CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

Guia de implementação

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Médio Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Ensino Médio Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Ensino Médio Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Anos Iniciais

Anos Finais
Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Anos Finais
Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Anos Finais
Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Sumário

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL
Guia de Implementação

Sumário

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GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Info Consultoria, ES, Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.com.br Espírito Santo (Estado). Secretaria da Educação Guia de implementação / Secretaria da Educação. – Vitória : SEDU, 2009. 72 p. ; 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. 01 - Ensino fundamental, anos finais, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências Humanas; v. 01 - Ensino médio, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino médio, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino médio, área de Ciências Humanas. Volumes sem numeração : Ensino fundamental, anos iniciais; Guia de implementação. ISBN 978-85-98673-09-7 1. Ensino - Espírito Santo (Estado) - Currículo. 2. Ensino fundamental - Currículo. 3. Ensino médio Currículo. I. Título. II. Série. CDD 371 CDU 37.016

E77g

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal, nº 1.111, Santa Lúcia - Vitória/ES - CEP 29.056-085

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

“... nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire

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COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação, Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR - SEDU Ana Beatriz de C. Dalla Passos, Aparecida Agostini Rosa Oliveira, Conciana N. Lyra, Danilza A. Rodrigues, Denise Moraes e Silva, Eliane Carvalho Fraga, Hulda N. de Castro, Jane Ruy Penha, Josimara Pezzin, Lúcia Helena Maroto, Luciane S. Ronchetti, Luiza E. C. de Almeida, Malba Lucia Gomes Delboni, Márcia Gonçalves Brito, Márcia M. do Nascimento, Maria Cristina Garcia T. da Silva, Maria da Penha C. Benevides, Maria Geovana M. Ferreira, Maria José Teixeira de Brito, Mirtes Ângela Moreira Silva, Naédina Barbieri, Neire Longue Diirr, Rita de Cássia Santos Silva, Rita Nazareth Cuquetto Soares, Rosemar Alves de Oliveira Siqueira, Sandra Fernandes Bonatto, Sidinei C. Junqueira, Sônia A. Alvarenga Vieira, Tania Mara Silva Gonçalves, Tânia Maria de Paiva Zamprogno, Telma L. Vazzoler, Teresa Lúcia V.C. Barbosa, Valéria Zumak Moreira, Verginia Maria Pereira Costa, Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria, Eduarda Silva Sacht, Luciano Duarte Pimentel, Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite - História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós - Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira - Filosofia Maria da Conceição Silva Soares - Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo - Física Claudio David Cari - Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol - Química Maria Auxilidora Vilela Paiva - Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste - Educação Física Carlos Roberto Pires Campos - Língua Portuguesa Adriana Magno, Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças - Arte Rita de Cássia Tardin - Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino - Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida - Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao - Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. S. Foerste - Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos - Educação de Jovens e Adultos

PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Guaresqui Cruz, Agnes Belmonci Malini, Alaíde Trancoso, Alaércio Tadeu Bertollo, Alan Clay L. Lemos, Alcimara Alves Soares Viana, Alecina Maria Moraes, Alexandre Nogueira Lentini, Anelita Felício de Souza, Ângela Maria Freitas, Angélica Chiabai de Alencar, Angelita M. de Quadros P. Soprani, Antônio Fernando Silva Souza, Cristina Lúcia de Souza Curty, Dileide Vilaça de Oliveira, Ediane G. Morati, Edílson Alves Freitas, Edimar Barcelos, Eliana Aparecida Dias, Eliana C. Alves, Eliethe A. Pereira, Elisangela de Jesus Sousa, Elza Vilela de Souza, Epitácio Rocha Quaresma, Erilda L. Coelho Ambrozio, Ernani Carvalho Nascimento, Fabiano Boscaglia, Francisco Castro, Gilcimar Manhone, Gleydes Myrna Loyola de Oliveira, Gracielle Bongiovani Nunes, Hebnezer da Silva, Ilia Crassus Pretralonga, Ires Maria Pizetta Moschen, Israel Bayer, Ivanete de Almeida Pires, Jane Pereira, Jaqueline Oliozi, João Carlos S. Fracalossi, João Luiz Cerri, Jorge Luis Verly Barbosa, José Alberto Laurindo, Lea Silvia P. Martinelli, Leila Falqueto Drago, Lúcia H. Novais Rocha, Luciene Maria Brommenschenkel, Luiz Antonio Batista Carvalho, Luiz Humberto A. Rodrigues, Lurdes Maria Lucindo, Marcia Vânia Lima de Souza, Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart, Marcelo Ferreira Delpupo, Margarida Maria Zanotti Delboni, Maria Alice Dias da Rosa, Maria da Penha E. Nascimento, Maria da Penha de Souza, Maria de Lourdes S. Carvalho Morais, Maria Elizabeth I. Rodrigues, Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini, Marlene M. R. Patrocínio, Marluce Furtado de Oliveira Moronari, Marta Margareth Silva Paixão, Mohara C. de Oliveira, Mônica V. Fernandes, Neyde Mota Antunes, Nilson de Souza Silva, Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Raquel Marchiore Costa, Regina Jesus Rodrigues, Rodrigo Nascimento Thomazini, Rodrigo Vilela Luca Martins, Rosangela Maria Costa Guzzo, Rosiana Guidi, Rosinete Aparecida L. P. Manzoli, Sabrina D. Larmelina, Salette Coutinho Silveira Cabral, Sandra Renata Muniz Monteiro, Sebastião Ferreira Nascimento, Sérgio Rodrigues dos Anjos, Sulâne Aparecida Cupertino, Tânea Berti, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Última da Conceição e Silva, Valentina Hetel I. Carvalho, Vaneska Godoy de Lima, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues, Zelinda Scalfoni Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva, Américo Alexandre Satler, Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Bruna Wencioneck de Souza Soares, Carlos Sebastião de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Chirlei S. Rodrigues Soyer, Claudinei Pereira da Silva, Cristina Louzada Martins da Eira, Delcimar da Rosa Bayerl, Edilene Costa Santana, Edson de Jesus Segantine, Edy Vinicius Silverol da Silva, Elizabeth Detone Faustini Brasil, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Érika Aparecida da Silva, Giuliano César Zonta, Irineu Gonçalves Pereira, Janaína Nielsen de Souza Corassa, Jarbas da Silva, Jomar Apolinário Pereira, Linderclei Teixeira da Silva, Luciane Salaroli Ronchetti, Mara Cristina S. Ribeiro, Marcio Vieira Rodrigues, Maria Alice Dias da Rosa, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria Nilza Corrêa Martins, Maria de Glória Sousa Gomes, Marlene Athaíde Nunes, Organdi Mongin Rovetta, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Alex Demoner, Paulo Roberto Arantes, Pedro Guilherme Ferreira, Renan de Nardi de Crignis, Renata da Costa Barreto Azine, Renato Köhler Zanqui, Renato Santos Pereira, Rhaiany Rosa Vieira Simões, Sandra Renata M. Monteiro e Wagna Matos Silva. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos, Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto, Ana Helena Sfalsim Soave, Antônio Carlos Rosa Marques, Carla Moreira da Cunha, Carmencéa Nunes Bezerra, Christina Araújo de Nino, Cláudia Regina Luchi, Edilene Klein, Eliane dos Santos Menezes, Eliane Maria Lorenzoni, Giselle Peres Zucolotto, Ilza Reblim, Izaura Célia Menezes, Jaqueline Justo Garcia, Johan Wolfgang Honorato, Jomara Andris Schiavo, Kátia Regina Zuchi Guio, Lígia Cristina Magalhães Bettero, Luciene Tosta Valim, Magna Tereza Delboni de Paula, Márcia Carina Marques dos Santos Machado, Maria Aparecida Rosa, Maria do Carmo Braz, Maria Eliana Cuzzuol Gomes, Marta Gomes Santos, Núbia Lares, Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino, Renata Garcia Calvi, Roberto Lopes Brandão, Rosângela Vargas D. Pinto, Sebastiana da Silva Valani, Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros, Vivian Rejane Rangel.

Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior, Adna Maria Farias Silva, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Antônio Fernando Silva Souza, Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Cérlia Silva de Oliveira, Christina Araújo de Nino, Edna dos Santos Carvalho, Elenivar Gomes Costa Silva, Eliane dos Santos Menezes, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Evelyn Vieira, Hebnézer da Silva, Ires Maria Pizzeta Moschen, Irineu Gonçalves Pereira, Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, João Luiz Cerri, João Firmino, Léa Silvia P. Martinelli, Luciene Tosta Valim, Luciete de Oliveira Cerqueira, Marcos Leite Rocha, Margareth Zorzal Fafá, Maria Adélia R. Braga, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria da Ressurreição, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Rachel Miranda de Oliveira, Renan de Nardi de Crignis, Sebastião Ferreira Nascimento, Simone Carvalho, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva, Angélica Regina de Souza Rodrigues, Dilma Demetrio de Souza, Divalda Maria Gonçalves Garcia, Gleise Maria Tebaldi, Idalina Aparecida Fonseca Couto, Kátia Elise B. da Silva Scaramussa, Maria Lúcia Cavati Cuquetto, Maria Verônica Espanhol Ferraz, Maura da Conceição, Rosiane Schuaith Entringer, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França, Alaíde Schinaider Rigoni, Antonia Regina Fiorotti, Everaldo Simões Souza, Giovana Motta Amorim, José Christovam de Mendonça Filho, Karina Marchetti Bonno Escobar, Márcio Correa da Silva, Marilene Lúcia Merigueti, Nourival Cardozo Júnior, Rafaela Teixeira Possato de Barros, Rogério de Oliveira Araújo, Rony Cláudio de Oliveira Freitas, Roseane Sobrinho Braga, Sara Freitas de Menezes Salles, Tarcísio Batista Bobbio. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO - TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira, Lúcia Helena Novais Rocha, Luzinete de Carvalho e Terezinha M. C. Davel. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, Luciana Oliveira, Maria Adelina Vieira Clara, Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Cortez, Regina Zumerle Soares, Silma L. Perin e Valéria Perina. SRE Carapina: Lucymar G. Freitas, Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers, Iza klipel, Madalena A. Torres, Maria Aparecida do Nascimento Ferreira, Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Cezar. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio, Magna Maria Fiorot, Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra, Geovanete Lopes de Freitas Belo, Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Oliveira, Edna Milanez Grechi, Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares, Gina Maria Lecco Pessotti, Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães, Ilza Reblim, Ivone Braga Rosa, Luciane R. Campos Cruz, Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Lima. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.

Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.

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Caros Educadores, Dentre os grandes desafios que temos na educação capixaba, destaca-se a implementação do novo currículo escolar. Essa importante ação envolve a garantia do direito de aprender de todos e de cada aluno da Educação Básica. A educação que pretendemos está comprometida com a construção de uma cidadania consciente e ativa, que ofereça aos alunos conhecimentos que lhes possibilitem compreender e posicionar-se frente às transformações da sociedade, participando da vida produtiva; que possam relacionar-se com a natureza, produzir e distribuir bens e serviços, convivendo com o mundo contemporâneo. Em nossas escolas estudam crianças, jovens e adultos, em sua grande maioria, filhos da classe trabalhadora. Nessa escola contemporânea algumas novas tarefas passaram a se integrar à dinâmica educacional, não porque seja a única instituição responsável pela educação, mas por ser aquela que desenvolve uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas. A escola é reconhecida pela sociedade como a instituição da aprendizagem. No atendimento educacional aos ensinos Fundamental e Médio, espera-se que os alunos aprendam, de forma autônoma, a valorizar o conhecimento, os bens culturais e o trabalho; selecionar o que é relevante, investigar e pesquisar; construir hipóteses, compreender e raciocinar logicamente; comparar e estabelecer relações, inferir e generalizar; adquirir confiança e capacidade de pensar e encontrar soluções. É também necessário aprender a relativizar, confrontar e respeitar diferentes pontos de vista, discutir divergências, exercitar o pensamento crítico e reflexivo, comprometendo-se e assumindo responsabilidades. É importante também que aprendam a ler criticamente diferentes tipos de texto, a utilizar diferentes recursos tecnológicos, a expressar-se e comunicar-se em várias linguagens, opinar, enfrentar desafios, criar, agir de forma autônoma e que aprendam a diferenciar o espaço público do privado, a serem solidários, a conviver com a diversidade e a repudiar qualquer tipo de discriminação e injustiça. Em particular, no Ensino Médio, tais competências implicarão em promover uma mudança em seu contexto de vida, superando a visão de mera preparação para o vestibular com vistas ao ingresso no Ensino Superior. A perspectiva dos jovens brasileiros que hoje estão nessa escola é obter qualificação mais ampla para a vida e o trabalho, já ao longo de sua escolarização básica. A relação entre o jovem e o conhecimento não se encerra na aprendizagem mecânica e de memorização dos conteúdos. A formação do jovem deve passar pela formação cidadã, do trabalho como condição humana, do conhecimento científico, tecnológico e socio-histórico,

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criando condições para que ele possa aprender a aprender. Adequar a escola a seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas. Isso indica a necessidade de revisão do projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, criadas em outras circunstâncias, para um outro público e para um mundo diferente deste dos nossos dias. O Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento organizador da ação educativa vem assegurar um mínimo de unidade na rede estadual de ensino e pressupõe ainda a articulação necessária, em cada unidade escolar, com o Projeto Político Pedagógico. Estamos animados e esperançosos com o trabalho que juntos vamos realizar neste ano de 2009 na implementação e, consequentemente, na avaliação do novo currículo. Recomendamos que, de maneira saudável, possamos conhecer, aplicar, discutir e criticar o novo currículo, para que depois façamos as mudanças necessárias previstas no último trimestre deste ano. Como já é de seu conhecimento, a organização da impressão do documento curricular traz 7 volumes assim distribuídos: 1 Volume – Anos Iniciais do Ensino Fundamental 3 Volumes – Anos Finais do Ensino Fundamental (Áreas do Conhecimento) 3 Volumes – Ensino Médio (Áreas do Conhecimento) Todos contêm de forma idêntica o CAPÍTULO INICIAL do documento que versa sobre: Apresentação, O processo de construção do currículo, Princípios norteadores e Concepção de currículo, com ênfase na organização por competências e habilidades, seguido do texto O sujeito da ação educativa: o aluno. Destacamos a diversidade na formação humana que trazem as razões epistemológicas e sociológicas sobre a Educação Ambiental, as Relações Étnico-raciais e a População Indígena como aspectos da diversidade biológica e cultural. A seguir organizamos um item que discorre sobre a Dinâmica do Trabalho Educativo, apresentando reflexões acerca do processo ensino-aprendizagem, a avaliação da aprendizagem, os ambientes de aprendizagem existentes na escola, a relação professor e aluno e a pesquisa como metodologia de ensino. O 2º CAPÍTULO do documento curricular é específico de cada nível e etapa da Educação Básica, trazendo o Conteúdo Básico Comum (CBC). Abordamos a concepção de área de conhecimento,

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a contribuição da disciplina para a formação humana, os objetivos da disciplina, as principais alternativas metodológicas e as competências, habilidades e conteúdos. Cabe observar que o currículo não se restringe aos componentes do CBC. Na verdade, o CBC é, simplesmente, parte do currículo que está contextualizado no capítulo inicial e se concretiza no âmbito de cada unidade escolar. O Guia de Orientação para Implementação do Novo Currículo pretende subsidiar diretores, pedagogos e coordenadores de cada escola na coordenação e mobilização de todos os docentes em um intenso estudo e análise sobre o currículo escolar, direcionando as reflexões sobre as diferentes demandas sociais que chegam ao cotidiano escolar. Este Guia está organizado em três capítulos, estabelecendo os diferentes níveis de coordenação da gestão do novo currículo. O primeiro capítulo traz a gestão no âmbito da unidade escolar. Nessa etapa montamos seis indicações de roteiros para estudo do documento, quais sejam: Indicação 1 - Roteiro de Estudo da Parte I do documento (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 2 - Roteiro para elaboração dos Planos de Ensino (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 3 - Roteiro básico de Análise Situacional da escola Indicação 4 - Roteiro básico de Análise da Gestão Pedagógica Indicação 5 - Roteiro para estudo e análise do CBC Indicação 6 - Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico, que se articule com o novo currículo Compreendemos que a escola reconhece o grande desafio que é imputado à área educacional em relação ao enfrentamento dos problemas sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais, morais, religiosos, enfim, de toda a ordem, que caracteriza o mundo contemporâneo, exigindo posicionamentos e respostas no âmbito da instituição escolar. A nova educação pretendida a partir do Novo Currículo certamente é mais ampla do que aquela contida no antigo projeto pedagógico. Antes se desejava transmitir conhecimentos na forma de informações e procedimentos estanques; agora se deseja promover competências gerais, que articulem conhecimentos disciplinares ou não.

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Para tanto, é necessário que os tempos/espaços de debate coletivo entre os docentes sejam assegurados em cada unidade escolar, conforme estabelece o Calendário Escolar 2009 (dias 02 e 03/02, 20/07 e 02/10/2009). Recomendamos ainda que, em cada escola, sejam realizados encontros por área de conhecimento, organizados antecipadamente pelos pedagogos e coordenadores, com frequência de, pelo menos, um encontro de 5 horas/mês, tendo como referência as 20h mensais da carga horária, de cada professor, que é destinada à hora-atividade. No segundo capítulo detalhamos as competências das equipes regionais – SRE na gestão do novo currículo, junto às escolas jurisdicionadas, apoiando, orientando e intervindo no desenvolvimento dos seis Roteiros de Estudo, além da estruturação de relatórios regionais a serem encaminhados a Unidade Central. Destaca-se também a coordenação da elaboração do CBC regional, envolvendo os Professores Referências, correspondente a 30% dos conteúdos curriculares, seguindo o que estabelece o Plano de Trabalho. O terceiro capítulo apresenta as ações que serão desenvolvidas no âmbito da Sedu Central. Destacam-se o programa de formação de professores, contendo o Ciclo de Aprofundamento de Estudos – Currículo em Ação, que será realizado nas SRE, a Avaliação do Currículo Básico da Escola Estadual e a produção dos Cadernos Metodológicos por disciplina. Destaca-se ainda o Ciclo de Seminários Descentralizados com a coordenação das consultoras sobre o Novo Currículo da Rede Estadual. O currículo escolar, no nosso entendimento, elaborado com a efetiva participação dos profissionais da rede, aponta de forma intencional e clara a função precípua e específica da escola na construção, apropriação e socialização do conhecimento, o que lhe confere sentido social no processo de transformação coletiva. Assim, conclamamos nossos educadores, professores e demais profissionais da educação (docentes e pedagogos, técnicos pedagógicos, administrativos e de apoio ao trabalho escolar) a priorizarem, em suas rotinas de trabalho, essa importante ação coletiva, para juntos participarmos de uma ampla discussão sobre as nossas intenções educacionais e compartilharmos a construção de mais um capítulo na história da educação pública do Espírito Santo.

Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional

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Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 A Escola. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do ppp que se articule com o novo currículo. . . . . . . . . . 17 18 21 28 30 32

As Superintendências Regionais de Educação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 A Sedu/Central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 apêndices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Leituras Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Material de Apoio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 60

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Apresentação

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UMA NOVA ESCOLA PARA O ESPÍRITO SANTO
A construção da qualidade da educação requer, simultaneamente, condições escolares adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, dinâmica escolar voltada para o processo de aprendizagem, profissionalização do docente, democratização da gestão pública educacional e, consequentemente, escolar, estabelecimento de articulação entre instâncias governamentais e sociedade civil, avaliação periódica dos resultados pedagógicos, técnicos e de gestão obtidos e presença ativa da comunidade nos assuntos educacionais. Portanto, a qualidade da educação formal constitui processo multifacetado que, além do setor educacional, envolve ao mesmo tempo os diversos grupos sociais e segmentos institucionais, entidades da sociedade civil e o conjunto da sociedade, e também a própria história das relações entre todos esses segmentos na oferta dos diferentes níveis de escolaridade. O reconhecimento da qualidade como princípio constitucional e diretriz de política educacional não somente fortalece a concepção de que a ação educativa na qualidade de prática especificamente pedagógica cumpre uma função política, mas, sobretudo, resgata a atuação dos agentes da disseminação de conhecimentos, tecnologia, arte e cultura como processos históricos apresentados segundo óticas próprias; de produção do saber para os alunos, estimulando o desenvolvimento de posturas ativas perante o aprendido e o aprender, de sentimentos de cooperação e solidariedade ou competição na convivência social; de envolvimento crítico no mundo e nas esferas de trabalho, da política e da cultura. A educação tornou-se vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e equitativo na sociedade contemporânea e deve ser entendida como responsabilidade social onde a família e a comunidade também exerçam seus papéis. Tratar a educação como prioridade no Espírito Santo, para além da escolarização da população capixaba, tem significado para os governantes construir uma política de Estado em que o poder público atue como mobilizador e catalizador da e na sociedade e das diferentes instituições que organizam o Estado maior em torno de um pacto pela educação.

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O documento Espírito Santo 2025, plano que apresenta diretrizes estratégicas de longo prazo, propõe a organização da gestão pública, valorizando a educação como patrimônio por um desenvolvimento sustentável. Na Secretaria de Estado da Educação, o Plano Estratégico Nova Escola vem propor avanços na educação pública estadual no sentido de conceber, como referencial para o trabalho, o estudante enquanto sujeito de direitos e a escola como lócus do processo de ensinoaprendizagem. Ressignificar os espaços e tempos escolares numa perspectiva criativa e inovadora, apresentando como resultado a efetiva aprendizagem dos alunos, deve ser compromisso assumido por todos os sujeitos envolvidos: Unidade Central, Superintendências Regionais de Educação, unidade escolar, família e comunidade. Uma nova escola para o Espírito Santo pressupõe um novo olhar sobre o cotidiano, sobre o aluno e suas necessidades. Pressupõe mudança de postura, de deslocamento do lugar do saber para o lugar do saber-aprender, de valorizar a permanente atualização, a construção de sujeitos coletivos, politicamente envolvidos e comprometidos com a formação de um cidadão.

Portanto, o eixo principal da proposta da Nova Escola é a conexão entre as diversas ações, ou seja, a elaboração de um plano integrado para a melhoria da educação no Espírito Santo. Tendo sempre como foco a promoção da aprendizagem, a Sedu estabelece como prioridade: a valorização do planejamento e a inovação da gestão; o desenvolvimento das pessoas; a oferta e eficiência de infraestrutura e suporte; a efetivação de parcerias com a sociedade; a construção de um sistema de avaliação das escolas, gestores, técnicos e professores; a criação de um eficiente sistema de comunicação interna; e a valorização de inovações pedagógicas. Essas diversas ações, conectadas umas às outras, tendo sempre como valores o respeito ao ser humano, a igualdade de oportunidades, o comprometimento com resultados, a atitude ética, a transparência, o compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo e a valorização da identidade capixaba, com certeza possibilitarão não somente a melhoria de nossa rede de ensino, mas a concretização de uma nova escola no Espírito Santo, preparada para enfrentar os desafios e impasses presentes em nosso mundo contemporâneo.

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A Escola

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INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento
Este roteiro orienta os estudos da fundamentação da Parte I do Currículo e é prérequisito para o estudo das outras partes do documento. Data: 02/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola de unidade que ele representa para a rede estadual e o compromisso coletivo dos educadores na sua implementação. • Apresentar a estrutura geral do do cumento (organização do impresso e sumário). • Apresentar o Guia de Implementação. Segundo momento: 1 hora • Estudo do Documento Curricular – Parte Geral. • Leitura e debate dos textos - Apresentação e Princípios. Terceiro momento: 2 horas Trabalho em Grupo: Divisão em 3 grupos. Explicar que cada grupo fará a leitura dos textos iniciais do documento para apresentação posterior à plenária. Grupo 1 – Textos Conceituando Currículo e O Sujeito da Ação educativa: o aluno. Grupo 2 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação de Jovens e Adultos: saberes, experiência de vida e de trabalho; Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes; A Educação Especial: a dimensão escolar da inclusão.

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo). Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador, Professores e demais funcionários. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecer o CURRÍCULO BÁSICO DA ESCOLA ESTADUAL: bases conceituais, princípios, concepções do trabalho educacional, entre outros. Primeiro momento: 1 hora • Breve depoimento do professor refe rência ou do dinamizador, registrando o processo de construção participativo do documento curricular. • Registrar a importância deste documento para a aprendizagem dos alunos, o sentido

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Grupo 3 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação Ambiental na perspectiva de uma sociedade sustentável; A Educação para as Relações Étnico-raciais: afrobrasileiros e povos indígenas; e A Dinâmica do Trabalho Educativo. • Discussão na plenária, referenciando a dinâmica pedagógica da unidade escolar.

Questões: 1. A partir do que foi apresentado pelos grupos, como nossa escola pode melhorar a aprendizagem do aluno? 2. O Projeto Político Pedagógico da escola atende às demandas do novo currículo? 3. Quais são os pontos que nossa escola precisa mudar para promover a aprendizagem?

INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino
Este roteiro orienta a elaboração dos planos de ensino, que devem estar em consonância com o currículo, bem como com sua fundamentação. Seguirá, em anexo, uma matriz de registro deste plano. É fundamental que a produção coletiva seja garantida, para dar consenso pedagógico às atividades e à proposta da escola. Data: 03/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) e Março Local: na escola Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador e Professores. Propósito: Elaborar o plano de ensino de cada disciplina e série, articulado à visão de área do conhecimento. Primeiro momento: 30min Coordenação do Pedagogo • Apresenta o instrumento referencial para elaboração do plano de ensino. • Apresenta alguns destaques do ano anterior, a partir das avaliações: reflexões do Conselho de Classe, projetos que se destacaram pela promoção da

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo).

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Sumário

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aprendizagem, práticas inovadoras de alguns professores (exemplo). Segundo momento – 3h30min • Trabalho em grupo – Por área do conhecimento e níveis de ensino. • Leitura e debate do CBC e elaboração do plano de ensino de cada disciplina.

Obs. 1. Alertamos a equipe pedagógica para que a escola organize os grupos por área, contemplando todas as disciplinas e séries em cada nível (EF e EM) para a produção do plano de ensino. 2. A complementação da elaboração do plano de ensino deverá ser organizada pelo pedagogo da escola, considerando a hora/atividade do professor, conforme orientação no texto inicial, sendo 5h em fevereiro (JPP) e 5h em março.

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considerando o desempenho no ano anterior: 2º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Nº.Nº.Nº. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 20 .Sumário principal Plano de Ensino Anual SRE Escola Disciplina Professor 1º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Área de Conhecimento Série Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 4º BIMESTRE .Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 3º BIMESTRE .

Coordenador. 21 . culturais e tecnológicos significativos. as limitações. Pedagogo. ele deverá participar da coordenação deste estudo). os êxitos. Data: Maio e Junho Local: na escola Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. as relações estabelecidas. A análise situacional prevê a reflexão da prática pedagógica a partir da realidade apresentada nos indicadores e nas dificuldades objetivas.Sumário principal INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional As reflexões acerca do desenvolvimento educacional são apresentadas de forma a ressaltar a responsabilidade da escola e do sistema como um todo no sentido de fazer um acompanhamento criterioso desse desenvolvimento. que destaca os diferentes sujeitos atendidos nos níveis e modalidades de ensino. Esse roteiro deve ser desenvolvido em duas etapas. comprometidos com a formação humana. • Leitura: A dinâmica da ação educativa com destaque para o item avaliação. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecê-la sistematicamente a fim de organizar suas ações e atividades pedagógicas a partir da realidade da mesma. apresentada em todo currículo: a promoção da aprendizagem. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. • Retomar a leitura do princípio norteador “A aprendizagem como direito do educando”. Professores. como forma de garantir aquilo que é direito do educando: a apropriação de conhecimentos científicos. Este roteiro propõe à escola um estudo sobre si mesma. Estão propostos itens a serem preenchidos para análise da própria escola a partir de uma perspectiva pedagógica. Participantes: Direção. Primeiro momento • Deve-se fazer a leitura do capítulo da Diversidade na Formação Humana.

Matutino ( ) EF .anos iniciais C. Busque elementos complementares. Vespertino ( ) EF .anos iniciais B. Segundo momento Responder coletivamente o instrumento de análise situacional (anexo) e debater sobre os desafios e metas da escola para melhorar o desempenho dos alunos. Noturno ( ) EM ( )EP ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( )EJA ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( ) EJA ( ) EJA 22 . Informe-se. Atenção. seu Estado e a média do país. como educador. discuta. mais importante que preencher o instrumento é conversar coletivamente sobre cada dado contido para que todos conheçam de fato a escola que trabalham.Sumário principal Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. conhecendo a situação da educação no seu município. SRE ESCOLA Dados da escola 1. Reflita sobre suas causas e consequências. Quando você entende o problema. Instrumento Básico para Análise Situacional O primeiro passo para melhorar a educação é entender a situação em que sua escola está. Períodos de funcionamento da sua escola: A. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. reflita. é o principal agente da melhoria da educação.

Total de alunos matriculados em 2009 5. comunidade quilombola. E. ( ) Outras formas: 6. pomerano. atendimento itinerante e Escola Oralauditiva) 3. B. italiano. indígena. D. Atendimento à Educação Especial (sala de recursos. ( ) Por desempenho.Classe hospitalar.Sumário principal 2. ( ) Pelo comportamento. Outros atendimentos . C. Como são organizadas as turmas em sua escola? (as turmas e não a série) A. 4. Como foi indicado o processo de definição dos professores das turmas dos anos iniciais? Buscouse o perfil do professor alfabetizador? A equipe conhece o Projeto Ler. alunos privados de liberdade. ( ) Por idade. Escrever e Contar? 23 . ( ) Por ordem de chegada.

em sua escola: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 Medidas que serão adotadas para alcançar a meta: 8.Sumário principal 7. Qual foi o índice de repetência. Qual foi o índice de evasão em sua escola dos alunos: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 24 .

por série e segmento. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. Ensino Médio: 10. Ensino Médio: D. ( ) Desconheço os dados do ENEM. é: A. a taxa de defasagem idade/série dos alunos da sua escola em 2008. B. Quantos professores lecionam em sua escola em 2009? A. EJA: 11. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. Considerando a idade apropriada do aluno. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. Qual foi o desempenho da sua escola no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) realizado em 2008? A.Sumário principal Principais causas da evasão no ano passado: Medidas que serão adotadas para minimizar a evasão: 9. ( ) A escola não participou. MÉDIA GERAL COM CORREÇÃO Enem Brasil Estado Município Escola 25 . Ensino Fundamental – Anos Finais: C.

D. H. Qual foi a média das proficiências da sua escola no PAEBES (Programa de Avaliação da Educação Básica do ES)? DISCIPLINA Língua Portuguesa Matemática 4ª PAEBES 2004 MÉDIA ESTADUAL 2004 PAEBES 2008 MÉDIA ESTADUAL 2008 8ª 1ª EM 4ª 8ª 1ª EM 1ª EM 1ª EM 13. PROVINHA BRASIL (2008) MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 1 MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 2 C. Resultado do IDEB: IDEB IDEB 2005 da escola IDEB 2007 da escola Projeção do IDEB para 2009 Projeção do IDEB para 2011 4ª 8ª 14. ( ) Geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. ( ) Não são divulgados e discutidos com os pais e alunos. E. ( ) Não são considerados para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. ( ) São básicos para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. B. 26 . ( ) São divulgados e discutidos com os professores. F. ( ) São divulgados e discutidos com os pais e alunos. Em sua escola. ESCREVER E CONTAR (2008) AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE ALFABETIZAÇÃO BAIXO INTERMEDIÁRIO 1ª ONDA 2ª ONDA 1ª ONDA 2ª ONDA ALTO 1ª SÉRIE 2ª SÉRIE 15. LER. PROVA BRASIL (2007) SÉRIE 4ª 8ª LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA B.Sumário principal 12. ( ) Não geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. os dados das avaliações anteriormente citadas são: (assinale quantas alternativas desejar): A. C. ( ) Não são divulgados e discutidos com os professores. Outras avaliações: A. G.

Sumário principal 16. em qual componente curricular os alunos apresentam maior facilidade de aprendizagem e melhor desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA Das questões avaliadas. Das questões avaliadas. qual(is) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. em qual componente curricular os alunos apresentam maior dificuldade de aprendizagem e baixo desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA 17. 27 . No geral. No geral. qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo.

Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. a partir dos itens apresentados. Segundo momento: 1h30 Trabalho em grupo 1.2 – concentuando o currículo. Apresentar os princípios norteadores (item 2. Professores. item 2. Propósito: Levar a equipe a avaliar o trabalho de gestão da escola.1) alinhados ao conceito do currículo. (30min) 2. e para que esse processo se fundamente na formação humana é necessário que o ambiente escolar seja inclusivo e que as relações sejam éticas e democráticas.Sumário principal INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica Este roteiro trata da reflexão sobre a dinâmica da ação educativa no que diz respeito a: professor como mediador da aprendizagem. o educar pela pesquisa e a avaliação da aprendizagem. discutir coletivamente proposições para o enriquecimento da prática pedagógica. - Prova Alfabetização. ele deverá participar da coordenação deste estudo). - Repetência.3: o sujeito da ação educativa. A partir do momento inicial e da leitura realizada. a partir dos itens sugeridos abaixo: O AMBIENTE EDUCATIVO As questões propostas estão centradas na ideia de que a escola é o local onde se concretiza o processo ensino-aprendizagem. Data: 20/07 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola 3. Coordenador. Participantes: Direção. Primeiro momento: 1h Pedagogo 1. Pedagogo. propondo inovações para a melhoria da aprendizagem dos alunos. - Nota Paebes. relação professor-aluno. Leitura do item 2. - Ideb. 28 . Apresentar os indicadores de desempenho da escola discutidos na Análise Situacional: - Evasão. - Nota Enem. Apresentar em tópicos os conceitos do currículo estudados no capítulo inicial. 2.

São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe. PROPOSIÇÃO 29 . quadra. As relações profissionais pautam-se pela ética e pelo respeito mútuo.Sumário principal ITEM O ambiente escolar favorece o desenvolvimento do trabalho dos profissionais da escola. O uso do livro didático é orientado. Estimulam-se ações pelo dever de casa. exercícios e pesquisas são tratadas como oportunidade para aprender mais e melhor. Essas são registradas. planejada e reflete a prioridade no direito de aprender. inclusive no Conselho de Classe. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. E também a discriminação em relação aos alunos e suas famílias. No ambiente escolar os debates e as críticas são feitos de forma franca e aberta. São definidas diretrizes públicas específicas e funcionais de disciplina de alunos e professores. Organização e comportamento dos alunos nos demais ambientes da escola (especial contribuição dos coordenadores). A equipe reconhece que está variável e indicada como de forte influência para a aprendizagem.) A organização da sala de aula é pensada. Existe com frequência a utilização dos ambientes de aprendizagem (salas ambiente. O diálogo e a negociação são as estratégias mais utilizadas na resolução de problemas e conflitos no ambiente escolar. é combatida. Os planos de aula são compartilhados regularmente com pedagogos e demais professores. A correção das atividades. etc. Em sala de aula priorizam-se o diálogo e o respeito mútuo. São promovidas atividades escolares que visem à integração entre os profissionais da escola e alunos. velada ou não. Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. A discriminação entre os profissionais da escola. na busca de soluções. laboratórios. biblioteca. São realizadas atividades e dinâmicas de integração entre os profissionais da escola. Aplica-se e ou recomenda-se a utilização de metodologias inovadoras. As normas e regras são reconhecidas e respeitadas pelos professores. Participação dos alunos nas produções que organizam e regulamentam as relações de convivência na escola. Aspectos relevantes nas dificuldades na disciplina em sala de aula (especial contribuição dos coordenadores).

O pedagogo será o responsável pela síntese dos trabalhos em grupo. Propósito: Avaliar o CBC e propor alterações por disciplina sugerindo. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. 30 . oportunizando aos professores propor alterações em cada disciplina. ele deverá participar da coordenação deste estudo). Data: Agosto. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. qual(ais) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. As reuniões devem ser feitas por área de conhecimento. O pedagogo organiza a reunião por área de conhecimento. INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC Este roteiro trata da avaliação do CBC. apresentando um plano de trabalho com as inovações propostas. Obs. a partir de sua vivência no ano letivo. Das questões consideradas. se possível. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. até o momento. Orientar os professores para que façam um paralelo do CBC junto ao plano de ensino. Coordenador e Professores. conteúdos a serem desenvolvidos por área de conhecimento.Sumário principal Das questões consideradas. Setembro e Outubro Local: na escola Participantes: Pedagogo.

Registre vantagens do uso sistemático do Novo Currículo. propor competências.) Mudanças para a transferência de conteúdos para outra série. PROPOSIÇÃO 31 . Outras sugestões. se possível. Os princípios norteadores são considerados na atividade educacional diária. As competências.) Houve o desenvolvimento de projetos por área de conhecimento? Qual(is)? Faça um breve relato do(s) projeto(s).Sumário principal Primeiro momento AVALIAÇÃO DO CBC Quanto ao CBC – Conteúdo Básico Comum ITENS SUGERIDOS Quanto ao texto de área do conhecimento.. Quanto à proposta de implementação do currículo. Mudanças que propõe para a introdução de novos conteúdos por série. As competências. excesso de conteúdo. inadequação. As competências. Quais e argumente (ex. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a participação social.. Sugestões e alterações no CBC: nas propostas de alteração. propor pela área. Quais e argumente as razões das mudanças (ex.. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a autonomia para a aprendizagem. habilidades e conteúdos comuns à área do conhecimento. Ou seja. Quanto ao texto: “Importância da disciplina para formação humana". habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver o exercício da cidadania. livro didático. pré-requisito..

a partir da vivência do novo currículo. é importante que o sumário do Projeto Político Pedagógico seja revisto anteriormente pelo pedagogo para já adequá-lo antes da produção. Propósito: Reescrita do Projeto Político Pedagógico por professores. à avaliação. o pedagogo ficará responsável por compor Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. coor- 32 . diretor. Dessa forma. Data: Novembro Local: na escola denador e pedagogo. Pedagogo. pois nele são estabelecidas as diretrizes e as bases norteadoras das ações que levam à formação dos cidadãos. por exemplo. tanto com relação aos conhecimentos. Segundo momento: 2h30min Trabalho em grupos: O pedagogo faz a divisão dos grupos.Sumário principal INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico que se articule com o novo currículo Este roteiro pretende orientar a escola a articular o PPP com o currículo . conforme a apresentação anterior. avaliação. no que diz respeito à prática pedagógica. Cada grupo irá propor uma redação para o seu item. O roteiro deve ser desenvolvido respeitando a hora/atividade no limite de 5h/mês. Coordenador. quanto com relação ao papel da escola no seu entorno. Primeiro momento: 30 min O Pedagogo vai apresentar ao grupo os principais pontos do Projeto Político Pedagógico da escola. ele deverá participar da coordenação deste estudo). hábitos e atitudes que se entende devam integrar essa formação. Terceiro momento: 1h Cada grupo apresenta a produção e deve-se reservar um tempo para a discussão. Alertamos para a utilização dos demais instrumentos de avaliação contidos nos outros roteiros de estudo. Participantes: Direção. Professores e demais funcionários. de acordo com o quantitativo de grupos. e aos projetos que revelem a identidade pedagógica da escola. Após a apresentação e discussão.

As reflexões acerca da prática pedagógica procuram evidenciar que não basta que a ITENS DO PPP escola tenha profissionais com conhecimento em sua área de atuação. pais e alunos). nas diferentes séries). direção. O planejamento de conteúdos das disciplinas considera o tempo necessário ao educando para a aprendizagem. PROPOSIÇÃO O Projeto Político Pedagógico foi construído coletivamente (professores. O planejamento das atividades de sala de aula é elaborado de forma integrada (por ÁREA preferencialmente.Sumário principal o novo Projeto Político Pedagógico da escola e agendar uma outra reunião de apresentação do material para validação dos professores. As questões relativas à prática pedagógica da escola são discutidas coletivamente. coordenadores. Obs. equipe pedagógica. É preciso que esses conhecimentos estejam inseridos criticamente na realidade socioeconômica e política de nossa sociedade. funcionários. Os profissionais e os alunos da escola conhecem e valorizam a história da instituição. O planejamento das atividades de sala de aula é fundamentado no PPP. O PPP é discutido e atualizado. A elaboração e o desenvolvimento do planejamento de ensino são acompanhados pela equipe pedagógica. diretor. 33 . Para a adequação do Projeto Político Pedagógico ao Novo Currículo estamos apresentando um referencial de autoavaliação. Registramos que todos os demais itens contidos nos vários roteiros são complementares para o desenvolvimento deste trabalho de articulação do Projeto Político Pedagógico ao Currículo. A concepção de educação que fundamenta o PPP objetiva a aquisição crítica do conhecimento sistematizado pelo educando. Verificar se o Projeto Político Pedagógico atende às legislações estadual e federal. A escola procura registrar os eventos mais relevantes de sua história atual. Devem estar articulados a uma prática comprometida com o direito de aprender de todos e de cada um. As decisões coletivas orientam o planejamento das atividades desenvolvidas pela escola.

Sumário principal ITENS DO PPP Os professores organizam sua prática pedagógica de modo a proporcionar o tempo necessário à aprendizagem do educando. portanto. Existem mecanismos para o efetivo envolvimento dos pais nas questões pedagógicas da escola. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. especialmente nas que dizem respeito ao processo de ensino-aprendizagem dos seus filhos. etc. A escola trabalha questões sociais (violência.). Existem projetos articulados com órgãos públicos e outras instituições da sociedade civil para o desenvolvimento pedagógico e/ou atendimento às necessidades da comunidade escolar. Os alunos têm oportunidade de propor e realizar atividades na escola. sexualidade e outras) em seu planejamento de ensino. Na busca de soluções dos problemas disciplinares. inclusive no Conselho de Classe. Os conteúdos são trabalhados de forma contextualizada. O processo pedagógico considera e valoriza o conhecimento trazido pelo aluno. Os professores procuram utilizar estratégias e recursos variados em sua prática pedagógica. alunos. A disciplina é considerada uma questão pedagógica e. São desenvolvidas atividades diferenciadas de reforço de aprendizagem para alunos com dificuldades. As estratégias para enfrentamento dos problemas disciplinares são definidas coletivamente. A indisciplina dos alunos é tratada a partir da identificação de suas causas. policiais. trabalha-se em conjunto com os pais e/ou com familiares. somente como último recurso recorre-se a elementos externos à escola (Conselhos Tutelares. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. drogas. PROPOSIÇÃO 34 . quando necessário. pais e comunidade de forma clara e em tempo hábil. A aplicação dos recursos físicos e financeiros priorizam as questões pedagógicas. As programações especiais desenvolvidas pela escola são comunicadas aos profissionais. na busca de soluções.

qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. música. Existem projetos culturais (teatro. etc. A hora-atividade é organizada de forma a possibilitar encontros dos professores que atuam na mesma área. dança. São realizadas avaliações diagnósticas no início do ano letivo para o conhecimento do nível de aprendizagem dos alunos. A escola não permite o adiantamento de aulas e/ ou saídas antecipadas de alunos. A hora-atividade garante o tempo necessário ao professor para o trabalho individual e também para o trabalho coletivo. PROPOSIÇÃO Das questões consideradas. Feiras e exposições dos trabalhos de professores e alunos são realizadas com a participação da comunidade. A avaliação do desenvolvimento escolar prioriza o processo de ensinoaprendizagem e não a nota.Sumário principal ITENS DO PPP As matrizes curriculares estão contempladas de forma a organizar o conhecimento necessário a cada grau e modalidade de ensino. São elaborados planejamentos de ensino a partir da realidade evidenciada na avaliação diagnóstica. A equipe pedagógica e os professores discutem a forma de organização curricular da instituição. A escola desenvolve um trabalho de acompanhamento junto aos seus profissionais no atendimento de alunos com necessidades educativas especiais. A equipe pedagógica acompanha e contribui com os professores durante a hora-atividade. 35 . qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. Das questões consideradas.) desenvolvidos pela escola. A hora-atividade é utilizada exclusivamente para o desenvolvimento das atividades relacionadas à função docente.

Sumário principal As Superintendências Regionais de Educação .

se necessário. Verifique o quadro de profissionais da área pedagógica. independente das escolas que frequentem e. 39 . todos terão acesso aos mesmos conhecimentos atualizados e significativos. valorizados pela sociedade. Supervisione o trabalho em cada escola. Sempre é oportuno relembrar que essa proposta de organização curricular vai possibilitar que sejam garantidas as mesmas oportunidades a todos os alunos da rede estadual. As orientações para compatibilização serão definidas em reunião própria. mais precisam de ajuda. pedagogos e coordenadores). A partir do CBC é possível definir metas que todos os alunos tem direito a alcançar nas disciplinas estaduais. Entenda a situação da educação nas escolas que compõem a regional. Conheça aquelas de âmbitos nacional e estadual. Cumpra a legislação da educação. Elas deverão acompanhar e monitorar todas as atividades de estudos das escolas. de cada escola e.Sumário principal As superintendências são importantíssimas nessa etapa da implantação do currículo. e orientando e auxiliando em cada etapa do planejamento. bem como participar dos trabalhos. Conheça todos os indicadores e destaque aquelas escolas que. especialmente no que se refere ao papel que deverão desenvolver junto às escolas jurisdicionadas. Como estão sendo desenvolvidos. Assegure registros por escola contando o desdobramento das etapas. Acompanhe o desenvolvimento dos projetos que dinamizam o currículo. Faça um quadro demonstrando quais projetos estão presentes em quais escolas. Para a Superintendência Regional de Educação é necessário registrar a responsabilidade no âmbito de sua jurisdição. Monte um cronograma envolvendo a equipe técnica da SRE para acompanhar as etapas de implementação do currículo. além disso. Organize uma reunião anterior às agendas aqui planejadas. envolvendo o Corpo Técnico Administrativo (diretor. monte um plano emergencial para atender aquelas com deficiência. de modo que possam melhorar o próprio desempenho. Envie relatórios compatibilizados a Sedu/ Central de cada roteiro. Da mesma forma é possível e necessário avaliar o progresso de todos os alunos e as escolas em direção às metas definidas. pelos dados. especialmente pedagogos e coordenadores.

A coordenação geral desse trabalho é do supervisor pedagógico. com o apoio local dos técnicos do currículo e das equipes de EF e EM. 40 . Está ligado aos 30% de CBC que se dará em nível regional e local. na qual vamos apresentar um plano de ação próprio para as devidas adequações que a equipe regional sugerir.Sumário principal Outra ação de responsabilidade das SRE é a coordenação da elaboração dos aspectos regionais do currículo. Para esse trabalho a Sedu/Central está agendando reunião para o mês de março.

Sumário principal A Sedu/Central .

Acompanhar a implementação do Novo Currículo por meio dos relatórios das Superintendências Regionais de Educação e reuniões periódicas centralizadas e descentralizadas. 5. São atribuições da Unidade Central em 2009: 1. • O ensino pela pesquisa. Acompanhar a elaboração do CBC regional junto às Superintendências Regionais de Educação. a Unidade Central tem a responsabilidade de planejar e organizar o trabalho a ser desenvolvido pelas Unidades Escolares. 7. 2. 4. Planejar e efetivar. a partir dos resultados da pesquisa e dos relatórios encaminhados pelas SRE dos roteiros da Indicação 5. • Competências e habilidades. 43 . Temas de referência para os estudos: • As áreas do conhecimento. Coordenar a elaboração dos Cadernos Metodológicos junto aos Professores Referência. coordenadas pelas Superintendências Regionais de Educação. Coordenar a pesquisa de avaliação do Novo Currículo – a partir da contratação de uma instituição de pesquisa. as mudanças do currículo básico da rede estadual. junto a Gefor. Questões de investigação: • Os conteúdos estão adequados às séries? • Os temas transversais foram trabalhados? • O documento curricular facilitou a ação docente? • O documento é de fácil compreensão e utilização? 3. • Ambientes e recursos de aprendizagem.Sumário principal Na implantação do currículo. 6. Organizar o Ciclo de Aprofundamento de Estudos Descentralizados – Currículo em Ação. Organizar o Ciclo de Seminários Descentralizados sobre o Currículo da Educação Básica.

Sumário principal Apêndices .

de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar. mais adequado para constituirse em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato. porém. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. 10ª ed. aprender: leitura do mundo. humilde. sensível. porque reconhece um conhecimento antes aprendido e. p. um momento rico de seu aprender. no seu ensinar. tia não. Mas agora. O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. 47 . de outro. que ela os faz percorrer. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas. aberto. política e profissional do ensinante lhe coloca o dever 1 Esta carta foi retirada do livro Professora sim. se ache permanentemente disponível a repensar o pensado. o ensinante se ajuda a descobrir incertezas. equívocos. porque. mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. observada a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se. à sua ingenuidade e à sua criatividade – o ensinante que assim atua tem. que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre. mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade – razão por que seu corpo consciente. O fato. não como um burocrata da mente. de um lado. de modo algum. se abre às adivinhações dos alunos. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. acertos. assim como a significação igualmente crítica de aprender. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993.Sumário principal Leituras Complementares Ensinar. de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. estão grávidas de sugestões. pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo. O ensinante aprende primeiro a ensinar.. Escreve especialmente aos professores. É que não existe ensinar sem aprender e com isso eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. emocionado. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante. ao ensinar. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende. Cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho D’Água. sem o que não o aprende. leitura da palavra1 Paulo Freire Nenhum tema. convocando-os ao engajamento nessa mesma luta. A responsabilidade ética. rever-se em suas posições. em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas.

mais sistemático. Pelo contrário. sua formação se tornem processos permanentes. por isso. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos. se acha nos começos de sua escolarização. é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos. de acordo com o espírito mesmo deste livro. e portanto ensinantes. do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. sua capacitação. que envolve necessariamente estudar. que. de maior exatidão. Esta atividade exige que sua preparação. quer dela participemos como aprendizes. Não gostaria. o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. em primeiro lugar. Enquanto preparação do sujeito para aprender. em nível de uma posição crítica. ou como ensinantes e. envolve também de um lado a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou. do ler. como necessidade da própria reflexão. não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimento social ou natural e que. vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. se bem percebida e bem vivida. de se capacitar. estudar é. minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas. envolvendo o ensinar do ensinante. criador. o que me interessa aqui. assim. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. um quefazer crítico. mas busca uma síntese dos contrários. aprendizagem de quem. recriador. criança ainda. do observar. Comecemos por estudar. por parte de quem se prepara para a tarefa docente. aprendizes também. de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. Partamos da experiência de aprender. de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar. sequer. me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros. o ato de estudar implica sempre 48 . Assim.Sumário principal de se preparar. Sua experiência docente. de outro lado. de conhecer. a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber. Obviamente. insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa.

O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. fazendo-se também em busca da compreensão do texto e. três. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume. na verdade. sujeito da leitura. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas. portanto. difícil. em seu círculo de cultura. Mas. os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível. entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso. ganhar sua significação. mas gratificante. diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade. dos objetos nele referidos. Da compreensão e da comunicação. E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. por outro lado. estou estudando e estou lendo seriamente. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto. não posso ultrapassar uma página se não consegui com relativa clareza. quatro vezes pedaços do texto. uma alfabetizanda nordestina discutia. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido. daí. Se. entre outros pontos fundamentais. de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. De ler o mundo. e dessa ao concreto tangível.Sumário principal o de ler. mesmo que nesse não se esgote. Certa vez. exigente. jamais dicotomizar. A leitura da palavra. a importância do ensino correto da leitura e da escrita. sujeito do processo de conhecer em que se acha. Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar. Ler é uma operação inteligente. Uma das formas de realizarmos esse exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”. nos remete agora à leitura anterior do mundo. uma 49 .

são representações da realidade concreta. Há escolas que são asas. no fundo. trabalhando o barro. Assim como o jarro era apenas o objeto. o seu dono pode levá-las para onde quiser. esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”. O que elas amam são os pássaros em voo. produto do trabalho que. aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. vendido. (05/12/2001) 50 . Pois ontem. de fazer arte. através da “leitura” de uma série de codificações que. sua compreensão do processo em que o homem. O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. O voo não pode ser ensinado. viabilizava sua vida e a de sua família. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Aforismos são visões: fazem ver. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver. relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo. Discutia-se. se sustentava. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. criava com as mãos. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Folha de São Paulo. concretamente. Foi por isso que. sem preparo. cuja memória ela guardava no seu corpo. sob a forma de aforismos. o que é cultura. William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Gaiolas e asas2 Rubem Alves Os pensamentos me chegam de forma inesperada.Sumário principal codificação  que representava um homem que. Só pode ser encorajado. Porque a essência dos pássaros é o voo. um jarro. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. Fico feliz porque sei que Lichtenberg. lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Ensinar o voo. porque o voo já nasce dentro dos pássaros. trabalhando o barro. compreensão gestada sensorialmente. Tendências e Debates. criava o jarro. Deixaram de ser pássaros. mas também de fazer cultura. isso elas não podem fazer. Na sua experiência anterior. Engaiolados. sem explicar. Digo “atacados” porque eles surgem repentinamente. com a força de um raio. ultrapassando a experiência sensorial. Faço isto”. de repente. Agora. Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras 2 Gaiolas e asas – Rubem Alves. indo mais além dela.

em escolas de periferia. gritaria. E elas. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. É preciso que os adolescentes.. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames. ofensas. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço. Mas não podem. Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil. Balbúrdia.e a domadoras com seus chicotes. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres.. O que elas contam são relatos de horror e medo. provas e avaliações. Ia comendo.. Ouvindo os seus relatos. tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas. dentes arreganhados. punha fubá dentro e ficava escondido.. tenham uma boa educação. atraído pelo fubá. Violento. os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. esperando. eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais.. para testar a qualidade da educação. De acordo. batia as asas. criam mecanismos. Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo”? E os usos da partícula “se”? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga 51 . E. fazer avaliações. Fazia minhas próprias arapucas. E era uma vez um passarinho voante. timidamente. como dar o programa. o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos. Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. ameaças. pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. garras à mostra . pedindo silêncio. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca. O pobre passarinho vinha. ficava ensanguentado... entrava na arapuca e pisava no poleiro. fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres. desrespeito. vi uma jaula cheia de tigres famintos. que todos. Nos tempos de minha infância. crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos..Sumário principal de segundo grau. acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.

Esses dados não me dizem nada. Nessas duas palavras. que ultrapassa os limites de seu próprio campo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Há esperança.. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade. era “ferramenta” e “brinquedo” do corpo. não fica violento.. São obrigadas a ensinar o que os programas mandam. está o resumo da educação. ao ensinar. também engaioladas. “Ferramentas” são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Estamos dizendo que discutir educação e suas finalidades não é tarefa apenas dos educadores. O sujeito da educação é o corpo. Nietzsche dizia que ela. ferramentas e brinquedos. não tendo nenhuma utilidade como ferramentas. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Assim. “Brinquedos” são todas aquelas coisas que. porque é nele que está a vida. teria de se perguntar: “Isso que vou ensinar. São asas. a inteligência. há uma exigência de debate conjunto da educação. é ferramenta? É brinquedo?” Se não for. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas”. Isso é hábito velho das escolas. aprender “brinquedos”. Mas eu sei que há professores que amam o voo dos seus alunos. de suas relações e de sua própria sobrevivência. dão prazer e alegria à alma. Fica alegre. É ele que dá as ordens.. É o corpo que quer aprender para poder viver. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.. A educação no século XXI No século XXI. que a sociedade deve incorporar essa exigência e compreender na educação suas possibilidades de 52 . Ferramentas e brinquedos não são gaiolas.. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. vendo as asas crescer. é melhor deixar de lado. sabendo que é inútil. todo professor.. a educação é considerada um indispensável patrimônio da humanidade na construção de seus ideais. E aprender à sua maneira”. Nesse sentido.Sumário principal as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante”? Qual a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professoras.

Vale considerar que essa é uma das prementes tarefas da escola. Como sabemos. enfoca a necessidade planetária da compreensão mútua. nos remete à dimensão humana do compreender. de sua história. aprender a viver junto e aprender a ser. O primeiro deles. Esse pilar ressalta as demandas do mundo contemporâneo e a importância das relações diante dele.Sumário principal avançar e acompanhar um mundo de rápidas transformações. o seu conceito de educação de qualidade: aprender a conhecer. os caminhos para o desenvolvimento desse pilar. 53 . de suas tradições e de sua espiritualidade”. de conhecer e de descobrir. A investigação se configura a estratégia de orientar a descoberta. de modo interdependente e integrado. como espécie. A Unesco. o conhecimento é infinito e o homem. Podemos compreender esses pilares como grandes desafios da educação e da sociedade. dentro da escola e da sala de aula. desenvolvendo o conhecimento dos outros. O segundo pilar indicado pela Comissão é relativo à capacidade humana de viver junto. utilizá-las a serviço de sua geração e da humanidade. Em outras palavras. uma das principais contribuições da educação para o indivíduo é favorecer o acesso à informação. “trata-se de aprender a viver conjuntamente. não basta disponibilizar a informação. Desse modo. ao longo da história de homens e mulheres. Essa dimensão diz respeito à qualidade de vida dos humanos nas suas correlações com seus pares. é fundamental instrumentalizar as pessoas para utilizá-las. Esse pressuposto nos orienta a pensar que educar pela pesquisa é uma importante estratégia conceitual e metodológica no sentido de viabilizar. de com-viver. pode promover o diálogo permanente sobre as relações estabelecidas na vida social. estabelece quatro pilares que sustentam. não cessa em produzi-lo e reproduzi-lo. E ainda. A escola. por trabalhar com pessoas diferentes em espaços comuns. De igual modo importante é oferecer a ele a oportunidade de construir as competências necessárias para garantia desse acesso. Na realidade. aprender a conhecer nos remete para o trabalho de descoberta dos mecanismos de constru- ção e apreensão dos conhecimentos. aprender a fazer. de respeito e convivência pacífica com as diferenças e com o outro. Conforme o relatório. Sem dúvida. por meio do Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI presidida por Jacques Delors. de estimular a construção de conhecimentos. aprender a conhecer.

pautada no princípio de que as atitudes e responsabilidades pessoais interferem no destino coletivo. aprender a fazer. uma responsabilidade de geração com relação à sua próxima. A vida neste novo século solicita uma educação que permita aos educandos associar a técnica com a aplicação de conhecimentos teóricos. relacionar o que se estuda com o que se faz. Isso se torna. qualifiquem as pessoas para a vida em conjunto. que o corpo e a alma são indissociáveis. O aprender a ser está entre os elementos preconizados no relatório. Esse pilar sinaliza que os humanos não nascem prontos para a vida em sociedade.Sumário principal O sentido do terceiro pilar. que quem executa também pensa. com as demandas do cotidiano. Em suma. Sugere que os processos educativos. pois. também executa. tanto das escolas quanto das famílias. que a ideia e a matéria são complementares no entendimento da totalidade. 54 . Refere-se à demanda contemporânea de uma postura ética. é afirmar que a educação não pode aceitar a imposição de opção entre a teoria e a técnica. de compreensão e solidariedade humana. o saber e o fazer. As velhas dicotomias do passado devem ceder espaço a uma práxis pedagógica que admita que quem pensa. vale afirmar que a educação no século XXI está estreitamente vinculada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes e a princípios éticos. com a utilização de conhecimentos no contexto de vida dentro e fora da escola.

e é direito de todos conhecê-los. Informe-se. Procure se informar sobre a qualidade do ensino no país. Recomendações Entenda a situação da educação O primeiro passo para melhorar a educação é entender sua situação atual. conhecimentos e experiências dos alunos e da comunidade escolar.br/ Faça sua parte 55 . Proponha que sua escola seja um espaço de aprendizado. suas causas e consequên3 www. pode fazer a sua parte. Há sempre algo novo e interessante para ser aprendido. todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação para melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados. Procure entender quais são os problemas da educação brasileira. é o principal agente da melhoria da educação. Quando você entende o problema. Encare a diversidade de maneira positiva Tire proveito da heterogeneidade de saberes. discuta.todospelaeducacao. nas escolas próximas. Veja como você. Além disso. pois é ele quem está com o aluno diariamente e tem nas mãos as ferramentas para ensiná-lo. reflita. cias. Para ser educador. como educador.org. Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados. no seu Estado. é preciso estudar sempre e ter em vista onde você quer chegar com seus alunos. educador. e que poderá te ajudar a influir positivamente na educação das pessoas ao seu redor. como a Prova Brasil e o Saeb. Na seção Números da Educação você encontra essas informações. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. Promova a interação entre eles.Sumário principal Documento integrante do “Todos pela Educação”3 O educador é o principal trabalhador brasileiro. Busque sempre aprimorar seus conhecimentos Procure sempre dar sequência à sua formação acadêmica. tanto no Ideb como em avaliações educacionais. por meio de cursos de graduação ou pós-graduação e programas de capacitação. na sua cidade.

