SEDU Curriculo Basico Escola Estadual.1pdf

CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

Guia de implementação

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental

Ensino Médio Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Ensino Médio Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Ensino Médio Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Anos Iniciais

Anos Finais
Vol. 01 - Área de Linguagens e Códigos

Anos Finais
Vol. 02 - Área de Ciências da Natureza

Anos Finais
Vol. 03 - Área de Ciências Humanas

Sumário

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL
Guia de Implementação

Sumário

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GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Info Consultoria, ES, Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.com.br Espírito Santo (Estado). Secretaria da Educação Guia de implementação / Secretaria da Educação. – Vitória : SEDU, 2009. 72 p. ; 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. 01 - Ensino fundamental, anos finais, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino fundamental, anos finais, área de Ciências Humanas; v. 01 - Ensino médio, área de Linguagens e Códigos; v. 02 - Ensino médio, área de Ciências da Natureza; v. 03 - Ensino médio, área de Ciências Humanas. Volumes sem numeração : Ensino fundamental, anos iniciais; Guia de implementação. ISBN 978-85-98673-09-7 1. Ensino - Espírito Santo (Estado) - Currículo. 2. Ensino fundamental - Currículo. 3. Ensino médio Currículo. I. Título. II. Série. CDD 371 CDU 37.016

E77g

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. César Hilal, nº 1.111, Santa Lúcia - Vitória/ES - CEP 29.056-085

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CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL

“... nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.” Paulo Freire

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COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação, Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR - SEDU Ana Beatriz de C. Dalla Passos, Aparecida Agostini Rosa Oliveira, Conciana N. Lyra, Danilza A. Rodrigues, Denise Moraes e Silva, Eliane Carvalho Fraga, Hulda N. de Castro, Jane Ruy Penha, Josimara Pezzin, Lúcia Helena Maroto, Luciane S. Ronchetti, Luiza E. C. de Almeida, Malba Lucia Gomes Delboni, Márcia Gonçalves Brito, Márcia M. do Nascimento, Maria Cristina Garcia T. da Silva, Maria da Penha C. Benevides, Maria Geovana M. Ferreira, Maria José Teixeira de Brito, Mirtes Ângela Moreira Silva, Naédina Barbieri, Neire Longue Diirr, Rita de Cássia Santos Silva, Rita Nazareth Cuquetto Soares, Rosemar Alves de Oliveira Siqueira, Sandra Fernandes Bonatto, Sidinei C. Junqueira, Sônia A. Alvarenga Vieira, Tania Mara Silva Gonçalves, Tânia Maria de Paiva Zamprogno, Telma L. Vazzoler, Teresa Lúcia V.C. Barbosa, Valéria Zumak Moreira, Verginia Maria Pereira Costa, Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria, Eduarda Silva Sacht, Luciano Duarte Pimentel, Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite - História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós - Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira - Filosofia Maria da Conceição Silva Soares - Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo - Física Claudio David Cari - Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol - Química Maria Auxilidora Vilela Paiva - Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste - Educação Física Carlos Roberto Pires Campos - Língua Portuguesa Adriana Magno, Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças - Arte Rita de Cássia Tardin - Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino - Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida - Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao - Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. S. Foerste - Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos - Educação de Jovens e Adultos

PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Guaresqui Cruz, Agnes Belmonci Malini, Alaíde Trancoso, Alaércio Tadeu Bertollo, Alan Clay L. Lemos, Alcimara Alves Soares Viana, Alecina Maria Moraes, Alexandre Nogueira Lentini, Anelita Felício de Souza, Ângela Maria Freitas, Angélica Chiabai de Alencar, Angelita M. de Quadros P. Soprani, Antônio Fernando Silva Souza, Cristina Lúcia de Souza Curty, Dileide Vilaça de Oliveira, Ediane G. Morati, Edílson Alves Freitas, Edimar Barcelos, Eliana Aparecida Dias, Eliana C. Alves, Eliethe A. Pereira, Elisangela de Jesus Sousa, Elza Vilela de Souza, Epitácio Rocha Quaresma, Erilda L. Coelho Ambrozio, Ernani Carvalho Nascimento, Fabiano Boscaglia, Francisco Castro, Gilcimar Manhone, Gleydes Myrna Loyola de Oliveira, Gracielle Bongiovani Nunes, Hebnezer da Silva, Ilia Crassus Pretralonga, Ires Maria Pizetta Moschen, Israel Bayer, Ivanete de Almeida Pires, Jane Pereira, Jaqueline Oliozi, João Carlos S. Fracalossi, João Luiz Cerri, Jorge Luis Verly Barbosa, José Alberto Laurindo, Lea Silvia P. Martinelli, Leila Falqueto Drago, Lúcia H. Novais Rocha, Luciene Maria Brommenschenkel, Luiz Antonio Batista Carvalho, Luiz Humberto A. Rodrigues, Lurdes Maria Lucindo, Marcia Vânia Lima de Souza, Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart, Marcelo Ferreira Delpupo, Margarida Maria Zanotti Delboni, Maria Alice Dias da Rosa, Maria da Penha E. Nascimento, Maria da Penha de Souza, Maria de Lourdes S. Carvalho Morais, Maria Elizabeth I. Rodrigues, Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini, Marlene M. R. Patrocínio, Marluce Furtado de Oliveira Moronari, Marta Margareth Silva Paixão, Mohara C. de Oliveira, Mônica V. Fernandes, Neyde Mota Antunes, Nilson de Souza Silva, Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Raquel Marchiore Costa, Regina Jesus Rodrigues, Rodrigo Nascimento Thomazini, Rodrigo Vilela Luca Martins, Rosangela Maria Costa Guzzo, Rosiana Guidi, Rosinete Aparecida L. P. Manzoli, Sabrina D. Larmelina, Salette Coutinho Silveira Cabral, Sandra Renata Muniz Monteiro, Sebastião Ferreira Nascimento, Sérgio Rodrigues dos Anjos, Sulâne Aparecida Cupertino, Tânea Berti, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Última da Conceição e Silva, Valentina Hetel I. Carvalho, Vaneska Godoy de Lima, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues, Zelinda Scalfoni Rodrigues. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva, Américo Alexandre Satler, Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Bruna Wencioneck de Souza Soares, Carlos Sebastião de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Chirlei S. Rodrigues Soyer, Claudinei Pereira da Silva, Cristina Louzada Martins da Eira, Delcimar da Rosa Bayerl, Edilene Costa Santana, Edson de Jesus Segantine, Edy Vinicius Silverol da Silva, Elizabeth Detone Faustini Brasil, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Érika Aparecida da Silva, Giuliano César Zonta, Irineu Gonçalves Pereira, Janaína Nielsen de Souza Corassa, Jarbas da Silva, Jomar Apolinário Pereira, Linderclei Teixeira da Silva, Luciane Salaroli Ronchetti, Mara Cristina S. Ribeiro, Marcio Vieira Rodrigues, Maria Alice Dias da Rosa, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria Nilza Corrêa Martins, Maria de Glória Sousa Gomes, Marlene Athaíde Nunes, Organdi Mongin Rovetta, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Alex Demoner, Paulo Roberto Arantes, Pedro Guilherme Ferreira, Renan de Nardi de Crignis, Renata da Costa Barreto Azine, Renato Köhler Zanqui, Renato Santos Pereira, Rhaiany Rosa Vieira Simões, Sandra Renata M. Monteiro e Wagna Matos Silva. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos, Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto, Ana Helena Sfalsim Soave, Antônio Carlos Rosa Marques, Carla Moreira da Cunha, Carmencéa Nunes Bezerra, Christina Araújo de Nino, Cláudia Regina Luchi, Edilene Klein, Eliane dos Santos Menezes, Eliane Maria Lorenzoni, Giselle Peres Zucolotto, Ilza Reblim, Izaura Célia Menezes, Jaqueline Justo Garcia, Johan Wolfgang Honorato, Jomara Andris Schiavo, Kátia Regina Zuchi Guio, Lígia Cristina Magalhães Bettero, Luciene Tosta Valim, Magna Tereza Delboni de Paula, Márcia Carina Marques dos Santos Machado, Maria Aparecida Rosa, Maria do Carmo Braz, Maria Eliana Cuzzuol Gomes, Marta Gomes Santos, Núbia Lares, Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino, Renata Garcia Calvi, Roberto Lopes Brandão, Rosângela Vargas D. Pinto, Sebastiana da Silva Valani, Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros, Vivian Rejane Rangel.

Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior, Adna Maria Farias Silva, Ana Paula Alves Bissoli, Anderson Soares Ferrari, Angélica Chiabai de Alencar, Antônio Fernando Silva Souza, Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira, Cátia Aparecida Palmeira, Cérlia Silva de Oliveira, Christina Araújo de Nino, Edna dos Santos Carvalho, Elenivar Gomes Costa Silva, Eliane dos Santos Menezes, Elzimeire Abreu Araújo Andrade, Evelyn Vieira, Hebnézer da Silva, Ires Maria Pizzeta Moschen, Irineu Gonçalves Pereira, Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, João Luiz Cerri, João Firmino, Léa Silvia P. Martinelli, Luciene Tosta Valim, Luciete de Oliveira Cerqueira, Marcos Leite Rocha, Margareth Zorzal Fafá, Maria Adélia R. Braga, Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani, Maria da Ressurreição, Patrícia Maria Gagno F. Bastos, Paulo Roberto Arantes, Pedro Paulino da Silva, Rachel Miranda de Oliveira, Renan de Nardi de Crignis, Sebastião Ferreira Nascimento, Simone Carvalho, Terezinha Maria Magri Rampinelli, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva, Angélica Regina de Souza Rodrigues, Dilma Demetrio de Souza, Divalda Maria Gonçalves Garcia, Gleise Maria Tebaldi, Idalina Aparecida Fonseca Couto, Kátia Elise B. da Silva Scaramussa, Maria Lúcia Cavati Cuquetto, Maria Verônica Espanhol Ferraz, Maura da Conceição, Rosiane Schuaith Entringer, Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França, Alaíde Schinaider Rigoni, Antonia Regina Fiorotti, Everaldo Simões Souza, Giovana Motta Amorim, José Christovam de Mendonça Filho, Karina Marchetti Bonno Escobar, Márcio Correa da Silva, Marilene Lúcia Merigueti, Nourival Cardozo Júnior, Rafaela Teixeira Possato de Barros, Rogério de Oliveira Araújo, Rony Cláudio de Oliveira Freitas, Roseane Sobrinho Braga, Sara Freitas de Menezes Salles, Tarcísio Batista Bobbio. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO - TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira, Lúcia Helena Novais Rocha, Luzinete de Carvalho e Terezinha M. C. Davel. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira, Luciana Oliveira, Maria Adelina Vieira Clara, Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Cortez, Regina Zumerle Soares, Silma L. Perin e Valéria Perina. SRE Carapina: Lucymar G. Freitas, Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers, Iza klipel, Madalena A. Torres, Maria Aparecida do Nascimento Ferreira, Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Cezar. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio, Magna Maria Fiorot, Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra, Geovanete Lopes de Freitas Belo, Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Oliveira, Edna Milanez Grechi, Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares, Gina Maria Lecco Pessotti, Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães, Ilza Reblim, Ivone Braga Rosa, Luciane R. Campos Cruz, Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Lima. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos.

Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.

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Caros Educadores, Dentre os grandes desafios que temos na educação capixaba, destaca-se a implementação do novo currículo escolar. Essa importante ação envolve a garantia do direito de aprender de todos e de cada aluno da Educação Básica. A educação que pretendemos está comprometida com a construção de uma cidadania consciente e ativa, que ofereça aos alunos conhecimentos que lhes possibilitem compreender e posicionar-se frente às transformações da sociedade, participando da vida produtiva; que possam relacionar-se com a natureza, produzir e distribuir bens e serviços, convivendo com o mundo contemporâneo. Em nossas escolas estudam crianças, jovens e adultos, em sua grande maioria, filhos da classe trabalhadora. Nessa escola contemporânea algumas novas tarefas passaram a se integrar à dinâmica educacional, não porque seja a única instituição responsável pela educação, mas por ser aquela que desenvolve uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso de tempo na vida das pessoas. A escola é reconhecida pela sociedade como a instituição da aprendizagem. No atendimento educacional aos ensinos Fundamental e Médio, espera-se que os alunos aprendam, de forma autônoma, a valorizar o conhecimento, os bens culturais e o trabalho; selecionar o que é relevante, investigar e pesquisar; construir hipóteses, compreender e raciocinar logicamente; comparar e estabelecer relações, inferir e generalizar; adquirir confiança e capacidade de pensar e encontrar soluções. É também necessário aprender a relativizar, confrontar e respeitar diferentes pontos de vista, discutir divergências, exercitar o pensamento crítico e reflexivo, comprometendo-se e assumindo responsabilidades. É importante também que aprendam a ler criticamente diferentes tipos de texto, a utilizar diferentes recursos tecnológicos, a expressar-se e comunicar-se em várias linguagens, opinar, enfrentar desafios, criar, agir de forma autônoma e que aprendam a diferenciar o espaço público do privado, a serem solidários, a conviver com a diversidade e a repudiar qualquer tipo de discriminação e injustiça. Em particular, no Ensino Médio, tais competências implicarão em promover uma mudança em seu contexto de vida, superando a visão de mera preparação para o vestibular com vistas ao ingresso no Ensino Superior. A perspectiva dos jovens brasileiros que hoje estão nessa escola é obter qualificação mais ampla para a vida e o trabalho, já ao longo de sua escolarização básica. A relação entre o jovem e o conhecimento não se encerra na aprendizagem mecânica e de memorização dos conteúdos. A formação do jovem deve passar pela formação cidadã, do trabalho como condição humana, do conhecimento científico, tecnológico e socio-histórico,

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criando condições para que ele possa aprender a aprender. Adequar a escola a seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas. Isso indica a necessidade de revisão do projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, criadas em outras circunstâncias, para um outro público e para um mundo diferente deste dos nossos dias. O Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento organizador da ação educativa vem assegurar um mínimo de unidade na rede estadual de ensino e pressupõe ainda a articulação necessária, em cada unidade escolar, com o Projeto Político Pedagógico. Estamos animados e esperançosos com o trabalho que juntos vamos realizar neste ano de 2009 na implementação e, consequentemente, na avaliação do novo currículo. Recomendamos que, de maneira saudável, possamos conhecer, aplicar, discutir e criticar o novo currículo, para que depois façamos as mudanças necessárias previstas no último trimestre deste ano. Como já é de seu conhecimento, a organização da impressão do documento curricular traz 7 volumes assim distribuídos: 1 Volume – Anos Iniciais do Ensino Fundamental 3 Volumes – Anos Finais do Ensino Fundamental (Áreas do Conhecimento) 3 Volumes – Ensino Médio (Áreas do Conhecimento) Todos contêm de forma idêntica o CAPÍTULO INICIAL do documento que versa sobre: Apresentação, O processo de construção do currículo, Princípios norteadores e Concepção de currículo, com ênfase na organização por competências e habilidades, seguido do texto O sujeito da ação educativa: o aluno. Destacamos a diversidade na formação humana que trazem as razões epistemológicas e sociológicas sobre a Educação Ambiental, as Relações Étnico-raciais e a População Indígena como aspectos da diversidade biológica e cultural. A seguir organizamos um item que discorre sobre a Dinâmica do Trabalho Educativo, apresentando reflexões acerca do processo ensino-aprendizagem, a avaliação da aprendizagem, os ambientes de aprendizagem existentes na escola, a relação professor e aluno e a pesquisa como metodologia de ensino. O 2º CAPÍTULO do documento curricular é específico de cada nível e etapa da Educação Básica, trazendo o Conteúdo Básico Comum (CBC). Abordamos a concepção de área de conhecimento,

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a contribuição da disciplina para a formação humana, os objetivos da disciplina, as principais alternativas metodológicas e as competências, habilidades e conteúdos. Cabe observar que o currículo não se restringe aos componentes do CBC. Na verdade, o CBC é, simplesmente, parte do currículo que está contextualizado no capítulo inicial e se concretiza no âmbito de cada unidade escolar. O Guia de Orientação para Implementação do Novo Currículo pretende subsidiar diretores, pedagogos e coordenadores de cada escola na coordenação e mobilização de todos os docentes em um intenso estudo e análise sobre o currículo escolar, direcionando as reflexões sobre as diferentes demandas sociais que chegam ao cotidiano escolar. Este Guia está organizado em três capítulos, estabelecendo os diferentes níveis de coordenação da gestão do novo currículo. O primeiro capítulo traz a gestão no âmbito da unidade escolar. Nessa etapa montamos seis indicações de roteiros para estudo do documento, quais sejam: Indicação 1 - Roteiro de Estudo da Parte I do documento (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 2 - Roteiro para elaboração dos Planos de Ensino (específico para a Jornada Pedagógica) Indicação 3 - Roteiro básico de Análise Situacional da escola Indicação 4 - Roteiro básico de Análise da Gestão Pedagógica Indicação 5 - Roteiro para estudo e análise do CBC Indicação 6 - Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico, que se articule com o novo currículo Compreendemos que a escola reconhece o grande desafio que é imputado à área educacional em relação ao enfrentamento dos problemas sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais, morais, religiosos, enfim, de toda a ordem, que caracteriza o mundo contemporâneo, exigindo posicionamentos e respostas no âmbito da instituição escolar. A nova educação pretendida a partir do Novo Currículo certamente é mais ampla do que aquela contida no antigo projeto pedagógico. Antes se desejava transmitir conhecimentos na forma de informações e procedimentos estanques; agora se deseja promover competências gerais, que articulem conhecimentos disciplinares ou não.

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Para tanto, é necessário que os tempos/espaços de debate coletivo entre os docentes sejam assegurados em cada unidade escolar, conforme estabelece o Calendário Escolar 2009 (dias 02 e 03/02, 20/07 e 02/10/2009). Recomendamos ainda que, em cada escola, sejam realizados encontros por área de conhecimento, organizados antecipadamente pelos pedagogos e coordenadores, com frequência de, pelo menos, um encontro de 5 horas/mês, tendo como referência as 20h mensais da carga horária, de cada professor, que é destinada à hora-atividade. No segundo capítulo detalhamos as competências das equipes regionais – SRE na gestão do novo currículo, junto às escolas jurisdicionadas, apoiando, orientando e intervindo no desenvolvimento dos seis Roteiros de Estudo, além da estruturação de relatórios regionais a serem encaminhados a Unidade Central. Destaca-se também a coordenação da elaboração do CBC regional, envolvendo os Professores Referências, correspondente a 30% dos conteúdos curriculares, seguindo o que estabelece o Plano de Trabalho. O terceiro capítulo apresenta as ações que serão desenvolvidas no âmbito da Sedu Central. Destacam-se o programa de formação de professores, contendo o Ciclo de Aprofundamento de Estudos – Currículo em Ação, que será realizado nas SRE, a Avaliação do Currículo Básico da Escola Estadual e a produção dos Cadernos Metodológicos por disciplina. Destaca-se ainda o Ciclo de Seminários Descentralizados com a coordenação das consultoras sobre o Novo Currículo da Rede Estadual. O currículo escolar, no nosso entendimento, elaborado com a efetiva participação dos profissionais da rede, aponta de forma intencional e clara a função precípua e específica da escola na construção, apropriação e socialização do conhecimento, o que lhe confere sentido social no processo de transformação coletiva. Assim, conclamamos nossos educadores, professores e demais profissionais da educação (docentes e pedagogos, técnicos pedagógicos, administrativos e de apoio ao trabalho escolar) a priorizarem, em suas rotinas de trabalho, essa importante ação coletiva, para juntos participarmos de uma ampla discussão sobre as nossas intenções educacionais e compartilharmos a construção de mais um capítulo na história da educação pública do Espírito Santo.

Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional

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Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 A Escola. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do ppp que se articule com o novo currículo. . . . . . . . . . 17 18 21 28 30 32

As Superintendências Regionais de Educação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 A Sedu/Central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 apêndices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Leituras Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Material de Apoio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 60

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Apresentação

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UMA NOVA ESCOLA PARA O ESPÍRITO SANTO
A construção da qualidade da educação requer, simultaneamente, condições escolares adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, dinâmica escolar voltada para o processo de aprendizagem, profissionalização do docente, democratização da gestão pública educacional e, consequentemente, escolar, estabelecimento de articulação entre instâncias governamentais e sociedade civil, avaliação periódica dos resultados pedagógicos, técnicos e de gestão obtidos e presença ativa da comunidade nos assuntos educacionais. Portanto, a qualidade da educação formal constitui processo multifacetado que, além do setor educacional, envolve ao mesmo tempo os diversos grupos sociais e segmentos institucionais, entidades da sociedade civil e o conjunto da sociedade, e também a própria história das relações entre todos esses segmentos na oferta dos diferentes níveis de escolaridade. O reconhecimento da qualidade como princípio constitucional e diretriz de política educacional não somente fortalece a concepção de que a ação educativa na qualidade de prática especificamente pedagógica cumpre uma função política, mas, sobretudo, resgata a atuação dos agentes da disseminação de conhecimentos, tecnologia, arte e cultura como processos históricos apresentados segundo óticas próprias; de produção do saber para os alunos, estimulando o desenvolvimento de posturas ativas perante o aprendido e o aprender, de sentimentos de cooperação e solidariedade ou competição na convivência social; de envolvimento crítico no mundo e nas esferas de trabalho, da política e da cultura. A educação tornou-se vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e equitativo na sociedade contemporânea e deve ser entendida como responsabilidade social onde a família e a comunidade também exerçam seus papéis. Tratar a educação como prioridade no Espírito Santo, para além da escolarização da população capixaba, tem significado para os governantes construir uma política de Estado em que o poder público atue como mobilizador e catalizador da e na sociedade e das diferentes instituições que organizam o Estado maior em torno de um pacto pela educação.

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O documento Espírito Santo 2025, plano que apresenta diretrizes estratégicas de longo prazo, propõe a organização da gestão pública, valorizando a educação como patrimônio por um desenvolvimento sustentável. Na Secretaria de Estado da Educação, o Plano Estratégico Nova Escola vem propor avanços na educação pública estadual no sentido de conceber, como referencial para o trabalho, o estudante enquanto sujeito de direitos e a escola como lócus do processo de ensinoaprendizagem. Ressignificar os espaços e tempos escolares numa perspectiva criativa e inovadora, apresentando como resultado a efetiva aprendizagem dos alunos, deve ser compromisso assumido por todos os sujeitos envolvidos: Unidade Central, Superintendências Regionais de Educação, unidade escolar, família e comunidade. Uma nova escola para o Espírito Santo pressupõe um novo olhar sobre o cotidiano, sobre o aluno e suas necessidades. Pressupõe mudança de postura, de deslocamento do lugar do saber para o lugar do saber-aprender, de valorizar a permanente atualização, a construção de sujeitos coletivos, politicamente envolvidos e comprometidos com a formação de um cidadão.

Portanto, o eixo principal da proposta da Nova Escola é a conexão entre as diversas ações, ou seja, a elaboração de um plano integrado para a melhoria da educação no Espírito Santo. Tendo sempre como foco a promoção da aprendizagem, a Sedu estabelece como prioridade: a valorização do planejamento e a inovação da gestão; o desenvolvimento das pessoas; a oferta e eficiência de infraestrutura e suporte; a efetivação de parcerias com a sociedade; a construção de um sistema de avaliação das escolas, gestores, técnicos e professores; a criação de um eficiente sistema de comunicação interna; e a valorização de inovações pedagógicas. Essas diversas ações, conectadas umas às outras, tendo sempre como valores o respeito ao ser humano, a igualdade de oportunidades, o comprometimento com resultados, a atitude ética, a transparência, o compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo e a valorização da identidade capixaba, com certeza possibilitarão não somente a melhoria de nossa rede de ensino, mas a concretização de uma nova escola no Espírito Santo, preparada para enfrentar os desafios e impasses presentes em nosso mundo contemporâneo.

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A Escola

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INDICAÇÃO 1 Roteiro de estudo do capítulo inicial do documento
Este roteiro orienta os estudos da fundamentação da Parte I do Currículo e é prérequisito para o estudo das outras partes do documento. Data: 02/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola de unidade que ele representa para a rede estadual e o compromisso coletivo dos educadores na sua implementação. • Apresentar a estrutura geral do do cumento (organização do impresso e sumário). • Apresentar o Guia de Implementação. Segundo momento: 1 hora • Estudo do Documento Curricular – Parte Geral. • Leitura e debate dos textos - Apresentação e Princípios. Terceiro momento: 2 horas Trabalho em Grupo: Divisão em 3 grupos. Explicar que cada grupo fará a leitura dos textos iniciais do documento para apresentação posterior à plenária. Grupo 1 – Textos Conceituando Currículo e O Sujeito da Ação educativa: o aluno. Grupo 2 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação de Jovens e Adultos: saberes, experiência de vida e de trabalho; Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes; A Educação Especial: a dimensão escolar da inclusão.

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo). Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador, Professores e demais funcionários. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecer o CURRÍCULO BÁSICO DA ESCOLA ESTADUAL: bases conceituais, princípios, concepções do trabalho educacional, entre outros. Primeiro momento: 1 hora • Breve depoimento do professor refe rência ou do dinamizador, registrando o processo de construção participativo do documento curricular. • Registrar a importância deste documento para a aprendizagem dos alunos, o sentido

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Grupo 3 – Textos A Diversidade na Formação Humana; A Educação Ambiental na perspectiva de uma sociedade sustentável; A Educação para as Relações Étnico-raciais: afrobrasileiros e povos indígenas; e A Dinâmica do Trabalho Educativo. • Discussão na plenária, referenciando a dinâmica pedagógica da unidade escolar.

Questões: 1. A partir do que foi apresentado pelos grupos, como nossa escola pode melhorar a aprendizagem do aluno? 2. O Projeto Político Pedagógico da escola atende às demandas do novo currículo? 3. Quais são os pontos que nossa escola precisa mudar para promover a aprendizagem?

INDICAÇãO 2 Roteiro para elaboração dos planos de ensino
Este roteiro orienta a elaboração dos planos de ensino, que devem estar em consonância com o currículo, bem como com sua fundamentação. Seguirá, em anexo, uma matriz de registro deste plano. É fundamental que a produção coletiva seja garantida, para dar consenso pedagógico às atividades e à proposta da escola. Data: 03/02 (Jornada de Planejamento Pedagógico) e Março Local: na escola Participantes: Direção, Pedagogo, Coordenador e Professores. Propósito: Elaborar o plano de ensino de cada disciplina e série, articulado à visão de área do conhecimento. Primeiro momento: 30min Coordenação do Pedagogo • Apresenta o instrumento referencial para elaboração do plano de ensino. • Apresenta alguns destaques do ano anterior, a partir das avaliações: reflexões do Conselho de Classe, projetos que se destacaram pela promoção da

Equipe de Coordenação:
Pedagogo (caso a escola tenha professor referência, ele deverá participar da coordenação deste estudo).

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Sumário

principal

aprendizagem, práticas inovadoras de alguns professores (exemplo). Segundo momento – 3h30min • Trabalho em grupo – Por área do conhecimento e níveis de ensino. • Leitura e debate do CBC e elaboração do plano de ensino de cada disciplina.

Obs. 1. Alertamos a equipe pedagógica para que a escola organize os grupos por área, contemplando todas as disciplinas e séries em cada nível (EF e EM) para a produção do plano de ensino. 2. A complementação da elaboração do plano de ensino deverá ser organizada pelo pedagogo da escola, considerando a hora/atividade do professor, conforme orientação no texto inicial, sendo 5h em fevereiro (JPP) e 5h em março.

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Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 3º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Área de Conhecimento Série Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Nº. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. considerando o desempenho no ano anterior: 2º BIMESTRE . de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma. de aulas previstas: Conteúdos Competências Habilidades Metodologias e materiais de apoio pedagógico Projetos propostos Proposta de atendimento à demanda específica da turma.Sumário principal Plano de Ensino Anual SRE Escola Disciplina Professor 1º BIMESTRE .Nº. considerando o desempenho no ano anterior: 4º BIMESTRE . considerando o desempenho no ano anterior: 20 .Nº.

comprometidos com a formação humana. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês. • Leitura: A dinâmica da ação educativa com destaque para o item avaliação.Sumário principal INDICAÇÃO 3 Roteiro básico de análise situacional da escola acompanhamento e avaliação do desenvolvimento educacional As reflexões acerca do desenvolvimento educacional são apresentadas de forma a ressaltar a responsabilidade da escola e do sistema como um todo no sentido de fazer um acompanhamento criterioso desse desenvolvimento. culturais e tecnológicos significativos. Participantes: Direção. Primeiro momento • Deve-se fazer a leitura do capítulo da Diversidade na Formação Humana. as relações estabelecidas. apresentada em todo currículo: a promoção da aprendizagem. A análise situacional prevê a reflexão da prática pedagógica a partir da realidade apresentada nos indicadores e nas dificuldades objetivas. ele deverá participar da coordenação deste estudo). Coordenador. Este roteiro propõe à escola um estudo sobre si mesma. Data: Maio e Junho Local: na escola Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. • Retomar a leitura do princípio norteador “A aprendizagem como direito do educando”. como forma de garantir aquilo que é direito do educando: a apropriação de conhecimentos científicos. as limitações. 21 . Pedagogo. Propósito: Levar toda equipe da escola a conhecê-la sistematicamente a fim de organizar suas ações e atividades pedagógicas a partir da realidade da mesma. Professores. que destaca os diferentes sujeitos atendidos nos níveis e modalidades de ensino. Esse roteiro deve ser desenvolvido em duas etapas. os êxitos. Estão propostos itens a serem preenchidos para análise da própria escola a partir de uma perspectiva pedagógica.

discuta. Busque elementos complementares. como educador. Noturno ( ) EM ( )EP ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( )EJA ( ) EF – anos finais ( ) EM ( ) EM Integrado a EP ( ) EP ( ) EJA ( ) EJA 22 . Reflita sobre suas causas e consequências. seu Estado e a média do país. Quando você entende o problema. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. mais importante que preencher o instrumento é conversar coletivamente sobre cada dado contido para que todos conheçam de fato a escola que trabalham. é o principal agente da melhoria da educação. Períodos de funcionamento da sua escola: A. Instrumento Básico para Análise Situacional O primeiro passo para melhorar a educação é entender a situação em que sua escola está.anos iniciais B. Informe-se.Sumário principal Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Matutino ( ) EF . Vespertino ( ) EF . Atenção. reflita.anos iniciais C. conhecendo a situação da educação no seu município. Segundo momento Responder coletivamente o instrumento de análise situacional (anexo) e debater sobre os desafios e metas da escola para melhorar o desempenho dos alunos. SRE ESCOLA Dados da escola 1.

alunos privados de liberdade. E. Como são organizadas as turmas em sua escola? (as turmas e não a série) A. 4. C. Total de alunos matriculados em 2009 5. indígena. atendimento itinerante e Escola Oralauditiva) 3. ( ) Por idade. comunidade quilombola. D.Sumário principal 2. ( ) Pelo comportamento. ( ) Por desempenho. italiano. Outros atendimentos . pomerano. Escrever e Contar? 23 . ( ) Por ordem de chegada.Classe hospitalar. B. Atendimento à Educação Especial (sala de recursos. Como foi indicado o processo de definição dos professores das turmas dos anos iniciais? Buscouse o perfil do professor alfabetizador? A equipe conhece o Projeto Ler. ( ) Outras formas: 6.

em sua escola: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 Medidas que serão adotadas para alcançar a meta: 8. Qual foi o índice de evasão em sua escola dos alunos: SÉRIES ANOS INICIAIS 1ª série 2ª série 3ª série 4ª série ANOS FINAIS 5ª série 6ª série 7ª série 8ª série ENSINO MÉDIO 1º ano 2º ano 3º ano EJA ANO 2008 META PARA 2009 24 .Sumário principal 7. Qual foi o índice de repetência.

Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. Considerando a idade apropriada do aluno. é: A. ( ) A escola não participou. Ensino Fundamental – Anos Iniciais: B. a taxa de defasagem idade/série dos alunos da sua escola em 2008. ( ) Desconheço os dados do ENEM. EJA: 11. Ensino Médio: 10. Ensino Médio: D. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. por série e segmento. B.Sumário principal Principais causas da evasão no ano passado: Medidas que serão adotadas para minimizar a evasão: 9. Qual foi o desempenho da sua escola no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) realizado em 2008? A. Quantos professores lecionam em sua escola em 2009? A. Ensino Fundamental – Anos Finais: C. MÉDIA GERAL COM CORREÇÃO Enem Brasil Estado Município Escola 25 .

D. ( ) Não geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. B.Sumário principal 12. os dados das avaliações anteriormente citadas são: (assinale quantas alternativas desejar): A. PROVA BRASIL (2007) SÉRIE 4ª 8ª LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA B. ( ) São básicos para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. Em sua escola. G. 26 . ( ) São divulgados e discutidos com os pais e alunos. Qual foi a média das proficiências da sua escola no PAEBES (Programa de Avaliação da Educação Básica do ES)? DISCIPLINA Língua Portuguesa Matemática 4ª PAEBES 2004 MÉDIA ESTADUAL 2004 PAEBES 2008 MÉDIA ESTADUAL 2008 8ª 1ª EM 4ª 8ª 1ª EM 1ª EM 1ª EM 13. ( ) Geram mudanças nas práticas dos professores em sala de aula. ( ) Não são considerados para a formulação de intervenções pedagógicas junto aos alunos. E. PROVINHA BRASIL (2008) MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 1 MÉDIA DA ESCOLA NO TESTE 2 C. ( ) São divulgados e discutidos com os professores. C. ( ) Não são divulgados e discutidos com os pais e alunos. ( ) Não são divulgados e discutidos com os professores. Resultado do IDEB: IDEB IDEB 2005 da escola IDEB 2007 da escola Projeção do IDEB para 2009 Projeção do IDEB para 2011 4ª 8ª 14. Outras avaliações: A. LER. H. F. ESCREVER E CONTAR (2008) AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE ALFABETIZAÇÃO BAIXO INTERMEDIÁRIO 1ª ONDA 2ª ONDA 1ª ONDA 2ª ONDA ALTO 1ª SÉRIE 2ª SÉRIE 15.

Das questões avaliadas.Sumário principal 16. em qual componente curricular os alunos apresentam maior dificuldade de aprendizagem e baixo desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA 17. No geral. 27 . qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. em qual componente curricular os alunos apresentam maior facilidade de aprendizagem e melhor desempenho (Ensino Fundamental e Ensino Médio)? Disciplina Língua Portuguesa Língua Estrangeira Educação Física Artes/Arte Matemática Ciências Física Química Biologia Filosofia Sociologia Ensino Religioso História Geografia EF anos iniciais EF anos finais Ensino Médio EJA Das questões avaliadas. qual(is) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. No geral.

2 – concentuando o currículo. - Nota Enem. 2. Leitura do item 2. Segundo momento: 1h30 Trabalho em grupo 1. o educar pela pesquisa e a avaliação da aprendizagem. item 2. - Prova Alfabetização. Coordenador.1) alinhados ao conceito do currículo. e para que esse processo se fundamente na formação humana é necessário que o ambiente escolar seja inclusivo e que as relações sejam éticas e democráticas. Apresentar em tópicos os conceitos do currículo estudados no capítulo inicial. Participantes: Direção. Apresentar os princípios norteadores (item 2. a partir dos itens sugeridos abaixo: O AMBIENTE EDUCATIVO As questões propostas estão centradas na ideia de que a escola é o local onde se concretiza o processo ensino-aprendizagem. Apresentar os indicadores de desempenho da escola discutidos na Análise Situacional: - Evasão. 28 . - Nota Paebes. Propósito: Levar a equipe a avaliar o trabalho de gestão da escola. a partir dos itens apresentados. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. (30min) 2. Data: 20/07 (Jornada de Planejamento Pedagógico) Local: na escola 3. - Repetência. A partir do momento inicial e da leitura realizada.Sumário principal INDICAÇÃO 4 Roteiro básico de análise da gestão pedagógica Este roteiro trata da reflexão sobre a dinâmica da ação educativa no que diz respeito a: professor como mediador da aprendizagem. discutir coletivamente proposições para o enriquecimento da prática pedagógica. propondo inovações para a melhoria da aprendizagem dos alunos.3: o sujeito da ação educativa. - Ideb. relação professor-aluno. Primeiro momento: 1h Pedagogo 1. ele deverá participar da coordenação deste estudo). Professores. Pedagogo.

velada ou não. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe. Estimulam-se ações pelo dever de casa. Em sala de aula priorizam-se o diálogo e o respeito mútuo. O uso do livro didático é orientado. O diálogo e a negociação são as estratégias mais utilizadas na resolução de problemas e conflitos no ambiente escolar. São realizadas atividades e dinâmicas de integração entre os profissionais da escola. Existe com frequência a utilização dos ambientes de aprendizagem (salas ambiente. PROPOSIÇÃO 29 . biblioteca. E também a discriminação em relação aos alunos e suas famílias. Organização e comportamento dos alunos nos demais ambientes da escola (especial contribuição dos coordenadores). exercícios e pesquisas são tratadas como oportunidade para aprender mais e melhor. No ambiente escolar os debates e as críticas são feitos de forma franca e aberta. A discriminação entre os profissionais da escola. na busca de soluções. As normas e regras são reconhecidas e respeitadas pelos professores. planejada e reflete a prioridade no direito de aprender. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. é combatida. Participação dos alunos nas produções que organizam e regulamentam as relações de convivência na escola. Essas são registradas. Aplica-se e ou recomenda-se a utilização de metodologias inovadoras. A equipe reconhece que está variável e indicada como de forte influência para a aprendizagem. etc. inclusive no Conselho de Classe.) A organização da sala de aula é pensada. São promovidas atividades escolares que visem à integração entre os profissionais da escola e alunos. laboratórios. Aspectos relevantes nas dificuldades na disciplina em sala de aula (especial contribuição dos coordenadores). quadra. Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem. Os planos de aula são compartilhados regularmente com pedagogos e demais professores. A correção das atividades. São definidas diretrizes públicas específicas e funcionais de disciplina de alunos e professores. As relações profissionais pautam-se pela ética e pelo respeito mútuo.Sumário principal ITEM O ambiente escolar favorece o desenvolvimento do trabalho dos profissionais da escola.

até o momento. Data: Agosto. O pedagogo será o responsável pela síntese dos trabalhos em grupo. a partir de sua vivência no ano letivo. se possível. apresentando um plano de trabalho com as inovações propostas. O pedagogo organiza a reunião por área de conhecimento. INDICAÇÃO 5 Roteiro para estudo e análise do CBC Este roteiro trata da avaliação do CBC.Sumário principal Das questões consideradas. Coordenador e Professores. Orientar os professores para que façam um paralelo do CBC junto ao plano de ensino. 30 . conteúdos a serem desenvolvidos por área de conhecimento. ele deverá participar da coordenação deste estudo). Setembro e Outubro Local: na escola Participantes: Pedagogo. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. oportunizando aos professores propor alterações em cada disciplina. qual(ais) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo. Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. As reuniões devem ser feitas por área de conhecimento. Obs. Propósito: Avaliar o CBC e propor alterações por disciplina sugerindo. Das questões consideradas. respeitando a hora-atividade no limite de 5h/mês.

Quanto à proposta de implementação do currículo.) Houve o desenvolvimento de projetos por área de conhecimento? Qual(is)? Faça um breve relato do(s) projeto(s). Quais e argumente as razões das mudanças (ex. habilidades e conteúdos comuns à área do conhecimento... propor pela área. livro didático. excesso de conteúdo. Quais e argumente (ex. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a participação social. Mudanças que propõe para a introdução de novos conteúdos por série. Sugestões e alterações no CBC: nas propostas de alteração. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver a autonomia para a aprendizagem.Sumário principal Primeiro momento AVALIAÇÃO DO CBC Quanto ao CBC – Conteúdo Básico Comum ITENS SUGERIDOS Quanto ao texto de área do conhecimento. propor competências. habilidades e conteúdos possibilitam ao aluno desenvolver o exercício da cidadania. As competências. Quanto ao texto: “Importância da disciplina para formação humana". Registre vantagens do uso sistemático do Novo Currículo. inadequação. se possível. As competências.. Ou seja.) Mudanças para a transferência de conteúdos para outra série. pré-requisito. As competências.. Os princípios norteadores são considerados na atividade educacional diária. PROPOSIÇÃO 31 . Outras sugestões.

Segundo momento: 2h30min Trabalho em grupos: O pedagogo faz a divisão dos grupos. quanto com relação ao papel da escola no seu entorno. de acordo com o quantitativo de grupos. Primeiro momento: 30 min O Pedagogo vai apresentar ao grupo os principais pontos do Projeto Político Pedagógico da escola. hábitos e atitudes que se entende devam integrar essa formação. a partir da vivência do novo currículo. avaliação. Propósito: Reescrita do Projeto Político Pedagógico por professores. conforme a apresentação anterior. Participantes: Direção. tanto com relação aos conhecimentos. Data: Novembro Local: na escola denador e pedagogo. no que diz respeito à prática pedagógica. Alertamos para a utilização dos demais instrumentos de avaliação contidos nos outros roteiros de estudo. ele deverá participar da coordenação deste estudo). e aos projetos que revelem a identidade pedagógica da escola.Sumário principal INDICAÇÃO 6 Roteiro básico para proposição do Projeto Político Pedagógico que se articule com o novo currículo Este roteiro pretende orientar a escola a articular o PPP com o currículo . Professores e demais funcionários. à avaliação. Cada grupo irá propor uma redação para o seu item. Pedagogo. O roteiro deve ser desenvolvido respeitando a hora/atividade no limite de 5h/mês. diretor. Dessa forma. o pedagogo ficará responsável por compor Equipe de Coordenação: Pedagogo (caso a escola tenha professor referência. pois nele são estabelecidas as diretrizes e as bases norteadoras das ações que levam à formação dos cidadãos. Após a apresentação e discussão. coor- 32 . Terceiro momento: 1h Cada grupo apresenta a produção e deve-se reservar um tempo para a discussão. é importante que o sumário do Projeto Político Pedagógico seja revisto anteriormente pelo pedagogo para já adequá-lo antes da produção. por exemplo. Coordenador.

Devem estar articulados a uma prática comprometida com o direito de aprender de todos e de cada um. O planejamento das atividades de sala de aula é fundamentado no PPP. 33 . O PPP é discutido e atualizado. coordenadores. A elaboração e o desenvolvimento do planejamento de ensino são acompanhados pela equipe pedagógica. direção. O planejamento de conteúdos das disciplinas considera o tempo necessário ao educando para a aprendizagem. pais e alunos). A concepção de educação que fundamenta o PPP objetiva a aquisição crítica do conhecimento sistematizado pelo educando. equipe pedagógica. diretor. O planejamento das atividades de sala de aula é elaborado de forma integrada (por ÁREA preferencialmente. As questões relativas à prática pedagógica da escola são discutidas coletivamente. Registramos que todos os demais itens contidos nos vários roteiros são complementares para o desenvolvimento deste trabalho de articulação do Projeto Político Pedagógico ao Currículo. A escola procura registrar os eventos mais relevantes de sua história atual. funcionários.Sumário principal o novo Projeto Político Pedagógico da escola e agendar uma outra reunião de apresentação do material para validação dos professores. As decisões coletivas orientam o planejamento das atividades desenvolvidas pela escola. Verificar se o Projeto Político Pedagógico atende às legislações estadual e federal. nas diferentes séries). É preciso que esses conhecimentos estejam inseridos criticamente na realidade socioeconômica e política de nossa sociedade. Obs. Para a adequação do Projeto Político Pedagógico ao Novo Currículo estamos apresentando um referencial de autoavaliação. Os profissionais e os alunos da escola conhecem e valorizam a história da instituição. As reflexões acerca da prática pedagógica procuram evidenciar que não basta que a ITENS DO PPP escola tenha profissionais com conhecimento em sua área de atuação. PROPOSIÇÃO O Projeto Político Pedagógico foi construído coletivamente (professores.

Os professores procuram utilizar estratégias e recursos variados em sua prática pedagógica. O Conselho de Classe é utilizado para discussão dos avanços e das dificuldades verificados no processo ensino-aprendizagem. A disciplina é considerada uma questão pedagógica e. As estratégias para enfrentamento dos problemas disciplinares são definidas coletivamente. policiais. São desenvolvidas atividades diferenciadas de reforço de aprendizagem para alunos com dificuldades. Na busca de soluções dos problemas disciplinares. drogas. inclusive no Conselho de Classe. A escola trabalha questões sociais (violência. especialmente nas que dizem respeito ao processo de ensino-aprendizagem dos seus filhos. quando necessário. A indisciplina dos alunos é tratada a partir da identificação de suas causas. PROPOSIÇÃO 34 . trabalha-se em conjunto com os pais e/ou com familiares. Existem mecanismos para o efetivo envolvimento dos pais nas questões pedagógicas da escola. Os conteúdos são trabalhados de forma contextualizada. pais e comunidade de forma clara e em tempo hábil. sexualidade e outras) em seu planejamento de ensino. São definidas ações para a promoção da melhoria do processo de ensinoaprendizagem a partir das questões levantadas pelo Conselho de Classe Os alunos ou seus representantes participam de discussões relativas ao processo de ensino-aprendizagem.Sumário principal ITENS DO PPP Os professores organizam sua prática pedagógica de modo a proporcionar o tempo necessário à aprendizagem do educando. Os alunos têm oportunidade de propor e realizar atividades na escola. somente como último recurso recorre-se a elementos externos à escola (Conselhos Tutelares. na busca de soluções. O processo pedagógico considera e valoriza o conhecimento trazido pelo aluno. Existem projetos articulados com órgãos públicos e outras instituições da sociedade civil para o desenvolvimento pedagógico e/ou atendimento às necessidades da comunidade escolar.). portanto. A aplicação dos recursos físicos e financeiros priorizam as questões pedagógicas. etc. alunos. As programações especiais desenvolvidas pela escola são comunicadas aos profissionais.

dança.) desenvolvidos pela escola. Feiras e exposições dos trabalhos de professores e alunos são realizadas com a participação da comunidade. 35 . São realizadas avaliações diagnósticas no início do ano letivo para o conhecimento do nível de aprendizagem dos alunos. A escola desenvolve um trabalho de acompanhamento junto aos seus profissionais no atendimento de alunos com necessidades educativas especiais. A avaliação do desenvolvimento escolar prioriza o processo de ensinoaprendizagem e não a nota. música. Das questões consideradas. Existem projetos culturais (teatro. PROPOSIÇÃO Das questões consideradas. qual(is) dela(s) o grupo considera o maior destaque (positividade) da escola? Descrever ações concretas que justifiquem a escolha do grupo.Sumário principal ITENS DO PPP As matrizes curriculares estão contempladas de forma a organizar o conhecimento necessário a cada grau e modalidade de ensino. A hora-atividade é utilizada exclusivamente para o desenvolvimento das atividades relacionadas à função docente. São elaborados planejamentos de ensino a partir da realidade evidenciada na avaliação diagnóstica. A hora-atividade é organizada de forma a possibilitar encontros dos professores que atuam na mesma área. A equipe pedagógica acompanha e contribui com os professores durante a hora-atividade. etc. A escola não permite o adiantamento de aulas e/ ou saídas antecipadas de alunos. A equipe pedagógica e os professores discutem a forma de organização curricular da instituição. qual(ais) dela(s) o grupo considera a maior fragilidade da escola? Propor ações concretas que a escola possa implementar para a superação dessa fragilidade. A hora-atividade garante o tempo necessário ao professor para o trabalho individual e também para o trabalho coletivo.

Sumário principal As Superintendências Regionais de Educação .

Sumário principal As superintendências são importantíssimas nessa etapa da implantação do currículo. Verifique o quadro de profissionais da área pedagógica. Elas deverão acompanhar e monitorar todas as atividades de estudos das escolas. Faça um quadro demonstrando quais projetos estão presentes em quais escolas. Para a Superintendência Regional de Educação é necessário registrar a responsabilidade no âmbito de sua jurisdição. de cada escola e. Envie relatórios compatibilizados a Sedu/ Central de cada roteiro. especialmente pedagogos e coordenadores. pelos dados. independente das escolas que frequentem e. Acompanhe o desenvolvimento dos projetos que dinamizam o currículo. especialmente no que se refere ao papel que deverão desenvolver junto às escolas jurisdicionadas. de modo que possam melhorar o próprio desempenho. e orientando e auxiliando em cada etapa do planejamento. todos terão acesso aos mesmos conhecimentos atualizados e significativos. A partir do CBC é possível definir metas que todos os alunos tem direito a alcançar nas disciplinas estaduais. Conheça todos os indicadores e destaque aquelas escolas que. Conheça aquelas de âmbitos nacional e estadual. mais precisam de ajuda. se necessário. Cumpra a legislação da educação. Sempre é oportuno relembrar que essa proposta de organização curricular vai possibilitar que sejam garantidas as mesmas oportunidades a todos os alunos da rede estadual. Organize uma reunião anterior às agendas aqui planejadas. Assegure registros por escola contando o desdobramento das etapas. 39 . Da mesma forma é possível e necessário avaliar o progresso de todos os alunos e as escolas em direção às metas definidas. monte um plano emergencial para atender aquelas com deficiência. Supervisione o trabalho em cada escola. Monte um cronograma envolvendo a equipe técnica da SRE para acompanhar as etapas de implementação do currículo. Como estão sendo desenvolvidos. valorizados pela sociedade. pedagogos e coordenadores). bem como participar dos trabalhos. além disso. Entenda a situação da educação nas escolas que compõem a regional. envolvendo o Corpo Técnico Administrativo (diretor. As orientações para compatibilização serão definidas em reunião própria.

Está ligado aos 30% de CBC que se dará em nível regional e local. com o apoio local dos técnicos do currículo e das equipes de EF e EM. na qual vamos apresentar um plano de ação próprio para as devidas adequações que a equipe regional sugerir. Para esse trabalho a Sedu/Central está agendando reunião para o mês de março. A coordenação geral desse trabalho é do supervisor pedagógico.Sumário principal Outra ação de responsabilidade das SRE é a coordenação da elaboração dos aspectos regionais do currículo. 40 .

Sumário principal A Sedu/Central .

4. • Competências e habilidades. 2. as mudanças do currículo básico da rede estadual. Coordenar a pesquisa de avaliação do Novo Currículo – a partir da contratação de uma instituição de pesquisa. • O ensino pela pesquisa. Organizar o Ciclo de Seminários Descentralizados sobre o Currículo da Educação Básica. Organizar o Ciclo de Aprofundamento de Estudos Descentralizados – Currículo em Ação. 5. coordenadas pelas Superintendências Regionais de Educação. Temas de referência para os estudos: • As áreas do conhecimento. a Unidade Central tem a responsabilidade de planejar e organizar o trabalho a ser desenvolvido pelas Unidades Escolares.Sumário principal Na implantação do currículo. Acompanhar a elaboração do CBC regional junto às Superintendências Regionais de Educação. 7. Planejar e efetivar. • Ambientes e recursos de aprendizagem. Coordenar a elaboração dos Cadernos Metodológicos junto aos Professores Referência. Questões de investigação: • Os conteúdos estão adequados às séries? • Os temas transversais foram trabalhados? • O documento curricular facilitou a ação docente? • O documento é de fácil compreensão e utilização? 3. Acompanhar a implementação do Novo Currículo por meio dos relatórios das Superintendências Regionais de Educação e reuniões periódicas centralizadas e descentralizadas. 43 . a partir dos resultados da pesquisa e dos relatórios encaminhados pelas SRE dos roteiros da Indicação 5. São atribuições da Unidade Central em 2009: 1. junto a Gefor. 6.

Sumário principal Apêndices .

O ensinante aprende primeiro a ensinar. pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. A responsabilidade ética. que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. de um lado. observada a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se. estão grávidas de sugestões. O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. porque. acertos. mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade – razão por que seu corpo consciente. O fato.Sumário principal Leituras Complementares Ensinar. mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. convocando-os ao engajamento nessa mesma luta. à sua ingenuidade e à sua criatividade – o ensinante que assim atua tem. política e profissional do ensinante lhe coloca o dever 1 Esta carta foi retirada do livro Professora sim. ao ensinar. assim como a significação igualmente crítica de aprender. de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar. p. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. Mas agora. o ensinante se ajuda a descobrir incertezas. em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas. aberto. emocionado. equívocos. 10ª ed. se abre às adivinhações dos alunos. se ache permanentemente disponível a repensar o pensado. humilde. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante. porém. É que não existe ensinar sem aprender e com isso eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. rever-se em suas posições. sem o que não o aprende. tia não. que ela os faz percorrer. de modo algum. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993. porque reconhece um conhecimento antes aprendido e. aprender: leitura do mundo. leitura da palavra1 Paulo Freire Nenhum tema. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas. de outro. Cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho D’Água. que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre. 47 . Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende. mais adequado para constituirse em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato. sensível. um momento rico de seu aprender. no seu ensinar. Escreve especialmente aos professores. não como um burocrata da mente..

sua formação se tornem processos permanentes. estudar é. Esta atividade exige que sua preparação. do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. Obviamente. de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar. que envolve necessariamente estudar. envolve também de um lado a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou. sua capacitação. se acha nos começos de sua escolarização.Sumário principal de se preparar. criador. do observar. em primeiro lugar. a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber. Comecemos por estudar. Não gostaria. o que me interessa aqui. em nível de uma posição crítica. insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa. por parte de quem se prepara para a tarefa docente. o ato de estudar implica sempre 48 . envolvendo o ensinar do ensinante. mais sistemático. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos. e portanto ensinantes. mas busca uma síntese dos contrários. como necessidade da própria reflexão. não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimento social ou natural e que. Pelo contrário. recriador. Enquanto preparação do sujeito para aprender. aprendizagem de quem. Sua experiência docente. de conhecer. assim. Partamos da experiência de aprender. de maior exatidão. Assim. de se capacitar. ou como ensinantes e. se bem percebida e bem vivida. por isso. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. que. aprendizes também. de acordo com o espírito mesmo deste livro. de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas. sequer. do ler. me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros. vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos. criança ainda. um quefazer crítico. quer dela participemos como aprendizes. de outro lado.

dos objetos nele referidos. Uma das formas de realizarmos esse exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume. Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido. uma 49 . entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. quatro vezes pedaços do texto. E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar. uma alfabetizanda nordestina discutia. daí. Da compreensão e da comunicação. nos remete agora à leitura anterior do mundo. na verdade. estou estudando e estou lendo seriamente. de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. não posso ultrapassar uma página se não consegui com relativa clareza. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Ler é uma operação inteligente. a importância do ensino correto da leitura e da escrita. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto. A leitura da palavra. jamais dicotomizar. ganhar sua significação. não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível. três. diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade. mesmo que nesse não se esgote. Mas. O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. Se. entre outros pontos fundamentais. fazendo-se também em busca da compreensão do texto e. fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso. Certa vez. portanto. e dessa ao concreto tangível. os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. em seu círculo de cultura.Sumário principal o de ler. difícil. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas. por outro lado. sujeito do processo de conhecer em que se acha. mas gratificante. sujeito da leitura. exigente. De ler o mundo.

O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. isso elas não podem fazer. o que é cultura. porque o voo já nasce dentro dos pássaros. criava com as mãos. Tendências e Debates. Agora.Sumário principal codificação  que representava um homem que. um jarro. (05/12/2001) 50 . de fazer arte. compreensão gestada sensorialmente. indo mais além dela. Só pode ser encorajado. Assim como o jarro era apenas o objeto. com a força de um raio. vendido. sua compreensão do processo em que o homem. Discutia-se. Há escolas que são asas. O que elas amam são os pássaros em voo. são representações da realidade concreta. Fico feliz porque sei que Lichtenberg. Deixaram de ser pássaros. Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras 2 Gaiolas e asas – Rubem Alves. concretamente. sem preparo. Folha de São Paulo. mas também de fazer cultura. trabalhando o barro. lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que. Porque a essência dos pássaros é o voo. William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Ensinar o voo. através da “leitura” de uma série de codificações que. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Digo “atacados” porque eles surgem repentinamente. O voo não pode ser ensinado. criava o jarro. Faço isto”. Engaiolados. relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo. Na sua experiência anterior. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. Gaiolas e asas2 Rubem Alves Os pensamentos me chegam de forma inesperada. cuja memória ela guardava no seu corpo. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver. Pois ontem. produto do trabalho que. viabilizava sua vida e a de sua família. sob a forma de aforismos. Foi por isso que. aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. o seu dono pode levá-las para onde quiser. esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. se sustentava. sem explicar. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. no fundo. Aforismos são visões: fazem ver. ultrapassando a experiência sensorial. de repente. trabalhando o barro.

desrespeito. crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. para testar a qualidade da educação.. ofensas. que todos. timidamente. batia as asas. Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo”? E os usos da partícula “se”? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga 51 . E elas. pedindo silêncio. E... Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. É preciso que os adolescentes. eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos. garras à mostra . Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço. O que elas contam são relatos de horror e medo. fazer avaliações. Fazia minhas próprias arapucas. vi uma jaula cheia de tigres famintos. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames. em escolas de periferia. E era uma vez um passarinho voante. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca. O pobre passarinho vinha.... Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas.Sumário principal de segundo grau. os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. tenham uma boa educação. Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil. atraído pelo fubá. Ia comendo.. Violento. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. ficava ensanguentado. ameaças. acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.e a domadoras com seus chicotes.. provas e avaliações. gritaria. entrava na arapuca e pisava no poleiro. fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres. Ouvindo os seus relatos. dentes arreganhados. Balbúrdia. punha fubá dentro e ficava escondido. Nos tempos de minha infância. criam mecanismos. De acordo. como dar o programa. esperando. Mas não podem.

Mas eu sei que há professores que amam o voo dos seus alunos. ferramentas e brinquedos. “Ferramentas” são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. Isso é hábito velho das escolas. também engaioladas. sabendo que é inútil. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. “Brinquedos” são todas aquelas coisas que. São obrigadas a ensinar o que os programas mandam. Nessas duas palavras.. aprender “brinquedos”. Esses dados não me dizem nada. de suas relações e de sua própria sobrevivência. É o corpo que quer aprender para poder viver. Não me dizem se são gaiolas ou asas.. Há esperança.. Nietzsche dizia que ela. não tendo nenhuma utilidade como ferramentas. é ferramenta? É brinquedo?” Se não for. vendo as asas crescer. ao ensinar.. há uma exigência de debate conjunto da educação.. não fica violento. Nesse sentido.Sumário principal as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante”? Qual a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professoras. E aprender à sua maneira”. Fica alegre. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Estamos dizendo que discutir educação e suas finalidades não é tarefa apenas dos educadores. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma.. era “ferramenta” e “brinquedo” do corpo. O sujeito da educação é o corpo. teria de se perguntar: “Isso que vou ensinar. a inteligência. que ultrapassa os limites de seu próprio campo. todo professor. porque é nele que está a vida. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade. está o resumo da educação. é melhor deixar de lado. São asas. A educação no século XXI No século XXI. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas”. Assim. É ele que dá as ordens. a educação é considerada um indispensável patrimônio da humanidade na construção de seus ideais. dão prazer e alegria à alma. que a sociedade deve incorporar essa exigência e compreender na educação suas possibilidades de 52 .

de sua história. é fundamental instrumentalizar as pessoas para utilizá-las. aprender a viver junto e aprender a ser. Como sabemos. 53 . aprender a conhecer nos remete para o trabalho de descoberta dos mecanismos de constru- ção e apreensão dos conhecimentos. pode promover o diálogo permanente sobre as relações estabelecidas na vida social. Conforme o relatório. ao longo da história de homens e mulheres. aprender a fazer. por trabalhar com pessoas diferentes em espaços comuns. Em outras palavras. enfoca a necessidade planetária da compreensão mútua. não cessa em produzi-lo e reproduzi-lo. aprender a conhecer.Sumário principal avançar e acompanhar um mundo de rápidas transformações. Podemos compreender esses pilares como grandes desafios da educação e da sociedade. de conhecer e de descobrir. utilizá-las a serviço de sua geração e da humanidade. dentro da escola e da sala de aula. A investigação se configura a estratégia de orientar a descoberta. E ainda. Sem dúvida. Vale considerar que essa é uma das prementes tarefas da escola. Na realidade. de suas tradições e de sua espiritualidade”. Desse modo. A escola. O primeiro deles. Esse pressuposto nos orienta a pensar que educar pela pesquisa é uma importante estratégia conceitual e metodológica no sentido de viabilizar. nos remete à dimensão humana do compreender. Essa dimensão diz respeito à qualidade de vida dos humanos nas suas correlações com seus pares. por meio do Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI presidida por Jacques Delors. “trata-se de aprender a viver conjuntamente. o conhecimento é infinito e o homem. estabelece quatro pilares que sustentam. não basta disponibilizar a informação. como espécie. de estimular a construção de conhecimentos. Esse pilar ressalta as demandas do mundo contemporâneo e a importância das relações diante dele. de modo interdependente e integrado. De igual modo importante é oferecer a ele a oportunidade de construir as competências necessárias para garantia desse acesso. uma das principais contribuições da educação para o indivíduo é favorecer o acesso à informação. A Unesco. desenvolvendo o conhecimento dos outros. os caminhos para o desenvolvimento desse pilar. de respeito e convivência pacífica com as diferenças e com o outro. de com-viver. o seu conceito de educação de qualidade: aprender a conhecer. O segundo pilar indicado pela Comissão é relativo à capacidade humana de viver junto.

com as demandas do cotidiano. Em suma. 54 . o saber e o fazer. que o corpo e a alma são indissociáveis. também executa. vale afirmar que a educação no século XXI está estreitamente vinculada ao desenvolvimento da capacidade intelectual dos estudantes e a princípios éticos. Esse pilar sinaliza que os humanos não nascem prontos para a vida em sociedade. com a utilização de conhecimentos no contexto de vida dentro e fora da escola. tanto das escolas quanto das famílias. que quem executa também pensa. As velhas dicotomias do passado devem ceder espaço a uma práxis pedagógica que admita que quem pensa. pois. Isso se torna. Sugere que os processos educativos. uma responsabilidade de geração com relação à sua próxima. pautada no princípio de que as atitudes e responsabilidades pessoais interferem no destino coletivo. A vida neste novo século solicita uma educação que permita aos educandos associar a técnica com a aplicação de conhecimentos teóricos. é afirmar que a educação não pode aceitar a imposição de opção entre a teoria e a técnica. qualifiquem as pessoas para a vida em conjunto. de compreensão e solidariedade humana. que a ideia e a matéria são complementares no entendimento da totalidade. O aprender a ser está entre os elementos preconizados no relatório. Refere-se à demanda contemporânea de uma postura ética. aprender a fazer.Sumário principal O sentido do terceiro pilar. relacionar o que se estuda com o que se faz.

Na seção Números da Educação você encontra essas informações. Informe-se. suas causas e consequên3 www. Além disso. como educador.br/ Faça sua parte 55 . Procure se informar sobre a qualidade do ensino no país. Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados. Promova a interação entre eles. e é direito de todos conhecê-los. cias. e que poderá te ajudar a influir positivamente na educação das pessoas ao seu redor. educador. tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você. reflita. é preciso estudar sempre e ter em vista onde você quer chegar com seus alunos.Sumário principal Documento integrante do “Todos pela Educação”3 O educador é o principal trabalhador brasileiro. por meio de cursos de graduação ou pós-graduação e programas de capacitação. é o principal agente da melhoria da educação. Proponha que sua escola seja um espaço de aprendizado. Encare a diversidade de maneira positiva Tire proveito da heterogeneidade de saberes. pode fazer a sua parte. como a Prova Brasil e o Saeb. nas escolas próximas. discuta. no seu Estado. conhecimentos e experiências dos alunos e da comunidade escolar. todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação para melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados. Quando você entende o problema. Para ser educador. Veja como você.todospelaeducacao. pois é ele quem está com o aluno diariamente e tem nas mãos as ferramentas para ensiná-lo.org. Busque sempre aprimorar seus conhecimentos Procure sempre dar sequência à sua formação acadêmica. na sua cidade. Recomendações Entenda a situação da educação O primeiro passo para melhorar a educação é entender sua situação atual. tanto no Ideb como em avaliações educacionais. Há sempre algo novo e interessante para ser aprendido. Procure entender quais são os problemas da educação brasileira.

mas são parte de um organismo muito maior. A presença constante do diretor da escola é fundamental. 56 . e deve fazer funcionar um sistema de supervisão de professores com foco no desempenho dos alunos. o diretor deve conduzir as ações da escola de forma articulada com as políticas emanadas pela Secretaria de Educação – que deve receber. a avaliação capaz de dizer se a escola é boa ou ruim é aquela que nos mostra se os alunos estão ou não aprendendo. Como lida com questões internas e externas da escola. de forma integrada às metas da rede de ensino. As escolas devem ter algum grau de autonomia. As metas da escola também devem ser estabelecidas. gerida pela Secretaria de Educação. para organizar seu tempo de forma eficiente. mas como o grande administrador da aprendizagem dos alunos. os dados da escola. é necessário ter sempre em mente o que é e o que não é prioritário. Diretor: Assuma a liderança Assuma a liderança de forma democrática e cooperativa com todos os segmentos da equipe. o diretor deve garantir um sistema eficaz de reforço escolar para os alunos com dificuldades em algum conteúdo específico. Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola. que é a rede de ensino. e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.Sumário principal Escola boa é aquela em que o aluno aprende A melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos. O diretor não deve ser visto apenas como o administrador do prédio da escola. Diretor: Seja responsável pela qualidade de ensino A melhor gestão administrativa de nada vale se os alunos não estiverem aprendendo. Ele deve ter competência para ocupar um papel central na gestão do cotidiano escolar e na articulação da escola com a comunidade escolar. Além de ser peça-chave na identificação das necessidades locais. anualmente. mensalmente. se a escola existe para ensinar. Diretor: Articule-se com a Secretaria de Educação Como a escola não trabalha de forma isolada. O diretor é o responsável maior para a escola ter e cumprir o regimento escolar e a proposta pedagógica – que dará origem aos planos de curso e de aula. E.

é necessário que você seja substituído por pessoa de igual competência e que conheça o andamento dos planos de aula. Professor: Procure não faltar Lembre-se de que o aluno precisa de você. Os alunos podem também ser envolvidos na elaboração e manutenção da página da escola na internet. descontados os intervalos escolares. com um mínimo de quatro horas de aula por dia. para ter sucesso na sala de aula. Assegurar a pontualidade e frequência dos professores e funcionários da escola também é necessário. Você pode. Os alunos precisam tê-los em mãos para poder tirar o melhor proveito possível do que esses materiais podem trazer para seu aprendizado. sem perder de vista que. Diretor: Abra a biblioteca e a sala de computação Não tranque livros e computadores. Isso é lei. abrir a biblioteca fora do horário das aulas e para a comunidade.Sumário principal Diretor: Assegure o cumprimento do ano letivo Assegure o cumprimento integral do ano letivo. Participe da elaboração dessas propostas e assegure seu cumprimento. obras de literatura infanto-juvenil. os objetivos. além dos livros didáticos. dicionários e enciclopé- dias. livros de ficção e não-ficção. Se alguma necessidade urgente lhe impedir de estar em sala de aula. As escolas precisam garantir um mínimo de 200 dias letivos. elaborar resumos. Diretor: Assegure as condições de trabalho Assegure as condições e os meios para que os professores implementem a proposta político-pedagógica da escola. disponibilizando. a partir delas. Quanto aos computadores. Aulas de qualidade se refletem na aprendizagem dos alunos. ainda. 57 . Cuide e melhore o acervo da biblioteca. os conteúdos e os métodos de ensino devem ser adequados e ajustados às suas necessidades e às características dos alunos. pois eles são material de uso diário. Professor: Planeje suas aulas Elabore planos de curso e planos de aula de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela escola e com o programa de ensino da Secretaria de Educação. ou ser incentivados a construírem seus blogs – diários na internet. sua escola pode incentivar os alunos a usarem a internet para fazer pesquisas sobre temas atuais e.

O desempenho escolar de um aluno é responsabilidade do professor. tomar notas. têm direito e capacidade de aprender. Esse tipo de atitude pode ser decisivo na vida de uma criança ou um jovem. instruções de jogos.Sumário principal Professor: Ensine a estudar Ensine os procedimentos de estudo. as palavras que reforçam a autoestima das crianças e favoreçam o seu sucesso na sala de aula e na vida. Distribua os boletins com resultados dos alunos nas épocas previstas pelo Regimento Interno 58 . que deve ser compartilhada pela família e pela escola. Conheça de antemão os textos que você apresentará à classe. textos expositivos e literários. à compreensão de textos e à escrita. Nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo. anúncios. como selecionar informações. Estimule esse hábito oferecendo aos alunos contato com diferentes tipos de textos. fazer resumos e sínteses. regras da escola. O hábito da leitura abre aos alunos uma perspectiva prazerosa de aprendizagem. etc. Divulgue também o regimento da escola para pais e alunos. tais como matérias de jornais. faça comentários. perguntas e promova a reflexão. receitas. as atitudes. Prontifique-se a ajudar sempre que chamado. gere expectativas nos alunos sobre os textos. Professor: Não desista de ensinar a nenhum aluno Todos precisam. Essas habilidades são básicas e essenciais para toda a vida do aluno. Professor: Incentive o hábito da leitura Dê atenção especial à leitura. Diretor: Mantenha uma boa relação com as famílias Divulgue a proposta pedagógica de cada série para os pais dos alunos poderem acompanhar o seu cumprimento ao longo do ano letivo. interpretação e o diálogo entre os estudantes. embalagens. cartas. Valorize o esforço e os trabalhos elaborados pelos alunos. embora todos sejam capazes de aprender. Comente-os e exponha-os em murais e varais fora e dentro da sala de aula. Professor: Reforce a autoestima dos alunos É preciso que educadores difundam ao máximo os gestos. etc.

quantidade e diversidade apropriadas. Quanto mais a escola estiver inserida em seu contexto social e mantiver uma boa relação de parcerias. Para tanto. dicas sobre como eles podem ajudar suas crianças a estudar e acompanhar as aulas. Demande que os governos municipal e estadual mantenham atualizadas as situações cadastrais (qual escola frequenta. abrindo seus espaços para outras atividades e públicos – desde que isso não comprometa os direitos dos seus alunos. familiares e a comunidade. antes da data de expiração e em quantidades apropriadas. que impactam diretamente na saúde da criança e em seu desempenho escolar. Fiscalize a merenda escolar Acompanhe. Acompanhe também se a escola os armazena de forma correta e os distribui enquanto estão frescos. Reconheça a escola como um espaço de construção do conhecimento e de integração com a comunidade. vacinações e outras ações estipuladas pelo Ministério da Saúde. e informe-os sobre como está o desempenho de seus filhos na escola. Dê. verifique e cobre que os beneficiários do programa levem suas crianças aos postos de saúde para realizar exames.Sumário principal das Escolas. se concluiu os ciclos de estudos etc) de cada criança em idade escolar. Mantenha um relacionamento transparente e receptivo com os pais e familiares. Eles são parceiros fundamentais da escola. Além disso. Mantenha esse espírito ao se relacionar com os pais e alunos. 59 . Fiscalize o Bolsa-Família Verifique se os alunos beneficiários do BolsaFamília matriculados em sua escola estão frequentando as aulas. mais do que destinatários. Promova a gestão democrática A gestão democrática implica que os educadores. verifique e cobre que os recursos públicos destinados à merenda escolar sejam garantidos e bem geridos. você pode verificar em sua escola se os alimentos comprados pela prefeitura têm qualidade. devem ser considerados interlocutores e parceiros da escola no cumprimento de sua missão: fazer com que todas as crianças da escola efetivamente aprendam. ainda. Abra a escola para a família dos alunos e conheça a história e as características de cada um. maior será a colaboração de todos.

Sumário principal Material de apoio Cronograma físico de estudos dos roteiros Novembro X Setembro X Fevereiro Outubro X AUTOR Gelb. disponível em todas as escolas estaduais EDITORA AGIR Nº 1 2 TÍTULO Como descobrir sua genialidade: aprenda a pensar com as dez mentes mais revolucionárias da história Aquarelas do Brasil 60 Agosto Março Junho Julho Maio Abril . Michel Costa. Flavia Moreira Da Indicação1 Indicação 2 Indicação 3 02 03 X X – X X X Indicação 4 Indicação 5 Indicação 6 Títulos relacionados que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”.

Helena EDITORA AUTÊNTICA Nº. P.) Pereira. Magda Silva. Kátia Stocco e Outros Lerner. o possível e o necessário Educação de Surdos: a aquisição da linguagem AUTOR Fainguelernt Macedo. Marta Meirieu. escrever e resolver problemas – habilidades para aprender matemática Ler e escrever na escola: o real. Delia Quadro. o neonazismo no Brasil e no Mundo AUTOR Salem.Sumário principal EDITORA ARTMED Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Fazendo Arte com a Matemática Aprender com jogos e situações-problemas Alfabetização de adultos: leitura e produção de textos A pedagogia entre o dizer e o fazer : a coragem de começar Ler. Ronice EDITORA ÁTICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Como analisar narrativas O texto na sala de aula Avaliação do processo Ensino-Aprendizagem Linguagem e escola: uma perspectiva social A produção da leitura na escola AUTOR Gancho. Júlio Emílio Diniz Castenhema. Márcia Botelho Paiva. Lino e Outros Durante. Smole. Cândida Geraldi. Ronaldo 61 . Regina Cazaux Soares. Ezequiel Theodoro Da EDITORA ATUAL Nº 1 TÍTULO As tribos do mal. 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Aprendendo valores éticos Literatura e letramento Formação de professores – pesquisas. representações e poder Aprendizagem contextualidade: discurso e inclusão na sala de aula Professores leitores e sua formação Diálogos na educação de jovens e adultos A construção do letramento na educação de jovens e adultos Escrever e brincar: oficinas de texto AUTOR Fagundes. João Vanderlei Haydt. Maria Lúcia Andrade. Maria Lúcia Claver. Leôncio e Outros (Orgs) Pereira. Aparecida (Org. Ludimila Tomé De Soares.

) Ganeri. Simone (Org.Sumário principal AUTORES ASSOCIADOS Nº 1 2 3 4 5 6 TÍTULO O mundo da escrita no universo da pequena infância Entre a Educação Física na Escola e a Educação Física da Escola Em busca da formação de indivíduos autônomos nas aulas de Educação Física Práticas pedagógicas na educação especial: a capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental Políticas e práticas de educação inclusiva Alfabetização: a criança e a linguagem escrita AUTOR Faria. Francisco Eduardo Bezerra. De Caparroz. Edgar EDITORA BRASILIENSE Nº 1 2 TÍTULO O iluminismo e os reis filósofos O que é Religião AUTOR Salinas.L Góes. R Contijo. Rubem EDITORA CALIS Nº. Anita Watson. Carol Ganeri. Ana Lúcia G. Zuleika De Almeida EDITORA BERTRAND Nº 1 TÍTULO A cabeça bem feita: repensar a reforma e o pensamento AUTOR Morin. Duckur Costa Bezerra Padilha. Anita Shahrukh. Claudia Mariab Mendes EDITORA AVE MARIA Nº 1 TÍTULO Nosso Folclore AUTOR Prado. Luiz Alves.M. C. 1 2 3 4 5 6 TÌTULO Palavras sagradas de diferentes povos e religiões O que sabemos sobre Budismo O que sabemos sobre Cristianismo O que sabemos sobre Hinduísmo O que sabemos sobre Islamismo O que sabemos sobre Judaísmo AUTOR Kubric. Husair Doreen. M. A.Fine 62 .

Adilson Casimiro. Adilson Buoro. Vasco Pedro Lacerda. Rildo EDITORA CORTEZ Nº 1 2 3 4 5 6 7 TÍTULO Leitura e construção do real. Carlo EDITORA CONTEXTO Nº 1 2 TÍTULO Fala. Giulio Carlo Hobsbawn. 63 . 6) Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte Metodologia do ensino e educação física Aprender e ensinar com textos não-escolares Política de currículo em múltiplos contextos Os sete saberes necessários à educação do futuro AUTOR Chiappini. 1914-1991 Relação de força: história. vol. letramento e inclusão social Letramento literário: teoria e prática AUTOR Mollica. Maria Cecilia Cosson. Edgar EDITORA DP&A Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 TÍTULO Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Gestão da escola: desafios a enfrentar Filosofia para crianças Professora pesquisadora. retórica e prova AUTOR Argan.Sumário principal EDITORA CIA DAS LETRAS Nº 1 2 3 TÍTULO Arte moderna A era dos extremos: o breve século XX. O lugar da poesia e da ficção. Alice e Outros Morin. Sofia Larche Kohan Walter Estebam. Maria Tereza Moretto. Anamélia Bueno Coletivo De Autores Citelli. Carlos Roberto Jamil Vieira. I Outras linguagens na escola (v. Mitsi Pinheiro De Estebam. Maria Reigota. Eric Ginzburg. M. uma práxis em construção Prova um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas Quando falam os professores alfabetizadores Quem sabe que erra? Reflexões sobre avaliação e fracasso Verde cotidiano: meio ambiente em discussão AUTOR Cury. Ligia (Coord) Citelli.

Sumário principal EDITORA EDUFES Nº 1 TÍTULO Pesquisa e educação especial: mapeando produções AUTOR Jesus. na escola: formando educadores para formar leitores AUTOR Paulino. cidade presépio AUTOR Tatagiba.. e Outros EDITORA FLOR & CULTURA Nº 1 2 TÍTULO Percursos com a leitura Olhares e perguntas sobre ler e escrever AUTOR Souza.M. Santinho Ferreira De Souza. Santinho Ferreira De EDITORA FORMAR Nº 1 TÍTULO A construção do Espírito Santo AUTOR Conti. 64 . Graça Aguiar. como se faz AUTOR Dagno. Vera Teixeira De e Outros EDITORA FTD Nº 1 TÍTULO Atlas Geográfico – Turma da Mônica AUTOR Souza. M. D.. Maurício De QTD 591 EDITORA GRAFER Nº 1 TÍTULO Vitória. JOSÉ EDITORA LOYOLA Nº 1 TÍTULO Pesquisa na escola: o que é. Raquel Félix LOTE 32 – EDITORA FORMATO Nº 1 2 TÍTULO Tipos de texto: modos de leitura Era uma vez.

