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Guia Prático Para a Elaboração De Trabalhos Acadêmicos

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Danilo Da Cás

GUIA PRÁTICO para elaboração de trabalhos acadêmicos

Danilo Da Cás

GUIA PRÁTICO para elaboração de Trabalhos acadêmicos

São Paulo Outubro 2008

©Copyright 2008 by Jubela Livros Ltda ©Copyright 2008 by Danilo Da Cas

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida sem autorização prévia e escrita de Jubela Livros Ltda. . Este manual é uma cortesia do autor e da editora para os leitores do livro “MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO PARA ELABORAÇÃO METODOLÓGICA DE TRABALHOS ACADÊMICOS” e não pode ser vendido. Outubro de 2008 Produção: Ensino Profissional Editora Editor Responsável: Fábio Luis Dias Organização: Norma Lucia Alves Dias Direitos reservados por: Jubela Livros Ltda. Rua Borja Castro nº25 Bairro: Cidade A. E. Carvalho – São Paulo – SP Cep: 08223-340 Telefone: (11)2026-4053 Fax: (11)2026-4051

E-mail da Editora: editor@ensinoprofissional.com.br Homepage: www.ensinoprofissional.com.br Atendimento ao Consumidor: suporte@ensinoprofissional.com.br Contato com o Autor: danilodacas@ensinoprofissional.com.br

D edicam os este trabalho a todos aqueles que, incansavelm ente, trabalham na form ação do intelecto da juventude, esperançosa e prom issora, capaz de criar um a ciência nova que produza o bem -estar da hum anidade.

PREFÁCIO
Após uma longa experiência em Metodologia da Pesquisa Científica, ligada à administração de aulas e orientação de trabalhos acadêmicos (TCC, Dissertação e Tese), chegou o momento de consolidar os conhecimentos e as práticas dessas atividades neste livro que é uma homenagem aos que foram meus alunos e um legado intelectual que lhes sirva de estímulo a prosseguirem na longa trajetória da busca de conhecimentos feita com base científica. A obra para não ser extensa demais foi dividida em duas partes: 1ª MANUAL trabalhos mesmo. 2ª GUIA PRÁTICO para a elaboração de trabalhos acadêmicos disponível no link da Editora Ensino Profissional, constante na contracapa do MANUAL, pode ser acessado gratuitamente. Ele tem três capítulos complementares do MANUAL e sete capítulos com conteúdos novos destinados ao aprimoramento dos acadêmicos e de seus trabalhos. A meu convite, esta obra foi enriquecida com a colaboração graciosa de três respeitados profissionais: • Profª. Roberta Ribeiro Moura Padoan, docente de Informática do Instituto de Ensino Superior de Bauru (cap. 7). • Prof. Dr. Francisco Gouvêa Júnior, docente do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual Paulista, do Campus de Bauru (cap. 2). • Prof. Dr. Luís Francisco da Cruz, docente do Departamento de Matemática da Universidade Estadual Paulista, do Campus de Bauru (cap. 3). A colaboração dos três profissionais contribuiu para ampliar e enriquecer a obra, dando-lhe maior abrangência e possibilitando apresentação de trabalhos acadêmicos de maior qualidade. Fico-lhes muito agradecido pela valiosa contribuição. O teor do GUIA PRÁTICO será de grande utilidade para o acadêmico nas suas atividades universitárias; para o pós-graduando será fundamental na orientação de seu trabalho acadêmico formal (Dissertação ou Tese), pois contém todos os elementos e diretrizes necessários para, com segurança, levar a bom termo sua tarefa. acadêmicos: TEÓRICO-PRÁTICO para a elaboração metodológica de contém todos os elementos básicos para o impressa,

desenvolvimento de um trabalho acadêmico, do projeto de pesquisa à redação final do

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 08 CAPÍTULO 1 PROJETO DE PESQUISA ......................................................................................................... 1.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 1.1.1 Conceituação ................................................................................................................ 1.1.2 Objetivos ....................................................................................................................... 1.2 DESENVOLVIMENTO ....................................................................................................... 1.2.1 Escolha do assunto: diretrizes práticas ...................................................................... 1.2.2 Definição delimitação do tema - problema -.............................................................. 1.2.2.1Conceituação......................................................................................................... 1.2.2.2 Delimitação .......................................................................................................... 1.2.2.3 Problema ............................................................................................................. 1.2.3 Justificativa ................................................................................................................. 1.2.3.1 Conceituação........................................................................................................ 1.2.3.2 Razão pessoal ..................................................................................................... 1.2.3.3 Razão científica ................................................................................................... 1.2.4 Objetivos ...................................................................................................................... 1.2.4.1 Conceituação ....................................................................................................... 1.2.4.2 Rol de objetivos e sua caracterização ................................................................. 1.2.5 Hipóteses ..................................................................................................................... 1.2.5.1 Conceituação ......................................................................................................... 1.2.5.2 Fases de elaboração ............................................................................................. 1.2.6 Metodologia ................................................................................................................. 1.2.6.1 Conceituação ....................................................................................................... 1.2.6.2 Procedimentos ..................................................................................................... 1.2.7 Fundamentação teórica .............................................................................................. 1.2.7.1 Conceituação ....................................................................................................... 1.2.7.2 Indicações práticas .............................................................................................. 1.2.8 Introdução .................................................................................................................... 1.2.8.1 Conceituação ....................................................................................................... 1.2.8.2 Estrutura .............................................................................................................. 1.2.8.2.1 Conceituação preliminar ............................................................................... 1.2.8.2.2 Caracterização do assunto – tema – problema ........................................... 1.2.8.2.3 Materiais e métodos ou pressupostos metodológicos ................................. 2.8.2.4 Fundamentação teórica ou revisão da literatura ............................................. 2.8.2.5 Visão-síntese do trabalho formal ..................................................................... 1.2.8.3 Questionamentos ................................................................................................... 1.2.9 Referências .................................................................................................................. 1.2.10 Cronograma ............................................................................................................... 1.2.10.1 Requisitos básicos ............................................................................................. 1.2.10.2 Cronograma descritivo-analítico ........................................................................ 1.2.10.3 Cronograma sintético ......................................................................................... 1.2.11 Apêndices .................................................................................................................. 1.2.12 Anexos ....................................................................................................................... 1.2.13 Ficha financeira ou previsão orçamentária ........................................................... 1.3CONCLUSÃO ..................................................................................................................... 1.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO ...................................................................... CAPÍTULO 2 PESQUISA EM MATEMÁTICA .................................................................................................. 2.1 Introdução ....................................................................................................................... 2.2 Pesquisa em Matemática Pura ...................................................................................... 2.3 Pesquisa em matemática aplicada ............................................................................... 11 12 12 12 13 13 16 16 16 17 18 18 18 20 20 20 21 23 23 24 27 27 28 29 29 29 32 32 32 32 33 35 35 35 35 36 36 36 38 41 42 46 46 47 47 50 51 52 54

2.4 Considerações finais ..................................................................................................... 57 CAPÍTULO 3 PESQUISA DE LABORATÓRIO ................................................................................................ 3.1 Introdução ......................................................................................................................... 3.2 Conceituação de pesquisa em laboratório .................................................................... 3.3 Objetivos ........................................................................................................................... 3.4 Organização geral do laboratório ................................................................................... 3.4.1 Rotinas de laboratório ............................................................................................... 3.4.2 Equipamentos ........................................................................................................... 3.4.3 Segurança ................................................................................................................. 3.5 Organização de um experimento .................................................................................... 3.5.1 Iniciando um experimento ......................................................................................... 3.5.2 Criando grupos controle e experimental ................................................................... 3.5.3 Coletando e anotando os dados ............................................................................... 3.5.4 Tabulando e analisando os resultados ..................................................................... 3.5.5 Apresentando os resultados ..................................................................................... 3.5.6 Discutindo os resultados e concluindo a pesquisa ................................................... 3.6 Conclusão ......................................................................................................................... 3.7 Um exemplo de pesquisa ................................................................................................ CAPÍTULO 4 TRAMENTO DOS DADOS E ELABORAÇÃO DOS RESULTADOS ........................................ 4.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 4.1.1 Conceituação ............................................................................................................... 4.1.2 Objetivos ....................................................................................................................... 4.2 DESENVOVLVIMENTO ..................................................................................................... 4.2.1 Tabulação ...................................................................................................................... 4.2.1.1 Conceituação ....................................................................................................... 4.2.1.2 Primeira etapa ..................................................................................................... 4.2.1.3 Segunda etapa .................................................................................................... 4.2.2 Interpretação e discussão dos resultados ..................................................................... 4.3 ONCLUSÃO ....................................................................................................................... 4.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO ...................................................................... CAPÍTULO 5 CONOGRAFIA: normas para a apresentação de ilustrações ............................................... 5.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 5.1.1 Conceituação ................................................................................................................ 5.1.2 Objetivos ....................................................................................................................... 5.2 DESENVOLVIMENTO ....................................................................................................... 5.2.1 Tipos .............................................................................................................................. 5.2.2 Algumas normas ........................................................................................................... 5.2.2.1 ABNT ................................................................................................................... 5.2.2.2 Normas para a elaboração e apresentação de quadros ..................................... 5.2.2.3 Procedimentos para o uso de figuras .................................................................. 5.3 CONCLUSÃO .................................................................................................................... 5.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO....................................................................... CAPÍTULO 6 ICONOGRAFIA: normas para a apresentação tabular .......................................................... 6.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 6.1.1 Conceituação ................................................................................................................ 6.1.2 Objetivos ....................................................................................................................... 6.2 DESENVOLVIMENTO ....................................................................................................... 6.2.1 Conceitos básicos ......................................................................................................... 6.2.2 Normas para a elaboração de uma tabela .................................................................... 58 59 59 61 61 61 61 62 62 62 63 64 64 65 65 65 66 68 69 69 69 69 69 69 69 70 70 71 72 73 74 74 74 74 74 75 75 76 77 78 78 80 81 81 81 81 81 82

6.2.3 Diagramação de uma tabela ........................................................................................ 6.2.4 Recomendações gerais ................................................................................................ 6.2.5 Quadro sinótico: normas a apresentação tabular ......................................................... 6.3 CONCLUSÃO .................................................................................................................... 6.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO....................................................................... 6.5 EXERCÍCIO ........................................................................................................................

85 86 87 88 88 88

CAPÍTULO 7 ELEMENTOS VISUAIS NUM TRABALHO ACADÊMICO ......................................................... 89 7.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 90 7.1.1 Conceituação ................................................................................................................ 90 7.1.2 Objetivo ......................................................................................................................... 90 7.2 DESENVOLVIMENTO ....................................................................................................... 90 7.2.1 Tabela ........................................................................................................................... 90 7.2.2 Gráficos ......................................................................................................................... 95 7.2.2.1 Gráfico tipo colunas ............................................................................................. 96 7.2.2.2 Gráfico tipo barras ............................................................................................... 107 7.2.2.3 Gráfico tipo linhas ................................................................................................ 108 7.2.2.4 Gráfico tipo pizza ................................................................................................. 111 7.3. CONCLUSÃO ................................................................................................................... 112 CAPÍTULO 8 ESTRUTURA DE UM TRABALHO ACADÊMICO FORMAL: - Monografia, Dissertação e Tese – visão-síntese ........................................................... 113 8.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 114 8.2 DESENVOLVIMENTO ....................................................................................................... 114 8.2.1 Elementos pré-textuais ................................................................................................. 115 8.2.2 Elementos textuais ........................................................................................................ 116 8.2.3 Elementos pós-textuais ................................................................................................. 116 CAPÍTULO 9 CONSTRUÇÃO DE UMA TEORIA CIENTÍFICA: fatos - leis – teoria ..................................... 117 9.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 118 9.1.1 Justificativa .................................................................................................................... 118 9.1.2 Objetivos ....................................................................................................................... 118 9.2 DESENVOLVIMENTO ....................................................................................................... 118 9.2.1 Conceitos básicos ......................................................................................................... 118 9.2.2 Condições para unificar o conhecimento e suas funções ............................................. 120 9.2.2.1 Conceituação ....................................................................................................... 120 9.2.2.2 Funções ............................................................................................................... 121 9.2.3 Estrutura de uma teoria ................................................................................................. 122 9.2.4 Características das ciências factuais ............................................................................ 123 9.2.5 Construção de uma teoria científica .............................................................................. 125 9.2.6 Características de uma teoria científica ........................................................................ 125 9.2.7 Quadro sinótico: construção de uma teoria científica .................................................... 127 9.2.8 Organograma da construção de uma teoria científica ................................................... 128 9.3 CONCLUSÃO .................................................................................................................... 129 9.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO ...................................................................... 129 9.5 EXERCÍCIO ........................................................................................................................ 129 CAPÍTULO 10 NORMAS DE REFERÊNCIA E DOCUMENTAÇÃO .................................................................. 130 10.1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 131 10.1.1 Conceituação ............................................................................................................. 131 10.1.2 Objetivos .................................................................................................................... 131 10.2 DESENVOLVIMENTO .................................................................................................... 131 10.2.1 Definições básicas ..................................................................................................... 131

10.2.2 Elementos da referência e localização ...................................................................... 10.2.3 Regras gerais de apresentação ................................................................................. 10.2.4 Abrangência do teor do capítulo ................................................................................ 10.2.5 Modelo de referência .................................................................................................. 10.2.5.1 Monografia como um todo ................................................................................ 10.2.5.2 Monografia no todo em meio eletrônico ........................................................... 10.2.5.3 Parte da monografia ......................................................................................... 10.2.5.4 Parte da monografia em meio eletrônico .......................................................... 10.2.5.5 Publicação periódica: coleção, fascículo, número de revista, jornal ................ 10.2.5.6 Evento como um todo ....................................................................................... 10.2.6 Patente ....................................................................................................................... 10.2.7 Documento jurídico .................................................................................................... 10.2.7.1 Legislação ......................................................................................................... 10.2.7.2 Jurisprudência .................................................................................................. 10.2.7.3 Doutrina ............................................................................................................ 10.27.4 Documento jurídico eletrônico ........................................................................... 10.2.8 Imagem em movimento ............................................................................................. 10.2.9 Documento iconográfico ............................................................................................ 10.2.9.1 Elementos ......................................................................................................... 10.2.9.2 Documento iconográfico em meio eletrônico ................................................... 10.2.10 Documento cartográfico ........................................................................................... 10.2.10.1 Elementos ......................................................................................................... 10.2.10.2 Documento cartográfico em meio eletrônico .................................................... 10.2.11 Documento sonoro ................................................................................................... 10.2.11.1 Elementos ....................................................................................................... 10.2.11.2 Documento sonoro em parte .......................................................................... 10.2.12 Partitura .................................................................................................................... 10.2.12.1 Elementos ......................................................................................................... 10.2.12.2 Partitura em meio eletrônico ............................................................................. 10.2.13 Documento tridimensional ........................................................................................ 10.2.13.1 Conceito e elementos ..................................................................................... 10.2.13.2 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico .................................... 10.2.14 Transcrição de elementos ........................................................................................ 10.2.14.1 Autoria ........................................................................................................ 10.2.14.2 Título e subtítulo ......................................................................................... 10.2.14.3 Títulos de periódicos .................................................................................. 10.2.14.4 Edição ......................................................................................................... 10.2.14.5 Local ........................................................................................................... 10.2.14.6 Editora ........................................................................................................ 10.2.14.7 Data ............................................................................................................ 10.2.14.8 Descrição física .......................................................................................... 10.2.14.9 Ilustrações ................................................................................................ 10.2.14.10 Dimensões ............................................................................................... 10.2.14.11 Série e coleções ....................................................................................... 10.2.14.12 Notas ........................................................................................................ 10.2.15 Ordenação das referências ...................................................................................... 10.2.15.1 Sistema alfabético .......................................................................................... 10.2.15.2 Sistema numérico ........................................................................................... 10.2.16 Quadro sinótico: normas de referência e documentação ........................................ 10.3 CONCLUSÃO ................................................................................................................. 10.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO.................................................................... 10.5 EXERCÍCIO .....................................................................................................................

133 133 133 134 134 134 134 135 135 136 137 137 137 138 138 139 139 139 139 140 140 140 140 141 141 141 141 141 142 142 142 142 143 143 144 144 144 145 145 146 147 148 148 148 148 149 149 150 151 152 152 152

REFERÊNCIAS ......................................................................................................................... 153

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INTRODUÇÃO
O pesquisador ao desenvolver suas pesquisas, o universitário ao efetivar seus trabalhos acadêmicos, ambos devem pôr em prática as recomendações do decálogo do pesquisador feitas por Bittar (2005, p. 237-238):

“1. jamais cesses de desbravar as sendas do conhecimento, consciente que estás da infinitude do trabalho científico e da sua importância para a humanidade; 2. jamais permitas que interesses escusos atravessem os ideais científicos de todo empreendimento de que participes direta ou indiretamente; 3. jamais descuides da ética na manipulação das fontes de pesquisa, evitando causar danos a outrem, ou mesmo extrair conhecimentos em prejuízo alheio, lesando direitos autorais ou trapaceando projetos de terceiros, sabendo que todo o empreendimento científico possui como limite a dignidade humana; 4. aposta na esperança não no brilho ou no glamour de teus escritos, mas na esperança de que teus estudos possam iluminar mentes e formar consciências; 5. esparge teus conhecimentos, não os reservando somente para teu deleite pessoal, mas difundindo-os aos que te cercam; 6. fomenta o estudo naqueles que ainda não se estimularam a desbravar os domínios da ciência e do conhecimento; 7. contribui com tua pesquisa para a solução de carências sociais e para o desenvolvimento de tua nação; 8. evita que tua linguagem se torne o empecilho para o acesso e a leitura, ou o entendimento, de tuas posturas teóricas; 9. evita afirmar aquilo de que não estás convicto, e faz de tua palavra o instrumento para a elucidação crítica e construtiva das questões que abordas; 10. persiste no ideal que te alimenta a buscar o que ainda não se conhece, ou a aperfeiçoar o que já se fez, com vistas ao amadurecimento dos saberes humanos e à progressão das perspectivas científicas, e engrandece tuas técnicas de pesquisa e estudo, com vistas à obtenção de sempre melhores resultados”.

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O GUIA PRÁTICO para a elaboração dos trabalhos acadêmicos foi idealizado para a consecução dos seguintes objetivos: • Auxiliar os acadêmicos e os pesquisadores iniciantes na elaboração e execução metodológica de seu projeto de pesquisa. • • • • • • • Contribuir na elaboração e na organização dos resultados. Propiciar elementos para traduzir os resultados em tabelas. Subsidiar a pesquisa em Matemática. Fornecer elementos para desenvolver uma pesquisa de laboratório. Indicar os procedimentos para a representação gráfica dos resultados. Sugerir idéias básicas sobre como construir uma teoria científica. Oferecer subsídios na organização e na confecção das referências e da documentação. • Consolidar os conhecimentos sobre metodologia científica que dão sustentação às atividades da pesquisa e da produção de conhecimentos científicos. Ele é um complemento do MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO para a elaboração metodológica de trabalhos acadêmicos e destina-se a consolidar os conhecimentos da Metodologia Científica e sua aplicação nas atividades acadêmicas do universitário, sobretudo, na pesquisa científica. O GUIA PRÁTICO para a elaboração dos trabalhos acadêmicos foi idealizado não como um livro, mas como um LINK para complementar o conteúdo do MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO. Servirá de reforço e de consolidação de aprendizagem da Metodologia da Pesquisa Científica, de modo especial, para o iniciante, que se depara com algumas dificuldades de assimilar e aplicar as normas na elaboração do projeto de pesquisa e na produção de conhecimentos científicos. Uma pesquisa quando é organizada com procedimentos e recursos adequados, viabilizada por um projeto de pesquisa, executada com métodos próprios na coleta de dados e elaboração e na discussão dos resultados, produz conhecimentos científicos e faculta uma redação dos mesmos de forma coerente. O conteúdo do GUIA PRÁTICO para a elaboração de trabalhos acadêmicos, em parte, complementa o MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO para a elaboração metodológica de trabalhos acadêmicos e tem dois tipos de conteúdo. Um, apresenta elementos de complementares do teor do MANUAL PRÁTICO, relacionado com os seguintes capítulos: Projeto de pesquisa.

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Tratamento dos dados e elaboração dos dados. Estrutura de um trabalho acadêmico formal (Monografia, Dissertação e Tese): uma visão-síntese. O outro, apresenta conteúdos novos ou diferenciados para auxiliar aos acadêmicos na elaboração de seus trabalhos: Pesquisa em Matemática. Pesquisa de laboratório. Iconografia: normas para a apresentação das ilustrações. Iconografia: normas para a apresentação tabular . Elementos visuais num trabalho acadêmico. Elementos visuais num trabalho acadêmico. Construção de uma teoria científica: fatos, leis e teoria. Normas de referência e documentação. GUIA PRÁTICO para a elaboração de trabalhos acadêmicos foi estruturado e desenvolvido, sobretudo, para auxiliar os acadêmicos e os pesquisadores iniciantes na elaboração de seus trabalhos formais. Para tanto, foram desenvolvidos, em complementação ao MANUAL TÉRICO-PRÁTICO, os seguintes assuntos: projeto de pesquisa; instrumentos para a coleta de dados; iconografia; representação gráfica em trabalhos acadêmicos; construção de uma teoria científica e normas de referência e documentação.

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Capítulo 1

PROJETO DE PESQUISA

Um projeto de pesquisa bem elaborado tem várias funções, dentre elas: define e planeja para o próprio orientado o caminho a ser seguido no desenvolvimento do trabalho de pesquisa e reflexão, explicitando as etapas a serem alcançadas, os instrumentos e estratégias a serem usados [...] impor-se uma disciplina de trabalho não só na ordem dos procedimentos lógicos mas também em termos de organização do tempo, de seqüência de roteiros e cumprimentos de prazos (SEVERINO, 2002, P. 159).

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1.1 INTRODUÇÃO 1.1.1 Conceituação
Uma pesquisa científica que reúna as condições de criteriosa, consistente e coerente, parte sempre de um projeto, metodologicamente, estruturado e fundamentado em referenciais evidenciados no meio científico ou acadêmico. Nunca se faz uma pesquisa científica sem antes ter elaborado um projeto técnica e metodologicamente elaborado.

1.1.2 Objetivos
As indicações práticas contidas neste capítulo visam auxiliar e orientar, passo a passo, o acadêmico ou o pesquisador iniciante para: • Complementar o capítulo 8 do MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO para elaboração de trabalhos acadêmicos. • Estruturar o projeto de pesquisa com maior segurança na compreensão, na adoção e na aplicação dos princípios científicos. • Escolher, definir e delimitar, de forma completa e adequada, o temaproblema objeto da pesquisa. • Estabelecer, de forma consistente, os objetivos e as hipóteses da pesquisa. • Selecionar os procedimentos metodológicos e os instrumentos necessários à coleta de dados e tratamento dos resultados. • Escolher a fundamentação teórica adequada para dar embasamento à pesquisa. • Estruturar a introdução do trabalho acadêmico formal de maneira adequada de modo que favoreça ao leitor a compreensão do teor da pesquisa. • Organizar as referências ou a documentação de acordo com os procedimentos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

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Elaborar um cronograma da organização, execução à redação final do trabalho acadêmico formal e seu encaminhamento.

1.2 DESENVOLVIMENTO 1.2.1 Escolha do assunto: diretrizes práticas
Escolha do assunto é um processo de madura reflexão e análise diante de uma opção dentre várias que se apresentam ao intelecto do acadêmico ou do pesquisador para, ao final, tomar uma decisão centrada num tema que represente significado de relevante importância e de grande atrativo para o estudo. A escolha do assunto – tema – precisa preencher vários requisitos ou critérios para assegurar ao acadêmico ou ao pesquisador, certa segurança de acerto na escolha do tema e da exeqüibilidade de um projeto de pesquisa, por isso a escolha deve: • Recair sobre um assunto de relevante significado, que mereça uma pesquisa a fim de produzir conhecimentos novos e de contribuir na solução de um problema. • • Apresentar características de inédito, algo novo, não pesquisado. Ter identificação com os interesses do pesquisador a fim de despertar todo o dinamismo necessário para a busca da literatura básica que dará sustentação à execução ao projeto de pesquisa. • Possibilitar a contribuição para o aprimoramento e enriquecimento do saber do pesquisador. • Ser exeqüível a execução da pesquisa mediante o emprego da metodologia adequada e recursos necessários. • Contribuir na produção de novos conhecimentos necessários ou úteis à vida acadêmica ou à sociedade. A escolha do assunto, em princípio, o acadêmico ou o pesquisador deve começar com o atendimento dos pressupostos, abaixo relacionados, a fim de garantir a eficiência da pesquisa: • Formação acadêmica ou intelectual em relação ao assunto objeto da pesquisa.

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Análise à exaustão do tema procurando estudá-lo nas várias dimensões e enfoques para caracterizar seus elementos constitutivos ou estruturais e definir o seu sentido exato. Organização seqüencial das tarefas a executar e só passar para a seguinte quando a anterior for concluída. Existência de fontes e recursos para levar a bom termo a pesquisa. Interesse e, até certa empolgação, pelo tema da pesquisa quer seja por motivo pessoal, quer seja por motivo profissional. Dedicação e persistência na superação dos obstáculos e na continuidade do trabalho, encarando-o como um desafio para manter atuante a força da motivação até à conclusão e à defesa do trabalho formal acadêmico. Vontade e decisão de empregar todos os esforços para levar a bom termo a pesquisa para: produzir conhecimentos novos, sanar falhas e lacunas existentes e constituir um avanço no saber. Respeito à Ética e aos princípios científicos na busca da verdade. Uso de todos os meios e recursos para o levantamento das fontes dos dados e dos métodos a serem usados até à exaustão. Previsão do tempo, dos recursos e dos meios em relação à execução e à extensão da pesquisa prevendo o seu término em tempo hábil, sem prejudicar a qualidade do trabalho. Domínio da metodologia científica básica para executar a pesquisa e sustentar a argumentação lógica. Organização e registro no levantamento preliminar das fontes, dos métodos e dos recursos necessários à execução da pesquisa. Escolha um tema deve recair numa área de interesse da ciência para que seu desenvolvimento possa contribuir na perspectiva sócioacadêmico-científica. Afinidade com a orientação para: estabelecer condições de diálogo e de esclarecimentos necessários ao desenvolvimento e ao aprimoramento da pesquisa; fazer as adequações estruturais exigidas pelo desenvolvimento do trabalho; executar as diretrizes estabelecidas na efetivação segura e eficiente do trabalho científico. Decisão final deve resultar de madura reflexão; metódica análise e síntese, minuciosa comparação com assuntos afins com o objetivo

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• •

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de fixar o tema escolhido e, por vias de conseqüência, desenvolvê-lo com segurança, abrangência e consistência. A partir dos procedimentos citados por Costa (2005, p. 120) em relação à escolha adequada do tema objeto de uma pesquisa e sua melhor definição, seguem as seguintes práticas para sua seleção mais segura e consistente: • Observação direta do comportamento dos fatos e dos fenômenos da realidade histórica ou científica. • • Reflexão madura sobre o assunto a escolher. Senso comum, isto é, vivência do cotidiano da grande maioria ou da sua concepção empírica sobre o tema, fruto da sua experiência. • Experiência pessoal consolidada ao longo de sua existência relacionada com o tema. • Analogias ou associações com temas afins mediante a adoção de alguns critérios para evidenciar os elementos análogos ou associativos em função dos pontos similares. • Observação – levantamento - em documentos, em fontes para evidenciar elementos relacionados com o tema. • Participação ou freqüência em: seminários, debates, mesas redondas, conferências ou em cursos. • • Análise de controvérsias ou polêmicas em torno do assunto em voga. Observações das informações divulgadas através dos mais variados meios de comunicação os quais podem empírica ou cientificamente, de uma forma ou de outra, divulgar conhecimentos sobre o tema. Por fim, Costa (2005, p 120) conclui:
Por conseguinte, múltiplas são as formas de se escolher um tema, mas é preciso que haja o interesse do pesquisador em assim acontecer, esforçando-se ao máximo para fazer a melhor opção para si, a instituição onde pesquisa e sua comunidade.

Pessoa (2005, p. 38-39) sugere fazer alguns questionamentos os quais podem contribuir para escolha do tema da pesquisa: Que assunto você gostaria que fosse abordado numa palestra? Que assunto poderia ler para despertar minha atenção? Qual o assunto em que tenho certa bagagem de conhecimentos e interesse de desenvolvê-los? Que aspectos do tema não abordados pela comunidade científicoacadêmica poderiam ser desenvolvidos?

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Qual é o tema em que tenho pouco conhecimento mas gostaria de pesquisar ? Gostaria de ser referência na comunidade científico-acadêmica em relação ao tema? Que tema me chamou mais atenção durante o curso? Podem ocorrer várias respostas. Opte por aquela que tem maior número de requisitos, critérios que reúna o maior número de pressupostos e diretrizes acima.

1.2.2 Definição e delimitação do tema - problema 1.2.2.1 Conceituação
A definição do tema pode ser feita em vários enfoques. Para isso, o acadêmico ou o pesquisador deve usar dicionários (vernáculo, latino e, se possível, grego) por representarem um grande auxílio na busca do significado do tema (denotativo e semântico) para chegar a uma conceituação completa e definitiva que norteará o enunciado do título (subtítulo, se necessário) da pesquisa. Todos os termos do título do tema devem ter sua adequada conceituação e descrição a fim de dar uma noção exata do assunto da pesquisa. Definir o tema significa: analisar sua natureza e seu teor; fazer sua descrição circunscrita dentro de certos limites; levantar seus componentes estruturais e seus atributos; explicar seu sentido léxico-etimológico; expor com precisão as idéias nele contidas e extraídas mediante madura reflexão. O tema assume um título que, quando necessário, pode constar um subtítulo para melhor delimitar o teor do mesmo. Algumas indicações práticas: leituras, reflexões, análises sobre o temaproblema para, em seguida, fazer sua descrição expansiva, busca de todos seus elementos constitutivos. Retomar o material escrito, fazer nova análise e reflexão para separar aquilo que é mais consistente e que pode constituir a definição a fim de consolidála.