A presença constante do diretor da escola é fundamental. e deve fazer funcionar um sistema de supervisão de professores com foco no desempenho dos alunos. que é a rede de ensino.Sumário principal Escola boa é aquela em que o aluno aprende A melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos. para organizar seu tempo de forma eficiente. o diretor deve garantir um sistema eficaz de reforço escolar para os alunos com dificuldades em algum conteúdo específico. E. Além de ser peça-chave na identificação das necessidades locais. de forma integrada às metas da rede de ensino. mensalmente. Diretor: Assuma a liderança Assuma a liderança de forma democrática e cooperativa com todos os segmentos da equipe. O diretor é o responsável maior para a escola ter e cumprir o regimento escolar e a proposta pedagógica – que dará origem aos planos de curso e de aula. os dados da escola. o diretor deve conduzir as ações da escola de forma articulada com as políticas emanadas pela Secretaria de Educação – que deve receber. e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. 56 . Ele deve ter competência para ocupar um papel central na gestão do cotidiano escolar e na articulação da escola com a comunidade escolar. Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola. Como lida com questões internas e externas da escola. gerida pela Secretaria de Educação. O diretor não deve ser visto apenas como o administrador do prédio da escola. As metas da escola também devem ser estabelecidas. Diretor: Seja responsável pela qualidade de ensino A melhor gestão administrativa de nada vale se os alunos não estiverem aprendendo. a avaliação capaz de dizer se a escola é boa ou ruim é aquela que nos mostra se os alunos estão ou não aprendendo. é necessário ter sempre em mente o que é e o que não é prioritário. anualmente. mas são parte de um organismo muito maior. mas como o grande administrador da aprendizagem dos alunos. Diretor: Articule-se com a Secretaria de Educação Como a escola não trabalha de forma isolada. As escolas devem ter algum grau de autonomia. se a escola existe para ensinar.

os conteúdos e os métodos de ensino devem ser adequados e ajustados às suas necessidades e às características dos alunos. os objetivos. Os alunos precisam tê-los em mãos para poder tirar o melhor proveito possível do que esses materiais podem trazer para seu aprendizado. Se alguma necessidade urgente lhe impedir de estar em sala de aula. 57 . elaborar resumos. para ter sucesso na sala de aula. ou ser incentivados a construírem seus blogs – diários na internet. Cuide e melhore o acervo da biblioteca. obras de literatura infanto-juvenil. Professor: Procure não faltar Lembre-se de que o aluno precisa de você.Sumário principal Diretor: Assegure o cumprimento do ano letivo Assegure o cumprimento integral do ano letivo. pois eles são material de uso diário. Participe da elaboração dessas propostas e assegure seu cumprimento. é necessário que você seja substituído por pessoa de igual competência e que conheça o andamento dos planos de aula. sem perder de vista que. Você pode. a partir delas. Os alunos podem também ser envolvidos na elaboração e manutenção da página da escola na internet. abrir a biblioteca fora do horário das aulas e para a comunidade. ainda. com um mínimo de quatro horas de aula por dia. Assegurar a pontualidade e frequência dos professores e funcionários da escola também é necessário. Diretor: Abra a biblioteca e a sala de computação Não tranque livros e computadores. Aulas de qualidade se refletem na aprendizagem dos alunos. disponibilizando. Professor: Planeje suas aulas Elabore planos de curso e planos de aula de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela escola e com o programa de ensino da Secretaria de Educação. Isso é lei. livros de ficção e não-ficção. dicionários e enciclopé- dias. descontados os intervalos escolares. Diretor: Assegure as condições de trabalho Assegure as condições e os meios para que os professores implementem a proposta político-pedagógica da escola. sua escola pode incentivar os alunos a usarem a internet para fazer pesquisas sobre temas atuais e. As escolas precisam garantir um mínimo de 200 dias letivos. além dos livros didáticos. Quanto aos computadores.

como selecionar informações. Professor: Não desista de ensinar a nenhum aluno Todos precisam. tais como matérias de jornais. textos expositivos e literários. Divulgue também o regimento da escola para pais e alunos. Professor: Reforce a autoestima dos alunos É preciso que educadores difundam ao máximo os gestos. etc. embalagens.Sumário principal Professor: Ensine a estudar Ensine os procedimentos de estudo. Valorize o esforço e os trabalhos elaborados pelos alunos. Diretor: Mantenha uma boa relação com as famílias Divulgue a proposta pedagógica de cada série para os pais dos alunos poderem acompanhar o seu cumprimento ao longo do ano letivo. à compreensão de textos e à escrita. gere expectativas nos alunos sobre os textos. Distribua os boletins com resultados dos alunos nas épocas previstas pelo Regimento Interno 58 . Conheça de antemão os textos que você apresentará à classe. tomar notas. as palavras que reforçam a autoestima das crianças e favoreçam o seu sucesso na sala de aula e na vida. instruções de jogos. as atitudes. que deve ser compartilhada pela família e pela escola. interpretação e o diálogo entre os estudantes. Esse tipo de atitude pode ser decisivo na vida de uma criança ou um jovem. anúncios. Estimule esse hábito oferecendo aos alunos contato com diferentes tipos de textos. fazer resumos e sínteses. Prontifique-se a ajudar sempre que chamado. faça comentários. embora todos sejam capazes de aprender. etc. O desempenho escolar de um aluno é responsabilidade do professor. têm direito e capacidade de aprender. O hábito da leitura abre aos alunos uma perspectiva prazerosa de aprendizagem. perguntas e promova a reflexão. Nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo. Essas habilidades são básicas e essenciais para toda a vida do aluno. cartas. regras da escola. receitas. Comente-os e exponha-os em murais e varais fora e dentro da sala de aula. Professor: Incentive o hábito da leitura Dê atenção especial à leitura.

antes da data de expiração e em quantidades apropriadas. ainda. quantidade e diversidade apropriadas. Mantenha esse espírito ao se relacionar com os pais e alunos. Quanto mais a escola estiver inserida em seu contexto social e mantiver uma boa relação de parcerias. Fiscalize a merenda escolar Acompanhe. Mantenha um relacionamento transparente e receptivo com os pais e familiares. Acompanhe também se a escola os armazena de forma correta e os distribui enquanto estão frescos. Abra a escola para a família dos alunos e conheça a história e as características de cada um. Além disso. mais do que destinatários. e informe-os sobre como está o desempenho de seus filhos na escola. verifique e cobre que os recursos públicos destinados à merenda escolar sejam garantidos e bem geridos. 59 . maior será a colaboração de todos. Demande que os governos municipal e estadual mantenham atualizadas as situações cadastrais (qual escola frequenta. dicas sobre como eles podem ajudar suas crianças a estudar e acompanhar as aulas. Reconheça a escola como um espaço de construção do conhecimento e de integração com a comunidade. que impactam diretamente na saúde da criança e em seu desempenho escolar. Para tanto. Fiscalize o Bolsa-Família Verifique se os alunos beneficiários do BolsaFamília matriculados em sua escola estão frequentando as aulas. abrindo seus espaços para outras atividades e públicos – desde que isso não comprometa os direitos dos seus alunos. você pode verificar em sua escola se os alimentos comprados pela prefeitura têm qualidade. Promova a gestão democrática A gestão democrática implica que os educadores. devem ser considerados interlocutores e parceiros da escola no cumprimento de sua missão: fazer com que todas as crianças da escola efetivamente aprendam.Sumário principal das Escolas. vacinações e outras ações estipuladas pelo Ministério da Saúde. Dê. se concluiu os ciclos de estudos etc) de cada criança em idade escolar. Eles são parceiros fundamentais da escola. familiares e a comunidade. verifique e cobre que os beneficiários do programa levem suas crianças aos postos de saúde para realizar exames.

Flavia Moreira Da Indicação1 Indicação 2 Indicação 3 02 03 X X – X X X Indicação 4 Indicação 5 Indicação 6 Títulos relacionados que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. Michel Costa. disponível em todas as escolas estaduais EDITORA AGIR Nº 1 2 TÍTULO Como descobrir sua genialidade: aprenda a pensar com as dez mentes mais revolucionárias da história Aquarelas do Brasil 60 Agosto Março Junho Julho Maio Abril .Sumário principal Material de apoio Cronograma físico de estudos dos roteiros Novembro X Setembro X Fevereiro Outubro X AUTOR Gelb.

Smole. o neonazismo no Brasil e no Mundo AUTOR Salem. Lino e Outros Durante. o possível e o necessário Educação de Surdos: a aquisição da linguagem AUTOR Fainguelernt Macedo. Ezequiel Theodoro Da EDITORA ATUAL Nº 1 TÍTULO As tribos do mal. Kátia Stocco e Outros Lerner. Ludimila Tomé De Soares. 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Aprendendo valores éticos Literatura e letramento Formação de professores – pesquisas. Marta Meirieu. P. Cândida Geraldi. Júlio Emílio Diniz Castenhema. Leôncio e Outros (Orgs) Pereira. João Vanderlei Haydt. Ronaldo 61 .) Pereira.Sumário principal EDITORA ARTMED Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Fazendo Arte com a Matemática Aprender com jogos e situações-problemas Alfabetização de adultos: leitura e produção de textos A pedagogia entre o dizer e o fazer : a coragem de começar Ler. Aparecida (Org. Márcia Botelho Paiva. Maria Lúcia Claver. Magda Silva. escrever e resolver problemas – habilidades para aprender matemática Ler e escrever na escola: o real. Helena EDITORA AUTÊNTICA Nº. Maria Lúcia Andrade. representações e poder Aprendizagem contextualidade: discurso e inclusão na sala de aula Professores leitores e sua formação Diálogos na educação de jovens e adultos A construção do letramento na educação de jovens e adultos Escrever e brincar: oficinas de texto AUTOR Fagundes. Regina Cazaux Soares. Ronice EDITORA ÁTICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Como analisar narrativas O texto na sala de aula Avaliação do processo Ensino-Aprendizagem Linguagem e escola: uma perspectiva social A produção da leitura na escola AUTOR Gancho. Delia Quadro.

Husair Doreen. R Contijo. M. Simone (Org. 1 2 3 4 5 6 TÌTULO Palavras sagradas de diferentes povos e religiões O que sabemos sobre Budismo O que sabemos sobre Cristianismo O que sabemos sobre Hinduísmo O que sabemos sobre Islamismo O que sabemos sobre Judaísmo AUTOR Kubric. Anita Watson.) Ganeri. A. C. De Caparroz. Edgar EDITORA BRASILIENSE Nº 1 2 TÍTULO O iluminismo e os reis filósofos O que é Religião AUTOR Salinas. Anita Shahrukh.L Góes. Duckur Costa Bezerra Padilha. Rubem EDITORA CALIS Nº. Claudia Mariab Mendes EDITORA AVE MARIA Nº 1 TÍTULO Nosso Folclore AUTOR Prado.Fine 62 .M. Luiz Alves. Ana Lúcia G. Francisco Eduardo Bezerra.Sumário principal AUTORES ASSOCIADOS Nº 1 2 3 4 5 6 TÍTULO O mundo da escrita no universo da pequena infância Entre a Educação Física na Escola e a Educação Física da Escola Em busca da formação de indivíduos autônomos nas aulas de Educação Física Práticas pedagógicas na educação especial: a capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental Políticas e práticas de educação inclusiva Alfabetização: a criança e a linguagem escrita AUTOR Faria. Carol Ganeri. Zuleika De Almeida EDITORA BERTRAND Nº 1 TÍTULO A cabeça bem feita: repensar a reforma e o pensamento AUTOR Morin.

Sumário principal EDITORA CIA DAS LETRAS Nº 1 2 3 TÍTULO Arte moderna A era dos extremos: o breve século XX. Edgar EDITORA DP&A Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Gestão da escola: desafios a enfrentar Filosofia para crianças Professora pesquisadora. Giulio Carlo Hobsbawn. O lugar da poesia e da ficção. Anamélia Bueno Coletivo De Autores Citelli. uma práxis em construção Prova um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas Quando falam os professores alfabetizadores Quem sabe que erra? Reflexões sobre avaliação e fracasso Verde cotidiano: meio ambiente em discussão AUTOR Cury. 63 . letramento e inclusão social Letramento literário: teoria e prática AUTOR Mollica. Vasco Pedro Lacerda. Alice e Outros Morin. Maria Cecilia Cosson. Rildo EDITORA CORTEZ Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Leitura e construção do real. vol. Adilson Casimiro. Maria Tereza Moretto. Adilson Buoro. Mitsi Pinheiro De Estebam. Sofia Larche Kohan Walter Estebam. Maria Reigota. Eric Ginzburg. Ligia (Coord) Citelli. 1914-1991 Relação de força: história. Carlo EDITORA CONTEXTO Nº 1 2 TÍTULO Fala. I Outras linguagens na escola (v. retórica e prova AUTOR Argan. M. Carlos Roberto Jamil Vieira. 6) Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte Metodologia do ensino e educação física Aprender e ensinar com textos não-escolares Política de currículo em múltiplos contextos Os sete saberes necessários à educação do futuro AUTOR Chiappini.

e Outros EDITORA FLOR & CULTURA Nº 1 2 TÍTULO Percursos com a leitura Olhares e perguntas sobre ler e escrever AUTOR Souza.. Vera Teixeira De e Outros EDITORA FTD Nº 1 TÍTULO Atlas Geográfico – Turma da Mônica AUTOR Souza. JOSÉ EDITORA LOYOLA Nº 1 TÍTULO Pesquisa na escola: o que é. D. como se faz AUTOR Dagno.Sumário principal EDITORA EDUFES Nº 1 TÍTULO Pesquisa e educação especial: mapeando produções AUTOR Jesus.. Graça Aguiar. Maurício De QTD 591 EDITORA GRAFER Nº 1 TÍTULO Vitória. M. cidade presépio AUTOR Tatagiba. Santinho Ferreira De EDITORA FORMAR Nº 1 TÍTULO A construção do Espírito Santo AUTOR Conti. Raquel Félix LOTE 32 – EDITORA FORMATO Nº 1 2 TÍTULO Tipos de texto: modos de leitura Era uma vez. 64 . na escola: formando educadores para formar leitores AUTOR Paulino. Santinho Ferreira De Souza.M.

Melinda EDITORA MARTINS FONTES Nº 1 2 TÍTULO A redação na escola Coesão e coerência nas narrativas escolares escritas AUTOR Franchi. Egle EDITORA MEDIAÇÃO Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Filosofia da criação A formação do ator A criança e a pintura Indisciplina/Disciplina Removendo barreiras para a aprendizagem AUTOR Meira. Yves Carvalho. Adrián Famyul EDITORA NOOVHA AMÉRICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Brincando com Arte . Mirna Richter. Adélio Penteado.Di Cavalcanti Brincando com Arte .Darcy Penteado Brincando com Arte .Djanira Brincando com Arte . Marly Spritzer.Sumário principal EDITORA MANOLE Nº 1 2 3 TÍTULO Filosofia ética e literatura Ensinando basquetebol para jovens Primeiros socorros no esporte AUTOR Perissé. J. Sissa e Outros QTD 1860 EDITORA MODERNA Nº 1 2 TÍTULO Gramática em textos Gramática de Espanhol passo-a-passo com exercícios AUTOR Sarmento. Egle Franchi. Fegel. Darcy Di Cavalcanti Djanira Guersoni 65 . Sandra Tailer. Gabriel Walker Larry E. Leila Santilhana.Guersoni AUTOR Sarro. Rosita Edler QTD 1860 591 591 1860 1860 EDITORA MERCADO ABERTO Nº 1 TÍTULO A criança e a produção cultural AUTOR Jacob.Adélio Sarro Brincando com Arte .

M.Portinari Brincando com Arte . Fazenda.Vaccarini Brincando com Arte . Jocelino Maroubo Portinari.Jocelino Soares Brincando com Arte . Maria Inês Carmiato. Ivani Guimarães. EDITORA PAULINAS Nº 1 2 3 4 TÍTULO A religião no mundo (5ª série) Expressões do sagrado na humanidade (6ª série) A religiosidade no mundo atual (7ª série) Nossa opção religiosa (8ª série) AUTOR Carmiato. Maria Inês Carmiato.Walde-Mar AUTOR Guignard Soares.Ranchinho Brincando com Arte . Lana De S. João Décio 66 . Guimarães. Maria Inês EDITORA PAULUS Nº 1 2 TÍTULO Recriando experiências – técnicas e dinâmicas para grupos Ensino Religioso: construção de uma proposta AUTOR Instituto da Pastoral da Juventude Leste Bastos. Marisa Zilberman. Ítalo Lajolo. M. Maria Inês Carmiato.Tarsila do Amaral Brincando com Arte . Regina EDITORA PAPIRUS Nº 1 2 3 4 TÍTULO Geografia.Maroubo Brincando com Arte . Cândido Ranchinho Amaral. Tarsila do Vaccarini Walde-Mar EDITORA OBJETIVA Nº 1 2 3 TÍTULO Como e por que ler a poesia brasileira do século XX Como e por que ler o romance brasileiro Como e por que ler a literatura infantil brasileira AUTOR Moriconi.Guignard Brincando com Arte . escola e construção de conhecimentos A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento A formação dos educadores ambientais Educação ambiental: no consenso um debate AUTOR Cavalcante.Sumário principal Nº 6 7 8 9 10 11 12 13 TÍTULO Brincando com Arte .

Aurélio EDITORA SANTOS Nº 1 TÍTULO Fisiologia animal. Carlos Pimentel. Andréa e Outros Boreges. M. Edson e Outros EDITORA SBS Nº 1 TÍTULO O ensino da língua inglesa AUTOR Holden. A. L EDITORA POSITIVO Nº 1 TÍTULO Dicionário Aurélio .Português (grande) AUTOR Holanda. Paulo EDITORA PEIROPOLIS Nº 1 TÍTULO Cultura da paz AUTOR Von.Sumário principal EDITORA PAZ E TERRA Nº 1 TÍTULO Pedagogia do oprimido AUTOR Freire. Cristina EDITORA PLEXUS Nº 1 TÍTULO Possibilidade de histórias ao contrário. Carlos Buoro. Adaptação e meio ambiente AUTOR Knur. Susan e outros 67 . Schindt EDITORA SARAIVA Nº 1 2 3 4 TÍTULO Português descomplicado Constituição Federal Brasileira Violência urbana Racismo. ou como desencaminhar o aluno da classe especial AUTOR Padilha. preconceito e intolerância AUTOR Pimentel.

(Org.Físico e Político .Político. P. D. Físico Mapas da Europa . Gabriela e Outros Gentilli. disponível em todas as escolas para subsidiar os estudos dos professores Programa DVD Escola – Volume I Disco 03 • • • • • Avaliação e Aprendizagem O que é Avaliação? (13’37”) Ciclo de Aprendizagem e Avaliação (16’00”) Avaliação e Contexto Social (15’00”) Projetos Educacionais e Avaliação ( 21’00”) Convívio Escolar • Toda Criança na Escola (12’28”) • Direitos e Responsabilidades (10’06”) • A Organização do Tempo e do Espaço na Escola (10’59”) 68 . Físico.) Rodrigues. J. Eder Alonso Oliveira e Outros EDITORA VOZES Nº 1 2 TÍTULO Desenvolvimento sustentável Pedagogia da exclusão AUTOR Scotto. A. Vegetação Mapas do Espírito Santo . África. Clima. Oceania Vídeos que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”. Ellis EDITORA THONSON Nº 1 TÍTULO Educando para o pensar AUTOR Castro. (Org. Cashmore.) MAPAS Nº 1 2 3 TÍTULO Mapas do Brasil .Político.Ásia.Sumário principal EDITORA SUMMUS Nº 1 2 3 TÍTULO Diferenças e preconceitos na escola Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva Dicionários de relações étnicas e raciais AUTOR Aquino.

Articulando a Formação Contínua e o Desenvolvimento Profissional de Professores (60’) 69 .Sumário principal Disco 23 Fazendo Escola • A História e os Caminhos da Gestão Escolar (60’) • O Papel dos Colegiados na Gestão Escolar (60’) • O Papel do Professor (60’) • O Projeto Político Pedagógico Passo-a-Passo (60’) Disco 31 Gestão da Escola – Parte I • Gestão Democrática: Teoria e Prática (60’) • Conselhos Escolares.Ponto de Partida para a Formação Contínua (60’) • Vida e Trabalho. Eleição de Diretores e Descentralização Financeira em Questão (60’) • A Gestão Democrática do Projeto Político Pedagógico (60’) Disco 32 Gestão da Escola .Parte II • Avaliação Institucional: para Controlar ou para Democratizar? (60’) • Gestão Democrática da Escola e Gestão Democrática do Sistema de Ensino (60’) Disco 24 • Princípios e Bases da Gestão Democrática (60’) • A Função do Gestor (60’) Disco 33 Formação Contínua de Professores – Parte I • Formação Contínua de Professores em Face das Múltiplas Possibilidades e dos Inúmeros Parceiros (60’) • A Formação Contínua como um dos Elementos Organizadores do PPP da Escola (60’) • A Reflexão sobre a Prática CotidianaCaminho para a Formação Contínua e para o Fortalecimento da Escola Enquanto Espaço Coletivo (60’) Disco 25 • O Projeto Político Pedagógico: Conceitos e Significados (60’) • Os Diferentes Projetos da Escola (60’) • Políticas Pública e a Gestão Escolar (60’) Programa DVD Escola –Volume II Disco 13 Letra Viva • Planejamento na Prática Pedagógica (29’) • Planejamento: uma atividade é só uma atividade? (29’) Disco 34 Formação Contínua de Professores – Parte II • Os Saberes dos Professores.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Anos Iniciais .

202 p. ISBN 978-85-98673-08-0 1. área de Linguagens e Códigos. Guia de implementação. anos finais. área de Ciências da Natureza. v. área de Ciências da Natureza. 2009. área de Linguagens e Códigos. Ensino fundamental .com. . – Vitória : SEDU. Título. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v.Ensino fundamental. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. Ensino médio Currículo. 3.CEP 29. Ensino . anos finais. ES.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. anos iniciais. 03 .111. I.Espírito Santo (Estado) .3.Currículo.056-085 . 02 .Ensino médio. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos iniciais / Secretaria da Educação. área de Ciências Humanas.Ensino fundamental.19 CDU 373. 03 .Vitória/ES . 01 . anos finais.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. área de Ciências Humanas. César Hilal. v.Ensino médio. Série.br Espírito Santo (Estado). v. Santa Lúcia .Currículo. v. II. 26 cm. CDD 372. v. 02 .Info Consultoria. 01 .Ensino médio. nº 1. Volumes sem numeração : Ensino fundamental.Ensino fundamental. 2.

nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. ao lado do educador...” Paulo Freire . igualmente sujeito do processo.

Ires Maria Pizzeta Moschen. Luciete de Oliveira Cerqueira. Bastos. Eliane Carvalho Fraga. Sônia A. Maria Aparecida Rosa. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. João Carlos S. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Ana Helena Sfalsim Soave. Valéria Zumak Moreira. Ilza Reblim. Vivian Rejane Rangel. Sebastião Ferreira Nascimento. Sebastião Ferreira Nascimento. Guaresqui Cruz. Maria de Lourdes S.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Janaína Nielsen de Souza Corassa. Freitas. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Carla Moreira da Cunha.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Carmencéa Nunes Bezerra. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Kátia Elise B. Cláudia Regina Luchi.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Cátia Aparecida Palmeira. Tânea Berti. Luciane Salaroli Ronchetti. Alves. Izaura Célia Menezes. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Telma L. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Marcos Leite Rocha. Fracalossi. Cátia Aparecida Palmeira. de Oliveira. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Edimar Barcelos. Kátia Regina Zuchi Guio. Maria Adelina Vieira Clara. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Irineu Gonçalves Pereira. Lyra. João Firmino. Eliane dos Santos Menezes.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Lúcia Helena Novais Rocha. Rosangela Maria Costa Guzzo. Edilene Klein. Gleise Maria Tebaldi. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Mohara C. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Rosinete Aparecida L. Paulo Roberto Arantes. Márcia Gonçalves Brito. Américo Alexandre Satler. de Castro. Rosângela Vargas D. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Edy Vinicius Silverol da Silva. Sara Freitas de Menezes Salles. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Johan Wolfgang Honorato. Linderclei Teixeira da Silva. Patrocínio. Braga. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Marlene M. Maria Nilza Corrêa Martins. Giselle Peres Zucolotto.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Simone Carvalho. Ferreira. P. Morati. Denise Moraes e Silva. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Adna Maria Farias Silva.C. Hulda N. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Campos Cruz. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Everaldo Simões Souza. Leila Falqueto Drago. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Maria Elizabeth I. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Junqueira. Barbosa. da Silva. Maria do Carmo Braz. Gilcimar Manhone. Lemos. João Luiz Cerri. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Soprani. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Jomar Apolinário Pereira. Karina Marchetti Bonno Escobar. do Nascimento. Ronchetti. Rodrigues Soyer. Rodrigues. Luciana Oliveira.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Edson de Jesus Segantine. Sebastiana da Silva Valani. Ires Maria Pizetta Moschen. Torres. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Maria da Penha C. Edna Milanez Grechi. Rodrigues. Israel Bayer.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Rodrigo Nascimento Thomazini. Sulâne Aparecida Cupertino. Erilda L. Rogério de Oliveira Araújo. Bastos. Eliane dos Santos Menezes. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Patrícia Maria Gagno F. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. José Christovam de Mendonça Filho. Marcelo Ferreira Delpupo. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Ana Paula Alves Bissoli. José Alberto Laurindo. Silma L. Cortez. Maria da Ressurreição. Maria de Glória Sousa Gomes. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Alcimara Alves Soares Viana. Evelyn Vieira. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Davel. de Almeida. Christina Araújo de Nino. Renata da Costa Barreto Azine. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Renata Garcia Calvi. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Anelita Felício de Souza. Francisco Castro. Vazzoler. Valentina Hetel I. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Marta Gomes Santos.Física Claudio David Cari . Angélica Regina de Souza Rodrigues. Angélica Chiabai de Alencar. Luciano Duarte Pimentel. Edna dos Santos Carvalho. Irineu Gonçalves Pereira. Elenivar Gomes Costa Silva. Rafaela Teixeira Possato de Barros.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. C. Nilson de Souza Silva. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Maura da Conceição. Alexandre Nogueira Lentini. Gracielle Bongiovani Nunes. Renato Köhler Zanqui. Luciene Tosta Valim. Sandra Renata M. Luciene Tosta Valim. Organdi Mongin Rovetta. Luciane S. Elisangela de Jesus Sousa. Josimara Pezzin. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Agnes Belmonci Malini. Carvalho Morais. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Luiz Humberto A. Lúcia H. Maria Alice Dias da Rosa. Manzoli. Magna Tereza Delboni de Paula. de Quadros P. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Elza Vilela de Souza. Última da Conceição e Silva. Tania Mara Silva Gonçalves. Chirlei S. Luiz Antonio Batista Carvalho.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Maria Alice Dias da Rosa. da Silva Scaramussa. Teresa Lúcia V. Carvalho. Larmelina. Eliane Maria Lorenzoni. Jomara Andris Schiavo. Patrícia Maria Gagno F. Léa Silvia P. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Roberto Lopes Brandão. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Oliveira. Lúcia Helena Maroto. Lurdes Maria Lucindo. Eliethe A. Gina Maria Lecco Pessotti. Jane Pereira. Cristina Louzada Martins da Eira. Dalla Passos. João Luiz Cerri.Arte Rita de Cássia Tardin . Ilza Reblim. Sandra Fernandes Bonatto. Mônica V. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Salette Coutinho Silveira Cabral. Pedro Paulino da Silva. Alan Clay L. Luciane R. Mara Cristina S. Luciene Maria Brommenschenkel. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Alecina Maria Moraes. Alvarenga Vieira. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Antônio Carlos Rosa Marques. Hebnézer da Silva. Renan de Nardi de Crignis. . Eliana C. Alaíde Trancoso. Maria Geovana M. Neyde Mota Antunes. Mirtes Ângela Moreira Silva. Nourival Cardozo Júnior. Jorge Luis Verly Barbosa. Rosiane Schuaith Entringer. Ana Paula Alves Bissoli. Jaqueline Oliozi. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. SRE Carapina: Lucymar G. Cristina Lúcia de Souza Curty. Sidinei C.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Luiza E. Eliana Aparecida Dias. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Paulo Roberto Arantes. Christina Araújo de Nino. Tarcísio Batista Bobbio. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Fabiano Boscaglia. Érika Aparecida da Silva. Neire Longue Diirr. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Coelho Ambrozio. Sabrina D. Antônio Fernando Silva Souza. Margareth Zorzal Fafá. Márcio Correa da Silva. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Lea Silvia P. Danilza A. Renan de Nardi de Crignis. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Paulo Roberto Arantes. Edilene Costa Santana. Novais Rocha. Rita de Cássia Santos Silva. Fernandes. Pedro Guilherme Ferreira.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Maria da Penha de Souza. Carlos Sebastião de Oliveira. Hebnezer da Silva. Malba Lucia Gomes Delboni. Roseane Sobrinho Braga. C. Regina Jesus Rodrigues. Pinto. Márcia M. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Claudinei Pereira da Silva. Naédina Barbieri. Regina Zumerle Soares. Rosiana Guidi. Anderson Soares Ferrari. Angélica Chiabai de Alencar. Núbia Lares. Pedro Paulino da Silva. Renato Santos Pereira. Maria José Teixeira de Brito. Monteiro e Wagna Matos Silva. Benevides. Alaíde Schinaider Rigoni. Alaércio Tadeu Bertollo. Ângela Maria Freitas. Raquel Marchiore Costa. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Rodrigues.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Ilia Crassus Pretralonga. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Rodrigo Vilela Luca Martins. Marcio Vieira Rodrigues. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Maria Cristina Garcia T. Maria da Penha E. Rachel Miranda de Oliveira. S. Angélica Chiabai de Alencar. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Cezar. Martinelli. Antonia Regina Fiorotti. Eduarda Silva Sacht. Delcimar da Rosa Bayerl. Dilma Demetrio de Souza. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Antônio Fernando Silva Souza. Conciana N. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Anderson Soares Ferrari. Epitácio Rocha Quaresma. Marilene Lúcia Merigueti. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Edílson Alves Freitas. Ivanete de Almeida Pires. Marta Margareth Silva Paixão. Ernani Carvalho Nascimento. Dileide Vilaça de Oliveira. Ivone Braga Rosa. Perin e Valéria Perina. Marlene Athaíde Nunes. Cérlia Silva de Oliveira. Verginia Maria Pereira Costa. Jane Ruy Penha. Lima. Ediane G. Foerste . Marcia Vânia Lima de Souza. Magna Maria Fiorot. Madalena A. Giuliano César Zonta. Giovana Motta Amorim. Sandra Renata Muniz Monteiro. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Jarbas da Silva. Paulo Alex Demoner. R. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Jaqueline Justo Garcia. Nascimento. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Martinelli. Maria Adélia R. Iza klipel. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Ribeiro.SEDU Ana Beatriz de C.Língua Portuguesa Adriana Magno. Vaneska Godoy de Lima. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Margarida Maria Zanotti Delboni. Pereira. Angelita M.

a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. Temos certamente que comemorar. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação .Sumário principal Prezado Educador. Como equipe. a complexidade que envolve a infância e a juventude. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. como um plano único e consolidado. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. das superintendências e da unidade central. sem dúvida. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. quer sejam individuais ou coletivos. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. na qual. neste contexto. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. Para enfrentá-los. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal 8 .

Sumário principal Apresentação .

Como síntese desse processo. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. tendo como base um projeto de nação. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. O Estado. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. como unidade autônoma. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . conforme os termos constitucionais. sobretudo. Educação Especial e Educação do Campo. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). por meio de mecanismos participativos. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. mas. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. ao longo dos anos.

O currículo é a materialização do ricos de discussão. Entre os anos de 2004 e 2006. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. fortalecendo a grande complexidade. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. da educação pública. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito.Sumário principal e social de sua população. por meio de atitudes. hábitos e consequentemente. valores. entre vimento de crianças. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. costumes historicamente produzidos que. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. professores convidados. ciência e cultura. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. conectado com a dimensão universal. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. 12 . como a relação entre trabalho. com vistas à promoção do educando e. Todos esses atores mente construídas. com qualidade social. tônomos e críticos.500 educadores. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. muitas vezes. Portanto. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. que desafios que precisamos enfrentar. nizados.

resguardando as especificidades das escolas. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Isto é. Para tanto. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade.CBC para cada disciplina da Educação Básica.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. conhecimentos estanques e conservadores. Além para cada disciplina da do CBC. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. outros Educação Básica. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Certamente. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. consequentemente. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. conteúdos com- 13 .

Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. ou seja. Do ponto de vista organizacional. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. em alguns casos. correspondendo aos 30% restantes. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. lo ciência. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . na relação com a natureza e com seus pares e. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. dentre outros. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. assim. produz conhecimentos. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. cializadas na medida em que cultura e trabalho. como instrumentos dinamizadores do currículo. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. cultura e trabalho. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. ampliando a nada.

para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. 8963 de 21/07/2008. “Ciência na Escola” . roteiros turísticos e ambientais. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. Matemática e Ciências. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. a partir de estudos sistemáticos. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Esporte. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. O projeto contempla ainda. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. química e biologia.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. materializa esse conceito. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. Dessa forma. Realização de olimpíadas escolares e. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba.Sumário principal vivências curriculares. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. tornando a escola mais atrativa. 15 . por meio da Lei Nº. por fim.

buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. com destaque ações de formação.um públicas e privadas. que para a revitalização das professor dinamizador. pois o educador precisa aliar à tarefa e. tecnologias e suas implicações didáticas. pois o educador precisa aliar à Multimídia. pesquisa. as reformas educativas e seus desdobramentos. a partir digitais no cotidiano escolar.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. com destasucesso esperado: estagiários. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. TV comunidade local. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. formação gica. computador por aluno. intervenção pedagógica. de modo a 16 . capacibibliotecas escolares. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. como ativiprocesso ensino aprendizagem. a sua inclusão digital e a comunidade. “Ler. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. ampliando para a do educador é mais naridade. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. atualização da escola. por meio que necessidade. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. as novas do conhecimento. transdisciplida escola. PC do professor. pendrives. e a partir A formação continuada tação. escrita e pedagógicas. com isso. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. a de estudar. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade.

com tudo isso. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. além de outras pautas de estudo do referido documento. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. Espera-se. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. uma trilha experienciada coletivamente.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. portanto. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. os quais irão enriquecer a prática docente. como componentes do Guia. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. ao final de 2009. que incorporou o saber de quem o vivencia. 17 . A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. Nesse sentido. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Destaca-se ainda.

Sumário principal Capítulo Inicial .

Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. 21 . exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. que. Em 2005. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. elaboraram as ementas contendo visão de área. conteúdos e orientações didáticas. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. formação acadêmica e atualização permanente. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. considerando situação funcional. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. municipal e federal. objetivos. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. Em 2006 a Sedu. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. constituíram-se objetos de diálogo. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. nos quais. por meio de seminários com participação dos professores referência. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. de acordo com a prática pedagógica do professor. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES).

Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. instituições e modos de 22 . em dois grandes ciclos de colóquios. da educação pública. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. em sua fragilidade. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. estar a serviço da vida. SRE. além de 26 especialistas de cada disciplina. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. consequentemente. contando com a participação de cerca de 1. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. consequentemente. central e das da educação pública. nos anos de 2007 e 2008. acima de tudo. consultores. num processo formativo e dialógico.500 eduTodos foram mobilizados cadores. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. intercolóquios e seminário de imersão. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. jovens e adultos capixabas. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador).Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. professores convidados. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. produziram os CBC por disciplina. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. modalidades e transversalidades.

dignidade humana. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. que se realiza em um contexto histórico. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. Nesse sentido. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. Superar as diversas formas de exclusão. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. do outro e do mundo. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. social. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. reverencia o mistério da existência.Sumário principal vida. cultural e político. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. solidários. que são apenas diferentes. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. direito de todos e dever do Estado e da família. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. é um bem público que deve servir 23 . a vida requer convivência na promoção da paz interior. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. intensificando os esforços pela justiça. paz social e paz ambiental. por isso.

A educação como obra de mudança. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. envolvendo a percepção. consequentemente. uma dimensão mais ampla. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. a construção. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . antes de tudo. portanto. sentimentos e atitudes. assumindo. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. A educação como serviço público. um direito. por ser um ambiente essencialmente humano. mediante um determinado caminho. espaço de visibilidade. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. exercido pelo poder público ou privado. de movimento de uma dada situação a outra diferente. na medida em que contribui para o bem comum. E um lugar de esperança. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. uma obra de legítimo interesse social. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. deverá atender aos interesses da coletividade. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino aprendizagem. com toda a sua complexidade.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). aprender. o aluno é o centro do processo educativo e. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. Na escola. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. A escola pública com compromisso social. a reflexão e a ação. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. a interpretação. em função dele. No entanto. do desenvolvimento social e econômico da nação. É na relação entre os sujeitos. numa perspectiva dialógica e dialética. assumindo o lugar de mediador.

essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. acima de tudo. símbolos e comportamentos. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. cultura numa perspectiva antropológica. assim. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. a partir da articulação dos princípios trabalho. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. apropriando-se dela e transformando-a.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. algo vivo e dinâmico que articula as representações. e trabalho como princípio educativo. produz conhecimentos. cuja base se expressa na aquisição da leitura. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . portanto. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. como forma de criação humana. ciência e cultura. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. gerando a sua própria cultura. constituindo o modo de vida de uma população determinada. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. Nesse sentido. e. como processo dinâmico de socialização. material e social.

S. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. 26 . sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. 2 MOTA. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. nesse sentido. 1998. mais difundida. N. A. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. e BARBOSA. e. 2. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e.G. impreciso. o significa discutir a currículo. Compreender e transformar o ensino. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. C. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. que está inserido. sobretudo. J. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos.Sumário principal curricular apresentada neste documento. por ser um conceito bastante elástico e.I. entre os curriculistas contemporâneos. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. certamente. dependendo do enfoque que o desenvolva. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. muitas vezes. promotor de uma educação emancipadora. GÓMEZ.R. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. a organização física.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. O currículo para além das grades . que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. e. Isso acontece 1 SACRISTÁN. Brasília.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. No entanto.G. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. sobretudo. a exemplo dos laboratórios de estudo.V.P. Porto Alegre: Artmed. o currículo na escola E. evidenciar a qualidade dessa ação. junho de 2004. Portanto. no interior da unidade educacional. J. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino.

Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. Ele é resultado de lutas. a identidade dos estudantes e etc. T. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. está deficurrículo4. 2000. seja no campo de metodologia. currículo real (Sacristán). conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. seu modo de organização e gestão.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. as relações no interior 3 SILVA. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. O currículo escolar. de organização e gestão.uma introdução às teorias do currículo. metas. 27 . Assim. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. conflitos concretas. currículo realizado (Ferraço). nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. historicamente ideias de currículo em ação. Considerando isso. e outras que considePortanto. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. currículo praticado (Oliveira). Belo Horizonte: autêntica. ações.E. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). políticas e alternativas educacionais. 2004. incluem tradições culturais Assim. Por isso. seu modo 4 FERRAÇO. Vitória: SEEB/SEDU. é possível e negociações. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. Documentos de identidade . C. a participação da comunidade. 3 talidade social” . a identidade nantes.T. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. De modo geral. avaliação. os conhecimentos mais valorizados da escola.

há gradação. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). com rapidez e eficiência. Comumente.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. MEC/INEP. específica”7. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. a segunda parte previstas. p. com rapidez e eficiência. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. forma a aliar competências. 6 KUENZER. fazer. Z. conhecimentos tácitos e as constituem. v. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. Boletim técnico do SENAC. 2005. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. 2005. histórias de vida. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. ensino. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. ou seja. de vida e laborais conhecer. 28 . 2004.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. de ensino e pesquisa. Pelo contrário. MEC/INEP. Não norteadores do Ministério da Educação. 81-93. ENEM . como parte que deste documento curricular. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. 30. ENEM . articulando competências. A. 7 BRASIL. Rio de Janeiro. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. lar. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades.

muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. 29 . quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. ENEM . pois se referem a petência. ou seja. é extremamente importante que os profissionais da educação. dom ou uma mesma realidade. o que se chama de talento. 9 BRASIL. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. as três formas de competência. planejamento das atividades.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. nesse sentido. Competência como condição prévia anteriormente descritas.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. não basta possuir objetos potentes e adequados. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. por exemplo. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. educativo. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. o desenvolaprendida. Assim. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. MEC/INEP. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. Não se trata MEC. A competência relacional expressa esse jogo de interações. pedagogos. 2002. Dentre elas. condição do objeto. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. não basta ser muito entendicontexto. na prática não se do sujeito. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. Nesse te. o que pressupõe uma organização Na escola. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. 2005. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. significa. extrema facilidade para alguma atividade.

hoje. cultural. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. 2. se forme e informe. problematizannatureza. ao mundo do trabalho. Quais são os alunos e quais são. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. neste documento curricular. “Ninguém nasce aluno. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. para que o aluno aprenda. Nesse sentido. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. afetivas. Cidadão esse que busca na escola adquirir. alguém se torna aluno. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . porque a articulação das comalguém se torna aluno”. trabalhar nessa concepção. Como ponto de (cognitivas. Ao contrário disso. visa a investir na formação do cidadão. sociais e psicomotoras). Até escola.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. por meio do ensino e da pesquisa. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno.

estudo e a compreensão da contudo. a Psicanálise. Esses tempos de vida. de dominar física e mentalmente outros. pois reconhece-se que. a inserção na vida adulta. Portanto. é tempo de constante refere à crise de autoridade. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. há ou etnia. A ação de reconhecimento ora jogando para traz a curta dos tempos da vida: a infância. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. dentre mundo. econômicos. criações culturais crianças com o mesmo referencial. enfim. Sendo simbólicas específicas e próprias. a violência urbana. de sua função educadora. assim. ora empurranlia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos do para frente o momento sociais. que conrenciam. sem. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. a juventude e etapa da infância. numa sociedade socioculturais determinadas. tos da criança. A e na comunidade. séculos. especialmente no que se de um indivíduo. A escola.Sumário principal e imprecisos. os infantiliza. os adultiza. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. gênero. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. no exercício História. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. uma vez que são exatamente iguais políticas em defesa dos direia compartilha com a famíàs do século passado. a vida adulta. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. no Brasil templam o pertencimento de classes. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. a Filosofia. e não diferentemente no Espírito Santo. 31 . a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. a Antropologia. da maturidade. constituir-se como infância. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. a Sociologia. sendo um ocidental como a nossa. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. Os diálogos com as única instituição responsável As crianças de hoje não teorias de um lado e as lutas por esse desafio.

que. ajudam a traçar o perfil da população. estilos que se constrói. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. como odo atravessado por crises. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. da puberdade e social parecem mobilizar. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. construindo. nas relações estabelecidas também e não 32 . Na infantil e a maturidade do adulto. a escrita. assim. se exercita e se reconstrói variados. visível. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. Portanto. discurso com sentido. o desejo de impactar. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. de forma visível. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. e que se originalidade. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. Deve ser pensada para contrastes. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. social parecem Assim como a infância. marcada pela busca leitura. delimita mobilizar. cognitivas e sociais que. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. Marcas para outras. finalizando definidoras da existência somente com a morte. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. a juvencomo o nascimento. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. o desejo de impactar. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. como a o sinal próprio desse tempo. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). de provocar matemático. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. juntas. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. tude do homem. de provocar própria sociedade. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes.Sumário principal individuais.

Sumário principal somente na escola. da classe média e trabalhadora. (Calligaris. ausência de utopias. em que os últimos têm acesso a bens. diante de uma sociedade em intensa mudança. muitas vezes encurralando-a. mas buscam proteção. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. a igreja e o trabalho. Ser jovem na periferia ou no campo. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. falta de perspectiva de vida. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. especialmente apresentados pela mídia. Seguir. são todas identidades possíveis e relacionais. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. como a família. Na escola. como desordeiros ou transgressores. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. 2008). a ponto de ser compreendido como alienação. Objeto de inveja e de medo. no qual o futuro é incerto. Na contemporaneidade. a seus pesadelos de violência e desordem. ao mesmo tempo. Querem ser rebeldes. Objeto de admiração e ojeriza. a ênfase no mercado e no consumo. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . ela é um poderoso argumento de marketing e. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. mas em outras esferas sociais. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. apontado para os adolescentes. em intensa situação de vulnerabilidade. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. ao mesmo tempo.

série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. na perspectiva de trabalho. Em geral. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. ou em ocupações precárias ou não. Já produz e trabalha. 34 . sempre numa expectativa em família. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. é entendido no processo história de vida. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. Na fase de vida adulta. tentando demonstrar. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. O fenômeno da vida adulta. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. Estão abertos de desenvolvimento. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. e na gravidez na adolescência. na vulnerabilidade à violência e ao crime. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. circunstância de realidade social. seja por abandono. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. são sujeitos que de emancipar-se. explícita ou implicitamente. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. o clareza de seus objetivos. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. A laridades. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. a respeito de si mesmo. em qualquer formada sua personalidade e identidade. soal.

com o mundo e os outros. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. Seres humanos experiências culturais. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. na especificidade de seus saberes e práticas. o ser humano se tornou presença no mundo. (as comumente chamadas de homens e mulheres. como ponto de partida e chegada do processo educacional.. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. em que perceber o mundo. predominantemente jovens. sobretudo se entendida como a construção histórica. diversidade O grande desafio da escola. De acordo com Lima (2006). são únicos em suas biológica... tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. juventude ou idade adulta. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. mais que um ser no mundo. que vivem no campo.17). filhos de trabalhadores formais e informais. cultural e social que faz parte do acontecer humano.Sumário principal Estejam na infância. compreendemos. na cidade. 35 . Algumas dessas diverem especial da pública. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. da história e de suas próprias histórias. apresentam. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos.”. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p.. ainda. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. em sua maioria de classe popular.

São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. solidariedade e justiça. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. Certamente criminação em acolhimento humana.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. consideram esses saberes. respeito O currículo deve. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. que propõe epistemológico e político. o estético. portanto. que exige a busca por valores. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. o biológico. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. cultura de paz e cidadania. e a constituição às diferenças. dentre outros. o sociocultural. às diferenças. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. 36 . A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. Quando falamos de diversidade e currículo. mento pessoal e coletivo. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. solidariedade e justiça. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. no campo do conhecimento da a diversidade. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. o em todas as suas dimensões. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. o político. tais como: o ético. como ato político pela garantia do direito de todos.

Como modalidade de Educação Básica. importante. de aprender e de reaprender. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. nem menos 11/2000). a EJA não deve ser pensada como oferta menor. Possuem trajetórias escolares descontínuas. mas como um modo próprio de fazer educação. geralmente.Sumário principal as relações étnico-raciais. do mercado informal. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. seja pela oferta irregular de vagas. em sua singularidade. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. a sexualidade. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. De modo geral. de certificar-se. Nelas. a cultura de paz. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. 37 . 3. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. que incluem reprovações e repetências. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. menor. quase sempre. a ética e cidadania. apresentam uma especificidade sociocultural: são. e de currículos adequados a esses sujeitos. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. os direitos humanos. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. da política e da cultura. mas como um modo próprio de fazer educação. nem menos importante. como questões inerentes ao currículo escolar. são trabalhadores assalariados. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. arts. durante a infância e/ou adolescência. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. contribuindo de fato para a formação humana. dentre outras. seus saberes.1 Educação de jovens e adultos: saberes. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. trabalhando. Os sujeitos da EJA. em ocupações não qualificadas.

que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. sua característica fundamental de serem trabalhadores. os princípios. pensando metodologias de ensino 3. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. espaço propício a emancipar o aluno. Isso implica formar (não treinar. ou seja. E uma concepção de escola como instituição política. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. Na LDB nº. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. adestrar. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. Nesse sentido. 38 . os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. abordagem inclusiva do currículo. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. o acesso e a permanência de todos na escola. no processo de aprendizagem. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. Além disso. cultura e trabalho. Nesse sentido.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. preferencialmente na rede regular de ensino. que enfoca o direito de todos à educação. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar.

comum que atenda a todos e que considere a diversidade. 3. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. continuada. a partir do princípio da pesquisa. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. pela via da formação dos profissionais da educação. Ainda. o planejamento e a formação continuada. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. 39 . tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. portanto. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. e outros espaçostempos da escola. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. O grande desafio da escola e. Acreditamos que. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. da crítica e da colaboração. formação de ressignificação das práticas educativas. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE.

investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. lutas pela terra. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. produção orgânica de alimentos. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. comunidade escolar e seu entorno. Campo. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. Outro eixo fundamental 40 . estabelecendo da relação do campesino com a natureza. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. Assim. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. seus ao urbano. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. o currículo deve levar em conta cultura familiar.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. Há que se resgatar o educativo. truídos de forma coletiva. que procuram enfatizar o seu caráter singular. a partir do trabalho de subsistência. que institui e cultural dos sujeitos do campo. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. em 2004. se respaldada por documentos oficiais. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. A agria terra. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. estuda CEB nº 2/2008. avalia e fomenta o processo de do Campo. normas e prinsujeitos campesinos.

onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. valores e ati- 41 . biental em todos economicamente viáveis. da cooperação. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. economicamente viáveis. na Lei 9. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. níveis e modalisocialmente justas. pelo regime de colaboração. A promoção da ao mesmo tempo. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. da democracia. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. com respeito à alteridade e à diversidade social.Sumário principal é a interdisciplinaridade. da justiça social e ambiental. se calcada nos princípios da solidariedade. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. formação de sociedades sustentáveis que são.795/99 e contribuirá para a formação humana. e a visão da educação como ato poiético. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. socialmente justas. ecologicamente prudentes. Como outro importante pressuposto. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. ao mesmo tempo. étnica e cultural dos povos. Constitui-se em um processo permanente. 3. Educação Amecologicamente prudentes. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. fundamentado no respeito a todas as formas de vida.

Entretanto. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. das pluralidades e da identidade brasileira.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD).3% da população brasileira. os negros representam 47. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. interdisciplinares. 42 . é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. cooperativas. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. 3.

a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. por meio de políticas públicas de reparação.109 da etnia Tupiniquim e 237. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil.346 aldeados. à saúde. nacional em difeafricanas e asiáticas. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. rentes épocas da história do Brasil. Porém. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. a população indígena compreende cerca de 2.000. havia cerca de Promover o debate sobre 1. 2006). distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. africana. Guarani. Em 1988. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. nesse sentido. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural.100. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. africanas e asiáticas. à diversidade e à cultura. por meio de suas lutas pelo direito à terra. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. É tratado como uma sociedade sem 3. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. localizados no município de Aracruz. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. européia e asiática. que formam a população brasileira. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. 43 . sendo 2. na escrita do artigo 231. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. à educação. No Espírito Santo. No período colonial.

Sumário principal suas antigas línguas. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. da escoprincipalmente. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. O conceito de de construção do conhecimento. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. econômica. conhecimento. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. própria origem e história. principalmente. e. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. política. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. que possa o currículo escolar. e. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. temática. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. o la e da comunidade. sob forte influência do mundo ocidental. social e religiosa. 44 . o resgate de sua cultura e história.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. formação do Brasil. tradições e culturas. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática.

os espaços/tempo de educar. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. Nessa perspectiva. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. M. a multiplicidade de pontos de vista. passando a mediar as aprendizagens. A intervenção docente. Assim. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. a problematizar. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. bem como sua história. Como mediador e facilitador da aprendizagem. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. e saber lidar e conviver com as diferenças. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. “o professor procura ajudar a contextualizar. às características e aos estilos. Isto é.” (Moran. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. J. os diver- 45 . O professor como mediador do processo educativo.). precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. estou desafiando meus alunos. professor. nessa lógica. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização.

a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . na sala de aula. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. Na interação grupal. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. Tendem a se ano letivo. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. ao máximo. durante quase todo trabalho pedagógico. aceitação mútua. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. sobretudo os professores. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. bibliotecas. ou indiferença. típica do trabalho cooperativo. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. tendo como sujeito principal o professor. e de trabalho. duplas. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. Estabelecer uma relação de confiança. autenticidade. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. o afetivo.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. isso significa. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. Diante desse cenário. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. dentre outros. Nesse contexto. círculos. ao colocar seus pontos de vista. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. horizontalização dessas relações. respeitando e valorizando outros pontos de vista. São os educadores.

Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. cultural e ao mundo do trabalho. estações ecológicas. entre conhecimentos empíricos e científicos. críticos e criativos. reservas ambientais. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. autônomos. como sobre a realidade. além de aproveitarmos recursos já existentes. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. a construir seu próprio conhecimento. asseguram a necessária união entre teoria e prática. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. a discuti-las e criticá-las. intencional e natural do ser humano. expressar-se questionamento. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. com profissionais da área. festividades. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. construir e conhecer novos conceitos. bibliotecas. e com isto. enfim. interpretar e analisar dados. é fundamentada no diálogo e no questionamento. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. a montar um mosaico das informações. seu entorno. pois. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. com autonomia. que envolve. utilizzar todos os espaços possíveis como educativos. como princípio educativo. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. concertos. envolvendo comunidade. a acessar recursos tecnológicos. articulando pensamento e ação. nos projetos pedagógicos. caracterizados como atividade simbólica. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. A pesquisa. centros de pesquisa. princípio educativo. teatros. exposições de arte. gumentando e defendendo sua hipótese. museus. possibilitando a reconstrução do conhecimento. galerias. espaços públicos. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. quadras de esportes. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas.Sumário principal dela.

rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. marcada pela lógica da inclusão. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. para nós. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. É preciso avaliar permanente e processualmente. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. em que o protagonismo é do professor. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. da mediação. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. Avaliar é 48 . Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. em perfeita sincronia. avaliação do sistema escolar.Sumário principal naturais e sociais. é uma atividade integrante do processo pedagógico. profissionais da educação. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. as questões de investigação. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. avaliação da instituição como um todo. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. envolvendo professor e educando. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. ainda que seja um tema polêmico. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. do diálogo. A avaliação da educação pública. dentre muitos outros aspectos.

testes. A avaliação como parte de um (2007). Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. memorial. de fato. aptidões. atribuir com os conteúdos escolares. gostaríamos de verificar. bem como o raciocínio. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. 49 . provas. deve ter significado para quem está sendo avaliado. com a finalidade de apreciar o resultado desse. E. para nós. recebe o nome de avaliação somativa. Assim. por considerar o processo educativo. cedora. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. c) o conteúdo deve ser significativo. processo pedagógico. portfólio. potencialidades e habilidades. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. talvez. é uma parte do todo. quando ocorre ao final do processo. certamente. com vistas a reorientá-lo. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. o professor. vivências e valores. ou seja. nenhuma relativa ao que. d) estar coerente com os propósitos do ensino. objetiva. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. que limita liação que elabora. dagações sobre o Currículo futura. caderno de aprendizagens. Para que o processo de avaliação seja efetivo. Avaliar. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes.

dentre outros. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. referenciados nos programas dos. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem.Sumário principal relatórios. coordenadores. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. para além de classificar e do representante de turma. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. pedagogos. pesquisas. interpretações. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. pais e comunidade em geral. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. a violência escolar. ambiente da escola. momento de interação entre professores. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. paralela e final. professores. as atitudes dário Anual. desafios que o cotidiano selecionar. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança.. o adolescente e o adulto. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. angústias. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. os grupos.

as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. 51 .

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Capítulo Ensino Fundamental – Anos Iniciais

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6 O NOVO ENSINO FUNDAMENTAL
VERBO SER Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer. Carlos Drummond de Andrade

O ensino fundamental, como etapa obrigatória da Educação Básica, obteve nos últimos anos reconhecido avanço, alcançando a universalização do acesso da população de 7 a 14 anos às escolas. Entretanto, muito há que se fazer para assegurar o direito de aprender de todo e cada aluno, garantindo sua permanência com qualidade.

Estabelece a LDB 9394/96 que o ensino fundamental, hoje ampliado para 9 (nove) anos, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

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Conforme indicam os Parâmetros Curriculares Nacionais/97, ao longo do Ensino Fundamental o educando deverá desenvolver habilidades, competências e capacidades, quais sejam: • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; • posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; • conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país; • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais; • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; • conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando-o e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva; • utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; • questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

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Tais pressupostos tomam corpo no presente documento curricular. Os conteúdos curriculares, bem como as práticas metodológicas, foram selecionados para favorecer a aquisição e o desenvolvimento das competências e habilidades relativas aos diversos campos do saber. Um novo desafio para o Ensino Fundamental é tornar realidade a ampliação de 8 para 9 anos com a inserção da obrigatoriedade a partir dos 6 anos de idade, conforme a Lei nº 11.274/2006, que define a implantação progressiva do Ensino Fundamental de 9 anos.

Pretende-se com o aumento do número de anos obrigatórios na escola assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem. É importante considerar que a garantia de acesso da criança ao processo de escolarização gratuita e obrigatória diminui as situações de risco e as vulnerabilidades ocasionadas pela não-escolarização; promove a permanência na escola e mais tempo para os anos iniciais, uma vez que contribuirá para o aprendizado; permite a relação da criança de 6 anos com seus pares e com as de 7 e 8 anos de idade; e valoriza a processualidade da alfabetização no ambiente escolar. No entanto, estudos apontam que uma efetiva escolarização não depende apenas do aumento do tempo de permanência da criança na escola, mas também do emprego eficaz desse tempo que amplia as oportunidades de aprendizagem, determinadas pelas experiências e pela qualidade das interações vivenciadas em seu meio sociocultural. Uma questão a ser considerada pela escola que inclui as crianças de 6 anos do Ensino Fundamental é a necessidade de reorganizar espaços, formas de gestão, ambientes, tempos, materiais, conteúdos, metodologias,

6.1 Por que o Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade?
A rede estadual está ampliando gradativamente o Ensino Fundamental de 8 para 9 anos, a partir do ano de 2009. O que fundamenta essa decisão é “oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos alcançando maior nível de escolaridade”. (Plano Nacional de Educação – PNE).

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objetivos, planejamento e avaliação, a fim de que as crianças se sintam inseridas e acolhidas num ambiente prazeroso e propício à aprendizagem. É importante considerar algumas reflexões para subsidiar a preparação da escola para a chegada desses novos alunos.

A criança A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. As crianças sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, possuem natureza singular. As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com os objetos, as pessoas e o meio em que vivem. Por meio da brincadeira, uma ação que é espontânea da criança, ela vai conhecendo o mundo, ao reproduzir vivências cotidianas e exercitar a imaginação e a expressão, ao mesmo tempo em que desenvolve sua identidade.

ponentes ativos do processo educacional. A forma e o acesso aos materiais podem ser disponibilizados em cantos temáticos, bem como a organização do mobiliário em grupos ou em círculo, refletindo assim a dinâmica do trabalho pedagógico, por serem elementos essenciais que viabilizarão a implementação do projeto educativo. Ao prepararem o ambiente, com intencionalidade pedagógica, os professores proporcionarão às crianças uma aprendizagem mais ativa e criativa, enriquecendo o processo de interação com os objetos, com outras crianças e com os adultos. Um ambiente alfabetizador se caracteriza por promover um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita, nas quais as crianças têm a oportunidade de participar e presenciar diversos atos de leitura e escrita, favorecendo o pensar sobre a língua e seus usos, construindo ideias sobre como se lê e como se escreve.

O professor O professor, assim como a criança, é sujeito ativo do processo de aprendizagem. Sua função de mediador e facilitador das aprendizagens infantis se constitui na medida em que organiza situações educativas orientadas,

O ambiente de aprendizagem Na organização do ambiente escolar, os recursos e materiais pedagógicos são com-

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ao mesmo tempo em que permite que as crianças trabalhem de forma autônoma, em situações de interação social ou sozinhas, ampliando suas capacidades ao interagir com diversas fontes de conhecimentos. A escuta, a observação, o registro, o planejamento e a avaliação são elementos essenciais no processo de intervenção pedagógica. A rotina do professor deve ser marcada pela permanente observação e registro do desenvolvimento da rotina dos alunos, ação que irá apoiar sua prática pedagógica. O registro diário de suas observações, impressões e ideias comporá um rico material de reflexão e pesquisa, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças.

Nesse sentido, é necessário ter um perfil profissional amplo, comprometido com a reflexão constante sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando informações necessárias para a construção de projetos educativos qualificados. O professor alfabetizador deve possuir competência e sensibilidade para o trabalho com alunos na faixa etária específica, entendendo o momento psicológico e cultural da infância, que marcará os temas preferidos por essas crianças, as brincadeiras vivenciadas, as modalidades de linguagem utilizadas, as possibilidades de relacionamentos socioafetivos e de compreensão de regras.

O professor deve A intervenção do professor Para a atuação nas turmas conhecer e considerar as é necessária para que facilite de alfabetização considerasingularidades da criança a apropriação dos conceitos, se necessário configurar em sua faixa etária, seus dos códigos sociais e das uma identidade profissional conhecimentos prévios, diferentes linguagens. O associada à valorização de um bem como suas histórias professor deve conhecer e conjunto de saberes teóricos e contextos, respeitando diferenças e ampliando considerar as singularidades específicos e práticos decoroportunidades de da criança em sua faixa etária, rentes da experiência, que socialização em um seus conhecimentos prévios, demonstrem conhecimentos ambiente desafiador, rico bem como suas histórias e e habilidades adquiridos ao e prazeroso. contextos, respeitando difelongo do exercício da dorenças e ampliando oportucência em alfabetização. Essa nidades de socialização em um ambiente habilidade deve ser considerada digna de desafiador, rico e prazeroso. atenção no momento da escolha desse

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profissional, por parte da escola, uma vez que representa um “saber fazer” como um diferencial de sucesso na alfabetização. É importante ter hábito de leitura e estudo, ser criativo e inovador, comprometido com o trabalho, além de ter o domínio da atividade de alfabetização. A atuação do professor terá prosseguimento na mesma turma nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, sempre que possível, de forma a garantir o acompanhamento dos alunos durante o processo de alfabetização e letramento.

atender às diversas características e ritmos dos grupos de alunos. Um momento inicial de conversa e planejamento coletivo das atividades do dia é importante para mobilizar e envolver os alunos. Além disso, o trabalho com atividades diversificadas, podendo ser simultâneas, individuais ou em grupos, com ritmos diferenciados, que exijam maior ou menor nível de concentração, que aconteçam dentro ou fora do espaço da sala de aula e da escola, é recomendado para dinamizar o trabalho educativo, tornando-o significativo para os sujeitos.