Darcy Di Cavalcanti Djanira Guersoni 65 .Sumário principal EDITORA MANOLE Nº 1 2 3 TÍTULO Filosofia ética e literatura Ensinando basquetebol para jovens Primeiros socorros no esporte AUTOR Perissé. Adélio Penteado. Sandra Tailer. Yves Carvalho. Adrián Famyul EDITORA NOOVHA AMÉRICA Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Brincando com Arte . Marly Spritzer. Egle EDITORA MEDIAÇÃO Nº 1 2 3 4 5 TÍTULO Filosofia da criação A formação do ator A criança e a pintura Indisciplina/Disciplina Removendo barreiras para a aprendizagem AUTOR Meira. Egle Franchi. Sissa e Outros QTD 1860 EDITORA MODERNA Nº 1 2 TÍTULO Gramática em textos Gramática de Espanhol passo-a-passo com exercícios AUTOR Sarmento.Guersoni AUTOR Sarro. Melinda EDITORA MARTINS FONTES Nº 1 2 TÍTULO A redação na escola Coesão e coerência nas narrativas escolares escritas AUTOR Franchi.Adélio Sarro Brincando com Arte . Rosita Edler QTD 1860 591 591 1860 1860 EDITORA MERCADO ABERTO Nº 1 TÍTULO A criança e a produção cultural AUTOR Jacob. Fegel.Darcy Penteado Brincando com Arte . J. Mirna Richter.Djanira Brincando com Arte . Gabriel Walker Larry E. Leila Santilhana.Di Cavalcanti Brincando com Arte .

Ivani Guimarães. Cândido Ranchinho Amaral.Vaccarini Brincando com Arte . Maria Inês Carmiato. escola e construção de conhecimentos A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento A formação dos educadores ambientais Educação ambiental: no consenso um debate AUTOR Cavalcante. Marisa Zilberman. Maria Inês Carmiato. Lana De S.Walde-Mar AUTOR Guignard Soares.Guignard Brincando com Arte . M. Regina EDITORA PAPIRUS Nº 1 2 3 4 TÍTULO Geografia.Tarsila do Amaral Brincando com Arte . Jocelino Maroubo Portinari.Portinari Brincando com Arte . Tarsila do Vaccarini Walde-Mar EDITORA OBJETIVA Nº 1 2 3 TÍTULO Como e por que ler a poesia brasileira do século XX Como e por que ler o romance brasileiro Como e por que ler a literatura infantil brasileira AUTOR Moriconi. Maria Inês Carmiato. Guimarães. Fazenda.Ranchinho Brincando com Arte .Maroubo Brincando com Arte . João Décio 66 . M.Sumário principal Nº 6 7 8 9 10 11 12 13 TÍTULO Brincando com Arte . EDITORA PAULINAS Nº 1 2 3 4 TÍTULO A religião no mundo (5ª série) Expressões do sagrado na humanidade (6ª série) A religiosidade no mundo atual (7ª série) Nossa opção religiosa (8ª série) AUTOR Carmiato. Ítalo Lajolo. Maria Inês EDITORA PAULUS Nº 1 2 TÍTULO Recriando experiências – técnicas e dinâmicas para grupos Ensino Religioso: construção de uma proposta AUTOR Instituto da Pastoral da Juventude Leste Bastos.Jocelino Soares Brincando com Arte .

Aurélio EDITORA SANTOS Nº 1 TÍTULO Fisiologia animal. Andréa e Outros Boreges. Edson e Outros EDITORA SBS Nº 1 TÍTULO O ensino da língua inglesa AUTOR Holden.Sumário principal EDITORA PAZ E TERRA Nº 1 TÍTULO Pedagogia do oprimido AUTOR Freire. L EDITORA POSITIVO Nº 1 TÍTULO Dicionário Aurélio . M. ou como desencaminhar o aluno da classe especial AUTOR Padilha. Paulo EDITORA PEIROPOLIS Nº 1 TÍTULO Cultura da paz AUTOR Von.Português (grande) AUTOR Holanda. Susan e outros 67 . Cristina EDITORA PLEXUS Nº 1 TÍTULO Possibilidade de histórias ao contrário. Carlos Pimentel. Carlos Buoro. Adaptação e meio ambiente AUTOR Knur. preconceito e intolerância AUTOR Pimentel. A. Schindt EDITORA SARAIVA Nº 1 2 3 4 TÍTULO Português descomplicado Constituição Federal Brasileira Violência urbana Racismo.

Ásia. Oceania Vídeos que compõem o acervo da “Biblioteca do Professor”.) MAPAS Nº 1 2 3 TÍTULO Mapas do Brasil . D. Gabriela e Outros Gentilli. P. África. Eder Alonso Oliveira e Outros EDITORA VOZES Nº 1 2 TÍTULO Desenvolvimento sustentável Pedagogia da exclusão AUTOR Scotto. Cashmore.Físico e Político . Vegetação Mapas do Espírito Santo . Clima. Físico Mapas da Europa .Político. Físico. disponível em todas as escolas para subsidiar os estudos dos professores Programa DVD Escola – Volume I Disco 03 • • • • • Avaliação e Aprendizagem O que é Avaliação? (13’37”) Ciclo de Aprendizagem e Avaliação (16’00”) Avaliação e Contexto Social (15’00”) Projetos Educacionais e Avaliação ( 21’00”) Convívio Escolar • Toda Criança na Escola (12’28”) • Direitos e Responsabilidades (10’06”) • A Organização do Tempo e do Espaço na Escola (10’59”) 68 .Sumário principal EDITORA SUMMUS Nº 1 2 3 TÍTULO Diferenças e preconceitos na escola Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva Dicionários de relações étnicas e raciais AUTOR Aquino. (Org. A. J. Ellis EDITORA THONSON Nº 1 TÍTULO Educando para o pensar AUTOR Castro.) Rodrigues. (Org.Político.

Eleição de Diretores e Descentralização Financeira em Questão (60’) • A Gestão Democrática do Projeto Político Pedagógico (60’) Disco 32 Gestão da Escola .Ponto de Partida para a Formação Contínua (60’) • Vida e Trabalho.Articulando a Formação Contínua e o Desenvolvimento Profissional de Professores (60’) 69 .Parte II • Avaliação Institucional: para Controlar ou para Democratizar? (60’) • Gestão Democrática da Escola e Gestão Democrática do Sistema de Ensino (60’) Disco 24 • Princípios e Bases da Gestão Democrática (60’) • A Função do Gestor (60’) Disco 33 Formação Contínua de Professores – Parte I • Formação Contínua de Professores em Face das Múltiplas Possibilidades e dos Inúmeros Parceiros (60’) • A Formação Contínua como um dos Elementos Organizadores do PPP da Escola (60’) • A Reflexão sobre a Prática CotidianaCaminho para a Formação Contínua e para o Fortalecimento da Escola Enquanto Espaço Coletivo (60’) Disco 25 • O Projeto Político Pedagógico: Conceitos e Significados (60’) • Os Diferentes Projetos da Escola (60’) • Políticas Pública e a Gestão Escolar (60’) Programa DVD Escola –Volume II Disco 13 Letra Viva • Planejamento na Prática Pedagógica (29’) • Planejamento: uma atividade é só uma atividade? (29’) Disco 34 Formação Contínua de Professores – Parte II • Os Saberes dos Professores.Sumário principal Disco 23 Fazendo Escola • A História e os Caminhos da Gestão Escolar (60’) • O Papel dos Colegiados na Gestão Escolar (60’) • O Papel do Professor (60’) • O Projeto Político Pedagógico Passo-a-Passo (60’) Disco 31 Gestão da Escola – Parte I • Gestão Democrática: Teoria e Prática (60’) • Conselhos Escolares.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Anos Iniciais .

área de Ciências da Natureza.056-085 . v. área de Ciências Humanas. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. César Hilal. área de Linguagens e Códigos. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos iniciais / Secretaria da Educação.Ensino médio. v. Ensino médio Currículo. anos iniciais. 202 p. Título.Ensino médio. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. área de Ciências Humanas. nº 1.Ensino fundamental.Currículo. anos finais. v.Currículo.Espírito Santo (Estado) .com. 01 . CDD 372. v. Ensino fundamental . 26 cm. – (Currículo Básico Escola Estadual) Conteúdo dos volumes : v. 03 . 02 . 2009. 01 . 2.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. . 03 .111. Ensino . ISBN 978-85-98673-08-0 1. área de Ciências da Natureza.Ensino fundamental.CEP 29.br Espírito Santo (Estado). – Vitória : SEDU. 02 . área de Linguagens e Códigos. 3.Ensino médio. v. II.Ensino fundamental. I.Vitória/ES . Guia de implementação.19 CDU 373. Série. Santa Lúcia .3. ES.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. anos finais.Info Consultoria. anos finais.

Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “. igualmente sujeito do processo. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. ao lado do educador.” Paulo Freire ...

Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Kátia Regina Zuchi Guio. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Edna dos Santos Carvalho. Maria da Penha de Souza. Maria Adelina Vieira Clara. da Silva Scaramussa. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Vivian Rejane Rangel. Cláudia Regina Luchi. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Valéria Zumak Moreira. Maria de Lourdes S. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Simone Carvalho. Gina Maria Lecco Pessotti. Maria Cristina Garcia T. Elza Vilela de Souza. Anderson Soares Ferrari. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Martinelli. Jaqueline Justo Garcia. Márcia M. Delcimar da Rosa Bayerl. Ilza Reblim. Neire Longue Diirr. Hebnézer da Silva. Dileide Vilaça de Oliveira. Américo Alexandre Satler. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Mirtes Ângela Moreira Silva. Nourival Cardozo Júnior. Edna Milanez Grechi.Língua Portuguesa Adriana Magno. Edimar Barcelos. Paulo Roberto Arantes. Leila Falqueto Drago. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Margareth Zorzal Fafá. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Sebastião Ferreira Nascimento. Alvarenga Vieira. Rodrigues. Foerste . Maria Geovana M. Lima. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini.Física Claudio David Cari . Vera Lúcia dos Santos Rodrigues.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos .Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Ilza Reblim. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. João Firmino. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Alaíde Schinaider Rigoni. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Cátia Aparecida Palmeira. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Claudinei Pereira da Silva. José Christovam de Mendonça Filho. Giselle Peres Zucolotto. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Mara Cristina S. Paulo Roberto Arantes. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Marta Gomes Santos. Maria Adélia R. Ana Helena Sfalsim Soave. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Sebastiana da Silva Valani. Ernani Carvalho Nascimento. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. de Castro. Maria Aparecida Rosa. Manzoli. Jomar Apolinário Pereira. Luciene Maria Brommenschenkel. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Magna Maria Fiorot. Benevides. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Eliane dos Santos Menezes. Ediane G. da Silva.C. Irineu Gonçalves Pereira. . Luciene Tosta Valim. Irineu Gonçalves Pereira. Sandra Renata Muniz Monteiro. Rosiana Guidi. Linderclei Teixeira da Silva. Renan de Nardi de Crignis. Anderson Soares Ferrari. Maria da Penha C. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Vazzoler. Roberto Lopes Brandão. Paulo Roberto Arantes. Luciane Salaroli Ronchetti. Neyde Mota Antunes. Conciana N. Angélica Chiabai de Alencar. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Ribeiro. Iza klipel. Rita de Cássia Santos Silva. Antônio Carlos Rosa Marques. Erilda L. Teresa Lúcia V. Angélica Chiabai de Alencar. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Coelho Ambrozio. Tania Mara Silva Gonçalves. Silma L. Eliane Carvalho Fraga. Adna Maria Farias Silva. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Lemos. Pinto.Arte Rita de Cássia Tardin . Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Ires Maria Pizzeta Moschen. Luciene Tosta Valim. Sebastião Ferreira Nascimento. João Carlos S. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. de Quadros P. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Nascimento. Bastos. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Pedro Paulino da Silva. Danilza A. Eliane dos Santos Menezes. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Marlene M. Patrocínio. Fracalossi. Rodrigues. Maria Elizabeth I.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Naédina Barbieri. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Sandra Fernandes Bonatto. Dilma Demetrio de Souza. Organdi Mongin Rovetta. Telma L. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Marcelo Ferreira Delpupo. Rogério de Oliveira Araújo. Ferreira. Maria da Penha E. Sara Freitas de Menezes Salles. Francisco Castro. Gracielle Bongiovani Nunes. Christina Araújo de Nino. João Luiz Cerri. Guaresqui Cruz. Sônia A. Lúcia H. Rachel Miranda de Oliveira. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Margarida Maria Zanotti Delboni. Lurdes Maria Lucindo. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Christina Araújo de Nino. Agnes Belmonci Malini.SEDU Ana Beatriz de C. João Luiz Cerri. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Novais Rocha. Cristina Louzada Martins da Eira. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Alcimara Alves Soares Viana. Carla Moreira da Cunha. Anelita Felício de Souza. Larmelina. Denise Moraes e Silva. Maria José Teixeira de Brito. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Renata da Costa Barreto Azine. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Luciane S. Regina Zumerle Soares. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Barbosa. Maria Nilza Corrêa Martins. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Chirlei S. Gilcimar Manhone. Alexandre Nogueira Lentini. Davel. Antônio Fernando Silva Souza. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Renata Garcia Calvi. Vaneska Godoy de Lima. Perin e Valéria Perina. Ivanete de Almeida Pires. Eliana Aparecida Dias.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo .Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Marcia Vânia Lima de Souza. Epitácio Rocha Quaresma. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Fabiano Boscaglia. Karina Marchetti Bonno Escobar. Junqueira.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Sulâne Aparecida Cupertino. Maria Alice Dias da Rosa. Maria da Ressurreição. Luiz Humberto A. Sandra Renata M. Braga. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Josimara Pezzin. SRE Carapina: Lucymar G. Monteiro e Wagna Matos Silva. Carlos Sebastião de Oliveira. Campos Cruz. Núbia Lares. Mohara C. Angelita M. Marcos Leite Rocha. Edson de Jesus Segantine. Última da Conceição e Silva. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Everaldo Simões Souza. Mônica V. S. Fernandes. Ana Paula Alves Bissoli. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Sidinei C. Jarbas da Silva. Lúcia Helena Novais Rocha. de Almeida. Jane Ruy Penha. Cérlia Silva de Oliveira. Luciano Duarte Pimentel. Valentina Hetel I. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Evelyn Vieira. Rodrigo Vilela Luca Martins. Cortez. Oliveira. Maura da Conceição.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira .Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Márcia Gonçalves Brito. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Márcio Correa da Silva.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Jaqueline Oliozi. Jorge Luis Verly Barbosa. R. Ires Maria Pizetta Moschen. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Edy Vinicius Silverol da Silva. Luciete de Oliveira Cerqueira. Maria de Glória Sousa Gomes. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Gleise Maria Tebaldi. Jomara Andris Schiavo. Giuliano César Zonta. Verginia Maria Pereira Costa. Patrícia Maria Gagno F. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Luiz Antonio Batista Carvalho. Renan de Nardi de Crignis.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Rita Nazareth Cuquetto Soares. Maria do Carmo Braz. Pereira. Ilia Crassus Pretralonga. Cristina Lúcia de Souza Curty. Izaura Célia Menezes. Sabrina D.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Pedro Guilherme Ferreira. Luciana Oliveira. Eliane Maria Lorenzoni. Nilson de Souza Silva. Angélica Chiabai de Alencar. Raquel Marchiore Costa. Madalena A. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Cezar. Edilene Costa Santana. Jane Pereira. Dalla Passos. Magna Tereza Delboni de Paula. Eduarda Silva Sacht. Renato Santos Pereira. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Marlene Athaíde Nunes. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Malba Lucia Gomes Delboni. Johan Wolfgang Honorato. do Nascimento. P. Elenivar Gomes Costa Silva.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Torres. Antônio Fernando Silva Souza. Tarcísio Batista Bobbio. Luiza E. Lyra. Léa Silvia P. Alecina Maria Moraes. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Pedro Paulino da Silva. C. Luciane R. Rosangela Maria Costa Guzzo. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Rodrigues Soyer. Morati. Edilene Klein. Soprani. Elisangela de Jesus Sousa. Alan Clay L. Maria Alice Dias da Rosa. Renato Köhler Zanqui. Paulo Alex Demoner. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Rodrigues. Carvalho Morais. Bastos. Antonia Regina Fiorotti. Tânea Berti. de Oliveira. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Alves. Regina Jesus Rodrigues. Eliethe A. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Lúcia Helena Maroto. Rosângela Vargas D. Carmencéa Nunes Bezerra. Eliana C. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Lea Silvia P. Marilene Lúcia Merigueti. Salette Coutinho Silveira Cabral.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . Israel Bayer. C. Érika Aparecida da Silva. Divalda Maria Gonçalves Garcia. José Alberto Laurindo. Rodrigo Nascimento Thomazini. Giovana Motta Amorim. Hulda N. Ivone Braga Rosa. Freitas. Marta Margareth Silva Paixão. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Alaíde Trancoso. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Kátia Elise B. Cátia Aparecida Palmeira. Hebnezer da Silva. Ana Paula Alves Bissoli. Rosinete Aparecida L. Ronchetti. Alaércio Tadeu Bertollo. Marcio Vieira Rodrigues. Ângela Maria Freitas. Martinelli. Patrícia Maria Gagno F. Roseane Sobrinho Braga. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Edílson Alves Freitas. Carvalho. Rosiane Schuaith Entringer.

a complexidade que envolve a infância e a juventude. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. Como equipe. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. Para enfrentá-los. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. Temos certamente que comemorar. sem dúvida. neste contexto. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. como um plano único e consolidado. quer sejam individuais ou coletivos.Sumário principal Prezado Educador. na qual. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. das superintendências e da unidade central. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação .

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal 8 .

Sumário principal Apresentação .

que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. mas. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. ao longo dos anos. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. Como síntese desse processo. como unidade autônoma. sobretudo.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. Educação Especial e Educação do Campo. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. O Estado. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. tendo como base um projeto de nação. conforme os termos constitucionais. por meio de mecanismos participativos. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação.

O currículo é a materialização do ricos de discussão. nizados. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. tônomos e críticos. professores convidados. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. Portanto. da educação pública. muitas vezes.Sumário principal e social de sua população. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. com qualidade social. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. valores. fortalecendo a grande complexidade. costumes historicamente produzidos que. entre vimento de crianças. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. hábitos e consequentemente. com vistas à promoção do educando e. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. Entre os anos de 2004 e 2006. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino.500 educadores. Todos esses atores mente construídas. como a relação entre trabalho. que desafios que precisamos enfrentar. 12 . ciência e cultura. conectado com a dimensão universal. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. por meio de atitudes.

Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Certamente. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual.CBC para cada disciplina da Educação Básica. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. outros Educação Básica. consequentemente. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Além para cada disciplina da do CBC. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. resguardando as especificidades das escolas. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. conteúdos com- 13 . Isto é. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. conhecimentos estanques e conservadores. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Para tanto. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.

A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. produz conhecimentos. dentre outros. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. como instrumentos dinamizadores do currículo. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. assim. em alguns casos. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . lo ciência. na relação com a natureza e com seus pares e. cultura e trabalho. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. correspondendo aos 30% restantes. cializadas na medida em que cultura e trabalho. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. ou seja. Do ponto de vista organizacional. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. ampliando a nada.

atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. por meio da Lei Nº. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. 8963 de 21/07/2008. Realização de olimpíadas escolares e. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. por fim. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. roteiros turísticos e ambientais. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. materializa esse conceito. “Ciência na Escola” .Sumário principal vivências curriculares.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. química e biologia. a partir de estudos sistemáticos. Esporte. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. Matemática e Ciências. 15 . subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. tornando a escola mais atrativa. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. Dessa forma. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. O projeto contempla ainda.

com isso. pois o educador precisa aliar à tarefa e. com destasucesso esperado: estagiários. escrita e pedagógicas. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. que para a revitalização das professor dinamizador. pendrives. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. pesquisa. capacibibliotecas escolares. atualização da escola. com destaque ações de formação. tecnologias e suas implicações didáticas. pois o educador precisa aliar à Multimídia. e a partir A formação continuada tação. intervenção pedagógica. transdisciplida escola. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. as novas do conhecimento. formação gica. a sua inclusão digital e a comunidade. computador por aluno.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. a partir digitais no cotidiano escolar. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. “Ler. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar.um públicas e privadas. de modo a 16 . as reformas educativas e seus desdobramentos. TV comunidade local. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. PC do professor. por meio que necessidade. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. ampliando para a do educador é mais naridade. como ativiprocesso ensino aprendizagem. a de estudar. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora.

novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Espera-se. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. ao final de 2009. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. Destaca-se ainda. com tudo isso. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. 17 . Nesse sentido. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. os quais irão enriquecer a prática docente. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. portanto. que incorporou o saber de quem o vivencia. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. além de outras pautas de estudo do referido documento. como componentes do Guia. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. uma trilha experienciada coletivamente. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor.

Sumário principal Capítulo Inicial .

exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. por meio de seminários com participação dos professores referência. Em 2006 a Sedu. 21 . além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). elaboraram as ementas contendo visão de área. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. constituíram-se objetos de diálogo. nos quais. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. municipal e federal. Em 2005. considerando situação funcional.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. que. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. formação acadêmica e atualização permanente. conteúdos e orientações didáticas. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. objetivos. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. de acordo com a prática pedagógica do professor. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento.

estar a serviço da vida. SRE. nos anos de 2007 e 2008. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. instituições e modos de 22 . num processo formativo e dialógico.500 eduTodos foram mobilizados cadores. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. em dois grandes ciclos de colóquios. consequentemente. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. professores convidados. consequentemente. em sua fragilidade. consultores. contando com a participação de cerca de 1. jovens e adultos capixabas. além de 26 especialistas de cada disciplina. intercolóquios e seminário de imersão. produziram os CBC por disciplina. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). Foram vividos momentos muito ricos de discussão. modalidades e transversalidades. da educação pública. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. central e das da educação pública. acima de tudo. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que.

a vida requer convivência na promoção da paz interior. dignidade humana. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. reverencia o mistério da existência. que são apenas diferentes. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. Nesse sentido. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. paz social e paz ambiental. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. do outro e do mundo. social. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. cultural e político. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. solidários. direito de todos e dever do Estado e da família. por isso. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. que se realiza em um contexto histórico. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta.Sumário principal vida. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. é um bem público que deve servir 23 . intensificando os esforços pela justiça. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. Superar as diversas formas de exclusão.

pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). espaço de visibilidade. por ser um ambiente essencialmente humano. em função dele. No entanto. uma obra de legítimo interesse social. numa perspectiva dialógica e dialética. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. É na relação entre os sujeitos. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. a interpretação. A educação como obra de mudança. exercido pelo poder público ou privado. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. portanto. sentimentos e atitudes. A escola pública com compromisso social. na medida em que contribui para o bem comum. E um lugar de esperança. com toda a sua complexidade. antes de tudo. um direito.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. deverá atender aos interesses da coletividade. mediante um determinado caminho. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. consequentemente. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . a reflexão e a ação. de movimento de uma dada situação a outra diferente. uma dimensão mais ampla. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino aprendizagem. a construção. Na escola. do desenvolvimento social e econômico da nação. assumindo o lugar de mediador. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. envolvendo a percepção. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. assumindo. o aluno é o centro do processo educativo e. aprender. A educação como serviço público.

gerando a sua própria cultura. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. apropriando-se dela e transformando-a. ciência e cultura. acima de tudo. produz conhecimentos. portanto. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. algo vivo e dinâmico que articula as representações. como forma de criação humana. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. cultura numa perspectiva antropológica. e trabalho como princípio educativo. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. a partir da articulação dos princípios trabalho. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. assim. constituindo o modo de vida de uma população determinada. cuja base se expressa na aquisição da leitura. e.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. símbolos e comportamentos. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. material e social. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. como processo dinâmico de socialização. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. Nesse sentido.

O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. e BARBOSA. Compreender e transformar o ensino.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. 1998. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. no interior da unidade educacional. 2.I. sobretudo. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. Porto Alegre: Artmed. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e.G. o significa discutir a currículo. mais difundida. por ser um conceito bastante elástico e. dependendo do enfoque que o desenvolva. Brasília. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2.P. promotor de uma educação emancipadora. N. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. J.S. No entanto. que está inserido. impreciso. entre os curriculistas contemporâneos. o currículo na escola E. nesse sentido. GÓMEZ. Isso acontece 1 SACRISTÁN. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. 2 MOTA. muitas vezes. e. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. evidenciar a qualidade dessa ação. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. Portanto.Sumário principal curricular apresentada neste documento.V. e. O currículo para além das grades .R. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. J. certamente. sobretudo. a organização física.G. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. 26 . essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. junho de 2004. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. A. C. a exemplo dos laboratórios de estudo.

2004. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. 27 . Ele é resultado de lutas. Assim. conflitos concretas. Por isso. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. seja no campo de metodologia.E. avaliação. incluem tradições culturais Assim. Vitória: SEEB/SEDU. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo.T. seu modo 4 FERRAÇO. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. T. 3 talidade social” . os conhecimentos mais valorizados da escola. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. a identidade nantes. a identidade dos estudantes e etc. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. políticas e alternativas educacionais. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. 2000. é possível e negociações. O currículo escolar. está deficurrículo4. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). historicamente ideias de currículo em ação. as relações no interior 3 SILVA. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. de organização e gestão. metas. a participação da comunidade. Documentos de identidade . In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. currículo realizado (Ferraço). currículo praticado (Oliveira).uma introdução às teorias do currículo. e outras que considePortanto. Considerando isso. ações. seu modo de organização e gestão. C. De modo geral. Belo Horizonte: autêntica. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. currículo real (Sacristán).

v. 2004. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. com rapidez e eficiência. com rapidez e eficiência. MEC/INEP. 2005. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. há gradação. histórias de vida. a segunda parte previstas. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. MEC/INEP. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. 81-93. ENEM . específica”7. Não norteadores do Ministério da Educação. 7 BRASIL.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. Z. forma a aliar competências. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. Comumente. fazer. de vida e laborais conhecer. ou seja. conhecimentos tácitos e as constituem. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. Rio de Janeiro. de ensino e pesquisa. Boletim técnico do SENAC. 28 . ENEM . A. como parte que deste documento curricular. ensino. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). Pelo contrário. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. 2005. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. 6 KUENZER. p. articulando competências. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. 30. lar.

herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. significa. Competência como condição prévia anteriormente descritas. ou seja. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. 9 BRASIL. pois se referem a petência. na prática não se do sujeito. 2002. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. 2005. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. o desenvolaprendida. Não se trata MEC. não basta ser muito entendicontexto. o que se chama de talento. planejamento das atividades. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. MEC/INEP. ENEM . educativo. dom ou uma mesma realidade. Dentre elas. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. é extremamente importante que os profissionais da educação. herdada ou Não se trata de definir tência relacional. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. as três formas de competência. Nesse te.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. o que pressupõe uma organização Na escola. 29 . extrema facilidade para alguma atividade. Assim. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. nesse sentido. não basta possuir objetos potentes e adequados. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. por exemplo. A competência relacional expressa esse jogo de interações. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. pedagogos. condição do objeto.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola.

hoje. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. alguém se torna aluno. por meio do ensino e da pesquisa. visa a investir na formação do cidadão. cultural. “Ninguém nasce aluno. trabalhar nessa concepção. problematizannatureza. Ao contrário disso. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. Nesse sentido. neste documento curricular. afetivas. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. para que o aluno aprenda. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. Até escola. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. ao mundo do trabalho. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. Como ponto de (cognitivas. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. Cidadão esse que busca na escola adquirir. Quais são os alunos e quais são. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . se forme e informe. 2. sociais e psicomotoras).

estudo e a compreensão da contudo. que conrenciam. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. os adultiza. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. sendo um ocidental como a nossa. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. pois reconhece-se que. criações culturais crianças com o mesmo referencial. constituir-se como infância. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. é tempo de constante refere à crise de autoridade. no Brasil templam o pertencimento de classes. Sendo simbólicas específicas e próprias. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. a inserção na vida adulta. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. econômicos. séculos. os infantiliza. A e na comunidade. a juventude e etapa da infância. dentre mundo. A escola. a Sociologia. a violência urbana. numa sociedade socioculturais determinadas. Portanto. A ação de reconhecimento ora jogando para traz a curta dos tempos da vida: a infância. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. uma vez que são exatamente iguais políticas em defesa dos direia compartilha com a famíàs do século passado. Os diálogos com as única instituição responsável As crianças de hoje não teorias de um lado e as lutas por esse desafio. assim. há ou etnia. sem. da maturidade. e não diferentemente no Espírito Santo. de dominar física e mentalmente outros. 31 . de sua função educadora. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. especialmente no que se de um indivíduo. a Filosofia. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. enfim. Esses tempos de vida. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. no exercício História. gênero. a Psicanálise.Sumário principal e imprecisos. tos da criança. ora empurranlia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos do para frente o momento sociais. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. a Antropologia. a vida adulta. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família.

construindo. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). sendo básicas encaminha para a complecontrastes. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. juntas. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento.Sumário principal individuais. nas relações estabelecidas também e não 32 . e que se originalidade. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. ajudam a traçar o perfil da população. da puberdade e social parecem mobilizar. Portanto. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. como a o sinal próprio desse tempo. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. Na infantil e a maturidade do adulto. marcada pela busca leitura. de provocar matemático. assim. a escrita. Deve ser pensada para contrastes. visível. social parecem Assim como a infância. Marcas para outras. o desejo de impactar. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. discurso com sentido. se exercita e se reconstrói variados. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. tude do homem. de forma visível. de provocar própria sociedade. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. o desejo de impactar. estilos que se constrói. como odo atravessado por crises. a juvencomo o nascimento. que. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. cognitivas e sociais que. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. delimita mobilizar. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. finalizando definidoras da existência somente com a morte.

como desordeiros ou transgressores. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. mas em outras esferas sociais. Na escola. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. 2008). muitas vezes encurralando-a. Objeto de admiração e ojeriza. diante de uma sociedade em intensa mudança. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis.Sumário principal somente na escola. em intensa situação de vulnerabilidade. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. Querem ser rebeldes. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. apontado para os adolescentes. Ser jovem na periferia ou no campo. especialmente apresentados pela mídia. são todas identidades possíveis e relacionais. ela é um poderoso argumento de marketing e. falta de perspectiva de vida. ao mesmo tempo. como a família. a igreja e o trabalho. Na contemporaneidade. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. ausência de utopias. a seus pesadelos de violência e desordem. mas buscam proteção. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. ao mesmo tempo. (Calligaris. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . em que os últimos têm acesso a bens. a ponto de ser compreendido como alienação. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. no qual o futuro é incerto. a ênfase no mercado e no consumo. Seguir. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. Objeto de inveja e de medo. da classe média e trabalhadora. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e.

ou em ocupações precárias ou não. sempre numa expectativa em família. na perspectiva de trabalho. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. Já produz e trabalha. são sujeitos que de emancipar-se. soal. explícita ou implicitamente. na vulnerabilidade à violência e ao crime. O fenômeno da vida adulta. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. o clareza de seus objetivos. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. e na gravidez na adolescência. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. em qualquer formada sua personalidade e identidade. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. Na fase de vida adulta. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. é entendido no processo história de vida. 34 . circunstância de realidade social. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. A laridades. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. tentando demonstrar. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. seja por abandono. Em geral. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. a respeito de si mesmo. Estão abertos de desenvolvimento.

são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. mais que um ser no mundo. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. sobretudo se entendida como a construção histórica. De acordo com Lima (2006). são únicos em suas biológica.. diversidade O grande desafio da escola. predominantemente jovens. 35 . A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. da história e de suas próprias histórias.17). na cidade. juventude ou idade adulta. que vivem no campo..”. em sua maioria de classe popular. Seres humanos experiências culturais. como ponto de partida e chegada do processo educacional. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. em que perceber o mundo. apresentam. Algumas dessas diverem especial da pública. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. ainda. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. cultural e social que faz parte do acontecer humano. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. (as comumente chamadas de homens e mulheres. o ser humano se tornou presença no mundo. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p.. na especificidade de seus saberes e práticas. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana.Sumário principal Estejam na infância. filhos de trabalhadores formais e informais. compreendemos.. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. com o mundo e os outros.

que exige a busca por valores. 36 . educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. respeito O currículo deve. O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. o político. solidariedade e justiça. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. portanto. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. às diferenças. que propõe epistemológico e político. Quando falamos de diversidade e currículo.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. Certamente criminação em acolhimento humana. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. consideram esses saberes. solidariedade e justiça. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. no campo do conhecimento da a diversidade. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. o em todas as suas dimensões. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. o estético. o biológico. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. como ato político pela garantia do direito de todos. tais como: o ético. o sociocultural. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. e a constituição às diferenças. cultura de paz e cidadania. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. mento pessoal e coletivo. dentre outros. respeito tivamente para a formação dos civilizatório.

na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. 37 . contribuindo de fato para a formação humana. seja pela oferta irregular de vagas. nem menos importante. em ocupações não qualificadas. os direitos humanos. a cultura de paz. em sua singularidade. como questões inerentes ao currículo escolar. De modo geral. a sexualidade. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. da política e da cultura. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. durante a infância e/ou adolescência. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. seus saberes. marcadas por retornos à escola noturna na EJA.1 Educação de jovens e adultos: saberes. que incluem reprovações e repetências. mas como um modo próprio de fazer educação. Nelas. do mercado informal. e de currículos adequados a esses sujeitos. 3. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. de certificar-se. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. Os sujeitos da EJA.Sumário principal as relações étnico-raciais. de aprender e de reaprender. quase sempre. apresentam uma especificidade sociocultural: são. geralmente. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. menor. arts. nem menos 11/2000). Como modalidade de Educação Básica. importante. mas como um modo próprio de fazer educação. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. são trabalhadores assalariados. a ética e cidadania. trabalhando. Possuem trajetórias escolares descontínuas. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. dentre outras. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf.

38 . garante o atendimento a todos os alunos com NEE. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. Além disso. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. pensando metodologias de ensino 3. adestrar. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. E uma concepção de escola como instituição política. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. Isso implica formar (não treinar. os princípios. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. o acesso e a permanência de todos na escola. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. Na LDB nº. preferencialmente na rede regular de ensino.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. cultura e trabalho. Nesse sentido. que enfoca o direito de todos à educação. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. no processo de aprendizagem. sua característica fundamental de serem trabalhadores. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. ou seja. espaço propício a emancipar o aluno. abordagem inclusiva do currículo. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. Nesse sentido.

e outros espaçostempos da escola. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. 39 . orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. O grande desafio da escola e. continuada.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. 3. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. portanto. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. da crítica e da colaboração. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. pela via da formação dos profissionais da educação. Acreditamos que. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. formação de ressignificação das práticas educativas. o planejamento e a formação continuada. a partir do princípio da pesquisa. Ainda. esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola.

truídos de forma coletiva. Outro eixo fundamental 40 . e da Resolução CNE/ territórios e saberes. lutas pela terra. comunidade escolar e seu entorno. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. estuda CEB nº 2/2008. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. a partir do trabalho de subsistência. normas e prinsujeitos campesinos. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. o currículo deve levar em conta cultura familiar. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. A agria terra. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. Campo. Assim. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. que institui e cultural dos sujeitos do campo. Há que se resgatar o educativo. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. produção orgânica de alimentos. se respaldada por documentos oficiais. em 2004. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. que procuram enfatizar o seu caráter singular. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. avalia e fomenta o processo de do Campo. seus ao urbano. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. estabelecendo da relação do campesino com a natureza.

3. valores e ati- 41 . Educação Amecologicamente prudentes. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. da justiça social e ambiental.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade.795/99 e contribuirá para a formação humana. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. ao mesmo tempo. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. com respeito à alteridade e à diversidade social. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. formação de sociedades sustentáveis que são. economicamente viáveis. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. da cooperação. socialmente justas. da democracia. na Lei 9. Constitui-se em um processo permanente. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. se calcada nos princípios da solidariedade. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. A promoção da ao mesmo tempo. Como outro importante pressuposto. ecologicamente prudentes. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. biental em todos economicamente viáveis. níveis e modalisocialmente justas. pelo regime de colaboração. étnica e cultural dos povos. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas.Sumário principal é a interdisciplinaridade. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. e a visão da educação como ato poiético.

Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. interdisciplinares. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. Entretanto. das pluralidades e da identidade brasileira. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. cooperativas. 3. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. os negros representam 47. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza.3% da população brasileira. 42 .

na escrita do artigo 231. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70.109 da etnia Tupiniquim e 237. Guarani. No período colonial. à educação.100. nesse sentido.000. por meio de suas lutas pelo direito à terra. que formam a população brasileira. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. sendo 2. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. havia cerca de Promover o debate sobre 1.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. européia e asiática. à diversidade e à cultura. rentes épocas da história do Brasil. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. por meio de políticas públicas de reparação. africanas e asiáticas. à saúde. 2006). procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. No Espírito Santo. africana. nacional em difeafricanas e asiáticas. a população indígena compreende cerca de 2.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. Em 1988. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica.346 aldeados. Porém. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. É tratado como uma sociedade sem 3. 43 . É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. localizados no município de Aracruz.

social e religiosa. 44 . A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. formação do Brasil. O conceito de de construção do conhecimento. da escoprincipalmente. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. conhecimento. o la e da comunidade. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. própria origem e história. que possa o currículo escolar. temática. o resgate de sua cultura e história. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. tradições e culturas. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. econômica. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade.Sumário principal suas antigas línguas. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. política. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. e. sob forte influência do mundo ocidental. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. principalmente. e.

Nessa perspectiva. às características e aos estilos. Isto é. e saber lidar e conviver com as diferenças. a problematizar. Assim. estou desafiando meus alunos. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. os diver- 45 . a ampliar o universo alcançado pelos alunos. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. J.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. passando a mediar as aprendizagens. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. Como mediador e facilitador da aprendizagem. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. A intervenção docente. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos.” (Moran.). nessa lógica. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. professor. bem como sua história. os espaços/tempo de educar. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. a multiplicidade de pontos de vista. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. “o professor procura ajudar a contextualizar. O professor como mediador do processo educativo. M.

Na interação grupal. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. autenticidade. típica do trabalho cooperativo. bibliotecas. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. Diante desse cenário. isso significa. o afetivo. círculos. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. dentre outros. durante quase todo trabalho pedagógico. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . ao colocar seus pontos de vista. horizontalização dessas relações. ao máximo. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. aceitação mútua. ou indiferença. São os educadores. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. Estabelecer uma relação de confiança.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. respeitando e valorizando outros pontos de vista. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. e de trabalho. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. duplas. tendo como sujeito principal o professor. sobretudo os professores. Tendem a se ano letivo. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. Nesse contexto. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. na sala de aula.

com autonomia. a discuti-las e criticá-las. asseguram a necessária união entre teoria e prática. além de aproveitarmos recursos já existentes. com profissionais da área. enfim. utilizzar todos os espaços possíveis como educativos. autônomos. é fundamentada no diálogo e no questionamento. cultural e ao mundo do trabalho. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. espaços públicos. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. gumentando e defendendo sua hipótese. exposições de arte. festividades. museus. articulando pensamento e ação. a acessar recursos tecnológicos. concertos. intencional e natural do ser humano. quadras de esportes. críticos e criativos. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. a construir seu próprio conhecimento. reservas ambientais. que envolve. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. princípio educativo. construir e conhecer novos conceitos. estações ecológicas. nos projetos pedagógicos. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. bibliotecas. galerias. como princípio educativo. centros de pesquisa. entre conhecimentos empíricos e científicos. A pesquisa. pois. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem.Sumário principal dela. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. teatros. a montar um mosaico das informações. expressar-se questionamento. caracterizados como atividade simbólica. como sobre a realidade. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . possibilitando a reconstrução do conhecimento. seu entorno. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. envolvendo comunidade. e com isto. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. interpretar e analisar dados.

é uma atividade integrante do processo pedagógico. É preciso avaliar permanente e processualmente. A avaliação da educação pública. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. profissionais da educação. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. para nós. avaliação do sistema escolar. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente.Sumário principal naturais e sociais. em que o protagonismo é do professor. marcada pela lógica da inclusão. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. dentre muitos outros aspectos. Avaliar é 48 . na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. ainda que seja um tema polêmico. em perfeita sincronia. avaliação da instituição como um todo. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. as questões de investigação. da mediação. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. envolvendo professor e educando. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. do diálogo.

e) explorar a capacidade de leitura e escrita. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. que limita liação que elabora. potencialidades e habilidades. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. atribuir com os conteúdos escolares. de fato. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. gostaríamos de verificar. o professor. portfólio. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. testes. d) estar coerente com os propósitos do ensino. Assim. aptidões. Para que o processo de avaliação seja efetivo. por considerar o processo educativo. processo pedagógico. bem como o raciocínio. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. E. cedora. c) o conteúdo deve ser significativo. para nós. vivências e valores. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. certamente. dagações sobre o Currículo futura. memorial. é uma parte do todo. Avaliar. caderno de aprendizagens. deve ter significado para quem está sendo avaliado. provas. talvez. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. recebe o nome de avaliação somativa. com vistas a reorientá-lo. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. 49 . ou seja. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. A avaliação como parte de um (2007). quando ocorre ao final do processo. com a finalidade de apreciar o resultado desse. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. objetiva. nenhuma relativa ao que.

o adolescente e o adulto. ambiente da escola.. pesquisas. os grupos. desafios que o cotidiano selecionar. interpretações. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. momento de interação entre professores. pais e comunidade em geral. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. paralela e final. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos.Sumário principal relatórios. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. a violência escolar. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. para além de classificar e do representante de turma. coordenadores. pedagogos. as atitudes dário Anual. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. dentre outros. angústias. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. referenciados nos programas dos. professores. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola.

as formas e os procedimentos de avaliação dos professores.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. 51 . A avaliação educacional realizada de forma sistemática. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.

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Capítulo Ensino Fundamental – Anos Iniciais

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6 O NOVO ENSINO FUNDAMENTAL
VERBO SER Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer. Carlos Drummond de Andrade

O ensino fundamental, como etapa obrigatória da Educação Básica, obteve nos últimos anos reconhecido avanço, alcançando a universalização do acesso da população de 7 a 14 anos às escolas. Entretanto, muito há que se fazer para assegurar o direito de aprender de todo e cada aluno, garantindo sua permanência com qualidade.

Estabelece a LDB 9394/96 que o ensino fundamental, hoje ampliado para 9 (nove) anos, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

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Conforme indicam os Parâmetros Curriculares Nacionais/97, ao longo do Ensino Fundamental o educando deverá desenvolver habilidades, competências e capacidades, quais sejam: • compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício dos direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; • posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; • conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir, progressivamente, a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país; • conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais; • perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; • desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; • conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando-o e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva; • utilizar diferentes linguagens (verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal) como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; • saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; • questionar a realidade formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

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Tais pressupostos tomam corpo no presente documento curricular. Os conteúdos curriculares, bem como as práticas metodológicas, foram selecionados para favorecer a aquisição e o desenvolvimento das competências e habilidades relativas aos diversos campos do saber. Um novo desafio para o Ensino Fundamental é tornar realidade a ampliação de 8 para 9 anos com a inserção da obrigatoriedade a partir dos 6 anos de idade, conforme a Lei nº 11.274/2006, que define a implantação progressiva do Ensino Fundamental de 9 anos.

Pretende-se com o aumento do número de anos obrigatórios na escola assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem. É importante considerar que a garantia de acesso da criança ao processo de escolarização gratuita e obrigatória diminui as situações de risco e as vulnerabilidades ocasionadas pela não-escolarização; promove a permanência na escola e mais tempo para os anos iniciais, uma vez que contribuirá para o aprendizado; permite a relação da criança de 6 anos com seus pares e com as de 7 e 8 anos de idade; e valoriza a processualidade da alfabetização no ambiente escolar. No entanto, estudos apontam que uma efetiva escolarização não depende apenas do aumento do tempo de permanência da criança na escola, mas também do emprego eficaz desse tempo que amplia as oportunidades de aprendizagem, determinadas pelas experiências e pela qualidade das interações vivenciadas em seu meio sociocultural. Uma questão a ser considerada pela escola que inclui as crianças de 6 anos do Ensino Fundamental é a necessidade de reorganizar espaços, formas de gestão, ambientes, tempos, materiais, conteúdos, metodologias,

6.1 Por que o Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade?
A rede estadual está ampliando gradativamente o Ensino Fundamental de 8 para 9 anos, a partir do ano de 2009. O que fundamenta essa decisão é “oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos alcançando maior nível de escolaridade”. (Plano Nacional de Educação – PNE).

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objetivos, planejamento e avaliação, a fim de que as crianças se sintam inseridas e acolhidas num ambiente prazeroso e propício à aprendizagem. É importante considerar algumas reflexões para subsidiar a preparação da escola para a chegada desses novos alunos.

A criança A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. As crianças sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, possuem natureza singular. As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com os objetos, as pessoas e o meio em que vivem. Por meio da brincadeira, uma ação que é espontânea da criança, ela vai conhecendo o mundo, ao reproduzir vivências cotidianas e exercitar a imaginação e a expressão, ao mesmo tempo em que desenvolve sua identidade.

ponentes ativos do processo educacional. A forma e o acesso aos materiais podem ser disponibilizados em cantos temáticos, bem como a organização do mobiliário em grupos ou em círculo, refletindo assim a dinâmica do trabalho pedagógico, por serem elementos essenciais que viabilizarão a implementação do projeto educativo. Ao prepararem o ambiente, com intencionalidade pedagógica, os professores proporcionarão às crianças uma aprendizagem mais ativa e criativa, enriquecendo o processo de interação com os objetos, com outras crianças e com os adultos. Um ambiente alfabetizador se caracteriza por promover um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita, nas quais as crianças têm a oportunidade de participar e presenciar diversos atos de leitura e escrita, favorecendo o pensar sobre a língua e seus usos, construindo ideias sobre como se lê e como se escreve.

O professor O professor, assim como a criança, é sujeito ativo do processo de aprendizagem. Sua função de mediador e facilitador das aprendizagens infantis se constitui na medida em que organiza situações educativas orientadas,

O ambiente de aprendizagem Na organização do ambiente escolar, os recursos e materiais pedagógicos são com-

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ao mesmo tempo em que permite que as crianças trabalhem de forma autônoma, em situações de interação social ou sozinhas, ampliando suas capacidades ao interagir com diversas fontes de conhecimentos. A escuta, a observação, o registro, o planejamento e a avaliação são elementos essenciais no processo de intervenção pedagógica. A rotina do professor deve ser marcada pela permanente observação e registro do desenvolvimento da rotina dos alunos, ação que irá apoiar sua prática pedagógica. O registro diário de suas observações, impressões e ideias comporá um rico material de reflexão e pesquisa, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem das crianças.

Nesse sentido, é necessário ter um perfil profissional amplo, comprometido com a reflexão constante sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e buscando informações necessárias para a construção de projetos educativos qualificados. O professor alfabetizador deve possuir competência e sensibilidade para o trabalho com alunos na faixa etária específica, entendendo o momento psicológico e cultural da infância, que marcará os temas preferidos por essas crianças, as brincadeiras vivenciadas, as modalidades de linguagem utilizadas, as possibilidades de relacionamentos socioafetivos e de compreensão de regras.

O professor deve A intervenção do professor Para a atuação nas turmas conhecer e considerar as é necessária para que facilite de alfabetização considerasingularidades da criança a apropriação dos conceitos, se necessário configurar em sua faixa etária, seus dos códigos sociais e das uma identidade profissional conhecimentos prévios, diferentes linguagens. O associada à valorização de um bem como suas histórias professor deve conhecer e conjunto de saberes teóricos e contextos, respeitando diferenças e ampliando considerar as singularidades específicos e práticos decoroportunidades de da criança em sua faixa etária, rentes da experiência, que socialização em um seus conhecimentos prévios, demonstrem conhecimentos ambiente desafiador, rico bem como suas histórias e e habilidades adquiridos ao e prazeroso. contextos, respeitando difelongo do exercício da dorenças e ampliando oportucência em alfabetização. Essa nidades de socialização em um ambiente habilidade deve ser considerada digna de desafiador, rico e prazeroso. atenção no momento da escolha desse

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profissional, por parte da escola, uma vez que representa um “saber fazer” como um diferencial de sucesso na alfabetização. É importante ter hábito de leitura e estudo, ser criativo e inovador, comprometido com o trabalho, além de ter o domínio da atividade de alfabetização. A atuação do professor terá prosseguimento na mesma turma nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, sempre que possível, de forma a garantir o acompanhamento dos alunos durante o processo de alfabetização e letramento.

atender às diversas características e ritmos dos grupos de alunos. Um momento inicial de conversa e planejamento coletivo das atividades do dia é importante para mobilizar e envolver os alunos. Além disso, o trabalho com atividades diversificadas, podendo ser simultâneas, individuais ou em grupos, com ritmos diferenciados, que exijam maior ou menor nível de concentração, que aconteçam dentro ou fora do espaço da sala de aula e da escola, é recomendado para dinamizar o trabalho educativo, tornando-o significativo para os sujeitos.

As relações sociais A rotina A organização do tempo de trabalho educativo realizado com as crianças está estruturada na rotina escolar. A rotina deve envolver situações de aprendizagens que revelem a intencionalidade educativa consonante com o projeto pedagógico da escola. Portanto, requer planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam a desenvolver aprendizagens específicas. A estruturação do trabalho diário poderá envolver atividades permanentes, esporádicas e específicas de projetos. Essa rotina deverá ser facilitadora dos processos de desenvolvimento de aprendizagem, ser clara, flexível e adequada para Ao lado do ambiente físico está o social, que se concretiza por meio da interação humana, determinante no processo de aprendizado infantil. A existência de um ambiente acolhedor, propicia a confiança e a autoestima, a vivência de situações de diálogo, jogos e brincadeiras, garantindo a qualidade da troca entre as crianças que, ao se comunicarem e se expressarem, demonstram seus modos de agir, pensar e sentir, ao mesmo tempo em que constroem e reformulam conhecimentos. Os momentos individuais também colaboram para o desenvolvimento das capacidades

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de interação, uma vez que permitem que as crianças socializem suas experiências e descobertas, vividas com outras crianças e com os adultos, construindo sentidos para pensamentos e ações e se preparando para novas interações.

de organização familiar que compõem a nossa sociedade, são imprescindíveis para se garantir o diálogo produtivo entre essas importantes instituições sociais, parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil.

A família

A família é, por excelência, a instituição educadora basilar. Ao lado da escola contribui para o desenvolvimento das crianças e sua inserção na vida social. As crianças têm direito de ser criadas e educadas no seio Na perspectiva de garantia da aprendide suas famílias. O Estatuto da Criança e do zagem, pautada numa concepção de Adolescente (1990) reafirma que a família formação integral, gradativa e processual, é a primeira instituição social responsável organizou-se os três primeiros anos do pela efetivação dos direitos básicos das Ensino Fundamental como crianças. constitutivos de uma fase A qualidade da relação contínua de escolarização, entre escola e família A qualidade da relação entre que objetiva superar a fragé fundamental para o escola e família é fundamenmentação no processo de desenvolvimento pessoal tal para o desenvolvimento alfabetização. e social e, portanto, deve pessoal e social e, portanto, ser marcada por diálogo deve ser marcada por diálogo e parceria, a partir de Assim sendo, o agrupamento e parceria, a partir de reflexões reflexões claras do papel dos três primeiros anos de claras do papel de cada uma de cada uma delas na escolarização será sustentado formação humana. delas na formação humana. por um permanente processo de avaliação e diagnóstico, A valorização e o conhecique indicará o alcance dos objetivos, os mento das características dos diferentes níveis de aprendizagem e as necessidades grupos sociais, logo, as diferentes formas para replanejamento das ações pedagógicas

6.2 Toda criança deve estar alfabetizada ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental

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com vistas ao cumprimento da meta que toda criança, ao final dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, esteja alfabetizada, ou seja, que evidencie as competências e habilidades propostas para esse período inicial de escolarização, sobretudo no que se refere à construção dos processos comunicativos de leitura e escrita e, desse modo, prossiga com sucesso em sua escolarização.

que favoreçam a superação da fragmentação dos conhecimentos e informações, ao reunir as contribuições de cada disciplina de forma integral e integrada.

A partir dessa produção, para atender as especificidades dos anos iniciais do Ensino Fundamental, serão elaborados cadernos pedagógicos que contemplem aspectos metodológicos na garantia de uma ação que integre os diversos saberes e áreas do conhecimento pertinentes ao Ensino Fun6.3 O documento damental. Destaca-se a ação alfabetizadora curricular para por meio do desenvolvimento de situações os anos iniciais de aprendizagem que sejam lúdicas, significativas e contextualizadas. Atividades que Aprender significa conquistar a liberdade e proporcionem aos meninos e às meninas constituir-se sujeito de sua história, consver, tocar, experimentar, observar, manipular, ciente de seus desafios e exemplificar, comparar etc. responsabilidades. Portanto, Atividades que exijam dos Destaca-se a ação o conhecimento torna-se sialunos, além do mais, aplicar, alfabetizadora por meio nônimo de liberdade: quanto do desenvolvimento analisar, sintetizar e avaliar, e de situações de mais conhecemos, mais livres que fomentem a tomada de aprendizagem que sejam nos tornamos, pois nos apridecisões quanto às aprendilúdicas, significativas moramos com os elementos zagens que devem ser realie contextualizadas. necessários às escolhas e zadas; que tornem possível Atividades que decisões tomadas em cada proporcionem aos evidenciar as habilidades que meninos e meninas fase da vida. utilizarão ou requererão; que ver, tocar, experimentar, orientem seus pensamentos observar, manipular, Nesse sentido, torna-se de mediante a interrogação, a exemplificar, fundamental importância formulação e a ampliação de comparar etc. buscar estratégias e caminhos hipóteses acerca do mundo,

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constituindo-se em instrumento de compreensão da realidade. Neste Capítulo do Documento Curricular são apresentadas a concepção das área de conhecimento, a importância de cada disciplina para a formação humana e seus objetivos, e as principais alternativas

metodológicas como subsídio da prática docente. O Conteúdo Básico Comum está organizado por ano/séries, contendo uma referência para o trabalho pedagógico com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos (alunos de 6 anos de idade) e alunos de 1as a 4as séries (alunos a partir de 7 anos de idade).

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

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7 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS
Tradicionalmente no Brasil a educação científica, influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais, esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade, fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. Norteado por essa concepção de progresso, o ensino das ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica. Nesse sentido, as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e assim a produção científica produzia um acúmulo de conceitos científicos, que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. Tais processos se caracterizavam, entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural, fragmentar os conhecimentos científicos e priorizar a acumulação desses conhecimentos, pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. A partir da década dos anos 90, o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais, de acumulação e reprodução do acervo científico, não só propiciou o fracasso da apropriação desse conhecimento, como também dificultou a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Nessa década as pesquisas, as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Respondendo a essa necessidade, os parâmetros curriculares em ação, elaborados no final dessa década, procurando respeitar diversidades regionais, culturais e políticas existentes no país, e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares, por meio de temas transversais, e o desenvolvimento de competências e habilidades.

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No presente, a educação escolar científica, ainda permeada pelas práticas tradicionais, encontra-se numa situação de dependência sociocultural, posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural, particulares e globais. Para nós, tais problemas globais, simples e complexos, emergem das interações dos seres humanos entre si, e entre os seres humanos e o meio ambiente. Nesse sentido, esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. Diante desse desafio, fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN), nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE, que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos fundamental e médio, na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”, e nos documentos norteadores da educação, recriamos esta proposta curricular para ensino das ciências, firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. Em tal perspectiva, concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que, como qualquer outra produção

humana, contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). Em nossa proposta, o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida do sujeito. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno, pois constitui uma via, um meio sistematizado e organizado para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida, e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. Sendo assim, fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva, a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade, interdisciplinaridade e alfabetização científica, e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e de dominar as práticas cotidianas, e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. Nessa recriação, consideramos a ciência como uma linguagem simbólica, histórica e ideológica que contribui para o conhecimento, a reflexão e a compreensão do mundo.

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Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas), das objetivações e, sobretudo, como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos, mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Entendemos competências como um conjunto de habilidades, por meio das quais, em um determinado contexto, o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. Entre outras, conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Nesse sentido, as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural-natural também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação, ou seja, instrumentos socioculturais.

Para nós, o processo de ensino-aprendizagem das ciências, centrado no diálogo, transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos, dos professores e da escola], motivando a participação ativa dos atores desse processo. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes, cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e, juntos, recriam esses saberes. Dessa forma, o conceito científico tornase um instrumento ou ferramenta de conhecimento que, unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares, contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. Nesse sentido, essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos, como a Ética, a Pluralidade Cultural, o Meio Ambiente, a Saúde e a Orientação Sexual, em conteúdos curriculares, pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas, no cotidiano, não só se recriam no saber científico, mas também o fazem no acervo popular.

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7.1 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas, culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA &CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao

longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente a números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A História da Humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004) que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas sobretudo que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica, assim se deve:

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Fazer menos...
• • • • • • • • • • • • Aula expositiva Trabalho individual Trabalho em contexto Trabalho abstrato Temas tradicionais do passado Memorização instantânea Informação acabada Atividades fechadas Exercícios rotineiros Simbolismo matemático Tratamento formal Ritmo uniforme

Fazer mais...
• • • • • • • • • • • • Orientação, motivação Trabalho em grupo Aplicações cotidianas, globalização Modelização e conexão Temas interessantes de hoje Compreensão duradoura Descoberta e busca Atividades abertas Problemas compreensivos Uso de linguagens diversas Visualização Ritmo personalizado

• Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

• Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a

afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento). Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do

13 Alsina, C. 2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar, as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

tência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp. 81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender, sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, pp. 81-82)

7.1.1

Contribuição da disciplina para a formação humana

Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de compe-

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. o país ou o mundo. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. 30). o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos. Possibilitar situações de levem o estudante a validar estratégias e resultados. físicos. métrico. antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. políticas e econômicas ao longo dos tempos. relacionadas com a história da Matemática. seja a comunidade local. combinatório. sociais.1. geométrico. probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. ensinar exige respeito aos saberes dos educandos.Sumário principal Ainda para Freire (1996. algébrico. defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –. de forma 7. consideramos os seguintes objetivos: 75 . o Estado. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar. mas que não se abdique do saber matemático mais universal. estatístico. a fim de transformá-los e ressignificá-los. é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético. o município. guardando estreita relação com as condições sociais. entre outros. Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais. Portanto. Além disso.2 Objetivos da disciplina Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão. Dentro dessa perspectiva. p.

desenvolver projetos. realizar atividades de investigação. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizados. discussão de estratégias e institucionalização de conceitos e representações 76 .1. como resolver problemas. 7. As situações a propor aos alunos. constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula. analogia e estimativa. ou seja. permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. fazendo uso da linguagem oral. atividades que envolvam jogos e ainda resolvendo exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos. geométricos e algébricos. Apresentar a Matemática de forma a permitir o estudante comunicar-se matematicamente. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos. indução. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas. que envolvam raciocínios aritméticos. como intuição. devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. dedução. e estabelecendo relações entre elas e entre as diferentes representações matemáticas. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade. bem como os instrumentos tecnológicos disponíveis. tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento. matemáticas. que saiba descrever. escrita e pictórica. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados. nos quais o fazer. de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem.3 Principais alternativas metodológicas Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas.Sumário principal que possam desenvolver o raciocínio e os processos. representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas. para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo. e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos. o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. é a meta desta proposta.

Enfatizamos. 77 . o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. a capacidade de pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição). visão da sociedade onde vivem e suas interações etc. desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem. é necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido. 14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões. bem como construir a capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica. emoções. a reflexão. propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema. com seus conhecimentos. saberes. o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. construída pelo homem. ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor. Para Soligo (2001): o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa. comparar diversos caminhos para obter a solução. precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemática como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. enfim. Nessa forma de trabalho. na qual haja lugar para as conjecturas. os alunos.Sumário principal A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos. e por último os problemas. No entanto. a argumentação. refutações e demonstrações. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar a resposta correta aplicando procedimentos adequados. que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. atitudes e crenças. visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. Isso desenvolve no aluno a criatividade. selecionados com uma determinada intenção. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações. pois. testar seus efeitos.

ou seja. valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Nessa perspectiva. em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. fazer inferência. Os preços acessíveis e a facilidade 78 . como meios para realizar projetos. antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Diferentemente do que alguns educadores temem. como fonte de conceitos para pen- sar novas ideias. e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. portanto. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola. é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação. antes de qualquer outra coisa. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar. descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios. uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende. de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento. no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo. como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. nos processos essenciais da formação do cidadão. Galvis (1988) afirma que o computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem. e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual. na forma de conjecturar. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente.Sumário principal principalmente. para contribuir com a aprendizagem da Matemática. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade.

No âmbito pedagógico. quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto. o emprego de analogias. a variação das regras. são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. na 79 . que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática. trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. a redução a casos mais simples. entre outras possibilidades. auxiliando no caminho para a abstração matemática. os jogos. Como exemplo. No entanto. convém lembrar que a observação precisa dos dados. na resolução de problemas. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. pois os alunos não ficam na posição de meros observadores. Para tal. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso. bem como o trabalho com jogos.Sumário principal de serem encontradas as tornaram instrumentos imprescindíveis. o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. a identificação das regras. e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. Afinal. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino-aprendizagem da Matemática na escola. a procura de uma estratégia. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história da Matemática. evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos. na organização e gestão de dados seja em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas. os materiais concretos. além de seu caráter motivador. seja na construção de conceitos. é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos. e transformam-se em elementos ativos.

no sentido de ampliar as informações e o repertório textual. buscando solucionar o problema posto à sua frente. os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade. O livro didático. Para tal. aliado a isso. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso. com sua gama de conexões. o mais facilmente acessível. Além disso. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo. 80 . e a internet. talvez o mais importante.Sumário principal tentativa de busca da estratégia vencedora. na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade. que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos. uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e. quando articulam vários ramos do saber. ao entender esse contexto. atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. além de contribuir para ações que. tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor. além de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Ressaltamos o trabalho com projetos que se harmoniza com a resolução de problemas. convertendose em um dos apoios disponíveis para o professor. que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural. o modificam. por sua vez.

códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. igualmente fundamentais para o Ensino Básico. transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. indutivo. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções. em uma situação problema apresentada em certa área do conhecimento. • Utilizar grandezas diversas para medir espaço. estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. generalizar. • Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos. conhecer suas propriedades. • Utilizar as novas tecnologias de computação e de informação. probabilístico. estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: • Reconhecer e utilizar símbolos. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo. percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. reais ou imaginárias. • Resolver problemas. estabelecendo tendências e possibilidades. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática. • Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. • Identificar a formulação em linguagem matemática.Sumário principal 7. Outras competências. 81 .4 Conteúdo Básico Comum . • Diante de formas geométricas planas e espaciais. • Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. relacionar seus elementos. plausível etc. intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. na harmonia e na organicidade de suas construções.Matemática Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências gerais • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. criando estratégias próprias para sua resolução. • Calcular comprimentos. tempo e massa. • Compreender dados estatísticos. desenvolvendo a imaginação e a criatividade. • Perceber a beleza das construções matemáticas. muitas vezes expressa na simplicidade. • Raciocinar logicamente. • Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento. • Identificar e analisar valores das variáveis. • Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem. • Identificar. fazer abstrações com base em situações concretas. organizar e representar. por analogia.1.

• Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem.Sumário principal 1º ano. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Situações problemas envolvendo a adição. subtração. • Resolução de problemas envolvendo ideias da divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Números pares e ímpares. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Processar informações diversas. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Registrar ideias e procedimentos. • Adição. Tratamento da Informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. 82 . • Sistema de Numeração Decimal: unidades. subtração. 1ª e 2ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. dezenas e centenas. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. assim como das propriedades das operações. • Representação por meio de tabelas e gráficos. calculadora e algoritmos. valor posicional. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Antecessor e sucessor dos números naturais. • Operar utilizando cálculo mental. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. decomposição. estimativa. • Resolução de problemas envolvendo as ideias da multiplicação: parcelas iguais e ideia combinatória. • Ler e interpretar textos diversos. Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais.

Grandezas e Medidas • Geometria nas diversas culturas e nas artes. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • O cubo. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Desenvolver a capacidade de observar. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. massa. estimação. triângulo e círculo. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. dia. • Noções de medidas de comprimento.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. explorar e investigar. • Os objetos planos: quadrado. retângulo. • Grandeza Tempo: unidades de tempo (ano. intervalo de tempo. muitas vezes expressa na simplicidade. Conteúdos Geometria. mês e hora). • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. o paralelepípedo e as pirâmides. utilizando medidas não-padronizadas. na harmonia e na organicidade de suas construções. 83 .

Conteúdos Números e Operações • Identificação dos números naturais. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. triplo etc. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração. • Explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. subtração e multiplicação por inteiro. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Ler e interpretar textos diversos. • Operar utilizando cálculo mental. Tratamento da Informação • Leitura interpretação de tabelas e gráficos. • Multiplicação: ideia proporcional (dobro. • Noção de fração: parte todo e razão. calculadora e algoritmos. subtração. • Organizar dados em gráficos de barras. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer números naturais e decimais e suas representações. • Divisão: ideia de repartir e formar grupos. • Utilizar diferentes formas de representação dos números. • Registrar ideias e procedimentos. multiplicação e divisão. decomposição. • Representação por meio de tabelas e gráficos. • Multiplicação: ideias de parcelas iguais e ideia combinatória e forma retangular. estimativa. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. 84 . • Adição com reservas e subtração com recurso.Sumário principal 3ª e 4ª séries Habilidades • Desenvolver estratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Situações problemas envolvendo a adição. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem.). • Noções de porcentagem e escala. operações de adição. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. assim como das propriedades das operações. • Processar informações diversas. • Sistema de Numeração Decimal: ordens e classes. medidas. • Os números decimais: sistema monetário. valor posicional.

muitas vezes expressa na simplicidade. o paralelepípedo e as pirâmides. Grandezas e Medidas • A geometria nas diversas culturas e nas artes. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. • Compreender o conceito de comprimento e utilizar o conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. explorar e investigar. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. milímetro e quilômetro. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. centímetro. segundo. • As figuras geométricas: semelhanças e diferenças. minuto. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Cálculo com medidas não-padronizadas. triângulo e círculo. • Capacidade para utilizar a imaginação e a criatividade. • Medidas de volume: litro e mililitro. Conteúdos Geometria. utilizando medidas não-padronizadas. decímetro. retângulo. • Desenvolver a capacidade de observar.Sumário principal Habilidades • Visualizar e reconhecer as figuras geométricas e fazer pequenas análises. • Medidas de massa: quilograma e grama. • Unidades de tempo (hora. 85 . na harmonia e na organicidade de suas construções. • Medidas de comprimento: metro. • O cubo. mês e ano). • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Os objetos planos: quadrado.

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Nesse sentido. reinserindo-se no universo. por meio do diálogo. pois são instrumentos socioculturais. na Terra e na vida. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à 88 . Nessa perspectiva.2. Para nós. das habilidades [instrumentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. Nessa reflexão os participantes desse processo. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. habilidades e ferramentas. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e a científica. e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. transformam o meio ambiente e sua existência.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. pois o diálogo discursivo de alteridade fundamentado nas interações discursivas socioculturais obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e de ferramentas socioculturais. explicam a condição humana. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. de alguma forma. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. bem como entre as culturas e o meio ambiente. por meio das quais os seres humanos. Sendo assim. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. como também se apropriam dos direitos e das obrigações cívicas de seu meio sociocultural. Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. nossa proposta do processo de ensino de ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos.Sumário principal 7.2 Ciências 7. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas e que.

pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. todos os conhecimentos são relativos e incertos.] enfrentar as incertezas e. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos. e nos documen- 89 . deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. Nesse sentido.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse. podemos dizer que o processo de ensino científico. blocos. 7. etc. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas. responda a um ou a vários objetivos gerais. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. p. Nessa perspectiva. solidário. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente.56). criativo e reflexivo. partícipe ativo das transformações de seu entorno social. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. levando em conta os parágrafos anteriores. Nesse sentido. entre outras coisas. 2002. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. Em consequência. 2002). junto aos das outras áreas escolares. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. e entre os seres humanos e o meio ambiente. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. Em nossa concepção.2. Para nós.). anos. esse processo. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN. nas etapas da Educação Básica..Sumário principal espécie Homo sapiens. ciclos. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). mais globalmente.. compreender a diferença cultural significa. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. Dessa forma. cultural e natural. Finalmente. o processo de ensino de ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. curioso.

Na proposta curricular. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. Sendo assim. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. as atividades e ações do processo de ensino das ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo. psicológicas e afetivas. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). e na recriação da subjetividade. fundamentada nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade de 90 . torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. Nessa perspectiva. Assim. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas. propõe que o ensino científico de primeiro a quinto anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades (instrumentos socioculturais) mediadores no processo de conhecimentos das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. nossa proposta curricular. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. Partindo desse objetivo. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses ciclos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de palavras científicas. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores dos ciclos iniciais.Sumário principal tos norteadores. Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os conhecimentos culturais.

cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo. nessa etapa do Ensino Fundamental o processo de ensino científico se centrará não só no desenvolvimento das habilidades básicas (observação. 7. descrição.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. Também nesse processo.2. analogia.) Estudos mostram que tal processo do desenvolvimento na sala da aula depende da recriação de atividades pedagógicas que. Sendo assim. diferenciação. categorização. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que lhes permitam conhecer e dominar suas atividades cotidianas. os professores concebemse no processo de ensino-aprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. classificação. sem fugir dos princípios metodológicos que orientam esta proposta. descriminação. será o instrumento mediador dessa interação e da tomada de consciência. o professor. Nesse sentido. argumentação.). Nesse sentido. identificação. dedução. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. das competências e das habilidades media- 91 . os professores. no processo de ensino-aprendizagem científico de primeiro a quinto anos. etc. Nesse sentido.Sumário principal conhecer e explicitar os fenômenos socioculturais e naturais. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. como também no desenvolvimento das habilidades mediadoras na linguagem científica (explicação. guiados pela pesquisadora Carvalho (2001). Partindo dessas premissas. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. Mediação que se concretizará na recriação. em atividades pedagógicas que contribuam para essas ações. por meio de atividades/tarefas pedagógicas. também promovem a tomada de consciência dessas atividades. experimentação. etc. comparação. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. ao mesmo tempo em que estimulam a interação entre habilidades e conceitos.

conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. pesquisas etc. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). eixos temáticos etc. temas geradores. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. produção de texto em grupo. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. por meio de leituras de vídeos. jornais locais e de outros estados. 6. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1. pesquisa em grupo.Sumário principal doras nessa ação. orientamos que as atividades/ tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. interação discursiva entre o professor e os alunos. o mundo ou a sociedade em geral. 4. por meio de entrevistas. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. para isso propomos a resolução de problemas cotidianos em grupo. a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. o professor buscará motivar constantemente a intera- ção discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. problemáticas. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. Com a metodologia buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. 7. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. revistas de divulga- 92 . propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. confrontação de ideais. uso de livros de Ciências. 2. e o próprio processo de produção de conhecimentos. 5. revistas. Com esse fim. Sendo assim. 3. Para isso propomos que se identifiquem. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. mapas conceituais.

sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. 93 .Sumário principal ção científica e documentos escritos ou digitais. sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. junto a textos escritos por outros autores. 8. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas simbólicos de conhecimentos. logo depois de serem avaliados.

sendo participante ativo. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. 3. identificação. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. consciente. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. valorizando a formação de hábito de autocuidado. 2. • Analisar. questões-problema. de autoestima e de respeito ao outro. • Elaborar textos para relatar eventos. explicação. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Articular. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. visitas etc. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. analisar e interpretar textos de enfoques sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. experimentos. entre outros: percepção. cultura. elaborar hipóteses. entender.Sumário principal 7. • Interpretar esquemas. diagramas. social. observação. pensamento lógico e crítico. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. conceitos. interpretar. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. tabelas. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental.4 Conteúdo Básico Comum . • Organizar os conhecimentos adquiridos. categorização. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). descrição. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. fenômenos. • Valorar o trabalho em grupo. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. tecnologia e meio ambiente. associado aos aspectos de ordem histórica. 94 . diferenciação. mental e cultural dos indivíduos.2. social. cultural. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. produção de tecnologia e condições de vida. • Consultar. códigos e nomenclatura da linguagem científica. gráficos e representações geométricas. econômica e política. comparação.Ciências Anos Iniciais do Ensino Fundamental Competências Gerais 1. argumentação. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas.

• Perceber e descrever fenômenos naturais.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª Série HABILIDADES • Expressar oralmente ideias e atividades escolares e extraescolares. lua. Nosso meio ambiente • Espaço onde vivo: ambiente (natural e modificado) • Organismos • Ambiente e ser vivo 5. • Observar objetos e fenômenos simples utilizando categorias socioculturais. • Com a cooperação dos colegas e o(a) professor(a) formular estratégias para a resolução e dar respostas a problemas socioculturais ambientais concretos. Meio ambiente e ser humano • Recursos naturais • Relação entre o homem e os recursos naturais Eixo: Ciência e Tecnologia 8. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. Observando o espaço • Céu. água. Plantas e animais • Comparação entre plantas e animais • Plantas terrestres e aquáticas • Animais vertebrados e invertebrados • Relações ecológicas entre os seres vivos 7. sol (noite e dia) • Noções de astronomia (astros. Conhecendo meu corpo • Partes do corpo humano • Órgãos dos sentidos • Higiene e cuidados com o corpo Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 4. • Elaborar junto com o(a) professor(a) textos escritos poéticos. luz. • Descrever. bem como as diferenças socioculturais. comparar. • Conhecer ações do ser humano sobre o meio ambiente. descritivos e instrutivos simples. Os fatores físicos: propriedades gerais (noções de transformação) • Ar. • Elaborar e interpretar desenhos e completar esquemas básicos. • Ouvir e respeitar as ideias dos colegas e do(a) professor(a). CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. planetas e estrelas) 3. • Conhecer hábitos de higiene para uma boa saúde. • Com ajuda do(a) professor(a) identificar e registrar dados. solo • Noções de energia (luz e calor) 95 . • Realizar pesquisa de campo e bibliográfica simples. Os seres vivos • Ciclo vital dos seres vivos • Classificação dos seres vivos • Diversidade 6. • Identificar elementos culturais que recriam diferenças socioculturais. classificar utilizando categorias socioculturais. Construindo nosso conhecimento • Objeto de estudo das ciências 2.

A água • Características gerais e propriedades • Ciclo da água • Poluição 6. interpretar e reproduzir gráficos. química e física). Conhecendo o Universo • Explicações e teorias sobre a origem do universo • Movimentos do planeta • Explicações e teorias sobre os astros • Sol (eclipse) • Lua (fases da lua e marés) • Noções de coordenadas (pontos cardeais e bússola) • Hora (dia e noite) 2. • Conhecer e utilizar aparelhos de medições simples. arenoso e humoso) • Proteção e conservação do solo Eixo: Ciências e Tecnologia 7. • Ler e interpretar textos descritivos e informativos. • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar experimentos para testá-las. água e solo • Prevenções e cuidados • Importância da vacinação 8. O solo • Características gerais e propriedades • Tipos de solo (argiloso. respeitando a normas de segurança. Dependência de alimento • Lixo • Geração de lixo (reciclagem) • Transformações da energia no ambiente 96 . imagens. • Analisar os hábitos para a boa saúde. • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e a realização de pesquisas. • Manipular material do laboratório (informática. comparar e classificar utilizando variáveis e enfocando aspectos quantitativos. Parasitologia: doenças relacionadas a ar. • Descrever. Nosso mundo: planeta Terra e as culturas • O planeta Terra e os conhecimentos culturais • Características (forma) segundo a ciência Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. O ar • Características gerais e propriedades • Poluição 4. • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença sociocultural. • Completar e elaborar esquemas conceituais simples. selecionar e registrar informações socioculturais. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 2ª Série HABILIDADES • Identificar estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais ambientais locais. • Interpretar fenômenos aplicando conhecimentos socioculturais. A luz • Características gerais • Fotossíntese 5. • Comparar. • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes científicas e não-científicas. • Identificar e tabular dados e ler.

• Utilizar aparelhos de medições simples. enfocando aspetos quantitati• Formação da superfície terrestre vos. utilizando-se de raciocínios lógicos. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. • Características gerais de materiais (vidro. minerais. selecionar e registrar informações socio• Respiração aeróbica culturais. • Camadas internas da Terra • Reconhecer e tabular dados e produzir gráficos de 3. bactérias e protozoários) pessoais. executar tarefas). sementes. umidade • Comparar. • Composição. temperatura. Ar • Ciclo do ar • Elaborar esquemas conceituais simples. • Movimento das placas tectônicas • Vulcões. tipos e camadas do solo • Analisar os hábitos para a boa saúde. • Lixo industrial 9. metais. • Necessidade da água para vida • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando • Purificação da água fontes científicas e não-científicas. Transformações da superfície terrestre: agentes naturais representação de dados. • Resolver situações-problema. lactobacilos) • Produzir textos com sequência lógica e coerência. Planeta Terra • Formação da Terra utilizando variáveis. comparar e buscar regularidades. Água culturais. erosão • Analisar fenômenos aplicando conhecimentos socio4. • Tratamento de esgoto • Elaborar ideias simples sobre um problema e montar • Utilização racional da água experimentos para testá-las. derivados do petróleo) • Ler e interpretar texto descritivo e informativo de cunho científico simples. Eixo: Ciências e Tecnologia • Analisar os elementos culturais que recriam a diferença 7. pressão. Reações químicas • Ação microbiana (fungos. terremotos. 5. química e física). Variedade dos seres vivos • Fazer perguntas contextualizadas. • Ciclo de vida e doenças (alguns exemplos) 97 . Alimentação e saúde • Conceito de alimento • Pirâmide alimentar • Alimentos regionais • Cuidados com alimentos • Doenças ligadas aos alimentos Eixo: Cidadania e Meio Ambiente • Descrever. Solo realização de pesquisas. fungos. • Formação. • Manipular adequadamente o material do laboratório (informática. • Características gerais e exemplo de cada reino (plantas. madeira. • Húmus • Realizar atividades de estudo com independência • Ferrugem (organizar o material. classificar 2. respeitando a normas de segurança. 8.Sumário principal ENSINO FUNDAMENTAL 3ª série HABILIDADES • Formular estratégias de resolução e resposta a problemas socioculturais locais. • Responsabilizar-se pelo material escolar e pertences animais. consultar a agenda e fontes de • Combustíveis pesquisa. • Poluição regional • Trabalhar em equipe na resolução de problemas e 6. peso. Matéria sociocultural.

