítica e ludicamente. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. Literatura 1. de modo a pensar a complexidade do mundo real. por meio da linguagem literária. obras e autores. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. o teatro. 4. imagéticos. Linguagem 1. a escultura. 3. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. orais. inclusive da literatura capixaba. necessários à leitura e à escrita. 158 . 2. 3. a pintura e o movimento do corpo bem como a variedade de ideias.Sumário principal e pragmática. sendo o texto o referencial de partida. Permitir que o aluno interaja. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa.

tais como visitas a sítios arqueológicos. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e a falar em situações diferenciadas. a parques ecológicos. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do estado. a manifestações culturais e a locais de culturas em movimento. 4. 3. considerando sua situação no mundo. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. respeitando a diversidade nos modos de falar. explorando-lhe os múltiplos sentidos. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. No caso do ensino de atividades de escrita. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. 7. 5.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de língua portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. 6. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade históricocultural. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. 9. a comunidades indígenas. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação.Sumário principal 2. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. verdadeiro objeto de estudo da língua. 8. Ou seja.1. crítico e intelectual. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. aos sentidos das palavras. a espaços remanescentes quilombolas. estas devem partir de condições concretas 159 .

transformando-o em protagonista. 2003). reescrever). quadrinhas. correio escolar. um pressuposto metodológico a ser considerado. agenda telefônica. e exercitar inferências sobre o texto. oral e coletiva. Grosso modo. Deve-se estimular debates sobre temas variados. considerando a leitura imagética. cantigas de roda. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. justifique. tais como. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. ouvir. bulas. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. repórter por um dia. produção de história em quadrinhos. tais como parlendas. endereços dos alunos em ordem alfabética. receitas. silenciosa. recorte de palavras. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituem-se parte integrante da competência comunicativa dos falantes. rótulos. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. do assunto tratado. critique pontos de vista alheios e. flores. poesias. possibilitando que o aluno argumente. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano.Sumário principal de produção. bilhetes. ou defenda opções tomadas. emita opiniões. encartes de supermercados. a partir daí. produza textos. lançar mão de reportagens jornalísticas. escrever. explorar a seleção do tema do texto. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. destacando a visão que o aluno tem sobre o objeto e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. passagens. cartão de felicita- 160 . utilizar a escrita como ferramenta de integração do aluno à vida de seu meio social. Para as atividades de leitura. Ao final. listagem de time de futebol. de modo a perceber que esta depende da articulação de várias partes que formam um todo é. escolhidas pelo aluno. animais. Em sala de aula. cantinho de leitura. então. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. ler e escrever textos em língua portuguesa. vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. discutir o vocabulário do texto.

excursões.Sumário principal ções. sintáticas e semânticas. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. 161 . entrevistas. Outra estratégia metodológica. sob a orientação do professor. entre tantos. observando as relações morfológicas. transformação de um gênero textual em outro. jornais. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. de nível um pouco avançado. explorando as funcionalidades da língua. piadas.

• Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. argumentos. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem.4 Conteúdo Básico Comum . digital entre outras. • Conhecer a norma culta da língua. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Conviver. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. crítica e ludicamente. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente.Língua Portuguesa Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS GERAIS • Ampliar a competência comunicativa do aluno. respeitando os valores humanos. oral. 162 .1.Sumário principal 9. com situações de produção de textos. • Interatuar com dados. considerando sua diversidade sociocultural. imagética.

Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª e 2ª Séries habilidades • Transmitir recados com objetividade e clareza. APLICANDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO Produção de diversos gêneros textuais (estudo de rótulos. texto coletivo. • Reescrever textos lidos e ouvidos identificando os diferentes tipos de letra. • Identificar aspectos sonoros da língua. separação de palavras). 163 . exercícios dos diferentes níveis de fala. gráficos e outros. e reconhecer. PRÁTICAS DISCURSIVAS: descrição de gravuras. diálogos entrevistas. Elementos estruturais básicos do código escrito (Palavra formada por letra. placas. letras musicais. Eixo Conhecimento LingUístico Estuda o alcance. • Produzir textos de vários gêneros. letra maiúsculas e minúsculas. Atividades reflexivas de produção textual (Reescrita e autocorreção de texto). gráficos. CONHECENDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO História (o surgimento do alfabeto) e função da escrita. paragrafação. conteúdos Eixo Linguagem Garante o acesso ao conhecimento linguístico-textual-discursivo necessário à vida na sociedade pós-moderna. produção e interpretação de diversos gêneros textuais (poemas. símbolos. nesse campo. obedecendo às estruturas e os mecanismos de articulação da língua. • Utilizar os sinais de pontuação e acentuação na produção de texto. • Observar e descrever detalhes de diferentes situações cotidianas. PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO: recados. cantigas de roda). • Escrever palavras. • Relatar com segurança fatos de sua história e de outros. • Ler. jornais. quadrinhas com rimas. trava-línguas. história em quadrinhos. gravuras. visitas e vídeos. buscando levar o aluno a diferenciar o conhecimento da simples opinião. A diferença entre letra. • Conhecer o alfabeto e a representação escrita de cada letra identificando-as na formação das palavras. pequenos textos escritos. texto formado por palavras. Ordem alfabética). • Interpretar histórias em quadrinhos. identificando ideias principais. histórias mudas. frases e textos. Estrutura e articulação do texto (Segmentação das palavras no texto. • Emitir opinião e fazer comentários pessoais. relatos orais de passeios. os sons e os nomes das letras do alfabeto (habilidade de diferenciar). • Relatar experiências de situações vividas e presenciadas. textos variados e de diferentes gêneros. • Expressar-se oralmente com clareza e objetividade. se localiza o conhecimento linguístico-literário. • Interpretar textos orais (a partir de histórias ouvidas). preenchimento de ficha e dados diversos e outros). pontuação. desenho e número. cartazes. As formas. o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento e onde. • Reconhecer a ordem das letras no alfabeto. as fontes e os limites do conhecimento humano. atividade de escuta (história lida e contada). gibis. margem.

• Valorizar o convívio com os diversos grupos sociais. • Demonstrar seu conhecimento vocabular por meio de torneios de conhecimento de mundo ou de tarefas de interpretação textual. religião. tanto do ponto de vista do tempo do enunciado. ordem de palavras conforme sua abrangência de sentido e orações que estruturam o texto conforme sua densidade. • Consultar o dicionário e a internet para busca de palavras desconhecidas ou palavras-chave de textos diversos. ao mesmo tempo em que é produtor. respeitando as diversidades. o que lhe possibilita viver no social. ao planeta e identificar seu espaço social em textos jornalísticos ou de outras mídias. tendo em vista sua incompleteza. conteúdoS Eixo Cultura. ao país. por meio da educação. O homem e seu desenvolvimento biológico e cultural (biodiversidade e diversidades). quanto do ponto de vista do tempo contemporâneo. ao Estado. • Perceber a importância das diversas culturas e sua influência em sua formação. no interior das instituições sociais. • Conferir as respostas com as do colega discutindo as divergências de sentido. comentar e registrar as transformações ocorridas no tempo e no espaço. Esse eixo busca estudar a influência da educação no social e como o homem. Sociedade e Educação Para que o humanóide se transforme em humano é preciso que receba uma dose de cultura. escola. verificando as respostas a partir dos textos. • Localizar-se no tempo com relação à história de seu Estado e posicionar-se em relação às ações acontecidas. confirmando o pressuposto que a educação é porto de passagem para a construção real do ser humano. • Localizar-se no espaço com relação à família. é também produto da cultura. grupo local e global e o papel que a linguagem ocupa neste processo de socialização. • Enumerar as etapas de seu desenvolvimento.Sumário principal habilidades • Observar. relacionando-se eticamente com o outro. Esse eixo concebe o espaço escolar como o organismo vivo onde se estabelecem relações e se produzem conhecimentos. • Seriar ações contidas nos textos. 164 . à cidade. ao bairro. Socialização do homem e o convívio com o outro: família. Contação de histórias e da minha história.

165 . Sociedade e Educação Estudo das raízes afro-indígenas capixabas. gramáticas. divisão silábica na mudança de linha. parágrafo (dissertativo. • Apreciar textos de diversas culturas. panfletos etc. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. e-mails. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. adjetivo. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. parlendas. letras de música. aplicando-os em sua vida. principais classes de palavras: substantivos. gráficos. Debate político sobre temas da contemporaneidade como forma de fortalecer a democracia. poema. fábulas. utilizandoos de acordo com o contexto social. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. Biodiversidade e diversidade cultural. convites. CONHECIMENTO LINGUÍSTICO O texto e noções de sua estrutura – alfabeto. bilhetes. diálogo. cardápios. numeral. sites. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. Eixo Conhecimento Linguístico A COMUNICAÇÃO ESCRITA Produção de textos escritos em circulação na sociedade: cheques. anúncios e propagandas. narrativo e descritivo). sinais de pontuação. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. dicionários. charges etc. cartas.Sumário principal 3ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. enciclopédias. bulas de remédios. artigo. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. tipos de frases e parágrafo. mapas. à discriminação e à homofobia. convites. Eixo Cultura. sílaba. Leitura das narrativas de fundação indígenas. contos. ao preconceito. cantigas de roda. apontando suas características. crônicas. • Comparar diferentes gêneros textuais. sinônimo e antônimo. pronomes. verbos. ordem alfabética. tabelas. • Textos Literários: poemas. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. resenhas etc. conteúdoS Eixo Linguagem PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO Diferentes gêneros textuais em uso na sociedade: • Textos Práticos: bilhetes. • Textos Informativos: jornais. acentuação gráfica.

instruções. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. pintura. música. parlendas. utilizandoos de acordo com o contexto social. relatos e entrevistas. Linguagem e participação social. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. piadas. Produção de textos de diferentes tipologias. Textos extraverbais (ex: fotografia. escultura e outros). • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. parlendas. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. trava-línguas. • Comparar diferentes gêneros textuais. cartas.Sumário principal 4ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. fábulas. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. mitos. 166 . lendas. canções. poemas. • Apreciar textos de diversas culturas. diário pessoal. história em quadrinhos. literatura de cordel. poemas. canções. notícias. operando com os conhecimentos sobre a língua. histórias em quadrinhos. Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. trava-línguas. Intertextualidade e construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. histórias em quadrinhos. notícias. aplicando-os em sua vida. mitos. fábulas. piadas. Leitura e interpretação de texto. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. ao preconceito. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. apontando suas características. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. conteúdoS Eixo Linguagem Linguagem Oral e Escrita Textos de gêneros diversos: contos. Produção de texto individual e coletiva. à discriminação e à homofobia. quadrinhas. contos. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. Diferentes discursos em situações de comunicação escrita. Textos de gêneros diversos: poemas. dança. lendas. canções.

onomatopéia. • Tempos verbais (presente. • Interjeição. encontro vocálico (ditongo. • Discurso direto e indireto. indefinidos e demonstrativos. modo. hiato). oblíquos. • Adoção de espírito investigativo (pesquisa). • Adjetivo e locução adjetiva. afirmação). futuro). 167 . encontro consonantal. • O hábito diário da leitura de fontes diversas. • Pronomes: pessoais. • Preservação do patrimônio cultural e histórico. • Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). • Verbos e concordância verbal. sotaques etc). possessivos. tritongo. negação. circunflexo e grave). • Artigo definido/indefinido. Sociedade e Educação • Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. produções de textos orais e escritos. • A cultura da pesquisa em dicionário. Itens da gramática normativa (em situações de comunicação funcional): • Acentuação (acentos agudo. pretérito. • Concordância verbo-nominal. • Revisão: verbos (conceito / infinitivo). • Ortografia contextualizada. • Divisão silábica: dígrafo. • Exercícios práticos de situação de uso da língua os quais demonstrem uma postura cidadã crítica e reflexiva. Eixo Cultura. de forma significativa e contextualizada): • Substantivo (conceito). de tratamento. • Advérbios (tempo. dúvida.Sumário principal habilidades conteúdoS Eixo Conhecimento Linguístico Itens da gramática normativa (em situações de leitura. • Preposição. • Sinais de pontuação.

1985. I. Língua. São Paulo: Rocco. Evolucionismo cultural. 2000. Helena Bonito. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Celso. A. O texto e a construção dos sentidos. 2002. 1999. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Na trama do texto: língua portuguesa. São Paulo: FTD. 2000. São Paulo: Moderna. BOSI. Roberto.5 Referências ANTUNES. J. David. 2003. Willlian Roberto. São Paulo: Moderna. CEREJA. McNALLY. V. Rio de Janeiro: Zahar. 1998. São Paulo: Cultrix. L.) Língua portuguesa em debate. _______. Aula de português: encontro e interação. RJ: Vozes. 2002. Os sete saberes necessários à educação do futuro. C. São Paulo: Cortez. Português: linguagens. São Paulo: Martins Fontes. DA MATTA.W. história e luta de classes. 1972. A sociedade em rede. 2004. Nova gramática do português contemporâneo. Ellen. Dias. Petrópolis. 2002. Redação em construção: a escritura do texto. A era da informação: economia. MORIN. sociedade e cultura.1. KOCH. Texto em construção: interpretação de texto. Portos de passagem.Sumário principal 9. Brasília: UNESCO. Alfredo. São Paulo: Contexto. Irandé. História concisa da literatura brasileira. Manuel. 168 . Relativizando: uma Introdução à antropologia social. John B.C. São Paulo: Atual. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1991. 1995. Edgar. CARNEIRO. AZEREDO. In: WOOD. 1996. CASTRO. GERALDI. CASTELLS. São Paulo: Parábola. PEREIRA. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. (Org. CUNHA.. CINTRA. 2001. J. FOSTER.

Sumário principal 9. mas com uma ênfase em seus as- pectos formais específicos. Acreditamos que a arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. provavelmente. Afirmamos assim. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou obra em questão. embora diferenciadas. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a arte não somente como expressão mas como cultura. como um “fazer por fazer”. Considera-se assim. não somente e exclusivamente o sistema da arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. a arte é tratada como linguagem. refletindo e por vezes determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas dos quais ela abrange. as práticas educativas em arte até a década de 80. No final da década de 1980. sociais e históricas. históricas e sociais. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. Esse contexto gerou teorias como da arte como expressão e da arte como conhecimento que. Em decorrência deste pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. observa teu quintal” Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial à contemporaneidade. estéticas e culturais. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. influenciaram a educação da arte. mas a arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica em suas diversas manifestações culturais.2 Artes 9. estético e artístico da qual ela se origina. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. Ela é uma forma de linguagem 169 . estavam em sua maioria. a arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais.2. reduzidas a um laisse faire. Desse modo.

Saviani. o escritor Jorge Miguel Marinho17 diz que “[. Segundo o autor “[. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não materiais”.1991. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00.org.br/memória.] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta.cenpec.04. São Paulo: Cortez.. 01.br/memória. o conjunto da produção humana” (Saviani. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das artes para a formação humana. Por outro lado.Sumário principal que congrega significações. símbolos que comportam habilidades.artenaescola. cultural e histórico (Ruschel. sobre a cultura.] produções do saber. seja sobre a natureza. Nesse proceder. 15 A arte e sua relação com o espaço público. nas ações e transformações que o homem realiza que envolvem os processos de produção materiais.org. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. Autores associados. o homem pelo trabalho. transformado em texto e publicado no site www. Santa Maria: Editora UFSM. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Polos da Rede Arte na Escola em 28. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e neste diálogo. 16 Citação extraída do site www. (Farias. 05. Daí que a sua função mais humana. Trata-se da produção de ideias.p..3)15 E então nos perguntamos: em que a experiência da arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza da importância da arte. São “[.1997: p. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. anexo Com vocês: As Artes! Pág. 170 . 19 Nunes. saberes. Desnecessário dizer que a arte está sempre a favor da vida e. pág.20)18. isto é... junta a inventividade do imaginário e o registro concreto de real. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. expressão e conteúdo. mas é uma potência. 2003)19. de Agnaldo Farias. 18 Demerval.org. “[. como tantos poetas já insistiram. expressão comunitária.. 2003. Artigo: A Arte é de todos.1997.. cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações − de caráter social.] a arte. 1991..”16 Inventamos a arte. Pedagogia histórico-crítica.. É a Arte e 17 Citação extraída do site www. espelho de todos e de cada um”. valores. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. Ana Luíza Ruschel. No texto “A arte e sua relação com espaço público”.] a arte não é algo que se oferece.cenpec. seja sobre o saber. atitudes e hábitos. de produção de sua existência material e não material. E uma sensação que não conclui nos sentidos”.br/ pesquise_artigos. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal. Trabalho. conceitos. é apelo coletivo.

a outra lida com o simbólico. Como produção humana a arte e a ciência sempre andaram juntas. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. pois estas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. Desse modo. a reflexão. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. Possibilitar a observação. música e dança). suas faturas. No desenvolver de processualidades artísticas.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. individuais e/ou coletivas. indissociando o homem da sociedade. com a busca do conhecimento. Promover as leituras da arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade fazendo ver que o mundo. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco.Sumário principal a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica.2. Fomentar a inserção da arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. Promover a inserção da arte como área de conhecimento da linguagem estabelecendo diálogos com as outras áreas. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. das materialidades. 171 . dos suportes. Incentivar a pesquisa e a investigação possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos e a interação com o patrimônio nacional e internacional. em diferentes tempos históricos. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. Entretanto. ambas lidam com a inventividade. considerando as especificidades das técnicas. musicais e corporais) compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. artes cênicas. cênicas. com a pesquisa. 9. nacionais e internacionais. em sua dimensão socio-histórica.

artes cênicas. em que estavam presentes as professoras referências de Artes. ou seja. num primeiro movimento. entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestação e de vivências. como um primeiro desenho. demais professores de Artes. Da proposição e abrangência Os eixos da Educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de artes pelos professores de Artes. para num segundo movimento agrupá-las em eixos que possuem. respondendo à seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Considera-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. esse mapeamento possui a pretensão de. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. “os realizados”. e acreditamos deva compor. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores na busca pelos sentidos edificados nelas e fruí-la em suas diversas manifestações. pedagogos e técnicos da SEDU e da superintendência. cada um. um currículo para a Educação em Artes. alunos. Esse mapeamento é um esboço. Eixos da Educação em Artes 1. técnicos administrativos. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. artes cênicas. nas diversas regiões de nosso Estado. 2. Humanizar as relações pessoais e interpessoais promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. totalizando aproximadamente 54 pessoas. música e dança) para refletir. a particularidade de englobar “os ditos”. As 172 .

A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis e que devem estar presentes em um currículo de Educação das Artes. entre outros). o teatro e a dança. estéticos – históricos e culturais Envolvem os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. costumes. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. 2. alimentação. que envolve: Saberes sensíveis.Sumário principal contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho do dia 19 de junho de 2008 possibilitaram a composição dos eixos que irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentado em quatro eixos. reafirmamos que cada um desses eixos se formam e se reagrupam de modo diferenciado conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais como as presentes nas diversas 173 . As culturas a partir de estudos transdisciplinares. folguedos. tais como: as artes visuais. Sendo assim. Entretanto. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. Sendo assim. Saberes sensíveis. intercultural e multiculturais. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. Linguagens artísticas e seus diálogos Envolvem diversas linguagens artísticas. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. considerando as singularidades de suas produções. a divisão aqui apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. a música.

2. Estes podem ser entendidos como significante e significado. tv e produções curtas de animação e as diversas tecnologias como arte cinética. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes temposespaços. a fatura do trabalho. equilíbrio. proporção. a textura.3 Principais alternativas metodológicas 1. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. imagens em movimento do cinema. ou seja. história em quadrinhos. harmonia.Sumário principal mídias: revistas em geral. 4. as apropriações da matéria a ser manipulada. compõem o conteúdo. os tempos se complementam e dialogam formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendêlo. como: município. tais como: orientações e direções espaciais. Propõe-se aqui uma aproximação 174 . o primeiro suporta ou expressa o conteúdo. nação. os rascunhos. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. parte-se do entorno como o da escola que se insere na comunidade e esta em outros espaços que a englobam. e o espaço dentre outros que vão formar os elementos compositivos. Expressão/conteúdo As obras de arte. a cor. Por outro lado. organizados em diferentes materialidades e suportes. movimento visual. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. Estado. com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. 9. este só se torna visível pois é manifestado pela forma. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. São os elementos do plano da expressão que. Processos de criação Envolvem os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas englobam as etapas. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. contraste. a forma. continente e mundo. 3. ritmo. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. o volume. arte no computador e outras. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. Envolvem também. a linha. ou seja. relações figura-fundo e outros. os esboços. As fruições da arte em espaços expositivos. A criação em ateliês e os materiais artísticos. a superfície. assim como as demais linguagens. cartazes e outros.

(seus planos de expressão e de conteúdo) e estas com o contexto (social. Desse modo. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. um filme. uma historicidade e uma plasticidade e este princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)20. Uma leitura de textos visuais. 1995. estilos. Nº 24 ano 2006. ou seja. In: Cadernos de pesquisa em educação. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. a sua técnica. 2. das múltiplas experiências em arte para o diálogo dentro da escola. considera os espaços e os entre-espaços compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. Desse modo. contudo obras de períodos e estilos diferenciados 175 . ou seja. Como uma teoria da significação. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. entre o texto e seu contexto 20 Rebouças. materialidades e modos de fatura. formador. ela está no mundo. a considere como uma produção textual humana. o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. Vitória: PPGE. como um texto que abrange ao mesmo tempo. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. sendo assim uma obra de arte. que com ela dialogam. um espetáculo teatral. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna. a distribuição da forma. Considera as produções humanas como produções textuais. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. ou seja. Princípio metodológico: do texto para o contexto – A arte já traz em si um contexto. histórico. Desse modo. ou das manifestações culturais e midiáticas. ou seja ao macrotexto que a engloba. tais como o seu estilo. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. a sua composição.Sumário principal dos diversos espaços-tempos. musical ou de dança são manifestações textuais. Moema Martins. que possui uma discursividade. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. um romance. uma história. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si.

por exemplo. trata do êxodo rural e a busca por melhores condições de vida. senão em presença. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. de Graciliano Ramos. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. tanto sensíveis como inteligíveis. com a obra lida criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da arte e do mundo. Essa pintura nos remete entre outras. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma família. de seu Estado e. à obra literária “Vidas secas”. cinzas e pretos. vários modos de leitura e esta depende de como o leitor estabelece as relações. lembrando que. As cores são azuladas. 176 . se possível. de sobrevivência.Sumário principal também podem dialogar. mas por aproximações temáticas. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. não pelos elementos do plano da expressão que organizados plasticamente compõem um estilo. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a arte. Temos assim. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. Para tanto é necessário que o professor como propositor e mediador das ações educativas da arte possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/cultural e o de seus alunos aproximando-se da arte e suas manifestações sociais como a frequência a espaços expositivos/culturais de seu município. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. de condições de saúde. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão.

nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. histórias em quadrinhos. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. comunicativos e tecnológicos. Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Reconhecer. • Criação e construção de formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). desenho industrial. históricos.Artes Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS POR EIXO Saberes sensíveis.Sumário principal 9. instrumentos. suportes. lápis. aparelhos de computação e de reprografia). 177 . Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. utilização e pesquisa de materiais e técnicas artísticas (pincéis. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. papéis. sonoras. cenográficas e cinestésicas. • Experimentar. com preender e vivenciar em análises. entre outros. artísticos e culturais • Observar. publicidade. tintas.4 Conteúdo Básico Comum . publicações. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. • Reconhecer a importância da arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas.2. vivenciar em produções pessoais e/ou coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. argila. cartaz. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. experimentar e ressignificar a arte como linguagem e as manifestações artísticas. desenho animado. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. televisão. giz de cera. vídeo. telas de computador. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. vídeos. Processos de criação • Experimentação. estéticos.

cênicas. estéticos. inclusivas.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. visuais. musica. grupos regionais entre outros). dança. musicalidades. formas. linhas. • Cria formas plás ticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). • Linguagens artísticas e processos de criação (elementos da composição. parlendas. inclusivas. audiovisuais e outras). música. • Reconhece produções das linguagens artísticas (estilos de dança. entre outras). • A Arte e as manifestações artísticas. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais (música. planos. áudio visuais). visuais. cênicas. áudio visuais). entre outras). étnicosociais. • Exper imenta e pratica produções pessoais e ou coletivas. • Analisa as mani festações culturais de seu entorno (indígenas. encenações. entre outras). • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno (indígenas. • Conhece as diversas manifestações da arte (dança. inclusivas. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. étnicosociais. heranças culturais. visuais. espacialidades). • Constrói materialidades diversas (cenografias. volumes. 178 . • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. imaginário popular entre outras). cênicas. espacialidades) pessoais e/ou coletivas. música. plasticidades. inclusivas. trovas. cantigas. musica. cores. cênicas. • A Arte como lin guagem presente nas manifestações culturais locais e suas relações (dança. étnicosociais. audiovisuais) e as relaciona com as manifestações culturais e artísticas de seu entorno atribuindo sentido. étnico-sociais. áudio-visual. históricos. visuais. culturais em âmbito local em diferentes tempos históricos (artistas locais. • Vivencia as pro duções pessoais e coletivas das propriedades expressivas constitutivas nas diversas linguagens (dança. • Arte e patrimônio cultural. entre outras).

grupos regionais entre outras). • Arte e patrimônio cultural. materiais e outros). entre outras). visuais. inclusivas. estéticos. e regionais (música. trovas. música. visuais. materiais úmidos. • Investiga materialidades diversas para as intervenções (materiais secos. tecidos. audiovisual. étnicosociais. • A Arte e as manifestações artísticas. • Reconhece e relaciona as diferentes produções das linguagens artísticas (estilos de dança. formas. materiais e outros). grupos regionais entre outros). • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. culturais em âmbito local e regional em diferentes tempos históricos (artistas locais. inclusivas. históricos. é t n i c o . • Investiga materialidades diversas (suportes variados: papéis em diversas gramaturas. tecidos sintéticos. volumes. heranças culturais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito regional. desenho. gravura. volumes. arte pública. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. danças diversas. • Vivencia produções pessoais e coletivas em diferentes materialidades. plásticos.Sumário principal 1ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. cênicas. entre outras). monumentos da cidade e outras). cores. e outros). • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. 179 . • A poética do cotidiano presentes nas produções artísticas locais. danças de roda. audiovisuais. audiovisuais). inclusivas. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. industrializados e naturais). escultura. cores. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais locais e regionais (dança. cerâmica. linhas. linhas. étnicosociais. regionais e nacionais. cênicas. música. • Conhece a importância das diferentes manifestações da arte (dança. jogos teatrais e outros). audiovisuais). parlendas. cênicas. formas. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. música. entre outras). visuais.s o c i a i s.

o suporte. regional. inclusivas. • Relaciona o plano de expressão nas diversas manifestações artísticas e culturais. oriental e outras). • A Arte e as manifestações artísticas. fruindo-as. é t n i c o . regionais e nacionais (dança. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais explorando (nas artes visuais: espaços bi e tridimensionais. oriental e outras).Sumário principal 2ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. música: iniciação rítmica. heranças culturais. elementos da teatralidade: dramatização. regionais e nacionais (indígenas. volumes. música: iniciação rítmica. indígena. inclusivas. étnicosociais. no teatro: dramatização. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Identifica as dife rentes particularidades das manifestações culturais. • Diferencia as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. dança: expressão corporal). • Constrói nas lin guagens artísticas sua fatura considerando a técnica. dança: expressão corporal). figurinos. • Reconhece e respeita as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. a composição. • Valoriza os processos de criação individual e coletiva. suportes e composições). entre outras). regionais e nacionais. entre outras). históricos. • Utiliza das espe cificidades das linguagens artísticas (Artes Visuais: espaços bi e tridimensionais. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. ritmos visualidades contemporâneos). linhas. europeia. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Analisa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. grupos regionais e nacionais entre outras). 180 . indígena. ciganos. européia. cigana. cores. regionais e nacionais. inclusivas. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais. culturais em âmbito local. estéticos. • Relaciona as lin guagens artísticas às diferentes manifestações culturais. formas. materiais e outros). volumes.s o c i a i s. • Linguagens artísticas e processos de criação (com diferentes técnicas. • Arte e patrimônio cultural. étnicosociais. cores. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. entre outras). linhas. formas. materiais e outros). • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. cenografia.

linhas. regional. inclusivas. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. regionais. cenográficas e cinestésicas presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. articulando-as ao plano de conteúdo e atribuindolhes significados. • Analisa as manifestações visuais. formas. formas. volumes. grupos regionais. • Reconhece a necessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. inclusivas. teatros de rua. • A Arte e as manifestações artísticas. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. suportes. históricos. cores. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. entre outros). • A Arte como linguagem. gestuais. volume. na escultura. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. erudita e popular. • Realiza produ ções inventivas e investigativas em ações. nacionais (indígenas. espacialidades. 181 . regionais e nacionais. danças de rua. estéticos. linhas. na gravura. sonoras. canções populares e seus ritmos e melodias. culturais em âmbito local. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. étnico-sociais. considerando seus dois planos formadores: estudos do plano da expressão (cores. • Arte e patrimônio cultural. sonoras. • A poética do cotidiano presente em manifestações visuais. entre outras). heranças culturais. entre outros). entre outras). • Experimenta em produções pessoais e coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. materiais e outros). • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. lendas. volumes. formas. no desenho. étnico-sociais. regional e nacional (folguedos. cenográficas e audiovisuais na natureza e nas diversas culturas e suportes (computadores e outros). gestuais. clássica e profana entre outras). cores. e instrumentos em diversas técnicas. • Realiza diálogos e diferencia as diversas manifestações culturais (coletiva e individual. materiais e outros). • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. em fotografias e outras).Sumário principal 3ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. envolvendo as leituras do patrimônio imaterial e material local. nacionais e internacionais entre outros). como na pintura.

volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. • Avalia. articulandoas ao plano de conteúdo e atribuindo-lhes significados. contextualizando os saberes e fazeres adquiridos durante o processo de criação. volumes. • Diferencia a arte e as manifestações culturais a partir do seu plano de expressão e de seus elementos formadores. exercitando a discussão. gestuais. • Explora o labor da prática artística. linhas. sonoros. objetos industrializados e não-industrializados. históricos. étnico-sociais. ritmos. cores. entre outros). • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. publicidade. • A Arte como linguagem e sua leitura. televisivas. entre outros). entre outras). movimento. materiais diversos nas artes visuais. formas. indagando com interesse e curiosidade. nas teatrais. cenográficas. nacionais e internacional (indígenas. é t n i c o . regionais. nacionais e internacionais. nos desenhos. nacional e internacional em diferentes tempos históricos. pausas e melodias. fruindoas e lendo-as. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). arquitetura). inclusivas. heranças culturais. considerando a técnica. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. entre outras). nas musicais. nacionais e internacionais. 182 . entre outros). cinestésicos. papéis. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações das artes (nas visuais. refletindo. estéticos. nas criações de objetos. • Relaciona a linguagem da arte em var iados suportes (midiáticos. a composição. • A Arte e as manifestações artísticas. gestualidades. teatrais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. • Realiza diálogos da arte com outras linguagens (moda. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo (cores. na arte digital. sonoras. regional. nas instalações. formas. entre outras). o suporte. regionais. • Compara a arte e a realidade. culturais. espacialidades. atribuindo-lhe significado. gestuais. como nas pinturas. considerando a sua dimensão sensível e a inserção na sociedade (artistas locais. no vídeo.Sumário principal 4ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. argumentando e apreciando. instrumentos musicais. espacialidades. da natureza e outros. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. inclusivas. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional e internacional. a sensibilidade. em fotografias e outras). grupos regionais. materiais. investigando. • Arte e patrimônio cultural. • A poética do cotidiano pre sente nas manifestações visuais. a materialidade. entre outros).s o c i a i s. • Diferencia as linguagens e seus suportes (corpo nas artes cênicas e na dança. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. • Realiza produ ções inventivas e investigativas com suportes e técnicas variadas: corpo. em âmbito local.

jul. 2003.5 Referências BARBOSA.> Acesso em: 28 abr. 1-5. 1991.org. RS. RS: Ed.br/memória>.php?id_m=8. Caxias do Sul. Uma leitura de textos visuais. NUNES. 1991. ES: PPGE/UFES. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO.2. n. Ana Mae. Trabalho.cenpec./dez.Sumário principal 9. 2008. Autores Associados.br/pesquise_artigos_texto. Jorge Miguel.org. Disponível em: <http://www. Vitória. Santa Maria.artenaescola. A imagem no ensino da arte. REBOUÇAS. 2008. São Paulo: Perspectiva. SAVIANI. p. 183 . MARINHO. Demerval. Acesso em: 19 set. A arte e sua relação com o espaço público. 2006. Pedagogia histórico-crítica. 24. Moema Martins. Agnaldo. A arte é de todos. Disponível em: <http// www. FARIAS. São Paulo: Cortez. Ana Luíza Ruschel. UFSM. 28 abril 1997.