As relações sociais A rotina A organização do tempo de trabalho educativo realizado com as crianças está estruturada na rotina escolar. A rotina deve envolver situações de aprendizagens que revelem a intencionalidade educativa consonante com o projeto pedagógico da escola. Portanto, requer planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam a desenvolver aprendizagens específicas. A estruturação do trabalho diário poderá envolver atividades permanentes, esporádicas e específicas de projetos. Essa rotina deverá ser facilitadora dos processos de desenvolvimento de aprendizagem, ser clara, flexível e adequada para Ao lado do ambiente físico está o social, que se concretiza por meio da interação humana, determinante no processo de aprendizado infantil. A existência de um ambiente acolhedor, propicia a confiança e a autoestima, a vivência de situações de diálogo, jogos e brincadeiras, garantindo a qualidade da troca entre as crianças que, ao se comunicarem e se expressarem, demonstram seus modos de agir, pensar e sentir, ao mesmo tempo em que constroem e reformulam conhecimentos. Os momentos individuais também colaboram para o desenvolvimento das capacidades

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de interação, uma vez que permitem que as crianças socializem suas experiências e descobertas, vividas com outras crianças e com os adultos, construindo sentidos para pensamentos e ações e se preparando para novas interações.

de organização familiar que compõem a nossa sociedade, são imprescindíveis para se garantir o diálogo produtivo entre essas importantes instituições sociais, parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil.

A família

A família é, por excelência, a instituição educadora basilar. Ao lado da escola contribui para o desenvolvimento das crianças e sua inserção na vida social. As crianças têm direito de ser criadas e educadas no seio Na perspectiva de garantia da aprendide suas famílias. O Estatuto da Criança e do zagem, pautada numa concepção de Adolescente (1990) reafirma que a família formação integral, gradativa e processual, é a primeira instituição social responsável organizou-se os três primeiros anos do pela efetivação dos direitos básicos das Ensino Fundamental como crianças. constitutivos de uma fase A qualidade da relação contínua de escolarização, entre escola e família A qualidade da relação entre que objetiva superar a fragé fundamental para o escola e família é fundamenmentação no processo de desenvolvimento pessoal tal para o desenvolvimento alfabetização. e social e, portanto, deve pessoal e social e, portanto, ser marcada por diálogo deve ser marcada por diálogo e parceria, a partir de Assim sendo, o agrupamento e parceria, a partir de reflexões reflexões claras do papel dos três primeiros anos de claras do papel de cada uma de cada uma delas na escolarização será sustentado formação humana. delas na formação humana. por um permanente processo de avaliação e diagnóstico, A valorização e o conhecique indicará o alcance dos objetivos, os mento das características dos diferentes níveis de aprendizagem e as necessidades grupos sociais, logo, as diferentes formas para replanejamento das ações pedagógicas

6.2 Toda criança deve estar alfabetizada ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental

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com vistas ao cumprimento da meta que toda criança, ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, esteja alfabetizada, ou seja, que evidencie as competências e habilidades propostas para esse período inicial de escolarização, sobretudo no que se refere à construção dos processos comunicativos de leitura e escrita e, desse modo, prossiga com sucesso em sua escolarização.

que favoreçam a superação da fragmentação dos conhecimentos e informações, ao reunir as contribuições de cada disciplina de forma integral e integrada.

A partir dessa produção, para atender as especificidades dos anos iniciais do Ensino Fundamental, serão elaborados cadernos pedagógicos que contemplem aspectos metodológicos na garantia de uma ação que integre os diversos saberes e áreas do conhecimento pertinentes ao Ensino Fun6.3 O documento damental. Destaca-se a ação alfabetizadora curricular para por meio do desenvolvimento de situações os anos iniciais de aprendizagem que sejam lúdicas, significativas e contextualizadas. Atividades que Aprender significa conquistar a liberdade e proporcionem aos meninos e às meninas constituir-se sujeito de sua história, consver, tocar, experimentar, observar, manipular, ciente de seus desafios e exemplificar, comparar etc. responsabilidades. Portanto, Atividades que exijam dos Destaca-se a ação o conhecimento torna-se sialunos, além do mais, aplicar, alfabetizadora por meio nônimo de liberdade: quanto do desenvolvimento analisar, sintetizar e avaliar, e de situações de mais conhecemos, mais livres que fomentem a tomada de aprendizagem que sejam nos tornamos, pois nos apridecisões quanto às aprendilúdicas, significativas moramos com os elementos zagens que devem ser realie contextualizadas. necessários às escolhas e zadas; que tornem possível Atividades que decisões tomadas em cada proporcionem aos evidenciar as habilidades que meninos e meninas fase da vida. utilizarão ou requererão; que ver, tocar, experimentar, orientem seus pensamentos observar, manipular, Nesse sentido, torna-se de mediante a interrogação, a exemplificar, fundamental importância formulação e a ampliação de comparar etc. buscar estratégias e caminhos hipóteses acerca do mundo,

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constituindo-se em instrumento de compreensão da realidade. Neste Capítulo do Documento Curricular são apresentadas a concepção das área de conhecimento, a importância de cada disciplina para a formação humana e seus objetivos, e as principais alternativas

metodológicas como subsídio da prática docente. O Conteúdo Básico Comum está organizado por ano/séries, contendo uma referência para o trabalho pedagógico com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos (alunos de 6 anos de idade) e alunos de 1as a 4as séries (alunos a partir de 7 anos de idade).

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

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7 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS
Tradicionalmente no Brasil a educação científica, influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais, esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade, fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Norteado por essa concepção de progresso, o ensino das ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Nesse sentido, as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e assim a produção científica produzia um acúmulo de conceitos científicos, que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. Tais processos se caracterizavam, entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural, fragmentar os conhecimentos científicos e priorizar a acumulação desses conhecimentos, pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. A partir da década dos anos 90, o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais, de acumulação e reprodução do acervo científico, não só propiciou o fracasso da apropriação desse conhecimento, como também dificultou a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Nessa década as pesquisas, as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Respondendo a essa necessidade, os parâmetros curriculares em ação, elaborados no final dessa década, procurando respeitar diversidades regionais, culturais e políticas existentes no país, e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares, por meio de temas transversais, e o desenvolvimento de competências e habilidades.

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No presente, a educação escolar científica, ainda permeada pelas práticas tradicionais, encontra-se numa situação de dependência sociocultural, posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural, particulares e globais. Para nós, tais problemas globais, simples e complexos, emergem das interações dos seres humanos entre si, e entre os seres humanos e o meio ambiente. Nesse sentido, esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. Diante desse desafio, fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN), nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE, que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos fundamental e médio, na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”, e nos documentos norteadores da educação, recriamos esta proposta curricular para ensino das ciências, firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. Em tal perspectiva, concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que, como qualquer outra produção

humana, contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Em nossa proposta, o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida do sujeito. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno, pois constitui uma via, um meio sistematizado e organizado para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida, e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. Sendo assim, fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva, a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade, interdisciplinaridade e alfabetização científica, e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e de dominar as práticas cotidianas, e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. Nessa recriação, consideramos a ciência como uma linguagem simbólica, histórica e ideológica que contribui para o conhecimento, a reflexão e a compreensão do mundo.

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Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas), das objetivações e, sobretudo, como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos, mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Entendemos competências como um conjunto de habilidades, por meio das quais, em um determinado contexto, o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Entre outras, conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Nesse sentido, as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural-natural também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação, ou seja, instrumentos socioculturais.

Para nós, o processo de ensino-aprendizagem das ciências, centrado no diálogo, transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos, dos professores e da escola], motivando a participação ativa dos atores desse processo. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes, cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e, juntos, recriam esses saberes. Dessa forma, o conceito científico tornase um instrumento ou ferramenta de conhecimento que, unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares, contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. Nesse sentido, essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos, como a Ética, a Pluralidade Cultural, o Meio Ambiente, a Saúde e a Orientação Sexual, em conteúdos curriculares, pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas, no cotidiano, não só se recriam no saber científico, mas também o fazem no acervo popular.

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7.1 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas, culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA &CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao

longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente a números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A História da Humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004) que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas sobretudo que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica, assim se deve:

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Fazer menos...
• • • • • • • • • • • • Aula expositiva Trabalho individual Trabalho em contexto Trabalho abstrato Temas tradicionais do passado Memorização instantânea Informação acabada Atividades fechadas Exercícios rotineiros Simbolismo matemático Tratamento formal Ritmo uniforme

Fazer mais...
• • • • • • • • • • • • Orientação, motivação Trabalho em grupo Aplicações cotidianas, globalização Modelização e conexão Temas interessantes de hoje Compreensão duradoura Descoberta e busca Atividades abertas Problemas compreensivos Uso de linguagens diversas Visualização Ritmo personalizado

• Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

• Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a

afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento). Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do

13 Alsina, C. 2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar, as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

tência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp. 81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender, sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, pp. 81-82)

7.1.1

Contribuição da disciplina para a formação humana

Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de compe-

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Portanto. estatístico. 30). o Estado. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Além disso. de forma 7. sociais. políticas e econômicas ao longo dos tempos. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar. guardando estreita relação com as condições sociais. o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos. métrico. Possibilitar situações de levem o estudante a validar estratégias e resultados. o país ou o mundo. antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Dentro dessa perspectiva. probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. o município. p. combinatório. defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –. relacionadas com a história da Matemática. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais.2 Objetivos da disciplina Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão. a fim de transformá-los e ressignificá-los.Sumário principal Ainda para Freire (1996. geométrico. seja a comunidade local.1. entre outros. físicos. consideramos os seguintes objetivos: 75 . ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético. algébrico. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas.

ou seja. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizados. que saiba descrever. e estabelecendo relações entre elas e entre as diferentes representações matemáticas. fazendo uso da linguagem oral. para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo.3 Principais alternativas metodológicas Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas. bem como os instrumentos tecnológicos disponíveis. que envolvam raciocínios aritméticos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade. realizar atividades de investigação. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados. indução. como resolver problemas. representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas. desenvolver projetos.Sumário principal que possam desenvolver o raciocínio e os processos. os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos. tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento. dedução. e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos. matemáticas. geométricos e algébricos. discussão de estratégias e institucionalização de conceitos e representações 76 . 7. nos quais o fazer. As situações a propor aos alunos. escrita e pictórica. Apresentar a Matemática de forma a permitir o estudante comunicar-se matematicamente.1. de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. como intuição. atividades que envolvam jogos e ainda resolvendo exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos. constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula. o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. é a meta desta proposta. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas. analogia e estimativa.

saberes. bem como construir a capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Nessa forma de trabalho. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar a resposta correta aplicando procedimentos adequados. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. os alunos. 14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões. além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica. construída pelo homem. testar seus efeitos.Sumário principal A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos. desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados. emoções. na qual haja lugar para as conjecturas. visão da sociedade onde vivem e suas interações etc. comparar diversos caminhos para obter a solução. Para Soligo (2001): o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa. selecionados com uma determinada intenção. refutações e demonstrações. que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. e por último os problemas. precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemática como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema. enfim. a argumentação. com seus conhecimentos. pois. visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem. No entanto. a capacidade de pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição). Enfatizamos. é necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido. Isso desenvolve no aluno a criatividade. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor. ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem. 77 . o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações. a reflexão. atitudes e crenças.

Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. antes de qualquer outra coisa. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar. uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação. descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende. como fonte de conceitos para pen- sar novas ideias. e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo. na forma de conjecturar. e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual. fazer inferência. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. portanto. como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento. como meios para realizar projetos. Os preços acessíveis e a facilidade 78 . Diferentemente do que alguns educadores temem. para contribuir com a aprendizagem da Matemática. ou seja. Nessa perspectiva.Sumário principal principalmente. Galvis (1988) afirma que o computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem. nos processos essenciais da formação do cidadão. antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem.

Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática. são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história da Matemática. tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos. os materiais concretos. No âmbito pedagógico. Para tal. Como exemplo. na 79 . Afinal. pois os alunos não ficam na posição de meros observadores. além de seu caráter motivador. que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino-aprendizagem da Matemática na escola. bem como o trabalho com jogos. o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. a identificação das regras. a variação das regras. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. a redução a casos mais simples. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas. quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto. auxiliando no caminho para a abstração matemática. os jogos. o emprego de analogias. e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso. evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. seja na construção de conceitos. convém lembrar que a observação precisa dos dados. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos.Sumário principal de serem encontradas as tornaram instrumentos imprescindíveis. trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. entre outras possibilidades. e transformam-se em elementos ativos. No entanto. é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos. a procura de uma estratégia. na organização e gestão de dados seja em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. na resolução de problemas.

Ressaltamos o trabalho com projetos que se harmoniza com a resolução de problemas. O livro didático. que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural. buscando solucionar o problema posto à sua frente. no sentido de ampliar as informações e o repertório textual.Sumário principal tentativa de busca da estratégia vencedora. o modificam. com sua gama de conexões. os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e. na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo. ao entender esse contexto. além de contribuir para ações que. além de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Além disso. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso. aliado a isso. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade. que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos. tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Para tal. atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor. e a internet. uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula. convertendose em um dos apoios disponíveis para o professor. talvez o mais importante. por sua vez. o mais facilmente acessível. na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. quando articulam vários ramos do saber. 80 . Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos.

• Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: • Reconhecer e utilizar símbolos. indutivo. • Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem. criando estratégias próprias para sua resolução. plausível etc. muitas vezes expressa na simplicidade. generalizar.Matemática Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências gerais • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Outras competências. transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. • Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Identificar.Sumário principal 7. igualmente fundamentais para o Ensino Básico. • Identificar a formulação em linguagem matemática. fazer abstrações com base em situações concretas. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Resolver problemas. tempo e massa. • Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento. • Compreender dados estatísticos. relacionar seus elementos. organizar e representar.1. • Diante de formas geométricas planas e espaciais. • Identificar e analisar valores das variáveis. • Utilizar as novas tecnologias de computação e de informação. • Calcular comprimentos. por analogia. intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico.4 Conteúdo Básico Comum . probabilístico. • Raciocinar logicamente. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. • Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. desenvolvendo a imaginação e a criatividade. conhecer suas propriedades. • Utilizar grandezas diversas para medir espaço. estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. reais ou imaginárias. percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. 81 . • Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções. estabelecendo tendências e possibilidades. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática. em uma situação problema apresentada em certa área do conhecimento.

• Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. decomposição. subtração. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Adição. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. dezenas e centenas. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. subtração. estimativa. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Representação por meio de tabelas e gráficos. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas.Sumário principal 1º ano. 1ª e 2ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Sistema de Numeração Decimal: unidades. • Registrar ideias e procedimentos. assim como das propriedades das operações. calculadora e algoritmos. • Ler e interpretar textos diversos. 82 . • Números pares e ímpares. • Antecessor e sucessor dos números naturais. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Resolução de problemas envolvendo as ideias da multiplicação: parcelas iguais e ideia combinatória. • Resolução de problemas envolvendo ideias da divisão: ideia de repartir e formar grupos. Tratamento da Informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Operar utilizando cálculo mental. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. valor posicional. • Situações problemas envolvendo a adição. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem.

83 . dia. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. • Os objetos planos: quadrado. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. • Grandeza Tempo: unidades de tempo (ano. • Desenvolver a capacidade de observar. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. intervalo de tempo. triângulo e círculo. massa. na harmonia e na organicidade de suas construções. • O cubo. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. utilizando medidas não-padronizadas. explorar e investigar. muitas vezes expressa na simplicidade. o paralelepípedo e as pirâmides. mês e hora). • Noções de medidas de comprimento. estimação. retângulo. Grandezas e Medidas • Geometria nas diversas culturas e nas artes. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Perceber a beleza das construções matemáticas.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. Conteúdos Geometria.

• Os números decimais: sistema monetário. • Processar informações diversas.Sumário principal 3ª e 4ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. Tratamento da Informação • Leitura interpretação de tabelas e gráficos. valor posicional. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. multiplicação e divisão. • Noções de porcentagem e escala. assim como das propriedades das operações. • Registrar ideias e procedimentos. • Organizar dados em gráficos de barras. • Multiplicação: ideias de parcelas iguais e ideia combinatória e forma retangular.). Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. decomposição. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. estimativa. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. • Adição com reservas e subtração com recurso. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. operações de adição. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. subtração. • Ler e interpretar textos diversos. • Sistema de Numeração Decimal: ordens e classes. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. calculadora e algoritmos. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. subtração e multiplicação por inteiro. medidas. • Noção de fração: parte todo e razão. triplo etc. • Multiplicação: ideia proporcional (dobro. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Situações problemas envolvendo a adição. • Operar utilizando cálculo mental. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. 84 . • Divisão: ideia de repartir e formar grupos.

triângulo e círculo. utilizando medidas não-padronizadas. • Desenvolver a capacidade de observar. muitas vezes expressa na simplicidade. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. milímetro e quilômetro. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Perceber a beleza das construções matemáticas. segundo. centímetro. Conteúdos Geometria. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Medidas de comprimento: metro. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Medidas de massa: quilograma e grama. minuto. na harmonia e na organicidade de suas construções. retângulo. • Medidas de volume: litro e mililitro. • O cubo.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. decímetro. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Unidades de tempo (hora. • Os objetos planos: quadrado. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. Grandezas e Medidas • A geometria nas diversas culturas e nas artes. • Cálculo com medidas não-padronizadas. mês e ano). 85 . o paralelepípedo e as pirâmides. explorar e investigar.

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Nessa perspectiva. bem como entre as culturas e o meio ambiente. explicam a condição humana. pois são instrumentos socioculturais. Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana.2 Ciências 7. Para nós. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas e que.2. das habilidades [instrumentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à 88 . dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. Nesse sentido. por meio das quais os seres humanos. como também se apropriam dos direitos e das obrigações cívicas de seu meio sociocultural. por meio do diálogo. Sendo assim. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e de ferramentas socioculturais. transformam o meio ambiente e sua existência. reinserindo-se no universo. na Terra e na vida.Sumário principal 7. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. Nessa reflexão os participantes desse processo. habilidades e ferramentas. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e a científica. pois o diálogo discursivo de alteridade fundamentado nas interações discursivas socioculturais obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. de alguma forma. nossa proposta do processo de ensino de ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. se desenvolvem cognitiva e afetivamente.

deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE.Sumário principal espécie Homo sapiens. levando em conta os parágrafos anteriores.. entre outras coisas. criativo e reflexivo.2. e entre os seres humanos e o meio ambiente. 2002). esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente.). pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. etc. p. junto aos das outras áreas escolares. responda a um ou a vários objetivos gerais. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). Dessa forma. compreender a diferença cultural significa. e nos documen- 89 .. solidário. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. nas etapas da Educação Básica. Para nós. Finalmente.] enfrentar as incertezas e. curioso. 2002. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. Nessa perspectiva. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. partícipe ativo das transformações de seu entorno social. podemos dizer que o processo de ensino científico. Nesse sentido. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. todos os conhecimentos são relativos e incertos. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. mais globalmente. Em consequência. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. blocos. Nesse sentido. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. cultural e natural. anos. Em nossa concepção. o processo de ensino de ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. ciclos. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). 7. esse processo. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil.56).

as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. e na recriação da subjetividade. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores dos ciclos iniciais. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. Assim. Na proposta curricular. as atividades e ações do processo de ensino das ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. fundamentada nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. psicológicas e afetivas. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade de 90 . Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os conhecimentos culturais. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. Nessa perspectiva. Sendo assim.Sumário principal tos norteadores. propõe que o ensino científico de primeiro a quinto anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades (instrumentos socioculturais) mediadores no processo de conhecimentos das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses ciclos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de palavras científicas. Partindo desse objetivo. nossa proposta curricular. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas.

sem fugir dos princípios metodológicos que orientam esta proposta.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. Mediação que se concretizará na recriação. Também nesse processo.2. identificação.). 7. categorização. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. classificação. das competências e das habilidades media- 91 . analogia. argumentação. Nesse sentido. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que lhes permitam conhecer e dominar suas atividades cotidianas. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. dedução. diferenciação. Partindo dessas premissas. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. os professores concebemse no processo de ensino-aprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. ao mesmo tempo em que estimulam a interação entre habilidades e conceitos. etc. descrição. também promovem a tomada de consciência dessas atividades. em atividades pedagógicas que contribuam para essas ações. descriminação. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. será o instrumento mediador dessa interação e da tomada de consciência. o professor.) Estudos mostram que tal processo do desenvolvimento na sala da aula depende da recriação de atividades pedagógicas que. Sendo assim. por meio de atividades/tarefas pedagógicas. comparação. os professores. Nesse sentido. guiados pela pesquisadora Carvalho (2001). experimentação. como também no desenvolvimento das habilidades mediadoras na linguagem científica (explicação. no processo de ensino-aprendizagem científico de primeiro a quinto anos. Nesse sentido. nessa etapa do Ensino Fundamental o processo de ensino científico se centrará não só no desenvolvimento das habilidades básicas (observação. etc.Sumário principal conhecer e explicitar os fenômenos socioculturais e naturais.

o professor buscará motivar constantemente a intera- ção discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. pesquisa em grupo. produção de texto em grupo.Sumário principal doras nessa ação. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. Com a metodologia buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. confrontação de ideais. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. jornais locais e de outros estados. o mundo ou a sociedade em geral. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. 3. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. temas geradores. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). revistas de divulga- 92 . pesquisas etc. revistas. orientamos que as atividades/ tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. 2. 5. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. por meio de leituras de vídeos. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. Com esse fim. problemáticas. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. 6. 4. Para isso propomos que se identifiquem. eixos temáticos etc. para isso propomos a resolução de problemas cotidianos em grupo. uso de livros de Ciências. Sendo assim. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. 7. e o próprio processo de produção de conhecimentos. interação discursiva entre o professor e os alunos. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. mapas conceituais. por meio de entrevistas.

Sumário principal ção científica e documentos escritos ou digitais. logo depois de serem avaliados. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas simbólicos de conhecimentos. 8. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. junto a textos escritos por outros autores. 93 .

sendo participante ativo. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. pensamento lógico e crítico. social. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. interpretar. diagramas. entender. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. mental e cultural dos indivíduos. de autoestima e de respeito ao outro. tabelas. explicação. experimentos.Ciências Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências Gerais 1. Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. • Elaborar textos para relatar eventos. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. conceitos. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. cultural. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Consultar. gráficos e representações geométricas. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. categorização. elaborar hipóteses. diferenciação. comparação.2. analisar e interpretar textos de enfoques sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. argumentação. entre outros: percepção. valorizando a formação de hábito de autocuidado. visitas etc. identificação. fenômenos.4 Conteúdo Básico Comum . associado aos aspectos de ordem histórica. • Interpretar esquemas. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. consciente. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). códigos e nomenclatura da linguagem científica. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. observação. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. tecnologia e meio ambiente. • Organizar os conhecimentos adquiridos. questões-problema. produção de tecnologia e condições de vida. 3. • Articular. 2. social. Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica.Sumário principal 7. econômica e política. descrição. • Analisar. cultura. • Valorar o trabalho em grupo. 94 .

• Elaborar e interpretar desenhos e completar esquemas básicos. descritivos e instrutivos simples. • Elaborar junto com o(a) professor(a) textos escritos poéticos. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. lua. Nosso meio ambiente • Espaço onde vivo: ambiente (natural e modificado) • Organismos • Ambiente e ser vivo 5. • Com ajuda do(a) professor(a) identificar e registrar dados. • Perceber e descrever fenômenos naturais. bem como as diferenças socioculturais.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª Série HABILIDADES • Expressar oralmente ideias e atividades escolares e extraescolares. • Conhecer ações do ser humano sobre o meio ambiente. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. luz. Os seres vivos • Ciclo vital dos seres vivos • Classificação dos seres vivos • Diversidade 6. planetas e estrelas) 3. solo • Noções de energia (luz e calor) 95 . água. Os fatores físicos: propriedades gerais (noções de transformação) • Ar. • Observar objetos e fenômenos simples utilizando categorias socioculturais. Construindo nosso conhecimento • Objeto de estudo das ciências 2. Conhecendo meu corpo • Partes do corpo humano • Órgãos dos sentidos • Higiene e cuidados com o corpo Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 4. • Ouvir e respeitar as ideias dos colegas e do(a) professor(a). • Realizar pesquisa de campo e bibliográfica simples. Plantas e animais • Comparação entre plantas e animais • Plantas terrestres e aquáticas • Animais vertebrados e invertebrados • Relações ecológicas entre os seres vivos 7. • Com a cooperação dos colegas e o(a) professor(a) formular estratégias para a resolução e dar respostas a problemas socioculturais ambientais concretos. • Descrever. Observando o espaço • Céu. Meio ambiente e ser humano • Recursos naturais • Relação entre o homem e os recursos naturais Eixo: Ciência e Tecnologia 8. • Conhecer hábitos de higiene para uma boa saúde. classificar utilizando categorias socioculturais. • Identificar elementos culturais que recriam diferenças socioculturais. comparar. sol (noite e dia) • Noções de astronomia (astros.

respeitando a normas de segurança. interpretar e reproduzir gráficos. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 2ª Série HABILIDADES • Identificar estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais ambientais locais. • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e a realização de pesquisas. • Identificar e tabular dados e ler. Nosso mundo: planeta Terra e as culturas • O planeta Terra e os conhecimentos culturais • Características (forma) segundo a ciência Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. Conhecendo o Universo • Explicações e teorias sobre a origem do universo • Movimentos do planeta • Explicações e teorias sobre os astros • Sol (eclipse) • Lua (fases da lua e marés) • Noções de coordenadas (pontos cardeais e bússola) • Hora (dia e noite) 2. imagens. • Analisar os hábitos para a boa saúde. O ar • Características gerais e propriedades • Poluição 4. • Ler e interpretar textos descritivos e informativos. selecionar e registrar informações socioculturais. • Comparar. • Completar e elaborar esquemas conceituais simples. • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença sociocultural. química e física). • Conhecer e utilizar aparelhos de medições simples. Dependência de alimento • Lixo • Geração de lixo (reciclagem) • Transformações da energia no ambiente 96 . Parasitologia: doenças relacionadas a ar. comparar e classificar utilizando variáveis e enfocando aspectos quantitativos. • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes científicas e não-científicas. A água • Características gerais e propriedades • Ciclo da água • Poluição 6. A luz • Características gerais • Fotossíntese 5. • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar experimentos para testá-las. água e solo • Prevenções e cuidados • Importância da vacinação 8. • Descrever. O solo • Características gerais e propriedades • Tipos de solo (argiloso. • Manipular material do laboratório (informática. arenoso e humoso) • Proteção e conservação do solo Eixo: Ciências e Tecnologia 7.

Variedade dos seres vivos • Fazer perguntas contextualizadas. Planeta Terra • Formação da Terra utilizando variáveis. • Resolver situações-problema. tipos e camadas do solo • Analisar os hábitos para a boa saúde. • Utilizar aparelhos de medições simples. • Necessidade da água para vida • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando • Purificação da água fontes científicas e não-científicas. 5. química e física). fungos. • Composição. 8. respeitando a normas de segurança. derivados do petróleo) • Ler e interpretar texto descritivo e informativo de cunho científico simples. • Movimento das placas tectônicas • Vulcões. • Poluição regional • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e 6. • Camadas internas da Terra • Reconhecer e tabular dados e produzir gráficos de 3. lactobacilos) • Produzir textos com sequência lógica e coerência. metais. minerais. bactérias e protozoários) pessoais. • Tratamento de esgoto • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar • Utilização racional da água experimentos para testá-las. • Húmus • Realizar atividades de estudo com independência • Ferrugem (organizar o material. madeira. • Responsabilizar-se pelo material escolar e pertences animais. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Lixo industrial 9. enfocando aspetos quantitati• Formação da superfície terrestre vos. Água culturais. temperatura. • Ciclo de vida e doenças (alguns exemplos) 97 . • Características gerais de materiais (vidro. Solo realização de pesquisas. umidade • Comparar.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 3ª série HABILIDADES • Formular estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais locais. executar tarefas). • Características gerais e exemplo de cada reino (plantas. • Formação. Alimentação e saúde • Conceito de alimento • Pirâmide alimentar • Alimentos regionais • Cuidados com alimentos • Doenças ligadas aos alimentos Eixo: Cidadania e Meio Ambiente • Descrever. comparar e buscar regularidades. • Manipular adequadamente o material do laboratório (informática. peso. Transformações da superfície terrestre: agentes naturais representação de dados. Eixo: Ciências e Tecnologia • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença 7. selecionar e registrar informações socio• Respiração aeróbica culturais. classificar 2. Reações químicas • Ação microbiana (fungos. pressão. utilizando-se de raciocínios lógicos. erosão • Analisar fenômenos aplicando conhecimentos socio4. Matéria sociocultural. consultar a agenda e fontes de • Combustíveis pesquisa. Ar • Ciclo do ar • Elaborar esquemas conceituais simples. terremotos. sementes.

planificação e aplicação de categorias socioculturais. folha. fruto e semente) • Noção do ciclo reprodutivo das plantas (polinização) 11. • Selecionar testes ou experiências adequadas para testar hipótese e formular estratégias adequadas para a resolução de problemas socioculturais locais e globais. tabelas e gráficos de dados. • Propor hipótese sobre a resolução de problema.Sumário principal HABILIDADES • Reconhecer e respeitar direitos e deveres. • Identificar o motivo do problema de pesquisa. • Utilizar critérios de classificação. Animais • Características e grupos • Reprodução: ovíparo. vivíparo e ovovivíparo • Cadeia alimentar aquática e terrestre 12. • Reconhecer os colegas como parceiros de trabalho. O ambiente dos seres vivos • Biosfera: camada de vida • Os ambientes da biosfera (terrestre e aquático) • Ecossistemas (fatores bióticos e abióticos) • Os seres vivos dos ecossistemas (habitat. O homem e o universo • A via-láctea e o nosso sistema solar: explicações socioculturais • A força da gravidade • Lua: satélite natural • Eclipses • Radiação solar 2. • Reconhecer a escola como espaço público de trabalho. O ser humano biológico • Células . CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. caule. flor. • Registrar qualitativamente dados e descrever as observações. Tecnologias • Agriculturas • Monoculturas • Sustentabilidade ENSINO FUNDAMENTAL 4ª série HABILIDADES • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes teóricas científicas e explicações nãocientíficas. nicho) • Controle biológico • Relações alimentares: herbívoro/carnívoro e onívoro • Cadeia e teia alimentar (aquática e terrestre) 98 . • Deduzir previsões a partir de conhecimentos teóricos. • Classificar variáveis (relevantes e irrelevantes) de um problema e estabelecer relações de dependência entre variáveis. • Participar de ações de cidadania e de solidariedade. • Interpretar e elaborar quadros. Plantas • Partes da planta (raiz. CONTEÚDOS 10.partes principais • Das células ao organismo • Sistemas: anatomia Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. • Conhecer processos experimentais úteis para o trabalho de laboratório e conhecer estratégias de investigação básicas para a resolução de problemas.

• Conhecer diversas possibilidades de produção de energia e suas implicações sociais. CONTEÚDOS Eixo: Ciência e Tecnologia 4. sonar. temperatura (termômetro). • Elaborar mapas conceituais. pólos. • Entender as informações socioculturais. • Identificar diferentes fenômenos físicos. hospitalares ou industriais. refração. fala e eco • Luzes (reflexão. objetos translúcidos. culturais.Sumário principal HABILIDADES • Processar dados e explicar seu significado. relacionandoos aos seus usos cotidiano. corrente elétrica e circuito elétrico) 99 . eletricidade estática. O que acontece em nossa volta (noções) • A descoberta da combustão (fogo) • Combustível fóssil e biocombustível • Calor. • Explicar os fenômenos socioambientais a partir dos conhecimentos socioculturais regionais. ambientais e/ou econômicas na produção e no consumo dessa produção. opacos e transparentes) e cores (arco-íris) • Imãs (atração. ondas. energia e vida. avaliando o papel da tecnologia no processo social e identificando transformações de matéria. • Compreender os hábitos para a boa saúde. • Trabalhar cooperativamente na resolução de problemas e a realização de pesquisas. energia • Som. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais. força magnética) • Eletricidade (polaridade.

2000. Marxismo e filosofia da linguagem. BIZZO. 1993. São Paulo: Cortez. ANGOTTI. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. Ensino de ciências e cidadania. _______ et al. Austin. Estética da criação verbal. Atividade da linguagem. São Paulo: Moderna. Constituição (1988). A. S. Lei n°: 10. Dissertação. A. A. São Paulo: Cortez. A. de Towards a Philosophy of the Act. _______. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. Brasília: MEC / SEF. RS: Unijuí. Linguagem e ideologia. A. _______. M. 2003. 1997. DE VECCHI. CHASSOT. FAUNDEZ. 2000. RS: EDUNISC. CARI. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. Plano nacional de educação. J. EUA. 2003. 2005. _______. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. MARANDINO. Lei nº: 9394. São Paulo: Papirus. 141p. Ijuí. São Paulo: Centauro. 2002. 2007. Belo Horizonte: Autêntica. (Org. M. SMOLKA. 1995. LEONTIEV. KRASILCHIK.2. J. CARVALHO. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática. J. M. G. Porto Alegre: Artes Medicas. _______. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico. In: MORTIMER. GIORDAN A. Metodologia de ensino de ciências. Secretaria de Educação Fundamental.. 2001. 2001. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. D. 2001. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo. Brasília. São Paulo: Educ. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Santa Cruz do Sul. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Meio ambiente & biologia.. 1996. O professor e o currículo das ciências. 2004. São Paulo: Ed. M. 2003. São Paulo : Hucitec. FIORIN. 1996. 1994. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. 1987. O pensamento selvagem.) Linguagem. DF. São Paulo: Martins Fontes. da Universidade de São Paulo. 2002. 100 . São Paulo: SENAC. _______. DELIZOICOV. C.172. BRONCKART.5 Referências ALTET. Educação consciência. São Paulo: Cortez.Sumário principal 7. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. BRANCO. Porto. LÉVI-STRAUSS. C. BAKHTIN. 1997. 2008. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. et al. N. O poder da participação. BRASIL. São Paulo: Ática. _______. 2002. 2001. _______. Porto: Ed.

2000. 2004. _______. 2001. H. 2000. 2002. 101 . (Org. SAVIANI. SEPULVEDA. Tese (Doutorado em Educação). A. LURIA. 1999. 1998. C. MOREIRA. São Paulo: Universidade de São Paulo. 1998. Rio de Janeiro: Vozes. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. SMOLKA.1-20. P. cultura e sociedade. LEONTIEV. 1. WESSMANN. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. 11. VYGOTSKY. 2002. _______. A (Org.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Porto Alegre: Artes Medicas. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. _______. 2002. E. J. v.. SILVA. A prática educativa: como ensinar. Linguagem. 2000. p. T. OLIVEIRA. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. T.) Currículo. p. SACRISTÁN. A. EL-HAANI. C. São Paulo: Ícone. Porto Alegre: Artes Medicas. (Org. São Paulo: Autores Associados. Porto Alegre: Artmed. 2003. (Org. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. L.) Investigações cognitivas: conceito. desenvolvimento e aprendizagem. 1994. 1999. Didática. PERRENOUD. Poderes instáveis na educação. 1999. Belo Horizonte: Autêntica. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Investigações em ensino de ciências. A cabeça bem-feita. MORTIMER. E. A.. D. Belo Horizonte: UFMG. mar. São Paulo: Cortez. M. n.Sumário principal LIBÂNEO. _______. ZABALA. L.. 1994. A. O currículo uma reflexão sobre a prática. 281. MORIN. linguagem e cultura. SILVA. J. Educação do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Porto Alegre: Artes Medicas. Porto Alegre: Artmet.) Linguagem. Porto Alegre: Artes Medicas. 2006. 1998. São Paulo: Cortez. MOLL. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS .

Compreender o humano exige um pensamento complexo. políticos e culturais. cada disciplina. transversal e dialógico que se efetiva na consideração pelo outro em sua diferença cultural. linguagens. Daí que. Eis o grande desafio para a área de humanas. como produto e processo culturais. 105 . formando uma consciência da multiplicidade de modos de existência. teria maior coerência didática ao abrir-se para os novos desafios de um saber múltiplo. Então. tanto quanto depende. A experiência humana é rica em seus conhecimentos. a geografia e o ensino religioso — deve se manter como referência de uma construção de saberes que respeitem a pluralidade de olhares sobre a “realidade”. a área de humanas considera cada vez mais importante as relações do ser humano consigo mesmo. ao contrário. sobretudo. As “humanidades”. são sufocantes para o pensamento e impedem o diálogo com as outras disciplinas. nessa perspectiva. com o outro e com o meio em que se insere. elegendo o cuidado de não absolutizar produções dos saberes e fazeres sociais. entre os diferentes espaços/tempos. vale pensar também as relações do local com o global e desse com aquele. na sala de aula essa multiplicidade de pontos de vista. das relações sociais e do meio ambiente. produz e é produzido. Por isso. porque a humanidade também é natural e física. ações e afetos. as posturas doutrinárias.Sumário principal 8 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS A área de Ciências Humanas no Ensino Fundamental — que inclui a história. entendendo-se como parte desse construto coletivo de se pensar as humanidades. em especial o do Espírito Santo. Existem humanidades. e que se vincula a um compromisso com a sustentabilidade da vida em todas as suas dimensões: do sujeito. que incorpore em seus currículos e. não se encerram numa concepção excludente das ciências ditas naturais e físicas. lida e se relaciona com essas dimensões. A abertura teórico-valorativa é preponderante para o exercício formativo nessa área do conhecimento.

para se ensinar e para se aprender na escola. se baseia na intensa relação com outros campos do conhecimento para promover: a competência investigativa sobre o espaço geográfico.para aprender a aprender e para aprender a fazer.Sumário principal 8. com outros grupos sociais e com a natureza. buscando potencializar características significativas de suas diferentes concepções construídas em seu processo histórico: da Geografia Tradicional mantém-se a proposta de que é preciso saber Geografia para fazer Geografia. subsidiadas por recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados. e expandiu-se no questionamento.1 Geografia 8. A ciência geográfica. da Geografia Quantitativa resgata-se a possibilidade de análises importantes dos processos geográficos. derivada do corpo teórico-prático da ciência geográfica. de controle e de domínio de sociedades ou de grupos hegemônicos nas relações travadas com outras sociedades. da Geografia Humanística reforça-se a abordagem sensível aos problemas das sociedades. que nasceu descritiva das paisagens e das sociedades.1. na crítica e na denúncia dos processos de exploração. o 106 . (re)afirmando a necessidade da aprendizagem de conteúdos e estudos compromissados com a vida. de apropriação.1 Contribuição da disciplina para a formação humana .. Assim. não apenas influenciou mudanças no contexto mundial e em situações locais. da Geografia Nova aproveita-se a concepção da atividade como base para uma aprendizagem não restrita à reprodução e sim ao aprender a aprender e ao aprender a fazer. cresceu quantitativa. a concepção da Geografia escolar perde a homogeneidade de uma denominação. se produz com marcas de sua historicidade e se projeta com desejos de um tempo presente que se quer melhor no futuro. numa perspectiva de construção de um mundo melhor.. como também se modificou em função das demandas e das transformações geradas nos diferentes espaços/tempos locais e globais. Dessa forma. Como toda ciência... a Geografia que hoje se ensina nas escolas. medindo superfícies para localizar fatos e tentar explicar fenômenos. A Geografia desejada pelo grupo. e da Geografia Crítica amplia-se o compromisso com a leitura crítica de mundo e com uma escrita de vida baseada na manutenção da sustentabilidade do planeta e da dignidade humana no trabalho e no consumo. mas ganha a amplitude de uma Geografia que se pretende impregnada e compromissada com o cotidiano.

Assim. o estímulo à convivência solidária na complexidade das diferenças entre os seres humanos. Implica também considerar a multiplicidade e a complexidade de situações. Também a dimensão espacial exige explicitação de um tratamento didático na proposta do grupo: a relação local-global-local será mantida em todos os momentos da Educação Básica. indígenas.Sumário principal território. em outros momentos de estudo. desafetos e cotidianidade ao longo de sua vida. a despeito de suas especificidades. ao tomar o Lugar como tema representativo das séries iniciais. mas todo e qualquer um dos sujeitos do processo de aprender a fazer e a ser. como partícipes de uma ação coletiva de projetar e conceber um mundo melhor – com as contribuições da Geografia. portadores de deficiências ou de transtornos globais de desenvolvimento e/ou altas habilidades. o grupo elegeu alguns conteúdos conceituais como eixos centrais. para favorecer esse movimento no imbricamento com outras disciplinas. composta de pes- 107 . Tornar essa concepção possível no currículo escolar implica considerar professores e alunos como sujeitos produtores e disseminadores de conhecimento. considera-se a proximidade do seu conceito com a expectativa de cognição inicial na Geografia. quando serão aprofundados ou aplicados nas aprendizagens subsequentes. envolvendo afetos. o foco inicial será dimensionado em cada série. em formação permanente. conservação e preservação na diversidade de ambientes no mundo. conscientes de sua cidadania. a paisagem. como de outras. razão da necessidade do aprofundamento dessa categoria. enfatizando que a escolha para uma determinada série não exclui o estudo do tema nas outras séries. propostas que permeiam a escola. esperanças. migrantes. de outras linguagens e do uso de tecnologias possíveis. sentimentos. as diferenças deverão se constituir como referenciais que singularizam não apenas alunos afrodescendentes. aglutinando-os aos conceitos procedimentais e atitudinais para criar temas para cada série/ano escolar. o lugar. desejos. dinâmico e flexível. a formação de atitudes de intervenção. Transformar esses anseios em um documento escrito exige negociações para torná-lo didático. Nessa concepção geográfica as perspectivas do local e do global são permanentemente entrecruzadas. problemas. manejo. a expressão do raciocínio geográfico por meio da cartografia escolar. Nessa perspectiva. assim como as dimensões de estudo de aspectos físicos e sociais não se fragmentam. No trato com a aprendizagem. Contudo. pelo caráter das relações estabelecidas entre o sujeito aprendente e o lugar de vivência.

de estímulo à responsabilidade na relação entre a produção pelo trabalho e a manutenção do sistema Terra. a especificidade da ciência e a responsabilidade de leitura crítica do mundo para efetivação de uma escrita de vida compromissada com uma educação solidária e transformadora. ampliando-se para vivências no trato com o outro e com o mundo. 2006.Sumário principal soas e ambientes diferentes. É como na Geografia. o que sugere dificuldades. exigirão a formação de um sujeito crítico que põe em dúvida o que ouve. a dinâmica e a criatividade de aprendizagens geográficas. A Geografia escolar. elaborada no jogo de relações entre a natureza e a sociedade. presentes na leitura das paisagens. ao mesmo tempo em que desenvolve princípios de respeito e aceitação das diferenças. planejado. para confrontar e relacionar com as questões do cotidiano. 2004. com o ensino de Geografia. análise. . que deve aprimorar. a disciplina. na concepção ensejada pelo grupo. No estudo das sociedades. cujo objeto maior de estudo é o espaço geográfico: uma (re)construção permanente. ao se tornarem materiais para análises geográficas. mudanças. No estudo dos processos e fenômenos da natureza. No entender de Kaercher (In PONtchuska e Oliveira... monitoramento. sonham. na delimitação dos territórios e na relação com os lugares. p. tão importantes para a convivência no mundo atual. nas instituições ou nas ruas. fragmentações. traduzem o rigor. registro e avaliação capazes de realçar a importância dos cuidados para manutenção da vida.75).. Dados. pensado preliminarmente. vê e lê na rede Internet. em livros ou outros meios de comunicação. abandonando a dogmatização de ‘verdades’ para produzir saberes. a Geografia contribui para o desenvolvimento de competências/habilidades de investigação. na televisão.. a Geografia promove a percepção de identidades e a elaboração do sentimento de pertença. para aprender a ser e para aprender a conviver. É importante destacar que o professor também é um sujeito em formação. lutam.224-225) é 108 . vivem e fazem a vida caminhar” (Santos. pretende contribuir com a formação humana dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem numa perspectiva de valorização de suas vivências. de afirmação das ações individuais e coletivas na transformação de situações locais e globais. A ética e a estética. na conformação das regiões. na escola. fatos e informações. p. onde sujeitos “produzem. construções e transformações que alteram tudo que é proposto.

.. Promover o conhecimento geográfico integrado às práticas sociais cotidianas de enfrentamento a processos de silenciamento. 109 .Sumário principal preciso “[.]fortalecer os valores democráticos e éticos. em sua complexidade espaço temporal e nas relações que travam entre si.. Apresentar categorias geográficas que atuem como base na análise do espaço geográfico. Promover investigações e propor intervenções no espaço geográfico. o que possibilita a compreensão de que.1.. estaremos colocando-a no seu cotidiano.para querer saber. de invisibilidade ou de exclusão social... organizam o espaço geográfico. Propiciar conhecimento sobre processos. decorrente de ações e responsabilidades individuais e coletivas junto à natureza e à sociedade. A alfabetização cartográfica e geográfica favorece o desenvolvimento do raciocínio crítico e o fortalecimento da ação criativa. que alicerçam a formação de homens e mulheres atuantes na comunidade local e global. ao intervir em situações e arranjos predeterminados pela hegemonia do capital sobre sociedades e natureza. política. Fornecer subsídios para a compreensão do espaço geográfico como produção social e histórica.].. ao diferente [. ações particulares e coletivas elevam a prática cotidiana ao nível da antropoética..] no combate às desigualdades e às injustiças sociais [. Se ajudarmos nossos alunos a perceberem que a Geografia trabalha com as materializações das práticas sociais.” Como Moreira (1987) e Cavalcanti (1998). acredita-se que as contribuições da Geografia à formação humana ultrapassam a especificidade da localização espacial ao desvelar relações de poder no disciplinamento da organização do espaço geográfico. fenômenos e fatos de origem físicoquímica e social que. considerando o cuidado com a finitude do sistema Terra e as possibilidades de sustentabilidade no uso de seus recursos. solidários entre si... 8. produtivos e respeitosos com a natureza. por meio de políticas e ideologias. a partir de nossas categorias centrais [.. Estimular raciocínios e procedimentos geográficos na leitura crítica do mundo e na ação cidadã no espaço geográfico. econômica ou cultural de parcelas da população por diferenças de quaisquer ordens..2 Objetivos da disciplina . Nascem daí a autonomia intelectual e a cidadania como expressões de organização coletiva na busca de direitos para uma sociedade justa e democrática.]. expandirmos cada vez mais o respeito ao outro.

O uso do livro didático será valorizado como mecanismo de apoio complementar a leituras. trutura de recursos didáticos na escola. o grupo de professores de Geografia.. destaca um conjunto de alternativas metodológicas julgadas coerentes com a concepção pretendida.. Além disso. a aula geográfica deverá privilegiar problematizações interdisciplinares.3 Principais alternativas metodológicas .Sumário principal Favorecer a compreensão sobre as relações espaço temporais e escalas geográficas local-global-local nas produções e vivências das sociedades. Estimular atitudes de preservação ou conservação que potencializem a valorização do patrimônio geofísico e cultural local e global. Desenvolver leitura e representações espaciais por meio de instrumentos e técnicas da cartografia e de outras linguagens. poderes e fazeres docentes.. aceitação de diferenças entre pessoas e culturas. deverá se efetivar como um permanente exercício de vivências reflexivas sobre as relações entre pessoas e entre essas e a natureza.1. à experimentação. quer seja devido às disponibilidades garantidas pela formação acadêmica de docentes ou pela infraes- 110 . A despeito de mudanças e flutuações teóricometodológicas. em atitudes de promoção da paz com uso do conhecimento geográfico.para ensinar e para aprender: saberes. numa perspectiva de solidariedade. quer seja atendendo aos reclamos do momento didático instalado nas instituições escolares. Assim. a prática do diálogo na intermediação entre o conhecimento científico e aquele elaborado na vivência de sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem imprime um movimento de teorização e de prática indispensável à pesquisa.. que se empenha em delinear a presente proposta de diretrizes curriculares da rede pública estadual. Nas diferentes concepções pedagógicas do ensino de Geografia algumas metodologias são privilegiadas. dignidade e produção de saberes que contribuam para uma vida melhor para todos. interpretações. Criar condições para práticas sociais no espaço geográfico local e global que valorizem ações de convivência solidária. ao registro e à aplicação dos saberes geográficos à vida cotidiana. nos quais princípios transversais deverão ser acionados. registros e propo- 8. Considerando as especificidades apontadas para a Geografia escolar professada.

o termômetro. negando comparação entre suas capacidades. mesmo quando em atividades coletivas. A aula de campo. o relógio do sol.. à exploração. as fotografias aéreas. habilidades e atitudes. da música. permitindo estudos individuais e em grupo. Os princípios da pesquisa escolar podem ser similares àqueles desenvolvidos na academia. o mapa. explorando. sempre que possível. sem contudo ser o condutor da prática pedagógica e menos ainda ser a fonte única de estudo. então. os molinetes. a associação entre o cotidiano e o espaço geográfico. o altímetro. Simulações e demonstrações precisarão estar entrelaçadas com estudos que exigem abstrações.Sumário principal sições que não se esgotam na dimensão de conteúdos dispostos naquele material didático. descrições. Os registros envolvendo análises. as imagens de satélites. problematizando aspectos da vida da comunidade local ou global e relacionando aspectos teóricos da ciência geográfica às questões que preocupam as sociedades quanto à produção. proposições dos fatos e dos fenômenos geográficos poderão inscrever produções do desenho. com materiais simples ou adquiridos como parte de um conjunto necessário às intervenções e aos estudos da área. da escrita e de outras expressões. A Geografia deverá ser pesquisada na multiplicidade e na complexidade de diversidades que constitui o cotidiano das sociedades e das pessoas. É importante que considere o potencial individual dos alunos. as cartas. A sala ambiente se torna. à apropriação. avaliações. nas histórias em quadrinhos. A avaliação processual deverá envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor no trabalho pedagógico. construídos como procedimentos de aprendizagens. à conservação ou à preservação dos recursos e dos ambientes da natureza e das sociedades. a biruta. os infiltrômetros e tantos outros próprios da Geografia.. A leitura não-restrita aos livros didáticos deverá ser ampliada em outras possibilidades como as produções disponíveis na rede Internet. nos jornais. do teatro. A costumeira prática de leitura de trechos do livro didático seguida de explicações (que mais repetem do que problematizam as informações fornecidas) ou de “exercícios” (que quase sempre favorecem a naturalização ou a memorização dos fatos expostos) deverá ser substituída por consultas e leituras problematizadoras. nas diferentes expressões literárias. o cata-vento. uma necessidade pela possibilidade de funcionamento como 111 . o pluviômetro. a aula prática e o estudo do meio sustentarão alternativas metodológicas como a observação e a coleta de dados por meio de instrumentos como a bússola. nas revistas especializadas e científicas.

Meio ambiente Procedimentais 9. Para realização e concretização desses procedimentos e elaboração dos recursos que lhes são necessários torna-se preciso garantir condições de planejamento. Região 5. Natureza 8. Escala temporal 11. Avaliação de intervenções no espaço geográfico 18. Exercício da ética e da cidadania 20. organização. Valorização da vida 19. Representações cartográficas 12.1. a produção. integrando experimentos de ordem social e física. Disposição para produção de conhecimento e para desmistificação de tabus e preconceitos 112 . experimentação Atitudinais 14.4 Conteúdo Básico Comum . a exploração e a apropriação 15. Convivência com diferenças e diversidades 16. Localização e orientação 13. Sustentabilidade: cuidados com o consumo. no encontro entre prática e teoria. Ações investigativas: observação.Geografia Anos Iniciais do Ensino Fundamental Eixos Conceituais 1. Paisagem 3. 8. Sociedade 7. com graves prejuízos ao ensino e à prática da Geografia. Lugar 4. além da respectiva infraestrutura (em especial para realização de aulas de campo e organização de salas ambiente) sem o que as intenções metodológicas se tornam promessas vazias. elaboração e execução. Espaço geográfico 2. Território 6. Escala geográfica 10. Solidariedade e colaboração em grupos de vivência 17.Sumário principal laboratório da ciência geográfica.

Registrar e interpretar informações ligadas ao entorno próximo e ao mundo em geral. 3. noções temporais. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O meu lugar no mundo: o próprio corpo. semelhanças. Estabelecer relações com as outras pessoas e suas diferenças. Valorizar a vida em suas diferentes manifestações. circulação e consumo). Problematizar situações do cotidiano geográfico e do tempo imediato. SENSIBILIDADES E PODERES Identidades no grupo social e no espaço geográfico vivido. plantio. APRENDIZAGENS E SABERES O espaço vivido: relações entre fenômenos da natureza e da sociedade (chuvas.Ensino Fundamental de 9 anos Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – O Lugar de vivência da criança COMPETÊNCIAS 1. 113 . LINGUAGENS E DIZERES Leitura e representações cartográficas e textuais de espaços vividos: croquis e maquetes. 3. cidades e campos etc. rios. calor e frio etc. Cuidados com o patrimônio geográfico. Observar a paisagem local e experimentar o espaço de vivência. experimentação e registros. expressões das paisagens (montanhas. enchentes e estiagens. 4. Participação em grupos. situando-se num plano de referências simples. 2. percebendo dimensões. Procedimentos iniciais de investigação geográfica: observação. produção. Desenvolver perguntas e experimentações para conhecer o espaço vivido e os lugares de vivência. Registrar e interpretar suas compreensões em diferentes formas de expressão. Orientar-se no espaço de vivência. praias. HABILIDADES conteúdos 1. Dimensões do espaço vivido: noções topológicas e projetivas. 2. Relacionar modos culturais e fenômenos naturais a noções geográficas e temporais do espaço vivido. diferenças de áreas e elementos espaciais. 5. o eu como ponto de referência no espaço.Sumário principal 1º Ano .). Desenvolver atitudes de convivência solidária e valorização da vida.) e formas de vida dos grupos sociais (convivência. 5. 4.

Relacionar o conhecimento geográfico ao compromisso com os outros. As relações com o outro na família. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O sujeito no espaço vivido e no lugar de vivência: identidades. Participar de ações grupais que favoreçam intercâmbio de opiniões e de múltiplos pontos de vista. LINGUAGENS E DIZERES A escola e meu bairro: Caminhos e ruas. paisagens e lugares. Caminhos e ruas: trajetos. Locais de origens da família. diferenças de áreas e elementos espaciais.: diversidades e diferenças. Representação de fatos. SENSIBILIDADES E PODERES O meu bairro. Orientar-se no espaço de vivência. As relações no trabalho e na exploração do meio ambiente. Textos em diferentes linguagens. 114 . de comunicações. Mapas e maquetes. situando-os em contextos espaçotemporais próximos de sua vivência. 5.Sumário principal 1ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Bairro: lugar de vivência da família COMPETÊNCIAS 1. percebendo dimensões. exercitando a convivência com as diferenças e diversidades. 3. 4. Realizar leituras de textos. fenômenos e processos geográficos. a sociedade e o planeta. para compreender transformações e diversidades na/da comunidade. lugar de vivência da família: modos culturais. Desenvolver solidariedades na vivência dos lugares e dos grupos. semelhanças. Recursos naturais do lugar de vivência. HABILIDADES conteúdos 1. registrando noções geográficas de lugar e paisagens. situando-se num plano de referências simples. Mudanças e transformações nas sociedades e paisagens locais. na escola. 6. Identificar fatos. na comunidade. Localizar-se nas diferentes dimensões e arranjos espaciais do lugar de vivência. Desenvolver perguntas. econômicos e religiosos na produção dos lugares. o meio ambiente. fenômenos e processos sociais e naturais. políticos. Instituições sociais. fenômenos e processos geográficos visíveis na organização dos lugares e das paisagens locais. APRENDIZAGENS E SABERES O que existe em meu bairro e o que não existe: fatos. Noções de orientação e localização. Meios de deslocamentos. 2. 3. 4. Ler e interpretar textos verbais e cartográficos. Distinguir elementos naturais e culturais das paisagens. 5. interpretando-as e registrando noções geográficas. produzir e representar dados e informações em diferentes tipos de linguagens. Conhecer diferentes manifestações da natureza e dos grupos sociais. 2.

em diferentes linguagens. LINGUAGENS E DIZERES Leitura. artefatos. Conhecer diferentes processos da natureza. compreensões sobre fatos. Caracterizar modos de organização administrativa dos lugares e modos de produção de comunidades rurais e urbanas. Tradições e culturas urbanas e rurais.Sumário principal 2ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Município: lugar de vivência da comunidade COMPETÊNCIAS 1. 5. 3. produção e interpretação de textos geográficos e cartográficos. HABILIDADES conteúdos 1. distinguindo nelas elementos culturais e sociais. Orientar-se no lugar de vivência. Observar e registrar diferenças e semelhanças das paisagens e dos modos de viver de sociedades campesinas e urbanas. Elaborar argumentos para avaliar modos de viver e produzir da comunidade no lugar de vivência. Exercitar valores humanos frente diferenças. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Orientação e localização. fenômenos e processos geográficos dos lugares de vivência da comunidade. Populações e comunidades. Construir e aplicar conceitos geográficos relacionando-os aos de outras ciências e à vida cotidiana. 2. fenômenos e processos geográficos para construir argumentos de avaliação dos modos da sociedade organizar os lugares de vivência. diversidades e desigualdades na vivência dos lugares e dos grupos. A influência dos modos afrodescendentes e indígenas nas culturas urbanas e rurais: nomes de lugares. localizando elementos espaciais. APRENDIZAGENS E SABERES O município como lugar de vivência das comunidades. Problemas urbanos e rurais. Cuidados ambientais. 115 . A exploração de recursos naturais e a sustentabilidade. maquetes e globos. A ação do tempo e das sociedades. Paisagens: elementos culturais e naturais. cidade-sede e distritos do município. Conhecer e compreender processos que singularizam paisagens. A tecnologia no campo e na cidade. 3. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e expressão cultural de grupos campesinos e urbanos. 4. modos de produção. Realizar leituras e registros sobre fatos. 6. Sociedades urbanas e rurais: modos de vivência e produção. Mapas. 4. Fenômenos climáticos. Indústrias e agroindústrias. 2. Interpretar e registrar. SENSIBILIDADES E PODERES Conflitos e lutas. Fazer uso de noções de orientação e localização para situarse num plano de referências simples e para identificar elementos espaciais no espaço de vivência. Processos de produção e transformação de paisagens. Paisagens urbanas e rurais. 5.

Processo de formação territorial do Espírito Santo. 6. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. Limites e fronteiras. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. 2. Ler. do relevo e das ações das sociedades na transformação de paisagens. 5. Produzir. Riquezas naturais e elementos paisagísticos: sua utilização pelas sociedades. à marcação de diferenças entre sociedades e ao domínio político sobre populações e espaço geográfico. LINGUAGENS E DIZERES Uso e aplicação da linguagem cartográfica. SENSIBILIDADES E PODERES A sociedade espírito-santense: formação. Modos de produção. Representar cartograficamente dimensões do espaço geográfico. HABILIDADES conteúdos 1. relacionando-os aos meios de produção. 3.Sumário principal 3ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Lugar de vivência de cidadania: Estado do Espírito Santo COMPETÊNCIAS 1. relacionando trabalho e consumo das comunidades com os cuidados necessários à manutenção da sustentabilidade. Cuidados com o meio ambiente. econômica. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. 3. 6. lutas. Diferenças e diversidades. Caracterizar territórios. os indígenas e os descendentes migrantes: lutas e organização política. Tabelas e gráficos. selecionar e socializar dados e informações. 4. conquistas e problemas. Elaborar interpretações e registros sobre organização territorial do Estado. Compreender a importância da participação em grupos. paisagens. APRENDIZAGENS E SABERES Processos de marcação de territórios. em diferentes linguagens. Mapas. Utilizar conceitos geográficos que caracterizem arranjos espaciais dos lugares de vivência. registrando impressões e compreensões por meio de diferentes linguagens. 2. tradições culturais. 5. A afrodescendência. da vegetação. Conhecer modos de produção e principais riquezas do Estado. Situação do Estado no país e no mundo. Conhecer o processo de formação do território do Espírito Santo na dimensão espacial brasileira e mundial. seus lugares. limites e fronteiras. 4. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. da hidrografia. organizar. Associar a formação territorial a processos de luta pela apropriação da terra. transportes e comunicação e às formas de expressão cultural das sociedades. religiosa e cultural no espaço geográfico. municípios. exercitando atitudes de compreensão de diversidades e atitudes de convivência social solidária e cuidados com a natureza. Localizar e identificar o Espírito Santo em representações cartográficas. Desenvolver noções de percepção espacial e temporal. Identificar a distribuição de recursos naturais. representando em mapas e em outras linguagens o conhecimento sobre seu espaço geográfico. globos. interpretar e registrar noções geográficas em diferentes fontes de informações e dados. Fontes de energia. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Integração dos elementos do clima. 116 . 7. cidades e campos.