1.2.2.2 Delimitação
A delimitação do tema – natureza e teor – abrange vários aspectos:

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Temporalidade, situação nos limites do tempo, na época, com o objetivo de respeitar suas características e previsão do tempo necessário para a execução do projeto. Localização, quando for o caso, no espaço onde ocorreu o fato. Público-alvo especializado ou leigo para direcionar a linguagem a ser usada na redação da pesquisa. Linha filosófico-metodológica a adotar na execução do projeto e na elaboração dos dados, na organização e redação dos resultados. Viabilidade com base na proposta e nos recursos possíveis para a execução cabal da pesquisa. Extensão – abrangência – e profundidade no trato do assunto a ser pesquisado e da área a qual ele está vinculado cujos componentes podem traduzir sua complexidade. Contextualização do tema em função da realidade sócio-cultural e científicotecnológica. Localização do tema dentro de uma área do conhecimento científico. Extensão e profundidade que o tema deve atingir.

1.2.2.3 Problema
A partir da definição, o tema passa a ser formulado como um problema mediante o emprego de vários questionamentos na tentativa de estabelecer relações entre o problema e as variáveis que o produziram, e de verificar a possibilidade de seu equacionamento metodológicos. A formulação clara do problema consolida a definição, a abrangência do tema da pesquisa, sua situação contextual e seu enquadramento dentro de uma área científica. Ao mesmo tempo, contribui para a elaboração da justificativa da pesquisa e da busca do referencial teórico. Para elaborar o enunciado do problema são sugeridas algumas indicações práticas: • Fazer variados questionamentos em relação ao tema e suas antíteses, sua origem, suas conseqüências e suas possíveis soluções. • • Fazer tentativas de reunir elementos a fim de equacioná-lo. Diagnosticar deficiências, dificuldades para a definição e consolidação das idéias básicas do problema. mediante a experimentação e aplicação dos procedimentos

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Apontar para possíveis hipóteses de tipificação do problema, de procedimentos a adotar na sua solução. Delinear o tipo de procedimentos para a execução cabal da pesquisa a fim de ampliar, consolidar conhecimentos existentes e criar novos sobre o assunto. Fazer reflexões para tipificar o problema, circunscrevê-lo dentro de seus limites, identificar fatores que possam contribuir para seu equacionamento.

Há uma série de questões que podem ser feitas que contribuem para a caracterização do problema e seu equacionamento: Como posso superar as dificuldades na definição completa do problema? Caso o problema não for pesquisado, que conseqüências poderão ocorrer para mim ou para a comunidade acadêmica? Se o problema for pesquisado metodologicamente, que benefícios poderão advir para a sociedade e a comunidade científica? Em que área do conhecimento posso enquadrar o problema a pesquisar? Quais princípios da revisão da literatura posso adotar no equacionamento do problema enunciado? Que princípios lógicos, filosóficos e éticos vou considerar para propor soluções do problema? Tenho condições intelectuais, materiais e científicas na propositura de medidas que equacionem o problema?

1.2.3 Justificativa 1.2.3.1 Conceituação
Justificar é dar uma resposta às indagações sobre as razões que levaram o acadêmico ou o pesquisar ao se decidir para realizar uma pesquisa sobre um determinado tema. É a argumentação para demonstrar as razões da sua decisão. A motivação é representada por duas dimensões.

1.2.3.2 Razão pessoal

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As justificativas de ordem pessoal – subjetivas ou conotativas - são representadas, dentre outras, pelas seguintes razões: • Ampliar ou fundamentar os conhecimentos pessoais para estabelecer sua segurança. • Satisfazer vontade de demonstrar a capacidade de aceitar e superar o desafio representado pela efetivação de uma pesquisa. • Buscar auto-afirmação perante si mesmo e perante a comunidade acadêmica e científica. • Obter reconhecimento da banca examinadora e das comunidades científica e acadêmica. • Comprovar competência em lidar com as complexas atividades exigidas no desenvolvimento de um trabalho científico, sobretudo com aquelas relacionadas com os procedimentos metodológicos. • Demonstrar importância e necessidade da pesquisa em relação ao desenvolver. • Adquirir e consolidar a experiência acadêmica e científica com o desenvolvimento de uma pesquisa. • • Aumentar e consolidar prestígios pessoal, acadêmico ou científico. Sentir identificação e, até certa atração, pelo assunto objeto da pesquisa. Para auxiliar o pesquisador iniciante ou o acadêmico inexperiente a expressar suas razões pessoais em relação ao objeto de sua pesquisa são apresentados vários exemplos: O assunto da pesquisa despertou minha motivação e provocou um grande interesse para desenvolvê-lo tendo em vista que ele se identifica com minhas posições intelectuais. Ao mesmo tempo, a importância, a atualidade e a aplicabilidade do assunto na minha atividade profissional e intelectual despertou minha atenção e vontade para desenvolvê-lo. O tema surgiu de forma instigante, despertou minha atenção e aceitei o fato como um desafio, pois a execução do projeto de pesquisa resultará um aperfeiçoamento pessoal e profissional. O problema da pesquisa despertou minha preocupação, uma vez que posso, com minha pesquisa, contribuir na solução, parcial ou total, do problema. Por isso fiquei convencido da importância de executar o projeto de pesquisa e alcançar os objetivos propostos, dada a relevância do assunto.

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Eu preciso superar meus temores e inibições. Se os outros acadêmicos ou pesquisadores puderam, eu também posso; portanto, vou me dedicar com afinco no desenvolvimento desta pesquisa, necessária para demonstrar minha capacidade de resolver problemas. O cientista não nasce, ele se faz pelo enfrentamento das dificuldades do cotidiano pelas pequenas conquistas diuturnas conseguidas na base da raça e do esforço persistente na aplicabilidade da metodologia científica.

1.2.3.3 Razão científica
As justificativas científicas - teórico-práticas ou denotativas – são caracterizadas, dentre outras, pelas seguintes razões: • Produzir novos conhecimentos mediante o emprego dos procedimentos científicos na execução do projeto de pesquisa. • Contribuir com o avanço do saber mediante a produção de novos conhecimentos, da realização de descobertas e elaboração de novos procedimentos a serem adotados na pesquisa científica. • • • • Elaborar uma teoria científica devidamente comprovada. Corrigir falhas ou preencher lacunas nos conhecimentos existentes. Comprovar ou complementar uma teoria. Testar novos procedimentos para dar mais segurança na execução de projetos de pesquisa ou para propor mudanças nos métodos existentes. As razões de ordem científica podem ser expostas de várias formas, como: A execução de uma pesquisa é uma maneira de contribuir para o desenvolvimento do saber e para a solução de problemas existentes ou potenciais mediante a execução metodológica do projeto de pesquisa. A ciência precisa evoluir e necessita de pesquisadores, de toda ordem, para produzir novos conhecimentos, fazer novas descobertas, apresentar soluções para os problemas existentes.

1.2.4 Objetivos 1.2.4.1 Conceituação

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Os objetivos estabelecem os alvos a serem atingidos com a execução metodológica do projeto de pesquisa. Ao mesmo tempo, eles acenam, implicitamente, para a razão de ser da pesquisa e dos procedimentos que devem ser adotados a fim de alcançar os alvos propostos. O enunciado dos objetivos parte da definição e delimitação clara e objetiva do tema e do problema, bem como da sua justificativa. Eles funcionam como ponto de partida e de chegada de uma pesquisa. O acadêmico, o principiante na pesquisa deve limitar-se, mais ou menos, a três ou quatro objetivos específicos, tendo em vista a dificuldade da coleta de dados correspondentes a todos eles. Os objetivos podem ser de duas categorias: • Geral, tem uma abrangência ampla do alvo a ser atingido no final da pesquisa. • Específicos são elaborados a partir da desdobramento do objetivo geral e particularização ou do tem como funções o

direcionamento da pesquisa e a delimitação da sua abrangência. É fundamental que eles sejam bem pertinentes com o objeto da pesquisa e viáveis de serem atingidos. Para tornar mais prática a elaboração dos objetivos segue um exemplo: as classes do Ensino Médio da escola X apresentam baixo rendimento escolar. Objetivo geral: Diagnosticar o problema na tentativa de caracterizar possíveis causas do baixo rendimento e viáveis medidas de solução. Objetivos específicos: Avaliar o plano de ensino em relação ao programa a ser desenvolvido, às estratégias de execução e ao processo de avaliação. Analisar o comportamento disciplinar dos alunos na sala de aula. Pesquisar o interesse dos alunos pelo estudo em função de seu futuro profissional. Fazer um levantamento das condições, dos recursos e do método de estudo do aluno em sua casa. Analisar relação professor X aluno e dos procedimentos didáticos. Observar o uso de recursos pedagógicos adotados pelo professor na administração de suas aulas. Propor sugestões na solução do problema.

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1.2.4.2 Rol de objetivo e sua caracterização
Conforme Mezzaroba e Monteiro(2004, p. 156), é preciso alertar o acadêmico ou o pesquisador iniciante para não confundir o objetivo com o problema, este motiva a pesquisa, enquanto com aquele se pretende “sempre esclarecer, verificar, examinar alguma coisa, objeto, lei,dentro de determinados parâmetros”. Santos (Ap. SILVA; SILVEIRA, 2007, p.172) sugere um conjunto de verbos que podem auxiliar na elaboração e no enunciado dos objetivos específicos, conforme rol abaixo e seus desdobramentos e de acordo com a natureza do objeto da pesquisa. ”Conhecer: apontar, citar, empregar, conhecer, definir, relatar. Compreender: concluir, deduzir, iluminar, diferenciar, discutir, interpretar. Aplicar: desenvolver, empregar, organizar, praticar, traçar. Analisar: comparar, criticar, debater, diferencial, examinar. Realizar síntese: compor, construir, especificar, formular, reunir. Avaliar, contrastar, medir”. Para exemplificar e evidenciar a complexidade e a diversidade da elaboração dos objetivos foi montado, em forma de quadros, um variado rol analítico de “objetivos de aprendizagem que indicam desempenho”, conforme Concepção do Projeto Científico (2006, p. 9-10):

1 CONHECIMENTO: relaciona-se com a aquisição do saber sob as mais variadas ações Citar Definir Descrever Detalhar Distinguir Enunciar Enumerar Explicar o significado Identificar Nomear Reconhecer Selecionar termos ou fatos relevantes sobre um assunto

2 COMPREENSÃO: relaciona-se com a apreensão dos conceitos e sua aplicação Calcular Conceituar Explicar Demonstrar Descrever Distinguir Exemplificar Interpretar Traduzir

3 APLICAÇÃO: relaciona-se com a aplicação de procedimentos na solução de problemas Agrupar Calcular Empregar Manipular Produzir Provar

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Compor

Operar

Resolver

4 ANÁLISE: relaciona-se com a capacidade de verificar as idéias e suas relações Analisar Distinguir características novos conceitos Diferenciar Especificar Explicar cada fase e seu inter-relacionamento Inferir inter-relacionar Selecionar hipóteses Refletir

de

5 SÍNTESE: relaciona-se com a capacidade de agrupar conhecimentos Construir Conceber Extrapolar Narrar Planejar Produzir Provar Reconstruir Sintetizar

6 AVALIAÇÃO: relaciona-se com a capacidade de julgar com aplicação de critérios de valor Avaliar Constatar Criticar e duvidar Fundamentar Interpretar Julgar Questionar Rejeitar Verificar

1.2.5 Hipóteses 1.2.5.1 Conceituação
Hipóteses1 são afirmações prévias, provisórias ou apriorísticas que integram um projeto de pesquisa, resultantes de madura reflexão sobre o tema-problema da pesquisa que devem ser submetidas à comprovação mediante a experimentação. Elas contribuem para desencadear os procedimentos metodológicos, a resultados e a discussão dos mesmos. Segundo Appolinário (2004, p.108) hipótese é uma “proposição provisória acerca de um fenômeno, fato ou relação entre variáveis”. elaboração dos

1

Hipótese (gr. ypótesis = ψποτεσισ) = base, alicerce || fig. fundamento, princípio de alguma coisa || base de um raciocínio, hipótese, pensamento fundamental, tema || assunto de uma obra de arte, pretexto (PEREIRA, 1984, p.597).

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É preciso ter uma noção clara da conceituação da hipótese. Em decorrência disso Marconi e Lakatos (2004, p. 136-137), com base em vários autores, tentaram dar uma visão conceitual mais ampla; por isso, é necessário que essa fase da pesquisa seja segura e consolidada. Segue, abaixo, uma síntese do elenco das definições, ao longo de um período histórico: • Proposição como uma forma de dar resposta a um problema enunciado (PARDINAS, 1969, p. 132). • Resposta hipotética a um definido problema (BOURDON; LAZARSFELD, 1979, I p. 48). • Suposição provisória de um problema que precisa submeter-se a um processo de verificação (RUDIO, 1978, p. 78). • Proposição antecipadora de comprovação de uma realidade objeto da pesquisa (TRUJILLO, 1974, p. 132). • Tentativa de explicação de uma suposição ou conjectura fundamentada que precisa submeter-se a uma comprovação científica (S. e B. WEBB. In MANN, 1970, p. 45). • Exteriorização de conjecturas que acenam para a efetivação da pesquisa (SCHRADER 1974, p. 47). • Relação conjectural de variáveis transformando-se em “sentença declarativas” no relacionamento entre variáveis que devem ser testadas (KERLINGER, 1980, p. 38). • Proposição aceita provisoriamente mediante o emprego da Lógica e dos métodos para chegar à comprovação (SELLTIZ et al., 1965 p. 48).

1.2.5.2 Fases de elaboração
A elaboração e o enunciado das hipóteses percorrem uma trajetória fundamentada numa metodologia própria, consolidada na lógica e projetada na efetiva experimentação em busca de sua efetivação. Na prática, o levantamento, a elaboração e o enunciado das hipóteses seguem uma série de fases:

1 Ler e analisar, reflexivamente, a definição e delimitação do tema – problema -, a justificativa e os objetivos. (Após o enunciado das hipóteses, esses quatro elementos formarão a proposta da

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pesquisa e comporão parte da introdução).

2 Fazer reflexões e raciocínios sobre o tema e o problema a partir de um variado questionamento a fim de buscar suas respostas mais convincentes.

3 Analisar as respostas do questionamento na tentativa de consolidá-las em conjecturas mediante a argumentação e selecionar as mais prováveis de enunciado.

4 Analisar as conjecturas na tentativa de torná-las em opiniões mediante a argumentação lógica e verificar a viabilidade de sua experimentação e transformá-las em afirmações fundamentadas.

5 Consolidar as afirmações em hipóteses com o auxílio do embasamento teórico, elaborar seu enunciado e montar um esquema de experimentação a fim de comprová-las ou não.

6 Comprovar hipóteses significa fazer experimentos e ou testes para produzir conhecimentos ou verdades cujo conjunto, organizado e hierarquizado, forma uma teoria científica. É o momento de levantar e analisar os possíveis procedimentos de experimentos ou testes para se verificar sua comprovação ou não.

A revisão dos três itens iniciais do projeto de pesquisa (definição do temaproblema, justificativa e objetivos) contribui para o enunciado das hipóteses que é expresso em afirmações como se fossem um prenúncio das conclusões. A hipótese, em geral, contém uma presunção de solução do problema, embora provisória, mas com certa probabilidade a partir da experimentação. A partir do exemplo dos objetivos específicos (p. 21) podem ser formuladas, entre outras, as seguintes hipóteses: Deve haver uma inadequação de vários Planos de Ensino com o nível de diversas classes. A Didática praticada por um boa parte dos professores está aquém do necessário. Há falta de recursos didático-pedagógicos ou, se existem, não são usados adequadamente. O desinteresse dos alunos tem origem na desvinculação do teor de ensino com o mundo do trabalho.

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O aluno está desinteressado porque o ensino que lhe é ministrado pouco ou nada tem a ver com o seu futuro. O baixo resultado da aprendizagem é também decorrente da própria escola que não oferece atrativos, estímulos ou incentivos para o ensino de qualidade nela ministrado. Enunciados os objetivos e as hipóteses, agora é chegado o momento de se pensar na coleta dos dados relativos aos dois itens. Para isso é preciso estudar a montagem dos instrumentos da referida coleta a fim de se comprovar ou não as hipóteses, pois esses itens são os dois pilares básicos de uma pesquisa. Por isso, o enunciado deve ser claro, objetivo e seu número, na justa medida faculte sua comprovação mediante a experimentação. Hipóteses bem formuladas podem auxiliar a opção metodológica e indicar possibilidades de respostas a serem buscadas ou caminhos a serem seguidos. As hipóteses são consistentes quando, executada a pesquisa, chega-se a sua comprovação, facultando o enunciado das conclusões. Dependendo da complexidade do assunto da pesquisa recomenda-se que se elabore mais de uma hipótese, porém com a condição de que cada uma possa ser cabalmente testada. Para isso, após madura reflexão sobre o tema e detida análise do mesmo, organizar um bom elenco de hipóteses para, em seguida se verificar as mais pertinentes ao objeto da pesquisa, as mais importantes e as mais viáveis de serem testadas em busca de sua comprovação. Conforme Fachin (2006, p. 62), para a elaboração de uma hipótese são necessários três requisitos, a saber:
enquadramento baseado num referencial teórico; conhecimento da metodologia científica por parte do pesquisador e existência de condições no pesquisador para ‘fazer observações analíticas das hipóteses em função das suas variáveis’.

As hipóteses constituem um dos elementos fundamental no projeto de pesquisa; por isso, nunca é demais insistir sobre sua elaboração que deve ser consistente e pertinente ao objeto da pesquisa. Para tanto, a autora acima citada (p. 65-66) aponta para um conjunto de requisitos básicos que devem ser observados na formulação e enunciado de cada hipótese: a) deve ser conceitualmente exata, explicada por definições manuais e operacionais; b) a redação de seu enunciado deve ser em forma de sentença declarativa; c) deve ser específica e com referências empíricas;

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d) deve estar necessariamente vinculada a métodos e técnicas que se ajustem à pesquisa; e) sua relação deve ser com teoria de base, ou seja, explicitada pela formulação do problema; f) estabelecer relação com duas ou mais variáveis; g) deve ser concisa, na sua formulação, e ter a menor quantidade possível de palavras; h) nunca deve contradizer o seu enunciado e i) deve servir como esclarecimento do fato (objeto) estudado. A comprovação das hipóteses numa pesquisa científica exige procedimentos: métodos a adotar, possivelmente o emprego de dois grupos, um experimental (GE) e um outro, de controle (GC); elementos que devem ser adotados no controle e na análise na execução dos procedimentos a empregar na comprovação; consistência a coerência dos resultados devem ser provadas e possíveis conclusões que podem ser extraídas. A trajetória do raciocínio científico segundo Fachin (2006, p. 64-65) tem inicio com a opinião, prossegue com a conjectura e se consolida na hipótese, que se traduz no seguinte ciclo (trajetória ascendente na esquerda; descendente na direita):

HIPÓTESE

SISTEMA DE HIPÓTESES CONCLUÍDO

CONCEITOS OPERACIONAIS

CONSTRUÇÃO DAS VARIÁVEIS

TESTES MENSURÁVEIS

CONSTRUÇÃO DAS HIPÓTESES

HIPÓTESES CORRESPONDEM À EXPECTATIVA

LEVANTAMENTO DO PROBLEMA

COMPROVAÇÃO DAS HIPÓTESES

OBSERVAÇÃO DOS FATOS

ACEITAÇÃO DAS HIPÓTESES

DOMÍNIO SOBRE O ASSUNTO

REJEIÇÃO DAS HIPÓTESES

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NOVO CICLO

1.2.6 Metodologia 1.2.6.1 Conceituação
A metodologia da pesquisa científica indica ou representa o conjunto de procedimentos adotados na: • • • Elaboração ou estruturação sólida do projeto de pesquisa. Execução segura do mesmo. Tabulação correta dos dados levantados, análise e organização dos resultados. • • • Interpretação objetiva dos resultados e sua sistematização. Discussão lógica dos resultados (análise, argumentação, prova). Redação em linguagem científica.

1.2.6.2 Procedimentos
Para se iniciar a seleção e a adequação da metodologia da pesquisa científica é necessário ler, analisar, de forma minuciosa, os quatro elementos básicos da proposta da pesquisa (definição e delimitação do tema - problema -, justificativa, objetivos e hipóteses) para adequar os procedimentos da seleção das técnicas a adotar, conforme as peculiaridades dos elementos que compõem o objeto da pesquisa. O estudo, a análise e a aplicação da metodologia da pesquisa científica devem partir dos procedimentos indicados por Bunge (Ap. APPOLINÁRIO, 2006, p. 132133), os quais funcionam como pré-requisitos na identificação e consolidação do problema e, por vias de conseqüência, a ordenação e seleção dos métodos para o seu equacionamento. Para isso, segue um conjunto de etapas. Para a solução do problema não há necessidade de fazer o percurso de todas as etapas. A trajetória da solução de um problema perpassa pelas seguintes etapas: a) Identificação de um problema: verificação da existência de um fato ou fenômeno que, à primeira vista, não pode ser explicado.

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b) Especificação do problema: caracterização ou definição clara e precisa do problema que exige explicação. c) Tentativa de enquadramento do problema: levanta conhecimentos préexistentes sobe o assunto, dados empíricos, referencial teórico, instrumentos de mensuração ou procedimentos [...] que possam contribuir na solução do problema. d) Tentativa de solução do problema: através dos elementos obtidos na alínea anterior; caso contrário, prossiga-se para a etapa seguinte. e) Geração de novas idéias: elaboração de uma teoria e de hipótese, podendo produzir novos dados empíricos na busca da solução do problema. f) Obtenção de uma solução: mediante a aplicação criteriosa e coordenada das ações anteriores. g) Análise das conseqüências da solução: decorrente da solução encontrada, da possibilidade de fazer prognósticos e previsões de fatos futuros; da análise dos efeitos que a solução do problema pode trazer para as teorias existentes. h) Prova da solução: comprovação da eficiência da solução; caso contrário, prossiga-se para o item seguinte. i) Correção da solução: mediante a elaboração de novas hipóteses ou teorias para dar início a um novo ciclo de pesquisa. A metodologia (materiais e métodos) é elaborada conforme a natureza do objeto da pesquisa, bem como a seleção dos instrumentos da coleta de dados. Devem ser previstos procedimentos na montagem do projeto de pesquisa e dos instrumentos da coleta de dados; na execução do projeto de pesquisa através do uso dos instrumentos da coleta de dados; na tabulação dos dados e na organização dos resultados; na discussão dos mesmos e na elaboração da redação do trabalho acadêmico.

1.2.7 Fundamentação teórica 1.2.7.1 Conceituação
A fundamentação teórica é também denominada de: revisão da literatura, embasamento teórico ou revisão bibliográfica. A escolha da denominação do título depende da preferência de cada autor dos manuais ou das obras de Metodologia da Pesquisa Científica. Em resumo todas as denominações têm uma conceituação coincidente que pode ser assim expressa:

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É a busca, na literatura existente, dos elementos que contribuam para o desenvolvimento da pesquisa, traçando as diretrizes, acenando para os procedimentos metodológicos, sustentado as hipóteses, mostrando o rumo para atingir os objetivos e consolidando os conhecimentos a serem produzidos, os quais, concretizados, constituirão uma nova teoria científica.

1.2.7.2 Indicações práticas
Algumas indicações práticas: • Partir do título e da definição do tema – problema – levantar os autores referenciais que tratam do assunto cuja aceitação é pacífica nos meios acadêmicos e científicos. • Levar em conta os objetivos e as hipóteses de onde sairão os títulos dos capítulos ou das seções, fazendo uma lista dos mesmos. • Fundamentar cada capítulo ou tópico em um ou mais autores com o respectivo registro na ficha correspondente a cada item. • Comparar a proposta da pesquisa com os trabalhos mais evidenciados em relação ao tema objeto da pesquisa. • Buscar na revisão da literatura os elementos necessários ao desenvolvimento sólido da pesquisa como: teoria, fundamentação, métodos, argumentos, provas e similares. • Fichar as obras referenciais, indicando suas vinculações com os itens da pesquisa, a partir da ficha catalográfica, sobretudo das palavraschave. Exemplo: A educação nas constituições brasileiras (1823-1988).

A educação nas constituições brasileiras 1823-1988 / Osmar Fávero (org.). – Campinas, SP: Autores Associados, 1996. – (Coleção memória e educação). Vários autores ISBN 85-85701-34-X 1. Assembléia Constituinte – Brasil. 2. Constituições – Brasil - História. 3 Educação – Brasil - História I. Fávero, Osmar. II. Série. 96-2565 CDD-379.81

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Fazer um levantamento (rol) criterioso e crítico das referências bibliográficas existentes e atualizadas nas bibliotecas providas, na Internet, nos periódicos científicos, nos bancos de teses das universidades, consignando cada levantamento sistematizado em fichas próprias.

Exemplo: Lopes (2002, p. 8-9) mostra como deve ser caracterizada, de forma crítica, cada fonte consultada:

Segundo ENGENHEER (1999), o Brasil possui 5.507 municípios onde se encontram, aproximadamente, 157 milhões de habitantes distribuídos pelos seus 8.547.303 k de área. Entretanto, das 100 experiências de coleta seletiva realizadas no Brasil, apenas 20 alcançaram resultados promissores, de acordo com GRIMBERG & BLAUTH (1998). A primeira cidade brasileira a implantar a coleta seletiva foi à cidade de NiteróiRJ em 1985. A partir de 1988, outras prefeituras abraçaram a idéia, como Curitiba-PR, Florianópolis-SC, São Paulo-SP, Belo Horizonte-MG, Porto Alegre-RS, entre outras. A maioria desses programas voltou-se para o material reciclável, visando lucros, e quase nenhuma para o aproveitamento da parte orgânica, apesar de representar 50% do lixo. Diante disso, as experiências em compostagem são raras. Essas considerações possibilitam uma melhor compreensão das dificuldades, da complexidade e da importância das atuais experiências para os programas futuros da coleta seletiva.

Estabelecer o ponto inicial e a seqüência dos itens (capítulos, seções), mediante a elaboração de um formato estrutural provisório do trabalho a ser efetivado pela pesquisa. Iniciar a leitura seguindo o roteiro dos itens do formato estrutural nas fontes levantadas, começando com a leitura do sumário, do resumo e da introdução da obra para verificar a linha filosófico-metodológica do autor e o teor da mesma. Para tanto, a leitura deve ser feita de forma crítico-analítica. Analisar de forma crítica as fontes e, conforme seu teor, organizá-las segundo sua natureza se são primárias (originais), secundárias (conteúdo modificado) ou terciárias (conteúdo analítico das fontes primárias ou secundárias). Organizar as fichas dos assentamentos conforme os itens do formato estrutural provisório da pesquisa a natureza deles: resumo, análise, comentário, citações, cada uma contendo a identificação da fonte.

Exemplo: 1 Ficha resumo

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1.1 Identificação Autor:............. - Título:..............– Edição: ..... – Local: ..... – Editora: ......... – Ano:...... 1.2 Resumo: síntese do assunto resumido 1.3 Crítica: apreciação do assunto expressa num parecer do pesquisador. 1.4 Referência: para cada resumo.

2 Ficha de citações
2.1 Identificação FÁVERO, Osmar (org.). A educação nas constituições brasileiras 1823-1988. Campinas, SP: Autores Associados, 1996. – (Coleção memória e educação). 2.2 Citação:
Tratou-se de adequar o projeto educacional, em todos os níveis e em todas as modalidades do ensino e da formação profissional, ao novo projeto nacional. Para tanto, princípios, diretrizes, experiências, mecanismos e instrumentos foram abandonados, extintos ou substituídos (p. 253).

COSTA, Nelson N. Monografia jurídica brasileira. Rio de Janeiro: Forense, 2005.
A pesquisa inicial bibliográfica será com a consulta dos sumários dos livros, para efetuar uma pré-seleção de textos relacionados com a hipótese do trabalho. Os periódicos e as revistas especializadas também precisam ser consultadas, escolhendo-se os artigos pertinentes ao assunto pesquisado. [...]. Não obstante, torna-se importante a organização de um fichário de apontamentos, com cada ficha contendo os dados bibliográficos completos do texto [...] bem como o resumo do seu conteúdo [...] (p.133).

A revisão da literatura feita de forma minuciosa, criteriosa e crítica poderá contribuir para: a complementação da definição e delimitação do tema; o aprimoramento dos objetivos e das hipóteses; a revisão dos procedimentos metodológicos e a estruturação mais completa da introdução do trabalho científico.

1.2.8 Introdução 1.2.8.1 Conceituação
A introdução não é somente destinada para dar início ao projeto de pesquisa mas, sobretudo, para servir de abertura de todo trabalho acadêmico e, de modo especial, de um trabalho acadêmico formal (Monografia, Dissertação,Tese) cuja introdução tem a função de apresentar o trabalho ao leitor.