O homem e o universo • A via-láctea e o nosso sistema solar: explicações socioculturais • A força da gravidade • Lua: satélite natural • Eclipses • Radiação solar 2. • Identificar o motivo do problema de pesquisa. • Interpretar e elaborar quadros. flor. CONTEÚDOS Eixo: Identidade e Cultura 1. nicho) • Controle biológico • Relações alimentares: herbívoro/carnívoro e onívoro • Cadeia e teia alimentar (aquática e terrestre) 98 . O ser humano biológico • Células . • Classificar variáveis (relevantes e irrelevantes) de um problema e estabelecer relações de dependência entre variáveis. vivíparo e ovovivíparo • Cadeia alimentar aquática e terrestre 12. fruto e semente) • Noção do ciclo reprodutivo das plantas (polinização) 11. • Participar de ações de cidadania e de solidariedade. Animais • Características e grupos • Reprodução: ovíparo. CONTEÚDOS 10. • Utilizar critérios de classificação.Sumário principal HABILIDADES • Reconhecer e respeitar direitos e deveres. O ambiente dos seres vivos • Biosfera: camada de vida • Os ambientes da biosfera (terrestre e aquático) • Ecossistemas (fatores bióticos e abióticos) • Os seres vivos dos ecossistemas (habitat. • Selecionar testes ou experiências adequadas para testar hipótese e formular estratégias adequadas para a resolução de problemas socioculturais locais e globais. • Propor hipótese sobre a resolução de problema. • Conhecer processos experimentais úteis para o trabalho de laboratório e conhecer estratégias de investigação básicas para a resolução de problemas. • Deduzir previsões a partir de conhecimentos teóricos. Tecnologias • Agriculturas • Monoculturas • Sustentabilidade ENSINO FUNDAMENTAL 4ª série HABILIDADES • Realizar pesquisas de campo e bibliográficas utilizando fontes teóricas científicas e explicações nãocientíficas. • Reconhecer os colegas como parceiros de trabalho. • Reconhecer a escola como espaço público de trabalho. • Registrar qualitativamente dados e descrever as observações. Plantas • Partes da planta (raiz. folha. planificação e aplicação de categorias socioculturais. caule.partes principais • Das células ao organismo • Sistemas: anatomia Eixo: Cidadania e Meio Ambiente 3. tabelas e gráficos de dados.

avaliando o papel da tecnologia no processo social e identificando transformações de matéria. energia • Som. ambientais e/ou econômicas na produção e no consumo dessa produção. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais. • Trabalhar cooperativamente na resolução de problemas e a realização de pesquisas. • Explicar os fenômenos socioambientais a partir dos conhecimentos socioculturais regionais. culturais. fala e eco • Luzes (reflexão. • Entender as informações socioculturais. refração. força magnética) • Eletricidade (polaridade. • Compreender os hábitos para a boa saúde. opacos e transparentes) e cores (arco-íris) • Imãs (atração. sonar. CONTEÚDOS Eixo: Ciência e Tecnologia 4. pólos. O que acontece em nossa volta (noções) • A descoberta da combustão (fogo) • Combustível fóssil e biocombustível • Calor.Sumário principal HABILIDADES • Processar dados e explicar seu significado. hospitalares ou industriais. • Identificar diferentes fenômenos físicos. objetos translúcidos. temperatura (termômetro). • Conhecer diversas possibilidades de produção de energia e suas implicações sociais. eletricidade estática. energia e vida. • Elaborar mapas conceituais. ondas. corrente elétrica e circuito elétrico) 99 . relacionandoos aos seus usos cotidiano.

Porto Alegre: Artes Medicas. M. Brasília: MEC / SEF. _______. São Paulo: Papirus. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática. São Paulo: Centauro. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. São Paulo: Ática. 2003. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico. J. _______. 2002. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo. BIZZO. CHASSOT. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. Atividade da linguagem. São Paulo: Educ. 1987. de Towards a Philosophy of the Act. O professor e o currículo das ciências. São Paulo : Hucitec. M. RS: Unijuí. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. 1997. 2008. A. DF. Ijuí. Metodologia de ensino de ciências.. G. SMOLKA. Austin.172. _______. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Moderna.2. 1996. 100 . Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 2001. Lei nº: 9394. Belo Horizonte: Autêntica. _______. BRASIL. São Paulo: Cortez.Sumário principal 7. 2007. C. FAUNDEZ. A. BRANCO. Ensino de ciências e cidadania. LÉVI-STRAUSS. RS: EDUNISC. Plano nacional de educação. LEONTIEV. A. 2003. 1994. S. N. Meio ambiente & biologia. Constituição (1988).) Linguagem. 1996. 2001. 2004. 2002. _______. et al. KRASILCHIK. ANGOTTI. 2005. São Paulo: Cortez. 141p. FIORIN. DELIZOICOV. Santa Cruz do Sul.5 Referências ALTET. 2003. CARVALHO. São Paulo: Cortez. 1995. C. CARI. (Org. O poder da participação. Lei n°: 10. São Paulo: Ed. 2002. O pensamento selvagem. GIORDAN A. EUA. Secretaria de Educação Fundamental. BRONCKART. _______ et al. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Porto: Ed. BAKHTIN. São Paulo: Martins Fontes. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. M. São Paulo: SENAC. 2001. A. Dissertação. J. Marxismo e filosofia da linguagem. MARANDINO. _______. D. 2000. Porto.. In: MORTIMER. A. J. _______. 1993. 1997. M. 2001. Educação consciência. da Universidade de São Paulo. DE VECCHI. Estética da criação verbal. 2000. Linguagem e ideologia. Brasília.

M. Porto Alegre: Artmed. cultura e sociedade. 1999. desenvolvimento e aprendizagem. cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 2006. C.. T. _______. Porto Alegre: Artmet. Construir as competências desde a escola. A.) Linguagem. Belo Horizonte: UFMG. 2001. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. E. SILVA. Porto Alegre: Artes Medicas. (Org. 2000. A cabeça bem-feita. C. Rio de Janeiro: Vozes. EL-HAANI. H. SMOLKA. 281. LURIA. 2000. mar. O currículo uma reflexão sobre a prática. Linguagem. 1999. A. A prática educativa: como ensinar. WESSMANN. Tese (Doutorado em Educação). 1999. L.1-20. São Paulo: Universidade de São Paulo. linguagem e cultura. J. SEPULVEDA. _______. Poderes instáveis na educação. n. São Paulo: Cortez. A. L. Belo Horizonte: Autêntica. 101 . D. A. SAVIANI. 2000. v. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. _______. (Org. MORTIMER. SACRISTÁN. 1998. Educação do senso comum à consciência filosófica. Didática. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. São Paulo: Cortez. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. 1994.) Investigações cognitivas: conceito. São Paulo: Cortez. 1998. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin.) Currículo. 1998. J. 11. 1. 2003. _______. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. A (Org. P. 2002. LEONTIEV. 2004. (Org. p. ZABALA. E.. T. Porto Alegre: Artes Medicas. PERRENOUD. MOLL. VYGOTSKY. Os sete saberes necessários à educação do futuro. OLIVEIRA.Sumário principal LIBÂNEO. Porto Alegre: Artes Medicas. 2002. MORIN. p. SILVA. Porto Alegre: Artmed. MOREIRA.. São Paulo: Ícone. 2002. São Paulo: Autores Associados. Porto Alegre: Artes Medicas. 1994. Investigações em ensino de ciências.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS .

sobretudo. entendendo-se como parte desse construto coletivo de se pensar as humanidades. a geografia e o ensino religioso — deve se manter como referência de uma construção de saberes que respeitem a pluralidade de olhares sobre a “realidade”. 105 . Eis o grande desafio para a área de humanas. e que se vincula a um compromisso com a sustentabilidade da vida em todas as suas dimensões: do sujeito. Por isso. ações e afetos. não se encerram numa concepção excludente das ciências ditas naturais e físicas. transversal e dialógico que se efetiva na consideração pelo outro em sua diferença cultural. entre os diferentes espaços/tempos. em especial o do Espírito Santo. A experiência humana é rica em seus conhecimentos. linguagens. teria maior coerência didática ao abrir-se para os novos desafios de um saber múltiplo. As “humanidades”. são sufocantes para o pensamento e impedem o diálogo com as outras disciplinas. elegendo o cuidado de não absolutizar produções dos saberes e fazeres sociais. as posturas doutrinárias. Daí que. lida e se relaciona com essas dimensões. Então. formando uma consciência da multiplicidade de modos de existência. na sala de aula essa multiplicidade de pontos de vista. que incorpore em seus currículos e. vale pensar também as relações do local com o global e desse com aquele. cada disciplina. nessa perspectiva. políticos e culturais. porque a humanidade também é natural e física. produz e é produzido. Existem humanidades. com o outro e com o meio em que se insere. Compreender o humano exige um pensamento complexo. ao contrário. tanto quanto depende. A abertura teórico-valorativa é preponderante para o exercício formativo nessa área do conhecimento. a área de humanas considera cada vez mais importante as relações do ser humano consigo mesmo. das relações sociais e do meio ambiente. como produto e processo culturais.Sumário principal 8 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS A área de Ciências Humanas no Ensino Fundamental — que inclui a história.

da Geografia Quantitativa resgata-se a possibilidade de análises importantes dos processos geográficos. buscando potencializar características significativas de suas diferentes concepções construídas em seu processo histórico: da Geografia Tradicional mantém-se a proposta de que é preciso saber Geografia para fazer Geografia.. e da Geografia Crítica amplia-se o compromisso com a leitura crítica de mundo e com uma escrita de vida baseada na manutenção da sustentabilidade do planeta e da dignidade humana no trabalho e no consumo. na crítica e na denúncia dos processos de exploração. cresceu quantitativa.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . de controle e de domínio de sociedades ou de grupos hegemônicos nas relações travadas com outras sociedades. a concepção da Geografia escolar perde a homogeneidade de uma denominação. Dessa forma. para se ensinar e para se aprender na escola. se baseia na intensa relação com outros campos do conhecimento para promover: a competência investigativa sobre o espaço geográfico.. subsidiadas por recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados. A Geografia desejada pelo grupo. da Geografia Nova aproveita-se a concepção da atividade como base para uma aprendizagem não restrita à reprodução e sim ao aprender a aprender e ao aprender a fazer.1 Geografia 8.Sumário principal 8. A ciência geográfica. e expandiu-se no questionamento. como também se modificou em função das demandas e das transformações geradas nos diferentes espaços/tempos locais e globais. (re)afirmando a necessidade da aprendizagem de conteúdos e estudos compromissados com a vida. da Geografia Humanística reforça-se a abordagem sensível aos problemas das sociedades.. de apropriação. Assim. não apenas influenciou mudanças no contexto mundial e em situações locais. mas ganha a amplitude de uma Geografia que se pretende impregnada e compromissada com o cotidiano. com outros grupos sociais e com a natureza. o 106 . derivada do corpo teórico-prático da ciência geográfica. numa perspectiva de construção de um mundo melhor.. a Geografia que hoje se ensina nas escolas. medindo superfícies para localizar fatos e tentar explicar fenômenos. se produz com marcas de sua historicidade e se projeta com desejos de um tempo presente que se quer melhor no futuro. Como toda ciência.1. que nasceu descritiva das paisagens e das sociedades.para aprender a aprender e para aprender a fazer.

o grupo elegeu alguns conteúdos conceituais como eixos centrais. esperanças. sentimentos. a formação de atitudes de intervenção. em formação permanente. a despeito de suas especificidades. de outras linguagens e do uso de tecnologias possíveis. problemas. Também a dimensão espacial exige explicitação de um tratamento didático na proposta do grupo: a relação local-global-local será mantida em todos os momentos da Educação Básica. desafetos e cotidianidade ao longo de sua vida. ao tomar o Lugar como tema representativo das séries iniciais. Nessa concepção geográfica as perspectivas do local e do global são permanentemente entrecruzadas. mas todo e qualquer um dos sujeitos do processo de aprender a fazer e a ser. portadores de deficiências ou de transtornos globais de desenvolvimento e/ou altas habilidades.Sumário principal território. razão da necessidade do aprofundamento dessa categoria. indígenas. Assim. o foco inicial será dimensionado em cada série. propostas que permeiam a escola. migrantes. a paisagem. como partícipes de uma ação coletiva de projetar e conceber um mundo melhor – com as contribuições da Geografia. o lugar. manejo. enfatizando que a escolha para uma determinada série não exclui o estudo do tema nas outras séries. Tornar essa concepção possível no currículo escolar implica considerar professores e alunos como sujeitos produtores e disseminadores de conhecimento. assim como as dimensões de estudo de aspectos físicos e sociais não se fragmentam. conscientes de sua cidadania. a expressão do raciocínio geográfico por meio da cartografia escolar. Implica também considerar a multiplicidade e a complexidade de situações. considera-se a proximidade do seu conceito com a expectativa de cognição inicial na Geografia. em outros momentos de estudo. Transformar esses anseios em um documento escrito exige negociações para torná-lo didático. como de outras. pelo caráter das relações estabelecidas entre o sujeito aprendente e o lugar de vivência. quando serão aprofundados ou aplicados nas aprendizagens subsequentes. para favorecer esse movimento no imbricamento com outras disciplinas. o estímulo à convivência solidária na complexidade das diferenças entre os seres humanos. Nessa perspectiva. as diferenças deverão se constituir como referenciais que singularizam não apenas alunos afrodescendentes. envolvendo afetos. dinâmico e flexível. aglutinando-os aos conceitos procedimentais e atitudinais para criar temas para cada série/ano escolar. Contudo. No trato com a aprendizagem. desejos. composta de pes- 107 . conservação e preservação na diversidade de ambientes no mundo.

2004. registro e avaliação capazes de realçar a importância dos cuidados para manutenção da vida. Dados. na escola. A Geografia escolar. a Geografia contribui para o desenvolvimento de competências/habilidades de investigação. monitoramento.Sumário principal soas e ambientes diferentes. que deve aprimorar..75). na delimitação dos territórios e na relação com os lugares.. vê e lê na rede Internet. com o ensino de Geografia.. No estudo dos processos e fenômenos da natureza. pretende contribuir com a formação humana dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem numa perspectiva de valorização de suas vivências. mudanças. construções e transformações que alteram tudo que é proposto. É como na Geografia. na concepção ensejada pelo grupo. ao mesmo tempo em que desenvolve princípios de respeito e aceitação das diferenças. No entender de Kaercher (In PONtchuska e Oliveira. cujo objeto maior de estudo é o espaço geográfico: uma (re)construção permanente. sonham. para aprender a ser e para aprender a conviver. 2006. a dinâmica e a criatividade de aprendizagens geográficas. de afirmação das ações individuais e coletivas na transformação de situações locais e globais. vivem e fazem a vida caminhar” (Santos. tão importantes para a convivência no mundo atual. a especificidade da ciência e a responsabilidade de leitura crítica do mundo para efetivação de uma escrita de vida compromissada com uma educação solidária e transformadora. exigirão a formação de um sujeito crítico que põe em dúvida o que ouve. nas instituições ou nas ruas. pensado preliminarmente. fragmentações. p. onde sujeitos “produzem. abandonando a dogmatização de ‘verdades’ para produzir saberes. na televisão. A ética e a estética. É importante destacar que o professor também é um sujeito em formação. o que sugere dificuldades. planejado.224-225) é 108 . elaborada no jogo de relações entre a natureza e a sociedade. a disciplina. No estudo das sociedades. lutam. presentes na leitura das paisagens. . fatos e informações. análise.. de estímulo à responsabilidade na relação entre a produção pelo trabalho e a manutenção do sistema Terra. para confrontar e relacionar com as questões do cotidiano. ampliando-se para vivências no trato com o outro e com o mundo. na conformação das regiões. em livros ou outros meios de comunicação. ao se tornarem materiais para análises geográficas. a Geografia promove a percepção de identidades e a elaboração do sentimento de pertença. traduzem o rigor. p.

Se ajudarmos nossos alunos a perceberem que a Geografia trabalha com as materializações das práticas sociais.. solidários entre si.Sumário principal preciso “[. decorrente de ações e responsabilidades individuais e coletivas junto à natureza e à sociedade.. Estimular raciocínios e procedimentos geográficos na leitura crítica do mundo e na ação cidadã no espaço geográfico.].” Como Moreira (1987) e Cavalcanti (1998).. a partir de nossas categorias centrais [.] no combate às desigualdades e às injustiças sociais [. estaremos colocando-a no seu cotidiano. Apresentar categorias geográficas que atuem como base na análise do espaço geográfico. 109 .. acredita-se que as contribuições da Geografia à formação humana ultrapassam a especificidade da localização espacial ao desvelar relações de poder no disciplinamento da organização do espaço geográfico. Propiciar conhecimento sobre processos. Nascem daí a autonomia intelectual e a cidadania como expressões de organização coletiva na busca de direitos para uma sociedade justa e democrática. Promover investigações e propor intervenções no espaço geográfico. o que possibilita a compreensão de que...]fortalecer os valores democráticos e éticos.. Promover o conhecimento geográfico integrado às práticas sociais cotidianas de enfrentamento a processos de silenciamento. política. considerando o cuidado com a finitude do sistema Terra e as possibilidades de sustentabilidade no uso de seus recursos. em sua complexidade espaço temporal e nas relações que travam entre si. expandirmos cada vez mais o respeito ao outro. produtivos e respeitosos com a natureza... por meio de políticas e ideologias. Fornecer subsídios para a compreensão do espaço geográfico como produção social e histórica.2 Objetivos da disciplina . de invisibilidade ou de exclusão social.. que alicerçam a formação de homens e mulheres atuantes na comunidade local e global.para querer saber. econômica ou cultural de parcelas da população por diferenças de quaisquer ordens..]. 8. A alfabetização cartográfica e geográfica favorece o desenvolvimento do raciocínio crítico e o fortalecimento da ação criativa. organizam o espaço geográfico.. ao intervir em situações e arranjos predeterminados pela hegemonia do capital sobre sociedades e natureza.1. fenômenos e fatos de origem físicoquímica e social que. ao diferente [. ações particulares e coletivas elevam a prática cotidiana ao nível da antropoética.

Sumário principal Favorecer a compreensão sobre as relações espaço temporais e escalas geográficas local-global-local nas produções e vivências das sociedades. deverá se efetivar como um permanente exercício de vivências reflexivas sobre as relações entre pessoas e entre essas e a natureza. Considerando as especificidades apontadas para a Geografia escolar professada.. o grupo de professores de Geografia.. trutura de recursos didáticos na escola. registros e propo- 8. destaca um conjunto de alternativas metodológicas julgadas coerentes com a concepção pretendida. Desenvolver leitura e representações espaciais por meio de instrumentos e técnicas da cartografia e de outras linguagens.3 Principais alternativas metodológicas . Nas diferentes concepções pedagógicas do ensino de Geografia algumas metodologias são privilegiadas. interpretações.para ensinar e para aprender: saberes. em atitudes de promoção da paz com uso do conhecimento geográfico. ao registro e à aplicação dos saberes geográficos à vida cotidiana.1.. quer seja atendendo aos reclamos do momento didático instalado nas instituições escolares. à experimentação. que se empenha em delinear a presente proposta de diretrizes curriculares da rede pública estadual. poderes e fazeres docentes. Estimular atitudes de preservação ou conservação que potencializem a valorização do patrimônio geofísico e cultural local e global.. O uso do livro didático será valorizado como mecanismo de apoio complementar a leituras. Assim. Além disso. nos quais princípios transversais deverão ser acionados. a aula geográfica deverá privilegiar problematizações interdisciplinares. numa perspectiva de solidariedade. A despeito de mudanças e flutuações teóricometodológicas. dignidade e produção de saberes que contribuam para uma vida melhor para todos. Criar condições para práticas sociais no espaço geográfico local e global que valorizem ações de convivência solidária. aceitação de diferenças entre pessoas e culturas. a prática do diálogo na intermediação entre o conhecimento científico e aquele elaborado na vivência de sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem imprime um movimento de teorização e de prática indispensável à pesquisa. quer seja devido às disponibilidades garantidas pela formação acadêmica de docentes ou pela infraes- 110 .

avaliações. à conservação ou à preservação dos recursos e dos ambientes da natureza e das sociedades. as fotografias aéreas. Os registros envolvendo análises.. o relógio do sol. a aula prática e o estudo do meio sustentarão alternativas metodológicas como a observação e a coleta de dados por meio de instrumentos como a bússola. A aula de campo. A costumeira prática de leitura de trechos do livro didático seguida de explicações (que mais repetem do que problematizam as informações fornecidas) ou de “exercícios” (que quase sempre favorecem a naturalização ou a memorização dos fatos expostos) deverá ser substituída por consultas e leituras problematizadoras. da música.Sumário principal sições que não se esgotam na dimensão de conteúdos dispostos naquele material didático. Os princípios da pesquisa escolar podem ser similares àqueles desenvolvidos na academia. as imagens de satélites. A avaliação processual deverá envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor no trabalho pedagógico. o mapa. Simulações e demonstrações precisarão estar entrelaçadas com estudos que exigem abstrações. nas revistas especializadas e científicas. nos jornais. negando comparação entre suas capacidades. a associação entre o cotidiano e o espaço geográfico. descrições. proposições dos fatos e dos fenômenos geográficos poderão inscrever produções do desenho. construídos como procedimentos de aprendizagens. nas diferentes expressões literárias. o altímetro. o pluviômetro. a biruta. uma necessidade pela possibilidade de funcionamento como 111 . então. o termômetro. mesmo quando em atividades coletivas. as cartas. problematizando aspectos da vida da comunidade local ou global e relacionando aspectos teóricos da ciência geográfica às questões que preocupam as sociedades quanto à produção. da escrita e de outras expressões. à apropriação. sem contudo ser o condutor da prática pedagógica e menos ainda ser a fonte única de estudo. do teatro. A leitura não-restrita aos livros didáticos deverá ser ampliada em outras possibilidades como as produções disponíveis na rede Internet. os molinetes. o cata-vento. A sala ambiente se torna. É importante que considere o potencial individual dos alunos. habilidades e atitudes. sempre que possível. os infiltrômetros e tantos outros próprios da Geografia. à exploração. com materiais simples ou adquiridos como parte de um conjunto necessário às intervenções e aos estudos da área. permitindo estudos individuais e em grupo. A Geografia deverá ser pesquisada na multiplicidade e na complexidade de diversidades que constitui o cotidiano das sociedades e das pessoas.. nas histórias em quadrinhos. explorando.

Lugar 4. 8. Sustentabilidade: cuidados com o consumo. Paisagem 3. Localização e orientação 13.Sumário principal laboratório da ciência geográfica.4 Conteúdo Básico Comum . organização. Meio ambiente Procedimentais 9. experimentação Atitudinais 14. Região 5. Representações cartográficas 12. Avaliação de intervenções no espaço geográfico 18. integrando experimentos de ordem social e física. no encontro entre prática e teoria. Ações investigativas: observação. Natureza 8. Solidariedade e colaboração em grupos de vivência 17.1. Disposição para produção de conhecimento e para desmistificação de tabus e preconceitos 112 . Território 6. elaboração e execução. Valorização da vida 19. a produção.Geografia Anos Iniciais do Ensino Fundamental Eixos Conceituais 1. a exploração e a apropriação 15. com graves prejuízos ao ensino e à prática da Geografia. Escala geográfica 10. além da respectiva infraestrutura (em especial para realização de aulas de campo e organização de salas ambiente) sem o que as intenções metodológicas se tornam promessas vazias. Exercício da ética e da cidadania 20. Escala temporal 11. Para realização e concretização desses procedimentos e elaboração dos recursos que lhes são necessários torna-se preciso garantir condições de planejamento. Sociedade 7. Convivência com diferenças e diversidades 16. Espaço geográfico 2.

Registrar e interpretar informações ligadas ao entorno próximo e ao mundo em geral. plantio. HABILIDADES conteúdos 1.Ensino Fundamental de 9 anos Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – O Lugar de vivência da criança COMPETÊNCIAS 1. enchentes e estiagens.Sumário principal 1º Ano . Valorizar a vida em suas diferentes manifestações. 5. circulação e consumo). diferenças de áreas e elementos espaciais. Desenvolver atitudes de convivência solidária e valorização da vida. 4. 3.). SENSIBILIDADES E PODERES Identidades no grupo social e no espaço geográfico vivido. noções temporais. Estabelecer relações com as outras pessoas e suas diferenças. LINGUAGENS E DIZERES Leitura e representações cartográficas e textuais de espaços vividos: croquis e maquetes. 3. Dimensões do espaço vivido: noções topológicas e projetivas. Observar a paisagem local e experimentar o espaço de vivência.) e formas de vida dos grupos sociais (convivência. situando-se num plano de referências simples. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O meu lugar no mundo: o próprio corpo. o eu como ponto de referência no espaço. percebendo dimensões. semelhanças. Participação em grupos. praias. Relacionar modos culturais e fenômenos naturais a noções geográficas e temporais do espaço vivido. expressões das paisagens (montanhas. Orientar-se no espaço de vivência. experimentação e registros. calor e frio etc. APRENDIZAGENS E SABERES O espaço vivido: relações entre fenômenos da natureza e da sociedade (chuvas. cidades e campos etc. 2. Registrar e interpretar suas compreensões em diferentes formas de expressão. 4. Problematizar situações do cotidiano geográfico e do tempo imediato. 5. Procedimentos iniciais de investigação geográfica: observação. 113 . rios. Desenvolver perguntas e experimentações para conhecer o espaço vivido e os lugares de vivência. produção. 2. Cuidados com o patrimônio geográfico.

Ler e interpretar textos verbais e cartográficos. Localizar-se nas diferentes dimensões e arranjos espaciais do lugar de vivência. a sociedade e o planeta. 3. paisagens e lugares. Recursos naturais do lugar de vivência. Mudanças e transformações nas sociedades e paisagens locais. lugar de vivência da família: modos culturais. diferenças de áreas e elementos espaciais. situando-se num plano de referências simples. 114 . registrando noções geográficas de lugar e paisagens. semelhanças. 3. exercitando a convivência com as diferenças e diversidades. 2. 6. Distinguir elementos naturais e culturais das paisagens. Conhecer diferentes manifestações da natureza e dos grupos sociais. o meio ambiente. Realizar leituras de textos. LINGUAGENS E DIZERES A escola e meu bairro: Caminhos e ruas. Identificar fatos. fenômenos e processos geográficos. econômicos e religiosos na produção dos lugares. para compreender transformações e diversidades na/da comunidade. As relações no trabalho e na exploração do meio ambiente. de comunicações. Representação de fatos. 5. 4. Caminhos e ruas: trajetos. 2. interpretando-as e registrando noções geográficas. Meios de deslocamentos.: diversidades e diferenças. Instituições sociais. 5. Mapas e maquetes. Relacionar o conhecimento geográfico ao compromisso com os outros. INVESTIGAÇÕES E FAZERES O sujeito no espaço vivido e no lugar de vivência: identidades. Participar de ações grupais que favoreçam intercâmbio de opiniões e de múltiplos pontos de vista. As relações com o outro na família.Sumário principal 1ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Bairro: lugar de vivência da família COMPETÊNCIAS 1. SENSIBILIDADES E PODERES O meu bairro. produzir e representar dados e informações em diferentes tipos de linguagens. Textos em diferentes linguagens. na escola. Orientar-se no espaço de vivência. Noções de orientação e localização. Desenvolver perguntas. na comunidade. 4. Desenvolver solidariedades na vivência dos lugares e dos grupos. políticos. APRENDIZAGENS E SABERES O que existe em meu bairro e o que não existe: fatos. fenômenos e processos geográficos visíveis na organização dos lugares e das paisagens locais. Locais de origens da família. HABILIDADES conteúdos 1. situando-os em contextos espaçotemporais próximos de sua vivência. fenômenos e processos sociais e naturais. percebendo dimensões.

6. Processos de produção e transformação de paisagens. Realizar leituras e registros sobre fatos. maquetes e globos. localizando elementos espaciais. Cuidados ambientais. A tecnologia no campo e na cidade. diversidades e desigualdades na vivência dos lugares e dos grupos. 5. Observar e registrar diferenças e semelhanças das paisagens e dos modos de viver de sociedades campesinas e urbanas. fenômenos e processos geográficos para construir argumentos de avaliação dos modos da sociedade organizar os lugares de vivência. artefatos. em diferentes linguagens. compreensões sobre fatos. fenômenos e processos geográficos dos lugares de vivência da comunidade. SENSIBILIDADES E PODERES Conflitos e lutas. 115 . A influência dos modos afrodescendentes e indígenas nas culturas urbanas e rurais: nomes de lugares. Interpretar e registrar. Fenômenos climáticos. A ação do tempo e das sociedades. Paisagens: elementos culturais e naturais. Paisagens urbanas e rurais. Indústrias e agroindústrias. distinguindo nelas elementos culturais e sociais. APRENDIZAGENS E SABERES O município como lugar de vivência das comunidades. Orientar-se no lugar de vivência. Sociedades urbanas e rurais: modos de vivência e produção. Mapas. 2.Sumário principal 2ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Município: lugar de vivência da comunidade COMPETÊNCIAS 1. LINGUAGENS E DIZERES Leitura. Construir e aplicar conceitos geográficos relacionando-os aos de outras ciências e à vida cotidiana. Tradições e culturas urbanas e rurais. cidade-sede e distritos do município. Problemas urbanos e rurais. HABILIDADES conteúdos 1. A exploração de recursos naturais e a sustentabilidade. Exercitar valores humanos frente diferenças. 5. 3. Conhecer diferentes processos da natureza. 3. Elaborar argumentos para avaliar modos de viver e produzir da comunidade no lugar de vivência. 4. 2. Caracterizar modos de organização administrativa dos lugares e modos de produção de comunidades rurais e urbanas. Conhecer e compreender processos que singularizam paisagens. Populações e comunidades. Fazer uso de noções de orientação e localização para situarse num plano de referências simples e para identificar elementos espaciais no espaço de vivência. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e expressão cultural de grupos campesinos e urbanos. modos de produção. produção e interpretação de textos geográficos e cartográficos. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Orientação e localização. 4.

limites e fronteiras. Riquezas naturais e elementos paisagísticos: sua utilização pelas sociedades. Conhecer o processo de formação do território do Espírito Santo na dimensão espacial brasileira e mundial. 4. globos. APRENDIZAGENS E SABERES Processos de marcação de territórios. registrando impressões e compreensões por meio de diferentes linguagens. Conhecer modos de produção e principais riquezas do Estado. Utilizar conceitos geográficos que caracterizem arranjos espaciais dos lugares de vivência. Associar a formação territorial a processos de luta pela apropriação da terra. A afrodescendência. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. Produzir. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. da hidrografia. os indígenas e os descendentes migrantes: lutas e organização política. selecionar e socializar dados e informações. Localizar e identificar o Espírito Santo em representações cartográficas. 7. Fontes de energia. representando em mapas e em outras linguagens o conhecimento sobre seu espaço geográfico. seus lugares. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. Diferenças e diversidades. 4. Processo de formação territorial do Espírito Santo. 3. do relevo e das ações das sociedades na transformação de paisagens. HABILIDADES conteúdos 1. Situação do Estado no país e no mundo. LINGUAGENS E DIZERES Uso e aplicação da linguagem cartográfica. organizar. Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens. Representar cartograficamente dimensões do espaço geográfico. Limites e fronteiras. relacionando trabalho e consumo das comunidades com os cuidados necessários à manutenção da sustentabilidade. 116 . Caracterizar territórios. tradições culturais. INVESTIGAÇÕES E FAZERES Integração dos elementos do clima. 5. à marcação de diferenças entre sociedades e ao domínio político sobre populações e espaço geográfico. Elaborar interpretações e registros sobre organização territorial do Estado. municípios. 3. econômica. Desenvolver noções de percepção espacial e temporal. Mapas. Tabelas e gráficos. 6. Ler. Identificar a distribuição de recursos naturais.Sumário principal 3ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Lugar de vivência de cidadania: Estado do Espírito Santo COMPETÊNCIAS 1. relacionando-os aos meios de produção. conquistas e problemas. Compreender a importância da participação em grupos. Modos de produção. Cuidados com o meio ambiente. 5. religiosa e cultural no espaço geográfico. em diferentes linguagens. exercitando atitudes de compreensão de diversidades e atitudes de convivência social solidária e cuidados com a natureza. 2. 2. da vegetação. cidades e campos. 6. interpretar e registrar noções geográficas em diferentes fontes de informações e dados. transportes e comunicação e às formas de expressão cultural das sociedades. paisagens. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. lutas. SENSIBILIDADES E PODERES A sociedade espírito-santense: formação.

PESQUISAS E FAZERES Investigações sobre diferentes arranjos espaciais e administrativos: paisagens urbanas e rurais. Interpretar e representar. fotos aéreas e imagens de satélites: leitura e interpretação. indígenas. Mapas. relacionando dados para caracterizar o espaço geográfico. globos. Mudanças e transformações da natureza e das sociedades. Fazer uso de diferentes metodologias para produzir dados e registros sobre o conhecimento geográfico. de convivência solidária com diferenças e de cuidados entre sociedade e natureza. Diferenças e diversidades culturais. identificando neles semelhanças e diferenças nos hábitos cotidianos de modos de produção e de expressão cultural das sociedades. Relações com a organização do espaço geográfico. histórico e linear. características do espaço geográfico e da população brasileira. 117 . transformações em tempo geológico. fenômenos e processos geográficos. Conhecer diferentes processos da natureza. por meio da cartografia escolar e de outras linguagens. Modos de produção. relevo e sociedades: fatos. Clima. distribuição e consumo de mercadorias e produtos. Sociedades rurais. 2. Minorias étnicas. 3. Fazer uso de diferentes tipos de fontes de investigação. em elementos que caracterizam o espaço geográfico. Realizar procedimentos de pesquisa e registros geográficos em diferentes fontes e linguagens. APRENDIZAGENS E SABERES A Terra e seus movimentos. em diferentes linguagens. 5. 2. movimentos e problemas. Poderes do governo. avaliando criticamente sua produção e aplicação. analisando impactos no espaço geográfico. urbanas e periféricas. 4. regiões.Sumário principal 4ª Série Eixo e dimensão espacial como ponto de partida – Um lugar de vivência no mundo: Brasil COMPETÊNCIAS 1. a localização. 4. Fontes de energia. Relações e interdependência: natureza e sociedade. quilombolas. Identificar. hidrografia. 3. fenômenos e processos sociais e naturais no espaço geográfico. Brasil. Relacionar conceitos geográficos e históricos para compreensão de fatos. SENSIBILIDADES E PODERES As relações de trabalho. O consumo e a sustentabilidade. fenômenos e processos da natureza e da sociedade que caracterizam espaços nacionais. HABILIDADES conteúdos 1. Desenvolver atitudes de compreensão de diversidades. Considerar valores humanos e a diversidade sociocultural em análises de fatos. um país tropical. Conflitos e solidariedades no espaço geográfico. Conhecer processos naturais agravados por intervenções humanas. Cuidados com o meio ambiente. a dimensão e o acontecimento de fatos. 6. em diferentes linguagens. Representar e interpretar. Efetuar análises. vegetação. Tabelas e gráficos. 5. 6. fenômenos e processos. Populações: formação. LINGUAGENS E DIZERES Leituras e registros geográficos em diferentes linguagens.

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2002. 2006. _______. M. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: USP/EUSC. 2007. TUAN.. B. PONTUSCHKA. M. 5v. CACETE. T. 2007. SCHAEFFER. F. et al. 119 . N. PONTUSCHKA. Vitória. N. ES: SEDU. O discurso do avesso (para a crítica da Geografia que se ensina). ES: UFES. São Paulo: Difel. N. OLIVEIRA. PRESS. Pensando o espaço do homem. Para ensinar e aprender geografia. Y. N. Um estudo do lugar do nosso cotidiano: GeografarES (Geografia do Espírito Santo) Vitória: nea@d/UFES. Dois Pontos.. Porto Alegre. C.. Ed. et al. Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. Geografia I. 1983. RUA. 2006. ZANOTELLI. Rio de Janeiro. R. São Paulo: USP/EDUSC.. 1993. 2004. Porto Alegre: EDUFRGS. C. SANTOS. Para ensinar geografia. MOTTA.. _______. L. São Paulo: Cortez. 2006. A U. N. 1987. C. R. Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. N. M. N. H. O. Y. Vitória. SILVEIRA. Bookman. T.Sumário principal MOREIRA. Para entender a terra. 2004. Geografia para o ensino fundamental: material de referência para o professor. VALLADARES. et al. Por uma nova geografia. J. Rio de Janeiro: Access. São Paulo: Contexto. PAGANELLI. 2003.

2 História 8. entre elas.1 Contribuição da disciplina para a formação humana . ao apresentarmos uma proposta de trabalho baseada em conteúdos básicos e comuns. as transformações econômicas. estamos também convidando o professor a refletir a partir do próprio campo da Ciência Histórica. 120 . que passou a necessitar de um sistema explicativo que relacionasse os acontecimentos a decisões e possibilidades. quando a recuperação do passado passou a ter como objetivo principal a exaltação da pátria e sua glorificação. Pouco a pouco. Durante o período medieval. A História consolidou sua função político-ideológica com a Revolução Francesa. isto é.2. A investigação histórica desenvolveu-se com os iluministas que procuraram demonstrar pela razão que o progresso da humanidade é derivado do desenvolvimento da ciência e da instrução.para aprender a aprender e para aprender a fazer... sociais e políticas contribuíram para modificar o universo mental de então. Que história é essa? Compreender a História como disciplina escolar implica compreender diferentes concepções de história e historiografia e suas repercussões no ensino. É dessa época que data a inclusão da História nos programas de ensino de determinadas escolas na Europa.Sumário principal 8. a profusão de documentos escritos vieram conferir à História uma função prática: a verificação da veracidade dos documentos.. e a contextualizar historicamente sua prática docente cotidiana.. do Renascimento e da Reforma Religiosa houve um considerável desenvolvimento do espírito crítico que se refletiu nos estudos. Assim sendo. a interpretação do passado prendeu-se à narração de mitos que tinham como finalidade a explicação da formação da realidade através da intervenção de seres sobrenaturais. a fim de responder: Para que serve a História? Por que ensiná-la? A História tem sua origem na necessidade humana de registro do passado. as possibilidades de relações entre o saber histórico e o saber histórico escolar. e a História passou a ser um meio de fundamentação das críticas à sociedade. as escolas militares. Com o advento do Humanismo. Inicialmente. sendo comum acentuar-se o papel da Grécia Antiga na formação do espírito do historiador e na construção de um pensamento com base na razão.

a criação de uma História científica ganhou força e desenvolveram-se algumas disciplinas especializadas no interior do campo histórico: história política. Como a realidade foi se tornando cada vez mais complexa. história econômica. É inegável a influência de Karl Marx. isto é. Assim sendo. a ênfase passou a ser.Sumário principal Na segunda metade do século XIX. e da ampliação das possibilidades em torno do fato histórico. as abordagens culturais passaram a ser fundamentais para o preenchimento de lacunas e incertezas. mas não exclusiva. Assim. bem como da diversidade de fontes. o reconhecimento de novos objetos. foram realizadas considerações interdisciplinares a partir do reconhecimento da relativização da História. com a difusão do pensamento positivista. da necessidade de consolidação e historicização de conceitos. e na introdução no ensino de História de aspectos relativos a mentalidades. 121 . No início do século XX. a influência da historiografia contemporânea sobre o ensino de História se faz perceber. problemas e abordagens (a chamada Nova História). representações e práticas culturais. considerando as alterações paradigmáticas das ciências. cujo pensamento caracterizou-se pelo estudo da substituição dos mecanismos da sucessão de acontecimentos pela dinâmica das estruturas e dos modos de produção. história das civilizações etc. por exemplo. a história narrativa e houve o reconhecimento de um campo de documentos históricos mais vasto que os testemunhos escritos. A partir da década de 1970. de que a valorização de um setor ou uma visão da História está inserida em sua própria historicidade. na necessidade de o professor de História relacionar as metodologias da pesquisa histórica com as metodologias de seu ensino (teoria relacionada à prática e resultando em conteúdos procedimentais). muitos historiadores passaram a considerar a ampliação dos objetos de interesse do historiador. A construção de uma consciência histórica e das possibilidades de pensar historicamente sobre a realidade em que vivemos confere ao ensino de História especificidades e particularidades no que diz respeito às contribuições da disciplina na formação humana. Além disso. cotidianos. pouco a pouco. no reconhecimento dos diferentes sujeitos da História. a história problema substituiu. colocando a questão econômica como determinante. então.

negava os avanços da produção acadêmica e estimulava a formação do chamado professor de licenciatura curta. para a elaboração de uma história para a jovem nação que pudesse ser difundida através da educação.. não se visava à formação de uma consciência crítica. Esse ensino. Mais tarde. No entanto. revestido de conteúdos cívicos. Durante o início da república. quando foi instituído o processo de escolarização obrigatória. Uma História de múltiplos tempos. sujeitos e diálogos A História. Os livros didáticos e datas comemorativas passaram a ser instrumentos para a manutenção e homogeneização de determinadas visões de mundo e de História. mas à adequação do indivíduo à sociedade. sendo ferramentas de controle e mediações entre as práticas políticas e culturais. No Brasil.. A partir da difusão das ideias iluministas. eliminando as possibilidades de um ensino crítico. trabalhador/produtor/consumidor. cujo objetivo era a formação de um cidadão ajustado à ordem autoritária vigente. de acordo com a ordem capitalista que se consolidava no país. Durante as décadas de 1960 e 1970. deveria formar um determinado cidadão. o ensino da História foi unido ao da Geografia. assim. a consolidação da História como disciplina escolar ocorreu após a independência. instituindo a obrigatoriedade da educação escolar. durante a Era Vargas. O ensino escolar. O pensamento da elite política e intelectual apontava.Sumário principal . condensados na disciplina de Estudos Sociais. um ensino cada vez mais homogêneo deveria tornar o passado harmonioso. colocando como central a questão da identidade nacional. cada vez mais. e sua organização enquanto disciplina escolar está diretamente relacionada com a transformação da História como campo de conhecimento. apagando as diferenças sociais e culturais. enquanto disciplina do ensino. com a ditadura militar. com o início da estruturação de um sistema de ensino para o império. 122 . a história ensinada distanciou-se cada vez mais da influência da igreja.. É desse período que data a luta burguesa por uma escola pública. leiga e gratuita. espaços.. levando o Estado republicano a consolidar sua imagem de elemento atuante e protagonista da História Nacional. ampliou-se o ensino escolar para uma educação que considerasse as políticas de preservação do patrimônio e as festas cívicas.para aprender a ser e para aprender a conviver. ocorreu primeiramente no contexto de transições que tiveram origem na Revolução Francesa.

o ensino de História transforma a fronteira da história vivida e da história ensinada em um espaço de diálogos e reflexões.. de informar um conteúdo histórico. mas de oportunizar ao aluno possibilidades de relação de temas. política e seu ensino passaram a expressar a nova conjuntura. em todo o mundo “globalizado”. conteúdos.2 Objetivos da disciplina . e as imbricações entre cultura. Hoje. sociológica e filosoficamente. Essa integração garantirá uma contínua aprendizagem e a sensibilização necessárias para uma educação que possa vir a garantir a paz e a dignidade humana. torna-se o objeto. geográfica. competências. valores e habilidades. A realidade. é uma forma de construção do conhecimento e de pensar histórica. A informação. os estudos das Ciências Humanas devem ser empreendidos de modo integrado: valores. conhecimentos e habilidades. a Cultura e o Trabalho Considerando a tríade Ciência. Não se trata. filosófico.. incorporando diferentes concepções de ensino e de História. 8. Uma sociedade democrática pede a participação de todos e cada um dos membros no desenvolvimento do potencial de cada um e da coletividade. a vida cotidiana coletiva se constitui um dos principais eixos do ensino da História e as temáticas a ela referentes são importantes para destaques acerca das diferenças culturais e étnicas. buscase a compreensão da realidade como objeto. incentivando o respeito às diversidades. Nessa perspectiva. a disciplina escolar História recuperou sua autonomia. e questionar os conteúdos tradicionais. sociológico etc... Uma História que debate a Ciência. a partir do reconhecimento de si e do outro e da construção de uma consciência histórica.Sumário principal Com o passar dos anos e o reinício da democracia. ao considerar as possibilidades de seu fazer e de seu saber. Cultura e Trabalho como as formas com as quais o homem 123 . o objetivo e a finalidade principais do ensino da História. Compreendemos que o desenvolvimento da compreensão de conceitos básicos das disciplinas das Ciências Humanas permite a construção da compreensão da realidade.. Especificamente em relação à História. acrescida de atitudes investigativas. vista dessa forma. para querer saber . portanto. objetivo e finalidade principais do seu ensino. de um sentimento de pertença. A prática docente da História tem caminhado de acordo com as principais questões de seu tempo. geográfico.2. Dessa forma.

historicamente construídos e portadores de direitos. deverá observar em suas reflexões: a compreensão de que somos sujeitos diferentes e diversos. portanto. para além de suas dicotomias aparentes. antigo e moderno. singular e plural). ampliam noções como representações e processo. Um debate entre o ensino de História praticado e aquele aqui idealizado. educadores. pretende-se fundamentar uma proposta de trabalho para a Educação Básica que possa ser discutida e apropriada por seus sujeitos (professores. mas também estimular os conteúdos complementares que cada professor deve elaborar de acordo com sua realidade de ensino. fragmentada e reconstruída. os objetivos listados a seguir têm a intenção de organizar ideias e fundamentar os conteúdos básicos comuns propostos neste documento. uma proposta cujo eixo estaria em consonância com os mais recentes debates que envolvem a história como ciência e sua função social. a educação patrimonial (observação. alunos. a dimensão ética de todo processo educacional. o espaço historicamente construído e. e com os demais saberes escolares. sem perder de vista a articulação teoria/prática e destacando as etapas e as ferramentas do processo investigativo. as questões concernentes à memória (individual e coletiva. (re)significando a noção de documento.Sumário principal transforma a sociedade em uma perspectiva emancipadora. necessária nos processos de transformação social cuja base é o trabalho humano. portanto. que privilegie como eixo a dimensão local e a formação dos sujeitos de direitos. que. pais e demais envolvidos na cultura escolar). Dessa forma. ressaltando a importância da consolidação de paradigmas identitários. concepções como rupturas e continuidades. a formação de uma consciência histórica. a interlocução das demais ciências sociais com o ensino da História. exploração e apropriação) como uma das estratégias do ensino da História ao considerar o meio ambiente histórico e o patrimônio vivo. semelhanças e diferenças. textos e múltiplos olhares que estão presentes em nossa sociedade. passado e presente. 124 . a percepção de que a história e seu ensino são objetos de si mesmos. considerando os procedimentos do historiador no trato com a História. proximidade e distância. o reconhecimento das diferentes linguagens. registro. urbano e rural. inserido no processo do ensino da História em suas múltiplas temporalidades.

conteúdos e metodologias) é fator importante para tal empreendimento. a Educação no Campo. técnicas da história oral. que podem ser pensados como um processo de construção do conhecimento histórico escolar.. gráficos e tabelas. e a Educação Indígena) deve prevalecer o desenvolvimento de atitudes investigativas que reforçariam as relações entre os conteúdos conceituais (que compreendem as ações do homem no tempo. leitura de mapas. conteúdos procedimentais da História e etapas de seu ensino. ênfase em diferentes práticas de leitura e escrita. Problematização. para aprender e para querer: saberes. portanto. está associada à construção de uma consciência histórica que surge do terreno das memórias (individual. A garantia da autonomia do professor na elaboração de seu planejamento (objetivos. que a dimensão identitária (imagem de si. visitas técnicas (arquivos. Considerando essas especificidades.3 Principais alternativas metodológicas . é fundamental a alteração do eixo do ensino de História Geral para a História do Brasil e a História do Espírito Santo. partilhadas). fazeres e quereres. passa a ser o eixo organizativo dos CBCs de História. 8.Sumário principal Compreendemos. para si e para os outros). A pesquisa. e educação de olhares. registro e socialização de resultados são. uso de diferentes fontes históricas. destacamos a necessidade de desenvolvimento de material didático específico. portanto. critica e interpreta Ao enfatizar a formação de sujeitos – compreendidos como sujeitos de direitos. museus e outras instituições de guarda). investigação. Nesse sentido. Em todos os níveis/modalidades do ensino (incluindo a EJA. que devem ser múltiplos. para ensinar. Uma História que investiga. com suas características singulares e plurais – busca-se a compreensão do mundo em que se vive a partir do reconhecimento de si e do outro.2. mas também seus valores. uso crítico do livro didático. 125 .. saberes e sensibilidades) e os procedimentais. trabalhos com documentos de diferentes tipos. coletiva.. estudo do meio. estímulo ao uso de diferentes linguagens.. inerente ao processo de ensino da História. conservando a característica de uma História Integrada. estudos de caso. dessa forma.

ocorre a partir da formulação. patrimônio.. expressão e possibilidades de respostas de dúvidas. documentos oficiais. monumentos. assim compreendida. o aluno pesquisador e o professor pesquisador consideram seus saberes prévios. literatura. ações que podem ser compreendidas como competências. Livros. o que 126 . A experiência docente em História demonstra. fontes orais. uma vez que a aprendizagem histórica ocorre juntamente com o processo de produção de sentido. Observação. obras de arte. entretanto. nesse sentido. os procedimentos históricos. muitos teóricos consideram que o processo de aprendizagem ocorre quando partimos do “próximo” para o “distante”. sucessão e simultaneidade. são formas possíveis de alcance das competências. música. Esclarecemos que compreendemos por competências ações que expressam uma tomada de decisão através da utilização de ferramentas concretas e intelectuais. antes/agora/depois. compreendidos como uma articulação entre as habilidades e competências (selecionadas pelo professor de acordo com o nível de ensino). que apontam para a pesquisa como ensino/aprendizagem e para a problematização do presente a partir do estabelecimento de relações entre as dinâmicas temporais: permanências e mudanças. bem como da mobilização de esquemas conceituais. A construção do conhecimento. ainda. Os conteúdos. entre os tópicos eleitos para o alcance dessas habilidades e competências. passam a ser eles mesmos construções sociais e históricas. de modo que caberia indagar o que é próximo e o que é distante. e o pensar histórico). procedimentais e atitudinais). o que é simples e o que é complexo. revistas. outros consideram que devemos partir do “concreto” para o “abstrato”. e entre a metodologia determinada para tal fim. outros. fontes. comparação e argumentação são.Sumário principal Os conteúdos básicos e complementares da História ensinada (conceituais. datas comemorativas. lendas. jornais. conceitos e sujeitos que se integram e integram diferentes alternativas metodológicas.. Habilidades. mas são produtores de um saber específico que redefine suas relações com o conhecimento histórico e seu processo de produção. que a aprendizagem ocorre do “simples” para o “complexo”. Esse seria o processo durante o qual ocorre a aprendizagem histórica (aqui dividido em três etapas: a alfabetização histórica. visando a estabelecer relações e promover interpretações. fotografia. De um modo geral. assim compreendidos. por exemplo. Através do exercício da dúvida. objetos e museus. vídeo e cinema. relatos. Fatos. que tais afirmações não podem ser feitas de forma tranquila.

não pretenderam esgotar conteúdos a serem trabalhados em sala de aula no processo de construção do conhecimento histórico escolar.Sumário principal é concreto e o que é abstrato. deve partir dos objetivos e das metodologias que consideram os saberes prévios. torna-se ferramenta basilar. A partir dessa compreensão. Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. que reflitamos sobre as competências e habilidades que estão relacionadas a esse processo de construção do saber histórico escolar. para a construção de um planejamento adequado a cada especificidade escolar. É preciso. Nesse sentido. envolver etapas individuais e coletivas de trabalho. cotidiano do aluno. no Ensino Fundamental. diversidades. ao agrupar os principais tópicos selecionados como básicos pelos professores. É importante notar que algumas competências. não simplesmente de tópicos a serem trabalhados. Pode. Ao contrário. disciplinas. contextos 127 . Coerentemente com a concepção de História e seu ensino que permeia nossa proposta. problematizando (possibilidades de investigação e procedimentos). também. por vezes. mas não única. se repetem na sequência dos segmentos e séries. Coerentemente com a opção pela pesquisa como eixo organizativo do currículo e da prática docente. cada tópico foi dividido em três seções: tematizando (apresentação de sugestões e possibilidades temáticas). o processo de avaliação é parte integrante da ação educativa em História. A avaliação processual (diagnóstica. Outro fator digno de nota é que os CBCs de História. a avaliação pode considerar as possibilidades de descrição. explicação e problematização que envolvem a construção do conhecimento histórico escolar. no universo cultural composto por informações globalizadas e efêmeras de nossas crianças e jovens. portanto. temas estruturantes e habilidades. e a construção de significado do documento histórico. argumentação. os tópicos e habilidades distribuídos por cada série. construídos a partir da consulta aos professores da rede estadual de ensino. uma vez que devem garantir o caráter gradual da construção do conhecimento. formativa e somativa) pode envolver as diferentes fontes e linguagens exploradas pelo professor. portanto. A gradação. dividimos a proposta dos CBCs de História nos três segmentos de ensino: Séries iniciais do Ensino Fundamental. e dialogando (considerações com outros temas. garantindo a possibilidade de autonomia do professor e a flexibilização dos conteúdos. Cada segmento é exposto a partir de um conjunto comum de competências e temas estruturantes que permeiam uma competência específica.

organizar. sem substituir a autonomia do professor em relação ao seu planejamento inserido no Projeto Político Pedagógico de cada escola.Sumário principal etc. 5. atentamos que o livro didático deve ser utilizado de forma problematizadora. ENSINO FUNDAMENTAL Procedimentos Históricos TEMAS ESTRUTURANTES Saberes e sensibilidades. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. Elaborar explicações históricas multicausais. argumentação. sócio e culturais. COMPETÊNCIAS GERAIS 1. jornalístico etc). Em todos os segmentos do ensino. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. fatos e conceitos. História e memória. Linguagens e representações. busca. 2. Construir. relacionando-os com os de outras ciências e com a vida cotidiana. Os sujeitos. Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. científico. selecionar e divulgar dados e informações. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. 3. procedimentos. 4. 128 . confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. como fonte de consulta dos alunos e recurso didáticopedagógico. elaboração de respostas possíveis. Levantar. que podem ser realizadas durante o processo de construção do conhecimento histórico escolar). Dominar e fazer uso de indagação.

3 - Levantar.4 Conteúdo Básico Comum . COMPETÊNCIAS GERAIS 1 - Dominar e fazer uso de indagação. organizar. o espaço e os aspectos culturais compreendidos historicamente a partir de fontes. fatos e conceitos. 129 . relações sociais. relacionando-os e atribuindo-lhes sentido. 2 - Construir. o tempo vivido e o tempo histórico. relacionando-os com os de outras ciências e a vida cotidiana. • Eu e os outros: identidade.História Anos Iniciais do Ensino Fundamental ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetização Histórica 1º Ano e 1ª a 4ª Séries TEMAS ESTRUTURANTES: • O tempo. 4 - Elaborar explicações históricas multicausais. diferenças e diversidades. 5 - Desenvolver interesse e atitude crítica por aquilo que ocorre em sua volta. considerando distintos pontos de vista acerca daquilo de que se indaga e respeitando os valores humanos e as diversidades étnico. jornalístico etc). elaboração de respostas possíveis. • Os sujeitos. argumentação. visando a compreender a dimensão histórica de cada fato. procedimentos. sociais e culturais. aplicar e compreender conceitos históricos básicos. científico. confrontação através de diferentes tipos de linguagens e textos (artístico. busca.Sumário principal 8. selecionar e divulgar dados e informações. • História e memória.2.

Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos Competência: identificar possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. Dialogando • Considerar a diversidade étnica e a relação com meio ambiente 4) Tematizando • O tempo e o relógio • O dia a dia das crianças • O nosso calendário • As horas e suas unidades • Os anos e suas unidades Problematizando • O tempo do sol. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. a sociedade. espaço. comidas tem história etc. FAMÍLIAS e TEMPOS 1) Tematizando • A criança como ser singular e plural Problematizando • Passado. duração e cultura. presente e duração. Contextualizando • Diferenças étnicas e regionais do Espírito Santo 2) Tematizando • A história dos nomes: o nome de cada um. o meio ambiente. o uniforme da escola. o tempo da chuva etc. nomes de família Problematizando • A noção de historicidade de objetos concretos e abstratos: toda rua tem história. nomes de lugares. • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. o tempo da lua. as instituições com as quais se convive diariamente. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. o planeta. a moda cotidiana etc. semelhanças e diferenças • Histórias das crianças de hoje e do passado • As brincadeiras. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. CRIANÇAS. toda casa tem história etc. toda escola tem história. Dialogando • Considerar como os indígenas contam o tempo • Considerar as diferenças entre o tempo da cidade e o tempo do campo 130 . Dialogando • Considerar as diferenças étnicas no Espírito Santo e sua relação com o nome de cada um 3) Tematizando • A família • Os amigos • O dia a dia com a família Problematizando • Os utensílios domésticos tem história.

o planeta. o meio ambiente. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. CRIANÇAS. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. a sociedade. de areia • Os anos e suas unidades • As décadas Problematizando • Álbum de família e noção de duração • Toda família tem história Dialogando • Considerar a diversidade étnica e o conceito de família 2) Tematizando • Bairros do município • Municípios vizinhos e sua relação com o município da escola Problematizando • Todo bairro tem história Dialogando • Considerar a interação com os conceitos e procedimentos geográficos 3) Tematizando • Os bairros se comunicam • Os municípios se comunicam • Meios de comunicação e de transporte Problematizando • Os meios de comunicação têm história • Os meios de transporte têm história Dialogando • Considerar a relação de cidade e campo • Considerar a relação da criança com o trânsito e a noção de segurança e regras 4) Tematizando • A escola e os seus sujeitos • Quem é quem na escola • Cada pessoa tem sua história Problematizando • Como registrar o tempo que passa para cada um Dialogando • Considerar a diversidade de fontes históricas e a noção de documento 131 . de água. as instituições com as quais se convive diariamente. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. • Exercitar diferentes tipos de descrição. GRUPOS e TEMPOS 1) Tematizando • O tempo e o relógio: percebendo e registrando o tempo • Relógio de sol.Sumário principal 1ª série Competência: exercitar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. duração e cultura. espaço. a consideração de diferentes pontos de vista e a necessidade de busca de consensos.

décadas e séculos Problematizando • A memória como direito humano Dialogando • Considerar que diferentes sujeitos podem construir uma mesma história 132 . duração e cultura. TEMPOS e MEMÓRIAS 1) Tematizando: • A escola e meu bairro • As ruas de meu bairro • O que existe em meu bairro e o que não existe Problematizando • As ruas têm história • Porque existem certas coisas em meu bairro Dialogando • Considerar os procedimentos geográficos • Considerar as relações sociais e econômicas que determinam a construção de bairros e cidades • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar os indígenas que não se organizam em cidades 2) Tematizando • A reconstituição do passado pela memória Problematizando • Histórias de vida também são História • Como registrar a memória Dialogando • Considerar os conceitos de memória individual e coletiva • Considerar a noção de grupos sociais • Considerar o conceito de identidade cultural 3) Tematizando • As diferenças culturais e sociais Problematizando • As diferenças têm história Dialogando • Considerar as noções de igualdade e equidade 4) Tematizando • A representação da realidade: o que contam os historiadores • Contando mais tempo: anos. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais básicas: tempo. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. o meio ambiente. • Exercitar diferentes tipos de descrição e narrativas. • Orientar-se no tempo com segurança. CRIANÇAS. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros.Sumário principal 2ª série Competência: expressar as possibilidades de historicizar diferentes sujeitos e temas. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. as instituições com as quais se convive diariamente. a sociedade. o planeta. espaço. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos.

temiminós. tupiniquins) Problematizando • Diferenças culturais entre os indígenas que habitavam o Espírito Santo • A natureza Dialogando • Considerar mudanças e permanências no tempo 3) Tematizando • A chegada dos portugueses no Espírito Santo • Quem eram os portugueses e porque vinham de tão longe Problematizando • A importância econômica tem sua história • Há valores que não são apenas econômicos Dialogando • Considerar os conhecimentos geográficos e suas ferramentas • Considerar a noção de valores humanos 4) Tematizando • O início da colonização no Espírito Santo • Porque colonizar • Relação de aspectos econômicos. botocudos. narrativas e registros. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. sociais e culturais • A escravidão Problematizando • O conceito de trabalho tem história • O que acontecia no Espírito Santo e o que acontecia no Brasil • Considerar as relações do campo com a cidade Dialogando • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar conhecimentos geográficos e suas ferramentas 133 . Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. • Exercitar diferentes tipos de descrições. culturais. o planeta. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. MEMÓRIAS e HISTÓRIAS 1) Tematizando • A criança e sua história • O professor também tem história • A história do município • Contando os séculos Problematizando • Como dividir a história de meu município em períodos de tempo Dialogando • Considerar a multiplicidade de possibilidades para a compreensão da história e do tempo de acordo com aspectos sociais. políticos. • Participar de ações que favoreçam o compromisso com os outros. • Ler diferentes tipos de documentos históricos. a sociedade. • Considerar os diferentes registros históricos e as possibilidades de representação da realidade • Considerar a noção de duração 2) Tematizando • O Espírito Santo antes da chegada dos portugueses • Quem eram os habitantes nativos (puris. econômicos. goitacazes. as instituições com as quais se convive diariamente. TEMPOS. políticos etc. • Comparar informações e discutir sobre as mesmas. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. espaço. duração e cultura. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. o meio ambiente.Sumário principal 3ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas.

Sumário principal 5) Tematizando • Os negros escravizados vinham da África • As relações da África com a Europa • As relações da África com o Brasil Problematizando • A África tem sua História Dialogando • Considerar o conceito de dignidade humana • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo • Considerar os procedimentos geográficos 134 .

• Exercitar diferentes tipos de narrativas e registros. à consideração de diferentes pontos de vista e à necessidade de busca de consensos. sociedade e cultura. • Utilizar procedimentos históricos e geográficos na construção do conhecimento histórico escolar. utilizando-se de conceitos básicos da disciplina. duração. • Ler diferentes tipos de documentos históricos.Sumário principal 4ª série Competência: relacionar historicamente diferentes sujeitos e temas. • Orientar-se no tempo a partir de noções mais complexas que abarcam os níveis e ritmos da duração. Habilidades • Conhecer e relacionar dimensões espaço temporais simples a partir de noções conceituais: tempo. • Participar de tarefas grupais que convidem ao intercâmbio de opiniões. HISTÓRIAS E SOCIEDADES 1) Tematizando • As formas de administração do Espírito Santo • Os diferentes grupos sociais • A exploração econômica • A importância da igreja • Outros povos chegam ao Espírito Santo Problematizando • As representações da História • As relações sociais têm História • O conceito de colônia Dialogando • Considerar as diferentes explorações da economia e do trabalhador e sua relação com a exploração do meio ambiente • Considerar a relação do Espírito Santo com outras capitanias e regiões do Brasil • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos 2) Tematizando • Diferentes situações de revoltas e resistência em todo o Brasil • A transferência da corte portuguesa para o Brasil Problematizando • A História é dinâmica • A História também é feita de conflitos Dialogando • Considerar a noção de relações de poder e formas de dominação • Considerar as relações do campo com a cidade 3) Tematizando • O Espírito Santo na época da Independência do Brasil • O império no Espírito Santo • O trabalho escravo no Brasil e no mundo • O processo de abolição no Espírito Santo e no Brasil • Os imigrantes • Os indígenas Problematizando • Todo povo tem sua História • As relações de trabalho como relações sociais. • Comparar informações e discutir criticamente sobre as mesmas. • Aplicar diferentes formas de contar o tempo. econômicas e de poder Dialogando • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e Brasil 135 . TEMPOS. espaço.

brancos e asiáticos: as etnias do Brasil Problematizando • Democracia e ditadura Dialogando • Considerar as diferentes formas de relações de poder e os conceitos de guerra e paz • Considerar o conceito de direitos humanos 6) Tematizando • Reconstruindo a democracia • Os anos 1960 e a contracultura • A ditadura militar e o papel da censura no Espírito Santo • Reconstruindo a democracia mais uma vez • O papel dos estudantes Problematizando • Relações de poder e ordem internacional: para não esquecer • Os indígenas hoje no Espírito Santo e no Brasil • Por que lutamos em defesa do meio ambiente? Dialogando • Considerar o conceito de direitos humanos • Considerar o direito à memória • Considerar os diferentes pontos de vista com os quais se escreve História 136 . 4) Tematizando • A República no Espírito Santo • Mudanças na educação e na escola • As relações sociais do início do século XX • A ideia de modernidade e de progresso no Brasil • Um novo mapa para o Brasil Problematizando • As formas de governo têm História • O território brasileiro tem História • Novos registros para a História: a memória fica mais perto Dialogando • Considerar a noção de duração e a passagem dos séculos • Considerar as relações do campo com a cidade • Considerar a diversidade étnica no Espírito Santo e no Brasil 5) Tematizando • O Espírito Santo e as Guerras Mundiais • As relações entre o Brasil e os países em guerra • O governo de Vargas e a administração Bley no Espírito Santo • Os imigrantes e seus descendentes • Índios. as instituições com as quais se convive diariamente. o planeta. o meio ambiente.Sumário principal • Participar de ações que favo reçam o compromisso com os outros. negros. a sociedade.

Vitória. Ensino de história e história do Espírito Santo: módulo estudos sociais. Disponível em: <http://www. Vitória. RICCI. LUCINI. SCHMIDT. 265 p. Fascículo 1. 2003. André Luiz Bis. Marlene. Vera Lucia Sabongi de.br/ dissertacoes/2008/dissertacoes. ZAMBONI. Fascículo 3. Departamento de História. GRINBERG. ES: NEAD/UFES. MALERBA.Sumário principal 8. Circe Mª Fernandes. SP: Alínea. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. O livro didático no Espírito Santo e o Espírito Santo no livro didático: história e representações. Mª Inês S. 2001. narrativa e ensino de História. SP: Papirus. ES: NEAD/UFES. Universidade Federal do Espírito Santo. Oficinas de história. Marizete. LEITE. Ensino de história: escritas.). Ensinar história. 2004. NA REDE www. O livro didático de história: políticas educacionais. UFRN. Nossa gente brasileira: textos e atividades para o ensino fundamental. 2004. OLIVEIRA.5 Referências BITTENCOURT. leituras e narrativas: módulo estudos sociais. Keila. ROSSI. 64 p. Jurandir. Belo Horizonte: Dimensão. 2007. 2000.com 137 . 2008. Mauro. São Paulo: Scipione. Ana Mª. Margarida Mª. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. STAMATTO. Campinas. GRINBERG. ______. pesquisas e ensino. ed.historianet.2. Claudia Sapag.br www. Tempo. Natal: Ed. Porto Alegre: Mediação. 2. Curso de licenciatura em pedagogia EAD – séries iniciais. Quanto tempo o tempo tem! Campinas. LAGOA. 2006. 2007. ES: UFES/PPGE. História e Ensino: Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Estadual de Londrina (PR). Pesquisa como ensino: textos de apoio e propostas de trabalho. Juçara Luzia.ppge.ufes. Ernesta (Org. Vitória. Faculdade de Educação. BERTONI. REVISTAS Revista do Laboratório de Ensino de História da Universidade Federal Fluminense (RJ). Ensino de história: fundamentos e métodos. Maria Auxiliadora. 2000. PIROLA. Lúcia. CAINELLI.asp>.com. 2006.. D.ensinodehistoria. Belo Horizonte: Autêntica. 2008. São Paulo: Cortez.

num conhecimento ou num amor finitos. é ele uma realidade do além ou de outro lugar que se imponha ao homem. em harmonia com sua percepção do transcendente.3. todo o dinamismo ético ou poético dos homens. simultaneamente. Mas no que con- siste essa dimensão religiosa ou essa esfera do espiritual na existência humana? O lugar originário do sagrado é o desejo do homem. Toda a história religiosa da humanidade. Mas a educação da religiosidade não se reduz à religiosidade subjetiva. ou seja. antes de mais nada. que o ultrapassa. ou seja. o fato da possível religiosidade. radicalmente distinto de toda realidade.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A esfera da religiosidade é uma dimensão constitutiva da realidade humana. dão testemunho dessa transcendência inscrita na estrutura constitutiva do homem. o sagrado não é. é um atributo exclusivo da vida pessoal. O lugar originário da religiosidade é a disponibilidade que sente em face de quem o chama. Por causa desse desejo de plenitude. está ligado à condição de pessoa. A educação religiosa é educação dessa habilidade. um setor à parte na existência humana. uma realidade demarcável em si mesma. que o excede. Bastaria isso para reconhecer o caráter único do homem. O homem está aberto a algo ou a alguém que o supera. O Ensino Religioso escolar se propõe educar essa dimensão da vida humana com o objetivo de proporcionar uma formação integral da pessoa. fora da qual nem sequer é concebível. Por conseguinte.Sumário principal 8. É função específica do Ensino Religioso exercitar o educando para que se dê conta da dimensão transcendente da sua vida e de levá-lo a viver isso na intensidade de si mesmo. é o termo de uma relação que o homem busca ininterruptamente. e que. sua abertura a um projeto que incessantemente o ultrapassa. uma vez que o absoluto jamais assume fisionomia plena. vai ao encontro dele. O sagrado. definitiva em nenhuma realidade humana. O sentido de toda religião.3 Ensino Religioso 8. educação da religiosidade objetiva. Menos ainda. O próprio sentido da liberdade já é uma busca do absoluto. A dimensão religiosa – como também a dimensão ética – é específica e constitutiva do ser humano. acabada. bloqueando seu dinamismo 138 . é também educação das expressões nas quais se traduz a religiosidade da pessoa. traduzindo a sua religiosidade em atitudes práticas. o homem sente a impossibilidade de se fechar numa atitude. em seu fundo como em seu mistério.

os mitos. E. Se. a toda a vida do homem. Haurir na profundidade humana e nas relações com o transcendente as energias e orientações para o caminho de vida 139 . assumida pela fé. a algo mais profundo do que a própria linguagem. jamais se deverá esquecer. porém. Objetivos específicos Educar para a alteridade. ela se conserva sempre presente no íntimo do homem. co-extensiva a toda realidade. consequentemente. as confissões de fé. Motivar a assumir atitudes e práticas pró-vida. 8.3. E é aí que nascem todas as ambiguidades de que nos ressentimos hoje de maneira tão aguda. Para o homem. para poder comunicar-se. deverá transformar-se num acontecimento da linguagem (P. afastada pelos homens ou pelas culturas. Em outros termos. essa religião fundamental se tornar cultural e. ambígua. Ele está na origem do homem. os ritos. o serviço e a comunicação. A importância do Ensino Religioso é que se constitua como uma educação da religiosidade. Essa permite que o homem se coloque em relação ao outro que o interpela e que o ultrapassa. linguagens e paisagens religiosas presentes nas culturas e nas sociedades. por mais que tal pergunta. e a palavra decisiva sobre esse mesmo homem foge continuamente do horizonte de sua história. para ser vivida humanamente. Ricoeur). a indagação constitutiva do homem. as liturgias.2 Objetivos da disciplina Objetivo geral Promover a compreensão. que as expressões não têm outra ambição senão a de conduzir à EXPERIÊNCIA espiritual. Por mais pessoal e secreto que seja o sagrado como experiência fundamental. Esse relacionamento religioso fundamental deverá traduzir-se por meio de inevitáveis expressões religiosas: os símbolos. O homem é pergunta. A linguagem remete à experiência. seja rejeitada. essa experiência religiosa radical.Sumário principal específico. e consiste numa relação ou numa busca de relação. ao se exprimir. capaz de ajudar os educandos a se autoposicionarem diante da transcendência e dar um sentido à própria existência. ele não pode existir humana e coletivamente sem assumir uma expressão externa. a interpretação e a (re)significação da religiosidade e do fenômeno religioso em suas diferentes manifestações. justamente por essa razão. o problema consistirá sempre em encontrar um outro diferente dele mesmo.

o Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado. portanto. tanto na afirmação quanto na negação do sagrado.3 Principais alternativas metodológicas A reflexão sobre a religiosidade é bastante nova no âmbito da educação escolar. E. P. comparação e análise das diferentes manifestações do sagrado.Sumário principal pessoal e social. porém. Portanto. ainda. deve ajudar os estudantes na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são influenciadas pelas tradições religiosas. norteadoras. Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. contribuir com os estudantes na busca da compreensão. como princípios éticos fundamentais.150-175). busca refletir e integrar o fenômeno religioso como um saber fundamental para a formação integral do ser humano. uma metodologia dialógica 8. Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por ela produzidos em suas marcas de religiosidade. 2007. Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas. com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados. para dar sua resposta devidamente informado. por sua própria natureza. Refletir o sentido da atitude moral como consequência do fenômeno religioso e da expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitária do ser humano. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial. O grande desafio. Por isso preferimos indicar apenas algumas linhas 140 . Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais. Oportunizar o desenvolvimento de atitudes de veneração pelo sagrado (RUEDELL.3. a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando. Esperamos com isso contribuir na reflexão sobre o lugar da religiosidade na educação. A escola. é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso e alicerçada no respeito à diversidade cultural e religiosa. ao introduzir o Ensino Religioso na sua matriz curricular. em profundidade. A disciplina de Ensino Religioso deve. Estudar o fenômeno religioso requer.

elemento que ultrapassa toda e qualquer configuração aplicável ou tangível. A religiosidade se manifesta como sistema comum de crenças e práticas que tende a se institucionalizar. A dimensão transcendente. se assim o fizesse. que significa exatamente a possibilidade de cada pessoa escolher a religiosidade que pretende seguir. A dimensão comunitária ou coletiva. Nesse sentido. Ele é um ser constitutivamente dialogante. Vem daí que os seres humanos se fazem sujeitos. visto que. O religioso carrega – por mais variadas que sejam suas expressões – o “mistério”. a dimensão pessoal da religiosidade é a base da liberdade religiosa. tornar-se-ia opressiva. Observe-se que a dimensão coletiva não tem como suplantar a pessoal. Nesse sentido. no reconhecimento. na alteridade. Enquanto a dimensão pessoal e a coletiva dizem respeito às formas históricas de compreensão da religiosidade. A dimensão pessoal. a estabelecer parâmetros e formas de conduta identitárias que se configura em uma ou outra religião. Por ser pessoa. Por uma compreensão de educação: A relação é um traço constitutivo do ser humano. que se põe como exigência de convivência e de tolerância entre as várias confissões religiosas. a dimensão coletiva é a base da liberdade de religião. A religiosidade nesse sentido está centrada na liberdade pessoal que leva cada pessoa a escolher uma ou outra crença ou até nenhuma. Implica ainda a articulação de dois conceitos e das possíveis relações entre eles: educação e religiosidade. o homem não pode viver sem dialogar. A relação é presença e construção. Dessa forma os conflitos poderão ser tratados positivamente. se personalizam com outros humanos na interação. a dimensão transcendente tensiona o humano para além da contingência das identidades. a educação é construída na base de uma compreensão pluridimensional da pessoa e vai acontecer 141 . Para alcançar seus objetivos o Ensino Religioso deve partir das experiências e dos conhecimentos prévios dos estudantes. Portanto. das diversidades e das individualidades e pessoalidades. reflexão e ação. Por uma compreensão de religiosidade: Por ser um atributo do ser pessoal. no fenômeno religioso há pelo menos três dimensões implicadas e que se interrelacionam para determinar seu sentido.Sumário principal e contextual. Por isso a educação da religiosidade é uma tarefa complexa. saber conectar informação.

a superação da fragmentação das experiências e da realidade. a compreensão do campo simbólico. a função política das ideologias religiosas. Tendo presentes a riqueza e a complexidade do campo religioso. sociologia. Trabalhar sempre desde. O grande desafio é fazer da escola um espaço de qualidade relacional. como a antropologia.Sumário principal nos espaços de aprendizagem como exercício de reflexão e ação críticas. para a efetivação dessa área de conhecimento. psicologia. A educação no Ensino Religioso deve apresentar-se como uma pedagogia que: Promova a construção de uma participação. atuar para promovê-la. Incentive a compreensão dos dissensos e dos conflitos. o pluralismo religioso. Dentre os conteúdos destacam-se: 142 . Teologias . pedagogia. a busca permanente do sentido da vida. Essa postura se traduz em: Aceitar que a pessoa que segue uma religião possa considerar sua crença como verdadeira. o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. Admitir que cada pessoa possa ter a crença que quiser e que possa professá-la livremente. definiu cinco eixos e os respectivos conteúdos: Culturas e tradições religiosas. tais como: as contribuições das áreas afins. para que seja um espaço efetivamente de educação. com e para a diversidade religiosa. Isso significa partir da base da diversidade. saber lidar com ela. tais como: a ideia transcendente na visão tradicional e atual. O ENSINO RELIGIOSO: SEUS EIXOS E CONTEÚDOS O Ensino Religioso na sua articulação destaca alguns aspectos fundamentais para a sua concretização. ciências da religião e teologias. a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos. e a necessidade de evitar o proselitismo. Leve a uma abertura para o mundo como compromisso concreto com os contextos nos quais se dão os processos educativos. Esse eixo analisa as múltiplas concepções do transcendente. e as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. Esse eixo desenvolve os temas decorrentes da relação entre cultura e tradição religiosa.