Mapas. APRENDIZAGENS E SABERES A Terra e seus movimentos. Populações: formação. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. 117 . Identificar. vegetação. por meio da cartografia escolar e de outras linguagens. 2. regiões. Brasil.Sumário principal 4ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Um lugar de vivência no mundo: Brasil COMPETÊNCIAS 1. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. em diferentes linguagens. em elementos que caracterizam o espaço geográfico. hidrografia. 4. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. LINGUAGENS E DIZERES Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e de expressão cultural das sociedades. analisando impactos no espaço geográfico. transformações em tempo geológico. Sociedades rurais. 6. histórico e linear. relacionando dados para caracterizar o espaço geográfico. 3. SENSIBILIDADES E PODERES As relações de trabalho. Conhecer diferentes processos da natureza. HABILIDADES conteúdos 1. Fazer uso de diferentes tipos de fontes de investigação. PESQUISAS E FAZERES Investigações sobre diferentes arranjos espaciais e administrativos: paisagens urbanas e rurais. 2. Tabelas e gráficos. indígenas. Modos de produção. Considerar valores humanos e a diversidade sociocultural em análises de fatos. quilombolas. relevo e sociedades: fatos. Conhecer processos naturais agravados por intervenções humanas. Realizar procedimentos de pesquisa e registros geográficos em diferentes fontes e linguagens. de convivência solidária com diferenças e de cuidados entre sociedade e natureza. 5. Cuidados com o meio ambiente. Interpretar e representar. Mudanças e transformações da natureza e das sociedades. em diferentes linguagens. Clima. 3. fenômenos e processos. Efetuar análises. movimentos e problemas. Relações e interdependência: natureza e sociedade. 6. características do espaço geográfico e da população brasileira. 5. Relações com a organização do espaço geográfico. O consumo e a sustentabilidade. Representar e interpretar. Diferenças e diversidades culturais. Fontes de energia. a dimensão e o acontecimento de fatos. urbanas e periféricas. avaliando criticamente sua produção e aplicação. fenômenos e processos da natureza e da sociedade que caracterizam espaços nacionais. fenômenos e processos geográficos. Fazer uso de diferentes metodologias para produzir dados e registros sobre o conhecimento geográfico. fenômenos e processos sociais e naturais no espaço geográfico. Poderes do governo. um país tropical. 4. globos. Relacionar conceitos geográficos e históricos para compreensão de fatos. Minorias étnicas. Desenvolver atitudes de compreensão de diversidades. a localização.

Geografia. Geografares. p. São Paulo: Contexto. (Org. 1989. S. O espaço geográfico: ensino e representação. S. 1997. C. KRAJEWSKI. M.1. Autor. T. 1995. 2003. 2000. 2003. Educação africanidades Brasil. 7-20. R. CAVALCANTI. Brasília: MEC/SEPPIR. MAESTRO. ES: Ed.Sumário principal 8. Clima urbano. Geografia. Brasília: MEC/SEF. 1996. A C et al. KATUTA. 25. Campinas. L. 2003. SP. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas.. 2007. Y. A. 1998. ALMEIDA. ALMEIDA. J. Porto Alegre: Mediação. MENDONÇA. F. A. J.) Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Caderno CEDES. M. CALLAI. H. São Paulo: Contexto. Revista do CCHN-UFES. da UFSC. Alfabetização e diversidade. 118 . V. Geografia do Espírito Santo. 2001. 2004. MENDONÇA. Autor. Didática da geografia: memórias da terra. Secretaria de Educação Fundamental. 1998. ES. 2003. MORAES. 2003. PERONE.. I. o espaço vivido. Oficina de Texto. 2000. SP: Papirus. E. PASSINI. C. CASTROGIOVANNI. Ed. A M. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. BRASIL. v. 2004. GUERRA. A. Brasília: MEC. FILIZOLA. n. A. A. escola e construção de conhecimentos. Terra capixaba: geografia e história. CUNHA. T. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. A.4.. ES: Ed. Vitória. Florianópolis. São Paulo: Quinteto Editorial. 2005 CASTELLAR.66. São Paulo: Contexto. 1998. Parâmetros curriculares nacionais: história e geografia. S. Vitória. MOREIRA. maio/ago. (Org.d. _______.5 Referências AB’ SÁBER. KILL.. ES: Fundação Cultural do Espírito Santo. São Paulo. L. _______. n.. KOZEL.D. R.. São Paulo: Ateliê. B. Geografia: pesquisa e ação. R. DANNI-OLIVEIRA. São Paulo: Moderna. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil.. Secretaria de Educação Continuada.) Geomorfologia uma atualização de bases e conceitos. SC: Ed. _______.J. PCNs + ensino médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais. F. 1974. Estrutura e origem das paisagens tropicais e subtropicais . São Paulo: FTD. Brasília: MEC/SECAD: s. Vitória.D. _______. Ministério da Educação. BIGARELLA. Campinas. EDUFES. Vitória. F. Representações cartográficas: teorias e práticas para o ensino de Geografia. Parâmetros curriculares nacionais: geografia.. MONTEIRO.H. História e geografia do Espírito Santo. Brasília: MEC/SEF. C.

H. São Paulo: Difel.Sumário principal MOREIRA. L.. et al. VALLADARES. Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. A U. M. Vitória. TUAN. Geografia para o ensino fundamental: material de referência para o professor. R. São Paulo: USP/EUSC. N. _______. 2007. 5v. SCHAEFFER. F. Ed. 2006. CACETE. B. et al. PAGANELLI. Para ensinar e aprender geografia. O. ES: UFES. PRESS. 2007. Para ensinar geografia. Y. SANTOS. N. T.. SILVEIRA. N. Y.. Geografia I. 1983. Rio de Janeiro: Access. M. N. 2003. Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. C. R. 1993. N. N. 119 . ES: SEDU. São Paulo: USP/EDUSC. et al. Rio de Janeiro. Vitória. J. RUA.. 1987. São Paulo: Contexto. ZANOTELLI. Um estudo do lugar do nosso cotidiano: GeografarES (Geografia do Espírito Santo) Vitória: nea@d/UFES. Por uma nova geografia. 2004. Bookman. Pensando o espaço do homem. OLIVEIRA. O discurso do avesso (para a crítica da Geografia que se ensina). 2006. M. Porto Alegre. _______. T. Para entender a terra. C. PONTUSCHKA. N. 2004. São Paulo: Cortez. MOTTA. 2006. PONTUSCHKA.. Dois Pontos. 2002. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. C. Porto Alegre: EDUFRGS.

as possibilidades de relações entre o saber histórico e o saber histórico escolar. isto é. do Renascimento e da Reforma Religiosa houve um considerável desenvolvimento do espírito crítico que se refletiu nos estudos. ao apresentarmos uma proposta de trabalho baseada em conteúdos básicos e comuns.2 História 8. sendo comum acentuar-se o papel da Grécia Antiga na formação do espírito do historiador e na construção de um pensamento com base na razão.. a profusão de documentos escritos vieram conferir à História uma função prática: a verificação da veracidade dos documentos. A investigação histórica desenvolveu-se com os iluministas que procuraram demonstrar pela razão que o progresso da humanidade é derivado do desenvolvimento da ciência e da instrução. as escolas militares. que passou a necessitar de um sistema explicativo que relacionasse os acontecimentos a decisões e possibilidades. 120 .Sumário principal 8. Com o advento do Humanismo. A História consolidou sua função político-ideológica com a Revolução Francesa.. a interpretação do passado prendeu-se à narração de mitos que tinham como finalidade a explicação da formação da realidade através da intervenção de seres sobrenaturais.. quando a recuperação do passado passou a ter como objetivo principal a exaltação da pátria e sua glorificação.1 Contribuição da disciplina para a formação humana .2. Inicialmente. É dessa época que data a inclusão da História nos programas de ensino de determinadas escolas na Europa. entre elas. sociais e políticas contribuíram para modificar o universo mental de então. Durante o período medieval.para aprender a aprender e para aprender a fazer. Que história é essa? Compreender a História como disciplina escolar implica compreender diferentes concepções de história e historiografia e suas repercussões no ensino. Pouco a pouco. as transformações econômicas. e a contextualizar historicamente sua prática docente cotidiana. a fim de responder: Para que serve a História? Por que ensiná-la? A História tem sua origem na necessidade humana de registro do passado. e a História passou a ser um meio de fundamentação das críticas à sociedade.. Assim sendo. estamos também convidando o professor a refletir a partir do próprio campo da Ciência Histórica.

pouco a pouco. Assim. problemas e abordagens (a chamada Nova História). o reconhecimento de novos objetos. 121 . por exemplo. Assim sendo. cotidianos. isto é. e na introdução no ensino de História de aspectos relativos a mentalidades. No início do século XX. com a difusão do pensamento positivista. representações e práticas culturais. É inegável a influência de Karl Marx. a influência da historiografia contemporânea sobre o ensino de História se faz perceber. de que a valorização de um setor ou uma visão da História está inserida em sua própria historicidade. considerando as alterações paradigmáticas das ciências. na necessidade de o professor de História relacionar as metodologias da pesquisa histórica com as metodologias de seu ensino (teoria relacionada à prática e resultando em conteúdos procedimentais). mas não exclusiva. Além disso. A partir da década de 1970. a história narrativa e houve o reconhecimento de um campo de documentos históricos mais vasto que os testemunhos escritos. cujo pensamento caracterizou-se pelo estudo da substituição dos mecanismos da sucessão de acontecimentos pela dinâmica das estruturas e dos modos de produção. da necessidade de consolidação e historicização de conceitos. história das civilizações etc. bem como da diversidade de fontes. a história problema substituiu. e da ampliação das possibilidades em torno do fato histórico. foram realizadas considerações interdisciplinares a partir do reconhecimento da relativização da História. no reconhecimento dos diferentes sujeitos da História. então. A construção de uma consciência histórica e das possibilidades de pensar historicamente sobre a realidade em que vivemos confere ao ensino de História especificidades e particularidades no que diz respeito às contribuições da disciplina na formação humana.Sumário principal Na segunda metade do século XIX. história econômica. colocando a questão econômica como determinante. as abordagens culturais passaram a ser fundamentais para o preenchimento de lacunas e incertezas. muitos historiadores passaram a considerar a ampliação dos objetos de interesse do historiador. a criação de uma História científica ganhou força e desenvolveram-se algumas disciplinas especializadas no interior do campo histórico: história política. Como a realidade foi se tornando cada vez mais complexa. a ênfase passou a ser.

Uma História de múltiplos tempos. Mais tarde. O ensino escolar.. trabalhador/produtor/consumidor.Sumário principal .. O pensamento da elite política e intelectual apontava. o ensino da História foi unido ao da Geografia. Durante o início da república. Esse ensino. Os livros didáticos e datas comemorativas passaram a ser instrumentos para a manutenção e homogeneização de determinadas visões de mundo e de História. levando o Estado republicano a consolidar sua imagem de elemento atuante e protagonista da História Nacional. No entanto. revestido de conteúdos cívicos. de acordo com a ordem capitalista que se consolidava no país. leiga e gratuita. sujeitos e diálogos A História. durante a Era Vargas. um ensino cada vez mais homogêneo deveria tornar o passado harmonioso. ocorreu primeiramente no contexto de transições que tiveram origem na Revolução Francesa. a história ensinada distanciou-se cada vez mais da influência da igreja. instituindo a obrigatoriedade da educação escolar. quando foi instituído o processo de escolarização obrigatória. enquanto disciplina do ensino. A partir da difusão das ideias iluministas. É desse período que data a luta burguesa por uma escola pública. assim. a consolidação da História como disciplina escolar ocorreu após a independência. condensados na disciplina de Estudos Sociais. eliminando as possibilidades de um ensino crítico. cujo objetivo era a formação de um cidadão ajustado à ordem autoritária vigente. não se visava à formação de uma consciência crítica. apagando as diferenças sociais e culturais. com a ditadura militar.para aprender a ser e para aprender a conviver. colocando como central a questão da identidade nacional. e sua organização enquanto disciplina escolar está diretamente relacionada com a transformação da História como campo de conhecimento. 122 . espaços. No Brasil. mas à adequação do indivíduo à sociedade. cada vez mais. deveria formar um determinado cidadão. Durante as décadas de 1960 e 1970. negava os avanços da produção acadêmica e estimulava a formação do chamado professor de licenciatura curta. sendo ferramentas de controle e mediações entre as práticas políticas e culturais.. para a elaboração de uma história para a jovem nação que pudesse ser difundida através da educação.. ampliou-se o ensino escolar para uma educação que considerasse as políticas de preservação do patrimônio e as festas cívicas. com o início da estruturação de um sistema de ensino para o império.

o objetivo e a finalidade principais do ensino da História.. Nessa perspectiva. os estudos das Ciências Humanas devem ser empreendidos de modo integrado: valores. geográfico. Hoje... incorporando diferentes concepções de ensino e de História. Dessa forma.Sumário principal Com o passar dos anos e o reinício da democracia. ao considerar as possibilidades de seu fazer e de seu saber. para querer saber . incentivando o respeito às diversidades. Cultura e Trabalho como as formas com as quais o homem 123 . Especificamente em relação à História. a Cultura e o Trabalho Considerando a tríade Ciência. Uma História que debate a Ciência. sociológico etc. vista dessa forma. geográfica. Uma sociedade democrática pede a participação de todos e cada um dos membros no desenvolvimento do potencial de cada um e da coletividade. filosófico. valores e habilidades. em todo o mundo “globalizado”. Não se trata. acrescida de atitudes investigativas. A realidade. Compreendemos que o desenvolvimento da compreensão de conceitos básicos das disciplinas das Ciências Humanas permite a construção da compreensão da realidade.2. sociológica e filosoficamente. A prática docente da História tem caminhado de acordo com as principais questões de seu tempo. política e seu ensino passaram a expressar a nova conjuntura. e questionar os conteúdos tradicionais. torna-se o objeto.. buscase a compreensão da realidade como objeto. de um sentimento de pertença. é uma forma de construção do conhecimento e de pensar histórica. conhecimentos e habilidades. e as imbricações entre cultura. 8. a partir do reconhecimento de si e do outro e da construção de uma consciência histórica. o ensino de História transforma a fronteira da história vivida e da história ensinada em um espaço de diálogos e reflexões. A informação. competências. de informar um conteúdo histórico. a vida cotidiana coletiva se constitui um dos principais eixos do ensino da História e as temáticas a ela referentes são importantes para destaques acerca das diferenças culturais e étnicas. conteúdos. Essa integração garantirá uma contínua aprendizagem e a sensibilização necessárias para uma educação que possa vir a garantir a paz e a dignidade humana. portanto.. mas de oportunizar ao aluno possibilidades de relação de temas.2 Objetivos da disciplina . a disciplina escolar História recuperou sua autonomia. objetivo e finalidade principais do seu ensino.

e com os demais saberes escolares. a formação de uma consciência histórica. proximidade e distância. pais e demais envolvidos na cultura escolar). textos e múltiplos olhares que estão presentes em nossa sociedade. a percepção de que a história e seu ensino são objetos de si mesmos. Dessa forma. (re)significando a noção de documento. para além de suas dicotomias aparentes. inserido no processo do ensino da História em suas múltiplas temporalidades. os objetivos listados a seguir têm a intenção de organizar ideias e fundamentar os conteúdos básicos comuns propostos neste documento. necessária nos processos de transformação social cuja base é o trabalho humano. semelhanças e diferenças. as questões concernentes à memória (individual e coletiva. a educação patrimonial (observação. registro. fragmentada e reconstruída. o reconhecimento das diferentes linguagens. a interlocução das demais ciências sociais com o ensino da História. exploração e apropriação) como uma das estratégias do ensino da História ao considerar o meio ambiente histórico e o patrimônio vivo. o espaço historicamente construído e.Sumário principal transforma a sociedade em uma perspectiva emancipadora. pretende-se fundamentar uma proposta de trabalho para a Educação Básica que possa ser discutida e apropriada por seus sujeitos (professores. ampliam noções como representações e processo. a dimensão ética de todo processo educacional. portanto. urbano e rural. antigo e moderno. educadores. sem perder de vista a articulação teoria/prática e destacando as etapas e as ferramentas do processo investigativo. passado e presente. mas também estimular os conteúdos complementares que cada professor deve elaborar de acordo com sua realidade de ensino. que. singular e plural). alunos. ressaltando a importância da consolidação de paradigmas identitários. considerando os procedimentos do historiador no trato com a História. deverá observar em suas reflexões: a compreensão de que somos sujeitos diferentes e diversos. uma proposta cujo eixo estaria em consonância com os mais recentes debates que envolvem a história como ciência e sua função social. 124 . Um debate entre o ensino de História praticado e aquele aqui idealizado. que privilegie como eixo a dimensão local e a formação dos sujeitos de direitos. portanto. historicamente construídos e portadores de direitos. concepções como rupturas e continuidades.

Nesse sentido. trabalhos com documentos de diferentes tipos.. gráficos e tabelas. dessa forma. ênfase em diferentes práticas de leitura e escrita. fazeres e quereres. é fundamental a alteração do eixo do ensino de História Geral para a História do Brasil e a História do Espírito Santo. que a dimensão identitária (imagem de si. 125 . leitura de mapas. uso crítico do livro didático. que devem ser múltiplos.. partilhadas).Sumário principal Compreendemos. técnicas da história oral. Em todos os níveis/modalidades do ensino (incluindo a EJA. uso de diferentes fontes históricas. para ensinar. para aprender e para querer: saberes.. e educação de olhares. Considerando essas especificidades. passa a ser o eixo organizativo dos CBCs de História. 8. estudo do meio. para si e para os outros). está associada à construção de uma consciência histórica que surge do terreno das memórias (individual. conteúdos procedimentais da História e etapas de seu ensino. portanto. registro e socialização de resultados são. inerente ao processo de ensino da História. destacamos a necessidade de desenvolvimento de material didático específico. Uma História que investiga. e a Educação Indígena) deve prevalecer o desenvolvimento de atitudes investigativas que reforçariam as relações entre os conteúdos conceituais (que compreendem as ações do homem no tempo. A pesquisa. A garantia da autonomia do professor na elaboração de seu planejamento (objetivos. coletiva. conteúdos e metodologias) é fator importante para tal empreendimento. critica e interpreta Ao enfatizar a formação de sujeitos – compreendidos como sujeitos de direitos. investigação.2. que podem ser pensados como um processo de construção do conhecimento histórico escolar. museus e outras instituições de guarda). saberes e sensibilidades) e os procedimentais.. mas também seus valores. estudos de caso.3 Principais alternativas metodológicas . conservando a característica de uma História Integrada. visitas técnicas (arquivos. a Educação no Campo. portanto. com suas características singulares e plurais – busca-se a compreensão do mundo em que se vive a partir do reconhecimento de si e do outro. Problematização. estímulo ao uso de diferentes linguagens.

de modo que caberia indagar o que é próximo e o que é distante. que apontam para a pesquisa como ensino/aprendizagem e para a problematização do presente a partir do estabelecimento de relações entre as dinâmicas temporais: permanências e mudanças. documentos oficiais. outros. Livros. e entre a metodologia determinada para tal fim. muitos teóricos consideram que o processo de aprendizagem ocorre quando partimos do “próximo” para o “distante”. lendas. mas são produtores de um saber específico que redefine suas relações com o conhecimento histórico e seu processo de produção. conceitos e sujeitos que se integram e integram diferentes alternativas metodológicas. A construção do conhecimento. compreendidos como uma articulação entre as habilidades e competências (selecionadas pelo professor de acordo com o nível de ensino). antes/agora/depois. Observação. expressão e possibilidades de respostas de dúvidas. Fatos. fontes orais.. uma vez que a aprendizagem histórica ocorre juntamente com o processo de produção de sentido. comparação e argumentação são. assim compreendida. objetos e museus. A experiência docente em História demonstra. outros consideram que devemos partir do “concreto” para o “abstrato”. fontes. ainda. jornais. visando a estabelecer relações e promover interpretações. Habilidades. entretanto. De um modo geral. Esse seria o processo durante o qual ocorre a aprendizagem histórica (aqui dividido em três etapas: a alfabetização histórica. relatos. nesse sentido. Através do exercício da dúvida. os procedimentos históricos. vídeo e cinema. o que é simples e o que é complexo.. o aluno pesquisador e o professor pesquisador consideram seus saberes prévios. entre os tópicos eleitos para o alcance dessas habilidades e competências. e o pensar histórico). literatura. patrimônio. assim compreendidos. Esclarecemos que compreendemos por competências ações que expressam uma tomada de decisão através da utilização de ferramentas concretas e intelectuais. monumentos. Os conteúdos. ocorre a partir da formulação. fotografia. que tais afirmações não podem ser feitas de forma tranquila. o que 126 . por exemplo. música.Sumário principal Os conteúdos básicos e complementares da História ensinada (conceituais. ações que podem ser compreendidas como competências. procedimentais e atitudinais). obras de arte. datas comemorativas. são formas possíveis de alcance das competências. sucessão e simultaneidade. revistas. passam a ser eles mesmos construções sociais e históricas. bem como da mobilização de esquemas conceituais. que a aprendizagem ocorre do “simples” para o “complexo”.

no Ensino Fundamental. Outro fator digno de nota é que os CBCs de História. É preciso. para a construção de um planejamento adequado a cada especificidade escolar. formativa e somativa) pode envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor. argumentação. e a construção de significado do documento histórico. cotidiano do aluno. contextos 127 . A partir dessa compreensão.Sumário principal é concreto e o que é abstrato. portanto. dividimos a proposta dos CBCs de História nos três segmentos de ensino: Séries iniciais do Ensino Fundamental. Ao contrário. o processo de avaliação é parte integrante da ação educativa em História. deve partir dos objetivos e das metodologias que consideram os saberes prévios. Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. construídos a partir da consulta aos professores da rede estadual de ensino. diversidades. problematizando (possibilidades de investigação e procedimentos). garantindo a possibilidade de autonomia do professor e a flexibilização dos conteúdos. que reflitamos sobre as competências e habilidades que estão relacionadas a esse processo de construção do saber histórico escolar. Coerentemente com a opção pela pesquisa como eixo organizativo do currículo e da prática docente. Coerentemente com a concepção de História e seu ensino que permeia nossa proposta. e dialogando (considerações com outros temas. cada tópico foi dividido em três seções: tematizando (apresentação de sugestões e possibilidades temáticas). portanto. A gradação. Pode. não pretenderam esgotar conteúdos a serem trabalhados em sala de aula no processo de construção do conhecimento histórico escolar. A avaliação processual (diagnóstica. não simplesmente de tópicos a serem trabalhados. se repetem na sequência dos segmentos e séries. a avaliação pode considerar as possibilidades de descrição. torna-se ferramenta basilar. envolver etapas individuais e coletivas de trabalho. explicação e problematização que envolvem a construção do conhecimento histórico escolar. disciplinas. por vezes. temas estruturantes e habilidades. Cada segmento é exposto a partir de um conjunto comum de competências e temas estruturantes que permeiam uma competência específica. É importante notar que algumas competências. ao agrupar os principais tópicos selecionados como básicos pelos professores. mas não única. os tópicos e habilidades distribuídos por cada série. uma vez que devem garantir o caráter gradual da construção do conhecimento. no universo cultural composto por informações globalizadas e efêmeras de nossas crianças e jovens. Nesse sentido. também.

confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. Linguagens e representações. sócio e culturais. selecionar e divulgar dados e informações. busca. 2. Construir. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. Elaborar explicações históricas multicausais. Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. elaboração de respostas possíveis. jornalístico etc). 128 . relacionando-os e atribuindo-lhes sentido.Sumário principal etc. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. organizar. Em todos os segmentos do ensino. atentamos que o livro didático deve ser utilizado de forma problematizadora. como fonte de consulta dos alunos e recurso didáticopedagógico. argumentação. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. que podem ser realizadas durante o processo de construção do conhecimento histórico escolar). Os sujeitos. relacionando-os com os de outras ciências e com a vida cotidiana. Levantar. 5. COMPETÊNCIAS GERAIS 1. procedimentos. ENSINO FUNDAMENTAL Procedimentos Históricos TEMAS ESTRUTURANTES Saberes e sensibilidades. fatos e conceitos. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. História e memória. sem substituir a autonomia do professor em relação ao seu planejamento inserido no Projeto Político Pedagógico de cada escola. Dominar e fazer uso de indagação. 4. 3. científico.

COMPETÊNCIAS GERAIS 1 - Dominar e fazer uso de indagação. 4 - Elaborar explicações históricas multicausais.4 Conteúdo Básico Comum . confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico.História Anos Iniciais do Ensino Fundamental ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetização Histórica 1º Ano e 1ª a 4ª Séries TEMAS ESTRUTURANTES: • O tempo. jornalístico etc). sociais e culturais. científico. elaboração de respostas possíveis. • Os sujeitos. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. 3 - Levantar. 129 . selecionar e divulgar dados e informações. busca. 2 - Construir. diferenças e diversidades. o tempo vivido e o tempo histórico.2. procedimentos. argumentação. • História e memória. fatos e conceitos. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. • Eu e os outros: identidade. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. relações sociais. 5 - Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. relacionando-os com os de outras ciências e a vida cotidiana. organizar. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico.Sumário principal 8.

nomes de lugares. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. espaço. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. duração e cultura. CRIANÇAS. a sociedade. comidas tem história etc. Dialogando • Considerar a diversidade étnica e a relação com meio ambiente 4) Tematizando • O tempo e o relógio • O dia a dia das crianças • O nosso calendário • As horas e suas unidades • Os anos e suas unidades Problematizando • O tempo do sol. o meio ambiente. Dialogando • Considerar as diferenças étnicas no Espírito Santo e sua relação com o nome de cada um 3) Tematizando • A família • Os amigos • O dia a dia com a família Problematizando • Os utensílios domésticos tem história. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. semelhanças e diferenças • Histórias das crianças de hoje e do passado • As brincadeiras. as instituições com as quais se convive diariamente. o uniforme da escola. o tempo da lua. Contextualizando • Diferenças étnicas e regionais do Espírito Santo 2) Tematizando • A história dos nomes: o nome de cada um. • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. toda casa tem história etc. FAMÍLIAS e TEMPOS 1) Tematizando • A criança como ser singular e plural Problematizando • Passado. o planeta. a moda cotidiana etc. toda escola tem história. presente e duração. o tempo da chuva etc. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. Dialogando • Considerar como os indígenas contam o tempo • Considerar as diferenças entre o tempo da cidade e o tempo do campo 130 .Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos Competência: identificar possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. nomes de família Problematizando • A noção de historicidade de objetos concretos e abstratos: toda rua tem história.

as instituições com as quais se convive diariamente. a consideração de diferentes pontos de vista e a necessidade de busca de consensos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. espaço. de água. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Exercitar diferentes tipos de descrição. de areia • Os anos e suas unidades • As décadas Problematizando • Álbum de família e noção de duração • Toda família tem história Dialogando • Considerar a diversidade étnica e o conceito de família 2) Tematizando • Bairros do município • Municípios vizinhos e sua relação com o município da escola Problematizando • Todo bairro tem história Dialogando • Considerar a interação com os conceitos e procedimentos geográficos 3) Tematizando • Os bairros se comunicam • Os municípios se comunicam • Meios de comunicação e de transporte Problematizando • Os meios de comunicação têm história • Os meios de transporte têm história Dialogando • Considerar a relação de cidade e campo • Considerar a relação da criança com o trânsito e a noção de segurança e regras 4) Tematizando • A escola e os seus sujeitos • Quem é quem na escola • Cada pessoa tem sua história Problematizando • Como registrar o tempo que passa para cada um Dialogando • Considerar a diversidade de fontes históricas e a noção de documento 131 . • Ler diferentes tipos de documentos históricos. o meio ambiente.Sumário principal 1ª série Competência: exercitar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. GRUPOS e TEMPOS 1) Tematizando • O tempo e o relógio: percebendo e registrando o tempo • Relógio de sol. o planeta. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. duração e cultura. a sociedade. CRIANÇAS.

o meio ambiente. • Orientar-se no tempo com segurança. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. décadas e séculos Problematizando • A memória como direito humano Dialogando • Considerar que diferentes sujeitos podem construir uma mesma história 132 . CRIANÇAS. TEMPOS e MEMÓRIAS 1) Tematizando: • A escola e meu bairro • As ruas de meu bairro • O que existe em meu bairro e o que não existe Problematizando • As ruas têm história • Porque existem certas coisas em meu bairro Dialogando • Considerar os procedimentos geográficos • Considerar as relações sociais e econômicas que determinam a construção de bairros e cidades • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar os indígenas que não se organizam em cidades 2) Tematizando • A reconstituição do passado pela memória Problematizando • Histórias de vida também são História • Como registrar a memória Dialogando • Considerar os conceitos de memória individual e coletiva • Considerar a noção de grupos sociais • Considerar o conceito de identidade cultural 3) Tematizando • As diferenças culturais e sociais Problematizando • As diferenças têm história Dialogando • Considerar as noções de igualdade e equidade 4) Tematizando • A representação da realidade: o que contam os historiadores • Contando mais tempo: anos. a sociedade. espaço. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. • Exercitar diferentes tipos de descrição e narrativas. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. o planeta. as instituições com as quais se convive diariamente. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. duração e cultura.Sumário principal 2ª série Competência: expressar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas.

sociais e culturais • A escravidão Problematizando • O conceito de trabalho tem história • O que acontecia no Espírito Santo e o que acontecia no Brasil • Considerar as relações do campo com a cidade Dialogando • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar conhecimentos geográficos e suas ferramentas 133 . Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. econômicos. goitacazes. as instituições com as quais se convive diariamente. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. • Considerar os diferentes registros históricos e as possibilidades de representação da realidade • Considerar a noção de duração 2) Tematizando • O Espírito Santo antes da chegada dos portugueses • Quem eram os habitantes nativos (puris. culturais. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões.Sumário principal 3ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. políticos etc. a sociedade. o meio ambiente. políticos. o planeta. temiminós. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. espaço. narrativas e registros. • Exercitar diferentes tipos de descrições. botocudos. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. MEMÓRIAS e HISTÓRIAS 1) Tematizando • A criança e sua história • O professor também tem história • A história do município • Contando os séculos Problematizando • Como dividir a história de meu município em períodos de tempo Dialogando • Considerar a multiplicidade de possibilidades para a compreensão da história e do tempo de acordo com aspectos sociais. duração e cultura. tupiniquins) Problematizando • Diferenças culturais entre os indígenas que habitavam o Espírito Santo • A natureza Dialogando • Considerar mudanças e permanências no tempo 3) Tematizando • A chegada dos portugueses no Espírito Santo • Quem eram os portugueses e porque vinham de tão longe Problematizando • A importância econômica tem sua história • Há valores que não são apenas econômicos Dialogando • Considerar os conhecimentos geográficos e suas ferramentas • Considerar a noção de valores humanos 4) Tematizando • O início da colonização no Espírito Santo • Porque colonizar • Relação de aspectos econômicos. TEMPOS.

Sumário principal 5) Tematizando • Os negros escravizados vinham da África • As relações da África com a Europa • As relações da África com o Brasil Problematizando • A África tem sua História Dialogando • Considerar o conceito de dignidade humana • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar os procedimentos geográficos 134 .

duração. • Utilizar procedimentos históricos e geográficos na construção do conhecimento histórico escolar. utilizando-se de conceitos básicos da disciplina. sociedade e cultura. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. HISTÓRIAS E SOCIEDADES 1) Tematizando • As formas de administração do Espírito Santo • Os diferentes grupos sociais • A exploração econômica • A importância da igreja • Outros povos chegam ao Espírito Santo Problematizando • As representações da História • As relações sociais têm História • O conceito de colônia Dialogando • Considerar as diferentes explorações da economia e do trabalhador e sua relação com a exploração do meio ambiente • Considerar a relação do Espírito Santo com outras capitanias e regiões do Brasil • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos 2) Tematizando • Diferentes situações de revoltas e resistência em todo o Brasil • A transferência da corte portuguesa para o Brasil Problematizando • A História é dinâmica • A História também é feita de conflitos Dialogando • Considerar a noção de relações de poder e formas de dominação • Considerar as relações do campo com a cidade 3) Tematizando • O Espírito Santo na época da Independência do Brasil • O império no Espírito Santo • O trabalho escravo no Brasil e no mundo • O processo de abolição no Espírito Santo e no Brasil • Os imigrantes • Os indígenas Problematizando • Todo povo tem sua História • As relações de trabalho como relações sociais. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. • Comparar informações e discutir criticamente sobre as mesmas. • Exercitar diferentes tipos de narrativas e registros. TEMPOS. espaço. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. econômicas e de poder Dialogando • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e Brasil 135 . • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração.Sumário principal 4ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas.

negros. brancos e asiáticos: as etnias do Brasil Problematizando • Democracia e ditadura Dialogando • Considerar as diferentes formas de relações de poder e os conceitos de guerra e paz • Considerar o conceito de direitos humanos 6) Tematizando • Reconstruindo a democracia • Os anos 1960 e a contracultura • A ditadura militar e o papel da censura no Espírito Santo • Reconstruindo a democracia mais uma vez • O papel dos estudantes Problematizando • Relações de poder e ordem internacional: para não esquecer • Os indígenas hoje no Espírito Santo e no Brasil • Por que lutamos em defesa do meio ambiente? Dialogando • Considerar o conceito de direitos humanos • Considerar o direito à memória • Considerar os diferentes pontos de vista com os quais se escreve História 136 . o meio ambiente.Sumário principal • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. 4) Tematizando • A República no Espírito Santo • Mudanças na educação e na escola • As relações sociais do início do século XX • A ideia de modernidade e de progresso no Brasil • Um novo mapa para o Brasil Problematizando • As formas de governo têm História • O território brasileiro tem História • Novos registros para a História: a memória fica mais perto Dialogando • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e no Brasil 5) Tematizando • O Espírito Santo e as Guerras Mundiais • As relações entre o Brasil e os países em guerra • O governo de Vargas e a administração Bley no Espírito Santo • Os imigrantes e seus descendentes • Índios. o planeta. as instituições com as quais se convive diariamente. a sociedade.

Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. Ensinar história. Margarida Mª. ES: NEAD/UFES. 2007.2. D. Jurandir. Mª Inês S. Marizete. ES: NEAD/UFES. Belo Horizonte: Autêntica. Quanto tempo o tempo tem! Campinas. REVISTAS Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Federal Fluminense (RJ). 2. LUCINI. Faculdade de Educação. LAGOA. RICCI. MALERBA. 2000. Vera Lucia Sabongi de.ufes. 2003. Claudia Sapag. Juçara Luzia. Disponível em: <http://www. São Paulo: Scipione. pesquisas e ensino. narrativa e ensino de História. Mauro. SCHMIDT. André Luiz Bis. Ana Mª. Oficinas de história. UFRN. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. Tempo.com. ES: UFES/PPGE. OLIVEIRA. 265 p.Sumário principal 8. Circe Mª Fernandes. Universidade Federal do Espírito Santo. Ensino de história: escritas. Marlene. O livro didático de história: políticas educacionais. PIROLA. Departamento de História. 2001.br www. Vitória. São Paulo: Cortez. O livro didático no Espírito Santo e o Espírito Santo no livro didático: história e representações. NA REDE www. Fascículo 1. LEITE. Ensino de história: fundamentos e métodos. Nossa gente brasileira: textos e atividades para o ensino fundamental. 2000. ______. Ensino de história e história do Espírito Santo: módulo estudos sociais. BERTONI. 2006. Maria Auxiliadora.5 Referências BITTENCOURT. 2006. 2007. leituras e narrativas: módulo estudos sociais. ed. Lúcia. Pesquisa como ensino: textos de apoio e propostas de trabalho. Campinas. 2004. História e Ensino: Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Estadual de Londrina (PR). Fascículo 3.com 137 .ensinodehistoria. Ernesta (Org. Vitória. SP: Papirus. ROSSI. ZAMBONI. 2004. Belo Horizonte: Dimensão. CAINELLI.ppge. STAMATTO. Vitória. 2008.asp>. 64 p. Porto Alegre: Mediação. SP: Alínea. GRINBERG. 2008. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais.historianet.. Keila. GRINBERG.).br/ dissertacoes/2008/dissertacoes. Natal: Ed.

O Ensino Religioso escolar se propõe educar essa dimensão da vida humana com o objetivo de proporcionar uma formação integral da pessoa. o homem sente a impossibilidade de se fechar numa atitude. traduzindo a sua religiosidade em atitudes práticas.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A esfera da religiosidade é uma dimensão constitutiva da realidade humana. dão testemunho dessa transcendência inscrita na estrutura constitutiva do homem. vai ao encontro dele. um setor à parte na existência humana. sua abertura a um projeto que incessantemente o ultrapassa. em harmonia com sua percepção do transcendente. o fato da possível religiosidade. é o termo de uma relação que o homem busca ininterruptamente.Sumário principal 8. é também educação das expressões nas quais se traduz a religiosidade da pessoa. bloqueando seu dinamismo 138 . Menos ainda. é ele uma realidade do além ou de outro lugar que se imponha ao homem. é um atributo exclusivo da vida pessoal. fora da qual nem sequer é concebível. O homem está aberto a algo ou a alguém que o supera. e que. radicalmente distinto de toda realidade. Bastaria isso para reconhecer o caráter único do homem. A educação religiosa é educação dessa habilidade. Por conseguinte. É função específica do Ensino Religioso exercitar o educando para que se dê conta da dimensão transcendente da sua vida e de levá-lo a viver isso na intensidade de si mesmo. Por causa desse desejo de plenitude. que o excede. em seu fundo como em seu mistério. ou seja. acabada. uma vez que o absoluto jamais assume fisionomia plena. educação da religiosidade objetiva. Toda a história religiosa da humanidade. definitiva em nenhuma realidade humana. o sagrado não é.3. O lugar originário da religiosidade é a disponibilidade que sente em face de quem o chama. O próprio sentido da liberdade já é uma busca do absoluto. ou seja. antes de mais nada. Mas no que con- siste essa dimensão religiosa ou essa esfera do espiritual na existência humana? O lugar originário do sagrado é o desejo do homem. A dimensão religiosa – como também a dimensão ética – é específica e constitutiva do ser humano. O sagrado. que o ultrapassa. simultaneamente. todo o dinamismo ético ou poético dos homens. Mas a educação da religiosidade não se reduz à religiosidade subjetiva. está ligado à condição de pessoa. O sentido de toda religião.3 Ensino Religioso 8. uma realidade demarcável em si mesma. num conhecimento ou num amor finitos.

A linguagem remete à experiência. ele não pode existir humana e coletivamente sem assumir uma expressão externa. assumida pela fé. e consiste numa relação ou numa busca de relação. o problema consistirá sempre em encontrar um outro diferente dele mesmo. as confissões de fé. Ricoeur). Em outros termos. afastada pelos homens ou pelas culturas. seja rejeitada. Por mais pessoal e secreto que seja o sagrado como experiência fundamental. essa experiência religiosa radical. Essa permite que o homem se coloque em relação ao outro que o interpela e que o ultrapassa. essa religião fundamental se tornar cultural e. E é aí que nascem todas as ambiguidades de que nos ressentimos hoje de maneira tão aguda. que as expressões não têm outra ambição senão a de conduzir à EXPERIÊNCIA espiritual. jamais se deverá esquecer. para ser vivida humanamente. O homem é pergunta. a interpretação e a (re)significação da religiosidade e do fenômeno religioso em suas diferentes manifestações. E. Motivar a assumir atitudes e práticas pró-vida. por mais que tal pergunta. Objetivos específicos Educar para a alteridade. ela se conserva sempre presente no íntimo do homem. as liturgias.2 Objetivos da disciplina Objetivo geral Promover a compreensão. a toda a vida do homem. os ritos. a indagação constitutiva do homem. A importância do Ensino Religioso é que se constitua como uma educação da religiosidade. ao se exprimir. Ele está na origem do homem. ambígua. consequentemente. o serviço e a comunicação. co-extensiva a toda realidade. Se. justamente por essa razão.3. porém. a algo mais profundo do que a própria linguagem. e a palavra decisiva sobre esse mesmo homem foge continuamente do horizonte de sua história. os mitos. capaz de ajudar os educandos a se autoposicionarem diante da transcendência e dar um sentido à própria existência.Sumário principal específico. 8. Para o homem. para poder comunicar-se. Haurir na profundidade humana e nas relações com o transcendente as energias e orientações para o caminho de vida 139 . linguagens e paisagens religiosas presentes nas culturas e nas sociedades. Esse relacionamento religioso fundamental deverá traduzir-se por meio de inevitáveis expressões religiosas: os símbolos. deverá transformar-se num acontecimento da linguagem (P.

uma metodologia dialógica 8. ainda. para dar sua resposta devidamente informado. contribuir com os estudantes na busca da compreensão. Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. Portanto. O grande desafio. em profundidade. Por isso preferimos indicar apenas algumas linhas 140 . deve ajudar os estudantes na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são influenciadas pelas tradições religiosas. com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados. é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso e alicerçada no respeito à diversidade cultural e religiosa. portanto.3. Esperamos com isso contribuir na reflexão sobre o lugar da religiosidade na educação. porém. o Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado. Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por ela produzidos em suas marcas de religiosidade. 2007. comparação e análise das diferentes manifestações do sagrado. A escola. ao introduzir o Ensino Religioso na sua matriz curricular.Sumário principal pessoal e social. por sua própria natureza. Refletir o sentido da atitude moral como consequência do fenômeno religioso e da expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitária do ser humano. Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas.150-175). tanto na afirmação quanto na negação do sagrado. Estudar o fenômeno religioso requer. como princípios éticos fundamentais. E. P. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial. a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando. A disciplina de Ensino Religioso deve. Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais. Oportunizar o desenvolvimento de atitudes de veneração pelo sagrado (RUEDELL. norteadoras. busca refletir e integrar o fenômeno religioso como um saber fundamental para a formação integral do ser humano.3 Principais alternativas metodológicas A reflexão sobre a religiosidade é bastante nova no âmbito da educação escolar.

Implica ainda a articulação de dois conceitos e das possíveis relações entre eles: educação e religiosidade. A religiosidade se manifesta como sistema comum de crenças e práticas que tende a se institucionalizar. que significa exatamente a possibilidade de cada pessoa escolher a religiosidade que pretende seguir. Vem daí que os seres humanos se fazem sujeitos. Dessa forma os conflitos poderão ser tratados positivamente. A dimensão transcendente. Nesse sentido. O religioso carrega – por mais variadas que sejam suas expressões – o “mistério”. elemento que ultrapassa toda e qualquer configuração aplicável ou tangível. a dimensão transcendente tensiona o humano para além da contingência das identidades. a estabelecer parâmetros e formas de conduta identitárias que se configura em uma ou outra religião. A religiosidade nesse sentido está centrada na liberdade pessoal que leva cada pessoa a escolher uma ou outra crença ou até nenhuma. se personalizam com outros humanos na interação. que se põe como exigência de convivência e de tolerância entre as várias confissões religiosas. Ele é um ser constitutivamente dialogante. Por ser pessoa. a educação é construída na base de uma compreensão pluridimensional da pessoa e vai acontecer 141 . Nesse sentido. no reconhecimento.Sumário principal e contextual. A dimensão comunitária ou coletiva. das diversidades e das individualidades e pessoalidades. a dimensão pessoal da religiosidade é a base da liberdade religiosa. Observe-se que a dimensão coletiva não tem como suplantar a pessoal. reflexão e ação. Enquanto a dimensão pessoal e a coletiva dizem respeito às formas históricas de compreensão da religiosidade. Portanto. saber conectar informação. se assim o fizesse. tornar-se-ia opressiva. visto que. o homem não pode viver sem dialogar. A relação é presença e construção. Por uma compreensão de educação: A relação é um traço constitutivo do ser humano. a dimensão coletiva é a base da liberdade de religião. Por isso a educação da religiosidade é uma tarefa complexa. A dimensão pessoal. no fenômeno religioso há pelo menos três dimensões implicadas e que se interrelacionam para determinar seu sentido. na alteridade. Por uma compreensão de religiosidade: Por ser um atributo do ser pessoal. Para alcançar seus objetivos o Ensino Religioso deve partir das experiências e dos conhecimentos prévios dos estudantes.

O grande desafio é fazer da escola um espaço de qualidade relacional. o pluralismo religioso. definiu cinco eixos e os respectivos conteúdos: Culturas e tradições religiosas. ciências da religião e teologias. a função política das ideologias religiosas. para a efetivação dessa área de conhecimento. e a necessidade de evitar o proselitismo. Leve a uma abertura para o mundo como compromisso concreto com os contextos nos quais se dão os processos educativos. para que seja um espaço efetivamente de educação. tais como: a ideia transcendente na visão tradicional e atual. com e para a diversidade religiosa. A educação no Ensino Religioso deve apresentar-se como uma pedagogia que: Promova a construção de uma participação. Trabalhar sempre desde. a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos. psicologia. a busca permanente do sentido da vida. atuar para promovê-la. Teologias . a compreensão do campo simbólico.Sumário principal nos espaços de aprendizagem como exercício de reflexão e ação críticas. Admitir que cada pessoa possa ter a crença que quiser e que possa professá-la livremente. Tendo presentes a riqueza e a complexidade do campo religioso. Esse eixo desenvolve os temas decorrentes da relação entre cultura e tradição religiosa. tais como: as contribuições das áreas afins. Dentre os conteúdos destacam-se: 142 . Incentive a compreensão dos dissensos e dos conflitos. pedagogia. como a antropologia. sociologia. Isso significa partir da base da diversidade. e as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. saber lidar com ela. Essa postura se traduz em: Aceitar que a pessoa que segue uma religião possa considerar sua crença como verdadeira. a superação da fragmentação das experiências e da realidade. Esse eixo analisa as múltiplas concepções do transcendente. o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. O ENSINO RELIGIOSO: SEUS EIXOS E CONTEÚDOS O Ensino Religioso na sua articulação destaca alguns aspectos fundamentais para a sua concretização.

ancestralidade. permeado por valores. e as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: ressurreição. a descrição do contexto sóciopolítico-religioso determinante para a redação final dos textos sagrados. comparando seu(s) significado(s). mas sim está sempre em busca de algo que transcende essas realidades. o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa. Ethos. 143 . BOEING. e o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o transcendente. reencarnação. encontre o sentido para a vida e seja feliz. o conjunto de muitas crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel nas tradições religiosas. o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos sagrados e a formação dos textos. Antonio). Analisa a vivência crítica e utópica da ética humana a partir das tradições religiosas. FONAPER. (Cf.Sumário principal a descrição das representações do transcendente nas tradições religiosas. a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. Esse eixo aprofunda o significado da palavra sagrada no tempo e no espaço. e a análise e hermenêutica atualizadas dos textos sagrados. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso em muito podem contribuir para que o ser humano inacabado. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso foram elaborados a partir da concepção de que a atuação do ser humano não se limita às relações com o meio ambiente e às relações sociais. por isso contempla: a descrição de práticas religiosas significantes. com os outros e com o mundo. e a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas (Cf. nada. Caderno Temático Ensino Religioso. com destaque para: a autoridade do discurso religioso fundamentado na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do transcendente para o povo. consigo mesmo. 31-32). inquieto e aberto ao transcendente siga na busca. apresentando para os fiéis no contexto da respectiva cultura. nº 1. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. por isso considera: as orientações para o relacionamento com o outro. Textos sagrados e tradições orais. Esse eixo busca o entendimento das práticas celebrativas. Ritos. p.

• As diferentes celebrações e práticas religiosas. demonstrando abertura ao diálogo com as pessoas de outras crenças religiosas. • Os acontecimentos religiosos. • Entender que as tradições e manifestações religiosas dão sentido à vida. solidariedade etc. Espaços sagrados da comunidade. • As religiões e a prática do bem (caridade. • Perceber que as tradições religiosas se fundamentam nos textos sagrados. • Identificar a diversidade religiosa. • As tradições religiosas da comunidade local. • Os mitos e segredos sagrados. 144 . • O diálogo inter-religioso. • Histórias da criação.Sumário principal 8. • Identificar linguagem simbólica das culturas e tradições religiosas da comunidade. As representações das tradições religiosas. História e Tradição Religiosa • A Religião na vida das pessoas. • Entender que as narrativas sagradas surgiram dos mitos e história dos povos. percebendo-os como referenciais de ensinamentos sobre a fé e a prática das tradições religiosas.). Teologias • Reconhecer o conjunto de muitas crenças que orientam a vida do sujeito nas tradições religiosas. • Identificar nas narrativas sagradas os conceitos do sagrado. Textos Sagrados e Tradições orais Textos sagrados orais e escritos. • A diversidade religiosa no Brasil. • Distinguir nas histórias sagradas os mitos das verdades de fé. relacionando-as com as práticas religiosas dos diferentes grupos.3. • Reconhecer as manifestações culturais e tradições religiosas.4 Conteúdo Básico Comum – Ensino Religioso Anos Iniciais do Ensino Fundamental 1° Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Culturas e Tradições • Compreender que as tradições religiosas contribuem para um mundo mais fraterno. • Conhecer os textos sagrados. • Perceber nos textos sagrados propostos de valorização da vida e construção da cidadania.

agradecimento. comparando os seus significados. • Identificar os símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. • Compreender que os símbolos religiosos são significativos e necessários para as manifestações religiosas. ritos e festas religiosas oportunizam momentos sagrados de louvor. • Ritos e festas religiosas. 145 . Rituais de passagem. • Relacionar as principais datas religiosas. • Analisar as diversas simbo logias e sua afirmações de verdade. • Práticas religiosas significativas elaboradas pelos diferentes grupos religiosos.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ritos • Compreender a descrição de práticas religiosas significantes. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. celebrativos e litúrgicos. • Conhecer as diversas manifestações culturais e religiosas do país. • Práticas e costumes das comunidades religiosas. • Identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. • Entender os rituais como práticas religiosas. ritos e símbolos (afro. O significado dos ritos das tradições religiosas. • Pesquisar os variados ritos e festas culturais e religiosos da comunidade. festas e comemorações realizadas no município. • Compreender a linguagem simbólica da cultura e da tradição religiosa da comunidade. • Perceber os sinais que reve lam sentimentos religiosos e sentir-se participante da religiosidade. celebração e realização de encontro pessoal e comunitário com o transcendente. • Reconhecer o uso do símbolo como meio para comunicação de sentimentos e experiências. indígena e outros). • Perceber que os templos. Símbolos religiosos.

• Respeitar a si mesmo e aos outros. • Entender que os nomes são importantes. • Conhecer os limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas. 146 . • Os valores humanizam.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ethos • Compreender que o rela cionamento com o outro é permeado por valores. • Participar de discussões éticas e religiosas. • Conhecer o conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis do contexto da respectiva cultura. • Partilhar e conviver respeitando as pessoas. • Descobrir-se como ser humano. Alteridade. A riqueza das diferenças religiosas. • Eu e o outro somos nós. • Orientações para o relacionamento com o outro. respeitando as diversas manifestações religiosas. interagindo conforme as regras estabelecidas com os outros . • Relacionar-se e conviver bem com os colegas no ambiente escolar. • Reconhecer a importância da religiosidade na convivência familiar. • Saber ouvir e respeitar as diferentes posições religiosas das pessoas com as quais convive. construindo um ambiente de paz. • Cada pessoa tem o seu jeito de ser e acreditar. • Desenvolver atos e atitudes de cuidado e respeito ao próprio corpo e ao meio em que vive. • O Eu. • Conviver harmoniosamente com o diferente. • Eu sou eu com o outro. porque identificam as diferenças com as pessoas.

2000. Interpretando o sagrado: modos de conceber a religião. Pedro. 2001. 2002. ______.comer. 2002. Rosa.br. 2006. (Caderno Temático. 2007. Sérgio Rogério Azevedo. 9 v.pt 147 . RJ: Vozes. 2005. São Paulo: Ave Maria.com. Ensino religioso e formação docente.org/ http://cienciareligioes.cjb.5 Referências ALCUDIA.com. M. Parâmetros curriculares nacionais: ensino religioso.pr.br http://www. Atenção à diversidade. Ensino religioso: memória e perspectivas.br www.gov. et al.org.ensinoreligioso www.eufres.). PADEN.yahoo. O processo de escolarização do ensino religioso no Brasil.ulusofona.ensinoreligioso. Ensino religioso: referencial curricular para a proposta pedagógica da escola.org www. Lilian Blanck de.it http:// geocities. Curitiba: Champagnat. 1). William E.3. crdr. assintec. 1997.seed. ______. OLIVEIRA.br www.br/rever www. Porto Alegre: Artmed. Inês. Coleção de ensino religioso fundamental. São Paulo: Paulinas.net www.br htpp://geocities. rivistadireligione.conerse www. 2001.com. São Paulo: Paulinas.Sumário principal 8. JUNQUEIRA.fonaper. São Paulo: Paulinas. Luzia (org.pucsp. Educação religiosa: fundamentação antropológico-cultural da religião segundo Paul Tillich. RUEDELL. Petrópolis. São Paulo: Paulinas.iccsweb. CARNIATO.com. SITES http://www. SENA. FONAPER.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS .

Da perspectiva da enunciação.Sumário principal 9 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS Por meio da linguagem o homem pensa. A Língua Portuguesa na educação escolar compreende a língua como um objeto histórico. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. contraditória. irregular. a crítica e a intervenção e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. como trabalho simbólico. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. Nesta perspectiva. a forma de pôr a língua em movimento. gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. conhece. interfere sobre o mundo. Tais sistemas compreendem. e a linguagem. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. a atividade discursiva. variável. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. as Artes e a Educação Física. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e no respeito às diversidades. Como marco e herança social. se apropria. Desse modo. a linguagem é produto e produção cultural e tal como o homem que a manifesta é criativa. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. nos anos iniciais. De natureza transdisciplinar. O espaço privilegiado para isso é 151 . gestuais. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e conhecimentos: linguísticos. espaciais e plásticos. Ela possibilita a reflexão. na sociedade e na história as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. a Língua Portuguesa. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. musicais. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. corporais. Levando em conta os princípios acima que consideram o homem inserido em sua cultura. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados.

A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. posturas. sons e gestualidades. Essa visão contempla o eixo da cultura. deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. Além disso. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. à medida em que interagem com os outros. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade dos sujeitos. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. sociais e biológicas. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. 152 . como nas artes visuais. nas encenações teatrais e na música. Sendo assim. mas imbricada com o Trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. em contínua constituição. resignificando-as em processos poéticos configurados pela ação de um gesto criador. cores. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. não é instrumental. nas danças.Sumário principal a interlocução. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. a linguagem corporal como produto da cultura. nem se prende a normatizações que a regulem. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. Como produção simbólica a Arte não é funcional. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. Fazer arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas.

qual seja. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. também. As condições de gênero. Desse ponto de vista. em contínua constituição. Ganha tônica. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. à medida em que interagem com os outros. como o quer Morin (2001). 2003) 153 . e a linguagem. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. irregular. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. Da perspectiva da enunciação. favorecido pela interação sujeito-objeto. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. Para isso. o saber linguístico pertinente. compreender a língua como um objeto histórico. Deve-se. Revela-se. mediado pelo professor. uma concepção interacionista da língua. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. eminentemente funcional e contextualizada.Sumário principal 9. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. (ANTUNES. aí.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. de relações étnico-raciais na formação humana dos * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) modos como se produzem as identidades socioculturais e como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. deve-se. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. a forma de pôr a língua em movimento. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. Para concretizar essa proposta. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. assim. a maneira de considerar o conhecimento. a atividade discursiva. pois. configuramse. que articula. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. Distinta é. como princípios seriamente considerados. todavia. o que só é possível por meio de uma rede de relações construída em momentos compartilhados com o outro.

o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. 1991). operações cognitivas e estratégias discursivas. pela codificação das ideias ou das informações. a qual engloba processos. o texto. das informações. decorre o princípio de que esta(s) só se atualiza(m) quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais.Sumário principal Para uma concepção interacionista. 2003) Com relação à concepção de escrita. de um modo geral. envolvimento entre sujeitos. escritos ou em outras modalidades discursivas. 1998). cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. dinâmico e negociável. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. Deixa. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. esta é defendida de modo tão interativo e dialógico. 1991. como também favorecer a própria interlocução. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. verbalização e construção (GERALDI. 1998). para ser compreendido em seu próprio processo de organização. ANTUNES. KOCH. conforme as práticas culturais de cada contexto social. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. Constitui-se. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. quanto a fala. simplesmente. para que aconteça a comunhão das ideias. gerada a partir de elementos linguísticos. O texto configura-se como uma manifestação. assim. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa. possibilita a realização de alguma atividade sociocomunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas pessoas atuam. no processo de interação. por meio de sinais gráficos. a socialização de conteúdos. pois. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. 154 . funcional e discursiva da língua(gem). 1998. das intenções pretendidas. Essa perspectiva supõe encontro. Por essa razão. em consonância com determinados pressupostos. parceria.

1. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. ou sobre ele intervir. institucionalizado e de mundo. Serve. em conformidade a essa concepção. e transmissão. aprenda e reaprenda não para os alunos. Serve. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. reflita. e de abordagens interdisciplinares. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. desenvolvendo uma postura investigativa. descubra. o 9. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. nessa tarefa. Isso porque sem a linguagem articulada seria difícil apreender o mundo. 2000). a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. ainda. observe.Sumário principal Fiel a esse quadro. meio em que as realidades são construídas. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. e da cultura. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. será preciso que o educador pesquise. o sujeito. Considerandose o caráter simbólico da linguagem. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem. de todo conhecimento. a competência de o sujeito interagir no. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. torne-se um ens sociale .1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção. torná-lo objeto de conhecimento. a linguagem à variabilidade do homem. e transformá-lo. em situações de interação. fala de si. a partir do contato com outros sujeitos. Para ensinar. do outro e do mundo. Nessa tarefa. mas com os alunos. por meio de linguagens. a ter sua marca identitária (DA MATTA. levante hipóteses. 155 . Portanto. pois. e com o mundo ocorre por via da linguagem. estabelece uma relação próxima com a escrita e.

que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. mas não 156 . construir seu saber formal. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. pois. são suas atividades. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. de acordo com os contextos onde foram produzidas. como Castells (2002). não des- considerando os saberes informais que ele traz consigo. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. nada existe fora do domínio da língua. a escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. morfológicas. inicialmente a língua falada. para construir sua identidade social e cultural. pois além de suas características próprias. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. com o uso da linguagem e da língua. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. disponíveis no ambiente social. funciona como veículo. o texto. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. ressignificando-a. na interação com as diversas instituições sociais. Assim. Na escola. O fato é que sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. o jargão. para. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. Em alguns casos. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. em suas salas de aula. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas pelos significados e sentidos. tudo é variável. sintáticas e semânticas. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. então. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. Na interação com as diversas instituições sociais. o discurso. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente e considerandose. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. por meio da língua. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas.Sumário principal sujeito se desenvolve e se socializa. Cabe. É. enquanto nos ambientes de escrita.

9. como algo que permeia. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. ainda. para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. A Literatura propicia. 2. No caso da literatura. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico-social que sofre transformações com o decorrer do tempo. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. Isso. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. e de diferentes linguagens. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. concepção essencial para a formação humana. textual 157 . com o outro e com o mundo em que vive. possibilitandolhe assumir uma postura reflexiva. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. 1999). esta propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. 3. tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. ou fora dela. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. Língua 1. também. O aluno precisa conceber que nosso ser. Eixo pode ser compreendido. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística.Sumário principal a mensagem que transmitem.1. estruturados em forma de língua. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola.

2. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. a escultura. entre outros. inclusive da literatura capixaba. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. sendo o texto o referencial de partida. de modo a pensar a complexidade do mundo real. de culturas e de formas de expressão. 3. Linguagem 1. Permitir que o aluno interaja. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. 4. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. Literatura 1. 3. o teatro. Cultura e conhecimento de mundo 1. e da necessidade de sua atuação com vistas a uma sociedade mais justa. a pintura e o movimento do corpo bem como a variedade de ideias. digitais. a música.Sumário principal e pragmática. obras e autores. imagéticos. 4. necessários à leitura e à escrita. crítica e ludicamente. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. reconhecendo nestas manifestações as marcas da diversidade humana. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. 158 . identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. por meio da linguagem literária. 2. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. orais. com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania.

verdadeiro objeto de estudo da língua. a parques ecológicos. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. explorando-lhe os múltiplos sentidos. Ou seja. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do estado. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e a falar em situações diferenciadas. considerando o texto o ponto de partida e de chegada.1. a comunidades indígenas. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. 7. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. No caso do ensino de atividades de escrita. 3.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de língua portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. a manifestações culturais e a locais de culturas em movimento. aos sentidos das palavras. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade históricocultural. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. a espaços remanescentes quilombolas. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). 8. tais como visitas a sítios arqueológicos. 4. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. 9. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. respeitando a diversidade nos modos de falar. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. 6.Sumário principal 2. 5. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. crítico e intelectual. estas devem partir de condições concretas 159 . promovendo a formação do aluno num âmbito ético. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. considerando sua situação no mundo. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação.

Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. possibilitando que o aluno argumente. e exercitar inferências sobre o texto. listagem de time de futebol. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. animais. rótulos. de modo a perceber que esta depende da articulação de várias partes que formam um todo é. Para as atividades de leitura. recorte de palavras. escrever. produção de história em quadrinhos. considerando a leitura imagética. ou defenda opções tomadas.Sumário principal de produção. Ao final. então. Grosso modo. transformando-o em protagonista. ler e escrever textos em língua portuguesa. explorar a seleção do tema do texto. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. tais como parlendas. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. tais como. agenda telefônica. ouvir. utilizar a escrita como ferramenta de integração do aluno à vida de seu meio social. um pressuposto metodológico a ser considerado. receitas. destacando a visão que o aluno tem sobre o objeto e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. cartão de felicita- 160 . emita opiniões. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. Deve-se estimular debates sobre temas variados. produza textos. justifique. encartes de supermercados. cantinho de leitura. Em sala de aula. repórter por um dia. a partir daí. lançar mão de reportagens jornalísticas. cantigas de roda. quadrinhas. silenciosa. vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. oral e coletiva. bilhetes. correio escolar. do assunto tratado. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituem-se parte integrante da competência comunicativa dos falantes. reescrever). discutir o vocabulário do texto. poesias. escolhidas pelo aluno. passagens. critique pontos de vista alheios e. bulas. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. flores. 2003). endereços dos alunos em ordem alfabética. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários.