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1.2.8.2 Estrutura 1.2.8.2.1 Conceituação preliminar
A introdução possui um uma estrutura sólida com uma elaboração própria e diferenciada que aborde, em suma: a caracterização do tema e do problema através de definição e delimitação do tema e do problema com abrangência a justificativa, os objetivos e as hipóteses; a abordagem dos procedimentos metodológicos adotados na execução do projeto, de forma criteriosa e minuciosa; a fundamentação do trabalho numa revisão crítica da literatura relacionada ao assunto da pesquisa e a visão-síntese do trabalho a desenvolver. Seria muito difícil iniciar um projeto redigindo a introdução, por isso aconselha-se que seja feita ao final do mesmo, de posse de todos os seus elementos estruturais, pois ela representa uma síntese dos mesmos. Costa (2005, p. 146) sugere que a introdução seja resultante , sobretudo, de três conjuntos: • Idéias por definição destinadas a conceituar e a caracterizar o tema e o problema. • Idéias por contraste (antítese) destinadas a estabelecer os opostos dos conceitos elaborados na definição. • Idéias por comparação destinadas a estabelecer relações do tema com seus elementos ou com um tema afim.

1.2.8.2.2 Caracterização do assunto - tema - problema
A definição do tema – problema - significa fazer sua explanação, clara e objetiva, para deixar bem identificados os elementos componentes do objeto da pesquisa. Conforme Mezzaroba e Monteiro (2004,p. 143), “o tema se identifica com o próprio objeto da pesquisa; é, de forma geral, o assunto de que se vai pesquisar”. A caracterização do tema-problema - do projeto da pesquisa, que envolve os quatro elementos iniciais, constitui redação inicial da introdução do trabalho acadêmico formal. Após madura reflexão sobre o tema da pesquisa e visualizando a estrutura dos seus elementos componentes, o pesquisador ou o acadêmico pode mencionar a complexidade do tema, tendo em vista a diversidade dos elementos estruturais e das dificuldades que encontrará para a coleta de dados e na elaboração dos resultados.

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É bom acenar para a área em que a pesquisa se situa ou se vincula, e a importância da aplicação dos novos conhecimentos em decorrência dos resultados que a pesquisa trará para a sociedade. É importante mencionar a que público o trabalho se destina. A justificativa vai enfocar duas vertentes, uma de ordem (subjetiva), e outra, científica (denotativa). O acadêmico ou o pesquisador deve explicitar os motivos ou as razões de ordem pessoal que o levaram a escolher o tema da pesquisa, a perspectiva que o tema contribuirá para o seu aprimoramento intelectual e profissional. O lado emotivo deve ser a força motriz que impulsionará o acadêmico ou o pesquisador a acreditar no seu potencial para levar a bom termo a pesquisa para a qual, desde que surgiu o assunto, sentiu uma atração ou uma vontade para desenvolvê-lo, que se transformou em convicção. Nessa perspectiva, Mezzaroba e Ribeiro (2004, p. 144) afirmam: “Faça a escolha da pesquisa passar pelo filtro de suas emoções antes de tratá-la de modo racional”. Ao mesmo tempo, pode ter sentido uma preocupação com o tema que despertou a responsabilidade de pesquisá-lo e a convicção de contribuir com a produção de novos conhecimentos. Percebeu, outrossim, que a pesquisa do tema é algo importante e necessário cuja omissão traria um prejuízo para si e para a sociedade. As motivações para o desenvolvimento do tema da pesquisa podem nascer: da experiência do exercício da profissão, de um fato do dia-a-dia que causou uma forte impressão, dos conflitos existenciais, das contradições sociais e políticas. As razões científicas devem ser efetivadas mediante a apresentação dos motivos de ordem racional, objetiva e denotativa que levam o acadêmico ou o pesquisar a enveredar pelo caminho da pesquisa do assunto escolhido. Em decorrência disso, vê a tarefa como um desafio a enfrentar na construção de novos conhecimentos, na solução de um problema ou na busca das provas da afirmação de uma verdade, com base nos procedimentos metodológicos. Além do mais, deve encarar o objeto da pesquisa como uma possibilidade de dar uma contribuição ao avanço do saber e se julgar capaz de fazêlo com o emprego da fundamentação teórica, da adoção de metodologia apropriada e do emprego do máximo empenho pessoal e, se necessário, do auxílio de um orientador experiente. pessoal

36

O momento de embasar a justificativa científica é importante para o acadêmico ou o pesquisador porque deve verificar o estágio de desenvolvimento dos conhecimentos sobre o tema escolhido de sua pesquisa, a fim de tentar a possibilidade de produzir novos conhecimentos, de implementar os existentes, de preencher algumas lacunas ou de sanar algumas falhas existentes em relação aos mesmos. Tais circunstâncias devem levá-lo a assumir compromisso de honra de dar sua parcela de contribuição para o enriquecimento ou ampliação dos conhecimentos relacionados com o objeto de sua pesquisa. O tema estando bem amadurecido, o acadêmico ou o pesquisador deve demonstrar a necessidade, a viabilidade e a importância da realização da pesquisa, a partir do seu convencimento e dos recursos existentes (pessoais, técnicos, científicos, financeiros, acesso às fontes referenciais), pois as razões apresentadas, tanto pessoais (subjetivas ou conotativas), quanto científicas (objetivas, denotativas), contribuem para sua convicção relacionada com a viabilidade, a importância e a necessidade de levar a bom termo sua pesquisa, convencerá seu leitor de acreditar nos resultados apresentados no seu trabalho científico formal. Os objetivos (geral e específicos) são abordados de forma descritiva, descritos com clareza e objetividade, pois eles ensejam a elaboração dos instrumentos da coleta de dados, a organização e a discussão dos resultados e a estruturação do trabalho. Isso faculta ao leitor entender a abrangência do teor do relatório da pesquisa. As hipóteses também devem ser descritas de maneira a tornar seu teor claro e objetivo; pois, além de facultar ao leitor maior entendimento do objeto da pesquisa, complementa a proposta da pesquisa contida nos três elementos iniciais e os procedimentos necessários para a coleta de dados. Os quatro elementos iniciais do projeto da pesquisa (definição e delimitação do tema-problema, justificativa, objetivos hipóteses) constituem a proposta da pesquisa.

1.2.8.2.3 Materiais e métodos ou pressupostos metodológicos
Os materiais e métodos ou pressupostos metodológicos envolvem a descrição completa dos meios, recursos, instrumentos, técnicas na montagem do projeto e métodos na execução da pesquisa, na coleta dos dados, na elaboração e redação dos resultados. Este tópico viabiliza a execução da proposta da pesquisa.

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1.2.8.2.4 Fundamentação teórica ou revisão da literatura
1.2.7, p. 29-32)

(Ver tóp.

A fundamentação teórica ou revisão da literatura ou embasamento teórico destina-se a dar sustentação ao pesquisador na organização e execução de sua pesquisa, bem como, na elaboração dos conhecimentos produzidos pela mesma. Este tópico dá suporte à proposta e à execução da pesquisa, propicia elementos na sustentação da tese a ser demonstrada ao final da pesquisa.

1.2.8.2.5 Visão-síntese do trabalho formal
A visão-síntese do trabalho formal é estruturada com tópicos básicos estruturais do seu teor, resultado da pesquisa, começando com os títulos dos capítulos ou das seções que compõem o trabalho, e pode ser assim expressa: o trabalho é composto de ... capítulos; o primeiro aborda ................................................; o terceiro, .............................................. o segundo, e, finaliza ...............................................;

concluindo....................................................

1.2.8.3 Questionamentos
A elaboração e a redação, de forma coerente e consistente, da introdução são consolidadas pelas respostas do questionamento abaixo: É importante pesquisar o assunto objeto do projeto de pesquisa? Por quê? Quais são as idéias estruturais básicas do tema e do problema? Esgotei a conceituação ou a caracterização do assunto com base na revisão da literatura e nos léxicos? Refleti ou raciocinei o suficiente para consolidar as idéias estruturais ou os elementos básicos do tema e do problema? São passíveis de comprovação os elementos estruturais, as idéias básicas evidenciadas na definição? São coerentes e consistentes os objetivos e as hipóteses em relação ao tema e ao problema e na sua viabilização? É completa a metodologia adotada? É estruturada de modo a abranger todos os elementos da pesquisa evidenciados na proposta?

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É estruturada com autores, os mais evidenciados e representativos sobre o assunto a fundamentação teórica ou a revisão da literatura? Como foi feita a análise crítica das fontes? Que meios ou que instrumentos vou adotar para o registro dos vários apontamentos ou dados (resumo, citações, comentários, parecer)? Muitos outros questionamentos poderiam ser feitos; porém, o acadêmico, a partir de seu tema e de seu problema, ambos bem definidos, pode fazer seus questionamentos possíveis para aclarar melhor seu assunto, estruturar de forma coerente, consistente a redação da introdução e executar com mais segurança seu projeto de pesquisa.

1.2.9 Referências
Para relacionar as referências de forma metódica e minuciosa de acordo com a ABNT, o assunto é abordado no capítulo 10, p. 131-154, deste GUIA PRÁTICO.

1.2.10 Cronograma 1.2.10.1 Requisitos básicos
Em complementação ao capítulo 8 do MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO, p. 101-118, seguem alguns subsídios para auxiliar o acadêmico ou o pesquisador iniciante. Cronograma de uma pesquisa é a descrição detalhada da elaboração de todas as tarefas necessárias, dentro de um determinado tempo, desde a organização do projeto da pesquisa à conclusão do relatório e sua entrega à instituição que deve examinálo ou submetê-lo a uma banca examinadora. A seqüência das principais tarefas de um projeto de pesquisa é constituída pelos seguintes passos: 1 Escolha do assunto - tema-problema – que envolve um conjunto de tarefas: leituras acompanhadas de análises, reflexões, registros dos conceitos e resenhas; consultas a dicionários para levantar os significados dos termos (do ponto de vista léxico, etimológico, semântico) do assunto selecionado, em busca do conceito adequado do tema e redação da definição do tema-problema.

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2

Leituras, resumos, anotações sobre o tema-problema para fazer um

estudo aprofundado a fim de estabelecer sua delimitação e extrair os elementos básicos que irão constituir o objeto da pesquisa. 3 Montagem do projeto de pesquisa, constituído pelos seguintes tópicos: 3.1 definição e delimitação do tema-problema. 3.2 justificativa pessoal (subjetiva, conotativa) e científica (objetiva, denotativa). 3.3 objetivos gerias e especiais. 3.4 hipóteses consistentes. 3.5 materiais e métodos adequados à coleta de dados. 3.6 fundamentação teórica ou revisão da literatura, a mais atualizada e consistente em relação ao objeto da pesquisa. 3.7 introdução contendo: 3.7.1 caracterização do tema-problema, (definição justificativa, objetivos e hipóteses). 3.7.2 metodologia e instrumentos para a coleta de dados. 3.7.3 revisão da literatura que deve fundamentar a pesquisa. 3.7.4 Visão-síntese do conteúdo do relatório. 3.8 referências de conformidade com a ABNT. 3.9 cronograma organizado de forma detalhada contendo todas as tarefas, da concepção do tema ao depósito do relatório. 3.10 apêndices e anexos caso existirem. 3.11 ficha financeira opcional, quando a pesquisa não envolve recursos de instituições patrocinadoras. 4 Elaboração dos instrumentos da coleta de dados, do pré-teste aos definitivos (questionário, formulário de entrevista, roteiro de observação); elaboração das normas de aplicação dos instrumentos, dos critérios de análise, de tabulação dos dados e de sistematização dos resultados. 5 Pesquisa bibliográfica no referencial teórico selecionado para consolidar os procedimentos, fundamentar os resultados da pesquisa. 6 7 Aplicação experimental, ou piloto, dos instrumentos de coleta de dados a fim de aprimorá-los e de consolidá-los. Aplicação dos instrumentos da coleta de dados seguindo as normas elaboradas para que não haja nenhum elemento que possa prejudicar a coleta de dados.

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8

Análise do material aplicado a fim de elaborar estratégias na

quantificação e tabulação dos dados e organizar os resultados em categorias, com base na proposta da pesquisa. 9 Análise dos resultados organizando-os em seções que constituirão um roteiro do relatório, seguido da discussão, da argumentação e juntada de provas. 10 Elaboração da iconografia. 11 Elaboração da redação provisória, seção, por seção, feita de forma consistente guiada pela Lógica e das normas redacionais de um trabalho científico. 12 Revisão da redação, levando em conta a estrutura (elementos prétextuais, textuais e pós-textuais), para dar ao trabalho o formato definitivo. 13 Redação final. 14 Encadernação dos exemplares do trabalho a serem encaminhados. 15 Encaminhamento ou depósito junto à instituição destinatário do trabalho ou para defesa pública de um título acadêmico. Existem duas formas de montagem de um cronograma de pesquisa: 1º Cronograma descritivo-analítico e 2º Cronograma sintético que serão exemplificados a seguir.

1.2.10.2 Cronograma descritivo-analítico
O cronograma descritivo-analítico tem todas suas tarefas descritas, seqüencialmente, dentro de frações iguais de tempo (bimestre, trimestre ou quadrimestre) até à conclusão final do trabalho e seu depósito na instituição que vai defendê-lo. Segue um exemplo de execução cuja fração temporal é bimestral. 1º BIMESTRE. Escolha do assunto, tema-problema, é a fase da definição e da delimitação dos mesmos, para tanto devem ser cumpridos os seguintes passos: 1 Fazer um levantamento prévio de fontes, a fim de fazer leituras, análises do tema, na tentativa de entendê-lo, enquadrá-lo dentro de um contexto conceitual; consultar dicionários (português, latim, etimológico, até grego, se possível) para conceituar, com base etimológica, semântica e léxica, o termo que identifica o tema da pesquisa, em toda sua abrangência e profundidade.

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2

Manter os registros das leituras sobre os significados e os conceitos dos

termos para, em seguida, iniciar a redação provisória da natureza e da extensão do tema e seus desdobramentos conceituais e estruturais básicos a fim de bem definir e caracterizar o tema-problema. 3 problema. 4 Abordar a importância e o significado da efetivação da pesquisa, dada a necessidade dos conhecimentos por ela produzidos. 2º BIMESTRE. Leituras seletivas em relação ao tema-problema seguindo um roteiro de itens pré-estabelecidos a partir da definição e delimitação do tema-problema e registrando em fichas próprias o material lido relacionado com o tema da pesquisa cujo registro deve constar em fichas próprias, conforme indicações abaixo: 1ª Ficha catalográfica, o registro dos dados contidos nela serve de orientação do acadêmico ou do pesquisador, por ela conter palavras-chave da natureza do teor da obra, as quais funcionam como elemento indicador ao leitor, auxiliando-o na seleção do material a ser lido por causa da sua relação com o tema da pesquisa. 2ª Ficha bibliográfica, nela devem ser registrados todos os elementos informativos que irão constituir o rol das referências ao final da obra. 3ª Ficha de resumo, nela são registradas as resenhas de partes da obra que irão contribuir na fundamentação ou na elaboração de uma seção do trabalho acadêmico. Algumas normas devem ser observadas: início da ficha, registro da referência da obra (autor – SOBRENOME, Nome -. Título. Edição. Cidade em que foi editada: Editora, ano da publicação). Em cada resumo, aconselha-se que seja registrada a página de onde foi extraído, pois numa eventualidade, caso seja necessária uma conferência, fica fácil sua localização. 4ª Ficha de citações, nela são transcritos trechos menores e maiores do que três linhas. Normas: (Ver item 2.3 acima, normas para registrar a ficha de resumo). Além delas é preciso, após cada citação, registrar a página de onde foi extraída, o nome do autor original; quando for citação de citação, isto é, o autor da obra citou um outro autor, procede-se da seguinte maneira: AUTOR do texto citado, Apud ou Ap. AUTOR da obra que citou o trecho do autor mencionado, ano, p. ... . Os demais elementos bibliográficos vão aparecer nas referências. Proceder à análise do material coletado ou produzido para separar os conceitos mais significativos na elaboração da definição e da delimitação do tema-

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Orientação ao acadêmico ou ao pesquisador iniciante, sugere-se que ao longo das suas leituras, ao mesmo tempo em que fizer os registros nas diversas fichas, adote uma outra, onde registre nela elementos que possam contribuir para esboçar ou desenvolver o projeto de sua pesquisa. 3º BIMESTRE. Montagem do projeto de pesquisa é a fase fundamental na qual deve ser executado todo um conjunto de atividades necessárias a sua elaboração. Caso sejam cumpridas com rigor científico essas atividades, em parte está assegurada uma eficiente execução. Para isso é necessária a continuidade das leituras no referencial teórico selecionado. Nessa fase há uma seqüência de passos que devem ser executados com muito afinco e dedicação, conforme rol abaixo: 1º Rever a definição e delimitação do tema-problema. 2º Elaborar a justificativa sob a ótica pessoal (subjetiva, conotativa) e científica (objetiva, denotativa), sobretudo, demonstrar a necessidade da efetivação da pesquisa dada sua importância e contribuição para o avanço do saber. 3º Refletir detidamente sobre as razões e a responsabilidade de executar a pesquisa e a produção de novos conhecimentos e com isso, ensejar o surgimento dos objetivos (geral e específicos) e elaborá-los, após madura reflexão, pois os objetivos indicam o ponto de partida e o ponto de chegada de uma pesquisa, mediante a aplicação dos procedimentos adequados. 4º Enunciar, a partir dos conhecimentos acumulados (definição e delimitação do tema-problema, justificativa da pesquisa e objetivos), as hipóteses cuja elaboração exige um longo processo de reflexão, análise, conjecturas, opiniões, afirmações, mediante a lógica, provas, argumentos com os quais possam ser enunciadas as hipóteses consistentes, viáveis e testáveis mediante a experimentação. 5º Selecionar os procedimentos metodológicos para poder executar com segurança e eficiência a pesquisa. Para tanto é preciso elaborar os instrumentos de coleta de dados para executar a pesquisa de campo (questionário, roteiro de entrevista e de observação). A pesquisa bibliográfica segue procedimentos semelhantes aos passos praticados no segundo semestre só que mais especificados em função dos objetivos e das hipóteses. 6º Rever a seleção das fontes que compõem o rol das obras componentes da revisão da literatura para ampliá-las, se for necessário.

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Redigir se

a

introdução,

que

posteriormente,

com

algumas

complementações,

transformará

na introdução do trabalho acadêmico,

estruturado com os seguintes tópicos: 7.1 Caracterização do assunto contendo a definição e delimitação do tema-problema, justificativa, objetivos e hipóteses de forma dissertada, a importância do trabalho. 7.2 Procedimentos metodológicos e instrumentos adotados para o desenvolvimento da pesquisa. 7.3 Fundamentação teórica ou revisão da literatura que fundamentou o trabalho 7.4 Visão-síntese do teor do trabalho acadêmico formal. 8º Relacionar as fontes referenciais rigorosamente de acordo com as normas da ABNT (6023, ago. 2002). 9º Relacionar as fontes referenciais básicas que serão ampliadas ao longo da pesquisa. 10º Relacionar os apêndices (instrumentos da coleta de dados) e anexos (elementos complementares de autores diversos). 11º Preencher a documentação exigida, (quando for o caso), pelo órgão financiador, patrocinador da pesquisa ou que concedeu bolsa ou ajuda de custo para o desenvolvimento da pesquisa.

1.2.10.3 Cronograma sintético
No cronograma sintético as tarefas constam numa seqüência, cada uma efetivada dentro de uma fração de tempo igual, desenvolvidas durante um determinado período e registradas dentro de um quadro, do início ao final da pesquisa.
Exemplo de um cronograma sintético cujas tarefas são descritas seqüencialmente ao longo de frações iguais de tempo até à data do depósito do trabalho junto à instituição onde será defendido.
TEMPO \ TAREFAS Escolha do tema Leituras – Anotações Montagem do projeto Elabor./instrumentos
1º BIM 2º BIM 3º BIM 4º BIM 5º BIM 6º BIM 7º BIM 8º BIM 9º 10º 11º 12º BIM 13º BIM 14º BIM

BIM BIM BIM

g g g g g g

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Pesquisa bibliográfica Aplicação consolidação instrumentos Coleta de dados Análise do material coletado - Tabulação Análise dos resultados Elaboração da iconografia Redação dos resultados Análise – discussão dos resultados – provas Redação provisória Revisão-Complementação Redação final Encadernação Entrega - depósito piloto e dos

g

g

g g

g g g

g

g g

g g g g g

1.2.11 Apêndices
Os apêndices são complementos de um trabalho acadêmicos (Artigo, TCC, Dissertação, Tese) produzidos ou elaborados pelo próprio autor, com base nos dados coletados ou ideados a partir dos mesmos. Os apêndices são constituídos por quadros, tabelas, gráficos, imagens, questionários, roteiros de entrevista ou de observação, produzidos por outros autores. Exemplos: 1 Tabela das contribuições científicas foi elaborada a partir dos dados levantados relativos às descobertas científicas entre 1759-1808. 2 Quadro dos componentes curriculares do Curso de Medicina da Universidade de Coimbra. Nos Estatutos de 1772 as matérias componentes estavam mencionadas em vários itens, foram ordenadas, seqüencialmente, com seus complementos pelo autor da Tese.

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EXEMPLO 1

Tabela 15 - Número das contribuições científico-tecnológicas que concorreram para o desenvolvimento das Ciências e para o progresso do conhecimento humano, período entre 17591808: nas áreas do saber, nos vários países da Europa a da América.

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DESCOBERTAS PAÍSES ALEMANHA ESTADOS UNIDOS ÁUSTRIA BÉLGICA DINAMARCA ESCÓCIA FRANÇA HOLANDA INGLATERRA ITÁLIA SUÉCIA SUÍÇA TOTAL % 01 01 28 02 01 37 19.44 06 08 01 19 09.9 MAT. 04 ASTR. FÍS 04 01 01 07 01 08 02 20 10.5 QUÍM. 07 16 01 13 01 12 50 26.2 CNB. 06 01 02 02 01 12 06.3 MED. 02 02 04 01 04 13 06.8 TECN. 04 01 01 04 14 14 01 01 40 20.9 TOT. 18 04 01 01 01 08 81 03 48 11 12 03 191 100 % 09.4 02.1 00.5 00.5 00.5 04.2 42.4 01.6 25.1 05.6 06.3 01.6 100 100

FONTE: Quadro montado com dados extraídos em Delta Larousse, 1970: 1630-1637; em Holanda, 1978, p. 219-245. LEGENDA: MAT.= Matemática - ASTR. = Astronomia - FÍS. = Física - QUÍM. = Química CNB. = Ciências Naturais e Biológicas - MED. = Medicina - TECN.= Tecnologia

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EXEMPLO 2
22 QUADRO CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA APÓS A REFORMA UNIVERSITÁRIA DE 1772. DURAÇÃO DO CURSO: 05 ANOS. AN. CADEIRAS - DISCIPLINAS COMPLEMENTOS AUTOR

METÉRIA MÉDICA 1°

História Médica História Natural - Química Laboratório Jardim Botânico - Estágio Princípios de Química e Física Farmácia

CHRANTZ LINEU

ANATOMIA 2° OPERAÇÕES CIRÚRGICAS ARTE OBSTETRÍCIA TEORIA MÉDICA 3° INSTITUIÇÕES MÉDICOCIRÚRGICAS

História Osteologia Esplancnologia Angiologia Adenologia Miologia Prática Anatômica em cadáveres e em animais (Teatro de Anatomia) História - Ataduras - Ligaduras Métodos - Prática - Instrumentos Partos História e Prolegômenos Regras e Métodos de estudo médico Experiências e observações Princípios gerais do Corpo Humano, de: Física, Química, Botânica e Farmácia Fisiologia - Patologia - Semiótica Higiene - Arte Terapêutica Regras dos curativos História - Introdução à matéria Organização e Metodologia Análise dos Aforismos Estudo e comentários Princípios físico-patológicos Febres exantemáticas [*] Febres nervosas e malignas Doenças convulsivas Área Médico-Cirúrgica

HISTER

CARVALHEIRO

ALEXANDRINO

TERAPÊUTICA AFORISMOS

GALENO HIPÓCRATES VAN SWIETEN FOESIO E BOERHAAVE

PRÁTICA DE HOSPITAL MEDICINA PRÁTICA MÉDICO-CIRÚRGICA 5°

Estágio e Residência: - Examinar pacientes - Aplicar tratamento - Visitar e observar doentes - Elaborar relatórios - Praticar métodos estudados - Praticar a ética médica

SIDENHAM

HIPÓCRATES

FONTE: CÁS, História da Universidade Luso-Brasileira no período colonial: Universidade de fato (1572-1822), p. 267. [*] Erupção cutânea ⇒ sarampo, escarlatina, erisipela e outras.

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1.2.12 Anexos 1.2.13 Ficha financeira ou previsão orçamentária
A previsão dos custos ou dos gastos de uma pesquisa torna-se necessária quando se trata de demonstrar um órgão patrocinador ou fornecedor de uma bolsa o custo total da pesquisa. A demonstração deve ser detalhada, mediante a apresentação dos comprovantes obtidos através de tomadas de preços de três empresas. Appolinário (2005, p. 247) apresenta um exemplo aleatório de orçamento de uma pesquisa:
ITEM I Despesa com pessoal - Coordenador do projeto (1) - Pesquisador Assistente (1) - Estagiários (2) - Encargos Subtotal II Materiais e equipamentos - Computador (2) - Impressora (1) - Aparelho de videocassete (1) Subtotal III Material de consumo - Papel A4 (20 pacotes) - Cartuchos de tinta (5) - Fitas de Vídeo VHS (12) - Canetas (10) - Lápis (10) Subtotal IV Outras despesas (Diversos) - Aluguel de sala (1) - Passagem aérea (2) - Diária e hospedagem (2 x 5 dias) Subtotal V Despesas finais - Encadernações (10) - Provisão para despesas gerais Subtotal TOTAL GERAL DO PROJETO 45,00 --------280,00 75,00 500,00 9,80 87,50 5,60 0,90 0,80 4.500,00 480,00 399,00 VALOR UNITÁRIO TOTAL (R$)

2.500,00/mês 1.500,00/mês 500,00/mês ----------------

30.000,00 18.000,00 12.000,00 33.000,00 93.000,00 9.000,00 480,00 399,00 9.879,00 196,00 437,50 67,20 9,00 1,80 711,00 3.360,00 1.350,00 5.000,00 9.710,00 450,00 1.000,00 1.450,00 114.750,00

Observação: podem ser incluídas outras despesas como: serviços de terceiros, telefone, fax, passagens, despesas com alimentação, hospedagem, despesas necessárias decorrentes da pesquisa.

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1.2.3 CONCLUSÃO
Um projeto de pesquisa para ser eficiente precisa de vários requisitos essenciais. Dentre eles, destacam-se: • Um assunto – tema – definido de forma lógica, sistemática e abrangente dentro dos parâmetros da natureza do tema e das possibilidades de sua efetivação. • Os objetivos estabelecidos de forma clara, coerente com o tema da pesquisa e consistentes, possibilitando sua concretização ao final da pesquisa. • As hipóteses enunciadas após madura reflexão e de exaustivos estudos, possibilitando sua comprovação mediante a experimentação e a aplicação da metodologia apropriada. • Os pressupostos metodológicos concretizados numa criteriosa seleção dos métodos apropriados ao tema da pesquisa que facultem a obtenção de resultados consistentes. • A revisão da literatura - fundamentação teórica – feita de forma crítica para selecionar o suporte teórico e científico que contribua para a efetivação de uma pesquisa sólida e consistente.

1.2.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO
01 Levou na devida conta os pressupostos indicadores na escolha do tema relacionado ao assunto da pesquisa? 02 Foi suficiente o processo reflexivo-analítico em relação à natureza e ao teor do tema escolhido a fim de propiciar sua definição adequada e completa? 03 Amadureceu, de forma suficiente, a escolha do tema a fim de torná-lo consistente, propiciando sua segurança e sua convicção de uma decisão acertada? 04 Definiu o tema – problema – de forma denotativa, objetiva e completa de modo a evidenciar seus componentes estruturais e a propiciar total compreensão da natureza dos mesmos? 05 Usou, para tanto, as fontes referenciais, os dicionários como auxílio na elaboração adequada, completa e hermenêutica da definição e delimitação do tema?

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06 Foi, devidamente, explicitado e delimitado o teor do tema dentro dos parâmetros operacionalizáveis de modo a obter, com a execução do projeto, resultados concretos e convincentes, isto é, conhecimentos consistentes, descoberta da verdade ou correção de um erro? 07 Empregou todos os questionamentos possíveis sobre o tema a fim de enunciar o problema com clareza em busca de seu equacionamento? 08 Foi devidamente consolidada a justificativa dentro das perspectivas pessoal (subjetiva, conotativa) e racional – técnico-científica – (objetiva, denotativa)? 09 Foram enunciados os objetivos (gerais e específicos) após madura análise e reflexão sobre a definição do tema – problema – de modo a torná-los coerentes com a proposta e a concretização da pesquisa? 10 Analisou os objetivos na perspectiva de sua operacionalização mediante a adoção de procedimentos adequados? 11 São coerentes, consistentes e abrangentes os objetivos anunciados em relação à proposta da pesquisa, à execução e à conclusão da mesma? 12 Foram elaboradas as hipóteses em decorrência de um estudo aprofundado do tema da pesquisa de modo a tornar seu enunciado claro, objetivo e consolidado? 13 Pensou, ao elaborar as hipóteses, nos procedimentos que deviam ser usados para sua comprovação? 14 Procurou as respostas dos questionamentos constantes no item, 2.5.2, do capítulo 8 do MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO (p. 110). 15 Foram às hipóteses embasadas, solidamente, na revisão da literatura, nos objetivos e na adequação dos métodos para testar sua comprovação? 16 Pretende elaborar um projeto para que tipo de pesquisa: de campo? De laboratório? Bibliográfica? 19 Analisou, detidamente, a metodologia (instrumentos e equipamentos) adequada a empregar na execução do seu projeto para o tipo de pesquisa selecionado? 20 Os métodos (instrumentos e equipamentos) selecionados vão conseguir comprovar as hipóteses e efetivar os objetivos da pesquisa? 21 Seguiu, criteriosamente, todas as fases indicadas para a elaboração das hipóteses constantes no item 1.2.5, p. 23-26, de modo a enunciá-las de forma objetiva e consistente? 22 Fez um levantamento completo e seleção criteriosa das fontes referenciais a fim de fundamentar suas hipóteses e vinculá-las à proposta da pesquisa? 23 É suficiente o conjunto as fontes levantadas para a consolidação do projeto e sua execução para chegar a resultados fidedignos?