Esse eixo busca o entendimento das práticas celebrativas. Textos sagrados e tradições orais. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos.Sumário principal a descrição das representações do transcendente nas tradições religiosas. e a análise e hermenêutica atualizadas dos textos sagrados. Antonio). e as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: ressurreição. Analisa a vivência crítica e utópica da ética humana a partir das tradições religiosas. o conjunto de muitas crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel nas tradições religiosas. Ethos. p. com os outros e com o mundo. o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa. mas sim está sempre em busca de algo que transcende essas realidades. a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. comparando seu(s) significado(s). Esse eixo aprofunda o significado da palavra sagrada no tempo e no espaço. nada. 143 . a descrição do contexto sóciopolítico-religioso determinante para a redação final dos textos sagrados. reencarnação. com destaque para: a autoridade do discurso religioso fundamentado na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do transcendente para o povo. ancestralidade. por isso contempla: a descrição de práticas religiosas significantes. o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos sagrados e a formação dos textos. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso foram elaborados a partir da concepção de que a atuação do ser humano não se limita às relações com o meio ambiente e às relações sociais. BOEING. encontre o sentido para a vida e seja feliz. Os eixos e conteúdos do Ensino Religioso em muito podem contribuir para que o ser humano inacabado. e a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas (Cf. consigo mesmo. permeado por valores. 31-32). apresentando para os fiéis no contexto da respectiva cultura. Caderno Temático Ensino Religioso. por isso considera: as orientações para o relacionamento com o outro. Ritos. inquieto e aberto ao transcendente siga na busca. e o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o transcendente. (Cf. nº 1. FONAPER.

• Identificar a diversidade religiosa.). relacionando-as com as práticas religiosas dos diferentes grupos. • Perceber que as tradições religiosas se fundamentam nos textos sagrados.4 Conteúdo Básico Comum – Ensino Religioso Anos Iniciais do Ensino Fundamental 1° Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Culturas e Tradições • Compreender que as tradições religiosas contribuem para um mundo mais fraterno. • Entender que as narrativas sagradas surgiram dos mitos e história dos povos.Sumário principal 8. • Distinguir nas histórias sagradas os mitos das verdades de fé. • Os mitos e segredos sagrados. demonstrando abertura ao diálogo com as pessoas de outras crenças religiosas. • Identificar nas narrativas sagradas os conceitos do sagrado. • Reconhecer as manifestações culturais e tradições religiosas. • As diferentes celebrações e práticas religiosas. • Perceber nos textos sagrados propostos de valorização da vida e construção da cidadania. Espaços sagrados da comunidade. • Entender que as tradições e manifestações religiosas dão sentido à vida. • Histórias da criação. solidariedade etc. História e Tradição Religiosa • A Religião na vida das pessoas. percebendo-os como referenciais de ensinamentos sobre a fé e a prática das tradições religiosas. • Identificar linguagem simbólica das culturas e tradições religiosas da comunidade. • Conhecer os textos sagrados. • O diálogo inter-religioso. • As religiões e a prática do bem (caridade. Textos Sagrados e Tradições orais Textos sagrados orais e escritos. • As tradições religiosas da comunidade local. Teologias • Reconhecer o conjunto de muitas crenças que orientam a vida do sujeito nas tradições religiosas. • A diversidade religiosa no Brasil. 144 . • Os acontecimentos religiosos.3. As representações das tradições religiosas.

• Compreender a linguagem simbólica da cultura e da tradição religiosa da comunidade. • Analisar as diversas simbo logias e sua afirmações de verdade. 145 . agradecimento. indígena e outros). • Práticas e costumes das comunidades religiosas. ritos e festas religiosas oportunizam momentos sagrados de louvor.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ritos • Compreender a descrição de práticas religiosas significantes. comparando os seus significados. • Perceber que os templos. O significado dos ritos das tradições religiosas. • Compreender que os símbolos religiosos são significativos e necessários para as manifestações religiosas. festas e comemorações realizadas no município. • Entender os rituais como práticas religiosas. • Relacionar as principais datas religiosas. ritos e símbolos (afro. celebração e realização de encontro pessoal e comunitário com o transcendente. • Ritos e festas religiosas. • Pesquisar os variados ritos e festas culturais e religiosos da comunidade. • Identificar os símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. • Práticas religiosas significativas elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. • Reconhecer o uso do símbolo como meio para comunicação de sentimentos e experiências. • Perceber os sinais que reve lam sentimentos religiosos e sentir-se participante da religiosidade. Símbolos religiosos. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. • Identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa. Rituais de passagem. celebrativos e litúrgicos. • Conhecer as diversas manifestações culturais e religiosas do país.

• Respeitar a si mesmo e aos outros. • Orientações para o relacionamento com o outro. A riqueza das diferenças religiosas. construindo um ambiente de paz. • Relacionar-se e conviver bem com os colegas no ambiente escolar. respeitando as diversas manifestações religiosas. • Conhecer os limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas. • O Eu. • Conhecer o conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis do contexto da respectiva cultura. • Saber ouvir e respeitar as diferentes posições religiosas das pessoas com as quais convive. • Os valores humanizam. • Reconhecer a importância da religiosidade na convivência familiar. • Entender que os nomes são importantes. • Conviver harmoniosamente com o diferente. • Cada pessoa tem o seu jeito de ser e acreditar. • Desenvolver atos e atitudes de cuidado e respeito ao próprio corpo e ao meio em que vive. interagindo conforme as regras estabelecidas com os outros . • Eu e o outro somos nós.Sumário principal EIXOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES CONTEÚDOS Ethos • Compreender que o rela cionamento com o outro é permeado por valores. porque identificam as diferenças com as pessoas. • Participar de discussões éticas e religiosas. Alteridade. 146 . • Eu sou eu com o outro. • Partilhar e conviver respeitando as pessoas. • Descobrir-se como ser humano.

2006. FONAPER.com. São Paulo: Paulinas. Curitiba: Champagnat. Lilian Blanck de. 2005. Parâmetros curriculares nacionais: ensino religioso. Rosa. São Paulo: Paulinas.5 Referências ALCUDIA. Coleção de ensino religioso fundamental.org. RUEDELL. Pedro. 2002.fonaper.br www. Luzia (org. JUNQUEIRA.br.br www.com. Ensino religioso: memória e perspectivas.eufres. 9 v. 2007.pucsp. ______.Sumário principal 8. rivistadireligione. Ensino religioso: referencial curricular para a proposta pedagógica da escola. Porto Alegre: Artmed.br htpp://geocities. CARNIATO.pr. SITES http://www. et al. crdr. 1).conerse www.it http:// geocities. 1997.com.cjb.br/rever www. ______. OLIVEIRA. (Caderno Temático.gov.ensinoreligioso. Ensino religioso e formação docente.ulusofona. Inês.seed.org www.iccsweb. São Paulo: Ave Maria.comer. Atenção à diversidade.).3.org/ http://cienciareligioes. 2001. Petrópolis.com. 2000. São Paulo: Paulinas.yahoo.ensinoreligioso www. assintec. RJ: Vozes. PADEN. SENA. 2002. 2001. O processo de escolarização do ensino religioso no Brasil. Interpretando o sagrado: modos de conceber a religião. São Paulo: Paulinas. Sérgio Rogério Azevedo. William E.net www.br http://www. M. Educação religiosa: fundamentação antropológico-cultural da religião segundo Paul Tillich.pt 147 .

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS .

Como marco e herança social. conhece. O espaço privilegiado para isso é 151 . pluridimensional e singular ao mesmo tempo. a forma de pôr a língua em movimento. gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. Nesta perspectiva. irregular. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. Desse modo. e a linguagem. a crítica e a intervenção e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. Tais sistemas compreendem. a linguagem é produto e produção cultural e tal como o homem que a manifesta é criativa. De natureza transdisciplinar. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. nos anos iniciais. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. gestuais. Ela possibilita a reflexão. como trabalho simbólico. Da perspectiva da enunciação. espaciais e plásticos. interferindo e atuando em prol do meio ambiente e no respeito às diversidades. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. a atividade discursiva. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e conhecimentos: linguísticos. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. musicais. A Língua Portuguesa na educação escolar compreende a língua como um objeto histórico. interfere sobre o mundo. variável.Sumário principal 9 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS Por meio da linguagem o homem pensa. na sociedade e na história as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. Levando em conta os princípios acima que consideram o homem inserido em sua cultura. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. contraditória. a Língua Portuguesa. as Artes e a Educação Física. se apropria. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. corporais.

A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. 152 . tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. Essa visão contempla o eixo da cultura. Como produção simbólica a Arte não é funcional. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. nas danças. a linguagem corporal como produto da cultura. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. à medida em que interagem com os outros. Além disso. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade dos sujeitos. sociais e biológicas. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. mas imbricada com o Trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. sons e gestualidades. não é instrumental. deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. posturas. Sendo assim. resignificando-as em processos poéticos configurados pela ação de um gesto criador. em contínua constituição. nem se prende a normatizações que a regulem. Fazer arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. nas encenações teatrais e na música. como nas artes visuais. cores. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana.Sumário principal a interlocução. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho.

a maneira de considerar o conhecimento. todavia. a forma de pôr a língua em movimento. As condições de gênero.Sumário principal 9. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. favorecido pela interação sujeito-objeto.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. Distinta é. irregular. Da perspectiva da enunciação. mediado pelo professor. como o quer Morin (2001). pois. também. qual seja. assim. aí. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. que articula. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. 2003) 153 . Deve-se. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. e a linguagem. em contínua constituição. o saber linguístico pertinente. uma concepção interacionista da língua. Para isso. eminentemente funcional e contextualizada. deve-se. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. compreender a língua como um objeto histórico. uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. como princípios seriamente considerados. à medida em que interagem com os outros. Desse ponto de vista. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. o que só é possível por meio de uma rede de relações construída em momentos compartilhados com o outro. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. configuramse. (ANTUNES. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. Ganha tônica. de relações étnico-raciais na formação humana dos * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) modos como se produzem as identidades socioculturais e como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. Revela-se. Para concretizar essa proposta. a atividade discursiva.

Constitui-se. no processo de interação. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. dinâmico e negociável. 1998). em consonância com determinados pressupostos. pela codificação das ideias ou das informações. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. como também favorecer a própria interlocução. a socialização de conteúdos. possibilita a realização de alguma atividade sociocomunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas pessoas atuam. O texto configura-se como uma manifestação. Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. KOCH. escritos ou em outras modalidades discursivas. 154 . simplesmente. ANTUNES. gerada a partir de elementos linguísticos. das intenções pretendidas. verbalização e construção (GERALDI. a qual engloba processos. conforme as práticas culturais de cada contexto social. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. operações cognitivas e estratégias discursivas. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. funcional e discursiva da língua(gem). esta é defendida de modo tão interativo e dialógico. envolvimento entre sujeitos. de um modo geral. 1998. assim. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI.Sumário principal Para uma concepção interacionista. 1991). parceria. decorre o princípio de que esta(s) só se atualiza(m) quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. 2003) Com relação à concepção de escrita. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa. Por essa razão. para que aconteça a comunhão das ideias. das informações. por meio de sinais gráficos. o texto. 1991. pois. Essa perspectiva supõe encontro. 1998). devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. quanto a fala. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. Deixa. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH.

torne-se um ens sociale . à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. ainda. desenvolvendo uma postura investigativa. torná-lo objeto de conhecimento. a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. Serve. em situações de interação. fala de si. reflita. pois. Considerandose o caráter simbólico da linguagem. nessa tarefa. a competência de o sujeito interagir no. o sujeito. e da cultura. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem. mas com os alunos. a ter sua marca identitária (DA MATTA. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. observe. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. levante hipóteses. Para ensinar. 155 . do outro e do mundo.1.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção. a linguagem à variabilidade do homem. e transformá-lo. de todo conhecimento.Sumário principal Fiel a esse quadro. e transmissão. Portanto. e com o mundo ocorre por via da linguagem. aprenda e reaprenda não para os alunos. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. a partir do contato com outros sujeitos. em conformidade a essa concepção. descubra. Serve. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. estabelece uma relação próxima com a escrita e. será preciso que o educador pesquise. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. Isso porque sem a linguagem articulada seria difícil apreender o mundo. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. meio em que as realidades são construídas. o 9. por meio de linguagens. 2000). institucionalizado e de mundo. Nessa tarefa. e de abordagens interdisciplinares. ou sobre ele intervir.

Sumário principal sujeito se desenvolve e se socializa. o texto. pois. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. não des- considerando os saberes informais que ele traz consigo. inicialmente a língua falada. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. É. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. como Castells (2002). construir seu saber formal. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas pelos significados e sentidos. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos. para. então. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. disponíveis no ambiente social. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. sintáticas e semânticas. em suas salas de aula. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente e considerandose. nada existe fora do domínio da língua. com o uso da linguagem e da língua. funciona como veículo. por meio da língua. Assim. o jargão. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. mas não 156 . na interação com as diversas instituições sociais. ressignificando-a. tudo é variável. morfológicas. são suas atividades. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. pois além de suas características próprias. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. O fato é que sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. Cabe. para construir sua identidade social e cultural. Em alguns casos. enquanto nos ambientes de escrita. Na escola. Na interação com as diversas instituições sociais. a escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. o discurso. de acordo com os contextos onde foram produzidas.

ainda. Isso. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. estruturados em forma de língua. 2. também. O aluno precisa conceber que nosso ser. 9. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. 1999). No caso da literatura. como algo que permeia. 3. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico-social que sofre transformações com o decorrer do tempo. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. e de diferentes linguagens.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. Eixo pode ser compreendido. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY.Sumário principal a mensagem que transmitem. ou fora dela. esta propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. concepção essencial para a formação humana. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. possibilitandolhe assumir uma postura reflexiva. com o outro e com o mundo em que vive. A Literatura propicia.1. textual 157 . Língua 1. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano.

Permitir que o aluno interaja. 3. a pintura e o movimento do corpo bem como a variedade de ideias. com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. 158 .Sumário principal e pragmática. Literatura 1. orais. Linguagem 1. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. entre outros. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. por meio da linguagem literária. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. 2. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos. 4. a escultura. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. sendo o texto o referencial de partida. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. o teatro. obras e autores. Cultura e conhecimento de mundo 1. a música. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. de modo a pensar a complexidade do mundo real. inclusive da literatura capixaba. imagéticos. 4. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. de culturas e de formas de expressão. crítica e ludicamente. digitais. necessários à leitura e à escrita. 2. 3. e da necessidade de sua atuação com vistas a uma sociedade mais justa. reconhecendo nestas manifestações as marcas da diversidade humana. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas.

analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. 3. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do estado. No caso do ensino de atividades de escrita. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e a falar em situações diferenciadas. 9. tais como visitas a sítios arqueológicos. 6. estas devem partir de condições concretas 159 . para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico). explorando-lhe os múltiplos sentidos. 7. crítico e intelectual. respeitando a diversidade nos modos de falar. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. aos sentidos das palavras. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. a comunidades indígenas. 8. a manifestações culturais e a locais de culturas em movimento. 5.1. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade históricocultural. a parques ecológicos. Ou seja. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. verdadeiro objeto de estudo da língua.Sumário principal 2.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de língua portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. considerando sua situação no mundo. refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. 4. a espaços remanescentes quilombolas. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado.

bilhetes. bulas. explorar a seleção do tema do texto. correio escolar. passagens. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. Deve-se estimular debates sobre temas variados. recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. agenda telefônica. oral e coletiva. silenciosa. Grosso modo. quadrinhas. e exercitar inferências sobre o texto. tais como. a partir daí. critique pontos de vista alheios e. escolhidas pelo aluno. cartão de felicita- 160 . cantinho de leitura. emita opiniões. justifique.Sumário principal de produção. Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. tais como parlendas. endereços dos alunos em ordem alfabética. poesias. Ao final. listagem de time de futebol. animais. ouvir. transformando-o em protagonista. encartes de supermercados. flores. destacando a visão que o aluno tem sobre o objeto e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. cantigas de roda. utilizar a escrita como ferramenta de integração do aluno à vida de seu meio social. 2003). de modo a perceber que esta depende da articulação de várias partes que formam um todo é. produza textos. lançar mão de reportagens jornalísticas. escrever. reescrever). ou defenda opções tomadas. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. receitas. produção de história em quadrinhos. repórter por um dia. Em sala de aula. Para as atividades de leitura. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. ler e escrever textos em língua portuguesa. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituem-se parte integrante da competência comunicativa dos falantes. discutir o vocabulário do texto. rótulos. recorte de palavras. um pressuposto metodológico a ser considerado. considerando a leitura imagética. então. possibilitando que o aluno argumente. do assunto tratado. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar.

sintáticas e semânticas. 161 . piadas. Outra estratégia metodológica. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. observando as relações morfológicas. entrevistas. de nível um pouco avançado. jornais. transformação de um gênero textual em outro. sob a orientação do professor. entre tantos. explorando as funcionalidades da língua. excursões.Sumário principal ções.

• Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais.Língua Portuguesa Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS GERAIS • Ampliar a competência comunicativa do aluno. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. oral. • Conviver. argumentos. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. crítica e ludicamente. 162 . fatos e informações contidos em diferentes textos. • Interatuar com dados.1. • Conhecer a norma culta da língua.4 Conteúdo Básico Comum . atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. respeitando os valores humanos. considerando sua diversidade sociocultural. imagética. digital entre outras. com situações de produção de textos.Sumário principal 9.

identificando ideias principais. visitas e vídeos. • Expressar-se oralmente com clareza e objetividade. texto coletivo. produção e interpretação de diversos gêneros textuais (poemas. o conhecimento científico de outros tipos de conhecimento e onde. texto formado por palavras. Ordem alfabética). pequenos textos escritos.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª e 2ª Séries habilidades • Transmitir recados com objetividade e clareza. Eixo Conhecimento LingUístico Estuda o alcance. margem. • Reconhecer a ordem das letras no alfabeto. As formas. quadrinhas com rimas. os sons e os nomes das letras do alfabeto (habilidade de diferenciar). APLICANDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO Produção de diversos gêneros textuais (estudo de rótulos. 163 . nesse campo. textos variados e de diferentes gêneros. • Identificar aspectos sonoros da língua. gráficos e outros. preenchimento de ficha e dados diversos e outros). histórias mudas. • Relatar com segurança fatos de sua história e de outros. conteúdos Eixo Linguagem Garante o acesso ao conhecimento linguístico-textual-discursivo necessário à vida na sociedade pós-moderna. letra maiúsculas e minúsculas. • Relatar experiências de situações vividas e presenciadas. • Produzir textos de vários gêneros. jornais. Elementos estruturais básicos do código escrito (Palavra formada por letra. as fontes e os limites do conhecimento humano. obedecendo às estruturas e os mecanismos de articulação da língua. gravuras. PRÁTICAS DISCURSIVAS: descrição de gravuras. A diferença entre letra. Estrutura e articulação do texto (Segmentação das palavras no texto. pontuação. • Interpretar histórias em quadrinhos. • Ler. • Conhecer o alfabeto e a representação escrita de cada letra identificando-as na formação das palavras. frases e textos. exercícios dos diferentes níveis de fala. e reconhecer. • Observar e descrever detalhes de diferentes situações cotidianas. gráficos. • Reescrever textos lidos e ouvidos identificando os diferentes tipos de letra. símbolos. • Emitir opinião e fazer comentários pessoais. • Interpretar textos orais (a partir de histórias ouvidas). placas. cantigas de roda). paragrafação. história em quadrinhos. cartazes. Atividades reflexivas de produção textual (Reescrita e autocorreção de texto). gibis. diálogos entrevistas. trava-línguas. letras musicais. relatos orais de passeios. desenho e número. • Utilizar os sinais de pontuação e acentuação na produção de texto. se localiza o conhecimento linguístico-literário. PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO: recados. • Escrever palavras. CONHECENDO O CÓDIGO LINGUÍSTICO História (o surgimento do alfabeto) e função da escrita. atividade de escuta (história lida e contada). buscando levar o aluno a diferenciar o conhecimento da simples opinião. separação de palavras).

ao planeta e identificar seu espaço social em textos jornalísticos ou de outras mídias. por meio da educação. • Conferir as respostas com as do colega discutindo as divergências de sentido. escola. tendo em vista sua incompleteza. Sociedade e Educação Para que o humanóide se transforme em humano é preciso que receba uma dose de cultura. Esse eixo concebe o espaço escolar como o organismo vivo onde se estabelecem relações e se produzem conhecimentos. religião. • Seriar ações contidas nos textos. à cidade. 164 . • Localizar-se no espaço com relação à família. • Demonstrar seu conhecimento vocabular por meio de torneios de conhecimento de mundo ou de tarefas de interpretação textual. é também produto da cultura. ao mesmo tempo em que é produtor. comentar e registrar as transformações ocorridas no tempo e no espaço. • Consultar o dicionário e a internet para busca de palavras desconhecidas ou palavras-chave de textos diversos. grupo local e global e o papel que a linguagem ocupa neste processo de socialização. tanto do ponto de vista do tempo do enunciado. • Enumerar as etapas de seu desenvolvimento. o que lhe possibilita viver no social. O homem e seu desenvolvimento biológico e cultural (biodiversidade e diversidades). ao país. • Valorizar o convívio com os diversos grupos sociais. conteúdoS Eixo Cultura. respeitando as diversidades. ao Estado. verificando as respostas a partir dos textos. ordem de palavras conforme sua abrangência de sentido e orações que estruturam o texto conforme sua densidade. • Perceber a importância das diversas culturas e sua influência em sua formação. • Localizar-se no tempo com relação à história de seu Estado e posicionar-se em relação às ações acontecidas.Sumário principal habilidades • Observar. no interior das instituições sociais. ao bairro. quanto do ponto de vista do tempo contemporâneo. Contação de histórias e da minha história. confirmando o pressuposto que a educação é porto de passagem para a construção real do ser humano. Socialização do homem e o convívio com o outro: família. relacionando-se eticamente com o outro. Esse eixo busca estudar a influência da educação no social e como o homem.

• Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão. poema. sites. cantigas de roda. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. bulas de remédios. bilhetes. • Comparar diferentes gêneros textuais. cardápios. narrativo e descritivo). Leitura das narrativas de fundação indígenas. tipos de frases e parágrafo. gráficos. fábulas. ao preconceito. Biodiversidade e diversidade cultural. ordem alfabética. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. conteúdoS Eixo Linguagem PROCESSOS ORAIS DE INTERLOCUÇÃO Diferentes gêneros textuais em uso na sociedade: • Textos Práticos: bilhetes. resenhas etc. charges etc. Sociedade e Educação Estudo das raízes afro-indígenas capixabas. principais classes de palavras: substantivos. à discriminação e à homofobia. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. • Distinguir os diferentes gêneros textuais. 165 . letras de música. acentuação gráfica. verbos. panfletos etc. sinônimo e antônimo. Debate político sobre temas da contemporaneidade como forma de fortalecer a democracia. convites. crônicas. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. mapas. gramáticas. pronomes. • Textos Literários: poemas. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. Eixo Cultura. • Apreciar textos de diversas culturas. enciclopédias. parágrafo (dissertativo. aplicando-os em sua vida. anúncios e propagandas. apontando suas características. tabelas. sílaba. convites. cartas. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. parlendas. artigo. Eixo Conhecimento Linguístico A COMUNICAÇÃO ESCRITA Produção de textos escritos em circulação na sociedade: cheques. sinais de pontuação. diálogo. dicionários. numeral. utilizandoos de acordo com o contexto social. • Textos Informativos: jornais. por meio do emprego adequado de conectores e relatores. contos. adjetivo.Sumário principal 3ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. divisão silábica na mudança de linha. CONHECIMENTO LINGUÍSTICO O texto e noções de sua estrutura – alfabeto. e-mails.

• Distinguir os diferentes gêneros textuais. fábulas. pintura. dança. fábulas. Diferentes discursos em situações de comunicação escrita. mitos. apontando suas características. verificando os elementos que contribuem para a construção do sentido. histórias em quadrinhos. • Conhecer a biodiversidade de sua cidade e seu estado para aprender a preservá-la. • Combinar partes distintas de um texto e depois transformar esse todo desarticulado em um todo coerente. relatos e entrevistas. contos. • Categorizar o texto em suas estruturas basilares. quadrinhas. diário pessoal. poemas. canções. • Comparar o funcionamento das diversas culturas em seu espaço de vivência. Intertextualidade e construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. poemas. escultura e outros). por meio do emprego adequado de conectores e relatores. • Comparar diferentes gêneros textuais. literatura de cordel. mitos. conteúdoS Eixo Linguagem Linguagem Oral e Escrita Textos de gêneros diversos: contos. operando com os conhecimentos sobre a língua. canções. Produção de textos de diferentes tipologias. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. cartas. notícias. aplicando-os em sua vida. Linguagem e participação social. lendas. trava-línguas. • Reconhecer as diversidades culturais de modo a contribuir para o combate ao racismo. • Reconhecer a diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. 166 . ao preconceito. Textos de gêneros diversos: poemas. trava-línguas. lendas. Produção de texto individual e coletiva. • Copiar no caderno partes de um texto e identificar seus elementos de coesão.Sumário principal 4ª Série habilidades • Usar adequadamente a linguagem oral em seu cotidiano. piadas. • Apreciar textos de diversas culturas. à discriminação e à homofobia. notícias. utilizandoos de acordo com o contexto social. história em quadrinhos. canções. Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. histórias em quadrinhos. instruções. parlendas. piadas. música. parlendas. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. Textos extraverbais (ex: fotografia. Leitura e interpretação de texto.

tritongo. dúvida. • Preposição. negação. produções de textos orais e escritos. possessivos. hiato). • Discurso direto e indireto. • Ortografia contextualizada. • Artigo definido/indefinido. de tratamento. • Divisão silábica: dígrafo. modo. • Exercícios práticos de situação de uso da língua os quais demonstrem uma postura cidadã crítica e reflexiva. 167 . • Sinais de pontuação. • Advérbios (tempo. encontro vocálico (ditongo. • Adoção de espírito investigativo (pesquisa). onomatopéia. indefinidos e demonstrativos. circunflexo e grave). • Pronomes: pessoais. encontro consonantal. • Concordância verbo-nominal. • A cultura da pesquisa em dicionário. futuro). Itens da gramática normativa (em situações de comunicação funcional): • Acentuação (acentos agudo.Sumário principal habilidades conteúdoS Eixo Conhecimento Linguístico Itens da gramática normativa (em situações de leitura. de forma significativa e contextualizada): • Substantivo (conceito). • Interjeição. • Verbos e concordância verbal. afirmação). pretérito. • Preservação do patrimônio cultural e histórico. Eixo Cultura. Sociedade e Educação • Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. • Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). • Revisão: verbos (conceito / infinitivo). • Adjetivo e locução adjetiva. oblíquos. • Tempos verbais (presente. • O hábito diário da leitura de fontes diversas. sotaques etc).

Rio de Janeiro: Nova Fronteira. CASTRO. 168 . Rio de Janeiro: Zahar. 2003. 1998. Helena Bonito. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. BOSI. Willlian Roberto. Texto em construção: interpretação de texto. Portos de passagem. São Paulo: Martins Fontes. sociedade e cultura. C. São Paulo: Parábola. 2000. São Paulo: Rocco.1. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. Na trama do texto: língua portuguesa. (Org. São Paulo: FTD. MORIN. 1996. Manuel. Dias. Irandé. L. McNALLY. Língua. _______. 2004. 2002.C. FOSTER. Edgar. CINTRA. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. CARNEIRO. A sociedade em rede. David. A era da informação: economia. Brasília: UNESCO. Aula de português: encontro e interação. RJ: Vozes. São Paulo: Cortez. Redação em construção: a escritura do texto. O texto e a construção dos sentidos. CUNHA. Celso. 1985. História concisa da literatura brasileira. AZEREDO. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2001.. KOCH. São Paulo: Cultrix. John B. São Paulo: Atual. V. J. GERALDI.W. 2000.) Língua portuguesa em debate. CASTELLS. Alfredo.5 Referências ANTUNES. CEREJA. I. Português: linguagens. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. DA MATTA. Petrópolis. Ellen. Nova gramática do português contemporâneo. PEREIRA. Roberto. In: WOOD. Evolucionismo cultural. São Paulo: Moderna. 2002. São Paulo: Contexto. A. 1991. São Paulo: Moderna. 2002. 1995. 1972.Sumário principal 9. 1999. história e luta de classes. J.

a arte é tratada como linguagem. sociais e históricas. Desse modo. estéticas e culturais. influenciaram a educação da arte. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas dos quais ela abrange. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou obra em questão. a arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais. embora diferenciadas. Em decorrência deste pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura. estético e artístico da qual ela se origina. concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. observa teu quintal” Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial à contemporaneidade. Esse contexto gerou teorias como da arte como expressão e da arte como conhecimento que. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a arte não somente como expressão mas como cultura. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. Afirmamos assim.2 Artes 9. mas a arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica em suas diversas manifestações culturais. Ela é uma forma de linguagem 169 . reduzidas a um laisse faire. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. as práticas educativas em arte até a década de 80. históricas e sociais.2. estavam em sua maioria. mas com uma ênfase em seus as- pectos formais específicos. como um “fazer por fazer”. provavelmente. não somente e exclusivamente o sistema da arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. refletindo e por vezes determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola. Considera-se assim. Acreditamos que a arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas.Sumário principal 9. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. No final da década de 1980.

Daí que a sua função mais humana. o escritor Jorge Miguel Marinho17 diz que “[.br/memória.] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. o homem pelo trabalho. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Polos da Rede Arte na Escola em 28. símbolos que comportam habilidades. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e neste diálogo..p. transformado em texto e publicado no site www. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das artes para a formação humana. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00.04. é apelo coletivo. arte e educação: formação humana e prática pedagógica.] a arte. 01. No texto “A arte e sua relação com espaço público”. cultural e histórico (Ruschel.1997: p. saberes. cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações − de caráter social.br/memória. 05.. Nesse proceder. São “[. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. É a Arte e 17 Citação extraída do site www.1997.] produções do saber..1991. mas é uma potência. “[.org.] a arte não é algo que se oferece.cenpec. 170 . seja sobre a natureza. (Farias.”16 Inventamos a arte. Santa Maria: Editora UFSM. expressão e conteúdo. 19 Nunes.Sumário principal que congrega significações.cenpec. Pedagogia histórico-crítica. de Agnaldo Farias. Por outro lado. Trata-se da produção de ideias.. Ana Luíza Ruschel. expressão comunitária.3)15 E então nos perguntamos: em que a experiência da arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza da importância da arte. 18 Demerval. Saviani. nas ações e transformações que o homem realiza que envolvem os processos de produção materiais. 15 A arte e sua relação com o espaço público. Segundo o autor “[. valores. sobre a cultura. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz.artenaescola. 2003)19. Artigo: A Arte é de todos. Desnecessário dizer que a arte está sempre a favor da vida e. São Paulo: Cortez. Autores associados.br/ pesquise_artigos. como tantos poetas já insistiram. E uma sensação que não conclui nos sentidos”.. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não materiais”. pág. anexo Com vocês: As Artes! Pág. 2003. o conjunto da produção humana” (Saviani.. de produção de sua existência material e não material. 1991. 16 Citação extraída do site www. espelho de todos e de cada um”.. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições.org. isto é. conceitos. junta a inventividade do imaginário e o registro concreto de real..org. atitudes e hábitos. seja sobre o saber.20)18. Trabalho.

suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos e a interação com o patrimônio nacional e internacional. Desse modo.2. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais. a reflexão.Sumário principal a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. 9. Entretanto. nacionais e internacionais. Incentivar a pesquisa e a investigação possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. pois estas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual. música e dança). em sua dimensão socio-histórica. Promover a inserção da arte como área de conhecimento da linguagem estabelecendo diálogos com as outras áreas.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. Fomentar a inserção da arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. cênicas. com a pesquisa. musicais e corporais) compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. das materialidades. Promover as leituras da arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. em diferentes tempos históricos. a outra lida com o simbólico. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. No desenvolver de processualidades artísticas. suas faturas. considerando as especificidades das técnicas. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. Possibilitar a observação. artes cênicas. Como produção humana a arte e a ciência sempre andaram juntas. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. com a busca do conhecimento. Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade fazendo ver que o mundo. ambas lidam com a inventividade. individuais e/ou coletivas. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. 171 . é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. indissociando o homem da sociedade. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. dos suportes.

Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual. Da proposição e abrangência Os eixos da Educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de artes pelos professores de Artes. em que estavam presentes as professoras referências de Artes. um currículo para a Educação em Artes. totalizando aproximadamente 54 pessoas. a particularidade de englobar “os ditos”.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais. alunos. pedagogos e técnicos da SEDU e da superintendência. artes cênicas. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores na busca pelos sentidos edificados nelas e fruí-la em suas diversas manifestações. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. demais professores de Artes. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. Esse mapeamento é um esboço. entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestação e de vivências. esse mapeamento possui a pretensão de. cada um. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. música e dança) para refletir. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. como um primeiro desenho. num primeiro movimento. Humanizar as relações pessoais e interpessoais promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. As 172 . analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. respondendo à seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Considera-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem. Eixos da Educação em Artes 1. “os realizados”. nas diversas regiões de nosso Estado. técnicos administrativos. ou seja. 2. para num segundo movimento agrupá-las em eixos que possuem. artes cênicas. e acreditamos deva compor.

Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentado em quatro eixos. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis e que devem estar presentes em um currículo de Educação das Artes. estéticos – históricos e culturais Envolvem os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. costumes. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. 2. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. reafirmamos que cada um desses eixos se formam e se reagrupam de modo diferenciado conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. folguedos. intercultural e multiculturais. considerando as singularidades de suas produções. a música. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas.Sumário principal contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho do dia 19 de junho de 2008 possibilitaram a composição dos eixos que irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. tais como: as artes visuais. os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais como as presentes nas diversas 173 . considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. Entretanto. a divisão aqui apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. alimentação. Sendo assim. Saberes sensíveis. que envolve: Saberes sensíveis. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. entre outros). Linguagens artísticas e seus diálogos Envolvem diversas linguagens artísticas. Sendo assim. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. o teatro e a dança.

ou seja. os tempos se complementam e dialogam formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendêlo. arte no computador e outras. A criação em ateliês e os materiais artísticos. Expressão/conteúdo As obras de arte.3 Principais alternativas metodológicas 1. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. imagens em movimento do cinema. Estes podem ser entendidos como significante e significado. ou seja. organizados em diferentes materialidades e suportes. história em quadrinhos. o volume. 4. este só se torna visível pois é manifestado pela forma. e o espaço dentre outros que vão formar os elementos compositivos. São os elementos do plano da expressão que. proporção. ritmo. compõem o conteúdo. tais como: orientações e direções espaciais. assim como as demais linguagens. equilíbrio. Propõe-se aqui uma aproximação 174 . os esboços. nação. com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. relações figura-fundo e outros. Estado. contraste. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. a fatura do trabalho. Por outro lado. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes temposespaços. A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. Processos de criação Envolvem os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas englobam as etapas. 9. como: município. continente e mundo. a linha. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. tv e produções curtas de animação e as diversas tecnologias como arte cinética. cartazes e outros. Envolvem também. as apropriações da matéria a ser manipulada. movimento visual.Sumário principal mídias: revistas em geral. a cor. a superfície.2. 3. parte-se do entorno como o da escola que se insere na comunidade e esta em outros espaços que a englobam. os rascunhos. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. harmonia. As fruições da arte em espaços expositivos. a forma. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. a textura. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade.

ou seja. musical ou de dança são manifestações textuais. Nº 24 ano 2006. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. considera os espaços e os entre-espaços compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes. Como uma teoria da significação. Desse modo. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações. das múltiplas experiências em arte para o diálogo dentro da escola. sendo assim uma obra de arte. a sua composição. Desse modo. formador. uma história. ou das manifestações culturais e midiáticas. Considera as produções humanas como produções textuais. entre o texto e seu contexto 20 Rebouças. a considere como uma produção textual humana. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna. ou seja ao macrotexto que a engloba. o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte.Sumário principal dos diversos espaços-tempos. estilos. Princípio metodológico: do texto para o contexto – A arte já traz em si um contexto. um filme. que com ela dialogam. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. Moema Martins. como um texto que abrange ao mesmo tempo. Desse modo. Vitória: PPGE. In: Cadernos de pesquisa em educação. ela está no mundo. uma historicidade e uma plasticidade e este princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)20. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. materialidades e modos de fatura. ou seja. O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. um romance. contudo obras de períodos e estilos diferenciados 175 . Uma leitura de textos visuais. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. histórico. um espetáculo teatral. que possui uma discursividade. tais como o seu estilo. a distribuição da forma. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. 1995. ou seja. a sua técnica. (seus planos de expressão e de conteúdo) e estas com o contexto (social. 2.

Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a arte. senão em presença. trata do êxodo rural e a busca por melhores condições de vida. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. de sobrevivência. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. mas por aproximações temáticas.Sumário principal também podem dialogar. com a obra lida criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da arte e do mundo. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. por exemplo. lembrando que. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. de condições de saúde. As cores são azuladas. de seu Estado e. Para tanto é necessário que o professor como propositor e mediador das ações educativas da arte possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/cultural e o de seus alunos aproximando-se da arte e suas manifestações sociais como a frequência a espaços expositivos/culturais de seu município. à obra literária “Vidas secas”. Temos assim. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. cinzas e pretos. tanto sensíveis como inteligíveis. de Graciliano Ramos. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. 176 . se possível. Essa pintura nos remete entre outras. não pelos elementos do plano da expressão que organizados plasticamente compõem um estilo. vários modos de leitura e esta depende de como o leitor estabelece as relações. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma família.

Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. cenográficas e cinestésicas. estéticos. experimentar e ressignificar a arte como linguagem e as manifestações artísticas. vivenciar em produções pessoais e/ou coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. • Experimentar. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. • Reconhecer a importância da arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. publicações. entre outros. giz de cera. desenho animado. argila. instrumentos. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. • Reconhecer. tintas. televisão. históricos. Processos de criação • Experimentação. utilização e pesquisa de materiais e técnicas artísticas (pincéis. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. lápis. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas.Artes Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS POR EIXO Saberes sensíveis. cartaz. comunicativos e tecnológicos. artísticos e culturais • Observar. aparelhos de computação e de reprografia). sonoras.4 Conteúdo Básico Comum .2. publicidade. histórias em quadrinhos. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. vídeo. suportes. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. desenho industrial. Plano de expressão e conteúdo • Compreender. • Criação e construção de formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional).Sumário principal 9. papéis. com preender e vivenciar em análises. 177 . vídeos. telas de computador.

178 . música. • A Arte como lin guagem presente nas manifestações culturais locais e suas relações (dança. musicalidades. • Linguagens artísticas e processos de criação (elementos da composição. estéticos. linhas. formas. cênicas. cores. • Cria formas plás ticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). audiovisuais) e as relaciona com as manifestações culturais e artísticas de seu entorno atribuindo sentido. inclusivas. visuais.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. culturais em âmbito local em diferentes tempos históricos (artistas locais. grupos regionais entre outros). cênicas. heranças culturais. • Exper imenta e pratica produções pessoais e ou coletivas. • A Arte e as manifestações artísticas. étnicosociais. cênicas. entre outras). áudio-visual. musica. audiovisuais e outras). • Vivencia as pro duções pessoais e coletivas das propriedades expressivas constitutivas nas diversas linguagens (dança. étnico-sociais. entre outras). cantigas. visuais. espacialidades). • Reconhece produções das linguagens artísticas (estilos de dança. espacialidades) pessoais e/ou coletivas. musica. dança. volumes. plasticidades. étnicosociais. inclusivas. trovas. música. • Constrói materialidades diversas (cenografias. inclusivas. visuais. entre outras). entre outras). parlendas. • Arte e patrimônio cultural. • Analisa as mani festações culturais de seu entorno (indígenas. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais (música. encenações. históricos. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. étnicosociais. planos. cênicas. imaginário popular entre outras). • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno (indígenas. áudio visuais). áudio visuais). • Conhece as diversas manifestações da arte (dança. visuais. inclusivas. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno (indígenas.

e regionais (música. escultura. volumes. cênicas. plásticos. regionais e nacionais. monumentos da cidade e outras). étnicosociais. é t n i c o . volumes. cores. audiovisual. tecidos. formas. • A Arte e as manifestações artísticas. materiais e outros). audiovisuais). música. • Vivencia produções pessoais e coletivas em diferentes materialidades. culturais em âmbito local e regional em diferentes tempos históricos (artistas locais. • Investiga materialidades diversas para as intervenções (materiais secos. étnicosociais. trovas. industrializados e naturais). • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais locais e regionais (dança. inclusivas. danças de roda. visuais. entre outras). música. tecidos sintéticos. • A poética do cotidiano presentes nas produções artísticas locais. grupos regionais entre outros). • Reconhece e relaciona as diferentes produções das linguagens artísticas (estilos de dança. audiovisuais). • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. • Arte e patrimônio cultural. linhas.Sumário principal 1ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. danças diversas. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. cores. cênicas. e outros). • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. linhas. entre outras).s o c i a i s. cerâmica. materiais e outros). heranças culturais. música. estéticos. jogos teatrais e outros). inclusivas. • Investiga materialidades diversas (suportes variados: papéis em diversas gramaturas. audiovisuais. inclusivas. formas. entre outras). históricos. visuais. desenho. cênicas. 179 . • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito regional. parlendas. visuais. gravura. • Reconhece as manifestações culturais e dos produtores artísticos de seu entorno e em âmbito regional (indígenas. materiais úmidos. • Conhece a importância das diferentes manifestações da arte (dança. arte pública. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Observa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. grupos regionais entre outras).

• Relaciona as lin guagens artísticas às diferentes manifestações culturais. elementos da teatralidade: dramatização. oriental e outras). • Relaciona o plano de expressão nas diversas manifestações artísticas e culturais. cenografia. dança: expressão corporal). entre outras). volumes. regionais e nacionais. inclusivas. estéticos. históricos. oriental e outras). • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Identifica as dife rentes particularidades das manifestações culturais. • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. ciganos. étnicosociais. inclusivas. inclusivas. materiais e outros).s o c i a i s. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais explorando (nas artes visuais: espaços bi e tridimensionais. a composição. figurinos. • Arte e patrimônio cultural. • Reconhece e respeita as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. no teatro: dramatização. • Utiliza das espe cificidades das linguagens artísticas (Artes Visuais: espaços bi e tridimensionais. materiais e outros). música: iniciação rítmica. • Linguagens artísticas e processos de criação (com diferentes técnicas. cigana. • A Arte e as manifestações artísticas. suportes e composições). indígena. européia. cores. europeia. 180 . linhas. étnicosociais. • Diferencia as manifestações culturais e étnicas: afrodescendente. regional. • Valoriza os processos de criação individual e coletiva. • A poética do cotidiano nas produções artísticas locais. entre outras). heranças culturais. culturais em âmbito local. dança: expressão corporal). volumes.Sumário principal 2ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. • Analisa as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. o suporte. entre outras). grupos regionais e nacionais entre outras). formas. ritmos visualidades contemporâneos). linhas. formas. • Constrói nas lin guagens artísticas sua fatura considerando a técnica. indígena. regionais e nacionais. regionais e nacionais (dança. • Relaciona as manifestações culturais de seu entorno e em âmbito nacional (indígenas. fruindo-as. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. regionais e nacionais (indígenas. música: iniciação rítmica. cores. é t n i c o .

materiais e outros). nacionais e internacionais entre outros). lendas. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. inclusivas. • Identifica o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. sonoras. articulando-as ao plano de conteúdo e atribuindolhes significados. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. heranças culturais. gestuais. cores. • A Arte e as manifestações artísticas. volumes. formas. linhas. sonoras. • Arte e patrimônio cultural. regionais e nacionais. formas. canções populares e seus ritmos e melodias. nacional em diferentes tempos históricos (artistas locais. • Analisa as manifestações visuais. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. • Realiza diálogos e diferencia as diversas manifestações culturais (coletiva e individual. no desenho. • Experimenta em produções pessoais e coletivas as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. entre outras). envolvendo as leituras do patrimônio imaterial e material local. materiais e outros). erudita e popular. suportes. volume. na escultura. considerando seus dois planos formadores: estudos do plano da expressão (cores. espacialidades. volumes. étnico-sociais. cenográficas e cinestésicas presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. inclusivas. nacionais (indígenas. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações artes visuais (espacialidades. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. regionais. teatros de rua. • A poética do cotidiano presente em manifestações visuais.Sumário principal 3ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. entre outras). gestuais. entre outros). regional e nacional (folguedos. • Realiza produ ções inventivas e investigativas em ações. e instrumentos em diversas técnicas. étnico-sociais. em fotografias e outras). regional. cenográficas e audiovisuais na natureza e nas diversas culturas e suportes (computadores e outros). históricos. clássica e profana entre outras). culturais em âmbito local. • A Arte como linguagem. danças de rua. cores. • Reconhece a necessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional. na gravura. grupos regionais. 181 . linhas. formas. estéticos. como na pintura. entre outros).

entre outros). cores. • A Arte e as manifestações artísticas. formas. heranças culturais. nacionais e internacional (indígenas. linhas. é t n i c o . nos desenhos. movimento. articulandoas ao plano de conteúdo e atribuindo-lhes significados. o suporte. • Avalia. espacialidades. grupos regionais. entre outros). sonoras. sonoros. contextualizando os saberes e fazeres adquiridos durante o processo de criação. no vídeo. considerando a sua dimensão sensível e a inserção na sociedade (artistas locais. gestuais. entre outras). a materialidade. entre outros). • A Arte como linguagem e sua leitura. materiais diversos nas artes visuais. • Reconhece o plano de expressão das diversas manifestações das artes (nas visuais. materiais. espacialidades. nacional e internacional em diferentes tempos históricos. considerando a técnica. da natureza e outros. papéis. • Identifica as manifestações culturais no âmbito internacional (indígenas. • Realiza produ ções inventivas e investigativas com suportes e técnicas variadas: corpo. gestualidades. na arte digital. nacionais e internacionais. inclusivas. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. publicidade. • Relaciona e lê o plano de expressão das obras de arte e das manifestações culturais. televisivas. regionais. ritmos. culturais. cinestésicos. em fotografias e outras). • Reconhece a ne cessidade de preservação do patrimônio artístico de seu entorno e em âmbito nacional e internacional. instrumentos musicais. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). investigando. • Realiza diálogos da arte com outras linguagens (moda. cenográficas. • Diferencia as linguagens e seus suportes (corpo nas artes cênicas e na dança. exercitando a discussão. • Explora o labor da prática artística. • Diferencia a arte e as manifestações culturais a partir do seu plano de expressão e de seus elementos formadores. étnico-sociais. indagando com interesse e curiosidade. gestuais. pausas e melodias. atribuindo-lhe significado. nacionais e internacionais. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. artísticos e culturais Linguagens e seus diálogos Plano de expressão e conteúdo Processos de criação CONTEÚDOS • Compreende as particularidades das manifestações culturais. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo (cores. entre outros). como nas pinturas. nas instalações. estéticos. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. arquitetura). a composição. • Compara a arte e a realidade. nas teatrais. 182 . fruindoas e lendo-as. formas. • Relaciona a linguagem da arte em var iados suportes (midiáticos. regional. argumentando e apreciando.Sumário principal 4ª Série do Ensino Fundamental HABILIDADES POR EIXO Saberes sensíveis. objetos industrializados e não-industrializados.s o c i a i s. • Arte e patrimônio cultural. teatrais. entre outras). refletindo. nas criações de objetos. a sensibilidade. inclusivas. históricos. entre outras). • A poética do cotidiano pre sente nas manifestações visuais. nas musicais. em âmbito local. regionais. volumes.

RS. 1991. 24. jul. Disponível em: <http://www. UFSM. Demerval. 2006. p. Pedagogia histórico-crítica.> Acesso em: 28 abr. Disponível em: <http// www.org. 2008. MARINHO.5 Referências BARBOSA. Ana Luíza Ruschel./dez. Santa Maria. Acesso em: 19 set.br/memória>. REBOUÇAS.cenpec. FARIAS. NUNES.Sumário principal 9. Agnaldo. Vitória. São Paulo: Cortez. n. 1991. Autores Associados. 28 abril 1997. A arte e sua relação com o espaço público. ES: PPGE/UFES.org. Caxias do Sul. 2008. A imagem no ensino da arte. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO.2. São Paulo: Perspectiva. Uma leitura de textos visuais. A arte é de todos. Moema Martins.php?id_m=8.br/pesquise_artigos_texto.artenaescola. SAVIANI. 2003. RS: Ed. 1-5. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. Trabalho. Ana Mae. 183 . Jorge Miguel.

ainda predominante no ensino da Educação Física. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. Até os anos de 1970.3 Educação Física 9. 2001).3. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna influenciada por um conjunto de fatores. denominada de biologicista. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. Além disso. Essa concepção. 21 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existentes nos séculos XVIII e XIX. Nos apropriamos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu). que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura. de que é um conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular dessa rede de ensino. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. 184 . foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001). Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular desta disciplina21 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular.Sumário principal 9. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação.

Sendo assim. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. segundo Bracht. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. p. com interfaces nos diferentes campos de saberes. se legitimem. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. assim. o professor. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. para que se possa permitir que outros saberes. que precisa ser transmitida e assimilada pelos alunos. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso conceito de criticidade. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. Dessa forma. entende-se a expressão corporal como linguagem. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. sem fugir das intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. produzido ao longo da história. que só se torna possível.Sumário principal Diante disso. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. Além disso. Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. 2001. Com isso. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. sociais e biológicas. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. Segundo Bracht (2001. ampliemos o nosso 185 . Dessa forma. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. Essa visão contempla o eixo da cultura.77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos.

convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações. sociais e éticos. além da motricidade. Código e suas Tecnologias. Dessa forma. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. onde ele expressa sua subjetividade. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. ou seja. ainda. estéticos e éticos. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. destituído do saber. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. Podemos destacar que. ginásticas. superando a perspectiva do “fazer por fazer”.Sumário principal conceito de razão. dança. 2001). O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. sintetizar. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. que envolvem aspectos lúdicos. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. das diferentes manifestações culturais corporais. emoções e sua linguagem corporal e. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. esse aluno desenvolve. morais. esportes. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. ana- 186 . refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. englobando as dimensões estéticas e éticas”. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino.

3. – a Educação Física atua como formadora. fisiologia. envelhecimento. Além disso. laborais. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. 9. contribuindo para a sua formação psico-sociocultural. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. saúde. cognitivo. socialização. qualidades físicas e neuromotoras. sociais. atividade física. afirmação dos valores e princípios democráticos. Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. tendo o professor como mediador. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. Além disso. intelectual. de lazer e entretenimento. liberdade. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. Ao proporcionar o desenvolvimento da criatividade. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. biomecânica. emocional e motor. entendendo-a como meio de promoção da saúde. cooperação. além de ser um agente promotor da sua autoestima. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia. treinamento etc. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana à prática pedagógica escolar.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando e o desenvolvimento do aluno nos seus aspectos social. competitividade e disciplina. cooperação. para o desenvolvimento de autonomia. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. 187 .Sumário principal lisar e expressar ideias. ética. Desenvolver os aspectos intelectuais. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. socialização. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. de ginásticas. afetivos e morais. integração. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. participação social. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal.

reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. 1992. Dentre elas destaco: DIAS. 195). Set. Sandra Soares et all. alguns estudos vêm apontando que. 188 . 9. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. 2001). 21 (1): 183-192. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. Niterói. lúdicos e técnicos. por meio da observação.3. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo22 sobre a prática docente do professor de Educação Física na rede estadual pública e privada do Estado do Espírito Santo. resultante de um "elo perdido" entre as prescrições dessa produção teórica e a 22 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF). Andréia et. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a dinâmica escolar. DELLA FONTE. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. p. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos. Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 1999. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. p 63-66. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz. 2001. al.Sumário principal Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educação Física escolar.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana.

a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em Licenciatura.. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. Os materiais. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. diante da sua prática docente. os equipamentos e as instalações são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. Em virtude disso. 2003). com relação ao espaço. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. Além disso. Nos anos 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. 67% deles se formaram nos anos 1980. que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. O desafio está em propor mudanças na prática docente. do conjunto de professores licenciados. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática qualitativa nas aulas de Educação Física. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas.Sumário principal Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente. (Bracht et. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexivo do professor 23 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro deste modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. Com isso. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede. pois os próprios fins podem ser problemáticos. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não se fazem melhor devido à carência de tais estruturas. “No entanto. porque variam 189 . procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. al. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. o trabalho pedagógico não pode. todo ele. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas23.

a biblioteca. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. 2004). desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. A realização de jogos escolares. 53). Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que priorizem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. a 190 . à organização das aulas (horários.. mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. realizando um retrospecto das atividades corporais. pesquisas e o desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico. 43). são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. gincanas. al. recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. onde 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “ entendem que deve haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. problematizando temas da cultura corporal. Assim. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. tomando a quadra. p. desenvolvendo um espaço de reelaboração. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. o recreio. a sala de aula. os torneios escolares. exposições. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. Com isso. nacionais e internacionais. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e da compreensão crítica do movimento (KUNZ. O que também se propõe é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. ensinando estratégias para o agir prático. é necessário revermos o que se desenvolve nesse componente curricular.Sumário principal de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. p. teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. tempo. espaço etc) e à conduta pedagógica do professor. dentre outras. 2003. que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. a criatividade. 2001.

A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. Mas. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. et. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. Preliminarmente. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular.Sumário principal sala de informática. A abordagem metodológica crítico-superadora nos apresenta alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. com a escrita dos Cadernos Metodológicos.1992). onde se compreende que as competências não são um programa clássico. as atividades de visitas e excursões. Assim. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. al. entendemos que para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a provisoriedade do conhecimento (Soares.. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. será necessário o envolvimento de todos os professores. temos a formação continuada de um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. como forma de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física.1992). Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. al. para isso. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. onde os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos 191 . et. sobretudo quando se esperam mudanças efetivas nessa prática. Dessa forma. consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente.. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades. São eles: a relevância social do conteúdo. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento.

afetivo. emocional e cognitivo. Dessa forma. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. continua tendo lugar. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. interpretar essas informações. interage 192 . entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. insisto. Esse tipo de aula.. Além disso. 1999). (Santos. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. etnia. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade.152). A questão está em encontrar. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos. da ordem do saber como fazer. São eles: Conhecimento sobre o corpo: considera o corpo no seu aspecto físico. trabalho e cultura. em que o problema nem sempre está na falta de informações. voltada para a construção de uma educação de qualidade e de formação do cidadão.. social. ou seja. conflitos ou desafios. Até pouco tempo. que tenha uma participação ativa na sociedade. classe social e idade. 2001). estar informado sobre conhecimento. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento.Sumário principal de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. Por meio da linguagem corporal. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física. o sujeito se comunica. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. Com base no conceito de Competência – aquisições. compreendendo os limites e as possibilidades corporais. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. 2001. reflexivo e crítico. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. buscando problematizar a relação do corpo com saúde. p. respeitando as diferenças de gênero. guardá-las ou atualizá-las.

regional e local.Sumário principal com o meio. Além disso. sociais e éticos. sintetizar. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. Por meio do jogo. descobrindo o prazer nas vivências corporais. ainda. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. onde expressa sua subjetividade. e também desenvolve a ludicidade. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes no contexto mundial e nacional. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. emoções e. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. com suas diferentes organizações técnico-táticas. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbito nacional. analisar e expressar as ideias. reconhecendo a identidade própria e a do outro. 193 .

sociais. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia. nacional e local. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. como manifestações da cultura corporal. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. culturais e afetivos. lutas.Sumário principal 9. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente.4 Conteúdo Básico Comum . • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. ginásticas. 194 . entre outras. africanas. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/CORPO-EXPRESSÃO • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas.Educação Física Anos Iniciais do Ensino Fundamental COMPETÊNCIAS EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos.3. campesinas. de si mesmo e do ambiente em que vive.

• Sedentarismo e obesidade. • Esquema corporal: lateralidade. beleza e saúde presentes no cotidiano. • Expressão corporal individual e em grupo. • Identificar e refletir sobre padrões de estética.Sumário principal 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos e 1ª a 4ª Séries HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CONHECIMENTO SOBRE O CORPO Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. • Conhecer e vivenciar as diversas possibilidades de movimento do corpo. • Mímicas. • As partes do corpo e os seus movimentos. • Compreender o corpo como meio de relação e interação consigo e com o outro. • Hábitos de higiene e alimentar e suas relações com a atividade física. • Relacionar as diferentes manifestações da cultura corporal em seu contexto sociocultural. coordenação motora. adotando uma postura não preconceituosa ou discriminatória. bem como meio de linguagem e expressão. • O movimento humano e suas relações com o meio. desenvolvendo uma postura de autonomia e autocontrole. • Pantomima. Tópico: Conhecimento da estrutura e funcionamento do corpo. possibilidades e limitações do movimento. faixa etária. CONTEÚDOS 195 . • Construir atitudes através das relações interpessoais e emoções expressas pelo corpo. • Reconhecer como as diferentes formas de cultura influenciam na construção do movimento. • Respeitar a diversidade corporal a partir das diferenças de gênero. • Conscientização corporal. • Habilidades motoras fundamentais. • Compreender a relação da estrutura muscular e óssea na realização do movimento. habilidades físicas e mentais. classe social. etnia. • As alterações fisiológicas ocorridas no corpo com a prática corporal. • Identificar as práticas corporais de higiene como forma de promoção da saúde. reconhecendo-as como meio de construção e promoção da cidadania. • Educação postural. • Reconhecer algumas alterações fisiológicas básicas do corpo causadas durante a prática de atividade física. • Sistematizar as diversas partes do corpo e compreender como elas se inter-relacionam na realização dos movimentos. • Identificar as múltiplas linguagens do corpo. equilíbrio etc. relação espacial.

• Verificar o próprio desempenho e dos demais. • Conhecer e diferenciar os movimentos que são comuns ou não às lutas e ginásticas. • Adquirir princípios básicos para construção de desenhos coreógrafos e montagem de coreografias simples. • Conhecer a origem e a diversidade cultural da dança e da ginástica como expressão da cultura humana. simular e errar não implicam em algum tipo de humilhação. • Identificar e classificar os tipos de dança e ginástica. • Conhecer os aspectos históricos e sociais das lutas. • Noções gerais sobre ritmo. que tragam benefícios para o organismo e a saúde. constrangimento ou discriminação. • Relacionar e vivenciar movimentos rítmicos vinculados ao estímulo musical.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: CORPO-LINGUAGEM/ CORPO-EXPRESSÃO Tópico: Atividades rítmicas e expressivas. • Valorizar e apreciar as atividades rítmicas e expressivas. tendo como referência o esforço em si. regional e local. processo histórico. decidir. • Conhecer e executar movimentos simples da ginástica circense. • Principais passos e pequenas coreografias. • Lutas e processo histórico. • Arte circense. • Reconhecer espaços nos quais podem ser praticado os movimentos de luta ou ginástica. • Ginástica geral. representar e vivenciar as danças folclóricas e ritmos constituídos historicamente no Espírito Santo. 196 . • Perceber os limites corporais na vivência dos movimentos rítmicos e expressivos. • Conhecer. CONTEÚDOS • Manifestações e representações da cultura rítmica nacional. • Organização de festivais de dança. expressão e linguagem dos povos. • Danças. regional e local. identificando suas possibilidades de lazer e aprendizagem. • Compreender que o arriscar. • Identificar as diferentes formas da prática da ginástica geral. • Conhecer as atividades rítmicas e expressivas das diferentes manifestações culturais em âmbito nacional. • Identificar habilidades motoras específicas das lutas. • Ginástica e processo histórico.

• Jogos pré-esportivos. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. sociais e éticos. morais. • Conhecer a origem histórica dos jogos. brincadeiras e cantigas. • Construir coletivamente as regras que trabalhem e resgatem os valores étnicos. • Jogos de salão. 197 . • Jogos de raciocínio. Tópico: Jogos e brincadeiras. • Conhecer e criar jogos que estimulem a prática dos jogos individuais e coletivos. • Adotar atitudes de respeito mútuo. buscando solucionar os conflitos. CONTEÚDOS • História dos jogos e brincadeiras populares e folclóricos. • Jogos cooperativos. • Cantigas de roda.Sumário principal HABILIDADES EIXO-TEMÁTICO: OS JOGOS E OS MOVIMENTOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas. • Vivenciar atividades cooperativas.

Transformação didático-pedagógica do esporte. Porto Alegre: Artmed. Pesquisa histórica na educação física. Brasília.). 2003. Unijuí. Ijuí. São Paulo: Cortez. 2001. Ijuí. Elenor. 6. In: ___. Vitória. 73-76. KUNZ. 1999. SOARES. RS: Ed. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. Parâmetros curriculares nacionais. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. ES: PROTEORIA. Vitória. Educação física escolar: política. Valter. Belo Horizonte: Ed. Francisco Eduardo. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos.1. Francisco Eduardo (Org. DF: MEC. 1. 2001.3.Sumário principal 9.5 Referências BRACHT.1. Orientações curriculares para o ensino médio. Metodologia do Ensino de Educação Física. Christiane.17. Gisele Franco de Lima.. v. 1998. v. Vitória.151-139. PERRENOUD. 2004. SANTOS. Marílio. 1992. 2000. 2. ______. 198 . v. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares. v. CAPARROZ. Brasília. Educação física escolar: política. Vitória. investigação e intervenção. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar. investigação e intervenção. Construir competências desde a escola. Carmem Lúcia et al. Francisco Eduardo (Org. Philipe. 2001. SOUZA JÚNIOR. Psicologia: Teoria e Pesquisa. ES: PROTEORIA. Anais. UFMG. Lazer. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. n. Amarílio (Org). investigação e intervenção. questões contemporâneas. 2006. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. BRASIL. 2001. ______ et al. Paraná. RS: Ed. p. ______. ES: PROTEORIA. maio/ago. In: CAPARROZ. PRIMI. trabalho e educação: relações históricas. Ministério da Educação. Educação física escolar: política. p. Ricardo et al. Paraná.). WERNECK.. DF: MEC. 2001. In: FERREIRA NETO. ES: PROTEORIA. 2001. Pesquisa em ação: educação física na escola. Unijuí. 2001.

Área de Linguagens e Códigos Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 01 .

v. 26 cm.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão.Currículo. 01 . Ensino . 02 . anos finais. Ensino fundamental .Ensino médio. ISBN 978-85-98673-02-8 1. v. – Vitória : SEDU. II. Guia de implementação. 03 .3. anos finais. Série. 128 p. Ensino médio . 03 . área de Linguagens e Códigos. anos iniciais.Ensino fundamental. 4. Santa Lúcia . área de Ciências da Natureza. César Hilal.Ensino médio. 01 .Linguagens e Códigos. anos finais.br Espírito Santo (Estado). área de Linguagens e Códigos.Currículo.111. v. 3.CEP 29.Ensino fundamental. área de Ciências da Natureza. ES.Info Consultoria. Ensino fundamental .056-085 .Ensino fundamental. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. Título.Vitória/ES .Currículo. área de Ciências Humanas.Espírito Santo (Estado) . v. 02 . área de Ciências Humanas.com. – (Currículo Básico Escola Estadual . 01) Conteúdo dos volumes : v. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação. v.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. nº 1. 2. .19 CDU 373.Ensino médio. I. v. 2009. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. CDD 372.

nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado. ao lado do educador.. igualmente sujeito do processo.Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.” Paulo Freire ..

Kátia Regina Zuchi Guio. da Silva. Gina Maria Lecco Pessotti. Sebastião Ferreira Nascimento. Israel Bayer. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Sandra Renata Muniz Monteiro. Cátia Aparecida Palmeira. Magna Maria Fiorot. Jane Pereira. Edna Milanez Grechi. Renan de Nardi de Crignis. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Teresa Lúcia V. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Maria do Carmo Braz. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Cristina Lúcia de Souza Curty. Eliane dos Santos Menezes. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Renata Garcia Calvi. Foerste . Magna Tereza Delboni de Paula. Telma L. Alan Clay L. Eliane Maria Lorenzoni. Giuliano César Zonta. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Maria Cristina Garcia T. Luciano Duarte Pimentel. Cátia Aparecida Palmeira. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Mirtes Ângela Moreira Silva. Mara Cristina S. Elza Vilela de Souza. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Rosiana Guidi. Francisco Castro. P. Delcimar da Rosa Bayerl. Luciene Tosta Valim.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Patrícia Maria Gagno F. Lúcia Helena Novais Rocha. Perin e Valéria Perina.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Lurdes Maria Lucindo. Jomar Apolinário Pereira. Patrocínio. Coelho Ambrozio. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Maria Adelina Vieira Clara. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Cortez. Larmelina. Rogério de Oliveira Araújo. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Luciane S. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Bastos. Angélica Chiabai de Alencar.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Luiza E. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Freitas. Maria Aparecida Rosa. Ronchetti. Tânea Berti. Margareth Zorzal Fafá. Alaíde Schinaider Rigoni. Sérgio Rodrigues dos Anjos. C. Anderson Soares Ferrari.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . de Almeida. Ernani Carvalho Nascimento.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos .História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Ilia Crassus Pretralonga.C. Angélica Chiabai de Alencar. Érika Aparecida da Silva. Angélica Chiabai de Alencar. Ilza Reblim. Ana Helena Sfalsim Soave. Valéria Zumak Moreira. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Adna Maria Farias Silva. Luciene Maria Brommenschenkel. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Evelyn Vieira. Maria Adélia R. Dileide Vilaça de Oliveira. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior.Arte Rita de Cássia Tardin . Lúcia Helena Maroto. Hebnezer da Silva. Maria Alice Dias da Rosa. Marcio Vieira Rodrigues. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. João Luiz Cerri. Edson de Jesus Segantine.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. José Alberto Laurindo. Rodrigues. Rodrigo Vilela Luca Martins.SEDU Ana Beatriz de C. Rodrigues. Sulâne Aparecida Cupertino. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Fracalossi. Martinelli. Regina Zumerle Soares. Sara Freitas de Menezes Salles. Roberto Lopes Brandão. Valentina Hetel I. Gilcimar Manhone. Eduarda Silva Sacht. R. Mohara C. Renata da Costa Barreto Azine. Lemos. Hebnézer da Silva. Christina Araújo de Nino. Renato Köhler Zanqui. Tarcísio Batista Bobbio. Rachel Miranda de Oliveira. Lúcia H. Giovana Motta Amorim.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Maria da Penha C. Pereira.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Morati. de Oliveira. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Núbia Lares. Epitácio Rocha Quaresma. Renato Santos Pereira. Roseane Sobrinho Braga. Cérlia Silva de Oliveira. Ivone Braga Rosa. Agnes Belmonci Malini. Lima. Eliane dos Santos Menezes. Erilda L. Campos Cruz. Vazzoler.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. . Vivian Rejane Rangel. Divalda Maria Gonçalves Garcia. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Jane Ruy Penha. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Alves. Irineu Gonçalves Pereira. Luiz Humberto A. Alecina Maria Moraes. Denise Moraes e Silva. Oliveira. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Giselle Peres Zucolotto. Lyra. Chirlei S. Pedro Guilherme Ferreira. Américo Alexandre Satler. Marilene Lúcia Merigueti. Alaíde Trancoso. Carmencéa Nunes Bezerra.Física Claudio David Cari . Angelita M. Margarida Maria Zanotti Delboni. Organdi Mongin Rovetta. Márcia Gonçalves Brito. João Luiz Cerri. Marta Margareth Silva Paixão. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Barbosa. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Monteiro e Wagna Matos Silva. Rosiane Schuaith Entringer. Leila Falqueto Drago. Irineu Gonçalves Pereira. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Ires Maria Pizetta Moschen. Ires Maria Pizzeta Moschen. Antonia Regina Fiorotti. Marlene M. Rosinete Aparecida L. Rita de Cássia Santos Silva. Karina Marchetti Bonno Escobar. de Quadros P. Gleise Maria Tebaldi. Marcia Vânia Lima de Souza. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Luciana Oliveira. Nilson de Souza Silva. Alaércio Tadeu Bertollo. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Cláudia Regina Luchi. Sandra Renata M. Neire Longue Diirr. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Edy Vinicius Silverol da Silva. Bastos. Vaneska Godoy de Lima. Jaqueline Justo Garcia. Léa Silvia P. Rodrigo Nascimento Thomazini. José Christovam de Mendonça Filho.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Soprani.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Ana Paula Alves Bissoli. Luciane Salaroli Ronchetti. Dalla Passos. Marcelo Ferreira Delpupo. Ferreira. Renan de Nardi de Crignis. Naédina Barbieri. Luciene Tosta Valim. Edílson Alves Freitas. Everaldo Simões Souza.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . do Nascimento. Ediane G. Paulo Roberto Arantes. Maria da Penha E. Maria de Lourdes S. Simone Carvalho. Eliane Carvalho Fraga. Linderclei Teixeira da Silva. Izaura Célia Menezes. Luiz Antonio Batista Carvalho. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Neyde Mota Antunes. Sônia A. Ivanete de Almeida Pires. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Rosangela Maria Costa Guzzo. Maria Alice Dias da Rosa. Gracielle Bongiovani Nunes. Anderson Soares Ferrari. Marlene Athaíde Nunes. Carla Moreira da Cunha. Edilene Klein. Ribeiro. Johan Wolfgang Honorato. Sabrina D. João Carlos S. Anelita Felício de Souza. Iza klipel. Regina Jesus Rodrigues. Jomara Andris Schiavo. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Conciana N. Elenivar Gomes Costa Silva. Edimar Barcelos. Antônio Fernando Silva Souza. Sandra Fernandes Bonatto. Última da Conceição e Silva. Eliana Aparecida Dias. Claudinei Pereira da Silva. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Maria José Teixeira de Brito. Alvarenga Vieira. Paulo Roberto Arantes. Ana Paula Alves Bissoli. Marta Gomes Santos. Ângela Maria Freitas. Patrícia Maria Gagno F. Torres. Davel. Ilza Reblim. Márcio Correa da Silva. Antônio Carlos Rosa Marques. Josimara Pezzin. Nourival Cardozo Júnior. Sidinei C. SRE Carapina: Lucymar G. Jorge Luis Verly Barbosa. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Martinelli. Cristina Louzada Martins da Eira. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Raquel Marchiore Costa. Sebastião Ferreira Nascimento. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Jarbas da Silva. C. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Maria Nilza Corrêa Martins. Luciete de Oliveira Cerqueira. Mônica V. Márcia M. de Castro. Edna dos Santos Carvalho. Dilma Demetrio de Souza. Novais Rocha. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Benevides. Pinto. da Silva Scaramussa. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Maria Elizabeth I. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Eliethe A. Verginia Maria Pereira Costa. Carlos Sebastião de Oliveira. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Guaresqui Cruz. Pedro Paulino da Silva. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Carvalho. João Firmino. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Pedro Paulino da Silva. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Lea Silvia P.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Luciane R. Paulo Roberto Arantes. Alexandre Nogueira Lentini. Junqueira. Maria Geovana M. Elisangela de Jesus Sousa. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Christina Araújo de Nino. Fabiano Boscaglia. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Eliana C. Malba Lucia Gomes Delboni. Sebastiana da Silva Valani. Alcimara Alves Soares Viana. Paulo Alex Demoner. Cezar. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Maria da Penha de Souza. Maria de Glória Sousa Gomes. Carvalho Morais. Maura da Conceição. S. Manzoli. Antônio Fernando Silva Souza. Madalena A. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Fernandes. Danilza A. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Jaqueline Oliozi. Marcos Leite Rocha. Rodrigues. Nascimento. Rosângela Vargas D. Salette Coutinho Silveira Cabral. Silma L. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Edilene Costa Santana. Maria da Ressurreição.Língua Portuguesa Adriana Magno. Braga. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Tania Mara Silva Gonçalves. Rodrigues Soyer. Hulda N. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Kátia Elise B.

Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. sem dúvida. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. Como equipe. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. a complexidade que envolve a infância e a juventude. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. quer sejam individuais ou coletivos. neste contexto. Para enfrentá-los. na qual. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. como um plano único e consolidado. das superintendências e da unidade central. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação .Sumário principal Prezado Educador. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. Temos certamente que comemorar. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. Como síntese desse processo. por meio de mecanismos participativos. como unidade autônoma. sobretudo. conforme os termos constitucionais. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. ao longo dos anos. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. mas. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC).Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. tendo como base um projeto de nação. O Estado. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . Educação Especial e Educação do Campo.

com vistas à promoção do educando e.Sumário principal e social de sua população. fortalecendo a grande complexidade. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. O currículo é a materialização do ricos de discussão. Portanto. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. Todos esses atores mente construídas. valores. que desafios que precisamos enfrentar.500 educadores. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. entre vimento de crianças. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. por meio de atitudes. nizados. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. da educação pública. tônomos e críticos. ciência e cultura. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. com qualidade social. hábitos e consequentemente. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. costumes historicamente produzidos que. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. professores convidados. como a relação entre trabalho. conectado com a dimensão universal. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. muitas vezes. 12 . Entre os anos de 2004 e 2006.

Isto é. conteúdos com- 13 . buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente.CBC para cada disciplina da Educação Básica. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Para tanto. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. Além para cada disciplina da do CBC. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. consequentemente. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Certamente. outros Educação Básica. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. resguardando as especificidades das escolas. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. conhecimentos estanques e conservadores.

dentre outros. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. assim. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. ou seja. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. cializadas na medida em que cultura e trabalho. produz conhecimentos. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. como instrumentos dinamizadores do currículo. ampliando a nada. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. correspondendo aos 30% restantes. Do ponto de vista organizacional.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. cultura e trabalho. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. em alguns casos. lo ciência. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . na relação com a natureza e com seus pares e. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência.

Matemática e Ciências. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. tornando a escola mais atrativa. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. Dessa forma. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. roteiros turísticos e ambientais.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. materializa esse conceito. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. química e biologia.Sumário principal vivências curriculares. por meio da Lei Nº. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. Esporte. “Ciência na Escola” . 8963 de 21/07/2008. 15 . além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. O projeto contempla ainda. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. por fim. a partir de estudos sistemáticos. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. Realização de olimpíadas escolares e.

por meio que necessidade. a partir digitais no cotidiano escolar. computador por aluno. formação gica. com destasucesso esperado: estagiários. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. pois o educador precisa aliar à tarefa e. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. transdisciplida escola. com isso. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. a sua inclusão digital e a comunidade. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. a de estudar. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. tecnologias e suas implicações didáticas. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno. pois o educador precisa aliar à Multimídia. pendrives. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. “Ler. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. as novas do conhecimento. atualização da escola. de modo a 16 . quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . pesquisa. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. intervenção pedagógica. ampliando para a do educador é mais naridade. que para a revitalização das professor dinamizador. TV comunidade local. capacibibliotecas escolares. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. escrita e pedagógicas. PC do professor.um públicas e privadas. e a partir A formação continuada tação.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. com destaque ações de formação. as reformas educativas e seus desdobramentos.

que incorporou o saber de quem o vivencia. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. alinhado a um processo participativo e dialético de construção. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. além de outras pautas de estudo do referido documento. os quais irão enriquecer a prática docente. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. com tudo isso. Espera-se. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. Destaca-se ainda. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. ao final de 2009. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. portanto. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. como componentes do Guia. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. Nesse sentido. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. 17 . uma trilha experienciada coletivamente. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas.

Sumário principal Capítulo Inicial .

Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. Em 2006 a Sedu. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. considerando situação funcional. elaboraram as ementas contendo visão de área. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. nos quais. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. de acordo com a prática pedagógica do professor. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. Em 2005. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. formação acadêmica e atualização permanente. 21 . municipal e federal. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. constituíram-se objetos de diálogo. conteúdos e orientações didáticas. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. por meio de seminários com participação dos professores referência. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. objetivos. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). que. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula.

SRE. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. acima de tudo.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. consequentemente.500 eduTodos foram mobilizados cadores. em sua fragilidade. consultores. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). exige o auto-cuidado e o respeito ao outro. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. da educação pública. Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. num processo formativo e dialógico. instituições e modos de 22 . modalidades e transversalidades. produziram os CBC por disciplina.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. consequentemente. estar a serviço da vida. intercolóquios e seminário de imersão. central e das da educação pública. em dois grandes ciclos de colóquios. jovens e adultos capixabas. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. professores convidados. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. nos anos de 2007 e 2008. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. além de 26 especialistas de cada disciplina. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo. contando com a participação de cerca de 1.

de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. é um bem público que deve servir 23 . pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. Superar as diversas formas de exclusão. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. social. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. solidários. reverencia o mistério da existência. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. que são apenas diferentes. a vida requer convivência na promoção da paz interior. do outro e do mundo. direito de todos e dever do Estado e da família. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. dignidade humana. Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. intensificando os esforços pela justiça. paz social e paz ambiental. por isso. que se realiza em um contexto histórico. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. Nesse sentido. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e.Sumário principal vida. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. cultural e político.

consequentemente. A escola pública com compromisso social. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . numa perspectiva dialógica e dialética. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. assumindo. com toda a sua complexidade. a construção. sentimentos e atitudes. a reflexão e a ação. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é. É na relação entre os sujeitos. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. E um lugar de esperança. o aluno é o centro do processo educativo e. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. envolvendo a percepção.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. deverá atender aos interesses da coletividade. na medida em que contribui para o bem comum. mediante um determinado caminho. exercido pelo poder público ou privado. de movimento de uma dada situação a outra diferente. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. No entanto. onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. portanto. Na escola. assumindo o lugar de mediador. do desenvolvimento social e econômico da nação. um direito. a interpretação. aprender. em função dele. uma dimensão mais ampla. antes de tudo. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. por ser um ambiente essencialmente humano. A educação como obra de mudança. A educação como serviço público. espaço de visibilidade. uma obra de legítimo interesse social.

apropriando-se dela e transformando-a. assim. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. portanto. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho. algo vivo e dinâmico que articula as representações.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. cuja base se expressa na aquisição da leitura. gerando a sua própria cultura. como forma de criação humana. e. material e social. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. a partir da articulação dos princípios trabalho. cultura numa perspectiva antropológica. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. como processo dinâmico de socialização. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. produz conhecimentos. forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. ciência e cultura. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. e trabalho como princípio educativo. acima de tudo. símbolos e comportamentos. Nesse sentido. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. constituindo o modo de vida de uma população determinada.

tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática.I. promotor de uma educação emancipadora. o significa discutir a currículo. sobretudo. no interior da unidade educacional. e BARBOSA. a organização física. Porto Alegre: Artmed.R. impreciso. a exemplo dos laboratórios de estudo. sobretudo. No entanto. evidenciar a qualidade dessa ação. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. 1998. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico.G. junho de 2004. o currículo na escola E. e. Brasília. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. GÓMEZ. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. muitas vezes. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2.V.Sumário principal curricular apresentada neste documento. Compreender e transformar o ensino. nesse sentido. 2 MOTA. certamente. mais difundida. 26 . C. 2. N. Isso acontece 1 SACRISTÁN. por ser um conceito bastante elástico e.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. J. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem.G. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1. O currículo para além das grades . J. Portanto. que está inserido. entre os curriculistas contemporâneos. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. A. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. que asseguram o conhecimento dos fenômenos.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento. e.P.S. dependendo do enfoque que o desenvolva. MEC/TV Escola/Salto para o futuro.