é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. jornais. entre tantos. 161 . transformação de um gênero textual em outro. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. explorando as funcionalidades da língua. observando as relações morfológicas. Outra estratégia metodológica. excursões. piadas.Sumário principal ções. entrevistas. sob a orientação do professor. sintáticas e semânticas. de nível um pouco avançado.

atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. imagética. • Conviver. crítica e ludicamente. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. • Conhecer a norma culta da língua. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem.Língua Portuguesa Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS GERAIS • Ampliar a competência comunicativa do aluno. respeitando os valores humanos.1. considerando sua diversidade sociocultural. • Interatuar com dados.4 Conteúdo Básico Comum . • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente.Sumário principal 9. fatos e informações contidos em diferentes textos. 162 . argumentos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. oral. com situações de produção de textos. digital entre outras.

histórias mudas. paragrafação. se localiza o conhecimento linguístico-literário. placas. relatos orais de passeios. quadrinhas com rimas. jornais. gravuras. separação de palavras). • Relatar com segurança fatos de sua história e de outros. letra maiúsculas e minúsculas. • Observar e descrever detalhes de diferentes situações cotidianas. APLICANDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO Produção de diversos gêneros textuais (estudo de rótulos. diálogos entrevistas. cartazes. • Escrever palavras. • Emitir opinião e fazer comentários pessoais. trava-línguas. texto coletivo. texto formado por palavras. Ordem alfabética). exercícios dos diferentes níveis de fala. símbolos. Elementos estruturais básicos do código escrito (Palavra formada por letra. A diferença entre letra. PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO: recados. gráficos. • Relatar experiências de situações vividas e presenciadas. as fontes e os limites do conhecimento humano. CONHECENDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO História (o surgimento do alfabeto) e função da escrita. produção e interpretação de diversos gêneros textuais (poemas. • Expressar-se oralmente com clareza e objetividade. gibis. nesse campo. As formas. conteúdos Eixo Linguagem Garante o acesso ao conhecimento linguístico-textual-discursivo necessário à vida na sociedade pós-moderna. 163 . atividade de escuta (história lida e contada). pequenos textos escritos. preenchimento de ficha e dados diversos e outros). pontuação. • Conhecer o alfabeto e a representação escrita de cada letra identificando-as na formação das palavras. Eixo Conhecimento LingUístico Estuda o alcance. gráficos e outros. letras musicais. identificando ideias principais. textos variados e de diferentes gêneros. cantigas de roda). • Produzir textos de vários gêneros. frases e textos. obedecendo às estruturas e os mecanismos de articulação da língua. Estrutura e articulação do texto (Segmentação das palavras no texto. • Interpretar textos orais (a partir de histórias ouvidas). • Reconhecer a ordem das letras no alfabeto. • Identificar aspectos sonoros da língua. margem. o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento e onde. os sons e os nomes das letras do alfabeto (habilidade de diferenciar). história em quadrinhos. buscando levar o aluno a diferenciar o conhecimento da simples opinião. • Reescrever textos lidos e ouvidos identificando os diferentes tipos de letra. e reconhecer. • Interpretar histórias em quadrinhos. desenho e número.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª e 2ª Séries habilidades • Transmitir recados com objetividade e clareza. Atividades reflexivas de produção textual (Reescrita e autocorreção de texto). • Utilizar os sinais de pontuação e acentuação na produção de texto. visitas e vídeos. • Ler. PRÁTICAS DISCURSIVAS: descrição de gravuras.

• Localizar-se no espaço com relação à família.Sumário principal habilidades • Observar. ao Estado. Esse eixo busca estudar a influência da educação no social e como o homem. ao país. escola. Esse eixo concebe o espaço escolar como o organismo vivo onde se estabelecem relações e se produzem conhecimentos. verificando as respostas a partir dos textos. ordem de palavras conforme sua abrangência de sentido e orações que estruturam o texto conforme sua densidade. Contação de histórias e da minha história. relacionando-se eticamente com o outro. religião. por meio da educação. tendo em vista sua incompleteza. Sociedade e Educação Para que o humanóide se transforme em humano é preciso que receba uma dose de cultura. O homem e seu desenvolvimento biológico e cultural (biodiversidade e diversidades). respeitando as diversidades. • Enumerar as etapas de seu desenvolvimento. ao mesmo tempo em que é produtor. o que lhe possibilita viver no social. • Perceber a importância das diversas culturas e sua influência em sua formação. 164 . quanto do ponto de vista do tempo contemporâneo. comentar e registrar as transformações ocorridas no tempo e no espaço. Socialização do homem e o convívio com o outro: família. confirmando o pressuposto que a educação é porto de passagem para a construção real do ser humano. • Consultar o dicionário e a internet para busca de palavras desconhecidas ou palavras-chave de textos diversos. • Demonstrar seu conhecimento vocabular por meio de torneios de conhecimento de mundo ou de tarefas de interpretação textual. • Seriar ações contidas nos textos. ao planeta e identificar seu espaço social em textos jornalísticos ou de outras mídias. • Conferir as respostas com as do colega discutindo as divergências de sentido. • Valorizar o convívio com os diversos grupos sociais. é também produto da cultura. no interior das instituições sociais. ao bairro. à cidade. grupo local e global e o papel que a linguagem ocupa neste processo de socialização. • Localizar-se no tempo com relação à história de seu Estado e posicionar-se em relação às ações acontecidas. conteúdoS Eixo Cultura. tanto do ponto de vista do tempo do enunciado.

• Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. diálogo. 165 . panfletos etc. numeral. • Textos Literários: poemas. convites. divisão silábica na mudança de linha. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. crônicas. ao preconceito. tipos de frases e parágrafo. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. pronomes. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. bilhetes. letras de música. à discriminação e à homofobia.Sumário principal 3ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. Eixo Cultura. enciclopédias. fábulas. resenhas etc. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. dicionários. sinônimo e antônimo. Leitura das narrativas de fundação indígenas. artigo. bulas de remédios. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. • Apreciar textos de diversas culturas. poema. narrativo e descritivo). verbos. parlendas. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. adjetivo. sites. charges etc. cantigas de roda. apontando suas características. e-mails. principais classes de palavras: substantivos. sílaba. CONHECIMENTO LINGUÍSTICO O texto e noções de sua estrutura – alfabeto. sinais de pontuação. cardápios. parágrafo (dissertativo. conteúdoS Eixo Linguagem PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO Diferentes gêneros textuais em uso na sociedade: • Textos Práticos: bilhetes. cartas. convites. Biodiversidade e diversidade cultural. • Comparar diferentes gêneros textuais. Eixo Conhecimento Linguístico A COMUNICAÇÃO ESCRITA Produção de textos escritos em circulação na sociedade: cheques. gráficos. • Textos Informativos: jornais. utilizandoos de acordo com o contexto social. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. anúncios e propagandas. tabelas. ordem alfabética. mapas. Debate político sobre temas da contemporaneidade como forma de fortalecer a democracia. aplicando-os em sua vida. contos. Sociedade e Educação Estudo das raízes afro-indígenas capixabas. gramáticas. acentuação gráfica.

conteúdoS Eixo Linguagem Linguagem Oral e Escrita Textos de gêneros diversos: contos. Linguagem e participação social. mitos. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. parlendas. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. escultura e outros). histórias em quadrinhos. piadas. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. relatos e entrevistas. literatura de cordel. contos. Textos extraverbais (ex: fotografia. Produção de texto individual e coletiva. canções. ao preconceito. instruções. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. notícias. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. histórias em quadrinhos.Sumário principal 4ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. lendas. Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. parlendas. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. trava-línguas. história em quadrinhos. poemas. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. diário pessoal. • Comparar diferentes gêneros textuais. fábulas. utilizandoos de acordo com o contexto social. operando com os conhecimentos sobre a língua. trava-línguas. música. • Apreciar textos de diversas culturas. Intertextualidade e construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. piadas. fábulas. apontando suas características. canções. aplicando-os em sua vida. à discriminação e à homofobia. cartas. quadrinhas. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. pintura. mitos. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. Leitura e interpretação de texto. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. canções. notícias. Diferentes discursos em situações de comunicação escrita. dança. poemas. lendas. Produção de textos de diferentes tipologias. 166 . Textos de gêneros diversos: poemas.

onomatopéia. modo. • Pronomes: pessoais. • Ortografia contextualizada. • O hábito diário da leitura de fontes diversas. oblíquos. hiato). • Concordância verbo-nominal. sotaques etc). Eixo Cultura. • Verbos e concordância verbal. negação. • Adoção de espírito investigativo (pesquisa). • Sinais de pontuação. • Advérbios (tempo. dúvida. • Artigo definido/indefinido. • Preposição. de tratamento. afirmação). futuro). • A cultura da pesquisa em dicionário. pretérito. • Tempos verbais (presente. • Adjetivo e locução adjetiva. • Preservação do patrimônio cultural e histórico. 167 . • Interjeição. Itens da gramática normativa (em situações de comunicação funcional): • Acentuação (acentos agudo. encontro vocálico (ditongo. indefinidos e demonstrativos. possessivos. tritongo. • Exercícios práticos de situação de uso da língua os quais demonstrem uma postura cidadã crítica e reflexiva. Sociedade e Educação • Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. produções de textos orais e escritos. • Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais).Sumário principal habilidades conteúdoS Eixo Conhecimento Linguístico Itens da gramática normativa (em situações de leitura. circunflexo e grave). de forma significativa e contextualizada): • Substantivo (conceito). • Revisão: verbos (conceito / infinitivo). • Discurso direto e indireto. encontro consonantal. • Divisão silábica: dígrafo.

Petrópolis. 2000. Português: linguagens. São Paulo: Cultrix. Dias. Evolucionismo cultural. CINTRA. 2000. FOSTER. DA MATTA. 2002.) Língua portuguesa em debate. Nova gramática do português contemporâneo. MORIN. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. CUNHA. São Paulo: Moderna. 168 . São Paulo: Contexto.Sumário principal 9. São Paulo: Martins Fontes. 1995. São Paulo: Atual. V. 2003. C. São Paulo: Rocco. O texto e a construção dos sentidos. In: WOOD. A sociedade em rede. Aula de português: encontro e interação. Redação em construção: a escritura do texto. _______. Willlian Roberto. 2002. Língua. 1999. (Org. Rio de Janeiro: Zahar. A. Edgar. I. História concisa da literatura brasileira. 2002. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. Celso. J. 1998. São Paulo: Moderna. Brasília: UNESCO. PEREIRA. Roberto. São Paulo: FTD. GERALDI. KOCH. 2004. AZEREDO. 1996. L.W. J. Alfredo. 1991. São Paulo: Cortez. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. BOSI. Manuel. CASTELLS. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. David. A era da informação: economia. CEREJA. 1972.5 Referências ANTUNES. 1985.1. John B. São Paulo: Parábola. McNALLY. Ellen. Texto em construção: interpretação de texto. Portos de passagem. Irandé. CARNEIRO. história e luta de classes. Na trama do texto: língua portuguesa. sociedade e cultura.. RJ: Vozes. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. CASTRO.C. Helena Bonito. 2001.

não somente e exclusivamente o sistema da arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. históricas e sociais.2. a arte é tratada como linguagem. Em decorrência deste pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. a arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. Ela é uma forma de linguagem 169 . mas a arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica em suas diversas manifestações culturais. No final da década de 1980. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. observa teu quintal” Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial à contemporaneidade. Considera-se assim. como um “fazer por fazer”. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. reduzidas a um laisse faire. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. Acreditamos que a arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. mas com uma ênfase em seus as- pectos formais específicos.2 Artes 9. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas dos quais ela abrange. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. estético e artístico da qual ela se origina. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. refletindo e por vezes determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. Desse modo. as práticas educativas em arte até a década de 80.Sumário principal 9. Afirmamos assim. estéticas e culturais. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou obra em questão. Esse contexto gerou teorias como da arte como expressão e da arte como conhecimento que. provavelmente. sociais e históricas. influenciaram a educação da arte. embora diferenciadas.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. estavam em sua maioria. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a arte não somente como expressão mas como cultura. Das propostas educativas do período da Escola Nova e.

p. mas é uma potência. Desnecessário dizer que a arte está sempre a favor da vida e.. 18 Demerval. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. símbolos que comportam habilidades. São “[. 1991. 170 . expressão e conteúdo.3)15 E então nos perguntamos: em que a experiência da arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza da importância da arte. isto é. como tantos poetas já insistiram. anexo Com vocês: As Artes! Pág.org.04. seja sobre o saber. Trata-se da produção de ideias. de produção de sua existência material e não material. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não materiais”.. nas ações e transformações que o homem realiza que envolvem os processos de produção materiais. Segundo o autor “[. “[. arte e educação: formação humana e prática pedagógica.artenaescola. pág. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. Artigo: A Arte é de todos. Ana Luíza Ruschel.Sumário principal que congrega significações. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das artes para a formação humana.] a arte não é algo que se oferece. o conjunto da produção humana” (Saviani. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00.br/ pesquise_artigos. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Polos da Rede Arte na Escola em 28..1997: p.1997.cenpec.br/memória. espelho de todos e de cada um”. Por outro lado.] produções do saber.org. 2003.. seja sobre a natureza.1991. cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações − de caráter social.. Pedagogia histórico-crítica. transformado em texto e publicado no site www.] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. cultural e histórico (Ruschel. São Paulo: Cortez.br/memória. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e neste diálogo. 15 A arte e sua relação com o espaço público. Autores associados.20)18.”16 Inventamos a arte. 01.org. É a Arte e 17 Citação extraída do site www. sobre a cultura. Saviani.] a arte. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal.cenpec. 19 Nunes. Santa Maria: Editora UFSM. atitudes e hábitos. saberes. 05.. de Agnaldo Farias. é apelo coletivo. Daí que a sua função mais humana. E uma sensação que não conclui nos sentidos”. o homem pelo trabalho. junta a inventividade do imaginário e o registro concreto de real. 2003)19. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00.. expressão comunitária. o escritor Jorge Miguel Marinho17 diz que “[.. No texto “A arte e sua relação com espaço público”. 16 Citação extraída do site www. valores. Trabalho. conceitos. (Farias. Nesse proceder.

musicais e corporais) compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. considerando as especificidades das técnicas. individuais e/ou coletivas. Desse modo. música e dança). a outra lida com o simbólico. das materialidades. ambas lidam com a inventividade. nacionais e internacionais.Sumário principal a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. Possibilitar a observação. pois estas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. Fomentar a inserção da arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo.2. No desenvolver de processualidades artísticas. cênicas. 171 . em diferentes tempos históricos. com a busca do conhecimento. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. artes cênicas. dos suportes. Como produção humana a arte e a ciência sempre andaram juntas. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. em sua dimensão socio-histórica. com a pesquisa. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade fazendo ver que o mundo.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. indissociando o homem da sociedade. 9. Incentivar a pesquisa e a investigação possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. suas faturas. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos e a interação com o patrimônio nacional e internacional. Promover as leituras da arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. Entretanto. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. Promover a inserção da arte como área de conhecimento da linguagem estabelecendo diálogos com as outras áreas. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. a reflexão.

artes cênicas. totalizando aproximadamente 54 pessoas. pedagogos e técnicos da SEDU e da superintendência. e acreditamos deva compor. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. técnicos administrativos. “os realizados”. respondendo à seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Considera-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem. num primeiro movimento. nas diversas regiões de nosso Estado. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. Humanizar as relações pessoais e interpessoais promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. Eixos da Educação em Artes 1. para num segundo movimento agrupá-las em eixos que possuem. entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestação e de vivências. demais professores de Artes. Da proposição e abrangência Os eixos da Educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de artes pelos professores de Artes. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. esse mapeamento possui a pretensão de. alunos. como um primeiro desenho. 2. a particularidade de englobar “os ditos”. em que estavam presentes as professoras referências de Artes. Esse mapeamento é um esboço. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores na busca pelos sentidos edificados nelas e fruí-la em suas diversas manifestações. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. um currículo para a Educação em Artes. As 172 . cada um. música e dança) para refletir. artes cênicas. ou seja.

Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. o teatro e a dança. Entretanto. tais como: as artes visuais. folguedos. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. estéticos – históricos e culturais Envolvem os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. 2. a divisão aqui apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. reafirmamos que cada um desses eixos se formam e se reagrupam de modo diferenciado conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis e que devem estar presentes em um currículo de Educação das Artes. Saberes sensíveis. a música.Sumário principal contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho do dia 19 de junho de 2008 possibilitaram a composição dos eixos que irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentado em quatro eixos. entre outros). que envolve: Saberes sensíveis. Sendo assim. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. costumes. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. intercultural e multiculturais. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. Linguagens artísticas e seus diálogos Envolvem diversas linguagens artísticas. considerando as singularidades de suas produções. Sendo assim. os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais como as presentes nas diversas 173 . alimentação.

os esboços. Envolvem também. os rascunhos. e o espaço dentre outros que vão formar os elementos compositivos. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. movimento visual. organizados em diferentes materialidades e suportes. relações figura-fundo e outros. a cor. parte-se do entorno como o da escola que se insere na comunidade e esta em outros espaços que a englobam. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. Processos de criação Envolvem os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas englobam as etapas. a forma. ou seja. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes temposespaços. As fruições da arte em espaços expositivos. Por outro lado. contraste. imagens em movimento do cinema. arte no computador e outras. os tempos se complementam e dialogam formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendêlo. a superfície. 4. com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. as apropriações da matéria a ser manipulada. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo.2. a fatura do trabalho. assim como as demais linguagens. este só se torna visível pois é manifestado pela forma. 9. como: município. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. Propõe-se aqui uma aproximação 174 . o volume. cartazes e outros. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. continente e mundo. nação. 3. Estado. proporção. A criação em ateliês e os materiais artísticos. ou seja. Estes podem ser entendidos como significante e significado. ritmo. a textura. compõem o conteúdo. harmonia. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. equilíbrio. tv e produções curtas de animação e as diversas tecnologias como arte cinética. São os elementos do plano da expressão que. tais como: orientações e direções espaciais. história em quadrinhos. Expressão/conteúdo As obras de arte. a linha.3 Principais alternativas metodológicas 1.Sumário principal mídias: revistas em geral.

Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. contudo obras de períodos e estilos diferenciados 175 . ou das manifestações culturais e midiáticas. a sua composição. histórico. Considera as produções humanas como produções textuais. a sua técnica. uma historicidade e uma plasticidade e este princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)20. ou seja. das múltiplas experiências em arte para o diálogo dentro da escola. Desse modo. que possui uma discursividade. um romance. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. estilos. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. Desse modo. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. In: Cadernos de pesquisa em educação. sendo assim uma obra de arte. Nº 24 ano 2006. formador. que com ela dialogam. ela está no mundo. uma história. um espetáculo teatral. Desse modo. a considere como uma produção textual humana. materialidades e modos de fatura. Vitória: PPGE. tais como o seu estilo. como um texto que abrange ao mesmo tempo. musical ou de dança são manifestações textuais. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna. Moema Martins. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. Princípio metodológico: do texto para o contexto – A arte já traz em si um contexto. 2. ou seja ao macrotexto que a engloba.Sumário principal dos diversos espaços-tempos. 1995. Como uma teoria da significação. o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. considera os espaços e os entre-espaços compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. ou seja. entre o texto e seu contexto 20 Rebouças. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. Uma leitura de textos visuais. um filme. (seus planos de expressão e de conteúdo) e estas com o contexto (social. ou seja. a distribuição da forma.

com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. com a obra lida criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da arte e do mundo.Sumário principal também podem dialogar. por exemplo. cinzas e pretos. senão em presença. não pelos elementos do plano da expressão que organizados plasticamente compõem um estilo. de condições de saúde. As cores são azuladas. de Graciliano Ramos. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a arte. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. de sobrevivência. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma família. à obra literária “Vidas secas”. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. de seu Estado e. trata do êxodo rural e a busca por melhores condições de vida. Temos assim. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. 176 . as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. Essa pintura nos remete entre outras. vários modos de leitura e esta depende de como o leitor estabelece as relações. lembrando que. Para tanto é necessário que o professor como propositor e mediador das ações educativas da arte possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/cultural e o de seus alunos aproximando-se da arte e suas manifestações sociais como a frequência a espaços expositivos/culturais de seu município. mas por aproximações temáticas. se possível. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. tanto sensíveis como inteligíveis.

estéticos. instrumentos. sonoras. telas de computador.2. Processos de criação • Experimentação. tintas. suportes. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. publicações. artísticos e culturais • Observar. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. cartaz.Artes Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS POR EIXO Saberes sensíveis. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. • Criação e construção de formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). publicidade. lápis. históricos. cenográficas e cinestésicas. desenho animado. histórias em quadrinhos. • Reconhecer. vídeos. giz de cera. comunicativos e tecnológicos. experimentar e ressignificar a arte como linguagem e as manifestações artísticas. vivenciar em produções pessoais e/ou coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. • Experimentar. Plano de expressão e conteúdo • Compreender. com preender e vivenciar em análises. vídeo.4 Conteúdo Básico Comum . Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. entre outros.Sumário principal 9. papéis. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. utilização e pesquisa de materiais e técnicas artísticas (pincéis. desenho industrial. aparelhos de computação e de reprografia). • Reconhecer a importância da arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. 177 . • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. televisão. argila. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível.

visuais. heranças culturais. cênicas. • Constrói materialidades diversas (cenografias. áudio-visual. entre outras). entre outras). étnicosociais. cores. • Arte e patrimônio cultural. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno (indígenas. áudio visuais). parlendas. musica. linhas. étnico-sociais. entre outras). encenações. imaginário popular entre outras). musicalidades. audiovisuais) e as relaciona com as manifestações culturais e artísticas de seu entorno atribuindo sentido. culturais em âmbito local em diferentes tempos históricos (artistas locais. inclusivas.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. • Exper imenta e pratica produções pessoais e ou coletivas. étnicosociais. cênicas. • A Arte e as manifestações artísticas. espacialidades). visuais. cantigas. entre outras). áudio visuais). planos. audiovisuais e outras). dança. inclusivas. música. • Analisa as mani festações culturais de seu entorno (indígenas. • Vivencia as pro duções pessoais e coletivas das propriedades expressivas constitutivas nas diversas linguagens (dança. estéticos. inclusivas. visuais. • Reconhece produções das linguagens artísticas (estilos de dança. cênicas. étnicosociais. visuais. históricos. música. cênicas. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. volumes. trovas. plasticidades. • Conhece as diversas manifestações da arte (dança. • A Arte como lin guagem presente nas manifestações culturais locais e suas relações (dança. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais (música. • Cria formas plás ticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). inclusivas. • Linguagens artísticas e processos de criação (elementos da composição. formas. espacialidades) pessoais e/ou coletivas. musica. grupos regionais entre outros). artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. 178 .

música. • Vivencia produções pessoais e coletivas em diferentes materialidades. cênicas. • Investiga materialidades diversas (suportes variados: papéis em diversas gramaturas. jogos teatrais e outros). materiais e outros). gravura. cênicas. danças de roda. música. grupos regionais entre outros). audiovisuais). 179 . heranças culturais. formas. entre outras). • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. cores.Sumário principal 1ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. culturais em âmbito local e regional em diferentes tempos históricos (artistas locais. desenho. plásticos. parlendas. industrializados e naturais). monumentos da cidade e outras). formas. materiais úmidos. inclusivas. • Arte e patrimônio cultural. materiais e outros). estéticos. e outros). cênicas. tecidos sintéticos. históricos. visuais. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. linhas. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. étnicosociais. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais locais e regionais (dança. trovas. audiovisual. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. música. • Reconhece e relaciona as diferentes produções das linguagens artísticas (estilos de dança. audiovisuais. volumes. inclusivas. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito regional. étnicosociais. • Conhece a importância das diferentes manifestações da arte (dança. inclusivas. • A Arte e as manifestações artísticas. cerâmica. • Investiga materialidades diversas para as intervenções (materiais secos. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. grupos regionais entre outras). escultura. é t n i c o . visuais. linhas. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. volumes. regionais e nacionais. tecidos.s o c i a i s. cores. entre outras). visuais. e regionais (música. • A poética do cotidiano presentes nas produções artísticas locais. arte pública. entre outras). audiovisuais). danças diversas.

nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. inclusivas. materiais e outros). • Analisa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. volumes. indígena. • Utiliza das espe cificidades das linguagens artísticas (Artes Visuais: espaços bi e tridimensionais. regionais e nacionais (dança. • Arte e patrimônio cultural. formas. ritmos visualidades contemporâneos). culturais em âmbito local. europeia. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. cores. grupos regionais e nacionais entre outras). materiais e outros). formas. históricos. dança: expressão corporal). • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais. oriental e outras). européia. • Diferencia as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. • Valoriza os processos de criação individual e coletiva. música: iniciação rítmica. suportes e composições).s o c i a i s. regionais e nacionais. fruindo-as. • Relaciona o plano de expressão nas diversas manifestações artísticas e culturais. cigana. inclusivas. linhas. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais explorando (nas artes visuais: espaços bi e tridimensionais. étnicosociais. • Constrói nas lin guagens artísticas sua fatura considerando a técnica. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Identifica as dife rentes particularidades das manifestações culturais. cenografia. 180 . • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. • Relaciona as lin guagens artísticas às diferentes manifestações culturais. regionais e nacionais. • Linguagens artísticas e processos de criação (com diferentes técnicas. volumes. • A Arte e as manifestações artísticas. entre outras). cores. inclusivas. ciganos.Sumário principal 2ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. entre outras). linhas. estéticos. heranças culturais. música: iniciação rítmica. oriental e outras). no teatro: dramatização. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. • Reconhece e respeita as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. étnicosociais. dança: expressão corporal). entre outras). a composição. é t n i c o . elementos da teatralidade: dramatização. indígena. regionais e nacionais (indígenas. o suporte. figurinos. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. regional.

entre outros). gestuais. na gravura. • Realiza diálogos e diferencia as diversas manifestações culturais (coletiva e individual. sonoras. linhas. formas. inclusivas. • Experimenta em produções pessoais e coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. cores. estéticos. • A Arte como linguagem. canções populares e seus ritmos e melodias. teatros de rua. nacionais (indígenas. formas. regionais e nacionais. articulando-as ao plano de conteúdo e atribuindolhes significados. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. suportes. volumes. cenográficas e audiovisuais na natureza e nas diversas culturas e suportes (computadores e outros). artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. espacialidades. gestuais. volumes. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. clássica e profana entre outras). entre outras). heranças culturais. étnico-sociais. regional. considerando seus dois planos formadores: estudos do plano da expressão (cores. • Reconhece a necessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. nacionais e internacionais entre outros). • Arte e patrimônio cultural. grupos regionais. e instrumentos em diversas técnicas. 181 . volume. étnico-sociais. regional e nacional (folguedos. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. cenográficas e cinestésicas presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. no desenho. culturais em âmbito local. • Realiza produ ções inventivas e investigativas em ações. materiais e outros). entre outros). materiais e outros). lendas. • Analisa as manifestações visuais. linhas. danças de rua. cores. • A poética do cotidiano presente em manifestações visuais. históricos. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. em fotografias e outras). como na pintura. • A Arte e as manifestações artísticas. formas. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades.Sumário principal 3ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. erudita e popular. sonoras. inclusivas. regionais. entre outras). na escultura. envolvendo as leituras do patrimônio imaterial e material local.

papéis. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional e internacional. históricos. gestuais. linhas. entre outros). sonoros. • A poética do cotidiano pre sente nas manifestações visuais. atribuindo-lhe significado.s o c i a i s. • Realiza produ ções inventivas e investigativas com suportes e técnicas variadas: corpo. a composição. • Diferencia as linguagens e seus suportes (corpo nas artes cênicas e na dança. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. indagando com interesse e curiosidade. entre outras). objetos industrializados e não-industrializados. nacional e internacional em diferentes tempos históricos. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. espacialidades. instrumentos musicais. da natureza e outros. televisivas. entre outros). regionais. sonoras. fruindoas e lendo-as. culturais. movimento. em âmbito local. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. cinestésicos. a sensibilidade. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). estéticos. inclusivas. nas instalações. nas criações de objetos. grupos regionais. materiais diversos nas artes visuais. gestuais. nas teatrais. volumes. • Avalia. considerando a técnica. gestualidades. a materialidade. entre outros). investigando. nacionais e internacional (indígenas. • Arte e patrimônio cultural. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo (cores. • A Arte e as manifestações artísticas. como nas pinturas. ritmos. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações das artes (nas visuais. nacionais e internacionais. • Compara a arte e a realidade. • Relaciona a linguagem da arte em var iados suportes (midiáticos. arquitetura). entre outros). argumentando e apreciando. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. formas. • Realiza diálogos da arte com outras linguagens (moda. publicidade. refletindo. étnico-sociais. na arte digital. • Explora o labor da prática artística. 182 . regional. exercitando a discussão. • A Arte como linguagem e sua leitura. o suporte. formas. nas musicais. cores. entre outras). cenográficas.Sumário principal 4ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. considerando a sua dimensão sensível e a inserção na sociedade (artistas locais. articulandoas ao plano de conteúdo e atribuindo-lhes significados. heranças culturais. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. espacialidades. materiais. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. • Diferencia a arte e as manifestações culturais a partir do seu plano de expressão e de seus elementos formadores. inclusivas. entre outras). teatrais. contextualizando os saberes e fazeres adquiridos durante o processo de criação. regionais. nos desenhos. no vídeo. é t n i c o . em fotografias e outras). pausas e melodias. nacionais e internacionais.

São Paulo: Perspectiva. Acesso em: 19 set. p. Demerval. 1991. Autores Associados.2. 1-5. 28 abril 1997. Vitória. Disponível em: <http// www. jul. Moema Martins. REBOUÇAS. Ana Mae. Uma leitura de textos visuais. A arte e sua relação com o espaço público.cenpec.br/memória>. São Paulo: Cortez. Disponível em: <http://www. Ana Luíza Ruschel. UFSM. RS. NUNES. SAVIANI.php?id_m=8.artenaescola. RS: Ed.> Acesso em: 28 abr. MARINHO.org. Pedagogia histórico-crítica. Caxias do Sul. FARIAS. 2008.5 Referências BARBOSA. 2008. ES: PPGE/UFES./dez. A imagem no ensino da arte. Jorge Miguel. 24. A arte é de todos. n. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. 1991. 183 .Sumário principal 9.br/pesquise_artigos_texto. 2003. 2006. Agnaldo. Santa Maria. Trabalho.org. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO.

que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular dessa rede de ensino. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. Além disso. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. de que é um conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. 21 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existentes nos séculos XVIII e XIX. 2001). Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. Até os anos de 1970.3 Educação Física 9. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. 184 . privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001). Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular desta disciplina21 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. Essa concepção. ainda predominante no ensino da Educação Física. que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura.Sumário principal 9. denominada de biologicista. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu).1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna influenciada por um conjunto de fatores. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. Nos apropriamos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade.3.

que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. que precisa ser transmitida e assimilada pelos alunos.Sumário principal Diante disso. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. o professor. para que se possa permitir que outros saberes. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. assim. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. Com isso. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. Segundo Bracht (2001. produzido ao longo da história. Além disso. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. segundo Bracht. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. 2001. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. sociais e biológicas. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. Sendo assim. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso conceito de criticidade. Essa visão contempla o eixo da cultura. sem fugir das intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. se legitimem. ampliemos o nosso 185 . que só se torna possível. p. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. que não só os de caráter conceitual ou intelectual.77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. com interfaces nos diferentes campos de saberes. Dessa forma. entende-se a expressão corporal como linguagem. Dessa forma.

por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. esse aluno desenvolve. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. 2001). de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. onde ele expressa sua subjetividade. sociais e éticos. emoções e sua linguagem corporal e. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado.Sumário principal conceito de razão. destituído do saber. que envolvem aspectos lúdicos. estéticos e éticos. esportes. sintetizar. dança. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. Podemos destacar que. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. ou seja. morais. das diferentes manifestações culturais corporais. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. ginásticas. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. ainda. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. ana- 186 . desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. englobando as dimensões estéticas e éticas”. Dessa forma. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. Código e suas Tecnologias. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. além da motricidade.

cognitivo. integração. emocional e motor. ética. para o desenvolvimento de autonomia. afirmação dos valores e princípios democráticos. treinamento etc. de lazer e entretenimento. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. liberdade. cooperação. saúde. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana.3. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana à prática pedagógica escolar. 9. Ao proporcionar o desenvolvimento da criatividade. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. tendo o professor como mediador. fisiologia. entendendo-a como meio de promoção da saúde. qualidades físicas e neuromotoras. de ginásticas. intelectual. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia.Sumário principal lisar e expressar ideias. cooperação. Além disso. sociais. contribuindo para a sua formação psico-sociocultural. 187 . como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. competitividade e disciplina. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. participação social. – a Educação Física atua como formadora. biomecânica. atividade física. Desenvolver os aspectos intelectuais. além de ser um agente promotor da sua autoestima. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. laborais. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. afetivos e morais.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. envelhecimento. socialização. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando e o desenvolvimento do aluno nos seus aspectos social. socialização. Além disso.

Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. 195).3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. Dentre elas destaco: DIAS. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. 188 . ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. p 63-66. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. Andréia et. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Sandra Soares et all. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. p. alguns estudos vêm apontando que. lúdicos e técnicos. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. por meio da observação. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor.Sumário principal Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. 1992. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos. DELLA FONTE. 2001. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. Set. al. 21 (1): 183-192. resultante de um "elo perdido" entre as prescrições dessa produção teórica e a 22 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF). 1999.3. Niterói. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a dinâmica escolar. 2001). Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo22 sobre a prática docente do professor de Educação Física na rede estadual pública e privada do Estado do Espírito Santo. 9. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educação Física escolar. realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz.

Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. O desafio está em propor mudanças na prática docente. 2003).. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede. (Bracht et. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. al. todo ele. do conjunto de professores licenciados. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em Licenciatura.Sumário principal Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. Os materiais. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. o trabalho pedagógico não pode. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. porque variam 189 . embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não se fazem melhor devido à carência de tais estruturas. Além disso. que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. pois os próprios fins podem ser problemáticos. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas23. Nos anos 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. “No entanto. Com isso. 67% deles se formaram nos anos 1980. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. os equipamentos e as instalações são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. Em virtude disso. com relação ao espaço. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexivo do professor 23 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro deste modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática qualitativa nas aulas de Educação Física. diante da sua prática docente.

que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e da compreensão crítica do movimento (KUNZ. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. A realização de jogos escolares. tempo. o recreio. O que também se propõe é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. Assim. realizando um retrospecto das atividades corporais. onde 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “ entendem que deve haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. a biblioteca. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que priorizem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. dentre outras. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. os torneios escolares. 43). 2001. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. tomando a quadra. a 190 . p. problematizando temas da cultura corporal. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. exposições. p. 53). Com isso. nacionais e internacionais. a sala de aula. desenvolvendo um espaço de reelaboração. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. al. 2004). ensinando estratégias para o agir prático. é necessário revermos o que se desenvolve nesse componente curricular. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente.. pesquisas e o desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico. à organização das aulas (horários.Sumário principal de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. espaço etc) e à conduta pedagógica do professor. 2003. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. a criatividade. gincanas.

entendemos que para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. onde os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos.Sumário principal sala de informática. como forma de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. Dessa forma. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. para isso.. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. as atividades de visitas e excursões. et. Assim. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos 191 . A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. al. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. A abordagem metodológica crítico-superadora nos apresenta alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. onde se compreende que as competências não são um programa clássico. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. Mas. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento.1992). será necessário o envolvimento de todos os professores. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. al. et. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a provisoriedade do conhecimento (Soares. Preliminarmente. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. sobretudo quando se esperam mudanças efetivas nessa prática.. São eles: a relevância social do conteúdo. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. temos a formação continuada de um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo.1992).

entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. social. São eles: Conhecimento sobre o corpo: considera o corpo no seu aspecto físico. etnia. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. 1999). Com base no conceito de Competência – aquisições.. em que o problema nem sempre está na falta de informações. 2001). compreendendo os limites e as possibilidades corporais. estar informado sobre conhecimento. continua tendo lugar. 2001. emocional e cognitivo. respeitando as diferenças de gênero. o sujeito se comunica. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. Esse tipo de aula. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. conflitos ou desafios.152). na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. A questão está em encontrar. da ordem do saber como fazer. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las.Sumário principal de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. interage 192 . ou seja. Até pouco tempo. insisto. Além disso. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. reflexivo e crítico. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física. buscando problematizar a relação do corpo com saúde. classe social e idade. guardá-las ou atualizá-las. p. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. Dessa forma. Por meio da linguagem corporal. interpretar essas informações. (Santos. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. afetivo. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. trabalho e cultura. que tenha uma participação ativa na sociedade. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos.. voltada para a construção de uma educação de qualidade e de formação do cidadão.

ainda. emoções e. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. reconhecendo a identidade própria e a do outro. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes no contexto mundial e nacional. onde expressa sua subjetividade. regional e local. sociais e éticos. analisar e expressar as ideias. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. 193 . Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbito nacional. Além disso. e também desenvolve a ludicidade. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. Por meio do jogo. com suas diferentes organizações técnico-táticas. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. descobrindo o prazer nas vivências corporais.Sumário principal com o meio. sintetizar.

lutas. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. nacional e local. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/CORPO-EXPRESSÃO • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. campesinas. como manifestações da cultura corporal. EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial.4 Conteúdo Básico Comum . 194 . de si mesmo e do ambiente em que vive. africanas. culturais e afetivos. entre outras.Sumário principal 9. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente.Educação Física Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. sociais.3. ginásticas.

• Compreender a relação da estrutura muscular e óssea na realização do movimento. • Educação postural. adotando uma postura não preconceituosa ou discriminatória. • Identificar as múltiplas linguagens do corpo. • O movimento humano e suas relações com o meio. • Conscientização corporal. • As partes do corpo e os seus movimentos. reconhecendo-as como meio de construção e promoção da cidadania. • Respeitar a diversidade corporal a partir das diferenças de gênero. desenvolvendo uma postura de autonomia e autocontrole. • Compreender o corpo como meio de relação e interação consigo e com o outro. • Conhecer e vivenciar as diversas possibilidades de movimento do corpo. bem como meio de linguagem e expressão. beleza e saúde presentes no cotidiano. • Esquema corporal: lateralidade. classe social. • Hábitos de higiene e alimentar e suas relações com a atividade física. possibilidades e limitações do movimento. • As alterações fisiológicas ocorridas no corpo com a prática corporal.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª Séries HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. faixa etária. • Expressão corporal individual e em grupo. • Pantomima. • Identificar e refletir sobre padrões de estética. • Reconhecer como as diferentes formas de cultura influenciam na construção do movimento. • Sedentarismo e obesidade. • Mímicas. • Habilidades motoras fundamentais. equilíbrio etc. • Sistematizar as diversas partes do corpo e compreender como elas se inter-relacionam na realização dos movimentos. CONTEÚDOS 195 . coordenação motora. • Identificar as práticas corporais de higiene como forma de promoção da saúde. • Reconhecer algumas alterações fisiológicas básicas do corpo causadas durante a prática de atividade física. etnia. • Construir atitudes através das relações interpessoais e emoções expressas pelo corpo. Tópico: Conhecimento da estrutura e funcionamento do corpo. habilidades físicas e mentais. relação espacial. • Relacionar as diferentes manifestações da cultura corporal em seu contexto sociocultural.

• Principais passos e pequenas coreografias. • Identificar e classificar os tipos de dança e ginástica. regional e local. • Reconhecer espaços nos quais podem ser praticado os movimentos de luta ou ginástica. 196 . • Conhecer e executar movimentos simples da ginástica circense. • Compreender que o arriscar. decidir. regional e local. • Organização de festivais de dança. CONTEÚDOS • Manifestações e representações da cultura rítmica nacional. que tragam benefícios para o organismo e a saúde. tendo como referência o esforço em si. • Conhecer e diferenciar os movimentos que são comuns ou não às lutas e ginásticas. expressão e linguagem dos povos. • Conhecer os aspectos históricos e sociais das lutas. • Noções gerais sobre ritmo. representar e vivenciar as danças folclóricas e ritmos constituídos historicamente no Espírito Santo. • Identificar habilidades motoras específicas das lutas. • Conhecer as atividades rítmicas e expressivas das diferentes manifestações culturais em âmbito nacional. • Identificar as diferentes formas da prática da ginástica geral. • Lutas e processo histórico. identificando suas possibilidades de lazer e aprendizagem. • Adquirir princípios básicos para construção de desenhos coreógrafos e montagem de coreografias simples. • Conhecer a origem e a diversidade cultural da dança e da ginástica como expressão da cultura humana. • Conhecer.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/ CORPO-EXPRESSÃO Tópico: Atividades rítmicas e expressivas. • Arte circense. • Verificar o próprio desempenho e dos demais. • Relacionar e vivenciar movimentos rítmicos vinculados ao estímulo musical. • Ginástica e processo histórico. • Perceber os limites corporais na vivência dos movimentos rítmicos e expressivos. simular e errar não implicam em algum tipo de humilhação. • Danças. • Valorizar e apreciar as atividades rítmicas e expressivas. processo histórico. constrangimento ou discriminação. • Ginástica geral.

brincadeiras e cantigas. CONTEÚDOS • História dos jogos e brincadeiras populares e folclóricos. • Jogos cooperativos. • Vivenciar atividades cooperativas. • Conhecer e criar jogos que estimulem a prática dos jogos individuais e coletivos. sociais e éticos. • Construir coletivamente as regras que trabalhem e resgatem os valores étnicos. 197 . • Jogos de raciocínio. Tópico: Jogos e brincadeiras. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. buscando solucionar os conflitos. • Jogos de salão. morais. • Adotar atitudes de respeito mútuo. • Cantigas de roda.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. • Conhecer a origem histórica dos jogos. • Jogos pré-esportivos. dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas.

5 Referências BRACHT. Valter. 2. São Paulo: Cortez. Amarílio (Org).1. v. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. Belo Horizonte: Ed. ES: PROTEORIA. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. Transformação didático-pedagógica do esporte. 73-76. ES: PROTEORIA. n. 2001. 2001. SOUZA JÚNIOR. Unijuí. p. 2001. Parâmetros curriculares nacionais. Francisco Eduardo. 1992. Unijuí. 2003. PERRENOUD. SANTOS. 2001. Construir competências desde a escola. maio/ago. investigação e intervenção.). Educação física escolar: política.). Anais. Carmem Lúcia et al. Gisele Franco de Lima. In: CAPARROZ. Lazer. DF: MEC. ES: PROTEORIA. v. Metodologia do Ensino de Educação Física. Francisco Eduardo (Org. 6. questões contemporâneas. 198 . Vitória. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. Christiane. SOARES. Brasília.1. ______. Pesquisa histórica na educação física. p. Philipe. Orientações curriculares para o ensino médio. Ministério da Educação. 2001.. v. Brasília. UFMG. 2006. 1999. Marílio.. ______ et al. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO.3. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. ES: PROTEORIA. 2001. RS: Ed. v. Ijuí. investigação e intervenção. investigação e intervenção. Ricardo et al. RS: Ed. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. Paraná. 1. Vitória. Ijuí. 2004. KUNZ. ______. Elenor. DF: MEC. trabalho e educação: relações históricas. Vitória.Sumário principal 9. PRIMI.151-139.17. In: ___. Porto Alegre: Artmed. Educação física escolar: política. Francisco Eduardo (Org. Pesquisa em ação: educação física na escola. In: FERREIRA NETO. 2000. 1998. Vitória. Educação física escolar: política. 2001. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. BRASIL. Paraná. CAPARROZ. WERNECK.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 01 .Área de Linguagens e Códigos Anos Finais .

02 . 02 .111.Espírito Santo (Estado) . v. 01 .Currículo.Ensino fundamental. área de Linguagens e Códigos. v.Ensino fundamental. anos finais. 01) Conteúdo dos volumes : v. área de Ciências da Natureza. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação. área de Ciências da Natureza.Ensino fundamental. 2. anos iniciais. Ensino .Info Consultoria. II.Ensino médio. área de Ciências Humanas. v. Guia de implementação. Ensino médio . 2009. v.Ensino médio.CEP 29.com.br Espírito Santo (Estado).Vitória/ES . Santa Lúcia . Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.3.19 CDU 373. anos finais.Currículo. v. Ensino fundamental . I. Ensino fundamental . ES. – (Currículo Básico Escola Estadual .Ensino médio. 4. 03 . 128 p. anos finais. área de Ciências Humanas. área de Linguagens e Códigos. 26 cm.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. – Vitória : SEDU. 01 .Currículo. 03 . CDD 372. Volumes sem numeração : Ensino fundamental.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av.Linguagens e Códigos. v. nº 1. ISBN 978-85-98673-02-8 1. Série. Título. César Hilal. . 3.056-085 .

ao lado do educador. igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire ...Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.

Irineu Gonçalves Pereira. Eduarda Silva Sacht. Última da Conceição e Silva. Luciane S. Luiz Humberto A. Epitácio Rocha Quaresma. Ana Paula Alves Bissoli. Pedro Paulino da Silva. Jane Pereira. Ronchetti. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Ernani Carvalho Nascimento. Fracalossi. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Antônio Carlos Rosa Marques. Madalena A. Ferreira. Salette Coutinho Silveira Cabral. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Luciene Tosta Valim. Jomara Andris Schiavo. Cátia Aparecida Palmeira. Cristina Louzada Martins da Eira. . Edimar Barcelos. Angelita M. Erilda L. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Rosiane Schuaith Entringer. Luciete de Oliveira Cerqueira. Renan de Nardi de Crignis. Maria do Carmo Braz. Ilza Reblim. Eliana C. Carvalho. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Francisco Castro. Fernandes. Rodrigues. Patrícia Maria Gagno F. Rodrigues Soyer. Mohara C. da Silva Scaramussa. Sônia A. Maria Aparecida Rosa. Sebastiana da Silva Valani. Valéria Zumak Moreira. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Renan de Nardi de Crignis. Hebnézer da Silva. Pinto. Américo Alexandre Satler. Elisangela de Jesus Sousa. Larmelina. Silma L. Lúcia Helena Novais Rocha. Fabiano Boscaglia. Teresa Lúcia V. Leila Falqueto Drago. João Luiz Cerri. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini.Física Claudio David Cari . Antonia Regina Fiorotti. Eliana Aparecida Dias. Kátia Regina Zuchi Guio. Renato Köhler Zanqui. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Davel. Edy Vinicius Silverol da Silva. Luciene Maria Brommenschenkel. Eliane Maria Lorenzoni. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Edson de Jesus Segantine. Martinelli. Chirlei S. Maura da Conceição. Edilene Klein. Marlene Athaíde Nunes. Maria Alice Dias da Rosa. Dalla Passos. Soprani. Angélica Chiabai de Alencar. Braga. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Roseane Sobrinho Braga. Maria Cristina Garcia T. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Márcia M. Edílson Alves Freitas. Antônio Fernando Silva Souza. Everaldo Simões Souza. Sara Freitas de Menezes Salles. Paulo Roberto Arantes. Agnes Belmonci Malini. Paulo Roberto Arantes. Márcia Gonçalves Brito. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. C. Gilcimar Manhone. Danilza A. Maria da Ressurreição. Maria Geovana M. Maria da Penha E. Dilma Demetrio de Souza.Arte Rita de Cássia Tardin . Ana Helena Sfalsim Soave.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Evelyn Vieira. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira.C. João Luiz Cerri. Angélica Chiabai de Alencar. Cláudia Regina Luchi. Marcio Vieira Rodrigues. Anelita Felício de Souza. Ribeiro. Márcio Correa da Silva. Irineu Gonçalves Pereira. Maria de Glória Sousa Gomes. Sidinei C. Renata Garcia Calvi. Maria Nilza Corrêa Martins. Luciane R. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Guaresqui Cruz. Carmencéa Nunes Bezerra. SRE Carapina: Lucymar G. Eliane dos Santos Menezes. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . de Castro. P. Sérgio Rodrigues dos Anjos.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Jorge Luis Verly Barbosa. R. Organdi Mongin Rovetta. Iza klipel. Pereira. Lyra. Benevides. Anderson Soares Ferrari. Luciano Duarte Pimentel. Nilson de Souza Silva. Pedro Guilherme Ferreira. Perin e Valéria Perina. Núbia Lares. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Gracielle Bongiovani Nunes. Sabrina D. Jarbas da Silva. Edilene Costa Santana. Verginia Maria Pereira Costa. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . de Almeida. Maria Elizabeth I. Bastos. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Rita de Cássia Santos Silva. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Janaína Nielsen de Souza Corassa. Maria Adelina Vieira Clara. Luiza E. Carvalho Morais. Coelho Ambrozio. Neire Longue Diirr. Tarcísio Batista Bobbio. Sebastião Ferreira Nascimento. Izaura Célia Menezes.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Ângela Maria Freitas. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Ilza Reblim. Junqueira. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. C. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Elza Vilela de Souza. Carla Moreira da Cunha. Jaqueline Justo Garcia. Delcimar da Rosa Bayerl. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Denise Moraes e Silva. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. João Carlos S. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Oliveira. Mirtes Ângela Moreira Silva.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva .Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Edna dos Santos Carvalho. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Paulo Roberto Arantes. Jomar Apolinário Pereira. Magna Maria Fiorot. Sandra Renata Muniz Monteiro. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Pedro Paulino da Silva. Gleise Maria Tebaldi. Maria da Penha C. Magna Tereza Delboni de Paula. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Ivanete de Almeida Pires. Roberto Lopes Brandão. Kátia Elise B. Marilene Lúcia Merigueti. Sandra Renata M. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Renato Santos Pereira. Giuliano César Zonta. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . do Nascimento. Lea Silvia P. Cristina Lúcia de Souza Curty. Rogério de Oliveira Araújo. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Christina Araújo de Nino.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Barbosa. Mônica V. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Malba Lucia Gomes Delboni. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Rodrigo Nascimento Thomazini. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Giselle Peres Zucolotto. Rosinete Aparecida L. Ivone Braga Rosa.Língua Portuguesa Adriana Magno. Adna Maria Farias Silva. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Gina Maria Lecco Pessotti. Nascimento. Naédina Barbieri. Monteiro e Wagna Matos Silva.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Antônio Fernando Silva Souza. Israel Bayer. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Cátia Aparecida Palmeira. Johan Wolfgang Honorato. Paulo Alex Demoner. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Anderson Soares Ferrari. Claudinei Pereira da Silva. José Alberto Laurindo. Cezar. Manzoli. Karina Marchetti Bonno Escobar. Renata da Costa Barreto Azine. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Carlos Sebastião de Oliveira. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Lurdes Maria Lucindo. Patrocínio. Luciene Tosta Valim. Maria José Teixeira de Brito. Mara Cristina S. Maria Adélia R. Josimara Pezzin. Vaneska Godoy de Lima. Alaíde Schinaider Rigoni. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Angélica Chiabai de Alencar. Margareth Zorzal Fafá. Marta Margareth Silva Paixão.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Lúcia Helena Maroto. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. S. Eliane Carvalho Fraga.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Divalda Maria Gonçalves Garcia. de Quadros P.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Telma L. Alexandre Nogueira Lentini. Érika Aparecida da Silva.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Tânea Berti. Alcimara Alves Soares Viana. Edna Milanez Grechi. Maria da Penha de Souza. Raquel Marchiore Costa. Giovana Motta Amorim. Cérlia Silva de Oliveira. Morati. Simone Carvalho. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Alaíde Trancoso. Cortez. Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Ana Paula Alves Bissoli. Rodrigo Vilela Luca Martins. Foerste . Neyde Mota Antunes. Marta Gomes Santos. Vazzoler. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Marlene M.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Patrícia Maria Gagno F. Rosangela Maria Costa Guzzo. João Firmino. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Ires Maria Pizzeta Moschen. Sandra Fernandes Bonatto. Campos Cruz. Sebastião Ferreira Nascimento. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Valentina Hetel I. Luiz Antonio Batista Carvalho. Eliethe A. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Léa Silvia P. da Silva. Marcelo Ferreira Delpupo. Tania Mara Silva Gonçalves. Rosângela Vargas D. Geovanete Lopes de Freitas Belo.SEDU Ana Beatriz de C. Bastos. Lima. Jaqueline Oliozi. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Luciane Salaroli Ronchetti. Hulda N. Alaércio Tadeu Bertollo. Vivian Rejane Rangel. José Christovam de Mendonça Filho. Rosiana Guidi. Conciana N. Ediane G. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Marcos Leite Rocha. Marcia Vânia Lima de Souza. Rachel Miranda de Oliveira. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Hebnezer da Silva. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Eliane dos Santos Menezes. Regina Jesus Rodrigues. Alan Clay L. Alvarenga Vieira. Alves. Alecina Maria Moraes. Ires Maria Pizetta Moschen. Martinelli. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Margarida Maria Zanotti Delboni.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Sulâne Aparecida Cupertino. Elenivar Gomes Costa Silva. de Oliveira. Luciana Oliveira. Christina Araújo de Nino. Jane Ruy Penha. Lemos. Ilia Crassus Pretralonga. Lúcia H. Linderclei Teixeira da Silva. Nourival Cardozo Júnior. Maria de Lourdes S. Rodrigues. Freitas. Torres. Maria Alice Dias da Rosa. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Dileide Vilaça de Oliveira. Regina Zumerle Soares. Novais Rocha.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo .

Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . quer sejam individuais ou coletivos. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos.Sumário principal Prezado Educador. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. como um plano único e consolidado. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. neste contexto. Como equipe. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. sem dúvida. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. Temos certamente que comemorar. na qual. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Para enfrentá-los. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. a complexidade que envolve a infância e a juventude. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. das superintendências e da unidade central. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. mas. por meio de mecanismos participativos. conforme os termos constitucionais. como unidade autônoma. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. tendo como base um projeto de nação. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. Educação Especial e Educação do Campo. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. ao longo dos anos. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Como síntese desse processo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. O Estado. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. sobretudo. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo.

consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. hábitos e consequentemente. conectado com a dimensão universal. Entre os anos de 2004 e 2006. professores convidados. valores. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. costumes historicamente produzidos que. Portanto. como a relação entre trabalho.Sumário principal e social de sua população. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. ciência e cultura. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. da educação pública. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. com qualidade social. Todos esses atores mente construídas. que desafios que precisamos enfrentar. fortalecendo a grande complexidade. tônomos e críticos. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional.500 educadores. com vistas à promoção do educando e. por meio de atitudes. 12 . O currículo é a materialização do ricos de discussão. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. muitas vezes. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. nizados. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. entre vimento de crianças.

restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum .Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Isto é. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Para tanto. resguardando as especificidades das escolas. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. conteúdos com- 13 . Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. conhecimentos estanques e conservadores. Além para cada disciplina da do CBC. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Certamente. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. consequentemente. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. outros Educação Básica. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. dentre outros. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. como instrumentos dinamizadores do currículo. correspondendo aos 30% restantes. Do ponto de vista organizacional. cultura e trabalho. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . em alguns casos. ampliando a nada. cializadas na medida em que cultura e trabalho. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. assim. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. ou seja. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. na relação com a natureza e com seus pares e. produz conhecimentos. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. lo ciência.

contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. roteiros turísticos e ambientais. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. por fim. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. química e biologia. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. 8963 de 21/07/2008. O projeto contempla ainda. “Ciência na Escola” . intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Realização de olimpíadas escolares e. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba.Sumário principal vivências curriculares. Dessa forma. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. a partir de estudos sistemáticos. 15 . utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. Matemática e Ciências. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. por meio da Lei Nº. materializa esse conceito. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. Esporte. tornando a escola mais atrativa.

pesquisa. com isso. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. e a partir A formação continuada tação. que para a revitalização das professor dinamizador. por meio que necessidade. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. a de estudar. transdisciplida escola. intervenção pedagógica. TV comunidade local. pois o educador precisa aliar à tarefa e. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. com destaque ações de formação. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. “Ler. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. PC do professor. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. as novas do conhecimento. a sua inclusão digital e a comunidade. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . de modo a 16 . as reformas educativas e seus desdobramentos. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora.um públicas e privadas. com destasucesso esperado: estagiários.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. pendrives. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. atualização da escola. a partir digitais no cotidiano escolar. pois o educador precisa aliar à Multimídia. formação gica. capacibibliotecas escolares. computador por aluno. tecnologias e suas implicações didáticas. escrita e pedagógicas. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. ampliando para a do educador é mais naridade.

apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. portanto. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Espera-se. ao final de 2009. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. os quais irão enriquecer a prática docente. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. além de outras pautas de estudo do referido documento. que incorporou o saber de quem o vivencia.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. como componentes do Guia. com tudo isso. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. uma trilha experienciada coletivamente. Destaca-se ainda. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. Nesse sentido. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. 17 . sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica.

Sumário principal Capítulo Inicial .

exercício constante de uma prática pedagógica inovadora.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. objetivos. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. de acordo com a prática pedagógica do professor. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. formação acadêmica e atualização permanente. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. 21 . elaboraram as ementas contendo visão de área. considerando situação funcional. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. municipal e federal. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. nos quais. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). constituíram-se objetos de diálogo. que. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. conteúdos e orientações didáticas. Em 2006 a Sedu. Em 2005. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. por meio de seminários com participação dos professores referência. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula.

exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. consequentemente. jovens e adultos capixabas. num processo formativo e dialógico. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. nos anos de 2007 e 2008. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. intercolóquios e seminário de imersão. consequentemente. acima de tudo. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. modalidades e transversalidades. consultores.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. SRE. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. em dois grandes ciclos de colóquios. produziram os CBC por disciplina. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. em sua fragilidade. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. instituições e modos de 22 . da educação pública. professores convidados. estar a serviço da vida.500 eduTodos foram mobilizados cadores. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. contando com a participação de cerca de 1. central e das da educação pública. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. além de 26 especialistas de cada disciplina. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador).

pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. do outro e do mundo. Nesse sentido. solidários. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. direito de todos e dever do Estado e da família. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. que são apenas diferentes. paz social e paz ambiental. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. intensificando os esforços pela justiça. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. a vida requer convivência na promoção da paz interior. dignidade humana. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. é um bem público que deve servir 23 . O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade.Sumário principal vida. Superar as diversas formas de exclusão. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. por isso. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. que se realiza em um contexto histórico. reverencia o mistério da existência. social. cultural e político. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter.

a construção. uma obra de legítimo interesse social. o aluno é o centro do processo educativo e. assumindo o lugar de mediador. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. as ações educativas devem ser planejadas e executadas.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. antes de tudo. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. a reflexão e a ação. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. numa perspectiva dialógica e dialética. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. sentimentos e atitudes. em função dele. assumindo. exercido pelo poder público ou privado. na medida em que contribui para o bem comum. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). A escola pública com compromisso social. No entanto. deverá atender aos interesses da coletividade. aprender. envolvendo a percepção. de movimento de uma dada situação a outra diferente. A educação como obra de mudança. a interpretação. uma dimensão mais ampla. portanto. do desenvolvimento social e econômico da nação. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. É na relação entre os sujeitos. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. Na escola. com toda a sua complexidade. mediante um determinado caminho. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. por ser um ambiente essencialmente humano. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. A educação como serviço público. espaço de visibilidade. consequentemente. E um lugar de esperança. um direito.

como processo dinâmico de socialização. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. acima de tudo. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. cultura numa perspectiva antropológica. ciência e cultura. e trabalho como princípio educativo. cuja base se expressa na aquisição da leitura. apropriando-se dela e transformando-a.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. símbolos e comportamentos. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. a partir da articulação dos princípios trabalho. produz conhecimentos. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. assim. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. como forma de criação humana. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . algo vivo e dinâmico que articula as representações. e. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. material e social. portanto. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. gerando a sua própria cultura. constituindo o modo de vida de uma população determinada. Nesse sentido. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho.

Brasília. O currículo para além das grades . e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1.V. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. Isso acontece 1 SACRISTÁN. o significa discutir a currículo. GÓMEZ.I. evidenciar a qualidade dessa ação. junho de 2004. dependendo do enfoque que o desenvolva. mais difundida.R. C. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. a organização física. o currículo na escola E.S. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. e. Porto Alegre: Artmed. A. a exemplo dos laboratórios de estudo. nesse sentido. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. impreciso. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. no interior da unidade educacional. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. muitas vezes.Sumário principal curricular apresentada neste documento. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. J.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. Compreender e transformar o ensino. sobretudo. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação.P. e. sobretudo. Portanto. entre os curriculistas contemporâneos. 26 . Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. No entanto. 2.G. que está inserido. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. 1998. certamente. 2 MOTA. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática.G. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. por ser um conceito bastante elástico e. e BARBOSA.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. N. promotor de uma educação emancipadora. J. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e.

currículo praticado (Oliveira). quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. T. avaliação. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. currículo realizado (Ferraço). seu modo 4 FERRAÇO. currículo real (Sacristán). esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. De modo geral. 2004. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. 27 . a identidade dos estudantes e etc. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. e outras que considePortanto. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. historicamente ideias de currículo em ação. Documentos de identidade . está deficurrículo4. ações. seu modo de organização e gestão. Ele é resultado de lutas. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. conflitos concretas. metas. O currículo escolar. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). a identidade nantes. incluem tradições culturais Assim. de organização e gestão. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. Por isso.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. seja no campo de metodologia. é possível e negociações.T. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. Assim. os conhecimentos mais valorizados da escola. Vitória: SEEB/SEDU. 2000. as relações no interior 3 SILVA. Belo Horizonte: autêntica. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. C.E.uma introdução às teorias do currículo. Considerando isso. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. 3 talidade social” . a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. políticas e alternativas educacionais. a participação da comunidade.

específica”7. 28 . 2005. ou seja. Pelo contrário. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. há gradação. conhecimentos tácitos e as constituem. com rapidez e eficiência. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. A. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. ensino. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. 7 BRASIL. com rapidez e eficiência. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. de vida e laborais conhecer. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. ENEM . de ensino e pesquisa. forma a aliar competências. 2005. a segunda parte previstas. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. 81-93. 2004. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. lar. MEC/INEP. Boletim técnico do SENAC. MEC/INEP. v. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. Rio de Janeiro. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. Comumente. 6 KUENZER. Não norteadores do Ministério da Educação. histórias de vida. ENEM . Z. p. articulando competências. como parte que deste documento curricular.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. fazer. 30. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC).