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24 Seguiu as indicações práticas em relação à revisão a da literatura para boa fundamentação do seu projeto, execução e conclusão da proposta da sua pesquisa? Elas contribuíram de forma eficiente para essa tarefa? 25 Estruturou de forma completa a introdução do seu trabalho científico de modo a conter todos os elementos estruturais da proposta da pesquisa? 26 Fez menção da metodologia científica adotada e do tipo de revisão da literatura selecionada? Ela expressa bem o teor objeto da pesquisa? 27 Deu, ao final, uma visão síntese do conteúdo que deve ser desenvolvido ao longo da pesquisa? 28 As referências foram registradas em conformidade com as normas da ABNT “Normas de referências e documentação”? (Ver cap. 10, p. 131-153). 29 Fez seu cronograma de forma criteriosa, envolvendo todas as tarefas de uma pesquisa, com um intervalo de tempo suficiente entre uma e outra tarefa? 30 Respondeu a todas as questões aqui postas? Caso afirmativo, pode considerar seu projeto como ótimo, pois está consolidado e pode ser executado com segurança.

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Capítulo 2

PESQUISA EM MATEMÁTICA
Luiz Francisco da Cruz*

Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer (Einstein).

(*) Docente do Departamento de Matemática – Campus da UNESP - Bauru

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2.1 Introdução
A tecnologia se desenvolve num ritmo alucinante. Novas tecnologias são anunciadas quase que diariamente, principalmente depois da era da informática, aliás, setor que mais se desenvolve nos nossos dias. Aquilo que é novidade hoje, em um ano passa ser obsoleto. Isso faz com que o tempo do desenvolvimento de uma teoria matemática e sua utilização seja cada vez menor. A Matemática é uma ciência de múltipla aplicação. Ela está presente em todas as outras ciências, campos de pesquisas e no quotidiano de nossas vidas. Várias pesquisas são realizadas hoje nas áreas centrais da Matemática e importantes resultados estão sendo desenvolvidos. Portanto, espera-se que estes resultados sejam apresentados em periódicos de maior divulgação, para que alguém encontre um modelo real em que tais teorias possam ser aplicadas. O Universo dos problemas matemáticos os quais não temos a menor idéia de como resolvê-los é inesgotável. Ao mesmo tempo, a toda hora, as outras ciências, colaborando com a Matemática, sugerem uma série de novos problemas matemáticos cuja solução é relevante e ainda desconhecida. A Matemática, num certo sentido, é uma arte. O matemático desenvolve a Teoria Matemática através da sua intuição do que é fundamental e profundo em Matemática. A análise e a engenhosidade na obtenção da solução de um problema matemático possuem um valor estético intrínseco. Uma série de resultados se encaixam “magicamente” num resultado final que, ou surpreende, ou encanta ou nos coloca uma pulga atrás da orelha: será que isto é mesmo verdade? A demonstração matemática é enfim o que vai precisar se o resultado está certo ou errado. Ela desempenha o papel que a experiência desempenha na Física. É ela o referencial da veracidade ou não do resultado matemático. Exatamente por causa da prova matemática, um resultado matemático é eterno. É válido hoje como também será válido daqui a milhares de anos. Mas isso só é possível com a Pesquisa em Matemática. De um modo geral existem três linhas de pesquisa em matemática: Educação Matemática, Matemática Pura e Matemática Aplicada. A primeira

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intimamente ligada à linha de pesquisa em Ensino e Educação, as quais já estão contempladas em capítulos anteriores, portanto, vamos nos ater as duas últimas.

2.2 Pesquisa em Matemática Pura
É importante ressaltar ao leitor que estamos nos referindo às pesquisas matemática realizadas nos centros de pós-graduação, dando uma continuidade aos estudos realizados na graduação, com objetivo de desenvolver uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado. Pesquisas isoladas, no caso de pesquisadores já formados também podem ocorrem, mas não é objetivo deste capítulo. A pesquisa realizada em Matemática Pura compreende, basicamente, três grandes áreas: Álgebra, Análise, Geometria e Topologia. Cada uma destas grandes áreas se divide em subáreas. Dentro da Álgebra existem linhas de pesquisa em Álgebra Comutativa, Formas Quadráticas, etc. Na Análise são várias as linhas de pesquisa como, por exemplo: Equações Diferenciais (Ordinárias, Funcionais e Parciais), Equações Integrais, Teoria da Aproximação, entre outras. Já em Geometria e Topologia encontramos subáreas como Geometria Diferencial, Singularidades, Topologia Algébrica, e outras. Pesquisa em Matemática Pura é "árida". Desenvolver resultados inéditos nesta área é um grande desafio, mesmo para os grandes matemáticos. Apesar de existirem muitos problemas insolúveis ainda na matemática, teorias para serem desenvolvidas e outras para serem melhores, resultados considerados inéditos e de grande expressão, pela comunidade científica, não aparecem com freqüência, muito pelo contrário. Assim, de uma forma geral, os centros de pesquisas têm adotado uma postura no que se referem, principalmente, as dissertações de mestrado e as teses de doutorado, considerando estas como sendo o início da carreira de um professor pesquisador. Geralmente as dissertações de mestrado são análises, investigações, novas abordagens e aplicações de artigos científicos já consagrados, mesmo parte deste ou mesmo apenas um capítulo ou um tópico. Cabe ao professor orientador, com sua experiência, orientar o aluno na escolha de um determinado assunto a ser

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pesquisado, que seja de afinidade com linha de pesquisa do mesmo, para que este trabalho seja considerado e julgado como uma dissertação de mestrado pela banca examinadora. Uma vez definido o assunto, o aluno deverá fazer uma revisão bibliográfica completa, consultando novos artigos científicos, livros, revistas, etc., para tomar ciência sobre tudo o que já foi produziu sobre o assunto de sua pesquisa, com o objetivo de se aprofundar no tema escolhido, não repetir procedimentos já realizados em outros trabalhos e ter contato com as opiniões e conclusões de outros pesquisadores sobre as dificuldades apresentadas, as conclusões importantes, comentários sobre a viabilidade do prosseguimento da pesquisa e questões que ficaram em aberto, as quais poderiam ser melhor exploradas. Depois da revisão bibliográfica concluída o aluno terá uma noção exata sobre o que realmente deverá desenvolver no seu trabalho, ter a segurança de estar pesquisando algo que traga, efetivamente, alguma contribuição para a área de pesquisa em questão. Passando para a etapa de desenvolvimento do tema escolhido, na qual devem constar toda a metodologia utilizada, os procedimentos, as argumentações pertinentes, os cálculos e as demonstrações matemáticas, quando for o caso, ou seja, tudo aquilo que metodologicamente seja necessário para que os objetivos propostos sejam alcançados. É importante que tudo esteja muito bem fundamentado e explicado para que um futuro leitor seja capaz de entender o que está sendo proposto e tenha condições de reproduzir o que se pretende. Nesta etapa, muitas vezes são percebidas novas propriedades, novas metodologias, regras adicionais, generalizações até então não percebidas, fazendo com que o trabalho tome um novo rumo. Não é difícil encontrar relatos de pesquisas que mudaram radicalmente de objetivos por descobrirem novos fatos durante este processo. Aliás, as grandes descobertas foram por acaso. Ao se pesquisar um determinado assunto, acaba-se encontrando outros mais relevantes. No entanto, é necessário determinar um final. Às vezes a pesquisa pode gerar um assunto que demandaria vários anos de investigação e isso nem sempre é possível, ou quase nunca é possível quando se trata da elaboração de uma

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dissertação de mestrado. Portanto, o orientador e o aluno deverão decidir o tanto e até quando prosseguir com a pesquisa. As teses de doutorado em matemática pura passam pelos mesmos procedimentos de elaboração das dissertações de mestrado com alguns poucos pontos distintos. Os centros de pós-graduação exigem que os temas das teses de doutorado sejam inéditos e nunca publicados. Em matemática pura isso não é muito fácil. No entanto, o que temos observado são trabalhos que propõem, para assuntos já pesquisados, uma nova metodologia, propriedades adicionais, uma continuidade e aprofundamento em determinadas pesquisas em aberto, generalizações de alguns tópicos de certas teorias. Na verdade, há muito que fazer e há muito que se pensar. Os especialistas, no caso os orientadores, com certeza sabem muito bem os assuntos relevantes que merecem ser pesquisados.

2.3 Pesquisa em Matemática Aplicada
Como o próprio nome diz, a Matemática Aplicada é a aplicação dos conhecimentos matemáticos em outras ciências e campos de pesquisas, bem como na própria matemática, contribuindo para melhorias, soluções de problemas e propondo novas metodologias. Atualmente a tendência de todas as Ciências é cada vez mais utilizarem a matemática em função do desenvolvimento de Modelos Matemáticos e Modelos Matemáticos Computacionais que descrevem como um fator determinante nas suas aplicações, métodos os fenômenos (determinísticos ou aleatórios) naturais de maneira adequada. Não é difícil encontrarmos aplicações da Matemática Aplicada em campos como a Física, Biologia, Computação, Agronomia, Engenharias, Mercado Financeiro, entre outros. Até na Medicina a Matemática Aplicada está presente. De um modo geral, podemos dizer que ela vem atuando em todas as áreas. Daí sua grande versatilidade e sua grande importância. A pesquisa em Matemática Aplicada compreende diversas áreas, entre elas podemos citar algumas como: Análise Numérica, Computação Científica, Sistemas Dinâmicos e Equações Diferenciais, Física Matemática, Computação Gráfica e Geometria Computacional, Métodos Computacionais de Otimização,

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Investigação

Operacional,

Matemática

Computacional,

e

Financeira,

Biomatemática, entre outras. Diferentemente da Matemática Pura, a Matemática Aplicada trabalha com modelos matemáticos, ou seja, desenvolvimentos e procedimentos matemáticos que são capazes de descreverem e interpretarem os fenômenos físicos ou fenômenos quotidianos. Esses modelos são construídos baseando-se nas informações do fenômeno que se deseja controlar ou do problema de se deseja solucionar. As variáveis e constantes que influenciam no fenômeno devem estar bem definidas e consideradas. As variáveis que devem ser controladas, com certeza são elas que descrevem, matematicamente, o fenômeno dentro do modelo. De uma forma quase que geral, modelos matemáticos aplicados possuem, basicamente, três etapas principais. A primeira é a transformação ou interpretação das variáveis físicas e/ou lingüísticas em variáveis matemáticas, chamadas de variáveis de entrada. A segunda, que seria a parte principal do modelo é o desenvolvimento matemático que determina a solução pretendida. A terceira e última etapa é a transformação ou interpretação da solução matemática apresentada pelo modelo, em variáveis físicas e lingüísticas, chamadas de variáveis de saída. As dissertações de mestrado e as teses de doutorado em Matemática Aplicada, seguem quase o mesmo padrão. A exemplo da Matemática Pura, as dissertações, geralmente, são construções de modelos mais simples, não necessariamente inéditos. Já as teses de doutorado são modelos mais sofisticados, inéditos e nunca publicados. Pelo menos essas são as exigências dos centros de pós-graduação. Do mesmo modo e pelas mesmas razões, como já descrito anteriormente, a Revisão Bibliográfica é de fundamental importância para tomar ciência daquilo que já foi produzido sobre o tema de sua pesquisa. Uma vez concluída a Revisão Bibliográfica, a próxima etapa é o capítulo de Materiais e Métodos. É nesta etapa que será, realmente, desenvolvido o Modelo Matemático do trabalho proposto. A parte dos Materiais é uma descrição de todos os equipamentos utilizados na pesquisa com especificações técnicas dos aparelhos, procedência e dados de fabricação, inclusive licença de softwares originais. Locais da realização

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da pesquisa como instituições, laboratórios, empresas, indústrias, etc., devem ser especificados. Informações geográficas e climáticas (quando for o caso) dos locais e regiões onde foram coletados os dados também fazem parte deste capítulo. Em Métodos serão descritos com detalhes e muito bem fundamentados, todos os passos da construção do modelo matemático. Deve ser apresentado numa seqüência lógica contendo os desenvolvimentos matemáticos, demonstrações, justificativas e citações bibliográficas, para que o leitor possa entender o modelo proposto e seja capaz de reproduzi-lo. As experiências e simulações realizadas para a verificação dos resultados apresentados pelo modelo, nem sempre são feitas em situações reais. Isso ocorre porque, muitas vezes, o modelo se destina a uma aplicação industrial, hospitalar, empresarial ou a algum setor onde as atividades não podem ser interrompidas para realizações de testes e simulações. È muito raro algum setor destes disponibilizarem, mesmo que apenas uma pequena parte, as dependências do seu estabelecimento, ou uma pequena linha de produção. Outra dificuldade encontrada são as coletas de dados. Nem sempre, ou quase nunca, esses setores fornecem espontaneamente dados, manuais técnicos, resultados de simulações, ou informações que julguem relevantes e venham expor os segredos da sua produção. O mercado é muito competitivo e certas informações são guardadas sob sete chaves. Por outro lado, os laboratórios das universidades nem sempre estão totalmente equipados para a realização dos experimentos necessários. Assim, em Matemática Aplica, é muito comum a realização dos testes e simulações em computadores, os quais, hoje em dia, possuem software capaz de tais procedimentos. Na parte de Resultados e Discussão devem ser apresentadas as simulações e os experimentos realizados para a comprovação da eficiência do modelo. Tabelas e figuras explicativas e comparativas devem ser claras apresentando os resultados obtidos nas simulações. Fazer uma discussão detalhada apontando os pontos positivos e negativos do modelo. Discutir a viabilidade de utilização, o custo-benefício de implementação e, se for o caso, uma análise comparativa com modelos tradicionais existentes é sempre interessante.

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2.4 Considerações Finais
Por maior que tenha sido o progresso científico, o homem é dono de um conhecimento parcial, tanto do meio que o cerca como de si próprio. Como domina uma realidade restrita é dono de uma verdade limitada e se espera que os maiores conhecimentos sejam sempre os que estão por acontecer. Daí a importância da investigação científica. A ciência tem como objetivo principal proporcionar, cada vez mais, uma melhor condição de vida a humanidade. Os pesquisadores são os responsáveis em dominar as ciências e através delas, realizarem as grandes descobertas e produzirem resultados e soluções. Portanto, cabe a eles divulgarem suas pesquisas para que a comunidade científica possa ter conhecimento de tudo aquilo que se produz, não desperdiçar tempo e dinheiro em pesquisas já realizadas e ter referências para futuras pesquisas. Se uma pesquisa não é divulgada, ela não fará parte do acervo disponível. Isto é omissão de conhecimento. No mínimo uma falta de ética profissional imperdoável.

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Capítulo 3

PESQUISA DE LABORATÓRIO
Dr. Francisco Gouvêa Júnior *
2

Mantenho seis honestos serviçais. (Ensinaram-me tudo o que sei); Seus nomes são: O Quê, Por quê, Quando, Como, Onde e Quem.
Rudyard Kipling (1902)

2

Agradeço às Profas. Dras. Rita Cássia Menegati Dornelles e Rosa Mary Stopa, pela valiosa colaboração na revisão técnica e a Profa. Vera Alice de Fátima Vargas, pelo prestimoso auxílio na revisão gramatical.

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( * ) Docente do Departamento de Ciências Biológicas da FC - UNESP - Bauru

3.1 Introdução

A curiosidade é uma das características mais peculiares do ser humano. O interesse em desvendar e decifrar a razão e a natureza das coisas provavelmente tenha sido o embrião do que hoje se chama pesquisa. A simples observação dos fenômenos naturais pelos povos antigos como, por exemplo, a correlação dos solstícios de verão e inverno com épocas de plantio e colheita, já poderia ser considerada uma forma incipiente e empírica de pesquisa. Certamente, apesar de fundamentarem-se exclusivamente na necessidade de sobrevivência ou em questões religiosas, quando o fenômeno não parecia ter uma razão plausível, tais fatos acabavam por se constituir em um ou mais conceitos, os quais eram passados para as gerações seguintes. Isto constitui um dos pilares da pesquisa, ou seja, criar conhecimentos e conceitos para, em seguida, transmiti-los. Avançando no tempo, pode-se citar como, Galileu Galilei, ao construir sua primeira luneta e observar a Lua, em 1609, pode caminhar no sentido de confirmar a teoria de que a Terra não era o Centro do Universo, proposta anteriormente por Nicolau Copérnico. Da mesma forma, a observação da queda de uma maçã por Newton, em 1666, foi um dos passos para o estudo e exemplificação das teorias iniciais sobre da Lei da Gravidade. Estas observações feitas por Newton e Galileu, em suas respectivas épocas, foram frutos de suas curiosidades. O aprofundamento, desenvolvimento e a corroboração de suas teorias somente seriam possíveis a partir da criação de metodologias científicas que, dentre vários fatores, incluiriam a elaboração de modelos experimentais cabíveis de reprodutibilidade, a criação e o aprimoramento de instrumentos científicos capazes de evidenciar fenômenos não observáveis de forma direta, enfim, do desenvolvimento de estudos em laboratórios. Exemplificando, as observações feitas por Galileu Galilei, somadas aos de refração óptica de Newton e de outros estudiosos, foram essenciais no desenvolvimento dos potentes telescópios e microscópios que a ciência dispõe atualmente para o estudo dos macro e microcosmo e, para que isto fosse possível, suas teorias foram analisadas, reproduzidas e desenvolvidas em laboratórios de estudos.

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3.2 Conceituação da pesquisa em laboratório
Inicialmente, deve-se entender o que vem a ser um laboratório, uma vez que sua definição não é tão simples como aparenta a princípio. Os laboratórios podem ser definidos de várias formas: os de área básica, como por exemplo, de fisiologia, de genética, de anatomia ou, de forma mais específica, como de fisiologia do sistema reprodutor, de genética de fungos ou de neuroanatomia humana, sendo que esta última definição amplia e fornece uma visão mais clara do ele realmente faz. Outra maneira de definir os laboratórios leva em consideração a sua relação com as ciências básicas e aplicadas. Aqueles voltados para as ciências básicas, fundamentalmente, trabalham no sentido de produzir o conhecimento, ao passo que aqueles direcionados às ciências aplicadas utilizam os conhecimentos obtidos pelos primeiros para o desenvolvimento e aplicação de um produto e geração de novas tecnologias. Como exemplo, em um laboratório de ciências básicas constata-se que uma determinada substância de ocorrência na natureza possui um efeito potencializador sobre a contração uterina enquanto que em um laboratório de ciências aplicadas utiliza-se deste conhecimento para a produção de um fármaco que pode auxiliar no trabalho de parto. Além desses, há um tipo de laboratório mais específico, o de pesquisa clínica, que envolve experimentos com seres humanos ou células de pacientes, com a finalidade de investigar uma doença, uma síndrome, ou até mesmo uma função orgânica normal. Esses laboratórios, geralmente, estão ligados a faculdades de medicina. Independente das suas definições, o ponto fundamental e comum da realização de pesquisa científica em um tipo específico de laboratório é a possibilidade do pesquisador poder reproduzir as condições de um fenômeno a ser estudado e observá-lo sob controle. seu trabalho. Em outras palavras, a pesquisa em laboratório permite ao pesquisador, através do método científico, interferir artificialmente na produção do fato, do fenômeno ou processo ou, ainda, artificializar o ambiente. Dessa forma, ao pesquisador cabe o controle sobre as variáveis relacionadas ao experimento, modificando-as de acordo com os objetivos propostos em

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Geralmente, a pesquisa em laboratório envolve a pesquisa experimental e requer a elaboração de um protocolo de acordo com o(s) objetivo(s) da pesquisa, um roteiro que será repetido tantas vezes quantas forem necessárias, com a mínima variação possível entre eles, a fim de responder a uma ou mais hipóteses levantadas inicialmente. Assim, a pesquisa experimental consiste em experimentar, fazer experiência, onde o fato, o fenômeno ou o processo da realidade é reproduzido de forma controlada, com objetivo de descobrir os fatores que o produzem ou que por ele sejam produzidos, observando as questões éticas, material a ser coletado, duração, custos, recursos humanos e financeiros disponíveis. Os experimentos são geralmente feitos por amostragem e, os resultados válidos para uma amostra, por indução, são válidos também para o universo.

3.3 Objetivos
Os objetivos fundamentais deste texto são os de levantar e descrever os tópicos básicos, ao quais os interessados em iniciar um trabalho de pesquisa em um laboratório de ciências devem estar atentos, bem como, minimizar as dificuldades quase sempre encontradas ao se depararem com um ambiente laboratorial.

3.4 Organização geral do laboratório 3.4.1 Rotinas de laboratório
Todo iniciante em um trabalho de pesquisa no laboratório deve estar ciente de que se trata de um ambiente de uso comum e, por essa razão, existem regras que deverão ser seguidas para o andamento adequado do seu projeto, bem como os projetos dos demais. Assim, o estabelecimento de horários de trabalho, a limpeza, a organização e conservação das bancadas, equipamentos, vidrarias e outros materiais, devem ser seguidos e executados rotineiramente com segurança. Nem sempre o horário de trabalho no laboratório seguirá o horário comercial, muitas vezes se prolonga em função do experimento que está sendo realizado ou da disponibilidade de determinado equipamento, dentre outros fatores.

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Manter o ambiente organizado é uma questão importante. Nada mais frustrante do que se necessitar de um determinado material e ou equipamento e encontrálos sujos, fora do lugar de costume ou inoperantes. Sintetizando-se, é de uma rotina adequada e harmoniosa que depende o bom andamento do trabalho em um ambiente laboratorial.

3.4.2 Equipamentos
Quaisquer laboratórios, desde os mais simples até os mais complexos, possuem equipamentos e materiais que lhe são específicos. É fundamental a familiarização com os equipamentos que serão utilizados para o desenvolvimento do projeto, uma vez que o bom andamento e confiabilidade dos resultados obtidos em muito dependerá da sua correta manipulação, utilização e entendimento dos dados que eles fornecem. O avanço tecnológico tem permitido o desenvolvimento de equipamentos cada vez mais específicos, no entanto, nada mais inconsistente do que analisar o resultado de um deles sem se conhecer os princípios básicos a partir dos quais eles foram obtidos. Assim, ao se deparar com um novo equipamento, nada melhor do que ler o seu manual e familiarizar-se com os princípios físicos, químicos ou outros, nos quais eles se baseiam, para a realização das leituras e emissão dos dados.

3.4.3 Segurança
Seja qual for o tipo de laboratório em que se está atuando, ele contará com materiais, equipamentos de precisão e substâncias diversas, que poderão ser contaminantes, de risco biológico, inflamáveis, dentre várias. do meio ambiente. Dessa forma, atenção especial deve ser dada às regras universais de segurança, tanto sua quanto dos demais e Elas envolvem: não comer, beber ou fumar; usar vestimentas confortáveis e adequadas; usar sapatos fechados; usar avental longo de algodão somente dentro do laboratório e não fora dele; não pipetar com a boca e nunca descartar substâncias e materiais de risco diretamente na pia ou no lixo. Além destas regras fundamentais outras poderão ser aplicadas, considerando-se uma ou mais especificidades do laboratório, como por exemplo, o uso de vestimentas especiais durante a manipulação de material radioativo.

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3.5 Organização de um experimento 3.5.1 Iniciando um experimento
A pesquisa em laboratório, como já mencionado, consiste em experimentar, em se fazer experiências. A razão dessa experimentação é criar ou elaborar meios para se testar a validade da hipótese prévia. Em outras palavras: - O que é preciso fazer para verificar se uma questão aventada é procedente? Tomando como exemplo a hipótese de que uma substância extraída de determinada planta possua ou não efeito psicotrópico, a experimentação na área básica somente poderá ser realizada em animais de laboratório. Para o seu desenvolvimento, além da escolha do animal, será necessária a elaboração de um protocolo de experimentação, aprovado pelo comitê de ética experimental, que determinará: as doses da substância a ser administrada; os horários das administrações; os equipamentos para os testes de ansiedade; os intervalos de tempo entre as administrações e os testes, dentre outros. Nesse momento, está-se realizando o delineamento do experimento, que é de fundamental importância para o levantamento inicial dos materiais e equipamentos que serão necessários para o desenvolvimento adequado da experimentação. Em suma, inicialmente se faz uma pergunta e, a partir dela, inicia-se o esboço do que será necessário para testá-la em ambiente experimental, com controle da situação e utilização de instrumental específico e preciso. Embora pareçam simples a princípio, alguns experimentos iniciais terão que ser realizados – os denominados experimentos pilotos. Estes experimentos têm a finalidade de minimizar imprevistos que poderão surgir no decorrer da pesquisa, pois, nada mais frustrante do que se chegar à metade de um projeto e ter que encerrá-lo por uma falha que poderia ter sido sanada no início. Considere-se também o fato de que eles serão úteis para que o iniciante adquira as habilidades motoras para a execução dos experimentos. Mesmo tomando esse cuidado, inevitavelmente, os imprevistos poderão surgir no decorrer do desenvolvimento da pesquisa, fato que pode ser salutar no sentido de modificar ou mudar o rumo da pesquisa ou até adicionar algo a ela, ou seja, um acontecimento ou resultado inesperado nem sempre é produto de erro metodológico, podendo ser uma resposta específica naquele momento e que poderá dar origem a uma nova hipótese. Em outras palavras, é mais conveniente avaliar cautelosamente um resultado diferente daqueles que estão sendo obtidos do que lhe atribuir um erro inexplicável e descartá-lo.

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3.5.2 Criando os grupos controle e experimental
Para se testar qualquer hipótese, especialmente na área das Ciências Biológicas é necessário criar um grupo controle para cada variável a ser testada. A finalidade deste procedimento é a de verificar o que ocorre sem a introdução da variável. Tomando o mesmo exemplo já citado sobre o possível efeito psicotrópico de uma substância extraída de determinada planta, a validação dos resultados obtidos no grupo de animais experimentais, ou seja, que receberam a substância, somente poderá ocorrer se comparados aos resultados de um grupo de animais que não a recebeu, ou ao qual foi administrado soro fisiológico.

3.5.3 Coletando e anotando os dados
Com o protocolo experimental delineado, os materiais e equipamentos definidos e a técnica dominada, a coleta de dados passa a ser um trabalho de repetição e rotineiro. As experimentações serão repetidas tantas vezes quantas forem necessárias, considerando o número de indivíduos de cada amostra propostos no projeto e, em algumas vezes, os experimentos deverão ser realizados em duplicatas ou até em triplicatas. Em todos os casos, é conveniente ter à mão um roteiro a ser seguido – o protocolo experimental, que nada mais é do que a descrição, passo a passo, dos procedimentos a serem seguidos em cada experimento, o mais fielmente possível. Este cuidado tem por finalidade minimizar fatores de variação entre os experimentos e aumentar a fidedignidade dos resultados. Tão importante quanto coletar os dados obtidos pelos experimentos é anotá-los adequadamente. Para isto, nada melhor do que um caderno do tipo brochura. Esta menção pode parecer estranha diante dos inúmeros recursos de informática disponíveis atualmente, porém, o risco de perda dos valiosos dados será muito menor. Além disto, qualquer ocorrência ou observação durante a realização de cada experimento poderá ser facilmente anotada.

3.5.4 Tabulando e analisando os dados

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Ao final da coleta, ou quando se dispõe de uma quantidade significativa de dados, dá-se início à fase de tratamento dos mesmos. Atualmente, encontra-se uma grande variedade de programas computadorizados que, em muito, facilitam o trabalho. Eles permitem ao pesquisador uma fácil tabulação dos dados e rápida análise estatística. A única atenção e cuidado necessários referem-se ao tipo de análise a ser escolhida e, principalmente, ao entendimento dos resultados que ela fornece. Há cerca de duas décadas o tratamento dos dados, desde a sua tabulação até a análise estatística, era realizado no papel, contando somente com o auxílio de máquina de calcular e demandando muito tempo. A informatização dos procedimentos estatísticos eliminou essa dificuldade, no entanto, novamente ressalta-se a necessidade de se saber o quê significam os resultados fornecidos por esta ou aquela análise estatística. Recomenda-se ao iniciante pouco familiarizado com a estatística, uma breve análise dos dados que obteve utilizando o Teste “t”, que, embora relativamente simples, permitirá uma maior compreensão e assimilação sobre o que a análise estatística pode proporcionar ao seu estudo.

3.5.5 Apresentando os resultados
Os resultados obtidos pela análise estatística são, como para o tratamento dos dados, facilmente apresentados e de diversas formas. A escolha de uma ou outra forma de representação é muito particular, mas deve recair naquela que melhor destaque os resultados. Alguns pesquisadores preferem apresentá-los somente em tabelas, outros em gráficos. Independentemente do tipo escolhido, todas as formas devem ser autoexplicativas, buscando facilitar o entendimento para o leitor.

3.5.6 Discutindo os resultados e concluindo a pesquisa
Toda pesquisa laboratorial e experimental tem como objetivo final responder a uma hipótese inicial. Para que esta resposta seja dada e aceita cientificamente é necessário um referencial teórico que lhe dê suporte. Da mesma forma que, ao se iniciar uma pesquisa, busca-se na literatura a existência de teorias ou conceitos que fundamentarão o trabalho, após a obtenção de novos resultados, novos referenciais teóricos serão necessários para discutir o que se obteve. No entanto, apesar da necessidade deste suporte, a discussão permite ao realizador da pesquisa certa liberdade de expressão, logicamente que sem fugir do rigor

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científico, uma vez que é possível acontecer de um determinado resultado não ter uma referência concreta e definitivamente comprovada na bibliografia levantada. Por fim, todo o trabalho realizado desde o início da pesquisa, que pode ter levado meses ou anos, deve ser concluído. Nela, o pesquisador se restringe a dizer em poucas linhas a que ponto o trabalho o conduziu e, para escrevê-la, deve-se estar atento ao(s) objetivo(s) que foram inicialmente propostos. É comum se observar certa frustração em iniciantes na pesquisa laboratorial, especialmente quando há um resultado final considerado não estatisticamente significante. No entanto, convém lembrar que toda pesquisa parte da hipótese nula, ou seja, da não existência de diferenças e, portanto, as conclusões onde as diferenças não aparecem, possuem o mesmo valor científico.