Até os anos de 1970. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular dessa rede de ensino. de que é um conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. denominada de biologicista.Sumário principal 9. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existentes nos séculos XVIII e XIX. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. ainda predominante no ensino da Educação Física.3 Educação Física 9.3. Além disso. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. 2001). dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu). Essa concepção. 184 . que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. 21 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular desta disciplina21 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. Nos apropriamos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001).1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna influenciada por um conjunto de fatores. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo.

o professor. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. ampliemos o nosso 185 . assim. Com isso. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso conceito de criticidade. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. produzido ao longo da história. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. Além disso. com interfaces nos diferentes campos de saberes. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. se legitimem. segundo Bracht. que precisa ser transmitida e assimilada pelos alunos. Essa visão contempla o eixo da cultura. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. entende-se a expressão corporal como linguagem.Sumário principal Diante disso. Dessa forma. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. que só se torna possível. para que se possa permitir que outros saberes. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física.77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. Sendo assim. Segundo Bracht (2001. Dessa forma. 2001. p. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. sem fugir das intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. sociais e biológicas.

ana- 186 . aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. sociais e éticos. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. ou seja.Sumário principal conceito de razão. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. dança. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. morais. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. onde ele expressa sua subjetividade. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. emoções e sua linguagem corporal e. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. das diferentes manifestações culturais corporais. Podemos destacar que. 2001). esportes. além da motricidade. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. Código e suas Tecnologias. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado. ainda. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. ginásticas. destituído do saber. englobando as dimensões estéticas e éticas”. estéticos e éticos. esse aluno desenvolve. sintetizar. Dessa forma. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. que envolvem aspectos lúdicos. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal.

– a Educação Física atua como formadora. intelectual. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. 9. além de ser um agente promotor da sua autoestima. fisiologia. emocional e motor. Além disso. afirmação dos valores e princípios democráticos. integração. socialização. laborais. tendo o professor como mediador.3. socialização. Além disso. participação social. 187 . qualidades físicas e neuromotoras. entendendo-a como meio de promoção da saúde. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. contribuindo para a sua formação psico-sociocultural. cooperação. de lazer e entretenimento. envelhecimento. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. afetivos e morais. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando e o desenvolvimento do aluno nos seus aspectos social. sociais. de ginásticas. cooperação. Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. Desenvolver os aspectos intelectuais. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura.Sumário principal lisar e expressar ideias. ética. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. competitividade e disciplina. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana à prática pedagógica escolar. saúde. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. liberdade. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. treinamento etc. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. biomecânica. Ao proporcionar o desenvolvimento da criatividade. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. cognitivo. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. para o desenvolvimento de autonomia. atividade física.

Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. 2001). alguns estudos vêm apontando que. resultante de um "elo perdido" entre as prescrições dessa produção teórica e a 22 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF). p. lúdicos e técnicos. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). por meio da observação. 195). Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. 9. 1999. Niterói. Dentre elas destaco: DIAS. Andréia et. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos.Sumário principal Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. 188 . p 63-66. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educação Física escolar. Sandra Soares et all. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 1992. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. DELLA FONTE. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a dinâmica escolar. al.3. Set. 21 (1): 183-192. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. 2001. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo22 sobre a prática docente do professor de Educação Física na rede estadual pública e privada do Estado do Espírito Santo. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral.

Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. al. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática qualitativa nas aulas de Educação Física. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não se fazem melhor devido à carência de tais estruturas. Com isso. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. diante da sua prática docente. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente. 2003). o trabalho pedagógico não pode. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexivo do professor 23 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro deste modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. “No entanto. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. Os materiais. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede. Nos anos 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. 67% deles se formaram nos anos 1980. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. com relação ao espaço. Além disso. os equipamentos e as instalações são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. O desafio está em propor mudanças na prática docente. do conjunto de professores licenciados. pois os próprios fins podem ser problemáticos.. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. todo ele. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica.Sumário principal Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. Em virtude disso. (Bracht et. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas23. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em Licenciatura. porque variam 189 .

os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e da compreensão crítica do movimento (KUNZ. teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. é necessário revermos o que se desenvolve nesse componente curricular. o recreio. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. espaço etc) e à conduta pedagógica do professor. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. a 190 . problematizando temas da cultura corporal. 53). desenvolvendo um espaço de reelaboração. onde 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “ entendem que deve haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. exposições. a biblioteca. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. tomando a quadra. nacionais e internacionais. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. p. 2003. pesquisas e o desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico. O que também se propõe é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física.. al. a criatividade. Assim.Sumário principal de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. A realização de jogos escolares. os torneios escolares. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que priorizem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. Com isso. 2004). a sala de aula. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. p. gincanas. dentre outras. 43). à organização das aulas (horários. tempo. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. 2001. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. realizando um retrospecto das atividades corporais. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. ensinando estratégias para o agir prático.

dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. Preliminarmente. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular.. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. para isso.1992). onde se compreende que as competências não são um programa clássico. temos a formação continuada de um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. A abordagem metodológica crítico-superadora nos apresenta alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a provisoriedade do conhecimento (Soares. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. Dessa forma. sobretudo quando se esperam mudanças efetivas nessa prática. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. será necessário o envolvimento de todos os professores. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. Mas. et. como forma de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física.1992).Sumário principal sala de informática. entendemos que para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades.. et. al. São eles: a relevância social do conteúdo. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos 191 . as atividades de visitas e excursões. Assim. onde os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. al.

o sujeito se comunica. emocional e cognitivo. continua tendo lugar. da ordem do saber como fazer. buscando problematizar a relação do corpo com saúde. (Santos.Sumário principal de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud.152). interpretar essas informações. A questão está em encontrar. 2001). Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. ou seja. em que o problema nem sempre está na falta de informações. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. 1999). voltada para a construção de uma educação de qualidade e de formação do cidadão. conflitos ou desafios. Além disso. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. Com base no conceito de Competência – aquisições. São eles: Conhecimento sobre o corpo: considera o corpo no seu aspecto físico. guardá-las ou atualizá-las. etnia.. afetivo. estar informado sobre conhecimento. Até pouco tempo. Dessa forma. Por meio da linguagem corporal. social. Esse tipo de aula. trabalho e cultura. 2001. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física. compreendendo os limites e as possibilidades corporais. p. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. reflexivo e crítico. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. interage 192 . na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. classe social e idade. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. insisto.. que tenha uma participação ativa na sociedade. respeitando as diferenças de gênero. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente.

Sumário principal com o meio. reconhecendo a identidade própria e a do outro. descobrindo o prazer nas vivências corporais. e também desenvolve a ludicidade. sintetizar. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. analisar e expressar as ideias. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbito nacional. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. 193 . sociais e éticos. regional e local. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes no contexto mundial e nacional. Além disso. emoções e. onde expressa sua subjetividade. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. ainda. Por meio do jogo. com suas diferentes organizações técnico-táticas.

EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/CORPO-EXPRESSÃO • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. ginásticas. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. de si mesmo e do ambiente em que vive. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. nacional e local. lutas. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro.Sumário principal 9. campesinas. entre outras. africanas. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. culturais e afetivos. como manifestações da cultura corporal. compreendendo as relações de gênero e as individualidades.Educação Física Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente.4 Conteúdo Básico Comum . EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. 194 . • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças.3. sociais.

coordenação motora. • Identificar as múltiplas linguagens do corpo. Tópico: Conhecimento da estrutura e funcionamento do corpo. CONTEÚDOS 195 . classe social. • Pantomima. • Reconhecer algumas alterações fisiológicas básicas do corpo causadas durante a prática de atividade física. • Sistematizar as diversas partes do corpo e compreender como elas se inter-relacionam na realização dos movimentos. • As alterações fisiológicas ocorridas no corpo com a prática corporal. • Educação postural. • Sedentarismo e obesidade. possibilidades e limitações do movimento. reconhecendo-as como meio de construção e promoção da cidadania. • Reconhecer como as diferentes formas de cultura influenciam na construção do movimento. equilíbrio etc. • Identificar as práticas corporais de higiene como forma de promoção da saúde. • Esquema corporal: lateralidade. bem como meio de linguagem e expressão. adotando uma postura não preconceituosa ou discriminatória. • Construir atitudes através das relações interpessoais e emoções expressas pelo corpo. • As partes do corpo e os seus movimentos. relação espacial. • Mímicas. beleza e saúde presentes no cotidiano. • O movimento humano e suas relações com o meio. faixa etária. • Habilidades motoras fundamentais. • Hábitos de higiene e alimentar e suas relações com a atividade física. • Expressão corporal individual e em grupo. • Compreender o corpo como meio de relação e interação consigo e com o outro. • Compreender a relação da estrutura muscular e óssea na realização do movimento. habilidades físicas e mentais.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª Séries HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. • Respeitar a diversidade corporal a partir das diferenças de gênero. etnia. desenvolvendo uma postura de autonomia e autocontrole. • Conhecer e vivenciar as diversas possibilidades de movimento do corpo. • Identificar e refletir sobre padrões de estética. • Relacionar as diferentes manifestações da cultura corporal em seu contexto sociocultural. • Conscientização corporal.

• Lutas e processo histórico. • Ginástica e processo histórico. • Verificar o próprio desempenho e dos demais. • Identificar as diferentes formas da prática da ginástica geral. • Adquirir princípios básicos para construção de desenhos coreógrafos e montagem de coreografias simples. • Conhecer as atividades rítmicas e expressivas das diferentes manifestações culturais em âmbito nacional. 196 . • Noções gerais sobre ritmo. que tragam benefícios para o organismo e a saúde. • Identificar habilidades motoras específicas das lutas. CONTEÚDOS • Manifestações e representações da cultura rítmica nacional. • Valorizar e apreciar as atividades rítmicas e expressivas. • Principais passos e pequenas coreografias. regional e local. • Conhecer os aspectos históricos e sociais das lutas. • Conhecer. decidir. • Perceber os limites corporais na vivência dos movimentos rítmicos e expressivos.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/ CORPO-EXPRESSÃO Tópico: Atividades rítmicas e expressivas. tendo como referência o esforço em si. representar e vivenciar as danças folclóricas e ritmos constituídos historicamente no Espírito Santo. • Arte circense. • Compreender que o arriscar. processo histórico. • Conhecer e executar movimentos simples da ginástica circense. • Conhecer a origem e a diversidade cultural da dança e da ginástica como expressão da cultura humana. • Reconhecer espaços nos quais podem ser praticado os movimentos de luta ou ginástica. • Identificar e classificar os tipos de dança e ginástica. • Organização de festivais de dança. regional e local. • Danças. • Ginástica geral. • Conhecer e diferenciar os movimentos que são comuns ou não às lutas e ginásticas. • Relacionar e vivenciar movimentos rítmicos vinculados ao estímulo musical. expressão e linguagem dos povos. simular e errar não implicam em algum tipo de humilhação. identificando suas possibilidades de lazer e aprendizagem. constrangimento ou discriminação.

brincadeiras e cantigas. morais. • Jogos de salão. • Jogos pré-esportivos. • Adotar atitudes de respeito mútuo. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. Tópico: Jogos e brincadeiras. • Jogos de raciocínio. 197 . • Jogos cooperativos.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. buscando solucionar os conflitos. dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas. • Vivenciar atividades cooperativas. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. sociais e éticos. • Cantigas de roda. • Conhecer e criar jogos que estimulem a prática dos jogos individuais e coletivos. • Conhecer a origem histórica dos jogos. CONTEÚDOS • História dos jogos e brincadeiras populares e folclóricos. • Construir coletivamente as regras que trabalhem e resgatem os valores étnicos.

Unijuí. Vitória. Elenor. DF: MEC. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. p. 73-76. In: FERREIRA NETO. Porto Alegre: Artmed. SOUZA JÚNIOR. 2003. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 2004. 1999. Educação física escolar: política. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. PERRENOUD. Philipe. ES: PROTEORIA.1. 2001. 6. questões contemporâneas. Vitória. v. DF: MEC.. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. Francisco Eduardo (Org. 2001. Marílio. Pesquisa em ação: educação física na escola. Francisco Eduardo (Org. Belo Horizonte: Ed. Paraná. Brasília. Francisco Eduardo. 2006. RS: Ed. ES: PROTEORIA. Paraná. CAPARROZ.Sumário principal 9. Construir competências desde a escola. Parâmetros curriculares nacionais. p. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. 198 .. investigação e intervenção. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. SANTOS. v.17. 2001. 1. ______. trabalho e educação: relações históricas. ______ et al. 2001. WERNECK. v. São Paulo: Cortez. In: CAPARROZ. n. maio/ago. Educação física escolar: política. 1998. v. Orientações curriculares para o ensino médio. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. Brasília. Amarílio (Org). Gisele Franco de Lima. Ijuí. Transformação didático-pedagógica do esporte.1. Pesquisa histórica na educação física. Ministério da Educação.). ES: PROTEORIA. Ijuí. Metodologia do Ensino de Educação Física. Unijuí. KUNZ. 2000. investigação e intervenção. RS: Ed. PRIMI. Christiane. BRASIL. 2001. In: ___.). Anais. 2001. Lazer. ______. 2. ES: PROTEORIA. UFMG. Ricardo et al.151-139. SOARES. 2001. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos.5 Referências BRACHT. investigação e intervenção. Educação física escolar: política. Carmem Lúcia et al. Vitória. Vitória. Valter. 1992.3.

Área de Linguagens e Códigos Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 01 .

03 . II.CEP 29. v. v.Ensino fundamental. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. 26 cm. área de Linguagens e Códigos.Vitória/ES . área de Ciências Humanas. Série. área de Linguagens e Códigos. Ensino fundamental . Guia de implementação. 128 p. César Hilal.Info Consultoria. 01 .056-085 . 01) Conteúdo dos volumes : v. Volumes sem numeração : Ensino fundamental.3. – Vitória : SEDU. CDD 372.br Espírito Santo (Estado). 2. área de Ciências da Natureza.Currículo. nº 1. .Ensino fundamental. I.Linguagens e Códigos.Ensino médio.111. Ensino . 01 . Ensino fundamental . – (Currículo Básico Escola Estadual .Ensino fundamental. ES.Espírito Santo (Estado) .Currículo. 03 .Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. 02 .Ensino médio.Currículo. v. 02 . 3. v. anos finais. anos finais.19 CDU 373. anos iniciais. Título. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação. 2009. anos finais. área de Ciências da Natureza. ISBN 978-85-98673-02-8 1. v. v. Ensino médio .com.Ensino médio. Santa Lúcia . 4. área de Ciências Humanas.

” Paulo Freire .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. igualmente sujeito do processo. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado... ao lado do educador.

Dalla Passos. S. Marcelo Ferreira Delpupo. Alan Clay L. Edílson Alves Freitas. Carvalho. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Roseane Sobrinho Braga. Patrocínio. Rosiane Schuaith Entringer. Luiz Humberto A. Angelita M. Josimara Pezzin. João Firmino. Ires Maria Pizetta Moschen. Salette Coutinho Silveira Cabral. de Oliveira.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Luciane S. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Cláudia Regina Luchi. Torres. Luciete de Oliveira Cerqueira. Renato Köhler Zanqui. Antônio Fernando Silva Souza. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Sônia A. Nascimento. Marlene M. Ilia Crassus Pretralonga. Tânea Berti. Dilma Demetrio de Souza. Junqueira. Rachel Miranda de Oliveira. Anderson Soares Ferrari. Elza Vilela de Souza. Eliane dos Santos Menezes. Iza klipel. Paulo Roberto Arantes. Ernani Carvalho Nascimento. Zelinda Scalfoni Rodrigues. de Almeida. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Jane Pereira. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Ivone Braga Rosa. Luciane Salaroli Ronchetti. Maria Nilza Corrêa Martins. Luciene Tosta Valim. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. de Quadros P. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Marlene Athaíde Nunes. Carmencéa Nunes Bezerra. Tarcísio Batista Bobbio. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Jomar Apolinário Pereira. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. C. Ires Maria Pizzeta Moschen. Fracalossi. Sandra Renata Muniz Monteiro. Denise Moraes e Silva. Mara Cristina S. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Pedro Guilherme Ferreira. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Gilcimar Manhone. José Alberto Laurindo. Maria da Penha C. Jaqueline Justo Garcia. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Manzoli. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Oliveira. R. Edilene Costa Santana. Rosangela Maria Costa Guzzo. Alaércio Tadeu Bertollo. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Larmelina. Israel Bayer. Edna dos Santos Carvalho.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Janaína Nielsen de Souza Corassa. Ilza Reblim. Sidinei C. Sabrina D. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Léa Silvia P. Martinelli. Paulo Alex Demoner. Geovanete Lopes de Freitas Belo. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Patrícia Maria Gagno F. Eliane Maria Lorenzoni. Fernandes. Ronchetti. Paulo Roberto Arantes. Christina Araújo de Nino. Rosinete Aparecida L. Cristina Louzada Martins da Eira. Maria Alice Dias da Rosa. Bastos. Margarida Maria Zanotti Delboni. Lurdes Maria Lucindo. Maria Alice Dias da Rosa. Antônio Carlos Rosa Marques. Hebnézer da Silva. Mônica V. Lyra.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Terezinha Maria Magri Rampinelli. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Soprani.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Giuliano César Zonta.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Rosiana Guidi. Linderclei Teixeira da Silva. Everaldo Simões Souza. . Márcio Correa da Silva. Tania Mara Silva Gonçalves. Márcia Gonçalves Brito. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. da Silva Scaramussa. Pedro Paulino da Silva. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE Nova Venécia: Cirleia S. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Angélica Chiabai de Alencar. Delcimar da Rosa Bayerl. Cortez. Leila Falqueto Drago. Freitas. Alaíde Trancoso. Maria Adelina Vieira Clara. Edilene Klein. C. Sérgio Rodrigues dos Anjos.C. Jane Ruy Penha. Kátia Regina Zuchi Guio. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Cátia Aparecida Palmeira. Neyde Mota Antunes. Nourival Cardozo Júnior. Cristina Lúcia de Souza Curty. Núbia Lares. Christina Araújo de Nino. Ângela Maria Freitas. Giselle Peres Zucolotto. Américo Alexandre Satler. Izaura Célia Menezes. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Johan Wolfgang Honorato. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. João Carlos S. Bastos. Magna Tereza Delboni de Paula. Edson de Jesus Segantine. Valéria Zumak Moreira. João Luiz Cerri. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Erilda L.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Kátia Elise B. Irineu Gonçalves Pereira. Francisco Castro. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Alves. Giovana Motta Amorim. Edna Milanez Grechi. Barbosa. Edimar Barcelos. João Luiz Cerri. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Foerste . Marta Gomes Santos. Antônio Fernando Silva Souza. Renata da Costa Barreto Azine. Jaqueline Oliozi. Maria da Ressurreição. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Ana Paula Alves Bissoli. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Valentina Hetel I. Telma L. Lúcia Helena Maroto. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Eliana C. Agnes Belmonci Malini. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Luciene Maria Brommenschenkel. Angélica Chiabai de Alencar. Sebastiana da Silva Valani. Luzinete de Carvalho e Terezinha M.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Divalda Maria Gonçalves Garcia. Coelho Ambrozio. José Christovam de Mendonça Filho. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Edy Vinicius Silverol da Silva. Marilene Lúcia Merigueti. Ana Paula Alves Bissoli. de Castro. Ribeiro. Karina Marchetti Bonno Escobar.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Perin e Valéria Perina. Renato Santos Pereira. Sebastião Ferreira Nascimento. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Ediane G. Magna Maria Fiorot. Sulâne Aparecida Cupertino. Gina Maria Lecco Pessotti. Hebnezer da Silva. Verginia Maria Pereira Costa. Regina Jesus Rodrigues. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Sara Freitas de Menezes Salles. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Renan de Nardi de Crignis. Carla Moreira da Cunha. Pinto. Rodrigues. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Anderson Soares Ferrari. Campos Cruz. Alaíde Schinaider Rigoni. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Sandra Fernandes Bonatto. Marta Margareth Silva Paixão. Patrícia Maria Gagno F. Cátia Aparecida Palmeira. Vivian Rejane Rangel. Maria da Penha E. Marcio Vieira Rodrigues. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers.SEDU Ana Beatriz de C.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Maria Geovana M. Regina Zumerle Soares. Rodrigues Soyer. Madalena A. Eduarda Silva Sacht. Guaresqui Cruz. Marcos Leite Rocha. Fabiano Boscaglia. Jarbas da Silva. Evelyn Vieira. Antonia Regina Fiorotti. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Rodrigues. Maria Aparecida Rosa. Rodrigo Nascimento Thomazini. Teresa Lúcia V. Adna Maria Farias Silva. Luiza E. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Cezar.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Naédina Barbieri. Jorge Luis Verly Barbosa.Física Claudio David Cari . Marcia Vânia Lima de Souza. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Renata Garcia Calvi. Silma L. Alexandre Nogueira Lentini. Claudinei Pereira da Silva. Ilza Reblim. Benevides. Alvarenga Vieira. Rodrigues.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Morati.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Maria de Lourdes S. Epitácio Rocha Quaresma. Ferreira. do Nascimento. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Martinelli. Maria José Teixeira de Brito. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Luiz Antonio Batista Carvalho. Renan de Nardi de Crignis. Sandra Renata M. Última da Conceição e Silva. Luciana Oliveira. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Irineu Gonçalves Pereira. Maria Adélia R. Eliana Aparecida Dias. Malba Lucia Gomes Delboni. Luciano Duarte Pimentel. Sebastião Ferreira Nascimento. Chirlei S. Eliane dos Santos Menezes. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Rodrigo Vilela Luca Martins. P. Anelita Felício de Souza. Roberto Lopes Brandão. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Lemos. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Novais Rocha. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Eliethe A. da Silva.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Margareth Zorzal Fafá. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Lúcia Helena Novais Rocha. Lúcia H. Danilza A. Monteiro e Wagna Matos Silva.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Rosângela Vargas D. Luciane R. Ana Helena Sfalsim Soave. Elenivar Gomes Costa Silva.Arte Rita de Cássia Tardin . Pedro Paulino da Silva. Nilson de Souza Silva. Angélica Regina de Souza Rodrigues. SRE Carapina: Lucymar G. Angélica Chiabai de Alencar. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Simone Carvalho. Alcimara Alves Soares Viana. Pereira. Vaneska Godoy de Lima. Rita de Cássia Santos Silva. Elisangela de Jesus Sousa. Maria de Glória Sousa Gomes. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Carlos Sebastião de Oliveira. Davel. Mirtes Ângela Moreira Silva. Ivanete de Almeida Pires. Luciene Tosta Valim. Raquel Marchiore Costa. Rogério de Oliveira Araújo. Alecina Maria Moraes. Jomara Andris Schiavo. Paulo Roberto Arantes. Lea Silvia P. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Maria Elizabeth I. Carvalho Morais. Mohara C. Maura da Conceição. Cérlia Silva de Oliveira. Gracielle Bongiovani Nunes.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Maria do Carmo Braz. Conciana N. Márcia M. Organdi Mongin Rovetta. Érika Aparecida da Silva. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Maria da Penha de Souza.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Neire Longue Diirr. Dileide Vilaça de Oliveira. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Braga. Eliane Carvalho Fraga.Língua Portuguesa Adriana Magno. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Hulda N. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Lima. Maria Cristina Garcia T. Vazzoler. Gleise Maria Tebaldi. Maria Eliana Cuzzuol Gomes.

são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. Como equipe. sem dúvida. Para enfrentá-los. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. das superintendências e da unidade central. na qual. a complexidade que envolve a infância e a juventude. Temos certamente que comemorar. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola.Sumário principal Prezado Educador. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. quer sejam individuais ou coletivos. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. neste contexto. como um plano único e consolidado.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. conforme os termos constitucionais. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. mas. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. Educação Especial e Educação do Campo. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. como unidade autônoma. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. ao longo dos anos. por meio de mecanismos participativos. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . sobretudo. tendo como base um projeto de nação. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. O Estado. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. Como síntese desse processo.

para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. por meio de atitudes. O currículo é a materialização do ricos de discussão. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. nizados. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. 12 .Sumário principal e social de sua população. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar.500 educadores. tônomos e críticos. entre vimento de crianças. hábitos e consequentemente. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. Entre os anos de 2004 e 2006. conectado com a dimensão universal. Todos esses atores mente construídas. da educação pública. costumes historicamente produzidos que. professores convidados. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. muitas vezes. valores. ciência e cultura. como a relação entre trabalho. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. com qualidade social. com vistas à promoção do educando e. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. Portanto. que desafios que precisamos enfrentar. fortalecendo a grande complexidade. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos.

como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. conhecimentos estanques e conservadores. Além para cada disciplina da do CBC. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. resguardando as especificidades das escolas. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente.CBC para cada disciplina da Educação Básica. conteúdos com- 13 . outros Educação Básica. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Para tanto. Certamente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. consequentemente. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. Isto é. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns.

Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. cultura e trabalho. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. produz conhecimentos. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. assim. em alguns casos. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. Do ponto de vista organizacional. lo ciência. cializadas na medida em que cultura e trabalho. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . correspondendo aos 30% restantes. como instrumentos dinamizadores do currículo. ou seja. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. na relação com a natureza e com seus pares e. ampliando a nada. dentre outros. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática.

Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. 8963 de 21/07/2008. a partir de estudos sistemáticos. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. materializa esse conceito. Matemática e Ciências. Dessa forma. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. Esporte. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Realização de olimpíadas escolares e. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. por meio da Lei Nº.Sumário principal vivências curriculares. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. “Ciência na Escola” . a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. 15 . contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. por fim. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. química e biologia. O projeto contempla ainda. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. tornando a escola mais atrativa. roteiros turísticos e ambientais.

Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. pendrives. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. com destaque ações de formação. que para a revitalização das professor dinamizador. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. pois o educador precisa aliar à tarefa e. as reformas educativas e seus desdobramentos. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. “Ler.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. ampliando para a do educador é mais naridade. com destasucesso esperado: estagiários. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. com isso. pois o educador precisa aliar à Multimídia. intervenção pedagógica.um públicas e privadas. as novas do conhecimento. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. formação gica. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. a sua inclusão digital e a comunidade. atualização da escola. de modo a 16 . O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. a de estudar. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. e a partir A formação continuada tação. TV comunidade local. escrita e pedagógicas. pesquisa. tecnologias e suas implicações didáticas. PC do professor. computador por aluno. por meio que necessidade. capacibibliotecas escolares. a partir digitais no cotidiano escolar. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . transdisciplida escola.

das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. 17 . Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. como componentes do Guia. além de outras pautas de estudo do referido documento. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. Nesse sentido. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. os quais irão enriquecer a prática docente. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. Espera-se. ao final de 2009. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. portanto. que incorporou o saber de quem o vivencia.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. com tudo isso. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. uma trilha experienciada coletivamente. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. Destaca-se ainda. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica.