Dentre elas. o que pressupõe uma organização Na escola. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. planejamento das atividades. 2005. ou seja. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. o desenvolaprendida. extrema facilidade para alguma atividade. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. as três formas de competência. 29 .exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. pois se referem a petência. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. na prática não se do sujeito. é extremamente importante que os profissionais da educação. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. o que se chama de talento. condição do objeto. ENEM . mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. Assim. não basta ser muito entendicontexto. educativo. 2002. dom ou uma mesma realidade. Não se trata MEC. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. 9 BRASIL. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. A competência relacional expressa esse jogo de interações. MEC/INEP. pedagogos.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. nesse sentido. Nesse te. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. por exemplo. Competência como condição prévia anteriormente descritas. significa. não basta possuir objetos potentes e adequados. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”.

Cidadão esse que busca na escola adquirir. sociais e psicomotoras). preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. para que o aluno aprenda. Ao contrário disso. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. alguém se torna aluno. neste documento curricular. visa a investir na formação do cidadão. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. Como ponto de (cognitivas. afetivas. Quais são os alunos e quais são. cultural. problematizannatureza. trabalhar nessa concepção. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . Nesse sentido. por meio do ensino e da pesquisa. “Ninguém nasce aluno.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. ao mundo do trabalho. 2. Até escola. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. se forme e informe. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. hoje.

de dominar física e mentalmente outros. momento da maturidade. sem. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. a Sociologia. os infantiliza. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. no Brasil templam o pertencimento de classes. há ou etnia. A escola. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. a violência urbana. pois reconhece-se que. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. a Antropologia. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. a vida adulta. constituir-se como infância. Esses tempos de vida. é tempo de constante refere à crise de autoridade. A e na comunidade. criações culturais crianças com o mesmo referencial. de sua função educadora. dentre mundo. os A ação de reconhecimento adultiza. no exercício História. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. Sendo simbólicas específicas e próprias. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social.Sumário principal e imprecisos. especialmente no que se de um indivíduo. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. dos direitos da criança. séculos. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. econômicos. a Filosofia. 31 . e não diferentemente no Espírito Santo. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. que conrenciam. estudo e a compreensão da contudo. Portanto. a Psicanálise. assim. a inserção na vida adulta. a juventude e a curta etapa da infância. gênero. numa sociedade socioculturais determinadas. sendo um ocidental como a nossa. enfim.

nas relações estabelecidas também e não 32 . Portanto. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. assim. ajudam a traçar o perfil da população. marcada pela busca leitura. a juvencomo o nascimento. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. Marcas para outras. sendo básicas encaminha para a complecontrastes.Sumário principal individuais. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. de provocar matemático. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. como odo atravessado por crises. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. como a o sinal próprio desse tempo. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. cognitivas e sociais que. a escrita. delimita mobilizar. de forma visível. construindo. finalizando definidoras da existência somente com a morte. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. discurso com sentido. o desejo de impactar. estilos que se constrói. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. Na infantil e a maturidade do adulto. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. se exercita e se reconstrói variados. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. visível. Deve ser pensada para contrastes. juntas. tude do homem. que. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. da puberdade e social parecem mobilizar. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. o desejo de impactar. de provocar própria sociedade. e que se originalidade. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. social parecem Assim como a infância. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). sua identidade dentro de uma história e tempo específicos.

como desordeiros ou transgressores. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. em que os últimos têm acesso a bens. apontado para os adolescentes. Ser jovem na periferia ou no campo. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Objeto de inveja e de medo. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. da classe média e trabalhadora. muitas vezes encurralando-a. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. 2008). diante de uma sociedade em intensa mudança. mas buscam proteção. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. a ponto de ser compreendido como alienação. especialmente apresentados pela mídia. ao mesmo tempo. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Seguir. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. são todas identidades possíveis e relacionais. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. em intensa situação de vulnerabilidade. Querem ser rebeldes. Na escola. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. Na contemporaneidade. falta de perspectiva de vida. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. ausência de utopias.Sumário principal somente na escola. a igreja e o trabalho. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. a ênfase no mercado e no consumo. a seus pesadelos de violência e desordem. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. ela é um poderoso argumento de marketing e. mas em outras esferas sociais. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. como a família. no qual o futuro é incerto. Objeto de admiração e ojeriza. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. ao mesmo tempo. (Calligaris. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona.

ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. ou em ocupações precárias ou não. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. são sujeitos que de emancipar-se. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. O fenômeno da vida adulta. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. é entendido no processo história de vida. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. A laridades.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. na vulnerabilidade à violência e ao crime. na perspectiva de trabalho. 34 . e na gravidez na adolescência. Já produz e trabalha. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. Na fase de vida adulta. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. Estão abertos de desenvolvimento. circunstância de realidade social. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. Em geral. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. a respeito de si mesmo. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. seja por abandono. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. explícita ou implicitamente. sempre numa expectativa em família. soal. tentando demonstrar. o clareza de seus objetivos. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. em qualquer formada sua personalidade e identidade. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social.

Sumário principal Estejam na infância. biológica. da história e de suas próprias histórias. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. 35 . que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos.. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. em sua maioria de classe popular. predominantemente jovens. na especificidade de seus saberes e práticas.”. na cidade. “portadoras de necessidades homens e mulheres. em que (as comumente chamadas de perceber o mundo.17). sujeitos especiais") (p. O grande desafio da escola. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. são únicos em suas humanização da sociedade e à personalidades e são também sustentabilidade do planeta. Algumas dessas diversão únicos em suas em especial da pública. sobretudo se entendida como a construção histórica. filhos de trabalhadores formais e informais. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. mais que um ser no mundo.. ainda.. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. juventude ou idade adulta. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humasuas relações entre pares e com os outros na: seres humanos são diversos em suas seres mantêm-se como constante desafio à experiências culturais. diversos em suas formas de perSeres humanos são ceber o mundo. Seres humanos diversos em suas apresentam. está sidades provocam impedimentos personalidades e são em constituir-se como ambide natureza distinta no processo também diversos em ência de construção de uma de desenvolvimento das pessoas suas formas de nova humanidade. que vivem no campo. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. o ser humano se tornou presença no mundo. com o mundo e os outros.. cultural e social que faz parte do acontecer humano. De acordo com Lima (2006). diversidade experiências culturais. como ponto de partida e chegada do processo educacional. compreendemos.

e a constituição às diferenças. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. às diferenças. portanto. o sociocultural. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. Certamente criminação em acolhimento humana. Quando falamos de diversidade e currículo. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. tais como: o ético. o em todas as suas dimensões. solidariedade e justiça. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. dentre outros. que exige a busca por valores. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. consideram esses saberes. o estético. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. cultura de paz e cidadania. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. mento pessoal e coletivo. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. no campo do conhecimento da a diversidade. solidariedade e justiça. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. respeito tivamente para a formação dos civilizatório.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. o político. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. 36 . que propõe epistemológico e político. o biológico. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. como ato político pela garantia do direito de todos. respeito O currículo deve.

a cultura de paz. arts. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. nem menos 11/2000). menor. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. seja pela oferta irregular de vagas. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. a ética e cidadania. da política e da cultura. quase sempre. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. dentre outras. 3. trabalhando. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. em ocupações não qualificadas. seus saberes. Nelas. durante a infância e/ou adolescência. do mercado informal. como questões inerentes ao currículo escolar. mas como um modo próprio de fazer educação. os direitos humanos. Os sujeitos da EJA. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. Possuem trajetórias escolares descontínuas. em sua singularidade. nem menos importante. de aprender e de reaprender. apresentam uma especificidade sociocultural: são. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. e de currículos adequados a esses sujeitos. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. que incluem reprovações e repetências.Sumário principal as relações étnico-raciais.1 Educação de jovens e adultos: saberes. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. são trabalhadores assalariados. 37 . De modo geral. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. a sexualidade. mas como um modo próprio de fazer educação. contribuindo de fato para a formação humana. geralmente. de certificar-se. importante. Como modalidade de Educação Básica.

que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. Isso implica formar (não treinar.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. Nesse sentido. sua característica fundamental de serem trabalhadores. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. cultura e trabalho. ou seja. 38 . Na LDB nº. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. E uma concepção de escola como instituição política. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. espaço propício a emancipar o aluno. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. o acesso e a permanência de todos na escola. Além disso. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. abordagem inclusiva do currículo. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. no processo de aprendizagem. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. pensando metodologias de ensino 3.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. adestrar. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. Nesse sentido. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. preferencialmente na rede regular de ensino. os princípios. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. que enfoca o direito de todos à educação. O ensino tem como princípio a igualdade de condições.

O grande desafio da escola e. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. Ainda. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. o planejamento e a formação continuada. 3. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. a partir do princípio da pesquisa. pela via da formação dos profissionais da educação. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. da crítica e da colaboração. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. portanto. e outros espaçostempos da escola. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. Acreditamos que.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. continuada. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. formação de ressignificação das práticas educativas. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. 39 .

o currículo deve levar em conta cultura familiar. lutas pela terra. que procuram enfatizar o seu caráter singular. A agria terra. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. estuda CEB nº 2/2008. truídos de forma coletiva. normas e prinsujeitos campesinos. avalia e fomenta o processo de do Campo. que institui e cultural dos sujeitos do campo. Outro eixo fundamental 40 . a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. comunidade escolar e seu entorno. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. em 2004.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. produção orgânica de alimentos. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. se respaldada por documentos oficiais. Campo. Há que se resgatar o educativo. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. seus ao urbano. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. a partir do trabalho de subsistência. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. Assim. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano.

biental em todos economicamente viáveis. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. na Lei 9. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. se calcada nos princípios da solidariedade. e a visão da educação como ato poiético. ao mesmo tempo. níveis e modalisocialmente justas.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. formação de sociedades sustentáveis que são. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. étnica e cultural dos povos. socialmente justas. Educação Amecologicamente prudentes. com respeito à alteridade e à diversidade social. Constitui-se em um processo permanente. da democracia.Sumário principal é a interdisciplinaridade. 3. valores e ati- 41 .795/99 e contribuirá para a formação humana. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. da cooperação. A promoção da ao mesmo tempo. da justiça social e ambiental. economicamente viáveis. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. pelo regime de colaboração. Como outro importante pressuposto. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. ecologicamente prudentes.

3% da população brasileira. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. cooperativas. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. 3.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. os negros representam 47. interdisciplinares. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. Entretanto. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. 42 .5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. das pluralidades e da identidade brasileira.

O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. havia cerca de Promover o debate sobre 1. 43 . a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. sendo 2. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas.000. africana. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. que formam a população brasileira.100. por meio de políticas públicas de reparação. 2006). por meio de suas lutas pelo direito à terra. européia e asiática. na escrita do artigo 231.346 aldeados. Guarani. nacional em difeafricanas e asiáticas. a população indígena compreende cerca de 2. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. à saúde. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. É tratado como uma sociedade sem 3.109 da etnia Tupinikim e 237. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. Em 1988. nesse sentido. No Espírito Santo. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. localizados no município de Aracruz. rentes épocas da história do Brasil. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. à educação. africanas e asiáticas. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. No período colonial. à diversidade e à cultura. Porém.

que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. da escoprincipalmente. o resgate de sua cultura e história. conhecimento. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. o la e da comunidade. sob forte influência do mundo ocidental. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. econômica.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. social e religiosa. política. 44 . além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil.Sumário principal suas antigas línguas. tradições e culturas. que possa o currículo escolar. temática. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. principalmente. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. O conceito de de construção do conhecimento. formação do Brasil. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. própria origem e história. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. e. e. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade.

a ampliar o universo alcançado pelos alunos. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. a problematizar. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. Assim. professor. J. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. bem como sua história. A intervenção docente.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. a multiplicidade de pontos de vista. os diver- 45 . os espaços/tempo de educar.M). a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. passando a mediar as aprendizagens.” (Moran. e saber lidar e conviver com as diferenças. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. às características e aos estilos. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. estou desafiando meus alunos. nessa lógica. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. “o professor procura ajudar a contextualizar. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. O professor como mediador do processo educativo. Isto é. Como mediador e facilitador da aprendizagem. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. Nessa perspectiva. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina.

e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. tendo como sujeito principal o professor. Nesse contexto. e de trabalho. na sala de aula. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. bibliotecas. ao máximo. dentre outros. horizontalização dessas relações. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. o afetivo. durante quase todo trabalho pedagógico. isso significa. Diante desse cenário. São os educadores. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. aceitação mútua. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. Estabelecer uma relação de confiança. típica do trabalho cooperativo. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. ou indiferença. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. círculos. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. autenticidade. respeitando e valorizando outros pontos de vista. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. ao colocar seus pontos de vista. sobretudo os professores. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. Na interação grupal. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. duplas. Tendem a se ano letivo. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental.

envolvendo comunidade. autônomos. entre conhecimentos empíricos e científicos. intencional e natural do ser humano. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. a montar um mosaico das informações. galerias. e com isto. a construir seu próprio conhecimento. com profissionais da área. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. estações ecológicas. centros de pesquisa. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. interpretar e analisar dados. museus. a discuti-las e criticá-las. seu entorno. reservas ambientais. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. como princípio educativo. é fundamentada no diálogo e no questionamento. teatros. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. princípio educativo. nos projetos pedagógicos. críticos e criativos. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. asseguram a necessária união entre teoria e prática. caracterizados como atividade simbólica. pois.Sumário principal dela. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. exposições de arte. A pesquisa. como sobre a realidade. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. festividades. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. espaços públicos. gumentando e defendendo sua hipótese. concertos. possibilitando a reconstrução do conhecimento. cultural e ao mundo do trabalho. além de aproveitarmos recursos já existentes. construir e conhecer novos conceitos. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . a acessar recursos tecnológicos. expressar-se questionamento. que envolve. bibliotecas. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. enfim. articulando pensamento e ação. quadras de esportes. com autonomia.

orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. dentre muitos outros aspectos. Avaliar é 48 . avaliação da instituição como um todo. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. para nós. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. é uma atividade integrante do processo pedagógico. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. A avaliação da educação pública. É preciso avaliar permanente e processualmente. ainda que seja um tema polêmico. do diálogo. avaliação do sistema escolar. envolvendo professor e educando. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. da mediação. marcada pela lógica da inclusão. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. em perfeita sincronia. profissionais da educação. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. em que o protagonismo é do professor. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. as questões de investigação. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico.Sumário principal naturais e sociais.

caderno de aprendizagens. nenhuma relativa ao que. objetiva. gostaríamos de verificar. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. de fato. d) estar coerente com os propósitos do ensino. talvez. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. processo pedagógico. com a finalidade de apreciar o resultado desse. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. o professor. é uma parte do todo. aptidões. testes. para nós. Avaliar. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. 49 . de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. vivências e valores. cedora. recebe o nome de avaliação somativa. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. certamente. memorial. por considerar o processo educativo. E. que limita liação que elabora. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. ou seja. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. atribuir com os conteúdos escolares. A avaliação como parte de um (2007). potencialidades e habilidades.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. quando ocorre ao final do processo. deve ter significado para quem está sendo avaliado. com vistas a reorientá-lo. Assim. bem como o raciocínio. provas. dagações sobre o Currículo futura. portfólio. Para que o processo de avaliação seja efetivo. c) o conteúdo deve ser significativo.

pais e comunidade em geral. dentre outros. ambiente da escola. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. as atitudes dário Anual. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. professores. a violência escolar. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. os grupos. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. coordenadores. pesquisas. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. pedagogos. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. momento de interação entre professores. interpretações. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. referenciados nos programas dos. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. desafios que o cotidiano selecionar.. para além de classificar e do representante de turma. o adolescente e o adulto. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. angústias. paralela e final. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua.Sumário principal relatórios.

as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. 51 . criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas.

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Anos Finais .Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .

musicais. Educação Física e Língua Estrangeira. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente. espaciais e plásticos. a crítica e a intervenção. como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. compreende a língua como um objeto histórico. Arte. como trabalho simbólico. a atividade discursiva. gestuais. e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. irregular. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e do respeito às diversidades. Ela possibilita a reflexão. Desse modo. a linguagem é produto e produção cultural e. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo. a forma de pôr a língua em movimento. De natureza transdisciplinar. na educação escolar. A Língua Portuguesa. Nessa perspectiva. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. Como marco e herança social. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. interfere no mundo. que consideram o homem inserido em sua cultura. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. conhece. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e os conhecimentos: linguísticos.Sumário principal 6 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Por meio da linguagem o homem pensa. variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. na sociedade e na história. corporais. tal como o homem que a manifesta. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. Levando em conta os princípios acima. é criativa. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. se apropria. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade 57 . contraditória. Tais sistemas compreendem na educação escolar as disciplinas: Língua Portuguesa. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. e a linguagem. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. Da perspectiva da enunciação.

sendo assim. não é instrumental. Essa visão contempla o eixo da cultura. configurados pela ação de um gesto criador. posturas. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. A Língua Estrangeira na educação escolar insere-se como uma forma de linguagem diversificada de expressão e comunicação humana. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana. como as artes visuais. as encenações teatrais e a música. resignificando-as em processos poéticos. as danças. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. mas imbricada com o trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas.Sumário principal dos sujeitos. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. Fazer Arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. Como produção simbólica a Arte não é funcional. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. Permite aos alunos a compreensão e a aproximação com as tradições e a cultura de outros povos. em contínua constituição. nem se prende a normatizações que a regulem. propiciando aos alunos uma formação mais abrangente. ao mesmo tempo em que estabelece o diálogo e o ultrapassar 58 . que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. cores. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. à medida em que interagem com os outros. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. sons e gestualidades. Além disso. Possibilita o acesso ao conhecimento e às diversas formas de manifestação da linguagem em diferentes contextos e culturas. a linguagem corporal como produto da cultura deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. mas não descarta o do trabalho. sociais e biológicas.

contempla os saberes de cada uma dessas disciplinas. Essa contextualização abrange ainda as condições sociais. e a compreensão dos significados nos diferentes discursos: literários. latino e internacional. gestuais e sonoros. 59 . corpóreos. econômicas e culturais de produção. Os modos de apropriação dos objetos culturais de épocas/espaços distintos são estudados aqui.Sumário principal das fronteiras de uma nação. investigação e reflexão ao realizar as suas produções. de modo relacional e contextual. seja ela literária. Para tanto é necessário que se estabeleça na escola uma abordagem que considere uma contextualização sincrônica e diacrônica. Cenográfica. ou as atividades propostas pelos professores aos seus alunos. preocupado em propor um projeto educativo integrador da área de linguagem aos seus alunos. Desse modo. gestuais. artística e/ou corporal. possibilitar o acesso do aprendiz a informações diversas. e contribuir para a sua formação geral de cidadão. das suas condições de produção e da interação entre os diversos sujeitos e grupos sociais. visuais e sonoras. Na contextualização diacrônica o percurso de estudo se dá num eixo temporal e se inscreve na história e na cultura. articulando aspectos como: sensibilidade. pois essas são geradas social e historicamente. Desse modo. um conhecimento sensível e estético que articula os conhecimentos culturais apreendidos na Educação Física (Cultura e Movimento Corporal) e na Língua Portuguesa e Estrangeira (Cultura Verbal) com a Arte (Cultura Visual. propomos ainda na educação escolar as experimentações e explorações das múltiplas possibilidades das diversas linguagens. Gestual e Musical). as informações e as teorias não devem ser apresentadas desconectadas de suas condições de produção. a exercícios e propostas de fazeres. São as chamadas oficinas de criação. regional. mas se complementam. No ensino das disciplinas da área. artísticos. que envolvem desde leituras e compreensão de textos. Essas proposições possibilitam aos alunos. verbais. É a obra em seu tempo/espaço de produção. à escrita e à fala. além dessas. nacional. mas pretende. possibilitando o conhecimento das manifestações das diversas linguagens em seus múltiplos diálogos nos âmbitos local. os dados. o professor interessado em uma formação menos fragmentada. a aprendizagem da Língua Estrangeira não se destina exclusivamente à leitura. tanto individualmente como em grupo. Na primeira estão os estudos da linguagem em relação à época e à sociedade que o gerou. Esse projeto educativo tem como princípios: a compreensão e o reconhecimento da diversidade das manifestações nas linguagens corporais. A partir dessas contextualizações que não se excluem.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Portuguesa .

uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. a forma de pôr a língua em movimento. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento (ANTUNES. Para uma concepção interacionista.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. como princípios seriamente considerados. Para isso. variável. pois. eminentemente funcional e contextualizada. gerenciado por seus usuários para promover a interação com outras pessoas. 2003). o que só é possível por meio de uma rede de relações construídas em momentos compartilhados com o outro. à medida em que interagem com os outros. uma concepção interacionista da língua. compreender a língua como um objeto histórico. a maneira de considerar o conhecimento.Sumário principal 6. Da perspectiva da enunciação. irregular. Deve-se. Desse ponto de vista. Para concretizar essa proposta. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. também. configuram-se. mediado pelo professor. decorre o princípio de que essa(s) só se atualiza(m) 63 . a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. de relações étnicoraciais na formação humana dos modos como se produzem as identidades socioculturais e * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. e a linguagem. Ganha tônica. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. todavia. assim. Distinta é. aí. deve-se. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. qual seja. Revela-se. a atividade discursiva. como o quer Morin (2001). que articula. em contínua constituição. favorecido pela interação sujeito-objeto. o saber linguístico pertinente. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. funcional e discursiva da língua(gem). As condições de gênero. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos.

operações cognitivas e estratégias discursivas. no processo de interação. será preciso que o educador pesquise. a qual engloba processos. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. desenvolvendo uma postura investigativa. possibilita a realização de alguma atividade sócio-comunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas atuam. em conformidade com essa concepção. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. Com relação à concepção de escrita. pois. Para ensinar. Deixa. em consonância com determinados pressupostos. das intenções pretendidas. conforme as práticas culturais de cada contexto social. parceria. por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. escritos ou em outras modalidades discursivas. Fiel a esse quadro. 1998). favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. Essa perspectiva supõe encontro. das informações. observe. Por essa razão. assim. dinâmico e negociável. gerada a partir de elementos linguísticos. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. para que aconteça a comunhão das ideias. a socialização de conteúdos. O texto configura-se como uma manifestação. 2003). 1991. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. Constitui-se o texto. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. 1998. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. 64 .Sumário principal quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social. ANTUNES. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa simplesmente pela codificação das ideias ou das informações. verbalização e construção (GERALDI. de um modo geral. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. essa é defendida de modo tão interativo e dialógico. 1991). por meio de sinais gráficos. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. quanto a fala. como também favorecer a própria interlocução. envolvimento entre sujeitos. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. 1998). KOCH.

6. a ter sua marca identitária (DA MATTA. na interação com as diversas instituições sociais. Nessa tarefa. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. o sujeito. sem a linguagem articulada. reflita. ou sobre ele intervir. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas 65 . Serve. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. e de abordagens interdisciplinares. com o uso da linguagem e da língua. Serve. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. meio em que as realidades são construídas. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. pois. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. institucionalizado e de mundo. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. Considerando-se o caráter simbólico da linguagem. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. Isso porque. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem em situações de interação. Portanto. torne-se um ens sociale. a competência de o sujeito interagir no e com o mundo ocorre por via da linguagem. do outro e do mundo. a linguagem à variabilidade do homem. fala de si. mas com os alunos. e da cultura. descubra. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo.Sumário principal levante hipóteses. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção e transmissão de todo conhecimento. e transformá-lo. É. nessa tarefa. 2000). torná-lo objeto de conhecimento. são suas atividades. seria difícil apreender o mundo. estabelece uma relação próxima com a escrita e. aprenda e reaprenda não para os alunos. ainda. o sujeito se desenvolve e se socializa.1. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. a partir do contato com outros sujeitos. pois.

essa propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. para. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. mas não a mensagem que transmitem. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente. estruturados em forma de língua. além de suas características próprias.Sumário principal pelos significados e sentidos. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. 1999) . à escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. Na escola. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. possibilitando- 66 . pois. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. como Castells (2002). que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. por meio da língua. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. morfológicas. construir seu saber formal. Assim. Na interação com as diversas instituições sociais. sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. com o outro e com o mundo em que vive. disponíveis no ambiente social. Cabe. o discurso. para construir suas identidades social e cultural. não desconsiderando os saberes informais que ele traz consigo. sintáticas e semânticas. enquanto nos ambientes de escrita. tudo é variável. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. ressignificando-a. Em alguns casos. nada existe fora do domínio dela. em suas salas de aula. o jargão. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. e considerando-se. funciona como veículo. de acordo com os contextos onde foram produzidas. o texto. então. O fato é que. Isso para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. inicialmente a falada. No caso da Literatura. O aluno precisa conceber que nosso ser.

entre outros. 6.1. Eixo pode ser compreendido. 2. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico social que sofre transformações com o decorrer do tempo. Língua 1. 67 . Linguagem 1. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. concepção essencial para a formação humana. bem como a variedade de ideias. também. orais. 2. imagéticos. a pintura e o movimento do corpo. 3. culturas e formas de expressão. Permitir que o aluno interaja crítica e ludicamente com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. como algo que permeia. a escultura. necessários à leitura e à escrita. o teatro. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. ou fora dela. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas.Sumário principal lhe assumir uma postura reflexiva. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. e tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. textual e pragmática. e de diferentes linguagens. reconhecendo nessas manifestações as marcas da diversidade humana.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. digitais. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. com vistas a uma sociedade mais justa. ainda. 3. e da necessidade de sua atuação. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. a música. A Literatura propicia. sendo o texto o referencial de partida.

identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. 5. Cultura e Conhecimento de Mundo 1. 2. comunidades indígenas. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade histórico-cultural. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. 3. Literatura 1. parques ecológicos. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. 3.Sumário principal 4. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. 2. inclusive da literatura capixaba. 6. de modo a pensar a complexidade do mundo real. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e falar em situações diferenciadas. 4. tais como visitas a sítios arqueológicos. respeitando a diversidade nos modos de falar. espaços remanescentes quilombolas. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. manifestações culturais e locais de culturas em movimento. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do Estado. obras e autores. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. 4. 68 . refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. por meio da linguagem literária. considerando sua situação no mundo. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. 7.

crítico e intelectual. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. escrever. explorar a seleção do tema do texto. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. utilizar a escrita como ferramenta 69 . No caso do ensino de atividades de escrita.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de Língua Portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. ouvir. tais como rótulos. escolhidas pelo aluno. Em sala de aula. transformando-o em protagonista. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. Para as atividades de leitura. lançar mão de reportagens jornalísticas.1. verdadeiro objeto de estudo da língua. então. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. destacando a visão que o aluno tem 6. explorandolhe os múltiplos sentidos. Grosso modo. repórter por um dia. discutir o vocabulário do texto. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. bulas. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. um pressuposto metodológico a ser considerado. de integração do aluno à vida de seu meio social. aos sentidos das palavras. e exercitar inferências sobre o texto. oral e coletiva. ler e escrever textos em Língua Portuguesa. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. passagens. Ou seja. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). silenciosa. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar.Sumário principal 8. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. de modo a perceber que essa depende da articulação de várias partes que formam um todo. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. essas devem partir de condições concretas de produção. Ao final. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. considerando a leitura imagética. do assunto tratado. reescrever). analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. é.

piadas.Sumário principal sobre o objeto. produza textos. sob a orientação do professor. Outra estratégia metodológica. a partir daí. de nível um pouco avançado. critique pontos de vista alheios e. agenda telefônica. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituemse parte integrante da competência comunicativa dos falantes. endereços dos alunos em ordem alfabética. cantinho de leitura. 2003). entre tantos. justifique ou defenda opções tomadas. excursões. bilhetes. entrevistas. 70 . cartão de felicitações. cantigas de roda. poesias. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. quadrinhas. transformação de um gênero textual em outro. emita opiniões. flores. e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. possibilitando que o aluno argumente. produção de história em quadrinhos. Deve-se estimular debates sobre temas variados. animais. correio escolar. recorte de palavras. uma vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. receitas. jornais. listagem de time de futebol. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. tais como parlendas. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. sintáticas e semânticas. encartes de supermercados. observando as relações morfológicas. e explorando as funcionalidades da língua.

71 .4 Conteúdo Básico Comum – Língua Portuguesa 5ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. figuras de linguagem (metáfora e metonímia). • Ética. coesão e coerência. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. argumentos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Gêneros textuais: contos de fada. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão e coerência. evidenciando sua compreensão.Sumário principal 6. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. • Reconhecer os efeitos de sentido decorrentes da exploração de recursos ortográficos e morfológicos. • Classificar palavras conforme sua função nos textos. correio eletrônico. história em quadrinhos. reconhecendo essa ação como legitimadora do conhecimento científico. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. • Identificar a finalidade e a intencionalidade do texto. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia de uma perspectiva discursivotextual. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. • Interatuar com dados. • Variedade linguística.1. entre outras. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. bilhete. HABILIDADES • Ler diversos tipos de textos com fluência. • Versificação. cartão-postal. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. carta argumentativa. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Tipos de discurso. • Semântica: denotação e conotação. oral. com situações de produção de textos. imagética. • Conviver. • Mitos . crítica e ludicamente. bioética. tiras. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. • Reconhecer a necessidade dos valores humanos para a vida em sociedade. cartum. carta. moral e valores presentes nas fábulas. • Pontuação. • Padrões de textualidade. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. utilizando textos orais e escritos e outras atividades criativas. lendas tradicionais e urbanas e folclore brasileiro. convite. fábulas. • Interagir com os colegas por meio de atividades. poemas. • Conhecer a cultura e as tradições brasileiras e capixabas. digital. piadas. • Conhecer a norma culta da língua. Eixo Cultura. produção e interpretação de texto. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. provérbios.

• Gêneros textuais: folder. ambiguidade. aprendendo a desenvolver argumentos. fatos e informações contidos em diferentes textos. cartaz. verbo (modos. imagética. • Interatuar com dados. • Articulação de parágrafos. advérbios etc. outdoor. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Indicar atitudes com relação ao meio ambiente e à sua diversidade. polissemia. • Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. • Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos gráficos. conto. Eixo Cultura. certidão de nascimento. • Conhecer a norma culta da língua. • Leitura e escrita como processo de formação de atitudes para a cidadania.. oral. crítica e ludi camente. • Meio ambiente: sustentabilidade. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Semântica: figuras de linguagem 1. entre outras. produção e interpretação de texto. poema (formas livres e acróstico). • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. • Cultura local: obras de autores capixabas. 72 . • Conviver. tempos. vozes e aspectos verbais) . TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. panfleto. figuras de palavras. • Interatuar com os colegas por meio de atividades de leitura e escuta e de outras atividades criativas. revisão das classes gramaticais e flexão do substantivo. • Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. com situações de produção de textos. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. HABILIDADES • Interagir com os colegas por meio de atividades de leitura e escrita e de outras atividades criativas. blog e artigo de opinião. anúncio. as quais lhe assegurem a sustentabilidade. • Distinguir a finalidade do gênero textual no discurso publicitário. • Acentuação: classificação quanto à tonicidade e sílaba. • Articulação de parágrafos. relato. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. marcadas por conjunções. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Variedade linguística.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Coesão e coerência textual. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. digital. argumentos. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu. flexão do adjetivo. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. • Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. • Introdução à sintaxe: sujeito e predicado. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia: conjunção. • Utilizar a linguagem como instrumento para o exercício da cidadania. ortográficos e/ou morfossintáticos. diário.

• Coesão e coerência textual. • Variação linguística. memorialístico e natural. homofobia. dissertativo-argumentativo. imagética. argumentar. • Conhecer a norma culta da língua. crítica e ludicamente. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. argumentos. digital. HABILIDADES • Identificar o tema de um texto. • Semântica: figuras de linguagem 2. editorial. Estado e país e contribuir para sua preservação por meio de ações de conscientização. • Demonstrar a relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. • Vícios de linguagem. 73 . • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. crônica. auxiliares. • Dominar temas polêmicos e contribuir para que sua discussão ocorra dentro do nível do debate democrático: bioética. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. entrevista. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. reportagem. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. • Aspectos da cultura local: obras e autores capixabas. reconhecendo como essa ação contribui para elevar a autoestima da população. produção e interpretação de texto. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Refletir sobre a necessidade de preservação do patrimônio cultural. • Interatuar com dados. fatos e informações contidos em diferentes textos. texto teatral. • Organizar pensamentos. poema (formas fixas /soneto). Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. charge. • Distinguir um fato e as opiniões relativas a ele. oral. entre outras. • Analisar textos considerando seus elementos estruturais. • Gêneros textuais: notícia. semânticos e pragmáticos. • Acentuação e ortografia de uma perspectiva discursivo-textual. reconhecendo essas ações como legitimadoras do conhecimento científico. defectivos. abundantes. pronominais. • Verbos: irregulares.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão textual. com situações de produção de textos. sintáticos. • Adaptar textos narrativos para dramáticos com vistas a sua encenação. • Conviver. • Enumerar as teses presentes em um texto. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Conhecer o patrimônio histórico-memorialístico e natural de sua cidade. Eixo Cultura. anômalos. conceituar. discriminação e racismo. • Mitos e lendas indígenas. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfossintaxe do período simples.

argumentos. • Participar do debate político como uma forma de fortalecer a democracia e nele incluir temas como a sustentabilidade e a diversidade. entre outros. • Redigir trabalhos de cunho científico. destacando suas palavras-chave. oral.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Conhecer a norma culta da língua. hiperonímia. • Produção de tecnologia e a pós-modernidade: a chegada do computador. de tempo. • Semântica: polissemia e ambiguidade. Eixo Cultura. por exemplo. de causa x consequência. • Resumir e esquematizar textos. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. resumo. produção e interpretação de texto. antonímia. de oposição. homonímia. entre outras. entre partes de um texto. digital. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu e aprendendo a desenvolver argumentos. carta argumentativa. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conectores e relatores. • Aplicar as tecnologias em consonância com os princípios éticos em favor da vida e da humanidade. sinonímia. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. síntese. da internet e as alterações provocadas na vida das pessoas e nas relações humanas. Eixo Conhecimento Linguístico • Sintaxe do período composto por subordinação. hiponímia. de causa e efeito. • Gêneros textuais: carta ao leitor. HABILIDADES • Identificar a tese de um texto e os argumentos que a sustentam. • Conviver. • Intertextualidade (implícita e explícita). imagética. crítica e ludicamente. com situações de produção de textos. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. fatos e informações contidos em diferentes textos. Sociedade e Educação • Iniciação científica e pesquisa. sintaxe de regência. • Interatuar com dados. de concordância e de colocação. • Conhecimento sobre ABNT e o propósito de padronização no Brasil. sinopse. resenha e literatura de cordel. • Reconhecer as posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou tema. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. 74 . TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura.

1. Os sete saberes necessários à educação do futuro. CEREJA. CUNHA. MORIN. 1996. São Paulo: Cortez. CARNEIRO. 2003. São Paulo: Moderna. Na trama do texto: língua portuguesa. História concisa da literatura brasileira. KOCH. L. Edgar. In: WOOD. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. PEREIRA. AZEREDO. São Paulo: Moderna. 2002. Rio de Janeiro: Zahar. GERALDI. 2000. sociedade e cultura. J. David. Willlian Roberto.C. CINTRA.) Língua portuguesa em debate. Dias. Petrópolis. A sociedade em rede. Helena Bonito. São Paulo: Parábola. 1998. RJ: Vozes. FOSTER. (Org. 2000. Celso. O texto e a construção dos sentidos. Alfredo. Portos de passagem. 2002. Português: linguagens. CASTRO. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Irandé. BOSI. São Paulo: Rocco. McNALLY. CASTELLS. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. 2001. 1972. Língua. V. 2004. I. Evolucionismo cultural. Roberto.5 Referências ANTUNES. _______.Sumário principal 6. história e luta de classes. São Paulo: Atual. São Paulo: Cultrix. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1985. Redação em construção: a escritura do texto. 1999. Nova gramática do português contemporâneo.. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. São Paulo: Martins Fontes. A era da informação: economia. 75 . A. São Paulo: Contexto. Manuel. 1991. C. John B. Texto em construção: interpretação de texto. São Paulo: FTD. Aula de português: encontro e interação. 2002.W. 1995. DA MATTA. J. Ellen. Brasília: UNESCO.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Artes .

que. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. a Arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais.2 Artes 6.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou a obra em questão. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. como um “fazer por fazer”.2. em suas diversas manifestações culturais. até a década de 80. a Arte é tratada como linguagem. Acreditamos que a Arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas os quais ela abrange. históricas e sociais. Esse contexto gerou teorias como a da arte como expressão e a da arte como conhecimento. Desse modo. Em decorrência desse pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. mas com ênfase em seus aspectos formais específicos. influenciaram a educação da Arte. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. estéticas e culturais.Sumário principal 6. observa teu quintal”. Ela é uma forma de linguagem que 79 . concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. estavam em sua maioria reduzidas a um laisse faire. embora diferenciadas. as práticas educativas em Arte. mas a Arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a Arte não somente como expressão. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. provavelmente. sociais e históricas. No final da década de 1980. Considera-se assim não somente e exclusivamente o sistema da Arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial a contemporaneidade. Afirmamos assim. mas como cultura. estético e artístico do qual ela se origina. refletindo e. por vezes.

16 Demerval. 1991. de produção de sua existência material e não-material.04. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Pólos da Rede Arte na Escola em 28. É a 15 Citação extraída do site www. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das Artes para a formação humana. 2003. Autores associados. É uma sensação que não conclui nos sentidos” (Farias.br/ pesquise_artigos. p. sobre a cultura.Sumário principal congrega significações. o escritor Jorge Miguel Marinho15 diz que “[. como tantos poetas já insistiram.cenpec. Ana Luíza Ruschel. Trabalho. nas ações e transformações que o homem realiza. org. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. 1997: p. 14 Citação extraída do site www. cenpec. nesse diálogo. br/memória. que envolvem os processos de produções materiais.. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. Santa Maria: EditoraUFSM. ] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. expressão e conteúdo. 2003) 17.1997. seja sobre o saber. 17 Nunes. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. 1991. ] a Arte.. isto é. São Paulo: Cortez. 20) 16. segundo o autor “ [. anexo Com vocês: As Artes! Pág. 13 A arte e sua relação com o espaço público. o homem pelo trabalho cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações de caráter social. é apelo coletivo. 01. ”14 Inventamos a arte. saberes.org. seja sobre a natureza.br/memória. Artigo: A Arte é de todos. mas é uma potência. No texto “A arte e sua relação com o espaço público”.13 E então nos perguntamos: em que a experiência da Arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza na importância da Arte: “[. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. o conjunto da produção humana” (Saviani.] a arte não é algo que se oferece.. São “[.. espelho de todos e de cada um”. pág. Trata-se da produção de ideias. ] produções do saber.org. Nesse proceder... artenaescola. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não-materiais”. Pedagogia histórico-critica. 80 . Por outro lado.. expressão comunitária.. conceitos. junta à inventividade do imaginário e ao registro concreto de real. atitudes e hábitos. cultural e histórico (Ruschel. Desnecessário dizer que a Arte está sempre a favor da vida e. 3). Daí que a sua função mais humana. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e. de Agnaldo Farias. Saviani. transformado em texto e publicado no site www. valores. símbolos que comportam habilidades. 05.

das materialidades. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade. a outra lida com o simbólico. Possibilitar a observação. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. em sua dimensão socio-histórica. música e dança). 6. indissociando o homem da sociedade. Promover a inserção da Arte como área de conhecimento da linguagem. a reflexão. nacionais e internacionais em diferentes tempos históricos. dos suportes. considerando as especificidades das técnicas. Incentivar a pesquisa e a investigação. Promover as leituras da Arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. a pesquisa e a busca do conhecimento. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos. musicais e corporais). individuais e/ou coletivas. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. ambas lidam com a inventividade. Fomentar a inserção da Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. No desenvolver de processualidades artísticas. e a interação com o patrimônio nacional e internacional. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. pois essas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. artes cênicas. estabelecendo diálogos com as outras áreas. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. a Arte e a Ciência sempre andaram juntas. fazendo ver que o mundo.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a Arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. Desse modo. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. cênicas. Como produção humana.2. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar.Sumário principal Arte e a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. suas faturas. entretanto. 81 .

Da proposição e abrangência: Os eixos da educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de Arte pelos professores. num segundo movimento. pedagogos e técnicos da Sedu e da superintendência. professores de Arte convidados. e fruí-la em suas diversas manifestações. na busca pelos sentidos edificados nelas. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. no qual estavam presentes as professoras referências de Artes. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. 2. música e dança) para refletir. nas diversas regiões de nosso Estado. artes cênicas. esse mapeamento possui a pretensão de. devam compor um currículo para a Educação em Artes. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. respondendo a seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Consideram-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem e. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores. acreditamos. para. Humanizar as relações pessoais e interpessoais. alunos. entendemos. um primeiro desenho. As contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho possibilitaram a composição dos eixos que. técnicos administrativos entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a Arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestações e vivências. totalizando aproximadamente 54 pessoas. a particularidade de englobar “os ditos”. num primeiro movimento. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. ou seja. artes cênicas. 82 . agrupá-las em eixos que possuem. promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. “os realizados”. cada um. Eixos da disciplina Eixos da educação em Artes 1. Esse mapeamento é um esboço.

incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. As imagens em movimento do cinema. Saberes sensíveis. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis. história em quadrinhos. Linguagens artísticas e seus diálogos As diversas linguagens artísticas. e obra. entre outros). costumes. folguedos. como as presentes nas diversas mídias em seus diferentes suportes. 2. cartazes e outros. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. tais como: as artes visuais. tv e produções. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. como as produções gráficas: revistas em geral. interculturais e multiculturais.Sumário principal irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. 83 . arte no computador e outros. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentados em quatro eixos. a divisão apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. o teatro e a dança. Entretanto. e os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais. reafirmamos que cada um desses eixos se forma e se reagrupa de modo diferenciado. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas. como curtas de animação. que envolve: Saberes sensíveis. Sendo assim. considerando as singularidades de suas produções. como arte cinética. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. a música. alimentação. conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. Sendo assim. ou em suportes como o computador e as diversas tecnologias que são suporte material. que devem estar presentes em um currículo de Educação da Arte. estéticos – históricos e culturais Envolve os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas.

2. a nação. tais como: orientações e direções espaciais. Esses podem ser entendidos como significante e significado. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. o volume. compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. das múltiplas experiências em Arte para o diálogo dentro da escola. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. considera os espaços e os entre-espaços. A criação em ateliês e os materiais artísticos. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes tempos – espaços. os rascunhos. contraste. 4. dentre outros que vão formar os elementos compositivos. São os elementos do plano da expressão que. relações figura-fundo e outros. Propõese aqui uma aproximação dos diversos espaços-tempos. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. 6. 84 . assim como as demais linguagens. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. o continente e o mundo. a superfície. Expressão/conteúdo As obras de arte. compõem o conteúdo. harmonia. o Estado. a forma.Sumário principal 3. materialidades e modos de fatura. o espaço. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. que se insere na comunidade e essa em outros espaços que a englobam como o município. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. estilos.3 Principais alternativas metodológicas 1. os tempos se complementam e dialogam. Processos de criação Envolve os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas. equilíbrio. a textura. proporção. ou seja. movimento visual. organizados em diferentes materialidades e suportes. as apropriações da matéria a ser manipulada. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. Por outro lado. a linha. esse só se torna visível pois é manifestado pela forma. Desse modo o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. ritmo. a cor. parte-se do entorno como o da escola. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendê-lo. ou seja. os esboços. Englobam as etapas. a fatura do trabalho. ou seja. As fruições da arte em espaços expositivos.

contudo. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. uma historicidade e uma plasticidade. um romance. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. não pelos elementos do plano da expressão que. que possui uma discursividade. Vitória: PPGE.A Arte já traz em si um contexto. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna (seus planos de expressão e de conteúdo) e essas com o contexto (social. Desse modo. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma 18 Rebouças. uma historia. ao mesmo tempo. como um texto que abrange. ou seja. ou seja. trata do êxodo rural e da busca por melhores condições de vida.Sumário principal 2. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. um espetáculo teatral. e esse princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)18. ela está no mundo. ou das manifestações culturais e midiáticas. compõem um estilo. sendo assim uma obra de arte. 85 . Nº 24 ano 2006. In: Cadernos de pesquisa em educação. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. a sua técnica. criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da Arte e do mundo. 1995. a considere como uma produção textual humana. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. um filme. histórico. entre o texto e seu contexto formador. Uma leitura de textos visuais. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. que com ela dialogam. Moema Martins. obras de períodos e estilos diferenciados também podem dialogar. tais como o seu estilo. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. Considera as produções humanas como textuais. Como uma teoria da significação. a distribuição da forma. Desse modo. ou seja. mas por aproximações temáticas. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. organizados plasticamente. musical ou de dança são manifestações textuais. ao macrotexto que a engloba. Temos assim vários modos de leitura e essa depende de como o leitor estabelece as relações tanto sensíveis como inteligíveis com a obra lida. por exemplo. Princípio metodológico: do texto para o contexto . a sua composição.

aproximando-se da Arte e de suas manifestações sociais. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. entre outras. de Graciliano Ramos. de condições de saúde. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. As cores são azuladas. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula. como a frequência a espaços expositivos/ culturais de seu município. se possível. de seu Estado e. à obra literária “Vidas secas”. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. cinzas e preto. garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a Arte. lembrando que. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. de sobrevivência. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. Essa pintura nos remete. Para tanto é necessário que o professor. 86 . como propositor e mediador das ações educativas da Arte. possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/ cultural e o de seus alunos.Sumário principal família. senão em presença.

por meio da articulação de práticas desenvolvidas individualmente e/ou coletivamente. refletindo. interagindo com o patrimônio nacional e internacional. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos contextos históricossociais e culturais. Plano de expressão e conteúdo • Expressar nas diversas linguagens suas particularidades. por meio de processos criativos e de reflexão crítica e estética. exercitando a discussão. estéticos. pesquisando. • Identificar. indagando. memória. • Interagir com varie dade de materiais e fabricados multimeios (computador. • Realizar produções artísticas individuais e/ou coletivas nas linguagens artísticas. sensibilidade e reflexão.Sumário principal 6. emoções. • Compreender para identificar os diálogos estabelecidos entre as outras áreas de conhecimento. artísticos e culturais • Compreender as diversas manifestações da Arte. • Articular as diferentes linguagens. identificando e relacionando essas manifestações artísticas culturais em diferentes tempos e espaços históricos. holografia. reconhecendo e investigando a variedade dos produtos artísticos e as concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias.2. em sua elaboração como linguagem expressiva da percepção. suas múltiplas linguagens por diferentes grupos sociais e étnicos. considerando os diversos suportes e materialidades. percebendo. analisando e produzindo trabalhos pessoais e/ou coletivos. fotografia) . históricos. compreendendo-as como produção cultural. investigando. vídeo. refletindo. analisando e compreendendo os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. cinema. do trabalho e da produção dos artistas. em sua dimensão socio-histórica. relacionar e compreender diferentes funções da Arte. a sensibilidade. imaginação. argumentando e apreciando a Arte de modo sensível.4 Conteúdo Básico Comum – Artes Competências Gerais do Ensino Fundamental . • Apreender as estruturas das linguagens em seus elementos expressivos formadores. 87 . sensações. nos contextos históricos-sociais e culturais.Por Eixo Linguagens e seus diálogos • Compreender a Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. estabelecendo conexões entre elas. inseridas nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. com interesse e curiosidade. • Relacionar a Arte e a realidade. Processos de criação • Expressar ideias. considerando os conteúdos gerados a partir de suas articulações internas e contextuais de criação. Saberes sensíveis.

formas. contextualizando-a histórica e socialmente. sonoras. entre outros). em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. a arte digital. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. dialogando com as diversas linguagens. heranças culturais. entre outros). Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. considerando a sua dimensão sensível e a sua inserção na sociedade (artistas locais. cenográficas. nacional e internacional. regionais. em diferentes tempos históricos. nacionais e internacionais. artísticos e culturais • Observar. grupos regionais . presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. nacionais e internacionais. históricos. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais em âmbitos local. • Refletir sobre as realidades dos diferentes grupos sociais. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. as instalações. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. • Analisar historicamente as diversidades em diferentes tempos e espaços. gestuais. os desenhos. como as pinturas. • Reconhecer. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). comunicativos e tecnológicos. • Reconhecer as linguagens artísticas com outras linguagens e áreas de conhecimento criticamente. sonoras. 88 .Sumário principal 5ª Série Saberes sensíveis. em fotografias e outras). • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. cenográficas e cinestésicas. as criações de objetos. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. compreender e vivenciar em análises. televisivas. • A Arte como linguagem e sua leitura. estéticos. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo ( cores. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. regional. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. o vídeo.

telas de computador. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. publicações. publicidade. • Relacionar as diversas linguagens a partir das suas particularidades manifestadas nos diversos suportes e materialidades (artes visuais. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. aparelhos de computação e de reprografia). memória e reflexão. vídeo.Sumário principal Saberes sensíveis. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. papéis. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos diversos contextos espaciais/temporais. • Vivenciar os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. Processos de criação • Experimentar. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. histórias em quadrinhos. vídeos. suportes. música. desenho animado. históricos. imaginação. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. televisão. argila. interagindo com materiais diversos e multimeios. instrumentos. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). procedimentos e técnicas. lápis. entre outros. desenho industrial. manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. • Relacionar ideias através das linguagens artísticas de percepção. cartaz. giz de cera. Conteúdos 89 . tintas. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. estéticos. multimeios e outros).

suportes. produzidos em diversas culturas (regional. manifestando o desejo de transformação cultural. estéticos. histórias em quadrinhos. argila. considerando a sua dimensão sensível e os diálogos estabelecidos com outras linguagens e áreas de conhecimento (artistas locais. instrumentos. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. televisão. vídeos. 90 . • Compreender a diversidade cultural dos povos indígenas e afro-descendentes e de etnias nas Américas. papéis. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. sonoras. as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. econômica e social. entre outros. Processos de criação • Desenvolver leituras e apreender as estruturas das linguagens artísticas e suas manifestações. • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. compreender e vivenciar em análises. gestuais. o vídeo. publicidade. comunicativos e tecnológicos. regionais. • Experimentar. nacionais e internacionais. • A Arte e as manifestações artísticas. • Reconhecer. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). culturais e estilísticas em âmbitos local. cartaz. regional. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). a arte digital. os diversos processos criativos. artísticos e culturais • Observar. os desenhos. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos. Linguagens e seus diálogos Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. publicações. as criações de objetos. Plano de expressão e conteúdo • Observar a reflexão provocada pela Arte. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. vídeo.Sumário principal 6ª Série Saberes sensíveis. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. • A Arte como linguagem e sua leitura considerando seus dois planos formadores: plano da expressão e do conteúdo (estudo dos elementos visuais e suas significações nas produções de artistas plásticos e designers). as instalações. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. telas de computador. aparelhos de computação e de reprografia). • Utilizar as linguagens artísticas. Exemplo: Guernica – Pablo Picasso. nacional e internacional. desenho industrial. em suas diferentes situações históricas. em fotografias e outros). televisivas. sociais e culturais. heranças culturais. como as pinturas. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. • Compreender. • Posicionar-se critica mente sobre os valores históricos sociais e ideológicos presentes nas produções artísticas. desenho animado. em diferentes tempos históricos. cenográficas e cinestésicas. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. históricos. giz de cera. cenográficas e cinestésicas. entre outros). grupos regionais. tintas. lápis. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. nacionais e internacionais. sonoras.

artísticos e culturais • Observar. em diferentes tempos históricos (artistas locais. teatro. cerâmica e outras) e os seus diálogos. grupos regionais. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. instalações artísticas.Sumário principal 7ª Série Saberes sensíveis. regional. televisivas. como na dança. escultura. desenho. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. entre outros). heranças culturais. gravura. • Perceber conexões entre as áreas de conhecimento através das linguagens artísticas. espaços de arte. históricos. vídeos. • Elaborar e organizar os registros pessoais das informações sobre a Arte. música. 91 . em âmbitos local. sonoras. cerâmica e outras). reconhecendo e compreendendo a diversidade dos produtos artísticos presentes nas diversas culturas e etnias e em contato com o artista. cenográficas e cinestésicas. estabelecendo múltiplos diálogos. fotografias. artes visuais e linguagens sincréticas. obras de arte. gravura. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais (pintura. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais. nacionais e internacionais. a partir de sua concepção estética. fotografias. nacionais e internacionais. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). compreender e vivenciar em analises. estéticos. comunicativos e tecnológicos. nacional e internacional. escultura. vídeos. desenho. • A poética do cotidiano e seus suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. meios de comunicação. • Reconhecer. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. regionais. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. instalações artísticas. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos.

entre outros. vídeo. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. publicidade. desenho animado. aparelhos de computação e de reprografia). elementos expressivos de arte contemporânea. Processos de criação • Experimentar. papéis. históricos. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. • Ler textos verbais e não-verbais. • Identificar as diferentes particularidades das manifestações culturais através das linguagens expressivas. • Pesquisar e utilizar. cartaz. giz de cera. vídeos. instrumentos. estéticos. Conteúdos 92 . entre outras. lápis. multimeios. como elementos do cotidiano. publicações. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. indígenas e etnoraciais. suportes. argila. e outros. televisão. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. histórias em quadrinhos.Sumário principal Saberes sensíveis. tintas. organizando plasticamente. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. demonstrando criticamente as manifestações culturais. telas de computador. desenho industrial. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional).

desenho. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações em diferentes tempos e dos produtores artísticos e culturais como agentes históricos (artistas locais. culturais.desenho. sociais de diferentes épocas e culturas. em suportes midiáticos e diversas culturas de modo sensível. multimeios (computaaparelhos de computação e de reprografia). nacional e internacional. e outros). vídeos. lápis. utilizar e pesquisar materiais e técnicas • Interagir com variedade de artísticas (pincéis. instalações da imagem: fotografia. estéticos.mídias na interface com sociais. pessoais e/ ou coletivos. em suas diferentes materialidades: gestuais.seus diálogos. vídeo. linguagem e as manifestações artísticas. artísticos e culturais Conteúdos • Observar. escultura. compreender e vivenciar em análises.Sumário principal 8ª Série Saberes sensíveis. rada a partir de suas articu. nacionais e in• Reconhecer a importância da arte e das manifestações ternacionais. na. tintas. puvídeos.cerâmica e outras) e os modos de comunicação e sentido. entre outros). experimentar e ressignificar a Arte como • Apreender as estruturas das ções culturais (pintura.artísticas e culturais. grupos regioLinguagens e seus diálogos nais.festações (indígenas. sonoras. gravura. fotografias. cional e internacional). produzidos em diversas culturas sensíveis. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços fotografia. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou lações. papéis. televisivas. cartaz. • A Arte como linguagem Plano de expressão e conteúdo presente nas manifesta• Compreender. guagens. âmbitos local. nacional e internacional) e em diferentes tempos espaços (local. inclusivas. 93 . dor. municativos e tecnológicos. compreendendo.as tecnologias). heranças culturais na sociedade e na vida das pessoas. presentes na natureza e nas as como produção cultural. tras). e processos de criação materiais. esculnicas. linguagens em seus elemen. cerâmica e oublicidade.• A poética do cotidiano cenográficas e cinestésicas. suportes. analisar e relacionar as diferentes formas de • Associar e investigar os ele. gravura. giz de cera.matográficas e de outras artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. instrumentos. nacionais e interna• Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte • Articular as diferentes lin. manifestados em diversos meios de comunicação tura. co. desenho industrial. Processos de criação • Experimentar. conteúdo da Arte e das manifestações culturais como • Absorver a significação ge. regionais. lei. argila. publicações. materiais naturais e fabricagoivas) e outros meios (máquinas fotográficas. históricos. realizando e produzindo trabalhos diversos (bidimensional e tridimensional). cinema. regional. movimentos artísticos. entre ou. em quadrinhos. entre os planos de • Linguagens artísticas coletivas. em e espaços da história. cas. outros. procedimentos e téc(pintura. fotografias. inseridas nos seus diversos cinemáticos (produções • Reconhecer. estéticos. instalações artísti• Conhecer e considerar os planos de expressão e de tos expressivos formadores. as propriedades expressivas e construtivas de expressão de contexto. vídeo.cionais. telas de computador. étnico. televisão. regional. vídeos.• Arte e patrimônio culmanifestação cultural presentes nas obras de arte e nos mentos dos diversos saberes tural. dos. cineturas e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens múltiplas formas de mani. histórias artísticas. • A Arte e as manifestações (regional.espaços e tempos em suas gráficas. entre tras). holografia. históricos. desenho animado.

28 abril 1997. Acesso em: 19 set. A imagem no ensino da arte.br/memória>. Vitória.2. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO. UFSM. RS. MARINHO. ES: PPGE/UFES.org. 2006. REBOUÇAS. Ana Luíza Ruschel. 24. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. p. 1991. São Paulo: Perspectiva. Ana Mae.br/pesquise_artigos_texto. NUNES.Sumário principal 6. Agnaldo.5 Referências BARBOSA.php?id_m=8. jul. Autores Associados. 94 ./dez. A arte e sua relação com o espaço público. 1991. 2008.cenpec. 1-5. Demerval. Santa Maria. São Paulo: Cortez. 2008. 2003. FARIAS. A arte é de todos.> Acesso em: 28 abr. Moema Martins. Caxias do Sul.artenaescola. Disponível em: <http://www.org. Disponível em: <http// www. RS: Ed. Pedagogia histórico-crítica. Uma leitura de textos visuais. Jorge Miguel. SAVIANI. n. Trabalho.

Inglês .Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Estrangeira Moderna .

da ciência e da cultura por meio do ensino de Língua Estrangeira. É de se perguntar: em que medida o ensino de Língua Estrangeira está ligado à promoção da educação e da cultura? De qual cultura? Da própria ou da estrangeira? Saber falar Inglês não garante automaticamente os benefícios da globalização. Como aquisição “suficiente” entendo: a possibilidade de que as informações sejam adquiridas de modo amplo e a tempo. outras (as indígenas e as africanas. é usada em mais de setenta por cento das publicações científicas. a comunicação entre as pessoas. a proteção de soberanias nacionais e a promoção da educação. necessitando de que se atue em sua preservação. E . 2001). mas não o saber é garantia de exclusão. como comunicação e interação social inclui uma mudança na pedagogia tradicionalmente dedicada ao ensino desta língua. no multilingualismo.Sumário principal 6. Conforme Tsuda (apud Leffa. entre os povos.3. ensinar Inglês como língua multinacional.1 Contribuição da disciplina para a formação humana O ensino da disciplina Língua Estrangeira/ Inglês tem por finalidade. Isso porque se trata de uma língua multinacional falada por mais de um bilhão e meio de pessoas. devido ao uso do Inglês como língua de comunicação na comunidade científica mundial. portanto. sendo a língua do trabalho na maioria das organizações internacionais. No ensino contemporâneo de Língua 97 . Portanto. Além disso. por exemplo) podem ser reconhecidas em uma posição de perigo. o inglês é o idioma mais ensinado no mundo: também por esse motivo seu aprendizado pode levar o aluno a experienciar diversas culturas e linguagens.Inglês 6. Enquanto algumas línguas se encontram em posição segura e privilegiada. A linguagem faz parte do nosso viver biológico. Ademais. de modo a proporcionar uma perspectiva atual e uma possibilidade de participação ativa e crítica no processo de produção dos saberes. linguístico e cultural e deve ser. assim como a manutenção de línguas e culturas. preservada. o paradigma da inclusão envolve a igualdade dos Direitos Humanos na comunicação. os saberes científicos e tecnológicos (que por definição se renovam ininterruptamente) não podem ser suficientemente adquiridos se o inglês não for usado.3 Língua Estrangeira Moderna . sobretudo.

culturais. seria interessante mostrar ao aluno as pronúncias de falantes indianos. por exemplo. c) O ensino do Inglês para fins específicos O ensino para fins específicos deve ser conduzido de modo a atender às necessidades mais diretas dos alunos quanto ao mercado de trabalho e/ou quanto à aquisição de conhecimentos acadêmicos.. a cultura e a ciência em apenas uma direção (Cf. e sobretudo quando não se atenta à escolha dos textos a serem lidos.Sumário principal Estrangeira. porque uma das finalidades ao se aprender uma língua é também a comunicação e linguagem. canadenses. Hoje já não se fala somente o Inglês da rainha. implica considerar: a) as variedades do Inglês no mundo. isto é. que conservam a sua identidade e conseguem se comunicar em língua inglesa. Esse ensino é de fundamental importância para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. a) As variedades do Inglês no mundo Variedades e sotaques: Ao se considerarem as variedades do Inglês no mundo é preciso aceitar as diferentes pronúncias e sotaques. falar e escrever). 2001). a interação social entre as pessoas. b) o ensino do Inglês para a produção. eslavos. seguido das outras habilidades. bem como o desenvolvimento da tolerância pelas diferenças. que. disseminando a arte. Tal ensino constitui um instrumento que pode de fato auxiliar numa melhor qualidade de vida e de trabalho de que é merecedor todo cidadão. italianos etc. Leffa. e que tal expressão contribua para a sua realização. portugueses. Por esse motivo. Considerando ambos os aspectos. afetivas e sociais do aluno em formação. Isso porque o objetivo não é apenas de se formarem leitores. b) O ensino do Inglês para a produção Quanto ao ensino do Inglês para a produção. a situação de ensino com foco apenas na leitura em geral reforça a ideia de que as informações devem fluir unilateralmente dos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. o interesse maior dos alunos é aprender a falar. Além disso. espanhóis. c) o ensino do Inglês para fins específicos. 98 . é fundamental que se desenvolva a capacidade de percepção e de crítica construtiva das diferenças entre as culturas. segundo pesquisas feitas recentemente em escolas públicas. ler. Esses aspectos favorecem a autoconsciência e contribuem para que o aluno aprenda a se expressar em língua estrangeira quanto às tarefas relevantes à sua vida. Em âmbito internacional. é preciso refletir criticamente sobre o efetivo ensino de Língua Estrangeira na escola pública. há que se considerar o desenvolvimento das quatro habilidades (ouvir. mas também interlocutores. tal enfoque não dialoga com a realidade dos alunos.