3.6 Conclusão
Um ambiente de laboratório é um dos locais mais excitantes e agradáveis para o pesquisador. Nele é possível aplicar os conhecimentos adquiridos, desenvolvê-los e gerar novos conhecimentos. Apesar de toda sua complexidade, da sua rigidez de regras, da exigência de disciplina, de horários muitas vezes não usuais, do longo tempo de dedicação, nele se concentram pessoas com objetivos afins, que discutem, compartilham idéias e formam uma organização social complexa que têm a pesquisa experimental como suporte – e recompensa, para a geração e transmissão de conhecimentos.

3.7 Um Exemplo de Pesquisa em Laboratório
O resumo abaixo apresentado é fruto do trabalho de pesquisa experimental em laboratório realizado por uma acadêmica do Curso de Graduação – Licenciatura em Ciências Biológicas e que resultou na apresentação dos resultados em congresso de iniciação científica e na sua monografia de conclusão de curso.

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EFEITO DO ANIL SINTÉTICO SOBRE A REATIVIDADE DA MUSCULATURA LISA DO DUCTO DEFERENTE DE RATOS WISTAR. C. R. Silva; F. Gouvêa-JR GouvêaLaboratório de Fisiologia e Farmacologia Departamento de Ciências Biológicas – Faculdade de Ciências – UNESP/Bauru

INTRODUÇÃO O anil sintético tem sido utilizado como método contraceptivo em animais domésticos no meio rural, o que leva ao questionamento sobre sua ação na reatividade do músculo liso do ducto deferente e na condução espermática. Estão presentes nessa musculatura adrenoceptores α1 e β2, cuja ativação causa contração e relaxamento, respectivamente.

RESULTADOS A análise estatística mostrou uma redução significativa (p<0,05) nos parâmetros de pD2, em média e erro-padrão, de 5,40 ± 0,03 para 4,61 ± 0,17 (gráf. 01 ) e de ρ (gráf. 02) de 0,5 ± 0,04 para 0,25 ± 0,07, nos grupos controle e experimental, respectivamente.
100

% de contração

75 50 25 0 10 -8

Controle Anil Sintétic o

OBJETIVOS Verificar se a incubação do ducto deferente de ratos em solução de anil sintético influencia a sua reatividade à adrenalina. MATERIAIS E MÉTODOS Os ductos deferentes de nove ratos foram isolados e preparados para registro in vitro da contração isotônica longitudinal. Como controle, a reatividade de cada ducto foi testada pela determinação da curva dose-resposta induzida pela adrenalina. Seguiu-se o mesmo procedimento para cada ducto, após lavagem, descanso e 20 minutos de incubação em solução de anil 0,0025%, formando o grupo experimental. Determinou-se os parâmetros de pD2 e responsividade relativa (ρ) para ambos os grupos.

10 -7

10 -6

10 -5

10 -4

10 -3

Log Doses Adrenalina

Gráfico 01 – Curva logarítimica dose-resposta à adrenalina dos grupos controle e incubado com anil sintético, em média e erro-padrão (n=09).
100

% de contração

75 50 25 0 Controle Anil BaCl 2

* *

Gráfico 02 – Responsividade relativa do grupo controle e experimental. * Diferença estatisticamente significante (p < 0,05) n=09

CONCLUSÃO A análise dos resultados permite concluir que o anil sintético em concentrações de 0,0025%, diminui a reatividade da musculatura lisa do ducto deferente à adrenalina, caracterizando um bloqueio nãocompetitivo.

70

Capítulo 4

TRATAMENTO DOS DADOS E ELABORAÇÃO DOS RESULTADOS

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Momento excitante para o pesquisador aquele em que se encontra enfim posse de seus dados em que se esforça em ver ‘no que isso vai dar’! Mas impressão inicial se verifica amiúde decepcionante, sobretudo para aqueles que, menos experientes, não estão prevenidos: os dados ainda estão em bruto, não “dão” quase em nada. Os fatos e os números nunca falam espontaneamente, e a tarefa do pesquisador acha-se longe de ser finalizada. Falta-lhe muito a fazer antes que possa fechar o círculo que liga o que emergirá da sua investigação ao problema que a lançou. Por enquanto, ele está sempre na etapa da verificação eu deve ainda estudar seus dados relação à hipótese, isto é, proceder à análise e à interpretação das informações colhidas para, em seguida, chegar à etapa da conclusão. Mas análise e interpretação não são imediatamente possíveis. Os dados que o pesquisador tem em mão são, de momento, apenas materiais brutos: [...]. Esses dados precisam ser preparados para se tornarem utilizáveis na construção de saberes. O pesquisador deve organizá-los, podendo descrevê-los, transcrevê-los, ordená-los, codificá-los, agrupá-los em categorias [...]. Somente então ele poderá proceder às análises e interpretações que o levarão às suas conclusões (LAVILLE; DIONNE, 1999 p. 197).

4.1 INTRODUÇÃO 4.1.1 Conceituação
Esta é um das fases fundamentais de uma pesquisa, nela os dados são tabulados e agrupados, metodologicamente, conforme sua natureza, e representados em tabelas, gráficos e imagens a fim de melhor interpretá-los mediante a análise minuciosa e criteriosa para sistematizá-los, de forma concreta, nos resultados a serem discutidos e representados.

4.1.2 Objetivos
As orientações práticas contidas neste capítulo visam: • Ampliar e consolidar as normas anteriormente estudadas.

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Facilitar a elaboração dos dados e sistematizá-los em resultados.

4.2 DESENVOLVIMENTO 4.2.1 Tabulação 4.2.1.1 Conceituação
A tabulação das alternativas do questionário, a quantificação das respostas e a elaboração dos dados – representadas pela totalização de cada item - seguem etapas distintas, feitas criteriosamente com métodos apropriados para assegurar que os resultados sejam a lídima expressão dos respondentes (amostragem ou universo) do questionário da pesquisa.

4.2.1.2 Primeira etapa
A primeira etapa é levada a efeito mediante a execução de várias tarefas dentre elas: Fazer uma análise preliminar dos questionários para estabelecer estratégias de tabulação. Totalizar a primeira questão de cada questionário, registrando num questionário não respondido cada alternativa assinalada, adotando o quadradinho cortado por uma diagonal, correspondendo cada traço uma resposta, totalizando cinco. Estabelecer as categorias das respostas livres, registrando-as numa folha específica. Respostas idênticas ou com sentido igual, porem redigidas de forma diferente e as diferentes são assinaladas como o mesmo sistema das alternativas sugeridas. Adotar o mesmo procedimento com as demais questões. Registrar comentários resultantes das análises preliminares a tabulação das respostas dos questionários.

4.2.1.3 Segunda etapa
A segunda etapa é levada a efeito mediante a execução de várias tarefas dentre elas:

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Organizar os resultados por grupos de categorias. Ordenar as respostas dos grupos de categorias em ordem numérica decrescente, bem como as respostas livres. Montar tabelas, gráficos e ilustrações, conforme faculta a natureza do assunto. Estabelecer relação entre s resultados e a proposta da pesquisa Fazer anotações e comentários, numa folha À parte, seguindo a seqüência da estrutura prévia organizada do trabalho. Consolidar os resultados a partir da ordenação dos dados em categorias e em função da proposta da pesquisa. Tentar estruturar as seções ou capítulos, mesmo que provisoriamente, para facilitar a etapa seguinte.

4.2.2 Interpretação e discussão dos resultados
A interpretação e a discussão dos resultados são levadas a efeito mediante a execução de várias tarefas, a partir dos resultados da proposta da pesquisa: • Analisar os resultados constituídos pelo registro fiel da interpretação dos dados organizados, sistematizados e estudados, de conformidade com a proposta da pesquisa, mediante a aplicação de vários procedimentos metodológicos para serem consolidados em conhecimentos científicos. • Verificar a existência de inter-relação entre as categorias, com base na proposta da pesquisa. • Fundamentar a análise lógica, de forma minuciosa e metodológica, em relação aos resultados consolidados de cada questão, a partir da proposta inicial da pesquisa. • Fazer uma análise crítica dos resultados com vistas a extrair deles os conhecimentos com o uso de vários métodos, sobretudo com a aplicação da análise lógica, indutiva e dedutiva. • Buscar subsídios para consolidar os conhecimentos inferidos ou produzidos com base na análise dos resultados e confrontar o domínio sobre o tema pesquisado com vistas à ampliação dos conhecimentos existentes..

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Construir uma linha de argumentação com provas, deduções induções, reflexões em relação aos resultados com o objetivo de sistematizar e consolidar os conhecimentos, na tentativa de estruturar uma teoria científica. Consolidar os conhecimentos mediante a argumentação e a

demonstração da prova na busca dos resultados finais, consistentes e coerentes, como forma de preparação da redação dos conhecimentos produzidos em decorrência da pesquisa cuja sistematização resulta numa teoria científica. Uma discussão lógico-metodológica dos resultados de uma pesquisa pode contribuir para a redação do trabalho científico de forma coerente e consistente, para a compreensão da leitura do seu texto redigido, para evidenciar as conclusões ou considerações finais lógicas e fundamentadas e, sobretudo, transmitir segurança sobre os conhecimentos produzidos e servir de referencial para outras pesquisas.

4.3 CONCLUSÃO
A elaboração consistente de um trabalho científico depende da forma metodologia – adotada na coleta e, sobretudo, no tratamento dos dados e da organização dos resultados, facultando ao pesquisador sua análise e discussão, sua argumentação e prova. Tais procedimentos facilitam o enunciado de sua conclusão,

4.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO
01 Fez uma análise preliminar dos instrumentos preenchidos da coleta de dados antes de iniciar a tabulação? 02 Adotou e seguiu procedimentos adequados para fazer a quantificação dos dados? 0 3 Executou de forma completa as tarefas correspondentes à primeira etapa da quantificação dos dados? 04 Organizou as categorias dos resultados com base em que critérios? 05 Montou tabelas dentro dos padrões estabelecidos pelo IBGE? 06 Elaborou gráficos condizentes com os resultados de forma técnico-estética? Eles contribuem com o teor qualitativo do assunto da sua pesquisa e com a fidedignidade dos seus resultados?

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07 Fez análise, comentários e anotações ao longo da elaboração dos dados e organização dos resultados? 08 Organizou o roteiro do seu trabalho ou o aprimorou ao longo da realização das tarefas de quantificação dos dados e da elaboração dos resultados? 09 Analisou os resultados da pesquisa com base em que métodos? Foi completa e consistente essa análise? 10 Consolidou os resultados mediante o emprego de que métodos? 11 Seguiu as orientações do capítulo 11 do MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO (A Lógica num trabalho científico: redação à luz dos pressupostos lógicos, p. 147-157)? 12 Buscou subsídios na revisão da literatura que fundamentou sua pesquisa para consolidar, discutir e provar seus resultados? 13 Consolidou os conhecimentos – a teoria – decorrentes dos resultados da pesquisa com base em que métodos? Em que argumentos? Em que provas? chegar às conclusões consistentes da sua pesquisa? Os procedimentos adotados foram suficientes para a demonstração da verdade e

Capítulo 5

ICONOGRAFIA normas para a apresentação

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das ilustrações

Conforme provérbio chinês “uma imagem vale por mil palavras”, dá bem a dimensão do valor uma ilustração contida num trabalho científico. Uma imagem que evidencie o significado de uma mensagem que ela transmite consolida, ratifica e enfatiza a parte da pesquisa que ela ilustra. Dada a importância da ilustração contida num trabalho acadêmico, seu uso deve ser adequado e na justa medida para poder contribuir, evidenciar, complementar seu conteúdo redigido.

5.1 INTRODUÇÃO 5.1.1 Conceituação
Iconografia é a arte de representar dados através de imagem para ilustrar algo, isto é, no caso resultados de um trabalho científico. O termo tem sua origem no grego: Eikon = ícone, imagem, retrato ou quadro. Grafe = desenho, quadro, arte de escrever (desenhar). A ilustração de um trabalho acadêmico implica numa arte de apresentar os resultados de uma pesquisa através de gráficos dos mais variados tipos (em especial, tabelas, quadros, figuras, gráficos) , levando em conta que uma imagem é mais eloqüente do que uma descrição retórica, literária. Uma ilustração – iconografia - em trabalho científico exige arte na sua realização; proporcionalidade e estética na sua apresentação; exige objetividade, clareza, evidência dos dados que representa.

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5.1.2 Objetivos
A explanação deste capítulo visa alcançar os seguintes objetivos: • Conscientizar o acadêmico sobre a existência dos vários tipos de ilustrações e sobre o seu uso como um elemento fundamental na compreensão e fundamentação dos seus trabalhos científicos. • Ressaltar a importância e a necessidade do uso adequado dos gráficos nos seus trabalhos, pois eles contribuem para sua melhor interpretação e seu maior enriquecimento.

5.2 DESENVOLVIMENTO 5.2.1 Tipos
A ABNT NBR 14724:2005 menciona um rol de tipos de ilustrações que podem ser usadas nos trabalhos científicos, como: desenho, esquemas, fluxogramas, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros. Entre as ilustrações que podem ser usadas nos trabalhos científicos citamse: Fotos, em preto e branco, coloridas e acompanhadas das respectivas legendas explicativas. Filmes, documentários usados como complemento ou como confirmação dos resultados. CD-rom, contendo os mais variados informes e as mais diversas ilustrações em relação ao trabalho científico, anexado ao texto, na parte interna da contracapa. Desenhos dos mais variados tipos, esquemas, coloridos ou não, usados para ilustrar e ressaltar os resultados. Quadros, ilustrações semelhantes às tabelas, porém diferenciados delas por conterem mais palavras do que números e têm suas laterais fechadas. Tabelas (Ver capítulo anterior). Gráficos, informações representadas de várias formas, sendo as mais usadas: colunas, barras, histogramas e os vetores. Gravuras, caracterizadas por serem ilustrações extraídas de obras pesquisadas cujo teor consolida a informação escrita do trabalho. Organogramas e fluxogramas representam uma estrutura organizacional e sua fluência.

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Figuras compõem o conjunto de ilustrações, imagens. Lâminas, caracterizadas por uma folha ou chapa que contenha algo pintado, gravado ou retratado ou uma publicação composta por uma só folha.

5.2.2 Algumas normas 5.2.2.1 A ABNT
O órgão normativo prescreve: Os identificadores das ilustrações devem constar na parte inferior dos gráficos. Porém o IBGE (1993, p. 45-6) os coloca na parte superior, bem como a Universidade Federal do Paraná (2001, p. 31-33) e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e social (2001, p. 23-41). Acrescente-se a essas menções, a norma da própria ABNT, acima citada, (2005, p. 7) afirmando que “o projeto gráfico é da responsabilidade do seu autor”. A designação denominada de gráfico ou de figura, seguida do número (em continuidade dos anteriores) deve ser separada do título por um hífen. O título deve ser grafado de forma sucinta e clara, localizado o mais próximo possível de sua menção do texto. Exemplo:
Gráfico 2 – RESULTADOS OBTIDOS PELOS ALUNOS DO BRASIL NO EXAME DO ENADE/2005 DE UM TOTAL DE 40 PONTOS
f 12 11 10 09 08 07 06 05 04 03 02 01 PONTOS 11-13 14-15 16-17 18-19 20-21 22-23 24-25 26-27 28-29

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5.2.2.2 Normas para a elaboração e apresentação dos quadros
Para a inclusão ou confecção de quadros ilustrativos nos trabalhos acadêmicos deve-se seguir as seguintes normas: Denominação: QUADRO seguido do número (inicial ou em continuidade) e do hífen. Título grafado, de preferência, em caixa alta (caracteres maiúsculos), tamanho dos caracteres menor do que o do corpo do trabalho e sem ponto final. Representação feita por linhas horizontais para separar: O cabeçalho - cadeiras e especificações, linhas das informações. As células contendo indicações: ano, complementos e autores. As linhas verticais para separar a coluna indicadora (nome das cadeiras). As células que contêm os dados ou números (ano, desdobramentos da cadeira e o nome dos autores correspondentes). As laterais são fechadas. Exemplo:

QUADRO 10 – GRADE CURRICULAR DO CURSO – FACULDADE – DE MATEMÁTICA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, ORGANIZADA A PARTIR DA REFORMA DE 1772. DURAÇÃO DO CURSO: 04 ANOS. CADEIRAS/ ESPECIFICAÇÕES ANO COMPLEMENTOS Aritmética Geometria Elementar Trigonometria plana Metafísica História Natural Álgebra Elementar Geometria Elementar Cálculo Infinitesimal Cálculo diferencial e Integral Metafísica Geometria Sublime e Transcendental Física Experimental [...] AUTORES EUCLIDES ARQUIMEDES PROCLO LINEU

GEOMETRIA

ÁLGEBRA

EUCLIDES BEZOUT BEZOUT PROCLO EUCLIDES MUSKAEN E BROEK [...]

[...]

[...]

FONTE: Quadro montado com dados extraídos dos ESTATUTOS, 1772, v. III, Ap. CÁS (1996, p. 294). NOTAS: O quadro acima refere à Tese defendida na UNESP – Marília Prof. Danilo Da Cás: UNIVERSIDADE LUSO-BRASILEIRA: Universidade de fato (1572-1822), 1996.

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Dimensão quando ultrapassar o espaço da folha, adotar o mesmo procedimento usado na tabela (cap. II, Manual., p. 47-48). Notas e observações registrá-las no rodapé do quadro (Ver normas adotadas nas tabelas, p. 76).

5.2.2.3 Procedimentos para o uso de figuras
Figuras são constituídas por um conjunto de elementos ilustrativos (desenhos, imagens, estampas, mapas, plantas, lâminas, pirâmide etária, diagrama, fluxograma, cronograma) que contribuem para consolidar, demonstrar e visualizar os resultados de uma parte da pesquisa ou trabalho científico para propiciar uma melhor compreensão. Sua apresentação deve seguir algumas normas: Denominação grafa-se FIGURA, número, seguido do hífen, de forma semelhante aos procedimentos adotados na designação da tabela ou do quadro. Elaboração pelo autor do trabalho, feita em papel vegetal para que, ao copiá-la, fiquem preservados os detalhes e a resolução perfeita da figura. Título seus dizeres devem ser breves, objetivos, claros e precisos por ser explicativo do teor da figura. Legenda colocada logo abaixo da figura, deve ser clara, precisa e objetiva. Fonte grafa em caixa alta, AUTOR (sobrenome), ano, página. Notas de rodapé da figura, ver os procedimentos adotados no gráfico ou no quadro. Exemplo de um cronograma:
QUADRO 9 – SUGESTÃO DE UM CRONOGRAMA PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA PESQUISA

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TEMPO

/

6º.

10º 11º

12º

13º

14º

TAREFAS Levantamento das fontes Leituras Montagem do projeto Seleção da metodologia Levantamento de dados Tabulação dos dados Análise dos dados Organização/iconografia Redação provisória Revisão Redação final

BIM BIM BIM BIM BIM BIM BIM BIM BIM BIM BIM BIM BIM BIM g g g g g g g g g g g g g g

5.3 CONCLUSÃO
A iconografia localizada - no corpo do trabalho ou nos seus complementos – contribui para suas ilustração e melhor compreensão do seu teor. Para tanto, deve se adequada e usada de forma criteriosa a fim de visualizar ou de consolidar os resultados da pesquisa.

5.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO
01 Quais foram os critérios adotados para a seleção das ilustrações (tipos e número) para consolidar sua pesquisa? 02 Quais foram os requisitos que levou em conta na elaboração das ilustrações? 03 Quais foram os tipos de ilustrações selecionados para elucidar ou consolidar os resultados do seu trabalho? 04 Os tipos de ilustrações selecionados e incorporados na seu relatório da pesquisa são os mais adequados e convincentes? 05 Os identificadores das ilustrações constantes na parte inferior das mesmas são completos, não deixando dúvidas sobre sua origem ou sua autoria? 06 A designação - número, título – está redigida de forma sintética e objetiva, é clara, completa quanto ao seu teor? 07 Na elaboração das ilustrações seguiu rigorosamente as normas exigidas? 08 A inclusão de uma ilustração extraída de alguma fonte, fez as devidas referências, respeitando a produção intelectual de outrem ou da sua autoria?

82

09 O uso das ilustrações foi feito de forma adequada e moderada?

83

Capítulo 6

ICONOGRAFIA: normas para a apresentação tabular

Um gráfico originado de dados bem consolidados de uma tabela, sua imagem e sua mensagem tornam seu significado evidente. A ela também se aplica o provérbio chinês “uma imagem que vale por mil palavras” pois sua comunicação simples, direta e evidente é captada imediato, quase que intuitivamente por quem a vê. Por isso sua elaboração e apresentação devem estar dentro das normas técnico-estéticas a fim de que o teor de sua mensagem seja captado como que intuitivamente, para em seguida deter-se na análise lógico-reflexiva do seu teor.

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6.1 INTRODUÇÃO 6.1.1 Conceituação
Tabela representa a síntese dos dados, metodologicamente, coletados, totalizados e organizados de uma pesquisa com o objetivo de visualizar as informações e de propiciar uma leitura e interpretação imediatas. Um trabalho científico consolida suas informações, conclusões e provas em tabelas, quadros, gráficos e ilustrações. Seu uso deve obedecer a um conjunto de requisitos estabelecidos pelos órgãos técnicos que estão consolidados nas “Normas de Apresentação Tabular” (IBGE, 1993, p. 7-30) e complementados pela ABNT NBR 6024, maio 2003 (numeração progressiva das seções de um documento escrito) e NBR 5892, agosto de 1989 (normas para datar).

6.1.2 Objetivos
Este capítulo visa alcançar os seguintes objetivos: • • Apresentar uma síntese das normas estabelecidas pelo IBGE. Informar os acadêmicos, os pesquisadores e os orientadores sobre o uso correto dessas normas na ilustração dos trabalhos científicos.

6.2 DESENVOLVIMENTO 6.2.1 Conceitos básicos
Tabela é uma forma de apresentação de informações expressas em dados numéricos dentro de espaços e com seus elementos identificadores. Espaços são constituídos por três grandes áreas componentes da tabela (topo, centro e rodapé), conforme o demonstra a ilustração, a seguir. Topo espaços (cabeçalho, coluna, linha e célula) destinados ao registro dos termos identificadores e dos dados numéricos. Rodapé espaço destinado a registrar as informações complementares: fonte, nota geral, nota específica, índice.

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Exemplo:
Tabela 15 - Número das contribuições científico-tecnológicas que concorreram [...]. (Cf. p. 27).

CABEÇALHO Indicadores das categorias das colunas Cabeçalho dos indicadores das colunas numéricas Colunas da totalização de do percentual de cada categoria Total % Células com a totalização das informações e do total do percentual

Contém os termos identificadores das categorias da pesquisa ou os dados coletados Linha da totalização das colunas

Espaço vertical Contém os dados numéricos

Células com a totalização de cada coluna

RODAPÉ reservado para registrar (quando necessário):
Fonte que originou os dados. Nota geral explicativa do conteúdo da tabela. Nota específica destinada a esclarecer um elemento da tabela. Índice remissivo “símbolo remissivo atribuído a algum elemento de uma tabela que necessita de uma nota específica.”

6.2.2 Normas para a elaboração de uma tabela
Identificação numérica (algarismo arábico) é seqüencial e tem início com o termo Tabela seguido do número, do travessão e do Título da tabela. A numeração deve obedecer às normas da ABNT (NBR 6024, maio 2003, numeração progressiva das seções de um documento escrito). Título escrito no topo, contendo os elementos indicadores básicos da natureza e da delimitação temporal (período) e espacial (localização geográfica) dos dados numéricos, sem uso de abreviaturas. Moldura contém os espaços ou as áreas para efetivar o registro de todas as informações necessárias à compreensão, de todos os dados numéricos correspondentes às informações, da totalização de cada elemento indicador da categoria do cabeçalho, da totalização de cada coluna e do percentual de cada categoria. A estruturação da moldura é composta de, no mínimo, de três traços horizontais e paralelos que limitam áreas específicas, contendo cada uma sua função para conter dados específicos (Ver exemplo acima).

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A tabela é aberta nas suas laterais; não contém traços verticais quando trata de um só assunto. Na existência de mais de uma informação, ou quando a informação é muito extensa, faz-se uma segunda coluna na folha, em ordem decrescente em cada folha separadas com um traço vertical. Exemplo:
Tabela 3 – Taxa de crescimento anual da população residente, em ordem decrescente, por Municípios do Estado de Alagoas, no período 1980-1991 (IBGE, 1993, p. 47) Taxa de crescimento anual (%) 8,44 7,07 7,05 Taxa de crescimento anual (%) 3,26 3,19 3,03

Município

Município

Piranhas Campo Grande Barra de São Miguel [...]

Penedo Messias Cajueiro [...]

Cabeçalho da tabela é a área destinada para complementar o teor do título e especificar o conteúdo ou os indicadores das colunas. O indicador da coluna deve ser claro, sucinto e específico (Ver exemplo acima). Indicadores de linha – coluna do cabeçalho da tabela – trazem as categorias objeto da pesquisa. Os indicadores devem ser grafados com palavras ou notações, de forma clara e concisa para favorecer a compreensão. Unidades de medida são redigidos no espaço próprio da área do cabeçalho e podem ser expressas em dado numérico, em porcentagem, em símbolo e/ou em elementos similares. Exemplos: m = metro; R$ = Real (moeda); % = porcentagem; ‰ dado numérico proporcional por mil; 1/1000 = dado dividido por mil ou representa uma escala. Os dados numéricos sempre devem ser expressos em algarismos arábicos. A substituição dos dados numéricos deve adotar as seguintes convenções: • • • • • - dado numérico equivalente a zero. .. não se aplica dado numérico. ... dado numérico não disponível. x dado numérico omitido para evitar a individualização. 0 - 0,0 - 0,00 – etc. dado igual a zero depois de feito o arredondamento de um dado positivo.

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-0 - -0,0 - -0,00 – etc. dado igual a zero depois de feito o arredondamento de um dado negativo.

Quando uma tabela apresentar sinais convencionais, na nota geral devem ser decodificados. Quando a tabela contiver alguma chamada em suas colunas, será explicada na nota específica. A nota remissiva deve ser feita em algarismo arábico entre parênteses, ou entre colchetes ou em exponencial. Quando contiver mais de uma nota: iniciar seu registro de cima para baixo, da esquerda para a direita e ordem crescente. Fonte consignada na primeira linha do rodapé com indicação do sobrenome da pessoa, ou nome da instituição da origem dos dados registrados. Em ambos os casos, citar o ano e a página. O registro completo da fonte é feito nas referências bibliográficas ao final do trabalho. Na ocorrência da alteração dos dados numéricos, o responsável deve ser identificado. Nota geral registrada no rodapé da tabela, após a fonte, é usada sempre que for necessário complementar alguma informação ou dar algum esclarecimento. Nota específica registrada, também, no rodapé logo após a nota geral, é adotada para esclarecer algum indicador específico. Sendo mais do que uma, segue-se o mesmo procedimento da nota geral. As indicações de tempo, quando for série consecutiva, apresentam dados numéricos relacionados a ocorrências ao longo de vários anos, registram-se seus limites separados por hífen (1999-2005). Quando apresenta dados ocorridos dentro de alguns meses, exemplo: junho a outubro, dentro do mesmo ano, o registro é feito da seguinte forma: 30.06.2002-10.10.2002. Quando a ocorrência aconteceu no último semestre de um ano e concluiu no primeiro semestre do outro ano, o registro é feito da seguinte maneira: segundo semestre de 2005 e primeiro semestre de 2006. Apresentação de classe de freqüência consignada com clareza e sem ambigüidade, por extenso. Quando de sua impossibilidade registra-se abreviada com legenda ou com notação no rodapé. Toda a classe apresenta um extremo inferior, um intervalo e um extremo superior. O registro usual as classes inicial e final são fechadas. Exemplo: notas de aproveitamento escolar: 0-2 3-4

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5-6 7-8 9-10 O arredondamento dos índices numéricos, quando for feito deve ser mencionado esse fato. O arredondamento é efetivado para reduzir o tamanho das casas que compõem a fração: Exemplos: Arredondamentos de notas nas provas bimestrais: 9,65 = 9,5; 8,85 = 9,0. O arredondamento ocorre para a casa mais próxima. Arredondamento nos índices percentuais: 20,2587 = 20,26%.

6.2.3 Diagramação de uma tabela
Quando a tabela for extensa demais e precisa de várias páginas para seu registro total, caso sendo possível, pode-se adotar a divisão da folha em duas colunas; se mesmo assim não for suficiente, continuar na página seguinte, mediante o cumprimento dos seguintes requisitos: Manter o teor do título no topo e o cabeçalho e seus indicadores da tabela. Exemplo:
Tabela 3 – Taxa de crescimento anual da população residente, em ordem decrescente, por Municípios do Estado de Alagoas, no período 1980-1991 (IBGE, 1993, p. 47) Continua Município Taxa de crescimento anual (%) 8,44 7,07 7,05 Município Taxa de crescimento anual (%) 3,26 3,19 3,03

Piranhas Campo Grande Barra de São Miguel [...]

Penedo Messias Cajueiro [...]