3 talidade social” . Belo Horizonte: autêntica. Por isso. historicamente ideias de currículo em ação. 2000.uma introdução às teorias do currículo. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. Assim. currículo real (Sacristán). T. está deficurrículo4. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. a identidade nantes. a identidade dos estudantes e etc. C. os conhecimentos mais valorizados da escola. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos.T. O currículo escolar. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. políticas e alternativas educacionais. De modo geral. de organização e gestão. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. currículo praticado (Oliveira). currículo realizado (Ferraço).E. metas. seja no campo de metodologia. e outras que considePortanto.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. 2004. incluem tradições culturais Assim. conflitos concretas. Ele é resultado de lutas. seu modo de organização e gestão. as relações no interior 3 SILVA. é possível e negociações. ações. 27 . Vitória: SEEB/SEDU. seu modo 4 FERRAÇO. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. avaliação. a participação da comunidade. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). Documentos de identidade . Considerando isso.

há gradação. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC). ou seja. Não norteadores do Ministério da Educação. a segunda parte previstas. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. conhecimentos tácitos e as constituem. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. A. Rio de Janeiro. com rapidez e eficiência. 2004. específica”7. 6 KUENZER. ensino. lar.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. Comumente. ENEM . ENEM . contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. Boletim técnico do SENAC. 7 BRASIL. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. histórias de vida. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. com rapidez e eficiência. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. 2005. 81-93. forma a aliar competências. de vida e laborais conhecer. MEC/INEP. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. fazer. MEC/INEP. v. 30. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. Z. de ensino e pesquisa. Pelo contrário. como parte que deste documento curricular. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. 28 .exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. articulando competências. 2005. p.

na prática não se do sujeito. o desenvolaprendida. 29 . condição do objeto. Nesse te. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. Não se trata MEC. MEC/INEP. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. ENEM . Competência como condição prévia anteriormente descritas. 9 BRASIL. não basta ser muito entendicontexto. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. as três formas de competência. 2005. 2002. nesse sentido. o que se chama de talento. educativo. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. Assim. dom ou uma mesma realidade. pedagogos. pois se referem a petência. extrema facilidade para alguma atividade. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente. Dentre elas. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. planejamento das atividades. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. é extremamente importante que os profissionais da educação. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. A competência relacional expressa esse jogo de interações. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. herdada ou Não se trata de definir tência relacional.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. ou seja. significa. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. não basta possuir objetos potentes e adequados. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. por exemplo. o que pressupõe uma organização Na escola.

É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. Ao contrário disso. para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. visa a investir na formação do cidadão. neste documento curricular. ao mundo do trabalho. “Ninguém nasce aluno.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. cultural. problematizannatureza. trabalhar nessa concepção.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. para que o aluno aprenda. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. sociais e psicomotoras). hoje. Até escola. Como ponto de (cognitivas. o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. Nesse sentido. alguém se torna aluno. Cidadão esse que busca na escola adquirir. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . afetivas. se forme e informe. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. 2. Quais são os alunos e quais são. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. por meio do ensino e da pesquisa. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura.

muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. a vida adulta. a Antropologia. pois reconhece-se que. numa sociedade socioculturais determinadas. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. a violência urbana. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. séculos. é tempo de constante refere à crise de autoridade. e não diferentemente no Espírito Santo. a Filosofia. criações culturais crianças com o mesmo referencial. sendo um ocidental como a nossa. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. dentre mundo. de sua função educadora. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. A escola. enfim. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. os infantiliza. a Sociologia. que conrenciam. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. a juventude e a curta etapa da infância. Portanto. no Brasil templam o pertencimento de classes. de dominar física e mentalmente outros. estudo e a compreensão da contudo. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. especialmente no que se de um indivíduo. econômicos.Sumário principal e imprecisos. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. dos direitos da criança. sem. assim. 31 . momento da maturidade. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. Esses tempos de vida. há ou etnia. A e na comunidade. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. Sendo simbólicas específicas e próprias. constituir-se como infância. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. os A ação de reconhecimento adultiza. no exercício História. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. gênero. a inserção na vida adulta. a Psicanálise.

e que se originalidade. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. Deve ser pensada para contrastes. visível. se exercita e se reconstrói variados. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. tude do homem. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. assim. a escrita. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. da puberdade e social parecem mobilizar. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. estilos que se constrói. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. nas relações estabelecidas também e não 32 . Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. o desejo de impactar. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. cognitivas e sociais que. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. Marcas para outras. delimita mobilizar. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. de forma visível. construindo. juntas. tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. discurso com sentido. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). marcada pela busca leitura. de provocar matemático.Sumário principal individuais. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. ajudam a traçar o perfil da população. de provocar própria sociedade. a juvencomo o nascimento. social parecem Assim como a infância. que. finalizando definidoras da existência somente com a morte. como a o sinal próprio desse tempo. como odo atravessado por crises. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. Na infantil e a maturidade do adulto. o desejo de impactar. Portanto.

O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . especialmente apresentados pela mídia. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. Ser jovem na periferia ou no campo. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. falta de perspectiva de vida. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. como a família. mas em outras esferas sociais. Objeto de admiração e ojeriza. a ênfase no mercado e no consumo. Na contemporaneidade. a ponto de ser compreendido como alienação. a seus pesadelos de violência e desordem. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. e ser mulher jovem ou ser jovem negro. mas buscam proteção. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. no qual o futuro é incerto. diante de uma sociedade em intensa mudança. apontado para os adolescentes. em que os últimos têm acesso a bens. em intensa situação de vulnerabilidade. ela é um poderoso argumento de marketing e. e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. Querem ser rebeldes. como desordeiros ou transgressores. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. (Calligaris. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. Na escola. Seguir. a igreja e o trabalho. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta.Sumário principal somente na escola. ao mesmo tempo. muitas vezes encurralando-a. ausência de utopias. que despertaram visões diferenciadas na sociedade. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. 2008). ao mesmo tempo. da classe média e trabalhadora. Objeto de inveja e de medo. são todas identidades possíveis e relacionais. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona.

é entendido no processo história de vida. soal. na perspectiva de trabalho. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. circunstância de realidade social. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. Na fase de vida adulta. tentando demonstrar. seja por abandono. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. sempre numa expectativa em família. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. ou em ocupações precárias ou não. objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. explícita ou implicitamente. na vulnerabilidade à violência e ao crime. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. em qualquer formada sua personalidade e identidade. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. o clareza de seus objetivos. A laridades. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. a respeito de si mesmo. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. são sujeitos que de emancipar-se. O fenômeno da vida adulta.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar. Em geral. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. Estão abertos de desenvolvimento. o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. e na gravidez na adolescência. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. 34 . Já produz e trabalha. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares.

compreendemos. está sidades provocam impedimentos personalidades e são em constituir-se como ambide natureza distinta no processo também diversos em ência de construção de uma de desenvolvimento das pessoas suas formas de nova humanidade.. 35 . biológica. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. na cidade. na especificidade de seus saberes e práticas. diversidade experiências culturais. A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humasuas relações entre pares e com os outros na: seres humanos são diversos em suas seres mantêm-se como constante desafio à experiências culturais. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. sujeitos especiais") (p. filhos de trabalhadores formais e informais.. que vivem no campo. Algumas dessas diversão únicos em suas em especial da pública.”. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. cultural e social que faz parte do acontecer humano. o ser humano se tornou presença no mundo. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola. De acordo com Lima (2006).. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. mais que um ser no mundo. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos.Sumário principal Estejam na infância. como ponto de partida e chegada do processo educacional.. da história e de suas próprias histórias. juventude ou idade adulta. diversos em suas formas de perSeres humanos são ceber o mundo. em que (as comumente chamadas de perceber o mundo. com o mundo e os outros. em sua maioria de classe popular. Seres humanos diversos em suas apresentam. ainda.17). “portadoras de necessidades homens e mulheres. sobretudo se entendida como a construção histórica. O grande desafio da escola. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “. são únicos em suas humanização da sociedade e à personalidades e são também sustentabilidade do planeta. predominantemente jovens.

torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. como ato político pela garantia do direito de todos. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. dentre outros. respeito O currículo deve. solidariedade e justiça. e a constituição às diferenças. que propõe epistemológico e político. 36 . O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. no campo do conhecimento da a diversidade. o sociocultural. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva. o político. consideram esses saberes. cultura de paz e cidadania. Certamente criminação em acolhimento humana. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma. solidariedade e justiça. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. mento pessoal e coletivo. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. que exige a busca por valores. às diferenças. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. Quando falamos de diversidade e currículo.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. o biológico. o em todas as suas dimensões. o estético. portanto. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. tais como: o ético. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados.

de aprender e de reaprender. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. 37 . marcadas por retornos à escola noturna na EJA. em sua singularidade.1 Educação de jovens e adultos: saberes. do mercado informal. dentre outras. apresentam uma especificidade sociocultural: são. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. seus saberes. Possuem trajetórias escolares descontínuas. Como modalidade de Educação Básica. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. da política e da cultura. De modo geral. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. seja pela oferta irregular de vagas. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. que incluem reprovações e repetências. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. quase sempre. são trabalhadores assalariados. importante. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. 3. de certificar-se. a cultura de paz. durante a infância e/ou adolescência. e de currículos adequados a esses sujeitos. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. nem menos importante. arts. Nelas. Os sujeitos da EJA. a sexualidade. como questões inerentes ao currículo escolar. nem menos 11/2000). determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. contribuindo de fato para a formação humana. menor. em ocupações não qualificadas. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. os direitos humanos. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. trabalhando. mas como um modo próprio de fazer educação. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação.Sumário principal as relações étnico-raciais. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. geralmente. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. a ética e cidadania. mas como um modo próprio de fazer educação.

preferencialmente na rede regular de ensino.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. pensando metodologias de ensino 3. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. em que o trabalho transversaliza todo o currículo. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. cultura e trabalho. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. o acesso e a permanência de todos na escola. Nesse sentido. que enfoca o direito de todos à educação. no processo de aprendizagem. 38 . o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. os princípios. ou seja. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. Isso implica formar (não treinar. Além disso. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. espaço propício a emancipar o aluno. abordagem inclusiva do currículo. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. Na LDB nº. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. Nesse sentido. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. sua característica fundamental de serem trabalhadores.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. E uma concepção de escola como instituição política. adestrar.

esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. portanto. 3. da crítica e da colaboração. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. comum que atenda a todos e que considere a diversidade. 39 . Ainda. pela via da formação dos profissionais da educação. continuada. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. a partir do princípio da pesquisa. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. Acreditamos que. formação de ressignificação das práticas educativas. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. O grande desafio da escola e. o planejamento e a formação continuada. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. e outros espaçostempos da escola. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural.

Há que se resgatar o educativo. produção orgânica de alimentos. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. comunidade escolar e seu entorno. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. em 2004. que procuram enfatizar o seu caráter singular. Assim. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. normas e prinsujeitos campesinos. o currículo deve levar em conta cultura familiar. truídos de forma coletiva. estuda CEB nº 2/2008. que institui e cultural dos sujeitos do campo. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. lutas pela terra. se respaldada por documentos oficiais. avalia e fomenta o processo de do Campo. discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96. Campo. a partir do trabalho de subsistência. A agria terra. Outro eixo fundamental 40 . Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. seus ao urbano.Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido.

3. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. se calcada nos princípios da solidariedade. pelo regime de colaboração. economicamente viáveis. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas. valores e ati- 41 . da justiça social e ambiental. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica.795/99 e contribuirá para a formação humana. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. socialmente justas. da democracia. da cooperação. Educação Amecologicamente prudentes. formação de sociedades sustentáveis que são. étnica e cultural dos povos. ao mesmo tempo.Sumário principal é a interdisciplinaridade. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. na Lei 9. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. biental em todos economicamente viáveis. níveis e modalisocialmente justas. A promoção da ao mesmo tempo. a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. com respeito à alteridade e à diversidade social. ecologicamente prudentes. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. Constitui-se em um processo permanente. e a visão da educação como ato poiético. Como outro importante pressuposto.

cooperativas. os negros representam 47. Entretanto. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra.3% da população brasileira. é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. 3. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e.Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD). Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03. 42 . das pluralidades e da identidade brasileira. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. interdisciplinares. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais.

2006). de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e. É tratado como uma sociedade sem 3. Guarani. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50.346 aldeados. à saúde.000. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. Porém. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. na escrita do artigo 231. nacional em difeafricanas e asiáticas. à educação. No período colonial. sendo 2.100. européia e asiática. à diversidade e à cultura.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. por meio de suas lutas pelo direito à terra. que formam a população brasileira. rentes épocas da história do Brasil.109 da etnia Tupinikim e 237. africana. africanas e asiáticas. Em 1988. nesse sentido. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. localizados no município de Aracruz. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. a população indígena compreende cerca de 2. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. por meio de políticas públicas de reparação.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. havia cerca de Promover o debate sobre 1. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. No Espírito Santo. 43 .

A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. própria origem e história. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade. que possa o currículo escolar. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. o resgate de sua cultura e história. sob forte influência do mundo ocidental.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. econômica. conhecimento. o la e da comunidade. da escoprincipalmente. e. e. principalmente. O conceito de de construção do conhecimento. formação do Brasil. 44 . expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. social e religiosa.Sumário principal suas antigas línguas. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. temática. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. política. tradições e culturas. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo.

desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. nessa lógica. a multiplicidade de pontos de vista. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos. e saber lidar e conviver com as diferenças. Isto é. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando.” (Moran. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. Nessa perspectiva. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. professor. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. a problematizar.M). Assim. passando a mediar as aprendizagens. J. é determinante a qualidade da relação professor-aluno.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. estou desafiando meus alunos. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. A intervenção docente. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. O professor como mediador do processo educativo. “o professor procura ajudar a contextualizar. Como mediador e facilitador da aprendizagem. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. os diver- 45 . às características e aos estilos. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. bem como sua história. os espaços/tempo de educar. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental.

horizontalização dessas relações. respeitando e valorizando outros pontos de vista. durante quase todo trabalho pedagógico.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. e de trabalho. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno. autenticidade. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. Nesse contexto. sobretudo os professores. Na interação grupal. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. o afetivo. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. ao máximo. típica do trabalho cooperativo. ou indiferença. São os educadores. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. Estabelecer uma relação de confiança. duplas. ao colocar seus pontos de vista. círculos. Diante desse cenário. dentre outros. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. Tendem a se ano letivo. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. na sala de aula. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. tendo como sujeito principal o professor. bibliotecas. aceitação mútua. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. isso significa. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes.

Sumário principal dela. entre conhecimentos empíricos e científicos. críticos e criativos. possibilitando a reconstrução do conhecimento. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. como sobre a realidade. seu entorno. é fundamentada no diálogo e no questionamento. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. enfim. asseguram a necessária união entre teoria e prática. que envolve. a montar um mosaico das informações. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. pois. teatros. reservas ambientais. bibliotecas. concertos. princípio educativo. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. expressar-se questionamento. a construir seu próprio conhecimento. centros de pesquisa. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. galerias. nos projetos pedagógicos. como princípio educativo. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. construir e conhecer novos conceitos. quadras de esportes. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. espaços públicos. articulando pensamento e ação. museus. envolvendo comunidade. autônomos. intencional e natural do ser humano. gumentando e defendendo sua hipótese. caracterizados como atividade simbólica. cultural e ao mundo do trabalho. interpretar e analisar dados. a discuti-las e criticá-las. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. festividades. estações ecológicas. a acessar recursos tecnológicos. exposições de arte. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . com profissionais da área. A pesquisa. além de aproveitarmos recursos já existentes. e com isto. com autonomia. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica.

avaliação da instituição como um todo. as questões de investigação. em que o protagonismo é do professor. A avaliação da educação pública. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. marcada pela lógica da inclusão. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. para nós. envolvendo professor e educando. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. É preciso avaliar permanente e processualmente. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. em perfeita sincronia. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. dentre muitos outros aspectos. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma.Sumário principal naturais e sociais. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. avaliação do sistema escolar. Avaliar é 48 . ainda que seja um tema polêmico. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. da mediação. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. é uma atividade integrante do processo pedagógico. do diálogo. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. profissionais da educação.

com vistas a reorientá-lo. é uma parte do todo. atribuir com os conteúdos escolares. processo pedagógico. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. recebe o nome de avaliação somativa. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. nenhuma relativa ao que. caderno de aprendizagens. potencialidades e habilidades. d) estar coerente com os propósitos do ensino. aptidões. dagações sobre o Currículo futura. Avaliar. A avaliação como parte de um (2007).Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. ou seja. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. memorial. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. gostaríamos de verificar. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. certamente. Assim. c) o conteúdo deve ser significativo. cedora. Para que o processo de avaliação seja efetivo. precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. talvez. bem como o raciocínio. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. por considerar o processo educativo. que limita liação que elabora. quando ocorre ao final do processo. testes. 49 . E. deve ter significado para quem está sendo avaliado. provas. objetiva. de fato. para nós. portfólio. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. o professor. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. com a finalidade de apreciar o resultado desse. vivências e valores. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras.

o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. interpretações. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc. o adolescente e o adulto. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der. angústias. desafios que o cotidiano selecionar. coordenadores. ambiente da escola. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. pesquisas. momento de interação entre professores. referenciados nos programas dos.Sumário principal relatórios. para além de classificar e do representante de turma. a violência escolar. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. pedagogos. os grupos. professores. paralela e final.. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. dentre outros. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. as atitudes dário Anual. constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. pais e comunidade em geral. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes.

a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. 51 . as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. as formas e os procedimentos de avaliação dos professores.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. A avaliação educacional realizada de forma sistemática. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas.

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Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .Anos Finais .

interferindo e atuando em prol do meio ambiente e do respeito às diversidades. De natureza transdisciplinar. pluridimensional e singular ao mesmo tempo. irregular. que consideram o homem inserido em sua cultura. a crítica e a intervenção. na educação escolar. compreende a língua como um objeto histórico. Arte. Da perspectiva da enunciação. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. Educação Física e Língua Estrangeira. Nessa perspectiva.Sumário principal 6 ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Por meio da linguagem o homem pensa. quanto mais ele compreende a linguagem fazendo sentido. espaciais e plásticos. variável gerenciado por seus usuários para promover-lhes a interação com outras pessoas. Ela articula significados coletivos que são compartilhados socialmente. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. corporais. a forma de pôr a língua em movimento. contraditória. mais torna-se capaz de conhecer a si mesmo. até mesmo quando enfocada como área de conhecimento. como trabalho simbólico. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. e torna possível a transformação do homem e do mundo em que vive. como ser imerso em uma cultura e no mundo em que vive. Levando em conta os princípios acima. Como marco e herança social. musicais. o reorganiza e o reapresenta em símbolos que são a base dessa produção humana. os sistemas de linguagem envolvem as manifestações e os conhecimentos: linguísticos. e a linguagem. gestuais. interfere no mundo. Pensar a linguagem a partir do processo de interlocução significa instaurar o processo educacional sobre a singularidade 57 . as disciplinas da área propiciam não só a sua inserção como sujeito atuante nessa sociedade. se apropria. mas o torna protagonista de ações de reorganização dessa realidade. Tais sistemas compreendem na educação escolar as disciplinas: Língua Portuguesa. conhece. na sociedade e na história. Ela possibilita a reflexão. variando de acordo com os grupos sociais em seus tempos e espaços diferenciados. A linguagem é a mediação entre o homem e a realidade. a linguagem é produto e produção cultural e. é criativa. Desse modo. a atividade discursiva. os estudos da linguagem têm como ênfase a produção de sentidos. tal como o homem que a manifesta. A Língua Portuguesa.

Essa visão contempla o eixo da cultura. posturas. mas imbricada com o trabalho é detentora de um poder que a distingue de outras produções humanas. A Educação Física pode ser compreendida como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. as encenações teatrais e a música. A Língua Estrangeira na educação escolar insere-se como uma forma de linguagem diversificada de expressão e comunicação humana. Essa disciplina deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. configurados pela ação de um gesto criador. sociais e biológicas. Como produção simbólica a Arte não é funcional.Sumário principal dos sujeitos. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento. mas não descarta o do trabalho. não é instrumental. cores. Isso significa que o aluno deve ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto. Possibilita o acesso ao conhecimento e às diversas formas de manifestação da linguagem em diferentes contextos e culturas. propiciando aos alunos uma formação mais abrangente. Além disso. a linguagem corporal como produto da cultura deve ser abordada com base nos temas da “cultura corporal” humana. ao mesmo tempo em que estabelece o diálogo e o ultrapassar 58 . em contínua constituição. que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. as danças. nem se prende a normatizações que a regulem. sendo assim. que oportuniza o compartilhar das culturas em sua diversidade e congrega valores. resignificando-as em processos poéticos. Fazer Arte é materializar as experiências e percepções sobre o mundo em formas. Permite aos alunos a compreensão e a aproximação com as tradições e a cultura de outros povos. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. como as artes visuais. condutas que a caracterizam e ao mesmo tempo a diferenciam de outras áreas de conhecimento e outras manifestações de linguagem. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. sons e gestualidades. na construção de uma postura reflexiva no mundo do trabalho. Artes insere-se na área de linguagem como uma expressão humana. pois a ela é permitido explorar por outros suportes e materialidades as diversas formas que possuímos de expressão. tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. à medida em que interagem com os outros.

Os modos de apropriação dos objetos culturais de épocas/espaços distintos são estudados aqui. artísticos. de modo relacional e contextual. gestuais. contempla os saberes de cada uma dessas disciplinas. A partir dessas contextualizações que não se excluem. o professor interessado em uma formação menos fragmentada. São as chamadas oficinas de criação. seja ela literária. além dessas. propomos ainda na educação escolar as experimentações e explorações das múltiplas possibilidades das diversas linguagens. Essas proposições possibilitam aos alunos. os dados. investigação e reflexão ao realizar as suas produções. corpóreos. É a obra em seu tempo/espaço de produção. a aprendizagem da Língua Estrangeira não se destina exclusivamente à leitura. Desse modo. Desse modo.Sumário principal das fronteiras de uma nação. as informações e as teorias não devem ser apresentadas desconectadas de suas condições de produção. Gestual e Musical). possibilitar o acesso do aprendiz a informações diversas. Cenográfica. à escrita e à fala. No ensino das disciplinas da área. Para tanto é necessário que se estabeleça na escola uma abordagem que considere uma contextualização sincrônica e diacrônica. ou as atividades propostas pelos professores aos seus alunos. latino e internacional. articulando aspectos como: sensibilidade. mas pretende. mas se complementam. Essa contextualização abrange ainda as condições sociais. Esse projeto educativo tem como princípios: a compreensão e o reconhecimento da diversidade das manifestações nas linguagens corporais. Na primeira estão os estudos da linguagem em relação à época e à sociedade que o gerou. Na contextualização diacrônica o percurso de estudo se dá num eixo temporal e se inscreve na história e na cultura. 59 . regional. possibilitando o conhecimento das manifestações das diversas linguagens em seus múltiplos diálogos nos âmbitos local. verbais. visuais e sonoras. preocupado em propor um projeto educativo integrador da área de linguagem aos seus alunos. a exercícios e propostas de fazeres. nacional. e a compreensão dos significados nos diferentes discursos: literários. gestuais e sonoros. tanto individualmente como em grupo. das suas condições de produção e da interação entre os diversos sujeitos e grupos sociais. que envolvem desde leituras e compreensão de textos. pois essas são geradas social e historicamente. artística e/ou corporal. um conhecimento sensível e estético que articula os conhecimentos culturais apreendidos na Educação Física (Cultura e Movimento Corporal) e na Língua Portuguesa e Estrangeira (Cultura Verbal) com a Arte (Cultura Visual. e contribuir para a sua formação geral de cidadão. econômicas e culturais de produção.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Portuguesa .

e a linguagem. à medida em que interagem com os outros. aí. tomar a pesquisa como fundamento da formação intelectual. mediado pelo professor. como princípios seriamente considerados. Deve-se. deve-se. Da perspectiva da enunciação. As condições de gênero. Desse ponto de vista. a maneira de considerar o conhecimento. configuram-se. tanto do patrimônio natural quanto do histórico. variável. Revela-se. Tais reflexões apontam para um processo educacional instaurado sobre a singularidade dos sujeitos. qual seja. a atividade discursiva. a forma de pôr a língua em movimento. pois. de relações étnicoraciais na formação humana dos modos como se produzem as identidades socioculturais e * (epistemo= conhecimento /lógico=estudo) como nessa construção deve auferir espaço privilegiado a consciência ambiental. uma concepção interacionista da língua. compreender a língua como um objeto histórico.1 Língua Portuguesa O conhecimento e as relações estabelecidas por ele configuram-se como o pilar de natureza epistemológica* que sustenta o currículo de Língua Portuguesa que aqui se apresenta. Isso significa que o aluno deverá ser o sujeito da aprendizagem e o sujeito de seu texto.Sumário principal 6. assim. em contínua constituição. Para uma concepção interacionista. o saber linguístico pertinente. que articula. gerenciado por seus usuários para promover a interação com outras pessoas. irregular. a língua pode ser concebida como um conjunto de signos utilizados na comunicação. que permite a compreensão da totalidade do objeto que se deseja conhecer. deverá o aluno operar com o conhecimento produzido da perspectiva de sua incompletude. também. Ganha tônica. Distinta é. O espaço privilegiado para isso é a interlocução. 2003). como o quer Morin (2001). o que só é possível por meio de uma rede de relações construídas em momentos compartilhados com o outro. toma-se o conhecimento linguístico-cultural como resultado de um processo dinâmico – como algo aberto e inacabado –. Para isso. favorecido pela interação sujeito-objeto. Para concretizar essa proposta. compreendida como o local de produção da linguagem e de constituição dos sujeitos. decorre o princípio de que essa(s) só se atualiza(m) 63 . todavia. funcional e discursiva da língua(gem). uma interpretação histórico-social e não um dado objeto. eminentemente funcional e contextualizada. porquanto é ele quem realiza a interação e produz o conhecimento (ANTUNES.

2003). a concepção de ensino de língua deve criar condições para que os alunos construam autonomia. de um modo geral. Fiel a esse quadro. 1998). verbalização e construção (GERALDI. possibilita a realização de alguma atividade sócio-comunicativa entre as pessoas e estabelece relações com os diversos contextos sociais em que essas atuam. cujo objetivo é não somente permitir aos interlocutores. Por essa razão. gerada a partir de elementos linguísticos. assim. em conformidade com essa concepção. devem os textos constituir-se no objeto de estudo da língua e o trabalho de escritura e leitura. parceria. por meio de práticas discursivas materializadas em textos orais. operações cognitivas e estratégias discursivas. Para ensinar. Essa perspectiva supõe encontro. o texto de ser concebido como uma estrutura acabada. ANTUNES. Essa concepção permite ver o texto como resultado parcial da atividade comunicativa humana. para que aconteça a comunhão das ideias. desenvolvendo uma postura investigativa. quanto a fala. escritos ou em outras modalidades discursivas. o que implica pensar que o sentido não está no texto – mas a partir dele se constrói – é indeterminado e surge como efeito do trabalho realizado pelos sujeitos. 1998). em consonância com determinados pressupostos. a socialização de conteúdos. observe. 1991). das informações. pois. 64 . Toda escrita responde a um propósito funcional qualquer. O texto configura-se como uma manifestação. favorecer ao sujeito a apropriação do código como forma de representação cultural (GERALDI. será preciso que o educador pesquise. O texto só fará sentido se seu produtor conhecer a sua finalidade e o seu destinatário (idem. Com relação à concepção de escrita. a partir dos quais a atividade verbal se realiza. a qual engloba processos. Elaborar um texto escrito significa empreender uma tarefa cujo sucesso não se completa simplesmente pela codificação das ideias ou das informações. 1998. KOCH. Constitui-se o texto. envolvimento entre sujeitos. para ser compreendido em seu próprio processo de organização. essa é defendida de modo tão interativo e dialógico. por meio de sinais gráficos. como também favorecer a própria interlocução. dinâmico e negociável. Deixa. das intenções pretendidas. postos em ação em situações concretas de interação social (KOCH. conforme as práticas culturais de cada contexto social. 1991. no processo de interação.Sumário principal quando se põe(m) a serviço da comunicação humana em situações de atuação no social. no momento em que os interlocutores de uma atividade comunicativa constroem-lhe determinado sentido.

a competência de o sujeito interagir no e com o mundo ocorre por via da linguagem. 6. por meio de atividades de leitura e compreensão de textos. institucionalizado e de mundo. são suas atividades. mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos. e da cultura. descubra. não se limitando à decodificação e à identificação de conteúdos. É. seria difícil apreender o mundo. fala de si. a linguagem para que o homem constitua-se sujeito no mundo. Nessa tarefa. deve-se entendê-la como o meio sem o qual todos os outros não poderiam existir. à tarefa cuidadosa de levá-lo a refletir sobre a consciência. Serve. na interação com as diversas instituições sociais. interaja com o outro e reflita sobre si mesmo. atribuindo novos sentidos aos seus processos subjetivos. o sujeito. marcadas pelo contexto socio-histórico e pontilhadas 65 . Considerando-se o caráter simbólico da linguagem. Portanto. pois. 2000). torne-se um ens sociale. Sendo o homem um sujeito historicamente construído. a partir do contato com outros sujeitos.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Considerando-se o plano da linguagem como base essencial para a produção e transmissão de todo conhecimento. pois. à sua diversidade – único elemento comum a todos os homens – à atuação do homem no mundo. e de abordagens interdisciplinares.Sumário principal levante hipóteses. reflita. torná-lo objeto de conhecimento. concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício da cidadania. Isso significa dizer que os conhecimentos são construídos por meio da linguagem. por meio da linguagem e de seus distintos níveis e registros. o sujeito se desenvolve e se socializa. com o uso da linguagem e da língua. a ter sua marca identitária (DA MATTA. e transformá-lo. a linguagem à variabilidade do homem. sem a linguagem articulada. ainda. O ensino da Língua Portuguesa deve possibilitar o desenvolvimento das ações de produção de linguagem em situações de interação. meio em que as realidades são construídas. Isso porque. estabelece uma relação próxima com a escrita e.1. do outro e do mundo. ou sobre ele intervir. aprenda e reaprenda não para os alunos. nessa tarefa. Serve. mas com os alunos. em que ações dos sujeitos produtores são controladas ou geridas por outros sujeitos. que o sujeito aprende e apreende as maneiras de funcionamento da própria língua – como código e como enunciado – e com isso constrói seus conhecimentos com relação ao seu uso nos diversos contextos.

o aluno deverá saber que a língua é o principal elemento para o processo de individualização. o aluno amplia e enriquece a sua linguagem. ressignificando-a. a troca que permite ao indivíduo elaborar uma visão de si mesmo e de sua identidade ocorre por meio da língua. outras modalidades de trocas culturais com a sociedade poderão ocorrer. disponíveis no ambiente social. construir seu saber formal. 1999) . morfológicas. essa propicia ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita. Em alguns casos. No caso da Literatura. possibilitando- 66 . enquanto nos ambientes de escrita. Deverá o aluno ter a consciência de que a língua.Sumário principal pelos significados e sentidos. A partir da compreensão de que é dentro e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam mutuamente. para. inicialmente a falada. O aluno precisa conceber que nosso ser. em suas salas de aula. capacita-o a lidar com o simbólico e a interagir consigo mesmo. não desconsiderando os saberes informais que ele traz consigo. pois. o jargão. o discurso. Cabe. o texto. de acordo com os contextos onde foram produzidas. terá esse sujeito a oportunidade de recorrer às práticas orais e escritas do sistema linguístico com suas regras fonológicas. sintáticas e semânticas. a forma falada prevalecerá durante toda a vida do indivíduo. além de suas características próprias. que a identidade é a constituição de significados a partir de um ou vários atributos culturais. por meio da língua. com o outro e com o mundo em que vive. que o domínio da língua padrão permitir-lhe-á se comportar em determinadas situações formais do cotidiano. nossa identidade e até nossa subjetividade são constituídos por meio da língua (MACNALLY. como nas sociedades ágrafas e dos analfabetos. como Castells (2002). Na interação com as diversas instituições sociais. à escola se organizar para receber a ele e a sua diversidade cultural. para construir suas identidades social e cultural. e considerando-se. então. nada existe fora do domínio dela. mas não a mensagem que transmitem. Isso para refletir sobre a opressão que está enraizada na maneira como nós e os outros somos construídos linguisticamente. funciona como veículo. sendo o ser humano uma criatura linguística e sendo o mundo onde age conhecido e descrito por meio da língua. Assim. forma e ambiente por onde surgem a maior parte dos demais atributos. tudo é variável. O fato é que. Na escola. Tais atividades capacitam-no a agir e a transformar a mesma história que o construiu. na maneira como somos posicionados por palavras em relação a outras tantas palavras ou por códigos. estruturados em forma de língua.

Eixo pode ser compreendido. como algo que permeia. também. concepção essencial para a formação humana. razão por que os conteúdos gerais específicos se organizam em grandes eixos. sendo o texto o referencial de partida. 2. 3. reconhecendo nessas manifestações as marcas da diversidade humana. culturas e formas de expressão. ainda. orais. Proporcionar uma compreensão das normas gerais do funcionamento da língua. Permitir que o estudante conceba a linguagem como espaço propício para a tomada de consciência acerca das desigualdades sociais. o teatro. 3. de incompleteza e de continuidade do conhecimento. bem como a variedade de ideias.Sumário principal lhe assumir uma postura reflexiva. permitindo que o aluno veja-se incluído nos processos – de produção e compreensão textual – que se implementam na escola. ou fora dela. Essa noção de eixo reforça a ideia de integração e de movimento e o caráter de provisoriedade. Permitir que o aluno interaja crítica e ludicamente com diferentes manifestações da linguagem em situações de produção e leitura de textos escritos. digitais.1. são historicamente legitimados e transitam segundo demandas específicas. e da necessidade de sua atuação. Língua 1. necessários à leitura e à escrita. com vistas a uma sociedade mais justa. Linguagem 1. Favorecer um olhar sobre os conjuntos de normas e fatores que concorrem para a variação e variabilidade linguística. Favorecer que o aluno conheça como e por que determinadas práticas de linguagem e determinados usos da língua.2 Objetivos da disciplina Adota-se neste currículo a concepção de eixo como o elemento que funda e direciona os princípios da formação do aluno. 67 . Possibilitar uma experiência com as diferentes manifestações da linguagem como a dança. 6. 2. a escultura. uma reflexão política ao educando em reconhecimento do ser humano como um ser histórico social que sofre transformações com o decorrer do tempo. a música. e tornando-se capaz de ser protagonista de uma ação transformadora. imagéticos. A Literatura propicia. tomando consciência de si e do outro em relação ao universo letrado. e de diferentes linguagens. entre outros. textual e pragmática. a pintura e o movimento do corpo.

4. inclusive da literatura capixaba. Criar condições para que os alunos construam sua autonomia na sociedade contemporânea – tecnologicamente complexa e globalizada – comprometidos com a preservação da memória cultural e do patrimônio natural capixabas. Favorecer espaços para a leitura de textos de diferentes conteúdos para a discussão de temas transversais. considerando sua situação no mundo. 2. 2. respeitando a diversidade nos modos de falar. 7. Propiciar situações para o aluno observar o meio em que vive. 4. propiciando contato com um conhecimento que não pode ser mensurado. 6. Propiciar o conhecimento da linguagem verbal e não-verbal (inclusive Libras e Braille) para que o aluno possa interagir com vários sujeitos em suas especificidades linguísticas. 5. comunidades indígenas. de modo a pensar a complexidade do mundo real. tais como visitas a sítios arqueológicos. Cultura e Conhecimento de Mundo 1. Favorecer o desenvolvimento da cultura do saber ouvir e falar em situações diferenciadas. Possibilitar o conhecimento das escolas literárias. Favorecer a produção de lócus em que se compreendam as transformações histórico-socioculturais pelas quais o homem passa. parques ecológicos. por meio da linguagem literária. manifestações culturais e locais de culturas em movimento. Promover aulas de campo para envolver o educando em relevantes aspectos culturais do Estado. Proporcionar momentos de reflexão de modo a descoisificar o homem por meio da leitura da vida. identificando as múltiplas formas de expressão e manifestações da(s) linguagem(ns) para levar a efeito o discurso. espaços remanescentes quilombolas. obras e autores. 3. bem como para experienciar situações em que se reconheça o trabalho estético da obra literária. 3. refletindo sobre o texto e sobre si mesmo. Criar espaço para vivências e cultivos de emoções e sentimentos humanos.Sumário principal 4. Promover o letramento múltiplo como ferramenta para o exercício da cidadania. Ensejar momentos para o estudo das origens da cultura capixaba e da formação da sua identidade histórico-cultural. Literatura 1. 68 . refletindo sobre sua participação no processo de sustentabilidade.

é. então. um pressuposto metodológico a ser considerado. silenciosa. levantar palavras-chave ligadas a esse tema/assunto. ao conhecimento e aos sentidos produzidos em seu interior. Em sala de aula. transformando-o em protagonista. Ou seja. discutir o vocabulário do texto. crítico e intelectual. Ao final. do assunto tratado. essas devem partir de condições concretas de produção. repórter por um dia. passagens. escolhidas pelo aluno. ler e escrever textos em Língua Portuguesa. O leitor está inserido num contexto e precisa considerar isso para compreender os textos escritos. tais como rótulos. as aulas de português deverão configurar-se como espaço para o aluno falar. analisando-lhe a estrutura gramatical e a construção de seus sentidos. considerando o texto o ponto de partida e de chegada. da expressão escrita e das habilidades leitora e escritora. configuram-se como estratégias de preparação para a leitura as ações de descobrir conhecimentos prévios dos alunos. reescrever). Ensinar o leitor-aluno a fixar objetivos e a ter estratégias de leitura. escrever. explorar a seleção do tema do texto. explorandolhe os múltiplos sentidos. ouvir. e exercitar inferências sobre o texto. de modo a perceber que essa depende da articulação de várias partes que formam um todo. utilizar a escrita como ferramenta 69 . recomendase explorar diversos gêneros textuais e literários.1.Sumário principal 8. bulas.3 Principais alternativas metodológicas Propõe-se um ensino de Língua Portuguesa sustentado no desenvolvimento: da expressão oral. Para as atividades de leitura. No caso do ensino de atividades de escrita. aos sentidos das palavras. levando-o a opor-se a toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. Toda escrita pressupõe uma reescrita e um planejamento para execução de cada etapa (planejar. o texto conduz as análises em função do qual se recorre às determinações gramaticais. de integração do aluno à vida de seu meio social. Valorizar a diversidade humana em suas diversidades. promovendo a formação do aluno num âmbito ético. considerando a leitura imagética. lançar mão de reportagens jornalísticas. verdadeiro objeto de estudo da língua. Grosso modo. e explorar leituras de materiais concretos relacionados ao seu cotidiano. destacando a visão que o aluno tem 6. oral e coletiva. para análise de seus usos (estudo linguístico e epilinguístico).

flores. agenda telefônica. emita opiniões. correio escolar. uma vez que apontam para ações efetivas de interpretação tal como acontece quando o leitor toma contato com a escrita (ANTUNES. recorte de palavras. encartes de supermercados. critique pontos de vista alheios e. receitas. justifique ou defenda opções tomadas. a partir daí. bilhetes. e explorando as funcionalidades da língua. produza textos. quadrinhas. entre tantos. observando as relações morfológicas. transformação de um gênero textual em outro. A produção de textos poderá ocorrer por meio de dobraduras. piadas. produção de história em quadrinhos. entrevistas. de nível um pouco avançado. endereços dos alunos em ordem alfabética. cantinho de leitura. e dirigir leituras de textos conhecidos dos alunos. é a tarefa de escrever textos a duas e a quatro mãos. Cumpre destacar que as atividades de falar/ouvir constituemse parte integrante da competência comunicativa dos falantes. animais. Deve-se estimular debates sobre temas variados. cantigas de roda. poesias. 70 . sintáticas e semânticas. tais como parlendas. sob a orientação do professor. excursões. cartão de felicitações. Outra estratégia metodológica.Sumário principal sobre o objeto. listagem de time de futebol. Outra alternativa metodológica é a produção de um texto oral após leitura de uma narrativa. possibilitando que o aluno argumente. jornais. 2003).

• Conhecer a norma culta da língua.4 Conteúdo Básico Comum – Língua Portuguesa 5ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa.Sumário principal 6. crítica e ludicamente. • Reconhecer a necessidade dos valores humanos para a vida em sociedade. bioética. lendas tradicionais e urbanas e folclore brasileiro. reconhecendo essa ação como legitimadora do conhecimento científico. correio eletrônico. • Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. • Gêneros textuais: contos de fada. • Tipos de discurso. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. carta. • Variedade linguística. • Utilizar diferentes linguagens e diferentes tipologias textuais. oral. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Conhecer a cultura e as tradições brasileiras e capixabas. figuras de linguagem (metáfora e metonímia). • Interatuar com dados. digital. produção e interpretação de texto. • Conviver. com situações de produção de textos. carta argumentativa. fábulas. • Pontuação. utilizando textos orais e escritos e outras atividades criativas. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. tiras. imagética. • Identificar a finalidade e a intencionalidade do texto. • Semântica: denotação e conotação. piadas. cartão-postal. provérbios. • Reconhecer os efeitos de sentido decorrentes da exploração de recursos ortográficos e morfológicos. coesão e coerência. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão e coerência. entre outras.1. • Versificação. • Ética. • Interagir com os colegas por meio de atividades. • Classificar palavras conforme sua função nos textos. argumentos. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Mitos . história em quadrinhos. Eixo Cultura. cartum. HABILIDADES • Ler diversos tipos de textos com fluência. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. evidenciando sua compreensão. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. bilhete. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia de uma perspectiva discursivotextual. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. 71 . • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. convite. • Padrões de textualidade. poemas. moral e valores presentes nas fábulas.

• Conhecer a norma culta da língua. revisão das classes gramaticais e flexão do substantivo. panfleto. • Indicar atitudes com relação ao meio ambiente e à sua diversidade. conto. entre outras. • Variedade linguística. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. HABILIDADES • Interagir com os colegas por meio de atividades de leitura e escrita e de outras atividades criativas. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. • Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. cartaz. relato. • Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. crítica e ludi camente. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. • Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos gráficos. advérbios etc. produção e interpretação de texto. 72 . • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Utilizar a linguagem como instrumento para o exercício da cidadania. • Interatuar com dados. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfologia: conjunção. • Cultura local: obras de autores capixabas.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. argumentos. • Introdução à sintaxe: sujeito e predicado. • Semântica: figuras de linguagem 1. anúncio. Eixo Cultura. imagética. • Leitura e escrita como processo de formação de atitudes para a cidadania. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. polissemia. • Acentuação: classificação quanto à tonicidade e sílaba. figuras de palavras. • Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu. • Meio ambiente: sustentabilidade. ortográficos e/ou morfossintáticos. vozes e aspectos verbais) . • Articulação de parágrafos. outdoor. • Distinguir a finalidade do gênero textual no discurso publicitário. • Conviver. • Coesão e coerência textual. blog e artigo de opinião. flexão do adjetivo. com situações de produção de textos. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. • Ortografia de uma perspectiva discursivotextual. tempos. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. • Articulação de parágrafos. oral. digital. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. certidão de nascimento. poema (formas livres e acróstico). aprendendo a desenvolver argumentos. • Gêneros textuais: folder. • Interpretar textos considerando suas relações intratextuais. as quais lhe assegurem a sustentabilidade. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. verbo (modos. ambiguidade. • Interatuar com os colegas por meio de atividades de leitura e escuta e de outras atividades criativas. marcadas por conjunções. diário.

argumentar. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Vícios de linguagem. crônica. produção e interpretação de texto. • Conviver. poema (formas fixas /soneto). • Interatuar com dados. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita. • Analisar textos considerando seus elementos estruturais. abundantes. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. • Distinguir um fato e as opiniões relativas a ele. entre outras. reportagem. • Organizar pensamentos. • Conhecer o patrimônio histórico-memorialístico e natural de sua cidade. homofobia. reconhecendo essas ações como legitimadoras do conhecimento científico. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Preconceito e diversidade cultural presentes nas diversas tipologias textuais. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. anômalos. crítica e ludicamente. • Demonstrar a relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. Eixo Cultura. texto teatral. oral. com situações de produção de textos. • Coesão e coerência textual. discriminação e racismo. • Semântica: figuras de linguagem 2. • Aplicar na construção de textos os mecanismos de coesão textual. argumentos. auxiliares. entrevista. digital. • Conhecer a norma culta da língua. editorial.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Verbos: irregulares. defectivos. reconhecendo como essa ação contribui para elevar a autoestima da população. conceituar. • Gêneros textuais: notícia. memorialístico e natural. dissertativo-argumentativo. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. semânticos e pragmáticos. • Dominar temas polêmicos e contribuir para que sua discussão ocorra dentro do nível do debate democrático: bioética. Eixo Conhecimento Linguístico • Morfossintaxe do período simples. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. • Acentuação e ortografia de uma perspectiva discursivo-textual. • Aspectos da cultura local: obras e autores capixabas. • Mitos e lendas indígenas. Sociedade e Educação • Questões de gênero na literatura. charge. • Refletir sobre a necessidade de preservação do patrimônio cultural. pronominais. imagética. • Variação linguística. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. Estado e país e contribuir para sua preservação por meio de ações de conscientização. • Adaptar textos narrativos para dramáticos com vistas a sua encenação. sintáticos. HABILIDADES • Identificar o tema de um texto. 73 . • Enumerar as teses presentes em um texto.

hiponímia. homonímia. da internet e as alterações provocadas na vida das pessoas e nas relações humanas. • Organizar informações representadas em diferentes formas de conhecimento disponíveis para construção de argumentação consistente. • Utilizar diferentes linguagens e tipologias textuais. de tempo. 74 . antonímia. oral. sinopse. com situações de produção de textos. • Produção de tecnologia e a pós-modernidade: a chegada do computador. Eixo Conhecimento Linguístico • Sintaxe do período composto por subordinação. • Reconhecer as posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou tema. • Intertextualidade (implícita e explícita). hiperonímia. produção e interpretação de texto. respeitando os valores humanos e considerando sua diversidade sociocultural. argumentos. sinonímia. de causa e efeito. por exemplo. entre outras. entre outros. atualizado em diferentes suportes e sistemas de linguagem – escrita.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Ampliar a competência comunicativa. • Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conectores e relatores. Sociedade e Educação • Iniciação científica e pesquisa. digital. • Conhecimento sobre ABNT e o propósito de padronização no Brasil. • Aplicar as tecnologias em consonância com os princípios éticos em favor da vida e da humanidade. • Demonstrar capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem. resenha e literatura de cordel. • Concluir a leitura de um texto emitindo sua crítica acerca do que leu e aprendendo a desenvolver argumentos. • Interatuar com dados. • Redigir trabalhos de cunho científico. TÓPICOS/CONTEÚDOS Eixo Linguagem • Leitura. • Resumir e esquematizar textos. Eixo Cultura. de oposição. sintaxe de regência. crítica e ludicamente. HABILIDADES • Identificar a tese de um texto e os argumentos que a sustentam. entre partes de um texto. • Pontuação de uma perspectiva discursivotextual. de causa x consequência. • Conhecer a norma culta da língua. • Aproveitar os conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade. • Gêneros textuais: carta ao leitor. • Semântica: polissemia e ambiguidade. imagética. de concordância e de colocação. síntese. resumo. fatos e informações contidos em diferentes textos. • Conviver. destacando suas palavras-chave. • Participar do debate político como uma forma de fortalecer a democracia e nele incluir temas como a sustentabilidade e a diversidade. carta argumentativa.

5 Referências ANTUNES. J. 2004. 2002. L. Aula de português: encontro e interação. CASTELLS. Manuel.C. 2002. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.) Língua portuguesa em debate. RJ: Vozes. PEREIRA. Redação em construção: a escritura do texto. 1972. sociedade e cultura. São Paulo: Parábola. J. Evolucionismo cultural. Na trama do texto: língua portuguesa. David. história e luta de classes. Brasília: UNESCO. 1999.. Português: linguagens. _______. Texto em construção: interpretação de texto. Relativizando: uma Introdução à antropologia social. Alfredo. 2000. História concisa da literatura brasileira. 2002. 1998. Rio de Janeiro: Zahar. AZEREDO. Helena Bonito. São Paulo: Contexto. 1996. I. São Paulo: FTD. Irandé.1. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Moderna. Em defesa da história: marxismo e pós-modernismo. KOCH. MORIN. São Paulo: Moderna. São Paulo: Rocco. A. 2003. CINTRA. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Edgar. São Paulo: Cortez. 1991. GERALDI. 2000. In: WOOD. Dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Roberto. 1995. BOSI. 1985. CUNHA. (Org. CARNEIRO. CEREJA. 2001. Língua. CASTRO. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.Sumário principal 6. São Paulo: Cultrix. John B. São Paulo: Atual. São Paulo: Martins Fontes. A era da informação: economia. 75 . FOSTER.W. Ellen. Nova gramática do português contemporâneo. V. McNALLY. A sociedade em rede. DA MATTA. C. Celso. Willlian Roberto. Portos de passagem. Petrópolis.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Artes .

concretizado nas chamadas “atividades artísticas”. sociais e históricas. mas a Arte incluída como bem cultural em sua diversidade de produção étnica. a Arte na educação escolar deverá ser pautada em atitudes e experiências pessoais.2 Artes 6. observa teu quintal”. Provérbio Chinês As Artes no universo escolar vivenciaram diferentes concepções conceituais do período colonial a contemporaneidade. históricas e sociais. estavam em sua maioria reduzidas a um laisse faire. em suas diversas manifestações culturais. Ela é uma forma de linguagem que 79 . estéticas e culturais. determinando o espaço ocupado por essa disciplina no currículo escolar e as práticas instituídas na escola.Sumário principal 6. No final da década de 1980. estético e artístico do qual ela se origina. embora diferenciadas. que. e aponta a necessidade de sua contextualização e leitura. até a década de 80. como um “fazer por fazer”. Em decorrência desse pensamento surge a fragmentação dos saberes em detrimento da valorização dos elementos formais. Considera-se assim não somente e exclusivamente o sistema da Arte e de suas idealizações e definições hegemônicas. de leituras superficiais das obras dos teóricos Victor Lowenfeld e Herbert Read. Acreditamos que a Arte na educação escolar deve ser considerada em suas dimensões artísticas. Esse contexto gerou teorias como a da arte como expressão e a da arte como conhecimento. englobando tanto os estudos das obras e suas inserções contextuais. mas com ênfase em seus aspectos formais específicos. as práticas educativas em Arte. que a inserção da Arte na escola se relaciona com o contexto histórico-social. mas como cultura. quanto o acompanhamento das transformações de sentido realizadas em seus percursos nos diferentes sistemas os quais ela abrange. a Arte é tratada como linguagem. Das propostas educativas do período da Escola Nova e. Já na década de 1990 a proposta preconizada por Barbosa (1991) considera a Arte não somente como expressão. provavelmente. deixando de lado conteúdos e intertextos que dialogam com o assunto ou a obra em questão. Desse modo. refletindo e. por vezes. influenciaram a educação da Arte. resultando em proposições fechadas e desconsiderando os conteúdos e as múltiplas relações que se estabelecem a partir de sua leitura.1 Contribuição da disciplina para a formação humana “Se queres conhecer o mundo. Afirmamos assim.2.

br/ pesquise_artigos. o conjunto da produção humana” (Saviani.1997. nesse diálogo. de produção de sua existência material e não-material. São Paulo: Cortez. 1991. São “[. 01. ] a Arte. br/memória. seja sobre a natureza. Nesse proceder. anexo Com vocês: As Artes! Pág.. atitudes e hábitos. 2003) 17.] a arte não é algo que se oferece. p.br/memória.. sobre a cultura. ”14 Inventamos a arte. transformado em texto e publicado no site www.org. org. 20) 16. nas ações e transformações que o homem realiza. Desnecessário dizer que a Arte está sempre a favor da vida e.org. Por outro lado. Artigo: A Arte é de todos. 05. É uma sensação que não conclui nos sentidos” (Farias. segundo o autor “ [. que envolvem os processos de produções materiais. ] A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta. o homem pelo trabalho cria o mundo da cultura e se insere como sujeito de suas próprias ações de caráter social. Artigo: Amigos da escola – A arte é de todos. Santa Maria: EditoraUFSM... mas é uma potência. é apelo coletivo... 3). 2003. artenaescola. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. 17 Nunes. conceitos. como tantos poetas já insistiram. 16 Demerval. sabemos que ela não se esgota em nossos sentidos e. cultural e histórico (Ruschel. saberes. símbolos que comportam habilidades. valores. espelho de todos e de cada um”. há uma reflexão que nos interessa sobremaneira quando discutimos a contribuição da área das Artes para a formação humana. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00.13 E então nos perguntamos: em que a experiência da Arte contribui? Para dialogar com nossas possíveis respostas recorremos a Fernando Pessoa que escreveu sobre a função da natureza na importância da Arte: “[. Em 19 de setembro de 2008 às 12h00. 13 A arte e sua relação com o espaço público. cenpec. É a 15 Citação extraída do site www. 80 . 1991. expressão comunitária. 14 Citação extraída do site www.04. seja sobre o saber. de Agnaldo Farias. Ana Luíza Ruschel. Pedagogia histórico-critica. Trabalho. ela é o sonho que todos nós sonhamos em busca de um ideal. ] produções do saber. Saviani. Autores associados. o escritor Jorge Miguel Marinho15 diz que “[.cenpec. objetivando a interação e a apreensão da/na obra e entre os sujeitos que a contemplam e/ou participam dela em suas múltiplas dimensões e constituições. junta à inventividade do imaginário e ao registro concreto de real.Sumário principal congrega significações.. 1997: p.. isto é. pág. Palestra proferida na abertura do V Encontro Técnico dos Pólos da Rede Arte na Escola em 28. No texto “A arte e sua relação com o espaço público”. Daí que a sua função mais humana. expressão e conteúdo. política e revolucionária seja revelar que a vida pode ser mais completa e comunitariamente mais feliz. Trata-se da produção de ideias. inserem-se também o que chamaremos aqui dos “não-materiais”.

Criar condições para articular as diferentes linguagens (visuais. compreendendo-as como produção cultural inserida nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação. em sua dimensão socio-histórica. entretanto. Promover as leituras da Arte a partir de seu plano de expressão e de seus elementos em relação e os efeitos de sentido que eles edificam. dos suportes. a outra lida com o simbólico. suas múltiplas linguagens dos diferentes grupos sociais e étnicos.2. 6. os sujeitos entram em contato com elementos que lhe fornecem meios para observar. cênicas. Explorar nas linguagens artísticas (artes visuais.2 Objetivos da disciplina Possibilitar a compreensão das diversas manifestações da arte. Possibilitar a observação. perceber e atuar no mundo de forma mais ampla. pois essas são competências fundamentais no mundo do trabalho atual.Sumário principal Arte e a cultura mediatizadas e manifestadas por uma variabilidade sígnica. indissociando o homem da sociedade. 81 . Como produção humana. Desse modo. Fomentar a inserção da Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo. Promover a inserção da Arte como área de conhecimento da linguagem. suas faturas. possibilitando a identificação e o estabelecimento de relações entre a Arte e as manifestações artísticas e culturais nos âmbitos regionais. é composto de tantas coisas que aquele que trabalha com educação pode mediar a capacidade criativa e a sensibilidade de seus alunos. e a interação com o patrimônio nacional e internacional. a Arte e a Ciência sempre andaram juntas. No desenvolver de processualidades artísticas. ambas lidam com a inventividade. enquanto uma tem de apresentar resultados e comprovações. as manifestações artísticas favorecem a aproximação da escola com a comunidade. Incentivar a pesquisa e a investigação. fazendo ver que o mundo. a investigação e o estabelecimento de relações entre a arte e a realidade. música e dança). nacionais e internacionais em diferentes tempos históricos. individuais e/ou coletivas. a reflexão. considerando as especificidades das técnicas. Proporcionar espaços/tempos de produções artísticas. a pesquisa e a busca do conhecimento. hoje visto como um espaço muitas vezes opaco. musicais e corporais). estabelecendo diálogos com as outras áreas. das materialidades. artes cênicas.

num segundo movimento. Da proposição e abrangência: Os eixos da educação em Artes que irão compor as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo são um mapeamento das práticas planejadas e realizadas nas aulas de Arte pelos professores. As contribuições de cada um dos professores e dos demais integrantes dos grupos de trabalho possibilitaram a composição dos eixos que. técnicos administrativos entre outros) e os da comunidade sobre as possibilidades de inclusão que a Arte proporciona em seus diferentes espaços/tempos de manifestações e vivências. promovendo o conhecimento artístico e estético e o respeito à própria produção e a dos colegas. Mediar os diálogos entre os diversos sujeitos da escola (professores. música e dança) a partir das relações construídas por seus elementos formadores. um primeiro desenho. acreditamos. música e dança) para refletir. ou seja. professores de Arte convidados. “os realizados”. devam compor um currículo para a Educação em Artes. agrupá-las em eixos que possuem. na busca pelos sentidos edificados nelas. Humanizar as relações pessoais e interpessoais. esse mapeamento possui a pretensão de. nas diversas regiões de nosso Estado. num primeiro movimento. a particularidade de englobar “os ditos”. Esse mapeamento é um esboço. analisar e compreender os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. dos dados coletados em pesquisa exploratória proposta durante um Colóquio realizado no dia 19 de junho de 2008 na Escola Maria Ortiz. no qual estavam presentes as professoras referências de Artes. cada um. 82 . Eixos da disciplina Eixos da educação em Artes 1. respondendo a seguinte indagação: quais saberes circulam nas escolas? Consideram-se aqui tanto as presenças como as ausências dos saberes que compõem e. pedagogos e técnicos da Sedu e da superintendência. Incentivar a investigação e a vivência das linguagens artísticas (artes visuais. artes cênicas. artes cênicas. e fruí-la em suas diversas manifestações. 2. entendemos. totalizando aproximadamente 54 pessoas. alunos. para. dar visibilidade às diversas práticas relatadas por cada um dos professores que atuam nos diferentes espaços escolares. Práticas orientam outras práticas Num processo que considera os diferentes fazeres e saberes propostos e vividos cotidianamente pelos professores que compõem a Rede Pública Estadual.Sumário principal nas linguagens artísticas (artes visuais.

Linguagens artísticas e seus diálogos As diversas linguagens artísticas. 2. As abordagens da Arte a partir dos estudos que envolvem as teorias e filosofias da Arte. como arte cinética. 83 . cartazes e outros. A apreensão da Arte pelo sensível e pelo inteligível. estéticos – históricos e culturais Linguagens artísticas e seus diálogos Expressão/conteúdo Processos de criação 1. a organização do planejamento escolar contemplando os eixos é uma orientação metodológica para o professor planejar as suas aulas.Sumário principal irão nortear o currículo de Artes em nosso Estado. o teatro e a dança. As culturas a partir de estudos transdisciplinares. ou em suportes como o computador e as diversas tecnologias que são suporte material. a música. Os bens culturais pertencentes ao patrimônio da humanidade. a divisão apontada considera as interfaces que se formam entre os quatro eixos e a ausência de hierarquias entre eles. que envolve: Saberes sensíveis. considerando as singularidades de suas produções. e os diálogos estabelecidos entre elas e as demais manifestações artísticas e culturais. incluindo os materiais e os imateriais (manifestações populares expressas nas danças. e obra. folguedos. Entretanto. tv e produções. tais como: as artes visuais. considerando as dimensões estéticas e artísticas que as englobam. a partir de objetivos e conteúdos que englobam os quatro pilares de inserção da Arte na educação escolar. arte no computador e outros. como curtas de animação. Saberes sensíveis. como as produções gráficas: revistas em geral. Sendo assim. Os artistas e seus contextos socioculturais e estéticos. reafirmamos que cada um desses eixos se forma e se reagrupa de modo diferenciado. entre outros). conforme as proposições dos professores em suas aulas de Artes. como as presentes nas diversas mídias em seus diferentes suportes. estéticos – históricos e culturais Envolve os saberes da Arte narrados nas Histórias da Arte das diversas culturas. As imagens em movimento do cinema. que só foram divididos para uma melhor visualização de suas “faces”. história em quadrinhos. alimentação. que devem estar presentes em um currículo de Educação da Arte. Sendo assim. interculturais e multiculturais. costumes. Mas entendemos que cada um deles é portador e engloba quatro pilares da Arte imprescindíveis. Lembramos que o que se aponta aqui é um simulacro metodológico de saberes apresentados em quatro eixos.

A apropriação de materiais do cotidiano em materiais artísticos. esse só se torna visível pois é manifestado pela forma.3 Principais alternativas metodológicas 1. A criação em ateliês e os materiais artísticos. Desse modo o currículo é uma referência e lócus agregador dos conhecimentos acumulados pela humanidade. parte-se do entorno como o da escola. Por outro lado. Propõese aqui uma aproximação dos diversos espaços-tempos. Processos de criação Envolve os percursos de criação do ser humano manifestado na arte pelos artistas e suas proposições e práticas. que parte de pessoalidades e processualidades em diversos âmbitos para outros. a nação. de outras vivências e culturas em outros espaços e tempos. As fruições da arte em espaços expositivos.2. Esses podem ser entendidos como significante e significado. compõem o conteúdo. o primeiro suporta ou expressa o conteúdo com o qual mantém relação de pressuposição recíproca. assim como as demais linguagens. que se insere na comunidade e essa em outros espaços que a englobam como o município. Se cada espaço vivenciado é considerado como um espaço de sentido. a cor. 4. 6. a fatura do trabalho. as apropriações da matéria a ser manipulada. organizados em diferentes materialidades e suportes. as proposições e as aprendizagens decorrentes dessa processualidade. considera os espaços e os entre-espaços. relações figura-fundo e outros. Englobam as etapas. Da arte que é também uma experiência vivida localmente. o Estado. São os elementos do plano da expressão que. contraste. promovendo uma proximidade com as produções locais e delas com outras produções de diferentes estéticas. o espaço. ritmo. ou seja. Princípio metodológico: da cultura que habita a escola às culturas que habitam o mundo em seus diferentes tempos – espaços. tais como: orientações e direções espaciais. a superfície. ou seja. Nas Artes Visuais os elementos básicos do plano de expressão são: o ponto. formando uma rede de sentidos para aqueles que com eles buscam apreendê-lo. equilíbrio. dentre outros que vão formar os elementos compositivos. movimento visual. harmonia. a textura. ou seja. compondo uma rede de informações sem uma hierarquia de saberes.Sumário principal 3. 84 . os tempos se complementam e dialogam. materialidades e modos de fatura. o continente e o mundo. possuem duas dimensões: um plano de expressão e um plano de conteúdo. o volume. os esboços. estilos. proporção. a forma. a linha. das múltiplas experiências em Arte para o diálogo dentro da escola. os rascunhos. Expressão/conteúdo As obras de arte.

O modo que relacionamos uma manifestação textual com outras em seus diversos tempos e espaços se dá por intermédio de suas inclusões em seus contextos. as relações estabelecidas a partir de sua estrutura interna (seus planos de expressão e de conteúdo) e essas com o contexto (social. por exemplo. tais como o seu estilo. compõem um estilo. Nº 24 ano 2006. ou seja. Esse tema está presente nas figuras do que parece ser uma 18 Rebouças. uma historicidade e uma plasticidade. como um texto que abrange. um filme. entre o texto e seu contexto formador. musical ou de dança são manifestações textuais. a sua composição. trabalhar com Artes envolverá ações de leitura da obra de arte. que possui uma discursividade. a considere como uma produção textual humana. a sua técnica. que com ela dialogam. uma historia. Considera as produções humanas como textuais. ou seja. A pintura “Retirantes” (1944) de Portinari. Moema Martins. criando uma rede enriquecida pelo repertório de leituras que possui da Arte e do mundo. e esse princípio se fundamenta nos conceitos semióticos propostos por Rebouças (2006)18. um romance. ao macrotexto que a engloba. Temos assim vários modos de leitura e essa depende de como o leitor estabelece as relações tanto sensíveis como inteligíveis com a obra lida. 85 . trata do êxodo rural e da busca por melhores condições de vida. mas por aproximações temáticas. organizados plasticamente. Uma leitura de textos visuais. contudo. 1995. as obras que possuem traços que a caracterizam como pertencentes a determinado estilo dialogam entre si. o assunto tratado e até mesmo a intertextualidade estabelecida entre ela e seu título. artístico) e os intertextos produzidos e postos em circulação em diferentes suportes e linguagens. Propomos como princípio metodológico um percurso que parta da obra. um espetáculo teatral. obras de períodos e estilos diferenciados também podem dialogar. sendo assim uma obra de arte.Sumário principal 2. a semiótica entende que o sentido se constrói nas relações.A Arte já traz em si um contexto. Como uma teoria da significação. Considera-se desse modo as marcas presentes na obra. histórico. Desse modo. a distribuição da forma. Desse modo. ou seja. não pelos elementos do plano da expressão que. ou das manifestações culturais e midiáticas. ao mesmo tempo. Vitória: PPGE. In: Cadernos de pesquisa em educação. ela está no mundo. Todas essas marcas textuais pertencem ao seu contexto formador. Princípio metodológico: do texto para o contexto .

às músicas com a temática do trabalho e da vida no sertão. como a frequência a espaços expositivos/ culturais de seu município. possibilite o enriquecimento de seu próprio repertório artístico/ cultural e o de seus alunos. de seu Estado e. lembrando que. As cores são azuladas. Ao assumir essa orientação metodológica em sala de aula. senão em presença. com traços fisionômicos que caracterizam a “falta” de comida. Para tanto é necessário que o professor. garante-se a participação de outros modos de olhar e outras possíveis interlocuções que permeiam o estudo sobre a Arte.Sumário principal família. entre outros diálogos que a intertextualidade nos possibilita realizar. cinzas e preto. entre outras. de Graciliano Ramos. de eventos realizados em outros estados brasileiros e do exterior. de sobrevivência. de condições de saúde. reiterando no plano de expressão o que o conteúdo tematizou. as visitas podem ser virtuais com o suporte do computador e da navegação pela web. como propositor e mediador das ações educativas da Arte. Essa pintura nos remete. 86 . aproximando-se da Arte e de suas manifestações sociais. se possível. à obra literária “Vidas secas”.

a sensibilidade. • Relacionar a Arte e a realidade. 87 . Plano de expressão e conteúdo • Expressar nas diversas linguagens suas particularidades. do trabalho e da produção dos artistas. cinema. por meio da articulação de práticas desenvolvidas individualmente e/ou coletivamente. por meio de processos criativos e de reflexão crítica e estética. vídeo. relacionar e compreender diferentes funções da Arte. • Compreender para identificar os diálogos estabelecidos entre as outras áreas de conhecimento. fotografia) . exercitando a discussão. analisando e compreendendo os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. inseridas nos diversos espaços e tempos e em suas múltiplas formas de manifestação.2. • Articular as diferentes linguagens. históricos.Por Eixo Linguagens e seus diálogos • Compreender a Arte e as possibilidades que ela apresenta como leitura de mundo.Sumário principal 6. suas múltiplas linguagens por diferentes grupos sociais e étnicos. artísticos e culturais • Compreender as diversas manifestações da Arte. imaginação. analisando e produzindo trabalhos pessoais e/ou coletivos.4 Conteúdo Básico Comum – Artes Competências Gerais do Ensino Fundamental . estabelecendo conexões entre elas. em sua dimensão socio-histórica. nos contextos históricos-sociais e culturais. compreendendo-as como produção cultural. interagindo com o patrimônio nacional e internacional. em sua elaboração como linguagem expressiva da percepção. investigando. pesquisando. considerando os conteúdos gerados a partir de suas articulações internas e contextuais de criação. • Interagir com varie dade de materiais e fabricados multimeios (computador. identificando e relacionando essas manifestações artísticas culturais em diferentes tempos e espaços históricos. sensibilidade e reflexão. • Identificar. holografia. com interesse e curiosidade. sensações. refletindo. • Realizar produções artísticas individuais e/ou coletivas nas linguagens artísticas. memória. Saberes sensíveis. emoções. • Apreender as estruturas das linguagens em seus elementos expressivos formadores. estéticos. reconhecendo e investigando a variedade dos produtos artísticos e as concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. considerando os diversos suportes e materialidades. percebendo. indagando. Processos de criação • Expressar ideias. refletindo. argumentando e apreciando a Arte de modo sensível. • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos contextos históricossociais e culturais.

• Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. • Refletir sobre as realidades dos diferentes grupos sociais. sonoras. • Reconhecer as linguagens artísticas com outras linguagens e áreas de conhecimento criticamente. o vídeo. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. as instalações. em diferentes tempos históricos. grupos regionais . formas. nacionais e internacionais. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. entre outros). entre outros). contextualizando-a histórica e socialmente. 88 . • Reconhecer. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais em âmbitos local. considerando a sua dimensão sensível e a sua inserção na sociedade (artistas locais. • Analisar historicamente as diversidades em diferentes tempos e espaços. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. considerando seus dois planos formadores: estudo do plano da expressão e do conteúdo ( cores. volumes e espacialidades presentes nas obras de arte e nas artes gráficas. heranças culturais. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. televisivas. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. como as pinturas. históricos. estéticos. as criações de objetos. regionais. a arte digital. cenográficas. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. • A Arte como linguagem e sua leitura. artísticos e culturais • Observar. comunicativos e tecnológicos. nacional e internacional. compreender e vivenciar em análises. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. os desenhos. nacionais e internacionais. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. dialogando com as diversas linguagens. cenográficas e cinestésicas. gestuais.Sumário principal 5ª Série Saberes sensíveis. sonoras. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). em fotografias e outras). regional.

utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. • Relacionar as diversas linguagens a partir das suas particularidades manifestadas nos diversos suportes e materialidades (artes visuais. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. estéticos. suportes. memória e reflexão. telas de computador. música. instrumentos. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. publicações. vídeos. Conteúdos 89 . experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. aparelhos de computação e de reprografia). artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. histórias em quadrinhos. tintas.Sumário principal Saberes sensíveis. desenho industrial. televisão. imaginação. publicidade. procedimentos e técnicas. argila. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). • Desenvolver leituras das diversas manifestações da Arte nos diversos contextos espaciais/temporais. giz de cera. históricos. • Vivenciar os diversos processos criativos advindos de diferentes suportes e materialidades. entre outros. vídeo. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. papéis. Processos de criação • Experimentar. multimeios e outros). desenho animado. • Relacionar ideias através das linguagens artísticas de percepção. interagindo com materiais diversos e multimeios. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. cartaz. lápis.

gestuais. sonoras. televisão. artísticos e culturais • Observar. o vídeo. entre outros. regional. • Utilizar as linguagens artísticas. sonoras. produzidos em diversas culturas (regional. tintas. histórias em quadrinhos. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. vídeos. compreender e vivenciar em análises. grupos regionais. Plano de expressão e conteúdo • Observar a reflexão provocada pela Arte. as instalações. • Compreender. desenho animado. vídeo. cenográficas e cinestésicas. argila. estéticos. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. em diferentes suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. • Posicionar-se critica mente sobre os valores históricos sociais e ideológicos presentes nas produções artísticas. em fotografias e outros). entre outros). • Reconhecer. os desenhos. experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. • Experimentar. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). instrumentos. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. a arte digital. • A poética do cotidiano presente nas manifestações visuais. considerando a sua dimensão sensível e os diálogos estabelecidos com outras linguagens e áreas de conhecimento (artistas locais. telas de computador. heranças culturais. como as pinturas. regionais. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. publicações. manifestando o desejo de transformação cultural. • Linguagens artísticas e processos de criação (experimentações em produções que contemplem as propriedades expressivas e construtivas dos materiais. cartaz. aparelhos de computação e de reprografia). cenográficas e cinestésicas. nacionais e internacionais. giz de cera. comunicativos e tecnológicos. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. os diversos processos criativos. históricos. econômica e social. nacional e internacional. sociais e culturais. culturais e estilísticas em âmbitos local. as criações de objetos. • A Arte e as manifestações artísticas. Exemplo: Guernica – Pablo Picasso. suportes. em diferentes tempos históricos. desenho industrial. analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos. em suas diferentes situações históricas. papéis. • A Arte como linguagem e sua leitura considerando seus dois planos formadores: plano da expressão e do conteúdo (estudo dos elementos visuais e suas significações nas produções de artistas plásticos e designers). publicidade.Sumário principal 6ª Série Saberes sensíveis. Linguagens e seus diálogos Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. Processos de criação • Desenvolver leituras e apreender as estruturas das linguagens artísticas e suas manifestações. lápis. televisivas. • Conhecer e considerar as diversas manifestações da Arte em suas diferentes materialidades: gestuais. 90 . • Compreender a diversidade cultural dos povos indígenas e afro-descendentes e de etnias nas Américas. nacionais e internacionais.

fotografias. como na dança. 91 . • Linguagens artísticas e processos de criação (pintura. teatro. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações e dos produtores artísticos e culturais como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. em diferentes tempos históricos (artistas locais. estéticos.Sumário principal 7ª Série Saberes sensíveis. • A Arte e as manifestações artísticas e culturais. escultura. nacional e internacional. Linguagens e seus diálogos • Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte em suas diferentes materialidades: gestuais. música. em âmbitos local. históricos. instalações artísticas. desenho. nacionais e internacionais. compreender e vivenciar em analises. desenho. espaços de arte. artísticos e culturais • Observar. nacionais e internacionais. presentes na natureza e nas diversas culturas de modo sensível. grupos regionais. • A Arte como linguagem presente nas manifestações culturais (pintura. heranças culturais. escultura. • Perceber conexões entre as áreas de conhecimento através das linguagens artísticas. • A poética do cotidiano e seus suportes midiáticos e cinemáticos (produções gráficas. • Reconhecer. cerâmica e outras) e os seus diálogos. regional. vídeos. cinematográficas e de outras mídias na interface com as tecnologias). analisar e relacionar as diferentes formas de manifestação cultural presentes nas obras de arte e nos movimentos artísticos produzidos em diversas culturas (regional. entre outros). regionais. a partir de sua concepção estética. sonoras. artes visuais e linguagens sincréticas. vídeos. Conteúdos • Arte e patrimônio cultural. fotografias. • Elaborar e organizar os registros pessoais das informações sobre a Arte. • Reconhecer a importância da Arte e das manifestações culturais na sociedade e na vida das pessoas. reconhecendo e compreendendo a diversidade dos produtos artísticos presentes nas diversas culturas e etnias e em contato com o artista. obras de arte. cenográficas e cinestésicas. estabelecendo múltiplos diálogos. cerâmica e outras). gravura. nacional e internacional) e em diferentes tempos e espaços da história. gravura. comunicativos e tecnológicos. instalações artísticas. meios de comunicação. televisivas. leituras e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens artísticas como integrantes dos sistemas artísticos.

aparelhos de computação e de reprografia). experimentar e ressignificar a Arte como linguagem e as manifestações artísticas.Sumário principal Saberes sensíveis. tintas. entre outros. indígenas e etnoraciais. vídeos. argila. Conteúdos 92 . • Ler textos verbais e não-verbais. publicações. • Pesquisar e utilizar. suportes. as propriedades expressivas e construtivas de materiais. instrumentos. e outros. telas de computador. • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços diversos (bidimensional e tridimensional). lápis. procedimentos e técnicas manifestados em diversos meios de comunicação da imagem: fotografia. • Conhecer e considerar os planos de expressão e de conteúdo da Arte e das manifestações culturais como modos de comunicação e sentido. organizando plasticamente. artísticos e culturais Plano de expressão e conteúdo • Compreender. entre outras. multimeios. desenho animado. giz de cera. vídeo. utilizar e pesquisar materiais e técnicas artísticas (pincéis. histórias em quadrinhos. desenho industrial. Processos de criação • Experimentar. estéticos. como elementos do cotidiano. cartaz. televisão. publicidade. históricos. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou coletivas. elementos expressivos de arte contemporânea. demonstrando criticamente as manifestações culturais. papéis. goivas) e outros meios (máquinas fotográficas. • Identificar as diferentes particularidades das manifestações culturais através das linguagens expressivas.

cionais. conteúdo da Arte e das manifestações culturais como • Absorver a significação ge. rada a partir de suas articu. utilizar e pesquisar materiais e técnicas • Interagir com variedade de artísticas (pincéis. municativos e tecnológicos. tras). vídeos. telas de computador. manifestados em diversos meios de comunicação tura. televisão. linguagem e as manifestações artísticas. cartaz. desenho industrial. regional. regional. esculnicas. cineturas e produções pessoais e/ou coletivas as linguagens múltiplas formas de mani. argila. gravura. na. analisar e relacionar as diferentes formas de • Associar e investigar os ele. em quadrinhos. fotografias. inclusivas. materiais naturais e fabricagoivas) e outros meios (máquinas fotográficas. históricos. fotografias. nacional e internacional) e em diferentes tempos espaços (local. nacionais e interna• Conhecer e considerar as diversas manifestações da arte • Articular as diferentes lin. nacional e internacional. âmbitos local. • Identificar e reconhecer a importância das manifestações em diferentes tempos e dos produtores artísticos e culturais como agentes históricos (artistas locais. instrumentos. presentes na natureza e nas as como produção cultural. dos.artísticas e culturais. artísticos e culturais Conteúdos • Observar. culturais. giz de cera. entre outros).seus diálogos. • Experimentar vivências em produções pessoais e/ou lações. sociais de diferentes épocas e culturas.cerâmica e outras) e os modos de comunicação e sentido.mídias na interface com sociais. vídeo. linguagens em seus elemen.matográficas e de outras artísticas como integrantes dos sistemas artísticos.desenho.• A poética do cotidiano cenográficas e cinestésicas. cas. em suas diferentes materialidades: gestuais. instalações da imagem: fotografia. vídeos. cerâmica e oublicidade. gravura. • A Arte e as manifestações (regional.as tecnologias). movimentos artísticos. instalações artísti• Conhecer e considerar os planos de expressão e de tos expressivos formadores. realizando e produzindo trabalhos diversos (bidimensional e tridimensional). e processos de criação materiais. compreendendo. em suportes midiáticos e diversas culturas de modo sensível. 93 . • Criar e construir formas plásticas e visuais em espaços fotografia. sonoras. entre ou. vídeo. guagens. co. produzidos em diversas culturas sensíveis. lei. nacionais e in• Reconhecer a importância da arte e das manifestações ternacionais. lápis.festações (indígenas. estéticos. suportes. grupos regioLinguagens e seus diálogos nais. histórias artísticas. holografia. inseridas nos seus diversos cinemáticos (produções • Reconhecer. procedimentos e téc(pintura. cional e internacional).Sumário principal 8ª Série Saberes sensíveis. pessoais e/ ou coletivos. entre tras). em e espaços da história. tintas. étnico. multimeios (computaaparelhos de computação e de reprografia). publicações. Processos de criação • Experimentar.espaços e tempos em suas gráficas. e outros). escultura. entre os planos de • Linguagens artísticas coletivas. dor. experimentar e ressignificar a Arte como • Apreender as estruturas das ções culturais (pintura. • A Arte como linguagem Plano de expressão e conteúdo presente nas manifesta• Compreender. heranças culturais na sociedade e na vida das pessoas. papéis. históricos. outros. compreender e vivenciar em análises. as propriedades expressivas e construtivas de expressão de contexto. televisivas. estéticos.• Arte e patrimônio culmanifestação cultural presentes nas obras de arte e nos mentos dos diversos saberes tural. cinema. regionais. puvídeos. desenho animado. desenho.