As teorias retratam resultados de pesquisas sobre a qualidade ou ineficácia do ensino (cf. A sociedade reconhece o valor do ensino de Língua Estrangeira na formação integral do aluno.Sumário principal “Que mais aprendemos quando aprendemos outra língua?” (ALMEIDA FILHO. principalmente no aspecto relativo à valorização e ao reconhecimento da necessidade do ensino eficaz no âmbito das escolas públicas. tornaram-se o eixo organizativo do currículo. o desenvolvimento do respeito à pluralidade linguística e cultural do Brasil e dos países onde se fala a língua inglesa. o ensino comunicacional apresenta outra versão. na verdade. e a interação significativa entre eles constitui o foco principal. em situações reais não aconteciam e esse tipo de ensino nem chegou a muitos contextos de ensino no Brasil. Basso. 2003. Hoje. A posição do Inglês como a língua falada em diferentes países. 2003). perguntar e responder sobre fatos corriqueiros. pode-se afirmar que a aprendizagem de uma Língua Estrangeira pode promover a aquisição de hábitos intelectuais. a melhores condições de trabalho. normalmente. trocar informações pessoais. de dramatizações que. tais como cumprimentar. além do desenvolvimento do processo humanizador de respeito à diversidade cultural e do despertar da capacidade criativa quando o aluno usa um outro idioma por meio da comunicação. 1999. 1996). É notória a contribuição da disciplina Língua Estrangeira nos ensinos Fundamental e Médio da escola pública quando se tem um objetivo claro. 1999) e a busca por uma educação por meio do ensino da Língua Estrangeira de melhor 99 . A globalização dos meios de comunicação facilitaram os canais para um ensino sociointerativo do Inglês na escola. Almeida Filho. Tais funções consistiam. As funções comunicativas do início do movimento metodológico. por aproximadamente 375 milhões de falantes do idioma como segunda língua. Nesse sentido. A orientação comunicativa. as crenças de professores e alunos e as competências de ensinar (Alvarenga. reflete a necessidade de os alunos de escola pública também aprenderem a se comunicar nesse idioma. que vem passando por muitas versões desde a sua introdução no Brasil em finais dos anos 70. como o acesso a outras culturas. é marcada pelo uso da língua-alvo em sala de aula pelo professor e pelos alunos. 1999. 350 milhões de falantes nativos e 750 milhões de pessoas que fazem uso da língua inglesa como língua estrangeira. uma metodologia adequada à realidade do professor e do aluno. Vieira Abrahão. de conhecimentos culturais e humanísticos.

pois encontram-se em uma fase de tomada de decisão concernente ao seu futuro profissional. 1989). 1992. músicas. pode-se realmente admitir que. ampliando suas visões SALA DE AULA SOCIOINTERATIVA Dimensão Pedagógica Dimensão Social Dimensão Afetiva A orientação do ensino atual focaliza o processo de aprender por meio de diferentes tarefas em que os alunos usam a língua-alvo para negociar e construir conhecimentos. Dessa forma. O gráfico a seguir ilustra as dimensões de uma sala de aula de ensino de Língua Estrangeira contemporânea. a interação significativa entre os alunos e o professor constituem fatores fundamentais para a eficácia do processo de adquirir a língua a que estão expostos. as tarefas devem oportunizar situações de desenvolvimento da reflexão crítica. o responsável pela construção do seu conhecimento. social e afetivo. São tarefas como: jogos. filmes. as escolhas metodológicas e a escolha de conteúdos devem atender às necessidades e aos interesses desses alunos para crescerem como pessoas em estágio de humanização. na sala de língua estrangeira moderna. Ainda nessa orientação metodológica. leitura e interpretação de textos. quanto para os que ingressarão em um curso universitário que atuará na sua formação profissional. produção textual mediadas pela oralidade nas quais o envolvimento. 2002) e da abordagem do ensino por tarefas (Prabhu. tanto para os que ingressarão no mercado de trabalho logo após o Ensino Médio. quando os alunos vêm com essa consciência do “aprender a aprender” (Ellis & Sinclair. Dessa forma. Trata-se de um lugar de crescimento e de autoconhecimento e as tarefas propostas devem atingir as múltiplas capacidades dos alunos em formação. 1996.Sumário principal qualidade com o uso de jogos e projetos em sala de aula (Tardin Cardoso. existem dimensões de caráter pedagógico. cultural. o fazer e o refletir sobre o fazer. que é o autor. Já no Ensino Médio. Dimensão Cultural Dimensão Pessoal participação e a orientação do professor. as relações entre forma e uso da língua-alvo e o reconhecimento de diferentes modalidades de gêneros textuais devem estar presentes na construção da autonomia do aluno. a 100 . projetos em sala de aula. 1987).

fonético. percebendo o papel sociocultural e histórico das mesmas na constituição do Estado e do país.3. ou melhor. aprender a usar adequadamente a línguaalvo em situações reais de comunicação. por meio de atividades que se assemelham ao que acontece na vida fora da sala de aula. Considerando todos esses aspectos. como forma de desenvolver a consciência linguística do aluno. perceber que os significados são construídos por quem lê. procurando estar em contato o máximo que puder com a Língua Estrangeira. ampliar o seu conhecimento de mundo por meio de exposição. desenvolver o conhecimento e a compreensão acerca da organização textual e a intertextualidade em diferentes gêneros discursivos e tipologia textual. mais real. que o texto é mais fácil ou mais difícil conforme a experiência e o conhecimento do mundo de quem o lê. ouve e fala. temos em mente que o ensino de Língua Estrangeira objetiva levar o aluno a: reconhecer no Estado do Espírito Santo e no Brasil as diversas línguas estrangeiras que o rodeiam como forma de comunicação. aumentar o conhecimento sistêmico (lexical. semântico e pragmático) que o aluno construiu e/ou vem construindo em sua língua materna. 6. utilizar as habilidades globais de comunicação (leitura. pois vai percebendo-a mais próxima. 101 . onde os múltiplos conhecimentos se apreendem ao longo da vida. fala e escrita) em tarefas sociointerativas dentro e nas extensões da sala de aula. familiarização e comparação com outras culturas onde se fala a língua inglesa. escreve. compreensão oral.Sumário principal para com a ciência. a cultura e o mundo do trabalho.2 Objetivos da disciplina Conscientizar professores e alunos de que a aprendizagem de Língua Estrangeira envolve a igualdade dos direitos humanos na comunicação. construir significados na nova língua que aos poucos se vai desestrangeirizando. fonológico. o prazer e o interesse por continuar a aprender após ter concluído seus estudos na escola. no multilingualismo. desenvolver a autonomia. pelos participantes do mundo social. a manutenção de línguas e culturas e a promoção da educação integral do aluno por meio do ensino de Língua Estrangeira. sintático.

Esse aspecto pode revelar uma base significativa na junção das atividades de ensino com as teorias propostas. possivelmente. O desenvolvimento da competência comunicativa (que abrange conhecimentos gramaticais implícitos nas mensagens. torna-se relevante ponderar que na pedagogia da linguagem é comum focalizar a atenção ou nas atividades de ensino ou nas teorias de aprendizagem. poderão proporcionar a aquisição do conteúdo trabalhado em momentos de comunicação. O que estamos propondo nesse trabalho de inovação curricular é o reconhecimento da abordagem comunicacional fundamentada nos seguintes princípios: 1. 102 . Trata-se do esforço do aluno. O uso da língua-alvo em sala de aula desde as séries iniciais em tarefas baseadas na realidade. um conjunto de procedimentos para o professor realizar em uma aula. Relacionado às atividades de ensino está o papel do professor e dos alunos em sala de aula. No que se refere às teorias de aprendizagem. entretanto. Partindo do princípio de que não existe o melhor método. vêm-nos à mente as habilidades que o aluno pode desenvolver durante a exposição. 2.Sumário principal 6. Tais áreas de discussão pedagógica constituem as duas dimensões do método. um outro aspecto que deve ser considerado no ensinoaprendizagem de línguas. e. a participação nas atividades e o uso da língua-alvo. Portanto. Há. O esforço que o aluno faz para compreender e negociar sentidos nas tarefas propostas por meio da comunicação em Língua Estrangeira. existem diferentes visões na pedagogia das línguas como diferentes métodos. 1987 . diferentes combinações de procedimentos de ensino e teoria de aprendizagem. Um método é. em aulas de Língua Estrangeira e que.nossa tradução). não existe o melhor método. Existem procedimentos que foram mais eficazes em cada método. na interação entre os alunos.3. segundo Prabhu (1987).3 Principais alternativas metodológicas “A forma da língua é melhor aprendida quando a atenção do aluno está no significado e não somente na forma“ (PRABHU. Como já foi dito. que envolve um alto grau de imprevisibilidade e criatividade na forma e na mensagem. um conceito ou uma teoria de ensino de línguas que informa ou justifica aqueles procedimentos. em outra dimensão.

Esse renomado autor desenvolveu o projeto Bangalore de ensino de língua inglesa em escolas na Índia. desempenho de papéis (Role Playing Games . memória. falando e realizando tarefas que exigem atenção. da escrita. Além dessas diferentes abordagens propomos ainda outras atividades com músicas. Não se pode esquecer ainda dos trabalhos com projetos em sala de aula. de inspiração na abordagem por projetos de Hernandez (2000). o aluno aprende a falar. Uma outra alternativa metodológica que propomos em nosso trabalho está baseada na abordagem “Ensino por tarefas” do linguista aplicado Nagore Prabhu (1987). desde que haja um planejamento e uma implementação adequados dos mesmos. também envolvido no processo. As tarefas devem propiciar o desenvolvimento das habilidades que se ampliam por meio da prática da leitura.RPG) e filmes cujos resultados são cientificamente comprovados como eficazes. da expressão oral e da compreensão. 3. percepção no desempenho comunicativo sob a orientação e participação do professor. estratégico e sociocultural) constitui o objetivo do processo do ensino/aprendizagem. 4. Nessa abordagem de ensinar. A interação entre os aprendizes e o professor constitui o objetivo das práticas didáticas. o qual consta de tarefas baseadas nas atividades que ocorrem na vida real do aluno. Hutchinson (1990) e Tardin Cardoso (1992).Sumário principal conhecimento discursivo. 103 .

104 .Sumário principal 6. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. obrigação e conselho. • Diferenciar fatos de opiniões. diagramas. • Compreender regras e instruções (manuais. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. apresentação de informações pessoais. A importância do Inglês em nosso dia a dia • Conscientização sobre a influência do Inglês no cotidiano do aluno. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. diálogos. jogos etc. Valorizando o ambiente familiar • Denominação do espaço familiar (moradia e mobília). • Reconhecer a linguagem das propagandas. artigos.). receitas. gráficos. • Usar dicionários e enciclopédias. incentivo ao estudo da língua inglesa.4 Conteúdo Básico Comum – Inglês 5ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. relação entre fusos horários em diferentes lugares do mundo. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. • Resumir artigos. O ambiente escolar • Denominação de objetos presentes na sala de aula. notícias. identificação de ambientes públicos e suas localidades. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. quadros artísticos etc. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos.3. • Conhecer diferentes culturas. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. vídeos. fluxogramas. estudo com mapas. • Ler textos não-verbais (mapas. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. denominação de formas geométricas. TÓPICOS/CONTEÚDOS Primeiros contatos com a língua estrangeira • Conscientização sobre as diferentes línguas estrangeiras existentes no Espírito Santo. canções etc.). valorizando a cultura brasileira. percebendo os aspectos verbais para pedido. rótulos de embalagens. • Produzir textos informativos. rótulos. como textos literários. • Relacionar imagem e texto. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Avaliar ações. fotos. • Entender e dar informações em situações informais. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. apresentação dos membros da família. denominação do espaço físico da escola e dos profissionais que nela atuam. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo.

farmácia. • Entender e dar informações em situações informais. canções etc.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Resumir artigos. feira. cachoeiras. • Usar dicionários e enciclopédias. como textos literários. rótulos. Esporte e saúde • Denominação dos diferentes esportes. vídeos. Alimentação saudável • Denominação de diferentes alimentos e seus preços. parques. relação entre esses espaços e ações que neles ocorrem. • Ler textos não-verbais (mapas. denominação de diferentes refeições. • Compreender regras e instruções (manuais. • Identificar as diferentes intenções dos autores.). shoppings. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. 105 . fotos. percebendo os aspectos verbais para pedido. • Produzir textos informativos. lojas. praças. receitas. • Diferenciar fatos de opiniões. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. artigos. relação entre esporte e a ação correspondente. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Avaliar ações. diálogos. notícias. diagramas. localização. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. identificação de modalidades esportivas na comunidade. teatros etc.). Lazer e meio ambiente • Denominação dos locais de lazer naturais e urbanos (praias. lagoas. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. valorizando a cultura brasileira. TÓPICOS/CONTEÚDOS Minha comunidade • Denominação em língua inglesa dos diferentes espaços comerciais e comunitários que existem na comunidade (igreja. relação entre esses espaços e o que se pode praticar neles (o que fazer e onde). • Relacionar imagem e texto. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. quadros artísticos etc. identificação de hábitos alimentares em diferentes culturas. • Conhecer diferentes culturas. rótulos de embalagens. campos de futebol. tarifas etc. obrigação e conselho. • Reconhecer a linguagem das propagandas. cinemas. reflexão sobre diversas opções na hora de realizar uma compra. fluxogramas. no Brasil e no mundo. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. escola. supermercado ou venda.). padaria etc. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. gráficos. reconhecimento dos esportes paraolímpicos. identificação dos espaços de lazer em relação a horários de funcionamento.). jogos etc.

identificação dos movimentos sociais e culturais da sociedade (movimentos étnico-raciais e indígenas).Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. políticas e econômicas no mundo. diálogos. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. canções etc. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. telefone etc. rótulos. relação com nomes de países. queimadas. como textos literários.). quadros artísticos etc. Meio ambiente e globalização • Identificação dos fenômenos naturais. • Resumir artigos. idade. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. localizando os países pesquisados e os de língua inglesa. • Produzir textos informativos. • Compreender regras e instruções (manuais. 106 . Comparando culturas e valorizando o Brasil • Identificação de datas comemorativas em culturas e países diferentes. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. lixo nuclear etc. lazer. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. percebendo os aspectos verbais para pedido. vídeos. endereço. nacionalidades e línguas. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. diagramas. jogos etc. Pessoas que influenciaram o mundo • Identificação de grandes personalidades que contribuíram para melhorias sociais.). • Identificar as diferentes intenções dos autores. estilo de música favorito. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Entender e dar informações em situações informais. identificação de dados pessoais (origem. • Relacionar imagem e texto. TÓPICOS/CONTEÚDOS Quem sou eu • Coleta de informações pessoais (atividades de que gosto ou não de realizar. • Usar dicionários e enciclopédias. • Conhecer diferentes culturas. lixo.). valorizando a cultura brasileira. rótulos de embalagens. • Diferenciar fatos de opiniões. notícias. leitura de mapas. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. leitura). • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. fotos. desmatamento. receitas. • Ler textos não-verbais (mapas. artigos. fluxogramas. aniversário. reconhecimento das mudanças climáticas – aquecimento global. reflexão sobre os impactos ambientais causados por poluição. erosões. gráficos. • Avaliar ações. obrigação e conselho.

fotos. canções etc. preparação de listas de profissões relevantes para os alunos. • Relacionar imagem e texto. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. • Produzir textos informativos. rótulos de embalagens. • Compreender regras e instruções (manuais. notícias. • Conhecer diferentes culturas. como textos literários. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. jogos etc. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. pensamentos sobre o mundo em que gostaria de viver. • Diferenciar fatos de opiniões. rótulos. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Identificar as diferentes intenções dos autores. reflexão sobre diferenças salariais no Brasil. TÓPICOS/CONTEÚDOS O que você faz • Identificação e descrição de profissões e locais de trabalho. utilização dos meios tecnológicos na vida diária. semanais e planos para futuro próximo. Organização do dia-a-dia • Reflexão sobre a organização de tarefas diárias. • Avaliar ações. diálogos. • Entender e dar informações em situações informais. quadros artísticos etc. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. obrigação e conselho. 107 . HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. diagramas. Planejando o futuro • Reflexões acerca do futuro. artigos. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo.). • Ler textos não-verbais (mapas. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Resumir artigos. vídeos. conhecimento e divulgação de programas culturais locais. formulação de instruções verbais para completar ou desenhar gravuras. valorizando a cultura brasileira. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. percebendo os aspectos verbais para pedido.). fluxogramas. receitas. Comunicação e tecnologia • Identificação dos meios tecnológicos de comunicação existentes no meio urbano e rural. sugestões de melhorias na própria comunidade. • Usar dicionários e enciclopédias. utilização dos meios tecnológicos no aprendizado da Língua Estrangeira. gráficos.

(Org. 108 . 1998. 2002. CANDLIN.. ALMEIDA FILHO. SP: UNICAMP. Conflitos e incertezas do professor de língua estrangeira na renovação de sua prática de sala de aula. B. K.5 Referências ABRAHÃO. ______.saberes. Campinas. 2001. Cultura visual. e SILVA.Estudos em homenagem ao Professor Dr. Pelotas. 2000. SCHMITZ. RS: EDUCAT. 2002. PRABHU. 2003. Applied Linguistics. Theoretical bases of communicative approaches to second language teaching and testing.. R. Cambridge: Cambridge University Press. Campinas. PR. M. Campinas. Das origens do comunicativismo. PR.. V. ______.3. ______. Faculdade de Ciências e Letras de Assis. Managing theory and practice in the classroom . F. Back to the future: aulas comunicativas ou formais? In: Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná.Sumário principal 6.B. 2008 (Mimeo). 1987. SWAIN.A. 1996. T. H. (Org. Disponível em <http: // www. SP: Mercado das Letras. 1998. SP: Pontes Editores.C.1999. CELANI. 1999.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. TARDIN CARDOSO.17.. Applied Linguistics. G. M. In: LEFFA. A. SINCLAIR. G. Maneiras inovadoras de ensinar e aprender. Knowledge of language and ability for use. P. ELLIS. 12. R. Oxford University Press. Campinas. 1980. ES: Copisol. TARDIN. Communicative materials design: some basic principles. Dimensões comunicativas no ensino de línguas.1990.) O professor de línguas construindo a profissão. Anais. Vitória. BASSO . José Carlos Paes de Almeida filho. WIDDOWSON.128-3. BREEN. 2003.A. RS: EDUCAT. V. In: ALVAREZ. Singapore. M. ALVARENGA. Jogos colaborativos e desempenho de papéis no ensino de línguas.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras.L. 10/2. N. C. M. ______.) Lingüística aplicada: múltiplos olhares. Second language pedagogy. SP: Pontes. John R. 2001.1980.) Professores e formadores em mudança.. 2005. Pelotas. 1992. University of Lancaster. V. Porto Alegre:ARTMED. Campinas: UNICAMP. M. Filmes na escola: uma abordagem para todos os níveis. SP: Pontes. Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. edu. Configuração de competências de um professor de LE (inglês): implicações para a formação em serviço. P. (Org. Foz do Iguaçu. ______. Universidade Federal de Pernambuco. C. LEFFA. Campinas: UNICAMP. Jogos e projetos de inglês em sala de aula. Brasília: UnB-FINATEC.. HERNANDEZ. H. The communicative approach to foreign language teaching: a short introduction.(Org. 1996. Jogar para aprender língua estrangeira na escola. M. 2008. SP: Pontes. Campinas. N. O imaginário do comunicativismo entre professores de língua estrangeira/ inglês (e sua confrontação com teoria externa). 2007. J. A. Learning to learn english.O. E. BOHN. 1989. Foz do Iguaçu..br> ______. Tese de doutorado. Campinas.a booklet for teacher development. Projects in the classroom.) O professor de línguas construindo a profissão. (Org. 1/1/1-47. v. Institute of English Language Education (mimeograph) CANALE. HUTCHINSON. H. mudança educativa e projeto de trabalho. C. SP.) O professor de língua estrangeira em formação. Investigações: lingüística e teoria. A necessidade da de(re)construção de conceitos.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Educação Física .

4. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna. Essa concepção. Até os anos de 1970. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existente nos séculos XVIII e XIX. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. influenciada por um conjunto de fatores. ainda predominante no ensino da Educação Física. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001) de que é conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. Apropriamo-nos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular. Além disso. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular desta rede de ensino. 111 . esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. 2001). denominada de biologicista.4 Educação Física 6. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular dessa disciplina19 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. 19 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu) . foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”.Sumário principal 6.

tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. assim. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. 77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. com interfaces nos diferentes campos de saberes. Com isso. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física.Sumário principal Diante disso. ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. produzido ao longo da história. Além disso. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. que segundo Bracht (2001. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. 2001. p. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. o professor. sociais e biológicas. segundo Bracht. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. Dessa forma. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. Sendo assim. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. se legitimem. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso 112 . Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. que só se torna possível. para que se possa permitir que outros saberes. entende-se a expressão corporal como linguagem. Essa visão contempla o eixo da cultura. Dessa forma. sem fugir às intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. que precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos.

ginásticas. além da motricidade. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. esse aluno desenvolve. ou seja. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. sociais e éticos. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. ampliemos o nosso conceito de razão. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. esportes. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. emoções e linguagem corporal e.Sumário principal conceito de criticidade. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. morais. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. dança. que envolvem aspectos lúdicos. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. Código e suas Tecnologias. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. estéticos e éticos. englobando as dimensões estéticas e éticas”. Dessa forma. 2001). ainda. refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. na qual ele expressa subjetividade. destituído do saber. Podemos destacar que. desenvolve sua capacidade comu- 113 . promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado das diferentes manifestações culturais corporais. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino.

intelectual. de lazer e entretenimento. tendo o professor como mediador. cooperação. além de ser um agente promotor da sua autoestima. ética. atividade física. afetivos e morais. biomecânica. entendendo-a como meio de promoção da saúde. cognitivo.4. participação social. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. Ao proporcionar o desenvolvimento de criatividade. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. Além disso. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. socialização. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. cooperação. 114 . Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando. 6. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. competitividade e disciplina. liberdade. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. que é desenvolver o aluno nos seus aspectos social. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento.Sumário principal nicativa ao interpretar. Desenvolver os aspectos intelectuais. qualidades físicas e neuromotoras. integração. treinamento etc. analisar e expressar as ideias. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. laborais. emocional e motor. sociais. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. – a Educação Física atua como formadora. saúde. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. para o desenvolvimento de autonomia. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. socialização. Além disso. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. contribuindo para a sua formação psico-sócio-cultural. afirmação dos valores e princípios democráticos. sintetizar. fisiologia. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana na prática pedagógica escolar. de ginásticas. envelhecimento.

Revista Brasileira de Ciências do Esporte. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. Set. Dentre elas destaco: DIAS. p. p 63-66. al. resultante de um “‘elo perdido’ entre as prescrições dessa produção teórica e a realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. 2001. DELLA FONTE. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a 6. 21 (1): 183-192.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. 1999. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. 1992.4. Sandra Soares et all. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo20 sobre a prática docente do professor de Educação Física nas redes estaduais pública e privada do Estado do Espírito Santo. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. 115 . lúdicos e técnicos. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. Niterói. ção Física escolar. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos por meio da observação. Andréia et. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. alguns estudos vêm apontando que. 195). Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano.Sumário principal Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educa- 20 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (Lesef ).

Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. do conjunto de professores licenciados. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas21. com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. Além disso. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. 116 . equipamentos e instalações. Com isso. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. Os materiais. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em licenciatura. O desafio está em propor mudanças na prática docente. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do professor diante da sua prática docente. Em virtude disso. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. 67% deles se formaram nos anos de 1980. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática 21 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro desse modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas. 2003). com relação a espaço. Nos anos de 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente (Bracht et.Sumário principal dinâmica escolar. são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. al. 2001). . procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo.

desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. à organização das aulas (horários. desenvolvendo um espaço de reelaboração. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. p. . Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. “No entanto o trabalho pedagógico não pode. porque variam de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et.) e à conduta pedagógica do professor. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que contemplem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. al. todo ele. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não alcançam o resultado esperado devido à carência de tais estruturas. 43). mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. p. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno uma autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. 2004). ensinando estratégias para o agir prático. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e a compreensão crítica do movimento (KUNZ. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. e realizando 117 . pesquisas e desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico e a criatividade. O que também se propõem é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. Com isso. nacionais e internacionais. no qual 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “entendem que deva haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. 2003.Sumário principal qualitativa nas aulas de Educação Física. espaço etc. é necessário revermos o que desenvolve esse componente curricular. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. problematizando temas da cultura corporal. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. pois os próprios fins podem ser problemáticos. 53). tempo. 2001.

a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade.Sumário principal um retrospecto das atividades corporais. Assim. exposições. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a 118 . O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. 1992). para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. et. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. Mas para isso será necessário o envolvimento de todos os professores. a biblioteca.. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. a sala de informática. dentre outras. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. os torneios escolares. entendemos que. as atividades de visitas e as excursões como formas de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. São eles: a relevância social do conteúdo. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. Dessa forma. tomando a quadra. temos na formação continuada um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. em que os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. gincanas. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. A realização de jogos escolares. a sala de aula. Preliminarmente. o recreio. A abordagem metodológica crítico-superadora. Assim teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. al. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. nos apresentam alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. sobretudo quando se espera mudanças efetivas nesta prática. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem.

Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. p..Sumário principal provisoriedade do conhecimento (Soares. reflexivo e crítico. ou seja. al. da ordem do saber como fazer. continua tendo lugar. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las.. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física voltada para a construção de uma educação de qualidade e formação do cidadão. et. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. afetivo. guardá-las ou atualizá-las. Até pouco tempo. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade.. emocional e cognitivo. conflitos ou desafios (Santos. 1999). aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. . São eles: Conhecimento sobre o corpo: levou a considerar o corpo no seu aspecto físico. 2001). mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. Esse tipo de aula. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. em que o problema nem sempre está na falta de informações. 1992). organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. interpretar essas informações. que tenha uma participação ativa na sociedade. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. 152). insisto. no qual se compreende que as competências não são um programa clássico. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. 2001. A questão está em encontrar. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. estar informado sobre conhecimento. Dessa forma entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga 119 . social. Com base no conceito de competência – aquisições.

Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. e também desenvolve a ludicidade descobrindo o prazer nas vivências corporais. sintetizar. o trabalho e a cultura. sociais e éticos. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbitos nacional. ainda.Sumário principal com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. classe social e idade. interage com o meio. Por meio do jogo. 120 . buscando problematizar a relação do corpo com a saúde. reconhecendo a identidade própria e do outro. Além disso. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. onde expressa subjetividade. emoções e. analisar e expressar as ideias. Além disso. etnia. Por meio da linguagem corporal o sujeito se comunica. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. compreendendo os limites e as possibilidades corporais e respeitando as diferenças de gênero. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes nos contextos mundial e nacional. com suas diferentes organizações tecnico-táticas. regional e local.

• Adotar hábitos de higiene. alimentação e atividades corporais. • As práticas de lazer na comunidade escolar e no seu entorno.Educação Física 5ª a 8ª Séries COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Conhecimento sobre o corpo • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos.4 Conteúdo Básico Comum . bem como a de seus colegas. • Capacidades físicas: noções gerais.4. • Padrões de estética e conceitos de saúde. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. HABILIDADES Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. de si mesmo e do ambiente em que vive. • Identificar as substâncias nocivas ao organismo utilizadas na prática de atividade física. • Participar de atividades de natureza relacional. culturais e afetivos. reconhecendo e respeitando suas características físicas e o desenvolvimento motor. sociais. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • As atividades físicas e os exercícios físicos: implicações na obesidade e no emagrecimento. Tópico: Conhecimento da estrutura e do funcionamento do corpo • Identificar as funções orgânicas relacionadas às atividades motoras. • Identificar as possibilidades de lazer e aprendizagem nas práticas corporais. • Substâncias nocivas ao organismo. possibilidades e limitações do movimento • Conhecer os conceitos de saúde e os padrões de estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais e culturais. TÓPICOS/CONTEÚDOS 121 . • Compreender os aspectos relacionados com a boa postura e sua importância para a saúde. • Atividades adaptadas.. • Capacidades físicas aplicadas na atividade física. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia.Sumário principal 6. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde.

nacional e local. • Características das danças. • Habilidades motoras fundamentais ginásticas. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. • Ginástica adaptada. mantendo suas características. HABILIDADES Eixo-temático: Corpo-linguagem/ Corpo-expressão Tópico: Ginástica • Vivenciar as diversas manifestações da ginástica. • Adaptar os movimentos da ginástica estudada às novas situações.. como manifestação da cultura corporal. campesinas. • Ritmo. • Riscos e cuidados na prática das ginásticas. • Dança folclórica. • Benefícios da prática das ginásticas. • Identificação do ritmo pessoal e grupal. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Noções básicas dos diversos tipos de ginástica: escolar.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Corpolinguagem/Corpo-expressão • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. recriando. • História da dança. 122 . • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da ginástica. lutas e ginásticas. imitando. • Identificar as características das danças estudadas. • Conhecer a história das ginásticas estudadas. • Construir coletivamente pequenas coreografias a partir dos movimentos aprendidos e incorporados no contexto social. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. acrobática. entre outras. • Organização de festivais de dança. • Identificar as modalidades de ginásticas praticadas na comunidade local. • Coreografias de dança. • Variação de movimentos do corpo de acordo com as melodias das músicas. rítmica. Tópico: Dança • Conhecer a história das danças estudadas. • Reconhecer e identificar gestos e movimentos observados na dança. artística etc. possibilitando a inserção dos alunos com necessidades educativas especiais. africanas. • Relacionar diferentes tipos de danças folclóricas. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da dança. • Reconhecer a importância da prática da ginástica para manutenção e a promoção da saúde. • Identificar e utilizar as habilidades motoras fundamentais para a prática da ginástica.

• Reconhecer e vivenciar diferentes tipos de jogos.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. • Características dos jogos. • Participar de atividades de caráter lúdico. TÓPICOS/CONTEÚDOS • História dos jogos e das brincadeiras. regional e nacional. • Vivenciar os diferentes tipos de jogos. • Construir jogos. • Reconhecer os diferentes tipos de jogos e suas características fundamentais. • Jogos de raciocínio. • Jogos populares. • Jogos pré-desportivos. • Jogos cooperativos. HABILIDADES Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos Tópico: Jogos e brincadeiras • Analisar as diferenças históricas dos jogos e das brincadeiras presentes nas culturas local. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. 123 . • Reconhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais.

• Atletismo. visando à inclusão de si e do outro. • Compreender e vivenciar os aspectos relacionados à repetição e à qualidade do movimento no gesto esportivo. • Reconhecer as diferenças e características relacionadas ao gênero na prática das modalidades esportivas. os materiais e o espaço visando à inclusão de si e do outro. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Iniciação desportiva. • Compreender as diferentes formas de organização desportiva. • Reconhecer as organizações técnicotáticas dos diferentes jogos. • Significados/sentidos predominantes no discurso das mídias sobre o esporte. vôlei. futebol. basquete. 124 . • Os grandes eventos esportivos. • Noções de regras. defesa. • Princípios gerais de ataque. • Esportes adaptados. futsal. handebol. basquete.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Jogo esportivo • Conhecer as diversas modalidades esportivas instituídas socialmente praticadas em outros países e no Brasil. • Aplicar habilidades motoras específicas dos esportes. • Reconhecer a necessidade de adaptar regras. técnico. • Fundamentos técnicos básicos. • A transformação do esporte em espetáculo e em negócio. técnicas e táticas de cada desporto. defesa e circulação de bola. • Compreender os diferentes contextos dos jogos esportivos (participativo e competitivo) e os variados papéis (goleiro. • Vivenciar as práticas corporais desportivas. • História das modalidades: atletismo. handebol. • Conhecer os aspectos históricos. materiais e espaço. • Desenvolver a capacidade de adaptar as regras. bem como criar novas formas de organização. individual e coletivo • Diferenciar e experimentar várias maneiras de jogar um desporto. juiz). futebol. • Entender as regras. torcedor. vôlei. políticos e sociais de constituição dos jogos desportivos. HABILIDADES Eixo-temático: Jogo esportivo Tópico: Conhecimento dos vários tipos de desportos.

2001. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica.5 Referências BRACHT. 1992. ______. São Paulo: Cortez. Ijuí. PRIMI. Christiane. v. Carmem Lúcia et al. Orientações curriculares para o ensino médio. Construir competências desde a escola. Transformação didático-pedagógica do esporte. SANTOS. 6. 1998.). BRASIL. v. questões contemporâneas. Pesquisa em ação: educação física na escola. CAPARROZ. 2001. In: CAPARROZ. 2001. Marílio. 1999. Valter.1. investigação e intervenção. 73-76. ______.151-139. Francisco Eduardo (Org. 2001. Educação física escolar: política... SOUZA JÚNIOR. WERNECK. 1. Paraná. UFMG. DF: MEC. p. Francisco Eduardo (Org. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. p. Vitória. maio/ago. ES: PROTEORIA. Gisele Franco de Lima. Unijuí. investigação e intervenção. Educação física escolar: política. Parâmetros curriculares nacionais.Sumário principal 6. Unijuí. v. DF: MEC. Belo Horizonte: Ed. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. Anais. 2001. Brasília. v. trabalho e educação: relações históricas.4. Amarílio (Org). Vitória. 2. RS: Ed. ES: PROTEORIA. RS: Ed. Philipe. 2001. 2006. ES: PROTEORIA. Paraná. 2004.1. Vitória. In: ___. In: FERREIRA NETO. Francisco Eduardo. Porto Alegre: Artmed. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. 2000. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO.17. Vitória. n. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. KUNZ. Pesquisa histórica na educação física. Brasília. 2001. investigação e intervenção. ES: PROTEORIA. 125 . Elenor. Educação física escolar: política. PERRENOUD. SOARES.). Metodologia do Ensino de Educação Física. Ijuí. Ricardo et al. ______ et al. Ministério da Educação. Lazer. 2003. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 02 .Área de Ciências da Natureza Anos Finais .

111. área de Linguagens e Códigos.Ensino médio.Ensino fundamental. área de Ciências da Natureza. ES.Info Consultoria.com. área de Ciências Humanas.br Espírito Santo (Estado). nº 1. anos finais. Série. anos iniciais. v. 03 . 2009.Currículo. v.Vitória/ES . 2. 03 .CEP 29. área de Ciências Humanas.Ensino fundamental. II.19 CDU 373.Currículo.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. v.Ensino fundamental. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. v. v.3. – (Currículo Básico Escola Estadual . – Vitória : SEDU. área de Ciências da Natureza.Ensino médio. Título. 02 . 01 . Santa Lúcia . 02) Conteúdo dos volumes : v.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.056-085 . 4. Ensino fundamental . Ensino .Espírito Santo (Estado) .Ensino médio. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências da Natureza / Secretaria da Educação. Ensino médio . anos finais. César Hilal. Ensino fundamental . 104 p. CDD 372. ISBN 978-85-98673-03-5 1.Currículo. 26 cm. 02 . I. .Ciências da Natureza. Guia de implementação. 3. área de Linguagens e Códigos. anos finais. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. v. 01 .

igualmente sujeito do processo. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “..” Paulo Freire . ao lado do educador..

Perin e Valéria Perina.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M.C. Anderson Soares Ferrari. P. Edna Milanez Grechi.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Rodrigo Vilela Luca Martins. Maria de Lourdes S. Geovanete Lopes de Freitas Belo. de Castro. Mara Cristina S.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Cérlia Silva de Oliveira. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Luciete de Oliveira Cerqueira. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. C. Dileide Vilaça de Oliveira. José Alberto Laurindo. Guaresqui Cruz. Sandra Fernandes Bonatto. Jarbas da Silva. Dilma Demetrio de Souza. Antônio Fernando Silva Souza. Léa Silvia P. Jane Ruy Penha. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Cátia Aparecida Palmeira. Raquel Marchiore Costa. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Ires Maria Pizzeta Moschen. Gilcimar Manhone. Carvalho. Angélica Chiabai de Alencar. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Soprani. Ivanete de Almeida Pires. Delcimar da Rosa Bayerl. Núbia Lares. Karina Marchetti Bonno Escobar. Jomar Apolinário Pereira. Antonia Regina Fiorotti. Marcia Vânia Lima de Souza.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Patrícia Maria Gagno F. Maria Geovana M. Luciene Tosta Valim. Patrocínio. Maria Cristina Garcia T. Américo Alexandre Satler. Gleise Maria Tebaldi. Mohara C. Pedro Paulino da Silva. Ernani Carvalho Nascimento. Dalla Passos. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Maria Verônica Espanhol Ferraz. Ediane G. Luciane S. Fernandes. Erilda L. Nourival Cardozo Júnior. Rodrigues. Lyra. Eliana Aparecida Dias. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Angélica Regina de Souza Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Mônica V. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Kátia Elise B. Rosiana Guidi. Maria José Teixeira de Brito. Paulo Alex Demoner. Alaércio Tadeu Bertollo.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Maria da Penha C. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Márcia Gonçalves Brito. Rodrigo Nascimento Thomazini. Carvalho Morais. da Silva. Lúcia Helena Novais Rocha. Rosinete Aparecida L. Chirlei S. Luiza E. Salette Coutinho Silveira Cabral. Anderson Soares Ferrari. Jomara Andris Schiavo. Maria da Penha de Souza. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Simone Carvalho. Eliane dos Santos Menezes. João Firmino. Marlene Athaíde Nunes. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Cortez. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Marcio Vieira Rodrigues. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Renan de Nardi de Crignis. Madalena A. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Alan Clay L. Christina Araújo de Nino. Johan Wolfgang Honorato. Eliane Maria Lorenzoni. Irineu Gonçalves Pereira. Monteiro e Wagna Matos Silva. Tania Mara Silva Gonçalves. Giovana Motta Amorim. Hebnezer da Silva. Alexandre Nogueira Lentini. de Almeida. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Francisco Castro. Pinto. Alves.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Marcelo Ferreira Delpupo. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Conciana N. Paulo Roberto Arantes. Jorge Luis Verly Barbosa. Izaura Célia Menezes. Margarida Maria Zanotti Delboni. Renata da Costa Barreto Azine. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Sidinei C. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Última da Conceição e Silva. Rachel Miranda de Oliveira. Mirtes Ângela Moreira Silva. Valéria Zumak Moreira. Alaíde Schinaider Rigoni. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Martinelli. Edy Vinicius Silverol da Silva. Maria Adelina Vieira Clara. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Eliethe A. Marlene M. Vaneska Godoy de Lima. Novais Rocha.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Ronchetti. Pedro Guilherme Ferreira. Claudinei Pereira da Silva. Ilza Reblim. Benevides. Maria Adélia R. Josimara Pezzin.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Érika Aparecida da Silva. Campos Cruz. Luciana Oliveira. Silma L. Israel Bayer. José Christovam de Mendonça Filho. Rogério de Oliveira Araújo. Linderclei Teixeira da Silva. Paulo Roberto Arantes. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Luciano Duarte Pimentel. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Pereira. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Cezar. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. SRE Carapina: Lucymar G. Ângela Maria Freitas. Sebastiana da Silva Valani. Ivone Braga Rosa. Alecina Maria Moraes. Sônia A. Alvarenga Vieira. Telma L. Torres. Anelita Felício de Souza. Rosiane Schuaith Entringer. Denise Moraes e Silva. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Braga. João Luiz Cerri. Marilene Lúcia Merigueti. Jaqueline Justo Garcia. Eliane dos Santos Menezes. Eduarda Silva Sacht. Rita de Cássia Santos Silva. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Maura da Conceição. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Maria Nilza Corrêa Martins. Evelyn Vieira. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Renato Köhler Zanqui. S. Maria de Glória Sousa Gomes. Paulo Roberto Arantes. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. R. Margareth Zorzal Fafá. Nascimento. Gracielle Bongiovani Nunes. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Tânea Berti. Regina Jesus Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. de Quadros P.Arte Rita de Cássia Tardin . Lúcia H.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Marcos Leite Rocha. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Leila Falqueto Drago. Tarcísio Batista Bobbio. Hebnézer da Silva. Bastos. Sandra Renata Muniz Monteiro. Carmencéa Nunes Bezerra. Edimar Barcelos. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Lemos. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Lurdes Maria Lucindo. Jaqueline Oliozi. Bastos. Rodrigues. Neire Longue Diirr. Gina Maria Lecco Pessotti. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Giselle Peres Zucolotto. Cristina Louzada Martins da Eira. Junqueira. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Carlos Sebastião de Oliveira. Sulâne Aparecida Cupertino. Maria da Ressurreição. Nilson de Souza Silva. Maria Alice Dias da Rosa. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Sebastião Ferreira Nascimento. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Alaíde Trancoso. Ana Paula Alves Bissoli. Ilia Crassus Pretralonga. Regina Zumerle Soares. Ana Helena Sfalsim Soave. João Carlos S. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Renata Garcia Calvi. Márcia M. Angelita M. Fracalossi. Vazzoler. Sara Freitas de Menezes Salles. Ferreira. Lúcia Helena Maroto. do Nascimento.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Edílson Alves Freitas. Christina Araújo de Nino. Giuliano César Zonta.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Cátia Aparecida Palmeira. Angélica Chiabai de Alencar. Rodrigues. Luciene Tosta Valim. Magna Tereza Delboni de Paula. Ribeiro. Rosângela Vargas D. Ilza Reblim. Manzoli. Renan de Nardi de Crignis. . Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Pedro Paulino da Silva. Rodrigues Soyer. Luciane R. Fabiano Boscaglia. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Sérgio Rodrigues dos Anjos.Física Claudio David Cari . Luiz Antonio Batista Carvalho. Malba Lucia Gomes Delboni. Foerste . Adna Maria Farias Silva. Naédina Barbieri. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Luciane Salaroli Ronchetti. Iza klipel. Elenivar Gomes Costa Silva. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Larmelina. Hulda N. Marta Margareth Silva Paixão. Maria do Carmo Braz. Alcimara Alves Soares Viana.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Cristina Lúcia de Souza Curty. Magna Maria Fiorot. Ana Paula Alves Bissoli. Edson de Jesus Segantine. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Lima. Elisangela de Jesus Sousa. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Oliveira. Vivian Rejane Rangel. Maria Elizabeth I. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Luciene Maria Brommenschenkel. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Ires Maria Pizetta Moschen. de Oliveira. Neyde Mota Antunes. Sebastião Ferreira Nascimento. Eliana C. Irineu Gonçalves Pereira. João Luiz Cerri. Angélica Chiabai de Alencar. Antônio Fernando Silva Souza. Martinelli. Kátia Regina Zuchi Guio. Teresa Lúcia V. da Silva Scaramussa.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Edna dos Santos Carvalho. Renato Santos Pereira. Sandra Renata M. Rita Nazareth Cuquetto Soares. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Agnes Belmonci Malini. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani.SEDU Ana Beatriz de C. Roseane Sobrinho Braga. Verginia Maria Pereira Costa. Everaldo Simões Souza. Davel. Edilene Costa Santana. Sabrina D. Luiz Humberto A.Língua Portuguesa Adriana Magno. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. C. Organdi Mongin Rovetta. Jane Pereira. Maria Aparecida Rosa. Danilza A. Valentina Hetel I. Coelho Ambrozio. Maria Alice Dias da Rosa. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Cláudia Regina Luchi. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Patrícia Maria Gagno F.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Epitácio Rocha Quaresma. Rosangela Maria Costa Guzzo. Eliane Carvalho Fraga. Roberto Lopes Brandão. Antônio Carlos Rosa Marques. Márcio Correa da Silva. Freitas. Lea Silvia P. Barbosa. Elza Vilela de Souza. Morati. Carla Moreira da Cunha. Marta Gomes Santos. Maria da Penha E. Edilene Klein.

além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. das superintendências e da unidade central. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. Como equipe. na qual. quer sejam individuais ou coletivos. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. sem dúvida. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. neste contexto. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. como um plano único e consolidado. Para enfrentá-los. Temos certamente que comemorar. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. a complexidade que envolve a infância e a juventude.Sumário principal Prezado Educador.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

mas. Educação Especial e Educação do Campo. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. conforme os termos constitucionais. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. O Estado. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . como unidade autônoma. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. tendo como base um projeto de nação. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. por meio de mecanismos participativos. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. ao longo dos anos. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. Como síntese desse processo. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. sobretudo.

dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. muitas vezes. que desafios que precisamos enfrentar. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. Todos esses atores mente construídas. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. professores convidados. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. da educação pública. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. costumes historicamente produzidos que. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. Entre os anos de 2004 e 2006. O currículo é a materialização do ricos de discussão. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. ciência e cultura.500 educadores. Portanto.Sumário principal e social de sua população. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. por meio de atitudes. tônomos e críticos. com vistas à promoção do educando e. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. nizados. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. como a relação entre trabalho. 12 . fortalecendo a grande complexidade. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. entre vimento de crianças. hábitos e consequentemente. conectado com a dimensão universal. com qualidade social. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. valores.

Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. Isto é. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Além para cada disciplina da do CBC. consequentemente. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Para tanto. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. conhecimentos estanques e conservadores. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Certamente.CBC para cada disciplina da Educação Básica. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. outros Educação Básica. resguardando as especificidades das escolas. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. conteúdos com- 13 . no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns.

lo ciência. assim. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. ampliando a nada. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . na relação com a natureza e com seus pares e. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. Do ponto de vista organizacional. dentre outros. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. cultura e trabalho.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. como instrumentos dinamizadores do currículo. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. em alguns casos. correspondendo aos 30% restantes. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. ou seja. produz conhecimentos. cializadas na medida em que cultura e trabalho. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem.

Esporte. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. materializa esse conceito. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. 15 . 8963 de 21/07/2008. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. O projeto contempla ainda. por meio da Lei Nº. “Ciência na Escola” . O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Dessa forma. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. Matemática e Ciências. por fim. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. a partir de estudos sistemáticos.Sumário principal vivências curriculares. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. Realização de olimpíadas escolares e. química e biologia. roteiros turísticos e ambientais. tornando a escola mais atrativa. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais.

envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. as novas do conhecimento. de modo a 16 . pois o educador precisa aliar à tarefa e. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. ampliando para a do educador é mais naridade. a partir digitais no cotidiano escolar. TV comunidade local. computador por aluno. por meio que necessidade. atualização da escola. pois o educador precisa aliar à Multimídia. a sua inclusão digital e a comunidade. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. pesquisa. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. e a partir A formação continuada tação. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve.um públicas e privadas.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. com destasucesso esperado: estagiários. intervenção pedagógica. capacibibliotecas escolares. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. PC do professor. as reformas educativas e seus desdobramentos. com destaque ações de formação. transdisciplida escola. escrita e pedagógicas. tecnologias e suas implicações didáticas. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. formação gica. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . a de estudar. com isso. que para a revitalização das professor dinamizador. “Ler. pendrives.

17 . os quais irão enriquecer a prática docente. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. Destaca-se ainda. como componentes do Guia. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. que incorporou o saber de quem o vivencia. Nesse sentido. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. uma trilha experienciada coletivamente. ao final de 2009. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. com tudo isso. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. Espera-se. portanto. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. além de outras pautas de estudo do referido documento.

Sumário principal Capítulo Inicial .

de acordo com a prática pedagógica do professor. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. 21 . constituíram-se objetos de diálogo. conteúdos e orientações didáticas. que. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. nos quais. considerando situação funcional. elaboraram as ementas contendo visão de área. objetivos.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. formação acadêmica e atualização permanente. Em 2005. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. por meio de seminários com participação dos professores referência. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. Em 2006 a Sedu. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. municipal e federal. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares.

que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. consequentemente. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. acima de tudo. contando com a participação de cerca de 1.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. nos anos de 2007 e 2008. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. SRE. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. modalidades e transversalidades. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. produziram os CBC por disciplina.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede.500 eduTodos foram mobilizados cadores. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). em sua fragilidade. central e das da educação pública. em dois grandes ciclos de colóquios. além de 26 especialistas de cada disciplina. professores convidados. estar a serviço da vida. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. jovens e adultos capixabas. instituições e modos de 22 . consultores. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. consequentemente. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. intercolóquios e seminário de imersão. da educação pública. num processo formativo e dialógico.

a vida requer convivência na promoção da paz interior. solidários. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. Nesse sentido. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. reverencia o mistério da existência. que são apenas diferentes. intensificando os esforços pela justiça. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. direito de todos e dever do Estado e da família. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural.Sumário principal vida. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. social. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. por isso. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. que se realiza em um contexto histórico. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. cultural e político. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. do outro e do mundo. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. dignidade humana. Superar as diversas formas de exclusão. paz social e paz ambiental. é um bem público que deve servir 23 .

que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. A escola pública com compromisso social. exercido pelo poder público ou privado. consequentemente. mediante um determinado caminho. E um lugar de esperança. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. antes de tudo. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . um direito. portanto. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). em função dele. aprender. A educação como obra de mudança. uma obra de legítimo interesse social. A educação como serviço público. a construção. por ser um ambiente essencialmente humano. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. de movimento de uma dada situação a outra diferente. Na escola. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. uma dimensão mais ampla.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. No entanto. o aluno é o centro do processo educativo e. na medida em que contribui para o bem comum. com toda a sua complexidade. do desenvolvimento social e econômico da nação. sentimentos e atitudes. deverá atender aos interesses da coletividade. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. a reflexão e a ação. espaço de visibilidade. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. numa perspectiva dialógica e dialética. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. assumindo o lugar de mediador. É na relação entre os sujeitos. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. a interpretação. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. assumindo. envolvendo a percepção.

e. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. ciência e cultura. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. a partir da articulação dos princípios trabalho. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. Nesse sentido. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. cultura numa perspectiva antropológica. algo vivo e dinâmico que articula as representações. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. produz conhecimentos. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. assim. como forma de criação humana. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. constituindo o modo de vida de uma população determinada. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. acima de tudo. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. apropriando-se dela e transformando-a. material e social. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. como processo dinâmico de socialização. símbolos e comportamentos. e trabalho como princípio educativo.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. portanto. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. cuja base se expressa na aquisição da leitura. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. gerando a sua própria cultura. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e.

I. no interior da unidade educacional. nesse sentido.G. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. O currículo para além das grades . ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. muitas vezes. Isso acontece 1 SACRISTÁN.Sumário principal curricular apresentada neste documento. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. o currículo na escola E. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. promotor de uma educação emancipadora. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. J. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico.G. entre os curriculistas contemporâneos. mais difundida. o significa discutir a currículo. J. por ser um conceito bastante elástico e. e BARBOSA. Porto Alegre: Artmed. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. 26 .S. A.V. e. No entanto. 1998. MEC/TV Escola/Salto para o futuro.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. Compreender e transformar o ensino. a exemplo dos laboratórios de estudo. dependendo do enfoque que o desenvolva. impreciso. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. que está inserido. 2 MOTA. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem.R. certamente. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. GÓMEZ. sobretudo. e. Brasília.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. 2. sobretudo. Portanto. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. N. junho de 2004. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. C.P. a organização física. evidenciar a qualidade dessa ação.

políticas e alternativas educacionais.E. os conhecimentos mais valorizados da escola. historicamente ideias de currículo em ação.T. 27 . esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. é possível e negociações. currículo praticado (Oliveira). 3 talidade social” . de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. Considerando isso. Por isso. De modo geral. currículo real (Sacristán). estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. currículo realizado (Ferraço). ações. incluem tradições culturais Assim. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. as relações no interior 3 SILVA. a identidade nantes. metas. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. O currículo escolar. conflitos concretas. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. a identidade dos estudantes e etc. está deficurrículo4. seu modo de organização e gestão. Documentos de identidade . T. a participação da comunidade. Vitória: SEEB/SEDU. Belo Horizonte: autêntica. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). Ele é resultado de lutas. 2000. Assim. C. seu modo 4 FERRAÇO. 2004. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar.uma introdução às teorias do currículo. avaliação. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. seja no campo de metodologia. e outras que considePortanto. de organização e gestão.

Pelo contrário. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. ENEM . histórias de vida. específica”7. como parte que deste documento curricular. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. há gradação. de ensino e pesquisa. 7 BRASIL. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). articulando competências. ENEM . forma a aliar competências. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. MEC/INEP. ensino. a segunda parte previstas.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. MEC/INEP. Boletim técnico do SENAC. 2005. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. 30. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. v. com rapidez e eficiência. lar. fazer. p. 28 . Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. de vida e laborais conhecer. ou seja. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. 2005. Não norteadores do Ministério da Educação. 81-93.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. Comumente. Z. A.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. 6 KUENZER. com rapidez e eficiência. Rio de Janeiro. 2004. conhecimentos tácitos e as constituem. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva.

pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. por exemplo. extrema facilidade para alguma atividade. pedagogos. Dentre elas. as três formas de competência. MEC/INEP. o desenvolaprendida. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. pois se referem a petência. 29 . PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. o que pressupõe uma organização Na escola. educativo. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. A competência relacional expressa esse jogo de interações. na prática não se do sujeito. condição do objeto. é extremamente importante que os profissionais da educação. 2002. nesse sentido. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. dom ou uma mesma realidade. ENEM . não basta possuir objetos potentes e adequados. ou seja. Assim. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. Não se trata MEC. não basta ser muito entendicontexto. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. planejamento das atividades. o que se chama de talento. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. Nesse te. significa. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. Competência como condição prévia anteriormente descritas. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. 2005. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. 9 BRASIL. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria.

3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. neste documento curricular. visa a investir na formação do cidadão. ao mundo do trabalho. Como ponto de (cognitivas. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. por meio do ensino e da pesquisa. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. 2. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. “Ninguém nasce aluno. Cidadão esse que busca na escola adquirir. Nesse sentido. afetivas. Ao contrário disso.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. para que o aluno aprenda. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. Quais são os alunos e quais são. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . hoje. sociais e psicomotoras). cultural. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. alguém se torna aluno. trabalhar nessa concepção. problematizannatureza. se forme e informe. Até escola.

que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. A e na comunidade. criações culturais crianças com o mesmo referencial. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. econômicos. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. e não diferentemente no Espírito Santo. a violência urbana. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. é tempo de constante refere à crise de autoridade. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. a vida adulta. a Filosofia. 31 . no Brasil templam o pertencimento de classes. há ou etnia. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. estudo e a compreensão da contudo. que conrenciam. especialmente no que se de um indivíduo. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. os A ação de reconhecimento adultiza. gênero.Sumário principal e imprecisos. dentre mundo. Sendo simbólicas específicas e próprias. de dominar física e mentalmente outros. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. os infantiliza. de sua função educadora. numa sociedade socioculturais determinadas. pois reconhece-se que. momento da maturidade. sem. Portanto. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. Esses tempos de vida. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. constituir-se como infância. assim. a Sociologia. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. A escola. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. a Antropologia. no exercício História. séculos. a juventude e a curta etapa da infância. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. a inserção na vida adulta. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. enfim. sendo um ocidental como a nossa. dos direitos da criança. a Psicanálise.

de provocar matemático. social parecem Assim como a infância. se exercita e se reconstrói variados. marcada pela busca leitura. o desejo de impactar. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. Deve ser pensada para contrastes. Portanto. delimita mobilizar. de provocar própria sociedade. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). finalizando definidoras da existência somente com a morte. o desejo de impactar. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. a escrita. assim. nas relações estabelecidas também e não 32 . e que se originalidade. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. construindo. da puberdade e social parecem mobilizar. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. que. tude do homem. estilos que se constrói. Na infantil e a maturidade do adulto. discurso com sentido. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. como odo atravessado por crises. juntas. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. de forma visível. ajudam a traçar o perfil da população.Sumário principal individuais. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. a juvencomo o nascimento. visível. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. cognitivas e sociais que. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. Marcas para outras. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. como a o sinal próprio desse tempo.

resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. 2008). a igreja e o trabalho. como a família.Sumário principal somente na escola. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. da classe média e trabalhadora. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. falta de perspectiva de vida. apontado para os adolescentes. Na contemporaneidade. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. a seus pesadelos de violência e desordem. Objeto de inveja e de medo. a ênfase no mercado e no consumo. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. Objeto de admiração e ojeriza. Querem ser rebeldes. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . especialmente apresentados pela mídia. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. diante de uma sociedade em intensa mudança. a ponto de ser compreendido como alienação. ao mesmo tempo. mas buscam proteção. no qual o futuro é incerto. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. em que os últimos têm acesso a bens. ao mesmo tempo. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. ela é um poderoso argumento de marketing e. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. como desordeiros ou transgressores. ausência de utopias. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. em intensa situação de vulnerabilidade. muitas vezes encurralando-a. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. Seguir. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. (Calligaris. mas em outras esferas sociais. Na escola. são todas identidades possíveis e relacionais. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. Ser jovem na periferia ou no campo. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta.

reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. Na fase de vida adulta. Em geral. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. 34 . indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. o clareza de seus objetivos. soal. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. são sujeitos que de emancipar-se. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. na vulnerabilidade à violência e ao crime. ou em ocupações precárias ou não. Já produz e trabalha. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. e na gravidez na adolescência. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. tentando demonstrar. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. em qualquer formada sua personalidade e identidade. Estão abertos de desenvolvimento. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. circunstância de realidade social. A laridades.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. explícita ou implicitamente. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. é entendido no processo história de vida. seja por abandono. sempre numa expectativa em família. O fenômeno da vida adulta. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. na perspectiva de trabalho. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. a respeito de si mesmo.

são únicos em suas biológica. na cidade. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais.Sumário principal Estejam na infância. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. mais que um ser no mundo.17). em sua maioria de classe popular. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. da história e de suas próprias histórias. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. Seres humanos experiências culturais. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. em que perceber o mundo.. o ser humano se tornou presença no mundo. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos... Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. juventude ou idade adulta. ainda. 35 . há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra.”. De acordo com Lima (2006). compreendemos. como ponto de partida e chegada do processo educacional.. predominantemente jovens. apresentam. diversidade O grande desafio da escola. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. Algumas dessas diverem especial da pública. cultural e social que faz parte do acontecer humano. que vivem no campo. sobretudo se entendida como a construção histórica. na especificidade de seus saberes e práticas. com o mundo e os outros. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. (as comumente chamadas de homens e mulheres. filhos de trabalhadores formais e informais.

torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. mento pessoal e coletivo. Quando falamos de diversidade e currículo.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. às diferenças. e a constituição às diferenças. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. portanto. o biológico. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. que exige a busca por valores. solidariedade e justiça. o em todas as suas dimensões. o político. cultura de paz e cidadania. como ato político pela garantia do direito de todos. o sociocultural. consideram esses saberes. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. dentre outros. tais como: o ético. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. respeito O currículo deve. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. que propõe epistemológico e político. Certamente criminação em acolhimento humana. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. o estético. 36 . no campo do conhecimento da a diversidade. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. solidariedade e justiça. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma.

seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. 37 . a sexualidade. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. importante. De modo geral. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. são trabalhadores assalariados. em ocupações não qualificadas. Possuem trajetórias escolares descontínuas. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. nem menos importante. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. apresentam uma especificidade sociocultural: são. Os sujeitos da EJA. arts. contribuindo de fato para a formação humana. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. seja pela oferta irregular de vagas. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. os direitos humanos. da política e da cultura. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. geralmente. 3. Nelas. quase sempre. e de currículos adequados a esses sujeitos. nem menos 11/2000). dentre outras. que incluem reprovações e repetências. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. durante a infância e/ou adolescência. menor. de aprender e de reaprender. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. do mercado informal. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. mas como um modo próprio de fazer educação.1 Educação de jovens e adultos: saberes. Como modalidade de Educação Básica. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. a ética e cidadania.Sumário principal as relações étnico-raciais. como questões inerentes ao currículo escolar. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. trabalhando. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. mas como um modo próprio de fazer educação. seus saberes. de certificar-se. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. em sua singularidade. a cultura de paz.

uma vez que todos estão implicados no ato educativo. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. ou seja. Isso implica formar (não treinar. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. os princípios. no processo de aprendizagem. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. cultura e trabalho. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. o acesso e a permanência de todos na escola. 38 . assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. Além disso. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. abordagem inclusiva do currículo. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. Na LDB nº. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. adestrar. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. Nesse sentido. que enfoca o direito de todos à educação.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. E uma concepção de escola como instituição política. Nesse sentido. pensando metodologias de ensino 3. preferencialmente na rede regular de ensino. espaço propício a emancipar o aluno. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. sua característica fundamental de serem trabalhadores.

continuada. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. pela via da formação dos profissionais da educação. a partir do princípio da pesquisa. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. 39 . orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. 3. o planejamento e a formação continuada.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. Acreditamos que. O grande desafio da escola e. e outros espaçostempos da escola. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. portanto.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. formação de ressignificação das práticas educativas. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. Ainda. da crítica e da colaboração. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres.

investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. normas e prinsujeitos campesinos. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. Há que se resgatar o educativo. lutas pela terra. em 2004. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. avalia e fomenta o processo de do Campo. que institui e cultural dos sujeitos do campo. Assim. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. se respaldada por documentos oficiais. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. Outro eixo fundamental 40 . truídos de forma coletiva. produção orgânica de alimentos. Campo. estuda CEB nº 2/2008. a partir do trabalho de subsistência.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. comunidade escolar e seu entorno. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. A agria terra. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. que procuram enfatizar o seu caráter singular. o currículo deve levar em conta cultura familiar. seus ao urbano. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. e da Resolução CNE/ territórios e saberes.

a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. 3. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. Como outro importante pressuposto. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. ao mesmo tempo.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. com respeito à alteridade e à diversidade social.Sumário principal é a interdisciplinaridade. na Lei 9.795/99 e contribuirá para a formação humana. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. biental em todos economicamente viáveis. ecologicamente prudentes. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. A promoção da ao mesmo tempo. Educação Amecologicamente prudentes. da cooperação. níveis e modalisocialmente justas. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. da democracia. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. economicamente viáveis. étnica e cultural dos povos. e a visão da educação como ato poiético. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. Constitui-se em um processo permanente. da justiça social e ambiental. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. pelo regime de colaboração. valores e ati- 41 . socialmente justas. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. se calcada nos princípios da solidariedade. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. formação de sociedades sustentáveis que são. fundamentado no respeito a todas as formas de vida.

pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas.3% da população brasileira. 3. os negros representam 47.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). Entretanto. 42 . Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. das pluralidades e da identidade brasileira. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. cooperativas. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. interdisciplinares.

havia cerca de Promover o debate sobre 1. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. à educação.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. Guarani. 2006). rentes épocas da história do Brasil. 43 . nacional em difeafricanas e asiáticas. nesse sentido. Em 1988. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. por meio de suas lutas pelo direito à terra. No Espírito Santo. na escrita do artigo 231. que formam a população brasileira. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. à diversidade e à cultura. africanas e asiáticas. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. Porém. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro.109 da etnia Tupinikim e 237. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas.346 aldeados. localizados no município de Aracruz. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. sendo 2. a população indígena compreende cerca de 2. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. africana. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro.000. à saúde.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. européia e asiática. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. por meio de políticas públicas de reparação. No período colonial. É tratado como uma sociedade sem 3. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa.100.