Registrar na segunda página ou nas seguintes: continuação. Exemplo:

89

Tabela 3 – Taxa de crescimento anual da população residente, em ordem decrescente, por Municípios do Estado de Alagoas, no período 1980-1991 (IBGE, 1993, p. 48) Continuação Município Taxa de crescimento anual (%) 2,03 1,99 1,99 Município Taxa de crescimento anual (%) 1.17 3,19 3,03

São Sebastião Passo do Camaragibe São Miguel dos Campos [...]

Pão de Açúcar Minador Negrão Monteirópolis [...]

Registrar na última folha: conclusão e as notas do rodapé. Exemplo:
Tabela 3 – Taxa de crescimento anual da população residente, em ordem decrescente, por Municípios do Estado de Alagoas, no período 1980-1991 (IBGE, 1993, p. 49) Conclusão Município Taxa de crescimento anual (%) Município Taxa de crescimento anual (%)

[...] São José do Laje Jaculpe Novo Lino 0,00 - 0,00 - 0,00

[...] Chã Preta Pindoba - 1,67 - 2,93

Fonte: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE Notas: Dados numéricos arredondados. Sinais convencionais utilizados: 0,00 Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de dado numérico originalmente positivo. -0,00 Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de dado numérico originalmente negativo.

6.2.4 Recomendações gerais
Algumas recomendações feitas aos usuários em relação às tabelas são necessárias a fim de padronizá-las e torná-las mais práticas: Estruturá-la para que caiba inteira numa folha. Organizá-la com o número de células maior do que daquelas dos sinais convencionais. Quantificá-la com os itens numéricos, outros ou outras, não superiores ao das categorias.

90

Redigi-la com caracteres uniformes.

6.2.5 Quadro sinótico: normas para a apresentação tabular
TÓPICO SÚMULA

INTRODUÇÃO

Conceituação: A tabela consolida as informações, (resultados e discussão) e conclusões. Referencial: IBGE (1993) – ABNT NBR 6024, 2003) e NBR 5892 (1989). Objetivos: Apresentar síntese do documento do IBGE. Orientar os usuários para o uso das normas.

DESENVOVLVIMENTO: Tabela é uma forma de apresentar informações numéricas. CONCEITOS BÁSICOS Espaços: - Topo estruturado com cabeçalho, coluna, linha e célula. - Rodapé destinado às informações complementares (fonte, notas - geral e específica - índice remissivo). Identificação numérica: algarismo arábico seqüencial. Título: numerado; estruturado com os elementos básicos do assunto. Moldura: espaços limitados para o registro dos dados numéricos. Estruturação: três traços horizontais e paralelos. Tabela aberta: nas laterais. Cabeçalho: indicador das informações das colunas. Indicadores de linha: indicador da coluna. NORMAS PARA A ELABORAÇÃO Unidade de medida: unidade padrão adotada (m, R$, %). Substituição de dos numéricos: por símbolos ou convenções (-, .. - ..., x, o). Chamada da coluna: explicada na nota específica. Nota remissiva: registro numérico. Fonte: citação do nome da pessoa ou da instituição que originou os dados. Nota geral: complemento de informação. Nota específica: esclarecimento de um indicador específico. Indicação do tempo: registro temporal da informação. Apresentação da classe de freqüência: registro claro do indicador da coluna. Arredondamento dos índices numéricos: aproximação da terceira casa após a vírgula para a unidade mais próxima (acima ou abaixo). Apresentação, sempre que possível, numa só folha, até em duas colunas. Sendo mais de uma página: - No alto da tabela, primeira página, escrever: continua. - No alto da tabela, segunda página, escrever continuação ou conclusão. RECOMENDAÇÕES GERAIS NA CONFECÇÃO DAS Caber numa folha. Estruturar células numéricas em número superior ao dos sinais convencionais . Cuidar para que a informação numérica de outros ou outras seja reduzida.

DIAGRAMAÇÃO

91

TABELAS

Ser redigida com caracteres uniformes.

6.3 CONCLUSÃO
O cumprimento das normas de apresentação tabular, além de padronizar o formato do trabalho acadêmico, serve para demonstrar a preocupação do autor com a clareza, a objetividade e a fundamentação do seu trabalho. O importante não é só ilustrar o trabalho com iconografia tabular, mas a forma correta e discreta de como usá-la.

6.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO
01 Tem noção clara sobre o valor o significado de uma tabela e de sua representação gráfica dentro de um trabalho científico? 02 Como pode ser consolidado um trabalho científico? 03 Tem noção completa dos conceitos básicos sobre tabela, seus componentes estruturais e sua representação gráfica? 04 Elaborou suas tabelas dentro das normas estabelecidas pelo órgão competente (IBGE)? 05 Diagramou de que forma suas tabelas? As informações constantes do título? No cabeçalho? No rodapé? 06 Como procedeu quando uma tabela extensa não coube numa página? 07 Seguiu as recomendações gerais quando organizou suas tabelas? 08 Elaborou de que forma seus gráficos? Empregou, para isso, todos os recursos para apresentá-los de maneira técnico-estética? 09 Selecionou um número limitado e os mais significativos gráficos para fundamentar seu trabalho acadêmico?

6.5 EXERCÍCIO
Faça um levantamento de três tabelas nas obras da biblioteca ou nas Teses, Dissertações ou Monografias que contenham tabelas que se aproximem do padrão estabelecido neste capítulo e faça uma análise minuciosa para: Registrar a presença das normas cumpridas pelo autor do trabalho. Registrar a ausência das normas não cumpridas pelo autor do trabalho.

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Emitir seu parecer fundamentado em critérios de avaliação.

Capítulo 7

ELEMENTOS VISUAIS NUM TRABALHO ACADÊMICO
Roberta Ribeiro Soares Moura Padoan*

A utilidade de estar trabalhando com gráfico é identificar mais rapidamente comportamento de valores numa possível comparação, sendo muito mais interessante que verificar esses mesmos dados numa tabela descritiva (MANZANO, 2001).

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(*) Docente de Informática do IESB – Instituto do Ensino Superior de Bauru.

7.1 INTRODUÇÃO 7.1.1 Conceituação
Elementos visuais constituem a substância básica daquilo que vemos. Para uma boa composição visual é necessário saber direcionar a atenção de quem vê para pontos importantes do gráfico.

7.1.2 Objetivo
Tornar fácil a tarefa de converter números de tabelas em gráficos e conseguir informar muito mais.

7.2 DESENVOLVIMENTO 7.2.1 Tabela
Através de uma tabela definida por uma planilha de dados (no caso utilizando o Excel), como mostra a figura 1.1, podem-se criar gráficos ilustrativos para o trabalho de pesquisa.

94

Figura 1.1 – Planilha com dados lançados MATERIAIS, 1º semestre e 2º semestre.

O total será calculado através do somatório dos dados semestre e 2º semestre, que estão selecionados e, em seguida,

em linha do 1º clica-se no ícone

que se encontra na barra de ferramentas padrão, como mostra a figura 1.2.

Figura 1.2 – Somatório de valores

O resultado ficará como mostra figura 1.3.

95

Figura 1.3 – Resultado do somatório de valores em linha do 1º semestre com 2º semestre.

Basta agora fazer uma cópia do resultado nas células seguintes. Com o mouse no canto inferior direito da célula calculada, quando esta ficar com o sinal visualizado pela seta, como mostra a figura 1.4.

Figura 1.4 – Sinal característico para cópia de células com cálculo.

Basta arrastar o mouse até o último item de cálculos, no caso lápis de cor (caixa 36), como mostra figura 1.5 e os totais estarão calculados.

Figura 1.5 – resultados dos somatórios.

96

Os mesmos passos podem ser utilizados para se calcular os totais por semestre e total geral, como mostra figura 1.6.

Figura 1.6 – Totalizando a planilha.

A porcentagem será calculada, utilizando-se a fórmula para divisão do Excel, cada valor em linha do total será dividido pelo total geral que no caso é 1495, como mostra a figura 1.7.

Figura 1.7 – Cálculo de porcentagem (%).

97

Após o cálculo, se a célula não estiver formatada para %, os valores serão representados com casas decimais, como mostra a figura 1.8.

Figura 1.8 – resultado em decimais.

Para que apareçam em porcentagem (%), seleciona-se os campos após os cálculos e clica-se no botão formatação, como mostra a figura 9. que se encontra na barra de ferramentas de

Figura 1.9 – resultado em porcentagem (%).

Selecionar os dados da tabela materiais e porcentagem (%), para construção do gráfico.

98

Selecione primeiro com mouse as células contendo os materiais e em seguida pressione a tecla <CTRL>, selecione as células da porcentagem (%), como mostra figura 1.10.

Figura 1.10 – Seleção de dados para construção do gráfico.

7.2.2 Gráficos
Os gráficos ilustram os resultados da pesquisa. O gráfico demonstrativo poderá ser montado, seguindo os seguintes passos: A partir dos dados selecionados, clique no ícone de gráfico. • • Poderão ser utilizados até quatro etapas para a construção do gráfico. Para cada tipo existem vários agradar (etapa 1) e clicar em subtipos, escolha o que lhe , como mostra a figura 2.1. (Assistente de

gráfico), na barra de ferramentas padrão e escolha na guia Tipos padrão um tipo

99

Figura 2.1 – Tipos de gráficos.

7.2.2.1 Gráfico tipo colunas
A partir da seleção do tipo de gráfico, seguir os passos do assistente (até 4 etapas): • Selecione o subtipo que for mais interessante e tecle. • Na guia Intervalo de dados, poderá ser selecionado o gráfico por colunas, como mostra a figura 2.1.1:

100

Figura 2.1.1 – Gráfico por colunas.

Ou por linhas, como mostra a figura 2.1.2.:

101

Figura 2.1.2 – Gráfico por linhas.

Na guia série, podem ser feitas algumas alterações com relação aos itens descritos na tabela, como mostra a figura 2.1.3.

Figura 2.1.3 – Alteração de itens da série, o item deverá estar selecionado.

• •

Trocar a série lápis na opção nome para “lápis preto”. Nos rótulos do eixo das categorias (X): coloca-se o título: MATERIAIS EM ESTOQUE, como mostra a figura 2.1.4.

102

2.1.4 – Alteração de itens da série.

Figura

• 2.1.5:

Clique em

(etapa 3),

podem-se visualizar as alterações como indicativo nas setas, figura

103

Figura 2.1.5 – Visualização das alterações da guia série.

Na guia título, pode-se inserir um título para o gráfico e também títulos para o eixo das categorias (X) e eixo dos valores (Y), como indicativo nas setas, da figura 2.1.6:

Figura 2.1.6

A guia eixos, figura 2.1.7.

104

Figura 2.1.7 – Eixos selecionados.

Se tirar seleção, exclui informações com relação aos eixos X (título: MATERIAIS EM ESTOQUE) e Y(as porcentagens da guia), como mostra as setas da figura 2.1.8.

Figura 2.1.8 – Sem informações nos eixos.

A guia linhas de grade poderão tirar linhas da grade como indicativo na seta, da figura 2.1.9.

105

Figura 2.1.9

Ou inserir mais linhas na grade, como mostra figura 2.1.10.

Figura 2.1.10

A guia legenda, poderá excluir a legenda do gráfico, como indicativo nas setas, da figura 2.1.11.

106

Figura 2.1.11.

Ou mudá-la de posição, como indicativo nas setas da figura 2.1.12.

Figura 2.1.12.

A guia rótulo de dados, pode inserir informações no gráfico, dependendo da necessidade, como indicativo nas setas da figura 2.1.13.

107

Figura 2.1.13.

Na guia tabela de dados, as informações dos rótulos de dados (guia anterior) podem ser mostradas de outra forma se ativadas nesta guia, como mostra a figura 2.1.14.

Figura 2.1.14.

A tabela definida, seguindo critérios de melhor definição. Clique em • a fim de passar para a etapa 4:

Se escolher a opção, como objeto em: figura 2.1.15 o gráfico será inserido no Excel junto à tabela da planilha.

108

Figura 2.1.15

Clicando-se em concluir, obtém-se o seguinte resultado, como figura 2.1.16.

Figura 2.1.16

O gráfico pode ser transferido para o texto de pesquisa selecionando-o da planilha, copiando-o e colando-o no editor de texto, no local onde deve ficar o gráfico demonstrativo. Mas, se escolher a opção como nova planilha, figura 2.1.17, ela será inserida como uma nova planilha:

109

Clicando-se em concluir teremos o seguinte resultado:

Figura 2.1.17 Clicando-se em concluir, é obtido o seguinte resultado, como mostra a figura 2.1.18.

110

Figura 2.1.18

O gráfico pode ser transferido para o texto de pesquisa, selecionando-o da planilha, copiando-o e colando-o no editor de texto, no local onde deverá ficar o gráfico demonstrativo.

7.2.2.2 Gráfico tipo barras
Com os dados da tabela selecionados, clique no ícone gráfico de Barras, como na figura 2.2.1. (assistente de

gráfico), na barra de ferramentas padrão e escolha, na guia tipos padrão, o tipo de

Figura 2.2.1 – Seleção do gráfico de barras.

111

Seguindo os mesmos passos do gráfico tipo colunas, o gráfico resultante será como mostra a figura 2.2.2.

Figura 2.2.2 – Gráfico tipo barras.

7.2.2.3 Gráfico tipo linhas
Com os dados da tabela selecionados, clique no ícone (assistente de gráfico), na barra de ferramentas padrão e escolha, na guia tipos padrão, o tipo de gráfico linha, como na figura 2.3.1.

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Figura 2.3.1 – Seleção do gráfico de linha.

Seguir os mesmos passos do gráfico tipo colunas, o gráfico resultante será como mostra a figura 2.3.2.

Figura 2.3.2 – Gráfico tipo linha.

As informações do gráfico podem ter seu alinhamento, fonte e cor modificados, basta clicar com o botão direito do mouse sobre elas e selecionar opção formatar eixo [...] (válido para qualquer tipo de gráfico), como mostra a figura 2.3.3.

113

Figura 2.3.3 – Trocando alinhamento do eixo.

Modifica-se então seu eixo, como mostra seta da figura 2.3.4.

Figura 2.3.4 – Alteração do eixo do texto.

O gráfico será apresentado como mostra a figura 2.3.5.

114

Figura 2.3.5 – Gráfico em linha alterado, posição do eixo e cor da fonte.

7.2.2.4 Gráfico pizza
Com os dados da tabela selecionados, clique no ícone Pizza, como na figura 2.4.1. (assistente de gráfico),

na barra de ferramentas padrão e escolha, na guia tipos padrão, o tipo de gráfico

Figura 2.4.1 – Seleção do gráfico pizza.

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Seguindo os mesmos passos do gráfico tipo colunas, o gráfico resultante será como mostra a figura 2.4.2.

Figura 2.4.2 – Gráfico tipo pizza.

Não se esqueça, para qualquer tipo de gráfico escolhido, salvar o arquivo.

7.3 CONCLUSÃO
Um trabalho acadêmico ilustrado com elementos visuais consolida as informações nele contidas e facilita sua melhor compreensão.

116

Capítulo 8

ESTRUTURA DE UM TRABALHO ACADÊMICO FORMAL Monografia - Dissertação - Tese: uma visão síntese
O valor de um trabalho científico, além de ser constituído por um conteúdo de alto valor acadêmico e de ter uma aprimorada apresentação, deve apresentar uma estrutura completa, de conformidade com as normas vigentes. Embora ela seja uma formalidade, ela muito contribui para evidenciar a preocupação do autor em cuidar da apresentação estrutural formal.

117

8.1 INTRODUÇÃO
A apresentação estrutural de um trabalho acadêmico formal tem base na ABNT NBR 14724 (dez. 25, válida a partir de 30 jan. 2006) que regula as exigências (elementos obrigatórios e opcionais) da organização, elaboração e apresentação dos trabalhos acadêmicos formais. A norma, acima citada, além da Dissertação e Tese, menciona outros trabalhos, subentende-se que a Monografia esteja incluída (p.1). Embora a apresentação dos trabalhos acadêmicos formais tenha sido tratada de maneira mais ampla no capítulo 12, p. 159-172 no MANUAL TEÓRICO-PRÁTICO, aqui é descrita em forma de um quadro sinótico para que o acadêmico tenha uma visão de síntese, facultando-lhe maior e rápida compreensão a fim de: • • Adaptar o formato estrutural do seu trabalho de pesquisa às normas. Decidir quais os elementos opcionais e quais inovações vai incluir no mesmo, tendo em vista que ”o projeto gráfico é de responsabilidade do autor”, conforme ABNT acima citada (p.7).

8.2 DESENVOLVIMENTO

118

8.2.1 Elementos pré-textuais
OBRIGATÓRIOS
1.1 CAPA ................................................................... Nome do autor Título (subtítulo quando houver) Número do volume (quando for mais do que um) Local (cidade onde será entregue o trabalho) Ano da apresentação .................................................................... 1.2 FOLHA DE ROSTO 1.2.1 No anverso: Nome do autor Título (subtítulo se houver) Natureza do trabalho: Monografia – Dissertação – Tese Objetivo: grau acadêmico a alcançar Nome da instituição Orientador Local Data 1.2.2 No verso: Ficha catalográfica (Consultar um responsável pela Biblioteca)

OPCIONAIS

NOME DA INSTITUIÇÃO

LOMBADA (NBR 12225: 2003)

profissional

habilitado FOLHA DA ERRATA

1.3 .......................................................................... 1.4 FOLHA DE APROVAÇÃO Nome do autor do trabalho Título (subtítulo se houver) do trabalho Natureza e objetivo do trabalho Nome da instituição Área de concentração Data de aprovação Nome, titulação, vinculação institucional e assinatura dos membros da banca Observações: - Assinaturas e data serão efetivadas após a aprovação do candidato. - A relação dos nomes da banca, começa com o nome do orientador do trabalho 1.5 ................................................................................... 1.6 .................................................................................... 1.7 .................................................................................... 1.8 RESUMO EM LÍNGUA VERNÁCULA Extensão: aproximadamente, 500 a 1.500 palavras, correspondendo a meia a uma e meia página 1.9 RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA (Versão) 1.10 SUMÁRIO Rol pormenorizado de todas as seções 1.11 ................................................................................

FOLHA DA DEDICATÓRIA FOLHA/ AGRADECIMENTOS FOLHA DA EPÍGRAFE

MONOGRAFIA

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

119

(Quadros – Tabelas – Figuras) 1.12 ............................................................................... 1.13 ................................................................................ LISTA DE ABREVIATURAS LISTA DE SÍMBOLOS

8.2.2 Elementos textuais
OBRIGATÓRIOS
2.1 INTRODUÇÃO 2.1.1 Estrutura: Caracterização do tema - Definição e delimitação do assunto - Registro das principais idéias a desenvolver - Descrição da razão da escolha do assunto - Descrição sucinta dos objetivos - Descrição sucinta das hipóteses - Menção sobre a importância dos conhecimentos a elaborar - Alusão às fontes a pesquisar e aos métodos a empregar para desenvolver o trabalho - Visão síntese do teor do trabalho Materiais e métodos Fundamentação teórica, ou embasamento teórico ou revisão da literatura 2.2 DESENVOLVIMENTO 2.2.1 Resultados Relatório organizado em seções (capítulos, tópicos conforme a teor da proposta da pesquisa). 2.2.2 Discussão dos resultados mediante o uso dos métodos adequados e da argumentação fundamentada de acordo com a natureza da pesquisa: - Indutivo – Dedutivo - Analítico – sintético - Epistemológico - Lógico- Histórico - E outros 2.2.3 Conclusão (ou considerações finais e/ou recomendações)

OPCIONAIS

TABELA(S) QUADRO(S) ILUSTRAÇÃO(ÕES) APÊNDICE(S) ANEXO(S)

8.2.3 Elementos pós-textuais
OBRIGATÓRIOS
3.1 Referências 3.2 ........................................................................................... 3.3 .......................................................................................... 3.4 ........................................................................................ 3.5 ........................................................................................ GLOSSÁRIO APÊNDICE(S) ANEXO(S) ÍNDICES - Alfabético remissivo dos assuntos - Onomástico em ordem alfabética

OPCIONAIS

120

FONTE: Quadro elaborado com base na NBR 14720, de janeiro de 2006.

121

Capítulo 9

CONSTRUÇÃO DE UMA TEORIA CIENTÍFICA: fatos - leis – teoria

Todo conhecimento é útil. Como o fundamento da moral é a utilidade, é possível afirmar que a utilidade do conhecimento o torna ético por definição. Nesse sentido, não há conhecimento inútil, já que a ação de conhecer está voltada para proporcionar felicidade, prazer e satisfazer a sociedade. [...]. O conhecimento é útil porque, como outras ações éticas do ser humano, corresponde à necessidade de uma política desejável, aquela que nos leva a buscar a felicidade de nossos semelhantes e nela sentir o prazer de sua realização no outro (VOGT, Ap. PESQUISA FAPESP. São Paulo: [s. n.], dezembro, 2005, nº 118, p. 21).

122

9.1 INTRODUÇÃO 9.1.1 Justificativa
O acadêmico, de posse do tratamento dos resultados (tabulação, organização, análise e interpretação dos dados), está em condições de tentar esboçar a estrutura de uma teoria científica, já que sua pesquisa é um trabalho científico e tem de ser estruturado a partir de resultados.

9.1.2 Objetivos
O desenvolvimento desse capítulo visa alcançar os seguintes objetivos: • Transmitir os conceitos básicos sobre os elementos constitutivos necessários para se desencadear o início de uma teoria. • • • • Esclarecer as condições para a unificação dos conhecimentos. Evidenciar a estrutura de uma teoria científica. Destacar as características essenciais de uma teoria científica. Exercitar o acadêmico a esboçar uma teoria científica sobre o assunto do seu quotidiano.

9.2 DESENVOLVIMENTO 9.2.1 Conceitos básicos
A construção de uma teoria científica pode ter as mais diversas origens. Pode partir de um fato, de uma conjectura, de uma hipótese, de um conhecimento empírico, de um senso comum sobre determinado assunto, de uma teoria ou de uma lei existentes que possuam aberturas para desdobramentos, permitindo derivações, inferências, conjecturas que se transformarão em hipóteses. A partir delas, mediante a aplicação dos procedimentos científicos adequados, da leitura, da reflexão, do levantamento de dados, da organização sistemática, da análise e discussão dos resultados, conforme a natureza do objeto pesquisado,

123

facultam a elaboração de uma teoria científica cuja construção é complexa e obedece a todo um sistema metodológico. Seu ponto de partida é a conceituação dos termos básicos que a constituem: FATO evidente. LEI é a fórmula geral que enuncia uma relação constante entre fenômenos de uma mesma ordem; lei natural. Ex. Lei de Newton, de Darwin, de Lavoisier, etc. TEORIA é algo especulativo e pesquisado cuja comprovação se torna fato, lei, corpo de conhecimentos. TEORIA é a relação factual estruturada, hierarquizada e consolidada em conceitos, em leis, em verdades, em axiomas e em postulados decorrentes da comprovação da científica. Teoria é ”um sistema de proposições ou hipóteses que foram constatadas como válidas” (FERRARI, 1982, p. 116). É um “corpus” de conhecimentos e de conjecturas sujeito a contínuas modificações (Idem). Segundo Vargas (1985, p. 162), a teoria: origina-se na capacidade humana de ver, através dos fenômenos, uma forma, uma ordem, o sistema de leis que os torna logicamente compreensíveis [..]. É uma capacidade de ‘intuição´ das essências [...]. De acordo com o autor acima citado (p. 163), “fazer teoria consistia, assim, originariamente, em descobrir nas coisas ou eventos reais sua unidade, sua especificidade, sua ordem, seu substrato íntimo – isto é, sua natureza”. Kaplan (Ap. LAKATOS; MARCONI, 1985, p. 116) define teoria como sendo:
um meio para interpretar, criticar e unificar leis estabelecidas, modificandoas para se adequarem a dados não previstos quando de sua formação e para orientar a tarefa de descobrir generalizações novas e mais amplas.

é uma realidade verdadeira, definitiva, inquestionável e auto-

Uma teoria científica pode ser descrita ou conceituada a partir da visão de Abbagnano (2000): • É formada a partir de hipótese(s). Tal fato sofreu resistências nos séculos XIX e XX. Claude Bernard acredita ser indispensável partir dela(s) para o pesquisador poder elaborar sua idéia como uma interpretação antecipada e para deduzir, logicamente, os conseqüentes. Duhem, [...] “as hipóteses devem ser tais que, em seu

124

conjunto seja possível deduzir matematicamente conseqüências que representem, com aproximação eficiente, o conjunto de leis experimentais”. • É estruturada com um corpo de conhecimentos e baseada na observação e no emprego de metodologia adequada. • Inclui, além do procedimento hipotético, os métodos específicos que permitem verificar a confirmação da verdade científica. • Não é somente uma explicação do “domínio dos fatos”, mas um instrumento de classificação e de previsão. Em decorrência disso, “sua validade está relacionada com sua capacidade de cumprir suas funções a que se destina”. Em suma, uma teoria é científica quando: oferece um conjunto conceitual; unifica, de forma sistemática, conteúdos diversos e tem abrangência com um grau de confiabilidade (Id., 2000, p. 392-393). Senso comum (sensus comunis) é a acepção ou um conjunto de conceitos da maioria sobre determinado assunto ou objeto. Para Aristóteles, segundo o autor acima citado (2000, p. 872-873), o senso comum é constituído por duas funções: a de construir a consciência da sensação (“sentir o sentir”) e a de perceber as sensações comuns dos sentidos, do movimento, do sono. Para os escritores clássicos latinos o senso comum assume um conceito voltado para os costumes, o modo de falar e de viver. Segundo Vico, senso comum “é um juízo sem reflexão sentido por toda uma ordem, todo um povo, toda uma nação, ou por todo o gênero humano” . O Empirismo é uma teoria filosófica que afirma que todo conhecimento humano se origina da experiência quotidiana acumulada (sensação e percepção) e tida como verdadeira, com base no princípio: “nada existe no intelecto, sem que antes tenha passado pelos sentidos”.

9.2.2 Condições para unificar o conhecimentos e suas funções 9.2.2.1 Conceituação
Teorias, fatos e leis participam, de forma específica, na construção e na sistematização dos conhecimentos e exercem, de forma individualizada, influência nas condições de sua efetivação, ampliação e consolidação, bem como nas suas funções de seus produtos.

125

Uma teoria unifica uma área de conhecimento desde que: possua um esquema simples de interpretação e explanação; contenha um corpo conceitual amplamente desenvolvido e evidencie um “substractum” lógico que permita integração de um corpo de fatos ou de conhecimentos aparentemente desconexos.

9.2.2.2 Funções
Uma teoria, em construção ou construída, segundo Lakatos e Marconi (1985, p. 110-118), tem as funções de: Orientar os objetivos no direcionamento, na limitação e na especificação do campo da ciência e da metodologia a ser adotada. Oferecer um sistema de conceitos, princípios e postulados para, na seleção e sistematização dos fatos, propiciar a construção de um corpo de conhecimentos consistentes. Barbosa Filho (Ap. LAKATOS; MARCONI, 1985, p. 111) estabelece as funções da classificação dos fatos nas teorias das Ciências Sociais: • Representar os fatos, emitindo sua verdadeira concepção. Ex.: membros de uma sociedade, posição (fato) = status (conceito). • Fornecer um universo comunicação entre vocabular científico próprio de cada área e a = os cientistas. Ex.: mudança cultural científica, facilitando a compreensão dos fenômenos aculturação, sincretismo, transculturação. • Resumir a explicação dos fenômenos, sua concepção e correlação. Ex.: classe social – conjunto de fenômenos oriundos, sobretudo, dos processos de produção, os conflitos [...]. Resenhar conhecimentos acumulados para a elaboração de novos, mediante generalizações, inter-relações, conjecturas e hipóteses. Prever novos fatos ou novos fenômenos ou sua projeção a partir da comprovação das hipóteses relacionadas a uma realidade. Exemplo: os benefícios dos avanços da tecnologia que dão origem a outras inovações. Descobrir conhecimentos existentes lacunas, no contradições, da controvérsias de e sua omissões nos momento elaboração reestruturação

(preenchimento, respostas, implementação). Ter uma estrutura com base num sistema de conceitos, “de explanação, descrição e de explicação. Tais elementos dão à teoria uma estrutura solidamente consistente”.

126

Os fatos relacionados às teorias contribuem para: iniciar a atividade científica com vistas à busca de conhecimentos os quais podem dar origem a uma nova teoria ou à complementação de uma existente; reformular ou rejeitar uma teoria construída de forma inconsistente; contribuir para a redefinição, o esclarecimento ou a consolidação das teorias existentes, com base em novos conhecimentos e tornar os conceitos mais claros e objetivos, facultando, conseqüentemente, um entendimento melhor da teoria. Há uma relação entre fato e teoria. Fato é o elemento que dá origem à reflexão, à experimentação e à pesquisa com o objetivo de descobrir e consolidar a verdade (a lei) para, a partir dela, construir uma teoria que representa a organização sistematizada do saber sobre determinado assunto produzido pela pesquisa. As teorias formuladas ou as existentes, estruturadas mediante a aplicação dos procedimentos científicos têm as funções de: sintetizar os fenômenos pesquisados sobre determinado assunto; e fazer a estabelecer a regularidade da ocorrência de um fenômeno previsão ou a simulação de outras ocorrências ou de novas situações.