2008.2. NUNES. Uma leitura de textos visuais. UFSM./dez. In: CADERNOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO.5 Referências BARBOSA. A arte é de todos. Jorge Miguel.br/pesquise_artigos_texto. 24. SAVIANI. jul.php?id_m=8. Disponível em: <http://www.artenaescola. Caxias do Sul. FARIAS. 1991. Pedagogia histórico-crítica. Disponível em: <http// www. Acesso em: 19 set. Ana Luíza Ruschel. REBOUÇAS. 1991. A arte e sua relação com o espaço público. 28 abril 1997.Sumário principal 6. Moema Martins.org. p. 2003. Demerval. Santa Maria.cenpec. São Paulo: Cortez. 1-5. n. Agnaldo. arte e educação: formação humana e prática pedagógica. Trabalho. 2006. RS.br/memória>. Ana Mae. MARINHO. RS: Ed.> Acesso em: 28 abr. A imagem no ensino da arte. ES: PPGE/UFES. Vitória. 94 . Autores Associados. São Paulo: Perspectiva. 2008.org.

Inglês .Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Língua Estrangeira Moderna .

o inglês é o idioma mais ensinado no mundo: também por esse motivo seu aprendizado pode levar o aluno a experienciar diversas culturas e linguagens. devido ao uso do Inglês como língua de comunicação na comunidade científica mundial. os saberes científicos e tecnológicos (que por definição se renovam ininterruptamente) não podem ser suficientemente adquiridos se o inglês não for usado. a proteção de soberanias nacionais e a promoção da educação. necessitando de que se atue em sua preservação.Inglês 6. linguístico e cultural e deve ser. portanto. Como aquisição “suficiente” entendo: a possibilidade de que as informações sejam adquiridas de modo amplo e a tempo. de modo a proporcionar uma perspectiva atual e uma possibilidade de participação ativa e crítica no processo de produção dos saberes. a comunicação entre as pessoas. mas não o saber é garantia de exclusão. Enquanto algumas línguas se encontram em posição segura e privilegiada. No ensino contemporâneo de Língua 97 . Além disso. da ciência e da cultura por meio do ensino de Língua Estrangeira. sobretudo. Ademais. como comunicação e interação social inclui uma mudança na pedagogia tradicionalmente dedicada ao ensino desta língua. ensinar Inglês como língua multinacional. o paradigma da inclusão envolve a igualdade dos Direitos Humanos na comunicação. outras (as indígenas e as africanas. é usada em mais de setenta por cento das publicações científicas. por exemplo) podem ser reconhecidas em uma posição de perigo. 2001). É de se perguntar: em que medida o ensino de Língua Estrangeira está ligado à promoção da educação e da cultura? De qual cultura? Da própria ou da estrangeira? Saber falar Inglês não garante automaticamente os benefícios da globalização. preservada. E .Sumário principal 6. Conforme Tsuda (apud Leffa. sendo a língua do trabalho na maioria das organizações internacionais. Isso porque se trata de uma língua multinacional falada por mais de um bilhão e meio de pessoas. assim como a manutenção de línguas e culturas.3 Língua Estrangeira Moderna . no multilingualismo.3. A linguagem faz parte do nosso viver biológico. Portanto.1 Contribuição da disciplina para a formação humana O ensino da disciplina Língua Estrangeira/ Inglês tem por finalidade. entre os povos.

Esse ensino é de fundamental importância para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. espanhóis. culturais. italianos etc. porque uma das finalidades ao se aprender uma língua é também a comunicação e linguagem. a cultura e a ciência em apenas uma direção (Cf. bem como o desenvolvimento da tolerância pelas diferenças. a situação de ensino com foco apenas na leitura em geral reforça a ideia de que as informações devem fluir unilateralmente dos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. Tal ensino constitui um instrumento que pode de fato auxiliar numa melhor qualidade de vida e de trabalho de que é merecedor todo cidadão. implica considerar: a) as variedades do Inglês no mundo. disseminando a arte. Em âmbito internacional. que. seguido das outras habilidades. a) As variedades do Inglês no mundo Variedades e sotaques: Ao se considerarem as variedades do Inglês no mundo é preciso aceitar as diferentes pronúncias e sotaques. Esses aspectos favorecem a autoconsciência e contribuem para que o aluno aprenda a se expressar em língua estrangeira quanto às tarefas relevantes à sua vida. canadenses. isto é. eslavos. e que tal expressão contribua para a sua realização. afetivas e sociais do aluno em formação. 98 . c) o ensino do Inglês para fins específicos. por exemplo. Considerando ambos os aspectos. b) o ensino do Inglês para a produção. que conservam a sua identidade e conseguem se comunicar em língua inglesa. ler. portugueses. há que se considerar o desenvolvimento das quatro habilidades (ouvir. e sobretudo quando não se atenta à escolha dos textos a serem lidos. 2001). seria interessante mostrar ao aluno as pronúncias de falantes indianos. é fundamental que se desenvolva a capacidade de percepção e de crítica construtiva das diferenças entre as culturas. é preciso refletir criticamente sobre o efetivo ensino de Língua Estrangeira na escola pública. mas também interlocutores.Sumário principal Estrangeira. segundo pesquisas feitas recentemente em escolas públicas. b) O ensino do Inglês para a produção Quanto ao ensino do Inglês para a produção. falar e escrever). Isso porque o objetivo não é apenas de se formarem leitores.. o interesse maior dos alunos é aprender a falar. Leffa. tal enfoque não dialoga com a realidade dos alunos. c) O ensino do Inglês para fins específicos O ensino para fins específicos deve ser conduzido de modo a atender às necessidades mais diretas dos alunos quanto ao mercado de trabalho e/ou quanto à aquisição de conhecimentos acadêmicos. Por esse motivo. Além disso. Hoje já não se fala somente o Inglês da rainha. a interação social entre as pessoas.

As funções comunicativas do início do movimento metodológico. A sociedade reconhece o valor do ensino de Língua Estrangeira na formação integral do aluno. A orientação comunicativa. As teorias retratam resultados de pesquisas sobre a qualidade ou ineficácia do ensino (cf. na verdade. o desenvolvimento do respeito à pluralidade linguística e cultural do Brasil e dos países onde se fala a língua inglesa. 1996). principalmente no aspecto relativo à valorização e ao reconhecimento da necessidade do ensino eficaz no âmbito das escolas públicas. a melhores condições de trabalho. Tais funções consistiam. 1999. Almeida Filho. Hoje. Nesse sentido. perguntar e responder sobre fatos corriqueiros. uma metodologia adequada à realidade do professor e do aluno. em situações reais não aconteciam e esse tipo de ensino nem chegou a muitos contextos de ensino no Brasil. reflete a necessidade de os alunos de escola pública também aprenderem a se comunicar nesse idioma. Vieira Abrahão. que vem passando por muitas versões desde a sua introdução no Brasil em finais dos anos 70. Basso. A globalização dos meios de comunicação facilitaram os canais para um ensino sociointerativo do Inglês na escola.Sumário principal “Que mais aprendemos quando aprendemos outra língua?” (ALMEIDA FILHO. de conhecimentos culturais e humanísticos. de dramatizações que. trocar informações pessoais. como o acesso a outras culturas. normalmente. A posição do Inglês como a língua falada em diferentes países. É notória a contribuição da disciplina Língua Estrangeira nos ensinos Fundamental e Médio da escola pública quando se tem um objetivo claro. 1999. tornaram-se o eixo organizativo do currículo. além do desenvolvimento do processo humanizador de respeito à diversidade cultural e do despertar da capacidade criativa quando o aluno usa um outro idioma por meio da comunicação. 1999) e a busca por uma educação por meio do ensino da Língua Estrangeira de melhor 99 . por aproximadamente 375 milhões de falantes do idioma como segunda língua. 350 milhões de falantes nativos e 750 milhões de pessoas que fazem uso da língua inglesa como língua estrangeira. as crenças de professores e alunos e as competências de ensinar (Alvarenga. pode-se afirmar que a aprendizagem de uma Língua Estrangeira pode promover a aquisição de hábitos intelectuais. o ensino comunicacional apresenta outra versão. 2003). é marcada pelo uso da língua-alvo em sala de aula pelo professor e pelos alunos. tais como cumprimentar. e a interação significativa entre eles constitui o foco principal. 2003.

Trata-se de um lugar de crescimento e de autoconhecimento e as tarefas propostas devem atingir as múltiplas capacidades dos alunos em formação. São tarefas como: jogos. pode-se realmente admitir que. 2002) e da abordagem do ensino por tarefas (Prabhu. Dessa forma. 1987). O gráfico a seguir ilustra as dimensões de uma sala de aula de ensino de Língua Estrangeira contemporânea. as tarefas devem oportunizar situações de desenvolvimento da reflexão crítica. cultural. pois encontram-se em uma fase de tomada de decisão concernente ao seu futuro profissional. quando os alunos vêm com essa consciência do “aprender a aprender” (Ellis & Sinclair. tanto para os que ingressarão no mercado de trabalho logo após o Ensino Médio. o responsável pela construção do seu conhecimento. Ainda nessa orientação metodológica. existem dimensões de caráter pedagógico.Sumário principal qualidade com o uso de jogos e projetos em sala de aula (Tardin Cardoso. Dessa forma. Já no Ensino Médio. o fazer e o refletir sobre o fazer. a interação significativa entre os alunos e o professor constituem fatores fundamentais para a eficácia do processo de adquirir a língua a que estão expostos. quanto para os que ingressarão em um curso universitário que atuará na sua formação profissional. social e afetivo. ampliando suas visões SALA DE AULA SOCIOINTERATIVA Dimensão Pedagógica Dimensão Social Dimensão Afetiva A orientação do ensino atual focaliza o processo de aprender por meio de diferentes tarefas em que os alunos usam a língua-alvo para negociar e construir conhecimentos. músicas. filmes. 1989). a 100 . 1996. 1992. que é o autor. na sala de língua estrangeira moderna. Dimensão Cultural Dimensão Pessoal participação e a orientação do professor. as escolhas metodológicas e a escolha de conteúdos devem atender às necessidades e aos interesses desses alunos para crescerem como pessoas em estágio de humanização. produção textual mediadas pela oralidade nas quais o envolvimento. projetos em sala de aula. as relações entre forma e uso da língua-alvo e o reconhecimento de diferentes modalidades de gêneros textuais devem estar presentes na construção da autonomia do aluno. leitura e interpretação de textos.

a manutenção de línguas e culturas e a promoção da educação integral do aluno por meio do ensino de Língua Estrangeira. perceber que os significados são construídos por quem lê. ampliar o seu conhecimento de mundo por meio de exposição. semântico e pragmático) que o aluno construiu e/ou vem construindo em sua língua materna. 6. 101 . fonético. o prazer e o interesse por continuar a aprender após ter concluído seus estudos na escola. utilizar as habilidades globais de comunicação (leitura. aumentar o conhecimento sistêmico (lexical. desenvolver a autonomia. pois vai percebendo-a mais próxima. Considerando todos esses aspectos. procurando estar em contato o máximo que puder com a Língua Estrangeira.3. mais real. escreve. no multilingualismo. desenvolver o conhecimento e a compreensão acerca da organização textual e a intertextualidade em diferentes gêneros discursivos e tipologia textual. sintático. por meio de atividades que se assemelham ao que acontece na vida fora da sala de aula. que o texto é mais fácil ou mais difícil conforme a experiência e o conhecimento do mundo de quem o lê.2 Objetivos da disciplina Conscientizar professores e alunos de que a aprendizagem de Língua Estrangeira envolve a igualdade dos direitos humanos na comunicação. onde os múltiplos conhecimentos se apreendem ao longo da vida. fonológico. como forma de desenvolver a consciência linguística do aluno. fala e escrita) em tarefas sociointerativas dentro e nas extensões da sala de aula. ou melhor. aprender a usar adequadamente a línguaalvo em situações reais de comunicação. a cultura e o mundo do trabalho. temos em mente que o ensino de Língua Estrangeira objetiva levar o aluno a: reconhecer no Estado do Espírito Santo e no Brasil as diversas línguas estrangeiras que o rodeiam como forma de comunicação. familiarização e comparação com outras culturas onde se fala a língua inglesa. construir significados na nova língua que aos poucos se vai desestrangeirizando. pelos participantes do mundo social. percebendo o papel sociocultural e histórico das mesmas na constituição do Estado e do país.Sumário principal para com a ciência. compreensão oral. ouve e fala.

que envolve um alto grau de imprevisibilidade e criatividade na forma e na mensagem. O uso da língua-alvo em sala de aula desde as séries iniciais em tarefas baseadas na realidade. torna-se relevante ponderar que na pedagogia da linguagem é comum focalizar a atenção ou nas atividades de ensino ou nas teorias de aprendizagem. na interação entre os alunos. possivelmente. 102 .Sumário principal 6. não existe o melhor método. Um método é. Relacionado às atividades de ensino está o papel do professor e dos alunos em sala de aula. entretanto. poderão proporcionar a aquisição do conteúdo trabalhado em momentos de comunicação. 2. O que estamos propondo nesse trabalho de inovação curricular é o reconhecimento da abordagem comunicacional fundamentada nos seguintes princípios: 1. em aulas de Língua Estrangeira e que. Tais áreas de discussão pedagógica constituem as duas dimensões do método. O esforço que o aluno faz para compreender e negociar sentidos nas tarefas propostas por meio da comunicação em Língua Estrangeira. Esse aspecto pode revelar uma base significativa na junção das atividades de ensino com as teorias propostas. existem diferentes visões na pedagogia das línguas como diferentes métodos. um conceito ou uma teoria de ensino de línguas que informa ou justifica aqueles procedimentos. segundo Prabhu (1987). Há. vêm-nos à mente as habilidades que o aluno pode desenvolver durante a exposição. 1987 . No que se refere às teorias de aprendizagem. em outra dimensão. O desenvolvimento da competência comunicativa (que abrange conhecimentos gramaticais implícitos nas mensagens.3. Como já foi dito. Partindo do princípio de que não existe o melhor método.3 Principais alternativas metodológicas “A forma da língua é melhor aprendida quando a atenção do aluno está no significado e não somente na forma“ (PRABHU. um outro aspecto que deve ser considerado no ensinoaprendizagem de línguas. a participação nas atividades e o uso da língua-alvo. Existem procedimentos que foram mais eficazes em cada método. Trata-se do esforço do aluno. um conjunto de procedimentos para o professor realizar em uma aula. diferentes combinações de procedimentos de ensino e teoria de aprendizagem.nossa tradução). Portanto. e.

estratégico e sociocultural) constitui o objetivo do processo do ensino/aprendizagem. memória. A interação entre os aprendizes e o professor constitui o objetivo das práticas didáticas. também envolvido no processo.Sumário principal conhecimento discursivo. desempenho de papéis (Role Playing Games . da expressão oral e da compreensão. Além dessas diferentes abordagens propomos ainda outras atividades com músicas. Nessa abordagem de ensinar. Uma outra alternativa metodológica que propomos em nosso trabalho está baseada na abordagem “Ensino por tarefas” do linguista aplicado Nagore Prabhu (1987). 103 . o qual consta de tarefas baseadas nas atividades que ocorrem na vida real do aluno. desde que haja um planejamento e uma implementação adequados dos mesmos. percepção no desempenho comunicativo sob a orientação e participação do professor. o aluno aprende a falar. falando e realizando tarefas que exigem atenção. 3. Esse renomado autor desenvolveu o projeto Bangalore de ensino de língua inglesa em escolas na Índia. Hutchinson (1990) e Tardin Cardoso (1992). de inspiração na abordagem por projetos de Hernandez (2000). Não se pode esquecer ainda dos trabalhos com projetos em sala de aula. da escrita. 4. As tarefas devem propiciar o desenvolvimento das habilidades que se ampliam por meio da prática da leitura.RPG) e filmes cujos resultados são cientificamente comprovados como eficazes.

• Usar a língua-alvo em diferentes contextos. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Avaliar ações. • Resumir artigos. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. • Conhecer diferentes culturas. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. artigos. receitas. como textos literários. apresentação dos membros da família. gráficos. rótulos. vídeos. A importância do Inglês em nosso dia a dia • Conscientização sobre a influência do Inglês no cotidiano do aluno. • Entender e dar informações em situações informais. notícias.4 Conteúdo Básico Comum – Inglês 5ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. rótulos de embalagens. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Compreender regras e instruções (manuais. quadros artísticos etc. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. • Produzir textos informativos. estudo com mapas. denominação do espaço físico da escola e dos profissionais que nela atuam. incentivo ao estudo da língua inglesa. apresentação de informações pessoais.3. Valorizando o ambiente familiar • Denominação do espaço familiar (moradia e mobília). fluxogramas. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. jogos etc. obrigação e conselho. diagramas. 104 . HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. relação entre fusos horários em diferentes lugares do mundo.). fotos. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Relacionar imagem e texto. diálogos. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas.). • Reconhecer a linguagem das propagandas. canções etc. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. identificação de ambientes públicos e suas localidades. • Diferenciar fatos de opiniões.Sumário principal 6. denominação de formas geométricas. valorizando a cultura brasileira. O ambiente escolar • Denominação de objetos presentes na sala de aula. TÓPICOS/CONTEÚDOS Primeiros contatos com a língua estrangeira • Conscientização sobre as diferentes línguas estrangeiras existentes no Espírito Santo. • Ler textos não-verbais (mapas. percebendo os aspectos verbais para pedido. • Usar dicionários e enciclopédias.

fluxogramas. rótulos de embalagens. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. padaria etc. jogos etc. fotos. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. tarifas etc. parques. relação entre esses espaços e ações que neles ocorrem. • Diferenciar fatos de opiniões. diagramas. Lazer e meio ambiente • Denominação dos locais de lazer naturais e urbanos (praias. TÓPICOS/CONTEÚDOS Minha comunidade • Denominação em língua inglesa dos diferentes espaços comerciais e comunitários que existem na comunidade (igreja. cachoeiras. • Entender e dar informações em situações informais. escola.). identificação dos espaços de lazer em relação a horários de funcionamento. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. diálogos. relação entre esses espaços e o que se pode praticar neles (o que fazer e onde). • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Identificar as diferentes intenções dos autores. praças. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. cinemas. • Produzir textos informativos. denominação de diferentes refeições. lagoas. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais.). localização.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. relação entre esporte e a ação correspondente. quadros artísticos etc. vídeos. • Usar dicionários e enciclopédias.). receitas. • Avaliar ações. farmácia. percebendo os aspectos verbais para pedido. Esporte e saúde • Denominação dos diferentes esportes. canções etc. • Conhecer diferentes culturas. reconhecimento dos esportes paraolímpicos. teatros etc. no Brasil e no mundo. rótulos. • Compreender regras e instruções (manuais. notícias. lojas. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. 105 . • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. Alimentação saudável • Denominação de diferentes alimentos e seus preços. reflexão sobre diversas opções na hora de realizar uma compra. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos.). valorizando a cultura brasileira. obrigação e conselho. • Relacionar imagem e texto. campos de futebol. feira. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. supermercado ou venda. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Resumir artigos. como textos literários. • Ler textos não-verbais (mapas. identificação de hábitos alimentares em diferentes culturas. gráficos. identificação de modalidades esportivas na comunidade. artigos. shoppings.

identificação dos movimentos sociais e culturais da sociedade (movimentos étnico-raciais e indígenas). • Relacionar imagem e texto. diálogos. notícias. diagramas. valorizando a cultura brasileira. rótulos. reflexão sobre os impactos ambientais causados por poluição. obrigação e conselho. fluxogramas. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Identificar as diferentes intenções dos autores. endereço. • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. aniversário. rótulos de embalagens. Meio ambiente e globalização • Identificação dos fenômenos naturais. Pessoas que influenciaram o mundo • Identificação de grandes personalidades que contribuíram para melhorias sociais. • Compreender regras e instruções (manuais.). leitura). estilo de música favorito. fotos. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. • Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos.). • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. desmatamento. lixo nuclear etc. receitas. • Produzir textos informativos. como textos literários. canções etc.).Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Avaliar ações. 106 . lazer. • Ler textos não-verbais (mapas. Comparando culturas e valorizando o Brasil • Identificação de datas comemorativas em culturas e países diferentes. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. • Reconhecer a linguagem das propagandas. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. relação com nomes de países. localizando os países pesquisados e os de língua inglesa. percebendo os aspectos verbais para pedido. artigos. quadros artísticos etc. • Resumir artigos. lixo. telefone etc. idade. identificação de dados pessoais (origem. • Entender e dar informações em situações informais. queimadas. reconhecimento das mudanças climáticas – aquecimento global. TÓPICOS/CONTEÚDOS Quem sou eu • Coleta de informações pessoais (atividades de que gosto ou não de realizar. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. leitura de mapas. nacionalidades e línguas. políticas e econômicas no mundo. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. jogos etc. gráficos. • Conhecer diferentes culturas. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. vídeos. • Diferenciar fatos de opiniões. erosões. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Usar dicionários e enciclopédias.

• Entender as diferentes linguagens como meio possibilitador de construção de novos conhecimentos. rótulos de embalagens.). obrigação e conselho.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer e usar a língua-alvo desde o início do curso em tarefas interativas relevantes à realidade do aluno. • Conhecer diferentes culturas. jogos etc. fluxogramas. • Avaliar ações. rótulos. • Produzir textos informativos. receitas. • Analisar criticamente diferentes gêneros discursivos. Planejando o futuro • Reflexões acerca do futuro. • Localizar ideias principais em textos de níveis de compreensão variados. vídeos. Organização do dia-a-dia • Reflexão sobre a organização de tarefas diárias. reflexão sobre diferenças salariais no Brasil. • Ouvir e compreender mensagens em língua inglesa. • Relacionar imagem e texto. como textos literários. • Compreender regras e instruções (manuais. utilização dos meios tecnológicos no aprendizado da Língua Estrangeira. • Usar a língua-alvo em diferentes contextos. utilização dos meios tecnológicos na vida diária. diálogos. gráficos.). • Compreender textos escritos em Língua Estrangeira. semanais e planos para futuro próximo. fotos. • Entender e dar informações em situações informais. Comunicação e tecnologia • Identificação dos meios tecnológicos de comunicação existentes no meio urbano e rural. formulação de instruções verbais para completar ou desenhar gravuras. • Expressar-se usando pronúncia e entonação apropriadas. • Usar dicionários e enciclopédias. artigos. TÓPICOS/CONTEÚDOS O que você faz • Identificação e descrição de profissões e locais de trabalho. notícias. pensamentos sobre o mundo em que gostaria de viver. 107 . canções etc. • Reconhecer a linguagem das propagandas. HABILIDADES • Interagir com textos autênticos e atuais com vários registros linguísticos por serem portadores de identidades culturais. conhecimento e divulgação de programas culturais locais. valorizando a cultura brasileira. preparação de listas de profissões relevantes para os alunos. quadros artísticos etc. • Diferenciar fatos de opiniões. • Ler textos não-verbais (mapas. diagramas. percebendo os aspectos verbais para pedido. • Aprender a negociar significados e solucionar problemas em Língua Estrangeira. • Identificar as diferentes intenções dos autores. • Valorizar a Língua Estrangeira como forma de expressão multicultural. • Aproximar o aluno das várias culturas para ampliar sua visão de mundo. • Resumir artigos. • Compreender a leitura de textos em uma concepção interacionista para melhorar suas próprias produções linguístico-textuais. sugestões de melhorias na própria comunidade.

SP: Pontes. TARDIN. Cambridge: Cambridge University Press.1999. 10/2. ______. M. José Carlos Paes de Almeida filho. SWAIN. v. Campinas. Investigações: lingüística e teoria. Theoretical bases of communicative approaches to second language teaching and testing. (Org. 2008 (Mimeo). TARDIN CARDOSO. N.. 2003. M. A necessidade da de(re)construção de conceitos. Knowledge of language and ability for use. Oxford University Press. O imaginário do comunicativismo entre professores de língua estrangeira/ inglês (e sua confrontação com teoria externa). In: ALVAREZ. ______.) Professores e formadores em mudança. K. Applied Linguistics. edu. Brasília: UnB-FINATEC.5 Referências ABRAHÃO. C.saberes. 2000. (Org.1980. 1998.) Lingüística aplicada: múltiplos olhares. WIDDOWSON.. Communicative materials design: some basic principles. E.br> ______. T. 1/1/1-47. Campinas. ES: Copisol. Campinas: UNICAMP. Conflitos e incertezas do professor de língua estrangeira na renovação de sua prática de sala de aula.B. 2008. 2001. Managing theory and practice in the classroom . A. 1996. Campinas. SP: Mercado das Letras. N. SP: Pontes. Universidade Federal de Pernambuco. BASSO . Second language pedagogy.C. M. H. V. 1987. Tese de doutorado. 1992. Institute of English Language Education (mimeograph) CANALE.17. V. SP: UNICAMP. F.. ______.128-3. SP: Pontes Editores. 1989. C. 2005. Jogos colaborativos e desempenho de papéis no ensino de línguas. Cultura visual. A. (Org. V. ALVARENGA. Disponível em <http: // www.(Org. SP. M. Campinas. Anais. PR.) O professor de línguas construindo a profissão. R. 2003. ______. Campinas. Pelotas. Learning to learn english. H. Jogar para aprender língua estrangeira na escola. Configuração de competências de um professor de LE (inglês): implicações para a formação em serviço. Jogos e projetos de inglês em sala de aula. BOHN. HERNANDEZ. Applied Linguistics. Campinas.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras.Sumário principal 6. CANDLIN. PR.1990. mudança educativa e projeto de trabalho. J. Filmes na escola: uma abordagem para todos os níveis. SP: Pontes. Das origens do comunicativismo. 2001. ______.Tese de Doutorado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. B. Faculdade de Ciências e Letras de Assis. 1996.) O professor de língua estrangeira em formação. C.. 108 .Estudos em homenagem ao Professor Dr. In: LEFFA. M. H.) O professor de línguas construindo a profissão. (Org. Back to the future: aulas comunicativas ou formais? In: Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná. RS: EDUCAT. 1998.. PRABHU. 1999. Vitória. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. ALMEIDA FILHO. 2002. P. 1980. Campinas: UNICAMP. SCHMITZ. G. Maneiras inovadoras de ensinar e aprender. John R. Pelotas. Foz do Iguaçu.A. University of Lancaster. M. Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada – área de concentração: Línguas Estrangeiras. R. Singapore. LEFFA. SINCLAIR.. 2002. 12. RS: EDUCAT. The communicative approach to foreign language teaching: a short introduction. Foz do Iguaçu. 2007. P.L.. Projects in the classroom. BREEN. ELLIS. e SILVA.A. Porto Alegre:ARTMED.3.a booklet for teacher development. G. HUTCHINSON. CELANI.O.

Sumário principal ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS Educação Física .

nos apoiamos no conceito de componente curricular descrito por Caparroz (2001) e Souza Júnior (2001) de que é conjunto de conhecimentos sistematizados que deverão promover uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura com a finalidade de contribuir para a formação cultural do aluno. ainda predominante no ensino da Educação Física. embora houvesse clareza sobre as repercussões disso no comportamento (Bracht.Sumário principal 6.1 Contribuição da disciplina para a formação humana A inserção da Educação Física como componente curricular remonta aos próprios primórdios da escola moderna. desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu) . Foi com base nessas teorias críticas e na Ementa Curricular dessa disciplina19 que traçamos a concepção de ensino da Educação Física deste documento curricular. que faz com que a Medicina construa uma outra visão de corpo. 111 . Apropriamo-nos da compreensão de Soares et al (1992) de que a cultura corporal humana é um conhecimento socio-histórico produzido e acumulado pela humanidade que ao mesmo tempo em que o homem constrói a sua corporiedade ele também produz e reproduz uma cultura.4 Educação Física 6. Influenciado por um contexto sociopolítico e pelas teorias sociológicas da educação. todos eles condicionados pela emergência de uma nova ordem social existente nos séculos XVIII e XIX. Até os anos de 1970. privilegiando o conhecimento biológico do funcionamento do corpo. fruto das ações dessa secretaria para a escrita da proposta curricular desta rede de ensino. esse movimento questiona o papel dessa disciplina na sociedade e desencadeia a produção de teorias pedagógicas críticas. dando importância ao movimento como forma de manter e promover a saúde. influenciada por um conjunto de fatores. foi fortemente questionada nos anos de 1980 pelo “Movimento Renovador”. a estreita relação entre Educação Física e saúde e Educação Física e esporte se constitui como principal referência para professores e alunos dos ensinos Fundamental e Médio. denominada de biologicista.4. Além disso. 19 A Ementa Curricular da Educação Física foi aprovada em 2004 no Seminário Regional de Avaliação das Ementas Curriculares. 2001). Dentre esses fatores esteve o desenvolvimento da Ciência Moderna. Essa concepção. que priorizavam o desenvolvimento do aspecto biológico do aluno. que contribuem para o desenvolvimento de profundas mudanças no entendimento do que venha a ser o ensino desse componente curricular.

tomando a ideia de que a linguagem humana é produto da cultura e que a comunicação é um processo cultural. Além disso. 77) “a ideia de criticidade é uma ideia muito fortemente centrada na ideia de razão. sociais e biológicas. produzido ao longo da história. conhecimento universal e patrimônio da humanidade. 2001. que segundo Bracht (2001. como forma de representação simbólica presente na linguagem corporal. ou de racionalidade como uma dimensão intelectual”. que não é mais compreendido como reprodutor de técnicas. como área que tematiza/aborda as atividades corporais em suas dimensões culturais. entendemos a Educação Física enquanto componente curricular que tem como objeto a reflexão pedagógica sobre o acervo da cultura corporal humana. assim. devemos compreender o que significa a construção de uma proposta crítica de Educação Física. na construção de uma postura reflexiva sobre o mundo do trabalho. Essa concepção de ensino colabora para uma compreensão dessa disciplina numa dimensão educacional mais ampla. voltados para uma perspectiva restrita à promoção da aptidão física e ao desempenho de atividade física. reconhece o eixo ciência na realização da transposição do saber comum ao saber sistematizado e contextualizado. o professor. que só se torna possível. Com isso. se legitimem. que precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos. por meio da flexibilização da atual hegemonia do conhecimento crítico na escola. Dessa forma.Sumário principal Diante disso. a Educação Física escolar deixa de ter como foco apenas o esporte ou os exercícios físicos. entende-se a expressão corporal como linguagem. p. Sendo assim. com interfaces nos diferentes campos de saberes. vive em um contexto sociopolítico e é tomado como referência para a construção de uma proposta crítica. que não só os de caráter conceitual ou intelectual. A Educação Física escolar encontra-se desafiada a desenvolver uma proposta pedagógica coerente com a realidade. mas não descarta o eixo do trabalho que surge como possibilidade de garantir a contribuição da Educação Física na formação humana. Essa visão contempla o eixo da cultura. extrapolando a questão da saúde e relacionando-se com as produções culturais que envolvem aspectos lúdicos e estéticos. “a recuperação do corpo como sujeito pode fazer com que reformulemos o nosso 112 . Essa ideia da racionalidade possibilita a criação de uma educação que valoriza a esfera intelectual em detrimento da corporal. Dessa forma. segundo Bracht. sem fugir às intencionalidades de desenvolvimento do cidadão crítico. para que se possa permitir que outros saberes.

destituído do saber. Podemos destacar que. O ensino da Educação Física escolar deve perpassar por uma valorização de um fazer crítico reflexivo sobre a cultura corporal humana (Souza Júnior. educativa e criativa tem permitido a ampliação da compreensão da realidade social acerca da cultura corporal. Dessa forma. A possibilidade do desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico perpassa pela sistematização de conceitos e entendimento sobre os conteúdos de ensino. aspectos cognitivos e sociais que irão se somar a toda bagagem sociocultural proveniente de sua realidade. ou seja. morais. por meio do desenvolvimento da noção de historicidade da cultura corporal e do desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar focado na compreensão da diversidade cultural dos povos. emoções e linguagem corporal e. estéticos e éticos. que envolvem aspectos lúdicos. esse aluno desenvolve. compreendendo-a como prática pedagógica que tem como tema a cultura corporal humana – jogos. na qual ele expressa subjetividade. de maneira que nele possam agir de forma autônoma e crítica. desenvolve sua capacidade comu- 113 . ainda. superando a perspectiva do “fazer por fazer”. além da motricidade. O aprofundamento dos conhecimentos da cultura corporal humana de forma lúdica. Isso colabora para a organização dessa disciplina dentro da área de Linguagens. esportes. A Educação Física enquanto componente curricular tem dado significativa contribuição na construção coletiva do conhecimento ao introduzir os indivíduos no universo da cultura corporal humana. apropriando-se das diferentes práticas corporais culturalmente construídas e resgatando os valores étnicos. 2001). refletindo sobre um conjunto de conhecimentos específicos integrados aos demais componentes curriculares. ginásticas. por entender a dimensão corpórea do homem na sua capacidade de se expressar e se comunicar. ampliemos o nosso conceito de razão.Sumário principal conceito de criticidade. Código e suas Tecnologias. convidamos todos os professores de Educação Física da rede estadual de ensino para compartilhar de uma concepção crítica da Educação Física que perpassa pela compreensão de uma disciplina relacionada com as produções culturais. englobando as dimensões estéticas e éticas”. ao vivenciar as diferentes manifestações da cultura corporal. sociais e éticos. promovendo a aprendizagem de um conhecimento sistematizado das diferentes manifestações culturais corporais. dança. manifestações culturais (folclóricas) e dramatizações.

liberdade. que é desenvolver o aluno nos seus aspectos social. Desenvolver os aspectos intelectuais.Sumário principal nicativa ao interpretar. para a apreensão da expressão corporal como linguagem. possibilitando maior autonomia a seus alunos nas atividades do dia a dia.2 Objetivos da disciplina Desenvolver a formação cultural do aluno em relação às práticas corporais de movimento. envelhecimento. afetivos e morais. tendo o professor como mediador. atividade física. além de ser um agente promotor da sua autoestima. entendendo-a como meio de promoção da saúde. 6. 114 . laborais. participação social. Além disso. de lazer e entretenimento. sintetizar. qualidades físicas e neuromotoras. a fim de formar um conhecimento crítico sobre a cultura corporal humana. saúde. treinamento etc. afirmação dos valores e princípios democráticos. cooperação. Ao proporcionar o desenvolvimento de criatividade. Também podemos considerar como importante papel da Educação Física escolar o de despertar e incentivar o gosto pela prática de atividades físicas. emocional e motor. a Educação Física transforma-se em elemento de formação do caráter e da personalidade do aluno. para o desenvolvimento de autonomia. biomecânica. como instrumento para entender e modificar a sua trajetória de vida. sociais.4. procurando respeitar a diversidade e promover a inclusão. socialização. Desenvolver o sentido do significado da cultura corporal humana na prática pedagógica escolar. socialização. cognitivo. Todos esses elementos contribuem para a formação humana do educando. analisar e expressar as ideias. intelectual. integração. Além disso. promovendo uma reflexão acerca de uma dimensão da cultura. cooperação. – a Educação Física atua como formadora. competitividade e disciplina. ao permitir que o aluno tenha contato com o conhecimento científico sistematizado sobre o movimento humano – anatomia. fisiologia. ética. contribuindo para a sua formação psico-sócio-cultural. Discutir sobre os aspectos éticos e sociais para desenvolver uma postura não-preconceituosa e não-discriminatória das manifestações e expressões corporais dos diferentes grupos étnicos e raciais. um conhecimento das profissões relacionadas às práticas esportivas. por meio da abordagem das diferentes formas de manifestação da cultura corporal. Possibilitar ao aluno um conhecimento da dimensão socio-histórica dos movimentos corporais construídos. de ginásticas.

p. adotando uma postura produtiva e criadora de cultura no mundo do trabalho e lazer. pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Sandra Soares et all. Niterói. 115 . lúdicos e técnicos. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. DELLA FONTE. 1992. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: as escolas particulares de Vitória. apesar das profundas mudanças no entendimento sobre o ensino da Educa- 20 Aqui me refiro às pesquisas desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Estudos em Educação Física (Lesef ). al. Possibilitar aos alunos um entendimento da Educação Física escolar na sua relação com a cultura no ensino das práticas corporais. Set. 2001. Promover um conhecimento sobre a saúde e sua relação com a cultura. ção Física escolar. Isso colabora para evidenciar a complexa teia que envolve a 6. a fim de auxiliar na construção do indivíduo nas suas atividades do cotidiano. Andréia et. Diagnóstico da Educação Física escolar no estado do Espírito Santo: o imaginário social do professor. alguns estudos vêm apontando que. 1999. Apesar de muitas práticas docentes terem em vista as diversas possibilidades educativas dos conteúdos de ensino dessa disciplina. 21 (1): 183-192. que procuraram mapear e descrever as condições que se realizavam o ensino da Educação Física escolar nas redes públicas e privadas do Espírito Santo.3 Principais alternativas metodológicas De maneira geral. Possibilitar ao educando o conhecimento das diferentes manifestações da cultura corporal nos seus aspectos educativos. ainda há uma grande maioria que privilegia o paradigma de desenvolvimento da aptidão física e das práticas esportivas competitivas como principais elementos orientadores da intervenção docente. reflexão e investigação das diferentes manifestações da cultura corporal. Dentre elas destaco: DIAS.Sumário principal Propiciar o desenvolvimento da ludicidade e da criatividade. Possibilitar ao aluno a construção de um saber fazer a respeito das práticas corporais de movimentos por meio da observação. 195). Anais do VI Encontro Fluminense de Educação Física escolar. ainda persiste um profundo abismo entre o conhecimento teórico e o prático. p 63-66. refletindo sobre as atividades físicas como forma de promoção de saúde. Isso também se evidencia em algumas das pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo20 sobre a prática docente do professor de Educação Física nas redes estaduais pública e privada do Estado do Espírito Santo.4. criando e recriando um conhecimento específico da cultura corporal humana. resultante de um “‘elo perdido’ entre as prescrições dessa produção teórica e a realidade em que se materializava a prática pedagógica” (Caparroz.

. 2003). Além disso. do conjunto de professores licenciados. Para o desenvolvimento desta proposta curricular é fundamental o desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do professor diante da sua prática docente. material e equipamentos destinados à prática da Educação Física. Porém outros aspectos também são considerados determinantes para que haja uma prática 21 Segundo Betti (1996) apud Bracht (2001) até a década de 1980 temos um grande número de professores licenciados formados dentro desse modelo tradicional-esportivo que prioriza um currículo focado nas disciplinas práticas para o aprendizado das modalidades esportivas. são importantes e necessários para o fazer das práticas corporais das aulas de Educação Física em qualquer perspectiva que o professor se paute. procuramos abarcar a especificidade de ensino dessa rede que é composta por um conjunto de professores oriundo de um modelo de formação inicial fortemente pautado num currículo tradicional-esportivo. 2001). que na maioria dos casos requer o desenvolvimento da capacidade criativa do professor para o desenvolvimento de suas aulas. O desafio está em propor mudanças na prática docente. que também levem em consideração as condições estruturais das escolas da rede pública estadual do Espírito Santo. a fim de buscar uma adequação dessa estrutura. havendo também casos de professores de Educação Física que atuam no ensino escolar dessa rede sem terem a formação em licenciatura. Nos anos de 1990 temos uma reformulação do currículo de licenciatura em Educação Física por conta da Resolução 03/87. al. 67% deles se formaram nos anos de 1980. reforçando a necessidade de se conhecer as principais condições que envolvem o desenvolvimento da prática docente no cotidiano escolar (Caparroz. que priorizou a aprendizagem da prática de habilidades técnicas e de capacidades físicas21. Especificamente na rede pública do Estado do Espírito Santo. que questiona a formação “esportizizante” e valoriza as disciplinas teóricas de fundamentação científica e filosófica. 116 . Com isso. equipamentos e instalações. a ausência ou a insuficiência de materiais e instalações podem comprometer o alcance de um determinado objetivo de aula. uma supervalorização dos saberes provenientes das práticas dos professores sem a necessidade de refletir sobre a sua ação docente (Bracht et. procurando dialogar com os diferentes saberes que compõem o ensino dessa disciplina. com relação a espaço.Sumário principal dinâmica escolar. com ênfase teórica nas disciplinas da área da biologia e psicologia. Com base nessas reflexões é imprescindível a participação e a colaboração dos professores de Educação Física da rede estadual do Espírito Santo na elaboração e construção dos princípios metodológicos que irão nortear o desenvolvimento deste documento curricular. Em virtude disso. Os materiais.

O que também se propõem é uma nova forma de se conceber os tempos e espaços para o ensino da Educação Física. tempo. é necessário revermos o que desenvolve esse componente curricular. O resgate histórico de uma prática corporal pode ser realizado por meio de estudos. embora muitos professores justifiquem que as aulas muitas vezes não alcançam o resultado esperado devido à carência de tais estruturas. “No entanto o trabalho pedagógico não pode. 53). 2003. mas também utilizar como instrumentos metodológicos sessões de filmes e vídeos sobre o fenômeno esportivo e as diferentes manifestações culturais regionais. à organização das aulas (horários. colaborando para o entendimento das relações socioculturais e a compreensão crítica do movimento (KUNZ. problematizando temas da cultura corporal. 2001. . mas também que abordem o contexto histórico-cultural do movimento. 2004). que tem se reduzido a problemas ligados ao espaço escolar. ser compreendido apenas por adequação de meios a fins. p.) e à conduta pedagógica do professor. desprivilegiando uma discussão a respeito da dimensão simbólica e pedagógica desses espaços. espaço etc. buscando os significados e os sentidos das práticas corporais construídas historicamente. ensinando estratégias para o agir prático. Para isso devemos priorizar princípios metodológicos que contemplem não só o conhecimento das habilidades técnicas e o desenvolvimento das capacidades físicas. desenvolvendo um espaço de reelaboração. nacionais e internacionais. desencadeando produções textuais que possibilite ao aluno uma autonomia e liberdade para se comunicar por meio de uma linguagem corporal e verbal. 43). recriação e reinterpretarão dessas práticas por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. pesquisas e desenvolvimento de aulas que englobem também o aspecto lúdico e a criatividade. p. porque variam de acordo com opções político-pedagógicas” (Bracht et. e realizando 117 .Sumário principal qualitativa nas aulas de Educação Física. pois os próprios fins podem ser problemáticos. Essas mudanças são em relação ao conteúdo. al. Isso colabora para o desenvolvimento de debates. Com isso. os professores de Educação Física não precisam ficar restritos às aulas práticas de aprendizagem do movimento. no qual 60% dos alunos da rede de ensino público estadual de Espírito Santo “entendem que deva haver mudanças nas aulas de Educação Física” (BRACHT. Ao priorizarmos uma Educação Física pautada na perspectiva crítica de ensino. todo ele.

A abordagem metodológica crítico-superadora. Dessa forma. A realização de jogos escolares. para que o aluno compreenda-se enquanto sujeito histórico e assim possa ser produtor de outras atividades corporais a serem institucionalizadas (Soares. A escrita da metodologia de ensino deste documento será ampliada ao longo do ano de 2009. Assim teremos uma multiplicidade dos usos dos tempos e espaços pelo professor de Educação Física. a adequação às possibilidades sócio-cognitivas do aluno. O objetivo é poder promover ajustes necessários para a publicação final deste documento. a espiralidade da incorporação das referências do pensamento e a 118 . consolidando momentos coletivos de reflexão sobre a prática docente. temos na formação continuada um instrumento fundamental para o desenvolvimento desta proposta curricular para o ensino da Educação Física na rede pública estadual do Espírito Santo. destacamos a importância de compreendermos que a aprendizagem do conhecimento específico dessa disciplina deve estar pautada na compreensão da expressão corporal como linguagem. Assim. entendemos que. exposições. São eles: a relevância social do conteúdo. a sala de informática. com a escrita dos Cadernos Metodológicos. sobretudo quando se espera mudanças efetivas nesta prática. gincanas. tomando a quadra. nos apresentam alguns princípios curriculares que poderão embasar a nossa prática. dentre outras. é importante considerarmos o ensino da cultura corporal de movimento no seu sentido histórico e lúdico do conteúdo. para que possamos alcançar os objetivos propostos neste documento. a biblioteca. são estratégias de ensino que devem ser incentivadas por todos os professores da rede de ensino estadual. a sala de aula. al. dentro da concepção de ensino privilegiada neste documento. em que os temas da cultura corporal expressam sentido e significado aos seus sujeitos. a simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade. as atividades de visitas e as excursões como formas de conhecer e explorar as diferentes maneiras para a aprendizagem do conteúdo da Educação Física. Mas para isso será necessário o envolvimento de todos os professores. 1992).Sumário principal um retrospecto das atividades corporais. Preliminarmente. o recreio. ao mesmo tempo em que os professores de Educação Física da rede estadual estarão validando esta primeira versão da proposta curricular. et.. os torneios escolares. para iniciar o nosso trabalho de implementação desta proposta curricular.

. Apoiados nesse compromisso de desenvolvimento do ensino da Educação Física voltada para a construção de uma educação de qualidade e formação do cidadão. ser inteligente implicava articular logicamente grandes ideias. organização e mobilização de conhecimentos pertinentes para a solução de problemas. guardá-las ou atualizá-las. A base para uma educação de competências está em possibilitar aos alunos que ele seja um cidadão analítico. no qual se compreende que as competências não são um programa clássico. interpretar essas informações. p. Dessa forma entende-se o corpo na sua relação com o meio e que dialoga 119 . ou seja. pois o computador tem cada vez mais o poder de processá-las. A condição para o desenvolvimento desta proposta curricular esteve atrelada ao conceito de competências e habilidades.. Esse tipo de aula. continua tendo lugar. a grande questão escolar era a aprendizagem – exclusiva ou preferencial – de conceitos.. que tenha uma participação ativa na sociedade. 2001). 1992). 2001. emocional e cognitivo. insisto. . afetivo. estar informado sobre conhecimento. da ordem do saber como fazer. na busca de solução de nossos problemas (Macedo apud Primi et al. social. Elas dizem o que os alunos devem dominar e não o que deve ser ensinado. mas cada vez mais torna-se necessário também o domínio de um conteúdo chamado ‘procedimental’. 1999). al. Estávamos dominados pela visão de que conhecer é acumular conceitos.Sumário principal provisoriedade do conhecimento (Soares. A questão está em encontrar. A aquisição de habilidades está na capacidade do indivíduo mobilizar uma ação para a qual o aluno prioriza conhecimentos de mais de uma área para resolver questões (Perrenoud. em que o problema nem sempre está na falta de informações. São eles: Conhecimento sobre o corpo: levou a considerar o corpo no seu aspecto físico. na tentativa de superar a visão dicotômica entre corpo e mente presente em nossa sociedade. reflexivo e crítico. aprendizados construídos e não virtualidades da espécie – a Educação Física pode possibilitar ao aluno a identificação. conflitos ou desafios (Santos. et. Até pouco tempo. Vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica. 152). Com base no conceito de competência – aquisições. traçamos algumas competências e habilidades com base nos eixos temáticos presentes na Ementa Curricular dessa disciplina e na Matriz Curricular definida pela Sedu.

analisar e expressar as ideias. Os jogos e os movimentos individuais e coletivos: destaca-se como elemento da cultura corporal presente nos diferentes contextos socio-históricos presentes em âmbitos nacional. com suas diferentes organizações tecnico-táticas. compreendendo os limites e as possibilidades corporais e respeitando as diferenças de gênero. o sujeito desenvolve a sua criatividade na construção de regras coletivas que resgatem os valores morais. buscando problematizar a relação do corpo com a saúde. Corpo-linguagem/Corpo-expressão: entende-se a expressão corporal como linguagem presente nas diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. Os jogos esportivos: prioriza o conhecimento dos jogos institucionalizados socialmente. Por meio da linguagem corporal o sujeito se comunica. o desenvolvimento da inclusão por meio da capacidade de recriação das regras. interage com o meio. proporcionando uma noção de historicidade do desenvolvimento de práticas esportivas presentes nos contextos mundial e nacional. desenvolve sua capacidade comunicativa ao interpretar. etnia.Sumário principal com diferentes contextos socioculturais desenvolvidos historicamente. Além disso. onde expressa subjetividade. o trabalho e a cultura. respeitando a diversidade e promovendo a inclusão. emoções e. ainda. Por meio do jogo. reconhecendo a identidade própria e do outro. sintetizar. classe social e idade. Além disso. 120 . regional e local. sociais e éticos. e também desenvolve a ludicidade descobrindo o prazer nas vivências corporais.

• Identificar as substâncias nocivas ao organismo utilizadas na prática de atividade física. • Capacidades físicas aplicadas na atividade física. • Reconhecer e respeitar seus limites e as possibilidades do próprio corpo. compreendendo as relações de gênero e as individualidades. • As práticas de lazer na comunidade escolar e no seu entorno. • Participar de atividades de natureza relacional.Sumário principal 6. • Desenvolver suas atividades corporais com autonomia.4. • Adotar hábitos de higiene. • Identificar as possibilidades de lazer e aprendizagem nas práticas corporais. sociais. • Capacidades físicas: noções gerais.. HABILIDADES Tópico: Corpo/identidades e as diferentes formas. • As atividades físicas e os exercícios físicos: implicações na obesidade e no emagrecimento. • Padrões de estética e conceitos de saúde.Educação Física 5ª a 8ª Séries COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Conhecimento sobre o corpo • Conhecer o seu corpo nos seus aspectos físicos. • Compreender os aspectos relacionados com a boa postura e sua importância para a saúde. alimentação e atividades corporais. Tópico: Conhecimento da estrutura e do funcionamento do corpo • Identificar as funções orgânicas relacionadas às atividades motoras. TÓPICOS/CONTEÚDOS 121 . • Substâncias nocivas ao organismo. • Atividades adaptadas. culturais e afetivos. relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde. de si mesmo e do ambiente em que vive. • Vivenciar o espírito solidário que cuida do outro. possibilidades e limitações do movimento • Conhecer os conceitos de saúde e os padrões de estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais e culturais. bem como a de seus colegas.4 Conteúdo Básico Comum . reconhecendo e respeitando suas características físicas e o desenvolvimento motor. • Conhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais.

• Ginástica adaptada. • Dança folclórica. • Conhecer as diferentes manifestações culturais nos âmbitos mundial. acrobática. • Benefícios da prática das ginásticas. 122 . • Variação de movimentos do corpo de acordo com as melodias das músicas. • Construir coletivamente pequenas coreografias a partir dos movimentos aprendidos e incorporados no contexto social. possibilitando a inserção dos alunos com necessidades educativas especiais. • Coreografias de dança. • História da dança. rítmica. recriando. nacional e local. • Identificar as atividades rítmicas e expressivas presentes em danças. • Reconhecer e identificar gestos e movimentos observados na dança. • Adaptar os movimentos da ginástica estudada às novas situações. campesinas..Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Corpolinguagem/Corpo-expressão • Reconhecer o corpo como meio de linguagem e expressão nas diferentes culturas: indígenas. • Identificar e utilizar as habilidades motoras fundamentais para a prática da ginástica. • Identificação do ritmo pessoal e grupal. imitando. • Identificar as características das danças estudadas. como manifestação da cultura corporal. • Riscos e cuidados na prática das ginásticas. artística etc. • Relacionar diferentes tipos de danças folclóricas. mantendo suas características. • Ritmo. • Características das danças. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da dança. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Noções básicas dos diversos tipos de ginástica: escolar. • Conhecer a história das ginásticas estudadas. • Identificar as modalidades de ginásticas praticadas na comunidade local. • Identificar as possibilidades de movimentos dos diferentes segmentos do corpo na realização da ginástica. lutas e ginásticas. • Reconhecer a importância da prática da ginástica para manutenção e a promoção da saúde. africanas. Tópico: Dança • Conhecer a história das danças estudadas. • Habilidades motoras fundamentais ginásticas. HABILIDADES Eixo-temático: Corpo-linguagem/ Corpo-expressão Tópico: Ginástica • Vivenciar as diversas manifestações da ginástica. • Organização de festivais de dança. entre outras.

• Jogos de raciocínio. • Explorar as diferentes formas de jogo desenvolvidas historicamente. • Jogos cooperativos. • Construir jogos. • Reconhecer a importância da convivência com os alunos que apresentam necessidades educativas especiais. • Vivenciar os diferentes tipos de jogos. • Reconhecer os diferentes tipos de jogos e suas características fundamentais. • Participar de atividades de caráter lúdico. regional e nacional. 123 . • Jogos populares. HABILIDADES Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos Tópico: Jogos e brincadeiras • Analisar as diferenças históricas dos jogos e das brincadeiras presentes nas culturas local. • Reconhecer e vivenciar diferentes tipos de jogos. nos jogos e nas brincadeiras individuais e coletivas.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Os jogos e os movimentos individuais e coletivos • Conhecer os vários tipos e as variadas maneiras de experimentar os jogos. • Jogos pré-desportivos. TÓPICOS/CONTEÚDOS • História dos jogos e das brincadeiras. • Características dos jogos.

os materiais e o espaço visando à inclusão de si e do outro. técnicas e táticas de cada desporto. • Aplicar habilidades motoras específicas dos esportes. • Fundamentos técnicos básicos. futsal. • Princípios gerais de ataque. basquete. defesa e circulação de bola. torcedor. TÓPICOS/CONTEÚDOS • Iniciação desportiva. • Significados/sentidos predominantes no discurso das mídias sobre o esporte. • Reconhecer as organizações técnicotáticas dos diferentes jogos. • Desenvolver a capacidade de adaptar as regras. • Os grandes eventos esportivos. • A transformação do esporte em espetáculo e em negócio. • História das modalidades: atletismo. juiz). políticos e sociais de constituição dos jogos desportivos. materiais e espaço. basquete. defesa. handebol. 124 . handebol. • Atletismo.Sumário principal COMPETÊNCIAS Eixo-temático: Jogo esportivo • Conhecer as diversas modalidades esportivas instituídas socialmente praticadas em outros países e no Brasil. bem como criar novas formas de organização. visando à inclusão de si e do outro. • Vivenciar as práticas corporais desportivas. • Reconhecer a necessidade de adaptar regras. • Compreender e vivenciar os aspectos relacionados à repetição e à qualidade do movimento no gesto esportivo. HABILIDADES Eixo-temático: Jogo esportivo Tópico: Conhecimento dos vários tipos de desportos. futebol. individual e coletivo • Diferenciar e experimentar várias maneiras de jogar um desporto. vôlei. • Conhecer os aspectos históricos. • Compreender os diferentes contextos dos jogos esportivos (participativo e competitivo) e os variados papéis (goleiro. • Entender as regras. vôlei. • Noções de regras. • Esportes adaptados. • Reconhecer as diferenças e características relacionadas ao gênero na prática das modalidades esportivas. futebol. técnico. • Compreender as diferentes formas de organização desportiva.

Paraná. Unijuí. Lazer. 1. Ricardo et al.1. Ministério da Educação. In: FERREIRA NETO. Unijuí. BRASIL. Amarílio (Org). ES: PROTEORIA. 2001. Vitória. PERRENOUD. 2003. Francisco Eduardo (Org. ES: PROTEORIA. SOUZA JÚNIOR. 73-76. p. Christiane.. ES: PROTEORIA. Educação física escolar: política. v. KUNZ. Parâmetros curriculares nacionais. PRIMI. Gisele Franco de Lima. p. 2001.5 Referências BRACHT.151-139. 2004. SOARES. Educação física escolar: política. 2001. Competências e habilidades cognitivas: diferentes definições dos mesmos constructos. 1992. Pesquisa em ação: educação física na escola. DF: MEC. Ijuí. Vitória. Orientações curriculares para o ensino médio. Vitória. 1999. v. Discurso e prática pedagógica: elementos para a compreensão da complexa teia que envolve a Educação Física na dinâmica escolar.4. investigação e intervenção. 2001. CAPARROZ. Carmem Lúcia et al. 2001. In: ___. RS: Ed.).17. n. Paraná. Saber e fazer pedagógicos: acerca da legitimidade da educação física como componente curricular. ______. A construção de competências nas aulas de educação física da educação básica. Philipe. Pesquisa histórica na educação física. Construir competências desde a escola. SANTOS. investigação e intervenção. Vitória. 2000. UFMG.). Belo Horizonte: Ed. WERNECK. Marílio. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO. 2006. Elenor. maio/ago. Ijuí. 2001. ______ et al.1.. trabalho e educação: relações históricas. ______. Metodologia do Ensino de Educação Física. investigação e intervenção. Francisco Eduardo (Org. Anais. ES: PROTEORIA. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Brasília. RS: Ed. 125 . questões contemporâneas. DF: MEC. 6. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Cortez. v. 1998. Perspectivas para compreender e transformar as contribuições da educação física na constituição dos saberes escolares.Sumário principal 6. Brasília. Transformação didático-pedagógica do esporte. 2. 2001. Francisco Eduardo. In: CAPARROZ. Educação física escolar: política. O saber e o fazer pedagógico da educação física na cultura escolar: o que é um componente curricular? In: CAPARROZ. v. Valter.

Área de Ciências da Natureza Anos Finais .Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 02 .

nº 1.3. 2.CEP 29. anos iniciais. 104 p.Espírito Santo (Estado) . Guia de implementação. 01 . anos finais. área de Ciências da Natureza. César Hilal. 02 . Ensino . 3.Currículo. . II.Ciências da Natureza. 2009. ES. v. área de Ciências da Natureza. 4. anos finais. 03 . – Vitória : SEDU.Currículo. 02 . 02) Conteúdo dos volumes : v.Ensino fundamental. I. v. 03 . CDD 372.Ensino médio.Ensino fundamental.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. v.056-085 . v.111. Ensino fundamental .Info Consultoria. – (Currículo Básico Escola Estadual . anos finais.com. 01 .Ensino fundamental. Volumes sem numeração : Ensino fundamental. v. Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências da Natureza / Secretaria da Educação. Ensino médio .016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av.Vitória/ES . área de Linguagens e Códigos.br Espírito Santo (Estado). área de Ciências Humanas. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo. área de Ciências Humanas. Ensino fundamental . ISBN 978-85-98673-03-5 1. área de Linguagens e Códigos. v. Título. 26 cm.19 CDU 373.Ensino médio.Ensino médio. Santa Lúcia . Série.Currículo.

” Paulo Freire . igualmente sujeito do processo. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado.. ao lado do educador..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.

Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia.SEDU Ana Beatriz de C. SRE Carapina: Lucymar G. Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Marcio Vieira Rodrigues. Linderclei Teixeira da Silva. Rodrigues Soyer. Magna Maria Fiorot. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Lea Silvia P. Torres. Organdi Mongin Rovetta. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Edilene Klein. Renata da Costa Barreto Azine. Cristina Lúcia de Souza Curty. Alexandre Nogueira Lentini. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Luciana Oliveira. . Alan Clay L.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Dileide Vilaça de Oliveira. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. Divalda Maria Gonçalves Garcia. João Luiz Cerri. Nourival Cardozo Júnior. Alecina Maria Moraes. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Mohara C. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. Tarcísio Batista Bobbio. Danilza A. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Márcio Correa da Silva. Tânea Berti. Lima. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Márcia M. Carlos Sebastião de Oliveira. Irineu Gonçalves Pereira. Jane Pereira. Ângela Maria Freitas. Luciene Maria Brommenschenkel.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Marcia Vânia Lima de Souza. Delcimar da Rosa Bayerl. de Almeida. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini. Cátia Aparecida Palmeira.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Adna Maria Farias Silva. Rita de Cássia Santos Silva. Edna Milanez Grechi.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Luiz Humberto A. Maria Alice Dias da Rosa. Fernandes. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira. Angelita M. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Maria Adelina Vieira Clara. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos. do Nascimento. José Christovam de Mendonça Filho. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Silma L. Mirtes Ângela Moreira Silva. Carmencéa Nunes Bezerra. Morati. Márcia Gonçalves Brito. S. Sebastião Ferreira Nascimento. Sabrina D. P. Ivanete de Almeida Pires. Claudinei Pereira da Silva. Angélica Chiabai de Alencar.Física Claudio David Cari . SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Jarbas da Silva. Sandra Renata Muniz Monteiro. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Edson de Jesus Segantine. Eliane Carvalho Fraga. Ilza Reblim. Rodrigo Nascimento Thomazini. Luciene Tosta Valim. Renan de Nardi de Crignis.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . C. Luiza E. Ilza Reblim. Campos Cruz. Ires Maria Pizetta Moschen. Regina Jesus Rodrigues. Braga. Rodrigo Vilela Luca Martins. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Ivone Braga Rosa. Dalla Passos. Maria Adélia R. Ferreira. Valéria Zumak Moreira. Alcimara Alves Soares Viana. Davel. Magna Tereza Delboni de Paula. de Quadros P. C. Ana Helena Sfalsim Soave. Ires Maria Pizzeta Moschen. Elza Vilela de Souza. Coelho Ambrozio. Márcia Carina Marques dos Santos Machado. Rita Nazareth Cuquetto Soares. José Alberto Laurindo. Rodrigues. Pedro Guilherme Ferreira. Luciane R. Eliane dos Santos Menezes. Christina Araújo de Nino. Cláudia Regina Luchi. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Paulo Roberto Arantes. Edilene Costa Santana. Antônio Fernando Silva Souza. Monteiro e Wagna Matos Silva. Jane Ruy Penha. Alvarenga Vieira. Luciane Salaroli Ronchetti. Luciete de Oliveira Cerqueira. Carvalho. João Luiz Cerri. Erilda L.Arte Rita de Cássia Tardin . Érika Aparecida da Silva. Giovana Motta Amorim. Luiz Antonio Batista Carvalho. Valentina Hetel I. Maria da Penha E.C. Roseane Sobrinho Braga. Rodrigues. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria. da Silva. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Cristina Louzada Martins da Eira. Rosângela Vargas D. de Castro. Epitácio Rocha Quaresma. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Cezar. Pedro Paulino da Silva. Foerste . Gleydes Myrna Loyola de Oliveira. Elisangela de Jesus Sousa. Fabiano Boscaglia. Sulâne Aparecida Cupertino. Maria José Teixeira de Brito. Paulo Alex Demoner. Lúcia H. Izaura Célia Menezes. Jaqueline Oliozi. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Alves. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. Israel Bayer. Edimar Barcelos. Patrícia Maria Gagno F. Barbosa. Gleise Maria Tebaldi. Luciane S. Lurdes Maria Lucindo. Perin e Valéria Perina. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Roberto Lopes Brandão. SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Elizabeth Detone Faustini Brasil. Conciana N. Carla Moreira da Cunha. Eliane dos Santos Menezes. Alaíde Trancoso. Martinelli. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Maria de Lourdes S. Lúcia Helena Maroto. Ana Paula Alves Bissoli. Eliethe A. Nilson de Souza Silva. Rogério de Oliveira Araújo. Marta Margareth Silva Paixão. Renata Garcia Calvi. Jaqueline Justo Garcia. Paulo Roberto Arantes. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Carvalho Morais. Luciano Duarte Pimentel. Léa Silvia P. Renato Santos Pereira. Marlene Athaíde Nunes. Margareth Zorzal Fafá. Angélica Chiabai de Alencar. Chirlei S. Jomar Apolinário Pereira. Giuliano César Zonta. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Sidinei C. Margarida Maria Zanotti Delboni.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Hulda N. Maria da Penha de Souza. Cátia Aparecida Palmeira. Madalena A. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Pinto. Maria da Penha C. Renato Köhler Zanqui. Rosangela Maria Costa Guzzo. Luciene Tosta Valim. Maria Geovana M. Mara Cristina S. Eduarda Silva Sacht. Ana Paula Alves Bissoli. Karina Marchetti Bonno Escobar. R. Edna dos Santos Carvalho. Ediane G. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Maria Alice Dias da Rosa.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Gina Maria Lecco Pessotti. Sebastião Ferreira Nascimento. Regina Zumerle Soares. Ribeiro. Eliana Aparecida Dias. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Hebnezer da Silva. Rachel Miranda de Oliveira. Marcelo Ferreira Delpupo. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Vazzoler. Sérgio Rodrigues dos Anjos. Patrícia Maria Gagno F. Soprani. Everaldo Simões Souza. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Pedro Paulino da Silva. Rosiane Schuaith Entringer. Maria Elizabeth I.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Zelinda Scalfoni Rodrigues. Eliana C.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao .Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Gilcimar Manhone. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Angélica Chiabai de Alencar. Jorge Luis Verly Barbosa. Maria de Glória Sousa Gomes. Última da Conceição e Silva. Sandra Renata M. Tania Mara Silva Gonçalves. Benevides. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. Anderson Soares Ferrari. Rhaiany Rosa Vieira Simões.Língua Portuguesa Adriana Magno. João Firmino. Marilene Lúcia Merigueti. Ronchetti. Maria Cristina Garcia T. Sônia A. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Bastos. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Sara Freitas de Menezes Salles. Jomara Andris Schiavo. Edílson Alves Freitas. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Novais Rocha. Hebnézer da Silva. Antônio Carlos Rosa Marques. Teresa Lúcia V. Maria do Carmo Braz. Maria da Ressurreição. Martinelli. Naédina Barbieri. Marcos Leite Rocha. Vaneska Godoy de Lima. Antônio Fernando Silva Souza. Cortez. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Oliveira. João Carlos S. Maria Aparecida Rosa. Kátia Regina Zuchi Guio. Elenivar Gomes Costa Silva. Josimara Pezzin. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Iza klipel. Alaíde Schinaider Rigoni. Francisco Castro. Sebastiana da Silva Valani. da Silva Scaramussa. Neyde Mota Antunes. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Fracalossi. Christina Araújo de Nino. Salette Coutinho Silveira Cabral. Núbia Lares. Rosinete Aparecida L. Kátia Elise B. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Patrocínio. Anelita Felício de Souza. Cérlia Silva de Oliveira. Ilia Crassus Pretralonga. Antonia Regina Fiorotti. Anderson Soares Ferrari. Maria Nilza Corrêa Martins. Guaresqui Cruz. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Giselle Peres Zucolotto. Lyra. Gracielle Bongiovani Nunes. Johan Wolfgang Honorato. Eliane Maria Lorenzoni. Nascimento. Dilma Demetrio de Souza. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Ernani Carvalho Nascimento. Vivian Rejane Rangel. Verginia Maria Pereira Costa. Américo Alexandre Satler.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Irineu Gonçalves Pereira. Renan de Nardi de Crignis. Manzoli. Marlene M. Larmelina.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Alaércio Tadeu Bertollo. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Rosiana Guidi. Neire Longue Diirr. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . de Oliveira. Telma L. Mônica V. Sandra Fernandes Bonatto. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Edy Vinicius Silverol da Silva. Malba Lucia Gomes Delboni. Pereira. Freitas. Junqueira. Raquel Marchiore Costa. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Denise Moraes e Silva. Maura da Conceição. Lúcia Helena Novais Rocha. Evelyn Vieira.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos .Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . Lemos. Bastos. Agnes Belmonci Malini. Rodrigues. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Paulo Roberto Arantes. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Leila Falqueto Drago. Marta Gomes Santos. Simone Carvalho.

Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. na qual. a complexidade que envolve a infância e a juventude. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. neste contexto. Para enfrentá-los. são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. como um plano único e consolidado. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011.Sumário principal Prezado Educador. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . Temos certamente que comemorar. Como equipe. sem dúvida. quer sejam individuais ou coletivos. das superintendências e da unidade central.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. ao longo dos anos. sobretudo. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. O Estado. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. por meio de mecanismos participativos. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. Educação Especial e Educação do Campo. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). conforme os termos constitucionais. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. Como síntese desse processo. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. mas. como unidade autônoma. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. tendo como base um projeto de nação. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 .Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem.

fortalecendo a grande complexidade. costumes historicamente produzidos que. por meio de atitudes. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. hábitos e consequentemente. muitas vezes. Entre os anos de 2004 e 2006. De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. conectado com a dimensão universal.500 educadores. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. Todos esses atores mente construídas. tônomos e críticos. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. 12 . com vistas à promoção do educando e. que desafios que precisamos enfrentar. O currículo é a materialização do ricos de discussão. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. professores convidados. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. entre vimento de crianças. ciência e cultura. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. Portanto. mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. da educação pública.Sumário principal e social de sua população. valores. com qualidade social. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. como a relação entre trabalho. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. nizados. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino.

conteúdos com- 13 . buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. outros Educação Básica. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Isto é.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. resguardando as especificidades das escolas. conhecimentos estanques e conservadores. consequentemente. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. Certamente. Para tanto. Além para cada disciplina da do CBC. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social.CBC para cada disciplina da Educação Básica.

Do ponto de vista organizacional. produz conhecimentos. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. ampliando a nada. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. cultura e trabalho. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. e transformação dos fenômenos naturais e sociais.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. cializadas na medida em que cultura e trabalho. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. lo ciência. Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. como instrumentos dinamizadores do currículo. assim. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e. dentre outros. em alguns casos. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. correspondendo aos 30% restantes. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. na relação com a natureza e com seus pares e. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. ou seja. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização.

Esporte. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. “Ciência na Escola” . por meio da Lei Nº. por fim. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. materializa esse conceito. tornando a escola mais atrativa. a partir de estudos sistemáticos. O projeto contempla ainda. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. Dessa forma. utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando.Sumário principal vivências curriculares. 8963 de 21/07/2008. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. química e biologia. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais. Realização de olimpíadas escolares e. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. 15 . a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. roteiros turísticos e ambientais. Matemática e Ciências.

as novas do conhecimento. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. atualização da escola. escrita e pedagógicas. tecnologias e suas implicações didáticas. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. “Ler. que para a revitalização das professor dinamizador. pois o educador precisa aliar à Multimídia. intervenção pedagógica. com isso. com destasucesso esperado: estagiários. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. computador por aluno. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. a sua inclusão digital e a comunidade. pesquisa. as reformas educativas e seus desdobramentos. refletem a complexidade do do conhecimento matemático. formação gica. pois o educador precisa aliar à tarefa e. capacibibliotecas escolares. TV comunidade local. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. a partir digitais no cotidiano escolar. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. como ativiprocesso ensino-aprendizagem. pendrives. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. ampliando para a do educador é mais naridade. PC do professor. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA .um públicas e privadas. com destaque ações de formação. transdisciplida escola. de modo a 16 . por meio que necessidade. a de estudar. e a partir A formação continuada tação. envolvendo de forma colas públicas estaduais com equipamentos integrada ações de avaliação diagnóstica por de alta tecnologia aliados à prática pedagóaluno.

17 . com tudo isso. ao final de 2009. a partir do movimento de ação-reflexão-ação. de modo a contribuir para o desenvolvimento e a transformação das práticas pedagógicas. Espera-se. além de outras pautas de estudo do referido documento. alinhado a um processo participativo e dialético de construção.Sumário principal indicar mudanças nos perfis dos profissionais da educação e de sua necessidade constante de busca e troca de conhecimentos. A dinamicidade da implementação do currículo na rede estadual pressupõe a produção pelo coletivo de educadores estaduais de Cadernos Metodológicos. Destaca-se ainda. sistematizado no Guia de Implementação do Novo Currículo. que legitima a docência como campo de conhecimentos específicos e uma identidade profissional para que o trabalho docente seja validado política e socialmente. apontar uma direção para a educação pública a partir dos saberes produzidos pelas escolas. portanto. Nesse sentido. que incorporou o saber de quem o vivencia. A elaboração deste novo documento curricular reflete um processo de construção de conhecimento atualizado e contemporâneo. Uma trilha que referenciará a gestão pedagógica. Os processos de formação continuada devem centrar-se em um desenvolvimento profissional que envolva a construção e a valorização de uma identidade epistemológica. atribuindo-lhe o papel de ator e também de autor. apresentamos um breve histórico da construção do documento curricular do Estado do Espírito Santo. novas sugestões possam ser incorporadas a este Documento Curricular. salientando o compromisso de construção de um documento que refletisse o ideal de uma sociedade e de uma escola democrática e emancipadora. das condições de trabalho e do desenvolvimento pessoal e profissional do educador. como componentes do Guia. Para 2009 propõe-se a implementação e adequação deste documento curricular. o processo de avaliação do Documento Curricular para que. onde os educandos tenham condições de vivenciar um currículo integrador e promotor do desenvolvimento humano. que prevê o diálogo entre este Documento Curricular e o Projeto Político Pedagógico das escolas. os quais irão enriquecer a prática docente. uma trilha experienciada coletivamente.

Sumário principal Capítulo Inicial .

além de atuação na elaboração de itens para as avaliações nacionais (SAEB) e estadual (PAEBES). municipal e federal. e utilizadas como instrumento orientador na elaboração dos Planos de Ensino. por meio de seminários com participação dos professores referência. constituíram-se objetos de diálogo. considerando situação funcional. que. Em 2006 a Sedu. formação acadêmica e atualização permanente. que se constituiu referencial de estudo para formação dos professores da rede estadual. A construção dessas ementas foi realizada por grupos de educadores das redes estadual. 21 . elaboraram as ementas contendo visão de área. Destaca-se também como produção do ano de 2004 a publicação do livro Política Educacional do Estado do Espírito Santo: A Educação é um Direito. a partir da realização de Seminários e Grupos de Estudo para a elaboração de ementas de cada disciplina. por meio de dinâmicas de socialização dos estudos e avaliação. estudo e debate vivenciados no interior das unidades escolares quer seja nos momentos de formação em serviço quer seja em sala de aula. nos quais. se chegou a um relatório final que aponta sugestões para a reestruturação das diretrizes curriculares. As sugestões e análises feitas nas escolas foram trazidas para os Seminários Regionais de Avaliação das Ementas Curriculares. exercício constante de uma prática pedagógica inovadora. Ao longo de 2004 as ementas encaminhadas para toda a rede estadual. conteúdos e orientações didáticas.Sumário principal 1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR As iniciativas da Sedu em elaborar de forma coletiva e dialogada o novo currículo para a rede estadual de ensino iniciaram-se em 2003. considerando a necessidade de elaboração de um referencial introdutório ao documento. com representantes da Sedu/ Superintendências Regionais de Educação (SRE) e de todas as escolas. Em 2005. reunidos por disciplina e posteriormente por áreas de conhecimento. objetivos. a Sedu identificou e cadastrou professores referência de cada disciplina e por SRE. propôs ações com objetivo de construção do documento de diretrizes curriculares do Espírito Santo. de acordo com a prática pedagógica do professor.

SRE.Sumário principal Assegurando a continuidade do debate em toda a rede. estar a serviço da vida. em dois grandes ciclos de colóquios. instituições e modos de 22 . Valorização e afirmação da vida Esse princípio expressa que a educação deve. exige o auto-cuidado e o respeito ao outro.500 eduTodos foram mobilizados cadores. técnipedagógicas com vistas à promoção do educando cos da unidade e. A vida é a dimensão integradora das relações na escola e. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores. consequentemente. modalidades e transversalidades. contando com a participação de cerca de 1. da educação pública. jovens e adultos capixabas. Esses princípios colocam o educando como referência e foco de todo o processo educativo.1 Princípios norteadores Os princípios representam a base e o fundamento que subsidiam a política educacional de escolarização de crianças. Para essa etapa de reformulação contou-se ainda com duas consultoras. central e das da educação pública. entre a pensar e propor professores realternativas políticoferência. Foram vividos momentos muito ricos de discussão. acima de tudo. foi priorizada a elaboração dos Conteúdos Básicos Comuns – CBC. que organizaram os debates com os demais profissionais da rede estadual. consultores. Toda produção foi mediada também nas unidades escolares por Dinamizadores do Currículo (pedagogo ou coordenador). consequentemente. em sua fragilidade. num processo formativo e dialógico. 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2. intercolóquios e seminário de imersão. Como principais autores desta elaboração foram envolvidos 112 professores referência da rede estadual que. Todos esses atores foram mobilizados a pensar e propor alternativas políticopedagógicas com vistas à promoção do educando e. pedagogos e representantes de movimentos sociais organizados. professores convidados. nos anos de 2007 e 2008. além de 26 especialistas de cada disciplina. produziram os CBC por disciplina.