Sumário principal suas antigas línguas. social e religiosa. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. O conceito de de construção do conhecimento. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. principalmente. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. que possa o currículo escolar. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. política. tradições e culturas. própria origem e história. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. formação do Brasil. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. temática. conhecimento. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. o la e da comunidade. e. econômica. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. e. sob forte influência do mundo ocidental. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. o resgate de sua cultura e história. da escoprincipalmente. 44 .645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008.

os diver- 45 . desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. nessa lógica. professor. e saber lidar e conviver com as diferenças. às características e aos estilos. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. estou desafiando meus alunos. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. a problematizar. O professor como mediador do processo educativo. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. “o professor procura ajudar a contextualizar.M). é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. os espaços/tempo de educar. passando a mediar as aprendizagens. bem como sua história. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. Nessa perspectiva. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. A intervenção docente. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. Assim. J.” (Moran. Como mediador e facilitador da aprendizagem. Isto é. a multiplicidade de pontos de vista.

em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. Estabelecer uma relação de confiança. São os educadores. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. Tendem a se ano letivo. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. tendo como sujeito principal o professor. o afetivo. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. Diante desse cenário. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. ao colocar seus pontos de vista. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. ou indiferença. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. bibliotecas. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. durante quase todo trabalho pedagógico. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. duplas. respeitando e valorizando outros pontos de vista. autenticidade. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. círculos. e de trabalho. sobretudo os professores. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. ao máximo. na sala de aula. Na interação grupal. Nesse contexto. aceitação mútua. horizontalização dessas relações. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . isso significa. dentre outros. típica do trabalho cooperativo.

é fundamentada no diálogo e no questionamento. a acessar recursos tecnológicos. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. articulando pensamento e ação. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. gumentando e defendendo sua hipótese. seu entorno. autônomos. com autonomia. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. galerias.Sumário principal dela. bibliotecas. a discuti-las e criticá-las. reservas ambientais. exposições de arte. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. como princípio educativo. A pesquisa. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. possibilitando a reconstrução do conhecimento. interpretar e analisar dados. intencional e natural do ser humano. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. estações ecológicas. teatros. princípio educativo. concertos. caracterizados como atividade simbólica. cultural e ao mundo do trabalho. críticos e criativos. enfim. nos projetos pedagógicos. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. centros de pesquisa. expressar-se questionamento. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. pois. a construir seu próprio conhecimento. museus. e com isto. asseguram a necessária união entre teoria e prática. espaços públicos. envolvendo comunidade. além de aproveitarmos recursos já existentes. que envolve. como sobre a realidade. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . construir e conhecer novos conceitos. festividades. a montar um mosaico das informações. com profissionais da área. quadras de esportes. entre conhecimentos empíricos e científicos.

alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. É preciso avaliar permanente e processualmente. para nós. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. em perfeita sincronia. dentre muitos outros aspectos. A avaliação da educação pública. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. marcada pela lógica da inclusão. as questões de investigação. envolvendo professor e educando. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. profissionais da educação. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. da mediação. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. Avaliar é 48 . ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. avaliação do sistema escolar. avaliação da instituição como um todo. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. em que o protagonismo é do professor. do diálogo. ainda que seja um tema polêmico. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. é uma atividade integrante do processo pedagógico. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente.Sumário principal naturais e sociais. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades.

certamente. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. talvez. é uma parte do todo. que limita liação que elabora. vivências e valores. ou seja. d) estar coerente com os propósitos do ensino. caderno de aprendizagens. para nós. Assim. A avaliação como parte de um (2007). dagações sobre o Currículo futura. atribuir com os conteúdos escolares. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. memorial. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. quando ocorre ao final do processo. provas. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. nenhuma relativa ao que. processo pedagógico. de fato. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. bem como o raciocínio.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. E. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. Avaliar. por considerar o processo educativo. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. gostaríamos de verificar. 49 . recebe o nome de avaliação somativa. Para que o processo de avaliação seja efetivo. deve ter significado para quem está sendo avaliado. testes. com vistas a reorientá-lo. portfólio. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. objetiva. c) o conteúdo deve ser significativo. com a finalidade de apreciar o resultado desse. potencialidades e habilidades. aptidões. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. cedora. o professor.

as atitudes dário Anual. para além de classificar e do representante de turma. paralela e final. dentre outros. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. os grupos. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. o adolescente e o adulto. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. pais e comunidade em geral. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. ambiente da escola. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. referenciados nos programas dos. pedagogos. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. pesquisas. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares.Sumário principal relatórios. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. angústias. a violência escolar. coordenadores. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. momento de interação entre professores. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. interpretações. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. desafios que o cotidiano selecionar. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. professores..

Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. 51 . as formas e os procedimentos de avaliação dos professores.

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Anos Finais .Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .

e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. e o desenvolvimento de competências e habilidades. entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural. influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais. pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. culturais e políticas existentes no país. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais. Nessa década as pesquisas. por meio de temas transversais. Norteado por essa concepção de progresso. o ensino das Ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e. a acumulação e a reprodução do acervo científico. A partir da década dos anos 90. procurando respeitar diversidades regionais. como também dificultaram a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural.Sumário principal 6 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Tradicionalmente no Brasil a educação científica. o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. os parâmetros curriculares em ação elaborados no final dessa década. orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares. Tais processos se caracterizavam. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade. por fragmentar os conhecimentos científicos e por priorizar a acumulação desses conhecimentos. assim a produção científica gerava um acúmulo de conceitos científicos que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. 57 . Respondendo a essa necessidade. as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. Nesse sentido. não só propiciaram o fracasso da apropriação desse conhecimento. fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos.

tais problemas globais. a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade. nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE. encontra-se numa situação de dependência sociocultural. concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que. esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. ainda permeada pelas práticas tradicionais. e nos documentos norteadores da educação. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). como qualquer outra produção humana. recriamos esta proposta curricular para ensino das Ciências firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida. Diante desse desafio. Para nós.Sumário principal No presente. fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva. interdisciplinaridade e alfabetização científica. consideramos a 58 . e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. e entre os seres humanos e o meio ambiente. contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. um meio sistematizado e organizado. o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida dos sujeitos. a educação escolar científica. e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e dominar as práticas cotidianas. fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN). posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural. pois constitui uma via. Nessa recriação. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno. simples e complexos emergem das interações dos seres humanos entre si. Sendo assim. particulares e globais. Em tal perspectiva. Nesse sentido. Em nossa proposta.

em um determinado contexto. as capacidades e as aptidões. motivando a participação ativa dos atores desse processo. a reflexão e a compreensão do mundo. o conceito científico tornase um instrumento ou uma ferramenta de conhecimento que. o processo de ensino-aprendizagem das Ciências. o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e. sobretudo. os conhecimentos. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. recriam esses saberes. juntos. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas). ou seja. Entendemos competências como um conjunto de habilidades. as atitudes. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Entre outras. Nesse sentido. histórica e ideológica que contribui para o conhecimento. as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural natural. unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares. instrumentos socioculturais. 59 . centrado no diálogo. contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos. Dessa forma. das objetivações e. mas que também podem realizar uma atividade mediadora. dos professores e da escola]. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes. Para nós.Sumário principal Ciência como uma linguagem simbólica. como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. por meio das quais. também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos.

a Orientação Sexual e outros. essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos. no cotidiano. a Pluralidade Cultural. a Saúde. em conteúdos curriculares. 60 .Sumário principal Nesse sentido. pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas. o Meio Ambiente. mas também o fazem no acervo popular. não só se recriam no saber científico. como a Ética.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências .

1. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. como também se apropriam dos direitos e obrigações cívicos de seu meio sociocultural. por meio do diálogo.Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. nossa proposta do processo de ensino de Ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. Sendo assim. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações 63 . Nessa perspectiva. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. habilidades e ferramentas. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. por meio das quais os seres humanos. das habilidades [instru- mentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. reinserindo-se no universo.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. nessa reflexão os participantes desse processo. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. na Terra e na vida. Para nós. fundamentado nas interações discursivas socioculturais. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. transformam o meio ambiente e sua existência. bem como entre as culturas e o meio ambiente. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e científica. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e ferramentas socioculturais. pois são instrumentos socioculturais. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. pois o diálogo discursivo de alteridade.1 Ciências 6.Sumário principal 6. Para nós. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem.

cultural e natural. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à espécie Homo sapiens. partícipe ativo das transformações de seu entorno social.. 2002. etc. p. 2002).1. anos. o processo de ensino de Ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. compreender a diferença cultural significa. Nesse sentido. Nesse sentido.] enfrentar as incertezas e. e entre os seres humanos e o meio ambiente. levando em conta os parágrafos anteriores. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. 6. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s).. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. entre outras coisas. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas.Sumário principal dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas. esse processo.56). por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. ciclos. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. nas etapas da Educação Básica. mais globalmente. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. blocos. Para nós. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. solidário. Em nossa concepção. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. Finalmente. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. podemos dizer que o processo de ensino científico junto aos processos das outras áreas escolares deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. Em consequência. responda a um ou a vários objetivos gerais. criativo e reflexivo. curioso.). e que de alguma forma explicam a condição humana. Nesse sentido. 64 . Dessa forma. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. todos os conhecimentos são relativos e incertos.

cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. fundamentada no amadurecimento das habilidades recriadas nos ciclos anteriores e nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. e as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os culturais. Sendo assim. Assim. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). as atividades e ações do processo de ensino das Ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. e na recriação da subjetividade.Sumário principal Nessa perspectiva. 65 . baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). psicológicas e afetivas. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). Em nossa proposta curricular. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores de sexto a nono anos. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. propõe que o ensino científico de sexto a nono anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades e competências (instrumentos socioculturais) mediadoras no processo de desenvolvimento da autonomia do aluno. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. do conhecimento sociocultural e da contextualização das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. nossa proposta curricular. Nessa perspectiva. Partindo desse objetivo. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. e nos documentos norteadores.

no processo de ensino-aprendizagem de Ciências no sexto a nono anos do Ensino Fundamental. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. Sendo assim.1. os professores concebem-se no processo de ensinoaprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. Nesse sentido. os professores. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que permitam-lhes conhecer e dominar suas atividades cotidianas. tarefas pedagógicas.Sumário principal pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses anos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de conceitos científicos. buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. das competências e das habilidades mediadoras nessa ação. etc. Partindo dessas premissas. implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. estimulará a produção de conhecimento sociocultural autônomo do aluno e grupal. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade autônoma do aluno e na contextualização dos conhecimentos socioculturais presentes nesse processo. o professor. sem fugir dos princípios metodológicos que or ientam esta proposta. 6. por meio de atividades/ 66 . além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. Nesse sentido. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. com a metodologia. Também nesse processo. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. a exposição da produção sociocultural individual e grupal. Nesse sentido. a identificação e resolução de problemas socioculturais e socioambientais.

Para isso propomos que se identifiquem. Com esse fim. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. eixos temáticos. 4. Sendo assim. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. orientamos que as atividades/tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas 67 . Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. 8. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. mapas conceituais. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. etc. 6. 3. pesquisas. por meio de leituras de vídeos. 7. temas geradores. por meio de entrevistas. o professor buscará motivar constantemente a interação discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. 5. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. a resolução de problemas cotidianos em grupo. 2. problemáticas. etc. produção de texto em grupo. pesquisa em grupo. jornais locais e de outros estados. para isso propomos. revistas de divulgação científica e documentos escritos ou digitais.Sumário principal a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. confrontação de ideais. revistas. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). o mundo ou a sociedade em geral e o próprio processo de produção de conhecimentos. interação discursiva entre o professor e os alunos. uso de livros de Ciências. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas.

68 . Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. logo depois de serem avaliados. junto a textos escritos por outros autores.Sumário principal simbólicos de conhecimentos. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que.

tabelas. códigos e nomenclatura da linguagem científica. Introdução a Ciências • Conhecimentos culturais (religiosos. cultura. • Interpretar esquemas. • Articular. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. CONTEÚDOS Eixo Meio Ambiente 1.Ciências • Conceito de Ciência 2. • Resolver situações-problema. visitas.Sumário principal 6. • Analisar. • Realizar as atividades com independência. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. entre outros: percepção. • Elaborar objetivos de trabalho. ar e solo • Medicinas convencionais e alternativas 69 . realização de atividades extras. • Aplicar os conceitos aprendidos para conhecer o ambiente físico-químico onde vive. entender. explicação.1. diagramas. etc. identificação. consulta e registro de fontes. portanto. • Organizar os conhecimentos adquiridos. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de Ciência. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Identificar ações de cidadania e de solidariedade. • Consultar.Ciências COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. religiosos e tecnológicos. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. tecnologia e meio ambiente. conceitos. elaboração de roteiros. culturais. fenômenos. Ambiente físico-químico: ciclos e propriedades • Água • Ar • Solo 3. elaborar hipóteses. econômicos. • Elaborar textos para relatar eventos. interpretar. Ambiente e saúde • Doença transmitida por água. categorização. étnicos e científicos) • Evolução do conhecimento científico . imagens.4 5ª Série Conteúdo Básico Comum . • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. gráficos e representações geométricas. • Valorar o trabalho em grupo. experimentos. pensamento lógico e crítico. e. argumentação. observação. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. diferenciação. • Elaborar gráficos. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). questões-problema. descrição. analisar a interação da sua comunidade com o meio ambiente e identificar os limites e as possibilidades dessa interação. comparação. • Reconhecer a produção do acervo sociocultural (científico e não-científico) como uma produção humana sociohistórica. políticos. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. resultado da conjunção de fatores sociais. interpretar e produzir textos argumentativos e explicativos. elaboração de resumos). avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. HABILIDADES • Ler.

valorizando a formação de hábitos de autocuidado. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. • Conhecer e respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. CONTEÚDOS 70 . associado aos aspectos de ordem histórica. econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. HABILIDADES • Relacionar os problemas socioambientais e socioculturais com a promoção da saúde pública. social. de autoestima e respeito ao outro.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. social. consciente. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. sendo participante ativo. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. mental e cultural dos indivíduos. produção de tecnologia e condições de vida. • Compreender a subjetividade como ele mento de realização humana. cultural. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária.

• Elaborar textos para relatar eventos. • Valorar o trabalho em grupo. realização de atividades extras. tecnologia e meio ambiente. • Articular. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. associando a garantia de estabilidade dos ambientes e da qualidade de vida humana a ações de conservação. • Aplicar os conceitos aprendidos para refletir a interação entre o ser humano e o ambiente sociocultural e socioambiental. interpretar. • Analisar propostas de intervenção nos ambientes. • Interpretar esquemas. categorização. CONTEÚDOS Eixo Os seres vivos 1. • Organizar os conhecimentos adquiridos. fenômenos. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Realizar as atividades com independência. experimentos. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. Classificação dos  seres vivos 4. • Compreender a biodiversidade e a importância das relações ecológicas na manutenção do equilíbrio ambiental. elaborar hipóteses. Ecossistemas 3. argumentação. visitas. • Participar de ações de cidadania e solidariedade. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. • Analisar. etc. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. observação. explicação. entre outros: percepção. comparação. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). Diversidade da vida • Conceito 2. questõesproblema. cultura. considerando as dinâmicas das populações. • Resolver situações-problema. Ecologia • Conceitos • Relações ecológicas 71 . tabelas. diagramas. descrição. gráficos e representações geométricas. diferenciação. • Consultar. consulta e registro de fontes. códigos e nomenclatura da linguagem científica. elaboração de roteiros. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. entender. • Identificar a biodiversidade dos ecossistemas global e regional. elaboração de resumos). pensamento lógico e crítico. recuperação e sustentabilidade ambiental.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Identificar as alterações causadas pela ação humana aos ecossistemas e refletir suas consequências. conceitos. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. identificação.

autoestima e respeito ao outro. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. consciente. social. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. associado aos aspectos de ordem histórica. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. econômica e política. CONTEÚDOS 72 . • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. • Reconhecer o ser humano como parte integrante e transformadora do meio ambiente. cultural. mental e cultural dos indivíduos. sendo participante ativo. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. produção de tecnologia e condições de vida. social. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. HABILIDADES • Conhecer.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. analisar e compreender as interações dos seres vivos com o ambiente e sua importância para a existência da vida.

vive. tabelas. elaborar hipóteses. • Interpretar esquemas. Morfofisiologia do corpo humano • Sistema digestório • Sistema respiratório • Sistema circulatório • Sistema urinário • Pele • Órgãos dos sentidos • Sistema nervoso • Sistema endócrino • Sistema reprodutor 3. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. consulta e registro de fontes. utilizandose de raciocínios lógicos e demonstrações. que respeita e faz-se respeitar. • Associar características gerais e adaptações dos seres humanos com o seu modo de vida e seus limites de distribuição nos diferentes ambientes. como formas de produção. gráficos e representações geométricas. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. identificação. observação. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. Genética • Conceitos 73 . • Conhecer as propostas de alcance individual ou coletivo. interage. • Resolver situações-problema. Saúde humana e o ambiente • Conceito de saúde • Doenças dos sistemas humanos • Relação meio ambiente e saúde • Políticas públicas para a saúde 4. elaboração de resumos). experimentos. e hábitos pessoais. códigos e nomenclatura da linguagem científica. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Valorar o trabalho em grupo. argumentação. visitas. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). fenômenos. cultura. entre outros: percepção. que visam à preservação e à implementação da saúde individual e coletiva. desenvolve-se. comparação. elaboração de roteiros. tecnologia e meio ambiente.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. diagramas. pensamento lógico e crítico. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. em especial nos brasileiros. solidário. explicação. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. participativo. descrição. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. adapta-se e deseja. assumindo com responsabilidade a sua saúde e bem-estar e os demais. etc. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. • Conhecer diferentes interpretações de senso comum e científicas sobre práticas sociais. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. realização de atividades extras. entender. como higiene e alimentação. • Elaborar textos para relatar eventos. CONTEÚDOS Eixo Corpo Humano 1. exerce a cidadania e a democracia. • Consultar. diferenciação. aprende. • Analisar. Célula • Funções vitais 2. autônomo. • Reconhecer-se como sujeito coletivo. relaciona-se. interpretar. conceitos. • Articular. categorização. questões-problema. • Reconhecer-se como corpo que age. • Realizar as atividades com independência.

ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. autoestima e respeito ao outro. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. econômica e política. manutenção do equilíbrio interno. renda e escolaridade. • Conhecer os processos vitais do organismo humano (defesa. associado aos aspectos de ordem histórica.) e fatores de ordem ambiental. natalidade.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento socio cultural. tabelas e/ou textos. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. social. • Entender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização humana. sexualidade. sendo participante ativo. saneamento. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. • Identificar hábitos de autocuidado. relações com o ambiente. bem como os cuidados necessários para uma vida saudável. social ou cultural dos indivíduos. nutrição. etc. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. consciente. HABILIDADES • Conhecer o corpo humano e seu funcionamento. como mortalidade. apresentados em gráficos. cultural. • Conhecer indicadores de saúde e desenvolvimento humano. produção de tecnologia e condições de vida. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. mental e cultural dos indivíduos. social. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. autoestima e respeito ao outro. longevidade. CONTEÚDOS 74 . valorizando a formação de hábitos de autocuidado.

utilizandose de argumentos. • Ler. pensamento lógico e crítico. etapas. • Reconhecer e fazer uso da pesquisa como forma de comprovar hipóteses. sem necessidade de intervenção do professor. cultura. observação. • Planejar atividades de trabalho com base em objetivos. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. conceitos. • Responsabilizar-se pelas atitudes tomadas. resenhas). categorização. • Dominar e utilizar técnicas de estudos (organização de material. experimentos. implicações sociais. interpretar. entender. explicação. • Valorar o trabalho em grupo. tecnologia e meio ambiente. comparação. • Integrar os conhecimentos e se posicionar diante das ações do ser humano sobre a natureza. rendimentos e taxas de sua obtenção e produção. identificando propriedades. • Analisar. • Resolver situações-problema. • Planejar. sínteses. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. • Consultar. • Articular. visitas. • Caracterizar materiais. elaboração de roteiros. diagramas. Ciências e tecnologias • Energia nuclear • Energia eólica • Medicina nuclear • Produção e distribuição da energia elétrica 75 . • Elaborar perguntas. Aspectos físicos da vida • Movimento e força • Eletricidade e magnetismo • Energia. identificação. etc. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. utilizando argumentos válidos e fundamentação teórica. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Organizar os conhecimentos adquiridos. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. CONTEÚDOS Eixo Introdução à química e à física 1. e para identificar suas propriedades. raciocínios lógicos e demonstrações. consulta e registro de fontes. descrição. fenômenos. • Reconhecer e utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. • Elaborar textos para relatar eventos. diferenciação. hipóteses e argumentos. compreender e extrapolar textos científicos. gráficos e representações geométricas. HABILIDADES • Planejar. substâncias e transformações químicas.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. organizar e realizar atividades de estudos. realização de atividades extras. tabelas. argumentação. Aspectos químicos da vida • Matéria e suas pro priedades físicas • Modelo Atômico de Dalton • Misturas e soluções • Reações químicas 2. questõesproblema. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. • Interpretar esquemas. elaboração de resumos. elaborar hipóteses. códigos e nomenclatura da linguagem científica. substâncias e transformações químicas. econômicas e ambientais. entre outros: percepção. calor e temperatura 3. realizar e defender ações de cidadania e de solidariedade. esquemas. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental).

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COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural, socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana, associado aos aspectos de ordem histórica, cultural, social, econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais, produção de tecnologia e condições de vida, analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico, social, mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária, respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades, identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos, sendo participante ativo, consciente, ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana, valorizando a formação de hábitos de autocuidado, autoestima e respeito ao outro.

HABILIDADES • Descrever e comparar características físicas e parâmetros de movimentos de veículos, corpos celestes e outros objetos em diferentes linguagens e formas de representação. • Associar alterações ambientais a processos produtivos e sociais, e instrumentos ou ações científico-tecnológicos à degradação e preservação do ambiente. • Compreender o papel das ciências naturais e das tecnologias a elas associadas, nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social contemporâneo. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais, avaliando o papel da tecnologia no processo social e explicando transformações de matéria, energia e vida. • Utilizar os conhecimentos da química e da física para conhecer o mundo natural e para interpretar, analisar e planejar intervenções científico-tecnológicas no mundo contemporâneo. • Analisar diversas possibilidades de geração de energia para uso social, identificando e comparando as diferentes opções em termos de seus impactos ambiental, social, cultural e econômico.

CONTEÚDOS

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6.1.5 Referências
ALTET, M. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. Porto: Ed. Porto, 2000. BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. _______. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo : Hucitec, 1995. _______. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico, de Towards a Philosophy of the Act. Austin, EUA, 1993. BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2002. BRANCO, S. Meio ambiente & biologia. São Paulo: SENAC, 2001. BRASIL. Constituição (1988). Brasília, DF, 2002. _______. Lei nº: 9394. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 1996. _______. Lei n°: 10.172. Plano nacional de educação. 2001. _______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC / SEF, 1997. BRONCKART, J. Atividade da linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 2003. CARI, C. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo, 2008. Dissertação. 141p. CHASSOT, A. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. Ijuí, RS: Unijuí, 2003. _______. Educação consciência. Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC, 2003. CARVALHO, A. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. In: MORTIMER; SMOLKA, A. (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. Metodologia de ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1994. _______ et al. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. FAUNDEZ, A. O poder da participação. São Paulo: Cortez, 2001. FIORIN, J. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2007. GIORDAN A.; DE VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996. KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1987. _______; MARANDINO, M. Ensino de ciências e cidadania, São Paulo: Moderna, 2004. LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. São Paulo: Papirus, 1997. LEONTIEV, A. et al. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Centauro, 2005.

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LIBÂNEO, J. Didática, São Paulo: Cortez, 1994. MOLL, L. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Medicas, 2002. MORIN, E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. _______. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2003. MOREIRA, A; SILVA, T. (Org.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2002. MORTIMER, E. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994. p. 281. Tese (Doutorado em Educação). _______. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: UFMG. 2000. _______; SMOLKA, A (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. OLIVEIRA, M. (Org.) Investigações cognitivas: conceito, linguagem e cultura. Porto Alegre: Artmed, 1999. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999. SACRISTÁN, J. O currículo uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Medicas, 2000. _______. Poderes instáveis na educação. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999. SAVIANI, D. Educação do senso comum à consciência filosófica, São Paulo: Autores Associados, 2004. SEPULVEDA, C.; EL-HAANI, C. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. Investigações em ensino de ciências, v. 11, n. 1, p.1-20, mar. 2006. SILVA, T. (Org.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. VYGOTSKY, L.; LURIA, A.; LEONTIEV, A. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998. WESSMANN, H. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre: Artmet. 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Medicas, 1998.

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Matemática

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6.2 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e da aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas e culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA

&CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente aos números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A história da humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004), que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas, sobretudo, que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora

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dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica. Assim, se deve:
Fazer menos...
• Aula expositiva • Trabalho individual • Trabalho em contexto • Trabalho abstrato • Temas tradicionais do passado • Memorização instantânea • Informação acabada • Atividades fechadas • Exercícios rotineiros • Simbolismo matemático • Tratamento formal • Ritmo uniforme • Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

Fazer mais...
• Orientação, motivação • Trabalho em grupo • Aplicações cotidianas, globalização • Modelização e conexão • Temas interessantes de hoje • Compreensão duradoura • Descoberta e busca • Atividades abertas • Problemas compreensivos • Uso de linguagens diversas • Visualização • Ritmo personalizado • Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a

normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento).

13 Alsina, C.2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental, que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de competência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp.81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, p.81-82).

6.2.1 Contribuição da disciplina para a formação humana
Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Ainda para Freire (1996, p.30), ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Portanto, antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar, a fim de transformá-los e ressignificá-los, é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Dentro dessa perspectiva, defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –, mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Além disso, o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos, sociais, físicos, entre outros.

Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais, guardando estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas ao longo dos tempos relacionadas com a história da Matemática. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos, seja a comunidade local, o município, o Estado, o país ou o mundo. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Possibilitar situações que levem o estudante a validar estratégias e resultados,

6.2.2 Objetivos da disciplina
Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão, consideramos os seguintes objetivos:

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de forma que possam desenvolver o raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. Apresentar a Matemática de forma a permitir ao estudante comunicar-se matematicamente, ou seja, que saiba descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral, escrita e pictórica, estabelecendo relações entre elas e as diferentes representações matemáticas.

cionalização de conceitos e representações matemáticas, nos quais o fazer, o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. As situações a propor aos alunos, tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento, devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade, permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas, de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizadas, os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos, que envolvam raciocínios aritméticos, geométricos e algébricos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos, para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo, constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula.

6.2.3 Principais alternativas metodológicas
Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas, como resolver problemas, realizar atividades de investigação, desenvolver projetos e atividades que envolvam jogos e ainda resolver exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos, é a meta desta proposta. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados, discussão de estratégias e institu-

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A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos, propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema, bem como a construção da capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações, além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica, construída pelo homem, na qual haja lugar para conjecturas, refutações e demonstrações. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor, com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem; os alunos, com seus conhecimentos, emoções, visão da sociedade onde vivem e suas interações, etc. e, por último, os problemas selecionados com uma determinada intenção, visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. No entanto, ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem, precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemá-

tica como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar resposta correta aplicando procedimentos adequados. É necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido, desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados, testar seus efeitos, comparar diversos caminhos para obter a solução, o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Isso desenvolve no aluno a criatividade, a reflexão, a argumentação, enfim, o pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição).Nessa forma de trabalho, o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. Enfatizamos, pois, que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Para Soligo (2001).
o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de

14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões, saberes, atitudes e crenças.

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situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos.

A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende, portanto, de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento, nos processos essenciais da formação do cidadão, na forma de conjecturar, fazer inferência, descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente, uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola, antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar, meios para realizar projetos, fonte de conceitos para pensar novas ideias. Galvis (1988) afirma que o

computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem, antes de qualquer outra coisa, como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. Diferentemente do que alguns educadores temem, não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual, valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, para contribuir com a aprendizagem da Matemática é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação, e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Os preços acessíveis e a facilidade de serem encontradas as tornaram instru-

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mentos imprescindíveis. Afinal, quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto, é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso, e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas, seja na construção de conceitos, na resolução de problemas, na organização e gestão de dados ou em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. No entanto, trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história

da Matemática, tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos, além de seu caráter motivador. Para tal, evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino- aprendizagem da Matemática na escola, os jogos, os materiais concretos, o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática, auxiliando no caminho para a abstração matemática, bem como o trabalho com jogos, que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia.Como exemplo, convém lembrar que a observação precisa dos dados, a identificação das regras, a procura de uma estratégia, o emprego de analogias, a redução a casos mais simples, a variação das regras, entre outras possibilidades, são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. No âmbito pedagógico, é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos, pois os alunos não ficam na posição de meros observadores, e transformam-se em elementos ativos, na tentativa de busca da estratégia vencedora, buscando solucionar o problema posto à sua

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frente. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. O livro didático, por sua vez, tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor, convertendo-se em um dos apoios disponíveis para o professor; talvez o mais importante, o mais facilmente acessível, na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo, na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso, atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. Para tal que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos, e a internet, com sua gama de conexões, no sentido de ampliar as informações e repertório textual. Ressaltamos o trabalho com projetos, que se harmoniza com a resolução de problemas, tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Além disso, os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade, quando articulam vários ramos do saber, além

de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade, que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural, além de contribuir para ações que ao entender esse contexto o modificam. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e aliado a isto uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula.

COMPETÊNCIAS/HABILIDADES Dentre as competências gerais para todos os anos do Ensino Básico citamos: Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Raciocinar logicamente, fazer abstrações com base em situações concretas, generalizar, organizar e representar. Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática.

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Resolver problemas, criando estratégias próprias para sua resolução, desenvolvendo a imaginação e a criatividade. Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo, indutivo, probabilístico, por analogia, plausível, etc. Utilizar as novas tecnologias de computação e informação. Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções. Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. Outras competências, igualmente fundamentais para o Ensino Básico, estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: Reconhecer e utilizar símbolos, códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. Identificar, transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções.

Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento, percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. Compreender dados estatísticos, interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos, estabelecendo tendências e possibilidades. Identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. Diante de formas geométricas planas e espaciais, reais ou imaginárias, conhecer suas propriedades, relacionar seus elementos. Calcular comprimentos, áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. Utilizar grandezas diversas para medir espaço, tempo e massa. Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem, estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. Identificar a formulação em linguagem matemática, em uma situação-problema apresentada em certa área do conhecimento.

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6.2.4 Conteúdo Básico Comum - Matemática 5ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver es tratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros e suas representações e utilizações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. CONTEÚDOS Números e operações • Os números no dia-a-dia. • Operações fundamentais. • Multiplicação: ideia proporcional. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita e representações. • As frações: ideia de parte-todo e razão, representações numéricas e pictóricas. • O conceito de equivalência de frações: comparação e operações. • A porcentagem: escrita e repre sentações. • Os números inteiros: conceito e representação. • Raciocínio proporcional.

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COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas.

HABILIDADES • Registrar ideias e procedimentos. • Empregar média aritmética em situações-problema em que ela se faz necessária. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da matemática. • Observar, explorar e investigar. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Reconhecer posições relativas entre retas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas, utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

CONTEÚDOS Tratamento da informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Coleta de dados e organização em gráficos de barra. • Leitura e interpretação de textos diversos. • Média aritmética. Geometria, grandezas e medidas • Visualização e análise de sólidos e polígonos. • Medidas de comprimento mais utilizadas. • Retas paralelas, perpendiculares e concorrentes. • Perímetro de figuras planas. • O sistema métrico decimal: a história das medidas e transformações de unidades, aplicações. • As unidades não-padronizadas de medidas. • As unidades padronizadas de medidas de comprimento (metro, centímetro e quilômetro). • As unidades de massa (quilograma e grama). • As unidades de volume (litro e mililitro). • Unidades de tempo (hora, minuto, segundo, ano, década, século).

• Visualizar, reconhecer, analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Compreender o conceito de comprimento, massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções.

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6ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver estraté gias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros, suas representações e utilizações, bem como suas propriedades e a aptidão para utilizá-los em situações concretas. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. CONTEÚDOS Números e operações • Operações fundamentais. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita, representações e cálculos com decimais. • As frações: ideia de parte-todo e razão, e suas representações e cálculos. • Retomar o conceito de equivalência de frações. • Números decimais: decimal finito e dízimas periódicas. • A porcentagem: escrita e representações. • Os números inteiros: conceito, representação e operações. • Resolução de problemas envolvendo os inteiros. • Potências e raízes. • Raciocínio proporcional: razão e proporção; grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. • Resolução de problemas envolvendo o raciocínio combinatório. • Porcentagem. • Juros. • Escalas.

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• Visualizar. analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. HABILIDADES • Coletar e organizar dados de pesquisa. translação e rotação. Geometria. • Perceber a beleza das construções matemáticas.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Registrar ideias e procedimentos. eixo cartesiano. • Reconhecer as unidades que medem comprimento e áreas e utilizá-las para os cálculos na resolução de problemas diversos. massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Processar informações diversas. • Criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Observar. explorar e investigar. • Média aritmética e ponderada. • Medindo ângulos. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Compreender o conceito de comprimento e massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre estes conceitos na resolução de problemas do cotidiano. muitas vezes expressa na simplicidade. • Perímetro. • Simetria de reflexão. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. CONTEÚDOS Tratamento da informação • Coleta de dados e organização em tabelas e gráficos. • Orientação espacial: direção. grandezas e medidas • Conceito de espaço e tempo do ponto de vista natural. reconhecer. • Construção de gráficos de barras e setores. utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. • Reconhecer ângulos nas figuras geométricas e saber medi-los utilizando instrumentos adequados. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. 94 . na harmonia e na organicidade de suas construções. • Dividindo o grau e a hora. • Medidas de capacidade e massa (aplicação para resolução de problemas): áreas e volumes. • Compreender o conceito de comprimento. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Soma dos ângulos internos de um polígono. sentido. • Área de figuras planas.

Sumário principal COMPETÊNCIAS • Analisar as relações numéricas. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Sistemas do 1º grau. CONTEÚDOS Álgebra • As regularidades e generalizações. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. HABILIDADES • Procurar padrões e regularidades para formular generalizações em situações diversas. aplicação para resolução de problemas. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. contextos numéricos e geométricos. Resolução. • Equação do 1º grau: conceito de igualdade e equivalência. incluindo os símbolos. 95 . • Cálculo literal: letra como variável e incógnita. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • A resolução de problemas envolvendo equações e sistemas.

• Procurar e explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Efetuar as operações básicas envolvendo expressões algébricas e entendê-las como generalizações das propriedades e operações dos números. • Produtos notáveis: utilizá-los com a finalidade de simplificar o cálculo algébrico. divisão. com algoritmos ou usando calculadora. subtração. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. 96 .Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Efetuar cálculos mentalmente. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • Reconhecer os números reais e irracionais e suas representações. Q e IR). bem como decidir qual dos métodos é apropriado à situaçãoproblema. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. potenciação e radiciação. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Reconhecer situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. CONTEÚDOS Números e operação • Operar utilizando o cálculo mental. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Resolução e proposição de problemas envolvendo as operações de adição. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Expressar quantidades por meio da notação científica. • Analisar as relações numéricas. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. incluindo os símbolos. multiplicação. • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. Álgebra • Representar algebricamente uma situação-problema. explicitá-las em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. Z. • Os conjuntos numéricos: inteiros. • Os cálculos com frações e decimais. • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com as expressões algébricas. a estimativa. a calculadora e os algoritmos. racionais e irracionais. • As escalas e suas aplicações. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Resolução de problemas de porcentagem. • O conjunto dos números reais: relação entre os conjuntos numéricos (IN. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. utilizando-a na resolução de problemas do cotidiano.

baricentro e ortocentro). área e volume. Tratamento da informação • Organização de dados em tabelas e gráficos. grandezas e medidas • Proporcionalidade: semelhança. diagonais de polígono. mediana e altura). áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Processar informações diversas. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Construções geométricas utilizando régua e compasso e geometria dinâmica. • A construção de triângulos. escala. • Diferenciar círculo e circunferência e reconhecê-los nas formas diversas e nas diferentes culturas. • Congruência de triângulos. • Gráficos de barras. • Construções geométricas . • Leitura e interpretação de dados em tabelas e gráficos. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. homotetia. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. setores e linhas. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Reconhecer os vários tipos de triângulos e estabelecer relações de semelhança e congruência. teorema de Tales. • Saber utilizar instru mentos geométricos para efetuar medições e construção de objetos geométricos.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Relacionar e aplicar os saberes da matemática nas diversas áreas do conhecimento. • Identificar a diversidade nas diferentes cultura e profissões. na harmonia e na organicidade de suas construções. CONTEÚDOS Geometria. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Cálculo de perímetro. • Área do círculo. • Registrar ideias e procedimentos. bissetriz. incentro. • Pontos notáveis do triângulo (circuncentro. • Noções de estatística: cálculo de médias e moda. 97 . • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. HABILIDADES • Calcular comprimentos. • Coletar e organizar dados de pesquisa. muitas vezes expressa na simplicidade.polígonos. • Elementos do triângulo (mediatriz. • Circunferências: cálculo de comprimento.

HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. • Chances e possibilidades. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Saber expressar quantidades por meio da notação científica. • Compreender dados estatísticos. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. 98 . • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Reconhecer números reais e irracionais. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. interpretálos e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. • Saber lidar com dados probabilísticos e combinatórios. • Porcentagens e juros. • Introdução à probabilidade. estabelecendo tendências e possibilidades. • Potenciação e radiciação. • Estatística: frequências e moda. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. A estatística • O tratamento da informação: leitura e interpretação de tabelas e gráficos (do cotidiano e estatístico). suas representações. • Registrar ideias e procedimentos. • Processar informações diversas. CONTEÚDOS Números e operações • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. saber suas propriedade e operar com eles. • Gráficos de reta e parábola: esboço e análise.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer as várias representações dos números e do uso da notação científica. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. utilizando-as na resolução de problemas do cotidiano.

• Calcular comprimentos. muitas vezes expressa na simplicidade. resolução algébrica. na harmonia e na organicidade de suas construções. propondo problemas do cotidiano. • Teorema de Pitágoras (aplicação para resolução de problemas). • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Aplicações da Trigonometria (por exemplo. os polinômios. • Saber utilizar instrumentos geométricos para efetuar medições e construção de polígonos inscritos e circunscritos na circunferência. • Entender e perceber as razões trigonométricas. • Geometria e artes. • Aplicação do cálculo de volume para resolução de problemas. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Perceber os objetos geométricos que aparecem nas diversas profissões e entender seus usos. • Equações do primeiro e segundo graus. função do primeiro grau e do segundo graus. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. distâncias inacessíveis). • Figuras espaciais – poliedros.conceito. • Equação do 2º grau: representação. resolução de problemas relacionando-os à geometria. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. incógnitas. incluindo os símbolos. 99 .Sumário principal COMPETÊNCIAS • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Regularidades e generalizações. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Geometria. • Noções de trigonometria. • Analisar as relações numéricas. • Geometria das profissões. • A linguagem algébrica: variáveis. • Funções . • Reconhecer a geometria nas artes e nas diferentes culturas. • Resolver problemas que envolvam relações entre variáveis. CONTEÚDOS Álgebra • Noções de funções via resolução de problemas. • Polígonos inscritos e circunscritos. • Perceber a beleza das construções matemáticas. HABILIDADES • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com polinômios. • Saber aplicar a trigonometria para o cálculo de distâncias inacessíveis e outras situaçõesproblema. resolução pelo método da soma e produto. grandezas e medidas • Cálculo de áreas.

Nilson. P. Dezembro de 1988. L. Brasil. São Paulo: Paz e Terra. n. 1987a. PAIVA. Lisboa: Universidade Aberta. 2001.. Teoría de la acción comunicativa. P. KUENZER. J. São Paulo: Cortez. 1987.5 Referências ABRANTES. 100 .. v. jan. Madrid: Taurus. I. Os sete saberes necessários à educação do futuro. O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. Barcelona: Graó. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2005. 1996. p. MACHADO. A. Boletin de informática educativa. DEVLIN. Coleção Educação contemporânea.). 2001.. V. II : crítica de la razón funcionalista. HABERMAS. Pruebas e refutaciones.). cultura. Matemática e realidade: análise e pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. A. 2000. Ensino de 2º grau: o trabalho como princípio educativo. La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado. El currículum de matemáticas en los inícios de siglo XXI. M.Sumário principal 6. São Paulo: Cortez. 2006. SERRAZINA. Kleith. MATOS. Sociedade. DF. 2006. matemática e seu ensino. Educação matemática: da teoria à prática. PONTE. da. Teoría de la acción comunicativa. MEC. NACARATTO. _______. BRUNHEIRA. GALVIS. 1992. SP: Papirus. Investigações matemáticas na aula e no currículo. 2000. ______. 2004. Jésus Maria et al. BRASIL. 2001. J. 1999. 1995. 1996. MORIN. 2005. Currículo nacional do ensino básico: competências essenciais. São Paulo: Cortez. 1996. Lisboa: Projecto Matemática para todos e Associação de Professores de Matemática. _______. Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro en Goñi (coord. 117-38. LAKATOS. HABERMAS. Ubiratan. Edgar. Campinas. 31. Colômbia. 1. São Paulo: Moderna. FREIRE. Pedagogia do oprimido.2. São Paulo. Argentina: Aique. 1991. Acácia Z. Brasília. D’AMBROSIO. (Org). C. Coleção perspectivas em educação matemática. Rio de Janeiro: Record. FONSECA. Paulo. Biblioteca de Uno. Coleção Educação em pauta: teorias e tendências. ______. J. São Paulo: Cortez. Madrid: Alianza. 1987b. A. Belo Horizonte: Autêntica. Conhecimento e valor. (Org. Educação e pesquisa. L. J./abr. Bogotá.99-120. Y. I: racionalidad de la acción y racionalización social. H. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. H. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. ALSINA. Madrid: Taurus. 1978. CHEVALLARD. GOÑI. El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Didáctica da matemática. M. Rio de Janeiro: Paz e Terra. A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Ambientes de enseñanza-aprendizaje enriquecidos con computador . Barcelona: Graó. ______.

Didática da matemática: uma análise da influência francesa.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas. Educação matemática e formação para o trabalho: práticas escolares da escola técnica de Vitória de 1960 a 1990. M. 2008. São Paulo: Cortez. responsabilidade. La enseñanza de las matemáticas em la educación de personas adultas: um modelo dialógicco. A. PAPERT. Jussara de Loiola. España 2004. 445 f. 175p. ______. Concepções do ensino de geometria: a partir da prática docente. Porto Alegre: ARTMED. Campinas. com. M. 2003. Francisco Javier Díez. 2004. n. L. VALE. SOLIGO.tdx.htm>. Porto Alegre: Artmed. PONTE.fc. Acesso em: 04 jul. Disponível em: <http://www. Tese (Doutorado) . Investigar. 66-91. Educação matemática crítica e a perspectiva dialógica de Paulo Freire: tecendo caminhos para a formação de professores. Ler. A prática educativa: como ensinar. O. Antoni. Belo Horizonte: Argumentum. . 2000. 14. Programa e escrita na escola: dez questões a considerar. ensinar e aprender. _______. Rio Claro. ______. n. Investigações matemáticas na sala de aula. OLIVEIRA Hélia. 2002.Sumário principal PAIS. VILA. Educação matemática crítica: reflexões e diálogos. C. ______. Rosaura. Isabel. et al. Campinas/SP.ul. Números e álgebra: na aprendizagem da matemática na formação de professores. SKOVSMOSE. p. Porto Alegre: Artes Médicas. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para currículo escolar. Porto Alegre: Artes Médicas.Facultad de Pedagogía Universidad de Barcelona. Joana. escrever e resolver problemas : habilidades básicas para aprender matemática. 2006. Disponível em: <http://www. p. 2006. 2007. PAIVA. 2007. ZABALA. Diva Souza. 2006. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Belo Horizonte: Autêntica. SMOLE. A. Tese de Doutorado.html>. 2003. Porto Alegre: Artmed.. FREITAS. BROCARDO. ______. Lisboa. 1999. PINTO. Tese (Doutorado) . SILVA. R. matemática.br/salto/boletins2001.es/TDX-0331105-120753/index. 2001. Lisboa: Fundação para Ciência e Tecnologia. DINIZ. In: Secção de educação matemática da sociedade portuguesa de ciências da educação . Educação matemática crítica: a questão da democracia. Educação crítica: incerteza. Vitória. _______. 2008. 2006. Disponível em : <http://www.Unicamp. S. Luiz Carlos. 1998. 2008. Antônio Henrique. SP: Papirus. Rio de Janeiro: PUC-RJ. CALLEJO. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. PALOMAR. Belo Horizonte: Autêntica. Actas do profmat: APM.educ. ES: SEDU. Matemática para aprender e pensar: o papel das crenças na resolução de problemas. Cenários para investigação.cesca. Acesso em: 4 jul. Bolema – boletim de educação matemática. Kátia S. In: ARAÚJO. 101 . V..25-39. Maria Ignez. 1999. 1994. 2001.tvebrasil. A resolução de problemas: uma metodologia de investigação. 2001. João Pedro da. Porto Alegre: Artes Médicas. Ole. Coleção Tendências em educação matemática.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 03 .Área de Ciências Humanas Anos Finais .

Ensino fundamental. 2. v.com. Ensino fundamental .016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av.Espírito Santo (Estado) .Currículo. área de Ciências Humanas. v. v.Ensino fundamental. 03 .Ensino médio. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. 03) Conteúdo dos volumes : v. 01 .111. – Vitória : SEDU. v. II. anos iniciais. 4.Currículo. César Hilal. 2009. 01 . CDD 372. área de Linguagens e Códigos. 112 p. 02 . Título.056-085 . Santa Lúcia . Ensino médio . área de Ciências da Natureza. área de Ciências Humanas.br Espírito Santo (Estado).CEP 29. 26 cm.Ensino fundamental.Ensino médio. Ensino . v.Currículo. ISBN 978-85-98673-04-2 1. anos finais. I. ES. v.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. 03 .Vitória/ES . área de Ciências da Natureza. área de Linguagens e Códigos. Guia de implementação.3. . Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências Humanas / Secretaria da Educação. Ensino fundamental . 3.Ensino médio.19 CDU 373. 02 . anos finais. nº 1.Info Consultoria. anos finais.Ciências Humanas. – (Currículo Básico Escola Estadual . Volumes sem numeração : Ensino fundamental. Série.

igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire . ao lado do educador.. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “..

Cristina Lúcia de Souza Curty. Érika Aparecida da Silva. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Marcio Vieira Rodrigues. Renata Garcia Calvi. Linderclei Teixeira da Silva. Lúcia Helena Novais Rocha. Edimar Barcelos.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Erilda L. Lea Silvia P. Eliana C.Arte Rita de Cássia Tardin . Maria Adélia R. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Sandra Renata Muniz Monteiro. Jarbas da Silva. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Eliethe A. Maria Geovana M. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. João Carlos S. Gilcimar Manhone. Jomara Andris Schiavo. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Márcio Correa da Silva. Nourival Cardozo Júnior. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Teresa Lúcia V. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Vivian Rejane Rangel. Mohara C. Rosangela Maria Costa Guzzo. Paulo Roberto Arantes. Anderson Soares Ferrari. Danilza A. Ângela Maria Freitas. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Francisco Castro. Jane Pereira. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Mara Cristina S. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Ilia Crassus Pretralonga. Pedro Guilherme Ferreira. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Organdi Mongin Rovetta. Karina Marchetti Bonno Escobar. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Cláudia Regina Luchi. Cezar. Alcimara Alves Soares Viana. Angélica Chiabai de Alencar. Cérlia Silva de Oliveira. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . C. Sulâne Aparecida Cupertino.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . de Almeida. Luciane R. Dileide Vilaça de Oliveira. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Lurdes Maria Lucindo. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Cátia Aparecida Palmeira. Renata da Costa Barreto Azine. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Maria Adelina Vieira Clara. Giovana Motta Amorim.C. Tânea Berti. Magna Maria Fiorot. Ana Helena Sfalsim Soave. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Gracielle Bongiovani Nunes. Hebnézer da Silva. Valéria Zumak Moreira. Elenivar Gomes Costa Silva. Denise Moraes e Silva. P. SRE Carapina: Lucymar G. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Martinelli. Sabrina D. Monteiro e Wagna Matos Silva. Verginia Maria Pereira Costa. Paulo Roberto Arantes. Malba Lucia Gomes Delboni. Edna Milanez Grechi. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Maria de Lourdes S. Guaresqui Cruz. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Nascimento. S. Davel. Salette Coutinho Silveira Cabral. Maria do Carmo Braz.Língua Portuguesa Adriana Magno. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Rosiane Schuaith Entringer. Junqueira. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Tania Mara Silva Gonçalves. Sebastião Ferreira Nascimento. Luiz Humberto A. Edilene Klein. do Nascimento. Elza Vilela de Souza. Roseane Sobrinho Braga. Maria Elizabeth I. Renato Santos Pereira. Chirlei S. Carlos Sebastião de Oliveira. Alves. de Oliveira. Lúcia Helena Maroto.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. José Christovam de Mendonça Filho. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Rhaiany Rosa Vieira Simões. SRE Nova Venécia: Cirleia S. José Alberto Laurindo. Luciana Oliveira. Luiza E. Edy Vinicius Silverol da Silva. Elisangela de Jesus Sousa. Marilene Lúcia Merigueti. Maria da Penha de Souza. Iza klipel. R. Antônio Carlos Rosa Marques. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Rafaela Teixeira Possato de Barros. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Rodrigo Nascimento Thomazini. Ires Maria Pizzeta Moschen. Maria Aparecida Rosa. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Alan Clay L. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Epitácio Rocha Quaresma. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Jomar Apolinário Pereira. Luiz Antonio Batista Carvalho. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Rodrigues. Marcia Vânia Lima de Souza. Rita de Cássia Santos Silva. Mônica V. Antônio Fernando Silva Souza. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Léa Silvia P. Braga. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Perin e Valéria Perina. Pedro Paulino da Silva. Rosângela Vargas D. Núbia Lares. . Ronchetti. Margarida Maria Zanotti Delboni. Madalena A. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Evelyn Vieira. Angelita M. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Gleise Maria Tebaldi. Marcos Leite Rocha. Rodrigues. Dilma Demetrio de Souza.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Eliane Maria Lorenzoni. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Alecina Maria Moraes. Roberto Lopes Brandão. Alaércio Tadeu Bertollo. Morati. Ivone Braga Rosa.Física Claudio David Cari . SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Delcimar da Rosa Bayerl. Janaína Nielsen de Souza Corassa.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Barbosa. Everaldo Simões Souza. Ilza Reblim. Pedro Paulino da Silva. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Carmencéa Nunes Bezerra. Eliane Carvalho Fraga. Lemos. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Hulda N. Giuliano César Zonta. Giselle Peres Zucolotto. Margareth Zorzal Fafá. Claudinei Pereira da Silva. Neire Longue Diirr. Renan de Nardi de Crignis. Magna Tereza Delboni de Paula. Luciene Tosta Valim.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Sandra Fernandes Bonatto. Bastos. Simone Carvalho. Foerste . Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Ilza Reblim. Edílson Alves Freitas. Patrocínio. Última da Conceição e Silva. Jaqueline Justo Garcia. Márcia Gonçalves Brito. Alvarenga Vieira. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Edna dos Santos Carvalho. Ferreira. Rodrigues. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Luciane S. Maria da Penha C. Freitas. Ribeiro. Alaíde Trancoso. Johan Wolfgang Honorato. Dalla Passos. João Firmino. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Marcelo Ferreira Delpupo. Márcia M. Leila Falqueto Drago. Telma L. Raquel Marchiore Costa. Christina Araújo de Nino.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Novais Rocha. Campos Cruz. da Silva Scaramussa. Manzoli. Luciene Tosta Valim. da Silva. Lyra. Angélica Chiabai de Alencar. Neyde Mota Antunes.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Maria Alice Dias da Rosa. Larmelina. Angélica Chiabai de Alencar. Lúcia H. Fracalossi. Silma L. Benevides. C. Luciane Salaroli Ronchetti. Anderson Soares Ferrari. Oliveira. Josimara Pezzin.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Antônio Fernando Silva Souza. Rodrigo Vilela Luca Martins. Maria José Teixeira de Brito. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Luciene Maria Brommenschenkel. Irineu Gonçalves Pereira. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Maria da Ressurreição. João Luiz Cerri. Bastos. Cátia Aparecida Palmeira. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Kátia Elise B. de Quadros P. Tarcísio Batista Bobbio. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Vaneska Godoy de Lima. Conciana N. Renan de Nardi de Crignis. Marta Gomes Santos.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . de Castro. Adna Maria Farias Silva. Pereira. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Mirtes Ângela Moreira Silva. Pinto. Marlene M. Sandra Renata M. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Naédina Barbieri. Eliane dos Santos Menezes. Carvalho. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Eduarda Silva Sacht. Ernani Carvalho Nascimento. Rachel Miranda de Oliveira. Martinelli. Carla Moreira da Cunha. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Edilene Costa Santana. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Maria Alice Dias da Rosa. Jorge Luis Verly Barbosa. Maria Nilza Corrêa Martins. Américo Alexandre Satler. Regina Jesus Rodrigues. Paulo Alex Demoner.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Gina Maria Lecco Pessotti. Jaqueline Oliozi. Rogério de Oliveira Araújo. Sara Freitas de Menezes Salles. Edson de Jesus Segantine. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Israel Bayer. Patrícia Maria Gagno F. Agnes Belmonci Malini. João Luiz Cerri. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Coelho Ambrozio. Ivanete de Almeida Pires. Hebnezer da Silva. Soprani. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Regina Zumerle Soares. Nilson de Souza Silva. Maria da Penha E. Ires Maria Pizetta Moschen. Cortez. Christina Araújo de Nino. Torres. Eliana Aparecida Dias. Cristina Louzada Martins da Eira. Luciano Duarte Pimentel. Marluce Furtado de Oliveira Moronari.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Ana Paula Alves Bissoli. Lima. Ana Paula Alves Bissoli. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Valentina Hetel I. Patrícia Maria Gagno F. Marta Margareth Silva Paixão. Jane Ruy Penha.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Ediane G. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Maria Cristina Garcia T. Fabiano Boscaglia. Irineu Gonçalves Pereira. Vazzoler. Sônia A. Antonia Regina Fiorotti. Rosiana Guidi. Paulo Roberto Arantes. Rosinete Aparecida L. Anelita Felício de Souza. Maria de Glória Sousa Gomes. Sidinei C. Marlene Athaíde Nunes.SEDU Ana Beatriz de C. Fernandes. Izaura Célia Menezes. Maura da Conceição. Kátia Regina Zuchi Guio. Sebastião Ferreira Nascimento. Rodrigues Soyer. Sebastiana da Silva Valani. Alexandre Nogueira Lentini. Alaíde Schinaider Rigoni. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Luciete de Oliveira Cerqueira.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Eliane dos Santos Menezes. Renato Köhler Zanqui.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Carvalho Morais.

mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. como um plano único e consolidado. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. a complexidade que envolve a infância e a juventude. na qual. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. neste contexto. sem dúvida.Sumário principal Prezado Educador. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. quer sejam individuais ou coletivos. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. Temos certamente que comemorar. Como equipe. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. das superintendências e da unidade central. Para enfrentá-los.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

Educação Especial e Educação do Campo. Como síntese desse processo. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. O Estado. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. sobretudo. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. conforme os termos constitucionais. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. mas.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. tendo como base um projeto de nação. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. por meio de mecanismos participativos. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. como unidade autônoma. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. ao longo dos anos. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC).

costumes historicamente produzidos que. Portanto. O currículo é a materialização do ricos de discussão. com qualidade social. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. como a relação entre trabalho.Sumário principal e social de sua população. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. muitas vezes. que desafios que precisamos enfrentar. fortalecendo a grande complexidade. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. professores convidados. tônomos e críticos. com vistas à promoção do educando e. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. Todos esses atores mente construídas. por meio de atitudes. da educação pública. 12 . contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. conectado com a dimensão universal. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. ciência e cultura. entre vimento de crianças. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. nizados. hábitos e consequentemente. Entre os anos de 2004 e 2006. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. valores. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional.500 educadores. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões.

A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. conteúdos com- 13 . ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Certamente. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. outros Educação Básica.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Isto é. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. consequentemente. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. Para tanto. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Além para cada disciplina da do CBC. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. conhecimentos estanques e conservadores.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. resguardando as especificidades das escolas. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual.

na relação com a natureza e com seus pares e. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. dentre outros. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. ou seja. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. assim. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. correspondendo aos 30% restantes.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. lo ciência. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. cultura e trabalho. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . cializadas na medida em que cultura e trabalho. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. ampliando a nada. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. em alguns casos. como instrumentos dinamizadores do currículo. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. Do ponto de vista organizacional. produz conhecimentos.

atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. por fim. Dessa forma. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. 8963 de 21/07/2008. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. 15 . contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. por meio da Lei Nº.Sumário principal vivências curriculares. materializa esse conceito. a partir de estudos sistemáticos. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. química e biologia. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. O projeto contempla ainda. “Ciência na Escola” . a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. Matemática e Ciências. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. roteiros turísticos e ambientais. Esporte. tornando a escola mais atrativa. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. Realização de olimpíadas escolares e. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa.

a partir digitais no cotidiano escolar. por meio que necessidade. “Ler. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. transdisciplida escola. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. intervenção pedagógica. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. tecnologias e suas implicações didáticas. pendrives. PC do professor. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. que para a revitalização das professor dinamizador. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. a de estudar. de modo a 16 . pesquisa. como ativiprocesso ensino aprendizagem. atualização da escola. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. formação gica. pois o educador precisa aliar à Multimídia. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. escrita e pedagógicas. com destasucesso esperado: estagiários. e a partir A formação continuada tação. as reformas educativas e seus desdobramentos.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. as novas do conhecimento. com destaque ações de formação. com isso. ampliando para a do educador é mais naridade. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. a sua inclusão digital e a comunidade. TV comunidade local. pois o educador precisa aliar à tarefa e. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente.um públicas e privadas. capacibibliotecas escolares. computador por aluno.

de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente sej