Sumário principal Capítulo Inicial .

municipal e federal. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. conteúdos e orientações didáticas. que. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. elaboraram as ementas contendo visão de área. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. constituíram-se objetos de diálogo. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. Em 2005. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. por meio de seminários com participação dos professores referência. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. de acordo com a prática pedagógica do professor. Em 2006 a Sedu. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. formação acadêmica e atualização permanente. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES).Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. considerando situação funcional. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. nos quais. objetivos. 21 . considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento.

técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. acima de tudo. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. consultores. além de 26 especialistas de cada disciplina. em dois grandes ciclos de colóquios. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. central e das da educação pública.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. num processo formativo e dialógico. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. intercolóquios e seminário de imersão. consequentemente. instituições e modos de 22 . Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). estar a serviço da vida. consequentemente. jovens e adultos capixabas. produziram os CBC por disciplina. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. professores convidados. nos anos de 2007 e 2008.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. em sua fragilidade. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. SRE. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. da educação pública.500 eduTodos foram mobilizados cadores. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. contando com a participação de cerca de 1. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. modalidades e transversalidades. Foram vividos momentos muito ricos de discussão.

pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. direito de todos e dever do Estado e da família. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. é um bem público que deve servir 23 . que são apenas diferentes. por isso. do outro e do mundo. social. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. paz social e paz ambiental. que se realiza em um contexto histórico. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade.Sumário principal vida. reverencia o mistério da existência. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. dignidade humana. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. cultural e político. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. a vida requer convivência na promoção da paz interior. Nesse sentido. intensificando os esforços pela justiça. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. solidários. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. Superar as diversas formas de exclusão. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social.

envolvendo a percepção. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. aprender. deverá atender aos interesses da coletividade. É na relação entre os sujeitos. antes de tudo. A educação como obra de mudança. A educação como serviço público. uma dimensão mais ampla. com toda a sua complexidade. do desenvolvimento social e econômico da nação. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). uma obra de legítimo interesse social. um direito. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. No entanto. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. por ser um ambiente essencialmente humano. portanto. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. A escola pública com compromisso social. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. de movimento de uma dada situação a outra diferente. exercido pelo poder público ou privado.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. assumindo. consequentemente. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. a reflexão e a ação. o aluno é o centro do processo educativo e. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . em função dele. numa perspectiva dialógica e dialética. a interpretação. assumindo o lugar de mediador. Na escola. espaço de visibilidade. a construção. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. E um lugar de esperança. na medida em que contribui para o bem comum. mediante um determinado caminho. sentimentos e atitudes. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz.

cuja base se expressa na aquisição da leitura. portanto. apropriando-se dela e transformando-a. e. da escrita e dos conhecimentos matemáticos.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. produz conhecimentos. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. a partir da articulação dos princípios trabalho. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. gerando a sua própria cultura. símbolos e comportamentos. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. ciência e cultura. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. cultura numa perspectiva antropológica. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. assim. algo vivo e dinâmico que articula as representações. material e social. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. Nesse sentido. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. acima de tudo. como forma de criação humana. constituindo o modo de vida de uma população determinada. como processo dinâmico de socialização. e trabalho como princípio educativo.

GÓMEZ. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. sobretudo. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. promotor de uma educação emancipadora. 2. certamente. dependendo do enfoque que o desenvolva. a organização física. No entanto.G.R.Sumário principal curricular apresentada neste documento. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. 2 MOTA.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. evidenciar a qualidade dessa ação. o currículo na escola E. e BARBOSA. A.V. J. junho de 2004.I. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. Isso acontece 1 SACRISTÁN. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. nesse sentido. e. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. que está inserido. O currículo para além das grades . no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. N. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. 1998. Porto Alegre: Artmed. e. no interior da unidade educacional.S. J.P. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. muitas vezes. entre os curriculistas contemporâneos. sobretudo. C. Portanto. o significa discutir a currículo. por ser um conceito bastante elástico e. a exemplo dos laboratórios de estudo. impreciso. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. 26 . Compreender e transformar o ensino. Brasília. mais difundida.G.

a participação da comunidade. políticas e alternativas educacionais. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro.E. currículo praticado (Oliveira). e outras que considePortanto. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. Por isso. seu modo 4 FERRAÇO. currículo real (Sacristán). 2000. Documentos de identidade . é possível e negociações. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. conflitos concretas. seu modo de organização e gestão. 3 talidade social” . incluem tradições culturais Assim. os conhecimentos mais valorizados da escola. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos.uma introdução às teorias do currículo. Considerando isso. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. currículo realizado (Ferraço). a identidade dos estudantes e etc. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. avaliação. De modo geral. seja no campo de metodologia. Belo Horizonte: autêntica. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. as relações no interior 3 SILVA. C. está deficurrículo4. 2004. Ele é resultado de lutas. Vitória: SEEB/SEDU. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. a identidade nantes. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. T. O currículo escolar. ações. historicamente ideias de currículo em ação. 27 . de organização e gestão. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). Assim. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. metas.T. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade.

O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. há gradação. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. MEC/INEP. conhecimentos tácitos e as constituem. A. ENEM . com rapidez e eficiência. 30. como parte que deste documento curricular. ENEM . forma a aliar competências. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. a segunda parte previstas. ou seja. fazer. 6 KUENZER. de ensino e pesquisa. ensino. 2005. específica”7. Pelo contrário. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. Z. p. 7 BRASIL. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. MEC/INEP. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. 28 . Não norteadores do Ministério da Educação. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. histórias de vida.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. 2004. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. v. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. com rapidez e eficiência.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. Boletim técnico do SENAC. de vida e laborais conhecer. lar. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. articulando competências.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. Comumente. 81-93. Rio de Janeiro. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). 2005.

dom ou uma mesma realidade. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. MEC/INEP. o que se chama de talento. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. Assim. 29 . pois se referem a petência. educativo. as três formas de competência. pedagogos. por exemplo. ou seja. Não se trata MEC. Nesse te. significa. Competência como condição prévia anteriormente descritas. é extremamente importante que os profissionais da educação. o que pressupõe uma organização Na escola. A competência relacional expressa esse jogo de interações. não basta possuir objetos potentes e adequados. na prática não se do sujeito. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. nesse sentido. planejamento das atividades. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. extrema facilidade para alguma atividade. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. 9 BRASIL. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. 2005.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. o desenvolaprendida. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. condição do objeto. não basta ser muito entendicontexto. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. ENEM . herdada ou Não se trata de definir tência relacional. 2002. Dentre elas. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver.

ao mundo do trabalho. Como ponto de (cognitivas. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. afetivas. Ao contrário disso.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. neste documento curricular. Cidadão esse que busca na escola adquirir. 2. sociais e psicomotoras). se forme e informe. Até escola. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . “Ninguém nasce aluno. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. problematizannatureza. visa a investir na formação do cidadão. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. para que o aluno aprenda. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. hoje. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. por meio do ensino e da pesquisa. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. trabalhar nessa concepção. cultural. alguém se torna aluno. Nesse sentido. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. Quais são os alunos e quais são.

ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. sendo um ocidental como a nossa. A escola. séculos. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. de dominar física e mentalmente outros. assim. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. há ou etnia. econômicos. especialmente no que se de um indivíduo. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. a juventude e a curta etapa da infância. os infantiliza. A e na comunidade. enfim. a vida adulta. dos direitos da criança. é tempo de constante refere à crise de autoridade. gênero. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. a Sociologia. Portanto. criações culturais crianças com o mesmo referencial. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. 31 . geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos.Sumário principal e imprecisos. numa sociedade socioculturais determinadas. que conrenciam. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. constituir-se como infância. a Antropologia. Sendo simbólicas específicas e próprias. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. dentre mundo. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. pois reconhece-se que. no Brasil templam o pertencimento de classes. a Psicanálise. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. sem. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. de sua função educadora. Esses tempos de vida. a violência urbana. e não diferentemente no Espírito Santo. a Filosofia. estudo e a compreensão da contudo. os A ação de reconhecimento adultiza. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. no exercício História. a inserção na vida adulta. momento da maturidade.

A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. que. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. assim. e que se originalidade. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. como odo atravessado por crises. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. o desejo de impactar. tude do homem. estilos que se constrói. o desejo de impactar. social parecem Assim como a infância. visível. como a o sinal próprio desse tempo. a juvencomo o nascimento. delimita mobilizar. finalizando definidoras da existência somente com a morte. de provocar matemático. marcada pela busca leitura. de forma visível. se exercita e se reconstrói variados. da puberdade e social parecem mobilizar. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. ajudam a traçar o perfil da população. construindo. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. Deve ser pensada para contrastes. discurso com sentido. cognitivas e sociais que. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. nas relações estabelecidas também e não 32 . Na infantil e a maturidade do adulto. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem.Sumário principal individuais. de provocar própria sociedade. Portanto. a escrita. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. Marcas para outras. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. juntas. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento.

2008). e ser mulher jovem ou ser jovem negro. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. ao mesmo tempo. falta de perspectiva de vida. Objeto de inveja e de medo. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. a ênfase no mercado e no consumo. são todas identidades possíveis e relacionais. como desordeiros ou transgressores. Ser jovem na periferia ou no campo. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. muitas vezes encurralando-a. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Na contemporaneidade. a ponto de ser compreendido como alienação. ao mesmo tempo. mas buscam proteção. no qual o futuro é incerto. em que os últimos têm acesso a bens. como a família. Objeto de admiração e ojeriza. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais.Sumário principal somente na escola. a igreja e o trabalho. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. Querem ser rebeldes. da classe média e trabalhadora. ela é um poderoso argumento de marketing e. (Calligaris. especialmente apresentados pela mídia. ausência de utopias. mas em outras esferas sociais. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. em intensa situação de vulnerabilidade. diante de uma sociedade em intensa mudança. Seguir. apontado para os adolescentes. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. a seus pesadelos de violência e desordem. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . Na escola. que despertaram visões diferenciadas na sociedade.

na vulnerabilidade à violência e ao crime. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. o clareza de seus objetivos. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. circunstância de realidade social. O fenômeno da vida adulta. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. Estão abertos de desenvolvimento.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. seja por abandono. em qualquer formada sua personalidade e identidade. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. na perspectiva de trabalho. Na fase de vida adulta. são sujeitos que de emancipar-se. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. Já produz e trabalha. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. sempre numa expectativa em família. tentando demonstrar. soal. é entendido no processo história de vida. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. e na gravidez na adolescência. 34 . o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. Em geral. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. a respeito de si mesmo. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. explícita ou implicitamente. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. A laridades. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. ou em ocupações precárias ou não. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar.

Algumas dessas diversão únicos em suas em especial da pública. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. O grande desafio da escola. em sua maioria de classe popular. cultural e social que faz parte do acontecer humano. biológica. em que (as comumente chamadas de perceber o mundo. o ser humano se tornou presença no mundo. diversidade experiências culturais. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humasuas relações entre pares e com os outros na: seres humanos são diversos em suas seres mantêm-se como constante desafio à experiências culturais. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. 35 .. são únicos em suas humanização da sociedade e à personalidades e são também sustentabilidade do planeta.. filhos de trabalhadores formais e informais. da história e de suas próprias histórias. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. compreendemos. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola.. ainda. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. sobretudo se entendida como a construção histórica. predominantemente jovens. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. como ponto de partida e chegada do processo educacional. com o mundo e os outros. diversos em suas formas de perSeres humanos são ceber o mundo. que vivem no campo.17). “portadoras de necessidades homens e mulheres.”. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra.Sumário principal Estejam na infância. De acordo com Lima (2006). na cidade. sujeitos especiais") (p. juventude ou idade adulta. está sidades provocam impedimentos personalidades e são em constituir-se como ambide natureza distinta no processo também diversos em ência de construção de uma de desenvolvimento das pessoas suas formas de nova humanidade.. na especificidade de seus saberes e práticas. mais que um ser no mundo. Seres humanos diversos em suas apresentam.

tais como: o ético. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. Quando falamos de diversidade e currículo. às diferenças. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. no campo do conhecimento da a diversidade. que propõe epistemológico e político. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. 36 . respeito tivamente para a formação dos civilizatório.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. solidariedade e justiça. e a constituição às diferenças. mento pessoal e coletivo. o político. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. o em todas as suas dimensões. consideram esses saberes. portanto. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. respeito O currículo deve. que exige a busca por valores. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. o estético. como ato político pela garantia do direito de todos. solidariedade e justiça. cultura de paz e cidadania. o biológico. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. Certamente criminação em acolhimento humana. o sociocultural. dentre outros. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças.

De modo geral. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. apresentam uma especificidade sociocultural: são. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. de certificar-se. quase sempre. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. mas como um modo próprio de fazer educação. como questões inerentes ao currículo escolar. contribuindo de fato para a formação humana. seja pela oferta irregular de vagas. a cultura de paz. mas como um modo próprio de fazer educação. trabalhando.Sumário principal as relações étnico-raciais. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. geralmente. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. da política e da cultura. durante a infância e/ou adolescência. 3. Possuem trajetórias escolares descontínuas. do mercado informal. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. a sexualidade. nem menos importante. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. em sua singularidade. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. arts. importante. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. nem menos 11/2000). em ocupações não qualificadas. 37 . são trabalhadores assalariados. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. os direitos humanos. e de currículos adequados a esses sujeitos. Como modalidade de Educação Básica. menor. de aprender e de reaprender. que incluem reprovações e repetências. dentre outras. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. Nelas. a ética e cidadania.1 Educação de jovens e adultos: saberes. Os sujeitos da EJA. seus saberes. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola.

espaço propício a emancipar o aluno. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. sua característica fundamental de serem trabalhadores. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. Na LDB nº. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. E uma concepção de escola como instituição política. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. abordagem inclusiva do currículo. cultura e trabalho. ou seja. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. no processo de aprendizagem. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. Além disso. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. os princípios. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. 38 . assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. preferencialmente na rede regular de ensino. numa perspectiva de uma pedagogia crítica.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. Nesse sentido. Isso implica formar (não treinar. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. que enfoca o direito de todos à educação. Nesse sentido. adestrar. o acesso e a permanência de todos na escola. pensando metodologias de ensino 3.

Ainda. continuada. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. formação de ressignificação das práticas educativas. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. o planejamento e a formação continuada. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. da crítica e da colaboração. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. 3. pela via da formação dos profissionais da educação.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. O grande desafio da escola e. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. portanto. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. e outros espaçostempos da escola. a partir do princípio da pesquisa. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. 39 . Acreditamos que.

os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. em 2004. a partir do trabalho de subsistência. estuda CEB nº 2/2008. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. que procuram enfatizar o seu caráter singular.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. se respaldada por documentos oficiais. A agria terra. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. que institui e cultural dos sujeitos do campo. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. Assim. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. Há que se resgatar o educativo. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. lutas pela terra. Outro eixo fundamental 40 . avalia e fomenta o processo de do Campo. seus ao urbano. truídos de forma coletiva. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. Campo. produção orgânica de alimentos. o currículo deve levar em conta cultura familiar. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. comunidade escolar e seu entorno. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. normas e prinsujeitos campesinos.

A promoção da ao mesmo tempo. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade.Sumário principal é a interdisciplinaridade. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. pelo regime de colaboração. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. Educação Amecologicamente prudentes. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. níveis e modalisocialmente justas. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. ao mesmo tempo. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. biental em todos economicamente viáveis. 3. ecologicamente prudentes. da justiça social e ambiental. étnica e cultural dos povos. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. e a visão da educação como ato poiético. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. Constitui-se em um processo permanente. na Lei 9. economicamente viáveis. se calcada nos princípios da solidariedade.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo.795/99 e contribuirá para a formação humana. da democracia. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. da cooperação. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. valores e ati- 41 . socialmente justas. formação de sociedades sustentáveis que são. Como outro importante pressuposto. com respeito à alteridade e à diversidade social. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes.

Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. 3. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. das pluralidades e da identidade brasileira. 42 . mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.3% da população brasileira. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). os negros representam 47. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. Entretanto. interdisciplinares. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. cooperativas.

por meio de políticas públicas de reparação. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. à saúde.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. européia e asiática. nesse sentido. africanas e asiáticas. que formam a população brasileira. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. à diversidade e à cultura. à educação. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. No período colonial. a população indígena compreende cerca de 2. havia cerca de Promover o debate sobre 1. rentes épocas da história do Brasil. No Espírito Santo.109 da etnia Tupinikim e 237. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. 43 . equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. É tratado como uma sociedade sem 3. Guarani. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. sendo 2.346 aldeados. Em 1988. na escrita do artigo 231. nacional em difeafricanas e asiáticas. 2006). localizados no município de Aracruz.100. por meio de suas lutas pelo direito à terra. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica.000. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. Porém. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. africana.

própria origem e história. e. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. formação do Brasil. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. tradições e culturas. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. temática.Sumário principal suas antigas línguas. e. 44 . econômica. o la e da comunidade. social e religiosa. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. que possa o currículo escolar. da escoprincipalmente. sob forte influência do mundo ocidental. o resgate de sua cultura e história. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. principalmente. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. política. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. O conceito de de construção do conhecimento. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. conhecimento.

a ampliar o universo alcançado pelos alunos. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina.M). precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. às características e aos estilos. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. a problematizar. Como mediador e facilitador da aprendizagem. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. Nessa perspectiva. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. J.” (Moran. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. nessa lógica. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. os diver- 45 . passando a mediar as aprendizagens. bem como sua história. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. professor. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. os espaços/tempo de educar. A intervenção docente. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. O professor como mediador do processo educativo. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. a multiplicidade de pontos de vista. Assim. Isto é. “o professor procura ajudar a contextualizar. estou desafiando meus alunos. e saber lidar e conviver com as diferenças.

aceitação mútua. respeitando e valorizando outros pontos de vista. típica do trabalho cooperativo. duplas. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. tendo como sujeito principal o professor. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. círculos. sobretudo os professores. ou indiferença. e de trabalho. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. o afetivo. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. durante quase todo trabalho pedagógico. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. ao máximo. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . ao colocar seus pontos de vista. Tendem a se ano letivo. autenticidade. bibliotecas. Nesse contexto. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. isso significa. dentre outros. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. Diante desse cenário. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. São os educadores. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. Na interação grupal. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. na sala de aula. horizontalização dessas relações. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. Estabelecer uma relação de confiança. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios.

regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. nos projetos pedagógicos. caracterizados como atividade simbólica. enfim. a discuti-las e criticá-las. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. que envolve. além de aproveitarmos recursos já existentes. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. entre conhecimentos empíricos e científicos. festividades. centros de pesquisa. quadras de esportes. expressar-se questionamento. envolvendo comunidade. intencional e natural do ser humano. princípio educativo. possibilitando a reconstrução do conhecimento. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. reservas ambientais. gumentando e defendendo sua hipótese. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. a montar um mosaico das informações. com profissionais da área. como princípio educativo. como sobre a realidade. asseguram a necessária união entre teoria e prática. a construir seu próprio conhecimento. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. espaços públicos. exposições de arte. teatros. construir e conhecer novos conceitos. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. galerias. autônomos. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. interpretar e analisar dados. é fundamentada no diálogo e no questionamento. e com isto.Sumário principal dela. estações ecológicas. cultural e ao mundo do trabalho. pois. seu entorno. críticos e criativos. a acessar recursos tecnológicos. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. articulando pensamento e ação. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. concertos. A pesquisa. com autonomia. bibliotecas. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. museus.

em que o protagonismo é do professor. dentre muitos outros aspectos. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. para nós. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. Avaliar é 48 . as questões de investigação. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. da mediação. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política.Sumário principal naturais e sociais. em perfeita sincronia. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. avaliação da instituição como um todo. do diálogo. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. envolvendo professor e educando. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. avaliação do sistema escolar. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. é uma atividade integrante do processo pedagógico. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. profissionais da educação. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. marcada pela lógica da inclusão. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. A avaliação da educação pública. ainda que seja um tema polêmico. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. É preciso avaliar permanente e processualmente. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar.

esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. caderno de aprendizagens. objetiva. memorial. é uma parte do todo. Assim. testes. dagações sobre o Currículo futura. d) estar coerente com os propósitos do ensino. provas. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. potencialidades e habilidades. com vistas a reorientá-lo.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. talvez. portfólio. aptidões. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. cedora. c) o conteúdo deve ser significativo. bem como o raciocínio. deve ter significado para quem está sendo avaliado. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. Avaliar. para nós. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. gostaríamos de verificar. certamente. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. nenhuma relativa ao que. que limita liação que elabora. atribuir com os conteúdos escolares. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. 49 . o professor. Para que o processo de avaliação seja efetivo. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. com a finalidade de apreciar o resultado desse. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. recebe o nome de avaliação somativa. E. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. A avaliação como parte de um (2007). de fato. vivências e valores. processo pedagógico. ou seja. quando ocorre ao final do processo. por considerar o processo educativo.

caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. pesquisas. ambiente da escola. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. as atitudes dário Anual. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem..Sumário principal relatórios. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. paralela e final. pais e comunidade em geral. interpretações. o adolescente e o adulto. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. os grupos. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. desafios que o cotidiano selecionar. angústias. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. momento de interação entre professores. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. coordenadores. pedagogos. referenciados nos programas dos. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. para além de classificar e do representante de turma. dentre outros. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. a violência escolar. professores. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. informações e traçar metas de como melhorar planejamento.

a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. 51 . A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes.

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Anos Finais .Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .

Sumário principal 6 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Por meio da linguagem o homem pensa. variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. na educação escolar. interfere no mundo. a linguagem é produto e produção cultural e. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. a atividade discursiva. espaciais e plásticos. musicais. conhece. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. A Língua Portuguesa. se apropria. tal como o homem que a manifesta. como trabalho simbólico. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. e a linguagem. Nessa perspectiva. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e do respeito às diversidades. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo. contraditória. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade 57 . na sociedade e na história. a crítica e a intervenção. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e os conhecimentos: linguísticos. corporais. Como marco e herança social. Ela possibilita a reflexão. gestuais. Arte. Da perspectiva da enunciação. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. compreende a língua como um objeto histórico. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. que consideram o homem inserido em sua cultura. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. irregular. Educação Física e Língua Estrangeira. Levando em conta os princípios acima. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente. De natureza transdisciplinar. é criativa. Desse modo. a forma de pôr a língua em movimento. como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. Tais sistemas compreendem na educação escolar as disciplinas: Língua Portuguesa. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas.

Essa visão contempla o eixo da cultura. propiciando aos alunos uma formação mais abrangente. Além disso. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. não é instrumental. ao mesmo tempo em que estabelece o diálogo e o ultrapassar 58 . configurados pela ação de um gesto criador. que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. nem se prende a normatizações que a regulem. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana. mas imbricada com o trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. A Língua Estrangeira na educação escolar insere-se como uma forma de linguagem diversificada de expressão e comunicação humana. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. como as artes visuais. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. mas não descarta o do trabalho. posturas. Permite aos alunos a compreensão e a aproximação com as tradições e a cultura de outros povos. sons e gestualidades. Possibilita o acesso ao conhecimento e às diversas formas de manifestação da linguagem em diferentes contextos e culturas. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. Fazer Arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. sociais e biológicas. as danças. resignificando-as em processos poéticos. em contínua constituição. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. sendo assim. cores.Sumário principal dos sujeitos. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. a linguagem corporal como produto da cultura deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. as encenações teatrais e a música. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. Como produção simbólica a Arte não é funcional. à medida em que interagem com os outros.

econômicas e culturais de produção. o professor interessado em uma formação menos fragmentada. de modo relacional e contextual. contempla os saberes de cada uma dessas disciplinas. visuais e sonoras. investigação e reflexão ao realizar as suas produções. a aprendizagem da Língua Estrangeira não se destina exclusivamente à leitura. mas se complementam. regional. preocupado em propor um projeto educativo integrador da área de linguagem aos seus alunos.Sumário principal das fronteiras de uma nação. que envolvem desde leituras e compreensão de textos. os dados. Essa contextualização abrange ainda as condições sociais. São as chamadas oficinas de criação. possibilitar o acesso do aprendiz a informações diversas. além dessas. ou as atividades propostas pelos professores aos seus alunos. e a compreensão dos significados nos diferentes discursos: literários. seja ela literária. um conhecimento sensível e estético que articula os conhecimentos culturais apreendidos na Educação Física (Cultura e Movimento Corporal) e na Língua Portuguesa e Estrangeira (Cultura Verbal) com a Arte (Cultura Visual. No ensino das disciplinas da área. possibilitando o conhecimento das manifestações das diversas linguagens em seus múltiplos diálogos nos âmbitos local. a exercícios e propostas de fazeres. propomos ainda na educação escolar as experimentações e explorações das múltiplas possibilidades das diversas linguagens. pois essas são geradas social e historicamente. artística e/ou corporal. gestuais e sonoros. tanto individualmente como em grupo. Na contextualização diacrônica o percurso de estudo se dá num eixo temporal e se inscreve na história e na cultura. latino e internacional. Desse modo. 59 . articulando aspectos como: sensibilidade. gestuais. Para tanto é necessário que se estabeleça na escola uma abordagem que considere uma contextualização sincrônica e diacrônica. corpóreos. Desse modo. mas pretende. artísticos. É a obra em seu tempo/espaço de produção. Essas proposições possibilitam aos alunos. Na primeira estão os estudos da linguagem em relação à época e à sociedade que o gerou. Cenográfica. das suas condições de produção e da interação entre os diversos sujeitos e grupos sociais. verbais. Os modos de apropriação dos objetos culturais de épocas/espaços distintos são estudados aqui. Esse projeto educativo tem como princípios: a compreensão e o reconhecimento da diversidade das manifestações nas linguagens corporais. e contribuir para a sua formação geral de cidadão. à escrita e à fala. as informações e as teorias não devem ser apresentadas desconectadas de suas condições de produção. Gestual e Musical). nacional. A partir dessas contextualizações que não se excluem.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Portuguesa .

Sumário principal 6. a forma de pôr a língua em movimento. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. configuram-se. também. mediado pelo professor. à medida em que interagem com os outros. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. Para isso. Distinta é. Para concretizar essa proposta. As condições de gênero. compreender a língua como um objeto histórico. em contínua constituição. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento (ANTUNES. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. favorecido pela interação sujeito-objeto. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. como princípios seriamente considerados. funcional e discursiva da língua(gem). todavia. a maneira de considerar o conhecimento. aí.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. Para uma concepção interacionista. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. e a linguagem. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. Revela-se. o que só é possível por meio de uma rede de relações construídas em momentos compartilhados com o outro. Da perspectiva da enunciação. de relações étnicoraciais na formação humana dos modos como se produzem as identidades socioculturais e * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. irregular. Desse ponto de vista. a atividade discursiva. variável. uma concepção interacionista da língua. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. decorre o princípio de que essa(s) só se atualiza(m) 63 . como o quer Morin (2001). qual seja. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. eminentemente funcional e contextualizada. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. Deve-se. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. que articula. Ganha tônica. 2003). gerenciado por seus usuários para promover a interação com outras pessoas. pois. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. o saber linguístico pertinente. assim. deve-se.

será preciso que o educador pesquise. conforme as práticas culturais de cada contexto social. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. essa é defendida de modo tão interativo e dialógico. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. quanto a fala. verbalização e construção (GERALDI.Sumário principal quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social. escritos ou em outras modalidades discursivas. assim. em conformidade com essa concepção. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. das informações. 64 . Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa simplesmente pela codificação das ideias ou das informações. possibilita a realização de alguma atividade sócio-comunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas atuam. Deixa. como também favorecer a própria interlocução. desenvolvendo uma postura investigativa. gerada a partir de elementos linguísticos. pois. Por essa razão. Com relação à concepção de escrita. 1998). em consonância com determinados pressupostos. por meio de sinais gráficos. de um modo geral. a socialização de conteúdos. por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. Essa perspectiva supõe encontro. envolvimento entre sujeitos. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. a qual engloba processos. 1998. Para ensinar. ANTUNES. KOCH. das intenções pretendidas. dinâmico e negociável. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. 1991. parceria. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. 2003). no processo de interação. Constitui-se o texto. para que aconteça a comunhão das ideias. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. 1991). operações cognitivas e estratégias discursivas. 1998). O texto configura-se como uma manifestação. observe. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. Fiel a esse quadro. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido.

com o uso da linguagem e da língua. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. 6. torná-lo objeto de conhecimento. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. na interação com as diversas instituições sociais. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. É. Sendo o homem um sujeito historicamente construído.Sumário principal levante hipóteses. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. do outro e do mundo. o sujeito se desenvolve e se socializa. Considerando-se o caráter simbólico da linguagem. e da cultura. a partir do contato com outros sujeitos. aprenda e reaprenda não para os alunos. pois. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. a linguagem à variabilidade do homem. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. descubra. mas com os alunos. Nessa tarefa. são suas atividades. Serve. nessa tarefa. e transformá-lo. seria difícil apreender o mundo. institucionalizado e de mundo. sem a linguagem articulada. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem em situações de interação. pois. Serve. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos. a competência de o sujeito interagir no e com o mundo ocorre por via da linguagem. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. a ter sua marca identitária (DA MATTA. meio em que as realidades são construídas. 2000). Isso porque. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. Portanto. ou sobre ele intervir. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção e transmissão de todo conhecimento. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. ainda. estabelece uma relação próxima com a escrita e. o sujeito. fala de si.1. reflita. e de abordagens interdisciplinares. torne-se um ens sociale. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas 65 .

Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. mas não a mensagem que transmitem. funciona como veículo. enquanto nos ambientes de escrita. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. então. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. possibilitando- 66 . para. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. de acordo com os contextos onde foram produzidas. No caso da Literatura. inicialmente a falada. construir seu saber formal. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. morfológicas. sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. estruturados em forma de língua. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. Na interação com as diversas instituições sociais. Assim. sintáticas e semânticas. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. além de suas características próprias. o texto. Isso para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. O fato é que. pois. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. disponíveis no ambiente social. com o outro e com o mundo em que vive.Sumário principal pelos significados e sentidos. Em alguns casos. à escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. ressignificando-a. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. em suas salas de aula. tudo é variável. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. O aluno precisa conceber que nosso ser. Na escola. Cabe. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. e considerando-se. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente. 1999) . o discurso. não desconsiderando os saberes informais que ele traz consigo. como Castells (2002). a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. essa propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. por meio da língua. nada existe fora do domínio dela. o jargão. para construir suas identidades social e cultural.

textual e pragmática. reconhecendo nessas manifestações as marcas da diversidade humana. ainda. bem como a variedade de ideias. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. com vistas a uma sociedade mais justa. entre outros. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. culturas e formas de expressão. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. A Literatura propicia. imagéticos. a escultura. 67 . Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. 6. Linguagem 1. e de diferentes linguagens. necessários à leitura e à escrita. Língua 1. a música. também. como algo que permeia. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. o teatro. Permitir que o aluno interaja crítica e ludicamente com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. sendo o texto o referencial de partida. e da necessidade de sua atuação. 2. concepção essencial para a formação humana. digitais. orais. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico social que sofre transformações com o decorrer do tempo. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. e tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística.1. Eixo pode ser compreendido. 3. 3.Sumário principal lhe assumir uma postura reflexiva. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. ou fora dela. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. a pintura e o movimento do corpo. 2. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno.

Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade histórico-cultural. manifestações culturais e locais de culturas em movimento. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. parques ecológicos. 6. respeitando a diversidade nos modos de falar. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. 7. comunidades indígenas. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. Literatura 1. de modo a pensar a complexidade do mundo real. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. considerando sua situação no mundo. 3. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. 4. 2. 2. inclusive da literatura capixaba. por meio da linguagem literária.Sumário principal 4. Cultura e Conhecimento de Mundo 1. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. 68 . Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. tais como visitas a sítios arqueológicos. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e falar em situações diferenciadas. 4. espaços remanescentes quilombolas. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. obras e autores. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. 5. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do Estado. 3.

levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). promovendo a formação do aluno num âmbito ético. de modo a perceber que essa depende da articulação de várias partes que formam um todo. reescrever). transformando-o em protagonista. escrever. destacando a visão que o aluno tem 6. é. um pressuposto metodológico a ser considerado. explorar a seleção do tema do texto.1. Em sala de aula. de integração do aluno à vida de seu meio social. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. No caso do ensino de atividades de escrita. tais como rótulos. repórter por um dia. essas devem partir de condições concretas de produção. passagens. explorandolhe os múltiplos sentidos. considerando a leitura imagética. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. do assunto tratado. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. ler e escrever textos em Língua Portuguesa. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura.Sumário principal 8. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. lançar mão de reportagens jornalísticas. escolhidas pelo aluno. e exercitar inferências sobre o texto. Para as atividades de leitura. Ou seja. verdadeiro objeto de estudo da língua. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. discutir o vocabulário do texto. bulas. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. crítico e intelectual. aos sentidos das palavras.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de Língua Portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. então. ouvir. silenciosa. utilizar a escrita como ferramenta 69 . Ao final. Grosso modo. oral e coletiva.

listagem de time de futebol. cantigas de roda. flores. animais. 2003). 70 . tais como parlendas. sob a orientação do professor. emita opiniões. transformação de um gênero textual em outro. poesias. cantinho de leitura. encartes de supermercados. endereços dos alunos em ordem alfabética. correio escolar. e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituemse parte integrante da competência comunicativa dos falantes. Deve-se estimular debates sobre temas variados. cartão de felicitações. sintáticas e semânticas. receitas. uma vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. a partir daí. produção de história em quadrinhos. Outra estratégia metodológica. agenda telefônica. recorte de palavras. produza textos. observando as relações morfológicas. bilhetes. entre tantos. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. de nível um pouco avançado. piadas. quadrinhas. justifique ou defenda opções tomadas. e explorando as funcionalidades da língua.Sumário principal sobre o objeto. entrevistas. jornais. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. excursões. possibilitando que o aluno argumente. critique pontos de vista alheios e.

TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. fábulas. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.1. poemas. digital. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. • Conhecer a cultura e as tradições brasileiras e capixabas. reconhecendo essa ação como legitimadora do conhecimento científico. • Conhecer a norma culta da língua. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão e coerência. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia de uma perspectiva discursivotextual. HABILIDADES • Ler diversos tipos de textos com fluência. • Conviver. coesão e coerência. cartum. • Versificação. 71 . atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. com situações de produção de textos. imagética. • Mitos . • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. bioética. bilhete. moral e valores presentes nas fábulas. • Reconhecer os efeitos de sentido decorrentes da exploração de recursos ortográficos e morfológicos. figuras de linguagem (metáfora e metonímia). cartão-postal. convite. • Semântica: denotação e conotação. lendas tradicionais e urbanas e folclore brasileiro. • Interatuar com dados. • Identificar a finalidade e a intencionalidade do texto. produção e interpretação de texto. correio eletrônico. argumentos. crítica e ludicamente. oral.4 Conteúdo Básico Comum – Língua Portuguesa 5ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. Eixo Cultura. • Gêneros textuais: contos de fada.Sumário principal 6. tiras. • Reconhecer a necessidade dos valores humanos para a vida em sociedade. entre outras. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. • Ética. piadas. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Tipos de discurso. • Classificar palavras conforme sua função nos textos. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Variedade linguística. • Interagir com os colegas por meio de atividades. • Padrões de textualidade. provérbios. história em quadrinhos. utilizando textos orais e escritos e outras atividades criativas. evidenciando sua compreensão. carta argumentativa. • Pontuação. carta.

argumentos. • Semântica: figuras de linguagem 1. panfleto. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos gráficos. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Introdução à sintaxe: sujeito e predicado. vozes e aspectos verbais) . com situações de produção de textos. flexão do adjetivo. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. marcadas por conjunções. • Articulação de parágrafos. • Indicar atitudes com relação ao meio ambiente e à sua diversidade. relato. 72 . digital. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual.. • Articulação de parágrafos. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. • Meio ambiente: sustentabilidade. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia: conjunção. as quais lhe assegurem a sustentabilidade. tempos. • Conviver. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu. • Interatuar com dados. • Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. certidão de nascimento. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. poema (formas livres e acróstico). • Leitura e escrita como processo de formação de atitudes para a cidadania. imagética. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. • Interatuar com os colegas por meio de atividades de leitura e escuta e de outras atividades criativas. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Cultura local: obras de autores capixabas. HABILIDADES • Interagir com os colegas por meio de atividades de leitura e escrita e de outras atividades criativas. crítica e ludi camente. conto. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. produção e interpretação de texto. revisão das classes gramaticais e flexão do substantivo. cartaz. blog e artigo de opinião. • Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Variedade linguística. ambiguidade. • Conhecer a norma culta da língua. aprendendo a desenvolver argumentos.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Gêneros textuais: folder. advérbios etc. anúncio. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. figuras de palavras. • Acentuação: classificação quanto à tonicidade e sílaba. oral. diário. • Coesão e coerência textual. • Distinguir a finalidade do gênero textual no discurso publicitário. ortográficos e/ou morfossintáticos. polissemia. entre outras. verbo (modos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. Eixo Cultura. • Utilizar a linguagem como instrumento para o exercício da cidadania. outdoor.

• Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. abundantes. • Mitos e lendas indígenas. argumentos. • Vícios de linguagem. • Coesão e coerência textual. homofobia. • Organizar pensamentos.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. discriminação e racismo. • Conhecer a norma culta da língua. com situações de produção de textos. • Refletir sobre a necessidade de preservação do patrimônio cultural. poema (formas fixas /soneto). anômalos. produção e interpretação de texto. conceituar. • Demonstrar a relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. • Dominar temas polêmicos e contribuir para que sua discussão ocorra dentro do nível do debate democrático: bioética. • Enumerar as teses presentes em um texto. editorial. • Variação linguística. pronominais. reportagem. memorialístico e natural. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. imagética. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão textual. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. Eixo Cultura. semânticos e pragmáticos. defectivos. • Conhecer o patrimônio histórico-memorialístico e natural de sua cidade. charge. argumentar. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. oral. dissertativo-argumentativo. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Acentuação e ortografia de uma perspectiva discursivo-textual. reconhecendo como essa ação contribui para elevar a autoestima da população. texto teatral. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. crônica. HABILIDADES • Identificar o tema de um texto. digital. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. sintáticos. Estado e país e contribuir para sua preservação por meio de ações de conscientização. 73 . • Gêneros textuais: notícia. • Distinguir um fato e as opiniões relativas a ele. auxiliares. • Conviver. • Analisar textos considerando seus elementos estruturais. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Adaptar textos narrativos para dramáticos com vistas a sua encenação. • Aspectos da cultura local: obras e autores capixabas. • Interatuar com dados. • Verbos: irregulares. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfossintaxe do período simples. entrevista. entre outras. reconhecendo essas ações como legitimadoras do conhecimento científico. crítica e ludicamente. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Semântica: figuras de linguagem 2.

• Aplicar as tecnologias em consonância com os princípios éticos em favor da vida e da humanidade. • Interatuar com dados. de causa e efeito. resumo. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Produção de tecnologia e a pós-modernidade: a chegada do computador. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. por exemplo. • Resumir e esquematizar textos. digital. entre outros. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. • Reconhecer as posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou tema. homonímia. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. sintaxe de regência. • Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conectores e relatores. resenha e literatura de cordel. carta argumentativa. HABILIDADES • Identificar a tese de um texto e os argumentos que a sustentam. argumentos. produção e interpretação de texto. com situações de produção de textos. da internet e as alterações provocadas na vida das pessoas e nas relações humanas. Eixo Cultura.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. imagética. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu e aprendendo a desenvolver argumentos. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. hiponímia. oral. 74 . • Conhecimento sobre ABNT e o propósito de padronização no Brasil. antonímia. de oposição. de causa x consequência. • Conhecer a norma culta da língua. sinopse. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. de tempo. • Gêneros textuais: carta ao leitor. crítica e ludicamente. de concordância e de colocação. • Redigir trabalhos de cunho científico. Sociedade e Educação • Iniciação científica e pesquisa. entre outras. • Intertextualidade (implícita e explícita). Eixo Conhecimento Linguístico • Sintaxe do período composto por subordinação. destacando suas palavras-chave. síntese. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. sinonímia. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Participar do debate político como uma forma de fortalecer a democracia e nele incluir temas como a sustentabilidade e a diversidade. entre partes de um texto. hiperonímia. • Conviver. • Semântica: polissemia e ambiguidade.

AZEREDO. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. CASTRO. 2000. I. Helena Bonito. CEREJA. Alfredo. GERALDI. São Paulo: FTD. Nova gramática do português contemporâneo.5 Referências ANTUNES. 1995. 2004. MORIN. História concisa da literatura brasileira. sociedade e cultura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. São Paulo: Rocco. Aula de português: encontro e interação. Evolucionismo cultural. CASTELLS. São Paulo: Cultrix. John B. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 1996. São Paulo: Martins Fontes. Língua. CARNEIRO. história e luta de classes. A.W. Portos de passagem. McNALLY.Sumário principal 6. David. 1991. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. V. Texto em construção: interpretação de texto. A sociedade em rede. Edgar. Rio de Janeiro: Zahar. O texto e a construção dos sentidos. (Org. São Paulo: Atual. C. KOCH. Brasília: UNESCO. RJ: Vozes. 2002. São Paulo: Contexto. Na trama do texto: língua portuguesa. 2003. CINTRA. 1985. Petrópolis.1. São Paulo: Cortez. 75 . 1999. 2000. BOSI. J. Dias. DA MATTA.C. 1998. PEREIRA. Português: linguagens. CUNHA. In: WOOD. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Celso. FOSTER. A era da informação: economia. L. 1972. 2002. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. Redação em construção: a escritura do texto.. _______. 2002. Irandé. Manuel. São Paulo: Parábola. Ellen. J. Willlian Roberto.) Língua portuguesa em debate. São Paulo: Moderna. 2001. São Paulo: Moderna. Roberto.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Artes .

Das propostas educativas do período da Escola Nova e. estético e artístico do qual ela se origina. a Arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. até a década de 80. Acreditamos que a Arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. refletindo e. que. históricas e sociais. como um “fazer por fazer”. resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. Ela é uma forma de linguagem que 79 . determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. Afirmamos assim. provavelmente. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a Arte não somente como expressão. as práticas educativas em Arte.Sumário principal 6. observa teu quintal”. mas com ênfase em seus aspectos formais específicos. a Arte é tratada como linguagem. mas a Arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. estéticas e culturais. No final da década de 1980. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou a obra em questão. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. mas como cultura. Em decorrência desse pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas os quais ela abrange.2 Artes 6.2. estavam em sua maioria reduzidas a um laisse faire. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. em suas diversas manifestações culturais. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. Desse modo. por vezes. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. influenciaram a educação da Arte. Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial a contemporaneidade. Esse contexto gerou teorias como a da arte como expressão e a da arte como conhecimento. embora diferenciadas. Considera-se assim não somente e exclusivamente o sistema da Arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. sociais e históricas.

13 E então nos perguntamos: em que a experiência da Arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza na importância da Arte: “[. Pedagogia histórico-critica. atitudes e hábitos. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal.br/memória. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das Artes para a formação humana. 20) 16. 2003) 17. 80 .. Artigo: A Arte é de todos. 1991.cenpec. 14 Citação extraída do site www.. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. Trata-se da produção de ideias. org. seja sobre a natureza.org. de produção de sua existência material e não-material. No texto “A arte e sua relação com o espaço público”. símbolos que comportam habilidades. é apelo coletivo. É a 15 Citação extraída do site www. valores. isto é. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Pólos da Rede Arte na Escola em 28. ] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. ] produções do saber. São Paulo: Cortez. transformado em texto e publicado no site www. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e. ”14 Inventamos a arte. Daí que a sua função mais humana. São “[..04. segundo o autor “ [. Nesse proceder.. Saviani. de Agnaldo Farias. 05. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. Ana Luíza Ruschel.] a arte não é algo que se oferece. 01. Santa Maria: EditoraUFSM.br/ pesquise_artigos. nesse diálogo. É uma sensação que não conclui nos sentidos” (Farias. seja sobre o saber. o homem pelo trabalho cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações de caráter social. 17 Nunes. nas ações e transformações que o homem realiza. conceitos. 1997: p. 2003. 13 A arte e sua relação com o espaço público. ] a Arte. Por outro lado. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. expressão comunitária.. cenpec.1997. p. Desnecessário dizer que a Arte está sempre a favor da vida e. junta à inventividade do imaginário e ao registro concreto de real. expressão e conteúdo. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não-materiais”. 3). que envolvem os processos de produções materiais. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. artenaescola.Sumário principal congrega significações. saberes. o escritor Jorge Miguel Marinho15 diz que “[. pág. cultural e histórico (Ruschel.. espelho de todos e de cada um”. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. mas é uma potência. como tantos poetas já insistiram. br/memória. o conjunto da produção humana” (Saviani. Autores associados.org. Trabalho... sobre a cultura. anexo Com vocês: As Artes! Pág. 16 Demerval. 1991.

81 .Sumário principal Arte e a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. estabelecendo diálogos com as outras áreas. Promover a inserção da Arte como área de conhecimento da linguagem. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. indissociando o homem da sociedade. nacionais e internacionais em diferentes tempos históricos. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. pois essas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. Promover as leituras da Arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. e a interação com o patrimônio nacional e internacional. artes cênicas. dos suportes. ambas lidam com a inventividade. No desenvolver de processualidades artísticas. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. Fomentar a inserção da Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. Como produção humana. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. fazendo ver que o mundo. considerando as especificidades das técnicas. das materialidades.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. individuais e/ou coletivas. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade. cênicas. música e dança). Desse modo. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos. possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a Arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. a reflexão. suas faturas. compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais.2. 6. a outra lida com o simbólico. Possibilitar a observação. em sua dimensão socio-histórica. entretanto. a pesquisa e a busca do conhecimento. musicais e corporais). a Arte e a Ciência sempre andaram juntas. Incentivar a pesquisa e a investigação.

cada um. Humanizar as relações pessoais e interpessoais. Da proposição e abrangência: Os eixos da educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de Arte pelos professores. “os realizados”. para. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. técnicos administrativos entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a Arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestações e vivências. no qual estavam presentes as professoras referências de Artes. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores. professores de Arte convidados. música e dança) para refletir. nas diversas regiões de nosso Estado. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. alunos. artes cênicas. a particularidade de englobar “os ditos”. acreditamos. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. na busca pelos sentidos edificados nelas. e fruí-la em suas diversas manifestações. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. agrupá-las em eixos que possuem. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. Esse mapeamento é um esboço. pedagogos e técnicos da Sedu e da superintendência. num segundo movimento. esse mapeamento possui a pretensão de. totalizando aproximadamente 54 pessoas. 82 .Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. ou seja. promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. artes cênicas. respondendo a seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Consideram-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem e. devam compor um currículo para a Educação em Artes. Eixos da disciplina Eixos da educação em Artes 1. 2. num primeiro movimento. As contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho possibilitaram a composição dos eixos que. entendemos. um primeiro desenho.

Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. e os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais. estéticos – históricos e culturais Envolve os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. história em quadrinhos. a música. como as produções gráficas: revistas em geral. reafirmamos que cada um desses eixos se forma e se reagrupa de modo diferenciado. como arte cinética. entre outros). a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. 2. como curtas de animação. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. considerando as singularidades de suas produções. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. As imagens em movimento do cinema. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. Sendo assim. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentados em quatro eixos. como as presentes nas diversas mídias em seus diferentes suportes. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. 83 . interculturais e multiculturais. cartazes e outros. ou em suportes como o computador e as diversas tecnologias que são suporte material. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. Saberes sensíveis. a divisão apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. folguedos. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. o teatro e a dança.Sumário principal irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. arte no computador e outros. que devem estar presentes em um currículo de Educação da Arte. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis. tais como: as artes visuais. que envolve: Saberes sensíveis. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. e obra. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. Entretanto. costumes. tv e produções. Sendo assim. conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. Linguagens artísticas e seus diálogos As diversas linguagens artísticas. alimentação.

Propõese aqui uma aproximação dos diversos espaços-tempos. relações figura-fundo e outros. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. os tempos se complementam e dialogam. estilos. o volume. formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendê-lo. considera os espaços e os entre-espaços. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. equilíbrio. 84 . ritmo. a nação. ou seja.3 Principais alternativas metodológicas 1. materialidades e modos de fatura. As fruições da arte em espaços expositivos. ou seja. esse só se torna visível pois é manifestado pela forma. Desse modo o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. tais como: orientações e direções espaciais.2. assim como as demais linguagens. A criação em ateliês e os materiais artísticos. os esboços. a cor. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. o espaço. a linha. que se insere na comunidade e essa em outros espaços que a englobam como o município. a superfície. dentre outros que vão formar os elementos compositivos. os rascunhos. o continente e o mundo. 6.Sumário principal 3. São os elementos do plano da expressão que. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. das múltiplas experiências em Arte para o diálogo dentro da escola. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. proporção. a forma. Por outro lado. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes tempos – espaços. 4. a fatura do trabalho. a textura. contraste. compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. ou seja. compõem o conteúdo. Esses podem ser entendidos como significante e significado. parte-se do entorno como o da escola. as apropriações da matéria a ser manipulada. Englobam as etapas. o Estado. harmonia. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. Expressão/conteúdo As obras de arte. movimento visual. organizados em diferentes materialidades e suportes. Processos de criação Envolve os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas.

a distribuição da forma. Desse modo. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. a sua técnica. histórico. não pelos elementos do plano da expressão que. entre o texto e seu contexto formador. ao mesmo tempo. Princípio metodológico: do texto para o contexto . ou seja. Como uma teoria da significação. uma historia. ou seja. Nº 24 ano 2006. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. um romance. a sua composição. sendo assim uma obra de arte. Vitória: PPGE. 1995. por exemplo. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. que possui uma discursividade. organizados plasticamente. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. ou das manifestações culturais e midiáticas. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens.A Arte já traz em si um contexto. um espetáculo teatral. a considere como uma produção textual humana. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna (seus planos de expressão e de conteúdo) e essas com o contexto (social. ou seja. Desse modo.Sumário principal 2. trata do êxodo rural e da busca por melhores condições de vida. contudo. In: Cadernos de pesquisa em educação. obras de períodos e estilos diferenciados também podem dialogar. Uma leitura de textos visuais. criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da Arte e do mundo. ao macrotexto que a engloba. e esse princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)18. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. um filme. Temos assim vários modos de leitura e essa depende de como o leitor estabelece as relações tanto sensíveis como inteligíveis com a obra lida. musical ou de dança são manifestações textuais. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma 18 Rebouças. tais como o seu estilo. ela está no mundo. que com ela dialogam. como um texto que abrange. Moema Martins. uma historicidade e uma plasticidade. 85 . a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. compõem um estilo. Considera as produções humanas como textuais. mas por aproximações temáticas.

de sobrevivência.Sumário principal família. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula. lembrando que. à obra literária “Vidas secas”. se possível. de condições de saúde. senão em presença. garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a Arte. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. entre outras. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. As cores são azuladas. possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/ cultural e o de seus alunos. 86 . entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. como a frequência a espaços expositivos/ culturais de seu município. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. Essa pintura nos remete. Para tanto é necessário que o professor. de Graciliano Ramos. aproximando-se da Arte e de suas manifestações sociais. de seu Estado e. cinzas e preto. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. como propositor e mediador das ações educativas da Arte.

artísticos e culturais • Compreender as diversas manifestações da Arte. • Apreender as estruturas das linguagens em seus elementos expressivos formadores. holografia. refletindo. com interesse e curiosidade. em sua dimensão socio-histórica. suas múltiplas linguagens por diferentes grupos sociais e étnicos. • Relacionar a Arte e a realidade. do trabalho e da produção dos artistas. nos contextos históricos-sociais e culturais. inseridas nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. pesquisando. • Realizar produções artísticas individuais e/ou coletivas nas linguagens artísticas. fotografia) .Sumário principal 6. investigando. vídeo. identificando e relacionando essas manifestações artísticas culturais em diferentes tempos e espaços históricos. históricos. memória. cinema. sensações. reconhecendo e investigando a variedade dos produtos artísticos e as concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. analisando e compreendendo os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades.2. Processos de criação • Expressar ideias. • Interagir com varie dade de materiais e fabricados multimeios (computador. em sua elaboração como linguagem expressiva da percepção. estéticos. estabelecendo conexões entre elas. 87 . indagando. imaginação. por meio da articulação de práticas desenvolvidas individualmente e/ou coletivamente. • Compreender para identificar os diálogos estabelecidos entre as outras áreas de conhecimento. relacionar e compreender diferentes funções da Arte. argumentando e apreciando a Arte de modo sensível.Por Eixo Linguagens e seus diálogos • Compreender a Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. considerando os diversos suportes e materialidades.4 Conteúdo Básico Comum – Artes Competências Gerais do Ensino Fundamental . refletindo. Saberes sensíveis. sensibilidade e reflexão. por meio de processos criativos e de reflexão crítica e estética. percebendo. considerando os conteúdos gerados a partir de suas articulações internas e contextuais de criação. Plano de expressão e conteúdo • Expressar nas diversas linguagens suas particularidades. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos contextos históricossociais e culturais. analisando e produzindo trabalhos pessoais e/ou coletivos. a sensibilidade. exercitando a discussão. interagindo com o patrimônio nacional e internacional. • Identificar. compreendendo-as como produção cultural. • Articular as diferentes linguagens. emoções.

dialogando com as diversas linguagens. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. cenográficas e cinestésicas. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. cenográficas. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. em diferentes tempos históricos. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. artísticos e culturais • Observar. • A Arte como linguagem e sua leitura. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. sonoras. entre outros). grupos regionais . Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. 88 . • Reconhecer as linguagens artísticas com outras linguagens e áreas de conhecimento criticamente. sonoras. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. televisivas. regionais. formas. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. heranças culturais. estéticos. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. a arte digital. as criações de objetos. o vídeo. as instalações. os desenhos. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais em âmbitos local. gestuais.Sumário principal 5ª Série Saberes sensíveis. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). compreender e vivenciar em análises. em fotografias e outras). considerando a sua dimensão sensível e a sua inserção na sociedade (artistas locais. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. como as pinturas. • Reconhecer. contextualizando-a histórica e socialmente. históricos. regional. • Refletir sobre as realidades dos diferentes grupos sociais. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. entre outros). nacional e internacional. comunicativos e tecnológicos. nacionais e internacionais. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo ( cores. • Analisar historicamente as diversidades em diferentes tempos e espaços. nacionais e internacionais.

televisão. • Relacionar as diversas linguagens a partir das suas particularidades manifestadas nos diversos suportes e materialidades (artes visuais.Sumário principal Saberes sensíveis. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. imaginação. suportes. tintas. publicações. desenho animado. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. papéis. históricos. aparelhos de computação e de reprografia). giz de cera. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). vídeo. Conteúdos 89 . vídeos. entre outros. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. interagindo com materiais diversos e multimeios. • Relacionar ideias através das linguagens artísticas de percepção. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos diversos contextos espaciais/temporais. estéticos. histórias em quadrinhos. procedimentos e técnicas. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. multimeios e outros). argila. instrumentos. memória e reflexão. música. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. Processos de criação • Experimentar. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. telas de computador. cartaz. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. publicidade. • Vivenciar os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. desenho industrial. lápis. manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia.

em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. grupos regionais. lápis. nacional e internacional. heranças culturais. econômica e social. o vídeo. culturais e estilísticas em âmbitos local. vídeo. tintas. telas de computador. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. manifestando o desejo de transformação cultural. • Experimentar. Linguagens e seus diálogos Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. a arte digital. em diferentes tempos históricos. • Posicionar-se critica mente sobre os valores históricos sociais e ideológicos presentes nas produções artísticas. gestuais. argila. cenográficas e cinestésicas. televisão. • A Arte como linguagem e sua leitura considerando seus dois planos formadores: plano da expressão e do conteúdo (estudo dos elementos visuais e suas significações nas produções de artistas plásticos e designers). giz de cera. históricos. em fotografias e outros). as criações de objetos. regional. vídeos. nacionais e internacionais. televisivas. • Reconhecer. entre outros. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. comunicativos e tecnológicos. desenho animado. Plano de expressão e conteúdo • Observar a reflexão provocada pela Arte. cartaz. os diversos processos criativos. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. nacionais e internacionais. como as pinturas. • Compreender a diversidade cultural dos povos indígenas e afro-descendentes e de etnias nas Américas. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. estéticos. suportes. • Utilizar as linguagens artísticas. considerando a sua dimensão sensível e os diálogos estabelecidos com outras linguagens e áreas de conhecimento (artistas locais. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. sonoras. os desenhos. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). aparelhos de computação e de reprografia). as instalações. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. publicações. sonoras. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. publicidade. sociais e culturais. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. • A Arte e as manifestações artísticas. produzidos em diversas culturas (regional. histórias em quadrinhos. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. 90 . em suas diferentes situações históricas. instrumentos.Sumário principal 6ª Série Saberes sensíveis. Processos de criação • Desenvolver leituras e apreender as estruturas das linguagens artísticas e suas manifestações. artísticos e culturais • Observar. regionais. entre outros). presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. desenho industrial. cenográficas e cinestésicas. Exemplo: Guernica – Pablo Picasso. papéis. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. • Compreender. compreender e vivenciar em análises.

instalações artísticas. cerâmica e outras) e os seus diálogos. escultura. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais (pintura. regional. cerâmica e outras). 91 . presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. em âmbitos local. obras de arte. escultura. vídeos. estéticos. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. nacionais e internacionais. estabelecendo múltiplos diálogos. gravura. históricos. fotografias. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. reconhecendo e compreendendo a diversidade dos produtos artísticos presentes nas diversas culturas e etnias e em contato com o artista. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). música. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. • Elaborar e organizar os registros pessoais das informações sobre a Arte. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. • Perceber conexões entre as áreas de conhecimento através das linguagens artísticas. meios de comunicação. compreender e vivenciar em analises. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. regionais. nacional e internacional. grupos regionais. cenográficas e cinestésicas. como na dança. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. desenho. instalações artísticas. • A poética do cotidiano e seus suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. heranças culturais. artísticos e culturais • Observar. vídeos. sonoras. espaços de arte. televisivas. teatro. a partir de sua concepção estética. comunicativos e tecnológicos. desenho.Sumário principal 7ª Série Saberes sensíveis. nacionais e internacionais. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. • Reconhecer. gravura. artes visuais e linguagens sincréticas. em diferentes tempos históricos (artistas locais. fotografias. entre outros). • A Arte e as manifestações artísticas e culturais.

procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. vídeo. entre outras. histórias em quadrinhos. estéticos. argila. multimeios. telas de computador. giz de cera. televisão. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. Processos de criação • Experimentar. demonstrando criticamente as manifestações culturais. Conteúdos 92 . tintas. elementos expressivos de arte contemporânea. papéis. como elementos do cotidiano. aparelhos de computação e de reprografia). históricos. e outros.Sumário principal Saberes sensíveis. organizando plasticamente. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. vídeos. suportes. cartaz. desenho industrial. indígenas e etnoraciais. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. lápis. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. • Ler textos verbais e não-verbais. entre outros. desenho animado. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. publicações. • Identificar as diferentes particularidades das manifestações culturais através das linguagens expressivas. publicidade. • Pesquisar e utilizar. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). instrumentos.

experimentar e ressignificar a Arte como • Apreender as estruturas das ções culturais (pintura. cartaz. históricos. heranças culturais na sociedade e na vida das pessoas. papéis. presentes na natureza e nas as como produção cultural.festações (indígenas. vídeos. em suas diferentes materialidades: gestuais. procedimentos e téc(pintura. desenho animado. guagens. cerâmica e oublicidade. inclusivas. vídeos.• Arte e patrimônio culmanifestação cultural presentes nas obras de arte e nos mentos dos diversos saberes tural. co. desenho industrial. linguagens em seus elemen. argila. em e espaços da história. produzidos em diversas culturas sensíveis. lápis. cas. rada a partir de suas articu. na. nacional e internacional) e em diferentes tempos espaços (local.as tecnologias). em quadrinhos. telas de computador. tras). entre os planos de • Linguagens artísticas coletivas. entre tras).cerâmica e outras) e os modos de comunicação e sentido.espaços e tempos em suas gráficas. étnico. instalações da imagem: fotografia. regional. utilizar e pesquisar materiais e técnicas • Interagir com variedade de artísticas (pincéis. linguagem e as manifestações artísticas. dos. sonoras. regionais. analisar e relacionar as diferentes formas de • Associar e investigar os ele. movimentos artísticos. as propriedades expressivas e construtivas de expressão de contexto. multimeios (computaaparelhos de computação e de reprografia). estéticos. outros. sociais de diferentes épocas e culturas.seus diálogos. • A Arte e as manifestações (regional. vídeo.cionais. nacionais e in• Reconhecer a importância da arte e das manifestações ternacionais. gravura. televisão. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou lações. televisivas. históricos. compreendendo. entre ou. instalações artísti• Conhecer e considerar os planos de expressão e de tos expressivos formadores. gravura. conteúdo da Arte e das manifestações culturais como • Absorver a significação ge. regional. puvídeos. fotografias. culturais. instrumentos. giz de cera. Processos de criação • Experimentar. fotografias. âmbitos local. inseridas nos seus diversos cinemáticos (produções • Reconhecer. manifestados em diversos meios de comunicação tura. cinema. vídeo. holografia. histórias artísticas.mídias na interface com sociais. entre outros). materiais naturais e fabricagoivas) e outros meios (máquinas fotográficas. estéticos. suportes. artísticos e culturais Conteúdos • Observar.• A poética do cotidiano cenográficas e cinestésicas.matográficas e de outras artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. cineturas e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens múltiplas formas de mani. lei.desenho. cional e internacional).artísticas e culturais. municativos e tecnológicos. grupos regioLinguagens e seus diálogos nais.Sumário principal 8ª Série Saberes sensíveis. em suportes midiáticos e diversas culturas de modo sensível. pessoais e/ ou coletivos. realizando e produzindo trabalhos diversos (bidimensional e tridimensional). escultura. • A Arte como linguagem Plano de expressão e conteúdo presente nas manifesta• Compreender. nacional e internacional. 93 . compreender e vivenciar em análises. esculnicas. publicações. e outros). desenho. e processos de criação materiais. dor. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços fotografia. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações em diferentes tempos e dos produtores artísticos e culturais como agentes históricos (artistas locais. tintas. nacionais e interna• Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte • Articular as diferentes lin.