9.3.3 Estrutura de uma teoria
Quem se propõe a elaborar uma teoria científica deve levar em conta os objetivos estabelecidos por Hegenberg (1976, p. 80, 2 v): “Teorias são elaboradas com certos objetivos mais ou menos claros. Entre eles, o de sistematizar o conhecimento, de explicar os acontecimentos, de incrementar o saber e de possibilitar mais segura avaliação de hipóteses”. Para estruturar uma teoria científica, um pesquisador deve seguir algumas normas básicas, sobretudo as sugeridas pelo autor acima citado (p. 80-85): • Levar em consideração o princípio metodológico: “não deixar de procurar leis universais e não deixar de tentar obter sistemas teóricos coerentes, a fim de não desistir e de apresentar explicações causais de quaisquer acontecimentos”. (HEGENBERG, 1976, p. 81, 2 v.). • Destacar as variáveis relevantes, os dados singulares e as hipóteses unificadoras, pois elas estabelecem relações com as variáveis e explicam os dados singulares. • Distinguir, nas teorias, o conteúdo da forma, a interpretação da estrutura lógica.

127

Levar em conta os aspectos formal, material ou semântico, na prática significada. Enfatizar a coerência, pois ela exige a existência de um “universo de discurso comum”, um conjunto referencial coerente. Manter uma “unidade conceptual” a fim de permitir o uso de método dedutivo, embora por si mesmo ele seja insuficiente. Adotar premissas precisas, claras e ricas a fim de o pesquisador poder extrair conseqüências e formulações numericamente significativas. Utilizar conceitos quantitativos assegurando a precisão e a riqueza dos pressupostos a fim de: “ampliar o domínio das variáveis, a extensão dos conceitos e sua abstração, fazendo com que apareçam as numerosas vinculações entre si e seus predicados”. Sistematizar os elementos a partir dos pressupostos para deles serem deduzidos os resultados explicáveis de forma coerente, permitindo a elaboração de uma teoria, sua compatibilização com outras teorias e a compreensão da realidade. “Em suma, as teorias podem ser elaboradas, remodeladas,

reconstruídas logicamente, aplicadas – e mesmo olvidadas ou destruídas”. A reformulação de uma teoria científica processa-se mediante a adoção dos seguintes procedimentos: o ponto de partida é um conhecimento prévio denominado de “matriz geradora”; os conceitos usados não dependem apenas da teoria a estruturar, mas do conhecimento e das técnicas existentes; a reformulação nem sempre apresenta resultados satisfatórios e, ao final, as teorias ganham status e “são acolhidas, explicadas, permitem previsões e efetuam, em síntese, o ajuste intelectual do homem com seu contorno”.

9.2.4 Características das ciências factuais
Segundo Ferrari (1982, p. 08-15), as ciências factuais, materiais ou empíricas “são aquelas que se preocupam com coisas, recursos e processos” que empregam, com mais ênfase, os métodos acima mais que a conjeturação. O conhecimento científico empírico, decorrente das Ciências Fáticas, apresenta o seguinte conjunto de características:

128

• •

Trabalha com fatos. Usa os métodos analítico-sintéticos, de observação e de experimentação.

Constrói um saber genérico com base em características comuns dos fatos e das suas leis gerais. Apresenta-se como sistemático com base em referências, teorias, hipóteses e elementos que conceituam aspectos relacionais. É acumulativo em relação aos conhecimentos existentes mediante o emprego do processo da síntese seletiva. Pode, eventualmente, ser falível por não se apresentar, de imediato, como definitivo, completo e inquestionável. É verificável mediante experimentação que testar sua veracidade. É explicativo sob as mais diferentes formas (descritiva, dedutiva, indutiva e lógica). É preditivo pois faculta a prospecção e a previsão.

• •

9.2.5 Construção de uma teoria científica
Para a construção de uma teoria científica adota-se o rol de procedimentos usados na elaboração de um projeto de pesquisa, na sua execução e na sua elaboração: • • • Observação de um fato, de um objeto a ser pesquisado. Formulação das conjecturas via reflexão, raciocínio e lógica. Elaboração da definição do problema, da sua delimitação e dos seus componentes básicos. • • • • Formulação da justificativa pessoal e científica do tema. Organização dos objetivos gerais e específicos. Estruturação das hipóteses via reflexão, raciocínio e lógica. Construção e seleção, de materiais, métodos e instrumentos de abordagem para a coleta de dados com base na proposta inicial. • Experimentação adequados. • Organização dos dados, com a finalidade de se fazer uma rigorosa classificação em categorias e de se proceder a uma análise dos mesmos. mediante o levantamento de dados com a comprovação das hipóteses via testes e outros procedimentos

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Fundamentação do tema num referencial teórico mediante o processo de revisão da literatura. Organização do roteiro estrutural dos resultados e da argumentação na tentativa de consolidar a teoria, traduzida num corpo organizado de conhecimentos e baseada nas provas concretas. Realização de estudos e de análises para a elaboração das generalizações e das abstrações necessárias. Redação final da teoria de forma sistematizada, hierárquica, coerente como um corpo de conhecimentos consistentes.

Pode-se, também, construir uma teoria científica na linha metodológica com base nos procedimentos universais adotados para a produção de conhecimentos, mediante a aplicação dos mais variados métodos, com destaque aos seguintes: derivação, indução, dedução, epistemológico, demonstrativo e transposição. Pode-se construir uma teoria científica na linha lógico-descritiva nas ciências factuais, mediante o uso dos vários métodos existentes, dentre eles: indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo, de observação e de experimentação.

9.2.6 Características essenciais de um teoria científica
Uma teoria para ser científica deve reunir uma série indispensável de requisitos, destacando-se os seguintes: • Estrutura lógica, coerente e consistente. Sob o ponto de vista interno, suas hipóteses devem ser devidamente comprovadas; sob o ponto de vista externo, a teoria deve ser demonstrada pela explanação adequada de seu conteúdo, pela contrastação de seus elementos em relação à antítese e pela possibilidade de conter predição de inferências. • Ratificação das normas empíricas consolidadas na comprovação das hipóteses; na validação “a priori” de seu teor por ser testada empiricamente (indução e dedução) e na confirmação total da comprovação das hipóteses, gerando a sustentabilidade da teoria construída. • Validade universal das hipóteses que deram origem à teoria estruturada com base nos princípios, nos referenciais, e nas leis universais, ensejando generalizações também universais.

130

Sistema de referências que, por ter sido estruturado de forma metodológica ela se torne um paradigma pelos seus conceitos sólidos, pela sua linha lógica, pela comprovação de suas hipóteses.

A “desiderata” estabelece os requisitos de uma teoria bem estruturada, permite que a teoria se a torne confiável porque: • • Proporciona metodologia apropriada para produzir conhecimentos. Organiza a estrutura analítica dos conteúdos e os ordena de forma lógica, hierárquica e consistente. • • • • Explica, generaliza, e sintetiza os conhecimentos. Faz previsões e projeções de fatos. Reforça a contrastabilidade das verdades com os erros. Busca descobrir possíveis lacunas nos conhecimentos existentes a fim de preenchê-las, ou erros para saná-los. • Sugere medidas e procedimentos para produzir e consolidar conhecimentos. • • Contribui para ampliar o campo do saber. Orienta e fundamenta as novas pesquisas, as novas teorias.

Maior eficiência e coesão de uma teoria são asseguradas pela efetivação dos seguintes elementos básicos: consistência, completitude, independência, coerência semântica e adequação às regras da interpretação.

131

9.2.7 Quadro sinótico: construção de uma teoria científica
TÓPICO SÚMULA
A construção tem diversas origens: fato, conjectura, hipótese, conhecimento empírico. “É um sistema de proposições ou hipóteses que foram constatadas como válidas (plausíveis) e sustentáveis” (FERRARI, 1982, p. 116). Uma teoria, segundo Abbagnano (2000, p. 392-293) é: Formada a partir de hipóteses – Estruturada como um corpo de conhecimentos – Baseada em métodos específicos – Considerada como Instrumento de classificação e de previsão – Alicerçada num conjunto conceitual – Dotada de confiabilidade. Unificam-se conhecimentos quando há: um esquema de interpretação – Um corpo de conhecimentos - Um conteúdo lógico. Lakatos e Marconi (1985, p. 110-118) indicam as funções de uma teoria: Orientar os objetivos – Oferecer um sistema de conceitos – Resenhar conhecimentos – Prever novos conhecimentos – Descobrir lacunas nos conhecimentos – Ter uma estrutura básica de conceitos. Os fatos relacionados às teorias contribuem para: Iniciar atividade científica – Reformular ou rejeitar um teoria – Contribuir para uma redefinição de uma teoria – Tornar os conceitos mais claros. As teorias existentes têm a função de: Sintetizar os fenômenos pesquisados – Estabelecer regularidade da ocorrência do fenômeno. Normas básicas para estruturar uma teoria, conforme Hegenber (1976, p. 80, v. 2): Levar em conta o princípio metodológico “procurar as leis universais [...] sistemas teóricos coerentes [...] explicações causais de quaisquer acontecimentos” [...] – Destacar variáveis relevantes – Distinguir o conteúdo da forma – Levar em conta os aspectos formais – Enfatizar a coerência – Manter a unidade conceptual – Adotar as premissas precisas – Utilizar os conceitos quantitativos – Sistematizar os elementos. Métodos adotados para a construção de uma teoria das ciências factuais: indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo, observação e experimentação. Conceito: ciências factuais, segundo Ferrari (1982, p. 08-15) “são aquelas que se preocupam com coisas, recursos e processos” e que empregam os vários métodos na produção do conhecimento científico empírico. Características: Trabalham com fatos – Usam métodos analítico-sintéticos – Constroem saber genérico – Apresentam-se como sistemáticas – São acumulativas – Podem, eventualmente, ser falíveis – São verificáveis – São explicativas – São preditivas. Segue os procedimentos semelhantes aos de um projeto de pesquisa: Observação – Formulação de conjecturas – Elaboração da definição do Problema – Formulação da justificativa – Organização dos objetivos – Estruturação das Hipóteses – Seleção dos métodos e instrumentos – Experimentação – Organização dos dados – Fundamentação teórica – Organização da estrutura do relatório – Realização de estudos e de análises – Redação final. Estrutura lógica consistente – Ratificação das normas empíricas mediante a comprovação das hipóteses – Validade universal das hipóteses – Sistema de referências pela sua estrutura metodológica

CONCEITUAÇÃO DE TEORIA

CONDIÇÕES PARA UNIFICAR CONHECIMENTOS

ESTRUTURA DE UMA TEORIA

CARACTERÍSTICAS DAS CIÊNC. FACTUAIS

CONSTRUÇÃO

132

CARACTERÍSTAS DE UMA TEOR. CIENTÍFICA

“Desiderata”: uma teoria pode ser considerada científica quando: Proporciona metodologia – Organiza a estrutura analítica – Explica, generaliza conhecimentos –Faz previsões – Reforça a contrastabilidade das verdades com os erros – Busca descobrir possíveis lacunas – Sugere medidas – Contribui para ampliar o saber – Orienta novas pesquisas e novas teorias.

9.2.8 Organograma da construção de uma teoria científica

ORGANOGRAMA DE UM TCC3 => TEORIA

TCC =>

TEORIA =>

=> DOUTRINA: é um conjunto de conhecimentos (verdades, princípios e leis) produzido e organizado metodologicamente de modo a formar um todo coerente na demonstração da verdade científica. FATO (assunto) => Dados => coleta e consolidação. => Relatório => descrição dos dados => Discussão => argumentação, demonstração e prova => LEIS. =>Conclusão => consolidação da(s) verdade(s), do(s) princípio(s) e da(s) lei(s) => TEORIA.

E S T R U T U R A

INTRODUÇÃO=>

PROPOSTA => Definição do assunto e sua delimitação. => Enunciado dos objetivos e das hipóteses. => Execução do projeto: Materiais e Métodos. - Instrumento de coleta de dados. - Coleta de dados. - Elaboração e sistematização dos dados. => Visão síntese do conteúdo do TCC.

DESENVOLVIMENTO =>

RESULTADOS – Relatório => Descrição sistematizada dos dados por categoria e de forma hierárquica. DISCUSSÃO => Seguir o roteiro dos resultados. => Reflexão, argumentação, demonstração e raciocínio para construir a prova. => Consolidação e sustentabilidade das verdades e dos

3

De forma semelhante aplica-se, também, à Dissertação e à Tese.

133

princípios resultantes da demonstração.

CONCLUSÃO =>

CONSOLIDAÇÃO DA TEORIA

9.3 CONCLUSÃO
A construção de uma teoria científica, a partir de um elemento matriz, é uma tarefa complexa. Do pesquisador é exigido, inicialmente, que tenha conceitos básicos bem fundamentados num referencial teórico. Em seguida é preciso que ele estabeleça condições para unificar os conhecimentos em relação ao assunto da teoria a construir, organize um roteiro dos elementos básicos da teoria e siga um roteiro para a construção de uma teoria científica.

9.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO
01 Tem noção clara sobre a origem e o início da elaboração de uma teoria científica? 02 Empregou todos os procedimento adequados, abrangentes e consistente ao iniciar a construção de uma teoria científica ? 03 Refletiu o suficiente sobre os conceitos dos termos básicos constitutivos de uma teoria científica? 04 Tem noção clara sobre quando uma teoria é científica? 05 Tem noção clara e objetiva de como os fatos e as leis podem dar origem a uma nova teoria? 06 Tem entendimento objetivo sobre as funções decorrentes de uma teoria em construção ou já elaborada? 07 Está bem assimilada e fundamentada a estrutura de uma teoria científica? 08 Tem conhecimento completo das características das ciências factuais? 09 Tem segurança em relação aos passos a serem dados na trajetória da construção de uma teoria científica? 10 Tem conhecimento sólido sobre as principais características de uma teoria científica? 11 Foi difícil , após todo esse percurso, esboçar uma teoria científica?

9.4 EXERCÍCIO

134

Com base nos tópicos, 9.2.5 e 9.2.6, p. 125-126, tente esboçar uma teoria científica a partir de um assunto de livre escolha.

Capítulo 10

NORMAS DE REFERÊNCIA E DOCUMENTAÇÃO
Um dos principais itens ao se analisar uma Tese, após ter verificado seu conteúdo, é analisar suas referências quanto à natureza, pertinência, atualização, excelência e valor bem como sua forma de apresentação dentro das normas vigentes. Um trabalho acadêmico será tanto mais fidedigno quanto mais excelentes forem as fontes referenciais que lhe deram embasamento, sustentação e segurança ao seu desenvolvimento. Por isso, todo acadêmico ou pesquisador ao escolher o tema de sua pesquisa deve, preliminarmente, fazer um exaustivo levantamento do referencial teórico para, em seguida, fazer detida análise crítica dele e selecionar as fontes as mais adequadas e tidas como referenciais pela sua excelência para vinculá-las ao seu objeto de pesquisa.

135

10.1 INTRODUÇÃO 10.1.1 Conceituação
A parte formal de referenciar a informação e a documentação de um trabalho acadêmico ou científico é uma tarefa complexa, dependendo da natureza e da origem das fontes e da revisão da literatura. O acadêmico e o pesquisador defrontam-se com dificuldades na fase da redação do referencial e, para ajudá-lo a superá-las, elaborouse uma síntese da NBR, 6023, ago. 2002 (informação e documentação – referências e elaboração), complementada pela NBR 6032: 1989 (abreviação de títulos de periódicos e publicações seriadas), pela NBR, 10020: 2002 (informação e documentação – citações em documentos – apresentação) e pela NBR 10522:1988 (abreviação na descrição bibliográfica – procedimento).

10.1.2 Objetivos
O desenvolvimento desse capítulo visa atingir os seguintes objetivos: • Transmitir os conceitos básicos sobre referência e documentação que devem ser considerados na elaboração das referências dos trabalhos acadêmicos. • Auxiliar o acadêmico na elaboração correta da diversidade e da complexidade das referências de seus trabalhos acadêmicos e formais (TCC, Dissertação e Tese).

10.2 DESENVOLVIMENTO 10.2.1 Definições básicas

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A atividade de referenciar, isto é, fazer o rol das informações básicas das fontes pesquisadas, mencionadas e consultadas é uma tarefa complicada para o acadêmico e ao pesquisador. Para superar esse problema, a ABANT editou um caderno (AGO, 2002, NBR 6023) toda a orientação necessária. Para facilitar fez-se um resumo, conforme teor, a seguir. • Autor: é a pessoa ou um grupo de pessoas que respondem pelo conteúdo da obra ou trabalho. • Autor entidade: é a instituição ou grupo de instituições ou organizações ou empresa que respondem pela publicação. • Capítulo, seção ou parte: constituem a sucessão de itens que dividem o trabalho. • Documento: é um trabalho que contém uma informação completa sobre determinado assunto e que serve para consulta (impresso, manuscrito, sonoro, imagem), para o levantamento de dados de uma pesquisa. • Edição: são os exemplares produzidos a partir de uma matriz ou original, podendo ser reeditado. • Editora: é a casa publicadora ou instituição responsável pela impressão da obra. • Monografia: é um “documento constituído de uma só parte ou de um número preestabelecido de partes que se complementam”. • Publicação periódica: é uma publicação constituída de unidades sucessivas, numéricas e contínuas por tempo indeterminado (Jornal, revista). • Observação: não confundir com uma coleção que trata de um determinado assunto, distribuído por um conjunto de volumes numerados. • Referência: é um conjunto padrão de elementos de identificação individual de uma obra. • Separata: é uma publicação de parte de um trabalho que mantenha as características do original e que contenha a denominação de “separata”. • • Subtítulo: é uma informação complementar ao título. Suplemento: é um documento adicionado ao principal com o fim de complementá-lo ou de aperfeiçoá-lo.

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Título: é a palavra, expressão ou frase que identifica a natureza do assunto contido na obra ou no trabalho acadêmico.

10.2.2 Elementos da referência e localização
Elementos essenciais: são constituídos pelos identificadores que dão suporte à identificação específica de cada um deles conforme sua natureza. Elementos complementares: são elementos adicionados aos essenciais que possibilitam caracterizar melhor o documento. As informações referenciais podem ser registradas no rodapé, no fim do texto ou do capítulo, na lista de referências ou antecedendo os resumos. As resenhas ou as recensões (recenseamento, cotejamento de um texto publicado com o original, lista).

10.2.3 Regras gerais de apresentação
As normas adotadas na apresentação das referências seguem as seguintes diretrizes: Normas padronizadas: tanto nos elementos essenciais, quanto nos complementares, devem ser apresentados seqüencialmente. Estrutura de cada referência deve conter todos os elementos necessários, conforme item 5, abaixo. Alinhamento das informações: deve ser feito à esquerda de forma a identificar individualmente cada documento, em espaço simples no registro de todas informações, porém, duplo, separando uma da outra. Pontuação: segue o padrão internacional, as abreviaturas devem estar de acordo com as normas da ABNT (NBR 10520). Recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico): quando adotado deve seguir um padrão único em todo o documento.

10.2.4 Abrangência do teor do capítulo

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Este capítulo é minucioso e abrangente em relação às normas de referência e documentação, contendo os seguintes itens: Monografia como um todo - Monografia no todo em meio eletrônico - Parte da monografia - Publicações periódicas - Documentos jurídicos: legislação, jurisprudência e doutrina - Documento jurídico eletrônico - Imagem em movimento - Documento iconográfico - Documento cartográfico - Documento sonoro Partitura - Documento tridimensional - Transcrição de documentos - Ordenação das referências.

10.2.5 Modelo de referência 10.2.5.1 Monografia no todo
Conceituação: diversas fontes, como livro, folheto, trabalho acadêmico (TCC, Dissertação e Tese), manual, guia, catálogo, enciclopédia, dicionário, etc. Ela tem dois enfoques: Elementos essenciais: autor ou autores, título e subtítulo (se houver), edição, local, editora e data da publicação. (Elementos complementares: ilustrador, tradutor, revisor, adaptador, compilador, etc.); informações sobre características físicas do suporte material, páginas, volumes, ilustrações, dimensões, série editorial, notas e ISBN (International, Standard Book Numbering). Exemplo: GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. Niterói: EdUF, 1998. 137 ., 21 cm. (Coleção Antropologia e Ciência Política, 15). Bibliografia: p. 131. ISBN 85-7285068-8.

10.2.5.2 Monografia no todo em meio eletrônico
A monografia em meio eletrônico: é representada pelo disquete, CD-ROM, on line, segue a referência padrão, acrescida da informação específica. Exemplo: KOOGAN, André; HOUAISS, Antonio (Ed.). Enciclopédia e dicionário digital 93. Direção geral de André Koogan Breikmam. São Paulo: Delta: Estadão, 1988. 5 CDROMN. Obra foi acessada via on line: a referência tem um formato especial, no lugar da editora é transcrito o site, entre abertura angulares, precedidas de: Disponível em: <site>. Seguida da expressão: Acesso em: data Exemplo: ALVES, Castro. Navio negreiro. [S.I.]: Virtual Books, 2000. Disponível em: <http://www.terra.com.br/virtualbooks/freeboopk/porLport2/>. Acesso: em 10 jan. 2002, 16.30.30.

10.2.5.3 Parte da Monografia
Parte de monografia: efetivada mediante a inclusão de um capítulo, volume, ou outras partes de um trabalho com autoria própria. A referência segue o padrão: autor ou autores, título da parte, seguida do “In”, e da referência da monografia, finalizando com o número da paginação.

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Exemplo: CAMPOS, M. Malta. A formação de professores para crianças de 0 a 10 anos. In BICUDO, Maria Viggiani et alii (orgs.). Formação do educador e avaliação educacional. São Paulo: Ed. UNESP, 1999, vol. 2. Os elementos complementares: quando necessários, devem ser acrescentados para dar uma identificação mais clara do documento. Exemplo: ROMANO, Giovanni. Imagens da juventude na era moderna. In LEVI, G.; SCHMIDT, J. (Org.). História dos jovens 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, -. 7-16.

10.2.5.4 Parte da Monografia em meio eletrônico
Parte da monografia em meio eletrônico: o registro dos elementos gerais segue o padrão; o específico, isto é, o meio eletrônico (disquete, CD-Rom, on line e similares), são usadas as expressões: Disponível em <Site>. Acesso em..... Exemplo: SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Tratados e organizações em matéria do meio ambiente. In: ____. Entendendo o meio ambiente. São Paulo, 1999. v. 1. Disponível em: <http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm>. Acesso em: 8 mar. 1999.

10.2.5.5 Publicação periódica: coleção, fascículo, número de revista,
jornal
Fontes: obtidas via computador: autor(es), título e subtítulo (da parte ou do todo da obra), dados da edição, dados da publicação (local, editor, data) nos mesmos padrões para os modelos acima apresentados. Publicação como um todo Exemplos: REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939-. Trimestral. 4 Absorveu Boletim Geográfico do IBGE. Índice acumulado, 1939-1983. ISSN 0034723X. SÃO PAULO MEDICAL JOURNAL = REVISTA PULISTA DE MEDICINA. São Paulo: Associação Paulista de Medicina, 1941-. Bimestral. ISSN 00350362.

Partes da revista, boletim e similares: correspondente ao volume, ao caderno ou ao fascículo. Elementos essenciais: título, local da publicação, título da parte, (se houver), local da publicação, editora, numeração do ano e/ou volume, numeração do fascículo, as informações de períodos e datas de sua publicação e as particularidades que identificam a parte e notas. Exemplo:
DINHEIRO, São Paulo: Ed. Três, n. 148, 28 jun. 2000.

Artigo e/ou material de revista, boletim e similares. Elementos essenciais: Autor (es) (se houver), título do artigo ou matéria, subtítulo (se houver), título da publicação, local da
4

ISSN: International Standard Serial Number = Número Internacional Normalizado de Publicações Seriadas.

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publicação, número correspondente ao volume e/ou ano, fascículo ou número, paginação inicial e final do artigo ou da matéria, informações de período ou data de publicação. Exemplos: COSTA, V. R. À margem da lei: o Programa comunidade solidária. Em Paula-Revista da Faculdade de Serviço Social da UERJ, Rio de Janeiro, n. 12, p.131-148, 1998. GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança publica. Política e Administração. Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 15-21, set. 1997. TOURINHO NETO, F. C. Dano ambiental. Consulex-Revista Jurídica, Brasília, DF, ano 1, p. 18-23, fev. 1997.

Artigo e/ou material de jornal, boletim e similares em meio eletrônico. Obras “on line”: registrar os elementos essenciais sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão “Disponível em:” e data do acesso ao documento, seguido da expressão “Acesso em:”. Exemplos: SILVA M. M. L. Crimes da era digital. Net, Rio de Janeiro, nov. 1998. Seção Ponto de Vista. Disponível em: <http://www.brazilnet.com.br/brasilrevistas.htm>. Acesso em: 28 nov. 1998. RIBEIRO, P. S. G. Adoção à brasileira: uma análise sócio-jurídica. Datavenia, São Paulo, ano 3, n. 18, ago. 1998. disponível em: <http//www.datavenia.inf.br/frameartig.html>. Acesso em: 10 set. 1998.

Artigo ou matéria de jornal que abrange comunicações, editorial, entrevistas, recensões, resenhas e similares deve constar os elementos essenciais: Autor (es) (se houver), título do jornal local da publicação, seção, caderno ou parte do jornal, paginação correspondente. Exemplo: NAVES, P. Lagos andinos dão banho de beleza. Folha de São Paulo, São Paulo, 28 jun. 1999. Folha Turismo, Caderno 8, p. 13.

Artigo de jornal em meio eletrônico: (Obras “on line”, disquetes, CD-ROM): registrar os elementos essenciais sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão “Disponível em:” e data do acesso ao documento, seguido da expressão “Acesso em:”. Exemplo: SILVA, Ives Gandra da. Pena de morte para o nascituro. O Estado de São Paulo. São Paulo, 19 de set. 1998. Disponível em: <http://ww.providafamilia.org/pena_morte_nascituro.htm>. Acesso em: 25 nov.1998.

10.2.5.6 Evento como um todo
Evento como um todo: abrange o conjunto de trabalhos ou documentos apresentados num evento e reunidos formando atas, anais, resultados do mesmo. Elementos essenciais: nome do evento, numeração (se houver), ano, local de realização, título e subtítulo (se houver), seguido dos dados do local da publicação, editora e data. Elementos complementares: denominações de seções ou divisões do evento, indicação de quantidade de volumes, ou partes, indicações de responsabilidade.

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Anais de congresso Exemplos: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES, 13., 1995, Belo Horizonte. Anais [...]. Belo Horizonte: UFMG, 1995, 665 p. Procedings de encontro: IUFOST INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON CHIMICAL CHANGES DURING FOOD PROCESSING, 1994, Valencia. Procedings [...] Valencia: Instituto de Agroquimica y tecnologia de Alimentos, 1997.

Resumos de encontro Exemplo: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE DE QUÍMICA, 20., 1997, Poços de Caldas. Química: academia, indústria, sociedade: livro de resumos. São Paulo: Sociedade Brasileira de Química, 1997.

Resumo de trabalho de congresso Exemplo: MARTIN NETO, L.; BAYER, C. MIELNICZUK, J. Alterações qualitativas da matéria orgânica e os fatores determinantes da sua estabilidade num solo podzóico vermelho-escuro em diferentes sistemas de manejo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA DE BANCO DE SOLO, 26., 1997, Rio de Janeiro. Resumos [...] Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Ciências do Solo, 1997, p. 443, ref. 6-141.

Trabalho publicado em anais do congresso Exemplo: BRAYNER, A. R. A; MEDEIROS, C. B. Incorporação do tempo em SGBD orientado a objetos: In SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS, 9., 1994, São Paulo. Anais [...] São Paulo: USP, 1994, p. 16-29.

Em meio eletrônico: ver item 4.5.6, acima. Exemplo: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos [...] Recife: UFPe, 1996. Disponível em: <http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais/htm>. Acesso em: 21 jan.1997.

10.2.6

Patente

Os elementos essenciais: constituídos pela entidade responsável, e/uo autor, pelo título, pelo número da patente e datas (do período do registro). Exemplo: EMBRAPA. Unidade de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos). Paulo Estevão Cruvinel. Medidor digital multissensor de temperatura para solos. BR n. PI 8903105-9, 26 jan. 1989, 30 maio 1995.

10.2.7 Documento jurídico

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10.2.7.1 Legislação
Vasta gama de tipos de normas legais: Constituição Federal, Os códigos, as Leis Complementares, as Leis Ordinárias, as Medidas Provisórias, os Decretos, Resoluções, Portarias, Instruções. Elementos essenciais: jurisdição, título, numeração, data e dados da publicação. A Constituição e suas emendas têm um formato próprio: entre o nome da jurisdição acrescenta-se a palavra Constituição, ano da promulgação entre parênteses. Exemplos: SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p. 217-220, 1998. BRASIL. Medida provisória nº 1.569, de 11 de dezembro de 1997. Poder Executivo, Brasília, DF, 14 de dezembro de 1997. Seção 1, p. 29514. BRASIL, Congresso. Senado. Resolução nº 17, de 1991. Coleção de Leis da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v. 183, p. 1156-1157, maio/jun. 1991. BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995. Lex: legislação federal e marginalia. São Paulo, v. 59, p. 1966, out./dez. 1995.

Elementos complementares, quando necessários. Exemplos: SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Dispõe sobre desativação de unidade administrativa de órgãos da administração direta e das autarquias do Estado e dá outras providências correlatas. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, nº 3, p. 217-220, 1998. BRASIL. Medida provisória nº 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Estabelece multa em operações de importação, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez. 1997. Seção 1, p. 292514. BRASIL. Congresso. Senado. Resolução nº 17, de 1991. Autoriza o desbloqueio das Letras financeiras do Tesouro do Estado do Rio Grande do Sul, através de revogação do parágrafo 2º, do artigo 1º da Resolução nº 72, de 1990. Coleção de Leis da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v. 183, p. 1156-1157, maio/jun. 1991.

10.2.7.2 Jurisprudência
similares)

(decisões: súmulas, enunciados, acórdãos, sentenças e

Elementos essenciais: jurisdição, órgão judiciário competente, natureza da decisão, número, partes envolvidas, relator, local, data e dados da publicação. Exemplos: BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. In______. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994, p. 16. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Hábeas-corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar. 1998. Elementos complementares, quando necessários. Exemplo: BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Processual Penal. Hábeas-corpus.