Nesse sentido. experienciada por e com todos os sujeitos por meio do acesso e da troca de informações. a vida requer convivência na promoção da paz interior. social. A escola precisa estimular os diversos atores educacionais a desenvolverem uma consciência de si. por meio da constante elaboração da relação ser humano-natureza-sociedade. cultural e político. pela paz e pela vida em toda a sua diversidade. A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e. a gratidão pela vida e a humildade em relação ao lugar que ocupamos no planeta. de dominação e discriminação é oportunizar que a diversidade seja vivida. O desafio que se coloca na escola é adotar uma postura ética na relação entre grupo humano e social. dignidade humana. pois um prescinde do outro à medida que a diversidade biológica não existe isolada de um contexto cultural. No ambiente escolar essa convivência pressupõe a formação de sujeitos éticos. Superar as diversas formas de exclusão. O reconhecimento da diversidade na formação humana É por meio da valorização e da afirmação da vida que podemos garantir o respeito à A educação como bem público A educação.Sumário principal vida. paz social e paz ambiental. de modo que a preponderância do ser supere a limitação do ter. o lugar que ocupa no currículo escolar precisa contemplar a inter-relação entre ambos. direito de todos e dever do Estado e da família. que são apenas diferentes. pela compreensão dos direitos e deveres do cidadão e pelo exercício da autonomia necessária para a vida social. reverencia o mistério da existência. Compartilhar a responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da vida humana e de todos os outros seres vivos desperta o espírito da solidariedade. solidários. do outro e do mundo. é um bem público que deve servir 23 . Apresentar a diversidade como princípio norteador de uma proposta curricular implica compreender o processo de formação humana. pelo reconhecimento da diversidade como traço da realidade social. por isso. que se realiza em um contexto histórico. cooperativos e comprometidos com o firme propósito de alcançar a sustentabilidade. intensificando os esforços pela justiça.

onde liberdade com responsabilidade legitima a participação de todos e de cada um. conhecer e aprender são processos que emergem a partir das relações entre sujeito e objeto e entre diferentes sujeitos do processo de ensino-aprendizagem. A educação como serviço público. portanto. por ser um ambiente essencialmente humano. envolvendo a percepção. uma dimensão mais ampla. na medida em que contribui para o bem comum. assumindo o lugar de mediador. pela promoção do aprender a dialogar como condição A aprendizagem como direito do educando Aprender é.Sumário principal aos propósitos da emancipação humana e. exercido pelo poder público ou privado. espaço de visibilidade. No direito de aprender se insere o direito a um ambiente e contextos de aprendizagens adequados às necessidades e expectativas do educando. pela promoção da capacidade do aluno de aprender a aprender e aprender a desaprender (quando necessário). No entanto. criado e mantido por seres humanos concretos em constante processo de transformação. as ações educativas devem ser planejadas e executadas. deverá atender aos interesses da coletividade. consequentemente. antes de tudo. em que a prática educativa seja sustentada: por um currículo aberto à vida. aprender. assumindo. pelo desenvolvimento de competências e atitudes criativas. uma obra de legítimo interesse social. A escola pública com compromisso social. A unidade escolar é o lócus onde se concretiza o objetivo máximo do sistema educacional: a garantia do direito de aprender. A educação como obra de mudança. E um lugar de esperança. mediante um determinado caminho. a interpretação. do desenvolvimento social e econômico da nação. sentimentos e atitudes. um direito. de movimento de uma dada situação a outra diferente. Cabe ao educador comprometer-se com a dinamização desse processo. Todos os alunos têm condições de conhecer e 24 . que promova a conquista da autonomia intelectual do sujeito aprendiz. a construção. que a aprendizagem se constitui e nela se expressam emoções. possuem capacidades intrínsecas de auto-organização e de autogestão. Na escola. em função dele. É na relação entre os sujeitos. numa perspectiva dialógica e dialética. a reflexão e a ação. com toda a sua complexidade. o aluno é o centro do processo educativo e.

produz conhecimentos. algo vivo e dinâmico que articula as representações. resultante de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. Ciência como conhecimento produzido e legitimado ao longo da história. como forma de criação humana. pelo reconhecimento de que toda ação envolve interação num contexto dinâmico e relacional. “cultura com acesso exclusivo pelas camadas privilegiadas” e “o trabalho que dignifica o homem”. Consideram-se essas categorias para além dos clássicos sentidos comuns da “ciência como coisa de cientista”. ela deve dar condições para enfrentá-la a partir da compreensão dessa mesma realidade. símbolos e comportamentos. preparo para o exercício da cidadania e aprendizagem ao longo da vida. constituindo o modo de vida de uma população determinada. a cultura e o trabalho como eixos estruturantes do currículo A proposta de assumirmos um projeto educacional cuja formação humana promova a construção do conhecimento. que vivencia pela autodisciplina e autonomia moral e intelectual de seus alunos. essas categorias integradas constituem a própria essência da dimensão A ciência. como processo dinâmico de socialização. A pedagogia aqui apontada será promotora de uma escola verdadeiramente viva e criadora. material e social. da escrita e dos conhecimentos matemáticos. gerando a sua própria cultura. a partir da articulação dos princípios trabalho. e trabalho como princípio educativo. na medida em que constrói uma relação orgânica com e a partir do dinamismo social. portanto. Nesse sentido. acima de tudo. apropriando-se dela e transformando-a. e. assim. pela promoção da aprendizagem da cooperação e da solidariedade como condição de superação dos fatores de exclusão. Essa proposta não concebe a educação para a conformação do ser humano à realidade 25 . forma pela qual a humanidade produz sua própria existência na relação com a natureza e com seus pares e. cuja base se expressa na aquisição da leitura. cultura numa perspectiva antropológica.Sumário principal fundamental do processo de construção do conhecimento. ciência e cultura. anuncia um movimento permanente de inovação do mundo material e social em que estamos inseridos. Busca-se compreender a ciência como ferramenta do cotidiano que cumpre o papel de contribuir para o ser humano compreender e organizar o seu trabalho.

P. que precisam sempre ultrapassar a concepção mais restrita e. promotor de uma educação emancipadora. por ser um conceito bastante elástico e. que há dificuldade de se oferecer uma definição válida de currículo que seja aceita universalmente. 1998.G. a exemplo dos laboratórios de estudo. Portanto.Sumário principal curricular apresentada neste documento. N. Até porque todo conceito define-se dentro de um esquema de conhecimento.2 Conceituando currículo Parece ser consenso. 26 . o currículo na escola E. Porto Alegre: Artmed.G. sobretudo. muitas vezes. e a compreensão de currículo depende de marcos variáveis para concretizar seu significado1.R. no interior da unidade educacional. 2 MOTA. a organização física. certamente. sua polissemia revela sua riqueza e amplitude. de currículo como programa ou lista de conteúdos de ensino. e. ver entre estudantes e professores a reflexão sobre as relações humanas e sociais que fazem parte do cotidiano escolar. evidenciar a qualidade dessa ação. O currículo: os conteúdos de ensino ou uma análise da prática? In: SACRISTÁN. impreciso. sobretudo. Colocar em prática o currículo na escola significa discutir a formação humana por meio do trabalho pedagógico. e BARBOSA. C. A. essa perspectiva se concretiza ao materializarmos. 2. dependendo do enfoque que o desenvolva.construindo uma escola em sintonia com seu tempo. GÓMEZ. MEC/TV Escola/Salto para o futuro. e. os ambientes de sala de aula e de convivência como espaços de criação onde se articulam arte e ciência. a biblioteca escolar como celeiro de acesso ao mundo das letras e de exercício da imaginação e da inventividade. tornando-os visíveis e com consistência teórico-prática. evidenciar a qualidade necessita promodessa ação. no conformação humana texto histórico em por meio do trabalho pedagógico. Brasília. reconhece-se o currículo como “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a forColocar em prática mação humana”2.V. O currículo para além das grades . o significa discutir a currículo. que está inserido. junho de 2004.I. Compreender e transformar o ensino.S. Ao concebermos o espaço escolar como ambiente de aprendizagem. J. J. No entanto. nesse sentido. mais difundida. entre os curriculistas contemporâneos. que asseguram o conhecimento dos fenômenos. Isso acontece 1 SACRISTÁN.

currículo realizado (Ferraço). currículo real (Sacristán). Considerando isso. ações.Sumário principal Essa perspectiva de currículo nos permite ver como uma sociedade se reproduz e como se perpetuam suas condições de existência pela seleção e transmissão de conhecimentos. 27 . seu modo de organização e gestão. metas. seja no campo de metodologia. conhecimento escolar não dológica que valoriza os saé um ato desinteressado e beres e as práticas cotidianas neutro. de modo que se torna encontrar na literatura educacional as “culturalmente determinado. é possível e negociações. a identidade nantes. a seleção do uma postura teórico-metodos estudantes e etc. Assim. historicamente ideias de currículo em ação. a participação da comunidade. seu modo 4 FERRAÇO.T. estratégias de partida e chegada para se discutir o e procedimentos cotidianos. 2004. Documentos de identidade . as relações no interior 3 SILVA. Belo Horizonte: autêntica. In: Política Educacional do Estado do Espírito Santo: a educação é um direito. Deve ser assegurada que toda e qualquer discussão. De modo geral. políticas e alternativas educacionais. a identidade dos estudantes e etc.uma introdução às teorias do currículo. está deficurrículo4. 3 talidade social” . esteja assistida como questões que realmente importam e têm espaço concreto no trabalho Fazem parte do currículo cotidiano da escola. os conhecimentos mais valorizados da escola. Ele é resultado de lutas. nindo seu currículo e sua posição diante Pensar o currículo na escola a partir da valodo mundo. Fazem parte do currículo as rização dos saberes e das práticas cotidianas relações no interior da escola. Vitória: SEEB/SEDU.E. currículo praticado (Oliveira). de organização e gestão. currículo no situado e não pode ser desvinculado da tocotidiano (Alves). incluem tradições culturais Assim. avaliação. Por isso. e outras que considePortanto. pensar o currículo a participação da de classes e grupos dominessa perspectiva é adotar comunidade. seja no de questões que envolvam as relações humanas no processo escolar. O currículo escolar. o currículo é compreendido como ferramenta imprescindível na compreensão dos interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. C. 2000. conflitos concretas. T. quando a escola se reúne e ram o cotidiano das escolas como pontos discute objetivos.

Não norteadores do Ministério da Educação. aprender e foi pensada e organizada de vivenciadas ao longo das manifestar o que aprendeu. Competência como Práxis: os dilemas da relação entre teoria e prática na educação dos trabalhadores. A. Boletim técnico do SENAC. não há uma relação hierárapresentadas nos principais documentos quica entre competências e habilidades. 2005. de ensino e pesquisa. contemplam uma organização por ou conteúdos de ensino no currículo escocompetências e habilidades. como é o caso do PCN + e do Exame Nacional do Ensino Médio 5 BRASIL. forma a aliar competências. Para Macedo “a competência é habilidades e conteúdos de uma habilidade de ordem geral. Rio de Janeiro. esses dois elementos se As competências são entendidas como a completam. O primeiro por representar a “capacidade de agir em situações previstas e própria essência do processo pedagógico na não previstas. ensino. “capacidade de agir em As habilidades são entendidas situações previstas e não como desdobramentos das Desse modo. Pelo contrário. v. com rapidez e eficiência. ENEM . MEC/INEP. rede pública estadual de ensino do Estado do Espírito Santo e de diretrizes nacionais Nessa perspectiva. 81-93. lar. como parte que deste documento curricular.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. ou seja. habilidades não seriam consideradas uma competência menor. ENEM . Z. articuescola e o segundo por ser o meio pelo qual lando conhecimentos tácitos alunos e professores encone científicos a experiências de tram uma base de conteúdos As competências vida e laborais vivenciadas ao para utilizar como ferramenta são entendidas como a longo das histórias de vida”6. de vida e laborais conhecer. p. 6 KUENZER. Comumente. específica”7. MEC/INEP. 2004. 2005.exame nacional do ensino médio: Fundamentação teórico-metodológica. articulando competências. 30.Sumário principal não exclui a perspectiva dos programas e/ (Enem)5. fazer. a segunda parte previstas. com rapidez e eficiência. há gradação. 28 . Essa proposta vai ao enquanto a habilidade é uma competência de encontro de necessidades e interesses da ordem particular. 7 BRASIL. conhecimentos tácitos e as constituem. contendo os Conteúdos Básicientíficos a experiências expressam a forma de o aluno cos Comuns de cada disciplina. histórias de vida. Competências e habilidades As orientações contidas nos principais documentos de referência do Ministério da Educação (MEC).

herdada ou Não se trata de definir tência relacional. Nesse te. nesse sentido. pedagogos. pois se referem a petência. não basta possuir objetos potentes e adequados. extrema facilidade para alguma atividade. por exemplo. Dentre elas. quando julgamos um novo processo de aprendizagem na um professor pela ‘competência’ do livro escola. ou seja. na prática não se do sujeito. coordenadores e técnicos estejam atentos 8 BRASIL. 2002. condição do objeto.Sumário principal Trata-se mais exatamente de abrangência. 2005. herdada ou adquirida: comanulam necessariamente.exame nacional do ensino médio: Funde definir o que o professor irá ensinar ao damentação teórico-metodológica. dom ou uma mesma realidade. o que significa ver uma habilidade como uma competência específica8. ENEM . Competência como condição prévia anteriormente descritas. pois o importante aqui é “como esses fatores interagem”. A ideia de competências evidencia três ingredientes básicos9: do em uma matéria. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais para a elaboração do plano de ensino e o complementares aos parâmetros curriculares nacionais. as três formas de competência. A competência relacional expressa esse jogo de interações. Não se trata MEC. muitas dimensões diferentes e complementares de vezes. ine demais partícipes da ação dependente do sujeito educacional. o que o professor irá vimento de competências na ensinar ao aluno e sim o Co m p e tê n c i a co m o escola exige dos educadores que o aluno vai aprender. destacamos: a prograque adota ou da escola que leciona. uma maior preoque o utiliza: refere-se à cupação com as múltiplas facetas do trabalho competência da máquina ou do objeto. o que se chama de talento. MEC/INEP. é extremamente importante que os profissionais da educação. educativo. significa. o desenvolaprendida. mação das atividades e as metodologias Competência relacional: essa terceira adotadas para que essas estejam de acordo forma de competência é interdependencom o que se pretende desenvolver. É como se fosse uma conAo partir da ideia de compedição prévia. o que pressupõe uma organização Na escola. 9 BRASIL. 29 . Assim. essa forma de competência está da dinâmica do trabalho que implicará em presente. planejamento das atividades. não basta ser muito entendicontexto.

para fazer do ambiente físico e social da escola um local de aprendizagem? A vida escolar exige um conhecimento mais profundo sobre os tempos de vida. ao mundo do trabalho. alguém se torna aluno. Quais são os alunos e quais são. juntamente com a do-a na medida em que não ciência e a cultura. as bases para uma formação de qualidade e um lugar na sociedade.Sumário principal aluno e sim o que o aluno vai aprender. se forme e informe. Ao contrário disso. Nesse sentido. porque a articulação das comalguém se torna aluno”. neste documento curricular. afetivas. preciso dar ênfase ao principal sujeito da ação educativa: o aluno.3 O sujeito da ação educativa: o aluno Desse modo. suas A perspectiva das competências e habilidades aqui defendida difere da concepção tecnicista das décadas de 60 e 70 na qual se queria formar trabalhadores especializados para atuar em setores específicos da sociedade. é necessário o desenvolvimento de competências e habilidades que ele precisará dispor na vida em sociedade. Quem petências e habilidades com os é esse sujeito que se encontra conteúdos de ensino precisa estar conectada imerso em um mundo contemporâneo e com a realidade social. 2. partida para nossa reflexão é necessário conAssim. pode-se inferir que um currículo dessa siderar a condição de aluno. trabalhar nessa concepção. “Ninguém nasce aluno. É relações com a sociedade e com a instituição escolar? Esse sujeito está aprendendo na escola? Utilizamos a linguagem correta para cada tempo da vida humana. está aliado o naturalizemos no interior da Ninguém nasce aluno. econômica e vem de diferentes origens sociais e culturais? histórica na qual o indivíduo está inserido. Como ponto de (cognitivas. Até escola. hoje. visa a investir na formação do cidadão. Cidadão esse que busca na escola adquirir. sociais e psicomotoras). o trabalho pedagógico deve ter como foco o investimento na formação No trabalho de construção deste documento da pessoa e na sua prática de cidadania e se curricular privilegiamos o principal sujeito estender às múltiplas dimensões do indivíduo da ação educativa: o aluno. problematizannatureza. em que os recortes biológico (das transformações e desenvolvimento orgânico) e demográfico (das faixas etárias) mostram-se insuficientes 30 . por meio do ensino e da pesquisa. cultural. para que o aluno aprenda.

estudo e a compreensão da contudo. vêm carregados erro querer analisar todas as infâncias e as de significados distintos. momento da maturidade. sem. os A ação de reconhecimento adultiza. pois reconhece-se que. constituir-se como infância. a caracterização da coninfância é um momento singular na vida temporaneidade. Esses tempos de vida. os infantiliza. especialmente no que se de um indivíduo. que gradativamente têm significado os ambientes e inserir-se neles. e até mesmo com as peculiaridades dinâmica da ação educativa. há ou etnia. Os diálogos com única instituição responsável As crianças de hoje não as teorias de um lado e as por esse desafio. que conrenciam. 31 . Sendo simbólicas específicas e próprias. a Psicanálise. a Sociologia. numa sociedade socioculturais determinadas. sendo um ocidental como a nossa. A escola. a Filosofia. a fragilidade da construção e permanente descoberta do instituição família. dentre mundo. séculos. A e na comunidade. de sua função educadora. a juventude e a curta etapa da infância. são elementos essenciais para A infância que conhecemos hoje é a criação o fortalecimento da dinâmica da ação educade um tempo histórico e de condições tiva. muda com o tempo e com os diferentes a juventude e a vida adulta ao organizar-se contextos sociais. econômicos. promove a insermuitas ciências têm contribuído para o ção e possibilidade de ascensão social. de dominar física e mentalmente outros. a violência urbana. É necessário reconhecer os Infância e crianças são noções que se difeaportes histórico e socioculturais. assim. podemos considerar que a infância é necessário compreendermos a infância. a inserção na vida adulta. uma vez que são exatamente iguais lutas políticas em defesa a compartilha com a famíàs do século passado. geográfitodo o processo pedagógico da complexa cos. no Brasil templam o pertencimento de classes. no exercício História. dos direitos da criança.Sumário principal e imprecisos. Portanto. gênero. e não diferentemente no Espírito Santo. é tempo de constante refere à crise de autoridade. criações culturais crianças com o mesmo referencial. a negação do direito à infância e a precoce A Psicologia. a vida adulta. ora lia e as demais instituições nem serão idênticas às que virão nos próximos empurrando para frente o sociais. a Antropologia. ora jogando para traz dos tempos da vida: a infância. os valores presentes em cada família crianças que não têm direito à infância. enfim.

tórica que gera e é geradora A juventude é marcada pela de significações e significados busca da diferença e originaque somente podem ser analisados à luz da lidade. Os estudiosos do desenvolvimento humano consideram a adolescência tempo de mudanças físicas. É uma categoria vocabulários e vestuários próprios. Deve ser pensada para contrastes. se exercita e se reconstrói variados. delimita mobilizar. visível. e que se originalidade. Portanto. ajudam a traçar o perfil da população. das transformações físicas que ela acarreta a atenção e a tensão dos adolescentes. Na infantil e a maturidade do adulto. passam a utilizar ligadas à maturação sexual). da puberdade e social parecem mobilizar. que. construindo. as crianças de hoje não são exatamente iguais às do século passado. Marcas definidoras da existência além da idade cronológica. como a o sinal próprio desse tempo. compreendida como um períde apropriação da linguagem que. o desejo de impactar. a escrita. a construEssa é uma construção iniciada da diferença e ção do pensamento lógico com o nascimento. de provocar própria sociedade. discurso com sentido. assim. sua identidade dentro de uma história e tempo específicos. que encaminham parte do sistema de sinais adquirido num o jovem na construção de sua subjetividade. A adolescência é uma ponte entre a infância e É marca desse tempo da vida o processo a idade adulta. se constitui em sujeito Consideram que a juventude se forma no da linguagem ao dizer “eu”. o desejo de impactar. sendo básicas encaminha para a complecontrastes. a atenção e a hoje como uma categoria histensão dos adolescentes. nem serão idênticas às que virão nos próximos séculos. tude do homem. de forma tude é também compreendida os dois extremos da vida. estilos que se constrói. marcada pela busca leitura. nas relações estabelecidas também e não 32 . Marcas para outras. de forma visível.Sumário principal individuais. como odo atravessado por crises. cognitivas e sociais que. sendo que infância importantes apreno sentido de conquista e recodizagens são sistematizadas nhecimento de si parece ser A juventude é no espaço escolar. finalizando definidoras da existência somente com a morte. Podemos afirmar estágio de transição entre a dependência que infância e linguagem coexistem. (conjunto de transformações fisiológicas Organizando-se em “tribos”. de provocar matemático. social parecem Assim como a infância. juntas. a juvencomo o nascimento.

e ser mulher jovem ou ser jovem negro. uma fonte de desconfiança e repressão preventiva. burlar ou obedecer as regras? Sentemse inseguros e ao mesmo tempo donos de si. as questões tecnológicas e as culturas de massa têm colocado a juventude 33 . e o consumo exacerbado não fornecem condições para que o adolescente planeje e articule ações como uma forma de superação da condição ou situação vivida. muitas vezes encurralando-a. ausência de utopias. ao mesmo tempo. Há também uma distinção entre o que o jovem espera da escola como espaço de convivência e sua percepção sobre o papel da escolaridade na vida adulta. especialmente apresentados pela mídia. da classe média e trabalhadora. ela é um poderoso argumento de marketing e. Objeto de inveja e de medo. A adolescência é o prisma pelo qual os adultos olham os adolescentes e pelo qual os próprios adolescentes se contemplam. a ponto de ser compreendido como alienação.Sumário principal somente na escola. falta de perspectiva de vida. resultantes da competição de símbolos por parte dos movimentos e grupos sociais. duvidoso ou até prescrito pela condição econômica e a realidade social em que vive. a seus pesadelos de violência e desordem. são todas identidades possíveis e relacionais. Ela é uma das formações culturais mais poderosas de nossa época. Querem ser rebeldes. a igreja e o trabalho. Reivindicam liberdade mais ainda não sabem lidar com a responsabilidade que a liberdade proporciona. mas buscam proteção. como a família. 2008). que despertaram visões diferenciadas na sociedade. O apelo em atender aos modelos estereotipados de comportamento. mas em outras esferas sociais. em intensa situação de vulnerabilidade. ela dá forma aos sonhos de liberdade ou de evasão dos adultos e. Na contemporaneidade. Na escola. diante de uma sociedade em intensa mudança. Reside aí a grande diferenciação entre os jovens: as camadas populares e as média e alta. Seguir. apontado para os adolescentes. É inegável a importância do “momento presente” na percepção dos jovens. em que os últimos têm acesso a bens. a ênfase no mercado e no consumo. no qual o futuro é incerto. como desordeiros ou transgressores. Ser jovem na periferia ou no campo. (Calligaris. é comum presenciarmos as situações de conflito vividas pelos adolescentes. Objeto de admiração e ojeriza. A juventude é um tempo marcado pela participação nos movimentos juvenis. ao mesmo tempo. direito à cidadania social e civil e experiências de socialização.

o ser humano sociais e buscar modos signifisua história de vida. Estão abertos de desenvolvimento. Em geral. A laridades. a respeito de si mesmo. vivem em contextos de desfavorecimento social ainda não empregados. soal. o indivíduo já tem do trabalho vive e sobrevive. seja por formas cursando o Ensino Fundamental ou Médio com que organizam suas necessidades e buscam reparar o tempo de escolarização anseios maiores e melhores oportunidades que não puderam usufruir na infância e na de tornar a escolarização uma oportunidade adolescência. com ao diálogo e vão à escola com suas aprendizagens e singuNa fase de vida adulta. indivíduo já tem formada vida adulta constitui-se na sua personalidade e Nesse momento da vida adulta fase mais ativa e longa dentro identidade. reprovação e Muitos adultos que frequentam a escola dificuldade de permanência. é entendido no processo história de vida. em mula experiências adquiridas ao longo de sua cada ser humano. Deve-se procurar entender o que de alcançar uma avaliação positiva frente esses sujeitos na condição de alunos vêm ao social. tentando demonstrar. 34 . objetivando um desejo Talvez pela disponibilidade intrínseco da avaliação positiva de sua pessoa de tempo. constituindo-se em importantes elementos de debate no ambiente escolar. na vulnerabilidade à violência e ao crime. Na fase de vida adulta. circunstância de realidade social. seja por abandono. o clareza de seus objetivos. são sujeitos que de emancipar-se. na perspectiva de trabalho. O fenômeno da vida adulta. sempre numa expectativa em família. ou por motivações externas de pelos conhecimentos até então adquiridos sentir-se bem e elevar as condições de vida e construídos. explícita ou implicitamente. em qualquer formada sua personalidade e identidade. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida características que lhe são particulares. busca uma valoração pescativos de viver pessoalmente. possui uma fica evidente a necessidade de da sociedade. econômica possui uma série de conhecimentos e acue cultural. ou em ocupações precárias ou não. e na gravidez na adolescência. Já produz e trabalha. série de conhecimentos e acumula experiências ressignificar todas as condutas adquiridas ao longo de Na adultez.Sumário principal Os problemas que mais afetam a juventude hoje estão na defasagem escolar.

da história e de suas próprias histórias. em que perceber o mundo. o ser humano se tornou presença no mundo. compreendemos.17). que vivem no campo. há a demanda óbvia dos seres que habitam a Terra. sobretudo se entendida como a construção histórica. na especificidade de seus saberes e práticas. com o mundo e os outros. Paulo Freire Podemos dizer que a diversidade é constitutiva da espécie humana. está personalidades e são sidades provocam impedimentos em constituir-se como ambitambém diversos em de natureza distinta no processo ência de construção de uma suas formas de de desenvolvimento das pessoas nova humanidade. (as comumente chamadas de homens e mulheres. mais que um ser no mundo.”. são únicos em humanização da sociedade e à suas personalidades e são também sustentabilidade do planeta. Algumas dessas diverem especial da pública. De acordo com Lima (2006). apresentam.. sujeitos “portadoras de necessidades especiais") (p. cultural e social que faz parte do acontecer humano. em sua maioria de classe popular. juventude ou idade adulta. na cidade. predominantemente jovens. que retomem democraticamente a ação socializadora da escola... Seres humanos são diversos em suas formas de perdiversos em suas ceber o mundo. ainda. regiões diversas com particularidades socioculturais e étnicas. que os alunos da escola pública estadual são sujeitos concretos. tornam-se co-responsáveis pela Como toda forma de diversidade é hoje vida como valor fundamental da existência recebida na escola. 35 . A presença do ser humano no mundo e a diversidade é norma da espécie humana: suas relações entre pares e com os outros seres humanos são diversos em suas expeseres mantêm-se como constante desafio à riências culturais.Sumário principal Estejam na infância. filhos de trabalhadores formais e informais. 3 A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA “.. diversidade O grande desafio da escola. Seres humanos experiências culturais. são únicos em suas biológica. E é fundamental compreendê-los e considerá-los ao produzir referenciais novos. como ponto de partida e chegada do processo educacional.

torna-se comum pensar a diversidade como sendo a simples aceitação do diferente ou das diferenças. consideram esses saberes. o político. respeito tivamente para a formação dos civilizatório. que tem contribuído significaa compreensão do processo cultura de paz e cidadania. cultura de paz e cidadania. no campo do conhecimento da a diversidade. Reconhece-se o direito à diversidade no currículo como processo educativo-pedagógico. dentre outros. para que sejam capazes de fazer escolhas ao longo de sua existência e efetivamente se assumam como autores da história da humanidade. às diferenças. solidariedade e justiça. o rompimento do ciclo de em relação ao lugar que exclusão. A diversidade que aponta também é necessário enfrentar o debate para uma educação inclusiva.Sumário principal por um currículo que atenda a essa universalidade. respeito O currículo deve. o sociocultural. contemplar o ser humano em sua complexidade e dimensões que compõem sua realidade objetiva de vida – tanto dentro quanto fora da escola – destacando-se as questões ambientais. o campo da ética como ou de saberes constituídos transforma pré-conceito e disprocesso de formação como diversos. Certamente criminação em acolhimento humana. 36 . O que se espera da educação é que ela promova a emancipação dos sujeitos. mento pessoal e coletivo. o estético. Quando falamos de diversidade e currículo. que exige a busca por valores. o em todas as suas dimensões. como ato político pela garantia do direito de todos. que exige os currículos mais avançados da diferença e valoriza a vida a busca por valores. A diversidade presente no currículo e na escola permite avançar para o campo da ética como processo de formação humana. tais como: o ético. que propõe epistemológico e político. São complexos os aspectos acerca da diversidade que precisam ser considerados. portanto. permite a convivênA diversidade presente ocupam algumas ciências cia entre diferentes pessoas no currículo e na escola permite avançar para em detrimento de outras na escola e na comunidade. e a constituição às diferenças. educandos numa perspectiva de oportunidades de crescide cidadania mais plena. o biológico. solidariedade e justiça. A qualidade social na educação é conquistada na medida em que é resguardada e valorizaDe igual forma.

marginalizados e excluídos das esferas socioeconômicas e educacionais. a ética e cidadania. mas como um modo próprio de fazer educação. Os sujeitos da EJA. apresentam uma especificidade sociocultural: são. 37 . importante. da política e da cultura. marcadas por retornos à escola noturna na EJA. experiência de vida e de trabalho A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade10 específica da Educação Básica que se propõe a atender um público ao qual foi negado o direito à educação. por elas aprenderam conteúdos que condicionam seus modos de ser e estar no mundo. são trabalhadores assalariados. comprometendo uma participação mais efetiva no mundo do trabalho. geralmente. Como modalidade de Educação Básica. A EJA não deve ser 37 e 38 da LDBEN pensada como oferta e Parecer CNE n. De modo geral. Nelas. arts. em sua singularidade. A legislação recomenda a necessidade de busca de condições e alternativas. em ocupações não qualificadas.1 Educação de jovens e adultos: saberes. e de currículos adequados a esses sujeitos. seja pela oferta irregular de vagas. na condição de alunos trabalhadores ou de quem busca o trabalho. nem menos importante. a sexualidade. do mercado informal. Possuem trajetórias escolares descontínuas. a cultura de paz. que lutam pela sobrevivência na cidade ou no campo. trabalhando. levando em conta 10 A modalidade de Educação de Jovens e Adultos terá um documento curricular específico. seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis. de aprender e de reaprender. os direitos humanos. que incluem reprovações e repetências. 3. nem menos 11/2000). durante a infância e/ou adolescência. determinado pelos sujeitos que a recebem: jovens e adultos. seus saberes. contribuindo de fato para a formação humana. mas como um modo próprio de fazer educação. quase sempre. os sujeitos jovens e adultos se formam não somente na escola. como questões inerentes ao currículo escolar.Sumário principal as relações étnico-raciais. menor. de certificar-se. a EJA não deve ser pensada como oferta menor. de progredir e de se constituírem enquanto seres humanos (cf. seus conhecimentos e suas experiências de vida e de trabalho. privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais. dentre outras.

transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação) e a comunidade escolar. abordagem inclusiva do currículo. os objetivos e as alternativas metodológicas para a Educação Especial têm como foco os profissionais da educação. que enfoca o direito de todos à educação.2 A educação especial na perspectiva da inclusão escolar Na busca pelo rompimento com os paradigmas excludentes e homogeneizadores presentes na escola é que defendemos a 11 A modalidade de Educação Especial terá um documento curricular específico. E uma concepção de escola como instituição política. o currículo da EJA como parte do currículo estadual considera os eixos ciência. cultura e trabalho. que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em todas as etapas e modalidades do ensino. 9394/96 a Educação Especial ganha um capítulo e é definida como uma modalidade11 de educação escolar. A Educação Especial é contemplada na Constituição de 1988.Sumário principal A concepção de currículo que defendemos para a EJA tem como foco a formação humana. garante o atendimento a todos os alunos com NEE. 38 . em que o trabalho transversaliza todo o currículo. contribuindo para a formação da consciência crítico-reflexiva e promotora de autonomia dos sujeitos da EJA. espaço propício a emancipar o aluno. Nesse sentido. os alunos com Necessidades Educacionais Especiais-NEE (por deficiência. no processo de aprendizagem. nos conhecimentos vividospraticados pelos alunos na prática social. ou seja. os princípios. Além disso. O ensino tem como princípio a igualdade de condições. de forma aligeirada e restrita ao mercado de trabalho) os sujeitos (cidadãos-trabalhadores) para compreenderem a realidade e nela intervirem. sua característica fundamental de serem trabalhadores. Na LDB nº. numa perspectiva de uma pedagogia crítica. o acesso e a permanência de todos na escola. considerando a especificidade dos sujeitos jovens e adultos. assegurada a escolarização dos educandos com NEE na rede regular de ensino. adestrar. Isso implica formar (não treinar. pensando metodologias de ensino 3. Nesse sentido. preferencialmente na rede regular de ensino. uma vez que todos estão implicados no ato educativo. Já na Resolução CNE/CEB n°2 de 11/02/01. aponta-se para a flexibilização e adaptação curricular.

comum que atenda a todos e que considere a diversidade. Ainda. formação de ressignificação das práticas educativas. portanto. 3. desenvolvido nas salas de aula regular a partir da atuação colaborativa de professores especializados de educação especial. como resposta democrática e tolerante à pluralidade cultural. um trabalho coUm currículo de laborativo que abordagem inclusiva deve ocorrer em é considerar os momentos de diferentes espaçosplanejamentos. processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos com NEE. Acreditamos que. O grande desafio da escola e. Pensar um currículo de abordagem inclusiva é considerar os diferentes espaços-tempos da escola como essenciais no processo de ressignificação das práticas educativas. 12 A modalidade de Educação do Campo terá um documento curricular específico. o espaço-tempo de planejamento deve ser concebido como lugar de (re)construção de nossos saberes e fazeres. pela via da formação dos profissionais da educação. orienta para serviços de apoio pedagógico especializado. da crítica e da colaboração.3 Educação do Campo: o campo como lócus de produção de saberes A construção de um currículo voltado para as especificidades da modalidade12 de Educação do Campo deve ser compreendida como uma das ações de um movimento de afirmação da realidade educacional campesina. da educação especial é contrapor ao modelo sustentado pela lógica da homogeneidade para construir um currículo inclusivo. um longo caminho que vem sendo trilhado por diversas entidades em diferentes contextos. e outros espaçostempos da escola. 39 . esses possam interpretar e superar as distorções ideológicas presentificadas no currículo da escola. a partir do princípio da pesquisa. Dos diferentes aspectos que precisam ser notados na construção de um currículo inclusivo destacamos: a colaboração entre profissionais do ensino comum e da educação especial. em consonância com o projeto político pedagógico da escola. tempos da escola como intervenções em essenciais no processo classe. continuada.Sumário principal e recursos didáticos diferenciados. o planejamento e a formação continuada.

Sumário principal A necessidade de implantar uma proposta sujeitos que produzem suas existências a educativa específica para o campo encontrapartir do cultivo dessa. da mensionados a partir do contexto produtivo Resolução CNE/CEB nº 1/2002. as práticas agroecológicas a realidade dos sujeitos campesinos. condições de vida para aqueles que cultivam não dicotomizando teoria e prática. avalia e fomenta o processo de do Campo. do Plano Naciosina implica participação e diálogo com a nal de Educação (PNE) aprovado em 2000. presente ao longo de toda na terra e da problematização sistemática a história da humanidade. investiga a agricultura cípios para o desenvolvimento de políticas familiar como base da organização produtiva públicas de atendimento da Educação Básica no campo. Para se pensar em um currículo que resguarde os saberes campesinos deve-se compreender O currículo da Educação do Campo pressuque o campo não deve ser pensado em põe o trabalho e a pesquisa como princípio oposição ao urbano. e da Resolução CNE/ territórios e saberes. estabelecendo da relação do campesino com a natureza. Há que se resgatar o educativo. comunidade escolar e seu entorno. estuda CEB nº 2/2008. normas e prinsujeitos campesinos. que se e a economia solidária devem permear o educam na relação com a terra e com outros currículo do campo. se respaldada por documentos oficiais. Assim. A agria terra. os conteúdos escolares serão redidiferenciado para a escola do campo. Outro eixo fundamental 40 . discute o trabalho no campo como práxis/poiesis. que procuram enfatizar o seu caráter singular. a partir do trabalho de subsistência. Enfatiza as Diretrizes Operacionais a história dos movimentos para a Educação Básica nas sociais campesinos e suas Os saberes campesinos Escolas do Campo. que estabelece culturas e identidades dos diretrizes complementares. que institui e cultural dos sujeitos do campo. lutas pela terra. pois os saberes da terra são conscampo como lócus de produção de saberes. Campo. em 2004. truídos de forma coletiva. seus ao urbano. produção orgânica de alimentos. o currículo deve levar em conta cultura familiar. valorizando deve-se compreender das Referências para uma Polínos conteúdos os povos que o campo não deve ser pensado em oposição tica Nacional de Educação do tradicionais da terra. Nesse que ressalta a necessidade de tratamento sentido. a A organização curricular da escola campeexemplo da LDB 9394/96.

a educação do campo deve orientar-se pela gestão democrática. culturalmente diversas e politicamente Seu ideário é a atuantes. Educação Amecologicamente prudentes. da cooperação. no reconhecimento da complexidade socioambiental e em valores e ações que contribuam para a (trans)formação do ser humano. procurando enfatizar a colaboração como dimensão articuladora do projeto político e pedagógico da educação do campo. como ato criativo e transformador e não como mera reprodução. níveis e modalisocialmente justas.795/99 e contribuirá para a formação humana. como construção de conhecimento coletivo que possibilita a valorização dos saberes da terra. A promoção da ao mesmo tempo. Constitui-se em um processo permanente. Seu ideário é a formação de sociedades sustentáveis que são. dades de ensino culturalmente diversas e está estabelecida politicamente atuantes. étnica e cultural dos povos. ecologicamente prudentes.Sumário principal é a interdisciplinaridade. se calcada nos princípios da solidariedade. ao mesmo tempo.4 A Educação Ambiental como perspectiva de uma sociedade sustentável A Educação Ambiental é um tema transversal a ser trabalhado em todos os níveis e modalidades de ensino na educação básica. se promover a emancipação dos sujeitos para uma participação social efetiva. formação de sociedades sustentáveis que são. O Estado assumindo a ação provedora para garantir as condições para que a educação reivindicada pelos povos do campo seja plenamente viabilizada e a sociedade participando ativamente dos processos de gestão das políticas públicas. valores e ati- 41 . 3. na Lei 9. biental em todos economicamente viáveis. socialmente justas. onde os conhecimentos abordados na educação são ressignificados a partir do diálogo com a comunidade. da democracia. da justiça social e ambiental. pelo regime de colaboração. e a visão da educação como ato poiético. Como outro importante pressuposto. economicamente viáveis. fundamentado no respeito a todas as formas de vida. com respeito à alteridade e à diversidade social. O adjetivo ambiental na educação nos dá a ilusão de que se a Educação Ambiental for desenvolvida nas escolas.

os negros representam 47. no envolvimento com os problemas e as questões socioambientais em termos locais e globais.3% da população brasileira. Os dados do PNAD (2004) revelam que o Espírito Santo em sua representação étnico-racial está majoritariamente formada (56. considerando a complexidade e a multidimensionalidade da questão ambiental no exercício da participação social. das pluralidades e da identidade brasileira. 42 . é preciso situá-la historicamente e explicitar as contradições e as causas do antagonismo cultivado entre ser humano e natureza. por meio da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. eventual e de modo paralelo ao desenvolvimento curricular. 3. e a defesa da cidadania como práticas indispensáveis à democracia e à emancipação socioambiental. A Educação Ambiental ainda vem acontecendo nas escolas de forma episódica. é preciso que a Educação Ambiental seja vista como parte de um plano coletivo da comunidade escolar. Além de incluir a temática no Projeto Político Pedagógico da escola. Um currículo que contemple a questão étnico-racial deve ser capaz de responder às demandas advindas das especialidades. A Educação Ambiental pressupõe a implementação de metodologias participativas. mas de qualquer outra etnia da sociedade brasileira – nos diferentes cursos do ensino superior brasileiro. Para que a Educação Ambiental torne-se efetiva nas escolas é necessária uma mudança de valores e postura de toda a comunidade. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96 e. cooperativas. interdisciplinares. Ainda que a Educação Ambiental esteja ratificada no currículo por meio do aparato legal. que se definem no compromisso de qualificar a relação com o meio ambiente. Considera-se a exigência legal preconizada pela Lei Federal 10639/03.5 Educação das relações étnico-raciais: afro-brasileiros e povos indígenas Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD).Sumário principal tudes em relação ao meio ambiente serão transformados qualitativamente. Entretanto.3%) pelo segmento da população negra e apenas 2% de jovens negros em todo Brasil têm acesso à universidade. a educação básica poderá contribuir para a ascensão social e elevação do percentual da juventude – não só da negra. pois o Brasil é um país pluriétnico e multicultural.

nacional em difeafricanas e asiáticas. É tratado como uma sociedade sem 3. e um fortalecimento do seu protagonismo na década de 70. No Espírito Santo. Esses as diferentes etnias números revelam que compõem o povo um processo hisbrasileiro. localizados no município de Aracruz. européia e asiática. 43 . à educação. 2006). a população atual indígena é de aproximadamente 454 mil índios. tem que aprender a conviver e aceitar as diferenças étnico-raciais indígena.346 aldeados. Porém. por meio de políticas públicas de reparação. A demanda por valorização das etnias implica tomada de consciência política e histórica da diversidade cultural. É promover o debate sobre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro. à diversidade e à cultura.6 A temática indígena no currículo escolar No Brasil. esses direitos foram contemplados na Constituição Federal. sendo 2. à saúde. de um país que se apresenta pluriétnico e multicultural e.100. na escrita do artigo 231. Em 1988. reconhecimento e valorização dos aspectos histórico-culturalidentitários desse segmento populacional. distribuídos em 220 povos e falantes de 180 idiomas. O século XX foi marcado por fatos importantes para esses povos: houve um grande crescimento populacional nos anos 50. africanas e asiáticas. africana. havia cerca de Promover o debate sobre 1. equivalendo a 4% da população brasileira (Funasa. a população indígena compreende cerca de 2. a abordagem do índio nas escolas e nos livros didáticos reforça os estereótipos e os preconceitos sobre esse povo e perpetua uma invisibilidade de sua transformação histórica. No período colonial. rentes épocas da história do Brasil.000. Guarani. nesse sentido.109 da etnia Tupinikim e 237. que formam a população brasileira. procurando tórico de domísuperar a lógica nio imposto aos pautada no pensamento eurocêntrico e americano povos indígenas do não-reconhecimento pelos europeus de outras culturas e pelo Estado étnicas: indígenas. procurando superar a lógica pautada no pensamento eurocêntrico e americano do não-reconhecimento de outras culturas étnicas: indígenas.Sumário principal Ensinar a história e cultura afro-brasileira é considerar as políticas de ações afirmativas como resposta às demandas da população afrodescendente. por meio de suas lutas pelo direito à terra.

política. conhecimento. formação do Brasil. principalmente. da escoprincipalmente. própria origem e história. além da valorização do tica pedagógica docente em histórico que muito índio como sujeito histórico contraposição à ação isolada contribuiu para a que muito contribuiu para a das disciplinas ou áreas do formação do Brasil. 44 . e. social e religiosa. faz-se necessário social diante da luta pela reivindicação dos o estudo da temática indígena no currículo seus direitos. Os alunos tornam-se em três pilares: a diferença. A interculturalidade considera como ferramenta que proporcione aos cio contexto sociocultural dos alunos e sua dadãos brasileiros o conhecimento de sua diversidade cultural. o la e da comunidade. Diante da diversidade cultural dos índios no com suas especificidades e seu protagonismo Brasil e no Espírito Santo. econômica.Sumário principal suas antigas línguas. A interdisplada na educação a partir da Lei nº 11. Os professores deverão valorizar a prática da Os princípios que orientam a inclusão da pesquisa e da construção da autonomia temática indígena no currículo baseiam-se por parte dos alunos. visando além da valorização resgate de sua cultura e hisa garantir a unidade da prádo índio como sujeito tória. diferença trata as sociedades indígenas como comunidades historicamente constituídas. O conceito de de construção do conhecimento. que possa o currículo escolar.645/ ciplinaridade pressupõe a articulação entre 2008. tradições e culturas. sob forte influência do mundo ocidental. que inclui a abordagem da história e as diferentes disciplinas a partir de uma da cultura indígena em todo temática comum. o resgate de sua cultura e história. temática. expressando a coesão de um grupo social e proporcionando o fortalecimento da identidade cultural do A temática indígena passou a ser contemindivíduo e da sua comunidade. possibiliser trabalhada diante de um A reflexão e o debate tando à sociedade nacional contexto que leve em conta a sobre a temática. e. a reflexão e o debate sobre a realidade dos alunos. a interculturalisujeitos construtores e partícipes do processo dade e a interdisciplinaridade.

O professor como mediador do processo educativo. as relações estabelecidas no cotidiano escolar. os espaços/tempo de educar. às características e aos estilos. Isto é. J. Como mediador e facilitador da aprendizagem. que deve estar voltada para os sujeitos do processo ensino-aprendizagem: aluno e professor. a avaliação e a pesquisa são elementos que compõem essa dinâmica. o professor precisa dar atenção às dificuldades dos alunos.Sumário principal 4 DINÂMICA DO TRABALHO EDUCATIVO Sendo o currículo “um conjunto sistematizado de elementos que compõem o processo educativo e a formação humana”. Viabilizar os meios didáticos e pedagógicos para a materialização das aprendizagens dos alunos na construção da cidadania é fundamental. propondo atividades que oportunizem a aprendizagem? Quais estratégias estou utilizando para que meus alunos desenvolvam competências e habilidades que o possibilitem resolver situações-problema. valorizando os conhecimentos trazidos pelo educando. é determinante a qualidade da relação professor-aluno. Assim. e saber lidar e conviver com as diferenças. Nessa perspectiva.M). a ampliar o universo alcançado pelos alunos. A intervenção docente. desaComo os alunos fiando os alunos aprendem ou estão a serem também desenvolvendo suas p ro t a g o n i s t a s aprendizagens? de sua escolarização. o docente precisa perguntar-se: como os alunos aprendem ou estão desenvolvendo suas aprendizagens? Como eu. as práticas sociais e culturais vivenciadas na escola a partir desse processo precisam se integrar à dinâmica do trabalho educativo. com tomada de decisão? Para responder a essas questões. professor.” (Moran. passando a mediar as aprendizagens. a problematizar. “o professor procura ajudar a contextualizar. precisa estar subsidiada com as informações que mapeiem como os estudantes estão aprendendo. ter atitudes pautadas no respeito à vida e ao ser humano. estou desafiando meus alunos. nessa lógica. a multiplicidade de pontos de vista. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. bem como sua história. é necessário que o professor assuma o lugar de quem também aprende e abdique do lugar de quem somente ensina. O professor precisa colocar-se como sujeito dialógico na prática pedagógica. os diver- 45 .

típica do trabalho cooperativo. com murais interativos que retratem o processo coletivo de construção do saber escolar. a utilização e o aproveitamento dos mais diversos ambientes de aprendizagem presentes na escola são premissas para fomentar um trabalho pedagógico de qualidade: o uso de laboratórios. Espaços vivos que precisam ser aproveitados. de aula as carteiras encontrampráticas repetitivas de demasiadamente agitado. ao máximo. A abordagem a partir das inter-relações em sala de aula em torno de objetivos comuns é a que mais favorece a aprendizagem de conteúdos e comportamentos socioafetivos e morais. Diante desse cenário. isso significa. a reflexão sobre os ambientes de aprendizagem é fundamental. em suas potencialidades: trabalhos de grupo. círculos. São nas relações interpessoais que o sujeito sente a necessidade de ser coerente e lógico A escola como um todo e o reconhecido espaço da sala de aula são ambientes de construção de conhecimentos e valores. Nesse contexto. e saber diferenciar autoridade e autoritarismo são premissas na relação professor-aluno.Sumário principal sos ritmos presentes na escola. aceitação mútua. ou indiferença. durante quase todo trabalho pedagógico. outras áreas de convivência na escola e fora 46 . e de trabalho. autenticidade. na sala de aula. e se enfileiradas numa mesma desenvolvimento do com desorganização física disposição. na isolar e a não aprender diante maioria das vezes. em que nas salas O desafio é de superar der em um ambiente hostil. Na interação grupal. ao colocar seus pontos de vista. São os educadores. limitar os tide relacionamentos carregados de desafetos pos de atividades e as formas de aprendizagem. os investidos de autoridade para estabelecer conjuntamente os limites e as possibilidades na relação entre as pessoas na escola. com recursos didáticos que enriqueçam as aulas. Tendem a se ano letivo. da convivência solidária e da visão de mundo que se constrói. dentre outros. respeitando e valorizando outros pontos de vista. horizontalização dessas relações. bibliotecas. sobretudo os professores. O desafio é superar práticas repetitivas de desenvolvimento do trabalho Pessoas tendem a não aprenpedagógico. o social e o cognitivo interpenetramse e completam-se no fortalecimento da autoestima do educando. Estabelecer uma relação de confiança. tendo como sujeito principal o professor. o afetivo. duplas.

estações ecológicas. como princípio educativo. interpretar e analisar dados. nos projetos pedagógicos. galerias. como sobre a realidade. quadras de esportes. entre conhecimentos empíricos e científicos. seu entorno. envolvendo comunidade. Para os autores o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento que tem gerado tanto as artes quanto as ciências 47 . caracterizados como atividade simbólica. festividades. e com isto. Para Demo (2002) a pesquisa deve ser compreendida como atividade cotidiana onde o educando é desafiado e estimulado a buscar ajuda na literatura e. é fundamentada no diálogo e no questionamento. a discuti-las e criticá-las. regularmente desenvolvido nas escolas estaduais. possibilitando a reconstrução do conhecimento. A pesquisa motiva é fundamentada o aluno a protagono diálogo e no nizar. princípio educativo. intencional e natural do ser humano. utilizar todos os espaços possíveis como educativos. reservas ambientais. a montar um mosaico das informações. construir e conhecer novos conceitos. capazes de saber pensar e aprender a aprender ao longo de suas vidas. além de ambientes ricos e dinâmicos para a aprendizagem. asseguram a necessária união entre teoria e prática. A investigação como base da educação escolar é uma forma de envolver alunos e professores em um processo permanente de questiona- mento e reflexão A pesquisa. que envolve. exposições de arte. além de aproveitarmos recursos já existentes. A qualidade das aprendizagens construídas na escola pressupõe intencionalidade educativa. A pesquisa. bibliotecas. estratégias de ensino que possam contribuir intensamente com a formação de sujeitos emancipados. Grande destaque tem sido a pesquisa enquanto processo investigativo que. museus. pois. é estruturado muitas vezes sob a organização de projetos pedagógicos. gumentando e defendendo sua hipótese. a acessar recursos tecnológicos. espaços públicos. enfim. possibilitando a reconstrução do questionar arconhecimento. cultural e ao mundo do trabalho. com profissionais da área. autônomos. expressar-se questionamento. teatros. a construir seu próprio conhecimento. No cotidiano escolar o conhecimento trabalhado pelos professores e alunos. críticos e criativos. centros de pesquisa. articulando pensamento e ação. de alguma forma estimulamos a democratização dos acessos à produção científica. concertos.Sumário principal dela. com autonomia.

ainda que seja um tema polêmico. É uma atividade que não existe nem sobrevive por si mesma. O enfrentamento das desigualdades de oportunidade. É preciso avaliar permanente e processualmente. e de forma que seja legitimado técnica e politicamente. avaliação do sistema escolar. dentre muitos outros aspectos. em perfeita sincronia. instrumento de suporte do planejamento e da execução das atividades. do diálogo. em que o protagonismo é do professor. ou do conjunto das escolas de uma rede escolar. profissionais da educação. da mediação. Nos projetos pedagógicos os temas de estudo. a compreensão das diferenças entre escolas e a luta contra os fatores de insucesso escolar são. Na dinâmica educativa a avaliação é diagnóstico. orientada para manter ou melhorar nossa atuação futura. A avaliação da educação pública. Legitimidade técnica subsidiada pela formação do profissional educador e legitimidade política. marcada pela lógica da inclusão. Na dinâmica da educação consideramos três níveis de avaliação que devem estar conectados. Dessa maneira cabe reforçar a ideia de que avaliar. como instrumento para subsidiar o monitoramento e acompanhamento das reformas das políticas educacionais. Avaliar é 48 . envolvendo professor e educando. na qual a responsabilidade principal é do órgão central. tem sido reconhecida como indispensável à construção de uma escola pública democrática e de boa qualidade. rompem com a linearidade dos conteúdos escolares. avaliação da instituição como um todo. Os níveis considerados são: avaliação da aprendizagem dos estudantes. que pressupõe respeito a princípios e critérios definidos coletivamente e referenciados na política educacional e no projeto político pedagógico. alguns para os quais é preciso produzir e analisar dados e informações confiáveis. para nós. as questões de investigação. devendo estar sempre articulada com o processo de ensino e o projeto pedagógico.Sumário principal naturais e sociais. é uma atividade integrante do processo pedagógico. na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola. tendo como referencial a política educacional e o projeto político-pedagógico.

que limita liação que elabora. certamente. o conceito de avaliação a de orientada para manter ou medir.Sumário principal um processo em que realiestudantes em sua interação zar provas e testes. de fato. aptidões. c) o conteúdo deve ser significativo. d) estar coerente com os propósitos do ensino. Dessa forma a avaliação diagnóstica tem caráter formativo. portfólio. Distingui-se com o instrumento de avaatividade integrante do do senso comum. memorial. sempre a) a linguagem a ser utilizada: clara. de atribuir valor em Segundo o documento Inmelhorar nossa atuação forma de nota ou conceito. objetiva. E. processo pedagógico. 49 . quando ocorre ao final do processo. Deve reconhecer nos diferentes alunos os ritmos individuais de aprendizagem. nenhuma relativa ao que. gostaríamos de verificar. e) explorar a capacidade de leitura e escrita. Avaliar. com vistas a reorientá-lo. ou seja. atribuir com os conteúdos escolares. é uma parte do todo. a elaboração de um processo maior deve ser usada instrumento de avaliação deno acompanhamento acadêmico do estuverá levar em consideração alguns aspectos dante. provas. esclareobjetivando planejar ações educativas futuras. na apreciação sobre o que ele pôde importantes: obter em um determinado período. com a finalidade de apreciar o resultado desse. talvez. por considerar o processo educativo. bem como o raciocínio. Assim. cedora. potencialidades e habilidades. testes. para nós. dagações sobre o Currículo futura. Dentre os instrumentos de avaliação podemos encontrar trabalhos. deve ter significado para quem está sendo avaliado. notas ou conceitos é apenas preocupando-se também profissionais da educação. caderno de aprendizagens. o olhar do educador deve passar a se dirigir para as potencialidades e as dificuldades dos b) a contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e. recebe o nome de avaliação somativa. A avaliação como parte de um (2007). precisará usar procedimentos didáticos variados que permitam uma participação individual e coletiva efetiva dos estudantes nas atividades avaliativas propostas. Para que o processo de avaliação seja efetivo. vivências e valores. o professor.

coordenadores. coletiva do processo ensino-aprendizagem na escola. os grupos. o relacionamento entre Momentos essenciais para uma avaliação pares. interpretações. gerais de ensino – Currículo Básico da Rede diretores. momento de interação entre professores. ambiente da escola. os classe deve ser destinado vimento de seus educandos grupos. a avaliação como auxílio para que ajudariam na reflexão doconstituindo-se em que professores e estudantes cente sobre os desafios que o espaço de estudo e possam compreender de cotidiano escolar nos impõe. como a oficiais de avaliação previstos no Calensexualidade. pedagogos. discussão acerca de forma mais organizada seus Nesta etapa é fundamental questões teóricas que ajudariam na reflexão processos de ensinar e aprenexercitar a participação efetiva docente sobre os der.. referenciados nos programas dos. caracterizando acerca de questões teóricas estudantes. angústias. desafios que o cotidiano selecionar. estudo e decisões acerca e incrementar a atuação dos diversos atores de como trabalhar com as dificuldades 50 . constituindo-se em para traçar estratégias e do percurso que fizeram na espaço de estudo e discussão para as intervenções pedagógicas com os aprendizagem. O Estadual – e regimento comum ou podem espaço do Conselho de Classe deve ser desser referenciados no conhetinado para traçar estratégias cimento que o professor tem para as intervenções pedagóO espaço do conselho de do real estágio de desenvolgicas com os estudantes. É no Conselho de Classe que O Conselho de Classe deve ser visto como podemos compartilhar vivências. essa dinâmica a autoavaliação do Conselho de Escola. para além de classificar e do representante de turma. informações e traçar metas de como melhorar planejamento. significativamente com informações sobre questões contemporâneas que afligem a Dentro das escolas temos os momentos criança. a violência escolar. as atitudes dário Anual. paralela e final. pesquisas. O que leve a uma autoreflexão pleno envolvimento do e maior responsabilidade sobre sua própria coordenador de turno poderá contribuir aprendizagem. dentre outros. professores. pais e comunidade em geral. Soma-se ainda a bem como de um membro escolar nos impõe. como o Conselho de Classe e e os comportamento dos educandos no as recuperações contínua. o adolescente e o adulto. quesque compõem o universo escolar: educantionários etc.Sumário principal relatórios.

as formas e os procedimentos de avaliação dos professores. A avaliação educacional realizada de forma sistemática.Sumário principal e as possibilidades apresentadas pelos estudantes. criteriosa e comprometida com o destino social dos indivíduos é um instrumento essencial para promover o debate público e favorecer a promoção de ações orientadas para a superação do fracasso e o fortalecimento da equidade e da democracia. 51 . a avaliação das metas e princípios estabelecidos no projeto político pedagógico da escola e sua concretização junto aos estudantes e às turmas. Deve ser ambiente científico para estabelecer relações não-hierarquizadas e não-autoritárias entre professores e estudantes. as formas de relacionamento da escola com as famílias etc. a construção coletiva de ações que levariam a uma maior qualidade do trabalho pedagógico.

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Anos Finais .Sumário principal Capítulo Ensino Fundamental .

entre outros: por privilegiar o acervo científico sobre qualquer outro conhecimento cultural. esteve ligada diretamente ao progresso tecnológico científico industrial. fator essencial para o desenvolvimento sociocultural e destino comum para todos os grupos humanos. influenciada pelos fatos sociohistóricos nacionais e internacionais. pela memorização mecânica dos conceitos científicos nas atividades escolares e pelo tecnicismo científico. não só propiciaram o fracasso da apropriação desse conhecimento. 57 . assim a produção científica gerava um acúmulo de conceitos científicos que transformavam os processos de ensino-aprendizagem em reprodutores desse conhecimento. culturais e políticas existentes no país. orientaram a elaboração de propostas curriculares para a integração e contextualização dos conhecimentos das áreas escolares. Respondendo a essa necessidade. e considerando a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. os parâmetros curriculares em ação elaborados no final dessa década. as bases das propostas curriculares das escolas erguiam-se sobre esse ideal de progresso e. procurando respeitar diversidades regionais. A partir da década dos anos 90. a acumulação e a reprodução do acervo científico. Nesse sentido. as reivindicações legais de grupos socioculturais excluídos da educação formal e a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar. Norteado por essa concepção de progresso. o ensino das Ciências foi orientado para a assimilação e a transmissão da cultura científica.Sumário principal 6 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Tradicionalmente no Brasil a educação científica. Tais processos se caracterizavam. por meio de temas transversais. Progresso que até os anos de 1960 foi considerado pela classe dominante brasileira um padrão de igualdade na modernidade. por fragmentar os conhecimentos científicos e por priorizar a acumulação desses conhecimentos. Nessa década as pesquisas. como também dificultaram a interação entre o ensino científico escolar e o meio sociocultural e natural. Pesquisas mostram que seus princípios tradicionais. e o desenvolvimento de competências e habilidades. o ensino escolar científico brasileiro sofre fortes críticas.

recriamos esta proposta curricular para ensino das Ciências firmados numa perspectiva sociocultural do ensino científico. um meio sistematizado e organizado. e nos documentos norteadores da educação. e as competências e habilidades mediadoras na objetivação dessas necessidades. e entre os seres humanos e o meio ambiente. fundamentada nas teorias sociointeracionista e dialógico-discursiva. particulares e globais. contribui para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas. Sendo assim. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. concebe-se o conhecimento científico como uma produção sociocultural histórica que. tais problemas globais. simples e complexos emergem das interações dos seres humanos entre si. e se torne atuante nas transformações do mundo sociocultural. Nesse sentido. consideramos a 58 . Diante desse desafio. pois constitui uma via. ainda permeada pelas práticas tradicionais. para que o aprendiz compreenda sua experiência de vida. a concepção sociocultural permitiu-nos recriar os princípios da interculturalidade. encontra-se numa situação de dependência sociocultural. posto que os grandes problemas da humanidade recriam-se nos contextos social e cultural. Entendemos condição humana como as características essenciais à própria existência da humanidade em determinado espaço. esboça-se o desafio de recriar um ensino científico que contribua para a formação de um ser humano capaz de recriar sua própria condição humana. Nessa recriação. fundamentando-nos na Lei 9394/1996 (LDBEN).Sumário principal No presente. interdisciplinaridade e alfabetização científica. nas Resoluções 02/1998 da CEB/CNE e 03/1998 da CEB/ CNE. e propor que o processo de ensino-aprendizagem escolar científico seja orientado para o diálogo entre a necessidade de conhecer e dominar as práticas cotidianas. Em nossa proposta. como qualquer outra produção humana. Em tal perspectiva. Ele contribui significativamente para o desenvolvimento sociocultural do aluno. Tal desenvolvimento se recria na interação dialética entre o desenvolvimento cultural do sujeito (história pessoal) e o desenvolvimento social do sujeito (história em sociedade do sujeito). a educação escolar científica. na proposta da Secretaria de Educação do Espírito Santo de “Educar para a pesquisa”. Para nós. o ensino científico concebe-se como um processo importante na organização da vida dos sujeitos.

sobretudo. as capacidades e as aptidões. o processo de ensino-aprendizagem das Ciências. motivando a participação ativa dos atores desse processo. mas que também podem realizar uma atividade mediadora. Consideramos as objetivações como competências e habilidades que satisfazem as necessidades dos indivíduos. 59 . cada um deles toma conhecimento e demonstra conhecer saberes e. Para nós. Por meio delas cada ser humano interage de forma particular com esse meio. o ser humano interage com seu meio sociocultural-natural de modo crítico. recriam esses saberes. Dessa forma. Tanto as competências como as habilidades podem realizar atividades mediadoras entre a necessidade e a objetivação dessa necessidade. Entre outras. instrumentos socioculturais. transforma a sala de aula em espaços de interação comunicativa de alteridade entre os conhecimentos socioculturais [conhecimentos dos alunos. Entendemos competências como um conjunto de habilidades. em um determinado contexto. ou seja. por meio das quais.Sumário principal Ciência como uma linguagem simbólica. das objetivações e. as competências e habilidades ao mesmo tempo em que são produtos da interação sociocultural natural. a reflexão e a compreensão do mundo. Diante de um problema emergente das necessidades dos participantes. Essas habilidades são capacidades cognitivas e afetivas propriamente humanas desenvolvidas nessa interação. contribui para a tomada de consciência das possibilidades e dos limites das competências mediadoras na compreensão dos problemas citados. as atitudes. dos professores e da escola]. os conhecimentos. unidos aos conceitos dos conhecimentos de outras disciplinas e saberes populares. também podem ser mediadoras na tomada de consciência e domínio dessa interação. Nesse sentido. Concebemos diálogo como uma interação comunicativa de alteridade que permite a tomada de consciência das necessidades (biológicas ou cognitivo-afetivas). como instrumento que promove o domínio das competências e das habilidades mediadoras essenciais para o desenvolvimento cognitivo e afetivo. juntos. centrado no diálogo. histórica e ideológica que contribui para o conhecimento. o conceito científico tornase um instrumento ou uma ferramenta de conhecimento que.

a Orientação Sexual e outros.Sumário principal Nesse sentido. como a Ética. essa tomada de consciência transforma os temas contemporâneos. em conteúdos curriculares. a Pluralidade Cultural. o Meio Ambiente. não só se recriam no saber científico. 60 . no cotidiano. mas também o fazem no acervo popular. pois os limites e as possibilidades das capacidades cognitivas e afetivas mediadoras na compreensão desses problemas. a Saúde.

Sumário principal ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências .

obriga os professores e os alunos a refletir sobre essas competências. nossa proposta do processo de ensino de Ciência tem uma importante contribuição na formação humana dos alunos. bem como entre as culturas e o meio ambiente. um dos objetivos essenciais do processo de ensino é desenvolver nos alunos: a aptidão de contextualizar e integrar saberes. por meio das quais os seres humanos. por meio dos quais os participantes do processo de ensino científico conhecem e compreendem as complexas interações 63 . e a capacidade de integrar saberes para que cada aluno seja capaz de recriar sua vida sociocultural natural e afetiva. fundamentado nas interações discursivas socioculturais. conhecem e compreendem as interações entre as culturas populares e científica. Estamos convencidos de que tal condição se fundamenta na recriação de instrumentos e ferramentas socioculturais. dominam as competências e habilidades mediadoras nessas interações. como também se apropriam dos direitos e obrigações cívicos de seu meio sociocultural. Para nós. Para nós. das habilidades [instru- mentos] e das ferramentas socioculturais que recriam a condição humana. ao mesmo tempo em que se conhecem e se compreendem. se desenvolvem cognitiva e afetivamente. pois são instrumentos socioculturais.Sumário principal 6. na escola a formação para a humanidade deveria centrar-se na recriação da condição humana.Tais ações são extremamente importantes para a recriação da condição humana. a capacidade de organizar conhecimentos para entender e contextualizar a grande quantidade de informação surgidas das práticas humanas. transformam o meio ambiente e sua existência. Também nesse diálogo o domínio dos sistemas linguísticos populares e científicos torna-se essencial. Nessa perspectiva. por meio do diálogo. na Terra e na vida.1. habilidades e ferramentas.1 Ciências 6. reinserindo-se no universo. Sendo assim.1 Contribuição da disciplina para a formação humana Os problemas globais e essenciais da humanidade demandam a formação de um ser humano que possa recriar sua condição humana. pois o diálogo discursivo de alteridade. nessa reflexão os participantes desse processo. Esse desenvolvimento torna-se essencial para a reflexão sobre os limites e as possibilidades das competências.

Sumário principal dos conhecimentos que estão presentes nas suas práticas cotidianas. 2002). Finalmente. levando em conta os parágrafos anteriores. responda a um ou a vários objetivos gerais. baseado na interação entre o desenvolvimento cognitivo afetivo do aprendiz e o processo de aprendizagem escolar. entre outras coisas. com o fim de alcançar o(s) objetivo(s). ainda que cada uma delas tenha objetivos específicos. ciclos. por meio das quais os alunos compreendam os problemas emergentes das interações entre os próprios seres humanos.1. esse ideal de aluno seria capaz de recriar sua condição humana socioculturalmente. p. mais globalmente. Nesse sentido.2 Objetivos da disciplina Orientar o ensino das Ciências para a recriação da condição humana torna imprescindível que esse.] enfrentar as incertezas e. anos. Nesse sentido.. e que de alguma forma explicam a condição humana. cultural e natural. tal domínio não só permite conhecer e compreender a humanidade em comum à espécie Homo sapiens. deveria contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas afetivas. 2002.. nas etapas da Educação Básica. aceitar as diferentes formas de conhecer e explicar a condição humana. e entre os seres humanos e o meio ambiente. o processo de ensino de Ciência lidaria com essa incerteza dos saberes humanos. criativo e reflexivo. Em consequência. podemos dizer que o processo de ensino científico junto aos processos das outras áreas escolares deve contribuir para a formação integral e contextualizada de um aluno autônomo. partícipe ativo das transformações de seu entorno social. Em nossa concepção. todos os conhecimentos são relativos e incertos. o Ensino Fundamental e o Ensino Médio se tornem um processo único de diálogo entre essas etapas e entre diferentes organizações dessas (disciplinas.56). Nesse sentido. curioso. o destino incerto de cada indivíduo e de toda a humanidade” (MORIN.). esse processo. 64 . Para nós. solidário. compreender a diferença cultural significa. pois a produção dos conhecimentos é socio-histórica. etc. Dessa forma. recria-se a necessidade de que a Educação Infantil. como também permite compreender a diferença cultural inerente a todo ser humano (MORIN. 6. contribuindo para que cada aluno durante sua vida possa “[. blocos.

Nessa perspectiva. 65 . Partindo desse objetivo. baseando-se na Lei 9394/1996 (LDBEN). Reflexão que se fundamenta no diálogo entre os conhecimentos das disciplinas e os culturais. fundamentada na concepção processual dialógica do ensino escolar. sempre respondendo ao(s) objetivo(s). do conhecimento sociocultural e da contextualização das diferentes explicações dos fenômenos socioculturais e ambientais. que tratam das diretrizes curriculares nacionais dos ensinos Fundamental e Médio. psicológicas e afetivas. propõe que o ensino científico de sexto a nono anos do Ensino Fundamental tenha como objetivo desenvolver as habilidades e competências (instrumentos socioculturais) mediadoras no processo de desenvolvimento da autonomia do aluno. torna-se essencial que a metodologia dessa disciplina se fundamente nas necessidades do aprendiz. cada etapa do processo do ensino científico da Educação Básica depende da anterior e é a base para a posterior. e nos documentos norteadores. Sendo assim. Em nossa proposta curricular. fundamentada no amadurecimento das habilidades recriadas nos ciclos anteriores e nos objetivos a serem alcançados na próxima etapa da disciplina de Ciências da Educação Básica. o(s) objetivo(s) de uma etapa e/ou de um bloco e/ou de um ciclo da Educação Básica se recria(m) com o fim de contribuir com o(s) objetivo(s) da etapa e/ou bloco e/ou ciclo seguinte. o objetivo do processo de ensino científico da Educação Básica será contribuir para o desenvolvimento e domínio das competências e habilidades mediadoras na tomada de consciência das necessidades físicas.Sumário principal Nessa perspectiva. Essa proposta torna-se um grande desafio para os professores de sexto a nono anos. no diálogo entre os conhecimentos dos participantes do processo de ensino-aprendizagem e na tomada de consciência dos limites e das possibilidades dos diferentes conhecimentos. Assim. e as transformações socioculturais e socioambientais e suas influências na recriação da subjetividade humana. nas Resoluções 02/1998 e 03/1998 da CEB/CNE. nossa proposta curricular. mas também com fim último de contribuir para o(s) objetivo(s). e na recriação da subjetividade. na reflexão sobre as interações socioculturais e socioambientais. as atividades e ações do processo de ensino das Ciências motivarão os alunos a recriar junto ao professor e aos colegas os saberes mediadores na reflexão sobre o mundo.

sem fugir dos princípios metodológicos que or ientam esta proposta. Nesse sentido. Partindo dessas premissas. Nesse sentido. o professor. a metodologia será recriada a partir das necessidades cotidianas do aluno. Nesse sentido. implica recriar o processo de ensino-aprendizagem a partir de núcleos de problemáticas. 6. a exposição da produção sociocultural individual e grupal.1. Também nesse processo. das competências e das habilidades mediadoras nessa ação. ajudarão o aprendiz a desenvolver competências e habilidades que permitam-lhes conhecer e dominar suas atividades cotidianas. os professores concebem-se no processo de ensinoaprendizagem como mediadores entre o que o sujeito sabe e entre o que se tem que aprender na escola. buscar-se-á com que o aluno conheça e domine os instrumentos que contribuem para conhecer e compreender os impactos da ação humana no meio ambiente. com a metodologia. o aluno é concebido como sujeito socio-histórico capaz de recriar sua subjetividade na interação com seu meio sociocultural e socioambiental. cuja compreensão torna necessária a integração de várias disciplinas e o trabalho sobre processo.3 Principais alternativas metodológicas Em nossa proposta. além das competências e habilidades que satisfazem suas necessidades. tarefas pedagógicas. Sendo assim. etc. no processo de ensino-aprendizagem de Ciências no sexto a nono anos do Ensino Fundamental. centrar a proposta no processo de desenvolvimento de competências e habilidades. As atividades/tarefas pedagógicas se organizarão de tal forma que o aluno possa concretizar a tomada de consciência de suas necessidades. Ele seria orientado para o desenvolvimento de instrumentos socioculturais mediadores na atividade autônoma do aluno e na contextualização dos conhecimentos socioculturais presentes nesse processo. por meio de atividades/ 66 . estimulará a produção de conhecimento sociocultural autônomo do aluno e grupal. os professores. a identificação e resolução de problemas socioculturais e socioambientais.Sumário principal pois o processo de ensino-aprendizagem da disciplina Ciências desses anos já não poderá ser centrado na memorização e repetição de conceitos científicos.

compreendam e proponham explicações sobre os fenômenos humanos ou naturais. 4. pesquisa em grupo. produção de texto em grupo. consideramos importante no ensino de Ciências Naturais os seguintes princípios metodológicos: 1.Sumário principal a diferença sociocultural e a recriação da subjetividade humana. orientamos que as atividades/tarefas pedagógicas sejam organizadas a partir de projetos. 7. Experiências: montagem de pequenos experimentos científicos para que os alunos busquem soluções. a resolução de problemas cotidianos em grupo. para isso propomos. Diálogo intercultural: procurando sempre a interação entre os diferentes conhecimentos socioculturais. 3. mapas conceituais. com o objetivo de fazer um trabalho que integre os conhecimentos e que leve os alunos a uma melhor articulação entre os conhecimentos das diferentes áreas. conheçam problemas cotidianos e busquem soluções socioculturais teóricas e práticas para os mesmos. por meio de entrevistas. Pesquisa de campo e bibliográfica: procurando o domínio dos fundamentos e dos instrumentos da pesquisa. jornais locais e de outros estados. Interdisciplinaridade: estabelecendo um diálogo entre as diferentes disciplinas ou áreas escolares. Problematização: incentivando os alunos à reflexão sobre questões cotidianas. propomos que os alunos realizem diferentes pesquisas com os pais e/ou pessoas da comunidade. Diálogo: considerando o aluno um produtor de conhecimento. observação de ambientes naturais (com elaboração de relatórios de campo). Sendo assim. o professor buscará motivar constantemente a interação discursiva entre os conhecimentos do aluno e os conhecimentos escolares. Para isso propomos que se identifiquem. confrontação de ideais. revistas. interação discursiva entre o professor e os alunos. etc. além de outras fontes como pequenas viagens (intercâmbios). temas geradores. Com esse fim. uso de livros de Ciências. problemáticas. revistas de divulgação científica e documentos escritos ou digitais. por meio de leituras de vídeos. o mundo ou a sociedade em geral e o próprio processo de produção de conhecimentos. 8. Produção e utilização de texto: com o fim de dominar os diferentes sistemas 67 . pesquisas. 2. etc. 5. Contextualização: procurar sempre a interação entre os conhecimentos escolares e a vida pessoal do aluno. 6. eixos temáticos.

sugerimos que os professores e os alunos produzam diferentes gêneros textuais escritos e que. 68 . junto a textos escritos por outros autores.Sumário principal simbólicos de conhecimentos. logo depois de serem avaliados. Os textos deverão levar em conta a linguagem científica. sejam utilizados no processo de ensinoaprendizagem.

• Aplicar os conceitos aprendidos para conhecer o ambiente físico-químico onde vive. elaboração de resumos). consulta e registro de fontes. visitas. cultura. • Consultar. • Identificar ações de cidadania e de solidariedade. questões-problema. Ambiente e saúde • Doença transmitida por água.Ciências • Conceito de Ciência 2. tecnologia e meio ambiente. • Organizar os conhecimentos adquiridos. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. entre outros: percepção. códigos e nomenclatura da linguagem científica. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. argumentação. interpretar. gráficos e representações geométricas. religiosos e tecnológicos. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento.Sumário principal 6. tabelas. • Realizar as atividades com independência. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. diferenciação. diagramas. Introdução a Ciências • Conhecimentos culturais (religiosos. • Elaborar objetivos de trabalho. resultado da conjunção de fatores sociais. analisar a interação da sua comunidade com o meio ambiente e identificar os limites e as possibilidades dessa interação. identificação. explicação. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de Ciência. • Analisar. categorização. econômicos. • Elaborar gráficos. • Articular. observação. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. ar e solo • Medicinas convencionais e alternativas 69 . descrição. etc. culturais. • Reconhecer a produção do acervo sociocultural (científico e não-científico) como uma produção humana sociohistórica. conceitos. HABILIDADES • Ler. imagens. entender. comparação. interpretar e produzir textos argumentativos e explicativos. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. • Interpretar esquemas. elaboração de roteiros.Ciências COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). • Identificar e utilizar adequadamente símbolos.4 5ª Série Conteúdo Básico Comum . Ambiente físico-químico: ciclos e propriedades • Água • Ar • Solo 3. CONTEÚDOS Eixo Meio Ambiente 1. pensamento lógico e crítico. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. • Valorar o trabalho em grupo. • Elaborar textos para relatar eventos. fenômenos. realização de atividades extras. • Resolver situações-problema. e. políticos. étnicos e científicos) • Evolução do conhecimento científico .1. experimentos. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. elaborar hipóteses. portanto.

• Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. CONTEÚDOS 70 . social. sendo participante ativo. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. mental e cultural dos indivíduos. social. produção de tecnologia e condições de vida. • Conhecer e respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. consciente. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. de autoestima e respeito ao outro.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. • Compreender a subjetividade como ele mento de realização humana. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. associado aos aspectos de ordem histórica. econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. cultural. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. HABILIDADES • Relacionar os problemas socioambientais e socioculturais com a promoção da saúde pública.

• Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. • Valorar o trabalho em grupo.Sumário principal 6ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. • Identificar as alterações causadas pela ação humana aos ecossistemas e refletir suas consequências. considerando as dinâmicas das populações. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. categorização. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. • Aplicar os conceitos aprendidos para refletir a interação entre o ser humano e o ambiente sociocultural e socioambiental. • Analisar propostas de intervenção nos ambientes. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). fundamentar respostas e contextualizar conceitos. etc. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. CONTEÚDOS Eixo Os seres vivos 1. diagramas. Classificação dos  seres vivos 4. • Articular. visitas. tabelas. elaborar hipóteses. consulta e registro de fontes. • Participar de ações de cidadania e solidariedade. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. comparação. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. Diversidade da vida • Conceito 2. • Organizar os conhecimentos adquiridos. descrição. códigos e nomenclatura da linguagem científica. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. utilizando-se de raciocínios lógicos e demonstrações. • Analisar. • Consultar. Ecologia • Conceitos • Relações ecológicas 71 . diferenciação. associando a garantia de estabilidade dos ambientes e da qualidade de vida humana a ações de conservação. explicação. • Compreender a biodiversidade e a importância das relações ecológicas na manutenção do equilíbrio ambiental. cultura. realização de atividades extras. entre outros: percepção. • Elaborar textos para relatar eventos. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. entender. • Realizar as atividades com independência. • Identificar a biodiversidade dos ecossistemas global e regional. questõesproblema. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. argumentação. Ecossistemas 3. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. fenômenos. observação. identificação. experimentos. tecnologia e meio ambiente. gráficos e representações geométricas. pensamento lógico e crítico. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. interpretar. recuperação e sustentabilidade ambiental. elaboração de roteiros. elaboração de resumos). • Interpretar esquemas. • Resolver situações-problema. conceitos.

respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais. social. produção de tecnologia e condições de vida. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. autoestima e respeito ao outro. analisar e compreender as interações dos seres vivos com o ambiente e sua importância para a existência da vida. HABILIDADES • Conhecer. valorizando a formação de hábitos de autocuidado.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural. mental e cultural dos indivíduos. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. econômica e política. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. • Reconhecer o ser humano como parte integrante e transformadora do meio ambiente. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. consciente. CONTEÚDOS 72 . analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. sendo participante ativo. associado aos aspectos de ordem histórica. social. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. cultural.

etc. como formas de produção. cultura. fenômenos. tabelas. elaboração de resumos). pensamento lógico e crítico. Saúde humana e o ambiente • Conceito de saúde • Doenças dos sistemas humanos • Relação meio ambiente e saúde • Políticas públicas para a saúde 4. Morfofisiologia do corpo humano • Sistema digestório • Sistema respiratório • Sistema circulatório • Sistema urinário • Pele • Órgãos dos sentidos • Sistema nervoso • Sistema endócrino • Sistema reprodutor 3. relaciona-se. conceitos. diferenciação. • Associar características gerais e adaptações dos seres humanos com o seu modo de vida e seus limites de distribuição nos diferentes ambientes. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. adapta-se e deseja. em especial nos brasileiros. visitas. • Elaborar textos para relatar eventos. vive. participativo. • Resolver situações-problema. • Reconhecer-se como sujeito coletivo. • Reconhecer-se como corpo que age. interage. elaborar hipóteses. diagramas. identificação. descrição. explicação. comparação. e hábitos pessoais. categorização. utilizando-se de técnicas básicas de estudo (organização de material. • Consultar. desenvolve-se. observação. Célula • Funções vitais 2. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). interpretar. entre outros: percepção. • Valorar o trabalho em grupo. • Organizar os conhecimentos adquiridos. elaboração de roteiros. solidário. CONTEÚDOS Eixo Corpo Humano 1. que respeita e faz-se respeitar. argumentação. • Analisar. gráficos e representações geométricas. • Realizar as atividades com independência. tecnologia e meio ambiente. • Articular. autônomo.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. como higiene e alimentação. • Conhecer diferentes interpretações de senso comum e científicas sobre práticas sociais. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. • Dominar os procedimentos da pesquisa científica e utilizar a pesquisa como meio de buscar. consulta e registro de fontes. assumindo com responsabilidade a sua saúde e bem-estar e os demais. • Conhecer as propostas de alcance individual ou coletivo. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. exerce a cidadania e a democracia. HABILIDADES • Produzir relatórios de pesquisa. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. entender. • Respeitar a subjetividade e as diferenças socioculturais. que visam à preservação e à implementação da saúde individual e coletiva. códigos e nomenclatura da linguagem científica. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. utilizandose de raciocínios lógicos e demonstrações. fundamentar respostas e contextualizar conceitos. • Interpretar esquemas. aprende. questões-problema. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento. experimentos. realização de atividades extras. • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. Genética • Conceitos 73 . • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados.

• Compreender as interações entre conhecimentos culturais. • Conhecer indicadores de saúde e desenvolvimento humano. apresentados em gráficos. consciente. cultural. social ou cultural dos indivíduos. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana. etc. como mortalidade. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária. social. longevidade. • Entender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização humana. social. mental e cultural dos indivíduos. • Conhecer os processos vitais do organismo humano (defesa. socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana. tabelas e/ou textos. ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. manutenção do equilíbrio interno. bem como os cuidados necessários para uma vida saudável. autoestima e respeito ao outro. autoestima e respeito ao outro. saneamento. natalidade. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades. renda e escolaridade. CONTEÚDOS 74 .) e fatores de ordem ambiental. econômica e política. produção de tecnologia e condições de vida. valorizando a formação de hábitos de autocuidado. respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. nutrição. associado aos aspectos de ordem histórica. HABILIDADES • Conhecer o corpo humano e seu funcionamento. sendo participante ativo. analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico. sexualidade. relações com o ambiente.Sumário principal COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento socio cultural. identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos. • Identificar hábitos de autocuidado.

• Reconhecer e fazer uso da pesquisa como forma de comprovar hipóteses. • Dominar e utilizar técnicas de estudos (organização de material. entender. argumentação. • Articular. categorização. explicação. • Resolver situações-problema. rendimentos e taxas de sua obtenção e produção. realizar e defender ações de cidadania e de solidariedade. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento. visitas. experimentos. descrição. • Organizar os conhecimentos adquiridos. • Ler.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS Expressão e comunicação • Dominar os instrumentos básicos da linguagem científica. • Elaborar e desenvolver experimentos e interpretar os resultados. HABILIDADES • Planejar. interpretar. tecnologia e meio ambiente. identificação. Aspectos físicos da vida • Movimento e força • Eletricidade e magnetismo • Energia. • Caracterizar materiais. utilizando argumentos válidos e fundamentação teórica. diferenciação. Investigação e compreensão • Identificar situações-problemas do cotidiano (sociocultural e socioambiental). calor e temperatura 3. comparação. diagramas. implicações sociais. • Elaborar perguntas. analisar e interpretar textos de enfoque sociocultural e tecnológicos veiculados nos diferentes meios de comunicação. sem necessidade de intervenção do professor. etc. • Interpretar esquemas. sínteses. argumentar e posicionar-se criticamente em relação a temas de ciência. • Reconhecer e utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais. avaliar e planejar intervenções socioculturais e tecnológicas. • Elaborar textos para relatar eventos. entre outros: percepção. compreender e extrapolar textos científicos. identificando propriedades. elaborar hipóteses. pensamento lógico e crítico. códigos e nomenclatura da linguagem científica. • Planejar atividades de trabalho com base em objetivos. CONTEÚDOS Eixo Introdução à química e à física 1. Ciências e tecnologias • Energia nuclear • Energia eólica • Medicina nuclear • Produção e distribuição da energia elétrica 75 . • Identificar e utilizar adequadamente símbolos. fenômenos. e para identificar suas propriedades. conceitos. contextualizar e refletir as informações surgidas das práticas humanas. substâncias e transformações químicas. • Valorar o trabalho em grupo. resenhas). gráficos e representações geométricas. utilizandose de argumentos. realização de atividades extras. esquemas. • Analisar. etapas. hipóteses e argumentos. elaboração de roteiros. elaboração de resumos. organizar e realizar atividades de estudos. raciocínios lógicos e demonstrações. • Consultar. cultura. questõesproblema. substâncias e transformações químicas. econômicas e ambientais. tabelas. consulta e registro de fontes. • Planejar. Aspectos químicos da vida • Matéria e suas pro priedades físicas • Modelo Atômico de Dalton • Misturas e soluções • Reações químicas 2. • Integrar os conhecimentos e se posicionar diante das ações do ser humano sobre a natureza. observação. • Responsabilizar-se pelas atitudes tomadas. integrar e sistematizar fenômenos e teorias dentro das áreas do conhecimento.

Sumário

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COMPETÊNCIAS Contextualização sociocultural e socioambiental • Compreender o conhecimento sociocultural, socioambiental e tecnológico como resultado da construção humana, associado aos aspectos de ordem histórica, cultural, social, econômica e política. • Compreender as interações entre conhecimentos culturais, produção de tecnologia e condições de vida, analisando criticamente os limites e as possibilidades da intervenção humana na dinâmica do meio ambiente. • Compreender a saúde como resultado do bem-estar físico, social, mental e cultural dos indivíduos. • Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos para elaboração de propostas de intervenção solidária, respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural e ambiental. • Compreender a diversidade de informações socioculturais das comunidades, identificando e questionando as ações humanas e suas principais consequências em diferentes espaços e tempos, sendo participante ativo, consciente, ético e crítico nas questões socioculturais e socioambientais. • Compreender a subjetividade como elemento de realização humana, valorizando a formação de hábitos de autocuidado, autoestima e respeito ao outro.

HABILIDADES • Descrever e comparar características físicas e parâmetros de movimentos de veículos, corpos celestes e outros objetos em diferentes linguagens e formas de representação. • Associar alterações ambientais a processos produtivos e sociais, e instrumentos ou ações científico-tecnológicos à degradação e preservação do ambiente. • Compreender o papel das ciências naturais e das tecnologias a elas associadas, nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social contemporâneo. • Comparar exemplos de utilização de tecnologia em diferentes situações culturais, avaliando o papel da tecnologia no processo social e explicando transformações de matéria, energia e vida. • Utilizar os conhecimentos da química e da física para conhecer o mundo natural e para interpretar, analisar e planejar intervenções científico-tecnológicas no mundo contemporâneo. • Analisar diversas possibilidades de geração de energia para uso social, identificando e comparando as diferentes opções em termos de seus impactos ambiental, social, cultural e econômico.

CONTEÚDOS

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6.1.5 Referências
ALTET, M. Análise das práticas dos professores das situações pedagógicas. Porto: Ed. Porto, 2000. BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. _______. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo : Hucitec, 1995. _______. Para uma filosofia do ato: para uso didático e acadêmico, de Towards a Philosophy of the Act. Austin, EUA, 1993. BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2002. BRANCO, S. Meio ambiente & biologia. São Paulo: SENAC, 2001. BRASIL. Constituição (1988). Brasília, DF, 2002. _______. Lei nº: 9394. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 1996. _______. Lei n°: 10.172. Plano nacional de educação. 2001. _______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC / SEF, 1997. BRONCKART, J. Atividade da linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 2003. CARI, C. O currículo científico com o povo tupinikim: a tomada de consciência dos instrumentos socioculturais. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo, 2008. Dissertação. 141p. CHASSOT, A. Alfabetização científica questões e desafios para a educação. Ijuí, RS: Unijuí, 2003. _______. Educação consciência. Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC, 2003. CARVALHO, A. O papel da linguagem na gênese das explicações causais. In: MORTIMER; SMOLKA, A. (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. Metodologia de ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1994. _______ et al. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. FAUNDEZ, A. O poder da participação. São Paulo: Cortez, 2001. FIORIN, J. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2007. GIORDAN A.; DE VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996. KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1987. _______; MARANDINO, M. Ensino de ciências e cidadania, São Paulo: Moderna, 2004. LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. São Paulo: Papirus, 1997. LEONTIEV, A. et al. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Centauro, 2005.

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LIBÂNEO, J. Didática, São Paulo: Cortez, 1994. MOLL, L. Vygotski e a educação: implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Medicas, 2002. MORIN, E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. _______. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2003. MOREIRA, A; SILVA, T. (Org.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 2002. MORTIMER, E. Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994. p. 281. Tese (Doutorado em Educação). _______. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: UFMG. 2000. _______; SMOLKA, A (Org.) Linguagem, cultura e cognição: reflexões para o ensino e a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica. 2001. OLIVEIRA, M. (Org.) Investigações cognitivas: conceito, linguagem e cultura. Porto Alegre: Artmed, 1999. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999. SACRISTÁN, J. O currículo uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Medicas, 2000. _______. Poderes instáveis na educação. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999. SAVIANI, D. Educação do senso comum à consciência filosófica, São Paulo: Autores Associados, 2004. SEPULVEDA, C.; EL-HAANI, C. Apropriação do discurso científico por alunos protestantes de biologia: uma análise à luz da teoria da linguagem de Bakhtin. Investigações em ensino de ciências, v. 11, n. 1, p.1-20, mar. 2006. SILVA, T. (Org.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. VYGOTSKY, L.; LURIA, A.; LEONTIEV, A. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998. WESSMANN, H. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre: Artmet. 1998. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Medicas, 1998.

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ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Matemática

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6.2 Matemática
Há tempos a discussão em torno do ensino e da aprendizagem da Matemática vem sendo levantada em todos os níveis de educação. Discutem-se metodologias, estratégias de ensino, contextualizações, evasões, inclusões, entre outros. Percebe-se, nessa discussão, que a escola não vem acompanhando as crescentes alterações sociais, políticas, tecnológicas e culturais que o mundo globalizado nos impõe. Nesse novo contexto de discussão da Educação Nacional desprender-se das velhas filosofias e investir no estudo e na elaboração de um currículo se faz necessário. Nessa perspectiva o currículo de Matemática deve atingir aspectos essenciais da formação plena do cidadão, levando em conta a inserção no mundo do trabalho, as relações sociais, as relações simbólicas e as diversas culturas. Assumiremos a visão de Lakatos (1978) de que a Matemática é uma atividade humana que encerra nela mesma uma dialética de conjecturas, refutações e demonstrações até chegar às conclusões. Mas enfatizamos que “a Matemática, nesta perspectiva, não envolve unicamente as conclusões em si mesmas, mas a atividade que leva a estabelecê-las” (VILA

&CALLEJO, 2006). Consideremos também que a Matemática é um campo científico em permanente evolução, que se constituiu ao longo da evolução histórica pela necessidade do homem de intervir no meio que o cerca e de organizar e ampliar seus conhecimentos. Ela não é algo que diz respeito somente aos números, mas sim à vida, que nasce do mundo em que vivemos. Lida com ideias, e longe de ser aborrecida e estéril, como muitas vezes é retratada, ela é cheia de criatividade. A história da humanidade nos mostra que, além dos problemas de outros campos do conhecimento nos conduzir a modelos matemáticos, as investigações e especulações da própria Matemática nos conduzem a aplicações nas diversas áreas. Ao nos focarmos no ensino da Matemática podemos recorrer a Palomar (2004), que afirma que cada vez mais deve ser deixada de lado a resolução de problemas de maneira mecânica ou a memorização de processo. Num mundo em que as calculadoras estão ao alcance de todos e que os computadores estão cada vez mais presentes, não se exige que se saiba a tabuada apenas, mas, sobretudo, que se saiba que operação deve ser feita para se tomar a decisão correta. As tendências atuais em educação matemática vão na direção de buscar a vinculação prática entre o que ocorre na sala de aula e fora

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dela. A palavra-chave é “contextualização” e a meta é se ensinar uma Matemática para formar os cidadãos críticos exigidos pela sociedade dialógica. Assim, se deve:
Fazer menos...
• Aula expositiva • Trabalho individual • Trabalho em contexto • Trabalho abstrato • Temas tradicionais do passado • Memorização instantânea • Informação acabada • Atividades fechadas • Exercícios rotineiros • Simbolismo matemático • Tratamento formal • Ritmo uniforme • Avaliação de algoritmos • Avaliação quantitativa • Avaliação do desconhecimento

Fazer mais...
• Orientação, motivação • Trabalho em grupo • Aplicações cotidianas, globalização • Modelização e conexão • Temas interessantes de hoje • Compreensão duradoura • Descoberta e busca • Atividades abertas • Problemas compreensivos • Uso de linguagens diversas • Visualização • Ritmo personalizado • Avaliação do raciocínio • Avaliação qualitativa • Avaliação formativa

Quadro 1 - Linhas do ensino da Matemática no século XXI.13

Assim, Palomar (2004) conclui dizendo que aprender Matemática implica aprender a (re)conhecer a Matemática da vida real: habilidades, conhecimentos, disposições, capacidades de comunicação e sua aplicação na vida cotidiana. Uma aprendizagem do seu ponto de vista implica quatro dimensões diferentes: a instrumental (que se refere ao conjunto de símbolos que constituem a linguagem matemática); a

normativa (que são as regras e as normas que regulam os diferentes procedimentos matemáticos); a afetiva (quer dizer, o conjunto de emoções e sentimentos que acompanham as pessoas durante a aprendizagem); e a cognitiva (referente concretamente à maneira de aprender, quer dizer, às estratégias que a pessoa utiliza para entender um conceito matemático e incorporá-lo a seu conhecimento).

13 Alsina, C.2000. “Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro” en Goñi (coord.). El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. Barcelona: Graó. Biblioteca de Uno.

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Segundo MIGUEL (2007), leva-se em conta no processo de ensino-aprendizagem quem aprende, quem ensina e o saber a ser ensinado, buscando o crescimento integral do educando. Ao buscar a compreensão do crescimento dos indivíduos, levamos em consideração que a construção do conhecimento é temporal, histórica e intencional, que encontra na família, no ambiente social e na cultura os fatores determinantes do desenvolvimento humano. Baseado nisso pode-se acrescentar às quatro dimensões sugeridas por Palomar as dimensões histórica, social e cultural. Dentro da visão de que o aprendizado resulta em desenvolvimento mental, que põe em movimento vários processos de desenvolvimento, nos reportamos a Machado (1995), que diz que comprender é aprender o significado e aprender o significado é ver o objeto do conhecimento em relação a outros conhecimentos, interligando-os e articulando-os.

crítica? Para Skovsmose (2006) o conceito de competência crítica enfatiza que os estudantes devem estar envolvidos e participar ativamente do processo educacional e, para isso, precisamos pensar em uma escola democrática, em um currículo democrático e em práticas democráticas. Lembremos de Freire (1992, pp.81-82) que diz: “ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico”. Sem querer tirar do professor a responsabilidade pela aprendizagem dos seus alunos, Freire ainda destaca que o professor precisa, sim, conhecer o que ensina, no entanto, afirma que:
Não é possível ensinar a aprender sem ensinar um certo conteúdo através de cujo conhecimento se aprende a aprender, não se ensina igualmente a disciplina de que estou falando a não ser na e pela prática cognoscente de que os educandos vão se tornando sujeitos cada vez mais críticos. (FREIRE, 1992, p.81-82).

6.2.1 Contribuição da disciplina para a formação humana
Nesse processo de construção de significados apontamos para a questão da criticidade. E já que estamos falando de competências por que não falarmos também que é um papel da Matemática despertar para a competência

Esse processo só pode ser intermediado pelo diálogo que, segundo Freire (2005), implica um pensar crítico, para somente assim termos um processo educacional capaz de formar pessoas que possam se inserir e transformar a sociedade; sem diálogo não há comunicação; sem essa, não há verdadeira educação.

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Ainda para Freire (1996, p.30), ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Portanto, antes de qualquer ação de intervenção se exige previamente uma valorização dos saberes construídos pelos estudantes ao longo de suas vidas. Descobrir e despertar esses saberes e trazê-los para o contexto escolar, a fim de transformá-los e ressignificá-los, é uma tarefa processual que ocorre em vários momentos e é essencial para a formação cidadã do indivíduo. Dentro dessa perspectiva, defende-se um ensino que reconheça saberes e práticas matemáticas dos cidadãos e das comunidades locais – que são competências prévias relativamente eficientes –, mas que não se abdique do saber matemático mais universal. Além disso, o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas contribui mais diretamente para auxiliar o cidadão a ter uma visão crítica da sociedade em que vive e a lidar com as formas usuais de representar indicadores numéricos de vários fenômenos econômicos, sociais, físicos, entre outros.

Apresentar a Matemática como conhecimento em permanente construção a partir de contextos atuais, guardando estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas ao longo dos tempos relacionadas com a história da Matemática. Estimular o espírito de investigação e desenvolver a capacidade de resolver problemas. Relacionar os conhecimentos matemáticos com a cultura e as manifestações artísticas e literárias. Estabelecer relação direta com a tecnologia em uma via de mão dupla: como a Matemática colabora na compreensão e utilização das tecnologias e como as tecnologias podem colaborar para a compreensão da Matemática. Oportunizar a compreensão e transformação do mundo em que vivemos, seja a comunidade local, o município, o Estado, o país ou o mundo. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos. Relacionar os conhecimentos matemáticos (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico) entre eles e com outras áreas do conhecimento. Possibilitar situações que levem o estudante a validar estratégias e resultados,

6.2.2 Objetivos da disciplina
Partindo do princípio que a Matemática deve contribuir para a formação global do cidadão, consideramos os seguintes objetivos:

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de forma que possam desenvolver o raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizarem conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. Apresentar a Matemática de forma a permitir ao estudante comunicar-se matematicamente, ou seja, que saiba descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral, escrita e pictórica, estabelecendo relações entre elas e as diferentes representações matemáticas.

cionalização de conceitos e representações matemáticas, nos quais o fazer, o argumentar e o discutir têm grande importância neste processo. As situações a propor aos alunos, tanto numa fase de exploração de um conceito como na de consolidação e aprofundamento, devem envolver contextos matemáticos e não-matemáticos e incluir outras áreas do saber e situações do cotidiano dos alunos. É importante que essas situações sejam apresentadas de modo realista e sem artificialidade, permitindo capitalizar o conhecimento prévio dos alunos. As situações de contextos menos conhecidos precisam ser devidamente explicadas, de modo a não se constituírem como obstáculos à aprendizagem. Além de utilizar ideias e processos matemáticos para lidar com problemas e situações contextualizadas, os alunos precisam saber trabalhar igualmente em contextos puramente matemáticos, que envolvam raciocínios aritméticos, geométricos e algébricos. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e promover o raciocínio e a comunicação matemáticos, para além de constituírem objetivos de aprendizagem centrais neste currículo, constituem também importantes orientações metodológicas para estruturar o trabalho de sala de aula.

6.2.3 Principais alternativas metodológicas
Refletindo sobre alternativas metodológicas Colocar os alunos frente a diversos tipos de experiências matemáticas, como resolver problemas, realizar atividades de investigação, desenvolver projetos e atividades que envolvam jogos e ainda resolver exercícios que proporcionem uma prática compreensiva de procedimentos, é a meta desta proposta. Consideramos que o ensino-aprendizagem tem de prever momentos para confronto de resultados, discussão de estratégias e institu-

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A resolução de problemas como metodologia tem a proposta de romper com o currículo linear e avançar num ensino que integre conteúdos e articule conhecimentos, propiciando o desenvolvimento de uma atitude de investigação frente às situações-problema, bem como a construção da capacidade de se comunicar matematicamente e utilizar processos de pensamentos mais elevados. Essa metodologia favorece o desenvolvimento da capacidade de se adaptar a novas situações, além de ver a Matemática como uma ciência dinâmica, construída pelo homem, na qual haja lugar para conjecturas, refutações e demonstrações. Os elementos básicos que compõem esse ambiente de aprendizagem são o professor, com sua visão de Matemática e suas concepções14 de ensino e aprendizagem; os alunos, com seus conhecimentos, emoções, visão da sociedade onde vivem e suas interações, etc. e, por último, os problemas selecionados com uma determinada intenção, visando à investigação e ao estabelecimento de relações e múltiplas articulações. No entanto, ao indagar sobre as relações afetivas dos alunos com a Matemática e suas motivações para a aprendizagem, precisamos levar em consideração dois aspectos: ver a Matemá-

tica como um fenômeno cultural e a forte influência do contexto sociocultural para professores e alunos nesse processo. Convém precisar que um problema matemático é uma situação em que a solução não está disponível de imediato e que demanda a realização de uma sequência de ações. Resolver um problema não se resume em compreendê-lo e dar resposta correta aplicando procedimentos adequados. É necessário que o aluno se aproprie do conhecimento envolvido, desenvolvendo habilidades que lhe permitam por à prova os resultados, testar seus efeitos, comparar diversos caminhos para obter a solução, o que exige que saiba argumentar sobre os procedimentos desenvolvidos. Isso desenvolve no aluno a criatividade, a reflexão, a argumentação, enfim, o pensar sobre o próprio conhecimento (metacognição).Nessa forma de trabalho, o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução e à investigação. Enfatizamos, pois, que trabalhar via a resolução de problemas requer uma mudança de postura e uma nova organização da prática de sala de aula. Para Soligo (2001).
o desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de

14 A definição de concepção assumida é de que comporta visões, saberes, atitudes e crenças.

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situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos.

A organização do trabalho escolar dentro da perspectiva da resolução de problemas depende, portanto, de uma ação direta do professor que possa contribuir para que o estudante avance na construção do conhecimento, nos processos essenciais da formação do cidadão, na forma de conjecturar, fazer inferência, descobri regularidades e refinar ideias e procedimentos. Dentro da metodologia de resolução de problemas podemos ainda apontar outras alternativas metodológicas para a prática docente, uma delas o uso do computador como uma das possíveis tecnologias que podem ser inseridas no processo de ensino-aprendizagem. Para começar a pensar sobre o uso do computador na escola, antes precisamos entender qual o seu papel e em que sentido pode contribuir para a construção do conhecimento. Para Seymor Papert (1994) os computadores devem servir como instrumentos para se trabalhar e pensar, meios para realizar projetos, fonte de conceitos para pensar novas ideias. Galvis (1988) afirma que o

computador deveria ser usado no processo de ensino-aprendizagem, antes de qualquer outra coisa, como um meio para implementar o que com outros meios não seria possível ou seria difícil obter. Diferentemente do que alguns educadores temem, não se trata de implementar com o computador a ação de outros meios educativos cuja qualidade está bem demonstrada. Percebe-se nessa fala a preocupação em não fazer do computador uma simples transferência de ações que já ocorrem com a utilização de outros meios e sim para potencializá-las com a incrementação de tarefas difíceis ou impossíveis de serem realizadas sem um meio virtual, valorizando o papel do professor como intermediador desse novo processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, para contribuir com a aprendizagem da Matemática é necessário que pensemos no uso do computador dentro de uma abordagem que permita a ação do sujeito e a reflexão sobre essa ação, e para isso deve-se buscar utilizar ambientes computacionais que valorizem a experimentação e a investigação. Outra questão importante é discutir sobre o uso da calculadora na escola. Um recurso utilizado de forma quase natural em nossa sociedade. Os preços acessíveis e a facilidade de serem encontradas as tornaram instru-

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mentos imprescindíveis. Afinal, quem nunca manuseou uma calculadora? Imaginemos como seria se ela não existisse? Quanto tempo perdido e quantos negócios deixariam de ser feitos se não pudéssemos contar com a agilidade desse recurso? No entanto, é o educador quem deve decidir o melhor momento de uso, e quais são as situações nas quais a calculadora poderá ser inserida para contribuir na construção do conhecimento e não como algo que venha a substituir metodologias já existentes. É importante que o uso ocorra de forma paralela aos cálculos mentais e estimativas, seja na construção de conceitos, na resolução de problemas, na organização e gestão de dados ou em atividades específicas que colaborem para a construção de significados pelos alunos. Ao nos referirmos à atribuição de significados pelos alunos não poderíamos deixar de mencionar que uma das formas mais eficazes de atribuir significado aos conceitos matemáticos é contextualizá-los no processo de evolução histórica desses conceitos. No entanto, trazer a História da Matemática é evidenciar as articulações da Matemática com as necessidades do homem de cada época. Essa história não deve se limitar à descrição de fatos ocorridos no passado ou à atuação de personagens famosos. Ao se trazer para a sala de aula fatos da história

da Matemática, tem-se como propósito a superação das dificuldades de aprendizagem de conteúdos, além de seu caráter motivador. Para tal, evidenciam-se as contribuições do processo de construção histórica dos conceitos e procedimentos matemáticos. Dentre os recursos didáticos que auxiliam o ensino- aprendizagem da Matemática na escola, os jogos, os materiais concretos, o livro didático e o trabalho com projetos merecem destaque. Os materiais concretos têm efeitos positivos no ensino-aprendizagem da Matemática, auxiliando no caminho para a abstração matemática, bem como o trabalho com jogos, que fornecem uma excelente oportunidade para que sejam explorados aspectos importantes dessa metodologia.Como exemplo, convém lembrar que a observação precisa dos dados, a identificação das regras, a procura de uma estratégia, o emprego de analogias, a redução a casos mais simples, a variação das regras, entre outras possibilidades, são capacidades que podem ser desenvolvidas quando se trabalha com jogos na aula de Matemática. No âmbito pedagógico, é fundamental o aspecto interativo propiciado pela experiência com jogos matemáticos, pois os alunos não ficam na posição de meros observadores, e transformam-se em elementos ativos, na tentativa de busca da estratégia vencedora, buscando solucionar o problema posto à sua

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frente. Certamente que tal atitude é extremamente positiva para a aprendizagem das ideias matemáticas subjacentes aos jogos. O livro didático, por sua vez, tem sido ao longo dos anos o único suporte do trabalho pedagógico do professor, convertendo-se em um dos apoios disponíveis para o professor; talvez o mais importante, o mais facilmente acessível, na disponibilidade do material textual que vai ser objeto de estudo, na indicação dos conteúdos relevantes e nas propostas de atividades que ensejam sua exploração. Espera-se que dentro de uma perspectiva mais ampla o livro didático deixe de ser o único instrumento de apoio ao professor e que ele possa complementar esse recurso, atendendo às diferenças regionais e particularidades locais. Para tal que utilize textos e filmes diversos que tratem de temas de interesse dos indivíduos envolvidos, e a internet, com sua gama de conexões, no sentido de ampliar as informações e repertório textual. Ressaltamos o trabalho com projetos, que se harmoniza com a resolução de problemas, tendo como ponto comum a valorização do envolvimento ativo do professor e dos alunos nas ações investigativas desenvolvidas em sala de aula. Além disso, os projetos são oportunidades adequadas à prática da interdisciplinaridade, quando articulam vários ramos do saber, além

de possibilitar a integração de vários ramos da Matemática. Outra dimensão positiva dessa ação pedagógica é a possibilidade de escolha de projetos com temas transversais de interesse da comunidade, que favoreçam o despertar do aluno para os problemas do contexto social e cultural, além de contribuir para ações que ao entender esse contexto o modificam. Um fato a considerar é que a metodologia de ensino-aprendizagem aqui tratada e as diferentes alternativas metodológicas e recursos didáticos exigem dos professores e alunos uma nova postura diante do conhecimento e aliado a isto uma permanente busca a variadas fontes de informação e a momentos de interação fora dos limites da sala de aula.

COMPETÊNCIAS/HABILIDADES Dentre as competências gerais para todos os anos do Ensino Básico citamos: Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. Raciocinar logicamente, fazer abstrações com base em situações concretas, generalizar, organizar e representar. Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem empregadas na Matemática.

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Resolver problemas, criando estratégias próprias para sua resolução, desenvolvendo a imaginação e a criatividade. Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínio: dedutivo, indutivo, probabilístico, por analogia, plausível, etc. Utilizar as novas tecnologias de computação e informação. Desenvolver a sensibilidade para as ligações da Matemática com as atividades estéticas no agir humano. Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções. Expressar-se com clareza utilizando a linguagem matemática. Outras competências, igualmente fundamentais para o Ensino Básico, estão associadas a campos matemáticos mais específicos e são mencionadas a seguir: Reconhecer e utilizar símbolos, códigos e nomenclaturas da linguagem matemática. Identificar, transformar e traduzir adequadamente valores e unidades básicas apresentadas sob diversas formas. Identificar dados relevantes de uma situação problema para buscar possíveis soluções.

Reconhecer relações entre a matemática e as outras áreas do conhecimento, percebendo sua presença nos mais variados campos de estudo e da vida humana. Compreender dados estatísticos, interpretá-los e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos, estabelecendo tendências e possibilidades. Identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento e decrescimento em um gráfico cartesiano sobre tema socioeconômico ou técnico-científico. Visualizar e analisar formas diversas e geométricas. Diante de formas geométricas planas e espaciais, reais ou imaginárias, conhecer suas propriedades, relacionar seus elementos. Calcular comprimentos, áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. Utilizar grandezas diversas para medir espaço, tempo e massa. Reconhecer o caráter aleatório de certos fenômenos e utilizar processos de contagem, estatística e cálculo de probabilidades para resolver problemas. Identificar a formulação em linguagem matemática, em uma situação-problema apresentada em certa área do conhecimento.

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6.2.4 Conteúdo Básico Comum - Matemática 5ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver es tratégias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros e suas representações e utilizações. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. CONTEÚDOS Números e operações • Os números no dia-a-dia. • Operações fundamentais. • Multiplicação: ideia proporcional. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita e representações. • As frações: ideia de parte-todo e razão, representações numéricas e pictóricas. • O conceito de equivalência de frações: comparação e operações. • A porcentagem: escrita e repre sentações. • Os números inteiros: conceito e representação. • Raciocínio proporcional.

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COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Processar informações diversas.

HABILIDADES • Registrar ideias e procedimentos. • Empregar média aritmética em situações-problema em que ela se faz necessária. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da matemática. • Observar, explorar e investigar. • Utilizar a imaginação e a criatividade. • Reconhecer posições relativas entre retas. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas, utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

CONTEÚDOS Tratamento da informação • Leitura e interpretação de tabelas e gráficos. • Coleta de dados e organização em gráficos de barra. • Leitura e interpretação de textos diversos. • Média aritmética. Geometria, grandezas e medidas • Visualização e análise de sólidos e polígonos. • Medidas de comprimento mais utilizadas. • Retas paralelas, perpendiculares e concorrentes. • Perímetro de figuras planas. • O sistema métrico decimal: a história das medidas e transformações de unidades, aplicações. • As unidades não-padronizadas de medidas. • As unidades padronizadas de medidas de comprimento (metro, centímetro e quilômetro). • As unidades de massa (quilograma e grama). • As unidades de volume (litro e mililitro). • Unidades de tempo (hora, minuto, segundo, ano, década, século).

• Visualizar, reconhecer, analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Compreender o conceito de comprimento, massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Perceber a beleza das construções matemáticas, muitas vezes expressa na simplicidade, na harmonia e na organicidade de suas construções.

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6ª Série
COMPETÊNCIAS • Compreender globalmente os números e as operações e sua utilização. • Desenvolver estraté gias úteis de manipulação dos números e das operações. • Efetuar cálculos mentalmente, com algoritmos de papel e lápis, ou usando calculadora, bem como para decidir qual dos métodos é apropriado à situação. HABILIDADES • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Reconhecer e utilizar diferentes formas de representação dos números, assim como das propriedades das operações. • Reconhecer a ordem de grandeza dos números. • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Procurar explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Investigar relações numéricas em problemas envolvendo processos de contagem. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema, assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Compreender o sistema de numeração decimal no que tange ao valor posicional dos algarismos. • Compreender o sistema de numeração decimal e sua relação com os algoritmos da adição e subtração, multiplicação e divisão. • Reconhecer os números naturais, racionais e decimais e suas representações. • Reconhecer os números inteiros, suas representações e utilizações, bem como suas propriedades e a aptidão para utilizá-los em situações concretas. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Reconhecer as frações e os decimais e suas representações. • Trabalhar com valores aproximados dos números racionais no contexto da situação-problema. • Reconhecer as situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. CONTEÚDOS Números e operações • Operações fundamentais. • As estratégias de cálculo: cálculo mental, estimativas, calculadora e algoritmo. • Os decimais: escrita, representações e cálculos com decimais. • As frações: ideia de parte-todo e razão, e suas representações e cálculos. • Retomar o conceito de equivalência de frações. • Números decimais: decimal finito e dízimas periódicas. • A porcentagem: escrita e representações. • Os números inteiros: conceito, representação e operações. • Resolução de problemas envolvendo os inteiros. • Potências e raízes. • Raciocínio proporcional: razão e proporção; grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. • Resolução de problemas envolvendo o raciocínio combinatório. • Porcentagem. • Juros. • Escalas.

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sentido. na harmonia e na organicidade de suas construções. • Visualizar. • Criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Observar. • Utilizar a visualização e o raciocínio espacial na análise das figuras geométricas e na resolução de problemas geométricos e de outras áreas da Matemática. analisar e estabelecer relações entre as figuras geométricas. • Identificar a diversidade nas diferentes culturas. • Compreender o conceito de comprimento e massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre estes conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Reconhecer as unidades que medem comprimento e áreas e utilizá-las para os cálculos na resolução de problemas diversos. • Orientação espacial: direção. muitas vezes expressa na simplicidade. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. reconhecer. • Reconhecer ângulos nas figuras geométricas e saber medi-los utilizando instrumentos adequados. • Soma dos ângulos internos de um polígono. 94 . • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Processar informações diversas. grandezas e medidas • Conceito de espaço e tempo do ponto de vista natural. • Média aritmética e ponderada. • Dividindo o grau e a hora. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Perímetro. • Efetuar medições e estimativas em situações diversas. HABILIDADES • Coletar e organizar dados de pesquisa. utilizando medidas não-padronizadas e padronizadas. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Registrar ideias e procedimentos. • Área de figuras planas. • Utilizar a imaginação e a criatividade.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. • Construção de gráficos de barras e setores. eixo cartesiano. massa e aptidão para utilizar conhecimento sobre esses conceitos na resolução de problemas do cotidiano. • Compreender o conceito de comprimento. CONTEÚDOS Tratamento da informação • Coleta de dados e organização em tabelas e gráficos. explorar e investigar. • Medindo ângulos. • Medidas de capacidade e massa (aplicação para resolução de problemas): áreas e volumes. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Simetria de reflexão. Geometria. translação e rotação. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.

HABILIDADES • Procurar padrões e regularidades para formular generalizações em situações diversas. CONTEÚDOS Álgebra • As regularidades e generalizações. Resolução. contextos numéricos e geométricos. aplicação para resolução de problemas. • Equação do 1º grau: conceito de igualdade e equivalência. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Sistemas do 1º grau. • Cálculo literal: letra como variável e incógnita. 95 .Sumário principal COMPETÊNCIAS • Analisar as relações numéricas. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. incluindo os símbolos. • A resolução de problemas envolvendo equações e sistemas. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la.

• Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. bem como decidir qual dos métodos é apropriado à situaçãoproblema. a estimativa. • O conjunto dos números reais: relação entre os conjuntos numéricos (IN. • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. potenciação e radiciação. • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com as expressões algébricas. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. racionais e irracionais. • Resolução de problemas de porcentagem. utilizando-a na resolução de problemas do cotidiano. com algoritmos ou usando calculadora. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Os conjuntos numéricos: inteiros. • Reconhecer os números reais e irracionais e suas representações. • Procurar e explorar padrões numéricos em situações matemáticas e não-matemáticas. • Reconhecer situações de proporcionalidade e o uso do raciocínio proporcional em problemas diversos.Sumário principal 7ª Série COMPETÊNCIAS • Efetuar cálculos mentalmente. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. subtração. • Efetuar as operações básicas envolvendo expressões algébricas e entendê-las como generalizações das propriedades e operações dos números. CONTEÚDOS Números e operação • Operar utilizando o cálculo mental. divisão. incluindo os símbolos. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. Q e IR). • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. • Resolução e proposição de problemas envolvendo as operações de adição. • Os cálculos com frações e decimais. • Produtos notáveis: utilizá-los com a finalidade de simplificar o cálculo algébrico. Álgebra • Representar algebricamente uma situação-problema. multiplicação. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. Z. a calculadora e os algoritmos. • Expressar quantidades por meio da notação científica. bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. 96 . • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. explicitá-las em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. • Analisar as relações numéricas. • As escalas e suas aplicações.

• Construções geométricas . • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Gráficos de barras. • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Reconhecer os vários tipos de triângulos e estabelecer relações de semelhança e congruência. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas. baricentro e ortocentro). • Circunferências: cálculo de comprimento. • Noções de estatística: cálculo de médias e moda. • Diferenciar círculo e circunferência e reconhecê-los nas formas diversas e nas diferentes culturas. área e volume. • Registrar ideias e procedimentos. escala. • Processar informações diversas. muitas vezes expressa na simplicidade. homotetia. • Cálculo de perímetro.polígonos. • Saber utilizar instru mentos geométricos para efetuar medições e construção de objetos geométricos. grandezas e medidas • Proporcionalidade: semelhança. Tratamento da informação • Organização de dados em tabelas e gráficos. • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Relacionar e aplicar os saberes da matemática nas diversas áreas do conhecimento. incentro. HABILIDADES • Calcular comprimentos. • Leitura e interpretação de dados em tabelas e gráficos. bissetriz. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • A construção de triângulos. • Congruência de triângulos. • Pontos notáveis do triângulo (circuncentro. CONTEÚDOS Geometria. • Identificar a diversidade nas diferentes cultura e profissões. • Elementos do triângulo (mediatriz. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. teorema de Tales. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Coletar e organizar dados de pesquisa. na harmonia e na organicidade de suas construções. mediana e altura). diagonais de polígono. • Área do círculo. 97 . • Construções geométricas utilizando régua e compasso e geometria dinâmica. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. setores e linhas.

98 . bem como reconhecer situações nas quais esse tipo de notação se faz presente. • Saber ler e utilizar escalas nas representações pictóricas e ao utilizar as tecnologias da informação. utilizando-as na resolução de problemas do cotidiano. CONTEÚDOS Números e operações • Notação científica como forma de compreender a escrita de números muito grandes ou muito pequenos. • Chances e possibilidades. • Trabalhar com valores aproximados dos números no contexto da situação-problema. • Porcentagens e juros. • Introdução à probabilidade. saber suas propriedade e operar com eles. • Desenvolver o sentido crítico face ao modo como a informação é apresentada. • Comunicar-se utilizando as diversas formas de linguagem. • Saber expressar quantidades por meio da notação científica. assim como explicar os métodos e o raciocínio que foram usados. estabelecendo tendências e possibilidades. suas representações. • Utilizar a argumentação matemática apoiada em vários tipos de raciocínios. • Reconhecer porcentagens e suas diferentes representações. • Saber criticar argumentos baseados em dados de natureza quantitativa. • Coletar e organizar dados de pesquisa. • Reconhecer as operações que são necessárias à resolução de cada situação-problema. • Registrar ideias e procedimentos. interpretálos e tirar conclusões que possam ir além dos dados oferecidos.Sumário principal 8ª Série COMPETÊNCIAS • Reconhecer as várias representações dos números e do uso da notação científica. • Potenciação e radiciação. • Estatística: frequências e moda. • Saber lidar com dados probabilísticos e combinatórios. • Utilizar as propriedades das operações em situações concretas e para facilitar os cálculos. • Compreender dados estatísticos. HABILIDADES • Estimar valores aproximados e decidir a razoabilidade de resultados obtidos. • Gráficos de reta e parábola: esboço e análise. A estatística • O tratamento da informação: leitura e interpretação de tabelas e gráficos (do cotidiano e estatístico). • Reconhecer números reais e irracionais. • Processar informações diversas. • Ler e interpretar tabelas e gráficos em situações diversas e comunicar as interpretações feitas.

• Figuras espaciais – poliedros.conceito. resolução algébrica. • Teorema de Pitágoras (aplicação para resolução de problemas). resolução pelo método da soma e produto. • Analisar as relações numéricas. • Funções . • Estabelecer conexões entre os campos da Matemática e entre essa e as outras áreas do saber. • Saber utilizar instrumentos geométricos para efetuar medições e construção de polígonos inscritos e circunscritos na circunferência. • Regularidades e generalizações. Geometria. distâncias inacessíveis). • Perceber a beleza das construções matemáticas. • Equações do primeiro e segundo graus. os polinômios. propondo problemas do cotidiano. • Utilizar equações para traduzir para a linguagem algébrica uma situação-problema e ter capacidade de resolvê-la. resolução de problemas relacionando-os à geometria. • Equação do 2º grau: representação. • Geometria das profissões. explicitálas em linguagem materna e representá-las por meio de diferentes processos. incógnitas. áreas e volumes e saber aplicar esse conhecimento no cotidiano. • Saber aplicar a trigonometria para o cálculo de distâncias inacessíveis e outras situaçõesproblema. na harmonia e na organicidade de suas construções. função do primeiro grau e do segundo graus. CONTEÚDOS Álgebra • Noções de funções via resolução de problemas. • Geometria e artes. muitas vezes expressa na simplicidade. • Perceber os objetos geométricos que aparecem nas diversas profissões e entender seus usos. incluindo os símbolos. • A linguagem algébrica: variáveis. grandezas e medidas • Cálculo de áreas. • Interpretar relações entre variáveis e fórmulas. HABILIDADES • Reconhecer as diversas representações algébricas e operar com polinômios. • Reconhecer a geometria nas artes e nas diferentes culturas. • Entender e perceber as razões trigonométricas. • Noções de trigonometria.Sumário principal COMPETÊNCIAS • Resolver problemas utilizando a aritmética e o raciocínio algébrico. • Calcular comprimentos. 99 . • Aplicações da Trigonometria (por exemplo. • Resolver problemas que envolvam relações entre variáveis. • Utilizar fatorações algébricas para simplificar cálculos. • Aplicação do cálculo de volume para resolução de problemas. • Polígonos inscritos e circunscritos.

Madrid: Taurus. Coleção Educação contemporânea. Boletin de informática educativa. Sociedade.. I. Ubiratan. GOÑI. 31. Coleção perspectivas em educação matemática. Didáctica da matemática. GALVIS. ______. Argentina: Aique. 2001. 1996. 1987b. Biblioteca de Uno. 100 . La transposición didáctica: del saber sabio al saber enseñado. São Paulo: Cortez. Campinas. v. Kleith. A. Educação e pesquisa. J. Educação matemática: da teoria à prática. Madrid: Taurus. P. 2000. Teoría de la acción comunicativa. MEC. Belo Horizonte: Autêntica. São Paulo. L. MORIN. Pruebas e refutaciones. ______. C. J. El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI. 1996. M. A. Lisboa: Projecto Matemática para todos e Associação de Professores de Matemática. 2001. Brasil. 2001. LAKATOS. ______. Acácia Z. 1999.5 Referências ABRANTES. 2005. Brasília. 2000. 1. J. 2005. Colômbia. Ensino de 2º grau: o trabalho como princípio educativo.2. 1991. El currículum de matemáticas en los inícios de siglo XXI. Conhecimento e valor. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra. KUENZER. SERRAZINA. Paulo. SP: Papirus. DEVLIN. matemática e seu ensino. II : crítica de la razón funcionalista. MATOS. _______. BRASIL. jan. J. HABERMAS. Madrid: Alianza. Ambientes de enseñanza-aprendizaje enriquecidos con computador . Bogotá. São Paulo: Cortez. FONSECA. MACHADO. P. A. BRUNHEIRA. Y. Lisboa: Universidade Aberta. 1987a. 1996. I: racionalidad de la acción y racionalización social. M. Teoría de la acción comunicativa.Sumário principal 6.). PAIVA. (Org). Jésus Maria et al. CHEVALLARD. 1992.. n. 117-38. H. São Paulo: Cortez. p. da.99-120. Edgar. cultura. PONTE. 1995.). L. D’AMBROSIO. São Paulo: Cortez. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1978. Barcelona: Graó. HABERMAS. Mañana será otro día: un reto matemático llamado futuro en Goñi (coord. 2004. Rio de Janeiro: Paz e Terra. DF./abr. _______. O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. São Paulo: Moderna. NACARATTO. Currículo nacional do ensino básico: competências essenciais. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. Dezembro de 1988. Coleção Educação em pauta: teorias e tendências. FREIRE.. Rio de Janeiro: Record. H. 1987. Investigações matemáticas na aula e no currículo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 2006. A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. Barcelona: Graó. ALSINA. Nilson. Matemática e realidade: análise e pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. (Org. 2006. V.

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Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL Ensino Fundamental Volume 03 .Área de Ciências Humanas Anos Finais .

02 . v.Currículo.Ensino médio. 03 . – Vitória : SEDU.Currículo. 3. Brasil) E-mail: atendimento@gestaoinfo.056-085 . 2009. .19 CDU 373.Sumário principal GOVERNADOR Paulo Hartung VICE-GOVERNADOR Ricardo de Rezende Ferraço SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO Haroldo Corrêa Rocha Subsecretária de Estado de Educação Básica e Profissional Adriana Sperandio Subsecretária de Estado de Planejamento e Avaliação Mércia Maria de Oliveira Pimentel Lemos Subsecretário de Estado de Suporte à Educação Gilmar Elias Arantes Subsecretário de Estado de Administração e Finanças José Raimundo Pontes Barreira Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Gestão. ES. v. 01 . Secretaria da Educação Ensino fundamental : anos finais : área de Ciências Humanas / Secretaria da Educação.Ensino fundamental.016 E77e SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Av. 4. II.Vitória/ES . Título. área de Ciências da Natureza.3. área de Ciências Humanas. César Hilal. área de Linguagens e Códigos. Guia de implementação. anos finais. anos finais. Ensino fundamental . v.br Espírito Santo (Estado). área de Linguagens e Códigos. – (Currículo Básico Escola Estadual . 2. nº 1. ISBN 978-85-98673-04-2 1. Ensino fundamental . CDD 372. v. área de Ciências da Natureza. 03 .111.Ensino fundamental.Espírito Santo (Estado) . área de Ciências Humanas. anos finais. I.Info Consultoria. Série. Ensino . anos iniciais. 03) Conteúdo dos volumes : v. 26 cm. 01 .CEP 29. Volumes sem numeração : Ensino fundamental.Ensino médio. v. Ensino médio .Ciências Humanas. 02 .Ensino médio.Currículo. Santa Lúcia .Ensino fundamental.com. v. 112 p.

igualmente sujeito do processo. ao lado do educador. nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado..” Paulo Freire ..Sumário principal CURRÍCULO BÁSICO ESCOLA ESTADUAL “.

Marlene M. Núbia Lares. Pedro Guilherme Ferreira. Sandra Renata M. Renan de Nardi de Crignis. Marta Gomes Santos. Ivanete de Almeida Pires. Raquel Marchiore Costa. Ires Maria Pizzeta Moschen. Ana Paula Alves Bissoli. Dileide Vilaça de Oliveira. da Silva Scaramussa. Maria Elizabeth I. Novais Rocha. Maria Eliana Cuzzuol Gomes. desde que mantida a integridade da obra e dos créditos. Rogério de Oliveira Araújo. Edy Vinicius Silverol da Silva. de Castro. Luciana Oliveira. Teresa Lúcia V. SRE Carapina: Lucymar G. Fracalossi. Rodrigues Soyer. Maria Nilza Corrêa Martins. SRE Nova Venécia: Cirleia S. Braga. Zorailde de Almeida Vidal Equipe de Apoio Ana Amélia Quinopi Tolentino de Faria.Educação no Campo Elieser Toretta Zen e Elizete Lucia Moreira Matos . Luciane Salaroli Ronchetti. Alaíde Trancoso. Rodrigo Nascimento Thomazini. Neyde Mota Antunes. Luciene Maria Brommenschenkel. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Aurelina Sandra Barcellos de Oliveira. Carvalho Morais. Bastos. Giuliano César Zonta. Josimara Pezzin. Maria Aparecida Soares de Oliveira e Marilene O. Ribeiro.Sociologia Ciências da Natureza e Matemática Ângela Emília de Almeida Pinto e Leonardo Cabral Gontijo . Rachel Miranda de Oliveira. Juventude e Diversidade COMISSÃO CURRICULAR . Nilson de Souza Silva. Luzinete de Carvalho e Terezinha M. Edilene Costa Santana. Antônio Fernando Silva Souza. Marcos André de Oliveira Nogueira Goulart. Ana Helena Sfalsim Soave. Alexandre Nogueira Lentini. Nascimento. Barbosa. Verginia Maria Pereira Costa. Madalena A. Everaldo Simões Souza. Márcia M. Jomar Apolinário Pereira. Rodrigues. Eliana C. Maria Adélia R. Hebnezer da Silva. Diversidade Adalberto Gonçalves Maia Junior. Kátia Elise B. Alves. Maria de Glória Sousa Gomes. Sidinei C. Américo Alexandre Satler. Alecina Maria Moraes. Delcimar da Rosa Bayerl. José Alberto Laurindo. Luiz Humberto A. Coelho Ambrozio. Organdi Mongin Rovetta. Carlos Sebastião de Oliveira. Cezar. Ediane G. Dalla Passos. SRE Cachoeiro de Itapemirim: Janet Madalena de Almeida N. Lemos. Margareth Zorzal Fafá. Tania Mara Silva Gonçalves. Rosemar Alves de Oliveira Siqueira. Edilene Klein. Angélica Regina de Souza Rodrigues. Angélica Chiabai de Alencar. Cristina Louzada Martins da Eira. Luciano Duarte Pimentel. Elizabeth Detone Faustini Brasil. S. Maria da Ressurreição. Foerste . Mônica V. Rodrigues. Ivone Braga Rosa. João Luiz Cerri. Maria da Penha C. Lea Silvia P. Maria Angela Cavalari e Maria Teresa Lins Ribeiro da Costa. Danilza A. Telma L. Jaqueline Justo Garcia. Tânia Maria de Paiva Zamprogno. Edimar Barcelos. Marcia Vânia Lima de Souza. Alaércio Tadeu Bertollo. Eliane dos Santos Menezes. Conciana N. Martinelli. Dilma Demetrio de Souza. Vazzoler. Vivian Rejane Rangel. Pedro Paulino da Silva. Rafaela Teixeira Possato de Barros. Lúcia Helena Maroto. Cérlia Silva de Oliveira. Mohara C. Ernani Carvalho Nascimento. Jaqueline Oliozi. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Roseane Sobrinho Braga. Rosiane Schuaith Entringer. Tânea Berti. Francisco Castro. P. Hebnézer da Silva. Larmelina. Antônio Fernando Silva Souza. Agnes Belmonci Malini.Língua Estrangeira DIVERSIDADE Andressa Lemos Fernandes e Maria das Graças Ferreira Lobino . Antônio Carlos Rosa Marques. Neire Longue Diirr. Léa Silvia P. Edílson Alves Freitas. Eliethe A. Davel. Idalina Aparecida Fonseca Couto. Kátia Regina Zuchi Guio. Lyra. Sebastião Ferreira Nascimento. Nourival Cardozo Júnior. Ronchetti. Rosangela Maria Costa Guzzo. Giselle Peres Zucolotto.Língua Portuguesa Adriana Magno. Maria Gorete Dadalto Gonçalves e Moema Lúcia Martin Rebouças . Eliane Maria Lorenzoni.Educação Ambiental Inês de Oliveira Ramos Martins e Mariângela Lima de Almeida . Neusimar de Oliveira Zandonaide e Silvana F. Marluce Alves Assis e Rita Pellecchia. Mara Cristina S. Séries Iniciais Adna Maria Farias Silva. Magna Maria Fiorot. Luiz Antonio Batista Carvalho. Maura da Conceição. Anelita Felício de Souza. Última da Conceição e Silva. Roberto Lopes Brandão. Bruna Wencioneck de Souza Soares. Morati.Educação Especial Leomar dos Santos Vazzoler e Nelma Gomes Monteiro Educação Étnico Racial Kalna Mareto Teao . C. SRE Guaçuí: Alcides Jesuína de Souza e Elizaldete Rodrigues do Valle. Lurdes Maria Lucindo. Anderson Soares Ferrari. Luciete de Oliveira Cerqueira.História Eberval Marchioro e Marisa Teresinha Rosa Valladares Geografia Luís Antônio Dagiós . Rodrigo Vilela Luca Martins. Silma L. Freitas. Aminadabe de Farias Aguiar Queiroz. Maristela Contarato Gomes e Zélio Bettero. Ciências da Natureza e Matemática Adamar de Oliveira Silva. Denise Moraes e Silva. Renan de Nardi de Crignis. Rodrigues. Paulo Roberto Arantes. Patrícia Maria Gagno F. Patrocínio. Maria da Penha E. Angélica Chiabai de Alencar. Sebastiana da Silva Valani. Angelita M. da Silva. Geovanete Lopes de Freitas Belo. Márcia Salles Gomes Assessora Especial Marluza de Moura Balarini CONSULTORAS Najla Veloso Sampaio Barbosa Viviane Mosé ESPECIALISTAS Ciências Humanas André Luiz Bis Pirola e Juçara Luzia Leite . Fernandes. Érika Aparecida da Silva. . Luzinete Donato e Mônica Jorge dos Reis. Jarbas da Silva. Israel Bayer. de Oliveira. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Leila Falqueto Drago.Biologia/Ciências Gerson de Souza Mol . SRE Vila Velha: Aleci dos Anjos Guimarães. Tarcísio Batista Bobbio. Lima. Izaura Célia Menezes. Marcos Leite Rocha. Rony Cláudio de Oliveira Freitas. Maria de Lourdes S. Marcio Vieira Rodrigues. Ângela Maria Freitas. SRE Cariacica: Ivone Maria Krüger Volkers. Alan Clay L. Pinto. Maria Geovana M. Campos Cruz. Junqueira. Hulda N. Rita Nazareth Cuquetto Soares. Soprani. Regina Jesus Rodrigues. Anderson Soares Ferrari. Marlene Athaíde Nunes. Márcia Carina Marques dos Santos Machado.Educação Física Carlos Roberto Pires Campos . Guaresqui Cruz. Gilcimar Manhone. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Paulo Roberto Arantes. Eliane Carvalho Fraga. SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO . Regina Zumerle Soares. Gleise Maria Tebaldi.Física Claudio David Cari . Laudicéia Coman Coutinho e Sebastiana da Silva Valani. SRE São Mateus: Bernadete dos Santos Soares. Elenivar Gomes Costa Silva. Sabrina D. Maria Margaretti Perini Fiorot Coradini.Sumário principal COORDENAÇÃO GERAL Adriana Sperandio Subsecretária de Educação Básica e Profissional Leonara Margotto Tartaglia Gerência de Ensino Médio Patricia Silveira da Silva Trazzi Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Médio Janine Mattar Pereira de Castro Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental Valdelina Solomão Lima Subgerência de Desenvolvimento Curricular do Ensino Fundamental Maria do Carmo Starling de Oliveira Gerência de Educação. Eliane dos Santos Menezes. Ferreira. Maria Alice Dias da Rosa. Antonia Regina Fiorotti. Jane Ruy Penha. Márcio Correa da Silva. Paulo Alex Demoner. Malba Lucia Gomes Delboni. Ilia Crassus Pretralonga. Lúcia Helena Novais Rocha.TÉCNICOS SRE Afonso Cláudio: Iracilde de Oliveira. Maria Aparecida Rosa. Ilza Reblim. Sebastião Ferreira Nascimento. Sulâne Aparecida Cupertino. Linguagens e Códigos Alessandra Senna Prates de Mattos.Arte Rita de Cássia Tardin . Monteiro e Wagna Matos Silva. C. Ana Paula Alves Bissoli. Jorge Luis Verly Barbosa. Margarida Maria Zanotti Delboni. Renato Köhler Zanqui. Este Documento Curricular é uma versão preliminar. de Quadros P. Marta Margareth Silva Paixão. Carvalho. Johan Wolfgang Honorato. Pedro Paulino da Silva. Sônia A. Elzimeire Abreu Araújo Andrade. Gracielle Bongiovani Nunes. Luciane S. Terezinha Maria Magri Rampinelli. Marilene Lúcia Merigueti. Christina Araújo de Nino. Rosiana Guidi. Valéria Zumak Moreira. Elisangela de Jesus Sousa. Chirlei S. João Luiz Cerri. Marluce Furtado de Oliveira Moronari. SRE Linhares: Carmencéa Nunes Bezerra. Valentina Hetel I. Zelinda Scalfoni Rodrigues. Raabh Pawer Mara Adriano de Aquino. Patrícia Maria Gagno F. SRE Colatina: Kátia Regina Zuchi Guio. Pereira. Maria da Penha de Souza. Cortez. Evelyn Vieira. Mirtes Ângela Moreira Silva. Alaíde Schinaider Rigoni. Adna Maria Farias Silva. Ires Maria Pizetta Moschen. Fabiano Boscaglia. Marlene Martins Roza Patrocínio e Mônica Valéria Fernandes. Cátia Aparecida Palmeira. Angélica Chiabai de Alencar. Bastos. Luciene Tosta Valim. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Paulo Roberto Arantes. Benevides. Luiza E. José Christovam de Mendonça Filho. SRE Barra de São Francisco: Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Lígia Cristina Magalhães Bettero. Edna Milanez Grechi. Renata Garcia Calvi. Aparecida Agostini Rosa Oliveira. Perin e Valéria Perina. João Carlos S. Márcia Gonçalves Brito. Maria Adelina Vieira Clara. Renata da Costa Barreto Azine. Elza Vilela de Souza.SEDU Ana Beatriz de C. Edson de Jesus Segantine. Giovana Motta Amorim. Vaneska Godoy de Lima. Estará em avaliação durante todo o ano de 2009 pelos profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino. Nilza Maria Zamprogno Vasconcelos. Erilda L. Luciene Tosta Valim. Irineu Gonçalves Pereira. Eliana Aparecida Dias. Cátia Aparecida Palmeira. Magna Tereza Delboni de Paula. Oliveira. Maria Lúcia Cavati Cuquetto. Epitácio Rocha Quaresma.Química Maria Auxilidora Vilela Paiva . Sandra Fernandes Bonatto. de Almeida. Maria Alice Dias da Rosa. Janaína Nielsen de Souza Corassa. Naédina Barbieri. Ana Cláudia Vianna Nascimento Barreto. Rosângela Vargas D. Sérgio Rodrigues dos Anjos.Matemática Linguagens e Códigos Ana Flávia Souza Sofiste . Divalda Maria Gonçalves Garcia. Maria Aparecida do Nascimento Ferreira.Filosofia Maria da Conceição Silva Soares . Alvarenga Vieira. Jomara Andris Schiavo. do Nascimento. Maria José Teixeira de Brito. Christina Araújo de Nino. Rosinete Aparecida L. R. Gleydes Myrna Loyola de Oliveira.Educação de Jovens e Adultos PROFESSORES REFERÊNCIA Ciências Humanas Adélia M. Maria Cristina Garcia T. Karina Marchetti Bonno Escobar. Sandra Renata Muniz Monteiro. Lúcia H. A Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo autoriza a reprodução deste material pelas demais secretarias de educação. Cristina Lúcia de Souza Curty. Marcelo Ferreira Delpupo.C. Vera Lúcia dos Santos Rodrigues. Manzoli. Martinelli.Ensino Religioso Marcelo Martins Barreira . Ivonete Ribeiro de Oliveira Pereira. Carla Moreira da Cunha. Cláudia Regina Luchi. Jane Pereira. Gina Maria Lecco Pessotti. Maria Aparecida Rodrigues Campos Salzani. Eduarda Silva Sacht. Claudinei Pereira da Silva. PROFESSORES COLABORADORES Aldaires Souto França. Iza klipel. Irineu Gonçalves Pereira. Maria do Carmo Braz. Rhaiany Rosa Vieira Simões. Carmencéa Nunes Bezerra.Educação Indígena Erineu Foerste e Gerda M. Salette Coutinho Silveira Cabral. Luciane R. Renato Santos Pereira. Simone Carvalho. Maria Verônica Espanhol Ferraz. Edna dos Santos Carvalho. Linderclei Teixeira da Silva. Alcimara Alves Soares Viana. João Firmino. Sara Freitas de Menezes Salles. Rita de Cássia Santos Silva. Torres. Sônia Maria da Penha Surdine Medeiros. Ilza Reblim.

são alguns dos desafios postos hoje à eficiência da rede estadual de ensino. quer sejam individuais ou coletivos. Questões como a melhoria da qualidade das aprendizagens. conto com você e quero que conte conosco no que precisar em prol da oferta de uma educação de qualidade incomparável à sociedade capixaba. sem dúvida. a complexidade que envolve a infância e a juventude. Como equipe. mas com a responsabilidade de saber que a fase mais complexa inicia-se agora e. Haroldo Corrêa Rocha Secretário de Estado da Educação . neste contexto. além do avanço que precisamos consolidar na gestão das escolas. Para enfrentá-los. das superintendências e da unidade central. O Governo do Estado do Espírito Santo acredita que a educação é fundamental na democratização do acesso de todos os cidadãos a qualidade de vida e alcance de objetivos. seu apoio e dedicação são tão importantes quanto na fase anterior. na qual. como um plano único e consolidado.Sumário principal Prezado Educador. a Secretaria de Estado da Educação elaborou e está implantando o Plano Estratégico Nova Escola. A construção do Novo Currículo da Educação Básica. Com grande satisfação afirmo que a etapa de elaboração do documento está cumprida e com o mérito de ter contado com expressiva participação e envolvimento de educadores de nossa rede em sua elaboração. a necessidade de maior envolvimento das famílias com a escola. é um dos projetos considerados mais importantes e de impacto inigualável para o alcance da melhoria da qualidade do ensino público estadual e das oportunidades de aprendizagem oferecidas aos alunos. que consiste numa agenda de projetos e ações prioritários para o período de 2008-2011. Temos certamente que comemorar.

Sumário principal Sumário 7 .

Sumário principal Apresentação .

Essa iniciativa vem destacar a necessária vinculação das ações pertencentes ao sistema. Para a tomada de consciência dos problemas educacionais do Estado. O Estado. tendo como base um projeto de nação. cuja unidade deve conter o diverso e contemplar a realidade local. identificouse a necessidade de articular os projetos educacionais propostos com uma política educacional estadual com unidade de ação. A construção de um currículo estadual para a educação básica busca garantir que os estudantes capixabas tenham acesso de escolarização nos níveis Fundamental e Médio. como unidade autônoma. A necessidade de produção de um documento curricular do Estado não significa o isolamento do Estado das políticas nacionais por considerarmos que todo sistema estadual de ensino precisa estar sintonizado com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação (MEC). buscando superar a compartimentalização e fragmentação das ações da SEDU. assume o desafio de garantir o direito à educação para toda a população capixaba. Como síntese desse processo. garantindo ainda pluralismo e democracia no processo de definição das políticas educacionais. formula e implementa políticas públicas para a promoção do desenvolvimento intelectual 11 . ao longo dos anos.Sumário principal O Governo do Estado do Espírito Santo. reconhecendo ainda as diversidades humanas que caracterizam as modalidades de Educação de Jovens e Adultos – EJA. Um currículo que promova a equidade como oportunidade a todos de alcançar e manter um nível desejável de aprendizagem. mas. foi realizada intensa avaliação interna das ações até então desenvolvidas pela SEDU. por meio de mecanismos participativos. não se limitando a ter como referência apenas os documentos nacionais. por meio da Secretaria de Estado da Educação – SEDU. Comprometida com o DIREITO DE APRENDER DE TODOS E DE CADA UM. empenha-se para garantir não apenas a gratuidade e a obrigatoriedade escolar como um direito fundamental e legítimo. Educação Especial e Educação do Campo. estabelecendo uma relação horizontal em que ambos devem propor alternativas viáveis para a educação. para viabilizar o acesso com permanência e qualidade das aprendizagens. que serão contempladas com diretrizes curriculares próprias. É necessário assegurar a elaboração de um documento curricular para o Estado que atenda às especificidades regionais. sobretudo. conforme os termos constitucionais.

mediante o resgate de princípios históricos construídos na área da educação. com vistas à promoção do educando e. da educação pública. Currículo Básico da Escola Estadual como instrumento que visa a dar maior unidade A construção do novo currículo escolar é de ao atendimento educacional. a Secretaria de Educação promoveu seminários com o objetivo de debater democraticamente uma política pública para a educação como direito. como a relação entre trabalho. fortalecendo a grande complexidade. tendo-se os estudantes na centralidade dos processos educativos. O currículo é a materialização do ricos de discussão. Entre os anos de 2004 e 2006. costumes historicamente produzidos que. professores convidados. Portanto. entre vimento de crianças. por meio de atitudes. que desafios que precisamos enfrentar. passam de forma subliminar Neste documento apresenta-se o novo nas práticas pedagógicas. tônomos e críticos. nizados. com qualidade social. conectado com a dimensão universal. jovens e da Escola Estadual como instrumento professores referência. dentre se concretiza na práxis docente consonante eles a necessidade de definição de qual com os princípios de valorização e afirmaconhecimento se considera importante ção da VIDA em todas as suas dimensões. hábitos e consequentemente. 12 . De forma intensa nos anos de dinâmica escolar acontecerá por meio do 2007 e 2008 foram vividos momentos muito currículo. ciência e cultura. por meio envolvidos em elaborar e dos conhecimentos formalpropor alternativas político-pedagógicas mente estabelecidos no espaço escolar. contando conjunto de conhecimentos com a participação de cerca necessários para o desenvolO novo Currículo Básico de 1. pois são imensos os identidade da rede estadual de ensino. consuladultos intelectualmente auque visa a dar maior tores. muitas vezes. fortalecendo de movimentos sociais orgaque vão sendo progressivaa identidade da rede estadual de ensino.500 educadores.Sumário principal e social de sua população. valores. Todos esses atores mente construídas. unidade ao atendimento pedagogos e representantes o currículo forma identidades educacional. para todos os É sabido que a maior transformação da capixabas.

CBC para cada disciplina da Educação Básica. restringindo a percepção da realidade em sua complexidade. A elaboração do novo currículo tem como foco inovador a definição do Conteúdo Básico Comum . Essa proposta traz implícita a ideia de que existe um conteúdo básico de cada disciplina que é necessário e fundamental para a formação da cidadania e que precisa ser aprendido por todos os estudantes da A elaboração do Educação Básica novo currículo tem da rede estadual. conhecimentos estanques e conservadores.Sumário principal Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente. outros Educação Básica. consideramos nesta elaboração a efetiva participação dos educadores que atuam na rede estadual e que já superam os limites estruturais dos antigos currículos e conseguem dar um salto de qualidade. Isto é. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. consequentemente. uma rede de ensino não pode operar a partir de práticas de sucesso isoladas. mas deve atuar para integrar um trabalho que tenha uma determinada unidade no atendimento. resguardando as especificidades das escolas. Certamente. no sentido de serem selecionados porque se encontram em livros de mais fácil acesso pelo professor. O CBC considera uma parte do programa curricular de uma disciplina cuja implementação é obrigatória em todas as escolas da rede estadual. ser desenvolvido pela escola para a formação de seres humanos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. buscamos superar práticas de conhecimentos construídos sem o estabelecimento de uma reflexão com a práxis social. conteúdos com- 13 . a estrutura do novo currículo contendo os Conteúdos Básicos Comuns – CBC pretende contemplar essa meta. Além para cada disciplina da do CBC. Mas o fato de participar de uma rede de ensino impele o empreendimento de práticas comuns. como foco inovador a correspondendo definição do Conteúdo Básico Comum (CBC) a 70%. Essa tarefa não é simples tendo em vista a escola estar inserida nessa sociedade caracterizada como desigual e injusta e. Para tanto. Na formulação e execução do novo currículo que traduzisse identidades mais elevadas moral e intelectualmente.

Ações inovadoras o CBC foi elaborado elaborado tendo como cateidentificadas no âmbito das tendo como categorias norteadoras do gorias norteadoras do currícuunidades escolares são potencurrículo ciência. produz conhecimentos. assim. ou seja. como e passam a ser compartilhadas com toda a resultados de um processo empreendido rede estadual de ensino e.Sumário principal plementares deverão ser acrescentados de acordo com a realidade sociocultural da região onde a unidade escolar está inserida. as categorias estão apresentadas apenas de forma didática. Do ponto de vista organizacional. na relação com a natureza e com seus pares e. O trabalho é aqui concebido como jornada escolar e consequentemente as dimensão ontológica. como instrumentos dinamizadores do currículo. a articulação entre o conjunto de repredentre os quais podemos destacar: sentações e comportamentos e o processo dinâmico de socialização. Os programas e projetos propostos pela SEDU têm como ponto de partida e chegada a práxis Importa destacar que Importa destacar que o CBC foi escolar. cializadas na medida em que cultura e trabalho. O conceito de ciência remete são institucionalizadas como a conhecimentos produzidos ações estruturantes da SEDU e legitimados ao longo da história. lo ciência. pela humanidade na busca da compreensão chegam até a rede pública municipal. cultura e trabalho. e transformação dos fenômenos naturais e sociais. ampliando a nada. constituindo o “Mais Tempo na Escola” – Reorganiza os modo de vida de uma população determitempos e espaços escolares. em alguns casos. possibia humanidade produz sua própria existência litando aos estudantes conhecimentos e 14 . O CBC será a base de referência para a avaliação sistêmica das unidades escolares da rede pública estadual e para avaliação de desempenho profissional dos docentes. como forma pela qual oportunidades de aprendizagem. dentre outros. A cultura deve ser compreendida no Os programas e projetos estaduais são seu sentido mais ampliado. mas integradas constituem a essência da própria dimensão curricular que se quer contemplar neste documento. correspondendo aos 30% restantes.

As atividades desenvolvidas no Mais Tempo na Escola dinamizam o currículo na perspectiva do fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa. Educação e Inclusão Social pela Implementação de projetos que utilizem o esporte como fator de inclusão social e de exercício de cidadania. 15 . utilizando linguagens artísticas e culturais e de iniciação científica. “Cultura na Escola” – Trata do resgate da história e da cultura capixaba. aliada aos estudos da história e da cultura africana e indígena como raízes estruturantes da formação do povo capixaba. contemplando ações que utilizam como recurso didático o registro do folclore por meio de vídeos e acervo bibliográfico. a partir de estudos sistemáticos. O projeto contempla ainda. trabalhando o conhecimento numa dinâmica que supera o modelo de decorar conceitos. Matemática e Ciências. intensificando o contato dos jovens com os conteúdos educacionais. por meio da Lei Nº. além de Itinerários Educativos onde os educandos da rede estadual estarão realizando visita técnica a sítios culturais.Destaca-se o fortalecimento do ensino das ciências com a instalação de laboratórios de física. 8963 de 21/07/2008. O projeto Esporte na Escola se estrutura a partir de quatro ações articuladas: Redimensionar o ensino/ aprendizagem da Educação Física Escolar ao fomentar o ensino e a aprendizagem na disciplina de Educação Física por meio do aumento da oferta de atividades pedagógicas relacionadas às práticas da cultura corporal de movimento. Dessa forma. tornando a escola mais atrativa. a implementação das línguas pomerana e italiana nas escolas localizadas nas comunidades com essas tradições. para a compreensão da ciência próxima à realidade do educando. ”Esporte na Escola” – Objetiva desenvolver um amplo programa de atividades físicas e esportivas integradas à proposta curricular. por fim. atendendo às novas demandas socioeducacionais da sociedade contemporânea. roteiros turísticos e ambientais. “Ciência na Escola” . química e biologia. Esporte. subsidiando a investigação e transformando a comunidade local.Sumário principal vivências curriculares. a Modernização dos equipamentos esportivos para melhorar as condições de trabalho educativo em todas as escolas. a criação da Bolsa Científica para educandos do Ensino Médio. materializa esse conceito. Realização de olimpíadas escolares e.

a sua inclusão digital e a comunidade. as novas do conhecimento. atualização da escola. tecnologias e suas implicações didáticas. pendrives. como ativiprocesso ensino aprendizagem. com isso. especialmente os alunos durante o processo de construção nas relações sociais que ele envolve. por meio que necessidade. intervenção pedagógica. O projeto é comda implementação de ações de incentivo à posto por várias ações que possibilitarão o leitura e à pesquisa na escola. Os professores receberão formaO conjunto de programas/proção pela importância da aproximação do jetos dinamizadores do currículo contempla mundo informatizado com o trabalho escolar. as reformas educativas e seus desdobramentos.um públicas e privadas. a de estudar. que para a revitalização das professor dinamizador. pois o educador precisa aliar à Multimídia. buscando melhorar o desempenho de professores e mobilização de família e dos nossos alunos. pesquisa. refletem a complexidade do do conhecimento matemático.Sumário principal “Sala de Aula Digital” – Visa a suprir as esdades socioculturais. a partir digitais no cotidiano escolar. “Ler. As transformações que êxito da prática docente de interação com ocorrem no trabalho docente. ampliando para a do educador é mais naridade. com destaque ações de formação. pois o educador precisa aliar à tarefa e. computador por aluno. resultando em acréscimos no de ensinar a de estudar. transdisciplida escola. formação gica. TV comunidade local. PC do professor. A formação remetendo à aplicação de instrumentos continuada do educador é mais que uma nediversificados para fins didático-pedagógicos cessidade. Objetiva ainda disseminar as melhores estratégias pedagógicas “Leia ES” – Com o objetivo de contribuir para identificadas com o uso das tecnologias a formação de uma sociedade leitora. quadro da realização de parcerias tarefa de ensinar digital interativo e UCA . com destasucesso esperado: estagiários. Escrever e Contar” – Foca o direito das bem como o desafio do cotidiano das práticas crianças à aprendizagem da leitura. escrita e pedagógicas. capacibibliotec