Disponível em: <http// www. SAVIANI.Sumário principal 6./dez. 94 .artenaescola. REBOUÇAS.org.br/pesquise_artigos_texto. 2008. Autores Associados. jul. 2008. São Paulo: Perspectiva. A arte e sua relação com o espaço público. 2003. ES: PPGE/UFES. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. n. 28 abril 1997. Demerval. Ana Mae. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO. Vitória. RS. Santa Maria. FARIAS.5 Referências BARBOSA. 1991. 1991. São Paulo: Cortez.> Acesso em: 28 abr. Caxias do Sul.br/memória>.cenpec. 1-5. 24. p. UFSM.org. MARINHO. A imagem no ensino da arte. Jorge Miguel. Uma leitura de textos visuais. Trabalho. 2006. RS: Ed. Agnaldo. Acesso em: 19 set. Ana Luíza Ruschel.2. A arte é de todos. Moema Martins. NUNES.php?id_m=8. Pedagogia histórico-crítica. Disponível em: <http://www.

Inglês .Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Estrangeira Moderna .

portanto. mas não o saber é garantia de exclusão. o inglês é o idioma mais ensinado no mundo: também por esse motivo seu aprendizado pode levar o aluno a experienciar diversas culturas e linguagens. Conforme Tsuda (apud Leffa. linguístico e cultural e deve ser. 2001). sobretudo. No ensino contemporâneo de Língua 97 . sendo a língua do trabalho na maioria das organizações internacionais. A linguagem faz parte do nosso viver biológico. necessitando de que se atue em sua preservação. preservada. a comunicação entre as pessoas. É de se perguntar: em que medida o ensino de Língua Estrangeira está ligado à promoção da educação e da cultura? De qual cultura? Da própria ou da estrangeira? Saber falar Inglês não garante automaticamente os benefícios da globalização. Isso porque se trata de uma língua multinacional falada por mais de um bilhão e meio de pessoas. por exemplo) podem ser reconhecidas em uma posição de perigo. os saberes científicos e tecnológicos (que por definição se renovam ininterruptamente) não podem ser suficientemente adquiridos se o inglês não for usado. Como aquisição “suficiente” entendo: a possibilidade de que as informações sejam adquiridas de modo amplo e a tempo. ensinar Inglês como língua multinacional. no multilingualismo.3 Língua Estrangeira Moderna . Enquanto algumas línguas se encontram em posição segura e privilegiada. é usada em mais de setenta por cento das publicações científicas. da ciência e da cultura por meio do ensino de Língua Estrangeira. assim como a manutenção de línguas e culturas. a proteção de soberanias nacionais e a promoção da educação. como comunicação e interação social inclui uma mudança na pedagogia tradicionalmente dedicada ao ensino desta língua. o paradigma da inclusão envolve a igualdade dos Direitos Humanos na comunicação.1 Contribuição da disciplina para a formação humana O ensino da disciplina Língua Estrangeira/ Inglês tem por finalidade.Sumário principal 6. E . Além disso. Ademais. de modo a proporcionar uma perspectiva atual e uma possibilidade de participação ativa e crítica no processo de produção dos saberes. entre os povos.3. devido ao uso do Inglês como língua de comunicação na comunidade científica mundial.Inglês 6. Portanto. outras (as indígenas e as africanas.

culturais. disseminando a arte. portugueses. seria interessante mostrar ao aluno as pronúncias de falantes indianos. bem como o desenvolvimento da tolerância pelas diferenças. Além disso. Esses aspectos favorecem a autoconsciência e contribuem para que o aluno aprenda a se expressar em língua estrangeira quanto às tarefas relevantes à sua vida. Considerando ambos os aspectos. italianos etc. há que se considerar o desenvolvimento das quatro habilidades (ouvir. o interesse maior dos alunos é aprender a falar. b) o ensino do Inglês para a produção. porque uma das finalidades ao se aprender uma língua é também a comunicação e linguagem. por exemplo. a cultura e a ciência em apenas uma direção (Cf. c) o ensino do Inglês para fins específicos. afetivas e sociais do aluno em formação. 98 . ler. Esse ensino é de fundamental importância para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. seguido das outras habilidades. isto é. a interação social entre as pessoas.Sumário principal Estrangeira. que conservam a sua identidade e conseguem se comunicar em língua inglesa. c) O ensino do Inglês para fins específicos O ensino para fins específicos deve ser conduzido de modo a atender às necessidades mais diretas dos alunos quanto ao mercado de trabalho e/ou quanto à aquisição de conhecimentos acadêmicos. Isso porque o objetivo não é apenas de se formarem leitores. mas também interlocutores. Hoje já não se fala somente o Inglês da rainha. segundo pesquisas feitas recentemente em escolas públicas. é fundamental que se desenvolva a capacidade de percepção e de crítica construtiva das diferenças entre as culturas. Tal ensino constitui um instrumento que pode de fato auxiliar numa melhor qualidade de vida e de trabalho de que é merecedor todo cidadão. Por esse motivo. a) As variedades do Inglês no mundo Variedades e sotaques: Ao se considerarem as variedades do Inglês no mundo é preciso aceitar as diferentes pronúncias e sotaques. é preciso refletir criticamente sobre o efetivo ensino de Língua Estrangeira na escola pública. b) O ensino do Inglês para a produção Quanto ao ensino do Inglês para a produção. implica considerar: a) as variedades do Inglês no mundo. que. a situação de ensino com foco apenas na leitura em geral reforça a ideia de que as informações devem fluir unilateralmente dos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. 2001).. e sobretudo quando não se atenta à escolha dos textos a serem lidos. canadenses. tal enfoque não dialoga com a realidade dos alunos. e que tal expressão contribua para a sua realização. espanhóis. Em âmbito internacional. Leffa. falar e escrever). eslavos.

de conhecimentos culturais e humanísticos. As teorias retratam resultados de pesquisas sobre a qualidade ou ineficácia do ensino (cf. de dramatizações que. e a interação significativa entre eles constitui o foco principal. na verdade. o ensino comunicacional apresenta outra versão. normalmente. 2003. que vem passando por muitas versões desde a sua introdução no Brasil em finais dos anos 70. Nesse sentido. como o acesso a outras culturas. 1999. Almeida Filho. a melhores condições de trabalho. É notória a contribuição da disciplina Língua Estrangeira nos ensinos Fundamental e Médio da escola pública quando se tem um objetivo claro. é marcada pelo uso da língua-alvo em sala de aula pelo professor e pelos alunos. A sociedade reconhece o valor do ensino de Língua Estrangeira na formação integral do aluno. 1999. As funções comunicativas do início do movimento metodológico. reflete a necessidade de os alunos de escola pública também aprenderem a se comunicar nesse idioma. Basso. Hoje. 1999) e a busca por uma educação por meio do ensino da Língua Estrangeira de melhor 99 . tais como cumprimentar. 1996). perguntar e responder sobre fatos corriqueiros. 350 milhões de falantes nativos e 750 milhões de pessoas que fazem uso da língua inglesa como língua estrangeira. trocar informações pessoais. 2003). por aproximadamente 375 milhões de falantes do idioma como segunda língua.Sumário principal “Que mais aprendemos quando aprendemos outra língua?” (ALMEIDA FILHO. além do desenvolvimento do processo humanizador de respeito à diversidade cultural e do despertar da capacidade criativa quando o aluno usa um outro idioma por meio da comunicação. Tais funções consistiam. principalmente no aspecto relativo à valorização e ao reconhecimento da necessidade do ensino eficaz no âmbito das escolas públicas. pode-se afirmar que a aprendizagem de uma Língua Estrangeira pode promover a aquisição de hábitos intelectuais. tornaram-se o eixo organizativo do currículo. A globalização dos meios de comunicação facilitaram os canais para um ensino sociointerativo do Inglês na escola. uma metodologia adequada à realidade do professor e do aluno. o desenvolvimento do respeito à pluralidade linguística e cultural do Brasil e dos países onde se fala a língua inglesa. Vieira Abrahão. A orientação comunicativa. as crenças de professores e alunos e as competências de ensinar (Alvarenga. em situações reais não aconteciam e esse tipo de ensino nem chegou a muitos contextos de ensino no Brasil. A posição do Inglês como a língua falada em diferentes países.

1989). filmes. social e afetivo. São tarefas como: jogos. 2002) e da abordagem do ensino por tarefas (Prabhu. Ainda nessa orientação metodológica. existem dimensões de caráter pedagógico.Sumário principal qualidade com o uso de jogos e projetos em sala de aula (Tardin Cardoso. as escolhas metodológicas e a escolha de conteúdos devem atender às necessidades e aos interesses desses alunos para crescerem como pessoas em estágio de humanização. pois encontram-se em uma fase de tomada de decisão concernente ao seu futuro profissional. que é o autor. Já no Ensino Médio. O gráfico a seguir ilustra as dimensões de uma sala de aula de ensino de Língua Estrangeira contemporânea. cultural. 1987). quando os alunos vêm com essa consciência do “aprender a aprender” (Ellis & Sinclair. projetos em sala de aula. na sala de língua estrangeira moderna. Dimensão Cultural Dimensão Pessoal participação e a orientação do professor. a interação significativa entre os alunos e o professor constituem fatores fundamentais para a eficácia do processo de adquirir a língua a que estão expostos. produção textual mediadas pela oralidade nas quais o envolvimento. tanto para os que ingressarão no mercado de trabalho logo após o Ensino Médio. a 100 . as relações entre forma e uso da língua-alvo e o reconhecimento de diferentes modalidades de gêneros textuais devem estar presentes na construção da autonomia do aluno. Dessa forma. 1996. Dessa forma. as tarefas devem oportunizar situações de desenvolvimento da reflexão crítica. músicas. o responsável pela construção do seu conhecimento. o fazer e o refletir sobre o fazer. leitura e interpretação de textos. Trata-se de um lugar de crescimento e de autoconhecimento e as tarefas propostas devem atingir as múltiplas capacidades dos alunos em formação. 1992. pode-se realmente admitir que. quanto para os que ingressarão em um curso universitário que atuará na sua formação profissional. ampliando suas visões SALA DE AULA SOCIOINTERATIVA Dimensão Pedagógica Dimensão Social Dimensão Afetiva A orientação do ensino atual focaliza o processo de aprender por meio de diferentes tarefas em que os alunos usam a língua-alvo para negociar e construir conhecimentos.

a cultura e o mundo do trabalho.2 Objetivos da disciplina Conscientizar professores e alunos de que a aprendizagem de Língua Estrangeira envolve a igualdade dos direitos humanos na comunicação. o prazer e o interesse por continuar a aprender após ter concluído seus estudos na escola. pelos participantes do mundo social. procurando estar em contato o máximo que puder com a Língua Estrangeira. como forma de desenvolver a consciência linguística do aluno. construir significados na nova língua que aos poucos se vai desestrangeirizando. que o texto é mais fácil ou mais difícil conforme a experiência e o conhecimento do mundo de quem o lê. compreensão oral. aprender a usar adequadamente a línguaalvo em situações reais de comunicação. 6. fonético. sintático. aumentar o conhecimento sistêmico (lexical. fonológico. semântico e pragmático) que o aluno construiu e/ou vem construindo em sua língua materna. onde os múltiplos conhecimentos se apreendem ao longo da vida.Sumário principal para com a ciência. no multilingualismo. Considerando todos esses aspectos. perceber que os significados são construídos por quem lê. mais real.3. ou melhor. por meio de atividades que se assemelham ao que acontece na vida fora da sala de aula. ouve e fala. ampliar o seu conhecimento de mundo por meio de exposição. familiarização e comparação com outras culturas onde se fala a língua inglesa. 101 . fala e escrita) em tarefas sociointerativas dentro e nas extensões da sala de aula. desenvolver a autonomia. temos em mente que o ensino de Língua Estrangeira objetiva levar o aluno a: reconhecer no Estado do Espírito Santo e no Brasil as diversas línguas estrangeiras que o rodeiam como forma de comunicação. escreve. utilizar as habilidades globais de comunicação (leitura. desenvolver o conhecimento e a compreensão acerca da organização textual e a intertextualidade em diferentes gêneros discursivos e tipologia textual. percebendo o papel sociocultural e histórico das mesmas na constituição do Estado e do país. pois vai percebendo-a mais próxima. a manutenção de línguas e culturas e a promoção da educação integral do aluno por meio do ensino de Língua Estrangeira.

Esse aspecto pode revelar uma base significativa na junção das atividades de ensino com as teorias propostas. segundo Prabhu (1987).3 Principais alternativas metodológicas “A forma da língua é melhor aprendida quando a atenção do aluno está no significado e não somente na forma“ (PRABHU. Há. Portanto. um conjunto de procedimentos para o professor realizar em uma aula. Trata-se do esforço do aluno. a participação nas atividades e o uso da língua-alvo. O desenvolvimento da competência comunicativa (que abrange conhecimentos gramaticais implícitos nas mensagens. 2. possivelmente. em aulas de Língua Estrangeira e que. O esforço que o aluno faz para compreender e negociar sentidos nas tarefas propostas por meio da comunicação em Língua Estrangeira. torna-se relevante ponderar que na pedagogia da linguagem é comum focalizar a atenção ou nas atividades de ensino ou nas teorias de aprendizagem. O que estamos propondo nesse trabalho de inovação curricular é o reconhecimento da abordagem comunicacional fundamentada nos seguintes princípios: 1. No que se refere às teorias de aprendizagem. um conceito ou uma teoria de ensino de línguas que informa ou justifica aqueles procedimentos. Um método é. que envolve um alto grau de imprevisibilidade e criatividade na forma e na mensagem. na interação entre os alunos.Sumário principal 6. existem diferentes visões na pedagogia das línguas como diferentes métodos. 1987 . entretanto. não existe o melhor método. diferentes combinações de procedimentos de ensino e teoria de aprendizagem. O uso da língua-alvo em sala de aula desde as séries iniciais em tarefas baseadas na realidade. Tais áreas de discussão pedagógica constituem as duas dimensões do método.nossa tradução). em outra dimensão. vêm-nos à mente as habilidades que o aluno pode desenvolver durante a exposição. e. Existem procedimentos que foram mais eficazes em cada método. Partindo do princípio de que não existe o melhor método. Relacionado às atividades de ensino está o papel do professor e dos alunos em sala de aula. poderão proporcionar a aquisição do conteúdo trabalhado em momentos de comunicação. 102 . Como já foi dito.3. um outro aspecto que deve ser considerado no ensinoaprendizagem de línguas.

estratégico e sociocultural) constitui o objetivo do processo do ensino/aprendizagem. também envolvido no processo. falando e realizando tarefas que exigem atenção. Não se pode esquecer ainda dos trabalhos com projetos em sala de aula. o aluno aprende a falar. memória. desempenho de papéis (Role Playing Games . o qual consta de tarefas baseadas nas atividades que ocorrem na vida real do aluno.Sumário principal conhecimento discursivo. Hutchinson (1990) e Tardin Cardoso (1992). Além dessas diferentes abordagens propomos ainda outras atividades com músicas. Nessa abordagem de ensinar. 103 . As tarefas devem propiciar o desenvolvimento das habilidades que se ampliam por meio da prática da leitura. A interação entre os aprendizes e o professor constitui o objetivo das práticas didáticas. da expressão oral e da compreensão. percepção no desempenho comunicativo sob a orientação e participação do professor. 4. Esse renomado autor desenvolveu o projeto Bangalore de ensino de língua inglesa em escolas na Índia. Uma outra alternativa metodológica que propomos em nosso trabalho está baseada na abordagem “Ensino por tarefas” do linguista aplicado Nagore Prabhu (1987). de inspiração na abordagem por projetos de Hernandez (2000).RPG) e filmes cujos resultados são cientificamente comprovados como eficazes. 3. da escrita. desde que haja um planejamento e uma implementação adequados dos mesmos.

• Relacionar imagem e texto. apresentação dos membros da família. • Ler textos não-verbais (mapas. denominação de formas geométricas. vídeos. A importância do Inglês em nosso dia a dia • Conscientização sobre a influência do Inglês no cotidiano do aluno. diálogos. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. O ambiente escolar • Denominação de objetos presentes na sala de aula. rótulos de embalagens. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. • Conhecer diferentes culturas. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. denominação do espaço físico da escola e dos profissionais que nela atuam. identificação de ambientes públicos e suas localidades. incentivo ao estudo da língua inglesa. • Resumir artigos. notícias.Sumário principal 6.4 Conteúdo Básico Comum – Inglês 5ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Diferenciar fatos de opiniões. 104 . valorizando a cultura brasileira. estudo com mapas. gráficos. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Identificar as diferentes intenções dos autores. percebendo os aspectos verbais para pedido. jogos etc. • Compreender regras e instruções (manuais. artigos. Valorizando o ambiente familiar • Denominação do espaço familiar (moradia e mobília). TÓPICOS/CONTEÚDOS Primeiros contatos com a língua estrangeira • Conscientização sobre as diferentes línguas estrangeiras existentes no Espírito Santo. fotos. • Avaliar ações.3. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. obrigação e conselho. canções etc. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. • Produzir textos informativos. quadros artísticos etc. apresentação de informações pessoais. receitas.). • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Usar dicionários e enciclopédias. relação entre fusos horários em diferentes lugares do mundo. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados.). rótulos. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. • Entender e dar informações em situações informais. fluxogramas. diagramas. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. como textos literários.

feira. receitas. • Diferenciar fatos de opiniões. • Produzir textos informativos. • Usar dicionários e enciclopédias. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. como textos literários. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. • Resumir artigos. relação entre esporte e a ação correspondente. percebendo os aspectos verbais para pedido. • Ler textos não-verbais (mapas. relação entre esses espaços e ações que neles ocorrem. Lazer e meio ambiente • Denominação dos locais de lazer naturais e urbanos (praias. jogos etc. escola. canções etc. cinemas. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. identificação dos espaços de lazer em relação a horários de funcionamento. campos de futebol. cachoeiras. • Avaliar ações. relação entre esses espaços e o que se pode praticar neles (o que fazer e onde). shoppings. reflexão sobre diversas opções na hora de realizar uma compra. diagramas. farmácia. TÓPICOS/CONTEÚDOS Minha comunidade • Denominação em língua inglesa dos diferentes espaços comerciais e comunitários que existem na comunidade (igreja. fotos.). 105 .). • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. identificação de modalidades esportivas na comunidade. • Reconhecer a linguagem das propagandas. rótulos de embalagens. teatros etc. valorizando a cultura brasileira. • Entender e dar informações em situações informais. notícias. padaria etc. no Brasil e no mundo. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. praças. Alimentação saudável • Denominação de diferentes alimentos e seus preços.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. artigos. reconhecimento dos esportes paraolímpicos. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. quadros artísticos etc.). localização. • Conhecer diferentes culturas. • Identificar as diferentes intenções dos autores. denominação de diferentes refeições. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. lojas. rótulos. diálogos. Esporte e saúde • Denominação dos diferentes esportes. • Relacionar imagem e texto. obrigação e conselho. lagoas. identificação de hábitos alimentares em diferentes culturas.). parques. supermercado ou venda. gráficos. vídeos. fluxogramas. tarifas etc. • Compreender regras e instruções (manuais. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos.

diálogos. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. rótulos de embalagens. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa.). identificação de dados pessoais (origem. • Compreender regras e instruções (manuais. • Produzir textos informativos. vídeos. lixo. aniversário. • Usar dicionários e enciclopédias. nacionalidades e línguas.). gráficos. leitura). valorizando a cultura brasileira. receitas.). • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. Pessoas que influenciaram o mundo • Identificação de grandes personalidades que contribuíram para melhorias sociais. canções etc. erosões. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. notícias.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. desmatamento. diagramas. • Ler textos não-verbais (mapas. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Conhecer diferentes culturas. • Diferenciar fatos de opiniões. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Entender e dar informações em situações informais. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Relacionar imagem e texto. reconhecimento das mudanças climáticas – aquecimento global. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. localizando os países pesquisados e os de língua inglesa. jogos etc. Meio ambiente e globalização • Identificação dos fenômenos naturais. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. fotos. idade. endereço. estilo de música favorito. obrigação e conselho. lixo nuclear etc. políticas e econômicas no mundo. • Avaliar ações. reflexão sobre os impactos ambientais causados por poluição. fluxogramas. 106 . leitura de mapas. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. telefone etc. identificação dos movimentos sociais e culturais da sociedade (movimentos étnico-raciais e indígenas). • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. relação com nomes de países. Comparando culturas e valorizando o Brasil • Identificação de datas comemorativas em culturas e países diferentes. queimadas. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Resumir artigos. artigos. TÓPICOS/CONTEÚDOS Quem sou eu • Coleta de informações pessoais (atividades de que gosto ou não de realizar. rótulos. como textos literários. quadros artísticos etc. lazer. percebendo os aspectos verbais para pedido.

vídeos. Organização do dia-a-dia • Reflexão sobre a organização de tarefas diárias. receitas. • Usar dicionários e enciclopédias. rótulos de embalagens. semanais e planos para futuro próximo. gráficos. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. diagramas. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. valorizando a cultura brasileira. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Compreender regras e instruções (manuais. formulação de instruções verbais para completar ou desenhar gravuras. fluxogramas. artigos. percebendo os aspectos verbais para pedido. utilização dos meios tecnológicos na vida diária. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Resumir artigos. • Avaliar ações. preparação de listas de profissões relevantes para os alunos. jogos etc. TÓPICOS/CONTEÚDOS O que você faz • Identificação e descrição de profissões e locais de trabalho. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais.). Comunicação e tecnologia • Identificação dos meios tecnológicos de comunicação existentes no meio urbano e rural. diálogos. 107 . pensamentos sobre o mundo em que gostaria de viver. • Ler textos não-verbais (mapas. como textos literários. • Entender e dar informações em situações informais. canções etc. rótulos. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. notícias. Planejando o futuro • Reflexões acerca do futuro. reflexão sobre diferenças salariais no Brasil.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. conhecimento e divulgação de programas culturais locais. sugestões de melhorias na própria comunidade. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Relacionar imagem e texto. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Produzir textos informativos. • Diferenciar fatos de opiniões. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. quadros artísticos etc.). obrigação e conselho. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Conhecer diferentes culturas. utilização dos meios tecnológicos no aprendizado da Língua Estrangeira. fotos.

. Jogar para aprender língua estrangeira na escola. 1980. 1992. M. Campinas.L. A.A. ALVARENGA. ______.1990. Anais. Tese de doutorado. WIDDOWSON. SCHMITZ.a booklet for teacher development. G. A necessidade da de(re)construção de conceitos.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. ______. N. v. Applied Linguistics. ______. C. Back to the future: aulas comunicativas ou formais? In: Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná.O. Jogos colaborativos e desempenho de papéis no ensino de línguas. C. ______. Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. 2000. Das origens do comunicativismo. ALMEIDA FILHO. University of Lancaster. K. M. edu. The communicative approach to foreign language teaching: a short introduction.1999. M. Applied Linguistics. 2008 (Mimeo). John R. RS: EDUCAT. RS: EDUCAT.) O professor de língua estrangeira em formação. (Org. Faculdade de Ciências e Letras de Assis. (Org. Conflitos e incertezas do professor de língua estrangeira na renovação de sua prática de sala de aula. P. Cambridge: Cambridge University Press. SP: UNICAMP. Jogos e projetos de inglês em sala de aula. In: LEFFA. CANDLIN. 2003. 2007. ______. Pelotas..Sumário principal 6. 2001. Campinas. SP. PR. 2005. Porto Alegre:ARTMED. Campinas: UNICAMP. TARDIN CARDOSO. V. HUTCHINSON. Communicative materials design: some basic principles. Learning to learn english. M. SP: Pontes.17. M. A. Knowledge of language and ability for use. HERNANDEZ. 1/1/1-47. Universidade Federal de Pernambuco. PR. Investigações: lingüística e teoria. Campinas. 1996. Maneiras inovadoras de ensinar e aprender. V. N. R.C. Campinas. Campinas.128-3. 2001. SWAIN. 10/2. 1998. Singapore.) Professores e formadores em mudança. B. Second language pedagogy.B. R. J. G. José Carlos Paes de Almeida filho.. (Org. TARDIN. Campinas: UNICAMP. 2003.) Lingüística aplicada: múltiplos olhares. Brasília: UnB-FINATEC.) O professor de línguas construindo a profissão. Campinas. F. H. V. 1996. Configuração de competências de um professor de LE (inglês): implicações para a formação em serviço. Filmes na escola: uma abordagem para todos os níveis. mudança educativa e projeto de trabalho.A.Estudos em homenagem ao Professor Dr. BOHN.5 Referências ABRAHÃO. M.br> ______. O imaginário do comunicativismo entre professores de língua estrangeira/ inglês (e sua confrontação com teoria externa).saberes. PRABHU.. Pelotas. 1987. Cultura visual. Projects in the classroom. ES: Copisol. (Org.. 2008. Disponível em <http: // www. 1998. 1989. 1999. Foz do Iguaçu. SP: Pontes Editores. Oxford University Press. 2002. LEFFA. ELLIS. Foz do Iguaçu. e SILVA. Managing theory and practice in the classroom . Theoretical bases of communicative approaches to second language teaching and testing. T. BASSO . 108 . E. SP: Mercado das Letras.3. SP: Pontes. H. Institute of English Language Education (mimeograph) CANALE. P. SP: Pontes.. CELANI.1980. 12. Vitória.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras.) O professor de línguas construindo a profissão. In: ALVAREZ. BREEN.(Org. H.. 2002. SINCLAIR. C. Dimensões comunicativas no ensino de línguas.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Educação Física .

desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu) .Sumário principal 6. 19 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular desta rede de ensino. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. denominada de biologicista.4 Educação Física 6. Além disso. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular dessa disciplina19 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna.4. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. Até os anos de 1970. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. influenciada por um conjunto de fatores. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existente nos séculos XVIII e XIX. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. 111 . nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001) de que é conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. 2001). Apropriamo-nos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. Essa concepção. ainda predominante no ensino da Educação Física.

por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. 2001. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. entende-se a expressão corporal como linguagem. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. segundo Bracht. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. Essa visão contempla o eixo da cultura. que precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos. Sendo assim. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. 77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Dessa forma. que só se torna possível. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. Além disso. produzido ao longo da história. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. p. Com isso.Sumário principal Diante disso. se legitimem. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. o professor. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso 112 . assim. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. com interfaces nos diferentes campos de saberes. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. que segundo Bracht (2001. sociais e biológicas. para que se possa permitir que outros saberes. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. Dessa forma. sem fugir às intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico.

apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. englobando as dimensões estéticas e éticas”. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado das diferentes manifestações culturais corporais. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. destituído do saber. sociais e éticos. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. Dessa forma.Sumário principal conceito de criticidade. ainda. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. além da motricidade. emoções e linguagem corporal e. Podemos destacar que. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. dança. na qual ele expressa subjetividade. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. 2001). morais. ampliemos o nosso conceito de razão. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. esse aluno desenvolve. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. que envolvem aspectos lúdicos. estéticos e éticos. ou seja. ginásticas. desenvolve sua capacidade comu- 113 . de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. Código e suas Tecnologias. esportes.

ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. de lazer e entretenimento. contribuindo para a sua formação psico-sócio-cultural. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. afetivos e morais. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. qualidades físicas e neuromotoras. integração. envelhecimento. de ginásticas.4. Além disso. participação social. além de ser um agente promotor da sua autoestima. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana na prática pedagógica escolar. socialização. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. socialização. 114 . biomecânica. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. atividade física. 6. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. ética. intelectual. – a Educação Física atua como formadora. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. fisiologia. cooperação. emocional e motor. Ao proporcionar o desenvolvimento de criatividade. cognitivo. entendendo-a como meio de promoção da saúde. saúde. analisar e expressar as ideias. Além disso. Desenvolver os aspectos intelectuais. treinamento etc. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão.Sumário principal nicativa ao interpretar. tendo o professor como mediador. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. sintetizar. liberdade. sociais. para o desenvolvimento de autonomia. laborais. competitividade e disciplina. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando. que é desenvolver o aluno nos seus aspectos social. cooperação. afirmação dos valores e princípios democráticos. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida.

reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos por meio da observação. 2001. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educa- 20 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (Lesef ). resultante de um “‘elo perdido’ entre as prescrições dessa produção teórica e a realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. 1999. Andréia et. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Sandra Soares et all. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. DELLA FONTE. alguns estudos vêm apontando que. Dentre elas destaco: DIAS. ção Física escolar. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a 6. lúdicos e técnicos. 195). Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 1992. 21 (1): 183-192. Niterói. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. 115 . ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. p 63-66. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura.Sumário principal Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. Set. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. p. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde.4. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo20 sobre a prática docente do professor de Educação Física nas redes estaduais pública e privada do Estado do Espírito Santo. al.

equipamentos e instalações. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. 2001). Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. O desafio está em propor mudanças na prática docente. do conjunto de professores licenciados. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. . havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em licenciatura.Sumário principal dinâmica escolar. 116 . material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. Com isso. Nos anos de 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. al. Em virtude disso. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente (Bracht et. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. 2003). com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática 21 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro desse modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas. Os materiais. Além disso. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas21. com relação a espaço. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do professor diante da sua prática docente. 67% deles se formaram nos anos de 1980.

e realizando 117 . desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. pois os próprios fins podem ser problemáticos. nacionais e internacionais. p. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. 2004). pesquisas e desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico e a criatividade. p.Sumário principal qualitativa nas aulas de Educação Física. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar.) e à conduta pedagógica do professor. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. espaço etc. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não alcançam o resultado esperado devido à carência de tais estruturas. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e a compreensão crítica do movimento (KUNZ. todo ele. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. desenvolvendo um espaço de reelaboração. Com isso. al. problematizando temas da cultura corporal. à organização das aulas (horários. 43). no qual 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “entendem que deva haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. é necessário revermos o que desenvolve esse componente curricular. 2003. tempo. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno uma autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. ensinando estratégias para o agir prático. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. 2001. porque variam de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. 53). Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que contemplem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. . O que também se propõem é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. “No entanto o trabalho pedagógico não pode.

em que os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. a biblioteca. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. nos apresentam alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. Preliminarmente. et. os torneios escolares. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. dentre outras. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a 118 . 1992). as atividades de visitas e as excursões como formas de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. sobretudo quando se espera mudanças efetivas nesta prática. São eles: a relevância social do conteúdo. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. Dessa forma. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. A realização de jogos escolares. exposições. entendemos que. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. Mas para isso será necessário o envolvimento de todos os professores. temos na formação continuada um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo.Sumário principal um retrospecto das atividades corporais. a sala de informática. o recreio. para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. Assim teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. gincanas. Assim. a sala de aula.. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. tomando a quadra. A abordagem metodológica crítico-superadora. al.

mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’.. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. Dessa forma entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga 119 . ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. insisto. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. ou seja. Até pouco tempo. social. A questão está em encontrar. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud.Sumário principal provisoriedade do conhecimento (Soares. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. al. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. afetivo. que tenha uma participação ativa na sociedade. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. reflexivo e crítico.. p. em que o problema nem sempre está na falta de informações. estar informado sobre conhecimento. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. guardá-las ou atualizá-las. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. 152).. São eles: Conhecimento sobre o corpo: levou a considerar o corpo no seu aspecto físico. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física voltada para a construção de uma educação de qualidade e formação do cidadão. Esse tipo de aula. 1992). no qual se compreende que as competências não são um programa clássico. emocional e cognitivo. conflitos ou desafios (Santos. . 2001. interpretar essas informações. da ordem do saber como fazer. et. 1999). 2001). Com base no conceito de competência – aquisições. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. continua tendo lugar.

Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. ainda. analisar e expressar as ideias. 120 . sociais e éticos. buscando problematizar a relação do corpo com a saúde. Por meio do jogo. etnia. sintetizar. e também desenvolve a ludicidade descobrindo o prazer nas vivências corporais. compreendendo os limites e as possibilidades corporais e respeitando as diferenças de gênero. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. emoções e. o trabalho e a cultura. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes nos contextos mundial e nacional. reconhecendo a identidade própria e do outro.Sumário principal com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. classe social e idade. regional e local. Além disso. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. onde expressa subjetividade. Por meio da linguagem corporal o sujeito se comunica. Além disso. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbitos nacional. interage com o meio. com suas diferentes organizações tecnico-táticas.

• Identificar as substâncias nocivas ao organismo utilizadas na prática de atividade física. • Compreender os aspectos relacionados com a boa postura e sua importância para a saúde. • Participar de atividades de natureza relacional. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. • Padrões de estética e conceitos de saúde. reconhecendo e respeitando suas características físicas e o desenvolvimento motor. TÓPICOS/CONTEÚDOS 121 . • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. sociais.. bem como a de seus colegas. Tópico: Conhecimento da estrutura e do funcionamento do corpo • Identificar as funções orgânicas relacionadas às atividades motoras. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo.Educação Física 5ª a 8ª Séries COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Conhecimento sobre o corpo • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. culturais e afetivos.4 Conteúdo Básico Comum .Sumário principal 6. • Identificar as possibilidades de lazer e aprendizagem nas práticas corporais. • Substâncias nocivas ao organismo. • Atividades adaptadas. • As atividades físicas e os exercícios físicos: implicações na obesidade e no emagrecimento. possibilidades e limitações do movimento • Conhecer os conceitos de saúde e os padrões de estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais e culturais. • Adotar hábitos de higiene. relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde. HABILIDADES Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. • Capacidades físicas aplicadas na atividade física. alimentação e atividades corporais. • Capacidades físicas: noções gerais. • As práticas de lazer na comunidade escolar e no seu entorno. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. de si mesmo e do ambiente em que vive.4. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia.

• Organização de festivais de dança. • História da dança. mantendo suas características. artística etc. • Ginástica adaptada. • Adaptar os movimentos da ginástica estudada às novas situações. • Conhecer a história das ginásticas estudadas. • Características das danças. • Reconhecer e identificar gestos e movimentos observados na dança. possibilitando a inserção dos alunos com necessidades educativas especiais. • Habilidades motoras fundamentais ginásticas. • Coreografias de dança. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. • Ritmo. africanas.. imitando. lutas e ginásticas. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Noções básicas dos diversos tipos de ginástica: escolar. campesinas. entre outras. Tópico: Dança • Conhecer a história das danças estudadas. • Reconhecer a importância da prática da ginástica para manutenção e a promoção da saúde. como manifestação da cultura corporal. • Identificação do ritmo pessoal e grupal. rítmica. acrobática. • Identificar as características das danças estudadas. • Variação de movimentos do corpo de acordo com as melodias das músicas. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da dança. recriando. • Dança folclórica.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Corpolinguagem/Corpo-expressão • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. 122 . • Identificar as modalidades de ginásticas praticadas na comunidade local. HABILIDADES Eixo-temático: Corpo-linguagem/ Corpo-expressão Tópico: Ginástica • Vivenciar as diversas manifestações da ginástica. • Riscos e cuidados na prática das ginásticas. • Relacionar diferentes tipos de danças folclóricas. • Construir coletivamente pequenas coreografias a partir dos movimentos aprendidos e incorporados no contexto social. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. nacional e local. • Identificar e utilizar as habilidades motoras fundamentais para a prática da ginástica. • Benefícios da prática das ginásticas. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da ginástica.

• Participar de atividades de caráter lúdico. • Vivenciar os diferentes tipos de jogos. 123 . • Jogos cooperativos. • Características dos jogos. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. • Reconhecer e vivenciar diferentes tipos de jogos. TÓPICOS/CONTEÚDOS • História dos jogos e das brincadeiras. • Construir jogos. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. regional e nacional. • Reconhecer os diferentes tipos de jogos e suas características fundamentais. • Jogos populares. HABILIDADES Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos Tópico: Jogos e brincadeiras • Analisar as diferenças históricas dos jogos e das brincadeiras presentes nas culturas local. • Jogos pré-desportivos. • Jogos de raciocínio.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Reconhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais.

futebol. • Conhecer os aspectos históricos. basquete. futsal. • A transformação do esporte em espetáculo e em negócio. • Princípios gerais de ataque. defesa e circulação de bola. • Aplicar habilidades motoras específicas dos esportes. técnico. • Compreender os diferentes contextos dos jogos esportivos (participativo e competitivo) e os variados papéis (goleiro. • Reconhecer as organizações técnicotáticas dos diferentes jogos. • História das modalidades: atletismo. individual e coletivo • Diferenciar e experimentar várias maneiras de jogar um desporto. 124 . HABILIDADES Eixo-temático: Jogo esportivo Tópico: Conhecimento dos vários tipos de desportos. basquete. handebol. torcedor. • Atletismo. os materiais e o espaço visando à inclusão de si e do outro. juiz). políticos e sociais de constituição dos jogos desportivos. handebol. • Desenvolver a capacidade de adaptar as regras. • Compreender e vivenciar os aspectos relacionados à repetição e à qualidade do movimento no gesto esportivo. vôlei. visando à inclusão de si e do outro. futebol. • Fundamentos técnicos básicos. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Iniciação desportiva. • Os grandes eventos esportivos. defesa. vôlei. • Compreender as diferentes formas de organização desportiva. • Esportes adaptados. • Entender as regras. • Significados/sentidos predominantes no discurso das mídias sobre o esporte. materiais e espaço.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Jogo esportivo • Conhecer as diversas modalidades esportivas instituídas socialmente praticadas em outros países e no Brasil. • Vivenciar as práticas corporais desportivas. • Noções de regras. • Reconhecer as diferenças e características relacionadas ao gênero na prática das modalidades esportivas. bem como criar novas formas de organização. técnicas e táticas de cada desporto. • Reconhecer a necessidade de adaptar regras.

SOARES. RS: Ed. Marílio. Unijuí. ES: PROTEORIA.17. Educação física escolar: política. Pesquisa histórica na educação física. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos.1. questões contemporâneas. Christiane. In: CAPARROZ. investigação e intervenção. Amarílio (Org). Francisco Eduardo. Ijuí. p. trabalho e educação: relações históricas. RS: Ed. Parâmetros curriculares nacionais. maio/ago. ______. 2001. n. 2001.5 Referências BRACHT. 73-76. São Paulo: Cortez.. 2. 1999. v. Transformação didático-pedagógica do esporte. Anais. investigação e intervenção. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Porto Alegre: Artmed.Sumário principal 6. 1998. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. ______. 2001. Ricardo et al. 1. Vitória. Carmem Lúcia et al. In: FERREIRA NETO. Paraná. SOUZA JÚNIOR. Paraná. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. Metodologia do Ensino de Educação Física.). Ministério da Educação. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. Ijuí. Valter.151-139. v. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. Lazer. Philipe.. Brasília. Orientações curriculares para o ensino médio. UFMG. p. Belo Horizonte: Ed. 2006. ES: PROTEORIA. ES: PROTEORIA. WERNECK. Gisele Franco de Lima. Construir competências desde a escola. Vitória. v. PRIMI. SANTOS. Educação física escolar: política. Vitória. ______ et al. 2001. PERRENOUD. 2000. Vitória. 2001.1. ES: PROTEORIA. CAPARROZ. 125 .4. KUNZ. Elenor. DF: MEC. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. investigação e intervenção. Unijuí. BRASIL. In: ___. Francisco Eduardo (Org. Educação física escolar: política. 2001. 1992. Brasília. 2004. Pesquisa em ação: educação física na escola. 2001. Francisco Eduardo (Org. v.). 2003. DF: MEC. 6.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 02 .Área de Ciências da Natureza Anos Finais .

v. anos iniciais. 3.Ensino fundamental.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. CDD 372.Ensino médio. ISBN 978-85-98673-03-5 1. César Hilal.CEP 29. 2009.3. v.Ensino fundamental. 01 .Info Consultoria.Currículo. 02) Conteúdo dos volumes : v.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. nº 1. v. – Vitória : SEDU. Ensino . Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências da Natureza / Secretaria da Educação. – (Currículo Básico Escola Estadual . área de Linguagens e Códigos. área de Ciências da Natureza.Espírito Santo (Estado) . 03 . 03 . Título.com. 02 .Currículo. . Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. 01 .br Espírito Santo (Estado).Ciências da Natureza. Ensino fundamental . anos finais. Ensino fundamental . 4. anos finais. área de Ciências Humanas.111. Guia de implementação. Santa Lúcia . Volumes sem numeração : Ensino fundamental. Série. 104 p.Ensino médio. 26 cm. área de Linguagens e Códigos. área de Ciências Humanas. v. anos finais. Ensino médio . ES. II.056-085 . I.Ensino fundamental. v.Vitória/ES .Ensino médio. área de Ciências da Natureza. 2.Currículo. v. 02 .19 CDU 373.

..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.” Paulo Freire . igualmente sujeito do processo. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. ao lado do educador.

Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Ires Maria Pizetta Moschen. Alaíde Schinaider Rigoni. Lurdes Maria Lucindo. S. Ronchetti. Edilene Klein. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Izaura Célia Menezes. Fabiano Boscaglia. Eliana C. Martinelli. Rosangela Maria Costa Guzzo. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Dilma Demetrio de Souza. Jarbas da Silva. Pereira. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Angélica Chiabai de Alencar. Lemos. Núbia Lares. Maria Adelina Vieira Clara. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Gracielle Bongiovani Nunes. Gina Maria Lecco Pessotti. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Alaíde Trancoso. Ivanete de Almeida Pires. Jane Pereira. R. Adna Maria Farias Silva. Última da Conceição e Silva. Oliveira. Edilene Costa Santana. Anderson Soares Ferrari. Irineu Gonçalves Pereira. Regina Zumerle Soares. Maria do Carmo Braz. Nilson de Souza Silva. Cristina Lúcia de Souza Curty. Maria da Ressurreição. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Angélica Chiabai de Alencar. Erilda L. Karina Marchetti Bonno Escobar. Rony Cláudio de Oliveira Freitas.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Novais Rocha. Luciene Maria Brommenschenkel. Luciane R. C. Luiza E. Jorge Luis Verly Barbosa. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Eliethe A. Sandra Renata Muniz Monteiro. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Irineu Gonçalves Pereira. Pedro Guilherme Ferreira. Braga. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Eliane dos Santos Menezes. Ediane G. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Luciano Duarte Pimentel.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Gilcimar Manhone. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. José Alberto Laurindo. Christina Araújo de Nino. Rodrigues. Patrícia Maria Gagno F. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. de Almeida. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Ribeiro.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Tania Mara Silva Gonçalves. da Silva. Rodrigues. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Márcia M. Neyde Mota Antunes. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Eliana Aparecida Dias. João Firmino. Pedro Paulino da Silva. Cezar. Patrícia Maria Gagno F.SEDU Ana Beatriz de C. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Sônia A. Maria de Lourdes S. de Quadros P. João Luiz Cerri. Benevides. Margarida Maria Zanotti Delboni. Epitácio Rocha Quaresma. Renan de Nardi de Crignis. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Campos Cruz. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Rachel Miranda de Oliveira. Ivone Braga Rosa. P. Luciana Oliveira. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Sulâne Aparecida Cupertino. Cortez. Mara Cristina S. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Jomara Andris Schiavo. Léa Silvia P. Anderson Soares Ferrari. Eliane Carvalho Fraga. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Cátia Aparecida Palmeira. Giuliano César Zonta. Morati. Naédina Barbieri. Tarcísio Batista Bobbio. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Valéria Zumak Moreira. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Luiz Antonio Batista Carvalho. Sara Freitas de Menezes Salles. Claudinei Pereira da Silva. Aparecida Agostini Rosa Oliveira.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Tânea Berti. Maria Eliana Cuzzuol Gomes.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Marcelo Ferreira Delpupo. Salette Coutinho Silveira Cabral. Teresa Lúcia V. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Cátia Aparecida Palmeira. Magna Maria Fiorot. Maria Elizabeth I. Américo Alexandre Satler. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Maria da Penha de Souza. Iza klipel. de Castro. Leila Falqueto Drago. Rodrigues. Angelita M. Soprani. Neire Longue Diirr. Evelyn Vieira. Francisco Castro. Roseane Sobrinho Braga. Sebastião Ferreira Nascimento. Malba Lucia Gomes Delboni. Larmelina. Antônio Fernando Silva Souza. Cristina Louzada Martins da Eira. Kátia Elise B. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Giovana Motta Amorim. Patrocínio. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Chirlei S. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Renan de Nardi de Crignis. Maria Alice Dias da Rosa. Alcimara Alves Soares Viana. Carlos Sebastião de Oliveira. Raquel Marchiore Costa. Antonia Regina Fiorotti. Dileide Vilaça de Oliveira. Edna dos Santos Carvalho. Alaércio Tadeu Bertollo. Conciana N. Hebnezer da Silva. Luciete de Oliveira Cerqueira. Cláudia Regina Luchi. Nourival Cardozo Júnior. Márcia Gonçalves Brito. do Nascimento.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida .Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Eduarda Silva Sacht. Lúcia Helena Maroto. Ilia Crassus Pretralonga. Coelho Ambrozio. Carvalho Morais. Vivian Rejane Rangel. Luciene Tosta Valim. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Márcio Correa da Silva. Margareth Zorzal Fafá. Marcos Leite Rocha.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Cérlia Silva de Oliveira. Sandra Renata M. Foerste . Maria da Penha C. José Christovam de Mendonça Filho. Luiz Humberto A. Luciene Tosta Valim. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Fernandes. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Alvarenga Vieira. Kátia Regina Zuchi Guio. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Maria Alice Dias da Rosa. Antônio Carlos Rosa Marques. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Divalda Maria Gonçalves Garcia. da Silva Scaramussa. Simone Carvalho. Lea Silvia P. Nascimento. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Maria da Penha E. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Marlene Athaíde Nunes. Angélica Chiabai de Alencar. Perin e Valéria Perina. Alan Clay L. Junqueira. Maria Cristina Garcia T. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Lúcia Helena Novais Rocha. Pinto. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Freitas. Mohara C. João Luiz Cerri. Sebastiana da Silva Valani. Rosiana Guidi. Denise Moraes e Silva. Eliane dos Santos Menezes. Marta Gomes Santos. Pedro Paulino da Silva. Torres. Giselle Peres Zucolotto. Jaqueline Justo Garcia. Johan Wolfgang Honorato. Dalla Passos. Ana Paula Alves Bissoli. Lyra. Maria de Glória Sousa Gomes. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Marilene Lúcia Merigueti. Ferreira. Carla Moreira da Cunha. Regina Jesus Rodrigues. Silma L. Edimar Barcelos. Elza Vilela de Souza. Josimara Pezzin. Ilza Reblim. Ires Maria Pizzeta Moschen. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Marcia Vânia Lima de Souza. Hebnézer da Silva. Carmencéa Nunes Bezerra. Israel Bayer. Paulo Roberto Arantes. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Paulo Roberto Arantes. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Maria Aparecida Rosa. Fracalossi. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Rita de Cássia Santos Silva.Física Claudio David Cari . Martinelli. Mirtes Ângela Moreira Silva. de Oliveira. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Sidinei C. Monteiro e Wagna Matos Silva. Madalena A. Sebastião Ferreira Nascimento. Edy Vinicius Silverol da Silva. Hulda N.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Maria Adélia R. Sandra Fernandes Bonatto. Roberto Lopes Brandão. Rosângela Vargas D. Organdi Mongin Rovetta. Rodrigo Vilela Luca Martins. Elenivar Gomes Costa Silva. Rosiane Schuaith Entringer. Mônica V. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Ângela Maria Freitas. Magna Tereza Delboni de Paula. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Lúcia H. Marta Margareth Silva Paixão. Rodrigo Nascimento Thomazini. Vaneska Godoy de Lima. Sabrina D. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Verginia Maria Pereira Costa. Rosinete Aparecida L. Bastos. Everaldo Simões Souza.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Linderclei Teixeira da Silva. Maria Nilza Corrêa Martins. Renato Köhler Zanqui. Barbosa. Manzoli. Agnes Belmonci Malini. Érika Aparecida da Silva. Anelita Felício de Souza. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Bastos. Gleise Maria Tebaldi. Rogério de Oliveira Araújo. Jomar Apolinário Pereira. Telma L. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Rodrigues Soyer. Paulo Alex Demoner. Lima. Marlene M. João Carlos S. Ana Helena Sfalsim Soave. Jane Ruy Penha. Guaresqui Cruz.C. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Paulo Roberto Arantes. Renato Santos Pereira. Luciane Salaroli Ronchetti. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Renata da Costa Barreto Azine. C. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Maria José Teixeira de Brito. Valentina Hetel I. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Elisangela de Jesus Sousa. Vazzoler. Danilza A. Antônio Fernando Silva Souza. Alves. Edson de Jesus Segantine. Davel. Maura da Conceição.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Bruna Wencioneck de Souza Soares.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao .Arte Rita de Cássia Tardin . Rhaiany Rosa Vieira Simões. Jaqueline Oliozi. Alecina Maria Moraes. SRE Carapina: Lucymar G.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . . Eliane Maria Lorenzoni. Luciane S. Ilza Reblim. Delcimar da Rosa Bayerl. Carvalho. Edílson Alves Freitas. Christina Araújo de Nino. Edna Milanez Grechi. Alexandre Nogueira Lentini. Renata Garcia Calvi.Língua Portuguesa Adriana Magno. Ana Paula Alves Bissoli. Ernani Carvalho Nascimento. Maria Geovana M. Marcio Vieira Rodrigues.

quer sejam individuais ou coletivos. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola.Sumário principal Prezado Educador. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. a complexidade que envolve a infância e a juventude. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. neste contexto. como um plano único e consolidado. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . na qual. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. sem dúvida. Para enfrentá-los. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. Temos certamente que comemorar. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. Como equipe. das superintendências e da unidade central. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. A construção do Novo Currículo da Educação Básica.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

conforme os termos constitucionais. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. por meio de mecanismos participativos. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. mas. Como síntese desse processo. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. tendo como base um projeto de nação. sobretudo. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. ao longo dos anos. O Estado. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. como unidade autônoma.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. Educação Especial e Educação do Campo. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local.

hábitos e consequentemente. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. que desafios que precisamos enfrentar. por meio de atitudes. tônomos e críticos. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. nizados. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. 12 . para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. com vistas à promoção do educando e. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo.500 educadores. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. da educação pública. Todos esses atores mente construídas. como a relação entre trabalho. muitas vezes. conectado com a dimensão universal. ciência e cultura. Entre os anos de 2004 e 2006. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. costumes historicamente produzidos que. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. Portanto.Sumário principal e social de sua população. valores. O currículo é a materialização do ricos de discussão. fortalecendo a grande complexidade. com qualidade social. entre vimento de crianças. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. professores convidados.

consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. Isto é. outros Educação Básica. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Para tanto. resguardando as especificidades das escolas. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Além para cada disciplina da do CBC. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. consequentemente. Certamente.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. conteúdos com- 13 . Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. conhecimentos estanques e conservadores. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento.

ampliando a nada. na relação com a natureza e com seus pares e. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. correspondendo aos 30% restantes. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. ou seja. lo ciência. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. produz conhecimentos. dentre outros. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. assim.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. como instrumentos dinamizadores do currículo. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. Do ponto de vista organizacional. cultura e trabalho. em alguns casos. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. cializadas na medida em que cultura e trabalho.

8963 de 21/07/2008. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Dessa forma. tornando a escola mais atrativa. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. a partir de estudos sistemáticos. química e biologia. 15 .Sumário principal vivências curriculares. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. roteiros turísticos e ambientais. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. “Ciência na Escola” . a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. Esporte. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. Matemática e Ciências. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. O projeto contempla ainda. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. por fim. por meio da Lei Nº. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. materializa esse conceito.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. Realização de olimpíadas escolares e.

A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. escrita e pedagógicas. com isso. pois o educador precisa aliar à tarefa e. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. de modo a 16 . computador por aluno. as reformas educativas e seus desdobramentos. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. atualização da escola. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. “Ler. pesquisa. capacibibliotecas escolares. e a partir A formação continuada tação. a de estudar. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. pois o educador precisa aliar à Multimídia. TV comunidade local. formação gica. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. tecnologias e suas implicações didáticas. que para a revitalização das professor dinamizador. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. por meio que necessidade. pendrives. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . como ativiprocesso ensino-aprendizagem. ampliando para a do educador é mais naridade. a sua inclusão digital e a comunidade. transdisciplida escola. a partir digitais no cotidiano escolar. as novas do conhecimento. PC do professor. intervenção pedagógica. com destaque ações de formação.um públicas e privadas. com destasucesso esperado: estagiários.

Destaca-se ainda. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. com tudo isso. Nesse sentido. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. ao final de 2009. portanto. Espera-se.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. os quais irão enriquecer a prática docente. além de outras pautas de estudo do referido documento. 17 . que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. que incorporou o saber de quem o vivencia. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. como componentes do Guia. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. uma trilha experienciada coletivamente. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora.

Sumário principal Capítulo Inicial .

formação acadêmica e atualização permanente.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. constituíram-se objetos de diálogo. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. 21 . que. conteúdos e orientações didáticas. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. nos quais. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. elaboraram as ementas contendo visão de área. Em 2005. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. por meio de seminários com participação dos professores referência. objetivos. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. municipal e federal. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. Em 2006 a Sedu. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. de acordo com a prática pedagógica do professor. considerando situação funcional.

1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. produziram os CBC por disciplina. em dois grandes ciclos de colóquios. intercolóquios e seminário de imersão. SRE. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. modalidades e transversalidades. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. consequentemente. instituições e modos de 22 . consultores. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. central e das da educação pública. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. acima de tudo.500 eduTodos foram mobilizados cadores. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. professores convidados. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador).Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. jovens e adultos capixabas. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. em sua fragilidade. nos anos de 2007 e 2008. estar a serviço da vida. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. além de 26 especialistas de cada disciplina. consequentemente. num processo formativo e dialógico. contando com a participação de cerca de 1. da educação pública. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência.

que se realiza em um contexto histórico. intensificando os esforços pela justiça. Nesse sentido. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. dignidade humana.Sumário principal vida. solidários. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. por isso. é um bem público que deve servir 23 . O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. do outro e do mundo. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. cultural e político. direito de todos e dever do Estado e da família. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. que são apenas diferentes. a vida requer convivência na promoção da paz interior. paz social e paz ambiental. reverencia o mistério da existência. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. social. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. Superar as diversas formas de exclusão. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social.

antes de tudo. espaço de visibilidade. a reflexão e a ação. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. A educação como serviço público. um direito. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. a interpretação. mediante um determinado caminho. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. assumindo o lugar de mediador. por ser um ambiente essencialmente humano. assumindo. portanto. uma dimensão mais ampla. na medida em que contribui para o bem comum. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . uma obra de legítimo interesse social. exercido pelo poder público ou privado. A educação como obra de mudança. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. numa perspectiva dialógica e dialética. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. de movimento de uma dada situação a outra diferente. deverá atender aos interesses da coletividade. sentimentos e atitudes. A escola pública com compromisso social. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. aprender. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. No entanto. consequentemente. o aluno é o centro do processo educativo e. a construção. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. E um lugar de esperança.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. com toda a sua complexidade. É na relação entre os sujeitos. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. em função dele. do desenvolvimento social e econômico da nação. Na escola. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. envolvendo a percepção.

cuja base se expressa na aquisição da leitura. a partir da articulação dos princípios trabalho. como forma de criação humana. e. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. e trabalho como princípio educativo. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. algo vivo e dinâmico que articula as representações. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. como processo dinâmico de socialização. cultura numa perspectiva antropológica. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . material e social.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. acima de tudo. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. constituindo o modo de vida de uma população determinada. gerando a sua própria cultura. portanto. Nesse sentido. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. símbolos e comportamentos. apropriando-se dela e transformando-a. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. ciência e cultura. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. assim. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. produz conhecimentos.

J. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. 1998. evidenciar a qualidade dessa ação. nesse sentido. promotor de uma educação emancipadora.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. Porto Alegre: Artmed. entre os curriculistas contemporâneos. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. sobretudo. que está inserido. o significa discutir a currículo. Portanto. 26 . muitas vezes. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. sobretudo. por ser um conceito bastante elástico e. mais difundida. e. no interior da unidade educacional.G. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. 2 MOTA. a organização física. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. GÓMEZ. Compreender e transformar o ensino. J. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. dependendo do enfoque que o desenvolva. o currículo na escola E. e BARBOSA. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. No entanto. O currículo para além das grades . A. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino.R. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem.I.S. 2. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. Brasília. junho de 2004. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. Isso acontece 1 SACRISTÁN.V. N.P. impreciso. C.Sumário principal curricular apresentada neste documento. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. a exemplo dos laboratórios de estudo. e. certamente. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento.2 Conceituando currículo Parece ser consenso.G.

2000.T. Por isso. T. Documentos de identidade . conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. e outras que considePortanto. 27 . estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. currículo realizado (Ferraço). a identidade nantes. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. incluem tradições culturais Assim. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. historicamente ideias de currículo em ação. O currículo escolar. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. políticas e alternativas educacionais. os conhecimentos mais valorizados da escola. conflitos concretas. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. é possível e negociações. Considerando isso.uma introdução às teorias do currículo. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. currículo real (Sacristán). Vitória: SEEB/SEDU. Assim. as relações no interior 3 SILVA. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. 2004. seu modo de organização e gestão. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. 3 talidade social” .Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. ações. Ele é resultado de lutas. avaliação. metas. seu modo 4 FERRAÇO. a participação da comunidade. seja no campo de metodologia. currículo praticado (Oliveira). C. de organização e gestão.E. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. Belo Horizonte: autêntica. De modo geral. está deficurrículo4. a identidade dos estudantes e etc.