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Constrangimento ilegal. Habeas-corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar. 1998.

10.2.7.3 Doutrina (discussão técnica sobre questões legais, esclarecimentos e similares).
7.3.1 Exemplo: BARRIOS, Raimundo G. de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor: Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, v. 19, n. 139, p. 57-72, ago. 1995.

10.2.7.4 Documento jurídico eletrônico
Segue procedimentos análogos das referências das outras fontes. Exemplos: LEGISLAÇÃO brasileira: normas jurídicas federais, bibliografia brasileira de Direito. 7. ed. Brasília, DF: Senado Federal, 1999, 1 CD-ROM. Inclui resumos padronizados das normas jurídicas editadas entre janeiro de 1946 e agosto de 1999, assim como textos integrais de diversas normas. BRASIL. Lei nº 9.887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação tributária federal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8 dez. 1999. Disponível em: <http://www.truenetm.com.br/jurisnet/sumusSTF.html>. Acesso em: nov. 1998.

10.2.8 Imagem em movimento
Elementos essenciais: título, diretor, produtor, local, produtora, data e especificação do suporte em unidades físicas. Exemplo: OS PERIGOS do uso de tóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade. São Paulo: CERAVI, 198. 1 videocassete. Elementos complementares: todas as informações sobre o documento. Exemplo: CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de ClermontTonerre e Arthur Cohn. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marília Pêra; Vinicius de Oliveira;Sônia Lira; Othon Bastos; Matheus Nachtergaelle e outros. Roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel Carneiro e Walter Salles Júnior. [S.l.]: Lê Studdio Canal; Riofilme; MACT Productions, 1998. 1 bobina cinematográfica (106 min.), son., color., 35 min.

10.2.9 Documento iconográfico 10.2.9.1 Elementos
Abrangência dos documentos: pintura, gravura, ilustração, fotografia, desenho, transparência e similares. Elementos essenciais: autor, título (inexistente, atribuir uma denominação ou fazer constar a

144

expressão sem título; ambos os casos, entre colchetes). Exemplo: KOBAYASHI, K. Doença dos Xavantes. 1980. 1 fotografia. Elementos complementares: acréscimo de outra informações. Exemplo: KOBAYASHI, K. Doença dos Xavantes. 1980. 1 fotografia, color., 16cmx56 cm.

10.2.9.2 Documento iconográfico em meio eletrônico:
O documento iconográfico deve seguir os mesmos padrões do documento do iconográfico comum, com acréscimo das informações específicas em relação à descrição física (Disquete, CD-ROM e similares). Se for on line, seguir os procedimentos próprios. Exemplos: VASO. TIFF. 1999. Altura:1083 pixels. Largura: 827 pixels. 300 dpi. 32 BIT CMMYK. 3.5 Mb. Formato TIFF bitmap. Compactado. Disponível em: <C:Carol\VASO.tiff>. Acesso em 28 out. 1999. ESTAÇÃO da Cia. Paulista com locomotiva elétrica e linhas de bitola larga. 1 fotografia, p&b. In LOPES, Eduardo L. V. Memória fotográfica de Araraquara. Araraquara: Prefeitura do Município de Araraquara, 1999. 1CD-ROM.

10.2.10 Documento cartográfico 10.2.10.1 Elementos
Elementos essenciais: constituídos pelo(s) autor(es), título, local, data da publicação, indicação da escala e outras informações complementares. Exemplos: ATLAS Mirador Internacional. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil, 1981. 1 Atlas. Escalas variam. INSTITUTO GEOGRÁFICCO E CARTOGRÁFICO (São Paulo, SP). Regiões do governo do Estado de São Paulo. 1994. 1 Atlas. Escala 1:2.000. Elementos complementares: outras informações. Exemplos: BRASIL e parte de América do Sul: mapa político, escolar, rodoviário, turístico e regional. São Paulo: Michalany, 1981. 1 mapa, colo., 79 cm x 95 cm. Escala 1.600.000. LANSAT TM5: imagem de satélite. São José dos Campos: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 19817-1988. 1 fotografia aérea. Escala 1:100.000. Canais 3, 4 e composição colorida 3, 4 e 5.

10.2.10.2 Documento cartográfico em meio eletrônico
O documento cartográfico em meio eletrônico: segue o padrão com acréscimo dos dados

145

específicos (disquete, CD-ROM, on line e similares). Sendo on line, segue o padrão próprio. Exemplos: ESTADOS UNIDOS. National Oceanic and Atmospheric Administration. 19999071318.GIF. Itajaí: UNIVALI, 1999. 1 imagem de satélite. 557 Kb. GOES-08: SE. 13 jul. 1999, 17,45Z, IRO4. 1 disquete 3½ pol. MAPA de ubicación: vista ampliada. Buenos Aires: Dirección de Salud y Acción Social de la Armada, c2001, 1 mapa, color. Escala indeterminável. Dsponível em; <http://www.diba.org/turismo/hotesews/ushuaia/ ubicación2.htm>. Acesso em 13 jan. 2002.

10.2.11 Documento sonoro 10.2.11.1 Elementos
Definição: documentos sonoros são compostos por disco, CD, cassete, rolo e similares. Elementos essenciais: são representados pelo(s) compositor(es), intérprete(s), título, local da edição, gravadora e data, especificação do suporte. Exemplos: ALCIONE. Ouro e cobre. São Paulo: RCA Victor. p. 1988. 1 disco. Elementos complementares outras informações, quando necessárias. Exemplo: ALCIONE. Ouro e cobre. Direção artística: Miguel Propschi. São Paulo; RCA, Victor, p1988. 1 disco sonoro (45 min.), 33 1/3 rpm., estéreo., 12 pol.

10.2.11.2 Documento sonoro em parte
Elementos essenciais: são constituídos pelo(s) compositor(es), intérprete(s), pela faixa da gravação, Título, seguidos da expressão In:, e da referência de todo o documento sonoro, informando, ao final, a faixa. Exemplo: GINO, A. Toque macio. Intérprete: Alcione. In: ALCIONE. Ouro e cobre. São Paulo: RCA Victor, p1988. 1 disco sonoro. Lado A, faixa 1. Elementos complementares: outras informações quando necessárias. Exemplo: GINO, A. Toque macio. Intérprete: Alcione. In: ALCIONE. Ouro e cobre. Direção: Miguel Propschi. São Paulo: RCA Victor, p1988. 1 disco sonoro 45 min., 33 1/3 rpm, estéreo., 12 pol. Lado A, faixa 1 (4 min 3 s).

10.2.12 Partitura 10.2.12.1 Elementos
Elementos essenciais: são constituídos pelos componentes: autor(es), título, local, editora, data, designação específica e indicação do instrumento. Exemplo:

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BARTÓK, Bela. O mandarin maravilhoso. Wien: Universal, 1952, 1 partitura. Orquestra. Elementos complementares: outras informações quando necessárias. Exemplo: BARTÓK, Bela. O mandarin maravilhoso: op. 19. Wien: Universal, 1952, 1 partitura. Orquestra.

10.2.12.2 Partitura em meio eletrônico
Partitura em meio eletrônico: referenciar dentro do padrão acima, com acréscimo dos dados específicos do suporte físico (disquete, CD-ROM, on line, e similares). Quando on line seguir o procedimento específico. Exemplo: OLIVA, Marcos; MOCOTÉO, Tiago. Fervilhar: frevo. [19-?]. 1 partitura. Piano. Disponível em: <http://openlink.br.inter.net/picolinol/partitur.htm>. Aceso em: 5 jan. 2002.

10.2.13 Documento tridimensional 10.2.13.1 Conceito e elementos
Conceituação: é representado por escultura, maquete, objetos em geral, peças de museu (fósseis, animais empalhados) e similares. Elementos essenciais: que devem constar: autor(es), título (se inexistente, atribuir uma denominação, ou usar a expressão: Sem título), data. Exemplo: DUCHAMP, Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável. Elementos complementares outras informações, quando necessárias. Exemplo: DUCHAMP, Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável, borracha colorida e cordel. Original destruído. Cópia por Richard Hamilton, feita por ocasião da retrospectiva de Duchamp na Tate Gallery (Londres) em 1966. Coleção de Arturo Schwarz. Tradução de Sculpture for travelling.

10.2.13.2 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico (exige
base de dados, site, programas e similares)
Elementos essenciais: que devem constar: autor(es), título do serviço, versão, descrição física do meio eletrônico. Sendo on line, segue o padrão próprio. Exemplos: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas.doc. Curitiba, 1998, 5 disquetes.

147

ÁCAROS no Estado de são Paulo. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELO”. Base de Dados Tropical. 1985. Disponível em: <http://www.bdt.fat.org.br/acaro/sp/>. Acesso em: 20 maio 2002. Elementos complementares: outras informações quando necessárias. Exemplos: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas.doc. Normas para apresentação de trabalhos. Curitiba, 1998, 5 disquetes 3½ pol. Word for Windows 7.0. GALERIA virtual de arte do Vale do Paraíba. São José dos Campos: Fundação Cultural Cassiano Ricardo, 1988. Apresenta reproduções virtuais de obras de artistas plásticos do Vale do Paraíba. Disponível em: <http://www.virtualvale.com.br/galeria>. Acesso em: 27 nov. 1998.

10.2.14 Transcrição de elementos 10.2.14.1 Autoria
Entrada a partir do nome, pessoal ou de entidade, tendo como referência o Código de Catalogação Anglo-Americana em vigência. Autor pessoal: pelo sobrenome, letras maiúsculas, seguido do prenome outros sobrenomes abreviados, ou não. Quando for mais de um autor, separar os nomes com ponto e vírgula. Exemplos: MORAES, Irany Novah; CORREA NETO, Alípio.Metodização da pesquisa científica. São Paulo: Edigraf/USP, 1970. MENANDRO, P. R. M.; TRINDADE, Z. A.; BORLOTI, E. B. (orgs.). Pesquisa em psicologia: recriando método. Vitória: UFES/CAPES, 1999.

Existência de mais de três: após o primeiro autor usa-se a expressão et al. (et alii) = e outros. Existência de vários autores: porém, explicitamente, um é o coordenador ou o organizador, a entrado com o nome dele. Exemplo: HIRANO, Sedi (org.). Pesquisa social: projeto e planejamento. São Paulo: T. A. Queiroz, 1979.

Existência de registros: de outras responsabilidades (tradutor, revisor, ilustrador ou similares) pode ser acrescentada a informação logo após o título. Exemplo: TURABIAN, Kate L. Manual de redação: monografias, teses e dissertações. Tradução Vera Rinoldi. São Paulo: Martins Fontes,2000.

Autor entidade: representado por um órgão oficial, por uma entidade, empresa ou um evento. Exemplos: BRASIL. MINISTÉRIO D EDUCAÇÃO. Reforma da educação superior: confirmando princípios e consolidando diretrizes da reforma da educação superior. Documento II. Brasília, DF: MEC, 2004.

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

Autoria desconhecida: registra-se o nome da obra. Exemplo: INTRODUÇÃO e intuição do pensamento científico. Ciência e cultura. São Paulo: Sociedade Brasileira para o Progresso de Ciência, 27, (1):2-10,27, (3): 237-243, 1975.

10.2.14.2 Título e subtítulo
Ambos devem ser referenciados como aparecem grafados na obra ou no trabalho. Exemplo: LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marinha de Andrade. Metodologia do trabalho cientifico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. São Paulo: Atlas, 1983.

Ambos exageradamente longos: pode-se adotar a supressão de parte dos mesmos. Exemplo: LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marinha de Andrade. Metodologia do trabalho cientifico: procedimentos básicos [...]. São Paulo: Atlas, 1983.

Grafados em mais de uma língua: registra-se somente o primeiro que for grafado. Exemplo: SÃO PAULO MEDICAL JOURNAL = REVISTA PAULISTA DE MEDICINA. São Paulo: Associação Paulista de Medicina, 1941-. Bimensal. ISSN 0035-0362.

10.2.14.3 Títulos de periódicos
Elementos essenciais: Autor (es) (caso existam), título do jornal local da publicação Exemplo: LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999.

Inexistência de título: tomar como referência uma palavra ou frase que identifique o teor da obra. Exemplo: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE AQUICULTURA, 1., 1978. Recife. [Trabalhos apresentados]. Academia Brasileira de Ciências, 1980.ii, 412 p.

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10.2.14.4 Edição
Indicação da edição: é obrigatório seu registro. Exemplo: FOLSCHEID, Dominique; WEENEBURGER, Jean-Jacques. Metodologia filosófica. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002

Indicação de acréscimos, de emendas: ou de complementos. Exemplo: FOLSCHEID, Dominique; WEENEBURGER, Jean-Jacques. Metodologia filosófica. Tradução de Paulo Neves. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. (Ferramentas).

Versão do documento eletrônico: considerá-la como edição. Exemplo: ASTROLOGY source. Version 1.0A. Seattle.Multicom Publishing, c1994. 1 CDROM.

102.14.5 Local
Nome do local, registro obrigatório. Exemplo: GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas da pesquisa social. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1994.

Nomes homônimos: para evitar confusão acrescentar ao nome a sigla da unidade da Federação: Viçosa, AL; Viçosa, MG e Viçosa, RJ.

Mais de um local para a mesma editora: a escolha recairá sobre o nome de mais destaque. Exemplo: SWOKOWSKI, E. W.; FLORES, V. R. L. F.; MORENO, M. Q. Cálculo de geometria analítica. Tradução de Alfredo Alves de Faria. Revisão técnica Antonio Pertence Júnior. 2. ed. São Paulo: Makron Books do Brasil, 1994, 2 v.

14.5.4 Nome do local não aparece: mas com possibilidade de identificação, coloca-se o nome entre colchetes. Exemplo: LAZARINI NETO, Sylvio. Cria e recria. [São Paulo]: SDF Editores, 1994, 108 p.

Impossibilidade de identificar o nome do local: usa-se a expressão sine loco (S. l.). Exemplo: KRIEGER, Gustavo.; NOVAES, Luís Antonio; FARIA, Tales. Todos os sócios do presidente. 3. ed. [S.l.]: Scritta, 1992, 195, p.

10.2.14.6. Editora

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O nome da editora registrado como figura: no documento, abreviando e dispensando palavras, quando possível. Exemplo: MARCÍLIO Maria Luíza. História da escola em São Paulo e no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Instituto Fernand Braudel, 2005.

Mais de uma editora: são registradas as duas, com seus respectivos locais. Sendo três, registra-se somente aquela que tiver destaque. Exemplo: VALERIEN, Jean; DIAS, José Augusto. Gestão da escola fundamental: subsídios para análise e sugestão de aperfeiçoamento. 8.ed. São Paulo: Cortez [Paris]: UNESCO; [Brasília]: Ministério da Educação e Cultura, 2002.

Sem identificação da editora: usa-se a expressão sine nomine (s.n.). Exemplo: LA SALLE, Jean-Baptiste de. Conduite des écoles chrétiennes. Édition du manuscrit français 1759 da la Bilbiothèque Nationale de Paris Introdution et Notes comparatives avec l´édition princeps de 1720. Paris: [s.n.], [1951].

Nem editor nem editora podem ser identificados: na sua ausência são usadas as duas expressões. Exemplo: CARVALHO: Guido Ivan de. Ensino Superior: legislação e jurisprudência. 3. ed. [S.l.: s. n.], 1971.

Editora é a mesma pessoa do editor: omite-se o nome dela. Exemplo; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Catálogo de graduação, 1994-1995. Viçosa, MG, 1994. 385 p.

10.2.14.7 Data
Data registrada com algarismos arábicos: quando não for explicitada usar a data de publicação, da distribuição, o copirraite, da impressão, do depósito (da apresentação), ou outra que for possível localizar dentro da obra, como a do prefácio. Exemplos: Um ano ou outro ........................................ [1940 ou 1941] Data provável .............................................. [1958?] Data certa, porém não indicada no local ..... [1930] Com intervalos menores de dez anos ......... [entre 1928 e 1937] Data aproximada ......................................... [1945] Década certa ............................................... [194-] Década provável ..........................................[196-?] Século certo ................................................. Exemplo: TORRINHA, Francisco. Dicionário Português-latino. Porto (Portugal): Editorial Domingos Barreira, [1939].

Coleção volumes editados em datas diferentes: registra-se a data do primeiro e do último

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volume. Exemplo: LEITE, Serafim, S. J. História da companhia de Jesus no Brasil. Do século XVI ao século XVIII. Suplemento biográfico, índice geral. Lisboa: Portugália; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Instituto Nacional do Livro, 1938-1950, 10 v.

Coleção de periódico Exemplo: NOSSA HISTÓRIA. São Paulo:Vera Cruz, 2003-. Mensal.

Coleção de periódicos encerrada: o registro das datas é o inicial e final. Exemplo: O CRUZEIRO. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1940-1961. Semanal.

Indicação dos meses e as divisões do ano ou dos períodos. Exemplo: CAMARGO, E. A. S. P. et al. Educação direito de cidadania e mercadoria. Educação & sociedade. Campinas, v. 84, p. 727-731, set. 2003.

Estação ao invés do mês. Exemplo: MANSILLA, H. C. F. La controversia entre universalismo y particularismo em la filosofia de la cultura. Revista Latinoamericana de Filosofia, Buenos Aires, v. 24, n. 2, primavera 1998.

10.2.14.8 Descrição física
Registro do número de páginas: faz-se a consignação do número da última página. Exemplo: GOMES, Ângela de Castro (Org.). Capanema: o ministro e seu ministério. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000, 276 p.

Obra publicada em vários volumes: ou unidades físicas, adota-se o algarismo arábico para indicar o número de unidades, seguido da letra v. (volume). Exemplo: LEITE, Serafim, S. J. História da companhia de Jesus no Brasil. Do século XVI ao século XVIII. Suplemento biográfico, índice geral. Lisboa: Portugália; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Instituto Nacional do Livro, 1938-1950, 10 v.

Discordância entre o número de volumes bibliográficos: do número dos físicos. Exemplo: SILVA, De Plácido E. Vocabulário Jurídico. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1996, 5 v. em 3.

14.8.4 Partes referenciadas: devem-se registrar a página inicial e a final, precedida da letra p. ou f.

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Exemplo: CURY,Carlos Roberto Jamil; NOGUEIRA, Maria Alice. O atual discurso dos protagonistas das redes de ensino. In: CUNHA, Luís Antonio (org.). Escola pública, escola particular a democratização do ensino. São Paulo: Cortez, 1985, p. 65-93.

Irregularidade na numeração: deve-se fazer menção ao referenciar. Exemplo: MARQUES, M. P.; LANZELOTTE, R. G. Banco de dados e hipermídia: construindo um metamodelo par ao Projeto Portinari. Rio de Janeiro: PUC, Departamento de informática, 1993. paginação irregular.

10.2.14.9 Ilustrações
Indicação por duas abreviaturas: simples il.; colorida, il. color. Exemplo: FIGUEIRA, Divalte Garcia. História: novo ensino médio. 2. ed. São Paulo: Ática, 2003, il. Color.

10.2.14.10 Dimensões
Registro das dimensões das obras: é opcional. Exemplo: TEIXEIRA, Anísio. Educação não é privilégio. 5. ed. Comentada por Maria Cassim. Rio de Janeiro: UFRJ, 1994. 252 p., 140 X 210cm.

10.2.14.11 Séries e coleções
Registro de série ou coleções: é opcional. Exemplo: GHIRALDELLI JÚNIOR, Paulo. História da educação. São Paulo: Cortez, 1991. – (Coleção Magistério – 2º Grau. Série formação do professor).

10.2.14.12 Notas
Notas são informações complementares: quando necessárias são incluídas ao final da referência sem ênfase ou destaque a fim de dar destaque à obra. Exemplo: LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação. São Paulo: Cortez, 1990 – (Coleção magistério – 2º grau. Série formação do professor).

Documentos traduzidos: têm seu registro referenciado quando a tradução vem mencionada. Exemplo: LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Tradução de Heloísa Monteiro e Francisco

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Settineri. Porto Alegre: Artes Médicas; Belo Horizonte: UFMG, 1999.

Separatas: têm seu registro referencial conforme consta na publicação. Exemplo: AMAZÔNIA: ainda é possível salvar? Percorremos a floresta para revelar as tragédias e conhecer as experiências que poderão preservar a mais rica biodiversidade do planeta Grandes Reportagens. O Estado de São Paulo. São Paulo: novembro e dezembro de 2007. 122 p.

Registro dos trabalhos acadêmicos: (TCC, Dissertações e Teses) deve conter tipo de documento, grau acadêmico, local e data da defesa. Exemplo: COSTA, Lair de Queiroz. Um jogo em grupos co-operativos para a construção do conceito de número inteiros e para abordagem dos conteúdos: procedimentos, conteúdos e normas. Campinas , SP: [s.n.], 2003. Tese (Doutorado em Matemática) Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, 2003.

Outras notas complementares: como ISBN, redução, afins, sua menção é feita quando houver necessidade. Exemplo: ABEU, Mariza. Organização da educação nacional na constituição e na LDB. Ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2002. – 160 p. – (Coleção educação). ISBN 85-7429-016-5.

1.2.15 Ordenação das referências
Ordenação das referências: segue o padrão estabelecido pela NBR 10520, podendo ser adotados um dos dois sistemas: alfabético e o numérico.

10.2.15.1 Sistema alfabético
Localização: as referências são localizadas ao final do trabalho, artigo ou capítulo, em rigorosa ordem alfabética, com entrada do sobrenome do autor, em caixa alta com alinhamento à esquerda, conforme NBR 10520. As chamadas no texto feitas a partir do sobrenome do autor, ano; ao final do texto, entre parênteses, em caixa alta, data. Exemplos: Dentro do texto: Segundo Abreu (2002), o Plano Municipal de educação [...]. Ao final de uma citação: O livro didático, de forma alguma, deve ser instrumento descartável no processo de ensino. Ele é um instrumento importante, desde que tem a possibilidade de registrar e manter registrada, com fidelidade e permanência, a mensagem. O que está escrito permanece escrito, não é tão perecível quanto à memória viva. Através do livro, o educando terá possibilidade de se reportar, quantas vezes quiser, ou

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necessitar, mantendo sempre sobre ele uma posição crítica (LUCKESI, 1990, p. 144).

Caso especial: ocorre na referência à repetição seguida do autor, com obra diferente, ou com a mesma obra, na mesma página, digitar um traço sublinear correspondente a seis toques. Mesmo autor com a mesma obra. Exemplo: LEITE, Serafim, S. J. História da companhia de Jesus no Brasil. Século XVI, o estabelecimento. Lisboa: Portugália; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1938, v. I, t. I. ______. Suma histórica da companhia de Jesus no Brasil. (Assistência de Portugal), 1540-1760. Lisboa: Investigação de ultramar, 1965.

Mesmo autor e mesma obra: no lugar da obra repetir o traço, colocando um ponto entre o autor e a obra. Exemplo: LEITE, Serafim. Suma histórica da companhia de Jesus no Brasil. (Assistência de Portugal), 1540-1760. Lisboa: Investigação de ultramar, 1965. ______. (Assistência de Portugal), 1540-1760. Lisboa: Investigação de ultramar, 1965

10.2.15.2. Sistema numérico
Conceituação: é adotado na ordem seqüente das citações do texto, quando somente contiver nome de autores. Exemplos: 1 SAVIANI, Dermeval. A nova lei da educação: trajetória, limites e perspectivas. Campinas: Autores associados, 1997. 2 CUNHA, Luís Antônio. O ensino de ofícios artesanais e manufatureiros no Brasil escravocrata. São Paulo: UNESP, 2000. 3 VALERIEN, Jean; DIAS, José Augusto. Gestão da escola fundamental: subsídios para a análise e sugestão de aperfeiçoamento. 8. ed. São Paulo: Cortez [Paris]: UNESCO; [Brasília] Ministério da Educação e Cultura, 2002.

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10.2.16 Quadro sinótico. Normas de referência e documentação
TÓPICO SÚMULA
Referenciar é consignar os itens indicadores de uma obra: autoria, título, edição, local da publicação, editora e ano. Elementos identificadores essenciais e complementares. Informações referenciais são registradas no rodapé, no fim do capítulo ou da obra. Seguir as normas institucionalizadas pela ABNT. Estrutura da referência, alinhamento à esquerda, pontuação padrão internacional, empregos dos recursos tipográficos. Monografia: livro, folheto, TCC, Dissertação, Tese, no meio eletrônico, CD-ROM, on line (site) - Publicação periódica: edição, fascículo, número de revista, jornal. - Dados: autor, título, subtítulo, edição, local, editor, data. - Artigo ou matéria de jornal em meio eletrônico, além dos dados identificadores, registrar o endereço eletrônico usando as expressões: Disponível em: <site>. Acesso em: data. – Evento: nome, número, ano, local, título (subtítulo), local da publicação, editora, ano. Autor, título (subtítulo), número da patente, data (período do registro). Legislação: Constituição Federal, Códigos, Leis (Complementar e Ordinárias), Medida Provisória, Jurisprudência (decisões) doutrina (interpretação hermenêutica das leis). Elementos: jurisdição, título, data, dados da publicação. Jurisprudência: súmulas, enunciados, acórdãos, sentenças e similares. Doutrina: discussão técnica e esclarecimentos sobre questões legais. Documentos jurídicos em meio eletrônico: Disponível em: <site>. Acesso em: data. Dados: título, diretor, produtor, local, produtora, data especificação do suporte em unidades físicas e outras informações. Abrange: pintura, gravura, ilustrações, desenho, transparência e similares. Dados: autor, título (se ausente e atribuir um nome, ambas as situações, grafadas entre colchetes). Em meio eletrônico: seguir a norma. Dados: autor, título, local, data da publicação, indicação da escala, outras informações complementares Dados: compositor(es), intérprete(s), título, local de edição, gravadora, data, especificação do suporte, informações complementares (duração, rotações, tempo, estéreo). Dados: autor(es), título, local, editora, data, designação específica (1 partitura), instrumento (quarteto, orquestra, banda). Representado por escultura, maquete, objetos em geral, peças de museu e similares Dados: Autor(es), título (se ausente, atribuir ou [sem título]), data, complementos, outras informações (coleção, proprietário, dimensões, tradução das informações) Meio eletrônico: autor(es), título do serviço, versão, descrição física do meio eletrônico.

DEFINIÇÃO ELEMENTOS DE REFERÊNCIA REGRAS PADRONIZADAS MODELO DE REFERÊNCIA PATENTE DOCUMENTO JURÍDICO

IMAGEM EM MOVIMENTO DOCUMENTO ICONOGRÁFICO DOCUMENTO CARTOGRÁFICO DOCUMENTO SONORO PARTITURA DOCUMENTO RIDIMENSIONAL

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TRANSCRIÇÃO DOS ELEMENTOS

Autoria, CCAA (Código de Catalogação Anglo-Americana. Mais de três autores usar uma das expressões: et al. (et alii), ou outros, ou org. ou coord., conforme o caso); tradutor, revisor, ilustrador (quando existirem essas informações). Título e subtítulo quando longo pode-se adotar uma supressão de parte de um deles. Periódicos: autor, título do jornal, local da publicação, data. Edição: registro obrigatório. Ex. 2. ed. Local: quando da existência de homônimo acrescentar a sigla da unidade da federação. Quando ausente, porém é possível identificá-la, grafá-la entre colchetes [São Paulo]. Quando ausente grafar S. l. (Sine loco). Editora: no caso de duas, registrá-las. Ausência, grafar S. n. (sine nomine) entre colchetes. Na ocorrência da ausência do local e da editora grafar [S. l.: S. n.). Data: da publicação, da distribuição, do copirraite, da impressão, do depósito. Coleção: registra o número de primeiro e do último. Coleção de periódicos: título, local, editora, ano, período (anual, mensal), indicação do volume, de páginas e do mês. Descrição física: número de páginas, do volume,em algarismos arábicos. Ilustrações: abreviadas il. coloridas. Dimensões: grafadas em milímetros, em algarismos arábicos: Ex. 140mm X 210mm. Série ou notas registro opcional no final da referência. Ex. Série magistério. Ordenação das referências: sistema alfabético, sistema numérico, conforme o caso.

10.3 CONCLUSÃO
O processo da aplicação das normas de referência e documentação é uma tarefa meticulosa e complexa que exige um cuidado especial para que a obra esteja dentro dos parâmetros estabelecidos, caso contrário, a ausência do formal prejudica o valor da mesma.

10.4 QUESTIONÁRIO REFLEXIVO-ANALÍTICO
01 O que significa referenciar? 02 Quais são as regras básicas de apresentação? 03 Quais são os elementos essenciais e complementares para referenciar uma Monografia? 04 Como referenciar parte de uma tese, por exemplo, um capítulo? 05 Como fazer a referência de uma revista? 06 Como referenciar uma matéria de jornal em meio eletrônico? 07 Quais são os elementos essenciais e complementares para referencia a matéria de um congresso? 08 Quais são os elementos para referenciar a Constituição Federal? 09 Quais são os elementos essenciais e complementares para referenciar imagem em movimento?

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10 Quais são os elementos essenciais e complementares para referenciar um documento iconográfico? 11Como referenciar um documento cartográfico? 12 Como referenciar um documento sonoro? 13 Como referenciar um documento tridimensional? 14 Como referenciar uma obra que tem seu título grafado em língua vernácula e em língua estrangeira? 15 Como referenciar uma obra que não tem a cidade da edição e o nome da editora? 16 Como referenciar uma obra traduzida, que tenha ilustrador e faça parte de uma coleção ou de uma série?

10.5 EXERCÍCIO
Ir à biblioteca para fazer um levantamento de dez tipos de referências.

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