Rio de Janeiro. ENEM . Pelo contrário. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. lar. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. forma a aliar competências. MEC/INEP. conhecimentos tácitos e as constituem. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. histórias de vida. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. MEC/INEP. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. 2004. 7 BRASIL. 30. Comumente. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. 81-93. de vida e laborais conhecer. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). Não norteadores do Ministério da Educação. v. 2005. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. a segunda parte previstas. Z.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. articulando competências. 28 . A. 6 KUENZER. Boletim técnico do SENAC. ou seja. 2005. p. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. ENEM . fazer. com rapidez e eficiência. de ensino e pesquisa. como parte que deste documento curricular. com rapidez e eficiência. há gradação. ensino. específica”7.

pedagogos. significa. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. Competência como condição prévia anteriormente descritas. planejamento das atividades. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. ENEM . 2002. nesse sentido. o que pressupõe uma organização Na escola. MEC/INEP. Dentre elas. educativo.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. dom ou uma mesma realidade. é extremamente importante que os profissionais da educação. o desenvolaprendida. o que se chama de talento. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. 9 BRASIL. 29 . essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. 2005. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. Assim. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. Nesse te. não basta ser muito entendicontexto. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. na prática não se do sujeito. as três formas de competência. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. condição do objeto. por exemplo. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. ou seja. extrema facilidade para alguma atividade. pois se referem a petência. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. Não se trata MEC. não basta possuir objetos potentes e adequados. A competência relacional expressa esse jogo de interações.

cultural. visa a investir na formação do cidadão. ao mundo do trabalho.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. Nesse sentido. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. afetivas. Até escola. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. trabalhar nessa concepção. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. hoje. problematizannatureza. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. Ao contrário disso. alguém se torna aluno. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. para que o aluno aprenda. Quais são os alunos e quais são. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. Como ponto de (cognitivas. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. sociais e psicomotoras). juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. por meio do ensino e da pesquisa.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. se forme e informe. neste documento curricular. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. Cidadão esse que busca na escola adquirir. 2. “Ninguém nasce aluno.

de dominar física e mentalmente outros. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. que conrenciam. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. sendo um ocidental como a nossa. numa sociedade socioculturais determinadas. criações culturais crianças com o mesmo referencial. a inserção na vida adulta. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. a Antropologia. A escola. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. estudo e a compreensão da contudo. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. no exercício História. assim. Portanto. Esses tempos de vida. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. 31 . dos direitos da criança. a juventude e a curta etapa da infância. econômicos. há ou etnia. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. é tempo de constante refere à crise de autoridade. Sendo simbólicas específicas e próprias. especialmente no que se de um indivíduo. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. e não diferentemente no Espírito Santo. séculos. a vida adulta. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. de sua função educadora. dentre mundo. a Psicanálise. constituir-se como infância. gênero. a violência urbana. A e na comunidade. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. pois reconhece-se que.Sumário principal e imprecisos. no Brasil templam o pertencimento de classes. a Filosofia. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. sem. a Sociologia. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. momento da maturidade. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. os A ação de reconhecimento adultiza. os infantiliza. enfim.

cognitivas e sociais que. e que se originalidade. como odo atravessado por crises. estilos que se constrói. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. de provocar própria sociedade. se exercita e se reconstrói variados. de forma visível. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. social parecem Assim como a infância. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. que. Deve ser pensada para contrastes. juntas. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). o desejo de impactar. Portanto. como a o sinal próprio desse tempo. visível. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. Marcas para outras. ajudam a traçar o perfil da população. de provocar matemático. Na infantil e a maturidade do adulto. marcada pela busca leitura. tude do homem. a escrita. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. discurso com sentido. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. a juvencomo o nascimento. da puberdade e social parecem mobilizar. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade.Sumário principal individuais. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. construindo. nas relações estabelecidas também e não 32 . assim. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. o desejo de impactar. delimita mobilizar. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. finalizando definidoras da existência somente com a morte.

Na escola. em intensa situação de vulnerabilidade. ao mesmo tempo. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . que despertaram visões diferenciadas na sociedade. a seus pesadelos de violência e desordem. especialmente apresentados pela mídia. 2008). Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. a igreja e o trabalho. da classe média e trabalhadora. ela é um poderoso argumento de marketing e. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. a ênfase no mercado e no consumo. a ponto de ser compreendido como alienação. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. no qual o futuro é incerto. são todas identidades possíveis e relacionais. como desordeiros ou transgressores. Querem ser rebeldes. ao mesmo tempo. Objeto de admiração e ojeriza. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. (Calligaris. diante de uma sociedade em intensa mudança. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. como a família. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. Objeto de inveja e de medo. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Ser jovem na periferia ou no campo. mas em outras esferas sociais. apontado para os adolescentes. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. Seguir. mas buscam proteção. ausência de utopias.Sumário principal somente na escola. em que os últimos têm acesso a bens. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. muitas vezes encurralando-a. falta de perspectiva de vida. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Na contemporaneidade. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e.

seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. na perspectiva de trabalho. Já produz e trabalha. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. Em geral. explícita ou implicitamente. 34 . Estão abertos de desenvolvimento. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. o clareza de seus objetivos. seja por abandono. Na fase de vida adulta. na vulnerabilidade à violência e ao crime. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. soal. O fenômeno da vida adulta. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. é entendido no processo história de vida. a respeito de si mesmo. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. tentando demonstrar. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. sempre numa expectativa em família. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. são sujeitos que de emancipar-se. circunstância de realidade social. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. A laridades. e na gravidez na adolescência. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. ou em ocupações precárias ou não. em qualquer formada sua personalidade e identidade. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo.

3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. apresentam. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. Algumas dessas diverem especial da pública. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. que vivem no campo. em sua maioria de classe popular. diversidade O grande desafio da escola. como ponto de partida e chegada do processo educacional. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. na cidade. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. mais que um ser no mundo. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana.”. De acordo com Lima (2006). 35 . ainda. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade..Sumário principal Estejam na infância. são únicos em suas biológica. juventude ou idade adulta.. o ser humano se tornou presença no mundo. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. com o mundo e os outros. filhos de trabalhadores formais e informais. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. Seres humanos experiências culturais. (as comumente chamadas de homens e mulheres.. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. predominantemente jovens.. cultural e social que faz parte do acontecer humano. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. compreendemos.17). sobretudo se entendida como a construção histórica. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. da história e de suas próprias histórias. em que perceber o mundo. na especificidade de seus saberes e práticas.

A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. cultura de paz e cidadania. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. portanto.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. solidariedade e justiça. o estético. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. respeito O currículo deve. Quando falamos de diversidade e currículo. que exige a busca por valores. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. o em todas as suas dimensões. o político. o biológico. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. dentre outros. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. 36 . Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. tais como: o ético. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. que propõe epistemológico e político. solidariedade e justiça. e a constituição às diferenças. como ato político pela garantia do direito de todos. o sociocultural. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. Certamente criminação em acolhimento humana. às diferenças. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. consideram esses saberes. no campo do conhecimento da a diversidade. mento pessoal e coletivo. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena.

os direitos humanos. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais.1 Educação de jovens e adultos: saberes. nem menos 11/2000). nem menos importante. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. são trabalhadores assalariados. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. que incluem reprovações e repetências. da política e da cultura. arts. 3. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. geralmente. a sexualidade. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. Nelas. do mercado informal. a ética e cidadania. de aprender e de reaprender.Sumário principal as relações étnico-raciais. mas como um modo próprio de fazer educação. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. seus saberes. Os sujeitos da EJA. dentre outras. apresentam uma especificidade sociocultural: são. importante. a cultura de paz. e de currículos adequados a esses sujeitos. Como modalidade de Educação Básica. contribuindo de fato para a formação humana. em sua singularidade. em ocupações não qualificadas. durante a infância e/ou adolescência. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. menor. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. De modo geral. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. seja pela oferta irregular de vagas. de certificar-se. Possuem trajetórias escolares descontínuas. como questões inerentes ao currículo escolar. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. quase sempre. trabalhando. mas como um modo próprio de fazer educação. 37 .

Nesse sentido.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. o acesso e a permanência de todos na escola. 38 . nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. pensando metodologias de ensino 3. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. ou seja. no processo de aprendizagem. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. Nesse sentido. preferencialmente na rede regular de ensino. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. espaço propício a emancipar o aluno. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. cultura e trabalho. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. que enfoca o direito de todos à educação. sua característica fundamental de serem trabalhadores. Isso implica formar (não treinar. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. os princípios. E uma concepção de escola como instituição política. Na LDB nº. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. abordagem inclusiva do currículo.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. adestrar. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. Além disso.

continuada. o planejamento e a formação continuada. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. e outros espaçostempos da escola. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. Ainda.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. formação de ressignificação das práticas educativas. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. Acreditamos que. a partir do princípio da pesquisa. portanto. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. 3. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. 39 . um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. da crítica e da colaboração. O grande desafio da escola e. pela via da formação dos profissionais da educação.

se respaldada por documentos oficiais. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. avalia e fomenta o processo de do Campo. produção orgânica de alimentos. estuda CEB nº 2/2008. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. truídos de forma coletiva. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. Outro eixo fundamental 40 . condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. Campo. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. a partir do trabalho de subsistência. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. que procuram enfatizar o seu caráter singular. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. Há que se resgatar o educativo. A agria terra. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. que institui e cultural dos sujeitos do campo. comunidade escolar e seu entorno. lutas pela terra. normas e prinsujeitos campesinos. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. seus ao urbano. Assim. o currículo deve levar em conta cultura familiar. em 2004.

O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. 3. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. pelo regime de colaboração. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. ao mesmo tempo. Como outro importante pressuposto. economicamente viáveis.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. da democracia. formação de sociedades sustentáveis que são. na Lei 9. da cooperação. socialmente justas. Constitui-se em um processo permanente. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. da justiça social e ambiental. biental em todos economicamente viáveis. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. valores e ati- 41 . procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. se calcada nos princípios da solidariedade. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são.795/99 e contribuirá para a formação humana. e a visão da educação como ato poiético. A promoção da ao mesmo tempo. com respeito à alteridade e à diversidade social. níveis e modalisocialmente justas. ecologicamente prudentes. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. Educação Amecologicamente prudentes. étnica e cultural dos povos.Sumário principal é a interdisciplinaridade.

3. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. das pluralidades e da identidade brasileira.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. cooperativas.3% da população brasileira. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. os negros representam 47. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. Entretanto. 42 . por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. interdisciplinares. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas.

por meio de suas lutas pelo direito à terra. Porém. à educação. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. 43 . a população indígena compreende cerca de 2. africana. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro.000. à saúde. Guarani. rentes épocas da história do Brasil. No Espírito Santo.100. sendo 2. No período colonial. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. localizados no município de Aracruz. na escrita do artigo 231. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas.109 da etnia Tupinikim e 237. africanas e asiáticas. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. nacional em difeafricanas e asiáticas. que formam a população brasileira. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. por meio de políticas públicas de reparação. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. Em 1988. européia e asiática. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. havia cerca de Promover o debate sobre 1.346 aldeados. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. nesse sentido. É tratado como uma sociedade sem 3. à diversidade e à cultura. 2006).

temática. e. o la e da comunidade.Sumário principal suas antigas línguas. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. e. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. sob forte influência do mundo ocidental. 44 . a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. que possa o currículo escolar. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. política. própria origem e história. social e religiosa. tradições e culturas. econômica. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. O conceito de de construção do conhecimento. formação do Brasil. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. o resgate de sua cultura e história. conhecimento.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. principalmente. da escoprincipalmente. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum.

J. é determinante a qualidade da relação professor-aluno.M). as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. nessa lógica. às características e aos estilos. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. bem como sua história. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental.” (Moran. a multiplicidade de pontos de vista. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. os diver- 45 . a ampliar o universo alcançado pelos alunos. professor. Nessa perspectiva. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. a problematizar. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. Isto é. Como mediador e facilitador da aprendizagem. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. as relações estabelecidas no cotidiano escolar.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. Assim. “o professor procura ajudar a contextualizar. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. e saber lidar e conviver com as diferenças. O professor como mediador do processo educativo. estou desafiando meus alunos. A intervenção docente. passando a mediar as aprendizagens. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. os espaços/tempo de educar.

tendo como sujeito principal o professor. ao máximo. Tendem a se ano letivo. horizontalização dessas relações. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. Estabelecer uma relação de confiança. ao colocar seus pontos de vista. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. sobretudo os professores. o afetivo. duplas. na sala de aula. e de trabalho. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. típica do trabalho cooperativo. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . Na interação grupal. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. isso significa. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. Diante desse cenário. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. dentre outros. aceitação mútua. bibliotecas. durante quase todo trabalho pedagógico. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. Nesse contexto. ou indiferença. círculos. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. São os educadores. autenticidade. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. respeitando e valorizando outros pontos de vista. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem.

reservas ambientais. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. além de aproveitarmos recursos já existentes. críticos e criativos. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. que envolve. estações ecológicas. princípio educativo. interpretar e analisar dados. caracterizados como atividade simbólica. espaços públicos. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. A pesquisa. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. com autonomia. a montar um mosaico das informações. articulando pensamento e ação. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. centros de pesquisa. asseguram a necessária união entre teoria e prática.Sumário principal dela. teatros. nos projetos pedagógicos. como princípio educativo. entre conhecimentos empíricos e científicos. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. bibliotecas. como sobre a realidade. envolvendo comunidade. a discuti-las e criticá-las. exposições de arte. museus. enfim. cultural e ao mundo do trabalho. a acessar recursos tecnológicos. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . pois. festividades. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. seu entorno. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. é fundamentada no diálogo e no questionamento. gumentando e defendendo sua hipótese. autônomos. intencional e natural do ser humano. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. a construir seu próprio conhecimento. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. possibilitando a reconstrução do conhecimento. concertos. quadras de esportes. e com isto. construir e conhecer novos conceitos. expressar-se questionamento. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. galerias. com profissionais da área.

tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. É preciso avaliar permanente e processualmente. ainda que seja um tema polêmico. é uma atividade integrante do processo pedagógico. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. Avaliar é 48 . dentre muitos outros aspectos. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. avaliação do sistema escolar. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. para nós. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. envolvendo professor e educando. as questões de investigação. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. avaliação da instituição como um todo. marcada pela lógica da inclusão. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. A avaliação da educação pública. do diálogo. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. profissionais da educação. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. em que o protagonismo é do professor. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política.Sumário principal naturais e sociais. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. em perfeita sincronia. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. da mediação. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar.

ou seja. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. de fato. quando ocorre ao final do processo. com vistas a reorientá-lo. por considerar o processo educativo. objetiva. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. potencialidades e habilidades. certamente. c) o conteúdo deve ser significativo. caderno de aprendizagens. testes. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. 49 . Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. que limita liação que elabora. portfólio. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. gostaríamos de verificar. d) estar coerente com os propósitos do ensino. com a finalidade de apreciar o resultado desse. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. nenhuma relativa ao que. Avaliar. dagações sobre o Currículo futura. provas. vivências e valores. memorial. recebe o nome de avaliação somativa. Assim. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. para nós. talvez. aptidões.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. atribuir com os conteúdos escolares. o professor. bem como o raciocínio. deve ter significado para quem está sendo avaliado. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. A avaliação como parte de um (2007). o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. cedora. processo pedagógico. Para que o processo de avaliação seja efetivo. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. é uma parte do todo. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. E.

pais e comunidade em geral. a violência escolar. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. as atitudes dário Anual. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. dentre outros. angústias. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. professores. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. interpretações. pesquisas. os grupos. informações e traçar metas de como melhorar planejamento.. ambiente da escola. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. desafios que o cotidiano selecionar. paralela e final. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. pedagogos. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem.Sumário principal relatórios. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. momento de interação entre professores. referenciados nos programas dos. para além de classificar e do representante de turma. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. o adolescente e o adulto. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. coordenadores. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola.

A avaliação educacional realizada de forma sistemática. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. 51 .Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes.

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Anos Finais .Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .

Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais.Sumário principal 6 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Tradicionalmente no Brasil a educação científica. os parâmetros curriculares em ação elaborados no final dessa década. pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. Tais processos se caracterizavam. como também dificultaram a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Nessa década as pesquisas. 57 . o ensino das Ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e. o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. a acumulação e a reprodução do acervo científico. influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais. A partir da década dos anos 90. fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. assim a produção científica gerava um acúmulo de conceitos científicos que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural. Nesse sentido. por meio de temas transversais. Respondendo a essa necessidade. não só propiciaram o fracasso da apropriação desse conhecimento. Norteado por essa concepção de progresso. esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade. culturais e políticas existentes no país. e o desenvolvimento de competências e habilidades. procurando respeitar diversidades regionais. orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares. por fragmentar os conhecimentos científicos e por priorizar a acumulação desses conhecimentos. e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras.

Em nossa proposta. um meio sistematizado e organizado. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. consideramos a 58 . nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE. Diante desse desafio. pois constitui uma via. encontra-se numa situação de dependência sociocultural. contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural. a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade. Em tal perspectiva. interdisciplinaridade e alfabetização científica. na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”. Nessa recriação. o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida dos sujeitos. particulares e globais. para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida. e nos documentos norteadores da educação. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e dominar as práticas cotidianas. e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. a educação escolar científica. como qualquer outra produção humana. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN). simples e complexos emergem das interações dos seres humanos entre si. Para nós. ainda permeada pelas práticas tradicionais. esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que.Sumário principal No presente. e entre os seres humanos e o meio ambiente. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno. recriamos esta proposta curricular para ensino das Ciências firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. tais problemas globais. Sendo assim. Nesse sentido. fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva.

das objetivações e. contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. 59 . mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. por meio das quais. Nesse sentido. em um determinado contexto. transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos. motivando a participação ativa dos atores desse processo. histórica e ideológica que contribui para o conhecimento. o conceito científico tornase um instrumento ou uma ferramenta de conhecimento que. ou seja. cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e. Para nós. também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação. instrumentos socioculturais. as atitudes. centrado no diálogo. sobretudo. a reflexão e a compreensão do mundo. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. recriam esses saberes. unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos. como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. os conhecimentos. o processo de ensino-aprendizagem das Ciências. dos professores e da escola]. o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. juntos. Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas). Entendemos competências como um conjunto de habilidades.Sumário principal Ciência como uma linguagem simbólica. Dessa forma. as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural natural. as capacidades e as aptidões. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes. Entre outras. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio.

a Saúde. essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos. 60 . a Orientação Sexual e outros. como a Ética.Sumário principal Nesse sentido. a Pluralidade Cultural. em conteúdos curriculares. no cotidiano. pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas. mas também o fazem no acervo popular. não só se recriam no saber científico. o Meio Ambiente.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências .

Sumário principal 6.1. das habilidades [instru- mentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. pois o diálogo discursivo de alteridade. Nessa perspectiva.Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. Sendo assim.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. Para nós. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas.1 Ciências 6. bem como entre as culturas e o meio ambiente. obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. pois são instrumentos socioculturais. fundamentado nas interações discursivas socioculturais. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. por meio das quais os seres humanos. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. reinserindo-se no universo. Para nós. na Terra e na vida. transformam o meio ambiente e sua existência. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e ferramentas socioculturais. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações 63 . por meio do diálogo. nossa proposta do processo de ensino de Ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. habilidades e ferramentas. nessa reflexão os participantes desse processo. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e científica. como também se apropriam dos direitos e obrigações cívicos de seu meio sociocultural. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações.

.1. e entre os seres humanos e o meio ambiente. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. criativo e reflexivo. 2002). por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. cultural e natural. Em nossa concepção. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. 6.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse.. 64 . esse processo. solidário. Para nós. curioso. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica.Sumário principal dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. compreender a diferença cultural significa. Nesse sentido.] enfrentar as incertezas e. todos os conhecimentos são relativos e incertos. anos. etc. mais globalmente. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. entre outras coisas. responda a um ou a vários objetivos gerais. levando em conta os parágrafos anteriores. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). o processo de ensino de Ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. e que de alguma forma explicam a condição humana. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. Nesse sentido. blocos. Finalmente. nas etapas da Educação Básica. Nesse sentido.). partícipe ativo das transformações de seu entorno social. p.56). o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. Dessa forma. 2002. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à espécie Homo sapiens. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. Em consequência. ciclos. podemos dizer que o processo de ensino científico junto aos processos das outras áreas escolares deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo.

torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz.Sumário principal Nessa perspectiva. nossa proposta curricular. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. e as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. e na recriação da subjetividade. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. Sendo assim. 65 . Em nossa proposta curricular. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). Nessa perspectiva. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. propõe que o ensino científico de sexto a nono anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades e competências (instrumentos socioculturais) mediadoras no processo de desenvolvimento da autonomia do aluno. Assim. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. e nos documentos norteadores. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). do conhecimento sociocultural e da contextualização das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. fundamentada no amadurecimento das habilidades recriadas nos ciclos anteriores e nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. psicológicas e afetivas. as atividades e ações do processo de ensino das Ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores de sexto a nono anos. Partindo desse objetivo. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os culturais.

o professor. das competências e das habilidades mediadoras nessa ação. Nesse sentido. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. estimulará a produção de conhecimento sociocultural autônomo do aluno e grupal. buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. 6. no processo de ensino-aprendizagem de Ciências no sexto a nono anos do Ensino Fundamental. sem fugir dos princípios metodológicos que or ientam esta proposta. a exposição da produção sociocultural individual e grupal. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade autônoma do aluno e na contextualização dos conhecimentos socioculturais presentes nesse processo. etc. os professores. por meio de atividades/ 66 . os professores concebem-se no processo de ensinoaprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola.Sumário principal pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses anos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de conceitos científicos. Nesse sentido. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. com a metodologia. Sendo assim. Também nesse processo.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. a identificação e resolução de problemas socioculturais e socioambientais.1. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. Nesse sentido. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. tarefas pedagógicas. Partindo dessas premissas. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que permitam-lhes conhecer e dominar suas atividades cotidianas. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades.

conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. orientamos que as atividades/tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. confrontação de ideais. problemáticas. mapas conceituais. por meio de entrevistas. 6. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. 3. temas geradores. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. 2. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. 7. revistas de divulgação científica e documentos escritos ou digitais. Para isso propomos que se identifiquem. o mundo ou a sociedade em geral e o próprio processo de produção de conhecimentos. eixos temáticos. a resolução de problemas cotidianos em grupo. jornais locais e de outros estados. 4. etc. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. pesquisa em grupo. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. etc. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. revistas. o professor buscará motivar constantemente a interação discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). por meio de leituras de vídeos. para isso propomos. Sendo assim. produção de texto em grupo. uso de livros de Ciências. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas 67 . Com esse fim. 8. pesquisas.Sumário principal a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. 5. interação discursiva entre o professor e os alunos.

sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. 68 . junto a textos escritos por outros autores. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica.Sumário principal simbólicos de conhecimentos. logo depois de serem avaliados.

categorização. Ambiente físico-químico: ciclos e propriedades • Água • Ar • Solo 3. analisar a interação da sua comunidade com o meio ambiente e identificar os limites e as possibilidades dessa interação. • Consultar.Ciências • Conceito de Ciência 2. elaboração de resumos). Ambiente e saúde • Doença transmitida por água. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. identificação. etc. ar e solo • Medicinas convencionais e alternativas 69 . comparação.Sumário principal 6. resultado da conjunção de fatores sociais. realização de atividades extras.4 5ª Série Conteúdo Básico Comum . • Elaborar textos para relatar eventos. • Resolver situações-problema. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de Ciência. questões-problema. culturais. políticos. religiosos e tecnológicos. portanto. fenômenos. consulta e registro de fontes. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. cultura. tecnologia e meio ambiente. imagens. códigos e nomenclatura da linguagem científica.Ciências COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. gráficos e representações geométricas.1. • Articular. • Reconhecer a produção do acervo sociocultural (científico e não-científico) como uma produção humana sociohistórica. Introdução a Ciências • Conhecimentos culturais (religiosos. • Elaborar gráficos. entender. elaborar hipóteses. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. pensamento lógico e crítico. • Organizar os conhecimentos adquiridos. interpretar e produzir textos argumentativos e explicativos. tabelas. • Analisar. HABILIDADES • Ler. visitas. experimentos. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. entre outros: percepção. diagramas. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. CONTEÚDOS Eixo Meio Ambiente 1. elaboração de roteiros. observação. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). diferenciação. • Identificar ações de cidadania e de solidariedade. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. • Realizar as atividades com independência. explicação. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. • Valorar o trabalho em grupo. étnicos e científicos) • Evolução do conhecimento científico . avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. econômicos. • Aplicar os conceitos aprendidos para conhecer o ambiente físico-químico onde vive. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. interpretar. argumentação. descrição. conceitos. • Interpretar esquemas. e. • Elaborar objetivos de trabalho.

• Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. cultural. social. econômica e política. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. CONTEÚDOS 70 . • Compreender a subjetividade como ele mento de realização humana. HABILIDADES • Relacionar os problemas socioambientais e socioculturais com a promoção da saúde pública. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. de autoestima e respeito ao outro. social. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. mental e cultural dos indivíduos. produção de tecnologia e condições de vida. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. associado aos aspectos de ordem histórica. sendo participante ativo. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. • Conhecer e respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. consciente. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos.

tecnologia e meio ambiente.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. elaboração de resumos). interpretar. • Realizar as atividades com independência. Ecossistemas 3. descrição. Classificação dos  seres vivos 4. • Interpretar esquemas. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. recuperação e sustentabilidade ambiental. categorização. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Aplicar os conceitos aprendidos para refletir a interação entre o ser humano e o ambiente sociocultural e socioambiental. • Identificar as alterações causadas pela ação humana aos ecossistemas e refletir suas consequências. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Analisar. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. entender. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. associando a garantia de estabilidade dos ambientes e da qualidade de vida humana a ações de conservação. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. Ecologia • Conceitos • Relações ecológicas 71 . elaborar hipóteses. • Identificar a biodiversidade dos ecossistemas global e regional. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. códigos e nomenclatura da linguagem científica. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. comparação. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Participar de ações de cidadania e solidariedade. considerando as dinâmicas das populações. consulta e registro de fontes. explicação. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. pensamento lógico e crítico. CONTEÚDOS Eixo Os seres vivos 1. diferenciação. realização de atividades extras. • Consultar. identificação. • Valorar o trabalho em grupo. conceitos. questõesproblema. etc. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. argumentação. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. gráficos e representações geométricas. elaboração de roteiros. • Resolver situações-problema. • Articular. observação. entre outros: percepção. • Compreender a biodiversidade e a importância das relações ecológicas na manutenção do equilíbrio ambiental. Diversidade da vida • Conceito 2. tabelas. • Analisar propostas de intervenção nos ambientes. visitas. fenômenos. • Elaborar textos para relatar eventos. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. cultura. experimentos. diagramas.

HABILIDADES • Conhecer. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. social. autoestima e respeito ao outro. associado aos aspectos de ordem histórica. sendo participante ativo. analisar e compreender as interações dos seres vivos com o ambiente e sua importância para a existência da vida. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. cultural. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. • Reconhecer o ser humano como parte integrante e transformadora do meio ambiente. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. produção de tecnologia e condições de vida. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. social.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. econômica e política. CONTEÚDOS 72 . consciente.

contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. elaboração de roteiros. consulta e registro de fontes. categorização. experimentos. observação. realização de atividades extras. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. interpretar. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. participativo. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. relaciona-se. elaboração de resumos). identificação. • Realizar as atividades com independência. conceitos. Célula • Funções vitais 2. Saúde humana e o ambiente • Conceito de saúde • Doenças dos sistemas humanos • Relação meio ambiente e saúde • Políticas públicas para a saúde 4. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. exerce a cidadania e a democracia. • Conhecer as propostas de alcance individual ou coletivo. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. assumindo com responsabilidade a sua saúde e bem-estar e os demais. diferenciação. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. • Reconhecer-se como sujeito coletivo. • Valorar o trabalho em grupo. aprende. códigos e nomenclatura da linguagem científica. em especial nos brasileiros. como higiene e alimentação. argumentação. cultura. • Analisar. como formas de produção. comparação. interage. utilizandose de raciocínios lógicos e demonstrações. CONTEÚDOS Eixo Corpo Humano 1. • Reconhecer-se como corpo que age. • Conhecer diferentes interpretações de senso comum e científicas sobre práticas sociais. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. autônomo. pensamento lógico e crítico. adapta-se e deseja. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. que respeita e faz-se respeitar. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. entre outros: percepção. desenvolve-se. descrição. que visam à preservação e à implementação da saúde individual e coletiva. • Associar características gerais e adaptações dos seres humanos com o seu modo de vida e seus limites de distribuição nos diferentes ambientes. questões-problema. Morfofisiologia do corpo humano • Sistema digestório • Sistema respiratório • Sistema circulatório • Sistema urinário • Pele • Órgãos dos sentidos • Sistema nervoso • Sistema endócrino • Sistema reprodutor 3. explicação. e hábitos pessoais. elaborar hipóteses. Genética • Conceitos 73 . tabelas. entender. visitas. fenômenos. • Articular. • Consultar. • Interpretar esquemas. tecnologia e meio ambiente. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Resolver situações-problema.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. diagramas. vive. etc. • Elaborar textos para relatar eventos. gráficos e representações geométricas. solidário. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação.

socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. relações com o ambiente. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. longevidade. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. etc. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. social. bem como os cuidados necessários para uma vida saudável. autoestima e respeito ao outro. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. • Conhecer indicadores de saúde e desenvolvimento humano. manutenção do equilíbrio interno. • Identificar hábitos de autocuidado. autoestima e respeito ao outro. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. produção de tecnologia e condições de vida. cultural. social. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. renda e escolaridade. apresentados em gráficos. social ou cultural dos indivíduos. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. tabelas e/ou textos. associado aos aspectos de ordem histórica. natalidade. saneamento. CONTEÚDOS 74 . mental e cultural dos indivíduos. • Entender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização humana. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. HABILIDADES • Conhecer o corpo humano e seu funcionamento. como mortalidade. sendo participante ativo.) e fatores de ordem ambiental. econômica e política. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. sexualidade. nutrição. • Conhecer os processos vitais do organismo humano (defesa. consciente.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento socio cultural.

• Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. explicação. utilizando argumentos válidos e fundamentação teórica. • Articular. identificação. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. etapas. visitas. cultura. implicações sociais. Aspectos químicos da vida • Matéria e suas pro priedades físicas • Modelo Atômico de Dalton • Misturas e soluções • Reações químicas 2. substâncias e transformações químicas. categorização. • Integrar os conhecimentos e se posicionar diante das ações do ser humano sobre a natureza. elaboração de roteiros. resenhas). raciocínios lógicos e demonstrações. interpretar. substâncias e transformações químicas. rendimentos e taxas de sua obtenção e produção. questõesproblema. descrição. • Responsabilizar-se pelas atitudes tomadas. sem necessidade de intervenção do professor. elaborar hipóteses. • Planejar. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. • Consultar. Ciências e tecnologias • Energia nuclear • Energia eólica • Medicina nuclear • Produção e distribuição da energia elétrica 75 . códigos e nomenclatura da linguagem científica. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Valorar o trabalho em grupo. gráficos e representações geométricas. e para identificar suas propriedades. observação. HABILIDADES • Planejar. utilizandose de argumentos. fenômenos. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. experimentos. pensamento lógico e crítico. • Analisar. tecnologia e meio ambiente. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. diagramas. CONTEÚDOS Eixo Introdução à química e à física 1. • Reconhecer e fazer uso da pesquisa como forma de comprovar hipóteses. • Caracterizar materiais. hipóteses e argumentos. diferenciação. sínteses. • Elaborar textos para relatar eventos. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. calor e temperatura 3. realização de atividades extras. comparação. • Dominar e utilizar técnicas de estudos (organização de material. tabelas. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. entre outros: percepção. realizar e defender ações de cidadania e de solidariedade. etc. • Ler. compreender e extrapolar textos científicos. esquemas. • Planejar atividades de trabalho com base em objetivos. • Resolver situações-problema. elaboração de resumos. • Organizar os conhecimentos adquiridos. consulta e registro de fontes. conceitos. entender.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. Aspectos físicos da vida • Movimento e força • Eletricidade e magnetismo • Energia. • Reconhecer e utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais. • Interpretar esquemas. econômicas e ambientais. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. identificando propriedades. • Elaborar perguntas. organizar e realizar atividades de estudos. argumentação.

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COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural, socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana, associado aos aspectos de ordem histórica, cultural, social, econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais, produção de tecnologia e condições de vida, analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico, social, mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária, respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades, identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos, sendo participante ativo, consciente, ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana, valorizando a formação de hábitos de autocuidado, autoestima e respeito ao outro.

HABILIDADES • Descrever e comparar características físicas e parâmetros de movimentos de veículos, corpos celestes e outros objetos em diferentes linguagens e formas de representação. • Associar alterações ambientais a processos produtivos e sociais, e instrumentos ou ações científico-tecnológicos à degradação e preservação do ambiente. • Compreender o papel das ciências naturais e das tecnologias a elas associadas, nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social contemporâneo. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais, avaliando o papel da tecnologia no processo social e explicando transformações de matéria, energia e vida. • Utilizar os conhecimentos da química e da física para conhecer o mundo natural e para interpretar, analisar e planejar intervenções científico-tecnológicas no mundo contemporâneo. • Analisar diversas possibilidades de geração de energia para uso social, identificando e comparando as diferentes opções em termos de seus impactos ambiental, social, cultural e econômico.

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6.1.5 Referências
ALTET, M. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. Porto: Ed. Porto, 2000. BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. _______. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo : Hucitec, 1995. _______. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico, de Towards a Philosophy of the Act. Austin, EUA, 1993. BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2002. BRANCO, S. Meio ambiente & biologia. São Paulo: SENAC, 2001. BRASIL. Constituição (1988). Brasília, DF, 2002. _______. Lei nº: 9394. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 1996. _______. Lei n°: 10.172. Plano nacional de educação. 2001. _______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC / SEF, 1997. BRONCKART, J. Atividade da linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 2003. CARI, C. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo, 2008. Dissertação. 141p. CHASSOT, A. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. Ijuí, RS: Unijuí, 2003. _______. Educação consciência. Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC, 2003. CARVALHO, A. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. In: MORTIMER; SMOLKA, A. (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. Metodologia de ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1994. _______ et al. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. FAUNDEZ, A. O poder da participação. São Paulo: Cortez, 2001. FIORIN, J. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2007. GIORDAN A.; DE VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996. KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1987. _______; MARANDINO, M. Ensino de ciências e cidadania, São Paulo: Moderna, 2004. LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. São Paulo: Papirus, 1997. LEONTIEV, A. et al. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Centauro, 2005.

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LIBÂNEO, J. Didática, São Paulo: Cortez, 1994. MOLL, L. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Medicas, 2002. MORIN, E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. _______. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2003. MOREIRA, A; SILVA, T. (Org.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2002. MORTIMER, E. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994. p. 281. Tese (Doutorado em Educação). _______. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: UFMG. 2000. _______; SMOLKA, A (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. OLIVEIRA, M. (Org.) Investigações cognitivas: conceito, linguagem e cultura. Porto Alegre: Artmed, 1999. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999. SACRISTÁN, J. O currículo uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Medicas, 2000. _______. Poderes instáveis na educação. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999. SAVIANI, D. Educação do senso comum à consciência filosófica, São Paulo: Autores Associados, 2004. SEPULVEDA, C.; EL-HAANI, C. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. Investigações em ensino de ciências, v. 11, n. 1, p.1-20, mar. 2006. SILVA, T. (Org.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. VYGOTSKY, L.; LURIA, A.; LEONTIEV, A. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998. WESSMANN, H. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre: Artmet. 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Medicas, 1998.

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Matemática

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6.2 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e da aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas e culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA

&CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente aos números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A história da humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004), que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas, sobretudo, que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora

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dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica. Assim, se deve:
Fazer menos...
• Aula expositiva • Trabalho individual • Trabalho em contexto • Trabalho abstrato • Temas tradicionais do passado • Memorização instantânea • Informação acabada • Atividades fechadas • Exercícios rotineiros • Simbolismo matemático • Tratamento formal • Ritmo uniforme • Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

Fazer mais...
• Orientação, motivação • Trabalho em grupo • Aplicações cotidianas, globalização • Modelização e conexão • Temas interessantes de hoje • Compreensão duradoura • Descoberta e busca • Atividades abertas • Problemas compreensivos • Uso de linguagens diversas • Visualização • Ritmo personalizado • Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a

normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento).

13 Alsina, C.2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental, que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de competência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp.81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, p.81-82).

6.2.1 Contribuição da disciplina para a formação humana
Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Ainda para Freire (1996, p.30), ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Portanto, antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar, a fim de transformá-los e ressignificá-los, é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Dentro dessa perspectiva, defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –, mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Além disso, o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos, sociais, físicos, entre outros.

Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais, guardando estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas ao longo dos tempos relacionadas com a história da Matemática. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos, seja a comunidade local, o município, o Estado, o país ou o mundo. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Possibilitar situações que levem o estudante a validar estratégias e resultados,

6.2.2 Objetivos da disciplina
Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão, consideramos os seguintes objetivos:

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de forma que possam desenvolver o raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. Apresentar a Matemática de forma a permitir ao estudante comunicar-se matematicamente, ou seja, que saiba descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral, escrita e pictórica, estabelecendo relações entre elas e as diferentes representações matemáticas.

cionalização de conceitos e representações matemáticas, nos quais o fazer, o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. As situações a propor aos alunos, tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento, devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade, permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas, de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizadas, os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos, que envolvam raciocínios aritméticos, geométricos e algébricos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos, para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo, constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula.

6.2.3 Principais alternativas metodológicas
Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas, como resolver problemas, realizar atividades de investigação, desenvolver projetos e atividades que envolvam jogos e ainda resolver exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos, é a meta desta proposta. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados, discussão de estratégias e institu-

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A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos, propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema, bem como a construção da capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações, além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica, construída pelo homem, na qual haja lugar para conjecturas, refutações e demonstrações. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor, com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem; os alunos, com seus conhecimentos, emoções, visão da sociedade onde vivem e suas interações, etc. e, por último, os problemas selecionados com uma determinada intenção, visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. No entanto, ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem, precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemá-

tica como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar resposta correta aplicando procedimentos adequados. É necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido, desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados, testar seus efeitos, comparar diversos caminhos para obter a solução, o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Isso desenvolve no aluno a criatividade, a reflexão, a argumentação, enfim, o pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição).Nessa forma de trabalho, o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. Enfatizamos, pois, que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Para Soligo (2001).
o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de

14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões, saberes, atitudes e crenças.

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situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos.

A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende, portanto, de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento, nos processos essenciais da formação do cidadão, na forma de conjecturar, fazer inferência, descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente, uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola, antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar, meios para realizar projetos, fonte de conceitos para pensar novas ideias. Galvis (1988) afirma que o

computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem, antes de qualquer outra coisa, como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. Diferentemente do que alguns educadores temem, não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual, valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, para contribuir com a aprendizagem da Matemática é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação, e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Os preços acessíveis e a facilidade de serem encontradas as tornaram instru-

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mentos imprescindíveis. Afinal, quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto, é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso, e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas, seja na construção de conceitos, na resolução de problemas, na organização e gestão de dados ou em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. No entanto, trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história

da Matemática, tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos, além de seu caráter motivador. Para tal, evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino- aprendizagem da Matemática na escola, os jogos, os materiais concretos, o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática, auxiliando no caminho para a abstração matemática, bem como o trabalho com jogos, que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia.Como exemplo, convém lembrar que a observação precisa dos dados, a identificação das regras, a procura de uma estratégia, o emprego de analogias, a redução a casos mais simples, a variação das regras, entre outras possibilidades, são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. No âmbito pedagógico, é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos, pois os alunos não ficam na posição de meros observadores, e transformam-se em elementos ativos, na tentativa de busca da estratégia vencedora, buscando solucionar o problema posto à sua

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frente. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. O livro didático, por sua vez, tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor, convertendo-se em um dos apoios disponíveis para o professor; talvez o mais importante, o mais facilmente acessível, na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo, na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso, atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. Para tal que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos, e a internet, com sua gama de conexões, no sentido de ampliar as informações e repertório textual. Ressaltamos o trabalho com projetos, que se harmoniza com a resolução de problemas, tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Além disso, os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade, quando articulam vários ramos do saber, além

de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade, que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural, além de contribuir para ações que ao entender esse contexto o modificam. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e aliado a isto uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula.

COMPETÊNCIAS/HABILIDADES Dentre as competências gerais para todos os anos do Ensino Básico citamos: Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Raciocinar logicamente, fazer abstrações com base em situações concretas, generalizar, organizar e representar. Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática.

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Resolver problemas, criando estratégias próprias para sua resolução, desenvolvendo a imaginação e a criatividade. Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo, indutivo, probabilístico, por analogia, plausível, etc. Utilizar as novas tecnologias de computação e informação. Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções. Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. Outras competências, igualmente fundamentais para o Ensino Básico, estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: Reconhecer e utilizar símbolos, códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. Identificar, transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções.

Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento, percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. Compreender dados estatísticos, interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos, estabelecendo tendências e possibilidades. Identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. Diante de formas geométricas planas e espaciais, reais ou imaginárias, conhecer suas propriedades, relacionar seus elementos. Calcular comprimentos, áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. Utilizar grandezas diversas para medir espaço, tempo e massa. Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem, estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. Identificar a formulação em linguagem matemática, em uma situação-problema apresentada em certa área do conhecimento.

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6.2.4 Conteúdo Básico Comum - Matemática 5ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver es tratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros e suas representações e utilizações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. CONTEÚDOS Números e operações • Os números no dia-a-dia. • Operações fundamentais. • Multiplicação: ideia proporcional. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita e representações. • As frações: ideia de parte-todo e razão, representações numéricas e pictóricas. • O conceito de equivalência de frações: comparação e operações. • A porcentagem: escrita e repre sentações. • Os números inteiros: conceito e representação. • Raciocínio proporcional.

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COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas.

HABILIDADES • Registrar ideias e procedimentos. • Empregar média aritmética em situações-problema em que ela se faz necessária. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da matemática. • Observar, explorar e investigar. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Reconhecer posições relativas entre retas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas, utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

CONTEÚDOS Tratamento da informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Coleta de dados e organização em gráficos de barra. • Leitura e interpretação de textos diversos. • Média aritmética. Geometria, grandezas e medidas • Visualização e análise de sólidos e polígonos. • Medidas de comprimento mais utilizadas. • Retas paralelas, perpendiculares e concorrentes. • Perímetro de figuras planas. • O sistema métrico decimal: a história das medidas e transformações de unidades, aplicações. • As unidades não-padronizadas de medidas. • As unidades padronizadas de medidas de comprimento (metro, centímetro e quilômetro). • As unidades de massa (quilograma e grama). • As unidades de volume (litro e mililitro). • Unidades de tempo (hora, minuto, segundo, ano, década, século).

• Visualizar, reconhecer, analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Compreender o conceito de comprimento, massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções.

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6ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver estraté gias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros, suas representações e utilizações, bem como suas propriedades e a aptidão para utilizá-los em situações concretas. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. CONTEÚDOS Números e operações • Operações fundamentais. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita, representações e cálculos com decimais. • As frações: ideia de parte-todo e razão, e suas representações e cálculos. • Retomar o conceito de equivalência de frações. • Números decimais: decimal finito e dízimas periódicas. • A porcentagem: escrita e representações. • Os números inteiros: conceito, representação e operações. • Resolução de problemas envolvendo os inteiros. • Potências e raízes. • Raciocínio proporcional: razão e proporção; grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. • Resolução de problemas envolvendo o raciocínio combinatório. • Porcentagem. • Juros. • Escalas.

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• Perceber a beleza das construções matemáticas. reconhecer.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Observar. HABILIDADES • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Reconhecer ângulos nas figuras geométricas e saber medi-los utilizando instrumentos adequados. • Visualizar. • Perímetro. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Orientação espacial: direção. • Compreender o conceito de comprimento. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Média aritmética e ponderada. analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. na harmonia e na organicidade de suas construções. sentido. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Processar informações diversas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. eixo cartesiano. massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Soma dos ângulos internos de um polígono. grandezas e medidas • Conceito de espaço e tempo do ponto de vista natural. • Registrar ideias e procedimentos. Geometria. • Medindo ângulos. explorar e investigar. • Área de figuras planas. translação e rotação. • Compreender o conceito de comprimento e massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre estes conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Construção de gráficos de barras e setores. muitas vezes expressa na simplicidade. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Medidas de capacidade e massa (aplicação para resolução de problemas): áreas e volumes. • Utilizar a imaginação e a criatividade. CONTEÚDOS Tratamento da informação • Coleta de dados e organização em tabelas e gráficos. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. 94 . • Reconhecer as unidades que medem comprimento e áreas e utilizá-las para os cálculos na resolução de problemas diversos. • Dividindo o grau e a hora. • Criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Simetria de reflexão.

• A resolução de problemas envolvendo equações e sistemas. contextos numéricos e geométricos. • Cálculo literal: letra como variável e incógnita. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. aplicação para resolução de problemas. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Equação do 1º grau: conceito de igualdade e equivalência. • Sistemas do 1º grau. incluindo os símbolos.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Analisar as relações numéricas. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. HABILIDADES • Procurar padrões e regularidades para formular generalizações em situações diversas. 95 . CONTEÚDOS Álgebra • As regularidades e generalizações. Resolução.

• Procurar e explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. 96 . racionais e irracionais. • Produtos notáveis: utilizá-los com a finalidade de simplificar o cálculo algébrico. CONTEÚDOS Números e operação • Operar utilizando o cálculo mental. • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. multiplicação. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. subtração.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Efetuar cálculos mentalmente. • Reconhecer situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. a estimativa. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Analisar as relações numéricas. utilizando-a na resolução de problemas do cotidiano. • Os conjuntos numéricos: inteiros. explicitá-las em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. incluindo os símbolos. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. a calculadora e os algoritmos. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. Q e IR). • Reconhecer os números reais e irracionais e suas representações. • Expressar quantidades por meio da notação científica. • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com as expressões algébricas. • Os cálculos com frações e decimais. potenciação e radiciação. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Resolução e proposição de problemas envolvendo as operações de adição. divisão. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Resolução de problemas de porcentagem. bem como decidir qual dos métodos é apropriado à situaçãoproblema. • Efetuar as operações básicas envolvendo expressões algébricas e entendê-las como generalizações das propriedades e operações dos números. • O conjunto dos números reais: relação entre os conjuntos numéricos (IN. com algoritmos ou usando calculadora. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. Álgebra • Representar algebricamente uma situação-problema. • As escalas e suas aplicações. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. Z.

Sumário principal COMPETÊNCIAS • Relacionar e aplicar os saberes da matemática nas diversas áreas do conhecimento. grandezas e medidas • Proporcionalidade: semelhança. CONTEÚDOS Geometria. • Circunferências: cálculo de comprimento. • Noções de estatística: cálculo de médias e moda. • Diferenciar círculo e circunferência e reconhecê-los nas formas diversas e nas diferentes culturas. bissetriz. mediana e altura).polígonos. • Gráficos de barras. teorema de Tales. diagonais de polígono. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. área e volume. homotetia. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Identificar a diversidade nas diferentes cultura e profissões. • Reconhecer os vários tipos de triângulos e estabelecer relações de semelhança e congruência. • Perceber a beleza das construções matemáticas. setores e linhas. • Pontos notáveis do triângulo (circuncentro. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Congruência de triângulos. escala. • Área do círculo. baricentro e ortocentro). • Coletar e organizar dados de pesquisa. HABILIDADES • Calcular comprimentos. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Registrar ideias e procedimentos. • A construção de triângulos. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Construções geométricas utilizando régua e compasso e geometria dinâmica. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Leitura e interpretação de dados em tabelas e gráficos. incentro. muitas vezes expressa na simplicidade. • Cálculo de perímetro. Tratamento da informação • Organização de dados em tabelas e gráficos. • Saber utilizar instru mentos geométricos para efetuar medições e construção de objetos geométricos. 97 . • Elementos do triângulo (mediatriz. • Construções geométricas . • Processar informações diversas. na harmonia e na organicidade de suas construções.

interpretálos e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Processar informações diversas. • Chances e possibilidades. • Reconhecer números reais e irracionais. • Saber lidar com dados probabilísticos e combinatórios. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Estatística: frequências e moda. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. estabelecendo tendências e possibilidades. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Registrar ideias e procedimentos. • Saber expressar quantidades por meio da notação científica. CONTEÚDOS Números e operações • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. 98 . bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. • Gráficos de reta e parábola: esboço e análise.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer as várias representações dos números e do uso da notação científica. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Porcentagens e juros. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. utilizando-as na resolução de problemas do cotidiano. • Introdução à probabilidade. • Potenciação e radiciação. • Coletar e organizar dados de pesquisa. saber suas propriedade e operar com eles. A estatística • O tratamento da informação: leitura e interpretação de tabelas e gráficos (do cotidiano e estatístico). • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. suas representações. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Compreender dados estatísticos. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados.

na harmonia e na organicidade de suas construções. • Calcular comprimentos. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. Geometria. • Equação do 2º grau: representação. incluindo os símbolos. função do primeiro grau e do segundo graus. • Reconhecer a geometria nas artes e nas diferentes culturas. 99 . • Analisar as relações numéricas. • Saber utilizar instrumentos geométricos para efetuar medições e construção de polígonos inscritos e circunscritos na circunferência. • Entender e perceber as razões trigonométricas. • Figuras espaciais – poliedros. os polinômios. muitas vezes expressa na simplicidade. • Perceber os objetos geométricos que aparecem nas diversas profissões e entender seus usos. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. HABILIDADES • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com polinômios. • Noções de trigonometria. • Resolver problemas que envolvam relações entre variáveis. • Geometria das profissões. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Equações do primeiro e segundo graus. resolução algébrica.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Saber aplicar a trigonometria para o cálculo de distâncias inacessíveis e outras situaçõesproblema. • Funções . CONTEÚDOS Álgebra • Noções de funções via resolução de problemas. • Aplicações da Trigonometria (por exemplo. • Regularidades e generalizações. • Perceber a beleza das construções matemáticas.conceito. resolução de problemas relacionando-os à geometria. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • A linguagem algébrica: variáveis. resolução pelo método da soma e produto. • Polígonos inscritos e circunscritos. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. propondo problemas do cotidiano. • Aplicação do cálculo de volume para resolução de problemas. grandezas e medidas • Cálculo de áreas. • Geometria e artes. incógnitas. • Teorema de Pitágoras (aplicação para resolução de problemas). distâncias inacessíveis).

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Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 03 .Área de Ciências Humanas Anos Finais .

área de Linguagens e Códigos. Série.Ciências Humanas. 01 .com. 03) Conteúdo dos volumes : v. 2009. – Vitória : SEDU. 03 . – (Currículo Básico Escola Estadual .Ensino médio. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.Vitória/ES .Ensino fundamental.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. 4. II.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. 3. CDD 372. Ensino fundamental . v. I. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. Ensino médio . 26 cm. ISBN 978-85-98673-04-2 1. Título.Espírito Santo (Estado) .Ensino fundamental. área de Ciências Humanas.19 CDU 373.Ensino fundamental. v. área de Linguagens e Códigos. v. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências Humanas / Secretaria da Educação. área de Ciências da Natureza.Currículo. Ensino . v. . anos iniciais. Guia de implementação. anos finais. anos finais. 112 p. 03 .3. Ensino fundamental .111. anos finais. César Hilal.Currículo.CEP 29. 02 . nº 1. 2. 01 .Info Consultoria.056-085 . área de Ciências da Natureza. ES.Currículo.Ensino médio. Santa Lúcia . área de Ciências Humanas. v.Ensino médio.br Espírito Santo (Estado). v. 02 .

” Paulo Freire . igualmente sujeito do processo...Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. ao lado do educador. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.

Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Foerste . Ilia Crassus Pretralonga. Eliana Aparecida Dias. Luciene Tosta Valim. C. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Paulo Roberto Arantes. Gina Maria Lecco Pessotti. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Paulo Roberto Arantes. Maria da Ressurreição. Antonia Regina Fiorotti. Fabiano Boscaglia. Christina Araújo de Nino. Iza klipel. Marlene Athaíde Nunes. Marilene Lúcia Merigueti. Christina Araújo de Nino. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Alcimara Alves Soares Viana. João Firmino. Coelho Ambrozio. Sebastiana da Silva Valani. Fernandes. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Alexandre Nogueira Lentini. Edna dos Santos Carvalho. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Elza Vilela de Souza. Cortez. João Luiz Cerri. Vaneska Godoy de Lima. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Conciana N. Larmelina. Johan Wolfgang Honorato. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Edy Vinicius Silverol da Silva. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. do Nascimento. Novais Rocha. Simone Carvalho. Carlos Sebastião de Oliveira. Renata Garcia Calvi. Rodrigo Nascimento Thomazini. Ires Maria Pizetta Moschen. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Ilza Reblim. Rodrigo Vilela Luca Martins. Cláudia Regina Luchi. Malba Lucia Gomes Delboni. Israel Bayer. Sara Freitas de Menezes Salles. Sabrina D. Lurdes Maria Lucindo. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Alves. Edimar Barcelos. Dilma Demetrio de Souza. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. de Oliveira. Lima. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Cérlia Silva de Oliveira. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Ana Helena Sfalsim Soave.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Bastos. Núbia Lares. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Neire Longue Diirr. Leila Falqueto Drago.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Raquel Marchiore Costa. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Alvarenga Vieira. Jaqueline Oliozi. Barbosa. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Marcos Leite Rocha. Marta Margareth Silva Paixão. Maria Alice Dias da Rosa. da Silva Scaramussa. Alaíde Schinaider Rigoni. Luiza E. Ferreira.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Maria Aparecida Rosa. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Maria José Teixeira de Brito. Kátia Elise B. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Luciene Maria Brommenschenkel. Pedro Paulino da Silva. Evelyn Vieira. Luciane R. Rosangela Maria Costa Guzzo. Sônia A. Cezar.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste .SEDU Ana Beatriz de C. Elenivar Gomes Costa Silva. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Silma L. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Maria da Penha C. Pereira. Cátia Aparecida Palmeira. Luciane S. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Carla Moreira da Cunha. Márcia Gonçalves Brito. Cátia Aparecida Palmeira. Telma L. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Irineu Gonçalves Pereira. Magna Maria Fiorot. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Eliane dos Santos Menezes. Verginia Maria Pereira Costa. Eliane Maria Lorenzoni. Chirlei S. Neyde Mota Antunes. Valéria Zumak Moreira. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Pedro Guilherme Ferreira. Márcia M. Rogério de Oliveira Araújo. Sandra Renata Muniz Monteiro. Maria do Carmo Braz. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Luiz Antonio Batista Carvalho. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Nilson de Souza Silva. Ana Paula Alves Bissoli. Renato Köhler Zanqui. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Hebnézer da Silva. Maura da Conceição. Epitácio Rocha Quaresma. de Castro. Elzimeire Abreu Araújo Andrade.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Jaqueline Justo Garcia. Martinelli. Paulo Roberto Arantes. Elisangela de Jesus Sousa. Renato Santos Pereira. de Quadros P. Torres. Cristina Louzada Martins da Eira. Eliethe A. Ires Maria Pizzeta Moschen. Renan de Nardi de Crignis. Patrocínio. Giovana Motta Amorim. Maria Nilza Corrêa Martins. Margareth Zorzal Fafá. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Angélica Chiabai de Alencar. Sandra Renata M. Alaércio Tadeu Bertollo.Arte Rita de Cássia Tardin . Martinelli. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Antônio Carlos Rosa Marques. Maria Adélia R. Nourival Cardozo Júnior. Edílson Alves Freitas. Sulâne Aparecida Cupertino. José Alberto Laurindo. Ernani Carvalho Nascimento. Roseane Sobrinho Braga. Gracielle Bongiovani Nunes. Sebastião Ferreira Nascimento. Luciana Oliveira. Naédina Barbieri. Eliane Carvalho Fraga. Luciete de Oliveira Cerqueira.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Bruna Wencioneck de Souza Soares. Luciano Duarte Pimentel. Maria Adelina Vieira Clara. Luciane Salaroli Ronchetti. Pedro Paulino da Silva. Jane Ruy Penha. Claudinei Pereira da Silva. Rodrigues. Ribeiro. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Jorge Luis Verly Barbosa. Hulda N. Freitas. Patrícia Maria Gagno F. Rosiana Guidi. Eliana C. Maria Geovana M. Rosângela Vargas D. Última da Conceição e Silva. Ana Paula Alves Bissoli. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Lyra. Karina Marchetti Bonno Escobar. Mirtes Ângela Moreira Silva. Valentina Hetel I. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Márcio Correa da Silva. Mohara C. Linderclei Teixeira da Silva. Edilene Klein. Denise Moraes e Silva. Sidinei C. Rachel Miranda de Oliveira. Vivian Rejane Rangel. Alan Clay L. Francisco Castro. Bastos. Edilene Costa Santana. Lúcia Helena Maroto. da Silva. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Maria Alice Dias da Rosa. Regina Jesus Rodrigues. Manzoli. Tarcísio Batista Bobbio. Américo Alexandre Satler. Paulo Alex Demoner. Campos Cruz. Irineu Gonçalves Pereira. Morati. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Alecina Maria Moraes. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Luciene Tosta Valim. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Léa Silvia P. Angelita M. Dalla Passos. Marta Gomes Santos. Mônica V. Dileide Vilaça de Oliveira. Ronchetti.C. Giuliano César Zonta. Lúcia H. Perin e Valéria Perina. Rita de Cássia Santos Silva. de Almeida. Soprani. Junqueira. Davel. Antônio Fernando Silva Souza. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Ediane G. Guaresqui Cruz. Vazzoler. S. Lemos.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Monteiro e Wagna Matos Silva. Agnes Belmonci Malini.Física Claudio David Cari . Eliane dos Santos Menezes. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Rodrigues Soyer. Carvalho Morais. Regina Zumerle Soares. Erilda L. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Anderson Soares Ferrari. Maria Cristina Garcia T.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Antônio Fernando Silva Souza. Sandra Fernandes Bonatto. Elzimeire Abreu Araújo Andrade.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Érika Aparecida da Silva. Mara Cristina S. Hebnezer da Silva. Renan de Nardi de Crignis. Magna Tereza Delboni de Paula. Renata da Costa Barreto Azine. . Jarbas da Silva. Jomar Apolinário Pereira. Giselle Peres Zucolotto. Salette Coutinho Silveira Cabral. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Eduarda Silva Sacht. P. Ivone Braga Rosa.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol .Língua Portuguesa Adriana Magno. Roberto Lopes Brandão. Angélica Chiabai de Alencar. SRE Carapina: Lucymar G. Tânea Berti. Alaíde Trancoso. Everaldo Simões Souza. Anelita Felício de Souza. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Teresa Lúcia V. João Carlos S. Jane Pereira. Angélica Chiabai de Alencar. Lea Silvia P. Benevides. Pinto. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Nascimento. Rosinete Aparecida L. Carmencéa Nunes Bezerra. Delcimar da Rosa Bayerl. Maria de Lourdes S. Patrícia Maria Gagno F.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Josimara Pezzin.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Fracalossi. Marlene M. Izaura Célia Menezes. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Lúcia Helena Novais Rocha. João Luiz Cerri. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Anderson Soares Ferrari. Gilcimar Manhone. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Danilza A. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Adna Maria Farias Silva. R. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Marcelo Ferreira Delpupo. Rosiane Schuaith Entringer.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Kátia Regina Zuchi Guio. Maria da Penha de Souza.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Oliveira. Braga. Carvalho. Margarida Maria Zanotti Delboni. Tania Mara Silva Gonçalves. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Organdi Mongin Rovetta. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Jomara Andris Schiavo. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Maria Elizabeth I. Edson de Jesus Segantine. Gleise Maria Tebaldi. C. Cristina Lúcia de Souza Curty. Marcio Vieira Rodrigues. Marcia Vânia Lima de Souza. Ivanete de Almeida Pires. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Edna Milanez Grechi. Ilza Reblim. Maria da Penha E. Ângela Maria Freitas. Rodrigues. José Christovam de Mendonça Filho. Sebastião Ferreira Nascimento. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Maria de Glória Sousa Gomes. Luiz Humberto A. Madalena A.

como um plano único e consolidado. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e.Sumário principal Prezado Educador. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. sem dúvida. a complexidade que envolve a infância e a juventude. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. na qual. quer sejam individuais ou coletivos. Para enfrentá-los. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. neste contexto. Temos certamente que comemorar. Como equipe. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. das superintendências e da unidade central. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. Educação Especial e Educação do Campo. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. ao longo dos anos. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . tendo como base um projeto de nação. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. conforme os termos constitucionais. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. O Estado. como unidade autônoma. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. por meio de mecanismos participativos. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. mas. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. Como síntese desse processo. sobretudo. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio.

pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. ciência e cultura. Entre os anos de 2004 e 2006. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. conectado com a dimensão universal. com qualidade social. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. nizados.500 educadores. por meio de atitudes. que desafios que precisamos enfrentar. Portanto. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas.Sumário principal e social de sua população. valores. costumes historicamente produzidos que. fortalecendo a grande complexidade. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. hábitos e consequentemente. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. O currículo é a materialização do ricos de discussão. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. da educação pública. muitas vezes. como a relação entre trabalho. tônomos e críticos. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. com vistas à promoção do educando e. entre vimento de crianças. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. 12 . Todos esses atores mente construídas. professores convidados.

mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. conhecimentos estanques e conservadores. Certamente. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. conteúdos com- 13 . no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Isto é. Para tanto. consequentemente.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. outros Educação Básica. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Além para cada disciplina da do CBC. resguardando as especificidades das escolas. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e.

lo ciência. produz conhecimentos. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. em alguns casos. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. cializadas na m